Pastores: Feridas, abandono e o duro recomeço.

                                                    Pastores feridos; Pastores que abandonam o púlpito, enfrentam o difícil caminho da auto-aceitação e do recomeço. Desânimo, solidão, insegurança, medo e dúvida. Uma estranha combinação de sensações passou a atormentar José Nilton Lima Fernandes, hoje com 41 anos, a certa altura da vida. Pastor evangélico, ele chegou ao púlpito depois de uma longa vivência religiosa, que se confunde com a de sua trajetória. Criado numa igreja pentecostal, Nilton exerceu a liderança da mocidade já aos 16 anos, e logo sentiria o chamado – expressão que, no jargão evangélico, designa aquele momento em que o indivíduo percebe-se vocacionado por Deus para o ministério da Palavra. Mas foi numa denominação do ramo protestante histórico, a Igreja Presbiteriana Independente (IPI), na cidade de São Paulo, que ele se estabeleceu como pastor. Graduado em Direito, Teologia e Filosofia, tinha tudo para ser um excelente ministro do Evangelho, aliando a erudição ao conhecimento das Sagradas Escrituras. Contudo, ele chegou diante de uma encruzilhada. Passou a duvidar se valeria mesmo a pena ser um pastor evangélico. Afinal, a vida não seria melhor sem o tal “chamado pastoral”?

 

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Uma só carne em TUDO. Um verdadeiro casamento.

                                            Voltando ao princípio de tudo, Deus nos ensina que quando nos casamos, temos que deixar pai e mãe para nos tornamos UM com o nosso cônjuge. Isso é casamento! “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne.“ Gênesis 2:24. Uma cerimônia religiosa, a bênção de um pastor ou de um padre, um documento no cartório e uma festa milionária não tem poder NENHUM para fazer isto. É uma questão de obediência a Deus. Se você acha que o que estou dizendo é besteira, me diga: Quantos casais (inclusive os cristãos) tiveram uma linda cerimônia, foram abençoados pelo líder da comunidade, assinaram os papéis no cartório, gastaram fortunas com a festa e hoje estão separados ou vivem como dois inimigos? Acho que não preciso justificar mais nada…

 

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Na Graça, feliz é quem não se condena.

“Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova.” (Romanos 14:22). Por muito tempo nós que fizemos parte do sistema religioso vivemos presos em um labirinto chamado condenação. Tudo o que queríamos fazer trazia-nos certo desconforto, pois não sabíamos se aquilo era permitido pelo “líder espiritual” ou se seríamos julgados pelo “irmãozinho” da igreja. No texto bíblico citado, Paulo deixa claro que FELIZ É AQUELE QUE NÃO SE CONDENA. E, hoje, podemos viver esta plena felicidade, pois a Graça de Deus traz a liberdade ao invés do senso de reprovação. Na religião éramos tratados como crianças (que não sabem bem o que devem praticar e que precisam de um aio para ser guiadas perante o que pode e o que não pode fazer). Mas, agora em Graça, somos adultos espirituais, plenos no conhecimento e livres para fazer o que queremos, pois estamos certos que tudo gera um resultado, e somos capazes de discernir o bem do mal. E quando estamos realmente com o espírito ativado optamos por fazer as coisas boas que trazem um bom testemunho e boas consequências. É por isso que não devemos nos condenar a nós mesmos, pois sabemos qual caminho devemos trilhar. E embora haja tantos a serem seguidos, o Espírito de Deus que habita dentro de nós nos guia sempre pelas veredas corretas em direção ao alvo.

 

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Vá atrás dos seus sonhos !.

                                                 Assisti ontem ao documentário “Senna ” num canal de TV em Londres, que conta a trajetória da carreira do piloto Ayrton Senna. Este filme esteve também em cartaz no cinema há um tempinho atrás, não sei se você assistiu também, senão assista. Fiquei super comovida, e falou muito ao meu coração!. Realmente, depois de Senna, a Fórmula 1 nunca mais foi a mesma, pelo menos para nós brasileiros que festejávamos e torcíamos a cada corrida. Acredito que o Brasil também nunca mais tenha sido tão bem representado internacionalmente como foi com o Senna. Foi certamente uma perda lastimável, e por mais que tentamos entender, é impossível saber os propósitos de Deus. Por que Deus permitiu que acontecesse aquele acidente justamente com o nosso tão amado Senna com apenas 34 anos de idade?. Muitas vezes tenho a impressão que os grandes homens e grandes personalidades infelizmente duram pouco. Talvez quando finalmente conseguirmos cumprir nosso propósito na Terra, chega a hora de partirmos para a Eternidade. É difícil entender a forma como Deus age. Jesus foi chamado para junto do Pai com apenas 33 anos. Tempo suficiente para Ele cumprir sua missão, e nos ensinar suas maravilhosas lições de amor.

 

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Vida reformada pelo “Reformador” de tudo e todos, isso que nos importa !.

 

 

 

 Como cristãos reformados, frequentemente somos questionados por aqueles de fora da Fé Reformada: “O que significa ‘reformado’?”. Muitas respostas breves estão disponíveis, a maioria das quais enfatiza alguma relação com o movimento protestante europeu do século XVI e a sua teologia. Mas o que pensamos de nós mesmos quando pensamos na palavra “reformado”? Há uma tentação entre alguns de nós quanto a romantizar o período histórico da Reforma e pensar nele como o nosso ideal. Pode ser um problema para nós pensarmos no termo “reformado” como antigo e no tempo pretérito. Isso pode levar cristãos reformados do século XXI a uma visão de certa forma distorcida dos objetivos atuais da igreja.

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Dia Internacional da Mulher: Débora, corajosa e cheia de virtudes.

O website “O Caminho Cristão” parabeniza todas as mulheres neste dia especial.

Débora era juíza e profetisa. Era casada com Lapidote. Seu “Tribunal” ficava debaixo de uma palmeira, entre Rama e Betel (consultem um mapa), no território de Efraim, a tribo líder do norte. Os juízes antigos julgavam as questões do povo junto às portas das cidades, ou num lugar público e determinado, e todos iam ali levar as suas queixas e receber as decisões, que eram inapeláveis. Não havia os rigores modernos de uma judicatura pomposa e custosa. Tudo era muito simples. De qualquer maneira temos agora uma mulher feita juíza em Israel. Como a situação do norte chegou ao seu conhecimento, o texto não o diz. Mas parece certo que Jabim e seus aliados estavam dominando e arruinando as tribos do norte. Então ela chama Baraque, filho de Quedes, Naftali, lá do norte, e lhe pergunta a respeito dos negócios de Israel. Baraque era da zona conflagrada e sabia bem de tudo. Ela perguntou se ele não sabia que Deus tinha determinado entregar Jabim na sua mão. Parece que ele ignorava mesmo e, se sabia, não tinha tomado qualquer medida. Diz ela então, repetindo a ordem do Deus de Israel: “Vai, e atrai gente ao monte Tabor, e toma contigo dez mil homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom; e atrairei a ti, para o ribeiro Quisom, Sísera, chefe do exercício de Jabim, e com os seus carros (ferrados) e com as suas tropas, e to entregarei na mão. Ele respondeu: Se tu fores comigo, irei!” Como Débora recebeu esta informação não se diz, senão que era profetisa e Deus lhe teria falado, embora, como mulher, não lhe coubesse tomar a dianteira. Tudo estava devidamente planejado, e era apenas questão de Baraque se dispor a ir à guerra.

 

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Gólgota, o Único divisor de águas da história humana !.

“Levaram-no, pois, ao lugar do Gólgota, que quer dizer, lugar da Caveira. (…) Então o crucificaram…

(Marcos 15:22-24)

Há quase dois mil anos atrás Jesus de Nazaré subiu à cruz e consumou os séculos (Hebreus 9:26). Ou seja, Ele pôs fim à era de Adão, do diabo e da Lei de Moisés (Romanos 10:4); enfim, o Senhor nos libertou do império das trevas (Colossenses 1:13) e, ao ressuscitar, iniciou, por assim dizer, uma nova era (um novo “aeon”): a era eterna da Graça de Deus, e a Nova Criação. O lugar onde a cruz do Senhor foi posta chamava-se Gólgota(palavra do aramaico – dialeto usado pelos habitantes do Oriente Médio daquela época – que significa “Caveira”). Este nome foi dado àquele local, que se localizava fora das muralhas da cidade de Jerusalém, porque o monte apresentava uma elevação que se assemelhava a um crânio e era também o local onde muitos condenados à morte foram crucificados.

 

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Liberdade ! O chamado da Graça em Cristo !.

Você gosta de ter a cor do seu cabelo azul, rosa, verde, pinte-o! Se você é maior de idade e deseja fazer aquela linda tatuagem ou colocar aquele piercing, faça !. Se você deseja ouvir a música daquele artista não-cristão, ouça !. Quer sair pra dançar, viajar com amigos e amigas, ir a praia, cachoeira, ao campo, tomar sol numa piscina,  ir ao cinema, ao teatro, ao estádio de futebol torcer para o seu time do coração, ou ir aquele show musical tão sonhado?  Não perca seu tempo, vá!.

Enfim, valorize esta bênção tão preciosa chamada LIBERDADE, e extermine de vez o legalismo religioso que mata !.

 

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O Arrebatamento da Igreja – Diversas Teses.

 

 

 

Jesus prometeu que voltaria para arrebatar a sua igreja, como está escrito: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (Jo 14.1-3). Paulo acrescenta: “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1Ts 4.16-17).

 

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A Ética no Casamento.

Desde o tempo do Iluminismo, a ética religiosamente baseada teve uma
má reputação entre muitos intelectuais do ocidente. Sigmund Freud poderia
ser tomado como um porta-voz de muitos estudiosos e educadores na forma
como ele via a ética judaico-cristã como irracional, produtora de culpa, e
falsamente restritiva da liberdade natural. Juntamente com muitos outros,
Freud queria uma abordagem mais “racional” da ética. E se essa rejeição da
ética religiosamente baseada tivesse tido um ponto central de conflito, poderia
facilmente ser em rejeitar a ética judaico-cristã com respeito ao casamento e
sexo, uma rejeição que veio à proeminência cultural com a “revolução sexual”
de uma geração passada. É provavelmente menos comum que intelectuais
seculares tenham explicitamente rejeitado padrões morais judaico-cristãos a
respeito de assassinato, roubo ou mentira.

 

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Deus, o sustentador de tudo e todos !.

Se cremos que “no princípio criou Deus os céus e a terra”,
devemos crer também que esse mesmo Deus mantém todas as coisas
criadas por ele. A priori esse conceito é até muito difundido e aceito
no meio cristão, mas quando falamos de certas inferências do que
isso significa, alguns deles têm um receio e até temor sobre o
assunto abordado. Quando surge a questão de quem controla o
diabo, os anjos caídos e a maldade que eles ou o homem pratica, há
uma nebulosidade sem sentido para explicá-la.

 

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Apelo: Casa do Pedro

Amigos.
Estamos fazendo campanha para doação de medula óssea.
Pedro tem 1 ano e 3 meses e precisa de um doador. Mas não é só ele que aguarda essa bênção. Milhares de crianças e adultos esperam um atitude sua para conseguir a cura de doenças hematologicas.
Ajude a quem precisa. Seja um dador de medula.
Como fazer? Se cadastre no hemocentro de sua cidade, não custa nada. Será colhido apenas 5 ml de sangue para realização do cadastro, você então será incluido no REDOME , e assim que alguém geneticamente compatível com você precisar, eles entrarão em contato para realizar a coleta da medula e assim fazer o transplante.
Viu como é fácil e rápido.

Neste sábado, dia 10/09/2011, os amigos do Pedro irão ao INCA se cadastrar no banco de dados, quem sabe não encontramos o doador.
Então se você é amigo do Pedro vá até lá.
O INCA fica Praça Cruz Vermelha, 23, 7º andar – Centro
20230-130 – Rio de Janeiro – RJ
Não se esqueça de lavar um documento com foto !
A gente se encontra lá ! Um abraço a todos e o Pedro conta com você !

http://casadopedro.blogspot.com/

Não deixe de divulgar e principalmente, seja um doador!

Dez coisas que aprendi sobre Deus com os pastores da TV.

Quero compartilhar dez coisas que aprendi ao longo dos anos sobre Deus com os pastores televisivos. Vamos lá:

1. Deus é bipolar

Pra não dizer esquizofrênico, digo que aprendi que Deus é bipolar. Afinal, cada um dos quinze tele-evangelistas (os que consegui me lembrar enquanto escrevo) diz que Deus é, pensa e age de um jeito diferente. Uma hora Deus é amoroso e perdoador, na mesma hora, mas em canal diferente, Deus é irado e pronto a nos destruir com requintes de crueldade. Um diz que ele só quer o coração, outro diz que “é tudo ou nada”, ou melhor, com Deus “ou dá ou desce”. Como sei que nenhum deles mente ou fala do que não conhece, a conclusão óbvia é que todos estão certos e, portanto, Deus é, digamos, bipolar. Isso sem contar no discurso dúbio de “graça e alegria” pro pecador e “choro e ranger de dentes” pro já converso.

2. Jesus é masoquista:….

Juro que já ouvi “Jesus exultou de alegria naquela cruz” e “Jesus ansiava pela crucificação”. Até entendo o que Max Lucado diz quando fala que “Ele escolheu os cravos”, mas a quantidade de descrições adjetivadas e minuciosas sobre os sofrimentos de Jesus me dão a certeza de que os pastores acreditam que Jesus gostava de sofrer.

3. Deus já foi de direita, hoje é de esquerda

Na verdade, o que tenho visto ao longo dos anos é que Deus é governista, sempre, de forma irrevogável (oi, Mercadante). Os pastores dizem que devemos orar pelas autoridades (o que é bíblico), mas o que mostram é que Deus gosta mesmo é de um poderzinho temporal. Poucas vezes vi um pastor televisivo reclamando do desmanzelo e ineficiência dos governos. Antes, mostram sempre seus melhores ângulos quando suas igrejas são visitadas pelos políticos. Será que rola um cabide de empregos celestial? Acho que sim, pois em toda denominação televisionada, Deus tem seus candidatos escolhidos e maldições prontas pros rebeldes que ousarem desafiar a lei do “irmão vota em irmão”.

4. Deus não inventou as borboletas

Coitadas, criaturas infernais, crias de Belzebu. Sim, numa dessas matinês vi um pastor explicando como a Nova Era estava usando a Disney para nos encher de mensagens subliminares (que de tão óbvias penso serem sublinhadas) e nos enfeitiçar. Prova de que os desenhos animados trazem a mensagem do capiroto? Sempre há uma borboleta voando quando o personagem corre perigo. Tadinho do Bambi, que além de órfão virou um ser possesso por uma pomba-gira. E o Corujito? Então, não se esqueçam: borboletas são bichinhos do mal.

5. Deus gosta de uma muvuca

Deus é um cara popular, digo mais, popularesco. O Céu deve parecer o Programa do Ratinho nos velhos tempos. A julgar pelos cultos transmitidos, em especial os de extors…, digo, exorcismo, Deus não gosta daquela coisa certinha, ordeira e calma. O pau quebra e o barraco treme quando Deus está presente, foi o que aprendi com a pastorada da TV. Desde os tempos de Davi Miranda que sabemos que o barulho é porque Deus está operando (e sem anestesia).

6. Deus é surdo

Seria essa uma redundância com o item acima? Acho que não. Mas deixe-me corrigir: Deus é deficiente auditivo (em tempos de politicamente correto, sabe como é, né?). Ocorre que aprendi ao longo de quase duas décadas que é preciso falar alto, repetir mais alto e, por último gritar com Deus para que ele ouça nossos pedidos. Sempre que ouvir a deixa “com mais fé, irmão” é porque naquele dia a coisa tá difícil de chegar aos ouvidos divinos. Encha os pulmões e tente a sorte.

7. Deus é chantagista

Triste constatação. Mas não tem jeito. Aprendi muito bem explicadinho que Deus dá piti, toma presentes, fica de mal, emburra e, às vezes, até promete ir embora e levar a família com ele, nos deixando na sarjeta da solidão, na rua da amargura, na porta do inferno abraçados com o capeta. Tudo isso se não cumprirmos cada um dos caprichos divinos que os pastores gente fina fizeram o favor de catalogar e nos repassar pra não ficarmos mal na fita com o Poderoso. Coisa parecida com as avós que dizem horrores se não formos todo domingo almoçar na casa delas.

8. Deus tem problemas em manter sua santidade

Das coisas que aprendi com a pastorada da TV, talvez essa seja a que mais me confundiu de início. Segundo vi e ouvi em anos de programação evangélica, Deus é santo, muito santo, santíssimo. Ok, é bíblico. Até Jesus confirmou isso. Mas essa santidade toda dá um trabalhão. É uma mania de limpeza sem fim. É coisa de limpar as vestes toda semana, a preocupação dos pastores em lavar os pés do povo da igreja em água com colônia de rosas, em vestir um manto sagrado, em se enxugar numa toalhinha abençoada, até em por uma touquinha na cabeça já falam. É como se santidade fosse saúde, mas pra se manter saudável, Deus não permitisse que chegássemos perto antes de tirar todos os germes da roupa, da pele e dos sapatos. 

9. Deus gosta mais dos caçulas

Diz Jesus que Deus é pai, mas os pastores me ensinaram a verdade: Deus é avô. E tem predileção pelos caçulas, pelos novinhos (sem menção à pedofilia aqui, faça o favor). Ocorre que Deus vai perdendo a graça com os assuntos mais antigos, dos pastores e cristãos mais velhos. Deus gosta é de novidades, dos assuntos do momento. Pra que hinos e canções, se a onda agora é louvorzão e baladas gospel? “Deus é jovem” ouvi uma bispa dizer antes de ser presa com dólares na ca…pa da Bíblia. “Deus é dez”, “Deus é da hora”, “Deus é irado” (se bem que faz sentido se lembrarmos que Deus é bipolar) são coisas que aprendi vendo os programas televisivos mais animadinhos. Sem contar que Deus agora tá numa onda de grupinhos que precisa ver. No meu tempo, era panelinha, mas tudo bem.

10. Deus gosta mesmo é da minha grana

Por fim, algo que me decepcionou em Deus, mas que agradeço aos pastores da TV pela sinceridade com que tratam o assunto: Deus é interesseiro. Lendo sobre Jesus no Novo Testamento, cheguei a ter uma primeira impressão legal de Deus sobre esse aspecto. Mas logo os pastores me contaram a verdade. Se eu quiser alguma coisa com Deus, o jeito mais fácil é molhar a mão do ser divino. Tenho minhas dúvidas agora com o lance de “dono do ouro e da prata”, mas vá saber. Sei que pastor não mente, portanto a coisa a se fazer para conseguir algo de Deus é pagar. Há pastores mais modestos que operam nos 10% regulamentares, mas há alguns que por um pouco (ou muito) a mais conseguem agilizar a bênção. Há taxas específicas, como os R$ 900,00 para a casa própria ou os 30% pra Deus abrir as portas. Mas algumas regalias e favores divinos só funcionam na base do tudo ou nada. Esteja (com o talão de cheques) preparado.

Não sei bem o que fazer com tudo isso que aprendi sobre Deus com os pastores da TV. Alguma dica?

A identidade do Mano Zé na multiplicidade da vida

José “O QUE ACRESCENTA” é o nome de um importante personagem bíblico: José do Egito (entre outros com o mesmo nome na escritura), e um nome bastante comum no Brasil.
O nome é para o ser a sua mais forte evidência.

E o tal José na multiplicidade da vida:

Era o favorito de seu pai GN 37.3a

Recebendo inclusive uma túnica como presente dele GN 37.3b

Tendo sonhado que teria proeminência entre os seus GN 37: 5 -10

Foi rejeitado pelos seus irmãos GN 37.11

Foi jogado numa cova GN 37.24

Enviado para o Egito GN 39.1

Foi seduzido por uma mulher que ele não poderia possuir GN 39: 7 -19

Lançado no cárcere GN 39.20

Interpretou um sonho e foi feito governador GN 41: 39-41

Será que ele deixou de ser José?

Em GN 41.44 “E disse Faraó a José: Eu sou Faraó; porém sem a tua ordem ninguém levantará a mão ou o pé em toda a terra do Egito”.

Será que ele perdeu a sua identidade?

Ele recebe o nome egípcio de Zafenate Panéia GN 41.45a
Ele agora tem Azenate, uma mulher egípcia, filha de um sacerdote GN 41.45b
E ainda ganhou dela dois filhos no Egito GN 41.50

Com tudo isso acontecendo, será que ele viveu uma crise de identidade?
Será que ele se esqueceu da casa de seu pai?
Será que ele se esqueceu que era bisneto de Abraão?
Será que o seu nome era mesmo Zafenate Panéia?

Até que em GN 45.3a, quando do reencontro com os seus irmãos ele declara: “Eu sou José”

Marcado como tal, como José!

Identifica-se como José, pois nunca se esquece da casa de seu pai.
Mesmo em toda multiplicidade de experiências, em meio ao caldo da vida, peregrinando por uma terra estranha, mesmo sendo chamado por outro nome, mesmo assim, até a sua morte em terra egípcia (GN 50.26) não deixou de ser José.

E o Senhor não deixou de ser com José:

GN 39.2 “E o SENHOR estava com José”
GN 39.5 “O SENHOR abençoou a casa do egípcio por amor de José”
GN 39.21 “O SENHOR, porém, estava com José”
GN 39.23 “O SENHOR estava com ele, e tudo o que fazia o SENHOR prosperava”

Ele é conhecido como José do Egito, mas ele não era do Egito, ele era José (o mesmo de sempre) no Egito.Sem perder de vista a sua identidade como José – o filho da casa de seu pai, a sua conversão foi para multiplicidade do mundo.

É isso aí, Zé,
Amém, mano!

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Uma Igreja brasileira?

Não existe uma igreja autenticamente brasileira, existem diversas “igrejas”, numa diversidade enorme de visões personalistas, cada uma delas pretendendo “Atender” (com boa ou má intenção) as demandas e carências do brasileiro.

Daí, o que existe de fato é:

Cristandade (a massa religiosa cristã em propagação)

Denominacionalismo (com vários estilos)

Institucionalismo (num padrão regulador)

Tradicionalismo (porque sempre foi assim e para eles sempre será)

Dogmatismo (impondo um dogma)

Ritualismo (impondo um modelo de culto)

Moralismo (impondo um comportamento)

Sectarismo (pedindo exclusividade)

Proselitismo (só para o nosso povinho)

E pode deixar que no futuro a gente inventa outros nomes…

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O Eterno

Existe uma questão chave quanto a nossa dificuldade humana com relação à espiritualidade, que é a seguinte:

O homem é possuidor de um espírito essencialmente eterno, mas está parcialmente impedido de reconhecer uma dimensão maior de eternidade, por conviver numa época sem estabilidade, onde tudo é instantâneo, descartável, provisório e sem permanentes. Refiro-me a cultura imediatista que está ao nosso alcance, aquela que se vale da casa pré-fabricada, da comida congelada, do bolo pré-cosido, do café solúvel e do leite em pó. É assim, que no tempo transitório, a vida vai pouco a pouco sendo engolida pela vaidade passageira, e a gente acaba esquecendo de acessar as verdades eternas.

Para piorar, muito embora, O Eterno seja amplamente demonstrado nas escrituras, os ignorantes da eternidade converteram o Evangelho Eterno num pacote qualquer, sintético e superficial. Um pacotinho, construído na temporalidade, que não leva em conta a eternidade, distraindo as pessoas com tudo aquilo que é provisório, e que por falta de significado consistente acaba gerando nelas um descontentamento constante.

Então vou aproveitar o espaço aqui, e registrar o expediente eterno do Senhor Deus Eterno:

Justiça Eterna – Salmo 119.142a: “A tua justiça, é uma justiça eterna”.

Alegria Eterna - Isaias 35.10: “E os resgatados do SENHOR voltarão; e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido”.

Salvação Eterna - Isaias 45.17: “Porém Israel é salvo pelo SENHOR, com salvação eterna; por isso não sereis envergonhados nem confundidos em toda a eternidade”.

Misericórdia Eterna - Isaias 54.8b: “Com misericórdia eterna me compadecerei de ti, diz o SENHOR, o teu Redentor”.

Amor Eterno Jeremias 31.3: “Há muito que o SENHOR me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí”.

Vida Eterna - João 10.28: “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão”.

Por fim, Eclesiastes 3.14a: “Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente”.

Quem poderá roubar de você aquilo que é Eterno?

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O Evangelho: Como é pensado?

É certo que todas as nossas ações dependem da categoria de pensamento que empregamos. Isso porque antes de qualquer ato, nasce uma finalidade, que tem diretamente como origem uma elaboração mental.

Assim chamo a atenção para qual lógica de raciocínio temos usado numa ação pelo Evangelho – descriminando duas formas de pensamento lógico:

1ª) A lógica de modelo – É considerada como universal (a versão única), porém a sua raiz vem da cultura ocidental/grega. Ela é caracterizada por uma fórmula bem definida, que se projeta como um objetivo concreto na realidade, e por fim impõe uma ação. Sendo que na sua execução, como se considera um modelo definitivamente concluído tende a resistir com perseverança a tudo e a todos, como sendo o que existe de mais certo, e daí, emprega o máximo de esforço para convencimento alheio.

2ª) A lógica de desenvolvimento – É uma forma de pensar oriental, que tem como raiz a cultura chinesa. Ela está baseada na transformação dinâmica da realidade, e nos ajustes às variáveis da vida, portanto, não estipula um objetivo cego, nem tão pouco, prende-se a regras, busca soluções definitivas ou estabelece metas. Antes disso, o pensar em desenvolvimento vai se desdobrando numa vivência que corre durante o processo, prestando atenção ao cenário como um todo, assim como as suas múltiplas possibilidades, além de estabelecer de forma empática uma composição com o semelhante sem tentar o convencimento do mesmo. Enfim, é uma forma ampla de encarar e redimensionar o mundo, priorizando a capacidade humana de tirar o máximo de proveito dele.

Logo penso que mesmo sendo a “lógica de modelo”, a forma de pensamento mais usual, não deve ser encarada como a única possibilidade, até porque penso eu, que o hoje numa sociedade globalizada, por conta de tanta informação, as possibilidades de modelo são inúmeras. De modo, que um “modelo fundamental” como esteio mínimo é bastante salutar, porém alerto para o fato, de que se nos fecharmos num único “modelo absoluto”, teremos com certeza o empobrecimento da nossa realidade e dos nossos relacionamentos.

 

Completando a minha crítica, e aqui contextualizando com relação ao Evangelho, vou exemplificar algumas situações que entendo existir uma tendência em relação à “lógica de modelo” em detrimento a “lógica de desenvolvimento”:

- O entendimento espiritual: É algo imutável para muita gente, muito embora, o Evangelho seja mesmo – aquilo que é definitivo, o nosso grau de consciência e aproximação com o Santíssimo é progressivo.

- A definição de teologia: Geralmente é definida de forma fundamental, como um suposto estudo fechado e científico sobre Deus. Porém existe uma outra abordagem teológica, um jeito de fazer teologia mais ligada a nossa fé (como gente) em relação a Deus, numa constante reflexão de como ela se desenvolve.

Nas palavras de Paulo em Filipenses 3:13-14: “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e  que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.”

- O campo missionário: É um fato que historicamente não foi atingido pela proclamação do Evangelho (em muitos seguimentos, continua não sendo), e sim pela cristianização – numa imposição de força e poder para consolidar a marca religiosa “cristianismo”. O que faz a gente lembrar de Zacarias 4.6b: ”Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos”.

- O envolvimento de missionários: Como um trabalho destinado apenas para alguém que faz parte de um clero fechado, para alguém que foi fabricado dentro do sistema religioso. Quando na verdade, dentro de uma comunidade, muitas vezes um “leigo”, está muito mais aberto a desenvolver uma ação pelo Evangelho, portanto é bom que estejamos prontos a abandonar da fixidez dos cargos, dando uma chance de posição de trabalho a ele, por 1ª Pedro 2.8: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”,

- A disciplina na igreja: Nasce daquele vício da igreja pelos “chamados morais”- “é necessário fazer tal coisa, tem que, deveria etc”. Até que a igreja estabelece uma vigilância bem estribada numa listinha de punições e suspensões eclesiásticas para cada tipo de suposta infração pecaminosa do membro. Numa ignorância total de Jeremias 31.34a: “E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao SENHOR; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR.” Porque ou o crente, de fato o é, ou ele nasceu de novo, ou não. Sendo a verdadeira disciplina aquela do auto-exame que pelo Espírito cada um espontaneamente se submete. E para algo mais extremo e público em termos de disciplina, fica apenas reservado a fim de conter alguém muito rebelde que esteja provocando uma rebelião contumaz no Corpo, nada mais do que isso.

- O modelo da mensagem: É cada vez mais padronizada, como linha de produção, via meio de comunicação em massa e tudo mais. Sendo que tudo depende de como cada pessoa é, se sente ou se encontra. Hoje a ordem é passar um sermão no povo: “para que Deus possa fazer”, o que na verdade condiciona e faz duvidar muito do poder de Deus. Logo eu entendo que a mensagem precisa seguir na linha de Filipenses 2.13: “Porque Deus é quem opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” ou de 1ª Pedro 5.10b: “Ele mesmo vos aperfeiçoar, confirmar, fortificar e fortalecer”. Tranqüilo assim, sem deixar de ser continuamente proclamada e AMÉM.

Fica aqui para gente refletir e ir ainda além.

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Reino, Poder e Glória

Reino, Poder e Glória, são três elementos exclusivos de Deus. Que o Altíssimo não confere de forma absoluta a nenhum homem, nem tão pouco, o próprio homem deve chamar para si.

 

Reino – É o Governo de Deus, e a sua melhor vontade; boa, perfeita e agradável. O que está diretamente ligado ao nosso bem-estar, dependendo do nosso reconhecimento e sintonia com Criador e Mantenedor Divino. O que normalmente não acontece, já que o homem é um ser invariavelmente perdido em seus processos, sistemas e formatações, um ser que tenta planejar e prever, mas que se confunde cada vez mais. O livro do Gênesis 10.10a, diz que logo no principio, o reino do homem foi Babel – uma confusão. E sempre que o homem tenta reinar, o resultado que se tem, é o terrorismo e a guerra. Isso porque o homem governa com seu próprio interesse e acaba por formar o seu grupo ou partido, que por sinal não importa qual seja; de centro, de esquerda ou de direita, o homem sempre estará lá. Há quem ainda pense que o homem é boa coisa, mas no A.T em Isaias 64.6a, ele é descrito como “imundo, e toda a sua justiça como trapo da imundícia” e no N.T em Romanos 3:10-18, “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus.

Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. A sua garganta um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; Cuja boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria; E não conheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos.”

 

O que pode sair de um governo assim?

 

Em Provérbios 8:14-16, entendemos por uma Divina Declaração: “Meu  é o conselho e a verdadeira sabedoria; eu sou o entendimento; minha é a fortaleza.

Por mim reinam os reis e os príncipes decretam justiça. Por mim governam príncipes e nobres; sim, todos os juízes da terra.”

 

E ainda em Provérbios 28.12, ficamos sabendo que: “Quando os justos triunfam, há grande alegria; mas quando os ímpios sobem, os homens se escondem.”, ou seja, quando os justos estão governando, o fazem, governados pelo Senhor Deus, assim tudo dá muito certo, mas quando são os ímpios querendo fazer, a coisa fica bem danada.”

 

Romanos 5.17b, promete: “Muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.”

 

 

Poder – É só Deus quem realmente o detém de forma absoluta. Já o homem apenas pensa ter algum poder nas mãos, e quanto mais pensa assim, mais se impõe por querer dominar, por fim, corrompe e é corrompido como ser. Conforme decreta Eclesiastes 8.9b: “Um homem tem domínio sobre outro homem, para sua desgraça.”

 

 

É uma questão da gente se colocar no nosso lugar e considerar Mateus 28.18:

“E chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É me dado todo o poder no céu e na terra.”

 

Só que Filipenses 2:5-10, dá um bom conselho para gente:De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, no teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra.”

 

E em Atos 8.20b, nós ainda somos lembrados de que o poder não é algo podemos comprar: “O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois você acha que o dom de Deus se alcançado com dinheiro.”

Em Efésios 3.20, temos a certeza que o poder vem por meio Dele, vem do Senhor:

“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera.”

 

Glória – É o reconhecimento que por fim prestamos tão somente ao Altíssimo. Outra coisa que o homem não pode ter, mas apesar disso, ele é extremante carente de reconhecimento e está sempre querendo chamar a atenção para sua importância humana.

Penso que o principal problema em relação ao avanço da fé, aquilo que nos impede de crer é justamente o nosso envolvimento com uma glória que não é nossa.

 

Tanto é, que João 5.44, chega a nos questionar:

“Como podeis vós crer, recebendo honra uns dos outros, e não buscando a honra que vem só de Deus?”

 

É aquela mesma glória que Lúcifer quis ter para ele… E os maiores problemas que enfrentamos atualmente nas igrejas com os neo-apóstolos & cia, estão sempre ligados a glória que ninguém quer perder… Tenho certeza que bastaria o entendimento real da verdade bíblica a respeito da glória, e muitos dos problemas eclesiásticos seriam evitados… Mas como tem um monte de gente mimada com necessidade de ser aplaudida no pódio da importância…

 

João 12.43, arremata:

“Porque amavam mais a glória dos homens do que a Glória de Deus.”

 

Então, o Apóstolo Paulo se levanta e diz: Eu tenho uma glória!

 

Onde você arrumou glória, Paulo?

 

“Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.” Gálatas 6.14

 

Paradoxalmente, a verdadeira Glória está na cruz, lá onde Ele, o Cristo foi vituperado, desprestigiado, envergonhado, ridicularizado, cuspido, crucificando e morto.

 

A paixão de Cristo é o nada no conceito dos homens, mas foi na cruz, que Pai o exaltou soberanamente e o elevou a posição de Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.

 

Enfim, fica aí, para gente, a mensagem mais louca e absurda do Evangelho, que é passar pela cruz, para deixar por lá, aquela grandeza que gente pensa ter, aquele nosso talento, aquela nossa importância, para deixar o nosso orgulho próprio e a nossa pior inveja.

 

Para então homologar Mateus 6.13b:

“Teu o Reino, o Poder, e a Glória, para sempre. Amém.”

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Pérola de Sabedoria

Quando o assunto é espiritualidade não se deixe levar pelo óbvio. Desconfie de tudo aquilo que é pautado em argumentos absolutamente concretos e racionais, mas que ainda assim se declara como sendo espiritual. Espiritualidade é um outro lance; tão íntimo, sobrenatural e misterioso, que fica até difícil de explicar o que é.

PELLEGRINI – Pellegrino / Peregrinus

“Sou peregrino na terra Salmo” 119.19a

Sistema religioso: ritual por ritual, limitação por limitação

O ritual religioso é um dos elementos mais recorrentes nos dias de hoje, em seu sentido clássico; como sistema, método e pacto, formando um conjunto de gestos, palavras e formalidades, imbuído de um valor simbólico, cuja execução é prescrita por uma religião. Tal ritual religioso é executado por uma comunidade de pessoas religiosas em locais específicos, em intervalos regulares (como reuniões de culto) ou em situações específicas (como batismos, casamentos e funerais).

Penso que o real propósito de se realizar o ritual religioso é promover a tentativa humana de criar uma ocasião – um mito reparador. Entendo que o apego ao ritual religioso serve apenas como um calmante, entendo ainda que o ritual religioso não passa de uma psicoterapia breve. O ritual religioso é comum e limitado em si, não oferece harmonia possível, ele apenas funciona como uma maquiagem sem encontrar de fato uma justa posição Santíssima. Para mim o ritual religioso é um sagrado qualquer com disfarce de santo numa função de ruptura com o plano real (interpretado como profano). No velho condicionamento primitivo que nos leva a escolher o ritual como um recurso de feitiço – um portal mágico, que supostamente irá causar algum efeito entre o aqui e o além. O ritual religioso é simplesmente um elemento de magia (que no fundo não passa de elemento cultural) para tentar tirar do lugar o ser humano de onde ele está e sempre estará, não importando todo o esforço que possa ser feito por ele.

O que de fato percebemos no ritual religioso é puramente o vicio e o desejo em manter sempre o mesmo estado de concordância; numa obtenção da aceitação humana, num fortalecimento dos laços sociais, assim como numa satisfação das necessidades emocionais, estabelecendo por fim, papéis, obrigações e afiliações. Daí, toda a rede de interesses que se forma em torno de uma suposta verdade projetada e apresentada como tal no ritual, o que proporciona no fim das contas uma via de entorpecimento real da consciência, assim como uma conseqüente necessidade de reagir mais cedo ou mais tarde ou de ficar perpetuamente estagnado na prática meramente religiosa, isso é claro, dependendo da forma como tal pessoa lida com as regras delineadas por sua própria experiência e perspectiva.

E tem mais, hoje muito se aponta a instituição como ofensiva ao Evangelho, mas será mesmo honesto criticar a instituição enquanto somos viciados nas mesmas coisas e estamos pendurados no mesmo ritual religioso?

Posso afirmar que quanto mais ritual religioso, mais cultura religiosa e por fim, mais necessidade de institucionalização reguladora. Quem continuar curtindo sempre da mesma forma pequena o ritual religioso, mesmo que seja ele até nos mais leves formatos, não poderá nunca reclamar da institucionalização. Sinceramente, entendo que enquanto existir o mesmo cerimonial existirá a mesma institucionalização castradora do Evangelho e da vivência da genuína Espiritualidade Cristã.

Agora com isso não estou radicalizando o ritual em termos gerais, estou aqui apenas tratando contundentemente a respeito do ritual religioso, até por que entendo que diversas ações comuns, como um aperto de mão ou um alô pelo telefone são pequenos rituais do cotidiano. Portanto não sou radical a ponto de propor a inércia imobilizante do fim completo do ritual, já que realizo automaticamente uma série deles no dia a dia, mas em termos espirituais aprovo apenas o ritual mais profundo em si, a experiência do essencial e não do ritual, ou seja, creio que o Evangelho faz celebração invisível do mistério apenas no coração e rompe com a ritualística externa e barulhenta. Sim entendo que o ritual exibicionista repetitivo não leva a lugar nenhum e me agrada a depreciação e o declínio desse ritual religioso na sociedade contemporânea e que assim venha a nascer o espaço maior para consumação do ritual íntimo do Evangelho. A prioridade maior é o encontro com Deus – o verdadeiro ritual que permanece vivo é o Evangelho sustentado em constante transformação interna num movimento da Espiritualidade Viva, que cresce internamente nos desalojando das posições equivocadas, restaurando a Espiritualidade Essencial mais profunda que nos incentiva ao progresso do novo modo de pensar e agir. A justa posição para o homem – O Evangelho do Espírito para o espírito.

Enfim, amadurecidos pela Graça de Deus, acredito que podemos ir muito além do obstáculo ritual, buscando reordenar a vida ao ponto de viver sem as regras e as fronteiras religiosas que podem nos limitar em desejos e ambientes.

De uma vez por todas, lembrando:

“O reino de Deus não vem com aparência exterior” Lucas 17.20 b

AMÉM.

PELLEGRINI – Pellegrino / Peregrinus

“Sou peregrino na terra” Salmo 119.19a