apologética and artigos and cotidiano and leitura recomendada and modismos evangélicos and reflexão and vida cristã23 dez 2008 01:25 am

Pessoalmente é o Natal mais diluído que já ví. Um Natal de perús e de Noéis cabisbaixos e sem “sacos de presentes” por causa de uma tal crise mundial. Um Natal sem alegrias e sem gentilezas. Sim, este está sendo um Natal cruel em todo o mundo!.
Que Natal é este?

 

Este é o primeiro Natal não-cristão da humanidade ocidental nos últimos mil e setecentos anos, desde a saudosa era da Igreja dos Sonhos, a “Dream Church”, a Igreja Primitiva, onde se repartia tudo em comum, pois comungavam de uma unidade bonita e harmoniosa de coração.  Falava-se de “mundo pós-cristão” desde muito tempo atrás. Também se falava de “pós-modernidade” desde há muito. No entanto, mesmo que o “fenômeno” já fosse uma realidade cultural e religiosa, não havia ainda se tornado algo afetivo e emocional.

Ou seja, nas últimas duas décadas, mesmo já sendo este um mundo “pós-cristão”, cultural e religiosamente falando, ainda se tinha a energia inercial dos romantismos fraternos dos natais cristãos, a qual se manifestava ainda em muitas expressões de espírito de perdão, reconciliação e de fraternidade.

Neste Natal, entretanto, quase que de um modo geral, sente-se a desafeição do ano inteiro prevalente como espírito, nas ruas, nas casas, nos olhares, nos gestos, nos desinteresses, no congelamento das afeições — conforme o que se vê o ano todo.

A humanidade ocidental, agora, começará a saber como é viver num mundo no qual as Festas da Cristandade não têm nenhum significado além do termo que a própria Casa Branca, dos crentes americanos, já adotou. Ao invés do Merry Christmas de sempre — o que ainda remetia para a cristandade —, agora, pelo segundo ano, adotou o politicamente correto Happy Holidays.

Jesus não nasceu em 25 de dezembro. Mas isto não tem nenhuma importância, visto que a maravilha da Encarnação deve ser a loucura nossa de cada dia.

O que sinto falta é da gentileza que parecia ressurgir dos mortos ante o romantismo do dia do “Nascimento de Jesus”.

E não sinto falta disso para mim mesmo, mas apenas como lamento de quem vê como as pessoas vão ficando a cada dia mais geladas.

Meu Natal é o ano inteiro, pois quem quer que deseje viver o espírito do Evangelho viverá da fé na Encarnação em cada segundo de seu existir.
A Era Glacial começou!

Bem-aventurado seja todo aquele que não se deixar gelar!

Só há um antídoto contra o Natal de Gelo: o amor que se dá, e que também valoriza pai, mãe, filhos (as), irmão, amigo, família, e, sobretudo, a paz entre todos e sem distinção.

Um próspero e Feliz Natal Interior !.

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