É no livro de Atos dos Apóstolos que “O Caminho” foi um dos modos de chamar a Igreja como comunidade dos discípulos. “Os do Caminho” eram os discípulos! “Cristãos” foi depois disto e como um apelido negativo – hoje em dia também não é uma boa referência. É por meio de
Primeiro porque Jesus é o Caminho. Segundo porque o chamado da fé é “hebreu”; e ser hebreu que vem da frase Me-Heber: De mais além, referindo-se ao que vinha do outro lado do rio (Abraão) e com o passar do tempo o termo hebreu foi-se alterando, vindo da raiz hebraica a-vár, que significa “passar, transitar, atravessar, cruzar, andar em frente”. Esse nome denota viajantes, aqueles que ‘passam adiante’; é ser alguém do caminho, da estrada, da peregrinação, como foi Abraão, o hebreu. Terceiro porque, historicamente, um dos maiores problemas da Igreja foi o fato de que ela deixou o mundo, e, assim, deixou de ser Caminho no chão da Terra. Desse modo e por tal razão, logo a palavra “Igreja” passou a designar algo geográfico, estático, quantificável, e imutável; assim perdendo sua vocação de Igreja – os chamados para fora – e, por essa via, tornando-se cada vez mais uma estrutura que vive de sua própria institucionalização.