O velho assunto de sempre: a instituição religiosa
Uma instituição mesmo quando leve, não deixa de ser SÓLIDA – ou seja, zeladora da cultura (no caso em questão: religiosa) o que acaba por deixar disponível o mesmo caminho convencional, com outra aparência, com outro conjunto de idéias, com outros nomes, com menos ou mais ilusões, mas ainda o mesmo caminho convencional a ser percorrido.
O Gracioso Evangelho é instituído de forma íntima – dentro de nós (sem visível aparência), logo entendo que enquanto existir o mesmo cerimonial existirá a mesma institucionalização.
Como um movimento pode ser revolucionário em favor do Evangelho se ainda permanece pendurado no ritual?
Sim, o mesmo ritual de sempre é reproduzido, com outra cara, mas ainda o mesmo ritual. O circo ainda é o mesmo de sempre, as pessoas ainda são culturalmente viciadas nos ritos. Acostumadas às mesmas formas de culto e reuniões, a irem a algum lugar – como único modo de congregar, a darem os seus discursos públicos e assim por diante.
Eis a Matemática: quanto mais ritual religioso, mais cultura religiosa e por fim, mais necessidade de institucionalização reguladora. É um círculo vicioso!
Que ninguém me venha dizer que qualquer invencionice leve pendurada na tradição do rito pode trazer A revolução do Evangelho.
Eu entendo que é preciso pegar OUTRO libertário caminho NÃO convencional.
O que para mim corresponde a uma vida simples em Cristo, sem rodeios, sem platéia, sem ritos – a não ser os íntimos, à margem da pujança da instituição religiosa (leve ou pesada).
Quem for corajoso que experimente!
AMÉM.
PELLEGRINI – Pellegrino / Peregrinus
“Sou peregrino na terra” Salmo 119.19a”
