artigos and bíblia and citações and escatologia and estudos diversos and graça and jesus and leitura recomendada and manifesto and reflexão and salvação and vida cristã24 jun 2009 04:36 pm

Ora, que dizer daqueles que nos são mais chegados na terra?

Continuarei tendo uma relação especial com a minha esposa no céu? Você

continuará a tratar os seus progenitores como pai e mãe? Nossos amigos

íntimos aqui serão nossos amigos íntimos lá? Está muito bem esperarmos

encontrar dezenas de milhares. Mas nós não fomos criados de molde a ainda

querermos um círculo mais íntimo? Essas perguntas são naturais, porém não é

fácil respondê-las..

Certamente vamos conhecer uns aos outros no céu…leia:..

 O rei Davi esperava unir-se lá a seu pequeno filho falecido. “Eu irei a ela”, à criança, disse ele (2 Samuel 12:23). Paulo concita os cristãos que estavam de luto a que não se entristecessem “como os demais, que não têm esperança. Porque… aos que em Jesus dormem Deus tornará a trazer com ele” (1 Tessalonicenses 4:13,14).

A razão para não se entristecerem como os incrédulos é que a sua partida não

é permanente. Eles tornarão a encontrar-se. Não podemos conhecer no céu

menos que na terra, e, portanto, reconheceremos aqueles que eram nossos

conhecidos aqui. Certamente isso é um consolo.

Também nos é dito que muitos aspectos do casamento não serão próprios na glória, onde “nem casam nem são dados em casamento” (Mateus 22:30). Não haverá reprodução de seres, nem relações sexuais, nem gestantes. As crianças não vão requerer cuidado paterno. A relação entre Cristo e Sua Igreja será tão óbvia e perfeita que tornará desnecessária uma ilustração ou qualquer configuração humana.

Significaria, então, que o seu marido ou o meu melhor amigo não serão

para nós mais do que qualquer pessoa entre as multidões de remidos? Não

penso assim.

Todas as coisas boas serão melhores no céu do que na terra. Se Deus

deu a você um cônjuge cristão, um pai ou filho ou irmão, ou amigo, você

pode estar certo de que, sejam quais forem os parâmetros das suas relações

futuras com eles, a amizade será mais chegada do que agora. Você os

conhecerá mais intimamente, os amará mais intensamente, deleitar-se-á neles

mais plenamente. É impossível que percamos alguma coisa boa nesse lugar

repleto de coisas boas. Podemos observar os cristãos que amamos

especialmente e louvar a Deus por continuarmos a amá-los, e cada vez mais,

para todo o sempre.

Richard Baxter toca num perfeito equilíbrio entre super e subvalorizar

os nossos amigos: “Quando eu contemplo o semblante dos preciosos filhos

de Deus, e confiantemente penso naquele dia, que reanimador pensamento

é!… Devemos ser cautelosos para que em nossos pensamentos não vejamos

nos santos o que só há em Cristo, nem esperemos que grande parte do nosso

conforto esteja em desfrutar sua presença e companhia; somos muito

propensos a esse tipo de idolatria. Todavia, Aquele que nos manda amá-los

agora, vai nos deixar amá-los então, quando Ele próprio vai torná-los muito

mais amoráveis. Eu sei que Cristo é tudo em tudo; e que é a presença de Deus

que faz com que o Céu seja Céu. Contudo, adoça muito os meus pensamentos

sobre aquele lugar saber que lá existe essa multidão de amigos meus em

Cristo, os mais queridos e os mais preciosos”. Espero de verdade querido leitor, que estejamos todos lá para a linda Eternidade povoada pelos remidos do Senhor, entregue-se de coração em oração ao sacrifício da Cruz do seu Filho Jesus Cristo que pode te dar esse ticket de entrada nos céus, amém e amém.

 

 

 

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