Ora, que dizer daqueles que nos são mais chegados na terra?
Continuarei tendo uma relação especial com a minha esposa no céu? Você
continuará a tratar os seus progenitores como pai e mãe? Nossos amigos
íntimos aqui serão nossos amigos íntimos lá? Está muito bem esperarmos
encontrar dezenas de milhares. Mas nós não fomos criados de molde a ainda
querermos um círculo mais íntimo? Essas perguntas são naturais, porém não é
fácil respondê-las..
Certamente vamos conhecer uns aos outros no céu…leia:..
O rei Davi esperava unir-se lá a seu pequeno filho falecido. “Eu irei a ela”, à criança, disse ele (2 Samuel 12:23). Paulo concita os cristãos que estavam de luto a que não se entristecessem “como os demais, que não têm esperança. Porque… aos que em Jesus dormem Deus tornará a trazer com ele” (1 Tessalonicenses 4:13,14).
A razão para não se entristecerem como os incrédulos é que a sua partida não
é permanente. Eles tornarão a encontrar-se. Não podemos conhecer no céu
menos que na terra, e, portanto, reconheceremos aqueles que eram nossos
conhecidos aqui. Certamente isso é um consolo.
Também nos é dito que muitos aspectos do casamento não serão próprios na glória, onde “nem casam nem são dados em casamento” (Mateus 22:30). Não haverá reprodução de seres, nem relações sexuais, nem gestantes. As crianças não vão requerer cuidado paterno. A relação entre Cristo e Sua Igreja será tão óbvia e perfeita que tornará desnecessária uma ilustração ou qualquer configuração humana.
Significaria, então, que o seu marido ou o meu melhor amigo não serão
para nós mais do que qualquer pessoa entre as multidões de remidos? Não
penso assim.
Todas as coisas boas serão melhores no céu do que na terra. Se Deus
deu a você um cônjuge cristão, um pai ou filho ou irmão, ou amigo, você
pode estar certo de que, sejam quais forem os parâmetros das suas relações
futuras com eles, a amizade será mais chegada do que agora. Você os
conhecerá mais intimamente, os amará mais intensamente, deleitar-se-á neles
mais plenamente. É impossível que percamos alguma coisa boa nesse lugar
repleto de coisas boas. Podemos observar os cristãos que amamos
especialmente e louvar a Deus por continuarmos a amá-los, e cada vez mais,
para todo o sempre.
Richard Baxter toca num perfeito equilíbrio entre super e subvalorizar
os nossos amigos: “Quando eu contemplo o semblante dos preciosos filhos
de Deus, e confiantemente penso naquele dia, que reanimador pensamento
é!… Devemos ser cautelosos para que em nossos pensamentos não vejamos
nos santos o que só há em Cristo, nem esperemos que grande parte do nosso
conforto esteja em desfrutar sua presença e companhia; somos muito
propensos a esse tipo de idolatria. Todavia, Aquele que nos manda amá-los
agora, vai nos deixar amá-los então, quando Ele próprio vai torná-los muito
mais amoráveis. Eu sei que Cristo é tudo em tudo; e que é a presença de Deus
que faz com que o Céu seja Céu. Contudo, adoça muito os meus pensamentos
sobre aquele lugar saber que lá existe essa multidão de amigos meus em
Cristo, os mais queridos e os mais preciosos”. Espero de verdade querido leitor, que estejamos todos lá para a linda Eternidade povoada pelos remidos do Senhor, entregue-se de coração em oração ao sacrifício da Cruz do seu Filho Jesus Cristo que pode te dar esse ticket de entrada nos céus, amém e amém.