Evolução: um paradoxo a ciência.
Alguns evolucionistas têm defendido que a ciência é impossível sem a evolução. Ensinam eles que ciência e tecnologia, para que funcionem, de fatoexigem os princípios da evolução nos termos de moléculas-até-o-homem. Afirmam que as pessoas que mantêm uma cosmovisão da criação bíblica estão em risco de não serem capazes de entender a ciência! Os pensadores críticos perceberão que argumentos como estes são muito irônicos, pois a evolução é realmente contrária aos princípios da ciência.Isto é, se a evolução fosse verdadeira, o conceito de ciência não faria sentido. A ciência de fato requer uma estrutura de criação bíblica para ser viável. Eis as razões:
As Pré-Condições da Ciência
A ciência pressupõe que o universo seja lógico e ordenado, e que siga eis matemáticas constantes sobre o tempo e o espaço. Muito embora as condições em diferentes regiões do espaço e das eras do tempo sejam muito distintas, existe, entretanto, uma uniformidade subjacente. Theodosius Dobzhansky escreveu, “Nada na biologia faz sentido exceto à luz da evolução.” Esse foi também o título do seu ensaio em 1973, primeiramente publicado na American Biology Teacher
A Academia Nacional de Ciências [National Academy of Sciences] editou um livro chamado Science, Evolution, and Creationism, declarando que evolução é um “fundamento crítico às ciências da vida e da área biomédica…” e que os conceitos evolutivos “são fundamentais a uma educação de ciência de alta qualidade.”
A Academia Nacional de Ciências também publicou um documento chamado “Ensinando Sobre Evolução e a Natureza da Ciência” (1998), com um tema similar. No prefácio (p. viii) os autores apontam que a evolução biológica é “o mais importante conceito na biologia moderna, um conceito essencial ao entendimento dos aspectos-chave das coisas vivas.” Eles escolheram publicar o documento em parte “devido à importância da evolução como conceito central ao entendimento do nosso planeta.”
Uniformidade não deveria ser confundida com “uniformitarismo”. A Uniformidade simplesmente insiste que as leis da natureza são consistentes e não mudam arbitrariamente no tempo ou no espaço, embora condições e processos específicos possam mudar. O Uniformitarismo é a crença (não-bíblica) que os processos presentes são os mesmos dos processos passados; assevera uma consistência de condições e taxas sobre o tempo, sendo resumida na frase “O presente é a chave para o passado”. Porque existe tal regularidade no universo, há muitas situações em que os cientistas podem fazer predições bem-sucedidas sobre o futuro. Por exemplo, os astrônomos podem computar com êxito as posições dos planetas, luas e asteróides no futuro distante. Sem uniformidade na natureza tais predições seriam impossíveis, e a ciência não poderia existir. O problema para o evolucionismo é que tal regularidade somente faz sentido numa cosmovisão de criação bíblica.
A Ciência Requer Uma Cosmovisão Bíblica
O criacionista bíblico espera existir ordem no universo uma vez que Deus fez todas as coisas (João 1:3) e impôs ordem sobre o universo. Posto que segundo a Bíblia Deus sustenta todas as coisas pelo Seu poder (Hebreus 1:3), o criacionista esperaria que o universo funcionasse de uma forma lógica, ordenada e baseada em leis.5 Além do mais, Deus é consistente6 e onipresente.7 Assim, o criacionista espera que todas as regiões do universo obedeçam as mesmas leis, até mesmo as regiões onde as condições físicas sejam muito diferentes. O campo da astronomia como um todo requer esse importante princípio bíblico. Além disso, Deus está além do tempo (2 Pedro 3:8) e optou por manter o universo de uma forma consistente a todo o momento em nosso benefício. Assim, muito embora as condições no passado possam ter sido totalmente diferentes das do presente e do futuro, a forma com que Deus sustenta o universo (o que chamaríamos de “leis da natureza”) não mudaria arbitrariamente.8 Deus nos disse que certas coisas poderíamos tomar por verdadeiras no futuro – as estações, o ciclo diurno, e assim por diante (Gênesis 8:22). Portanto, debaixo de um dado conjunto de condições, o cristão consistente está no direito de esperar um dado resultado, pois ele confia no Senhor que sustenta o universo de uma forma consistente. Esses princípios cristãos são absolutamente essenciais para a ciência. Quando executamos um experimento controlado usando as mesmas
As “ordenanças do céu e da terra” são especificamente mencionadas em Jeremias 33:25. 6 1 Samuel 15:29; Números 23:19. 7 Salmos 139:7–8. Reconhecidamente, Deus pode usar meios não-usuais e extraordinários para atingir um propósito extraordinário – o que poderíamos chamar de “milagre”. Mas se trata de coisas (por definição) excepcionais; lei natural poderia ser definida como a forma ordinária com que Deus sustenta o universo e exerce a Sua vontade. condições iniciais pré-ajustadas, esperamos chegar aos mesmos resultados todas as vezes. O “futuro reflete o passado” nesse sentido. Os cientistas são capazes de fazer predições apenas porque existe uniformidade como resultado do poder consistente e soberano de Deus. A experimentação científica seria inútil sem uniformidade; nós obteríamos resultados diferentes toda vez que realizássemos o mesmo experimento, destruindo a própria possibilidade do conhecimento científico.
Um Evolucionista Pode Fazer Ciência?
Uma vez que a ciência requer o princípio bíblico da uniformidade (bem como diversos outros princípios bíblicos da criação), é antes de tudo surpreendente que alguém pudesse ser cientista e ao mesmo tempo evolucionista. E, no entanto, há cientistas que professam crença na evolução.
Como isso é possível? A resposta é que os evolucionistas são capazes de fazer ciência apenas porque são inconsistentes. Eles acatam princípios bíblicos como a uniformidade ao mesmo tempo em que negam a Bíblia da qual derivam esses mesmos princípios. Essa inconsistência é comum no pensamento secular; cientistas seculares alegam que o universo não é projetado, mas fazem ciência como se o universo fosse projetado e mantido uniformemente por Deus. Evolucionistas podem fazer ciência somente se confiarem nas suposições bíblicas da criação (como a uniformidade), contrárias à sua crença aberta na evolução.
Como Responderia um Evolucionista?
O cristão consistente pode usar a experiência passada como guia para aquilo que provavelmente venha a ocorrer no futuro, já que Deus nos prometeu que (em certas coisas) o futuro refletiria o passado (Gênesis 8:22). Mas como podem aqueles que rejeitam o Gênesis explicar por que deveria existir uniformidade na natureza? Como poderia responder um evolucionista se inquirido “Por que o futuro irá refletir o passado?”
9 Por que alguém que professa crença na evolução também aceita conceitos baseados na visão criacionista? Ainda que neguem, os evolucionistas também foram criados à imagem de Deus (Gênesis 1:26-27). No fundo do coração eles conhecem o Deus bíblico (Romanos 1:19-20), mas enganaram a si mesmos (Tiago 1:22-24). Eles ignoram que os princípios da ciência venham da cosmovisão cristã.
Uma das respostas mais comuns é: “Bem, foi sempre assim. Logo, espero que seja sempre assim.” Mas trata-se de um raciocínio circular. Eu admitirei que no passado tenha existido uniformidade.10 Mas como eu sei que no futuro haverá uniformidade – a menos que já tenha assumido que o futuro reflete o passado (i.e., uniformidade)? Sempre que usarmos a experiência passada como uma base para aquilo que é mais provável acontecer no futuro, estamos assumindo a uniformidade. Assim, quando um evolucionista diz crer que haverá uniformidade no futuro já que tem havido uniformidade no passado, ele está tentando justificar a uniformidade por simplesmente assumir a uniformidade – um argumento circular. Um evolucionista poderia argumentar que a natureza da matéria é tal que se comporta de uma forma regular;11 em outras palavras, a uniformidade seria apenas uma propriedade do universo. A resposta também falha. Primeiro, ela realmente não responde a pergunta. Talvez a uniformidade seja um aspecto do universo, mas a questão é por quê? Qual seria o fundamento para essa propriedade sob uma cosmovisão evolucionista? Segundo, nós poderíamos perguntar como um evolucionista poderia talvez saber que a uniformidade é uma propriedade do universo. Quando muito, ele pode apenas dizer que o universo – no passado – parece ter apresentado alguma uniformidade.12 Mas como nós sabemos que continuará assim no futuro, a menos que já saibamos a respeito da uniformidade de alguma outra forma? Muitas coisas do universo mudam; como sabemos que isso não inclui também as leis da natureza? Alguns evolucionistas tentariam uma resposta mais pragmática: “Bem, eu realmente não posso explicar por que. Mas a uniformidade parece funcionar, e portanto a usamos.” Essa resposta também falha, e por duas razões. Primeiro, nós podemos apenas argumentar que a uniformidade parece
Ao admitir essa suposição estou sendo de fato muito generoso com o evolucionista. Eu poderia ser bem radical e perguntar, “Como realmente sabemos que mesmo no passado a natureza foi uniforme?” Alguém poderia alegar que nós lembramos que o passado foi uniforme. Mas uma vez que as regiões responsáveis pela nossa memória em nosso encéfalo requerem que as leis da química e da física sejam constantes sobre o tempo, você teria de assumir que o passado é uniforme a fim de argumentar que nós lembramos que o passado é de fato uniforme! Qualquer resposta não-cristã seria necessariamente circular. O ateu Dr. Gordon Stein usou em essência essa resposta no famoso debate de 1985 com o filósofo cristão Dr. Greg Bahnsen sobre a existência de Deus. N. do T.: A transcrição em português do debate poderá ser encontrada no site Monergismo.com.12 Novamente, estou sendo generoso aqui. Até mesmo essa resposta é uma petição de princípio, uma vez que o evolucionista precisaria assumir a uniformidade no passado a fim de argumentar que suas lembranças do passado são corretas.
Por ter funcionado no passado; não há garantia de que ela continue operando no futuro, a menos que você já tenha motivos para assumir a uniformidade (coisa que somente os cristãos fazem). No entanto, os evolucionistas assumem que existirá uniformidade no futuro. Segundo, a resposta reconhece que a uniformidade não possui justificativa na cosmovisão evolutiva – que é justamente o ponto em questão. Ninguém está negando que exista uniformidade na natureza; o ponto é que somente uma cosmovisão de criação bíblica pode dar sentido a ela. Os evolucionistas podem apenas fazer ciência se forem inconsistentes: isto é, se assumem conceitos criacionistas bíblicos ao mesmo tempo em que negam a criação bíblica.
A Evolução Teísta Não Vai Salvar o Dia
Alguns evolucionistas poderiam argumentar que eles não podem justificar a uniformidade tal como faz o cristão – apelando a um deus que sustenta o universo por meio de leis.13 Mas ao invés de crerem na criação do Gênesis, eles crêem que esse deus criou através de milhões de anos de evolução. No entanto, a evolução teísta não resolverá o problema. Um evolucionista teísta não crê que o Gênesis seja literalmente verdadeiro. Mas se o Gênesis não é literalmente verdadeiro, não há razão para crer que Gênesis 8:22 seja literalmente verdadeiro. Nesse versículo Deus promete que podemos ter em vista certo grau de uniformidade no futuro. Sem a criação bíblica a base racional para a uniformidade está perdida.
Não se trata apenas da necessidade de algum deus, seja ele qual for, para que a uniformidade faça sentido; mas do Deus cristão tal como revelado na Bíblia. Somente um Deus transcendente sobre o tempo, coerente, constante, onipotente, onipresente, e que também se revelou à humanidade, pode assegurar a existência da uniformidade por todo o espaço e tempo.Logo, somente os criacionistas bíblicos podem dar uma justificativa para a uniformidade na natureza.
13 Talvez um criacionista do “dia-era” também fosse usar esse argumento. Mas ele também fracassa, e pela mesma razão. Os criacionistas do dia-era não crêem que o Gênesis realmente significa o que ele relata (que Deus literalmente criou em seis dias ordinários). Assim, como poderíamos confiar que Gênesis 8:22 realmente quer dizer o que diz? E se Gênesis 8:22 não quer dizer o que diz, não há razão para crermos na uniformidade. Portanto, o criacionista do dia-era tem o mesmo problema do evolucionista.
Ambos não podem justificar a ciência e a tecnologia a partir das suas cosmovisões.
A Evolução é Irracional
De fato, se a evolução fosse verdadeira, não haveria qualquer motivo racional para crermos nela! Se a vida é produto da evolução, então isso significa que o cérebro de um evolucionista é simplesmente o ápice de milhões de anos de processos aleatórios-casuais. O cérebro seria tão-somente uma coleção de reações químicas preservadas devido a algum tipo de valor num contexto de seleção natural no passado. Se a evolução fosse verdadeira, todas as reflexões evolucionistas seriam meramente o resultado necessário de reações químicas ao longo do tempo. Assim, um evolucionista precisa pensar e dizer que a “evolução é verdadeira” não por motivos racionais, mas como uma conseqüência necessária da química cega. A pesquisa acadêmica pressupõe que a mente humana não se resume à química. A racionalidade pressupõe que temos a liberdade de conscientemente atentar às diversas opções e escolher a melhor. O evolucionismo mina as precondições necessárias ao pensamento racional, nisso destruindo a própria possibilidade do conhecimento e da ciência.
Conclusões
A evolução é anti-ciência e anti-conhecimento. Se a evolução fosse verdadeira, a ciência não seria possível, pois não haveria motivo para se aceitar a uniformidade da natureza da qual a ciência e a tecnologia dependem. Também não haveria qualquer motivo para pensar que a análise racional seria possível, uma vez que os pensamentos da nossa mente não seriam nada mais que o resultado inevitável de reações químicas despropositadas. Os evolucionistas são capazes de fazer ciência e obter conhecimento apenas porque são inconsistentes, professando crença na evolução ao mesmo tempo em que aceitam os princípios da criação bíblica.