outubro 2009


apologética and artigos and cotidiano and leitura recomendada and reflexão and vida cristã29 out 2009 09:24 pm

Por vezes os hinos me confundem. Eu me lembro bem, quando garoto, de ficar confuso com dois hinos populares que me pareciam totalmente contraditórios. O primeiro era “Aqui não é meu lar, um viajante sou”, e o outro era “O mundo é do meu Pai”. Se o mundo é do meu Pai, eu pensava, porque estou apenas passando por ele como viajante?  Mas os hinos não eram a única coisa a confundir no negócio de relacionar-me como cristão no mundo. Esperava-se dos cristãos que justificassem tudo nas suas vidas pela sua utilidade espiritual ou evangelística. No máximo, a educação, atividades, vocações ou buscas “seculares” eram um mal necessário — para se ganhar a vida, para ter com que dar o dízimo e dar para missões. Na pior das hipóteses, distraíam da vida cristã. Agiam como a canção da Sirene seduzindo mundaninhos insuspeitos aos recifes da incredulidade e do afastamento de Deus. Assim, os que queriam ser empresários procuravam empregos em organizações e agências cristãs. Se descobríssemos um pequeno Rembrandt num jovem artista da igreja, nós o colocávamos como responsável pelo quadro de avisos e (se ele fosse realmente bom) deixávamos que pintasse o batistério. Esperava-se dos nossos cientistas que promulgassem a causa do criacionismo — mesmo que a cosmologia ou as ciências biológicas e antropológicas não fossem suas especialidades. Dos músicos esperava-se que entrassem (ou formassem) na banda de louvor ou fizesse uma turnê pelas igrejas do país — o tamanho da igreja, claro, dependia do grau de talento do artista. Através dos anos, temos criado os nossos próprios guetos de artistas, super estrelas e apresentadores, com versões cristãs de tudo que há no mundo.


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Mauro Pellegrini27 out 2009 06:54 am

Não sinta vergonha. Sentir vergonha só vai fazer você perder tempo e energia, ao invés disso, movimente-se em Cristo para reparar a causa da sua vergonha.

PELLEGRINI – Pellegrino / Peregrinus
“Sou peregrino na terra” Salmo 119.19a”

apologética and graça and John Stott and leitura recomendada and reflexão and teologia24 out 2009 07:50 pm

O Caminho Cristão traz uma reconsideração do Aniquilacionismo Evangélico: Uma Análise do Pensamento de John Stott sobre a Não-Existência do Inferno. O evangelicalismo é definido de várias maneiras por diversos tipos de pessoas. Eu o defino como a religião dos crentes da Bíblia Trinitariana que se gloriam na cruz de Cristo como a única fonte de paz com Deus e buscam compartilhar a sua fé com os outros; e eu noto que o evangelicalismo ocidental (para não irmos mais adiante), como o liberalismo protestante, o catolicismo romano de toda espécie, e o ortodoxismo oriental, tem um padrão propriamente seu. Dentre os fatores que formaram esse padrão durante os últimos cinqüenta anos incluem-se o ensinamento dogmático, devocional, apologético e ativista ministrado nas igrejas evangélicas e em movimentos paraeclesiásticos; a literatura (livros, jornais, revistas) produzida pelos evangélicos; a sensação de uma fidelidade superior à Bíblia, seu Deus e seu Cristo, que as instituições evangélicas cultivam; uma sensação de estar sendo ameaçado pelos enormes batalhões do protestantismo liberal, catolicismo romano e instituições seculares, que os leva a vociferar quando esses fundamentos ideológicos são discutidos; a obstinação por um evangelismo atuante; e o costume de transformar estudiosos e líderes em gurus, de onde surge um sentimento de ultraje e traição se percebem que eles estão andando fora da linha. Dentro da distintiva identidade corporativa do evangelicalismo introduziram-se uma consciência de privilégio e vocação, uma mentalidade envolvente e persistente, a discussão de temas irrelevantes, uma certa violência verbal e uma tendência de atingir nossos próprios feridos.

 


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Mauro Pellegrini21 out 2009 06:24 am

A Marchinha de Carnaval ironiza:

“Mamãe eu quero, mamãe eu quero
Mamãe eu quero mamar!
Dá a chupeta, dá a chupeta, ai, dá a chupeta
Dá a chupeta pro bebê não chorar!”

O ser humano está constantemente diante do inusitado. Angustiado, ele tenta de alguma forma compensar a sua impotência diante da vida, retornando ao colinho da mamãe ou se ainda for possível retornando ao caloroso e confortável útero materno.

O autêntico religioso se presta a adorar o templo para compensar o seu eterno desamparo. O “ambiente templo” é deleite para todo viciado religioso. O fetiche do templo é fruto do profundo desejo regressivo do desesperado religioso em relação ao ambiente uterino da “grande mãe”. O templo religioso é o útero da mamãe – o insaciável religioso busca tão somente o contato originário com a figura materna.

2º Co 6.16 DESAFIA:

E que consenso tem o Templo de Deus com ídolos?
Pois nós somos o Templo do Deus Vivo,
como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei;
e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.

PELLEGRINI – Pellegrino / Peregrinus
“Sou peregrino na terra” Salmo 119.19a”

pérolas de sabedoria and reflexão17 out 2009 12:25 am

Não há sofrimento na Terra que o Céu não possa curar. 

Ricardo Gondim Rodrigues

artigos and reflexão and vida cristã17 out 2009 12:23 am

Este artigo é minha resposta a um cristão que me escreveu sobre algumaslutas que ele tem experimentado em associação com sua crença na doutrina da soberania divina. A natureza precisa do seu problema se tornará evidente assim que você começar a leitura, de forma que não gastarei tempo para resumir ou explicá-la aqui. Começarei apresentando uma versão alterada do que ele me escreveu. As mudanças incluem o seguinte:


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Mauro Pellegrini and reflexão07 out 2009 06:16 am

Existe por aí um verdadeiro show de milagres. Certamente, alguma coisa em termos de cura vem de fato acontecendo dentro do ambiente religioso…

Mas será mesmo que tudo isso se trata de MILAGRE?

Estabelecendo uma avaliação, reconhecemos o MILAGRE como sobrenatural, ou seja, segundo tais princípios gerais:

    • . É um fenômeno exógeno – a partir de uma ajuda externa.
      . É um fenômeno instantâneo – imediato
      . É um fenômeno sem limites – ex: um membro amputado poderá ser restaurado exatamente como era antes.
      . Não é circunstancial
  • Por outro lado, nos deparamos com o que podemos chamar de cura psíquica, ou seja, uma auto-cura, algo propriamente realizado por meio da pessoa humana:

    • . É um fenômeno endógeno – de dentro para fora (a própria mente impressionando o corpo).
      . É um fenômeno progressivo – desenvolvido pouco a pouco, conforme a pessoa toma consciência da necessidade de cura.
      . É um fenômeno dentro das possibilidades humanas – ex: um membro amputado NUNCA poderá ser restaurado exatamente como era antes.
      . É circunstancial – dependendo da preparação de um ambiente ou da sugestão de uma pessoa.
  • Honestamente, o que mais temos encontrado no ambiente religioso,

    MILAGRE ou cura psíquica?

    PELLEGRINI – Pellegrino / Peregrinus
    “Sou peregrino na terra” Salmo 119.19a”