artigos and estudos diversos and graça and leitura recomendada and manifesto and vida cristã Claudio Fonseca on 20 Sep 2011 06:51 pm
Deus, o sustentador de tudo e todos !.
Se cremos que “no princípio criou Deus os céus e a terra”,
devemos crer também que esse mesmo Deus mantém todas as coisas
criadas por ele. A priori esse conceito é até muito difundido e aceito
no meio cristão, mas quando falamos de certas inferências do que
isso significa, alguns deles têm um receio e até temor sobre o
assunto abordado. Quando surge a questão de quem controla o
diabo, os anjos caídos e a maldade que eles ou o homem pratica, há
uma nebulosidade sem sentido para explicá-la.
Eu particularmente
atribuo esse fato à ignorância de não conhecer Deus através da
Bíblia e como ele é apresentado nas Escrituras; mas deve existir em
nós, seus filhos, um anseio e desejo de conhecê-lo a ponto de quando
nos depararmos com assuntos difíceis e embaraçosos, nos
desvencilharmos dele com facilidade.
O que tenho visto não é assim. Vejo crentes verdadeiros sendo
muitas vezes atormentados e envergonhados por não conseguirem
explicar as catástrofes naturais, a excessiva maldade no mundo, a
ação do diabo na terra e variantes nestes termos. A proposta bíblico-
reformada para esse tema é única: Deus.
Por mais que isso assuste algumas audiências, por mais que
isso fira alguns conceitos filosóficos mundanos infiltrados na mente
dos cristãos, a Bíblia nos apresenta um Deus Criador de todas as
coisas que literalmente as mantém criadas, ou seja, ele
providencialmente faz com que todas as coisas criadas por ele
continuem a existir. Através da sua soberania e sabedoria, ele
decretou na eternidade toda ação e omissão humana e angelical,
toda ação e omissão natural e sobrenatural, visível e invisível.
Dentro do conceito de seu poder de controle, a Bíblia ainda
apresenta que ele é quem controla e rege nossos mais íntimos
pensamentos e intenções. Pelo seu poder ele faz com que esses
decretos sejam concretizados num preciso momento na história,
fazendo com que Sua vontade seja realizada sobre todo ser vivente.
Alguns não discordam disso, mas atribuem o pecado e a
maldade no mundo somente ao homem ou ao diabo. Explicando
sobre o processamento e concretização do pecado, estes dizem que
Deus permite que o homem peque. Dentro dessa permissão divina,
Deus deixaria que o homem agisse livremente, contrariando sua
vontade [que o homem não peque] ao invés de concretizá-la. Vejo
alguns problemas com essa interpretação. Voltando ao início da
discussão, lembremos que somos mantidos por Deus. Nossa vida
está inteiramente nas suas mãos. Como conceber que, no momento
que pecamos, ele deixa de nos sustentar? Se o fazemos sozinhos, há
duas opções: ou ele não é Deus ou somos deus. A partir do momento
que alguma coisa nesse universo não depende de Deus para
sustentar-se, ela deixa de ocupar o lugar de criatura para ostentar o
lugar divino. Como cremos que só Deus é auto-suficiente, auto-
existente e auto-sustentável, logicamente devemos crer que todas
outras coisas são mantidas por ele, até mesmo o mal ou a sua
realização.
Entenda, Deus não é mal, não pratica o mal e odeia o pecado,
mas isso não quer dizer que seu controle escape sobre isso. Ele age
com sua providência em todo ser vivente para realizar seus planos e
propósitos traçados exaustivamente por ele mesmo desde a
eternidade. Não que ele permita, pois, anula-se a idéia de permissão
divina se o controle de Deus é exercido sobre tudo e todos. Ele não
concede espaço para que você aja sem seu aval, sem seu
consentimento e contra sua vontade. Deus é um agente ativo na
manutenção de todo universo, regendo a história como lhe apraz,
para glória do seu próprio nome, mesmo que neste caminho haja
algum percalço (humanamente falando), a sua convergência está em
Deus, desde sua confabulação até sua concretização e conseqüência.
A vida depende do Criador tanto para surgir como para se
manter até ser extirpada. A Bíblia transborda esse conceito,
mostrando que tudo o que acontece é da vontade de Deus e que nada
escapa ao seu controle supremo. Que Deus maravilhoso esse! Que
confiança na sua soberania esse entendimento produz! Se cremos
que Deus é bom, justo, santo, misericordioso, amoroso, fiel,
devemos descansar com tal conhecimento, sabendo que “todas as
coisas cooperam para o bem daqueles que o amam”.
Textos para reflexão: 1Re 22:19-23; Jó 1:6-2:7, 39-40 e 42:2; Dn
4:35; Is 40:12-18; Is 46:10; Is 45:1-7; Sl 135:6; At 17:28; Ef. 1:11; Rm
9:11-18 e 11:36; Fl 2:13.