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	<title>O Caminho Cristão &#187; apologética</title>
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		<title>Pastores versus Lobos &#8211; A azeda realidade dos nossos dias</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Oct 2010 22:02:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pastores e lobos tem algo em comum: ambos se interessam por ovelhas, gostam e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos ao tentarmos saber quem é quem. Isso porque os lobos desenvolveram uma astuta técnica para se disfarçarem de ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas.Parecem ovelhas, mas são lobos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pastores e lobos tem algo em comum: ambos se interessam por ovelhas, gostam e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos ao tentarmos saber quem é quem. Isso porque os lobos desenvolveram uma astuta técnica para se disfarçarem de ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas.Parecem ovelhas, mas são lobos. No entanto, não é difícil distinguir entre pastores e lobos. O discernimento não é um expediente passivo como dom dado a poucos indivíduos, mas é importante arma de defesa que deve ser exercitada.</p>
<p>Observe estes comparativos, e tire suas próprias conclusões: &#8230;</p>
<p><span id="more-1102"></span></p>
<p>Pastores buscam o bem das ovelhas. Lobos buscam <strong>os bens</strong> das ovelhas.Pastores gostam de convívios. Lobos gostam de <strong>reuniões</strong>.Pastores vivem à sombra da cruz. Lobos vivem sob os <strong>holofotes</strong>Pastores choram por suas ovelhas. Lobos fazem suas ovelhas <strong>chorar.</strong>Pastores possuem autoridade espiritual. Lobos são <strong>autoritários e dominadores</strong>.Pastores têm esposas. Lobos tem <strong>coadjuvantes</strong>Pastores tem fraquezas. Lobos são <strong>poderosos</strong>Pastores olham nos olhos. Lobos <strong>contam cabeças</strong>.Pastores apaziguam as ovelhas. Lobos as <strong>intrigam</strong>.Pastores possuem senso de humor. Lobos se <strong>levam a sério</strong>.Pastores são ensináveis. Lobos são <strong>donos da verdade</strong>.Pastores colecionam amigos. Lobos possuem <strong>admiradores.</strong>Pastores se extasiam com o ministério. Lobos aplicam <strong>técnicas religiosas</strong>.Pastores se relacionam com outros pastores. Lobos <strong>competem entre si</strong>.Pastores são pastoreados por mentores. Lobos <strong>rejeitam o pastoreamento</strong> de suas almas.Pastores vivem o que pregam e pregam o que vivem. Lobos pregam o que <strong>não vivem</strong>Pastores vivem de salários e recursos que lhe são repartidos. Lobos <strong>enriquecem.</strong>Pastores ensinam com a vida. Lobos pretendem ensinar com <strong>discursos.</strong>Pastores sabem orar no secreto. Lobos gostam e <strong>só oram em publico</strong>Pastores vivem para suas ovelhas. Lobos se <strong>abastecem </strong>das ovelhas. Pastores são humanos, reais. Lobos são <strong>personagens religiosos, caricaturas</strong>. Pastores vão para o púlpito. Lobos vão para <strong>o palco.</strong> Pastores são apascentadores. Lobos <strong>são marqueteiros</strong>. Pastores são servos humildes. Lobos são <strong>chefes orgulhosos</strong> Pastores se interessam, pelo crescimento das ovelhas e da ovelha. Lobos se interessam pelo <strong>crescimento das ofertas</strong> Pastores apontam para Cristo e sua cruz. Lobos apontam para <strong>si e para as instituições religiosas, ou, seus impérios religiosos.</strong> Pastores são usados por Deus. Lobos usam as ovelhas em nome de Deus. Pastores falam da vida cotidiana. Lobos discutem o <strong>sexo dos anjos e etc…</strong> Pastores  se deixam conhecer. Lobos se distanciam e se <strong>escondem.</strong> Pastores sujam os pés na estrada. Lobos vivem em <strong>palácios e templos.</strong> Pastores alimentam as ovelhas. Lobos se <strong>alimentam de ovelhas.</strong> Pastores buscam a discrição. Lobos buscam <strong>a auto-promoção.</strong> Pastores conhecem, vivem e pregam a graça. Lobos vivem <strong>sem lei e pregam a lei.</strong> Pastores usam as escrituras como texto. Lobos as usam como <strong>pretexto pra tudo.</strong> Pastores se comprometem com o projeto do reino. Lobos tem <strong>projetos pessoais.</strong> Pastores vivem uma fé encarnada. Lobos vivem uma <strong>fé mística-espiritualizada.</strong> Pastores ensinam as ovelhas a se tornarem adultas. Lobos perpetuam a <strong>infantilidade das ovelhas</strong> Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas. Lobos lidam com <strong>técnicas pragmáticas e jargões religiosos</strong>. Pastores confessam seus pecados. Lobos <strong>expõe os pecados dos outros.</strong> Pastores pregam O Evangelho. Lobos fazem <strong>propaganda de um evangelho.</strong> Pastores são simples e comuns. Lobos são <strong>vaidosos e especiais.</strong> Pastores lideram igrejas-comunidades. Lobos lideram <strong>igrejas-empresas</strong>, Pastores pastoreiam as ovelhas. Lobos <strong>seduzem as ovelhas</strong> Pastores sabem dividir poder com outros pastores. Lobos <strong>não dividem poder com ninguém.</strong> Pastores trabalham em equipe. Lobos são <strong>prima-donas e exercem monopólio.</strong> Pastores ajudam as ovelhas seguirem livremente a Cristo. Lobos geram ovelhas <strong>dependentes e seguidoras deles próprios.</strong> Pastores constroem vínculos de interdependência. Lobos <strong>aprisionam em vínculos de co-dependência. </strong>Pastores se ocupam de pessoas e pregam A Palavra. Lobos se ocupam com <strong>coisas e pregam idéias. </strong>Bem, os lobos estão entre nós e em nós. </p>
<p>Que o Espírito de Deus nos ajude a discernir quem é quem, e a sermos quem Ele quer que sejamos.</p>
<p>Texto de Osmar Ludovico.</p>
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		<title>Apologética e sua importância !.</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 20:22:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<description><![CDATA[O termo deriva da palavra grega “apologeisthai”, que expressa a noção central da idéia de “defesa”. Em sua aplicação atual, entretanto, seu significado foi de alguma forma alterado, e nós afirmamos isso em uma comparação feita entre os termos apologética e “apologies” (desculpas ou justificação na língua inglesa) em contraste uma com a outra. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O termo deriva da palavra grega “apologeisthai”, que expressa a noção central da idéia de “defesa”. Em sua aplicação atual, entretanto, seu significado foi de alguma forma alterado, e nós afirmamos isso em uma comparação feita entre os termos apologética e “apologies” (desculpas ou justificação na língua inglesa) em contraste uma com a outra. A relação entre essas duas expressões não é de teoria e prática, nem também de gene e espécie. Pode-se dizer que apologética não é uma ciência formal na qual os princípios exemplificados e justificados são também investigados, como, por exemplo, os princípios de pregação são investigados pela homilética. Nem tampouco ela é meramente a soma de todas as defesas possíveis para a teologia, ou suas explicações cientificas assim como a dogmática é a ciência que explica os dogmas. Apologética é a defesa do Cristianismo em sua inteireza, sua essência, ou, de uma forma ou outra é a defesa de seus elementos de pressuposições contra seus usurpadores, atuais ou possíveis, de forma a se defender de algum ataque em particular; embora, obviamente, por melhor que sejam as defesas que alguém possa levantar com o intuito único de defender uma tese se tornam meras justificativas. Apologética toma para si, não um aspecto exclusivo de defesa, nem mesmo uma justificativa, mas o estabelecimento, diretamente falando, do Cristianismo, mas ao invés, é o conhecimento de Deus que o Cristianismo professa para incorporar e buscar tornar eficiente no mundo, o qual é o oficio da teologia explicar cientificamente. Pode até, obviamente, se ater em defesas e justificações quando isso se fizer necessário.</p>
<p><span id="more-1068"></span></p>
<p> Isso vai de encontro com pontos de vista opostos e requer o estabelecimento de seus próprios pontos de vista e conclusões. Defesas podem, entretanto, serem incorporadas à apologética, e formar porções auxiliares de sua estrutura, quando elas também fazem em qualquer outra área ou disciplina teológica. Ela é, mas freqüentemente, é inevitável que um ou outro elemento ou aspecto da apologética seja mais enfatizado ou cultivado, de acordo com a necessidade que aparece de tempos em tempos. No entanto, a apologética não deriva seu conteúdo, ou toma forma, ou empresta valores de algum tipo de oposição que prevaleça; mas preserva por todo tipo de circunstância seu caráter como qualquer outra ciência construtiva – como refutação de pontos de vista contrários se tornam de tempos em tempos um certo empecilho para a construção e o progresso. É pequena a defesa ou justificativa da essência da apologética que haveria a mesma razão por esta existência e a mesma necessidade de seu trabalho, não haveria oposição no mundo ou contradição para ser sobreposta. A apologética encontra seu fundamento, em outras palavras, não nos acidentes que acompanham os esforços da verdadeira religião de plantar, sustentar, e propagar a ela mesma nesse mundo; nem mesmo no mais PERVASIVO e no mais PORTENTOSO desses acidentes, o erro do pecado; mas nas necessidades fundamentais do espírito humano. Se for sua incumbência fazer o crente capaz de dar razão a sua própria fé, seria impossível para ele ser um crente sem a razão da fé que há nele mesmo, e é tarefa da apologética trazer essa razão claramente em sua consciência, e faz disso um plano válido. Ela é, em outras palavras, a função da apologética investigar, explicar, e estabelecer os fundamentos nos quais a teologia, a ciência, ou o conhecimento sistematizado de Deus é possível; e partindo do pressuposto que toda ciência que tem Deus como seu alvo deve repousar, se é uma ciência verdadeira que afirma estar colocada em um circulo de estudos realmente científicos. Ela necessariamente toma seu lugar, então, à frente do departamento de ciências teológicas e encontra sua tarefa no estabelecimento da validade desse conhecimento de Deus que forma o alvo de estudos desse departamento; que nós possamos proceder através dos demais departamentos nas áreas exegéticas, históricas, sistemáticas, e práticas, para explicar, apreciar, sistematizar e propagar ao mundo.<br />
<strong>II. O LUGAR ENTRE AS DISCIPLINAS TEOLÓGICAS</strong></p>
<p>Deve ser admitido que uma considerável confusão tem reinado com respeito à concepção e função da apologética e seu lugar entre as disciplinas teológicas. Quase todo escritor tem uma definição própria e descreve a função da disciplina de uma forma mais peculiar para ele mesmo; e lá está escassamente em um canto da enciclopédia teológica. Planck deu um lugar entre as disciplinas exegéticas; outros discutiam se sua essência era histórica; muitos queriam designá-la como sistemática ou teologia prática. Nosselt nega seu direito de existência; Palmer confessa sua falta de habilidade para classificar tal disciplina, Rabiger tirou formalmente de sua enciclopédia, mas a reintroduz com um nome diferente de “teoria da religião”, Tholuck propõe que deveria ser dividida em partes por diversos departamentos; e Cave de fato distribui o material da apologética por três departamentos diferentes. Muito dessa confusão se deve à persistente confusão entre apologética e apologia. Se apologética é a teoria de justificação, e sua função é ensinar a homens e mulheres como defender o Cristianismo, seu lugar é, obviamente, junto com homilética, catequese, e poimênica, no departamento de Teologia Pratica (ou teologia pastoral). Se for simplesmente, de forma eminente, a justificação do Cristianismo em um formato organizado sistematicamente num formato de justificativa para o Cristianismo com todos seus elementos e detalhes, contra toda oposição, ou em sua essência totalmente contra uma única oposição destrutiva, ela obviamente pressupõe um completo desenvolvimento do Cristianismo através das disciplinas exegéticas, históricas, e sistemáticas, e deve estabelecer ou como o ponto culminante do ensino da teologia sistemática, ou como área intelectualista da teologia prática, ou como uma disciplina independente colocada entre essas duas. Nesse caso pode ser artificialmente separada de uma teologia polêmica e outras disciplinas similares, se a análise for levada longe o suficiente, pode-se criar, como feito por F. Duilhe de Saint-Projet que distinguiu entre teologia apologética, controversa e polêmica, direta e respectivamente contra descrentes, hereges, e companheiros cristãos, e por A. Kuyper que distinguiu entre polêmica helenista e apologética que iria contra heterodoxia, paganismo, falsa filosofia. Não será estranho, então, mesmo separado dessa família de disciplinas, ou algumas delas, seria unida com elas novamente, ou com algumas disciplinas, para tomar um formato mais abrangente as quais podem criar uma enciclopédia. Isso é feito, por exemplo, por Kuyper que junta as teologias polêmicas helenistas e apologéticas para formar seu grupo de disciplinas denominadas “dogmatologia antitética”, e Patton que, depois de ter distribuído o material da apologética em duas disciplinas separadas como teologia racional e filosófica, na qual uma disciplina teísta foi colocada no início do sistema, e a apologética se une mais tarde com as disciplinas polemicas para constituir uma disciplina antitética, enquanto a teologia sistemática sucede as duas como parte de uma disciplina sintética.<br />
<strong>III. PONTOS DE VISTA DIVERGENTES </strong></p>
<p>Muito da diversidade em questão se deve também, entretanto, a vários pontos de vista sobre em que aspecto deve a apologética ser estabelecida, se deve ser considerada, por exemplo, a verdade da religião cristã, ou a validade do conhecimento de Deus a qual a teologia apresenta em um formato sistematizado. E ainda mais se deve por conceitos profundamente divergentes sobre a natureza do assunto em questão, sobre esta “teologia”, de que a apologética faz parte. Se nós pensarmos que apologética age tomando defesa ou justificação da “religião cristã”, esse é um ponto, se nós pensarmos que ela assume o formato com intenção de validar o conhecimento de Deus, o qual é sistematizado pela “teologia”, temos um ponto totalmente diferente. E mesmo se existir concordância em uma concepção mais recente, ainda permanecem divergências profundas as quais definem a “teologia” como ela realmente é, não devemos esperar um acordo sobre a natureza e a função de nenhuma dessas disciplinas. Se “teologia” é a ciência de fé ou de religião, é o assunto em questão que se torna subjetivo de experiências do coração humano, e a função da apologética é inquirir se essas experiências subjetivas têm algum objetivo válido. Obviamente, entretanto, ela segue uma elucidação sistemática sobre essas experiências subjetivas e constitui uma disciplina final da “teologia”. Similarmente, se a “teologia” é a ciência da religião cristã, ela investiga a questão histórica pura sobre em que aqueles que são chamados Cristãos realmente acreditam; e obviamente a função da apologética é seguir essa investigação com um inquérito sobre se os Cristãos são justificados por crer nessas coisas. Mas se a teologia é a ciência de Deus, ela lida não como uma massa de experiências subjetivas, não em uma seção da história dos pensamentos, mas com o corpo de fatos objetivos; e é absurdo dizer que esses fatos precisam ser assumidos e desenvolvidos até sua última conseqüência, antes que nós deixemos de perguntar se eles são realmente fatos. Então assim que se chega a um acordo que teologia é uma disciplina cientifica e tem seu alvo principal o conhecer a Deus, nós precisamos reconhecer que deve ser através do estabelecimento da realidade como fatos objetivos das informações nas quais sua tese está baseada. Alguém pode realmente chamar o departamento de teologia ao qual essa tarefa está comprometida com qualquer nome que lhe parecer apropriada: Ela pode ser chamada “teologia geral”, ou “teologia fundamental”, ou “teologia principal”, ou “teologia filosófica”, ou “teologia racional” ou qualquer outro dos inumeráveis nomes que têm sido usados pra descrevê-la. Apologética é o nome que mais naturalmente sugere a matéria em si, e é o nome o qual, com maior ou menor precisão do ponto de vista que trata da natureza e do compasso dessa disciplina, tem sido consagrado para esse propósito por um grande número de escritores como Schleiermacher, Twesten, Swetz, Ottiger, Knoll, Maissoneuve. Isso recomenda de forma poderosa uma indicação decisiva sobre a natureza dessa disciplina, enquanto se aplica igualmente a qualquer que seja o foco da teologia a qual subentende-se plantar em uma base segura. Se essa teologia não reconhece outro conhecimento de Deus, além daquele dado na constituição e curso da natureza, ou deriva sua informação da total revelação de Deus como documentada nas Escrituras, apologética se oferece com total prontidão para designar a disciplina pela qual a validade do conhecimento de Deus foi estabelecida. É necessário explicitar nada mais que naturalmente a teologia requer como sua base; quando a teologia a qual nos serve é, entretanto, a teologia completa da revelação cristã, ela guarda sua unidade e se mantém protegida da fatalidade da concepção dualística a qual coloca a teologia natural e a teologia revelada separadas em entidades diferentes, cada uma com sua própria pressuposição separada, requerendo um estabelecimento pelo qual a apologética seria dividida em duas disciplinas diversas, dando colocações bem diferentes dentro da enciclopédia teológica.</p>
<p><strong>IV. A VERDADEIRA FUNÇÃO DA APOLOGÉTICA</strong></p>
<p>Já foi tratada o quão extensa pode a apologética ser definida, de acordo com um costume muito preponderante como “a ciência que estabelece a verdade do Cristianismo como uma religião absoluta”. Apologética certamente estabelece a verdade sobre o Cristianismo como uma religião absoluta. Mas a questão de importância aqui é como isso é feito. Ela certamente não é da alçada da apologética tomar para si cada princípio do Cristianismo no desejo de buscar estabelecer sua verdade através de uma direta apelação à razão. Qualquer tentativa de fazer isso, não importa em qual base filosófica de trabalho ou de demonstração, começa, ou através de qual método deve-se seguir, isso nos transferiria de uma só vez para uma atmosfera e nos trairia em dispositivos deturpados do velho e vulgar racionalismo, o erro primário o qual foi questionado em uma demonstração diretamente racional da verdade a qual o Cristianismo ensina em troca. A função da apologética é estabelecer a verdade da Cristandade como a religião absoluta em sua íntegra, e seus detalhes de forma indireta. Isso serve para afirmarmos que, nós não devemos começar desenvolvendo o Cristianismo em pequenos detalhes, e somente depois que esta tarefa for terminada, deveremos perguntar se existe alguma verdade em tudo isso. Nós devemos começar estabelecendo a verdade do cristianismo por inteiro, e somente então explicar em detalhes, cada qual, se devidamente explicado tem sua verdade garantida em seu devido lugar como detalhe em uma entidade já estabelecida em sua inteireza. Apesar de sermos esclarecidos sobre o que é provavelmente a questão mais complicada a qual tem irritado durante toda a história da disciplina. Ao estabelecer a verdade do Cristianismo, tem sido permanentemente perguntado, devemos lidar com todos os detalhes, ou meramente com a essência do Cristianismo? A verdadeira resposta é nenhum dos dois. Apologética não pressupõe nem o desenvolvimento do Cristianismo em detalhes, ou a extração de sua essência. Os detalhes do Cristianismo estão todos contidos no próprio Cristianismo: O mínimo retirado do Cristianismo é somente o Cristianismo em si. O que a Apologética toma para si estabelecer é somente o Cristianismo puro, incluindo todos seus “detalhes” e envolvendo toda sua “essência”, em sua inexplicável e incompreensível inteireza, como a religião absoluta. Ela tem como objetivo de solidificar as fundações nas quais o “Templo” da teologia é construído e pela qual toda estrutura da teologia é determinada. É o departamento da teologia que estabelece os princípios constitutivos e regulamentares da teologia como ciência, e em estabelecendo isso serão estabelecidos todos os detalhes, os quais derivam deles pela secessão de departamentos, em suas vastas explicações e sistematizações. Mesmo isso sendo estabelecido como um todo e o todo sendo estabelecido na massa, então deve se dizer, e não em detalhes, mas ainda em sua forma completa e não em um elemento separado.</p>
<p><strong>V. DIVISÃO DA APOLOGÉTICA</strong></p>
<p>Sendo o assunto principal da apologética definido, sua distribuição em partes se torna basicamente um assunto óbvio. Tendo definido a Apologética como a prova da verdade da religião cristã, muitos escritores naturalmente confinam isso àquilo que é comumente conhecido de forma mais informal como “teologia fundamental”, igualmente natural é confinar isso aos primeiros princípios da religião em geral. Outros mais justos combinam os dois conceitos e então obtêm ao menos duas divisões principais. Como Hermann Schultz prova “o direito do conceito religioso do mundo, contra as tendências de negar a religião, e o direito do Cristianismo como uma manifestação absolutamente perfeita, estando contra os oponentes da sua significância permanente”. Ele então divide em duas grandes seções com uma terceira interposta entre eles: O primeiro “A defesa do conceito religioso do mundo”, o último, “A defesa do Cristianismo” e entre esses dois foi colocado “A filosofia da religião, religião em sua manifestação histórica”. De forma menos satisfatória, porque com uma firmeza menor sobre sua idéia de disciplina, Henry B. Smith, encarando a apologética como “Dogmática Histórico-Filosófica”, foi em defesa “da unidade de conteúdo e substância da fé Cristã”, dividindo o material para o mesmo efeito o qual ele chamou de apologética fundamental, histórica, e filosófica. A primeira assume o papel de demonstrar o ser e a natureza de Deus; o segundo, a divina origem e autoridade do Cristianismo, e a terceira, de alguma forma defeituosa forma uma conclusão para tão importante argumento, a superioridade do Cristianismo frente a todos os outros sistemas religiosos. De forma bem similar, Francis R. Beattie dividiu em: (1) Apologética Fundamental, ou Filosófica, que trata sobre o problema de Deus e a religião, (2) Apologética Cristã, ou Histórica, a qual trata do problema da revelação e das Escrituras, e (3) Apologética Aplicada, ou Prática, que lida com a eficiência prática do Cristianismo no mundo. A verdade fundamental desses esquemas está na percepção de que o assunto principal da apologética envolve os dois grandes fatos sobre Deus e o Cristianismo. Existem algumas falhas na unidade desses conceitos, entretanto, sobressaindo aparentemente de um ponto deficiente sobre a peculiaridade da apologética como um departamento da ciência da teologia, e uma inabilidade conseqüente de permitir isso como também determinar seu próprio conteúdo e a ordem natural de suas partes e divisões.</p>
<p><strong>VI. O CONCEITO DA TEOLOGIA COMO UMA CIÊNCIA </strong></p>
<p>Se a teologia é uma ciência, existe envolvido neste fato, como também em todas as outras ciências, pelo menos três pontos: A realidade do assunto em questão, à capacidade da mente humana receber em si mesma e racionalizar para refletir o assunto em questão e a existência de uma comunicação entre o assunto em questão e a mente de forma a receber e compreender o assunto. Não poderia haver psicologia onde não houvesse uma mente para ser investigada, uma mente para investigar, e uma autoconsciência por meio dos quais a mente como um objeto, pode ser trazida debaixo da inspeção da mente como sujeito.</p>
<p>Não haveria astronomia se não houvesse corpos celestiais para serem investigados, nem uma mente capaz de compreender as leis da existência e dos movimentos celestes, ou não houvesse formas de observar sua estrutura e movimento. Da mesma forma, não pode haver teologia, concebida de acordo com seu próprio nome, como a ciência de Deus, a menos que haja Deus para formar o assunto alvo, uma capacidade na mente humana para compreender a Deus, e algum tipo de comunicação na qual Deus se faz conhecido aos homens. Essa teologia, como a ciência de Deus, pode existir, então, deve começar por estabelecer a existência de Deus, a capacidade humana de conhecê-Lo, e um acesso de conhecimento sobre Deus. Em outras palavras, a principal idéia da teologia como ciência de Deus nos da esses três tópicos incríveis os quais precisam ser tratados em seu departamento fundamental, no qual as fundações para toda estrutura está firmado em Deus, religião, revelação. Com esses três fatos estabelecidos, uma teologia como ciência de Deus se torna possível, com ela então, uma apologética se torna completa. Mas isso, somente firmado nesses três pontos, todas as pressuposições da ciência de Deus, construídas em nossa teologia podem ser estabelecidas, por exemplo, prover para que todas as fontes e significados sobre o conhecimento de Deus sejam extinguidos. Nenhuma ciência pode arbitrariamente limitar a informação concernente a sua esfera a qual ela atende. Na pressa de deixar de ser a ciência que professa ser, ela precisa extinguir os meios de informação abertos a ela, e reduzir a um sistema unitário todo o corpo de conhecimento em sua esfera. Nenhuma ciência pode representar a si mesmo como a astronomia, por exemplo, a qual se confina arbitrariamente a informação de que concernem os corpos celestiais vistos somente a olho nu, o que descarta, sem dúvida, a ajuda de algo como um espectroscópio. Na presença do Cristianismo no mundo que clama por uma revelação presente de Deus que se adapte às condições e necessidades dos pecadores, e documentado nas Escrituras, teologia não pode tomar um passo sequer até que se examine esse desejo, e se o desejo for substancial, esta substanciação deve formar uma parte do departamento fundamental da teologia na qual estão firmados os fundamentos para toda sistematização do conhecimento de Deus. Nesse caso, dois novos tópicos são adicionados ao assunto principal na qual a apologética precisa lidar construtivamente, Cristianismo e a Bíblia. Isso está firmado na verdadeira natureza da apologética como departamento fundamental da teologia, concebido como a ciência de Deus, isso deveria encontrar sua tarefa no estabelecimento da existência de Deus, quem é capaz de ser conhecido pelo homem, pois Ele se fez conhecido, não somente através da natureza, mas nas revelações de sua graça para com os pecadores, documentada nas Sagradas Escrituras. Quando a apologética tem colocado esses fatos grandiosos em nossas mãos, Deus, religião, revelação, Cristianismo, a Bíblia, e não até esse fato ocorrer, nós estaremos preparados para explicar o conhecimento de Deus como este foi trazido a nós, traçando a historia de seus feitos no mundo, sistematizando e propagando isso ao mundo.<br />
<strong>VI. AS CINCO SUBDIVISÕES DA APOLOGÉTICA </strong></p>
<p>As subdivisões primarias da apologética são cinco, a não ser por conveniência no tratamento se preferir condensar uma delas com outra que tiver maior proximidade de conceitos. (1) A primeira, a qual pode talvez ser chamada apologética filosófica, toma sobre si o estabelecimento do ser de Deus, como um espírito pessoal, o criador, preservador e governador de todas as coisas. A ela pertence o grande problema do teísmo, envolvido em discussões sobre as teorias antiteistas. (2) O segundo, o qual pode talvez ser chamado de apologética psicológica, que toma para si o estabelecimento da natureza religiosa do homem e a validade de seu senso religioso. Ele envolve a discussão parecida com a psicologia, filosofia e a pneumatologia da religião, e inclui então aquilo que é chamado de “religião comparativa” ou de “história das religiões”. (3) Sobre o terceiro ponto está a responsabilidade de estabelecer a realidade do fator sobrenatural na história, com a determinação envolvida da real relação com a qual Deus se apresenta a Seu mundo, e o método de Seu governo sobre Suas criaturas racionais e especialmente o modo de se fazer conhecido a seu povo. Isso lança sobre o estabelecimento do fato da revelação com a condição de todo o conhecimento de Deus, quem como um Espírito Pessoal pode ser conhecido somente à medida em que Ele se expressa a nós, para que a teologia defira de todas as outras ciências no fato de que seu objeto de estudos não está à disposição do sujeito, e sim o processo é inverso. (4) O quarto ponto, o qual pode ser chamado de apologética histórica, a qual toma para si o estabelecimento da origem divina do Cristianismo como a religião da revelação no significado especial dessa palavra. Ele discute todos os tópicos que naturalmente caem sobre os pontos de vista popular sobre “as evidencias do Cristianismo”. (5) O quinto ponto, que pode ser chamado de apologética bibliológica, está encarregado de estabelecer a veracidade das Escrituras Sagradas como a documentação da revelação de Deus para a redenção dos pecadores. Ele está engajado especialmente com tópicos tais como a divina origem das Escrituras, os métodos da divina operação em sua organização, seu lugar na série de atos redentivos de Deus, e o processo da sua revelação, a natureza, modo e efeito da inspiração.<br />
<strong>VII. O VALOR DA APOLOGÉTICA </strong></p>
<p>A estimativa que é colocada sobre a apologética por estudiosos naturalmente varia com o conceito que está relacionado com sua natureza e função. No despertar do subjetivismo introduzido por Schleiermacher, tornou-se muito comum falar de um tipo de apologética assim como já foi descrito acima, sem nenhum tipo de desdém. É uma herança diabólica, nós ouvimos dizer, do antigo supranaturalismus vulgaris, o qual “se firmou não nas Escrituras, mas acima das escrituras, e imaginando que poderia fazê-lo, com conceitos formais, desenvolveu um ‘fundamento para a divina autoridade do cristianismo’(Heubner), e então ofereceu provas para a divina origem do Cristianismo, a necessidade da revelação e a credibilidade das Escrituras” (Lemme). Reconhecer que nós podemos tomar nossa posição nas Escrituras somente depois de termos as Escrituras, autenticadas como tal, firmar nossa posição, é, nos parece, um desgaste prejudicial. A experiência subjetiva de fé é concebida para ser o fator final, e a única apologética legitimada, somente a auto justificação da fé em si. Pois a fé nos parece, depois de Kant, não pode mais ser vista com um algo que compõe nossa razão e não pode ser colocado em nenhuma fundamentação racional, mas é um assunto concernente ao coração, e se manifesta de forma mais efetiva quando não há razão alguma senão nela mesma (Brinetiere). Se repetição tivesse alguma força de prova, teria sido estabelecida há muito tempo atrás que fé, religião, teologia, estão fundamentadas por completo fora do domínio da razão, prova e demonstração.<br />
Ela é, entretanto, do ponto de vista do racionalismo e misticismo que o valor da apologética é muito desprezado. Quando preconceitos racionalistas penetrarem, ali, obviamente, a validade das provas apologéticas foi de uma forma ou outra questionados.</p>
<p>Quando um sentimento místico já se infiltrou, então a validade da apologética pode ser de uma forma ou de outra questionada com certa ênfase. No momento atual, a tendência racionalista é mais ativa, talvez, na forma apresentada por Albrecht Rtischl. Na sua forma ela ataca a apologética direto em sua raiz, pela distinção de que se ergue entre o conhecimento teórico e o conhecimento religioso. O conhecimento religioso não é o conhecimento do fato, mas a percepção da utilidade, e então, uma religião positiva, enquanto possa talvez estar historicamente condicionada, não tem uma base teórica, e está de acordo não com o objeto de prova racional. Em um paralelismo significante com o fato acima, a tendência mística é manifestada nos nossos dias de forma bem distinta em uma inclinação bem diversificada para colocar de lado a apologética em favor do “testemunho do Espírito”. As convicções do Cristão, nós aprendemos, não são produto da razão direcionada ao intelecto, mas a criação imediata do Espírito Santo em seu coração. Então, é algo íntimo. Nós podemos nos sair muito bem sem essas “razões”, se de fato elas não são realmente nocivas, porque a tendência é de substituir um racionalismo árido por uma fé viva. Parece-nos que foi esquecido aquele pensamento que a fé é um ato moral e uma dádiva de Deus, ainda é uma convicção formal passando por crença, e que todas as formas de convicção devem se firmar na evidência como seu fundamento. “Aquele que crê”, diz Tomás de Aquino, em palavras que se transformaram comuns como uma suposição básica, “não creria a não ser que ele visse que aquilo em que ele crê é digno de confiança”. Apesar da fé ser uma dádiva de Deus, isso não implica que a fé dada a nós por Deus é uma fé irracional, isso é, uma fé sem um fundamento cognitivo na razão. Nós cremos em Cristo porque é algo racional crer NEle, nem mesmo que se fosse irracional. Obviamente mero reconhecimento racional não torna alguém um cristão, mas isso não é porque a fé não é resultado de evidencia, mas porque uma alma morta não pode responder à evidência. A ação do Espírito Santo nos dando fé não está separada das evidências, mas vem junto com as evidencias, e em primeira instancia consiste em preparar a alma para aceitar as evidências.<br />
<strong>VIII. A RELAÇÃO DA APOLOGÉTICA COM A FÉ CRISTÃ </strong></p>
<p>Não devemos discutir se pela ação da apologética é que homens e mulheres tornam-se cristãos, mas que a apologética supre o Cristão com uma base sistematicamente organizada na qual a fé do crente pode descansar. Tudo o que a apologética nos explica no formato de prova sistematizada está implícito em todo ato de fé do crente. Toda vez que um pecador aceita a Jesus Cristo como seu Salvador, está implícita nesse ato uma condição de vida que demonstra que existe um Deus, que é conhecido por homens e mulheres, pois se fez conhecido ao ser humano pela sua revelação nas Escrituras e pela redenção em Jesus Cristo, assim como nos afirmam as Escrituras Sagradas. Não é necessário para esse ato de fé que todos os fundamentos dessa convicção sejam demonstrados em sua total consciência e dados de forma a concordar explicitamente com seu entendimento, mesmo sendo necessário que para sua fé esse fundamento seja suficiente para sua convicção ser ativamente presente e trabalhando em seu espírito. Mas é necessário para a defesa de sua fé raciocinar em um formato de julgamento cientifico, para que os fundamentos nos quais ele descansa sejam explicados e estabelecidos. A teologia como uma ciência, apesar dela incluir tão importante disciplina, uma exposição de como esse conhecimento de Deus, com o qual ela trabalha objetivamente pode de melhor forma se tornar possessão subjetiva do homem, não é um instrumento de propaganda, o que ela se propõe a fazer é o desenvolver sistematizadamente o conhecimento de Deus como objeto de contemplação racional. E como ela tem desenvolvido como conhecimento, ele deve obviamente estar existindo pelo estabelecimento seu direito tal como necessário. Se ele não o fizer, o todo de seu trabalho estará como suspenso no ar, e a teologia apresentaria uma aberração entre todas as ciências que buscam um lugar entre uma série de sistemas de conhecimento para uma elaboração de pura dedução.</p>
<p><strong>IX. OS PRIMEIROS ESTUDOS APOLOGÉTICOS </strong></p>
<p>Compreendendo que a apologética supre a necessidade insistente do espírito humano, que o mundo tem, obviamente, nunca estando sem a apologética.</p>
<p>Sempre quando o ser humano tem pensado totalmente sobre Deus e a ordem sobrenatural, lá tem estado presente em suas mentes uma variedade de mais ou menos razões sólidas por crer em sua realidade. A retirada do núcleo dessas razões em um corpo de provas sistematicamente organizado esperou então uma cultura mais avançada. Ma o advento da apologética não esperou o advento do Cristianismo, nem existem traços desse departamento de pensamento compreensível somente nas regiões acesas por uma revelação especial. O sistema filosófico de antiguidades, especialmente aqueles que derivam de Platão, estão longe de estarem vazios de elementos apologéticos, e quando em seus estágios mais avançados de seu desenvolvimento, filosofia clássica se torna peculiarmente religiosa, expressando material apologético que se torna quase predominante. Com a vinda do Cristianismo ao mundo, entretanto, à medida que os elementos da teologia foram se tornando mais ricos, então os esforços para substanciá-los se tornaram mais férteis nos elementos apologéticos. Nós não devemos confundir a apologética do inicio da era Cristã com a apologética formal. Como os sermões daqueles dias, eles contribuíam para a apologética sem ser apologética. O material apologético desenvolvido por aquilo que nós podemos chamar de os mais filosóficos dos apologistas (Aristides, Atenagoras, Teófilo, Tertuliano) já foi considerável, ele era grandemente suplementado pelos trabalhos teológicos de seus sucessores. Em um primeiro instante o Cristianismo mergulhou em um ambiente politeísta e tomou para si o conflito com sistemas de pensamento firmados em filosofias panteístas ou dualistas, requereu-se o estabelecimento de seu ponto de vista monoteísta, e indo contra a amargura dos Judeus e as zombarias dos gentios, para evidenciar sua origem divina como ação da graça ao homem pecador. Junto com Tertuliano os grandes “alexandrinos”, Clemente e Orígenes, estão os depósitos mais ricos do pensamento apologético do primeiro século. Os maiores dos apologistas da era patrística foram, entretanto, Eusébio de Cesárea e Agostinho. O primeiro foi o mais aprendido e o segundo o mais profundo dos defensores do Cristianismo entre os Pais da igreja. Em Agostinho, em particular, não meramente em seu livro “Cidade de Deus” mas em seus escritos controversos, acumulando uma vasta massa de material apologético o qual está distante de ter perdido seu significado.<br />
<strong>X. A APOLOGÉTICA ATUAL </strong></p>
<p>Não foi, entretanto, até a era escolástica que a apologética atingiu seus direitos como uma ciência construtiva. Todas as atividades teológicas da Idade Média foram até então antecessoras da apologética, para que seu esforço primário fosse a justificação pela fé para a compreensão. Não era somente rica em apologistas (Abelardo, Raimundo, Martini), mas todo teólogo era de alguma forma um apologeta. Anselmo no seu início, Aquino em seu auge, são tipos de uma série completa, tipos nos quais todas as suas excelências são somadas. A Renascença com seu ressurgimento do paganismo, naturalmente destaca uma série de novos apologétas (Savanarola, Marsílio, Ludovico), mas a Reforma forçou polemicas nesse fundo e colocou a apologética longe de tudo, apesar, obviamente, dos grandes teólogos da reforma terem trazido ricas contribuições que se acumularam ao material apologético. Quando, no fim do século dezessete, o ateísmo começou se espalhar entre as pessoas e o indiferentismo rasgando o naturalismo entre os lideres e pensadores, a correnteza do pensamento apologético mais uma vez começou a jorrar, tornando-se uma grande enchente à medida que a descrença prevalecente se intensificou e se espalhou. Com seu precursor em Filipe de Mornay (1581), Hugo Grocio (1627) tornando-se apologistas como os pioneiros dessa época da história, enquanto em sua porção média foi humilhada por pensadores como Pascal e a analogia apologética dessa época culminou com a “Grande Analogia” de Butler e a poderosa argumentação de Paley. À medida que o assalto contra o Cristianismo mudou suas bases para o deísmo inglês da primeira metade do século dezoito pelo racionalismo alemão da segunda metade desse mesmo século, o idealismo que dominou a primeira metade do século dezenove, e a tendência do materialismo de sua segunda metade, período após período foi marcado na história da apologética, e os elementos particulares da apologética que foram especialmente cultivados e adaptados de acordo com a mudança do pensamento. Mas nenhuma época foi marcada na história da apologética, até que, liderados pela tentativa de Schleiermacher de traçar o organismo dos departamentos de teologia, K.H. Sack resumiu para tornar cientificamente organizada “Apologética Cristã” (Hamburgo, 1829). Desde então, uma série de sistemas científicos de apologética tem jorrado das editoras. Eles diferem um do outro em quase todo conceito possível, de seus conceitos a sua natureza, tarefa, alvo, colocação nas enciclopédias científicas e teológicas, em seus métodos de lidar com seu material, em sua concepção de Cristianismo, religião e Deus, como também sobre a natureza sobre a evidencia na qual a crença deve descansar. Mas elas concordam em um ponto fundamental, que a apologética foi concebida por todos como um departamento especial da ciência teológica, capaz de o retirar e demandando um tratamento separado. Nesse sentido a apologética tomou finalmente, nos últimos dois terços do século dezenove, sua forma verdadeira e de direito.</p>
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		<title>Nada por obras, Tudo pela Graça !.</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 18:31:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com cavalos? Se tão-somente numa terra de paz estás confiado, que farás na enchente do Jordão? Porque até os teus irmãos e a casa de teu pai, eles próprios se hão deslealmente contigo; eles mesmos clamam após ti em altas vozes. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com cavalos? Se tão-somente numa terra de paz estás confiado, que farás na enchente do Jordão? Porque até os teus irmãos e a casa de teu pai, eles próprios se hão deslealmente contigo; eles mesmos clamam após ti em altas vozes. Não te fies neles ainda que te digam coisas boas.&#8221; (Jr 12:5-6),<br />
assim diz o Senhor Deus de Israel&#8230; aquele que é forte, aquele que é único,<br />
aquele que é poderoso e que nada nem ninguém consegue ou ousa fazer-lhe<br />
sombra. diz o deus eterno e maravilhoso: segue em frente, filho meu, segue em frente e confia somente em mim, confia em mim porque eu sou o que te sustenta, o que te levanta, o que te eleva e que coloca teus inimigos sob teus pés. Não  te glories, porque bem sabes que não há mérito algum de tua parte.</p>
<p><span id="more-1055"></span></p>
<p>&#8220;Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas.<br />
Mas o que se gloriar glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR, que faço beneficiência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR.<br />
Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que visitarei a todo circuncidado<br />
com o incircunciso. Ao Egito, e a Judá, e a Edom, e aos filhos de Amom, e a<br />
Moabe, e a todos os que cortam os cantos do seu cabelo, que habitam no deserto; porque todas as nações são incircuncisas, e toda a casa de Israel é incircuncisa de coração.&#8221; (Jr 9:23-26)<br />
bem sabes que isso faço, apenas para a glória e a honra de meu sagrado e<br />
santo nome. não por obras para que ninguém se glorie, porque não haverá<br />
frente a mim, ser humano qualquer que se vanglorie por obras, porque vossas obras para mim são como trapos de imundícia.<br />
&#8220;Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; e todos nós caímos como a folha, e as nossas culpas, como um vento, nos arrebatam.&#8221; (Is 64:6), aquilo que pensas como sendo justiça, ou mesmo, como sendo injustiça, não passa de uma nesga do ponto de vista dos mais egoístas. Porque jamais conseguirão vocês, com a limitação que lhes é peculiar, ver um palmo adiante de seus próprios narizes. não vêem vocês que a cada vacina criada, que a cada<br />
avanço dado, rumo aos seus malfadados &#8220;sucessos&#8221;, retrocedendo estão na<br />
caminhada rumo à salvação. não porque eu seja contrário ao conhecimento ou à sabedoria, não, muito pelo contrário.<br />
&#8220;Jesus, porém, respondendo,disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.&#8221; (Mt 22:29).<br />
&#8220;Escutai, e inclinai os ouvidos, e não vos ensoberbeçais; porque o SENHOR<br />
falou. Dai glória ao SENHOR, vosso Deus, antes que venha a escuridão e antes que tropecem vossos pés nos montes tenebrosos; antes que, esperando vós luz, ele a mude em sombra de morte e a reduza à escuridão.<br />
E, se isso não ouvirdes, a minha alma chorará em lugares ocultos, por causa da vossa soberba; e amargamente chorarão os meus olhos e se desfarão em lágrimas, porquanto o rebanho do SENHOR foi levado cativo.&#8221; (Jr 13:15-17)<br />
quando tudo foi criado, tudo foi deixado para que tua vida fosse boa na<br />
terra. animais, vegetais e minerais, tudo criado para silenciosamente<br />
frutificar, cumprindo o &#8220;crescei e multiplicai&#8221; e, nessa escala, um dar proteção e continuidade ao outro. Mas, que fizeste? ou, que fazes?<br />
na pior das hipóteses, quando cruzas os braços, deixas que, estabanadamente, teus irmãos corrompam e destruam tudo em volta, numa corrida desenfreada, cujo único objetivo é negar o meu santo e sagrado nome. Como se estivessem a dizer:<br />
&#8220;que Deus é este que permite o câncer?&#8221; &#8220;pois bem, já que ele permite o câncer, mostrarei ao mundo o quanto sou maravilhoso, pois descobrirei<br />
a cura para o câncer.&#8221; hipócrita, não está atento ao que tu mesmo já<br />
criaste? não percebes o quanto aumentas o lôdo e a lama, as doenças e as<br />
maldades à tua volta, apenas porque te julgas o máximo?<br />
não percebes o quanto aumentas isso tudo amparado por tua ganância, por tua soberba, por tua jactância? olhas para os lados meneando a cabeça ao ver atrocidades, ao ver crianças famintas dormindo ao relento, ao ver mulheres desesperadas matando seus filhos, ao ver pais abandonando lares; mas não olhas para teu próprio rabo e mesmo que olhasse não verias o quanto ele está sujo. Não vês que não aprendeste sequer a limpar o próprio rabo? pois bem, te posso afirmar que longe estás cada vez mais de conseguir o passe para a entrada na bela Jerusalém. E não porque eu não te queira ver entrando belo e formoso. quero sim, mas você não poderá entrar pura e tão simplesmente porque você não consegue aquietar teu ego, que ousa a todo instante te engrandecer aos teus olhos. é, meu filho, enquanto isso, aqui estou aguardando apenas que olhes para a cruz.<br />
Aguardando apenas que não te glories em ser forte, inteligente, grande,<br />
poderoso, rico, ou mesmo em alguns poucos casos, bondoso para com teu<br />
semelhante.<br />
&#8220;Jurou o SENHOR pela glória de Jacó: Eu não me esquecerei de todas as suas obras para sempre!&#8221; (Am 8:7)<br />
&#8220;Não vem das obras, para que ninguém se glorie.&#8221; (Ef 2:9),<br />
lembra-te de que em relação a tudo isso já te falei, e fartamente falei, pela<br />
santa palavra que te dei para que seja luz para teus pés, como também pela boca dos profetas que cuidadosamente coloquei à tua volta.<br />
mas que fizeste? em não raros casos, utilizaste a palavra que te entreguei para enriquecimento próprio; o que te interessava, muito bem, já ia sendo larga e fartamente utilizado, e o que não ia de encontro aos teus interesses, apenas foi sendo deturpado de forma a que servisse aos teus interesses.<br />
defraudaste o que deixei dito em proveito próprio.<br />
tiraste da viúva, e ao órfão deixaste sem comida.<br />
conseguiste chegar em casa com os vidros de seus carros bem fechados<br />
e após o lanchinho, dormiste em uma cama quentinha, enquanto muito próximo a ti, alguém não tinha ou não teria onde dormir.<br />
mas nem isso te abala mais, porque afinal de contas estás acima do bem e do mal. Já tens a quem culpar, se não podes culpar ao país, culparás ao governo, se nem um nem outro, então irás baixando, culpando ao governador, prefeito, delegado, síndico, padeiro, até chegar ao lixeiro, ou a qualquer um, menos a você, porque tu és intocável e único perfeito na natureza. Não te esqueças que assim mesmo foi a revolta de satanás, e por isso de príncipe de luz chegou a príncipe das trevas. &#8220;Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte. Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.&#8221; (Is 14:12-14). Assim, filho meu, não te iludas com as glórias deste mundo, pois não passarão despercebidas as tuas obras e ainda que por elas não venhas a ser salvo, pelas mesmas poderás ser condenado, e lembre-se que caberá a mim o salvar-te.<br />
&#8220;Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos<br />
livrará do forno de fogo ardente e da tua mão, ó rei. E, se não, fica<br />
sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste.&#8221; (Dn 3:17-18)<br />
assim diz o que é santo e poderoso para cumprir tudo o que escrito<br />
está. assim diz o que é maravilhoso eterno, sempre fiel e justo para cumprir<br />
tudo o que escrito está, porque tudo já desde sempre programado está.<br />
e somente um nome é que foi determinado em cima nos céus e embaixo na terra, pelo qual importa que sejamos salvos.<br />
Portanto para cumprimento da eterna fonte de justiça, louvado seja o doce, gracioso e maravilhoso nome de nosso senhor e salvador jesus cristo de nazaré&#8230; amém e amém!!!</p>
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		<title>Vida prática e o ensino da Graça.</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 13:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por favor, leia Romanos 8.26-39; Gênesis 50.15-21 Em 1858, um jovem missionário presbiteriano talentoso chamado John G. Paton, navegou com sua esposa e seu pequeno filho para as ilhas New Hebrides no Pacífico Sul para começar um trabalho missionário entre os ilhéus. Após alguns meses de sua chegada, sua esposa e seu filho morreram, deixando-o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por favor, leia Romanos 8.26-39; Gênesis 50.15-21</p>
<p>Em 1858, um jovem missionário presbiteriano talentoso chamado John G. Paton, navegou com sua esposa e seu pequeno filho para as ilhas New Hebrides no Pacífico Sul para começar um trabalho missionário entre os ilhéus. Após alguns meses de sua chegada, sua esposa e seu filho morreram, deixando-o sozinho no trabalho. Em agosto de 1876, um jovem teólogo talentoso chamado Benjamin Breckinridge Warfield e sua esposa, estavam em lua-de-mel na Alemanha. Durante a visita aos pontos turísticos da região da Floresta Negra, eles foram pegos de surpresa por uma terrível tempestade, e algo aconteceu com sua esposa que nunca foi completamente explicado, submetendo-a a uma invalidez para o resto da vida.</p>
<p><span id="more-990"></span></p>
<p>Na década de 1950, a congregação da Igreja Presbiteriana Independente de Savana chamou um jovem pregador para tomar as rédeas de uma igreja muito dividida. Ele veio com sua esposa e seus cinco filhos, o mais novo tinha apenas três anos. Depois de um ano e meio, desenvolveu um tumor no cérebro, e após dois anos do início de seu trabalho em Savana, o Rev. Van Puffelen estava morto.</p>
<p>Como você explica estas coisas? Talvez um tanto frustrante. Como você explica as respostas destes indivíduos? John G. Paton permaneceu no campo e teve uma grande colheita, e mais tarde disse:</p>
<p>Eu construí um túmulo cercado com blocos de coral, e cobri o topo com lindos corais brancos, pequenos cascalhos quebrados; e aquele lugar se tornou para mim, meu mais sagrado e freqüentado santuário durante todos os meses e anos que se seguiram, enquanto eu trabalhava na salvação daqueles ilhéus selvagens, em meio a dificuldades, perigos e mortes. Quando esta ilha se voltar para o Senhor, e for ganha para Cristo, nos dias seguintes os homens encontrarão a memória daquele lugar ainda vívida – onde, com incessantes orações e lágrimas, eu reivindiquei aquela terra para Deus, na qual eu “enterrei minha morta” com fé e esperança.</p>
<p>Warfield cuidou de sua esposa durante os quarenta anos em que permaneceram juntos, humilde e submisso, sem lamúrias, sem pena de si mesmo, sem justificar a necessidade de auto-satisfação, cumprindo seus votos matrimoniais, cumprindo seu dever para com sua esposa.</p>
<p>A “Sra. Van” , como era conhecida em Savana, gentil e dócil por fora, forte como cravos por dentro, começou a lecionar no Externato Presbiteriano Independente e educou seus cinco filhos com um tremendo sacrifício próprio, e sem lamúrias.</p>
<p>Qual é a explicação em cada uma destas situações? A explicação é que cada um deles cria na soberania de Deus. Todos entenderam a justiça de Deus, sua misericórdia, seu governo absoluto, e cada um recebeu suas circunstâncias como de Sua mão para seu bem e se submeteram a elas.</p>
<p>Ainda, como você explica a adversidade? Como você lida com o sofrimento que está no mundo? Admita que leva tempo para que nossas emoções alcancem nossas mentes, que não há respostas “fáceis” , e que quando nós perguntamos “por que” , não devemos fazer de forma tão simplista ou como uma questão de fatalidade; porém temos uma explicação para o sofrimento, a única explicação para o sofrimento que opera e abre caminho para o conforto num mundo de dor.</p>
<p><strong><br />
O Problema do Prazer </strong></p>
<p>Do nosso ponto de vista, muito da discussão sobre o “problema da dor” e sofrimento tem começado do jeito errado. Como vimos em nossa consideração sobre predestinação, há uma tendência por começar com a suposição da inocência humana. A adversidade então, é vista como uma intromissão imparcial ou injusta na vida de quem não a merece. Isso está implícito em quase todas as discussões sobre o assunto. Portanto, nós freqüentemente questionamos: “Por que Deus tem permitido que isso aconteça a uma família tão pura (e não merecedora)?”.</p>
<p>O lugar bíblico para se começar qualquer consideração sobre o sofrimento, não é a inocência, mas a culpa. No começo da Bíblia está um relato do que é chamado a “Queda do Homem” . Ele está lá para lembrar-nos que vivemos em um mundo “caído” , um mundo em desordem e sob a maldição de Deus. A resposta de Deus ao pecado de Adão e os pecados de sua descendência é uma condenação. Deus prometeu a morte “no dia em que dela comeres” . Entretanto, num sentido final, a morte foi adiada. Enquanto isso, a vida consiste em múltiplos mini-julgamentos que nos visitam por causa do pecado de Adão e de nossos próprios pecados, como pré-estréias do julgamento final. Estes mini-julgamentos, porque são desprovidos da morte eterna do inferno, são, em efeito, graciosos estágios de execução.</p>
<p>O que estamos dizendo é que cada momento que um de nós vive do lado de cá do inferno é um problema. Como é que um Deus justo e verdadeiro pode tolerar o mal e deixá-lo continuar existindo? Como ele pode atrasar seu aviso de que “a alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18.4)? O problema não é a dor, mas o prazer. Uma justiça severa lançará cada um de nós no inferno. Qualquer coisa menor do que isso – enfermidade, injúria, miséria, fome, ou sofrimento profundo – é misericórdia.</p>
<p>Considere a resposta de Jesus à questão de seus discípulos sobre os infelizes galileus que haviam sido massacrados por Pilatos (Lc 13). Eles queriam saber se “estes galileus eram mais pecadores que os outros porque sofreram este destino” . Esta questão é antiga. Aqueles que sofrem, sofrem porque são mais pecadores que as outras pessoas? Podemos dizer que o sofrimento é diretamente proporcional ao pecado? A resposta popular é dizer “não” , e ela está correta. Podemos corretamente citar Jó como um exemplo de um homem que não sofreu por seu pecado pessoal. Jesus, de fato, diz: “Não eram, eu vo-lo afirmo…” Jesus concorda com a resposta popular ao dizer que estas pessoas não eram necessariamente mais merecedoras de sofrimento que outras. Elas não morreram porque eram mais pecadoras que o resto. Nós esperávamos que ele continuasse a falar sobre como o sofrimento é imerecido. Muitas vezes, nós diríamos, os inocentes sofrem neste mundo. Freqüentemente, nós dizemos, é o bom que é injuriado e ofendido. Mas, surpresa, isso não é o que ele diz afinal. Em vez de dizer que alguns são sofredores inocentes, ele diz que todos merecem sofrer deste modo. Ele avisa que “se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” . Em outras palavras, não é que eles sejam piores do que os outros, mas é o que cada pecador merece, e terá, a menos que se arrependa. Jesus não se concentra na tragédia que caiu sobre alguns, mas na graça pela qual a maioria é poupada.</p>
<p>Da mesma maneira, Jesus continuou a falar nos dezoito sobre quem a “torre de Siloé caiu e matou” . Ele pergunta: “(eles) eram mais culpados que os outros habitantes de Jerusalém?” Podemos deduzir, a partir da quantidade de sofrimento que as pessoas suportam, quem é justo e quem é pecador? Não, ele diz. Mas, novamente, isso significa que eles poderiam não ser merecedores? Não. Eles têm o que todos merecem, mas alguns são poupados.</p>
<p>Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis (Lc 13.5).</p>
<p>Assim, o problema do sofrimento, como Jesus o interpreta, não é afinal um problema de dor. A dor pode ser explicada facilmente. Vivemos em um mundo caído e sob julgamento. Todos os piqueniques da vida têm suas formigas. Em nossa lua-de-mel, Emily e eu fomos um dia à praia. Quando chegamos, começou a chover. Não sendo a teóloga da família, ela perguntou: “por que Deus fez isso conosco?” Minha resposta sensível foi: “por que não choveu outro dia? Por que ele permitiu que viéssemos aqui afinal?” Ela não estava para brincadeira. É claro, há sofrimento. O extraordinário não é que exista dor, mas que exista prazer. Uma vez que se entenda a doutrina da queda e da depravação do homem, o problema filosófico não está no explicar o porquê Deus permite o sofrimento, mas no porquê ele mostra graça e misericórdia. Qualquer dor e sofrimento menor que as chamas do fogo eterno no inferno, é um adiamento misericordioso de Deus. Eu posso entender porque sofremos. Eu não posso entender porque não sofremos mais.<br />
<strong>Soberania e Dor </strong></p>
<p>Em capítulos anteriores, vimos que a soberania de Deus se estende sobre cada molécula existente. Ele decretou e planejou “tudo quanto acontece” . Então, não pense por um só momento que sua dor está excluída. Quando eu estava no seminário, um jovem cristão muito promissor, um estudante talentoso da Cal Tech [2], com uma mente brilhante, estava se preparando para uma missão de campo com os Tradutores Wycliffe da Bíblia. Ele caiu, em uma viagem a pé e morreu tragicamente. Um teólogo evangélico mundialmente famoso disse em seu funeral: “Esta não era a vontade de Deus” . Em um funeral em Savana, poucos anos atrás, uma declaração similar foi feita no velório de uma jovem mãe que morreu repentinamente: “Deus não queria que isso acontecesse”. Esta posição também é tomada num livro muito popular, Why Bad Things Happen to Good People (Porque Coisas Ruins Acontecem a Pessoas Boas). O autor perdeu sua filha adolescente para a leucemia. Ele lutou tentando explicar como Deus poderia ter permitido que isso acontecesse. Note seu modo de pensar. Existem pessoas “boas” (leia “inocentes” ) que não merecem que coisas “más” aconteçam a elas. A resposta que ele deu foi que Deus é bom, mas não há nada que ele possa fazer acerca do sofrimento. Ele não pode interferir. Suas mãos estão atadas. Ele não é culpado. Ele não pode ser acusado. Podemos estar certos de que ele ainda nos ama, pois não foi ele quem fez estas coisas horríveis acontecerem conosco.</p>
<p>O que podemos dizer sobre isso? Em nosso conceito, esta explicação não oferece qualquer consolação e, de fato, é horripilante. Por quê? Considere o seguinte.</p>
<p>Primeiro, se existe um Deus, o que acontece deve ser sua vontade . Se acontece alguma coisa que não é de sua vontade, ele não é Deus, e nós temos um problema. Se existem moléculas perambulando por aí, fazendo o que não foi ordenado por Deus, então ele tem um concorrente igual a ele, portanto não é Deus como a Bíblia o descreve. Para Deus ser Deus, ele deve ser soberano. Para ele ser soberano em tudo, ele deve ser o soberano sobre tudo .</p>
<p>Deixe-me ver se consigo esclarecer o que eu quero dizer. Todos os que crêem em Deus, crêem que ele pode prever todas as coisas. Uma vez que você deixe de crer na presciência, você realmente deixa de crer em Deus. O que ele prevê, certamente acontecerá. Então quando Deus prevê algo e decide permitir que aconteça, ele o faz porque isso convém a seus propósitos. Isso serve a seus planos. A alternativa é dizer que ele prevê coisas e as permite até mesmo que elas não combinem com seus propósitos, o que é claramente ilógico e absurdo. Isso não significa que ele “gosta” do que prevê, ele só permite que aconteça porque encontra algo positivo e alguma razão nisto. O bom Deus permite acontecer o que acontece porque convém a seus propósitos; e seus propósitos são bons.</p>
<p>Às vezes as pessoas tentam evitar as implicações disto apelando para a previsão, dizendo que Deus meramente “prevê” todas as coisas, ele não as fará realmente. Mas conforme pudemos ver, esta distinção não se sustenta. O que um Deus onipotente prevê e permite, ele quer e ordena.</p>
<p>Segundo, ou os eventos têm um significado dado por Deus, ou não têm sentido algum . Na tentativa de manter Deus “fora da armadilha” , as pessoas acabam deixando suas tragédias sem sentido, transformando-as em algo realmente trágico. Você deve reconhecer que não pode haver dois caminhos. Ou Deus está nele, ou ele não está. Se ele não está, então é o diabo, o mal, a “sorte”, o destino, ou o acaso.</p>
<p>Quando eu era pastor dos jovens em Miami, nós presenciamos duas mortes trágicas de pais de adolescentes. Um foi o pai de minha esposa Emily, que sofreu um ataque do coração quando ela tinha apenas dezesseis anos. O outro foi do pai de uma garota de dezesseis anos também, mas as circunstâncias foram diferentes. Enquanto que o pai de Emily morreu de repente, este homem, o Dr. John Richardson, filho do Reverendo J.R. Richardson, morreu lentamente durante um período de quase dois anos. Os dias finais foram diferentes de qualquer coisa que eu já havia visto ou que veria. Ele morreu em casa, rodeado por sua família. Seus últimos momentos foram passados com sua filha mais nova aconchegada a ele de um lado, a outra filha nos seus pés, sua esposa ao seu outro lado, seus filhos sentados junto a sua cama. Esta foi a morte mais triste e mais doce que eu já presenciei. Algumas semanas depois, a filha mais nova veio a mim e perguntou: “Por que Deus permitiu isso?” Minha resposta foi gentilmente dizer: “Ah, ele permitiu, mas teve boas razões” , e continuei, “ e nós nos agarramos a isso porque a única alternativa é dizer que Deus não o permitiu, e não há razão e é apenas uma tragédia sem propósito” . O que você deve fazer agora? Confiar nele! Diga que ele não é o responsável e você perde a oportunidade de confiar nele.</p>
<p>“Deus é grande e Deus é bom”. Esta foi a primeira oração que eu aprendi. Ela também expressa o problema do sofrimento. Por que um Deus grande permite o mal quando ele poderia impedi-lo? Por que um Deus bom permite o mal quando o odeia? Negue qualquer lado da equação e você resolverá o problema do mal: Deus é bom, mas não é grande; ele gostaria de impedir o mal, mas ele é fraco. Deus é grande, mas não é bom; ele não quer impedir o mal porque ele se deleita nele.</p>
<p>Desde Agostinho, os cristãos têm dito que Deus permite o mal para um bem maior. O paradigma é encontrado na crucificação. Quando o homem realizou este grande mal, Deus produziu a partir dele o maior bem. Porém, a crucificação foi realizada pelo “determinado desígnio e presciência de Deus” (At 2.23). Deus estava nela; ele a tinha ordenado. Da mesma maneira, ele está em nosso sofrimento. Por ele estar no sofrimento, este tem um propósito, tem um sentido.<br />
<strong>Cristo e a Dor </strong></p>
<p>Finalmente, vamos às respostas encontradas em Romanos 8. A maravilha de nossa adoção e conseqüentemente glorificação, leva Paulo a falar do caminho para a glória que é o caminho do sofrimento. Ele diz que nós somos “ co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados ” (8.17). Novamente, ele une o sofrimento e a glória dizendo: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (8.18). Ele fala de nossos “gemidos” e os contrasta com “nossa adoção de filhos, a redenção do nosso corpo” (8.23). Ele estimula à necessidade de “esperança” e “perseverança” (8.24,25). Ele promete a ajuda do Espírito quando oramos “ com gemidos inexprimíveis” (v.26). Então vem a jóia da coroa das promessas bíblicas. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). Paulo regozija-se num Deus que está em todas as coisas, fazendo-as trabalhar para o bem daqueles que o amam. E precisamente no caso de que você pudesse parar e duvidar se você ama Deus o suficiente ou não, ele acrescenta: “daqueles que são chamados segundo o seu propósito” . Machen disse sobre estes versos:</p>
<p>… que pequeno conforto existiria nessas palavras se o versículo parasse ali – se nos tivesse sido dito simplesmente que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, e então seríamos levados a acender aquele amor de Deus em nossos corações frios e mortos. Mas, graças a Deus, o versículo não termina ali. O versículo não diz apenas, “ sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus ” . Não, ele diz: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Aí está, meus amigos, o verdadeiro motivo de todo o nosso conforto – não em nosso amor, nem em nossa fé, ou em qualquer coisa que está em nós, mas neste misterioso e eterno conselho de Deus do qual vem toda a fé, todo o amor, tudo o que temos, somos e podemos ser neste mundo e no mundo que está por vir.</p>
<p>Aqueles que amam a Deus são aqueles que foram chamados. Os chamados são aqueles que foram conhecidos de antemão (o que significa amados de antemão) e predestinados. A “corrente de ouro” está exposta no verso 30: “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.30). Àqueles nos quais Deus colocou seu amor – àqueles que foram chamados eficazmente a Cristo pelo evangelho, que foram justificados e glorificados (o tempo passado indica que Paulo até mesmo vê isso como um fato concluído) – é prometido que tudo tem um bom propósito para eles. O próprio Deus o garante.</p>
<p>Quando eu tinha três anos, meus pais distraidamente deixaram minha irmã e eu no carro da família depois que voltamos da Igreja num domingo. Nós brincávamos e eu soltei o freio de mão. O carro começou a rolar pela rampa da garagem. Nós nos apavoramos. Minha irmã pulou para fora do carro. Ela tinha cinco anos – podia fazer aquilo. Eu caí debaixo da roda dianteira, e nossa perua Plymouth ano 56 passou por cima das minhas costas, pescoço e cabeça.</p>
<p>Quando eu tinha quinze anos, eu estava praticando com o time de futebol do colégio, que incluía três futuras estrelas do futebol universitário, entre eles Vince Feragammo. Certa tarde, eu corri um “ reinício ” padrão, peguei a bola, contornei o campo, tentei evitar meu defensor; nesta tentativa de evitá-lo, subitamente senti uma dor aguda na minha coxa. Um barulho tão forte como o de um galho de árvore quebrando pôde ser ouvido em todo o campo enquanto eu caía, minha perna torceu debaixo de mim, meu fêmur estava caprichosamente quebrado.</p>
<p>Por quê? Eu não sei. Eu não tenho que saber. Tudo o que eu sei é que Deus estava nesse acontecimento, e o estava trabalhando para o bem.</p>
<p>Alguns de vocês já sofreram coisas muito piores que isso. Alguns de vocês perderam filhos e netos em acidentes e doenças. Outros foram assolados pela morte de seus maridos e esposas. Amigos, parentes, outros amados têm sofrido com circunstâncias trágicas. Você tem gritado. “Ah não, isso não – tudo menos isso! Senhor, por quê? Por que o Senhor fez isso?” Talvez você tenha cultivado amargura. Você tem estado ressentido com Deus desde então. Você está desiludido e confuso. Tenha isso por certo – em Cristo, embora o diabo, o mundo e os inimigos tenham planejado sua destruição, Deus estava trabalhando todas as coisas para o bem.</p>
<p>Considere a vida de José. Que adversidades ele sofreu! Pense em seu coração quebrado por causa da total rejeição por parte de seus irmãos, que estavam prontos para matá-lo de imediato. Pense na dor de ter sido vendido como escravo, sendo obrigado a deixar sua família, e não vê-la por décadas. Mesmo no Egito ele teve que lidar com a falsa acusação de tentativa de estupro, armada pela esposa de Potifar, o qual o lançou na cadeia. Ele tinha muitos motivos para a amargura. Pense em tudo o que Deus permitiu que acontecesse. Sua infância lhe foi tirada, foi tirado de sua terra natal e de sua família, bem como seu bom nome, por que ele não deveria amaldiçoar a Deus? Mas o que ele diz? Ele vê a mão soberana de Deus em tudo. Primeiro, ele diz a seus irmãos: “Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito” (Gn 45.8). E numa segunda ocasião ele diz: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida” (Gn 50.20). Leia de novo: “Deus o tornou em bem”, ele diz.</p>
<p>Algumas vezes, até mesmo muitas vezes, não saberemos que bem Deus estará trazendo da adversidade. Este não é o ponto crucial. O ponto crucial é saber que Deus é bom e que ele quer isso! Quando você perdeu seu amado, ele o quis. Quando você foi afligido por doenças, ele o quis. Quando você foi atingido por reversões financeiras, ele o quis. Ele promete transformar isso em bem. Agora você precisa confiar nele.</p>
<p>Crer na soberania de Deus tem algum impacto prático sobre a vida? Eu espero que você tenha começado a entender que estas doutrinas são vitais. Somente quando entendemos que Deus ordenou nosso sofrimento, podemos começar a entender o sentido dele. Somente então, estaremos certos de que ele tem um propósito. Quando as tragédias vierem, quando as adversidades atacarem, não seremos abalados. Sim, nós choraremos. Sim, nós sofreremos. Mas continuaremos andando confiantes, sabendo que Deus está no seu trono, que estamos em suas mãos, que nossas circunstâncias são seus feitos, e que ele trabalha este mal para o nosso bem.</p>
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		<title>Casamento fora do Senhor e suas consequencias.</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 21:45:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[jesus]]></category>
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		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[1 Coríntios 7:39 ordena que se um cristão for se casar, deve fazê-lo “somente no Senhor”. Obviamente isso proíbe o casamento com incrédulos e, portanto, namorá-los, pois o propósito do namoro é verificar se é a vontade de Deus que você se case com aquela pessoa. O pecado de cristãos professos namorando e se casando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1 Coríntios 7:39 ordena que se um cristão for se casar, deve fazê-lo “somente no Senhor”. Obviamente isso proíbe o casamento com incrédulos e, portanto, namorá-los,<br />
pois o propósito do namoro é verificar se é a vontade de Deus que você se case com aquela pessoa. O pecado de cristãos professos namorando e se casando com incrédulos<br />
levou à apostasia da igreja existente antes do dilúvio e à destruição do mundo antigo pelo dilúvio (Gênesis 6:1-2)! Desobedecer ao mandamento de Deus casando-se (ou<br />
namorando) um não-cristão é uma das diversas maneiras pelas quais um(a) filho(a) de Deus coloca sobre seus ombros (o doloroso) jugo desigual: “Não vos ponhais em jugo<br />
desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14).</p>
<p><span id="more-972"></span></p>
<p><img title="Mais..." src="http://www.caminhocristao.com/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /></p>
<p>Dessa forma,<br />
diz a Confissão de Fé de Westminster: “A todos os que são capazes de dar um consentimento<br />
ajuizado, é lícito casar, mas é dever dos cristãos casar somente no Senhor, ou seja, com pessoas que</p>
<p>sejam temendes ao Senhor de toda a graca e que possuem o Espirito Santo da Promessa; portanto, os<br />
que professam a verdadeira religião reformada não devem casar-se com infiéis, papistas<br />
ou outros idólatras; nem os piedosos prender-se a jugo desigual por meio do casamento<br />
com os que são notoriamente ímpios em suas vidas, ou que mantêm heresias perniciosas”.<br />
Mas e se alguém for salvo após ter se casado, e Deus não tiver convertido a outra<br />
parte, seja esposo ou esposa; ou, o que dizer se um cristão se casar, pecando, com um<br />
incrédulo? Isso significa que eles deveriam se divorciar? Não! “Aos mais digo eu, não o<br />
Senhor: se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a<br />
abandone; e a mulher que tem marido incrédulo e este consente em viver com ela, não<br />
deixe o marido” (1 Coríntios 7:12-13).<br />
Os cristãos devem se casar apenas com outros cristãos piedosos e ortodoxos. Além<br />
do mais, se Paulo roga aos seus irmãos coríntios “pelo nome de Nosso Senhor Jesus<br />
Cristo” que eles falem a mesma coisa, e estejam perfeitamente unidos em uma só mente e<br />
parecer, a fim de que não houvesse divisões entre eles (1 Coríntios 1:10), quão muito mais<br />
isso não se aplica a dois crentes que estão considerando se tornarem uma só carne pelo<br />
matrimônio? Certamente, não deve haver divisões entre eles! Sem dúvida, eles devem<br />
falar a mesma coisa e ter a mesma disposição mental e o mesmo parecer!</p>
<p>Dois cristãos que estão contemplando o casamento devem ter a mesma disposição<br />
mental e o mesmo parecer sobre a natureza do próprio casamento (união de duas pessoas<br />
“até que a morte nos separe”), os papéis de cada um no casamento (maridos como líderes<br />
amorosos e esposas como auxiliadoras submissas, assim refletindo o relacionamento de<br />
Cristo para com a Igreja), e os propósitos do casamento (companheirismo íntimo e</p>
<p>auxílio mútuo, criar crianças santas, e evitar a fornicação). Eles devem, também, e</p>
<p>obviamente, ter a mesma disposição mental e o mesmo parecer no que diz respeito à<br />
doutrina bíblica, conforme ela está resumida nas confissões Reformadas.<br />
Mas há outra forma de considerar a unidade requerida para o casamento “somente<br />
no Senhor” (7:39). Somos ensinados por esse versículo que devemos nos casar apenas<br />
com outra pessoa que confesse e viva sob o senhorio de Jesus Cristo – seu governo e<br />
senhorio soberanos de todas as coisas.<br />
Cristo é Senhor da criação. Acaso seria casar “somente no Senhor” se unir a um<br />
“teísta evolucionista” ou um “criacionista progressivo? Tal pessoa nega o senhorio de<br />
Cristo, como aquele por meio de quem foram feitas todas as coisas nos céus e na terra<br />
num espaço de seis dias, porque ela se compromete com o evolucionismo. Cristo é o<br />
Senhor da história, como soberano governador de todas as coisas, mesmo do pecado e<br />
catástrofes e o anticristo, segundo o eterno decreto de Deus (Efésios 1:11). Acaso seu<br />
namorado ou namorada crê nisso? Cristo é o Senhor da redenção, morrendo na cruz para<br />
purgar os pecados de Seu povo (Mateus 1:21), Seu rebanho (João 10:15), Sua semente<br />
(Isaías 53:10) e Sua igreja (Efésios 5:25) – e não os pecados dos bodes (Mateus 25:33),<br />
nem os da descendência da serpente (Gênesis 3:15), nem da sinagoga de Satanás<br />
(Apocalipse 3:9). Cristo é o Senhor da eleição e da reprovação (Romanos 9), da<br />
regeneração (João 3:8; Tiago 1:18), do chamado, da justificação, da adoção e da<br />
glorificação (Romanos 8:30). Como pode alguém que recebeu a verdade da soberana<br />
graça ser “inteiramente unida, na mesma disposição mental e no mesmo parecer” (1<br />
Coríntios 1:10) com alguém que faz a salvação de Deus depender do “livre-arbítrio” do<br />
pecador? Cristo é o Senhor da igreja, como o seu único redentor, cabeça e rei. A sua<br />
vontade, nas Escrituras, deve determinar a doutrina da igreja, seus sacramentos,<br />
disciplina, adoração e governo, e não os sentimentos dos homens, a cultura moderna ou<br />
as tradições antigas. Cristo é o Senhor da aliança, estabelecendo-a não apenas com os<br />
crentes, mas também com a sua semente eleita (Romanos 9:6-13), e ordenando o batismo<br />
das crianças desses crentes (Gênesis 17:7; Atos 2:39; 16:14-15; Colossenses 2:11-12).<br />
Cristo é o Senhor também do todo de nossas vidas: corpo e alma; trabalho e<br />
descanso; família, lar, filhos e amizades, etc. Ele é nosso senhor e nós somos sua<br />
propriedade, de maneira que nossas habilidades, nosso tempo e possessões devem se<br />
colocar a seu serviço – no namoro e no casamento igualmente!<br />
Assim, os cristãos devem se casar (e namorar) crentes ortodoxos no temor de<br />
Jeová, buscando agradar a Cristo e em todo tempo submeter-se ao seu senhorio e honrá-<br />
lo. Tais casamentos glorificam a Deus, fortalecem a igreja e resultam em lares cristãos<br />
sólidos… e esposas felizes e contentes (Salmos 127-128)!</p>
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		<title>ABAIXO-ASSINADO: MOVIMENTO PELA REGENERAÇÃO DA IGREJA NA HISTÓRIA.</title>
		<link>http://www.caminhocristao.com/2009/11/abaixo-assinado-movimento-pela-regeneracao-da-igreja-na-historia/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 18:47:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
		<category><![CDATA[Caio Fábio]]></category>
		<category><![CDATA[jesus]]></category>
		<category><![CDATA[leitura recomendada]]></category>
		<category><![CDATA[manifesto]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos dias da Reforma Protestante, 95 foram as teses. Hoje a tese é uma só: Se tudo é Graça de Deus, então, não há barganhas a serem nem propostas e nem aceitas, jamais. Portanto, eis como segue:   1. Há um só Deus, que se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo; sendo, no entanto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos dias da Reforma Protestante, 95 foram as teses. Hoje a tese é uma só: Se tudo é Graça de Deus, então, não há barganhas a serem nem propostas e nem aceitas, jamais.<br />
Portanto, eis como segue:</p>
<p> </p>
<p><span id="more-952"></span></p>
<p>1. Há um só Deus, que se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo; sendo, no entanto, um só Deus; e tal realidade divina pode ser por nós apenas crida, mas jamais entendida. Ora, sem fé é impossível agradar a Deus!</p>
<p>2. Tudo e todos os que existem foram criados por Deus e para Deus; e Deus ama a todas as Suas criaturas e criações; posto que sendo amor a natureza de Deus, tudo o que Ele criou por amor o criou.</p>
<p>3. Deus é Amor; portanto, Deus é Graça; visto que somente no Amor há Graça; sendo também esta a razão de Deus haver feito o Sacrifício Eterno pela Sua criação e todas as Suas criaturas, antes mesmo de criar qualquer coisa; posto que o Cordeiro Eterno de Deus, que é também o Filho, entregou-se como Redenção e Remissão de pecados antes que qualquer coisa, ente, criatura ou dimensão tivessem sido criadas.</p>
<p>4. As transgressões que houve e há na criação, não demandaram de Deus um “improviso”, um remendo; posto que a Graça do amor de Deus revelado aos homens não seja um improviso, mas a consecução do amor que já se dispusera a tudo por amor à criação antes de haver mundo.</p>
<p>5. Deus é amor, é, portanto, Pessoa; pois não há amor sem pessoalidade. Por isto ao criar seres capazes da pessoalidade, Deus chamava a Sua criação a um vinculo de relacionalidade com Ele, em amor, verdade e graça.</p>
<p>6. Sendo Deus Eterno e Infinito, e o homem mortal e finito, não há meios de o homem ou qualquer criatura discernirem Quem Deus é a menos que Deus faça revelação de Si mesmo.</p>
<p>7. Portanto, tudo quanto de Deus possa ser sabido nos vem exclusivamente por revelação; seja a revelação Dele mediante a Natureza das coisas criadas, seja pela iluminação da consciência, seja pelas Escrituras que decorreram da fé de Abraão, seja pela ciência como apreensão da revelação livre que Deus faz de Si mesmo.</p>
<p>8. A Palavra de Deus, portanto, se manifesta de muitos modos; entretanto, uma só é a Palavra; e toda a sua revelação está manifesta em Jesus, que é o Verbo Eterno, a Palavra antes de qualquer Natureza, Consciência, Ciência ou Escritura; posto que somente em Jesus seja possível discernir Deus em Sua plenitude de revelação aos homens. Afinal, Jesus disse: “Quem me vê a mim, vê o Pai” [...] “Eu e o Pai somos Um”.</p>
<p>9. Sendo Deus Eterno e totalmente transcendente ao homem, tudo o que Dele nos venha é Graça; e sem Graça, favor divino em todas as coisas, nada pode ser por nós apreendido como bem eterno em razão de nossa incapacidade de discernir o Eterno e Infinito, especialmente quanto a aprender a Sua vontade.</p>
<p>10. Além disso, pela mesma razão, somente se pode manter relação com Deus mediante a fé, posto que a fé se abra para todas as coisas, visíveis e invisíveis; e mais: somente a fé não conhece impossível; portanto, somente pela fé se pode manter vinculo com Aquele está para além de toda compreensão.</p>
<p>11. Ora, sendo Jesus o Cordeiro Eterno de Deus que se manifestou na História, o fez no mesmo espírito da Graça Eterna, a mesma concedida à criação e às criaturas antes que houvesse mundo. Por isto Jesus não é o Deus dos cristãos, nem de qualquer grupo humano, nem o fundador do Cristianismo, nem o Deus dos crentes que assim se confessem apenas pela filiação a uma agremiação religiosa&#8230; Antes pelo contrário, Ele é a verdadeira Luz que vinda ao mundo ilumina a todos os homens; posto que Jesus tenha sido apresentado a nós como pertencendo a uma Ordem Sacerdotal Superior, não religiosa, não humana, e que é descrita como sendo a Ordem de Melquizedeque, na qual todos os seres humanos, sabendo ou não de tamanha Graça a eles disponível em Cristo, nela estão incluídos por uma decisão unilateral do amor de Deus; posto que Deus estivesse em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo.</p>
<p>12. Desse modo, tudo quanto concerne ao homem como necessidade, surge de Deus como solução do amor na Graça; a saber: arrependimento, fé, salvação, redenção, perdão, justificação, alegria, santificação e esperança eterna. Assim, não há nada que seja essencial ao homem que seja provisão do homem para o homem; pelo contrário, tudo provém de Deus.</p>
<p>13. Por esta razão o povo de Deus é o Povo da Graça; pois, quem quer que esteja em Deus só o está em razão de ter sido incluído gratuitamente em tão grande salvação.</p>
<p>14. Além disso, esse Povo de Deus é chamado a tornar-se seguidor de Deus nos passos de Jesus; e, por isto, só é Povo de Deus [e, portanto, Igreja], aquele que se entregar a Deus apenas crendo que no Cordeiro Eterno, Cristo Jesus, Tudo Está Consumado; não restando ao homem nada a fazer a fim de completar o que já estava Feito antes de haver mundo.</p>
<p>15. É porque o Evangelho é assim, e porque Jesus assim ensina, e, além disso, por ter sido apenas este o Fundamento Apostólico sobre o qual a revelação da Nova Aliança se deu, é que afirmamos com temor e santo temor que:</p>
<p>15.1. O que se fez nesses 1700 anos de História Cristã Romana, da qual a própria Reforma Protestante não deixou de ser herdeira, rompendo com muitas coisas, mas não com todas, tornando-se assim, de certa forma, apenas uma Re-forma, mas não uma Revolução de sentidos, conteúdos, e, sobretudo, de simplificação não de formas, mas de espírito — é ainda algo totalmente insatisfatório; posto que seja ainda um reformar, mas não uma ruptura de conteúdos, de dogmas, de doutrinas humanas, de lógicas mundanas, todas elas criadas pelo Pai do Cristianismo e seus auxiliares históricos: o Imperador Constantino.</p>
<p>15.2. Que o que provocou a Reforma nos dias dos Reformadores do Século XVI, tornou-se algo revivido com ênfases e disfarces de maldade ainda maior entre nós, hoje; posto que agora tudo seja feito com máscaras do “nome de Jesus”, porém, com modos que fazem as vendas de Indulgências que deram pavio ao fogo da Reforma, tornarem-se temas inocentes de presépio infantil.</p>
<p>15.3. Que as barganhas, as negociatas, as campanhas de exploração da credulidade do povo, o uso perverso da Bíblia, o espírito de troca e comercio, as maldições e ameaças pronunciadas “em nome de Jesus”, os novos apóstolos do dinheiro e da prosperidade, o desenfreado comercio da fé como produto, a utilização de todos as formas de manipulação e engano, as inegáveis manifestações de ações criminosas em nome da fé, o uso político da igreja e do nome de Jesus, e tudo quanto entre nós hoje se define como “igreja” e sua prática histórica, não mais é que um estelionato sem tamanho e medida, e que faz a Igreja Católica do Século XVI uma entidade de bruxos aprendizes daqueles que entre nós hoje são pastores, bispos, apóstolos e candidatos diabólicos à divindade.</p>
<p>15.4. Que não é mais possível usar termos como “evangélico”, que deveria significar “aquilo que carrega a qualidade do Evangelho”, nem termos como “Igreja”, que deveria apenas ser a assembléia dos crentes no Jesus dos Evangelhos — posto que “evangélico” tenha se tornado aquilo que no Evangelho é descrito como sendo anti-evangélico, e “Igreja” tenha se tornado aquilo que no Evangelho é apenas uma multidão perdida e sem pastor, tamanho é o descaminho dos seus guias e condutores do engano.</p>
<p>15.5. Que não é mais possível conviver passivamente com tamanho engano blásfemo, sob pena de nos tornarmos indesculpáveis diante de Deus, desta geração, e das que ainda virão.</p>
<p>15.6. Que hoje se ouve a Voz de Deus, dizendo como fez antes muitas vezes, e no futuro ainda voltará a dizer: “Sai do meio dela, óh povo meu!” Sim, pois “o Senhor conhece os que Lhe pertencem”; e deseja separar Seu Povo do convívio perverso não no “mundo”, mas, sobretudo, no “ambiente chamado ‘igreja’”; posto que, pela anuência silenciosa, estamos corroborando o engano para aqueles que não sabem discernir entre a mão direita e a esquerda.</p>
<p>15.7. Portanto, convidamos a todo aquele que ainda crê em Jesus segundo a pureza do Evangelho, que assuma hoje, e para sempre, uma total ruptura com tudo aquilo que se disfarça sob o nome de Jesus, mas que nada mais é do que manifestação do engano, até que chegue o Dia quando todo “Senhor, Senhor” que não teve correspondência de obediência ao Evangelho, de Jesus ouvirá o terrível “Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim todos vós que praticais a iniqüidade”.</p>
<p>15.8. Aqui, sem alarde, com total sinceridade no Evangelho, convidamos você a abraçar a busca da Regeneração; pois, o que a “igreja” precisa a fim de se tornar Igreja, segundo Jesus, é de Regeneração, de conversão, de arrependimento e de iluminação do Evangelho na Graça de Deus.</p>
<p>15.9. Portanto, não temos barganhas a fazer com tudo aquilo que, mesmo sendo anunciado “em nome de Jesus”, nada tenha de Jesus e do Evangelho; e assim fazemos porque temos certeza de que seremos cobrados por Deus se nos mantivermos alheios, silenciosos, perversamente educados no nosso assistir da mentira na sua prevalência histórica contra a verdade e a simplicidade do Evangelho.</p>
<p>15.10. Estas são as teses puras e simples deste momento/tempo de Busca de Regeneração de nós mesmos no Evangelho. Quem diz amém ao Evangelho de Jesus, esse não temerá viver todas as implicações dessa decisão proposta não como Reforma, mas como Regeneração.</p>
<p>Nele, que nos chama a servi-Lo hoje, nesta geração, pois a ela estamos endividados pelo conhecimento da Verdade em Jesus,</p>
<p><strong>Caio Fábio D’Araújo Filho<br />
E quem mais assinar antes ou depois de minha assinatura&#8230;<br />
21 de outubro de 2009<br />
Lago Norte<br />
Brasília<br />
DF</strong></p>
<p> </p>
<p> Link fonte do texto:</p>
<p> <a href="http://www.caiofabio.com/abaixoassinado/">http://www.caiofabio.com/abaixoassinado/</a></p>
<p>Assine se desejar em: <a href="http://www.caiofabio.com/abaixoassinado/assinar.asp">http://www.caiofabio.com/abaixoassinado/assinar.asp</a></p>
<p>Assinaturas até o momento:</p>
<p><a href="http://www.caiofabio.com/abaixoassinado/assinaturas.asp">http://www.caiofabio.com/abaixoassinado/assinaturas.asp</a></p>
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		<title>A Cultura e o Cristão.</title>
		<link>http://www.caminhocristao.com/2009/10/a-cultura-e-o-cristao/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 23:24:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[leitura recomendada]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Por vezes os hinos me confundem. Eu me lembro bem, quando garoto, de ficar confuso com dois hinos populares que me pareciam totalmente contraditórios. O primeiro era “Aqui não é meu lar, um viajante sou”, e o outro era “O mundo é do meu Pai”. Se o mundo é do meu Pai, eu pensava, porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por vezes os hinos me confundem. Eu me lembro bem, quando garoto, de ficar confuso com dois hinos populares que me pareciam totalmente contraditórios. O primeiro era “Aqui não é meu lar, um viajante sou”, e o outro era “O mundo é do meu Pai”. <em>Se o mundo é do meu Pai, eu pensava, porque estou apenas passando por ele como viajante?  </em>Mas os hinos não eram a única coisa a confundir no negócio de relacionar-me como cristão no mundo. Esperava-se dos cristãos que justificassem tudo nas suas vidas pela sua utilidade espiritual ou evangelística. No máximo, a educação, atividades, vocações ou buscas “seculares” eram um mal necessário &#8212; para se ganhar a vida, para ter com que dar o dízimo e dar para missões. Na pior das hipóteses, distraíam da vida cristã. Agiam como a canção da Sirene seduzindo <em>mundaninhos </em>insuspeitos aos recifes da incredulidade e do afastamento de Deus. Assim, os que queriam ser empresários procuravam empregos em organizações e agências cristãs. Se descobríssemos um pequeno Rembrandt num jovem artista da igreja, nós o colocávamos como responsável pelo quadro de avisos e (se ele fosse realmente bom) deixávamos que pintasse o batistério. Esperava-se dos nossos cientistas que promulgassem a causa do criacionismo &#8212; mesmo que a cosmologia ou as ciências biológicas e antropológicas não fossem suas especialidades. Dos músicos esperava-se que entrassem (ou formassem) na banda de louvor ou fizesse uma turnê pelas igrejas do país &#8212; o tamanho da igreja, claro, dependia do grau de talento do artista. Através dos anos, temos criado os nossos próprios guetos de artistas, super estrelas e apresentadores, com versões cristãs de tudo que há no mundo.</p>
<p><span id="more-944"></span></p>
<p> </p>
<p>Essas experiências, porém, não se limitam ao nosso tempo e lugar. A Renascença, e de modo especial, os tempos da Reforma foram reações ao modo medieval de encarar a vida. Para a igreja medieval, filosofia, arte, música e ciência se confundiram tanto com a religião que não dava para distinguir uma da outra. A filosofia não era, na realidade, filosofia, A Renascença demonstrou como a interpretação da igreja medieval de Aristóteles e Platão (os favoritos) era diferente dos escritos daqueles filósofos. Se alguém quisesse ser artista, mais uma vez procurava-se a igreja para um emprego, como a arte era ferramenta da pregação ou do ensino da vida e dos tempos de Jesus e seus apóstolos. E os sofrimentos de Copérnico e Galileu nos lembram do perigo de dizer mais do que a Bíblia diz sobre teorias científicas específicas.</p>
<p>A Reforma libertou homens e mulheres cristãos para seguir com dignidade e respeito os seus chamados divinos no mundo, sem ter que justificar a utilidade desses chamados à igreja ou ao empreendimento missionário. A vocação era dom da criação. Até mesmo os não cristãos, como quem carrega a imagem de Deus, possuíam este chamado divino. Crente e incrédulo eram igualmente responsáveis por desenvolver seu trabalho com excelência &#8212; um reconhecendo a Deus como autor e alvo dessa excelência, e o outro servindo a Deus com seus talentos apesar de sua recusa em reconhecê-lo como doador e alvo de tudo. Em contraposição à visão monástica do mundo, a Reforma promulgava uma teologia que abarca o mundo, um dos fatores principais no desenvolvimento da ciência, da Era Dourada” da arte holandesa e da literatura inglesa e escocesa, a libertação da igreja da política, a difusão universal da leitura e da escola pública, e o grito por liberdades civis em contraposição ao fundo da tirania vigente.</p>
<p>É claro, não existe movimento perfeito &#8212; há envolvida em todos gente demais parecida conosco! A Reforma não é exceção, com sua parcela de erros e os disparates de homens e mulheres pecadores. Contudo, os temas bíblicos por ela recuperados trouxeram de volta ao povo de Deus um senso de pertencer a este mundo durante o tempo que Deus nos deu, mas pertencer <em>dentro de </em>, e não como <em>parte do </em>mundo.</p>
<p><strong>A pressão de justificar a arte, ciência e a diversão em termos do seu valor espiritual ou sua utilidade evangelística acaba prejudicando tanto o dom da criação quanto o dom do Evangelho, desvalorizando o primeiro e distorcendo, no processo, o segundo</strong><strong>.</strong> Por exemplo, “música cristã” é freqüentemente uma desculpa para artistas inferiores conseguir vencer numa sub cultura cristã que imita o brilho e <em>glamour </em>do entretenimento secular, inclusive suas próprias cerimônias de premiação e seu ambiente de super estrelato. Pode ser que essa não seja a intenção por parte de muitos artistas que querem contribuir ao cenário da música cristã contemporânea, mas a indústria acaba produzindo, na maioria, imitações nada criativas, repetitivas, superficiais da música popular. Produzir música em conformidade com os gostos anestesiados duma cultura consumista já é ruim; <em>imitar </em>a arte comercializada é desperdiçar os talentos, a não ser que se esteja escrevendo para o rádio e a televisão. Trivializa tanto a arte quanto a religião. Não quero com isso condenar todos os artistas cristãos, pois há muitos musical e liricamente sofisticados o bastante que integram uma compreensão séria da mensagem bíblica com um estilo musical criativo. Também não quero que sejamos “esnobes” musicais que confundem seu gosto particular com a Palavra revelada de Deus. Afinal de contas, freqüentemente “a verdade está escrita nas paredes do metrô”, o equivalente arquitetônico da música popular. É esta uma das razões pelas quais eu aprecio a música popular de vez em quando, em parte porque é agradável e traz lembranças de tempos passados. Mas é uma forma inferior, dirigida comercialmente (noutras palavras, financeiramente) que se rebela contra os padrões mais altos da expressão artística.</p>
<p>Essas pressões, porém, para se criar versões distintamente “cristãs” de tudo no mundo (ou seja, na criação), pressupõem que exista algo essencialmente errado com a criação &#8212; e essa é uma pressuposição teológica que tem influência muito maior na formação das atitudes evangélicas em todas essas esferas do que geralmente se admite. Examinaremos essa posição básica nos próximos capítulos.</p>
<p>Permita-me dizer de início que este livro não é uma análise sofisticada da base teológica de uma visão cristã do mundo ou da natureza das artes, ciências, filosofia e assim por diante. É para o leitor geral, especialmente para aqueles crentes que lutam com uma sub cultura que abafa ao invés de encorajar seus impulsos e suas ambições divinamente dotadas. Nesse sentido, é um livro pastoral. É oferecido com esperança de que os teólogos aprendam mais sobre outras disciplinas e que cristãos nessas outras disciplinas se ancorem mais firmemente sobre a teologia bíblica antes de tentar “integrar” sua fé e vida. Mas não obstante a posição do leitor em relação a esses tópicos &#8212; seja ele um esteta de muita cultura ou uma mãe cristã que quer saber se sua filha pode cursar com segurança uma universidade secular &#8212; haverá poucos desafios às idéias prevalecentes no mundo evangélico e aqui e ali algo em que pensar um pouco mais.</p>
<p>Para iniciar, quero definir alguns termos, Primeiro, estarei usando o termo “cultura” no seu senso mais amplo, referindo-me tanto à cultura popular (esportes, política, ensino público, música popular e diversões, etc. e a alta cultura ( horticultura, academicismo, música clássica, ópera, literatura, ciências, etc.). Uma definição útil e abrangente de “cultura” para nossa discussão pode ser “a atividade humana que intenciona o uso, prazer e enriquecimento da sociedade”. Segundo, por “igreja” estou dizendo a igreja institucional, &#8212; “onde a Palavra de Deus é pregada e os sacramentos são administrados corretamente”, como diziam os reformadores. Quando, por exemplo, se diz que a igreja não deve confundir sua missão com as esferas da política, arte, ciência, etc., não se está sugerindo que os cristãos como indivíduos devessem abandonar esses campos (muito pelo contrário), mas que a <em>igreja como instituição </em>deve observar a sua missão divinamente ordenada. Essa igreja institucional deve ser entendida como expressão visível do corpo universal de Cristo através de todos os séculos e em todo lugar. A igreja institucional recebeu a comissão única de pregar a Palavra e fazer discípulos, Meu emprego da palavra “igreja”, portanto, não é apenas uma referência ao corpo coletivo de cristãos individuais, mas ao organismo vivo fundado por Cristo, ao qual foi confiado o seu próprio ministério pessoal.</p>
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		<title>Aniquilacionismo Evangélico por John Stott</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 21:50:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
		<category><![CDATA[John Stott]]></category>
		<category><![CDATA[leitura recomendada]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O Caminho Cristão traz uma reconsideração do Aniquilacionismo Evangélico: Uma Análise do Pensamento de John Stott sobre a Não-Existência do Inferno. O evangelicalismo é definido de várias maneiras por diversos tipos de pessoas. Eu o defino como a religião dos crentes da Bíblia Trinitariana que se gloriam na cruz de Cristo como a única fonte de paz com Deus e buscam compartilhar a sua fé com os outros; e eu noto que o evangelicalismo ocidental (para não irmos mais adiante), como o liberalismo protestante, o catolicismo romano de toda espécie, e o ortodoxismo oriental, tem um padrão propriamente seu. Dentre os fatores que formaram esse padrão durante os últimos cinqüenta anos incluem-se o ensinamento dogmático, devocional, apologético e ativista ministrado nas igrejas evangélicas e em movimentos paraeclesiásticos; a literatura (livros, jornais, revistas) produzida pelos evangélicos; a sensação de uma fidelidade superior à Bíblia, seu Deus e seu Cristo, que as instituições evangélicas cultivam; uma sensação de estar sendo ameaçado pelos enormes batalhões do protestantismo liberal, catolicismo romano e instituições seculares, que os leva a vociferar quando esses fundamentos ideológicos são discutidos; a obstinação por um evangelismo atuante; e o costume de transformar estudiosos e líderes em gurus, de onde surge um sentimento de ultraje e traição se percebem que eles estão andando fora da linha. Dentro da distintiva identidade corporativa do evangelicalismo introduziram-se uma consciência de privilégio e vocação, uma mentalidade envolvente e persistente, a discussão de temas irrelevantes, uma certa violência verbal e uma tendência de atingir nossos próprios feridos.</p>
<p> </p>
<p><span id="more-939"></span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>Ainda não está claro se o recente restabelecimento da confiança e o crescimento de uma vida intelectual [1] do movimento estão ou não amadurecendo esse padrão ainda verde; entretanto, sem dúvida alguma, os fatores citados acima se tornaram evidentes enquanto os evangélicos discutiam o aniquilacionismo entre si nos últimos dez anos.</p>
<p>Idéias aniquilacionistas têm sido debatidas entre os evangélicos por mais de um século [2], mas nunca se tornaram parte da corrente principal da fé evangélica [3], nem sequer foram largamente discutidas no meio evangélico até recentemente. Em 1987, Clark Pinnock escreveu um artigo bombástico de duas páginas entitulado “O Fogo, e Nada Mais” [4], mas que, apesar de amplamente lido, não provocou maiores discussões do que uma exposição de quinhentas páginas sobre o assunto: “O Fogo que Consome” (1982), publicada por Edward William Fudge [5], talentoso leigo das Igrejas de Cristo. Entretanto, em 1988, surgiram dois curtos trabalhos de defesa, ambos de veteranos evangélicos anglicanos: oito páginas de John Stott em “Essentials” [6], e dez do falecido Philip Edgecumb Hughes em “A Verdadeira Imagem” [7], que puseram o gato no meio dos pombos.</p>
<p>Em uma conferência de 350 líderes em Deerfiield, Illinois, no ano de 1989, eu li um documento pomposamente entitulado “Evangélicos e o Caminho da Salvação: Novos Desafios ao Evangelho: Universalismo e a Justificação pela Fé” [8]. No documento eu ofereci uma linha de pensamento contrária à posição desses dois respeitáveis amigos [9]. A reação foi tal que a conferência se dividiu ao meio sobre a questão da aniquilação. O relatório da <em>Christianity Today</em> (periódico evangélico) dizia:</p>
<p>“Surgiram fortes desentendimentos sobre a posição do aniquilacionismo, doutrina que afirma que as almas não salvas deixarão de existir após a morte&#8230; a conferência foi quase que dividida ao meio ao tratar do assunto em suas declarações, e nenhuma renúncia a essa posição foi incluída na resenha final da conferência”. [10]</p>
<p>Depois disso, a pedido de John White, então presidente da Associação Nacional de Evangélicos, o falecido John Gerstner escreveu uma resposta a Stott, Hughes e Fudge sob o título “Arrependei-vos ou Perecereis” (1990) [11]; e em 1992 os documentos apresentados na quarta Conferência sobre Dogmas Cristãos de Edinburgo foram publicados com o título “Universalismo e a Doutrina do Inferno” [12], juntamente com “O Argumento a Favor da Imortalidade Condicional”, de John W. Wenham e “O Argumento Contra o Condicionalismo: Uma Resposta a Edward William Fudge”, de Kendall S. Harmon.</p>
<p>E isso não foi tudo. Livros reafirmando a realidade e eternidade do inferno começaram a aparecer: “Questões Cruciais Sobre o inferno” (1991) [13], de Ajith Fernando; “Um Deus Irado?” (1991) [14], de Eryl Davies; “O Outro Lado das Boas Novas” (1992) [15], por Larry Dixon; “Quatro Opiniões sobre o Inferno” (1992) [16], por William Crocket, John Walvoord, Zachary Hayes e Clark Pinnock; “A Estrada Para o Inferno” (1992) [17], de David Pawson; “O Que Aconteceu Com o Inferno?” (1993) [18], de John Blanchard; “A Batalha Pelo Inferno: Uma Visão Geral e Avaliação do Crescimento do Interesse Evangélico pela Doutrina da Aniquilação” (1995) [19], por David George Moore; “O Inferno Em Julgamento: O Argumento a Favor do Castigo Eterno” (1995) [20], de Robert A. Peterson. Todos estes contestando mais ou menos elaboradamente o aniquilacionismo. Continuava assim a discussão.</p>
<p>O que está em questão aqui? A questão é essencialmente exegética, embora com implicações pastorais e teológicas. E se resume a se, quando Jesus disse que aqueles banidos no julgamento final “irão para o castigo eterno” (Mt 25:46), Ele tinha em vista um estado de tormento que não terá fim, ou um irrevogável fim da existência consciente; em outras palavras (pois assim é colocada a questão), um castigo que é eterno em sua extensão ou no seu efeito. A corrente principal da cristandade sempre afirmou o primeiro, e continua a fazê-lo; evangélicos aniquilacionistas, juntos com muitos Testemunhas de Jeová, Adventistas do Sétimo Dia e liberais — na realidade quase todos os que não são universalistas — defendem o último. Entretanto desse ponto em diante os evangélicos aniquilacionistas se dispersam e não há unanimidade [21].</p>
<p>Alguns têm asseverado que o aniquilamento ocorrerá imediatamente após a sentença de Jesus no Juízo Final, após um período de tormento no estado intermediário; outros têm pensado que cada pessoa banida da presença de Jesus passará por algum tormento, proporcional em intensidade e extensão ao que cada um merece, até que venha o momento da aniquilação. Alguns baseiam o seu aniquilacionismo em uma antropologia adaptada. Eles argumentam que uma existência eterna não é natural; e que, pelo contrário, desde que nós somos seres pessoais (almas) que vivem por meio de corpos, a separação entre a alma e o corpo extinguirá a consciência. Então, depois da nossa separação inicial (a primeira morte) não há um estado intermediário, apenas uma inconsciência que continuará até a ressurreição, e depois dos descrentes ressuscitados serem banidos da presença de Cristo, as suas consciências finalmente cessarão (segunda morte) quando, e porque, os seus corpos ressurretos deixarão de existir. Entretanto, alguns que raciocinam desta forma, na verdade, afirmam que há um estado intermediário consciente, com alegria para os santos e sofrimento para os ímpios, como sempre foi o consenso geral da Igreja. Todos que adotam essa antropologia denominam a sua posição de imortalidade condicional, expressão cunhada para mostrar que a existência após a morte que as religiões imaginam e que a maioria, se não todas, deseja, é uma dádiva que Deus concede somente aos crentes, enquanto que Ele, cedo ou tarde, simplesmente extingue o resto de nossa raça. A existência eterna está, portanto, condicionada à fé em Jesus Cristo, e a aniquilação é a alternativa para os demais [22].</p>
<p>Historicamente, essas são opiniões do século passado. O século dezenove foi uma era de audaciosos desafios a suposições antigas, sonhos audaciosos de fazer as coisas melhores, e empreendimentos audaciosos, tanto intelectuais como tecnológicos, para realizá-los. O ensinamento cristão histórico sobre o inferno era posto em questão à luz da convicção utilitariana e progressista de que a retribuição em si, sem qualquer perspectiva de alguma coisa ou alguém ser melhorado por ela, não é justificativa suficiente para a punição, desconsiderando o castigo eterno. Partindo desse ponto de vista a idéia de que o ato de Deus manter alguém em permanente tormento após a morte era indigno dEle e, portanto, a posição tradicional sobre o castigo eterno deve ser abandonada, devendo-se encontrar outra maneira de explicar os textos que parecem ensiná-la. Revisionistas da Bíblia desenvolveram duas maneiras de fazer isso, ambas essencialmente especulativas, à maneira de Orígenes, que usava a filosofia da época para estabelecer uma estrutura da forma de interpretação dos textos e para preencher as lacunas nos seus ensinamentos. O primeiro método era o universalismo, que diz que todos os seres humanos estarão por fim no céu, e especula em como, através de dolorosas experiências, os que morrem na incredulidade conseguirão isso. A segunda maneira é o aniquilacionismo, o qual afirma que os que estarão no céu serão por fim todos os humanos, e especula sobre quando os incrédulos serão aniquilados. Os argumentos utilizados pelos aniquilacionistas de hoje são essencialmente os mesmos dos seus predecessores do século passado.</p>
<p>Duas advertências pastorais e teológicas devem preceder nossas considerações a esses argumentos.</p>
<p><strong>1) </strong>Opiniões sobre o inferno não devem ser discutidas fora das linhas do Evangelho. Por quê? Porque é somente em conexão com o Evangelho que Jesus e os autores do Novo Testamento falam do inferno, e a maneira bíblica de lidar com temas bíblicos é levar-se em consideração tanto as suas conexões bíblicas, quanto a sua substância bíblica. Como diz Peter Toon:</p>
<p>“&#8230; a pregação e o ensino de Jesus com relação ao Geena, trevas e condenação estavam relacionados com a Sua proclamação e exposição do reino de Deus, salvação e vida eterna; eles nunca são expostos como assuntos independentes para reflexão e estudo. Renomados teólogos [23] têm muito enfatizado este último ponto. &#8230; o inferno é parte integrante do Evangelho e portanto não pode ser deixado de fora &#8230; . Advertir as pessoas para que evitem o inferno significa que ele é uma realidade, ou pode vir a ser uma realidade. Portanto, é inevitável que tentemos oferecer uma descrição do inferno pelo menos em termos de poena damni (dor pela perda da alegria) e possivelmente de poena sensus (dor dos sentidos, ou seja, através dos sentidos) mas &#8230; sempre reconhecemos que falamos figuradamente”. [24]</p>
<p>A idéia cristã do inferno não é um conceito isolado de sofrimento apenas por sofrimento (a divina “selvageria”, “sadismo”, “crueldade” e “vingança” do qual os aniquilacionistas acusam os crentes que declaram o inferno eterno) [25]; mas uma noção biblicamente formada por três misérias equivalentes, que são: a exclusão da presença e comunhão graciosa de Deus, em castigo e com destruição sobre aqueles que, ao negarem as misericórdias de Deus, já rejeitaram o Pai e o Filho nos seus corações. A justiça do juízo final de Deus, o qual Jesus administrará, de acordo com o Evangelho, está em duas coisas: primeiro, o fato de que o que as pessoas recebem não é apenas o que elas merecem, mas o que elas na verdade escolheram — isto é, existir para sempre sem Deus e conseqüentemente sem nenhum dos bens que Ele concede; segundo, o fato de que a sentença é proporcional ao conhecimento da Palavra, obra e vontade de Deus, que foram desconsideradas (Cf. Lc. 12:42-48; Rm1:18-20, 32, 2:4,12-15). De acordo com o Evangelho, o inferno não é uma selvageria imoral, mas uma retribuição moral, e discussões sobre a sua extensão para os seus habitantes devem ocorrer dentro desse quadro.</p>
<p><strong>2)</strong> Opiniões sobre o inferno não deveriam ser determinadas por considerações do bem-estar. Diz John Wenham: “Acautelai-vos da imensa atração natural por qualquer saída que os livre da idéia de pecado e sofrimento sem fim. A tentação de torcer o que deveriam ser declarações completamente rígidas das Escrituras é intensa. É a situação ideal para uma racionalização inconsciente” [26].</p>
<p>Diz John Stott:</p>
<p>“<em>Eu acho o conceito de tormento consciente eterno emocionalmente intolerável e não compreendo como as pessoas conseguem conviver com isso sem cauterizar seus sentimentos ou esfacelá-los com a tensão. Mas as nossas emoções são um guia instável, não confiável para nos conduzir à verdade e não devem ser exaltadas ao lugar de suprema autoridade em determiná-la &#8230; minha pergunta deve ser </em>—<em> e é </em>—<em> não o que me diz o meu coração, mas, o que diz a Palavra de Deus?</em>” [27].</p>
<p>Ambos adotaram o aniquilacionismo, no que estão errados, mas eles o admitem por uma justa razão — não porque é uma idéia que se ajustou confortavelmente às suas convicções, apesar de tê-lo feito, mas porque eles pensaram tê-lo encontrado na Bíblia. Qualquer que seja nossa posição sobre a questão, nós também devemos ser guiados pelas Escrituras e nada mais.</p>
<p><strong>1) </strong>O primeiro argumento é a necessidade de explicar “castigo eterno” de Mateus 25:46, que está diretamente relacionado com “vida eterna”, sem que traga necessariamente a implicação de eternidade. Admitindo-se que, como é corretamente defendido, “eterno” (<em>aionios</em>) no Novo Testamento significa “que pertence à era porvir” em vez de expressar qualquer noção diretamente cronológica, os escritores do Novo Testamento são unânimes em concluir que o tempo porvir será eterno. Então o problema dos aniquilacionistas permanece no mesmo lugar que estava. A afirmação de que, na era por vir, a vida é alguma coisa contínua, enquanto que o castigo é algo com um final, torna a questão evasiva. Basil Atkinson, “um excêntrico bacharel acadêmico”, de acordo com Wenham [28], mas um filologista profissional, e mentor de Wenham e Stott nessa matéria, escreveu:</p>
<p>“Quando o adjetivo <em>aionios</em> significando “eterno” é usado no grego juntamente com substantivos de ação, ele se refere ao resultado da ação, não ao processo. Assim a expressão “castigo eterno” é comparável a “redenção eterna” e a “salvação eterna”, todas expressões bíblicas &#8230; os que se perdem não passarão eternamente por um processo de castigo mas serão punidos uma vez por todas com resultados eternos”. [29]</p>
<p>Embora essa declaração seja constantemente feita por aniquilacionistas, que de outra maneira não poderiam erigir sua posição, ela carece de apoio gramatical e em qualquer caso torna a questão evasiva quando assume que o castigo é um evento momentâneo ao invés de contínuo. Embora, porventura, não seja absolutamente impossível, o raciocínio parece artificial, evasivo, e, em uma avaliação final, desamparado.</p>
<p><strong>2) </strong>O segundo argumento é que, uma vez que a idéia de imortalidade intrínseca da alma (isto é, do indivíduo consciente) deixa de ser considerada como uma intromissão platônica na exegese do segundo século, parecerá que o único significado natural de morte, destruição, fogo e trevas no Novo Testamento como indicadores do destino dos ímpios é de que tais pessoas deixam de existir. Mas tal afirmação quando submetida à prova mostra estar errada. Para os evangélicos, a analogia das Escrituras, isto é, o axioma da sua coerência e consistência intrínsecas e sua capacidade de elucidar ela mesma os seus ensinos, é uma regra para toda interpretação, e, embora haja textos que, tomando-os isoladamente, podem conter implicações aniquilacionistas, há outros que de forma alguma podem se encaixar nesse esquema. Mas nenhuma teoria que se propõe a explicar o significado da Bíblia e não abrange todas as Suas principais declarações pode ser verdadeira.</p>
<p>Judas 6 e Mateus 8:12; 22:13, 25:30 mostram que as trevas significam um estado de privação e aflição, mas não de destruição no sentido de deixar de existir. Somente aqueles que existem podem chorar e ranger seus dentes, como é dito dos que serão lançados nas trevas.</p>
<p>Em nenhuma parte a morte significa extinção; morte física é a partida para outra forma de existência chamada sheol ou hades, e morte metafórica é uma existência sem Deus e Sua graça; nada na terminologia bíblica garante a idéia, encontrada em Guillebaud [30] e outros, de que “a segunda morte” de Apocalipse 21:11, 20:14, 21:8 significa ou refere-se à extinção da existência.</p>
<p>Lucas 16:22-24 nos mostra, como também uma grande quantidade de linguagem apocalíptica extra-bíblica, que fogo significa uma existência continuamente em tormento, e as arrepiantes palavras de Apocalipse 14:10, 19:20, 20:10 e de Mateus 13:42,50 confirmam isso.</p>
<p>Em 2 Tessalonicenses 1:9 Paulo explica, ou amplia, o significado de “sofrerão penalidade de eterna (<em>aionios</em>) destruição” adicionando “banidos da face do Senhor” — expressão que, por denotar exclusão, joga por terra a idéia de que “destruição” significa extinção. Somente aqueles que existem podem ser excluídos. Tem sido freqüentemente demonstrado que no grego o significado natural das palavras relacionadas a destruição (substantivo, olethros; verbo, apollumi) é arruinar, de forma que o foi destruído fica, a partir de então, inutilizado, ao invés de propriamente aniquilado, de maneira que passa a não mais existir de forma alguma.</p>
<p>Os aniquilacionistas se defendem com especial argumentação. Às vezes, eles argumentam que tais textos que falam de um tormento contínuo fazem referência somente a uma experiência temporária para os que se perdem antes de deixarem de existir, mas isso é tornar a questão evasiva através de uma exegese especulativa e renunciar a sua declaração original de que o Novo Testamento, quando fala de perdição eterna, sugere naturalmente a extinção. Peterson cita John Stott, no que ele chama de “o melhor argumento aniquilacionista” [31]. O trecho a seguir faz comentários às palavras “A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos” de Apocalipse 14:11.</p>
<p>O próprio fogo é chamado “eterno” e “inextinguível”, mas seria muito estranho se o que fosse ali atirado provasse ser indestrutível. A nossa expectativa deveria ser o oposto: o que for ali atirado deve ser consumido eternamente, não atormentado eternamente. Por isso existe a fumaça (evidência de que o fogo fez o seu trabalho) que “sobe pelos séculos dos séculos”.</p>
<p>“Pelo contrário”, contra-argumenta Peterson, “nossa expectativa seria de que a fumaça se extinguiria uma vez que o fogo já tivesse terminado o seu serviço &#8230;”. O restante do verso confirma nossa interpretação: “e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem” [32]. Para isso parece não haver resposta.</p>
<p>Portanto, o argumento lingüístico fracassa em todos os seus pontos. Dizer que alguns textos, tomados isoladamente, poderiam significar a aniquilação, não prova absolutamente nada quando outros evidentemente não o fazem.</p>
<p><strong>3) </strong>O terceiro argumento é o de que o fato de Deus aplicar eternamente um castigo aos perdidos seria algo injusto e desproporcional. Stott escreve: “eu questiono se o &#8216;tormento eterno e consciente&#8217; é compatível com a revelação bíblica de justiça divina, a menos que talvez (como tem sido argumentado) a impenitência dos ímpios também perdure ao longo da eternidade” [33]. A incerteza expressa pelo “talvez” de Stott é estranha, por isso não há nenhuma razão para se pensar que a ressurreição dos ímpios mudará o seu caráter, e sim toda a razão para se supor que a sua rebeldia e impenitência continuarão enquanto eles existirem, tornando o eterno exílio da comunhão de Deus plenamente apropriado; mas, deixando isso a parte, é evidente que o argumento, se fosse válido, provaria coisas demais e terminaria solapando a própria causa aniquilacionista.</p>
<p>Mas se, como sugere o argumento, é desnecessariamente cruel para Deus manter os que se perdem existindo para serem atormentados, porque a Sua justiça no caso não requer isso, como os aniquilacionistas podem justificar, em termos da justiça de Deus, o fato dEle os fazer passar por qualquer tipo de tormento após a morte. Por que a justiça, que desse ponto de vista requer a aniquilação de qualquer forma, não se satisfaz com uma aniquilação no momento da morte? Os aniquilacionistas bíblicos, que não podem escapar da expectativa bíblica da ressurreição final de crentes e incrédulos para o julgamento, também admitem que haverá alguma dor imposta após o julgamento e antes da extinção; mas se a justiça de Deus não requer nada além da aniquilação, e portanto não requer essa dor, ela se torna uma crueldade desnecessária, sendo Deus assim, conseqüentemente, acusado de cometer a mesma falta da qual os aniquilacionistas ansiosamente querem provar que Ele é inocente e também condenam a corrente principal do pensamento cristão por sua inferência. Enquanto que, se a justiça de Deus realmente não requer nenhuma punição em adição à aniquilação, e a contínua hostilidade, rebeldia e impenitência dos ímpios para com Deus permanece uma realidade após suas mortes, não haverá momento algum em que seja possível tanto para Deus como para o homem dizer que castigo suficiente já foi aplicado, que já não merecem mais do que já receberam, e qualquer punição a mais além disso seria injusta. Dessa forma o argumento retorna aos seus proponentes como um bumerangue, impelindo-os de volta e deixando-os sem poder escapar das garras do seu dilema. Basil Atkinson foi mais sábio e declarou: “eu tenho evitado &#8230; qualquer argumento sobre o estado final dos ímpios baseado no caráter de Deus, o que eu consideraria uma irreverência tentar avaliá-lo” [34]. Sem dúvida ele anteviu as dificuldades a que tal argumento conduz.</p>
<p><strong>4) </strong>O quarto argumento é o de que a alegria dos santos no céu seria arruinada pelo fato de saberem que alguns continuam debaixo de merecida punição. Mas não se pode dizer isso de Deus, como se a manifestação da Sua santidade na punição doesse mais a Ele do que aos ofensores; e desde que no céu os cristãos serão semelhantes a Deus, amando o que Ele ama e se regozijando em toda manifestação Sua, incluindo a manifestação da Sua justiça (na qual os santos, pelas Escrituras, na verdade já se alegram neste mundo), não há razão para imaginar que a sua alegria eterna será prejudicada dessa forma [35].</p>
<p>É desagradável contestar honrados colegas evangélicos através de uma matéria impressa, alguns dos quais são bons amigos e outros (eu falo particularmente de Atkinson, Wenham e Hughes) agora já se encontram com Cristo. Portanto, paro por aqui. Meu propósito era apenas reconsiderar o debate e avaliar a força dos argumentos utilizados, e isso eu fiz. Eu não estou certo se concordo com Peter Toon quando diz que “discussão sobre se o inferno significa castigo eterno ou aniquilação após o juízo &#8230; é tanto perda de tempo como uma tentativa de saber daquilo que não podemos saber” [36], mas eu estou convencido de que ele está certo em dizer que o inferno “faz parte do Evangelho” e que “advertir as pessoas para que evitem o inferno significa que ele é uma realidade” [37]. Todo aquele que se decide por advertir as pessoas para que evitem o inferno pode andar em comunhão no seu ministério e legitimamente reivindicar ser um evangélico. Quando John Stott argumenta que “a aniquilação final do ímpio deveria ser aceita como uma alternativa legítima e biblicamente fundamentada para o eterno e consciente tormento” [38], ele pede demais, pois os fundamentos bíblicos dessa posição, quando examinados, provam, como vimos, que são inadequados. Seria errado porém, se essas diferenças de opinião quanto ao assunto levassem ao rompimento da comunhão. Entretanto seria uma boa coisa se elas fossem resolvidas.</p>
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		<title>Heresia: breve definição.</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 06:54:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”. Colossenses 2.8. Para a maioria das pessoas os termos: seita, heresia, apologética etc, é de difícil elucidação e trazem, na maioria das vezes, confusões e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”. Colossenses 2.8. Para a maioria das pessoas os termos: seita, heresia, apologética etc, é de difícil elucidação e trazem, na maioria das vezes, confusões e discrepâncias. Talvez por falta de informação e formação teológica, muitos líderes estão ministrando heresias destruidoras no seio da igreja cristã. Isso é deveras preocupante. Termos como: conversão, arrependimento, regeneração, justificação, propiciação, dentre outros, estão sendo substituídos por: decretar, maldição, reivindicar, apossar-se, tomar posse da bênção etc..</p>
<p><span id="more-906"></span></p>
<p> </p>
<p>Urge a necessidade de, mais do que nunca, o líder estar de acordo com 1Tm 3.2 que diz: <em>“é necessário, pois, que o bispo seja&#8230; apto para ensinar”. </em>Mas a aptidão ao ensino só vem com esmero estudo das Escrituras Sagradas, o que muitos não querem. Preferem copiar a moda vigente. A “Teologia do Momento” é muito mais atraente e fácil. Traz satisfação ao ego, massageia a nossa alma narcisista. O evangelho do aplauso é mais vistoso do que o evangelho da cruz. Dá mais status.</p>
<p>Amados, devemos lembrar-nos do que diz o apóstolo Paulo: <em>“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas. </em><strong>Tu </strong><em>, porém, </em><strong>sê sóbrio em tudo </strong><em>, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério”. 2Tm 4.3-5 </em>(grifo nosso)</p>
<p>Enquanto muitos estão embriagando-se com os sistemas hodiernos de uma eclesiologia doente, somos advertidos para sermos sóbrios no meio dos bêbados-hereges. Paulo diz-nos que para cumprirmos o nosso ministério não é preciso tomar um porre de pseudodoutrinas. Basta sermos fieis aquele que nos chamou.</p>
<p>Mas, afinal, o que significa as palavras seita e heresia? Ambas derivam da palavra grega “ <em>háiresis” </em>, que significa escolha, partido tomado, corrente de pensamento, divisão, escola etc. A palavra heresia é adaptação de <em>“háiresis” </em>. Quando passada para o latim, <em>“háiresis” </em>virou <em>“secta” </em>. Foi do latim que veio a palavra seita. Originalmente, a palavra não tinha sentido pejorativo. Quando o Cristianismo foi chamado de seita (At 24.5), não foi em sentido depreciativo. Os líderes judaicos viam os cristãos como mais um grupo, uma facção dentro do judaísmo. Com o tempo, <em>“háiresis” </em>também assumiu conotação negativa, como em 1Co 11.19; Gl 5.20; 1Pe 1.1-2.</p>
<p>Em termos teológicos, podemos dizer que seita refere-se a um grupo de pessoas e que heresia indica as doutrinas antibíblicas defendidas pelo grupo. Baseando-se nessa explicação, podemos dizer que um cristão imaturo pode estar ensinando alguma heresia, sem, contudo, fazer parte de uma seita.</p>
<p>Vejamos ainda algumas definições de apologistas famosos:</p>
<p>1ª <em>“um grupo de indivíduos reunidos em torno de uma interpretação errônea da Bíblia, feita por uma ou mais pessoas”. </em>Dr. Walter Martin.</p>
<p>2ª <em>“é uma perversão, uma distorção do Cristianismo bíblico e/ou a rejeição dos ensinos históricos da Igreja Cristã”. </em>Josh McDoweell e Don Stewart.</p>
<p>3ª <em>“Qualquer religião tida por heterodoxa ou mesmo espúria”. </em>J. K. Van Baalen.</p>
<p>A palavra doutrina vem do latim <em>“doctrina”</em>, que significa ensino. Referindo-se a qualquer tipo de ensino ou a algum ensino específico. Algumas pessoas confundem doutrina com a questão de usos e costumes. Alguns falam: <em>“a minha igreja tem doutrina”. </em>Quando, possivelmente, lá existam na realidade muitas heresias. O verdadeiro ensino bíblico e teológico é que constitui a verdadeira doutrina.</p>
<p><strong>Apologia significa defesa. </strong>Algumas pessoas fazem apologia às drogas, ao crime etc, mas dentro da heresiologia, apologia significa fazer uma defesa da fé cristã ortodoxa. Defender a igreja contra ensinos de demônios e de homens cujo deus é o ventre. É defender a fé que <em>“de uma vez por todas foi entregue aos santos”. </em>(Jd 3). O trabalho do apologista é difícil e, muitas vezes, incompreendido até mesmo dentro de sua denominação.</p>
<p>Quando o apóstolo Pedro nos pede para <em>“&#8230;estar sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós” </em>(1Pe 3.15); a palavra <em>“responder”, </em>é apologia. Ou seja, Pedro nos diz que devemos estar preparados para fazer uma defesa segura de nossa fé. Como alguém que está sendo acusado em um júri. Será que todos nós, líderes, ovelhas e pastores, temos esta condição de sermos apologistas da fé cristã? Ou estamos descendo de ladeira abaixo rumo às falácias de homens incautos e arrogantes, que “não sabem o que dizem sem as coisas sobre as quais fazem ousadas asseverações?” Pois são pessoas que “resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé”. 2Tm 3.8b.</p>
<p>Que Deus nos dê a Sua graça, e nos ajude. Parafraseando Lutero: que a nossa mente esteja cativa à palavra de Deus.</p>
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		<title>Genes Gays ???</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Jul 2009 16:53:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[leitura recomendada]]></category>
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		<description><![CDATA[Em anos recentes, vários estudos têm se auto-intitulado ao redor do mundo como “provas” de que a homossexualidade é congênita. Em Agosto de 1991, Simon LeVay publicou, na revista Science, o seu estudo sobre as diferenças no cérebro entre homens homossexuais e heterossexuais. O estudo tinha diversas fraquezas gritantes. Ele foi baseado num pequeno grupo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Em anos recentes, vários estudos têm se auto-intitulado ao redor do mundo como “provas” de que a homossexualidade é congênita. </span></span><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Em Agosto de 1991, Simon LeVay publicou, na revista <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Science</span>, o seu estudo sobre as diferenças no cérebro entre homens homossexuais e heterossexuais. O estudo tinha diversas fraquezas gritantes. Ele foi baseado num pequeno grupo de 35 homens, com 19 homossexuais que tinham morrido de AIDS, um fator que pode ter influenciado os resultados. Os outros 16 homens eram “assumidos ser na maior parte ou totalmente heterossexuais”, disse o estudo. Anne Fausto-Sterling, Professor de Ciência Médica na Universidade Brown, comentou na revista <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Time</span>: “Meus estudantes de biologia novatos sabem o suficiente para dissipar este estudo”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-874"></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O Psicologista da Universidade Northwestern, Michael Bailey, e o psiquiatra da Universidade de Medicina de Boston, Richard Pillard, mostraram que o homossexualismo ocorre muito mais freqüentemente entre gêmeos idênticos do que entre gêmeos não-idênticos. Mas o seu estudo de 1991 tem uma grande falha: Todos os seus gêmeos nasceram juntos; os pesquisadores não compararam seus descobrimentos com um grupo de gêmeos crescido separadamente, o que teria isolado outros fatores tais como relacionamento paternal e outras dinâmicas familiares. E somente metade dos gêmeos idênticos eram ambos gays; se o homossexualismo fosse puramente genético, a correlação teria sido de 100 por cento. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Finalmente, cinco pesquisadores conduzidos por Dean Hamer, no Instituto Nacional do Câncer, publicaram um estudo que tentava relacionar a homossexualidade em homens com uma região genética específica do seu cromossomo X. “Está é de longe a evidência mais forte para registrar que há um componente genético para a orientação sexual”, relatou Hamer.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Nem tanto, disse outro profissional altamente qualificado. “A idéia de um gene específico para um comportamento específico é geralmente considerada altamente improvável para os geneticistas”, disse o Dr. Joseph Nicolosi, diretor da Clínica de Psicologia Tomás de Aquino em Encino, Califórnia. “A homossexualidade é muito mais complexa do que mero comportamento”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Dr. Charles Socarides, presidente da <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Investigação e Terapia da Homossexualidade</span>, uma organização que une terapeutas e outros profissionais que crêem que a homossexualidade não é congênita e que pode ser mudada, diz que muitos psicanalistas estão tratando a homossexualidade com sucesso hoje, “mudando a orientação sexual de homossexual para heterossexual. Tal mudança seria impensável se houvesse, de alguma forma, qualquer verdade na causação biológica ou hereditária da homossexualidade”. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Outro escritor, no <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Washington Post </span>[Nota do tradutor: jornal americano importante publicado em Washington diariamente], chamou as reportagens sensacionalistas da mídia de um “triunfo do exagero, outra vívida demonstração do que pode vir da combinação volátil da ignorância científica com o sensacionalismo jornalístico”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Dr. Nicolosi disse ao <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Newsweek </span>[Nota do tradutor: importante revista semanal norte-americana ] que a “psicologia e psiquiatria têm abandonado uma população inteira de pessoas que se sentem insatisfeitas com seus sentimentos de homossexualidade”. Stanton L. Jones, professor de psicologia no Colégio Wheaton, diz que “todo estudo já realizado sobre a conversão de uma orientação homossexual para uma heterossexual produziu algum sucesso” entre 33 a 60 por cento. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Joe Dallas, que deixou um estilo de vida gay há vários anos atrás, conclui: “Que as investigações concluam o que pode ser concluído sobre a homossexualidade. As origens genéticas não justificam o comportamento pecaminoso!”.</span></span></p>
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		<title>Salvação não se perde !.</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 17:44:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos que passam por uma fase da aplicação da redenção, experimentarão também a fase seguinte. Por exemplo, todos a quem Deus predestinou, ele também intimará à salvação no devido tempo. Agora, Romanos 8:30 diz: “Aos que justificou, também glorificou”. Essa declaração necessariamente implica que todos os que experimentam a justificação também experimentarão a glorificação; ninguém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Todos que passam por uma fase da aplicação da redenção, experimentarão também a fase seguinte. Por exemplo, todos a quem Deus predestinou, ele também intimará à salvação no devido tempo. Agora, Romanos 8:30 diz: “Aos que <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">justificou</span></em>, também <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">glorificou</span></em>”. Essa declaração necessariamente implica que todos os que experimentam a justificação também experimentarão a glorificação; ninguém que é justificado falhará em ser glorificado. Visto que a glorificação se refere à consumação da obra salvadora de Deus no eleito, isso significa que uma vez que um indivíduo tenha sido justificado aos olhos de Deus, sua justiça legal nunca será perdida. Visto que todos aqueles que são justificados também serão glorificados, os verdadeiros cristãos nunca perderão sua salvação. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-857"></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Essa doutrina é frequentemente chamada de PERSEVERANÇA DOS SANTOS; e também de SEGURANÇA ETERNA em alguns círculos. Esses termos são acurados, visto que os crentes verdadeiros conscientemente perseveram na fé e os eleitos estão, de fato, eternamente seguros em sua salvação. Contudo, muitas passagens bíblicas tratando com esse tópico enfatizam que é Deus quem ativamente preserva o crente do princípio ao fim da sua salvação, que Jesus é “o <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">autor</span></em> e <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">consumador</span></em> da nossa fé” (Hebreus 12:2). Esse sendo o caso, PRESERVAÇÃO é um termo melhor. Ele reflete o fato de que, no final das contas, é Deus quem mantém a salvação dos cristãos, e não o crente em si. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Favorecer a perspectiva da preservação não nega que o crente deve deliberadamente se aperfeiçoar e conscientemente se esforçar para perseverar. É anti-bíblico dizer que, visto que é Deus em última análise quem nos guarda, portanto, não precisamos exercitar nenhum esforço consciente em nosso desenvolvimento espiritual. “Relaxe, e deixe Deus fazer tudo”, uma frase popular que provavelmente veio do movimento de Keswick, é anti-bíblica quando aplicada à santificação. Contudo, a palavra “preservação” nos ajuda a lembrar que é Deus quem concede e causa qualquer aperfeiçoamento e estabilidade em nosso crescimento em conhecimento e santidade, mesmo que estejamos dolorosamente conscientes dos esforços que temos exercido para o nosso desenvolvimento espiritual. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Há muitas passagens que bíblicas ensinam que Deus preserva aqueles a quem ele elegeu, regenerou e justificou:</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Farei com eles uma aliança permanente: Jamais deixarei de fazer o bem a eles, e farei com que me temam de coração, para que jamais se desviem de mim. (Jeremias 32:40)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Todo aquele que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei. Pois desci dos céus, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou. E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no último dia.. (João 6:37-39)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai. (João 10:28-29)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Romanos 8:38-39)</p>
<p>Ele os manterá firmes até o fim, de modo que vocês serão irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. (1 Coríntios 1:8)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ora, é Deus que faz que nós e vocês permaneçamos firmes em Cristo. Ele nos ungiu, nos selou como sua propriedade e pôs o seu Espírito em nossos corações como garantia do que está por vir. (2 Coríntios 1:21-22)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus. (Filipenses 1:6)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Que o próprio Deus da paz os santifique inteiramente. Que todo o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam preservados irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele que os chama é fiel, e fará isso. (1 Tessalonicenses 5:23-24)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Por essa causa também sofro, mas não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou bem certo de que ele é poderoso para guardar o que lhe confiei até aquele dia. (2 Timóteo 1:12)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O Senhor me livrará de toda obra maligna e me levará a salvo para o seu Reino celestial. A ele seja a glória para todo o sempre. Amém. (2 Timóteo 4:18)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Conforme a sua grande misericórdia, ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança que jamais poderá perecer, macular-se ou perder o seu valor. Herança guardada nos céus para vocês que, mediante a fé, são protegidos pelo poder de Deus até chegar a salvação prestes a ser revelada no último tempo. (1 Pedro 1:3-5)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos que foram chamados, amados por Deus Pai e guardados por Jesus Cristo. (Judas 1)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Àquele que é poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante da sua glória sem mácula e com grande alegria, ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém. (Judas 24-25)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">A doutrina da preservação não diz que qualquer um que fez uma profissão de fé em Cristo está então salvo e nunca se perderá, visto que sua profissão pode ser falsa. Antes, a doutrina ensina que os <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">verdadeiros</span></em> cristãos nunca se perderão. Eles nunca se apartarão permanentemente de Cristo, embora alguns deles possam até mesmo cair profundamente no pecado por um tempo. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Um verdadeiro cristão é alguém que deu assentimento verdadeiro ao evangelho, e cuja “fé sincera” (1 Timóteo 1:5) se torna evidente através de uma transformação contínua de pensamentos, conversação e comportamento em conformidade às demandas da Escritura. João diz que alguém que é regenerado “não pode continuar pecando” (1 João 3:9). Por outro lado, uma pessoa que produz uma profissão de Cristo com resultado de um falso assentimento ao evangelho pode permanecer “somente um pouco de tempo. Quando surge alguma tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo a abandona” (Mateus 13:21). </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Algumas vezes até os eleitos podem cair em sério pecado, mas tal queda nunca será permanente. Todavia, enquanto uma pessoa estiver vivendo um estilo de vida pecaminoso, não temos razão para crer em sua profissão de fé naquele momento, e, portanto, devemos pensar dele como um incrédulo. Jesus ensina que uma recusa obstinada para se arrepender é uma razão suficiente para a excomunhão: </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão. Mas se ele não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que ‘qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas. Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano. (Mateus 18:15-17)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Visto que ele é considerado um incrédulo, ele não pode ser um candidato para casamento por um cristão, ele não pode participar na comunhão, e ele não sustentar nenhuma responsabilidade ministerial. Ele pode ser realmente um verdadeiro cristão, mas não há nenhuma forma de estar certo disso enquanto ele permanecer no pecado. De fato, ele deveria ser considerado e tratado como um incrédulo, juntamente com todas as implicações de tal suposição. “Portanto, irmãos, empenhem-se ainda mais para consolidar o chamado e a eleição de vocês, pois se agirem dessa forma, jamais tropeçarão” (2 Pedro 1:10).</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Aqueles que caem e nunca se arrependem, nunca foram verdadeiramente salvos. João diz: “Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos” (1 João 2:19). Judas pareceu ter seguido Jesus por vários anos, mas Jesus diz: “Não fui eu que os escolhi, os Doze? Todavia, um de vocês é um diabo!” (João 6:70). O versículo 64 explica: “Jesus sabia desde o princípio quais deles não criam e quem o iria trair ”.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Assim, não é como se Judas tivesse verdadeira fé, e então caísse em pecado e perdesse a sua salvação; pelo contrário, ele nunca teve verdadeira fé de forma alguma. Jesus escolheu Judas sabendo que ele seria o traidor: “Enquanto estava com eles, eu os protegi e os guardei no nome que me deste. Nenhum deles se perdeu, a não ser aquele que estava destinado à perdição, para que se cumprisse a Escritura” (João 17:12). Esse versículo pressupõe a eleição divina, e explicitamente ensina as doutrinas da preservação e reprovação. Jesus guardou a salvo os onze, que estavam entre os eleitos, mas Judas se perdeu porque ele, antes e tudo, nunca tinha sido salvo; ele estava entre os reprovados, “preparados para destruição ”.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Por outro lado, aqueles entre os eleitos que parecem cair de sua fé, todavia, retém sua salvação, e eles retornarão a Cristo de acordo com o poder de Deus para preservá-los. Por exemplo, mesmo antes de Pedro negar a Cristo, foi-lhe dito: “Simão, Simão, Satanás pediu vocês para peneirá-los como trigo. Mas eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E quando você se converter, fortaleça os seus irmãos” (Lucas 22:31-32). É verdade que se a fé de alguém se perder realmente, então ele perdeu também sua salvação; contudo, é o próprio Deus quem impede que a fé dos seus eleitos desfaleça. E assim como Jesus orou por Pedro, ele está agora orando por todos os cristãos, de forma que não importa quais problemas espirituais eles pareçam estar experimentando, no final a fé deles não desfalecerá: </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles. (João 17:20)</p>
<p>Portanto, ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles. (Hebreus 7:25)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">Jesus não fez tal oração por Judas, mas ele orou somente pelos seus eleitos: “Eu rogo por eles. Não estou rogando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus” (João 17:9).</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Uma das objeções mais comuns a essa doutrina declara que, se é verdade que o crente não pode perder sua salvação, então isso constitui uma licença implícita para pecar. O cristão pode pecar o quanto ele quiser, e ainda permanecerá seguro em Cristo. Contudo, o verdadeiro cristão não deseja viver no pecado, embora ele possa ocasionalmente tropeçar. O verdadeiro crente detesta o pecado e ama a justiça. Alguém que peca sem restrição não é um cristão de forma alguma. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Há várias passagens bíblicas que ordenam os cristãos a buscarem a justiça e evitarem a impiedade. Algumas dessas passagens são tão fortes em expressão e contém advertências tão ameaçadoras, que algumas pessoas interpretam incorretamente essas passagens como dizendo que é possível para um verdadeiro crente perder sua salvação. Por exemplo, Hebreus 6:4-6 diz o seguinte: </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ora, para aqueles que uma vez foram iluminados, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, experimentaram a bondade da palavra de Deus e os poderes da era que há de vir, e caíram, é impossível que sejam reconduzidos ao arrependimento; pois para si mesmos estão crucificando de novo o Filho de Deus, sujeitando-o à desonra pública.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Primeiro, o que quer que essa passagem signifique, ela não diz que os eleitos renunciam de fato a sua fé. Vamos assumir que a passagem está de fato dizendo que se alguém cair da fé depois de alcançar certo estágio de desenvolvimento espiritual, ela de fato perderia sua salvação. Isso não desafia a doutrina da preservação – de fato, podemos concordar de todo coração com tal declaração. Contudo, nós já lemos vários versículos dizendo que isso nunca acontece, que o verdadeiro crente nunca renunciará sincera e permanentemente a Cristo, e a passagem acima não diz nada que contradiga isso. João diz que aqueles que se apartam da fé nunca estiveram verdadeiramente na fé. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Segundo, vários versículos adiante, o escritor declara explicitamente que o que essa passagem descreve não acontecerá aos seus leitores: “Amados, mesmo falando dessa forma, estamos convictos de coisas melhores em relação a vocês, coisas que acompanham a salvação” (Hebreus 6:9). Para parafrasear, ele está dizendo: “Embora estejamos falando dessa forma, estou certo de que quando diz respeito à salvação, isso não acontecerá com vocês”.</p>
<p>Terceiro, devemos lembrar que Deus usa vários meios pelos quais ele realiza os seus fins. Por exemplo, embora ele tenha determinado imutavelmente as identidades daqueles a quem ele salvaria, ele não salva essas pessoas sem meios. Antes, ele salva os eleitos por meio da pregação do evangelho, e por meio da fé em Cristo que ele coloca dentro deles. Deus usa vários meios para realizar os seus fins, e ele escolhe e controla tanto os meios como os fins. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Conseqüentemente, apenas porque dizemos que os eleitos perseverarão na fé, não significa que Deus não os advirta contra a apostasia. De fato, essas advertências escriturísticas sobre as conseqüências de renunciar a fé cristã são um dos meios pelos quais Deus previne seus eleitos de apostasia. Os réprobos ignorarão essas advertências, mas os eleitos prestarão atenção a elas (João 10:27), e assim, eles continuarão a operar a santificação deles “com temor e tremor” (Filipenses 2:12). Concernente às palavras de Deus, Salmo 19:11 diz: “Por elas o teu servo é advertido; há grande recompensa em obedecer-lhes”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"> </span></p>
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		<title>Só Princípios Eternos e nada mais !.</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 17:38:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes tem mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que oferece, do que a Palavra de Deus. Os pastores negligenciam a supervisão do culto, que lhes compete, inclusive o conteúdo doutrinário da música. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-854"></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades sentidas dos consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça verdadeira, e o evangelho como a única proclamação da verdade salvadora. A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o desvelo e a disciplina da igreja. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades percebidas para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio das imagens sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura massificada. É só à luz da verdade de Deus que nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a provisão de Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensino, não a expressão de opinião ou de idéias da época. Não devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos tem dado. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual, é o teste da verdade. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 1: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Sola Scriptura </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação. </span></span></p>
<p><strong><span style="font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;"><br />
<em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">SOLO CHRISTUS</span></span></em></span></strong><strong><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">: A Erosão da Fé Centrada em Cristo </span></span></strong><span style="font-family: Arial;"></p>
<p><span style="font-size: small;">À medida que a fé evangélica se secularizou, seus interesses se confundiram com os da cultura. O resultado é uma perda de valores absolutos, um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 2: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Solus Christus </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">SOLA GRATIA</span></strong></em><strong><span style="font-family: Arial;">: A Erosão do Evangelho </span></strong></span><span style="font-family: Arial;"></p>
<p><span style="font-size: small;">A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da natureza humana decaída. Esta falsa confiança enche hoje o mundo evangélico – desde o evangelho da auto-estima até o evangelho da saúde e da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. Isso faz calar a doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de nossas igrejas. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A graça de Deus em Cristo não só é necessária como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 3: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Sola Gratia </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada. </span></span></p>
<p><strong><span style="font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;"><em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">SOLA FIDE</span></em><strong><span style="font-family: Arial;">: A Erosão do Artigo Primordial </span></strong></span></span></strong><span style="font-family: Arial;"></p>
<p><span style="font-size: small;">A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já permitimos que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério e o conteúdo de nossa pregação. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Muitas pessoas ligadas ao movimento do crescimento da igreja acreditam que um entendimento sociológico daqueles que vêm assistir aos cultos é tão importante para o êxito do evangelho como o é a verdade bíblica proclamada. Como resultado, as convicções teológicas freqüentemente desaparecem, divorciadas do trabalho do ministério. A orientação publicitária de marketing em muitas igrejas leva isso mais adiante, apegando a distinção entre a Palavra bíblica e o mundo, roubando da cruz de Cristo a sua ofensa e reduzindo a fé cristã aos princípios e métodos que oferecem sucesso às empresas seculares. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Embora possam crer na teologia da cruz, esses movimentos a verdade estão esvaziando-a de seu conteúdo. Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo em nosso lugar, pela qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou a sua justiça. Por ele Ter levado sobre si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na sua graça como aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. Não há base para nossa aceitação diante de Deus a não ser na obra salvífica de Cristo; a base não é nosso patriotismo, devoção à igreja, ou probidade moral. O evangelho declara o que Deus fez por nós em Cristo. Não é sobre o que nós podemos fazer para alcançar Deus. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 4: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Sola Fide </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima. </span></span></p>
<p><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">SOLI DEO GLORIA</span></span></strong></em><strong><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">: A Erosão do Culto Centrado </span><span style="font-size: small;">em Deus </span><span style="font-weight: normal;"></p>
<p><span style="font-size: small;">Onde</span></span><span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: small;"> quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da Bíblia, onde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. Nossos interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável. É essa perda que nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco para nós e têm um peso irrelevante sobre nós. </span></span></span></strong><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 5: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Soli Deo Gloria </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
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		<title>A Expiação perfeita e necessária.</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 17:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Nas polêmicas protestantes, este aspecto da obra expiatória de Cristo tem sido orientado contra o conceito romanista, de que a obra de satisfação realizada por Cristo não livra os fiéis da necessidade de fazer satisfação pelos pecados que eles têm praticado. Segundo a teologia romanista, todos os pecados do passado, no que respeita ao seu castigo temporal e eterno, são apagados no batismo, bem assim o castigo eterno dos pecados futuros dos fiéis. Mas, a respeito do castigo temporal dos pecados, depois do batismo, o fiel tem de fazer satisfação, ou nesta vida ou no purgatório. Em oposição a toda e qualquer noção de satisfação humana, os protestantes combatem corretamente, afirmando que a satisfação de Cristo é a única oferecida pelo pecado, e que esta é tão perfeita e final, que não deixa nenhuma obrigação penal por qualquer pecado do crente. É verdade que nesta vida os crentes são castigados por seus pecados, e que tal castigo é corretivo e santificador – “produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça” (Hb 12.11). E este castigo é doloroso. Contudo, assemelhar este castigo com a satisfação pelo pecado é impingir não só <em><span style="font-family: Arial;">a perfeição </span></em>da obra de Cristo, mas também a <em><span style="font-family: Arial;">natureza </span></em>da satisfação de Cristo. “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). Não pode haver nenhum abrandamento na polêmica protestante contra esta perversão do evangelho de Cristo. Se permitirmos a entrada, mesmo que seja de uma noção mínima de satisfação humana, em nossa formulação de justificação ou santificação, então teremos poluído o rio cujas correntes alegram a cidade de Deus. E a mais grave perversão que ela impõe é que rouba do Redentor a glória da sua perfeita realização. Ele mesmo fez a purificação dos nossos pecados e assentou-se à direita da Majestade nas alturas (Hb 1.3). Contudo, a situação na qual nos achamos com referência ao debate sobre o tema da expiação, requer de nós que consideremos outros meios pelos quais a doutrina da perfeição da expiação tem sido prejudicada, e é necessário que incluamos neste título outras características da obra consumada de Cristo. vejamos: &#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-844"></span></span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">1. <em><span style="font-family: Arial;">A</span></em></span><em><span style="font-family: Arial;"> objetividade histórica. </span></em><span style="font-family: Arial;">Na expiação, algo foi realizado uma vez por todas, sem qualquer participação ou contribuição de nossa parte. Uma obra foi aperfeiçoada, a qual antecede a todo e qualquer reconhecimento ou resposta por parte daqueles que são os seus beneficiários. Qualquer redução deste fato no interesse do que se supõe ser uma interpretação mais ética, ou no interesse de interpretar a expiação segundo os termos dos efeitos éticos que se calculam produzir em nós, é eviscerar a verdade da expiação. A expiação é objetiva para nós, realizada independentemente de nós, e os efeitos subjetivos que se acumulam dela pressupõem a sua realização. Os efeitos subjetivos exercidos sobre o nosso entendimento e vontade podem seguir somente na medida em que reconhecermos, pela fé, o significado do fato objetivo. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Há ainda outra implicação de sua objetividade histórica, que precisa ser enfatizada. E o caráter estritamente histórico daquilo que foi realizado. A expiação não é supra-histórica nem contemporânea. É verdade que a pessoa que expiou em relação ao pecado está acima da história quanto à sua divindade e filiação eternas. Como tal, ele é eterno e transcende a todas as condições e circunstâncias do tempo. Ele é, com o Pai e com o Espírito, o Deus da história. É também verdade que, como o Filho encarnado, exaltado à mão direita de Deus, ele é, num sentido verdadeiro, contemporâneo. Ele vive para sempre e, como o vivente que esteve morto, ele está <em><span style="font-family: Arial;">vivo </span></em>outra vez e é a sempre-presente e a sempre-ativa incorporação da eficácia, virtude e poder que emanam da expiação. Mas a expiação foi efetuada na natureza humana e numa ocasião específica no passado, foi consumada no calendário dos eventos. Poderia alguma coisa apontar mais claramente para a verdade e a significação dela, do que a palavra do apóstolo: “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar <em><span style="font-family: Arial;">os </span></em>que estavam sob a lei”? (Gl 4.4,5). Independentemente da nossa interpretação de “a plenitude do tempo” como a medida plena do tempo designado por Deus, o período que tinha de seguir o curso antes que Deus enviasse o seu Filho ou como o tempo que <em><span style="font-family: Arial;">consume o </span></em>tempo e concede ao tempo a sua plena completação, devem os reconhecer a significação de tempo para a missão que é registrada em e designada pela encarnação do Filho de Deus. A encarnação ocorreu num ponto específico marcado pela chegada da plenitude do tempo; ela não ocorreu antes disso e, embora a encarnação seja um estado permanente, ela não <em><span style="font-family: Arial;">ocorreu outra vez. </span></em>A história, com os seus encontros determinados e períodos bem definidos, tem profundo significado no drama da realização divina. O condicionamento histórico e a localização dos eventos no tempo não podem ser erradicados nem a sua significação subestimada. E o que é verdadeiro quanto ao evento da encarnação é também verdadeiro quanto à redenção realizada. Ambas são localizadas historicamente e nenhuma das duas é supra-histórica ou contemporânea. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">2. <em><span style="font-family: Arial;">A</span></em></span><em><span style="font-family: Arial;"> fatalidade. </span></em><span style="font-family: Arial;">Nas polêmicas históricas, esta característica da expiação tem sido realçada em oposição à doutrina romanista do sacrifício da missa. Esta polêmica contra a blasfêmia romanista é tão necessária em nossos dias como o foi no período da Reforma. A expiação é uma obra consumada, nunca mais repetida; ela é irrepetível. Em nosso contexto moderno, contudo, é necessário insistir neste princípio, não apenas em oposição a Roma, mas também em oposição a um conceito prevalecente dentro dos círculos protestantes. Este conceito diz que o ato divino em levar o pecado não pode limitar-se ao evento histórico do sacrifício de Jesus; antes, deve ser considerado como eterno, assim como a obra da expiação, encarnada na paixão de Jesus Cristo, é eterna nos céus, na própria vida de Deus, “uma obra eterna de expiação, supra-temporal à semelhança da vida de Deus&#8230; continuando enquanto os pecados continuam a ser cometidos e existem pecadores a ser reconciliados. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">De fato, é sumamente necessário reconhecer a atividade contínua do sumo sacerdócio de Cristo no céu. É necessário lembrar que ele incorpora eternamente em si mesmo a eficácia que emanou deste sacrifício realizado aqui na terra, e que pela virtude desta eficácia ele exerce o seu ministério celestial como o grande Sumo Sacerdote de nossa confissão. É sobre este princípio que ele intercede em favor de seu povo. E é em razão desta compaixão, derivada de suas tentações terrenas, que ele pode ser tocado de sentimento pelas nossas enfermidades. Esta afirmação significa que a unidade do ofício sacerdotal de Cristo e a sua atividade devem ser plenamente apreciadas. Mas o fato de não devermos interromper a unidade de suas funções sacerdotais não significa que temos a liberdade para confundir as fases e ações distintas de seu ofício sacerdotal. Devemos fazer distinção entre a oferta do sacrifício e a subseqüente atividade do sumo sacerdote. O que o Novo Testamento enfatiza é a unidade definitiva e histórica do sacrifício que expiou a culpa e fez reconciliação com Deus (veja-se Hb 1.3; 9.12, 25-28). Deixar de apreciar a finalidade desta definição leva à incompreensão do verdadeiro sentido da expiação. Na formulação bíblica, a expiação não pode ser concebida à parte das condições sob as quais ela foi realizada. Pelo menos duas condições são indispensáveis, a saber, humilhação e obediência, e estas são condicionadas mutuamente uma pela outra. Seria uma contradição ao teor de toda a Escritura, transferir a expiação para uma esfera onde nos seria impossível acreditarmos que estas condições existem. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Além do mais, se pensarmos na fórmula: “expiação eterna no coração de Deus”, devemos, mais uma vez, fazer distinções. É verdade que a expiação fluiu e foi a provisão do amor eterno do coração de Deus. Contudo, conceber a expiação como eterna é confundir o eterno com o temporal. O testemunho da Escritura é inconfundível a respeito da significação que Deus dá à realização temporal. Ela se refere à expiação e o faz de forma definida e decisiva. A nossa definição de expiação deve-se derivar da expiação revelada pela Escritura. E a expiação da qual a Escritura fala é a obediência vicária, expiação, propiciação, reconciliação e redenção efetuadas pelo Senhor da glória quando ele, uma vez por todas, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><em><span style="font-family: Arial;">3. A</span></em><em><span style="font-family: Arial;"> unicidade. </span></em><span style="font-family: Arial;">Horace Bushnell nos forneceu o que é, provavelmente, a mais eloqüente exposição e defesa do conceito de que o sacrifício de Cristo é a ilustração suprema e a vindicação do princípio de auto-sacrifício, o qual opera no coração de cada ser que é santo e amoroso, quando este é confrontado com o mal e o pecado. “O amor é um princípio essencialmente vicário em sua própria natureza, identificando o sujeito com outros, a fim de sofrer as adversidades e as suas dores e tomar sobre si mesmo o peso de seus males”  “Há um Getsêmani oculto em todo amor” . “Quando sustentamos o conceito de sacrifício vicário, descobrirmos que ele pertence à natureza essencial de todas as virtudes santas. Somos também constrangidos a prosseguir e mostrar como ele pertence a todos os outros seres bons, tão verdadeiramente como o próprio Cristo na carne &#8211; corno o Pai eterno antes de Cristo, e a vinda posterior do Espírito Santo, e os anjos bons, tanto antes como depois, todos igualmente carregaram os problemas, lutaram nas dores de seus sentimentos vicários em favor dos homens; e então, finalmente, como a cristandade trouxe a lume, ao nascer dentro de nós o mesmo amor vicário que reina em todos os seres bons e glorificados do reino celestial; reunindo-nos de acordo com Cristo, o nosso Mestre, tendo aprendido a carregar a sua cruz e a estar com ele em sua paixão” .</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Distinguir a verdade do erro e elucidar as falsidades nestas citações nos levaria para muito além dos nossos limites. É verdade que o sacrifício de Cristo é a revelação suprema do amor de Deus. É verdade que a vida, sofrimento e morte de Cristo nos dão um exemplo supremo de virtude. É verdade que as aflições da Igreja preenchem o que resta das aflições de Cristo, e que através destas aflições dos crentes a obra expiatória de Cristo cumpre o seu propósito. Mas afirmar que temos parte naquilo que constituiu o sacrifício vicário de Cristo é algo completamente diferente. É indefensável e perverso impor sobre os termos <em><span style="font-family: Arial;">vicário e sacrifício </span></em>uma conotação diluída que reduza <em><span style="font-family: Arial;">o sacrifício vicário </span></em>de Cristo a uma denominação que o destitui do caráter único e distintivo que a ele é aplicado pela Escritura. De fato, Cristo nos deu um exemplo a fim de seguirmos os seus passos. Porém, nunca foi proposto que esta emulação de nossa parte fosse acrescentada à obra de expiação, propiciação, reconciliação e redenção, realizada por ele. Ao definirmos a expiação segundo os termos da Escritura, percebermos facilmente que ela foi feita exclusivamente por Cristo. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">E não apenas isto. Por qual autoridade ou por qual raciocínio podemos inferir que o que é constitutivo de, ou é exemplificado no sacrifício vicário de Cristo é aquilo que se aplica a todo amor santo como ele contempla o mal e o pecado? É somente através de uma confusão fatal de categorias que tais inferências podem se tornar plausíveis. A representação bíblica é que o Filho encarnado de Deus, e somente ele, à exclusão do Pai e do Espírito na esfera do divino, à exclusão de anjos e homens na ordem criada, deu-se a si mesmo em sacrifício para redimir-nos para Deus por meio de seu sangue. Seja qual for o ângulo pelo qual contemplemos este sacrifício, descobrimos que a sua unicidade é tão inviolável como a unicidade de sua pessoa, de sua missão e de seu ofício. Quem é o Deus-homem senão unicamente ele? Quem derramou sangue tão vicário, senão unicamente ele? Quem é o grande sumo sacerdote para oferecer tal sacrifício, senão unicamente ele? Quem entrou uma vez por todas no Santo dos Santos, tendo obtido a redenção eterna, senão unicamente ele? Podemos citar com proveito as palavras de Hugh Martin. Elas são extraídas de sua magistral polêmica contra a posição teológica de F. W. Robertson de que o “ sacrifício vicário é a lei da vida”. Com referência a esta posição, Martin diz: “Um pronunciamento de um soberbo oráculo! Não é necessário dizer que refutamos com uma negação direta. O sacrifício vicário não somente não é a lei da vida, ele não é <em><span style="font-family: Arial;">lei </span></em>alguma. Ele é uma <em><span style="font-family: Arial;">transação </span></em>divina, incomparável e solitária &#8211; nunca se repetirá, jamais será equiparado e jamais será assemelhado. Foi o expediente da divina sabedoria, esplêndido e inesperado, que, em sua manifestação, as mentes dos anjos se inundaram do conhecimento de Deus! Foi o livre conselho do beneplácito da vontade de Deus. Foi a soberana determinação de sua graça e amor. Somos destituídos do soberano amor de Deus ante a noção de que o sacrifício vicário é a “lei da vida”. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">4. <em><span style="font-family: Arial;">A</span></em></span><em><span style="font-family: Arial;"> eficácia intrínseca. </span></em><span style="font-family: Arial;">Nas polêmicas da teologia histórica, este aspecto da expiação tem sido realçado a fim de combater a doutrina remonstrante que ensina que Cristo fez algo que Deus graciosamente aceita no lugar da plena satisfação da justiça. A declaração da Confissão de Fé de Westminster é admiravelmente formulada em distinção à posição remonstrante. “O Senhor Jesus, pela sua perfeita obediência e pelo sacrifício de si mesmo, sacrifício que, pelo Eterno Espírito, ele ofereceu a Deus uma só vez, satisfez plenamente à justiça do Pai, e; para todos aqueles que o Pai lhe deu, adquiriu não só a reconciliação, como também urna herança perdurável no reino dos céus” . </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">É preciso ter em mente e formular corretamente a relação entre a graça de Deus e a obra expiatória de Cristo. Foi pela graça de Deus que Cristo foi dado por nós. Foi por sua própria graça que ele deu-se a si mesmo. Seria inteiramente errôneo imaginar que a obra de Cristo pudesse induzir o Pai a sentir-se constrangido a ser bondoso e gracioso. “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo” (Ef 2.4,5; cf. 1 Jo 4.9). A expiação é a provisão do amor e graça do Pai. Há, todavia, igual necessidade de lembrar que a obra realizada por Cristo foi em si mesma intrinsecamente adequada para satisfazer todas as necessidades criadas pelos nossos pecados e todas as exigências da santidade e justiça de Deus. Cristo pagou a dívida do pecado. Ele levou os nossos pecados e os purificou. Ele não fez um pagamento simbólico que Deus aceitasse como se fosse tudo. As nossas dívidas não foram canceladas; elas foram liquida das . Cristo adquiriu a redenção, e, portanto, a garantiu. Ele tomou sobre si e absorveu a medida total do juízo e condenação divinos contra o pecado. Ele operou a justiça que é a única base da completa justificação e o título para a vida eterna. Assim, a graça reina através da <em><span style="font-family: Arial;">justiça </span></em>para a vida eterna por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Rm 5.19,21). Ele expiou a culpa e “com uma única oferta aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hb 10.14). “E, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor (=a causa) da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5.9). Em uma palavra, Jesus cumpriu todas as exigências oriundas do nosso pecado e <em><span style="font-family: Arial;">adquiriu </span></em>todos os benefícios que conduzem à liberdade e são consumados na liberdade da glória dos filhos de Deus. </span></span></p>
<div><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">A realização da redenção preocupa-se com aquilo que é geralmente chamado expiação. Nenhum estudo da expiação pode ser devidamente desenvolvido sem reconhecer em primeiro lugar o livro e soberano amor de Deus. Esta perpectiva se encontra no texto mais conhecido da Bíblia: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Temos aqui uma revelação fundamental de Deus e, portanto, do pensamento humano. Além disso não podemos e nem devemos aventurar-nos ir. </span></span></span></div>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">Pelo fato de ser um fundamento do pensamento humano não exclui, contudo, outras caracterizações desse amor de Deus. A Escritura nos informa que esse amor de Deus, do qual a expiação emana, e da qual é a sua expressão, é um amor distinto. Ninguém gloriava-se nesse amor de Deus mais do que o apóstolo Paulo. “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8). “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Romanos 8:31,32). Contudo, é o mesmo apóstolo que nos delineia o eterno conselho de Deus que fornece o contexto para tal afirmação e que nos define a órbita dentro da qual tais pronunciamentos têm sentido e validade. Ele escreve: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8:29). E em outro lugar, ele se torna talvez ainda mais explícito quando diz: “Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Efésios 1:4,5). O amor de Deus, do qual a expiação se origina, não é indiscriminado; é um amor que elege e predestina. Deus foi servido em colocar o seu amor invencível e eterno sobre uma multidão inumerável, e é o propósito determinante deste amor que assegura a expiação.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">É necessário salientar este conceito de amor soberano. Verdadeiramente, Deus é amor. O amor não é algo à parte de Deus, não é algo que ele pode escolher ser ou não ser. Deus é necessariamente amor; o amor lhe é inerente e eterno. Da mesma forma em que Deus é espírito e luz, assim ele é amor. Porém, pertence à própria essência do amor eletivo o reconhecimento de que este amor necessariamente não deve culminar em redenção e adoção em favor de objetos que são totalmente indesejáveis e merecedores do inferno. Foi do livre e soberano beneplácito de sua vontade, um beneplácito que emana das profundezas da sua própria bondade, que ele elegeu um povo para ser herdeiro de Deus e co-herdeiro com Cristo. A razão reside inteiramente nele mesmo e procede das determinações que são peculiarmente suas: “Eu sou o que Sou”. A expiação não persuade e nem compele o amor de Deus. Pelo contrário, o amor de Deus é que compele à expiação, como o meio para cumprir o propósito determinante deste mesmo amor. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Devemos compreender, portanto, que o amor de Deus é uma premissa estabelecida, ou seja, este amor é a causa ou a fonte da expiação. Todavia, isto não resolve o problema quanto à <em><span style="font-family: Arial;">razão</span></em> ou <em><span style="font-family: Arial;">necessidade</span></em> da expiação. Qual é a <em><span style="font-family: Arial;">razão</span></em> por que o amor de Deus deve tomar um caminho na realização de seu fim e no cumprimento de seu propósito? Somos compelidos a indagar: Por que o sacrifício do Filho de Deus? Por que o sangue do Senhor da glória? Anselmo de Canterbury perguntou: “Sabendo que Deus é onipotente, qual foi a necessidade e qual foi a razão para tomar sobre si a humilhação ”. Por que Deus não podia realizar os propósitos de seu amor para a humanidade pela palavra de seu poder ou pelo decreto de sua vontade? Se declaramos que ele não podia, estamos impugnando o seu poder? Se declaramos que ele podia, porém não quis, estamos impugando a sua sabedoria? Tais indagações não são sutilezas escolásticas e nem vã curiosidade. Fugir delas é perder algo que é central na interpretação da obra redentora de Cristo e perder a visão de uma parte de sua glória essencial. Por que Deus se fez homem? E tendo-se tornado homem, por que morreu? E tendo morrido, por que morreu a morte maldita de cruz? Esta é a indagação sobre a <em><span style="font-family: Arial;">necessidade</span></em> da expiação. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Entre as respostas oferecidas para estas perguntas, duas são mais importantes. Elas são, antes de tudo, o conceito conhecido como necessidade hipotética, e, segundo, o conceito que podemos designar como o da necessidade conseqüente e absoluta. O primeiro foi defendido por homens eruditos, tais como Agostinho e Tomás de Aquino O segundo pode ser considerado como a posiçaõ clássica do protestantismo.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">O conceito conhecido como necessidade hipotética assevera que Deus podia perdoar o pecado e salvar os seus eleitos sem a expiação ou satisfação outros meios estavam disponíveis a Deus, a quem todas as coisas são possíveis. Porém, a forma de sacrifício vicário do Filho de Deus foi simplesmente o meio que Deus, em sua graça e sabedoria soberanas, escolheu, porque este é o meio pelo qual a graça é mais maravilhosamente revelada. Assim, embora Deus <em><span style="font-family: Arial;">pudesse</span></em> salvar sem uma expiação, todavia, de acordo com o seu decreto soberano, ele de fato não o fez. Sem derramamento de sangue, realmente não há remissão nem salvação. Contudo, não há nada inerente à natureza de Deus ou à natureza da remissão do pecado que faz o derramamento de sangue indispensável. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Chamamos ao outro conceito de necessidade conseqüente e absoluta. A palavra “conseqüente”, nesta designação, se refere ao fato de que a vontade de Deus ou o decreto para salvar alguém é de livre e soberana graça. A salvação de homens perdidos não foi uma necessidade absoluta, e, sim, a expressão do beneplácito de Deus. Os termos “necessidade absoluta”, porém, indicam que Deus, tendo elegido alguns para a vida eterna, segundo o seu livre beneplácito, se sentiu na obrigação de cumprir este propósito através do sacrifício de seu próprio Filho, uma obrigação que emanou das perfeições da sua própria natureza. Em uma palavra, embora não fosse in erentemente necessário que Deus salvasse, todavia, desde que a salvação foi propositada, era necessário assegurar esta salvação através de uma satisfação que pudesse ser realizada somente através de um sacrifício substitutivo e uma redenção adquirida por meio de sangue. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Pode parecer algo inutilmente especulativo e presunçoso forçar tal indagação e procurar determinar o que é inerentemente necessário para Deus. Além disso, pode surgir um texto como: “sem derramamento de sangue não há remissão”, que a revelação se limita a dizer que de fato não há remissão sem derramamento de sangue, e que iríamos além da autoridade da Escritura afirman­ do o que é de fato indispensável para Deus. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Mas não é presunçoso quando dizemos que certas coisas são inerentemente necessárias ou impossíveis para Deus. Pertence à nossa fé em Deus confessar que ele não pode mentir e que não pode negar-se a si mesmo. Os <em><span style="font-family: Arial;">não pode </span></em>divinos são a sua glória, e para nós deixar de admitir tais <em><span style="font-family: Arial;">impossíveis </span></em>seria negar a glória e a perfeição de Deus. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A realidade da questão é: a Escritura nos fornece evidências ou considerações pelas quais podemos concluir que esta é uma das coisas impossíveis ou necessárias para Deus; impossível que ele salve pecadores sem sacrifício vicário e inerentemente necessário, portanto a salvação, livre e soberanamente determinada, seria realizada somente pelo derramamento do sangue do Senhor da glória. As seguintes considerações bíblicas nos induzem a dar uma resposta afirmativa. Quando aduzimos estas considerações, deve­ mos lembrar que elas têm de ser vistas em coordenação e em seu efeito cumulativo. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">1. Existem passagens que criam uma forte conjectura em favor desta inferência. Por exemplo, em Hb 2.10,17 é afirmado que Deus, a fim de conduzir muitos filhos à glória, foi servido que o Comandante da salvação deles fosse aperfeiçoado pelos sofri mentos e que em todas as coisas se tornasse semelhante aos irmãos. A força de tais expressões é dificilmente satisfeita pela noção de que foi simplesmente consoante com a sabedoria e o amor de Deus realizar a salvação desta maneira. Os adeptos do conceito da necessidade hipotética não reconhecem estas dificuldades. Mas existe muito mais nesse texto. Ele ensina que as exigências do propósito da graça que os ditames divinos requeriam que a salvação fosse realizada somente através de um Líder supremo da salvação que seria aperfeiçoado através de sofrimentos, e foi necessário que este supremo Guia da salvação fosse feito em todas as coisas semelhante aos homens. Em outras palavras, somos conduzidos da idéia de consonância com o caráter divino à idéia dos direitos divinos que tornam in dis pensável que muitos filhos sejam conduzidos à glória desta maneira específica. Se este for o caso, então somos levados a concluir que as exigê ncias divinas são satisfeit as pelos sofrimentos do Chefe da salvação. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">2. Há passagens, como Jo 3.14-16, que de forma clara sugerem que a alternativa de oferecer o Filho unigênito de Deus e de ser ele levantado no madeiro maldito é a perdição eterna dos perdidos. O perigo eterno a que os perdidos estão expostos é remediado pela doação do Filho. Porém, dificilmente podemos escapar da idéia adicional de que não existe outra alternativa. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">3. Passagens tais como Hb 1.1-3; 2.9-18; 9.9-14,22-28 ensinam claramente que a eficácia da obra de Cristo é dependente da constituição única de sua pessoa. Este fato, por si mesmo, não estabelece o ponto em questão. Porém, considerações contextuais revelam outras implicações. A ênfase nestes textos tem por base a finalidade, a perfeição e a eficácia transcendentes do sacrifício de Cristo. Tal finalidade, perfeição e eficácia são necessárias por causa da gravidade do pecado, e o pecado tem de ser eficazmente removido para que a salvação seja realizada. Esta é a consideração que dá força à necessidade mencionada em Hb 9.23, ao efeito que, enquanto as figuras das coisas celestiais se purificassem com o sangue de cabritos e bezerros, as próprias coisas celestiais fossem purificadas com nenhum outro sangue senão o do Filho. Em outras palavras, existe uma necessidade que não pode ser expiada senão pelo sangue de Jesus. Mas o sangue de Jesus é o sangue que tem a indispensável virtude e eficácia somente naquele que é o Filho, a refulgência da glória do Pai e a expressa imagem da sua substância. Ele se tornou participante da carne e sangue, e assim ele foi qualificado por um único sacrifício a aperfeiçoar todos aqueles que são santificados. Certamente que não é uma inferência sem base concluir que a idéia aqui apresentada é que somente esta pessoa, oferecendo tal sacrifício, pôde resolver o problema do pecado, removendo-o e fazendo total purificação, garantiu que muitos filhos seriam trazidos à glória, tendo acesso à santíssima presença divina. É o mesmo que dizer que o derramamento do sangue de Jesus foi necessário para os fins propostos e assegurados. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Há também outras considerações que podem ser derivadas destas passagens, especialmente Hb 9.9-14, 22-28. São considerações que surgem do fato de que o próprio sacrifício de Cristo é o grande exemplo do qual os sacrifícios levíticos foram figuras. Às vezes pensamos nos sacrifícios levíticos como que fornecendo as figuras do sacrifício de Cristo. Esta forma de pensar não é incorreta &#8211; os sacrifícios levíticos nos fornecem os elementos em termos por meio dos quais podemos interpretar o sacrifício de Cristo, especialmente as categorias da expiação, propiciação e reconciliação. Porém esta linha de pensamento não é a característica de Hb 9. A idéia específica é que os sacrifícios levíticos foram figuras segundo o modelo celestial &#8211; foram “figuras das coisas que se acham nos céus” (Hb 9.23). Por isso, a necessidade de se oferecer sangue na economia levítica surgiu do fato de que o modelo, do qual elas eram figuras, foi uma oferenda de sangue, a oferenda do sangue transcendente pelo qual as coisas celestiais são purificadas. A necessidade de derramamento de sangue na ordenança levítica é simplesmente uma necessidade que surge da necessidade de derramamento de sangue na mais alta esfera celestial. Ora, a nossa pergunta é a seguinte: que espécie de necessidade é está que surgiu na esfera celestial? Foi meramente hipotética ou foi absoluta? As seguintes observações indicarão a resposta. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">a) A ênfase do contexto é que a eficácia transcendente do sacrifício de Cristo é requerida pelas exigências oriundas do pecado. E estas exigências não são hipotéticas &#8211; são absolutas. A lógica desta ênfase sobre a gravidade intrínseca do pecado e a necessidade de sua remoção não concordam com a idéia de uma necessidade hipotética &#8211; a realidade e a gravidade do pecado fazem com que uma expiação efetiva seja indispensável e, portanto, absolutamente necessária. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">b) A natureza exata da oferta sacerdotal de Cristo e a eficácia de seu sacrifício estão inseparavelmente ligadas com a constituição de sua pessoa. Se houvesse a necessidade de tal sacrifício a fim de remover o pecado, nenhum outro, senão Cristo, poderia oferecer tal sacrifício. E isso revela a necessidade que tal pessoa ofereça tal sacrifício. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">c) Nesta passagem, as coisas celestiais em conexão com as quais o sangue de Cristo foi derramado são denominadas <em><span style="font-family: Arial;">verdadeiras. O </span></em>contraste subentendido não é verdadeiro em oposição ao falso ou real, mas em oposição ao fictício. O celestial é contrastado com o terreno, o eternal com o temporário, o completo com o parcial, o final com o provisório, o permanente com aquilo que é efêmero. Quando consideramos o sacrifício de Cristo como uma oferta em conexão com as coisas correspondentes àquela caracte­ rização &#8211; celestial, eterno, completo, final, permanente &#8211; é impossível pensar que este sacrifício foi apenas hipoteticamente necessário na realização do desígnio de Deus em trazer muitos filhos à glória. Se o sacrifício de Cristo fosse apenas hipotetica­ mente necessário, então as coisas celestiais em conexão com o que é relevante e significante, seriam também apenas hipoteticamente necessárias. E esta é sem dúvida uma hipótese demasiadamente difícil. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A síntese da questão é que uma necessidade (Hb 9.23) para o derramamento do sangue de Cristo para a remissão dos pecados (vv.14, 22, 26) é aqui proposta, e é urna necessidade sem reserva ou qualificação. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">4. A</span><span style="font-family: Arial;"> salvação que a eleição da graça envolve em cada conceito da necessidade da expiação é a salvação do pecado para a santificação e comunhão com Deus. Mas se pensarmos na salvação assim concebida em termos que são compatíveis com a santidade e justiça de Deus, esta salvação deve incluir não apenas o perdão do pecado, mas também a justificação. E deve ser uma justificação que reconheça a nossa situação como culpados e condenados. Esta justificação implica a.necessidade de uma justiça que seja adequada à nossa situação. De fato a graça reina, mas uma graça reinante à parte da justiça não é apenas inverossímel, mas também inconcebível. Ora, que justiça é igual à justificação de pecadores? A única justiça concebível que satisfará as necessidades da nossa situação como pecadores e que satisfará as exigências de uma plena e irrevogável justificação é a justiça de Cristo. Esta afirmação implica a sua obediência e, portanto, a sua encarnação, morte e ressurreição. Em uma palavra, a necessidade da expiação é inerente. Uma salvação do pecado que é divorciada da justificação é uma impossibilidade, e a justificação de pecadores sem a justiça divina do Redentor é inconcebível. É difícil fugir da relevância da palavra de Paulo: “Porque se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente de lei”. (Gl 3.21). O que Paulo enfatiza é que, se a justificação fosse possível por qualquer outro método e não pela fé em Cristo, então esse método teria sido utilizado. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">5. A</span><span style="font-family: Arial;"> cruz de Cristo é a demonstração suprema do amor de Deus (Rm 5.8; 1 Jo 4.10). O caráter supremo da demonstração reside no extremo custo do sacrifício oferecido. É a respeito deste elevado custo que Paulo faz referência quando escreve: “Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou” (Rm 8.32). O custo do sacrifício nos persuade a respeito da grandeza do amor de Deus e garante a doação de todas as demais dádivas de forma gratuita. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Contudo, devemos perguntar: a cruz de Cristo seria a manifestação suprema do amor de Deus se não houvesse necessidade de tal custo? Não é verdade que a única inferência com base na qual a cruz de Cristo pode nos ser recomendada como a manifes­ tação suprema do amor de Deus, e que as exigências em questão requereram nada menos que o sacrifício do Filho de Deus? Com base nesta pressuposição, podemos entender a palavra do apóstolo João: “Nisto consiste o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou, e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1 Jo 4.10). Sem isto somos despidos dos elementos necessários para compreendermos o significado do Calvário e a maravilha de seu supremo amor insuperável para com os homens. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">6. Finalmente, há o argumento da justiça vindicatória de Deus. O pecado é o oposto de Deus; portanto, o Senhor tem de reagir contra ele com uma santa indignação. É o mesmo que dizer que o pecado tem de confrontar-se com o juízo divino (vejam-se Dt 27.26; Na 1.2; Hc 1.13; Rm 1.17; 3.21-26; Gl 3.10,13). É esta santidade inviolável da lei de Deus o ditame imutável da santidade e a exigência irrevogável da justiça que faz obrigatória a conclusão de que a salvação do pecado sem expiação e propiciação é inconcebível. Este é o princípio que explica o sacrifício do Senhor da glória, as agonias do Getsêmani e o seu abandono no madeiro maldito. É este o princípio que fundamenta a grande verdade de que Deus é justo e o justificados daquele que crê em Jesus. Na obra de Cristo, os ditames da santidade e as exigências da justiça foram plenamente vindicados. Deus o estabeleceu como a propiciação a fim de declarar a sua justiça. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Por estas razões somos levados a concluir que o tipo de necessidade que as considerações bíblicas propõem é aquele que pode ser compreendido como absoluto ou indispensável. Os proponentes da necessidade hipotética não reconhecem suficiente mente as exigências envolvidas na salvação do pecado para a vida eterna; eles não consideram convenientemente os aspectos teocêntricos da realização de Cristo. Se conservarmos em mente a gravi dade do pecado e as exigências oriundas da santidade de Deus que devem ser encaradas na execução da salvação, então a doutrina da necessidade indispensável faz que o Calvário seja inteligível e que a maravilha incompreensível tanto do Calvário como do propósito soberano do amor de Deus que o Calvário cumpriu sejam exalta­ dos. Na medida em que enfatizarmos as exigências inflexíveis da justiça e santidade, o amor de Deus e todas as suas providências se tornarão ainda mais maravilhosos. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"> </span></p>
<div><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></div>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </p>
<p></span></span></span> </p>
<p></span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><br />
<span style="font-family: Bookman Old Style;"><br />
</span></span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pérolas de sabedoria.</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 01:49:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Duvida alimentada, torna-se rapidamente duvida concretizada. Tomemos cuidado com sofismas, heresias e ideologias falaciosas, pois estas destroem !.   Frances Ridley Havergal.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Duvida alimentada, torna-se rapidamente duvida concretizada. Tomemos cuidado com sofismas, heresias e ideologias falaciosas, pois estas destroem !.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Frances Ridley Havergal.</span></span></p>
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		<title>Igreja emo-cional versus Igreja racional.</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 01:19:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As Escrituras Sagradas há muito já perderam seu lugar de supremacia. Há uma chuva de visões, sonhos e novas revelações que contradizem totalmente o modelo bíblico de revelação de Deus aos homens. “Está consumado” e “quem adicionar um til a esta palavra” parece ser uma colocação desnecessária para certos lideres da igreja atual. Vive-se uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">As Escrituras Sagradas há muito já perderam seu lugar de supremacia. Há uma chuva de visões, sonhos e novas revelações que contradizem totalmente o modelo bíblico de revelação de Deus aos homens. “Está consumado” e “quem adicionar um til a esta palavra” parece ser uma colocação desnecessária para certos lideres da igreja atual. Vive-se uma fase de novas idéias, projetos, ministérios, sem, contudo trazer os mesmos para o centro da Palavra de Deus. Quando se usa o texto sagrado, tem-se o verdadeiro sentido de usar alguma coisa, manipulando o texto de forma a dominar o povo que deseja seguir uma religião de retorno para Deus e não de sacrifícios tolos. Preferindo viver sob revelações de seus profetas modernos e mesmo de anjos (como se fosse possível), a igreja atual segue revivendo a forma fétida de séculos atrás. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-811"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p>Não querendo fechar questão sobre o assunto, penso que um dos motivos para esse estado de coisas seja a falta de honra para o ensino nas igrejas. Vivemos no século 21 com um ensino ultrapassado de literaturas que já não apresentam conteúdo pratico, se não para quem as vende. Ainda na esfera do ensino, já não se ouve mais falar daquilo que é realmente interessante. Soberania de Deus? Que nada. Você tem que decretar e ele vem correndo como um serventezinho te atender. Afinal de contas, você “foi chamado por cabeça e não por cauda”. Foi chamado para “reinar em vida”. Doença? Você não deve aceitar, afinal de contas você é salvo e ser salvo significa perder a condição humana passando para um estágio de super-homem que não fica doente de forma alguma, a menos que você esteja em muito pecado. Você é pobre? Dificuldades financeiras? Porque você quer, pois Deus quer que você seja próspero, e te dá liberdade de exigir isso quando você o compra mensalmente com seus dízimos. Dói ouvir tanta besteira. A graça é suficiente? Nada disso, nem tão pouco o sacrifício. Viva ainda sob o peso de leis que sequer são bíblicas mas extra-bíblicas.</p>
<p>Com base em alguns argumentos de pseudo-santidade coloca-se o mundo num maligno mais poderoso que a própria bíblia descreve. Esquecem que quem domina tudo mesmo é o Senhor, inclusive este mundo que jaz no maligno.<br />
Já não se ensina viver uma vitória definitiva em Cristo, mas a viver em constante processo de libertações como se fosse necessário, além de sessões extras de libertação em alguns encontros específicos para este fim. Deve ser por este conceito podre de poder do diabo sobre tudo e todos que boa parte das igrejas pentecostais e neopentecostais precisem amarrar todo o mal antes do culto começar. Abram a porta! Jesus está cansando-se de tanto bater. Coloquem Jesus para dentro dos cultos e nada disso será necessário.</p>
<p>Não fosse suficiente toda essa gama de aberrações contra o verdadeiro conhecimento bíblico, há ainda os que pregam que, mesmo que você seja salvo, tem que buscar no seu passado as maldições que ainda pesam sobre você, fazendo de Cristo um impotente e fazendo da Escritura sagrada mentirosa quando ela afirma “se alguém está em Cristo, é nova Criatura, as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo”.</p>
<p>Manipulando os fiéis, a liderança da igreja usa textos para impor medo fazendo com que se tenha medo de expor o erro quando esse acontece na esfera dos pastores, bispos e outros mais. Não tocar no ungido do Senhor não é a mesma coisa de não questionar o ungido, principalmente se essa unção é questionável pelas suas atitudes mercantilistas, gananciosas e interesseiras. Nesse caso, deve não só tocar, mas expor o erro para que a igreja não continue sendo enganada e retirar o mesmo da posição que ocupa, a fim de não enganar mais a ninguém. Manipulam ainda através do conceito de dízimos e ofertas, afirmando que se um crente não entregar o dízimo é ladrão. Esquecem-se que a bíblia afirma que devemos contribuir segundo propôs nosso coração. Em outras palavras é uma relação entre eu e Deus e não entre eu e o Pastor da igreja.</p>
<p>Finalizando, não posso deixar de falar da idolatria feita a pastores, cantores, pregadores, adoradores, levitas, “avivadores” e outros dessa mesma linha. Pastores que só pregam por dinheiro e muito dinheiro e sempre trazem textos que dizem que o trabalhador é digno de seu salário, já estão fazendo parte do câncer moderno da igreja. Esquecem-se de que o ministério pastoral sempre foi um dom de Deus e não um título ou profissão.</p>
<p>O que dizer então do império do louvor que já se estabeleceu em nossas igrejas. Se você não louvar como determinado ministério de louvor, seu louvor não tem unção, se não incluir no repertório do período de louvor tal modinha nacional ou internacional de músicas gospel ou de louvor e adoração, não vale nada. Como se a unção fosse dada por nós e não por Deus. Seminários que se arvoram de meios para se ensinar o louvor, como se fosse possível ensinar. O que Deus precisa é de adoradores que o adorem em espírito e em verdade. Basta-nos este ensinamento e joguemos no lixo todo o resto.</p>
<p>É deprimente a onda de louvores-mantras com repetições intermináveis e em sua grande maioria falando do próprio eu, eliminando assim a centralização da pessoa de Deus. Vergonhoso é saber que você é discriminado por não levantar a mão, bater palmas ficar de pé, fechar os olhos, pular, dançar, falar qualquer coisa para o irmão do lado a mando do animador do culto. Isso é adoração espontânea? É isso que é ser adorador extravagante? É isso que é uma adoração com unção? A unção, repito, vem do Senhor e alcança o crente quando ele é salvo. Unção nunca vem por essas atitudes, no mínimo infantis.</p>
<p>Levitas? Que classe é essa? Ainda existe? Estamos na antiga aliança ainda? acaso somos judeus ? Os levitas da antiga aliança só cantavam e tocavam? Os de hoje (se é que existem) só sabem fazer isso. Talvez por que não estudem muito bem a Palavra e veja o verdadeiro significado da função. Não há hoje uma classe superior chamada levitas, como se quer pensar. Não há levitas entre nós hoje.</p>
<p>A igreja organização-instituição deteriora-se a cada dia e fede na sua própria putrefação. Abracemos à igreja genuína, como Corpo vivo de Jesus Cristo na terra sem a preocupação com modos, formas, dogmas, templos e regrinhas humanas, essa sim, imaculada e sem rugas e isenta de todas essas mazelas destruidoras.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><font size="3"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p></font></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>O contador da velha história.</title>
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		<pubDate>Sat, 30 May 2009 03:50:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<category><![CDATA[citações]]></category>
		<category><![CDATA[Douglas Vilcinskas]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<description><![CDATA[      Mauro de Oliveira, o Maurão dos Bonecos, esta semana enviou-me um e-mail. Meu amigo de algumas décadas. Este moço tem um ministério que eu admiro muito, várias gerações passaram por ele e foram impactados com a velha história que ele conta. História que quase já não se conta mais. Pena isso!  É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;">Mauro de Oliveira, o Maurão dos Bonecos, esta semana enviou-me um e-mail. Meu amigo de algumas décadas. Este moço tem um ministério que eu admiro muito, várias gerações passaram por ele e foram impactados com a velha história que ele conta. História que quase já não se conta mais. Pena isso!<span style="mso-spacerun: yes;"> <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span>É a História da Cruz, da Salvação, do arrependimento, do encontro com Deus. Com seus bonecos que ganham vida em suas mãos, personagens e textos inteligentes que fazem pensar desde a criança até o mais experiente. Numa simplicidade que chega a espantar. O humor na comunicação do evangelho.</span></span></p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span>Não seriam nada demais os seus feitos, porque qualquer um poderia fazer este trabalho, bastando ter chamado, talento e unção. O agravante está no fato de ele ser um portador de câncer. À base de morfina para aliviar um pouco as suas dores, acompanhado de uma linda mulher, a Bila, a tia Bila, bendita Bila!<span style="mso-spacerun: yes;"> <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span>Andam pelo Brasil afora contando a velha história. Choro por ele. Não de dó ou pena, porque quase sozinho insiste que a velha história poderá mudar o modo de vida de quem acreditar. E vai continuando a sua missão. Choro por ele, porque não posso fazer nada para tirar-lhe as dores, senão orar. Contudo, me orgulho de ser seu amigo. </span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span>A “nova história”, aquela da “teoria” da prosperidade (me recuso a chamar de teologia), está tentando ofuscar a glória da velha história. Não precisa falar de salvação, basta orar que as pessoas são curadas (creio nisso também), porém, vejo que muitos deles, os curados, irão para o inferno sem nenhuma enfermidade se não houver um conserto com Deus. </span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span>Maurão, por favor, continue contando a velha história. Todos nós precisamos ouvir e aprender. Acima de tudo, aceitar o mesmo desafio que você aceitou, o desafio do “IDE” (se você que está lendo agora esse artigo, não souber de que se trata, pergunte ao Maurão, porque se eu falar que está escrito na Bíblia isso, talvez pare de ler). Conta, Maurão, conta a velha história, moço. </span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span>Eu vou continuar a contar também essa história. Eu sei, eu sei, não dá IBOPE. Mas. Pelo menos cumpro a ordem do Mestre.</span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;"> </span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;">Douglas Vilcinskas, Pr </span></span><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></span></span></p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><a href="mailto:douglas@pastordouglas.com.br"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;">douglas@pastordouglas.com.br</span></span></a><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"> </span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="color: black; font-family: Arial;">ps:</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> Faço eco com o Pr. Douglas nestas palavras dedicadas ao Maurão. </span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;">Figura carismática que tive o prazer de me divertir, ver e ouvir contar a velha e sublime história por muitas vezes.</span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;">Claudio E. Fonseca. </span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: black; font-family: Arial;">“Ministério Maurão e os Bonecos” :</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> <span style="mso-spacerun: yes;"> </span><a href="http://www.mauraoebonecos.com/"><span style="color: #800080;">http://www.mauraoebonecos.com/</span></a></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Fé mutante !.</title>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2009 15:01:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<description><![CDATA[   Dia desses, eu estava indo para o céu de trem. Verdade! Dei uma voltinha no passado e lembrei-me de canções que cantava na igreja: ”O trenzinho de Jesus&#8230;.”, mas as canções não paravam por ai, era uma “briga” de “pentecostais” com “tradicionais” (me desculpem o mau jeito).  Também, em um tempo em que era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">   </span>Dia desses, eu estava indo para o céu de trem. Verdade! Dei uma voltinha no passado e lembrei-me de canções que cantava na igreja: ”O trenzinho de Jesus&#8230;.”, mas as canções não paravam por ai, era uma “briga” de “pentecostais” com “tradicionais” (me desculpem o mau jeito).<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Também, em um tempo em que era pecado a bateria na igreja, camisa vermelha, nem pensar. Me lembro saudoso da minha vasta cabeleira (buá, buá) que quase obtive a sentença de já estar no inferno. Os de outros credos religiosos era o próprio diabo e, portanto, nossos inimigos. Não podíamos ter contato com eles. Nesse tempo, ficou para trás oportunidades preciosas de conquistar corações para o Reino de Deus. Ah, Reino de Deus, era utopia! Mas, tínhamos crédito, os “crentes” eram gente boa, honesta trabalhadora. Orgulhávamo-nos disso!. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Hoje, bem, hoje&#8230; A facilidade de se “evangelizar” é tão grande que todos os meios de comunicação há um de nós infiltrado e mandando. Parece não existir mais pecado em nada, tudo é permitido, possível. A doutrina do “o que é que tem” está imperando. Se fizer sol, vou à praia, se chover eu não vou ao culto, compromisso?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">   </span>O poder do evangelho atual está em ter, ser, estar, status e não se pode sofrer. Não sofra mais!. Eu queria que os meus queridos fossem de Jesus, mas eles agora são de uma Igreja. Com slogans e trejeitos tribais. As canções de hoje? Vende CD e DVD, então é da boa! A Bíblia, só se tiver comentários exaustivos do meu pastor. </span></span><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A fé está mudando? Estou envelhecendo rápido demais? Tô por fora, bicho? Tenho que me tornar mais ligth?. </span></span><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Já não canto aquelas canções, não tenho tanto cabelo como queria ter, as vezes tenho receio de levantar a minha mão, senão o Senhor me avista e me chama puxando-me por ela. Também não quero nenhum Luthero, Calvino, ou qualquer outro colega reformador para mudar isso. Eu tenho que me convencer disso e mesmo me colocar a disposição para possíveis alterações. Posso ir a tua igreja e ver algo diferente, como o amor, por exemplo?. </span></span><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Acho que vou colocar a minha camiseta escrita assim: “Sou cristão, e daí?..</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Um abraço, beijo e aperto de mão, tudo despudoradamente gospel ! Amem !.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Douglas Vilcinskas, PR.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><a href="mailto:douglas@pastordouglas.com.br">douglas@pastordouglas.com.br</a></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
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		<title>Dízimo: A galinha dos ovos de ouro da igreja. / E-book.</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 23:11:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[citações]]></category>
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		<description><![CDATA[O Caminho Cristão traz com exclusividade esta obra completa e totalmente autorizada pelo autor, boa leitura:      Sei que por muito menos, muita gente foi queimada na fogueira da inquisição. O que  aqui está não é polêmico, porém é esclarecedor.  É uma ferida aberta e exposta pelo próprio Cristo, ao expulsar aqueles que faziam comércio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O Caminho Cristão traz com exclusividade esta obra completa e totalmente autorizada pelo autor, boa leitura: </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;">  </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Sei que por muito menos, muita gente foi queimada na fogueira da inquisição. O que<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>aqui está não é polêmico, porém é esclarecedor. </span></span><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> É uma ferida aberta e exposta pelo próprio Cristo, ao expulsar aqueles que faziam comércio na “casa de Deus” É um assunto que os líderes religiosos de vários segmentos evitam tratar, pois expõe o tanto de seguidores de Judas que permearam sorrateiramente no meio Cristão, com o pretexto de praticar o amor e a caridade, mas que na realidade só estão de olho na bolsa das ofertas.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-730"></span></span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">       </span></span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">   </span>Como missionário, professor de escolas bíblicas e membro de concílio de organizações eclesiásticas, fundador e coordenador do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Expresso da Salvação</em>, uma entidade sem fins lucrativos que atua nas regiões mais pobres e carentes do Brasil, conhecedor tanto das Escrituras Sagradas como das entranhas do meio religioso, resolvi desmascarar o “Zorro” que habita neste meio, com estereótipo de paladino da justiça, mas que na realidade só luta a favor de interesses políticos, poder e dinheiro, para firmar esta grande mentira que é praticada por várias instituições religiosas, o chamado “santo dízimo”.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 0.95pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">   </span><span style="mso-spacerun: yes;">      </span>Como a questão financeira tem sido o calcanhar de Aquiles da Igreja, as flechas por mim lançadas não têm por finalidade ferir ou destruir qualquer instituição que seja, porém fortalecer as <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">verdadeiras</strong> formas de manifestação do Cristianismo. </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 0.95pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">          </span>Por isso todo o texto apresentado aqui é fundamentado somente na Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, pois é através da Palavra, quando usada como arma de manobra, que pessoas mal intencionadas têm estabelecido seus “reinos” aqui na terra, afirmando ser o “Reino de Deus”.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Alguém já disse que a Bíblia é a mãe de todas as heresias. Esta é uma das maiores mentiras da humanidade, pois a única coisa que dela nasce é a verdade. Prova disto é este texto por ela parido, que nasceu de um embrião gerado pelo senso, primeiro de justiça, depois de defesa da verdade.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-size: small;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: Arial;">&#8220;Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade&#8221; </span></em><span style="font-family: Arial;">(II Coríntios 13:8).</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">E que jamais possamos ouvir novamente: Jesus é o caminho, a igreja o pedágio.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: right; tab-stops: 86.1pt;" align="right"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Alexandre Barbado</span></span></strong></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">SUMÁRIO</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">INTRODUÇÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">CAIM E ABEL</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">ABRAÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">JACÓ</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">DÍZIMO NA LEI MOSAICA</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">OFERTAS<span style="text-transform: uppercase;"> para o tabernáculo</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="text-transform: uppercase; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">o dízimo para os levitas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="text-transform: uppercase; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">o dízimo para o festival</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="text-transform: uppercase; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">o dízimo para os pobres</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="text-transform: uppercase; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">ofertas para o templo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="text-transform: uppercase; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">ofertas após o cativeiro</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="text-transform: uppercase; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">nova aliança</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="text-transform: uppercase; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">joão batista</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">JESUS</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">ANANIAS E SAFIRA</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O APÓSTOLO PAULO E AS OFERTAS</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O PROPÓSITO DAS NOSSAS OFERTAS</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">QUE LEI É APLICADA HOJE?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">IRMÃO JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">BIBLIOGRAFIA</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">SOBRE O AUTOR</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>INTRODUÇÃO</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Há um ditado antigo que diz: <em style="mso-bidi-font-style: normal;">uma mentira contada várias vezes acaba se tornando verdade</em>. Imagine uma mentira contada por tanta gente, principalmente por líderes religiosos, e por quase vinte séculos.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Sofri por algum tempo por achar que estava sozinho com este pensamento. Nunca concordei com a forma como ofertas na igreja são<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> tiradas (este sim é um termo apropriado)</strong> das pessoas e como estas ofertas são <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">gastas</strong> (analise por conta própria como o dinheiro arrecadado em sua igreja é utilizado). Mas logo percebi que existe um grupo <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">“remanescente”</strong> que não se dobrou a este <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Baal</em>, o <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">dinheiro</strong>, que persiste em permanecer no meio cristão. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Não bastasse o saque feito no meio do povo de Deus – pior, realizado no nome do próprio Deus ­– ainda há “pastores” que mais parecem piratas, ávidos por riquezas alheias, não medindo esforços para transformar a casa de Deus em um <em style="mso-bidi-font-style: normal;">shopping center</em>, onde se possa adquirir qualquer bênção com o valor de uma oferta. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Deus é transformado em um gerente de banco, que paga os melhores juros na única instituição financeira “igreja” e que devolve o dinheiro aplicado até cem vezes mais. Sem dizer na quantidade enorme de badulaques e amuletos usados e vendidos para não deixar nenhum chumaço de lã nas ovelhas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Sei que muita gente vai concordar com o que está escrito aqui, mas sei que haverá muita gente ofendida, principalmente os que vivem ou sobrevivem à custa das ovelhas. Peço que ajam como<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;">bereanos*</em><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>e analisem, à luz das Escrituras Sagradas, se o que será exposto não é a mais pura verdade. Quem sabe assim aqueles que amarem realmente a verdade ­não ficarão livres deste fardo e libertarão outros? </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Conhecereis a verdade<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>e a<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>verdade<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>vos libertará”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (João 8:32).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: right;" align="right"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O autor.</span></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>____________________________________________________</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">*<em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="text-decoration: underline;">Bereanos</span></em>: grupo de fiéis da Bereia, que segundo Atos 17 receberam o Evangelho com avidez e examinavam as Escrituras todos os dias para fundamentarem sua fé e se certificarem da verdade. </span></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>CAIM E ABEL</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Vamos começar do princípio e analisar as ofertas de Caim e Abel. Muitos ensinam que Caim foi rejeitado porque sua oferta não era adequada ou não era tão boa quanto a oferta de Abel, mas preste atenção no texto:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Mas para <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Caim</strong> e para a sua oferta não atentou o Senhor. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Gênesis 4:5).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O problema não era a oferta de Caim, mas ele próprio, que era mau. Deus o orienta para que seja aceito:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E o Senhor disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">bem fizeres</strong>, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar”</span></em><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Gênesis 4:6-7).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Por isso Jesus nos manda, primeiro, acertar nosso coração para que, depois, a nossa oferta seja aceita.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Mateus 5:23-24).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Quanta gente acha que, por entregar uma oferta ou dízimo, está quitando uma dívida com o Senhor? A realidade é bem diferente, pois a única dívida que Deus cobra de nós é o perdão.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Mateus 6:14-15).<em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Preste atenção, pois isto é importante: não seremos condenados pela <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">nossa dívida</strong>, pois ela já foi paga na cruz do calvário.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Colossenses 2:14).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Seremos condenados pela <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">dívida do outro</strong>, a quem não perdoamos.</span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>ABRAÃO</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Outra passagem amplamente usada para defender o dízimo está em Gênesis, capítulo 14, na qual Abraão dá o dízimo a Melquisedeque.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">É importante, porém, observar que:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">1 – Abraão deu o dízimo <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente</strong>, não por imposição, norma religiosa ou qualquer outro tipo de voto ou promessa. Melquisedeque não pediu nem solicitou nada a Abraão, que entregou a oferta de bom grado (verso 20).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">2 – Abraão entregou o dízimo <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">após a vitória</strong>, não antes. O processo é totalmente inverso àquele que ensinam certos pastores, segundo o qual a entrega do dízimo é que garante a vitória (verso 17).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">3 – Abraão não entregou o dízimo daquilo que era dele, mas dos despojos da guerra (verso 20).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">4 – Abraão devolveu os outros noventa por cento aos seus verdadeiros donos (versos 21-24). Não como o dízimo ensinado hoje nas igrejas, em que você entrega dez por cento e fica com os noventa por cento restante.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">5 – Em mais nenhum lugar na Bíblia vemos Abraão entregando o dízimo novamente, então quem pode afirmar que esta era uma prática constante?</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Outro argumento utilizado por aqueles que defendem o dízimo, alegando que ele é válido, é o de que ele foi instituído antes da Lei Mosaica. No entanto, lembre-se, a circuncisão também foi instituída antes da Lei, e ninguém ensina isto nas igrejas!</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Esta é a história de um homem, Abraão, que ama e crê em um Deus ao qual dá ofertas voluntárias. Sem imposição, sem coação, sem ameaças de maldição e sem superstições.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Depois destas coisas veio a palavra do Senhor a Abraão numa visão, dizendo: Não temas, Abraão, Eu sou teu escudo; o teu galardão será muito grande”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Gênesis 15:1).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt;"><em><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></em></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>JACÓ</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt; tab-stops: 423.0pt;"><span style="font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Gênesis 28:20-22:<span style="background: yellow; mso-highlight: yellow;"> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir; e eu em paz tornar à casa de meu pai</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, o Senhor me será por Deus; e esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus;<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo</strong>.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Jacó, na passagem acima, está fazendo um voto em resposta a uma visitação que recebeu de Deus, em sonho. Neste sonho, Jacó viu uma escada alcançando o céu, com anjos subindo e descendo por ela. Deus estava em pé, acima da escada, e disse a Jacó:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Eu sou o Senhor Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência; e a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra; e eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Gênesis 28:<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">13-15</span>).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Em resposta, Jacó fez o voto de que daria um dízimo a Deus se Ele guardasse Sua promessa. Novamente, em semelhança ao exemplo de Abraão, este dízimo foi <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntário</strong>. Se Jacó de fato começou a dizimar depois que Deus cumpriu a promessa, a Bíblia não o registra.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">1 – Outra vez chamo a atenção para o fato de que <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">primeiro</strong> foi Deus quem fez a promessa (sem pedir nada) e só depois Jacó fez o voto de dizimar (verso 20). </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">2 – <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Não havia o dízimo presumido, como ensinam certas igrejas, em que você entrega a quantia que gostaria de ganhar. </strong>Que absurdo!</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Preste atenção: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Gênesis 28:22).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Estes dois são os <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="mso-bidi-font-style: italic;">únicos</span> exemplos</strong> de dízimo ­encontrados no Velho Testamento antes da Lei ser dada: os de Abraão e Jacó. Ambos são exemplos de algo <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntário</strong>, e nenhum deles foi pedido por Deus. Em nenhum dos personagens vemos o dízimo como uma prática habitual, constante. Abraão deu o dízimo – retirado dos despojos de uma vitória militar – uma única vez em sua vida a um sacerdote de Deus. Se as evidências para obrigar crentes sob o Novo Pacto a dizimarem se apóiam apenas nestas duas passagens de Gênesis, parece-me que se trata de um fundamento muitíssimo inseguro!</span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>DÍZIMO NA LEI MOSAICA</strong></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O que ensina a Bíblia sobre o dízimo sob a Lei Mosaica? Nesta seção examinaremos todas as passagens significantes que descrevam o dízimo sob a Lei, nas Escrituras.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Levítico 27:30-33: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor; santas são ao Senhor</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. Porém, se alguém das suas dízimas resgatar alguma coisa, acrescentará a sua quinta parte sobre ela. No tocante a todas as dízimas do gado e do rebanho, tudo o que passar debaixo da vara, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">o dízimo será santo ao Senhor</strong>. Não se investigará entre o bom e o mau, nem o trocará; mas, se de alguma maneira o trocar, tanto um como o outro será santo; não serão resgatados.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Note que, na passagem acima, o dízimo é descrito como parte do produto da terra, da semente do campo, do fruto das árvores, do gado e do rebanho. O dízimo não era <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">dinheiro</strong>. Em local algum das Escrituras você encontrará uma passagem que diga que oferecer o dízimo era dar dinheiro a Deus. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Ademais, o dízimo era provavelmente dado em uma base anual. A cada ano, as pessoas levavam aos sacerdotes a décima parte de sua colheita e do aumento da manada e do rebanho<a name="_ftnref5">.</a> Podemos imediatamente ver que a contribuição semanal ou mensal de dez por cento de nossa renda monetária difere muito da prática do dízimo que encontramos na Bíblia.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Alguns podem alegar que naquele tempo não havia dinheiro ou moeda de troca e que, por isso, pagava-se o dízimo em animais e produtos do campo. Mas, vejamos: algumas taxas para o templo só eram aceitas em forma de dinheiro (Êxodo 30:14-16 e Êxodo 38:24-31). O dinheiro também era utilizado para comprar sepulturas (Gênesis 23:15-16), bois para sacrifícios (II Samuel 24:24) e imóveis (Jeremias 32:9-11), para pagar tributos vassalos (II Reis 23:33-35), pagar salários (II Reis 22:4-7) e fazer câmbios (Marcos 11:15-17). O próprio Jesus foi vendido por dinheiro.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O dinheiro já existia desde os tempos de Abraão. Salário, comércio, negócios, sempre existiram. Nos tempos antigos havia variadas profissões e ocupações, assim como hoje. Se o dízimo tivesse sido estabelecido sob a forma de dinheiro, ninguém teria dificuldade de adorar a Deus. No entanto, não foi o que Ele quis. Dízimo, na Bíblia, é sinônimo de <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">alimento</strong>.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Israel era uma teocracia e os sacerdotes levitas atuavam como um governo civil. O dízimo Levítico (Levítico 27:30-33) era uma espécie de imposto de renda; tratava-se de um segundo dízimo anual requerido por Deus para suprir uma festa nacional (Deuteronômio 14:22-29). Taxas menores também foram impostas ao povo pela lei (Levítico 19:9-10; Êxodo 23:10-11) e, assim, a doação total requerida dos israelitas não era dez por cento, mas mais do que vinte por cento. Todo esse dinheiro era usado para colocar a nação em funcionamento.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Doações à parte eram puramente <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntárias</strong> (Êxodo 25:2 e I Crônicas 29:9). Cada pessoa dava conforme o que estava em seu coração; nenhuma percentagem ou quantia era especificada.</span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>OFERTAS PARA O TABERNÁCULO </strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Êxodo 25:1-8:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Então falou o Senhor a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, que me tragam uma <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">oferta alçada</strong>; de todo o homem cujo coração se mover <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente</strong>, dele tomareis a minha oferta alçada. E esta é a oferta alçada que recebereis deles: ouro, e prata, e cobre, e azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pelos de cabras, e peles de carneiros tintas de vermelho, e peles de texugos, e madeira de acácia, azeite para a luz, especiarias para o óleo da unção, e especiarias para o incenso, pedras de ônix, e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral. E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Êxodo 35:21:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: Arial;">“E veio todo o homem, a quem o seu coração moveu, e todo aquele cujo espírito <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente</strong> o excitou, e trouxeram a <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">oferta alçada</strong> ao Senhor <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">para a obra da tenda da congregação, e para todo o seu serviço, e para as vestes santas</strong>.”</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Havia também uma oferta alçada para os sacerdotes:</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Êxodo 29:26-27:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E tomarás o peito do carneiro das consagrações, que é de Arão, e com movimento oferecerás perante o Senhor; e isto será a tua porção. E santificarás o peito da oferta de movimento e o ombro da <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">oferta alçada</strong>, que foi movido e alçado do carneiro das consagrações, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">que for de Arão e de seus filhos.”</strong></span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Oferta alçada</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> era uma oferta <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">específica</strong> para algo <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">específico</strong>, no caso das passagens acima, para a construção do tabernáculo. Toda oferta recolhida para o tabernáculo e seu serviço era específica, havia uma direção clara e objetiva, e o mais importante, uma orientação dada pelo próprio Deus.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Êxodo 25:1:</span><span style="font-family: Arial;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Então</strong> falou o <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Senhor</strong> a Moisés, dizendo.”</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 360.75pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Êxodo 36:4-7:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E vieram todos os sábios, que faziam toda a obra do santuário, cada um da obra que fazia, e falaram a Moisés, dizendo:<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> O povo traz muito mais do que basta </strong>para o serviço da obra que o Senhor ordenou se fizesse. Então mandou Moisés que proclamassem por todo o arraial, dizendo: Nenhum homem, nem mulher, faça mais obra alguma para a oferta alçada do santuário. <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Assim o povo foi proibido de trazer mais</strong>, porque tinham material bastante para toda a obra que havia de fazer-se,<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> e ainda sobejava.”</strong></span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Quem dera os cristãos de hoje também tivessem a liberalidade que tinham aqueles que serviam o Senhor no passado, não haveria necessidade de tantos apelos, e até ameaças, em nome de Deus.</span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>O DÍZIMO PARA OS LEVITAS</strong></span></p>
<p class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt;"><span style="color: windowtext; font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Números 18:21-24:<span style="mso-spacerun: yes;">   </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério que executam, o ministério da tenda da congregação</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. E nunca mais os filhos de Israel se chegarão à tenda da congregação, para que não levem sobre si o pecado e morram. Mas os levitas executarão o ministério da tenda da congregação, e eles levarão sobre si a sua iniquidade; pelas vossas gerações estatuto perpétuo será;<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> e no meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão, porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao Senhor em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas</strong>; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Note neste texto que o dízimo foi planejado para ser o sustento dos levitas. Uma vez que eles não tinham nenhuma herança (terra para atividade agropastoril) na Terra Prometida como as outras tribos, Deus fez provisão para o sustento deles através do dízimo das outras famílias de Israel. De fato, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">em Números 18:31</strong>, é dito: “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">E o comereis em todo o lugar, vós e as vossas famílias, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">porque vosso galardão é pelo vosso ministério</strong> na tenda da congregação</em>.”</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O dízimo foi o pagamento / recompensa que Deus supriu para os levitas, pelos seus serviços sacerdotais. Isso é similar ao salário recebido pelos funcionários do governo hoje no país, pago por meio de impostos e taxas direcionados ao trabalhador comum.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">A primeira coisa a observar neste texto, tão utilizado pelos teólogos dizimistas atuais, é que o dízimo, destinado a sustentar os levitas, era dado ao Senhor como <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">oferta alçada</strong>. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Daí alguns afirmarem que o destino do dízimo era exclusivamente sustentar o clero.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">No entanto, nem todos os levitas eram sacerdotes. Alguns eram: <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">professores</strong> (Deuteronômio 24:8 e 33:10 / II Crônicas 35:3 / Neemias 8:7), <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">juízes</strong> (Deuteronômio 17:8-9 e 21:5 / I Crônicas 23:4 / II Crônicas 19:8), <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">trabalhadores da saúde</strong> (Levítico 13:2 e 14:2 / Lucas 17:14), <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">cantores</strong>,<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> músicos</strong> (I Crônicas 25:1-31 / II Crônicas 5:12 e 34:12), <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">escritores</strong>,<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> bibliotecários</strong> (I Crônicas 2:55 / II Crônicas 34:13), <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">arquitetos </strong>e<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> construtores</strong> (II Crônicas 34:8-13).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aqueles defensores de que o dízimo deve ser destinado apenas ao sustento dos pastores, os “levitas modernos”, deveriam incluir em sua lista outros trabalhadores da igreja: músicos, cantores, zeladores, construtores, professores, diáconos, presbíteros, anciãos, etc.</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O dízimo hoje não tem nenhuma correlação com o dízimo bíblico. Não temos templo, sacerdotes e levitas. Não vivemos em uma sociedade teocrática. A lei cerimonial acabou. Não existe mais a Casa do Tesouro, depósito central para aquela quantidade enorme de alimentos e animais.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"><br style="page-break-before: always;" /></span></strong></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>O Dízimo para o Festival</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Arial;"><span style="text-decoration: none;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Deuteronômio 14:22-27:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo. <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">E, perante o Senhor teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas;</strong> para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus todos os dias. <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">E quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar</strong> que escolher o Senhor teu Deus para ali pôr o seu nome, quando o Senhor teu Deus te tiver abençoado; <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o Senhor teu Deus; e aquele dinheiro darás por tudo o que deseja a tua alma,</strong> por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o Senhor teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa; <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Porém não desampararás o levita que está dentro das tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo.”</strong></span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Números, capítulo 18, verso 21, diz que Deus havia dado todo o dízimo em Israel como herança aos levitas. Se todo o dízimo havia sido dado aos levitas, que dízimo é este, do qual fala o texto, usado para prover as festas e festivais religiosos de Israel? </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">A resposta é: um segundo dízimo. O primeiro era usado para o sustento dos levitas e o segundo para prover os festivais religiosos, tanto que chegou a ser referido como o<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"> dízimo para o festival</em></strong>. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O povo de Israel devia usar este dízimo para comer na presença do Senhor, em Jerusalém ­– local que Ele escolheu para estabelecer seu nome. Se fosse demasiadamente incômodo para as pessoas de longe trazerem seu dízimo, seria permitido a elas que o vendessem  e trouxessem o dinheiro (apurado) até Jerusalém, onde poderiam comprar o necessário para os festivais*. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Deus expressamente encoraja cada pessoa a gastar o dinheiro em <em style="mso-bidi-font-style: normal;">tudo o que deseja a sua alma</em>, incluindo bebida forte! O propósito era que o povo de Israel  pudesse  aprender a temer o Senhor e a regozijar-se ante Ele. Note que temer ao Senhor e regozijar-se ante Ele não são sentimentos mutuamente exclusivos, mas, complementares; deveriam  acompanhar um ao outro! </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O <em style="mso-bidi-font-style: normal;">dízimo para o festival</em>  tornou possível ao povo de Israel ter toda a comida e bebida necessária para que se pudesse usufruir gozosamente das festas religiosas e adorar o Senhor.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">______________________________________________________________________</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">* Para pessoas de regiões muitos distantes, levar animais para sacrifícios até Jerusalém era um trabalho muito árduo e dispendioso. Por isso, elas os vendiam e traziam o dinheiro para comprar o necessário para o culto no templo, que acabou se transformando em um grande centro de negócios, onde se comercializava de tudo e havia cambistas que trocavam o dinheiro dos visitantes por uma moeda local. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Será que isso é diferente hoje, enquanto os recursos de igrejas menores ou “filiais” são enviados às “igrejas mães”, “sedes” ou aos “vaticaninhos” particulares (onde o culto a Deus também se transformou em um grande negócio)? </span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(Mateus 21:12)</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>O Dízimo para os Pobres</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Arial;"><span style="text-decoration: none;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Deuteronômio 14:28-29: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas. Então virá o levita (pois nem parte nem herança têm contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem.”</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aqui somos ensinados a respeito de um terceiro dízimo, coletado a cada terceiro ano. Os comentaristas bíblicos dividem-se quanto à ideia de que esse seria realmente um terceiro dízimo, em separado. Para alguns, ele seria apenas o segundo dízimo usado de modo diferente, no terceiro ano. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O historiador judeu Josephus apoia o ponto de vista de um terceiro dízimo, em separado. Outros antigos comentaristas judeus têm escrito em apoio à concepção de que o segundo tipo de dízimo, a cada três anos, era coletado e usado com outro fim. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">É impossível determinar com absoluta certeza quem está certo. De qualquer modo, o povo judeu tinha sido ordenado a dar pelo menos vinte por cento (dez por cento mais dez por cento) das suas colheitas e rebanhos. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Este dízimo particular bem poderia ser chamado o <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;">dízimo para os pobres</em></strong>. Não era recolhido em Jerusalém, mas nas aldeias. As pessoas de cada aldeia deveriam trazer uma décima parte de suas colheitas e rebanhos e juntar tudo, para prover os pobres, incluindo estrangeiros, órfãos e viúvas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Em muitos aspectos, o dízimo exigido pela Lei é similar à taxação que o  governo impõe sobre nós hoje. Israel era governado por uma teocracia. Sob ela, o povo era responsável por prover os trabalhadores do governo (sacerdotes e levitas em geral), os dias santificados (festas de alegria ao Senhor), e os pobres (estrangeiros, viúvas e órfãos).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Alguns teólogos afirmam que o dízimo poderia ter três aplicações distintas:</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">• poderia ser comido pelo dizimista;</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">• deveria socorrer órfãos, viúvas e necessitados;</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">• deveria sustentar os levitas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Outros afirmam que havia três tipos de dízimo, divididos assim:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; background: lime; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-highlight: lime;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;">     </span>- No primeiro ano 10% para os sacerdotes + 10% para serem consumidos pelos dizimistas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;">        </span>- No segundo ano 10% para os sacerdotes + 10% para serem consumidos pelos dizimistas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;">        </span>- No terceiro 10% para os sacerdotes + 10% para serem consumidos pelos dizimistas + 10% para os necessitados. (O dízimo destinado aos órfãos e viúvas era trienal). </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;">           </span>Tomando o dízimo pago a cada três anos e dividindo-o por três, chegaremos a 3,33% anuais. Desta forma em termos ANUAIS um israelita daria 10% + 10% + 3,33% = 23,33%. 23,33 de dízimo por ano!</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Mas em um ponto as diferentes opiniões convergem: o dízimo era para a dispensação da Lei <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">e o âmago da questão, tanto na Antiga quanto na Nova Aliança, era sustentar os menos favorecidos.</strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Isaías 1:11-17:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o Senhor? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; nem me agrado de sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios?</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembleias; não posso suportar iniquidade, nem mesmo a reunião solene.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Por isso, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas.”</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Tiago 1:27:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, e guardar-se da corrupção do mundo.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Depois voltaremos a discorrer sobre a Nova Aliança, agora, contudo, continuaremos a peregrinação pelo Velho Testamento.</span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>OFERTAS PARA O TEMPLO</strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Davi recolheu ofertas enquanto reinava para que seu filho Salomão, que o sucederia no trono de Israel, construísse o templo. Preste atenção nesta passagem maravilhosa:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">I Crônicas 29:1-20:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Disse mais o rei Davi a toda a congregação: Salomão, meu filho, a quem só Deus escolheu, é ainda moço e tenro, e esta obra é grande; porque não é o palácio para homem, mas para o Senhor Deus.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Eu, pois, com todas as minhas forças já tenho preparado para a casa de meu Deus ouro para as obras de ouro, e prata para as de prata, e cobre para as de cobre, ferro para as de ferro e madeira para as de madeira, pedras de ônix, e as de engaste, e pedras ornamentais, e pedras de diversas cores, e toda a sorte de pedras preciosas, e pedras de mármore em abundância.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E ainda, porque tenho afeto à casa de meu Deus, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">o ouro e prata particular que tenho eu dou</strong> para a casa do meu Deus, afora tudo quanto tenho preparado para a casa do santuário: três mil talentos de ouro de Ofir; e sete mil talentos de prata purificada, para cobrir as paredes das casas. Ouro para os objetos de ouro, e prata para os de prata; e para toda a obra de mão dos artífices<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">. Quem, pois, está disposto a encher a sua mão, para oferecer hoje voluntariamente ao Senhor</strong>?</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Então os chefes dos pais, e os príncipes das tribos de Israel, e os capitães de mil e de cem, até os chefes da obra do rei,<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> voluntariamente</strong> contribuíram.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E deram para o serviço da casa de Deus cinco mil talentos de ouro, e dez mil dracmas, e dez mil talentos de prata, e dezoito mil talentos de cobre, e cem mil talentos de ferro.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E os que possuíam pedras preciosas, deram-nas para o tesouro da casa do Senhor, a cargo de Jeiel, o gersonita.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E o povo se alegrou porque contribuíram <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente</strong>; porque, com coração perfeito, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente</strong> deram ao Senhor; e também o rei Davi se alegrou com grande alegria.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Por isso Davi louvou ao Senhor na presença de toda a congregação; e disse Davi: Bendito és tu, Senhor Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Tua é, Senhor, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, Senhor, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Agora, pois, ó Deus nosso, graças te damos, e louvamos o nome da tua glória. Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos oferecer <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente</strong> coisas semelhantes?<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos.</strong></span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Porque somos estrangeiros diante de ti, e peregrinos como todos os nossos pais; como a sombra são os nossos dias sobre a terra, e sem ti não há esperança.<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"></strong></span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Senhor, nosso Deus, toda esta abundância, que preparamos para te edificar uma casa ao teu santo nome, vem da tua mão, e é toda tua</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E bem sei eu, Deus meu, que tu provas os corações, e que da sinceridade te agradas; eu também na sinceridade de meu coração <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente</strong> dei todas estas coisas; e agora vi com alegria que o teu povo, que se acha aqui, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente </strong>te deu.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Senhor Deus de Abraão, Isaque, e Israel, nossos pais, conserva isto para sempre no intento dos pensamentos do coração de teu povo; e encaminha o seu coração para ti.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E a Salomão, meu filho, dá um coração perfeito, para guardar os teus mandamentos, os teus testemunhos, e os teus estatutos; e para fazer tudo, e para edificar este palácio que tenho preparado.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Então disse Davi a toda a congregação: Agora louvai ao Senhor vosso Deus. Então toda a congregação louvou ao Senhor Deus de seus pais, e inclinaram-se, e prostraram-se perante o Senhor, e o rei.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">II Coríntios 9:7:</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.”</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Novamente afirmo: Quem dera os cristãos de hoje também tivessem a liberalidade daqueles que serviam ao Senhor no passado! Não haveria necessidade de tantos apelos, e até ameaças, em nome de Deus.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Muitos tinham mais discernimento da graça, mesmo vivendo no tempo da aliança da Lei, do que aqueles que vivem hoje, na aliança da graça.</span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>OFERTAS APÓS O CATIVEIRO</strong></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Com o passar do tempo, os dízimos foram tomando destino exclusivo para os levitas. No segundo templo, após o cativeiro, já se observa uma institucionalização acentuada das ofertas, conforme narrado em Neemias, capítulo <span style="mso-bidi-font-style: italic;">10, versos 38 e 39, e capítulo 13, versos 10 a 12<em>.</em></span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Após o cativeiro, Neemias faz algumas modificações na regulamentação da Lei de Moisés. Provavelmente motivado pela situação financeira caótica do pós-exílio, ele reduz o valor da taxa do templo de meio siclo (<span style="mso-bidi-font-style: italic;">Êxodo 30:12-16)<em> </em></span>para um terço de siclo (<span style="mso-bidi-font-style: italic;">Neemias 10:32-33)</span> e implementa novas regras.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Deve-se levar em conta que Neemias era um restaurador. Reconstrutor de uma sociedade cuja religião funcionava sobre pilares cerimoniais. Algumas de suas ações foram: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">• reduzir a taxa do templo (Neemias 10:32-33);</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">• organizar para que os dízimos fossem trazidos ao templo, Casa do Tesouro, para sustentar os levitas (Neemias 10:37); </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">• regulamentar o sustento dos sacerdotes levitas que viveriam na capital, uma vez que noventa por cento da população passava a morar em outras cidades, fora de Jerusalém.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Nenhum sistema de pagamento de dízimo em dinheiro, no entanto, foi instituído pelo reformador (<span style="mso-bidi-font-style: italic;">Neemias 10:35)</span>. Os judeus continuariam levando seus dízimos em forma de alimentos, frutos de suas colheitas. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Neemias 12:44</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Também no mesmo dia se nomearam homens sobre as câmaras dos tesouros, das ofertas alçadas, das primícias, dos dízimos, para ajuntarem nelas, dos campos, das cidades, as partes da lei para os sacerdotes e para os levitas</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">; porque Judá estava alegre por causa dos sacerdotes e dos levitas que assistiam ali.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Note que o texto diz que os dízimos eram exigências da Lei</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Estes dízimos não eram voluntários como os das vidas de Abraão e Jacó. Similarmente, lemos em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Hebreus, capítulo 7, verso 5:</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm<strong> ordem</strong>,<strong> </strong>segundo a lei, de tomar o dízimo do povo</span>, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Indiscutivelmente, o dízimo nunca foi voluntário sob a Lei de Moisés</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. Note aqui que, nos dias de Neemias, homens eram indicados para juntarem as ofertas e os dízimos em câmaras designadas para aquele propósito particular. Essas câmaras depois se tornaram conhecidas como Casas do Tesouro. Essa informação será importante quando olharmos para o próximo texto.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Malaquias 3:8-12: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Roubará o homem a Deus? <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Todavia vós me roubais</strong>, e dizeis: Em que te roubamos<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">? Nos dízimos e nas ofertas.</strong> Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto</strong>, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Examinemos essa passagem verso a verso, para que dela possamos extrair importantes verdades.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Verso 8</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Este verso nos diz que quando um homem retém seus dízimos ele está <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="mso-bidi-font-style: italic;">roubando</span></strong>, na realidade, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">a <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Deus</span></strong>. Isto porque ele está retendo algo que não lhe pertence e que antes é propriedade de Deus. Sob o Velho Pacto, o dízimo era mandatário, portanto retê-lo era se tornar um ladrão. Note também que Deus diz que o povo estava roubando-O em <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">dízimos,</strong> no<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>plural. Esses dízimos referem-se aos diferentes dízimos requeridos do povo de Deus ­– o dízimo para o levita, o dízimo para as festas ao Senhor e o dízimo para os pobres. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Adicionalmente, observe que Deus está condenando também o reter das ofertas. Essas, sem dúvida, referem-se às ofertas especificadas em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Levítico, capítulo 1, verso 5</span>, tais como: a oferta queimada (holocausto), a oferta dos manjares, a oferta de paz, a oferta pelos pecados e a oferta pelas culpas. Todas eram constituídas de sacrifícios de animais. O suprimento de comida e mantimento para os levitas era provido, em grande parte, por meio destes sacrifícios. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Uma importante pergunta emerge neste ponto. Por que reconhecemos que o sacrifício de animais não é coisa para o Novo Pacto, mas dizemos que o dízimo o é? Se estivéssemos sob a obrigação de pagar dízimos hoje, então, certamente, ainda estaríamos obrigados a oferecer sacrifícios de animais. Deus amarrou um ao outro (os dízimos e os sacrifícios), e disse que o povo estava roubando-O por reter a ambos. Não podemos decidir “pegar e escolher” qual dos dois ofereceremos a Deus hoje. Ou estamos sob a obrigação de oferecer ambos, tanto dízimos como ofertas de animais, ou ambos foram abolidos pela ab-rogação da Lei Mosaica.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Verso <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">9</span> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aqui vemos que o povo de Israel, por estar retendo os dízimos e ofertas, consequentemente estava amaldiçoado. Note que o verso não diz: “C<em>om maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda a <strong>humanidade”</strong>.</em> Ao contrário, fala: “<em>Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta <strong>nação”</strong>. </em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Se dizimar fosse um mandamento moral e eterno para todos os povos de todos os tempos, então todos estes estariam sob maldição. Mas no texto é dito somente que <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">a nação de Israel</strong> estava sob a maldição. Em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Deuteronômio 28</span>, diz que se Israel, sob a Lei Judaica, desobedecesse aos mandamentos de Deus, então a nação seria amaldiçoada. Note os seguintes textos: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Maldito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e as crias das tuas vacas, e das tuas ovelhas. (&#8230;) E os teus céus, que estão sobre a cabeça, serão de bronze; e a terra que está debaixo de ti, será de ferro. O Senhor dará por chuva sobre a tua terra, pó e poeira; dos céus descerá sobre ti, até que pereças. (&#8230;) Lançarás muita semente ao campo; porém colherás pouco, porque o gafanhoto a consumirá. Plantarás vinhas, e cultivarás; porém não beberás vinho, nem colherás as uvas; porque o bicho as colherá. Em todos os termos terás oliveiras; porém não te ungirás com azeite; porque a azeitona cairá da tua oliveira. (&#8230;) <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">E</strong> <strong>todas estas maldições virão sobre ti, e te perseguirão, e te alcançarão, até que sejas destruído; porquanto não ouviste à voz do Senhor teu Deus, para que sejas destruído; porquanto não ouviste à voz do Senhor teu Deus, para guardares os seus mandamentos, e os seus estatutos, que te tem ordenado”</strong></span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Deuteronômio 28:18, 23-24, 38-40, 45</span>). </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Nestes versos, Deus adverte que se o Seu povo desobedecesse a Seus mandamentos e estatutos, as ceifas falhariam, as chuvas não viriam, as colheitas seriam pequenas, a locusta (tipo de grilo ou gafanhoto) consumiria a comida e o fruto das árvores falharia.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Verso 10</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Nesta passagem, Deus fala da Casa do Tesouro. Com base em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Neemias, capítulo 12, verso 44</span>, sabemos que esse termo refere-se às câmaras no templo, postas à parte e designadas para guardar os dízimos dados pelo povo para o sustento dos sacerdotes (e aos demais levitas). </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Não há nenhuma evidência de que devamos associar estas Casas do Tesouro  aos prédios das igrejas para os quais os crentes do Novo Pacto levam seu dinheiro. Ademais, a razão pela qual Israel levava todos os dízimos para a Casa do Tesouro era para que houvesse bastante alimento na Casa de Deus. O propósito era que os levitas tivessem comida. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Nesta passagem também é dito que se o povo fosse fiel em trazer dízimos à Casa do Tesouro, Deus abriria as janelas do céu e derramaria para eles uma bênção até que transbordasse. Isto sem dúvidas refere-se à promessa de Deus de trazer abundantes chuvas para produzir a bênção de uma transbordante ceifa.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="text-decoration: none;"> </span></span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Verso 11</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Neste verso, Deus promete que se Israel trouxer os dízimo<strong>s</strong> e as oferta<strong>s</strong>, Ele repreenderá o devorador para que esse não destrua o fruto da terra. Sem dúvida, o “devorador” é uma referência às locustas que virão sobre os campos de Israel se o povo falhar em trazer o dízimo (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Deuteronômio 28:38</span>).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Verso 12</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Neste verso, Deus graciosamente promete que, se Israel for obediente no dar os seus dízimo<strong>s</strong> e oferta<strong>s</strong>, todas as nações a chamarão de abençoada. É interessante notar que Deus não apenas advertiu Israel de que seria amaldiçoada se desobedecesse a Lei Mosaica, mas também prometeu que ela seria abençoada se a obedecesse. Observe estes textos: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E<span style="mso-bidi-font-style: italic;"> será que, <strong>se ouvires a voz do Senhor teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno,</strong> o Senhor teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra. E <strong>todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão</strong>, quando ouvires a voz do Senhor teu Deus.</span></span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (&#8230;) <em>Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e o fruto dos teus animais; e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas.</em> (&#8230;) <em>O Senhor mandará que a bênção esteja contigo nos teus celeiros, e em tudo o que puseres a tua mão; e te abençoará na terra que te der o Senhor teu Deus.</em> (&#8230;) <em>E o Senhor te dará abundância de bens no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais, e no fruto do teu solo, sobre a terra que o Senhor jurou a teus pais te dar. O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado”</em> (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Deuteronômio 28:1-2, 4, 8, 11-12</span>). </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aqui, Deus promete abençoar Israel materialmente se a nação fosse obediente. A promessa inclui abundantes colheitas, copiosas chuvas, e grandes aumentos nas manadas e rebanhos.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Portanto, estou convicto de que as bênçãos e maldições escritas em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Malaquias 3:8-12</span> referem-se às bênçãos materiais que Deus prometeu a <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Israel</span> se ela obedecesse Seus mandamentos e estatutos. Dar o dízimo foi um destes mandamentos.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O que podemos concluir, então, sobre o dízimo sob a Lei Mosaica? Com segurança, podemos pensar que o dízimo não tinha nada a ver com dar <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="mso-bidi-font-style: italic;">dinheiro</span></strong> regularmente, numa base semanal ou <span style="mso-bidi-font-style: italic;">mensal</span>, mas, ao contrário, tinha relação com adorar a Deus conforme ordenado no tempo do Velho Pacto. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O mandamento do dízimo, tal como os mandamentos para não comer camarão, nem ostras ou animais impuros, tornou-se obsoleto e foi colocado de lado pela inauguração do Novo Pacto, na morte de Cristo. O dízimo foi o sistema de impostos e taxas ordenado por Deus sob o sistema teocrático do Velho Testamento.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Se alguém deseja dar o dízimo realmente (literalmente) de acordo com as Escrituras, teria que fazer o seguinte:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">1 – Deixar seu trabalho e comprar uma terra, de modo que possa criar gado, plantar e colher (grãos, verduras e frutas).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">2 – Encontrar algum descendente de Levi para sustentar, e esse a um descendente do levita Arão, que seja sacerdote no templo, em Jerusalém.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">3 – Usar suas colheitas para observar festas religiosas do Velho Testamento – Páscoa, Pães Asmos, Pentecostes, Tabernáculos – quando, como e onde Deus ordenou, literalmente.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">4 – Começar a dar pelo menos vinte por cento de todas as suas colheitas e rebanhos a Deus.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">5 – Por fim, esperar que, com toda certeza, Deus amaldiçoe sua nação (em oposição ao próprio crente) com grande insuficiência material se ela for infiel, ou a abençoe com grande abundância material se for fiel.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Penso que todos devam concluir que isto é completamente absurdo. Reconhecemos que Cristo aboliu o sacerdócio levítico, os sacrifícios de animais e as festas religiosas do Velho Testamento. Bem, se isto é verdade, por que estamos tentando  manter o dízimo, que foi parte e parcela de todas essas ordenanças do Velho Testamento?</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aqueles que defendem a entrega do dízimo em Malaquias 3:10 deveriam, então, transformar as igrejas em celeiros para saciar a fome dos necessitados.</span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>NOVA ALIANÇA</strong></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Devemos lembrar que houve um hiato de 400 anos – alguns afirmam 430 anos, o mesmo período que os israelitas ficaram como escravos dos egípcios – entre o profeta Malaquias, da Velha Aliança, e o surgimento do profeta João Batista, preparador da Nova Aliança.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>JOÃO BATISTA</strong></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Se para Malaquias o dízimo era de suma importância, para João Batista o dízimo era irrisório perto da realidade daquilo que Deus faria por meio de Cristo Jesus.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Caio Fábio afirma que o dízimo é um excelente ponto de partida, mas um péssimo ponto de chegada.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Lucas 3:2-18:<span style="mso-spacerun: yes;">  </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, veio no deserto a palavra de Deus a João, filho de Zacarias. E percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados; segundo o que está escrito no livro das palavras do profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor; endireitai as suas veredas. Todo o vale se encherá, e se abaixará todo o monte e outeiro; e o que é tortuoso se endireitará, e os caminhos escabrosos se aplanarão; e toda a carne verá a salvação de Deus.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Dizia, pois, João à multidão que saía para ser batizada por ele: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai; porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão. E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não dá bom fruto, corta-se e lança-se no fogo.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E a multidão o interrogava, dizendo: Que faremos, pois?</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E, respondendo ele, disse-lhes: <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira</strong>.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E chegaram também uns publicanos, para serem batizados, e disseram-lhe: Mestre, que devemos fazer?</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E ele lhes disse<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">: Não peçais mais do que o que vos está ordenado</strong>.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós que faremos? E ele lhes disse: A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E, estando o povo em expectação, e pensando todos de João, em seus corações, se porventura seria o Cristo, respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Ele tem a pá na sua mão; e limpará a sua eira, e ajuntará o trigo no seu celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E assim, admoestando-os, muitas outras coisas também anunciava ao povo.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Apenas uma observação a respeito de João Batista: pense bem que tipo de pregador era este. Não usava roupas de grife, não comia nos melhores restaurantes, não morava nas melhores casas, não pregava nos melhores lugares, não anunciava para agradar seus espectadores e, ainda, dizia-se indigno. Mesmo assim Cristo o chamou de o maior homem nascido de mulher. Quanta diferença dos pregadores de hoje em dia, que até se autoproclamam doutores em divindade!</span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>JESUS</strong></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt 0cm;"><span style="font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Cristo não colocou <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">vinho novo</strong> (graça) em <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">odres velhos</strong> (Lei), </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">como está<em style="mso-bidi-font-style: normal;"> <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></em>escrito em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Marcos 2:22</span>.<em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Jesus cita o dízimo apenas duas vezes e o faz para expor a hipocrisia dos fariseus.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ai de vós, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">escribas e fariseus, hipócritas</strong>! Pois que dizimais a <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">hortelã, o endro e o cominho</strong> e desprezais o mais importante da lei, o <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">juízo, a misericórdia e a fé</strong>; deveis, porém, fazer estas coisas, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">e não omitir aquelas”</strong> </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Mateus 23:23)<em style="mso-bidi-font-style: normal;">.</em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Essa passagem em Mateus é repetida de forma similar em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Lucas, capítulo<strong> </strong>11, verso 42</span>. Em ambos os casos, é importante notar que o dízimo tinha a ver com ervas que serviam de condimentos e eram cultivadas no quintal (o produto do campo), não com dinheiro.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Na Bíblia Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH), assim está escrito:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês dão a Deus a décima parte até mesmo da hortelã, da erva-doce e do cominho, mas não obedecem aos mandamentos mais importantes da lei, que são o de <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">serem justos com os outros</strong>, o de <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">serem bondosos</strong> e o de <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">serem honestos</strong>. <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Mas são justamente estas coisas que vocês devem fazer</strong>,<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>sem deixar de lado as outras.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Àqueles que querem legitimar o dízimo usando estas passagens, com o argumento que Jesus disse: “<em><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">deveis, porém, fazer estas coisas,</span> e não omitir aquelas”, </em><span style="mso-bidi-font-style: italic;">q</span>uero lembrar que:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">1 – Jesus estava se dirigindo aos fariseus,<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>judeus legalistas que viviam na <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">dispensação</strong> <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">da Lei.</strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">2 – Do mesmo modo Jesus dirigia-se aos judeus curados por Ele (</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Mateus 8:2-4; Marcos 1:40-45; Lucas 5:12-16; Lucas 17:11-14).<em></em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">3 ­– Jesus, ainda em vida, estava também debaixo da Lei (Mateus 5:17).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">4 – <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">A dispensação da graça</strong> só teve validade após o sacrifício de Cristo na cruz do calvário (capítulo 9 de Hebreus: que obra maravilhosa!).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">5 – “<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;">Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” </em>(I Pedro 2:9).</strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Outra passagem se encontra em <strong>Lucas 18:12: “</strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;">Jejuo duas vezes na semana, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">e dou os dízimos de tudo quanto possuo</strong>.”</em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Jesus, nesta passagem, está ensinando a parábola acerca do fariseu e do cobrador de impostos. Cristo põe estas palavras na boca do <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="mso-bidi-font-style: italic;">fariseu, que via a si mesmo como justo</span></strong>: “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">dou os dízimos de tudo quanto possuo”</em>. Cristo está enfatizando que o homem confia em suas obras para ser aceitável por Deus, todavia, a despeito do melhor que faça, não é justificado aos olhos de Deus.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Infelizmente esta tem sido a doutrina não somente pregada, mas ensinada em muitos círculos religiosos: <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">toda sorte de bênçãos</strong> em nossas vidas são advindas da nossa fidelidade em dizimar e ofertar. Como se o dízimo fosse uma vacina contra todos os males, como enfermidades, falências, problemas matrimoniais, etc.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Cristo foi na direção inversa a esta percorrida por muitas igrejas “atuais”. Vejamos:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” </span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Mateus 6:24).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus” </span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Mateus 19:23).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; e ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; e direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Lucas 12:16-21).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele; e desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Lucas 16:19-25).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus. Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E disse ele: Todas essas coisas tenho observado desde a minha mocidade.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E quando Jesus ouviu isto, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; vem, e segue-me.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Mas, ouvindo ele isto, ficou muito triste, porque era muito rico.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">” (Lucas 18:18-24).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Jesus afirmou salvação apenas na casa de Zaqueu, quando esse converteu também o bolso:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E eis que havia ali um homem chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E, correndo adiante, subiu a um sicômoro para o ver; porque havia de passar por ali.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E, apressando-se, desceu, e recebeu-o alegremente.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E, vendo todos isto, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">” (Lucas 19:1-9).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração” </span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Lucas 4:18).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Mateus 6:19-21).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ai de vós, os ricos! Porque tendes a vossa consolação”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Lucas 6:24).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (I Timóteo 6:9).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">São essas as verdades ensinadas pela igreja de Cristo? Ou temos visto outro Evangelho sendo anunciado? Pois me parece que transformaram Deus em um tipo de gênio da lâmpada, disposto a realizar todas as nossas vontades, dependendo do tanto que estamos dispostos a “investir”, “ofertar” ou “dar de dízimo”. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Não se esqueçam que Jesus foi trocado por dinheiro</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. Judas, ao perceber que o reino de Cristo não consistia em poder material, procurou um meio de obter lucro por conhecê-lo. Será que muitos não agem assim hoje, dizendo que conhecem a Deus para obter benefícios? </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">A estes que pensam que conhecem a Deus, quão duro será ouvir da própria boca d’Ele:<em style="mso-bidi-font-style: normal;"> “E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”</em> (Mateus 7:23).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Naquilo que Jesus venceu o diabo ao ser tentado, é justamente no que a “igreja” sucumbiu . Pois só anunciam um “Deus” de provisão, que está disposto a transformar todas nossas montanhas em pães. Se acham detentoras dos poderes celestiais, ordenam, determinam, declaram e não somente mandam nos anjos, como mandam no próprio Deus. E só se preocupam em expandir “seus” reinos aqui na terra. (Mateus 4:1-11)</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E naquilo também que Jesus se levantou contra, que era o que os religiosos estavam fazendo na casa de Deus: “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">E, entrando no templo, começou a expulsar todos os que nele vendiam e compravam”</em> (Lucas 19:45).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Trata-se daquilo em que transformaram a igreja hoje. Há de tudo dentro dos templos: lanchonetes, livrarias, locadoras e até discotecas; sem dizer da infinidade de amuletos vendidos. Seria de fazer Lutero, se fosse vivo, corar de vergonha.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aliás, acho que este foi um dos grandes erros de Lutero: em vez de ter feito uma Reforma, deveria ter feito uma implosão e começado tudo de novo.<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> (Talvez seja porque não havia dinamite naquela época).</strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Qual a diferença entre Tetzeu (célebre clérigo católico cobrador de indulgências da época da Reforma) e os vendilhões dos templos modernos, onde se cobra por tudo, de pregações a testemunhos, e em que, quanto mais famoso o palestrante ou espetacular o testemunho, mais alto é o cachê?</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Já ouvi, da própria boca de um representante de uma editora de livros evangélicos, que a grande maioria das publicações é feita apenas para encher livrarias e bolsos de “notórios” escritores, e que quanto mais atrativo for o título ou inovadora a proposta, mais vendáveis serão. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Há livros que ensinam a emagrecer pela oração e que prometem de tudo, até tentam explicar quem seria o “pai” de Deus. Sem dizer dos que contém “fórmulas mágicas” para solucionar qualquer problema. E os mais absurdos são aqueles com sermões prontos, para toda e qualquer ocasião, ou os que mostram como encher os templos (ou seria os bolsos?) daqueles que se dizem interessados na casa do Senhor.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Só existe um caminho, uma verdade e uma razão na vida:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Pois eu vos digo que está aqui quem é maior (Jesus) do que o templo”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Mateus 12:6).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">ANANIAS E SAFIRA</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Muitos alegam que Ananias e Safira foram mortos por Deus porque não entregaram o valor integral da sua oferta. Na verdade, a lição ensinada ali era contra a hipocrisia – pois não adianta entregar o exterior, sem antes entregar totalmente o interior.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Atos dos apóstolos 5:1-5:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Mas um certo homem chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade, e <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">reteve parte do preço,</strong> sabendo-o também sua mulher; e, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">levando uma parte</strong>, a depositou aos pés dos apóstolos.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">mentisses</strong> ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Não mentiste aos homens, mas a Deus</strong>.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.”<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Percebam um grande contraste entre a oferta de Ananias e Safira e a da viúva pobre:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Vindo, porém uma viúva pobre depositou ali duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante. E, Jesus, chamando seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta viúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes. Porque todos eles ofertaram do que lhe sobrava; ela, porém, da sua pobreza <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento”</strong></span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Marcos 12:41-44).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Este é outro absurdo praticado pelas igrejas de hoje. Em vez de jogar redes sobre todos os tipos de peixes, é jogada a salva, um recipiente onde se recolhem as ofertas, parecido com um coador de café <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">(acho que é ali que coam mosquitos e engolem camelos)</strong>, com o intuito, não de fisgar o peixe, mas de rapinar seus pertences.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Depois de tentar por muito tempo, convenci um grande amigo a ir a uma reunião comigo, onde um pregador famoso estaria ministrando. Nem bem havia começado o encontro, resolveram tirar ofertas. Quando passaram a salva ao meu amigo, ele me olhou e disse: “Mal entrei neste clube e estão me cobrando entrada, imagine quanto vai me custar ser sócio?” Não preciso nem dizer que ele nunca mais colocou o pé dentro de uma igreja.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Oferta é um ato espiritual, que Deus só requer daqueles que têm uma aliança com Ele</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">S<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">em fé é impossível agradar-Lhe; <em style="mso-bidi-font-style: normal;">“porque <strong>é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe,</strong> e que é galardoador dos que o buscam”</em> (Hebreus 11:6).</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E todos os que criam</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"> estavam juntos, e tinham tudo em comum<span style="mso-bidi-font-weight: normal;">. E</span><span style="mso-bidi-font-weight: normal;"> vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister”</span></span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Atos dos Apóstolos 2:44-45).<em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente</span></em><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Mas o que é espiritual discerne bem tudo</strong>, e ele de ninguém é discernido” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(I Coríntios 2:14-15).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Porque a administração deste serviço não só supre as necessidades dos santos, mas também é abundante em muitas graças, que se dá a Deus.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão, que <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">confessais quanto ao evangelho de Cristo</strong>, e pela liberalidade de vossos dons para com eles, e para com todos” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(II Coríntios 9:12-13).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Não vou discorrer sobre o Velho Testamento, onde ofertas só eram requeridas do povo de Deus, pois seria necessário mais um capítulo apenas para este assunto. Como meu interesse é permanecer no solo da graça, sigamos adiante.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Para que, no caso de eu tardar, saibas como se deve proceder na casa de Deus, a qual é a igreja do Deus vivo, coluna e esteio da verdade</span></em></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">” (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">I Timóteo 3:15</span>).</span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>O APóSTOLO PAULO e AS OFERTAS</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">I Coríntios 16:1-2</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia. <strong>No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade</strong><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">,</span> para que não se façam as coletas quando eu chegar.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">No texto acima, o apóstolo Paulo dá direções à igreja de Corinto: é em proporção a quanto cada um tem prosperado que se deve dar na coleta para os santos em Jerusalém, os quais estavam em grande pobreza e passando por enormes aflições. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Embora não exista menção ao fato dos santos em Corinto darem um dízimo (ou qualquer outra percentagem imposta), eles são instruídos a darem proporcionalmente à sua prosperidade. O foco é simples: aqueles com mais dinheiro deem mais, aqueles com menos dinheiro, podem dar menos. Nada mais claro nem mais simples.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Atos dos Apóstolos 11:29</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E os discípulos <strong>determinaram mandar, cada um conforme o que pudesse</strong><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">,<strong> socorro</strong></span> aos irmãos que habitavam na Judeia.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Foi proporcionalmente aos seus meios que os irmãos em Antioquia ofertaram aos irmãos que sofriam na Judeia. Em outras palavras, deram de acordo com suas capacidades. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">II Coríntios 9:7:</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aqui, Paulo orienta para que seja dado aquilo que foi proposto em cada coração. Note que o apóstolo não diz quanto dar, nem impõe uma percentagem fixa como padrão. Ele simplesmente diz que, decidida a quantia, deve-se ir em frente e efetivar o ofertar. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Muitas vezes, no instante em que vemos uma necessidade, determinamo-nos a dar certa quantia, mas depois, quando o tempo de dar nos alcança, somos tentados a voltar atrás (ou ficar aquém). <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Paulo ensina que devemos ser fiéis em fazer o bem segundo o que já tínhamos proposto em nosso coração. </strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">É importante notar igualmente que o apóstolo Paulo deixa o valor a critério dos coríntios. Não devemos permitir que outras pessoas nos manipulem ou nos intimidem, psicologicamente ou de qualquer outra forma, levando-nos a ofertar por um sentimento de culpa ou pressão. Não pode haver nenhuma compulsão externa em nosso dar; o valor tem que vir de nossa própria decisão.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Os textos do Novo Testamento nos ensinam que Deus deixa por nossa conta a decisão sobre o valor das contribuições. Sim, devemos ofertar em proporção aos nossos meios e a como Deus nos têm prosperado, mas, ao final, somos livres para dar aquilo que temos desejo. Quão libertador isto é! Principalmente quando consideramos as táticas manipuladoras que muitas igrejas usam para arrancar dinheiro de seus fiéis.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>O PROPÓSITO DAS NOSSAS OFERTAS</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Devemos usar nosso dinheiro para satisfazer que tipos de necessidade? O Novo Testamento nos dá alguma luz sobre este importante assunto? </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">As Escrituras são muito claras nesta área. O Novo Testamento ensina que há três propósitos para o nosso ofertar:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">1. Satisfazer as necessidades dos santos</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Este tema é como um fio que permeia toda a Escritura. Consideremos alguns textos:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E todos os que criam <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">estavam juntos</span></span></em></strong><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, e <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">tinham tudo em comum<span style="mso-bidi-font-weight: normal;">. E</span><span style="mso-bidi-font-weight: normal;"> vendiam suas propriedades e bens, e </span>repartiam com todos</span>, segundo cada um havia de mister” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">(</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Atos dos Apóstolos 2:44-45)</span><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O espírito de amor e generosidade era tão grande na igreja primitiva, que os crentes, de livre vontade e  alegremente, abriram mão de suas próprias propriedades e possessões, para ministrarem às necessidades dos outros santos. Eles chegaram mesmo ao ponto de vender suas terras e casas para tomarem conta um do outro (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Atos dos Apóstolos 4:34</span>).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">“Quem</span></em><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, pois, tiver bens do mundo, e, <strong>vendo o seu irmão </strong><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus?”</span> </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">(</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">I João 3:17).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>“E <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. </span>Então, enquanto temos tempo<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">, <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">façamos bem a todos</span>, mas <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">principalmente aos domésticos da fé”</span></strong> </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">(</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Gálatas 6:9-10).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Embora o “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">façamos o bem”</em> não seja claramente definido, seguramente incluiria o ofertar para satisfazer as necessidades dos domésticos da fé.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Em adição a estes textos, lemos também em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Mateus, capítulo 25, versos 31 a 40</span>, que, quando Cristo voltar, separará as ovelhas dos bodes. As ovelhas são descritas como aqueles que alimentaram Cristo quando ele estava faminto, deram-lhe de beber quando estava sedento, vestiram-no quando estava nu. Quando as ovelhas replicam: “<em>Senhor, quando (&#8230;) e te demos de comer?  (&#8230;) e te demos de beber?(&#8230;) e te hospedamos?(&#8230;) e te vestimos?(&#8230;) e fomos ver-te?”</em> Cristo responde: “<em>Em verdade vos digo que quando o fizestes a um <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">d<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">estes meus pequeninos irmãos</span></strong>, a mim o fizestes”.</em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Jesus, então, nos diz claramente que, quando usamos nosso dinheiro para vestir e alimentar os irmãos de Cristo – que, de acordo com <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Mateus<strong>, </strong>capítulo 12, verso 50</span> é “<em>qualquer que fizer a vontade de meu Pai </em><span style="mso-bidi-font-style: italic;">(Deus)<em> que está nos céus” –</em></span> estamos ministrando a Ele.<em></em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Ademais, <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">I Timóteo, capítulo 5, verso 16,</span> dá instruções sobre como a igreja deve sustentar viúvas desvalidas. Ainda mais, temos visto, nos textos já citados, as muitas exortações do apóstolo Paulo para ofertar aos santos pobres em Jerusalém. Portanto, é bastante claro que uma das prioridades do ofertar no Novo Testamento é satisfazer as necessidades dos santos.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">2. Satisfazer as necessidades dos obreiros cristãos</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Além de usar o dinheiro para satisfazer as necessidades dos nossos irmãos e irmãs em Cristo, as Escrituras também nos levam a utilizá-lo para sustentar os que trabalham na obra do Senhor. Consideremos as seguintes passagens:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra,</span></em></strong><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"> principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina</span></em><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">; porque diz a Escritura: <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Não ligarás a boca ao boi que debulha</span>. E: d<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">igno é o obreiro do seu salário</span>” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">(</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">I Timóteo 5:17-18</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">).<em></em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Neste texto, honra significa mais do que estima e respeito, pois, no verso 3 do mesmo capítulo, Paulo ordena a Timóteo: “<em>Honra as viúvas que verdadeiramente são viúvas.”</em> Honrar estas viúvas é provê-las (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">verso 8</span>) e assisti-las (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">verso 16</span>).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Quando menciona honrar os anciãos que trabalham duramente na pregação e ensino da Palavra, imediatamente depois de falar que é preciso honrar as viúvas, Paulo tem a mesma coisa em mente: prover e assistir aos anciãos financeiramente, de modo que possam dedicar-se ao trabalho na Palavra. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Um ancião que ensina é como um boi a que se deve permitir comer enquanto está debulhando. Em outras palavras, enquanto está trabalhando com todo esforço. Ele também é como um operário, digno de seu salário. A uniforme prática apostólica do Novo Testamento foi a de apontar anciãos para superintenderem as igrejas que os apóstolos plantavam. Paulo simplesmente está dirigindo as igrejas a proverem e assistirem financeiramente estes anciãos, de modo que possam dar seu tempo à tarefa de ministrarem ao rebanho.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">I Coríntios 9:6-14:</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ou só eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar? Quem jamais milita à sua própria custa? Quem planta a vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta o gado e não se alimenta do leite do gado? Digo eu isto segundo os homens? Ou não diz a lei também o mesmo? Porque na lei de Moisés está escrito: <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Não atarás a boca ao boi que trilha o grão. Porventura tem Deus cuidado dos bois? Ou não o diz certamente por nós? Certamente que por nós está escrito</span>; porque <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">o que lavra deve lavrar com esperança e o que debulha deve debulhar com esperança de ser participante. Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais? Se outros participam deste poder sobre vós, por que não, e mais justamente, nós?</span> Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo. Não sabeis vós que <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">os que administram o que é sagrado comem do que é do templo?</span> E que <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">os que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar</span>? <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Assim o<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">rdenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho</span>.”</strong></span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Nesta passagem Paulo clama o direito dos apóstolos de se absterem de trabalhos seculares e de receberem o sustento material daqueles a quem serviam. De fato, Paulo assevera que o Senhor mandou àqueles que proclamam o evangelho que obtenham seu viver também do evangelho.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Filipenses 4:15-18:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E<span style="mso-bidi-font-style: italic;"> bem sabeis também, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente; porque também uma e outra vez me mandastes o necessário a Tessalônica. Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta. Mas bastante tenho recebido, e tenho abundância. <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus.”</span></span></span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Neste texto o apóstolo declara expressamente que a dádiva enviada pelos filipenses, um fragrante aroma, foi um sacrifício aceitável agradável a Deus. O próprio Deus nos tem dado sua aprovação para usarmos nosso dinheiro para sustento de fiéis obreiros cristãos. Portanto, é importante que o povo de Deus utilize seus recursos financeiros para sustentar quer sejam anciãos de uma igreja local, evangelistas itinerantes ou missionários.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">3. Satisfazer as necessidades dos pobres</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Em adição ao uso do dinheiro para satisfazer às necessidades dos santos e obreiros cristãos, as Escrituras também nos mandam utilizá-lo na satisfação das necessidades dos pobres. Considere os seguintes textos:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“V<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">endei o que tendes, e dai esmolas</span></span></em></strong><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói. Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração”</span></em><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">(</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Lucas 12:33-34</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">para que <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">tenha o que repartir com o que tiver necessidade”</span></strong><span style="mso-bidi-font-weight: bold;"> </span></span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic; mso-bidi-font-weight: bold;">(</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Efésios 4:28)</span><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aqui a pessoa que sofre a necessidade não é identificada como crente, mas presumivelmente pode ser qualquer um padecendo de privação.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações</span></em></strong><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">, e</span></em><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> guardar-se da corrupção do mundo</span></em><strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">” </span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">(Tiago 1:27)</span><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Visitar órfãos e viúvas deve ser mais que uma ocasião social. Está implícita, na declaração, a ideia de que ajudá-los requer ofertar sacrificialmente.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Como vimos, podemos sumarizar o ensino do Novo Testamento sobre o propósito do ofertar para:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">1. satisfazer as necessidades dos santos;</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">2. satisfazer as necessidades dos obreiros cristãos;</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">3. satisfazer as necessidades dos pobres.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Note a similaridade do dízimo da Antiga Aliança com a oferta da Nova Aliança:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;">
<table class="MsoNormalTable" style="border-collapse: collapse; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-yfti-tbllook: 1184; mso-padding-alt: 0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-border-insideh: .5pt solid black; mso-border-insidev: .5pt solid black;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr style="mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes;">
<td style="padding-right: 5.4pt; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; width: 213.25pt; padding-top: 0cm; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; border: black 1pt solid;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">ANTIGA ALIANÇA</span></strong></p>
</td>
<td style="border-right: black 1pt solid; padding-right: 5.4pt; border-top: black 1pt solid; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; border-left: #d4d0c8; width: 213.3pt; padding-top: 0cm; border-bottom: black 1pt solid; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-border-left-alt: solid black .5pt;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">NOVA ALIANÇA</span></strong></p>
</td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow: 1;">
<td style="border-right: black 1pt solid; padding-right: 5.4pt; border-top: #d4d0c8; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; border-left: black 1pt solid; width: 213.25pt; padding-top: 0cm; border-bottom: black 1pt solid; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-border-top-alt: solid black .5pt;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O dízimo podia ser comido </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">pelo dizimista.</span></p>
</td>
<td style="border-right: black 1pt solid; padding-right: 5.4pt; border-top: #d4d0c8; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; border-left: #d4d0c8; width: 213.3pt; padding-top: 0cm; border-bottom: black 1pt solid; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-border-left-alt: solid black .5pt; mso-border-top-alt: solid black .5pt;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">A oferta é destinada a satisfazer </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">as necessidades dos santos<span style="mso-spacerun: yes;">                                             </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span><span style="mso-spacerun: yes;">              </span></span></p>
</td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow: 2;">
<td style="border-right: black 1pt solid; padding-right: 5.4pt; border-top: #d4d0c8; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; border-left: black 1pt solid; width: 213.25pt; padding-top: 0cm; border-bottom: black 1pt solid; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-border-top-alt: solid black .5pt;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O dízimo deveria sustentar os levitas.</span></p>
</td>
<td style="border-right: black 1pt solid; padding-right: 5.4pt; border-top: #d4d0c8; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; border-left: #d4d0c8; width: 213.3pt; padding-top: 0cm; border-bottom: black 1pt solid; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-border-left-alt: solid black .5pt; mso-border-top-alt: solid black .5pt;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">A oferta deve satisfazer </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">as necessidades dos obreiros cristãos.</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow: 3; mso-yfti-lastrow: yes;">
<td style="border-right: black 1pt solid; padding-right: 5.4pt; border-top: #d4d0c8; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; border-left: black 1pt solid; width: 213.25pt; padding-top: 0cm; border-bottom: black 1pt solid; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-border-top-alt: solid black .5pt;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O dízimo deveria socorrer órfãos, </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">viúvas e necessitados.</span></p>
</td>
<td style="border-right: black 1pt solid; padding-right: 5.4pt; border-top: #d4d0c8; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; border-left: #d4d0c8; width: 213.3pt; padding-top: 0cm; border-bottom: black 1pt solid; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-border-left-alt: solid black .5pt; mso-border-top-alt: solid black .5pt;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">A oferta deve satisfazer </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">as necessidades dos pobres.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt 0cm;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 60pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 60pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">JÁ QUE FALAMOS DE UMA NOVA ALIANÇA</span></span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">VAMOS AO TEXTO QUE POR SI SÓ NOS EXPLICA TUDO:</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Hebreus, capítulo 7, recapitula a experiência de Abraão dando o dízimo a Melquisedeque. O dízimo é apresentado como Lei a partir do verso 5, dentro do sistema levítico:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E os que dentre os <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">filhos de Levi</strong> recebem o sacerdócio têm ordem, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">segundo a lei</strong>, de tomar os dízimos do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que estes também tenham saído dos lombos de Abraão”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Hebreus 7:5).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">A lei citada é a Lei de Moisés, que obrigava o israelita a levar os dízimos para os levitas. Segundo esta Lei, os levitas tinham o direito de tomar os dízimos do povo de Israel. Isso era Lei! Lei completamente vinculada ao ministério sacerdotal dos levitas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Os versos 6-10 do mesmo capítulo falam sobre o fato de Levi, por meio de Abraão, seu bisavô, ter pago o dízimo a Melquisedeque. Isso mostra a superioridade da ordem de Melquisedeque sobre a levítica.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">A Lei que já tinha sido citada no verso 5 é mencionada uma segunda vez no verso 11, novamente dentro de um contexto levítico:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“De sorte que, se a perfeição fosse pelo <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">sacerdócio levítico</strong> (pois sob este o povo recebeu a <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">lei</strong>), que necessidade havia ainda de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão?” (Hebreus 7:11).</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Perceba que em nenhum momento das várias vezes em que o capítulo menciona Abraão dando dízimo para Melquisedeque é dito ou sugerido que Abraão o fez por força de lei. A lei para o dízimo aparece apenas no contexto levítico.<em></em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O verso 12 é o ponto de ruptura:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei”</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Hebreus 7:11-12).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Esta é a terceira vez que a palavra <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">lei</strong> aparece neste capítulo. O verso claramente refere-se às leis do sacerdócio levítico, o que obviamente inclui a lei do dízimo citada nos versos 5 e 11. Estas leis são mudadas no momento em que Cristo morre, ressuscita e torna-se sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Este é o momento de ruptura do antigo modelo. Cai o sacerdócio levítico com todas as suas leis e surge um novo modelo encabeçado por Cristo e descrito entre os versos 13-17</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. Quando lemos que o sistema sacerdotal levítico caiu e, como consequência, suas leis também, conclui-se que a lei de que este capítulo fala trata do dízimo.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O tema principal de Hebreus 7 é a supremacia do novo modelo sacerdotal. A abolição da lei que obrigava a entrega do dízimo aos levitas é apenas citada para ilustrar a falência do antigo modelo sacerdotal. A palavra dízimo é citada sete vezes nos primeiros 9 versos do capítulo. Isso mostra quão forte foi o argumento do dízimo na defesa da tese principal. Fica claro que, quando o modelo levítico é superado, as leis atreladas a ele também sucumbem.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Se alguns ainda duvidam da anulação desta lei, basta continuar a leitura do capítulo.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Pois, com efeito, o <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">mandamento anterior é ab-rogado </strong>por causa da sua fraqueza e inutilidade (pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou), e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual nos aproximamos de Deus” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Hebreus 7:18-19).<em></em></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>Que lei é aplicada hoje?</strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Hoje em dia, não vivemos sob a Lei de Moisés. Jesus a aboliu por sua morte</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Efésios 2:14-15). Estamos mortos a essa Lei para que possamos estar vivos para Cristo (Romanos 7:4-7). A Lei gravada nas pedras, no Monte Sinai, extinguiu-se e a Nova Aliança permanece (II Coríntios 3:6-11). </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">A Lei funcionou como um tutor para trazer o povo a Cristo, mas não estamos mais sob suas regras (Gálatas 3:22-25). Aqueles que desejam estar sob a Lei abandonam a liberdade em Cristo e retornam à escravidão (Gálatas 4:21-31), decaem da graça e separam-se de Jesus (Gálatas 5:1-6). </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Não temos o direito de retornar à guarda do sábado, à circuncisão, aos sacrifícios de animais, às regras especiais sobre roupas, à pena de morte para os filhos rebeldes, ao dízimo e a qualquer outro mandamento da Lei de Moisés.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Vivemos sob a autoridade de Cristo. Ele é o mediador desta Nova Aliança</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Hebreus 9:15). Seremos julgados por Suas palavras (João 12:48-50) e temos a responsabilidade de obedecer a tudo o que Jesus ordena (Mateus 28:18-20).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Esta, porém, não é uma boa notícia aos avarentos</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. Primeiro, porque temos que nos dar totalmente a Cristo, que se entregou totalmente por nós (Efésios 5:2). Segundo, porque os avarentos não entrarão nos céus (I Coríntios 6:10).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Àqueles que defendem que Cristo ordenou o dízimo em Mateus 23:23 e Lucas 11:42, peço que prestem atenção a esta<span style="color: #ff6600;"> </span>passagem:<span style="mso-spacerun: yes;">   </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus”</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Mateus 5:20).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Lembrando também aos soberbos:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">avareza</strong>, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">soberba</strong>, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Marcos 7:21-23).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>“Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">soberba</strong> da vida, não é do Pai, mas do mundo” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>(I João 2:16).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O que está aqui escrito nesta obra não parte somente de meus pensamentos; garimpei as “minas” citadas na Bibliografia com muito esmero até achar pepitas preciosas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Sei que existe muita gente sincera que por força da tradição religiosa ou por falta de um conhecimento mais profundo das Sagradas Escrituras, tem estado presa ou tem prendido outras em ensinamentos errôneos.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Sei também que há muita gente mal intencionada, sobre as quais Paulo advertiu Timóteo:<span style="mso-bidi-font-weight: bold;"> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">é</strong></span></em><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> <em style="mso-bidi-font-style: normal;">soberbo</em></span></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, c<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">ontendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, <strong>cuidando que a piedade seja fonte de lucro</strong>; aparta-te dos tais”</span></span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"> (I Timóteo 6:3-5).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Pedro também advertiu-nos:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">avareza farão de vós negócio c</strong>om palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(2 Pedro 2:1-3).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E o próprio Deus adverte aqueles que em Sua igreja buscam apenas riquezas temporais:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Como dizes: rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Apocalipse 3:17-18).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Espero que o explanado aqui tenha sido, no mínimo, colírio para seus olhos e, na melhor das hipóteses, uma cirurgia de catarata. Tive que ser enfadonho no excesso de textos e argumentos por que sei que existem advogados especialistas em achar brechas na lei, para invalidá-la. Como sei também que hoje existem especialistas em encontrar brechas na graça, a fim de anulá-la.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">seja anátema</strong>. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">seja anátema” </strong><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Gálatas 1:6-9).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Não sou teólogo, sou apenas um servo que ama e defende a Bíblia como regra de fé. Jamais quis saber além do que convém, e estou também disposto a aprender. Não sou o dono da verdade. Cristo o é.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aprendi com um querido professor, que hoje está na glória: <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;">Sempre navegue no meio do rio, pois nas beiradas estão as galhadas</em>. </strong>Que possamos achar equilíbrio, pois sem ele tudo desmorona.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Efésios 2:20-21).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Apresentei este estudo a um dos líderes de uma das maiores denominações do país, que disse concordar com tudo. Ele não faria nada, no entanto, para não mexer com a tradição da igreja.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas”</span></em></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Marcos 7:13).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">tradição </strong>recebestes dos vossos pais”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (I Pedro 1:18).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Como disse, não sou teólogo, mas um mineirinho contador de causos com o atrevimento de mexer na cumbuca da teologia. Por isso, finalizo a obra com o “causo” a seguir.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">IRMÃO JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(uma fábula verdadeira)</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: #ff6600; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;">     </span><span style="mso-tab-count: 1;">       </span></span></strong><span style="font-family: Arial;">Era uma vez em uma terra não muito distante, uma pobre viúva e seu único filho. Um dia ela o chamou e disse-lhe: “João, acabou o dinheiro e a comida. Vá até à cidade e venda nossa vaquinha, pois é o único bem que nos resta. Não temos mais nada para sacrificar, só um<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>milagre pode nos ajudar agora. Já fiz de tudo: tomei banho com água do rio Jordão e com sabonete de extrato de arruda, plantei uma roseira ungida, andei pelo corredor de sal grosso, recebi a oração dos ‘318 duendes’ (ou seriam doentes), fiz quebra de maldição pensando em não quebrar financeiramente, fiz cura interior para poder ‘perdoar Deus’ e paguei todas as prestações do meu carnê de contribuição ‘Colunas na Casa de Deus’, e nada adiantou!”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">      </span><span style="mso-tab-count: 1;">      </span>Então João pegou a vaquinha e foi sacrificar sua última esperança. Foi quando encontrou pelo caminho um senhor que tinha a aparência como de um anjo, e que lhe fez a seguinte proposta: “Tenho aqui três feijões mágicos chamados: Pai, Filho e Espírito Santo. Com eles você terá a resposta para tudo aquilo que você precisa (não para tudo aquilo que você deseja). Estes feijões te darão: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança, domínio próprio e acima de tudo perdão e salvação.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">      </span><span style="mso-tab-count: 1;">      </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Ele voltou saltitante de tanta alegria, pois tinha certeza de que havia encontrado a pérola de grande valor, havia encontrado um tesouro escondido. Não esperava a hora de contar estas boas novas para sua mãe e para todos que encontrasse pelo caminho.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Mas quando chegou em casa, para sua surpresa a notícia trouxe mais tristeza do que satisfação. Sua mãe queria uma resposta para esta vida, não para uma vida posterior, já que as pessoas só acreditam no milagre quando vêem o santo, e só querem resolver seus problemas, não os dos outros.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ela ficou furiosa e gritou com seu filho: “Como vou viver como uma Rainha? Como vou viver como filha do Rei? Como vou viver segundo as ‘profecias’ que recebi da irmã Maricotinha? Como? Com um filho burro como este que tenho!!!”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">      </span><span style="mso-tab-count: 1;">      </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Como castigo ela o trancou dentro do quarto e o obrigou a assistir a todos estes programas “evangélicos” de testemunhos que passam na televisão, e jogou fora os três feijões pela janela.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">       </span><span style="mso-tab-count: 1;">     </span>Mas aquelas sementes caíram em boa terra, que cresceram e se fizeram árvores, e em seus ramos se aninharam as aves do céu.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">       </span><span style="mso-tab-count: 1;">     </span>Deus dá aos seus enquanto dormem, e João dormia tranquilo, pois sabia que aquelas sementes ele havia conseguido não com sacrifício, mas com FÉ.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">       </span><span style="mso-tab-count: 1;">     </span>Quando acordou ele viu uma enorme árvore, que fazia sombra aos cansados e produzia frutas para alimentar os famintos. Ele a chamou de GRAÇA, mas quanto mais ele olhava, mais ele se espantava: como pode ser a GRAÇA tão grande, tão enorme?, pensava.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">      </span><span style="mso-tab-count: 1;">      </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>João tentou medir a GRAÇA e começou uma árdua tarefa, escalando, subindo, pois ele não sabia que a GRAÇA só pode ser medida de cima para baixo, não de baixo para cima, já que suas raízes não nascem na terra, porém no Céu.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">      </span><span style="mso-tab-count: 1;">      </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Mas algo interessante acontecia: quanto mais ele se esforçava, menos a jornada rendia. E quanto mais ele descansava, mais a jornada rendia. Ele resolveu então se deitar em suas folhas e deixar que seus ramos o levassem ao seu destino.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">    </span><span style="mso-tab-count: 1;">        </span>Quando chegou ao topo, João ficou maravilhado com tantas coisas belas que encontrou lá: gente de todas as raças, cores e crenças cantavam alegremente, livres de todos os jugos, dores e preocupações de lá debaixo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">As ruas eram de ouro, o mar de cristal, os muros de jaspe e os portões de pérolas. E o sol de JUSTIÇA.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">     </span><span style="mso-tab-count: 1;">       </span>Mas ele observou ao longe algo que destoava daquele lugar, um CASTELO. <span style="mso-tab-count: 1;">        </span>De repente se aproximou dele uma linda mulher (poderia ser uma ANJA, mas ANJO não tem sexo!) e se apresentou: “Meu nome é AMOR.” E lhe perguntou: “O que aflige seu coração, João?”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">     </span><span style="mso-tab-count: 1;">       </span>“O que é aquele castelo e quem mora lá?”, ele perguntou, intrigado por pensar que havia pessoas ricas e abastadas ou de outra classe social naquele lugar.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">    </span><span style="mso-tab-count: 1;">        </span>“Não se preocupe, aquilo que você vê é só o JOIO, plantado pelo inimigo. Aquele castelo se chama IGREJA e quem mora lá é um gigante malvado da tribo dos Apostozeus conhecido como APÓSTOLO. Ele pensa que é grande, mas é o menos importante aqui. Ele pensa que manda, mas se esqueceu que quem manda aqui é aquele que serve.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">    </span><span style="mso-tab-count: 1;">        </span>Curioso como só ele, João resolveu então fazer uma visita para tirar suas dúvidas. A caminhada foi muito difícil, pois teve que caminhar toda estrada da RELIGIÃO, percorrer o abismo dos RITUAIS e atravessar as pontes dos DOGMAS e das DOUTRINAS.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">   </span><span style="mso-tab-count: 1;">         </span>Quando chegou, percebeu um grande letreiro de néon na porta de entrada, carros importados na garagem e uma enorme livraria, onde se encontravam livros que explicavam até quem foi o pai de Deus. E mais de mil e uma fórmulas de como ser bem sucedido lá embaixo. Mas o que mais chamou sua atenção foi uma enorme torre de um canal de televisão sobre o telhado do castelo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">João entrou e ficou de espreita, quando observou o gigante vindo elegantemente vestido num colossal terno Armani. Ele sentou-se em sua enorme poltrona, que mais parecia um trono, e chamou seus súditos (ou membrezia, ou como queiram chamar) e pediu (aliás, ordenou): “Tragam a galinha que bota ovos de ouro e a harpa que canta!”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-tab-count: 1;">          </span>Trouxeram a gaiola e a harpa e colocaram em cima da mesa (ou seria altar). João observou que o nome que estava na gaiola na qual a galinha estava presa era DIZÍMO, e o nome que estava entalhado na harpa cantante era UNÇÃO LEVÍTICA.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-tab-count: 1;">          </span>O gigante gritava então à galinha: “Bote um ovo de ouro agora, senão eu te amaldiçoo!” E a galinha temerosa botava um ovo. Cada vez que ele gritava, ela botava um ovo maior ainda.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span><span style="mso-tab-count: 1;">           </span>Ele gritava então à harpa: “Cante um canto ‘profético’ senão eu te amaldiçoo!” E a harpa punha-se a cantar sem parar, às vezes repetidamente a mesma canção, até o gigante entrar em transe.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-tab-count: 1;">          </span>João se compadeceu daquela situação e pensou: “Vou esperar, e quando o gigante cochilar, vou pegar a galinha dos ovos de ouro chamada DIZÍMO e a harpa chamada UNÇÃO LEVITÍCA e vou dar no pé.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">   </span><span style="mso-tab-count: 1;">         </span>O gigante estava exausto, pois havia acabado de participar de uma MARCHA PROFÉTICA por todo seu território. Pegou logo no sono. Como aquele ditado “a ocasião é que faz o ladrão” se aplicava a todos ali, João pegou a galinha e a harpa e saiu em disparada. Mas ao correr a galinha cacarejou e a harpa soltou um som.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O gigante despertou e gritou: “Quem roubou minhas fontes de renda?!” Ele viu João correndo e quis correr atrás, mas como estava com a pança cheia depois de ter comido demais na CEIA DOS OFICIAIS, não conseguiu correr e alcançá-lo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">   </span><span style="mso-tab-count: 1;">         </span>João desceu rapidamente daquela enorme árvore, e gritou para sua mãe: “Traga logo o machado afiado o qual eu chamo de VERDADE!” E cortou o tronco da árvore chamada GRAÇA. Mas cortou só o suficiente para que depois ela brotasse, crescesse e florescesse novamente.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O gigante despencou lá de cima, do lugar onde “ele” construíra, e espatifou-se como Judas lá embaixo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">João ficou tão feliz por ter escapado de tamanha tribulação, que libertou a galinha que botava ovos de ouro chamada DIZIMO. Antes mudou seu nome para COMPAIXÃO, mas ela não quis ir embora, e ficou botando ovos para quem era agora seu verdadeiro dono. À harpa chamada UNÇÃO LEVITÍCA, ele permitiu que cantasse somente aquilo que estivesse em seu coração, e também mudou seu nome para ADORAÇÃO.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-tab-count: 1;">          </span>Em gratidão por ter livrado aquele lugar do gigante (mais malandro do que malvado) os habitantes lhe permitiram que batizasse também aquela cidade. João então a chamou de LIBERDADE.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Fiz-me acaso vosso inimigo, dizendo a verdade?</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">” (Gálatas 4:16).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>Bibliografia</strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Allan</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Dennis. <strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-weight: normal; font-family: Arial;">Tragam Seus Dízimos e Recebam as Bênçãos de Deus: É Esta, Hoje em Dia, a Vontade de Deus?</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"> </em>www.solascriptura-tt.org/VidaDosCrentes/ComRiquezas</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span class="CharChar3"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Almeida</span></span><span class="CharChar3"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Rômulo de. </span></span><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Origem e Fim do Dízimo</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.<strong> </strong><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">www.geocities.com</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Anderson</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Brian. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">O Dízimo do Velho Testamento x O Dadivar do Novo Testamento. http://teophilo.info/</em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span class="CharChar3"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Carrancho</span></span><span class="CharChar3"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Júlio. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">A M</em></span></span><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">entira Chamada Santo Dízimo</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.<span class="CharChar3"> Tradução: Mary Schultze, 2003.</span> <span class="url">www.<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">adventistas.com</span></span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Carrancho</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Júlio. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Está Você Roubando a Deus?</em> Tradução: Mary Schultze, 2003. <span class="url">www.<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">adventistas.com</span></span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span class="CharChar3"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Fabio</span></span><span class="CharChar3"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">,</span></span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> <span class="CharChar3">Caio.</span> <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Uma Graça que Poucos Desejam.www.caiofabio.com</em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">MacArthur Jr</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">., John F. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Deus Requer que Eu Dê o Dízimo de Tudo Quanto Ganho? </em><span class="url">www.<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">monergismo.com</span>/</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Nascimento</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Paulo Gomes do. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Abraão: Dizimista Modelo?</em> <cite><span style="font-family: Arial;">www.adventistas-bereanos.com.br</span></cite></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Nascimento</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Paulo Gomes do. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Dízimo que Não é Dízimo! Pode?</em> <cite><span style="font-family: Arial;">www.adventistas-bereanos.com.br</span></cite></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Viana</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Luciana Rodrigues de A. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Dízimo: Contribuição da Lei ou da Graça?</em> <cite><span style="font-family: Arial;">www.estudos-biblicos.com</span></cite></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>SOBRE O AUTOR</strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span><strong>Alexandre C. Freitas Barbado</strong> foi missionário no Peru, Amazonas, Nordeste e Belo Horizonte. É fundador e coordenador do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Expresso da Salvação</em>, entidade criada para atender aos excluídos da nação, e resolveu escrever este texto por não se conformar com o disparate na questão do uso do dinheiro pelas igrejas ­– enquanto se constroem impérios faraônicos com o que é arrecadado em nome do Senhor Jesus, milhões de pessoas passam fome no país.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">De acordo com ele, investem-se milhões na construção de Torres de Babel, estruturas que serão deixadas para serem queimadas no fogo do juízo, e quase nada nos valores eternos, que são vidas. Em lugar algum das Sagradas Escrituras Deus nos manda construir igrejas, porém, nos ordena procurar os perdidos. Ele próprio foi exemplo, deixando Sua glória, para buscar os perdidos.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E os homens só buscam a “glória”.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O desejo do autor é de que cada um veja bem sobre que tipo de alicerce está sua construção.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(I Coríntios 3:12-13).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Lembrando que, quando os discípulos quiseram chamar a atenção de Jesus sobre a beleza e a grandeza dos templos, Ele respondeu: “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">Não ficará pedra sobre pedra que não será derrubada”</em> (Marcos 13:1-2). O que mais chamava a atenção de Jesus Cristo era a fé. Não esqueçamos jamais que a única coisa que levaremos para o céu são vidas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Se você quiser mesmo gastar seus rendimentos, uma excelente dica: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Compra a verdade, e não a vendas; e também a sabedoria, a instrução e o entendimento”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Provérbios 23:23).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Mas lembre-se, até isto já foi pago, na cruz do calvário, pelo precioso sangue de Jesus Cristo.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Mateus 10:8).</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: right; tab-stops: 86.1pt;" align="right"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Alexandre Barbado.</span></span></strong></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span></span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="line-height: 150%; font-family: Arial; font-size: 12pt;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"><br style="page-break-before: always; mso-special-character: line-break;" /></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Apologia da pregação Bíblica &#8211; John Stott.</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 01:17:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[citações]]></category>
		<category><![CDATA[doutrinas]]></category>
		<category><![CDATA[estudos diversos]]></category>
		<category><![CDATA[John Stott]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[teologia]]></category>
		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Pretendo fornecer uma definição de exposição bíblica e apresentar uma defesa dela. Parece-me que essas duas tarefas pertencem uma à outra pelo fato de que a defesa da exposição bíblica deve ser achada em sua definição. Aqui, então, está a definição: Expor as Escrituras é esclarecer o texto inspirado com tal fidelidade e sensibilidade que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Pretendo fornecer uma definição de exposição bíblica e apresentar uma defesa dela. Parece-me que essas duas tarefas pertencem uma à outra pelo fato de que a defesa da exposição bíblica deve ser achada em sua definição. Aqui, então, está a definição: <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Expor as Escrituras é esclarecer o texto inspirado com tal fidelidade e sensibilidade que a voz de Deus seja ouvida e seu povo lhe obedeça</span></em>. </span></span><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Agora me permita extrair as implicações dessa definição de tal modo que apresente uma defesa da exposição bíblica. A definição contém seis implicações: duas convicções a respeito do texto bíblico, duas obrigações para expô-lo e duas expectativas como consequência.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-720"></span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Duas convicções a respeito do texto bíblico </span></strong><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(1) <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Ele é um texto inspirado</span></em>. Expor as Escrituras é esclarecer o texto inspirado. <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Revelação </span></em>e <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">inspiração </span></em>andam juntas. <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Revelação </span></em>descreve a iniciativa que Deus tomou de desvelar-se e, assim, mostrar-se, já que, sem essa revelação, ele permaneceria o Deus desconhecido. <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Inspiração </span></em>descreve o processo pelo qual ele fez isso, isto é, falando aos profetas e aos apóstolos bíblicos e por meio deles, e sussurrando sua Palavra de sua boca de tal forma que ela também saísse da boca deles. Caso contrário, seus pensamentos teriam sido inatingíveis para nós.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A terceira palavra é <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">providência</span></em>, isto é, a amável provisão pela qual Deus providenciou para que as palavras que ele disse fossem escritas de forma a constituírem o que chamamos de Escrituras e, desse modo, as preservou ao longo dos séculos de forma a serem acessíveis a todas as pessoas em todos os lugares e em todos os tempos. As Escrituras, portanto, são a palavra de Deus escrita. É sua auto-revelação de forma falada e escrita. As Escrituras são o produto da revelação, inspiração e providência de Deus.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Essa primeira convicção é indispensável para pregadores. Se Deus não tivesse falado, nós não nos atreveríamos a falar, porque não teríamos nada a expressar exceto nossas triviais especulações. Mas já que Deus falou, nós também precisamos falar, comunicando a outros o que ele nos comunicou nas Escrituras. De fato, nós nos recusamos a ser silenciados. Como Amós o coloca: “O leão rugiu, quem não temerá? O SENHOR, o Soberano, falou, quem não profetizará?”, isto é, passe adiante a Palavra que ele disse. Similarmente, Paulo, ecoando o Salmo 116.10, escreveu: “Nós também cremos e, por isso, falamos” (2Co 4.13). Isto é, acreditamos no que Deus disse e é por isso que também falamos.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Tenho pena do pregador que chega ao púlpito sem Bíblia em suas mãos ou com uma Bíblia que é mais trapos e farrapos do que a Palavra do Deus vivo. Ele não pode expor as Escrituras porque não tem Escrituras para expor. Ele não pode falar porque não tem nada a dizer, ao menos nada importante. Ah, mas dirigir-se ao púlpito com a confiança de que Deus falou, que ele fez com que o que disse fosse escrito, e que temos esse texto inspirado em nossas mãos, aí sim nossa cabeça começa a girar, e nosso coração a bater, e nosso sangue a correr, e nossos olhos a brilhar com a glória absoluta de ter a palavra de Deus em nossas mãos e lábios.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Essa é a primeira convicção, e a segunda é esta:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(2) <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">O texto inspirado é, até certo ponto, um texto fechado</span></em>. Essa é a implicação da minha definição. Expor as Escrituras é esclarecer o texto inspirado. Assim, ele precisa estar parcialmente fechado se for para ser esclarecido. E eu penso que imediatamente vejo seus “pêlos protestantes” eriçados com indignação. O que você quer dizer? Por acaso é que as Escrituras estão parcialmente fechadas? As Escrituras não são um livro completamente aberto? Você não acredita no que os reformadores do século XVI ensinaram a respeito da clareza das Escrituras, que elas são transparentes? Não pode até mesmo o simples e o inculto ler a Bíblia por si mesmo? Não é o Espírito Santo o nosso mestre dado por Deus? E, com a Palavra de Deus e o Espírito de Deus, não devemos dizer que não precisamos do magistério eclesiástico para nos instruir?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Eu posso responder com um ressonante sim a todas essas questões, mas o que você diz de maneira correta precisa ser classificado. A insistência dos reformadores na clareza das Escrituras se referia à sua mensagem central &#8211; seu evangelho de salvação pela fé em Jesus Cristo somente. Isso é claro como o dia nas Escrituras. Mas os reformadores não sustentavam que tudo nas Escrituras estava claro. Como eles poderiam fazer isso, quando Pedro disse que existiam algumas coisas nas cartas de Paulo que nem ele conseguia entender (2Pe 3.16)? Se um apóstolo nem sempre entendia outro apóstolo, dificilmente seríamos modestos se disséssemos que nós entendemos.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A verdade é que precisamos uns dos outros na interpretação das Escrituras. A igreja é corretamente chamada de comunidade hermenêutica, uma comunhão de crentes em que a Palavra de Deus é exposta e interpretada. De modo particular, precisamos de pastores e professores para expô-la, para esclarecê-la de modo que a possamos entender. É por isso que o Jesus Cristo que ascendeu, de acordo com Efésios 4.11, ainda está dando pastores e mestres à sua igreja.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Você se lembra o que o eunuco etíope disse na carruagem quando Felipe lhe perguntou se ele havia entendido o que estava lendo em Isaías 53? Ele disse: “Ora, é claro que posso. Você não acredita na clareza das Escrituras?”. Não, ele não disse isso. Ele disse o seguinte: “Como posso entender se alguém não me explicar?” (At 8.31).</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">E Calvino, em seu maravilhoso comentário desse trecho em Atos, escreve a respeito da humildade do etíope, dizendo que ele gostaria que houvesse mais homens e mulheres humildes em seus dias. Ele contrasta essa humildade com aqueles que descreveu como arrogantes e confiantes em suas próprias aptidões para entender. Calvino escreveu:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">É por isso que a leitura das Escrituras dá resultado com tão poucas pessoas hoje em dia porque mal se acha um em cem que alegremente se submete ao ensino. Ora, se qualquer um de nós for ensinável, os anjos descerão do céu para nos ensinar. Não precisamos de anjos. Nós deveríamos usar todos os auxílios que o Senhor coloca diante de nós para o entendimento das Escrituras e, em particular, pregadores e mestres.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Mas se Deus nos deu as Escrituras, ele também nos deu mestres para expô-las. E aqueles de nós que foram chamados para pregar precisam se lembrar disso. Como Timóteo, devemos nos devotar à leitura pública das Escrituras e à pregação e ensino (1Tm 4.13). Devemos tanto ler as Escrituras para a congregação como extrair toda nossa instrução e exortação doutrinais delas.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Aqui, portanto, está o exemplo bíblico de que Deus nos deu nas Escrituras um texto que é tanto inspirado, tendo origem ou autoridade divinas, quanto, até certo ponto, é fechado ou é difícil de entender. Portanto, em adição a nos ter dado o texto, ele nos deu professores para esclarecer o texto, explicá-lo e aplicá-lo à vida das pessoas hoje.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Duas obrigações na exposição do texto</span></strong><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Posto que o texto inspirado precisa ser exposto, como isso deve ser feito? Antes que eu tente responder a essa pergunta, permita-me dirigir-nos a uma das principais razões pelas quais o texto bíblico é, até certo ponto, fechado e difícil de entender. Isso diz respeito ao abismo cultural que se abre de forma muito ampla e profunda entre os dois mundos &#8211; o mundo antigo em que Deus falou sua Palavra e o mundo moderno em que nós a ouvimos. Quando lemos a Bíblia, retrocedemos dois milênios além da revolução do microprocessador, além da revolução eletrônica, além da revolução industrial, retrocedemos e voltamos a um mundo que há muito tempo cessou de existir. Assim, mesmo quando lemos a Bíblia em uma versão moderna, ela parece esquisita, ela soa arcaica, ela parece obsoleta e parece antiquada. Nós somos tentados a perguntar, como muitas pessoas fazem: <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">O que esse antigo Livro tem a me dizer?</span></em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Não se ressinta do abismo cultural entre o mundo antigo em que Deus falou e o mundo moderno em que nós vivemos. Não se ressinta disso porque isso nos causa problemas. É umas das glórias da revelação que, quando Deus decidiu falar a seres humanos, ele não falou em sua própria linguagem, porque se Deus tem uma linguagem própria e nos tivesse falado por meio dela, nós certamente nunca a teríamos entendido. Em vez disso, ele condescendeu em falar em nossas linguagens, particularmente no hebraico clássico e no grego comum. E, ao falar as linguagens do povo, ele espelhou as próprias culturas deles, as culturas do antigo Oriente Próximo e do mundo greco-romano e do judaísmo palestino. É esse fato do condicionamento cultural das Escrituras, da conseqüente tensão entre o mundo antigo e o mundo moderno que determina a tarefa da exposição bíblica e coloca sobre nós nossas duas obrigações.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(1) <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">A primeira obrigação é fidelidade ao texto bíblico</span></em>. Você e eu precisamos aceitar a disciplina de nos colocar dentro da situação dos autores bíblicos &#8211; sua história, geografia, cultura e linguagem. Se negarmos essa tarefa ou se a realizarmos de um modo relaxado ou indiferente, isso será indesculpável. Isso expressa desprezo pela maneira que Deus escolheu para falar ao mundo. Lembre-se, estamos lidando com o texto inspirado por Deus. Dizemos que acreditamos nisso, mas nosso uso das Escrituras nem sempre é compatível com o que dizemos ser nossa visão das Escrituras. Com que cuidado diligente, meticuloso e consciente deveríamos estudar por nós mesmos e esclarecer a outros as exatas palavras do Deus vivo! Assim, o erro mais grosseiro que podemos cometer é impor nossos pensamentos de século XXI às mentes dos autores bíblicos, para manipular o que eles disseram a fim de adaptar isso ao que gostaríamos que eles tivessem dito e, depois, reivindicar a defesa deles às nossas idéias.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Calvino acertou novamente quando, em seu prefácio ao comentário da carta aos romanos, escreveu uma bela frase: “É a primeira tarefa de um intérprete deixar seu autor dizer o que ele diz em vez de lhe atribuir o que nós pensamos que ele deve dizer”. É aí que começamos. Charles Simeon disse: “Meu empenho é tirar das Escrituras o que está ali e não acreditar no que eu penso que possa estar lá”.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Isso, então, é nossa primeira responsabilidade &#8211; fidelidade à antiga palavra das Escrituras.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(2) <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">A segunda obrigação é sensibilidade para com o mundo moderno</span></em>. Embora Deus tenha falado ao mundo antigo em suas próprias línguas e culturas, ele pretendeu que sua Palavra fosse para todas as pessoas em todas as culturas, incluindo a nós no começo do século XXI em que nos chamou para viver. Portanto, o expositor bíblico é mais do que um exegeta. O exegeta explica o significado original do texto. O expositor vai adiante e aplica isso ao mundo moderno. Precisamos nos esforçar para entender o mundo em que Deus nos chamou para viver, pois ele está mudando rapidamente. Precisamos sentir sua dor, sua desorientação e seu desespero. Tudo isso é parte de nossa sensibilidade cristã na compaixão pelo mundo moderno.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Aqui, portanto, está nossa obrigação dupla como expositores bíblicos: esclarecer o texto inspirado das Escrituras tanto com <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">fidelidade </span></em>ao mundo antigo quanto com <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">sensibilidade </span></em>para com o mundo moderno. Nós não devemos nem falsificar a Palavra a fim de obter uma pretensa relevância nem devemos ignorar o mundo moderno a fim de obter uma pretensa fidelidade. É a combinação de fidelidade com sensibilidade que cria o expositor autêntico.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Mas porque esse processo é difícil, ele também é raro. A falha característica dos evangélicos é serem bíblicos, mas não contemporâneos. A falha característica dos liberais é serem contemporâneos, mas não bíblicos. Poucos de nós sequer<br />
começam a se importar com ser ambas as coisas simultaneamente.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">À medida que estudamos o texto, precisamos nos fazer duas perguntas na ordem certa. A primeira é: O que ele significou? Ou, se você preferir: O que ele significa?, porque ele significa o que significou. Como alguém disse: “Um texto significa o que seu autor quis dizer”.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Assim, o que ele significou quando ele o escreveu? Então fazemos a segunda pergunta: O que ele diz? Qual é sua mensagem hoje no mundo contemporâneo? Se agarramos seu significado sem irmos à sua mensagem, o que ele diz a nós hoje, nós nos entregamos ao estudo de antiguidades que não está relacionado ao presente ou ao mundo real em que fomos chamados para ministrar. Se, entretanto, começamos com a mensagem contemporânea sem nos ter dado à disciplina de perguntar: “O que isso significou originariamente?”, então nos entregamos ao existencialismo &#8211; sem relação com o passado, sem relação com a revelação que Deus deu em Cristo e pelas testemunhas bíblicas de Cristo. Precisamos fazer ambas as perguntas e precisamos fazê-las na ordem correta.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Duas expectativas como conseqüência</span></strong><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Se estamos convencidos de que o texto bíblico é inspirado, ainda que fechado ou precisando ser aberto até certo ponto, e se aceitamos nossa obrigação de abrir o texto de um modo que é tanto fiel quanto sensível, o que podemos esperar que aconteça?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(1) <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Podemos esperar ouvir a voz do próprio Deus</span></em>. Nós acreditamos que Deus <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">falou </span></em>por meio dos autores bíblicos, mas também precisamos acreditar que Deus <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">fala </span></em>por meio do que ele falou.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Essa era a convicção dos apóstolos em relação ao Antigo Testamento. Eles inserem suas citações do Antigo Testamento com uma ou outra de duas fórmulas: ou “Está escrito”, ou: “A Palavra diz”. Paulo até mesmo poderia fazer a pergunta: “O que as Escrituras dizem?”. Nós poderíamos responder a ele: “Paulo, sem essa. O que você, por acaso, poderia estar pensando a respeito de <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">O que as Escrituras dizem? </span></em>As Escrituras são um livro antigo. Livros antigos não falam. Como você pode perguntar: “O que as Escrituras dizem?”. Mas as Escrituras falam. Deus fala por meio do que ele falou. O Espírito Santo diz: “Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o seu coração” (veja Hb 3.7). A palavra de Deus é viva e poderosa, e Deus fala por meio dela com uma voz viva (4.12).</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Agora, uma expectativa destas &#8211; a de que à medida que lemos e expomos as Escrituras Deus falará com uma voz viva &#8211; está em uma situação ruim hoje em dia. Como alguém disse: “Nós inventamos uma maneira de ler a Palavra de Deus da qual nenhuma palavra de Deus jamais surge”. Quando o momento para o sermão chega, as pessoas fecham seus olhos, apertam as mãos com uma fina mostra de piedade e reclinam-se para sua dose costumeira. E o pregador as encoraja com sua voz e maneira solenes.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Quão absoluta e radicalmente diferente é quando tanto o pregador como as pessoas esperam que o Deus vivo fale. As pessoas trazem sua Bíblia à igreja. Quando a abrem, sentam na beirada de sua cadeira e esperam que Deus fale. Elas esperam, famintas, uma palavra de Deus. O pregador se prepara de tal forma que espera que Deus fale. Ele ora antes do culto e no púlpito para que Deus faça isso. Ele lê e expõe o texto com grande seriedade de propósito. E, quando termina, ora novamente. Em meio a essa grande tranqüilidade e solenidade, quando sua mensagem acaba, todos sabem que Deus está presente e confronta seu povo consigo mesmo.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Essa é a primeira expectativa, e a segunda é esta.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(2) <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">O povo de Deus lhe obedecerá</span></em>. A Palavra de Deus exige uma resposta de obediência. Nós não devemos ser ouvintes esquecidos, mas obedientes. Nossa vida e saúde espirituais dependem disso. Por todo o Antigo Testamento, ouvimos a terrível lamentação de Deus: “Oh! Como gostaria que vocês ouvissem a minha voz”. Deus ainda está dizendo isso hoje. Ele continuou mandando seus profetas a seu povo, mas eles continuaram zombando de seus mensageiros, desprezaram suas palavras e ridicularizaram seus profetas, até que a ira de Javé foi despertada contra o seu povo e não havia remédio. O epitáfio gravado no túmulo de Israel era: “Eles se recusaram a ouvir”.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Temo que a situação seja a mesma nos dias de hoje. O dr. Lloyd-Jones escreveu em seu grande livro P<em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">regação e Pregadores</span></em> que as eras decadentes da história da igreja foram aquelas em que a pregação decaiu. É verdade. Não apenas a pregação da Palavra, mas também o ouvir da Palavra decaiu. A pobreza espiritual de muitas igrejas por todo o mundo hoje é devida, mais do qualquer outra coisa, ou à falta de disposição em ouvir ou à incapacidade para ouvir a Palavra de Deus. Se indivíduos vivem pela Palavra de Deus, assim fazem as congregações. E uma congregação não pode amadurecer sem um ministério bíblico fiel e compreensivo e sem escutar a Palavra por si mesma.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Como devemos reagir? A reação à palavra de Deus depende do conteúdo da Palavra que foi falada.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">· Se Deus fala a nós a respeito de si mesmo, nós respondemos nos humilhando perante ele em adoração.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">· Se Deus fala a respeito de nós &#8211; nossa desobediência, leviandade e culpa &#8211; então respondemos em penitência e confissão.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">· Se ele fala a nós a respeito de Jesus Cristo e a glória de sua pessoa e obra, nós respondemos em fé, agarrando-nos a esse Salvador.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">· Se ele fala a respeito de suas promessas, nós nos determinamos a herdá-las.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">· Se ele fala a respeito de seus mandamentos, nós nos determinamos a obedecer-lhes.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">· Se ele fala a nós a respeito do mundo exterior e suas colossais necessidades materiais e espirituais, então respondemos quando surge dentro de nós sua compaixão para levar o evangelho por todo o mundo, para alimentar os famintos e cuidar dos pobres.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">· Se ele fala a nós a respeito do futuro, a respeito da vinda de Cristo e da glória que se seguirá, então nossa esperança está acesa e decidimos ser santos e estar ocupados até que ele venha.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O pregador que se aprofundou no texto, que o isolou e desenvolveu seu tema principal, e que ficou profundamente agitado ele mesmo pelo texto que estudou, baterá o martelo em sua conclusão. O pregador concederá às pessoas uma chance de reagir a ele, frequentemente em oração silenciosa à medida que cada um é conduzido pelo Espírito Santo a uma obediência apropriada.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">É um enorme privilégio ser um expositor bíblico &#8211; estar no púlpito com a Palavra de Deus em nossas mãos, o Espírito em nosso coração e o povo de Deus perante nossos olhos aguardando esperançosamente a voz de Deus para ser ouvida e obedecida.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">John Stott.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bíblia Sagrada: A ferramenta do Aconselhamento cristão !.</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 00:43:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">A Bíblia Sagrada é o nosso padrão infalível e inerrante em assuntos de fé e prática. A Palavra de Deus é “perfeita e restaura a alma”; é “fiel e dá sabedoria aos símplices”; é correta e alegra o coração; é pura e “ilumina os olhos”. Seus ensinos são “mais desejáveis do que o ouro, mais do que muito ouro depurado”. Por meio dela, o povo de Deus é advertido, protegido do erro e de angústias, e, “em os guardar, há grande recompensa” (Sl 19.7-11).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"><span id="more-716"></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O Salmo 119, o capítulo mais longo da Bíblia, refere-se totalmente à Palavra de Deus. Neste salmo, em quase todos os seus 176 versículos, o autor exalta a utilidade dos ensinos encontrados na Palavra de Deus. Conhecer e praticar os ensinos da Palavra de Deus produz uma vida abençoada, um coração agradecido, livramento do opróbrio, pureza de coração, libertação do pecado, alegria e gozo incomparáveis, livramento da reprovação e do desprezo, vigor e fortalecimento interior, ousadia e coragem, conforto e refrigério, liberdade e segurança e muitos outros benefícios. Não devemos nos admirar destas palavras do salmista: “Terei prazer nos teus mandamentos, os quais eu amo”; “Terei prazer nos teus decretos; não me esquecerei da tua palavra”; “Os teus testemunhos são o meu prazer, são os meus conselheiros”; “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos”; “A minha alma tem observado os teus testemunhos; eu os amo ardentemente”; “Tenho por, em tudo, retos os teus preceitos todos” (Sl 119.47, 16, 24, 105, 167, 128).<br />
Que bênção é possuirmos o ensino infalível do Deus infinito e inerrante, desfrutando deste infinito e inerrante, desfrutando deste ensino como um guia para nossa vida e um auxílio para entendermos nossos problemas e as soluções para eles! Este ensino se tornou especialmente real para mim há algum tempo, quando estava em meus estudos universitários na área de psicologia. Enquanto estudava na universidade, ouvi muito a respeito de teorias e opiniões de muitas pessoas supostamente eruditas no que diz respeito ao homem e seus problemas. Depois de apresentar as várias e habitualmente conflitantes teorias a respeito do homem e seus problemas (teorias ensinadas por líderes respeitados no campo da psicologia), um dos professores disse: “Não podemos ter certeza se qualquer destas teorias é completamente verdadeira. Mas, se vocês têm de aconselhar outras pessoas, estudem estas teorias e decidam qual delas lhes parece mais sensata. Vocês têm de fazer isso porque, quando as pessoas vierem para aconselhamento, elas desejarão ouvir algo que lhes esclareça o porquê dos problemas pelos quais elas estão passando”. Apreciei a sinceridade deste homem, mas fiquei triste por reconhecer que pessoas estariam procurando ajudar outras a entenderem seus problemas e a encontrarem soluções para eles, sem terem qualquer razão consistente que lhes daria a certeza de que as coisas em que estavam crendo tinham algum valor genuíno. Ao mesmo tempo, eu me regozijei em saber que a Palavra de Deus é proveitosa para nos ensinar, de maneira infalível, “todas as coisas que conduzem à vida e à piedade” (2 Pe 1.3).<br />
Em outro curso de psicologia, a questão dos valores estava sendo discutida. Havíamos aprendido que a única maneira de alguém determinar o certo e o errado é agir de conformidade com esta máxima: “O certo é tudo aquilo que é significativo e satisfatório para você e não machuca as outras pessoas”. Em meu papel de respostas daquela aula, afirmei que isso nos deixa em um dilema terrível, relativista e incerto no que se refere a determinar o certo e o errado. De maneira tão respeitosa e gentil quanto possível, escrevi: “Esta maneira de determinar o certo e o errado é bastante relativista e subjetiva, pois aquilo que eu penso ser significativo e satisfatório pode ser muito diferente daquilo que outra pessoa pensa ser significativo e satisfatório. Além disso, como eu posso saber que algo é realmente significativo e satisfatório? Visto que eu sou um ser humano limitado, aquilo que eu penso ser significativo e satisfatório pode não ser, de maneira alguma, uma avaliação exata”.<br />
No mesmo papel de respostas, escrevi as seguintes perguntas a respeito da declaração de que o certo é aquilo que não machuca as outras pessoas: “Que padrão devo utilizar para determinar se algo realmente não machucará outra pessoa? Como posso ter certeza de que outra pessoa não será ferida por aquilo que eu faço ou não faço? Sou finito e falível, e meu entendimento daquilo que machuca os outros pode ser total ou, pelo menos, parcialmente errado”. Em respostas às minhas perguntas, o professor escreveu: “Você levantou algumas questões sérias e interessantes, para as quais não temos respostas; mas continuaremos a lutar com tais questões”. Em outras palavras, se esquadrinharmos este padrão do certo e do errado, descobriremos que não temos realmente nenhum padrão.<br />
Quão infeliz é a situação daqueles que, trabalhando em ajudar outras, não têm uma base sólida que lhes capacite a entender as pessoas e seus problemas e a encontrar soluções para eles. Quão agradecidos e humildes nos deveríamos mostrar pelo fato de que temos a Palavra de Deus, a qual é proveitosa para nos ensinar. Meus irmãos, posso dizer-lhes, não com orgulho, e sim com ousadia, que realmente temos as respostas! Temos a verdade na Palavra de Deus. Neste livro, a Bíblia, o Deus todo-poderoso nos revela o que é certo e o que é errado. Quando fundamentamos nosso entendimento neste livro, não precisamos perguntar: “O que eu estou fazendo é certo ou errado?” Se os ensinos deste livro são inspirados por Deus, podemos ter paz, confiança e segurança, se aquilo em que cremos, o que dizemos, o que fazemos está de acordo com o que a Bíblia diz. Se o Deus todo-poderoso, todo-sábio, onisciente e infalível ensina algo, o que nos importam as coisas ensinadas pelo resto do mundo? É de acordo com a lei e com o testemunho da Palavra de Deus que falamos a verdade, e qualquer coisa que contradiz a Palavra de Deus é expressamente falsa (Is 8.20).<br />
Se uma pessoa não tem a certeza resultante de reconhecer que aquilo em que ela crê é o ensino de Deus, tal pessoa passa a vida toda como um navio sem âncora. Ela é constantemente jogada de um lado para outro, sem qualquer fundamento verdadeiro para ter certeza a respeito de qualquer coisa. Quando tal pessoa medita realisticamente a respeito de sua situação, o resultado é incerteza, temor, ansiedade, depressão, confusão, perplexidade e várias outras experiências desagradáveis. Ao contrário disso, quando uma pessoa reconhece que os ensinos da Bíblia foram inspirados por Deus, e tal pessoa entende, crê e aplica esses ensinos à sua vida, ela possui os fundamento sólidos para desfrutar de paz, confiança, certeza, contentamento, ousadia, coragem, gozo, gentileza, bondade, amabilidade, autocontrole e dignidade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Um crente da Holanda entrevistou-me a respeito do meu ponto de vista sobre o aconselhamento cristão. Ele estava viajando pelos Estados Unidos, fazendo perguntas a vários crentes que eram conselheiros e professores de aconselhamento a respeito da opinião deles sobre o que constitui o aconselhamento cristão. Disse ao meu entrevistador que todo aconselhamento digno de ser chamado cristão possui quatro características distintivas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;">1. Aconselhamento centralizado em Cristo</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Primeiramente, o aconselhamento cristão está consciente e abrangentemente centralizado em Cristo. O aconselhamento cristão atribui muito valor ao que Cristo é; ao que Ele fez por nós em sua vida, sua morte, sua ressurreição e seu envio do Espírito Santo; ao que Ele está fazendo por nós agora em sua intercessão, à direita do Pai, e ao que ainda fará por nós, no futuro. No aconselhamento cristão, o Cristo da Bíblia não é um acessório, um acréscimo com o qual podemos viver melhor. Pelo contrário, Ele está no centro, nos arredores e em todos os aspectos do aconselhamento. O aconselhamento centralizado em Cristo envolve o entendimento da natureza e das causas de nossas dificuldades humanas, bem como o entendimento das maneiras em que somos diferentes de Cristo em nossos valores, aspirações, desejos, pensamentos, escolhas, atitudes e reações. Resolver dificuldades relacionadas ao pecado inclui sermos pessoas redimidas e justificadas por Cristo, recebermos o perdão de Deus por meio de Cristo e obtermos dEle o poder que nos capacita a substituir padrões de vida pecaminosos e anticristãos por um modo de viver piedoso e semelhante ao de Cristo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;">2. Aconselhamento centralizado na salvação </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Um conselheiro cristão é um crente que expressa sua fé, de modo consciente e abrangente, em sua perspectiva a respeito da vida. O aconselhamento verdadeiramente cristão é realizado por indivíduos que experimentaram a obra regeneradora do Espírito Santo, que vieram a Cristo, através do arrependimento e da fé, que O reconheceram como Senhor e Salvador de suas vidas e que desejam viver em obediência a Ele; são pessoas cujo principal objetivo da vida é exaltar a Cristo e glorificar o nome dEle. Os conselheiros verdadeiramente cristãos são pessoas que crêem no fato de que, se Deus não poupou seu próprio Filho (de ir à cruz e de morrer ali), mas O entregou (à cruz e à morte) por nós (em nosso favor e em nosso lugar, como nosso substituto), Ele nos dará graciosamente tudo que necessitamos para uma vida eficiente e produtiva (para nos transformar na própria imagem de seu Filho, na totalidade de nosso ser). O aconselhamento verdadeiramente cristão é realizado por aqueles cujas convicções teológicas influenciam, permeiam e controlam sua vida pessoal, bem como sua teoria e prática de aconselhamento.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;">3. Aconselhamento centralizado na Igreja </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Outra característica distintiva do aconselhamento verdadeiramente cristão é que ele estará centralizado, de modo consciente e abrangente, na Igreja. As Escrituras deixam claro que a igreja local é o instrumento primário pelo qual Deus realiza sua obra no mundo. A igreja local é o instrumento designado por Ele para chamar o perdido a Si mesmo e o ambiente no qual Ele santifica e transforma seu povo na própria semelhança de Cristo. De acordo com as Escrituras, a Igreja é a casa de Deus, a coluna e o baluarte da verdade; é o instrumento que Ele utiliza para ajudar seu povo a despojar-se da velha maneira de viver (hábitos, estilo de vida, maneiras de pensar, sentimentos, escolhas e atitudes características da vida sem Cristo) e vestir-se do novo homem (uma nova maneira de viver com pensamentos, escolhas, sentimentos, atitudes, valores, reações, estilo de vida e hábitos semelhantes ao de Cristo (ver 1 Timóteo 3.15; Efésios 4.1-32).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;">4. Aconselhamento centralizado na Bíblia </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Finalmente, o aconselhamento verdadeiramente cristão está fundamentado, de modo consciente e abrangente, na Bíblia, extraindo dela a sua compreensão a respeito de quem é o homem, da natureza de seus problemas, dos “porquês” destes problemas e de como resolvê-los. Em outras palavras, o conselheiro precisa estar comprometido, de modo consciente e envolvente, com a suficiência das Escrituras para resolver e compreender todas dificuldades não-físicas, relacionadas ao pecado, que afetam o próprio indivíduo e seu relacionamento com os outros. Muitos em nossos dias se declaram conselheiros cristãos, mas não afirmam a suficiência das Escrituras. Em vez disso, eles crêem que precisamos de discernimento proveniente de teorias psicológicas e extrabíblicas para compreendermos e ajudarmos as pessoas, especialmente se elas têm problemas sérios. Para tais conselheiros, a Bíblia possui autoridade apenas designadora (ou seja, como um instrumento que nomeia) e não funcional (atual, genuína e respeitada quanto à pratica) no aconselhamento. Estes conselheiros reconhecem que a Bíblia é a Palavra de Deus e, por isso, digna de respeito, mas, quando se refere a entender e resolver muitos dos problemas autênticos da vida, eles crêem que a Bíblia possui valor limitado. Onde quer e por quem quer que seja realizado esse tipo de aconselhamento, somos convencidos de que, embora o conselheiro seja um crente, seu aconselhamento é sub-cristão, porque não está fundamentado, de modo consciente e abrangente, na Bíblia.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Estas quatro características distintivas do aconselhamento não constituem assuntos que podemos deixar de lado. Também não são “uma tempestade num copo d’água”. Pelo contrário, elas são o âmago de qualquer aconselhamento digno do nome “cristão”. Visto que entendemos estas características como o ensino da Palavra de Deus sobre o aconselhamento, elas determinam o modelo de nosso cursos de graduação e pós-graduação em aconselhamento.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Wayne Mack.</span><span style="font-family: Arial; color: black;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
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		<title>Crentes evangélicos em cultos irracionais !.</title>
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		<pubDate>Sun, 03 May 2009 03:28:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O filósofo cristão e educador Mortimer J.Adler observou que somente uma pequena minoria dos americanos tem o que poderia ser chamado uma saudável “vida intelectual”. De acordo com Adler, a maioria de nós exercita nossas mentes vigorosamente somente quando forçados a fazê-lo &#8211; pelo medo de fracasso ou perda &#8211; e mesmo então alguns resistem. Pessoas em todo lugar gastam uma larga proporção de seu tempo livre em entretenimentos extremamente entediantes para a mente. Quantas pessoas (ou quão poucas) você e eu conhecemos que ativamente cultivam uma crescente “vida da mente” &#8211; uma busca de conhecimento, entendimento e sabedoria &#8211; como uma prioridade diária?. </span></span><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Se esta prioridade é evidenciada em algum lugar, a Escritura sugere que seja entre os seguidores de Cristo, ou aqueles que estão a caminho de se tornar, mas é isto o que as nossas observações confirmam?..</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-695"></span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Eu vejo um clima de não-intelectualismo, ou até mesmo anti-intelectualismo, em muitos cantos da comunidade evangélica hoje, onde o ensino de fato relevante é vetado e as banalidades são exaltadas num ambiente que não se incentiva pensar com imparcialidade, e as ditas liturgias eclesiásticas, caem em zona de conforto e culto irracional. Um segmento de crentes parece simplesmente ignorar ou desvalorizar as buscas intelectuais, reconhecendo nenhuma conexão entre o desenvolvimento intelectual e a espiritualidade cristã. Estes cristãos reconhecem a importância de amar a Deus com os seus corações e almas, mas estão inseguros (ou desinteressados) sobre como a mente fatora este amor. Eles podem pensar, ou dizer, “O Cristianismo é uma relacionamento baseado na fé, e não no intelecto. Por que gastar meu tempo em ginásticas mentais?”</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Outro grupo, algumas vezes uma comunidade ou denominação inteira, abertamente se opõe às buscas intelectuais. Eles reivindicam que esforços para desenvolver a mente não são espirituais e podem até frustrar o crescimento espiritual. A experiência subjetiva toma precedência ao conhecimento e ao pensamento cuidadoso, em sua visão. Para apoio bíblico eles citam o Apóstolo Paulo: “A ciência incha, mas o amor edifica” (1 Coríntios 8:1); “Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo?” (1 Coríntios 1:20). [2] Alguns dentro deste campo argumentam que uma educação formal num colégio ou seminário é destrutiva para a espiritualidade. E eles podem usualmente citar exemplos de pessoas cujo Cristianismo foi naufragado pelos bancos de areias rochosos da academia.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Contudo, a Bíblia não apóia esta dicotomia entre razão e relacionamento; entre vitalidade intelectual e espiritual. De fato, somos ordenados pelo próprio Senhor a amar a Deus com todo o nosso ser, incluindo nossa mente (Mateus 22:37). Cristianismo é muito mais do que uma experiência da alma; nosso pensamento e entendimento estão crucialmente envolvidos. O cristianismo abrange uma cosmovisão e um conjunto coerente de convicções. A própria Bíblia é uma revelação “proposicional”, o que significa que Deus revelou Sua existência, Seus atributos, Seu poder e Seus planos e propósitos para a humanidade em palavras que a mente humana pode compreender. De fato, Ele nos considera responsáveis pela nossa resposta ao que entendemos de Sua revelação. Além do mais, a Bíblia nos instruí a avaliar nossa experiência e nosso pensamento à luz da revelação bíblica (1 Tessalonicenses 5:21).</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Por toda a Escritura aprendemos que a mente tem uma parte integral em nossa devoção a Deus. Uma exortação central da literatura de sabedoria do Antigo Testamento é que nós “adquirimos sabedoria, conhecimento e entendimento” de tudo o que está fundamentado “no temor do Senhor” (Jó 28:28; Salmo 111:10; Provérbios 1:7). No Novo Testamento, vemos o altamente educado Apóstolo Paulo usando toda a sua destreza intelectual na tarefa de fazer Cristo conhecido entre as nações. Seu conhecimento não o inchou com orgulho; ele lhe deu ferramentas com as quais ele pôde, no poder do Espírito de Deus, comunicar a verdade e expor o pensamento tolo. Suas habilidades de raciocínio e de retórica lhe conquistaram uma audiência entre religiosos e lideres intelectuais onde quer que ele chegasse, mesmo no pináculo cerebral de Atenas, Grécia (Atos 17:16-32).</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Obviamente, somente o intelecto, desprovido de paixão e comprometimento espiritual, não nos aproxima de Cristo nem nos faz mais valiosos à Sua vista. Nem eu estou promovendo o “intelectualismo”, mas sim uma apreciação saudável de pensadores e inquiridores entre nós. Necessitamos convidá-los e recebê-los em nossa comunidade, e não repeli-los. Eu me pergunto como a igreja hoje receberia indivíduos como Agostinho, João Calvino, Blaise Pascal, John Wesley e Jonathan Edwards. Estes homens abalaram o mundo com a sua genialidade e devoção a Deus.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A <em><span style="font-family: Arial;">Imago Dei</span></em> (imagem de Deus) é o que distingue a humanidade dos animais, e é esta mesma imagem que faz a vida da mente tão importante. Como Adler convincentemente declara: “É a glória do homem ser o único animal intelectual sobre a terra. O que impõe sobre os seres humanos a obrigação de levarem vidas intelectuais”. [3] Declarando de uma forma simples: a busca cristã de conhecimento e luta contra a preguiça mental é simplesmente uma parte do ser que Deus nos fez para sermos. A busca de uma mente bem desenvolvida é, num sentido, uma busca do Deus que nos deu uma mente.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O teólogo e historiador Mark A. Noll sugeriu uma solução para o problema da igreja de não- ou anti-intelectualismo. A solução é que os cristãos evangélicos “ofereçam suas mentes como um sacrifício de louvor para a glória de Deus”. [4] De todas as pessoas, o cristão que entende (ou pelo menos começa a captar) o significado da “Imago Dei”, pode cultivar uma florescente vida intelectual.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 16pt;"><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 16pt;"><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 16pt;"><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></span></p>
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		<title>Dízimo evangélico: obedece a tradições ou as Escrituras Sagradas ?.</title>
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		<pubDate>Sun, 03 May 2009 03:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Seguimos ao Espírito Santo que nos deixou suas Escrituras Sagradas. Como conseqüência, o acúmulo de tradições acrescentadas, e ensinos distorcidos foram adicionados a essa Escritura, e o original ensino de Jesus Cristo foi varrido de sua genuína igreja por Ele criada. Somos filhos dessa fé em Jesus Cristo nosso Mestre, e temos a obrigação de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Seguimos ao Espírito Santo que nos deixou suas Escrituras Sagradas. Como </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">conseqüência, o acúmulo de tradições acrescentadas, e ensinos distorcidos foram adicionados a essa Escritura, e o original ensino de Jesus Cristo foi varrido de sua genuína igreja por Ele criada. </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Somos filhos dessa fé em Jesus Cristo nosso Mestre, e temos a obrigação de julgar nossas próprias práticas à luz da </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Bíblia, comparando Escritura com Escritura. Deveríamos hesitar em abolir </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ensinos que não se respaldam na Revelação? Não há erro quando alguém <span style="mso-bidi-font-style: italic;">obriga a si </span></span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">próprio </span><span style="font-family: Arial; color: black;">a não comer carne, ou guardar determinados dias, ou se abster de algo, ou </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">colocar sobre si qualquer outra obrigação sobre a qual não há mandamento bíblico (Rm </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">14.2-6). Porém, o erro passa a existir quando pretendemos impor <span style="mso-bidi-font-style: italic;">a outra pessoa </span></span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">exigências que a Bíblia não impôs. Pretendo demonstrar a seguir que o dízimo, </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">conforme tradicionalmente ensinado e praticado nas igrejas evangélicas, enquadra-se </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">nesta definição.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span id="more-692"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Um histórico da prática do dízimo:</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">A igreja pós-apostólica viveu a tensão entre a prática do dízimo e a afirmação paulina</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">de que Cristo nos libertou da lei (Gl 5.1). Nos séculos 5 e 6, encontramos a prática do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimo bem estabelecida nas áreas antigas da cristandade do ocidente. No século 8 os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">soberanos carolíngeos tornaram o dízimo eclesiástico parte da lei secular. Já no século</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">12, os monges que antes tinham sido proibidos de receber dízimos, sendo obrigados a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">pagá-los, obtiveram certa medida de liberdade ao obterem permissão para receber</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimos e, ao mesmo tempo, tendo isenção do pagamento deles. Controvérsias sobre</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimos sempre surgiram quando pessoas procuravam evitar o pagamento, ao passo que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">outras tentavam apropriar para si as rendas dos dízimos. Os dízimos medievais eram</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">divididos em <span style="mso-bidi-font-style: italic;">prediais</span>, cobrados sobre os frutos da terra; <span style="mso-bidi-font-style: italic;">pessoais</span>, cobrados dos salários</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">da mão-de-obra; e <span style="mso-bidi-font-style: italic;">mistos</span>, cobrados da produção dos animais. Esses dízimos eram</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">subdivididos, ainda, em <span style="mso-bidi-font-style: italic;">grandes</span>, derivados de trigo, feno e lenha, pagáveis ao reitor ou</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">sacerdote responsável pela paróquia; e <span style="mso-bidi-font-style: italic;">pequenos</span>, dentre todos os demais dízimos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">prediais, mais os dízimos mistos e pessoais, pagáveis ao vigário. Na Inglaterra,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">especialmente por volta dos séculos 16 e 17, a questão dos dízimos foi uma fonte de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">conflito intenso, visto que a Igreja Estatal dependia dos dízimos para sua sobrevivência.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Implicações sociais, políticas e econômicas eram consideráveis nas tentativas do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">arcebispo Laud de aumentar o pagamento dos dízimos, antes de 1640. Os <strong>puritanos</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ingleses e outros queriam a abolição dos dízimos, substituindo-os por <strong>contribuições</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;">voluntárias </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;">para sustentar os clérigos. Mas a questão dos dízimos despertou paixões </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ferozes e amarguras, notáveis dentre todas as questões associadas com a guerra civil</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">inglesa. Depois da guerra, o dízimo obrigatório sobreviveu na Inglaterra até o século</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">20.2</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O texto clássico</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">a nação toda. Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos exércitos, se eu não vos abrir as</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Ml 3.8-10</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Este é o texto clássico usado para ensinar aos membros da igreja a prática do dízimo,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">isto é, a entrega à igreja de 10% do salário bruto mensal. É concordância generalizada</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">entre os evangélicos que o dízimo não é dado, mas sim “devolvido” a Deus. Não poucos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">testemunhos confirmam que dar o dízimo acarreta bênção e o contrário traz maldição:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">“Temos um colega que recebeu uma carta de uma senhora que foi membro de sua Igreja e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ele chorou amargamente ao ler aquela carta, porque aquela senhora dizia o seguinte: Pastor,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">eu lhe agradeço por tudo quanto o senhor me fez durante o tempo em que fui membro da sua</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Igreja. Mas eu fui obrigada a me mudar dessa localidade e fui freqüentar outra Igreja. O</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">senhor nunca me falou a respeito do dízimo. O outro pastor me ensinou a ser dizimista, e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Deus me abriu as janelas dos céus e me tem dado tantas e tão grandes bênçãos que eu</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">lamento ter perdido doze anos na sua Igreja recebendo maldição, quando Deus tinha uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">bênção sem medida para mim, se eu fosse fiel. Um pastor que recebe uma carta assim só</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">pode chorar.3</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Testemunhos dessa natureza prendem a atenção dos ouvintes e são usados para</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">confirmar a veracidade do ensino a respeito do dízimo. É difícil discordar de algo que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">produz resultados como este:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">“Certo dia, quando recolhíamos os dízimos eu li este versículo. Estava presente um</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">engenheiro que, tendo sido muito rico, perdera tudo em poucas semanas, e quando eu li este</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">versículo ele compreendeu que isto tinha acontecido na sua vida, e, naquela hora, prometeu a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Deus que ia ser fiel na entrega dos dízimos. O que Deus fez e está fazendo na vida daquele</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">homem é simplesmente espantoso. Um ano depois este engenheiro era presbítero da minha</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Igreja e podia dizer: Hoje eu sou muito mais rico do que era quando Deus assoprou minha</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">riqueza porque Ele já me devolveu em dobro o que assoprou. Este homem tem sido uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">bênção na Igreja e no seu trabalho.4</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Doutrina, por mais atrativa que seja, não pode ter sua autoridade respaldada pela</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">experiência. O texto sagrado deve ser o <span style="mso-bidi-font-style: italic;">único </span>pilar sobre o qual se assenta o ensino.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Qualquer outro alicerce deve ser considerado supérfluo e indesejável. Sabemos também</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">que a doutrina não pode ser baseada num único texto. É necessário que haja uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">concordância com outras partes do Livro Santo. Examinemos se o dízimo, tal como é</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ensinado acima, confirma-se à luz das Escrituras.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">2 Extraído da <span style="mso-bidi-font-style: italic;">“Enciclopédia Histórico-Teológica da Bíblia”</span>. Ed. Vida Nova. Verbete “dízimo”. Negrito acrescentado. A afirmação</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">destacada merece consideração, pois os puritanos, nossos antepassados, representam o ápice do movimento reformado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">3 Extraído do livreto “<span style="mso-bidi-font-style: italic;">Fidelidade. Mordomia Cristã. Dízimo &#8212; método divino de contribuição</span>” do Rev. Jacob Silva. Ed. do Autor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">São Paulo. 1983. p..22-23</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">4 Idem, p. 21</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O Novo Testamento ensina a prática do dízimo?</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Uma primeira constatação é que não há, no Novo Testamento, nenhum parâmetro</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">mínimo estipulado para a contribuição.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O apóstolo Paulo organizou uma grande coleta para os necessitados da Judéia. As duas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">epístolas aos Coríntios trazem referência a esta coleta:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">quando eu for. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">1 Co 16.1-2</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Nos capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios, Paulo desenvolve seu ensino acerca das</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">contribuições. Estes textos se referem à alegria da contribuição, à generosidade, à</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">liberalidade, à presteza em ofertar:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">E isto afirmo, aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">com fartura com abundância também ceifará. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(9.6)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">&#8230; porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram <strong>abundância de</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">alegria</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">generosidade. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.2)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Pedindo-nos, com muitos rogos, a <strong>graça de participarem </strong>da assistência aos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">santos. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.4)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">&#8230; assim, como revelastes <strong>prontidão no querer</strong>, assim a leveis a termo, <strong>segundo</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">as vossas posses</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.11)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">porque bem reconheço a vossa <strong>presteza</strong>, da qual me glorio&#8230; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">( 9.2)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Não vemos nenhuma referência a uma contribuição mínima que é obrigatória – o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimo – e a partir daí, ofertas voluntárias. Ao contrário, o ensino de Paulo, é que se a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">contribuição não for voluntária, não deve ser dada:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Não vos falo na forma de mandamento</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">, mas para provar, pela diligência de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">outros, a sinceridade do vosso amor; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.8)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Porque, <strong>se há boa vontade</strong>, será aceita conforme o que o homem tem e não</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">segundo o que ele não tem. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.12)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Cada um contribua <strong>segundo tiver proposto no coração</strong>, não com tristeza ou por</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(9.7)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres (&#8230;) se não tiver</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">amor, nada disso me aproveitará. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(1 Co 13.3).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Ofertas voluntárias </span><span style="font-family: Arial; color: black;">são o método de contribuição do Novo Testamento:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">E sabeis também vós, ó filipenses, que, no início do evangelho, quando parti da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo no tocante a <strong>dar </strong>e receber,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">senão unicamente vós outros; porque até para Tessalônica <strong>mandastes não</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">. Não que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">eu procure o <strong>donativo</strong>, mas o que realmente me interessa é o fruto que aumente</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">o vosso crédito. Recebi tudo e tenho abundância; estou suprido, desde que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Epafrodito me passou às mãos o que me veio de vossa parte como aroma suave,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">como sacrifício aceitável e aprazível a Deus. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Fp 4.15-18)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Paulo usa a figura dos sacrifícios vetero-testamentários com relação às <span style="mso-bidi-font-style: italic;">ofertas</span>: as</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ofertas dos filipenses foram, diante de Deus, “como aroma suave, como sacrifício</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">aceitável e aprazível a Deus”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Mas aquele que está sendo instruído na palavra faça participante de todas as cousas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">boas aquele que o instrui </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Gl 6.6). Paulo, aqui, faz referência à <strong>obrigação </strong>de dar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">sustento àqueles que se afadigam no ensino da Palavra. Ensino repetido em 2</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Tessalonicenses 5.12:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais com</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">E mais detalhado em 1 Coríntios 9:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Não temos nós o direito de comer e beber? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 4)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Ou somente eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 6 &#8211; Paulo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">refere-se ao trabalho secular).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Se nós vos semeamos as cousas espirituais, será muito recolhermos de vós bens</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">materiais? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 11)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">alimentam? E que serve ao altar do altar tira o seu sustento? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 13). A</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">referência aqui é a Dt 18.1, que permite aos levitas comer partes dos sacrifícios</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">oferecidos no Templo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">De fato, existe o direito bíblico (do qual Paulo abriu mão, pelo menos com relação aos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">coríntios – 1 Co 9.15 – e aos tessalonicenses – 1 Ts 2.7,9; 2 Ts 3.8-9) de os pregadorespastores-</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">mestres serem sustentados pelas suas congregações:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">evangelho. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 14)&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Porém não há referência a dízimos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Algumas outras citações, entre muitas:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">&#8230; <strong>compartilhai </strong>as necessidades dos santos. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Rm 12.13)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">&#8230; <strong>façamos o bem </strong>a todos, mas principalmente aos da família da fé. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Gl 6.10)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">mãos o que é bom, <strong>para que tenha com que acudir ao necessitado</strong>. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Ef 4.28)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Exorta aos ricos do presente século &#8230; que &#8230; sejam &#8230; <strong>generosos em dar e</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">prontos a repartir </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;">(1 Tm 6.17,18).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Note-se o ensino consistente e positivo do Novo Testamento a respeito da generosidade,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">da liberalidade, da prontidão em repartir. A contrapartida negativa temos nas muitas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">advertências a respeito da avareza:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os <strong>cuidados</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">do mundo e a fascinação das riquezas </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">sufocam a palavra, e fica infrutífera </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Mt</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">13.22).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Tende cuidado e <strong>guardai-vos de toda e qualquer avareza</strong>; porque a vida de um</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">homem não consiste na abundância dos bens que ele possui. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Lc 12.15)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Sabei, pois, isto: nenhum &#8230; <strong>avarento, que é idólatra</strong>, tem herança no reino de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Cristo e de Deus. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Ef 5.5)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Porque nada temos trazido para o mundo, nem cousa alguma podemos levar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">querem ficar ricos caem em tentação e cilada, e em muitas concupiscências</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa <strong>cobiça</strong>, se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">1 Tm 6.7-10</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Seja a vossa vida <strong>sem avareza</strong>. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Hb 13.5)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Esta é a doutrina. Isso é o que devemos ensinar. O que passar disso pode ser considerado ensino</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">bíblico?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Jesus ensinou a prática do dízimo?</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Argumenta-se que Jesus ensinou que devemos dar o dízimo em Mateus 23.23:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas cousas, sem omitir</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">aquelas!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Note-se: obedecer os preceitos mais importantes <strong>da lei</strong>, sem omitir o dízimo da hortelã,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">do endro e do cominho, é o que Jesus afirma.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">De fato, esta afirmação de Jesus nos remete à discussão sobre a Lei e a Graça, o Velho e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">o Novo Testamento, a Antiga e a Nova Aliança.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Não ignoramos a profecia de Jeremias: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">nova aliança </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">com a casa de Israel e com a casa de Judá&#8230; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(31.31). Esta profecia foi</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">lembrada pelo autor de Hebreus que ensina a respeito de Jesus como <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Mediador de</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">superior aliança instituída com base em superiores promessas (8.6), </span><span style="font-family: Arial; color: black;">e completa:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">envelhecido está prestes a desaparecer </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.13)<span style="mso-bidi-font-style: italic;">. </span>Paulo afirma o mesmo com outras</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">palavras: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">que fôssemos justificados por fé. <strong>Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">subordinados ao aio </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;">(Gl 3.24-25)<span style="mso-bidi-font-style: italic;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Sabemos que há dois testamentos, duas alianças – uma antiga, que já passou, e uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">nova, que vigora. Mas, quando começou a vigorar a nova aliança, o novo testamento?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Hebreus responde: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Porque, onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">testador; pois um testamento só é confirmado no caso de mortos; visto que de maneira</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">nenhuma tem força de lei enquanto vive o testador. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Hb 9.16-17) Oh! que significado</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">tem as palavras de Jesus na última ceia: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">porque isto é o meu sangue, o sangue da <strong>nova</strong></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">aliança</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Mt 26.28).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Vemos, assim, que os evangelhos retratam acontecimentos da antiga aliança.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Poderíamos dizer que o Antigo Testamento se estende até Mateus 27.50 quando <span style="mso-bidi-font-style: italic;">“Jesus,</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Dessa forma, podemos entender muitas passagens do NT:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lc 1.15 o anjo Gabriel consagra João Batista ao nazireado, conforme Nm 6.3.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lucas 2.21 Jesus é circuncidado obedecendo o disposto em Levítico 12.3;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lucas 2.22 Maria se purifica conforme estabelecido em Levítico 12.4;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lucas 2.23 os pais de Jesus oferecem o sacrifício prescrito em Levítico 12.6-8;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Mateus 8.4 Jesus manda um leproso fazer o sacrifício prescrito em Levítico 14;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lucas 19.8 Zaqueu se submete duplamente à pena estabelecida em Êxodo 22.9;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Mateus 17.24 Jesus paga o imposto estipulado em Êxodo 30.11-16</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Mateus 26.17 Jesus e os discípulos cumprem o requerido em Êxodo 12.1-27.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Entendemos, então, que enquanto Jesus vivia, a Lei Mosaica estava em vigor. Como</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">entender Mt 8.4, onde Jesus ordena a apresentação de um sacrifício de animal ao que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">havia sido curado de lepra? É necessário que façamos isto hoje? Evidentemente que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">não. Da mesma forma, quando, em Mt 23.23, Jesus ordena aos fariseus que dêem o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimo do cominho, da hortelã e do endro, devemos entender que eles estavam debaixo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">da mesma aliança mosaica que obrigou o leproso a cumprir o ritual de Levítico 14. Há,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">portanto, nos relatos dos evangelhos, um aspecto de transição entre o que é e o que há</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">de vir. Por isso é preciso cuidado para não impor sobre o Novo Israel prescrições</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">relativas ao Antigo Israel. <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Pois não estais debaixo da lei e sim da graça </span>(Rm 6.14).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O dízimo está acima da Lei?</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Existe uma passagem em Gênesis 14.20 – <span style="mso-bidi-font-style: italic;">E de tudo lhe deu Abrão o dízimo – </span>que é</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">usada para defender a prática do dízimo como supra-legal, ou seja, acima da lei. Eis o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">argumento: Abrão deu o dízimo a Melquisedeque, rei de Salém, antes da Lei ser</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">estabelecida. Logo o dízimo é antes da Lei. Portanto o dízimo perdura após o fim da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Lei.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Tomemos outra passagem para testar a validade da argumentação acima – Gn 17.10:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">macho entre vós será circuncidado. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Em Gn 17.23-27 vemos Abraão circuncidando-se a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">si, a Ismael, e a todos os homens de sua casa. Argumentemos: Abrão circuncidou-se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">antes da Lei ser estabelecida. Logo a circuncisão é antes da Lei. Portanto a circuncisão</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">perdura após o fim da Lei.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Temos, assim, verificado que se este argumento é procedente para validar o dízimo, é da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">mesma forma procedente para justificar a prática da circuncisão.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Uma preciosa norma de interpretação afirma que um texto descritivo pode <span style="mso-bidi-font-style: italic;">ilustrar </span>uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">doutrina, porém não pode ser base de doutrina. Porém é freqüente cair neste erro. Toda</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">a doutrina pentecostal do batismo com o Espírito Santo esta assentada sobre o livro de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Atos – descritivo por excelência. Usando textos descritivos grupos sectaristas ensinam,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">por exemplo, o lava-pés (<span style="mso-bidi-font-style: italic;">Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés,</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">também vós deveis lavar os pés uns dos outros – </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Jo 13.14)<span style="mso-bidi-font-style: italic;">; </span>que a Ceia deve ser</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">celebrada com pão asmo (cf. Mt 26.17-19; Ex 12.1-27 – porém esquecem que Jesus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">usou também vinho e não o suco de uva que a maioria das igrejas usa atualmente); que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">o batismo só é válido quando feito em rio – “rios de águas correntes” é a expressão</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">usada (Mt 3.6). Kenneth Hagin, o fundador da “teologia” da prosperidade erige um</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">verdadeiro arranha-céu doutrinário sobre uma única afirmação de Jesus: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Por isso, vos</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">(Mc 11.24)<span style="mso-bidi-font-style: italic;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Portanto, se é correto que não se pode basear doutrina sobre texto descritivo, tanto</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Mt 23.23 quanto Gn 14.20 ficam invalidados para se justificar a prática atual do dízimo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O Dízimo e a Lei Mosaica</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Trazei todos os dízimos&#8230; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Ml 3.10).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Nenhum profeta do Antigo Testamento criou doutrina nova. A síntese do que diziam</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">pode ser resumida na seguinte sentença: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Voltem para a Lei</span>. Em outras palavras:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">lembrem-se do que Moisés vos prescreveu. De modo que, se queremos saber mais a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">respeito do dízimo devemos nos voltar para suas prescrições no Pentateuco. E é aí que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">encontraremos algumas surpresas:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">- Em Lv 27.30-33 aprendemos que os dízimos são <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Santos ao SENHOR.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">- Em Nm 18.21ss aprendemos que os dízimos são herança dos Levitas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">- Porém em Dt 12.5ss e 14.22ss aprendemos a respeito da <span style="mso-bidi-font-style: italic;">dinâmica </span>da entrega dos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimos: eles eram comidos e bebidos pelo próprio ofertante e sua família no Templo,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">diante do SENHOR, numa celebração alegre e festiva: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">A esse lugar </span>[o Templo] <span style="mso-bidi-font-style: italic;">fareis</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">chegar os vossos &#8230; dízimos&#8230; Lá comereis perante o SENHOR, vosso Deus, e vos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">alegrareis&#8230; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(12.6,7)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Se o caminho até o Templo fosse longo, o israelita poderia vender o seu dízimo e,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">chegando a Jerusalém, comprar <span style="mso-bidi-font-style: italic;">tudo o que deseja a tua alma: vacas, ovelhas, vinho ou</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">bebida forte, ou qualquer cousa que te pedir a tua alma; come-o ali perante o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">SENHOR, teu Deus, e te alegrarás, tu e a tua casa. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(14.26).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Repetidamente há a recomendação de não desamparar o levita (12.12, 18, 19; 14.27). E,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">finalmente, no capítulo 14 uma ordem especial:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Ao fim de cada três anos, tirarás todos os dízimos do fruto do terceiro ano e os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">recolherás na tua cidade. Então, virão o levita (pois não tem parte nem herança</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">contigo), o estrangeiro, o órfão e a viúva que estão dentro da tua cidade, e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">comerão, e se fartarão, para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em todas as</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">obras que as tuas mãos fizerem. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 28-29)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Portanto vemos claramente que somente de 3 em 3 anos o dízimo era entregue</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">integralmente </span><span style="font-family: Arial; color: black;">aos levitas. Nos anos restantes ele era consumido alegremente “perante o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">SENHOR” pelo próprio ofertante, por sua família e por muitos convidados, num grande</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">banquete. Em Ne 13.10-12, vemos a restauração da prática do dízimo no Judá pósexílio.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Ali está a referência aos “depósitos” onde eram armazenados os dízimos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">A que prática olvidada pelo povo Malaquias estava se referindo? A tudo o que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">acabamos de descrever do livro de Deuteronômio. Portanto, se quisermos usar o profeta</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">para restaurar a prática do dízimo, não podemos omitir os textos Mosaicos a que ele está</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">se referindo, pois uma boa norma de hermenêutica diz que um texto não pode significar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">para nós o que não significou para os seus destinatários originais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O Dízimo e os Profetas</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">A esta altura uma pergunta se faz necessária: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">é correto que um texto do Antigo</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Testamento de modo geral ou um texto de alguns dos profetas seja usado como base</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">para se ensinar a prática ou a abstenção de algum preceito? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Alguns respondem que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">sim, desde que se trate da lei moral, a qual continuamos obrigados a cumprir e não da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">lei cerimonial essa sim, revogada. Mas, como fazer tal distinção? Exemplifiquemos com</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">o conhecido texto do profeta Isaías (capítulo 58) sobre o jejum aceitável a Deus: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Seria</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">este o jejum que escolhi, que o homem um dia aflija a sua alma, incline a sua cabeça</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">como o junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza? &#8230; Porventura, não é este o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">É moral ou cerimonial o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">que escreve o profeta? E o final do discurso quando Isaías afirma: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Se desviares o pé de</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">falando palavras vãs, então, te deleitarás no SENHOR. Eu te farei cavalgar sobre os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">SENHOR o disse.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Guardar o sábado é moral ou cerimonial? Freqüentemente aquilo que <span style="mso-bidi-font-style: italic;">parece </span>cerimonial</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">está inextrincavelmente ligado ao que, sem dúvida, é moral. <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Não comereis cousa</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">alguma com sangue, não agourareis, nem adivinhareis. Não cortareis o cabelo em</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">redondo, nem danificareis as extremidades da barba </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Lv 19.26). <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Não contaminarás a</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">tua filha, fazendo-a prostituir-se&#8230; guardareis os meus sábados&#8230; não vos voltareis para</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">os necromantes, nem para os adivinhos. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Lemos, também, que Deus quis matar Moisés</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">porque este não havia circuncidado seus filhos (Ex 4.24-26) e que a pena de morte era</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">prescrita para quem não guardasse o sábado (Ex 31.14-15). Para o judeu comer comida</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">kosher </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(pura), guardar o sábado, circuncidar a si e seus filhos e usar barba era tão moral</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">quanto não consultar necromantes ou adivinhos e não prostituir sua filha. Portanto,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">como justificar que usar Malaquias 3.10 para se requerer a prática do dízimo é legítimo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">e não é legítimo usar Isaías 58.13 para se exigir a guarda do sábado? Por que critério</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Malaquias 3.10 é atual e não Malaquias 4.4? “<strong><span style="mso-bidi-font-style: italic;">Lembrai-vos da lei de Moisés</span></strong><span style="mso-bidi-font-style: italic;">, meu servo,</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">a qual lhe prescrevi em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos.” </span><span style="font-family: Arial; color: black;">E, se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Malaquias 3.10 continua vigorando, onde o Livro Santo nos autorizou a alterar a prática</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">do dízimo conforme prescrita pela lei de Moisés?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;">Calvino e a mordomia</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;">5</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Calvino, nos Comentários aos Cinco Livros de Moisés, nos trechos referentes às</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">primícias, aos dízimos e às oferendas escreve que estas prescrições têm um significado</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">5 Calvino deixou em sua vastíssima obra, valiosos e densos comentários sobre a vida material: riquezas, propriedades, trabalho, descanso, banqueiros, empréstimos, impostos, diaconia, remuneração, etc. Para quem quiser se aprofundar neste assunto recomendo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">a obra <span style="mso-bidi-font-style: italic;">O Pensamento Econômico e Social de Calvino</span>, de André Biéler, publicado pela Casa Editora Presbiteriana.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Assim, comentando a exigência do imposto do templo (Ex 30.16) ele escreve:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Deus os taxou todos a uma e a mesma soma, a fim de que, desde o maior até o menor,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">cada qual, qualquer que fosse o seu estado ou qualidade, reconhecesse que Lhe</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">pertencia inteira e totalmente. E não é de maravilhar, visto que era esse (como se diz)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">um direito pessoal e as faculdades não se creditam a que o rico, de fato, contribuísse</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">mais do que o pobre, mas antes, que o tributo era pago igualmente pessoa por pessoa.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Comentando o texto de Mt 17.24 ele acrescenta: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Sabemos que a Lei lhes impunha pagar</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">cada um anualmente meio estáter e que Deus, que os havia resgatado, era para eles o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Rei Soberano. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Ou seja, para Calvino, este imposto simboliza a redenção que Jesus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">efetua em favor de cada pessoa do seu povo. Da mesma forma, comentando sobre as</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">primícias, “Calvino afirma que São Paulo mostra que se a oferta das primícias, como</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">rito, <strong>foi abolida</strong>, guarda-nos, todavia, o significado espiritual.”6 <strong><span style="mso-bidi-font-style: italic;">Sem a cerimônia</span></strong><span style="mso-bidi-font-style: italic;">,</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">permanece ainda a verdadeira observância, quando nos exorta ele a glorificar o nome</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">de Deus, até mesmo no beber e no comer (1 Co 10.31)</span><span style="font-family: Arial; color: black;">7</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Comentando o voto de Jacó em Gn 28.22 (<span style="mso-bidi-font-style: italic;">E, de tudo quanto me concederes, certamente</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">eu te darei o dízimo</span><span style="font-family: Arial; color: black;">), Calvino escreve: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Os atos externos não caracterizam os</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">verdadeiros servidores de Deus, são apenas subsídios de piedade.</span><span style="font-family: Arial; color: black;">8</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Comentando 2 Co 8.8, o reformador escreve: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Verdade é que, por toda parte, ordena</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Deus que acorramos a ajudar os irmãos em suas necessidades; <strong>mas, verdade é também</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">que nenhuma passagem há em que nos defina a soma, </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">quanto lhes devemos dar, a fim</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">de que, feita estimativa de nossos bens, repartamo-los entre nós e os pobres; nem, de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">maneira semelhante, onde nos obriga a certas circunstâncias, nem de tempo, nem de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">pessoa, nem de lugar, mas à regrada caridade nos conduz.</span><span style="font-family: Arial; color: black;">9</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">No entanto, Calvino não deixa de enfatizar aquilo que já vimos: o ensino a respeito da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">generosidade e a precaução contra a avareza:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">A vontade liberal é agradável a Deus tanto do pobre quanto do rico&#8230; verdade é</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">que é bem certo que devemos a Deus não apenas uma parte, mas, afinal, tudo o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">que somos e tudo o que temos. <strong>Entretanto, segundo Sua benevolência, até esse</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">ponto nos poupa</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">, que Se contenta desta comunicação que o Apóstolo aqui</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">ordena. O que, pois, ensina ele aqui é um relaxamento, por assim dizer, daquilo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">a que somos obrigados no rigor do direito. Contudo nosso dever é estimular-nos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">a nós mesmos a <strong>darmos com freqüência</strong>. Não há temer que sejamos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">exageradamente descomedidos neste aspecto, pelo contrário, há é o perigo de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">sermos demasiado sovinas</span><span style="font-family: Arial; color: black;">.10</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Ainda comentando 2 Co 8.8, Calvino acrescenta: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Ora, esta doutrina é necessária contra</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">um bando de visionários que pensam que nada havemos feito, se não nos despojamos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">inteiramente para termos tudo em comum. Na verdade, tanto fazem por sua fantasia,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">que ninguém pode dar ajuda em boa consciência. Eis porque é preciso observar-se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">diligentemente a moderação de São Paulo, a saber, que nossa ajuda seja agradável a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Deus, quando de nossa abundância acorremos à necessidade dos irmãos, não de tal</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">maneira que tenham a ponto de regurgitarem, enquanto nós ficamos na condição de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">6 Biéler, op. cit. p. 473, negrito acrescentado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">7 Sermão de Calvino sobre Dt 14.21-28, negrito acrescentado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">8 Comentários aos Cinco Livros de Moisés</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">9 Comentários ao Novo Testamento 2 Co 8.8, destaque acrescentado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">10 Idem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">necessitados, mas antes, que <strong>do nosso distribuamos segundo o permite nossa própria</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">capacidade, e com alegria de coração e ânimo disposto</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">.</span><span style="font-family: Arial; color: black;">11</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Conclusão</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Cremos que as Escrituras Sagradas do Velho e do Novo Testamento são a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Palavra de Deus é a única regra de fé e prática dada por Ele à sua Igreja, e que são</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">falsas e perigosas todas as doutrinas e cerimônias contrárias a essa palavra, e todos os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">usos e costumes acrescentados à simples lei do Evangelho de nosso Senhor Jesus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Cristo? </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O que devemos fazer? A confissão que fizemos nos lembra que tudo o que é extrabíblico</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">é, na verdade, anti-bíblico, que qualquer imposição que se revele sem raízes nas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Escrituras deve ser considerada falsa e perigosa, mesmo que tenha sido instituída com</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">propósitos elevados.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O dízimo tradicionalmente praticado pelos evangélicos é bíblico? Se não for não pode</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ser legitimamente exigido de nenhum membro. Já se afirmou que se o dízimo for extinto</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">a igreja perderá o seu sustento. Ora, este <strong>não </strong>é um argumento bíblico. Respondemos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">que a doutrina bíblica nunca prejudicará a vida da igreja e que a verdade jamais será</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">perniciosa; pelo contrário, se tivermos a determinação de ensinar que os membros são</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">livres </span><span style="font-family: Arial; color: black;">para dar ou não dar, que não há patamar mínimo exigido, que Deus ama a quem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dá com alegria, que devemos ser generosos, guardar-nos da avareza, ser prontos em</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">repartir, acumular tesouros no céu&#8230; Deus responderá derramando sobre a <strong>Sua </strong>igreja</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">bênçãos sem medida. Concluímos que o ensino enfatizado do N.T. se resume em repartir </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">recursos sem reserva e mutuamente em amor e graça.</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Páscoa bem além dos ovos de chocolate !.</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Apr 2009 19:40:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[doutrinas]]></category>
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		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Páscoa é uma comemoração muito importante na vida do cristão, ela é sinônima de libertação (Ex 12:17, 42; Dt 16.3); entende-se também como início de novos rumos, da nova caminhada em direção a uma vida santa e segundo o coração de Deus. Sua instituição foi ordenada pelo próprio Deus a Moises (Ex 12.1,2 e Jo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">Páscoa</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"> é uma comemoração muito importante na vida do cristão, ela é sinônima de libertação (Ex 12:17, 42; Dt 16.3); entende-se também como início de novos rumos, da nova caminhada em direção a uma vida santa e segundo o coração de Deus. Sua instituição foi ordenada pelo próprio Deus a Moises (Ex 12.1,2 e Jo 2.23); a observação é uma ordenança e deve ser cumprida pelos verdadeiros filhos de Deus (Ex 12.28,50); a exemplo do Senhor Jesus, que junto a seus discípulos a comeu (Mt 26,17-20).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span id="more-626"></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">O termo &#8220;páscoa&#8221; deriva da palavra hebraica &#8220;<strong>pessach&#8221;</strong>, que significa passar por cima, pular além da marca ou passar sobre (atravessar); <strong>Em Ex 12:3 &#8211; Gn 15: 13,14 &#8211; Jo 8:32-36 &#8211; Jo 3:16.</strong>. Quando Deus ordenou ao anjo destruidor que eliminasse todo primogênito na terra do Egito, a casa que tivesse o sinal do sangue do cordeiro não seria visitada pela morte (Êxodo 12:1-36). Os judeus passaram então a celebrar a Páscoa (Pessah) comemorando a saída do Egito, a passagem para a liberdade. A partir de Jesus, essa celebração foi substituída pela Ceia do Senhor, com o pão e o vinho, em Sua memória. Não mais para relembrarmos a saída do Egito, mas para estarmos sempre nos lembrando da liberdade que Nele há, da Sua morte e ressurreição. A passagem de uma vida, para uma vida vivida em &#8220;novidade de vida&#8221;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">A Primeira Páscoa &#8211; Êxodo 12.1-12.</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">1.As qualificações para o sacrifício:</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·&#8221;Cada um por si&#8221; (Êxodo 12.3) &#8211; a responsabilidade individual.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Um cordeiro &#8220;segundo as casas dos pais&#8221; (Êxodo 12.3,4) &#8211; segundo as necessidades de cada um.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Sem mácula (Êxodo 12.5) &#8211; a pureza do sacrifício.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Macho (Êxodo 12.5) &#8211; por determinação divina; a qualificação perfeita.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Tomado entre as ovelhas ou as cabras (Êxodo 12.5) &#8211; a utilidade e acessibilidade do sacrifício.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Um ano de idade (Êxodo 12.5) &#8211; a inocência e preciosidade do sacrifício </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">2.A cerimônia do sacrifício também tinha que ser observada. (Êxodo 12.6).</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Para que fosse aceito o cordeiro era guardado do décimo até o décimo quatro dia (Êxodo 12.6).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Era sacrificado à tarde (Êxodo 12.6).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·O seu sangue era um sinal para o Senhor não ferir ninguém na casa onde o seu sangue era posto na verga e nas ombreiras da porta (Êxodo 12.7).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·A sua carne deveria ser assada no fogo com pães ázimos e comida com ervas amargas (Êxodo 12.8).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Nada dele deveriam ser comidos cru, nem cozidos em água, mas assado no fogo (Êxodo 12.9).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·A sua cabeça e os pés com a sua fressura, nada podiam ser deixados até o amanhecer (Êxodo 12.9). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">3.A participação do povo que comeram o sacrifício foi especificada (Êxodo 12.11).</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Os que comiam na páscoa tinham que estar vestidos para viajar (Êxodo 12.11, lombos cingidos, sapatos nos pés, o cajado na mão).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Deviam comer apressadamente (Êxodo 12.11). Prontos para obedecer na peregrinação. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">I.CRISTO NOSSA PASCÓA.</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">1.Cristo: o sacrifício propício.</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Jesus era o sacrifício dado por Deus (João 3.16; Isaías 28.16; 42.1; I Pedro 2.4, &#8220;mas para Deus, eleita e preciosa&#8221;). Por si – &#8220;O Cordeiro de Deus&#8221;.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Cristo é segundo o que é necessário, Ele é o &#8220;justo para os injustos&#8221; (I Pedro 3.18); veio ao mundo, nascido de mulher, sob a lei (Gálatas 4.4), verdadeiramente Ele é &#8220;segundo a casa dos pais&#8221; (Êxodo 12.3,4).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Cristo era o sacrifício de Deus sem mácula (II Coríntios 5.21; Hebreus 4.15; I Pedro 2.22).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Cristo é macho &#8220;E dará à luz um filho&#8221; (Mateus 1.21); os anjos anunciaram aos pastores de Belém, &#8220;Achareis o menino envolto em panos&#8221; (Lucas 2.12); os pastores foram a Belém e &#8220;acharam&#8230;&#8221;. o menino deitado na manjedoura&#8221; (Lucas 2.16); na fuga para o Egito, o anjo do Senhor apareceu em sonhos, &#8220;Levanta-te, e toma o menino&#8221; (Mateus 2.13); na volta do Egito para Israel, &#8220;Levanta-te, e toma o menino&#8221; (Mateus 2.19); e em Jerusalém, Jesus foi circuncidado (Lucas 2.21) e foi apresentado no templo pois &#8220;Todo o macho primogênito será consagrado ao Senhor&#8221; (Lucas 2.23); na volta a Nazaré Lucas foi inspirado a relatar &#8220;E o menino crescia&#8221; (Lucas 2.40). Verdadeiramente Cristo é o Filho de Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Cristo foi tomado entre o povo (Isaías 53.2, &#8220;como raiz de uma terra seca;&#8221;; João 1.11, &#8220;o que era seu&#8221;; Mateus 26.45, &#8220;Filho do homem&#8221;).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Inocente e precioso diante de Deus, (I Pedro 1.19; Provérbios 8.29-31; II Samuel 12.3) assim como foi precioso o cordeiro de um ano. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">II.CRISTO NOSSO VIGÁRIO (substituto).</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">1.A Morte de Cristo &#8211; igual à celebração da páscoa.</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Cristo foi guardado aparte, até que fosse &#8220;chegada à hora&#8221; certa (João 17.1), Cristo foi aguardado até a &#8220;plenitude do tempo&#8221; (Gálatas 4.4); &#8220;a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho&#8221;, (Hebreus 1.1). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Jesus também foi crucificado à tarde (Mateus 27.46; Marcos 12.34; Lucas 23.44; João 19.14) e foi diante todo o ajuntamento da congregação: os políticos, soldados, religiosos e o público geral (Mateus 27.11-20, 27-31, 39-44). Portanto, são testemunhas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·A aspersão (aplicação) do seu sangue é sinal que Deus aceita o sacrifício (Hebreus 9.14; 12.24). Quem tem o sangue de Cristo em seu coração nunca verá a morte mas já passou da morte para a vida (João 5.24; II Tessalonicenses 1.10; I João 1.7). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·A morte de Cristo foi acompanhada por tristeza e sofrimento, da mesma maneira que a carne da páscoa, assada no fogo e comida com ervas amargas (Mateus 26.37-44, &#8220;começou a entristecer-se e a angustiar-se muito&#8221;; II Coríntios 7.10, &#8220;tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação). Cristo foi desamparado por Deus (Mateus 27.46), um sacrifício completo, nada terminando antes da hora (Fil. 2.8, &#8220;obediente até a morte, e morte de cruz.&#8221;). Tudo &#8220;consumado&#8221; perfeitamente.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Assim como nenhum pedaço da carne da páscoa deveria ficar para depois, nada do corpo de Cristo foi deixado além da hora prevista na cruz (Mateus 27.57-60) ou na sepultura, pois ressuscitou no terceiro dia (Mateus 28.1-6, &#8220;Ele não está aqui&#8221;), exatamente como foi profetizado (Mateus 16.21). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·A qualificação dos que &#8220;comem&#8221; de Cristo pela fé (João 6.55,63; Romanos 1.17, &#8220;o justo viverá da fé&#8221;) é a mesma para os que tenham direito a participar da Ceia do Senhor (a instrução sobre a Ceia do Senhor foi dada aos membros da igreja em Coríntios, I Coríntios 11.20, 24; &#8220;quando vos ajuntais&#8221;, como a primeira ceia foi para os daquela casa, Êxodo 12.3,4).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Comem se preparando para peregrinar honestamente (Rom 6.4, para andar &#8220;em novidade de vida&#8221;) entre os gentios, até o &#8220;dia da visitação&#8221; (I Pedro 2.11,12). Nossa morada, tesouro, vida e reino são tudo no céu. Estamos em terra estranha e devemos andar como os do dia (I Tessalonicenses 5.5,6, &#8220;Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios;&#8221;; Efésios 5.8; I Coríntios 11.28, &#8220;Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice.&#8221;). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Também há uma certa pressa para que o pecador seja salvo, para não deixar para outra hora a salvação que é tão necessária (Atos 17.30; Hebreus 3.7-11). Há pressa também para os salvos. Eles têm responsabilidades sérias para cumprir antes da vinda do Senhor: evangelização; santificação pessoal.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·O crente é um peregrino e a vinda de Cristo é iminente. Portanto, trilhe o seu caminho apressando-se enquanto olhe para Jesus que logo virá (Hebreus 12.1,2; I Tessalonicenses 5.2; II Pedro 3.10; I Coríntios 11.26, &#8220;Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha&#8221;). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">A instituição da Ceia do Senhor foi durante a observação da Ceia da Páscoa (Mateus 26.17-19; Marcos 14.12-16; Lucas 22.7-13) assim trazendo as verdades tipológicas da Ceia da Páscoa para a Ceia do Senhor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·O Pão ázimo representa Cristo sem pecado como o sacrifício idôneo no lugar dos pecadores que se arrependem e crêem Nele (II Coríntios 5.21; fermento representa pecado: I Coríntios 5.6-8; Lucas 12.1).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·O Fruto da Vide representa a inocência e a preciosidade da vida de Cristo (I Pedro 1.18,19) que foi derramada na cruz para todos estes que creram, crêem e crerão Nele (João 3.16; 17.9,20).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·A Ceia do Senhor é de natureza memorial. &#8211; Lucas 22.19 &#8220;fazei isto em memória de mim.&#8221;; 1 Coríntios 11.24. Não salva o memorial. Este não tem poder para salvar. É apenas uma lembrança que aponta à morte de Jesus. Cristo é a salvação perfeita. Crendo Nele entra no agrado de Deus. Rejeitando Cristo, rejeita o único sacrifício pelos pecados que agrada Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">Cristo é o &#8220;Cordeiro de Deus&#8221;, a &#8220;nossa páscoa&#8221; (I Coríntios 5.7, &#8220;Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós&#8221;; I Pedro 2.24) em todas as maneiras, e a Ceia do Senhor relembra-nos disso. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">III.CRISTO NOSSO LIBERTAÇÃO.</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">A Páscoa significa libertação.</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"> A Páscoa surge como a festa que marcava o fim da opressão e da escravidão no Egito do povo hebreu. A profecia a Abraão revelava que seus descendentes ficariam sob o domínio de uma terra estranha por 400 anos, mas que depois eles seriam libertados e sairiam com grande riqueza (cf. Gn 15: 13,14). E isto de fato ocorreu, mas não antes que esta festa fosse celebrada. E um pequeno detalhe, se esta festa era a festa da libertação, porque então ela foi celebrada antes da libertação propriamente dita? Porque Deus quis ensinar que o sacrifício expiatório, a fé e a nossa obediência precedem a plena libertação, afinal, Israel não estava sendo liberto apenas do Egito, mas também do Anjo da Morte. E isto implica que a libertação espiritual sempre precede a física. Se o sangue do cordeiro não fosse derramado e aspergido sob os umbrais da casa, o povo de Israel teria sido destruído pelo Anjo. A libertação da páscoa reveste-se, portanto, de um caráter interior, por mostrar a necessidade pessoal de libertação por meio da substituição. E um caráter prospectivo, porque profetizava a libertação antes dela acontecer e prenunciava a obra messiânica de Cristo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">Neste sentido, a Páscoa devia ser celebrado por nós com profunda reverência e festa, afinal, Cristo é a nossa Páscoa. Sua vida foi posta como cordeiro que sendo morto derramou seu sangue em favor de muitos. A nossa libertação espiritual plena foi conquistada por Cristo, a nossa Páscoa. João Batista chamou Jesus de &#8220;cordeiro de Deus&#8221; que tira o pecado do mundo (cf. Jo 1.29). O apóstolo Paulo disse que ele é a nossa páscoa (1Co 5:7), e Ele mesmo prometeu a libertação a todos quantos crerem Nele (cf. Jo 8:32-36 e Mt 11:28).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">Aceitar o sacrifício de Jesus feito por nós como diz as Escrituras, é saborear da páscoa, e estar no caminho da liberdade espiritual. A Páscoa dos hebreus os libertou da escravidão, opressão, miséria e de seus pecados perante Deus. Esta libertação aponta para o começo de uma nova vida, liberta de todos os seus terrores e opressão.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">Páscoa significa também salvação da Família. Observem que a promessa de Deus era que por meio do sacrifício de um cordeiro e cada casa era salva do destruidor. Faraó havia dito ao povo hebreu que eles podiam ir, mas sem os seus filhos (cf. Ex 10:8-11). A Páscoa nos desperta para o fato de que a obra de Jesus foi suficiente para conceder libertação também a nossa Família. O Senhor nesta ocasião quer te despertar para o compromisso que você, pai, mãe e filho, tem diante de Dele para com sua própria família.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">Páscoa tem profundo significado para o cristão por representar a obra de Cristo para a nossa redenção. Séculos depois a páscoa cristã, um dia tornar-se-ia história na encarnação do Senhor. E a Páscoa hebraica era exatamente uma antecipação figurativa da obra de Jesus no calvário. Observemos agora algumas similaridades do cordeiro da Páscoa e de Cristo a nossa Páscoa.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">IMPLICAÇÕES CONCLUSIVAS: </span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">A.A PUREZA.</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·O cordeiro pascoal era separado no décimo dia de Abibe (abril) e examinado minuciosamente antes do seu sacrifício no dia 14 de Abibe, pois o cordeiro tinha que ser &#8220;&#8230; imaculado&#8221;.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Quando Lucas registra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém poucos dias antes da crucificação, o faz exatamente na hora em que o povo estava trazendo os seus cordeiros pascoais para serem examinados pelos sacerdotes. Segundo o autor de Hebreus 7: 26 Jesus tinha que ser declarado &#8220;&#8230; Santo, irrepreensível, imaculado, e inviolado pelos pecadores&#8221;.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">B.O EXAME SACERDOTAL.</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·O cordeiro da Páscoa era submetido a um exame pelos sacerdotes que o julgavam, com base no exame de sua perfeição, apto para ser sacrificado. Quando lemos o relato de Mateus 22 do verso 15 ao 46, encontramos Jesus, o cordeiro de Deus, sendo examinado pelos herodianos, saduceus, escribas e fariseus e nenhum deles conseguiu achar nele nenhum defeito que o incriminasse e eles mesmo ficaram sem condições de responder-lhe nenhuma palavra (cf. Mt 22:46).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">C.</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">O <strong>EXAME DAS AUTORIDADES.</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Em Jo 18:12, 28, encontramos Jesus sendo preso e levado ao tribunal na casa de Caifás, e como era ocasião da páscoa, os judeus não podiam entrar no tribunal para não se contaminarem, pois se assim fizessem não poderiam comer da páscoa. Naquele momento também, os cordeiros pascoais estavam também sendo examinados.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·E Caifás queria evidências para o entregar a Pilatos, mas não as encontrou; por isso, ao invés de apresentar ofensa, disse apenas que se Ele não fosse ofensor não seria entregue (cf. Jo 18.29). Pilatos por sua vez, após ter examinado Jesus, &#8220;&#8230; não achou nele crime algum&#8230;&#8221; (cf. Jo 19.4). E com estas palavras, o veredicto legal e civil estava dado e três vezes Pilatos declarou que Jesus era inocente (cf. Jo 18: 28; 19: 4, 6).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·A lei dizia que o cordeiro teria que ser sem defeito algum, senão, ele não poderia ser sacrificado ao Senhor (cf. Dt 15:21). Jesus foi achado sem defeito diante de todos depois de profundo exame e só depois foi crucificado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Tendo em vista que o sacrifício do cordeiro pascoal era suficiente para justificar os hebreus diante do destruidor, o sacrifício de Cristo também foi suficiente para justificar o homem diante de Deus contemplando a justiça divina.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Páscoa é a celebração da Nova Vida. A páscoa, como é comemorada pelo mundo, não nos traz qualquer beneficio, mas quando entendemos que nossa Páscoa é Cristo, então chega a hora de tiramos das reflexões e práticas correlatas, muitas importantes lições.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">Primeiramente aprendemos que se Cristo é a nossa páscoa, não faz sentido a comemorarmos com ovos e nem coelhinhos, tampouco com sacrifico de animais, mas através do sacramento ordenado por nosso Senhor Jesus Cristo, a Ceia do Senhor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">&#8220;E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça; porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus e, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de Deus e, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu aos seus amigos, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós.&#8221; (Lc 22: 15- 20).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">Neste episódio, ocorrido pouco antes da prisão e morte de Jesus, Ele introduz naturalmente a Ceia como substituta da festa pascoal do Antigo Testamento. Se observarmos, esta evidente que o Senhor não terminou a refeição pascoal antes de instituir a Ceia, antes, a ceia está intimamente ligada à refeição pascal. O pão que era comido com o cordeiro na páscoa foi consagrado para um novo uso pelo Senhor e o terceiro cálice (cálice messiânico), que era chamado de cálice da bênção, foi usado como segundo elemento na ceia. Desta forma percebemos que a Páscoa vestiu-se de um novo significado na última ceia instituída por Jesus. Ademais, os sacrifícios pascoais tinham significado simbólico e apontavam para Cristo que haveria de ser apresentado em sacrifício para envergonhar a morte. Quando este estava a ponto de ser morto e cumprir as escrituras e tudo aquilo que estes sacrifícios pascoais prenunciavam há séculos, houve a necessidade de mudar o símbolo e o tipo. Afinal, haveríamos de continuar comendo cordeiros? Haveríamos de comer a carne de Cristo sendo Ele nosso cordeiro pascoal? É claro que não.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">Mas como então comemorar este ato memorável feito por Cristo senão através da festa que ele instituiu, a santa ceia. Aprendemos ainda que na ocasião da páscoa e da ceia, deveríamos meditar na tão grande novidade de vida que Cristo a nossa Páscoa nos proporcionou. Jamais deveremos esquecer o significado da páscoa e que foi por isto que Jesus nos ensinou a Cear com a seguinte admoestação, &#8220;&#8230; fazei isto&#8230; em memória minha&#8230;&#8221;.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">A memória deste acontecimento nos permite gozar da certeza da libertação do pecado, da morte e da miséria interior na qual estávamos condenados a aceitar, e nos permite olhar para o futuro com esperança, já que cada vez que ceamos &#8220;anunciamos a vida, morte, ressurreição e ascensão do Senhor até que ele venha&#8221;. (I Co 11.26).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">A nossa celebração da ceia pascal de Cristo, tão como foi à primeira celebração da páscoa pelos Hebreus, prenuncia que Cristo é a passagem da velha vida para uma nova vida. Hoje em Cristo, estamos comemorando, anunciando e proclamando que ele virá estabelecer definitivamente o seu Reino, e até lá, nós como igreja peregrina participamos com a ajuda do Espírito Santo da &#8220;transformação dos reinos deste mundo no Reino de nosso Senhor Jesus Cristo&#8221;.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·O elemento mais importante do cordeiro pascal no Egito foi o <span style="text-decoration: underline;">sangue</span>, que devia ser passado nas ombreiras e na verga das portas das casas. O sangue era o sinal [,símbolo e selo] para o Senhor [abençoá-los]: &#8220;E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que <em>estiverdes</em>; vendo eu sangue, <strong>passarei por cima</strong> de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito&#8221; (Êxodo 12.13). Da expressão &#8220;passarei por cima&#8221;, em Hebraico <strong><em>pessach</em></strong>, vem o nome <strong><em>Páscoa</em></strong>! Para os israelitas o sinal [, símbolo e selo] do sangue foi [comunicante de] sua salvação [pela ação graciosa do Senhor], e o sangue de Jesus [sinalizado, simbolizado e selado no puro vinho, autêntico fruto da vide] tornou-se [, pela instituição do Senhor,] o sinal [, símbolo e selo] da salvação para nós os que cremos nEle [e na eficácia do Seu sangue, o signo, a coisa simbolizada e a coisa selada]. Seu sangue [, pela sinalização, simbolismo e selagem do vinho puro, autêntico fruto da vide] mostra: aqui já houve julgamento. O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele (veja Isaías 53.5). [Igualmente comunica salvação e as bênçãos advindas da salvação, pela ação do Espírito Santo, que além de converter os eleitos quando a Palavra é proclamada, os abençoa na Celebração da Ceia do Senhor.]</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Em Êxodo 12.22 está escrito algo muito importante, que é pouco levado em conta: &#8220;&#8230; porém nenhum de vós saia da porta da sua casa até à manhã&#8221;. Os israelitas estavam seguros <span style="text-decoration: underline;">somente atrás</span> das ombreiras e da verga da porta <span style="text-decoration: underline;">aspergidas com o sangue</span> – e assim também nós estamos seguros <span style="text-decoration: underline;">somente <strong>em Jesus</strong></span>, somente estamos protegidos se estivermos nEle. Por isso, antes da crucificação, Jesus falou de maneira tão insistente da necessidade de <strong>estar nEle!</strong> Estar nEle significa, acima de tudo, atender ao que Ele ordena. Do mesmo modo que os israelitas deviam acreditar em Moisés e fazer o que ele ordenado, para serem salvos da perdição.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·No mesmo contexto está escrito em Êxodo 12.11: &#8220;Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta <em>é</em> a páscoa do Senhor&#8221;. Também nós crentes em Jesus devemos assumir um posicionamento espiritual semelhante ao dos judeus prontos para partir, como está escrito em Hebreus 13.14: &#8220;Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura&#8221;. Mais adiante, a Epístola [do Apóstolo Paulo] aos Hebreus (11.10-16) diz que os crentes, como [estrangeiros e] peregrinos na Terra, estão buscando uma pátria celestial. Também nós devemos nos apressar, devemos estar sempre prontos para partir, revestidos de toda a armadura de Deus, que Paulo descreve em Efésios 6.13-17: cingidos [os lombos] com a verdade, calçados os pés com a preparação do evangelho da paz, [tomando sobretudo o escudo da fé e também o capacete salvação], tendo na mão a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·São mencionados ainda mais detalhes que têm significado simbólico: Êxodo 12.8 ordena que a carne assada em fogo do cordeiro devia ser comida com &#8220;pães ázimos; com ervas amargosas a comerão&#8221;. Essa é uma indicação dos amargos sofrimentos de Jesus por nós (tanto em Seu corpo, quanto em Sua alma]. Em Êxodo 12.46 está escrito que nenhum osso do cordeiro pascal devia ser quebrado – por isso, João 19.33-36 menciona que, ao contrário dos dois outros crucificados, nenhum dos ossos de Jesus foi quebrado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">Portanto, podemos dizer com Paulo: &#8220;<strong>Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós</strong>&#8221; (1 Coríntios 5.7). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: #000080; font-size: small;"> </span></span></p>
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		<title>Monólogo Satânico: obra dramatúrgica adaptada.</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Mar 2009 19:07:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<description><![CDATA[O Caminho Cristão traz uma obra que vale e pena investir alguns minutos na leitura e na meditação desse texto que é de elaboração alegórica, para aqueles que querem se aprimorar ainda mais na ciência satânica de como gerir situações e modos de vida, pois afinal, “..quem estiver sujo, suje-se mais ainda..” &#8211; porém aos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O Caminho Cristão traz uma obra que vale e pena investir alguns minutos na leitura e na meditação desse texto que é de elaboração alegórica, para aqueles que querem se aprimorar ainda mais na ciência satânica de como gerir situações e modos de vida, pois afinal, <em><span style="font-family: Arial;">“..quem estiver sujo, suje-se mais ainda..”</span></em> &#8211; porém aos símplices e limpos de coração na Justiça, usem o antônimo nos termos e formas percebidos nesta refexão e <em><span style="font-family: Arial;">“..limpe-se mais ainda..”,</span></em> pois o tempo está proximo !. ( texto parafraseado ) ; Boa leitura !..</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span id="more-508"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Depois de passar cerca de mais de 6.000 anos vagueando pela Terra, aprendí muito da natureza humana, suas fraquezas, virtudes e seus desejos mais secretos e inconfessáveis.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Tenho consciência que minha causa foi derrotada, entretanto estou trabalhando frenéticamente para levar ao destino que me aguarda o maior número possível de pessoas, pois sei que pouco tempo me resta.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Não é fácil a vida de um adversário do Todo Poderoso, principalmente porque Ele conta com um exército fiel espalhado pelo mundo inteiro que<br />
com suas orações produzem uma reviravolta em todo mal que intento. Felizmente são poucos os que oram de verdade, porque a maioria está mais preocupada consigo mesma, outros começam bem, me incomodam, mas logo desistem, pois não têm perseverança.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Fico admirado com o fascínio que exerço sobre alguns crentes-evangélicos, que falam<br />
mais de mim do que em Deus. Rio muito quando eles tentam me amarrar, e dizem que naquela cidade eu não entro mais. Pois acaba a oração e eu continuo fazendo as mesmas estripulias. O que esses cristãos não entendem é que não devem lutar contra mim, mas buscar Aquele que tem mais poder que eu.<br />
Quando eu quase destruí a vida de Jó, ele não me dirigiu uma palavra sequer, mas dizia o tempo todo que sua causa estava diante de Deus, e que<br />
o seu Redentor vive. Quando humilhei Paulo colocando-lhe um espinho na carne, ele não tentou me acorrentar, mas apresentou sua fraqueza a Deus,<br />
que lhe deu vitória. Sinceramente, com gente assim não dá pra lutar.<br />
Tenho prazer especial em atormentar esses que ficam preocupados comigo o dia todo. Eles dizem que me vêem em todos os lugares, até onde eu nem<br />
estou…. é muito engraçado. Com tais eu nem me previno, pois sei que são cristãos inseguros da fé que dizem possuir. Eles fazem parte daquele<br />
grupo que faz uma boa propaganda de mim, pois julgam que possuo muito mais poder do que realmente tenho e afirmam que fiz coisas das quais nada tive a ver.<br />
Na verdade, eu sou um pobre diabo, condenado e derrotado, mas da forma que falam, é como seu eu fosse onisciente e onipotente. Será que eles não sabem que eu não posso fazer absolutamente nada sem a permissão do Todo Poderoso? Ah, se não fosse por Ele…. mas, tudo bem, a propaganda é<br />
a alma do negócio.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Sou constantemente acusado de tirar muita gente da igreja. É mentira! Eles saem por que são levados pelos seus próprios interesses. Não fui eu quem instigou o filho pródigo a sair da casa do pai e Demas abandonou o apóstolo Paulo porque amou mais o mundo que é meu do que a Deus.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Não tenho pretensão de tirar ninguém da igreja, pelo contrário. Quero deixá-los lá, pois farei de tudo para que sejam frios, apáticos, que fiquem brigando entre sí por bobagens, que se dividam, e façam panelinhas<br />
entre eles. No que depender de mim farei com que tenham uma vida tão miserável, que quando forem evangelizar ninguém vai querer ter uma vida<br />
igual a deles. Outra estratégia que uso muito é a de fazer com que os valores da igreja se pareçam cada vez mais com os do mundo, pois assim quando as pessoas passarem a freqüentá-la, elas não precisarão mudar nada, e continuarão fazendo as mesmas coisas de antes. Não é genial?</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Adoro soprar mentiras nos ouvidos das pessoas, afinal quero fazer jus ao meu nome de “pai da mentira”. É, eu digo-lhes que são como gafanhotos e<br />
eles acreditam, digo-lhes que são uns derrotados e eles nem se levantam da cama, digo-lhes que Deus não os perdoou por tal e tal pecado e eles ficam<br />
cheios de culpa.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Confesso também que sinto um enorme prazer em oprimir aqueles que se recusam a perdoar ao seu irmão, pois recebi carta branca do Todo Poderoso<br />
para atormentá-los com toda sorte de espíritos malignos, dos quais eu sou o principal. E não ponham a culpa em mim, pois só posso fazer isso se<br />
o cristão obedecer naquilo que é o exercício do perdão em direção ao seu próximo, pois é horrível a sensação de paz daquele coração, e eu saio correndo dalí.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Acho muito engraçado quando usam sal grosso, óleo ungido de Israel, copo com água em “oração forte” contra mim.<br />
Nem ligo. Agora, o que eu temo mesmo é uma vida santificada. Contra um crente santificado, fiel e que tem a Palavra guardada e obediente de coração, desse eu fujo.<br />
Como minha hora se aproxima eu estou trabalhando num projeto grandioso para este século. É uma estratégia tão ardilosa que são poucos os que a<br />
perceberam. Todos buscam uma divindade para adorar, por isso eu estou dando “Deus” de todos os tipos e para todos os gostos. Eu estou enchendo o<br />
mundo de “Deus” para que eles fiquem tão onfundidos que não saibam quem é o verdadeiro, afinal, sou também um gênio na matemática e na arte de multiplicar mentiras que possam dificultar cada vez mais essas criaturas de conhecerem Jesus Cristo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Cada um pode ter o seu deus, do jeito que quiser. Vocês não imaginam como o povo gosta dessas novidades. Tenho queimado as pestanas inventando sacrifícios, novos rituais, campanhas, e tenho levantado líderes que falam muito de Jesus, mas são meus súditos. Adoro soprar ventos de doutrinas carregados de heresias e sofismas porque os meninos na fé acreditam em tudo, e digo mais, não só os meninos, mas os que se dizem maduros e pastores e até apóstolos tem engolido todo meu pacote clone do Evangelho.<br />
O meu objetivo com isso? Confundi-los e fazê-los imaginar que estão servindo a Deus. Agora, eu não aceito levar a culpa de tudo sozinho &#8211; eu só dou o que eles querem. Eles gostam do brilho, de trono e poder, de grana e status, de luz, câmera e ação, eles buscam glória pra si incansavelmente dia e noite em eventos bem elaborados, diante de uma igreja lotada de gente que é induzida ao engano e que aprende a não pensar, e crêem em todas as formas de misticismo fabricado, e eu nunca imaginei que esse povo gostasse tanto de ídolos. Séculos atrás lhes dei um bezerro de ouro, mas agora eles querem ídolos que cantam, que pregam, que profetizam, e que carregam costumes de portarem artifícios como chifres, lenços, vestimentas sacerdotais e pés descalços nos chamados encontrões de louvores e adorações ungidas e avivadas, amo essa capacidade autônoma de criação de todos eles, amo eles por causa disso !, ops..nem tanto !..rs</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Muitos falam que eu sou feio, e até pintam quadros horríveis dizendo que eu tenho chifres, pêlos e cara de bode. Desde a minha criação sou muito vaidoso e jamais aceitaria ser desta forma. Se vocês ouvissem aquele tal apóstolo Paulo saberiam como eu sou de verdade &#8211; sempre fui um anjo de luz, fala mansa, voz agradável, boa aparência e muito convincente.<br />
Felizmente são poucos os que me reconhecem assim.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Para terminar, eu quero dizer a todos que não sou ateu ou agnóstico. Eu creio e tremo diante de Deus. Mas eu não consigo, não consigo me submeter. Submissão significa obediência, e eu não quero ser servo, “sou odioso e rebelde”, que me perdoem os crentes que lêem essas expressões tão fortes..<br />
Aliás, tem muita gente indo nessa comigo que também crê em Deus, praticando seus atos religiosos, frequentando igrejas, e é dessa mesma opinião, e atos de coração que procedem em nome de Jesus, amém !.</span></span></p>
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		<title>Os Moravianos, resgate de um desafio.</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Mar 2009 06:41:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os Moravianos foram os primeiros protestantes a colocar em prática a idéia de que a evangelizacão dos perdidos é dever de toda a igreja, e não somente de uma sociedade ou de alguns individuos.   Anteriormente, a responsabilidade pela evangelizacão havia sido lançada nos degraus dos governos, através das atividades colonizadoras. Os Moravianos, contudo, criam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Os Moravianos foram os primeiros protestantes a colocar em prática a idéia de que a evangelizacão dos perdidos é dever de toda a igreja, e não somente de uma sociedade ou de alguns individuos. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-494"></span></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"> </p>
<p><span style="font-size: small;">Anteriormente, a responsabilidade pela evangelizacão havia sido lançada nos degraus dos governos, através das atividades colonizadoras.<br />
Os Moravianos, contudo, criam que as missões são responsabilidade de toda a igreja local. </span></p>
<p></span></p>
<p> </p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">Devido ao seu profundo envolvimento, esse pequeno grupo ofereceu mais da metade dos missionários protestantes que deixaram a Europa em todo o século XVIII<br />
De fato a história dos Moravianos antecede a Reforma.<br />
Conhecidos originalmente como os Unitas Fratrum, ou a Unidade dos Irmãos, esses cristãos Checos foram os seguidores do mártir John Huss, um reformador antes da Reforma.<br />
Ele foi martirizado em 06 de julho de 1415.<br />
Após a morte de Huss, seus seguidores, experimentaram um verdadeiro ressurgimento. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">Eles se reorganizaram no ano de 1457, e no tempo da Reforma havia entre 150 a 200 mil membros em quatrocentas igrejas por toda a Europa Central. Mas, no levante das guerras dos 1600, a Boêmia e Moravia (República Checa) foram dominadas por um rei católico romano, o qual desencadeou uma terrível perseguição contra os Moravianos. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Foram todos espalhados e se tornaram refugiados.<br />
Por quase cem anos procuravam fugir da perseguição.<br />
Por causa disso formaram urna poderosa rede de cristãos clandestinos.<br />
Quando cruzaram a fronteira da Alemanha, ouviram de um lugar conhecido como Herrnhut, uma pequena faixa de terra na propriedade de Zinzendorf, ali se estabeleceram. o trabalho dos Moravianos foi guiado por um número de características que os distinguiram. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">Primeiro, eram profundamente dedicados ao Senhor Jesus Cristo e a sua causa.</span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">Segundo, os Moravianos abriram o ministério aos leigos e a ministração as mulheres, antecipando Hudson Taylor nessa questão mais de cem anos antes; </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">Terceiro, criaram a estratégia missionária de fazedores de tendas. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">Quarto, os Moravianos por ser pessoas sofredoras, podiam facilmente se identificar com aqueles que sofriam.</span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">Quinto, eles se dirigiam às pessoas receptivas ao evangelho. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">Sexto, eles colocavam o crescimento do Reino de Cristo acima de uma expansão denominacional. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">Sétimo, a obra missionária Moraviana era regada de oração. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">Alguém, certa vez, perguntou a um Moraviano o que significa ser um Moraviano.<br />
Ele respondeu: &#8220;ser um Moraviano e promover a causa global de Cristo são a mesma coisa&#8221;. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=DGHfkdC_74Q"></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>E este ano, será diferente ?, responda-nos !.</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 23:59:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[modismos evangélicos]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
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		<description><![CDATA[Temos aqui algumas questões retóricas e de grande valor que cruzam a mente de muitos de nós que estamos neste Caminho com Cristo. Dúvidas que nunca foram respondidas com honestidade, entra ano e sai ano, e as mesmas falácias e jargões novos são introduzidos ou por um Apóstolo novo que surge,  por uma nova denominação, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial">Temos aqui algumas questões retóricas e de grande valor que cruzam a mente de muitos de nós que estamos neste Caminho com Cristo. Dúvidas que nunca foram respondidas com honestidade, entra ano e sai ano, e as mesmas falácias e jargões novos são introduzidos ou por um Apóstolo novo que surge, <span> </span>por uma nova denominação, ou artista gospel que seja. Vale lembrar que as coisas velhas e boas do Evangelho é que produzem vida e libertação nas vidas das pessoas, e não esses hábitos horrorosos que são ensinados como sendo <span> </span>“A Verdade”, e praticados como sendo remédio “Libertador”. Extraem textos isolados das Escrituras, e multiplicam-se com isso mais idéias heréticas e destruidoras, e que se tornam rezas, mantras e meras repetições na boca de muitos evangélicos, seja por ensino em palestras, pregações, ou nas letras das músicas novas de cada dia. Queremos aqui questionar, pois afinal perguntar não ofende, que Deus te ilumine para que encontres respostas neste novo ano, boa leitura !..</span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"><o:p><span id="more-445"></span> </o:p></span><span style="font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-family: Arial"><span> </span>1. Por que palavras como “paixão”, “fogo”, “glória”, “poder” , “unção” , vendem muito mais CDs e DVD’s do que “graça”, “amor”, “misericórdia” e “perdão”? </span><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span><span style="font-family: Arial"></span><span style="font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">2. Por que aqueles que mais falam sobre “prosperidade” evitam sistematicamente textos como Tiago 2:5, I Timóteo 6:8 e Habacuque 3:17-18? </span><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span><span style="font-family: Arial"></span><span style="font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">3. Por que se fala tanto em dízimo, defendendo-o com unhas e dentes, mas quase nada se fala sobre ter tudo em comum e outras coisas como “ajudar os domésticos na fé” e “não amar somente de palavra e de língua mas de fato e de verdade”? Em qual proporção a Bíblia fala de uma coisa e de outra? </span><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span><span style="font-family: Arial"></span><span style="font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">4. Por que em Atos 4, quando os apóstolos foram presos, a igreja orou de forma tão diferente do que se ora hoje? Por que não aproveitaram a ocasião pra “amarrar o espírito de perseguição”, pra “repreender a potestade de Roma”, ou coisa semelhante? </span><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span><span style="font-family: Arial"></span><span style="font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">5. Por que Atos 2:4 é muito mais citado como modelo do que era a igreja primitiva do que Atos 2:42? </span><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span><span style="font-family: Arial"></span><span style="font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">6. Por que todo mundo sabe <st1:personname w:st="on">João</st1:personname> 3:16 de cor, mas tão pouca gente sabe I <st1:personname w:st="on">João</st1:personname> 3:16? </span><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span><span style="font-family: Arial"></span><span style="font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">7. Por que 90% ou mais dos cânticos congregacionais modernos são na primeira pessoa do singular, quando a proporção nos salmos é muito menor? </span><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span><span style="font-family: Arial"></span><span style="font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">8. Por que todo mundo aceita que Jesus curou e colheu espigas no sábado, aceita também que Deus ordenou que seu povo matasse vários povos rivais, mas se escandaliza absurdamente quando alguém diz que Raabe fez certo ao mentir para preservar duas vidas? O que vale mais, em situação de conflito, que um soldado pagão saiba a verdade ou a vida de dois homens? Será que se Raabe tivesse dito a verdade, teria sido elogiada em Hebreus 11?</span><span style="font-family: Arial"> </span><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span><span style="font-family: Arial">9. Por que quase tudo que se vende numa livraria cristã foi produzido nos últimos 50 anos, se nosso legado é de 2.000 anos de História do Cristianismo? O que aconteceu com os outros 19 séculos e meio?</span><span style="font-family: Arial"> </span><span style="font-family: Arial">10. Por que tanta gente que acredita que a salvação é pela graça, ou seja, não é obtida sendo “bonzinho”, paradoxalmente acredita que ela pode ser perdida sendo mau? Como pode se ganhar sem mérito, e ser perdido por demérito?</p>
<p>11. Por que a Igreja é muito mais rigorosa com pecados sexuais como o homossexualismo, adultério, fornicação do que com o roubo, a gula ou a ganância? Aliás, por que em tantas igrejas, o roubo não é visto como pecado, e sim, como atos proféticos e ministrações pela fé?, e a ganância nem é vista como pecado, mas como virtude, disfarçada com o nome de “prosperidade”?</p>
<p>12. Por que tantos evangélicos seguem e chamam seus líderes de “bispos” e “apóstolos”, mas criticam os católicos por seguirem líderes chamados “padres” e o “papa”?. Não seria o protestantismo um verdadeiro catolicismo disfarçado que apenas fez dieta ?</p>
<p>13. Por que, mesmo o Cristianismo crendo que o homem foi nomeado por Deus como o responsável pela criação, e que tudo que Deus criou é bom, são os esotéricos os que mais lutam pela defesa do meio-ambiente?</p>
<p>14. Por que, na maioria dos grupos de louvor no Brasil, não há espaço pra quem toca instrumentos brasileiros como o cavaquinho e o berimbau?</p>
<p>15. Por que todos os ritmos de origem na raça negra até hoje são considerados por alguns como sendo diabólicos?</p>
<p>16. Por que alguém como Lair Ribeiro faria mais sucesso como pregador hoje do que, digamos, Francisco de Assis ?</p>
<p>17. Por que se canta tanto sobre coisas tão etéreas e abstratas como “rios de unção” e “chuvas de avivamento”, ao passo que Jesus usava sempre figuras simples, concretas e claras do cotidiano para ensinar, como sementes, pássaros e lírios?</p>
<p>18. Por que se amarra, todos os anos, tudo quanto é “espírito ruim” das cidades, fazendo marchas para Jesus que não passam de procissões <span> </span>evangélicas, onde não se ascendem velas como os católicos, e nem carregam “santinhos” de pau ou pedra, mas as rezas acontecem sempre com um “papa” a frente e tudo, e as cidades continuam do mesmo jeito? Aliás, se os “espíritos ruins” já foram “amarrados” uma vez, por que todo ano eles precisam ser “amarrados” de novo?</p>
<p>19. Por que uma doutrina como o pré-tribulacionismo, que apregoa que Jesus vai tirar a igreja da reta de qualquer sofrimento ou perseguição, não faz sucesso algum na China, no Irã ou na Indonésia? Aliás, por que ela fazia tanto sucesso na China pré-comunista, e depois declinou por lá?</p>
<p>20. Por que se canta todos os dias “Hoje o meu milagre vai chegar”? Afinal, ele não chega nunca? Que dia está sendo chamado de “hoje”?..seria um dia também utópico, etério e abstrato onde se enganam crentes em nome de Deus onde Deus nunca está ?, que fé irresponsável é essa ?</p>
<p>21. Por que Jó não cantou “restitui, eu quero de volta o que é meu”, nem declarou ou amarrou nada, muito menos participou de “campanha de libertação” quando perdeu tudo?</p>
<p>22. Por que tanta gente acredita que a terra e o universo foram criados há 6 mil anos, interpretando Gênesis 1 literalmente, mas esses mesmos nunca dizem que o sol gira em torno da terra, interpretando literalmente Josué 10, tampouco dizem que a terra é retangular, interpretando literalmente a expressão bíblica “os quatro cantos da terra”?</p>
<p><o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">23. Por que nós nunca vamos ao médico e pedimos, “doutor, dá pra queimar essa enfermidade pra mim por favor”? Por que então se ora pedindo isso pra Deus? Seria correto orar assim pra Deus curar alguém enfermo por causa de queimadura?</span><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span><span style="font-family: Arial">24. Por que não se faz um mega-evento evangélico, desses que reúnem um milhão de pessoas ou mais, pra fazer um mutirão para distribuir alimentos aos pobres ou ainda para recolher o lixo da cidade? Aliás, por que se emporcalha tanto as cidades com óleo e outras coisas nos tais “atos proféticos”? Não seria um melhor testemunho limpá-la ao invés de sujá-la?</span><span style="font-family: Arial"> </span><span style="font-family: Arial">25. Por que as rádios evangélicas tocam tanta coisa produzida por gravadoras ricas e que logo após só se escolhem tais cânticos a serem ministrados nas igrejas, e nada produzido por artistas independentes?, músicas antigas nem pensar !, afinal, canta-se apenas o que foi lançado recentemente, e o que está nas “paradas de sucesso”.</p>
<p>26. Por que se faz apelo ao fim de uma “pregação” que não fez qualquer menção ao sangue, à cruz, ao arrependimento, ou sequer ao pecado?</p>
<p>27. Por que se enfatiza tanto a ordem bíblica para pregar a Palavra e se negligencia tanto as ordens para fazer justiça social e alimentar os famintos? Quantas vezes cada uma delas aparece na Bíblia?</p>
<p>28. Por que Deuteronômio 28:13 (“o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda”) é tão citado, ao passo que I Coríntios 4:11-13 (“somos considerados como o lixo do mundo”) ninguém gosta de citar?</p>
<p>29. Por que quem pensa diferente de nós é sempre “inflexível”, “fariseu” ou “duro de coração” (quando não chamamos de coisa pior)? <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"> </span><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span><span style="font-family: Arial"></span><span style="font-family: Arial">30. Por que sempre quando são feitas todas essas perguntas, ficamos primeiro sem uma resposta convincente e bíblica?, e os que questionam tais coisas, são criticados e tidos como incrédulos, céticos, frios e calculados, e acusados de defenderem só “a letra” ? que segundo a interpretação da maioria dos evangélicos, “ela mata” e enchem o peito para afirmar o final do verso que “só o Espírito vivifica !”, ora, nesse caso, estamos perdidos !.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-family: Arial">Lamentável, Deus tenha misericórdia do seu Povo.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span></p>
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		<title>Natal de corações gelados !.</title>
		<link>http://www.caminhocristao.com/2008/12/natal-de-coracoes-gelados/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 03:25:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pessoalmente é o Natal mais diluído que já ví. Um Natal de perús e de Noéis cabisbaixos e sem &#8220;sacos de presentes&#8221; por causa de uma tal crise mundial. Um Natal sem alegrias e sem gentilezas. Sim, este está sendo um Natal cruel em todo o mundo!. Que Natal é este?   Este é o primeiro Natal não-cristão da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span class="readonlydestaque"><span style="color: black; font-family: Arial">Pessoalmente é o Natal mais diluído que já ví. Um Natal de perús e de Noéis cabisbaixos e sem &#8220;sacos de presentes&#8221; por causa de uma tal crise mundial. Um Natal sem alegrias e sem gentilezas. </span></span><span class="readonlydestaque"><span style="color: black; font-family: Arial">Sim, este está sendo um Natal cruel em todo o mundo!.</span></span><span style="color: black; font-family: Arial"><br />
<span class="readonlydestaque">Que Natal é este?</span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><span class="readonlydestaque"></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><span class="readonlydestaque"><span id="more-435"></span></span></span><span style="color: black; font-family: Arial"></span><span style="color: black; font-family: Arial"><span class="readonlydestaque"> </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><span class="readonlydestaque"></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><span class="readonlydestaque">Este é o primeiro Natal não-cristão da humanidade ocidental nos últimos mil e setecentos anos, desde a saudosa era da Igreja dos Sonhos, a &#8220;Dream Church&#8221;, a Igreja Primitiva, onde se repartia tudo em comum, pois comungavam de uma unidade bonita e harmoniosa de coração. </span></span><span style="color: black; font-family: Arial"> </span><span style="color: black; font-family: Arial"><span class="readonlydestaque">Falava-se de “mundo pós-cristão” desde muito tempo atrás. Também se falava de “pós-modernidade” desde há muito. No entanto, mesmo que o “fenômeno” já fosse uma realidade cultural e religiosa, não havia ainda se tornado algo afetivo e emocional. </span></p>
<p><span class="readonlydestaque">Ou seja, nas últimas duas décadas, mesmo já sendo este um mundo “pós-cristão”, cultural e religiosamente falando, ainda se tinha a </span><em><span style="font-family: Arial">energia inercial</span></em><span class="readonlydestaque"> dos romantismos fraternos dos natais cristãos, a qual se manifestava ainda em muitas expressões de espírito de perdão, reconciliação e de fraternidade. </span></p>
<p><span class="readonlydestaque">Neste Natal, entretanto, quase que de um modo geral, sente-se a desafeição do ano inteiro prevalente como espírito, nas ruas, nas casas, nos olhares, nos gestos, nos desinteresses, no congelamento das afeições — conforme o que se vê o ano todo. </span></p>
<p><span class="readonlydestaque">A humanidade ocidental, agora, começará a saber como é viver num mundo no qual as Festas da Cristandade não têm nenhum significado além do termo que a própria Casa Branca, dos crentes americanos, já adotou. Ao invés do </span><em><span style="font-family: Arial">Merry Christmas</span></em><span class="readonlydestaque"> de sempre — o que ainda remetia para a cristandade —, agora, pelo segundo ano, adotou o politicamente correto </span><em><span style="font-family: Arial">Happy Holidays</span></em><span class="readonlydestaque">. </span></p>
<p><span class="readonlydestaque">Jesus não nasceu em 25 de dezembro. Mas isto não tem nenhuma importância, visto que a maravilha da Encarnação deve ser a loucura nossa de cada dia. </span></p>
<p><span class="readonlydestaque">O que sinto falta é da gentileza que parecia ressurgir dos mortos ante o romantismo do dia do &#8220;Nascimento de Jesus&#8221;.</span></p>
<p><span class="readonlydestaque">E não sinto falta disso para mim mesmo, mas apenas como lamento de quem vê como as pessoas vão ficando a cada dia mais geladas. </span></p>
<p><span class="readonlydestaque">Meu Natal é o ano inteiro, pois quem quer que deseje viver o espírito do Evangelho viverá da fé na Encarnação em cada segundo de seu existir. </span><br />
<span class="readonlydestaque">A Era Glacial começou!</span></p>
<p><span class="readonlydestaque">Bem-aventurado seja todo aquele que não se deixar gelar!</span></p>
<p><span class="readonlydestaque">Só há um antídoto contra o Natal de Gelo: o </span><em><span style="font-family: Arial">amor que se dá</span></em><span class="readonlydestaque">, e que também valoriza pai, mãe, filhos (as), irmão, amigo, família, e, sobretudo, a paz entre todos e sem distinção. </span></p>
<p>Um próspero e <span class="readonlydestaque">Feliz Natal Interior !.</span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span></span></p>
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		<title>A Velha ou a Nova Cruz: o que nos interessa?.</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 22:39:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sem fazer-se anunciar e quase despercebida uma nova cruz introduziu-se nos círculos evangélicos dos tempos modernos. Ela se parece com a velha cruz, mas é diferente; as semelhanças são superficiais; as diferenças, fundamentais.Uma nova filosofia brotou desta nova cruz com respeito à vida cristã, e desta nova filosofia surgiu uma nova técnica evangélica, um novo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial">Sem fazer-se anunciar e quase despercebida uma nova cruz introduziu-se nos círculos evangélicos dos tempos modernos. Ela se parece com a velha cruz, mas é diferente; as semelhanças são superficiais; as diferenças, fundamentais.</span><span style="font-family: Arial">Uma nova filosofia brotou desta nova cruz com respeito à vida cristã, e desta nova filosofia surgiu uma nova técnica evangélica, um novo tipo de reunião e uma nova espécie de pregação. Este novo evangelismo emprega a mesma linguagem que o velho, mas o seu conteúdo não é o mesmo e sua ênfase difere da anterior.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"><o:p><span id="more-431"></span></o:p></span><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial">A velha cruz não fazia aliança com o mundo. Para a carne orgulhosa de Adão ela significava o fim da jornada, executando a sentença imposta pela lei do Sinai. A nova cruz não se opõe à raça humana; pelo contrário, é sua amiga íntima e, se compreendermos bem, considera-a uma fonte de divertimento e gozo inocente. Ela deixa Adão viver sem qualquer interferência. Sua motivação na vida não se modifica; ela continua vivendo para seu próprio prazer, só que agora se deleita em entoar coros e a assistir filmes religiosos em lugar de cantar canções obcenas e tomar bebidas fortes. A ênfase continua sendo o prazer, embora a diversão se situe agora num plano moral mais elevado, caso não o seja intelectualmente.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A nova cruz encoraja uma abordagem evangelística nova e por completo diferente. O evangelista não exige a renúncia da velha vida antes que a nova possa ser recebida. Ele não prega contrastes mas semelhanças. Busca a chave para o interesse do público, mostranto que o cristianismo não faz exigências desagradáveis; mas, pelo contário, oferece a mesma coisa que o mundo, somente num plano superior. O que quer que o mundo pecador esteja idolizando no momento é mostrado como sendo exatamente aquilo que o evangelho oferece, sendo que o produto religioso é melhor.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A nova cruz não mata o pecador, mas dá-lhe nova direção. Ela o faz engrenar em um modo de vida mais limpo e agradável, resguardando o seu respeito próprio. Para o arrogante ela diz: &#8220;Venha e mostre-se arrogante a favor de Cristo&#8221;; e declara ao egoísta: &#8220;Venha e vanglorie-se no Senhor&#8221;. Para o que busca emoções, chama: &#8220;Venha e goze da emoção da fraternidade cristã&#8221;. A mensagem de Cristo é manipulada na direção da moda corrente a fim de torná-la aceitável ao público.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A filosofia por trás disso pode ser sincera, mas na sua sinceridade não impede qe seja falsa. É falsa por ser cega, interpretando erradamente todo o significado da cruz.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A velha cruz é um símbolo da morte. Ela representa o fim repentino e violento de um ser humano. O homem, na época romana, que tomou a sua cruz e seguiu pela estrada já se despedira de seus amigos. Ele não mais voltaria. estava indo para seu fim. A cruz não fazia acordos, não modificava nem poupava nada; ela acabava completamente com o homem, de uma vez por todas. Não tentava manter bons termos com sua vítima. Golpeava-a cruel e duramente e quando terminava seu trabalho o homem já não existia.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A raça de Adão está sob sentença de morte. Não existe comutação de pena nem fuga. Deus não pode aprovar qualquer dos frutos do pecado, por mais inocentes ou belos que pareçam aos olhos humanos. Deus resgata o indivíduo, liquidando-o e depois ressucitando-o em novidade de vida.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O evangelismo que traça paralelos amigáveis entre os caminhos de Deus e os do homem é falso em relação à bíblia e cruel para a alma de seus ouvintes. A fé manifestada por Cristo não tem paralelo humano, ela divide o mundo. Ao nos aproximarmos de Cristo não elevamos nossa vida a um plano mais alto; mas a deixamos na cruz. A semente de trigo deve cair no solo e morrer.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Nós, os que pregamos o evangelho, não devemos julgar-nos agentes ou relações públicas enviados para estabelecer boa vontade entre Cristo e o mundo. Não devemos imaginar que fomos comissionados para tornar Cristo aceitável aos homens de negócio, à imprensa, ao mundo dos esportes ou à educação moderna. Não somos diplomatas mas profetas, e nossa mensagem não é um acordo mas um ultimato.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Deus oferece vida, embora não se trate de um aperfeiçoamento da velha vida. A vida por Ele oferecida é um resultado da morte. Ela permanece sempre do outro lado da cruz. Quem quiser possuí-la deve passar pelo castigo. É preciso que repudie a si mesmo e concorde com a justa sentença de Deus contra ele.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O que isto significa para o indivíduo, o homem condenado quer encontrar vida <st1:personname ProductID="em Cristo Jesus" w:st="on">em Cristo Jesus</st1:personname>? Como esta teologia pode ser traduzida em termos de vida? É muito simples, ele deve arrepender-se e crer. Deve esquecer-se de seus pecados e depois esquecer-se de si mesmo. Ele não deve encobrir nada, defender nada, nem perdoar nada. Não deve procurar fazer acordos com Deus, mas inclinar a cabeça diante do golpe do desagrado severo de Deus e reconhecer que merece a morte.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Feito isto, ele deve contemplar com sincera confiança o salvador ressurreto e receber dEle vida, novo nascimento, purificação e poder. A cruz que terminou a vida terrena de Jesus põe agora um fim no pecador; e o poder que levantou Cristo dentre os mortos agora o levanta para uma nova vida com Cristo.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Para quem quer que deseje fazer objeções a este conceito ou considerá-lo apenas como um aspecto estreito e particular da verdade, quero afirmar que Deus colocou o seu selo de aprovação sobre esta mensagem desde os dias de <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> até hoje. Quer declarado ou não nessas exatas palavras, este foi o conteúdo de toda pregação que trouxe vida e poder ao mundo através dos séculos. Os místicos, os reformadores, os revivalistas, colocaram aí a sua ênfase, e sinais, prodígios e poderosas operações do Espírito Santo deram testemunho da operação divina.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Ousaremos nós, os herdeiros de tal legado de poder, manipular a verdade? Ousaremos nós com nossos lápis grossos apagar as linhas do desenho ou alterar o padrão que nos foi mostrado no Monte? Que Deus não permita! Vamos pregar a velha cruz e conhecermos o velho poder. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">  <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><o:p> </o:p></span></p>
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		<title>Aspectos bíblicos da Graça comum.</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 16:51:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[citações]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando Adão e Eva pecaram, tornaram-se réus da punição eterna e da separação de Deus (Gênesis 2:17). Do mesmo modo, hoje, quando os seres humanos pecam, eles se tornam sujeito à ira de Deus e à punição eterna: “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Isso significa que, uma vez que as pessoas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'"><span style="font-family: Arial">Quando Adão e Eva pecaram, tornaram-se réus da punição eterna e da separação de Deus (Gênesis 2:17). Do mesmo modo, hoje, quando os seres humanos pecam, eles se tornam sujeito à ira de Deus e à punição eterna: “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Isso significa que, uma vez que as pessoas pecam, a justiça de Deus requer somente uma coisa, que elas sejam eternamente separadas de Deus, alienadas da possibilidade de experimentar <em><span style="font-family: Arial">qualquer</span></em> bem da parte dEle, e que elas existam para sempre no inferno, recebendo eternamente apenas a Sua ira. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"><span id="more-398"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial">De fato, isso foi o que aconteceu aos anjos que pecaram e poderia ter acontecido exatamente conosco também: “Pois Deus não poupou aos anjos que pecaram, mas os lançou no inferno, prendendo-os em abismos tenebrosos a fim de serem reservados para o juízo” (2 Pedro 2:4).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Mas, de fato, Adão e Eva não morreram imediatamente (embora a sentença de morte <em><span style="font-family: Arial">começasse</span></em> a ser aplicada na vida deles no dia em que pecaram). A execução plena da sentença de morte foi retardada por muitos anos. Além disso, milhões de seus descendentes até o dia de hoje não morrem nem vão para o inferno tão logo pecam, mas continuam a viver por muitos anos, desfrutando bênçãos incontáveis nesta vida. Como pode ser isso? <em><span style="font-family: Arial">Como Deus pode continuar a conferir bênçãos a pecadores que merecem somente a morte</span></em> — não somente aos que finalmente serão salvos, mas também a milhões que nunca serão salvos, cujos pecados nunca serão perdoados?<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A respostas a essas perguntas é que Deus concede-lhes <em><span style="font-family: Arial">graça comum</span></em>. Podemos definir graça comum da seguinte maneira: <em><span style="font-family: Arial">Graça comum é a graça de Deus pela qual Ele dá às pessoas bênçãos inumeráveis que não são parte da salvação</span></em>. A palavra comum aqui significa algo que é dado a todos os homens e não é restrito aos crentes ou aos eleitos somente.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Diferentemente da graça comum, a graça de Deus que leva pessoas à salvação é muitas vezes chamada “graça salvadora”. Naturalmente, quando falamos a respeito da “graça comum” e da “graça salvadora”, não estamos sugerindo que há duas diferentes espécies de graça no próprio Deus, mas apenas estamos dizendo que a graça de Deus se manifesta no mundo de duas maneiras diferentes. A graça comum é diferente da graça salvadora quanto aos <em><span style="font-family: Arial">resultados</span></em> (ela não traz salvação), seus <em><span style="font-family: Arial">destinatários</span></em> (é dada aos crentes e descrentes igualmente) e sua <em><span style="font-family: Arial">fonte</span></em> (ela não flui diretamente da obra expiatória de Cristo, visto que a morte dEle não obtém nenhuma medida de perdão para os descrentes e, portanto, nem os crentes nem os descrentes fazem jus às suas bênçãos). Contudo, sobre o último ponto, deve ser dito que a graça comum flui <em><span style="font-family: Arial">indiretamente</span></em> da obra redentora de Cristo, porque o fato de Deus não julgar o mundo assim que o pecado entrou nele talvez seja apenas porque Ele planejou finalmente salvar alguns pecadores por meio da morte de Seu Filho.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
B. Exemplos de graça comum<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
Se olhamos para o mundo ao nosso redor e o contrastamos com o fogo do inferno que ele merece, podemos ver imediatamente a abundante evidência da graça comum de Deus em milhares de exemplos na vida diária. Podemos distinguir diversas categorias específicas nas quais essa graça comum pode ser vista.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="1. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">1. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera física.</span></em><span style="font-family: Arial"> Os descrentes continuam a viver neste mundo somente por causa da graça comum de Deus — cada vez que as pessoas respiram é pela graça, pois o salário do pecado é a morte, não a vida. Além disso, a terra não produz somente espinhos e ervas daninhas (Gênesis 3:18), nem permanece um deserto ressequido, mas a graça comum de Deus provê comida e material para roupa e abrigo, muitas vezes em grande abundância e diversidade. Jesus disse: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu <st1:personname w:st="on">Pai</st1:personname> que está nos céus. Porque <em><span style="font-family: Arial">Ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos</span></em>” (Mateus 5:44,45). Aqui Jesus apela para a abundante graça comum de Deus como encorajamento aos seus discípulos, para que eles também concedam amor e orem para que os descrentes sejam abençoados (cf. Lucas 6:35,36). Semelhantemente, <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> disse ao povo de Listra: “No passado [Deus] permitiu que todas as nações seguissem os seus próprios caminhos. Contudo. Deus não ficou sem testemunho: mostrou sua bondade, <em><span style="font-family: Arial">dando-lhes chuva do céu e colheitas no tempo certo, concedendo-lhes sustento com fartura e um coração cheio de alegria</span></em>” (Atos 14:16,17). <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O Antigo Testamento também fala da graça comum de Deus que vem aos descrentes tanto quanto aos crentes. Um exemplo específico é o de Potifar, o capitão da guarda do Egito que comprou José como escravo: “<em><span style="font-family: Arial">o Senhor abençoou a casa do egípcio </span></em>por causa de José. A bênção do Senhor estava sobre tudo o que Potifar possuía, tanto em casa como no campo” (Gênesis 39:5). Davi fala de modo muito mais geral a respeito das criaturas que o Senhor fez:<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">“O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas. [...] Os olhos de todos estão voltados para ti, e tu lhes dás o alimento no devido tempo. Abres a tua mão e satisfazes os desejos de todos os seres vivos” (Salmos 145:9,15,16).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Estes versículos são outro lembrete de que a bondade que é encontrada em toda a criação não acontece automaticamente — ela se deve à bondade de Deus e Sua compaixão.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="2. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">2. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera intelectual.</span></em><span style="font-family: Arial"> Satanás é “mentiroso e pai da mentira” e “não há verdade nele” (<st1:personname w:st="on">João</st1:personname> 8:44), porque lhe foi dado ter domínio sobre o mal e sobre a irracionalidade e comprometimento com a falsidade que acompanha o mal radical. Mas os seres humanos no mundo de hoje, mesmo os descrentes, não estão totalmente entregues à mentira, irracionalidade e ignorância. Todas as pessoas são capazes de ter um pouco de compreensão da verdade; de fato, algumas possuem grande inteligência e entendimento. Isso também deve ser visto como resultado da graça comum de Deus. <st1:personname w:st="on">João</st1:personname> fala de Jesus como “a verdadeira luz, que <em><span style="font-family: Arial">ilumina todos os homens</span></em>” (<st1:personname w:st="on">João</st1:personname> 1:9), pois, em seu papel como criador e sustentador do universo (não particularmente em seu papel como redentor), o Filho de Deus concede iluminação e entendimento que vêm a todas as pessoas no mundo.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A graça comum de Deus na esfera intelectual é vista no fato de que todas as pessoas têm certo conhecimento de Deus: “porque, <em><span style="font-family: Arial">tendo conhecido a Deus</span></em>, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças” (Romanos 1:21). Isso significa que há um senso da existência de Deus e muitas vezes a fome de conhecer Deus que Ele permite que permaneça no coração das pessoas, embora isso resulte muitas vezes em muitos religiões diferentes criadas pelos homens. Portanto, mesmo quando falando a pessoas que sustentavam religiões falsas, <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> pôde encontrar um ponto de contato com respeito ao conhecimento da existência de Deus, exatamente como fez quando falou aos filósofos atenienses: “Atenienses! Vejo que em todos os aspectos vocês são muito religiosos [...] o que vocês adoram, apesar de não conhecerem, eu lhes anuncio” (Atos 17:22,23).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A graça comum de Deus na esfera intelectual também resulta na capacidade de captar a verdade e distingui-la do erro e de experimentar crescimento em conhecimento que pode ser usado na investigação do universo e na tarefa de dominar a terra. Isso significa que <em><span style="font-family: Arial">toda ciência e tecnologia desenvolvida pelos não-cristãos é resultado da graça comum</span></em>, permitindo-lhes fazer descobertas e invenções incríveis, para desenvolver os recursos do planeta na criação de muitos bens materiais, para produção e distribuição desses recursos e para alcançar habilidades na obra produtiva. Em sentido prático, isso significa que, cada vez que entramos em uma mercearia, andamos em um automóvel ou entramos em uma casa, devemos lembrar que estamos experimentando os resultados da abundante graça comum de Deus derramada tão ricamente sobre toda a raça.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="3. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">3. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera moral.</span></em><span style="font-family: Arial"> Pela graça comum Deus também refreia as pessoas de serem tão más quanto poderiam. Novamente o reino demoníaco, totalmente dedicado ao mal e à destruição, proporciona um contraste claro com a soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de humana, na qual o mal é claramente refreado. Se as pessoas persistem dura e repetidamente em seguir o pecado durante o curso de sua vida, Deus finalmente as entregará ao maior de todos os pecados (cf. Salmos 81:12; Romanos 1:24,26,28), mas no caso da maioria dos seres humanos eles não caem nas profundezas às quais seus pecados normalmente os levariam, porque Deus intervém e coloca freio na sua conduta. Um refreamento muito eficaz é a força da consciência. <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> diz: “De fato, quando os gentios, que não têm a Lei, praticam naturalmente o que ela ordena, tornam-se lei para si mesmos, embora não possuam a Lei; pois mostram <em><span style="font-family: Arial">que as exigências da Lei estão gravadas em seu coração</span></em>. Disso <em><span style="font-family: Arial">dão testemunho também</span></em> a sua consciência e os pensamentos deles, ora acusando-os, ora defendendo-os” (Romanos 1:32). E em muitos outros casos, essa sensação interior da consciência leva os indivíduos a estabelecer leis e costumes na soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de que são, em termos da conduta exterior que eles aprovam ou proíbem, totalmente iguais às leis morais da Escritura. As pessoas muitas vezes estabelecem leis ou têm costumes que respeitam a santidade do casamento e da família, protegem a vida humana e proíbem o roubo e a falsidade no falar. Por causa disso, elas muitas vezes seguem caminhos moralmente retos e exteriormente andam conforme os padrões morais encontrados na Escritura. Embora a conduta moral delas não possa ganhar méritos com Deus, visto que a Escritura claramente diz que “diante de Deus ninguém é justificado pela Lei” (Gálatas 3:11) e “Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer” (Romanos 3:12), contudo, em algum sentido menor que ganhar a aprovação ou o mérito eterno de Deus, os descrentes realmente fazem “o bem”. Jesus sugere isso quando diz: “E que mérito terão, se fizerem o bem<em><span style="font-family: Arial"> àqueles que são bons para com vocês? Até os &#8216;pecadores&#8217; agem assim</span></em>” (Lucas 6:33).<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="4. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">4. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera da criatividade.</span></em><span style="font-family: Arial"> Deus distribuiu medidas significativas de capacidade em áreas artísticas e musicais, assim como em outras esferas nas quais a criatividade e a habilidade podem expressar-se, como praticar esportes, cozinhar, escrever, e assim por diante. Além disso, Deus nos dá a capacidade de apreciar a beleza em muitas áreas da vida. E nessa área, assim como na esfera física e intelectual, as bênçãos da graça comum são às vezes derramadas sobre os descrentes até mais abundantemente que sobre os crentes. To<st1:personname w:st="on">davi</st1:personname>a, em todos os casos, ela é resultado da graça de Deus.</p>
<p><em><span style="font-family: Arial">5. A esfera da soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de.</span></em> A graça de Deus também é evidente na existência de várias organizações e estruturas na raça humana. Vemos isso primeiramente na família humana, ressaltado pelo fato de que Adão e Eva permaneceram marido e mulher após a queda e então tiveram filhos, homens e mulheres (Gênesis 5:4). Os filhos de Adão e Eva casaram-se e formaram famílias para si mesmos (Gênesis 4:17,19,26). A família humana permanece ainda hoje, não simplesmente como instituição para os crentes, mas para todas as pessoas.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O governo humano é também resultado da graça comum. Ele foi instituído no princípio por Deus após o dilúvio (ver Gênesis 9:6) e, segundo Romanos 13 claramente afirma, foi estabelecido por Deus: “Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas”. Está claro que o governo é dom de Deus para a raça em geral, pois <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> diz que a autoridade “é serva de Deus para o seu bem” e que ela é “serva de Deus, agente de justiça para punir quem pratica o mal” (Romanos 13:4). Um dos principais meios que Deus usa para refrear o mal no mundo é o governo humano. As leis humanas, as forças policiais e os sistemas judiciais proporcionam poderosa repressão às más ações, e esses são freios necessários, pois há muito mal no mundo que é irracional e pode ser restringido somente pela força, já que ele não será impedido pela razão ou pela educação. Obviamente a pecaminosidade das pessoas pode também afetar os governos em si mesmos, de forma que o governo humano, igual a todas as outras bênçãos da graça comum que Deus dá, pode ser usado tanto para o propósito do bem como do mal.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial"><br />
<em><span style="font-family: Arial">6. A esfera religiosa.</span></em></span></em><span style="font-family: Arial"> Mesmo na esfera da religião humana, a graça comum de Deus traz algumas bênçãos para as pessoas incrédulas. Jesus nos diz: “Amem os seus inimigos e <em><span style="font-family: Arial">orem por aqueles que os perseguem</span></em>” (Mateus 5:44), e desde que não há qualquer restrição no contexto para que se ore simplesmente pela salvação deles e como a ordem de orar pelos que nos perseguem é combinada com a ordem de amá-los, parece razoável concluir que Deus pretende responder a nossas orações pelos que nos perseguem em muitas áreas de suas vidas. De fato, <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> especificamente ordena que oremos “pelos reis e por todos os que exercem autoridade” (1 Timóteo 2:2). Quando procuramos o bem dos descrentes, isso é coerente com a própria prática divina de conceder sol e chuva a “maus e bons” (Mateus 5:45) e também está de acordo com a prática de Jesus durante o Seu ministério terreno, quando Ele curou cada pessoa que lhe era trazida (Lucas 4:40). Não há indicação alguma de que ele tenha exigido que todos cressem nele ou concordassem que ele era o Messias antes de lhes conceder cura física.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Deus responde às orações dos descrentes? Embora Deus não tenha prometido responder às orações dos descrentes como prometeu responder às orações dos que vêm a Ele em nome de Jesus, e embora Ele não tenha obrigação de responder às orações dos descrentes, mesmo assim Deus pode por Sua graça comum ouvir e responder positivamente às orações deles, demonstrando dessa forma Sua misericórdia e bondade de outro modo ainda (cf. Salmos 145:9,15; Mateus 7:22; Lucas 6:35,36). Esse é provavelmente o sentido de 1 Timóteo 4:10, que diz que Deus é o “Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem”. Aqui “Salvador” não significa restritamente “quem perdoa pecados e dá vida eterna”, porque tais coisas não são dadas aos que não crêem. “Salvador” deve ter aqui um sentido mais geral — a saber, “quem resgata da miséria, quem liberta”. Em caso de pobreza e miséria, Deus muitas vezes ouve as orações dos descrentes e os livra graciosamente de seus problemas. Além disso, mesmo os descrentes muitas vezes possuem um senso de gratidão para com Deus pela bondade da criação, pela libertação em meio ao perigo e pelas bênçãos da família, do lar, das amizades e do país.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial"><br />
<em><span style="font-family: Arial">7. A graça comum não salva pessoas.</span></em></span></em><span style="font-family: Arial"> A despeito de tudo isso, devemos perceber que a graça comum é diferente da graça salvadora. A graça comum não muda o coração humano nem traz pessoas ao genuíno arrependimento ou à fé — ela não pode salvar e não salva pessoas (embora na esfera intelectual e moral ela possa preparar as pessoas para torná-las mais dispostas a aceitar o evangelho). A graça comum refreia o pecado, mas não muda a disposição fundamental de pecar nem purifica a natureza humana decaída.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Devemos também reconhecer que as ações que os descrentes realizam por causa da graça comum não merecem a aprovação ou o favor de Deus. Essas ações não procedem da fé (“tudo o que não provém da fé é pecado”, Romanos 14:23) nem são motivadas pelo amor a Deus (Mateus 22:37), e sim pelo amor ao ego sob uma ou outra forma. Portanto, embora possamos prontamente dizer que as obras dos descrentes que se conformam externamente às leis de Deus são “boas” em algum sentido, contudo elas não são boas em termos de merecer a aprovação de Deus nem de tornar Deus endividado para com o pecador em sentido algum.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Finalmente, devemos reconhecer que os descrentes muitas vezes recebem mais graça comum que os crentes — eles podem ser mais habilidosos, trabalhar com mais esforço, ser mais inteligentes, mais criativos ou ter mais dos benefícios materiais desta vida para desfrutar. Isso não indica de forma alguma que eles são mais favorecidos por Deus no sentido absoluto ou que eles vão ganhar qualquer coisa relativa à salvação eterna, mas significa somente que Deus distribui as bênçãos da graça comum de vários modos, muitas vezes concedendo bênçãos bastante significativas a descrentes. Em tudo isso, obviamente, eles devem tomar consciência da bondade de Deus (Ateus 14:17) e reconhecer que a vontade revelada de Deus é que essa “bondade de Deus” finalmente os conduza “ao arrependimento” (Romanos 2:4).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">C. Razões para a graça comum<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
Por que Deus concede graça comum a pessoas imerecedoras que nunca virão à salvação? Podemos sugerir ao menos quatro razões.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">1. Para redimir os que serão salvos.</span></em><span style="font-family: Arial"> Pedro diz que o dia do juízo e da execução final de punição está sendo retardado porque há ainda mais pessoas que serão salvas. “O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, ele é paciente com vocês, <em><span style="font-family: Arial">não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento</span></em>.” (2 Pedro 3:9,10). De fato, essa razão foi verdadeira desde o princípio da história humana, pois, se Deus quisesse salvar qualquer pessoa entre todos que compõem a humanidade pecaminosa, Ele não poderia destruir todos os pecadores imediatamente (nesse caso não sobraria ninguém da raça humana). Ao contrário, Ele resolveu permitir que seres humanos pecaminosos vivessem algum tempo de modo a ter uma oportunidade de arrependimento e também para que pudessem gerar filhos, capacitando gerações subseqüentes a viver, a ouvir o evangelho e se arrepender.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">2. Para demonstrar a bondade e a misericórdia de Deus.</span></em><span style="font-family: Arial"> A bondade e a misericórdia de Deus não são vistas somente na salvação dos crentes, mas também nas bênçãos que Deus dá aos pecadores que não as merecem. Quando Deus “é bondoso para com os ingratos e maus” (Lucas 6:35), essa bondade é revelada no universo, para a Sua glória. Davi diz: “O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas” (Salmos 145:9). Na história de Jesus conversando com o moço rico, lemos: “Jesus olhou para ele e o amou” (Marcos 10:21), embora o homem fosse um descrente que no mesmo instante afastou-se de Jesus porque possuía muitas riquezas. Berkhof diz que Deus “derrama incontáveis bênçãos sobre todos os homens e também indica claramente que elas são expressões de uma disposição favorável de Deus que, contudo, fica muito aquém da volição positiva exercida para lhes perdoar, suspender a sentença a eles imposta e assegurar-lhes a salvação”.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Não é injusto Deus retratar a execução da punição do pecado e dar temporariamente bênçãos aos seres humanos, porque a punição não é esquecida, mas apenas retardada. Retardando a punição, Deus mostra claramente que não tem prazer em executar o juízo final, mas, ao contrário, Ele se deleita na salvação de homens e mulheres. “Juro pela minha vida, palavra do Soberano, o SENHOR, que não tenho prazer na morte dos ímpios, antes tenho prazer em que eles se desviem dos seus caminhos e vivam” (Ezequiel 33:11). Deus “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:4). Em tudo isso o tempo de espera da punição dá uma evidência clara da misericórdia, bondade e amor de Deus.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">3. Para demonstrar a justiça de Deus.</span></em><span style="font-family: Arial"> Quando repetidamente Deus convida os pecadores a virem à fé e repetidamente eles recusam os Seus convites, a justiça de Deus em condená-los é vista muito mais claramente. <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> adverte que quem persiste na incredulidade está simplesmente acumulando a ira para si mesmo: “Contudo, por causa da teimosia e do seu coração obstinado, você está acumulando ira contra si mesmo, para o dia da ira de Deus, quando se revelará o seu justo julgamento” (Romanos 2:5). No dia do juízo todas as bocas serão silenciadas (Romanos 3:19), e ninguém será capaz de contrapor que Deus foi injusto.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">4. Para demonstrar a glória de Deus. </span></em><span style="font-family: Arial">Finalmente, a glória de Deus é mostrada de muitas formas pelas atividades dos seres humanos em todas as áreas nas quais a graça comum está <st1:personname ProductID="em operação. No" w:st="on">em operação. No</st1:personname> desenvolvimento e no exercício do domínio sobre a terra, homens e mulheres demonstram e refletem a sabedoria do seu Criador, comprovam as qualidades dadas por Deus, as virtudes morais e a autoridade sobre o universo, e coisas semelhantes. Embora todas essas atividades sejam contaminadas por motivos pecaminosos, elas apesar disso refletem a excelência de nosso Criador e, portanto, trazem a glória a Ele, não de forma plena e perfeita, mas ainda assim significativa.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
C. Nossa resposta à doutrina da graça comum<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
Pensando sobre as várias espécies de bondades vistas na vida dos descrentes por causa da graça comum que Deus dá abundantemente, devemos ter em mente três pontos.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">1. Graça comum não significa que quem a recebe será salvo. </span></em><span style="font-family: Arial">Mesmo uma porção excepcional de graça comum não significa que quem a recebe será salvo. Até as pessoas mais habilidosas, mas inteligentes, mais ricas e poderosas no mundo ainda carecem do evangelho de Jesus Cristo ou serão condenadas eternamente! Os nossos vizinhos mais bondosos e de moral mais elevada ainda carecem do evangelho de Jesus Cristo ou serão condenados eternamente! Exteriormente pode parecer que eles não têm necessidade algumas, mas a Escritura ainda diz que os descrentes são “inimigos de Deus” (Romanos 5:10; cf. Colossenses. 1:21; Tiago 4:4) e são “contra” Cristo (Mateus 12:30). Eles são “inimigos da cruz de Cristo” e “só pensam nas coisas terrenas” (Filipenses 3:18,19), sendo “por natureza merecedores da ira” (Efésios 2:3).<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">2. Devemos ser cuidados em não rejeitar as coisas boas que os descrentes fazem, considerando-as totalmente más. </span></em><span style="font-family: Arial">Pela graça comum os descrentes fazem algumas coisas boas, e devemos ver a mão de Deus nelas, sendo agradecidos por elas, como por exemplo nas amizades, em cada ato de bondade, no que elas trazem de bênçãos para outras pessoas. Tudo isso — embora o descrente não o saiba — procede em última análise de Deus, e Deus merece a glória por tudo.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="3. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">3. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> doutrina da graça comum deveria estimular nosso coração à gratidão muito maior a Deus. </span></em><span style="font-family: Arial">Quando descemos uma rua e vemos casas, jardins e famílias vivendo em segurança, ou quando negociamos no mercado e vemos os resultados abundantes do progresso tecnológico, ou quando andamos pelos bosques e vemos a beleza da natureza, ou quando somos protegidos pelas autoridades, ou quando somos educados no vasto conhecimento humano, devemos perceber não somente que Deus, em Sua soberania, é o responsável último por todas essas bênçãos, mas também que Deus as tem concedido aos descrentes, embora eles não tenham <em><span style="font-family: Arial">absolutamente</span></em> <em><span style="font-family: Arial">nenhum mérito</span></em> com relação a elas! Essas bênçãos no mundo não são apenas evidências do poder e sabedoria de Deus, mas a manifestação contínua da Sua <em><span style="font-family: Arial">graça</span></em> abundante. A percepção deste fato deveria fazer nosso coração se encher de gratidão a Deus em cada atividade de nossa vida.<o:p></o:p></span><a target="_blank" href="https://correio.grupoestado.com.br/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://webmail.caminhocristao.com"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span></a></p>
<p></span></p>
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		<title>A Bíblia é a Palavra de Deus !.</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 05:59:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial">A inspiração da Bíblia é um tema extremamente crucial no mundo de hoje. Muitos falam sobre a inspiração da Bíblia, mas quando lhe pedem para definir o que entendem por inspiração, as definições variam, e mal sabem que este conceito central não está em apenas uma discução meramente técnica e filósofo-religiosa com erudição ortodoxa ou teológica tentando explicar Deus ou o não Deus existente, e o pior de tudo !, confundem Deus com bíblia e bíblia com religiões do mundo !, ledo engano !. </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial">Estradas nos campos das idéias, caminham paralelas tecnicamente no aspecto humano-intelecto em muitas coisas, mas há limite pra isso, o que transcede a compreensão da inspiração bíblica e sua essência real e doutrinária é fé nas Palavras de Deus e no Deus da Palavra !.</span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p><span id="more-380"></span></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><span id="more-380"></span> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Alguns afirmam que a Bíblia é tão inspirada quanto qualquer literatura de boa qualidade. Ela desafia o coração humano a alcançar “novas fronteiras”, dizem eles. Mas isso não faz da Bíblia uma obra única. Muitos outros livros, incluindo os de Shakespeare, Milton, Homero e Dickens, produziriam resultados semelhantes. Em outras palavras, esses leitores vêem a Bíblia apenas como uma obra-prima literária humana e não como procedente de Deus.<o:p> </o:p>Outros acreditam que a Bíblia é inspirada por conter a Palavra de Deus, juntamente com mitos, erros e lendas. Essas pessoas afirmam que é errado identificar a Bíblia como a Palavra de Deus; em vez disso, ela inclui o testemunho de Deus falando à humanidade. Ou seja: a palavra de Deus pode ser encontrada na Bíblia, mas não é um sinônimo desta.<o:p> </o:p>Esses dois pontos de vista são incoerentes, quando a evidência bíblica é considerada. A Bíblia esclarece que ela não é simplesmente uma literatura inspiradora ou um registro infalível das enunciações de Deus, mas que é a infalível Palavra de Deus. Dois versículos importantes expõem o assunto com profundidade: 2 Timóteo 3.16 e 2 Pedro 1.21. O primeiro diz: ”Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, repreensão, para a correção, para a educação na justiça”. A palavra “inspirada” é uma tradução do termo grego theopneustos, denotando que Deus soprou”. Assim sendo, a origem da Escritura é Deus, e não o homem, ela é soprada por Deus.<o:p> </o:p>O segundo versículo, 2 Pedro 1.21, diz: “Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo”. Isto também confirma que os escritores foram movidos por Deus para registrar aquilo que Ele queria. Em sua composição não se empregou o ditado mecânico, como alguns alegam. Em vez disso, Deus usou cada escritor individualmente e sua personalidade para realizar uma obra divina e com autoridade. O processo de inspiração estende-se a cada palavra (“Toda Escritura” ), refutando a idéia de mito e erro. Desde que Deus subjaz os escritos e é perfeito, o resultado é certamente um texto infalível. Do contrário, haveria possibilidade de erro inspirado por Deus. É importante entender este conceito, pois toda a fé cristã se baseia na premissa de que “Deus está na Bíblia e Ele não fica em silêncio”, como declara repetidamente o renomado teólogo Francis Schaeffer.<o:p> </o:p>Às vezes, é mais fácil compreender o conceito de inspiração quando comparado com a revelação. A revelação está ligada à origem e à apresentação atual da verdade ( 1 Co 2.10). A inspiração, por outro lado, relaciona-se com o recebimento e registro da verdade.<o:p> </o:p>Pela inspiração, entende-se que “Deus”, o Espírito Santo, atuou de uma forma única e sobrenatural para que as palavras escritas dos homens que registram as Escrituras correspondessem às palavras de Deus”.<o:p> </o:p><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os autores humanos da Bíblia escreveram espontaneamente, usando suas mentes e experiências; todavia, suas palavras não foram apenas palavras de homens, mas na verdade, as de Deus. O domínio de Deus estava sempre sobre eles ao redigirem, resultando na Bíblia – a Palavra de Deus em palavras de homens.  <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span></p>
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