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	<title>O Caminho Cristão &#187; declaração positiva</title>
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	<description>"O cristianismo não é meramente um programa de conduta;é o poder de uma nova vida "</description>
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		<title>O Engano da Teologia da Restituição</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Sep 2006 03:28:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian Reichel</dc:creator>
				<category><![CDATA[declaração positiva]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[metodista]]></category>
		<category><![CDATA[neopentecostal]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Restitui! Eu quero de volta o que é meu!&#8221; Esta frase extraída de uma canção &#8220;evangélica&#8221; me faz lembrar a petulante atitude do Filho Pródigo quando disse: &#8220;Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe&#8221;. E quão diferente não foi a atitude deste mesmo filho, que, anos mais tarde, arrependido, apresenta-se diante do pai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>&#8220;Restitui! Eu quero de volta o que é meu!&#8221;</strong></em></p>
<p>Esta frase extraída de uma canção &#8220;evangélica&#8221; me faz lembrar a petulante atitude do Filho Pródigo quando disse: &#8220;Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe&#8221;. E quão diferente não foi a atitude deste mesmo filho, que, anos mais tarde, arrependido, apresenta-se diante do pai com o coração quebrantado, humilde, e nada reivindica, pois, agora, está consciente de não possuir direito algum diante do pai. Observe que ele nem mesmo se sente digno de ser tratado como filho. Ele confessa o seu pecado e passa a contar apenas com a misericórdia do pai.</p>
<p><span id="more-3"></span></p>
<p>Nem o Filho Pródigo e nem Jó em seus momentos de angústia cataram ou clamaram algo parecido com: &#8220;restitui, eu quero de volta o que é meu&#8221; Quando Jó perdeu tudo, ele exclamou: &#8220;O Senhor deu, o Senhor levou, bendito seja o nome do Senhor&#8221;. Jó, mesmo sendo considerado uma pessoa justa, sabia que tudo na vida era uma dádiva e que nada era dele por direito. Não considerava nada como sendo realmente seu, pois sabia que tudo pertencia ao Senhor.</p>
<p>Pensando bem, se o salário do pecado é a morte, então, o que os pecadores teriam de fato por &#8220;direito&#8221; seria a morte. Por isto, o profeta Jeremias diz que as misericórdias do Senhor são o motivo de não termos sido consumidos (Lm 3:22). E diz mais ainda em 3.39: &#8220;Do que se queixa o ser vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados&#8221;.</p>
<p>Clamar a Deus: &#8220;Restitui! Eu quero de volta o que é meu!&#8221; soa tão arrogante quanto a oração do fariseu que se sentia cheio de direitos diante de Deus. Jesus diz que tal prece foi ignorada por Deus, enquanto a humilde oração de arrependimento do publicano pecador achou graça aos olhos de Deus (Lc 18.14). Pois sabemos que &#8220;Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes&#8221; (Tg 4:6). É neste sentido que as crianças nos servem como modelo, não por sua inocência, mas por sua incompetência. As crianças estão de mãos vazias, não têm passado e não possuem uma folha de serviços prestados para apresentar como base de suas pretensões e reivindicações de direitos. Elas são pobres de espírito. Como crianças se tornaram o Profeta Isaías que, consciente de não poder subsistir diante de Deus na base de seus próprios méritos, clamou por misericórdia, dizendo: &#8220;Aí de Mim&#8230;&#8221; (Is 6); João Batista que disse não ser digno de desatar as sandálias de Cristo (Jo 1.27), o centurião, que disse não ser digno de que Cristo entrasse em sua casa (Mt 8.8), o publicano que quando orava, &#8220;não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!&#8221; (Lc 18:13); o Filho Pródigo, que disse não ser digno de ser chamado de filho (Lc 15.19), o cego de Jericó, que mendigava e clamava por misericórdia (Lc 18.35s); a mulher sírio fenícia, que não se sentia digna de comer à mesa dos filhos, mas que se satisfaria com as migalhas que caíssem da mesa do Senhor (Mt 7.26s); Pedro, que prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador (Lucas 5:8); Paulo que disse ser o maior dos pecadores e indigno de ser chamado Apóstolo (1Co 15.9); e tantos quantos reconhecerem sua indignidade, sua incompetência, sua inadequação, e, pobres de espírito e desprovidos de qualquer pretensão e noção de direito, se apresentaram de mãos vazias diante de Deus esperando por sua misericórdia e graça.</p>
<p>Jesus disse aos líderes religiosos dos judeus que estavam confiantes em sua noção de direito decorrente do fato de serem descendentes de Abraão: &#8220;Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão&#8221; (Lc 3:8). Não devemos, portanto, nos apresentar diante de Deus reivindicando o que quer que seja na base de um pretenso direito. Tal idéia é um atentado ao Evangelho da Graça. Graça é dádiva imerecida. Portanto, não temos direito a nada, pois tudo o que recebemos das mãos de Deus é resultado de sua amorosa graça. Aprendamos, portanto, a orar com o Profeta Daniel: &#8220;não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias&#8221; (Dn 9:18).</p>
<p>Vemos nesta canção também um outro vento novo de doutrina, que está sendo denominada, teologia da restituição. Baseado em Joel 2.25, está sendo ensinado que tudo o que nos foi roubado pelo diabo, estará sendo restituído por Deus: &#8220;Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros.&#8221; Mas o próprio versículo deixa claro que este exército de gafanhotos não foi enviado pelo Diabo, mas, sim, por Deus, com intuito de disciplinar, corrigir e ensinar seu povo. Outro problema também é atribuirmos ao diabo os nossos infortúnios e nos esquivarmos de nossa responsabilidade pessoal. É interessante notar que, diante deste quadro, o profeta Joel não conclama o povo a um clamor de restituição, mas, sim, a um clamor de arrependimento (2.12-15). Corações quebrantados, contritos e humildes nunca são rejeitados por Deus: &#8220;Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus&#8221; (Sl 51:17; Ver também: Is 57.15 e 2 Cr 7.14).</p>
<p>Quando Deus promete restituir, isto se deve a sua misericórdia e graça e não a qualquer espécie de obrigação, pois Deus nada deve ao ser humano, mas somos nós quem lhe devemos tudo. Pois &#8220;quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!&#8221; (Rm 11.35,36).</p>
<p><em>por Bispo José Ildo Swartele de Mello</em><br />
<em /><br />
<em>ref: <a href="http://www.metodistalivre.org.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=51&#038;sg=0&#038;form_search=&#038;pg=1&#038;id=1719" target="_blank">http://www.metodistalivre.org.br</a></em></p>
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