O conceito do Amor segundo Deus.
Assim como Paulo tinha em mente uma fé que é específica2 – é “fé… em Cristo Jesus” – ele tinha em mente um amor que também é específico – é o “amor
que têm por todos os santos”. Alguns comentaristas observam que nessa passagem fé caracteriza nosso relacionamento “vertical” com Deus, enquanto amor caracteriza
nosso relacionamento “horizontal” com outras pessoas. Isso é verdade na passagem em questão, mas seria um engano inferir a partir disso um amplo
princípio que force rigidamente a distinção. O motivo é que, entre outras coisas, o amor deve caracterizar também nosso relacionamento vertical com Deus.
Embora a fé seja algumas vezes associada com um sentimento de confiança, ela não deve ser identificada com o sentimento em si. Antes, fé é crença nas
proposições divinamente reveladas e é em si mesma independente de sentimentos que podem oscilar. Sentir-se bem sobre uma proposição bíblica é diferente de crer
nela. Da mesma forma, embora o amor seja algumas vezes acompanhado por certas emoções, o amor em si não é uma emoção. A idéia que o amor é uma emoção, ou
está necessária e proporcionalmente associado com certas emoções, tem causado danos desastrosos ao desenvolvimento intelectual e ético de inúmeros crentes.