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	<title>O Caminho Cristão &#187; estudos diversos</title>
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	<description>"O cristianismo não é meramente um programa de conduta;é o poder de uma nova vida "</description>
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		<title>Deus, o sustentador de tudo e todos !.</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 20:51:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se cremos que “no princípio criou Deus os céus e a terra”, devemos crer também que esse mesmo Deus mantém todas as coisas criadas por ele. A priori esse conceito é até muito difundido e aceito no meio cristão, mas quando falamos de certas inferências do que isso significa, alguns deles têm um receio e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se cremos que “no princípio criou Deus os céus e a terra”,<br />
devemos crer também que esse mesmo Deus mantém todas as coisas<br />
criadas por ele. A priori esse conceito é até muito difundido e aceito<br />
no meio cristão, mas quando falamos de certas inferências do que<br />
isso significa, alguns deles têm um receio e até temor sobre o<br />
assunto abordado. Quando surge a questão de quem controla o<br />
diabo, os anjos caídos e a maldade que eles ou o homem pratica, há<br />
uma nebulosidade sem sentido para explicá-la.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span id="more-1210"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eu particularmente<br />
atribuo esse fato à ignorância de não conhecer Deus através da<br />
Bíblia e como ele é apresentado nas Escrituras; mas deve existir em<br />
nós, seus filhos, um anseio e desejo de conhecê-lo a ponto de quando<br />
nos depararmos com assuntos difíceis e embaraçosos, nos<br />
desvencilharmos dele com facilidade.<br />
O que tenho visto não é assim. Vejo crentes verdadeiros sendo<br />
muitas vezes atormentados e envergonhados por não conseguirem<br />
explicar as catástrofes naturais, a excessiva maldade no mundo, a<br />
ação do diabo na terra e variantes nestes termos. A proposta bíblico-<br />
reformada para esse tema é única: Deus.<br />
Por mais que isso assuste algumas audiências, por mais que<br />
isso fira alguns conceitos filosóficos mundanos infiltrados na mente<br />
dos cristãos, a Bíblia nos apresenta um Deus Criador de todas as<br />
coisas que literalmente as mantém criadas, ou seja, ele<br />
providencialmente faz com que todas as coisas criadas por ele<br />
continuem a existir. Através da sua soberania e sabedoria, ele<br />
decretou na eternidade toda ação e omissão humana e angelical,<br />
toda ação e omissão natural e sobrenatural, visível e invisível.<br />
Dentro do conceito de seu poder de controle, a Bíblia ainda<br />
apresenta que ele é quem controla e rege nossos mais íntimos<br />
pensamentos e intenções. Pelo seu poder ele faz com que esses<br />
decretos sejam concretizados num preciso momento na história,<br />
fazendo com que Sua vontade seja realizada sobre todo ser vivente.<br />
Alguns não discordam disso, mas atribuem o pecado e a<br />
maldade no mundo somente ao homem ou ao diabo. Explicando<br />
sobre o processamento e concretização do pecado, estes dizem que<br />
Deus permite que o homem peque. Dentro dessa permissão divina,<br />
Deus deixaria que o homem agisse livremente, contrariando sua<br />
vontade [que o homem não peque] ao invés de concretizá-la. Vejo<br />
alguns problemas com essa interpretação. Voltando ao início da<br />
discussão, lembremos que somos mantidos por Deus. Nossa vida<br />
está inteiramente nas suas mãos. Como conceber que, no momento<br />
que pecamos, ele deixa de nos sustentar? Se o fazemos sozinhos, há<br />
duas opções: ou ele não é Deus ou somos deus. A partir do momento<br />
que alguma coisa nesse universo não depende de Deus para<br />
sustentar-se, ela deixa de ocupar o lugar de criatura para ostentar o<br />
lugar divino. Como cremos que só Deus é auto-suficiente, auto-<br />
existente e auto-sustentável, logicamente devemos crer que todas<br />
outras coisas são mantidas por ele, até mesmo o mal ou a sua<br />
realização.<br />
Entenda, Deus não é mal, não pratica o mal e odeia o pecado,<br />
mas isso não quer dizer que seu controle escape sobre isso. Ele age<br />
com sua providência em todo ser vivente para realizar seus planos e<br />
propósitos traçados exaustivamente por ele mesmo desde a<br />
eternidade. Não que ele permita, pois, anula-se a idéia de permissão<br />
divina se o controle de Deus é exercido sobre tudo e todos. Ele não<br />
concede espaço para que você aja sem seu aval, sem seu<br />
consentimento e contra sua vontade. Deus é um agente ativo na<br />
manutenção de todo universo, regendo a história como lhe apraz,<br />
para glória do seu próprio nome, mesmo que neste caminho haja<br />
algum percalço (humanamente falando), a sua convergência está em<br />
Deus, desde sua confabulação até sua concretização e conseqüência.<br />
A vida depende do Criador tanto para surgir como para se<br />
manter até ser extirpada. A Bíblia transborda esse conceito,<br />
mostrando que tudo o que acontece é da vontade de Deus e que nada<br />
escapa ao seu controle supremo. Que Deus maravilhoso esse! Que<br />
confiança na sua soberania esse entendimento produz! Se cremos<br />
que Deus é bom, justo, santo, misericordioso, amoroso, fiel,<br />
devemos descansar com tal conhecimento, sabendo que “todas as<br />
coisas cooperam para o bem daqueles que o amam”.</p>
<p>Textos para reflexão: 1Re 22:19-23; Jó 1:6-2:7, 39-40 e 42:2; Dn<br />
4:35; Is 40:12-18; Is 46:10; Is 45:1-7; Sl 135:6; At 17:28; Ef. 1:11; Rm<br />
9:11-18 e 11:36; Fl 2:13.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Ele está &#8220;as portas&#8221;, vamos em frente !.</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Apr 2011 20:21:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;..E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.&#8221; (Colossenses 2.15).Não erramos ao constatar que nossas tentações e provações, tanto no sentido físico como na área emocional se intensificam grandemente nos últimos tempos. E nem pode ser de outra forma, pois, com a aproximação da vinda do Senhor, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;..E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.&#8221; (Colossenses 2.15).Não erramos ao constatar que nossas tentações e provações, tanto no sentido físico como na área emocional se intensificam grandemente nos últimos tempos. E nem pode ser de outra forma, pois, com a aproximação da vinda do Senhor, as ondas da atmosfera celestial se movimentam em direção à terra. Assim &#8220;os principados e potestades&#8230; dominadores deste mundo tenebroso &#8230;as forças espirituais do mal nas regiões celestes&#8221; (Ef 6.12) têm cada vez menos espaço e são tomados de claustrofobia, se rebelam contra essa situação, porém continuam sendo os senhores do espaço físico aéreo. Esses movimentos no mundo invisível são percebidos especialmente pelos santos em Cristo. Agora urge mais do que nunca direcionar firme e constantemente nosso olhar cheio de fé para nosso Senhor Jesus. Como membros da Igreja de Jesus, estamos hoje muito próximos da nossa transformação e arrebatamento. Em vão, Satanás se opõe a isso, e por essa razão os verdadeiros filhos de Deus se encontram progressivamente em fortes tentações e provações. Mas seja confiante e resoluto, pois a eterna transformação da nossa personalidade espiritual está por acontecer quando Jesus vier! Continue firme! Pois assim diz o Senhor: &#8220;&#8230;aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.&#8221;</p>
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		<title>Muro de fogo por David Wilkerson.</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Mar 2011 21:35:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quero contar como esta profecia me foi revelada. Gwen minha esposa, e eu, tínhamos recém retornado ao hotel em Sacramento, na Califórnia, após uma reunião da cruzada. Liguei a TV, buscando encontrar um canal de notícias. Um dos canais estava exibindo o musical de um jovem cantor de rock. Era tão diabólico que não pude [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quero contar como esta profecia me foi revelada. Gwen minha esposa, e eu, tínhamos recém retornado ao hotel em Sacramento, na Califórnia, após uma reunião da cruzada. Liguei a TV, buscando encontrar um canal de notícias. Um dos canais estava exibindo o musical de um jovem cantor de rock. Era tão diabólico que não pude desligar o aparelho &#8211; fiquei completamente atordoado com o que vi. Chamei Gwen para ver, e ela, igualmente ficou horrorizada. Demônios acariciavam o jovem cantor. Esqueletos levantavam de túmulos. Sadomasoquistas espancavam suas vítimas, terríveis criaturas do ocultismo dançavam com as pessoas, sangue jorrava e havia muita demonstração de violência. Era uma visão vinda diretamente do inferno. Simplesmente não conseguíamos acreditar que a TV estava exibindo uma imundície tão demoníaca.</p>
<p><span id="more-1133"></span></p>
<p>Desliguei a TV com ira santa, entrei no banheiro, e me ajoelhei clamando. Um terrível presságio de trevas se assolou sobre mim. Pensei em meus netos. Como será quando eles chegarem à adolescência, se hoje já está tão diabólico?</p>
<p>Minha mente se inundou de trágicas imagens da decadência moral na sociedade americana: esta nação se entregou ao sexo, à violência, derramamento de sangue, satanismo, sadismo e iniqüidade.</p>
<p>Na mesma semana, os jornais publicaram matéria dando conta que crianças pequenas são molestadas em creches por todo o país. Um funcionário de uma creche, com 85 anos de idade, foi indiciado por molestar sexualmente tanto meninos como meninas. Até mesmo pais estavam sendo presos por abusarem sexualmente dos próprios filhos. As histórias pareciam muito terríveis, muito aterrorizantes para estarem acontecendo aqui em nosso país.</p>
<p>Naquele mesmo dia, fui informado que a polícia de uma pequena cidade à noroeste do país desmanchou uma grande cadeia de tráfico de drogas, liderada pelos mais respeitáveis médicos, advogados e empresários da pequena cidade. Eles estavam enviando jovens para o inferno por causa do todo-poderoso dólar.</p>
<p>Uma senhora idosa em Chicago perdeu 44.000 dólares &#8211; tudo que economizou na vida &#8211; para se livrar do assim chamado &#8220;câncer dos tijolos&#8221;. Pelo país todo, milhares de idosos têm sido surrupiados e enganados, ficando amargurados e sem um tostão. Os trapaceiros saem livres e vivem como reis com o dinheiro roubado. Todos os dias as manchetes falam do número crescente de idosos que apanham, são roubados e mortos em suas casas. Como uma mente pode ser tão pervertida a ponto de cometer tamanha violência com avózinhos tão frágeis e débeis?</p>
<p>Pensei nas milhares de crianças, vítimas do divórcio e da separação dos pais. Que acontecerá quando estas crianças, daqui há dez anos, extravasarem sua hostilidade contra a sociedade? Que será daquela menininha de 3 anos que eu vi sentada nos degraus da frente de sua casa &#8211; uma casa caindo aos pedaços &#8211; tentando espetar um palito de dentes no braço como se fosse uma agulha, querendo imitar seu irmão mais velho, um viciado em drogas?</p>
<p>E a onda de homossexualismo? Terão nossos netos que freqüentar escolas que ensinam que homossexualismo é um meio decente de vida, ou até mesmo o meio preferível? Será que Deus não tolerando mais isso, liberou uma maldição para todo esse grupo? A AIDS tem pela menos dois anos de incubação, o mesmo período que a Lepra. Essa Lepra moderna com o tempo destruirá mais homossexuais que o fogo e o enxofre de Sodoma.</p>
<p>Depois do que vi na televisão, do quadro mental que tive da decadência moral de nosso país, não me lembro de anteriormente ter me sentido tão deprimido, desesperançado quanto ao futuro, tão preocupado com o que meus filhos e netos enfrentarão.</p>
<p>Mas o Espírito Santo veio sobre mim, pôs-me de pé e derramou uma encorajadora palavra de profecia em meu coração. Foi uma experiência maravilhosa. Não ouvi voz nenhuma, a não ser no homem interior &#8211; e era clara e divina. O que eu ouvi do Espírito removeu todo o terror das trevas, e desfez todas as minhas preocupações e temores sobre o futuro. Desejo compartilhar o que vi e ouvi.</p>
<p>A Profecia</p>
<p>A palavra clara e profética soou em minha alma: &#8220;DEUS VAI SALVAR VOCÊ, SEUS FILHOS E TODO O SEU POVO; ELE TORNAR-SE-Á UM MURO DE FOGO AO REDOR DELES&#8221;.</p>
<p>Esse Muro de Fogo ficará mais alto, amplo e mais intenso à medida em que o mal for crescendo. Deus vai levantar a geração mais santa, mais justa, mais dedicada e mais consagrada de toda a história. Onde abunda o pecado superabunda a graça.</p>
<p>Deus vai preparar para Si mesmo um povo santo, protegido por um Muro de Fogo &#8211; tão intenso, que o diabo e suas hordas satânicas serão lançados ao caos, incapazes de alcançar aqueles que estiverem atrás do Muro de Fogo de Deus. .</p>
<p>Fui lembrado de que Deus não fora tomado de surpresa pela presente deterioração do mundo.</p>
<p>Não nos tinha Deus advertido na Palavra que os maus se tornariam cada vez piores,enganando e sendo enganados? Que viria uma grande degradação; que os homens se tornariam mais amantes dos prazeres do que de Deus? Deus seria zombado, líderes seriam ridicularizados. Os homens se entregariam à disposição mental reprovável; homens buscando homens, e mulheres buscando mulheres para prazeres sexuais.</p>
<p>Os homens se tornariam rebeldes, arrogantes, presunçosos e ébrios; os filhos se tornariam desobedientes aos pais. Os adúlteros e fornicadores exibiriam livremente seus pecados; até cristãos se entregariam ao adultério e à fornicação, ao mesmo tempo que na Igreja derramariam lágrimas. Os homens desmaiariam de terror quando vissem as calamidades que iriam cair sobre a terra.</p>
<p>Quando o inimigo vier como uma enchente, o Espírito de Deus levantará uma barreira. Essa barreira é um MURO DE FOGO. Fui levado pelo Espírito a ler o profeta Zacarias. Como foi glorioso encontrar ali estas palavras surpreendentes: &#8220;Pois eu lhe serei, diz o Senhor, um muro de fogo em redor e eu mesmo serei, no meio dela, a sua glória&#8221; (Zc 2.5).</p>
<p>Esta profecia diz claramente o que Deus vai fazer por nós, pelos nossos filhos e netos. Enquanto tardar o Senhor, Ele protegerá Seus filhos com um Muro de Fogo que Satanás e suas hordas demoníacas não poderão penetrar. Nunca mais haverá apenas dois vencedores a entrarem na Terra Prometida, como Josué e Calebe. Deus vai guardar e proteger um certo grupo de crentes. Nem todos os que dizem: &#8220;Senhor, Senhor&#8221;, entrarão nessa Muralha de Fogo.</p>
<p>Quem são esses que serão protegidos por esse grande MURO DE FOGO? Não há como não saber quem são eles. Um anjo foi enviado para marcá-los, e produzir um inventório sobre aqueles que se entristecem e sofrem com o pecado, tanto pessoal quanto nacional.</p>
<p>Zacarias disse: &#8220;Tornei a levantar os meus olhos, e, vi, e eis um homem que tinha na mão um cordel de medir. Então perguntei: Para onde vais tu? Ele me respondeu: Medir Jerusalém&#8221; (2.1,2).</p>
<p>Ezequiel nos conta mais sobre a missão do anjo: &#8220;E o Senhor disse: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal a testa dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela&#8221; (Ezequiel 9.4).</p>
<p>A Igreja é a Nova Jerusalém, a cidade de Deus. Deus agora mesmo está tirando suas medidas, separando os que têm odiado o pecado &#8211; aqueles que deploram o mal na terra e choram por isso.</p>
<p>O anjo recebeu mais duas instruções. Deus, na Sua determinação de levantar uma cidade santa (um povo) e povoá-la com uma multidão santa, mandou essa mensagem em duas partes.</p>
<p>1. Fuja da Terra do Norte!</p>
<p>&#8220;Fugi agora da terra do norte&#8221; (Zc 2.6).</p>
<p>0 norte é símbolo do mal, do comunismo e de seu humanismo afilhado. Do norte marcharão os exércitos do mal contra Israel.</p>
<p>Sofonias adverte: &#8220;Estenderá também a sua mão contra o norte&#8221; (Sofonias 2.13).</p>
<p>Jeremia profetiza: &#8220;Disse-me o Senhor: Do norte se derramará o mal sobre todos os habitantes da terra&#8221; (Jeremias 1.14).</p>
<p>Isaías clamou: &#8220;Uiva&#8230; grita&#8230; porque do norte vem uma fumaça&#8221; (ou má influência) (Isaías 14.31).</p>
<p>Jeremias falando por Deus disse: &#8220;Arvorai a bandeira no caminho para Sião, fugi para vossa segurança, não pareis! Eu trago do norte um mal, e uma grande destruição&#8221; (4.6).</p>
<p>Que vento mau é este que vem do norte, e contra o qual o anjo de Deus nos manda fugir? É mais do que o comunismo; é mais do que o humanismo secular &#8211; esses não são males que se infiltraram na casa de Deus. O cuidado maior de Deus tem a ver com o evangelho centralizado no homem, que hoje está sendo pregado por pastores e evangelistas influenciados por este vento que &#8220;vem do norte&#8221;.</p>
<p>Há um vento maligno vindo do &#8220;norte&#8221;, soprando sobre a casa de Deus, enganando multidões do povo escolhido. É um tipo de humanismo, mas vem com capa &#8220;bíblica&#8221;. É um arremedo das Escrituras, com enfoque &#8220;bíblico&#8221; do livro &#8220;Think and Grow Rich&#8221; (Pense e Fique Rico), de Napoleon Hill.</p>
<p>Esse evangelho pervertido endeusa o homem. Eles pregam: &#8220;O destino está no poder da sua mente.O que você puder imaginar é seu. Realize-o através do poder da palavra. Crie através de um pensamento positivo. Sucesso, felicidade, saúde perfeita, tudo é seu &#8211; se você usar sua mente com criatividade. Transforme seus sonhos em realidade usando o poder da mente&#8221;.</p>
<p>Que seja conhecido de uma vez por todas: Deus não vai abdicar do Seu senhorio em favor do poder de nossas mentes, negativo ou positivo. Devemos buscar apenas a mente de Cristo, e a Sua mente não é materialista; não está centrada no sucesso ou na riqueza. A mente de Cristo se concentra somente na glória de Deus e na obediência à Sua Palavra.</p>
<p>Nenhum outro ensino ignora tanto a cruz e a corrupção da mente humana. Ele deixa de lado a malignidade de nossa natureza adâmica, remove o olhar do cristão que tem de estar focalizado no evangelho de Cristo, evangelho de redenção eterna, e o direciona aos ganhos terrenos. Santos de Deus, fujam deste vento que vem do norte! Ele os levará ao desespero e ao vazio.</p>
<p>Outro vento que vem do norte é a televisão sensual e pornográfica. Ouço agora tantas confissões de cristãos e de ministros que se viciaram em pornografia, filmes imorais, cassettes, e em programas sujos de televisão.</p>
<p>Anos atrás em meu livro &#8220;A VISÃO&#8221;, adverti que nossos lares se transformariam em centros de pornografia, onde o povo de Deus estragaria a alma através das imoralidades da TV. Breve, antenas parabólicas de baixo custo trarão para dentro dos lares todos os programas via satélite do tipo Playboy.</p>
<p>Profetizo neste instante: está perto o tempo em que um cristão realmente consagrado ao Senhor Jesus Cristo não poderá mais ter uma TV em casa. Breve, somente cristãos desviados poderão ter um aparelho em casa &#8211; e aqueles que assistirem a seus programas imundos se tornarão como Ló em Sodoma: oprimidos, imorais, e insensíveis a tudo que é espiritual e santo.</p>
<p>O anjo do Senhor brada: &#8220;Fugi do espírito do norte &#8211; saí e respirai somente o ar puro da santidade e da separação&#8221;.</p>
<p>II. Separe-se de Babilônia!</p>
<p>&#8220;Salva-te, ó Sião, tu que habitas com a filha de Babilônia&#8221; (Zc 2.7).</p>
<p>Sião é a Igreja; Babilônia é o mundo. Deus não mais permitirá que a filha de Sião ande de mãos dadas com a filha de Babilônia.</p>
<p>A Israel foi ordenado possuir a terra que ia do Jordão até o Eufrates. Deus fechou as águas do mar Vermelho para que não pudessem voltar ao Egito. Mas o problema deles não era voltar &#8211; mas ultrapassar os limites!</p>
<p>Quando Deus me revelou estas coisas, vi que o problema da Igreja hoje não é se desviar &#8211; isto é, voltar aos ousados e terríveis pecados do passado. O problema é ultrapassar os limites, abusando de Deus. Veja, Babilônia ficava outro lado do Eufrates, perto da fronteira da Terra Santa. Os israelitas cruzavam para Babilônia, andando com as prostitutas, e voltavam à casa de Deus, para cobrir o altar com suas lágrimas. Deus lhes disse:</p>
<p>&#8220;Os teus filhos me deixaram&#8230;Depois de eu os ter fartado, adulteraram, e em casa de meretrizes se ajuntaram em bandos&#8230;rinchando cada um à mulher do seu companheiro&#8221; (Jeremias 5:7-8).</p>
<p>&#8220;Feriste-os (à Jerusalém), mas não lhes doeu&#8230;não quiseram receber a correção. Endureceram a sua face mais do que uma rocha, e não quiseram arrepender-se&#8221; (Jeremias 5:3).</p>
<p>Não é preciso muito discernimento para saber que nosso país está se tornando uma grande casa de prostituição. Você sabia que a casa de Deus agora está poluída com adultério, homossexualismo, e fornicação? Homens de Deus, bem conhecidos, agora deixam suas mulheres e famílias, se juntam com outra mulher, e são tidos como heróis: amados e aplaudidos.</p>
<p>Graças a Deus pelo número crescente de cristãos e ministros que têm rejeitado o canto da sereia da carne, e estão crescendo em santidade e pureza. Mas Deus está expondo agora mesmo aqueles que estão envolvidos em casos secretos. Profetizo que breve todos os pastores e evangelistas homossexuais, e que dizem ser cheios do Espírito serão expostos e expulsos do ministério. Alguns destes têm vivido uma mentira há tanto tempo, que agora estão mortos espiritualmente. Eles podem ter multidões, podem fazer muito barulho e parecerem muito espirituais &#8211; mas breve o Espírito Santo de Deus trará seus segredos à luz. O profeta Malaquias fala de um fogo refinador que vem para purificar os filhos de Levi &#8211; ou seja, o ministério.</p>
<p>Por que estão se rebelando os filhos? Por que estão abandonando o Senhor? Zacarias diz que é resultado do adultério e do engano.</p>
<p>Pastor, evangelista, cristão &#8211; cuidado! O seu pecado logo vai lhe denunciar! À filha de Sião não mais será permitida amizade com a filha de Babilônia. Você está indo longe demais! Abandone isso! Sáia! Senão, o Muro de Fogo não será para você. Em lugar da sagrada marca de Deus em sua testa, enfrentará a marca da Besta.</p>
<p>Mais Uma Palavra Sobre o Muro de Fogo</p>
<p>Deus vai combater o fogo com fogo! Quando os bombeiros combatem incêndio numa floresta, eles se adiantam e queimam partes inteiras, criando intervalos de fogo. O incêndio então se acaba porque não há mais nada para queimar.</p>
<p>Nosso Deus é fogo consumidor. Para aqueles que quiserem entrar nesse muro em chamas, todo o pecado e ego serão consumidos por Seu fogo santo. Quando os pecados mundanos da luxúria, adultério e sensualidade vierem rugindo, não encontrarão nada para consumir. Você será capaz de dizer com Cristo: &#8220;Aí vem o príncipe do mundo; e ele nada tem em mim&#8221;.</p>
<p>A prece de todos os consagrados filhos de Deus deve ser: &#8220;Oh Deus &#8211; consuma-me.Que Tuas chamas santas ardam intensamente através de mim, devorando toda cobiça do mundo, todo orgulho, todo desejo terreno separado de Cristo. Prepara-me para as lutas e provações que breve se tornarão tão intensas e poderosas. Refina-me em Teu fogo santo&#8221;.</p>
<p>A glória do Senhor estará dentro da Muralha de Fogo! &#8220;Eu mesmo serei no meio dela a sua glória&#8221; (Zc 2.5). Satanás vai rugir de raiva. Ele e os demônios do inferno estarão confusos e frustrados por não saberem o que há dentro do círculo formado pelo Muro de Fogo. Eles não podem tocá-lo, vê-lo ou interrompê-lo. Aqueles que estiverem dentro do muro de fogo não estarão somente seguros &#8211; eles estarão em glória.</p>
<p>Os bens de Deus estão dentro desse muro. Fora do Muro de Fogo haverá confusão e caos. Quanto pior ficar a situação, mais alto e mais intenso se tornará o Muro de Fogo. Cristo se tornará para Seus devotos um círculo protetor &#8211; um Muro de Fogo que nunca se apagará.</p>
<p>Deixe que os homossexuais e os sádicos exaltem seus caminhos maus! Deixe que os roqueiros zombem da sociedade com seus modos loucos e maliciosos. Deixe que o diabo venha à terra com grande fúria, sabendo que tem pouco tempo! Deixe que o ímpio se enfureça!</p>
<p>Deixe que os comunistas e os humanistas preguem e pratiquem suas doutrinas ateístas. Deixe que as nações se preparem para a guerra! Deixe que a sociedade se entregue às paixões, como fez Roma no passado! Deixe que as massas desvairadas sejam consumidas pelos cuidados e honras deste mundo condenado!</p>
<p>Nada disso agora é importante para aqueles que estão dentro do Muro de Fogo! Tudo que importa para estes é a glória de Deus. Esses que vêem e tocam essa glória, irão por todo o mundo &#8211; ainda dentro do círculo de fogo &#8211; e levarão vida real a todos em que tocarem.</p>
<p>Dez homens, de todas as nações e línguas, se apegarão a eles dizendo: &#8220;Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco&#8221; (Zc 8.23).</p>
<p>Que testemunhas irresistíveis serão os que viverem dentro do Muro de Fogo do Senhor! Homens importantes (&#8220;de alta estatura&#8221;) virão a eles; prostrar-se-ão em busca de ajuda e consolação, fazendo-lhes súplicas, &#8220;dizendo: Deveras Deus está em ti&#8221; (Is 45: 11,14).</p>
<p>&#8220;Virão a ele&#8221; &#8211; a ele que em Cristo achou retidão e força (Isaías 45:24). O que estiver dentro do Muro de Fogo será buscado pelos necessitados. Ele não terá de procurar as pessoas que estiverem em desespero &#8211; elas é que o procurarão.</p>
<p>O futuro é brilhante e glorioso para aqueles que cobram Sua promessa de Ele ser um Muro de Fogo! Deus removeu para sempre meus temores ou preocupações quanto ao futuro de meus filhos. Se o Senhor tardar, nossos filhos e netos terão em redor de si um muro mais alto, mais largo e mais ardente do que o de qualquer outra geração.</p>
<p>Está chegando um novo espírito de pioneirismo na obra do Senhor entre a geração jovem. No momento casais jovens estão voltando aos centros urbanos para estabelecerem igrejas. Um de meus próprios filhos agora pastoreia uma igreja num bairro central de Detroit. Em quase todas as cidades grandes, agora, dezenas de lares estão se transformando em igrejas. Com ousadia, sem medo, consagrados e ardentes em zelo por Cristo, os jovens casais estão dando tudo pelo Evangelho. Fico maravilhado com o que está acontecendo. As igrejas antigamente fugiam para os subúrbios &#8211; agora Deus está levantando evangelistas de rua que estão afugentando o diabo em nossas cidades corruptas. Eles sabem o que é estar cercado pelo Muro de Fogo de Deus.</p>
<p>Uma Palavra Final</p>
<p>&#8220;Assim diz o Senhor dos Exércitos: Se andares nos meus caminhos, e se observares as minhas ordenanças, também tu julgarás a minha casa, e também guardarás os meus átrios, E TE DAREI LUGAR ENTRE OS QUE ESTÃO AQUI&#8221; (Zacarias 3:7).</p>
<p>Esse Muro de Fogo não é estático. Deus promete ao obediente um lugar para caminhar entre os que estão ao seu lado. O Muro de Fogo é aquela força invisível ao redor daqueles que andam em temor santo de Deus, e que vivem em obediência e em total dependência do Senhor.</p>
<p>Busque o Senhor hoje, e reclame Sua promessa de Ele ser um Muro de Fogo em torno de si. Fique na expectativa da revelação da Sua glória.Ore por seus filhos! Creia e invoque essa promessa para eles. Isso é exatamente o que o Espírito Santo me levou a fazer. Eu, pela fé, verei minha posteridade atrás daquele Muro de Fogo.</p>
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		<title>Anti-Cristo, quem ele é ?.</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Mar 2011 20:01:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agoramuitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora. Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agoramuitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora. Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós”.</p>
<p>1 JOÃO 2:18-19</p>
<p> <span id="more-1129"></span></p>
<p>Por séculos os cristãos têm especulado sobre a identidade do Anticristo. Candidatos prováveis têm incluído príncipes e papas, bem como potências e presidentes dos dias atuais. Ao invés de se unir ao jogo sensacionalista de alfinete-a-cauda-sobre-o-Anticristo, os cristãos precisam ir apenas às Escrituras para encontrar a resposta. Primeiro, o apóstolo João expôs a identidade do Anticristo quando ele escreveu: “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho. Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai” (1 João 2:22-23). Em sua segunda epístola, João dá uma advertência similar: “Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo” (2 João 7). Além do mais, João ensinou que todos os que negam a encarnação, o papel messiânico e a divindade de Jesus são exemplos de anticristo. Como tal, o termo <em>anticristo </em>não somente refere-se à apostasia de indivíduos, mas à apostasia de instituições e ideologias também. Nesse sentido, instituições tais como as seitas modernas e as religiões do mundo, além de ideologias como o evolucionismo e o comunismo, podem ser corretamente consideradas anticristos.</p>
<p>Finalmente, no livro de Apocalipse, João identifica tanto um indivíduo como uma instituição que representam a personificação final do mal – o anticristo arquétipo. Ele refere-se a esse anticristo arquétipo como uma besta que “engana os que habitam na terra” (Apocalipse 13:14). Utilizando a descrição apocalíptica de Daniel sobre os poderes mundiais do mal (Apocalipse 13; cf. Daniel 7-8), João descreve um imperador, da sua época,que arrogantemente coloca a si mesmo e ao seu império contra Deus (13:5-6), perseguindo violentamente os santos (13:7), e violando de maneira grosseira os mandamentos mediante várias e longas demonstrações repugnantes de depravação, inclusive demandando ser adorado como Senhor e Deus (13:8,15).</p>
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		<title>O Escolhido.</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Feb 2011 07:58:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Não me compraste por dinheiro cana aromática, nem com a gordura dos teus sacrifícios me encheste, mas me deste trabalho com os teus pecados e me cansaste com as tuas maldades.&#8221; (Is 43:24) Porque tuas maldades já superaram a de seus pais, a de seus irmãos, a de seus companheiros de festas e de aventuras. não vês [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Não me compraste por dinheiro cana aromática, nem com a gordura dos teus sacrifícios me encheste, mas me deste trabalho com os teus pecados e me cansaste com as tuas maldades.&#8221; (Is 43:24)</p>
<p><span id="more-1108"></span></p>
<p>Porque tuas maldades já superaram a de seus pais, a de seus irmãos, a de seus companheiros de festas e de aventuras.<br />
não vês mais longe, porque não te<br />
permites ver um palmo adiante do nariz.<br />
porque tua arrogância e teu egoísmo,<br />
já se tornaram propriedade privada.<br />
já quando te levantas, buscas pela<br />
arrogância nas diversas vestimentas: &#8220;ficarei bem neste terno? pergunta-se o macho&#8221;; &#8220;ficarei bem neste vestido? pergunta-se a fêmea&#8221; &#8211; &#8220;como devo cortar meu<br />
cabelo?&#8221; &#8220;isto fica bem em mim?&#8221;<br />
e assim se vai compondo a personagem<br />
arrogante e egoísta que irá à frente de batalha para derrotar, jamais para<br />
perder, somente para vencer.<br />
te foi dito que você é vencedor e em algum ponto<br />
te foi dito certo; só esqueceram de te dizer que és vencedor sim, em cristo que<br />
te fortalece.<br />
mas o senhor, de ti não esqueceu não.<br />
ele continua fiel,<br />
como sempre o foi e como sempre será.<br />
por isso é que me manda a ti para te<br />
dizer, não com minhas palavras, mas com as palavras dele:</p>
<p>&#8220;E será que a vara do homem que eu tiver escolhido florescerá; assim, farei<br />
cessar as murmurações dos filhos de Israel contra mim, com que murmuram contra<br />
vós.&#8221; (Nm 17:5)</p>
<p>&#8220;Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para<br />
que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em<br />
meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.&#8221; (Jo 15:16)</p>
<p>lembre-se que não é por tua misericórdia, ou pelo teu excesso de compaixão,<br />
ou pelas tuas inúmeras e misericordiosas esmolas com que adulas a muitos. porque<br />
a deus, tu não adulas, tu não o compras.<br />
ele não se vende, ele não se ilude,<br />
ele conhece o íntimo do íntimo.<br />
para ele não existem tapetes onde possamos<br />
esconder nossas vergonhas, ou gavetas com fundos falsos, ou cofres com segredos<br />
muito bem guardados.<br />
para ele, tudo está a descoberto, e não porque tu<br />
queiras, mas porque ele é onipotente, onipresente e onisciente.<br />
e lembre-se<br />
que ele te escolheu independente de quem você seja.<br />
não te julgues acima de<br />
qualquer outro, lembre que no passado uma jumenta mesmo foi usada por deus para<br />
falar com balaão.</p>
<p>&#8220;E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe e disse: Certamente, está perante<br />
o SENHOR o seu ungido.<br />
Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua<br />
aparência, nem para a altura da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o<br />
SENHOR não vê como vê o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos,<br />
porém o SENHOR olha para o coração.&#8221; (1 Sm 16:6-7)</p>
<p>mas de qualquer forma, não se assentarão à mesa, enquanto não chegar o<br />
escolhido do senhor.</p>
<p>&#8220;Então, chamou Jessé a Abinadabe e o fez passar diante de Samuel, o qual<br />
disse: Nem a este tem escolhido o SENHOR.<br />
Então, Jessé fez passar a Samá,<br />
porém disse: Tampouco a este tem escolhido o SENHOR.<br />
Assim, fez passar Jessé<br />
os seus sete filhos diante de Samuel; porém Samuel disse a Jessé: O SENHOR não<br />
tem escolhido estes.<br />
Disse mais Samuel a Jessé: Acabaram-se os jovens? E<br />
disse: Ainda falta o menor, e eis que apascenta as ovelhas. Disse, pois, Samuel<br />
a Jessé: Envia e manda-o chamar, porquanto não nos assentaremos em roda da mesa<br />
até que ele venha aqui.<br />
Então, mandou em busca dele e o trouxe (e era ruivo,<br />
e formoso de semblante, e de boa presença). E disse o SENHOR: Levanta-te e unge-o, porque este mesmo é.&#8221; (1 Sm 16:8-12)</p>
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		<title>Que importam as placas ?.</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 04:22:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Que diremos, pois? Que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma! Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece. Porque diz a Escritura a Faraó: Para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que diremos, pois? Que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma! Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece. Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para em ti mostrar o meu poder e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. Logo, pois, compadece-se de quem quer e endurece a quem quer.&#8221; (Rm 9:14-18) o que importa é o divino e santo nome &#8220;yhwh&#8221; ser divulgado, como assim determina a sagrada escritura: &#8220;E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.&#8221; (Mc 16:15) queres dizer a deus como ele deve proceder para que a obra dele seja feita? ora, então te preocupas a que estejam surgindo outras e outras denominações? te preocupas que estejam surgindo dissidencias destas e daquelas? de qual a tua foi dissidente? ela representa algo importante para ti? se ela não houvesse surgido teria feito alguma diferença em tua vida? pelo visto, não prestou atenção a que se a tua igreja não houvesse surgido de algum ponto, ela não teria feito a diferença que fez em tua vida. sabe, contenha-se.</p>
<p><span id="more-1081"></span></p>
<p>&#8220;Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.&#8221; (Mt 22:29). Não estás sendo um cristão atento à santa palavra, primeiro porque queres basear o mundo de teu ponto de vista ótico e ético. não vês que o próprio Deus, aquele que é eterno, deu a ti e a tantos outros teus irmãos o livre-arbítrio?</p>
<p>e curiosamente ele te manda amar, indiscriminadamente amar.e manda amar principalmente aos teus inimigos. veja, nesses teus inimigos ele está colocando aqueles que não pensam exatamente como você, aqueles que pensam em linhas diametralmente opostas às tuas linhas de pensamento.</p>
<p>&#8220;Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem,&#8221; (Mt 5:44), nesses teus inimigos estão colocados os que te odeiam, os que te maldizem, os que te aborrecem, os que te maltratam.</p>
<p>que coisa curiosa, exatamente o que nos está faltando. sim, nos está faltando, porque ao me apresentar a ti, o senhor me mostra que esses pontos também estão falhos em mim. Dessa forma, te agradeço, por me fazer ver que estou sendo tão falho com o mando que deus me deu, o de amar aos meus semelhantes como a mim mesmo.</p>
<p>e falando mais, me diz o senhor: mal consegues dirigir teu próprio carro. mal consegues dirigir-se ao banheiro com segurança. ou ainda não percebeu que esses simples atos, como o de dirigir um carro, ou mesmo o de ir ao banheiro, o fazes pela infinita misericórdia do deus todo poderoso. talvez te equipares ao sena quando este ainda vivia e era um excelente piloto de corridas. mas não te esqueças que esse piloto, no auge, encontrou uma curva. uma curva que para a tarimba daquele profissional, &#8211; provavelmente ele não considerava aquela curva capaz de fazer com ele o que ela fez. &#8211; seria digamos assim um gesto banal, como o de levantar-se e dar uma chegadinha ao banheiro. e assim muitos outros momentos poderiam ser citados. idas ao banheiro em que um pé falseia e pronto, lá se foi o tempo daquele cujo pé falseou. uma corrida que notei em um dos jogos da copa, em que o jogador corria para alcançar a bola, e de repente ele sentiu a virilha, ou a perna, e pronto, ali ele ficou estatelado no gramado, à espera do socorro que viria em seguida. e ainda, inúmeros casos, de pessoas que se acham suficientes demais e não admitem que outros possam sequer estar sendo guiados pelo divino espírito santo de Deus. &#8220;E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque, depois de haver dito: Este é o concerto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos, acrescenta: E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades.</p>
<p>Ora, onde há remissão destes, não há mais oblação pelo pecado.&#8221;</p>
<p>(Hb 10:15-18) talvez aches que o senhor não é capaz de honrar àquilo que ele mesmo escreveu, ou talvez não ache que o que está escrito provenha do punho de Deus. &#8220;pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.&#8221; (Mc 16:18)  </p>
<p>&#8220;Eis que vos dou poder para pisar serpentes, e escorpiões, e toda a força doInimigo, e nada vos fará dano algum.&#8221; (Lc 10:19).</p>
<p>creia, e deixa deus agir, creia, e deixa deus guiar, não somente teus passos, como os passos daqueles a quem ele chamou, e que ele mesmo capacitou para a obra que ele próprio dirige. Não tires das mãos de Deus o que é de Deus.</p>
<p> &#8221;Disse-lhes, então: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de</p>
<p>Deus.&#8221; (Lc 20:25) deixa deus decidir quem presta e quem não presta, deixa deus escolher aos seus santos, não importando se estes tem bom comportamento ou não. lembra-te de paulo, que, não fosse a pronta intervenção do divino espírito santo, ele poderia ter sido morto pelos próprios cristãos. pois, os cristãos tinham motivo de sobra para não confiar em paulo&#8230; e os conterrâneos de paulo, também estavam já prontos a matar a paulo da mesma forma como o faziam com os cristãos.  </p>
<p>&#8220;Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhidopara levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel.&#8221; (At 9:15).</p>
<p> &#8221;Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas e nos debatesacerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs.&#8221; Tito 3:9 </p>
<p>&#8220;Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes.&#8221; (1 Co 1:27).  </p>
<p>&#8220;Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;&#8221; (1 Jo 4:2).</p>
<p> &#8221;Amados, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.&#8221; (1 Jo 4:7).  </p>
<p>&#8220;e vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.&#8221; (1 Jo 4:14).  </p>
<p>&#8220;Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.&#8221; (Jo 3:17).  </p>
<p>&#8220;E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seuFilho, que clama: Aba, Pai.&#8221; (Gl 4:6). </p>
<p>por isso louvo, honro e glorifico ao deus que é eterno, ao deus que é absoluto, ao deus que é soberano e portanto suficientemente forte, majestoso e sublime para realizar em qualquer tempo, tudo o que tem sonhado para nossas vidas.  Por isso louvo ao grande e maravilhoso &#8220;el-shadday&#8221; por tua vida, e clamo pela misericórdia sobre todos nós, porque não somos nada, mas a eterna graça nos basta e, na unção que me foi conferida na qualidade de pastor e profeta entre as nações, eu te abençoo em nome do pai &#8220;yahweh tsidkenu&#8221;, do filho &#8220;yehoshua ha maschiach&#8221; e do espírito santo &#8220;ruach ha kodesch&#8221;, amém!!!.</p>
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		<title>Sexualidade: Uma benção em crise !.</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 04:05:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A completa permissividade que vemos hoje é, certamente, conseqüência da Revolução Sexual iniciada da década de 1960. Os apelos sexuais da mídia geral levam muitas pessoas (principalmente adolescentes e jovens) a praticarem o sexo sem compromisso. Mas levam-nas também, inconscientemente, a sentirem nojo, aversão e culpa por essas práticas &#8211; e essa é uma estratégia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A completa permissividade que vemos hoje é, certamente, conseqüência da Revolução Sexual iniciada da década de 1960. Os apelos sexuais da mídia geral levam muitas pessoas (principalmente adolescentes e jovens) a praticarem o sexo sem compromisso. Mas levam-nas também, inconscientemente, a sentirem nojo, aversão e culpa por essas práticas &#8211; e essa é uma estratégia diabólica para ofuscar a beleza do sexo, uma das coisas mais santas e prazerosas que Deus criou.</p>
<p><span id="more-1078"></span></p>
<p>Os jovens evangélicos têm sobre si duplo peso: viver num contexto pós-moderno onde não há absolutos morais e os chavões mais populares (“Ah, o que é que tem?!” e “Isso não tem nada a ver!”) nasceram dos pensamentos acadêmicos relativizados e onde pais e líderes evangélicos não assumem a responsabilidade de desmistificar, des-satanizar e des-sujar a bênção do sexo.</p>
<p>Um dever bíblico e cívico que os pais e líderes têm é o de ensinar princípios morais aos adolescentes e jovens. Exigências podem ser feitas quando os direitos não são respeitados. Acredito que os jovens deveriam exigir dos pais e líderes maior atenção na área da sexualidade. Os pais, por outro lado, deveriam reconhecer humildemente seu erro de omissão e mudar de atitude. Ouvi uma frase, recentemente, que está reverberando em minha mente: “Não devemos ter vergonha de falar daquilo que Deus não envergonhou de criar.” (Clemente de Alexandria)</p>
<p>Os jovens estão escalando sozinhos montanhas íngremes e geladas sem conseguir conciliar os valores éticos bíblicos, a verdadeira ciência e o lixo da mídia. É essa mídia que ensina a excluir e rotular de quadrados todos aqueles que lutam para guardar os valores que conduzem à “boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.</p>
<p>Nos atendimentos do Movimento pela Sexualidade Sadia (MOSES) temos recebido muitos jovens (rapazes e moças) sinceros que envolveram-se no homossexualismo a partir de sugestões externas (como apelidos na infância e na adolescência, por exemplo) ou abuso sexual, quando eles não tinham com quem desabafar e tirar suas dúvidas, pois “falar sobre sexo é senvergonhice”. Alguns desses jovens derramam lágrimas de vergonha e culpa pela humilhação que sofreram porque não sabiam como se defender.</p>
<p>Contudo, uma coisa é interessante nas respostas: a certeza que a maioria tem de que sexo antes do casamento e homossexualismo não são os ideais de Deus para a humanidade &#8211; por isso as conseqüências estão aí com as mães solteiras sofrendo as juras de amor não cumpridas, as doenças sexualmente transmissíveis e o total desconhecimento de verdades que nos preservam física, espiritual e socialmente .</p>
<p>As campanhas que só ensinam a usar preservativo para o “sexo seguro” são superficiais e incentivam a prática do sexo sem amor e compromisso. Nesse contexto, muitas autoridades da área de saúde já reavaliaram sua posição sobre essas campanhas e, hoje, afirmam que o mais importante no que se refere às DSTs – principalmente a AIDS &#8211; é uma mudança de comportamento. À nossa sociedade promíscua e perversa não interessa divulgar essa verdade.</p>
<p>Outro ponto que desperta nossa atenção é o enfoque “espiritualizado” que a maioria dá para o homossexualismo, como se só ele fosse alvo das influências de satanás. Ora, a Bíblia diz em Romanos 11.32 que “Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos” e em 1 Coríntios 6.9 a 11 que adúlteros, mentirosos, idólatras, avarentos e bêbados são tão pecadores e alvos do diabo quanto os homossexuais. Acredito que os evangélicos deveriam ler mais livros cristãos sobre o assunto para ter uma visão de mais compaixão e menos preconceito com aqueles que sofrem com tendências homossexuais. O apóstolo Paulo nos mostra no último texto citado que, na igreja de Corinto, havia vários ex-homossexuais libertos pelo Sangue de Jesus e santificados pelo Espírito de Deus.</p>
<p>Outra coisa que observar é o ranço machista que também contaminou a igreja. Percebe-se claramente nas entrelinhas que a responsabilidade maior sobre a virgindade é da mulher. Ora, quando a Bíblia exige pureza, exige de homens também.</p>
<p>Graças a Deus, porém, que “se alguém está em Cristo, é nova criatura: as coisas antigas já passaram” (2 Co 5.17) O passado não pode mais escravizar nossa consciência e em Cristo todos temos possibilidade e motivação para mudar constantemente.</p>
<p>João Luiz Santolin (Coordenador do MOSES).<br />
Texto escrito para um periódico da CPAD.</p>
<p>Link fonte : <a href="http://www.sexocristao.com/ver-destaque.asp?id=163">http://www.sexocristao.com/ver-destaque.asp?id=163</a></p>
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		<title>Apologética e sua importância !.</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 20:22:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O termo deriva da palavra grega “apologeisthai”, que expressa a noção central da idéia de “defesa”. Em sua aplicação atual, entretanto, seu significado foi de alguma forma alterado, e nós afirmamos isso em uma comparação feita entre os termos apologética e “apologies” (desculpas ou justificação na língua inglesa) em contraste uma com a outra. A relação entre essas duas expressões não é de teoria e prática, nem também de gene e espécie. Pode-se dizer que apologética não é uma ciência formal na qual os princípios exemplificados e justificados são também investigados, como, por exemplo, os princípios de pregação são investigados pela homilética. Nem tampouco ela é meramente a soma de todas as defesas possíveis para a teologia, ou suas explicações cientificas assim como a dogmática é a ciência que explica os dogmas. Apologética é a defesa do Cristianismo em sua inteireza, sua essência, ou, de uma forma ou outra é a defesa de seus elementos de pressuposições contra seus usurpadores, atuais ou possíveis, de forma a se defender de algum ataque em particular; embora, obviamente, por melhor que sejam as defesas que alguém possa levantar com o intuito único de defender uma tese se tornam meras justificativas. Apologética toma para si, não um aspecto exclusivo de defesa, nem mesmo uma justificativa, mas o estabelecimento, diretamente falando, do Cristianismo, mas ao invés, é o conhecimento de Deus que o Cristianismo professa para incorporar e buscar tornar eficiente no mundo, o qual é o oficio da teologia explicar cientificamente. Pode até, obviamente, se ater em defesas e justificações quando isso se fizer necessário.</p>
<p><span id="more-1068"></span></p>
<p> Isso vai de encontro com pontos de vista opostos e requer o estabelecimento de seus próprios pontos de vista e conclusões. Defesas podem, entretanto, serem incorporadas à apologética, e formar porções auxiliares de sua estrutura, quando elas também fazem em qualquer outra área ou disciplina teológica. Ela é, mas freqüentemente, é inevitável que um ou outro elemento ou aspecto da apologética seja mais enfatizado ou cultivado, de acordo com a necessidade que aparece de tempos em tempos. No entanto, a apologética não deriva seu conteúdo, ou toma forma, ou empresta valores de algum tipo de oposição que prevaleça; mas preserva por todo tipo de circunstância seu caráter como qualquer outra ciência construtiva – como refutação de pontos de vista contrários se tornam de tempos em tempos um certo empecilho para a construção e o progresso. É pequena a defesa ou justificativa da essência da apologética que haveria a mesma razão por esta existência e a mesma necessidade de seu trabalho, não haveria oposição no mundo ou contradição para ser sobreposta. A apologética encontra seu fundamento, em outras palavras, não nos acidentes que acompanham os esforços da verdadeira religião de plantar, sustentar, e propagar a ela mesma nesse mundo; nem mesmo no mais PERVASIVO e no mais PORTENTOSO desses acidentes, o erro do pecado; mas nas necessidades fundamentais do espírito humano. Se for sua incumbência fazer o crente capaz de dar razão a sua própria fé, seria impossível para ele ser um crente sem a razão da fé que há nele mesmo, e é tarefa da apologética trazer essa razão claramente em sua consciência, e faz disso um plano válido. Ela é, em outras palavras, a função da apologética investigar, explicar, e estabelecer os fundamentos nos quais a teologia, a ciência, ou o conhecimento sistematizado de Deus é possível; e partindo do pressuposto que toda ciência que tem Deus como seu alvo deve repousar, se é uma ciência verdadeira que afirma estar colocada em um circulo de estudos realmente científicos. Ela necessariamente toma seu lugar, então, à frente do departamento de ciências teológicas e encontra sua tarefa no estabelecimento da validade desse conhecimento de Deus que forma o alvo de estudos desse departamento; que nós possamos proceder através dos demais departamentos nas áreas exegéticas, históricas, sistemáticas, e práticas, para explicar, apreciar, sistematizar e propagar ao mundo.<br />
<strong>II. O LUGAR ENTRE AS DISCIPLINAS TEOLÓGICAS</strong></p>
<p>Deve ser admitido que uma considerável confusão tem reinado com respeito à concepção e função da apologética e seu lugar entre as disciplinas teológicas. Quase todo escritor tem uma definição própria e descreve a função da disciplina de uma forma mais peculiar para ele mesmo; e lá está escassamente em um canto da enciclopédia teológica. Planck deu um lugar entre as disciplinas exegéticas; outros discutiam se sua essência era histórica; muitos queriam designá-la como sistemática ou teologia prática. Nosselt nega seu direito de existência; Palmer confessa sua falta de habilidade para classificar tal disciplina, Rabiger tirou formalmente de sua enciclopédia, mas a reintroduz com um nome diferente de “teoria da religião”, Tholuck propõe que deveria ser dividida em partes por diversos departamentos; e Cave de fato distribui o material da apologética por três departamentos diferentes. Muito dessa confusão se deve à persistente confusão entre apologética e apologia. Se apologética é a teoria de justificação, e sua função é ensinar a homens e mulheres como defender o Cristianismo, seu lugar é, obviamente, junto com homilética, catequese, e poimênica, no departamento de Teologia Pratica (ou teologia pastoral). Se for simplesmente, de forma eminente, a justificação do Cristianismo em um formato organizado sistematicamente num formato de justificativa para o Cristianismo com todos seus elementos e detalhes, contra toda oposição, ou em sua essência totalmente contra uma única oposição destrutiva, ela obviamente pressupõe um completo desenvolvimento do Cristianismo através das disciplinas exegéticas, históricas, e sistemáticas, e deve estabelecer ou como o ponto culminante do ensino da teologia sistemática, ou como área intelectualista da teologia prática, ou como uma disciplina independente colocada entre essas duas. Nesse caso pode ser artificialmente separada de uma teologia polêmica e outras disciplinas similares, se a análise for levada longe o suficiente, pode-se criar, como feito por F. Duilhe de Saint-Projet que distinguiu entre teologia apologética, controversa e polêmica, direta e respectivamente contra descrentes, hereges, e companheiros cristãos, e por A. Kuyper que distinguiu entre polêmica helenista e apologética que iria contra heterodoxia, paganismo, falsa filosofia. Não será estranho, então, mesmo separado dessa família de disciplinas, ou algumas delas, seria unida com elas novamente, ou com algumas disciplinas, para tomar um formato mais abrangente as quais podem criar uma enciclopédia. Isso é feito, por exemplo, por Kuyper que junta as teologias polêmicas helenistas e apologéticas para formar seu grupo de disciplinas denominadas “dogmatologia antitética”, e Patton que, depois de ter distribuído o material da apologética em duas disciplinas separadas como teologia racional e filosófica, na qual uma disciplina teísta foi colocada no início do sistema, e a apologética se une mais tarde com as disciplinas polemicas para constituir uma disciplina antitética, enquanto a teologia sistemática sucede as duas como parte de uma disciplina sintética.<br />
<strong>III. PONTOS DE VISTA DIVERGENTES </strong></p>
<p>Muito da diversidade em questão se deve também, entretanto, a vários pontos de vista sobre em que aspecto deve a apologética ser estabelecida, se deve ser considerada, por exemplo, a verdade da religião cristã, ou a validade do conhecimento de Deus a qual a teologia apresenta em um formato sistematizado. E ainda mais se deve por conceitos profundamente divergentes sobre a natureza do assunto em questão, sobre esta “teologia”, de que a apologética faz parte. Se nós pensarmos que apologética age tomando defesa ou justificação da “religião cristã”, esse é um ponto, se nós pensarmos que ela assume o formato com intenção de validar o conhecimento de Deus, o qual é sistematizado pela “teologia”, temos um ponto totalmente diferente. E mesmo se existir concordância em uma concepção mais recente, ainda permanecem divergências profundas as quais definem a “teologia” como ela realmente é, não devemos esperar um acordo sobre a natureza e a função de nenhuma dessas disciplinas. Se “teologia” é a ciência de fé ou de religião, é o assunto em questão que se torna subjetivo de experiências do coração humano, e a função da apologética é inquirir se essas experiências subjetivas têm algum objetivo válido. Obviamente, entretanto, ela segue uma elucidação sistemática sobre essas experiências subjetivas e constitui uma disciplina final da “teologia”. Similarmente, se a “teologia” é a ciência da religião cristã, ela investiga a questão histórica pura sobre em que aqueles que são chamados Cristãos realmente acreditam; e obviamente a função da apologética é seguir essa investigação com um inquérito sobre se os Cristãos são justificados por crer nessas coisas. Mas se a teologia é a ciência de Deus, ela lida não como uma massa de experiências subjetivas, não em uma seção da história dos pensamentos, mas com o corpo de fatos objetivos; e é absurdo dizer que esses fatos precisam ser assumidos e desenvolvidos até sua última conseqüência, antes que nós deixemos de perguntar se eles são realmente fatos. Então assim que se chega a um acordo que teologia é uma disciplina cientifica e tem seu alvo principal o conhecer a Deus, nós precisamos reconhecer que deve ser através do estabelecimento da realidade como fatos objetivos das informações nas quais sua tese está baseada. Alguém pode realmente chamar o departamento de teologia ao qual essa tarefa está comprometida com qualquer nome que lhe parecer apropriada: Ela pode ser chamada “teologia geral”, ou “teologia fundamental”, ou “teologia principal”, ou “teologia filosófica”, ou “teologia racional” ou qualquer outro dos inumeráveis nomes que têm sido usados pra descrevê-la. Apologética é o nome que mais naturalmente sugere a matéria em si, e é o nome o qual, com maior ou menor precisão do ponto de vista que trata da natureza e do compasso dessa disciplina, tem sido consagrado para esse propósito por um grande número de escritores como Schleiermacher, Twesten, Swetz, Ottiger, Knoll, Maissoneuve. Isso recomenda de forma poderosa uma indicação decisiva sobre a natureza dessa disciplina, enquanto se aplica igualmente a qualquer que seja o foco da teologia a qual subentende-se plantar em uma base segura. Se essa teologia não reconhece outro conhecimento de Deus, além daquele dado na constituição e curso da natureza, ou deriva sua informação da total revelação de Deus como documentada nas Escrituras, apologética se oferece com total prontidão para designar a disciplina pela qual a validade do conhecimento de Deus foi estabelecida. É necessário explicitar nada mais que naturalmente a teologia requer como sua base; quando a teologia a qual nos serve é, entretanto, a teologia completa da revelação cristã, ela guarda sua unidade e se mantém protegida da fatalidade da concepção dualística a qual coloca a teologia natural e a teologia revelada separadas em entidades diferentes, cada uma com sua própria pressuposição separada, requerendo um estabelecimento pelo qual a apologética seria dividida em duas disciplinas diversas, dando colocações bem diferentes dentro da enciclopédia teológica.</p>
<p><strong>IV. A VERDADEIRA FUNÇÃO DA APOLOGÉTICA</strong></p>
<p>Já foi tratada o quão extensa pode a apologética ser definida, de acordo com um costume muito preponderante como “a ciência que estabelece a verdade do Cristianismo como uma religião absoluta”. Apologética certamente estabelece a verdade sobre o Cristianismo como uma religião absoluta. Mas a questão de importância aqui é como isso é feito. Ela certamente não é da alçada da apologética tomar para si cada princípio do Cristianismo no desejo de buscar estabelecer sua verdade através de uma direta apelação à razão. Qualquer tentativa de fazer isso, não importa em qual base filosófica de trabalho ou de demonstração, começa, ou através de qual método deve-se seguir, isso nos transferiria de uma só vez para uma atmosfera e nos trairia em dispositivos deturpados do velho e vulgar racionalismo, o erro primário o qual foi questionado em uma demonstração diretamente racional da verdade a qual o Cristianismo ensina em troca. A função da apologética é estabelecer a verdade da Cristandade como a religião absoluta em sua íntegra, e seus detalhes de forma indireta. Isso serve para afirmarmos que, nós não devemos começar desenvolvendo o Cristianismo em pequenos detalhes, e somente depois que esta tarefa for terminada, deveremos perguntar se existe alguma verdade em tudo isso. Nós devemos começar estabelecendo a verdade do cristianismo por inteiro, e somente então explicar em detalhes, cada qual, se devidamente explicado tem sua verdade garantida em seu devido lugar como detalhe em uma entidade já estabelecida em sua inteireza. Apesar de sermos esclarecidos sobre o que é provavelmente a questão mais complicada a qual tem irritado durante toda a história da disciplina. Ao estabelecer a verdade do Cristianismo, tem sido permanentemente perguntado, devemos lidar com todos os detalhes, ou meramente com a essência do Cristianismo? A verdadeira resposta é nenhum dos dois. Apologética não pressupõe nem o desenvolvimento do Cristianismo em detalhes, ou a extração de sua essência. Os detalhes do Cristianismo estão todos contidos no próprio Cristianismo: O mínimo retirado do Cristianismo é somente o Cristianismo em si. O que a Apologética toma para si estabelecer é somente o Cristianismo puro, incluindo todos seus “detalhes” e envolvendo toda sua “essência”, em sua inexplicável e incompreensível inteireza, como a religião absoluta. Ela tem como objetivo de solidificar as fundações nas quais o “Templo” da teologia é construído e pela qual toda estrutura da teologia é determinada. É o departamento da teologia que estabelece os princípios constitutivos e regulamentares da teologia como ciência, e em estabelecendo isso serão estabelecidos todos os detalhes, os quais derivam deles pela secessão de departamentos, em suas vastas explicações e sistematizações. Mesmo isso sendo estabelecido como um todo e o todo sendo estabelecido na massa, então deve se dizer, e não em detalhes, mas ainda em sua forma completa e não em um elemento separado.</p>
<p><strong>V. DIVISÃO DA APOLOGÉTICA</strong></p>
<p>Sendo o assunto principal da apologética definido, sua distribuição em partes se torna basicamente um assunto óbvio. Tendo definido a Apologética como a prova da verdade da religião cristã, muitos escritores naturalmente confinam isso àquilo que é comumente conhecido de forma mais informal como “teologia fundamental”, igualmente natural é confinar isso aos primeiros princípios da religião em geral. Outros mais justos combinam os dois conceitos e então obtêm ao menos duas divisões principais. Como Hermann Schultz prova “o direito do conceito religioso do mundo, contra as tendências de negar a religião, e o direito do Cristianismo como uma manifestação absolutamente perfeita, estando contra os oponentes da sua significância permanente”. Ele então divide em duas grandes seções com uma terceira interposta entre eles: O primeiro “A defesa do conceito religioso do mundo”, o último, “A defesa do Cristianismo” e entre esses dois foi colocado “A filosofia da religião, religião em sua manifestação histórica”. De forma menos satisfatória, porque com uma firmeza menor sobre sua idéia de disciplina, Henry B. Smith, encarando a apologética como “Dogmática Histórico-Filosófica”, foi em defesa “da unidade de conteúdo e substância da fé Cristã”, dividindo o material para o mesmo efeito o qual ele chamou de apologética fundamental, histórica, e filosófica. A primeira assume o papel de demonstrar o ser e a natureza de Deus; o segundo, a divina origem e autoridade do Cristianismo, e a terceira, de alguma forma defeituosa forma uma conclusão para tão importante argumento, a superioridade do Cristianismo frente a todos os outros sistemas religiosos. De forma bem similar, Francis R. Beattie dividiu em: (1) Apologética Fundamental, ou Filosófica, que trata sobre o problema de Deus e a religião, (2) Apologética Cristã, ou Histórica, a qual trata do problema da revelação e das Escrituras, e (3) Apologética Aplicada, ou Prática, que lida com a eficiência prática do Cristianismo no mundo. A verdade fundamental desses esquemas está na percepção de que o assunto principal da apologética envolve os dois grandes fatos sobre Deus e o Cristianismo. Existem algumas falhas na unidade desses conceitos, entretanto, sobressaindo aparentemente de um ponto deficiente sobre a peculiaridade da apologética como um departamento da ciência da teologia, e uma inabilidade conseqüente de permitir isso como também determinar seu próprio conteúdo e a ordem natural de suas partes e divisões.</p>
<p><strong>VI. O CONCEITO DA TEOLOGIA COMO UMA CIÊNCIA </strong></p>
<p>Se a teologia é uma ciência, existe envolvido neste fato, como também em todas as outras ciências, pelo menos três pontos: A realidade do assunto em questão, à capacidade da mente humana receber em si mesma e racionalizar para refletir o assunto em questão e a existência de uma comunicação entre o assunto em questão e a mente de forma a receber e compreender o assunto. Não poderia haver psicologia onde não houvesse uma mente para ser investigada, uma mente para investigar, e uma autoconsciência por meio dos quais a mente como um objeto, pode ser trazida debaixo da inspeção da mente como sujeito.</p>
<p>Não haveria astronomia se não houvesse corpos celestiais para serem investigados, nem uma mente capaz de compreender as leis da existência e dos movimentos celestes, ou não houvesse formas de observar sua estrutura e movimento. Da mesma forma, não pode haver teologia, concebida de acordo com seu próprio nome, como a ciência de Deus, a menos que haja Deus para formar o assunto alvo, uma capacidade na mente humana para compreender a Deus, e algum tipo de comunicação na qual Deus se faz conhecido aos homens. Essa teologia, como a ciência de Deus, pode existir, então, deve começar por estabelecer a existência de Deus, a capacidade humana de conhecê-Lo, e um acesso de conhecimento sobre Deus. Em outras palavras, a principal idéia da teologia como ciência de Deus nos da esses três tópicos incríveis os quais precisam ser tratados em seu departamento fundamental, no qual as fundações para toda estrutura está firmado em Deus, religião, revelação. Com esses três fatos estabelecidos, uma teologia como ciência de Deus se torna possível, com ela então, uma apologética se torna completa. Mas isso, somente firmado nesses três pontos, todas as pressuposições da ciência de Deus, construídas em nossa teologia podem ser estabelecidas, por exemplo, prover para que todas as fontes e significados sobre o conhecimento de Deus sejam extinguidos. Nenhuma ciência pode arbitrariamente limitar a informação concernente a sua esfera a qual ela atende. Na pressa de deixar de ser a ciência que professa ser, ela precisa extinguir os meios de informação abertos a ela, e reduzir a um sistema unitário todo o corpo de conhecimento em sua esfera. Nenhuma ciência pode representar a si mesmo como a astronomia, por exemplo, a qual se confina arbitrariamente a informação de que concernem os corpos celestiais vistos somente a olho nu, o que descarta, sem dúvida, a ajuda de algo como um espectroscópio. Na presença do Cristianismo no mundo que clama por uma revelação presente de Deus que se adapte às condições e necessidades dos pecadores, e documentado nas Escrituras, teologia não pode tomar um passo sequer até que se examine esse desejo, e se o desejo for substancial, esta substanciação deve formar uma parte do departamento fundamental da teologia na qual estão firmados os fundamentos para toda sistematização do conhecimento de Deus. Nesse caso, dois novos tópicos são adicionados ao assunto principal na qual a apologética precisa lidar construtivamente, Cristianismo e a Bíblia. Isso está firmado na verdadeira natureza da apologética como departamento fundamental da teologia, concebido como a ciência de Deus, isso deveria encontrar sua tarefa no estabelecimento da existência de Deus, quem é capaz de ser conhecido pelo homem, pois Ele se fez conhecido, não somente através da natureza, mas nas revelações de sua graça para com os pecadores, documentada nas Sagradas Escrituras. Quando a apologética tem colocado esses fatos grandiosos em nossas mãos, Deus, religião, revelação, Cristianismo, a Bíblia, e não até esse fato ocorrer, nós estaremos preparados para explicar o conhecimento de Deus como este foi trazido a nós, traçando a historia de seus feitos no mundo, sistematizando e propagando isso ao mundo.<br />
<strong>VI. AS CINCO SUBDIVISÕES DA APOLOGÉTICA </strong></p>
<p>As subdivisões primarias da apologética são cinco, a não ser por conveniência no tratamento se preferir condensar uma delas com outra que tiver maior proximidade de conceitos. (1) A primeira, a qual pode talvez ser chamada apologética filosófica, toma sobre si o estabelecimento do ser de Deus, como um espírito pessoal, o criador, preservador e governador de todas as coisas. A ela pertence o grande problema do teísmo, envolvido em discussões sobre as teorias antiteistas. (2) O segundo, o qual pode talvez ser chamado de apologética psicológica, que toma para si o estabelecimento da natureza religiosa do homem e a validade de seu senso religioso. Ele envolve a discussão parecida com a psicologia, filosofia e a pneumatologia da religião, e inclui então aquilo que é chamado de “religião comparativa” ou de “história das religiões”. (3) Sobre o terceiro ponto está a responsabilidade de estabelecer a realidade do fator sobrenatural na história, com a determinação envolvida da real relação com a qual Deus se apresenta a Seu mundo, e o método de Seu governo sobre Suas criaturas racionais e especialmente o modo de se fazer conhecido a seu povo. Isso lança sobre o estabelecimento do fato da revelação com a condição de todo o conhecimento de Deus, quem como um Espírito Pessoal pode ser conhecido somente à medida em que Ele se expressa a nós, para que a teologia defira de todas as outras ciências no fato de que seu objeto de estudos não está à disposição do sujeito, e sim o processo é inverso. (4) O quarto ponto, o qual pode ser chamado de apologética histórica, a qual toma para si o estabelecimento da origem divina do Cristianismo como a religião da revelação no significado especial dessa palavra. Ele discute todos os tópicos que naturalmente caem sobre os pontos de vista popular sobre “as evidencias do Cristianismo”. (5) O quinto ponto, que pode ser chamado de apologética bibliológica, está encarregado de estabelecer a veracidade das Escrituras Sagradas como a documentação da revelação de Deus para a redenção dos pecadores. Ele está engajado especialmente com tópicos tais como a divina origem das Escrituras, os métodos da divina operação em sua organização, seu lugar na série de atos redentivos de Deus, e o processo da sua revelação, a natureza, modo e efeito da inspiração.<br />
<strong>VII. O VALOR DA APOLOGÉTICA </strong></p>
<p>A estimativa que é colocada sobre a apologética por estudiosos naturalmente varia com o conceito que está relacionado com sua natureza e função. No despertar do subjetivismo introduzido por Schleiermacher, tornou-se muito comum falar de um tipo de apologética assim como já foi descrito acima, sem nenhum tipo de desdém. É uma herança diabólica, nós ouvimos dizer, do antigo supranaturalismus vulgaris, o qual “se firmou não nas Escrituras, mas acima das escrituras, e imaginando que poderia fazê-lo, com conceitos formais, desenvolveu um ‘fundamento para a divina autoridade do cristianismo’(Heubner), e então ofereceu provas para a divina origem do Cristianismo, a necessidade da revelação e a credibilidade das Escrituras” (Lemme). Reconhecer que nós podemos tomar nossa posição nas Escrituras somente depois de termos as Escrituras, autenticadas como tal, firmar nossa posição, é, nos parece, um desgaste prejudicial. A experiência subjetiva de fé é concebida para ser o fator final, e a única apologética legitimada, somente a auto justificação da fé em si. Pois a fé nos parece, depois de Kant, não pode mais ser vista com um algo que compõe nossa razão e não pode ser colocado em nenhuma fundamentação racional, mas é um assunto concernente ao coração, e se manifesta de forma mais efetiva quando não há razão alguma senão nela mesma (Brinetiere). Se repetição tivesse alguma força de prova, teria sido estabelecida há muito tempo atrás que fé, religião, teologia, estão fundamentadas por completo fora do domínio da razão, prova e demonstração.<br />
Ela é, entretanto, do ponto de vista do racionalismo e misticismo que o valor da apologética é muito desprezado. Quando preconceitos racionalistas penetrarem, ali, obviamente, a validade das provas apologéticas foi de uma forma ou outra questionados.</p>
<p>Quando um sentimento místico já se infiltrou, então a validade da apologética pode ser de uma forma ou de outra questionada com certa ênfase. No momento atual, a tendência racionalista é mais ativa, talvez, na forma apresentada por Albrecht Rtischl. Na sua forma ela ataca a apologética direto em sua raiz, pela distinção de que se ergue entre o conhecimento teórico e o conhecimento religioso. O conhecimento religioso não é o conhecimento do fato, mas a percepção da utilidade, e então, uma religião positiva, enquanto possa talvez estar historicamente condicionada, não tem uma base teórica, e está de acordo não com o objeto de prova racional. Em um paralelismo significante com o fato acima, a tendência mística é manifestada nos nossos dias de forma bem distinta em uma inclinação bem diversificada para colocar de lado a apologética em favor do “testemunho do Espírito”. As convicções do Cristão, nós aprendemos, não são produto da razão direcionada ao intelecto, mas a criação imediata do Espírito Santo em seu coração. Então, é algo íntimo. Nós podemos nos sair muito bem sem essas “razões”, se de fato elas não são realmente nocivas, porque a tendência é de substituir um racionalismo árido por uma fé viva. Parece-nos que foi esquecido aquele pensamento que a fé é um ato moral e uma dádiva de Deus, ainda é uma convicção formal passando por crença, e que todas as formas de convicção devem se firmar na evidência como seu fundamento. “Aquele que crê”, diz Tomás de Aquino, em palavras que se transformaram comuns como uma suposição básica, “não creria a não ser que ele visse que aquilo em que ele crê é digno de confiança”. Apesar da fé ser uma dádiva de Deus, isso não implica que a fé dada a nós por Deus é uma fé irracional, isso é, uma fé sem um fundamento cognitivo na razão. Nós cremos em Cristo porque é algo racional crer NEle, nem mesmo que se fosse irracional. Obviamente mero reconhecimento racional não torna alguém um cristão, mas isso não é porque a fé não é resultado de evidencia, mas porque uma alma morta não pode responder à evidência. A ação do Espírito Santo nos dando fé não está separada das evidências, mas vem junto com as evidencias, e em primeira instancia consiste em preparar a alma para aceitar as evidências.<br />
<strong>VIII. A RELAÇÃO DA APOLOGÉTICA COM A FÉ CRISTÃ </strong></p>
<p>Não devemos discutir se pela ação da apologética é que homens e mulheres tornam-se cristãos, mas que a apologética supre o Cristão com uma base sistematicamente organizada na qual a fé do crente pode descansar. Tudo o que a apologética nos explica no formato de prova sistematizada está implícito em todo ato de fé do crente. Toda vez que um pecador aceita a Jesus Cristo como seu Salvador, está implícita nesse ato uma condição de vida que demonstra que existe um Deus, que é conhecido por homens e mulheres, pois se fez conhecido ao ser humano pela sua revelação nas Escrituras e pela redenção em Jesus Cristo, assim como nos afirmam as Escrituras Sagradas. Não é necessário para esse ato de fé que todos os fundamentos dessa convicção sejam demonstrados em sua total consciência e dados de forma a concordar explicitamente com seu entendimento, mesmo sendo necessário que para sua fé esse fundamento seja suficiente para sua convicção ser ativamente presente e trabalhando em seu espírito. Mas é necessário para a defesa de sua fé raciocinar em um formato de julgamento cientifico, para que os fundamentos nos quais ele descansa sejam explicados e estabelecidos. A teologia como uma ciência, apesar dela incluir tão importante disciplina, uma exposição de como esse conhecimento de Deus, com o qual ela trabalha objetivamente pode de melhor forma se tornar possessão subjetiva do homem, não é um instrumento de propaganda, o que ela se propõe a fazer é o desenvolver sistematizadamente o conhecimento de Deus como objeto de contemplação racional. E como ela tem desenvolvido como conhecimento, ele deve obviamente estar existindo pelo estabelecimento seu direito tal como necessário. Se ele não o fizer, o todo de seu trabalho estará como suspenso no ar, e a teologia apresentaria uma aberração entre todas as ciências que buscam um lugar entre uma série de sistemas de conhecimento para uma elaboração de pura dedução.</p>
<p><strong>IX. OS PRIMEIROS ESTUDOS APOLOGÉTICOS </strong></p>
<p>Compreendendo que a apologética supre a necessidade insistente do espírito humano, que o mundo tem, obviamente, nunca estando sem a apologética.</p>
<p>Sempre quando o ser humano tem pensado totalmente sobre Deus e a ordem sobrenatural, lá tem estado presente em suas mentes uma variedade de mais ou menos razões sólidas por crer em sua realidade. A retirada do núcleo dessas razões em um corpo de provas sistematicamente organizado esperou então uma cultura mais avançada. Ma o advento da apologética não esperou o advento do Cristianismo, nem existem traços desse departamento de pensamento compreensível somente nas regiões acesas por uma revelação especial. O sistema filosófico de antiguidades, especialmente aqueles que derivam de Platão, estão longe de estarem vazios de elementos apologéticos, e quando em seus estágios mais avançados de seu desenvolvimento, filosofia clássica se torna peculiarmente religiosa, expressando material apologético que se torna quase predominante. Com a vinda do Cristianismo ao mundo, entretanto, à medida que os elementos da teologia foram se tornando mais ricos, então os esforços para substanciá-los se tornaram mais férteis nos elementos apologéticos. Nós não devemos confundir a apologética do inicio da era Cristã com a apologética formal. Como os sermões daqueles dias, eles contribuíam para a apologética sem ser apologética. O material apologético desenvolvido por aquilo que nós podemos chamar de os mais filosóficos dos apologistas (Aristides, Atenagoras, Teófilo, Tertuliano) já foi considerável, ele era grandemente suplementado pelos trabalhos teológicos de seus sucessores. Em um primeiro instante o Cristianismo mergulhou em um ambiente politeísta e tomou para si o conflito com sistemas de pensamento firmados em filosofias panteístas ou dualistas, requereu-se o estabelecimento de seu ponto de vista monoteísta, e indo contra a amargura dos Judeus e as zombarias dos gentios, para evidenciar sua origem divina como ação da graça ao homem pecador. Junto com Tertuliano os grandes “alexandrinos”, Clemente e Orígenes, estão os depósitos mais ricos do pensamento apologético do primeiro século. Os maiores dos apologistas da era patrística foram, entretanto, Eusébio de Cesárea e Agostinho. O primeiro foi o mais aprendido e o segundo o mais profundo dos defensores do Cristianismo entre os Pais da igreja. Em Agostinho, em particular, não meramente em seu livro “Cidade de Deus” mas em seus escritos controversos, acumulando uma vasta massa de material apologético o qual está distante de ter perdido seu significado.<br />
<strong>X. A APOLOGÉTICA ATUAL </strong></p>
<p>Não foi, entretanto, até a era escolástica que a apologética atingiu seus direitos como uma ciência construtiva. Todas as atividades teológicas da Idade Média foram até então antecessoras da apologética, para que seu esforço primário fosse a justificação pela fé para a compreensão. Não era somente rica em apologistas (Abelardo, Raimundo, Martini), mas todo teólogo era de alguma forma um apologeta. Anselmo no seu início, Aquino em seu auge, são tipos de uma série completa, tipos nos quais todas as suas excelências são somadas. A Renascença com seu ressurgimento do paganismo, naturalmente destaca uma série de novos apologétas (Savanarola, Marsílio, Ludovico), mas a Reforma forçou polemicas nesse fundo e colocou a apologética longe de tudo, apesar, obviamente, dos grandes teólogos da reforma terem trazido ricas contribuições que se acumularam ao material apologético. Quando, no fim do século dezessete, o ateísmo começou se espalhar entre as pessoas e o indiferentismo rasgando o naturalismo entre os lideres e pensadores, a correnteza do pensamento apologético mais uma vez começou a jorrar, tornando-se uma grande enchente à medida que a descrença prevalecente se intensificou e se espalhou. Com seu precursor em Filipe de Mornay (1581), Hugo Grocio (1627) tornando-se apologistas como os pioneiros dessa época da história, enquanto em sua porção média foi humilhada por pensadores como Pascal e a analogia apologética dessa época culminou com a “Grande Analogia” de Butler e a poderosa argumentação de Paley. À medida que o assalto contra o Cristianismo mudou suas bases para o deísmo inglês da primeira metade do século dezoito pelo racionalismo alemão da segunda metade desse mesmo século, o idealismo que dominou a primeira metade do século dezenove, e a tendência do materialismo de sua segunda metade, período após período foi marcado na história da apologética, e os elementos particulares da apologética que foram especialmente cultivados e adaptados de acordo com a mudança do pensamento. Mas nenhuma época foi marcada na história da apologética, até que, liderados pela tentativa de Schleiermacher de traçar o organismo dos departamentos de teologia, K.H. Sack resumiu para tornar cientificamente organizada “Apologética Cristã” (Hamburgo, 1829). Desde então, uma série de sistemas científicos de apologética tem jorrado das editoras. Eles diferem um do outro em quase todo conceito possível, de seus conceitos a sua natureza, tarefa, alvo, colocação nas enciclopédias científicas e teológicas, em seus métodos de lidar com seu material, em sua concepção de Cristianismo, religião e Deus, como também sobre a natureza sobre a evidencia na qual a crença deve descansar. Mas elas concordam em um ponto fundamental, que a apologética foi concebida por todos como um departamento especial da ciência teológica, capaz de o retirar e demandando um tratamento separado. Nesse sentido a apologética tomou finalmente, nos últimos dois terços do século dezenove, sua forma verdadeira e de direito.</p>
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		<title>O Amor</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 18:34:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13:13). “O fim do mandamento”, diz Paulo, “é o amor” (1 Timóteo 1:5). É uma graça que todos professam admirar. Ela parece ser uma coisa clara e prática que todo mundo pode entender. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13:13).<br />
“O fim do mandamento”, diz Paulo, “é o amor” (1 Timóteo 1:5). É uma graça que todos professam admirar. Ela parece ser uma coisa clara e prática que todo mundo pode entender. Não é um “daqueles pontos doutrinários molestos” sobre os quais os cristãos discordam. Milhares, supeito eu, não se envergonhariam de dizer que não sabem nada sobre justificação, regeneração, a obra de Cristo ou sobre o Espírito Santo. Porém, ninguém, creio eu, gostaria de dizer que não sabe nada sobre o amor! Até mesmo os homens que não possuem uma religião sempre se vangloriam de possuir “amor”. Umas poucas reflexões sobre o amor nos serão proveitosas. Há noções falsas sobre o amor que precisam ser dissipadas. Há enganos sobre ele que requerem retificações. Em minha admiração do amor, não me submeto a ninguém. Porém, atrevo-me a dizer que em muitas mentes, o tema parece estar completamente mal-compreendido.</p>
<p><span id="more-994"></span></p>
<p>I. Primeiro, deixe-me mostrar “o lugar que a Bíblia dá ao amor”.</p>
<p>II. Segundo, deixe-me mostrar “o que é realmente o amor da Bíblia”.</p>
<p>III. Terceiro, deixe-me mostrar, “de onde procede o verdadeiro amor”.</p>
<p>IV. E por último, deixe-me mostrar “o porque o amor é &#8216;a maior&#8217; das graças”.<br />
Eu peço a sincera atenção de meus leitores ao assunto. O desejo do meu coração e a minha oração a Deus, é que o crescimento do amor possa ser promovido neste mundo sobrecarregado de pecado. Em nenhum outro lugar a condição caída do homem se mostra tão forte como na escassez do amor cristão. Há pouca fé na terra, pouca esperança, pouco conhecimento das coisas divinas. Mas nada, depois de tudo, é tão escasso como o amor real.<br />
I. Primeiro, deixe-me mostrar “o lugar que a Bíblia dá ao amor”.</p>
<p>Começo com este ponto para estabelecer a imensa importância prática do meu assunto. Não me esqueço que há muitos cristãos nestes dias que quase recusam olhar para algo prático no Cristianismo. Eles não falam sobre nada, senão de duas ou três doutrinas favoritas. Quero recordar a meus leitores que a Bíblia contém conteúdo prático tanto quanto doutrinário, e que uma coisa para a qual ela atribui grande importância é o “amor”.</p>
<p>Voltemos nossa atenção para o Novo Testamento, e observemos o que nos é dito sobre o amor. Em todas as investigações religiosas, não há nada como deixar que a Escritura fale por si mesma. Não há melhor maneira de encontrar a verdade do que recorrer ao velho caminho de se voltar para os textos simples da Bíblia. Os textos foram as armas do nosso Senhor, tanto nas respostas a Satanás, como nas argumentações com os judeus. Os textos são os guias aos quais nunca devemos nos envergonhar de nos referir a eles, nos dias presentes — O que a Escritura diz? O que está escrito? Como você a lê?</p>
<p>Ouçamos o que Paulo diz aos coríntios: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria” (1 Coríntios 13:1-3).</p>
<p>Ouçamos o que Paulo diz aos colossenses: “E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição” (Colossenses 3:14).</p>
<p>Ouçamos o que Paulo diz a Timóteo: “Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1 Timóteo 1:5).</p>
<p>Ouçamos o que Pedro diz: “Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados” (1 Pedro 4:8).</p>
<p>Ouçamos o que nosso Senhor Jesus Cristo diz sobre este amor: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.”. Sobretudo, ouçamos o relato do nosso Senhor do juízo final, e observe a falta de amor que condenará milhões: “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber” (Mateus 25:41-42).</p>
<p>Ouçamos o que Paulo diz aos romanos: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei” (Romanos 13:8).</p>
<p>Ouçamos o que Paulo diz aos efésios: “E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” (Efésios 5:2).</p>
<p>Ouçamos o que João diz: “Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor ” (1 João 5:7-8).</p>
<p>Não farei comentário algum sobre estes textos. Penso que será melhor deixá-los diante dos meus leitores em sua eloqüente simplicidade, e deixá-los falar por si mesmos. Se alguém está disposto a pensar que o assunto deste artigo é insignificante, apenas pedirei a ele que olhe para estes textos, e pense novamente. Aquele que desce o “amor” do santo e alto lugar que ele ocupa na Bíblia, e o trata como um assunto de importância secundária, deve acertar as contas com a Palavra de Deus. Eu certamente não gastarei tempo argumentando com tal pessoa.</p>
<p>À minha mente, a evidência destes textos parece clara, simples e incontrovertível. Eles mostram a imensa importância do amor como uma das “coisas que acompanham a salvação”. Eles provam que é correto demandar a séria atenção de todos que se chamam cristãos, e que aqueles que desprezam o assunto estão apenas expondo sua própria ignorância das Escrituras.<br />
II. Segundo, deixe-me mostrar “o que é realmente o amor da Bíblia”.</p>
<p>Penso que é de grande importância ter visões claras sobre este ponto. É precisamente aqui que os enganos sobre o amor começam. Milhares de pessoas enganam a si mesmas com a idéia de que elas têm “amor”, e isto, devido a uma clara ignorância das Escrituras. O amor delas não é o amor descrito na Bíblia.</p>
<p>(a) <em>O amor da Bíblia não consiste em dar aos pobres. </em>É uma ilusão comum supor isto. Todavia, Paulo nos diz claramente que um homem pode “dar tudo o que ele possui aos pobres” (1 Coríntios 13:3), e não ter amor. Que um homem amoroso “lembrará dos pobres”, não pode haver dúvida (Gálatas 6:10). Que ele fará tudo o que ele pode para assisti-los, aliviá-los e diminuir as suas aflições, não nego nem por um momento. Tudo o que disse é que isto não é, por si só, “amor”. É fácil gastar uma fortuna ao distribuir dinheiro, sopa, pão, cobertores e roupas, e, todavia, estar totalmente destituído do amor da Bíblia.</p>
<p>(b) <em>O amor da Bíblia não consiste em nunca desaprovar a conduta dos demais</em>. Aqui, há outra ilusão muito comum! Milhares de pessoas se orgulham de nunca condenar os outros, ou dizer que eles estão errados, não importa o que eles possam fazer. Eles convertem o preceito de nosso Senhor, “Não julgueis”, numa escusa para não ter opinião desfavorável de ninguém. Eles pervertem Sua proibição de julgamentos precipitados e censuradores numa proibição de todo e qualquer julgamento. Seu próximo pode ser um bêbado, um mentiroso, um homem violento. Não importa! “Não é amor”, eles lhe dizem, “dizer que ele está errado”. Você deve crer que ele, no fundo, tem um bom coração! Esta idéia de amor é, infelizmente, muito comum. É cheia de prejuízo. Lançar um véu sobre o pecado, e recusar chamar as coisas pelos seus devidos nomes — falar de “corações bons”, quando as vidas são eloqüentemente más — é fechar os nossos olhos contra a impiedade, e escusar sua imoralidade — este não é o amor da Escritura.</p>
<p>(c) <em>O amor da Bíblia não consiste em nunca desaprovar as opiniões religiosas de outras pessoas</em>. Aqui há outra ilusão muito séria e crescente. Há muitos que se orgulham de nunca se pronunciar contra os outros, não importa quais visões eles possam sustentar. Seu próximo, por exemplo, pode ser um Católico Romano, ou um Mórmon. Mas o “amor” diz que você não tem o direito de pensar que ele está errado! Se ele é sincero, seria “falta de amor” pensar desfavoravelmente de sua condição espiritual. Que Deus me livre sempre de tal amor! Nesta avaliação, o Apóstolo estaria errado ao ir pregar aos gentios! Nesta avaliação, não há utilidade em missões! Nesta avaliação, seria melhor fecharmos nossas Bíblias e trancarmos nossas igrejas! Todo mundo está certo, e ninguém está errado! Todo mundo está indo para o céu, e ninguém está indo para o inferno!</p>
<p>Tal amor é uma caricatura monstruosa. Dizer que todos estão igualmente certos em suas opiniões, embora suas opiniões contradigam diretamente umas às outras — dizer que todos estão igualmente a caminho do céu, embora seus sentimentos doutrinários sejam tão opostos como o é o preto e o branco — este não é o amor da Escritura. Amor como este derrama desprezo sobre a Bíblia, e fala como se Deus não nos tivesse dado uma norma escrita da verdade. Amor como este confunde nossas noções de céu e enche-as com discordância e desarmonia. O amor verdadeiro não pensa que tudo mundo está certo em suas doutrinas. O amor verdadeiro clama — “Não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1 João 4:1). “Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis” (2 João 1:10).</p>
<p>Eu deixo o lado negativo da questão aqui. Eu o tratei com uma certa extensão, por causa dos dias nos quais vivemos e devido às noções estranhas que abundam. Voltemos agora para o lado positivo. Tendo mostrado o que o amor não é, deixe-me mostrar o que ele é.</p>
<p>Amor é aquele “amor” que Paulo coloca como primeiro entre aqueles frutos produzidos no coração de um crente. “O fruto do Espírito é amor” (Gálatas 5:22). Amar a Deus, tal como Adão amava antes da queda, é a sua primeira característica. Aquele que tem amor, deseja amar a Deus de coração, alma, mente e força. O amor pelos homens é a segunda característica. Aquele que tem amor, deseja amar seu próximo como a si mesmo. Esta é realmente aquela visão na qual a palavra “amor” na Escritura é mais especialmente considerada. Quando falo de um crente tendo “amor” em seu coração, quero dizer que ele tem amor tanto por Deus como pelos homens. Quando falo de um crente tendo “amor”, quero dizer mais particularmente que ele tem amor pelos homens.</p>
<p>O amor da Bíblia se evidenciará nas ações de um crente. Ele o faz pronto para fazer atos benévolos para com todos os que estão ao seu alcance — tanto a seus corpos como a suas almas. Ele não o deixará contente com palavras ternas e desejos bons. Ele o fará diligente em fazer tudo o que está ao seu poder para diminuir a aflição e aumentar a felicidade dos outros. Como seu Mestre, ele buscará mais o servir do que ser servido, e não esperará nada em retorno. Como o grande Apóstolo do mestre, “se gastará e será gasto” pelos outros, mesmo que eles lhe paguem com ódio, e não com amor. O verdadeiro amor não quer recompensas. Sua obra é sua recompensa.</p>
<p>O amor da Bíblia se evidenciará na prontidão de um crente para suportar o mal bem como para fazer o bem. Ele o faz paciente diante da provocação, perdoador quando injuriado, manso quando injustamente atacado e quieto quando caluniado. Ele o fará suportar, tolerar e perdoar muito mais; fará com que ele freqüentemente se humilhe e negue a si mesmo, tudo por causa da paz. Ele o fará controlar o seu temperamento e refrear sua língua. O verdadeiro amor não está sempre perguntando: “Quais sãos os meus direitos? Eu sou tratado como mereço?” mas, “Como posso promover melhor a paz? Como posso fazer aquilo que é mais edificante para os outros?”.</p>
<p>O amor da Bíblia se evidenciará no “espírito e comportamento geral” de um crente. Ele o fará mais terno, altruísta, de bom caráter, de bom temperamento e respeitoso para com os outros. Ele o fará gentil, amigável e cortês, em todas as relações diárias da vida privada, interessado no conforto dos outros, terno nos sentimentos para com os outros e mais ansioso em dar prazer do que receber. O amor verdadeiro nunca inveja os outros quando eles prosperam, nem se regozija nas calamidades dos outros quando eles estão em problemas. Em todo instante crerá, esperará e tentará ver boa intenção nas ações dos outros. E nas circunstâncias mais difíceis, o amor será cheio de piedade, misericórdia e compaixão.</p>
<p>Você gostaria de saber onde o verdadeiro padrão de amor, como este, pode ser achado? Temos que somente olhar para a vida de nosso Senhor Jesus Cristo, como descrita nos evangelhos, e o veremos perfeitamente exemplificado. O amor é irradiado em tudo o que Ele fez. Sua vida foi um incessante cuidar de fazer o bem. O amar é irradiado em toda Sua maneira de agir. Ele foi continuamente odiado, perseguido, caluniado e distorcido. Mas Ele suportou tudo pacientemente. Nenhuma palavra irada jamais saiu dos Seus lábios. Nenhum temperamento hostil jamais apareceu em Seu comportamento. “O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente”. O amor é irradiado em todo Seu espírito e comportamento. A lei da bondade sempre esteve em Seus lábios. Entre discípulos fracos e ignorantes, entre suplicantes enfermos e atribulados, entre recolhedores de impostos e pecadores, entre fariseus e saduceus, Ele sempre foi o mesmo — terno e paciente para com todos.</p>
<p>E, todavia, lembre-se, nosso bendito Mestre jamais bajulou os pecadores, nem foi conivente com o pecado. Ele nunca recuou de expor a iniqüidade em suas verdadeiras cores, ou de censurar aqueles que nela viviam. Ele nunca hesitou de denunciar a falsa doutrina, quem quer que a sustentasse, ou de exibir as práticas falsas em suas verdadeiras cores e o fim certo para o qual estas coisas tendem. Ele chamou as coisas pelos seus nomes certos. Ele falou tão livremente do inferno e do fogo que não se apaga, como do céu e do reino de glória. Ele deixou registrado uma prova eterna de que o amor perfeito não requer que aprovemos a vida ou opiniões de todos, e que é completamente possível condenar falsa doutrina e prática ímpia, e, todavia, estar cheio de amor ao mesmo tempo.</p>
<p>Meus queridos leitores, acabei de colocar diante de vocês a verdadeira natureza do amor da Escritura. Dei um relato pequeno e breve do que ele não é, e do que ele é. Eu não posso continuar sem sugerir dois pensamentos práticos que pesam na minha mente com grande força, e espero que possa pesar sobre outros.</p>
<p>Você tem ouvido de amor. Pense, por um momento, quão deploravelmente pouco amor há na terra! Quão clara é a ausência do verdadeiro amor entre os cristãos! Eu não falo dos gentios, falo agora dos cristãos. Que temperamentos irados, que paixões, que egoísmo, que línguas amargas são encontradas em famílias privadas! Quantas brigas, querelas, perversidade, malícia, vingança e inveja entre membros de uma igreja! Quanto zelo e contenções entre aqueles de variadas doutrinas! “Onde está o amor?”, podemos bem perguntar. “Onde está o amor? Onde está a mente de Cristo?” quando olhamos para o espírito que reina no mundo. Não nos surpreende que a causa de Cristo não prospere e o pecado abunde, quando os corações dos homens conhecem tão pouco o que é o amor! Certamente, podemos perguntar: “Quando o Filho do homem vier, achará amor na terra?”.</p>
<p>Pense mais uma coisa: que mundo feliz seria este se houvesse mais amor. É a falta de amor que causa a metade da miséria que há sobre a terra. Enfermidade, morte e pobreza não constituem mais do que a metade dos nossos sofrimentos. O resto vem dos temperados descontrolados, naturezas iracundas, conflitos, querelas, malícia, inveja, vingança, fraudes, violência, guerras e coisas semelhantes. Seria um grande passo para a multiplicação da felicidade da humanidade e diminuição dos seus sofrimentos, se todos os homens e mulheres fossem cheios do amor da Escritura.<br />
III. Terceiro, deixe-me mostrar, “de onde procede o verdadeiro amor”.</p>
<p>O amor, como o descrevi, certamente não é natural ao homem. Por natureza, somos todos mais ou menos egoístas, invejosos, irados, maldosos e cruéis. Temos que apenas observar as crianças, quando deixadas por si mesmas, para ver a prova disto. Deixe meninos e meninas crescerem sem treinamento e educação apropriada, e você não verá algum deles possuindo o amor cristão. Observe como alguns deles pensam primeiro em si mesmos, e em seu conforto e vantagem! Observe como outros são cheios de orgulho, paixão e temperamentos maldosos! Como podemos explicar isto? Há somente uma resposta. O coração natural não conhece nada do verdadeiro amor.</p>
<p>O amor da Bíblia nunca será encontrado, exceto num coração preparado pelo Espírito Santo. Ele é uma planta terna, e nunca crescerá, excerto num único tipo de solo. Você pode esperar encontrar uvas nos espinhos, ou figos nos abrolhos, tanto quanto esperar encontrar o amor num coração que não nasceu de novo.</p>
<p>O coração no qual o amor cresce é um coração mudado, renovado e transformado pelo Espírito Santo. A imagem e semelhança de Deus, que Adão perdeu na queda, foi restaurada a ele, não importa quão fraca e imperfeita a restauração possa ser. É “participar da natura divina” pela união com Cristo e pela filiação de Deus; e uma das primeiras características desta natureza é o amor.</p>
<p>Tal coração está profundamente convencido do pecado, odeia o mesmo, foge dele e luta contra ele dia-a-dia. E um dos principais elementos do pecado com o qual ele diariamente luta para sobrepujar, é o egoísmo e a falta de amor.</p>
<p>Tal coração está profundamente consciente de seu grande débito ao nosso Senhor Jesus Cristo. Ele sente continuamente que seu presente conforto, esperança e paz é devido Àquele que morreu por nós na cruz. Como ele pode expressar sua gratidão? O que ele pode oferecer ao seu Redentor? Se não puder fazer nada mais, ele aspirará ser como Ele, seguir os Seus passos, e, como Ele, ser cheio de amor. O fato que “Deus derramou Seu amor em nossos corações, pelo Espírito Santo” é a fonte óbvia do amor cristão. Amor produz amor.</p>
<p>Peço aos meus leitores atenção especial para este ponto. É de grande importância nos dias de hoje. Há muitos que professam admirar o amor, embora eles não tenham nenhum interesse pelo Cristianismo vital. Eles gostam de alguns dos frutos e resultados do evangelho, mas não da única raiz da qual estes frutos podem crescer, ou das doutrinas com as quais eles estão inseparavelmente relacionados.</p>
<p>Centenas que louvam o amor, odeiam ouvir da corrupção do homem, do sangue de Cristo e da obra interior do Espírito Santo. Muitos pais que desejariam que seus filhos crescessem sem egoísmo e com um bom temperamento, não ficariam muito satisfeitos se alguém apresentasse para os seus filhos a necessidade de conversão, arrependimento e fé.</p>
<p>Agora eu desejo protestar contra esta noção de que você pode ter os frutos do Cristianismo sem as raízes — que você pode produzir disposições cristãs sem ensinamento de doutrinas cristãs — que você pode ter amor que se gasta e sofre, sem ter graça no coração.</p>
<p>Eu admito, muito livremente, que de vez aparece alguém que parece ser muito amoroso e amável, sem ter qualquer religião doutrinária distintiva. Mas tais casos são raros e extraordinários, os quais, como exceção, somente provam a verdade da regra geral. E freqüentemente, muito freqüentemente, pode se temer em tais casos que o amor aparente é somente externo, que falha completamente na vida privada. Eu creio firmemente, como regra geral, que você não encontrará o amor como a Bíblia o descreve, exceto no solo de um coração totalmente saturado com a religião da Bíblia. A prática santa não florescerá sem a sã doutrina. O que Deus uniu, é inútil esperar que funcione separadamente.</p>
<p>A ilusão que estou tentando combater é grandemente espalhada pela vasta maioria de novelas, romances e contos de ficção. Quem não sabe que os heróis e heroínas destas obras são constantemente descritos como padrões de perfeição? Eles estão sempre fazendo a coisa certa, dizendo a coisa certa e demonstrando a disposição certa! Eles são sempre bondosos, amáveis, altruístas e perdoadores! E, todavia, você nunca ouve uma palavra sobre sua religião! Em resumo, julgando pela generalidade das obras de ficção, é possível ter uma excelente religião prática sem doutrina, os frutos do Espírito sem a graça do Espírito e a mente de Cristo sem a união com Cristo!</p>
<p>Aqui, em resumo, está o grande perigo das novelas, romances e obras de ficção mais lidas. O maior deles é dar uma falsa ou incorreta visão da natureza humana. Eles pintam os modelos de homens e mulheres como eles deveriam ser, e não como eles são na realidade. Os leitores de tais escritos têm suas mentes cheias de concepções erradas do que o mundo é. Suas noções de humanidade tornam-se visionárias e irreais. Eles estão constantemente procurando por homens e mulheres que eles nunca encontram, e esperando o que eles nunca acham.</p>
<p>Deixe-me suplicar aos meus leitores, uma vez mais, para extrair suas idéias sobre a natureza humana da Bíblia, e não de novelas. Tenho esclarecido em sua mente que não pode haver amor verdadeiro sem um coração renovado pela graça. Um certo grau de bondade, cortesia, amabilidade e boa natureza pode, indubitavelmente, ser visto em muitos que não possuem uma religião vital. Mas a planta gloriosa do amor bíblico, em toda sua plenitude e perfeição, nunca será encontrada sem a união com Cristo e a obra do Espírito Santo. Ensine isto às suas crianças, se você tiver. Enfatize isso nas escolas, se você estiver relacionado com alguma. Ressalte o amor. Não desista de exaltar a graça da bondade, do amor, da boa natureza, da generosidade e do bom temperamento. Mas nunca, nunca esqueça que há apenas uma escola na qual estas coisas podem ser totalmente aprendidas, e esta é a escola de Cristo. O verdadeiro amor vem de cima. O verdadeiro amor é fruto do Espírito. Aquele que deseja tê-lo, deve sentar-se aos pés de Cristo e aprender dEle.<br />
IV. E por último, deixe-me mostrar “o porque o amor é &#8216;a maior&#8217; das graças”.</p>
<p>As palavras de Paulo, sobre este assunto, são distintas e claras. Ele conclui seu maravilhoso capítulo da seguinte maneira: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13:13).</p>
<p>Esta expressão é muito notável. De todos os escritores do Novo Testamento, nenhum, certamente, exalta tanto a “fé” como Paulo. As epístolas aos romanos e aos gálatas abundam em sentenças mostrando sua vasta importância. Pela fé o pecadoe se apropria de Cristo e é salvo. Através da fé somos justificados, e temos paz com Deus. Todavia, aqui, o mesmo Paulo fala de algo que é maior do que a fé. Ele coloca diante de nós as três graças cristãs principais, e pronuncia o seguinte julgamento sobre elas: “o maior destes é o amor”. Tal sentença de tal escritor, demanda atenção especial. O que entendemos quando ouvimos que o amor é maior do que a fé e a esperança?</p>
<p>Não devemos supor, nem por um momento, que o amor pode expiar nossos pecados, ou estabelecer a paz com Deus. Nada pode fazer isto por nós, senão o sangue de Cristo; e nada pode nos dar um interesse no sangue de Cristo, senão a fé. É ignorância bíblica não saber isto. O ofício de justificar e unir a alma a Cristo pertence somente à fé. Nosso amor, e todas as nossas outras graças, são mais ou menos imperfeitas, e não poderiam suportar a severidade do julgamento de Deus. Quando tivermos feito tudo, seremos “servos inúteis” (Lucas 17:10).</p>
<p>Não devemos supor que o amor pode existir independentemente da fé. Paulo não pretendeu colocar uma graça em rivalidade com outra. Ele não quis dizer que um homem pode ter fé, outro esperança e outro amor, e que o melhor deste é o homem que tem amor. As três graças estão inseparavelmente unidas. Onde há fé, sempre haverá amor; e onde há amor, sempre haverá fé. Sol e luz, fogo e calor, gelo e frio, não estão mais intimamente unidos do que fé e amor.</p>
<p>As razões pelas quais o amor é a maior das três graças, parece-me claras e simples. Deixe-me mostrar quais são elas.</p>
<p>(a) <em>O amor é chamado de a maior das graças porque nele há “certa semelhança entre o crente e o seu Deus”</em>. Deus não precisa de fé. Ele não é dependente de ninguém. Não há ninguém superior a Ele em quem Ele deva confiar. Deus não precisa de esperança. Para Ele todas as coisas são certas, seja passado, presente ou porvir. Mas, “Deus é amor”; e quanto mais o Seu povo ama, mais parecidos com o seu Pai no céu eles serão.</p>
<p>(b) <em>Amor é também chamado de a maior das graças, pois “ele é mais útil aos outros”</em>. Fé e esperança, fora de qualquer dúvida, embora preciosas, têm referência especial com o benefício individual do próprio crente. A fé une a alma a Cristo, traz paz com Deus e abre o caminho para o céu. A esperança enche a alma com felizes expectações das coisas do porvir, e, no meio dos muitos desalentos das coisas que vemos, conforta com visões das coisas invisíveis. Mas o amor é preeminentemente a graça que torna um homem útil. É dele que brota as boas obras e a bondade. É a raiz de missões, escolas e hospitais. O amor fez com que os apóstolos gastassem e fossem gastos pelas almas. O amor levanta obreiros para Cristo e faz com que eles continuem trabalhando. O amor aquieta as querelas e põe fim aos conflitos, e neste sentido, “cobre uma multidão de pecados” (1 Pedro 4:8). O amor adorna o Cristianismo e recomenda-o ao mundo. Um homem pode ter fé real, e senti-la, e, todavia, sua fé pode ser invisível aos outros. Mas o amor de um homem não pode ser escondido.<br />
(c) <em>O amor, em último lugar, é a maior das graças porque ele é o único que “perdurará”</em>. De fato, ele nunca morrerá. A fé um dia será engolida pela visão, e a esperança pela certeza. O ofício delas será inútil na manhã da ressurreição, e como antigos almanaques, serão postas de lado. Mas o amor perdurará por todas as eras sem fim da eternidade. O céu será a morada do amor; os habitantes do céu estarão cheios de amor. Um sentimento comum estará no coração de todos, e este, será o amor.</p>
<p>Eu deixo esta parte do meu assunto aqui e passo à conclusão. Em cada um dos três pontos de comparação, eu apenas nomeei as diferenças entre o amor e as outras graças; isto poderia ter sido facilmente alargado. Mas o tempo e o espaço me impedem de fazê-lo. Se eu tiver dito o suficiente para guardar os homens dos enganos sobre o correto significado da “grandeza” do amor, estou contente. O amor, que isto seja sempre lembrado, não pode justificar e apagar os nossos pecados. Nem mesmo a fé pode fazer isto; somente Cristo. Mas o amor nos faz um pouco semelhantes a Deus. O amor é de uma utilidade poderosa para o mundo. O amor continuará existindo e florescendo quando a obra da fé estiver terminada. Certamente, nestes pontos de vista, o amor bem que merece a coroa.</p>
<p>(1) E agora, deixe-me fazer, a cada um em cujas mãos este artigo possa estar, uma simples pergunta. Deixe-me pressionar em suas consciências todo o assunto deste artigo. Você conhece algo da graça sobre a qual estive falando? Você tem amor?</p>
<p>A linguagem forte do Apóstolo Paulo deve certamente lhe convencer que a pergunta que te faço, não é uma que deve ser levemente posta de lado. A graça sem a qual este santo homem poderia dizer, “não sou nada”; a graça que o Senhor Jesus disse expressamente ser a grande marca de Seus discípulos; esta graça, digo, exige a mais séria consideração por parte de todos aqueles que se preocupam com a salvação de suas almas. Ela deveria lhe deixar pensando: “Como isso me afeta? Eu tenho amor?”.</p>
<p>Você talvez tenha algum conhecimento religioso. Você conhece a diferença entre a doutrina verdadeira e a falsa. Você pode, talvez, até citar textos e defender as opiniões que você sustenta. Mas, lembre-se que o conhecimento que é desprovido de resultados práticos na vida e no temperamento, é uma possessão inútil. As palavras do Apóstolo são bem claras: “Se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e não tivesse amor, nada seria” (1 Coríntios 13:2).</p>
<p>Você talvez pense que tem fé. Você pode confiar que é um dos eleitos de Deus e descansar nisso. Mas, certamente você se lembrará que há uma fé de demônio, que é absolutamente inútil, e que a fé dos eleitos de Deus é uma “fé que opera pelo amor” (Gálatas 5:6). Foi quando Paulo lembrou do amor dos tessalonicenses, bem como de sua fé e esperança, que ele disse “Sabemos, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus” (1 Tessalonicenses 1:4 — “<em>Sabemos que Ele vos escolheu</em>”, na versão do autor).</p>
<p>Olhe para a sua vida diária, tanto em casa como fora, e considere que lugar o amor da Escritura tem nela. Qual é o seu temperamento? Qual é a sua conduta com respeito aos membros da sua própria família? Qual é a sua maneira de falar, especialmente nas ocasiões de irritação e provocação? Onde está sua boa natureza, sua cortesia, sua paciência, sua mansidão, sua gentileza e sua tolerância? O que você sabe da mente dAquele que “andou fazendo o bem” — que amou a todos, embora especialmente os Seus discípulos — que retornou o mal com bem, e ódio com bondade, e que teve um coração grande o suficiente para simpatizar com todos?</p>
<p>O que você faria no céu, se chegasse lá sem amor? Que conforto você teria num lar onde o amor fosse uma lei, e o egoísmo e a natureza má fossem completamente impedidos? Sim! Eu receio que o céu não será um lugar para um homem sem amor e de mau-gênio! Observou o que um garoto disse um dia desses? “Se vovô for para o céu, espero que eu e o meu irmão não estejamos lá”. “Por que você diz isso?”, alguém perguntou. O garoto replicou: “Se ele nos ver lá, tenho certeza que ele dirá, como o faz agora, &#8216;O que estes garotos estão fazendo aqui? Tirem-nos do caminho&#8217;. Ele não gosta de nos ver na terra, e suponho que não gostará de nos ver no céu”.</p>
<p>Não dê descanso a você mesmo, até que conheças por experiência o verdadeiro amor cristão. Vá e aprenda dEle que é manso e humilde de coração, e peça que te ensine a amar. Peça ao Senhor Jesus para colocar Seu Espírito dentro de você, para tirar o velho coração, para lhe dar uma nova natureza, e fazê-lo conhecer algo de Sua mente. Clame a Ele, noite e dia, por graça, e não Lhe dê descanso até que você sinta algo daquilo que descrevi neste artigo. Serás verdadeiramente feliz quando puderes entender o que significa “andar em amor”.</p>
<p>(2) Mas, eu não esqueci que estou escrevendo a alguns que não são ignorantes do amor da Escritura, e que desejam sentir mais dele todos os anos. Aos tais darei duas simples palavras de exortação. Elas são estas: “Praticai e ensinai a graça do amor”.</p>
<p>Pratique o amor diligentemente. De todas aquelas graças acima, esta é uma das que mais crescem pelo exercício constante. Tente transportá-la, mais e mais, para cada pequeno detalhe da vida diária. Vigie vossa língua e o vosso temperamento, a cada momento e hora do dia — e especialmente no tratamento com as crianças e familiares próximos. Lembre-se do caráter da mulher excelente: “Abre a sua boca com sabedoria, e a lei da beneficência está na sua língua” (Provérbio s 31:26). Lembre das palavras de Paulo: “Todas as vossas coisas sejam feitas com amor” (1 Coríntios 16:14). O amor deve ser visto tanto nas coisas pequenas como nas grandes. Não se esqueçam, tampouco, das palavras de Pedro: “Tende ardente amor uns para com os outros”; não um amor que dificilmente é uma chama, mas um amor que queime e arda como o fogo, o qual todos ao nosso redor possam ver (1 Pedro 4:8). Pode custar dores e problemas guardar estas coisas em mente. Pode haver pouco encorajamento pelo exemplo dos outros. Mas, persevere. Amor como este traz a sua própria recompensa.</p>
<p>Finalmente, ensine os outros a amar. Sobretudo, ensine às crianças, se você tiver. Lembre-os constantemente que a bondade, bom caráter e boa disposição estão entre as primeiras características que Cristo requer das crianças. Se elas não podem entender muitas doutrinas, podem compreender o amor. A religião de uma criança é de pouca valia, se ela consiste somente em repetir textos e hinos. Apesar de seres úteis, eles são freqüentemente aprendidos sem pensamento, relembrados sem sentimento, recitados sem consideração do seu significado e esquecidos quando a infância se vai. Certamente, deixe que às crianças sejam ensinados textos e hinos; mas, não deixe que tal ensinamento seja tudo na religião deles. Ensine-os a controlar seus temperamentos, a serem bondosos para com os outros, a serem altruístas, de bom caráter, prestativos, pacientes, gentis e perdoadores. Diga-lhes para nunca esquecer do dia de sua morte, ainda que eles vivam tanto quanto Matusalém; diga-lhes que sem amor o Espírito Santo diz que “não somos nada”. Diga-lhes que, “sobre tudo isto, revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição” (Colossenses 3:14).</p>
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		<title>Vida prática e o ensino da Graça.</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 13:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<description><![CDATA[Por favor, leia Romanos 8.26-39; Gênesis 50.15-21 Em 1858, um jovem missionário presbiteriano talentoso chamado John G. Paton, navegou com sua esposa e seu pequeno filho para as ilhas New Hebrides no Pacífico Sul para começar um trabalho missionário entre os ilhéus. Após alguns meses de sua chegada, sua esposa e seu filho morreram, deixando-o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por favor, leia Romanos 8.26-39; Gênesis 50.15-21</p>
<p>Em 1858, um jovem missionário presbiteriano talentoso chamado John G. Paton, navegou com sua esposa e seu pequeno filho para as ilhas New Hebrides no Pacífico Sul para começar um trabalho missionário entre os ilhéus. Após alguns meses de sua chegada, sua esposa e seu filho morreram, deixando-o sozinho no trabalho. Em agosto de 1876, um jovem teólogo talentoso chamado Benjamin Breckinridge Warfield e sua esposa, estavam em lua-de-mel na Alemanha. Durante a visita aos pontos turísticos da região da Floresta Negra, eles foram pegos de surpresa por uma terrível tempestade, e algo aconteceu com sua esposa que nunca foi completamente explicado, submetendo-a a uma invalidez para o resto da vida.</p>
<p><span id="more-990"></span></p>
<p>Na década de 1950, a congregação da Igreja Presbiteriana Independente de Savana chamou um jovem pregador para tomar as rédeas de uma igreja muito dividida. Ele veio com sua esposa e seus cinco filhos, o mais novo tinha apenas três anos. Depois de um ano e meio, desenvolveu um tumor no cérebro, e após dois anos do início de seu trabalho em Savana, o Rev. Van Puffelen estava morto.</p>
<p>Como você explica estas coisas? Talvez um tanto frustrante. Como você explica as respostas destes indivíduos? John G. Paton permaneceu no campo e teve uma grande colheita, e mais tarde disse:</p>
<p>Eu construí um túmulo cercado com blocos de coral, e cobri o topo com lindos corais brancos, pequenos cascalhos quebrados; e aquele lugar se tornou para mim, meu mais sagrado e freqüentado santuário durante todos os meses e anos que se seguiram, enquanto eu trabalhava na salvação daqueles ilhéus selvagens, em meio a dificuldades, perigos e mortes. Quando esta ilha se voltar para o Senhor, e for ganha para Cristo, nos dias seguintes os homens encontrarão a memória daquele lugar ainda vívida – onde, com incessantes orações e lágrimas, eu reivindiquei aquela terra para Deus, na qual eu “enterrei minha morta” com fé e esperança.</p>
<p>Warfield cuidou de sua esposa durante os quarenta anos em que permaneceram juntos, humilde e submisso, sem lamúrias, sem pena de si mesmo, sem justificar a necessidade de auto-satisfação, cumprindo seus votos matrimoniais, cumprindo seu dever para com sua esposa.</p>
<p>A “Sra. Van” , como era conhecida em Savana, gentil e dócil por fora, forte como cravos por dentro, começou a lecionar no Externato Presbiteriano Independente e educou seus cinco filhos com um tremendo sacrifício próprio, e sem lamúrias.</p>
<p>Qual é a explicação em cada uma destas situações? A explicação é que cada um deles cria na soberania de Deus. Todos entenderam a justiça de Deus, sua misericórdia, seu governo absoluto, e cada um recebeu suas circunstâncias como de Sua mão para seu bem e se submeteram a elas.</p>
<p>Ainda, como você explica a adversidade? Como você lida com o sofrimento que está no mundo? Admita que leva tempo para que nossas emoções alcancem nossas mentes, que não há respostas “fáceis” , e que quando nós perguntamos “por que” , não devemos fazer de forma tão simplista ou como uma questão de fatalidade; porém temos uma explicação para o sofrimento, a única explicação para o sofrimento que opera e abre caminho para o conforto num mundo de dor.</p>
<p><strong><br />
O Problema do Prazer </strong></p>
<p>Do nosso ponto de vista, muito da discussão sobre o “problema da dor” e sofrimento tem começado do jeito errado. Como vimos em nossa consideração sobre predestinação, há uma tendência por começar com a suposição da inocência humana. A adversidade então, é vista como uma intromissão imparcial ou injusta na vida de quem não a merece. Isso está implícito em quase todas as discussões sobre o assunto. Portanto, nós freqüentemente questionamos: “Por que Deus tem permitido que isso aconteça a uma família tão pura (e não merecedora)?”.</p>
<p>O lugar bíblico para se começar qualquer consideração sobre o sofrimento, não é a inocência, mas a culpa. No começo da Bíblia está um relato do que é chamado a “Queda do Homem” . Ele está lá para lembrar-nos que vivemos em um mundo “caído” , um mundo em desordem e sob a maldição de Deus. A resposta de Deus ao pecado de Adão e os pecados de sua descendência é uma condenação. Deus prometeu a morte “no dia em que dela comeres” . Entretanto, num sentido final, a morte foi adiada. Enquanto isso, a vida consiste em múltiplos mini-julgamentos que nos visitam por causa do pecado de Adão e de nossos próprios pecados, como pré-estréias do julgamento final. Estes mini-julgamentos, porque são desprovidos da morte eterna do inferno, são, em efeito, graciosos estágios de execução.</p>
<p>O que estamos dizendo é que cada momento que um de nós vive do lado de cá do inferno é um problema. Como é que um Deus justo e verdadeiro pode tolerar o mal e deixá-lo continuar existindo? Como ele pode atrasar seu aviso de que “a alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18.4)? O problema não é a dor, mas o prazer. Uma justiça severa lançará cada um de nós no inferno. Qualquer coisa menor do que isso – enfermidade, injúria, miséria, fome, ou sofrimento profundo – é misericórdia.</p>
<p>Considere a resposta de Jesus à questão de seus discípulos sobre os infelizes galileus que haviam sido massacrados por Pilatos (Lc 13). Eles queriam saber se “estes galileus eram mais pecadores que os outros porque sofreram este destino” . Esta questão é antiga. Aqueles que sofrem, sofrem porque são mais pecadores que as outras pessoas? Podemos dizer que o sofrimento é diretamente proporcional ao pecado? A resposta popular é dizer “não” , e ela está correta. Podemos corretamente citar Jó como um exemplo de um homem que não sofreu por seu pecado pessoal. Jesus, de fato, diz: “Não eram, eu vo-lo afirmo…” Jesus concorda com a resposta popular ao dizer que estas pessoas não eram necessariamente mais merecedoras de sofrimento que outras. Elas não morreram porque eram mais pecadoras que o resto. Nós esperávamos que ele continuasse a falar sobre como o sofrimento é imerecido. Muitas vezes, nós diríamos, os inocentes sofrem neste mundo. Freqüentemente, nós dizemos, é o bom que é injuriado e ofendido. Mas, surpresa, isso não é o que ele diz afinal. Em vez de dizer que alguns são sofredores inocentes, ele diz que todos merecem sofrer deste modo. Ele avisa que “se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” . Em outras palavras, não é que eles sejam piores do que os outros, mas é o que cada pecador merece, e terá, a menos que se arrependa. Jesus não se concentra na tragédia que caiu sobre alguns, mas na graça pela qual a maioria é poupada.</p>
<p>Da mesma maneira, Jesus continuou a falar nos dezoito sobre quem a “torre de Siloé caiu e matou” . Ele pergunta: “(eles) eram mais culpados que os outros habitantes de Jerusalém?” Podemos deduzir, a partir da quantidade de sofrimento que as pessoas suportam, quem é justo e quem é pecador? Não, ele diz. Mas, novamente, isso significa que eles poderiam não ser merecedores? Não. Eles têm o que todos merecem, mas alguns são poupados.</p>
<p>Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis (Lc 13.5).</p>
<p>Assim, o problema do sofrimento, como Jesus o interpreta, não é afinal um problema de dor. A dor pode ser explicada facilmente. Vivemos em um mundo caído e sob julgamento. Todos os piqueniques da vida têm suas formigas. Em nossa lua-de-mel, Emily e eu fomos um dia à praia. Quando chegamos, começou a chover. Não sendo a teóloga da família, ela perguntou: “por que Deus fez isso conosco?” Minha resposta sensível foi: “por que não choveu outro dia? Por que ele permitiu que viéssemos aqui afinal?” Ela não estava para brincadeira. É claro, há sofrimento. O extraordinário não é que exista dor, mas que exista prazer. Uma vez que se entenda a doutrina da queda e da depravação do homem, o problema filosófico não está no explicar o porquê Deus permite o sofrimento, mas no porquê ele mostra graça e misericórdia. Qualquer dor e sofrimento menor que as chamas do fogo eterno no inferno, é um adiamento misericordioso de Deus. Eu posso entender porque sofremos. Eu não posso entender porque não sofremos mais.<br />
<strong>Soberania e Dor </strong></p>
<p>Em capítulos anteriores, vimos que a soberania de Deus se estende sobre cada molécula existente. Ele decretou e planejou “tudo quanto acontece” . Então, não pense por um só momento que sua dor está excluída. Quando eu estava no seminário, um jovem cristão muito promissor, um estudante talentoso da Cal Tech [2], com uma mente brilhante, estava se preparando para uma missão de campo com os Tradutores Wycliffe da Bíblia. Ele caiu, em uma viagem a pé e morreu tragicamente. Um teólogo evangélico mundialmente famoso disse em seu funeral: “Esta não era a vontade de Deus” . Em um funeral em Savana, poucos anos atrás, uma declaração similar foi feita no velório de uma jovem mãe que morreu repentinamente: “Deus não queria que isso acontecesse”. Esta posição também é tomada num livro muito popular, Why Bad Things Happen to Good People (Porque Coisas Ruins Acontecem a Pessoas Boas). O autor perdeu sua filha adolescente para a leucemia. Ele lutou tentando explicar como Deus poderia ter permitido que isso acontecesse. Note seu modo de pensar. Existem pessoas “boas” (leia “inocentes” ) que não merecem que coisas “más” aconteçam a elas. A resposta que ele deu foi que Deus é bom, mas não há nada que ele possa fazer acerca do sofrimento. Ele não pode interferir. Suas mãos estão atadas. Ele não é culpado. Ele não pode ser acusado. Podemos estar certos de que ele ainda nos ama, pois não foi ele quem fez estas coisas horríveis acontecerem conosco.</p>
<p>O que podemos dizer sobre isso? Em nosso conceito, esta explicação não oferece qualquer consolação e, de fato, é horripilante. Por quê? Considere o seguinte.</p>
<p>Primeiro, se existe um Deus, o que acontece deve ser sua vontade . Se acontece alguma coisa que não é de sua vontade, ele não é Deus, e nós temos um problema. Se existem moléculas perambulando por aí, fazendo o que não foi ordenado por Deus, então ele tem um concorrente igual a ele, portanto não é Deus como a Bíblia o descreve. Para Deus ser Deus, ele deve ser soberano. Para ele ser soberano em tudo, ele deve ser o soberano sobre tudo .</p>
<p>Deixe-me ver se consigo esclarecer o que eu quero dizer. Todos os que crêem em Deus, crêem que ele pode prever todas as coisas. Uma vez que você deixe de crer na presciência, você realmente deixa de crer em Deus. O que ele prevê, certamente acontecerá. Então quando Deus prevê algo e decide permitir que aconteça, ele o faz porque isso convém a seus propósitos. Isso serve a seus planos. A alternativa é dizer que ele prevê coisas e as permite até mesmo que elas não combinem com seus propósitos, o que é claramente ilógico e absurdo. Isso não significa que ele “gosta” do que prevê, ele só permite que aconteça porque encontra algo positivo e alguma razão nisto. O bom Deus permite acontecer o que acontece porque convém a seus propósitos; e seus propósitos são bons.</p>
<p>Às vezes as pessoas tentam evitar as implicações disto apelando para a previsão, dizendo que Deus meramente “prevê” todas as coisas, ele não as fará realmente. Mas conforme pudemos ver, esta distinção não se sustenta. O que um Deus onipotente prevê e permite, ele quer e ordena.</p>
<p>Segundo, ou os eventos têm um significado dado por Deus, ou não têm sentido algum . Na tentativa de manter Deus “fora da armadilha” , as pessoas acabam deixando suas tragédias sem sentido, transformando-as em algo realmente trágico. Você deve reconhecer que não pode haver dois caminhos. Ou Deus está nele, ou ele não está. Se ele não está, então é o diabo, o mal, a “sorte”, o destino, ou o acaso.</p>
<p>Quando eu era pastor dos jovens em Miami, nós presenciamos duas mortes trágicas de pais de adolescentes. Um foi o pai de minha esposa Emily, que sofreu um ataque do coração quando ela tinha apenas dezesseis anos. O outro foi do pai de uma garota de dezesseis anos também, mas as circunstâncias foram diferentes. Enquanto que o pai de Emily morreu de repente, este homem, o Dr. John Richardson, filho do Reverendo J.R. Richardson, morreu lentamente durante um período de quase dois anos. Os dias finais foram diferentes de qualquer coisa que eu já havia visto ou que veria. Ele morreu em casa, rodeado por sua família. Seus últimos momentos foram passados com sua filha mais nova aconchegada a ele de um lado, a outra filha nos seus pés, sua esposa ao seu outro lado, seus filhos sentados junto a sua cama. Esta foi a morte mais triste e mais doce que eu já presenciei. Algumas semanas depois, a filha mais nova veio a mim e perguntou: “Por que Deus permitiu isso?” Minha resposta foi gentilmente dizer: “Ah, ele permitiu, mas teve boas razões” , e continuei, “ e nós nos agarramos a isso porque a única alternativa é dizer que Deus não o permitiu, e não há razão e é apenas uma tragédia sem propósito” . O que você deve fazer agora? Confiar nele! Diga que ele não é o responsável e você perde a oportunidade de confiar nele.</p>
<p>“Deus é grande e Deus é bom”. Esta foi a primeira oração que eu aprendi. Ela também expressa o problema do sofrimento. Por que um Deus grande permite o mal quando ele poderia impedi-lo? Por que um Deus bom permite o mal quando o odeia? Negue qualquer lado da equação e você resolverá o problema do mal: Deus é bom, mas não é grande; ele gostaria de impedir o mal, mas ele é fraco. Deus é grande, mas não é bom; ele não quer impedir o mal porque ele se deleita nele.</p>
<p>Desde Agostinho, os cristãos têm dito que Deus permite o mal para um bem maior. O paradigma é encontrado na crucificação. Quando o homem realizou este grande mal, Deus produziu a partir dele o maior bem. Porém, a crucificação foi realizada pelo “determinado desígnio e presciência de Deus” (At 2.23). Deus estava nela; ele a tinha ordenado. Da mesma maneira, ele está em nosso sofrimento. Por ele estar no sofrimento, este tem um propósito, tem um sentido.<br />
<strong>Cristo e a Dor </strong></p>
<p>Finalmente, vamos às respostas encontradas em Romanos 8. A maravilha de nossa adoção e conseqüentemente glorificação, leva Paulo a falar do caminho para a glória que é o caminho do sofrimento. Ele diz que nós somos “ co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados ” (8.17). Novamente, ele une o sofrimento e a glória dizendo: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (8.18). Ele fala de nossos “gemidos” e os contrasta com “nossa adoção de filhos, a redenção do nosso corpo” (8.23). Ele estimula à necessidade de “esperança” e “perseverança” (8.24,25). Ele promete a ajuda do Espírito quando oramos “ com gemidos inexprimíveis” (v.26). Então vem a jóia da coroa das promessas bíblicas. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). Paulo regozija-se num Deus que está em todas as coisas, fazendo-as trabalhar para o bem daqueles que o amam. E precisamente no caso de que você pudesse parar e duvidar se você ama Deus o suficiente ou não, ele acrescenta: “daqueles que são chamados segundo o seu propósito” . Machen disse sobre estes versos:</p>
<p>… que pequeno conforto existiria nessas palavras se o versículo parasse ali – se nos tivesse sido dito simplesmente que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, e então seríamos levados a acender aquele amor de Deus em nossos corações frios e mortos. Mas, graças a Deus, o versículo não termina ali. O versículo não diz apenas, “ sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus ” . Não, ele diz: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Aí está, meus amigos, o verdadeiro motivo de todo o nosso conforto – não em nosso amor, nem em nossa fé, ou em qualquer coisa que está em nós, mas neste misterioso e eterno conselho de Deus do qual vem toda a fé, todo o amor, tudo o que temos, somos e podemos ser neste mundo e no mundo que está por vir.</p>
<p>Aqueles que amam a Deus são aqueles que foram chamados. Os chamados são aqueles que foram conhecidos de antemão (o que significa amados de antemão) e predestinados. A “corrente de ouro” está exposta no verso 30: “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.30). Àqueles nos quais Deus colocou seu amor – àqueles que foram chamados eficazmente a Cristo pelo evangelho, que foram justificados e glorificados (o tempo passado indica que Paulo até mesmo vê isso como um fato concluído) – é prometido que tudo tem um bom propósito para eles. O próprio Deus o garante.</p>
<p>Quando eu tinha três anos, meus pais distraidamente deixaram minha irmã e eu no carro da família depois que voltamos da Igreja num domingo. Nós brincávamos e eu soltei o freio de mão. O carro começou a rolar pela rampa da garagem. Nós nos apavoramos. Minha irmã pulou para fora do carro. Ela tinha cinco anos – podia fazer aquilo. Eu caí debaixo da roda dianteira, e nossa perua Plymouth ano 56 passou por cima das minhas costas, pescoço e cabeça.</p>
<p>Quando eu tinha quinze anos, eu estava praticando com o time de futebol do colégio, que incluía três futuras estrelas do futebol universitário, entre eles Vince Feragammo. Certa tarde, eu corri um “ reinício ” padrão, peguei a bola, contornei o campo, tentei evitar meu defensor; nesta tentativa de evitá-lo, subitamente senti uma dor aguda na minha coxa. Um barulho tão forte como o de um galho de árvore quebrando pôde ser ouvido em todo o campo enquanto eu caía, minha perna torceu debaixo de mim, meu fêmur estava caprichosamente quebrado.</p>
<p>Por quê? Eu não sei. Eu não tenho que saber. Tudo o que eu sei é que Deus estava nesse acontecimento, e o estava trabalhando para o bem.</p>
<p>Alguns de vocês já sofreram coisas muito piores que isso. Alguns de vocês perderam filhos e netos em acidentes e doenças. Outros foram assolados pela morte de seus maridos e esposas. Amigos, parentes, outros amados têm sofrido com circunstâncias trágicas. Você tem gritado. “Ah não, isso não – tudo menos isso! Senhor, por quê? Por que o Senhor fez isso?” Talvez você tenha cultivado amargura. Você tem estado ressentido com Deus desde então. Você está desiludido e confuso. Tenha isso por certo – em Cristo, embora o diabo, o mundo e os inimigos tenham planejado sua destruição, Deus estava trabalhando todas as coisas para o bem.</p>
<p>Considere a vida de José. Que adversidades ele sofreu! Pense em seu coração quebrado por causa da total rejeição por parte de seus irmãos, que estavam prontos para matá-lo de imediato. Pense na dor de ter sido vendido como escravo, sendo obrigado a deixar sua família, e não vê-la por décadas. Mesmo no Egito ele teve que lidar com a falsa acusação de tentativa de estupro, armada pela esposa de Potifar, o qual o lançou na cadeia. Ele tinha muitos motivos para a amargura. Pense em tudo o que Deus permitiu que acontecesse. Sua infância lhe foi tirada, foi tirado de sua terra natal e de sua família, bem como seu bom nome, por que ele não deveria amaldiçoar a Deus? Mas o que ele diz? Ele vê a mão soberana de Deus em tudo. Primeiro, ele diz a seus irmãos: “Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito” (Gn 45.8). E numa segunda ocasião ele diz: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida” (Gn 50.20). Leia de novo: “Deus o tornou em bem”, ele diz.</p>
<p>Algumas vezes, até mesmo muitas vezes, não saberemos que bem Deus estará trazendo da adversidade. Este não é o ponto crucial. O ponto crucial é saber que Deus é bom e que ele quer isso! Quando você perdeu seu amado, ele o quis. Quando você foi afligido por doenças, ele o quis. Quando você foi atingido por reversões financeiras, ele o quis. Ele promete transformar isso em bem. Agora você precisa confiar nele.</p>
<p>Crer na soberania de Deus tem algum impacto prático sobre a vida? Eu espero que você tenha começado a entender que estas doutrinas são vitais. Somente quando entendemos que Deus ordenou nosso sofrimento, podemos começar a entender o sentido dele. Somente então, estaremos certos de que ele tem um propósito. Quando as tragédias vierem, quando as adversidades atacarem, não seremos abalados. Sim, nós choraremos. Sim, nós sofreremos. Mas continuaremos andando confiantes, sabendo que Deus está no seu trono, que estamos em suas mãos, que nossas circunstâncias são seus feitos, e que ele trabalha este mal para o nosso bem.</p>
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		<title>Os frutos de um verdadeiro Amor.</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 01:21:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[estudos diversos]]></category>
		<category><![CDATA[leitura recomendada]]></category>
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		<description><![CDATA[Jonathan Edwards era um cristão estratosférico, mas ele era preeminentemente um pastor e a principal de todas as suas preocupações para sua congregação era enfatizar para eles que o amor era a maior de todas as coisas. Todas as virtudes dignas tinham sido reunidas no amor cristão. A heresia do coração é uma força tão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Jonathan Edwards era  um cristão estratosférico, mas ele era preeminentemente um pastor e a  principal de todas as suas preocupações para sua congregação era  enfatizar para eles que o amor era a maior de todas as coisas. Todas as  virtudes dignas tinham sido reunidas no amor cristão. A heresia do  coração é uma força tão destrutiva na igreja quanto a heresia da mente.  Com esta convicção Edwards pregou seus 13 sermões sobre “Amor e seus  frutos” (Banner of Truth Press). Todos os dons espirituais, os  permanentes e os temporários, não podem compensar um “jota” da abstenção  do amor no coração. A fé trabalha pelo amor. O Senhor diz para sua  igreja em Efésios: “Você  deixou o amor que tinha no princípio”. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;"><span id="more-975"></span><br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;"> Edwards começa  nos dizendo que o amor é o espírito cristão correto. Em Lucas 9  descobrimos que os Samaritanos rejeitaram a Jesus e seus discípulos  queriam destruí-los com fogo. Jesus lhes disse que eles careciam do  espírito que caracterizava a disposição cristã e a natureza do reino de  Deus. O amor é a coisa principal. O amor é a luz e a glória ao redor do  trono sobre o qual Deus está assentado. As pessoas fazem essa dedução de  nós, quando elas visitam nossas igrejas? À medida que elas sentam em  nossas igrejas e ouvem nossos ministros, por acaso elas pensam: “Que  espírito de amor marca a vida dessa congregação!”?</span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Edwards continua  dizendo que o amor testa nossas experiências. Os cristãos não se alegram  neles mesmos, mas em Deus que é sua alegria excedente. A presença do  amor em nossos corações testa nossas experiências. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">O amor mostra o  objetivo do espírito cristão – quão agradável e amável e bem comedido é –  docemente moderado e amável. Agostinho nos diz que o que primeiramente  penetrou em sua lembrança quando ele olhou para trás foi aquela bondade  para com ele do pregador Ambrósio. A bondade tem penetrado e convencido  mais pecadores que o conhecimento e a eloqüência. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">O amor mostra o  prazer da vida cristã – quão doce ela é. É fácil queixar-se e criticar  quem ajuda. Quando uma crítica constante sobre um ministro chega até ele  com algum outro murmúrio, ele responde “nunca tinha surpreendido você  que eu poderia ouvir suas lamentações antes e diferentemente se viessem  de uma vida que fosse mais auxiliadora e encorajadora?” Quando o amor de  Deus é presente em nossas almas então o Espírito de Cristo cria o amor. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">A abstenção do  amor promove contendas. Pouco se duvida de que a fé reformada diga  respeito ao espírito cristão quanto qualquer um dos cinco pontos. Não  podemos ser humildes suficientemente para nos angustiarmos sobre nossas  divisões e rupturas. Nós somos freqüentemente arrogantes sobre nossas  dissensões. A abstenção do amor provoca muitas destas dissensões. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">A vigilância e  guarda devem se sobrepor a todo amargor e qualquer coisa que impeça o  amor dos homens. Um cristão invejoso, malicioso, frio e de coração duro é  a maior de todas as contradições. É como “brilho da escuridão”, ou  “mentira verdadeira.” Um cristão desamável não é um cristão  completamente. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Não é incrível que  o cristianismo requeira de nós amar nossos inimigos. No sermão do monte  Jesus fala daqueles que amam os que os amam. Não! “Amem seus inimigos”,  ele os exorta, pois o amor é o cerne do cristianismo. Nós somos  obrigados a fazer o bem para cada pessoa. Nós somos o reflexo do amor de  nosso Pai no céu. Nosso salvador morreu por seus inimigos e  experimentou o abandono de Deus por causa deles. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Nós estamos  procurando cada vez mais o amor. Se seu coração está cheio de amor, ele  encontrará passagem. Todas as suas atividades são feitas por amor a Deus  e aos homens? Somos simplesmente sinos a tocar e címbalos ressonantes  (1Co 13) sem amor. Eu poderia mover montanhas pela fé, e ainda estar sem  amor. Então uma montanha movida pelo homem é nada. Eu realmente  acredito nisso? O que uma igreja deve escolher quando confrontado, o  poder que move montanhas ou o amor? Se eu não tenho amor então não tenho  nada. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Então sem este  amor, ou objetivo, ou a partida de nossas almas para Deus, toda a  reforma e avivamento no mundo é como nada. Quão rapidamente todos os  despertamentos na história correram para como estavam antes. Com sete  anos do Grande Despertamento Jonathan Edwards foi demitido por sua  congregação. Isto não é incomum. Em todas as nossas defesas precisamos  marcar nos corações de nossa própria gente que tudo que não resulta de  amor palpável para Deus é indigno. Nós exibimos tão pequeno amor por que  o sentimos em pequena quantidade. O amor dará a saída, diz Edwards. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Toda vez que Deus  concede uma pequena benção, os homens lhe atribuirão maior importância ,  o que sempre é uma decepção, pois o que nossos pais viram é que nós  estamos crescendo na graça de nosso Senhor Jesus, e todo o resto está  vazio. Quando vemos ruínas de igrejas vazias ou edifícios que abrigaram  igrejas utilizados para outros fins, costumamos dizer, “afundou-se no  naufrágio do liberalismo”, mas não devíamos estar dizendo, “há ausência  de amor?”. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Creio que minha  grande necessidade como cristão é compreender a revelação básica de  Deus. Falhas surgem por que não entendemos o básico. Se, por exemplo,  vocês não entendem o significado bíblico da Justificação, então suas  vidas devem ser preservadas de tanta insensatez que surge através das  igrejas evangélicas. Amor é o sumo e substância do Cristianismo. Nós  sabemos e acreditamos nisto, mesmo que seja um pouco nós conhecemos a  graça e poder do amor em nossas vidas. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Quando Cristo  estava dirigindo-se à igreja de Éfeso no livro do Apocalipse ele também  estava falando com as igrejas de todas as eras. Éfeso era uma igreja  espiritual estabelecida sobre o ministério de Paulo e Timóteo, uma  congregação que tinha conhecido grandes bênçãos. “Conheço as tuas obras,  tanto seu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar  homens maus,” diz o Senhor “Tens perseverança, e suportaste provas por  causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer.” Então a igreja  trabalhou duro para Deus. Éfeso seria a voz da igreja reformada de hoje.  Todavia, diz o Senhor a eles, “tenho, porém, contra ti que abandonaste o  teu primeiro amor.” Não era suficiente acreditar nas coisas certas.  Paulo os tinha avisado que algumas pessoas iriam se levantar dentre  eles, distorcendo a verdade e levá-los para maus caminhos. Pureza de  doutrina não é o grande fim em si mesmo, mas sim amor de um coração puro  e fé sincera. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Em 1 Coríntios 13  Paulo exulta no amor cristão. A igreja do NT viveu unicamente ao tempo  dos dons miraculosos. Eles sabiam que embora Paulo dissesse que falava a  língua de homens e anjos, a influência natural do Espírito de Deus  trabalhando o amor no coração era mais importante para o apóstolo do que  todos os dons espirituais. Salvação é prometida para aqueles que têm as  graças do Espírito, não os dons. Os grandes privilégios que Deus  concedeu ao apóstolo Paulo ou à virgem Maria são como nada se comparados  com o privilegio de ter Cristo em seus corações e uma disposição para  amar. Há vezes em que as pessoas dizem algumas coisas sobre nosso  ministério público como – “grande desempenho!” – mas sem amor no coração  este desempenho não é nada. Os homens também podem manifestar grandes  sofrimentos por suas convicções religiosas, mas sem amor no coração  aqueles homens não são nada. </span><br />
<span style="font-family: Bookman Old Style;"><strong>Deduções</strong></span></p>
<div>
<ol>
<li><span style="font-family: Bookman Old Style;">Não é a realização de  trabalhos externos que não possuam neles mesmos nada digno sob a  perspectiva divina. O Senhor não tem necessidade de nada. Mas o Senhor é  o amante de nossas almas, e ama contemplando-nos por amor.<br />
</span></li>
<li><span style="font-family: Bookman Old Style;">Nós podemos nos exaltar e  pensar de nós mesmos como melhores que outros em um bando de questões.  Mas é absurdo acreditar que qualquer coisa possa maquiar a ausência do  amor. Nós simplesmente criamos outro problema.<br />
</span></li>
<li><span style="font-family: Bookman Old Style;">Se nós temos uma grande  aparência de respeito, isto será hipocrisia na ausência do amor. Todas  as pregações de Edwards sobre o amor procuram nossos corações. Um copo  de água gelada em nome do amor é mais digno na perspectiva divina do que  um reino dado sem amor. Edwards não enfatiza a sinceridade como bem  supremo. “Todos estes anos eu lhe tenho servido,” disse o irmão do filho  pródigo a seu pai. Mas onde estava e integridade e a pureza? A  verdadeira porção que o amor tinha em nossa sinceridade será  reconhecida. </span></li>
</ol>
</div>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Então como é absolutamente necessário  deixar o amor ser a maior coisa que você deva almejar, penso que não  descansaremos com qualquer evidência do amor. Terminaremos onde  começamos, em Apocalipse 2, onde o Senhor tem uma coisa contra nós, que  deixamos o primeiro amor. Eu temo que tenhamos perdido o foco em algumas  coisas – se a igreja de Éfeso perdeu o foco então certamente nós também  podemos perdê-lo. Porque amor é a regra que governa nossas ações, e  Deus não aprovará nada que careça de amor, não importando quão grande  pareça a fé ou os dons para os homens.</p>
<p>Foi dito sobre Richard Sibbes que o céu estava nele antes de ele  estar no céu. O que foi dito sobre ele pode igualmente ser dito sobre  Jonathan Edwards. Seu contexto natural era declarar as excelências do  amor de Deus em Jesus Cristo. Edwards não tinha nenhum prazer na morte  de pecadores, mas sim em sua conversão. O ar natural que ele respirava  era o generoso amor de Deus em Jesus Cristo. O clímax de sua exposição  em 1 Coríntios 13 está em estado eterno em um mundo de amor, e Edwards  produz uma correta doutrina do texto com aplicação e uso. O céu é um  mundo de amor, ele diz. O que Edwards procurou nos dizer é que se este é  o eterno estado estabelecido da igreja, para estar em um mundo de amor,  então que outra coisa deve ser desejada para agora? </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Nossas igrejas  estão nos preparando o suficientemente para este mundo de amor? Quanto  mais repletos estivermos das coisas do alto estivermos, mais úteis somos  na terra. Nós podemos não falar com as línguas dos homens e dos anjos e  não ter grandes dons, mas se nós exibimos a igualdade familiar Deus  pode nos usar para Sua glória. A causa e fonte do amor no céu é Jesus  Cristo. O Espírito é o Espírito do amor divino e por sua influência todo  santo amor é derramado grandemente em nossos corações. Cada membro da  Trindade contribui para este amor no céu. Seu amor para com o próximo  transborda para todos os habitantes do céu, e então todos no céu são  amáveis. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">A última  trajetória da regeneração é consumir-nos na glória do amor divino, em  absoluta conformidade com a imagem de Deus. O mundo deve saber que Deus  enviou seu Filho para que nós nos amássemos. Pode existir um cristão  professo, digno de fé, se não há amor? Como nós podemos olhar para  nossas próprias congregações? Este amor está em seus corações? O amor  lhes dará um poder evangelístico. Você ama e então você continua, e você  serve, e voe fala. O amor não nos faz auto-indulgentes, sendo  insinceros com os irmãos, mas ao contrário, o amor o envia para o mundo.  Este amor fundamentará sua vida pelos irmãos. No céu não haverá nenhuma  inveja, nenhuma malícia ou egoísmo. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Quando estamos  lendo o último sermão de Jonathan Edwards, voltamos às palavras de Paulo  em Filipenses 2 e o chamado para que a mente que estava no Servo Rei  encarnado também esteja em nós. A mente de Cristo determina e submete e  torna em nada o que nós podemos ter. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Edwards não está  simplesmente estimulando nosso apetite para o céu. Ele está dizendo que  se este é o nosso alvo – se o céu é tal qual o mundo que descrevemos –  então a discórdia em uma igreja obscurece nosso testemunho para nosso  glorioso destino. Isto é um desafio para todos nós. Como julgaremos a  nós mesmo como cristãos? Devemos deplorar o sectarismo e o divisionismo.  Não fomos salvos por acreditar em grandes doutrinas por acreditar em um  Salvador , Seu sangue e justiça. É natural para um lobo aflige um  cordeiro, mas quando um cordeiro aflige outro cordeiro, então isso é uma  coisa monstruosa. Nós tratamos os filhos de Deus como seus filhos de  verdade, e os irmãos e irmãs de Cristo como seus verdadeiros irmãos e  irmãs. As marcas fundamentais são características do evangelho. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">O Ego não  mortificado é o grande obstáculo para a benção das igrejas de Deus. O  Espírito Santo traz a santa graça do amor, e mortifica o que é  pecaminoso em nós. O Espírito nos ajuda a mortificar o pecado. Ele não  vem e diz que está vindo para fazer tudo por nós, mas antes Ele diz  “vamos fazê-lo juntos.” </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Edwards também  aplicou esta verdade para não-crentes com exortações e avisos solenes.  Edwards conclui com duas aplicações:</span></p>
<div>
<ol>
<li><span style="font-family: Bookman Old Style;">Se o céu é tal qual um mundo  de amor como tem sido descrito então nós que somos mínimos em amor somos  o mínimo do céu e estamos distante dele.<br />
</span></li>
<li><span style="font-family: Bookman Old Style;">Deixe a reflexão do céu  excitar-nos para procurá-lo:</span></li>
</ol>
</div>
<blockquote><p><span style="font-family: Bookman Old Style;">a]  Não deixe  seu coração se deteriorar depois que as coisas da terra como seu bem  principal;</span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">b</span><span style="font-family: Bookman Old Style;">] Você deve falar com a divindade e as coisas  celestiais e o Deus que lá habita;</span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">c</span><span style="font-family: Bookman Old Style;">]  Esteja contente em passar por dificuldades  como você tem passado;</span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">d] Em todo o seu  caminho deixe seus olhos fixados em Jesus. Isto é a vida cristã;</span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">e]</span><span style="font-family: Bookman Old Style;"> Se você estiver no caminho do mundo do amor,  olhe para sua vida como uma vida de amor , que você tem em união com  Cristo aquele Espírito por Ele manifestado. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Avivamentos são  também seguidos por declínio espiritual. Em poucos anos Edwards foi  esquecido. A graça do Senhor estava nele, ele testemunhou sobre ela de  um modo memorável. O amor é a maior coisa, a principal das virtudes  cristãs. Nós sabemos que passamos da morte para a vida quando amamos  nossos irmãos. Que Deus possa dizer de nós, “Veja como eles se amam”. </span></p>
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		<title>Expiação perfeita.</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 06:32:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
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		<category><![CDATA[graça]]></category>
		<category><![CDATA[jesus]]></category>
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		<description><![CDATA[Nas polêmicas protestantes, este aspecto da obra expiatória de Cristo tem sido orientado contra o conceito romanista, de que a obra de satisfação realizada por Cristo não livra os fiéis da necessidade de fazer satisfação pelos pecados que eles têm praticado. Segundo a teologia romanista, todos os pecados do passado, no que respeita ao seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nas polêmicas protestantes, este aspecto da obra expiatória de Cristo tem sido orientado contra o conceito romanista, de que a obra de satisfação realizada por Cristo não livra os fiéis da necessidade de fazer satisfação pelos pecados que eles têm praticado. Segundo a teologia romanista, todos os pecados do passado, no que respeita ao seu castigo temporal e eterno, são apagados no batismo, bem assim o castigo eterno dos pecados futuros dos fiéis. Mas, a respeito do castigo temporal dos pecados, depois do batismo, o fiel tem de fazer satisfação, ou nesta vida ou no purgatório. Em oposição a toda e qualquer noção de satisfação humana, os protestantes combatem corretamente, afirmando que a satisfação de Cristo é a única oferecida pelo pecado, e que esta é tão perfeita e final, que não deixa nenhuma obrigação penal por qualquer pecado do crente. É verdade que nesta vida os crentes são castigados por seus pecados, e que tal castigo é corretivo e santificador – “produz fruto pacífico aos que têm sido por ela [=disciplina] exercitados, fruto de justiça” (Hb 12.11). E este castigo é doloroso. Contudo, assemelhar este castigo com a satisfação pelo pecado é impingir não só <em>a perfeição </em>da obra de Cristo, mas também a <em>natureza </em>da satisfação de Cristo. “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). Não pode haver nenhum abrandamento na polêmica protestante contra esta perversão do evangelho de Cristo. Se permitirmos a entrada, mesmo que seja de uma noção mínima de satisfação humana, em nossa formulação de justificação ou santificação, então teremos poluído o rio cujas correntes alegram a cidade de Deus. E a mais grave perversão que ela impõe é que rouba do Redentor a glória da sua perfeita realização. Ele mesmo fez a purificação dos nossos pecados e assentou-se à direita da majestade nas alturas (Hb 1.3). Contudo, a situação na qual nos achamos com referência ao debate sobre o tema da expiação, requer de nós que consideremos outros meios pelos quais a doutrina da perfeição da expiação tem sido prejudicada, e é necessário que incluamos neste título outras características da obra consumada de Cristo.</p>
<p> </p>
<p><span id="more-899"></span></p>
<p> </p>
<p>1. <em>A</em><em> objetividade histórica. </em>Na expiação, algo foi realizado uma vez por todas, sem qualquer participação ou contribuição de nossa parte. Uma obra foi aperfeiçoada, a qual antecede a todo e qualquer reconhecimento ou resposta por parte daqueles que são os seus beneficiários. Qualquer redução deste fato no interesse do que se supõe ser uma interpretação mais ética, ou no interesse de interpretar a expiação segundo os termos dos efeitos éticos que se calculam produzir em nós, é eviscerar a verdade da expiação. A expiação é objetiva para nós, realizada independentemente de nós, e os efeitos subjetivos que se acumulam dela pressupõem a sua realização. Os efeitos subjetivos exercidos sobre o nosso entendimento e vontade podem seguir somente na medida em que reconhecermos, pela fé, o significado do fato objetivo.</p>
<p>Há ainda outra implicação de sua objetividade histórica, que precisa ser enfatizada. E o caráter estritamente histórico daquilo que foi realizado. A expiação não é supra-histórica nem contemporânea. É verdade que a pessoa que expiou em relação ao pecado está acima da história quanto à sua divindade e filiação eternas. Como tal, ele é eterno e transcende a todas as condições e circunstâncias do tempo. Ele é, com o Pai e com o Espírito, o Deus da história. É também verdade que, como o Filho encarnado, exaltado à mão direita de Deus, ele é, num sentido verdadeiro, contemporâneo. Ele vive para sempre e, como o vivente que esteve morto, ele está <em>vivo </em>outra vez e é a sempre-presente e a sempre-ativa incorporação da eficácia, virtude e poder que emanam da expiação. Mas a expiação foi efetuada na natureza humana e numa ocasião específica no passado, foi consumada no calendário dos eventos. Poderia alguma coisa apontar mais claramente para a verdade e a significação dela, do que a palavra do apóstolo: “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar <em>os </em>que estavam sob a lei”? (Gl 4.4,5). Independentemente da nossa interpretação de “a plenitude do tempo” como a medida plena do tempo designado por Deus, o período que tinha de seguir o curso antes que Deus enviasse o seu Filho ou como o tempo que <em>consume o </em>tempo e concede ao tempo a sua plena completação, devem os reconhecer a significação de tempo para a missão que é registrada em e designada pela encarnação do Filho de Deus. A encarnação ocorreu num ponto específico marcado pela chegada da plenitude do tempo; ela não ocorreu antes disso e, embora a encarnação seja um estado permanente, ela não <em>ocorreu outra vez. </em>A história, com os seus encontros determinados e períodos bem definidos, tem profundo significado no drama da realização divina. O condicionamento histórico e a localização dos eventos no tempo não podem ser erradicados nem a sua significação subestimada. E o que é verdadeiro quanto ao evento da encarnação é também verdadeiro quanto à redenção realizada. Ambas são localizadas historicamente e nenhuma das duas é supra-histórica ou contemporânea.</p>
<p>2. <em>A</em><em> fatalidade. </em>Nas polêmicas históricas, esta característica da expiação tem sido realçada em oposição à doutrina romanista do sacrifício da missa. Esta polêmica contra a blasfêmia romanista é tão necessária em nossos dias como o foi no período da Reforma. A expiação é uma obra consumada, nunca mais repetida; ela é irrepetível. Em nosso contexto moderno, contudo, é necessário insistir neste princípio, não apenas em oposição a Roma, mas também em oposição a um conceito prevalecente dentro dos círculos protestantes. Este conceito diz que o ato divino em levar o pecado não pode limitar-se ao evento histórico do sacrifício de Jesus; antes, deve ser considerado como eterno, assim como a obra da expiação, encarnada na paixão de Jesus Cristo, é eterna nos céus, na própria vida de Deus, “uma obra eterna de expiação, supra-temporal à semelhança da vida de Deus&#8230; continuando enquanto os pecados continuam a ser cometidos e existem pecadores a ser reconciliados. <a href="http://www.monergismo.com/textos/expiacao/expiacao_perfeicao_murray.htm#nota16#nota16">[16]</a></p>
<p>De fato, é sumamente necessário reconhecer a atividade contínua do sumo sacerdócio de Cristo no céu. É necessário lembrar que ele incorpora eternamente em si mesmo a eficácia que emanou deste sacrifício realizado aqui na terra, e que pela virtude desta eficácia ele exerce o seu ministério celestial como o grande Sumo Sacerdote de nossa confissão. É sobre este princípio que ele intercede em favor de seu povo. E é em razão desta compaixão, derivada de suas tentações terrenas, que ele pode ser tocado de sentimento pelas nossas enfermidades. Esta afirmação significa que a unidade do ofício sacerdotal de Cristo e a sua atividade devem ser plenamente apreciadas. Mas o fato de não devermos interromper a unidade de suas funções sacerdotais não significa que temos a liberdade para confundir as fases e ações distintas de seu ofício sacerdotal. Devemos fazer distinção entre a oferta do sacrifício e a subseqüente atividade do sumo sacerdote. O que o Novo Testamento enfatiza é a unidade definitiva e histórica do sacrifício que expiou a culpa e fez reconciliação com Deus (veja-se Hb 1.3; 9.12, 25-28). Deixar de apreciar a finalidade desta definição leva à incompreensão do verdadeiro sentido da expiação. Na formulação bíblica, a expiação não pode ser concebida à parte das condições sob as quais ela foi realizada. Pelo menos duas condições são indispensáveis, a saber, humilhação e obediência, e estas são condicionadas mutuamente uma pela outra. Seria uma contradição ao teor de toda a Escritura, transferir a expiação para uma esfera onde nos seria impossível acreditarmos que estas condições existem.</p>
<p>Além do mais, se pensarmos na fórmula: “expiação eterna no coração de Deus”, devemos, mais uma vez, fazer distinções. É verdade que a expiação fluiu e foi a provisão do amor eterno do coração de Deus. Contudo, conceber a expiação como eterna é confundir o eterno com o temporal. O testemunho da Escritura é inconfundível a respeito da significação que Deus dá à realização temporal. Ela se refere à expiação e o faz de forma definida e decisiva. A nossa definição de expiação deve-se derivar da expiação revelada pela Escritura. E a expiação da qual a Escritura fala é a obediência vicária, expiação, propiciação, reconciliação e redenção efetuadas pelo Senhor da glória quando ele, uma vez por todas, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas.</p>
<p><em>3. A</em><em> unicidade. </em>Horace Bushnell nos forneceu o que é, provavelmente, a mais eloqüente exposição e defesa do conceito de que o sacrifício de Cristo é a ilustração suprema e a vindicação do princípio de auto-sacrifício, o qual opera no coração de cada ser que é santo e amoroso, quando este é confrontado com o mal e o pecado. “O amor é um princípio essencialmente vicário em sua própria natureza, identificando o sujeito com outros, a fim de sofrer as adversidades e as suas dores e tomar sobre si mesmo o peso de seus males” <a href="http://www.monergismo.com/textos/expiacao/expiacao_perfeicao_murray.htm#nota17#nota17">[17]</a> “Há um Getsêmani oculto em todo amor” (ibid., pág. 47). “Quando sustentamos o conceito de sacrifício vicário, descobrirmos que ele pertence à natureza essencial de todas as virtudes santas. Somos também constrangidos a prosseguir e mostrar como ele pertence a todos os outros seres bons, tão verdadeiramente como o próprio Cristo na carne &#8211; corno o Pai eterno antes de Cristo, e a vinda posterior do Espírito Santo, e os anjos bons, tanto antes como depois, todos igualmente carregaram os problemas, lutaram nas dores de seus sentimentos vicários em favor dos homens; e então, finalmente, como a cristandade trouxe a lume, ao nascer dentro de nós o mesmo amor vicário que reina em todos os seres bons e glorificados do reino celestial; reunindo-nos de acordo com Cristo, o nosso Mestre, tendo aprendido a carregar a sua cruz e a estar com ele em sua paixão” (Ibid., pág. 53).</p>
<p>Distinguir a verdade do erro e elucidar as falsidades nestas citações nos levaria para muito além dos nossos limites. É verdade que o sacrifício de Cristo é a revelação suprema do amor de Deus. É verdade que a vida, sofrimento e morte de Cristo nos dão um exemplo supremo de virtude. É verdade que as aflições da Igreja preenchem o que resta das aflições de Cristo, e que através destas aflições dos crentes a obra expiatória de Cristo cumpre o seu propósito. Mas afirmar que temos parte naquilo que constituiu o sacrifício vicário de Cristo é algo completamente diferente. É indefensável e perverso impor sobre os termos <em>vicário e sacrifício </em>uma conotação diluída que reduza <em>o sacrifício vicário </em>de Cristo a uma denominação que o destitui do caráter único e distintivo que a ele é aplicado pela Escritura. De fato, Cristo nos deu um exemplo a fim de seguirmos os seus passos. Porém, nunca foi proposto que esta emulação de nossa parte fosse acrescentada à obra de expiação, propiciação, reconciliação e redenção, realizada por ele. Ao definirmos a expiação segundo os termos da Escritura, percebermos facilmente que ela foi feita exclusivamente por Cristo.</p>
<p>E não apenas isto. Por qual autoridade ou por qual raciocínio podemos inferir que o que é constitutivo de, ou é exemplificado no sacrifício vicário de Cristo é aquilo que se aplica a todo amor santo como ele contempla o mal e o pecado? É somente através de uma confusão fatal de categorias que tais inferências podem se tornar plausíveis. A representação bíblica é que o Filho encarnado de Deus, e somente ele, à exclusão do Pai e do Espírito na esfera do divino, à exclusão de anjos e homens na ordem criada, deu-se a si mesmo em sacrifício para redimir-nos para Deus por meio de seu sangue. Seja qual for o ângulo pelo qual contemplemos este sacrifício, descobrimos que a sua unicidade é tão inviolável como a unicidade de sua pessoa, de sua missão e de seu ofício. Quem é o Deus-homem senão unicamente ele? Quem derramou sangue tão vicário, senão unicamente ele? Quem é o grande sumo sacerdote para oferecer tal sacrifício, senão unicamente ele? Quem entrou uma vez por todas no Santo dos Santos, tendo obtido a redenção eterna, senão unicamente ele? Podemos citar com proveito as palavras de Hugh Martin. Elas são extraídas de sua magistral polêmica contra a posição teológica de F. W. Robertson de que o “ sacrifício vicário é a lei da vida”. Com referência a esta posição, Martin diz: “Um pronunciamento de um soberbo oráculo! Não é necessário dizer que refutamos com uma negação direta. O sacrifício vicário não somente não é a lei da vida, ele não é <em>lei </em>alguma. Ele é uma <em>transação </em>divina, incomparável e solitária &#8211; nunca se repetirá, jamais será equiparado e jamais será assemelhado. Foi o expediente da divina sabedoria, esplêndido e inesperado, que, em sua manifestação, as mentes dos anjos se inundaram do conhecimento de Deus! Foi o livre conselho do beneplácito da vontade de Deus. Foi a soberana determinação de sua graça e amor. Somos destituídos do soberano amor de Deus ante a noção de que o sacrifício vicário é a “lei da vida”. <a href="http://www.monergismo.com/textos/expiacao/expiacao_perfeicao_murray.htm#nota18#nota18">[18]</a></p>
<p>4. <em>A</em><em> eficácia intrínseca. </em>Nas polêmicas da teologia histórica, este aspecto da expiação tem sido realçado a fim de combater a doutrina remonstrante que ensina que Cristo fez algo que Deus graciosamente aceita no lugar da plena satisfação da justiça. A declaração da Confissão de Fé de Westminster é admiravelmente formulada em distinção à posição remonstrante. “O Senhor Jesus, pela sua perfeita obediência e pelo sacrifício de si mesmo, sacrifício que, pelo Eterno Espírito, ele ofereceu a Deus uma só vez, satisfez plenamente à justiça do Pai, e; para todos aqueles que o Pai lhe deu, adquiriu não só a reconciliação, como também urna herança perdurável no reino dos céus” (VIII, V).</p>
<p>É preciso ter em mente e formular corretamente a relação entre a graça de Deus e a obra expiatória de Cristo. Foi pela graça de Deus que Cristo foi dado por nós. Foi por sua própria graça que ele deu-se a si mesmo. Seria inteiramente errôneo imaginar que a obra de Cristo pudesse induzir o Pai a sentir-se constrangido a ser bondoso e gracioso. “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo” (Ef 2.4,5; cf. 1 Jo 4.9). A expiação é a provisão do amor e graça do Pai. Há, todavia, igual necessidade de lembrar que a obra realizada por Cristo foi em si mesma intrinsecamente adequada para satisfazer todas as necessidades criadas pelos nossos pecados e todas as exigências da santidade e justiça de Deus. Cristo pagou a dívida do pecado. Ele levou os nossos pecados e os purificou. Ele não fez um pagamento simbólico que Deus aceitasse como se fosse tudo. As nossas dívidas não foram canceladas; elas foram liquida das . Cristo adquiriu a redenção, e, portanto, a garantiu. Ele tomou sobre si e absorveu a medida total do juízo e condenação divinos contra o pecado. Ele operou a justiça que é a única base da completa justificação e o título para a vida eterna. Assim, a graça reina através da <em>justiça </em>para a vida eterna por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Rm 5.19,21). Ele expiou a culpa e “com uma única oferta aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hb 10.14). “E, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor (=a causa) da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5.9). Em uma palavra, Jesus cumpriu todas as exigências oriundas do nosso pecado e <em>adquiriu </em>todos os benefícios que conduzem à liberdade e são consumados na liberdade da glória dos filhos de Deus.</p>
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		<title>Evolução: um paradoxo a ciência.</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 15:24:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[estudos diversos]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns evolucionistas têm defendido que a ciência é impossível sem a evolução. Ensinam eles que ciência e tecnologia, para que funcionem, de fatoexigem os princípios da evolução nos termos de moléculas-até-o-homem. Afirmam que as pessoas que mantêm uma cosmovisão da criação bíblica estão em risco de não serem capazes de entender a ciência! Os pensadores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns evolucionistas têm defendido que a ciência é impossível sem a evolução. Ensinam eles que ciência e tecnologia, para que funcionem, de fatoexigem os princípios da evolução nos termos de moléculas-até-o-homem. Afirmam que as pessoas que mantêm uma cosmovisão da criação bíblica estão em risco de não serem capazes de entender a ciência! Os pensadores críticos perceberão que argumentos como estes são muito irônicos, pois a evolução é realmente <em>contrária </em>aos princípios da ciência.Isto é, se a evolução fosse verdadeira, o conceito de ciência não faria sentido. A ciência de fato requer uma estrutura de criação bíblica para ser viável. Eis as razões:  <span id="more-893"></span></p>
<p> </p>
<p><strong>As Pré-Condições da Ciência</strong><strong> </strong></p>
<p>A ciência pressupõe que o universo seja lógico e ordenado, e que siga eis matemáticas constantes sobre o tempo e o espaço. Muito embora as condições em diferentes regiões do espaço e das eras do tempo sejam muito distintas, existe, entretanto, uma uniformidade subjacente.  Theodosius Dobzhansky escreveu, “Nada na biologia faz sentido exceto à luz da evolução.” Esse foi também o título do seu ensaio em 1973, primeiramente publicado na <em>American Biology Teacher </em></p>
<p>A Academia Nacional de Ciências [<em>National Academy of Sciences</em>] editou um livro chamado <em>Science, Evolution, and Creationism</em>, declarando que evolução é um “fundamento crítico às ciências da vida e da área biomédica…” e que os conceitos evolutivos “são fundamentais a uma educação de ciência de alta qualidade.”</p>
<p>A Academia Nacional de Ciências também publicou um documento chamado “Ensinando Sobre Evolução e a Natureza da Ciência” (1998), com um tema similar. No prefácio (p. viii) os autores apontam que a evolução biológica é “o mais importante conceito na biologia moderna, um conceito essencial ao entendimento dos aspectos-chave das coisas vivas.” Eles escolheram publicar o documento em parte “devido à importância da evolução como conceito central ao entendimento do nosso planeta.”</p>
<p>Uniformidade não deveria ser confundida com “uniformitarismo”. A Uniformidade simplesmente insiste que as leis da natureza são consistentes e não mudam arbitrariamente no tempo ou no espaço, embora condições e processos específicos possam mudar. O Uniformitarismo é a crença (não-bíblica) que os processos presentes são os mesmos dos processos passados; assevera uma consistência de condições e taxas sobre o tempo, sendo resumida na frase “O presente é a chave para o passado”. Porque existe tal regularidade no universo, há muitas situações em que os cientistas podem fazer predições bem-sucedidas sobre o futuro. Por exemplo, os astrônomos podem computar com êxito as posições dos planetas, luas e asteróides no futuro distante. Sem uniformidade na natureza tais predições seriam impossíveis, e a ciência não poderia existir. O problema para o evolucionismo é que tal regularidade somente faz sentido numa cosmovisão de criação bíblica. </p>
<p><strong>A Ciência Requer Uma Cosmovisão Bíblica </strong><strong> </strong></p>
<p>O criacionista bíblico espera existir ordem no universo uma vez que Deus fez todas as coisas (João 1:3) e impôs ordem sobre o universo. Posto que segundo a Bíblia Deus sustenta todas as coisas pelo Seu poder (Hebreus 1:3), o criacionista esperaria que o universo funcionasse de uma forma lógica, ordenada e baseada em leis.5 Além do mais, Deus é consistente6 e onipresente.7 Assim, o criacionista espera que todas as regiões do universo obedeçam as mesmas leis, até mesmo as regiões onde as condições físicas sejam muito diferentes. O campo da astronomia como um todo requer esse importante princípio bíblico. Além disso, Deus está além do tempo (2 Pedro 3:8) e optou por manter o universo de uma forma consistente a todo o momento em nosso benefício. Assim, muito embora as condições no passado possam ter sido totalmente diferentes das do presente e do futuro, a forma com que Deus sustenta o universo (o que chamaríamos de “leis da natureza”) não mudaria arbitrariamente.8 Deus nos disse que certas coisas poderíamos tomar por verdadeiras no futuro – as estações, o ciclo diurno, e assim por diante (Gênesis 8:22). Portanto, debaixo de um dado conjunto de condições, o cristão consistente está no direito de esperar um dado resultado, pois ele confia no Senhor que sustenta o universo de uma forma consistente. Esses princípios cristãos são absolutamente essenciais para a ciência. Quando executamos um experimento controlado usando as mesmas</p>
<p>As “ordenanças do céu e da terra” são especificamente mencionadas em Jeremias 33:25. 6 1 Samuel 15:29; Números 23:19. 7 Salmos 139:7–8. Reconhecidamente, Deus pode usar meios não-usuais e extraordinários para atingir um propósito extraordinário – o que poderíamos chamar de “milagre”. Mas se trata de coisas (por definição) excepcionais; lei natural poderia ser definida como a forma ordinária com que Deus sustenta o universo e exerce a Sua vontade. condições iniciais pré-ajustadas, esperamos chegar aos mesmos resultados todas as vezes. O “futuro reflete o passado” nesse sentido. Os cientistas são capazes de fazer predições apenas porque existe uniformidade como resultado do poder consistente e soberano de Deus. A experimentação científica seria inútil sem uniformidade; nós obteríamos resultados diferentes toda vez que realizássemos o mesmo experimento, destruindo a própria possibilidade do conhecimento científico.</p>
<p> <strong>Um Evolucionista Pode Fazer Ciência?</strong></p>
<p><strong> </strong>Uma vez que a ciência requer o princípio bíblico da uniformidade (bem como diversos outros princípios bíblicos da criação), é antes de tudo surpreendente que alguém pudesse ser cientista e ao mesmo tempo evolucionista. E, no entanto, há cientistas que professam crença na evolução.</p>
<p>Como isso é possível? A resposta é que os evolucionistas são capazes de fazer ciência apenas porque são inconsistentes. Eles acatam princípios bíblicos como a uniformidade ao mesmo tempo em que negam a Bíblia da qual derivam esses mesmos princípios. Essa inconsistência é comum no pensamento secular; cientistas seculares alegam que o universo não é projetado, mas fazem ciência como se o universo <em>fosse </em>projetado e mantido uniformemente por Deus. Evolucionistas podem fazer ciência somente se confiarem nas suposições bíblicas da criação (como a uniformidade), contrárias à sua crença aberta na evolução. </p>
<p><strong>Como Responderia um Evolucionista?</strong><strong> </strong></p>
<p>O cristão consistente pode usar a experiência passada como guia para aquilo que provavelmente venha a ocorrer no futuro, já que Deus nos prometeu que (em certas coisas) o futuro refletiria o passado (Gênesis 8:22). Mas como podem aqueles que rejeitam o Gênesis explicar por que deveria existir uniformidade na natureza? Como poderia responder um evolucionista se inquirido “Por que o futuro irá refletir o passado?”</p>
<p>9 Por que alguém que professa crença na evolução também aceita conceitos baseados na visão criacionista? Ainda que neguem, os evolucionistas também foram criados à imagem de Deus (Gênesis 1:26-27). No fundo do coração eles conhecem o Deus bíblico (Romanos 1:19-20), mas enganaram a si mesmos (Tiago 1:22-24). Eles ignoram que os princípios da ciência venham da cosmovisão cristã.</p>
<p>Uma das respostas mais comuns é: “Bem, foi sempre assim. Logo, espero que seja sempre assim.” Mas trata-se de um raciocínio circular. Eu admitirei que no passado tenha existido uniformidade.10 Mas como eu sei que no futuro haverá uniformidade – a menos que já tenha assumido que o futuro reflete o passado (i.e., uniformidade)? Sempre que usarmos a experiência passada como uma base para aquilo que é mais provável acontecer no futuro, estamos assumindo a uniformidade. Assim, quando um evolucionista diz crer que haverá uniformidade no futuro já que tem havido uniformidade no passado, ele está tentando justificar a uniformidade por simplesmente assumir a uniformidade – um argumento circular. Um evolucionista poderia argumentar que a natureza da matéria é tal que se comporta de uma forma regular;11 em outras palavras, a uniformidade seria apenas uma propriedade do universo. A resposta também falha. Primeiro, ela realmente não responde a pergunta. Talvez a uniformidade seja um aspecto do universo, mas a questão é por quê? Qual seria o fundamento para essa propriedade sob uma cosmovisão evolucionista? Segundo, nós poderíamos perguntar como um evolucionista poderia talvez saber que a uniformidade é uma propriedade do universo. Quando muito, ele pode apenas dizer que o universo – no passado – parece ter apresentado alguma uniformidade.12 Mas como nós sabemos que continuará assim no futuro, a menos que já saibamos a respeito da uniformidade de alguma outra forma? Muitas coisas do universo mudam; como sabemos que isso não inclui também as leis da natureza? Alguns evolucionistas tentariam uma resposta mais pragmática: “Bem, eu realmente não posso explicar por que. Mas a uniformidade parece funcionar, e portanto a usamos.” Essa resposta também falha, e por duas razões. Primeiro, nós podemos apenas argumentar que a uniformidade parece</p>
<p>Ao admitir essa suposição estou sendo de fato muito generoso com o evolucionista. Eu poderia ser bem radical e perguntar, “Como realmente sabemos que mesmo no passado a natureza foi uniforme?” Alguém poderia alegar que nós lembramos que o passado foi uniforme. Mas uma vez que as regiões responsáveis pela nossa memória em nosso encéfalo requerem que as leis da química e da física sejam constantes sobre o tempo, você teria de assumir que o passado é uniforme a fim de argumentar que nós lembramos que o passado é de fato uniforme! Qualquer resposta não-cristã seria necessariamente circular. O ateu Dr. Gordon Stein usou em essência essa resposta no famoso debate de 1985 com o filósofo cristão Dr. Greg Bahnsen sobre a existência de Deus. N. do T.: A transcrição em português do debate poderá ser encontrada no site Monergismo.com.12 Novamente, estou sendo generoso aqui. Até mesmo essa resposta é uma petição de princípio, uma vez que o evolucionista precisaria assumir a uniformidade no passado a fim de argumentar que suas lembranças do passado são corretas.</p>
<p>Por ter funcionado no <em>passado</em>; não há garantia de que ela continue operando no futuro, a menos que você já tenha motivos para assumir a uniformidade (coisa que somente os cristãos fazem). No entanto, os evolucionistas assumem que existirá uniformidade no futuro. Segundo, a resposta reconhece que a uniformidade não possui justificativa na cosmovisão evolutiva – que é justamente o ponto em questão. Ninguém está negando que exista uniformidade na natureza; o ponto é que somente uma cosmovisão de criação bíblica pode dar sentido a ela. Os evolucionistas podem apenas fazer ciência se forem inconsistentes: isto é, se assumem conceitos criacionistas bíblicos ao mesmo tempo em que negam a criação bíblica.</p>
<p> </p>
<p><strong>A Evolução Teísta Não Vai Salvar o Dia</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Alguns evolucionistas poderiam argumentar que eles não podem justificar a uniformidade tal como faz o cristão – apelando a um deus que sustenta o universo por meio de leis.13 Mas ao invés de crerem na criação do Gênesis, eles crêem que esse deus criou através de milhões de anos de evolução. No entanto, a evolução teísta não resolverá o problema. Um evolucionista teísta não crê que o Gênesis seja literalmente verdadeiro. Mas se o Gênesis não é literalmente verdadeiro, não há razão para crer que Gênesis 8:22 seja literalmente verdadeiro. Nesse versículo Deus promete que podemos ter em vista certo grau de uniformidade no futuro. Sem a criação bíblica a base racional para a uniformidade está perdida.</p>
<p>Não se trata apenas da necessidade de algum deus, seja ele qual for, para que a uniformidade faça sentido; mas do Deus cristão tal como revelado na Bíblia. Somente um Deus transcendente sobre o tempo, coerente, constante, onipotente, onipresente, e que também se revelou à humanidade, pode assegurar a existência da uniformidade por todo o espaço e tempo.Logo, somente os criacionistas bíblicos podem dar uma justificativa para a uniformidade na natureza.</p>
<p>13 Talvez um criacionista do “dia-era” também fosse usar esse argumento. Mas ele também fracassa, e pela mesma razão. Os criacionistas do dia-era não crêem que o Gênesis realmente significa o que ele relata (que Deus literalmente criou em seis dias ordinários). Assim, como poderíamos confiar que Gênesis 8:22 realmente quer dizer o que diz? E se Gênesis 8:22 não quer dizer o que diz, não há razão para crermos na uniformidade. Portanto, o criacionista do dia-era tem o mesmo problema do evolucionista.</p>
<p>Ambos não podem justificar a ciência e a tecnologia a partir das suas cosmovisões.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>A Evolução é Irracional</strong><strong> </strong></p>
<p>De fato, se a evolução fosse verdadeira, não haveria qualquer motivo racional para crermos nela! Se a vida é produto da evolução, então isso significa que o cérebro de um evolucionista é simplesmente o ápice de milhões de anos de processos aleatórios-casuais. O cérebro seria tão-somente uma coleção de reações químicas preservadas devido a algum tipo de valor num contexto de seleção natural no passado. Se a evolução fosse verdadeira, todas as reflexões evolucionistas seriam meramente o resultado necessário de reações químicas ao longo do tempo. Assim, um evolucionista precisa pensar e dizer que a “evolução é verdadeira” não por motivos racionais, mas como uma conseqüência necessária da química cega. A pesquisa acadêmica pressupõe que a mente humana não se resume à química. A racionalidade pressupõe que temos a liberdade de conscientemente atentar às diversas opções e escolher a melhor. O evolucionismo mina as precondições necessárias ao pensamento racional, nisso destruindo a própria possibilidade do conhecimento e da ciência.  </p>
<p><strong>Conclusões</strong><strong> </strong></p>
<p>A evolução é anti-ciência e anti-conhecimento. Se a evolução fosse verdadeira, a ciência não seria possível, pois não haveria motivo para se aceitar a uniformidade da natureza da qual a ciência e a tecnologia dependem. Também não haveria qualquer motivo para pensar que a análise racional seria possível, uma vez que os pensamentos da nossa mente não seriam nada mais que o resultado inevitável de reações químicas despropositadas. Os evolucionistas são capazes de fazer ciência e obter conhecimento apenas porque são inconsistentes, professando crença na evolução ao mesmo tempo em que aceitam os princípios da criação bíblica.</p>
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		<title>Genes Gays ???</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Jul 2009 16:53:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<category><![CDATA[leitura recomendada]]></category>
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		<description><![CDATA[Em anos recentes, vários estudos têm se auto-intitulado ao redor do mundo como “provas” de que a homossexualidade é congênita. Em Agosto de 1991, Simon LeVay publicou, na revista Science, o seu estudo sobre as diferenças no cérebro entre homens homossexuais e heterossexuais. O estudo tinha diversas fraquezas gritantes. Ele foi baseado num pequeno grupo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Em anos recentes, vários estudos têm se auto-intitulado ao redor do mundo como “provas” de que a homossexualidade é congênita. </span></span><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Em Agosto de 1991, Simon LeVay publicou, na revista <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Science</span>, o seu estudo sobre as diferenças no cérebro entre homens homossexuais e heterossexuais. O estudo tinha diversas fraquezas gritantes. Ele foi baseado num pequeno grupo de 35 homens, com 19 homossexuais que tinham morrido de AIDS, um fator que pode ter influenciado os resultados. Os outros 16 homens eram “assumidos ser na maior parte ou totalmente heterossexuais”, disse o estudo. Anne Fausto-Sterling, Professor de Ciência Médica na Universidade Brown, comentou na revista <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Time</span>: “Meus estudantes de biologia novatos sabem o suficiente para dissipar este estudo”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-874"></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O Psicologista da Universidade Northwestern, Michael Bailey, e o psiquiatra da Universidade de Medicina de Boston, Richard Pillard, mostraram que o homossexualismo ocorre muito mais freqüentemente entre gêmeos idênticos do que entre gêmeos não-idênticos. Mas o seu estudo de 1991 tem uma grande falha: Todos os seus gêmeos nasceram juntos; os pesquisadores não compararam seus descobrimentos com um grupo de gêmeos crescido separadamente, o que teria isolado outros fatores tais como relacionamento paternal e outras dinâmicas familiares. E somente metade dos gêmeos idênticos eram ambos gays; se o homossexualismo fosse puramente genético, a correlação teria sido de 100 por cento. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Finalmente, cinco pesquisadores conduzidos por Dean Hamer, no Instituto Nacional do Câncer, publicaram um estudo que tentava relacionar a homossexualidade em homens com uma região genética específica do seu cromossomo X. “Está é de longe a evidência mais forte para registrar que há um componente genético para a orientação sexual”, relatou Hamer.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Nem tanto, disse outro profissional altamente qualificado. “A idéia de um gene específico para um comportamento específico é geralmente considerada altamente improvável para os geneticistas”, disse o Dr. Joseph Nicolosi, diretor da Clínica de Psicologia Tomás de Aquino em Encino, Califórnia. “A homossexualidade é muito mais complexa do que mero comportamento”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Dr. Charles Socarides, presidente da <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Investigação e Terapia da Homossexualidade</span>, uma organização que une terapeutas e outros profissionais que crêem que a homossexualidade não é congênita e que pode ser mudada, diz que muitos psicanalistas estão tratando a homossexualidade com sucesso hoje, “mudando a orientação sexual de homossexual para heterossexual. Tal mudança seria impensável se houvesse, de alguma forma, qualquer verdade na causação biológica ou hereditária da homossexualidade”. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Outro escritor, no <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Washington Post </span>[Nota do tradutor: jornal americano importante publicado em Washington diariamente], chamou as reportagens sensacionalistas da mídia de um “triunfo do exagero, outra vívida demonstração do que pode vir da combinação volátil da ignorância científica com o sensacionalismo jornalístico”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Dr. Nicolosi disse ao <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Newsweek </span>[Nota do tradutor: importante revista semanal norte-americana ] que a “psicologia e psiquiatria têm abandonado uma população inteira de pessoas que se sentem insatisfeitas com seus sentimentos de homossexualidade”. Stanton L. Jones, professor de psicologia no Colégio Wheaton, diz que “todo estudo já realizado sobre a conversão de uma orientação homossexual para uma heterossexual produziu algum sucesso” entre 33 a 60 por cento. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Joe Dallas, que deixou um estilo de vida gay há vários anos atrás, conclui: “Que as investigações concluam o que pode ser concluído sobre a homossexualidade. As origens genéticas não justificam o comportamento pecaminoso!”.</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Salvação não se perde !.</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 17:44:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos que passam por uma fase da aplicação da redenção, experimentarão também a fase seguinte. Por exemplo, todos a quem Deus predestinou, ele também intimará à salvação no devido tempo. Agora, Romanos 8:30 diz: “Aos que justificou, também glorificou”. Essa declaração necessariamente implica que todos os que experimentam a justificação também experimentarão a glorificação; ninguém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Todos que passam por uma fase da aplicação da redenção, experimentarão também a fase seguinte. Por exemplo, todos a quem Deus predestinou, ele também intimará à salvação no devido tempo. Agora, Romanos 8:30 diz: “Aos que <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">justificou</span></em>, também <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">glorificou</span></em>”. Essa declaração necessariamente implica que todos os que experimentam a justificação também experimentarão a glorificação; ninguém que é justificado falhará em ser glorificado. Visto que a glorificação se refere à consumação da obra salvadora de Deus no eleito, isso significa que uma vez que um indivíduo tenha sido justificado aos olhos de Deus, sua justiça legal nunca será perdida. Visto que todos aqueles que são justificados também serão glorificados, os verdadeiros cristãos nunca perderão sua salvação. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-857"></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Essa doutrina é frequentemente chamada de PERSEVERANÇA DOS SANTOS; e também de SEGURANÇA ETERNA em alguns círculos. Esses termos são acurados, visto que os crentes verdadeiros conscientemente perseveram na fé e os eleitos estão, de fato, eternamente seguros em sua salvação. Contudo, muitas passagens bíblicas tratando com esse tópico enfatizam que é Deus quem ativamente preserva o crente do princípio ao fim da sua salvação, que Jesus é “o <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">autor</span></em> e <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">consumador</span></em> da nossa fé” (Hebreus 12:2). Esse sendo o caso, PRESERVAÇÃO é um termo melhor. Ele reflete o fato de que, no final das contas, é Deus quem mantém a salvação dos cristãos, e não o crente em si. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Favorecer a perspectiva da preservação não nega que o crente deve deliberadamente se aperfeiçoar e conscientemente se esforçar para perseverar. É anti-bíblico dizer que, visto que é Deus em última análise quem nos guarda, portanto, não precisamos exercitar nenhum esforço consciente em nosso desenvolvimento espiritual. “Relaxe, e deixe Deus fazer tudo”, uma frase popular que provavelmente veio do movimento de Keswick, é anti-bíblica quando aplicada à santificação. Contudo, a palavra “preservação” nos ajuda a lembrar que é Deus quem concede e causa qualquer aperfeiçoamento e estabilidade em nosso crescimento em conhecimento e santidade, mesmo que estejamos dolorosamente conscientes dos esforços que temos exercido para o nosso desenvolvimento espiritual. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Há muitas passagens que bíblicas ensinam que Deus preserva aqueles a quem ele elegeu, regenerou e justificou:</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Farei com eles uma aliança permanente: Jamais deixarei de fazer o bem a eles, e farei com que me temam de coração, para que jamais se desviem de mim. (Jeremias 32:40)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Todo aquele que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei. Pois desci dos céus, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou. E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no último dia.. (João 6:37-39)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai. (João 10:28-29)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Romanos 8:38-39)</p>
<p>Ele os manterá firmes até o fim, de modo que vocês serão irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. (1 Coríntios 1:8)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ora, é Deus que faz que nós e vocês permaneçamos firmes em Cristo. Ele nos ungiu, nos selou como sua propriedade e pôs o seu Espírito em nossos corações como garantia do que está por vir. (2 Coríntios 1:21-22)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus. (Filipenses 1:6)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Que o próprio Deus da paz os santifique inteiramente. Que todo o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam preservados irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele que os chama é fiel, e fará isso. (1 Tessalonicenses 5:23-24)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Por essa causa também sofro, mas não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou bem certo de que ele é poderoso para guardar o que lhe confiei até aquele dia. (2 Timóteo 1:12)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O Senhor me livrará de toda obra maligna e me levará a salvo para o seu Reino celestial. A ele seja a glória para todo o sempre. Amém. (2 Timóteo 4:18)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Conforme a sua grande misericórdia, ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança que jamais poderá perecer, macular-se ou perder o seu valor. Herança guardada nos céus para vocês que, mediante a fé, são protegidos pelo poder de Deus até chegar a salvação prestes a ser revelada no último tempo. (1 Pedro 1:3-5)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos que foram chamados, amados por Deus Pai e guardados por Jesus Cristo. (Judas 1)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Àquele que é poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante da sua glória sem mácula e com grande alegria, ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém. (Judas 24-25)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">A doutrina da preservação não diz que qualquer um que fez uma profissão de fé em Cristo está então salvo e nunca se perderá, visto que sua profissão pode ser falsa. Antes, a doutrina ensina que os <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">verdadeiros</span></em> cristãos nunca se perderão. Eles nunca se apartarão permanentemente de Cristo, embora alguns deles possam até mesmo cair profundamente no pecado por um tempo. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Um verdadeiro cristão é alguém que deu assentimento verdadeiro ao evangelho, e cuja “fé sincera” (1 Timóteo 1:5) se torna evidente através de uma transformação contínua de pensamentos, conversação e comportamento em conformidade às demandas da Escritura. João diz que alguém que é regenerado “não pode continuar pecando” (1 João 3:9). Por outro lado, uma pessoa que produz uma profissão de Cristo com resultado de um falso assentimento ao evangelho pode permanecer “somente um pouco de tempo. Quando surge alguma tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo a abandona” (Mateus 13:21). </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Algumas vezes até os eleitos podem cair em sério pecado, mas tal queda nunca será permanente. Todavia, enquanto uma pessoa estiver vivendo um estilo de vida pecaminoso, não temos razão para crer em sua profissão de fé naquele momento, e, portanto, devemos pensar dele como um incrédulo. Jesus ensina que uma recusa obstinada para se arrepender é uma razão suficiente para a excomunhão: </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão. Mas se ele não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que ‘qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas. Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano. (Mateus 18:15-17)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Visto que ele é considerado um incrédulo, ele não pode ser um candidato para casamento por um cristão, ele não pode participar na comunhão, e ele não sustentar nenhuma responsabilidade ministerial. Ele pode ser realmente um verdadeiro cristão, mas não há nenhuma forma de estar certo disso enquanto ele permanecer no pecado. De fato, ele deveria ser considerado e tratado como um incrédulo, juntamente com todas as implicações de tal suposição. “Portanto, irmãos, empenhem-se ainda mais para consolidar o chamado e a eleição de vocês, pois se agirem dessa forma, jamais tropeçarão” (2 Pedro 1:10).</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Aqueles que caem e nunca se arrependem, nunca foram verdadeiramente salvos. João diz: “Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos” (1 João 2:19). Judas pareceu ter seguido Jesus por vários anos, mas Jesus diz: “Não fui eu que os escolhi, os Doze? Todavia, um de vocês é um diabo!” (João 6:70). O versículo 64 explica: “Jesus sabia desde o princípio quais deles não criam e quem o iria trair ”.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Assim, não é como se Judas tivesse verdadeira fé, e então caísse em pecado e perdesse a sua salvação; pelo contrário, ele nunca teve verdadeira fé de forma alguma. Jesus escolheu Judas sabendo que ele seria o traidor: “Enquanto estava com eles, eu os protegi e os guardei no nome que me deste. Nenhum deles se perdeu, a não ser aquele que estava destinado à perdição, para que se cumprisse a Escritura” (João 17:12). Esse versículo pressupõe a eleição divina, e explicitamente ensina as doutrinas da preservação e reprovação. Jesus guardou a salvo os onze, que estavam entre os eleitos, mas Judas se perdeu porque ele, antes e tudo, nunca tinha sido salvo; ele estava entre os reprovados, “preparados para destruição ”.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Por outro lado, aqueles entre os eleitos que parecem cair de sua fé, todavia, retém sua salvação, e eles retornarão a Cristo de acordo com o poder de Deus para preservá-los. Por exemplo, mesmo antes de Pedro negar a Cristo, foi-lhe dito: “Simão, Simão, Satanás pediu vocês para peneirá-los como trigo. Mas eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E quando você se converter, fortaleça os seus irmãos” (Lucas 22:31-32). É verdade que se a fé de alguém se perder realmente, então ele perdeu também sua salvação; contudo, é o próprio Deus quem impede que a fé dos seus eleitos desfaleça. E assim como Jesus orou por Pedro, ele está agora orando por todos os cristãos, de forma que não importa quais problemas espirituais eles pareçam estar experimentando, no final a fé deles não desfalecerá: </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles. (João 17:20)</p>
<p>Portanto, ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles. (Hebreus 7:25)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">Jesus não fez tal oração por Judas, mas ele orou somente pelos seus eleitos: “Eu rogo por eles. Não estou rogando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus” (João 17:9).</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Uma das objeções mais comuns a essa doutrina declara que, se é verdade que o crente não pode perder sua salvação, então isso constitui uma licença implícita para pecar. O cristão pode pecar o quanto ele quiser, e ainda permanecerá seguro em Cristo. Contudo, o verdadeiro cristão não deseja viver no pecado, embora ele possa ocasionalmente tropeçar. O verdadeiro crente detesta o pecado e ama a justiça. Alguém que peca sem restrição não é um cristão de forma alguma. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Há várias passagens bíblicas que ordenam os cristãos a buscarem a justiça e evitarem a impiedade. Algumas dessas passagens são tão fortes em expressão e contém advertências tão ameaçadoras, que algumas pessoas interpretam incorretamente essas passagens como dizendo que é possível para um verdadeiro crente perder sua salvação. Por exemplo, Hebreus 6:4-6 diz o seguinte: </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ora, para aqueles que uma vez foram iluminados, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, experimentaram a bondade da palavra de Deus e os poderes da era que há de vir, e caíram, é impossível que sejam reconduzidos ao arrependimento; pois para si mesmos estão crucificando de novo o Filho de Deus, sujeitando-o à desonra pública.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Primeiro, o que quer que essa passagem signifique, ela não diz que os eleitos renunciam de fato a sua fé. Vamos assumir que a passagem está de fato dizendo que se alguém cair da fé depois de alcançar certo estágio de desenvolvimento espiritual, ela de fato perderia sua salvação. Isso não desafia a doutrina da preservação – de fato, podemos concordar de todo coração com tal declaração. Contudo, nós já lemos vários versículos dizendo que isso nunca acontece, que o verdadeiro crente nunca renunciará sincera e permanentemente a Cristo, e a passagem acima não diz nada que contradiga isso. João diz que aqueles que se apartam da fé nunca estiveram verdadeiramente na fé. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Segundo, vários versículos adiante, o escritor declara explicitamente que o que essa passagem descreve não acontecerá aos seus leitores: “Amados, mesmo falando dessa forma, estamos convictos de coisas melhores em relação a vocês, coisas que acompanham a salvação” (Hebreus 6:9). Para parafrasear, ele está dizendo: “Embora estejamos falando dessa forma, estou certo de que quando diz respeito à salvação, isso não acontecerá com vocês”.</p>
<p>Terceiro, devemos lembrar que Deus usa vários meios pelos quais ele realiza os seus fins. Por exemplo, embora ele tenha determinado imutavelmente as identidades daqueles a quem ele salvaria, ele não salva essas pessoas sem meios. Antes, ele salva os eleitos por meio da pregação do evangelho, e por meio da fé em Cristo que ele coloca dentro deles. Deus usa vários meios para realizar os seus fins, e ele escolhe e controla tanto os meios como os fins. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Conseqüentemente, apenas porque dizemos que os eleitos perseverarão na fé, não significa que Deus não os advirta contra a apostasia. De fato, essas advertências escriturísticas sobre as conseqüências de renunciar a fé cristã são um dos meios pelos quais Deus previne seus eleitos de apostasia. Os réprobos ignorarão essas advertências, mas os eleitos prestarão atenção a elas (João 10:27), e assim, eles continuarão a operar a santificação deles “com temor e tremor” (Filipenses 2:12). Concernente às palavras de Deus, Salmo 19:11 diz: “Por elas o teu servo é advertido; há grande recompensa em obedecer-lhes”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"> </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Parentes e amigos no Céu !.</title>
		<link>http://www.caminhocristao.com/2009/06/parentes-e-amigos-no-ceu/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 18:36:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ora, que dizer daqueles que nos são mais chegados na terra? Continuarei tendo uma relação especial com a minha esposa no céu? Você continuará a tratar os seus progenitores como pai e mãe? Nossos amigos íntimos aqui serão nossos amigos íntimos lá? Está muito bem esperarmos encontrar dezenas de milhares. Mas nós não fomos criados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial;"></span><span style="font-family: Arial;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ora, que dizer daqueles que nos são mais chegados na terra?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Continuarei tendo uma relação especial com a minha esposa no céu? Você</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">continuará a tratar os seus progenitores como pai e mãe? Nossos amigos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">íntimos aqui serão nossos amigos íntimos lá? Está muito bem esperarmos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">encontrar dezenas de milhares. Mas nós não fomos criados de molde a ainda</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">querermos um círculo mais íntimo? Essas perguntas são naturais, porém não é</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">fácil respondê-las..</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Certamente vamos conhecer uns aos outros no céu&#8230;leia:..</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span id="more-848"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> O rei Davi esperava unir-se lá a seu pequeno filho falecido. “Eu irei a ela”, à criança, disse ele (2 Samuel 12:23). Paulo concita os cristãos que estavam de luto a que não se entristecessem “como os demais, que não têm esperança. Porque… aos que em Jesus dormem Deus tornará a trazer com ele” (1 Tessalonicenses 4:13,14).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A razão para não se entristecerem como os incrédulos é que a sua partida não</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">é permanente. Eles tornarão a encontrar-se. Não podemos conhecer no céu</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">menos que na terra, e, portanto, reconheceremos aqueles que eram nossos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">conhecidos aqui. Certamente isso é um consolo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Também nos é dito que muitos aspectos do casamento não serão próprios na glória, onde “nem casam nem são dados em casamento” (Mateus 22:30). Não haverá reprodução de seres, nem relações sexuais, nem gestantes. As crianças não vão requerer cuidado paterno. A relação entre Cristo e Sua Igreja será tão óbvia e perfeita que tornará desnecessária uma ilustração ou qualquer configuração humana.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Significaria, então, que o seu marido ou o meu melhor amigo não serão</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">para nós mais do que qualquer pessoa entre as multidões de remidos? Não</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">penso assim.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Todas as coisas boas serão melhores no céu do que na terra. Se Deus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">deu a você um cônjuge cristão, um pai ou filho ou irmão, ou amigo, você</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">pode estar certo de que, sejam quais forem os parâmetros das suas relações</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">futuras com eles, a amizade será mais chegada do que agora. Você os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">conhecerá mais intimamente, os amará mais intensamente, deleitar-se-á neles</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">mais plenamente. É impossível que percamos alguma coisa boa nesse lugar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">repleto de coisas boas. Podemos observar os cristãos que amamos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">especialmente e louvar a Deus por continuarmos a amá-los, e cada vez mais,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">para todo o sempre.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Richard Baxter toca num perfeito equilíbrio entre super e subvalorizar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">os nossos amigos: “Quando eu contemplo o semblante dos preciosos filhos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">de Deus, e confiantemente penso naquele dia, que reanimador pensamento</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">é!… Devemos ser cautelosos para que em nossos pensamentos não vejamos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">nos santos o que só há em Cristo, nem esperemos que grande parte do nosso</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">conforto esteja em desfrutar sua presença e companhia; somos muito</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">propensos a esse tipo de idolatria. Todavia, Aquele que nos manda amá-los</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">agora, vai nos deixar amá-los então, quando Ele próprio vai torná-los muito</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">mais amoráveis. Eu sei que Cristo é tudo em tudo; e que é a presença de Deus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">que faz com que o Céu seja Céu. Contudo, adoça muito os meus pensamentos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">sobre aquele lugar saber que lá existe essa multidão de amigos meus em</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;">Cristo, os mais queridos e os mais preciosos”. Espero de verdade querido leitor, que estejamos todos lá para a linda Eternidade povoada pelos remidos do Senhor, entregue-se de coração em oração ao sacrifício da Cruz do seu Filho Jesus Cristo que pode te dar esse ticket de entrada nos céus, amém e amém.</span><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Expiação perfeita e necessária.</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 17:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<description><![CDATA[Nas polêmicas protestantes, este aspecto da obra expiatória de Cristo tem sido orientado contra o conceito romanista, de que a obra de satisfação realizada por Cristo não livra os fiéis da necessidade de fazer satisfação pelos pecados que eles têm praticado. Segundo a teologia romanista, todos os pecados do passado, no que respeita ao seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Nas polêmicas protestantes, este aspecto da obra expiatória de Cristo tem sido orientado contra o conceito romanista, de que a obra de satisfação realizada por Cristo não livra os fiéis da necessidade de fazer satisfação pelos pecados que eles têm praticado. Segundo a teologia romanista, todos os pecados do passado, no que respeita ao seu castigo temporal e eterno, são apagados no batismo, bem assim o castigo eterno dos pecados futuros dos fiéis. Mas, a respeito do castigo temporal dos pecados, depois do batismo, o fiel tem de fazer satisfação, ou nesta vida ou no purgatório. Em oposição a toda e qualquer noção de satisfação humana, os protestantes combatem corretamente, afirmando que a satisfação de Cristo é a única oferecida pelo pecado, e que esta é tão perfeita e final, que não deixa nenhuma obrigação penal por qualquer pecado do crente. É verdade que nesta vida os crentes são castigados por seus pecados, e que tal castigo é corretivo e santificador – “produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça” (Hb 12.11). E este castigo é doloroso. Contudo, assemelhar este castigo com a satisfação pelo pecado é impingir não só <em><span style="font-family: Arial;">a perfeição </span></em>da obra de Cristo, mas também a <em><span style="font-family: Arial;">natureza </span></em>da satisfação de Cristo. “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). Não pode haver nenhum abrandamento na polêmica protestante contra esta perversão do evangelho de Cristo. Se permitirmos a entrada, mesmo que seja de uma noção mínima de satisfação humana, em nossa formulação de justificação ou santificação, então teremos poluído o rio cujas correntes alegram a cidade de Deus. E a mais grave perversão que ela impõe é que rouba do Redentor a glória da sua perfeita realização. Ele mesmo fez a purificação dos nossos pecados e assentou-se à direita da Majestade nas alturas (Hb 1.3). Contudo, a situação na qual nos achamos com referência ao debate sobre o tema da expiação, requer de nós que consideremos outros meios pelos quais a doutrina da perfeição da expiação tem sido prejudicada, e é necessário que incluamos neste título outras características da obra consumada de Cristo. vejamos: &#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-844"></span></span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">1. <em><span style="font-family: Arial;">A</span></em></span><em><span style="font-family: Arial;"> objetividade histórica. </span></em><span style="font-family: Arial;">Na expiação, algo foi realizado uma vez por todas, sem qualquer participação ou contribuição de nossa parte. Uma obra foi aperfeiçoada, a qual antecede a todo e qualquer reconhecimento ou resposta por parte daqueles que são os seus beneficiários. Qualquer redução deste fato no interesse do que se supõe ser uma interpretação mais ética, ou no interesse de interpretar a expiação segundo os termos dos efeitos éticos que se calculam produzir em nós, é eviscerar a verdade da expiação. A expiação é objetiva para nós, realizada independentemente de nós, e os efeitos subjetivos que se acumulam dela pressupõem a sua realização. Os efeitos subjetivos exercidos sobre o nosso entendimento e vontade podem seguir somente na medida em que reconhecermos, pela fé, o significado do fato objetivo. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Há ainda outra implicação de sua objetividade histórica, que precisa ser enfatizada. E o caráter estritamente histórico daquilo que foi realizado. A expiação não é supra-histórica nem contemporânea. É verdade que a pessoa que expiou em relação ao pecado está acima da história quanto à sua divindade e filiação eternas. Como tal, ele é eterno e transcende a todas as condições e circunstâncias do tempo. Ele é, com o Pai e com o Espírito, o Deus da história. É também verdade que, como o Filho encarnado, exaltado à mão direita de Deus, ele é, num sentido verdadeiro, contemporâneo. Ele vive para sempre e, como o vivente que esteve morto, ele está <em><span style="font-family: Arial;">vivo </span></em>outra vez e é a sempre-presente e a sempre-ativa incorporação da eficácia, virtude e poder que emanam da expiação. Mas a expiação foi efetuada na natureza humana e numa ocasião específica no passado, foi consumada no calendário dos eventos. Poderia alguma coisa apontar mais claramente para a verdade e a significação dela, do que a palavra do apóstolo: “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar <em><span style="font-family: Arial;">os </span></em>que estavam sob a lei”? (Gl 4.4,5). Independentemente da nossa interpretação de “a plenitude do tempo” como a medida plena do tempo designado por Deus, o período que tinha de seguir o curso antes que Deus enviasse o seu Filho ou como o tempo que <em><span style="font-family: Arial;">consume o </span></em>tempo e concede ao tempo a sua plena completação, devem os reconhecer a significação de tempo para a missão que é registrada em e designada pela encarnação do Filho de Deus. A encarnação ocorreu num ponto específico marcado pela chegada da plenitude do tempo; ela não ocorreu antes disso e, embora a encarnação seja um estado permanente, ela não <em><span style="font-family: Arial;">ocorreu outra vez. </span></em>A história, com os seus encontros determinados e períodos bem definidos, tem profundo significado no drama da realização divina. O condicionamento histórico e a localização dos eventos no tempo não podem ser erradicados nem a sua significação subestimada. E o que é verdadeiro quanto ao evento da encarnação é também verdadeiro quanto à redenção realizada. Ambas são localizadas historicamente e nenhuma das duas é supra-histórica ou contemporânea. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">2. <em><span style="font-family: Arial;">A</span></em></span><em><span style="font-family: Arial;"> fatalidade. </span></em><span style="font-family: Arial;">Nas polêmicas históricas, esta característica da expiação tem sido realçada em oposição à doutrina romanista do sacrifício da missa. Esta polêmica contra a blasfêmia romanista é tão necessária em nossos dias como o foi no período da Reforma. A expiação é uma obra consumada, nunca mais repetida; ela é irrepetível. Em nosso contexto moderno, contudo, é necessário insistir neste princípio, não apenas em oposição a Roma, mas também em oposição a um conceito prevalecente dentro dos círculos protestantes. Este conceito diz que o ato divino em levar o pecado não pode limitar-se ao evento histórico do sacrifício de Jesus; antes, deve ser considerado como eterno, assim como a obra da expiação, encarnada na paixão de Jesus Cristo, é eterna nos céus, na própria vida de Deus, “uma obra eterna de expiação, supra-temporal à semelhança da vida de Deus&#8230; continuando enquanto os pecados continuam a ser cometidos e existem pecadores a ser reconciliados. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">De fato, é sumamente necessário reconhecer a atividade contínua do sumo sacerdócio de Cristo no céu. É necessário lembrar que ele incorpora eternamente em si mesmo a eficácia que emanou deste sacrifício realizado aqui na terra, e que pela virtude desta eficácia ele exerce o seu ministério celestial como o grande Sumo Sacerdote de nossa confissão. É sobre este princípio que ele intercede em favor de seu povo. E é em razão desta compaixão, derivada de suas tentações terrenas, que ele pode ser tocado de sentimento pelas nossas enfermidades. Esta afirmação significa que a unidade do ofício sacerdotal de Cristo e a sua atividade devem ser plenamente apreciadas. Mas o fato de não devermos interromper a unidade de suas funções sacerdotais não significa que temos a liberdade para confundir as fases e ações distintas de seu ofício sacerdotal. Devemos fazer distinção entre a oferta do sacrifício e a subseqüente atividade do sumo sacerdote. O que o Novo Testamento enfatiza é a unidade definitiva e histórica do sacrifício que expiou a culpa e fez reconciliação com Deus (veja-se Hb 1.3; 9.12, 25-28). Deixar de apreciar a finalidade desta definição leva à incompreensão do verdadeiro sentido da expiação. Na formulação bíblica, a expiação não pode ser concebida à parte das condições sob as quais ela foi realizada. Pelo menos duas condições são indispensáveis, a saber, humilhação e obediência, e estas são condicionadas mutuamente uma pela outra. Seria uma contradição ao teor de toda a Escritura, transferir a expiação para uma esfera onde nos seria impossível acreditarmos que estas condições existem. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Além do mais, se pensarmos na fórmula: “expiação eterna no coração de Deus”, devemos, mais uma vez, fazer distinções. É verdade que a expiação fluiu e foi a provisão do amor eterno do coração de Deus. Contudo, conceber a expiação como eterna é confundir o eterno com o temporal. O testemunho da Escritura é inconfundível a respeito da significação que Deus dá à realização temporal. Ela se refere à expiação e o faz de forma definida e decisiva. A nossa definição de expiação deve-se derivar da expiação revelada pela Escritura. E a expiação da qual a Escritura fala é a obediência vicária, expiação, propiciação, reconciliação e redenção efetuadas pelo Senhor da glória quando ele, uma vez por todas, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><em><span style="font-family: Arial;">3. A</span></em><em><span style="font-family: Arial;"> unicidade. </span></em><span style="font-family: Arial;">Horace Bushnell nos forneceu o que é, provavelmente, a mais eloqüente exposição e defesa do conceito de que o sacrifício de Cristo é a ilustração suprema e a vindicação do princípio de auto-sacrifício, o qual opera no coração de cada ser que é santo e amoroso, quando este é confrontado com o mal e o pecado. “O amor é um princípio essencialmente vicário em sua própria natureza, identificando o sujeito com outros, a fim de sofrer as adversidades e as suas dores e tomar sobre si mesmo o peso de seus males”  “Há um Getsêmani oculto em todo amor” . “Quando sustentamos o conceito de sacrifício vicário, descobrirmos que ele pertence à natureza essencial de todas as virtudes santas. Somos também constrangidos a prosseguir e mostrar como ele pertence a todos os outros seres bons, tão verdadeiramente como o próprio Cristo na carne &#8211; corno o Pai eterno antes de Cristo, e a vinda posterior do Espírito Santo, e os anjos bons, tanto antes como depois, todos igualmente carregaram os problemas, lutaram nas dores de seus sentimentos vicários em favor dos homens; e então, finalmente, como a cristandade trouxe a lume, ao nascer dentro de nós o mesmo amor vicário que reina em todos os seres bons e glorificados do reino celestial; reunindo-nos de acordo com Cristo, o nosso Mestre, tendo aprendido a carregar a sua cruz e a estar com ele em sua paixão” .</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Distinguir a verdade do erro e elucidar as falsidades nestas citações nos levaria para muito além dos nossos limites. É verdade que o sacrifício de Cristo é a revelação suprema do amor de Deus. É verdade que a vida, sofrimento e morte de Cristo nos dão um exemplo supremo de virtude. É verdade que as aflições da Igreja preenchem o que resta das aflições de Cristo, e que através destas aflições dos crentes a obra expiatória de Cristo cumpre o seu propósito. Mas afirmar que temos parte naquilo que constituiu o sacrifício vicário de Cristo é algo completamente diferente. É indefensável e perverso impor sobre os termos <em><span style="font-family: Arial;">vicário e sacrifício </span></em>uma conotação diluída que reduza <em><span style="font-family: Arial;">o sacrifício vicário </span></em>de Cristo a uma denominação que o destitui do caráter único e distintivo que a ele é aplicado pela Escritura. De fato, Cristo nos deu um exemplo a fim de seguirmos os seus passos. Porém, nunca foi proposto que esta emulação de nossa parte fosse acrescentada à obra de expiação, propiciação, reconciliação e redenção, realizada por ele. Ao definirmos a expiação segundo os termos da Escritura, percebermos facilmente que ela foi feita exclusivamente por Cristo. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">E não apenas isto. Por qual autoridade ou por qual raciocínio podemos inferir que o que é constitutivo de, ou é exemplificado no sacrifício vicário de Cristo é aquilo que se aplica a todo amor santo como ele contempla o mal e o pecado? É somente através de uma confusão fatal de categorias que tais inferências podem se tornar plausíveis. A representação bíblica é que o Filho encarnado de Deus, e somente ele, à exclusão do Pai e do Espírito na esfera do divino, à exclusão de anjos e homens na ordem criada, deu-se a si mesmo em sacrifício para redimir-nos para Deus por meio de seu sangue. Seja qual for o ângulo pelo qual contemplemos este sacrifício, descobrimos que a sua unicidade é tão inviolável como a unicidade de sua pessoa, de sua missão e de seu ofício. Quem é o Deus-homem senão unicamente ele? Quem derramou sangue tão vicário, senão unicamente ele? Quem é o grande sumo sacerdote para oferecer tal sacrifício, senão unicamente ele? Quem entrou uma vez por todas no Santo dos Santos, tendo obtido a redenção eterna, senão unicamente ele? Podemos citar com proveito as palavras de Hugh Martin. Elas são extraídas de sua magistral polêmica contra a posição teológica de F. W. Robertson de que o “ sacrifício vicário é a lei da vida”. Com referência a esta posição, Martin diz: “Um pronunciamento de um soberbo oráculo! Não é necessário dizer que refutamos com uma negação direta. O sacrifício vicário não somente não é a lei da vida, ele não é <em><span style="font-family: Arial;">lei </span></em>alguma. Ele é uma <em><span style="font-family: Arial;">transação </span></em>divina, incomparável e solitária &#8211; nunca se repetirá, jamais será equiparado e jamais será assemelhado. Foi o expediente da divina sabedoria, esplêndido e inesperado, que, em sua manifestação, as mentes dos anjos se inundaram do conhecimento de Deus! Foi o livre conselho do beneplácito da vontade de Deus. Foi a soberana determinação de sua graça e amor. Somos destituídos do soberano amor de Deus ante a noção de que o sacrifício vicário é a “lei da vida”. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">4. <em><span style="font-family: Arial;">A</span></em></span><em><span style="font-family: Arial;"> eficácia intrínseca. </span></em><span style="font-family: Arial;">Nas polêmicas da teologia histórica, este aspecto da expiação tem sido realçado a fim de combater a doutrina remonstrante que ensina que Cristo fez algo que Deus graciosamente aceita no lugar da plena satisfação da justiça. A declaração da Confissão de Fé de Westminster é admiravelmente formulada em distinção à posição remonstrante. “O Senhor Jesus, pela sua perfeita obediência e pelo sacrifício de si mesmo, sacrifício que, pelo Eterno Espírito, ele ofereceu a Deus uma só vez, satisfez plenamente à justiça do Pai, e; para todos aqueles que o Pai lhe deu, adquiriu não só a reconciliação, como também urna herança perdurável no reino dos céus” . </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">É preciso ter em mente e formular corretamente a relação entre a graça de Deus e a obra expiatória de Cristo. Foi pela graça de Deus que Cristo foi dado por nós. Foi por sua própria graça que ele deu-se a si mesmo. Seria inteiramente errôneo imaginar que a obra de Cristo pudesse induzir o Pai a sentir-se constrangido a ser bondoso e gracioso. “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo” (Ef 2.4,5; cf. 1 Jo 4.9). A expiação é a provisão do amor e graça do Pai. Há, todavia, igual necessidade de lembrar que a obra realizada por Cristo foi em si mesma intrinsecamente adequada para satisfazer todas as necessidades criadas pelos nossos pecados e todas as exigências da santidade e justiça de Deus. Cristo pagou a dívida do pecado. Ele levou os nossos pecados e os purificou. Ele não fez um pagamento simbólico que Deus aceitasse como se fosse tudo. As nossas dívidas não foram canceladas; elas foram liquida das . Cristo adquiriu a redenção, e, portanto, a garantiu. Ele tomou sobre si e absorveu a medida total do juízo e condenação divinos contra o pecado. Ele operou a justiça que é a única base da completa justificação e o título para a vida eterna. Assim, a graça reina através da <em><span style="font-family: Arial;">justiça </span></em>para a vida eterna por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Rm 5.19,21). Ele expiou a culpa e “com uma única oferta aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hb 10.14). “E, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor (=a causa) da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5.9). Em uma palavra, Jesus cumpriu todas as exigências oriundas do nosso pecado e <em><span style="font-family: Arial;">adquiriu </span></em>todos os benefícios que conduzem à liberdade e são consumados na liberdade da glória dos filhos de Deus. </span></span></p>
<div><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">A realização da redenção preocupa-se com aquilo que é geralmente chamado expiação. Nenhum estudo da expiação pode ser devidamente desenvolvido sem reconhecer em primeiro lugar o livro e soberano amor de Deus. Esta perpectiva se encontra no texto mais conhecido da Bíblia: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Temos aqui uma revelação fundamental de Deus e, portanto, do pensamento humano. Além disso não podemos e nem devemos aventurar-nos ir. </span></span></span></div>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">Pelo fato de ser um fundamento do pensamento humano não exclui, contudo, outras caracterizações desse amor de Deus. A Escritura nos informa que esse amor de Deus, do qual a expiação emana, e da qual é a sua expressão, é um amor distinto. Ninguém gloriava-se nesse amor de Deus mais do que o apóstolo Paulo. “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8). “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Romanos 8:31,32). Contudo, é o mesmo apóstolo que nos delineia o eterno conselho de Deus que fornece o contexto para tal afirmação e que nos define a órbita dentro da qual tais pronunciamentos têm sentido e validade. Ele escreve: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8:29). E em outro lugar, ele se torna talvez ainda mais explícito quando diz: “Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Efésios 1:4,5). O amor de Deus, do qual a expiação se origina, não é indiscriminado; é um amor que elege e predestina. Deus foi servido em colocar o seu amor invencível e eterno sobre uma multidão inumerável, e é o propósito determinante deste amor que assegura a expiação.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">É necessário salientar este conceito de amor soberano. Verdadeiramente, Deus é amor. O amor não é algo à parte de Deus, não é algo que ele pode escolher ser ou não ser. Deus é necessariamente amor; o amor lhe é inerente e eterno. Da mesma forma em que Deus é espírito e luz, assim ele é amor. Porém, pertence à própria essência do amor eletivo o reconhecimento de que este amor necessariamente não deve culminar em redenção e adoção em favor de objetos que são totalmente indesejáveis e merecedores do inferno. Foi do livre e soberano beneplácito de sua vontade, um beneplácito que emana das profundezas da sua própria bondade, que ele elegeu um povo para ser herdeiro de Deus e co-herdeiro com Cristo. A razão reside inteiramente nele mesmo e procede das determinações que são peculiarmente suas: “Eu sou o que Sou”. A expiação não persuade e nem compele o amor de Deus. Pelo contrário, o amor de Deus é que compele à expiação, como o meio para cumprir o propósito determinante deste mesmo amor. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Devemos compreender, portanto, que o amor de Deus é uma premissa estabelecida, ou seja, este amor é a causa ou a fonte da expiação. Todavia, isto não resolve o problema quanto à <em><span style="font-family: Arial;">razão</span></em> ou <em><span style="font-family: Arial;">necessidade</span></em> da expiação. Qual é a <em><span style="font-family: Arial;">razão</span></em> por que o amor de Deus deve tomar um caminho na realização de seu fim e no cumprimento de seu propósito? Somos compelidos a indagar: Por que o sacrifício do Filho de Deus? Por que o sangue do Senhor da glória? Anselmo de Canterbury perguntou: “Sabendo que Deus é onipotente, qual foi a necessidade e qual foi a razão para tomar sobre si a humilhação ”. Por que Deus não podia realizar os propósitos de seu amor para a humanidade pela palavra de seu poder ou pelo decreto de sua vontade? Se declaramos que ele não podia, estamos impugnando o seu poder? Se declaramos que ele podia, porém não quis, estamos impugando a sua sabedoria? Tais indagações não são sutilezas escolásticas e nem vã curiosidade. Fugir delas é perder algo que é central na interpretação da obra redentora de Cristo e perder a visão de uma parte de sua glória essencial. Por que Deus se fez homem? E tendo-se tornado homem, por que morreu? E tendo morrido, por que morreu a morte maldita de cruz? Esta é a indagação sobre a <em><span style="font-family: Arial;">necessidade</span></em> da expiação. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Entre as respostas oferecidas para estas perguntas, duas são mais importantes. Elas são, antes de tudo, o conceito conhecido como necessidade hipotética, e, segundo, o conceito que podemos designar como o da necessidade conseqüente e absoluta. O primeiro foi defendido por homens eruditos, tais como Agostinho e Tomás de Aquino O segundo pode ser considerado como a posiçaõ clássica do protestantismo.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">O conceito conhecido como necessidade hipotética assevera que Deus podia perdoar o pecado e salvar os seus eleitos sem a expiação ou satisfação outros meios estavam disponíveis a Deus, a quem todas as coisas são possíveis. Porém, a forma de sacrifício vicário do Filho de Deus foi simplesmente o meio que Deus, em sua graça e sabedoria soberanas, escolheu, porque este é o meio pelo qual a graça é mais maravilhosamente revelada. Assim, embora Deus <em><span style="font-family: Arial;">pudesse</span></em> salvar sem uma expiação, todavia, de acordo com o seu decreto soberano, ele de fato não o fez. Sem derramamento de sangue, realmente não há remissão nem salvação. Contudo, não há nada inerente à natureza de Deus ou à natureza da remissão do pecado que faz o derramamento de sangue indispensável. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Chamamos ao outro conceito de necessidade conseqüente e absoluta. A palavra “conseqüente”, nesta designação, se refere ao fato de que a vontade de Deus ou o decreto para salvar alguém é de livre e soberana graça. A salvação de homens perdidos não foi uma necessidade absoluta, e, sim, a expressão do beneplácito de Deus. Os termos “necessidade absoluta”, porém, indicam que Deus, tendo elegido alguns para a vida eterna, segundo o seu livre beneplácito, se sentiu na obrigação de cumprir este propósito através do sacrifício de seu próprio Filho, uma obrigação que emanou das perfeições da sua própria natureza. Em uma palavra, embora não fosse in erentemente necessário que Deus salvasse, todavia, desde que a salvação foi propositada, era necessário assegurar esta salvação através de uma satisfação que pudesse ser realizada somente através de um sacrifício substitutivo e uma redenção adquirida por meio de sangue. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Pode parecer algo inutilmente especulativo e presunçoso forçar tal indagação e procurar determinar o que é inerentemente necessário para Deus. Além disso, pode surgir um texto como: “sem derramamento de sangue não há remissão”, que a revelação se limita a dizer que de fato não há remissão sem derramamento de sangue, e que iríamos além da autoridade da Escritura afirman­ do o que é de fato indispensável para Deus. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Mas não é presunçoso quando dizemos que certas coisas são inerentemente necessárias ou impossíveis para Deus. Pertence à nossa fé em Deus confessar que ele não pode mentir e que não pode negar-se a si mesmo. Os <em><span style="font-family: Arial;">não pode </span></em>divinos são a sua glória, e para nós deixar de admitir tais <em><span style="font-family: Arial;">impossíveis </span></em>seria negar a glória e a perfeição de Deus. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A realidade da questão é: a Escritura nos fornece evidências ou considerações pelas quais podemos concluir que esta é uma das coisas impossíveis ou necessárias para Deus; impossível que ele salve pecadores sem sacrifício vicário e inerentemente necessário, portanto a salvação, livre e soberanamente determinada, seria realizada somente pelo derramamento do sangue do Senhor da glória. As seguintes considerações bíblicas nos induzem a dar uma resposta afirmativa. Quando aduzimos estas considerações, deve­ mos lembrar que elas têm de ser vistas em coordenação e em seu efeito cumulativo. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">1. Existem passagens que criam uma forte conjectura em favor desta inferência. Por exemplo, em Hb 2.10,17 é afirmado que Deus, a fim de conduzir muitos filhos à glória, foi servido que o Comandante da salvação deles fosse aperfeiçoado pelos sofri mentos e que em todas as coisas se tornasse semelhante aos irmãos. A força de tais expressões é dificilmente satisfeita pela noção de que foi simplesmente consoante com a sabedoria e o amor de Deus realizar a salvação desta maneira. Os adeptos do conceito da necessidade hipotética não reconhecem estas dificuldades. Mas existe muito mais nesse texto. Ele ensina que as exigências do propósito da graça que os ditames divinos requeriam que a salvação fosse realizada somente através de um Líder supremo da salvação que seria aperfeiçoado através de sofrimentos, e foi necessário que este supremo Guia da salvação fosse feito em todas as coisas semelhante aos homens. Em outras palavras, somos conduzidos da idéia de consonância com o caráter divino à idéia dos direitos divinos que tornam in dis pensável que muitos filhos sejam conduzidos à glória desta maneira específica. Se este for o caso, então somos levados a concluir que as exigê ncias divinas são satisfeit as pelos sofrimentos do Chefe da salvação. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">2. Há passagens, como Jo 3.14-16, que de forma clara sugerem que a alternativa de oferecer o Filho unigênito de Deus e de ser ele levantado no madeiro maldito é a perdição eterna dos perdidos. O perigo eterno a que os perdidos estão expostos é remediado pela doação do Filho. Porém, dificilmente podemos escapar da idéia adicional de que não existe outra alternativa. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">3. Passagens tais como Hb 1.1-3; 2.9-18; 9.9-14,22-28 ensinam claramente que a eficácia da obra de Cristo é dependente da constituição única de sua pessoa. Este fato, por si mesmo, não estabelece o ponto em questão. Porém, considerações contextuais revelam outras implicações. A ênfase nestes textos tem por base a finalidade, a perfeição e a eficácia transcendentes do sacrifício de Cristo. Tal finalidade, perfeição e eficácia são necessárias por causa da gravidade do pecado, e o pecado tem de ser eficazmente removido para que a salvação seja realizada. Esta é a consideração que dá força à necessidade mencionada em Hb 9.23, ao efeito que, enquanto as figuras das coisas celestiais se purificassem com o sangue de cabritos e bezerros, as próprias coisas celestiais fossem purificadas com nenhum outro sangue senão o do Filho. Em outras palavras, existe uma necessidade que não pode ser expiada senão pelo sangue de Jesus. Mas o sangue de Jesus é o sangue que tem a indispensável virtude e eficácia somente naquele que é o Filho, a refulgência da glória do Pai e a expressa imagem da sua substância. Ele se tornou participante da carne e sangue, e assim ele foi qualificado por um único sacrifício a aperfeiçoar todos aqueles que são santificados. Certamente que não é uma inferência sem base concluir que a idéia aqui apresentada é que somente esta pessoa, oferecendo tal sacrifício, pôde resolver o problema do pecado, removendo-o e fazendo total purificação, garantiu que muitos filhos seriam trazidos à glória, tendo acesso à santíssima presença divina. É o mesmo que dizer que o derramamento do sangue de Jesus foi necessário para os fins propostos e assegurados. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Há também outras considerações que podem ser derivadas destas passagens, especialmente Hb 9.9-14, 22-28. São considerações que surgem do fato de que o próprio sacrifício de Cristo é o grande exemplo do qual os sacrifícios levíticos foram figuras. Às vezes pensamos nos sacrifícios levíticos como que fornecendo as figuras do sacrifício de Cristo. Esta forma de pensar não é incorreta &#8211; os sacrifícios levíticos nos fornecem os elementos em termos por meio dos quais podemos interpretar o sacrifício de Cristo, especialmente as categorias da expiação, propiciação e reconciliação. Porém esta linha de pensamento não é a característica de Hb 9. A idéia específica é que os sacrifícios levíticos foram figuras segundo o modelo celestial &#8211; foram “figuras das coisas que se acham nos céus” (Hb 9.23). Por isso, a necessidade de se oferecer sangue na economia levítica surgiu do fato de que o modelo, do qual elas eram figuras, foi uma oferenda de sangue, a oferenda do sangue transcendente pelo qual as coisas celestiais são purificadas. A necessidade de derramamento de sangue na ordenança levítica é simplesmente uma necessidade que surge da necessidade de derramamento de sangue na mais alta esfera celestial. Ora, a nossa pergunta é a seguinte: que espécie de necessidade é está que surgiu na esfera celestial? Foi meramente hipotética ou foi absoluta? As seguintes observações indicarão a resposta. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">a) A ênfase do contexto é que a eficácia transcendente do sacrifício de Cristo é requerida pelas exigências oriundas do pecado. E estas exigências não são hipotéticas &#8211; são absolutas. A lógica desta ênfase sobre a gravidade intrínseca do pecado e a necessidade de sua remoção não concordam com a idéia de uma necessidade hipotética &#8211; a realidade e a gravidade do pecado fazem com que uma expiação efetiva seja indispensável e, portanto, absolutamente necessária. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">b) A natureza exata da oferta sacerdotal de Cristo e a eficácia de seu sacrifício estão inseparavelmente ligadas com a constituição de sua pessoa. Se houvesse a necessidade de tal sacrifício a fim de remover o pecado, nenhum outro, senão Cristo, poderia oferecer tal sacrifício. E isso revela a necessidade que tal pessoa ofereça tal sacrifício. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">c) Nesta passagem, as coisas celestiais em conexão com as quais o sangue de Cristo foi derramado são denominadas <em><span style="font-family: Arial;">verdadeiras. O </span></em>contraste subentendido não é verdadeiro em oposição ao falso ou real, mas em oposição ao fictício. O celestial é contrastado com o terreno, o eternal com o temporário, o completo com o parcial, o final com o provisório, o permanente com aquilo que é efêmero. Quando consideramos o sacrifício de Cristo como uma oferta em conexão com as coisas correspondentes àquela caracte­ rização &#8211; celestial, eterno, completo, final, permanente &#8211; é impossível pensar que este sacrifício foi apenas hipoteticamente necessário na realização do desígnio de Deus em trazer muitos filhos à glória. Se o sacrifício de Cristo fosse apenas hipotetica­ mente necessário, então as coisas celestiais em conexão com o que é relevante e significante, seriam também apenas hipoteticamente necessárias. E esta é sem dúvida uma hipótese demasiadamente difícil. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A síntese da questão é que uma necessidade (Hb 9.23) para o derramamento do sangue de Cristo para a remissão dos pecados (vv.14, 22, 26) é aqui proposta, e é urna necessidade sem reserva ou qualificação. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">4. A</span><span style="font-family: Arial;"> salvação que a eleição da graça envolve em cada conceito da necessidade da expiação é a salvação do pecado para a santificação e comunhão com Deus. Mas se pensarmos na salvação assim concebida em termos que são compatíveis com a santidade e justiça de Deus, esta salvação deve incluir não apenas o perdão do pecado, mas também a justificação. E deve ser uma justificação que reconheça a nossa situação como culpados e condenados. Esta justificação implica a.necessidade de uma justiça que seja adequada à nossa situação. De fato a graça reina, mas uma graça reinante à parte da justiça não é apenas inverossímel, mas também inconcebível. Ora, que justiça é igual à justificação de pecadores? A única justiça concebível que satisfará as necessidades da nossa situação como pecadores e que satisfará as exigências de uma plena e irrevogável justificação é a justiça de Cristo. Esta afirmação implica a sua obediência e, portanto, a sua encarnação, morte e ressurreição. Em uma palavra, a necessidade da expiação é inerente. Uma salvação do pecado que é divorciada da justificação é uma impossibilidade, e a justificação de pecadores sem a justiça divina do Redentor é inconcebível. É difícil fugir da relevância da palavra de Paulo: “Porque se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente de lei”. (Gl 3.21). O que Paulo enfatiza é que, se a justificação fosse possível por qualquer outro método e não pela fé em Cristo, então esse método teria sido utilizado. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">5. A</span><span style="font-family: Arial;"> cruz de Cristo é a demonstração suprema do amor de Deus (Rm 5.8; 1 Jo 4.10). O caráter supremo da demonstração reside no extremo custo do sacrifício oferecido. É a respeito deste elevado custo que Paulo faz referência quando escreve: “Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou” (Rm 8.32). O custo do sacrifício nos persuade a respeito da grandeza do amor de Deus e garante a doação de todas as demais dádivas de forma gratuita. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Contudo, devemos perguntar: a cruz de Cristo seria a manifestação suprema do amor de Deus se não houvesse necessidade de tal custo? Não é verdade que a única inferência com base na qual a cruz de Cristo pode nos ser recomendada como a manifes­ tação suprema do amor de Deus, e que as exigências em questão requereram nada menos que o sacrifício do Filho de Deus? Com base nesta pressuposição, podemos entender a palavra do apóstolo João: “Nisto consiste o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou, e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1 Jo 4.10). Sem isto somos despidos dos elementos necessários para compreendermos o significado do Calvário e a maravilha de seu supremo amor insuperável para com os homens. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">6. Finalmente, há o argumento da justiça vindicatória de Deus. O pecado é o oposto de Deus; portanto, o Senhor tem de reagir contra ele com uma santa indignação. É o mesmo que dizer que o pecado tem de confrontar-se com o juízo divino (vejam-se Dt 27.26; Na 1.2; Hc 1.13; Rm 1.17; 3.21-26; Gl 3.10,13). É esta santidade inviolável da lei de Deus o ditame imutável da santidade e a exigência irrevogável da justiça que faz obrigatória a conclusão de que a salvação do pecado sem expiação e propiciação é inconcebível. Este é o princípio que explica o sacrifício do Senhor da glória, as agonias do Getsêmani e o seu abandono no madeiro maldito. É este o princípio que fundamenta a grande verdade de que Deus é justo e o justificados daquele que crê em Jesus. Na obra de Cristo, os ditames da santidade e as exigências da justiça foram plenamente vindicados. Deus o estabeleceu como a propiciação a fim de declarar a sua justiça. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Por estas razões somos levados a concluir que o tipo de necessidade que as considerações bíblicas propõem é aquele que pode ser compreendido como absoluto ou indispensável. Os proponentes da necessidade hipotética não reconhecem suficiente mente as exigências envolvidas na salvação do pecado para a vida eterna; eles não consideram convenientemente os aspectos teocêntricos da realização de Cristo. Se conservarmos em mente a gravi dade do pecado e as exigências oriundas da santidade de Deus que devem ser encaradas na execução da salvação, então a doutrina da necessidade indispensável faz que o Calvário seja inteligível e que a maravilha incompreensível tanto do Calvário como do propósito soberano do amor de Deus que o Calvário cumpriu sejam exalta­ dos. Na medida em que enfatizarmos as exigências inflexíveis da justiça e santidade, o amor de Deus e todas as suas providências se tornarão ainda mais maravilhosos. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"> </span></p>
<div><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></div>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </p>
<p></span></span></span> </p>
<p></span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><br />
<span style="font-family: Bookman Old Style;"><br />
</span></span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sexualidade : breves orientações !.</title>
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		<pubDate>Sat, 30 May 2009 03:15:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sexo fora do casamento é pecado; todos os cristãos sabem isso, e os incrédulos também. Não ter sexo no casamento (sob as circunstâncias ordinárias) também é pecado; talvez nem todos estejam cientes disso. De acordo com 1 Coríntios 7:3-5, sexo no casamento é uma dívida. Negligenciar ou recusar fazer sexo com o seu cônjuge é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Sexo fora do casamento é pecado; todos os cristãos sabem isso, e os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">incrédulos também. Não ter sexo no casamento (sob as circunstâncias</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">ordinárias) também é pecado; talvez nem todos estejam cientes disso. De</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">acordo com 1 Coríntios 7:3-5, sexo no casamento é uma dívida. Negligenciar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">ou recusar fazer sexo com o seu cônjuge é roubo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span id="more-785"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A Bíblia tem coisas importantes para dizer sobre solteirismo, casamento</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">e sexo. Dessa forma, a igreja deve ensinar esses assuntos, bem como as</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">verdades da Santa Trindade, o fim dos tempos e a graça irresistível. A igreja</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">ensina esses assuntos em sermões, salas de catecismo, aulas para noivos e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(como agora) mediante escritos. Pais sábios também falam com seus filhos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">sobre essas questões, como fez Salomão com seu filho em Provérbios (e.g.,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Pv. 2:16-19; 5:3-23; 6:24-35; 7:6-27; 9:13-18).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Sem dúvida, a maneira, bem como o conteúdo, do ensino cristão sobre</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">casamento e sexo é bem diferente daquela do mundo. Não</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">objetivamos instigar ou excitar os santos, nem somos pudicos, simplesmente</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">ignorando o assunto. Em vez disso, proclamamos o ensino bíblico sobre</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">sexualidade com pureza e autoridade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Jesus Cristo é Senhor, e isso significa que Ele é Senhor do casamento e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">do lar do casal também. Ele tem coisas a dizer aqui. Assim, nosso objetivo é a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">glória de Deus em Jesus Cristo e a edificação dos santos. Dentro dessa</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">estrutura e com esse espírito, consideremos o dever do sexo no casamento.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">1 Coríntios 7 fala de marido e esposa dando a “devida benevolência”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">um ao outro. “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">sorte a mulher ao marido”. “Devida benevolência” aqui não significa que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">o marido e esposa devem mostrar um ao outro apenas bondade em geral.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Considere o contexto. Um propósito do casamento é “evitar a fornicação” (2).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">No casamento, seu cônjuge tem autoridade sobre o seu corpo, especialmente</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">no leito matrimonial (4). A “incontinência” no versículo 5 refere-se a falta de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">auto-controle sexual. Assim, “devida benevolência” em 1 Coríntios 7:3 referese</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">especificamente à bondade devida ao cônjuge na relação sexual.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Essa “benevolência” sexual é “<em>devida</em>” ao seu cônjuge. É uma dívida,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">algo que você deve ao seu marido ou esposa. Não é meramente um favor que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">você faz caso seu cônjuge tenha sido bom. Obviamente alguns, por causa da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">idade avançada ou debilidade, etc., são incapazes de cumprir essa dívida, mas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">cônjuges cristãos normais devem pagar esse débito. Você está pagando esse</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">débito ao seu marido ou esposa?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Pessoas casadas são donos das roupas e comidas que compram, e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">também da relação sexual com o seu cônjuge: “A mulher não tem poder sobre</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher” (4).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Seu cônjuge tem autoridade sobre o seu corpo sexualmente falando; não você.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Alguns podem objetar que eles não se lembram de jurar entregar a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">autoridade dos seus corpos nos votos de casamento. Provavelmente isso não</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">foi mencionado em tantas palavras, mas a natureza do casamento como uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">união de “uma só carne” implica que seu cônjuge tem autoridade sobre o seu</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">corpo sexualmente, e não você. Esse é um pensamento cristão sóbrio. Sem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">dúvida, isso reflete também o grande casamento que nossos casamentos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">devem refletir. A igreja, a noiva de Cristo, é dona do seu próprio corpo? Não,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">a noiva de Cristo está sob a posse e autoridade de Cristo, seu esposo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Estamos agora numa posição mais adequada para analisar o pecado de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">um casamento sem sexo (assumindo que o sexo é fisicamente possível). É</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">roubo não entregar o que é devido. É roubar o seu próximo mais chegado, a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">saber, o seu próprio cônjuge. É defraudar ele ou ela (5). Isso introduz a idéia</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">de engano e fraude. O casamento, por definição, inclui dar-se ao seu cônjuge.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ao recusar se entregar sexualmente, como prometeu, você comete traição.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Isso está fundamentado no egoísmo, o desejo de fazer o que quiser com o seu</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">corpo e não o que o seu cônjuge quer. Esse egoísmo brota da incredulidade, a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">falta de fé na união vital e espiritual entre Cristo e a Sua igreja que o seu</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">casamento e relação sexual deveriam retratar.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O pecado tem conseqüências. Deus julgará e castigará você por ele. Seu</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">cônjuge será ferido, seriamente ferido. Recusar seus desejos sexuais é algo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">cruel. Ignorar ou ser indiferente para com ele ou ela é impiedade. Cristo não</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">trata assim a Sua esposa! Seu cônjuge se sentirá insatisfeito, trapaceado e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">provavelmente se tornará (pecaminosamente) amargo e ressentido. Assim, seu</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">casamento sofrerá. A intimidade física de todos os tipos se secará e você</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">perderá a intimidade emocional e espiritual também.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Pecados maritais impendem as suas orações (1 Pedro 3:7). As orações</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">nas devoções em família se tornam difíceis; as orações ficam sem resposta. A</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">leitura da Escritura também se torna um dever árduo. Eventualmente isso</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">pode levar a devoções em família infreqüentes ou à completa negligência.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Nenhuma relação sexual no casamento também torna o seu cônjuge</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">mais vulnerável ao pecado de adultério Lembre-se: um dos propósitos do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">casamento é evitar a fornicação (2; cf. Pv. 5:18-20). Satanás tem um interesse</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">no seu leito matrimonial. Ele anda em derredor, “buscando a quem possa</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">tragar” (1 Pedro 5:8). Não vos defraudeis!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">1 Coríntios 7:3-5 ensina parte do chamado de maridos e esposas. Eles</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">não devem permitir que se tornem sexualmente indiferentes para com seus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">cônjuges. Não há lugar para escusas mentirosas: “Estou com dor de cabeça”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Isso não é uma licença para explorar ou abusar do seu cônjuge. Nem é um</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">incentivo à tirania masculina. O marido é o cabeça que deve “alimentar” e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“sustentar” a sua esposa (Ef. 5:29). 1 Coríntios 7:3-4 enfatiza a igualdade entre</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">marido e mulher: o marido deve dar a “devida benevolência” à sua esposa, e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“igualmente” a esposa ao seu marido (3), e o marido tem autoridade sobre o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">corpo da sua esposa, “também da mesma maneira o marido não tem poder</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher” (4). Assim, no sexo – como</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">em todas as coisas, exceto no pecado – o marido e a esposa cristãos devem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">procurar agradar um ao outro, e não a si mesmos, pois o amor “não busca os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">seus interesses” (1Co. 13:5).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Qual então é o papel do sexo no casamento? Primeiro, sexo não é a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">única coisa no casamento. Êxodo 21:10, uma lei regulando (embora não</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">requerendo ou aceitando) a poligamia, declara: “Se lhe tomar outra, não</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">diminuirá o mantimento desta, nem o seu vestido, nem a sua obrigação</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">marital”. A “obrigação marital” (Ex. 21:10”) é a “devida benevolência” (1Co.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">7:3), ou relação sexual. Providenciar comida e roupa para a esposa também é</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">mencionado. (Incidentalmente, por que jovens cristãos estão namorando ou</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">noivando, se não estão numa posição de sustentar uma esposa, mesmo num</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">futuro previsto?) Ainda mais fundamental, os maridos devem amar suas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">esposas e as esposas devem se submeter aos seus maridos (Ef. 5:22-33). Além</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">do mais, os maridos devem governar suas esposas em amor e elas devem ser</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">auxiliadoras de seus maridos (Ef. 5:22-33; Gn. 2:20s.). Isso envolve 101</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">deveres de um para com o outro.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Segundo, o sexo não é a principal coisa no casamento. A coisa principal</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">é o relacionamento pactual no Senhor (Ml. 2:14). Aqueles que fazem do sexo a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">coisa principal no casamento ficarão dolorosamente desapontados.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Terceiro, sexo não é a base para o casamento. A verdade da Palavra de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Deus é o fundamento do casamento cristão. A amizade pactual de um pelo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">outro é baseada sobre essa unidade na doutrina da Palavra de Deus em Cristo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Onde então o sexo entra no casamento? Primeiro, deve haver o amor</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">de Deus em seu coração por seu cônjuge. Fluindo desse amor, e como uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">expressão desse amor, está a bênção da relação sexual. Assim, embora o sexo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">no casamento seja um chamado e um dever, ele é mais que um dever. É uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">coisa alegre e prazerosa, deliberada e natural, uma expressão de amor mútuo e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">um retrato da união de Cristo com a Sua noiva, a igreja.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Há uma exceção ao dever do sexo no casamento (além daquele da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">impossibilidade física) se três condições forem satisfeitas. Primeiro, deve ser</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“por consentimento mútuo” (1Co. 7:5) – não uma decisão unilateral do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">marido ou da esposa, mas de ambos. Segundo, deve ser “por algum tempo”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(5) – não para o resto de suas vidas, ou por anos, mas por um período</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">específico. Mais tarde eles devem se “ajuntar outra vez” sexualmente (5).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Terceiro, a abstinência sexual deve ser “para vos aplicardes ao jejum e à</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">oração” (5) – não porque eles simplesmente estavam com vontade. Deus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">colocou certo peso em seus corações, de forma que os prazeres de comer e ter</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">sexo são postos de lado por um tempo, para que possam se focar melhor em</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">buscar a Deus. Todas as três condições devem ser satisfeitas – consentimento</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">mútuo, curta duração e propósito religioso (para oração e jejum) – para um</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">período de abstinência sexual. Onde todas as três condições não são</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">satisfeitas, a “devida benevolência” da relação sexual permanece.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">1 Coríntios 7:3-5 contém várias lições vitais. Primeiro, a relação sexual é</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">a regra no casamento (e a exceção é rara e curta). Segundo, Maria não foi uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">virgem perpétua. O Concílio de Trento de Roma lançou um anátema sobre</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">todos aqueles que negassem que Maria jamais teve relação sexual com o seu</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">marido, José, após o nascimento de Cristo, mas Deus requer que as esposas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">dêem a “devida benevolência” aos seus maridos (3-5). Terceiro, a passagem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">assume que um casal cristão pode escolher jejuar e orar juntos. Você alguma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">vez já desistiu de comida e sexo, para buscar a face de Deus com maior</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">fervor? Quarto, não há nada vergonhoso ou impuro numa relação sexual.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Aparentemente, alguns em Corinto enalteciam a virgindade até o céu e/ou</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">exigiam o celibato no casamento, visto que a relação sexual era vista como de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">certo modo questionável em santidade ou pureza. “Venerado seja entre todos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">o matrimônio e o leito sem mácula” (Hb. 13:4). Essa visão deturpada sobre</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">casamento e sexo não é encontrada apenas no Romanismo. John Wesley</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">ensinou a superioridade da virgindade ao casamento, e em geral aconselhava</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">contra o casamento. Ele foi irremediavelmente influenciado por sua leitura</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">dos pais da igreja primitiva e de autores católico-romanos (que lançam dúvidas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">sobre a bondade do casamento e do sexo). Mesmo quando Wesley se casou,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">ele mostrou um mau exemplo, pois, em geral, negligenciava sua esposa e o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">relacionamento deles era “distante e infeliz” (Stephen Tomkins, <em>John Wesley</em>, p.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">167). Quinto, 1 Coríntios 7 implica que marido e esposa falam sobre assuntos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">sexuais juntos, pois entram em “consentimento” para se abster por um tempo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">por razões religiosas (5). Em geral, os maridos e esposas cristãos devem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">procurar agradar um ao outro, e viver sob o senhorio de Cristo no casamento</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">e no sexo.</span></span></p>
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		<title>Aspectos médicos da Crucificação.</title>
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		<pubDate>Sat, 30 May 2009 01:39:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[citações]]></category>
		<category><![CDATA[estudos diversos]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[leitura recomendada]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não tenho nenhuma competência para discutir o infinito sofrimento psíquico e espiritual do Deus Encarnado que paga pelos pecados do homem caído. Mas parecia a mim que como um ponto de vista mais científico eu poderia procurar de forma mais detalhada os aspectos fisiológicos e anatômicos da paixão de nosso Senhor. O que foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Eu não tenho nenhuma competência para discutir o infinito sofrimento psíquico e espiritual do Deus Encarnado que paga pelos pecados do homem caído. Mas parecia a mim que como um ponto de vista mais científico eu poderia procurar de forma mais detalhada os aspectos fisiológicos e anatômicos da paixão de nosso Senhor. O que foi que o corpo de Jesus de Nazaré de fato suportou durante essas horas de tortura? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><span id="more-783"></span></span></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong><strong></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Dados históricos</span></strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Aparentemente, a primeira prática conhecida de crucificação foi realizada pelos Fenícios e <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>pelos Persas. Alexandre e seus generais trouxeram esta prática para o mundo mediterrâneo para o Egito e para Cartago. Os romanos aparentemente aprenderam a prática dos cartagineses e (como quase tudo que os romanos fizeram) rapidamente desenvolveram nesta prática um grau muito alto de eficiência e habilidade. Vários autores romanos (Lívio, Cícero, Tácito) comentam a crucificação, e são descritas várias inovações, modificações, e variações na literatura antiga. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Por exemplo, a porção vertical da cruz (ou “stipes”) poderia ter o braço que cruzava (ou “patibulum”) fixado cerca de um metro debaixo de seu topo como nós geralmente pensamos na cruz latina. A forma mais comum usada no dia de nosso Senhor, porém, era a cruz “Tau”, formado como nossa letra “T”. Nesta cruz o patibulum era fixado ao topo do stipes. Há evidência arqueológica que foi neste tipo de cruz que Jesus foi crucificado. Sem qualquer prova histórica ou bíblica, pintores Medievais e da Renascença nos deram o retrato de Cristo levando a cruz inteira. Mas o poste vertical, ou stipes, geralmente era fixado permanentemente no chão no local de execução. O homem condenado foi forçado a levar o patibulum, pesando aproximadamente 50 quilos, da prisão para o lugar de execução. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Muitos dos pintores e a maioria dos escultores de crucificação, também mostram os cravos passados pelas palmas. Contos romanos históricos e trabalho experimental estabeleceram que os cravos foram colocados entre os ossos pequenos dos pulsos (radial e ulna) e não pelas palmas. Cravos colocados pelas palmas sairiam por entre os dedos se o corpo fosse forçado a se apoiar neles. O equívoco pode ter ocorrido por uma interpretação errada das palavras de Jesus para Tomé, “vê as minhas mãos”. Anatomistas, modernos e antigos, sempre consideraram o pulso como parte da mão. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Um titulus, ou pequena placa, declarando o crime da vítima normalmente era colocado num mastro, levado à frente da procissão da prisão, e depois pregado à cruz de forma que estendia sobre a cabeça. Este sinal com seu mastro pregado ao topo teria dado à cruz um pouco da forma característica da cruz latina. </span></p>
<p><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O suor como gotas de sangue</span></strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O sofrimento físico de Jesus começou no Getsêmani. Em Lucas diz: &#8220;E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.&#8221; (Lc 22:44) Todos os truques têm sido usados por escolas modernas para explicarem esta fase, aparentemente seguindo a impressão que isto não podia acontecer. No entanto, consegue-se muito consultando a literatura médica. Apesar de muito raro, o fenômeno de suor de sangue é bem documentado. Sujeito a um stress emocional, finos capilares nas glândulas sudoríparas podem se romper, misturando assim o sangue com o suor. Este processo poderia causar fraqueza e choque. Atenção médica é necessária para prevenir hipotermia. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Após a prisão no meio da noite, Jesus foi levado ao Sinédrio e Caifás o sumo sacerdote, onde sofreu o primeiro traumatismo físico. Jesus foi esbofeteado na face por um soldado, por manter-se em silêncio ao ser interrogado por Caifás. Os soldados do palácio tamparam seus olhos e zombaram dele, pedindo para que identificasse quem o estava batendo, e esbofeteavam a Sua face. </span></p>
<p><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">A condenação</span></strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">De manhã cedo, Jesus, surrado e com hematomas, desidratado, e exausto por não dormir, é levado ao Pretório da Fortaleza Antônia, o centro de governo do Procurador da Judéia, Pôncio Pilatos. Você deve já conhecer a tentativa de Pilatos de passar a responsabilidade para Herodes Antipas, tetrarca da Judéia. Aparentemente, Jesus não sofreu maus tratos nas mãos de Herodes e foi devolvido a Pilatos. Foi em resposta aos gritos da multidão que Pilatos ordenou que Bar-Abbas fosse solto e condenou Jesus ao açoite e à crucificação. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Há muita diferença de opinião entre autoridades sobre o fato incomum de Jesus ser açoitado como um prelúdio à crucificação. A maioria dos escritores romanos deste período não associam os dois. Muitos peritos acreditam que Pilatos originalmente mandou que Jesus fosse açoitado como o castigo completo dele. A pena de morte através de crucificação só viria em resposta à acusação da multidão de que o Procurador não estava defendendo César corretamente contra este pretendente que supostamente reivindicou ser o Rei dos judeus. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Os preparativos para as chicotadas foram realizados quando o prisioneiro era despido de suas roupas, e suas mãos amarradas a um poste, acima de sua cabeça. É duvidoso se os Romanos teriam seguido as leis judaicas quanto às chicotadas. Os judeus tinham uma lei antiga que proibia mais de 40 (quarenta) chicotadas. </span></p>
<p><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O açoite</span></strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O soldado romano dá um passo a frente com o flagrum (açoite) em sua mão. Este é um chicote com várias tiras pesadas de couro com duas pequenas bolas de chumbo amarradas nas pontas de cada tira. O pesado chicote é batido com toda força contra os ombros, costas e pernas de Jesus. Primeiramente as pesadas tiras de couro cortam apenas a pele. Então, conforme as chicotadas continuam, elas cortam os tecidos debaixo da pele, rompendo os capilares e veias da pele, causando marcas de sangue, e finalmente, hemorragia arterial de vasos da musculatura. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">As pequenas bolas de chumbo primeiramente produzem grandes, profundos hematomas, que se rompem com as subseqüentes chicotadas. Finalmente, a pele das costas está pendurada em tiras e toda a área está uma irreconhecível massa de tecido ensangüentado. Quando é determinado, pelo centurião responsável, que o prisioneiro está a beira da morte, então o espancamento é encerrado. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Então, Jesus, quase desmaiando é desamarrado, e lhe é permitido cair no pavimento de pedra, molhado com Seu próprio sangue. Os soldados romanos vêm uma grande piada neste Judeu, que se dizia ser o Rei. Eles atiram um manto sobre os seus ombros e colocam um pau em suas mãos, como um cetro. Eles ainda precisam de uma coroa para completar a cena. Um pequeno galho flexível, coberto de longos espinhos é enrolado em forma de uma coroa e pressionado sobre Sua cabeça. Novamente, há uma intensa hemorragia (o couro do crânio é uma das regiões mais irrigadas do nosso corpo). </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Após zombarem dele, e baterem em sua face, tiram o pau de suas mãos e batem em sua cabeça, fazendo com que os espinhos se aprofundem em sua cabeça. Finalmente, cansado de seu sádico esporte, o manto é retirado de suas costas. O manto, por sua vez, já havia aderido ao sangue e grudado nas feridas. Como em uma descuidada remoção de uma atadura cirúrgica, sua retirada causa dor toturante. As feridas começam a sangrar como se ele estivesse apanhando outra vez. </span></p>
<p><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">A cruz</span></strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Em respeito ao costume dos judeus, os romanos devolvem a roupa de Jesus. A pesada barra horizontal da cruz á amarrada sobre seus ombros, e a procissão do Cristo condenado, dois ladrões e o destacamento dos soldados romanos para a execução, encabeçado por um centurião, começa a vagarosa jornada até o Gólgota. Apesar do esforço de andar ereto, o peso da madeira somado ao choque produzido pela grande perda de sangue, é demais para ele. Ele tropeça e cai. As lascas da madeira áspera rasgam a pele dilacerada e os músculos de seus ombros. Ele tenta se levantar, mas os músculos humanos já chegaram ao seu limite. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O centurião, ansioso para realizar a crucificação, escolhe um observador norte-africano, Simão, um Cirineu, para carregar a cruz. Jesus segue ainda sangrando, com o suor frio de choque. A jornada de mais de 800 metros da fortaleza Antônia até Gólgota é então completada. O prisioneiro é despido &#8211; exceto por um pedaço de pano que era permitido aos judeus. </span></p>
<p><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">A crucificação</span></strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">A crucificação começa: Jesus é oferecido vinho com mirra, um leve analgésico. Jesus se recusa a beber. Simão é ordenado a colocar a barra no chão e Jesus é rapidamente jogado de costas, com seus ombros contra a madeira. O legionário procura a depressão entre os osso de seu pulso. Ele bate um pesado cravo de ferro quadrado que traspassa o pulso de Jesus, entrando na madeira. Rapidamente ele se move para o outro lado e repete a mesma ação, tomando o cuidado de não esticar os ombros demais, para possibilitar alguma flexão e movimento. A barra da cruz é então levantada e colocado em cima do poste, e sobre o topo é pregada a inscrição onde se lê: &#8220;Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O pé esquerdo agora é empurrado para trás contra o pé direito, e com ambos os pés estendidos, dedos dos pés para baixo, um cravo é batido atraves deles, deixando os joelhos dobrados moderadamente. A vítima agora é crucificada. Enquanto ele cai para baixo aos poucos, com mais peso nos cravos nos pulsos a dor insuportável corre pelos dedos e para cima dos braços para explodir no cérebro – os cravos nos pulsos estão pondo pressão nos nervos medianos. Quando ele se empurra para cima para evitar este tormento de alongamento, ele coloca seu peso inteiro no cravo que passa pelos pés. Novamente há a agonia queimando do cravo que rasga pelos nervos entre os ossos dos pés. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Neste ponto, outro fenômeno ocorre. Enquanto os braços se cansam, grandes ondas de cãibras percorrem seus músculos, causando intensa dor. Com estas cãibras, vem a dificuldade de empurrar-se para cima. Pendurado por seus braços, os músculos peitorais ficam paralisados, e o músculos intercostais incapazes de agir. O ar pode ser aspirado pelos pulmões, mas não pode ser expirado. Jesus luta para se levantar a fim de fazer uma respiração. Finalmente, dióxido de carbono é acumulado nos pulmões e no sangue, e as cãibras diminuem. Esporadicamente, ele é capaz de se levantar e expirar e inspirar o oxigênio vital. Sem dúvida, foi durante este período que Jesus consegui falar as sete frases registradas: </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Jesus olhando para os soldados romanos, lançando sorte sobre suas vestes disse: <em>&#8220;Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. &#8220;</em> (Lucas 23:34) </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Ao ladrão arrependido, Jesus disse: <em>&#8220;Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.&#8221;</em> (Lucas 23:43) </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Olhando para baixo para Maria, sua mãe, Jesus disse: <em>“Mulher, eis aí teu filho.”</em> E ao atemorizado e quebrantado adolescente João,<em> “Eis aí tua mãe.” </em>(João 19:26-27) </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O próximo clamor veio do início do Salmo 22, <em>“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”</em> </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Ele passa horas de dor sem limite, ciclos de contorção, câimbras nas juntas, asfixia intermitente e parcial, intensa dor por causa das lascas enfiadas nos tecidos de suas costas dilaceradas, conforme ele se levanta contra o poste da cruz. Então outra dor agonizante começa. Uma profunda dor no peito, enquanto seu pericárdio se enche de um líquido que comprime o coração. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Lembramos o Salmo 22 versículo 14 “Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim.” </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Agora está quase acabado &#8211; a perda de líquidos dos tecidos atinge um nível crítico &#8211; o coração comprimido se esforça para bombear o sangue grosso e pesado aos tecidos &#8211; os pulmões torturados tentam tomar pequenos golpes de ar. Os tecidos, marcados pela desidratação, mandam seus estímulos para o cérebro. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Jesus clama <em>“Tenho sede!”</em> (João 19:28) </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Lembramos outro versículo do profético Salmo 22 “Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca; assim, me deitas no pó da morte.” </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Uma esponja molhada em “posca”, o vinho azedo que era a bebida dos soldados romanos, é levantada aos seus lábios. Ele, aparentemente, não toma este líquido. O corpo de Jesus chega ao extremo, e ele pode sentir o calafrio da morte passando sobre seu corpo. Este acontecimento traz as suas próximas palavras &#8211; provavelmente, um pouco mais que um torturado suspiro<em> “Está consumado!”.</em> (João 19:30) </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Sua missão de sacrifício está concluída. Finalmente, ele pode permitir o seu corpo morrer. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Com um último esforço, ele mais uma vez pressiona o seu peso sobre os pés contra o cravo, estica as suas pernas, respira fundo e grita seu último clamor: <em>“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!”</em> (Lucas 23:46). </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O resto você sabe. Para não profanar a Páscoa, os judeus pediam para que o réus fossem despachados e removidos das cruzes. O método comum de terminar uma crucificação era por crucificatura, quebrando os ossos das pernas. Isto impedia que a vítima se levantasse, e assim eles não podiam aliviar a tensão dos músculos do peito e logo sufocaram. As pernas dos dois ladrões foram quebradas, mas, quando os soldados chegaram a Jesus viram que não era necessário. </span></p>
<p><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Conclusão</span></strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Aparentemente, para ter certeza da morte, um soldado traspassou sua lança entre o quinto espaço das costelas, enfiado para cima em direção ao pericárdio, até o coração. O verso 34 do capítulo 19 do evangelho de João diz: &#8220;E imediatamente verteu sangue e água.&#8221; Isto era saída de fluido do saco que recobre o coração, e o sangue do interior do coração. Nós, portanto, concluímos que nosso Senhor morreu, não de asfixia, mas de um enfarte de coração, causado por choque e constrição do coração por fluidos no pericárdio. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Assim nós tivemos nosso olhar rápido – inclusive a evidência médica – daquele epítome de maldade que o homem exibiu para com o Homem e para com Deus. Foi uma visão terrível, e mais que suficiente para nos deixar desesperados e deprimidos. Como podemos ser gratos que nós temos o grande capítulo subseqüente da clemência infinita de Deus para com o homem – o milagre da expiação e a expectativa da manhã triunfante da Páscoa. </span></p>
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		<title>Dízimo: A galinha dos ovos de ouro da igreja. / E-book.</title>
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		<comments>http://www.caminhocristao.com/2009/05/dizimo-a-galinha-dos-ovos-de-ouro-da-igreja-e-book/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 18 May 2009 23:11:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<description><![CDATA[O Caminho Cristão traz com exclusividade esta obra completa e totalmente autorizada pelo autor, boa leitura:      Sei que por muito menos, muita gente foi queimada na fogueira da inquisição. O que  aqui está não é polêmico, porém é esclarecedor.  É uma ferida aberta e exposta pelo próprio Cristo, ao expulsar aqueles que faziam comércio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O Caminho Cristão traz com exclusividade esta obra completa e totalmente autorizada pelo autor, boa leitura: </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;">  </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Sei que por muito menos, muita gente foi queimada na fogueira da inquisição. O que<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>aqui está não é polêmico, porém é esclarecedor. </span></span><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> É uma ferida aberta e exposta pelo próprio Cristo, ao expulsar aqueles que faziam comércio na “casa de Deus” É um assunto que os líderes religiosos de vários segmentos evitam tratar, pois expõe o tanto de seguidores de Judas que permearam sorrateiramente no meio Cristão, com o pretexto de praticar o amor e a caridade, mas que na realidade só estão de olho na bolsa das ofertas.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-730"></span></span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">       </span></span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">   </span>Como missionário, professor de escolas bíblicas e membro de concílio de organizações eclesiásticas, fundador e coordenador do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Expresso da Salvação</em>, uma entidade sem fins lucrativos que atua nas regiões mais pobres e carentes do Brasil, conhecedor tanto das Escrituras Sagradas como das entranhas do meio religioso, resolvi desmascarar o “Zorro” que habita neste meio, com estereótipo de paladino da justiça, mas que na realidade só luta a favor de interesses políticos, poder e dinheiro, para firmar esta grande mentira que é praticada por várias instituições religiosas, o chamado “santo dízimo”.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 0.95pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">   </span><span style="mso-spacerun: yes;">      </span>Como a questão financeira tem sido o calcanhar de Aquiles da Igreja, as flechas por mim lançadas não têm por finalidade ferir ou destruir qualquer instituição que seja, porém fortalecer as <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">verdadeiras</strong> formas de manifestação do Cristianismo. </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 0.95pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">          </span>Por isso todo o texto apresentado aqui é fundamentado somente na Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, pois é através da Palavra, quando usada como arma de manobra, que pessoas mal intencionadas têm estabelecido seus “reinos” aqui na terra, afirmando ser o “Reino de Deus”.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Alguém já disse que a Bíblia é a mãe de todas as heresias. Esta é uma das maiores mentiras da humanidade, pois a única coisa que dela nasce é a verdade. Prova disto é este texto por ela parido, que nasceu de um embrião gerado pelo senso, primeiro de justiça, depois de defesa da verdade.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-size: small;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: Arial;">&#8220;Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade&#8221; </span></em><span style="font-family: Arial;">(II Coríntios 13:8).</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">E que jamais possamos ouvir novamente: Jesus é o caminho, a igreja o pedágio.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: right; tab-stops: 86.1pt;" align="right"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Alexandre Barbado</span></span></strong></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">SUMÁRIO</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">INTRODUÇÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">CAIM E ABEL</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">ABRAÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">JACÓ</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">DÍZIMO NA LEI MOSAICA</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">OFERTAS<span style="text-transform: uppercase;"> para o tabernáculo</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="text-transform: uppercase; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">o dízimo para os levitas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="text-transform: uppercase; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">o dízimo para o festival</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="text-transform: uppercase; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">o dízimo para os pobres</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="text-transform: uppercase; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">ofertas para o templo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="text-transform: uppercase; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">ofertas após o cativeiro</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="text-transform: uppercase; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">nova aliança</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="text-transform: uppercase; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">joão batista</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">JESUS</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">ANANIAS E SAFIRA</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O APÓSTOLO PAULO E AS OFERTAS</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O PROPÓSITO DAS NOSSAS OFERTAS</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">QUE LEI É APLICADA HOJE?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">IRMÃO JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">BIBLIOGRAFIA</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">SOBRE O AUTOR</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>INTRODUÇÃO</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Há um ditado antigo que diz: <em style="mso-bidi-font-style: normal;">uma mentira contada várias vezes acaba se tornando verdade</em>. Imagine uma mentira contada por tanta gente, principalmente por líderes religiosos, e por quase vinte séculos.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Sofri por algum tempo por achar que estava sozinho com este pensamento. Nunca concordei com a forma como ofertas na igreja são<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> tiradas (este sim é um termo apropriado)</strong> das pessoas e como estas ofertas são <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">gastas</strong> (analise por conta própria como o dinheiro arrecadado em sua igreja é utilizado). Mas logo percebi que existe um grupo <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">“remanescente”</strong> que não se dobrou a este <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Baal</em>, o <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">dinheiro</strong>, que persiste em permanecer no meio cristão. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Não bastasse o saque feito no meio do povo de Deus – pior, realizado no nome do próprio Deus ­– ainda há “pastores” que mais parecem piratas, ávidos por riquezas alheias, não medindo esforços para transformar a casa de Deus em um <em style="mso-bidi-font-style: normal;">shopping center</em>, onde se possa adquirir qualquer bênção com o valor de uma oferta. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Deus é transformado em um gerente de banco, que paga os melhores juros na única instituição financeira “igreja” e que devolve o dinheiro aplicado até cem vezes mais. Sem dizer na quantidade enorme de badulaques e amuletos usados e vendidos para não deixar nenhum chumaço de lã nas ovelhas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Sei que muita gente vai concordar com o que está escrito aqui, mas sei que haverá muita gente ofendida, principalmente os que vivem ou sobrevivem à custa das ovelhas. Peço que ajam como<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;">bereanos*</em><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>e analisem, à luz das Escrituras Sagradas, se o que será exposto não é a mais pura verdade. Quem sabe assim aqueles que amarem realmente a verdade ­não ficarão livres deste fardo e libertarão outros? </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Conhecereis a verdade<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>e a<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>verdade<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>vos libertará”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (João 8:32).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: right;" align="right"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O autor.</span></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>____________________________________________________</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">*<em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="text-decoration: underline;">Bereanos</span></em>: grupo de fiéis da Bereia, que segundo Atos 17 receberam o Evangelho com avidez e examinavam as Escrituras todos os dias para fundamentarem sua fé e se certificarem da verdade. </span></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>CAIM E ABEL</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Vamos começar do princípio e analisar as ofertas de Caim e Abel. Muitos ensinam que Caim foi rejeitado porque sua oferta não era adequada ou não era tão boa quanto a oferta de Abel, mas preste atenção no texto:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Mas para <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Caim</strong> e para a sua oferta não atentou o Senhor. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Gênesis 4:5).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O problema não era a oferta de Caim, mas ele próprio, que era mau. Deus o orienta para que seja aceito:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E o Senhor disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">bem fizeres</strong>, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar”</span></em><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Gênesis 4:6-7).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Por isso Jesus nos manda, primeiro, acertar nosso coração para que, depois, a nossa oferta seja aceita.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Mateus 5:23-24).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Quanta gente acha que, por entregar uma oferta ou dízimo, está quitando uma dívida com o Senhor? A realidade é bem diferente, pois a única dívida que Deus cobra de nós é o perdão.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Mateus 6:14-15).<em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Preste atenção, pois isto é importante: não seremos condenados pela <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">nossa dívida</strong>, pois ela já foi paga na cruz do calvário.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Colossenses 2:14).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Seremos condenados pela <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">dívida do outro</strong>, a quem não perdoamos.</span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>ABRAÃO</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Outra passagem amplamente usada para defender o dízimo está em Gênesis, capítulo 14, na qual Abraão dá o dízimo a Melquisedeque.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">É importante, porém, observar que:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">1 – Abraão deu o dízimo <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente</strong>, não por imposição, norma religiosa ou qualquer outro tipo de voto ou promessa. Melquisedeque não pediu nem solicitou nada a Abraão, que entregou a oferta de bom grado (verso 20).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">2 – Abraão entregou o dízimo <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">após a vitória</strong>, não antes. O processo é totalmente inverso àquele que ensinam certos pastores, segundo o qual a entrega do dízimo é que garante a vitória (verso 17).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">3 – Abraão não entregou o dízimo daquilo que era dele, mas dos despojos da guerra (verso 20).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">4 – Abraão devolveu os outros noventa por cento aos seus verdadeiros donos (versos 21-24). Não como o dízimo ensinado hoje nas igrejas, em que você entrega dez por cento e fica com os noventa por cento restante.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">5 – Em mais nenhum lugar na Bíblia vemos Abraão entregando o dízimo novamente, então quem pode afirmar que esta era uma prática constante?</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Outro argumento utilizado por aqueles que defendem o dízimo, alegando que ele é válido, é o de que ele foi instituído antes da Lei Mosaica. No entanto, lembre-se, a circuncisão também foi instituída antes da Lei, e ninguém ensina isto nas igrejas!</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Esta é a história de um homem, Abraão, que ama e crê em um Deus ao qual dá ofertas voluntárias. Sem imposição, sem coação, sem ameaças de maldição e sem superstições.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Depois destas coisas veio a palavra do Senhor a Abraão numa visão, dizendo: Não temas, Abraão, Eu sou teu escudo; o teu galardão será muito grande”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Gênesis 15:1).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt;"><em><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></em></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>JACÓ</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt; tab-stops: 423.0pt;"><span style="font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Gênesis 28:20-22:<span style="background: yellow; mso-highlight: yellow;"> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir; e eu em paz tornar à casa de meu pai</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, o Senhor me será por Deus; e esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus;<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo</strong>.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Jacó, na passagem acima, está fazendo um voto em resposta a uma visitação que recebeu de Deus, em sonho. Neste sonho, Jacó viu uma escada alcançando o céu, com anjos subindo e descendo por ela. Deus estava em pé, acima da escada, e disse a Jacó:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Eu sou o Senhor Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência; e a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra; e eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Gênesis 28:<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">13-15</span>).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Em resposta, Jacó fez o voto de que daria um dízimo a Deus se Ele guardasse Sua promessa. Novamente, em semelhança ao exemplo de Abraão, este dízimo foi <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntário</strong>. Se Jacó de fato começou a dizimar depois que Deus cumpriu a promessa, a Bíblia não o registra.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">1 – Outra vez chamo a atenção para o fato de que <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">primeiro</strong> foi Deus quem fez a promessa (sem pedir nada) e só depois Jacó fez o voto de dizimar (verso 20). </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">2 – <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Não havia o dízimo presumido, como ensinam certas igrejas, em que você entrega a quantia que gostaria de ganhar. </strong>Que absurdo!</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Preste atenção: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Gênesis 28:22).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Estes dois são os <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="mso-bidi-font-style: italic;">únicos</span> exemplos</strong> de dízimo ­encontrados no Velho Testamento antes da Lei ser dada: os de Abraão e Jacó. Ambos são exemplos de algo <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntário</strong>, e nenhum deles foi pedido por Deus. Em nenhum dos personagens vemos o dízimo como uma prática habitual, constante. Abraão deu o dízimo – retirado dos despojos de uma vitória militar – uma única vez em sua vida a um sacerdote de Deus. Se as evidências para obrigar crentes sob o Novo Pacto a dizimarem se apóiam apenas nestas duas passagens de Gênesis, parece-me que se trata de um fundamento muitíssimo inseguro!</span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>DÍZIMO NA LEI MOSAICA</strong></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O que ensina a Bíblia sobre o dízimo sob a Lei Mosaica? Nesta seção examinaremos todas as passagens significantes que descrevam o dízimo sob a Lei, nas Escrituras.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Levítico 27:30-33: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor; santas são ao Senhor</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. Porém, se alguém das suas dízimas resgatar alguma coisa, acrescentará a sua quinta parte sobre ela. No tocante a todas as dízimas do gado e do rebanho, tudo o que passar debaixo da vara, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">o dízimo será santo ao Senhor</strong>. Não se investigará entre o bom e o mau, nem o trocará; mas, se de alguma maneira o trocar, tanto um como o outro será santo; não serão resgatados.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Note que, na passagem acima, o dízimo é descrito como parte do produto da terra, da semente do campo, do fruto das árvores, do gado e do rebanho. O dízimo não era <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">dinheiro</strong>. Em local algum das Escrituras você encontrará uma passagem que diga que oferecer o dízimo era dar dinheiro a Deus. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Ademais, o dízimo era provavelmente dado em uma base anual. A cada ano, as pessoas levavam aos sacerdotes a décima parte de sua colheita e do aumento da manada e do rebanho<a name="_ftnref5">.</a> Podemos imediatamente ver que a contribuição semanal ou mensal de dez por cento de nossa renda monetária difere muito da prática do dízimo que encontramos na Bíblia.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Alguns podem alegar que naquele tempo não havia dinheiro ou moeda de troca e que, por isso, pagava-se o dízimo em animais e produtos do campo. Mas, vejamos: algumas taxas para o templo só eram aceitas em forma de dinheiro (Êxodo 30:14-16 e Êxodo 38:24-31). O dinheiro também era utilizado para comprar sepulturas (Gênesis 23:15-16), bois para sacrifícios (II Samuel 24:24) e imóveis (Jeremias 32:9-11), para pagar tributos vassalos (II Reis 23:33-35), pagar salários (II Reis 22:4-7) e fazer câmbios (Marcos 11:15-17). O próprio Jesus foi vendido por dinheiro.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O dinheiro já existia desde os tempos de Abraão. Salário, comércio, negócios, sempre existiram. Nos tempos antigos havia variadas profissões e ocupações, assim como hoje. Se o dízimo tivesse sido estabelecido sob a forma de dinheiro, ninguém teria dificuldade de adorar a Deus. No entanto, não foi o que Ele quis. Dízimo, na Bíblia, é sinônimo de <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">alimento</strong>.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Israel era uma teocracia e os sacerdotes levitas atuavam como um governo civil. O dízimo Levítico (Levítico 27:30-33) era uma espécie de imposto de renda; tratava-se de um segundo dízimo anual requerido por Deus para suprir uma festa nacional (Deuteronômio 14:22-29). Taxas menores também foram impostas ao povo pela lei (Levítico 19:9-10; Êxodo 23:10-11) e, assim, a doação total requerida dos israelitas não era dez por cento, mas mais do que vinte por cento. Todo esse dinheiro era usado para colocar a nação em funcionamento.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Doações à parte eram puramente <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntárias</strong> (Êxodo 25:2 e I Crônicas 29:9). Cada pessoa dava conforme o que estava em seu coração; nenhuma percentagem ou quantia era especificada.</span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>OFERTAS PARA O TABERNÁCULO </strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Êxodo 25:1-8:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Então falou o Senhor a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, que me tragam uma <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">oferta alçada</strong>; de todo o homem cujo coração se mover <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente</strong>, dele tomareis a minha oferta alçada. E esta é a oferta alçada que recebereis deles: ouro, e prata, e cobre, e azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pelos de cabras, e peles de carneiros tintas de vermelho, e peles de texugos, e madeira de acácia, azeite para a luz, especiarias para o óleo da unção, e especiarias para o incenso, pedras de ônix, e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral. E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Êxodo 35:21:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: Arial;">“E veio todo o homem, a quem o seu coração moveu, e todo aquele cujo espírito <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente</strong> o excitou, e trouxeram a <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">oferta alçada</strong> ao Senhor <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">para a obra da tenda da congregação, e para todo o seu serviço, e para as vestes santas</strong>.”</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Havia também uma oferta alçada para os sacerdotes:</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Êxodo 29:26-27:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E tomarás o peito do carneiro das consagrações, que é de Arão, e com movimento oferecerás perante o Senhor; e isto será a tua porção. E santificarás o peito da oferta de movimento e o ombro da <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">oferta alçada</strong>, que foi movido e alçado do carneiro das consagrações, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">que for de Arão e de seus filhos.”</strong></span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Oferta alçada</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> era uma oferta <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">específica</strong> para algo <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">específico</strong>, no caso das passagens acima, para a construção do tabernáculo. Toda oferta recolhida para o tabernáculo e seu serviço era específica, havia uma direção clara e objetiva, e o mais importante, uma orientação dada pelo próprio Deus.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Êxodo 25:1:</span><span style="font-family: Arial;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Então</strong> falou o <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Senhor</strong> a Moisés, dizendo.”</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 360.75pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Êxodo 36:4-7:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E vieram todos os sábios, que faziam toda a obra do santuário, cada um da obra que fazia, e falaram a Moisés, dizendo:<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> O povo traz muito mais do que basta </strong>para o serviço da obra que o Senhor ordenou se fizesse. Então mandou Moisés que proclamassem por todo o arraial, dizendo: Nenhum homem, nem mulher, faça mais obra alguma para a oferta alçada do santuário. <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Assim o povo foi proibido de trazer mais</strong>, porque tinham material bastante para toda a obra que havia de fazer-se,<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> e ainda sobejava.”</strong></span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Quem dera os cristãos de hoje também tivessem a liberalidade que tinham aqueles que serviam o Senhor no passado, não haveria necessidade de tantos apelos, e até ameaças, em nome de Deus.</span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>O DÍZIMO PARA OS LEVITAS</strong></span></p>
<p class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt;"><span style="color: windowtext; font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Números 18:21-24:<span style="mso-spacerun: yes;">   </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério que executam, o ministério da tenda da congregação</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. E nunca mais os filhos de Israel se chegarão à tenda da congregação, para que não levem sobre si o pecado e morram. Mas os levitas executarão o ministério da tenda da congregação, e eles levarão sobre si a sua iniquidade; pelas vossas gerações estatuto perpétuo será;<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> e no meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão, porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao Senhor em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas</strong>; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Note neste texto que o dízimo foi planejado para ser o sustento dos levitas. Uma vez que eles não tinham nenhuma herança (terra para atividade agropastoril) na Terra Prometida como as outras tribos, Deus fez provisão para o sustento deles através do dízimo das outras famílias de Israel. De fato, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">em Números 18:31</strong>, é dito: “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">E o comereis em todo o lugar, vós e as vossas famílias, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">porque vosso galardão é pelo vosso ministério</strong> na tenda da congregação</em>.”</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O dízimo foi o pagamento / recompensa que Deus supriu para os levitas, pelos seus serviços sacerdotais. Isso é similar ao salário recebido pelos funcionários do governo hoje no país, pago por meio de impostos e taxas direcionados ao trabalhador comum.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">A primeira coisa a observar neste texto, tão utilizado pelos teólogos dizimistas atuais, é que o dízimo, destinado a sustentar os levitas, era dado ao Senhor como <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">oferta alçada</strong>. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Daí alguns afirmarem que o destino do dízimo era exclusivamente sustentar o clero.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">No entanto, nem todos os levitas eram sacerdotes. Alguns eram: <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">professores</strong> (Deuteronômio 24:8 e 33:10 / II Crônicas 35:3 / Neemias 8:7), <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">juízes</strong> (Deuteronômio 17:8-9 e 21:5 / I Crônicas 23:4 / II Crônicas 19:8), <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">trabalhadores da saúde</strong> (Levítico 13:2 e 14:2 / Lucas 17:14), <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">cantores</strong>,<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> músicos</strong> (I Crônicas 25:1-31 / II Crônicas 5:12 e 34:12), <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">escritores</strong>,<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> bibliotecários</strong> (I Crônicas 2:55 / II Crônicas 34:13), <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">arquitetos </strong>e<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> construtores</strong> (II Crônicas 34:8-13).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aqueles defensores de que o dízimo deve ser destinado apenas ao sustento dos pastores, os “levitas modernos”, deveriam incluir em sua lista outros trabalhadores da igreja: músicos, cantores, zeladores, construtores, professores, diáconos, presbíteros, anciãos, etc.</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O dízimo hoje não tem nenhuma correlação com o dízimo bíblico. Não temos templo, sacerdotes e levitas. Não vivemos em uma sociedade teocrática. A lei cerimonial acabou. Não existe mais a Casa do Tesouro, depósito central para aquela quantidade enorme de alimentos e animais.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"><br style="page-break-before: always;" /></span></strong></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>O Dízimo para o Festival</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Arial;"><span style="text-decoration: none;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Deuteronômio 14:22-27:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo. <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">E, perante o Senhor teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas;</strong> para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus todos os dias. <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">E quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar</strong> que escolher o Senhor teu Deus para ali pôr o seu nome, quando o Senhor teu Deus te tiver abençoado; <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o Senhor teu Deus; e aquele dinheiro darás por tudo o que deseja a tua alma,</strong> por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o Senhor teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa; <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Porém não desampararás o levita que está dentro das tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo.”</strong></span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Números, capítulo 18, verso 21, diz que Deus havia dado todo o dízimo em Israel como herança aos levitas. Se todo o dízimo havia sido dado aos levitas, que dízimo é este, do qual fala o texto, usado para prover as festas e festivais religiosos de Israel? </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">A resposta é: um segundo dízimo. O primeiro era usado para o sustento dos levitas e o segundo para prover os festivais religiosos, tanto que chegou a ser referido como o<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"> dízimo para o festival</em></strong>. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O povo de Israel devia usar este dízimo para comer na presença do Senhor, em Jerusalém ­– local que Ele escolheu para estabelecer seu nome. Se fosse demasiadamente incômodo para as pessoas de longe trazerem seu dízimo, seria permitido a elas que o vendessem  e trouxessem o dinheiro (apurado) até Jerusalém, onde poderiam comprar o necessário para os festivais*. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Deus expressamente encoraja cada pessoa a gastar o dinheiro em <em style="mso-bidi-font-style: normal;">tudo o que deseja a sua alma</em>, incluindo bebida forte! O propósito era que o povo de Israel  pudesse  aprender a temer o Senhor e a regozijar-se ante Ele. Note que temer ao Senhor e regozijar-se ante Ele não são sentimentos mutuamente exclusivos, mas, complementares; deveriam  acompanhar um ao outro! </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O <em style="mso-bidi-font-style: normal;">dízimo para o festival</em>  tornou possível ao povo de Israel ter toda a comida e bebida necessária para que se pudesse usufruir gozosamente das festas religiosas e adorar o Senhor.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">______________________________________________________________________</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">* Para pessoas de regiões muitos distantes, levar animais para sacrifícios até Jerusalém era um trabalho muito árduo e dispendioso. Por isso, elas os vendiam e traziam o dinheiro para comprar o necessário para o culto no templo, que acabou se transformando em um grande centro de negócios, onde se comercializava de tudo e havia cambistas que trocavam o dinheiro dos visitantes por uma moeda local. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Será que isso é diferente hoje, enquanto os recursos de igrejas menores ou “filiais” são enviados às “igrejas mães”, “sedes” ou aos “vaticaninhos” particulares (onde o culto a Deus também se transformou em um grande negócio)? </span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(Mateus 21:12)</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>O Dízimo para os Pobres</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Arial;"><span style="text-decoration: none;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Deuteronômio 14:28-29: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas. Então virá o levita (pois nem parte nem herança têm contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem.”</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aqui somos ensinados a respeito de um terceiro dízimo, coletado a cada terceiro ano. Os comentaristas bíblicos dividem-se quanto à ideia de que esse seria realmente um terceiro dízimo, em separado. Para alguns, ele seria apenas o segundo dízimo usado de modo diferente, no terceiro ano. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O historiador judeu Josephus apoia o ponto de vista de um terceiro dízimo, em separado. Outros antigos comentaristas judeus têm escrito em apoio à concepção de que o segundo tipo de dízimo, a cada três anos, era coletado e usado com outro fim. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">É impossível determinar com absoluta certeza quem está certo. De qualquer modo, o povo judeu tinha sido ordenado a dar pelo menos vinte por cento (dez por cento mais dez por cento) das suas colheitas e rebanhos. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Este dízimo particular bem poderia ser chamado o <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;">dízimo para os pobres</em></strong>. Não era recolhido em Jerusalém, mas nas aldeias. As pessoas de cada aldeia deveriam trazer uma décima parte de suas colheitas e rebanhos e juntar tudo, para prover os pobres, incluindo estrangeiros, órfãos e viúvas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Em muitos aspectos, o dízimo exigido pela Lei é similar à taxação que o  governo impõe sobre nós hoje. Israel era governado por uma teocracia. Sob ela, o povo era responsável por prover os trabalhadores do governo (sacerdotes e levitas em geral), os dias santificados (festas de alegria ao Senhor), e os pobres (estrangeiros, viúvas e órfãos).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Alguns teólogos afirmam que o dízimo poderia ter três aplicações distintas:</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">• poderia ser comido pelo dizimista;</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">• deveria socorrer órfãos, viúvas e necessitados;</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">• deveria sustentar os levitas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Outros afirmam que havia três tipos de dízimo, divididos assim:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; background: lime; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-highlight: lime;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;">     </span>- No primeiro ano 10% para os sacerdotes + 10% para serem consumidos pelos dizimistas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;">        </span>- No segundo ano 10% para os sacerdotes + 10% para serem consumidos pelos dizimistas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;">        </span>- No terceiro 10% para os sacerdotes + 10% para serem consumidos pelos dizimistas + 10% para os necessitados. (O dízimo destinado aos órfãos e viúvas era trienal). </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;">           </span>Tomando o dízimo pago a cada três anos e dividindo-o por três, chegaremos a 3,33% anuais. Desta forma em termos ANUAIS um israelita daria 10% + 10% + 3,33% = 23,33%. 23,33 de dízimo por ano!</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Mas em um ponto as diferentes opiniões convergem: o dízimo era para a dispensação da Lei <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">e o âmago da questão, tanto na Antiga quanto na Nova Aliança, era sustentar os menos favorecidos.</strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Isaías 1:11-17:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o Senhor? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; nem me agrado de sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios?</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembleias; não posso suportar iniquidade, nem mesmo a reunião solene.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Por isso, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas.”</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Tiago 1:27:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, e guardar-se da corrupção do mundo.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Depois voltaremos a discorrer sobre a Nova Aliança, agora, contudo, continuaremos a peregrinação pelo Velho Testamento.</span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>OFERTAS PARA O TEMPLO</strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Davi recolheu ofertas enquanto reinava para que seu filho Salomão, que o sucederia no trono de Israel, construísse o templo. Preste atenção nesta passagem maravilhosa:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">I Crônicas 29:1-20:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Disse mais o rei Davi a toda a congregação: Salomão, meu filho, a quem só Deus escolheu, é ainda moço e tenro, e esta obra é grande; porque não é o palácio para homem, mas para o Senhor Deus.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Eu, pois, com todas as minhas forças já tenho preparado para a casa de meu Deus ouro para as obras de ouro, e prata para as de prata, e cobre para as de cobre, ferro para as de ferro e madeira para as de madeira, pedras de ônix, e as de engaste, e pedras ornamentais, e pedras de diversas cores, e toda a sorte de pedras preciosas, e pedras de mármore em abundância.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E ainda, porque tenho afeto à casa de meu Deus, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">o ouro e prata particular que tenho eu dou</strong> para a casa do meu Deus, afora tudo quanto tenho preparado para a casa do santuário: três mil talentos de ouro de Ofir; e sete mil talentos de prata purificada, para cobrir as paredes das casas. Ouro para os objetos de ouro, e prata para os de prata; e para toda a obra de mão dos artífices<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">. Quem, pois, está disposto a encher a sua mão, para oferecer hoje voluntariamente ao Senhor</strong>?</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Então os chefes dos pais, e os príncipes das tribos de Israel, e os capitães de mil e de cem, até os chefes da obra do rei,<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> voluntariamente</strong> contribuíram.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E deram para o serviço da casa de Deus cinco mil talentos de ouro, e dez mil dracmas, e dez mil talentos de prata, e dezoito mil talentos de cobre, e cem mil talentos de ferro.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E os que possuíam pedras preciosas, deram-nas para o tesouro da casa do Senhor, a cargo de Jeiel, o gersonita.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E o povo se alegrou porque contribuíram <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente</strong>; porque, com coração perfeito, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente</strong> deram ao Senhor; e também o rei Davi se alegrou com grande alegria.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Por isso Davi louvou ao Senhor na presença de toda a congregação; e disse Davi: Bendito és tu, Senhor Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Tua é, Senhor, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, Senhor, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Agora, pois, ó Deus nosso, graças te damos, e louvamos o nome da tua glória. Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos oferecer <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente</strong> coisas semelhantes?<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos.</strong></span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Porque somos estrangeiros diante de ti, e peregrinos como todos os nossos pais; como a sombra são os nossos dias sobre a terra, e sem ti não há esperança.<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"></strong></span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Senhor, nosso Deus, toda esta abundância, que preparamos para te edificar uma casa ao teu santo nome, vem da tua mão, e é toda tua</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E bem sei eu, Deus meu, que tu provas os corações, e que da sinceridade te agradas; eu também na sinceridade de meu coração <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente</strong> dei todas estas coisas; e agora vi com alegria que o teu povo, que se acha aqui, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente </strong>te deu.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Senhor Deus de Abraão, Isaque, e Israel, nossos pais, conserva isto para sempre no intento dos pensamentos do coração de teu povo; e encaminha o seu coração para ti.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E a Salomão, meu filho, dá um coração perfeito, para guardar os teus mandamentos, os teus testemunhos, e os teus estatutos; e para fazer tudo, e para edificar este palácio que tenho preparado.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Então disse Davi a toda a congregação: Agora louvai ao Senhor vosso Deus. Então toda a congregação louvou ao Senhor Deus de seus pais, e inclinaram-se, e prostraram-se perante o Senhor, e o rei.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">II Coríntios 9:7:</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.”</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Novamente afirmo: Quem dera os cristãos de hoje também tivessem a liberalidade daqueles que serviam ao Senhor no passado! Não haveria necessidade de tantos apelos, e até ameaças, em nome de Deus.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Muitos tinham mais discernimento da graça, mesmo vivendo no tempo da aliança da Lei, do que aqueles que vivem hoje, na aliança da graça.</span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>OFERTAS APÓS O CATIVEIRO</strong></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Com o passar do tempo, os dízimos foram tomando destino exclusivo para os levitas. No segundo templo, após o cativeiro, já se observa uma institucionalização acentuada das ofertas, conforme narrado em Neemias, capítulo <span style="mso-bidi-font-style: italic;">10, versos 38 e 39, e capítulo 13, versos 10 a 12<em>.</em></span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Após o cativeiro, Neemias faz algumas modificações na regulamentação da Lei de Moisés. Provavelmente motivado pela situação financeira caótica do pós-exílio, ele reduz o valor da taxa do templo de meio siclo (<span style="mso-bidi-font-style: italic;">Êxodo 30:12-16)<em> </em></span>para um terço de siclo (<span style="mso-bidi-font-style: italic;">Neemias 10:32-33)</span> e implementa novas regras.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Deve-se levar em conta que Neemias era um restaurador. Reconstrutor de uma sociedade cuja religião funcionava sobre pilares cerimoniais. Algumas de suas ações foram: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">• reduzir a taxa do templo (Neemias 10:32-33);</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">• organizar para que os dízimos fossem trazidos ao templo, Casa do Tesouro, para sustentar os levitas (Neemias 10:37); </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">• regulamentar o sustento dos sacerdotes levitas que viveriam na capital, uma vez que noventa por cento da população passava a morar em outras cidades, fora de Jerusalém.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Nenhum sistema de pagamento de dízimo em dinheiro, no entanto, foi instituído pelo reformador (<span style="mso-bidi-font-style: italic;">Neemias 10:35)</span>. Os judeus continuariam levando seus dízimos em forma de alimentos, frutos de suas colheitas. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Neemias 12:44</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Também no mesmo dia se nomearam homens sobre as câmaras dos tesouros, das ofertas alçadas, das primícias, dos dízimos, para ajuntarem nelas, dos campos, das cidades, as partes da lei para os sacerdotes e para os levitas</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">; porque Judá estava alegre por causa dos sacerdotes e dos levitas que assistiam ali.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Note que o texto diz que os dízimos eram exigências da Lei</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Estes dízimos não eram voluntários como os das vidas de Abraão e Jacó. Similarmente, lemos em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Hebreus, capítulo 7, verso 5:</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm<strong> ordem</strong>,<strong> </strong>segundo a lei, de tomar o dízimo do povo</span>, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Indiscutivelmente, o dízimo nunca foi voluntário sob a Lei de Moisés</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. Note aqui que, nos dias de Neemias, homens eram indicados para juntarem as ofertas e os dízimos em câmaras designadas para aquele propósito particular. Essas câmaras depois se tornaram conhecidas como Casas do Tesouro. Essa informação será importante quando olharmos para o próximo texto.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Malaquias 3:8-12: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Roubará o homem a Deus? <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Todavia vós me roubais</strong>, e dizeis: Em que te roubamos<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">? Nos dízimos e nas ofertas.</strong> Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto</strong>, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Examinemos essa passagem verso a verso, para que dela possamos extrair importantes verdades.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Verso 8</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Este verso nos diz que quando um homem retém seus dízimos ele está <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="mso-bidi-font-style: italic;">roubando</span></strong>, na realidade, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">a <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Deus</span></strong>. Isto porque ele está retendo algo que não lhe pertence e que antes é propriedade de Deus. Sob o Velho Pacto, o dízimo era mandatário, portanto retê-lo era se tornar um ladrão. Note também que Deus diz que o povo estava roubando-O em <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">dízimos,</strong> no<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>plural. Esses dízimos referem-se aos diferentes dízimos requeridos do povo de Deus ­– o dízimo para o levita, o dízimo para as festas ao Senhor e o dízimo para os pobres. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Adicionalmente, observe que Deus está condenando também o reter das ofertas. Essas, sem dúvida, referem-se às ofertas especificadas em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Levítico, capítulo 1, verso 5</span>, tais como: a oferta queimada (holocausto), a oferta dos manjares, a oferta de paz, a oferta pelos pecados e a oferta pelas culpas. Todas eram constituídas de sacrifícios de animais. O suprimento de comida e mantimento para os levitas era provido, em grande parte, por meio destes sacrifícios. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Uma importante pergunta emerge neste ponto. Por que reconhecemos que o sacrifício de animais não é coisa para o Novo Pacto, mas dizemos que o dízimo o é? Se estivéssemos sob a obrigação de pagar dízimos hoje, então, certamente, ainda estaríamos obrigados a oferecer sacrifícios de animais. Deus amarrou um ao outro (os dízimos e os sacrifícios), e disse que o povo estava roubando-O por reter a ambos. Não podemos decidir “pegar e escolher” qual dos dois ofereceremos a Deus hoje. Ou estamos sob a obrigação de oferecer ambos, tanto dízimos como ofertas de animais, ou ambos foram abolidos pela ab-rogação da Lei Mosaica.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Verso <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">9</span> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aqui vemos que o povo de Israel, por estar retendo os dízimos e ofertas, consequentemente estava amaldiçoado. Note que o verso não diz: “C<em>om maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda a <strong>humanidade”</strong>.</em> Ao contrário, fala: “<em>Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta <strong>nação”</strong>. </em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Se dizimar fosse um mandamento moral e eterno para todos os povos de todos os tempos, então todos estes estariam sob maldição. Mas no texto é dito somente que <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">a nação de Israel</strong> estava sob a maldição. Em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Deuteronômio 28</span>, diz que se Israel, sob a Lei Judaica, desobedecesse aos mandamentos de Deus, então a nação seria amaldiçoada. Note os seguintes textos: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Maldito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e as crias das tuas vacas, e das tuas ovelhas. (&#8230;) E os teus céus, que estão sobre a cabeça, serão de bronze; e a terra que está debaixo de ti, será de ferro. O Senhor dará por chuva sobre a tua terra, pó e poeira; dos céus descerá sobre ti, até que pereças. (&#8230;) Lançarás muita semente ao campo; porém colherás pouco, porque o gafanhoto a consumirá. Plantarás vinhas, e cultivarás; porém não beberás vinho, nem colherás as uvas; porque o bicho as colherá. Em todos os termos terás oliveiras; porém não te ungirás com azeite; porque a azeitona cairá da tua oliveira. (&#8230;) <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">E</strong> <strong>todas estas maldições virão sobre ti, e te perseguirão, e te alcançarão, até que sejas destruído; porquanto não ouviste à voz do Senhor teu Deus, para que sejas destruído; porquanto não ouviste à voz do Senhor teu Deus, para guardares os seus mandamentos, e os seus estatutos, que te tem ordenado”</strong></span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Deuteronômio 28:18, 23-24, 38-40, 45</span>). </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Nestes versos, Deus adverte que se o Seu povo desobedecesse a Seus mandamentos e estatutos, as ceifas falhariam, as chuvas não viriam, as colheitas seriam pequenas, a locusta (tipo de grilo ou gafanhoto) consumiria a comida e o fruto das árvores falharia.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Verso 10</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Nesta passagem, Deus fala da Casa do Tesouro. Com base em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Neemias, capítulo 12, verso 44</span>, sabemos que esse termo refere-se às câmaras no templo, postas à parte e designadas para guardar os dízimos dados pelo povo para o sustento dos sacerdotes (e aos demais levitas). </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Não há nenhuma evidência de que devamos associar estas Casas do Tesouro  aos prédios das igrejas para os quais os crentes do Novo Pacto levam seu dinheiro. Ademais, a razão pela qual Israel levava todos os dízimos para a Casa do Tesouro era para que houvesse bastante alimento na Casa de Deus. O propósito era que os levitas tivessem comida. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Nesta passagem também é dito que se o povo fosse fiel em trazer dízimos à Casa do Tesouro, Deus abriria as janelas do céu e derramaria para eles uma bênção até que transbordasse. Isto sem dúvidas refere-se à promessa de Deus de trazer abundantes chuvas para produzir a bênção de uma transbordante ceifa.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="text-decoration: none;"> </span></span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Verso 11</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Neste verso, Deus promete que se Israel trouxer os dízimo<strong>s</strong> e as oferta<strong>s</strong>, Ele repreenderá o devorador para que esse não destrua o fruto da terra. Sem dúvida, o “devorador” é uma referência às locustas que virão sobre os campos de Israel se o povo falhar em trazer o dízimo (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Deuteronômio 28:38</span>).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Verso 12</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Neste verso, Deus graciosamente promete que, se Israel for obediente no dar os seus dízimo<strong>s</strong> e oferta<strong>s</strong>, todas as nações a chamarão de abençoada. É interessante notar que Deus não apenas advertiu Israel de que seria amaldiçoada se desobedecesse a Lei Mosaica, mas também prometeu que ela seria abençoada se a obedecesse. Observe estes textos: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E<span style="mso-bidi-font-style: italic;"> será que, <strong>se ouvires a voz do Senhor teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno,</strong> o Senhor teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra. E <strong>todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão</strong>, quando ouvires a voz do Senhor teu Deus.</span></span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (&#8230;) <em>Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e o fruto dos teus animais; e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas.</em> (&#8230;) <em>O Senhor mandará que a bênção esteja contigo nos teus celeiros, e em tudo o que puseres a tua mão; e te abençoará na terra que te der o Senhor teu Deus.</em> (&#8230;) <em>E o Senhor te dará abundância de bens no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais, e no fruto do teu solo, sobre a terra que o Senhor jurou a teus pais te dar. O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado”</em> (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Deuteronômio 28:1-2, 4, 8, 11-12</span>). </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aqui, Deus promete abençoar Israel materialmente se a nação fosse obediente. A promessa inclui abundantes colheitas, copiosas chuvas, e grandes aumentos nas manadas e rebanhos.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Portanto, estou convicto de que as bênçãos e maldições escritas em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Malaquias 3:8-12</span> referem-se às bênçãos materiais que Deus prometeu a <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Israel</span> se ela obedecesse Seus mandamentos e estatutos. Dar o dízimo foi um destes mandamentos.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O que podemos concluir, então, sobre o dízimo sob a Lei Mosaica? Com segurança, podemos pensar que o dízimo não tinha nada a ver com dar <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="mso-bidi-font-style: italic;">dinheiro</span></strong> regularmente, numa base semanal ou <span style="mso-bidi-font-style: italic;">mensal</span>, mas, ao contrário, tinha relação com adorar a Deus conforme ordenado no tempo do Velho Pacto. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O mandamento do dízimo, tal como os mandamentos para não comer camarão, nem ostras ou animais impuros, tornou-se obsoleto e foi colocado de lado pela inauguração do Novo Pacto, na morte de Cristo. O dízimo foi o sistema de impostos e taxas ordenado por Deus sob o sistema teocrático do Velho Testamento.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Se alguém deseja dar o dízimo realmente (literalmente) de acordo com as Escrituras, teria que fazer o seguinte:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">1 – Deixar seu trabalho e comprar uma terra, de modo que possa criar gado, plantar e colher (grãos, verduras e frutas).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">2 – Encontrar algum descendente de Levi para sustentar, e esse a um descendente do levita Arão, que seja sacerdote no templo, em Jerusalém.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">3 – Usar suas colheitas para observar festas religiosas do Velho Testamento – Páscoa, Pães Asmos, Pentecostes, Tabernáculos – quando, como e onde Deus ordenou, literalmente.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">4 – Começar a dar pelo menos vinte por cento de todas as suas colheitas e rebanhos a Deus.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">5 – Por fim, esperar que, com toda certeza, Deus amaldiçoe sua nação (em oposição ao próprio crente) com grande insuficiência material se ela for infiel, ou a abençoe com grande abundância material se for fiel.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Penso que todos devam concluir que isto é completamente absurdo. Reconhecemos que Cristo aboliu o sacerdócio levítico, os sacrifícios de animais e as festas religiosas do Velho Testamento. Bem, se isto é verdade, por que estamos tentando  manter o dízimo, que foi parte e parcela de todas essas ordenanças do Velho Testamento?</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aqueles que defendem a entrega do dízimo em Malaquias 3:10 deveriam, então, transformar as igrejas em celeiros para saciar a fome dos necessitados.</span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>NOVA ALIANÇA</strong></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Devemos lembrar que houve um hiato de 400 anos – alguns afirmam 430 anos, o mesmo período que os israelitas ficaram como escravos dos egípcios – entre o profeta Malaquias, da Velha Aliança, e o surgimento do profeta João Batista, preparador da Nova Aliança.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>JOÃO BATISTA</strong></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Se para Malaquias o dízimo era de suma importância, para João Batista o dízimo era irrisório perto da realidade daquilo que Deus faria por meio de Cristo Jesus.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Caio Fábio afirma que o dízimo é um excelente ponto de partida, mas um péssimo ponto de chegada.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Lucas 3:2-18:<span style="mso-spacerun: yes;">  </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, veio no deserto a palavra de Deus a João, filho de Zacarias. E percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados; segundo o que está escrito no livro das palavras do profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor; endireitai as suas veredas. Todo o vale se encherá, e se abaixará todo o monte e outeiro; e o que é tortuoso se endireitará, e os caminhos escabrosos se aplanarão; e toda a carne verá a salvação de Deus.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Dizia, pois, João à multidão que saía para ser batizada por ele: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai; porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão. E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não dá bom fruto, corta-se e lança-se no fogo.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E a multidão o interrogava, dizendo: Que faremos, pois?</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E, respondendo ele, disse-lhes: <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira</strong>.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E chegaram também uns publicanos, para serem batizados, e disseram-lhe: Mestre, que devemos fazer?</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E ele lhes disse<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">: Não peçais mais do que o que vos está ordenado</strong>.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós que faremos? E ele lhes disse: A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E, estando o povo em expectação, e pensando todos de João, em seus corações, se porventura seria o Cristo, respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Ele tem a pá na sua mão; e limpará a sua eira, e ajuntará o trigo no seu celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E assim, admoestando-os, muitas outras coisas também anunciava ao povo.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Apenas uma observação a respeito de João Batista: pense bem que tipo de pregador era este. Não usava roupas de grife, não comia nos melhores restaurantes, não morava nas melhores casas, não pregava nos melhores lugares, não anunciava para agradar seus espectadores e, ainda, dizia-se indigno. Mesmo assim Cristo o chamou de o maior homem nascido de mulher. Quanta diferença dos pregadores de hoje em dia, que até se autoproclamam doutores em divindade!</span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>JESUS</strong></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt 0cm;"><span style="font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Cristo não colocou <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">vinho novo</strong> (graça) em <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">odres velhos</strong> (Lei), </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">como está<em style="mso-bidi-font-style: normal;"> <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></em>escrito em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Marcos 2:22</span>.<em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Jesus cita o dízimo apenas duas vezes e o faz para expor a hipocrisia dos fariseus.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ai de vós, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">escribas e fariseus, hipócritas</strong>! Pois que dizimais a <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">hortelã, o endro e o cominho</strong> e desprezais o mais importante da lei, o <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">juízo, a misericórdia e a fé</strong>; deveis, porém, fazer estas coisas, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">e não omitir aquelas”</strong> </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Mateus 23:23)<em style="mso-bidi-font-style: normal;">.</em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Essa passagem em Mateus é repetida de forma similar em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Lucas, capítulo<strong> </strong>11, verso 42</span>. Em ambos os casos, é importante notar que o dízimo tinha a ver com ervas que serviam de condimentos e eram cultivadas no quintal (o produto do campo), não com dinheiro.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Na Bíblia Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH), assim está escrito:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês dão a Deus a décima parte até mesmo da hortelã, da erva-doce e do cominho, mas não obedecem aos mandamentos mais importantes da lei, que são o de <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">serem justos com os outros</strong>, o de <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">serem bondosos</strong> e o de <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">serem honestos</strong>. <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Mas são justamente estas coisas que vocês devem fazer</strong>,<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>sem deixar de lado as outras.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Àqueles que querem legitimar o dízimo usando estas passagens, com o argumento que Jesus disse: “<em><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">deveis, porém, fazer estas coisas,</span> e não omitir aquelas”, </em><span style="mso-bidi-font-style: italic;">q</span>uero lembrar que:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">1 – Jesus estava se dirigindo aos fariseus,<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>judeus legalistas que viviam na <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">dispensação</strong> <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">da Lei.</strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">2 – Do mesmo modo Jesus dirigia-se aos judeus curados por Ele (</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Mateus 8:2-4; Marcos 1:40-45; Lucas 5:12-16; Lucas 17:11-14).<em></em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">3 ­– Jesus, ainda em vida, estava também debaixo da Lei (Mateus 5:17).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">4 – <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">A dispensação da graça</strong> só teve validade após o sacrifício de Cristo na cruz do calvário (capítulo 9 de Hebreus: que obra maravilhosa!).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">5 – “<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;">Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” </em>(I Pedro 2:9).</strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Outra passagem se encontra em <strong>Lucas 18:12: “</strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;">Jejuo duas vezes na semana, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">e dou os dízimos de tudo quanto possuo</strong>.”</em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Jesus, nesta passagem, está ensinando a parábola acerca do fariseu e do cobrador de impostos. Cristo põe estas palavras na boca do <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="mso-bidi-font-style: italic;">fariseu, que via a si mesmo como justo</span></strong>: “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">dou os dízimos de tudo quanto possuo”</em>. Cristo está enfatizando que o homem confia em suas obras para ser aceitável por Deus, todavia, a despeito do melhor que faça, não é justificado aos olhos de Deus.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Infelizmente esta tem sido a doutrina não somente pregada, mas ensinada em muitos círculos religiosos: <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">toda sorte de bênçãos</strong> em nossas vidas são advindas da nossa fidelidade em dizimar e ofertar. Como se o dízimo fosse uma vacina contra todos os males, como enfermidades, falências, problemas matrimoniais, etc.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Cristo foi na direção inversa a esta percorrida por muitas igrejas “atuais”. Vejamos:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” </span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Mateus 6:24).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus” </span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Mateus 19:23).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; e ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; e direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Lucas 12:16-21).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele; e desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Lucas 16:19-25).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus. Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E disse ele: Todas essas coisas tenho observado desde a minha mocidade.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E quando Jesus ouviu isto, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; vem, e segue-me.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Mas, ouvindo ele isto, ficou muito triste, porque era muito rico.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">” (Lucas 18:18-24).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Jesus afirmou salvação apenas na casa de Zaqueu, quando esse converteu também o bolso:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E eis que havia ali um homem chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E, correndo adiante, subiu a um sicômoro para o ver; porque havia de passar por ali.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E, apressando-se, desceu, e recebeu-o alegremente.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E, vendo todos isto, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">” (Lucas 19:1-9).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração” </span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Lucas 4:18).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Mateus 6:19-21).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ai de vós, os ricos! Porque tendes a vossa consolação”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Lucas 6:24).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (I Timóteo 6:9).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">São essas as verdades ensinadas pela igreja de Cristo? Ou temos visto outro Evangelho sendo anunciado? Pois me parece que transformaram Deus em um tipo de gênio da lâmpada, disposto a realizar todas as nossas vontades, dependendo do tanto que estamos dispostos a “investir”, “ofertar” ou “dar de dízimo”. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Não se esqueçam que Jesus foi trocado por dinheiro</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. Judas, ao perceber que o reino de Cristo não consistia em poder material, procurou um meio de obter lucro por conhecê-lo. Será que muitos não agem assim hoje, dizendo que conhecem a Deus para obter benefícios? </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">A estes que pensam que conhecem a Deus, quão duro será ouvir da própria boca d’Ele:<em style="mso-bidi-font-style: normal;"> “E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”</em> (Mateus 7:23).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Naquilo que Jesus venceu o diabo ao ser tentado, é justamente no que a “igreja” sucumbiu . Pois só anunciam um “Deus” de provisão, que está disposto a transformar todas nossas montanhas em pães. Se acham detentoras dos poderes celestiais, ordenam, determinam, declaram e não somente mandam nos anjos, como mandam no próprio Deus. E só se preocupam em expandir “seus” reinos aqui na terra. (Mateus 4:1-11)</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E naquilo também que Jesus se levantou contra, que era o que os religiosos estavam fazendo na casa de Deus: “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">E, entrando no templo, começou a expulsar todos os que nele vendiam e compravam”</em> (Lucas 19:45).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Trata-se daquilo em que transformaram a igreja hoje. Há de tudo dentro dos templos: lanchonetes, livrarias, locadoras e até discotecas; sem dizer da infinidade de amuletos vendidos. Seria de fazer Lutero, se fosse vivo, corar de vergonha.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aliás, acho que este foi um dos grandes erros de Lutero: em vez de ter feito uma Reforma, deveria ter feito uma implosão e começado tudo de novo.<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> (Talvez seja porque não havia dinamite naquela época).</strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Qual a diferença entre Tetzeu (célebre clérigo católico cobrador de indulgências da época da Reforma) e os vendilhões dos templos modernos, onde se cobra por tudo, de pregações a testemunhos, e em que, quanto mais famoso o palestrante ou espetacular o testemunho, mais alto é o cachê?</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Já ouvi, da própria boca de um representante de uma editora de livros evangélicos, que a grande maioria das publicações é feita apenas para encher livrarias e bolsos de “notórios” escritores, e que quanto mais atrativo for o título ou inovadora a proposta, mais vendáveis serão. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Há livros que ensinam a emagrecer pela oração e que prometem de tudo, até tentam explicar quem seria o “pai” de Deus. Sem dizer dos que contém “fórmulas mágicas” para solucionar qualquer problema. E os mais absurdos são aqueles com sermões prontos, para toda e qualquer ocasião, ou os que mostram como encher os templos (ou seria os bolsos?) daqueles que se dizem interessados na casa do Senhor.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Só existe um caminho, uma verdade e uma razão na vida:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Pois eu vos digo que está aqui quem é maior (Jesus) do que o templo”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Mateus 12:6).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">ANANIAS E SAFIRA</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Muitos alegam que Ananias e Safira foram mortos por Deus porque não entregaram o valor integral da sua oferta. Na verdade, a lição ensinada ali era contra a hipocrisia – pois não adianta entregar o exterior, sem antes entregar totalmente o interior.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Atos dos apóstolos 5:1-5:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Mas um certo homem chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade, e <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">reteve parte do preço,</strong> sabendo-o também sua mulher; e, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">levando uma parte</strong>, a depositou aos pés dos apóstolos.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">mentisses</strong> ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Não mentiste aos homens, mas a Deus</strong>.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.”<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Percebam um grande contraste entre a oferta de Ananias e Safira e a da viúva pobre:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Vindo, porém uma viúva pobre depositou ali duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante. E, Jesus, chamando seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta viúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes. Porque todos eles ofertaram do que lhe sobrava; ela, porém, da sua pobreza <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento”</strong></span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Marcos 12:41-44).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Este é outro absurdo praticado pelas igrejas de hoje. Em vez de jogar redes sobre todos os tipos de peixes, é jogada a salva, um recipiente onde se recolhem as ofertas, parecido com um coador de café <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">(acho que é ali que coam mosquitos e engolem camelos)</strong>, com o intuito, não de fisgar o peixe, mas de rapinar seus pertences.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Depois de tentar por muito tempo, convenci um grande amigo a ir a uma reunião comigo, onde um pregador famoso estaria ministrando. Nem bem havia começado o encontro, resolveram tirar ofertas. Quando passaram a salva ao meu amigo, ele me olhou e disse: “Mal entrei neste clube e estão me cobrando entrada, imagine quanto vai me custar ser sócio?” Não preciso nem dizer que ele nunca mais colocou o pé dentro de uma igreja.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Oferta é um ato espiritual, que Deus só requer daqueles que têm uma aliança com Ele</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">S<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">em fé é impossível agradar-Lhe; <em style="mso-bidi-font-style: normal;">“porque <strong>é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe,</strong> e que é galardoador dos que o buscam”</em> (Hebreus 11:6).</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E todos os que criam</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"> estavam juntos, e tinham tudo em comum<span style="mso-bidi-font-weight: normal;">. E</span><span style="mso-bidi-font-weight: normal;"> vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister”</span></span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Atos dos Apóstolos 2:44-45).<em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente</span></em><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Mas o que é espiritual discerne bem tudo</strong>, e ele de ninguém é discernido” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(I Coríntios 2:14-15).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Porque a administração deste serviço não só supre as necessidades dos santos, mas também é abundante em muitas graças, que se dá a Deus.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão, que <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">confessais quanto ao evangelho de Cristo</strong>, e pela liberalidade de vossos dons para com eles, e para com todos” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(II Coríntios 9:12-13).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Não vou discorrer sobre o Velho Testamento, onde ofertas só eram requeridas do povo de Deus, pois seria necessário mais um capítulo apenas para este assunto. Como meu interesse é permanecer no solo da graça, sigamos adiante.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Para que, no caso de eu tardar, saibas como se deve proceder na casa de Deus, a qual é a igreja do Deus vivo, coluna e esteio da verdade</span></em></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">” (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">I Timóteo 3:15</span>).</span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>O APóSTOLO PAULO e AS OFERTAS</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">I Coríntios 16:1-2</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia. <strong>No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade</strong><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">,</span> para que não se façam as coletas quando eu chegar.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">No texto acima, o apóstolo Paulo dá direções à igreja de Corinto: é em proporção a quanto cada um tem prosperado que se deve dar na coleta para os santos em Jerusalém, os quais estavam em grande pobreza e passando por enormes aflições. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Embora não exista menção ao fato dos santos em Corinto darem um dízimo (ou qualquer outra percentagem imposta), eles são instruídos a darem proporcionalmente à sua prosperidade. O foco é simples: aqueles com mais dinheiro deem mais, aqueles com menos dinheiro, podem dar menos. Nada mais claro nem mais simples.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Atos dos Apóstolos 11:29</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E os discípulos <strong>determinaram mandar, cada um conforme o que pudesse</strong><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">,<strong> socorro</strong></span> aos irmãos que habitavam na Judeia.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Foi proporcionalmente aos seus meios que os irmãos em Antioquia ofertaram aos irmãos que sofriam na Judeia. Em outras palavras, deram de acordo com suas capacidades. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">II Coríntios 9:7:</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aqui, Paulo orienta para que seja dado aquilo que foi proposto em cada coração. Note que o apóstolo não diz quanto dar, nem impõe uma percentagem fixa como padrão. Ele simplesmente diz que, decidida a quantia, deve-se ir em frente e efetivar o ofertar. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Muitas vezes, no instante em que vemos uma necessidade, determinamo-nos a dar certa quantia, mas depois, quando o tempo de dar nos alcança, somos tentados a voltar atrás (ou ficar aquém). <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Paulo ensina que devemos ser fiéis em fazer o bem segundo o que já tínhamos proposto em nosso coração. </strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">É importante notar igualmente que o apóstolo Paulo deixa o valor a critério dos coríntios. Não devemos permitir que outras pessoas nos manipulem ou nos intimidem, psicologicamente ou de qualquer outra forma, levando-nos a ofertar por um sentimento de culpa ou pressão. Não pode haver nenhuma compulsão externa em nosso dar; o valor tem que vir de nossa própria decisão.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Os textos do Novo Testamento nos ensinam que Deus deixa por nossa conta a decisão sobre o valor das contribuições. Sim, devemos ofertar em proporção aos nossos meios e a como Deus nos têm prosperado, mas, ao final, somos livres para dar aquilo que temos desejo. Quão libertador isto é! Principalmente quando consideramos as táticas manipuladoras que muitas igrejas usam para arrancar dinheiro de seus fiéis.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>O PROPÓSITO DAS NOSSAS OFERTAS</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Devemos usar nosso dinheiro para satisfazer que tipos de necessidade? O Novo Testamento nos dá alguma luz sobre este importante assunto? </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">As Escrituras são muito claras nesta área. O Novo Testamento ensina que há três propósitos para o nosso ofertar:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">1. Satisfazer as necessidades dos santos</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Este tema é como um fio que permeia toda a Escritura. Consideremos alguns textos:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E todos os que criam <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">estavam juntos</span></span></em></strong><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, e <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">tinham tudo em comum<span style="mso-bidi-font-weight: normal;">. E</span><span style="mso-bidi-font-weight: normal;"> vendiam suas propriedades e bens, e </span>repartiam com todos</span>, segundo cada um havia de mister” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">(</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Atos dos Apóstolos 2:44-45)</span><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O espírito de amor e generosidade era tão grande na igreja primitiva, que os crentes, de livre vontade e  alegremente, abriram mão de suas próprias propriedades e possessões, para ministrarem às necessidades dos outros santos. Eles chegaram mesmo ao ponto de vender suas terras e casas para tomarem conta um do outro (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Atos dos Apóstolos 4:34</span>).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">“Quem</span></em><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, pois, tiver bens do mundo, e, <strong>vendo o seu irmão </strong><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus?”</span> </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">(</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">I João 3:17).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>“E <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. </span>Então, enquanto temos tempo<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">, <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">façamos bem a todos</span>, mas <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">principalmente aos domésticos da fé”</span></strong> </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">(</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Gálatas 6:9-10).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Embora o “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">façamos o bem”</em> não seja claramente definido, seguramente incluiria o ofertar para satisfazer as necessidades dos domésticos da fé.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Em adição a estes textos, lemos também em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Mateus, capítulo 25, versos 31 a 40</span>, que, quando Cristo voltar, separará as ovelhas dos bodes. As ovelhas são descritas como aqueles que alimentaram Cristo quando ele estava faminto, deram-lhe de beber quando estava sedento, vestiram-no quando estava nu. Quando as ovelhas replicam: “<em>Senhor, quando (&#8230;) e te demos de comer?  (&#8230;) e te demos de beber?(&#8230;) e te hospedamos?(&#8230;) e te vestimos?(&#8230;) e fomos ver-te?”</em> Cristo responde: “<em>Em verdade vos digo que quando o fizestes a um <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">d<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">estes meus pequeninos irmãos</span></strong>, a mim o fizestes”.</em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Jesus, então, nos diz claramente que, quando usamos nosso dinheiro para vestir e alimentar os irmãos de Cristo – que, de acordo com <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Mateus<strong>, </strong>capítulo 12, verso 50</span> é “<em>qualquer que fizer a vontade de meu Pai </em><span style="mso-bidi-font-style: italic;">(Deus)<em> que está nos céus” –</em></span> estamos ministrando a Ele.<em></em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Ademais, <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">I Timóteo, capítulo 5, verso 16,</span> dá instruções sobre como a igreja deve sustentar viúvas desvalidas. Ainda mais, temos visto, nos textos já citados, as muitas exortações do apóstolo Paulo para ofertar aos santos pobres em Jerusalém. Portanto, é bastante claro que uma das prioridades do ofertar no Novo Testamento é satisfazer as necessidades dos santos.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">2. Satisfazer as necessidades dos obreiros cristãos</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Além de usar o dinheiro para satisfazer as necessidades dos nossos irmãos e irmãs em Cristo, as Escrituras também nos levam a utilizá-lo para sustentar os que trabalham na obra do Senhor. Consideremos as seguintes passagens:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra,</span></em></strong><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"> principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina</span></em><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">; porque diz a Escritura: <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Não ligarás a boca ao boi que debulha</span>. E: d<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">igno é o obreiro do seu salário</span>” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">(</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">I Timóteo 5:17-18</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">).<em></em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Neste texto, honra significa mais do que estima e respeito, pois, no verso 3 do mesmo capítulo, Paulo ordena a Timóteo: “<em>Honra as viúvas que verdadeiramente são viúvas.”</em> Honrar estas viúvas é provê-las (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">verso 8</span>) e assisti-las (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">verso 16</span>).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Quando menciona honrar os anciãos que trabalham duramente na pregação e ensino da Palavra, imediatamente depois de falar que é preciso honrar as viúvas, Paulo tem a mesma coisa em mente: prover e assistir aos anciãos financeiramente, de modo que possam dedicar-se ao trabalho na Palavra. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Um ancião que ensina é como um boi a que se deve permitir comer enquanto está debulhando. Em outras palavras, enquanto está trabalhando com todo esforço. Ele também é como um operário, digno de seu salário. A uniforme prática apostólica do Novo Testamento foi a de apontar anciãos para superintenderem as igrejas que os apóstolos plantavam. Paulo simplesmente está dirigindo as igrejas a proverem e assistirem financeiramente estes anciãos, de modo que possam dar seu tempo à tarefa de ministrarem ao rebanho.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">I Coríntios 9:6-14:</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ou só eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar? Quem jamais milita à sua própria custa? Quem planta a vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta o gado e não se alimenta do leite do gado? Digo eu isto segundo os homens? Ou não diz a lei também o mesmo? Porque na lei de Moisés está escrito: <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Não atarás a boca ao boi que trilha o grão. Porventura tem Deus cuidado dos bois? Ou não o diz certamente por nós? Certamente que por nós está escrito</span>; porque <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">o que lavra deve lavrar com esperança e o que debulha deve debulhar com esperança de ser participante. Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais? Se outros participam deste poder sobre vós, por que não, e mais justamente, nós?</span> Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo. Não sabeis vós que <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">os que administram o que é sagrado comem do que é do templo?</span> E que <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">os que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar</span>? <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Assim o<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">rdenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho</span>.”</strong></span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Nesta passagem Paulo clama o direito dos apóstolos de se absterem de trabalhos seculares e de receberem o sustento material daqueles a quem serviam. De fato, Paulo assevera que o Senhor mandou àqueles que proclamam o evangelho que obtenham seu viver também do evangelho.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Filipenses 4:15-18:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E<span style="mso-bidi-font-style: italic;"> bem sabeis também, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente; porque também uma e outra vez me mandastes o necessário a Tessalônica. Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta. Mas bastante tenho recebido, e tenho abundância. <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus.”</span></span></span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Neste texto o apóstolo declara expressamente que a dádiva enviada pelos filipenses, um fragrante aroma, foi um sacrifício aceitável agradável a Deus. O próprio Deus nos tem dado sua aprovação para usarmos nosso dinheiro para sustento de fiéis obreiros cristãos. Portanto, é importante que o povo de Deus utilize seus recursos financeiros para sustentar quer sejam anciãos de uma igreja local, evangelistas itinerantes ou missionários.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">3. Satisfazer as necessidades dos pobres</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Em adição ao uso do dinheiro para satisfazer às necessidades dos santos e obreiros cristãos, as Escrituras também nos mandam utilizá-lo na satisfação das necessidades dos pobres. Considere os seguintes textos:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“V<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">endei o que tendes, e dai esmolas</span></span></em></strong><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói. Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração”</span></em><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">(</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Lucas 12:33-34</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">para que <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">tenha o que repartir com o que tiver necessidade”</span></strong><span style="mso-bidi-font-weight: bold;"> </span></span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic; mso-bidi-font-weight: bold;">(</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Efésios 4:28)</span><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aqui a pessoa que sofre a necessidade não é identificada como crente, mas presumivelmente pode ser qualquer um padecendo de privação.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações</span></em></strong><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">, e</span></em><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> guardar-se da corrupção do mundo</span></em><strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">” </span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">(Tiago 1:27)</span><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Visitar órfãos e viúvas deve ser mais que uma ocasião social. Está implícita, na declaração, a ideia de que ajudá-los requer ofertar sacrificialmente.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Como vimos, podemos sumarizar o ensino do Novo Testamento sobre o propósito do ofertar para:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">1. satisfazer as necessidades dos santos;</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">2. satisfazer as necessidades dos obreiros cristãos;</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">3. satisfazer as necessidades dos pobres.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Note a similaridade do dízimo da Antiga Aliança com a oferta da Nova Aliança:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;">
<table class="MsoNormalTable" style="border-collapse: collapse; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-yfti-tbllook: 1184; mso-padding-alt: 0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-border-insideh: .5pt solid black; mso-border-insidev: .5pt solid black;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr style="mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes;">
<td style="padding-right: 5.4pt; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; width: 213.25pt; padding-top: 0cm; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; border: black 1pt solid;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">ANTIGA ALIANÇA</span></strong></p>
</td>
<td style="border-right: black 1pt solid; padding-right: 5.4pt; border-top: black 1pt solid; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; border-left: #d4d0c8; width: 213.3pt; padding-top: 0cm; border-bottom: black 1pt solid; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-border-left-alt: solid black .5pt;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">NOVA ALIANÇA</span></strong></p>
</td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow: 1;">
<td style="border-right: black 1pt solid; padding-right: 5.4pt; border-top: #d4d0c8; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; border-left: black 1pt solid; width: 213.25pt; padding-top: 0cm; border-bottom: black 1pt solid; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-border-top-alt: solid black .5pt;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O dízimo podia ser comido </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">pelo dizimista.</span></p>
</td>
<td style="border-right: black 1pt solid; padding-right: 5.4pt; border-top: #d4d0c8; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; border-left: #d4d0c8; width: 213.3pt; padding-top: 0cm; border-bottom: black 1pt solid; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-border-left-alt: solid black .5pt; mso-border-top-alt: solid black .5pt;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">A oferta é destinada a satisfazer </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">as necessidades dos santos<span style="mso-spacerun: yes;">                                             </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span><span style="mso-spacerun: yes;">              </span></span></p>
</td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow: 2;">
<td style="border-right: black 1pt solid; padding-right: 5.4pt; border-top: #d4d0c8; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; border-left: black 1pt solid; width: 213.25pt; padding-top: 0cm; border-bottom: black 1pt solid; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-border-top-alt: solid black .5pt;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O dízimo deveria sustentar os levitas.</span></p>
</td>
<td style="border-right: black 1pt solid; padding-right: 5.4pt; border-top: #d4d0c8; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; border-left: #d4d0c8; width: 213.3pt; padding-top: 0cm; border-bottom: black 1pt solid; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-border-left-alt: solid black .5pt; mso-border-top-alt: solid black .5pt;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">A oferta deve satisfazer </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">as necessidades dos obreiros cristãos.</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow: 3; mso-yfti-lastrow: yes;">
<td style="border-right: black 1pt solid; padding-right: 5.4pt; border-top: #d4d0c8; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; border-left: black 1pt solid; width: 213.25pt; padding-top: 0cm; border-bottom: black 1pt solid; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-border-top-alt: solid black .5pt;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O dízimo deveria socorrer órfãos, </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">viúvas e necessitados.</span></p>
</td>
<td style="border-right: black 1pt solid; padding-right: 5.4pt; border-top: #d4d0c8; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; border-left: #d4d0c8; width: 213.3pt; padding-top: 0cm; border-bottom: black 1pt solid; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-border-left-alt: solid black .5pt; mso-border-top-alt: solid black .5pt;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">A oferta deve satisfazer </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">as necessidades dos pobres.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt 0cm;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 60pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 60pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">JÁ QUE FALAMOS DE UMA NOVA ALIANÇA</span></span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">VAMOS AO TEXTO QUE POR SI SÓ NOS EXPLICA TUDO:</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Hebreus, capítulo 7, recapitula a experiência de Abraão dando o dízimo a Melquisedeque. O dízimo é apresentado como Lei a partir do verso 5, dentro do sistema levítico:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E os que dentre os <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">filhos de Levi</strong> recebem o sacerdócio têm ordem, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">segundo a lei</strong>, de tomar os dízimos do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que estes também tenham saído dos lombos de Abraão”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Hebreus 7:5).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">A lei citada é a Lei de Moisés, que obrigava o israelita a levar os dízimos para os levitas. Segundo esta Lei, os levitas tinham o direito de tomar os dízimos do povo de Israel. Isso era Lei! Lei completamente vinculada ao ministério sacerdotal dos levitas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Os versos 6-10 do mesmo capítulo falam sobre o fato de Levi, por meio de Abraão, seu bisavô, ter pago o dízimo a Melquisedeque. Isso mostra a superioridade da ordem de Melquisedeque sobre a levítica.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">A Lei que já tinha sido citada no verso 5 é mencionada uma segunda vez no verso 11, novamente dentro de um contexto levítico:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“De sorte que, se a perfeição fosse pelo <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">sacerdócio levítico</strong> (pois sob este o povo recebeu a <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">lei</strong>), que necessidade havia ainda de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão?” (Hebreus 7:11).</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Perceba que em nenhum momento das várias vezes em que o capítulo menciona Abraão dando dízimo para Melquisedeque é dito ou sugerido que Abraão o fez por força de lei. A lei para o dízimo aparece apenas no contexto levítico.<em></em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O verso 12 é o ponto de ruptura:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei”</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Hebreus 7:11-12).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Esta é a terceira vez que a palavra <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">lei</strong> aparece neste capítulo. O verso claramente refere-se às leis do sacerdócio levítico, o que obviamente inclui a lei do dízimo citada nos versos 5 e 11. Estas leis são mudadas no momento em que Cristo morre, ressuscita e torna-se sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Este é o momento de ruptura do antigo modelo. Cai o sacerdócio levítico com todas as suas leis e surge um novo modelo encabeçado por Cristo e descrito entre os versos 13-17</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. Quando lemos que o sistema sacerdotal levítico caiu e, como consequência, suas leis também, conclui-se que a lei de que este capítulo fala trata do dízimo.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O tema principal de Hebreus 7 é a supremacia do novo modelo sacerdotal. A abolição da lei que obrigava a entrega do dízimo aos levitas é apenas citada para ilustrar a falência do antigo modelo sacerdotal. A palavra dízimo é citada sete vezes nos primeiros 9 versos do capítulo. Isso mostra quão forte foi o argumento do dízimo na defesa da tese principal. Fica claro que, quando o modelo levítico é superado, as leis atreladas a ele também sucumbem.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Se alguns ainda duvidam da anulação desta lei, basta continuar a leitura do capítulo.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Pois, com efeito, o <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">mandamento anterior é ab-rogado </strong>por causa da sua fraqueza e inutilidade (pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou), e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual nos aproximamos de Deus” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Hebreus 7:18-19).<em></em></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>Que lei é aplicada hoje?</strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Hoje em dia, não vivemos sob a Lei de Moisés. Jesus a aboliu por sua morte</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Efésios 2:14-15). Estamos mortos a essa Lei para que possamos estar vivos para Cristo (Romanos 7:4-7). A Lei gravada nas pedras, no Monte Sinai, extinguiu-se e a Nova Aliança permanece (II Coríntios 3:6-11). </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">A Lei funcionou como um tutor para trazer o povo a Cristo, mas não estamos mais sob suas regras (Gálatas 3:22-25). Aqueles que desejam estar sob a Lei abandonam a liberdade em Cristo e retornam à escravidão (Gálatas 4:21-31), decaem da graça e separam-se de Jesus (Gálatas 5:1-6). </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Não temos o direito de retornar à guarda do sábado, à circuncisão, aos sacrifícios de animais, às regras especiais sobre roupas, à pena de morte para os filhos rebeldes, ao dízimo e a qualquer outro mandamento da Lei de Moisés.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Vivemos sob a autoridade de Cristo. Ele é o mediador desta Nova Aliança</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Hebreus 9:15). Seremos julgados por Suas palavras (João 12:48-50) e temos a responsabilidade de obedecer a tudo o que Jesus ordena (Mateus 28:18-20).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Esta, porém, não é uma boa notícia aos avarentos</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. Primeiro, porque temos que nos dar totalmente a Cristo, que se entregou totalmente por nós (Efésios 5:2). Segundo, porque os avarentos não entrarão nos céus (I Coríntios 6:10).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Àqueles que defendem que Cristo ordenou o dízimo em Mateus 23:23 e Lucas 11:42, peço que prestem atenção a esta<span style="color: #ff6600;"> </span>passagem:<span style="mso-spacerun: yes;">   </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus”</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Mateus 5:20).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Lembrando também aos soberbos:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">avareza</strong>, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">soberba</strong>, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Marcos 7:21-23).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>“Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">soberba</strong> da vida, não é do Pai, mas do mundo” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>(I João 2:16).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O que está aqui escrito nesta obra não parte somente de meus pensamentos; garimpei as “minas” citadas na Bibliografia com muito esmero até achar pepitas preciosas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Sei que existe muita gente sincera que por força da tradição religiosa ou por falta de um conhecimento mais profundo das Sagradas Escrituras, tem estado presa ou tem prendido outras em ensinamentos errôneos.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Sei também que há muita gente mal intencionada, sobre as quais Paulo advertiu Timóteo:<span style="mso-bidi-font-weight: bold;"> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">é</strong></span></em><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> <em style="mso-bidi-font-style: normal;">soberbo</em></span></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, c<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">ontendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, <strong>cuidando que a piedade seja fonte de lucro</strong>; aparta-te dos tais”</span></span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"> (I Timóteo 6:3-5).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Pedro também advertiu-nos:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">avareza farão de vós negócio c</strong>om palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(2 Pedro 2:1-3).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E o próprio Deus adverte aqueles que em Sua igreja buscam apenas riquezas temporais:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Como dizes: rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Apocalipse 3:17-18).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Espero que o explanado aqui tenha sido, no mínimo, colírio para seus olhos e, na melhor das hipóteses, uma cirurgia de catarata. Tive que ser enfadonho no excesso de textos e argumentos por que sei que existem advogados especialistas em achar brechas na lei, para invalidá-la. Como sei também que hoje existem especialistas em encontrar brechas na graça, a fim de anulá-la.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">seja anátema</strong>. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">seja anátema” </strong><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Gálatas 1:6-9).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Não sou teólogo, sou apenas um servo que ama e defende a Bíblia como regra de fé. Jamais quis saber além do que convém, e estou também disposto a aprender. Não sou o dono da verdade. Cristo o é.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aprendi com um querido professor, que hoje está na glória: <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;">Sempre navegue no meio do rio, pois nas beiradas estão as galhadas</em>. </strong>Que possamos achar equilíbrio, pois sem ele tudo desmorona.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Efésios 2:20-21).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Apresentei este estudo a um dos líderes de uma das maiores denominações do país, que disse concordar com tudo. Ele não faria nada, no entanto, para não mexer com a tradição da igreja.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas”</span></em></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Marcos 7:13).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">tradição </strong>recebestes dos vossos pais”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (I Pedro 1:18).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Como disse, não sou teólogo, mas um mineirinho contador de causos com o atrevimento de mexer na cumbuca da teologia. Por isso, finalizo a obra com o “causo” a seguir.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">IRMÃO JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(uma fábula verdadeira)</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: #ff6600; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;">     </span><span style="mso-tab-count: 1;">       </span></span></strong><span style="font-family: Arial;">Era uma vez em uma terra não muito distante, uma pobre viúva e seu único filho. Um dia ela o chamou e disse-lhe: “João, acabou o dinheiro e a comida. Vá até à cidade e venda nossa vaquinha, pois é o único bem que nos resta. Não temos mais nada para sacrificar, só um<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>milagre pode nos ajudar agora. Já fiz de tudo: tomei banho com água do rio Jordão e com sabonete de extrato de arruda, plantei uma roseira ungida, andei pelo corredor de sal grosso, recebi a oração dos ‘318 duendes’ (ou seriam doentes), fiz quebra de maldição pensando em não quebrar financeiramente, fiz cura interior para poder ‘perdoar Deus’ e paguei todas as prestações do meu carnê de contribuição ‘Colunas na Casa de Deus’, e nada adiantou!”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">      </span><span style="mso-tab-count: 1;">      </span>Então João pegou a vaquinha e foi sacrificar sua última esperança. Foi quando encontrou pelo caminho um senhor que tinha a aparência como de um anjo, e que lhe fez a seguinte proposta: “Tenho aqui três feijões mágicos chamados: Pai, Filho e Espírito Santo. Com eles você terá a resposta para tudo aquilo que você precisa (não para tudo aquilo que você deseja). Estes feijões te darão: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança, domínio próprio e acima de tudo perdão e salvação.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">      </span><span style="mso-tab-count: 1;">      </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Ele voltou saltitante de tanta alegria, pois tinha certeza de que havia encontrado a pérola de grande valor, havia encontrado um tesouro escondido. Não esperava a hora de contar estas boas novas para sua mãe e para todos que encontrasse pelo caminho.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Mas quando chegou em casa, para sua surpresa a notícia trouxe mais tristeza do que satisfação. Sua mãe queria uma resposta para esta vida, não para uma vida posterior, já que as pessoas só acreditam no milagre quando vêem o santo, e só querem resolver seus problemas, não os dos outros.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ela ficou furiosa e gritou com seu filho: “Como vou viver como uma Rainha? Como vou viver como filha do Rei? Como vou viver segundo as ‘profecias’ que recebi da irmã Maricotinha? Como? Com um filho burro como este que tenho!!!”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">      </span><span style="mso-tab-count: 1;">      </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Como castigo ela o trancou dentro do quarto e o obrigou a assistir a todos estes programas “evangélicos” de testemunhos que passam na televisão, e jogou fora os três feijões pela janela.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">       </span><span style="mso-tab-count: 1;">     </span>Mas aquelas sementes caíram em boa terra, que cresceram e se fizeram árvores, e em seus ramos se aninharam as aves do céu.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">       </span><span style="mso-tab-count: 1;">     </span>Deus dá aos seus enquanto dormem, e João dormia tranquilo, pois sabia que aquelas sementes ele havia conseguido não com sacrifício, mas com FÉ.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">       </span><span style="mso-tab-count: 1;">     </span>Quando acordou ele viu uma enorme árvore, que fazia sombra aos cansados e produzia frutas para alimentar os famintos. Ele a chamou de GRAÇA, mas quanto mais ele olhava, mais ele se espantava: como pode ser a GRAÇA tão grande, tão enorme?, pensava.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">      </span><span style="mso-tab-count: 1;">      </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>João tentou medir a GRAÇA e começou uma árdua tarefa, escalando, subindo, pois ele não sabia que a GRAÇA só pode ser medida de cima para baixo, não de baixo para cima, já que suas raízes não nascem na terra, porém no Céu.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">      </span><span style="mso-tab-count: 1;">      </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Mas algo interessante acontecia: quanto mais ele se esforçava, menos a jornada rendia. E quanto mais ele descansava, mais a jornada rendia. Ele resolveu então se deitar em suas folhas e deixar que seus ramos o levassem ao seu destino.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">    </span><span style="mso-tab-count: 1;">        </span>Quando chegou ao topo, João ficou maravilhado com tantas coisas belas que encontrou lá: gente de todas as raças, cores e crenças cantavam alegremente, livres de todos os jugos, dores e preocupações de lá debaixo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">As ruas eram de ouro, o mar de cristal, os muros de jaspe e os portões de pérolas. E o sol de JUSTIÇA.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">     </span><span style="mso-tab-count: 1;">       </span>Mas ele observou ao longe algo que destoava daquele lugar, um CASTELO. <span style="mso-tab-count: 1;">        </span>De repente se aproximou dele uma linda mulher (poderia ser uma ANJA, mas ANJO não tem sexo!) e se apresentou: “Meu nome é AMOR.” E lhe perguntou: “O que aflige seu coração, João?”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">     </span><span style="mso-tab-count: 1;">       </span>“O que é aquele castelo e quem mora lá?”, ele perguntou, intrigado por pensar que havia pessoas ricas e abastadas ou de outra classe social naquele lugar.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">    </span><span style="mso-tab-count: 1;">        </span>“Não se preocupe, aquilo que você vê é só o JOIO, plantado pelo inimigo. Aquele castelo se chama IGREJA e quem mora lá é um gigante malvado da tribo dos Apostozeus conhecido como APÓSTOLO. Ele pensa que é grande, mas é o menos importante aqui. Ele pensa que manda, mas se esqueceu que quem manda aqui é aquele que serve.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">    </span><span style="mso-tab-count: 1;">        </span>Curioso como só ele, João resolveu então fazer uma visita para tirar suas dúvidas. A caminhada foi muito difícil, pois teve que caminhar toda estrada da RELIGIÃO, percorrer o abismo dos RITUAIS e atravessar as pontes dos DOGMAS e das DOUTRINAS.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">   </span><span style="mso-tab-count: 1;">         </span>Quando chegou, percebeu um grande letreiro de néon na porta de entrada, carros importados na garagem e uma enorme livraria, onde se encontravam livros que explicavam até quem foi o pai de Deus. E mais de mil e uma fórmulas de como ser bem sucedido lá embaixo. Mas o que mais chamou sua atenção foi uma enorme torre de um canal de televisão sobre o telhado do castelo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">João entrou e ficou de espreita, quando observou o gigante vindo elegantemente vestido num colossal terno Armani. Ele sentou-se em sua enorme poltrona, que mais parecia um trono, e chamou seus súditos (ou membrezia, ou como queiram chamar) e pediu (aliás, ordenou): “Tragam a galinha que bota ovos de ouro e a harpa que canta!”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-tab-count: 1;">          </span>Trouxeram a gaiola e a harpa e colocaram em cima da mesa (ou seria altar). João observou que o nome que estava na gaiola na qual a galinha estava presa era DIZÍMO, e o nome que estava entalhado na harpa cantante era UNÇÃO LEVÍTICA.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-tab-count: 1;">          </span>O gigante gritava então à galinha: “Bote um ovo de ouro agora, senão eu te amaldiçoo!” E a galinha temerosa botava um ovo. Cada vez que ele gritava, ela botava um ovo maior ainda.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span><span style="mso-tab-count: 1;">           </span>Ele gritava então à harpa: “Cante um canto ‘profético’ senão eu te amaldiçoo!” E a harpa punha-se a cantar sem parar, às vezes repetidamente a mesma canção, até o gigante entrar em transe.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-tab-count: 1;">          </span>João se compadeceu daquela situação e pensou: “Vou esperar, e quando o gigante cochilar, vou pegar a galinha dos ovos de ouro chamada DIZÍMO e a harpa chamada UNÇÃO LEVITÍCA e vou dar no pé.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">   </span><span style="mso-tab-count: 1;">         </span>O gigante estava exausto, pois havia acabado de participar de uma MARCHA PROFÉTICA por todo seu território. Pegou logo no sono. Como aquele ditado “a ocasião é que faz o ladrão” se aplicava a todos ali, João pegou a galinha e a harpa e saiu em disparada. Mas ao correr a galinha cacarejou e a harpa soltou um som.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O gigante despertou e gritou: “Quem roubou minhas fontes de renda?!” Ele viu João correndo e quis correr atrás, mas como estava com a pança cheia depois de ter comido demais na CEIA DOS OFICIAIS, não conseguiu correr e alcançá-lo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">   </span><span style="mso-tab-count: 1;">         </span>João desceu rapidamente daquela enorme árvore, e gritou para sua mãe: “Traga logo o machado afiado o qual eu chamo de VERDADE!” E cortou o tronco da árvore chamada GRAÇA. Mas cortou só o suficiente para que depois ela brotasse, crescesse e florescesse novamente.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O gigante despencou lá de cima, do lugar onde “ele” construíra, e espatifou-se como Judas lá embaixo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">João ficou tão feliz por ter escapado de tamanha tribulação, que libertou a galinha que botava ovos de ouro chamada DIZIMO. Antes mudou seu nome para COMPAIXÃO, mas ela não quis ir embora, e ficou botando ovos para quem era agora seu verdadeiro dono. À harpa chamada UNÇÃO LEVITÍCA, ele permitiu que cantasse somente aquilo que estivesse em seu coração, e também mudou seu nome para ADORAÇÃO.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-tab-count: 1;">          </span>Em gratidão por ter livrado aquele lugar do gigante (mais malandro do que malvado) os habitantes lhe permitiram que batizasse também aquela cidade. João então a chamou de LIBERDADE.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Fiz-me acaso vosso inimigo, dizendo a verdade?</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">” (Gálatas 4:16).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>Bibliografia</strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Allan</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Dennis. <strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-weight: normal; font-family: Arial;">Tragam Seus Dízimos e Recebam as Bênçãos de Deus: É Esta, Hoje em Dia, a Vontade de Deus?</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"> </em>www.solascriptura-tt.org/VidaDosCrentes/ComRiquezas</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span class="CharChar3"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Almeida</span></span><span class="CharChar3"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Rômulo de. </span></span><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Origem e Fim do Dízimo</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.<strong> </strong><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">www.geocities.com</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Anderson</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Brian. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">O Dízimo do Velho Testamento x O Dadivar do Novo Testamento. http://teophilo.info/</em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span class="CharChar3"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Carrancho</span></span><span class="CharChar3"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Júlio. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">A M</em></span></span><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">entira Chamada Santo Dízimo</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.<span class="CharChar3"> Tradução: Mary Schultze, 2003.</span> <span class="url">www.<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">adventistas.com</span></span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Carrancho</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Júlio. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Está Você Roubando a Deus?</em> Tradução: Mary Schultze, 2003. <span class="url">www.<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">adventistas.com</span></span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span class="CharChar3"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Fabio</span></span><span class="CharChar3"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">,</span></span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> <span class="CharChar3">Caio.</span> <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Uma Graça que Poucos Desejam.www.caiofabio.com</em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">MacArthur Jr</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">., John F. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Deus Requer que Eu Dê o Dízimo de Tudo Quanto Ganho? </em><span class="url">www.<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">monergismo.com</span>/</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Nascimento</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Paulo Gomes do. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Abraão: Dizimista Modelo?</em> <cite><span style="font-family: Arial;">www.adventistas-bereanos.com.br</span></cite></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Nascimento</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Paulo Gomes do. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Dízimo que Não é Dízimo! Pode?</em> <cite><span style="font-family: Arial;">www.adventistas-bereanos.com.br</span></cite></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Viana</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Luciana Rodrigues de A. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Dízimo: Contribuição da Lei ou da Graça?</em> <cite><span style="font-family: Arial;">www.estudos-biblicos.com</span></cite></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>SOBRE O AUTOR</strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span><strong>Alexandre C. Freitas Barbado</strong> foi missionário no Peru, Amazonas, Nordeste e Belo Horizonte. É fundador e coordenador do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Expresso da Salvação</em>, entidade criada para atender aos excluídos da nação, e resolveu escrever este texto por não se conformar com o disparate na questão do uso do dinheiro pelas igrejas ­– enquanto se constroem impérios faraônicos com o que é arrecadado em nome do Senhor Jesus, milhões de pessoas passam fome no país.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">De acordo com ele, investem-se milhões na construção de Torres de Babel, estruturas que serão deixadas para serem queimadas no fogo do juízo, e quase nada nos valores eternos, que são vidas. Em lugar algum das Sagradas Escrituras Deus nos manda construir igrejas, porém, nos ordena procurar os perdidos. Ele próprio foi exemplo, deixando Sua glória, para buscar os perdidos.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E os homens só buscam a “glória”.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O desejo do autor é de que cada um veja bem sobre que tipo de alicerce está sua construção.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(I Coríntios 3:12-13).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Lembrando que, quando os discípulos quiseram chamar a atenção de Jesus sobre a beleza e a grandeza dos templos, Ele respondeu: “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">Não ficará pedra sobre pedra que não será derrubada”</em> (Marcos 13:1-2). O que mais chamava a atenção de Jesus Cristo era a fé. Não esqueçamos jamais que a única coisa que levaremos para o céu são vidas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Se você quiser mesmo gastar seus rendimentos, uma excelente dica: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Compra a verdade, e não a vendas; e também a sabedoria, a instrução e o entendimento”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Provérbios 23:23).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Mas lembre-se, até isto já foi pago, na cruz do calvário, pelo precioso sangue de Jesus Cristo.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Mateus 10:8).</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: right; tab-stops: 86.1pt;" align="right"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Alexandre Barbado.</span></span></strong></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span></span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="line-height: 150%; font-family: Arial; font-size: 12pt;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"><br style="page-break-before: always; mso-special-character: line-break;" /></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
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		<title>Apologia da pregação Bíblica &#8211; John Stott.</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 01:17:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[citações]]></category>
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		<category><![CDATA[estudos diversos]]></category>
		<category><![CDATA[John Stott]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[teologia]]></category>
		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Pretendo fornecer uma definição de exposição bíblica e apresentar uma defesa dela. Parece-me que essas duas tarefas pertencem uma à outra pelo fato de que a defesa da exposição bíblica deve ser achada em sua definição. Aqui, então, está a definição: Expor as Escrituras é esclarecer o texto inspirado com tal fidelidade e sensibilidade que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Pretendo fornecer uma definição de exposição bíblica e apresentar uma defesa dela. Parece-me que essas duas tarefas pertencem uma à outra pelo fato de que a defesa da exposição bíblica deve ser achada em sua definição. Aqui, então, está a definição: <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Expor as Escrituras é esclarecer o texto inspirado com tal fidelidade e sensibilidade que a voz de Deus seja ouvida e seu povo lhe obedeça</span></em>. </span></span><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Agora me permita extrair as implicações dessa definição de tal modo que apresente uma defesa da exposição bíblica. A definição contém seis implicações: duas convicções a respeito do texto bíblico, duas obrigações para expô-lo e duas expectativas como consequência.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-720"></span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Duas convicções a respeito do texto bíblico </span></strong><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(1) <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Ele é um texto inspirado</span></em>. Expor as Escrituras é esclarecer o texto inspirado. <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Revelação </span></em>e <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">inspiração </span></em>andam juntas. <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Revelação </span></em>descreve a iniciativa que Deus tomou de desvelar-se e, assim, mostrar-se, já que, sem essa revelação, ele permaneceria o Deus desconhecido. <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Inspiração </span></em>descreve o processo pelo qual ele fez isso, isto é, falando aos profetas e aos apóstolos bíblicos e por meio deles, e sussurrando sua Palavra de sua boca de tal forma que ela também saísse da boca deles. Caso contrário, seus pensamentos teriam sido inatingíveis para nós.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A terceira palavra é <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">providência</span></em>, isto é, a amável provisão pela qual Deus providenciou para que as palavras que ele disse fossem escritas de forma a constituírem o que chamamos de Escrituras e, desse modo, as preservou ao longo dos séculos de forma a serem acessíveis a todas as pessoas em todos os lugares e em todos os tempos. As Escrituras, portanto, são a palavra de Deus escrita. É sua auto-revelação de forma falada e escrita. As Escrituras são o produto da revelação, inspiração e providência de Deus.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Essa primeira convicção é indispensável para pregadores. Se Deus não tivesse falado, nós não nos atreveríamos a falar, porque não teríamos nada a expressar exceto nossas triviais especulações. Mas já que Deus falou, nós também precisamos falar, comunicando a outros o que ele nos comunicou nas Escrituras. De fato, nós nos recusamos a ser silenciados. Como Amós o coloca: “O leão rugiu, quem não temerá? O SENHOR, o Soberano, falou, quem não profetizará?”, isto é, passe adiante a Palavra que ele disse. Similarmente, Paulo, ecoando o Salmo 116.10, escreveu: “Nós também cremos e, por isso, falamos” (2Co 4.13). Isto é, acreditamos no que Deus disse e é por isso que também falamos.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Tenho pena do pregador que chega ao púlpito sem Bíblia em suas mãos ou com uma Bíblia que é mais trapos e farrapos do que a Palavra do Deus vivo. Ele não pode expor as Escrituras porque não tem Escrituras para expor. Ele não pode falar porque não tem nada a dizer, ao menos nada importante. Ah, mas dirigir-se ao púlpito com a confiança de que Deus falou, que ele fez com que o que disse fosse escrito, e que temos esse texto inspirado em nossas mãos, aí sim nossa cabeça começa a girar, e nosso coração a bater, e nosso sangue a correr, e nossos olhos a brilhar com a glória absoluta de ter a palavra de Deus em nossas mãos e lábios.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Essa é a primeira convicção, e a segunda é esta:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(2) <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">O texto inspirado é, até certo ponto, um texto fechado</span></em>. Essa é a implicação da minha definição. Expor as Escrituras é esclarecer o texto inspirado. Assim, ele precisa estar parcialmente fechado se for para ser esclarecido. E eu penso que imediatamente vejo seus “pêlos protestantes” eriçados com indignação. O que você quer dizer? Por acaso é que as Escrituras estão parcialmente fechadas? As Escrituras não são um livro completamente aberto? Você não acredita no que os reformadores do século XVI ensinaram a respeito da clareza das Escrituras, que elas são transparentes? Não pode até mesmo o simples e o inculto ler a Bíblia por si mesmo? Não é o Espírito Santo o nosso mestre dado por Deus? E, com a Palavra de Deus e o Espírito de Deus, não devemos dizer que não precisamos do magistério eclesiástico para nos instruir?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Eu posso responder com um ressonante sim a todas essas questões, mas o que você diz de maneira correta precisa ser classificado. A insistência dos reformadores na clareza das Escrituras se referia à sua mensagem central &#8211; seu evangelho de salvação pela fé em Jesus Cristo somente. Isso é claro como o dia nas Escrituras. Mas os reformadores não sustentavam que tudo nas Escrituras estava claro. Como eles poderiam fazer isso, quando Pedro disse que existiam algumas coisas nas cartas de Paulo que nem ele conseguia entender (2Pe 3.16)? Se um apóstolo nem sempre entendia outro apóstolo, dificilmente seríamos modestos se disséssemos que nós entendemos.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A verdade é que precisamos uns dos outros na interpretação das Escrituras. A igreja é corretamente chamada de comunidade hermenêutica, uma comunhão de crentes em que a Palavra de Deus é exposta e interpretada. De modo particular, precisamos de pastores e professores para expô-la, para esclarecê-la de modo que a possamos entender. É por isso que o Jesus Cristo que ascendeu, de acordo com Efésios 4.11, ainda está dando pastores e mestres à sua igreja.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Você se lembra o que o eunuco etíope disse na carruagem quando Felipe lhe perguntou se ele havia entendido o que estava lendo em Isaías 53? Ele disse: “Ora, é claro que posso. Você não acredita na clareza das Escrituras?”. Não, ele não disse isso. Ele disse o seguinte: “Como posso entender se alguém não me explicar?” (At 8.31).</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">E Calvino, em seu maravilhoso comentário desse trecho em Atos, escreve a respeito da humildade do etíope, dizendo que ele gostaria que houvesse mais homens e mulheres humildes em seus dias. Ele contrasta essa humildade com aqueles que descreveu como arrogantes e confiantes em suas próprias aptidões para entender. Calvino escreveu:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">É por isso que a leitura das Escrituras dá resultado com tão poucas pessoas hoje em dia porque mal se acha um em cem que alegremente se submete ao ensino. Ora, se qualquer um de nós for ensinável, os anjos descerão do céu para nos ensinar. Não precisamos de anjos. Nós deveríamos usar todos os auxílios que o Senhor coloca diante de nós para o entendimento das Escrituras e, em particular, pregadores e mestres.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Mas se Deus nos deu as Escrituras, ele também nos deu mestres para expô-las. E aqueles de nós que foram chamados para pregar precisam se lembrar disso. Como Timóteo, devemos nos devotar à leitura pública das Escrituras e à pregação e ensino (1Tm 4.13). Devemos tanto ler as Escrituras para a congregação como extrair toda nossa instrução e exortação doutrinais delas.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Aqui, portanto, está o exemplo bíblico de que Deus nos deu nas Escrituras um texto que é tanto inspirado, tendo origem ou autoridade divinas, quanto, até certo ponto, é fechado ou é difícil de entender. Portanto, em adição a nos ter dado o texto, ele nos deu professores para esclarecer o texto, explicá-lo e aplicá-lo à vida das pessoas hoje.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Duas obrigações na exposição do texto</span></strong><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Posto que o texto inspirado precisa ser exposto, como isso deve ser feito? Antes que eu tente responder a essa pergunta, permita-me dirigir-nos a uma das principais razões pelas quais o texto bíblico é, até certo ponto, fechado e difícil de entender. Isso diz respeito ao abismo cultural que se abre de forma muito ampla e profunda entre os dois mundos &#8211; o mundo antigo em que Deus falou sua Palavra e o mundo moderno em que nós a ouvimos. Quando lemos a Bíblia, retrocedemos dois milênios além da revolução do microprocessador, além da revolução eletrônica, além da revolução industrial, retrocedemos e voltamos a um mundo que há muito tempo cessou de existir. Assim, mesmo quando lemos a Bíblia em uma versão moderna, ela parece esquisita, ela soa arcaica, ela parece obsoleta e parece antiquada. Nós somos tentados a perguntar, como muitas pessoas fazem: <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">O que esse antigo Livro tem a me dizer?</span></em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Não se ressinta do abismo cultural entre o mundo antigo em que Deus falou e o mundo moderno em que nós vivemos. Não se ressinta disso porque isso nos causa problemas. É umas das glórias da revelação que, quando Deus decidiu falar a seres humanos, ele não falou em sua própria linguagem, porque se Deus tem uma linguagem própria e nos tivesse falado por meio dela, nós certamente nunca a teríamos entendido. Em vez disso, ele condescendeu em falar em nossas linguagens, particularmente no hebraico clássico e no grego comum. E, ao falar as linguagens do povo, ele espelhou as próprias culturas deles, as culturas do antigo Oriente Próximo e do mundo greco-romano e do judaísmo palestino. É esse fato do condicionamento cultural das Escrituras, da conseqüente tensão entre o mundo antigo e o mundo moderno que determina a tarefa da exposição bíblica e coloca sobre nós nossas duas obrigações.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(1) <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">A primeira obrigação é fidelidade ao texto bíblico</span></em>. Você e eu precisamos aceitar a disciplina de nos colocar dentro da situação dos autores bíblicos &#8211; sua história, geografia, cultura e linguagem. Se negarmos essa tarefa ou se a realizarmos de um modo relaxado ou indiferente, isso será indesculpável. Isso expressa desprezo pela maneira que Deus escolheu para falar ao mundo. Lembre-se, estamos lidando com o texto inspirado por Deus. Dizemos que acreditamos nisso, mas nosso uso das Escrituras nem sempre é compatível com o que dizemos ser nossa visão das Escrituras. Com que cuidado diligente, meticuloso e consciente deveríamos estudar por nós mesmos e esclarecer a outros as exatas palavras do Deus vivo! Assim, o erro mais grosseiro que podemos cometer é impor nossos pensamentos de século XXI às mentes dos autores bíblicos, para manipular o que eles disseram a fim de adaptar isso ao que gostaríamos que eles tivessem dito e, depois, reivindicar a defesa deles às nossas idéias.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Calvino acertou novamente quando, em seu prefácio ao comentário da carta aos romanos, escreveu uma bela frase: “É a primeira tarefa de um intérprete deixar seu autor dizer o que ele diz em vez de lhe atribuir o que nós pensamos que ele deve dizer”. É aí que começamos. Charles Simeon disse: “Meu empenho é tirar das Escrituras o que está ali e não acreditar no que eu penso que possa estar lá”.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Isso, então, é nossa primeira responsabilidade &#8211; fidelidade à antiga palavra das Escrituras.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(2) <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">A segunda obrigação é sensibilidade para com o mundo moderno</span></em>. Embora Deus tenha falado ao mundo antigo em suas próprias línguas e culturas, ele pretendeu que sua Palavra fosse para todas as pessoas em todas as culturas, incluindo a nós no começo do século XXI em que nos chamou para viver. Portanto, o expositor bíblico é mais do que um exegeta. O exegeta explica o significado original do texto. O expositor vai adiante e aplica isso ao mundo moderno. Precisamos nos esforçar para entender o mundo em que Deus nos chamou para viver, pois ele está mudando rapidamente. Precisamos sentir sua dor, sua desorientação e seu desespero. Tudo isso é parte de nossa sensibilidade cristã na compaixão pelo mundo moderno.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Aqui, portanto, está nossa obrigação dupla como expositores bíblicos: esclarecer o texto inspirado das Escrituras tanto com <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">fidelidade </span></em>ao mundo antigo quanto com <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">sensibilidade </span></em>para com o mundo moderno. Nós não devemos nem falsificar a Palavra a fim de obter uma pretensa relevância nem devemos ignorar o mundo moderno a fim de obter uma pretensa fidelidade. É a combinação de fidelidade com sensibilidade que cria o expositor autêntico.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Mas porque esse processo é difícil, ele também é raro. A falha característica dos evangélicos é serem bíblicos, mas não contemporâneos. A falha característica dos liberais é serem contemporâneos, mas não bíblicos. Poucos de nós sequer<br />
começam a se importar com ser ambas as coisas simultaneamente.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">À medida que estudamos o texto, precisamos nos fazer duas perguntas na ordem certa. A primeira é: O que ele significou? Ou, se você preferir: O que ele significa?, porque ele significa o que significou. Como alguém disse: “Um texto significa o que seu autor quis dizer”.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Assim, o que ele significou quando ele o escreveu? Então fazemos a segunda pergunta: O que ele diz? Qual é sua mensagem hoje no mundo contemporâneo? Se agarramos seu significado sem irmos à sua mensagem, o que ele diz a nós hoje, nós nos entregamos ao estudo de antiguidades que não está relacionado ao presente ou ao mundo real em que fomos chamados para ministrar. Se, entretanto, começamos com a mensagem contemporânea sem nos ter dado à disciplina de perguntar: “O que isso significou originariamente?”, então nos entregamos ao existencialismo &#8211; sem relação com o passado, sem relação com a revelação que Deus deu em Cristo e pelas testemunhas bíblicas de Cristo. Precisamos fazer ambas as perguntas e precisamos fazê-las na ordem correta.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Duas expectativas como conseqüência</span></strong><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Se estamos convencidos de que o texto bíblico é inspirado, ainda que fechado ou precisando ser aberto até certo ponto, e se aceitamos nossa obrigação de abrir o texto de um modo que é tanto fiel quanto sensível, o que podemos esperar que aconteça?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(1) <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Podemos esperar ouvir a voz do próprio Deus</span></em>. Nós acreditamos que Deus <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">falou </span></em>por meio dos autores bíblicos, mas também precisamos acreditar que Deus <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">fala </span></em>por meio do que ele falou.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Essa era a convicção dos apóstolos em relação ao Antigo Testamento. Eles inserem suas citações do Antigo Testamento com uma ou outra de duas fórmulas: ou “Está escrito”, ou: “A Palavra diz”. Paulo até mesmo poderia fazer a pergunta: “O que as Escrituras dizem?”. Nós poderíamos responder a ele: “Paulo, sem essa. O que você, por acaso, poderia estar pensando a respeito de <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">O que as Escrituras dizem? </span></em>As Escrituras são um livro antigo. Livros antigos não falam. Como você pode perguntar: “O que as Escrituras dizem?”. Mas as Escrituras falam. Deus fala por meio do que ele falou. O Espírito Santo diz: “Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o seu coração” (veja Hb 3.7). A palavra de Deus é viva e poderosa, e Deus fala por meio dela com uma voz viva (4.12).</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Agora, uma expectativa destas &#8211; a de que à medida que lemos e expomos as Escrituras Deus falará com uma voz viva &#8211; está em uma situação ruim hoje em dia. Como alguém disse: “Nós inventamos uma maneira de ler a Palavra de Deus da qual nenhuma palavra de Deus jamais surge”. Quando o momento para o sermão chega, as pessoas fecham seus olhos, apertam as mãos com uma fina mostra de piedade e reclinam-se para sua dose costumeira. E o pregador as encoraja com sua voz e maneira solenes.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Quão absoluta e radicalmente diferente é quando tanto o pregador como as pessoas esperam que o Deus vivo fale. As pessoas trazem sua Bíblia à igreja. Quando a abrem, sentam na beirada de sua cadeira e esperam que Deus fale. Elas esperam, famintas, uma palavra de Deus. O pregador se prepara de tal forma que espera que Deus fale. Ele ora antes do culto e no púlpito para que Deus faça isso. Ele lê e expõe o texto com grande seriedade de propósito. E, quando termina, ora novamente. Em meio a essa grande tranqüilidade e solenidade, quando sua mensagem acaba, todos sabem que Deus está presente e confronta seu povo consigo mesmo.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Essa é a primeira expectativa, e a segunda é esta.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(2) <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">O povo de Deus lhe obedecerá</span></em>. A Palavra de Deus exige uma resposta de obediência. Nós não devemos ser ouvintes esquecidos, mas obedientes. Nossa vida e saúde espirituais dependem disso. Por todo o Antigo Testamento, ouvimos a terrível lamentação de Deus: “Oh! Como gostaria que vocês ouvissem a minha voz”. Deus ainda está dizendo isso hoje. Ele continuou mandando seus profetas a seu povo, mas eles continuaram zombando de seus mensageiros, desprezaram suas palavras e ridicularizaram seus profetas, até que a ira de Javé foi despertada contra o seu povo e não havia remédio. O epitáfio gravado no túmulo de Israel era: “Eles se recusaram a ouvir”.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Temo que a situação seja a mesma nos dias de hoje. O dr. Lloyd-Jones escreveu em seu grande livro P<em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">regação e Pregadores</span></em> que as eras decadentes da história da igreja foram aquelas em que a pregação decaiu. É verdade. Não apenas a pregação da Palavra, mas também o ouvir da Palavra decaiu. A pobreza espiritual de muitas igrejas por todo o mundo hoje é devida, mais do qualquer outra coisa, ou à falta de disposição em ouvir ou à incapacidade para ouvir a Palavra de Deus. Se indivíduos vivem pela Palavra de Deus, assim fazem as congregações. E uma congregação não pode amadurecer sem um ministério bíblico fiel e compreensivo e sem escutar a Palavra por si mesma.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Como devemos reagir? A reação à palavra de Deus depende do conteúdo da Palavra que foi falada.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">· Se Deus fala a nós a respeito de si mesmo, nós respondemos nos humilhando perante ele em adoração.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">· Se Deus fala a respeito de nós &#8211; nossa desobediência, leviandade e culpa &#8211; então respondemos em penitência e confissão.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">· Se ele fala a nós a respeito de Jesus Cristo e a glória de sua pessoa e obra, nós respondemos em fé, agarrando-nos a esse Salvador.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">· Se ele fala a respeito de suas promessas, nós nos determinamos a herdá-las.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">· Se ele fala a respeito de seus mandamentos, nós nos determinamos a obedecer-lhes.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">· Se ele fala a nós a respeito do mundo exterior e suas colossais necessidades materiais e espirituais, então respondemos quando surge dentro de nós sua compaixão para levar o evangelho por todo o mundo, para alimentar os famintos e cuidar dos pobres.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">· Se ele fala a nós a respeito do futuro, a respeito da vinda de Cristo e da glória que se seguirá, então nossa esperança está acesa e decidimos ser santos e estar ocupados até que ele venha.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O pregador que se aprofundou no texto, que o isolou e desenvolveu seu tema principal, e que ficou profundamente agitado ele mesmo pelo texto que estudou, baterá o martelo em sua conclusão. O pregador concederá às pessoas uma chance de reagir a ele, frequentemente em oração silenciosa à medida que cada um é conduzido pelo Espírito Santo a uma obediência apropriada.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">É um enorme privilégio ser um expositor bíblico &#8211; estar no púlpito com a Palavra de Deus em nossas mãos, o Espírito em nosso coração e o povo de Deus perante nossos olhos aguardando esperançosamente a voz de Deus para ser ouvida e obedecida.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">John Stott.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
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		<title>Bíblia Sagrada: A ferramenta do Aconselhamento cristão !.</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 00:43:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<description><![CDATA[A Bíblia Sagrada é o nosso padrão infalível e inerrante em assuntos de fé e prática. A Palavra de Deus é “perfeita e restaura a alma”; é “fiel e dá sabedoria aos símplices”; é correta e alegra o coração; é pura e “ilumina os olhos”. Seus ensinos são “mais desejáveis do que o ouro, mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">A Bíblia Sagrada é o nosso padrão infalível e inerrante em assuntos de fé e prática. A Palavra de Deus é “perfeita e restaura a alma”; é “fiel e dá sabedoria aos símplices”; é correta e alegra o coração; é pura e “ilumina os olhos”. Seus ensinos são “mais desejáveis do que o ouro, mais do que muito ouro depurado”. Por meio dela, o povo de Deus é advertido, protegido do erro e de angústias, e, “em os guardar, há grande recompensa” (Sl 19.7-11).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"><span id="more-716"></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O Salmo 119, o capítulo mais longo da Bíblia, refere-se totalmente à Palavra de Deus. Neste salmo, em quase todos os seus 176 versículos, o autor exalta a utilidade dos ensinos encontrados na Palavra de Deus. Conhecer e praticar os ensinos da Palavra de Deus produz uma vida abençoada, um coração agradecido, livramento do opróbrio, pureza de coração, libertação do pecado, alegria e gozo incomparáveis, livramento da reprovação e do desprezo, vigor e fortalecimento interior, ousadia e coragem, conforto e refrigério, liberdade e segurança e muitos outros benefícios. Não devemos nos admirar destas palavras do salmista: “Terei prazer nos teus mandamentos, os quais eu amo”; “Terei prazer nos teus decretos; não me esquecerei da tua palavra”; “Os teus testemunhos são o meu prazer, são os meus conselheiros”; “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos”; “A minha alma tem observado os teus testemunhos; eu os amo ardentemente”; “Tenho por, em tudo, retos os teus preceitos todos” (Sl 119.47, 16, 24, 105, 167, 128).<br />
Que bênção é possuirmos o ensino infalível do Deus infinito e inerrante, desfrutando deste infinito e inerrante, desfrutando deste ensino como um guia para nossa vida e um auxílio para entendermos nossos problemas e as soluções para eles! Este ensino se tornou especialmente real para mim há algum tempo, quando estava em meus estudos universitários na área de psicologia. Enquanto estudava na universidade, ouvi muito a respeito de teorias e opiniões de muitas pessoas supostamente eruditas no que diz respeito ao homem e seus problemas. Depois de apresentar as várias e habitualmente conflitantes teorias a respeito do homem e seus problemas (teorias ensinadas por líderes respeitados no campo da psicologia), um dos professores disse: “Não podemos ter certeza se qualquer destas teorias é completamente verdadeira. Mas, se vocês têm de aconselhar outras pessoas, estudem estas teorias e decidam qual delas lhes parece mais sensata. Vocês têm de fazer isso porque, quando as pessoas vierem para aconselhamento, elas desejarão ouvir algo que lhes esclareça o porquê dos problemas pelos quais elas estão passando”. Apreciei a sinceridade deste homem, mas fiquei triste por reconhecer que pessoas estariam procurando ajudar outras a entenderem seus problemas e a encontrarem soluções para eles, sem terem qualquer razão consistente que lhes daria a certeza de que as coisas em que estavam crendo tinham algum valor genuíno. Ao mesmo tempo, eu me regozijei em saber que a Palavra de Deus é proveitosa para nos ensinar, de maneira infalível, “todas as coisas que conduzem à vida e à piedade” (2 Pe 1.3).<br />
Em outro curso de psicologia, a questão dos valores estava sendo discutida. Havíamos aprendido que a única maneira de alguém determinar o certo e o errado é agir de conformidade com esta máxima: “O certo é tudo aquilo que é significativo e satisfatório para você e não machuca as outras pessoas”. Em meu papel de respostas daquela aula, afirmei que isso nos deixa em um dilema terrível, relativista e incerto no que se refere a determinar o certo e o errado. De maneira tão respeitosa e gentil quanto possível, escrevi: “Esta maneira de determinar o certo e o errado é bastante relativista e subjetiva, pois aquilo que eu penso ser significativo e satisfatório pode ser muito diferente daquilo que outra pessoa pensa ser significativo e satisfatório. Além disso, como eu posso saber que algo é realmente significativo e satisfatório? Visto que eu sou um ser humano limitado, aquilo que eu penso ser significativo e satisfatório pode não ser, de maneira alguma, uma avaliação exata”.<br />
No mesmo papel de respostas, escrevi as seguintes perguntas a respeito da declaração de que o certo é aquilo que não machuca as outras pessoas: “Que padrão devo utilizar para determinar se algo realmente não machucará outra pessoa? Como posso ter certeza de que outra pessoa não será ferida por aquilo que eu faço ou não faço? Sou finito e falível, e meu entendimento daquilo que machuca os outros pode ser total ou, pelo menos, parcialmente errado”. Em respostas às minhas perguntas, o professor escreveu: “Você levantou algumas questões sérias e interessantes, para as quais não temos respostas; mas continuaremos a lutar com tais questões”. Em outras palavras, se esquadrinharmos este padrão do certo e do errado, descobriremos que não temos realmente nenhum padrão.<br />
Quão infeliz é a situação daqueles que, trabalhando em ajudar outras, não têm uma base sólida que lhes capacite a entender as pessoas e seus problemas e a encontrar soluções para eles. Quão agradecidos e humildes nos deveríamos mostrar pelo fato de que temos a Palavra de Deus, a qual é proveitosa para nos ensinar. Meus irmãos, posso dizer-lhes, não com orgulho, e sim com ousadia, que realmente temos as respostas! Temos a verdade na Palavra de Deus. Neste livro, a Bíblia, o Deus todo-poderoso nos revela o que é certo e o que é errado. Quando fundamentamos nosso entendimento neste livro, não precisamos perguntar: “O que eu estou fazendo é certo ou errado?” Se os ensinos deste livro são inspirados por Deus, podemos ter paz, confiança e segurança, se aquilo em que cremos, o que dizemos, o que fazemos está de acordo com o que a Bíblia diz. Se o Deus todo-poderoso, todo-sábio, onisciente e infalível ensina algo, o que nos importam as coisas ensinadas pelo resto do mundo? É de acordo com a lei e com o testemunho da Palavra de Deus que falamos a verdade, e qualquer coisa que contradiz a Palavra de Deus é expressamente falsa (Is 8.20).<br />
Se uma pessoa não tem a certeza resultante de reconhecer que aquilo em que ela crê é o ensino de Deus, tal pessoa passa a vida toda como um navio sem âncora. Ela é constantemente jogada de um lado para outro, sem qualquer fundamento verdadeiro para ter certeza a respeito de qualquer coisa. Quando tal pessoa medita realisticamente a respeito de sua situação, o resultado é incerteza, temor, ansiedade, depressão, confusão, perplexidade e várias outras experiências desagradáveis. Ao contrário disso, quando uma pessoa reconhece que os ensinos da Bíblia foram inspirados por Deus, e tal pessoa entende, crê e aplica esses ensinos à sua vida, ela possui os fundamento sólidos para desfrutar de paz, confiança, certeza, contentamento, ousadia, coragem, gozo, gentileza, bondade, amabilidade, autocontrole e dignidade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Um crente da Holanda entrevistou-me a respeito do meu ponto de vista sobre o aconselhamento cristão. Ele estava viajando pelos Estados Unidos, fazendo perguntas a vários crentes que eram conselheiros e professores de aconselhamento a respeito da opinião deles sobre o que constitui o aconselhamento cristão. Disse ao meu entrevistador que todo aconselhamento digno de ser chamado cristão possui quatro características distintivas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;">1. Aconselhamento centralizado em Cristo</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Primeiramente, o aconselhamento cristão está consciente e abrangentemente centralizado em Cristo. O aconselhamento cristão atribui muito valor ao que Cristo é; ao que Ele fez por nós em sua vida, sua morte, sua ressurreição e seu envio do Espírito Santo; ao que Ele está fazendo por nós agora em sua intercessão, à direita do Pai, e ao que ainda fará por nós, no futuro. No aconselhamento cristão, o Cristo da Bíblia não é um acessório, um acréscimo com o qual podemos viver melhor. Pelo contrário, Ele está no centro, nos arredores e em todos os aspectos do aconselhamento. O aconselhamento centralizado em Cristo envolve o entendimento da natureza e das causas de nossas dificuldades humanas, bem como o entendimento das maneiras em que somos diferentes de Cristo em nossos valores, aspirações, desejos, pensamentos, escolhas, atitudes e reações. Resolver dificuldades relacionadas ao pecado inclui sermos pessoas redimidas e justificadas por Cristo, recebermos o perdão de Deus por meio de Cristo e obtermos dEle o poder que nos capacita a substituir padrões de vida pecaminosos e anticristãos por um modo de viver piedoso e semelhante ao de Cristo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;">2. Aconselhamento centralizado na salvação </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Um conselheiro cristão é um crente que expressa sua fé, de modo consciente e abrangente, em sua perspectiva a respeito da vida. O aconselhamento verdadeiramente cristão é realizado por indivíduos que experimentaram a obra regeneradora do Espírito Santo, que vieram a Cristo, através do arrependimento e da fé, que O reconheceram como Senhor e Salvador de suas vidas e que desejam viver em obediência a Ele; são pessoas cujo principal objetivo da vida é exaltar a Cristo e glorificar o nome dEle. Os conselheiros verdadeiramente cristãos são pessoas que crêem no fato de que, se Deus não poupou seu próprio Filho (de ir à cruz e de morrer ali), mas O entregou (à cruz e à morte) por nós (em nosso favor e em nosso lugar, como nosso substituto), Ele nos dará graciosamente tudo que necessitamos para uma vida eficiente e produtiva (para nos transformar na própria imagem de seu Filho, na totalidade de nosso ser). O aconselhamento verdadeiramente cristão é realizado por aqueles cujas convicções teológicas influenciam, permeiam e controlam sua vida pessoal, bem como sua teoria e prática de aconselhamento.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;">3. Aconselhamento centralizado na Igreja </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Outra característica distintiva do aconselhamento verdadeiramente cristão é que ele estará centralizado, de modo consciente e abrangente, na Igreja. As Escrituras deixam claro que a igreja local é o instrumento primário pelo qual Deus realiza sua obra no mundo. A igreja local é o instrumento designado por Ele para chamar o perdido a Si mesmo e o ambiente no qual Ele santifica e transforma seu povo na própria semelhança de Cristo. De acordo com as Escrituras, a Igreja é a casa de Deus, a coluna e o baluarte da verdade; é o instrumento que Ele utiliza para ajudar seu povo a despojar-se da velha maneira de viver (hábitos, estilo de vida, maneiras de pensar, sentimentos, escolhas e atitudes características da vida sem Cristo) e vestir-se do novo homem (uma nova maneira de viver com pensamentos, escolhas, sentimentos, atitudes, valores, reações, estilo de vida e hábitos semelhantes ao de Cristo (ver 1 Timóteo 3.15; Efésios 4.1-32).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;">4. Aconselhamento centralizado na Bíblia </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Finalmente, o aconselhamento verdadeiramente cristão está fundamentado, de modo consciente e abrangente, na Bíblia, extraindo dela a sua compreensão a respeito de quem é o homem, da natureza de seus problemas, dos “porquês” destes problemas e de como resolvê-los. Em outras palavras, o conselheiro precisa estar comprometido, de modo consciente e envolvente, com a suficiência das Escrituras para resolver e compreender todas dificuldades não-físicas, relacionadas ao pecado, que afetam o próprio indivíduo e seu relacionamento com os outros. Muitos em nossos dias se declaram conselheiros cristãos, mas não afirmam a suficiência das Escrituras. Em vez disso, eles crêem que precisamos de discernimento proveniente de teorias psicológicas e extrabíblicas para compreendermos e ajudarmos as pessoas, especialmente se elas têm problemas sérios. Para tais conselheiros, a Bíblia possui autoridade apenas designadora (ou seja, como um instrumento que nomeia) e não funcional (atual, genuína e respeitada quanto à pratica) no aconselhamento. Estes conselheiros reconhecem que a Bíblia é a Palavra de Deus e, por isso, digna de respeito, mas, quando se refere a entender e resolver muitos dos problemas autênticos da vida, eles crêem que a Bíblia possui valor limitado. Onde quer e por quem quer que seja realizado esse tipo de aconselhamento, somos convencidos de que, embora o conselheiro seja um crente, seu aconselhamento é sub-cristão, porque não está fundamentado, de modo consciente e abrangente, na Bíblia.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Estas quatro características distintivas do aconselhamento não constituem assuntos que podemos deixar de lado. Também não são “uma tempestade num copo d’água”. Pelo contrário, elas são o âmago de qualquer aconselhamento digno do nome “cristão”. Visto que entendemos estas características como o ensino da Palavra de Deus sobre o aconselhamento, elas determinam o modelo de nosso cursos de graduação e pós-graduação em aconselhamento.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Wayne Mack.</span><span style="font-family: Arial; color: black;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
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		<title>Dízimo evangélico: obedece a tradições ou as Escrituras Sagradas ?.</title>
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		<pubDate>Sun, 03 May 2009 03:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Seguimos ao Espírito Santo que nos deixou suas Escrituras Sagradas. Como conseqüência, o acúmulo de tradições acrescentadas, e ensinos distorcidos foram adicionados a essa Escritura, e o original ensino de Jesus Cristo foi varrido de sua genuína igreja por Ele criada. Somos filhos dessa fé em Jesus Cristo nosso Mestre, e temos a obrigação de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Seguimos ao Espírito Santo que nos deixou suas Escrituras Sagradas. Como </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">conseqüência, o acúmulo de tradições acrescentadas, e ensinos distorcidos foram adicionados a essa Escritura, e o original ensino de Jesus Cristo foi varrido de sua genuína igreja por Ele criada. </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Somos filhos dessa fé em Jesus Cristo nosso Mestre, e temos a obrigação de julgar nossas próprias práticas à luz da </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Bíblia, comparando Escritura com Escritura. Deveríamos hesitar em abolir </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ensinos que não se respaldam na Revelação? Não há erro quando alguém <span style="mso-bidi-font-style: italic;">obriga a si </span></span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">próprio </span><span style="font-family: Arial; color: black;">a não comer carne, ou guardar determinados dias, ou se abster de algo, ou </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">colocar sobre si qualquer outra obrigação sobre a qual não há mandamento bíblico (Rm </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">14.2-6). Porém, o erro passa a existir quando pretendemos impor <span style="mso-bidi-font-style: italic;">a outra pessoa </span></span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">exigências que a Bíblia não impôs. Pretendo demonstrar a seguir que o dízimo, </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">conforme tradicionalmente ensinado e praticado nas igrejas evangélicas, enquadra-se </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">nesta definição.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span id="more-692"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Um histórico da prática do dízimo:</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">A igreja pós-apostólica viveu a tensão entre a prática do dízimo e a afirmação paulina</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">de que Cristo nos libertou da lei (Gl 5.1). Nos séculos 5 e 6, encontramos a prática do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimo bem estabelecida nas áreas antigas da cristandade do ocidente. No século 8 os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">soberanos carolíngeos tornaram o dízimo eclesiástico parte da lei secular. Já no século</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">12, os monges que antes tinham sido proibidos de receber dízimos, sendo obrigados a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">pagá-los, obtiveram certa medida de liberdade ao obterem permissão para receber</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimos e, ao mesmo tempo, tendo isenção do pagamento deles. Controvérsias sobre</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimos sempre surgiram quando pessoas procuravam evitar o pagamento, ao passo que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">outras tentavam apropriar para si as rendas dos dízimos. Os dízimos medievais eram</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">divididos em <span style="mso-bidi-font-style: italic;">prediais</span>, cobrados sobre os frutos da terra; <span style="mso-bidi-font-style: italic;">pessoais</span>, cobrados dos salários</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">da mão-de-obra; e <span style="mso-bidi-font-style: italic;">mistos</span>, cobrados da produção dos animais. Esses dízimos eram</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">subdivididos, ainda, em <span style="mso-bidi-font-style: italic;">grandes</span>, derivados de trigo, feno e lenha, pagáveis ao reitor ou</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">sacerdote responsável pela paróquia; e <span style="mso-bidi-font-style: italic;">pequenos</span>, dentre todos os demais dízimos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">prediais, mais os dízimos mistos e pessoais, pagáveis ao vigário. Na Inglaterra,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">especialmente por volta dos séculos 16 e 17, a questão dos dízimos foi uma fonte de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">conflito intenso, visto que a Igreja Estatal dependia dos dízimos para sua sobrevivência.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Implicações sociais, políticas e econômicas eram consideráveis nas tentativas do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">arcebispo Laud de aumentar o pagamento dos dízimos, antes de 1640. Os <strong>puritanos</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ingleses e outros queriam a abolição dos dízimos, substituindo-os por <strong>contribuições</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;">voluntárias </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;">para sustentar os clérigos. Mas a questão dos dízimos despertou paixões </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ferozes e amarguras, notáveis dentre todas as questões associadas com a guerra civil</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">inglesa. Depois da guerra, o dízimo obrigatório sobreviveu na Inglaterra até o século</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">20.2</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O texto clássico</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">a nação toda. Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos exércitos, se eu não vos abrir as</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Ml 3.8-10</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Este é o texto clássico usado para ensinar aos membros da igreja a prática do dízimo,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">isto é, a entrega à igreja de 10% do salário bruto mensal. É concordância generalizada</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">entre os evangélicos que o dízimo não é dado, mas sim “devolvido” a Deus. Não poucos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">testemunhos confirmam que dar o dízimo acarreta bênção e o contrário traz maldição:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">“Temos um colega que recebeu uma carta de uma senhora que foi membro de sua Igreja e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ele chorou amargamente ao ler aquela carta, porque aquela senhora dizia o seguinte: Pastor,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">eu lhe agradeço por tudo quanto o senhor me fez durante o tempo em que fui membro da sua</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Igreja. Mas eu fui obrigada a me mudar dessa localidade e fui freqüentar outra Igreja. O</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">senhor nunca me falou a respeito do dízimo. O outro pastor me ensinou a ser dizimista, e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Deus me abriu as janelas dos céus e me tem dado tantas e tão grandes bênçãos que eu</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">lamento ter perdido doze anos na sua Igreja recebendo maldição, quando Deus tinha uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">bênção sem medida para mim, se eu fosse fiel. Um pastor que recebe uma carta assim só</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">pode chorar.3</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Testemunhos dessa natureza prendem a atenção dos ouvintes e são usados para</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">confirmar a veracidade do ensino a respeito do dízimo. É difícil discordar de algo que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">produz resultados como este:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">“Certo dia, quando recolhíamos os dízimos eu li este versículo. Estava presente um</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">engenheiro que, tendo sido muito rico, perdera tudo em poucas semanas, e quando eu li este</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">versículo ele compreendeu que isto tinha acontecido na sua vida, e, naquela hora, prometeu a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Deus que ia ser fiel na entrega dos dízimos. O que Deus fez e está fazendo na vida daquele</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">homem é simplesmente espantoso. Um ano depois este engenheiro era presbítero da minha</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Igreja e podia dizer: Hoje eu sou muito mais rico do que era quando Deus assoprou minha</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">riqueza porque Ele já me devolveu em dobro o que assoprou. Este homem tem sido uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">bênção na Igreja e no seu trabalho.4</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Doutrina, por mais atrativa que seja, não pode ter sua autoridade respaldada pela</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">experiência. O texto sagrado deve ser o <span style="mso-bidi-font-style: italic;">único </span>pilar sobre o qual se assenta o ensino.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Qualquer outro alicerce deve ser considerado supérfluo e indesejável. Sabemos também</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">que a doutrina não pode ser baseada num único texto. É necessário que haja uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">concordância com outras partes do Livro Santo. Examinemos se o dízimo, tal como é</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ensinado acima, confirma-se à luz das Escrituras.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">2 Extraído da <span style="mso-bidi-font-style: italic;">“Enciclopédia Histórico-Teológica da Bíblia”</span>. Ed. Vida Nova. Verbete “dízimo”. Negrito acrescentado. A afirmação</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">destacada merece consideração, pois os puritanos, nossos antepassados, representam o ápice do movimento reformado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">3 Extraído do livreto “<span style="mso-bidi-font-style: italic;">Fidelidade. Mordomia Cristã. Dízimo &#8212; método divino de contribuição</span>” do Rev. Jacob Silva. Ed. do Autor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">São Paulo. 1983. p..22-23</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">4 Idem, p. 21</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O Novo Testamento ensina a prática do dízimo?</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Uma primeira constatação é que não há, no Novo Testamento, nenhum parâmetro</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">mínimo estipulado para a contribuição.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O apóstolo Paulo organizou uma grande coleta para os necessitados da Judéia. As duas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">epístolas aos Coríntios trazem referência a esta coleta:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">quando eu for. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">1 Co 16.1-2</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Nos capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios, Paulo desenvolve seu ensino acerca das</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">contribuições. Estes textos se referem à alegria da contribuição, à generosidade, à</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">liberalidade, à presteza em ofertar:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">E isto afirmo, aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">com fartura com abundância também ceifará. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(9.6)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">&#8230; porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram <strong>abundância de</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">alegria</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">generosidade. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.2)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Pedindo-nos, com muitos rogos, a <strong>graça de participarem </strong>da assistência aos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">santos. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.4)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">&#8230; assim, como revelastes <strong>prontidão no querer</strong>, assim a leveis a termo, <strong>segundo</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">as vossas posses</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.11)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">porque bem reconheço a vossa <strong>presteza</strong>, da qual me glorio&#8230; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">( 9.2)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Não vemos nenhuma referência a uma contribuição mínima que é obrigatória – o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimo – e a partir daí, ofertas voluntárias. Ao contrário, o ensino de Paulo, é que se a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">contribuição não for voluntária, não deve ser dada:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Não vos falo na forma de mandamento</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">, mas para provar, pela diligência de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">outros, a sinceridade do vosso amor; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.8)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Porque, <strong>se há boa vontade</strong>, será aceita conforme o que o homem tem e não</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">segundo o que ele não tem. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.12)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Cada um contribua <strong>segundo tiver proposto no coração</strong>, não com tristeza ou por</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(9.7)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres (&#8230;) se não tiver</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">amor, nada disso me aproveitará. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(1 Co 13.3).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Ofertas voluntárias </span><span style="font-family: Arial; color: black;">são o método de contribuição do Novo Testamento:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">E sabeis também vós, ó filipenses, que, no início do evangelho, quando parti da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo no tocante a <strong>dar </strong>e receber,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">senão unicamente vós outros; porque até para Tessalônica <strong>mandastes não</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">. Não que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">eu procure o <strong>donativo</strong>, mas o que realmente me interessa é o fruto que aumente</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">o vosso crédito. Recebi tudo e tenho abundância; estou suprido, desde que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Epafrodito me passou às mãos o que me veio de vossa parte como aroma suave,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">como sacrifício aceitável e aprazível a Deus. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Fp 4.15-18)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Paulo usa a figura dos sacrifícios vetero-testamentários com relação às <span style="mso-bidi-font-style: italic;">ofertas</span>: as</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ofertas dos filipenses foram, diante de Deus, “como aroma suave, como sacrifício</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">aceitável e aprazível a Deus”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Mas aquele que está sendo instruído na palavra faça participante de todas as cousas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">boas aquele que o instrui </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Gl 6.6). Paulo, aqui, faz referência à <strong>obrigação </strong>de dar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">sustento àqueles que se afadigam no ensino da Palavra. Ensino repetido em 2</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Tessalonicenses 5.12:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais com</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">E mais detalhado em 1 Coríntios 9:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Não temos nós o direito de comer e beber? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 4)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Ou somente eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 6 &#8211; Paulo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">refere-se ao trabalho secular).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Se nós vos semeamos as cousas espirituais, será muito recolhermos de vós bens</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">materiais? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 11)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">alimentam? E que serve ao altar do altar tira o seu sustento? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 13). A</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">referência aqui é a Dt 18.1, que permite aos levitas comer partes dos sacrifícios</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">oferecidos no Templo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">De fato, existe o direito bíblico (do qual Paulo abriu mão, pelo menos com relação aos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">coríntios – 1 Co 9.15 – e aos tessalonicenses – 1 Ts 2.7,9; 2 Ts 3.8-9) de os pregadorespastores-</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">mestres serem sustentados pelas suas congregações:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">evangelho. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 14)&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Porém não há referência a dízimos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Algumas outras citações, entre muitas:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">&#8230; <strong>compartilhai </strong>as necessidades dos santos. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Rm 12.13)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">&#8230; <strong>façamos o bem </strong>a todos, mas principalmente aos da família da fé. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Gl 6.10)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">mãos o que é bom, <strong>para que tenha com que acudir ao necessitado</strong>. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Ef 4.28)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Exorta aos ricos do presente século &#8230; que &#8230; sejam &#8230; <strong>generosos em dar e</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">prontos a repartir </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;">(1 Tm 6.17,18).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Note-se o ensino consistente e positivo do Novo Testamento a respeito da generosidade,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">da liberalidade, da prontidão em repartir. A contrapartida negativa temos nas muitas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">advertências a respeito da avareza:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os <strong>cuidados</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">do mundo e a fascinação das riquezas </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">sufocam a palavra, e fica infrutífera </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Mt</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">13.22).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Tende cuidado e <strong>guardai-vos de toda e qualquer avareza</strong>; porque a vida de um</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">homem não consiste na abundância dos bens que ele possui. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Lc 12.15)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Sabei, pois, isto: nenhum &#8230; <strong>avarento, que é idólatra</strong>, tem herança no reino de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Cristo e de Deus. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Ef 5.5)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Porque nada temos trazido para o mundo, nem cousa alguma podemos levar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">querem ficar ricos caem em tentação e cilada, e em muitas concupiscências</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa <strong>cobiça</strong>, se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">1 Tm 6.7-10</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Seja a vossa vida <strong>sem avareza</strong>. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Hb 13.5)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Esta é a doutrina. Isso é o que devemos ensinar. O que passar disso pode ser considerado ensino</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">bíblico?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Jesus ensinou a prática do dízimo?</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Argumenta-se que Jesus ensinou que devemos dar o dízimo em Mateus 23.23:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas cousas, sem omitir</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">aquelas!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Note-se: obedecer os preceitos mais importantes <strong>da lei</strong>, sem omitir o dízimo da hortelã,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">do endro e do cominho, é o que Jesus afirma.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">De fato, esta afirmação de Jesus nos remete à discussão sobre a Lei e a Graça, o Velho e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">o Novo Testamento, a Antiga e a Nova Aliança.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Não ignoramos a profecia de Jeremias: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">nova aliança </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">com a casa de Israel e com a casa de Judá&#8230; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(31.31). Esta profecia foi</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">lembrada pelo autor de Hebreus que ensina a respeito de Jesus como <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Mediador de</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">superior aliança instituída com base em superiores promessas (8.6), </span><span style="font-family: Arial; color: black;">e completa:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">envelhecido está prestes a desaparecer </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.13)<span style="mso-bidi-font-style: italic;">. </span>Paulo afirma o mesmo com outras</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">palavras: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">que fôssemos justificados por fé. <strong>Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">subordinados ao aio </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;">(Gl 3.24-25)<span style="mso-bidi-font-style: italic;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Sabemos que há dois testamentos, duas alianças – uma antiga, que já passou, e uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">nova, que vigora. Mas, quando começou a vigorar a nova aliança, o novo testamento?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Hebreus responde: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Porque, onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">testador; pois um testamento só é confirmado no caso de mortos; visto que de maneira</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">nenhuma tem força de lei enquanto vive o testador. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Hb 9.16-17) Oh! que significado</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">tem as palavras de Jesus na última ceia: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">porque isto é o meu sangue, o sangue da <strong>nova</strong></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">aliança</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Mt 26.28).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Vemos, assim, que os evangelhos retratam acontecimentos da antiga aliança.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Poderíamos dizer que o Antigo Testamento se estende até Mateus 27.50 quando <span style="mso-bidi-font-style: italic;">“Jesus,</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Dessa forma, podemos entender muitas passagens do NT:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lc 1.15 o anjo Gabriel consagra João Batista ao nazireado, conforme Nm 6.3.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lucas 2.21 Jesus é circuncidado obedecendo o disposto em Levítico 12.3;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lucas 2.22 Maria se purifica conforme estabelecido em Levítico 12.4;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lucas 2.23 os pais de Jesus oferecem o sacrifício prescrito em Levítico 12.6-8;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Mateus 8.4 Jesus manda um leproso fazer o sacrifício prescrito em Levítico 14;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lucas 19.8 Zaqueu se submete duplamente à pena estabelecida em Êxodo 22.9;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Mateus 17.24 Jesus paga o imposto estipulado em Êxodo 30.11-16</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Mateus 26.17 Jesus e os discípulos cumprem o requerido em Êxodo 12.1-27.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Entendemos, então, que enquanto Jesus vivia, a Lei Mosaica estava em vigor. Como</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">entender Mt 8.4, onde Jesus ordena a apresentação de um sacrifício de animal ao que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">havia sido curado de lepra? É necessário que façamos isto hoje? Evidentemente que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">não. Da mesma forma, quando, em Mt 23.23, Jesus ordena aos fariseus que dêem o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimo do cominho, da hortelã e do endro, devemos entender que eles estavam debaixo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">da mesma aliança mosaica que obrigou o leproso a cumprir o ritual de Levítico 14. Há,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">portanto, nos relatos dos evangelhos, um aspecto de transição entre o que é e o que há</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">de vir. Por isso é preciso cuidado para não impor sobre o Novo Israel prescrições</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">relativas ao Antigo Israel. <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Pois não estais debaixo da lei e sim da graça </span>(Rm 6.14).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O dízimo está acima da Lei?</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Existe uma passagem em Gênesis 14.20 – <span style="mso-bidi-font-style: italic;">E de tudo lhe deu Abrão o dízimo – </span>que é</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">usada para defender a prática do dízimo como supra-legal, ou seja, acima da lei. Eis o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">argumento: Abrão deu o dízimo a Melquisedeque, rei de Salém, antes da Lei ser</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">estabelecida. Logo o dízimo é antes da Lei. Portanto o dízimo perdura após o fim da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Lei.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Tomemos outra passagem para testar a validade da argumentação acima – Gn 17.10:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">macho entre vós será circuncidado. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Em Gn 17.23-27 vemos Abraão circuncidando-se a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">si, a Ismael, e a todos os homens de sua casa. Argumentemos: Abrão circuncidou-se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">antes da Lei ser estabelecida. Logo a circuncisão é antes da Lei. Portanto a circuncisão</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">perdura após o fim da Lei.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Temos, assim, verificado que se este argumento é procedente para validar o dízimo, é da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">mesma forma procedente para justificar a prática da circuncisão.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Uma preciosa norma de interpretação afirma que um texto descritivo pode <span style="mso-bidi-font-style: italic;">ilustrar </span>uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">doutrina, porém não pode ser base de doutrina. Porém é freqüente cair neste erro. Toda</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">a doutrina pentecostal do batismo com o Espírito Santo esta assentada sobre o livro de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Atos – descritivo por excelência. Usando textos descritivos grupos sectaristas ensinam,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">por exemplo, o lava-pés (<span style="mso-bidi-font-style: italic;">Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés,</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">também vós deveis lavar os pés uns dos outros – </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Jo 13.14)<span style="mso-bidi-font-style: italic;">; </span>que a Ceia deve ser</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">celebrada com pão asmo (cf. Mt 26.17-19; Ex 12.1-27 – porém esquecem que Jesus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">usou também vinho e não o suco de uva que a maioria das igrejas usa atualmente); que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">o batismo só é válido quando feito em rio – “rios de águas correntes” é a expressão</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">usada (Mt 3.6). Kenneth Hagin, o fundador da “teologia” da prosperidade erige um</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">verdadeiro arranha-céu doutrinário sobre uma única afirmação de Jesus: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Por isso, vos</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">(Mc 11.24)<span style="mso-bidi-font-style: italic;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Portanto, se é correto que não se pode basear doutrina sobre texto descritivo, tanto</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Mt 23.23 quanto Gn 14.20 ficam invalidados para se justificar a prática atual do dízimo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O Dízimo e a Lei Mosaica</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Trazei todos os dízimos&#8230; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Ml 3.10).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Nenhum profeta do Antigo Testamento criou doutrina nova. A síntese do que diziam</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">pode ser resumida na seguinte sentença: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Voltem para a Lei</span>. Em outras palavras:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">lembrem-se do que Moisés vos prescreveu. De modo que, se queremos saber mais a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">respeito do dízimo devemos nos voltar para suas prescrições no Pentateuco. E é aí que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">encontraremos algumas surpresas:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">- Em Lv 27.30-33 aprendemos que os dízimos são <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Santos ao SENHOR.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">- Em Nm 18.21ss aprendemos que os dízimos são herança dos Levitas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">- Porém em Dt 12.5ss e 14.22ss aprendemos a respeito da <span style="mso-bidi-font-style: italic;">dinâmica </span>da entrega dos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimos: eles eram comidos e bebidos pelo próprio ofertante e sua família no Templo,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">diante do SENHOR, numa celebração alegre e festiva: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">A esse lugar </span>[o Templo] <span style="mso-bidi-font-style: italic;">fareis</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">chegar os vossos &#8230; dízimos&#8230; Lá comereis perante o SENHOR, vosso Deus, e vos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">alegrareis&#8230; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(12.6,7)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Se o caminho até o Templo fosse longo, o israelita poderia vender o seu dízimo e,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">chegando a Jerusalém, comprar <span style="mso-bidi-font-style: italic;">tudo o que deseja a tua alma: vacas, ovelhas, vinho ou</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">bebida forte, ou qualquer cousa que te pedir a tua alma; come-o ali perante o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">SENHOR, teu Deus, e te alegrarás, tu e a tua casa. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(14.26).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Repetidamente há a recomendação de não desamparar o levita (12.12, 18, 19; 14.27). E,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">finalmente, no capítulo 14 uma ordem especial:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Ao fim de cada três anos, tirarás todos os dízimos do fruto do terceiro ano e os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">recolherás na tua cidade. Então, virão o levita (pois não tem parte nem herança</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">contigo), o estrangeiro, o órfão e a viúva que estão dentro da tua cidade, e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">comerão, e se fartarão, para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em todas as</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">obras que as tuas mãos fizerem. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 28-29)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Portanto vemos claramente que somente de 3 em 3 anos o dízimo era entregue</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">integralmente </span><span style="font-family: Arial; color: black;">aos levitas. Nos anos restantes ele era consumido alegremente “perante o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">SENHOR” pelo próprio ofertante, por sua família e por muitos convidados, num grande</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">banquete. Em Ne 13.10-12, vemos a restauração da prática do dízimo no Judá pósexílio.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Ali está a referência aos “depósitos” onde eram armazenados os dízimos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">A que prática olvidada pelo povo Malaquias estava se referindo? A tudo o que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">acabamos de descrever do livro de Deuteronômio. Portanto, se quisermos usar o profeta</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">para restaurar a prática do dízimo, não podemos omitir os textos Mosaicos a que ele está</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">se referindo, pois uma boa norma de hermenêutica diz que um texto não pode significar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">para nós o que não significou para os seus destinatários originais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O Dízimo e os Profetas</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">A esta altura uma pergunta se faz necessária: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">é correto que um texto do Antigo</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Testamento de modo geral ou um texto de alguns dos profetas seja usado como base</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">para se ensinar a prática ou a abstenção de algum preceito? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Alguns respondem que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">sim, desde que se trate da lei moral, a qual continuamos obrigados a cumprir e não da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">lei cerimonial essa sim, revogada. Mas, como fazer tal distinção? Exemplifiquemos com</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">o conhecido texto do profeta Isaías (capítulo 58) sobre o jejum aceitável a Deus: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Seria</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">este o jejum que escolhi, que o homem um dia aflija a sua alma, incline a sua cabeça</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">como o junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza? &#8230; Porventura, não é este o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">É moral ou cerimonial o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">que escreve o profeta? E o final do discurso quando Isaías afirma: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Se desviares o pé de</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">falando palavras vãs, então, te deleitarás no SENHOR. Eu te farei cavalgar sobre os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">SENHOR o disse.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Guardar o sábado é moral ou cerimonial? Freqüentemente aquilo que <span style="mso-bidi-font-style: italic;">parece </span>cerimonial</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">está inextrincavelmente ligado ao que, sem dúvida, é moral. <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Não comereis cousa</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">alguma com sangue, não agourareis, nem adivinhareis. Não cortareis o cabelo em</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">redondo, nem danificareis as extremidades da barba </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Lv 19.26). <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Não contaminarás a</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">tua filha, fazendo-a prostituir-se&#8230; guardareis os meus sábados&#8230; não vos voltareis para</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">os necromantes, nem para os adivinhos. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Lemos, também, que Deus quis matar Moisés</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">porque este não havia circuncidado seus filhos (Ex 4.24-26) e que a pena de morte era</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">prescrita para quem não guardasse o sábado (Ex 31.14-15). Para o judeu comer comida</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">kosher </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(pura), guardar o sábado, circuncidar a si e seus filhos e usar barba era tão moral</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">quanto não consultar necromantes ou adivinhos e não prostituir sua filha. Portanto,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">como justificar que usar Malaquias 3.10 para se requerer a prática do dízimo é legítimo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">e não é legítimo usar Isaías 58.13 para se exigir a guarda do sábado? Por que critério</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Malaquias 3.10 é atual e não Malaquias 4.4? “<strong><span style="mso-bidi-font-style: italic;">Lembrai-vos da lei de Moisés</span></strong><span style="mso-bidi-font-style: italic;">, meu servo,</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">a qual lhe prescrevi em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos.” </span><span style="font-family: Arial; color: black;">E, se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Malaquias 3.10 continua vigorando, onde o Livro Santo nos autorizou a alterar a prática</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">do dízimo conforme prescrita pela lei de Moisés?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;">Calvino e a mordomia</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;">5</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Calvino, nos Comentários aos Cinco Livros de Moisés, nos trechos referentes às</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">primícias, aos dízimos e às oferendas escreve que estas prescrições têm um significado</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">5 Calvino deixou em sua vastíssima obra, valiosos e densos comentários sobre a vida material: riquezas, propriedades, trabalho, descanso, banqueiros, empréstimos, impostos, diaconia, remuneração, etc. Para quem quiser se aprofundar neste assunto recomendo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">a obra <span style="mso-bidi-font-style: italic;">O Pensamento Econômico e Social de Calvino</span>, de André Biéler, publicado pela Casa Editora Presbiteriana.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Assim, comentando a exigência do imposto do templo (Ex 30.16) ele escreve:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Deus os taxou todos a uma e a mesma soma, a fim de que, desde o maior até o menor,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">cada qual, qualquer que fosse o seu estado ou qualidade, reconhecesse que Lhe</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">pertencia inteira e totalmente. E não é de maravilhar, visto que era esse (como se diz)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">um direito pessoal e as faculdades não se creditam a que o rico, de fato, contribuísse</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">mais do que o pobre, mas antes, que o tributo era pago igualmente pessoa por pessoa.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Comentando o texto de Mt 17.24 ele acrescenta: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Sabemos que a Lei lhes impunha pagar</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">cada um anualmente meio estáter e que Deus, que os havia resgatado, era para eles o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Rei Soberano. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Ou seja, para Calvino, este imposto simboliza a redenção que Jesus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">efetua em favor de cada pessoa do seu povo. Da mesma forma, comentando sobre as</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">primícias, “Calvino afirma que São Paulo mostra que se a oferta das primícias, como</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">rito, <strong>foi abolida</strong>, guarda-nos, todavia, o significado espiritual.”6 <strong><span style="mso-bidi-font-style: italic;">Sem a cerimônia</span></strong><span style="mso-bidi-font-style: italic;">,</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">permanece ainda a verdadeira observância, quando nos exorta ele a glorificar o nome</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">de Deus, até mesmo no beber e no comer (1 Co 10.31)</span><span style="font-family: Arial; color: black;">7</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Comentando o voto de Jacó em Gn 28.22 (<span style="mso-bidi-font-style: italic;">E, de tudo quanto me concederes, certamente</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">eu te darei o dízimo</span><span style="font-family: Arial; color: black;">), Calvino escreve: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Os atos externos não caracterizam os</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">verdadeiros servidores de Deus, são apenas subsídios de piedade.</span><span style="font-family: Arial; color: black;">8</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Comentando 2 Co 8.8, o reformador escreve: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Verdade é que, por toda parte, ordena</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Deus que acorramos a ajudar os irmãos em suas necessidades; <strong>mas, verdade é também</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">que nenhuma passagem há em que nos defina a soma, </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">quanto lhes devemos dar, a fim</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">de que, feita estimativa de nossos bens, repartamo-los entre nós e os pobres; nem, de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">maneira semelhante, onde nos obriga a certas circunstâncias, nem de tempo, nem de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">pessoa, nem de lugar, mas à regrada caridade nos conduz.</span><span style="font-family: Arial; color: black;">9</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">No entanto, Calvino não deixa de enfatizar aquilo que já vimos: o ensino a respeito da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">generosidade e a precaução contra a avareza:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">A vontade liberal é agradável a Deus tanto do pobre quanto do rico&#8230; verdade é</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">que é bem certo que devemos a Deus não apenas uma parte, mas, afinal, tudo o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">que somos e tudo o que temos. <strong>Entretanto, segundo Sua benevolência, até esse</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">ponto nos poupa</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">, que Se contenta desta comunicação que o Apóstolo aqui</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">ordena. O que, pois, ensina ele aqui é um relaxamento, por assim dizer, daquilo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">a que somos obrigados no rigor do direito. Contudo nosso dever é estimular-nos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">a nós mesmos a <strong>darmos com freqüência</strong>. Não há temer que sejamos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">exageradamente descomedidos neste aspecto, pelo contrário, há é o perigo de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">sermos demasiado sovinas</span><span style="font-family: Arial; color: black;">.10</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Ainda comentando 2 Co 8.8, Calvino acrescenta: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Ora, esta doutrina é necessária contra</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">um bando de visionários que pensam que nada havemos feito, se não nos despojamos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">inteiramente para termos tudo em comum. Na verdade, tanto fazem por sua fantasia,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">que ninguém pode dar ajuda em boa consciência. Eis porque é preciso observar-se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">diligentemente a moderação de São Paulo, a saber, que nossa ajuda seja agradável a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Deus, quando de nossa abundância acorremos à necessidade dos irmãos, não de tal</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">maneira que tenham a ponto de regurgitarem, enquanto nós ficamos na condição de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">6 Biéler, op. cit. p. 473, negrito acrescentado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">7 Sermão de Calvino sobre Dt 14.21-28, negrito acrescentado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">8 Comentários aos Cinco Livros de Moisés</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">9 Comentários ao Novo Testamento 2 Co 8.8, destaque acrescentado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">10 Idem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">necessitados, mas antes, que <strong>do nosso distribuamos segundo o permite nossa própria</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">capacidade, e com alegria de coração e ânimo disposto</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">.</span><span style="font-family: Arial; color: black;">11</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Conclusão</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Cremos que as Escrituras Sagradas do Velho e do Novo Testamento são a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Palavra de Deus é a única regra de fé e prática dada por Ele à sua Igreja, e que são</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">falsas e perigosas todas as doutrinas e cerimônias contrárias a essa palavra, e todos os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">usos e costumes acrescentados à simples lei do Evangelho de nosso Senhor Jesus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Cristo? </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O que devemos fazer? A confissão que fizemos nos lembra que tudo o que é extrabíblico</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">é, na verdade, anti-bíblico, que qualquer imposição que se revele sem raízes nas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Escrituras deve ser considerada falsa e perigosa, mesmo que tenha sido instituída com</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">propósitos elevados.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O dízimo tradicionalmente praticado pelos evangélicos é bíblico? Se não for não pode</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ser legitimamente exigido de nenhum membro. Já se afirmou que se o dízimo for extinto</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">a igreja perderá o seu sustento. Ora, este <strong>não </strong>é um argumento bíblico. Respondemos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">que a doutrina bíblica nunca prejudicará a vida da igreja e que a verdade jamais será</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">perniciosa; pelo contrário, se tivermos a determinação de ensinar que os membros são</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">livres </span><span style="font-family: Arial; color: black;">para dar ou não dar, que não há patamar mínimo exigido, que Deus ama a quem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dá com alegria, que devemos ser generosos, guardar-nos da avareza, ser prontos em</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">repartir, acumular tesouros no céu&#8230; Deus responderá derramando sobre a <strong>Sua </strong>igreja</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">bênçãos sem medida. Concluímos que o ensino enfatizado do N.T. se resume em repartir </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">recursos sem reserva e mutuamente em amor e graça.</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Páscoa bem além dos ovos de chocolate !.</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Apr 2009 19:40:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[doutrinas]]></category>
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		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Páscoa é uma comemoração muito importante na vida do cristão, ela é sinônima de libertação (Ex 12:17, 42; Dt 16.3); entende-se também como início de novos rumos, da nova caminhada em direção a uma vida santa e segundo o coração de Deus. Sua instituição foi ordenada pelo próprio Deus a Moises (Ex 12.1,2 e Jo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">Páscoa</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"> é uma comemoração muito importante na vida do cristão, ela é sinônima de libertação (Ex 12:17, 42; Dt 16.3); entende-se também como início de novos rumos, da nova caminhada em direção a uma vida santa e segundo o coração de Deus. Sua instituição foi ordenada pelo próprio Deus a Moises (Ex 12.1,2 e Jo 2.23); a observação é uma ordenança e deve ser cumprida pelos verdadeiros filhos de Deus (Ex 12.28,50); a exemplo do Senhor Jesus, que junto a seus discípulos a comeu (Mt 26,17-20).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span id="more-626"></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">O termo &#8220;páscoa&#8221; deriva da palavra hebraica &#8220;<strong>pessach&#8221;</strong>, que significa passar por cima, pular além da marca ou passar sobre (atravessar); <strong>Em Ex 12:3 &#8211; Gn 15: 13,14 &#8211; Jo 8:32-36 &#8211; Jo 3:16.</strong>. Quando Deus ordenou ao anjo destruidor que eliminasse todo primogênito na terra do Egito, a casa que tivesse o sinal do sangue do cordeiro não seria visitada pela morte (Êxodo 12:1-36). Os judeus passaram então a celebrar a Páscoa (Pessah) comemorando a saída do Egito, a passagem para a liberdade. A partir de Jesus, essa celebração foi substituída pela Ceia do Senhor, com o pão e o vinho, em Sua memória. Não mais para relembrarmos a saída do Egito, mas para estarmos sempre nos lembrando da liberdade que Nele há, da Sua morte e ressurreição. A passagem de uma vida, para uma vida vivida em &#8220;novidade de vida&#8221;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">A Primeira Páscoa &#8211; Êxodo 12.1-12.</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">1.As qualificações para o sacrifício:</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·&#8221;Cada um por si&#8221; (Êxodo 12.3) &#8211; a responsabilidade individual.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Um cordeiro &#8220;segundo as casas dos pais&#8221; (Êxodo 12.3,4) &#8211; segundo as necessidades de cada um.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Sem mácula (Êxodo 12.5) &#8211; a pureza do sacrifício.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Macho (Êxodo 12.5) &#8211; por determinação divina; a qualificação perfeita.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Tomado entre as ovelhas ou as cabras (Êxodo 12.5) &#8211; a utilidade e acessibilidade do sacrifício.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Um ano de idade (Êxodo 12.5) &#8211; a inocência e preciosidade do sacrifício </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">2.A cerimônia do sacrifício também tinha que ser observada. (Êxodo 12.6).</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Para que fosse aceito o cordeiro era guardado do décimo até o décimo quatro dia (Êxodo 12.6).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Era sacrificado à tarde (Êxodo 12.6).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·O seu sangue era um sinal para o Senhor não ferir ninguém na casa onde o seu sangue era posto na verga e nas ombreiras da porta (Êxodo 12.7).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·A sua carne deveria ser assada no fogo com pães ázimos e comida com ervas amargas (Êxodo 12.8).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Nada dele deveriam ser comidos cru, nem cozidos em água, mas assado no fogo (Êxodo 12.9).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·A sua cabeça e os pés com a sua fressura, nada podiam ser deixados até o amanhecer (Êxodo 12.9). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">3.A participação do povo que comeram o sacrifício foi especificada (Êxodo 12.11).</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Os que comiam na páscoa tinham que estar vestidos para viajar (Êxodo 12.11, lombos cingidos, sapatos nos pés, o cajado na mão).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Deviam comer apressadamente (Êxodo 12.11). Prontos para obedecer na peregrinação. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">I.CRISTO NOSSA PASCÓA.</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">1.Cristo: o sacrifício propício.</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Jesus era o sacrifício dado por Deus (João 3.16; Isaías 28.16; 42.1; I Pedro 2.4, &#8220;mas para Deus, eleita e preciosa&#8221;). Por si – &#8220;O Cordeiro de Deus&#8221;.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Cristo é segundo o que é necessário, Ele é o &#8220;justo para os injustos&#8221; (I Pedro 3.18); veio ao mundo, nascido de mulher, sob a lei (Gálatas 4.4), verdadeiramente Ele é &#8220;segundo a casa dos pais&#8221; (Êxodo 12.3,4).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Cristo era o sacrifício de Deus sem mácula (II Coríntios 5.21; Hebreus 4.15; I Pedro 2.22).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Cristo é macho &#8220;E dará à luz um filho&#8221; (Mateus 1.21); os anjos anunciaram aos pastores de Belém, &#8220;Achareis o menino envolto em panos&#8221; (Lucas 2.12); os pastores foram a Belém e &#8220;acharam&#8230;&#8221;. o menino deitado na manjedoura&#8221; (Lucas 2.16); na fuga para o Egito, o anjo do Senhor apareceu em sonhos, &#8220;Levanta-te, e toma o menino&#8221; (Mateus 2.13); na volta do Egito para Israel, &#8220;Levanta-te, e toma o menino&#8221; (Mateus 2.19); e em Jerusalém, Jesus foi circuncidado (Lucas 2.21) e foi apresentado no templo pois &#8220;Todo o macho primogênito será consagrado ao Senhor&#8221; (Lucas 2.23); na volta a Nazaré Lucas foi inspirado a relatar &#8220;E o menino crescia&#8221; (Lucas 2.40). Verdadeiramente Cristo é o Filho de Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Cristo foi tomado entre o povo (Isaías 53.2, &#8220;como raiz de uma terra seca;&#8221;; João 1.11, &#8220;o que era seu&#8221;; Mateus 26.45, &#8220;Filho do homem&#8221;).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Inocente e precioso diante de Deus, (I Pedro 1.19; Provérbios 8.29-31; II Samuel 12.3) assim como foi precioso o cordeiro de um ano. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">II.CRISTO NOSSO VIGÁRIO (substituto).</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">1.A Morte de Cristo &#8211; igual à celebração da páscoa.</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Cristo foi guardado aparte, até que fosse &#8220;chegada à hora&#8221; certa (João 17.1), Cristo foi aguardado até a &#8220;plenitude do tempo&#8221; (Gálatas 4.4); &#8220;a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho&#8221;, (Hebreus 1.1). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Jesus também foi crucificado à tarde (Mateus 27.46; Marcos 12.34; Lucas 23.44; João 19.14) e foi diante todo o ajuntamento da congregação: os políticos, soldados, religiosos e o público geral (Mateus 27.11-20, 27-31, 39-44). Portanto, são testemunhas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·A aspersão (aplicação) do seu sangue é sinal que Deus aceita o sacrifício (Hebreus 9.14; 12.24). Quem tem o sangue de Cristo em seu coração nunca verá a morte mas já passou da morte para a vida (João 5.24; II Tessalonicenses 1.10; I João 1.7). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·A morte de Cristo foi acompanhada por tristeza e sofrimento, da mesma maneira que a carne da páscoa, assada no fogo e comida com ervas amargas (Mateus 26.37-44, &#8220;começou a entristecer-se e a angustiar-se muito&#8221;; II Coríntios 7.10, &#8220;tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação). Cristo foi desamparado por Deus (Mateus 27.46), um sacrifício completo, nada terminando antes da hora (Fil. 2.8, &#8220;obediente até a morte, e morte de cruz.&#8221;). Tudo &#8220;consumado&#8221; perfeitamente.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Assim como nenhum pedaço da carne da páscoa deveria ficar para depois, nada do corpo de Cristo foi deixado além da hora prevista na cruz (Mateus 27.57-60) ou na sepultura, pois ressuscitou no terceiro dia (Mateus 28.1-6, &#8220;Ele não está aqui&#8221;), exatamente como foi profetizado (Mateus 16.21). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·A qualificação dos que &#8220;comem&#8221; de Cristo pela fé (João 6.55,63; Romanos 1.17, &#8220;o justo viverá da fé&#8221;) é a mesma para os que tenham direito a participar da Ceia do Senhor (a instrução sobre a Ceia do Senhor foi dada aos membros da igreja em Coríntios, I Coríntios 11.20, 24; &#8220;quando vos ajuntais&#8221;, como a primeira ceia foi para os daquela casa, Êxodo 12.3,4).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Comem se preparando para peregrinar honestamente (Rom 6.4, para andar &#8220;em novidade de vida&#8221;) entre os gentios, até o &#8220;dia da visitação&#8221; (I Pedro 2.11,12). Nossa morada, tesouro, vida e reino são tudo no céu. Estamos em terra estranha e devemos andar como os do dia (I Tessalonicenses 5.5,6, &#8220;Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios;&#8221;; Efésios 5.8; I Coríntios 11.28, &#8220;Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice.&#8221;). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Também há uma certa pressa para que o pecador seja salvo, para não deixar para outra hora a salvação que é tão necessária (Atos 17.30; Hebreus 3.7-11). Há pressa também para os salvos. Eles têm responsabilidades sérias para cumprir antes da vinda do Senhor: evangelização; santificação pessoal.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·O crente é um peregrino e a vinda de Cristo é iminente. Portanto, trilhe o seu caminho apressando-se enquanto olhe para Jesus que logo virá (Hebreus 12.1,2; I Tessalonicenses 5.2; II Pedro 3.10; I Coríntios 11.26, &#8220;Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha&#8221;). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">A instituição da Ceia do Senhor foi durante a observação da Ceia da Páscoa (Mateus 26.17-19; Marcos 14.12-16; Lucas 22.7-13) assim trazendo as verdades tipológicas da Ceia da Páscoa para a Ceia do Senhor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·O Pão ázimo representa Cristo sem pecado como o sacrifício idôneo no lugar dos pecadores que se arrependem e crêem Nele (II Coríntios 5.21; fermento representa pecado: I Coríntios 5.6-8; Lucas 12.1).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·O Fruto da Vide representa a inocência e a preciosidade da vida de Cristo (I Pedro 1.18,19) que foi derramada na cruz para todos estes que creram, crêem e crerão Nele (João 3.16; 17.9,20).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·A Ceia do Senhor é de natureza memorial. &#8211; Lucas 22.19 &#8220;fazei isto em memória de mim.&#8221;; 1 Coríntios 11.24. Não salva o memorial. Este não tem poder para salvar. É apenas uma lembrança que aponta à morte de Jesus. Cristo é a salvação perfeita. Crendo Nele entra no agrado de Deus. Rejeitando Cristo, rejeita o único sacrifício pelos pecados que agrada Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">Cristo é o &#8220;Cordeiro de Deus&#8221;, a &#8220;nossa páscoa&#8221; (I Coríntios 5.7, &#8220;Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós&#8221;; I Pedro 2.24) em todas as maneiras, e a Ceia do Senhor relembra-nos disso. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">III.CRISTO NOSSO LIBERTAÇÃO.</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">A Páscoa significa libertação.</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"> A Páscoa surge como a festa que marcava o fim da opressão e da escravidão no Egito do povo hebreu. A profecia a Abraão revelava que seus descendentes ficariam sob o domínio de uma terra estranha por 400 anos, mas que depois eles seriam libertados e sairiam com grande riqueza (cf. Gn 15: 13,14). E isto de fato ocorreu, mas não antes que esta festa fosse celebrada. E um pequeno detalhe, se esta festa era a festa da libertação, porque então ela foi celebrada antes da libertação propriamente dita? Porque Deus quis ensinar que o sacrifício expiatório, a fé e a nossa obediência precedem a plena libertação, afinal, Israel não estava sendo liberto apenas do Egito, mas também do Anjo da Morte. E isto implica que a libertação espiritual sempre precede a física. Se o sangue do cordeiro não fosse derramado e aspergido sob os umbrais da casa, o povo de Israel teria sido destruído pelo Anjo. A libertação da páscoa reveste-se, portanto, de um caráter interior, por mostrar a necessidade pessoal de libertação por meio da substituição. E um caráter prospectivo, porque profetizava a libertação antes dela acontecer e prenunciava a obra messiânica de Cristo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">Neste sentido, a Páscoa devia ser celebrado por nós com profunda reverência e festa, afinal, Cristo é a nossa Páscoa. Sua vida foi posta como cordeiro que sendo morto derramou seu sangue em favor de muitos. A nossa libertação espiritual plena foi conquistada por Cristo, a nossa Páscoa. João Batista chamou Jesus de &#8220;cordeiro de Deus&#8221; que tira o pecado do mundo (cf. Jo 1.29). O apóstolo Paulo disse que ele é a nossa páscoa (1Co 5:7), e Ele mesmo prometeu a libertação a todos quantos crerem Nele (cf. Jo 8:32-36 e Mt 11:28).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">Aceitar o sacrifício de Jesus feito por nós como diz as Escrituras, é saborear da páscoa, e estar no caminho da liberdade espiritual. A Páscoa dos hebreus os libertou da escravidão, opressão, miséria e de seus pecados perante Deus. Esta libertação aponta para o começo de uma nova vida, liberta de todos os seus terrores e opressão.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">Páscoa significa também salvação da Família. Observem que a promessa de Deus era que por meio do sacrifício de um cordeiro e cada casa era salva do destruidor. Faraó havia dito ao povo hebreu que eles podiam ir, mas sem os seus filhos (cf. Ex 10:8-11). A Páscoa nos desperta para o fato de que a obra de Jesus foi suficiente para conceder libertação também a nossa Família. O Senhor nesta ocasião quer te despertar para o compromisso que você, pai, mãe e filho, tem diante de Dele para com sua própria família.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">Páscoa tem profundo significado para o cristão por representar a obra de Cristo para a nossa redenção. Séculos depois a páscoa cristã, um dia tornar-se-ia história na encarnação do Senhor. E a Páscoa hebraica era exatamente uma antecipação figurativa da obra de Jesus no calvário. Observemos agora algumas similaridades do cordeiro da Páscoa e de Cristo a nossa Páscoa.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">IMPLICAÇÕES CONCLUSIVAS: </span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">A.A PUREZA.</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·O cordeiro pascoal era separado no décimo dia de Abibe (abril) e examinado minuciosamente antes do seu sacrifício no dia 14 de Abibe, pois o cordeiro tinha que ser &#8220;&#8230; imaculado&#8221;.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Quando Lucas registra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém poucos dias antes da crucificação, o faz exatamente na hora em que o povo estava trazendo os seus cordeiros pascoais para serem examinados pelos sacerdotes. Segundo o autor de Hebreus 7: 26 Jesus tinha que ser declarado &#8220;&#8230; Santo, irrepreensível, imaculado, e inviolado pelos pecadores&#8221;.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">B.O EXAME SACERDOTAL.</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·O cordeiro da Páscoa era submetido a um exame pelos sacerdotes que o julgavam, com base no exame de sua perfeição, apto para ser sacrificado. Quando lemos o relato de Mateus 22 do verso 15 ao 46, encontramos Jesus, o cordeiro de Deus, sendo examinado pelos herodianos, saduceus, escribas e fariseus e nenhum deles conseguiu achar nele nenhum defeito que o incriminasse e eles mesmo ficaram sem condições de responder-lhe nenhuma palavra (cf. Mt 22:46).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">C.</span></strong><span style="font-family: Arial; color: #414b56;">O <strong>EXAME DAS AUTORIDADES.</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Em Jo 18:12, 28, encontramos Jesus sendo preso e levado ao tribunal na casa de Caifás, e como era ocasião da páscoa, os judeus não podiam entrar no tribunal para não se contaminarem, pois se assim fizessem não poderiam comer da páscoa. Naquele momento também, os cordeiros pascoais estavam também sendo examinados.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·E Caifás queria evidências para o entregar a Pilatos, mas não as encontrou; por isso, ao invés de apresentar ofensa, disse apenas que se Ele não fosse ofensor não seria entregue (cf. Jo 18.29). Pilatos por sua vez, após ter examinado Jesus, &#8220;&#8230; não achou nele crime algum&#8230;&#8221; (cf. Jo 19.4). E com estas palavras, o veredicto legal e civil estava dado e três vezes Pilatos declarou que Jesus era inocente (cf. Jo 18: 28; 19: 4, 6).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·A lei dizia que o cordeiro teria que ser sem defeito algum, senão, ele não poderia ser sacrificado ao Senhor (cf. Dt 15:21). Jesus foi achado sem defeito diante de todos depois de profundo exame e só depois foi crucificado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Tendo em vista que o sacrifício do cordeiro pascoal era suficiente para justificar os hebreus diante do destruidor, o sacrifício de Cristo também foi suficiente para justificar o homem diante de Deus contemplando a justiça divina.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Páscoa é a celebração da Nova Vida. A páscoa, como é comemorada pelo mundo, não nos traz qualquer beneficio, mas quando entendemos que nossa Páscoa é Cristo, então chega a hora de tiramos das reflexões e práticas correlatas, muitas importantes lições.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">Primeiramente aprendemos que se Cristo é a nossa páscoa, não faz sentido a comemorarmos com ovos e nem coelhinhos, tampouco com sacrifico de animais, mas através do sacramento ordenado por nosso Senhor Jesus Cristo, a Ceia do Senhor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">&#8220;E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça; porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus e, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de Deus e, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu aos seus amigos, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós.&#8221; (Lc 22: 15- 20).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">Neste episódio, ocorrido pouco antes da prisão e morte de Jesus, Ele introduz naturalmente a Ceia como substituta da festa pascoal do Antigo Testamento. Se observarmos, esta evidente que o Senhor não terminou a refeição pascoal antes de instituir a Ceia, antes, a ceia está intimamente ligada à refeição pascal. O pão que era comido com o cordeiro na páscoa foi consagrado para um novo uso pelo Senhor e o terceiro cálice (cálice messiânico), que era chamado de cálice da bênção, foi usado como segundo elemento na ceia. Desta forma percebemos que a Páscoa vestiu-se de um novo significado na última ceia instituída por Jesus. Ademais, os sacrifícios pascoais tinham significado simbólico e apontavam para Cristo que haveria de ser apresentado em sacrifício para envergonhar a morte. Quando este estava a ponto de ser morto e cumprir as escrituras e tudo aquilo que estes sacrifícios pascoais prenunciavam há séculos, houve a necessidade de mudar o símbolo e o tipo. Afinal, haveríamos de continuar comendo cordeiros? Haveríamos de comer a carne de Cristo sendo Ele nosso cordeiro pascoal? É claro que não.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">Mas como então comemorar este ato memorável feito por Cristo senão através da festa que ele instituiu, a santa ceia. Aprendemos ainda que na ocasião da páscoa e da ceia, deveríamos meditar na tão grande novidade de vida que Cristo a nossa Páscoa nos proporcionou. Jamais deveremos esquecer o significado da páscoa e que foi por isto que Jesus nos ensinou a Cear com a seguinte admoestação, &#8220;&#8230; fazei isto&#8230; em memória minha&#8230;&#8221;.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">A memória deste acontecimento nos permite gozar da certeza da libertação do pecado, da morte e da miséria interior na qual estávamos condenados a aceitar, e nos permite olhar para o futuro com esperança, já que cada vez que ceamos &#8220;anunciamos a vida, morte, ressurreição e ascensão do Senhor até que ele venha&#8221;. (I Co 11.26).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">A nossa celebração da ceia pascal de Cristo, tão como foi à primeira celebração da páscoa pelos Hebreus, prenuncia que Cristo é a passagem da velha vida para uma nova vida. Hoje em Cristo, estamos comemorando, anunciando e proclamando que ele virá estabelecer definitivamente o seu Reino, e até lá, nós como igreja peregrina participamos com a ajuda do Espírito Santo da &#8220;transformação dos reinos deste mundo no Reino de nosso Senhor Jesus Cristo&#8221;.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·O elemento mais importante do cordeiro pascal no Egito foi o <span style="text-decoration: underline;">sangue</span>, que devia ser passado nas ombreiras e na verga das portas das casas. O sangue era o sinal [,símbolo e selo] para o Senhor [abençoá-los]: &#8220;E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que <em>estiverdes</em>; vendo eu sangue, <strong>passarei por cima</strong> de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito&#8221; (Êxodo 12.13). Da expressão &#8220;passarei por cima&#8221;, em Hebraico <strong><em>pessach</em></strong>, vem o nome <strong><em>Páscoa</em></strong>! Para os israelitas o sinal [, símbolo e selo] do sangue foi [comunicante de] sua salvação [pela ação graciosa do Senhor], e o sangue de Jesus [sinalizado, simbolizado e selado no puro vinho, autêntico fruto da vide] tornou-se [, pela instituição do Senhor,] o sinal [, símbolo e selo] da salvação para nós os que cremos nEle [e na eficácia do Seu sangue, o signo, a coisa simbolizada e a coisa selada]. Seu sangue [, pela sinalização, simbolismo e selagem do vinho puro, autêntico fruto da vide] mostra: aqui já houve julgamento. O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele (veja Isaías 53.5). [Igualmente comunica salvação e as bênçãos advindas da salvação, pela ação do Espírito Santo, que além de converter os eleitos quando a Palavra é proclamada, os abençoa na Celebração da Ceia do Senhor.]</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·Em Êxodo 12.22 está escrito algo muito importante, que é pouco levado em conta: &#8220;&#8230; porém nenhum de vós saia da porta da sua casa até à manhã&#8221;. Os israelitas estavam seguros <span style="text-decoration: underline;">somente atrás</span> das ombreiras e da verga da porta <span style="text-decoration: underline;">aspergidas com o sangue</span> – e assim também nós estamos seguros <span style="text-decoration: underline;">somente <strong>em Jesus</strong></span>, somente estamos protegidos se estivermos nEle. Por isso, antes da crucificação, Jesus falou de maneira tão insistente da necessidade de <strong>estar nEle!</strong> Estar nEle significa, acima de tudo, atender ao que Ele ordena. Do mesmo modo que os israelitas deviam acreditar em Moisés e fazer o que ele ordenado, para serem salvos da perdição.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·No mesmo contexto está escrito em Êxodo 12.11: &#8220;Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta <em>é</em> a páscoa do Senhor&#8221;. Também nós crentes em Jesus devemos assumir um posicionamento espiritual semelhante ao dos judeus prontos para partir, como está escrito em Hebreus 13.14: &#8220;Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura&#8221;. Mais adiante, a Epístola [do Apóstolo Paulo] aos Hebreus (11.10-16) diz que os crentes, como [estrangeiros e] peregrinos na Terra, estão buscando uma pátria celestial. Também nós devemos nos apressar, devemos estar sempre prontos para partir, revestidos de toda a armadura de Deus, que Paulo descreve em Efésios 6.13-17: cingidos [os lombos] com a verdade, calçados os pés com a preparação do evangelho da paz, [tomando sobretudo o escudo da fé e também o capacete salvação], tendo na mão a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">·São mencionados ainda mais detalhes que têm significado simbólico: Êxodo 12.8 ordena que a carne assada em fogo do cordeiro devia ser comida com &#8220;pães ázimos; com ervas amargosas a comerão&#8221;. Essa é uma indicação dos amargos sofrimentos de Jesus por nós (tanto em Seu corpo, quanto em Sua alma]. Em Êxodo 12.46 está escrito que nenhum osso do cordeiro pascal devia ser quebrado – por isso, João 19.33-36 menciona que, ao contrário dos dois outros crucificados, nenhum dos ossos de Jesus foi quebrado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Arial; color: #414b56;"><span style="font-size: small;">Portanto, podemos dizer com Paulo: &#8220;<strong>Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós</strong>&#8221; (1 Coríntios 5.7). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: #000080; font-size: small;"> </span></span></p>
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		<title>Análise de Gálatas &#8211; Fruto do Espírito.</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 05:22:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei&#8221; (Gálatas 5:22,23).       Mas o fruto do Espírito. Justamente como havia condenado toda a natureza humana como nada produzindo senão frutos nocivos e indignos, agora nos diz que todas as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei&#8221; (Gálatas 5:22,23).</p>
<p> </p>
<p><span id="more-624"></span></p>
<p><strong> </p>
<p> </p>
<p>Mas o fruto do Espírito.</p>
<p>Justamente como havia condenado toda a natureza humana como nada produzindo senão frutos nocivos e indignos, agora nos diz que todas as virtudes, todas as boas e bem ordenadas afeições procedem do Espírito, ou seja, da graça de Deus e da natureza renovada que recebemos de Cristo. Como se houvera dito: &#8220;Nada, senão o mal, procede do homem; nada de bom pode proceder senão do Espírito Santo&#8221;. Pois ainda que às vezes surjam nos homens não regenerados notáveis exemplos de nobreza, fidelidade, temperança e generosidade, o fato é que não passam de marcas ilusórias. Curio e Fabricio foram famosos por sua coragem; Cato, por sua temperança; Scipio, por sua bondade e generosidade; Fabio, por sua paciência. Mas tudo isso era apenas aos olhos dos homens e como membros da sociedade. Aos olhos de Deus, nada é puro senão o que procede da fonte de toda a pureza.</strong></p>
<p>Não tomo <strong>alegria</strong>, aqui, no sentido de Romanos 14:17, mas como aquele bom humor [<em>hilaritas</em>] para com nossos companheiros, o qual é o posto de melancolia. <strong>Fé </strong>é usada para verdade, e é contrastada com astúcia, engano e falsidade. <strong>Paz </strong>contrasto com rixas e contendas. <strong>Longanimidade </strong>é a suavidade da mente, a qual nos dispõe a levar tudo com otimismo, não permitindo a suscetibilidade. O restante é óbvio, pois a condição da mente se abre a parte de seu fruto.</p>
<p>Pode-se perguntar, porém, que juízo formaremos dos perversos e idólatras que, não obstante, exigem extraordinária semelhança de virtudes. Pois pelo prisma de suas obras parecem espirituais. Eis minha resposta: nem todas as obras da carne despontam numa pessoa carnal; mas sua carnalidade é exibida por um ou outro vício; assim como uma pessoa não pode ser tida como espiritual pelo prisma de uma única virtude. Às vezes se fará óbvio à luz de outros vícios que a carne reina em tal pessoa; e isso é facilmente visto em todos aqueles a quem mencionamos.</p>
<p> </p>
<p><strong>Contra tais coisas não há lei.</p>
<p>Há quem entenda isso como significando simplesmente que a lei não é dirigida contra as boas obras, visto que das boas maneiras têm emanado boas leis. Mas a intenção de Paulo é mais profunda e menos óbvia, ou seja: onde o Espírito reina, a lei não mais exerce qualquer domínio. Ao modelar nossos corações segundo sua própria justiça, o Senhor nos liberta da severidade da lei, de modo que não trata conosco segundo o pacto da lei, nem obriga nossas consciências sob sua condenação. Não obstante, a lei continua a exercer seu ofício de ensinar e exortar. Mas o Espírito de adoção nos livra da sujeição a ela devida. Paulo, pois, ridiculariza os falsos apóstolos, os quais forçavam a sujeição à lei, mas que ninguém estava mais ansioso do que eles para livrar-se do jugo dela. Paulo nos diz que a única forma pela qual isso se faz possível é quando o Espírito de Deus assume o domínio. À luz desse fato, segue-se que eles não se preocupavam com a justiça espiritual.<span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"></span></strong></p>
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		<title>A esquecida teologia feminina.</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 05:39:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você já prestou atenção ao fato de que sempre falamos da situação do “homem”, que Deus tem um plano para o “homem”, que o “homem” tem se direcionado para aqui ou ali, que a história do “homem” no mundo é isso ou aquilo etc? Da mesma maneira, quando falamos de Deus, o tratamos sempre como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Você já prestou atenção ao fato de que sempre falamos da situação do “homem”, que Deus tem um plano para o “homem”, que o “homem” tem se direcionado para aqui ou ali, que a história do “homem” no mundo é isso ou aquilo etc? Da mesma maneira, quando falamos de Deus, o tratamos sempre como a figura parental do Pai, e nunca como Mãe. </span><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">É fato que a linguagem bíblica está permeada pela linguagem masculina, e isso se manifesta nas igrejas, ao reproduzirmos essa linguagem sem nenhum cuidado ou precaução nos sermões, louvores e estudos bíblicos. Deus é sempre “Ele”, “Senhor”, “Rei”, “Principe”, “Homem de guerra”, “Pai da Eternidade”. Neste sentido, a linguagem feminina nunca é usada, e a mulher não existe enquanto gênero teológico-literário-lingüístico. A mulher está sempre subentendida, incluída como mensagem secundária, adicionada, escondida, incluída em menções nunca feitas..</span></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;"><span id="more-599"></span> </span></span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"> </p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Os exemplos bíblicos das mulheres são sempre secundários ou negativos, sem força, usados como precaução na estruturação da fé cristã: Eva, Hagar, Tamar, Jezabel, Maria, a mulher adúltera etc. Nem sequer prestamos atenção às imagens femininas para Deus na Bíblia. Somente para citar dois exemplos: a palavra em hebraico no Antigo Testamento para Espírito é feminina; e Jesus queria que Deus fosse uma galinha para acolher seu povo. </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Ao longo da história da Teologia, por exemplo, a encarnação de Cristo como homem nunca foi entendida como um <em><span style="font-family: Arial;">acidente </span></em>de gênero ou necessidade de seu tempo, mas como uma necessidade ontológica, isto é, uma necessidade absoluta, que via Deus como um ser necessariamente masculino. 1 Ao pensarmos assim, e ao afirmarmos a encarnação de Cristo como uma necessidade masculina, acabamos por negar a universalidade da ação cristológica e sua redenção. </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Raymond Brown, um conhecido estudioso do Novo Testamento, disse o seguinte: “Os termos <em><span style="font-family: Arial;">Pai</span></em><em><span style="font-family: Arial;"> </span></em>e <em><span style="font-family: Arial;">Filho </span></em>parecem não traduzir completamente para algumas mulheres (e também alguns homens) a extensão do entendimento de Deus. A Teologia clássica insiste corretamente em definir Deus como <em><span style="font-family: Arial;">Pai</span></em><em><span style="font-family: Arial;"> </span></em>e <em><span style="font-family: Arial;">Filho </span></em>como termos não sexistas, mas eles têm que concordar com o fato no qual, em função da extensão da experiência humana, esses termos acabam sendo vistos como exclusivamente masculinos.” 2 </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Para além da preocupação do politicamente correto, é preciso saber que a linguagem cria mundos, imagens, estruturas, ênfases e forças que criam valores, hábitos, visão de mundo, comportamento e, conseqüentemente, formas de se entender e apreender a fé e a vida. Além do mais, a linguagem também pode nos fazer idólatras. Sempre que tratamos Deus somente como figura masculina, o fixamos numa estrutura totalitária que denuncia uma idolatria que deveríamos rejeitar. Em nossos antropomorfismos (jeitos humanos de se falar de alguma coisa), se concordamos que Deus não tem sexo, mas usamos somente o sexo masculino para descrever Deus, acabamos negando a Deus a possibilidade de ser mulher, ou de não ser homem. </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Permita-me fazer uma proposta: sem negar a validade e a beleza de se chamar Deus de Pai, proponho que façamos um boicote temporário ao uso de Deus como Pai, Senhor e Homem. Que tal começarmos a orar a Deus como “Mãe nossa, que está nos céus”? Isso pode nos ajudar em nosso relacionamento com Deus, pois, para muitos, a figura paterna compromete uma relação mais próxima com Deus em virtude de histórias pessoais carregadas de dor e dificuldades com a figura paterna. </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Como imaginar Deus em formas femininas? Será que é possível? Será que ficaremos assustados e temeremos perder o temor e o respeito a Deus, e mesmo nossa fé, se a chamarmos de Mãe? Ao iniciarmos uma linguagem inclusiva, veremos que Deus não é nem masculino, nem feminino, mas ambos! </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Por que fazer isso? Para exercitarmos a imaginação junto com nossa fé; para sermos inclusivos; para fazermos das mulheres não submissas, mas parceiras. Nossa fé se ampliará muito mais com a presença feminina de Deus. Se tivermos olhos para ver, talvez conseguiremos viver essa fé como algo mais carinhoso e menos bruto; mais bondoso e menos virulento; mais acolhedor e, conseqüentemente, menos julgador. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Ao fazermos isso, moveremos o terreno não só de nossa fé e de nossas igrejas, mas também os alicerces culturais de nossa sociedade. E poderemos servir de exemplo, de anúncio profético e de expansão da linguagem da fé para que futuras gerações sejam iluminadas por uma nova forma de lidar com a linguagem e com o Evangelho. Criaremos novas e belas imagens de Deus, de Jesus e do mundo, e fomentaremos sonhos de justiça que alimentem novas referências que sejam mais inclusivas para a nossa sociedade, engajadas na luta por uma vida mais ampla, e assim mais fiéis ao Evangelho abundante e não discriminador de Jesus Cristo. </span></p>
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		<title>Dramas de Corinto: o filme reprisado de hoje !.</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 05:33:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Apesar de ser uma igreja que se via como espiritual (1 Coríntios 3.1) e de ser voltada para a busca de dons carismáticos (1 Coríntios 12.31; 14.1; 14.12), a igreja de Corinto estava na iminência de dividir-se em pelo menos quatro pedaços. Paulo, ao escrever-lhes, menciona que tem conhecimento de quatro grupos dentro da comunidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Apesar de ser uma igreja que se via como espiritual (1 Coríntios 3.1) e de ser voltada para a busca de dons carismáticos (1 Coríntios 12.31; 14.1; 14.12), a igreja de Corinto estava na iminência de dividir-se em pelo menos quatro pedaços. Paulo, ao escrever-lhes, menciona que tem conhecimento de quatro grupos dentro da comunidade que ameaçavam a sua unidade: os de Paulo, os de Pedro, os de Apolo e os de Cristo (1 Coríntios 1.11-12). A igreja de Corinto, com seu espírito faccioso e divisionista, a despeito de sua pretensa espiritualidade, ficou na história como um alerta às igrejas cristãs de todo o mundo, registrado na carta que Paulo lhes escreveu. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-596"></span></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Para aprendermos a lição, devemos primeiramente entender o racha que estava por acontecer naquela igreja. E não é um desafio fácil determinar com relativa certeza a natureza e identificação de cada um dos grupos mencionados por Paulo em 1 Coríntios 1.12. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Uma explicação popular é a dos partidos teológicos. Para alguns estudiosos, os aderentes de Pedro, Paulo e Apolo haviam-se agrupado em torno das suas doutrinas distintas, formando uma divisão rígida dentro da igreja. Estes grupos se caracterizavam por manter as ênfases doutrinárias características daqueles líderes. Geralmente se ouve falar que os de Pedro mantinham um Cristianismo judaico rígido e intolerante, até meio legalista; que os de Paulo eram mais abertos, enfatizando a salvação pela fé sem as obras da lei, e que os de Apolo seguiam a hermenêutica alegórica do eloqüente alexandrino. A realidade é que não há qualquer indício em 1 Coríntios 1-4 da existência de partidos teológicos. A relação entre a teologia dos líderes favoritos e a formação destes partidos em torno de seus nomes é altamente especulativa. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O que se percebe é que havia <em><span style="font-family: Arial;">a escolha pessoal de cada coríntio </span></em>de um líder favorito, de quem ele se vangloriava de ser discípulo (1 Coríntios 1.12; 3.21). As contendas se davam porque cada um deles afirmava que seu eleito era o melhor (3.21, 4.6). Percebemos ainda que existe uma relação estreita entre o apego à filosofia grega e a formação dos partidos em 1 Coríntios 1-4. Os slogans “eu sou de&#8230;” soam como culto à personalidade, um erro no qual crentes neófitos e imaturos caem com freqüência. No caso dos coríntios em particular, esse culto à personalidade tinha recebido um impulso adicional da sua tendência, como gregos, de exaltar os mestres religiosos ao status de <em><span style="font-family: Arial;">theioi anthropoi </span></em>, homens possuindo qualidades divinas. As principais escolas filosóficas da Grécia costumavam invocar o nome de seus fundadores e principais mestres. Esse costume poderia explicar a vanglória dos coríntios em seguir Paulo, Pedro, Apolo e mesmo o Mestre de todos, Cristo. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Os slogans usados pelos coríntios (“eu sou de&#8230;”) ratificam esse ponto. O problema tinha a ver com a tendência comum de alguns crentes de <em><span style="font-family: Arial;">venerar líderes cristãos reconhecidos </span></em>. Com exceção de Cristo, os nomes escolhidos pelos coríntios são de um apóstolo (Pedro e Paulo) ou de alguém associado com eles (Apolo): Paulo era o fundador apostólico da igreja (4.15); Apolo, por sua vez, embora não considerado no Novo Testamento como um apóstolo, era um pregador eloqüente e tinha desenvolvido um ministério frutífero entre os coríntios, depois da partida de Paulo (3.6, cf. At 18.24-28, 19.1); E Pedro era o conhecido líder dos apóstolos, e muitos possivelmente teriam sido atraídos a ele, embora não seja certo que alguma vez ele haja visitado a igreja de Corinto. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Os “de Cristo” são notoriamente difíceis de se identificar. Embora a escolha do nome de Cristo tenha sido possivelmente uma reação ao partidarismo em torno de nomes de homens, os seus aderentes nada mais são que outro partido. Eles se vangloriavam de que seguiam a Cristo somente, e não a homens, mesmo que estes fossem apóstolos. Paulo os teria criticado pela forma <em><span style="font-family: Arial;">facciosa </span></em>com a qual afirmavam esta posição aparentemente correta. É provável que os membros do partido “de Cristo” eram os mesmos “espirituais”, um grupo na igreja que se considerava “espiritual” (cf. 3.1; 12.1; 14.37). Para eles, o conceito de ser “espiritual” estava relacionado com o uso dos dons espirituais, principalmente de línguas e de profecia. Este grupo, por causa do acesso direto que julgava ter a Deus, através dos dons, teria considerado desnecessário o ministério de Paulo, tinham-no em pouca conta, e mesmo queriam julgar a sua mensagem (1 Coríntios 4.3; 4.18-21; 8.1-2; 9.3). Esse seria o grupo “de Cristo,” cujos membros (em sua própria avaliação) não dependiam de homem algum, mas somente e diretamente do Senhor, através dos dons. Paulo faz pouco caso das suas reivindicações, e considera a igreja <em><span style="font-family: Arial;">toda </span></em>como sendo “de Cristo” (cf. 3.23; 2 Coríntios 10.7). </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">É o próprio Paulo, entretanto, quem nos revela a causa interna principal para as divisões entre os coríntios: eles ainda eram carnais (1 Coríntios 3.1-4; cf. Gálatas 5.20). Esta carnalidade, embora deva ser interpretada primariamente como imaturidade, em contraste aos “maduros” ou “perfeitos” (1 Coríntios 2.6), carrega uma conotação ética, como a expressão “andar segundo os homens” (1 Coríntios 3.3) indica. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Podemos concluir que os partidos de Paulo, Apolo, Cefas e Cristo, que estavam rachando a igreja de Corinto, não eram partidos teológicos, isto é, aglutinados em torno da suposta teologia de cada um destes nomes. Mais provavelmente, os partidos se formaram a partir das preferências pessoais dos coríntios individualmente, tendo como impulso a sua imaturidade, sua carnalidade, e sua tendência, como gregos, de exaltar mestres religiosos. O partido de Cristo, por sua vez, havia se formado por outro motivo, a enfatuação religiosa produzida pelos dons carismáticos. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A situação triste da igreja de Corinto nos fornece um retrato do espírito divisivo que ainda hoje permeia as igrejas evangélicas. É um texto básico para ser pregado e ensinado nas igrejas e seminários. Embora haja momentos em que uma divisão seja necessária (quando, por exemplo, uma denominação abandona as Escrituras como regra de fé e prática), percebemos que as causas do intenso divisionismo evangélico no Brasil são intrinsecamente corintianas: imaturidade, carnalidade, culto à personalidade, orgulho espiritual, mundanismo. Nem sempre os líderes são culpados do culto à personalidade que crentes imaturos lhes prestam. Paulo, Apolo e Pedro certamente teriam rejeitado a formação de fã-clubes em torno de seus nomes. De qualquer forma, os líderes evangélicos sempre deveriam procurar evitar dar qualquer ocasião para que isto ocorra, como o próprio Paulo havia feito (1 Coríntios 1.13-17). Infelizmente, o conceito de ministério que prevalece em muitos quartéis evangélicos de hoje é exatamente aquele que Paulo combate em 1 Coríntios. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
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		<title>Terapias tiram crentes da Igreja ?.</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 03:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das perguntas que mais tenho de responder é: &#8220;Por que muitas pessoas quando começam a fazer terapia deixam de ir à igreja?&#8221;. Para responder a esta questão, o melhor é descrever, pelo menos um pouco, o que é psicoterapia no prisma eclesiástico. A psicoterapia tem como uma de suas propostas ajudar a pessoa a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Uma das perguntas que mais tenho de responder é: &#8220;Por que muitas pessoas quando começam a fazer terapia deixam de ir à igreja?&#8221;. Para responder a esta questão, o melhor é descrever, pelo menos um pouco, o que é psicoterapia no prisma eclesiástico. A psicoterapia tem como uma de suas propostas ajudar a pessoa a assumir sua própria vida, fazer suas escolhas e se responsabilizar por aquilo que escolheu e suas conseqüências. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-589"></span></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O bom profissional trabalha juntamente com a pessoa que busca ajuda para que ela encontre cada vez mais recursos para viver de forma coerente consigo mesma. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Em geral, quando uma pessoa vem para a psicoterapia, ela está lidando com conflitos que lhe trazem angústia. E o que ela mais quer é achar o caminho da dissolução do conflito para minorar seu desconforto. Entre estes conflitos, pode estar justamente a questão da participação ou não da comunidade religiosa, e muitas vezes o conflito já surgiu em decorrência de uma vida dupla, onde a participação em um grupo religioso é imposto por alguém de alguma forma. Quando a pessoa fala sobre sua vida dupla na psicoterapia, alegando que quer fazer uma escolha, mas não consegue, a terapia vai ajudá-la a se fortalecer para optar por aquilo que ela acredita ser o que quer e o melhor para si. A psicoterapia não busca levar a pessoa a optar por aquilo que até então foi imposto para ela. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Algumas pessoas estão tão frágeis na sua autonomia e livre arbítrio que buscam um julgamento no terapeuta, ou então que ele indique qual caminho seguir. No entanto, não cabe ao terapeuta convencer a pessoa sobre o que ela deve fazer, muito menos julgá-la. A responsabilidade do terapeuta, junto ao cliente, é descobrir todas as opções que a pessoa tem e deixar que ela faça sua escolha. Ou então apresentar ao paciente suas próprias falas e comportamentos para que ele mesmo perceba possíveis incoerências e assuma uma nova postura. Na história de Jesus com o jovem advogado rico, em Marcos 10.17-22, é o jovem quem procura Jesus. É ele quem apresenta uma questão. E Cristo aponta-lhe o caminho, mas deixa que ele faça a escolha. O aspecto mais bonito deste exemplo de relação de ajuda é que, quando o jovem demonstra que a escolha será diferente, Jesus Cristo não o recrimina, mas o deixa ir e o ama com o olhar. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A melhor vantagem que um profissional tem nesta situação é que o cliente em geral vai lhe contar a verdade sobre o que foi escolhido e se está dando conta ou não da escolha feita. Normalmente, quando se impõe uma escolha à pessoa que buscou ajuda, esta tende a ocultar a verdade, caso não consiga seguir na direção imposta. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Como profissionais da psicologia, existe o compromisso com o sigilo. E mesmo quando o profissional é visto como culpado – o que é comum em algumas situações – ele deve se calar mesmo sabendo que a verdade é outra. O paciente, se quiser, pode assumir e dizer a verdade. E alguns assumem. Outros, porém, temerosos das diversas punições e rejeições possíveis, transferem para o psicólogo uma responsabilidade que nunca foi do profissional. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O resultado é que a pessoa não deixa a Igreja por causa da terapia, mas busca a terapia porque já queria deixar o convívio na comunidade religiosa e precisava se fortalecer na decisão já tomada. Ou no mínimo precisava de alguma sustentação. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">&#8220;&#8230;Bem aventurado é o homem que não se condena naquilo que aprova.&#8221; (Romanos 14.22).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
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		<title>Discernindo vulnerabilidades no Corpo.</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 01:42:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A condição humana é uma condição de vulnerabilidade, a despeito de qualquer camada social ou credo religioso que professem. Durante toda a nossa existência, mesmo sem consciência desta realidade, somos expostos independente de nossa vontade ou escolha, a uma série de situações, experiências, vivências e condições de maior ou menor risco, com variados danos e ameaças [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A condição humana é uma condição de vulnerabilidade, a despeito de qualquer camada social ou credo religioso que professem. Durante toda a nossa existência, mesmo sem consciência desta realidade, somos expostos independente de nossa vontade ou escolha, a uma série de situações, experiências, vivências e condições de maior ou menor risco, com variados danos e ameaças à nossa vida e ao nosso bem estar. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-584"></span></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Contudo esta condição de vulnerabilidade não é homogênea e igualmente distribuída entre os diferentes indivíduos e grupos sociais. Cada um de nós e os diversos grupos sociais vivem condições e graus de vulnerabilidade aos diferentes danos e ameaças, extremamente distintos e possuem recursos desiguais para se protegerem destes problemas. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Sendo a vulnerabilidade uma suscetibilidade ao dano, e um &#8220;estar em risco&#8221; de diferentes tipos de ameaça à vida e à saúde, podemos dizer que não se pode estar vulnerável sem estar ameaçado, mesmo que esta ameaça não seja consciente nem evidente. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A vida moderna e o cotidiano de uma metrópole e/ou megalópole expõem cada um dos grupos sociais a diferentes tipos de riscos e ameaças tanto físicas e biológicas como ambientais, sociais e desta forma, trabalhar com os diferentes problemas que enfrentam os seres humanos é trabalhar com os diversos fatores e condições que condicionam, determinam, influenciam, acirram, aumentam ou diminuem as variadas vulnerabilidades individuais e coletivas. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O campo da saúde mental nos mostra que a vulnerabilidade reflete a forma possível do individuo se adaptar e estruturar sua identidade, dentro de um determinado jogo de forças e dentro de um especifico e complexo sistema de relações e normas sociais. Ou seja, revela a síntese que ele consegue fazer (o mapa interno que ele consegue construir) para se situar no mundo. Ex: enxerga a esquizofrenia ou algumas vivências neuróticas como uma forma de adaptação, de significação e de proteção contra um sofrimento e uma ameaça considerados maiores. É uma forma de manter seu mundo e identidade pessoal, ainda que com prejuízo para sí mesmo. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ao enfatizar os aspectos processuais e relacionais da vulnerabilidade apontamos para algumas de suas características essenciais: 1) seu dinamismo ( a vulnerabilidade não é estável e nem uma característica essencial do individuo – ninguém é vulnerável, mas está vulnerável), opõe-se assim aos conceitos monolíticos de grupos que são vulneráveis; 2) sua não dualidade : não é &#8220;sou ou não sou&#8221;, &#8220;tenho ou não tenho&#8221;, mas é algo que posso ter em algumas áreas e dimensões e não ter em outras; 3) aonde ela existe, existe em gradações diferentes. Por isso cada pessoa vive um complexo e dinâmico padrão de vulnerabilidade em cada momento de sua vida. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Também é sempre importante lembrar, que o individuo apesar de estar sujeito a vários constrangimentos sociais não é totalmente determinado por eles e sempre existe um espaço de negociação, articulação, de transformação e alteração de contextos. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Qual é a utilidade de sabermos destas coisas e de que forma nós cristãos evangélicos podemos utilizar este conceito para alguma coisa? Ou seja, porque estamos ouvindo tudo isso? </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Primeiramente porque este conceito pode ser uma valiosa ferramenta de análise para enxergarmos as vulnerabilidades existentes nos contextos de vida das populações com que decidimos trabalhar (de forma a não propormos soluções simplistas e pré-estabelecidas e não contextualizadas e negociadas com as populações); bem como a vulnerabilidade que a própria estrutura da Igreja impõe a várias vivências do cotidiano de seus fiéis e a vulnerabilidade dos evangélicos ou de uma determinada comunidade à diferentes questões e riscos reais, mas muitas vezes não percebidos ou negados pela própria postura da Igreja. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Para que as propostas e programas sugeridos pelas comunidades evangélicas em resposta a diferences questões e problemas emergentes deixem de ser pontuais, tímidas, desarticuladas, simplistas, e muitas vezes equivocadas, alienadas, e controversas; é necessário uma aproximação mais critica e mais abrangente em torno destas questões. Entre tais questões, está a reflexão sobre os fatores que influenciam a vivência de uma sexualidade cada vez mais precoce, muitas vezes inconseqüente e de maior risco para gravidez ou DST/AIDS etc..; uma compreensão para a quantidade de casamentos desestruturados e fracassados; uma maior visibilidade para as inúmeras situações de violência, abuso, e isolamento que vários indivíduos vivem nas suas vidas; a compreensão do risco de envolvimento com drogas. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">É cada vez mais reconhecida a relevância de se conhecer e se utilizar o conceito de vulnerabilidade tal como tem sido proposto e empregado no campo da Aids, dos desastres naturais, dos estudos sobre crimes raciais e preconceitos. Trata-se, como vimos na primeira parte deste artigo, de uma valiosa ferramenta para análise, conhecimento e diagnóstico da realidade, como também de ferramenta para planejamento de ações e intervenção. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Um exemplo. Dentro das ações e políticas desenvolvidas em doenças sexualmente transmissíveis (DST) e Aids, o conceito de vulnerabilidade passou a ser incorporado como uma resposta crítica aos limites, inadequações, imprecisões e problemas criados tanto pelo conceito de grupo de risco (que associava o risco da infecção pelo HIV ao simples fato de pertencer ou não a determinado grupo atingido: homossexual, hemofílico etc.) como pelo conceito de comportamento de risco (que apesar de universalizar a possibilidade de risco, enxergava-o como fruto apenas dos comportamentos individuais inseguros e inadequados, ou seja, fruto da vontade e escolha individual, sem discernir as diferentes forças que determinavam e influenciavam estes comportamentos). </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Assim, percebeu-se que a evolução dos casos de Aids ao redor do mundo não estava somente associada a fatores de ordem individual e físico- biológica, mas também a fatores de ordem política, social, econômica e cultural, e muito ligada a exclusão social. Sendo assim, os diferentes estudiosos, pesquisadores, técnicos e gestores dos programas de Aids se apropriaram do conceito de vulnerabilidade originário do campo dos direitos humanos para fornecer mais elementos para a análise de como as pessoas estavam se infectando e obter uma visão mais abrangente e mais ampla das diferentes forças e influências que interagiam entre si de forma aumentar a vulnerabilidade de grupos específicos. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Além do panorama epidemiológico indicar que a Aids não atingia os diversos grupos sociais de uma forma similar e que a vulnerabilidade de uma pessoa à epidemia estava relacionada à inúmeros aspectos que iam além de seu comportamento individual (dependendo de sua condição e lugar social e de cultura grupal), percebeu-se que não só o aumento da pobreza deixava as pessoas mais vulneráveis à infecção pelo HIV / AIDS e outras DST’s (devido às péssimas condições de vida, à falta de direitos sociais garantidos, à falta de acesso à informação, à exposição à violência, à falta de acesso à serviços, a insumos e a tratamento de qualidade, entre outros&#8230;); como o aumento da prevalência do HIV / AIDS nas diferentes regiões, também aumentava a pobreza. Esta sinergia entre AIDS, pobreza, falta de direitos sociais, e precário contexto de vida (chamada de &#8220;sinergia das pragas&#8221;); tem sido foco de extensa apreensão, pois em várias regiões do mundo esta epidemia tem destruído e demolido décadas de desenvolvimento econômico e social. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Com esta visão mais abrangente, avança-se assim, para além de uma análise simplista que apenas culpabiliza o individuo e os grupos de serem prevaricadores da fé, imorais e pecadores, sem entender as características e contornos de suas escolhas, possibilitando àqueles que querem trabalhar com os diferentes grupos, a possibilidade de melhor conhecer as peculiaridades e contornos de suas realidades. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">É claro que a responsabilidade individual não se extingue desta análise, mas fica contextualizada e pode ajudar o próprio individuo, a fazer uma reflexão crítica sobre sua própria condição, mobilizando recursos que não enxerga e atuando sobre forças e influências que a princípio tais pessoas não percebem. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
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		<title>Cegueira espiritual &#8211; Dr. Russel Shedd.</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 21:19:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[C. S. Lewis]]></category>
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		<description><![CDATA[Você não me conhece Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: Mostra-nos o Pai ? (Jo 14.9). É de conhecimento comum que os descrentes sofrem de uma cegueira espiritual induzida pelo “deus deste mundo” (2Co 4.4). Mas essas palavras de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Você não me conhece Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: Mostra-nos o Pai ? (Jo 14.9). É de conhecimento comum que os descrentes sofrem de uma cegueira espiritual induzida pelo “deus deste mundo” (2Co 4.4). Mas essas palavras de Jesus revelam a possibilidade de estar com Cristo sem conhecê-lo. Deve ser comparável ao galho na Videira (Cristo) que não produz fruto; conseqüentemente, sofre a desgraça da remoção e ser lançado no fogo..</span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"><span id="more-578"></span></span></p>
<p> </p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Os deficientes visuais sabem que são distintos dos outros que gozam da visão boa. Os tristes seres humanos, aflitos com cegueira física, reconhecem seu isolamento num mundo escuro. </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Podem tentar imaginar este belíssimo mundo, invisível para eles, exuberante e com vivas cores, vistas empolgantes de montanhas, rios, oceanos e rostos expressivos. Temos pena dos que nunca tiveram a oportunidade de se deliciar com a vista perfeita. Mas deficiência física é muito menos sério do que a cegueira espiritual. A escuridão condena todos os que não têm fé a concluir que o mundo físico é tudo que há. A glória do Criador se percebe pela fé, de modo que todos os sinais da glória e da majestade do seu poder e inteligência inseridos neste mundo se perdem na cegueira do materialista. </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">C.S. Lewis comparou a tentativa de comunicar a existência do mundo espiritual a um incrédulo a uma criatura que em toda sua vida experimentou apenas duas dimensões. Alguém que tenta explicar as três dimensões do mundo real por uma fotografia acha que o triângulo é um caminho e outro triângulo, uma montanha. O indivíduo limitado às duas dimensões fracassa completamente ao tentar compreender a realidade que a fotografia representa. Como um cão que fareja o dedo da pessoa apontando um suculento pedaço de carne, em vez de virar a cabeça, o homem preso à compreensão materialista do mundo acha que toda essa realidade de Deus, salvação e Céu não passam de imaginação fértil do crente. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Mais complexo é o caso do cristão com olhos abertos, mas incapaz de ver. Paulo ora pelos efésios, rogando a Deus pela iluminação dos olhos a fim de que eles “conheçam a esperança à qual ele os chamou”. Escreveu John H. Newman: “Abençoados aqueles que finalmente verão aquilo que olho mortal não tem visto e somente a fé goza. Aquelas coisas maravilhosas do novo mundo já existem agora como serão então. São imortais e eternos; e as almas que então serão feitos conscientes delas, as verão em sua tranqüilidade e majestade aonde nunca chegaram. Mas quem é capaz de expressar a surpresa e o arrebatamento que descerão sobre aqueles que finalmente os conhecerão pela primeira vez? Quem pode imaginar, por uma extensão da imaginação, os sentimentos daqueles que, tendo morrido na fé, acordam para júbilo? A vida, então iniciada, durará para sempre; porém, se a memória for para nós então o que é para nós agora, aquele dia será um dia para ser muito </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">celebrado para o Senhor durante todas as eras da eternidade” . </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">A falta de <em><span style="font-family: Arial;">ver </span></em>essa gloriosa realidade escatológica torna esta vida uma cena de competição, ambição e desespero. Crentes se desviam por falta de visão do futuro que não vêem e nem imaginam. Faltando iluminação nos olhos espirituais, ficam presos ao mundo material temporário.</span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Transferem os valores do Céu para a Terra e interpretam a prosperidade em termos financeiros e passageiros. Seguir a recomendação de Jesus parece loucura. “Não acumulem para vocês tesouros na Terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam”, em vez de acumular tesouros nos céus. Isto faz sentido somente para quem tem uma visão clara da realidade além deste mundo material. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"><br />
A Deus toda a glória !.</span></p>
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