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	<title>O Caminho Cristão &#187; graça</title>
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	<description>"O cristianismo não é meramente um programa de conduta;é o poder de uma nova vida "</description>
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		<title>Deus, o sustentador de tudo e todos !.</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 20:51:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se cremos que “no princípio criou Deus os céus e a terra”, devemos crer também que esse mesmo Deus mantém todas as coisas criadas por ele. A priori esse conceito é até muito difundido e aceito no meio cristão, mas quando falamos de certas inferências do que isso significa, alguns deles têm um receio e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se cremos que “no princípio criou Deus os céus e a terra”,<br />
devemos crer também que esse mesmo Deus mantém todas as coisas<br />
criadas por ele. A priori esse conceito é até muito difundido e aceito<br />
no meio cristão, mas quando falamos de certas inferências do que<br />
isso significa, alguns deles têm um receio e até temor sobre o<br />
assunto abordado. Quando surge a questão de quem controla o<br />
diabo, os anjos caídos e a maldade que eles ou o homem pratica, há<br />
uma nebulosidade sem sentido para explicá-la.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span id="more-1210"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eu particularmente<br />
atribuo esse fato à ignorância de não conhecer Deus através da<br />
Bíblia e como ele é apresentado nas Escrituras; mas deve existir em<br />
nós, seus filhos, um anseio e desejo de conhecê-lo a ponto de quando<br />
nos depararmos com assuntos difíceis e embaraçosos, nos<br />
desvencilharmos dele com facilidade.<br />
O que tenho visto não é assim. Vejo crentes verdadeiros sendo<br />
muitas vezes atormentados e envergonhados por não conseguirem<br />
explicar as catástrofes naturais, a excessiva maldade no mundo, a<br />
ação do diabo na terra e variantes nestes termos. A proposta bíblico-<br />
reformada para esse tema é única: Deus.<br />
Por mais que isso assuste algumas audiências, por mais que<br />
isso fira alguns conceitos filosóficos mundanos infiltrados na mente<br />
dos cristãos, a Bíblia nos apresenta um Deus Criador de todas as<br />
coisas que literalmente as mantém criadas, ou seja, ele<br />
providencialmente faz com que todas as coisas criadas por ele<br />
continuem a existir. Através da sua soberania e sabedoria, ele<br />
decretou na eternidade toda ação e omissão humana e angelical,<br />
toda ação e omissão natural e sobrenatural, visível e invisível.<br />
Dentro do conceito de seu poder de controle, a Bíblia ainda<br />
apresenta que ele é quem controla e rege nossos mais íntimos<br />
pensamentos e intenções. Pelo seu poder ele faz com que esses<br />
decretos sejam concretizados num preciso momento na história,<br />
fazendo com que Sua vontade seja realizada sobre todo ser vivente.<br />
Alguns não discordam disso, mas atribuem o pecado e a<br />
maldade no mundo somente ao homem ou ao diabo. Explicando<br />
sobre o processamento e concretização do pecado, estes dizem que<br />
Deus permite que o homem peque. Dentro dessa permissão divina,<br />
Deus deixaria que o homem agisse livremente, contrariando sua<br />
vontade [que o homem não peque] ao invés de concretizá-la. Vejo<br />
alguns problemas com essa interpretação. Voltando ao início da<br />
discussão, lembremos que somos mantidos por Deus. Nossa vida<br />
está inteiramente nas suas mãos. Como conceber que, no momento<br />
que pecamos, ele deixa de nos sustentar? Se o fazemos sozinhos, há<br />
duas opções: ou ele não é Deus ou somos deus. A partir do momento<br />
que alguma coisa nesse universo não depende de Deus para<br />
sustentar-se, ela deixa de ocupar o lugar de criatura para ostentar o<br />
lugar divino. Como cremos que só Deus é auto-suficiente, auto-<br />
existente e auto-sustentável, logicamente devemos crer que todas<br />
outras coisas são mantidas por ele, até mesmo o mal ou a sua<br />
realização.<br />
Entenda, Deus não é mal, não pratica o mal e odeia o pecado,<br />
mas isso não quer dizer que seu controle escape sobre isso. Ele age<br />
com sua providência em todo ser vivente para realizar seus planos e<br />
propósitos traçados exaustivamente por ele mesmo desde a<br />
eternidade. Não que ele permita, pois, anula-se a idéia de permissão<br />
divina se o controle de Deus é exercido sobre tudo e todos. Ele não<br />
concede espaço para que você aja sem seu aval, sem seu<br />
consentimento e contra sua vontade. Deus é um agente ativo na<br />
manutenção de todo universo, regendo a história como lhe apraz,<br />
para glória do seu próprio nome, mesmo que neste caminho haja<br />
algum percalço (humanamente falando), a sua convergência está em<br />
Deus, desde sua confabulação até sua concretização e conseqüência.<br />
A vida depende do Criador tanto para surgir como para se<br />
manter até ser extirpada. A Bíblia transborda esse conceito,<br />
mostrando que tudo o que acontece é da vontade de Deus e que nada<br />
escapa ao seu controle supremo. Que Deus maravilhoso esse! Que<br />
confiança na sua soberania esse entendimento produz! Se cremos<br />
que Deus é bom, justo, santo, misericordioso, amoroso, fiel,<br />
devemos descansar com tal conhecimento, sabendo que “todas as<br />
coisas cooperam para o bem daqueles que o amam”.</p>
<p>Textos para reflexão: 1Re 22:19-23; Jó 1:6-2:7, 39-40 e 42:2; Dn<br />
4:35; Is 40:12-18; Is 46:10; Is 45:1-7; Sl 135:6; At 17:28; Ef. 1:11; Rm<br />
9:11-18 e 11:36; Fl 2:13.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Apelo: Casa do Pedro</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Sep 2011 22:01:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian Reichel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[leitura recomendada]]></category>
		<category><![CDATA[oração]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Amigos. Estamos fazendo campanha para doação de medula óssea. Pedro tem 1 ano e 3 meses e precisa de um doador. Mas não é só ele que aguarda essa bênção. Milhares de crianças e adultos esperam um atitude sua para conseguir a cura de doenças hematologicas. Ajude a quem precisa. Seja um dador de medula. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amigos.<br />
Estamos fazendo campanha para <strong>doação de medula óssea</strong>.<br />
<strong>Pedro tem 1 ano e 3 meses e precisa de um doador</strong>. Mas não é só ele que aguarda essa bênção. Milhares de crianças e adultos esperam um atitude sua para conseguir a cura de doenças hematologicas.<br />
Ajude a quem precisa. <strong>Seja um dador de medula</strong>.<br />
Como fazer? Se<strong> cadastre no hemocentro de sua cidade</strong>, não custa nada. <strong>Será colhido apenas 5 ml de sangue para realização do cadastro</strong>, você então será incluido no REDOME , e assim que <strong>alguém geneticamente compatível com você precisar, eles entrarão em contato</strong> para realizar a coleta da medula e assim fazer o transplante.<br />
Viu como <strong>é fácil e rápido.</strong></p>
<p>Neste sábado, dia 10/09/2011, os amigos do Pedro irão ao INCA se cadastrar no banco de dados, quem sabe não encontramos o doador.<br />
Então se você é amigo do Pedro vá até lá.<br />
O INCA fica Praça Cruz Vermelha, 23, 7º andar &#8211; Centro<br />
20230-130 &#8211; Rio de Janeiro &#8211; RJ<br />
Não se esqueça de lavar um documento com foto !<br />
A gente se encontra lá ! Um abraço a todos e o Pedro conta com você !</p>
<p><a href="http://casadopedro.blogspot.com">http://casadopedro.blogspot.com/</a></p>
<p>Não deixe de divulgar e principalmente, seja um doador!</p>
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		<title>Ele está &#8220;as portas&#8221;, vamos em frente !.</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Apr 2011 20:21:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;..E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.&#8221; (Colossenses 2.15).Não erramos ao constatar que nossas tentações e provações, tanto no sentido físico como na área emocional se intensificam grandemente nos últimos tempos. E nem pode ser de outra forma, pois, com a aproximação da vinda do Senhor, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;..E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.&#8221; (Colossenses 2.15).Não erramos ao constatar que nossas tentações e provações, tanto no sentido físico como na área emocional se intensificam grandemente nos últimos tempos. E nem pode ser de outra forma, pois, com a aproximação da vinda do Senhor, as ondas da atmosfera celestial se movimentam em direção à terra. Assim &#8220;os principados e potestades&#8230; dominadores deste mundo tenebroso &#8230;as forças espirituais do mal nas regiões celestes&#8221; (Ef 6.12) têm cada vez menos espaço e são tomados de claustrofobia, se rebelam contra essa situação, porém continuam sendo os senhores do espaço físico aéreo. Esses movimentos no mundo invisível são percebidos especialmente pelos santos em Cristo. Agora urge mais do que nunca direcionar firme e constantemente nosso olhar cheio de fé para nosso Senhor Jesus. Como membros da Igreja de Jesus, estamos hoje muito próximos da nossa transformação e arrebatamento. Em vão, Satanás se opõe a isso, e por essa razão os verdadeiros filhos de Deus se encontram progressivamente em fortes tentações e provações. Mas seja confiante e resoluto, pois a eterna transformação da nossa personalidade espiritual está por acontecer quando Jesus vier! Continue firme! Pois assim diz o Senhor: &#8220;&#8230;aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.&#8221;</p>
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		<title>Intercessão pelo povo.</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Feb 2011 08:39:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nada faço senão por mim mesmo, nada faço por ninguém, o meu egoístico mundinho não me permite que pense nos outros senão em mim mesmo. Ainda assim clamo ao deus de israel a que nos abençoe a todos, a que abençoe com bençãos sem medida sobre tudo o que se move sobre o céu. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nada faço senão por mim mesmo, nada faço por ninguém, o meu egoístico mundinho não me permite que pense nos outros senão em mim mesmo. Ainda assim clamo ao deus de israel a que nos abençoe a todos, a que abençoe com bençãos sem medida sobre tudo o que se move sobre o céu. Não porque eu seja altruísta, senão porque não tenho nenhum outro caminho, a não ser o de seguir o que diz a santa palavra; e a santa palavra diz que devemos orar e interceder uns pelos outros: &#8220;E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração, e rogos, e jejum, e pano de saco, e cinza.&#8221; (Dn 9:3)</p>
<p><span id="more-1116"></span></p>
<p>Apesar de eu ver apenas o que é aparente, apesar de eu não saber absolutamente nada de justiça, de amor, de paz e de harmonia, ousei apresentar-me ante ti senhor</p>
<p>&#8220;E orei ao SENHOR, meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas o concerto e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; pecamos, e cometemos iniqüidade, e procedemos</p>
<p>impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos;</p>
<p>e não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, como também a todo o povo da terra.</p>
<p>A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, a confusão do</p>
<p>rosto, como se vê neste dia; aos homens de Judá, e aos moradores de Jerusalém, e a todo o Israel; aos de perto e aos de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa da sua prevaricação, com que prevaricaram contra ti.</p>
<p>Ó SENHOR, a nós pertence a confusão do rosto, aos nossos reis, aos nossos príncipes e a nossos pais, porque pecamos contra ti.</p>
<p>Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão; pois nos rebelamos contra ele e não</p>
<p>obedecemos à voz do SENHOR, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu pela mão de seus servos, os profetas.</p>
<p>Sim, todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se, para não obedecer à tua voz; por isso, a maldição, o juramento que está escrito na Lei de Moisés, servo de Deus, se derramou sobre</p>
<p>nós; porque pecamos contra ele.</p>
<p>E ele confirmou na sua palavra, que falou contra nós e contra os nossos juízes que nos julgavam, trazendo sobre nós um</p>
<p>grande mal; porquanto nunca debaixo de todo o céu aconteceu como em Jerusalém.</p>
<p>Como está escrito na Lei de Moisés, todo aquele mal nos sobreveio; apesar disso, não suplicamos à face do SENHOR, nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniqüidades e para nos aplicarmos à tua verdade.</p>
<p>Por isso, o SENHOR vigiou sobre o mal e o trouxe sobre nós; porque justo é o SENHOR, nosso Deus, em todas as suas obras, que fez, pois não obedecemos à sua voz. Na</p>
<p>verdade, ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão poderosa e ganhaste para ti nome, como se vê neste dia, pecamos; procedemos impiamente.</p>
<p>Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o</p>
<p>teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte; porquanto, por causa dos nossos pecados e por causa das iniqüidades de nossos pais, tornou-se Jerusalém e o teu povo um opróbrio para todos os que estão em redor de nós.</p>
<p>Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo e as suas súplicas e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do Senhor.</p>
<p>Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos e ouve; abre os teus olhos e</p>
<p>olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças,</p>
<p>mas em tuas muitas misericórdias.</p>
<p>Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor,</p>
<p>atende-nos e opera sem tardar; por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo se chamam pelo teu nome.&#8221; (Dn 9:4-19)</p>
<p>&#8220;Estando eu ainda falando, e orando, e confessando o meu pecado e o pecado do meu povo Israel, e lançando a minha súplica perante a face do SENHOR, meu Deus,</p>
<p>pelo monte santo do meu Deus,</p>
<p>estando eu, digo, ainda falando na oração, o</p>
<p>varão Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio voando rapidamente e tocou-me à hora do sacrifício da tarde.</p>
<p>E me instruiu, e falou comigo, e disse: Daniel, agora, saí para fazer-te entender o sentido.</p>
<p>No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; toma, pois, bem sentido na palavra e entende a visão.&#8221; (Dn 9:20-23)</p>
<p>&#8220;E disse o SENHOR: Conforme a tua palavra, lhe perdoei.&#8221; (Nm 14:20)</p>
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		<title>O Escolhido.</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Feb 2011 07:58:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Não me compraste por dinheiro cana aromática, nem com a gordura dos teus sacrifícios me encheste, mas me deste trabalho com os teus pecados e me cansaste com as tuas maldades.&#8221; (Is 43:24) Porque tuas maldades já superaram a de seus pais, a de seus irmãos, a de seus companheiros de festas e de aventuras. não vês [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Não me compraste por dinheiro cana aromática, nem com a gordura dos teus sacrifícios me encheste, mas me deste trabalho com os teus pecados e me cansaste com as tuas maldades.&#8221; (Is 43:24)</p>
<p><span id="more-1108"></span></p>
<p>Porque tuas maldades já superaram a de seus pais, a de seus irmãos, a de seus companheiros de festas e de aventuras.<br />
não vês mais longe, porque não te<br />
permites ver um palmo adiante do nariz.<br />
porque tua arrogância e teu egoísmo,<br />
já se tornaram propriedade privada.<br />
já quando te levantas, buscas pela<br />
arrogância nas diversas vestimentas: &#8220;ficarei bem neste terno? pergunta-se o macho&#8221;; &#8220;ficarei bem neste vestido? pergunta-se a fêmea&#8221; &#8211; &#8220;como devo cortar meu<br />
cabelo?&#8221; &#8220;isto fica bem em mim?&#8221;<br />
e assim se vai compondo a personagem<br />
arrogante e egoísta que irá à frente de batalha para derrotar, jamais para<br />
perder, somente para vencer.<br />
te foi dito que você é vencedor e em algum ponto<br />
te foi dito certo; só esqueceram de te dizer que és vencedor sim, em cristo que<br />
te fortalece.<br />
mas o senhor, de ti não esqueceu não.<br />
ele continua fiel,<br />
como sempre o foi e como sempre será.<br />
por isso é que me manda a ti para te<br />
dizer, não com minhas palavras, mas com as palavras dele:</p>
<p>&#8220;E será que a vara do homem que eu tiver escolhido florescerá; assim, farei<br />
cessar as murmurações dos filhos de Israel contra mim, com que murmuram contra<br />
vós.&#8221; (Nm 17:5)</p>
<p>&#8220;Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para<br />
que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em<br />
meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.&#8221; (Jo 15:16)</p>
<p>lembre-se que não é por tua misericórdia, ou pelo teu excesso de compaixão,<br />
ou pelas tuas inúmeras e misericordiosas esmolas com que adulas a muitos. porque<br />
a deus, tu não adulas, tu não o compras.<br />
ele não se vende, ele não se ilude,<br />
ele conhece o íntimo do íntimo.<br />
para ele não existem tapetes onde possamos<br />
esconder nossas vergonhas, ou gavetas com fundos falsos, ou cofres com segredos<br />
muito bem guardados.<br />
para ele, tudo está a descoberto, e não porque tu<br />
queiras, mas porque ele é onipotente, onipresente e onisciente.<br />
e lembre-se<br />
que ele te escolheu independente de quem você seja.<br />
não te julgues acima de<br />
qualquer outro, lembre que no passado uma jumenta mesmo foi usada por deus para<br />
falar com balaão.</p>
<p>&#8220;E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe e disse: Certamente, está perante<br />
o SENHOR o seu ungido.<br />
Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua<br />
aparência, nem para a altura da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o<br />
SENHOR não vê como vê o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos,<br />
porém o SENHOR olha para o coração.&#8221; (1 Sm 16:6-7)</p>
<p>mas de qualquer forma, não se assentarão à mesa, enquanto não chegar o<br />
escolhido do senhor.</p>
<p>&#8220;Então, chamou Jessé a Abinadabe e o fez passar diante de Samuel, o qual<br />
disse: Nem a este tem escolhido o SENHOR.<br />
Então, Jessé fez passar a Samá,<br />
porém disse: Tampouco a este tem escolhido o SENHOR.<br />
Assim, fez passar Jessé<br />
os seus sete filhos diante de Samuel; porém Samuel disse a Jessé: O SENHOR não<br />
tem escolhido estes.<br />
Disse mais Samuel a Jessé: Acabaram-se os jovens? E<br />
disse: Ainda falta o menor, e eis que apascenta as ovelhas. Disse, pois, Samuel<br />
a Jessé: Envia e manda-o chamar, porquanto não nos assentaremos em roda da mesa<br />
até que ele venha aqui.<br />
Então, mandou em busca dele e o trouxe (e era ruivo,<br />
e formoso de semblante, e de boa presença). E disse o SENHOR: Levanta-te e unge-o, porque este mesmo é.&#8221; (1 Sm 16:8-12)</p>
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		<item>
		<title>Nada por obras, Tudo pela Graça !.</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 18:31:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com cavalos? Se tão-somente numa terra de paz estás confiado, que farás na enchente do Jordão? Porque até os teus irmãos e a casa de teu pai, eles próprios se hão deslealmente contigo; eles mesmos clamam após ti em altas vozes. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com cavalos? Se tão-somente numa terra de paz estás confiado, que farás na enchente do Jordão? Porque até os teus irmãos e a casa de teu pai, eles próprios se hão deslealmente contigo; eles mesmos clamam após ti em altas vozes. Não te fies neles ainda que te digam coisas boas.&#8221; (Jr 12:5-6),<br />
assim diz o Senhor Deus de Israel&#8230; aquele que é forte, aquele que é único,<br />
aquele que é poderoso e que nada nem ninguém consegue ou ousa fazer-lhe<br />
sombra. diz o deus eterno e maravilhoso: segue em frente, filho meu, segue em frente e confia somente em mim, confia em mim porque eu sou o que te sustenta, o que te levanta, o que te eleva e que coloca teus inimigos sob teus pés. Não  te glories, porque bem sabes que não há mérito algum de tua parte.</p>
<p><span id="more-1055"></span></p>
<p>&#8220;Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas.<br />
Mas o que se gloriar glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR, que faço beneficiência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR.<br />
Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que visitarei a todo circuncidado<br />
com o incircunciso. Ao Egito, e a Judá, e a Edom, e aos filhos de Amom, e a<br />
Moabe, e a todos os que cortam os cantos do seu cabelo, que habitam no deserto; porque todas as nações são incircuncisas, e toda a casa de Israel é incircuncisa de coração.&#8221; (Jr 9:23-26)<br />
bem sabes que isso faço, apenas para a glória e a honra de meu sagrado e<br />
santo nome. não por obras para que ninguém se glorie, porque não haverá<br />
frente a mim, ser humano qualquer que se vanglorie por obras, porque vossas obras para mim são como trapos de imundícia.<br />
&#8220;Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; e todos nós caímos como a folha, e as nossas culpas, como um vento, nos arrebatam.&#8221; (Is 64:6), aquilo que pensas como sendo justiça, ou mesmo, como sendo injustiça, não passa de uma nesga do ponto de vista dos mais egoístas. Porque jamais conseguirão vocês, com a limitação que lhes é peculiar, ver um palmo adiante de seus próprios narizes. não vêem vocês que a cada vacina criada, que a cada<br />
avanço dado, rumo aos seus malfadados &#8220;sucessos&#8221;, retrocedendo estão na<br />
caminhada rumo à salvação. não porque eu seja contrário ao conhecimento ou à sabedoria, não, muito pelo contrário.<br />
&#8220;Jesus, porém, respondendo,disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.&#8221; (Mt 22:29).<br />
&#8220;Escutai, e inclinai os ouvidos, e não vos ensoberbeçais; porque o SENHOR<br />
falou. Dai glória ao SENHOR, vosso Deus, antes que venha a escuridão e antes que tropecem vossos pés nos montes tenebrosos; antes que, esperando vós luz, ele a mude em sombra de morte e a reduza à escuridão.<br />
E, se isso não ouvirdes, a minha alma chorará em lugares ocultos, por causa da vossa soberba; e amargamente chorarão os meus olhos e se desfarão em lágrimas, porquanto o rebanho do SENHOR foi levado cativo.&#8221; (Jr 13:15-17)<br />
quando tudo foi criado, tudo foi deixado para que tua vida fosse boa na<br />
terra. animais, vegetais e minerais, tudo criado para silenciosamente<br />
frutificar, cumprindo o &#8220;crescei e multiplicai&#8221; e, nessa escala, um dar proteção e continuidade ao outro. Mas, que fizeste? ou, que fazes?<br />
na pior das hipóteses, quando cruzas os braços, deixas que, estabanadamente, teus irmãos corrompam e destruam tudo em volta, numa corrida desenfreada, cujo único objetivo é negar o meu santo e sagrado nome. Como se estivessem a dizer:<br />
&#8220;que Deus é este que permite o câncer?&#8221; &#8220;pois bem, já que ele permite o câncer, mostrarei ao mundo o quanto sou maravilhoso, pois descobrirei<br />
a cura para o câncer.&#8221; hipócrita, não está atento ao que tu mesmo já<br />
criaste? não percebes o quanto aumentas o lôdo e a lama, as doenças e as<br />
maldades à tua volta, apenas porque te julgas o máximo?<br />
não percebes o quanto aumentas isso tudo amparado por tua ganância, por tua soberba, por tua jactância? olhas para os lados meneando a cabeça ao ver atrocidades, ao ver crianças famintas dormindo ao relento, ao ver mulheres desesperadas matando seus filhos, ao ver pais abandonando lares; mas não olhas para teu próprio rabo e mesmo que olhasse não verias o quanto ele está sujo. Não vês que não aprendeste sequer a limpar o próprio rabo? pois bem, te posso afirmar que longe estás cada vez mais de conseguir o passe para a entrada na bela Jerusalém. E não porque eu não te queira ver entrando belo e formoso. quero sim, mas você não poderá entrar pura e tão simplesmente porque você não consegue aquietar teu ego, que ousa a todo instante te engrandecer aos teus olhos. é, meu filho, enquanto isso, aqui estou aguardando apenas que olhes para a cruz.<br />
Aguardando apenas que não te glories em ser forte, inteligente, grande,<br />
poderoso, rico, ou mesmo em alguns poucos casos, bondoso para com teu<br />
semelhante.<br />
&#8220;Jurou o SENHOR pela glória de Jacó: Eu não me esquecerei de todas as suas obras para sempre!&#8221; (Am 8:7)<br />
&#8220;Não vem das obras, para que ninguém se glorie.&#8221; (Ef 2:9),<br />
lembra-te de que em relação a tudo isso já te falei, e fartamente falei, pela<br />
santa palavra que te dei para que seja luz para teus pés, como também pela boca dos profetas que cuidadosamente coloquei à tua volta.<br />
mas que fizeste? em não raros casos, utilizaste a palavra que te entreguei para enriquecimento próprio; o que te interessava, muito bem, já ia sendo larga e fartamente utilizado, e o que não ia de encontro aos teus interesses, apenas foi sendo deturpado de forma a que servisse aos teus interesses.<br />
defraudaste o que deixei dito em proveito próprio.<br />
tiraste da viúva, e ao órfão deixaste sem comida.<br />
conseguiste chegar em casa com os vidros de seus carros bem fechados<br />
e após o lanchinho, dormiste em uma cama quentinha, enquanto muito próximo a ti, alguém não tinha ou não teria onde dormir.<br />
mas nem isso te abala mais, porque afinal de contas estás acima do bem e do mal. Já tens a quem culpar, se não podes culpar ao país, culparás ao governo, se nem um nem outro, então irás baixando, culpando ao governador, prefeito, delegado, síndico, padeiro, até chegar ao lixeiro, ou a qualquer um, menos a você, porque tu és intocável e único perfeito na natureza. Não te esqueças que assim mesmo foi a revolta de satanás, e por isso de príncipe de luz chegou a príncipe das trevas. &#8220;Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte. Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.&#8221; (Is 14:12-14). Assim, filho meu, não te iludas com as glórias deste mundo, pois não passarão despercebidas as tuas obras e ainda que por elas não venhas a ser salvo, pelas mesmas poderás ser condenado, e lembre-se que caberá a mim o salvar-te.<br />
&#8220;Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos<br />
livrará do forno de fogo ardente e da tua mão, ó rei. E, se não, fica<br />
sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste.&#8221; (Dn 3:17-18)<br />
assim diz o que é santo e poderoso para cumprir tudo o que escrito<br />
está. assim diz o que é maravilhoso eterno, sempre fiel e justo para cumprir<br />
tudo o que escrito está, porque tudo já desde sempre programado está.<br />
e somente um nome é que foi determinado em cima nos céus e embaixo na terra, pelo qual importa que sejamos salvos.<br />
Portanto para cumprimento da eterna fonte de justiça, louvado seja o doce, gracioso e maravilhoso nome de nosso senhor e salvador jesus cristo de nazaré&#8230; amém e amém!!!</p>
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		<title>Perdão Divino versus Vingança humana</title>
		<link>http://www.caminhocristao.com/2010/06/perdao-divino-versus-vinganca-humana/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 23:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 1João 1.8,9. O Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou a orar em Mateus 6.12 assim: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.<br />
1João 1.8,9. O Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou a orar em Mateus 6.12 assim: perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores. Ou: perdoa as nossas ofensas como também nós perdoamos as pessoas que nos ofenderam. Isto significa que nós, mesmo justificados, somos devedores, ofensores e pecadores. Ainda que os justificados nunca poderão (jamais!) cair do estado de justificação, pecam. O nosso Deus Santo abomina o pecado, mas continua a perdoar os pecados daqueles que são justificados. E mais: ainda que um justificado não caia da sua justificação – porque nunca existiu um “desjustificado” na história -, ele poderá cair, com certeza, no desprazer do Pai. Como Deus é um Pai amoroso, naturalmente disciplina, corrige, instrui e consola. Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará. Esta passagem em Oséias 6:1 exemplifica bem como Deus trata o seu povo. Em outras palavras o povo de Israel estava dizendo: —Venham, voltemos todos para Deus, o SENHOR. Ele nos feriu, mas com certeza vai nos curar; ele nos castigou, mas certamente nos perdoará. Este é o amor paternal de Deus.</p>
<p><span id="more-1034"></span></p>
<p>A Confissão de Westminster, capítulo XI, seção V, Da Justificação, expõe: Deus continua a perdoar os pecados dos que são justificados. Embora eles nunca poderão decair do estado de justificação, poderão, contudo, incorrer no paternal desagrado de Deus e ficar privados da luz do seu rosto, até que se humilhem, confessem os seus pecados, peçam perdão e renovem a sua fé e o seu arrependimento. Ref. Mat. 6:12; I João 1:7, 9, e 2:1-2; Luc. 22:32; João 10:28; Sal. 89:31-33; e 32:5.</p>
<p>Por mais que venhamos a agir – e muitas vezes agimos – como ímpios, Deus não nos trata como um juiz cheio de ira, mas como um Pai. Todo aquele que é justificado é tratado como filho; há um pacto eterno inquebrável. É uma nova relação. Porém, quando Deus chama seus filhos rebeldes para uma conversa de “Pai para filhos”, sai de baixo que vem castigo paternal. Não se trata aqui de uma disciplina de um Pai tirano e carrasco, mas de um Pai amoroso que quer corrigir os erros dos Seus e restabelecer Sua graça.</p>
<p>Como não há filho pecador que não retorne arrependido ao Pai (tendo fé em Cristo). O Pai bondoso que está nos Céus, com o Seu olhar perdoador, sempre inclina os Seus a voltar-se para Ele, continuamente, depois de cada deslize, para encontrar perdão. Embora, Sua mão seja pesada, Ele nos diz: se violarem os meus preceitos e não guardarem os meus mandamentos, então, punirei com vara as suas transgressões e com açoites, a sua iniqüidade. Mas <strong>jamais retirarei dele a minha bondade</strong><strong>,</strong> nem desmentirei a minha fidelidade. Sl 89.31-33.</p>
<p>Se você se encontra como filho à beira da disciplina paternal, humilhe-se, confesse o seu pecado, abandone o erro, peça perdão e levante-se para um novo dia de fé e arrependimento. Deus nos perdoa continuamente, por isso nós O tememos.</p>
<p>A expressão “olho por olho, dente por dente”, tornou-se proverbial. Ela é conhecida pelo o nome de Lei de Talião. Poucos são aqueles que sabem que ela provém da Bíblia, mais especificamente do livro de Êxodo, capítulo 21, versículo 24. Esta passagem faz parte das leis sobre agressão, leis através das quais, sentenças, julgamentos, condenações e absolvições são prescritos em função da natureza ou gravidade do ato cometido. Mas leiamos juntos, se vocês desejarem, a passagem em questão: “Se homens brigarem, e ferirem mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém sem maior dano, aquele que feriu será obrigado a indenizar segundo o que lhe exigir o marido da mulher; e pagará como os juízes lhe determinarem. Mas, se houver dano grave, então, darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe”. Notemos, primeiramente, que a vítima que esta lei procura compensar é a mulher grávida e a criança, ou as crianças que ela carrega em seu ventre. A Bíblia, portanto, leva a sério a proteção das mulheres na sociedade, ao contrário do que comumente se alega. Não se pode impunemente ferir uma mulher grávida. A lei em questão prescreve a pena devida ao culpado, e fazendo assim ela também opera de maneira dissuasiva.</p>
<p>Se há ferimento, o culpado deve esperar receber o mesmo golpe infligido àquela mulher. Pode parecer, a priori, estranho que uma lei do Antigo Testamento contemple um caso como este, a saber, um golpe, talvez até involuntariamente, sobre uma mulher grávida, durante uma disputa violenta entre dois homens. Compreenderemos melhor a necessidade de tal lei, se levarmos em conta a possibilidade de a mulher querer se interpor entre os dois homens para os separar. Mas, vocês me perguntariam, se trata de uma vingança prescrita pela Bíblia e por Aquele que inspirou as palavras? De maneira nenhuma. No capítulo 19 do livro de Levítico, que segue o livro de Êxodo no Antigo Testamento, nós lemos nos versos 17 e 18: “Não aborrecerás teu irmão no teu íntimo; mas repreenderás o teu próximo e, por causa dele, não levarás sobre ti pecado. Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”. As leis do Antigo Testamento sobre golpes e ferimentos, ou mesmo assassinatos, foram instituídas para que a justiça seja feita, sem que a gravidade dos feitos seja encoberta ou diminuída, mas também sem que nenhum excesso de ódio ou de vingança substitua uma justiça equilibrada. Ninguém podia tomar um braço, ou mesmo a vida do culpado, se este tinha feito alguém perder um olho ou um dente. Um princípio de proporcionalidade ou de equivalência na sentença devia prevalecer sobre toda a emoção, todo o sentimento de ódio. Visava também impedir que qualquer rancor fosse mantido.</p>
<p>Neste aspecto, a lei e sua observância testemunhavam da presença de Deus no meio de seu povo. Foi ele que, tendo dado Sua Lei por Moisés, prescreveu a norma do que é justo e equânime, a fim de evitar todo excesso. Como dissemos, este princípio de proporcionalidade na sentença, era também suficientemente dissuasivo. Notem, igualmente, que no caso de uma indenização contra o autor do golpe sobre a mulher grávida, golpe este que teria provocado o parto prematuro sem danos maiores, o valor da indenização era proposto pelo marido da mulher; mas um terceiro partido independente, constituído por juízes, deveria intervir para avaliar se o valor da indenização era justo. De fato, em sua cólera ou sua emoção, talvez mesmo por cobiça de um ganho não esperado, o marido poderia reclamar uma soma elevada demais. Assim, o princípio de proporcionalidade procurava evitar tanto quanto uma punição desproporcional, como uma pena que esquecesse a vítima e se ocupasse antes de tudo de poupar o culpado do dano. Um outro exemplo muito explícito deste princípio nos é dado no livro de Deuteronômio, capítulo 19, versos 16 a 21. Esta passagem retoma o princípio de Talião tal como acabamos de ver no nosso primeiro exemplo: “Quando se levantar testemunha falsa contra alguém, para o acusar de algum transvio, então, os dois homens que tiverem a demanda se apresentarão perante o Senhor, diante dos sacerdotes e dos juízes que houver naqueles dias. Os juízes indagarão bem; se a testemunha for falsa e tiver testemunhado falsamente contra seu irmão, far-lhe-eis como cuidou fazer a seu irmão; e, assim, exterminarás o mal do meio de ti; para que os que ficarem o ouçam, e temam, e nunca mais tornem a fazer semelhante mal no meio de ti. Não o olharás com piedade: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé”.</p>
<p>Encontramos aqui, novamente, o princípio de proporcionalidade, aquele da pena merecida pelo culpado &#8211; pena não somente pronunciada, mas também aplicada -, o valor dissuasivo da pena e os efeitos positivos no conjunto da sociedade; o mal na sociedade é extirpado. Notamos também a insistência sobre a seriedade no inquérito a ser investigado pelos juízes em serviço.</p>
<p>Estes exemplos podem servir de norma para a sociedade de hoje? Podemos atribuir-lhes algum valor, num mundo que parece tão diferente daquele do Antigo Testamento? Nossa sensibilidade não se adapta mais a castigos corporais, ainda mais que vemos certas sociedades muçulmanas aplicar da maneira mais bárbara, amputações de mãos e de pés para punir pequenos furtos. Em alguns países do Islam, não é raro ver mulheres brutalmente lapidadas porque tiveram a infelicidade de mostrar acidentalmente um centímetro quadrado de sua pele. Aqui, não se busca a proteção da mulher, mas sua opressão sob as formas mais extremas. Mas, amigos ouvintes, voltando ao Antigo Testamento, um cristão que lê a Bíblia seriamente sabe que, definitivamente, ele não pode interpretar corretamente o Antigo Testamento, a menos que leve em conta a luz trazida pelo Novo Testamento e pela pessoa de Jesus Cristo, aquele que, segundo seu próprio testemunho, é “a luz do mundo” (João 9:5). Ora, lemos no evangelho segundo Mateus, (cap. 5 versos 38 a 41) que Jesus Cristo declara: “Ouvistes que foi dito: olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes”. Que novo princípio Jesus Cristo ensina aqui a seus discípulos? Alguém poderia pensar, a priori – Ele está rejeitando todo o ensino do Antigo Testamento? No entanto, tal não é o caso. Primeiro, porque Jesus põe ênfase sobre a atitude pessoal do que foi lesado, e não sobre o sistema judiciário em si e sua validade. A questão aqui é a reação pessoal manifestada pela pessoa lesada em relação à pessoa que provocou o mal. Contra aqueles que não veriam mais do que a aplicação estrita da pena prescrita, endurecendo-se em um legalismo estreito, Jesus ensina a mansidão, a recusa à vingança, o perdão das ofensas. De fato, ele revela um aspecto que, como vimos, é belo e está contido na Lei: a recusa à vingança, o amor ao próximo. Jesus revela este aspecto porque mesmo que ele fale tão claramente e com sua autoridade divina, a plenitude deste princípio está ainda velada aos homens pecadores.</p>
<p>De fato, a aplicação estrita do princípio de proporcionalidade segundo a lei mosaica, não significa em si mesma que se viva uma relação harmoniosa com o Deus da Graça. Este princípio de proporcionalidade está bem estabelecido por Deus, mas ele não implica absolutamente em uma pureza automática do coração e das intenções daqueles que o aplicam. Ora, importa aqui sublinhar que Jesus Cristo pode proferir as palavras que lemos no evangelho segundo Mateus, porque Ele é a manifestação da Graça divina por excelência, a expressão da magnanimidade de Deus que tem perdoado o pecador, e não tem levado em conta seus pecados. Segundo a Bíblia, de fato todo o homem ou toda a mulher se acha em estado de desobediência para com Deus, e por isso merece a morte. Para deixar bem claro este ensino fundamental da Bíblia, leiamos juntos uma passagem crucial na carta do apóstolo Paulo aos Romanos, capítulo 3, versos 23 a 26: “pois todos pecaram e estão privados da gloriosa presença de Deus, sendo justificados gratuitamente , por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar da sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, e para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus”. Note bem, esta magnanimidade de Deus manifestou-se principalmente no sacrifício de Jesus Cristo sobre a cruz, segundo o princípio de proporcionalidade da pena.</p>
<p>Relembre as palavras de Deuteronômio: “Vida por vida”. É unicamente porque Cristo dá sua vida por aqueles que Deus comprou, que estão isentos desta pena. Mas alguém pagou o resgate, alguém sofreu a pena, “vida por vida”: e este alguém é Deus mesmo, na pessoa de Seu Filho Jesus Cristo. Eis aqui a expressão mais perfeita da magnanimidade de Deus, da misericórdia divina. É por ser o portador dessa misericórdia divina em si mesmo, que Jesus Cristo detém a autoridade para falar como está registrado no evangelho segundo Mateus. Ele chama aqueles que querem ser seus discípulos a exercerem uma magnanimidade semelhante àquele que ele demonstrará ao longo de todo o seu ministério, e mais particularmente no momento da entrega total de Sua pessoa sobre a Cruz do Gólgota. Porque sobre a Cruz, Deus perdoou na pessoa de Jesus Cristo, aquele cujos inimigos dividiram sua túnica; aquele que antes não tinha respondido às injúrias, bofetadas, golpes; aquele que jamais desobedeceu à Lei que manda amar a Deus e seu próximo. Ele, portanto, cumpriu esta Lei em seus atos por toda a sua vida. Mas ao oferecer esta mesma vida sobre a Cruz, ele cumpriu a Lei de uma maneira suplementar: ela exigia a vida de cada pecador, e exprimia esta exigência requerendo os sacrifícios rituais de animais, símbolos da vida exigida em pagamento do pecado. Cristo pagou uma vez por todas o resgate exigido, não de maneira simbólica, mas de maneira real, total e definitiva. Podemos, então, compreender com a maior clareza as palavras de Jesus registradas pelo evangelista Mateus no mesmo capítulo 5 que lemos há pouco algumas frases:</p>
<p>“Não penseis que eu vim abolir a lei ou os profetas. Eu vim não para abolir, mas para cumprir”. Revelando assim seu amor por seu povo, Deus mostra a extensão de sua magnanimidade, e ensina a seus filhos comprados, a lhe imitarem. Ele lhes ensina a compreender uma dimensão que nenhum humano pôde perceber antes: amor e justiça, proporção na pena e perdão, misericórdia e castigo, são possíveis no plano divino sem se excluírem mutuamente. Eles encontraram sua expressão perfeita na pessoa e obra de Jesus Cristo.</p>
<p>Quando de nossa próxima transmissão, nós refletiremos juntos sobre as implicações para a sociedade e para nossa conduta pessoal do ensino de Jesus sobre a misericórdia e a justiça.</p>
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		<title>Arrependa-se ou pereça eternamente.</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 13:01:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estas foram as palavras do Filho encarnado de Deus. Elas nunca foram canceladas; e não serão, enquanto este mundo durar. O arrependimento é absoluto e necessário se é para o pecador fazer paz com Deus (Isaías 27:5), porque arrependimento é o lançar fora as armas da rebelião contra Ele. O arrependimento não salva, todavia nenhum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estas foram as palavras do Filho encarnado de Deus. Elas nunca foram canceladas; e não serão, enquanto este mundo durar. O arrependimento é absoluto e necessário se é para o pecador fazer paz com Deus (Isaías 27:5), porque arrependimento é o lançar fora as armas da rebelião contra Ele. O arrependimento não salva, todavia nenhum pecador jamais foi ou será salvo sem ele. Nada senão Cristo salva, mas um coração impenitente não pode recebê-LO.</p>
<p><span id="more-1011"></span></p>
<p>Um pecador não pode crê verdadeiramente até que ele se arrependa. Isto é claro a partir palavras de Cristo concernente o Seu precursor, &#8220;Pois João veio a vós no caminho da justiça, e não lhe deste crédito, mas os publicanos e as meretrizes lho deram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para crerdes nele&#8221; (Mateus 21:32). Isso é também evidente a partir de Sua chamada como trombeta em Marcos 1:15, &#8220;Arrependei-vos, e crede no evangelho&#8221;. Isto é o porque o apóstolo Paulo testificava &#8220;o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus&#8221; (Atos 20:21). Não faça confusão neste ponto querido leitor, Deus &#8220;ordena agora que todos os homens em todo lugar se arrependam&#8221; (Atos 17:30).</p>
<p>Em requerer arrependimento de nós, Deus está pressionando Suas justas reivindicações sobre nós. Ele é infinitamente digno de supremo amor e honra, e de universal obediência. Isto nós temos impiamente Lhe negado. Tanto um reconhecimento como uma correção disto é requerido de nós. Nossa desafeição por Ele e nossa rebelião contra Ele devem ser reconhecidas e exterminadas. Dessa forma, o arrependimento é uma compreensão profunda de quão terrivelmente tenho falhado, durante toda minha vida, em dar a Deus Seu justo lugar em meu coração e em meu andar diário.</p>
<p>A justiça da demanda de Deus por meu arrependimento é evidente se considerarmos a natureza hedionda do pecado. Pecado é uma renúncia dAquele que me fez. É Lhe recusar Seu direito de me governar. É a determinação de agradar a mim mesmo; assim, é uma rebelião contra o Altíssimo. O pecado é uma ilegalidade espiritual, e uma indiferença absoluta à autoridade de Deus. Ele está dizendo em meu coração: Eu não me importo com o que Deus requeira, eu vou seguir o meu próprio caminho; eu não me importo com o que Deus reivindique de mim, eu serei o senhor de mim mesmo. Leitor, você não percebe que é assim que você tem vivido?</p>
<p>O arrependimento verdadeiro origina-se a partir de uma compreensão no coração, operado neste pelo Espírito Santo, da excessiva malignidade do pecado, do terror de ignorar as reivindicações dAquele que me fez, de desafiar Sua autoridade. Ele é conseqüentemente um santo ódio e horror do pecado, uma profunda tristeza por ele, e o reconhecimento dele diante de Deus, e um completo abandono dele de coração. Até que isto tinha sido feito, Deus não nos perdoará. &#8220;O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia&#8221; (Provérbios 28:13).</p>
<p>No verdadeiro arrependimento o coração se volta para Deus e reconhece: Meu coração tem sido posto sobre um mundo vão, que não pode satisfazer as necessidades de minha alma; eu Te abandonei, a fonte de águas vivas, e me voltei para cisternas rotas que nada retêm: eu agora reconheço e lamento minha tolice. Ele ainda diz mais: eu tenho sido uma criatura desleal e rebelde, mas eu não mais serei assim. Eu agora desejo e determino com todo meu poder servir e obedecer a Ti como meu único Senhor. Eu me entrego a Ti como minha presente e eterna Porção.</p>
<p>Leitor, seja você um Cristão professante ou não, é arrepender ou perecer. Para cada um de nós, membro de igreja ou não, é voltar ou queimar; voltar da direção da obstinação e auto-satisfação; voltar para Deus com um coração quebrantado, procurar Sua misericórdia em Cristo; voltar com total propósito de coração de Lhe agradar e servir: ou ser atormentado dia e noite, para sempre e sempre, no Lago de Fogo. Qual deve ser sua porção? Oh, ajoelhe-se agora mesmo e implore a Deus que te dê o espírito de verdadeiro arrependimento.</p>
<p>&#8220;Sim, Deus, com a sua destra, o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e remissão de pecados&#8221; (Atos 5:31).</p>
<p>&#8220;Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar; mas a tristeza do mundo opera a morte&#8221;. (2 Coríntios 7:10).</p>
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		<title>A Graça da providência Divina</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 12:53:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A obra preservadora de Deus necessita ser diferenciada da obra da criação, ainda que sejam inseparáveis. A preservação é uma obra divina grande e grandiosa, não menor do que criar novas coisas do nada. A criação produz a existência; a preservação é persistência na existência. A providência é conhecida por todas as pessoas de alguma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A obra preservadora de Deus necessita ser diferenciada da obra da criação, ainda que sejam inseparáveis. A preservação é uma obra divina grande e grandiosa, não menor do que criar novas coisas do nada. A criação produz a existência; a preservação é persistência na existência. A providência é conhecida por todas as pessoas de alguma forma, ainda que não como o cuidado misericordioso e amoroso de um Pai Celestial. A providência não é meramente presciência, mas envolve a vontade ativa de Deus governando todas as coisas e inclui a preservação, a concorrência e o governo. A noção de concorrência foi desenvolvida para se prevenir do Panteísmo por um lado, e do Deísmo por outro. No primeiro, a providência coincide com o curso da natureza como uma necessidade cega; no último, a providência acontece por pura casualidade e Deus é removido do mundo. Dessa forma, se intenta exaltar a autonomia humana; para que a humanidade tenha liberdade, Deus deve estar ausente ou ficar sem poder. A soberania de Deus é vista como uma ameaça para a humanidade. Ainda que a doutrina da providência de Deus cubra de maneira lógica o alcance total de todos os decretos de Deus, estendendo-se a todos os tópicos cobertos na dogmática, é preferível limitar a discussão à relação de Deus com Sua criação e Suas criaturas. A providência inclui o cuidado de Deus através da causalidade secundária de ordem da lei criada, tal e como Ele o sustenta. Assim, pois, o milagre não é uma violação da lei natural, posto que Deus não está menos envolvido em manter a ordem ordinária do mundo natural criado. É o elevado respeito que o Cristianismo tem pela ordem natural da criação que alentou a ciência e a tornou possível. A postura Cristã para com a ordem da criação nunca é um fatalismo; a astrologia é superstição vergonhosa. A providência de Deus não anula as causas secundárias ou a responsabilidade humana. O governo aponta para a meta final da providência: a perfeição do governo majestoso do Rei. Ainda que seja correto em certas ocasiões falar em “permissão” divina, esta não deve ser interpretada de tal maneira que negue a soberania ativa de Deus sobre o pecado e o juízo. Ainda que sobrem enigmas para o entendimento humano da providência, esta doutrina oferece consolação e esperança ao crente. Deus é o Pai Todo-Poderoso: Ele é capaz, e está desejoso, de fazer com que todas as coisas cooperem para o nosso bem.</p>
<p><span id="more-1007"></span></p>
<p>Quando Deus completou a obra que tinha feito, Ele descansou no sétimo dia de toda Sua obra (Gênesis 2:2; Êxodo 20:11; 31:17). Desta maneira, a Escritura descreve a transação da obra da criação para obra da preservação. Como a Escritura também esclarece (Isaías 40:28), este descanso não foi ocasionado por fatiga, nem consistia em que Deus estava ali fazendo nada. O criar, para Deus, não é trabalho, e o preservar não é descanso. O “descanso” de Deus indica unicamente que Ele cessou de produzir novas classes de coisas (Eclesiastes 1:9,10); que a obra da criação, no sentido limitado e verdadeiro de produzir coisas do nada (<em>productio rerum ex nihilo</em>), havia terminado; e que Ele se deleitava em Sua obra completada com satisfação divina (Gênesis 1:31; Êxodo 31:17; Salmos 104:31). [1] A criação agora passa a ser preservação.</p>
<p>As duas coisas são tão fundamentalmente distintas que podem ser comparadas como labor e descanso. Ao mesmo tempo estão tão intimamente relacionadas e unidas uma a outra, que a própria preservação pode ser chamada “criação” (Salmos 104:30; 148:5; Isaías 45:7; Amós 4:13). A própria preservação, no final das contas, é também uma obra divina, não menor e nem menos gloriosa do que a criação. Deus não é um Deus ocioso (<em>deus otiosus</em>). Ele sempre trabalha (João 5:17) e o mundo não tem existência por si mesmo. Desde o momento que chegou a existir, tem existido somente em e através e para Deus (Neemias 9:6; Salmos 104:30; Atos 17:28; Romanos 11:36; Colossenses 1:15; Hebreus 1:3; Apocalipse 4:11). Ainda que distinto do Seu Ser, não tem uma existência independente; a independência equivale à não-existência. Todo o mundo com tudo o que há e ocorre nele, está sujeito ao governo divino. O verão e o inverno, o dia e a noite, os anos frutíferos e os não frutíferos, a luz e as trevas — tudo é Sua obra e tudo é formado por Ele (Gênesis 8:22; 9:14; Levítico 26:3ss; Deuteronômio 11:12ss; Jó 38; Salmo 8, 29, 65, 104, 107, 147; Jeremias 3:3; 5:24; Mateus 5:45, etc.). A Escritura nada conhece de criaturas independentes; isso seria uma incongruência. Deus cuida de todas as Suas criaturas: dos animais (Gênesis 1:30; 6:19; 7:2; 9:10; Jó 38:41; Salmos 36:7; 104:27; 147:9; Joel 1:20; Mateus 6:26, etc.) e particularmente dos seres humanos. Ele contempla todas elas (Jó 34:21; Salmos 33:13, 14; Provérbios 15:3); forma o coração de todas elas e observa todos os seus feitos (Salmos 33:15; Provérbios 5:21); todas elas são a obra de Suas mãos (Jó 34:19), o rico tanto quanto o pobre (Provérbios 22:2). Ele determina os limites de Sua habitação (Deuteronômio 32:8; Atos 17:26), inclina os corações de todos (Provérbios 21:1), dirige os passos de todos (Provérbios 5:21; 16:9; 19:21; Jeremias 10:23, etc.), e opera, segundo Sua vontade, com os exércitos do céu e os habitantes da terra (Daniel 4:35). Eles são em Sua mão como barro nas mãos do oleiro, e como uma serra na mão de quem a usa (Isaías 29:16; 45:9; Jeremias 18:5; Romanos 9:20, 21).</p>
<p>O governo providencial de Deus se estende mui particularmente sobre Seu povo. Toda a história dos patriarcas, de Israel, da Igreja, e de cada crente, é prova disto. O que outras pessoas explicam como sendo um mau contra elas, Deus o transforma em bem (Gênesis 50:20; nenhuma arma forjada contra eles prosperará (Isaías 54:17); até o cabelo de sua cabeça estão todos contados (Mateus 10:20); todas as coisas cooperam para o seu bem (Romanos 8:28). Assim, todas as coisas criadas existem pelo poder e debaixo do governo de Deus; nem a casualidade nem a sorte são conhecidas pelas Escrituras (Êxodo 21:13; Provérbios 16:33). É Deus quem faz com que todas as coisas operem segundo o conselho de Sua vontade (Efésios 1:11) e faz com que todas as coisas estejam ao serviço da revelação de Seus atributos, para a honra de Seu nome (Provérbios 16:4; Romanos 11:36). A Escritura resume tudo isto de maneira formosa ao falar repetidamente de Deus como um Rei que governa todas as coisas (Salmos 10:16; 24:7, 8; 29:10; 44:5; 47:7; 74:12; 115:3; Isaías 33:22, etc.). Deus é Rei: o Rei dos rei e Senhor dos senhores; um Rei que em Cristo é um Pai para Seus súditos e um Pai que é ao mesmo tempo um Rei sobre Seus filhos. Entre as criaturas, no mundo dos animais, os humanos e os anjos, tudo o que se encontra na forma de cuidado, amor e proteção de uns para com outros, é uma sombra leve da ordem providencial de Deus sobre todas as obras de Suas mãos. Seu poder absoluto e Seu perfeito amor, por conseguinte, são o verdadeiro objeto da fé na providência refletida na Sagrada Escritura.</p>
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		<title>O Amor</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 18:34:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13:13). “O fim do mandamento”, diz Paulo, “é o amor” (1 Timóteo 1:5). É uma graça que todos professam admirar. Ela parece ser uma coisa clara e prática que todo mundo pode entender. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13:13).<br />
“O fim do mandamento”, diz Paulo, “é o amor” (1 Timóteo 1:5). É uma graça que todos professam admirar. Ela parece ser uma coisa clara e prática que todo mundo pode entender. Não é um “daqueles pontos doutrinários molestos” sobre os quais os cristãos discordam. Milhares, supeito eu, não se envergonhariam de dizer que não sabem nada sobre justificação, regeneração, a obra de Cristo ou sobre o Espírito Santo. Porém, ninguém, creio eu, gostaria de dizer que não sabe nada sobre o amor! Até mesmo os homens que não possuem uma religião sempre se vangloriam de possuir “amor”. Umas poucas reflexões sobre o amor nos serão proveitosas. Há noções falsas sobre o amor que precisam ser dissipadas. Há enganos sobre ele que requerem retificações. Em minha admiração do amor, não me submeto a ninguém. Porém, atrevo-me a dizer que em muitas mentes, o tema parece estar completamente mal-compreendido.</p>
<p><span id="more-994"></span></p>
<p>I. Primeiro, deixe-me mostrar “o lugar que a Bíblia dá ao amor”.</p>
<p>II. Segundo, deixe-me mostrar “o que é realmente o amor da Bíblia”.</p>
<p>III. Terceiro, deixe-me mostrar, “de onde procede o verdadeiro amor”.</p>
<p>IV. E por último, deixe-me mostrar “o porque o amor é &#8216;a maior&#8217; das graças”.<br />
Eu peço a sincera atenção de meus leitores ao assunto. O desejo do meu coração e a minha oração a Deus, é que o crescimento do amor possa ser promovido neste mundo sobrecarregado de pecado. Em nenhum outro lugar a condição caída do homem se mostra tão forte como na escassez do amor cristão. Há pouca fé na terra, pouca esperança, pouco conhecimento das coisas divinas. Mas nada, depois de tudo, é tão escasso como o amor real.<br />
I. Primeiro, deixe-me mostrar “o lugar que a Bíblia dá ao amor”.</p>
<p>Começo com este ponto para estabelecer a imensa importância prática do meu assunto. Não me esqueço que há muitos cristãos nestes dias que quase recusam olhar para algo prático no Cristianismo. Eles não falam sobre nada, senão de duas ou três doutrinas favoritas. Quero recordar a meus leitores que a Bíblia contém conteúdo prático tanto quanto doutrinário, e que uma coisa para a qual ela atribui grande importância é o “amor”.</p>
<p>Voltemos nossa atenção para o Novo Testamento, e observemos o que nos é dito sobre o amor. Em todas as investigações religiosas, não há nada como deixar que a Escritura fale por si mesma. Não há melhor maneira de encontrar a verdade do que recorrer ao velho caminho de se voltar para os textos simples da Bíblia. Os textos foram as armas do nosso Senhor, tanto nas respostas a Satanás, como nas argumentações com os judeus. Os textos são os guias aos quais nunca devemos nos envergonhar de nos referir a eles, nos dias presentes — O que a Escritura diz? O que está escrito? Como você a lê?</p>
<p>Ouçamos o que Paulo diz aos coríntios: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria” (1 Coríntios 13:1-3).</p>
<p>Ouçamos o que Paulo diz aos colossenses: “E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição” (Colossenses 3:14).</p>
<p>Ouçamos o que Paulo diz a Timóteo: “Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1 Timóteo 1:5).</p>
<p>Ouçamos o que Pedro diz: “Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados” (1 Pedro 4:8).</p>
<p>Ouçamos o que nosso Senhor Jesus Cristo diz sobre este amor: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.”. Sobretudo, ouçamos o relato do nosso Senhor do juízo final, e observe a falta de amor que condenará milhões: “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber” (Mateus 25:41-42).</p>
<p>Ouçamos o que Paulo diz aos romanos: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei” (Romanos 13:8).</p>
<p>Ouçamos o que Paulo diz aos efésios: “E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” (Efésios 5:2).</p>
<p>Ouçamos o que João diz: “Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor ” (1 João 5:7-8).</p>
<p>Não farei comentário algum sobre estes textos. Penso que será melhor deixá-los diante dos meus leitores em sua eloqüente simplicidade, e deixá-los falar por si mesmos. Se alguém está disposto a pensar que o assunto deste artigo é insignificante, apenas pedirei a ele que olhe para estes textos, e pense novamente. Aquele que desce o “amor” do santo e alto lugar que ele ocupa na Bíblia, e o trata como um assunto de importância secundária, deve acertar as contas com a Palavra de Deus. Eu certamente não gastarei tempo argumentando com tal pessoa.</p>
<p>À minha mente, a evidência destes textos parece clara, simples e incontrovertível. Eles mostram a imensa importância do amor como uma das “coisas que acompanham a salvação”. Eles provam que é correto demandar a séria atenção de todos que se chamam cristãos, e que aqueles que desprezam o assunto estão apenas expondo sua própria ignorância das Escrituras.<br />
II. Segundo, deixe-me mostrar “o que é realmente o amor da Bíblia”.</p>
<p>Penso que é de grande importância ter visões claras sobre este ponto. É precisamente aqui que os enganos sobre o amor começam. Milhares de pessoas enganam a si mesmas com a idéia de que elas têm “amor”, e isto, devido a uma clara ignorância das Escrituras. O amor delas não é o amor descrito na Bíblia.</p>
<p>(a) <em>O amor da Bíblia não consiste em dar aos pobres. </em>É uma ilusão comum supor isto. Todavia, Paulo nos diz claramente que um homem pode “dar tudo o que ele possui aos pobres” (1 Coríntios 13:3), e não ter amor. Que um homem amoroso “lembrará dos pobres”, não pode haver dúvida (Gálatas 6:10). Que ele fará tudo o que ele pode para assisti-los, aliviá-los e diminuir as suas aflições, não nego nem por um momento. Tudo o que disse é que isto não é, por si só, “amor”. É fácil gastar uma fortuna ao distribuir dinheiro, sopa, pão, cobertores e roupas, e, todavia, estar totalmente destituído do amor da Bíblia.</p>
<p>(b) <em>O amor da Bíblia não consiste em nunca desaprovar a conduta dos demais</em>. Aqui, há outra ilusão muito comum! Milhares de pessoas se orgulham de nunca condenar os outros, ou dizer que eles estão errados, não importa o que eles possam fazer. Eles convertem o preceito de nosso Senhor, “Não julgueis”, numa escusa para não ter opinião desfavorável de ninguém. Eles pervertem Sua proibição de julgamentos precipitados e censuradores numa proibição de todo e qualquer julgamento. Seu próximo pode ser um bêbado, um mentiroso, um homem violento. Não importa! “Não é amor”, eles lhe dizem, “dizer que ele está errado”. Você deve crer que ele, no fundo, tem um bom coração! Esta idéia de amor é, infelizmente, muito comum. É cheia de prejuízo. Lançar um véu sobre o pecado, e recusar chamar as coisas pelos seus devidos nomes — falar de “corações bons”, quando as vidas são eloqüentemente más — é fechar os nossos olhos contra a impiedade, e escusar sua imoralidade — este não é o amor da Escritura.</p>
<p>(c) <em>O amor da Bíblia não consiste em nunca desaprovar as opiniões religiosas de outras pessoas</em>. Aqui há outra ilusão muito séria e crescente. Há muitos que se orgulham de nunca se pronunciar contra os outros, não importa quais visões eles possam sustentar. Seu próximo, por exemplo, pode ser um Católico Romano, ou um Mórmon. Mas o “amor” diz que você não tem o direito de pensar que ele está errado! Se ele é sincero, seria “falta de amor” pensar desfavoravelmente de sua condição espiritual. Que Deus me livre sempre de tal amor! Nesta avaliação, o Apóstolo estaria errado ao ir pregar aos gentios! Nesta avaliação, não há utilidade em missões! Nesta avaliação, seria melhor fecharmos nossas Bíblias e trancarmos nossas igrejas! Todo mundo está certo, e ninguém está errado! Todo mundo está indo para o céu, e ninguém está indo para o inferno!</p>
<p>Tal amor é uma caricatura monstruosa. Dizer que todos estão igualmente certos em suas opiniões, embora suas opiniões contradigam diretamente umas às outras — dizer que todos estão igualmente a caminho do céu, embora seus sentimentos doutrinários sejam tão opostos como o é o preto e o branco — este não é o amor da Escritura. Amor como este derrama desprezo sobre a Bíblia, e fala como se Deus não nos tivesse dado uma norma escrita da verdade. Amor como este confunde nossas noções de céu e enche-as com discordância e desarmonia. O amor verdadeiro não pensa que tudo mundo está certo em suas doutrinas. O amor verdadeiro clama — “Não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1 João 4:1). “Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis” (2 João 1:10).</p>
<p>Eu deixo o lado negativo da questão aqui. Eu o tratei com uma certa extensão, por causa dos dias nos quais vivemos e devido às noções estranhas que abundam. Voltemos agora para o lado positivo. Tendo mostrado o que o amor não é, deixe-me mostrar o que ele é.</p>
<p>Amor é aquele “amor” que Paulo coloca como primeiro entre aqueles frutos produzidos no coração de um crente. “O fruto do Espírito é amor” (Gálatas 5:22). Amar a Deus, tal como Adão amava antes da queda, é a sua primeira característica. Aquele que tem amor, deseja amar a Deus de coração, alma, mente e força. O amor pelos homens é a segunda característica. Aquele que tem amor, deseja amar seu próximo como a si mesmo. Esta é realmente aquela visão na qual a palavra “amor” na Escritura é mais especialmente considerada. Quando falo de um crente tendo “amor” em seu coração, quero dizer que ele tem amor tanto por Deus como pelos homens. Quando falo de um crente tendo “amor”, quero dizer mais particularmente que ele tem amor pelos homens.</p>
<p>O amor da Bíblia se evidenciará nas ações de um crente. Ele o faz pronto para fazer atos benévolos para com todos os que estão ao seu alcance — tanto a seus corpos como a suas almas. Ele não o deixará contente com palavras ternas e desejos bons. Ele o fará diligente em fazer tudo o que está ao seu poder para diminuir a aflição e aumentar a felicidade dos outros. Como seu Mestre, ele buscará mais o servir do que ser servido, e não esperará nada em retorno. Como o grande Apóstolo do mestre, “se gastará e será gasto” pelos outros, mesmo que eles lhe paguem com ódio, e não com amor. O verdadeiro amor não quer recompensas. Sua obra é sua recompensa.</p>
<p>O amor da Bíblia se evidenciará na prontidão de um crente para suportar o mal bem como para fazer o bem. Ele o faz paciente diante da provocação, perdoador quando injuriado, manso quando injustamente atacado e quieto quando caluniado. Ele o fará suportar, tolerar e perdoar muito mais; fará com que ele freqüentemente se humilhe e negue a si mesmo, tudo por causa da paz. Ele o fará controlar o seu temperamento e refrear sua língua. O verdadeiro amor não está sempre perguntando: “Quais sãos os meus direitos? Eu sou tratado como mereço?” mas, “Como posso promover melhor a paz? Como posso fazer aquilo que é mais edificante para os outros?”.</p>
<p>O amor da Bíblia se evidenciará no “espírito e comportamento geral” de um crente. Ele o fará mais terno, altruísta, de bom caráter, de bom temperamento e respeitoso para com os outros. Ele o fará gentil, amigável e cortês, em todas as relações diárias da vida privada, interessado no conforto dos outros, terno nos sentimentos para com os outros e mais ansioso em dar prazer do que receber. O amor verdadeiro nunca inveja os outros quando eles prosperam, nem se regozija nas calamidades dos outros quando eles estão em problemas. Em todo instante crerá, esperará e tentará ver boa intenção nas ações dos outros. E nas circunstâncias mais difíceis, o amor será cheio de piedade, misericórdia e compaixão.</p>
<p>Você gostaria de saber onde o verdadeiro padrão de amor, como este, pode ser achado? Temos que somente olhar para a vida de nosso Senhor Jesus Cristo, como descrita nos evangelhos, e o veremos perfeitamente exemplificado. O amor é irradiado em tudo o que Ele fez. Sua vida foi um incessante cuidar de fazer o bem. O amar é irradiado em toda Sua maneira de agir. Ele foi continuamente odiado, perseguido, caluniado e distorcido. Mas Ele suportou tudo pacientemente. Nenhuma palavra irada jamais saiu dos Seus lábios. Nenhum temperamento hostil jamais apareceu em Seu comportamento. “O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente”. O amor é irradiado em todo Seu espírito e comportamento. A lei da bondade sempre esteve em Seus lábios. Entre discípulos fracos e ignorantes, entre suplicantes enfermos e atribulados, entre recolhedores de impostos e pecadores, entre fariseus e saduceus, Ele sempre foi o mesmo — terno e paciente para com todos.</p>
<p>E, todavia, lembre-se, nosso bendito Mestre jamais bajulou os pecadores, nem foi conivente com o pecado. Ele nunca recuou de expor a iniqüidade em suas verdadeiras cores, ou de censurar aqueles que nela viviam. Ele nunca hesitou de denunciar a falsa doutrina, quem quer que a sustentasse, ou de exibir as práticas falsas em suas verdadeiras cores e o fim certo para o qual estas coisas tendem. Ele chamou as coisas pelos seus nomes certos. Ele falou tão livremente do inferno e do fogo que não se apaga, como do céu e do reino de glória. Ele deixou registrado uma prova eterna de que o amor perfeito não requer que aprovemos a vida ou opiniões de todos, e que é completamente possível condenar falsa doutrina e prática ímpia, e, todavia, estar cheio de amor ao mesmo tempo.</p>
<p>Meus queridos leitores, acabei de colocar diante de vocês a verdadeira natureza do amor da Escritura. Dei um relato pequeno e breve do que ele não é, e do que ele é. Eu não posso continuar sem sugerir dois pensamentos práticos que pesam na minha mente com grande força, e espero que possa pesar sobre outros.</p>
<p>Você tem ouvido de amor. Pense, por um momento, quão deploravelmente pouco amor há na terra! Quão clara é a ausência do verdadeiro amor entre os cristãos! Eu não falo dos gentios, falo agora dos cristãos. Que temperamentos irados, que paixões, que egoísmo, que línguas amargas são encontradas em famílias privadas! Quantas brigas, querelas, perversidade, malícia, vingança e inveja entre membros de uma igreja! Quanto zelo e contenções entre aqueles de variadas doutrinas! “Onde está o amor?”, podemos bem perguntar. “Onde está o amor? Onde está a mente de Cristo?” quando olhamos para o espírito que reina no mundo. Não nos surpreende que a causa de Cristo não prospere e o pecado abunde, quando os corações dos homens conhecem tão pouco o que é o amor! Certamente, podemos perguntar: “Quando o Filho do homem vier, achará amor na terra?”.</p>
<p>Pense mais uma coisa: que mundo feliz seria este se houvesse mais amor. É a falta de amor que causa a metade da miséria que há sobre a terra. Enfermidade, morte e pobreza não constituem mais do que a metade dos nossos sofrimentos. O resto vem dos temperados descontrolados, naturezas iracundas, conflitos, querelas, malícia, inveja, vingança, fraudes, violência, guerras e coisas semelhantes. Seria um grande passo para a multiplicação da felicidade da humanidade e diminuição dos seus sofrimentos, se todos os homens e mulheres fossem cheios do amor da Escritura.<br />
III. Terceiro, deixe-me mostrar, “de onde procede o verdadeiro amor”.</p>
<p>O amor, como o descrevi, certamente não é natural ao homem. Por natureza, somos todos mais ou menos egoístas, invejosos, irados, maldosos e cruéis. Temos que apenas observar as crianças, quando deixadas por si mesmas, para ver a prova disto. Deixe meninos e meninas crescerem sem treinamento e educação apropriada, e você não verá algum deles possuindo o amor cristão. Observe como alguns deles pensam primeiro em si mesmos, e em seu conforto e vantagem! Observe como outros são cheios de orgulho, paixão e temperamentos maldosos! Como podemos explicar isto? Há somente uma resposta. O coração natural não conhece nada do verdadeiro amor.</p>
<p>O amor da Bíblia nunca será encontrado, exceto num coração preparado pelo Espírito Santo. Ele é uma planta terna, e nunca crescerá, excerto num único tipo de solo. Você pode esperar encontrar uvas nos espinhos, ou figos nos abrolhos, tanto quanto esperar encontrar o amor num coração que não nasceu de novo.</p>
<p>O coração no qual o amor cresce é um coração mudado, renovado e transformado pelo Espírito Santo. A imagem e semelhança de Deus, que Adão perdeu na queda, foi restaurada a ele, não importa quão fraca e imperfeita a restauração possa ser. É “participar da natura divina” pela união com Cristo e pela filiação de Deus; e uma das primeiras características desta natureza é o amor.</p>
<p>Tal coração está profundamente convencido do pecado, odeia o mesmo, foge dele e luta contra ele dia-a-dia. E um dos principais elementos do pecado com o qual ele diariamente luta para sobrepujar, é o egoísmo e a falta de amor.</p>
<p>Tal coração está profundamente consciente de seu grande débito ao nosso Senhor Jesus Cristo. Ele sente continuamente que seu presente conforto, esperança e paz é devido Àquele que morreu por nós na cruz. Como ele pode expressar sua gratidão? O que ele pode oferecer ao seu Redentor? Se não puder fazer nada mais, ele aspirará ser como Ele, seguir os Seus passos, e, como Ele, ser cheio de amor. O fato que “Deus derramou Seu amor em nossos corações, pelo Espírito Santo” é a fonte óbvia do amor cristão. Amor produz amor.</p>
<p>Peço aos meus leitores atenção especial para este ponto. É de grande importância nos dias de hoje. Há muitos que professam admirar o amor, embora eles não tenham nenhum interesse pelo Cristianismo vital. Eles gostam de alguns dos frutos e resultados do evangelho, mas não da única raiz da qual estes frutos podem crescer, ou das doutrinas com as quais eles estão inseparavelmente relacionados.</p>
<p>Centenas que louvam o amor, odeiam ouvir da corrupção do homem, do sangue de Cristo e da obra interior do Espírito Santo. Muitos pais que desejariam que seus filhos crescessem sem egoísmo e com um bom temperamento, não ficariam muito satisfeitos se alguém apresentasse para os seus filhos a necessidade de conversão, arrependimento e fé.</p>
<p>Agora eu desejo protestar contra esta noção de que você pode ter os frutos do Cristianismo sem as raízes — que você pode produzir disposições cristãs sem ensinamento de doutrinas cristãs — que você pode ter amor que se gasta e sofre, sem ter graça no coração.</p>
<p>Eu admito, muito livremente, que de vez aparece alguém que parece ser muito amoroso e amável, sem ter qualquer religião doutrinária distintiva. Mas tais casos são raros e extraordinários, os quais, como exceção, somente provam a verdade da regra geral. E freqüentemente, muito freqüentemente, pode se temer em tais casos que o amor aparente é somente externo, que falha completamente na vida privada. Eu creio firmemente, como regra geral, que você não encontrará o amor como a Bíblia o descreve, exceto no solo de um coração totalmente saturado com a religião da Bíblia. A prática santa não florescerá sem a sã doutrina. O que Deus uniu, é inútil esperar que funcione separadamente.</p>
<p>A ilusão que estou tentando combater é grandemente espalhada pela vasta maioria de novelas, romances e contos de ficção. Quem não sabe que os heróis e heroínas destas obras são constantemente descritos como padrões de perfeição? Eles estão sempre fazendo a coisa certa, dizendo a coisa certa e demonstrando a disposição certa! Eles são sempre bondosos, amáveis, altruístas e perdoadores! E, todavia, você nunca ouve uma palavra sobre sua religião! Em resumo, julgando pela generalidade das obras de ficção, é possível ter uma excelente religião prática sem doutrina, os frutos do Espírito sem a graça do Espírito e a mente de Cristo sem a união com Cristo!</p>
<p>Aqui, em resumo, está o grande perigo das novelas, romances e obras de ficção mais lidas. O maior deles é dar uma falsa ou incorreta visão da natureza humana. Eles pintam os modelos de homens e mulheres como eles deveriam ser, e não como eles são na realidade. Os leitores de tais escritos têm suas mentes cheias de concepções erradas do que o mundo é. Suas noções de humanidade tornam-se visionárias e irreais. Eles estão constantemente procurando por homens e mulheres que eles nunca encontram, e esperando o que eles nunca acham.</p>
<p>Deixe-me suplicar aos meus leitores, uma vez mais, para extrair suas idéias sobre a natureza humana da Bíblia, e não de novelas. Tenho esclarecido em sua mente que não pode haver amor verdadeiro sem um coração renovado pela graça. Um certo grau de bondade, cortesia, amabilidade e boa natureza pode, indubitavelmente, ser visto em muitos que não possuem uma religião vital. Mas a planta gloriosa do amor bíblico, em toda sua plenitude e perfeição, nunca será encontrada sem a união com Cristo e a obra do Espírito Santo. Ensine isto às suas crianças, se você tiver. Enfatize isso nas escolas, se você estiver relacionado com alguma. Ressalte o amor. Não desista de exaltar a graça da bondade, do amor, da boa natureza, da generosidade e do bom temperamento. Mas nunca, nunca esqueça que há apenas uma escola na qual estas coisas podem ser totalmente aprendidas, e esta é a escola de Cristo. O verdadeiro amor vem de cima. O verdadeiro amor é fruto do Espírito. Aquele que deseja tê-lo, deve sentar-se aos pés de Cristo e aprender dEle.<br />
IV. E por último, deixe-me mostrar “o porque o amor é &#8216;a maior&#8217; das graças”.</p>
<p>As palavras de Paulo, sobre este assunto, são distintas e claras. Ele conclui seu maravilhoso capítulo da seguinte maneira: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13:13).</p>
<p>Esta expressão é muito notável. De todos os escritores do Novo Testamento, nenhum, certamente, exalta tanto a “fé” como Paulo. As epístolas aos romanos e aos gálatas abundam em sentenças mostrando sua vasta importância. Pela fé o pecadoe se apropria de Cristo e é salvo. Através da fé somos justificados, e temos paz com Deus. Todavia, aqui, o mesmo Paulo fala de algo que é maior do que a fé. Ele coloca diante de nós as três graças cristãs principais, e pronuncia o seguinte julgamento sobre elas: “o maior destes é o amor”. Tal sentença de tal escritor, demanda atenção especial. O que entendemos quando ouvimos que o amor é maior do que a fé e a esperança?</p>
<p>Não devemos supor, nem por um momento, que o amor pode expiar nossos pecados, ou estabelecer a paz com Deus. Nada pode fazer isto por nós, senão o sangue de Cristo; e nada pode nos dar um interesse no sangue de Cristo, senão a fé. É ignorância bíblica não saber isto. O ofício de justificar e unir a alma a Cristo pertence somente à fé. Nosso amor, e todas as nossas outras graças, são mais ou menos imperfeitas, e não poderiam suportar a severidade do julgamento de Deus. Quando tivermos feito tudo, seremos “servos inúteis” (Lucas 17:10).</p>
<p>Não devemos supor que o amor pode existir independentemente da fé. Paulo não pretendeu colocar uma graça em rivalidade com outra. Ele não quis dizer que um homem pode ter fé, outro esperança e outro amor, e que o melhor deste é o homem que tem amor. As três graças estão inseparavelmente unidas. Onde há fé, sempre haverá amor; e onde há amor, sempre haverá fé. Sol e luz, fogo e calor, gelo e frio, não estão mais intimamente unidos do que fé e amor.</p>
<p>As razões pelas quais o amor é a maior das três graças, parece-me claras e simples. Deixe-me mostrar quais são elas.</p>
<p>(a) <em>O amor é chamado de a maior das graças porque nele há “certa semelhança entre o crente e o seu Deus”</em>. Deus não precisa de fé. Ele não é dependente de ninguém. Não há ninguém superior a Ele em quem Ele deva confiar. Deus não precisa de esperança. Para Ele todas as coisas são certas, seja passado, presente ou porvir. Mas, “Deus é amor”; e quanto mais o Seu povo ama, mais parecidos com o seu Pai no céu eles serão.</p>
<p>(b) <em>Amor é também chamado de a maior das graças, pois “ele é mais útil aos outros”</em>. Fé e esperança, fora de qualquer dúvida, embora preciosas, têm referência especial com o benefício individual do próprio crente. A fé une a alma a Cristo, traz paz com Deus e abre o caminho para o céu. A esperança enche a alma com felizes expectações das coisas do porvir, e, no meio dos muitos desalentos das coisas que vemos, conforta com visões das coisas invisíveis. Mas o amor é preeminentemente a graça que torna um homem útil. É dele que brota as boas obras e a bondade. É a raiz de missões, escolas e hospitais. O amor fez com que os apóstolos gastassem e fossem gastos pelas almas. O amor levanta obreiros para Cristo e faz com que eles continuem trabalhando. O amor aquieta as querelas e põe fim aos conflitos, e neste sentido, “cobre uma multidão de pecados” (1 Pedro 4:8). O amor adorna o Cristianismo e recomenda-o ao mundo. Um homem pode ter fé real, e senti-la, e, todavia, sua fé pode ser invisível aos outros. Mas o amor de um homem não pode ser escondido.<br />
(c) <em>O amor, em último lugar, é a maior das graças porque ele é o único que “perdurará”</em>. De fato, ele nunca morrerá. A fé um dia será engolida pela visão, e a esperança pela certeza. O ofício delas será inútil na manhã da ressurreição, e como antigos almanaques, serão postas de lado. Mas o amor perdurará por todas as eras sem fim da eternidade. O céu será a morada do amor; os habitantes do céu estarão cheios de amor. Um sentimento comum estará no coração de todos, e este, será o amor.</p>
<p>Eu deixo esta parte do meu assunto aqui e passo à conclusão. Em cada um dos três pontos de comparação, eu apenas nomeei as diferenças entre o amor e as outras graças; isto poderia ter sido facilmente alargado. Mas o tempo e o espaço me impedem de fazê-lo. Se eu tiver dito o suficiente para guardar os homens dos enganos sobre o correto significado da “grandeza” do amor, estou contente. O amor, que isto seja sempre lembrado, não pode justificar e apagar os nossos pecados. Nem mesmo a fé pode fazer isto; somente Cristo. Mas o amor nos faz um pouco semelhantes a Deus. O amor é de uma utilidade poderosa para o mundo. O amor continuará existindo e florescendo quando a obra da fé estiver terminada. Certamente, nestes pontos de vista, o amor bem que merece a coroa.</p>
<p>(1) E agora, deixe-me fazer, a cada um em cujas mãos este artigo possa estar, uma simples pergunta. Deixe-me pressionar em suas consciências todo o assunto deste artigo. Você conhece algo da graça sobre a qual estive falando? Você tem amor?</p>
<p>A linguagem forte do Apóstolo Paulo deve certamente lhe convencer que a pergunta que te faço, não é uma que deve ser levemente posta de lado. A graça sem a qual este santo homem poderia dizer, “não sou nada”; a graça que o Senhor Jesus disse expressamente ser a grande marca de Seus discípulos; esta graça, digo, exige a mais séria consideração por parte de todos aqueles que se preocupam com a salvação de suas almas. Ela deveria lhe deixar pensando: “Como isso me afeta? Eu tenho amor?”.</p>
<p>Você talvez tenha algum conhecimento religioso. Você conhece a diferença entre a doutrina verdadeira e a falsa. Você pode, talvez, até citar textos e defender as opiniões que você sustenta. Mas, lembre-se que o conhecimento que é desprovido de resultados práticos na vida e no temperamento, é uma possessão inútil. As palavras do Apóstolo são bem claras: “Se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e não tivesse amor, nada seria” (1 Coríntios 13:2).</p>
<p>Você talvez pense que tem fé. Você pode confiar que é um dos eleitos de Deus e descansar nisso. Mas, certamente você se lembrará que há uma fé de demônio, que é absolutamente inútil, e que a fé dos eleitos de Deus é uma “fé que opera pelo amor” (Gálatas 5:6). Foi quando Paulo lembrou do amor dos tessalonicenses, bem como de sua fé e esperança, que ele disse “Sabemos, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus” (1 Tessalonicenses 1:4 — “<em>Sabemos que Ele vos escolheu</em>”, na versão do autor).</p>
<p>Olhe para a sua vida diária, tanto em casa como fora, e considere que lugar o amor da Escritura tem nela. Qual é o seu temperamento? Qual é a sua conduta com respeito aos membros da sua própria família? Qual é a sua maneira de falar, especialmente nas ocasiões de irritação e provocação? Onde está sua boa natureza, sua cortesia, sua paciência, sua mansidão, sua gentileza e sua tolerância? O que você sabe da mente dAquele que “andou fazendo o bem” — que amou a todos, embora especialmente os Seus discípulos — que retornou o mal com bem, e ódio com bondade, e que teve um coração grande o suficiente para simpatizar com todos?</p>
<p>O que você faria no céu, se chegasse lá sem amor? Que conforto você teria num lar onde o amor fosse uma lei, e o egoísmo e a natureza má fossem completamente impedidos? Sim! Eu receio que o céu não será um lugar para um homem sem amor e de mau-gênio! Observou o que um garoto disse um dia desses? “Se vovô for para o céu, espero que eu e o meu irmão não estejamos lá”. “Por que você diz isso?”, alguém perguntou. O garoto replicou: “Se ele nos ver lá, tenho certeza que ele dirá, como o faz agora, &#8216;O que estes garotos estão fazendo aqui? Tirem-nos do caminho&#8217;. Ele não gosta de nos ver na terra, e suponho que não gostará de nos ver no céu”.</p>
<p>Não dê descanso a você mesmo, até que conheças por experiência o verdadeiro amor cristão. Vá e aprenda dEle que é manso e humilde de coração, e peça que te ensine a amar. Peça ao Senhor Jesus para colocar Seu Espírito dentro de você, para tirar o velho coração, para lhe dar uma nova natureza, e fazê-lo conhecer algo de Sua mente. Clame a Ele, noite e dia, por graça, e não Lhe dê descanso até que você sinta algo daquilo que descrevi neste artigo. Serás verdadeiramente feliz quando puderes entender o que significa “andar em amor”.</p>
<p>(2) Mas, eu não esqueci que estou escrevendo a alguns que não são ignorantes do amor da Escritura, e que desejam sentir mais dele todos os anos. Aos tais darei duas simples palavras de exortação. Elas são estas: “Praticai e ensinai a graça do amor”.</p>
<p>Pratique o amor diligentemente. De todas aquelas graças acima, esta é uma das que mais crescem pelo exercício constante. Tente transportá-la, mais e mais, para cada pequeno detalhe da vida diária. Vigie vossa língua e o vosso temperamento, a cada momento e hora do dia — e especialmente no tratamento com as crianças e familiares próximos. Lembre-se do caráter da mulher excelente: “Abre a sua boca com sabedoria, e a lei da beneficência está na sua língua” (Provérbio s 31:26). Lembre das palavras de Paulo: “Todas as vossas coisas sejam feitas com amor” (1 Coríntios 16:14). O amor deve ser visto tanto nas coisas pequenas como nas grandes. Não se esqueçam, tampouco, das palavras de Pedro: “Tende ardente amor uns para com os outros”; não um amor que dificilmente é uma chama, mas um amor que queime e arda como o fogo, o qual todos ao nosso redor possam ver (1 Pedro 4:8). Pode custar dores e problemas guardar estas coisas em mente. Pode haver pouco encorajamento pelo exemplo dos outros. Mas, persevere. Amor como este traz a sua própria recompensa.</p>
<p>Finalmente, ensine os outros a amar. Sobretudo, ensine às crianças, se você tiver. Lembre-os constantemente que a bondade, bom caráter e boa disposição estão entre as primeiras características que Cristo requer das crianças. Se elas não podem entender muitas doutrinas, podem compreender o amor. A religião de uma criança é de pouca valia, se ela consiste somente em repetir textos e hinos. Apesar de seres úteis, eles são freqüentemente aprendidos sem pensamento, relembrados sem sentimento, recitados sem consideração do seu significado e esquecidos quando a infância se vai. Certamente, deixe que às crianças sejam ensinados textos e hinos; mas, não deixe que tal ensinamento seja tudo na religião deles. Ensine-os a controlar seus temperamentos, a serem bondosos para com os outros, a serem altruístas, de bom caráter, prestativos, pacientes, gentis e perdoadores. Diga-lhes para nunca esquecer do dia de sua morte, ainda que eles vivam tanto quanto Matusalém; diga-lhes que sem amor o Espírito Santo diz que “não somos nada”. Diga-lhes que, “sobre tudo isto, revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição” (Colossenses 3:14).</p>
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		<title>Vida prática e o ensino da Graça.</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 13:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Por favor, leia Romanos 8.26-39; Gênesis 50.15-21</p>
<p>Em 1858, um jovem missionário presbiteriano talentoso chamado John G. Paton, navegou com sua esposa e seu pequeno filho para as ilhas New Hebrides no Pacífico Sul para começar um trabalho missionário entre os ilhéus. Após alguns meses de sua chegada, sua esposa e seu filho morreram, deixando-o sozinho no trabalho. Em agosto de 1876, um jovem teólogo talentoso chamado Benjamin Breckinridge Warfield e sua esposa, estavam em lua-de-mel na Alemanha. Durante a visita aos pontos turísticos da região da Floresta Negra, eles foram pegos de surpresa por uma terrível tempestade, e algo aconteceu com sua esposa que nunca foi completamente explicado, submetendo-a a uma invalidez para o resto da vida.</p>
<p><span id="more-990"></span></p>
<p>Na década de 1950, a congregação da Igreja Presbiteriana Independente de Savana chamou um jovem pregador para tomar as rédeas de uma igreja muito dividida. Ele veio com sua esposa e seus cinco filhos, o mais novo tinha apenas três anos. Depois de um ano e meio, desenvolveu um tumor no cérebro, e após dois anos do início de seu trabalho em Savana, o Rev. Van Puffelen estava morto.</p>
<p>Como você explica estas coisas? Talvez um tanto frustrante. Como você explica as respostas destes indivíduos? John G. Paton permaneceu no campo e teve uma grande colheita, e mais tarde disse:</p>
<p>Eu construí um túmulo cercado com blocos de coral, e cobri o topo com lindos corais brancos, pequenos cascalhos quebrados; e aquele lugar se tornou para mim, meu mais sagrado e freqüentado santuário durante todos os meses e anos que se seguiram, enquanto eu trabalhava na salvação daqueles ilhéus selvagens, em meio a dificuldades, perigos e mortes. Quando esta ilha se voltar para o Senhor, e for ganha para Cristo, nos dias seguintes os homens encontrarão a memória daquele lugar ainda vívida – onde, com incessantes orações e lágrimas, eu reivindiquei aquela terra para Deus, na qual eu “enterrei minha morta” com fé e esperança.</p>
<p>Warfield cuidou de sua esposa durante os quarenta anos em que permaneceram juntos, humilde e submisso, sem lamúrias, sem pena de si mesmo, sem justificar a necessidade de auto-satisfação, cumprindo seus votos matrimoniais, cumprindo seu dever para com sua esposa.</p>
<p>A “Sra. Van” , como era conhecida em Savana, gentil e dócil por fora, forte como cravos por dentro, começou a lecionar no Externato Presbiteriano Independente e educou seus cinco filhos com um tremendo sacrifício próprio, e sem lamúrias.</p>
<p>Qual é a explicação em cada uma destas situações? A explicação é que cada um deles cria na soberania de Deus. Todos entenderam a justiça de Deus, sua misericórdia, seu governo absoluto, e cada um recebeu suas circunstâncias como de Sua mão para seu bem e se submeteram a elas.</p>
<p>Ainda, como você explica a adversidade? Como você lida com o sofrimento que está no mundo? Admita que leva tempo para que nossas emoções alcancem nossas mentes, que não há respostas “fáceis” , e que quando nós perguntamos “por que” , não devemos fazer de forma tão simplista ou como uma questão de fatalidade; porém temos uma explicação para o sofrimento, a única explicação para o sofrimento que opera e abre caminho para o conforto num mundo de dor.</p>
<p><strong><br />
O Problema do Prazer </strong></p>
<p>Do nosso ponto de vista, muito da discussão sobre o “problema da dor” e sofrimento tem começado do jeito errado. Como vimos em nossa consideração sobre predestinação, há uma tendência por começar com a suposição da inocência humana. A adversidade então, é vista como uma intromissão imparcial ou injusta na vida de quem não a merece. Isso está implícito em quase todas as discussões sobre o assunto. Portanto, nós freqüentemente questionamos: “Por que Deus tem permitido que isso aconteça a uma família tão pura (e não merecedora)?”.</p>
<p>O lugar bíblico para se começar qualquer consideração sobre o sofrimento, não é a inocência, mas a culpa. No começo da Bíblia está um relato do que é chamado a “Queda do Homem” . Ele está lá para lembrar-nos que vivemos em um mundo “caído” , um mundo em desordem e sob a maldição de Deus. A resposta de Deus ao pecado de Adão e os pecados de sua descendência é uma condenação. Deus prometeu a morte “no dia em que dela comeres” . Entretanto, num sentido final, a morte foi adiada. Enquanto isso, a vida consiste em múltiplos mini-julgamentos que nos visitam por causa do pecado de Adão e de nossos próprios pecados, como pré-estréias do julgamento final. Estes mini-julgamentos, porque são desprovidos da morte eterna do inferno, são, em efeito, graciosos estágios de execução.</p>
<p>O que estamos dizendo é que cada momento que um de nós vive do lado de cá do inferno é um problema. Como é que um Deus justo e verdadeiro pode tolerar o mal e deixá-lo continuar existindo? Como ele pode atrasar seu aviso de que “a alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18.4)? O problema não é a dor, mas o prazer. Uma justiça severa lançará cada um de nós no inferno. Qualquer coisa menor do que isso – enfermidade, injúria, miséria, fome, ou sofrimento profundo – é misericórdia.</p>
<p>Considere a resposta de Jesus à questão de seus discípulos sobre os infelizes galileus que haviam sido massacrados por Pilatos (Lc 13). Eles queriam saber se “estes galileus eram mais pecadores que os outros porque sofreram este destino” . Esta questão é antiga. Aqueles que sofrem, sofrem porque são mais pecadores que as outras pessoas? Podemos dizer que o sofrimento é diretamente proporcional ao pecado? A resposta popular é dizer “não” , e ela está correta. Podemos corretamente citar Jó como um exemplo de um homem que não sofreu por seu pecado pessoal. Jesus, de fato, diz: “Não eram, eu vo-lo afirmo…” Jesus concorda com a resposta popular ao dizer que estas pessoas não eram necessariamente mais merecedoras de sofrimento que outras. Elas não morreram porque eram mais pecadoras que o resto. Nós esperávamos que ele continuasse a falar sobre como o sofrimento é imerecido. Muitas vezes, nós diríamos, os inocentes sofrem neste mundo. Freqüentemente, nós dizemos, é o bom que é injuriado e ofendido. Mas, surpresa, isso não é o que ele diz afinal. Em vez de dizer que alguns são sofredores inocentes, ele diz que todos merecem sofrer deste modo. Ele avisa que “se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” . Em outras palavras, não é que eles sejam piores do que os outros, mas é o que cada pecador merece, e terá, a menos que se arrependa. Jesus não se concentra na tragédia que caiu sobre alguns, mas na graça pela qual a maioria é poupada.</p>
<p>Da mesma maneira, Jesus continuou a falar nos dezoito sobre quem a “torre de Siloé caiu e matou” . Ele pergunta: “(eles) eram mais culpados que os outros habitantes de Jerusalém?” Podemos deduzir, a partir da quantidade de sofrimento que as pessoas suportam, quem é justo e quem é pecador? Não, ele diz. Mas, novamente, isso significa que eles poderiam não ser merecedores? Não. Eles têm o que todos merecem, mas alguns são poupados.</p>
<p>Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis (Lc 13.5).</p>
<p>Assim, o problema do sofrimento, como Jesus o interpreta, não é afinal um problema de dor. A dor pode ser explicada facilmente. Vivemos em um mundo caído e sob julgamento. Todos os piqueniques da vida têm suas formigas. Em nossa lua-de-mel, Emily e eu fomos um dia à praia. Quando chegamos, começou a chover. Não sendo a teóloga da família, ela perguntou: “por que Deus fez isso conosco?” Minha resposta sensível foi: “por que não choveu outro dia? Por que ele permitiu que viéssemos aqui afinal?” Ela não estava para brincadeira. É claro, há sofrimento. O extraordinário não é que exista dor, mas que exista prazer. Uma vez que se entenda a doutrina da queda e da depravação do homem, o problema filosófico não está no explicar o porquê Deus permite o sofrimento, mas no porquê ele mostra graça e misericórdia. Qualquer dor e sofrimento menor que as chamas do fogo eterno no inferno, é um adiamento misericordioso de Deus. Eu posso entender porque sofremos. Eu não posso entender porque não sofremos mais.<br />
<strong>Soberania e Dor </strong></p>
<p>Em capítulos anteriores, vimos que a soberania de Deus se estende sobre cada molécula existente. Ele decretou e planejou “tudo quanto acontece” . Então, não pense por um só momento que sua dor está excluída. Quando eu estava no seminário, um jovem cristão muito promissor, um estudante talentoso da Cal Tech [2], com uma mente brilhante, estava se preparando para uma missão de campo com os Tradutores Wycliffe da Bíblia. Ele caiu, em uma viagem a pé e morreu tragicamente. Um teólogo evangélico mundialmente famoso disse em seu funeral: “Esta não era a vontade de Deus” . Em um funeral em Savana, poucos anos atrás, uma declaração similar foi feita no velório de uma jovem mãe que morreu repentinamente: “Deus não queria que isso acontecesse”. Esta posição também é tomada num livro muito popular, Why Bad Things Happen to Good People (Porque Coisas Ruins Acontecem a Pessoas Boas). O autor perdeu sua filha adolescente para a leucemia. Ele lutou tentando explicar como Deus poderia ter permitido que isso acontecesse. Note seu modo de pensar. Existem pessoas “boas” (leia “inocentes” ) que não merecem que coisas “más” aconteçam a elas. A resposta que ele deu foi que Deus é bom, mas não há nada que ele possa fazer acerca do sofrimento. Ele não pode interferir. Suas mãos estão atadas. Ele não é culpado. Ele não pode ser acusado. Podemos estar certos de que ele ainda nos ama, pois não foi ele quem fez estas coisas horríveis acontecerem conosco.</p>
<p>O que podemos dizer sobre isso? Em nosso conceito, esta explicação não oferece qualquer consolação e, de fato, é horripilante. Por quê? Considere o seguinte.</p>
<p>Primeiro, se existe um Deus, o que acontece deve ser sua vontade . Se acontece alguma coisa que não é de sua vontade, ele não é Deus, e nós temos um problema. Se existem moléculas perambulando por aí, fazendo o que não foi ordenado por Deus, então ele tem um concorrente igual a ele, portanto não é Deus como a Bíblia o descreve. Para Deus ser Deus, ele deve ser soberano. Para ele ser soberano em tudo, ele deve ser o soberano sobre tudo .</p>
<p>Deixe-me ver se consigo esclarecer o que eu quero dizer. Todos os que crêem em Deus, crêem que ele pode prever todas as coisas. Uma vez que você deixe de crer na presciência, você realmente deixa de crer em Deus. O que ele prevê, certamente acontecerá. Então quando Deus prevê algo e decide permitir que aconteça, ele o faz porque isso convém a seus propósitos. Isso serve a seus planos. A alternativa é dizer que ele prevê coisas e as permite até mesmo que elas não combinem com seus propósitos, o que é claramente ilógico e absurdo. Isso não significa que ele “gosta” do que prevê, ele só permite que aconteça porque encontra algo positivo e alguma razão nisto. O bom Deus permite acontecer o que acontece porque convém a seus propósitos; e seus propósitos são bons.</p>
<p>Às vezes as pessoas tentam evitar as implicações disto apelando para a previsão, dizendo que Deus meramente “prevê” todas as coisas, ele não as fará realmente. Mas conforme pudemos ver, esta distinção não se sustenta. O que um Deus onipotente prevê e permite, ele quer e ordena.</p>
<p>Segundo, ou os eventos têm um significado dado por Deus, ou não têm sentido algum . Na tentativa de manter Deus “fora da armadilha” , as pessoas acabam deixando suas tragédias sem sentido, transformando-as em algo realmente trágico. Você deve reconhecer que não pode haver dois caminhos. Ou Deus está nele, ou ele não está. Se ele não está, então é o diabo, o mal, a “sorte”, o destino, ou o acaso.</p>
<p>Quando eu era pastor dos jovens em Miami, nós presenciamos duas mortes trágicas de pais de adolescentes. Um foi o pai de minha esposa Emily, que sofreu um ataque do coração quando ela tinha apenas dezesseis anos. O outro foi do pai de uma garota de dezesseis anos também, mas as circunstâncias foram diferentes. Enquanto que o pai de Emily morreu de repente, este homem, o Dr. John Richardson, filho do Reverendo J.R. Richardson, morreu lentamente durante um período de quase dois anos. Os dias finais foram diferentes de qualquer coisa que eu já havia visto ou que veria. Ele morreu em casa, rodeado por sua família. Seus últimos momentos foram passados com sua filha mais nova aconchegada a ele de um lado, a outra filha nos seus pés, sua esposa ao seu outro lado, seus filhos sentados junto a sua cama. Esta foi a morte mais triste e mais doce que eu já presenciei. Algumas semanas depois, a filha mais nova veio a mim e perguntou: “Por que Deus permitiu isso?” Minha resposta foi gentilmente dizer: “Ah, ele permitiu, mas teve boas razões” , e continuei, “ e nós nos agarramos a isso porque a única alternativa é dizer que Deus não o permitiu, e não há razão e é apenas uma tragédia sem propósito” . O que você deve fazer agora? Confiar nele! Diga que ele não é o responsável e você perde a oportunidade de confiar nele.</p>
<p>“Deus é grande e Deus é bom”. Esta foi a primeira oração que eu aprendi. Ela também expressa o problema do sofrimento. Por que um Deus grande permite o mal quando ele poderia impedi-lo? Por que um Deus bom permite o mal quando o odeia? Negue qualquer lado da equação e você resolverá o problema do mal: Deus é bom, mas não é grande; ele gostaria de impedir o mal, mas ele é fraco. Deus é grande, mas não é bom; ele não quer impedir o mal porque ele se deleita nele.</p>
<p>Desde Agostinho, os cristãos têm dito que Deus permite o mal para um bem maior. O paradigma é encontrado na crucificação. Quando o homem realizou este grande mal, Deus produziu a partir dele o maior bem. Porém, a crucificação foi realizada pelo “determinado desígnio e presciência de Deus” (At 2.23). Deus estava nela; ele a tinha ordenado. Da mesma maneira, ele está em nosso sofrimento. Por ele estar no sofrimento, este tem um propósito, tem um sentido.<br />
<strong>Cristo e a Dor </strong></p>
<p>Finalmente, vamos às respostas encontradas em Romanos 8. A maravilha de nossa adoção e conseqüentemente glorificação, leva Paulo a falar do caminho para a glória que é o caminho do sofrimento. Ele diz que nós somos “ co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados ” (8.17). Novamente, ele une o sofrimento e a glória dizendo: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (8.18). Ele fala de nossos “gemidos” e os contrasta com “nossa adoção de filhos, a redenção do nosso corpo” (8.23). Ele estimula à necessidade de “esperança” e “perseverança” (8.24,25). Ele promete a ajuda do Espírito quando oramos “ com gemidos inexprimíveis” (v.26). Então vem a jóia da coroa das promessas bíblicas. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). Paulo regozija-se num Deus que está em todas as coisas, fazendo-as trabalhar para o bem daqueles que o amam. E precisamente no caso de que você pudesse parar e duvidar se você ama Deus o suficiente ou não, ele acrescenta: “daqueles que são chamados segundo o seu propósito” . Machen disse sobre estes versos:</p>
<p>… que pequeno conforto existiria nessas palavras se o versículo parasse ali – se nos tivesse sido dito simplesmente que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, e então seríamos levados a acender aquele amor de Deus em nossos corações frios e mortos. Mas, graças a Deus, o versículo não termina ali. O versículo não diz apenas, “ sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus ” . Não, ele diz: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Aí está, meus amigos, o verdadeiro motivo de todo o nosso conforto – não em nosso amor, nem em nossa fé, ou em qualquer coisa que está em nós, mas neste misterioso e eterno conselho de Deus do qual vem toda a fé, todo o amor, tudo o que temos, somos e podemos ser neste mundo e no mundo que está por vir.</p>
<p>Aqueles que amam a Deus são aqueles que foram chamados. Os chamados são aqueles que foram conhecidos de antemão (o que significa amados de antemão) e predestinados. A “corrente de ouro” está exposta no verso 30: “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.30). Àqueles nos quais Deus colocou seu amor – àqueles que foram chamados eficazmente a Cristo pelo evangelho, que foram justificados e glorificados (o tempo passado indica que Paulo até mesmo vê isso como um fato concluído) – é prometido que tudo tem um bom propósito para eles. O próprio Deus o garante.</p>
<p>Quando eu tinha três anos, meus pais distraidamente deixaram minha irmã e eu no carro da família depois que voltamos da Igreja num domingo. Nós brincávamos e eu soltei o freio de mão. O carro começou a rolar pela rampa da garagem. Nós nos apavoramos. Minha irmã pulou para fora do carro. Ela tinha cinco anos – podia fazer aquilo. Eu caí debaixo da roda dianteira, e nossa perua Plymouth ano 56 passou por cima das minhas costas, pescoço e cabeça.</p>
<p>Quando eu tinha quinze anos, eu estava praticando com o time de futebol do colégio, que incluía três futuras estrelas do futebol universitário, entre eles Vince Feragammo. Certa tarde, eu corri um “ reinício ” padrão, peguei a bola, contornei o campo, tentei evitar meu defensor; nesta tentativa de evitá-lo, subitamente senti uma dor aguda na minha coxa. Um barulho tão forte como o de um galho de árvore quebrando pôde ser ouvido em todo o campo enquanto eu caía, minha perna torceu debaixo de mim, meu fêmur estava caprichosamente quebrado.</p>
<p>Por quê? Eu não sei. Eu não tenho que saber. Tudo o que eu sei é que Deus estava nesse acontecimento, e o estava trabalhando para o bem.</p>
<p>Alguns de vocês já sofreram coisas muito piores que isso. Alguns de vocês perderam filhos e netos em acidentes e doenças. Outros foram assolados pela morte de seus maridos e esposas. Amigos, parentes, outros amados têm sofrido com circunstâncias trágicas. Você tem gritado. “Ah não, isso não – tudo menos isso! Senhor, por quê? Por que o Senhor fez isso?” Talvez você tenha cultivado amargura. Você tem estado ressentido com Deus desde então. Você está desiludido e confuso. Tenha isso por certo – em Cristo, embora o diabo, o mundo e os inimigos tenham planejado sua destruição, Deus estava trabalhando todas as coisas para o bem.</p>
<p>Considere a vida de José. Que adversidades ele sofreu! Pense em seu coração quebrado por causa da total rejeição por parte de seus irmãos, que estavam prontos para matá-lo de imediato. Pense na dor de ter sido vendido como escravo, sendo obrigado a deixar sua família, e não vê-la por décadas. Mesmo no Egito ele teve que lidar com a falsa acusação de tentativa de estupro, armada pela esposa de Potifar, o qual o lançou na cadeia. Ele tinha muitos motivos para a amargura. Pense em tudo o que Deus permitiu que acontecesse. Sua infância lhe foi tirada, foi tirado de sua terra natal e de sua família, bem como seu bom nome, por que ele não deveria amaldiçoar a Deus? Mas o que ele diz? Ele vê a mão soberana de Deus em tudo. Primeiro, ele diz a seus irmãos: “Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito” (Gn 45.8). E numa segunda ocasião ele diz: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida” (Gn 50.20). Leia de novo: “Deus o tornou em bem”, ele diz.</p>
<p>Algumas vezes, até mesmo muitas vezes, não saberemos que bem Deus estará trazendo da adversidade. Este não é o ponto crucial. O ponto crucial é saber que Deus é bom e que ele quer isso! Quando você perdeu seu amado, ele o quis. Quando você foi afligido por doenças, ele o quis. Quando você foi atingido por reversões financeiras, ele o quis. Ele promete transformar isso em bem. Agora você precisa confiar nele.</p>
<p>Crer na soberania de Deus tem algum impacto prático sobre a vida? Eu espero que você tenha começado a entender que estas doutrinas são vitais. Somente quando entendemos que Deus ordenou nosso sofrimento, podemos começar a entender o sentido dele. Somente então, estaremos certos de que ele tem um propósito. Quando as tragédias vierem, quando as adversidades atacarem, não seremos abalados. Sim, nós choraremos. Sim, nós sofreremos. Mas continuaremos andando confiantes, sabendo que Deus está no seu trono, que estamos em suas mãos, que nossas circunstâncias são seus feitos, e que ele trabalha este mal para o nosso bem.</p>
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		<title>Integralmente Hipócrita.</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 13:04:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O interior de um hipócrita nunca corresponde ao seu exterior. O interior de um hipócrita é uma coisa, e seu exterior é outra coisa; um hipócrita é exteriormente limpo mas interiormente impuro. Hipócritas são como os frascos dos farmacêuticos, tendo por fora o título de algum excelente remédio mas por dentro algum veneno mortal. Eles são como os templos egípcios, que são belos por fora mas dentro deles nada se encontra além de serpentes e crocodilos, e outras criaturas venenosas.Hipócritas laboram mais em prol de um bom nome do que de um bom coração; uma boa repercussão dos seus feitos do que uma boa consciência; eles são como violinistas, mais cuidadosos em afinar seus instrumentos do que em vigiar suas almas. Hipócritas são como prata porém escurecem; eles possuem uma aparente santificação externa mas interiormente são cheios de malícia, mundanismo, orgulho, inveja, etc. São como almofadas de sofá, feitas de veludo e ricamente bordadas mas cujo interior é cheio de feno. Um hipócrita pode oferecer sacrifício com Caim, correr com Jezabel, se humilhar com Acabe, chorar com as lágrimas de Esaú, beijar Cristo com Judas, seguir a Cristo com Demas, e aparentar compromisso com Simão Mago; e ainda com tudo isto seu interior é tão mau quanto qualquer um deles. Um hipócrita é um Jacó por fora e um Esaú por dentro; um Davi por fora e um Saul por dentro; um Pedro por fora e um Judas por dentro; um santo por fora e um Satanás por dentro; um anjo por fora e um demônio por dentro. Um hipócrita é um Judeu exteriormente mas um ateu, um pagão, um infiel interiormente. Li sobre certas estátuas, assemelhando-se a Júpiter e Netuno, que por fora eram cobertas com ouro e pérola mas por dentro não tinham outra coisa senão aranhas e teias de aranha; a comparação perfeita com os hipócritas. Aquele monge acertou quando disse: “Mostrar ser um monge de forma externa foi fácil mas ser, de fato, um monge, interiormente, foi difícil.” Mostrar ser um cristão de forma externa é fácil mas ser, de fato, um cristão, interiormente, é muito difícil. O interior de um hipócrita nunca reflete ou corresponde ao seu interior; seu interior é perverso, e seu exterior é piedoso. Mas que todos os hipócritas saibam: fingir santidade é duplamente iníquo, e ao fim terão de responder por isto.</p>
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		<title>Davi Silva Confissões – Ministério Casa de Davi.</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 20:20:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não é nossa intenção denegrir, difamar ou denunciar nada que já não esteja declarado pelo próprio autor dessa carta aberta. Nossa intenção, é apenas divulgarmos tal fato sem acréscimos. Por um lado é lamentável tais descobertas e afirmações que estiveram escondidas por varios anos, mas, por outro lado, alegra-nos o coração saber que existem ainda pessoas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é nossa intenção denegrir, difamar ou denunciar nada que já não esteja declarado pelo próprio autor dessa carta aberta. Nossa intenção, é apenas divulgarmos tal fato sem acréscimos. Por um lado é lamentável tais descobertas e afirmações que estiveram escondidas por varios anos, mas, por outro lado, alegra-nos o coração saber que existem ainda pessoas que andam no Caminho dispostas a reconhecerem suas faltas e com isso se redimirem publicamente.</p>
<p>&#8220;..O que encobre transgressão jamais prosperará, mas aquele que confessa, alcançará misericórdia !&#8221;.</p>
<p><span id="more-977"></span></p>
<p>Desde agosto de 1999 tenho ministrado junto com Mike Shea pela nação brasileira e em outras nações também. Durante esses anos tenho compartilhado vários testemunhos, a começar com minha cura da Síndrome de Down, passando por sonhos, visões e arrebatamentos, e diversas experiências sobrenaturais. Pois bem, em quase todos esses testemunhos eu acrescentei mentiras. Alguns deles são totalmente mentirosos. Inclusive um deles, eu roubei de um irmão em Cristo que teve a experiência que conto como sendo minha. Outros testemunhos são meus e em parte verdadeiros.  </p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Menti para minha família, meu ministério, a igreja do Senhor e outros na sociedade que ainda não conhecem a Jesus</span>. Estou escrevendo este texto e também fazendo um vídeo, porque eu contava esses testemunhos desde 1999, tanto em solo brasileiro, como em viagens para os Estado Unidos, Nova Zelândia, Austrália, Argentina, Paraguay e Uruguay. Eu contava em nossos seminários, em clínicas pastorais, conferências proféticas e apostólicas que reuniam pessoas do mundo inteiro. Esses testemunhos foram gravados em CDs e DVDs, <span style="text-decoration: underline;">comprados</span> e espalhados para lugares onde só Deus sabe. Pessoas ouviram os meus testemunhos <span style="text-decoration: underline;">e não sabendo que continham mentiras</span>, escreveram em blogs, revistas, e livros. Deram entrevistas, como eu também tenho dado, em rádio e televisão, repassando verdades e, infelizmente, as mentiras contidas em meus testemunhos. Estou profundamente arrependido. Tremendamente envergonhado. Triste ao extremo pelos meus atos. Eu escolhi mentir, enganar. Eu escolhi decepcionar. Como disse o Mike, eu também tenho pregado essa mensagem de arrependimento pelas nações.</p>
<p>Estou fazendo esta confissão dessa forma porque é coerente com o que tenho pregado, e estou procurando agir com verdade, arrependimento e confissão na medida do meu pecado. Se alguém mentir para uma pessoa, é necessário pedir perdão a Deus e à pessoa para qual se mentiu, e além disso, desmentir a mentira. Pois eu menti para centenas de milhares de pessoas espalhadas pelo mundo, e por isso torno pública minha confissão.</p>
<p> Nesses 10 anos, eu tive momentos para me arrepender quando as conseqüências não teriam sido tão graves. Na verdade, <span style="text-decoration: underline;">eu lido com esse pecado de mentira desde minha infância</span>. Por isso eu sei que, o passo que dou hoje é necessário para que haja a verdadeira conversão e transformação na minha vida. Tanto agora, como na infância, fui flagrado nesse pecado, mas até hoje não havia produzido frutos de um arrependimento digno. Eu continuo no ministério Casa de Davi. Vou permanecer em Londrina, sem ministrar, durante o restante deste ano de 2010.</p>
<p> Preciso passar por um processo de restauração. Preciso reconstruir o que destruí com as mentiras e preciso de transformação nessa área da minha vida antes de voltar a ministrar. Peço perdão a você, para quem menti e envolvi na minha mentira. Peço que o Senhor Jesus purifique a Igreja da minha injustiça.</p>
<p>Me preocupo com o “escândalo” que eu tenho trazido para o corpo de Cristo. Entendo que mais cedo ou mais tarde tudo isso viria à luz, pois a palavra de Deus afirma que todo oculto e escondido será revelado. Peço que façam distinção entre a minha pessoa, meu pecado, e os princípios que o ministério Casa de Davi tem pregado e ensinado. Todas as mensagens que o ministério Casa de Davi tem ministrado nos seminários pelo Brasil e outros países permanecem intactas. A minha mentira não abala a integridade das <span style="text-decoration: underline;">palavras e mensagens proféticas do ministério</span>. Peço que não percam as <span style="text-decoration: underline;">experiências sobrenaturais</span>, pois minhas mentiras não anulam a realidade do sobrenatural de Deus. Peço sua orações, enquanto eu oro para que o Senhor <span style="text-decoration: underline;">cure a igreja</span> das feridas causadas por mim e pelas minhas mentiras. Estou no início do processo de minha <span style="text-decoration: underline;">restauração</span>. O primeiro passo é pedir perdão para você, pois menti para ti. Ainda estou apurando todos os testemunhos que contei. Peço sua paciência enquanto eu apuro toda a verdade durante esse período. Nos próximos meses escreverei um documento onde serão relatadas as verdades e mentiras dos testemunhos que tenho contado.</p>
<p>Conto com o amor, a graça e misericórdia do Senhor, de minha família, de meus irmãos em Cristo e amigos. Conto também com suas orações. Sei que minha confissão é muito decepcionante para todos. Como me arrependo! </p>
<p>Sinto gratidão em meu coração por poder contar com o amor e perdão da minha mãe, meus irmãos, minha esposa e meus filhos e de todos meus irmãos no ministério Casa de Davi, para os quais eu já me confessei.</p>
<p>Quero expressar aqui que sinto gratidão e alegria de ter a liderança do Mike, que de forma graciosa, com muito amor e cheio de sabedoria tem me acompanhado e ajudado nesse difícil processo de confissão, cura e restauração. Mais uma vez, perdoe-me pelas mentiras e as decepções que causei na tua vida e no Corpo de Cristo.</p>
<p>Eu os amo.                     </p>
<p>Espero poder voltar e ministrar novamente, totalmente restaurado e transformado pelo mesmo poder que ressuscitou Jesus dentre os mortos.</p>
<p> Nota minha: Não sei o que motivou Davi Silva depois de 11 anos para tal confissão,  &#8220;mas o que sei é que: quem se arrepende por mentir em nome de Deus, <span style="text-decoration: underline;">e cai em si</span>, cai ao contrário, é uma queda pra cima e eleva o ser&#8221;.</p>
<p>Se no meio religioso alguns tomassem o exemplo de Davi Silva, teria uma fila kilométrica para tais confissões&#8230;Que Deus ajude a todos os sinceros terem um encontro com a simplicidade da Vida. Acredito, que Jesus pode estar dizendo pra ele e para nós hoje: &#8220;- Meu filho, hoje entrou salvação nesta sua Casa&#8221;.</p>
<p>E que assim seja&#8230;</p>
<p>Vídeos que fundamentam o Texto,  se trata da própria confissão de Davi Silva em vídeo; segue links: </p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=H7eABiWDyXE" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=H7eABiWDyXE</a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=P76PoIINRjg&amp;feature=related" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=P76PoIINRjg&amp;feature=related</a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=NpLxfq_nRrc&amp;feature=player_embedded" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=NpLxfq_nRrc&amp;feature=player_embedded</a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;">http://www.youtube.com/watch?v=179mYqhJak8&amp;feature=player_embedded</span></p>
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		<title>O conceito do Amor segundo Deus.</title>
		<link>http://www.caminhocristao.com/2010/01/o-conceito-do-amor-segundo-deus/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 21:31:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Assim como Paulo tinha em mente uma fé que é específica2 – é “fé… em Cristo Jesus” – ele tinha em mente um amor que também é específico – é o “amor<br />
que têm por todos os santos”. Alguns comentaristas observam que nessa passagem fé caracteriza nosso relacionamento “vertical” com Deus, enquanto amor caracteriza<br />
nosso relacionamento “horizontal” com outras pessoas. Isso é verdade na passagem em questão, mas seria um engano inferir a partir disso um amplo<br />
princípio que force rigidamente a distinção. O motivo é que, entre outras coisas, o amor deve caracterizar também nosso relacionamento vertical com Deus.<br />
Embora a fé seja algumas vezes associada com um sentimento de confiança, ela não deve ser identificada com o sentimento em si. Antes, fé é crença nas<br />
proposições divinamente reveladas e é em si mesma independente de sentimentos que podem oscilar. Sentir-se bem sobre uma proposição bíblica é diferente de crer<br />
nela. Da mesma forma, embora o amor seja algumas vezes acompanhado por certas emoções, o amor em si não é uma emoção. A idéia que o amor é uma emoção, ou<br />
está necessária e proporcionalmente associado com certas emoções, tem causado danos desastrosos ao desenvolvimento intelectual e ético de inúmeros crentes.</p>
<p><span id="more-968"></span></p>
<p>A Bíblia fala de amor como a disposição de pensar e agir para com outras<br />
pessoas (incluindo Deus) de acordo com os preceitos e leis divinas – isto é, tratá-las<br />
como Deus nos manda tratá-las. Esse amor não tem nenhuma conexão direta e<br />
necessária com alguma emoção, a qual, sem qualquer conotação negativa inerente,<br />
definimos como um tipo de distúrbio mental. Esse distúrbio pode ser positivo ou<br />
negativo, mas é um distúrbio.<br />
Como Paulo escreve em Romanos 13, “Todos [mandamentos] se resumem<br />
neste preceito: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. O amor não pratica o mal<br />
contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da Lei” (v. 9-10). Note que o<br />
amor é o cumprimento e não a substituição da lei. Não tratamos as pessoas com amor</p>
<p>ao invés de tratá-las de acordo com a lei. Antes, tratá-las com amor é tratá-las de<br />
acordo com a lei, ou mandamentos de Deus.<br />
Ele diz que os mandamentos, tais como “Não adulterarás” e “Não matarás”<br />
são resumidos no mandamento para amar. Um resumo não é diferente ou superior às<br />
coisas que ele expressa. Na realidade, para entender verdadeiramente os detalhes<br />
representados pelo resumo, devemos examinar as coisas que ele resume. Assim, o<br />
mandamento para amar não é diferente ou superior aos outros mandamentos –<br />
amor é definido por esses mandamentos em primeiro lugar.<br />
A Escritura define nosso amor para com Deus da mesma forma. Jesus diz<br />
aos seus discípulos em João 14:23, “Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra”<br />
– não que ele sentirá de certa forma ou terá certa emoção. Se ele ama, obedece.<br />
Então, ele diz: “O meu mandamento é este: Amem-se uns aos outros como eu os<br />
amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus<br />
amigos” (15-12-13). Não há nenhuma emoção aqui. O mandamento é amar, e esse<br />
amor significa ação heróica e sacrificial em benefício de outros.<br />
Muitas pessoas que se sentem totalmente perturbadas por dentro diante do<br />
mais leve sofrimento nos outros, nunca sacrificariam sequer o seu conforto pessoal<br />
para resgatá-las, para não dizer salvar a vida. Mas elas têm sido ensinadas – pela<br />
cultura, tradição, filosofias anti-cristãs, mas não pela Escritura – que isso representa<br />
compaixão. Eles gemem e choram por eles – isso não é amor? Embora possa<br />
permitir que se sintam muito compassivos e espirituais, isso não tem nada a ver<br />
com amor.<br />
Em seus momentos mais sóbrios, teólogos e comentaristas admitem que o<br />
amor bíblico tem a ver com pensar e agir de acordo com os mandamentos de Deus<br />
para com outras pessoas, e que tal amor não tem nada a ver com um tipo particular<br />
de distúrbio mental, ou emoção. A Escritura é clara sobre isso; não é algo difícil de<br />
reconhecer. Como um comentarista escreve: “A Bíblia fala do amor como uma<br />
ação e atitude, não apenas uma emoção… os cristãos não têm desculpa por não<br />
amar, pois o amor cristão é uma decisão de agir no melhor interesse dos outros”.<br />
Definir amor como uma emoção deixa alguém com uma desculpa, visto que<br />
nossos sentimentos podem oscilar. Além do mais, tal definição gera culpa<br />
desnecessária na pessoa que nem sempre sente o que pensa que deveria sentir para<br />
com as pessoas. E se amor é uma emoção, então que emoção exatamente? Isto é, o<br />
que se deve sentir? Mas de acordo com a Bíblia, se uma pessoa trata outras pessoas<br />
consistentemente de acordo com os mandamentos de Deus, a despeito de como se<br />
sente, então ela anda em amor. Por outro lado, a pessoa que não faz nada mais que<br />
desmoronar num descontrole emocional a qualquer sinal de sofrimento humano,<br />
não anda em amor. Ela é um aborrecimento sem amor, e poderia muito bem parar<br />
de fingir.</p>
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		<title>Onde estas? &#8211; A Pergunta que Deus nos faz !.</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 21:03:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A pergunta que está diante de teus olhos, foi a primeira que Deus fez ao homem depois da queda. É a pergunta que Ele fez a Adão no dia em que comeu do fruto proibido e se converteu em um pecador.Adão e sua esposa trataram em vão de se esconder entre as árvores do jardim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Bookman Old Style;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">A pergunta que está diante de teus olhos, foi a primeira que Deus fez ao homem depois da queda. É a pergunta que Ele fez a Adão no dia em que comeu do fruto proibido e se converteu em um pecador.Adão e sua esposa trataram em vão de se esconder entre as árvores do jardim do Édem. Foi em vão que tentaram escapar dos olhos de Deus. Ouviram a voz do Senhor andando na viração do dia: “E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim”. Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e perguntou-lhe: “Onde estás?” (Gn3:8-9) Quão terrível deve ter sido para Adão este momento. Certamente Deus nos faz e nos fara sempre esta pergunta nos confrontando: Onde estas ?, De que modo estas ?, Que veredas escolhestes pra tuda vida e pusestes meu Nome em tuas escolhas ?.</span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;"><span id="more-959"></span><br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Amigo, já passaram muitos anos desde que esta pergunta foi feita pela primeira vez. Há milhões de filhos de Adão que tem estado sobre a terra, cada um com uma alma que ou foi salva ou se perdeu. Mas não há qualquer pergunta, que já tenha sido feita, mais solene do que esta: Onde estás? Onde estás diante dos olhos de Deus? Vem agora, e com atenção, para que eu te diga umas poucas coisas te darão luz sobre esta questão. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Não sei se és um homem de igreja ou um séptico, se és sábio ou tolo; rico ou pobre, velho ou jovem, pois nada disso interessa. Pois tu tens uma alma imortal que necessita ser salva. Já que tens de apresentar-te diante do trono do juízo de Deus, e que necessitas estar preparado para isto. Pois sem Jesus e sua cruz certamente serás condenado. Somente a Bíblia contém tais assuntos solenes sobre os habitantes da terra e desejo que todo homem, mulher ou criança os conheça. Creio em cada uma das palavras da Bíblia, e por isso pergunto a cada leitor: Onde tu está diante de Deus? </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">1. Em primeiro lugar, conforme declaram as Escrituras, há muitas pessoas pelas quais, ao pensar nelas, eu temo. Leitor, és tu uma delas? </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Tais pessoas, se é que as palavras da Bíblia tem algum valor, são aquelas que não foram convertidas, não nasceram de novo. Tais pessoas não estão justificadas, Não estão santificadas. Não possuem o Espírito. Não possuem fé, nem graça. Seus pecados não são perdoados. Seus corações não foram transformados. Necessitam de piedade, justiça e santidade. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Algumas destas pessoas, não pensam em suas almas mais do que a de um animal que morre. Não há nada que mostre que pensam em suas vidas mais do que um cavalo ou uma mula, que não possuem entendimento. Seu tesouro está todo, evidentemente, neste mundo. Suas boas novas se acham deste lado do túmulo. Sua atenção está voltada para as coisas que perecem. Comida, bebida, vestes, dinheiro, casas e propriedades, negócios, prazer e política, casar-se, alegrar-se e festejar, estas são as coisas que ocupam o seu coração. Vivem como se a Bíblia não existisse. Caminham como se a ressurreição e o juízo eterno não fossem reais. E quanto a graça, a conversão, a justificação e a santidade, estas são coisas que não o preocupam, se não é que as depreciam e desprezam. Tais pessoas irão morrer. Serão julgadas. E, contudo, se acham mais endurecidos que o próprio diabo, pois parecem não crer nem temer. Oh!, em que estado se encontra sua alma que é imortal! Quão freqüente é este caso! </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Algumas pessoas falam que são religiosas, mas depois de tudo sua religião não é mais do que uma forma externa. Professam ser cristãos. Vão a um lugar de culto aos domingos. Porém, isto é tudo. Onde se encontra a religião do Novo Testamento em suas vidas? Em parte alguma! O pecado não é considerado por eles como o seu pior inimigo, nem o Senhor Jesus como seu melhor amigo. A vontade de Deus não é a regra para sua vida , tampouco a salvação é algo indispensável a sua existência. Um espírito de sono domina o seu coração e se acham satisfeitos e contentes. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Deus lhes fala constantemente, por meio de suas misericórdias, suas aflições e aos domingos por meio dos sermões, mas não escutam o chamado de Jesus à porta de seus corações e, por isso, não o abrem para Ele. Se lhes fala da morte e da eternidade, não lhes interessa. Se lhes adverte contra o amor ao mundo, constantemente se lançam a ele sem pesar. Ouvem falar que Cristo veio ao mundo para morrer pelos pecadores, mas isto não os comove. Parece que só há lugar em seus corações para prazeres e coisas vãs, mas não para Deus. Que condição se encontram tais pessoas! Porém, isto é muito comum! </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, solenemente eu quero perguntar a tua consciência, diante de Deus, se tu és uma destas pessoas? Há milhares delas em nosso país, dito, cristão. És uma delas? Se o és, tenho medo e temo por ti, fico alarmado grandemente. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">O que eu temo? Temo que se continuares nesta condição, desprezando a Cristo, continuareis em pecado até que o endurecimento te deixe indiferente ao perdão. Temo que sejas levado a um sono fatal do qual não mais serás despertado. Temo que este coração endurecido só poderá ser quebrado ao som da trombeta de Deus e o teu sono despertado pela voz do arcanjo. Temo que este teu apego ao mundo só poderá ser rompido pela morte. Temo que vivas sem Cristo, morras sem perdão, ressuscites sem esperança, para receber um juízo sem misericórdia, que te lançarás na condenação. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, tenho de te advertir para que fujas da ira que virá, assim como Deus advertiu a Ló. Te rogo que recordes de que tudo o que a Bíblia diz é verdadeiro e há de se cumprir; que o fim deste teu caminho presente, é miséria e aflição; que sem santidade ninguém poderá ver a Deus; que os homens maus irão para o inferno; e que todas as pessoas que se desviam de Deus terão de prestar contas de seus atos; e que pecadores, sem Cristo, não poderão resistir a Sua vista, porque Ele é santo e é fogo consumidor. Desejo que consideres seriamente nestas coisas. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Conheço bem os pensamentos que satanás tem posto em teu coração quando lês estas palavras. As desculpas que irás dar. Tu dirás: &#8220;A religião é boa, mas o homem tem que viver&#8221;. Respondo: &#8220;Sim, é verdade, mas também é certo que haverás de morrer&#8221;. Podes dizer-me: &#8220;O homem tem que trabalhar para ganhar o seu pão; não tenho tempo para mais nada; Não se pode morrer de fome&#8221;. Sim, não quero que ninguém morra de fome, mas também não desejo que morras condenado. Ou ainda dirás: &#8220;O homem tem que se ocupar com seus negócios, primeiro&#8221;. Eu te digo: &#8220;Sim, mas o negócio mais importante para o homem é a sua alma e as coisas referentes a sua eternidade&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, te rogo com amor, aparta-te de teus pecados, arrepende-te e converte-te. Te rogo que mudes o curso de tua vida, que alteres teu caminho, reconsideres quanto a religião, que corrijas o descuido de tua alma, e que passes a ser um novo homem. Te ofereço, por Jesus Cristo, o perdão de teus pecados passados – gratuitamente – um perdão para o presente e para todo o sempre. Te digo em nome do Mestre, que se te voltares para o Senhor Jesus Cristo, este perdão será teu. Oh! Não recuses esta exortação! Não ouviste que Cristo morreu por ti, que derramou seu sangue por ti e que sofreu na cruz por ti? Como podes ficar indiferente? Não ameis a este mundo, que perece, mais do que amas a vida eterna. Decide-te. Deixa o caminho largo que conduz a perdição. Levanta-te e escapa para salvar a tua alma enquanto tens tempo. Arrepende-te, crê e serás salvo. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, temo pelo teu estado presente. O desejo do meu coração e a minha oração é que Deus te ensine a temer por ti mesmo. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">A pergunta que está diante de teus olhos, foi a primeira que Deus fez ao homem depois da queda. É a pergunta que Ele fez a Adão no dia em que comeu do fruto proibido e se converteu em um pecador. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Adão e sua esposa trataram em vão de se esconder entre as árvores do jardim do Édem. Foi em vão que tentaram escapar dos olhos de Deus. Ouviram a voz do Senhor andando na viração do dia: &#8220;E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e perguntou-lhe: Onde estás?&#8221;(Gn3:8-9) Quão terrível deve ter sido para Adão este momento! </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, onde tu está diante de Deus? </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">2. Em segundo lugar, há muitas pessoas sobre quem a Bíblia me ensina que eu deveria ter dúvidas. Leitor, és tu uma delas? </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">A) Há muitos a quem devo chamar &#8220;quase cristãos&#8221;, porque não conheço outra expressão na Bíblia que descreva exatamente o seu estado. Existe neles muitas coisas corretas, boas e dignas de louvor a vista de Deus. Suas vidas são moralmente corretas. Se encontram livres de pecados grosseiros e evidentes. Possuem hábitos decentes e apropriados. São diligentes no uso dos meios de graça. Parecem amar a pregação do evangelho. Não se ofendem ao ouvir falar de Jesus, mesmo que se pregue a verdade a seu respeito. Não recusam as companhias religiosas. Estão de acordo quando lhes falam de sua alma e com tudo o que lhes dizem. E tudo isto é bom. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Contudo não há movimento em seu coração, pelo menos que possa descobrir sem o uso de um microscópio. Temos a impressão de que está parado. Semana após semana, os anos se passam e sempre estão no mesmo lugar. Aprovam os sermões, mas não lhes serve para melhorar. Sempre regulares e constantes, fazendo uso dos meios de graça, a mesma conversação sobre religião, porém, nada mais que isto. Não há progresso em seu cristianismo. Não há vida, nem coração nem autenticidade neles. Suas almas estão estagnadas. Estão longe de estar bem. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, és tu um destes? Há milhares deles em nossas igrejas. É este o estado de tua alma a vista de Deus? Responde com franqueza. Caso sejas um destes, tua condição não é satisfatória. Como o apóstolo disse aos gálatas, digo eu também: &#8220;Receio de vós outros&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Como poderia ser diferente? Existem dois campos oposto neste mundo, o de Cristo e o do diabo; e não se vê nitidamente a qual deles pertences. Não posso dizer que és descuidado quanto a religião, mas não posso te considerar decidido por Cristo. Te apartas dos ímpios, no entanto, não posso te ver entre os filhos de Deus. Tens alguma luz, mas é o conhecimento que salva? Possuis algum sentimento, mas é graça? Não és um &#8220;descrente&#8221; mas pertences a Deus? É possível que sejas &#8220;povo de Deus&#8221;, no entanto, vives tão perto da fronteira que é difícil discernir a que nação pertences. Pode ser que não estejas espiritualmente morto mas és como uma árvore no inverno. E assim vives sem dar evidências satisfatórias. Não posso deixar de duvidar de teu estado e se há dúvida é porque há razão para isto. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Não posso ver o recôndito do teu coração. Quem sabe haja algum pecado predileto que não queres renunciar. Esta é uma enfermidade que impede o teu crescimento e o de muitos cristãos. Quem sabe temes aos homens, temes a teus companheiros. Isto é uma prisão para muitas almas. Ou talvez sejas descuidado quanto a oração em secreto ou com a comunhão com Deus; esta é uma razão porque muitas pessoas são fracas e enfermas de espírito. Mas qualquer que seja a razão, te advirto que em todos os teus afetos deves ter cuidado com o que fazes. Teu estado não é satisfatório nem seguro. Como os gibeonitas vais com o povo de Israel, e como eles não possuis herança, consolação ou recompensa. Oh! Desperta e atenta para o perigo que corres! Esforça-te por entrar. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, tens de renunciar o andar coxeando entre duas opiniões se queres desfrutar de uma real evidência de salvação. Tem que haver uma mudança em ti. Tens que dar um passo adiante. Não se pode estar parado no verdadeiro cristianismo. Se a obra de Deus não vai adiante no coração do homem, é a obra do diabo que prospera nele; e se o homem se encontra sempre no mesmo ponto, quanto a religião, é mais provável que não haja verdadeira religião. Não basta vestir a armadura externa, temos de lutar as batalhas de Cristo. Não basta deixar de fazer o que é mal; é necessário que se aprenda a fazer o bem. Não basta não causar dano; é necessário trabalhar para fazer o bem. Óh! Cuida para não seres achado como um servo inútil, e como tal sejas tratado. Lembra-te que quem não está com Cristo é contra Ele. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, te rogo que não descanses até que tenhas descoberto se há graça em teu coração ou não. Os desejos, os bons sentimento, as convicções, tudo isto tem a sua importância, porém, não podem te salvar. É bom ver os brotos em uma árvore, porém, é muito melhor ver os seus frutos. Os simples ouvintes da palavra ao lado do caminho não deitam raízes. Os que crescem em terreno pedregoso escutam com alegria, mas a Palavra não penetra. Os que se acham entre os espinhos dão logo fruto, mas a palavra é afogada por este mundo. Nenhum deles é salvo. Temes diante da Palavra? O mesmo fez Felix, mas não foi salvo. Tu gostas de ouvir bons sermões e de fazer boas obras? O mesmo se passava com Herodes , porém não foi salvo. Lembra-te da mulher de Ló, Balaão e Judas Iscariotes. Todos eles tinham pontos bons. Porém não foram salvos. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, uma vez mais chamo a tua atenção sobre o que fazes. Se não procuras dar um passo adiante, como posso deixar de duvidar do estado de tua alma? </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">B) Há, porém, outros sobre quem tenho dúvidas e que estão em pior situação que os &#8220;quase cristãos&#8221;. São os que uma vez professaram sua fé mas que voltaram a trás. Os quais voltaram ao mundo. Parece que voltaram para trás do ponto que haviam estado antes de conhecerem a religião. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, é este o estado de tua alma? Se é assim, sabe com certeza que tua situação é terrivelmente insatisfatória. Não importa muito qual foi a tua experiência anterior. Serve muito pouco que já fostes contado entre os verdadeiro cristãos. Tudo não passou de um erro ou de uma ilusão. É a tua condição presente que deves considerar e esta é terrivelmente duvidosa. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Creio que houve um tempo em que os verdadeiros cristãos se regozijavam em ti. Parecia que amavas o Senhor Jesus sinceramente e estavas disposto a deixar o caminho largo e seguir o Evangelho. A Palavra de Deus te parecia preciosa; a voz do pastor, agradável; a congregação do povo de Deus, o melhor lugar. Nunca faltavas as reuniões. Sempre tinhas a Bíblia nas tuas mãos. Não havia dia que não oravas. Teu zelo era fervente. Andaste bem por um tempo. Porém, Óh! Leitor, onde te encontras agora? Voltaste para o mundo. Tu te detiveste e olhaste para trás. Estás novamente a praticar as obras do velho homem. Tens abandonado o teu primeiro amor. Tua bondade era como nuvem matutina e como orvalho tem se desvanecido. Tuas convicções estão secando, trocam as cores pelas folhas secas do outono, que logo caem e desaparecem. A pregação em que outrora te deleitavas, agora te enfadam e cansam. Os livros que lias com avidez, já não te causam prazer. O progresso do Evangelho de Cristo já não te interessa. Já não buscas a companhia dos filhos de Deus. Te sentes tímido diante dos santos, impaciente se te admoestam, inseguro em teu humor, descuidado em teus pecados e sem apreensão a te misturar com o mundo. Em outro tempo não eras assim. É possível que conserves alguma forma religiosa, mas a piedade vital está se esfriando rapidamente. Agora és fraco e morno, logo estarás frio e morto, mais do antes. Estás ofendendo o Espírito que logo te deixará. Tentas o diabo, que logo te dominará; teu coração está disposto para ele. Óh! Leitor, reforça os laços que, ainda, te mantém unido a Deus antes que se enfraqueçam e rompam. Como é possível que eu deixe de duvidar de tua alma? </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Não posso te deixar sem antes tentar fazer algo por ti. Sofro por te ver tão infeliz. É inútil que o negues: é o teu estado desde que voltaste a trás. És infeliz em tua casa e fora dela, só ou acompanhado, quando estás deitado e quando te levantas. Podes ter riquezas, honras, amor, amigos; mas o espinho segue encravado. Há fome de consolação em ti, desejas paz interior. Está enfermo e teu coração, descontente com todos e especialmente contigo mesmo. És um pássaro fora do seu ninho: nunca se encontra bem em parte alguma. Conservas demasiada religião para não gozar do mundo e muito pouca para te alegrar em Deus. Temes </span><span style="font-family: Bookman Old Style;">morrer e temes viver. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, a pesar de teres voltado a trás, há esperança para ti. Não há enfermidade de alma que o Evangelho não possa curar. É um remédio que pode ferir o teu orgulho, mas é um remédio seguro. Este remédio é uma fonte aberta para lavar todos os pecados, a misericórdia gratuita de Deus em Cristo Jesus. Vem e te lava nesta fonte sem demora e Jesus Cristo te fará são. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Toma tua Bíblia e vê como Davi viveu em pecado durante um tempo e, contudo, quando se arrependeu e se voltou para Deus, encontrou misericórdia para si. Olha para Pedro e vê como ele negou o mestre três vezes e com juramento, contudo, quando se arrependeu e chorou amargamente e se humilhou, encontrou misericórdia para si. Ouve as consoladoras palavras de nosso Senhor e Salvador: &#8220;Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei&#8221;, &#8220;Ora, tu te prostituíste com muitos amantes; mas, ainda assim, torna para mim, diz o SENHOR.&#8221;, &#8220;ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.&#8221; E &#8220;Voltai, ó filhos rebeldes, eu curarei as vossas rebeliões. Eis-nos aqui, vimos ter contigo; porque tu és o SENHOR, nosso Deus.&#8221; (Mateus 11:28; Jeremias 3:1; Isaías 1:18; Jeremias 3:22.) </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, roga a Deus para que estas palavras não te cheguem em vão. Porém , lembra-te, até que voltes de tua apostasia tenho de ter dúvidas sobre tua alma. </span></p>
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		<title>&#8220;O Evangelho&#8221;, e sua definição mais simples</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 17:42:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como muitos termos da Bíblia, a palavra EVANGELHO tem recebido várias definições contrárias ao seu significado original e apropriado. A palavra tem sua origem “em Cristo antes da fundação do mundo”. Isso estava contido na “promessa” que Deus fez antes da fundação do mundo (Tito 1:2). O  &#8221;evangelho”, as “boas novas” ou “novas de grande alegria” [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como muitos termos da Bíblia, a palavra EVANGELHO tem recebido várias definições contrárias ao seu significado original e apropriado. A palavra tem sua origem “em Cristo antes da fundação do mundo”. Isso estava contido na “promessa” que Deus fez antes da fundação do mundo (Tito 1:2). O  &#8221;evangelho”, as “boas novas” ou “novas de grande alegria” é o cumprimento declarado dessa promessa. Em Isaías 61:1-3 é encontrada a proclamação extraordinária feita pela Soma e Substância das novas de alegria, Jesus Cristo mesmo: “O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do SENHOR, para que ele seja glorificado”.</p>
<p><span id="more-957"></span></p>
<p> </p>
<p>O Redentor repetiu essa mesma proclamação de Si mesmo na sinagoga (Lucas 4:17-19).Embora essa declaração profética seja  freqüentemente citada, sua plena significação é raramente entendida. Nessa declaração extensa, está narrado – não o princípio do evangelho, nem uma parte do seu cumprimento – o grande total do que o Filho do Homem declarou sobre a cruz: “ESTÁ CONSUMADO!”.</p>
<p>A palavra grega “<em>evanggelion</em>” é traduzida como “evangelho” nas versões em português. Essa palavra, juntamente com suas outras traduções (“novas de alegria”, “boas novas” e “pregar o evangelho”) ocorre por volta de 108 vezes no Novo Testamento, nenhuma das quais significa algo menos que “redenção consumada” em Cristo. Em nenhum exemplo a palavra transmite algum pensamento de uma mera “oferta livre de graça”. Quando Jesus pôs-se em pé e clamou: “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba”, Ele não convidou o sedento, assim como não convidou a luz quando disse: “Haja luz!”. Em primeiro lugar, não há nenhuma alma sobre a Terra que tenha ou possa ter sede pelas águas vivas que fluem dele, até que Ele a desperte, e faça com que tenha sede; e quando sentir a sua sede, mesmo quando a língua secar, isso não pode aproximar mais a fonte viva, até que Jesus aplique, não o convite, mas a palavra: “Venha a mim”. Suas palavras são espírito e vida; e Suas ovelhas ouvem-no, e conhecem a Sua voz, e O seguem; pois elas não têm poder ou mesmo disposição para resistir à voz do seu Pastor. Em nenhum lugar nas Escrituras o chamado dos santos é denominado de convite. Ele chama Suas ovelhas pelo nome, e as conduz. Se apenas convidasse-as, elas teriam que correr, ou ficar para trás. Mas quando Ele chama, o morto ouve Sua voz, (não Seu convite), e aqueles que ouvem viverão. Como aliviaria a condição de uma pobre, perdida e desamparada alma, que sente sua pobreza, incapacidade e impotência, ler as palavras assim: “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos serão convidados a viver, e aqueles que aceitarem o convite viverão”?E quando convida Suas ovelhas, Ele vai adiante delas, desde que aceitem o convite. Isso está perfeitamente em linha com cada característica do Arminianismo de falar sobre convite do evangelho, pois o próprio termo implica a disposição e o poder de fazer na criatura. E não está em harmonia com a doutrina da experiência dos santos de Deus falar assim de Suas comunicações com as pessoas, pois insinua que Ele abriu mão do governo sobre elas; que o efeito e resultado de Suas comunicações dependeram da vontade delas, e não da Sua. Isso menospreza o caráter de Deus, bem como reflete sobre Sua sabedoria, poder e graça.</p>
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		<title>Aniquilacionismo Evangélico por John Stott</title>
		<link>http://www.caminhocristao.com/2009/10/aniquilacionismo-evangelico-por-john-stott/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 21:50:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
		<category><![CDATA[John Stott]]></category>
		<category><![CDATA[leitura recomendada]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[O Caminho Cristão traz uma reconsideração do Aniquilacionismo Evangélico: Uma Análise do Pensamento de John Stott sobre a Não-Existência do Inferno. O evangelicalismo é definido de várias maneiras por diversos tipos de pessoas. Eu o defino como a religião dos crentes da Bíblia Trinitariana que se gloriam na cruz de Cristo como a única fonte de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Caminho Cristão traz uma reconsideração do Aniquilacionismo Evangélico: Uma Análise do Pensamento de John Stott sobre a Não-Existência do Inferno. O evangelicalismo é definido de várias maneiras por diversos tipos de pessoas. Eu o defino como a religião dos crentes da Bíblia Trinitariana que se gloriam na cruz de Cristo como a única fonte de paz com Deus e buscam compartilhar a sua fé com os outros; e eu noto que o evangelicalismo ocidental (para não irmos mais adiante), como o liberalismo protestante, o catolicismo romano de toda espécie, e o ortodoxismo oriental, tem um padrão propriamente seu. Dentre os fatores que formaram esse padrão durante os últimos cinqüenta anos incluem-se o ensinamento dogmático, devocional, apologético e ativista ministrado nas igrejas evangélicas e em movimentos paraeclesiásticos; a literatura (livros, jornais, revistas) produzida pelos evangélicos; a sensação de uma fidelidade superior à Bíblia, seu Deus e seu Cristo, que as instituições evangélicas cultivam; uma sensação de estar sendo ameaçado pelos enormes batalhões do protestantismo liberal, catolicismo romano e instituições seculares, que os leva a vociferar quando esses fundamentos ideológicos são discutidos; a obstinação por um evangelismo atuante; e o costume de transformar estudiosos e líderes em gurus, de onde surge um sentimento de ultraje e traição se percebem que eles estão andando fora da linha. Dentro da distintiva identidade corporativa do evangelicalismo introduziram-se uma consciência de privilégio e vocação, uma mentalidade envolvente e persistente, a discussão de temas irrelevantes, uma certa violência verbal e uma tendência de atingir nossos próprios feridos.</p>
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<p>Ainda não está claro se o recente restabelecimento da confiança e o crescimento de uma vida intelectual [1] do movimento estão ou não amadurecendo esse padrão ainda verde; entretanto, sem dúvida alguma, os fatores citados acima se tornaram evidentes enquanto os evangélicos discutiam o aniquilacionismo entre si nos últimos dez anos.</p>
<p>Idéias aniquilacionistas têm sido debatidas entre os evangélicos por mais de um século [2], mas nunca se tornaram parte da corrente principal da fé evangélica [3], nem sequer foram largamente discutidas no meio evangélico até recentemente. Em 1987, Clark Pinnock escreveu um artigo bombástico de duas páginas entitulado “O Fogo, e Nada Mais” [4], mas que, apesar de amplamente lido, não provocou maiores discussões do que uma exposição de quinhentas páginas sobre o assunto: “O Fogo que Consome” (1982), publicada por Edward William Fudge [5], talentoso leigo das Igrejas de Cristo. Entretanto, em 1988, surgiram dois curtos trabalhos de defesa, ambos de veteranos evangélicos anglicanos: oito páginas de John Stott em “Essentials” [6], e dez do falecido Philip Edgecumb Hughes em “A Verdadeira Imagem” [7], que puseram o gato no meio dos pombos.</p>
<p>Em uma conferência de 350 líderes em Deerfiield, Illinois, no ano de 1989, eu li um documento pomposamente entitulado “Evangélicos e o Caminho da Salvação: Novos Desafios ao Evangelho: Universalismo e a Justificação pela Fé” [8]. No documento eu ofereci uma linha de pensamento contrária à posição desses dois respeitáveis amigos [9]. A reação foi tal que a conferência se dividiu ao meio sobre a questão da aniquilação. O relatório da <em>Christianity Today</em> (periódico evangélico) dizia:</p>
<p>“Surgiram fortes desentendimentos sobre a posição do aniquilacionismo, doutrina que afirma que as almas não salvas deixarão de existir após a morte&#8230; a conferência foi quase que dividida ao meio ao tratar do assunto em suas declarações, e nenhuma renúncia a essa posição foi incluída na resenha final da conferência”. [10]</p>
<p>Depois disso, a pedido de John White, então presidente da Associação Nacional de Evangélicos, o falecido John Gerstner escreveu uma resposta a Stott, Hughes e Fudge sob o título “Arrependei-vos ou Perecereis” (1990) [11]; e em 1992 os documentos apresentados na quarta Conferência sobre Dogmas Cristãos de Edinburgo foram publicados com o título “Universalismo e a Doutrina do Inferno” [12], juntamente com “O Argumento a Favor da Imortalidade Condicional”, de John W. Wenham e “O Argumento Contra o Condicionalismo: Uma Resposta a Edward William Fudge”, de Kendall S. Harmon.</p>
<p>E isso não foi tudo. Livros reafirmando a realidade e eternidade do inferno começaram a aparecer: “Questões Cruciais Sobre o inferno” (1991) [13], de Ajith Fernando; “Um Deus Irado?” (1991) [14], de Eryl Davies; “O Outro Lado das Boas Novas” (1992) [15], por Larry Dixon; “Quatro Opiniões sobre o Inferno” (1992) [16], por William Crocket, John Walvoord, Zachary Hayes e Clark Pinnock; “A Estrada Para o Inferno” (1992) [17], de David Pawson; “O Que Aconteceu Com o Inferno?” (1993) [18], de John Blanchard; “A Batalha Pelo Inferno: Uma Visão Geral e Avaliação do Crescimento do Interesse Evangélico pela Doutrina da Aniquilação” (1995) [19], por David George Moore; “O Inferno Em Julgamento: O Argumento a Favor do Castigo Eterno” (1995) [20], de Robert A. Peterson. Todos estes contestando mais ou menos elaboradamente o aniquilacionismo. Continuava assim a discussão.</p>
<p>O que está em questão aqui? A questão é essencialmente exegética, embora com implicações pastorais e teológicas. E se resume a se, quando Jesus disse que aqueles banidos no julgamento final “irão para o castigo eterno” (Mt 25:46), Ele tinha em vista um estado de tormento que não terá fim, ou um irrevogável fim da existência consciente; em outras palavras (pois assim é colocada a questão), um castigo que é eterno em sua extensão ou no seu efeito. A corrente principal da cristandade sempre afirmou o primeiro, e continua a fazê-lo; evangélicos aniquilacionistas, juntos com muitos Testemunhas de Jeová, Adventistas do Sétimo Dia e liberais — na realidade quase todos os que não são universalistas — defendem o último. Entretanto desse ponto em diante os evangélicos aniquilacionistas se dispersam e não há unanimidade [21].</p>
<p>Alguns têm asseverado que o aniquilamento ocorrerá imediatamente após a sentença de Jesus no Juízo Final, após um período de tormento no estado intermediário; outros têm pensado que cada pessoa banida da presença de Jesus passará por algum tormento, proporcional em intensidade e extensão ao que cada um merece, até que venha o momento da aniquilação. Alguns baseiam o seu aniquilacionismo em uma antropologia adaptada. Eles argumentam que uma existência eterna não é natural; e que, pelo contrário, desde que nós somos seres pessoais (almas) que vivem por meio de corpos, a separação entre a alma e o corpo extinguirá a consciência. Então, depois da nossa separação inicial (a primeira morte) não há um estado intermediário, apenas uma inconsciência que continuará até a ressurreição, e depois dos descrentes ressuscitados serem banidos da presença de Cristo, as suas consciências finalmente cessarão (segunda morte) quando, e porque, os seus corpos ressurretos deixarão de existir. Entretanto, alguns que raciocinam desta forma, na verdade, afirmam que há um estado intermediário consciente, com alegria para os santos e sofrimento para os ímpios, como sempre foi o consenso geral da Igreja. Todos que adotam essa antropologia denominam a sua posição de imortalidade condicional, expressão cunhada para mostrar que a existência após a morte que as religiões imaginam e que a maioria, se não todas, deseja, é uma dádiva que Deus concede somente aos crentes, enquanto que Ele, cedo ou tarde, simplesmente extingue o resto de nossa raça. A existência eterna está, portanto, condicionada à fé em Jesus Cristo, e a aniquilação é a alternativa para os demais [22].</p>
<p>Historicamente, essas são opiniões do século passado. O século dezenove foi uma era de audaciosos desafios a suposições antigas, sonhos audaciosos de fazer as coisas melhores, e empreendimentos audaciosos, tanto intelectuais como tecnológicos, para realizá-los. O ensinamento cristão histórico sobre o inferno era posto em questão à luz da convicção utilitariana e progressista de que a retribuição em si, sem qualquer perspectiva de alguma coisa ou alguém ser melhorado por ela, não é justificativa suficiente para a punição, desconsiderando o castigo eterno. Partindo desse ponto de vista a idéia de que o ato de Deus manter alguém em permanente tormento após a morte era indigno dEle e, portanto, a posição tradicional sobre o castigo eterno deve ser abandonada, devendo-se encontrar outra maneira de explicar os textos que parecem ensiná-la. Revisionistas da Bíblia desenvolveram duas maneiras de fazer isso, ambas essencialmente especulativas, à maneira de Orígenes, que usava a filosofia da época para estabelecer uma estrutura da forma de interpretação dos textos e para preencher as lacunas nos seus ensinamentos. O primeiro método era o universalismo, que diz que todos os seres humanos estarão por fim no céu, e especula em como, através de dolorosas experiências, os que morrem na incredulidade conseguirão isso. A segunda maneira é o aniquilacionismo, o qual afirma que os que estarão no céu serão por fim todos os humanos, e especula sobre quando os incrédulos serão aniquilados. Os argumentos utilizados pelos aniquilacionistas de hoje são essencialmente os mesmos dos seus predecessores do século passado.</p>
<p>Duas advertências pastorais e teológicas devem preceder nossas considerações a esses argumentos.</p>
<p><strong>1) </strong>Opiniões sobre o inferno não devem ser discutidas fora das linhas do Evangelho. Por quê? Porque é somente em conexão com o Evangelho que Jesus e os autores do Novo Testamento falam do inferno, e a maneira bíblica de lidar com temas bíblicos é levar-se em consideração tanto as suas conexões bíblicas, quanto a sua substância bíblica. Como diz Peter Toon:</p>
<p>“&#8230; a pregação e o ensino de Jesus com relação ao Geena, trevas e condenação estavam relacionados com a Sua proclamação e exposição do reino de Deus, salvação e vida eterna; eles nunca são expostos como assuntos independentes para reflexão e estudo. Renomados teólogos [23] têm muito enfatizado este último ponto. &#8230; o inferno é parte integrante do Evangelho e portanto não pode ser deixado de fora &#8230; . Advertir as pessoas para que evitem o inferno significa que ele é uma realidade, ou pode vir a ser uma realidade. Portanto, é inevitável que tentemos oferecer uma descrição do inferno pelo menos em termos de poena damni (dor pela perda da alegria) e possivelmente de poena sensus (dor dos sentidos, ou seja, através dos sentidos) mas &#8230; sempre reconhecemos que falamos figuradamente”. [24]</p>
<p>A idéia cristã do inferno não é um conceito isolado de sofrimento apenas por sofrimento (a divina “selvageria”, “sadismo”, “crueldade” e “vingança” do qual os aniquilacionistas acusam os crentes que declaram o inferno eterno) [25]; mas uma noção biblicamente formada por três misérias equivalentes, que são: a exclusão da presença e comunhão graciosa de Deus, em castigo e com destruição sobre aqueles que, ao negarem as misericórdias de Deus, já rejeitaram o Pai e o Filho nos seus corações. A justiça do juízo final de Deus, o qual Jesus administrará, de acordo com o Evangelho, está em duas coisas: primeiro, o fato de que o que as pessoas recebem não é apenas o que elas merecem, mas o que elas na verdade escolheram — isto é, existir para sempre sem Deus e conseqüentemente sem nenhum dos bens que Ele concede; segundo, o fato de que a sentença é proporcional ao conhecimento da Palavra, obra e vontade de Deus, que foram desconsideradas (Cf. Lc. 12:42-48; Rm1:18-20, 32, 2:4,12-15). De acordo com o Evangelho, o inferno não é uma selvageria imoral, mas uma retribuição moral, e discussões sobre a sua extensão para os seus habitantes devem ocorrer dentro desse quadro.</p>
<p><strong>2)</strong> Opiniões sobre o inferno não deveriam ser determinadas por considerações do bem-estar. Diz John Wenham: “Acautelai-vos da imensa atração natural por qualquer saída que os livre da idéia de pecado e sofrimento sem fim. A tentação de torcer o que deveriam ser declarações completamente rígidas das Escrituras é intensa. É a situação ideal para uma racionalização inconsciente” [26].</p>
<p>Diz John Stott:</p>
<p>“<em>Eu acho o conceito de tormento consciente eterno emocionalmente intolerável e não compreendo como as pessoas conseguem conviver com isso sem cauterizar seus sentimentos ou esfacelá-los com a tensão. Mas as nossas emoções são um guia instável, não confiável para nos conduzir à verdade e não devem ser exaltadas ao lugar de suprema autoridade em determiná-la &#8230; minha pergunta deve ser </em>—<em> e é </em>—<em> não o que me diz o meu coração, mas, o que diz a Palavra de Deus?</em>” [27].</p>
<p>Ambos adotaram o aniquilacionismo, no que estão errados, mas eles o admitem por uma justa razão — não porque é uma idéia que se ajustou confortavelmente às suas convicções, apesar de tê-lo feito, mas porque eles pensaram tê-lo encontrado na Bíblia. Qualquer que seja nossa posição sobre a questão, nós também devemos ser guiados pelas Escrituras e nada mais.</p>
<p><strong>1) </strong>O primeiro argumento é a necessidade de explicar “castigo eterno” de Mateus 25:46, que está diretamente relacionado com “vida eterna”, sem que traga necessariamente a implicação de eternidade. Admitindo-se que, como é corretamente defendido, “eterno” (<em>aionios</em>) no Novo Testamento significa “que pertence à era porvir” em vez de expressar qualquer noção diretamente cronológica, os escritores do Novo Testamento são unânimes em concluir que o tempo porvir será eterno. Então o problema dos aniquilacionistas permanece no mesmo lugar que estava. A afirmação de que, na era por vir, a vida é alguma coisa contínua, enquanto que o castigo é algo com um final, torna a questão evasiva. Basil Atkinson, “um excêntrico bacharel acadêmico”, de acordo com Wenham [28], mas um filologista profissional, e mentor de Wenham e Stott nessa matéria, escreveu:</p>
<p>“Quando o adjetivo <em>aionios</em> significando “eterno” é usado no grego juntamente com substantivos de ação, ele se refere ao resultado da ação, não ao processo. Assim a expressão “castigo eterno” é comparável a “redenção eterna” e a “salvação eterna”, todas expressões bíblicas &#8230; os que se perdem não passarão eternamente por um processo de castigo mas serão punidos uma vez por todas com resultados eternos”. [29]</p>
<p>Embora essa declaração seja constantemente feita por aniquilacionistas, que de outra maneira não poderiam erigir sua posição, ela carece de apoio gramatical e em qualquer caso torna a questão evasiva quando assume que o castigo é um evento momentâneo ao invés de contínuo. Embora, porventura, não seja absolutamente impossível, o raciocínio parece artificial, evasivo, e, em uma avaliação final, desamparado.</p>
<p><strong>2) </strong>O segundo argumento é que, uma vez que a idéia de imortalidade intrínseca da alma (isto é, do indivíduo consciente) deixa de ser considerada como uma intromissão platônica na exegese do segundo século, parecerá que o único significado natural de morte, destruição, fogo e trevas no Novo Testamento como indicadores do destino dos ímpios é de que tais pessoas deixam de existir. Mas tal afirmação quando submetida à prova mostra estar errada. Para os evangélicos, a analogia das Escrituras, isto é, o axioma da sua coerência e consistência intrínsecas e sua capacidade de elucidar ela mesma os seus ensinos, é uma regra para toda interpretação, e, embora haja textos que, tomando-os isoladamente, podem conter implicações aniquilacionistas, há outros que de forma alguma podem se encaixar nesse esquema. Mas nenhuma teoria que se propõe a explicar o significado da Bíblia e não abrange todas as Suas principais declarações pode ser verdadeira.</p>
<p>Judas 6 e Mateus 8:12; 22:13, 25:30 mostram que as trevas significam um estado de privação e aflição, mas não de destruição no sentido de deixar de existir. Somente aqueles que existem podem chorar e ranger seus dentes, como é dito dos que serão lançados nas trevas.</p>
<p>Em nenhuma parte a morte significa extinção; morte física é a partida para outra forma de existência chamada sheol ou hades, e morte metafórica é uma existência sem Deus e Sua graça; nada na terminologia bíblica garante a idéia, encontrada em Guillebaud [30] e outros, de que “a segunda morte” de Apocalipse 21:11, 20:14, 21:8 significa ou refere-se à extinção da existência.</p>
<p>Lucas 16:22-24 nos mostra, como também uma grande quantidade de linguagem apocalíptica extra-bíblica, que fogo significa uma existência continuamente em tormento, e as arrepiantes palavras de Apocalipse 14:10, 19:20, 20:10 e de Mateus 13:42,50 confirmam isso.</p>
<p>Em 2 Tessalonicenses 1:9 Paulo explica, ou amplia, o significado de “sofrerão penalidade de eterna (<em>aionios</em>) destruição” adicionando “banidos da face do Senhor” — expressão que, por denotar exclusão, joga por terra a idéia de que “destruição” significa extinção. Somente aqueles que existem podem ser excluídos. Tem sido freqüentemente demonstrado que no grego o significado natural das palavras relacionadas a destruição (substantivo, olethros; verbo, apollumi) é arruinar, de forma que o foi destruído fica, a partir de então, inutilizado, ao invés de propriamente aniquilado, de maneira que passa a não mais existir de forma alguma.</p>
<p>Os aniquilacionistas se defendem com especial argumentação. Às vezes, eles argumentam que tais textos que falam de um tormento contínuo fazem referência somente a uma experiência temporária para os que se perdem antes de deixarem de existir, mas isso é tornar a questão evasiva através de uma exegese especulativa e renunciar a sua declaração original de que o Novo Testamento, quando fala de perdição eterna, sugere naturalmente a extinção. Peterson cita John Stott, no que ele chama de “o melhor argumento aniquilacionista” [31]. O trecho a seguir faz comentários às palavras “A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos” de Apocalipse 14:11.</p>
<p>O próprio fogo é chamado “eterno” e “inextinguível”, mas seria muito estranho se o que fosse ali atirado provasse ser indestrutível. A nossa expectativa deveria ser o oposto: o que for ali atirado deve ser consumido eternamente, não atormentado eternamente. Por isso existe a fumaça (evidência de que o fogo fez o seu trabalho) que “sobe pelos séculos dos séculos”.</p>
<p>“Pelo contrário”, contra-argumenta Peterson, “nossa expectativa seria de que a fumaça se extinguiria uma vez que o fogo já tivesse terminado o seu serviço &#8230;”. O restante do verso confirma nossa interpretação: “e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem” [32]. Para isso parece não haver resposta.</p>
<p>Portanto, o argumento lingüístico fracassa em todos os seus pontos. Dizer que alguns textos, tomados isoladamente, poderiam significar a aniquilação, não prova absolutamente nada quando outros evidentemente não o fazem.</p>
<p><strong>3) </strong>O terceiro argumento é o de que o fato de Deus aplicar eternamente um castigo aos perdidos seria algo injusto e desproporcional. Stott escreve: “eu questiono se o &#8216;tormento eterno e consciente&#8217; é compatível com a revelação bíblica de justiça divina, a menos que talvez (como tem sido argumentado) a impenitência dos ímpios também perdure ao longo da eternidade” [33]. A incerteza expressa pelo “talvez” de Stott é estranha, por isso não há nenhuma razão para se pensar que a ressurreição dos ímpios mudará o seu caráter, e sim toda a razão para se supor que a sua rebeldia e impenitência continuarão enquanto eles existirem, tornando o eterno exílio da comunhão de Deus plenamente apropriado; mas, deixando isso a parte, é evidente que o argumento, se fosse válido, provaria coisas demais e terminaria solapando a própria causa aniquilacionista.</p>
<p>Mas se, como sugere o argumento, é desnecessariamente cruel para Deus manter os que se perdem existindo para serem atormentados, porque a Sua justiça no caso não requer isso, como os aniquilacionistas podem justificar, em termos da justiça de Deus, o fato dEle os fazer passar por qualquer tipo de tormento após a morte. Por que a justiça, que desse ponto de vista requer a aniquilação de qualquer forma, não se satisfaz com uma aniquilação no momento da morte? Os aniquilacionistas bíblicos, que não podem escapar da expectativa bíblica da ressurreição final de crentes e incrédulos para o julgamento, também admitem que haverá alguma dor imposta após o julgamento e antes da extinção; mas se a justiça de Deus não requer nada além da aniquilação, e portanto não requer essa dor, ela se torna uma crueldade desnecessária, sendo Deus assim, conseqüentemente, acusado de cometer a mesma falta da qual os aniquilacionistas ansiosamente querem provar que Ele é inocente e também condenam a corrente principal do pensamento cristão por sua inferência. Enquanto que, se a justiça de Deus realmente não requer nenhuma punição em adição à aniquilação, e a contínua hostilidade, rebeldia e impenitência dos ímpios para com Deus permanece uma realidade após suas mortes, não haverá momento algum em que seja possível tanto para Deus como para o homem dizer que castigo suficiente já foi aplicado, que já não merecem mais do que já receberam, e qualquer punição a mais além disso seria injusta. Dessa forma o argumento retorna aos seus proponentes como um bumerangue, impelindo-os de volta e deixando-os sem poder escapar das garras do seu dilema. Basil Atkinson foi mais sábio e declarou: “eu tenho evitado &#8230; qualquer argumento sobre o estado final dos ímpios baseado no caráter de Deus, o que eu consideraria uma irreverência tentar avaliá-lo” [34]. Sem dúvida ele anteviu as dificuldades a que tal argumento conduz.</p>
<p><strong>4) </strong>O quarto argumento é o de que a alegria dos santos no céu seria arruinada pelo fato de saberem que alguns continuam debaixo de merecida punição. Mas não se pode dizer isso de Deus, como se a manifestação da Sua santidade na punição doesse mais a Ele do que aos ofensores; e desde que no céu os cristãos serão semelhantes a Deus, amando o que Ele ama e se regozijando em toda manifestação Sua, incluindo a manifestação da Sua justiça (na qual os santos, pelas Escrituras, na verdade já se alegram neste mundo), não há razão para imaginar que a sua alegria eterna será prejudicada dessa forma [35].</p>
<p>É desagradável contestar honrados colegas evangélicos através de uma matéria impressa, alguns dos quais são bons amigos e outros (eu falo particularmente de Atkinson, Wenham e Hughes) agora já se encontram com Cristo. Portanto, paro por aqui. Meu propósito era apenas reconsiderar o debate e avaliar a força dos argumentos utilizados, e isso eu fiz. Eu não estou certo se concordo com Peter Toon quando diz que “discussão sobre se o inferno significa castigo eterno ou aniquilação após o juízo &#8230; é tanto perda de tempo como uma tentativa de saber daquilo que não podemos saber” [36], mas eu estou convencido de que ele está certo em dizer que o inferno “faz parte do Evangelho” e que “advertir as pessoas para que evitem o inferno significa que ele é uma realidade” [37]. Todo aquele que se decide por advertir as pessoas para que evitem o inferno pode andar em comunhão no seu ministério e legitimamente reivindicar ser um evangélico. Quando John Stott argumenta que “a aniquilação final do ímpio deveria ser aceita como uma alternativa legítima e biblicamente fundamentada para o eterno e consciente tormento” [38], ele pede demais, pois os fundamentos bíblicos dessa posição, quando examinados, provam, como vimos, que são inadequados. Seria errado porém, se essas diferenças de opinião quanto ao assunto levassem ao rompimento da comunhão. Entretanto seria uma boa coisa se elas fossem resolvidas.</p>
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		<title>A Cruz que despreza o ego.</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 19:12:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>“Então, disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz, e siga-me” — (Mateus 16:24). Antes de desenvolver o tema deste verso, comentemos os seus termos. “Se alguém”: o dever imposto é para todos os que desejam se unir aos seguidores de Cristo e alistar sob a Sua bandeira. “Se alguém quer”: o grego é muito enfático, significando não somente o consentimento da vontade, mas o pleno propósito de coração, uma resolução determinada. “Vir após mim”: como um servo sujeito ao seu Mestre, um estudante ao seu Professor, um soldado ao seu Capitão. “Negue”: o grego significa “negar totalmente”. Negar a si mesmo: sua natureza pecaminosa e corrompida. “E tome”: não passivamente sofra ou suporte, mas assuma voluntariamente, adote ativamente. “Sua cruz”: que é desprezada pelo mundo, odiada pela carne, mas que é a marca distintiva de um cristão verdadeiro. “E siga-me”: viva como Cristo viveu — para a glória de Deus.</p>
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<p>O contexto imediato é mais solene e impressionante. O Senhor Jesus tinha acabado de anunciar aos Seus apóstolos, pela primeira vez, a aproximação de Sua morte de humilhação (v. 21). Pedro se assustou, e disse, “Tem compaixão de Ti, Senhor” (v. 22). Isto expressou a política da mente carnal. O caminho do mundo é a procura para si mesmo e a defesa de si mesmo. “Tenha compaixão de ti” é a soma de sua filosofia. Mas a doutrina de Cristo não é “salva a ti mesmo”, mas sacrifica a ti mesmo. Cristo discerniu no conselho de Pedro uma tentação de Satanás (v. 23), e imediatamente a rejeitou. Então, voltando-se para Pedro, disse: Não somente “deve” o Cristo subir à Jerusalém e morrer, mas todo aquele que desejar ser um seguidor dEle, deve tomar sua cruz (v. 24). O “deve” é tão imperativo num caso como no outro. Mediatoriamente, a cruz de Cristo permanece sozinha; mas experiencialmente, ela é compartilhada por todos que entram na vida.</p>
<p>O que é um “cristão”? Alguém que sustenta membresia em alguma igreja terrena? Não. Alguém que crê num credo ortodoxo? Não. Alguém que adota um certo modo de conduta? Não. O que, então, é um cristão? Ele é alguém que renunciou a si mesmo e recebeu a Cristo Jesus como Senhor (Colossenses 2:6). Ele é alguém que toma o jugo de Cristo sobre si e aprende dEle que é “manso e humilde de coração”. Ele é alguém que foi “chamado à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor” (1 Coríntios 1:9): comunhão em Sua obediência e sofrimento agora, em Sua recompensa e glória no futuro sem fim. Não há tal coisa como pertencer a Cristo e viver para agradar a si mesmo. Não cometa engano neste ponto, “E qualquer que não tomar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:27), disse Cristo. E novamente Ele declarou, “Mas aquele (ao invés de negar a si mesmo) que me negar diante dos homens (não “para” os homens: é conduta, o caminhar, que está aqui em vista), também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 10:33).</p>
<p>A vida cristã começa com um ato de auto-renúncia, e é continuada pela auto-mortificação (Romanos 8:13). A primeira pergunta de Saulo de Tarso, quando Cristo o apreendeu, foi, “Senhor, que queres que eu faça?”. A vida cristã é comparada com uma “corrida”, e o corredor é chamado para “deixar todo embaraço e o pecado que tão de perto nos assedia” (Hebreus 12:1), cujo “pecado” é o amor por si mesmo, o desejo e a determinação de ter o nosso “próprio caminho” (Isaías 53:6). O grande alvo, fim e tarefa posta diante do Cristão é seguir a Cristo — seguir o exemplo que Ele nos deixou (1 Pedro 2:21), e Ele “não agradou a si mesmo” (Romanos 15:3). E há dificuldades no caminho, obstáculos na estrada, dos quais o principal é o ego. Portanto, este deve ser “negado”. Este é o primeiro passo para se “seguir” a Cristo.</p>
<p>O que significa para um homem “negar a si mesmo” totalmente? Primeiro, isto significa a completa repudiação de sua própria bondade. Significa cessar de descansar sobre quaisquer obras nossas, para nos recomendar a Deus. Significa uma aceitação sem reservas do veredicto de Deus que “todas as nossas justiças [nossas melhores performances], são como trapo da imundícia” (Isaías 64:6). Foi neste ponto que Israel falhou: “Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus” (Romanos 10:3). Agora, contraste com a declaração de Paulo: “E seja achado nEle, não tendo justiça própria” (Filipenses 3:9).</p>
<p>Para um homem “negar a si mesmo” totalmente, deverá renunciar completamente sua própria sabedoria. Ninguém pode entrar no reino dos céus, a menos que tenha se tornado “como criança” (Mateus 18:3). “Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!” (Isaías 5:21). “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Romanos 1:22). Quando o Espírito Santo aplica o Evangelho em poder numa alma, é para “destruir os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo” (2 Coríntios 10:5). Um moto sábio para o todo cristão adotar é “não te estribes no teu próprio entendimento” (Provérbios 3:5).</p>
<p>Para um homem “negar a si mesmo” totalmente, deverá renunciar completamente sua própria força. É “não confiar na carne” (Filipenses 3:3). É o coração se curvando à declaração positiva de Cristo: “Sem mim, nada podeis fazer” (João 15:5). Este é o ponto no qual Pedro falhou: (Mateus 26:33). “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda” (Provérbios 16:18). Quão necessário é, então, que prestemos atenção à 1 Coríntios 10:12: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia”! O segredo da força espiritual reside em reconhecer nossa fraqueza pessoal: (veja Isaías 40:29; 2 Crônicas 12:9). Então, “fortifiquemo-nos na graça que há em Cristo Jesus” (2 Timóteo 2:1).</p>
<p>Para um homem “negar a si mesmo” totalmente, deverá renunciar completamente sua própria vontade. A linguagem do não-salvo é, “Não queremos que este Homem reine sobre nós” (Lucas 19:14). A atitude do cristão é, “Para mim, o viver é Cristo” (Filipenses 1:21) — honrá-Lo, agradá-Lo, servi-Lo. Renunciar sua própria vontade significa atender à exortação de Filipenses 2:5, “Que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”, o qual é definido nos versos que imediatamente seguem como de abnegação. É o reconhecimento prático de que “não sois de vós mesmos, porque fostes comprados por bom preço” (1 Coríntios 6:19,20). É dizer com Cristo, “Não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres” (Marcos 14:36).</p>
<p>Para um homem “negar a si mesmo” totalmente, deverá renunciar completamente suas luxúrias ou desejos carnais. “O ego do homem é um feixe de ídolos” (Thomas Manton, Puritano), e estes ídolos devem ser repudiados. Os não-cristãos são “amantes de si mesmos” (2 Timóteo 3:1); mas aquele que foi regenerado pelo Espírito diz com Jó, “Eis que sou vil” (40:4), “Eu me abomino” (42:6). Dos não-cristãos está escrito, “todos buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus” (Filipenses 2:21); mas dos santos de Deus está registrado,“eles não amaram a sua vida até à morte” (Apocalipse 12:11). A graça de Deus está “ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente” (Tito 2:12).</p>
<p>Esta negação do ego que Cristo requer de todos os Seus seguidores deve ser universal. Não há nenhuma reserva, nenhuma exceção feita: “Nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências” (Romanos 13:14). Deve ser constante, não ocasional: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lucas 9:23). Deve ser espontânea, não forçada, realizada com satisfação, não relutantemente: “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens” (Colossenses 3:23). Ó, quão impiamente o padrão que Deus colocou diante de nós tem sido rebaixado! Como isso condena a vida acomodada, agradável à carne e mundana de tantos que professam (mas, de maneira vã) que eles são “cristãos”!</p>
<p>“E tome a sua cruz”. Isto se refere não à cruz como um objeto de fé, mas como uma experiência na alma. Os benefícios legais do Calvário são recebidos através do crer, quando a culpa do pecado é cancelada, mas as virtudes experimentais da Cruz de Cristo são somente desfrutadas à medida que somos, de um modo prático, “conformados com a Sua morte” (Filipeneses 3:10). É somente à medida que realmente aplicamos a cruz às nossas vidas diárias, regulamos nossa conduta pelos seus princípios, que ela se torna eficaz sobre o poder do pecado que habita em nós. Não pode haver ressurreição onde não há morte, e não pode haver andar prático “em novidade de vida” até que “carreguemos no corpo o morrer do Senhor Jesus” (2 Coríntios 4:10). A “cruz” é o sinal, a evidência, do discipulado cristão. É sua “cruz”, e não o seu credo, que distingue um verdadeiro seguidor de Cristo do mundano religioso.</p>
<p>Agora, no Novo Testamento a “cruz” tem o significado de realidades definidas. Primeiro, ela expressa o ódio do mundo. O Filho de Deus veio aqui não para julgar, mas par salvar; não para punir, mas para redimir. Ele veio aqui “cheio de graça e verdade”. Ele sempre esteve à disposição dos outros: ministrando aos necessitados, alimentando os famintos, curando os enfermos, libertando os possessos pelo demônio, ressuscitando os mortos. Ele era cheio de compaixão: gentil como um cordeiro; inteiramente sem pecado. Ele trouxe com Ele felizes notícias de grande alegria. Ele procurou os perdidos, pregou aos pobres, todavia, não desdenhou dos ricos; Ele perdoou pecadores. E, como Ele foi recebido? Que tipo de recepção os homens Lhe deram? Eles O “desprezaram e rejeitaram” (Isaías 53:3). Ele declarou, “Eles Me odeiam sem uma causa” (João 15:25). Eles tiveram sede de Seu sangue. Nenhuma morte ordinária os apaziguaria. Eles demandaram que Ele deveria ser crucificado. A Cruz, então, foi a manifestação do ódio inveterado do mundo pelo Cristo de Deus.</p>
<p>O mundo não mudou, não mais do que o etíope pode mudar sua pele ou o leopardo suas manchas. O mundo e Cristo ainda estão em aberto antagonismo. Por conseguinte, está escrito: “Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tiago 4:4). É impossível andar com Cristo e comungar com Ele, até que tenhamos nos separado do mundo. Andar com Cristo necessariamente envolve compartilhar Sua humilhação: “Saiamos, pois, a Ele, fora do arraial, levando o seu vitupério” (Hebreus 13:13). Isto foi o que Moisés fez (veja Hebreus 11:24-26). Quanto mais próximo eu andar de Cristo, mais eu serei mal-entendido (1 João 3:2), ridicularizado (Jó 12:4) e detestado pelo mundo (João 15:19). Não cometa engano aqui: é extremamente impossível continuar com o mundo e ter comunhão com o Santo Cristo. Portanto, “tomar” minha “cruz” significa, que eu deliberadamente convido a inimizade do mundo através da minha recusa em ser “conformado” a ele (Romanos 12:2). Mas, o que importa o olhar carrancudo do mundo, se estou desfrutando os sorrisos do Salvador?</p>
<p>Tomar minha “cruz” significa uma vida voluntariamente rendida a Deus. Como o ato dos homens ímpios, a morte de Cristo foi um assassinato; mas como o ato do próprio Cristo, foi um sacrifício voluntário, oferecendo a Si mesmo a Deus. Foi também um ato de obediência a Deus. Em João 10:18 Ele disse, “Ninguém a [Sua vida] tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou”. E por que Ele o fez? Suas próximas palavras nos dizem: “Este mandato recebi de meu Pai”. A cruz foi a suprema demonstração da obediência de Cristo. Nesta Ele foi o nosso Exemplo. Uma vez mais citamos Filipenses 2:5: “Que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”. E nos versos seguintes nós vemos o Amado do Pai tomando a forma de um Servo, e tornando-Se “obediente até a morte, e morte de cruz”. Agora, a obediência de Cristo deve ser a obediência do cristão — voluntária, alegre, sem reservas, contínua. Se esta obediência envolve vergonha e sofrimento, acusação e perda, não devemos nos acovardar, mas por o nosso rosto “como um seixo” (Isaías 50:7). A cruz é mais do que o objeto da fé do cristão, ela é o sinal de discipulado, o princípio pelo qual sua vida deve ser regulada. A “cruz” significa rendição e dedicação a Deus: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1).</p>
<p>A “cruz” significa serviço vicário e sofrimento. Cristo deu a Sua vida pelos outros, e Seus seguidores são chamados a estarem dispostos para fazerem o mesmo: “Devemos dar nossa vida pelos irmãos” (1 João 3:16). Esta é a lógica inevitável do Calvário. Somos chamados para seguir o exemplo de Cristo, para a companhia de Seus sofrimentos, e para ser participantes em Seu serviço. Assim como Cristo “a si mesmo se esvaziou” (Filipenses 2:7), assim devemos fazer. Assim como Ele “veio para servir, e não para ser servido” (Mateus 20:28), assim devemos ser. Assim como Ele “não agradou a si mesmo” (Romanos 15:3), assim devemos fazer. Assim como Ele lembrou dos outros, assim devemos lembrar: “Lembrai-vos dos encarcerados, como se presos com eles; dos que sofrem maus tratos, como se, com efeito, vós mesmos em pessoa fôsseis os maltratados” (Hebreus 13:3).</p>
<p>“Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á” (Mateus 16:25). Palavras quase idênticas a estas são encontradas novamente em Mateus 10:39. Marcos 8:35, Lucas 9:24; 17:33, João 12:25. Certamente, tal repetição mostra a profunda importância de notar e prestar atenção a este dito de Cristo. Ele morreu para que nós pudéssemos viver (João 12:24), e assim devemos fazer (João 12:25). Como Paulo, devemos ser capazes de dizer “Em nada tenho a minha vida por preciosa” (Atos 20:24). A “vida” que é vivida para a gratificação do ego neste mundo, está “perdida” para eternidade; a vida que é sacrificada para os interesses próprios e rendida a Cristo, será “achada” novamente, e preservada durante toda a eternidade.</p>
<p>Um jovem universitário graduado, com prospectos brilhantes, respondeu ao chamado de Cristo para uma vida de serviço a Ele na Índia, entre a casta mais baixa dos nativos. Seus amigos exclamaram: “Que tragédia! Uma vida lançada fora!” Sim, “perdida”, até onde diz respeito a este mundo, mas “achada” novamente no mundo porvir !</p>
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		<title>Ódio e Perdão.</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 06:40:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A expressão “olho por olho, dente por dente”, amigos ouvintes, tornou-se proverbial. Ela é conhecida pelo o nome de Lei de Talião. Poucos são aqueles que sabem que ela provém da Bíblia, mais especificamente do livro de Êxodo, capítulo 21, versículo 24. Esta passagem faz parte das leis sobre agressão, leis através das quais, sentenças, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A expressão “olho por olho, dente por dente”, amigos ouvintes, tornou-se proverbial. Ela é conhecida pelo o nome de Lei de Talião. Poucos são aqueles que sabem que ela provém da Bíblia, mais especificamente do livro de Êxodo, capítulo 21, versículo 24. Esta passagem faz parte das leis sobre agressão, leis através das quais, sentenças, julgamentos, condenações e absolvições são prescritos em função da natureza ou gravidade do ato cometido. Mas leiamos juntos, se vocês desejarem, a passagem em questão: “Se homens brigarem, e ferirem mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém sem maior dano, aquele que feriu será obrigado a indenizar segundo o que lhe exigir o marido da mulher; e pagará como os juízes lhe determinarem. Mas, se houver dano grave, então, darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe”. Notemos, primeiramente, que a vítima que esta lei procura compensar é a mulher grávida e a criança, ou as crianças que ela carrega em seu ventre. A Bíblia, portanto, leva a sério a proteção das mulheres na sociedade, ao contrário do que comumente se alega. Não se pode impunemente ferir uma mulher grávida. A lei em questão prescreve a pena devida ao culpado, e fazendo assim ela também opera de maneira dissuasiva.</p>
<p><span id="more-903"></span></p>
<p> </p>
<p>Se há ferimento, o culpado deve esperar receber o mesmo golpe infligido àquela mulher. Pode parecer, a priori, estranho que uma lei do Antigo Testamento contemple um caso como este, a saber, um golpe, talvez até involuntariamente, sobre uma mulher grávida, durante uma disputa violenta entre dois homens. Compreenderemos melhor a necessidade de tal lei, se levarmos em conta a possibilidade de a mulher querer se interpor entre os dois homens para os separar. Mas, vocês me perguntariam, se trata de uma vingança prescrita pela Bíblia e por Aquele que inspirou as palavras? De maneira nenhuma. No capítulo 19 do livro de Levítico, que segue o livro de Êxodo no Antigo Testamento, nós lemos nos versos 17 e 18: “Não aborrecerás teu irmão no teu íntimo; mas repreenderás o teu próximo e, por causa dele, não levarás sobre ti pecado. Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”. As leis do Antigo Testamento sobre golpes e ferimentos, ou mesmo assassinatos, foram instituídas para que a justiça seja feita, sem que a gravidade dos feitos seja encoberta ou diminuída, mas também sem que nenhum excesso de ódio ou de vingança substitua uma justiça equilibrada. Ninguém podia tomar um braço, ou mesmo a vida do culpado, se este tinha feito alguém perder um olho ou um dente. Um princípio de proporcionalidade ou de equivalência na sentença devia prevalecer sobre toda a emoção, todo o sentimento de ódio. Visava também impedir que qualquer rancor fosse mantido.</p>
<p>Neste aspecto, a lei e sua observância testemunhavam da presença de Deus no meio de seu povo. Foi ele que, tendo dado Sua Lei por Moisés, prescreveu a norma do que é justo e equânime, a fim de evitar todo excesso. Como dissemos, este princípio de proporcionalidade na sentença, era também suficientemente dissuasivo. Notem, igualmente, que no caso de uma indenização contra o autor do golpe sobre a mulher grávida, golpe este que teria provocado o parto prematuro sem danos maiores, o valor da indenização era proposto pelo marido da mulher; mas um terceiro partido independente, constituído por juízes, deveria intervir para avaliar se o valor da indenização era justo. De fato, em sua cólera ou sua emoção, talvez mesmo por cobiça de um ganho não esperado, o marido poderia reclamar uma soma elevada demais. Assim, o princípio de proporcionalidade procurava evitar tanto quanto uma punição desproporcional, como uma pena que esquecesse a vítima e se ocupasse antes de tudo de poupar o culpado do dano. Um outro exemplo muito explícito deste princípio nos é dado no livro de Deuteronômio, capítulo 19, versos 16 a 21. Esta passagem retoma o princípio de Talião tal como acabamos de ver no nosso primeiro exemplo: “Quando se levantar testemunha falsa contra alguém, para o acusar de algum transvio, então, os dois homens que tiverem a demanda se apresentarão perante o Senhor, diante dos sacerdotes e dos juízes que houver naqueles dias. Os juízes indagarão bem; se a testemunha for falsa e tiver testemunhado falsamente contra seu irmão, far-lhe-eis como cuidou fazer a seu irmão; e, assim, exterminarás o mal do meio de ti; para que os que ficarem o ouçam, e temam, e nunca mais tornem a fazer semelhante mal no meio de ti. Não o olharás com piedade: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé”.</p>
<p>Encontramos aqui, novamente, o princípio de proporcionalidade, aquele da pena merecida pelo culpado &#8211; pena não somente pronunciada, mas também aplicada -, o valor dissuasivo da pena e os efeitos positivos no conjunto da sociedade; o mal na sociedade é extirpado. Notamos também a insistência sobre a seriedade no inquérito a ser investigado pelos juízes em serviço.</p>
<p>Estes exemplos podem servir de norma para a sociedade de hoje? Podemos atribuir-lhes algum valor, num mundo que parece tão diferente daquele do Antigo Testamento? Nossa sensibilidade não se adapta mais a castigos corporais, ainda mais que vemos certas sociedades muçulmanas aplicar da maneira mais bárbara, amputações de mãos e de pés para punir pequenos furtos. Em alguns países do Islam, não é raro ver mulheres brutalmente lapidadas porque tiveram a infelicidade de mostrar acidentalmente um centímetro quadrado de sua pele. Aqui, não se busca a proteção da mulher, mas sua opressão sob as formas mais extremas. Mas, amigos ouvintes, voltando ao Antigo Testamento, um cristão que lê a Bíblia seriamente sabe que, definitivamente, ele não pode interpretar corretamente o Antigo Testamento, a menos que leve em conta a luz trazida pelo Novo Testamento e pela pessoa de Jesus Cristo, aquele que, segundo seu próprio testemunho, é “a luz do mundo” (João 9:5). Ora, lemos no evangelho segundo Mateus, (cap. 5 versos 38 a 41) que Jesus Cristo declara: “Ouvistes que foi dito: olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes”. Que novo princípio Jesus Cristo ensina aqui a seus discípulos? Alguém poderia pensar, a priori – Ele está rejeitando todo o ensino do Antigo Testamento? No entanto, tal não é o caso. Primeiro, porque Jesus põe ênfase sobre a atitude pessoal do que foi lesado, e não sobre o sistema judiciário em si e sua validade. A questão aqui é a reação pessoal manifestada pela pessoa lesada em relação à pessoa que provocou o mal. Contra aqueles que não veriam mais do que a aplicação estrita da pena prescrita, endurecendo-se em um legalismo estreito, Jesus ensina a mansidão, a recusa à vingança, o perdão das ofensas. De fato, ele revela um aspecto que, como vimos, é belo e está contido na Lei: a recusa à vingança, o amor ao próximo. Jesus revela este aspecto porque mesmo que ele fale tão claramente e com sua autoridade divina, a plenitude deste princípio está ainda velada aos homens pecadores.</p>
<p>De fato, a aplicação estrita do princípio de proporcionalidade segundo a lei mosaica, não significa em si mesma que se viva uma relação harmoniosa com o Deus da Graça. Este princípio de proporcionalidade está bem estabelecido por Deus, mas ele não implica absolutamente em uma pureza automática do coração e das intenções daqueles que o aplicam. Ora, importa aqui sublinhar que Jesus Cristo pode proferir as palavras que lemos no evangelho segundo Mateus, porque Ele é a manifestação da Graça divina por excelência, a expressão da magnanimidade de Deus que tem perdoado o pecador, e não tem levado em conta seus pecados. Segundo a Bíblia, de fato todo o homem ou toda a mulher se acha em estado de desobediência para com Deus, e por isso merece a morte. Para deixar bem claro este ensino fundamental da Bíblia, leiamos juntos uma passagem crucial na carta do apóstolo Paulo aos Romanos, capítulo 3, versos 23 a 26: “pois todos pecaram e estão privados da gloriosa presença de Deus, sendo justificados gratuitamente , por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar da sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, e para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus”. Note bem, esta magnanimidade de Deus manifestou-se principalmente no sacrifício de Jesus Cristo sobre a cruz, segundo o princípio de proporcionalidade da pena.</p>
<p>Relembre as palavras de Deuteronômio: “Vida por vida”. É unicamente porque Cristo dá sua vida por aqueles que Deus comprou, que estão isentos desta pena. Mas alguém pagou o resgate, alguém sofreu a pena, “vida por vida”: e este alguém é Deus mesmo, na pessoa de Seu Filho Jesus Cristo. Eis aqui a expressão mais perfeita da magnanimidade de Deus, da misericórdia divina. É por ser o portador dessa misericórdia divina em si mesmo, que Jesus Cristo detém a autoridade para falar como está registrado no evangelho segundo Mateus. Ele chama aqueles que querem ser seus discípulos a exercerem uma magnanimidade semelhante àquele que ele demonstrará ao longo de todo o seu ministério, e mais particularmente no momento da entrega total de Sua pessoa sobre a Cruz do Gólgota. Porque sobre a Cruz, Deus perdoou na pessoa de Jesus Cristo, aquele cujos inimigos dividiram sua túnica; aquele que antes não tinha respondido às injúrias, bofetadas, golpes; aquele que jamais desobedeceu à Lei que manda amar a Deus e seu próximo. Ele, portanto, cumpriu esta Lei em seus atos por toda a sua vida. Mas ao oferecer esta mesma vida sobre a Cruz, ele cumpriu a Lei de uma maneira suplementar: ela exigia a vida de cada pecador, e exprimia esta exigência requerendo os sacrifícios rituais de animais, símbolos da vida exigida em pagamento do pecado. Cristo pagou uma vez por todas o resgate exigido, não de maneira simbólica, mas de maneira real, total e definitiva. Podemos, então, compreender com a maior clareza as palavras de Jesus registradas pelo evangelista Mateus no mesmo capítulo 5 que lemos há pouco algumas frases:</p>
<p>“Não penseis que eu vim abolir a lei ou os profetas. Eu vim não para abolir, mas para cumprir”. Revelando assim seu amor por seu povo, Deus mostra a extensão de sua magnanimidade, e ensina a seus filhos comprados, a lhe imitarem. Ele lhes ensina a compreender uma dimensão que nenhum humano pôde perceber antes: amor e justiça, proporção na pena e perdão, misericórdia e castigo, são possíveis no plano divino sem se excluírem mutuamente. Eles encontraram sua expressão perfeita na pessoa e obra de Jesus Cristo.</p>
<p>Quando de nossa próxima transmissão, nós refletiremos juntos sobre as implicações para a sociedade e para nossa conduta pessoal do ensino de Jesus sobre a misericórdia e a justiça.</p>
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		<title>Expiação perfeita.</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 06:32:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Nas polêmicas protestantes, este aspecto da obra expiatória de Cristo tem sido orientado contra o conceito romanista, de que a obra de satisfação realizada por Cristo não livra os fiéis da necessidade de fazer satisfação pelos pecados que eles têm praticado. Segundo a teologia romanista, todos os pecados do passado, no que respeita ao seu castigo temporal e eterno, são apagados no batismo, bem assim o castigo eterno dos pecados futuros dos fiéis. Mas, a respeito do castigo temporal dos pecados, depois do batismo, o fiel tem de fazer satisfação, ou nesta vida ou no purgatório. Em oposição a toda e qualquer noção de satisfação humana, os protestantes combatem corretamente, afirmando que a satisfação de Cristo é a única oferecida pelo pecado, e que esta é tão perfeita e final, que não deixa nenhuma obrigação penal por qualquer pecado do crente. É verdade que nesta vida os crentes são castigados por seus pecados, e que tal castigo é corretivo e santificador – “produz fruto pacífico aos que têm sido por ela [=disciplina] exercitados, fruto de justiça” (Hb 12.11). E este castigo é doloroso. Contudo, assemelhar este castigo com a satisfação pelo pecado é impingir não só <em>a perfeição </em>da obra de Cristo, mas também a <em>natureza </em>da satisfação de Cristo. “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). Não pode haver nenhum abrandamento na polêmica protestante contra esta perversão do evangelho de Cristo. Se permitirmos a entrada, mesmo que seja de uma noção mínima de satisfação humana, em nossa formulação de justificação ou santificação, então teremos poluído o rio cujas correntes alegram a cidade de Deus. E a mais grave perversão que ela impõe é que rouba do Redentor a glória da sua perfeita realização. Ele mesmo fez a purificação dos nossos pecados e assentou-se à direita da majestade nas alturas (Hb 1.3). Contudo, a situação na qual nos achamos com referência ao debate sobre o tema da expiação, requer de nós que consideremos outros meios pelos quais a doutrina da perfeição da expiação tem sido prejudicada, e é necessário que incluamos neste título outras características da obra consumada de Cristo.</p>
<p> </p>
<p><span id="more-899"></span></p>
<p> </p>
<p>1. <em>A</em><em> objetividade histórica. </em>Na expiação, algo foi realizado uma vez por todas, sem qualquer participação ou contribuição de nossa parte. Uma obra foi aperfeiçoada, a qual antecede a todo e qualquer reconhecimento ou resposta por parte daqueles que são os seus beneficiários. Qualquer redução deste fato no interesse do que se supõe ser uma interpretação mais ética, ou no interesse de interpretar a expiação segundo os termos dos efeitos éticos que se calculam produzir em nós, é eviscerar a verdade da expiação. A expiação é objetiva para nós, realizada independentemente de nós, e os efeitos subjetivos que se acumulam dela pressupõem a sua realização. Os efeitos subjetivos exercidos sobre o nosso entendimento e vontade podem seguir somente na medida em que reconhecermos, pela fé, o significado do fato objetivo.</p>
<p>Há ainda outra implicação de sua objetividade histórica, que precisa ser enfatizada. E o caráter estritamente histórico daquilo que foi realizado. A expiação não é supra-histórica nem contemporânea. É verdade que a pessoa que expiou em relação ao pecado está acima da história quanto à sua divindade e filiação eternas. Como tal, ele é eterno e transcende a todas as condições e circunstâncias do tempo. Ele é, com o Pai e com o Espírito, o Deus da história. É também verdade que, como o Filho encarnado, exaltado à mão direita de Deus, ele é, num sentido verdadeiro, contemporâneo. Ele vive para sempre e, como o vivente que esteve morto, ele está <em>vivo </em>outra vez e é a sempre-presente e a sempre-ativa incorporação da eficácia, virtude e poder que emanam da expiação. Mas a expiação foi efetuada na natureza humana e numa ocasião específica no passado, foi consumada no calendário dos eventos. Poderia alguma coisa apontar mais claramente para a verdade e a significação dela, do que a palavra do apóstolo: “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar <em>os </em>que estavam sob a lei”? (Gl 4.4,5). Independentemente da nossa interpretação de “a plenitude do tempo” como a medida plena do tempo designado por Deus, o período que tinha de seguir o curso antes que Deus enviasse o seu Filho ou como o tempo que <em>consume o </em>tempo e concede ao tempo a sua plena completação, devem os reconhecer a significação de tempo para a missão que é registrada em e designada pela encarnação do Filho de Deus. A encarnação ocorreu num ponto específico marcado pela chegada da plenitude do tempo; ela não ocorreu antes disso e, embora a encarnação seja um estado permanente, ela não <em>ocorreu outra vez. </em>A história, com os seus encontros determinados e períodos bem definidos, tem profundo significado no drama da realização divina. O condicionamento histórico e a localização dos eventos no tempo não podem ser erradicados nem a sua significação subestimada. E o que é verdadeiro quanto ao evento da encarnação é também verdadeiro quanto à redenção realizada. Ambas são localizadas historicamente e nenhuma das duas é supra-histórica ou contemporânea.</p>
<p>2. <em>A</em><em> fatalidade. </em>Nas polêmicas históricas, esta característica da expiação tem sido realçada em oposição à doutrina romanista do sacrifício da missa. Esta polêmica contra a blasfêmia romanista é tão necessária em nossos dias como o foi no período da Reforma. A expiação é uma obra consumada, nunca mais repetida; ela é irrepetível. Em nosso contexto moderno, contudo, é necessário insistir neste princípio, não apenas em oposição a Roma, mas também em oposição a um conceito prevalecente dentro dos círculos protestantes. Este conceito diz que o ato divino em levar o pecado não pode limitar-se ao evento histórico do sacrifício de Jesus; antes, deve ser considerado como eterno, assim como a obra da expiação, encarnada na paixão de Jesus Cristo, é eterna nos céus, na própria vida de Deus, “uma obra eterna de expiação, supra-temporal à semelhança da vida de Deus&#8230; continuando enquanto os pecados continuam a ser cometidos e existem pecadores a ser reconciliados. <a href="http://www.monergismo.com/textos/expiacao/expiacao_perfeicao_murray.htm#nota16#nota16">[16]</a></p>
<p>De fato, é sumamente necessário reconhecer a atividade contínua do sumo sacerdócio de Cristo no céu. É necessário lembrar que ele incorpora eternamente em si mesmo a eficácia que emanou deste sacrifício realizado aqui na terra, e que pela virtude desta eficácia ele exerce o seu ministério celestial como o grande Sumo Sacerdote de nossa confissão. É sobre este princípio que ele intercede em favor de seu povo. E é em razão desta compaixão, derivada de suas tentações terrenas, que ele pode ser tocado de sentimento pelas nossas enfermidades. Esta afirmação significa que a unidade do ofício sacerdotal de Cristo e a sua atividade devem ser plenamente apreciadas. Mas o fato de não devermos interromper a unidade de suas funções sacerdotais não significa que temos a liberdade para confundir as fases e ações distintas de seu ofício sacerdotal. Devemos fazer distinção entre a oferta do sacrifício e a subseqüente atividade do sumo sacerdote. O que o Novo Testamento enfatiza é a unidade definitiva e histórica do sacrifício que expiou a culpa e fez reconciliação com Deus (veja-se Hb 1.3; 9.12, 25-28). Deixar de apreciar a finalidade desta definição leva à incompreensão do verdadeiro sentido da expiação. Na formulação bíblica, a expiação não pode ser concebida à parte das condições sob as quais ela foi realizada. Pelo menos duas condições são indispensáveis, a saber, humilhação e obediência, e estas são condicionadas mutuamente uma pela outra. Seria uma contradição ao teor de toda a Escritura, transferir a expiação para uma esfera onde nos seria impossível acreditarmos que estas condições existem.</p>
<p>Além do mais, se pensarmos na fórmula: “expiação eterna no coração de Deus”, devemos, mais uma vez, fazer distinções. É verdade que a expiação fluiu e foi a provisão do amor eterno do coração de Deus. Contudo, conceber a expiação como eterna é confundir o eterno com o temporal. O testemunho da Escritura é inconfundível a respeito da significação que Deus dá à realização temporal. Ela se refere à expiação e o faz de forma definida e decisiva. A nossa definição de expiação deve-se derivar da expiação revelada pela Escritura. E a expiação da qual a Escritura fala é a obediência vicária, expiação, propiciação, reconciliação e redenção efetuadas pelo Senhor da glória quando ele, uma vez por todas, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas.</p>
<p><em>3. A</em><em> unicidade. </em>Horace Bushnell nos forneceu o que é, provavelmente, a mais eloqüente exposição e defesa do conceito de que o sacrifício de Cristo é a ilustração suprema e a vindicação do princípio de auto-sacrifício, o qual opera no coração de cada ser que é santo e amoroso, quando este é confrontado com o mal e o pecado. “O amor é um princípio essencialmente vicário em sua própria natureza, identificando o sujeito com outros, a fim de sofrer as adversidades e as suas dores e tomar sobre si mesmo o peso de seus males” <a href="http://www.monergismo.com/textos/expiacao/expiacao_perfeicao_murray.htm#nota17#nota17">[17]</a> “Há um Getsêmani oculto em todo amor” (ibid., pág. 47). “Quando sustentamos o conceito de sacrifício vicário, descobrirmos que ele pertence à natureza essencial de todas as virtudes santas. Somos também constrangidos a prosseguir e mostrar como ele pertence a todos os outros seres bons, tão verdadeiramente como o próprio Cristo na carne &#8211; corno o Pai eterno antes de Cristo, e a vinda posterior do Espírito Santo, e os anjos bons, tanto antes como depois, todos igualmente carregaram os problemas, lutaram nas dores de seus sentimentos vicários em favor dos homens; e então, finalmente, como a cristandade trouxe a lume, ao nascer dentro de nós o mesmo amor vicário que reina em todos os seres bons e glorificados do reino celestial; reunindo-nos de acordo com Cristo, o nosso Mestre, tendo aprendido a carregar a sua cruz e a estar com ele em sua paixão” (Ibid., pág. 53).</p>
<p>Distinguir a verdade do erro e elucidar as falsidades nestas citações nos levaria para muito além dos nossos limites. É verdade que o sacrifício de Cristo é a revelação suprema do amor de Deus. É verdade que a vida, sofrimento e morte de Cristo nos dão um exemplo supremo de virtude. É verdade que as aflições da Igreja preenchem o que resta das aflições de Cristo, e que através destas aflições dos crentes a obra expiatória de Cristo cumpre o seu propósito. Mas afirmar que temos parte naquilo que constituiu o sacrifício vicário de Cristo é algo completamente diferente. É indefensável e perverso impor sobre os termos <em>vicário e sacrifício </em>uma conotação diluída que reduza <em>o sacrifício vicário </em>de Cristo a uma denominação que o destitui do caráter único e distintivo que a ele é aplicado pela Escritura. De fato, Cristo nos deu um exemplo a fim de seguirmos os seus passos. Porém, nunca foi proposto que esta emulação de nossa parte fosse acrescentada à obra de expiação, propiciação, reconciliação e redenção, realizada por ele. Ao definirmos a expiação segundo os termos da Escritura, percebermos facilmente que ela foi feita exclusivamente por Cristo.</p>
<p>E não apenas isto. Por qual autoridade ou por qual raciocínio podemos inferir que o que é constitutivo de, ou é exemplificado no sacrifício vicário de Cristo é aquilo que se aplica a todo amor santo como ele contempla o mal e o pecado? É somente através de uma confusão fatal de categorias que tais inferências podem se tornar plausíveis. A representação bíblica é que o Filho encarnado de Deus, e somente ele, à exclusão do Pai e do Espírito na esfera do divino, à exclusão de anjos e homens na ordem criada, deu-se a si mesmo em sacrifício para redimir-nos para Deus por meio de seu sangue. Seja qual for o ângulo pelo qual contemplemos este sacrifício, descobrimos que a sua unicidade é tão inviolável como a unicidade de sua pessoa, de sua missão e de seu ofício. Quem é o Deus-homem senão unicamente ele? Quem derramou sangue tão vicário, senão unicamente ele? Quem é o grande sumo sacerdote para oferecer tal sacrifício, senão unicamente ele? Quem entrou uma vez por todas no Santo dos Santos, tendo obtido a redenção eterna, senão unicamente ele? Podemos citar com proveito as palavras de Hugh Martin. Elas são extraídas de sua magistral polêmica contra a posição teológica de F. W. Robertson de que o “ sacrifício vicário é a lei da vida”. Com referência a esta posição, Martin diz: “Um pronunciamento de um soberbo oráculo! Não é necessário dizer que refutamos com uma negação direta. O sacrifício vicário não somente não é a lei da vida, ele não é <em>lei </em>alguma. Ele é uma <em>transação </em>divina, incomparável e solitária &#8211; nunca se repetirá, jamais será equiparado e jamais será assemelhado. Foi o expediente da divina sabedoria, esplêndido e inesperado, que, em sua manifestação, as mentes dos anjos se inundaram do conhecimento de Deus! Foi o livre conselho do beneplácito da vontade de Deus. Foi a soberana determinação de sua graça e amor. Somos destituídos do soberano amor de Deus ante a noção de que o sacrifício vicário é a “lei da vida”. <a href="http://www.monergismo.com/textos/expiacao/expiacao_perfeicao_murray.htm#nota18#nota18">[18]</a></p>
<p>4. <em>A</em><em> eficácia intrínseca. </em>Nas polêmicas da teologia histórica, este aspecto da expiação tem sido realçado a fim de combater a doutrina remonstrante que ensina que Cristo fez algo que Deus graciosamente aceita no lugar da plena satisfação da justiça. A declaração da Confissão de Fé de Westminster é admiravelmente formulada em distinção à posição remonstrante. “O Senhor Jesus, pela sua perfeita obediência e pelo sacrifício de si mesmo, sacrifício que, pelo Eterno Espírito, ele ofereceu a Deus uma só vez, satisfez plenamente à justiça do Pai, e; para todos aqueles que o Pai lhe deu, adquiriu não só a reconciliação, como também urna herança perdurável no reino dos céus” (VIII, V).</p>
<p>É preciso ter em mente e formular corretamente a relação entre a graça de Deus e a obra expiatória de Cristo. Foi pela graça de Deus que Cristo foi dado por nós. Foi por sua própria graça que ele deu-se a si mesmo. Seria inteiramente errôneo imaginar que a obra de Cristo pudesse induzir o Pai a sentir-se constrangido a ser bondoso e gracioso. “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo” (Ef 2.4,5; cf. 1 Jo 4.9). A expiação é a provisão do amor e graça do Pai. Há, todavia, igual necessidade de lembrar que a obra realizada por Cristo foi em si mesma intrinsecamente adequada para satisfazer todas as necessidades criadas pelos nossos pecados e todas as exigências da santidade e justiça de Deus. Cristo pagou a dívida do pecado. Ele levou os nossos pecados e os purificou. Ele não fez um pagamento simbólico que Deus aceitasse como se fosse tudo. As nossas dívidas não foram canceladas; elas foram liquida das . Cristo adquiriu a redenção, e, portanto, a garantiu. Ele tomou sobre si e absorveu a medida total do juízo e condenação divinos contra o pecado. Ele operou a justiça que é a única base da completa justificação e o título para a vida eterna. Assim, a graça reina através da <em>justiça </em>para a vida eterna por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Rm 5.19,21). Ele expiou a culpa e “com uma única oferta aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hb 10.14). “E, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor (=a causa) da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5.9). Em uma palavra, Jesus cumpriu todas as exigências oriundas do nosso pecado e <em>adquiriu </em>todos os benefícios que conduzem à liberdade e são consumados na liberdade da glória dos filhos de Deus.</p>
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		<title>Feridas e curas da vida.</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 17:38:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Provérbios de Salomão nos convidam a “entender o nosso próprio caminho” (Pv 14.8) e “estar atentos para os nossos passos” (Pv 14.15). De fato, a maturidade provém da capacidade de compreender a nossa história e integrar as peças esparsas do quebra-cabeça que é a nossa existência para enxergar o quadro completo. As experiências marcantes da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Provérbios de Salomão nos convidam a “entender o nosso próprio caminho” (Pv 14.8) e “estar atentos para os nossos passos” (Pv 14.15). De fato, a maturidade provém da capacidade de compreender a nossa história e integrar as peças esparsas do quebra-cabeça que é a nossa existência para enxergar o quadro completo. As experiências marcantes da nossa vida precisam ser consideradas com reverência para encontrar o seu sentido mais profundo e aprender com elas. Tempo e atenção são necessários se queremos evitar a superficialidade. </span></span><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Fomos criados à imagem de Deus, que é Luz. Assim, quanto mais nos aproximamos dele numa atitude contemplativa, mais enxergamos a nossa própria realidade. O olhar amoroso de Deus nos permite superar o medo da rejeição e tirar as nossas máscaras para reconhecer tanto a nossa luz quanto a nossa sombra. Percebemos nossos limites, feridas, mecanismos de defesa e incoerências, mas também nossa aspiração por amor, alegria e paz, nossa capacidade criativa e relacional, nossa busca de sentido existencial.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span id="more-878"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Identificamos, perplexos, a coexistência simultânea e sistêmica de alegria e tristeza, prazer e dor, sofrimento e paz, amor e solidão. Perceber esta condição da nossa humanidade entra em choque com o desejo de nos apegar a um estado mental dominante e obsessivo como a busca da felicidade permanente. Nossa sociedade a define como a ausência de dor e, para isso, construímos um castelo forte onde estamos protegidos, mas também enclausurados. Poupar-nos do sofrimento acaba nos privando da alegria, pois estes dois sentimentos são parceiros inseparáveis nesta vida. Nossa cultura prega uma felicidade artificial mantida com pílulas que anestesiam a dor, camuflando a nossa inescapável condição de mortalidade e fragilidade. Solitários e carentes, buscamos compensar o nosso vazio interior mediante um consumismo compulsivo.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O desejo mais profundo de amar e ser amado requer a disposição de baixar as defesas e nos torna vulneráveis. Como diz uma música popular: “Quem quiser aprender a amar, vai ter que chorar, vai ter que sofrer&#8230;”. As feridas mais profundas e dolorosas não provêm de acidentes que nos aconteceram, mas do amor. O amor transforma nossa personalidade e nossa percepção. Ele nos arranca de um mundo unidimensional em preto e branco para nos transportar num universo de cores brilhantes e paisagens sempre renovadas. Quando o amor se retrai, sofremos a dor da perda. A alegria do encontro é proporcional à dor do desencontro.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Como diz o teólogo John Main, precisamos diferenciar feridas e machucados. Os machucados como o fracasso num teste, uma derrota financeira, uma expectativa frustrada, são sofrimentos provisórios e superáveis. As feridas nos marcam para sempre. Elas modificam nossa percepção íntima e o fundamento da nossa identidade. Uma ferida significa que nada será como antes. O tempo apaga os machucados, não cura as feridas. Somente a imersão no amor absoluto de Deus pode curá-las. É preciso mergulhar na morte de Cristo para experimentar a sua ressurreição. O significado das nossas feridas emerge quando as vivenciamos na sua relação com outros eventos e padrões da nossa vida.</span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Conforme a maneira como lidamos com as nossas feridas, podemos nos tornar feridos que ferem ou feridos que curam</span></strong><span style="font-family: Arial;">. A Bíblia fala de dois tipos de tristeza: uma tristeza ”mundana” que leva à autocomiseração, nos faz assumir o papel de vítima e “produz morte”; uma tristeza na perspectiva de Deus que gera humildade, transformação e vida (2Co 7.10). Mergulhando na história da nossa vida, encontramos momentos dramáticos em que tivemos que fazer a escolha crucial de nos tornarmos amargurados por nossas feridas ou feridos que curam. O filme “Patch Adams: o amor é contagioso” fala de um homem que fez a escolha de ser um ferido que cura e quase desistiu quando uma nova ferida o empurrou na beira do precipício. Para o seu próprio bem e o bem das pessoas à sua volta, ele finalmente escolheu seguir o princípio bíblico de “vencer o mal com o bem”(Rm 12.21). Na maioria das vezes, optamos por uma solução intermediária mesclando sentimentos de mágoa e desejo de superar, passando alternativamente de vítima à protagonista.    </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Nossa experiência pessoal de feridos curados pelo amor incondicional de Deus é que nos permite aliviar o sofrimento de outros. Enquanto perseguirmos nossa felicidade como prioridade absoluta, iremos fazer isto às custas do bem estar do outro. Mas ao buscar minorar a dor do nosso próximo, encontraremos a plenitude de alegria para a qual fomos criados. Ao acolher a realidade com todas as suas facetas, não podemos deixar de perceber o próprio Deus. Cristo é a Verdade e a Vida. Por isso, ao optarmos pela verdade encontraremos a Cristo, assim como através das coisas bonitas podemos enxergar a própria beleza. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A cruz de Cristo proclama que a vida não se preserva negando a morte, mas acolhendo o ciclo de morte e renascimento. Por isso, somos chamados a “levar sempre no corpo o morrer de Jesus para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo” (2Co 4.10). Assim, em vez de fugir do sofrimento por meio de uma vida artificial, podemos superá-lo com o bálsamo do amor de Deus que transforma o mal em bem. Precisamos olhar para os retalhos espalhados da nossa vida na perspectiva de Cristo que venceu o mal e a morte. Assim podemos costurá-los para formar uma colcha que reflete a obra de arte única que é a nossa existência à luz do amor de Deus e na dependência do Espírito Santo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
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		<title>Salvação não se perde !.</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 17:44:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<description><![CDATA[Todos que passam por uma fase da aplicação da redenção, experimentarão também a fase seguinte. Por exemplo, todos a quem Deus predestinou, ele também intimará à salvação no devido tempo. Agora, Romanos 8:30 diz: “Aos que justificou, também glorificou”. Essa declaração necessariamente implica que todos os que experimentam a justificação também experimentarão a glorificação; ninguém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Todos que passam por uma fase da aplicação da redenção, experimentarão também a fase seguinte. Por exemplo, todos a quem Deus predestinou, ele também intimará à salvação no devido tempo. Agora, Romanos 8:30 diz: “Aos que <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">justificou</span></em>, também <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">glorificou</span></em>”. Essa declaração necessariamente implica que todos os que experimentam a justificação também experimentarão a glorificação; ninguém que é justificado falhará em ser glorificado. Visto que a glorificação se refere à consumação da obra salvadora de Deus no eleito, isso significa que uma vez que um indivíduo tenha sido justificado aos olhos de Deus, sua justiça legal nunca será perdida. Visto que todos aqueles que são justificados também serão glorificados, os verdadeiros cristãos nunca perderão sua salvação. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-857"></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Essa doutrina é frequentemente chamada de PERSEVERANÇA DOS SANTOS; e também de SEGURANÇA ETERNA em alguns círculos. Esses termos são acurados, visto que os crentes verdadeiros conscientemente perseveram na fé e os eleitos estão, de fato, eternamente seguros em sua salvação. Contudo, muitas passagens bíblicas tratando com esse tópico enfatizam que é Deus quem ativamente preserva o crente do princípio ao fim da sua salvação, que Jesus é “o <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">autor</span></em> e <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">consumador</span></em> da nossa fé” (Hebreus 12:2). Esse sendo o caso, PRESERVAÇÃO é um termo melhor. Ele reflete o fato de que, no final das contas, é Deus quem mantém a salvação dos cristãos, e não o crente em si. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Favorecer a perspectiva da preservação não nega que o crente deve deliberadamente se aperfeiçoar e conscientemente se esforçar para perseverar. É anti-bíblico dizer que, visto que é Deus em última análise quem nos guarda, portanto, não precisamos exercitar nenhum esforço consciente em nosso desenvolvimento espiritual. “Relaxe, e deixe Deus fazer tudo”, uma frase popular que provavelmente veio do movimento de Keswick, é anti-bíblica quando aplicada à santificação. Contudo, a palavra “preservação” nos ajuda a lembrar que é Deus quem concede e causa qualquer aperfeiçoamento e estabilidade em nosso crescimento em conhecimento e santidade, mesmo que estejamos dolorosamente conscientes dos esforços que temos exercido para o nosso desenvolvimento espiritual. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Há muitas passagens que bíblicas ensinam que Deus preserva aqueles a quem ele elegeu, regenerou e justificou:</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Farei com eles uma aliança permanente: Jamais deixarei de fazer o bem a eles, e farei com que me temam de coração, para que jamais se desviem de mim. (Jeremias 32:40)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Todo aquele que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei. Pois desci dos céus, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou. E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no último dia.. (João 6:37-39)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai. (João 10:28-29)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Romanos 8:38-39)</p>
<p>Ele os manterá firmes até o fim, de modo que vocês serão irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. (1 Coríntios 1:8)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ora, é Deus que faz que nós e vocês permaneçamos firmes em Cristo. Ele nos ungiu, nos selou como sua propriedade e pôs o seu Espírito em nossos corações como garantia do que está por vir. (2 Coríntios 1:21-22)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus. (Filipenses 1:6)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Que o próprio Deus da paz os santifique inteiramente. Que todo o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam preservados irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele que os chama é fiel, e fará isso. (1 Tessalonicenses 5:23-24)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Por essa causa também sofro, mas não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou bem certo de que ele é poderoso para guardar o que lhe confiei até aquele dia. (2 Timóteo 1:12)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O Senhor me livrará de toda obra maligna e me levará a salvo para o seu Reino celestial. A ele seja a glória para todo o sempre. Amém. (2 Timóteo 4:18)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Conforme a sua grande misericórdia, ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança que jamais poderá perecer, macular-se ou perder o seu valor. Herança guardada nos céus para vocês que, mediante a fé, são protegidos pelo poder de Deus até chegar a salvação prestes a ser revelada no último tempo. (1 Pedro 1:3-5)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos que foram chamados, amados por Deus Pai e guardados por Jesus Cristo. (Judas 1)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Àquele que é poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante da sua glória sem mácula e com grande alegria, ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém. (Judas 24-25)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">A doutrina da preservação não diz que qualquer um que fez uma profissão de fé em Cristo está então salvo e nunca se perderá, visto que sua profissão pode ser falsa. Antes, a doutrina ensina que os <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">verdadeiros</span></em> cristãos nunca se perderão. Eles nunca se apartarão permanentemente de Cristo, embora alguns deles possam até mesmo cair profundamente no pecado por um tempo. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Um verdadeiro cristão é alguém que deu assentimento verdadeiro ao evangelho, e cuja “fé sincera” (1 Timóteo 1:5) se torna evidente através de uma transformação contínua de pensamentos, conversação e comportamento em conformidade às demandas da Escritura. João diz que alguém que é regenerado “não pode continuar pecando” (1 João 3:9). Por outro lado, uma pessoa que produz uma profissão de Cristo com resultado de um falso assentimento ao evangelho pode permanecer “somente um pouco de tempo. Quando surge alguma tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo a abandona” (Mateus 13:21). </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Algumas vezes até os eleitos podem cair em sério pecado, mas tal queda nunca será permanente. Todavia, enquanto uma pessoa estiver vivendo um estilo de vida pecaminoso, não temos razão para crer em sua profissão de fé naquele momento, e, portanto, devemos pensar dele como um incrédulo. Jesus ensina que uma recusa obstinada para se arrepender é uma razão suficiente para a excomunhão: </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão. Mas se ele não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que ‘qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas. Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano. (Mateus 18:15-17)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Visto que ele é considerado um incrédulo, ele não pode ser um candidato para casamento por um cristão, ele não pode participar na comunhão, e ele não sustentar nenhuma responsabilidade ministerial. Ele pode ser realmente um verdadeiro cristão, mas não há nenhuma forma de estar certo disso enquanto ele permanecer no pecado. De fato, ele deveria ser considerado e tratado como um incrédulo, juntamente com todas as implicações de tal suposição. “Portanto, irmãos, empenhem-se ainda mais para consolidar o chamado e a eleição de vocês, pois se agirem dessa forma, jamais tropeçarão” (2 Pedro 1:10).</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Aqueles que caem e nunca se arrependem, nunca foram verdadeiramente salvos. João diz: “Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos” (1 João 2:19). Judas pareceu ter seguido Jesus por vários anos, mas Jesus diz: “Não fui eu que os escolhi, os Doze? Todavia, um de vocês é um diabo!” (João 6:70). O versículo 64 explica: “Jesus sabia desde o princípio quais deles não criam e quem o iria trair ”.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Assim, não é como se Judas tivesse verdadeira fé, e então caísse em pecado e perdesse a sua salvação; pelo contrário, ele nunca teve verdadeira fé de forma alguma. Jesus escolheu Judas sabendo que ele seria o traidor: “Enquanto estava com eles, eu os protegi e os guardei no nome que me deste. Nenhum deles se perdeu, a não ser aquele que estava destinado à perdição, para que se cumprisse a Escritura” (João 17:12). Esse versículo pressupõe a eleição divina, e explicitamente ensina as doutrinas da preservação e reprovação. Jesus guardou a salvo os onze, que estavam entre os eleitos, mas Judas se perdeu porque ele, antes e tudo, nunca tinha sido salvo; ele estava entre os reprovados, “preparados para destruição ”.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Por outro lado, aqueles entre os eleitos que parecem cair de sua fé, todavia, retém sua salvação, e eles retornarão a Cristo de acordo com o poder de Deus para preservá-los. Por exemplo, mesmo antes de Pedro negar a Cristo, foi-lhe dito: “Simão, Simão, Satanás pediu vocês para peneirá-los como trigo. Mas eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E quando você se converter, fortaleça os seus irmãos” (Lucas 22:31-32). É verdade que se a fé de alguém se perder realmente, então ele perdeu também sua salvação; contudo, é o próprio Deus quem impede que a fé dos seus eleitos desfaleça. E assim como Jesus orou por Pedro, ele está agora orando por todos os cristãos, de forma que não importa quais problemas espirituais eles pareçam estar experimentando, no final a fé deles não desfalecerá: </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles. (João 17:20)</p>
<p>Portanto, ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles. (Hebreus 7:25)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">Jesus não fez tal oração por Judas, mas ele orou somente pelos seus eleitos: “Eu rogo por eles. Não estou rogando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus” (João 17:9).</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Uma das objeções mais comuns a essa doutrina declara que, se é verdade que o crente não pode perder sua salvação, então isso constitui uma licença implícita para pecar. O cristão pode pecar o quanto ele quiser, e ainda permanecerá seguro em Cristo. Contudo, o verdadeiro cristão não deseja viver no pecado, embora ele possa ocasionalmente tropeçar. O verdadeiro crente detesta o pecado e ama a justiça. Alguém que peca sem restrição não é um cristão de forma alguma. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Há várias passagens bíblicas que ordenam os cristãos a buscarem a justiça e evitarem a impiedade. Algumas dessas passagens são tão fortes em expressão e contém advertências tão ameaçadoras, que algumas pessoas interpretam incorretamente essas passagens como dizendo que é possível para um verdadeiro crente perder sua salvação. Por exemplo, Hebreus 6:4-6 diz o seguinte: </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ora, para aqueles que uma vez foram iluminados, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, experimentaram a bondade da palavra de Deus e os poderes da era que há de vir, e caíram, é impossível que sejam reconduzidos ao arrependimento; pois para si mesmos estão crucificando de novo o Filho de Deus, sujeitando-o à desonra pública.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Primeiro, o que quer que essa passagem signifique, ela não diz que os eleitos renunciam de fato a sua fé. Vamos assumir que a passagem está de fato dizendo que se alguém cair da fé depois de alcançar certo estágio de desenvolvimento espiritual, ela de fato perderia sua salvação. Isso não desafia a doutrina da preservação – de fato, podemos concordar de todo coração com tal declaração. Contudo, nós já lemos vários versículos dizendo que isso nunca acontece, que o verdadeiro crente nunca renunciará sincera e permanentemente a Cristo, e a passagem acima não diz nada que contradiga isso. João diz que aqueles que se apartam da fé nunca estiveram verdadeiramente na fé. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Segundo, vários versículos adiante, o escritor declara explicitamente que o que essa passagem descreve não acontecerá aos seus leitores: “Amados, mesmo falando dessa forma, estamos convictos de coisas melhores em relação a vocês, coisas que acompanham a salvação” (Hebreus 6:9). Para parafrasear, ele está dizendo: “Embora estejamos falando dessa forma, estou certo de que quando diz respeito à salvação, isso não acontecerá com vocês”.</p>
<p>Terceiro, devemos lembrar que Deus usa vários meios pelos quais ele realiza os seus fins. Por exemplo, embora ele tenha determinado imutavelmente as identidades daqueles a quem ele salvaria, ele não salva essas pessoas sem meios. Antes, ele salva os eleitos por meio da pregação do evangelho, e por meio da fé em Cristo que ele coloca dentro deles. Deus usa vários meios para realizar os seus fins, e ele escolhe e controla tanto os meios como os fins. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Conseqüentemente, apenas porque dizemos que os eleitos perseverarão na fé, não significa que Deus não os advirta contra a apostasia. De fato, essas advertências escriturísticas sobre as conseqüências de renunciar a fé cristã são um dos meios pelos quais Deus previne seus eleitos de apostasia. Os réprobos ignorarão essas advertências, mas os eleitos prestarão atenção a elas (João 10:27), e assim, eles continuarão a operar a santificação deles “com temor e tremor” (Filipenses 2:12). Concernente às palavras de Deus, Salmo 19:11 diz: “Por elas o teu servo é advertido; há grande recompensa em obedecer-lhes”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"> </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Parentes e amigos no Céu !.</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 18:36:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
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		<category><![CDATA[leitura recomendada]]></category>
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		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
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		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Ora, que dizer daqueles que nos são mais chegados na terra? Continuarei tendo uma relação especial com a minha esposa no céu? Você continuará a tratar os seus progenitores como pai e mãe? Nossos amigos íntimos aqui serão nossos amigos íntimos lá? Está muito bem esperarmos encontrar dezenas de milhares. Mas nós não fomos criados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial;"></span><span style="font-family: Arial;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ora, que dizer daqueles que nos são mais chegados na terra?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Continuarei tendo uma relação especial com a minha esposa no céu? Você</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">continuará a tratar os seus progenitores como pai e mãe? Nossos amigos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">íntimos aqui serão nossos amigos íntimos lá? Está muito bem esperarmos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">encontrar dezenas de milhares. Mas nós não fomos criados de molde a ainda</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">querermos um círculo mais íntimo? Essas perguntas são naturais, porém não é</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">fácil respondê-las..</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Certamente vamos conhecer uns aos outros no céu&#8230;leia:..</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span id="more-848"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> O rei Davi esperava unir-se lá a seu pequeno filho falecido. “Eu irei a ela”, à criança, disse ele (2 Samuel 12:23). Paulo concita os cristãos que estavam de luto a que não se entristecessem “como os demais, que não têm esperança. Porque… aos que em Jesus dormem Deus tornará a trazer com ele” (1 Tessalonicenses 4:13,14).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A razão para não se entristecerem como os incrédulos é que a sua partida não</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">é permanente. Eles tornarão a encontrar-se. Não podemos conhecer no céu</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">menos que na terra, e, portanto, reconheceremos aqueles que eram nossos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">conhecidos aqui. Certamente isso é um consolo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Também nos é dito que muitos aspectos do casamento não serão próprios na glória, onde “nem casam nem são dados em casamento” (Mateus 22:30). Não haverá reprodução de seres, nem relações sexuais, nem gestantes. As crianças não vão requerer cuidado paterno. A relação entre Cristo e Sua Igreja será tão óbvia e perfeita que tornará desnecessária uma ilustração ou qualquer configuração humana.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Significaria, então, que o seu marido ou o meu melhor amigo não serão</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">para nós mais do que qualquer pessoa entre as multidões de remidos? Não</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">penso assim.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Todas as coisas boas serão melhores no céu do que na terra. Se Deus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">deu a você um cônjuge cristão, um pai ou filho ou irmão, ou amigo, você</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">pode estar certo de que, sejam quais forem os parâmetros das suas relações</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">futuras com eles, a amizade será mais chegada do que agora. Você os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">conhecerá mais intimamente, os amará mais intensamente, deleitar-se-á neles</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">mais plenamente. É impossível que percamos alguma coisa boa nesse lugar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">repleto de coisas boas. Podemos observar os cristãos que amamos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">especialmente e louvar a Deus por continuarmos a amá-los, e cada vez mais,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">para todo o sempre.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Richard Baxter toca num perfeito equilíbrio entre super e subvalorizar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">os nossos amigos: “Quando eu contemplo o semblante dos preciosos filhos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">de Deus, e confiantemente penso naquele dia, que reanimador pensamento</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">é!… Devemos ser cautelosos para que em nossos pensamentos não vejamos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">nos santos o que só há em Cristo, nem esperemos que grande parte do nosso</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">conforto esteja em desfrutar sua presença e companhia; somos muito</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">propensos a esse tipo de idolatria. Todavia, Aquele que nos manda amá-los</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">agora, vai nos deixar amá-los então, quando Ele próprio vai torná-los muito</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">mais amoráveis. Eu sei que Cristo é tudo em tudo; e que é a presença de Deus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">que faz com que o Céu seja Céu. Contudo, adoça muito os meus pensamentos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">sobre aquele lugar saber que lá existe essa multidão de amigos meus em</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;">Cristo, os mais queridos e os mais preciosos”. Espero de verdade querido leitor, que estejamos todos lá para a linda Eternidade povoada pelos remidos do Senhor, entregue-se de coração em oração ao sacrifício da Cruz do seu Filho Jesus Cristo que pode te dar esse ticket de entrada nos céus, amém e amém.</span><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"> </p>
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		<title>A Expiação perfeita e necessária.</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 17:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<description><![CDATA[Nas polêmicas protestantes, este aspecto da obra expiatória de Cristo tem sido orientado contra o conceito romanista, de que a obra de satisfação realizada por Cristo não livra os fiéis da necessidade de fazer satisfação pelos pecados que eles têm praticado. Segundo a teologia romanista, todos os pecados do passado, no que respeita ao seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Nas polêmicas protestantes, este aspecto da obra expiatória de Cristo tem sido orientado contra o conceito romanista, de que a obra de satisfação realizada por Cristo não livra os fiéis da necessidade de fazer satisfação pelos pecados que eles têm praticado. Segundo a teologia romanista, todos os pecados do passado, no que respeita ao seu castigo temporal e eterno, são apagados no batismo, bem assim o castigo eterno dos pecados futuros dos fiéis. Mas, a respeito do castigo temporal dos pecados, depois do batismo, o fiel tem de fazer satisfação, ou nesta vida ou no purgatório. Em oposição a toda e qualquer noção de satisfação humana, os protestantes combatem corretamente, afirmando que a satisfação de Cristo é a única oferecida pelo pecado, e que esta é tão perfeita e final, que não deixa nenhuma obrigação penal por qualquer pecado do crente. É verdade que nesta vida os crentes são castigados por seus pecados, e que tal castigo é corretivo e santificador – “produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça” (Hb 12.11). E este castigo é doloroso. Contudo, assemelhar este castigo com a satisfação pelo pecado é impingir não só <em><span style="font-family: Arial;">a perfeição </span></em>da obra de Cristo, mas também a <em><span style="font-family: Arial;">natureza </span></em>da satisfação de Cristo. “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). Não pode haver nenhum abrandamento na polêmica protestante contra esta perversão do evangelho de Cristo. Se permitirmos a entrada, mesmo que seja de uma noção mínima de satisfação humana, em nossa formulação de justificação ou santificação, então teremos poluído o rio cujas correntes alegram a cidade de Deus. E a mais grave perversão que ela impõe é que rouba do Redentor a glória da sua perfeita realização. Ele mesmo fez a purificação dos nossos pecados e assentou-se à direita da Majestade nas alturas (Hb 1.3). Contudo, a situação na qual nos achamos com referência ao debate sobre o tema da expiação, requer de nós que consideremos outros meios pelos quais a doutrina da perfeição da expiação tem sido prejudicada, e é necessário que incluamos neste título outras características da obra consumada de Cristo. vejamos: &#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-844"></span></span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">1. <em><span style="font-family: Arial;">A</span></em></span><em><span style="font-family: Arial;"> objetividade histórica. </span></em><span style="font-family: Arial;">Na expiação, algo foi realizado uma vez por todas, sem qualquer participação ou contribuição de nossa parte. Uma obra foi aperfeiçoada, a qual antecede a todo e qualquer reconhecimento ou resposta por parte daqueles que são os seus beneficiários. Qualquer redução deste fato no interesse do que se supõe ser uma interpretação mais ética, ou no interesse de interpretar a expiação segundo os termos dos efeitos éticos que se calculam produzir em nós, é eviscerar a verdade da expiação. A expiação é objetiva para nós, realizada independentemente de nós, e os efeitos subjetivos que se acumulam dela pressupõem a sua realização. Os efeitos subjetivos exercidos sobre o nosso entendimento e vontade podem seguir somente na medida em que reconhecermos, pela fé, o significado do fato objetivo. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Há ainda outra implicação de sua objetividade histórica, que precisa ser enfatizada. E o caráter estritamente histórico daquilo que foi realizado. A expiação não é supra-histórica nem contemporânea. É verdade que a pessoa que expiou em relação ao pecado está acima da história quanto à sua divindade e filiação eternas. Como tal, ele é eterno e transcende a todas as condições e circunstâncias do tempo. Ele é, com o Pai e com o Espírito, o Deus da história. É também verdade que, como o Filho encarnado, exaltado à mão direita de Deus, ele é, num sentido verdadeiro, contemporâneo. Ele vive para sempre e, como o vivente que esteve morto, ele está <em><span style="font-family: Arial;">vivo </span></em>outra vez e é a sempre-presente e a sempre-ativa incorporação da eficácia, virtude e poder que emanam da expiação. Mas a expiação foi efetuada na natureza humana e numa ocasião específica no passado, foi consumada no calendário dos eventos. Poderia alguma coisa apontar mais claramente para a verdade e a significação dela, do que a palavra do apóstolo: “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar <em><span style="font-family: Arial;">os </span></em>que estavam sob a lei”? (Gl 4.4,5). Independentemente da nossa interpretação de “a plenitude do tempo” como a medida plena do tempo designado por Deus, o período que tinha de seguir o curso antes que Deus enviasse o seu Filho ou como o tempo que <em><span style="font-family: Arial;">consume o </span></em>tempo e concede ao tempo a sua plena completação, devem os reconhecer a significação de tempo para a missão que é registrada em e designada pela encarnação do Filho de Deus. A encarnação ocorreu num ponto específico marcado pela chegada da plenitude do tempo; ela não ocorreu antes disso e, embora a encarnação seja um estado permanente, ela não <em><span style="font-family: Arial;">ocorreu outra vez. </span></em>A história, com os seus encontros determinados e períodos bem definidos, tem profundo significado no drama da realização divina. O condicionamento histórico e a localização dos eventos no tempo não podem ser erradicados nem a sua significação subestimada. E o que é verdadeiro quanto ao evento da encarnação é também verdadeiro quanto à redenção realizada. Ambas são localizadas historicamente e nenhuma das duas é supra-histórica ou contemporânea. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">2. <em><span style="font-family: Arial;">A</span></em></span><em><span style="font-family: Arial;"> fatalidade. </span></em><span style="font-family: Arial;">Nas polêmicas históricas, esta característica da expiação tem sido realçada em oposição à doutrina romanista do sacrifício da missa. Esta polêmica contra a blasfêmia romanista é tão necessária em nossos dias como o foi no período da Reforma. A expiação é uma obra consumada, nunca mais repetida; ela é irrepetível. Em nosso contexto moderno, contudo, é necessário insistir neste princípio, não apenas em oposição a Roma, mas também em oposição a um conceito prevalecente dentro dos círculos protestantes. Este conceito diz que o ato divino em levar o pecado não pode limitar-se ao evento histórico do sacrifício de Jesus; antes, deve ser considerado como eterno, assim como a obra da expiação, encarnada na paixão de Jesus Cristo, é eterna nos céus, na própria vida de Deus, “uma obra eterna de expiação, supra-temporal à semelhança da vida de Deus&#8230; continuando enquanto os pecados continuam a ser cometidos e existem pecadores a ser reconciliados. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">De fato, é sumamente necessário reconhecer a atividade contínua do sumo sacerdócio de Cristo no céu. É necessário lembrar que ele incorpora eternamente em si mesmo a eficácia que emanou deste sacrifício realizado aqui na terra, e que pela virtude desta eficácia ele exerce o seu ministério celestial como o grande Sumo Sacerdote de nossa confissão. É sobre este princípio que ele intercede em favor de seu povo. E é em razão desta compaixão, derivada de suas tentações terrenas, que ele pode ser tocado de sentimento pelas nossas enfermidades. Esta afirmação significa que a unidade do ofício sacerdotal de Cristo e a sua atividade devem ser plenamente apreciadas. Mas o fato de não devermos interromper a unidade de suas funções sacerdotais não significa que temos a liberdade para confundir as fases e ações distintas de seu ofício sacerdotal. Devemos fazer distinção entre a oferta do sacrifício e a subseqüente atividade do sumo sacerdote. O que o Novo Testamento enfatiza é a unidade definitiva e histórica do sacrifício que expiou a culpa e fez reconciliação com Deus (veja-se Hb 1.3; 9.12, 25-28). Deixar de apreciar a finalidade desta definição leva à incompreensão do verdadeiro sentido da expiação. Na formulação bíblica, a expiação não pode ser concebida à parte das condições sob as quais ela foi realizada. Pelo menos duas condições são indispensáveis, a saber, humilhação e obediência, e estas são condicionadas mutuamente uma pela outra. Seria uma contradição ao teor de toda a Escritura, transferir a expiação para uma esfera onde nos seria impossível acreditarmos que estas condições existem. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Além do mais, se pensarmos na fórmula: “expiação eterna no coração de Deus”, devemos, mais uma vez, fazer distinções. É verdade que a expiação fluiu e foi a provisão do amor eterno do coração de Deus. Contudo, conceber a expiação como eterna é confundir o eterno com o temporal. O testemunho da Escritura é inconfundível a respeito da significação que Deus dá à realização temporal. Ela se refere à expiação e o faz de forma definida e decisiva. A nossa definição de expiação deve-se derivar da expiação revelada pela Escritura. E a expiação da qual a Escritura fala é a obediência vicária, expiação, propiciação, reconciliação e redenção efetuadas pelo Senhor da glória quando ele, uma vez por todas, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><em><span style="font-family: Arial;">3. A</span></em><em><span style="font-family: Arial;"> unicidade. </span></em><span style="font-family: Arial;">Horace Bushnell nos forneceu o que é, provavelmente, a mais eloqüente exposição e defesa do conceito de que o sacrifício de Cristo é a ilustração suprema e a vindicação do princípio de auto-sacrifício, o qual opera no coração de cada ser que é santo e amoroso, quando este é confrontado com o mal e o pecado. “O amor é um princípio essencialmente vicário em sua própria natureza, identificando o sujeito com outros, a fim de sofrer as adversidades e as suas dores e tomar sobre si mesmo o peso de seus males”  “Há um Getsêmani oculto em todo amor” . “Quando sustentamos o conceito de sacrifício vicário, descobrirmos que ele pertence à natureza essencial de todas as virtudes santas. Somos também constrangidos a prosseguir e mostrar como ele pertence a todos os outros seres bons, tão verdadeiramente como o próprio Cristo na carne &#8211; corno o Pai eterno antes de Cristo, e a vinda posterior do Espírito Santo, e os anjos bons, tanto antes como depois, todos igualmente carregaram os problemas, lutaram nas dores de seus sentimentos vicários em favor dos homens; e então, finalmente, como a cristandade trouxe a lume, ao nascer dentro de nós o mesmo amor vicário que reina em todos os seres bons e glorificados do reino celestial; reunindo-nos de acordo com Cristo, o nosso Mestre, tendo aprendido a carregar a sua cruz e a estar com ele em sua paixão” .</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Distinguir a verdade do erro e elucidar as falsidades nestas citações nos levaria para muito além dos nossos limites. É verdade que o sacrifício de Cristo é a revelação suprema do amor de Deus. É verdade que a vida, sofrimento e morte de Cristo nos dão um exemplo supremo de virtude. É verdade que as aflições da Igreja preenchem o que resta das aflições de Cristo, e que através destas aflições dos crentes a obra expiatória de Cristo cumpre o seu propósito. Mas afirmar que temos parte naquilo que constituiu o sacrifício vicário de Cristo é algo completamente diferente. É indefensável e perverso impor sobre os termos <em><span style="font-family: Arial;">vicário e sacrifício </span></em>uma conotação diluída que reduza <em><span style="font-family: Arial;">o sacrifício vicário </span></em>de Cristo a uma denominação que o destitui do caráter único e distintivo que a ele é aplicado pela Escritura. De fato, Cristo nos deu um exemplo a fim de seguirmos os seus passos. Porém, nunca foi proposto que esta emulação de nossa parte fosse acrescentada à obra de expiação, propiciação, reconciliação e redenção, realizada por ele. Ao definirmos a expiação segundo os termos da Escritura, percebermos facilmente que ela foi feita exclusivamente por Cristo. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">E não apenas isto. Por qual autoridade ou por qual raciocínio podemos inferir que o que é constitutivo de, ou é exemplificado no sacrifício vicário de Cristo é aquilo que se aplica a todo amor santo como ele contempla o mal e o pecado? É somente através de uma confusão fatal de categorias que tais inferências podem se tornar plausíveis. A representação bíblica é que o Filho encarnado de Deus, e somente ele, à exclusão do Pai e do Espírito na esfera do divino, à exclusão de anjos e homens na ordem criada, deu-se a si mesmo em sacrifício para redimir-nos para Deus por meio de seu sangue. Seja qual for o ângulo pelo qual contemplemos este sacrifício, descobrimos que a sua unicidade é tão inviolável como a unicidade de sua pessoa, de sua missão e de seu ofício. Quem é o Deus-homem senão unicamente ele? Quem derramou sangue tão vicário, senão unicamente ele? Quem é o grande sumo sacerdote para oferecer tal sacrifício, senão unicamente ele? Quem entrou uma vez por todas no Santo dos Santos, tendo obtido a redenção eterna, senão unicamente ele? Podemos citar com proveito as palavras de Hugh Martin. Elas são extraídas de sua magistral polêmica contra a posição teológica de F. W. Robertson de que o “ sacrifício vicário é a lei da vida”. Com referência a esta posição, Martin diz: “Um pronunciamento de um soberbo oráculo! Não é necessário dizer que refutamos com uma negação direta. O sacrifício vicário não somente não é a lei da vida, ele não é <em><span style="font-family: Arial;">lei </span></em>alguma. Ele é uma <em><span style="font-family: Arial;">transação </span></em>divina, incomparável e solitária &#8211; nunca se repetirá, jamais será equiparado e jamais será assemelhado. Foi o expediente da divina sabedoria, esplêndido e inesperado, que, em sua manifestação, as mentes dos anjos se inundaram do conhecimento de Deus! Foi o livre conselho do beneplácito da vontade de Deus. Foi a soberana determinação de sua graça e amor. Somos destituídos do soberano amor de Deus ante a noção de que o sacrifício vicário é a “lei da vida”. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">4. <em><span style="font-family: Arial;">A</span></em></span><em><span style="font-family: Arial;"> eficácia intrínseca. </span></em><span style="font-family: Arial;">Nas polêmicas da teologia histórica, este aspecto da expiação tem sido realçado a fim de combater a doutrina remonstrante que ensina que Cristo fez algo que Deus graciosamente aceita no lugar da plena satisfação da justiça. A declaração da Confissão de Fé de Westminster é admiravelmente formulada em distinção à posição remonstrante. “O Senhor Jesus, pela sua perfeita obediência e pelo sacrifício de si mesmo, sacrifício que, pelo Eterno Espírito, ele ofereceu a Deus uma só vez, satisfez plenamente à justiça do Pai, e; para todos aqueles que o Pai lhe deu, adquiriu não só a reconciliação, como também urna herança perdurável no reino dos céus” . </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">É preciso ter em mente e formular corretamente a relação entre a graça de Deus e a obra expiatória de Cristo. Foi pela graça de Deus que Cristo foi dado por nós. Foi por sua própria graça que ele deu-se a si mesmo. Seria inteiramente errôneo imaginar que a obra de Cristo pudesse induzir o Pai a sentir-se constrangido a ser bondoso e gracioso. “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo” (Ef 2.4,5; cf. 1 Jo 4.9). A expiação é a provisão do amor e graça do Pai. Há, todavia, igual necessidade de lembrar que a obra realizada por Cristo foi em si mesma intrinsecamente adequada para satisfazer todas as necessidades criadas pelos nossos pecados e todas as exigências da santidade e justiça de Deus. Cristo pagou a dívida do pecado. Ele levou os nossos pecados e os purificou. Ele não fez um pagamento simbólico que Deus aceitasse como se fosse tudo. As nossas dívidas não foram canceladas; elas foram liquida das . Cristo adquiriu a redenção, e, portanto, a garantiu. Ele tomou sobre si e absorveu a medida total do juízo e condenação divinos contra o pecado. Ele operou a justiça que é a única base da completa justificação e o título para a vida eterna. Assim, a graça reina através da <em><span style="font-family: Arial;">justiça </span></em>para a vida eterna por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Rm 5.19,21). Ele expiou a culpa e “com uma única oferta aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hb 10.14). “E, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor (=a causa) da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5.9). Em uma palavra, Jesus cumpriu todas as exigências oriundas do nosso pecado e <em><span style="font-family: Arial;">adquiriu </span></em>todos os benefícios que conduzem à liberdade e são consumados na liberdade da glória dos filhos de Deus. </span></span></p>
<div><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">A realização da redenção preocupa-se com aquilo que é geralmente chamado expiação. Nenhum estudo da expiação pode ser devidamente desenvolvido sem reconhecer em primeiro lugar o livro e soberano amor de Deus. Esta perpectiva se encontra no texto mais conhecido da Bíblia: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Temos aqui uma revelação fundamental de Deus e, portanto, do pensamento humano. Além disso não podemos e nem devemos aventurar-nos ir. </span></span></span></div>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">Pelo fato de ser um fundamento do pensamento humano não exclui, contudo, outras caracterizações desse amor de Deus. A Escritura nos informa que esse amor de Deus, do qual a expiação emana, e da qual é a sua expressão, é um amor distinto. Ninguém gloriava-se nesse amor de Deus mais do que o apóstolo Paulo. “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8). “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Romanos 8:31,32). Contudo, é o mesmo apóstolo que nos delineia o eterno conselho de Deus que fornece o contexto para tal afirmação e que nos define a órbita dentro da qual tais pronunciamentos têm sentido e validade. Ele escreve: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8:29). E em outro lugar, ele se torna talvez ainda mais explícito quando diz: “Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Efésios 1:4,5). O amor de Deus, do qual a expiação se origina, não é indiscriminado; é um amor que elege e predestina. Deus foi servido em colocar o seu amor invencível e eterno sobre uma multidão inumerável, e é o propósito determinante deste amor que assegura a expiação.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">É necessário salientar este conceito de amor soberano. Verdadeiramente, Deus é amor. O amor não é algo à parte de Deus, não é algo que ele pode escolher ser ou não ser. Deus é necessariamente amor; o amor lhe é inerente e eterno. Da mesma forma em que Deus é espírito e luz, assim ele é amor. Porém, pertence à própria essência do amor eletivo o reconhecimento de que este amor necessariamente não deve culminar em redenção e adoção em favor de objetos que são totalmente indesejáveis e merecedores do inferno. Foi do livre e soberano beneplácito de sua vontade, um beneplácito que emana das profundezas da sua própria bondade, que ele elegeu um povo para ser herdeiro de Deus e co-herdeiro com Cristo. A razão reside inteiramente nele mesmo e procede das determinações que são peculiarmente suas: “Eu sou o que Sou”. A expiação não persuade e nem compele o amor de Deus. Pelo contrário, o amor de Deus é que compele à expiação, como o meio para cumprir o propósito determinante deste mesmo amor. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Devemos compreender, portanto, que o amor de Deus é uma premissa estabelecida, ou seja, este amor é a causa ou a fonte da expiação. Todavia, isto não resolve o problema quanto à <em><span style="font-family: Arial;">razão</span></em> ou <em><span style="font-family: Arial;">necessidade</span></em> da expiação. Qual é a <em><span style="font-family: Arial;">razão</span></em> por que o amor de Deus deve tomar um caminho na realização de seu fim e no cumprimento de seu propósito? Somos compelidos a indagar: Por que o sacrifício do Filho de Deus? Por que o sangue do Senhor da glória? Anselmo de Canterbury perguntou: “Sabendo que Deus é onipotente, qual foi a necessidade e qual foi a razão para tomar sobre si a humilhação ”. Por que Deus não podia realizar os propósitos de seu amor para a humanidade pela palavra de seu poder ou pelo decreto de sua vontade? Se declaramos que ele não podia, estamos impugnando o seu poder? Se declaramos que ele podia, porém não quis, estamos impugando a sua sabedoria? Tais indagações não são sutilezas escolásticas e nem vã curiosidade. Fugir delas é perder algo que é central na interpretação da obra redentora de Cristo e perder a visão de uma parte de sua glória essencial. Por que Deus se fez homem? E tendo-se tornado homem, por que morreu? E tendo morrido, por que morreu a morte maldita de cruz? Esta é a indagação sobre a <em><span style="font-family: Arial;">necessidade</span></em> da expiação. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Entre as respostas oferecidas para estas perguntas, duas são mais importantes. Elas são, antes de tudo, o conceito conhecido como necessidade hipotética, e, segundo, o conceito que podemos designar como o da necessidade conseqüente e absoluta. O primeiro foi defendido por homens eruditos, tais como Agostinho e Tomás de Aquino O segundo pode ser considerado como a posiçaõ clássica do protestantismo.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">O conceito conhecido como necessidade hipotética assevera que Deus podia perdoar o pecado e salvar os seus eleitos sem a expiação ou satisfação outros meios estavam disponíveis a Deus, a quem todas as coisas são possíveis. Porém, a forma de sacrifício vicário do Filho de Deus foi simplesmente o meio que Deus, em sua graça e sabedoria soberanas, escolheu, porque este é o meio pelo qual a graça é mais maravilhosamente revelada. Assim, embora Deus <em><span style="font-family: Arial;">pudesse</span></em> salvar sem uma expiação, todavia, de acordo com o seu decreto soberano, ele de fato não o fez. Sem derramamento de sangue, realmente não há remissão nem salvação. Contudo, não há nada inerente à natureza de Deus ou à natureza da remissão do pecado que faz o derramamento de sangue indispensável. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Chamamos ao outro conceito de necessidade conseqüente e absoluta. A palavra “conseqüente”, nesta designação, se refere ao fato de que a vontade de Deus ou o decreto para salvar alguém é de livre e soberana graça. A salvação de homens perdidos não foi uma necessidade absoluta, e, sim, a expressão do beneplácito de Deus. Os termos “necessidade absoluta”, porém, indicam que Deus, tendo elegido alguns para a vida eterna, segundo o seu livre beneplácito, se sentiu na obrigação de cumprir este propósito através do sacrifício de seu próprio Filho, uma obrigação que emanou das perfeições da sua própria natureza. Em uma palavra, embora não fosse in erentemente necessário que Deus salvasse, todavia, desde que a salvação foi propositada, era necessário assegurar esta salvação através de uma satisfação que pudesse ser realizada somente através de um sacrifício substitutivo e uma redenção adquirida por meio de sangue. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Pode parecer algo inutilmente especulativo e presunçoso forçar tal indagação e procurar determinar o que é inerentemente necessário para Deus. Além disso, pode surgir um texto como: “sem derramamento de sangue não há remissão”, que a revelação se limita a dizer que de fato não há remissão sem derramamento de sangue, e que iríamos além da autoridade da Escritura afirman­ do o que é de fato indispensável para Deus. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Mas não é presunçoso quando dizemos que certas coisas são inerentemente necessárias ou impossíveis para Deus. Pertence à nossa fé em Deus confessar que ele não pode mentir e que não pode negar-se a si mesmo. Os <em><span style="font-family: Arial;">não pode </span></em>divinos são a sua glória, e para nós deixar de admitir tais <em><span style="font-family: Arial;">impossíveis </span></em>seria negar a glória e a perfeição de Deus. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A realidade da questão é: a Escritura nos fornece evidências ou considerações pelas quais podemos concluir que esta é uma das coisas impossíveis ou necessárias para Deus; impossível que ele salve pecadores sem sacrifício vicário e inerentemente necessário, portanto a salvação, livre e soberanamente determinada, seria realizada somente pelo derramamento do sangue do Senhor da glória. As seguintes considerações bíblicas nos induzem a dar uma resposta afirmativa. Quando aduzimos estas considerações, deve­ mos lembrar que elas têm de ser vistas em coordenação e em seu efeito cumulativo. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">1. Existem passagens que criam uma forte conjectura em favor desta inferência. Por exemplo, em Hb 2.10,17 é afirmado que Deus, a fim de conduzir muitos filhos à glória, foi servido que o Comandante da salvação deles fosse aperfeiçoado pelos sofri mentos e que em todas as coisas se tornasse semelhante aos irmãos. A força de tais expressões é dificilmente satisfeita pela noção de que foi simplesmente consoante com a sabedoria e o amor de Deus realizar a salvação desta maneira. Os adeptos do conceito da necessidade hipotética não reconhecem estas dificuldades. Mas existe muito mais nesse texto. Ele ensina que as exigências do propósito da graça que os ditames divinos requeriam que a salvação fosse realizada somente através de um Líder supremo da salvação que seria aperfeiçoado através de sofrimentos, e foi necessário que este supremo Guia da salvação fosse feito em todas as coisas semelhante aos homens. Em outras palavras, somos conduzidos da idéia de consonância com o caráter divino à idéia dos direitos divinos que tornam in dis pensável que muitos filhos sejam conduzidos à glória desta maneira específica. Se este for o caso, então somos levados a concluir que as exigê ncias divinas são satisfeit as pelos sofrimentos do Chefe da salvação. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">2. Há passagens, como Jo 3.14-16, que de forma clara sugerem que a alternativa de oferecer o Filho unigênito de Deus e de ser ele levantado no madeiro maldito é a perdição eterna dos perdidos. O perigo eterno a que os perdidos estão expostos é remediado pela doação do Filho. Porém, dificilmente podemos escapar da idéia adicional de que não existe outra alternativa. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">3. Passagens tais como Hb 1.1-3; 2.9-18; 9.9-14,22-28 ensinam claramente que a eficácia da obra de Cristo é dependente da constituição única de sua pessoa. Este fato, por si mesmo, não estabelece o ponto em questão. Porém, considerações contextuais revelam outras implicações. A ênfase nestes textos tem por base a finalidade, a perfeição e a eficácia transcendentes do sacrifício de Cristo. Tal finalidade, perfeição e eficácia são necessárias por causa da gravidade do pecado, e o pecado tem de ser eficazmente removido para que a salvação seja realizada. Esta é a consideração que dá força à necessidade mencionada em Hb 9.23, ao efeito que, enquanto as figuras das coisas celestiais se purificassem com o sangue de cabritos e bezerros, as próprias coisas celestiais fossem purificadas com nenhum outro sangue senão o do Filho. Em outras palavras, existe uma necessidade que não pode ser expiada senão pelo sangue de Jesus. Mas o sangue de Jesus é o sangue que tem a indispensável virtude e eficácia somente naquele que é o Filho, a refulgência da glória do Pai e a expressa imagem da sua substância. Ele se tornou participante da carne e sangue, e assim ele foi qualificado por um único sacrifício a aperfeiçoar todos aqueles que são santificados. Certamente que não é uma inferência sem base concluir que a idéia aqui apresentada é que somente esta pessoa, oferecendo tal sacrifício, pôde resolver o problema do pecado, removendo-o e fazendo total purificação, garantiu que muitos filhos seriam trazidos à glória, tendo acesso à santíssima presença divina. É o mesmo que dizer que o derramamento do sangue de Jesus foi necessário para os fins propostos e assegurados. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Há também outras considerações que podem ser derivadas destas passagens, especialmente Hb 9.9-14, 22-28. São considerações que surgem do fato de que o próprio sacrifício de Cristo é o grande exemplo do qual os sacrifícios levíticos foram figuras. Às vezes pensamos nos sacrifícios levíticos como que fornecendo as figuras do sacrifício de Cristo. Esta forma de pensar não é incorreta &#8211; os sacrifícios levíticos nos fornecem os elementos em termos por meio dos quais podemos interpretar o sacrifício de Cristo, especialmente as categorias da expiação, propiciação e reconciliação. Porém esta linha de pensamento não é a característica de Hb 9. A idéia específica é que os sacrifícios levíticos foram figuras segundo o modelo celestial &#8211; foram “figuras das coisas que se acham nos céus” (Hb 9.23). Por isso, a necessidade de se oferecer sangue na economia levítica surgiu do fato de que o modelo, do qual elas eram figuras, foi uma oferenda de sangue, a oferenda do sangue transcendente pelo qual as coisas celestiais são purificadas. A necessidade de derramamento de sangue na ordenança levítica é simplesmente uma necessidade que surge da necessidade de derramamento de sangue na mais alta esfera celestial. Ora, a nossa pergunta é a seguinte: que espécie de necessidade é está que surgiu na esfera celestial? Foi meramente hipotética ou foi absoluta? As seguintes observações indicarão a resposta. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">a) A ênfase do contexto é que a eficácia transcendente do sacrifício de Cristo é requerida pelas exigências oriundas do pecado. E estas exigências não são hipotéticas &#8211; são absolutas. A lógica desta ênfase sobre a gravidade intrínseca do pecado e a necessidade de sua remoção não concordam com a idéia de uma necessidade hipotética &#8211; a realidade e a gravidade do pecado fazem com que uma expiação efetiva seja indispensável e, portanto, absolutamente necessária. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">b) A natureza exata da oferta sacerdotal de Cristo e a eficácia de seu sacrifício estão inseparavelmente ligadas com a constituição de sua pessoa. Se houvesse a necessidade de tal sacrifício a fim de remover o pecado, nenhum outro, senão Cristo, poderia oferecer tal sacrifício. E isso revela a necessidade que tal pessoa ofereça tal sacrifício. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">c) Nesta passagem, as coisas celestiais em conexão com as quais o sangue de Cristo foi derramado são denominadas <em><span style="font-family: Arial;">verdadeiras. O </span></em>contraste subentendido não é verdadeiro em oposição ao falso ou real, mas em oposição ao fictício. O celestial é contrastado com o terreno, o eternal com o temporário, o completo com o parcial, o final com o provisório, o permanente com aquilo que é efêmero. Quando consideramos o sacrifício de Cristo como uma oferta em conexão com as coisas correspondentes àquela caracte­ rização &#8211; celestial, eterno, completo, final, permanente &#8211; é impossível pensar que este sacrifício foi apenas hipoteticamente necessário na realização do desígnio de Deus em trazer muitos filhos à glória. Se o sacrifício de Cristo fosse apenas hipotetica­ mente necessário, então as coisas celestiais em conexão com o que é relevante e significante, seriam também apenas hipoteticamente necessárias. E esta é sem dúvida uma hipótese demasiadamente difícil. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A síntese da questão é que uma necessidade (Hb 9.23) para o derramamento do sangue de Cristo para a remissão dos pecados (vv.14, 22, 26) é aqui proposta, e é urna necessidade sem reserva ou qualificação. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">4. A</span><span style="font-family: Arial;"> salvação que a eleição da graça envolve em cada conceito da necessidade da expiação é a salvação do pecado para a santificação e comunhão com Deus. Mas se pensarmos na salvação assim concebida em termos que são compatíveis com a santidade e justiça de Deus, esta salvação deve incluir não apenas o perdão do pecado, mas também a justificação. E deve ser uma justificação que reconheça a nossa situação como culpados e condenados. Esta justificação implica a.necessidade de uma justiça que seja adequada à nossa situação. De fato a graça reina, mas uma graça reinante à parte da justiça não é apenas inverossímel, mas também inconcebível. Ora, que justiça é igual à justificação de pecadores? A única justiça concebível que satisfará as necessidades da nossa situação como pecadores e que satisfará as exigências de uma plena e irrevogável justificação é a justiça de Cristo. Esta afirmação implica a sua obediência e, portanto, a sua encarnação, morte e ressurreição. Em uma palavra, a necessidade da expiação é inerente. Uma salvação do pecado que é divorciada da justificação é uma impossibilidade, e a justificação de pecadores sem a justiça divina do Redentor é inconcebível. É difícil fugir da relevância da palavra de Paulo: “Porque se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente de lei”. (Gl 3.21). O que Paulo enfatiza é que, se a justificação fosse possível por qualquer outro método e não pela fé em Cristo, então esse método teria sido utilizado. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">5. A</span><span style="font-family: Arial;"> cruz de Cristo é a demonstração suprema do amor de Deus (Rm 5.8; 1 Jo 4.10). O caráter supremo da demonstração reside no extremo custo do sacrifício oferecido. É a respeito deste elevado custo que Paulo faz referência quando escreve: “Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou” (Rm 8.32). O custo do sacrifício nos persuade a respeito da grandeza do amor de Deus e garante a doação de todas as demais dádivas de forma gratuita. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Contudo, devemos perguntar: a cruz de Cristo seria a manifestação suprema do amor de Deus se não houvesse necessidade de tal custo? Não é verdade que a única inferência com base na qual a cruz de Cristo pode nos ser recomendada como a manifes­ tação suprema do amor de Deus, e que as exigências em questão requereram nada menos que o sacrifício do Filho de Deus? Com base nesta pressuposição, podemos entender a palavra do apóstolo João: “Nisto consiste o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou, e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1 Jo 4.10). Sem isto somos despidos dos elementos necessários para compreendermos o significado do Calvário e a maravilha de seu supremo amor insuperável para com os homens. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">6. Finalmente, há o argumento da justiça vindicatória de Deus. O pecado é o oposto de Deus; portanto, o Senhor tem de reagir contra ele com uma santa indignação. É o mesmo que dizer que o pecado tem de confrontar-se com o juízo divino (vejam-se Dt 27.26; Na 1.2; Hc 1.13; Rm 1.17; 3.21-26; Gl 3.10,13). É esta santidade inviolável da lei de Deus o ditame imutável da santidade e a exigência irrevogável da justiça que faz obrigatória a conclusão de que a salvação do pecado sem expiação e propiciação é inconcebível. Este é o princípio que explica o sacrifício do Senhor da glória, as agonias do Getsêmani e o seu abandono no madeiro maldito. É este o princípio que fundamenta a grande verdade de que Deus é justo e o justificados daquele que crê em Jesus. Na obra de Cristo, os ditames da santidade e as exigências da justiça foram plenamente vindicados. Deus o estabeleceu como a propiciação a fim de declarar a sua justiça. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Por estas razões somos levados a concluir que o tipo de necessidade que as considerações bíblicas propõem é aquele que pode ser compreendido como absoluto ou indispensável. Os proponentes da necessidade hipotética não reconhecem suficiente mente as exigências envolvidas na salvação do pecado para a vida eterna; eles não consideram convenientemente os aspectos teocêntricos da realização de Cristo. Se conservarmos em mente a gravi dade do pecado e as exigências oriundas da santidade de Deus que devem ser encaradas na execução da salvação, então a doutrina da necessidade indispensável faz que o Calvário seja inteligível e que a maravilha incompreensível tanto do Calvário como do propósito soberano do amor de Deus que o Calvário cumpriu sejam exalta­ dos. Na medida em que enfatizarmos as exigências inflexíveis da justiça e santidade, o amor de Deus e todas as suas providências se tornarão ainda mais maravilhosos. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"> </span></p>
<div><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></div>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </p>
<p></span></span></span> </p>
<p></span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><br />
<span style="font-family: Bookman Old Style;"><br />
</span></span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Graça do &#8220;Tetelestai&#8221;: Está consumado !.</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 21:50:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Quando Jesus tomou o vinagre, disse: “Tetelestai” &#8211; Está consumado !. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito” - João 19:30. Quão terrivelmente estas benditas palavras de Cristo têm sido mal-entendidas, mal-apropriadas e mal-aplicadas! Quantos parecem pensar que, sobre a cruz, o Senhor realizou uma obra que torna desnecessário que os beneficiários dela viva vidas santas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“Quando Jesus tomou o vinagre, disse: “Tetelestai” &#8211; Está consumado !. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito” - João 19:30. Quão terrivelmente estas benditas palavras de Cristo têm sido mal-entendidas, mal-apropriadas e mal-aplicadas! Quantos parecem pensar que, sobre a cruz, o Senhor realizou uma obra que torna desnecessário que os beneficiários dela viva vidas santas sobre a terra. Muitos têm sido enganados com o pensamento de que, até onde diz respeito, o de se alcançar o céu, não importa como eles andem, desde que eles estejam “descansando sobre a obra consumada de Cristo”. Eles podem ser infrutíferos, desonestos, desobedientes, todavia, conquanto que eles repudiem toda justiça própria e tenham fé em Cristo, eles imaginam que estão “eternamente seguros”.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-834"></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ao redor de todos nós há pessoas que são mundanas, amantes do dinheiro, buscadores-do-prazer, quebradores do Dia do Senhor, mas que pensam que tudo está bem com elas, pois “aceitaram a Cristo como seu Salvador pessoal”. Em sua aspiração, conversação e recreação, não há praticamente nada que os diferencie daqueles que não fazem nenhuma profissão de fé. Nem em sua vida familiar ou social há algo, exceto pretensões vazias, para distingui-los dos outros. O temor de Deus não está sobre eles, os mandamentos de Deus não têm autoridade sobre eles, a santidade de Deus não os atrai, os vícios e praticas ainda encontram espaço na vida de muitos que confessam o nome de Cristo, mas estão longe de obedece-lo.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“Tetelestai”, uma expressão do Aramaico, conhecida também no Grego Koinê ( popular ) que quer dizer: “Está consumado”. Quão solene é perceber que estas palavras de Cristo devem ter sido usadas para tranqüilizar milhares com uma falsa paz. Todavia, tal é o caso. Nós temos tido contato próximo com pessoas que não têm nenhuma vida de oração privada, que são egoístas, cobiçosas, desonestas, mas que supõem que um Deus misericordioso fará vistas grossas para tais coisas, desde que eles tenham alguma vez colocado sua confiança no Senhor Jesus. Que horrível perversão da verdade! Que transformação da graça de Deus “em libertinagem”! (Judas 4). Sim, aqueles que agora vivem as vidas mais egoístas e agradáveis à carne, falam sobre sua fé no sangue do Cordeiro, e supõem que estão salvos. Como o diabo os tem enganado!</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“Está consumado”. Estas benditas palavras significam que Cristo satisfez de tal forma o requerimento da santidade de Deus, que mais nenhuma santidade tem qualquer reivindicação real e preeminente sobre nós? Deus não o permita pensarmos tal! Até mesmo para o redimido Deus diz: “Sede santos, assim como Eu sou Santo” (1 Pedro 1:6). Cristo “magnificou a lei e a fez honrosa” (Isaías 42:21), para que pudéssemos ficar sem lei? Ele “cumpriu toda justiça” (Mateus 3:15) para comprar para nós uma isenção de amar a Deus com todo o nosso coração e servi-lo com todas as nossas faculdades? Cristo morreu para assegurar uma divina indulgência, para que pudéssemos viver para agradar a nós mesmos? Muitos parecem pensar assim. Não, o Senhor Jesus deixou ao Seu povo um exemplo para que eles pudessem “seguir (não ignorar) os Seus passos”.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“Está consumado”. O que está “consumado”? A necessidade dos pecadores se arrependerem? Claro que não. A necessidade de se voltar dos ídolos para Deus? Claro que não. A necessidade de mortificar os meus membros que estão sobre a terra? Claro que não. A necessidade de ser santificado completamente, no espírito, alma e corpo? Claro que não. Cristo não morreu para fazer minha tristeza, meu ódio e o meu empenho contra o pecado desnecessários. Cristo não morreu para me absolver de todas as minhas responsabilidades diante de Deus. Cristo não morreu para que eu pudesse continuar retendo a amizade e comunhão do mundo. Quão extremamente estranho é que alguém possa pensar que Ele tenha feito isso. Entretanto, as ações de muitos mostram que esta é a sua idéia.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“Está consumado”. O que está “consumado”? Os tipos sacrificiais foram consumados, as profecias de Seus sofrimentos foram cumpridas, a obra dada a Ele pelo Pai foi perfeitamente realizada, um fundamento certo foi posto, no qual um Deus justo pode perdoar o mais vil transgressor da lei que jogou as armas de sua guerra contra Ele. Cristo já realizou tudo o que era necessário para que o Espírito Santo viesse e operasse nos corações do Seu povo; convencendo-lhes de sua rebelião, destruindo sua inimizade contra Deus, e produzindo neles um coração amoroso e obediente.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Querido leitor do site, não cometa enganos neste ponto. A “obra consumada de Cristo” não lhe beneficia em nada, se o seu coração nunca foi quebrantado através de uma consciência agonizante de sua pecaminosidade. A “obra consumada de Cristo” não lhe beneficia em nada, a menos que você tenha sido salvo do poder e da poluição do pecado (Mateus 1:21). Ela não lhe beneficia em nada, se você ainda ama o mundo (1 João 2:15). Ela não lhe beneficia em nada, a menos que você seja uma “nova criatura” nEle (2 Coríntios 5:17). Se você valoriza sua alma, examine as Escrituras para ver por si mesmo; não tome nenhuma palavra de homem no lugar disso.</span></span></p>
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		<title>O dom da compaixão.</title>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 17:14:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ter compaixão é algo mais do que ter dó. Ter dó sugere distância, e até uma certa condescendência. Com freqüência, eu atuo por dó. Dou algum dinheiro de esmola a algum pedinte numa avenida, mas não olho para ele &#8211; olhos nos olhos; não me sento ao seu lado nem falo com ele.  Estou demasiado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Ter compaixão é algo mais do que ter dó. Ter dó sugere distância, e até uma certa condescendência. Com freqüência, eu atuo por dó. Dou algum dinheiro de esmola a algum pedinte numa avenida, mas não olho para ele &#8211; olhos nos olhos; não me sento ao seu lado nem falo com ele. </span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Estou demasiado ocupado para prestar realmente atenção à pessoa que me estende a mão. O meu dinheiro substitui a minha atenção pessoal e representa uma desculpa para continuar o meu caminho. </span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Ter compaixão significa aproximar-se de quem sofre. Mas só podemos nos aproximar de uma outra pessoa quando estamos dispostos a nos tornar vulneráveis. Uma pessoa compassiva diz: &#8220;Eu sou seu irmão; eu sou sua irmã; eu sou humano, frágil e mortal; precisamente como você. Não me escandalizo com as suas lágrimas nem tenho medo da sua dor. Também eu já chorei&#8221;. Só podemos estar com o outro quando o outro deixa de ser &#8220;outro&#8221; para se tornar como nós. </span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Esta talvez seja a principal razão porque, por vezes, achamos mais fácil ter dó que compaixão. A pessoa que sofre apela para que nós nos tornemos conscientes do nosso próprio sofrimento. Como posso reagir à solidão de alguém se eu não estiver em contato com a minha própria experiência de solidão? Como posso estar perto de pessoas deficientes se recuso reconhecer as minhas próprias deficiências? Como posso estar com os pobres se não estou disposto a confessar a minha própria pobreza? </span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Quando reflito sobre a minha própria vida, compreendo que os momentos de maior conforto e consolação foram os momentos em que alguém disse: &#8220;Eu não posso tirar de você o sofrimento, não posso oferecer uma solução ao seu problema, mas posso prometer que não deixarei você sozinho e estarei ao seu lado tanto tempo e tão bem quanto me for possível&#8221;. </span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Há muita angústia e sofrimento na nossa vida, mas que bênção quando não temos que viver a nossa angústia e sofrimento sozinhos!</span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Esse é o dom da compaixão.</span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Henri Nouwen.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
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		<title>O cristão deve obedecer a Lei do Velho Testamento ?.</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 01:35:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A chave para a compreensão desta questão é saber que a lei do Velho Testamento foi dada à nação de Israel, não aos cristãos. Algumas das leis visavam ao conhecimento, por parte dos Israelitas, de como obedecer e agradar a Deus ( O Decálogo &#8211; Os Dez Mandamentos, por exemplo), algumas delas tinham como objetivo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A chave para a compreensão desta questão é saber que a lei do Velho Testamento foi dada à nação de Israel, não aos cristãos. Algumas das leis visavam ao conhecimento, por parte dos Israelitas, de como obedecer e agradar a Deus ( O Decálogo &#8211; Os Dez Mandamentos, por exemplo), algumas delas tinham como objetivo mostrar como adorar a Deus (o sistema de sacrifícios), algumas delas simplesmente diferenciar os Israelitas de outras nações (as regras em relação à comida e vestimentas). “Nenhuma” das leis do Velho Testamento se aplica a nós nos dias de hoje. Quando Jesus morreu na cruz, Ele aboliu a lei do Velho Testamento (Romanos 10:4; Gálatas 3:23-25; Efésios 2:15).</span></span><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p>Em substituição à lei do &#8220;V.T. &#8211; Velho Testamento&#8221;, nós estamos sob a lei de Cristo (Gálatas 6:2), que é: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas” (Mateus 22:37-40). Se fizermos estas duas coisas, estaremos cumprindo tudo o que Cristo quer que façamos, “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados” (I João 5:3). </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Tecnicamente, nem os Dez Mandamentos são aplicáveis aos cristãos. Entretanto, 9 dos Dez Mandamentos são repetidos no Novo Testamento (todos, exceto o mandamento para que se guarde o Sábado). Obviamente, se nós amamos a Deus, não estaremos adorando a outros deuses ou ídolos. Se amamos aos que nos cercam, não os mataremos, não mentiremos para eles, não cometeremos adultério contra eles ou cobiçaremos o que a eles pertencem. Portanto, não estamos sob nenhuma das exigências da lei do Velho Testamento. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Nós devemos sim amar a Deus e ao nosso próximo. Se com fé cumprirmos estes dois preceitos, todo o restante se ajustará, em suma, nossa única e impagável dívida diante de Deus e do nosso próximo é o ato de amar sempre !, isso só é possível de maneira pura e genuína pela Graça de Jesus Cristo em nós revelada e sua morte de Cruz. Deus o abençoe !.</span></span></p>
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		<title>Transplante, o dom da vida !.</title>
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		<pubDate>Sun, 03 May 2009 03:48:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Assistam aos domingos no Programa Fantástico da TV Globo a série &#8220;Transplante. o dom da vida&#8221;, apresentado pelo Dr. Dráuzio Varella. Doe órgãos, doe sangue, doe vida !. Divulguem !.   Fonte :  ttp://especiais.fantastico.globo.com/transplante/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assistam aos domingos no Programa Fantástico da TV Globo a série &#8220;Transplante. o dom da vida&#8221;, apresentado pelo Dr. Dráuzio Varella. Doe órgãos, doe sangue, doe vida !. Divulguem !. <a href="http://www.caminhocristao.com/wp-content/uploads/2009/05/copia-de-drauzio-varella3.png"><img class="alignleft size-full wp-image-711" title="copia-de-drauzio-varella3" src="http://www.caminhocristao.com/wp-content/uploads/2009/05/copia-de-drauzio-varella3.png" alt="copia-de-drauzio-varella3" width="450" height="112" /></a></p>
<p>  Fonte :  <a href="http://especiais.fantastico.globo.com/transplante/">ttp://especiais.fantastico.globo.com/transplante/</a></p>
<p><a href="http://www.caminhocristao.com/wp-content/uploads/2009/05/copia-de-drauzio-varella2.png"></a></p>
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		<title>Dízimo evangélico: obedece a tradições ou as Escrituras Sagradas ?.</title>
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		<pubDate>Sun, 03 May 2009 03:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Seguimos ao Espírito Santo que nos deixou suas Escrituras Sagradas. Como conseqüência, o acúmulo de tradições acrescentadas, e ensinos distorcidos foram adicionados a essa Escritura, e o original ensino de Jesus Cristo foi varrido de sua genuína igreja por Ele criada. Somos filhos dessa fé em Jesus Cristo nosso Mestre, e temos a obrigação de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Seguimos ao Espírito Santo que nos deixou suas Escrituras Sagradas. Como </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">conseqüência, o acúmulo de tradições acrescentadas, e ensinos distorcidos foram adicionados a essa Escritura, e o original ensino de Jesus Cristo foi varrido de sua genuína igreja por Ele criada. </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Somos filhos dessa fé em Jesus Cristo nosso Mestre, e temos a obrigação de julgar nossas próprias práticas à luz da </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Bíblia, comparando Escritura com Escritura. Deveríamos hesitar em abolir </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ensinos que não se respaldam na Revelação? Não há erro quando alguém <span style="mso-bidi-font-style: italic;">obriga a si </span></span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">próprio </span><span style="font-family: Arial; color: black;">a não comer carne, ou guardar determinados dias, ou se abster de algo, ou </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">colocar sobre si qualquer outra obrigação sobre a qual não há mandamento bíblico (Rm </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">14.2-6). Porém, o erro passa a existir quando pretendemos impor <span style="mso-bidi-font-style: italic;">a outra pessoa </span></span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">exigências que a Bíblia não impôs. Pretendo demonstrar a seguir que o dízimo, </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">conforme tradicionalmente ensinado e praticado nas igrejas evangélicas, enquadra-se </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">nesta definição.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span id="more-692"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Um histórico da prática do dízimo:</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">A igreja pós-apostólica viveu a tensão entre a prática do dízimo e a afirmação paulina</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">de que Cristo nos libertou da lei (Gl 5.1). Nos séculos 5 e 6, encontramos a prática do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimo bem estabelecida nas áreas antigas da cristandade do ocidente. No século 8 os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">soberanos carolíngeos tornaram o dízimo eclesiástico parte da lei secular. Já no século</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">12, os monges que antes tinham sido proibidos de receber dízimos, sendo obrigados a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">pagá-los, obtiveram certa medida de liberdade ao obterem permissão para receber</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimos e, ao mesmo tempo, tendo isenção do pagamento deles. Controvérsias sobre</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimos sempre surgiram quando pessoas procuravam evitar o pagamento, ao passo que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">outras tentavam apropriar para si as rendas dos dízimos. Os dízimos medievais eram</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">divididos em <span style="mso-bidi-font-style: italic;">prediais</span>, cobrados sobre os frutos da terra; <span style="mso-bidi-font-style: italic;">pessoais</span>, cobrados dos salários</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">da mão-de-obra; e <span style="mso-bidi-font-style: italic;">mistos</span>, cobrados da produção dos animais. Esses dízimos eram</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">subdivididos, ainda, em <span style="mso-bidi-font-style: italic;">grandes</span>, derivados de trigo, feno e lenha, pagáveis ao reitor ou</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">sacerdote responsável pela paróquia; e <span style="mso-bidi-font-style: italic;">pequenos</span>, dentre todos os demais dízimos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">prediais, mais os dízimos mistos e pessoais, pagáveis ao vigário. Na Inglaterra,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">especialmente por volta dos séculos 16 e 17, a questão dos dízimos foi uma fonte de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">conflito intenso, visto que a Igreja Estatal dependia dos dízimos para sua sobrevivência.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Implicações sociais, políticas e econômicas eram consideráveis nas tentativas do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">arcebispo Laud de aumentar o pagamento dos dízimos, antes de 1640. Os <strong>puritanos</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ingleses e outros queriam a abolição dos dízimos, substituindo-os por <strong>contribuições</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;">voluntárias </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;">para sustentar os clérigos. Mas a questão dos dízimos despertou paixões </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ferozes e amarguras, notáveis dentre todas as questões associadas com a guerra civil</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">inglesa. Depois da guerra, o dízimo obrigatório sobreviveu na Inglaterra até o século</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">20.2</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O texto clássico</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">a nação toda. Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos exércitos, se eu não vos abrir as</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Ml 3.8-10</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Este é o texto clássico usado para ensinar aos membros da igreja a prática do dízimo,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">isto é, a entrega à igreja de 10% do salário bruto mensal. É concordância generalizada</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">entre os evangélicos que o dízimo não é dado, mas sim “devolvido” a Deus. Não poucos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">testemunhos confirmam que dar o dízimo acarreta bênção e o contrário traz maldição:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">“Temos um colega que recebeu uma carta de uma senhora que foi membro de sua Igreja e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ele chorou amargamente ao ler aquela carta, porque aquela senhora dizia o seguinte: Pastor,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">eu lhe agradeço por tudo quanto o senhor me fez durante o tempo em que fui membro da sua</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Igreja. Mas eu fui obrigada a me mudar dessa localidade e fui freqüentar outra Igreja. O</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">senhor nunca me falou a respeito do dízimo. O outro pastor me ensinou a ser dizimista, e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Deus me abriu as janelas dos céus e me tem dado tantas e tão grandes bênçãos que eu</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">lamento ter perdido doze anos na sua Igreja recebendo maldição, quando Deus tinha uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">bênção sem medida para mim, se eu fosse fiel. Um pastor que recebe uma carta assim só</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">pode chorar.3</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Testemunhos dessa natureza prendem a atenção dos ouvintes e são usados para</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">confirmar a veracidade do ensino a respeito do dízimo. É difícil discordar de algo que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">produz resultados como este:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">“Certo dia, quando recolhíamos os dízimos eu li este versículo. Estava presente um</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">engenheiro que, tendo sido muito rico, perdera tudo em poucas semanas, e quando eu li este</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">versículo ele compreendeu que isto tinha acontecido na sua vida, e, naquela hora, prometeu a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Deus que ia ser fiel na entrega dos dízimos. O que Deus fez e está fazendo na vida daquele</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">homem é simplesmente espantoso. Um ano depois este engenheiro era presbítero da minha</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Igreja e podia dizer: Hoje eu sou muito mais rico do que era quando Deus assoprou minha</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">riqueza porque Ele já me devolveu em dobro o que assoprou. Este homem tem sido uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">bênção na Igreja e no seu trabalho.4</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Doutrina, por mais atrativa que seja, não pode ter sua autoridade respaldada pela</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">experiência. O texto sagrado deve ser o <span style="mso-bidi-font-style: italic;">único </span>pilar sobre o qual se assenta o ensino.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Qualquer outro alicerce deve ser considerado supérfluo e indesejável. Sabemos também</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">que a doutrina não pode ser baseada num único texto. É necessário que haja uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">concordância com outras partes do Livro Santo. Examinemos se o dízimo, tal como é</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ensinado acima, confirma-se à luz das Escrituras.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">2 Extraído da <span style="mso-bidi-font-style: italic;">“Enciclopédia Histórico-Teológica da Bíblia”</span>. Ed. Vida Nova. Verbete “dízimo”. Negrito acrescentado. A afirmação</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">destacada merece consideração, pois os puritanos, nossos antepassados, representam o ápice do movimento reformado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">3 Extraído do livreto “<span style="mso-bidi-font-style: italic;">Fidelidade. Mordomia Cristã. Dízimo &#8212; método divino de contribuição</span>” do Rev. Jacob Silva. Ed. do Autor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">São Paulo. 1983. p..22-23</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">4 Idem, p. 21</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O Novo Testamento ensina a prática do dízimo?</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Uma primeira constatação é que não há, no Novo Testamento, nenhum parâmetro</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">mínimo estipulado para a contribuição.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O apóstolo Paulo organizou uma grande coleta para os necessitados da Judéia. As duas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">epístolas aos Coríntios trazem referência a esta coleta:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">quando eu for. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">1 Co 16.1-2</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Nos capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios, Paulo desenvolve seu ensino acerca das</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">contribuições. Estes textos se referem à alegria da contribuição, à generosidade, à</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">liberalidade, à presteza em ofertar:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">E isto afirmo, aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">com fartura com abundância também ceifará. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(9.6)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">&#8230; porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram <strong>abundância de</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">alegria</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">generosidade. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.2)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Pedindo-nos, com muitos rogos, a <strong>graça de participarem </strong>da assistência aos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">santos. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.4)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">&#8230; assim, como revelastes <strong>prontidão no querer</strong>, assim a leveis a termo, <strong>segundo</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">as vossas posses</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.11)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">porque bem reconheço a vossa <strong>presteza</strong>, da qual me glorio&#8230; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">( 9.2)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Não vemos nenhuma referência a uma contribuição mínima que é obrigatória – o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimo – e a partir daí, ofertas voluntárias. Ao contrário, o ensino de Paulo, é que se a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">contribuição não for voluntária, não deve ser dada:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Não vos falo na forma de mandamento</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">, mas para provar, pela diligência de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">outros, a sinceridade do vosso amor; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.8)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Porque, <strong>se há boa vontade</strong>, será aceita conforme o que o homem tem e não</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">segundo o que ele não tem. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.12)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Cada um contribua <strong>segundo tiver proposto no coração</strong>, não com tristeza ou por</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(9.7)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres (&#8230;) se não tiver</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">amor, nada disso me aproveitará. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(1 Co 13.3).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Ofertas voluntárias </span><span style="font-family: Arial; color: black;">são o método de contribuição do Novo Testamento:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">E sabeis também vós, ó filipenses, que, no início do evangelho, quando parti da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo no tocante a <strong>dar </strong>e receber,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">senão unicamente vós outros; porque até para Tessalônica <strong>mandastes não</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">. Não que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">eu procure o <strong>donativo</strong>, mas o que realmente me interessa é o fruto que aumente</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">o vosso crédito. Recebi tudo e tenho abundância; estou suprido, desde que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Epafrodito me passou às mãos o que me veio de vossa parte como aroma suave,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">como sacrifício aceitável e aprazível a Deus. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Fp 4.15-18)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Paulo usa a figura dos sacrifícios vetero-testamentários com relação às <span style="mso-bidi-font-style: italic;">ofertas</span>: as</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ofertas dos filipenses foram, diante de Deus, “como aroma suave, como sacrifício</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">aceitável e aprazível a Deus”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Mas aquele que está sendo instruído na palavra faça participante de todas as cousas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">boas aquele que o instrui </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Gl 6.6). Paulo, aqui, faz referência à <strong>obrigação </strong>de dar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">sustento àqueles que se afadigam no ensino da Palavra. Ensino repetido em 2</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Tessalonicenses 5.12:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais com</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">E mais detalhado em 1 Coríntios 9:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Não temos nós o direito de comer e beber? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 4)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Ou somente eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 6 &#8211; Paulo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">refere-se ao trabalho secular).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Se nós vos semeamos as cousas espirituais, será muito recolhermos de vós bens</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">materiais? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 11)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">alimentam? E que serve ao altar do altar tira o seu sustento? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 13). A</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">referência aqui é a Dt 18.1, que permite aos levitas comer partes dos sacrifícios</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">oferecidos no Templo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">De fato, existe o direito bíblico (do qual Paulo abriu mão, pelo menos com relação aos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">coríntios – 1 Co 9.15 – e aos tessalonicenses – 1 Ts 2.7,9; 2 Ts 3.8-9) de os pregadorespastores-</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">mestres serem sustentados pelas suas congregações:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">evangelho. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 14)&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Porém não há referência a dízimos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Algumas outras citações, entre muitas:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">&#8230; <strong>compartilhai </strong>as necessidades dos santos. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Rm 12.13)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">&#8230; <strong>façamos o bem </strong>a todos, mas principalmente aos da família da fé. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Gl 6.10)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">mãos o que é bom, <strong>para que tenha com que acudir ao necessitado</strong>. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Ef 4.28)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Exorta aos ricos do presente século &#8230; que &#8230; sejam &#8230; <strong>generosos em dar e</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">prontos a repartir </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;">(1 Tm 6.17,18).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Note-se o ensino consistente e positivo do Novo Testamento a respeito da generosidade,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">da liberalidade, da prontidão em repartir. A contrapartida negativa temos nas muitas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">advertências a respeito da avareza:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os <strong>cuidados</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">do mundo e a fascinação das riquezas </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">sufocam a palavra, e fica infrutífera </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Mt</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">13.22).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Tende cuidado e <strong>guardai-vos de toda e qualquer avareza</strong>; porque a vida de um</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">homem não consiste na abundância dos bens que ele possui. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Lc 12.15)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Sabei, pois, isto: nenhum &#8230; <strong>avarento, que é idólatra</strong>, tem herança no reino de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Cristo e de Deus. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Ef 5.5)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Porque nada temos trazido para o mundo, nem cousa alguma podemos levar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">querem ficar ricos caem em tentação e cilada, e em muitas concupiscências</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa <strong>cobiça</strong>, se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">1 Tm 6.7-10</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Seja a vossa vida <strong>sem avareza</strong>. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Hb 13.5)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Esta é a doutrina. Isso é o que devemos ensinar. O que passar disso pode ser considerado ensino</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">bíblico?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Jesus ensinou a prática do dízimo?</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Argumenta-se que Jesus ensinou que devemos dar o dízimo em Mateus 23.23:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas cousas, sem omitir</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">aquelas!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Note-se: obedecer os preceitos mais importantes <strong>da lei</strong>, sem omitir o dízimo da hortelã,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">do endro e do cominho, é o que Jesus afirma.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">De fato, esta afirmação de Jesus nos remete à discussão sobre a Lei e a Graça, o Velho e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">o Novo Testamento, a Antiga e a Nova Aliança.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Não ignoramos a profecia de Jeremias: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">nova aliança </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">com a casa de Israel e com a casa de Judá&#8230; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(31.31). Esta profecia foi</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">lembrada pelo autor de Hebreus que ensina a respeito de Jesus como <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Mediador de</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">superior aliança instituída com base em superiores promessas (8.6), </span><span style="font-family: Arial; color: black;">e completa:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">envelhecido está prestes a desaparecer </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.13)<span style="mso-bidi-font-style: italic;">. </span>Paulo afirma o mesmo com outras</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">palavras: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">que fôssemos justificados por fé. <strong>Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">subordinados ao aio </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;">(Gl 3.24-25)<span style="mso-bidi-font-style: italic;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Sabemos que há dois testamentos, duas alianças – uma antiga, que já passou, e uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">nova, que vigora. Mas, quando começou a vigorar a nova aliança, o novo testamento?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Hebreus responde: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Porque, onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">testador; pois um testamento só é confirmado no caso de mortos; visto que de maneira</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">nenhuma tem força de lei enquanto vive o testador. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Hb 9.16-17) Oh! que significado</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">tem as palavras de Jesus na última ceia: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">porque isto é o meu sangue, o sangue da <strong>nova</strong></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">aliança</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Mt 26.28).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Vemos, assim, que os evangelhos retratam acontecimentos da antiga aliança.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Poderíamos dizer que o Antigo Testamento se estende até Mateus 27.50 quando <span style="mso-bidi-font-style: italic;">“Jesus,</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Dessa forma, podemos entender muitas passagens do NT:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lc 1.15 o anjo Gabriel consagra João Batista ao nazireado, conforme Nm 6.3.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lucas 2.21 Jesus é circuncidado obedecendo o disposto em Levítico 12.3;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lucas 2.22 Maria se purifica conforme estabelecido em Levítico 12.4;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lucas 2.23 os pais de Jesus oferecem o sacrifício prescrito em Levítico 12.6-8;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Mateus 8.4 Jesus manda um leproso fazer o sacrifício prescrito em Levítico 14;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lucas 19.8 Zaqueu se submete duplamente à pena estabelecida em Êxodo 22.9;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Mateus 17.24 Jesus paga o imposto estipulado em Êxodo 30.11-16</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Mateus 26.17 Jesus e os discípulos cumprem o requerido em Êxodo 12.1-27.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Entendemos, então, que enquanto Jesus vivia, a Lei Mosaica estava em vigor. Como</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">entender Mt 8.4, onde Jesus ordena a apresentação de um sacrifício de animal ao que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">havia sido curado de lepra? É necessário que façamos isto hoje? Evidentemente que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">não. Da mesma forma, quando, em Mt 23.23, Jesus ordena aos fariseus que dêem o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimo do cominho, da hortelã e do endro, devemos entender que eles estavam debaixo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">da mesma aliança mosaica que obrigou o leproso a cumprir o ritual de Levítico 14. Há,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">portanto, nos relatos dos evangelhos, um aspecto de transição entre o que é e o que há</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">de vir. Por isso é preciso cuidado para não impor sobre o Novo Israel prescrições</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">relativas ao Antigo Israel. <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Pois não estais debaixo da lei e sim da graça </span>(Rm 6.14).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O dízimo está acima da Lei?</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Existe uma passagem em Gênesis 14.20 – <span style="mso-bidi-font-style: italic;">E de tudo lhe deu Abrão o dízimo – </span>que é</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">usada para defender a prática do dízimo como supra-legal, ou seja, acima da lei. Eis o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">argumento: Abrão deu o dízimo a Melquisedeque, rei de Salém, antes da Lei ser</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">estabelecida. Logo o dízimo é antes da Lei. Portanto o dízimo perdura após o fim da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Lei.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Tomemos outra passagem para testar a validade da argumentação acima – Gn 17.10:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">macho entre vós será circuncidado. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Em Gn 17.23-27 vemos Abraão circuncidando-se a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">si, a Ismael, e a todos os homens de sua casa. Argumentemos: Abrão circuncidou-se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">antes da Lei ser estabelecida. Logo a circuncisão é antes da Lei. Portanto a circuncisão</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">perdura após o fim da Lei.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Temos, assim, verificado que se este argumento é procedente para validar o dízimo, é da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">mesma forma procedente para justificar a prática da circuncisão.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Uma preciosa norma de interpretação afirma que um texto descritivo pode <span style="mso-bidi-font-style: italic;">ilustrar </span>uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">doutrina, porém não pode ser base de doutrina. Porém é freqüente cair neste erro. Toda</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">a doutrina pentecostal do batismo com o Espírito Santo esta assentada sobre o livro de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Atos – descritivo por excelência. Usando textos descritivos grupos sectaristas ensinam,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">por exemplo, o lava-pés (<span style="mso-bidi-font-style: italic;">Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés,</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">também vós deveis lavar os pés uns dos outros – </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Jo 13.14)<span style="mso-bidi-font-style: italic;">; </span>que a Ceia deve ser</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">celebrada com pão asmo (cf. Mt 26.17-19; Ex 12.1-27 – porém esquecem que Jesus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">usou também vinho e não o suco de uva que a maioria das igrejas usa atualmente); que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">o batismo só é válido quando feito em rio – “rios de águas correntes” é a expressão</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">usada (Mt 3.6). Kenneth Hagin, o fundador da “teologia” da prosperidade erige um</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">verdadeiro arranha-céu doutrinário sobre uma única afirmação de Jesus: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Por isso, vos</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">(Mc 11.24)<span style="mso-bidi-font-style: italic;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Portanto, se é correto que não se pode basear doutrina sobre texto descritivo, tanto</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Mt 23.23 quanto Gn 14.20 ficam invalidados para se justificar a prática atual do dízimo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O Dízimo e a Lei Mosaica</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Trazei todos os dízimos&#8230; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Ml 3.10).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Nenhum profeta do Antigo Testamento criou doutrina nova. A síntese do que diziam</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">pode ser resumida na seguinte sentença: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Voltem para a Lei</span>. Em outras palavras:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">lembrem-se do que Moisés vos prescreveu. De modo que, se queremos saber mais a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">respeito do dízimo devemos nos voltar para suas prescrições no Pentateuco. E é aí que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">encontraremos algumas surpresas:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">- Em Lv 27.30-33 aprendemos que os dízimos são <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Santos ao SENHOR.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">- Em Nm 18.21ss aprendemos que os dízimos são herança dos Levitas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">- Porém em Dt 12.5ss e 14.22ss aprendemos a respeito da <span style="mso-bidi-font-style: italic;">dinâmica </span>da entrega dos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimos: eles eram comidos e bebidos pelo próprio ofertante e sua família no Templo,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">diante do SENHOR, numa celebração alegre e festiva: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">A esse lugar </span>[o Templo] <span style="mso-bidi-font-style: italic;">fareis</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">chegar os vossos &#8230; dízimos&#8230; Lá comereis perante o SENHOR, vosso Deus, e vos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">alegrareis&#8230; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(12.6,7)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Se o caminho até o Templo fosse longo, o israelita poderia vender o seu dízimo e,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">chegando a Jerusalém, comprar <span style="mso-bidi-font-style: italic;">tudo o que deseja a tua alma: vacas, ovelhas, vinho ou</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">bebida forte, ou qualquer cousa que te pedir a tua alma; come-o ali perante o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">SENHOR, teu Deus, e te alegrarás, tu e a tua casa. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(14.26).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Repetidamente há a recomendação de não desamparar o levita (12.12, 18, 19; 14.27). E,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">finalmente, no capítulo 14 uma ordem especial:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Ao fim de cada três anos, tirarás todos os dízimos do fruto do terceiro ano e os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">recolherás na tua cidade. Então, virão o levita (pois não tem parte nem herança</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">contigo), o estrangeiro, o órfão e a viúva que estão dentro da tua cidade, e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">comerão, e se fartarão, para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em todas as</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">obras que as tuas mãos fizerem. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 28-29)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Portanto vemos claramente que somente de 3 em 3 anos o dízimo era entregue</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">integralmente </span><span style="font-family: Arial; color: black;">aos levitas. Nos anos restantes ele era consumido alegremente “perante o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">SENHOR” pelo próprio ofertante, por sua família e por muitos convidados, num grande</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">banquete. Em Ne 13.10-12, vemos a restauração da prática do dízimo no Judá pósexílio.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Ali está a referência aos “depósitos” onde eram armazenados os dízimos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">A que prática olvidada pelo povo Malaquias estava se referindo? A tudo o que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">acabamos de descrever do livro de Deuteronômio. Portanto, se quisermos usar o profeta</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">para restaurar a prática do dízimo, não podemos omitir os textos Mosaicos a que ele está</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">se referindo, pois uma boa norma de hermenêutica diz que um texto não pode significar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">para nós o que não significou para os seus destinatários originais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O Dízimo e os Profetas</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">A esta altura uma pergunta se faz necessária: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">é correto que um texto do Antigo</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Testamento de modo geral ou um texto de alguns dos profetas seja usado como base</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">para se ensinar a prática ou a abstenção de algum preceito? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Alguns respondem que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">sim, desde que se trate da lei moral, a qual continuamos obrigados a cumprir e não da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">lei cerimonial essa sim, revogada. Mas, como fazer tal distinção? Exemplifiquemos com</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">o conhecido texto do profeta Isaías (capítulo 58) sobre o jejum aceitável a Deus: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Seria</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">este o jejum que escolhi, que o homem um dia aflija a sua alma, incline a sua cabeça</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">como o junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza? &#8230; Porventura, não é este o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">É moral ou cerimonial o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">que escreve o profeta? E o final do discurso quando Isaías afirma: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Se desviares o pé de</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">falando palavras vãs, então, te deleitarás no SENHOR. Eu te farei cavalgar sobre os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">SENHOR o disse.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Guardar o sábado é moral ou cerimonial? Freqüentemente aquilo que <span style="mso-bidi-font-style: italic;">parece </span>cerimonial</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">está inextrincavelmente ligado ao que, sem dúvida, é moral. <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Não comereis cousa</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">alguma com sangue, não agourareis, nem adivinhareis. Não cortareis o cabelo em</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">redondo, nem danificareis as extremidades da barba </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Lv 19.26). <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Não contaminarás a</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">tua filha, fazendo-a prostituir-se&#8230; guardareis os meus sábados&#8230; não vos voltareis para</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">os necromantes, nem para os adivinhos. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Lemos, também, que Deus quis matar Moisés</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">porque este não havia circuncidado seus filhos (Ex 4.24-26) e que a pena de morte era</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">prescrita para quem não guardasse o sábado (Ex 31.14-15). Para o judeu comer comida</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">kosher </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(pura), guardar o sábado, circuncidar a si e seus filhos e usar barba era tão moral</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">quanto não consultar necromantes ou adivinhos e não prostituir sua filha. Portanto,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">como justificar que usar Malaquias 3.10 para se requerer a prática do dízimo é legítimo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">e não é legítimo usar Isaías 58.13 para se exigir a guarda do sábado? Por que critério</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Malaquias 3.10 é atual e não Malaquias 4.4? “<strong><span style="mso-bidi-font-style: italic;">Lembrai-vos da lei de Moisés</span></strong><span style="mso-bidi-font-style: italic;">, meu servo,</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">a qual lhe prescrevi em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos.” </span><span style="font-family: Arial; color: black;">E, se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Malaquias 3.10 continua vigorando, onde o Livro Santo nos autorizou a alterar a prática</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">do dízimo conforme prescrita pela lei de Moisés?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;">Calvino e a mordomia</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;">5</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Calvino, nos Comentários aos Cinco Livros de Moisés, nos trechos referentes às</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">primícias, aos dízimos e às oferendas escreve que estas prescrições têm um significado</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">5 Calvino deixou em sua vastíssima obra, valiosos e densos comentários sobre a vida material: riquezas, propriedades, trabalho, descanso, banqueiros, empréstimos, impostos, diaconia, remuneração, etc. Para quem quiser se aprofundar neste assunto recomendo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">a obra <span style="mso-bidi-font-style: italic;">O Pensamento Econômico e Social de Calvino</span>, de André Biéler, publicado pela Casa Editora Presbiteriana.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Assim, comentando a exigência do imposto do templo (Ex 30.16) ele escreve:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Deus os taxou todos a uma e a mesma soma, a fim de que, desde o maior até o menor,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">cada qual, qualquer que fosse o seu estado ou qualidade, reconhecesse que Lhe</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">pertencia inteira e totalmente. E não é de maravilhar, visto que era esse (como se diz)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">um direito pessoal e as faculdades não se creditam a que o rico, de fato, contribuísse</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">mais do que o pobre, mas antes, que o tributo era pago igualmente pessoa por pessoa.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Comentando o texto de Mt 17.24 ele acrescenta: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Sabemos que a Lei lhes impunha pagar</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">cada um anualmente meio estáter e que Deus, que os havia resgatado, era para eles o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Rei Soberano. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Ou seja, para Calvino, este imposto simboliza a redenção que Jesus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">efetua em favor de cada pessoa do seu povo. Da mesma forma, comentando sobre as</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">primícias, “Calvino afirma que São Paulo mostra que se a oferta das primícias, como</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">rito, <strong>foi abolida</strong>, guarda-nos, todavia, o significado espiritual.”6 <strong><span style="mso-bidi-font-style: italic;">Sem a cerimônia</span></strong><span style="mso-bidi-font-style: italic;">,</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">permanece ainda a verdadeira observância, quando nos exorta ele a glorificar o nome</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">de Deus, até mesmo no beber e no comer (1 Co 10.31)</span><span style="font-family: Arial; color: black;">7</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Comentando o voto de Jacó em Gn 28.22 (<span style="mso-bidi-font-style: italic;">E, de tudo quanto me concederes, certamente</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">eu te darei o dízimo</span><span style="font-family: Arial; color: black;">), Calvino escreve: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Os atos externos não caracterizam os</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">verdadeiros servidores de Deus, são apenas subsídios de piedade.</span><span style="font-family: Arial; color: black;">8</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Comentando 2 Co 8.8, o reformador escreve: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Verdade é que, por toda parte, ordena</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Deus que acorramos a ajudar os irmãos em suas necessidades; <strong>mas, verdade é também</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">que nenhuma passagem há em que nos defina a soma, </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">quanto lhes devemos dar, a fim</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">de que, feita estimativa de nossos bens, repartamo-los entre nós e os pobres; nem, de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">maneira semelhante, onde nos obriga a certas circunstâncias, nem de tempo, nem de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">pessoa, nem de lugar, mas à regrada caridade nos conduz.</span><span style="font-family: Arial; color: black;">9</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">No entanto, Calvino não deixa de enfatizar aquilo que já vimos: o ensino a respeito da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">generosidade e a precaução contra a avareza:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">A vontade liberal é agradável a Deus tanto do pobre quanto do rico&#8230; verdade é</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">que é bem certo que devemos a Deus não apenas uma parte, mas, afinal, tudo o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">que somos e tudo o que temos. <strong>Entretanto, segundo Sua benevolência, até esse</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">ponto nos poupa</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">, que Se contenta desta comunicação que o Apóstolo aqui</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">ordena. O que, pois, ensina ele aqui é um relaxamento, por assim dizer, daquilo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">a que somos obrigados no rigor do direito. Contudo nosso dever é estimular-nos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">a nós mesmos a <strong>darmos com freqüência</strong>. Não há temer que sejamos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">exageradamente descomedidos neste aspecto, pelo contrário, há é o perigo de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">sermos demasiado sovinas</span><span style="font-family: Arial; color: black;">.10</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Ainda comentando 2 Co 8.8, Calvino acrescenta: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Ora, esta doutrina é necessária contra</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">um bando de visionários que pensam que nada havemos feito, se não nos despojamos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">inteiramente para termos tudo em comum. Na verdade, tanto fazem por sua fantasia,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">que ninguém pode dar ajuda em boa consciência. Eis porque é preciso observar-se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">diligentemente a moderação de São Paulo, a saber, que nossa ajuda seja agradável a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Deus, quando de nossa abundância acorremos à necessidade dos irmãos, não de tal</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">maneira que tenham a ponto de regurgitarem, enquanto nós ficamos na condição de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">6 Biéler, op. cit. p. 473, negrito acrescentado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">7 Sermão de Calvino sobre Dt 14.21-28, negrito acrescentado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">8 Comentários aos Cinco Livros de Moisés</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">9 Comentários ao Novo Testamento 2 Co 8.8, destaque acrescentado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">10 Idem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">necessitados, mas antes, que <strong>do nosso distribuamos segundo o permite nossa própria</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">capacidade, e com alegria de coração e ânimo disposto</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">.</span><span style="font-family: Arial; color: black;">11</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Conclusão</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Cremos que as Escrituras Sagradas do Velho e do Novo Testamento são a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Palavra de Deus é a única regra de fé e prática dada por Ele à sua Igreja, e que são</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">falsas e perigosas todas as doutrinas e cerimônias contrárias a essa palavra, e todos os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">usos e costumes acrescentados à simples lei do Evangelho de nosso Senhor Jesus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Cristo? </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O que devemos fazer? A confissão que fizemos nos lembra que tudo o que é extrabíblico</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">é, na verdade, anti-bíblico, que qualquer imposição que se revele sem raízes nas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Escrituras deve ser considerada falsa e perigosa, mesmo que tenha sido instituída com</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">propósitos elevados.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O dízimo tradicionalmente praticado pelos evangélicos é bíblico? Se não for não pode</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ser legitimamente exigido de nenhum membro. Já se afirmou que se o dízimo for extinto</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">a igreja perderá o seu sustento. Ora, este <strong>não </strong>é um argumento bíblico. Respondemos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">que a doutrina bíblica nunca prejudicará a vida da igreja e que a verdade jamais será</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">perniciosa; pelo contrário, se tivermos a determinação de ensinar que os membros são</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">livres </span><span style="font-family: Arial; color: black;">para dar ou não dar, que não há patamar mínimo exigido, que Deus ama a quem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dá com alegria, que devemos ser generosos, guardar-nos da avareza, ser prontos em</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">repartir, acumular tesouros no céu&#8230; Deus responderá derramando sobre a <strong>Sua </strong>igreja</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">bênçãos sem medida. Concluímos que o ensino enfatizado do N.T. se resume em repartir </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">recursos sem reserva e mutuamente em amor e graça.</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Inventário.</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 04:22:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[citações]]></category>
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		<description><![CDATA[Inventário do presente: Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação sobre o sacrifício, e o tempo de minha partida chegara. Inventário do passado: O grande combate combati, a carreira terminei, a fé guardei.  Inventário do futuro: Para o futuro, há seguramente guardada para mim a coroa da justiça, a qual o Senhor, o justo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial">Inventário do presente:</span><span style="color: black; font-family: Arial"> <span>Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação sobre o sacrifício, e o tempo de minha partida chegara. <o:p></o:p></span></span><span style="color: black; font-family: Arial">Inventário do passado:</span><span style="color: black; font-family: Arial"> <span>O grande combate combati, a carreira terminei, a fé guardei. </span><o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; text-align: justify" class="ecmsobodytext"><span style="color: black; font-family: Arial">Inventário do futuro:</span><span style="color: black; font-family: Arial"> <span>Para o futuro, há seguramente guardada para mim a coroa da justiça, a qual o Senhor, o justo Juiz, guardará para mim naquele dia, e não somente a mim, mas para todos quantos têm amado seu aparecimento.</span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><span></span><o:p><span id="more-440"></span></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; text-align: justify" class="ecmsobodytext"><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Quatro anos se passaram para Nero desde o incêndio</span><span style="color: black; font-family: Arial">, estamos no verão, 6 de junho de 68 d.C., Nero com 31 anos de idade, perdeu o apoio dos guardas pretorianos, um corpo militar de elite formado para proteger o imperador e sua família. Declarado inimigo público número um pelo Senado, mas não pelos muito pobres e gregos, ele fugiu para uma propr<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de no campo, onde se matou com o auxílio de seu secretário. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">&#8220;<em>Qualis ariefix pereo!</em>&#8221; <span>Que artista estás (Roma) perdendo!</span> &#8211; foram registradas como suas últimas palavras.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Nero foi enterrado pela sua serva Ate e continuou a ser querido pelos muito pobres e pelos gregos. Por cerca de três vezes, estes acreditaram que ele havia reaparecido no Oriente, nascia a lenda de &#8220;Nero redivivo&#8221;.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Três anos se passaram para <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> desde o incêndio</span><span style="color: black; font-family: Arial">, estamos no outono de 67 d.C., <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> com 66 anos de idade, o segundo Interrogatório terminou com a sentença de morte. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Com certeza crucificado não seria, pois ele era cidadão romano e tinha assim o &#8220;privilégio&#8221; de ser decapitado sem torturas ou jogado às feras, ainda existia a remota possibilidade de ser esquecido em seu calabouço. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O relato de São Dionísio, o Corinto, é que certa manhã, o velho Apóstolo foi levado por um grupo de litores ao longo da Via Ostiense. Seguiram pela Porta Trigemina, passaram ao lado da Pirâmide de Céstio e também pelo terreno onde hoje se encontra a Basílica de São <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> (extramuros com o seu túmulo). A seguir os carrascos que o levavam, deixaram a estrada e entraram á direita pela pastagem até o local onde ele foi executado. Hoje naquele lugar, existe a Piazza Tre Fontane. Uma lenda romana conta que no momento da execução, se aproximou do Apóstolo uma cega, chamada Petronila, que lhe ofereceu um véu para vendar-lhe os olhos. (Numa antiga porta de bronze da Basílica de São Pedro, no Vaticano, observa-se um relevo que mostra São <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> devolvendo à cega Petronila, o véu que ela lhe havia oferecido. Quando a jovem colocou o véu sobre os seus olhos, recobrou milagrosamente a visão) No local da execução, a cabeça do Apóstolo tombou decepada por um vigoroso golpe de espada ou machado. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Foram registradas como suas últimas declarações: “<em>Ego gare de spendomai, kai o kairós tês analuséos mon ephésteken” </em><span>Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação sobre o sacrifício, e o tempo de minha partida chegara.</span><o:p></o:p></span><st1:personname w:st="on"><span style="color: black; font-family: Arial">Paulo</span></st1:personname><span style="color: black; font-family: Arial"> foi enterrado por alguém que registro algum citou, e continuou a ter frutos de seu trabalho a ponto de, 50 anos mais tarde, no reinado de Trajano, os que eram do Caminho (cristãos) eram tão numerosos na Ásia Menor que os templos pagãos quase que ficaram abandonados. E nos anos seguintes, o império pagão caiu. Cristo vivia nele, em <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname>&#8230;<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E QUANTO A VOCÊ? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Qual a história de sua vulnerabilidade? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Qual o seu INVENTÁRIO?</span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">INVENTÁRIO DO PRESENTE</span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quantos sacrifícios foram feitos em nome de Deus e que na verdade era só um derramar de vida no chão, uma divagação da realidade?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quantos sacrifícios foram feitos para pessoas e entidades em que o melhor de sua vida foi jogado ao chão, traindo a sua confiança e boa-fé, dores, frustrações, traições, abandono, desamparos?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quantas mortes existenciais e psicológicas? Quantos funerais de sonhos, planos e esperança?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quantas vezes você teve que ressuscitar forças, de escombros de total descrença e desilusão, para que pudesse continuar mais um passo?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quantos navios já zarparam com ciclos que você não queria que se encerrassem e que o tempo não era oportuno para você, uma luta contra a determinação do tempo para que acabasse? <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quanto vivemos só o tempo presente e desprezamos a eternidade que o envolve, revolve e o comporta?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">INVENTÁRIO DO PASSADO</span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O quanto a sua vida foi um freqüente combate contra a agonia,  a esperança tendo um colapso, a amargura sem o mínimo pudor invadindo o coração, coração como o próprio algoz do sentido do ser? <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O quanto você combateu com a preocupação e a ans<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de quanto a segurança e o futuro dos filhos e de seus queridos?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O quanto a sua carreira, sua maratona é cheia de obstáculos da alma que se revoltou e se meteu em abismos da depressão e falta de sentido e alegria de viver. Angústias tão difusas que não se consegue dar nome ou motivo?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O quanto a carreira foi interrompida pelo ódio e rancor, pelos outros e por você mesmo? <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O quanto a sua fé foi escondida por detrás  de remorsos, de vontade visceral de reviver, quando não se quer esquecer para não perder a única coisa que se tem ainda que seja a lembrança, mesmo que lembranças corrosivamente doloridas?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O quanto a sua fé teve que resgatar créditos para “<em>suportar a dor que chega, a traição que acomete, as que perdas vêm, a depressão que se instala, o tédio que toma conta, o sentimento de abandono e de rejeição chega, circunda, cobre a alma com a mortalha do desprezo?</em>” <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">INVENTÁRIO DO FUTURO</span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Olhe para além de todos os tempos e momento e veja a coroa da justiça!<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O Chão da Vida é aqui, e há um resgatar de esperança, de sonhos, uma releitura sobre o que é viver tendo os olhos na certeza de que as promessas se cumprirão em sua existência.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Há presente e passado, mas principalmente há futuro de coroas NELE, e o futuro chega a cada instante, exercite-se a crer! A certeza de que o tempo do Eterno, a ação do Eterno, as providências do Eterno, estão sobre você e sua casa.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Não há como negar a existência do presente e do passado, ainda que o passado seja algo que já foi vivido, muitas vezes dói tanto quanto um membro amputado, não há como negar a existência de tempos e momentos; mas principalmente, há de se considerar o futuro como a linha de chegada em que os nossos prêmios e coroas estão desde já reservados; e futuro, ah o futuro… chega a cada momento!<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Exercite-se a crer, lute, corra e mantenha a doce revolução do evangelho, a releitura de sua alma pelo Jesus que foi todo gente e é todo Deus, é todo conosco e todo em nós…<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Não sei se Roma perdeu um grande artista, mas nós ganhamos o grande e incondicional amor de DEUS, não por Nero, mas por Jesus, o Nazareno e Imperador dos Mundos!.<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; color: #0d0d0d; font-family: 'Segoe UI'"> </span><span style="font-size: 10pt; color: #444444; font-family: 'Segoe UI'"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span></p>
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