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	<title>O Caminho Cristão &#187; história</title>
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	<description>"O cristianismo não é meramente um programa de conduta;é o poder de uma nova vida "</description>
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		<title>Jesus Cristo: A verdadeira razão da Páscoa.</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Apr 2011 05:39:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não negue a Jesus. Nessa páscoa, aproveite para fazer o que muitos não fizeram quando tiveram a oportunidade, na crucificação de Jesus. Não faça parte da mesma multidão que preferiu Barrabás, ao invés de nosso Mestre (João 18.40) Lembre-se de que tudo aquilo que não vem da fé, não edifica, e tudo o que não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não negue a Jesus.</p>
<p>Nessa páscoa, aproveite para fazer o que muitos não fizeram quando tiveram a oportunidade, na crucificação de Jesus. Não faça parte da mesma multidão que preferiu Barrabás, ao invés de nosso Mestre (João 18.40) Lembre-se de que tudo aquilo que não vem da fé, não edifica, e tudo o que não edifica destrói. O mundo diz que a páscoa é para se confraternizar, e presentearmos uns aos outros com chocolates e etc. mas não é isso que a Bíblia nos ensina&#8230;não é isso que Deus nos passa (pois a Bíblia é a pura palavra dele). A palavra Dele diz que na páscoa Jesus realizou a ceia, foi crucificado e ao terceiro dia ressuscitou, não é isso? Então QUALQUER palavra que vá contra isso, vai contra a palavra de nosso Pai, e se nós aceitamos o ganhar e receber chocolates  como verdade principal,ou seja, se por um momento deixamos isso ser superior ao que o nosso próprio Criador nos fez questão de deixar, é porque estamos indo contra a palavra de Deus, e ir contra, meu amado, é negar. Quantas vezes em nossas vidas deixamos Jesus em primeiro lugar? Não sei, porém te suplico uma coisa, em nome de nosso salvador, não deixe de lembrar o que Jesus Cristo fez por nós, não vire as costas para a sua palavra e por fim:</p>
<p>NÃO DEIXE AS VERDADES DO MUNDO SEREM MAIS FORTES DO QUE A VERDADE DE DEUS NA SUA VIDA, se não fez, comece a fazer nessa páscoa, e QUE DEUS TE ABENÇOE.</p>
<p>Texto de autoria de Silair Rosa Junior.</p>
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		<title>Anti-Cristo, quem ele é ?.</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Mar 2011 20:01:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agoramuitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora. Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agoramuitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora. Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós”.</p>
<p>1 JOÃO 2:18-19</p>
<p> <span id="more-1129"></span></p>
<p>Por séculos os cristãos têm especulado sobre a identidade do Anticristo. Candidatos prováveis têm incluído príncipes e papas, bem como potências e presidentes dos dias atuais. Ao invés de se unir ao jogo sensacionalista de alfinete-a-cauda-sobre-o-Anticristo, os cristãos precisam ir apenas às Escrituras para encontrar a resposta. Primeiro, o apóstolo João expôs a identidade do Anticristo quando ele escreveu: “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho. Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai” (1 João 2:22-23). Em sua segunda epístola, João dá uma advertência similar: “Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo” (2 João 7). Além do mais, João ensinou que todos os que negam a encarnação, o papel messiânico e a divindade de Jesus são exemplos de anticristo. Como tal, o termo <em>anticristo </em>não somente refere-se à apostasia de indivíduos, mas à apostasia de instituições e ideologias também. Nesse sentido, instituições tais como as seitas modernas e as religiões do mundo, além de ideologias como o evolucionismo e o comunismo, podem ser corretamente consideradas anticristos.</p>
<p>Finalmente, no livro de Apocalipse, João identifica tanto um indivíduo como uma instituição que representam a personificação final do mal – o anticristo arquétipo. Ele refere-se a esse anticristo arquétipo como uma besta que “engana os que habitam na terra” (Apocalipse 13:14). Utilizando a descrição apocalíptica de Daniel sobre os poderes mundiais do mal (Apocalipse 13; cf. Daniel 7-8), João descreve um imperador, da sua época,que arrogantemente coloca a si mesmo e ao seu império contra Deus (13:5-6), perseguindo violentamente os santos (13:7), e violando de maneira grosseira os mandamentos mediante várias e longas demonstrações repugnantes de depravação, inclusive demandando ser adorado como Senhor e Deus (13:8,15).</p>
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		<title>Sexualidade: Uma benção em crise !.</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 04:05:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A completa permissividade que vemos hoje é, certamente, conseqüência da Revolução Sexual iniciada da década de 1960. Os apelos sexuais da mídia geral levam muitas pessoas (principalmente adolescentes e jovens) a praticarem o sexo sem compromisso. Mas levam-nas também, inconscientemente, a sentirem nojo, aversão e culpa por essas práticas &#8211; e essa é uma estratégia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A completa permissividade que vemos hoje é, certamente, conseqüência da Revolução Sexual iniciada da década de 1960. Os apelos sexuais da mídia geral levam muitas pessoas (principalmente adolescentes e jovens) a praticarem o sexo sem compromisso. Mas levam-nas também, inconscientemente, a sentirem nojo, aversão e culpa por essas práticas &#8211; e essa é uma estratégia diabólica para ofuscar a beleza do sexo, uma das coisas mais santas e prazerosas que Deus criou.</p>
<p><span id="more-1078"></span></p>
<p>Os jovens evangélicos têm sobre si duplo peso: viver num contexto pós-moderno onde não há absolutos morais e os chavões mais populares (“Ah, o que é que tem?!” e “Isso não tem nada a ver!”) nasceram dos pensamentos acadêmicos relativizados e onde pais e líderes evangélicos não assumem a responsabilidade de desmistificar, des-satanizar e des-sujar a bênção do sexo.</p>
<p>Um dever bíblico e cívico que os pais e líderes têm é o de ensinar princípios morais aos adolescentes e jovens. Exigências podem ser feitas quando os direitos não são respeitados. Acredito que os jovens deveriam exigir dos pais e líderes maior atenção na área da sexualidade. Os pais, por outro lado, deveriam reconhecer humildemente seu erro de omissão e mudar de atitude. Ouvi uma frase, recentemente, que está reverberando em minha mente: “Não devemos ter vergonha de falar daquilo que Deus não envergonhou de criar.” (Clemente de Alexandria)</p>
<p>Os jovens estão escalando sozinhos montanhas íngremes e geladas sem conseguir conciliar os valores éticos bíblicos, a verdadeira ciência e o lixo da mídia. É essa mídia que ensina a excluir e rotular de quadrados todos aqueles que lutam para guardar os valores que conduzem à “boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.</p>
<p>Nos atendimentos do Movimento pela Sexualidade Sadia (MOSES) temos recebido muitos jovens (rapazes e moças) sinceros que envolveram-se no homossexualismo a partir de sugestões externas (como apelidos na infância e na adolescência, por exemplo) ou abuso sexual, quando eles não tinham com quem desabafar e tirar suas dúvidas, pois “falar sobre sexo é senvergonhice”. Alguns desses jovens derramam lágrimas de vergonha e culpa pela humilhação que sofreram porque não sabiam como se defender.</p>
<p>Contudo, uma coisa é interessante nas respostas: a certeza que a maioria tem de que sexo antes do casamento e homossexualismo não são os ideais de Deus para a humanidade &#8211; por isso as conseqüências estão aí com as mães solteiras sofrendo as juras de amor não cumpridas, as doenças sexualmente transmissíveis e o total desconhecimento de verdades que nos preservam física, espiritual e socialmente .</p>
<p>As campanhas que só ensinam a usar preservativo para o “sexo seguro” são superficiais e incentivam a prática do sexo sem amor e compromisso. Nesse contexto, muitas autoridades da área de saúde já reavaliaram sua posição sobre essas campanhas e, hoje, afirmam que o mais importante no que se refere às DSTs – principalmente a AIDS &#8211; é uma mudança de comportamento. À nossa sociedade promíscua e perversa não interessa divulgar essa verdade.</p>
<p>Outro ponto que desperta nossa atenção é o enfoque “espiritualizado” que a maioria dá para o homossexualismo, como se só ele fosse alvo das influências de satanás. Ora, a Bíblia diz em Romanos 11.32 que “Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos” e em 1 Coríntios 6.9 a 11 que adúlteros, mentirosos, idólatras, avarentos e bêbados são tão pecadores e alvos do diabo quanto os homossexuais. Acredito que os evangélicos deveriam ler mais livros cristãos sobre o assunto para ter uma visão de mais compaixão e menos preconceito com aqueles que sofrem com tendências homossexuais. O apóstolo Paulo nos mostra no último texto citado que, na igreja de Corinto, havia vários ex-homossexuais libertos pelo Sangue de Jesus e santificados pelo Espírito de Deus.</p>
<p>Outra coisa que observar é o ranço machista que também contaminou a igreja. Percebe-se claramente nas entrelinhas que a responsabilidade maior sobre a virgindade é da mulher. Ora, quando a Bíblia exige pureza, exige de homens também.</p>
<p>Graças a Deus, porém, que “se alguém está em Cristo, é nova criatura: as coisas antigas já passaram” (2 Co 5.17) O passado não pode mais escravizar nossa consciência e em Cristo todos temos possibilidade e motivação para mudar constantemente.</p>
<p>João Luiz Santolin (Coordenador do MOSES).<br />
Texto escrito para um periódico da CPAD.</p>
<p>Link fonte : <a href="http://www.sexocristao.com/ver-destaque.asp?id=163">http://www.sexocristao.com/ver-destaque.asp?id=163</a></p>
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		<title>O contador da velha história.</title>
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		<pubDate>Sat, 30 May 2009 03:50:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Douglas Vilcinskas]]></category>
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		<description><![CDATA[      Mauro de Oliveira, o Maurão dos Bonecos, esta semana enviou-me um e-mail. Meu amigo de algumas décadas. Este moço tem um ministério que eu admiro muito, várias gerações passaram por ele e foram impactados com a velha história que ele conta. História que quase já não se conta mais. Pena isso!  É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;">Mauro de Oliveira, o Maurão dos Bonecos, esta semana enviou-me um e-mail. Meu amigo de algumas décadas. Este moço tem um ministério que eu admiro muito, várias gerações passaram por ele e foram impactados com a velha história que ele conta. História que quase já não se conta mais. Pena isso!<span style="mso-spacerun: yes;"> <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span>É a História da Cruz, da Salvação, do arrependimento, do encontro com Deus. Com seus bonecos que ganham vida em suas mãos, personagens e textos inteligentes que fazem pensar desde a criança até o mais experiente. Numa simplicidade que chega a espantar. O humor na comunicação do evangelho.</span></span></p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span>Não seriam nada demais os seus feitos, porque qualquer um poderia fazer este trabalho, bastando ter chamado, talento e unção. O agravante está no fato de ele ser um portador de câncer. À base de morfina para aliviar um pouco as suas dores, acompanhado de uma linda mulher, a Bila, a tia Bila, bendita Bila!<span style="mso-spacerun: yes;"> <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span>Andam pelo Brasil afora contando a velha história. Choro por ele. Não de dó ou pena, porque quase sozinho insiste que a velha história poderá mudar o modo de vida de quem acreditar. E vai continuando a sua missão. Choro por ele, porque não posso fazer nada para tirar-lhe as dores, senão orar. Contudo, me orgulho de ser seu amigo. </span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span>A “nova história”, aquela da “teoria” da prosperidade (me recuso a chamar de teologia), está tentando ofuscar a glória da velha história. Não precisa falar de salvação, basta orar que as pessoas são curadas (creio nisso também), porém, vejo que muitos deles, os curados, irão para o inferno sem nenhuma enfermidade se não houver um conserto com Deus. </span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span>Maurão, por favor, continue contando a velha história. Todos nós precisamos ouvir e aprender. Acima de tudo, aceitar o mesmo desafio que você aceitou, o desafio do “IDE” (se você que está lendo agora esse artigo, não souber de que se trata, pergunte ao Maurão, porque se eu falar que está escrito na Bíblia isso, talvez pare de ler). Conta, Maurão, conta a velha história, moço. </span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span>Eu vou continuar a contar também essa história. Eu sei, eu sei, não dá IBOPE. Mas. Pelo menos cumpro a ordem do Mestre.</span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;"> </span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;">Douglas Vilcinskas, Pr </span></span><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></span></span></p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><a href="mailto:douglas@pastordouglas.com.br"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;">douglas@pastordouglas.com.br</span></span></a><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"> </span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="color: black; font-family: Arial;">ps:</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> Faço eco com o Pr. Douglas nestas palavras dedicadas ao Maurão. </span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;">Figura carismática que tive o prazer de me divertir, ver e ouvir contar a velha e sublime história por muitas vezes.</span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;">Claudio E. Fonseca. </span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: black; font-family: Arial;">“Ministério Maurão e os Bonecos” :</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> <span style="mso-spacerun: yes;"> </span><a href="http://www.mauraoebonecos.com/"><span style="color: #800080;">http://www.mauraoebonecos.com/</span></a></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
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		<title>Aspectos médicos da Crucificação.</title>
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		<pubDate>Sat, 30 May 2009 01:39:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu não tenho nenhuma competência para discutir o infinito sofrimento psíquico e espiritual do Deus Encarnado que paga pelos pecados do homem caído. Mas parecia a mim que como um ponto de vista mais científico eu poderia procurar de forma mais detalhada os aspectos fisiológicos e anatômicos da paixão de nosso Senhor. O que foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Eu não tenho nenhuma competência para discutir o infinito sofrimento psíquico e espiritual do Deus Encarnado que paga pelos pecados do homem caído. Mas parecia a mim que como um ponto de vista mais científico eu poderia procurar de forma mais detalhada os aspectos fisiológicos e anatômicos da paixão de nosso Senhor. O que foi que o corpo de Jesus de Nazaré de fato suportou durante essas horas de tortura? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><span id="more-783"></span></span></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong><strong></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Dados históricos</span></strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Aparentemente, a primeira prática conhecida de crucificação foi realizada pelos Fenícios e <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>pelos Persas. Alexandre e seus generais trouxeram esta prática para o mundo mediterrâneo para o Egito e para Cartago. Os romanos aparentemente aprenderam a prática dos cartagineses e (como quase tudo que os romanos fizeram) rapidamente desenvolveram nesta prática um grau muito alto de eficiência e habilidade. Vários autores romanos (Lívio, Cícero, Tácito) comentam a crucificação, e são descritas várias inovações, modificações, e variações na literatura antiga. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Por exemplo, a porção vertical da cruz (ou “stipes”) poderia ter o braço que cruzava (ou “patibulum”) fixado cerca de um metro debaixo de seu topo como nós geralmente pensamos na cruz latina. A forma mais comum usada no dia de nosso Senhor, porém, era a cruz “Tau”, formado como nossa letra “T”. Nesta cruz o patibulum era fixado ao topo do stipes. Há evidência arqueológica que foi neste tipo de cruz que Jesus foi crucificado. Sem qualquer prova histórica ou bíblica, pintores Medievais e da Renascença nos deram o retrato de Cristo levando a cruz inteira. Mas o poste vertical, ou stipes, geralmente era fixado permanentemente no chão no local de execução. O homem condenado foi forçado a levar o patibulum, pesando aproximadamente 50 quilos, da prisão para o lugar de execução. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Muitos dos pintores e a maioria dos escultores de crucificação, também mostram os cravos passados pelas palmas. Contos romanos históricos e trabalho experimental estabeleceram que os cravos foram colocados entre os ossos pequenos dos pulsos (radial e ulna) e não pelas palmas. Cravos colocados pelas palmas sairiam por entre os dedos se o corpo fosse forçado a se apoiar neles. O equívoco pode ter ocorrido por uma interpretação errada das palavras de Jesus para Tomé, “vê as minhas mãos”. Anatomistas, modernos e antigos, sempre consideraram o pulso como parte da mão. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Um titulus, ou pequena placa, declarando o crime da vítima normalmente era colocado num mastro, levado à frente da procissão da prisão, e depois pregado à cruz de forma que estendia sobre a cabeça. Este sinal com seu mastro pregado ao topo teria dado à cruz um pouco da forma característica da cruz latina. </span></p>
<p><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O suor como gotas de sangue</span></strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O sofrimento físico de Jesus começou no Getsêmani. Em Lucas diz: &#8220;E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.&#8221; (Lc 22:44) Todos os truques têm sido usados por escolas modernas para explicarem esta fase, aparentemente seguindo a impressão que isto não podia acontecer. No entanto, consegue-se muito consultando a literatura médica. Apesar de muito raro, o fenômeno de suor de sangue é bem documentado. Sujeito a um stress emocional, finos capilares nas glândulas sudoríparas podem se romper, misturando assim o sangue com o suor. Este processo poderia causar fraqueza e choque. Atenção médica é necessária para prevenir hipotermia. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Após a prisão no meio da noite, Jesus foi levado ao Sinédrio e Caifás o sumo sacerdote, onde sofreu o primeiro traumatismo físico. Jesus foi esbofeteado na face por um soldado, por manter-se em silêncio ao ser interrogado por Caifás. Os soldados do palácio tamparam seus olhos e zombaram dele, pedindo para que identificasse quem o estava batendo, e esbofeteavam a Sua face. </span></p>
<p><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">A condenação</span></strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">De manhã cedo, Jesus, surrado e com hematomas, desidratado, e exausto por não dormir, é levado ao Pretório da Fortaleza Antônia, o centro de governo do Procurador da Judéia, Pôncio Pilatos. Você deve já conhecer a tentativa de Pilatos de passar a responsabilidade para Herodes Antipas, tetrarca da Judéia. Aparentemente, Jesus não sofreu maus tratos nas mãos de Herodes e foi devolvido a Pilatos. Foi em resposta aos gritos da multidão que Pilatos ordenou que Bar-Abbas fosse solto e condenou Jesus ao açoite e à crucificação. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Há muita diferença de opinião entre autoridades sobre o fato incomum de Jesus ser açoitado como um prelúdio à crucificação. A maioria dos escritores romanos deste período não associam os dois. Muitos peritos acreditam que Pilatos originalmente mandou que Jesus fosse açoitado como o castigo completo dele. A pena de morte através de crucificação só viria em resposta à acusação da multidão de que o Procurador não estava defendendo César corretamente contra este pretendente que supostamente reivindicou ser o Rei dos judeus. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Os preparativos para as chicotadas foram realizados quando o prisioneiro era despido de suas roupas, e suas mãos amarradas a um poste, acima de sua cabeça. É duvidoso se os Romanos teriam seguido as leis judaicas quanto às chicotadas. Os judeus tinham uma lei antiga que proibia mais de 40 (quarenta) chicotadas. </span></p>
<p><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O açoite</span></strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O soldado romano dá um passo a frente com o flagrum (açoite) em sua mão. Este é um chicote com várias tiras pesadas de couro com duas pequenas bolas de chumbo amarradas nas pontas de cada tira. O pesado chicote é batido com toda força contra os ombros, costas e pernas de Jesus. Primeiramente as pesadas tiras de couro cortam apenas a pele. Então, conforme as chicotadas continuam, elas cortam os tecidos debaixo da pele, rompendo os capilares e veias da pele, causando marcas de sangue, e finalmente, hemorragia arterial de vasos da musculatura. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">As pequenas bolas de chumbo primeiramente produzem grandes, profundos hematomas, que se rompem com as subseqüentes chicotadas. Finalmente, a pele das costas está pendurada em tiras e toda a área está uma irreconhecível massa de tecido ensangüentado. Quando é determinado, pelo centurião responsável, que o prisioneiro está a beira da morte, então o espancamento é encerrado. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Então, Jesus, quase desmaiando é desamarrado, e lhe é permitido cair no pavimento de pedra, molhado com Seu próprio sangue. Os soldados romanos vêm uma grande piada neste Judeu, que se dizia ser o Rei. Eles atiram um manto sobre os seus ombros e colocam um pau em suas mãos, como um cetro. Eles ainda precisam de uma coroa para completar a cena. Um pequeno galho flexível, coberto de longos espinhos é enrolado em forma de uma coroa e pressionado sobre Sua cabeça. Novamente, há uma intensa hemorragia (o couro do crânio é uma das regiões mais irrigadas do nosso corpo). </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Após zombarem dele, e baterem em sua face, tiram o pau de suas mãos e batem em sua cabeça, fazendo com que os espinhos se aprofundem em sua cabeça. Finalmente, cansado de seu sádico esporte, o manto é retirado de suas costas. O manto, por sua vez, já havia aderido ao sangue e grudado nas feridas. Como em uma descuidada remoção de uma atadura cirúrgica, sua retirada causa dor toturante. As feridas começam a sangrar como se ele estivesse apanhando outra vez. </span></p>
<p><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">A cruz</span></strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Em respeito ao costume dos judeus, os romanos devolvem a roupa de Jesus. A pesada barra horizontal da cruz á amarrada sobre seus ombros, e a procissão do Cristo condenado, dois ladrões e o destacamento dos soldados romanos para a execução, encabeçado por um centurião, começa a vagarosa jornada até o Gólgota. Apesar do esforço de andar ereto, o peso da madeira somado ao choque produzido pela grande perda de sangue, é demais para ele. Ele tropeça e cai. As lascas da madeira áspera rasgam a pele dilacerada e os músculos de seus ombros. Ele tenta se levantar, mas os músculos humanos já chegaram ao seu limite. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O centurião, ansioso para realizar a crucificação, escolhe um observador norte-africano, Simão, um Cirineu, para carregar a cruz. Jesus segue ainda sangrando, com o suor frio de choque. A jornada de mais de 800 metros da fortaleza Antônia até Gólgota é então completada. O prisioneiro é despido &#8211; exceto por um pedaço de pano que era permitido aos judeus. </span></p>
<p><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">A crucificação</span></strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">A crucificação começa: Jesus é oferecido vinho com mirra, um leve analgésico. Jesus se recusa a beber. Simão é ordenado a colocar a barra no chão e Jesus é rapidamente jogado de costas, com seus ombros contra a madeira. O legionário procura a depressão entre os osso de seu pulso. Ele bate um pesado cravo de ferro quadrado que traspassa o pulso de Jesus, entrando na madeira. Rapidamente ele se move para o outro lado e repete a mesma ação, tomando o cuidado de não esticar os ombros demais, para possibilitar alguma flexão e movimento. A barra da cruz é então levantada e colocado em cima do poste, e sobre o topo é pregada a inscrição onde se lê: &#8220;Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O pé esquerdo agora é empurrado para trás contra o pé direito, e com ambos os pés estendidos, dedos dos pés para baixo, um cravo é batido atraves deles, deixando os joelhos dobrados moderadamente. A vítima agora é crucificada. Enquanto ele cai para baixo aos poucos, com mais peso nos cravos nos pulsos a dor insuportável corre pelos dedos e para cima dos braços para explodir no cérebro – os cravos nos pulsos estão pondo pressão nos nervos medianos. Quando ele se empurra para cima para evitar este tormento de alongamento, ele coloca seu peso inteiro no cravo que passa pelos pés. Novamente há a agonia queimando do cravo que rasga pelos nervos entre os ossos dos pés. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Neste ponto, outro fenômeno ocorre. Enquanto os braços se cansam, grandes ondas de cãibras percorrem seus músculos, causando intensa dor. Com estas cãibras, vem a dificuldade de empurrar-se para cima. Pendurado por seus braços, os músculos peitorais ficam paralisados, e o músculos intercostais incapazes de agir. O ar pode ser aspirado pelos pulmões, mas não pode ser expirado. Jesus luta para se levantar a fim de fazer uma respiração. Finalmente, dióxido de carbono é acumulado nos pulmões e no sangue, e as cãibras diminuem. Esporadicamente, ele é capaz de se levantar e expirar e inspirar o oxigênio vital. Sem dúvida, foi durante este período que Jesus consegui falar as sete frases registradas: </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Jesus olhando para os soldados romanos, lançando sorte sobre suas vestes disse: <em>&#8220;Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. &#8220;</em> (Lucas 23:34) </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Ao ladrão arrependido, Jesus disse: <em>&#8220;Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.&#8221;</em> (Lucas 23:43) </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Olhando para baixo para Maria, sua mãe, Jesus disse: <em>“Mulher, eis aí teu filho.”</em> E ao atemorizado e quebrantado adolescente João,<em> “Eis aí tua mãe.” </em>(João 19:26-27) </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O próximo clamor veio do início do Salmo 22, <em>“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”</em> </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Ele passa horas de dor sem limite, ciclos de contorção, câimbras nas juntas, asfixia intermitente e parcial, intensa dor por causa das lascas enfiadas nos tecidos de suas costas dilaceradas, conforme ele se levanta contra o poste da cruz. Então outra dor agonizante começa. Uma profunda dor no peito, enquanto seu pericárdio se enche de um líquido que comprime o coração. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Lembramos o Salmo 22 versículo 14 “Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim.” </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Agora está quase acabado &#8211; a perda de líquidos dos tecidos atinge um nível crítico &#8211; o coração comprimido se esforça para bombear o sangue grosso e pesado aos tecidos &#8211; os pulmões torturados tentam tomar pequenos golpes de ar. Os tecidos, marcados pela desidratação, mandam seus estímulos para o cérebro. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Jesus clama <em>“Tenho sede!”</em> (João 19:28) </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Lembramos outro versículo do profético Salmo 22 “Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca; assim, me deitas no pó da morte.” </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Uma esponja molhada em “posca”, o vinho azedo que era a bebida dos soldados romanos, é levantada aos seus lábios. Ele, aparentemente, não toma este líquido. O corpo de Jesus chega ao extremo, e ele pode sentir o calafrio da morte passando sobre seu corpo. Este acontecimento traz as suas próximas palavras &#8211; provavelmente, um pouco mais que um torturado suspiro<em> “Está consumado!”.</em> (João 19:30) </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Sua missão de sacrifício está concluída. Finalmente, ele pode permitir o seu corpo morrer. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Com um último esforço, ele mais uma vez pressiona o seu peso sobre os pés contra o cravo, estica as suas pernas, respira fundo e grita seu último clamor: <em>“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!”</em> (Lucas 23:46). </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O resto você sabe. Para não profanar a Páscoa, os judeus pediam para que o réus fossem despachados e removidos das cruzes. O método comum de terminar uma crucificação era por crucificatura, quebrando os ossos das pernas. Isto impedia que a vítima se levantasse, e assim eles não podiam aliviar a tensão dos músculos do peito e logo sufocaram. As pernas dos dois ladrões foram quebradas, mas, quando os soldados chegaram a Jesus viram que não era necessário. </span></p>
<p><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Conclusão</span></strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Aparentemente, para ter certeza da morte, um soldado traspassou sua lança entre o quinto espaço das costelas, enfiado para cima em direção ao pericárdio, até o coração. O verso 34 do capítulo 19 do evangelho de João diz: &#8220;E imediatamente verteu sangue e água.&#8221; Isto era saída de fluido do saco que recobre o coração, e o sangue do interior do coração. Nós, portanto, concluímos que nosso Senhor morreu, não de asfixia, mas de um enfarte de coração, causado por choque e constrição do coração por fluidos no pericárdio. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Assim nós tivemos nosso olhar rápido – inclusive a evidência médica – daquele epítome de maldade que o homem exibiu para com o Homem e para com Deus. Foi uma visão terrível, e mais que suficiente para nos deixar desesperados e deprimidos. Como podemos ser gratos que nós temos o grande capítulo subseqüente da clemência infinita de Deus para com o homem – o milagre da expiação e a expectativa da manhã triunfante da Páscoa. </span></p>
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		<title>Fé mutante !.</title>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2009 15:01:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[   Dia desses, eu estava indo para o céu de trem. Verdade! Dei uma voltinha no passado e lembrei-me de canções que cantava na igreja: ”O trenzinho de Jesus&#8230;.”, mas as canções não paravam por ai, era uma “briga” de “pentecostais” com “tradicionais” (me desculpem o mau jeito).  Também, em um tempo em que era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">   </span>Dia desses, eu estava indo para o céu de trem. Verdade! Dei uma voltinha no passado e lembrei-me de canções que cantava na igreja: ”O trenzinho de Jesus&#8230;.”, mas as canções não paravam por ai, era uma “briga” de “pentecostais” com “tradicionais” (me desculpem o mau jeito).<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Também, em um tempo em que era pecado a bateria na igreja, camisa vermelha, nem pensar. Me lembro saudoso da minha vasta cabeleira (buá, buá) que quase obtive a sentença de já estar no inferno. Os de outros credos religiosos era o próprio diabo e, portanto, nossos inimigos. Não podíamos ter contato com eles. Nesse tempo, ficou para trás oportunidades preciosas de conquistar corações para o Reino de Deus. Ah, Reino de Deus, era utopia! Mas, tínhamos crédito, os “crentes” eram gente boa, honesta trabalhadora. Orgulhávamo-nos disso!. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Hoje, bem, hoje&#8230; A facilidade de se “evangelizar” é tão grande que todos os meios de comunicação há um de nós infiltrado e mandando. Parece não existir mais pecado em nada, tudo é permitido, possível. A doutrina do “o que é que tem” está imperando. Se fizer sol, vou à praia, se chover eu não vou ao culto, compromisso?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">   </span>O poder do evangelho atual está em ter, ser, estar, status e não se pode sofrer. Não sofra mais!. Eu queria que os meus queridos fossem de Jesus, mas eles agora são de uma Igreja. Com slogans e trejeitos tribais. As canções de hoje? Vende CD e DVD, então é da boa! A Bíblia, só se tiver comentários exaustivos do meu pastor. </span></span><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A fé está mudando? Estou envelhecendo rápido demais? Tô por fora, bicho? Tenho que me tornar mais ligth?. </span></span><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Já não canto aquelas canções, não tenho tanto cabelo como queria ter, as vezes tenho receio de levantar a minha mão, senão o Senhor me avista e me chama puxando-me por ela. Também não quero nenhum Luthero, Calvino, ou qualquer outro colega reformador para mudar isso. Eu tenho que me convencer disso e mesmo me colocar a disposição para possíveis alterações. Posso ir a tua igreja e ver algo diferente, como o amor, por exemplo?. </span></span><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Acho que vou colocar a minha camiseta escrita assim: “Sou cristão, e daí?..</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Um abraço, beijo e aperto de mão, tudo despudoradamente gospel ! Amem !.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Douglas Vilcinskas, PR.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><a href="mailto:douglas@pastordouglas.com.br">douglas@pastordouglas.com.br</a></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
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		<title>Dízimo evangélico: obedece a tradições ou as Escrituras Sagradas ?.</title>
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		<pubDate>Sun, 03 May 2009 03:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Seguimos ao Espírito Santo que nos deixou suas Escrituras Sagradas. Como conseqüência, o acúmulo de tradições acrescentadas, e ensinos distorcidos foram adicionados a essa Escritura, e o original ensino de Jesus Cristo foi varrido de sua genuína igreja por Ele criada. Somos filhos dessa fé em Jesus Cristo nosso Mestre, e temos a obrigação de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Seguimos ao Espírito Santo que nos deixou suas Escrituras Sagradas. Como </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">conseqüência, o acúmulo de tradições acrescentadas, e ensinos distorcidos foram adicionados a essa Escritura, e o original ensino de Jesus Cristo foi varrido de sua genuína igreja por Ele criada. </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Somos filhos dessa fé em Jesus Cristo nosso Mestre, e temos a obrigação de julgar nossas próprias práticas à luz da </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Bíblia, comparando Escritura com Escritura. Deveríamos hesitar em abolir </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ensinos que não se respaldam na Revelação? Não há erro quando alguém <span style="mso-bidi-font-style: italic;">obriga a si </span></span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">próprio </span><span style="font-family: Arial; color: black;">a não comer carne, ou guardar determinados dias, ou se abster de algo, ou </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">colocar sobre si qualquer outra obrigação sobre a qual não há mandamento bíblico (Rm </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">14.2-6). Porém, o erro passa a existir quando pretendemos impor <span style="mso-bidi-font-style: italic;">a outra pessoa </span></span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">exigências que a Bíblia não impôs. Pretendo demonstrar a seguir que o dízimo, </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">conforme tradicionalmente ensinado e praticado nas igrejas evangélicas, enquadra-se </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">nesta definição.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span id="more-692"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Um histórico da prática do dízimo:</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">A igreja pós-apostólica viveu a tensão entre a prática do dízimo e a afirmação paulina</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">de que Cristo nos libertou da lei (Gl 5.1). Nos séculos 5 e 6, encontramos a prática do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimo bem estabelecida nas áreas antigas da cristandade do ocidente. No século 8 os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">soberanos carolíngeos tornaram o dízimo eclesiástico parte da lei secular. Já no século</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">12, os monges que antes tinham sido proibidos de receber dízimos, sendo obrigados a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">pagá-los, obtiveram certa medida de liberdade ao obterem permissão para receber</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimos e, ao mesmo tempo, tendo isenção do pagamento deles. Controvérsias sobre</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimos sempre surgiram quando pessoas procuravam evitar o pagamento, ao passo que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">outras tentavam apropriar para si as rendas dos dízimos. Os dízimos medievais eram</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">divididos em <span style="mso-bidi-font-style: italic;">prediais</span>, cobrados sobre os frutos da terra; <span style="mso-bidi-font-style: italic;">pessoais</span>, cobrados dos salários</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">da mão-de-obra; e <span style="mso-bidi-font-style: italic;">mistos</span>, cobrados da produção dos animais. Esses dízimos eram</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">subdivididos, ainda, em <span style="mso-bidi-font-style: italic;">grandes</span>, derivados de trigo, feno e lenha, pagáveis ao reitor ou</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">sacerdote responsável pela paróquia; e <span style="mso-bidi-font-style: italic;">pequenos</span>, dentre todos os demais dízimos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">prediais, mais os dízimos mistos e pessoais, pagáveis ao vigário. Na Inglaterra,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">especialmente por volta dos séculos 16 e 17, a questão dos dízimos foi uma fonte de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">conflito intenso, visto que a Igreja Estatal dependia dos dízimos para sua sobrevivência.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Implicações sociais, políticas e econômicas eram consideráveis nas tentativas do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">arcebispo Laud de aumentar o pagamento dos dízimos, antes de 1640. Os <strong>puritanos</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ingleses e outros queriam a abolição dos dízimos, substituindo-os por <strong>contribuições</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;">voluntárias </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;">para sustentar os clérigos. Mas a questão dos dízimos despertou paixões </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ferozes e amarguras, notáveis dentre todas as questões associadas com a guerra civil</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">inglesa. Depois da guerra, o dízimo obrigatório sobreviveu na Inglaterra até o século</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">20.2</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O texto clássico</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">a nação toda. Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos exércitos, se eu não vos abrir as</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Ml 3.8-10</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Este é o texto clássico usado para ensinar aos membros da igreja a prática do dízimo,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">isto é, a entrega à igreja de 10% do salário bruto mensal. É concordância generalizada</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">entre os evangélicos que o dízimo não é dado, mas sim “devolvido” a Deus. Não poucos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">testemunhos confirmam que dar o dízimo acarreta bênção e o contrário traz maldição:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">“Temos um colega que recebeu uma carta de uma senhora que foi membro de sua Igreja e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ele chorou amargamente ao ler aquela carta, porque aquela senhora dizia o seguinte: Pastor,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">eu lhe agradeço por tudo quanto o senhor me fez durante o tempo em que fui membro da sua</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Igreja. Mas eu fui obrigada a me mudar dessa localidade e fui freqüentar outra Igreja. O</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">senhor nunca me falou a respeito do dízimo. O outro pastor me ensinou a ser dizimista, e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Deus me abriu as janelas dos céus e me tem dado tantas e tão grandes bênçãos que eu</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">lamento ter perdido doze anos na sua Igreja recebendo maldição, quando Deus tinha uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">bênção sem medida para mim, se eu fosse fiel. Um pastor que recebe uma carta assim só</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">pode chorar.3</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Testemunhos dessa natureza prendem a atenção dos ouvintes e são usados para</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">confirmar a veracidade do ensino a respeito do dízimo. É difícil discordar de algo que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">produz resultados como este:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">“Certo dia, quando recolhíamos os dízimos eu li este versículo. Estava presente um</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">engenheiro que, tendo sido muito rico, perdera tudo em poucas semanas, e quando eu li este</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">versículo ele compreendeu que isto tinha acontecido na sua vida, e, naquela hora, prometeu a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Deus que ia ser fiel na entrega dos dízimos. O que Deus fez e está fazendo na vida daquele</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">homem é simplesmente espantoso. Um ano depois este engenheiro era presbítero da minha</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Igreja e podia dizer: Hoje eu sou muito mais rico do que era quando Deus assoprou minha</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">riqueza porque Ele já me devolveu em dobro o que assoprou. Este homem tem sido uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">bênção na Igreja e no seu trabalho.4</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Doutrina, por mais atrativa que seja, não pode ter sua autoridade respaldada pela</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">experiência. O texto sagrado deve ser o <span style="mso-bidi-font-style: italic;">único </span>pilar sobre o qual se assenta o ensino.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Qualquer outro alicerce deve ser considerado supérfluo e indesejável. Sabemos também</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">que a doutrina não pode ser baseada num único texto. É necessário que haja uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">concordância com outras partes do Livro Santo. Examinemos se o dízimo, tal como é</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ensinado acima, confirma-se à luz das Escrituras.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">2 Extraído da <span style="mso-bidi-font-style: italic;">“Enciclopédia Histórico-Teológica da Bíblia”</span>. Ed. Vida Nova. Verbete “dízimo”. Negrito acrescentado. A afirmação</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">destacada merece consideração, pois os puritanos, nossos antepassados, representam o ápice do movimento reformado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">3 Extraído do livreto “<span style="mso-bidi-font-style: italic;">Fidelidade. Mordomia Cristã. Dízimo &#8212; método divino de contribuição</span>” do Rev. Jacob Silva. Ed. do Autor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">São Paulo. 1983. p..22-23</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">4 Idem, p. 21</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O Novo Testamento ensina a prática do dízimo?</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Uma primeira constatação é que não há, no Novo Testamento, nenhum parâmetro</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">mínimo estipulado para a contribuição.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O apóstolo Paulo organizou uma grande coleta para os necessitados da Judéia. As duas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">epístolas aos Coríntios trazem referência a esta coleta:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">quando eu for. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">1 Co 16.1-2</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Nos capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios, Paulo desenvolve seu ensino acerca das</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">contribuições. Estes textos se referem à alegria da contribuição, à generosidade, à</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">liberalidade, à presteza em ofertar:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">E isto afirmo, aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">com fartura com abundância também ceifará. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(9.6)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">&#8230; porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram <strong>abundância de</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">alegria</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">generosidade. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.2)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Pedindo-nos, com muitos rogos, a <strong>graça de participarem </strong>da assistência aos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">santos. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.4)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">&#8230; assim, como revelastes <strong>prontidão no querer</strong>, assim a leveis a termo, <strong>segundo</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">as vossas posses</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.11)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">porque bem reconheço a vossa <strong>presteza</strong>, da qual me glorio&#8230; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">( 9.2)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Não vemos nenhuma referência a uma contribuição mínima que é obrigatória – o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimo – e a partir daí, ofertas voluntárias. Ao contrário, o ensino de Paulo, é que se a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">contribuição não for voluntária, não deve ser dada:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Não vos falo na forma de mandamento</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">, mas para provar, pela diligência de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">outros, a sinceridade do vosso amor; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.8)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Porque, <strong>se há boa vontade</strong>, será aceita conforme o que o homem tem e não</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">segundo o que ele não tem. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.12)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Cada um contribua <strong>segundo tiver proposto no coração</strong>, não com tristeza ou por</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(9.7)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres (&#8230;) se não tiver</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">amor, nada disso me aproveitará. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(1 Co 13.3).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Ofertas voluntárias </span><span style="font-family: Arial; color: black;">são o método de contribuição do Novo Testamento:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">E sabeis também vós, ó filipenses, que, no início do evangelho, quando parti da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo no tocante a <strong>dar </strong>e receber,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">senão unicamente vós outros; porque até para Tessalônica <strong>mandastes não</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">. Não que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">eu procure o <strong>donativo</strong>, mas o que realmente me interessa é o fruto que aumente</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">o vosso crédito. Recebi tudo e tenho abundância; estou suprido, desde que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Epafrodito me passou às mãos o que me veio de vossa parte como aroma suave,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">como sacrifício aceitável e aprazível a Deus. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Fp 4.15-18)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Paulo usa a figura dos sacrifícios vetero-testamentários com relação às <span style="mso-bidi-font-style: italic;">ofertas</span>: as</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ofertas dos filipenses foram, diante de Deus, “como aroma suave, como sacrifício</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">aceitável e aprazível a Deus”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Mas aquele que está sendo instruído na palavra faça participante de todas as cousas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">boas aquele que o instrui </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Gl 6.6). Paulo, aqui, faz referência à <strong>obrigação </strong>de dar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">sustento àqueles que se afadigam no ensino da Palavra. Ensino repetido em 2</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Tessalonicenses 5.12:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais com</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">E mais detalhado em 1 Coríntios 9:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Não temos nós o direito de comer e beber? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 4)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Ou somente eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 6 &#8211; Paulo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">refere-se ao trabalho secular).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Se nós vos semeamos as cousas espirituais, será muito recolhermos de vós bens</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">materiais? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 11)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">alimentam? E que serve ao altar do altar tira o seu sustento? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 13). A</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">referência aqui é a Dt 18.1, que permite aos levitas comer partes dos sacrifícios</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">oferecidos no Templo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">De fato, existe o direito bíblico (do qual Paulo abriu mão, pelo menos com relação aos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">coríntios – 1 Co 9.15 – e aos tessalonicenses – 1 Ts 2.7,9; 2 Ts 3.8-9) de os pregadorespastores-</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">mestres serem sustentados pelas suas congregações:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">evangelho. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 14)&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Porém não há referência a dízimos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Algumas outras citações, entre muitas:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">&#8230; <strong>compartilhai </strong>as necessidades dos santos. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Rm 12.13)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">&#8230; <strong>façamos o bem </strong>a todos, mas principalmente aos da família da fé. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Gl 6.10)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">mãos o que é bom, <strong>para que tenha com que acudir ao necessitado</strong>. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Ef 4.28)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Exorta aos ricos do presente século &#8230; que &#8230; sejam &#8230; <strong>generosos em dar e</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">prontos a repartir </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;">(1 Tm 6.17,18).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Note-se o ensino consistente e positivo do Novo Testamento a respeito da generosidade,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">da liberalidade, da prontidão em repartir. A contrapartida negativa temos nas muitas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">advertências a respeito da avareza:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os <strong>cuidados</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">do mundo e a fascinação das riquezas </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">sufocam a palavra, e fica infrutífera </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Mt</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">13.22).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Tende cuidado e <strong>guardai-vos de toda e qualquer avareza</strong>; porque a vida de um</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">homem não consiste na abundância dos bens que ele possui. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Lc 12.15)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Sabei, pois, isto: nenhum &#8230; <strong>avarento, que é idólatra</strong>, tem herança no reino de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Cristo e de Deus. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Ef 5.5)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Porque nada temos trazido para o mundo, nem cousa alguma podemos levar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">querem ficar ricos caem em tentação e cilada, e em muitas concupiscências</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa <strong>cobiça</strong>, se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">1 Tm 6.7-10</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Seja a vossa vida <strong>sem avareza</strong>. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Hb 13.5)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Esta é a doutrina. Isso é o que devemos ensinar. O que passar disso pode ser considerado ensino</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">bíblico?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Jesus ensinou a prática do dízimo?</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Argumenta-se que Jesus ensinou que devemos dar o dízimo em Mateus 23.23:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas cousas, sem omitir</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">aquelas!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Note-se: obedecer os preceitos mais importantes <strong>da lei</strong>, sem omitir o dízimo da hortelã,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">do endro e do cominho, é o que Jesus afirma.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">De fato, esta afirmação de Jesus nos remete à discussão sobre a Lei e a Graça, o Velho e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">o Novo Testamento, a Antiga e a Nova Aliança.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Não ignoramos a profecia de Jeremias: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">nova aliança </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">com a casa de Israel e com a casa de Judá&#8230; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(31.31). Esta profecia foi</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">lembrada pelo autor de Hebreus que ensina a respeito de Jesus como <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Mediador de</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">superior aliança instituída com base em superiores promessas (8.6), </span><span style="font-family: Arial; color: black;">e completa:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">envelhecido está prestes a desaparecer </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.13)<span style="mso-bidi-font-style: italic;">. </span>Paulo afirma o mesmo com outras</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">palavras: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">que fôssemos justificados por fé. <strong>Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">subordinados ao aio </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;">(Gl 3.24-25)<span style="mso-bidi-font-style: italic;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Sabemos que há dois testamentos, duas alianças – uma antiga, que já passou, e uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">nova, que vigora. Mas, quando começou a vigorar a nova aliança, o novo testamento?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Hebreus responde: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Porque, onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">testador; pois um testamento só é confirmado no caso de mortos; visto que de maneira</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">nenhuma tem força de lei enquanto vive o testador. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Hb 9.16-17) Oh! que significado</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">tem as palavras de Jesus na última ceia: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">porque isto é o meu sangue, o sangue da <strong>nova</strong></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">aliança</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Mt 26.28).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Vemos, assim, que os evangelhos retratam acontecimentos da antiga aliança.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Poderíamos dizer que o Antigo Testamento se estende até Mateus 27.50 quando <span style="mso-bidi-font-style: italic;">“Jesus,</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Dessa forma, podemos entender muitas passagens do NT:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lc 1.15 o anjo Gabriel consagra João Batista ao nazireado, conforme Nm 6.3.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lucas 2.21 Jesus é circuncidado obedecendo o disposto em Levítico 12.3;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lucas 2.22 Maria se purifica conforme estabelecido em Levítico 12.4;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lucas 2.23 os pais de Jesus oferecem o sacrifício prescrito em Levítico 12.6-8;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Mateus 8.4 Jesus manda um leproso fazer o sacrifício prescrito em Levítico 14;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lucas 19.8 Zaqueu se submete duplamente à pena estabelecida em Êxodo 22.9;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Mateus 17.24 Jesus paga o imposto estipulado em Êxodo 30.11-16</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Mateus 26.17 Jesus e os discípulos cumprem o requerido em Êxodo 12.1-27.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Entendemos, então, que enquanto Jesus vivia, a Lei Mosaica estava em vigor. Como</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">entender Mt 8.4, onde Jesus ordena a apresentação de um sacrifício de animal ao que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">havia sido curado de lepra? É necessário que façamos isto hoje? Evidentemente que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">não. Da mesma forma, quando, em Mt 23.23, Jesus ordena aos fariseus que dêem o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimo do cominho, da hortelã e do endro, devemos entender que eles estavam debaixo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">da mesma aliança mosaica que obrigou o leproso a cumprir o ritual de Levítico 14. Há,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">portanto, nos relatos dos evangelhos, um aspecto de transição entre o que é e o que há</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">de vir. Por isso é preciso cuidado para não impor sobre o Novo Israel prescrições</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">relativas ao Antigo Israel. <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Pois não estais debaixo da lei e sim da graça </span>(Rm 6.14).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O dízimo está acima da Lei?</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Existe uma passagem em Gênesis 14.20 – <span style="mso-bidi-font-style: italic;">E de tudo lhe deu Abrão o dízimo – </span>que é</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">usada para defender a prática do dízimo como supra-legal, ou seja, acima da lei. Eis o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">argumento: Abrão deu o dízimo a Melquisedeque, rei de Salém, antes da Lei ser</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">estabelecida. Logo o dízimo é antes da Lei. Portanto o dízimo perdura após o fim da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Lei.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Tomemos outra passagem para testar a validade da argumentação acima – Gn 17.10:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">macho entre vós será circuncidado. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Em Gn 17.23-27 vemos Abraão circuncidando-se a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">si, a Ismael, e a todos os homens de sua casa. Argumentemos: Abrão circuncidou-se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">antes da Lei ser estabelecida. Logo a circuncisão é antes da Lei. Portanto a circuncisão</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">perdura após o fim da Lei.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Temos, assim, verificado que se este argumento é procedente para validar o dízimo, é da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">mesma forma procedente para justificar a prática da circuncisão.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Uma preciosa norma de interpretação afirma que um texto descritivo pode <span style="mso-bidi-font-style: italic;">ilustrar </span>uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">doutrina, porém não pode ser base de doutrina. Porém é freqüente cair neste erro. Toda</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">a doutrina pentecostal do batismo com o Espírito Santo esta assentada sobre o livro de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Atos – descritivo por excelência. Usando textos descritivos grupos sectaristas ensinam,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">por exemplo, o lava-pés (<span style="mso-bidi-font-style: italic;">Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés,</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">também vós deveis lavar os pés uns dos outros – </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Jo 13.14)<span style="mso-bidi-font-style: italic;">; </span>que a Ceia deve ser</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">celebrada com pão asmo (cf. Mt 26.17-19; Ex 12.1-27 – porém esquecem que Jesus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">usou também vinho e não o suco de uva que a maioria das igrejas usa atualmente); que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">o batismo só é válido quando feito em rio – “rios de águas correntes” é a expressão</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">usada (Mt 3.6). Kenneth Hagin, o fundador da “teologia” da prosperidade erige um</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">verdadeiro arranha-céu doutrinário sobre uma única afirmação de Jesus: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Por isso, vos</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">(Mc 11.24)<span style="mso-bidi-font-style: italic;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Portanto, se é correto que não se pode basear doutrina sobre texto descritivo, tanto</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Mt 23.23 quanto Gn 14.20 ficam invalidados para se justificar a prática atual do dízimo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O Dízimo e a Lei Mosaica</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Trazei todos os dízimos&#8230; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Ml 3.10).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Nenhum profeta do Antigo Testamento criou doutrina nova. A síntese do que diziam</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">pode ser resumida na seguinte sentença: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Voltem para a Lei</span>. Em outras palavras:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">lembrem-se do que Moisés vos prescreveu. De modo que, se queremos saber mais a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">respeito do dízimo devemos nos voltar para suas prescrições no Pentateuco. E é aí que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">encontraremos algumas surpresas:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">- Em Lv 27.30-33 aprendemos que os dízimos são <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Santos ao SENHOR.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">- Em Nm 18.21ss aprendemos que os dízimos são herança dos Levitas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">- Porém em Dt 12.5ss e 14.22ss aprendemos a respeito da <span style="mso-bidi-font-style: italic;">dinâmica </span>da entrega dos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimos: eles eram comidos e bebidos pelo próprio ofertante e sua família no Templo,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">diante do SENHOR, numa celebração alegre e festiva: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">A esse lugar </span>[o Templo] <span style="mso-bidi-font-style: italic;">fareis</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">chegar os vossos &#8230; dízimos&#8230; Lá comereis perante o SENHOR, vosso Deus, e vos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">alegrareis&#8230; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(12.6,7)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Se o caminho até o Templo fosse longo, o israelita poderia vender o seu dízimo e,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">chegando a Jerusalém, comprar <span style="mso-bidi-font-style: italic;">tudo o que deseja a tua alma: vacas, ovelhas, vinho ou</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">bebida forte, ou qualquer cousa que te pedir a tua alma; come-o ali perante o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">SENHOR, teu Deus, e te alegrarás, tu e a tua casa. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(14.26).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Repetidamente há a recomendação de não desamparar o levita (12.12, 18, 19; 14.27). E,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">finalmente, no capítulo 14 uma ordem especial:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Ao fim de cada três anos, tirarás todos os dízimos do fruto do terceiro ano e os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">recolherás na tua cidade. Então, virão o levita (pois não tem parte nem herança</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">contigo), o estrangeiro, o órfão e a viúva que estão dentro da tua cidade, e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">comerão, e se fartarão, para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em todas as</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">obras que as tuas mãos fizerem. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 28-29)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Portanto vemos claramente que somente de 3 em 3 anos o dízimo era entregue</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">integralmente </span><span style="font-family: Arial; color: black;">aos levitas. Nos anos restantes ele era consumido alegremente “perante o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">SENHOR” pelo próprio ofertante, por sua família e por muitos convidados, num grande</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">banquete. Em Ne 13.10-12, vemos a restauração da prática do dízimo no Judá pósexílio.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Ali está a referência aos “depósitos” onde eram armazenados os dízimos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">A que prática olvidada pelo povo Malaquias estava se referindo? A tudo o que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">acabamos de descrever do livro de Deuteronômio. Portanto, se quisermos usar o profeta</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">para restaurar a prática do dízimo, não podemos omitir os textos Mosaicos a que ele está</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">se referindo, pois uma boa norma de hermenêutica diz que um texto não pode significar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">para nós o que não significou para os seus destinatários originais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O Dízimo e os Profetas</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">A esta altura uma pergunta se faz necessária: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">é correto que um texto do Antigo</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Testamento de modo geral ou um texto de alguns dos profetas seja usado como base</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">para se ensinar a prática ou a abstenção de algum preceito? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Alguns respondem que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">sim, desde que se trate da lei moral, a qual continuamos obrigados a cumprir e não da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">lei cerimonial essa sim, revogada. Mas, como fazer tal distinção? Exemplifiquemos com</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">o conhecido texto do profeta Isaías (capítulo 58) sobre o jejum aceitável a Deus: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Seria</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">este o jejum que escolhi, que o homem um dia aflija a sua alma, incline a sua cabeça</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">como o junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza? &#8230; Porventura, não é este o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">É moral ou cerimonial o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">que escreve o profeta? E o final do discurso quando Isaías afirma: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Se desviares o pé de</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">falando palavras vãs, então, te deleitarás no SENHOR. Eu te farei cavalgar sobre os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">SENHOR o disse.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Guardar o sábado é moral ou cerimonial? Freqüentemente aquilo que <span style="mso-bidi-font-style: italic;">parece </span>cerimonial</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">está inextrincavelmente ligado ao que, sem dúvida, é moral. <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Não comereis cousa</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">alguma com sangue, não agourareis, nem adivinhareis. Não cortareis o cabelo em</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">redondo, nem danificareis as extremidades da barba </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Lv 19.26). <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Não contaminarás a</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">tua filha, fazendo-a prostituir-se&#8230; guardareis os meus sábados&#8230; não vos voltareis para</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">os necromantes, nem para os adivinhos. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Lemos, também, que Deus quis matar Moisés</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">porque este não havia circuncidado seus filhos (Ex 4.24-26) e que a pena de morte era</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">prescrita para quem não guardasse o sábado (Ex 31.14-15). Para o judeu comer comida</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">kosher </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(pura), guardar o sábado, circuncidar a si e seus filhos e usar barba era tão moral</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">quanto não consultar necromantes ou adivinhos e não prostituir sua filha. Portanto,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">como justificar que usar Malaquias 3.10 para se requerer a prática do dízimo é legítimo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">e não é legítimo usar Isaías 58.13 para se exigir a guarda do sábado? Por que critério</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Malaquias 3.10 é atual e não Malaquias 4.4? “<strong><span style="mso-bidi-font-style: italic;">Lembrai-vos da lei de Moisés</span></strong><span style="mso-bidi-font-style: italic;">, meu servo,</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">a qual lhe prescrevi em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos.” </span><span style="font-family: Arial; color: black;">E, se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Malaquias 3.10 continua vigorando, onde o Livro Santo nos autorizou a alterar a prática</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">do dízimo conforme prescrita pela lei de Moisés?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;">Calvino e a mordomia</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;">5</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Calvino, nos Comentários aos Cinco Livros de Moisés, nos trechos referentes às</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">primícias, aos dízimos e às oferendas escreve que estas prescrições têm um significado</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">5 Calvino deixou em sua vastíssima obra, valiosos e densos comentários sobre a vida material: riquezas, propriedades, trabalho, descanso, banqueiros, empréstimos, impostos, diaconia, remuneração, etc. Para quem quiser se aprofundar neste assunto recomendo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">a obra <span style="mso-bidi-font-style: italic;">O Pensamento Econômico e Social de Calvino</span>, de André Biéler, publicado pela Casa Editora Presbiteriana.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Assim, comentando a exigência do imposto do templo (Ex 30.16) ele escreve:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Deus os taxou todos a uma e a mesma soma, a fim de que, desde o maior até o menor,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">cada qual, qualquer que fosse o seu estado ou qualidade, reconhecesse que Lhe</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">pertencia inteira e totalmente. E não é de maravilhar, visto que era esse (como se diz)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">um direito pessoal e as faculdades não se creditam a que o rico, de fato, contribuísse</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">mais do que o pobre, mas antes, que o tributo era pago igualmente pessoa por pessoa.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Comentando o texto de Mt 17.24 ele acrescenta: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Sabemos que a Lei lhes impunha pagar</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">cada um anualmente meio estáter e que Deus, que os havia resgatado, era para eles o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Rei Soberano. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Ou seja, para Calvino, este imposto simboliza a redenção que Jesus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">efetua em favor de cada pessoa do seu povo. Da mesma forma, comentando sobre as</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">primícias, “Calvino afirma que São Paulo mostra que se a oferta das primícias, como</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">rito, <strong>foi abolida</strong>, guarda-nos, todavia, o significado espiritual.”6 <strong><span style="mso-bidi-font-style: italic;">Sem a cerimônia</span></strong><span style="mso-bidi-font-style: italic;">,</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">permanece ainda a verdadeira observância, quando nos exorta ele a glorificar o nome</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">de Deus, até mesmo no beber e no comer (1 Co 10.31)</span><span style="font-family: Arial; color: black;">7</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Comentando o voto de Jacó em Gn 28.22 (<span style="mso-bidi-font-style: italic;">E, de tudo quanto me concederes, certamente</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">eu te darei o dízimo</span><span style="font-family: Arial; color: black;">), Calvino escreve: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Os atos externos não caracterizam os</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">verdadeiros servidores de Deus, são apenas subsídios de piedade.</span><span style="font-family: Arial; color: black;">8</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Comentando 2 Co 8.8, o reformador escreve: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Verdade é que, por toda parte, ordena</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Deus que acorramos a ajudar os irmãos em suas necessidades; <strong>mas, verdade é também</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">que nenhuma passagem há em que nos defina a soma, </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">quanto lhes devemos dar, a fim</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">de que, feita estimativa de nossos bens, repartamo-los entre nós e os pobres; nem, de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">maneira semelhante, onde nos obriga a certas circunstâncias, nem de tempo, nem de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">pessoa, nem de lugar, mas à regrada caridade nos conduz.</span><span style="font-family: Arial; color: black;">9</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">No entanto, Calvino não deixa de enfatizar aquilo que já vimos: o ensino a respeito da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">generosidade e a precaução contra a avareza:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">A vontade liberal é agradável a Deus tanto do pobre quanto do rico&#8230; verdade é</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">que é bem certo que devemos a Deus não apenas uma parte, mas, afinal, tudo o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">que somos e tudo o que temos. <strong>Entretanto, segundo Sua benevolência, até esse</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">ponto nos poupa</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">, que Se contenta desta comunicação que o Apóstolo aqui</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">ordena. O que, pois, ensina ele aqui é um relaxamento, por assim dizer, daquilo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">a que somos obrigados no rigor do direito. Contudo nosso dever é estimular-nos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">a nós mesmos a <strong>darmos com freqüência</strong>. Não há temer que sejamos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">exageradamente descomedidos neste aspecto, pelo contrário, há é o perigo de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">sermos demasiado sovinas</span><span style="font-family: Arial; color: black;">.10</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Ainda comentando 2 Co 8.8, Calvino acrescenta: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Ora, esta doutrina é necessária contra</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">um bando de visionários que pensam que nada havemos feito, se não nos despojamos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">inteiramente para termos tudo em comum. Na verdade, tanto fazem por sua fantasia,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">que ninguém pode dar ajuda em boa consciência. Eis porque é preciso observar-se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">diligentemente a moderação de São Paulo, a saber, que nossa ajuda seja agradável a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Deus, quando de nossa abundância acorremos à necessidade dos irmãos, não de tal</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">maneira que tenham a ponto de regurgitarem, enquanto nós ficamos na condição de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">6 Biéler, op. cit. p. 473, negrito acrescentado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">7 Sermão de Calvino sobre Dt 14.21-28, negrito acrescentado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">8 Comentários aos Cinco Livros de Moisés</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">9 Comentários ao Novo Testamento 2 Co 8.8, destaque acrescentado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">10 Idem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">necessitados, mas antes, que <strong>do nosso distribuamos segundo o permite nossa própria</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">capacidade, e com alegria de coração e ânimo disposto</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">.</span><span style="font-family: Arial; color: black;">11</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Conclusão</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Cremos que as Escrituras Sagradas do Velho e do Novo Testamento são a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Palavra de Deus é a única regra de fé e prática dada por Ele à sua Igreja, e que são</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">falsas e perigosas todas as doutrinas e cerimônias contrárias a essa palavra, e todos os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">usos e costumes acrescentados à simples lei do Evangelho de nosso Senhor Jesus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Cristo? </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O que devemos fazer? A confissão que fizemos nos lembra que tudo o que é extrabíblico</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">é, na verdade, anti-bíblico, que qualquer imposição que se revele sem raízes nas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Escrituras deve ser considerada falsa e perigosa, mesmo que tenha sido instituída com</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">propósitos elevados.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O dízimo tradicionalmente praticado pelos evangélicos é bíblico? Se não for não pode</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ser legitimamente exigido de nenhum membro. Já se afirmou que se o dízimo for extinto</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">a igreja perderá o seu sustento. Ora, este <strong>não </strong>é um argumento bíblico. Respondemos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">que a doutrina bíblica nunca prejudicará a vida da igreja e que a verdade jamais será</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">perniciosa; pelo contrário, se tivermos a determinação de ensinar que os membros são</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">livres </span><span style="font-family: Arial; color: black;">para dar ou não dar, que não há patamar mínimo exigido, que Deus ama a quem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dá com alegria, que devemos ser generosos, guardar-nos da avareza, ser prontos em</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">repartir, acumular tesouros no céu&#8230; Deus responderá derramando sobre a <strong>Sua </strong>igreja</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">bênçãos sem medida. Concluímos que o ensino enfatizado do N.T. se resume em repartir </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">recursos sem reserva e mutuamente em amor e graça.</span></span></p>
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		<title>A esquecida teologia feminina.</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 05:39:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[citações]]></category>
		<category><![CDATA[estudos diversos]]></category>
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		<category><![CDATA[manifesto]]></category>
		<category><![CDATA[teologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Você já prestou atenção ao fato de que sempre falamos da situação do “homem”, que Deus tem um plano para o “homem”, que o “homem” tem se direcionado para aqui ou ali, que a história do “homem” no mundo é isso ou aquilo etc? Da mesma maneira, quando falamos de Deus, o tratamos sempre como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Você já prestou atenção ao fato de que sempre falamos da situação do “homem”, que Deus tem um plano para o “homem”, que o “homem” tem se direcionado para aqui ou ali, que a história do “homem” no mundo é isso ou aquilo etc? Da mesma maneira, quando falamos de Deus, o tratamos sempre como a figura parental do Pai, e nunca como Mãe. </span><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">É fato que a linguagem bíblica está permeada pela linguagem masculina, e isso se manifesta nas igrejas, ao reproduzirmos essa linguagem sem nenhum cuidado ou precaução nos sermões, louvores e estudos bíblicos. Deus é sempre “Ele”, “Senhor”, “Rei”, “Principe”, “Homem de guerra”, “Pai da Eternidade”. Neste sentido, a linguagem feminina nunca é usada, e a mulher não existe enquanto gênero teológico-literário-lingüístico. A mulher está sempre subentendida, incluída como mensagem secundária, adicionada, escondida, incluída em menções nunca feitas..</span></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;"><span id="more-599"></span> </span></span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"> </p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Os exemplos bíblicos das mulheres são sempre secundários ou negativos, sem força, usados como precaução na estruturação da fé cristã: Eva, Hagar, Tamar, Jezabel, Maria, a mulher adúltera etc. Nem sequer prestamos atenção às imagens femininas para Deus na Bíblia. Somente para citar dois exemplos: a palavra em hebraico no Antigo Testamento para Espírito é feminina; e Jesus queria que Deus fosse uma galinha para acolher seu povo. </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Ao longo da história da Teologia, por exemplo, a encarnação de Cristo como homem nunca foi entendida como um <em><span style="font-family: Arial;">acidente </span></em>de gênero ou necessidade de seu tempo, mas como uma necessidade ontológica, isto é, uma necessidade absoluta, que via Deus como um ser necessariamente masculino. 1 Ao pensarmos assim, e ao afirmarmos a encarnação de Cristo como uma necessidade masculina, acabamos por negar a universalidade da ação cristológica e sua redenção. </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Raymond Brown, um conhecido estudioso do Novo Testamento, disse o seguinte: “Os termos <em><span style="font-family: Arial;">Pai</span></em><em><span style="font-family: Arial;"> </span></em>e <em><span style="font-family: Arial;">Filho </span></em>parecem não traduzir completamente para algumas mulheres (e também alguns homens) a extensão do entendimento de Deus. A Teologia clássica insiste corretamente em definir Deus como <em><span style="font-family: Arial;">Pai</span></em><em><span style="font-family: Arial;"> </span></em>e <em><span style="font-family: Arial;">Filho </span></em>como termos não sexistas, mas eles têm que concordar com o fato no qual, em função da extensão da experiência humana, esses termos acabam sendo vistos como exclusivamente masculinos.” 2 </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Para além da preocupação do politicamente correto, é preciso saber que a linguagem cria mundos, imagens, estruturas, ênfases e forças que criam valores, hábitos, visão de mundo, comportamento e, conseqüentemente, formas de se entender e apreender a fé e a vida. Além do mais, a linguagem também pode nos fazer idólatras. Sempre que tratamos Deus somente como figura masculina, o fixamos numa estrutura totalitária que denuncia uma idolatria que deveríamos rejeitar. Em nossos antropomorfismos (jeitos humanos de se falar de alguma coisa), se concordamos que Deus não tem sexo, mas usamos somente o sexo masculino para descrever Deus, acabamos negando a Deus a possibilidade de ser mulher, ou de não ser homem. </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Permita-me fazer uma proposta: sem negar a validade e a beleza de se chamar Deus de Pai, proponho que façamos um boicote temporário ao uso de Deus como Pai, Senhor e Homem. Que tal começarmos a orar a Deus como “Mãe nossa, que está nos céus”? Isso pode nos ajudar em nosso relacionamento com Deus, pois, para muitos, a figura paterna compromete uma relação mais próxima com Deus em virtude de histórias pessoais carregadas de dor e dificuldades com a figura paterna. </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Como imaginar Deus em formas femininas? Será que é possível? Será que ficaremos assustados e temeremos perder o temor e o respeito a Deus, e mesmo nossa fé, se a chamarmos de Mãe? Ao iniciarmos uma linguagem inclusiva, veremos que Deus não é nem masculino, nem feminino, mas ambos! </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Por que fazer isso? Para exercitarmos a imaginação junto com nossa fé; para sermos inclusivos; para fazermos das mulheres não submissas, mas parceiras. Nossa fé se ampliará muito mais com a presença feminina de Deus. Se tivermos olhos para ver, talvez conseguiremos viver essa fé como algo mais carinhoso e menos bruto; mais bondoso e menos virulento; mais acolhedor e, conseqüentemente, menos julgador. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Ao fazermos isso, moveremos o terreno não só de nossa fé e de nossas igrejas, mas também os alicerces culturais de nossa sociedade. E poderemos servir de exemplo, de anúncio profético e de expansão da linguagem da fé para que futuras gerações sejam iluminadas por uma nova forma de lidar com a linguagem e com o Evangelho. Criaremos novas e belas imagens de Deus, de Jesus e do mundo, e fomentaremos sonhos de justiça que alimentem novas referências que sejam mais inclusivas para a nossa sociedade, engajadas na luta por uma vida mais ampla, e assim mais fiéis ao Evangelho abundante e não discriminador de Jesus Cristo. </span></p>
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		<title>Volta a real intenção do Mestre, afundando o prego !.</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 19:21:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Caminho Cristão traz o pensamento analítico e encorajador de dois irmãos queridos, que se alinham em suas propostas em prol da saúde da genuína Igreja de Cristo. Aqui, ambos os artigos e comentários convergem para um só Alvo, &#8220;Cristo&#8221; e sua verdadeira intenção como legado, e a originalidade do seu Reino. Vale a pena refletir e mais do que isso, praticar como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O Caminho Cristão traz o pensamento analítico e encorajador de dois irmãos queridos, que se alinham em suas propostas em prol da saúde da genuína Igreja de Cristo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Aqui, ambos os artigos e comentários convergem para um só Alvo, &#8220;Cristo&#8221; e sua verdadeira intenção como legado, e a originalidade do seu Reino. Vale a pena refletir e mais do que isso, praticar como novo estilo de vida !; </span></span><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Boa leitura !..</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-463"></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Você sabia que foi apenas no ano 190 d.C. que a palavra grega ekklesia, que traduzimos como igreja, foi pela primeira vez utilizada para se referir a um lugar de reuniões dos cristãos? Sabia também que esse lugar de reuniões era uma casa, e não um templo, já que os templos cristãos surgiram apenas no século IV, após a conversão de Constantino? Você sabia que os cristãos não chamavam seus lugares de reuniões de templos até pelo menos o século V? Você sabia que o primeiro templo cristão começou a ser construído por Constantino, sob influência de sua mãe Helena, em 327 d.C., às custas de recursos públicos, e sua arquitetura seguia o modelo das basílicas, as sedes governamentais da Grécia e, posteriormente, de Roma, e dos templos pagãos da Síria? Você sabia que as basílicas cristãs foram construídas com uma plataforma elevada acima do nível da congregação e que no centro da plataforma figurava o altar, e à sua frente a cadeira do Bispo, que era chamada de cátedra? Você sabia que o termo ex cathedra significa “desde o trono”, numa alusão ao trono do juiz romano, e, por conseguinte, era o lugar mais privilegiado e honroso do templo? Você sabia que o Bispo pregava sentado, ex cathedra, numa posição em que o sol resplandecia em sua face enquanto ele falava à congregação, pois Constantino, mesmo após a sua conversão ao Cristianismo, jamais deixou de ser um adorador do deus sol? Você sabia que o atual modelo hierárquico do Cristianismo, que distingue clero e laicato, teve origem e ou foi profundamente afetado pela arquitetura original dos templos do período Constantino?</span></span></p>
<p>Você sabia que Jesus não fundou o Cristianismo, e que o que chamamos hoje de Cristianismo é uma construção religiosa humana, feita pelos seguidores de Jesus ao longo de mais de dois mil anos de história? Você sabia que o que chamamos hoje de Cristianismo está profundamente afetado por pelo menos três grandes eras: a era de Constantino, a era da Reforma Protestante e a era dos Avivamentos na Inglaterra e nos Estados Unidos? Você sabia que é praticamente impossível saber a distância que existe entre o que Jesus tinha em mente quando declarou que edificaria a sua ekklesia e o que temos hoje como Cristianismo Católico Romano, Protestante, Ortodoxo, Pentecostal, Neopentecostal e Pseudopentecostal?</p>
<p>Você sabia que os primeiros cristãos se preocuparam em relatar as intenções originais de Jesus com vistas a estender seu movimento até os confins da terra? Você sabia que este relato está registrado no Novo Testamento, mais precisamente nos Evangelhos e no livro de Atos dos Apóstolos? Você sabia que o terceiro evangelho, Evangelho Segundo Lucas, e o livro dos Atos deveriam formar no princípio uma só obra, que hoje chamaríamos de “História das origens cristãs”? Você sabia que os livros foram separados quando os cristãos desejaram possuir os quatro evangelhos num mesmo códice, e que isso aconteceu por volta de 150 d.C.? Você sabia que o título “Atos dos Apóstolos” surgiu nessa época, segundo costume da literatura helenística, que já possuía entre outros os “Atos de Anibal” e os “Atos de Alexandre”?</p>
<p>Nesse emaranhado de coisas que eu não sabia, três coisas eu sei. A primeira é que a crítica que o mundo secular faz ao Cristianismo institucional tem sérios fundamentos, ou como disse Tony Campolo: “Os inimigos estão parcialmente certos”. A segunda coisa que sei é que nesta Babel que vem se tornando o movimento evangélico brasileiro, está cada vez mais difícil identificar a etssência do Evangelho de Jesus Cristo, nosso Senhor. A terceira coisa que sei é que vale a pena perguntar aos primeiros cristãos o que eles entenderam a respeito de Jesus, sua mensagem, sua proposta de vida e suas intenções originais. Vale a pena voltar à Bíblia. Não há outra fonte segura de informação e formação espiritual, senão a Bíblia Sagrada, especialmente o Novo Testamento.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">por Ed René Kivitz.</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 14.4pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Alguns queridos enviaram-me este texto acima  de autoria do Ed René Kivitz, que é sempre pertinente nas observações e críticas que faz ao cristianismo atual, praticado por esta chamada “igreja evangélica brasileira”, que na maioria das vezes apenas reverbera o que já vem acontecendo nos EUA e outros lugares. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 14.4pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 14.4pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">( Se você leu o texto do Ed acima, entenderá também o meu texto a partir deste próximo parágrafo ). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Penso que estão me enviando este texto para me por a par que há esperança para os “cristãos evangélicos”, visto que há instituições cristãs evangélicas que estão informando corretamente seus auditórios.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">De fato, me alegro sempre que leio e ouço falar que há um desconforto em quem prega o evangelho neste mercado religioso. Desconforto por conta do abismo que existe entre o evangelho de mercado e o EVANGELHO DO REINO.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Diante das informações acima dadas nos tópicos  <strong><span style="font-weight: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">“VOCÊ SABIA?”</span></strong>  e no <strong><span style="font-weight: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">“TRÊS</span></strong> <strong><span style="font-weight: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">COISAS EU SEI”</span></strong>,<strong><span style="font-weight: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">  </span></strong>além do desconforto e encorajamento singelo de se voltar às Escrituras, especialmente ao Novo Testamento, não caberiam  propostas mais contundentes?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> de  propor uma desmobilização geral deste sistema religião cristão evangélico vigente, seja ele lá qual for?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso </span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;">de iniciar um esvaziamento de toda e qualquer influencia de quem quer que seja,  na leitura e interpretação das ESCRITURAS, isto é, devolver aos chamados leigos a responsabilidade de ler, avaliar, entender e aplicar as escrituras na vida?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> de os lideres, que descobrem o que está relatado neste texto, isto é, que NOS DISTANCIAMOS TANTO DAS ESCRITURAS que o que está aí não tem nada a ver com ela, sim,  fossem eles os precursores de uma  DESMOBILIZAÇÃO RADICAL deste sistema religioso cristão evangélico, iniciando um processo de desestruturação do sistema?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> de, para os que sabem tudo isto, estancar todos os processos de expansão de suas instituições religiosas, de modo que, pelo menos os que os ouvem, pudessem ser orientados a sair desta engrenagem demonizada que não tem mais nada a ver com a fé cristã?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso </span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;">de começar enxugar os orçamentos que normalmente são consumidos pela estrutura religiosa, e as demandas para manter a instituição religiosa em funcionamento?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> de se estimular os devotos a não contribuírem com a manutenção e preservação de qualquer estrutura ou sistema religioso?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso </span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;">de  iniciar uma jornada de oração, suplicando ao Eterno que as “instituições  religiosas“ quebrem?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> de desencadear campanhas para que deixem de contribuir com os “shows da fé” e este “circo gospel” que virou o “EVANGELHO” na televisão e rádios, de modo que seus “donos”  (os donos destes shows e circos) não tenham como pagar a fatura no fim do mês e sejam obrigados a tirar estes programas do ar?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> de desestimular todo e qualquer tipo de investimento em quinquilharias religiosas, sejam elas quais forem?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> de se estimular a diluição das “MONTANHAS DE SAL”  que se abrigam debaixo dos tetos frágeis dos templos religiosos,  de modo que desapareçam no chão da vida, onde de fato suas qualidades, embora, não sejam vistas, mas, seriam percebidas na sociedade, por conta dos sabores que produziriam?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> de desobrigar esse chamado povo de Deus quanto às suas obrigações com suas instituições religiosas, seja em presença e patrocínio?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> de insistir e levar as ultimas conseqüências o sacerdócio universal de cada seguidor de Jesus, liberando-o para viver segundo sua própria consciência cativa ao Senhor, o Pai das luzes?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> de, em desejando esta desmobilização do sistema religioso, encorajar e inserir cada seguidor de Jesus em projetos e processos na vida&#8230;e não na estrutura religiosa?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso???&#8230;</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Você incluiria alguma proposta contundente? Acrescente aqui.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Sabendo disto, é razoável pensar na possibilidade de <strong><span style="font-weight: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">NÃO FAZER PARTE DESTE SISTEMA RELIGIOSO?</span></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">De que modo?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Vamos abrir um fórum sério, responsável, radical sobre este assunto, mas, que saia do palco das reflexões e vá para o chão da vida.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Vamos encorajar a simplicidade. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Encontros pequenos. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Encontros informais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Vamos encorajar o engajamento radical na sociedade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O mundo precisa de seguidores de Jesus em todas as frentes, todos os dias, o dia todo em todos os lugares.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">por Carlos Bregantim.</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"><br style="mso-special-character: line-break;" /><br style="mso-special-character: line-break;" /></span></p>
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		<title>O Inventário.</title>
		<link>http://www.caminhocristao.com/2009/01/quanto-a-mim-e-quanto-a-voce/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 04:22:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[citações]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Inventário do presente: Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação sobre o sacrifício, e o tempo de minha partida chegara. Inventário do passado: O grande combate combati, a carreira terminei, a fé guardei.  Inventário do futuro: Para o futuro, há seguramente guardada para mim a coroa da justiça, a qual o Senhor, o justo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial">Inventário do presente:</span><span style="color: black; font-family: Arial"> <span>Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação sobre o sacrifício, e o tempo de minha partida chegara. <o:p></o:p></span></span><span style="color: black; font-family: Arial">Inventário do passado:</span><span style="color: black; font-family: Arial"> <span>O grande combate combati, a carreira terminei, a fé guardei. </span><o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; text-align: justify" class="ecmsobodytext"><span style="color: black; font-family: Arial">Inventário do futuro:</span><span style="color: black; font-family: Arial"> <span>Para o futuro, há seguramente guardada para mim a coroa da justiça, a qual o Senhor, o justo Juiz, guardará para mim naquele dia, e não somente a mim, mas para todos quantos têm amado seu aparecimento.</span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><span></span><o:p><span id="more-440"></span></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; text-align: justify" class="ecmsobodytext"><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Quatro anos se passaram para Nero desde o incêndio</span><span style="color: black; font-family: Arial">, estamos no verão, 6 de junho de 68 d.C., Nero com 31 anos de idade, perdeu o apoio dos guardas pretorianos, um corpo militar de elite formado para proteger o imperador e sua família. Declarado inimigo público número um pelo Senado, mas não pelos muito pobres e gregos, ele fugiu para uma propr<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de no campo, onde se matou com o auxílio de seu secretário. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">&#8220;<em>Qualis ariefix pereo!</em>&#8221; <span>Que artista estás (Roma) perdendo!</span> &#8211; foram registradas como suas últimas palavras.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Nero foi enterrado pela sua serva Ate e continuou a ser querido pelos muito pobres e pelos gregos. Por cerca de três vezes, estes acreditaram que ele havia reaparecido no Oriente, nascia a lenda de &#8220;Nero redivivo&#8221;.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Três anos se passaram para <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> desde o incêndio</span><span style="color: black; font-family: Arial">, estamos no outono de 67 d.C., <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> com 66 anos de idade, o segundo Interrogatório terminou com a sentença de morte. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Com certeza crucificado não seria, pois ele era cidadão romano e tinha assim o &#8220;privilégio&#8221; de ser decapitado sem torturas ou jogado às feras, ainda existia a remota possibilidade de ser esquecido em seu calabouço. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O relato de São Dionísio, o Corinto, é que certa manhã, o velho Apóstolo foi levado por um grupo de litores ao longo da Via Ostiense. Seguiram pela Porta Trigemina, passaram ao lado da Pirâmide de Céstio e também pelo terreno onde hoje se encontra a Basílica de São <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> (extramuros com o seu túmulo). A seguir os carrascos que o levavam, deixaram a estrada e entraram á direita pela pastagem até o local onde ele foi executado. Hoje naquele lugar, existe a Piazza Tre Fontane. Uma lenda romana conta que no momento da execução, se aproximou do Apóstolo uma cega, chamada Petronila, que lhe ofereceu um véu para vendar-lhe os olhos. (Numa antiga porta de bronze da Basílica de São Pedro, no Vaticano, observa-se um relevo que mostra São <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> devolvendo à cega Petronila, o véu que ela lhe havia oferecido. Quando a jovem colocou o véu sobre os seus olhos, recobrou milagrosamente a visão) No local da execução, a cabeça do Apóstolo tombou decepada por um vigoroso golpe de espada ou machado. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Foram registradas como suas últimas declarações: “<em>Ego gare de spendomai, kai o kairós tês analuséos mon ephésteken” </em><span>Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação sobre o sacrifício, e o tempo de minha partida chegara.</span><o:p></o:p></span><st1:personname w:st="on"><span style="color: black; font-family: Arial">Paulo</span></st1:personname><span style="color: black; font-family: Arial"> foi enterrado por alguém que registro algum citou, e continuou a ter frutos de seu trabalho a ponto de, 50 anos mais tarde, no reinado de Trajano, os que eram do Caminho (cristãos) eram tão numerosos na Ásia Menor que os templos pagãos quase que ficaram abandonados. E nos anos seguintes, o império pagão caiu. Cristo vivia nele, em <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname>&#8230;<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E QUANTO A VOCÊ? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Qual a história de sua vulnerabilidade? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Qual o seu INVENTÁRIO?</span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">INVENTÁRIO DO PRESENTE</span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quantos sacrifícios foram feitos em nome de Deus e que na verdade era só um derramar de vida no chão, uma divagação da realidade?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quantos sacrifícios foram feitos para pessoas e entidades em que o melhor de sua vida foi jogado ao chão, traindo a sua confiança e boa-fé, dores, frustrações, traições, abandono, desamparos?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quantas mortes existenciais e psicológicas? Quantos funerais de sonhos, planos e esperança?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quantas vezes você teve que ressuscitar forças, de escombros de total descrença e desilusão, para que pudesse continuar mais um passo?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quantos navios já zarparam com ciclos que você não queria que se encerrassem e que o tempo não era oportuno para você, uma luta contra a determinação do tempo para que acabasse? <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quanto vivemos só o tempo presente e desprezamos a eternidade que o envolve, revolve e o comporta?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">INVENTÁRIO DO PASSADO</span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O quanto a sua vida foi um freqüente combate contra a agonia,  a esperança tendo um colapso, a amargura sem o mínimo pudor invadindo o coração, coração como o próprio algoz do sentido do ser? <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O quanto você combateu com a preocupação e a ans<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de quanto a segurança e o futuro dos filhos e de seus queridos?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O quanto a sua carreira, sua maratona é cheia de obstáculos da alma que se revoltou e se meteu em abismos da depressão e falta de sentido e alegria de viver. Angústias tão difusas que não se consegue dar nome ou motivo?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O quanto a carreira foi interrompida pelo ódio e rancor, pelos outros e por você mesmo? <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O quanto a sua fé foi escondida por detrás  de remorsos, de vontade visceral de reviver, quando não se quer esquecer para não perder a única coisa que se tem ainda que seja a lembrança, mesmo que lembranças corrosivamente doloridas?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O quanto a sua fé teve que resgatar créditos para “<em>suportar a dor que chega, a traição que acomete, as que perdas vêm, a depressão que se instala, o tédio que toma conta, o sentimento de abandono e de rejeição chega, circunda, cobre a alma com a mortalha do desprezo?</em>” <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">INVENTÁRIO DO FUTURO</span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Olhe para além de todos os tempos e momento e veja a coroa da justiça!<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O Chão da Vida é aqui, e há um resgatar de esperança, de sonhos, uma releitura sobre o que é viver tendo os olhos na certeza de que as promessas se cumprirão em sua existência.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Há presente e passado, mas principalmente há futuro de coroas NELE, e o futuro chega a cada instante, exercite-se a crer! A certeza de que o tempo do Eterno, a ação do Eterno, as providências do Eterno, estão sobre você e sua casa.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Não há como negar a existência do presente e do passado, ainda que o passado seja algo que já foi vivido, muitas vezes dói tanto quanto um membro amputado, não há como negar a existência de tempos e momentos; mas principalmente, há de se considerar o futuro como a linha de chegada em que os nossos prêmios e coroas estão desde já reservados; e futuro, ah o futuro… chega a cada momento!<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Exercite-se a crer, lute, corra e mantenha a doce revolução do evangelho, a releitura de sua alma pelo Jesus que foi todo gente e é todo Deus, é todo conosco e todo em nós…<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Não sei se Roma perdeu um grande artista, mas nós ganhamos o grande e incondicional amor de DEUS, não por Nero, mas por Jesus, o Nazareno e Imperador dos Mundos!.<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; color: #0d0d0d; font-family: 'Segoe UI'"> </span><span style="font-size: 10pt; color: #444444; font-family: 'Segoe UI'"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span></p>
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		<title>Aculturação indígena e Missões no Brasil.</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 16:59:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É a evangelização indígena, realizada por movimentos cristão-evangélicos, um dos fortes fatores para a aculturação do índio e conseqüente perda de sua identidade ? Esta pergunta me foi feita algumas vezes nos últimos anos, e demonstra por um lado a legítima preocupação com a preservação da identidade cultural indígena, e por outro a ausência de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial">É a evangelização indígena, realizada por movimentos cristão-<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">evangélicos, um dos fortes fatores para a aculturação do índio e <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">conseqüente perda de sua identidade ? <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Esta pergunta me foi feita algumas vezes nos últimos anos, e demonstra por <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">um lado a legítima preocupação com a preservação da identidade cultural <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">indígena, e por outro a ausência de maior informação quanto à raiz do <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">movimento missionário evangélico que, quanto à culturalidade, é <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">preservacionista. Pensemos um pouco sobre esta questão. </span><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><span id="more-399"></span></span><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">A aculturação é um processo de molde social imposto por uma soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">distinta, que pode ser objetiva (imposição aberta, colonialista) ou subjetiva<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">(imposição baseada na atração e conseqüente desvalorização do sistema<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">cultural materno em detrimento do apresentado) sendo que ambas são<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">igualmente danosas.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">No presente, entre os indígenas brasileiros, a aculturação ao universo &#8216;branco&#8217;<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">se dá por três pólos de atração: educação, saúde e comércio. No passado,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">especialmente, a catequese católica seria também um dos fortes pólos de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">atração. Indigenistas possuem iniciativas a fim de prover, desta forma,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">educação, saúde e subsistência aos indígenas sem que os mesmos saiam de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">seus territórios e, consequentemente, sejam envolvidos pela cultura não<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">indígena.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Portanto, a permanência ou não em sua homeland &#8211; território natal &#8211; é vital para<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">a preservação cultural. Tenho observado que as perdas culturais mais<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">profundas, e irrefreáveis, vêm acompanhadas da perda do território e<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">sucessiva troca por outro onde a expressão grupal possui diferentes códigos e,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">em geral, o estranho passa por um processo que vai da discriminação social<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">até a marginalização.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">A iniciativa missionária evangélica vem cercada por estes cuidados culturais<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">através da defesa do território. Através da análise lingüística e valorização da<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">cidadania indígena dentro da escala cultural nacional (inter-etnica) se promove<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">um menor esvaziamento do território natal indígena. A SIL, por exemplo, é<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">sem dúvida uma entidade colaboradora para a permanência indígena em seu<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">território natal através de seu esforço de não apenas grafar as línguas indígenas<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">mas facilitar a produção de material lingüístico local que venha a saciar a sede<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">do índio pelo registro, produção literária e transmissão de conhecimento em<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">um nível mais amplo. Por si, esta iniciativa já preserva a culturalidade indígena<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">nacional. Também as atividades sociais (médicas, de educação e subsistência)<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">quando desenvolvidas por entidades missionárias evangélicas são, via de regra,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">2<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">baseadas na própria língua/cultura/território indígena, sendo que as mesmas<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">se enraízam junto a etnias específicas, de forma menos móvel e mais<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">permanente, o que também contribui para a permanência territorial e<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">preservação da cultura.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Em segundo lugar, podemos ver a iniciativa missionária evangélica como<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">promotora da permanência territorial através da apresentação dos direitos<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">humanos universais ao povo indígena. Através do conhecimento dos direitos<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">humanos (do índio em relação ao índio e do índio em relação ao não índio)<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">percebemos positivas e fortes manifestações em defesa do próprio modo de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">pensar, viver e agir. Esta apresentação dos direitos humanos produz também<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">uma luta pela defesa do respeito às escolhas do índio, o que faz com que este<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">possa se manifestar livremente para dizer sim ou não a qualquer prática que<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">julgue relevante avaliar, seja indígena ou não indígena. A tendência<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">antropológica de engessar o índio à sua própria história não lhe dando a<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">permissão de revisar sua vida e costumes (bem como fazer escolhas que julgue<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">necessárias) como cessar o infanticídio, por exemplo, são questionáveis e, se<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">aplicadas ao Brasil escravagista do passado produziria uma soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de estática<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">em suas opções sociais e teríamos, hoje ainda, fazendas cheias de gente<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">escravizada e sem voz.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Tendo em mente este cenário podemos pensar no ponto de maior<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">controvérsia quando se trata da atuação missionária evangélica, que é a<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">exposição do evangelho ao índio. A controvérsia se enraíza no pressuposto<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">que a teologia e antropologia possuem em relação ao evangelho. Se por um<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">lado a antropologia clássica o vê como um elemento de literatura religiosa<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">especificamente cristã, e promotor de uma cultura cristã (no presente)<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">ocidentalizada; por outro lado os cristãos vêem o Evangelho como uma<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">palavra inspirada por Deus e transmitida aos homens, a todos os homens, de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">forma a-cultural e a-temporal, ou seja, que tem a capacidade de comunicar a<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">verdade de Deus a todos os homens em todas as culturas em todos os<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">tempos. São, desta forma, verdades universais. A forma de transmiti-lo, de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">maneira inteligível e com padrões culturais de compreensão, chama-se<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">contextualização.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Portanto, dentro do pressuposto cristão o evangelho não acultura o indígena,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">mas vem lhe trazer a verdade universal ainda por ele desconhecida, em sua<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">própria língua e cultura. Igrejas indígenas (cristãs evangélicas) autóctones<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">como os Wai-Wai são um bom exemplo de como o indígena convertido e<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">seguidor de Jesus continua sendo índio, com sua língua, sua cultura e sua<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">compreensão da vida. A conversão interior, porém, provoca efeitos visíveis na<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">interpretação da vida e escolhas diárias, e reside aí, creio eu, a raiz das maiores<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">controvérsias quanto à evangelização indígenas. Estas surgem quando o índio,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">convertido, passa a revisar a vida e evitar, por exemplo, a participação em ritos<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">e atos normalmente admissíveis e vividos em seu povo e cultura. Seria o caso,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">por exemplo, de um indígena que descobre o adultério da esposa e, ao<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">3<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">contrário da tradição histórica, resolve não matá-la mas sim perdoá-la. Seria o<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">outro que passa a amar seus inimigos (talvez patrões injustos, exploradores) ao<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">invés de roubá-los e amaldiçoá-los. Seria ainda a mãe que resolve manter sua<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">filhinha viva, ainda que enferma, em lugar de envenená-la como seria o<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">esperado na aldeia. Ou ainda o rapaz que não toma mais caxiri, o ancião que<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">passa a ver na pajelança elementos ruins para o sua vida, a criança que perde o<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">medo do espírito que produz o trovão e assim por diante. Estas mudanças de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">vida, que geram alterações posteriores na própria cosmovisão, são causadoras<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">de desconforto no mundo acadêmico não cristão.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Antes de prosseguirmos façamos, porém, uma diferença entre cultura e<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">história, pois quando se afirma que o indígena passa a não praticar certas<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">atividades culturais, o que se quer dizer é que este indígena escolheu não<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">praticar certas atividades históricas, visto que todas as atividades da vida<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">humana em uma certa soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de, incluindo suas escolhas, são atividades<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">culturais. Nenhuma cultura é estática. A isenção da participação em alguns<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">atos e cenários tradicionais não pode ser visto como uma aculturação, mas sim<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">como uma escolha (baseada na conversão) de postura de vida dentro do seu<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">universo local e com base em sua crença, ou fé. O rio Içana, por exemplo,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">cristão e evangélico, é conhecido como o rio onde &#8216;não se bebe&#8217;. Afirmar que<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">é &#8216;cultural&#8217; beber, como freqüentemente ouvimos, na verdade deveria ser<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">melhor referido como sendo ´histórico´ beber, seja o caxiri ou cachaça. O fato<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">de vários indígenas do Içana não beberem o caxiri ou a cachaça não pode ser<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">visto como um rompimento cultural ou aculturação, por um motivo: beber é<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">cultural da mesma forma que qualquer outra atividade praticada na soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">como pescar, caçar, casar, adulterar, trair, matar, brincar etc. O fato de uma<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">atividade social ser &#8216;cultural&#8217; sugere apenas que possui raízes de compreensão e<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">prática naquele grupo.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O Evangelho, assim, não acultura mas sim expõe valores que promovem, de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">fato, mudança dentro da própria cosmovisão e universo do povo sem lhe<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">retirar aquilo que (ele) julga essencial para viver e ser índio.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Nesta secular controvérsia sobre a presença missionária evangélica entre os<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">índios, a fim de tratarmos os indígenas como moralmente iguais, mesmo que<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">etnicamente distintos, precisaríamos predefinir menos suas escolhas e ouvi-los<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">mais. Outro dia, viajando pelo Alto Rio Negro, ouvi um indígena dizendo:<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Você pode me falar de Jesus ? Daríamos a qualquer um, neste Brasil, o direito<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">de ouvir do que deseja ouvir. Porque não o índio ?</span><span style="font-family: Arial"><o:p></o:p></span></p>
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		<title>Aspectos bíblicos da Graça comum.</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 16:51:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando Adão e Eva pecaram, tornaram-se réus da punição eterna e da separação de Deus (Gênesis 2:17). Do mesmo modo, hoje, quando os seres humanos pecam, eles se tornam sujeito à ira de Deus e à punição eterna: “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Isso significa que, uma vez que as pessoas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'"><span style="font-family: Arial">Quando Adão e Eva pecaram, tornaram-se réus da punição eterna e da separação de Deus (Gênesis 2:17). Do mesmo modo, hoje, quando os seres humanos pecam, eles se tornam sujeito à ira de Deus e à punição eterna: “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Isso significa que, uma vez que as pessoas pecam, a justiça de Deus requer somente uma coisa, que elas sejam eternamente separadas de Deus, alienadas da possibilidade de experimentar <em><span style="font-family: Arial">qualquer</span></em> bem da parte dEle, e que elas existam para sempre no inferno, recebendo eternamente apenas a Sua ira. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"><span id="more-398"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial">De fato, isso foi o que aconteceu aos anjos que pecaram e poderia ter acontecido exatamente conosco também: “Pois Deus não poupou aos anjos que pecaram, mas os lançou no inferno, prendendo-os em abismos tenebrosos a fim de serem reservados para o juízo” (2 Pedro 2:4).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Mas, de fato, Adão e Eva não morreram imediatamente (embora a sentença de morte <em><span style="font-family: Arial">começasse</span></em> a ser aplicada na vida deles no dia em que pecaram). A execução plena da sentença de morte foi retardada por muitos anos. Além disso, milhões de seus descendentes até o dia de hoje não morrem nem vão para o inferno tão logo pecam, mas continuam a viver por muitos anos, desfrutando bênçãos incontáveis nesta vida. Como pode ser isso? <em><span style="font-family: Arial">Como Deus pode continuar a conferir bênçãos a pecadores que merecem somente a morte</span></em> — não somente aos que finalmente serão salvos, mas também a milhões que nunca serão salvos, cujos pecados nunca serão perdoados?<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A respostas a essas perguntas é que Deus concede-lhes <em><span style="font-family: Arial">graça comum</span></em>. Podemos definir graça comum da seguinte maneira: <em><span style="font-family: Arial">Graça comum é a graça de Deus pela qual Ele dá às pessoas bênçãos inumeráveis que não são parte da salvação</span></em>. A palavra comum aqui significa algo que é dado a todos os homens e não é restrito aos crentes ou aos eleitos somente.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Diferentemente da graça comum, a graça de Deus que leva pessoas à salvação é muitas vezes chamada “graça salvadora”. Naturalmente, quando falamos a respeito da “graça comum” e da “graça salvadora”, não estamos sugerindo que há duas diferentes espécies de graça no próprio Deus, mas apenas estamos dizendo que a graça de Deus se manifesta no mundo de duas maneiras diferentes. A graça comum é diferente da graça salvadora quanto aos <em><span style="font-family: Arial">resultados</span></em> (ela não traz salvação), seus <em><span style="font-family: Arial">destinatários</span></em> (é dada aos crentes e descrentes igualmente) e sua <em><span style="font-family: Arial">fonte</span></em> (ela não flui diretamente da obra expiatória de Cristo, visto que a morte dEle não obtém nenhuma medida de perdão para os descrentes e, portanto, nem os crentes nem os descrentes fazem jus às suas bênçãos). Contudo, sobre o último ponto, deve ser dito que a graça comum flui <em><span style="font-family: Arial">indiretamente</span></em> da obra redentora de Cristo, porque o fato de Deus não julgar o mundo assim que o pecado entrou nele talvez seja apenas porque Ele planejou finalmente salvar alguns pecadores por meio da morte de Seu Filho.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
B. Exemplos de graça comum<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
Se olhamos para o mundo ao nosso redor e o contrastamos com o fogo do inferno que ele merece, podemos ver imediatamente a abundante evidência da graça comum de Deus em milhares de exemplos na vida diária. Podemos distinguir diversas categorias específicas nas quais essa graça comum pode ser vista.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="1. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">1. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera física.</span></em><span style="font-family: Arial"> Os descrentes continuam a viver neste mundo somente por causa da graça comum de Deus — cada vez que as pessoas respiram é pela graça, pois o salário do pecado é a morte, não a vida. Além disso, a terra não produz somente espinhos e ervas daninhas (Gênesis 3:18), nem permanece um deserto ressequido, mas a graça comum de Deus provê comida e material para roupa e abrigo, muitas vezes em grande abundância e diversidade. Jesus disse: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu <st1:personname w:st="on">Pai</st1:personname> que está nos céus. Porque <em><span style="font-family: Arial">Ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos</span></em>” (Mateus 5:44,45). Aqui Jesus apela para a abundante graça comum de Deus como encorajamento aos seus discípulos, para que eles também concedam amor e orem para que os descrentes sejam abençoados (cf. Lucas 6:35,36). Semelhantemente, <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> disse ao povo de Listra: “No passado [Deus] permitiu que todas as nações seguissem os seus próprios caminhos. Contudo. Deus não ficou sem testemunho: mostrou sua bondade, <em><span style="font-family: Arial">dando-lhes chuva do céu e colheitas no tempo certo, concedendo-lhes sustento com fartura e um coração cheio de alegria</span></em>” (Atos 14:16,17). <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O Antigo Testamento também fala da graça comum de Deus que vem aos descrentes tanto quanto aos crentes. Um exemplo específico é o de Potifar, o capitão da guarda do Egito que comprou José como escravo: “<em><span style="font-family: Arial">o Senhor abençoou a casa do egípcio </span></em>por causa de José. A bênção do Senhor estava sobre tudo o que Potifar possuía, tanto em casa como no campo” (Gênesis 39:5). Davi fala de modo muito mais geral a respeito das criaturas que o Senhor fez:<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">“O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas. [...] Os olhos de todos estão voltados para ti, e tu lhes dás o alimento no devido tempo. Abres a tua mão e satisfazes os desejos de todos os seres vivos” (Salmos 145:9,15,16).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Estes versículos são outro lembrete de que a bondade que é encontrada em toda a criação não acontece automaticamente — ela se deve à bondade de Deus e Sua compaixão.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="2. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">2. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera intelectual.</span></em><span style="font-family: Arial"> Satanás é “mentiroso e pai da mentira” e “não há verdade nele” (<st1:personname w:st="on">João</st1:personname> 8:44), porque lhe foi dado ter domínio sobre o mal e sobre a irracionalidade e comprometimento com a falsidade que acompanha o mal radical. Mas os seres humanos no mundo de hoje, mesmo os descrentes, não estão totalmente entregues à mentira, irracionalidade e ignorância. Todas as pessoas são capazes de ter um pouco de compreensão da verdade; de fato, algumas possuem grande inteligência e entendimento. Isso também deve ser visto como resultado da graça comum de Deus. <st1:personname w:st="on">João</st1:personname> fala de Jesus como “a verdadeira luz, que <em><span style="font-family: Arial">ilumina todos os homens</span></em>” (<st1:personname w:st="on">João</st1:personname> 1:9), pois, em seu papel como criador e sustentador do universo (não particularmente em seu papel como redentor), o Filho de Deus concede iluminação e entendimento que vêm a todas as pessoas no mundo.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A graça comum de Deus na esfera intelectual é vista no fato de que todas as pessoas têm certo conhecimento de Deus: “porque, <em><span style="font-family: Arial">tendo conhecido a Deus</span></em>, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças” (Romanos 1:21). Isso significa que há um senso da existência de Deus e muitas vezes a fome de conhecer Deus que Ele permite que permaneça no coração das pessoas, embora isso resulte muitas vezes em muitos religiões diferentes criadas pelos homens. Portanto, mesmo quando falando a pessoas que sustentavam religiões falsas, <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> pôde encontrar um ponto de contato com respeito ao conhecimento da existência de Deus, exatamente como fez quando falou aos filósofos atenienses: “Atenienses! Vejo que em todos os aspectos vocês são muito religiosos [...] o que vocês adoram, apesar de não conhecerem, eu lhes anuncio” (Atos 17:22,23).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A graça comum de Deus na esfera intelectual também resulta na capacidade de captar a verdade e distingui-la do erro e de experimentar crescimento em conhecimento que pode ser usado na investigação do universo e na tarefa de dominar a terra. Isso significa que <em><span style="font-family: Arial">toda ciência e tecnologia desenvolvida pelos não-cristãos é resultado da graça comum</span></em>, permitindo-lhes fazer descobertas e invenções incríveis, para desenvolver os recursos do planeta na criação de muitos bens materiais, para produção e distribuição desses recursos e para alcançar habilidades na obra produtiva. Em sentido prático, isso significa que, cada vez que entramos em uma mercearia, andamos em um automóvel ou entramos em uma casa, devemos lembrar que estamos experimentando os resultados da abundante graça comum de Deus derramada tão ricamente sobre toda a raça.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="3. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">3. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera moral.</span></em><span style="font-family: Arial"> Pela graça comum Deus também refreia as pessoas de serem tão más quanto poderiam. Novamente o reino demoníaco, totalmente dedicado ao mal e à destruição, proporciona um contraste claro com a soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de humana, na qual o mal é claramente refreado. Se as pessoas persistem dura e repetidamente em seguir o pecado durante o curso de sua vida, Deus finalmente as entregará ao maior de todos os pecados (cf. Salmos 81:12; Romanos 1:24,26,28), mas no caso da maioria dos seres humanos eles não caem nas profundezas às quais seus pecados normalmente os levariam, porque Deus intervém e coloca freio na sua conduta. Um refreamento muito eficaz é a força da consciência. <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> diz: “De fato, quando os gentios, que não têm a Lei, praticam naturalmente o que ela ordena, tornam-se lei para si mesmos, embora não possuam a Lei; pois mostram <em><span style="font-family: Arial">que as exigências da Lei estão gravadas em seu coração</span></em>. Disso <em><span style="font-family: Arial">dão testemunho também</span></em> a sua consciência e os pensamentos deles, ora acusando-os, ora defendendo-os” (Romanos 1:32). E em muitos outros casos, essa sensação interior da consciência leva os indivíduos a estabelecer leis e costumes na soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de que são, em termos da conduta exterior que eles aprovam ou proíbem, totalmente iguais às leis morais da Escritura. As pessoas muitas vezes estabelecem leis ou têm costumes que respeitam a santidade do casamento e da família, protegem a vida humana e proíbem o roubo e a falsidade no falar. Por causa disso, elas muitas vezes seguem caminhos moralmente retos e exteriormente andam conforme os padrões morais encontrados na Escritura. Embora a conduta moral delas não possa ganhar méritos com Deus, visto que a Escritura claramente diz que “diante de Deus ninguém é justificado pela Lei” (Gálatas 3:11) e “Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer” (Romanos 3:12), contudo, em algum sentido menor que ganhar a aprovação ou o mérito eterno de Deus, os descrentes realmente fazem “o bem”. Jesus sugere isso quando diz: “E que mérito terão, se fizerem o bem<em><span style="font-family: Arial"> àqueles que são bons para com vocês? Até os &#8216;pecadores&#8217; agem assim</span></em>” (Lucas 6:33).<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="4. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">4. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera da criatividade.</span></em><span style="font-family: Arial"> Deus distribuiu medidas significativas de capacidade em áreas artísticas e musicais, assim como em outras esferas nas quais a criatividade e a habilidade podem expressar-se, como praticar esportes, cozinhar, escrever, e assim por diante. Além disso, Deus nos dá a capacidade de apreciar a beleza em muitas áreas da vida. E nessa área, assim como na esfera física e intelectual, as bênçãos da graça comum são às vezes derramadas sobre os descrentes até mais abundantemente que sobre os crentes. To<st1:personname w:st="on">davi</st1:personname>a, em todos os casos, ela é resultado da graça de Deus.</p>
<p><em><span style="font-family: Arial">5. A esfera da soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de.</span></em> A graça de Deus também é evidente na existência de várias organizações e estruturas na raça humana. Vemos isso primeiramente na família humana, ressaltado pelo fato de que Adão e Eva permaneceram marido e mulher após a queda e então tiveram filhos, homens e mulheres (Gênesis 5:4). Os filhos de Adão e Eva casaram-se e formaram famílias para si mesmos (Gênesis 4:17,19,26). A família humana permanece ainda hoje, não simplesmente como instituição para os crentes, mas para todas as pessoas.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O governo humano é também resultado da graça comum. Ele foi instituído no princípio por Deus após o dilúvio (ver Gênesis 9:6) e, segundo Romanos 13 claramente afirma, foi estabelecido por Deus: “Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas”. Está claro que o governo é dom de Deus para a raça em geral, pois <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> diz que a autoridade “é serva de Deus para o seu bem” e que ela é “serva de Deus, agente de justiça para punir quem pratica o mal” (Romanos 13:4). Um dos principais meios que Deus usa para refrear o mal no mundo é o governo humano. As leis humanas, as forças policiais e os sistemas judiciais proporcionam poderosa repressão às más ações, e esses são freios necessários, pois há muito mal no mundo que é irracional e pode ser restringido somente pela força, já que ele não será impedido pela razão ou pela educação. Obviamente a pecaminosidade das pessoas pode também afetar os governos em si mesmos, de forma que o governo humano, igual a todas as outras bênçãos da graça comum que Deus dá, pode ser usado tanto para o propósito do bem como do mal.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial"><br />
<em><span style="font-family: Arial">6. A esfera religiosa.</span></em></span></em><span style="font-family: Arial"> Mesmo na esfera da religião humana, a graça comum de Deus traz algumas bênçãos para as pessoas incrédulas. Jesus nos diz: “Amem os seus inimigos e <em><span style="font-family: Arial">orem por aqueles que os perseguem</span></em>” (Mateus 5:44), e desde que não há qualquer restrição no contexto para que se ore simplesmente pela salvação deles e como a ordem de orar pelos que nos perseguem é combinada com a ordem de amá-los, parece razoável concluir que Deus pretende responder a nossas orações pelos que nos perseguem em muitas áreas de suas vidas. De fato, <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> especificamente ordena que oremos “pelos reis e por todos os que exercem autoridade” (1 Timóteo 2:2). Quando procuramos o bem dos descrentes, isso é coerente com a própria prática divina de conceder sol e chuva a “maus e bons” (Mateus 5:45) e também está de acordo com a prática de Jesus durante o Seu ministério terreno, quando Ele curou cada pessoa que lhe era trazida (Lucas 4:40). Não há indicação alguma de que ele tenha exigido que todos cressem nele ou concordassem que ele era o Messias antes de lhes conceder cura física.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Deus responde às orações dos descrentes? Embora Deus não tenha prometido responder às orações dos descrentes como prometeu responder às orações dos que vêm a Ele em nome de Jesus, e embora Ele não tenha obrigação de responder às orações dos descrentes, mesmo assim Deus pode por Sua graça comum ouvir e responder positivamente às orações deles, demonstrando dessa forma Sua misericórdia e bondade de outro modo ainda (cf. Salmos 145:9,15; Mateus 7:22; Lucas 6:35,36). Esse é provavelmente o sentido de 1 Timóteo 4:10, que diz que Deus é o “Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem”. Aqui “Salvador” não significa restritamente “quem perdoa pecados e dá vida eterna”, porque tais coisas não são dadas aos que não crêem. “Salvador” deve ter aqui um sentido mais geral — a saber, “quem resgata da miséria, quem liberta”. Em caso de pobreza e miséria, Deus muitas vezes ouve as orações dos descrentes e os livra graciosamente de seus problemas. Além disso, mesmo os descrentes muitas vezes possuem um senso de gratidão para com Deus pela bondade da criação, pela libertação em meio ao perigo e pelas bênçãos da família, do lar, das amizades e do país.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial"><br />
<em><span style="font-family: Arial">7. A graça comum não salva pessoas.</span></em></span></em><span style="font-family: Arial"> A despeito de tudo isso, devemos perceber que a graça comum é diferente da graça salvadora. A graça comum não muda o coração humano nem traz pessoas ao genuíno arrependimento ou à fé — ela não pode salvar e não salva pessoas (embora na esfera intelectual e moral ela possa preparar as pessoas para torná-las mais dispostas a aceitar o evangelho). A graça comum refreia o pecado, mas não muda a disposição fundamental de pecar nem purifica a natureza humana decaída.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Devemos também reconhecer que as ações que os descrentes realizam por causa da graça comum não merecem a aprovação ou o favor de Deus. Essas ações não procedem da fé (“tudo o que não provém da fé é pecado”, Romanos 14:23) nem são motivadas pelo amor a Deus (Mateus 22:37), e sim pelo amor ao ego sob uma ou outra forma. Portanto, embora possamos prontamente dizer que as obras dos descrentes que se conformam externamente às leis de Deus são “boas” em algum sentido, contudo elas não são boas em termos de merecer a aprovação de Deus nem de tornar Deus endividado para com o pecador em sentido algum.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Finalmente, devemos reconhecer que os descrentes muitas vezes recebem mais graça comum que os crentes — eles podem ser mais habilidosos, trabalhar com mais esforço, ser mais inteligentes, mais criativos ou ter mais dos benefícios materiais desta vida para desfrutar. Isso não indica de forma alguma que eles são mais favorecidos por Deus no sentido absoluto ou que eles vão ganhar qualquer coisa relativa à salvação eterna, mas significa somente que Deus distribui as bênçãos da graça comum de vários modos, muitas vezes concedendo bênçãos bastante significativas a descrentes. Em tudo isso, obviamente, eles devem tomar consciência da bondade de Deus (Ateus 14:17) e reconhecer que a vontade revelada de Deus é que essa “bondade de Deus” finalmente os conduza “ao arrependimento” (Romanos 2:4).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">C. Razões para a graça comum<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
Por que Deus concede graça comum a pessoas imerecedoras que nunca virão à salvação? Podemos sugerir ao menos quatro razões.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">1. Para redimir os que serão salvos.</span></em><span style="font-family: Arial"> Pedro diz que o dia do juízo e da execução final de punição está sendo retardado porque há ainda mais pessoas que serão salvas. “O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, ele é paciente com vocês, <em><span style="font-family: Arial">não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento</span></em>.” (2 Pedro 3:9,10). De fato, essa razão foi verdadeira desde o princípio da história humana, pois, se Deus quisesse salvar qualquer pessoa entre todos que compõem a humanidade pecaminosa, Ele não poderia destruir todos os pecadores imediatamente (nesse caso não sobraria ninguém da raça humana). Ao contrário, Ele resolveu permitir que seres humanos pecaminosos vivessem algum tempo de modo a ter uma oportunidade de arrependimento e também para que pudessem gerar filhos, capacitando gerações subseqüentes a viver, a ouvir o evangelho e se arrepender.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">2. Para demonstrar a bondade e a misericórdia de Deus.</span></em><span style="font-family: Arial"> A bondade e a misericórdia de Deus não são vistas somente na salvação dos crentes, mas também nas bênçãos que Deus dá aos pecadores que não as merecem. Quando Deus “é bondoso para com os ingratos e maus” (Lucas 6:35), essa bondade é revelada no universo, para a Sua glória. Davi diz: “O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas” (Salmos 145:9). Na história de Jesus conversando com o moço rico, lemos: “Jesus olhou para ele e o amou” (Marcos 10:21), embora o homem fosse um descrente que no mesmo instante afastou-se de Jesus porque possuía muitas riquezas. Berkhof diz que Deus “derrama incontáveis bênçãos sobre todos os homens e também indica claramente que elas são expressões de uma disposição favorável de Deus que, contudo, fica muito aquém da volição positiva exercida para lhes perdoar, suspender a sentença a eles imposta e assegurar-lhes a salvação”.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Não é injusto Deus retratar a execução da punição do pecado e dar temporariamente bênçãos aos seres humanos, porque a punição não é esquecida, mas apenas retardada. Retardando a punição, Deus mostra claramente que não tem prazer em executar o juízo final, mas, ao contrário, Ele se deleita na salvação de homens e mulheres. “Juro pela minha vida, palavra do Soberano, o SENHOR, que não tenho prazer na morte dos ímpios, antes tenho prazer em que eles se desviem dos seus caminhos e vivam” (Ezequiel 33:11). Deus “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:4). Em tudo isso o tempo de espera da punição dá uma evidência clara da misericórdia, bondade e amor de Deus.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">3. Para demonstrar a justiça de Deus.</span></em><span style="font-family: Arial"> Quando repetidamente Deus convida os pecadores a virem à fé e repetidamente eles recusam os Seus convites, a justiça de Deus em condená-los é vista muito mais claramente. <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> adverte que quem persiste na incredulidade está simplesmente acumulando a ira para si mesmo: “Contudo, por causa da teimosia e do seu coração obstinado, você está acumulando ira contra si mesmo, para o dia da ira de Deus, quando se revelará o seu justo julgamento” (Romanos 2:5). No dia do juízo todas as bocas serão silenciadas (Romanos 3:19), e ninguém será capaz de contrapor que Deus foi injusto.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">4. Para demonstrar a glória de Deus. </span></em><span style="font-family: Arial">Finalmente, a glória de Deus é mostrada de muitas formas pelas atividades dos seres humanos em todas as áreas nas quais a graça comum está <st1:personname ProductID="em operação. No" w:st="on">em operação. No</st1:personname> desenvolvimento e no exercício do domínio sobre a terra, homens e mulheres demonstram e refletem a sabedoria do seu Criador, comprovam as qualidades dadas por Deus, as virtudes morais e a autoridade sobre o universo, e coisas semelhantes. Embora todas essas atividades sejam contaminadas por motivos pecaminosos, elas apesar disso refletem a excelência de nosso Criador e, portanto, trazem a glória a Ele, não de forma plena e perfeita, mas ainda assim significativa.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
C. Nossa resposta à doutrina da graça comum<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
Pensando sobre as várias espécies de bondades vistas na vida dos descrentes por causa da graça comum que Deus dá abundantemente, devemos ter em mente três pontos.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">1. Graça comum não significa que quem a recebe será salvo. </span></em><span style="font-family: Arial">Mesmo uma porção excepcional de graça comum não significa que quem a recebe será salvo. Até as pessoas mais habilidosas, mas inteligentes, mais ricas e poderosas no mundo ainda carecem do evangelho de Jesus Cristo ou serão condenadas eternamente! Os nossos vizinhos mais bondosos e de moral mais elevada ainda carecem do evangelho de Jesus Cristo ou serão condenados eternamente! Exteriormente pode parecer que eles não têm necessidade algumas, mas a Escritura ainda diz que os descrentes são “inimigos de Deus” (Romanos 5:10; cf. Colossenses. 1:21; Tiago 4:4) e são “contra” Cristo (Mateus 12:30). Eles são “inimigos da cruz de Cristo” e “só pensam nas coisas terrenas” (Filipenses 3:18,19), sendo “por natureza merecedores da ira” (Efésios 2:3).<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">2. Devemos ser cuidados em não rejeitar as coisas boas que os descrentes fazem, considerando-as totalmente más. </span></em><span style="font-family: Arial">Pela graça comum os descrentes fazem algumas coisas boas, e devemos ver a mão de Deus nelas, sendo agradecidos por elas, como por exemplo nas amizades, em cada ato de bondade, no que elas trazem de bênçãos para outras pessoas. Tudo isso — embora o descrente não o saiba — procede em última análise de Deus, e Deus merece a glória por tudo.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="3. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">3. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> doutrina da graça comum deveria estimular nosso coração à gratidão muito maior a Deus. </span></em><span style="font-family: Arial">Quando descemos uma rua e vemos casas, jardins e famílias vivendo em segurança, ou quando negociamos no mercado e vemos os resultados abundantes do progresso tecnológico, ou quando andamos pelos bosques e vemos a beleza da natureza, ou quando somos protegidos pelas autoridades, ou quando somos educados no vasto conhecimento humano, devemos perceber não somente que Deus, em Sua soberania, é o responsável último por todas essas bênçãos, mas também que Deus as tem concedido aos descrentes, embora eles não tenham <em><span style="font-family: Arial">absolutamente</span></em> <em><span style="font-family: Arial">nenhum mérito</span></em> com relação a elas! Essas bênçãos no mundo não são apenas evidências do poder e sabedoria de Deus, mas a manifestação contínua da Sua <em><span style="font-family: Arial">graça</span></em> abundante. A percepção deste fato deveria fazer nosso coração se encher de gratidão a Deus em cada atividade de nossa vida.<o:p></o:p></span><a target="_blank" href="https://correio.grupoestado.com.br/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://webmail.caminhocristao.com"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span></a></p>
<p></span></p>
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		<title>&#8220;Armagedons Pessoais&#8221; &#8211; Clássico de Billy Graham.</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 16:55:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[Por que existe o sofrimento?   Por que há tanto mal no mundo?  Que posso fazer para diminuir a minha dor, e que futuro espera este mundo? Como irá me afetar pessoalmente? Que posso fazer enquanto esse futuro não chega? Nós não buscamos as tribulações deliberadamente na vida. Elas chegam. O sofrimento é um fato universal. Ninguém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Por que existe o sofrimento?  </span></span></p>
<p align="left"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Por que há tanto mal no mundo?  </span></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Que posso fazer para diminuir a minha dor, </span></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">e que futuro espera este mundo? </span></span></p>
<p align="left"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Como irá me afetar pessoalmente?</span></span></p>
<p align="left"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Que posso fazer enquanto esse futuro não chega?</span></span></p>
<p align="left"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p></o:p></span>Nós não buscamos as tribulações deliberadamente na vida. Elas chegam. O sofrimento é um fato universal. Ninguém pode escapar das suas garras. A chuva cai sobre o justo e o pecador. Todos enfrentamos armagedons pessoais. </span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p><span id="more-378"></span></o:p></span></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Algumas pessoas acreditam, erroneamente, que se tornar um cristão será um abrigo para as tempestades pessoais da vida. Uma história de muitos de nossos hinos religiosos rapidamente desfará tal mito. Um grande número de nossos hinos e canções espirituais favoritos foram compostos nas situações mais penosas da vida de seus autores&#8230;</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Charlotte Elliot escreveu <em>Assim como sou</em> quando era uma inválida desamparada, Frances Ridley Havergal, autora de <em>Tome a minha vida</em> e muitos outros hinos, tinha uma saúde péssima. Fanny Crosby era cega, no entanto, do seu sofrimento, nasceram lindas canções, como <em>A salvo nos braços de Jesus</em>. O hino <em>Deus age de uma maneira misteriosa</em> foi composto pelo poeta William Cowper numa hora de grande aflição mental. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Uma das partes mais lindas da Bíblia é o Livro dos Salmos. Por causa da ampla gama de estados de espírito e de experiências que ele representa, nós procuramos o <em>Livro dos Salmos</em> com muita freqüência. Podemos nos identificar com ele e achar consolo nele porque reflete a vida real, com suas alegrias e tristezas. Muitos dos Salmos foram escritos durante períodos de crises pessoais e nacionais. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O Salmo 137 expressa a dor e a agonia de um povo banido da sua terra natal: <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">&#8220;Junto aos rios de Babilônia, ali nos assentamos, nos pusemos a chorar, ao recordarmo-nos de Sião. Nos salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.&#8221; (Salmos 137:1,2) <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Depois de devastar a terra de Israel, o exército babilônio forçara os seus cativos a marcharem para uma terra estranha e um futuro aterrador. Deprimidos e abatidos, os hebreus abandonaram seus instrumentos musicais. Não sobrara canção alguma em seus corações. Este salmo reproduz com agudeza os sentimentos de um povo refugiado. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Muitos dos salmos refletem as crises pessoais enfrentadas por Davi, o maior rei de Israel. Nós o vemos como um homem de êxitos inacreditáveis – sua vitória juvenil sobre Golias, o gigante filisteu, a sua admirável ascensão de pastor a monarca, suas vitórias notáveis sobre os inimigos de Israel. Porém, Davi também foi um homem de tristezas insuportáveis. Acusado injustamente de traição, foi forçado a viver como fugitivo durante anos. Um de seus filhos morreu quando bebê, alguns eram moralmente corruptos, outros foram implacavelmente assassinados. A certa altura de seu reinado, a sua própria nação se voltou contra ele, quando outro de seus filhos tentou dar um golpe de Estado. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Deus chamou Davi de &#8220;um homem que (Me) agrada&#8221; (I Sam. 13:14). Embora fosse óbvio que Deus amava Davi, não o isentou do sofrimento. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Ninguém está isento do toque da tragédia: nem os cristãos nem os não-cristãos; nem os ricos nem os pobres; nem o líder nem o seguidor. Cruzando todas as barreiras raciais, sociais, políticas e econômicas, o sofrimento une toda a humanidade. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-weight: normal; font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-weight: normal; font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-weight: normal; font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p></o:p></span>  <span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><strong>A<span>  </span>Realidade<span>  </span>do<span>  </span>Sofrimento<o:p></o:p></strong></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p><strong> </strong></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p><strong> </strong></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p></o:p></span>  <span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">É difícil falar sobre o sofrimento ou escrever sobre ele, pois não é algo que possa ser adequadamente examinado fora da esfera da experiência. Ele não é abstrato nem é filosófico. É real e concreto. Deixa cicatrizes. Quando os ventos da adversidade passam, poucas vezes permanecemos os mesmos. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Só compreende o significado do sofrimento quem já passou por alguma crise. E, muitas vezes, é apenas em retrospecto que nos damos conta do propósito e do valor de nosso sofrimento. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Já notou que aqueles que causam o maior impacto sobre a sociedade são, em geral, aqueles que mais sofreram? <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O sofrimento na vida fortalece o caráter de uma pessoa, fazendo com que ela procure energias desconhecidas para superá-lo. As pessoas que passam pela vida sem serem marcadas pelo sofrimento ou tocadas pela dor tendem a ser superficiais nas suas perspectivas de vida. O sofrimento, por outro lado, tende a arar a superfície de nossas vidas para deixar à mostra as profundezas que oferecem uma força maior de propósito e realizações. Somente a terra profundamente arada pode dar uma colheita rica. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">A dor tem muitas faces. Pode-se sofrer física, mental, emocional, psicológica e espiritualmente. Nossas dificuldades raramente ficam confinadas a apenas uma dessas áreas; elas tendem a se sobrepor em experiências humanas. Os sofrimentos mais intensivos podem ser induzidos psicologicamente e freqüentemente levarem a complicações na esfera física. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Existem tantas feridas invisíveis quanto visíveis, e pode haver dificuldade <st1:personname ProductID="em diagnosticá-las. Sabemos" w:st="on">em diagnosticá-las. Sabemos</st1:personname> que a parte invisível do homem é muitas vezes a vítima da mais debilitante das dores. Em certas circunstâncias, um homem pode suportar uma dor física cruciante; e, no entanto, pode ser derrubado por uma palavra cruel. Quando ouvimos a história da tortura infligida a um prisioneiro de guerra, ficamos estupefatos com a sua coragem pessoal e a resistência do corpo humano. Porém, a vida desse mesmo homem pode ser devastada por uma única palavra ou ato perpetrado com perversidade. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">As Escrituras têm muito a dizer sobre o poder da língua para infligir crueldade. O salmista escreveu que as palavras amargas são como flechas mortais. Tiago escreveu: &#8220;Assim a língua também é um pequeno membro, mas se gaba de grandes coisas. Vede como um pouco de fogo abrasa um grande bosque! E a língua é um fogo, um mundo de iniqüidade colocado entre os nossos membros, a língua, que contamina o corpo todo e incendeia o curso da vida.&#8221; (Tiago 3:5, 6) <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O homem é capaz de grandes vitórias e é suscetível a grandes derrotas. O homem é a um só tempo forte e sensível. Como exclamou o salmista: &#8220;Graças te darei, pois sou assombrosa e maravilhosamente feito.&#8221; (Salmos 139:14) <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Precisamos tentar aplicar intensamente esta sensibilidade ao lidar com o sofrimento, em especial ao considerar os sofrimentos dos outros. Não podemos sentir a dor de outrem. Podemos ver a angústia no seu rosto e tentar empatizar com ela. Porém, não temos as suas terminações nervosas. Não podemos conhecer integralmente a magnitude da sua angústia. Jamais devemos minimizar o sofrimento de outrem. A Escritura manda: &#8220;Chora com os que choram.&#8221; (Romanos 12:15) <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Nossos sofrimentos físicos expressam uma grande verdade. Como escreveu convincentemente C.S. Lewis: &#8220;a dor&#8230; finca a bandeira da verdade dentro da fortaleza de uma alma rebelde&#8221;. A verdade é a seguinte: o corpo do homem é mortal, temporal. O homem precisa enxergar além de si mesmo para encontrar a imortalidade.<span>  </span><o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O sofrimento é um dos meios de Deus falar conosco. Por intermédio da dor, percebemos a necessidade que temos dEle. Quando estamos em crise, ouvimos as suas chamadas. Citando novamente C.S. Lewis: &#8220;Deus sussurra para nós em nossos prazeres, fala na nossa consciência, mas grita nas nossas dores. O sofrimento é o seu megafone para despertar um mundo surdo.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Se nosso sofrimento nos conduz a Deus, ele se tornou um amigo abençoado e precioso. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Somos gratos à medicina moderna pela descoberta da cura para tantas doenças e pelos enormes passos dados no controle de outras. Através de muita dedicação, fazem-se progressos diários na descoberta de novas maneiras de aliviar os sofrimentos físicos da humanidade. Muitas vidas foram salvas e agora estão sendo mantidas como resultado desses avanços científicos. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">E, no entanto, a dor ainda está conosco. Muitos de vocês conhecem a realidade do câncer, de derrames, infartos, defeitos congênitos, aleijões resultantes de desastres. Muitos de vocês estão acamados e padecendo dores atrozes há anos. Alguns de vocês estão chocados com a descoberta da moléstia terminal de um amigo ou parente. Talvez você próprio esteja enfrentando a perspectiva da morte. Deixe que eu lhe assegure que não precisa enfrentar sozinho essa situação. Deus quer consolá-lo e ajudá-lo. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Certos sofrimentos advêm como resultado natural da deterioração do corpo. Certas formas de sofrimento físico nos são infligidas por outras pessoas. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Por toda a história do cristianismo, os seguidores de Cristo vêm sofrendo perseguições. Num pais africano, um jovem diretor de escola cristão foi arrancado de seu gabinete e levado para a rua, onde seria fuzilado. Os moradores curiosos da cidade amontoavam-se de um lado da rua, os alunos da escola de outro. O jovem diretor perguntou aos seus captores se podiam lhe dar alguns minutos e, quando eles concordaram, ele cantou: &#8220;Da minha servidão, tristeza e noite, Jesus, saio eu; Jesus, saio eu.&#8221; Depois disso, foi morto. O sangue dos mártires é a semente da igreja. Enquanto os cristãos nos Estados Unidos professam a sua crença sem a ameaça de maus tratos físicos, milhares de seus irmãos em Cristo pelo mundo todo foram torturados e martirizados por confessar o nome de Cristo. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Pode chegar o dia em que os americanos tenham que enfrentar uma perseguição intensa por sua fé. Você está preparado para enfrentar o martírio? Jesus deu a Sua vida por você. Pode ser que você seja chamado a dar a sua por Ele. Deus tem muitas promessas preciosas para aqueles que sofrem por Cristo. Nós as examinaremos no decorrer deste livro. </span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><strong>Sofrimento<span>  </span>Mental</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">E.Stanley Jones nos conta a história de um pastor que estava preparando uma série de dez sermões sobre o tema &#8220;Como evitar um esgotamento nervoso&#8221;. Antes que o seu trabalho estivesse completo, ele mesmo teve um esgotamento. A pressão de tentar terminar o trabalho dentro do prazo foi demais para ele. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Todos nós experimentamos alguma forma de ansiedade mental durante nossas vidas. O espectro do sofrimento mental é amplo. Vai da preocupação de um jovem que vai conhecer uma pessoa apresentada por um amigo, até o esgotamento nervoso do executivo de uma grande firma. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Todos somos suscetíveis à depressão. Os cristãos não fogem à regra. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Elias</span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">, o dinâmico e dedicado profeta de Deus, defendeu valente e eficazmente a causa de Deus em confrontos aterradores com o paganismo. Elias subiu aos píncaros da fé ao resistir às continuadas ameaças do malvado rei Acabe e de sua perversa mulher, Jezabel (1 Reis 19). Porém, chegou a uma certa altura da vida em que quis desistir completamente. Até mesmo as tarefas mais simples da vida tornaram-se <em>grandes demais para serem suportadas</em>. &#8220;Já chega&#8221;, disse ele. &#8220;Agora, Senhor, tira-me a vida.&#8221; Ele estava assoberbado por uma combinação de exaustão e depressão. Deus não atendeu ao seu pedido, nem o repreendeu. Deus sabia que Elias sofria de exaustão e depressão e deu a ele aquilo de que precisava: sono e comida e a reafirmação de que não estava só. Deus enxergou a raiz do problema de Elias; ele esgotara as suas reservas físicas e mentais. Ele ultrapassara o seu ponto crítico. Alguém já disse: &#8220;Muitos problemas são resolvidos por uma boa noite de sono.&#8221; Porém, os problemas que ainda permanecem conosco quando acordamos necessitam do toque especial de Deus. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Uma outra figura importante na história do cristianismo sofreu de modo semelhante. No final de um ministério popular e florescente, <span>João Batista </span>foi aprisionado por Herodes Ântipas, governador da Galiléia. João, o homem do deserto com a sua amplidão e liberdade, e um pedaço de céu sem fim, estava preso numa masmorra escura e úmida. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Durante o tempo em que esteve preso, a fé de João foi abalada até seus alicerces. Este era o mesmo João que dissera: &#8220;Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo?&#8221; (João 1:29) O que o fizera questionar? <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Ele compreendera quando alguns de seus discípulos o abandonaram para seguir a Jesus. E então denunciara Herodes por estar vivendo com a mulher do irmão e foi preso. É Mateus quem nos diz: &#8220;Como João no cárcere tivesse ouvido falar das obras de Cristo, mandou pelos seus discípulos perguntar-lhe: És tu aquele que há de vir, ou é outro o que devemos esperar?&#8221; (Mateus 11:2,3) <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O que João ouvira contar? Que obras de Jesus? Ouvira contar que Ele comera com os publicamos e os pecadores? Que Ele tivera compaixão de uma mulher adúltera – o mesmo pecado de adultério que João denunciara e que o levara à prisão? Ou ouvira contar de Seus milagres? <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Jesus podia ter salvado João e não o salvou; nenhuma palavra de protesto se erguera contra a gesto de Herodes; a prisão que não se abria – inexplicado. Talvez fosse tudo isso combinado que fizera com que a fé de João fraquejasse. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">A resposta de Nosso Senhor ao profeta aflito é notável. Depois de tranqüilizar João quanto à sua identidade, Ele louvou tanto a João quanto ao seu ministério (Mateus 11:1-11). Vance Havner fez a seguinte observação sobre este episódio: &#8220;Enquanto João falava o pior sobre Jesus, Jesus falava o melhor sobre João.&#8221; <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">As pessoas deprimidas precisam de reafirmação e encorajamento. Jesus sabia disso e agia nesse sentido. Podemos aprender muito com o modo como Deus tratou Elias e como Jesus tratou João Batista. Eles podem servir como modelos para cuidarmos daqueles que sofrem de ansiedades mentais. As pessoas aflitas precisam de uma mão suave e prestativa e de palavras de encorajamento. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Os cristãos são particularmente suscetíveis à exaustão que leva à depressão. Com um sentido de dedicação a Deus que os inspira a trabalhar diligentemente para o Seu reino, eles com freqüência empreendem tarefas imensas e ignoram os sinais de advertência. Sem ninguém para ajudá-los e vendo que o serviço tem que ser feito, eles se excedem no trabalho e acabam nas garras da depressão. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Os que desempenham os papéis de liderança cristã precisam estar alertas para tais casos. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Cada um de nós tem o seu conjunto de capacidades e talentos único e dado por Deus – o seu potencial pessoal de realização. Nem todos trabalhamos à mesma velocidade ou atingimos as mesmas alturas. Deus não quer as pessoas competindo entre si. Ele quer que compitamos contra nós mesmos – para aprender a trabalhar dentro de nossas capacidades individuais. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Jesus narrou uma parábola em que ensinou que chegará o dia em que os feitos de cada cristão serão avaliados por Ele pessoalmente. Jesus explicou que não julgaria um homem pelo que ele faz em comparação com os outros, mas sim pelo que faz com as aptidões que Deus lhe deu. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Deus nos deu a todos capacidades e potenciais especiais e certas <em>limitações</em>. Que desenvolvamos as nossas capacidades e lutemos para trabalhar em direção a nossos potenciais. Mas que aprendamos onde fica o nosso ponto crítico. Às vezes é simplesmente uma questão de seguir em frente, parar para um descanso e depois continuar. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Uma máquina bem ajustada é que tem o seu melhor desempenho. Uma vida cristã bem ajustada e equilibrada é que será a mais produtiva para o reino de Deus.</span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><strong>Sofrimento<span>  </span>Emocional<span>  </span>e<span>  </span>Psíquico</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Todos sofremos desapontamentos na vida. Às vezes, o efeito sobre nós pode ser pequeno. Noutras vezes, nossas vidas podem ser devastadas. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">A <em>solidão</em>, por exemplo, pode ser tão intensa que o funcionamento adequado como homem ou mulher seja quase impossível. Pouco depois do falecimento do príncipe Alberto, a rainha Vitória confidenciou a seu grande amigo Dean Stanley que estava &#8220;sempre desejando consultar uma pessoa que não está aqui, lutando sozinha com uma sensação constante de desolação&#8221;. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Muitos de vocês estão sendo <em>rejeitados</em> e, por causa disso, estão sofrendo muito. Eis aí uma mágoa que causa grandes danos, pois nos afeta bem lá no fundo. Possivelmente, um namorado ou namorada o/a trocou por outra pessoa. Ou o seu casamento está se desmoronando por causa de terceiros. Ou quem sabe foi entrevistado para um emprego importante e não o conseguiu. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Vemos tanto sofrimento emocional e psicológico hoje em dia entre os nossos jovens. A principal causa de morte entre os estudantes universitários é o <em>suicídio</em>. A geração atual pode enfrentar pressões maiores do que qualquer outra geração dos tempos modernos. Academicamente, os estudantes competem desde o ginásio por posições de elite nas universidades. Uma das principais faculdades de medicina americana, para a qual só entram os alunos mais qualificados, tem uma vaga para cada quatrocentos candidatos. É preciso ser muito forte para suportar esse tipo de competição. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Muitos estudantes se preparam para um futuro em determinada carreira e se defrontam com um mercado de trabalho em declínio. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O custo da instrução está cada vez maior, forçando muitos estudantes a suportarem a responsabilidade de trabalhar enquanto ainda cursam a escola. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">De um modo geral, nas últimas décadas, a nossa sociedade vem desencorajando a juventude a procurar ajuda <st1:personname ProductID="em Deus. Sem Deus" w:st="on">em Deus. Sem Deus</st1:personname> como fonte de orientação e força, os jovens começaram a fugir através das drogas, o que criou novos e profundos problemas. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">As <em>inseguranças</em> podem ser perniciosas. Temos medos que nos atormentam e nos impedem de viver novas aventuras e realizar novos feitos. Muitas vezes hesitamos em ser agressivos em certas situações porque tememos o fracasso. Pode haver um serviço a ser feito, mas não nos sentimos adequados ou qualificados. Ou achamos que não podemos fazer um serviço tão bom quanto nosso antecessor. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Como você se sentiria tomando o lugar de Moisés, aquele homem milagroso que Deus escolheu para conduzir o povo hebreu na sua fuga do cativeiro egípcio? Aparentemente, Josué, o aprendiz bem treinado de Moisés que conduziria os israelitas à Terra Prometida, experimentou uma grande sensação de insegurança. Durante uma &#8220;conversa de estimulo&#8221; que teve com o novo líder, Deus teve que lhe dizer três vezes para não ter medo. E, na terceira vez, Deus explicou por que Josué poderia começar confiante as suas novas responsabilidades: <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">&#8220;Não to mandei eu? Sê corajoso. e forte: não te atemorizes, nem te espantes; <em>porque Jeová teu Deus estará contigo por ande quer que andares</em>.&#8221; (Josué 1:9 – o grifo é meu.) <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Deus prometeu a Sua presença. E onde Deus está, lá também encontramos a Sua paz e o Seu poder – um poder que nos permite sobrepujar o desalento e que nos guia através das derrotas na vida. Como veremos, Deus pode até mesmo usar nossos desapontamentos para trazer o bem para nossas vidas. Deus não pede que sejamos bem sucedidos, mas que sejamos obedientes. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Temos que nos lembrar de que <em>somos</em> vasos fracos, através dos quais Deus pode canalizar Seu poder para realizar Seus propósitos. Como costuma dizer um conferencista: &#8220;Deus, eu não posso, mas o Senhor pode, então, vamos em frente!&#8221; <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Os problemas emocionais e psicológicos podem resultar de coisas que surgem em nossas vidas. Mas também podemos ser prejudicados por aquelas coisas que não surgem em nossas vidas. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Algumas pessoas são emocionalmente incapacitadas por causa de uma ausência de amor em suas vidas – em especial na infância. Os que não receberam amor no começo da vida têm dificuldade em dar amor no decorrer da vida. Apesar disso, não importa o quão desordenadas e confusas possam ser as nossas vidas, Deus é capaz de nos dar a paz e Ele pode padronizar de novo nossas vidas.<o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><strong>Sofrimentos<span>  </span>Espirituais</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Nem toda a dor é destrutiva. Há um sentido no qual a dor age como um sistema de alerta, advertindo-nos de que se faz necessária uma assistência médica. Isso também se aplica ao plano espiritual. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Há vezes em que nos agoniamos por causa de pecados inconfessos em nossas vidas. Nossa culpa explode nos relacionamentos tensos, hábitos nervosos, noites insones. Nossas consciências ficam muito pesadas, até buscarmos a cura com o Grande Médico. &#8220;Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e para nos purificar de toda a injustiça.&#8221; (João 1:9) <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">A luta contra o pecado pode produzir uma forma de sofrimento. A Bíblia se refere a isso como uma batalha. Porém, não entramos indefesos na batalha. Deus nos equipa com a Sua &#8220;armadura completa&#8221; (Efésios 6:13). Jesus pode nos libertar do poder de Satanás e do pecado. Não somos obrigados a ceder às nossas tentações. Mas Deus espera que lutemos. Deus não promete livrar-nos da batalha, mas sim livrar-nos pela batalha. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Quando nos tornamos cristãos, ganhamos um amigo, o Senhor Jesus Cristo. Mas também ganhamos um inimigo – Satanás. Satanás tenta desviar-nos da trilha do progresso espiritual. E busca destruir aquilo que nos auxilia. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Mas precisamos nos lembrar do seguinte: Primeiro, <em>Satanás não é onipotente</em>. Não é um equivalente de Deus. Ele é um anjo caído, não um deus caído. Segundo, <em>nada pode surgir em nossas vidas sem o conhecimento e a permissão de Deus</em>. Na verdade, Satanás está sob a autoridade de Deus. Ele teve que receber a permissão de Deus para testar Jó. Terceiro, <em>Deus pode extrair o bem das provações e aflições</em> que Satanás tenta colocar no caminho dos cristãos. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O Evangelho registra um episódio na vida de Jesus, no qual Ele estava no meio de uma doutrinação na sinagoga. Inesperadamente, um homem possuído pelo demônio se pôs de pé e começou a berrar. Era Satanás tentando perturbar a sessão, pois não queria que o auditório aprendesse sobre o reino de Deus e as verdades da vida eterna. Imediatamente, Jesus expulsou o demônio, demonstrando, assim, a Sua completa autoridade sobre o mundo espiritual. O auditório, que já estava impressionado com a Sua doutrinação, estava agora duplamente impressionado com Seu poder (Marcos 1:21-27). O que Satanás tentou fazer para prejudicar Jesus, na verdade, o auxiliou. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Satanás deve ser a personalidade mais frustrada do universo! O seu exército de demônios é obrigado a obedecer a Jesus, e qualquer coisa que o demônio faça para deixar desanimado um cristão Deus pode utilizar para o beneficio do cristão. Às vezes, Ele permite que soframos para podermos crescer espiritualmente. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Na maioria das vezes, o sofrimento não pode ser exata ou totalmente entendido, exceto <st1:personname ProductID="em retrospecto. Só" w:st="on">em retrospecto. Só</st1:personname> quando o tempo tiver cessado e a eternidade começado, Jó compreenderá por que Deus permitiu que ele fosse testado como foi. Só então o papel desafiador e confortador que ele desempenhou ao longo dos séculos, em inúmeros milhares de vidas, será inteiramente conhecido. <o:p></o:p></span><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span></strong><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p></o:p></span></strong> <span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><strong>Deus<span>  </span>Quer<span>  </span>Ajudá-lo</strong></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Recentemente, a ciência inventou uma máquina notável, o explorador corporal, que pode detectar no corpo disfunções que escapam até dos raios X. Às vezes, temos feridas que são profundas e sensíveis demais para os outros enxergarem ou ajudarem. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Porém, quem, exceto o próprio Deus, pode explorar o meu eu invisível – meu coração, minha alma, meu espírito? Há feridas em nossas personalidades que são profundas e complicadas demais até para as técnicas modernas mais sofisticadas diagnosticarem ou solucionarem. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Somente o próprio Deus, que nos criou, pode nos compreender inteiramente. Como disse o salmista: &#8220;Jeová, tu me sondas e conheces; tu conheces o meu sentar e o meu levantar, de longe entendes o meu pensamento.&#8221; (Salmos 139:1,2) Somente Deus pode diagnosticar com precisão o nosso problema, e Ele nos mostrará como resolvê-lo. E quando não houver solução, Ele nos dará a graça de viver com o problema. Somente Deus pode responder à nossa pergunta: &#8220;Por quê?&#8221; E, se não houver resposta, dar-nos a Sua paz e a graça de viver com &#8220;o que não tem resposta.&#8221; <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Deus quer nos ajudar quando sofremos. Ele pode dar a Sua <em>presença</em> para o consolo, o Seu <em>poder</em> para a resistência ao sofrimento, o Seu <em>propósito</em> para podermos discernir a nossa situação. E Ele pode produzir dentro de nós qualidades valiosas, que reforçarão e moldarão nossas vidas. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Deus pode nos ajudar porque somente Ele sabe <em>por que</em> estamos sofrendo e <em>aonde </em>o sofrimento pode nos levar. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Ele também pode nos ajudar porque Ele sabe <em>o que</em> significa sofrer. Quando atravessamos épocas difíceis e nos voltamos para alguém em busca de conselho e conforto, procuramos quem possa entender – alguém que já tenha passado por uma situação semelhante e possa sintonizar com nossos sentimentos. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Deus pode nos entender porque sofreu na pessoa de Seu filho. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O Filho de Deus deixou os reinos dos céus, tornou-se homem e viveu 33 anos num mundo de sofrimento. Pregou para os sofredores. Enfrentou todo o tipo de problemas físicos, mentais, emocionais, psicológicos e espirituais – e demonstrou a Sua capacidade de lidar com cada um deles. O seu problema não é novo para o Senhor Jesus Cristo. Ele não fica nem surpreso nem desconcertado com ele. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Jesus não apenas viu os sofrimentos dos outros – Ele próprio sofreu. Experimentou as mesmas provações e tentações que você enfrenta. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Conheceu o sofrimento <em>físico</em>. Às vezes, sentia que seu sacerdócio era fisicamente exaustivo e precisava buscar um alívio. Quanto a conhecer a intensa dor física, suportou uma tortura cruel e uma morte dolorosa: flagelação e crucificação. Conheceu o sofrimento <em>mental, emocional e psicológico</em>. Muitas vezes, experimentou a <em>rejeição</em> pessoal. Seus irmãos zombavam dEle e de Seu ministério. Quando pregou na Sua cidade natal, as pessoas correram com Ele da aldeia e até tentaram matá-lo. Os líderes religiosos da Sua própria nação acabaram por planejar a Sua morte. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">E Jesus experimentou a <em>solidão</em>. Às vezes, até os Seus apóstolos O entendiam mal. Quem podia se relacionar integralmente numa amizade com alguém que era, a um só tempo, Deus e homem? Após um longo dia de trabalho exaustivo, Jesus não tinha esposa e família para quem Se voltar e encontrar consolo e encorajamento. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">E imaginem o trauma de deixar o ambiente do céu, onde era reconhecido e reverenciado como Filho de Deus por milhares de anjos, e vir para uma terra marcada por pecados onde foi recebido com desprezo e desdém. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Jesus conheceu o sofrimento <em>espiritual</em>. No começo de Seu ministério público, Satanás O tentou impiedosamente por quarenta dias. E Satanás sempre retornou, ao longo do sacerdócio de Jesus, para tentar derrotar o Filho de Deus e desviá-lo de Sua missão. Jesus o enfrentou e venceu a batalha. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">E Jesus experimentou um sofrimento espiritual mais intenso do que você ou eu jamais experimentaremos. Durante um certo tempo, enquanto estava na cruz, sentiu o horror da separação de Deus e gritou: &#8220;Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?&#8221; Para Jesus, esta foi a maior agonia de todas. Ser abandonado pelo Pai que O amava – ver o Pai dar as costas ao Filho –, este foi o sofrimento supremo, a penalidade máxima para o pecado. Você e eu, se tivermos recebido Cristo como Salvador, jamais teremos que nos separar de Deus, porque Jesus pagou a penalidade pelo pecado. É por isso que Paulo pode afirmar, com tanta confiança: <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">&#8220;Pois estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as cousas presentes, nem as futuras, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que é <st1:personname ProductID="em Cristo Jesus" w:st="on">em Cristo Jesus</st1:personname> nosso Senhor.&#8221; (Romanos 8:38,39). <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Nada jamais nos separará de Deus! Como Jesus, no Seu sofrimento, foi separado de Deus para o nosso bem, agora temos a <em>vida eterna</em> ao confiar nEle como Salvador. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">E assim o Filho de Deus pode relacionar-se conosco na hora do nosso sofrimento. Pode relacionar-se com a nossa dor – pode fazer algo por nós. Como expressa com tanta beleza o hino de Thomas Moore: <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Vinde, ó desconsoladas, onde quer que languesçais <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Vinde ao centro da misericórdia. ajoelhai-vos fervorosamente <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Trazei para cá vossos corações feridos, contai aqui a vossa angústia <o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">A terra não tem tristeza que o céu não possa curar</span></em><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">.</span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Deus quer nos ajudar. Você pode estar passando por dificuldades, nesse momento. Ou talvez a sua vida esteja atualmente isenta de tragédias. A despeito das circunstâncias momentâneas, é importante preparar-se para o sofrimento. O sofrimento raramente faz reservas antecipadas. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Este livro irá explorar as maneiras pelas quais você pode se preparar para os seus armagedons pessoais, pela compreensão das doutrinas bíblicas sobre o sofrimento. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Ora, se você é alguém que encara um relacionamento pessoal com Deus como um conceito novo, se desconhece a realidade do Deus vivo residindo dentro da sua vida, se jamais confessou seus pecados e recebeu Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador, eu quero, pessoalmente, convidá-lo a fazer isso agora. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Este é o primeiro passo para obter a ajuda de Deus. Ele quer curá-lo por dentro. Ele quer curar primeiro o seu problema mais profundo – o problema do pecado pessoal. <o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Confesse o seu pecado, receba Jesus como seu Salvador e então comece uma nova vida com ele. Você encontrará a paz de Deus no seu coração, a orientação dEle na sua vida e o conforto da presença dEle ao longo de seus sofrimentos – ao longo de seu Armagedom pessoal, seja qual for a forma que ele tome.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Dr. Billy Graham.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>As 95 Teses de Martinho Lutero.</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 16:14:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<description><![CDATA[ O Caminho Cristão apresenta na íntegra as 95 Teses afixadas por Martinho Lutero na Abadia de Westminster a 31 de outubro de 1517, fundamentalmente &#8220;Contra o Comércio das Indulgências&#8221;. “Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade, discutir-se-á em Wittemberg, sob a presidência do Rev. Martinho Lutero, o que segue. Aqueles que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p><span style="color: black; font-family: Arial">O Caminho Cristão apresenta na íntegra as 95 Teses afixadas por Martinho Lutero na Abadia de Westminster a 31 de outubro de 1517, fundamentalmente &#8220;Contra o Comércio das Indulgências&#8221;.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">“Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade, discutir-se-á em Wittemberg, sob a presidência do Rev. Martinho Lutero, o que segue. Aqueles que não puderem estar presentes para tratarem o assunto verbalmente conosco, o poderão fazer por escrito. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial">Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém”. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p><span id="more-377"></span></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"> </p>
<p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">1ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos&#8230; etc., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo e ininterrupto arrependimento. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">2ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo dos sacerdotes. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">3ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de mortificação da carne. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">4ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até à entrada para a vida eterna. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">5ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O papa não quer e não pode dispensar de outras penas além das que impôs ao seu alvitre ou nem acordo com os cânones, que são estatutos papais. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">6ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O papa não pode perdoar dívida, senão declarar e confirmar aquilo que já foi perdoado por Deus, ou então o faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida em absoluto deixaria de ser anulada ou perdoada. 7ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao ministro, seu substituto. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">8ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Cânones poenitentiales, que são as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas são impostos aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">9ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Eis por que o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluindo este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">10ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõe aos moribundos penitências canônicas ou para o purgatório a fim de ali serem cumpridas. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">11ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Este joio, que é o de transformar a penitência e satisfação, prevista pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado enquanto os bispos dormiam. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">12ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Outrora canônica poenae, ou seja, penitência e satisfação por pecados cometidos, eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">13ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">14ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Piedade ou amor imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte, necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menos o amor, tanto maior o temor. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">15ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Este temor e espanto em si tão só, sem nos referirmos a outras coisas, basta para causar o tormento e o horror do purgatório, pois se avizinham da angústia do desespero. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">16ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza. 17ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, também deve crescer e aumentar o amor. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">18ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas razões e nem pela Escritura, que as almas do purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">19ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Parece ainda não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem mais por ela, não obstante nós termos esta certeza. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">20ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Por isso o papa não quer dizer e nem compreender com as palavras “perdão plenário de todas as penas” o perdão de todo o tormento, mas tão só as penas por ele impostas. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">21ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Eis por que erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante indulgência do papa. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">22ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas do purgatório das que, segundo os cânones da igreja, deviam ter expiado e pago na presente vida. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">23ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muitos poucos. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">24ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Logo, a maioria do povo é ludibriado com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">25ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Exatamente o mesmo poder geral que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura d’almas o tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">26ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O papa faz muito bem em não conceder o perdão às almas em virtude do poder das chaves (coisa que não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">27ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">28ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Certo é que, no momento em que a moeda soa na caixa, vem lucro, e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">29ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que sucedeu com S. Severino e Pascoal. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">30ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Ninguém tem certeza da suficiência do arrependimento e pesar verdadeiros, muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">31ª Tese Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que verdadeiramente alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">32ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Irão para o diabo, juntamente com os seus mestres, aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">33ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Há que acautelar-se muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dádiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">34ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória, estipulada por homens. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">35ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">36ª Tese Tudo o cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados e sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">37ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">38ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Entretanto se não devem desprezar o perdão e a distribuição deste pelo papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão consiste numa declaração do perdão divino. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">39ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Ë extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e, ao contrário, o verdadeiro arrependimento e pesar. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">40ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo; mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para tanto. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">41ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal, para que o homem singelo não julgue erradamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">42ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgências de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">43ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos, proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta ao necessitado do que os que compram indulgência. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">44ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">É que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">45ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgência do papa, mas desafia a ira de Deus. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">46ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura, fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">47ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos ser a compra de indulgência livre e não ordenada. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">48ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos que se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">49ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o temor de Deus. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">50ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que se o papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgência, preferiria ver a basílica de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">51ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por um dever seu, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgência, vendendo, se necessário, a própria basílica de São Pedro. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">52ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Esperar ser salvo mediante breves de indulgência é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências e o próprio papa oferecessem sua alma como garantia. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">53ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a palavra de Deus nas demais igrejas. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">54ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Comete-se injustiça contra a palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da palavra do Senhor. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">55ª Tese A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a coisa menor, com um toque de sino, uma pompa, uma cerimônia, enquanto o evangelho, que é o essencial, importa ser anunciado mediante cem toques de sino, centenas de pompas e solenidades. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">56ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os tesouros da igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionados e nem suficientemente conhecidos na Igreja de Cristo. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">57ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">É evidente que não são bens temporais, porquanto muitos pregadores não os distribuem com facilidade, antes os ajuntam. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">58ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Também não são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto este sempre são suficientes, e, independente do papa, operam graça do homem interior e são a cruz, a morte e o inferno do homem exterior. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">59ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">São Lourenço chama aos pobres, os quais são membros da Igreja, tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época. 60ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, que lhe foram dadas pelo merecimento de Cristo. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">61ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Evidente é que, para o perdão das penas e para a absolvição em determinados casos, o poder do papa por si só basta. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">62ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo evangelho da glória e da graça de Deus. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">63ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">64ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Enquanto isso o tesouro das indulgências é notoriamente o mais apreciado, porque faz com que os últimos sejam os primeiros. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">65ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Por essa razão os tesouros evangélicos foram outrora as redes com que se apanhavam os ricos e abastados. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">66ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">67ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">As indulgências, apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça, decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">68ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Nem por isso semelhante indulgência é a mais ínfima graça, comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">69ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda reverência. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">70ª Tese Entretanto tem muito maior dever de conservar abertos os olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não apregoem os seus próprios sonhos. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">71ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">72ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">73ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">74ª Tese Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob pretexto de indulgências, prejudicam a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agirem. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">75ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Considerar a indulgência do papa tão poderosa, a ponto de absolver alguém dos pecados, mesmo que (coisa impossível de se expressar) tivesse deflorado a mãe de Deus, significa ser demente. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">76ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Bem ao contrário afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo pode anular o menor pecado venial no que diz respeito a culpa que representa. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">77ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Afirmar que nem mesmo São Pedro, se no momento fosse papa, poderia dispensar maior indulgência, constitui insulto contra São Pedro e o papa. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">78ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Dizemos, ao contrário, que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o evangelho, dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1 Corinto 12.6-9. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">79ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Alegar ter a cruz de indulgências, erguida e adornada com as armas do papa, tanto valor como a própria cruz de Cristo é blasfêmia. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">80ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas desta atitude. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">81ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a indulgência, torna difícil até homens doutos defenderem a honra e dignidade do papa contra a calúnia e as perguntas mordazes e astutas dos leigos. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">82ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Haja vista exemplo como este: Por que o papa não livra duma só vez todas as almas do purgatório, movido pela santíssima caridade e considerando a mais premente necessidade das mesmas, havendo santa razão para tanto, quando, em troca de vil dinheiro para a construção da basílica de São Pedro, livra inúmeras delas, logo por motivo bastante infundado? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">83ª Tese Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para esse fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou prebendas oferecidos em favor dos mortos, quando já não é justo continuar a rezar pelos que se acham remidos? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">84ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E: Que nova santidade de Deus e do papa é esta a consentir a um ímpio e inimigo resgate uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não livrar esta mesma alma piedosa e amada por Deus do seu tormento por amor espontâneo e sem paga? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">85ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E: Por que os cânones de penitência, isto é, os preceitos de penitência, que faz muito caducaram e morreram de fato pelo desuso, tornam a remir mediante dinheiro, pela concessão de indulgência, como se continuassem em vigor e bem vivos? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">86ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E: Por que o papa, cuja fortuna é maior do que a de qualquer Creso, não prefere construir a basílica de São Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de cristãos pobres? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">87ª Tese E: Que perdoa ou concede o papa pela sua indulgência àqueles que pelo arrependimento completo tem direito ao perdão ou indulgência plenária? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">88ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Afinal: Que benefício maior poderia receber a igreja se o papa, que atualmente o faz uma vez ao dia cem vezes ao dia concedesse aos fiéis este perdão a título gratuito? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">89ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Visto o papa visar mais a salvação das almas mediante a indulgência do que o dinheiro, por que razão revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, quando tem sempre as mesmas virtudes? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">90ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Desfazer estes argumentos muito sutis dos leigos, recorrendo apenas à força e não por razões sólidas apresentadas, significa expor a igreja e o papa ao escárnio dos inimigos e desgraçar os cristãos. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">91ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Se, portanto, a indulgência fosse apregoada no espírito e sentido do papa, estas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">92ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Fora, pois, com todos este pregadores que dizem à igreja de Cristo: Paz! Paz! Sem que haja paz! </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">93ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Abençoados, porém, sejam todos os pregadores que dizem à igreja de Cristo: Cruz! Cruz! Sem que haja cruz! </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">94ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Admoeste-se os cristãos a que se empenhem em seguir seu Cabeça, Cristo, através da cruz, da morte e do inferno; </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">95ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E desta maneira mais esperem entrar no reino dos céus por muitas aflições do que confiando em promessas de paz infundadas. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial">Cortesia.</span></p>
<p></o:p></span></p>
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		<title>Tratado: Emoção religiosa por Jonathan Edwards</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 02:14:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Avivamento]]></category>
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		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<description><![CDATA[Não há questão de maior importância para a humanidade, e que seja mais concernente a cada pessoa individual para ser bem resolvida, do que esta: Quais são as qualificações distintivas daqueles que estão em favor com Deus, e designadas às Suas eternas recompensas? Ou, o que vem ser a mesma coisa, &#160; Qual é a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial">Não </span><span style="color: black; font-family: Arial">há questão de maior importância para a humanidade, e que seja mais concernente a cada pessoa individual para ser bem resolvida, do que esta: <span>Quais são as qualificações distintivas daqueles que estão em favor com Deus, e designadas às Suas eternas recompensas? </span>Ou, o que vem ser a mesma coisa, </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial">Qual é a natureza da verdadeira religião? <span>E onde descansa as marcas distintivas daquela virtude e santidade que é aceitável aos olhos de Deus? </span>Mas, embora isto seja de tal importância, e apesar de termos clara e abundante luz na Palavra de Deus para nos dirigir neste assunto, todavia não há um ponto em que os Cristãos professos façam mais diferença um do outro. Seria sem fim calcular a variedade de opiniões, neste ponto, que divide o mundo Cristão; fazendo manifesta a verdade da declaração de nosso Salvador: “Estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”. <span id="more-342"></span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial"></span><span style="color: black; font-family: Arial"></span><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">A consideração destas coisas tem por muito tempo me engajado a atentar para esta matéria com a maior diligência e cuidado, e toda a exatidão de busca e investigação de que eu fui capaz. Este é um assunto sobre o qual minha mente tem sido peculiarmente solícita, desde a primeira vez que entrei no estudo da teologia. — Mas quanto ao <span>sucesso </span>de minhas investigações, isto deve ser deixado ao julgamento do leitor do tratado que se segue. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Sou consciente de que é difícil julgar imparcialmente o assunto deste discurso, no meio da poeira e fumaça da presente controvérsia, sobre as coisas desta natureza. Pois, assim como é muito difícil <span>escrever </span>imparcialmente, do mesmo modo é muito difícil <span>ler </span>imparcialmente. — Muitos provavelmente serão magoados, ao encontrar tanto do que pertence às afeições religiosas, aqui condenadas: e talvez indignações e desprezo serão excitados em outros, ao achar tanto justificado e aprovado. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">E pode ser que alguns estarão prontos para acusar-me de inconsistência comigo mesmo, em tanto aprovando algumas coisas, como condenando outras; como tenho encontrado, isto tem sido sempre objetado a mim por alguns, desde o princípio de nossas últimas controvérsias sobre religião. É uma coisa difícil ser um sincero e zeloso amigo do qual tem sido <span>bom </span>e glorioso nas últimas aparências extraordinárias, e regozijar muito nele; e ao mesmo tempo, ver a tendência má e perniciosa dos que tem sido maus, e ardentemente opor a isso. Mas, todavia, estou <span>humildemente, </span>mas <span>inteiramente </span>persuadido que nós nunca estaremos no caminho da verdade, um caminho aceitável a Deus, e tendendo ao avanço do reino de Cristo, até que façamos assim. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Há certamente algo muito misterioso nisto, esse tão bom e esse tão mau, devem ser misturado juntamente na <span>igreja de Deus</span>: como é uma coisa misteriosa, e que tem embaraçado e assombrado muitos bons Cristãos, que deva existir o que é tão divino e precioso, como a graça salvadora de Deus, residindo no mesmo coração, com tanta corrupção, hipocrisia, e iniqüidade, em <span>um santo <st1:personname productid="em particular. Contudo" w:st="on">em particular<span>. Contudo</span></st1:personname><span>, nenhum destes é mais misterioso do que real. E nenhum deles é uma coisa nova. Não é uma coisa nova, que tanta falsa religião deva prevalecer no tempo de grande reavivamento; e que, ao mesmo tempo, multidões de hipócritas devam brotar entre os verdadeiros santos. </span></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><span><span>Foi assim na grande reforma, e reavivamento da religião, no tempo de Josias; como aparece em Jeremias 3:10, e Jeremias 4:3,4, e também pela grande apostasia que houve na nação, tão logo após seu reinado. Assim foi com o grande derramamento do Espírito sobre os Judeus, nos dias de João Batista; como se mostra pela grande apostasia daquele povo, tão logo depois de tão geral despertamento, e os temporários confortos e alegrias de muitos; João 5:35: “E vós quisestes alegrar-vos por um pouco de tempo com a sua luz”. Assim foi naquelas grandes comoções entre a multidão, ocasionas pela pregação de Jesus Cristo. </span>Muitos são chamados, mas poucos escolhidos </span>; da multidão que foi excitada e afetada pela Sua pregação — e em um tempo ou outro pareciam poderosamente engajados, cheios de admiração por Cristo, e elevados com alegria — mas poucos eram verdadeiros discípulos, que agüentaram os abalos das provas, e perseveraram até o fim. Muitos eram semelhantes a terra <span>pedregosa </span>ou <span>espinhosa</span>; e porém poucos, comparativamente, eram semelhantes a <span>boa </span>terra. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Do monte inteiro que foi recolhido, grande parte era palha, que o vento mais tarde levou; e o monte de trigo que foi deixado, era comparativamente pequeno; assim como aparece abundantemente pela história do Novo Testamento. Assim foi no grande derramamento do Espírito que houve nos dias dos apóstolos; como se mostra por Mateus 24:10-13; Gálatas 3:1; e 4:11,15; Filipenses 2:21; e capítulo 3:18,19, e as duas epístolas aos Coríntios, e muitas outras partes do Novo Testamento. E assim foi na grande <span>reforma </span>do papismo — Parece claramente ter estado na igreja visível de Deus, nos tempos dos grandes reavivamentos, assim como as árvores frutíferas na primavera; há uma multidão de flores, que parecem legítimas e belas, e há uma aparência promissora de frutos novos: mas muitos delas são de curta duração; elas breve murcharão, e nunca chegarão a maturidade. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Não é, contudo, para ser suposto que será <span>sempre </span>assim. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Porque embora nunca haverá, neste mundo, uma inteira pureza, em cada um dos santos em particular, por uma perfeita libertação das misturas de corrupção, ou na igreja de Deus, sem qualquer mistura de hipócritas com santos — ou religião falsifica e falsas aparências de graça com verdadeira religião e real santidade — todavia é evidente, virá um tempo de pureza muito maior na igreja, do que tem havido nas erras passadas. Isto se mostra claramente por estes textos das Escrituras: Isaías 52:1; Ezequiel 44:6,7,9; Joel 3:17; Zacarias 14:21; Salmos 69:32,35,36; Isaías 35:8,10; capítulo 4:3,4; Ezequiel 20:38; Salmos 37:9,10,11,29. E uma grande razão disto será que naquele tempo, Deus dará uma luz muito maior para Seu povo, para distinguir entre a verdadeira religião e suas falsificações. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Malaquias 3:3: “E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata; e purificará os filhos de Levi, e os refinará como ouro e como prata; então ao SENHOR trarão oferta em justiça”. Com o versículo 18, que é a continuação da profecia dos mesmos tempos felizes: “Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve”. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">É pela mistura da falsificada religião com a verdadeira, não discernida e distinguida, que o diabo tem tido suas maiores vantagens contra a causa e o reino de Cristo. É por este meios, principalmente, que ele tem prevalecido contra todos os reavivamentos da religião, desde a fundação da igreja Cristã. Com isto, ele prejudicou a causa do Cristianismo, tanto na era apostólica como depois, tanto mais do que por todas as perseguições tanto de Judeus como de gentios. Os apóstolos, em todas suas epístolas, nos mostram muito mais concernente ao primeiro dano, do que o segundo. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Com isto, Satã prevaleceu contra o reforma, iniciada por Lutero, Zwínglio, etc., para colocar uma parada em seu progresso, e traze-la à desgraça, dez vezes mais do que por todas aquelas sanguinárias e cruéis perseguições da igreja de Roma. Com isto, principalmente, ele prevaleceu contra os reavivamentos da religião em nossa nação. Com isto ele prevaleceu contra a Nova Inglaterra, apagando o amor e saqueando a alegria de seus matrimônios, aproximadamente cem anos atrás. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">E penso que tive bastante oportunidades para ver claramente, que por isto o diabo tem prevalecido contra o último grande reavivamento da religião na Nova Inglaterra, tão feliz e prometedor em seu princípio. Aqui, mais evidentemente, tem sido a principal vantagem de Satã contra nós; por isto ele tem nos frustrado. É por estes meios que a filha de Sião nesta terra agora descansa no chão, em semelhantes lastimosas circunstâncias, com seus vestuários rasgados, sua face desfigurada, sua nudez exposta, seus membros quebrados, e encapelando no sangue de suas próprias feridas, e de maneira nenhuma capaz de levantar; e isto, tão rapidamente depois de sua última grande felicidade e esperança. Lamentações 1:17: “Estende Sião as suas mãos, não há quem a console; mandou o SENHOR acerca de Jacó que lhe fossem inimigos os que estão em redor dele; Jerusalém é entre eles como uma mulher imunda”. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Tenho visto o diabo prevalecer pelo mesmo caminho, contra dois grandes reavivamentos de religião neste país. — Satã continua com a humanidade assim como ele começou com eles. Ele prevaleceu contra nossos primeiros pais, e lhes arremessou para fora do paraíso, e subitamente trouxe toda sua felicidade e glória ao fim, aparentando ser um amigo de seu estado feliz, e fingindo avançar-lhes a um degrau mais alto. Assim, a mesma serpente perspicaz que enganou Eva através de sua astúcia, nos apartando da simplicidade que há em Cristo, tem subitamente nos privado daquele justo prospecto que tínhamos, há pouco tempo atrás, de uma espécie de estado paradisíaco da igreja de Deus na Nova Inglaterra. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Após a religião reviver na igreja de Deus, e os inimigos aparecer, as pessoas que são engajadas a defender sua causa são comumente mais expostas, onde elas estão sensíveis de perigo. Enquanto elas estão inteiramente atentas sobre a oposição que aparece <span>abertamente </span>diante deles, para fazer cabeça contra esta, e enquanto elas negligenciam cuidadosamente para olhar ao redor, o diabo vem atrás deles, e dá uma punhalada fatal não vista; e ele tem oportunidade para dar uma pancada mais interna, e machucar o profundo, porque ele ataca em seu descanso e não sendo obstruído por nenhuma guarda ou resistência. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E assim provavelmente sempre será na igreja, não importa quando a religião reviver consideravelmente, até que nós tenhamos aprendido bem a distinguir entre a verdadeira e a falsa religião, entre as emoções e experiências salvíficas e aquelas diversas impressões atraentes e aparências brilhantes, pelas quais elas são falsificadas; as conseqüências das quais, quando elas não são distinguidas, são freqüentemente indizivelmente terríveis. <span></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><span>Por estes meios </span>, o diabo gratifica a si mesmo, pois as multidões oferecem uma adoração falsa a Deus sob a ilusão de um culto aceitável, que é na realidade acima de todas as coisas abominável a Ele. <span>Por estes meios</span>, ele ludibriou grandes multidões sobre o estado de suas almas; fazendo-lhes pensar que eles são alguma coisa, quando eles não são nada; e assim eternamente lhes desfazendo; e não somente assim, mas estabelecendo muitos na forte confiança de sua eminente santidade, que, aos olhos de Deus, são alguns dos vis hipócritas. <span></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><span>Por este meios</span>, ele muitas vezes desanimou e feriu a religião nos corações dos santos, obscureceu e deformou-a pelas misturas corrompidas, fez com que suas emoções religiosas tristemente se degenerassem, e algumas vezes, por um considerável tempo, ser como o maná que produziu vermes e fedor; e terrivelmente enlaçou e confundiu as mentes de outros, trazendo-lhes à grandes dificuldades e tentações, e embaraçando-lhes em uma vastidão, dentre os quais eles não podiam de forma alguma se desembaraçar. <span></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><span>Por estes meios</span>, Satanás poderosamente encoraja os corações dos inimigos explícitos, fortalecendo suas mãos, enchendo-lhes com armas, e fortalecendo suas fortalezas; quando ao mesmo tempo, a religião e a igreja de Deus permanece exposta a eles, como uma cidade sem muralhas. <span></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><span>Por estes meios</span>, ele faz com que os homens ímpios pequem na ilusão de estarem servindo a Deus; e portanto, pecam sem restrições, sim, com ardente solicitude e zelo, e com todo sua força. <span></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><span>Por estes meios</span>, ele faz que até os amigos da religião, insensivelmente, façam o trabalho de seus inimigos, destruindo a religião em uma maneira mais eficaz do que os inimigos declarados podem fazer, na ilusão de o estarem fazendo progredir.</span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"> <span>Por estes meios</span>, o diabo dispersa o rebanho de Cristo, e colocá-os uns contra os outros com grande calor de espírito, sob uma noção de zelo por Deus; e a religião, gradualmente, degenera em vãs disputas. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Durante os conflitos, Satanás conduz ambas as partes para fora do caminho correto, dividindo cada um em grandes extremos, um na mão direita, e o outro na esquerda, conforme ele os encontra mais inclinados, ou mais facilmente movidos e oscilantes, até que o caminho correto no meio é quase completamente negligenciado. No meio desta confusão, o diabo tem grande oportunidade para avançar em seu próprio interesse, para fazê-lo forte de inumeráveis modos, de obter o governo de todas as coisas em suas próprias mãos, e operar sua própria vontade. E pelo que é visto das terríveis conseqüências desta falsificação, quando não distinguida da verdadeira religião, o povo de Deus em geral têm suas mentes perturbadas na religião, e não sabem onde colocar os seus pés, ou o que pensar, e muitos são trazidos à duvidar de o quer que seja na religião; e heresia, infidelidade, e ateísmo prevalece grandemente. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Conseqüentemente, é vital que nos esforcemos ao máximo para claramente discernir, e ter bem assentado e estabelecido, no que consiste a verdadeira religião. Até que isto seja feito, não podemos esperar que grandes avivamentos de religião tenham longa duração; até que isto seja feito, não podemos esperar muito proveito de todos nossos calorosos debates, em conversação e a partir da impressa, não sabendo claramente e distintivamente o que devemos contender. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Meu propósito é contribuir com o meu pouco, e usar o meu melhor (embora débil) esforçando-me para este fim, no subseqüente tratado: no qual deve ser notado que é um tanto diferente do propósito de que eu tinha anteriormente publicado, que foi para mostrar <span>As marcas distintivas da obra do Espírito de Deus</span>, incluindo tanto suas operações comuns e salvifícas. O que tenciono agora, é mostrar a natureza e sinais das <span>graciosas operações do Espírito de Deus</span>, pelas quais elas são distinguidas de todas as outras — sejam quais forem &#8211; que não são de uma natureza salvífica. Se eu for sucedido nesta minha intenção, em qualquer medida tolerável, espero que tenda a promover o interesse da religião. E se eu for sucedido em trazer alguma luz para este assunto ou não, e embora meus esforços possam ser reprovados, nestes tempos ardilosos e censuradores, espero na misericórdia da graça e justiça de Deus, para aceitação da sinceridade de meus esforços; e espero também pelo candor e orações dos verdadeiros seguidores do manso e benevolente Cordeiro de Deus. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial"></p>
<hr style="width: 150pt" align="left" size="2" width="200" /></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"><o:p> </o:p></span></p>
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		<title>O Código de Hamurabi</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2007 05:53:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;O Caminho Cristão&#8221;, traz a você leitor, um tratado completo sobre o Código de Hamurabi. Este código se refere as Leis de Babilônia, uma das mais antigas civilizações do mundo..  Khammu-rabi, rei da Babilônia no 18º século A.C., estendeu grandemente o seu império e governou uma confederação de cidades-estado.. Erigiu, no final do seu reinado, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial"></p>
<p style="margin: 5pt 0cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">&#8220;O Caminho Cristão&#8221;, traz a você leitor, um tratado completo sobre o Código de Hamurabi. Este código se refere as Leis de Babilônia, uma das mais antigas civilizações do mundo..<span id="more-250"></span></span></p>
<p style="margin: 5pt 0cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial"> Khammu-rabi, rei da Babilônia no 18º século A.C., estendeu grandemente o seu império e governou uma confederação de cidades-estado.. Erigiu, no final do seu reinado, uma enorme &#8220;estela&#8221; em diorito, na qual ele é retratado recebendo a insígnia do reinado e da justiça do rei Marduk. Abaixo mandou escreverem 21 colunas, 282 cláusulas que ficaram conhecidas como Código de Hamurábi (embora abrangesse também antigas leis). </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">Muitas das provisões do código referem-se às três classes sociais: a do &#8220;awelum&#8221; (filho do homem&#8221; , ou seja, a classe mais alta, dos homens livres, que era merecedora de maiores compensações por injúrias &#8211; retaliações &#8211; mas que por outro lado arcava com as multas mais pesadas por ofensas); no estágio imediatamente inferior, a classe do &#8220;mushkenum&#8221;, cidadão livre mas de menor ststus e obrigações mais leves; por último, a classe do &#8220;wardum&#8221;, escravo marcado que no entanto, podia ter propriedade. O código referia-se também ao comércio (no qual o caixeiro viajante ocupava lugar importante), à família (inclusive o divórcio, o pátrio poder, a adoção, o adultério, o incesto), ao trabalho (precursor do salário mínimo, das categorias profissionais, das leis trabalhistas), à propriedade. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">Quanto às leis criminais, vigorava a &#8220;lex talionis&#8221; : a pena de morte era largamente aplicada, seja na fogueira, na forca, seja por afogamento ou empalação. A mutilação era infligida de acordo com a natureza da ofensa. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">A noção de &#8220;uma vida por uma vida&#8221; atingia aos filhos dos causadores de danos aos filhos dos ofendidos. As penalidades infligidas sob o Código de Hamurabi, ficavam entre os brutais excessos das punições corporais das leis mesopotâmica Assírias e das mais suaves, dos hititas. A codificação propunha-se a implantação da justiça na terra, a destruição do mal, a prevenção da opressão do fraco pelo forte, a propiciar o bem estar do povo e iluminar o mundo. Essa legislação estendeu-se pela Assíria, pela judéia e pela Grécia. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">PRÓLOGO _ &#8220;Quando o alto Anu, Rei de Anunaki e Bel, Senhor da Terra d dos Céus, determinador dos destinos do mundo, entregou o governo de toda humanidade a Marduk&#8230; quando foi pronunciado o alto nome da Babilônia; quando ele a fez famosa no mundo e nela estabeleceu um duradouro reino cujos alicerces tinham a firmeza do céu e da terra &#8211; por esse tempo de Anu e Bel me chamaram, a mim, Hamurabi, o excelso príncipe, o adorador dos deuses, para implantar a justiça na terra, para destruir os maus e o mal, para prevenir a opressão do fraco pelo forte&#8230; para iluminar o mundo e propiciar o bem-estar do povo. Hamurabi, governador escolhido por Bel, sou eu, eu o que trouxe a abundância à terra; o que fez obra completa para Nippur e Durilu; o que deu vida à cidade de Uruk; o que supriu água com abundância aos seus habitantes;&#8230; o que tornou bela a cidade de Borsippa;&#8230; o que enceleirou grãos para a poderosa Urash;&#8230; o que ajudou o povo em tempo de necessidade; o que estabeleceu a segurança na Babilônia; o governador do povo, o servo cujos feitos são agradáveis a Anunit&#8221;. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">I &#8211; SORTILÉGIOS, JUÍZO DE DEUS, FALSO TESTEMUNHO, PREVARICAÇÃO DE JUÍZES </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">1º &#8211; Se alguém acusa um outro, lhe imputa um sortilégio, mas não pode dar a prova disso, aquele que acusou, deverá ser morto. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">2º &#8211; Se alguém avança uma imputação de sortilégio contra um outro e não a pode provar e aquele contra o qual a imputação de sortilégio foi feita, vai ao rio, salta no rio, se o rio o traga, aquele que acusou deverá receber em posse à sua casa. Mas, se o rio o demonstra inocente e ele fica ileso, aquele que avançou a imputação deverá ser morto, </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">aquele que saltou no rio deverá receber em posse a casa do seu acusador. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">3º &#8211; Se alguém em um processo se apresenta como testemunha de acusação e, não prova o que disse, se o processo importa perda de vida, ele deverá ser morto. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">4º &#8211; Se alguém se apresenta como testemunha por grão e dinheiro, deverá suportar a pena cominada no processo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">5º &#8211; Se um juiz dirige um processo e profere uma decisão e redige por escrito a sentença, se mais tarde o seu processo se demonstra errado e aquele juiz, no processo que dirigiu, é convencido de ser causa do erro, ele deverá então pagar doze vezes a pena que era estabelecida naquele processo, e se deverá publicamente expulsá-lo de sua cadeira de juiz. Nem deverá ele voltar a funcionar de novo como juiz em um processo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">II &#8211; CRIMES DE FURTO E DE ROUBO, REIVINDICAÇÃO DE MÓVEIS </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">6º &#8211; Se alguém furta bens do Deus ou da Corte deverá ser morto; e mais quem recebeu dele a coisa furtada também deverá ser morto. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">7º &#8211; Se alguém, sem testemunhas ou contrato, compra ou recebe em depósito ouro ou prata ou um escravo ou uma escrava, ou um boi ou uma ovelha, ou um asno, ou outra coisa de um filho alheio ou de um escravo, é considerado como um ladrão e morto. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">8º &#8211; Se alguém rouba um boi ou uma ovelha ou um asno ou um porco ou um barco, se a coisa pertence ao Deus ou a Corte, ele deverá dar trinta vezes tanto; se pertence a um liberto, deverá dar dez vezes tanto; se o ladrão não tem nada para dar, deverá ser morto. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">9º &#8211; Se alguém, a quem foi perdido um objeto, o acha com um outro, se aquele com o qual o objeto perdido é achado, diz: &#8211; &#8220;um vendedor mo vendeu diante de testemunhas, eu o paguei&#8221; &#8211; e o proprietário do objeto perdido diz: &#8220;eu trarei testemunhas que conhecem a minha coisa perdida&#8221; &#8211; o comprador deverá trazer o vendedor que lhe transferiu o objeto com as testemunhas perante às quais o comprou e o proprietário do objeto perdido deverá trazer testemunhas que </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">conhecem o objeto perdido. O juiz deverá examinar os seus depoimentos, as testemunhas perante as quais o preço foi pago e aquelas que conhecem o objeto perdido devem atestar diante de Deus reconhecê-lo. O vendedor é então um ladrão e morrerá; o proprietário do objeto perdido o recobrará, o comprador recebe da casa do vendedor o dinheiro que pagou. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">10º &#8211; Se o comprador não apresenta o vendedor e as testemunhas perante as quais ele comprou, mas, o proprietário do objeto perdido apresenta um testemunho que reconhece o objeto, então o comprador é o ladrão e morrerá. O proprietário retoma o objeto perdido. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">11º &#8211; Se o proprietário do objeto perdido não apresenta um testemunho que o reconheça, ele é um malvado e caluniou; ele morrerá. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">12º &#8211; Se o vendedor é morto, o comprador deverá receber da casa do vendedor o quíntuplo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">13º &#8211; Se as testemunhas do vendedor não estão presentes, o juiz deverá fixar-lhes um termo de seis meses; se, em seis meses, as suas testemunhas não comparecerem, ele é um malvado e suporta a pena desse processo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">14º &#8211; Se alguém rouba o filho impúbere de outro, ele é morto. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">15º &#8211; Se alguém furta pela porta da cidade um escravo ou uma escrava da Corte ou um escravo ou escrava de um liberto, deverá ser morto. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">16º &#8211; Se alguém acolhe na sua casa, um escravo ou escrava fugidos da Corte ou de um liberto e depois da proclamação pública do mordomo, não o apresenta, o dono da casa deverá ser morto. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">17º &#8211; Se alguém apreende em campo aberto um escravo ou uma escrava fugidos e os reconduz ao dono, o dono do escravo deverá dar-lhe dois siclos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">18º &#8211; Se esse escravo não nomeia seu senhor, deverá ser levado a palácio; feitas todas as indagações, deverá ser reconduzido ao seu senhor. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">19º &#8211; Se ele retém esse escravo em sua casa e em seguida se descobre o escravo com ele, deverá ser morto. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">20º &#8211; Se o escravo foge àquele que o apreendeu, este deve jurar em nome de Deus ao dono do escravo e ir livre. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">21º &#8211; Se alguém faz um buraco em uma casa, deverá diante daquele buraco ser morto e sepultado. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">22º &#8211; Se alguém comete roubo e é preso, ele é morto. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">23º &#8211; Se p salteador não é preso, o roubado deverá diante de Deus reclamar tudo que lhe foi roubado; então a aldeia e o governador, em cuja terra e circunscrição o roubo teve lugar, devem indenizar-lhe os bens roubados por quanto foi perdido. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">24º &#8211; Se eram pessoas, a aldeia e o governador deverão pagar uma mina aos parentes. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">25º &#8211; Se na casa de alguém aparecer um incêndio e aquele que vem apagar, lança os olhos sobre a propriedade do dono da casa, e toma a propriedade do dono da casa, ele deverá ser lançado no mesmo fogo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">III &#8211; DIREITOS E DEVERES DOS OFICIAIS, DOS GREGÁRIOS E DOS VASSALOS EM GERAL, ORGANIZAÇÃO DO BENEFÍCIO </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">26º &#8211; Se um oficial ou um gregário que foi chamado às armas para ir no serviço do rei, não vai e assolda um mercenário e o seu substituto parte, o oficial ou o gregário deverá ser morto, aquele que o tiver substituído deverá tomar posse da sua casa. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">27º &#8211; Se um oficial ou um gregário foi feito prisioneiro na derrota do rei, e em seguida o seu campo e o seu horto foram dados a um outro e este deles se apossa, se volta a alcançar a sua aldeia, se lhe deverá restituir o campo e o horto e ele deverá retomá-los. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">28º &#8211; Se um oficial ou um gregário foi feito prisioneiro na derrota do rei, se depois o seu filho pode ser investido disso, se lhe deverá dar o campo e horto e ele deverá assumir o benefício de seu pai. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">29º &#8211; Se o filho é ainda criança e não pode ser dele investido, um terço do campo e do horto deverá ser dado à progenitora e esta deverá sustentá-lo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">30º &#8211; Se um oficial um ou gregário descura e abandona seu campo, o horto e a casa em vez de gozá-los, e um outro toma posse do seu campo, do horto e da casa; se ele volta e pretende seu campo, horto e casa, não lhe deverão ser dados, aquele que deles tomou posse e os gozou, deverá continuar a gozá-los. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">31º &#8211; Se ele abandona por um ano e volta, o campo, o horto e a casa lhe deverão ser restituídos e ele deverá assumi-los de novo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">32º &#8211; Se um negociante resgata um oficial, ou um soldado que foi feito prisioneiro no serviço do rei, e o conduz à sua aldeia, se na sua casa há com que resgatá-lo, ele deverá resgatar-se; se na sua casa não há com que resgatá-lo, ele deverá ser libertado pelo templo de sua aldeia; se no templo de sua aldeia não há com que resgatá-lo, deverá resgatá-lo a Corte. O seu campo, horto e casa não deverão ser dados pelo seu resgate. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">33º &#8211; Se um oficial superior foge ao serviço e coloca um mercenário em seu lugar no serviço do rei e ele parte, aquele oficial deverá ser morto. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">34º &#8211; Se um oficial superior furta a propriedade de um oficial inferior, prejudica o oficial, dá o oficial a trabalhar por soldada, entrega o oficial em um processo a um poderoso, furta o presente que o rei deu ao oficial, aquele deverá ser morto. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">35º &#8211; Se alguém compra ao oficial bois ou ovelhas, que o rei deu a este, perde o seu dinheiro. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">36º &#8211; O campo, o horto e a casa de um oficial, gregário ou vassalo não podem ser vendidos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">37º &#8211; Se alguém compra o campo, o horto e a casa de um oficial, de um gregário, de um vassalo, a sua tábua do contrato de venda é quebrada e ele perde o seu dinheiro; o campo, o horto e a casa voltam ao dono. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">38º &#8211; Um oficial, gregário, ou vassalo não podem obrigar por escrito nem dar em pagamento de obrigação à própria mulher ou à filha o campo, o horto e a casa do seu benefício. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">39º &#8211; O campo, o horto e a casa, que eles compraram e possuem (como sua propriedade) podem ser obrigados por escrito e dadas em pagamento de obrigação à própria mulher e à filha. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">40º &#8211; Eles podem vender a um negociante ou outro funcionário do Estado, seu campo, horto e casa. O comprador recebe em gozo e campo, o horto e a casa que comprou. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">41º &#8211; Se alguém cercou de sebes o campo, o horto e a casa de um oficial, de um gregário ou de um vassalo e forneceu as estacas necessárias, se o oficial, o gregário ou o vassalo voltam ao campo, horto ou casa, deverão ter como sua propriedade as estacas que lhes foram dadas. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">IV &#8211; LOCAÇÕES E REGIMEN GERAL DOS FUNDOS RÚSTICOS, MÚTUO, LOCAÇÃO DE CASAS, DAÇÃO EM PAGAMENTO </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">42º &#8211; Se alguém tomou um campo para cultivar e no campo não fez crescer trigo, ele deverá ser convencido que fez trabalhos no campo e deverá fornecer ao proprietário do campo quanto trigo exista no do vizinho. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">43º &#8211; Se ele não cultiva o campo e o deixa em abandono, deverá dar ao proprietário do campo quanto trigo haja no campo vizinho e deverá cavar e destorroar o campo, que ele deixou ficar inculto e restituí-lo ao proprietário. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">44º &#8211; Se alguém se obriga a por em cultura, dentro de três anos, um campo que jaz inculto, mas é preguiçoso e não cultiva o campo, deverá no quarto ano cavar, destorroar e cultivar o campo inculto e restituí-lo ao proprietário e por cada dez gan pagar dez gur de trigo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">45º &#8211; Se alguém dá seu campo a cultivar mediante uma renda e recebe a renda do seu campo, mas sobrevem uma tempestade e destrói a safra, o dano recai sobre o cultivador. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">46º &#8211; Se ele não recebe a renda do seu campo, mas o dá pela terça ou quarta parte, o trigo que está no campo deverá ser dividido segundo as partes entre o cultivador e o proprietário. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">47º &#8211; Se o cultivador, porque no primeiro ano não plantou a sua estância, deu a cultivar o campo, o proprietário não deverá culpá-lo; o seu campo foi cultivado e, pela colheita, ele receberá o trigo segundo o seu contrato. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">48º &#8211; Se alguém tem um débito a juros, e uma tempestade devasta o seu campo ou destrói a colheita, ou por falta d&#8217;água não cresce o trigo no campo, ele não deverá nesse ano dar trigo ao credor, deverá modificar sua tábua de contrato e não pagar juros por esse ano. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">49º &#8211; Se alguém toma dinheiro a um negociante e lhe concede um terreno cultivável de trigo ou de sésamo, incumbindo-o de cultivar o campo, colher o trigo ou o sésamo que aí crescerem e tomá-los para si, se em seguida o cultivador semeia no campo trigo ou sésamo, por ocasião da colheita o proprietário do campo deverá receber o trigo ou o sésamo que estão no campo e dar ao negociante trigo pelo dinheiro que do negociante recebeu, pelos juros e moradia do cultivador. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">50º &#8211; Se ele dá um campo cultivável (de trigo) ou um campo cultivável de sésamo, o proprietário do campo deverá receber o trigo ou o sésamo que estão no campo e restituir ao negociante o dinheiro com os juros. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">51º &#8211; Se não tem dinheiro para entregar, deverá dar ao negociante trigo ou sésamo pela importância do dinheiro, que recebeu do negociante e os juros conforme a taxa real. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">52º &#8211; Se o cultivador não semeou no campo trigo ou sésamo, o seu contrato não fica invalidado. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">53º &#8211; Se alguém é preguiçoso no ter em boa ordem o próprio dique e não o tem em conseqüência se produz uma fenda no mesmo dique e os campos da aldeia são inundados d&#8217;água, aquele, em cujo dique se produziu a fenda, deverá ressarcir o trigo que ele fez perder. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">54º &#8211; Se ele não pode ressarcir o trigo, deverá ser vendido por dinheiro juntamente com os seus bens e os agricultores de quem o trigo foi destruído, dividirão entre si. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">55º &#8211; Se alguém abre o seu reservatório d&#8217;água para irrigar, mas é negligente e a água inunda o campo de seu vizinho, ele deverá restituir o trigo conforme o produzido pelo vizinho. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">56º &#8211; Se alguém deixa passar a água e a água inunda as culturas do vizinho, ele deverá pagar-lhe por cada dez gan dez gur de trigo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">57º &#8211; Se um pastor não pede licença ao proprietário do campo para fazer pastar a erva às ovelhas e sem o consentimento dele faz pastarem as ovelhas no campo, o proprietário deverá ceifar os seus campos e o pastor que sem licença do proprietário fez pastarem as ovelhas no campo, deverá pagar por junto ao proprietário vinte gur de trigo por cada dez gan. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">58º &#8211; Se depois que as ovelhas tiverem deixado o campo da aldeia e ocupado o recinto geral à porta da cidade, um pastor deixa ainda as ovelhas no campo e as faz pastarem no campo, este pastor deverá conservar o campo em que faz pastar e por ocasião da colheita deverá responder ao proprietário do campo, por cada dez gan sessenta gur. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">59º &#8211; Se alguém, sem ciência do proprietário do horto, corta lenha no horto alheio, deverá pagar uma meia mina. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">60º &#8211; Se alguém entrega a um hortelão um campo para plantá-lo em horto e este o planta e o cultiva por quatro anos, no quinto, proprietário e hortelão deverão dividir entre si e o proprietário do horto tomará a sua parte. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">61º &#8211; Se o hortelão não leva a termo a plantação do campo e deixa uma parte inculta, dever-se-á consignar esta no seu quinhão. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">62º &#8211; Se ele não reduz a horto o campo que lhe foi confiado, se é campo de espigas, o hortelão deverá pagar ao proprietário o produto do campo pelos anos em que ele fica inculto na medida da herdade do vizinho, plantar o campo cultivável e restituí-lo ao proprietário. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">63º &#8211; Se ele transforma uma terra inculta num campo cultivado e o restitui ao proprietário, ele deverá pagar em cada ano dez gur de trigo por cada dez gan. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">64º &#8211; Se alguém dá o horto a lavrar a um hortelão pelo tempo que tem em aluguel o horto, deverá dar ao proprietário duas partes do produto do horto e conservar para si a terça parte. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">65º &#8211; Se o hortelão não lavra o horto e o produto diminui, o hortelão deverá calcular o produto pela parte do fundo vizinho. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">* * * </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">LACUNAS DE CINCO COLUNAS; CALCULAM EM 35 PARÁGRAFOS </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">Pertencem à lacuna os seguintes parágrafos deduzidos da biblioteca de Assurbanipal: </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">1 &#8211; Se alguém toma dinheiro a um negociante e lhe dá um horto de tâmaras e lhe diz: &#8211; &#8220;as tâmaras que estão no meu horto tomei-as por dinheiro&#8221;: e o negociante não aceita, então o proprietário deverá tomar as tâmaras que estão no horto, entregar ao negociante o dinheiro e juros, segundo o teor de sua obrigação; as tâmaras excedentes que estão no jardim deverá tomá-las o proprietário. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">2 &#8211; Se um inquilino paga ao dono da casa a inteira soma do seu aluguel por um ano e o proprietário, antes de decorrido o termo do aluguel, ordena ao inquilino de mudar-se de sua casa antes de passado o prazo, deverá restituir uma quota proporcional à soma que o inquilino lhe deu. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">3 &#8211; Se alguém deve trigo ou dinheiro e não tem trigo ou dinheiro com que pagar, mas, possui outros bens, deverá levar diante dos anciãos o que está à sua disposição e dá-lo ao negociante. Este deve aceitar sem exceção. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">V &#8211; RELAÇÕES ENTRE COMERCIANTES E COMISSIONÁRIOS </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">100º &#8211; Com os juros do dinheiro na medida da soma recebida, deverá entregar uma obrigação por escrito e pagar o negociante no dia do vencimento. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">101º &#8211; Se no lugar onde foi não fechou negócio o comissionário, deverá deixar intato o dinheiro que recebeu e restituí-lo ao negociante. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">102º &#8211; Se um negociante emprestou dinheiro a um comissionário para suas empresas e ele, no lugar para onde se conduz, sofre um dano, deverá indenizar o capital ao negociante. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">103º &#8211; Se, durante a viagem, o inimigo lhe leva alguma coisa do que ele conduz consigo, o comissionário deverá jurar em nome de Deus e ir livre. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">104º &#8211; Se um negociante confia a um comissionário, para venda, trigo, lã, azeite, ou outras mercadorias, o comissionário deverá fazer uma escritura da importância e reembolsar o negociante. Ele deverá então receber a quitação do dinheiro que dá ao mercador. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">105º &#8211; Se o comissionário é negligente e não retira a quitação da soma que ele deu ao negociante, não poderá receber a soma que não é quitada. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">106º &#8211; Se o comissionário toma dinheiro ao negociante e tem questão com o seu negociante, este deverá perante Deus e os anciãos convencer o comissionário do dinheiro levado e este deverá dar três vezes o dinheiro que recebeu. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">107º &#8211; Se o negociante engana o comissionário pois que este restituiu tudo que o negociante lhe dera, mas, o negociante contesta o que o comissionário lhe restituiu, o comissionário diante de Deus e dos anciãos deverá convencer o negociante e este, por ter negado ao comissionário o que recebeu, deverá dar seis vezes tanto. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">VI &#8211; REGULAMENTO DAS TABERNAS (TABERNEIROS PREPOSTOS, POLÍCIA, PENAS E TARIFAS) </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">108º &#8211; Se uma taberneira não aceita trigo por preço das bebidas a peso, mas toma dinheiro e o preço da bebida é menor do que o do trigo, deverá ser convencida disto e lançada nágua. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">109º &#8211; Se na casa de uma taberneira se reúnem conjurados e esses conjurados não são detidos e levados à Corte, a taberneira deverá ser morta. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">110º &#8211; Se uma irmã de Deus, que não habita com as crianças (mulher consagrada que não se pode casar) abre uma taberna ou entra em uma taberna para beber, esta mulher deverá ser queimada. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">111º &#8211; Se uma taberneira fornece sessenta já de bebida usakami deverá receber ao tempo da colheita cinqüenta ka de trigo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">VII &#8211; OBRIGAÇÕES (CONTRATOS DE TRANSPORTE, MÚTUO) </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">PROCESSO EXECUTIVO E SERVIDÃO POR DÍVIDAS </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">112º &#8211; Se alguém está em viagem e confia a um outro prata, ouro, pedras preciosas ou outros bens móveis e os faz transportar por ele e este não conduz ao lugar do destino tudo que deve transportar, mas se apropria deles, dever-se-á convencer esse homem que ele não entregou o que devia transportar e ele deverá dar ao proprietário da expedição cinco vezes o que recebeu. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">113º &#8211; Se alguém tem para com um outro um crédito de grãos ou dinheiro e, sem ciência do proprietário, tira grãos do armazém ou do celeiro, ele deverá ser convencido em juízo de ter tirado sem ciência do proprietário grãos do armazém ou do celeiro e deverá restituir os grãos que tiver tirado e tudo que ele de qualquer modo deu, é perdido para ele. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">114º &#8211; Se alguém não tem que exigir grãos e dinheiro de um outro e fez a execução, deverá pagar-lhe um terço de mina por cada execução. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">115º &#8211; Se alguém tem para com outro um crédito de grãos ou dinheiro e faz a execução, e o detido na casa de detenção morre de morte natural, não há lugar a pena. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">116º &#8211; Se o detido na casa de detenção morre de pancadas ou maus tratamentos, o protetor do prisioneiro deverá convencer o seu negociante perante o tribunal; se ele era um nascido livre, se deverá matar o filho do negociante, se era um escravo, deverá pagar o negociante um terço de mina e perder tudo que deu. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">117º &#8211; Se alguém tem um débito vencido e vende por dinheiro a mulher, o filho e a filha, ou lhe concedem descontar com trabalho o débito, aqueles deverão trabalhar três anos na casa do comprador ou do senhor, no quarto ano este deverá libertá-los. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">118º &#8211; Se ele concede um escravo ou escrava para trabalhar pelo débito e o negociante os concede por sua vez, os vende por dinheiro, não há lugar para oposição. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">119º &#8211; Se alguém tem um débito vencido, e vende por dinheiro a sua escrava que lhe tem dado filhos, o senhor da escrava deverá restituir o dinheiro que o negociante pagou e resgatar a sua escrava. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">VIII &#8211; CONTRATOS DE DEPÓSITO </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">120º &#8211; Se alguém deposita o seu trigo na casa de outro e no monte de trigo se produz um dano ou o proprietário da casa abre o celeiro e subtrai o trigo ou nega, enfim, que na sua casa tenha sido depositado o trigo, o dono do trigo deverá perante Deus reclamar o seu trigo e o proprietário da casa deverá restituir o trigo que tomou, sem diminuição, ao seu dono. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">121º &#8211; Se alguém deposita o trigo na casa de outro, deverá dar-lhe, como aluguel do armazém, cinco ka de trigo por cada gur de trigo ao ano. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">122º &#8211; Se alguém dá em depósito a outro prata, ouro ou outros objetos, deverá mostrar a uma testemunha tudo o que dá, fechar o seu contrato e em seguida consignar em depósito. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">123º &#8211; Se alguém dá em depósito sem testemunhas ou contrato e no lugar em que se fez a consignação se nega, não há ação. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">124º &#8211; Se alguém entrega a outro em depósito prata, ouro ou outros objetos perante testemunhas e aquele o nega, ele deverá ser convencido em juízo e restituir sem diminuição tudo o que negou. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">125º &#8211; Se alguém dá em depósito os seus bens e aí por infração ou roubo os seus bens se perdem com os do proprietário da casa, o dono desta, que suporta o peso da negligência, deverá indenizar tudo que lhe foi consignado em depósito e que ele deixou perder. Mas, o dono da casa poderá procurar os seus bens perdidos e retomá-los do ladrão. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">126º &#8211; Se alguém, que não perdeu seus bens, diz tê-los perdido e sustenta falsamente seu dano, se ele intenta ação pelos seus bens, ainda que não tenham sido perdidos e pelo dano sofrido perante Deus, deverá ser indenizado de tudo que pretende pelo seu dano. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">IX &#8211; INJÚRIA E DIFAMAÇÃO </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">127º &#8211; Se alguém difama uma mulher consagrada ou a mulher de um homem livre e não pode provar se deverá arrastar esse homem perante o juiz e tosquiar-lhe a fronte. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">X &#8211; MATRIMÔNIO E FAMÍLIA, DELITOS CONTRA A ORDEM DA FAMÍLIA. CONTRIBUIÇÕES E DOAÇÕES NUPCIAIS </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">SUCESSÃO </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">128º &#8211; Se alguém toma uma mulher, mas não conclui um contrato com ela, esta mulher não é esposa. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">129º &#8211; Se a esposa de alguém é encontrada em contato sexual com um outro, se deverá amarrá-los e lança-los nágua, salvo se o marido perdoar à sua mulher e o rei a seu escravo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">130º &#8211; Se alguém viola a mulher que ainda não conheceu homem e vive na casa paterna e tem contato com ela e é surpreendido, este homem deverá ser morto, a mulher irá livre. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">131º &#8211; Se a mulher de um homem livre é acusada pelo próprio marido, mas não surpreendida em contato com outro, ela deverá jurar em nome de Deus e voltar à sua casa. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">132º &#8211; Se contra a mulher de um homem livre é proferida difamação por causa de um outro homem, mas não é ela encontrada em contato com outro, ela deverá saltar no rio por seu marido. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">133º &#8211; Se alguém é feito prisioneiro e na sua casa há com que sustentar-se, mas a mulher abandona sua casa e vai a outra casa; porque esta mulher não guardou sua casa e foi a outra, deverá ser judicialmente convencida e lançada nágua. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">134º &#8211; Se alguém é feito prisioneiro de guerra e na sua casa não há com que sustenta-se e sua mulher vai a outra casa, essa mulher deverá ser absolvida. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">135º &#8211; Se alguém é feito prisioneiro de guerra e na sua casa não há de que sustenta-se e sua mulher vai a outra casa e tem filhos, se mais tarde o marido volta e entra na pátria, esta mulher deverá voltar ao marido, mas os filhos deverão seguir o pai deles. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">136º &#8211; Se alguém abandona a pátria e foge e depois a mulher vai a outra casa, se aquele regressa e quer retomar a mulher, porque ele se separou da pátria e fugiu, a mulher do fugitivo não deverá voltar ao marido. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">137º &#8211; Se alguém se propõe a repudiar uma concubina que lhe deu filhos ou uma mulher que lhe deu filhos, ele deverá restituir àquela mulher o seu donativo e dar-lhe uma quota em usufruto no campo, horto e seus bens, para que ela crie os filhos. Se ela criou os seus filhos, lhe deverá ser dado, sobre todos os bens que seus filhos recebam, uma quota igual a de um dos filhos. Ela pode esposar o homem do seu coração. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">138º &#8211; Se alguém repudia a mulher que não lhe deu filhos, deverá dar-lhe a importância do presente nupcial e restituir-lhe o donativo que ela trouxe consigo da casa de seu pai e assim mandá-la embora. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">139º &#8211; Se não houve presente nupcial, ele deverá dar-lhe uma mina, como donativo de repúdio. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">140º &#8211; Se ele é um liberto, deverá dar-lhe um terço de mina. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">141º &#8211; Se a mulher de alguém, que habita na casa do marido, se propõe a abandoná-la e se conduz com leviandade, dissipa sua casa, descura do marido e é convencida em juízo, se o marido pronuncia o seu repúdio, ele a mandará embora, nem deverá dar-lhe nada como donativo de repúdio. Se o marido não quer repudiá-la e toma outra mulher, aquela deverá ficar como serva na casa de seu marido. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">142º &#8211; Se uma mulher discute com o marido e declara: &#8220;tu não tens comércio comigo&#8221;, deverão ser produzidas as provas do seu prejuízo, se ela é inocente e não há defeito de sua parte e o marido se ausenta e a descura muito, essa mulher não está em culpa, ela deverá tomar o seu donativo e voltar à casa de seu pai. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">143º &#8211; Se ela não é inocente, se ausenta, dissipa sua casa, descura seu marido, dever-se-á lançar essa mulher nágua. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">144º &#8211; Se alguém toma uma mulher e esta dá ao marido uma serva e tem filhos, mas o marido pensa em tomar uma concubina, não se lhe deverá conceder e ele não deverá tomar uma concubina. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">145º &#8211; Se alguém toma uma mulher e essa não lhe dá filhos e ele pensa em tomar uma concubina, se ele toma uma concubina e a leva para sua casa, esta concubina não deverá ser igual à esposa. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">146º &#8211; Se alguém toma uma esposa e essa esposa dá ao marido uma serva por mulher e essa lhe dá filhos, mas, depois, essa serva rivaliza com a sua senhora, porque ela produziu filhos, não deverá sua senhora vendê-la por dinheiro, ela deverá reduzi-la à escravidão e enumerá-la ente as servas. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">147º &#8211; Se ela não produziu filhos, sua senhora poderá vendê-la por dinheiro. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">148º &#8211; Se alguém toma uma mulher e esta é colhida pela moléstia, se ele então pensa em tomar uma segunda, não deverá repudiar a mulher que foi presa da moléstia, mas deverá conservá-la na casa que ele construiu e sustentá-la enquanto viver. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">149º &#8211; Se esta mulher não quer continuar a habitar na casa de seu marido, ele deverá entregar-lhe o donativo que ela trouxe da casa paterna e deixá-la ir se embora. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">150º &#8211; Se alguém dá à mulher campo, horto, casa e bens e lhe deixa um ato escrito, depois da morte do marido, seus filhos não deverão levantar contestação: a mãe pode legar o que lhe foi deixado a um de seus filhos que ela prefira, nem deverá dar coisa alguma aos irmãos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">151º &#8211; Se uma mulher que vive na casa de um homem, empenhou seu marido a não permitir a execução de um credor contra ela, e se fez lavrar um ato; se aquele homem antes de tomar mulher tinha um débito, o credor não se pode dirigir contra a mulher. Mas, se a mulher, antes de entrar na casa do marido, tinha um débito, o credor não pode fazer atos executivos contra o marido. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">152º &#8211; Se depois que a mulher entra na casa do marido, ambos têm um débito, deverão ambos pagar ao negociante. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">153º &#8211; Se a mulher de um homem livre tem feito matar seu marido por coisa de um outro, se deverá cravá-la em uma estaca. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">154º &#8211; Se alguém conhece a própria filha, deverá ser expulso da terra. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">155º &#8211; Se alguém promete uma menina a seu filho e seu filho tem comércio com ela, mas aquele depois tem contato com ela e é colhido, deverá ser amarrado e lançado na água. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">156º &#8211; Se alguém promete uma menina a seu filho e seu filho não a conhece, se depois ele tem contato com ela, deverá pagar-lhe uma meia mina e indenizar-lhe tudo que ela trouxe da casa paterna. Ela poderá desposar o homem de seu coração. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">157º &#8211; Se alguém, na ausência de seu pai, tem contato com sua progenitora, dever-se-á queimá-la ambos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">158º &#8211; Se alguém, na ausência de seu pai, é surpreendido com a sua mulher principal, a qual produziu filhos, deverá ser expulso da casa de seu pai. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">159º &#8211; Se alguém, que mandou levar bens móveis à casa de seu sogro e deu o presente nupcial, volve o olhar para outra mulher e diz ao sogro: &#8220;eu não quero mais tomar tua filha&#8221;, o pai da rapariga poderá reter tudo quanto ele mandou levar. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">160º &#8211; Se alguém mandou levar bens móveis à casa de seu sogro e pagou o donativo nupcial, se depois o pai da rapariga diz: &#8220;eu não quero mais dar-te minha filha&#8221;, ele deverá restituir sem diminuição tudo que lhe foi entregue. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">161º &#8211; Se alguém mandou levar bens móveis à casa de seu sogro e pagou o donativo nupcial, se depois o seu amigo o calunia e o sogro diz ao jovem esposo: &#8220;tu não desposarás minha filha&#8221;. ele deverá restituir sem diminuição tudo que lhe foi entregue e o amigo não deverá desposar a sua noiva. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">162º &#8211; Se alguém toma uma mulher e ela lhe dá filhos, se depois essa mulher morre, seu pai não deverá intentar ação sobre seu donativo; este pertence aos filhos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">163º &#8211; Se alguém toma uma mulher e essa não lhe dá filhos, se depois essa mulher morre, e o sogro lhe restitui o presente nupcial que ele pagou à casa do sogro, o marido não deverá levantar ação sobre o donativo daquela mulher, este pertence à casa paterna. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">164º &#8211; Se o sogro não lhe restitui o presente nupcial, ele deverá deduzir do donativo a importância do presente nupcial e restituir em seguida o donativo à casa paterna dela. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">165º &#8211; Se alguém doa ao filho predileto campo, horto e casa e lavra sobre isso um ato, se mais tarde o pai morre e os irmãos dividem, eles deverão entregar-lhe a doação do pai e ele poderá tomá-la; fora disso se deverão dividir entre si os bens paternos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">166º &#8211; Se alguém procura mulher para os filhos que tem, mas não procura mulher ao filho impúbere e depois o pai morre, se os irmãos dividem, deverão destinar ao seu irmão impúbere, que ainda não teve mulher, além da sua quota o dinheiro para a doação nupcial e procurar-lhe uma mulher. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">167º &#8211; Se alguém toma uma mulher e esta lhe dá filhos, se esta mulher morre e ele depois dela toma uma segunda mulher e esta dá filhos, se depois o pai morre, os filhos não deverão dividir segundo as mães; eles deverão tomar o donativo de suas mães mas dividir os bens paternos ente si. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">168º &#8211; Se alguém quer renegar seu filho e declara ao juiz: &#8220;eu quero renegar meu filho&#8221;, o juiz deverá examinar as suas razões e se o filho não tem uma culpa grave pela qual se justifique que lhe seja renegado o estado de filho, o pai não deverá renegá-lo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">169º &#8211; Se ele cometeu uma falta grave, pela qual se justifique que lhe seja renegada a qualidade de filho, ele deverá na primeira vez ser perdoado, e, se comete falta grave segunda vez, o pai poderá renegar-lhe o estado de filho. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">170º &#8211; Se a alguém sua mulher ou sua serva deu filhos e o pai, enquanto vive diz aos filhos que a serva lhe deu: &#8220;filhos meus&#8221;, e os conta entre os filhos de sua esposa; se depois o pai morre, os filhos da serva e da esposa deverão dividir conjuntamente a propriedade paterna. O filho da esposa tem a faculdade de fazer os quinhões e de escolher. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">171º &#8211; Se, porém, o pai não disse em vida aos filhos que a serva lhe deu: &#8220;filhos meus&#8221;, e o pai morre, então os filhos da serva não deverão dividir com os da esposa, mas se deverá conceder a liberdade à serva e aos filhos, os filhos da esposa não deverão fazer valer nenhuma ação de escravidão contra os da serva; a esposa poderá tomar o seu donativo e a doação que o marido lhe fez e lavrou por escrito em um ato e ficar na habitação de seu marido; enquanto ela vive, deverá gozá-la, mas deverá vendê-la por dinheiro. A sua herança pertence aos seus filhos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">172º &#8211; Se o marido não lhe fez uma doação, se deverá entregar-lhe o seu donativo e, da propriedade de seu marido, ela deverá receber uma quota como um filho. Se seus filhos a oprimem para expulsá-la da casa, o juiz deverá examinar a sua posição e se os filhos estão em culpa, a mulher não deverá deixar a casa de seu marido. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">172º &#8211; Se a mulher quer deixá-la, ela deverá abandonar aos seus filhos a doação que o marido lhe fez, mas tomar o donativo de sua casa paterna. Ela pode desposar em seguida o homem de seu coração. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">173º &#8211; Se esta mulher lá para onde se transporta, tem filhos do segundo marido e em seguida morre, o seu donativo deverá ser dividido entre os filhos anteriores e sucessivos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">174º &#8211; Se ela não pare de segundo marido, deverão receber o seu donativo os filhos do seu primeiro esposo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">175º &#8211; Se um escravo da Corte ou o escravo de um liberto desposa a mulher de um homem livre e gera filhos, o senhor do escravo não pode propor ação de escravidão contra os filhos da mulher livre. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">176º &#8211; Mas, se um escravo da Corte ou o escravo de um liberto desposa a filha de um homem livre e depois de tê-la desposado, esta, com um donativo da casa paterna, se transporta para a casa dele, se ele tem posto sua casa, adquirido bens e em seguida aquele escravo morre, a mulher nascida livre poderá tomar o seu donativo e tudo que o marido e ela, desde a data do casamento, adquiriram deverá ser dividido em duas partes: uma metade deverá tomá-la o senhor do escravo, a outra metade a mulher livre para os seus filhos. Se a mulher livre não tinha um donativo, deverá dividir tudo que o marido e ela desde a data do casamento adquiriram em duas partes: metade deverá tomá-la e senhor do escravo, a outra a mulher livre para os seus filhos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">177º &#8211; Se uma viúva, cujos filhos são ainda crianças, quer entrar em uma outra casa, ela deverá entrar sem ciência do juiz. Se ela entra em uma outra casa, o juiz deverá verificar a herança da casa do seu precedente marido. Depois se deverá confiar a casa do seu precedente marido ao segundo marido e à mulher mesma, em administração, e fazer lavrar um ato sobre isto. Eles deverão ter a casa em ordem e criar os filhos e não vender os utensílios domésticos. O comprador que compra os utensílios domésticos dos filhos da viúva perde seu dinheiro e os bens voltam de novo ao seu proprietário. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">178º &#8211; Se uma mulher consagrada ou uma meretriz, às quais seu pai fez um donativo e lavrou um ato sobre isso, mas no ato não ajuntou que elas poderiam legar o patrimônio a quem quisessem e não lhe </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">deixou livre disposição, se depois o pai morre, os seus irmãos deverão receber o seu campo e horto e na medida da sua quota dar-lhe o trigo, azeite e leite e de modo a contentá-las. Se seus irmãos não lhes dão trigo, azeite e leite na medida de sua quota e a seu contento, dever-se-á confiar o campo e horto a um feitor que lhes agrade e esse feitor deverá mantê-las. O campo, o horto e tudo que deriva de seu pai deverá ser conservado por elas em usufruto enquanto viverem, mas não deverão vender e ceder a nenhum outro. As suas quotas de filhas pertencem a seus irmãos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">179º &#8211; Se uma mulher consagrada ou uma meretriz, às quais seu pai fez um donativo e lavrou um ato e acrescentou que elas poderiam alienar a quem lhes aprouvesse o seu patrimônio e lhes deixou livre disposição; se depois o pai morre, então elas podem legar sua sucessão a quem lhe aprouver. Os seus irmãos não podem levantar nenhuma ação. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">180º &#8211; Se um pai não faz um donativo a sua filha núbil ou meretriz e depois morre, ela deverá tomar dos bens paternos uma quota como filha e gozar dela enquanto viver. A sua herança pertence a seus irmãos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">181º &#8211; Se um pai consagra a Deus uma serva do templo ou uma virgem e não lhes faz donativo, morto o pai, aquelas receberão da herança paterna um terço de sua quota de filha e fruirão enquanto viverem. A herança pertence aos irmãos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">182º &#8211; Se um pai não faz um donativo e não lavra um ato para sua filha, mulher consagrada a Marduk de Babilônia, se depois o pai morre, ela deverá ter designada por seus irmãos sobre a herança de sua casa paterna um terço da sua quota de filha, mas não poderá ter a administração. A mulher de Marduk pode legar sua sucessão a quem quiser. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">183º &#8211; Se alguém faz um donativo à sua filha nascida de uma concubina e a casa, e lavra um ato, se depois o pai morre, ela não deverá receber parte nenhuma da herança paterna. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">184º &#8211; Se alguém não faz um donativo a sua filha nascida de uma concubina, e não lhe dá marido, se depois o pai morre, os seus irmãos </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">deverão, segundo a importância do patrimônio paterno, fazer um presente e dar-lhe marido. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">XI &#8211; ADOÇÃO, OFENSAS AOS PAIS, SUBSTITUIÇÃO DE CRIANÇA </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">185º &#8211; Se alguém dá seu nome a uma criança e a cria como filho, este adotado não poderá mais ser reclamado. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">186º &#8211; Se alguém adota como filho um menino e depois que o adotou ele se revolta contra seu pai adotivo e sua mãe, este adotado deverá voltar à sua casa paterna. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">187º &#8211; O filho de um dissoluto a serviço da Corte ou de uma meretriz não pode ser reclamado. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">188º &#8211; Se o membro de uma corporação operária, (operário) toma para criar um menino e lhe ensina o seu ofício, este não pode mais ser reclamado. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">189º &#8211; Se ele não lhe ensinou o seu ofício, o adotado pode voltar à sua casa paterna. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">190º &#8211; Se alguém não considera entre seus filhos aquele que tomou e criou como filho, o adotado pode voltar à sua casa paterna. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">191º &#8211; Se alguém que tomou e criou um menino como seu filho, põe sua casa e tem filhos e quer renegar o adotado, o filho adotivo não deverá ir-se embora. O pai adotivo lhe deverá dar do próximo patrimônio um terço da sua quota de filho e então ele deverá afasta-se. Do campo, do horto e da casa não deverá dar-lhe nada. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">192º &#8211; Se o filho de um dissoluto ou de uma meretriz diz a seu pai adotivo ou a sua mãe adotiva: &#8220;tu não és meu pai ou minha mãe&#8221;, dever-se-á cortar-lhe a língua. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">193º &#8211; Se o filho de um dissoluto ou de uma meretriz aspira voltar à casa paterna, se afasta do pai adotivo e da mãe adotiva e volta à sua casa paterna, se lhe deverão arrancar os olhos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">194º &#8211; Se alguém dá seu filho a ama de leite e o filho morre nas mãos dela, mas a ama sem ciência do pai e da mãe aleita um outro menino, se lhe deverá convencê-la de que ela sem ciência do pai e da mãe aleitou um outro menino e cortar-lhe o seio. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">195º &#8211; Se um filho espanca seu pai se lhe deverão decepar as mãos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">XII &#8211; DELITOS E PENAS (LESÕES CORPORAIS, TALIÃO, INDENIZAÇÃO E COMPOSIÇÃO) </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">196º &#8211; Se alguém arranca o olho a um outro, se lhe deverá arrancar o olho. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">197º &#8211; Se ele quebra o osso a um outro, se lhe deverá quebrar o osso. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">198º &#8211; Se ele arranca o olho de um liberto, deverá pagar uma mina. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">199º &#8211; Se ele arranca um olho de um escravo alheio, ou quebra um osso ao escravo alheio, deverá pagar a metade de seu preço. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">200º &#8211; Se alguém parte os dentes de um outro, de igual condição, deverá ter partidos os seus dentes. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">201º &#8211; Se ele partiu os dentes de um liberto deverá pagar um terço de mina. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">202º &#8211; Se alguém espanca um outro mais elevado que ele, deverá ser espancado em público sessenta vezes, com o chicote de couro de boi. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">203º &#8211; Se um nascido livre espanca um nascido livre de igual condição, deverá pagar uma mina. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">204º &#8211; Se um liberto espanca um liberto, deverá pagar dez siclos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">205º &#8211; Se o escravo de um homem livre espanca um homem livre, se lhe deverá cortar a orelha. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">206º &#8211; Se alguém bate um outro em rixa e lhe faz uma ferida, ele deverá jurar : &#8220;eu não o bati de propósito&#8221;, e pagar o médico. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">207º &#8211; Se ele morre por suas pancadas, aquele deverá igualmente jurar e, se era um nascido livre, deverá pagar uma meia mina. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">208º &#8211; Se era um liberto, deverá pagar um terço de mina. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">209º &#8211; Se alguém bate numa mulher livre e a faz abortar, deverá pagar dez siclos pelo feto. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">210º &#8211; Se essa mulher morre, se deverá matar o filho dele. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">211º &#8211; Se a filha de um liberto aborta por pancada de alguém, este deverá pagar cinco siclos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">212º &#8211; Se essa mulher morre, ele deverá pagar meia mina. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">213º &#8211; Se ele espanca a serva de alguém e esta aborta, ele deverá pagar dois siclos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">214º &#8211; Se esta serva morre, ele deverá pagar um terço de mina. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">XIII &#8211; MÉDICOS E VETERINÁRIOS; ARQUITETOS E BATELEIROS </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">(SALÁRIOS, HONORÁRIOS E RESPONSABILIDADE) </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">CHOQUE DE EMBARCAÇÕES </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">215º &#8211; Se um médico trata alguém de uma grave ferida com a lanceta de bronze e o cura ou se ele abre a alguém uma incisão com a lanceta de bronze e o olho é salvo, deverá receber dez siclos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">216º &#8211; Se é um liberto, ele receberá cinco siclos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">217º &#8211; Se é o escravo de alguém, o seu proprietário deverá dar ao médico dois siclos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">218º &#8211; Se um médico trata alguém de uma grave ferida com a lanceta de bronze e o mata ou lhe abre uma incisão com a lanceta de bronze e o olho fica perdido, se lhe deverão cortar as mãos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">219º &#8211; Se o médico trata o escravo de um liberto de uma ferida grave com a lanceta de bronze e o mata, deverá dar escravo por escravo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">220º &#8211; Se ele abriu a sua incisão com a lanceta de bronze o olho fica perdido, deverá pagar metade de seu preço. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">221º &#8211; Se um médico restabelece o osso quebrado de alguém ou as partes moles doentes, o doente deverá dar ao médico cinco siclos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">222º &#8211; Se é um liberto, deverá dar três siclos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">223º &#8211; Se é um escravo, o dono deverá dar ao médico dois siclos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">224º &#8211; Se o médico dos bois e dos burros trata um boi ou um burro de uma grave ferida e o animal se restabelece, o proprietário deverá dar ao médico, em pagamento, um sexto de siclo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">225º &#8211; Se ele trata um boi ou burro de uma grave ferida e o mata, deverá dar um quarto de seu preço ao proprietário. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">226º &#8211; Se o tosquiador, sem ciência do senhor de um escravo, lhe imprime a marca de escravo inalienável, dever-se-á cortar as mãos desse tosquiador. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">227º &#8211; Se alguém engana um tosquiador e o faz imprimir a marca de um escravo inalienável, se deverá matá-lo e sepultá-lo em sua casa. O tosquiador deverá jurar : &#8220;eu não o assinalei de propósito&#8221;, e irá livre. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">228º &#8211; Se um arquiteto constrói uma casa para alguém e a leva a execução, deverá receber em paga dois siclos, por cada sar de superfície edificada. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">229º &#8211; Se um arquiteto constrói para alguém e não o faz solidamente e a casa que ele construiu cai e fere de morte o proprietário, esse arquiteto deverá ser morto. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">230º &#8211; Se fere de morte o filho do proprietário, deverá ser morto o filho do arquiteto. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">231º &#8211; Se mata um escravo do proprietário ele deverá dar ao proprietário da casa escravo por escravo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">232º &#8211; Se destrói bens, deverá indenizar tudo que destruiu e porque não executou solidamente a casa por ele construída, assim que essa é abatida, ele deverá refazer à sua custa a casa abatida. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">233º &#8211; Se um arquiteto constrói para alguém uma casa e não a leva ao fim, se as paredes são viciosas, o arquiteto deverá à sua custa consolidar as paredes. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">234º &#8211; Se um bateleiro constrói para alguém um barco de sessenta gur, se lhe deverá dar em paga dois siclos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">235º &#8211; Se um bateleiro constrói para alguém um barco e não o faz solidamente, se no mesmo ano o barco é expedido e sofre avaria, o bateleiro deverá desfazer o barco e refazê-lo solidamente à sua custa; o barco sólido ele deverá dá-lo ao proprietário. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">236º &#8211; Se alguém freta o seu barco a um bateleiro e este e negligente, mete a pique ou faz que se perca o barco, o bateleiro deverá ao proprietário barco por barco. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">237º &#8211; Se alguém freta um bateleiro e o barco e o prevê de trigo, lã, azeite, tâmaras e qualquer outra coisa que forma a sua carga, se o tabeleiro é negligente, mete a pique o barco e faz que se perca o carregamento, deverá indenizar o barco que fez ir a pique e tudo de que ele causou a perda. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">238º &#8211; Se um bateleiro mete a pique o barco de alguém mas o salva, deverá pagar a metade do seu preço. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">239º &#8211; Se alguém freta um bateleiro, deverá dar-lhe seis gur de trigo por ano. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">240º &#8211; Se um barco a remos investe contra um barco de vela e o põe a pique, o patrão do barco que foi posto a pique deverá pedir justiça diante de Deus, o patrão do barco a remos, que meteu a fundo o barco a vela, deverá indenizar o seu barco e tudo quanto se perdeu. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">XIV &#8211; SEQUESTRO, LOCAÇÕES DE ANIMAIS, LAVRADORES DE CAMPO, PASTORES, OPERÁRIOS. DANOS, FURTOS DE </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">ARNEZES, DÁGUA, DE ESCRAVOS (AÇÃO REDIBITÓRIA, RESPONSABILIDADE POR EVICÇÃO, DISCIPLINA) </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">241º &#8211; Se alguém seqüestra e faz trabalhar um boi, deverá pagar um terço de mina. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">242º &#8211; Se alguém aluga por um ano um boi para lavrar, deverá dar como paga, quatro gur de trigo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">243º &#8211; Como paga do boi de carga três gur de trigo ao proprietário. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">244º &#8211; Se alguém aluga um boi e um burro e no campo um leão os mata, isto prejudica o seu proprietário. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">245º &#8211; Se alguém aluga um boi e o faz morrer por maus tratamentos ou pancadas, deverá indenizar ao proprietário boi por boi. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">246º &#8211; Se alguém aluga um boi e lhe quebra uma perna, lhe corta a pele cervical, deverá indenizar ao proprietário boi por boi. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">247º &#8211; Se alguém aluga um boi e lhe arranca um olho, deverá dar ao proprietário uma metade do seu preço. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">248º &#8211; Se alguém aluga um boi e lhe parte um chifre, lhe corta a cauda, e lhe danifica o focinho, deverá pagar um quarto de seu preço. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">249º &#8211; Se alguém aluga um boi e Deus o fere e ele morre, o locatário deverá jurar em nome de Deus e ir livre. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">250º &#8211; Se um boi, indo pela estrada, investe contra alguém e o mata, não há motivo para indenização. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">251º &#8211; Se o boi de alguém dá chifradas e se tem denunciado seu vício de dar chifradas, e, não obstante, não se tem cortado os chifres e prendido o boi, e o boi investe contra um homem e o mata, seu dono deverá pagar uma meia mina. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">252º &#8211; Se ele mata um escravo de alguém, dever-se-á pagar um terço de mina. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">253º &#8211; Se alguém aluga um outro para cuidar do seu campo, lhe fornece a semente, lhe confia os bois, o obriga a cultivar o campo, se </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">esse rouba e tira para si trigo ou plantas, se lhe deverão cortar aos mãos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">254º &#8211; Se ele tira para si a semente, não emprega os bois, deverá indenizar a soma do trigo e cultivar. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">255º &#8211; Se ele deu em locação os bois do homem ou rouba os grãos da semente, não cultiva absolutamente o campo, deverá ser convencido e pagar por cento de gan, sessenta gur de trigo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">256º &#8211; Se a sua comunidade não paga por ele, dever-se-á deixá-lo naquele campo, ao pé dos animais. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">257º &#8211; Se alguém aluga um lavrador de campo lhe deverá dar anualmente oito gur de trigo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">258º &#8211; Se alguém aluga um guarda de bois, seis gur de trigo por ano. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">259º &#8211; Se alguém rouba do campo uma roda d&#8217;água, deverá dar ao proprietário cinco siclos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">260º &#8211; Se alguém rouba um balde para tirar água ou um arado deverá dar três siclos. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">261º &#8211; Se alguém aluga um pastor para apascentar bois e ovelhas, lhe deverá dar oito gur de trigo por ano. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">262º &#8211; Se alguém aluga um boi ou uma ovelha para &#8230; </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">263º &#8211; Se ele é causa da perda de um boi ou de uma ovelha, que lhe foram dados, deverá indenizar o proprietário boi por boi, ovelha por ovelha. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">264º &#8211; Se um pastor a quem são confiados bois e ovelhas para apascentar, o qual recebeu sua paga, segundo o pacto e fica satisfeito, reduz os bois e as ovelhas, diminui o acréscimo natural, deverá restituir as acessões e o produto segundo o teor de sua convenção. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">265º &#8211; Se um pastor a quem foram confiados bois e ovelhas para apascentar, tece fraude, falseia o acréscimo natural do rebanho e o </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">vende por dinheiro, deverá ser convencido e indenizar o proprietário dez vezes bois e ovelhas. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">266º &#8211; Se no rebanho se verifica um golpe de Deus ou um leão os mata, o pastor deverá purgar-se diante de Deus e o acidente do rebanho deverá ser suportado pelo proprietário. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">267º &#8211; Se o pastor foi negligente e se verifica um dano no rebanho, o pastor deverá indenizar o dano, que ele ocasionou no rebanho em bois ou ovelhas e dar ao proprietário. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">268º &#8211; Se alguém aluga um boi para debulhar, a paga é vinte ka de trigo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">269º &#8211; Se alguém aluga um burro para debulhar, a paga e vinte ka de trigo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">270º &#8211; Se alguém aluga um animal jovem para debulhar, a paga é dez ka de trigo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">271º &#8211; Se alguém aluga bois, carros, e guardas, deverá dar cento e oitenta ka de trigo por dia. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">272º &#8211; Se alguém aluga um carro apenas, deverá dar quarenta ka de trigo por dia. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">273º &#8211; Se alguém aluga um lavrador mercenário, lhe deverá dar do novo ano ao quinto mês seis se por dia; do sexto mês até o fim do ano lhe deverá dar cinco se por dia. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">274º &#8211; Se alguém aluga um operário, lhe deverá dar cada dia: </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">cinco se, de paga, pelo &#8230; </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">cinco se, pelo tijoleiro. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">cinco se, pelo alfaiate. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">cinco se, pelo canteiro. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">cinco se, pelo &#8230; </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">cinco se, pelo &#8230; </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">cinco se, pelo &#8230; </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">quatro se, pelo carpinteiro. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">quatro se, pelo cordoeiro. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">quatro se, pelo &#8230; </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">quatro se, pelo pedreiro. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">275º &#8211; Se alguém aluga um barco a vela deverá dar seis se por dia como paga. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">276º &#8211; Se ele aluga um barco a remos, dois se e meio por dia. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">277º &#8211; Se alguém aluga um barco de sessenta gur, deverá dar um sexto de siclo, por dia em paga. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">278º &#8211; Se alguém compra um escravo ou uma escrava e, antes que decorra um mês, eles são feridos do mal benu, ele deverá restituí-los ao vendedor e o comprador receberá em seguida o dinheiro que pagou. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">279º &#8211; Se alguém compra um escravo ou uma escrava e outro propõe ação sobre eles, o vendedor é responsável pela ação. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">280º &#8211; Se alguém em país estrangeiro compra um escravo ou uma escrava, se volta à terra e o proprietário reconhece o seu escravo ou a sua escrava, se o escravo ou escrava, são naturais do país, ele deverá restituí-los sem indenização. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">281º &#8211; Se são nascidos em outro país, o comprador deverá declarar perante Deus o preço que ele pagou e o proprietário deverá dar ao negociante o dinheiro pago e receber o escravo ou a escrava. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">282º &#8211; Se um escravo diz ao seu senhor : &#8220;tu não és meu senhor&#8221;, será convencido disso e o senhor lhe cortará a orelha. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">EPÍLOGO </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">&#8220;As justas leis que Hamurabi, o sábio rei, estabeleceu e (com as quais) deu base estável ao governo &#8230; Eu sou o governador guardião &#8230; Em meu seio trago o povo das terras de Sumer e Acad; &#8230; em minha sabedoria eu os refreio, para que o forte não oprima o fraco e para que seja feita justiça à viúva e ao órfão &#8230; Que cada homem oprimido compareça diante de mim, como rei que sou da justiça. Deixai-o ler a inscrição do meu monumento. Deixai-o atentar nas minhas ponderadas palavras. E possa o meu monumento iluminá-lo quanto à causa que traz, e possa ele compreender o seu caso. Possa ele folgar o coração (exclamando) &#8220;Hamurabi é na verdade como um pai para o seu povo; &#8230; estabeleceu a prosperidade para sempre e deu um governo puro à terra. Quando Anu e Enlil (os deuses de Uruk e Nippur) deram-me a governar as terras de Sumer e Acad, e confiaram a mim este cetro, eu abri o canal. Hammurabi-nukhush-nish (Hamurabi-a-abundância-do-povo) que traz água copiosa para as terras de Sumer e Acad. Suas margens de ambos os lados eu as transformei em campos de cultura; amontoei montes de grãos, provi todas as terras de água que não falha &#8230; O povo disperso se reuniu; dei-lhe pastagens em abundância e o estabeleci em pacíficas moradias&#8221;. </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"> </p>
<p></span></p>
<p style="margin: 5pt 0cm; text-align: justify" class="MsoNormal"> </p>
<p></span></p>
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		<title>O Movimento Puritano e João Calvino</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Mar 2007 13:09:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian Reichel</dc:creator>
				<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[igreja]]></category>
		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Este ensaio tem por objetivo demonstrar que o movimento puritano inglês estava dando prosseguimento às ênfases teológicas e práticas do reformador João Calvino. Em tempos recentes, tem havido, em parte devido à influência neo-ortodoxa, uma tentativa de colocar os credos históricos reformados posteriores em oposição a Calvino, numa tentativa de desacreditá-los. Essa tentativa será brevemente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este ensaio tem por objetivo demonstrar que o movimento puritano inglês estava dando prosseguimento às ênfases teológicas e práticas do reformador João Calvino. Em tempos recentes, tem havido, em parte devido à influência neo-ortodoxa, uma tentativa de colocar os credos históricos reformados posteriores em oposição a Calvino, numa tentativa de desacreditá-los. Essa tentativa será brevemente examinada no presente artigo. O mesmo encerra com uma exposição da piedade reformada, pois ela permanece como um perene modelo de reforma e avivamento.</p>
<p><span id="more-185"></span>I. UM POUCO DE HISTÓRIA</p>
<p>A origem do puritanismo está ligada às confusões amorosas do rei Henrique VIII (1509-47)1 e à chegada do protestantismo continental à Inglaterra. O movimento puritano, em seus primórdios, foi claramente apoiado e influenciado por João Calvino (1509-1564),2 que a partir de 1548 passou a se corresponder com os principais líderes da reforma inglesa. Em 1534 é promulgado o Ato de Supremacia, tornando o rei o “cabeça supremo da Igreja da Inglaterra.” Com a anulação do seu casamento com Catarina de Aragão, sobrinha de Carlos V, o rei Henrique VIII e o Parlamento inglês separam a Igreja da Inglaterra de Roma, em 1536. Nesse ano, Miles Coverdale publicou a Bíblia completa em inglês. Os livros de Lutero circulavam livremente em Oxford e Cambridge. A princípio, Henrique VIII buscou favorecer a Reforma, mas depois, de 1539 a 1547, moveu uma perseguição aos protestantes. Em 1539, foram aprovados pelo Parlamento os Seis Artigos, que tornavam obrigatória a crença em doutrinas características da Igreja Católica Romana: a transubstanciação, a comunhão sob uma espécie, o celibato e a confissão auricular. Na teologia, a Igreja continuou fiel a Roma. O rei morreu doutrinariamente católico romano. A Reforma, então, teve início na Inglaterra pela autoridade do rei e do Parlamento.</p>
<p>Em 1547, Eduardo VI, um menino muito enfermo, tornou-se rei. A Reforma protestante avançou rapidamente na Inglaterra, pois o Duque de Somerset, o regente do trono, simpatizava-se com a fé reformada. Naquele mesmo ano, o Parlamento autorizou os leigos a tomarem o cálice da comunhão e repeliu os Seis Artigos. Em 1549, legalizou o casamento dos clérigos e determinou que os cultos não mais deveriam ser em latim, mas em inglês.3 Thomas Cranmer, o grande líder da Reforma na Inglaterra, publicou o Livro de Oração Comum, dando ao povo a sua primeira liturgia em inglês.4</p>
<p>Maria Tudor, católica romana, tornou-se rainha em 1553. Assessorada pelo Cardeal Reginald Pole, em 1554 ela restaurou a sua religião. Em 1555, intensificou a perseguição os protestantes. Trezentos deles foram martirizados, entre eles, o arcebispo de Cantuária, Thomas Cranmer, e os bispos Latimer e Ridley.5 Oitocentos protestantes fugiram para o continente, para cidades como Genebra e Frankfurt, onde absorveram os princípios doutrinários dos reformadores continentais.6</p>
<p>Em 1558, aos 25 anos, Elizabete I ascendeu ao trono e estabeleceu o “Acordo Elizabetano,” que era insuficientemente reformado para satisfazer àqueles que logo seriam conhecidos como “puritanos.” Em seguida, Elizabete promulgou o Ato de Uniformidade (1559), que autorizou o Livro de Oração Comum e restaurou o Ato de Supremacia.7 Em 1562 foram redigidos os Trinta e Nove Artigos da Religião, que são o padrão histórico da Igreja da Inglaterra, e a partir de janeiro de 1563 foram estabelecidos pelo Parlamento como a posição doutrinária da Igreja Anglicana (juntamente com o Livro de Oração Comum, que é católico, mas purgado de seus elementos supersticiosos). Como teste de ortodoxia, os estudantes de Oxford tinham que subscrever os Artigos, assim como todos os ministros e professores de religião. Em Cambridge, as leis não eram tão rígidas.</p>
<p>Em torno de 1567-68, uma antiga controvérsia sobre vestimentas atingiu seu auge na Igreja da Inglaterra. A questão imediata era se os pregadores tinham de usar os trajes clericais prescritos. Entretanto, essa controvérsia era apenas um símbolo da questão maior a respeito de cerimônia, ritual e liturgia na igreja, os “trapos do papado.” A controvérsia marcou uma crescente impaciência entre os puritanos8 com relação à situação de uma igreja “reformada pela metade.” Thomas Cartwright, professor da Universidade de Cambridge, perdeu sua posição por causa de suas pregações sobre os primeiros capítulos de Atos, nas quais argumentou a favor de um cristianismo simplificado e uma forma presbiteriana de governo eclesiástico. A primeira igreja presbiteriana foi a de Wandsworth, fundada em 1572.9 Um pouco antes disso, em 1570, Elizabete foi excomungada pelo Papa Pio V.</p>
<p>Elizabete morreu em 1603, sem deixar herdeiros. Ela indicou como seu sucessor Tiago I, filho de Maria Stuart, que já governava a Escócia. Quando o rei foi coroado, os puritanos, por causa da suposta formação presbiteriana do rei, inicialmente tiveram esperança de que sua situação melhorasse.</p>
<p>Para enfatizar sua esperança eles lhe apresentaram, quando de sua chegada em 1603, a Petição Milenar, assinada por cerca de mil ministros puritanos, em que pediam que a igreja anglicana fosse completamente “puritana” na liturgia e administração.10</p>
<p>Em 1604, encontram-se com o novo rei na conferência de Hampton Court para apresentar seus pedidos. O rei ameaçou “expulsá-los da terra, ou fazer pior,” tendo dito que o presbiterianismo “se harmonizava tanto com a monarquia como Deus com o diabo.”11 Em 1620, um grupo de puritanos congregacionais12 emigrou para a colônia de Plymouth, Massachusetts, a bordo do famoso Mayflower.13</p>
<p>Em 1625, Carlos I, opositor dos puritanos, foi coroado rei. Em 1628, William Laud tornou-se bispo de Londres (em 1633 foi nomeado Arcebispo de Cantuária) e empreendeu medidas severas para eliminar a dissidência da Igreja Anglicana. Ele buscou instituir práticas cerimoniais consideradas “papistas,” além de ignorar a justificação pela fé, por causa de suas ênfases arminianas, oprimindo violentamente os puritanos e forçando-os a emigrarem para a América. Em 1630, John Winthrop liderou o primeiro grande grupo de puritanos até a Baía de Massachusetts e em 1636 foi fundado o Harvard College.14 Laud tentou impor o anglicanismo na Escócia, só que isto degenerou num motim que serviu para aliar puritanos e escoceses calvinistas.15 Em 1638, os líderes escoceses reuniram-se numa “Solene Liga e Aliança,” e seus exércitos marcharam contra as tropas do rei, que fugiram. Em 1640, o Parlamento restringiu o poder do rei Carlos I. As emigrações para a Nova Inglaterra estacionaram consideravelmente.16 A Assembléia de Westminster,17 assim chamada por reunir-se na Abadia de Westminster, templo anglicano de Londres, foi convocada pelo Parlamento da Inglaterra em 1643 para deliberar a respeito do estabelecimento do governo e liturgia da igreja e “para defender a pureza da doutrina da Igreja Anglicana contra todas as falsas calúnias e difamações.” É considerada a mais notável assembléia protestante de todos os tempos, tanto pela distinção dos elementos que a constituíram, como pela obra que realizou e ainda pelas corporações eclesiásticas que receberam dela os padrões de fé e as influências salutares durante esses trezentos anos.18</p>
<p>A Assembléia era constituída de 121 clérigos e 30 membros do Parlamento.</p>
<p>Entre eles se encontravam homens de vasta e profunda erudição teológica, além de se distinguirem pelo seu ardor religioso e pelo seu caráter (&#8230;). Encontravam-se episcopais, entre os quais o arcebispo [James] Ussher, os erastianos, que entendiam com Erastus, de Heidelberg, que o Estado devia ser a sede final da autoridade eclesiástica, a cujo grupo pertencia o popular e erudito John Lighfoot, autor das célebres Horae Hebraicae e Talmudicae, os independentes (ou congregacionais), incluindo Thomas Goodwin, mais tarde capelão de Cromwell, [e] Philip Nye, regressados do exílio na Holanda, os presbiterianos [Edmund Calamy, Thomas Gataker, Edward Reynolds e Herbert Palmer] (&#8230;). O moderador nomeado pelo Parlamento foi o Dr. William Twisse [ele mesmo um presbiteriano], homem dos mais célebres de seus dias pela sua erudição teológica, coroado de honras na Universidade de Oxford e conhecido em toda a Europa pelos seus escritos.19</p>
<p>Havia também oito representantes da Escócia, entre eles, Samuel Rutherford, professor de teologia e deão do St. Mary’s College em St. Andrews, um dos mais populares pregadores daquele país. Estes eram altamente influentes, mas não tinham direito a voto. A Escócia era aliada do Parlamento por um tratado, a “Solene Liga e Aliança.”20</p>
<p>Apesar das diferenças nos conceitos de governo eclesiástico e nas relações da Igreja com o Estado, havia uma real unanimidade a favor de uma posição consistentemente calvinista, rejeitando como erros o arminianismo, o catolicismo romano e os sectários (diggers, fifth-monarquians, levellers, quakers). A Confissão de Fé de Westminster, completada em dezembro de 1646, é a última das confissões reformadas clássicas e decididamente a mais influente no mundo de fala inglesa e mesmo além dele. Richard Baxter, que não participou da Assembléia, a seu modo um gigante entre os puritanos, deu seu testemunho:</p>
<p>Os teólogos aí congregados eram homens de grande erudição, piedade, capacidade ministerial e fidelidade (&#8230;) e, segundo a informação de toda história a esse respeito e de outras fontes de evidência, o mundo cristão nunca teve, desde os dias apostólicos, um sínodo de teólogos mais excelente do que este e o Sínodo de Dort.</p>
<p>Embora tenha regido a Igreja da Inglaterra apenas por um breve período, a Confissão de Fé foi adotada de um modo geral por presbiterianos britânicos, escoceses e americanos, bem como por muitos grupos congregacionais e batistas.21</p>
<p>Em 1645, Laud foi executado e irrompeu uma guerra civil. Graças à habilidade militar de Oliver Cromwell, os “Ironsides” (a cavalaria puritana bem treinada e disciplinada), que constituíam o padrão do exército parlamentar (o New Model Army), derrotaram o exército do rei, na batalha de Naseby. A guerra civil terminou no ano seguinte e a forma episcopal de governo eclesiástico foi abolida da Igreja da Inglaterra. Em 1649, Carlos I foi executado e Oliver Cromwell, um congregacional, assumiu o papel principal no governo inglês, até sua morte em 1658. Como Lorde Protetor da Inglaterra, Cromwell, não satisfeito com o controle presbiteriano do Parlamento, o dissolveu, com o apoio do exército, de maioria congregacional.22 Ele era tolerante em assuntos de religião e ao morrer deixou um herdeiro fraco demais para substituí-lo.</p>
<p>Em 1660, Carlos II ascendeu ao trono, a monarquia foi restaurada na Inglaterra e a constituição política episcopal foi restabelecida na Igreja Anglicana. Através de um novo Ato de Uniformidade (o infame Código Clarendon), em 1662, o uso exclusivo de um Livro de Oração Comum revisado foi reforçado, enquanto mais de dois mil pastores puritanos foram demitidos ou destituídos de suas paróquias. Entre eles estavam Manton, Owen, Goodwin, Burgess, Baxter, Calamy, Poole, Caryl, Charnock, Gouge, John Howe, Vincent, Flavel e Philip Henry — o pai de Mathew Henry, o famoso comentarista da Bíblia. Quem não fosse anglicano não poderia colar grau nas Universidades de Oxford e Cambridge, e isto ocasionou a fundação de muitas academias não-conformistas.23 Tal fato marcou o fim do período puritano, iniciando-se então o “não-conformismo.”</p>
<p>O puritanismo não conseguiu substituir as estruturas de plausibilidade que o anglicanismo ofereceu à nação inglesa. As estruturas sociais anglicanas permaneceram, em tese, as mesmas do catolicismo romano, expurgado de suas superstições mais escandalosas. Apenas para uma pequena e influente minoria esta situação não era satisfatória, e esse grupo eram os puritanos. Eles perderam as grandes batalhas públicas que enfrentaram, mas legaram um testemunho que, com o não-conformismo, transformou a nação inglesa a longo prazo. Em todos esses eventos, o apoio de Calvino ao movimento de reforma da Igreja na Inglaterra não foi apenas circunstancial, através de escritos e cartas endereçadas à primeira geração de reformadores britânicos, mas também se verificou através de uma herança teológica de grande influência para as gerações puritanas subseqüentes (em suas diversas tradições: presbiteriana, congregacional e batista), estabelecendo, como veremos abaixo, um padrão de ortodoxia e piedade que atinge todas as esferas da vida.</p>
<p>II. DE NOVO, A NEO-ORTODOXIA</p>
<p>Há uma regra em metodologia da pesquisa que diz que “as conclusões não devem exceder as fontes.” Vincular o surgimento do pentecostalismo ao movimento puritano (ou a qualquer sistema teológico subjetivista) é ser vítima desse mal. As conclusões, então, não são deduzidas das fontes, mas lhes são impostas. Basta observar que nos países em que a fé reformada foi a religião oficial, o pentecostalismo não tem uma posição de destaque. Isto acontece na Escócia, no País de Gales e na Holanda, por exemplo.24 As raízes do movimento pentecostal se encontram, na verdade, no metodismo arminiano e em diversos movimentos de santidade surgidos nos Estados Unidos no século XIX. 25</p>
<p>É inegável que Karl Barth (1886-1968) foi grandemente responsável pelo renovado interesse nos reformadores, principalmente Lutero e Calvino, mas ele, assim como Emil Brunner (1889-1966), incorreram em outro erro, o de reinterpretarem os ensinos dos reformadores segundo seus próprios pressupostos, fazendo os reformadores dizerem mais do que eles ensinaram, distorcendo o seu pensamento, além de colocá-los em oposição aos seus herdeiros, os puritanos.26 Isto fica bem claro ao se estudar o texto de Barth, “A eleição de Deus em graça.”27 Mesmo usando os reformadores e confissões de fé da Reforma, as conclusões a que ele chegou são opostas à posição reformada como exposta nos Cânones do Sínodo de Dort, de 1618-19.28 Além deles, Jack Rogers (professor do Fuller Theological Seminary, nos Estados Unidos), no campo das Escrituras,29 e Thomas F. Torrance (professor de Dogmática na Universidade de Edimburgo até 1952), no campo da salvação,30 tentaram colocar a Confissão de Westminster contra Calvino. Entretanto, o testemunho de John Owen (1616-1683), o maior teólogo inglês, que representa a principal corrente puritana, opõe-se a essa reinterpretação. É digno de nota o que Packer diz dele:</p>
<p>Acerca de seu conteúdo, basta dizer que, quanto a seu método e substância, Owen nos faz lembrar freqüentemente Calvino, e também, por muitas vezes, as Confissões de Westminster e de Savóia (esta última, de fato, é apenas uma leve revisão da de Westminster, principalmente pelo próprio Owen), e por vezes seguidas as três coisas se confundem.31</p>
<p>Então, em vários pontos, aqueles que acriticamente aceitam essa posição têm cometido erros. Por exemplo, ao afirmar-se que os puritanos ressuscitaram o temor do diabo,32 firmando neles a gênese da cosmologia pentecostal, estão sendo ignorados dois pontos básicos: a fonte do mal, para os puritanos, era a tríade maligna (uma expressão de Lutero) — o mundo, a carne e o diabo (a caricatura maligna do Deus Triúno, Pai, Filho e Espírito Santo) —, e nessa arena eles travaram a sua guerra espiritual. Antes disto, os reformadores também lidaram com estes inimigos. Basta ler sobre as Anfechtungen de Lutero33 e a exposição de Calvino sobre Satanás em sua relação com a Providentia Dei.34 Em todos eles, veremos a exposição do que Gustaf Aulén (1879-1978) chamaria mais tarde de Christus Victor.</p>
<p>Uma outra acusação feita aos puritanos é que distorceram o ensinamento de Calvino quanto à certeza de salvação.35 Mas é preciso notar que, sobre como ter certeza da salvação, os puritanos lidaram com mais um ponto doutrinário que entrava em cena, a expiação limitada ou particular. Ao entender que o Evangelho não nos chama ao arrependimento e à fé baseados no alcance da expiação,36 os puritanos buscaram outro meio de ter a certeza da salvação. Então, eles demonstraram biblicamente que há uma distinção entre a “Fé Salvadora” e a “Certeza da Graça e da Salvação.” Isto está afirmado na Confissão de Westminster,37 em consonância com o que Paulo e Pedro afirmam, por exemplo, em Filipenses 2.12-13 e 2 Pedro 1.10. O Breve Catecismo afirma que a “justificação é um ato da livre graça de Deus, no qual ele perdoa todos os nossos pecados e nos aceita como justos diante de si, somente por causa da justiça de Cristo a nós imputada, e recebida pela fé,” e santificação é a “obra da livre graça de Deus, pela qual somos renovados em todo o nosso ser, segundo a imagem de Deus, habilitados a morrer cada vez mais para o pecado e a viver para a retidão.”38</p>
<p>Os puritanos, então, não fizeram uma confusão entre justificação e santificação como alguns podem querer impor a eles e como ficou acima demonstrado. Essa falsa compreensão poderia ser sanada com uma consulta à referida Confissão e aos escritos dos mesmos. Os ministros puritanos também fizeram uma clara distinção entre os diversos usos da Lei Moral (usus legis civilis, usus theologicus legis e usus didathicus legis), em suas controvérsias com os diversos grupos antinomistas de sua época.39 Mas toda confusa tentativa de vincular os puritanos com o pentecostalismo cai por terra ao estudarmos a relação entre a Palavra e o Espírito na teologia puritana.40 Eles trabalhavam com o seguinte silogismo: “Se há novas revelações, as Escrituras não são suficientes. Se as Escrituras são perfeitas, então não existe necessidade de novas revelações.” Eles se opuseram conscientemente aos católicos, com seu apego às tradições; aos socinianos, com sua racionalização barata; e aos quakers, com seu ensino sobre a “luz interior,” estes sim, precursores dos pentecostais e carismáticos. Os puritanos sabiam que só o Espírito Santo, ligado à Palavra, poderia salvar pecadores, e por isto foram pregadores expositivos, doutrinários e práticos, lidando com aquilo que eles chamavam de “casos de consciência.” Eles se opuseram àquilo que, em nosso tempo, foi chamado por Dietrich Bonhoeffer (1906-1945) de “graça barata,” porque esta não é a graça verdadeira — os puritanos não diminuíram as exigências do evangelho ao pecador! Além do mais, eles se opuseram ao semi-pelagianismo, e para confirmar isto basta ler os seus sermões evangelísticos.41 Eles não apenas seguiram Calvino em suas ênfases teológicas, mas aprofundaram sua compreensão evangelística.42 O sistema teológico dos puritanos, longe de ser centrado no homem, é centrado em Deus, o Senhor Deus dos Exércitos, que tem o seu trono no céu! Eles nos lembram que “o fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre!”</p>
<p>III. “É CORRETO QUE DEDIQUEMOS NOSSA VIDA À SUA GLÓRIA”</p>
<p>É assim que começa o Catecismo de Genebra, escrito por Calvino em 1541. Com essa compreensão, os puritanos — dentro da tradição reformada — lutaram para glorificar a Deus no trabalho, sexo e casamento, no tratamento com o dinheiro, na família, na pregação, na vida da igreja, no culto, na educação, na ação social e no estudo das Escrituras.43 Em tudo isto, eles viam a Deus na esfera comum: “A visão puritana de santidade do comum jazia em parte num extraordinário senso da presença de Deus.”44 Não há nada que esteja mais distante da realidade do que as modernas caricaturas dos puritanos. Eles detestavam o moralismo, eram alegres e livres, “novas criaturas.” Douglas Wilson diz, citando C.S. Lewis:</p>
<p>“Devemos imaginar estes puritanos como o extremo oposto daqueles que se dizem puritanos hoje; imaginemo-los jovens, intensamente fortes, intelectuais, progressistas e muito atuais. Eles não eram avessos a bebidas com álcool; mesmo à cerveja, mas os bispos eram a sua aversão.” Os puritanos fumavam (na época não sabiam dos efeitos danosos do fumo), bebiam (com moderação), caçavam, praticavam esportes, usavam roupas coloridas, faziam amor com suas esposas, tudo isto para a glória de Deus, o qual os colocou em posição de liberdade.45</p>
<p>O que quer que eles fossem, não eram soberbos, melancólicos ou severos. Nem mesmo seus inimigos os taxaram assim! Eles olharam a vida através da lente ampla da soberania de Deus sobre todas as áreas da vida, como nos diz Richard Baxter: “Não podes pensar nos vários lugares em que viveste e lembrar de que em cada um deles [ele] teve suas diversas misericórdias?” 46 Toda a vida é de Deus e sua piedade não era monástica, nem mística, nem pietista, mas, no bom sentido da palavra, “mundana.”47 Christopher Hill, professor da Universidade de Oxford, ele mesmo um marxista, afirma:</p>
<p>os homens comentaram amiúde o aparente paradoxo de um sistema baseado na predestinação e que suscita em seus adeptos uma ênfase sobre o esforço e a energia moral. Uma explicação para esse fato postula que, para o calvinista, a fé se revela por si mesma através das obras e que, portanto, o único modo pelo qual o indivíduo poderia ter certeza da própria salvação seria examinar cuidadosamente seu comportamento noite e dia, a fim de ver se ele, de fato, resultava em obras dignas de salvação (&#8230;). Os eleitos eram aqueles que se julgavam eleitos, pois possuíam uma fé interior que os fazia sentirem-se livres, quaisquer que fossem suas dificuldades externas.48</p>
<p>A doutrina da providência, assim como a da predestinação, não é a doutrina central da fé reformada,49 mas é um importante impulsor do cristão em sua relação com o mundo, com o mal e com o próprio Deus. O calvinismo então era mais do que um credo; era uma cosmovisão que abrangia todas as áreas da vida, tornando os puritanos ativos e corajosos instrumentos de transformação institucional. Hill, intensamente interessado no “elã revolucionário” que a doutrina da providência legou aos puritanos, afirmou:</p>
<p>Aqueles que mais prontamente aceitaram o calvinismo eram homens cujo modo de vida se caracterizava pela atividade. (&#8230;) amparados, então, por uma visão da vida que os ajudava nas necessidades cotidianas da existência econômica; conscientes daquele liame que os unia aos que compartilhavam de suas convicções; percebendo-se a si mesmos como uma aristocracia do espírito, contra quem os aristocratas desse mundo eram uma nulidade; fortalecidos pelas vitórias terrenas que esta moral ajudava a pôr em execução, como poderiam os puritanos deixar de acreditar que Deus estava com eles e eles com Deus? Ao adotarem essa crença, como poderiam deixar de lutar com todo seu empenho?50</p>
<p>Eles caminharam em estreita faixa de terra, equilibrando-se entre a soberania absoluta de Deus e a responsabilidade moral do homem, afirmando-as vigorosamente. Isso os fazia agir diante de qualquer dificuldade com esperança, buscando, de forma alegre, dar-se em auto-sacrifício, em obediência radical ao Senhor Deus.</p>
<p>IV. SUA VALIDADE PERMANENTE</p>
<p>“Em coisas essenciais, unidade; nas não-essenciais, liberdade; em todas as coisas, caridade.” Esta frase é atribuída alternadamente a Peter Meiderlin, Gregor Franke e Richard Baxter, respectivamente luterano, calvinista e anglicano.51 O senso de unidade e diversidade no corpo de Cristo pode ser bem apreciado nos estudos de grandes homens que honraram a Deus com seus pensamentos a respeito dele, sendo nossos companheiros na igreja universal do nosso Senhor. Não é difícil perceber diferenças significativas entre Agostinho,52 Lutero e Calvino; Owen, Baxter53 e Ames;54 Edwards e Whitefield (estes dois últimos travaram uma luta hilária sobre “comunicações imediatas do Espírito,” Edwards rejeitando-as e Whitefield apoiando-as!),55 mas podemos estudá-los com grande proveito, tendo-os como pais na fé, por uma razão vital: naquilo que era central ao Evangelho, eles estavam de acordo.56</p>
<p>Klass Runia, professor de Teologia Prática, emérito, da Universidade Teológica da Igrejas Reformadas, em Kampen, na Holanda, disse: “O Ocidente não precisa de avivamento, mas de reforma.”57 Não precisamos, entretanto, colocar ambos em oposição, pois reforma é a descoberta da Palavra de Deus, e avivamento é uma renovação da vida da igreja.58 Precisamos, então, dos dois juntos! Alguns tentam maldosamente caricaturizar o desejo de reforma e avivamento, impondo ao primeiro o significado de “moralidade” e ao segundo o de “experiência mística.” Isto lembra os ataques de Charles Chauncy ao avivamento começado com as pregações de Theodore Frelinghuysen, Gilbert Tennent e Jonathan Edwards na Nova Inglaterra.59 É interessante notar, como um alerta, que Chauncy e aqueles que o apoiavam, romperam com a fé reformada e começaram a promover o arminianismo, e finalmente o unitarismo. Não podemos separar a doutrina da piedade reformada e puritana! Foram suas compreensões doutrinárias que produziram tal testemunho! Os puritanos, então, nos ensinam a ter um sentimento de dependência do Espírito, pois eles conheciam sua própria incapacidade de salvar uma alma, a complexidade da conversão e sabiam que a pregação é o único meio de chamar os eleitos. Por isto, os puritanos eram homens de oração incessante, que lutavam com Deus e buscavam a santidade em toda a vida. Eram santos e teólogos e sabiam que seu trabalho não era vão no Senhor! Podemos discordar dos puritanos em alguns pontos, mas, em meio à grande crise que enfrentamos como igreja evangélica brasileira,60 em meio a cismas e heresias, a iniciativa de redescobri-los, e a seus escritos, é uma saudável lufada de ar nestes dias laodicenses (Ap 3.14-22), como forma de promover reforma e avivamento!</p>
<p>por Franklin Ferreira</p>
<p>____________________</p>
<p>* O autor é ministro da Convenção Batista Brasileira, Mestre em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, no Rio de Janeiro, onde também é professor de Eclesiologia e Hermenêutica.</p>
<p>1 Após um casamento fracassado com Catarina de Aragão, filha dos reis católicos de Espanha (da qual nasceu Maria Tudor), na ânsia de ter um filho homem, Henrique VIII veio a casar-se outras cinco vezes, deixando como herdeiros Eduardo VI (filho de Jane Seymour) e Elizabete I (filha de Ana Bolena). Ver Justo L. González, Uma História Ilustrada do Cristianismo — A Era dos Reformadores (São Paulo: Vida Nova, 1989), 121-128. Para um estudo detalhado sobre os casamentos de Henrique VIII, ver Antonia Fraser, As Seis Mulheres de Henrique VIII (Rio de Janeiro: Record, 1995).</p>
<p>2 Philip E. Hughes, “Calvino e a Igreja Anglicana,” em W. Stanford Reid, ed., Calvino e sua Influência no Mundo Ocidental (São Paulo: CEP, 1990), 209-242. Calvino também recomendou como professores, para apoiar a reforma inglesa, Peter Martyr Vermigli (para a Universidade de Oxford), Bernardino Ochino e Martin Bucer (para a Universidade de Cambridge). Entre 1556 e 1559, John Knox (1514?-1572) e vários outros reformadores ingleses estudaram com Calvino em Genebra, durante o reinado de Maria, a “Sanguinária.” Ver o capítulo “John Knox: Fundador do Puritanismo,” em D. M. Lloyd-Jones, Os Puritanos: Suas Origens e Sucessores (São Paulo: PES, 1993), 268-288. Ver também a “Dedicatória ao Nobilíssimo e Cristianíssimo Príncipe Eduardo, Duque de Somerset, Conde de Hertford, Protetor da Inglaterra e Irlanda”, em João Calvino, As Pastorais (São Paulo: Paracletos, 1998), 13-16. Para a correspondência entre Calvino e o rei Eduardo VI, o arcebispo Thomas Cranmer, o Duque de Somerset, William Cecil, John Knox e a igreja inglesa em Frankfurt, na Alemanha, ver Letters of John Calvin – Selected from the Bonnet.</p>
<p>3 E. E. Cairns, O Cristianismo Através dos Séculos (São Paulo: Vida Nova, 1990), 270.</p>
<p>4 González, A Era dos Reformadores, 128-130.</p>
<p>5 Latimer encorajou Ridley, na fogueira, com as seguintes palavras: “Fique confortado Mestre Ridley (&#8230;); nós veremos este dia lançar uma tal luz sobre a Inglaterra, pela graça de Deus, como nunca ocorrera antes” (Cairns, O Cristianismo Através dos Séculos, 271).</p>
<p>6 González, A Era dos Reformadores, 130-133. Destes, 233 foram membros da Igreja inglesa em Genebra, liderada por John Knox e Christopher Goodman. Ver R. T. Kendall, “A Modificação Puritana da Teologia de Calvino,” em W. Stanford Reid, ed., Calvino e Sua Influência no Mundo Ocidental, 246.</p>
<p>7 Ibid., 133-135. Esse Ato fez de Elizabeth “o único governante supremo deste reino,” título bem menos agressivo que o de Henrique VIII, “chefe supremo da igreja.” Ver Cairns, O Cristianismo Através dos Séculos, 271.</p>
<p>8 Segundo J. I. Packer, este termo foi aplicado extensivamente a pelo menos cinco grupos de pessoas — primeiro ao clero que tinha escrúpulos sobre certas cerimônias e frases de Livro de Orações; segundo, aos defensores do programa de reformas entre os presbiterianos, ventilado por Thomas Cartwright e pela admoestação do Parlamento, em 1572; terceiro, aos clérigos e leigos, não necessariamente não-conformistas, que praticavam a séria piedade calvinista; quarto, aos “calvinistas rígidos”, que aplaudiam o Sínodo de Dort e que foram alcunhados de puritanos doutrinários por outros anglicanos que não concordavam com eles; quinto, a certos grupos da nobreza que exibiam respeito público pela questões relacionadas a Deus, pelas leis da Inglaterra e pelos direitos dos súditos comuns. Ver J. I. Packer, Entre os Gigantes de Deus: Uma Visão Puritana da Vida Cristã (São José dos Campos: Fiel, 1996), 33.</p>
<p>9 Cairns, O Cristianismo Através dos Séculos, 274. O presbiterianismo teve uma forte influência no cenário inglês entre 1643 e 1648.</p>
<p>10 Ibid., 276-277.</p>
<p>11 Ibid., 277.</p>
<p>12 Em 1616, um grupo vindo da Holanda, sob a liderança de Henry Jacob fundou uma congregação de independentes (ou congregacionais) em Southwark, Londres. Em 1658, eles adotaram uma versão levemente modificada da Confissão de Westminster, a Declaração de Savoy (1658). Durante o período conhecido como Commonwealth, eles tornaram-se mais poderosos que os presbiterianos. (Ver Cairns, O Cristianismo Através dos Séculos, 274-275. Ver ainda o capítulo “Henry Jacob e a Primeira Igreja Congregacional” em Lloyd-Jones, Os Puritanos, 159-180.)</p>
<p>13 Justo L. González, Uma História Ilustrada do Cristianismo — A Era dos Dogmas e das Dúvidas (São Paulo: Vida Nova, 1990), 50-57.</p>
<p>14 No ano de 1633, foi fundada a primeira congregação batista em Londres, dirigida por John Spilsbury. Eles sustentavam o batismo de imersão só de adultos, autonomia da igreja local, separação entre Igreja e Estado e a teologia reformada, tendo saído da igreja congregacional de Henry Jacob. Eles ficaram conhecidos como batistas particulares. Outro grupo batista, surgido antes, em cerca de 1612, na Holanda, e que emigrara para a Inglaterra sob a liderança de Thomas Helwis, enfatizava a teologia arminiana e o batismo por aspersão, só de adultos, sendo conhecido como batistas gerais. (Ver Cairns, O Cristianismo Através dos Séculos, 275-276. Ver também Zaqueu Moreira de Oliveira, Liberdade e Exclusivismo: Ensaio sobre os Batistas Ingleses [Rio de Janeiro e Recife: Horizontal/STBNB, 1997], 25-120 e Martin D. Hewitt, Raízes da Tradição Batista [São Leopoldo: IEPG, 1993].)</p>
<p>15 Nesta época não havia bancos confortáveis nas catedrais, e as pessoas, para se sentarem, tinham de trazer um banquinho de três pernas que era utilizado para se tirar leite das vacas. Segundo a tradição, Jenny Geddes foi acusada de ter jogado seu banquinho na cabeça de um bispo anglicano, por sua audácia de “rezar missa em meu ouvido,” na St. Giles’ Church, em Edimburgo. (Ver Cairns, O Cristianismo Através dos Séculos, 277, e Douglas Kelly, “Puritanismo,” no Jornal Os Puritanos 2/7 [1994], 16.)</p>
<p>16 González, A Era dos Dogmas e das Dúvidas, 57-65.</p>
<p>17 J. M. Frame, “A Confissão de Fé de Westminster,” em Walter Elwell, ed., Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, vol. I (São Paulo: Vida Nova, 1988), 331-332.</p>
<p>18 Guilherme Kerr, A Assembléia de Westminster (São José dos Campos: Fiel, 1992), 5, 11.</p>
<p>19 Ibid., 13.</p>
<p>20 Para mais informações sobre a participação dos escoceses na Assembléia de Westminster, ver Iain H. Murray, “The Scots at the Westminster Assembly: With Special References to the Dispute on Church Government and its Aftermath,” The Banner of Truth 371-372 (1994), 6-40.</p>
<p>21 Philip Schaff, The Creeds of Christendom, vol. I (Nova York: Harper &amp; Brothers, 1931), 855-856. Ver também Fé para Hoje: Confissão de Fé Batista de 1689 (São José dos Campos: Fiel, 1991), 6. A Confissão de Fé Batista de 1689 foi impressa pela primeira vez em 1677. Depois, ela foi reimpressa em 1688, e no período de 3 a 11 de julho de 1689 representantes de cerca de cem congregações batistas da Inglaterra e País de Gales reuniram-se em Londres para endossá-la. Nos Estados Unidos, ela foi adotada pela Associação Batista reunida na Filadélfia em 25 de setembro de 1742, e passou a ser conhecida como a Confissão de Filadélfia. Ela baseou-se amplamente na Confissão de Westminster, de 1646, com ajustes inspirados na Declaração de Savoy, de 1658, para um sistema congregacional.</p>
<p>22 Justo L. González, A Era dos Dogmas e das Dúvidas, 65-77. Para as razões do declínio da influência presbiteriana, ver o capítulo “Perplexidades Puritanas: Algumas Lições de 1640-1662,” em Lloyd-Jones, Os Puritanos, 66-84. Ver ainda González, A Era dos Dogmas e das Dúvidas, 65-77.</p>
<p>23 Ibid., 77-80. Herroll Hulse, “O Significado do Termo Puritano,” em Jornal Os Puritanos 5/1 (1997), 13.</p>
<p>24 Recomendaria, sobre esse ponto, a leitura de Alberto Antoniazzi et al., Nem Anjos nem Demônios: Interpretações Sociológicas do Pentecostalismo (Petrópolis: Vozes, 1994), 67-159. Em meu entendimento, Paul Freston, conhecido sociólogo evangélico, prova este ponto em seu ensaio “Breve História do Pentecostalismo Brasileiro,” na referida obra.</p>
<p>25 A meu ver, isto não precisaria de demonstração, mas a obra acima citada e livros-texto de História da Igreja (por exemplo, O Cristianismo Através dos Séculos, de Cairns, e Uma História Ilustrada do Cristianismo, vols. 8-10, de González, ambos de Edições Vida Nova) provam este ponto.</p>
<p>26 Ver o capítulo “João Calvino” em D. M. Lloyd-Jones, Discernindo os Tempos (São Paulo: PES, 1994), 42-43. Ver também Bernard Ramm, “A Teologia de Schleiermacher a Barth e Bultmann”, em Stanley Gundry, ed., Teologia Contemporânea (São Paulo: Mundo Cristão, 1987), 36-40.</p>
<p>27 Karl Barth, “A Eleição de Deus em Graça”, em Walter Altmann, ed., Karl Barth — Dádiva e Louvor: Artigos Selecionados (São Leopoldo: Sinodal, 1986), 237-255. Para uma avaliação reformada das doutrinas bartianas de Escritura, predestinação e criação, ver A. Polman, Barth (Recife: Cruzada de Literatura Evangélica do Brasil, 1969). Ver também Cornelius van Til, Christianity and Barthianism (Filadélfia: Presbyterian and Reformed, 1962).</p>
<p>28 Os Cânones de Dort – Os Cinco Artigos de Fé sobre o Arminianismo (São Paulo: Cultura Cristã, s/d).</p>
<p>29 Ver a excelente resposta à posição de Rogers em John H. Gerstner, “A Doutrina da Igreja sobre a Inspiração Bíblica,” em James Montgomery Boice, ed., O Alicerce da Autoridade Bíblica (São Paulo: Vida Nova, 1989), 23-68.</p>
<p>30 Para a influência, algo mitigada, de T. F. Torrance, ver por exemplo R. T. Kendall, “A Modificação Puritana da Teologia de Calvino,” em Calvino e Sua Influência no Mundo Ocidental, 245-264.</p>
<p>31 Ver capítulo: “A Espiritualidade de John Owen”, em J. I. Packer, Entre os Gigantes de Deus, 209.</p>
<p>32 Para esta acusação, ver, por exemplo, o ensaio “A Obsessão das Bruxas na Europa dos Séculos XVI e XVII”, em H. R. Trevor-Roper, Religião, Reforma e Transformação Social (Lisboa: Editorial Presença e Martins Fontes, 1981), 73-146.</p>
<p>33 Timothy George, Teologia dos Reformadores (São Paulo: Vida Nova, 1993), 62-63. George descreve Anfechtung como “pavor, desespero, sensação de perdição, agressão e ansiedade. Lutero usou o termo para descrever os intensos conflitos espirituais que afligiam sua consciência em sua torturante busca do Deus misericordioso” (p. 62).</p>
<p>34 João Calvino, As Institutas ou Tratado da Religião Cristã, 1.16-18 (São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1985), 213-254.</p>
<p>35 Sobre esse ponto, ver o artigo de Paulo Anglada, “A Confissão de Fé é Realmente Calvinista?,” Fides Reformata 3/2 (Jul-Ago 1998), 5-24.</p>
<p>36 Ver a esse respeito J. I. Packer, Evangelização e Soberania de Deus (São Paulo: Vida Nova, 1990), 46-49.</p>
<p>37 Ver capítulos 14 (“Da Fé Salvadora”) e 18 (“Da Certeza da Graça e da Salvação”) de A Confissão de Fé (São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1991), 75-77, 93-97. Ver também Augustus Nicodemus Lopes, “Segurança da Salvação – Conceito Puritano” em Jornal Os Puritanos 4/2 (1996), 12-17 e 4/3 (1996), 29-33. A Confissão de Fé Batista de 1689 afirma os mesmos pontos. Ver Fé para Hoje: Confissão de Fé Batista de 1689, 31-32, 38-40.</p>
<p>38 “Breve Catecismo,” em A Confissão de Fé, 407-409.</p>
<p>39 Hans Ulrich Reifler, A Ética dos Dez Mandamentos (São Paulo: Vida Nova, 1992), 26-27. Ver também Ernest F. Kevan, The Grace of Law: A Study in Puritan Theology (Ligonier, Pensilvânia: Soli Deo Gloria, 1993).</p>
<p>40 Isto está no capítulo 1 (“Da Escritura Sagrada”) da Confissão de Westminster. Ver A Confissão de Fé, 3-12. Ver também Augustus Nicodemus Lopes, Calvino, o Teólogo do Espírito Santo: Seu Ensino sobre o Espírito Santo e a Palavra de Deus (São Paulo: PES, s/d) e Derek Thomas, A Visão Puritana das Escrituras (São Paulo: Os Puritanos, 1998).</p>
<p>41 Ver, por exemplo, Samuel Bolton, Nathaniel Vincent e Thomas Watson, Os Puritanos e a Conversão (São Paulo: PES, 1990), e Joseph Alleine, Um Guia Seguro para o Céu (São Paulo: PES, 1987). Ver também os seguintes capítulos: “O Conceito Puritano acerca da Pregação do Evangelho” e “O Evangelismo dos Puritanos”, em Packer, Entre os Gigantes de Deus, 177-192 e 313-333.</p>
<p>42 Para uma visão de Calvino como evangelista e seu trabalho pastoral em Genebra, ver Joel R. Beek, A Tocha dos Puritanos – Evangelização Bíblica (São Paulo: PES, 1996), 27-41. Ver ainda o artigo de Antônio Carlos Barro, “A Consciência Missionária de João Calvino,” Fides Reformata 3/1 (Jan-Jun 1998), 38-49.</p>
<p>43 Para uma excelente exposição deste parágrafo, ver Leland Ryken, Santos no Mundo: Os Puritanos como Eles Realmente Eram (São José dos Campos: Fiel, 1992).</p>
<p>44 Ibid., 217.</p>
<p>45 Douglas Wilson, “O Puritano Liberado,” Jornal Os Puritanos 5/1 (1997), 16. C. S. Lewis chama os primeiros puritanos de “jovens, vorazes, intelectuais progressistas, muito elegantes e atualizados,” e diz que “não havia animosidade entre puritanos e humanistas. Eles eram freqüentemente as mesmas pessoas, e quase sempre o mesmo tipo de pessoa: os jovens no Movimento, os impacientes progressistas exigindo uma ‘limpeza purificadora’” (Ryken, Santos no Mundo, 19, 177).</p>
<p>46 Ibid., 217.</p>
<p>47 Alguém afirmou: “A qualidade extra-mundana dos puritanos não era retraimento do mundo, mas um viver no mundo de acordo com padrões extra-mundanos” (Ibid., 278, n.23).</p>
<p>48 Christopher Hill, O Eleito de Deus: Oliver Cromwell e a Revolução Inglesa (São Paulo: Companhia das Letras, 1990), 196-197. Para o impacto das doutrinas reformadas da criação e providência no surgimento das ciências modernas ver J. Hooykaas, A Religião e o Desenvolvimento da Ciência Moderna (Brasília: Universidade de Brasília, 1988).</p>
<p>49 George, Teologia dos Reformadores, 213. É significativo ver que Calvino só dedicou 65 páginas a este assunto, tendo escrito 69 páginas sobre a oração, que é o capítulo precedente. Ver João Calvino, As Institutas ou Tratado da Religião Cristã, 3.20-24, 314-449. Isto em mais de 1500 páginas! A eleição, em vez de ser considerada juntamente com a providência de Deus, encerra sua consideração sobre a salvação, depois da fé, regeneração e justificação, como explicação de como e porque podemos chegar à fé, ensinando-nos a ver a salvação como o triunfo da livre graça de Deus e base de nosso louvor, segurança, humildade e serviço. Ver, sobre este ponto, R. C. Sproul, Eleitos de Deus (São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1998), 12-13: “É importante para nós vermos que a doutrina da predestinação não foi inventada por João Calvino. Não há nada na visão de Calvino sobre a predestinação que não tenha sido proposto anteriormente por Lutero, e por Agostinho antes dele (&#8230;). É digno de nota que, em seu famoso tratado sobre teologia, As Institutas da Religião Cristã, João Calvino escreveu escassamente sobre o assunto. Lutero escreveu mais sobre a predestinação do que Calvino.”</p>
<p>50 Hill, O Eleito de Deus, 198, 205.</p>
<p>51 Ruth Rouse e Stephen C. Neill, eds., A History of the Ecumenical Movement, 1517-1948 (Londres: SPCK, 1954), 82, 146. Citado por Páraic Réamon, “A Reformed Vision of Unity,” Reformed World 47/2 (1997), 91.</p>
<p>52 Em parte, a Reforma do século XVI é fruto das tensões existentes dentro do sistema teológico de Agostinho (354-430) entre sua soteriologia (sua doutrina da salvação) e sua eclesiologia (sua doutrina da igreja). Ver R. K. McGregor Wrigth, No Place for Sovereignty: What´s Wrong with Freewill Theism (Downers Grove, Illinois: IVP, 1996), 22-24. Ver também Colin Brown, Filosofia e Fé Cristã: Um Esboço Histórico desde a Idade Média até o Presente (São Paulo: Vida Nova, 1989), 13-15.</p>
<p>53 Ele expôs o que C.S. Lewis (1898-1963) chamaria de “cristianismo puro e simples.” Para uma avaliação judiciosa da teologia de Richard Baxter (1615-1691), ver o capítulo “A Doutrina da Justificação — Desenvolvimento e Declínio entre os Puritanos”, em Packer, Entre os Gigantes de Deus, 163-176.</p>
<p>54 William Ames (1576-1633), nascido na Inglaterra, foi professor na Universidade de Franeker, na Holanda, e conselheiro do presidente do Sínodo de Dort, Johannes Bogerman, sendo um dos fundadores do congregacionalismo entre os puritanos, exercendo profunda influência entre eles na Nova Inglaterra (ver William Ames, The Marrow of Theology [Grand Rapids: Baker Book House, 1997]). Esta obra, que ensina a “doutrina de viver para Deus” era usada como livro-texto de teologia pelos alunos dos Colégios de Harvard e Yale, ao tempo de sua fundação. Cotton Mather (1663-1728), de Boston, o chamou de “aquele doutor profundo, sublime, sutil, irrefutável — sim, aquele doutor angelical.”</p>
<p>55 Ver o capítulo “João Calvino e George Whitefield” em Lloyd-Jones, Os Puritanos, 130-131.</p>
<p>56 Como, num contexto diferente, Henri Strohl provou muito bem em sua obra O Pensamento da Reforma (São Paulo: ASTE, 1967). O mesmo ponto é enfatizado por R. C. Sproul, Como Viver e Agradar a Deus – Um Guia Prático para a Vida Cristã (São Paulo: Cultura Cristã, 1998), 203-207.</p>
<p>57 Para um interessante pano de fundo para esta declaração, ver D. M. Lloyd-Jones, Cartas 1919-1981 (São Paulo: PES, 1996), 241-246. Trata-se da correspondência de Lloyd-Jones com Klass Runia e John Schep, e sua tentativa de mediação num debate ocorrido na Igrejas Reformadas da Austrália, em 1969, sobre o significado da expressão “derramamento do Espírito” e suas implicações para uma teologia do avivamento. Sobre a posição de Lloyd-Jones ver Augustus Nicodemus Lopes, “Martyn Lloyd-Jones, John Stott e 1 Co 12.13: O Debate sobre o Batismo com o Espírito Santo”, Fides Reformata 1/1 (Jan-Jun 1996), 11-24.</p>
<p>58 Heber C. de Campos, “Crescimento da Igreja: Com Reforma ou com Reavivamento?,” Fides Reformata 1/1 (Jan-Jun 1996), 34-47.</p>
<p>59 W. A. Hoffecker, “Cisma da Nova Luz,” em Walter A. Elwell, ed., Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, I:286-287. Ver também Frans Leonard Schalkwijk, “Aprendendo da História dos Avivamentos,” Fides Reformata 2/2 (Jul-Dez 1997), 61-68.</p>
<p>60 Para a situação da igreja no Brasil, ver o excelente artigo de J. Scott Horrel e Ziel Machado, “Overview of Brazilian Theology”, Vox Scripturae 7/1 (1997), 85-111.</p>
<p>ENGLISH ABSTRACT</p>
<p>The purpose of this article is to demonstrate that the English Puritan movement was actually an expansion of Calvin’s theology and practice and not a deviation from them. There have been recently several attempts to set the historical Reformed confessions over against the teachings of the great reformer and thus to discredit them. These attempts are partially due to the influence of neo-orthodoxy. A brief evaluation of the validity of such claim is offered in this article. The author’s conclusion is that Reformed piety, as reflected in the historical confessions, stands as an abiding standard of reformation and revival.</p>
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		<title>O Estado de São Paulo: Pastores vêem no caso Renascer chance para se diferenciar</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jan 2007 15:40:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Pellegrini</dc:creator>
				<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Mauro Pellegrini]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo publicado no jornal &#8220;O Estado de São Paulo&#8221;, do dia 28/01/2007, página A22: Líderes evangélicos receiam preconceito generalizado, mas avaliam que episódio é didático Pastores estão fazendo o balanço dos estragos que a prisão de Sonia e Estevam Hernandes, fundadores da Igreja Renascer em Cristo, causa à imagem dos evangélicos no País. Mesmo preocupados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Artigo publicado no jornal &#8220;O Estado de São Paulo&#8221;, do dia 28/01/2007, página A22:<br />
<strong>Líderes evangélicos receiam preconceito generalizado, mas avaliam que episódio é didático</strong></p>
<p>Pastores estão fazendo o balanço dos estragos que a prisão de Sonia e Estevam Hernandes, fundadores da Igreja Renascer em Cristo, causa à imagem dos evangélicos no País. Mesmo preocupados com o potencial do episódio para alimentar preconceitos, há quem perceba uma oportunidade para diferenciar gato de lebre ou, na linguagem bíblica, o joio do trigo.</p>
<p><span id="more-196"></span>“Para quem não conhece a imensa diversidade do meio evangélico, um escândalo desses acaba respingando em todo mundo”, avalia o pastor Ricardo Gondim, presidente da Assembléia de Deus Betesda, fundada em 1981 em Fortaleza (CE) e hoje com 83 congregações em todo o País. “Até porque são Igrejas como a Renascer que têm mídia, você vê a TV Gospel funcionando como se nada tivesse acontecido, numa atitude cínica, quase de desdém.”</p>
<p>Para Ricardo Agreste, pastor da Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera, em Campinas, os prejuízos são pesados. “O caso Renascer fortalece a visão do público em geral de que pastores são indivíduos sem caráter que fazem uso da boa-fé e da ingenuidade das pessoas para construir impérios eclesiásticos e fortunas pessoais”, afirma.</p>
<p>Mesmo assim, alguns líderes celebram a situação como chance para se diferenciar do neopentecostalismo &#8211; caracterizado pela chamada Teologia da Prosperidade -, que há muito incomoda denominações protestantes históricas (como batistas, metodistas e presbiterianos) e Igrejas pentecostais tradicionais (como a Assembléia de Deus).</p>
<p>A Teologia da Prosperidade é uma doutrina que ganhou impulso no Brasil na década de 1990. Prega que os cristãos, por serem filhos de Deus, têm direito a bens materiais e que as Igrejas devem ocupar agressivamente espaços na mídia e na vida política para propagar o evangelho.</p>
<p>Numa paródia do que o sociólogo Max Weber definiu no início do século passado como a “ética protestante” &#8211; o trabalho duro e uma vida sem luxo nem lazer como marcas do fiel -, seu pressuposto é que a fé é demonstrada pela capacidade de consumo, saldo na conta bancária, número de carros importados na garagem e ausência de doenças.</p>
<p>“As pessoas talvez comecem a perceber que as premissas da Renascer e congêneres são falsas”, diz Gondim. “O caso coloca em xeque a Teologia da Prosperidade e mostra que só se mantém o discurso com artifícios ilegais.”</p>
<p>Para Mauro Pellegrini, pastor da Igreja Cristã da Trindade e pesquisador da Agência de Informações Religiosas (Agir), o preconceito é compreensível. “As pessoas são inteligentes, olham para a ‘igreja’ e percebem um negócio. Ora, uma empresa, antes de qualquer coisa, visa ao lucro.”</p>
<p>PERSEGUIÇÃO</p>
<p>A reação de líderes da Renascer é invocar textos bíblicos que falam sobre perseguição. Um dos prediletos é um texto da segunda carta de Timóteo: “Todo aquele que quiser viver piedosamente em Cristo Jesus padecerá perseguições”.</p>
<p>Mas Ariovaldo Ramos, pastor da Comunidade Cristã Reformada e presidente da ONG Visão Mundial, faz questão de ressaltar que a Bíblia fala sim de perseguição, porém com ressalvas fundamentais: “Há um trecho de uma das cartas do apóstolo Pedro que diz assim: ‘Serão felizes se forem maltratados por seguirem a Cristo. Que ninguém tenha de ser castigado por matar, por ser ladrão, por difamar, ou por se meter na vida alheia. Mas se alguém sofre por ser cristão, não se envergonhe por isso’”.</p>
<p>Ex-presidente da Associação Evangélica Brasileira (AEvB), uma tentativa frustrada de representar o mosaico evangélico no País, Ramos lamenta a falta que faz uma “CNBB evangélica”: “Se a AEvB tivesse vingado, sem dúvida o divisor de águas seria nítido. A perseguição que a Bíblia reputa por honrosa é aquela que sofremos por crer em Cristo, por anunciar sua mensagem e por praticar o seu padrão de justiça”.</p>
<p>Gondim vai mais longe em sua tese de que os escândalos no meio evangélico podem ser profiláticos. “Jesus disse: ‘é mister que venham os escândalos’. Quando diz ‘é mister’, é porque é bom que venham, para que no refluxo a gente ponha o pé no chão e veja que esses grandes shows de milhares de convertidos são muita casca e pouco conteúdo.”</p>
<p>TRANSPARÊNCIA</p>
<p>Há também vozes na comunidade evangélica que recomendam o máximo de transparência para rebater a onda de más notícias que abala a credibilidade das Igrejas. “Esse momento em que suspeitas são levantadas é muito propício para que todas as Igrejas e organizações evangélicas venham a público e façam conhecidos seus números”, afirma Douglas Monaco, secretário-geral da ONG Portas Abertas, uma espécie de Anistia Internacional cristã dedicada a monitorar casos de perseguição religiosa em mais de 50 países.</p>
<p>Com sede na Holanda, a Portas Abertas está no País desde 1978, onde é mantida por 11.600 doadores. As contas da Portas Abertas são auditadas anualmente.</p>
<p>Carlos Alfredo de Souza, membro da Igreja Aliança Cristã e Missionária, em São Paulo, se diz pessimista quanto a essa conversão à transparência. Para ele, em geral os evangélicos estão mais interessados em “entregar o dízimo”, como um investimento que garante retorno divino, do que em como os recursos são aplicados. “Isso reflete como os brasileiros lidam com impostos, nós vemos os caras roubarem e não fazemos nada.”</p>
<p>por <em>Ricardo Muniz</em></p>
<p>ref: <a href="http://txt.estado.com.br/editorias/2007/01/28/ger-1.93.7.20070128.3.1.xml" target="_blank">http://txt.estado.com.br/editorias/2007/01/28/ger-1.93.7.20070128.3.1.xml</a></p>
<p>Estas são as miniaturas da página da matéria, com fotos dos pastores Ricardo Gondim e Ariovaldo Ramos.</p>
<p><img id="image193" src="http://www.caminhocristao.com/wp-content/uploads/2007/01/q1.miniatura.jpg" alt="Foto 1" width="67" height="96" /></p>
<p><img id="image194" src="http://www.caminhocristao.com/wp-content/uploads/2007/01/q2.miniatura.jpg" alt="Foto 2" width="69" height="96" /></p>
<p><img id="image195" src="http://www.caminhocristao.com/wp-content/uploads/2007/01/q3.miniatura.jpg" alt="Foto 3" width="93" height="96" /></p>
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		<title>Agostinho e Pelágio</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jan 2007 11:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian Reichel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agostinho]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Agostinho é quem nos deu a Reforma&#8221;. Assim escreveu B. B. Warfield em sua avaliação da influência de Agostinho na história da igreja. Não foi somente porque Lutero era um monge agostiniano, ou porque Calvino citou Agostinho mais do que qualquer outro teólogo, que tenha provocado a observação de Warfield. Mais ou menos era porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Agostinho é quem nos deu a Reforma&#8221;. Assim escreveu B. B. Warfield em sua avaliação da influência de Agostinho na história da igreja. Não foi somente porque Lutero era um monge agostiniano, ou porque Calvino citou Agostinho mais do que qualquer outro teólogo, que tenha provocado a observação de Warfield. Mais ou menos era porque a Reforma testemunhou o triunfo final da doutrina agostiniana da graça sobre o legado da visão pelagiana sobre o homem.</p>
<p><span id="more-125"></span> O humanismo, em as suas formas sutis, recapitula o pelagianismo sem a camada de verniz contra o qual Agostinho combateu. Embora Pelágio fora condenado como um herege por Roma e &#8211; em sua forma modificada &#8211; o semi-pelagianismo foi condenado do mesmo modo pelo Concílio de Orange em 529 d.C., as suposições básicas desta visão persistiram durante toda a história da igreja para reaparecer no catolicismo medieval, no renascimento, no humanismo, no socinianismo, no arminianismo e no liberalismo moderno. O embrião do pensamento de Pelágio sobrevive hoje não como um traço ou uma influência pela tangente, mas é intrínseco na igreja moderna. Certamente, a igreja moderna por ela é mantida prisioneira.</p>
<p>Qual era o assunto chave entre Agostinho e Pelágio? O coração do debate centrou-se na doutrina do pecado original, particularmente com respeito à pergunta sobre a extensão na qual a vontade do homem caído é &#8220;livre&#8221;. Adolph Harnack disse:</p>
<p>&#8220;Nunca, talvez, houve uma outra crise de igual importância na história da igreja em que os oponentes expressaram os princípios sobre o assunto de modo tão claro e abstrato. Apenas a disputa de Ário antes do Concílio de Nicéia pode ser a ela comparada”. (História de Agmer V/IV/3)</p>
<p>A controvérsia começou quando o monge britânico Pelágio se opôs à famosa oração da agostiniana Roma: &#8220;Concedeste porque tu ordenaste, e ordenaste o que desejaste&#8221;. Pelágio ficou horrorizado com a idéia de que um presente divino (graça) é necessário para executar o que Deus ordena. Para Pelágio e seus seguidores a responsabilidade implica sempre em capacidade. Se o homem tiver a responsabilidade moral de obedecer à lei de Deus, deve também ter a capacidade moral de fazê-la.</p>
<p>Harnack sintetiza o pensamento pelagiano:</p>
<p>A &#8220;natureza, o livre-arbítrio, a virtude e a lei, estes definiram estritamente e o fizeram independentemente da noção de Deus &#8211; eram as palavras-chave do Pelagianismo: a virtude adquirida por si mesma é o bem supremo que é seguido pela recompensa. A religião e a moralidade encontram-se na esfera do espírito livre; realizam-se em todo o momento pelo esforço próprio do homem”.</p>
<p>A diferença entre pelagianismo e semi-pelagianismo é mais uma diferença de grau do que de tipo. Para ter certeza, superficialmente parece que há uma diferença enorme entre os dois, particularmente com respeito ao pecado original e à dependência dos pecadores em relação à graça. Pelágio negou categoricamente a doutrina do pecado original, argumentando que o pecado de Adão afetou apenas Adão e que as crianças ao nascer estão no mesmo estado que Adão antes da queda. Pelágio argumentou também que embora a graça pudesse facilitar a realização do que é correto, não é necessária a essa finalidade. Também insistiu que a natureza constitutiva da humanidade não é conversível; é indestrutivelmente boa.</p>
<p>Mais do que contra Pelágio, o semi-pelagianismo tem uma doutrina do pecado original na qual a humanidade é considerada caída. Conseqüentemente a graça facilita não somente a virtude, ela é necessária à virtude para seguir. A natureza do homem pode ser mudada e foi mudada pela queda.</p>
<p>Entretanto, no semi-pelagianismo remanesce uma capacidade moral dentro do homem que não é afetada pela queda. Nós chamamos isso uma &#8220;ilha de justiça&#8221; pela qual o pecador caído tem ainda a habilidade inerente de se inclinar ou se mover para cooperar com a graça de Deus. A graça é necessária, mas não necessariamente eficaz. Seu efeito depende sempre da cooperação do pecador com ele pela virtude do exercício da vontade.</p>
<p>Não foi acidentalmente que Martinho Lutero considerou &#8220;A Escravidão da Vontade&#8221; como seu livro mais importante. Viu em Erasmo um homem que, apesar de seus protestos pela tese contrária, fosse um pelagiano em roupagem católica. Lutero viu que o que há por trás da controvérsia entre mérito e da graça, e entre fé e obras era de que grau a vontade do ser humano é escravizada pelo pecado e em que grau nós somos dependentes da graça para nossa redenção. Lutero argumentou a partir da Bíblia que a carne não lucra nada, e que este &#8220;nada&#8221; não é um simples “algo”.</p>
<p>A visão de Agostinho da queda foi oposta tanto ao Pelagianismo como ao semi-pelagianismo. Ele disse que a humanidade é uma massa peccati, uma &#8220;corja de pecado”, incapaz de levantar-se da morte espiritual. Para Agostinho o homem não pode mais mover ou inclinar a si mesmo a Deus tanto quanto um copo vazio pode se encher. Para Agostinho o trabalho inicial da graça divina pelo qual a alma é liberta da escravidão do pecado é soberano e operativo. Está certo de que nós cooperamos com esta graça, mas somente após o trabalho divino inicial de redenção.</p>
<p>Agostinho não negou que o homem caído tenha ainda vontade e que essa vontade é capaz de fazer escolhas. Discutiu que o homem caído tem ainda um livre-arbítrio (liberium arbitrium), mas perdeu sua liberdade moral (libertas). O estado do pecado original nos deixa na vil condição de sermos incapazes de nos abster do pecado. Nós podemos ainda escolher o que desejamos, mas nossos desejos restam acorrentados por nossos maus impulsos. Argumentou que a liberdade que resta na vontade conduz sempre ao pecado. Assim na carne nós estamos livres somente para pecar: uma liberdade oca, na realidade. É liberdade sem liberdade, uma escravidão moral real. A liberdade verdadeira pode somente vir de nada nosso, mas do trabalho de Deus na alma. Conseqüentemente nós somos não somente em parte dependentes da graça para nossa conversão, mas totalmente dependentes da graça.</p>
<p>Os evangélicos modernos passaram pela Reforma cujas raízes foram plantadas por Agostinho, mas hoje toda a visão reformada e agostiniana da graça é completamente oculta no cristianismo evangélico. Onde Lutero triunfou no século XVI, gerações subseqüentes deram assentimento a Erasmo.</p>
<p>Os evangélicos modernos repudiam o Pelagianismo sem a camada de verniz e freqüentemente também o semi-pelagianismo. Insiste-se que a graça é necessária para a salvação e que o homem está caído. A vontade é reconhecida por ser enfraquecida severamente mesmo a ponto de ser de &#8220;dependente noventa e nove por cento&#8221; da graça para sua redenção. Mas esse um por cento de capacidade moral não afetada ou do poder espiritual que se transforma a diferença decisiva entre a salvação e a perdição é o elo que preserva a corrente a Pelágio. Nós não ficamos livres do cativeiro pelagiano à igreja.</p>
<p>Que um por cento é o &#8220;pequeno algo&#8221; que Lutero procurou demolir porque remove o sola do sola gratia e finalmente o sola do sola fide. A ironia pode estar em que, embora o moderno cristianismo evangélico denuncie alta e repetidamente o humanismo como o inimigo mortal do cristianismo, ele entretém uma visão humanista do homem e da sua vontade em seu núcleo mais profundo.</p>
<p>Nós necessitamos de um Agostinho ou de um Lutero nos fale novamente para que não ocorra de a luz da graça de Deus ser apenas obscurecida, mas também suprimida em nosso tempo.</p>
<p>Traduzido por Cleber Olympio, conforme originalmente publicado em <a target="_blank" href="http://www.monergism.com/thethreshold/articles/onsite/Augustine.html">http://www.monergism.com/thethreshold/articles/onsite/Augustine.html</a><br />
Ref: <a target="_blank" href="http://www.militar.cristao.nom.br/estudosint.php?id=49">http://www.militar.cristao.nom.br/estudosint.php?id=49</a></p>
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		<title>Natal: História ou Estória ?</title>
		<link>http://www.caminhocristao.com/2006/11/natal-historia-ou-estoria/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Nov 2006 19:56:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[evangelismo]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao invés de uma &#8220;estória&#8221; de Natal vou contar uma &#8220;história&#8221; de Natal, mas prepare-se porque é uma história diferente. Não é cheia de estrelinhas cantantes e pastorzinhos saltitantes como em presépio, nem tem fadas e duendes ajudando o Papai Noel, como o comércio sugere, mas é a verdadeira história do Natal. Era uma vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao invés de uma &#8220;estória&#8221; de Natal vou contar uma &#8220;história&#8221; de Natal, mas prepare-se porque é uma história diferente. Não é cheia de estrelinhas cantantes e pastorzinhos saltitantes como em presépio, nem tem fadas e duendes ajudando o Papai Noel, como o comércio sugere, mas é a verdadeira história do Natal.</p>
<p><span id="more-123"></span><em>Era uma vez – há muito tempo, sem neve e nem dezembro – alguns homens sábios – ninguém sabe se eram três – que chegaram do Oriente a Israel para visitar a criança que tinha nascido para ser Rei de Israel. </em></p>
<p><em>Como eles souberam do nascimento? </em></p>
<p><em>Bem, foi Deus quem revelou isso e usou uma estrela para guiá-los. </em></p>
<p><em>Um cometa? </em></p>
<p><em>Não acredito. </em></p>
<p><em>Já viu um cometa que às vezes anda e às vezes pára sobre uma casa?</em></p>
<p><em>Chegando em Jerusalém, os sábios descobriram que estavam com um probleminha. Israel já tinha um rei, Herodes, que não queria nem um pouco descer do trono. Ele ficou perturbado, e não apenas ele, mas toda a população de Jerusalém. </em></p>
<p><em>Já viu isso? Todo mundo ficar perturbado porque outro Rei iria tomar o lugar de Herodes? </em></p>
<p><em>Pois é, ninguém queria Jesus. O pessoal era da opinião de que em time que está ganhando bem não se mexe.</em></p>
<p>Esta história você encontra nos Evangelhos, principalmente em Mateus. Em outro lutar aparece o que as pessoas de Jerusalém estavam realmente pensando: &#8220;Não queremos que este reine sobre nós&#8221;. (Lucas 9:14)</p>
<p>Isso não é novidade nenhuma. A gente já nasce assim, inimigos de Deus e de Cristo. (Romanos 5:10)</p>
<p>Mas vamos continuar nossa verdadeira história do Natal.</p>
<p>O rei Herodes mandou os principais sacerdotes e escribas – os teólogos e doutores da época – pesquisarem o que estava escrito nas profecias dos antigos profetas.</p>
<p>Sabe o que acharam? &#8220;E tu, Belém, terra de Judá, De modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá; Porque de ti sairá o Guia Que há de apascentar o meu povo de Israel.&#8221; (Mateus 2:6)</p>
<p>Aí o rei armou um plano. Perguntou aos sábios – <em>é esta a interpretação correta para a palavra &#8220;magos&#8221;</em> – quando foi que viram a estrela, para poder calcular direitinho a data de nascimento do novo Rei, e pediu que avisassem quando encontrassem a criança.<br />
Herodes disse que queria ir até lá adorar o menino, mas o que ele queria mesmo era matá-Lo.</p>
<p>Percebeu como a história da paixão e morte de Cristo começou muito tempo antes? A verdadeira história do Natal tem seu desfecho na cruz do Calvário.</p>
<p>Finalmente os sábios, guiados pela estrela, chegaram à casa onde estava o menino.</p>
<p>Casa?</p>
<p>Isso mesmo, casa.</p>
<p>Ué?!</p>
<p>E a história da cocheira, da manjedoura, do burrinho e da vaquinha de presépio?</p>
<p>Ou cadê a gruta de algumas versões?</p>
<p>Bem, Jesus nasceu mesmo num lugar humilde, provavelmente numa cocheira, e seu primeiro berço foi uma manjedoura.</p>
<p>Por que?</p>
<p>Oras, porque não havia lugar para Ele em nenhuma estalagem (Lucas 2:6).<br />
Na maioria dos corações das pessoas hoje ainda está escrito &#8220;NÃO HÁ VAGA&#8221; para Jesus.<br />
E no seu?</p>
<p>Sinto ter estragado aquela idéia romântica que você tinha do presépio, mas a verdade é que quando os sábios chegaram com seus presentes José, Maria e Jesus já estavam numa casa e provavelmente o menino era bem crescidinho, pois os sábios não vieram do Oriente de avião, mas caminhando ou montados em animais.</p>
<p>Meses se passaram entre o nascimento e sua chegada a Belém.</p>
<p>Surpreso? Então veja só o que Herodes fez.</p>
<p>Quando os sábios não voltaram para lhe dar notícia – Deus avisou para que voltassem por outro caminho – ficou furioso. Tão furioso que mandou seus guardas a Belém para matarem todos os meninos da cidade e arredores com idade até dois anos.</p>
<p>Isso mesmo, todos os meninos de Belém e vizinhança com até dois anos de idade. Aquelas crianças não receberam a visita de Papai Noel com um saco de presentes, mas dos soldados para matá-las com espadas e lanças. O primeiro e verdadeiro Natal foi de extermínio em massa. Enquanto isso, avisados por Deus, José e Maria fugiam para o Egito levando o menino Jesus, que devia ter até dois anos de idade.</p>
<p>Você já percebeu que o mundo daquela época não desejava nem um pouco Jesus – nem Herodes, nem o povo, nem os sacerdotes e escribas, nem os soldados. Percebe que são as mesmas classes de pessoas – governo, povo, religião, sábios e militares – que aparecem na cena da crucificação? Nem o mundo nem as pessoas mudaram nesses 2 mil anos. &#8220;Não queremos que este reine sobre nós&#8221; (Lucas 19:14) continua sendo o que a maioria das pessoas realmente diz para Jesus.Em nossa época as pessoas continuam também matando crianças, como aquele menino que Jesus tomou em seu colo:</p>
<p>&#8220;E Jesus, chamando um menino, o pôs no meio deles, e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus. E qualquer que receber em meu nome um menino, tal como este, a mim me recebe. Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar.&#8221; (Mateus 18:2-6)<br />
É isso. Este mundo não é nenhuma Disneylândia, as pessoas não mudaram e nem vão mudar a menos que&#8230;</p>
<p>Bem, o evento mais importante da vinda de Jesus a este mundo não foi Seu nascimento, mas Sua morte.</p>
<p>Ele morreu para que aqueles que crêem nEle pudessem nascer de novo – um novo nascimento espiritual – com um coração limpinho, do jeito que Deus gosta.</p>
<p>Para isso Jesus teve que pagar por nossos pecados na cruz, substituindo aqueles que O aceitam como Salvador.Então não é ficando bonzinho que a gente vai para o céu?</p>
<p>Bem, talvez você ganhe mais presentes de Natal ficando bonzinho, mas nunca vai ganhar a salvação eterna tentando fazer isso.</p>
<p>Primeiro, porque a salvação é um presente de Deus, é grátis porque Jesus pagou seu preço na cruz. Segundo, porque ninguém consegue ser bonzinho o suficiente – o padrão é o próprio Deus – para chegar lá. Deus salva e transforma aqueles que vão a Cristo com todos os seus defeitos, pecados, vícios, problemas. Ele sabe exatamente o que cada um está passando.</p>
<p>Uma vez meu pai leu em um livro a história de um médico que foi a um leprosário na África falar de Jesus aos leprosos. Quando chegou lá, viu que todos estavam sentados sobre as mãos, com os pés sob o corpo. Percebeu que escondiam os cotos que restaram das mãos e pés, mutilados pela doença. Sentiam vergonha que aquele médico todo arrumadinho visse suas deficiências, como muita gente faz tentando esconder seus problemas de Jesus.O médico ficou apavorado.</p>
<p>Como iria repetir o sermão cheio de palavras bonitinhas que preparou enquanto viajava num avião com ar condicionado? Achou melhor esquecer. Olhou para aquelas pessoas e disse algo mais ou menos assim:</p>
<p>&#8220;Eu venho de um lugar onde não passo fome, tenho casa para morar, saúde, dinheiro e muitas coisas que faltam a vocês aqui. Não sei o que é passar forme, dormir ao relento, ser leproso ou aleijado das mãos e dos pés. Então não tenho nada de mim para falar a vocês. Mas vou falar de Alguém que sabe o que vocês estão passando.</p>
<p>Sou médico, e sei que grandes pregos cravados nas mãos e nos pés mutilam. As mãos param de funcionar, os pés também. Quero dizer a vocês que Jesus um dia ficou com suas mãos e pés mutilados, pregados numa cruz. Morreu ali, sem poder se mexer, totalmente inválido, por mim e por vocês. Ele sabe muito bem o que vocês estão passando. É para Ele que vocês devem olhar, é nEle que devem crer. Ele entende o que vocês estão passando.&#8221;</p>
<p>Quando terminou de falar, todas aquelas pessoas – homens e mulheres, velhos e jovens, meninos e meninas – levantaram suas mãos expondo suas mutilações. Não queriam mais esconder seus problemas de Jesus. Ele os conhecia bem.</p>
<p><strong>&#8220;Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.&#8221;</strong> João 3:16-18</p>
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		<title>Impedimentos físicos dos Sacerdotes</title>
		<link>http://www.caminhocristao.com/2006/10/impedimentos-fisicos-dos-sacerdotes/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Oct 2006 17:43:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[estudos diversos]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;&#8230;Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala a Arão, dizendo: Ninguém da tua semente, nas suas gerações, em quem houver alguma falta, se chegará a oferecer o pão do seu Deus; Pois nenhum homem em quem houver alguma deformidade se chegará: Como homem cego, ou coxo, ou de nariz chato, ou de membros demasiadamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;&#8230;Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala a Arão, dizendo: Ninguém da tua semente, nas suas gerações, em quem houver alguma falta, se chegará a oferecer o pão do seu Deus; Pois nenhum homem em quem houver alguma deformidade se chegará:<br />
Como homem cego, ou coxo, ou de nariz chato, ou de membros demasiadamente compridos, ou homem que tiver o pé quebrado, ou quebrada a mão, ou corcovado, ou anão, ou que tiver belida no olho, ou sarna, ou impigens, ou que tiver testículo quebrado; Nenhum homem da semente de Arão, o sacerdote, em quem houver alguma deformidade, se chegará para oferecer as ofertas queimadas do SENHOR; falta nele há; não se chegará para oferecer o pão do seu Deus&#8230;&#8221;</em> (Lv.21:16-21).</p>
<p><span id="more-63"></span><br />
Dentro dos regulamentos estabelecidos para o exercicio do sacerdócio no AT. existiam certos requisitos de índole física que se deviam ter muito em conta para poder o sacerdote exercer o sacerdócio.</p>
<p>Estes impedimentos físicos são em nosso tempo aplicados no aspecto espiritual ao ministro do evangelho, porque se fisicamente impediam exercer a cabalidade do sacerdócio aqueles, espiritualmente o ministro (ou cristão em geral) que tenha algum destes defeitos em seu aspecto espiritual, também lhe sera impedido o exercício de seu ministério ( ou servir no altar).</p>
<p>No versículo 18 vemos 12 defeitos, que aplicados os anteriores defeitos físicos aos ministros ( ou cristão de um modo geral) temos:</p>
<p>1. <strong>Cego</strong>: pessoa privada da vista. Em Mateus 15:14 vemos a sábia dissertação de Cristo, quando afirma que se um cego guiar a outro cego ambos acabarão caindo no buraco. &#8220;&#8230;Deixai-os; são condutores cegos; ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova&#8230;&#8221;. no campo espiritual o mesmo pode ocorrer seja com um ministro ou com o presidente dos jovens ou qualquer que pela graça de Deus tenha um cargo e lhe falte a visão espiritual; não pode guiar e conduzir a Igreja e muito menos convidar aos pecadores a seguir o caminho de Deus (Rm.2:17-21). Os dirigentes da obra do Senhor, devemos ter uma boa visão para administrar a Igreja com claridade, porque só assim podemos enfrentar as diversas situações que nos é apresentadas. A claridade de uma visão espiritual, lhe permite ver e analisar com sã consciência todos os aspectos da obra que esta administrando, para trabalhar com eficácia e imparcialidade nos problemas do povo. O sacerdote Eli já não podia ver, por tanto era necessário substitui-lo por outro que tivesse todas as faculdades de visão tanto físicas como espirituais (1Sm.3:2). &#8220;AQUELE QUE NÃO CONSEGUE VER SEUS PROPRIOS ERROS CORRE PERIGO O SEU MINISTERIO&#8221; &#8220;&#8230;Quem pode entender os próprios erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos&#8230;&#8221; (Sl.19:12).</p>
<p>2. <strong>Coxo</strong>: aquele que caminha com desigualdade por algum defeito na perna. A coxeadura faz perder a estabilidade do corpo. O coxo se cansa facilmente e tem erros em seu ministério, tende a desviar-se facilmente e tem que ser ajudado por alguém (Hb.12:13). Um orientador coxo que tem erros em seu ministério tende a desviar-se facilmente do caminho da pregação e é um verdadeiro fracasso. O ministro não deve coxiar e nem ter altos e baixos em sua vida espiritual e muito menos administrativa; deve ser uma pessoa convencida e segura de si mesmo em sua estabilidade moral e espiritual: se sequer que a congregação também caminhe com passos firmes (Sl.17:5; 2Pe.1:10; Cl.1:10; Gl.5:16) aquele que esta comprometido com o Senhor, deve reter-se com firmeza seus passos na sã doutrina (2Ts.2:15; 2Tm.1:13; 1Tm.6:3; Tt.1:9).</p>
<p>3. <strong>Mutilado</strong>: Amputada alguma parte do corpo. Que lhe falta alguma parte do corpo por ação de operação. No sentido espiritual possivelmente como administradores (colaboradores) nos faz muita falta de Deus, porem Ele se pode remediar se existe uma verdadeira maneira de consagração e dedicação ao serviço do Santo ministério. Porem o que diremos se por falta de diligencia na oração e no estudo da Palavra de Deus, apresentamos um sermão pelas metades, um sermão mutilado devido a falta de preparação, incluso e despropositado? Ou se por acaso administramos a herdade do nosso Deus buscando nosso próprio bem e deixando todo o que é concernente a administração da obra para a última hora. Nós que temos que ver com a administração (serviço nos mais variados cargos), da obra do Senhor; pastores, diáconos, e diretivas locais devemos ter muito cuidado em não deixarmo-nos amputar ou mutilar pelo inimigo de nossas almas, quando ele quer induzir-nos ao egoísmo e a inveja, semeando no coração a desídia e a preguiça pelas coisas do Senhor. O ministro do evangelho deve preocupar-se no estudo e na leitura sistemática da palavra de Deus (1Tm.4:13); para que não tenha do que se envergonhar (2Tm.2:15; 2Tm.4:2); fazendo isto estaremos completos em todo o crescimento e na graça diante do Senhor inteiramente e sem temor de mutilações preparando-nos e exercitando-nos para toda a boa obra (2Tm.3:17) &#8220;&#8230;E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo principado e potestade&#8230;&#8221; (Cl.2:10).</p>
<p>4. <strong>Membros demasiadamente cumpridos (Sobrado)</strong>: O que tem abundancia, exceder que tem mais do que o necessário. A luz do que estamos vendo se pode diferenciar o ponto anterior, mutilado e o presente sobrado. O Sacerdote fisicamente teria que ter perfeição, não lhe deveria faltar nada, nem tão pouco sobrar fisicamente teria que ser perfeito e completo. No sentido espiritual o administrador das herdades de Deus deve ser muito prudente e humilde nas apreciações de si mesmo (Rm.12:3-18; Gl.5:26; Fp.2:3-4). Existe aqueles que em certos momentos se esquecem que somente são servidores do Senhor e deixam ressaltar o espirito de soberbia, do &#8220;EU&#8221;, e do pessoalismo, chega a pensar de si mesmo como o melhor pregador, o mais eloqüente só ele é capaz de administrar bem, para o ministro ou líder ou diácono etc. sobrado, nenhum companheiro trabalha, ordena ou administra ou faz algo como ele faz, se tem como o melhor e em todas as partes e em todos os assuntos se intromete sem que nada lhe chame (Pv.18:1-2). Neste caso é importante pensarmos nas palavras do Senhor Jesus Cristo com respeito ao serviço e ao que somos. &#8220;&#8230;Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer&#8230;&#8221; (Lc.17:10). O anterior parte de um principio de humildade e negação de si mesmo. No serviço ao Senhor nenhum é maior que o outro, já que estamos trabalhando para o mesmo Senhor que deu a todos a mesma ordem (Mc.16:16). O apostolo Paulo tem toda a razão em declarar no capitulo 3:5-10. a historia bíblica nos apresenta como exemplo no caso de um ministro sobrado que não permita que os irmãos prosperem na sua vida espiritual. Diotrefes é o nome deste dirigente que como ele se pode encontrar alguns deste em nosso meio hoje em dia, que impedem as atividades dos dirigentes ou lideres por temor de serem superados. Diotrefes foi provavelmente bispo daquela Igreja a quem João escrevia, que ao invés de administrar como havia mandado o Senhor (Mt.20:26-28; Jô.13:12-17). Ambicionava ter o primeiro lugar e tratava com despotismo aos fiéis. Olhemos algumas características particulares deste personagem que por seu comportamento podemos concluir que era um ministro demasiadamente &#8220;GRANDE&#8221; e por que também não dizer &#8220;MUTILADO&#8221; com seu alto conceito de si mesmo.</p>
<p>• Gosta de ter o primeiro Lugar.</p>
<p>• Não recebe aos irmãos.</p>
<p>• Parolear contra seus companheiros é o seu ministério.</p>
<p>• Aos que não são de seu agrado os expulsa da Igreja porque não se sujeitam aos seus caprichos (2Jo.1:9-10; Mt.23:11-12).</p>
<p>5. <strong>Quebradura</strong>: Greta, sinônimo de fendas aberta prolongada em um determinado corpo. Uma pessoa com quebrante que o impossibilita para exercer um determinado trabalho, por quanto esta debilitando o membro afetado. No campo espiritual tem que ter muito cuidado com as quebraduras internas em sua vida moral que não se há visto, porém que se manifestar de um momento a outro podem. Quando o ministro, líder ou um cristão em particular, cai em pecado é porque já desde a muito tempo existiam &#8220;REQUEBRANTAMENTOS&#8221; internos em sue comportamento e de antemão já havia caído (Ef.5:11-13). As gretas internas nunca devem curar-se em falso; a cura deve ser de dentro para fora, para poder ajudar a curar a moral e espiritual a um irmão que nos necessite no momento oportunuo. Todos e em todos os aspectos da vida devemos estar curados. &#8220;CUIDADO COM OS PECADOS OCULTOS!!! (Pv.10:9; 28:13-14; 1Jo.1:8-10; Sl.77:1-15)</p>
<p>6. <strong>Corcunda</strong>: Protuberância deforme nas costas ou no peito; corcova, corcovadura, bossa, geba, giba, gibosidade, cacunda. O corcunda é a pessoa inclinada para baixo por efeitos da giba ou o atulhamento na parte superior do corpo. O sacerdote antigo-testamentário não poderia ser corcunda porque a giba o impedia de olhar para cima, a altura para oferecer os sacrifícios ao Senhor Deus, cansados inclusive do movimento do dia a dia e ainda mais o culto que demandava tanta ação e movimento no aspecto dos sacrifícios e preparação dos holocaustos. Já no aspecto espiritual no que concerne ao ministério atual foi nos ensinado que como administradores da obra do Senhor, não devemos por nossos olhares nas coisas da terra, naquilo que é carnal. O ministro com corcovas tem a visão muito limitada, só olha a possibilidade de adquirir com urgência e aperto e como resulte o cargo, a casa, o sitio e sua conversação esta baseada em torno aos negócios e a conta bancaria. O ministro, separado do mundo e dedicado ao santo serviço de Deus deve olhar para cima, não tendo desejos exacerbados das coisas mundanas, aprendendo desta maneira a depender de Deus; recordando as palavras do Senhor Jesus Cristo em Mateus 6:31-34 &#8220;&#8230;Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos? (Porque todas essas coisas os gentios procuram.) Decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas; Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas; Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal&#8230;&#8221; e a exortação do apostolo Paulo quando diz: &#8220;&#8230;Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus; Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra&#8230;&#8221; (Cl.3:1-2).</p>
<p>7. <strong>Anão</strong>: [De a-4 + lat. nanu < gr. nános.]S. m. Indivíduo que apresenta nanismo (1). Personagem fictícia, de estatura diminuta, muito popular no folclore, nas lendas e nos contos infantis: 2 [Cf., nesta acepç., gnomo.] Deprec. Indivíduo de pequeno talhe; nanico, pigmeu. Deprec. Indivíduo raquítico, mirrado, enfezado. Fig. Aquele que é de pouca inteligência e/ou cultura, de escasso merecimento, insignificante (em oposição a gigante): adj. Diz-se do animal e da planta que, mesmo quando já desenvolvidos, se apresentam com tamanho muito inferior ao normal: De baixíssima estatura; enfezado, raquítico: Muito pequeno; muito baixo: Apoucado, reduzido: Fem.: anã; pl.: anões e anãos.] O sacerdote para poder exercer seu ministério teria que ter uma estatura normal, já que um sacerdote anão de menos de um metro e vinte, não poderia prestar facilmente seus serviços no santuário porque os moveis ou altares que existiam no tabernaculo geralmente mediam mais de um metro de altura. No campo ministerial atual, o ministro ou dirigente anão consiste naqueles que não aportam nada apara a edificação da Igreja, seu crescimento esta restringido pelo conformismo. Todo aquele que se auto-mesquinha, seu desenvolvimento e crescimento espiritual e evade às responsabilidades que lhe são delegadas fracassará em seu ministério; ele decresce vitima de seus próprios prejuízos quando se entrega a uma vida rotineira, pouco lhes interessa as reuniões de capacitação ou todas aquelas atividades que lhe podem servir para o desenvolvimento de seu ministério; ao parecer estão contentes e felizes com sua mediana estatura. Os que estamos comprometidos no ministerio, devemos preocuparmo-nos por crescer a cada dia no conhecimento das Sagradas Escrituras e a investigação de tudo aquilo que nos ajude para o crescimento da obra do Senhor. É bom meditar nas palavras que o escritor aos Hebreus relata: &#8220;&#8230;Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento&#8230;&#8221; (Hb.5:12). É tempo de deixarmos de sermos crianças (anãos), e mediante a verdade de Cristo que temos um crescimento normal, concertado e unido, segundo a atividade ministerial somente assim se recebe um verdadeiro crescimento e desenvolvimento (Ef.4:15-16). &#8220;&#8230;E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus&#8230;&#8221;(Rm.12:2).</p>
<p>8. <strong>Belida</strong>: Mancha na córnea, pequena carne que forma nuvem no olho comumente chamada de catarata. O sacerdote com nuvem no olho estava propenso a cair facilmente e fazer as coisas com parcialidade porque não haveria claridade nas vistas. No aspecto espiritual o líder que tenha catarata vê as coisas não muito claras e tende a julgar as coisas pelas metades. Não deve existir turbulências em nossa visão espiritual, ante esta sensação e situação de belida necessita de um toque de Deus para ver as coisas com claridade e como realmente são. Um exemplo do que é nuvem nos olhos ou belida , encontramos naquela passagem do cego de Betasida que depois do toque do Senhor via aos homens como se fossem arvores, porem via que eles andavam (Mc.8:24), somente após o segundo toque do Senhor foi restabelecida a visão por completo. Encontramos também a situação de Agar a serva de Abraão, esta mulher não era cega porem tinha nublado as suas vistas, para ver a fonte de água que estava de frente a ela, somente o toque de Deus fez com que ela visse e matasse a sua sede e a do menino (Gn.21:17-21). A nuvem tem a faculdade de tapar o sol e produzir sombras. Se no líder existem nuvens espirituais, logicamente se projetará as sombras sobre a Igreja ou o grupo que esteja dirigindo, e o sol da justiça que é Cristo não se pode projetar sobre a Igreja. A Igreja anda de acordo e conforme o ministro ande em seu aspecto espiritual. Paulo disse: &#8220;&#8230;Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo&#8230;&#8221; (1Co.11:1; Fp.3:17). O líder, ou ministro de Deus que tem a vista espiritual nítida e sem turbulências, alcança a ver mais alem de seu circulo de atuação (2Rs.6:8-19).</p>
<p>9. <strong>Sarna</strong>: Afecção cutânea contagiosa, parasitária, provocada no homem pelo Sarcoptes scabiei e nos animais, por ácaros que variam com a espécie. [Sin.: sarna e (bras., pop.) coruba ou curuba, já-começa, jareré, jereba, jereré, pereba, pira. Cf. escabiosa.] . um sacerdote sarnento colocaria a perder a solenidade do culto porque de um momento a outro teria que largar ou deixar cair ao solo o que tivesse nas mãos, para pegar algo para se coçar a intolerável coceira de sua asquerosa sarna. No aspecto ministerial o líder ou ministro do altar novo-testamentário , a sarna se lhe manifesta ou se caracteriza em intranqüilidade, desesperação ou soçobra, para realizar as coisas. Um dirigente espiritual com esta deficiência em seu caráter abre uma rachadura em qualquer parte, porem nunca se projeta a uma coisa seria, deixando desta maneira as coisas inconclusas e sem poder chegar aos objetivos . é bom pensar seriamente nas palavras de Tiago: &#8220;&#8230;O homem de coração dobre é inconstante em todos os seus caminhos&#8230;&#8221; (Tg.1:8).</p>
<p>10. <strong>Impinges</strong>: Enfermidade cutânea que consiste na erupção ou aparição de granitos ou bexiguinhas mui estreitas, se produz facilmente por irritação do fígado ou doença no sangue, com a vantagem de que assim como aparece momentaneamente , assim também é fácil o desaparecimento, por meio de qualquer calmante ou pomada refrescante. O sacerdote levitico não poderia ter impinge porque seu serviço era diário no tabernáculo, e nenhuma enfermidade como a impinge que se apresentava momentaneamente poderia perturbar seu trabalho, deprimindo-o desta maneira de suas atividades diárias. No campo ministerial é aquela deficiência que existe no comportamento pessoal do líder ou do ministro, quando facilmente se deixa levar por seu estado anêmico encolerizando-se facilmente com alguns dos que o rodeiam, esposa ou filhos; com a tremenda desvantagem de querer desquitar-se com a Igreja desde o púlpito, tendo que pedir desculpas depois pela sua ação e mal comportamento, criando desta maneira a in-certidão e a desconfiança entre os cristãos, perdendo entre o grupo ou a Igreja a autoridade. Tenha muito cuidado com a herpes espiritual (iras, contendas, zelos, dissenções, etc) estes hematomas que inesperadamente deixam ver na personalidade afetando o carater que como lideres devemos cuidar para não ir a criar uma má impressão. Os problemas pessoais, sim existem, porém não tem porque a Igreja sofrê-los, busque o dialogo e a comunicação com quem esta criando um ambiente negativo em teu ministério e resolva os problemas o mais rápido possível (Rm.12:16-18 e 21; Tg.3:13-16).</p>
<p>11. <strong>Testículo quebrado</strong>: O mesmo que estéril . Que não produz; árido, improdutivo, improlífico, improlífero, infecundo, infrutífero, infrutuoso, maninho, sáfaro: Restr. Diz-se de pessoa portadora de esterilidade.[Sin. (angol.), nesta acepç.: baco3.] Em que nada se produziu ou realizou: Que não traz vantagem ou resultado; inútil: Fig. Desprovido de imaginação, de criatividade: Med. Livre de micróbios vivos ou dos seus esporos vivedouros. Indivíduo estéril (2). [Sin. (angol.), nesta acepç.: baco3.] Material estéril (1) Pl.: estéreis. Antôn.: fértil, fecundo, produtivo, úbere. Também conhecido como Eunuco um que era impossibilitado de engendrar filhos. O sacerdote teria que ser completo, em todos os aspectos não poderia ter testículo quebrado, extirpado e muito menos ser eunuco, já que o sacerdócio era hereditário da tribo de Levi da casa de Arão, e se Arão que foi o primeiro sacerdote houvesse sido eunuco, quem então lhe haveria sucedido no sacerdócio? De aí então a necessidade e requisito indispensável que o sacerdote fosse casado (Lv.21:13). No tocante ao ministério aquele que não engendra pela palavra novas criaturas no seio da Igreja tem problemas de esterilidade espiritual, por tanto é necessário que se faça um exame para analisar a situação que se encontra. Para que uma criatura humana venha ao mundo se necessita um processo largo e delicado; não vem da noite para o dia vejamos</p>
<p>a. Disponibilidade de fertilidade dos cônjuges.</p>
<p>b. Engendramento do pai e concepção da mãe.</p>
<p>c. Começo da formação do embrião.</p>
<p>d. Feto em desenvolvimento.</p>
<p>e. Nenê formado e pronto para nascer.</p>
<p>f. Nascimento de um nenê.</p>
<p>Este mesmo processo pro-criativo tem a Igreja, e é o líder quem deve trabalhar arduamente para que novas criaturas venham a ser filhos de Deus (Jô.1:12-13), arrependendo-se e convertendo-se ao Senhor Jesus Cristo como seu salvador pessoal.</p>
<p>A Igreja é a mãe que concebe homens e mulheres, o ministro semeando a palavra nos corações humanos convidando-os a serem membros da Igreja (1Co.9:2; 4:15; 9:16; Tg.1:18).</p>
<p><strong>Concluindo</strong>: Existe algo muito importante que notar é que se havia algum sacerdote com algum destes defeitos que lhe impediam de exercer o ministerio, porém, se poderia comer o pão de Deus do santuário (Lv.21:22) porem não poderiam aproximar-se do véu no altar por causa de seus defeitos para não profanar o santuário do Senhor.</p>
<p>Esperando na vontade do Senhor que este estudo seja de benção para todos, são os desejos de seu amigo e irmão em Cristo.</p>
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		<title>Gnosticismo e suas origens..</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Sep 2006 13:47:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O período que vai de 70 a 140 foi ao mesmo tempo um período de expansão e de crise interna do judeu-cristianismo. Neste momento é que aparece sob múltiplas formas uma corrente dualista que será designada pelo nome de gnosticismo. Trata-se mesmo de um fato novo, ligado a uma situação histórica. Devemos distingui-lo da gnose que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="3"><font size="3">O período que vai de 70 a 140 foi ao mesmo tempo um período de expansão e de crise interna do judeu-cristianismo. Neste momento é que aparece sob múltiplas formas uma corrente dualista que será designada pelo nome de gnosticismo. Trata-se mesmo de um fato novo, ligado a uma situação histórica. Devemos distingui-lo da gnose que é de modo geral a corrente apocalíptica judaica e judeu-cristã. <span id="more-13"></span>O gnosticismo constitui uma das formas de seu desdobramento. Não se identifica tampouco com as tendências dualistas apresentadas por certas correntes judias, como a de Qumrân, e que se vinculam quiçá a influências iranianas. Se lhe acontece tomar emprestado algum elemento a tais correntes, transforma-os numa radicalização que vem a ser então o gnosticismo.O meio em que aparece é o das zonas marginais do judaismo e do judeu-cristianismo. Já verificamos a existência de tais zonas. Antes de 70, aparecem como formas aberrantes da corrente messiânica e da expectativa apocalíptica. Mas não parece encontrar-se ai o gnosticismo no sentido próprio da palavra. R. M. Grant mostrou que Simão o Samaritano, apresentado pêlos heresiólogos como o pai da gnose, de fato não foi gnóstico, mas que seus discípulos se tornaram tais, após 70. O milenarismo asiata já é ativo na época em que São Paulo escreve a Timóteo, mas torna-se uma heresia gnóstica caracterizada, somente no fim do primeiro século com Cerinto. H. J. Schoeps tem sem dúvida razão, quando vê no ebionismo uma heterodoxia judeu-cristã muito arcaica, aos olhos da qual Cristo é o profeta anunciado por Moisés, mas não o Filho de Deus. Mas O. Cullmann verifica igualmente, com razão, que, segundo Epifânio, somente após 70 tal grupo representa uma heterodoxia.<br />
Parece que é neste sentido que se deve interpretar um texto de Hegesipo sobre as origens das heresias (H. E. 5,22,5). Hegesipo escreve que foi sob o episcopado de Simeão, após a morte de Tiago, que Tebútis introduz as heresias, partindo das sete seitas judaicas. Nomeia como iniciadores destas heresias Simão, Cleóbio, Dosíteo, Gorteio e os Masboteus. Ajunta então: &#8220;Destes derivam os menandrianistas, os marcionitas, os carpocracianos, os valentinianos, os basilidianos, os satornilianos&#8221;. É evidente que o texto não pode ser tomado ao pé da letra. Mas duas idéias dai procedem. A primeira é a distinção em três etapas do movimento que conduz ao gnosticismo. O meio em que se origina é o judaismo heterodoxo. A partir dele, desenvolve-se o cristianismo heterodoxo de Simão e dos nazareus. Afinal, deste cristianismo heterodoxo nasce o gnosticismo propriamente dito. Alias Hegesipo fixa para o tempo do episcopado de Simeão, quer dizer, para depois da queda de Jerusalém, a aparição do gnosticismo. Seu erro esta em datar para esta época Simão e os masboteus, quando já se trata da terceira vaga. <br />
<strong>1. O Ebionismo</strong><br />
Anotemos primeiro a existência de dois movimentos heterodoxos judeu-cristãos, depois de 70, que não são propriamente gnósticos. São Justino, em seu Diálogo, pouco após 150. distingue duas categorias de judeu-cristãos: os que participam da fé comum, mas permanecem fiéis às observâncias judaicas, e que são os descendentes da comunidade de Tiago; outros &#8220;que reconhecem Jesus como Cristo, embora afirmem que tenha sido homem entre os homens&#8221;. Justino não aplica a este grupo a designação de ebionitas. Mas as informações de Ireneu, de Orígenes, de Eusébio, convergem todas no sentido de que a afirmação que Cristo é homem como os demais, nascido de José e de Maria, seja um traço característico do ebionismo.<br />
Tal conceito de Jesus, como o profeta anunciado por Moisés mas não como Filho de Deus, foi comum a numerosos grupos de judeu-cristãos heterodoxos. É muito provável que se tenha encontrado muito antes de 70. É o que devemos conceder a H. J. Schoeps. No entanto, é possível determinar com mais precisão as coordenadas da seita dos ebionitas no sentido estrito. Epifânio situa sua origem para depois da tomada de Jerusalém, entre judeu-cristãos refugiados em Pela Nesta região foi que ele teve em mãos o evangelho deles, do qual nos guardou extratos. O Evangelho representa uma transformação do Evangelho dos Nazareus em sentido heterodoxo. Sua redação remonta ao inicio do segundo século, sob Trajano. As práticas batistas nos orientam igualmente para a Transjordânia.<br />
Epifânio enumera entre os livros santos deles as Viagens de Pedro: Esta obra, que esta à base das Homilias e dos Reconhecimentos Clementinos, repousa por sua vez sobre os Quérigmas de Pedro que datam da primeira metade do segundo século. Ora, estes últimos revelam contatos notáveis com a doutrina dos essênios, em particular com o verdadeiro Profeta, os dois espíritos, a rejeição dos sacrifícios sangrentos. É pois a justo título que Cullmann propôs vermos nos ebionitas um grupo de essênios convertidos a Cristo após 70, na Transjordânia, quer tenham fugido de Qumrân, quer tenham feito parte da emigração de Kokba, nas proximidades de Damasco. Tratar-se-ia de cristãos de língua aramaica, muito afeiçoados às práticas judaicas, mas hostis ao Templo de Jerusalém e agarrados a doutrinas esotéricas, como a transmigração. Estamos em face de um desenvolvimento normal do grupo de Qumrân. Os ebionitas partilham da concepção essênia da oposição entre os dois princípios. Santo Ireneu sublinha porém expressamente que não ensinam a .teoria de o mundo ter sido criado por algum outro que não fosse Deus. Não fazem assim parte dos gnósticos no sentido próprio do termo.<br />
<strong>2. O Elcasaísmo</strong><br />
No reinado de Trajano aparece outra seita. Seu fundador Elxai recebeu a revelação através dum livro que lhe foi dado por um anjo. O conteúdo do livro é a mensagem sobre o perdão dos pecados cometidos depois do batismo. Elxai recebeu sua revelação no pais dos partas, no terceiro ano do reinado de Trajano, quer dizer no ano 100. A dominação dos partas estendia-se então por sobre a Síria oriental. Trajano os combateu. A apresentação da revelação faz lembrar o &#8220;Canto da pérola&#8221;, conservado nos Atos de Tomé, que e da mesma época e se ressente de traços da mitologia parta. As reminiscências judaicas também são impressionantes: Elxai reafirma que os fiéis são obrigados a circuncidar-se e a viver em conformidade com a Lei. Os Elcasaítas rezam voltados para Jerusalém. Elxai procede do judaismo e &#8220;pensa como judeu&#8221;.<br />
Conhece aliás a Cristo. Mas seu cristianismo lembra em muitos traços o ebionismo. Cristo é apenas profeta. As Epístolas de São Paulo são rejeitadas (H. E. 6,38). Os elcasaítas não passam pois de judeu-cristãos heterodoxos. Mas prendem-se também ao judaismo heterodoxo. Rejeitam os sacrifícios. Retém apenas certas partes do Antigo Testamento (H. E. 6,38). Conhecem igualmente práticas batistas. Peterson provou que elas consistiam em expulsar a concupiscência, o mau yezer, considerado como demônio. Anotemos afinal a semelhança com Hermas, que também recebe a revelação através de um livro, cujo conteúdo é a pregação de uma última remissão para os pecados cometidos após o batismo. Ora, Hermas é profeta judeu-cristão. Podemos pois concluir de tais dados que o elcasaismo é um movimento judeu-cristão heterodoxo, vizinho do ebionismo mas vinculado à Síria oriental.<br />
<strong>3. Os Nicolaítas</strong><br />
Os livros do Novo Testamento, posteriores ao ano 70, nos descrevem um movimento que apresenta em toda parte traços análogos A Epistola de Judas emana dos judeu-cristãos que voltaram a Jerusalém após 70. O autor está nutrido da apocalíptica judaica. Denuncia homens que se mancham no corpo, menosprezam a soberania e injuriam as glórias (8). Murmuram, e se queixam de sua sorte (16). São zombeteiros, psíquicos, que não possuem o espírito (18-19). As mesmas expressões aparecem na II Epistola de São Pedro. Os falsos doutores (2,1) fazem pouco caso da soberania e se abandonam às cobiças da carne (2.10). Desprezam a glória (2,10). Seguem o caminho de Balaão (2,15). São zombeteiros (3,3). Prometem a liberdade, sendo eles próprios escravos da corrupção (2,19).<br />
O Apocalipse de João nos descreve um grupo de tendência semelhante na Ásia Menor. Censura a Pérgamo e Tiatira por haverem permitido que nelas entrassem &#8220;pessoas mancomunadas com a doutrina de Balaão, que comem carnes imoladas aos ídolos e se entregam a impudicícia&#8221; (2,14 e 20) e pretendem conhecer &#8220;as profundezas de Satanás&#8221; (2,25). Se reunirmos os traços que reaparecem nestes textos, verificaremos em primeiro lugar a rejeição completa das observâncias noáquicas, fato que devia escandalizar os judeu-cristãos. Mas há mais. A soberania e as glórias estão sendo injuriadas. O que parece significar de fato uma condenação do Deus da criação e do Antigo Testamento. Tal doutrina esta relacionada com Balaão, que para o judaismo contemporâneo é o ancestral dos magos e o pai do dualismo. Encontramos ai os traços fundamentais da revolta gnóstica contra o Deus do Antigo Testamento, considerado como alguém que iludiu as esperanças apocalípticas. A doutrina professa aliás uma liberdade total, que não passa de imitação falaz da liberdade espiritual das igrejas paulinas.<br />
O Apocalipse distingue deste primeiro grupo o dos nicolaítas. Éfeso recebe felicitações por odia-los (2,6). Pérgamo, pelo contrário, agasalha pessoas que participam deles (2,15). Santo Ireneu nos conta que tinham por mestre um prosélito de Antioquia, que os Atos mencionam como sendo dos Sete. Esta vinculação parece já suspeita a Eusébio (H. E. 3,29,1). Talvez tenha resultado da interpretação de uma anedota, contada por Clemente de Alexandria, segundo a qual este Nicolau teria oferecido sua mulher a outros. Nossas informações sobre os nicolaítas se reduzem assim a pouca coisa. Nicolau era o equivalente grego de Balaão. Esta característica, unida ao paralelo traçado pelo Apocalipse sobre os nicolaítas e a seita precedente, leva a pensar que se trata de uma mesma corrente de condenação do Deus do Antigo Testamento e da libertinagem moral.<br />
<strong>4. Cerinto</strong><br />
Os primeiros movimentos gnósticos aparecem assim nos meios judeu-cristãos da Palestina e da Ásia, no tempo de Domiciano. Um segundo grupo é o de Cerinto. Santo Ireneu nos diz que era contemporâneo de João. Trata-se de um judeu-cristão que mantém a circuncisão e o sábado. Aguarda para depois da ressurreição um reino terrestre de Cristo, de caráter materialista e a restauração do culto em Jerusalém (H. E. 3,28,2,5). Ensina, além disso, que o mundo não foi criado por Deus, mas por um poder muito distante e que ignora o Deus que paira por sobre tudo. Jesus nasceu de José e de Maria. Não passa de um homem eminente. Cristo desceu sobre ele, sob a forma de pomba, na hora do batismo. Anunciou o Pai desconhecido. Depois subiu para o Pai, antes da Paixão.<br />
Se analisarmos os diversos elementos destas informações, distinguiremos dois dados principais. Por um lado, Cerinto prolonga uma corrente judeu-cristã heterodoxa. Prende-se a um messianismo de caráter muito materialista. Esse milenarismo lhe era comum com muitos cristãos da Ásia. Mas nega o nascimento virginal de Jesus e sua natureza divina. É um grande profeta sobre o qual desceu o poder divino. Estamos aqui diante de um judeu-cristianismo heterodoxo, como o encontramos no ebionismo. Não admira que Epifânio aproxime Cerinto dos ebionitas. Afinal Cerinto considera que o mundo não foi criado por Deus, mas por um demiurgo que ignora o verdadeiro Deus. É o gnosticismo propriamente dito, que aparece pela vez primeira em sua formulação precisa. Por este traço, característico da era de Trajano, Cerinto modifica uma corrente judeu-cristã anterior. Encontra-se tanto na heterodoxia judaica quanto no cristianismo.<br />
<strong>5. Os Simonianos</strong><br />
Hegesipo labora seguramente em erro quando faz de Simão um discípulo de Tebútis, depois de 70. Mas o que parece exato, conforme bem o acentuou R. J. Grant, é que o movimento desencadeado por Simão, que de inicio fora um messianismo samaritano, assume após 70 traços novos. Podemos relacionar tal desenvolvimento ou com Menandro, de quem ainda falaremos, ou com Cleóbio, que Hegesipo nomeia como um dos hereges formados por Tebútis depois de 70 e que aparece associado a Simão em mais de um texto. Estamos em presença de uma evolução análoga a do messianismo asiata que com Cerinto assume traços mais acusados depois de 70. 0 primeiro autor a nos informar sobre o desdobramento do movimento simoniano é Justino. Como ele próprio e de origem samaritana, seu testemunho merece fé. Ireneu consagra a Simão uma longa noticia.<br />
Justino declara que quase todos os samaritanos adoram Simão como o primeiro Deus e lhe associam certa Helena, que é seu primeiro pensamento (enoia). Estamos em presença de uma evolução considerável em relação ao que diziam de Simão os Atos. Como o relevou Grant, Simão aparece como o primeiro Deus, por oposição aos anjos que criaram o mundo e inspiraram o Antigo Testamento, segundo precisões fornecidas por Ireneu. O primeiro Deus vem libertar o homem dos anjos que governavam mal a criação. Estamos aqui de fato diante do gnosticismo, com a condenação do Deus do Antigo Testamento, e da criação que é sua obra. Tiveram razão os Padres da Igreja, quando fizeram da doutrina simoniana o começo deste movimento. Mas tal dualismo gnóstico não remonta a Simão em pessoa. Representa sim o desenvolvimento de sua doutrina, depois de 70. É nesta hora que o gnosticismo aparece simultaneamente na Ásia e na Síria.<br />
A associação do personagem de Helena a Simão pode relacionar-se com o culto de Helena na Samaria, ou simplesmente com a preocupação de helenizar, conforme pensa Grant. Em todo o caso, reencontramos aqui desde o inicio um traço deste sincretismo que caracteriza o gnosticismo. Justino atesta igualmente a existência, na época em que escreve (por 145), de uma comunidade simoniana em Roma, sem dúvida entre os samaritanos. Relaciona a fundação desta comunidade com uma vinda de Simão a Roma, na época de Cláudio (antes de 54), no tempo em que veio Pedro. Os escritos pseudo-clementinos por sua vez confirmam as controvérsias romanas entre Pedro e Simão. Teremos que ver ai a expressão legendária da expansão do gnosticismo durante o período, e seus conflitos com as comunidades cristãs. Justino menciona enfim a presença de um altar consagrado a Simão na ilha do Tibre. Trata-se de fato de um altar consagrado a uma divindade sabina da fertilidade, Semo Sancus. Este altar foi reencontrado em 1574. Mas é possível que os discípulos de Simão tenham julgado reconhecer ai a expressão do culto de seu fundador e deus.<br />
<strong>6. Menandro</strong><br />
Hegesipo menciona os menandrianistas, na segunda vaga das seitas nascidas da heterodoxia judaica. Justino nos revela que Menandro era samaritano, como Simão, e discípulo do mesmo. Acrescenta que veio de Antioquia. Foi pois por seu intermédio que o gnosticismo se desenvolveu na Síria ocidental, que há de transformar-se em um de seus principais centros. Justino começa por dizer-nos que praticava a magia, traço comum dos gnósticos samaritanos. O gnosticismo não era apenas uma teologia, mas também uma teurgia. Eusébio anota que suas veleidades de mágico contribuíam para desacreditar os cristãos nos meios pagãos. E, de fato, surpreendem-nos, no segundo século, Luciano e Celso apresentando o próprio Cristo como mágico.<br />
Segundo Justino, Menandro ensinava ainda que aqueles que o seguiam não haveriam de morrer. Temos sem dúvida uma alusão às esperanças messiânicas. São Paulo advertira os tessalonicenses contra &#8220;palavras proféticas, afirmações ou cartas dadas como se de nós viessem e que vos fariam imaginar iminente o Dia do Senhor&#8221; (2 Tess 2,2). Em Éfeso, Himeneu e Fileto ensinavam que a ressurreição já tivera lugar (2 Tim 2,17). Com Menandro, estamos exatamente no prolongamento do messianismo de Simão e de Cerinto. Santo Ireneu afirmou ainda de Menandro que se apresentava como o Salvador enviado do alto, do mundo dos éons invisíveis, para salvar os homens. Graças ao batismo, tornar-se-iam superiores aos anjos da criação. Estas doutrinas são vizinhas daquela que Ireneu empresta a Simão. É possível que seja Menandro que tenha dado ao messianismo samaritano de Simão seu caráter de teologia gnóstica.</font></font><font size="3"><font size="3"><strong>7. Satornil<br />
Menandro marca o encontro entre o messianismo samaritano de Simão e o gnosticismo. Dedica-se ao apostolado em Antioquia entre 70 e 100. Satornil se torna seu herdeiro, conforme já o atesta Justino. É a primeira grande figura do gnosticismo propriamente dito. Sua ação se passa em Antioquia, entre 100 e 130 mais ou menos. No início da carreira, teve por bispo a Inácio. Sua doutrina representa o desenvolvimento do que encontramos com Menandro. Opõe os sete anjos criadores, com o Deus dos judeus por chefe, ao Deus escondido. Estes anjos e que criam o homem, mas ele se arrasta sobre a terra, enquanto o Deus escondido não lhe concede uma parte da luz que emite. Aliás, Satornil condena o casamento, que ele deriva de Satanás; alguns de seus discípulos não comem carne.<br />
Santo Ireneu observa que é ele o primeiro a distinguir duas raças de homens, os que têm parte na luz celeste e os que não têm parte nela. Tal doutrina é que constitui propriamente o dualismo gnóstico, que subtrai a Deus o que procede da criação pêlos anjos planetários. Mas percebemos quanto o contexto ainda continua sendo judeu. Depende da narração da criação pelo Gênese, narração que se transforma em um dos temas da especulação judia do tempo; seu ascetismo procede do judaismo marginal; sua doutrina dos sete arcanjos é a do apocalipse judeu. Ao mesmo tempo porém faz de Javé o príncipe dos anjos responsáveis pela criação. Trata-se pois de uma crise no interior do judeu-cristianismo, duma revolta contra o Deus de Israel.</strong><strong>Menandro marca o encontro entre o messianismo samaritano de Simão e o gnosticismo. Dedica-se ao apostolado em Antioquia entre 70 e 100. Satornil se torna seu herdeiro, conforme já o atesta Justino. É a primeira grande figura do gnosticismo propriamente dito. Sua ação se passa em Antioquia, entre 100 e 130 mais ou menos. No início da carreira, teve por bispo a Inácio. Sua doutrina representa o desenvolvimento do que encontramos com Menandro. Opõe os sete anjos criadores, com o Deus dos judeus por chefe, ao Deus escondido. Estes anjos e que criam o homem, mas ele se arrasta sobre a terra, enquanto o Deus escondido não lhe concede uma parte da luz que emite. Aliás, Satornil condena o casamento, que ele deriva de Satanás; alguns de seus discípulos não comem carne.Santo Ireneu observa que é ele o primeiro a distinguir duas raças de homens, os que têm parte na luz celeste e os que não têm parte nela. Tal doutrina é que constitui propriamente o dualismo gnóstico, que subtrai a Deus o que procede da criação pêlos anjos planetários. Mas percebemos quanto o contexto ainda continua sendo judeu. Depende da narração da criação pelo Gênese, narração que se transforma em um dos temas da especulação judia do tempo; seu ascetismo procede do judaismo marginal; sua doutrina dos sete arcanjos é a do apocalipse judeu. Ao mesmo tempo porém faz de Javé o príncipe dos anjos responsáveis pela criação. Trata-se pois de uma crise no interior do judeu-cristianismo, duma revolta contra o Deus de Israel.<br />
<strong>8. Os Barbelognósticos</strong><br />
Santo Ireneu resume no capitulo XIX do livro I do Adversus Haereses a doutrina de uma seita que ele chama de barbelognósticos. Possuímos agora a obra de que resume a primeira parte. Trata-se do Apócrifo de João, conservado num exemplar em Berlim; e de que foram reencontrados três outros em Nag Hammadi. O número importante de exemplares atesta que se trata de obra capital. Apresenta-se sob a forma de uma revelação feita por Cristo ressuscitado a São João no Monte das Oliveiras. A primeira parte contém uma genealogia dos éons do pléroma. Depois, a partir de 45,5, temos uma sorte de comentário ao Gênesis. Os sete arcontes tentam formar um homem a semelhança de Deus. Tal homem é incapaz de mover-se. A Sabedoria, Sophia, lhe comunica uma forca, que o torna superior aos arcontes, e suscita a inveja dos mesmos, em particular do chefe deles laldabaoth, o Javé judeu.<br />
A obra está repleta de alusões aos apócrifos judeus. Estamos sempre no mesmo ambiente. A doutrina aliás se assemelha aquela que desenvolve a Epistola de Eugnosto, reencontrada em Nag Hammadi. Pareceria assim ser antes a obra de um discípulo de Satornil, e não de Satornil mesmo. Sua origem síria parece evidente. Possuímos afinal um documento original do gnosticismo primitivo. H. Ch. Puech data-o da primeira metade do segundo século. Todos os temas gnósticos já estão presentes, incluídos os éons do pléroma e o papel de Sophia. Ao mesmo tempo a unidade da doutrina gnóstica aparece através da multiplicidade de suas expressões e de suas correntes.<br />
<strong>9. 0s Setenses<br />
</strong>O capitulo XXX do livro I de Santo Ireneu, depois da doutrina dos barbelognósticos, nos apresenta a dos setenses. A comparação desta informação com a segunda parte do Apócrifo de João, resumido no capitulo anterior por Ireneu, torna patente que se trata de um desdobramento da mesma gnose, de caráter judeu-cristão mais marcado Os éons do pléroma são, depois do Pai, o Filho e o Espirito Santo, em seguida o Cristo e a Igreja. Os éons do Pléroma produzem Sophia. Esta por sua vez engendra, pela união com as águas inferiores, sete filhos, laldabaoth, Iao, Sabbaoth, Adonai, Elohim, Astaphaim e Horaios (1,30,5). Os anjos formam o homem a sua semelhança. Cristo desce através dos sete céus, para estupor dos poderes, tomando formas de anjos em cada céu (1,30,1 1).<br />
Possuímos aqui os mesmos temas fundamentais que encontramos no Apocryphon. Anotemos que os sete anjos trazem os diferentes nomes de Javé no Antigo Testamento. Encontramos além disso os temas da teologia judeu-cristã, tal como a encontramos na Ascensão de Isaías, na Epistola dos Apóstolos, no Pastor de Hermas: preexistência de Cristo e da Igreja, descida oculta de Cristo através das esferas dos anjos, estupor dos poderes. Estamos em presença do gnosticismo judeu-cristão mais caracterizado. É contemporâneo da teologia judeu-cristã. Sua ligação com Antioquia parece certa É a tal grupo que se ligarão diversas obras reencontradas em Nag Hammadi, como o Livro do Grande Seth.<br />
<strong>10. Carpócrates</strong><br />
Da Ásia e da Síria, o gnosticismo judeu-cristão se difundiu para o Egito, onde devia experimentar um desenvolvimento extraordinário. Sabemos que Cerinto veio a Alexandria. Por 120, ai encontramos uma doutrina que aparece como desenvolvimento da sua, é a de Carpócrates. Também ele ensina que o mundo foi criado pêlos anjos, que Jesus nasceu de José e que um poder baixou nele. Aquele que partilha com ele o poder lhe é igual. Pode menosprezar os arcontes fabricantes do mundo e cumprir os mesmos prodígios que Jesus. É um traço que estivera ausente em Cerinto. Pode prender-se no entanto ao gnosticismo asiata sob a forma mais acusada.<br />
Efetivamente, Carpócrates não apresenta traço algum do milenarismo messiânico de Cerinto. Este aliás permaneceu circunscrito a Ásia e ao mundo ocidental. Por outro lado, reencontramos nele a concepção segundo a qual o homem não pode ser libertado dos arcontes, senão depois de ter sido escravo dos vícios aos quais aqueles presidem. Caso contrário, terá que reencarnar-se para pagar sua divida. A doutrina dos demônios dos vícios, a da reencarnação, provêm do judaismo heterodoxo. Carpócrates lhe ajunta um amoralismo, que parece ter sua origem na revolta gnóstica não somente contra o Deus judeu, mas contra a Lei. Por este traço e pelo menosprezo votado aos anjos, lembra os nicolaítas e aparece como a expressão do gnosticismo em estado puro, ao rejeitar, com violência, a criação.<br />
<strong>11. Basílides</strong><br />
Basílides também é alexandrino e contemporâneo de Carpócrates. Mas Epifânio nos mostra nele um discípulo de Menandro. É patente aliás que seu gnosticismo se situa no prolongamento do gnosticismo sírio. Mas foi ele o primeiro a organizar as doutrinas dos simonianos em uma grande síntese. Encontramos nele a concepção dos anjos criadores do mundo, repartindo entre si a dominação do mesmo. Um dentre eles é o Deus dos judeus, que procura submeter os demais a seu poder. Basílides não empresta importância ao fato de se comerem carnes imoladas aos ídolos. João fazia tal censura aos nicolaítas no Apocalipse. Esta total libertação da Lei caracteriza os gnósticos e representa um exagero do paulinismo, no extremo oposto do judeu-cristianismo joaneico.<br />
O interesse demonstrado por Basílides reside no fato de a apocalíptica judaica aparecer nele, melhor que em todos os outros, em sua transposição gnóstica. R. M. Grant já consignou como as especulações sobre o calendário sagrado, que eram uma das expressões da teologia da história nos autores apocalípticos judeus, se transportam para um plano cosmológico e fornecem o quadro da doutrina dos éons. Assim, para Basílides, existem trezentos e sessenta e cinco céus, e a cada qual corresponde uma ordem de anjos. Basílides além disso declara que é ele próprio o intermediário entre judeus e cristãos. É também ao judaismo que Basílides toma emprestada sua doutrina dos vícios como demônios pessoais que fixam morada na alma. Já fizemos referência a ela em Carpócrates.<br />
O cotejo dos diversos movimentos não nos deixa dúvidas sobre a continuidade fundamental deles entre si. O elemento primordial é a oposição do Deus escondido, que se manifestará em Cristo, aos anjos criadores do mundo, entre os quais se encontra Javé. Tal tradição pode ter tido suas antecipações na tradição judaica, pelo papel atribuído aos anjos na criação do homem e na transmissão da Lei. Mas depois de 70, se torna ela para certo número de judeus e judeu-cristãos a expressão da revolta contra Deus, que os decepcionou em sua expectativa escatológica, e contra a criação que é sua obra. A origem judaica e judeu-cristã aparece claramente no fato de todos estes elementos &#8211; especulação sobre o Gênese, doutrina dos sete anjos, calendário sagrado, anjos dos vícios, descida através das esferas, &#8211; terem sua raiz na Apocalíptica.<br />
As linhas do desenvolvimento histórico do movimento se apresentam igualmente claras. O gnosticismo nasce após 70 nos meios judeu-cristãos messianistas da Ásia com Cerinto, de Antioquia com Menandro. A corrente asiática apresenta um caráter mais prático. Sublinha sobretudo o aspecto da revolta contra a Lei. Apresenta-se como exasperação de certas tendências paulinas. Reveste certas formas amoralistas. A corrente antioquena é mais especulativa. É ele que suscita com o Apocryphon de João, a primeira grande obra gnóstica que conhecemos. As duas correntes desenvolvem-se em Alexandria no fim do período que ora estudamos. Mas enquanto o primeiro não deve demorar a extinguir-se com as últimas chamas do messianismo judeu, o segundo há de encontrar no ambiente alexandrino as condições para um desenvolvimento extraordinário.</strong></font></font><font size="3"><font size="3"><strong> </strong>Menandro marca o encontro entre o messianismo samaritano de Simão e o gnosticismo. Dedica-se ao apostolado em Antioquia entre 70 e 100. Satornil se torna seu herdeiro, conforme já o atesta Justino. É a primeira grande figura do gnosticismo propriamente dito. Sua ação se passa em Antioquia, entre 100 e 130 mais ou menos. No início da carreira, teve por bispo a Inácio. Sua doutrina representa o desenvolvimento do que encontramos com Menandro. Opõe os sete anjos criadores, com o Deus dos judeus por chefe, ao Deus escondido. Estes anjos e que criam o homem, mas ele se arrasta sobre a terra, enquanto o Deus escondido não lhe concede uma parte da luz que emite. Aliás, Satornil condena o casamento, que ele deriva de Satanás; alguns de seus discípulos não comem carne.Santo Ireneu observa que é ele o primeiro a distinguir duas raças de homens, os que têm parte na luz celeste e os que não têm parte nela. Tal doutrina é que constitui propriamente o dualismo gnóstico, que subtrai a Deus o que procede da criação pêlos anjos planetários. Mas percebemos quanto o contexto ainda continua sendo judeu. Depende da narração da criação pelo Gênese, narração que se transforma em um dos temas da especulação judia do tempo; seu ascetismo procede do judaismo marginal; sua doutrina dos sete arcanjos é a do apocalipse judeu. Ao mesmo tempo porém faz de Javé o príncipe dos anjos responsáveis pela criação. Trata-se pois de uma crise no interior do judeu-cristianismo, duma revolta contra o Deus de Israel.Santo Ireneu resume no capitulo XIX do livro I do Adversus Haereses a doutrina de uma seita que ele chama de barbelognósticos. Possuímos agora a obra de que resume a primeira parte. Trata-se do Apócrifo de João, conservado num exemplar em Berlim; e de que foram reencontrados três outros em Nag Hammadi. O número importante de exemplares atesta que se trata de obra capital. Apresenta-se sob a forma de uma revelação feita por Cristo ressuscitado a São João no Monte das Oliveiras. A primeira parte contém uma genealogia dos éons do pléroma. Depois, a partir de 45,5, temos uma sorte de comentário ao Gênesis. Os sete arcontes tentam formar um homem a semelhança de Deus. Tal homem é incapaz de mover-se. A Sabedoria, Sophia, lhe comunica uma forca, que o torna superior aos arcontes, e suscita a inveja dos mesmos, em particular do chefe deles laldabaoth, o Javé judeu.A obra está repleta de alusões aos apócrifos judeus. Estamos sempre no mesmo ambiente. A doutrina aliás se assemelha aquela que desenvolve a Epistola de Eugnosto, reencontrada em Nag Hammadi. Pareceria assim ser antes a obra de um discípulo de Satornil, e não de Satornil mesmo. Sua origem síria parece evidente. Possuímos afinal um documento original do gnosticismo primitivo. H. Ch. Puech data-o da primeira metade do segundo século. Todos os temas gnósticos já estão presentes, incluídos os éons do pléroma e o papel de Sophia. Ao mesmo tempo a unidade da doutrina gnóstica aparece através da multiplicidade de suas expressões e de suas correntes.O capitulo XXX do livro I de Santo Ireneu, depois da doutrina dos barbelognósticos, nos apresenta a dos setenses. A comparação desta informação com a segunda parte do Apócrifo de João, resumido no capitulo anterior por Ireneu, torna patente que se trata de um desdobramento da mesma gnose, de caráter judeu-cristão mais marcado Os éons do pléroma são, depois do Pai, o Filho e o Espirito Santo, em seguida o Cristo e a Igreja. Os éons do Pléroma produzem Sophia. Esta por sua vez engendra, pela união com as águas inferiores, sete filhos, laldabaoth, Iao, Sabbaoth, Adonai, Elohim, Astaphaim e Horaios (1,30,5). Os anjos formam o homem a sua semelhança. Cristo desce através dos sete céus, para estupor dos poderes, tomando formas de anjos em cada céu (1,30,1 1).Possuímos aqui os mesmos temas fundamentais que encontramos no Apocryphon. Anotemos que os sete anjos trazem os diferentes nomes de Javé no Antigo Testamento. Encontramos além disso os temas da teologia judeu-cristã, tal como a encontramos na Ascensão de Isaías, na Epistola dos Apóstolos, no Pastor de Hermas: preexistência de Cristo e da Igreja, descida oculta de Cristo através das esferas dos anjos, estupor dos poderes. Estamos em presença do gnosticismo judeu-cristão mais caracterizado. É contemporâneo da teologia judeu-cristã. Sua ligação com Antioquia parece certa É a tal grupo que se ligarão diversas obras reencontradas em Nag Hammadi, como o Livro do Grande Seth.Da Ásia e da Síria, o gnosticismo judeu-cristão se difundiu para o Egito, onde devia experimentar um desenvolvimento extraordinário. Sabemos que Cerinto veio a Alexandria. Por 120, ai encontramos uma doutrina que aparece como desenvolvimento da sua, é a de Carpócrates. Também ele ensina que o mundo foi criado pêlos anjos, que Jesus nasceu de José e que um poder baixou nele. Aquele que partilha com ele o poder lhe é igual. Pode menosprezar os arcontes fabricantes do mundo e cumprir os mesmos prodígios que Jesus. É um traço que estivera ausente em Cerinto. Pode prender-se no entanto ao gnosticismo asiata sob a forma mais acusada.Efetivamente, Carpócrates não apresenta traço algum do milenarismo messiânico de Cerinto. Este aliás permaneceu circunscrito a Ásia e ao mundo ocidental. Por outro lado, reencontramos nele a concepção segundo a qual o homem não pode ser libertado dos arcontes, senão depois de ter sido escravo dos vícios aos quais aqueles presidem. Caso contrário, terá que reencarnar-se para pagar sua divida. A doutrina dos demônios dos vícios, a da reencarnação, provêm do judaismo heterodoxo. Carpócrates lhe ajunta um amoralismo, que parece ter sua origem na revolta gnóstica não somente contra o Deus judeu, mas contra a Lei. Por este traço e pelo menosprezo votado aos anjos, lembra os nicolaítas e aparece como a expressão do gnosticismo em estado puro, ao rejeitar, com violência, a criação.Basílides também é alexandrino e contemporâneo de Carpócrates. Mas Epifânio nos mostra nele um discípulo de Menandro. É patente aliás que seu gnosticismo se situa no prolongamento do gnosticismo sírio. Mas foi ele o primeiro a organizar as doutrinas dos simonianos em uma grande síntese. Encontramos nele a concepção dos anjos criadores do mundo, repartindo entre si a dominação do mesmo. Um dentre eles é o Deus dos judeus, que procura submeter os demais a seu poder. Basílides não empresta importância ao fato de se comerem carnes imoladas aos ídolos. João fazia tal censura aos nicolaítas no Apocalipse. Esta total libertação da Lei caracteriza os gnósticos e representa um exagero do paulinismo, no extremo oposto do judeu-cristianismo joaneico.O interesse demonstrado por Basílides reside no fato de a apocalíptica judaica aparecer nele, melhor que em todos os outros, em sua transposição gnóstica. R. M. Grant já consignou como as especulações sobre o calendário sagrado, que eram uma das expressões da teologia da história nos autores apocalípticos judeus, se transportam para um plano cosmológico e fornecem o quadro da doutrina dos éons. Assim, para Basílides, existem trezentos e sessenta e cinco céus, e a cada qual corresponde uma ordem de anjos. Basílides além disso declara que é ele próprio o intermediário entre judeus e cristãos. É também ao judaismo que Basílides toma emprestada sua doutrina dos vícios como demônios pessoais que fixam morada na alma. Já fizemos referência a ela em Carpócrates.O cotejo dos diversos movimentos não nos deixa dúvidas sobre a continuidade fundamental deles entre si. O elemento primordial é a oposição do Deus escondido, que se manifestará em Cristo, aos anjos criadores do mundo, entre os quais se encontra Javé. Tal tradição pode ter tido suas antecipações na tradição judaica, pelo papel atribuído aos anjos na criação do homem e na transmissão da Lei. Mas depois de 70, se torna ela para certo número de judeus e judeu-cristãos a expressão da revolta contra Deus, que os decepcionou em sua expectativa escatológica, e contra a criação que é sua obra. A origem judaica e judeu-cristã aparece claramente no fato de todos estes elementos &#8211; especulação sobre o Gênese, doutrina dos sete anjos, calendário sagrado, anjos dos vícios, descida através das esferas, &#8211; terem sua raiz na Apocalíptica.As linhas do desenvolvimento histórico do movimento se apresentam igualmente claras. O gnosticismo nasce após 70 nos meios judeu-cristãos messianistas da Ásia com Cerinto, de Antioquia com Menandro. A corrente asiática apresenta um caráter mais prático. Sublinha sobretudo o aspecto da revolta contra a Lei. Apresenta-se como exasperação de certas tendências paulinas. Reveste certas formas amoralistas. A corrente antioquena é mais especulativa. É ele que suscita com o Apocryphon de João, a primeira grande obra gnóstica que conhecemos. As duas correntes desenvolvem-se em Alexandria no fim do período que ora estudamos. Mas enquanto o primeiro não deve demorar a extinguir-se com as últimas chamas do messianismo judeu, o segundo há de encontrar no ambiente alexandrino as condições para um desenvolvimento extraordinário.<font face="Arial" size="2" /><font face="Arial" size="2"></p>
<p /></font></font></font></p>
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		<title>A Cânon do Novo Testamento</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Sep 2006 16:27:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[A Inspiração do Texto Sagrado é uma qualidade intrínseca—ela é porque é. No entanto, nós podemos perceber essa qualidade inerente, comparando material inspirado com outro que não é. Existem também argumentos outros: 1) a unidade da Bíblia—embora escrita por muitos autores humanos diferentes (pelo menos 30), no decorrer de 2.000 anos e em duas (principais) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Inspiração do Texto Sagrado é uma qualidade intrínseca—ela é porque é.</p>
<p>No entanto, nós podemos perceber essa qualidade inerente, comparando material inspirado com outro que não é.</p>
<p><span id="more-42"></span></p>
<p>Existem também argumentos outros:</p>
<p>1) a unidade da Bíblia—embora escrita por muitos autores humanos diferentes (pelo menos 30), no decorrer de 2.000 anos e em duas (principais) línguas bem distintas (hebraico e grego), ela é coerente, não se contradiz;</p>
<p>2) profecias específicas e detalhadas, até com o nome próprio da pessoa, dadas com centenas de anos de antecedência, que se cumpriram cabalmente, literalmente;</p>
<p>3) a própria natureza do conteúdo ou da mensagem—não é o tipo de coisa que o homem gostaria de escrever, mesmo que pudesse, e nem que ele poderia escrever, mesmo que quisesse;</p>
<p>4) o efeito que produz—a Bíblia tem poder sobrenatural, pois sua mensagem transforma as vidas das pessoas. Dito tudo, no entanto, devemos reconhecer que afirmarmos a inspiração divina da Bíblia é uma declaração de fé—fé inteligente e que condiz com as evidências, mas fé (não ciência no sentido objetivo).<br />
Contudo, existe a questão (aguda) da canonicidade do Texto: porque a nossa Bíblia tem o exato sortimento de livros que tem—não mais, não menos e não outros? A inspiração diz respeito à ação divina no ato de escrever o material, garantindo o resultado. Já a canonização do Texto diz respeito à ação humana, reconhecendo a qualidade divina daquele material. Esse processo de reconhecimento se deu no seio da comunidade da Fé—a comunidade hebraica, quanto ao A.T., e a comunidade cristã, quanto ao N.T. É importante observar que o próprio Senhor Jesus Cristo abonou o A.T., citando as diversas seções (Lei, história, profecia, poesia) como Palavra de Deus, coisa sagrada e de autoridade—os autores humanos do N.T. também. O A.T. era exatamente a Bíblia deles. Agora, a canonização tem tudo a ver com a preservação do Texto. Pois, a comunidade da Fé só iria se preocupar em transmitir e proteger os livros &#8220;canônicos&#8221;, tidos como inspirados. A parte humana na transmissão do Texto fica patente, mas será que houve ação divina também, protegendo o Texto (a exata redação do Texto)? E como medir essa participação divina? Parece-me existir duas linhas relevantes, a lógica e a histórica. Vejamos primeiro a lógica.<br />
Inspiração é resultado ou qualidade da Revelação—com essa linguagem estamos afirmando que o Criador achou por bem transmitir alguma informação objetiva à raça humana. Se o alvo fosse apenas um determinado indivíduo ou grupo, num certo momento histórico, bastaria uma palavra falada. Mas se o alvo foi de alcançar as gerações subseqüentes também, então o meio indicado seria exatamente o escrito, como foi. Agora, se o Criador quis que Sua revelação chegasse intacta, ou pelo menos de forma íntegra e confiável, até o século vinte, fatalmente teria que vigiar o processo da transmissão através dos séculos. Teria que proibir a perda irrecuperável de qualquer parte genuína, bem como a inserção indetectável de material espúrio. A redação original deveria ficar disponível, em qualquer geração, às pessoas interessadas o suficiente para pagarem o preço necessário (tempo, viagem, dinheiro) para haver essa redação. (No geral as pessoas se dariam por satisfeitas com a redação à mão, desde que tida por confiável.) Assim sendo, a pessoa que crê na divina inspiração do N.T., por exemplo, deve crer também na divina preservação do N.T. —é questão de lógica. Mas, e as evidências históricas—elas sustentam nossa expectativa, ou a desmentem?<br />
Passo a alistar os argumentos históricos mais relevantes para iluminar esta questão.<br />
01) Os próprios autores humanos sabiam que estavam escrevendo &#8220;Bíblia&#8221;, ou coisa autoritária.<br />
02) Seus colegas, contemporâneos, também reconheceram que estavam escrevendo &#8220;Bíblia&#8221;.<br />
03) Os líderes cristãos do 1º século e do 2º século (e 3º, 4º, etc.) utilizaram e citaram material neotestamentário lado a lado com material do A.T. como sendo Palavra de Deus.<br />
04) Entendendo, como entenderam, que estavam lidando com coisa sagrada, iriam zelar por essa Palavra, vigiando o processo da transmissão.<br />
05) Dispomos de declarações cabais dessa preocupação a partir do próprio N.T. (Apoc. 22:18-19).<br />
06) Justino Mártir (a. 150 DC) escreveu que era costume nas congregações cristãs, quer na cidade quer no campo, ler tanto o N.T. como o A.T. cada domingo.<br />
07) Resulta dali que tinham que existir cópias, muitas cópias (não se pode ler sem livro), e teriam que ser cópias boas (os usuários seriam exigentes).<br />
08) Embora o processo de copiar a mão resulte em erros sem querer, muitas vezes, no início seria possível verificar qualquer cópia contra o Autógrafo (documento original), e principalmente nas regiões mais próximas da igreja detentora do Autógrafo.<br />
09) Tudo indica que pelo menos 18 e talvez até 24 dos 27 Autógrafos (2/3 a 8/9) se encontravam na região Egéia (Grécia e Ásia Menor).<br />
10) Foi exatamente nessa área que a Igreja mais prosperou, e ela se tornou o eixo da Igreja até o 4º século (pelo menos) (lembrar que Jerusalém foi saqueada em 70 DC, e provavelmente quaisquer Autógrafos ali existentes foram levados para a Antioquia, ou ainda mais longe).<br />
11) Foi também nessa área que a língua Grega foi mais usada, e durante mais tempo—foi língua oficial do império bizantino (transmissão exata de qualquer texto é possível unicamente na língua original).<br />
12) A Ásia Menor foi caracterizada também por uma mentalidade conservadora quanto ao Texto Sagrado; na Antioquia surgiu uma &#8220;escola&#8221; de interpretação literalista (por formação um literalista é obrigado a se preocupar com a exata redação do texto, pois sua interpretação se prende a ela).<br />
13) Quer dizer, até o ano 300 tinha um fluxo cada vez maior de cópias boas, fidedignas emanando da região Egéia para o mundo cristão, precisamente porque aquela região reunia todos os requisitos para se impor à confiança da Igreja, quanto ao Texto Sagrado (em contraste, no Egito a igreja era fraca, herética, não se usava Grego, não havia nenhum Autógrafo [fatalmente o texto ali existente sempre seria de 2ª mão, no mínimo], grassava uma mentalidade alegorista—em fim, o Egito seria um dos últimos lugares onde procurar um texto bom).<br />
14) Aí houve a campanha de Diocleciano (303), visando destruir os MSS do N.T. Sendo que a perseguição mais ferrenha se deu exatamente na região Egéia, teria sido uma oportunidade perfeita para os tipos de texto existentes no Egito e na Itália conquistarem espaço maior no fluxo da transmissão do Texto, fossem considerados aceitáveis ou viáveis. Mas não aconteceu; os grandes pergaminhos À, B e D não têm &#8220;filhos&#8221;—ninguém quis copiar semelhante texto.<br />
15) Aliás, podemos deduzir que a campanha de Diocleciano teve um efeito purificador na transmissão. A grosso modo, os MSS menos preciosos e respeitados seriam os primeiros a serem entregues à destruição; já os exemplares mais cotados e respeitados seriam protegidos a qualquer custo, e uma vez que a perseguição passou serviriam de base para suprir as igrejas com cópias boas novamente. O movimento Donatista girou em torno da punição merecida pelas pessoas que entregaram seus MSS (entre outras coisas). Obviamente muitos não entregaram, e os que sim entregaram foram discriminados.<br />
16) É geralmente reconhecido por eruditos de todas as linhas teóricas que a partir do 4º século o fluxo da transmissão do Texto foi tranqüilamente dominado por um tipo de texto, geralmente conhecido por &#8220;Bizantino&#8221; em nossos dias. &#8220;Bizantino&#8221; porque esse império abrangeu exatamente a região Egéia, a região que reunia todas as qualificações necessárias para garantir a transmissão fiel do Texto. Até hoje as &#8220;Igrejas Ortodoxas&#8221; do oriente utilizam esse tipo de texto.<br />
17) Lá pelo 9º século houve um &#8220;movimento&#8221; (parece que foi mais ou menos espontâneo) no sentido de mudar o estilo de grafia de letras maiúsculas (unciais) para cursivas (minúsculas). Os exemplares antigos eram copiados na nova &#8220;roupagem&#8221; e aparentemente grande número desses antigos foram destruídos ou reciclados (daí os &#8220;palimpsestos&#8221;).<br />
18) Dos MSS gregos existentes hoje (do N.T.), uns 95% trazem o texto &#8220;Bizantino&#8221; e os outros 5% são um tanto heterogêneos (o erudito Frederic Wisse fez uma comparação minuciosa de 1.386 MSS gregos nos capítulos 1, 10 e 20 de Lucas e chegou à conclusão de que apenas oito deles representavam o tipo de texto egípcio, geralmente chamado &#8220;Alexandrino&#8221; em nossos dias—oito contra 1.375!!!).<br />
Cabem aqui algumas ressalvas.<br />
01) A mera antiguidade dum MS não garante nada quanto a sua qualidade. Aliás, devemos perguntar: como poderia um MS sobreviver fisicamente durante mais de 1.500 anos? Teria que ficar no desuso e ainda num clima seco. Como todos os MSS mais antigos estão cheios de erros cabais, tudo indica que foram reprovados no seu tempo—certo é que não foram copiados, a julgar pelos MSS existentes.<br />
02) Como é que não dispomos de MS tipicamente &#8220;Bizantino&#8221; de antes do 5º século? Qualquer MS digno de uso seria usado e gasto por esse uso (eu sozinho já desgastei várias Bíblias). Assim, seria estranho encontrar um MS bom com tanta idade. Os MSS fidedignos foram intensamente usados e copiados, e acabados, mas o texto (ou redação) que traziam foi preservado através das sucessivas gerações de cópias.<br />
03) A idéia de que teria havido um congresso ou concílio no 4º século que &#8220;normalizou&#8221; o texto do N.T. carece de qualquer sustentação histórica. No caso da Vulgata Latina, que na hipótese seria análogo (o papa tentou impor a nova tradução), não resultou o consenso que existe entre os MSS &#8220;Bizantinos&#8221;.<br />
04) Como é que a grande maioria dos eruditos dos últimos cem anos tem preferido o texto &#8220;Alexandrino&#8221; e desprezado o texto &#8220;Bizantino&#8221;? A resposta está nas pressuposições e no terreno espiritual (por exemplo, nenhum dos cinco redatores responsáveis pelo texto eclético ora em voga acredita que o N.T. seja inspirado por Deus, e o próprio Senhor Jesus adverte que a neutralidade no terreno espiritual não existe [Lc. 11:23]).<br />
Resumindo, os livros neotestamentários foram reconhecidos como &#8220;Bíblia&#8221; desde o início, e através das décadas e dos séculos as gerações sucessivas de crentes zelaram pela transmissão fiel desses livros. O Texto nunca se &#8220;perdeu&#8221;; nos primeiros 200 anos era sempre possível constatar a exata redação de qualquer livro. A preservação divina operou durante os séculos todos de tal modo que ainda hoje podemos ter certeza razoável, com base em critérios objetivos, da exata redação original do N.T., creio. Creio estar em condições, eu mesmo, de definir pelo menos 99,95% da redação original, hoje. As dúvidas que restam podemos dirimir a partir de uma comparação minuciosa de todos os MSS existentes (tarefa ainda por fazer).<br />
E daí? Daí, uma preservação tamanha, uma preservação semelhante, abrangendo tantos séculos de transmissão a mão, e passando por tantas tribulações—uma preservação assim é simplesmente miraculosa. é uma prova aparente da atuação divina, que vale dizer também que Deus abonou a escolha da Igreja, o Cânon. Ao meu ver, o argumento mais contundente e convincente a favor do exato Cânon que a Igreja vem defendendo através dos séculos é exatamente a preservação miraculosa desse Cânon. Essa preservação é igualmente um forte argumento a favor da inspiração do Texto. É o argumento lógico. Se</p>
<p>o Criador fosse dar uma revelação a nossa raça, deveria também preservá-la. Constatamos que Ele a preservou, com efeito. Porque Ele cuidou tanto de preservar esse Texto, e só esse Texto? Presumivelmente porque Ele tinha interesse especial nesse Texto.<br />
Conclusão: Eu, pelo menos, não hesito em afirmar que podemos confiar no exato Cânon que recebemos como herança da comunidade da Fé através dos séculos. Assim faço por entender que o próprio Criador, mediante a Sua preservação singular, tanto abona como garante esse Cânon.</p>
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