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	<title>O Caminho Cristão &#187; igreja</title>
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	<description>"O cristianismo não é meramente um programa de conduta;é o poder de uma nova vida "</description>
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		<title>Intercessão pelo povo.</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Feb 2011 08:39:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nada faço senão por mim mesmo, nada faço por ninguém, o meu egoístico mundinho não me permite que pense nos outros senão em mim mesmo. Ainda assim clamo ao deus de israel a que nos abençoe a todos, a que abençoe com bençãos sem medida sobre tudo o que se move sobre o céu. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nada faço senão por mim mesmo, nada faço por ninguém, o meu egoístico mundinho não me permite que pense nos outros senão em mim mesmo. Ainda assim clamo ao deus de israel a que nos abençoe a todos, a que abençoe com bençãos sem medida sobre tudo o que se move sobre o céu. Não porque eu seja altruísta, senão porque não tenho nenhum outro caminho, a não ser o de seguir o que diz a santa palavra; e a santa palavra diz que devemos orar e interceder uns pelos outros: &#8220;E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração, e rogos, e jejum, e pano de saco, e cinza.&#8221; (Dn 9:3)</p>
<p><span id="more-1116"></span></p>
<p>Apesar de eu ver apenas o que é aparente, apesar de eu não saber absolutamente nada de justiça, de amor, de paz e de harmonia, ousei apresentar-me ante ti senhor</p>
<p>&#8220;E orei ao SENHOR, meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas o concerto e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; pecamos, e cometemos iniqüidade, e procedemos</p>
<p>impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos;</p>
<p>e não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, como também a todo o povo da terra.</p>
<p>A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, a confusão do</p>
<p>rosto, como se vê neste dia; aos homens de Judá, e aos moradores de Jerusalém, e a todo o Israel; aos de perto e aos de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa da sua prevaricação, com que prevaricaram contra ti.</p>
<p>Ó SENHOR, a nós pertence a confusão do rosto, aos nossos reis, aos nossos príncipes e a nossos pais, porque pecamos contra ti.</p>
<p>Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão; pois nos rebelamos contra ele e não</p>
<p>obedecemos à voz do SENHOR, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu pela mão de seus servos, os profetas.</p>
<p>Sim, todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se, para não obedecer à tua voz; por isso, a maldição, o juramento que está escrito na Lei de Moisés, servo de Deus, se derramou sobre</p>
<p>nós; porque pecamos contra ele.</p>
<p>E ele confirmou na sua palavra, que falou contra nós e contra os nossos juízes que nos julgavam, trazendo sobre nós um</p>
<p>grande mal; porquanto nunca debaixo de todo o céu aconteceu como em Jerusalém.</p>
<p>Como está escrito na Lei de Moisés, todo aquele mal nos sobreveio; apesar disso, não suplicamos à face do SENHOR, nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniqüidades e para nos aplicarmos à tua verdade.</p>
<p>Por isso, o SENHOR vigiou sobre o mal e o trouxe sobre nós; porque justo é o SENHOR, nosso Deus, em todas as suas obras, que fez, pois não obedecemos à sua voz. Na</p>
<p>verdade, ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão poderosa e ganhaste para ti nome, como se vê neste dia, pecamos; procedemos impiamente.</p>
<p>Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o</p>
<p>teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte; porquanto, por causa dos nossos pecados e por causa das iniqüidades de nossos pais, tornou-se Jerusalém e o teu povo um opróbrio para todos os que estão em redor de nós.</p>
<p>Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo e as suas súplicas e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do Senhor.</p>
<p>Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos e ouve; abre os teus olhos e</p>
<p>olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças,</p>
<p>mas em tuas muitas misericórdias.</p>
<p>Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor,</p>
<p>atende-nos e opera sem tardar; por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo se chamam pelo teu nome.&#8221; (Dn 9:4-19)</p>
<p>&#8220;Estando eu ainda falando, e orando, e confessando o meu pecado e o pecado do meu povo Israel, e lançando a minha súplica perante a face do SENHOR, meu Deus,</p>
<p>pelo monte santo do meu Deus,</p>
<p>estando eu, digo, ainda falando na oração, o</p>
<p>varão Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio voando rapidamente e tocou-me à hora do sacrifício da tarde.</p>
<p>E me instruiu, e falou comigo, e disse: Daniel, agora, saí para fazer-te entender o sentido.</p>
<p>No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; toma, pois, bem sentido na palavra e entende a visão.&#8221; (Dn 9:20-23)</p>
<p>&#8220;E disse o SENHOR: Conforme a tua palavra, lhe perdoei.&#8221; (Nm 14:20)</p>
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		<title>Pastores versus Lobos &#8211; A azeda realidade dos nossos dias</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Oct 2010 22:02:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<description><![CDATA[Pastores e lobos tem algo em comum: ambos se interessam por ovelhas, gostam e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos ao tentarmos saber quem é quem. Isso porque os lobos desenvolveram uma astuta técnica para se disfarçarem de ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas.Parecem ovelhas, mas são lobos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pastores e lobos tem algo em comum: ambos se interessam por ovelhas, gostam e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos ao tentarmos saber quem é quem. Isso porque os lobos desenvolveram uma astuta técnica para se disfarçarem de ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas.Parecem ovelhas, mas são lobos. No entanto, não é difícil distinguir entre pastores e lobos. O discernimento não é um expediente passivo como dom dado a poucos indivíduos, mas é importante arma de defesa que deve ser exercitada.</p>
<p>Observe estes comparativos, e tire suas próprias conclusões: &#8230;</p>
<p><span id="more-1102"></span></p>
<p>Pastores buscam o bem das ovelhas. Lobos buscam <strong>os bens</strong> das ovelhas.Pastores gostam de convívios. Lobos gostam de <strong>reuniões</strong>.Pastores vivem à sombra da cruz. Lobos vivem sob os <strong>holofotes</strong>Pastores choram por suas ovelhas. Lobos fazem suas ovelhas <strong>chorar.</strong>Pastores possuem autoridade espiritual. Lobos são <strong>autoritários e dominadores</strong>.Pastores têm esposas. Lobos tem <strong>coadjuvantes</strong>Pastores tem fraquezas. Lobos são <strong>poderosos</strong>Pastores olham nos olhos. Lobos <strong>contam cabeças</strong>.Pastores apaziguam as ovelhas. Lobos as <strong>intrigam</strong>.Pastores possuem senso de humor. Lobos se <strong>levam a sério</strong>.Pastores são ensináveis. Lobos são <strong>donos da verdade</strong>.Pastores colecionam amigos. Lobos possuem <strong>admiradores.</strong>Pastores se extasiam com o ministério. Lobos aplicam <strong>técnicas religiosas</strong>.Pastores se relacionam com outros pastores. Lobos <strong>competem entre si</strong>.Pastores são pastoreados por mentores. Lobos <strong>rejeitam o pastoreamento</strong> de suas almas.Pastores vivem o que pregam e pregam o que vivem. Lobos pregam o que <strong>não vivem</strong>Pastores vivem de salários e recursos que lhe são repartidos. Lobos <strong>enriquecem.</strong>Pastores ensinam com a vida. Lobos pretendem ensinar com <strong>discursos.</strong>Pastores sabem orar no secreto. Lobos gostam e <strong>só oram em publico</strong>Pastores vivem para suas ovelhas. Lobos se <strong>abastecem </strong>das ovelhas. Pastores são humanos, reais. Lobos são <strong>personagens religiosos, caricaturas</strong>. Pastores vão para o púlpito. Lobos vão para <strong>o palco.</strong> Pastores são apascentadores. Lobos <strong>são marqueteiros</strong>. Pastores são servos humildes. Lobos são <strong>chefes orgulhosos</strong> Pastores se interessam, pelo crescimento das ovelhas e da ovelha. Lobos se interessam pelo <strong>crescimento das ofertas</strong> Pastores apontam para Cristo e sua cruz. Lobos apontam para <strong>si e para as instituições religiosas, ou, seus impérios religiosos.</strong> Pastores são usados por Deus. Lobos usam as ovelhas em nome de Deus. Pastores falam da vida cotidiana. Lobos discutem o <strong>sexo dos anjos e etc…</strong> Pastores  se deixam conhecer. Lobos se distanciam e se <strong>escondem.</strong> Pastores sujam os pés na estrada. Lobos vivem em <strong>palácios e templos.</strong> Pastores alimentam as ovelhas. Lobos se <strong>alimentam de ovelhas.</strong> Pastores buscam a discrição. Lobos buscam <strong>a auto-promoção.</strong> Pastores conhecem, vivem e pregam a graça. Lobos vivem <strong>sem lei e pregam a lei.</strong> Pastores usam as escrituras como texto. Lobos as usam como <strong>pretexto pra tudo.</strong> Pastores se comprometem com o projeto do reino. Lobos tem <strong>projetos pessoais.</strong> Pastores vivem uma fé encarnada. Lobos vivem uma <strong>fé mística-espiritualizada.</strong> Pastores ensinam as ovelhas a se tornarem adultas. Lobos perpetuam a <strong>infantilidade das ovelhas</strong> Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas. Lobos lidam com <strong>técnicas pragmáticas e jargões religiosos</strong>. Pastores confessam seus pecados. Lobos <strong>expõe os pecados dos outros.</strong> Pastores pregam O Evangelho. Lobos fazem <strong>propaganda de um evangelho.</strong> Pastores são simples e comuns. Lobos são <strong>vaidosos e especiais.</strong> Pastores lideram igrejas-comunidades. Lobos lideram <strong>igrejas-empresas</strong>, Pastores pastoreiam as ovelhas. Lobos <strong>seduzem as ovelhas</strong> Pastores sabem dividir poder com outros pastores. Lobos <strong>não dividem poder com ninguém.</strong> Pastores trabalham em equipe. Lobos são <strong>prima-donas e exercem monopólio.</strong> Pastores ajudam as ovelhas seguirem livremente a Cristo. Lobos geram ovelhas <strong>dependentes e seguidoras deles próprios.</strong> Pastores constroem vínculos de interdependência. Lobos <strong>aprisionam em vínculos de co-dependência. </strong>Pastores se ocupam de pessoas e pregam A Palavra. Lobos se ocupam com <strong>coisas e pregam idéias. </strong>Bem, os lobos estão entre nós e em nós. </p>
<p>Que o Espírito de Deus nos ajude a discernir quem é quem, e a sermos quem Ele quer que sejamos.</p>
<p>Texto de Osmar Ludovico.</p>
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		<title>Leituras Culturais &#8211; por Ed René Kivitz</title>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 01:32:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As culturas devem ser lidas nas linhas e entrelinhas. As linhas falam da coisa em si. As entrelinhas falam do espírito da coisa. As entrelinhas podem distorcer e até mesmo destruir o que está dito nas linhas. Com a cultura cristã não é diferente. Veja o exemplo da assinatura da Igreja Universal do Reino de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As culturas devem ser lidas nas linhas e entrelinhas. As linhas falam da coisa em si. As entrelinhas falam do espírito da coisa. As entrelinhas podem distorcer e até mesmo destruir o que está dito nas linhas.</p>
<p><span id="more-1026"></span></p>
<p>Com a cultura cristã não é diferente. Veja o exemplo da assinatura da Igreja Universal do Reino de Deus, a saber, Jesus Cristo é o Senhor. De acordo com o Novo Testamento, isso significa que devemos viver como escravos dos propósitos de Jesus Cristo: ele manda e a gente obedece, ele propõe e a gente executa, ele dirige e a gente segue, pois afinal de contas, Ele é o Senhor. Mas na cultura da IURD, as entrelinhas dessa afirmação fazem com que ela signifique que Jesus pode realizar todos os seus desejos, afinal de contas Ele é o Senhor. A relação fica invertida: você clama e ele responde, você reivindica e ele atende, você pede com fé e ele lhe dá o que foi pedido, você participa da corrente de oração e se submete aos 318 pastores e Jesus faz a sua vida próspera e confortável, pois Jesus Cristo é o Senhor e você é “filho do rei”, de modo que não há qualquer motivo para que você continue nessa vida miserável, daí a segunda convocação da IURD: “para de sofrer”. Percebe como as linhas dizem uma coisa e as entrelinhas dizem outra?</p>
<p>O movimento evangélico é mestre em fazer confusão e promover distorção do Evangelho em virtude desse jogo de linhas e entrelinhas. Um exemplo disso é a mensagem VAI DAR TUDO CERTO, que recebi essa semana.</p>
<p>SALMO 22<br />
VAI DAR TUDO CERTO</p>
<p>DEUS me pediu que te dissesse que tudo irá bem contigo a partir de agora.<br />
Você tem sido destinado para ser uma pessoa vitoriosa e conseguirá todos teus objetivos.<br />
Nos dias que restam deste ano se dissiparão todas as tuas agonias e chegará à vitória.<br />
Esta manhã bati na porta do céu e DEUS me perguntou&#8230;<br />
&#8216;Filho, que posso fazer por você ?&#8217;<br />
Respondi:<br />
&#8216;Pai, por favor, protege e bendiz a pessoa que está lendo esta mensagem&#8217;.<br />
DEUS sorriu e confirmou: &#8216;Petição concedida&#8217;.<br />
Leia em voz baixa&#8230;<br />
&#8216;Senhor Jesus :<br />
Perdoa meus pecados.<br />
Amo-te muito, te necessito sempre, estás no mais profundo de meu coração, cobre com tua luz preciosa a minha família, minha casa, meu lugar, meu emprego, minhas finanças, meus sonhos, meus projetos e a meus amigos&#8217;.<br />
Passe esta oração a 5 pessoas, no mínimo.<br />
Receberás um milagre amanhã.<br />
Não o ignore.</p>
<p>Deus tem visto suas Lutas.<br />
Deus diz que elas estão chegando ao fim.<br />
Uma benção está vindo em sua direção.<br />
Se você crê em Deus, por favor envie esta mensagem para 20 amigos.<br />
Se acredita em Deus envia esta mensagem a 20 pessoas,<br />
se rejeitar lembre Jesus disse:<br />
“se me negas entre os homens, te negarei diante do pai” Dentro de 4 minutos te dirão uma notícia boa</p>
<p>Deixo de lado a crítica gramatical e o péssimo uso da lingua portuguesa. Dedico minha atenção ao conteúdo da mensagem que, travestida de cristã, é absolutamente anti-cristã: mentirosa, fantasiosa, desprovida de qualquer sentido bíblico, desalinhada com o todo do ensino e experiência de Jesus, seus apóstolos, e seus primeiros seguidores, totalmente alinhada com os dircursos baratos da auto-ajuda e da enganação religiosa, enfim, uma versão barata e piedosinha da superstição sincrética do espiritualismo popular.</p>
<p>A afirmação “vai dar tudo certo”, lida de acordo com as linhas do Novo Testamento, significaria, por exemplo, que os propósitos de Deus prevalecerão, a marcha da igreja de Jesus Cristo contra os poderes do mal será vitoriosa, a vontade de Deus será um dia feita na terra como o céu. Mas também significaria que os seguidores de Jesus seriam sempre ovelhas em meio aos lobos [Mateus 10.16], odiados pelo sistema sócio-político-econômico anti reino de Deus, ameaçados de morte, rejeitados, caluniados, e perseguidos por causa do nome de Jesus [Mateus 5.10-12], e passariam por muito sofrimento e tribulação antes de receberam a vitória plena no reino eterno de Deus [Atos 14.22]. Isto é, antes de dar tudo certo, daria tudo errado.</p>
<p>A convicação de que “em Cristo somos mais que vencedores” [Romanos 8.37], e que “em Cristo Deus sempre nos conduz em triunfo” [2Coríntios 2.14], é também acompanhada de uma profunda compreensão a respeito dos custos de se colocar ao lado de Deus e do reino de Deus, em oposição à injustiça e aos agentes promotores e mantenedores da morte no mundo.</p>
<p>Porque me parece que Deus nos colocou a nós, os apóstolos, em último lugar, como condenados à morte. Viemos a ser um espetáculo para o mundo, tanto diante de anjos como de homens. Nós somos loucos por causa de Cristo, mas vocês são sensatos em Cristo! Nós somos fracos, mas vocês são fortes! Vocês são respeitados, mas nós somos desprezados! Até agora estamos passando fome, sede e necessidade de roupas, estamos sendo tratados brutalmente, não temos residência certa e trabalhamos arduamente com nossas próprias mãos. Quando somos amaldiçoados, abençoamos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, respondemos amavelmente. Até agora nos tornamos a escória da terra, o lixo do mundo.<br />
[1Coríntios 4.9-13]<br />
Fica, portanto, muito evidente que quando os cristãos do Novo Testamento diziam que “vai dar tudo certo” estavam afirmando coisas completamente diferentes dessas afirmadas na mensagem que recebi pela internet, que diz:</p>
<p>Tudo irá bem contigo a partir de agora.</p>
<p>Você tem sido destinado para ser uma pessoa vitoriosa e conseguirá todos teus objetivos.</p>
<p>Nos dias que restam deste ano se dissiparão todas as tuas agonias e chegará à vitória.</p>
<p>Cobre com tua luz preciosa a minha família, minha casa, meu lugar, meu emprego, minhas finanças, meus sonhos, meus projetos e a meus amigos&#8217;.</p>
<p>Receberás um milagre amanhã.</p>
<p>Uma benção está vindo em sua direção.</p>
<p>Dentro de 4 minutos te dirão uma notícia boa.</p>
<p>Meu amigo, minha amiga, não é verdade que “tudo irá bem contigo a partir de agora”, e também não é verdade que “você tem sido destinado para ser uma pessoa vitoriosa e conseguirá todos teus objetivos”. Não se iluda, pois não é verdade que “nos dias que restam deste ano se dissiparão todas as tuas agonias e chegará à vitória”. Preste atenção: o compromisso cristão não suplica que Deus cubra com sua luz “minha família, minha casa, meu lugar, meu emprego, minhas finanças, meus sonhos, meus projetos e a meus amigos”. Na verdade, o compromisso cristão exige que você deixe de viver para seus sonhos, seus planos e seus projetos e passe a viver para Deus, pois, como ensina a Bíblia, “o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou“ [2Coríntios 5.14,15], e justamente por isso é que quem deseja seguir a Jesus deve lmebrar o que Jesus disse:</p>
<p>&#8220;Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, a encontrará. Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma?” [Mateus 16.24-26]</p>
<p>Também não é verdade que “receberás um milagre amanhã” e que “dentro de quatro minutos te dirão uma notícia boa”.</p>
<p>Pelo amor de Deus, jogue fora esse evangelho açucarado, que promete o que Deus jamais prometeu, e gera falsas esperanças nas pessoas. Respeite o sofrimento e a dor das milhares de pessoas que, apesar de sua fé, e talvez justamente por causa de sua fé, passam fome, não têm mínimas condições de sobrevivência, sofrem as consequências de tragédias pessoais e fatalidades naturais, são vítimas de um sistema mundano cruel, que as condena à escravidão e a uma vida sem futuro. Lembre dos cristãos que vivem na África, na Índia, na América Latina, e nos rincões miseráveis do Brasil. Seja solidário com as minorias: os negros escravizados, as mulheres violentadas, as crianças abusadas, as populações indígenas dizimadas, os refugiados de guerra, os perseguidos políticos, os desaparecidos. Respeite a grandeza dos cristãos perseguidos e mortos sob a tirania do fundamentalismo islâmico e dos regimes políticos ateístas. Pense um pouco se essa mensagem “vai dar tudo certo, todos os seus sonhos se realizarão, você vai receber um milagre amanhã” faz algum sentido na ala infantil do Hospital do Câncer, no campo de refugiados (mutilados) de Angola, ou nos casebres secos do sertão brasileiro.</p>
<p>Construa sua fé sobre um alicerce mais sólido. Por exemplo, o Salmo 22, aviltado com essa mensagenzinha “vai dar tudo certo”. Aliás, é bom lembrar que Bíblia não é um livro que pode ser manuseado por qualquer pessoa, de qualquer jeito. Da mesma maneira que não é qualquer pessoa que pode dar palpite a respeito do direito, de medicina, da engenharia, ou do marketing, também a teologia exige um mínimo de preparo, senão, muito preparo mesmo. Digo isso porque talvez o autor dessa mensagenzinha não saiba que o Salmo 22 é um dos Salmos messiânicos, que profetiza o sofrimento e o fracasso do Messias, que foi (1) abandonado por Deus e pelos homens [Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste? Por que estás tão longe de salvar-me, tão longe dos meus gritos de angústia? Meu Deus! Eu clamo de dia, mas não respondes; de noite, e não recebo alívio! Não fiques distante de mim, pois a angústia está perto e não há ninguém que me socorra], (2) rejeitado [Mas eu sou verme, e não homem, motivo de zombaria e objeto de desprezo do povo], (3) insultado [Caçoam de mim todos os que me vêem; balançando a cabeça, lançam insultos contra mim], (4) dilacerado pela dor que lhe foi brutalmente imposta [Como água me derramei, e todos os meus ossos estão desconjuntados. Meu coração se tornou como cera; derreteu-se no meu íntimo. Meu vigor secou-se como um caco de barro, e a minha língua gruda no céu da boca; deixaste-me no pó, à beira da morte. Cães me rodearam! Um bando de homens maus me cercou! Perfuraram minhas mãos e meus pés], e por fim (5) cuspido na cara e crucificado como impostor.</p>
<p>Para esse Messias não deu nada certo. Ele não recebeu uma boa notícia quatro minutos após sua agonia no Getsêmani, e também não recebeu um milagre no dia seguinte. No dia seguinte foi crucificado.</p>
<p>Mas esse Messias, apresentado pelo profeta como “homem de dores, que sabe o que é padecer” [Isaías 53], “Deus exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai” [Filipenses 2.9-11]. Isso sim é dar tudo certo.<br />
Provavelmente alguém vai dizer que é isso o que a mensagenzinha da internet quis dizer. Mas não foi. Nas linhas, pode ter sido. Mas no contexto da religiosidade popular e da subcultura evangélica, a mensagenzinha sugeriu que “os seus sonhos e os seus projetos” darão certo, e que você pode esperar para amanhã aquela resposta milagrosa de Deus para resolver seus problemas e dificuldades particulares, e que em quatro minutos você vai receber uma notícia boa, muito provavelmente trazendo a você uma benção na forma de conforto e prosperidade.</p>
<p>Em síntese, a mensagenzinha pode ser interessante, pode trazer uma esperança e um conforto para quem está lutando contra um sofrimento ou uma dificuldade medonha, e pode até mesmo trazer um alívio do tipo “eu sei que não é bem assim, mas é bom pensar que é, ou acreditar que pode ser”. Mas definitivamente essa mensagenzinha não tem nada a ver com o Evangelho de Jesus Cristo.</p>
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		<title>Só Princípios Eternos e nada mais !.</title>
		<link>http://www.caminhocristao.com/2009/07/so-principios-eternos-e-nada-mais/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 17:38:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes tem mais voz naquilo que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes tem mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que oferece, do que a Palavra de Deus. Os pastores negligenciam a supervisão do culto, que lhes compete, inclusive o conteúdo doutrinário da música. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-854"></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades sentidas dos consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça verdadeira, e o evangelho como a única proclamação da verdade salvadora. A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o desvelo e a disciplina da igreja. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades percebidas para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio das imagens sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura massificada. É só à luz da verdade de Deus que nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a provisão de Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensino, não a expressão de opinião ou de idéias da época. Não devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos tem dado. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual, é o teste da verdade. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 1: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Sola Scriptura </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação. </span></span></p>
<p><strong><span style="font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;"><br />
<em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">SOLO CHRISTUS</span></span></em></span></strong><strong><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">: A Erosão da Fé Centrada em Cristo </span></span></strong><span style="font-family: Arial;"></p>
<p><span style="font-size: small;">À medida que a fé evangélica se secularizou, seus interesses se confundiram com os da cultura. O resultado é uma perda de valores absolutos, um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 2: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Solus Christus </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">SOLA GRATIA</span></strong></em><strong><span style="font-family: Arial;">: A Erosão do Evangelho </span></strong></span><span style="font-family: Arial;"></p>
<p><span style="font-size: small;">A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da natureza humana decaída. Esta falsa confiança enche hoje o mundo evangélico – desde o evangelho da auto-estima até o evangelho da saúde e da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. Isso faz calar a doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de nossas igrejas. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A graça de Deus em Cristo não só é necessária como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 3: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Sola Gratia </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada. </span></span></p>
<p><strong><span style="font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;"><em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">SOLA FIDE</span></em><strong><span style="font-family: Arial;">: A Erosão do Artigo Primordial </span></strong></span></span></strong><span style="font-family: Arial;"></p>
<p><span style="font-size: small;">A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já permitimos que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério e o conteúdo de nossa pregação. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Muitas pessoas ligadas ao movimento do crescimento da igreja acreditam que um entendimento sociológico daqueles que vêm assistir aos cultos é tão importante para o êxito do evangelho como o é a verdade bíblica proclamada. Como resultado, as convicções teológicas freqüentemente desaparecem, divorciadas do trabalho do ministério. A orientação publicitária de marketing em muitas igrejas leva isso mais adiante, apegando a distinção entre a Palavra bíblica e o mundo, roubando da cruz de Cristo a sua ofensa e reduzindo a fé cristã aos princípios e métodos que oferecem sucesso às empresas seculares. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Embora possam crer na teologia da cruz, esses movimentos a verdade estão esvaziando-a de seu conteúdo. Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo em nosso lugar, pela qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou a sua justiça. Por ele Ter levado sobre si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na sua graça como aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. Não há base para nossa aceitação diante de Deus a não ser na obra salvífica de Cristo; a base não é nosso patriotismo, devoção à igreja, ou probidade moral. O evangelho declara o que Deus fez por nós em Cristo. Não é sobre o que nós podemos fazer para alcançar Deus. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 4: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Sola Fide </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima. </span></span></p>
<p><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">SOLI DEO GLORIA</span></span></strong></em><strong><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">: A Erosão do Culto Centrado </span><span style="font-size: small;">em Deus </span><span style="font-weight: normal;"></p>
<p><span style="font-size: small;">Onde</span></span><span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: small;"> quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da Bíblia, onde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. Nossos interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável. É essa perda que nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco para nós e têm um peso irrelevante sobre nós. </span></span></span></strong><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 5: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Soli Deo Gloria </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
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		<title>Igreja emo-cional versus Igreja racional.</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 01:19:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As Escrituras Sagradas há muito já perderam seu lugar de supremacia. Há uma chuva de visões, sonhos e novas revelações que contradizem totalmente o modelo bíblico de revelação de Deus aos homens. “Está consumado” e “quem adicionar um til a esta palavra” parece ser uma colocação desnecessária para certos lideres da igreja atual. Vive-se uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">As Escrituras Sagradas há muito já perderam seu lugar de supremacia. Há uma chuva de visões, sonhos e novas revelações que contradizem totalmente o modelo bíblico de revelação de Deus aos homens. “Está consumado” e “quem adicionar um til a esta palavra” parece ser uma colocação desnecessária para certos lideres da igreja atual. Vive-se uma fase de novas idéias, projetos, ministérios, sem, contudo trazer os mesmos para o centro da Palavra de Deus. Quando se usa o texto sagrado, tem-se o verdadeiro sentido de usar alguma coisa, manipulando o texto de forma a dominar o povo que deseja seguir uma religião de retorno para Deus e não de sacrifícios tolos. Preferindo viver sob revelações de seus profetas modernos e mesmo de anjos (como se fosse possível), a igreja atual segue revivendo a forma fétida de séculos atrás. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-811"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p>Não querendo fechar questão sobre o assunto, penso que um dos motivos para esse estado de coisas seja a falta de honra para o ensino nas igrejas. Vivemos no século 21 com um ensino ultrapassado de literaturas que já não apresentam conteúdo pratico, se não para quem as vende. Ainda na esfera do ensino, já não se ouve mais falar daquilo que é realmente interessante. Soberania de Deus? Que nada. Você tem que decretar e ele vem correndo como um serventezinho te atender. Afinal de contas, você “foi chamado por cabeça e não por cauda”. Foi chamado para “reinar em vida”. Doença? Você não deve aceitar, afinal de contas você é salvo e ser salvo significa perder a condição humana passando para um estágio de super-homem que não fica doente de forma alguma, a menos que você esteja em muito pecado. Você é pobre? Dificuldades financeiras? Porque você quer, pois Deus quer que você seja próspero, e te dá liberdade de exigir isso quando você o compra mensalmente com seus dízimos. Dói ouvir tanta besteira. A graça é suficiente? Nada disso, nem tão pouco o sacrifício. Viva ainda sob o peso de leis que sequer são bíblicas mas extra-bíblicas.</p>
<p>Com base em alguns argumentos de pseudo-santidade coloca-se o mundo num maligno mais poderoso que a própria bíblia descreve. Esquecem que quem domina tudo mesmo é o Senhor, inclusive este mundo que jaz no maligno.<br />
Já não se ensina viver uma vitória definitiva em Cristo, mas a viver em constante processo de libertações como se fosse necessário, além de sessões extras de libertação em alguns encontros específicos para este fim. Deve ser por este conceito podre de poder do diabo sobre tudo e todos que boa parte das igrejas pentecostais e neopentecostais precisem amarrar todo o mal antes do culto começar. Abram a porta! Jesus está cansando-se de tanto bater. Coloquem Jesus para dentro dos cultos e nada disso será necessário.</p>
<p>Não fosse suficiente toda essa gama de aberrações contra o verdadeiro conhecimento bíblico, há ainda os que pregam que, mesmo que você seja salvo, tem que buscar no seu passado as maldições que ainda pesam sobre você, fazendo de Cristo um impotente e fazendo da Escritura sagrada mentirosa quando ela afirma “se alguém está em Cristo, é nova Criatura, as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo”.</p>
<p>Manipulando os fiéis, a liderança da igreja usa textos para impor medo fazendo com que se tenha medo de expor o erro quando esse acontece na esfera dos pastores, bispos e outros mais. Não tocar no ungido do Senhor não é a mesma coisa de não questionar o ungido, principalmente se essa unção é questionável pelas suas atitudes mercantilistas, gananciosas e interesseiras. Nesse caso, deve não só tocar, mas expor o erro para que a igreja não continue sendo enganada e retirar o mesmo da posição que ocupa, a fim de não enganar mais a ninguém. Manipulam ainda através do conceito de dízimos e ofertas, afirmando que se um crente não entregar o dízimo é ladrão. Esquecem-se que a bíblia afirma que devemos contribuir segundo propôs nosso coração. Em outras palavras é uma relação entre eu e Deus e não entre eu e o Pastor da igreja.</p>
<p>Finalizando, não posso deixar de falar da idolatria feita a pastores, cantores, pregadores, adoradores, levitas, “avivadores” e outros dessa mesma linha. Pastores que só pregam por dinheiro e muito dinheiro e sempre trazem textos que dizem que o trabalhador é digno de seu salário, já estão fazendo parte do câncer moderno da igreja. Esquecem-se de que o ministério pastoral sempre foi um dom de Deus e não um título ou profissão.</p>
<p>O que dizer então do império do louvor que já se estabeleceu em nossas igrejas. Se você não louvar como determinado ministério de louvor, seu louvor não tem unção, se não incluir no repertório do período de louvor tal modinha nacional ou internacional de músicas gospel ou de louvor e adoração, não vale nada. Como se a unção fosse dada por nós e não por Deus. Seminários que se arvoram de meios para se ensinar o louvor, como se fosse possível ensinar. O que Deus precisa é de adoradores que o adorem em espírito e em verdade. Basta-nos este ensinamento e joguemos no lixo todo o resto.</p>
<p>É deprimente a onda de louvores-mantras com repetições intermináveis e em sua grande maioria falando do próprio eu, eliminando assim a centralização da pessoa de Deus. Vergonhoso é saber que você é discriminado por não levantar a mão, bater palmas ficar de pé, fechar os olhos, pular, dançar, falar qualquer coisa para o irmão do lado a mando do animador do culto. Isso é adoração espontânea? É isso que é ser adorador extravagante? É isso que é uma adoração com unção? A unção, repito, vem do Senhor e alcança o crente quando ele é salvo. Unção nunca vem por essas atitudes, no mínimo infantis.</p>
<p>Levitas? Que classe é essa? Ainda existe? Estamos na antiga aliança ainda? acaso somos judeus ? Os levitas da antiga aliança só cantavam e tocavam? Os de hoje (se é que existem) só sabem fazer isso. Talvez por que não estudem muito bem a Palavra e veja o verdadeiro significado da função. Não há hoje uma classe superior chamada levitas, como se quer pensar. Não há levitas entre nós hoje.</p>
<p>A igreja organização-instituição deteriora-se a cada dia e fede na sua própria putrefação. Abracemos à igreja genuína, como Corpo vivo de Jesus Cristo na terra sem a preocupação com modos, formas, dogmas, templos e regrinhas humanas, essa sim, imaculada e sem rugas e isenta de todas essas mazelas destruidoras.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><font size="3"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p></font></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
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		<title>Fé mutante !.</title>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2009 15:01:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[   Dia desses, eu estava indo para o céu de trem. Verdade! Dei uma voltinha no passado e lembrei-me de canções que cantava na igreja: ”O trenzinho de Jesus&#8230;.”, mas as canções não paravam por ai, era uma “briga” de “pentecostais” com “tradicionais” (me desculpem o mau jeito).  Também, em um tempo em que era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">   </span>Dia desses, eu estava indo para o céu de trem. Verdade! Dei uma voltinha no passado e lembrei-me de canções que cantava na igreja: ”O trenzinho de Jesus&#8230;.”, mas as canções não paravam por ai, era uma “briga” de “pentecostais” com “tradicionais” (me desculpem o mau jeito).<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Também, em um tempo em que era pecado a bateria na igreja, camisa vermelha, nem pensar. Me lembro saudoso da minha vasta cabeleira (buá, buá) que quase obtive a sentença de já estar no inferno. Os de outros credos religiosos era o próprio diabo e, portanto, nossos inimigos. Não podíamos ter contato com eles. Nesse tempo, ficou para trás oportunidades preciosas de conquistar corações para o Reino de Deus. Ah, Reino de Deus, era utopia! Mas, tínhamos crédito, os “crentes” eram gente boa, honesta trabalhadora. Orgulhávamo-nos disso!. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Hoje, bem, hoje&#8230; A facilidade de se “evangelizar” é tão grande que todos os meios de comunicação há um de nós infiltrado e mandando. Parece não existir mais pecado em nada, tudo é permitido, possível. A doutrina do “o que é que tem” está imperando. Se fizer sol, vou à praia, se chover eu não vou ao culto, compromisso?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">   </span>O poder do evangelho atual está em ter, ser, estar, status e não se pode sofrer. Não sofra mais!. Eu queria que os meus queridos fossem de Jesus, mas eles agora são de uma Igreja. Com slogans e trejeitos tribais. As canções de hoje? Vende CD e DVD, então é da boa! A Bíblia, só se tiver comentários exaustivos do meu pastor. </span></span><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A fé está mudando? Estou envelhecendo rápido demais? Tô por fora, bicho? Tenho que me tornar mais ligth?. </span></span><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Já não canto aquelas canções, não tenho tanto cabelo como queria ter, as vezes tenho receio de levantar a minha mão, senão o Senhor me avista e me chama puxando-me por ela. Também não quero nenhum Luthero, Calvino, ou qualquer outro colega reformador para mudar isso. Eu tenho que me convencer disso e mesmo me colocar a disposição para possíveis alterações. Posso ir a tua igreja e ver algo diferente, como o amor, por exemplo?. </span></span><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Acho que vou colocar a minha camiseta escrita assim: “Sou cristão, e daí?..</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Um abraço, beijo e aperto de mão, tudo despudoradamente gospel ! Amem !.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Douglas Vilcinskas, PR.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><a href="mailto:douglas@pastordouglas.com.br">douglas@pastordouglas.com.br</a></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
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		<title>Dízimo evangélico: obedece a tradições ou as Escrituras Sagradas ?.</title>
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		<pubDate>Sun, 03 May 2009 03:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<description><![CDATA[Seguimos ao Espírito Santo que nos deixou suas Escrituras Sagradas. Como conseqüência, o acúmulo de tradições acrescentadas, e ensinos distorcidos foram adicionados a essa Escritura, e o original ensino de Jesus Cristo foi varrido de sua genuína igreja por Ele criada. Somos filhos dessa fé em Jesus Cristo nosso Mestre, e temos a obrigação de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Seguimos ao Espírito Santo que nos deixou suas Escrituras Sagradas. Como </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">conseqüência, o acúmulo de tradições acrescentadas, e ensinos distorcidos foram adicionados a essa Escritura, e o original ensino de Jesus Cristo foi varrido de sua genuína igreja por Ele criada. </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Somos filhos dessa fé em Jesus Cristo nosso Mestre, e temos a obrigação de julgar nossas próprias práticas à luz da </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Bíblia, comparando Escritura com Escritura. Deveríamos hesitar em abolir </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ensinos que não se respaldam na Revelação? Não há erro quando alguém <span style="mso-bidi-font-style: italic;">obriga a si </span></span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">próprio </span><span style="font-family: Arial; color: black;">a não comer carne, ou guardar determinados dias, ou se abster de algo, ou </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">colocar sobre si qualquer outra obrigação sobre a qual não há mandamento bíblico (Rm </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">14.2-6). Porém, o erro passa a existir quando pretendemos impor <span style="mso-bidi-font-style: italic;">a outra pessoa </span></span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">exigências que a Bíblia não impôs. Pretendo demonstrar a seguir que o dízimo, </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">conforme tradicionalmente ensinado e praticado nas igrejas evangélicas, enquadra-se </span></span><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">nesta definição.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span id="more-692"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Um histórico da prática do dízimo:</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">A igreja pós-apostólica viveu a tensão entre a prática do dízimo e a afirmação paulina</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">de que Cristo nos libertou da lei (Gl 5.1). Nos séculos 5 e 6, encontramos a prática do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimo bem estabelecida nas áreas antigas da cristandade do ocidente. No século 8 os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">soberanos carolíngeos tornaram o dízimo eclesiástico parte da lei secular. Já no século</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">12, os monges que antes tinham sido proibidos de receber dízimos, sendo obrigados a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">pagá-los, obtiveram certa medida de liberdade ao obterem permissão para receber</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimos e, ao mesmo tempo, tendo isenção do pagamento deles. Controvérsias sobre</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimos sempre surgiram quando pessoas procuravam evitar o pagamento, ao passo que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">outras tentavam apropriar para si as rendas dos dízimos. Os dízimos medievais eram</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">divididos em <span style="mso-bidi-font-style: italic;">prediais</span>, cobrados sobre os frutos da terra; <span style="mso-bidi-font-style: italic;">pessoais</span>, cobrados dos salários</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">da mão-de-obra; e <span style="mso-bidi-font-style: italic;">mistos</span>, cobrados da produção dos animais. Esses dízimos eram</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">subdivididos, ainda, em <span style="mso-bidi-font-style: italic;">grandes</span>, derivados de trigo, feno e lenha, pagáveis ao reitor ou</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">sacerdote responsável pela paróquia; e <span style="mso-bidi-font-style: italic;">pequenos</span>, dentre todos os demais dízimos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">prediais, mais os dízimos mistos e pessoais, pagáveis ao vigário. Na Inglaterra,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">especialmente por volta dos séculos 16 e 17, a questão dos dízimos foi uma fonte de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">conflito intenso, visto que a Igreja Estatal dependia dos dízimos para sua sobrevivência.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Implicações sociais, políticas e econômicas eram consideráveis nas tentativas do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">arcebispo Laud de aumentar o pagamento dos dízimos, antes de 1640. Os <strong>puritanos</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ingleses e outros queriam a abolição dos dízimos, substituindo-os por <strong>contribuições</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;">voluntárias </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;">para sustentar os clérigos. Mas a questão dos dízimos despertou paixões </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ferozes e amarguras, notáveis dentre todas as questões associadas com a guerra civil</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">inglesa. Depois da guerra, o dízimo obrigatório sobreviveu na Inglaterra até o século</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">20.2</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O texto clássico</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">a nação toda. Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos exércitos, se eu não vos abrir as</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Ml 3.8-10</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Este é o texto clássico usado para ensinar aos membros da igreja a prática do dízimo,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">isto é, a entrega à igreja de 10% do salário bruto mensal. É concordância generalizada</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">entre os evangélicos que o dízimo não é dado, mas sim “devolvido” a Deus. Não poucos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">testemunhos confirmam que dar o dízimo acarreta bênção e o contrário traz maldição:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">“Temos um colega que recebeu uma carta de uma senhora que foi membro de sua Igreja e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ele chorou amargamente ao ler aquela carta, porque aquela senhora dizia o seguinte: Pastor,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">eu lhe agradeço por tudo quanto o senhor me fez durante o tempo em que fui membro da sua</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Igreja. Mas eu fui obrigada a me mudar dessa localidade e fui freqüentar outra Igreja. O</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">senhor nunca me falou a respeito do dízimo. O outro pastor me ensinou a ser dizimista, e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Deus me abriu as janelas dos céus e me tem dado tantas e tão grandes bênçãos que eu</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">lamento ter perdido doze anos na sua Igreja recebendo maldição, quando Deus tinha uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">bênção sem medida para mim, se eu fosse fiel. Um pastor que recebe uma carta assim só</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">pode chorar.3</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Testemunhos dessa natureza prendem a atenção dos ouvintes e são usados para</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">confirmar a veracidade do ensino a respeito do dízimo. É difícil discordar de algo que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">produz resultados como este:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">“Certo dia, quando recolhíamos os dízimos eu li este versículo. Estava presente um</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">engenheiro que, tendo sido muito rico, perdera tudo em poucas semanas, e quando eu li este</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">versículo ele compreendeu que isto tinha acontecido na sua vida, e, naquela hora, prometeu a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Deus que ia ser fiel na entrega dos dízimos. O que Deus fez e está fazendo na vida daquele</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">homem é simplesmente espantoso. Um ano depois este engenheiro era presbítero da minha</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Igreja e podia dizer: Hoje eu sou muito mais rico do que era quando Deus assoprou minha</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">riqueza porque Ele já me devolveu em dobro o que assoprou. Este homem tem sido uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">bênção na Igreja e no seu trabalho.4</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Doutrina, por mais atrativa que seja, não pode ter sua autoridade respaldada pela</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">experiência. O texto sagrado deve ser o <span style="mso-bidi-font-style: italic;">único </span>pilar sobre o qual se assenta o ensino.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Qualquer outro alicerce deve ser considerado supérfluo e indesejável. Sabemos também</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">que a doutrina não pode ser baseada num único texto. É necessário que haja uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">concordância com outras partes do Livro Santo. Examinemos se o dízimo, tal como é</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ensinado acima, confirma-se à luz das Escrituras.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">2 Extraído da <span style="mso-bidi-font-style: italic;">“Enciclopédia Histórico-Teológica da Bíblia”</span>. Ed. Vida Nova. Verbete “dízimo”. Negrito acrescentado. A afirmação</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">destacada merece consideração, pois os puritanos, nossos antepassados, representam o ápice do movimento reformado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">3 Extraído do livreto “<span style="mso-bidi-font-style: italic;">Fidelidade. Mordomia Cristã. Dízimo &#8212; método divino de contribuição</span>” do Rev. Jacob Silva. Ed. do Autor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">São Paulo. 1983. p..22-23</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">4 Idem, p. 21</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O Novo Testamento ensina a prática do dízimo?</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Uma primeira constatação é que não há, no Novo Testamento, nenhum parâmetro</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">mínimo estipulado para a contribuição.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O apóstolo Paulo organizou uma grande coleta para os necessitados da Judéia. As duas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">epístolas aos Coríntios trazem referência a esta coleta:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">quando eu for. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">1 Co 16.1-2</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Nos capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios, Paulo desenvolve seu ensino acerca das</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">contribuições. Estes textos se referem à alegria da contribuição, à generosidade, à</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">liberalidade, à presteza em ofertar:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">E isto afirmo, aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">com fartura com abundância também ceifará. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(9.6)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">&#8230; porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram <strong>abundância de</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">alegria</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">generosidade. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.2)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Pedindo-nos, com muitos rogos, a <strong>graça de participarem </strong>da assistência aos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">santos. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.4)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">&#8230; assim, como revelastes <strong>prontidão no querer</strong>, assim a leveis a termo, <strong>segundo</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">as vossas posses</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.11)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">porque bem reconheço a vossa <strong>presteza</strong>, da qual me glorio&#8230; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">( 9.2)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Não vemos nenhuma referência a uma contribuição mínima que é obrigatória – o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimo – e a partir daí, ofertas voluntárias. Ao contrário, o ensino de Paulo, é que se a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">contribuição não for voluntária, não deve ser dada:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Não vos falo na forma de mandamento</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">, mas para provar, pela diligência de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">outros, a sinceridade do vosso amor; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.8)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Porque, <strong>se há boa vontade</strong>, será aceita conforme o que o homem tem e não</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">segundo o que ele não tem. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.12)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Cada um contribua <strong>segundo tiver proposto no coração</strong>, não com tristeza ou por</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(9.7)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres (&#8230;) se não tiver</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">amor, nada disso me aproveitará. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(1 Co 13.3).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Ofertas voluntárias </span><span style="font-family: Arial; color: black;">são o método de contribuição do Novo Testamento:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">E sabeis também vós, ó filipenses, que, no início do evangelho, quando parti da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo no tocante a <strong>dar </strong>e receber,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">senão unicamente vós outros; porque até para Tessalônica <strong>mandastes não</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">. Não que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">eu procure o <strong>donativo</strong>, mas o que realmente me interessa é o fruto que aumente</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">o vosso crédito. Recebi tudo e tenho abundância; estou suprido, desde que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Epafrodito me passou às mãos o que me veio de vossa parte como aroma suave,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">como sacrifício aceitável e aprazível a Deus. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Fp 4.15-18)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Paulo usa a figura dos sacrifícios vetero-testamentários com relação às <span style="mso-bidi-font-style: italic;">ofertas</span>: as</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ofertas dos filipenses foram, diante de Deus, “como aroma suave, como sacrifício</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">aceitável e aprazível a Deus”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Mas aquele que está sendo instruído na palavra faça participante de todas as cousas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">boas aquele que o instrui </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Gl 6.6). Paulo, aqui, faz referência à <strong>obrigação </strong>de dar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">sustento àqueles que se afadigam no ensino da Palavra. Ensino repetido em 2</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Tessalonicenses 5.12:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais com</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">E mais detalhado em 1 Coríntios 9:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Não temos nós o direito de comer e beber? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 4)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Ou somente eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 6 &#8211; Paulo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">refere-se ao trabalho secular).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Se nós vos semeamos as cousas espirituais, será muito recolhermos de vós bens</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">materiais? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 11)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">alimentam? E que serve ao altar do altar tira o seu sustento? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 13). A</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">referência aqui é a Dt 18.1, que permite aos levitas comer partes dos sacrifícios</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">oferecidos no Templo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">De fato, existe o direito bíblico (do qual Paulo abriu mão, pelo menos com relação aos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">coríntios – 1 Co 9.15 – e aos tessalonicenses – 1 Ts 2.7,9; 2 Ts 3.8-9) de os pregadorespastores-</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">mestres serem sustentados pelas suas congregações:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">evangelho. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 14)&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Porém não há referência a dízimos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Algumas outras citações, entre muitas:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">&#8230; <strong>compartilhai </strong>as necessidades dos santos. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Rm 12.13)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">&#8230; <strong>façamos o bem </strong>a todos, mas principalmente aos da família da fé. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Gl 6.10)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">mãos o que é bom, <strong>para que tenha com que acudir ao necessitado</strong>. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Ef 4.28)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Exorta aos ricos do presente século &#8230; que &#8230; sejam &#8230; <strong>generosos em dar e</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">prontos a repartir </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;">(1 Tm 6.17,18).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Note-se o ensino consistente e positivo do Novo Testamento a respeito da generosidade,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">da liberalidade, da prontidão em repartir. A contrapartida negativa temos nas muitas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">advertências a respeito da avareza:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os <strong>cuidados</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">do mundo e a fascinação das riquezas </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">sufocam a palavra, e fica infrutífera </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Mt</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">13.22).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Tende cuidado e <strong>guardai-vos de toda e qualquer avareza</strong>; porque a vida de um</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">homem não consiste na abundância dos bens que ele possui. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Lc 12.15)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Sabei, pois, isto: nenhum &#8230; <strong>avarento, que é idólatra</strong>, tem herança no reino de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Cristo e de Deus. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Ef 5.5)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Porque nada temos trazido para o mundo, nem cousa alguma podemos levar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">querem ficar ricos caem em tentação e cilada, e em muitas concupiscências</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa <strong>cobiça</strong>, se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">1 Tm 6.7-10</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Seja a vossa vida <strong>sem avareza</strong>. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Hb 13.5)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Esta é a doutrina. Isso é o que devemos ensinar. O que passar disso pode ser considerado ensino</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">bíblico?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Jesus ensinou a prática do dízimo?</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Argumenta-se que Jesus ensinou que devemos dar o dízimo em Mateus 23.23:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas cousas, sem omitir</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">aquelas!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Note-se: obedecer os preceitos mais importantes <strong>da lei</strong>, sem omitir o dízimo da hortelã,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">do endro e do cominho, é o que Jesus afirma.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">De fato, esta afirmação de Jesus nos remete à discussão sobre a Lei e a Graça, o Velho e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">o Novo Testamento, a Antiga e a Nova Aliança.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Não ignoramos a profecia de Jeremias: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">nova aliança </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">com a casa de Israel e com a casa de Judá&#8230; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(31.31). Esta profecia foi</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">lembrada pelo autor de Hebreus que ensina a respeito de Jesus como <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Mediador de</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">superior aliança instituída com base em superiores promessas (8.6), </span><span style="font-family: Arial; color: black;">e completa:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">envelhecido está prestes a desaparecer </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(8.13)<span style="mso-bidi-font-style: italic;">. </span>Paulo afirma o mesmo com outras</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">palavras: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">que fôssemos justificados por fé. <strong>Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">subordinados ao aio </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;">(Gl 3.24-25)<span style="mso-bidi-font-style: italic;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Sabemos que há dois testamentos, duas alianças – uma antiga, que já passou, e uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">nova, que vigora. Mas, quando começou a vigorar a nova aliança, o novo testamento?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Hebreus responde: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Porque, onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">testador; pois um testamento só é confirmado no caso de mortos; visto que de maneira</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">nenhuma tem força de lei enquanto vive o testador. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Hb 9.16-17) Oh! que significado</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">tem as palavras de Jesus na última ceia: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">porque isto é o meu sangue, o sangue da <strong>nova</strong></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">aliança</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Mt 26.28).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Vemos, assim, que os evangelhos retratam acontecimentos da antiga aliança.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Poderíamos dizer que o Antigo Testamento se estende até Mateus 27.50 quando <span style="mso-bidi-font-style: italic;">“Jesus,</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Dessa forma, podemos entender muitas passagens do NT:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lc 1.15 o anjo Gabriel consagra João Batista ao nazireado, conforme Nm 6.3.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lucas 2.21 Jesus é circuncidado obedecendo o disposto em Levítico 12.3;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lucas 2.22 Maria se purifica conforme estabelecido em Levítico 12.4;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lucas 2.23 os pais de Jesus oferecem o sacrifício prescrito em Levítico 12.6-8;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Mateus 8.4 Jesus manda um leproso fazer o sacrifício prescrito em Levítico 14;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Lucas 19.8 Zaqueu se submete duplamente à pena estabelecida em Êxodo 22.9;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Mateus 17.24 Jesus paga o imposto estipulado em Êxodo 30.11-16</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Em Mateus 26.17 Jesus e os discípulos cumprem o requerido em Êxodo 12.1-27.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Entendemos, então, que enquanto Jesus vivia, a Lei Mosaica estava em vigor. Como</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">entender Mt 8.4, onde Jesus ordena a apresentação de um sacrifício de animal ao que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">havia sido curado de lepra? É necessário que façamos isto hoje? Evidentemente que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">não. Da mesma forma, quando, em Mt 23.23, Jesus ordena aos fariseus que dêem o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimo do cominho, da hortelã e do endro, devemos entender que eles estavam debaixo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">da mesma aliança mosaica que obrigou o leproso a cumprir o ritual de Levítico 14. Há,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">portanto, nos relatos dos evangelhos, um aspecto de transição entre o que é e o que há</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">de vir. Por isso é preciso cuidado para não impor sobre o Novo Israel prescrições</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">relativas ao Antigo Israel. <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Pois não estais debaixo da lei e sim da graça </span>(Rm 6.14).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O dízimo está acima da Lei?</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Existe uma passagem em Gênesis 14.20 – <span style="mso-bidi-font-style: italic;">E de tudo lhe deu Abrão o dízimo – </span>que é</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">usada para defender a prática do dízimo como supra-legal, ou seja, acima da lei. Eis o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">argumento: Abrão deu o dízimo a Melquisedeque, rei de Salém, antes da Lei ser</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">estabelecida. Logo o dízimo é antes da Lei. Portanto o dízimo perdura após o fim da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Lei.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Tomemos outra passagem para testar a validade da argumentação acima – Gn 17.10:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">macho entre vós será circuncidado. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Em Gn 17.23-27 vemos Abraão circuncidando-se a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">si, a Ismael, e a todos os homens de sua casa. Argumentemos: Abrão circuncidou-se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">antes da Lei ser estabelecida. Logo a circuncisão é antes da Lei. Portanto a circuncisão</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">perdura após o fim da Lei.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Temos, assim, verificado que se este argumento é procedente para validar o dízimo, é da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">mesma forma procedente para justificar a prática da circuncisão.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Uma preciosa norma de interpretação afirma que um texto descritivo pode <span style="mso-bidi-font-style: italic;">ilustrar </span>uma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">doutrina, porém não pode ser base de doutrina. Porém é freqüente cair neste erro. Toda</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">a doutrina pentecostal do batismo com o Espírito Santo esta assentada sobre o livro de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Atos – descritivo por excelência. Usando textos descritivos grupos sectaristas ensinam,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">por exemplo, o lava-pés (<span style="mso-bidi-font-style: italic;">Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés,</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">também vós deveis lavar os pés uns dos outros – </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Jo 13.14)<span style="mso-bidi-font-style: italic;">; </span>que a Ceia deve ser</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">celebrada com pão asmo (cf. Mt 26.17-19; Ex 12.1-27 – porém esquecem que Jesus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">usou também vinho e não o suco de uva que a maioria das igrejas usa atualmente); que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">o batismo só é válido quando feito em rio – “rios de águas correntes” é a expressão</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">usada (Mt 3.6). Kenneth Hagin, o fundador da “teologia” da prosperidade erige um</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">verdadeiro arranha-céu doutrinário sobre uma única afirmação de Jesus: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Por isso, vos</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">(Mc 11.24)<span style="mso-bidi-font-style: italic;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Portanto, se é correto que não se pode basear doutrina sobre texto descritivo, tanto</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Mt 23.23 quanto Gn 14.20 ficam invalidados para se justificar a prática atual do dízimo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O Dízimo e a Lei Mosaica</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Trazei todos os dízimos&#8230; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Ml 3.10).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Nenhum profeta do Antigo Testamento criou doutrina nova. A síntese do que diziam</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">pode ser resumida na seguinte sentença: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Voltem para a Lei</span>. Em outras palavras:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">lembrem-se do que Moisés vos prescreveu. De modo que, se queremos saber mais a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">respeito do dízimo devemos nos voltar para suas prescrições no Pentateuco. E é aí que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">encontraremos algumas surpresas:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">- Em Lv 27.30-33 aprendemos que os dízimos são <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Santos ao SENHOR.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">- Em Nm 18.21ss aprendemos que os dízimos são herança dos Levitas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">- Porém em Dt 12.5ss e 14.22ss aprendemos a respeito da <span style="mso-bidi-font-style: italic;">dinâmica </span>da entrega dos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dízimos: eles eram comidos e bebidos pelo próprio ofertante e sua família no Templo,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">diante do SENHOR, numa celebração alegre e festiva: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">A esse lugar </span>[o Templo] <span style="mso-bidi-font-style: italic;">fareis</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">chegar os vossos &#8230; dízimos&#8230; Lá comereis perante o SENHOR, vosso Deus, e vos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">alegrareis&#8230; </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(12.6,7)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Se o caminho até o Templo fosse longo, o israelita poderia vender o seu dízimo e,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">chegando a Jerusalém, comprar <span style="mso-bidi-font-style: italic;">tudo o que deseja a tua alma: vacas, ovelhas, vinho ou</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">bebida forte, ou qualquer cousa que te pedir a tua alma; come-o ali perante o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">SENHOR, teu Deus, e te alegrarás, tu e a tua casa. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(14.26).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Repetidamente há a recomendação de não desamparar o levita (12.12, 18, 19; 14.27). E,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">finalmente, no capítulo 14 uma ordem especial:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Ao fim de cada três anos, tirarás todos os dízimos do fruto do terceiro ano e os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">recolherás na tua cidade. Então, virão o levita (pois não tem parte nem herança</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">contigo), o estrangeiro, o órfão e a viúva que estão dentro da tua cidade, e</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">comerão, e se fartarão, para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em todas as</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">obras que as tuas mãos fizerem. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(v 28-29)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Portanto vemos claramente que somente de 3 em 3 anos o dízimo era entregue</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">integralmente </span><span style="font-family: Arial; color: black;">aos levitas. Nos anos restantes ele era consumido alegremente “perante o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">SENHOR” pelo próprio ofertante, por sua família e por muitos convidados, num grande</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">banquete. Em Ne 13.10-12, vemos a restauração da prática do dízimo no Judá pósexílio.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Ali está a referência aos “depósitos” onde eram armazenados os dízimos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">A que prática olvidada pelo povo Malaquias estava se referindo? A tudo o que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">acabamos de descrever do livro de Deuteronômio. Portanto, se quisermos usar o profeta</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">para restaurar a prática do dízimo, não podemos omitir os textos Mosaicos a que ele está</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">se referindo, pois uma boa norma de hermenêutica diz que um texto não pode significar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">para nós o que não significou para os seus destinatários originais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O Dízimo e os Profetas</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">A esta altura uma pergunta se faz necessária: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">é correto que um texto do Antigo</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Testamento de modo geral ou um texto de alguns dos profetas seja usado como base</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">para se ensinar a prática ou a abstenção de algum preceito? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Alguns respondem que</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">sim, desde que se trate da lei moral, a qual continuamos obrigados a cumprir e não da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">lei cerimonial essa sim, revogada. Mas, como fazer tal distinção? Exemplifiquemos com</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">o conhecido texto do profeta Isaías (capítulo 58) sobre o jejum aceitável a Deus: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Seria</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">este o jejum que escolhi, que o homem um dia aflija a sua alma, incline a sua cabeça</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">como o junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza? &#8230; Porventura, não é este o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? </span><span style="font-family: Arial; color: black;">É moral ou cerimonial o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">que escreve o profeta? E o final do discurso quando Isaías afirma: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Se desviares o pé de</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">falando palavras vãs, então, te deleitarás no SENHOR. Eu te farei cavalgar sobre os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">SENHOR o disse.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Guardar o sábado é moral ou cerimonial? Freqüentemente aquilo que <span style="mso-bidi-font-style: italic;">parece </span>cerimonial</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">está inextrincavelmente ligado ao que, sem dúvida, é moral. <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Não comereis cousa</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">alguma com sangue, não agourareis, nem adivinhareis. Não cortareis o cabelo em</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">redondo, nem danificareis as extremidades da barba </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(Lv 19.26). <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Não contaminarás a</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">tua filha, fazendo-a prostituir-se&#8230; guardareis os meus sábados&#8230; não vos voltareis para</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">os necromantes, nem para os adivinhos. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Lemos, também, que Deus quis matar Moisés</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">porque este não havia circuncidado seus filhos (Ex 4.24-26) e que a pena de morte era</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">prescrita para quem não guardasse o sábado (Ex 31.14-15). Para o judeu comer comida</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">kosher </span><span style="font-family: Arial; color: black;">(pura), guardar o sábado, circuncidar a si e seus filhos e usar barba era tão moral</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">quanto não consultar necromantes ou adivinhos e não prostituir sua filha. Portanto,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">como justificar que usar Malaquias 3.10 para se requerer a prática do dízimo é legítimo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">e não é legítimo usar Isaías 58.13 para se exigir a guarda do sábado? Por que critério</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Malaquias 3.10 é atual e não Malaquias 4.4? “<strong><span style="mso-bidi-font-style: italic;">Lembrai-vos da lei de Moisés</span></strong><span style="mso-bidi-font-style: italic;">, meu servo,</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">a qual lhe prescrevi em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos.” </span><span style="font-family: Arial; color: black;">E, se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Malaquias 3.10 continua vigorando, onde o Livro Santo nos autorizou a alterar a prática</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">do dízimo conforme prescrita pela lei de Moisés?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;">Calvino e a mordomia</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black;">5</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Calvino, nos Comentários aos Cinco Livros de Moisés, nos trechos referentes às</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">primícias, aos dízimos e às oferendas escreve que estas prescrições têm um significado</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">5 Calvino deixou em sua vastíssima obra, valiosos e densos comentários sobre a vida material: riquezas, propriedades, trabalho, descanso, banqueiros, empréstimos, impostos, diaconia, remuneração, etc. Para quem quiser se aprofundar neste assunto recomendo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">a obra <span style="mso-bidi-font-style: italic;">O Pensamento Econômico e Social de Calvino</span>, de André Biéler, publicado pela Casa Editora Presbiteriana.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Assim, comentando a exigência do imposto do templo (Ex 30.16) ele escreve:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Deus os taxou todos a uma e a mesma soma, a fim de que, desde o maior até o menor,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">cada qual, qualquer que fosse o seu estado ou qualidade, reconhecesse que Lhe</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">pertencia inteira e totalmente. E não é de maravilhar, visto que era esse (como se diz)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">um direito pessoal e as faculdades não se creditam a que o rico, de fato, contribuísse</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">mais do que o pobre, mas antes, que o tributo era pago igualmente pessoa por pessoa.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Comentando o texto de Mt 17.24 ele acrescenta: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Sabemos que a Lei lhes impunha pagar</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">cada um anualmente meio estáter e que Deus, que os havia resgatado, era para eles o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Rei Soberano. </span><span style="font-family: Arial; color: black;">Ou seja, para Calvino, este imposto simboliza a redenção que Jesus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">efetua em favor de cada pessoa do seu povo. Da mesma forma, comentando sobre as</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">primícias, “Calvino afirma que São Paulo mostra que se a oferta das primícias, como</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">rito, <strong>foi abolida</strong>, guarda-nos, todavia, o significado espiritual.”6 <strong><span style="mso-bidi-font-style: italic;">Sem a cerimônia</span></strong><span style="mso-bidi-font-style: italic;">,</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">permanece ainda a verdadeira observância, quando nos exorta ele a glorificar o nome</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">de Deus, até mesmo no beber e no comer (1 Co 10.31)</span><span style="font-family: Arial; color: black;">7</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Comentando o voto de Jacó em Gn 28.22 (<span style="mso-bidi-font-style: italic;">E, de tudo quanto me concederes, certamente</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">eu te darei o dízimo</span><span style="font-family: Arial; color: black;">), Calvino escreve: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Os atos externos não caracterizam os</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">verdadeiros servidores de Deus, são apenas subsídios de piedade.</span><span style="font-family: Arial; color: black;">8</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Comentando 2 Co 8.8, o reformador escreve: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Verdade é que, por toda parte, ordena</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Deus que acorramos a ajudar os irmãos em suas necessidades; <strong>mas, verdade é também</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">que nenhuma passagem há em que nos defina a soma, </span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">quanto lhes devemos dar, a fim</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">de que, feita estimativa de nossos bens, repartamo-los entre nós e os pobres; nem, de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">maneira semelhante, onde nos obriga a certas circunstâncias, nem de tempo, nem de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">pessoa, nem de lugar, mas à regrada caridade nos conduz.</span><span style="font-family: Arial; color: black;">9</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">No entanto, Calvino não deixa de enfatizar aquilo que já vimos: o ensino a respeito da</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">generosidade e a precaução contra a avareza:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">A vontade liberal é agradável a Deus tanto do pobre quanto do rico&#8230; verdade é</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">que é bem certo que devemos a Deus não apenas uma parte, mas, afinal, tudo o</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">que somos e tudo o que temos. <strong>Entretanto, segundo Sua benevolência, até esse</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">ponto nos poupa</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">, que Se contenta desta comunicação que o Apóstolo aqui</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">ordena. O que, pois, ensina ele aqui é um relaxamento, por assim dizer, daquilo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">a que somos obrigados no rigor do direito. Contudo nosso dever é estimular-nos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">a nós mesmos a <strong>darmos com freqüência</strong>. Não há temer que sejamos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">exageradamente descomedidos neste aspecto, pelo contrário, há é o perigo de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">sermos demasiado sovinas</span><span style="font-family: Arial; color: black;">.10</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Ainda comentando 2 Co 8.8, Calvino acrescenta: <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Ora, esta doutrina é necessária contra</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">um bando de visionários que pensam que nada havemos feito, se não nos despojamos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">inteiramente para termos tudo em comum. Na verdade, tanto fazem por sua fantasia,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">que ninguém pode dar ajuda em boa consciência. Eis porque é preciso observar-se</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">diligentemente a moderação de São Paulo, a saber, que nossa ajuda seja agradável a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Deus, quando de nossa abundância acorremos à necessidade dos irmãos, não de tal</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">maneira que tenham a ponto de regurgitarem, enquanto nós ficamos na condição de</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">6 Biéler, op. cit. p. 473, negrito acrescentado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">7 Sermão de Calvino sobre Dt 14.21-28, negrito acrescentado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">8 Comentários aos Cinco Livros de Moisés</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">9 Comentários ao Novo Testamento 2 Co 8.8, destaque acrescentado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">10 Idem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">necessitados, mas antes, que <strong>do nosso distribuamos segundo o permite nossa própria</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">capacidade, e com alegria de coração e ânimo disposto</span></strong><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">.</span><span style="font-family: Arial; color: black;">11</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Conclusão</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Cremos que as Escrituras Sagradas do Velho e do Novo Testamento são a</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Palavra de Deus é a única regra de fé e prática dada por Ele à sua Igreja, e que são</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">falsas e perigosas todas as doutrinas e cerimônias contrárias a essa palavra, e todos os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">usos e costumes acrescentados à simples lei do Evangelho de nosso Senhor Jesus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">Cristo? </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O que devemos fazer? A confissão que fizemos nos lembra que tudo o que é extrabíblico</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">é, na verdade, anti-bíblico, que qualquer imposição que se revele sem raízes nas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">Escrituras deve ser considerada falsa e perigosa, mesmo que tenha sido instituída com</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">propósitos elevados.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">O dízimo tradicionalmente praticado pelos evangélicos é bíblico? Se não for não pode</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">ser legitimamente exigido de nenhum membro. Já se afirmou que se o dízimo for extinto</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">a igreja perderá o seu sustento. Ora, este <strong>não </strong>é um argumento bíblico. Respondemos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">que a doutrina bíblica nunca prejudicará a vida da igreja e que a verdade jamais será</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">perniciosa; pelo contrário, se tivermos a determinação de ensinar que os membros são</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">livres </span><span style="font-family: Arial; color: black;">para dar ou não dar, que não há patamar mínimo exigido, que Deus ama a quem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">dá com alegria, que devemos ser generosos, guardar-nos da avareza, ser prontos em</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">repartir, acumular tesouros no céu&#8230; Deus responderá derramando sobre a <strong>Sua </strong>igreja</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">bênçãos sem medida. Concluímos que o ensino enfatizado do N.T. se resume em repartir </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial; color: black;"><span style="font-size: small;">recursos sem reserva e mutuamente em amor e graça.</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dramas de Corinto: o filme reprisado de hoje !.</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 05:33:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
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		<category><![CDATA[modismos evangélicos]]></category>
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		<description><![CDATA[Apesar de ser uma igreja que se via como espiritual (1 Coríntios 3.1) e de ser voltada para a busca de dons carismáticos (1 Coríntios 12.31; 14.1; 14.12), a igreja de Corinto estava na iminência de dividir-se em pelo menos quatro pedaços. Paulo, ao escrever-lhes, menciona que tem conhecimento de quatro grupos dentro da comunidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Apesar de ser uma igreja que se via como espiritual (1 Coríntios 3.1) e de ser voltada para a busca de dons carismáticos (1 Coríntios 12.31; 14.1; 14.12), a igreja de Corinto estava na iminência de dividir-se em pelo menos quatro pedaços. Paulo, ao escrever-lhes, menciona que tem conhecimento de quatro grupos dentro da comunidade que ameaçavam a sua unidade: os de Paulo, os de Pedro, os de Apolo e os de Cristo (1 Coríntios 1.11-12). A igreja de Corinto, com seu espírito faccioso e divisionista, a despeito de sua pretensa espiritualidade, ficou na história como um alerta às igrejas cristãs de todo o mundo, registrado na carta que Paulo lhes escreveu. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-596"></span></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Para aprendermos a lição, devemos primeiramente entender o racha que estava por acontecer naquela igreja. E não é um desafio fácil determinar com relativa certeza a natureza e identificação de cada um dos grupos mencionados por Paulo em 1 Coríntios 1.12. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Uma explicação popular é a dos partidos teológicos. Para alguns estudiosos, os aderentes de Pedro, Paulo e Apolo haviam-se agrupado em torno das suas doutrinas distintas, formando uma divisão rígida dentro da igreja. Estes grupos se caracterizavam por manter as ênfases doutrinárias características daqueles líderes. Geralmente se ouve falar que os de Pedro mantinham um Cristianismo judaico rígido e intolerante, até meio legalista; que os de Paulo eram mais abertos, enfatizando a salvação pela fé sem as obras da lei, e que os de Apolo seguiam a hermenêutica alegórica do eloqüente alexandrino. A realidade é que não há qualquer indício em 1 Coríntios 1-4 da existência de partidos teológicos. A relação entre a teologia dos líderes favoritos e a formação destes partidos em torno de seus nomes é altamente especulativa. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O que se percebe é que havia <em><span style="font-family: Arial;">a escolha pessoal de cada coríntio </span></em>de um líder favorito, de quem ele se vangloriava de ser discípulo (1 Coríntios 1.12; 3.21). As contendas se davam porque cada um deles afirmava que seu eleito era o melhor (3.21, 4.6). Percebemos ainda que existe uma relação estreita entre o apego à filosofia grega e a formação dos partidos em 1 Coríntios 1-4. Os slogans “eu sou de&#8230;” soam como culto à personalidade, um erro no qual crentes neófitos e imaturos caem com freqüência. No caso dos coríntios em particular, esse culto à personalidade tinha recebido um impulso adicional da sua tendência, como gregos, de exaltar os mestres religiosos ao status de <em><span style="font-family: Arial;">theioi anthropoi </span></em>, homens possuindo qualidades divinas. As principais escolas filosóficas da Grécia costumavam invocar o nome de seus fundadores e principais mestres. Esse costume poderia explicar a vanglória dos coríntios em seguir Paulo, Pedro, Apolo e mesmo o Mestre de todos, Cristo. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Os slogans usados pelos coríntios (“eu sou de&#8230;”) ratificam esse ponto. O problema tinha a ver com a tendência comum de alguns crentes de <em><span style="font-family: Arial;">venerar líderes cristãos reconhecidos </span></em>. Com exceção de Cristo, os nomes escolhidos pelos coríntios são de um apóstolo (Pedro e Paulo) ou de alguém associado com eles (Apolo): Paulo era o fundador apostólico da igreja (4.15); Apolo, por sua vez, embora não considerado no Novo Testamento como um apóstolo, era um pregador eloqüente e tinha desenvolvido um ministério frutífero entre os coríntios, depois da partida de Paulo (3.6, cf. At 18.24-28, 19.1); E Pedro era o conhecido líder dos apóstolos, e muitos possivelmente teriam sido atraídos a ele, embora não seja certo que alguma vez ele haja visitado a igreja de Corinto. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Os “de Cristo” são notoriamente difíceis de se identificar. Embora a escolha do nome de Cristo tenha sido possivelmente uma reação ao partidarismo em torno de nomes de homens, os seus aderentes nada mais são que outro partido. Eles se vangloriavam de que seguiam a Cristo somente, e não a homens, mesmo que estes fossem apóstolos. Paulo os teria criticado pela forma <em><span style="font-family: Arial;">facciosa </span></em>com a qual afirmavam esta posição aparentemente correta. É provável que os membros do partido “de Cristo” eram os mesmos “espirituais”, um grupo na igreja que se considerava “espiritual” (cf. 3.1; 12.1; 14.37). Para eles, o conceito de ser “espiritual” estava relacionado com o uso dos dons espirituais, principalmente de línguas e de profecia. Este grupo, por causa do acesso direto que julgava ter a Deus, através dos dons, teria considerado desnecessário o ministério de Paulo, tinham-no em pouca conta, e mesmo queriam julgar a sua mensagem (1 Coríntios 4.3; 4.18-21; 8.1-2; 9.3). Esse seria o grupo “de Cristo,” cujos membros (em sua própria avaliação) não dependiam de homem algum, mas somente e diretamente do Senhor, através dos dons. Paulo faz pouco caso das suas reivindicações, e considera a igreja <em><span style="font-family: Arial;">toda </span></em>como sendo “de Cristo” (cf. 3.23; 2 Coríntios 10.7). </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">É o próprio Paulo, entretanto, quem nos revela a causa interna principal para as divisões entre os coríntios: eles ainda eram carnais (1 Coríntios 3.1-4; cf. Gálatas 5.20). Esta carnalidade, embora deva ser interpretada primariamente como imaturidade, em contraste aos “maduros” ou “perfeitos” (1 Coríntios 2.6), carrega uma conotação ética, como a expressão “andar segundo os homens” (1 Coríntios 3.3) indica. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Podemos concluir que os partidos de Paulo, Apolo, Cefas e Cristo, que estavam rachando a igreja de Corinto, não eram partidos teológicos, isto é, aglutinados em torno da suposta teologia de cada um destes nomes. Mais provavelmente, os partidos se formaram a partir das preferências pessoais dos coríntios individualmente, tendo como impulso a sua imaturidade, sua carnalidade, e sua tendência, como gregos, de exaltar mestres religiosos. O partido de Cristo, por sua vez, havia se formado por outro motivo, a enfatuação religiosa produzida pelos dons carismáticos. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A situação triste da igreja de Corinto nos fornece um retrato do espírito divisivo que ainda hoje permeia as igrejas evangélicas. É um texto básico para ser pregado e ensinado nas igrejas e seminários. Embora haja momentos em que uma divisão seja necessária (quando, por exemplo, uma denominação abandona as Escrituras como regra de fé e prática), percebemos que as causas do intenso divisionismo evangélico no Brasil são intrinsecamente corintianas: imaturidade, carnalidade, culto à personalidade, orgulho espiritual, mundanismo. Nem sempre os líderes são culpados do culto à personalidade que crentes imaturos lhes prestam. Paulo, Apolo e Pedro certamente teriam rejeitado a formação de fã-clubes em torno de seus nomes. De qualquer forma, os líderes evangélicos sempre deveriam procurar evitar dar qualquer ocasião para que isto ocorra, como o próprio Paulo havia feito (1 Coríntios 1.13-17). Infelizmente, o conceito de ministério que prevalece em muitos quartéis evangélicos de hoje é exatamente aquele que Paulo combate em 1 Coríntios. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Preconceito !: Um dos pecados cinicamente ocultos na Igreja.</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 01:15:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se perguntarmos às pessoas sobre o que acham da Igreja evangélica, é claro que ouviremos várias opiniões a respeito. O fato é que existem alguns problemas que não são percebidos de forma tão aparente. Quanto a isso, podemos citar o desastroso envolvimento político, as jogadas denominacionais, o tratamento diferenciado para com os pobres e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Se perguntarmos às pessoas sobre o que acham da Igreja evangélica, é claro que ouviremos várias opiniões a respeito. O fato é que existem alguns problemas que não são percebidos de forma tão aparente. Quanto a isso, podemos citar o desastroso envolvimento político, as jogadas denominacionais, o tratamento diferenciado para com os pobres e o que não se pode deixar de ressaltar é o racismo existente nos grupos. </span></span></p>
<p> </p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-580"></span></span></span></p>
<p> </p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Devido à institucionalização das comunidades evangélicas, surge uma grande necessidade de poder. Muitos querem cargos que lhes possam projetar como pessoas importantes e os elevar a um status respeitável entre os demais. Entender isso não é nada fácil, pois a comunidade cristã deveria primar por posturas mais adequadas. Entretanto, sabemos que esse desejo desenfreado pelo poder é fruto da queda, do pecado que não sai de nossa natureza, ainda que sejamos livres dele. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Todavia, resultante dessa ambiciosa característica, existe um processo de estratificação funcional que coloca as pessoas nos lugares sem lhes dar chance de crescimento. Nesse desenvolvimento mundano, vemos muitas comunidades cristãs envolvidas, podendo notar uma diferença às pessoas com melhores condições financeiras ou com vários títulos. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O que não dizer do preconceito racial na Igreja evangélica brasileira? Quantas histórias verídicas ouvimos de pessoas que foram tratadas com desprezo só por serem negras. O interessante é que muitas comunidades, em suas origens, tiveram um grande apoio dos negros. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Um dia, conversando com uma irmã, pude ver quanto o preconceito está introjetado nas mentes dos crentes. Ela me fez a &#8220;sábia&#8221; pergunta: &#8220;Depois de nós, os brancos, de onde surgiram os negros?&#8221; Então, eu lhe respondi de forma socrática, ou seja, perguntando: &#8220;Mas quem lhe disse que foram os brancos, que surgiram primeiro?&#8221; Ao passo que ela tomou um grande susto e perguntou: &#8220;Mas, não foi? Quem lhe garante? É bem possível que tenha sido diferente. Ou talvez, não.&#8221; Percebi que aquela irmã nunca tinha, como muitos que estão lendo esse artigo, refletido com estas categorias. Isto porque seu preconceito já estava tão interiorizado que ela achava que, por ser branca, já era superior. Para ela, os negros só podiam ter vindo depois. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Mas isto não é tão grave quanto um texto que lí certa vez de um escritor de uma denominação histórica. Ele dizia que a maldição de Caím era a cor negra. Quando lí o artigo, na companhia de um amigo que também não era negro, fizemos logo a pergunta: &#8220;Mas a maldição de Caím, dentro desse pensamento absurdo, não poderia ser a cor branca?&#8221; A conclusão que chegamos foi que aquele escritor e pastor – que, aliás, havia sido o nosso professor no seminário, <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>estava cheio de racismo e não merecia nossa atenção. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Anos se passaram e as coisas parecem não ter mudado. Quantos líderes de nossas denominações são negros? Quantos missionários norte-americanos que trabalham no Brasil são negros? Quantos? Dá para contar nos dedos. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Existe um ensino que vem da &#8220;Teologia da Prosperidade&#8221; que reforça a posição racista nas igrejas evangélicas. Os pastores que abraçaram essa teologia apregoam que uma pessoa branca deve casar com outra da mesma etnia, da mesma cor, bem como uma pessoa negra deve casar com outra negra. Será que não dá pra dizer que isso é uma opção pessoal? Porque se não é possível afirmar isso, só podemos chegar à conclusão que há racismo nessas proposições. E é um racismo da pior espécie – se é que existe racismo pior ou melhor, pois usam a Palavra de Deus para difundir conceitos incoerentes de segregação. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A Igreja brasileira precisa rever essa postura já! Não se pode admitir um comportamento como este. Será que esse posicionamento não é pecado? Posso dizer que sim. Afinal, Cristo nos fez um. Negros, brancos, índios – somos um só corpo e ponto. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">É triste ver que no Sul do nosso grandioso País há igrejas que não aceitam a liderança de pessoas negras. Ver comunidades cristãs, formadas por descendentes de russos, nórdicos, alemães, holandeses, italianos etc., com dificuldades causadas por racismo, desmontando todo o arcabouço e o argumento dos evangélicos. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Que Igreja que estamos mostrando? Uma comunidade terapêutica? Ou um lugar de opressão? Que tipo de Igreja queremos ser? </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Na carta de Tiago, há uma exortação angustiante para aqueles que não se libertaram do racismo: &#8220;Meus irmãos, não tenhais a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas. (&#8230;) Porque o juízo é sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo&#8221; (Tiago 2. 1 e 13). Que esse pecado velado e &#8220;oculto&#8221; não faça parte de nossas vidas nem se nomeie entre nós. Amém !.</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Volta a real intenção do Mestre, afundando o prego !.</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 19:21:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Caminho Cristão traz o pensamento analítico e encorajador de dois irmãos queridos, que se alinham em suas propostas em prol da saúde da genuína Igreja de Cristo. Aqui, ambos os artigos e comentários convergem para um só Alvo, &#8220;Cristo&#8221; e sua verdadeira intenção como legado, e a originalidade do seu Reino. Vale a pena refletir e mais do que isso, praticar como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O Caminho Cristão traz o pensamento analítico e encorajador de dois irmãos queridos, que se alinham em suas propostas em prol da saúde da genuína Igreja de Cristo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Aqui, ambos os artigos e comentários convergem para um só Alvo, &#8220;Cristo&#8221; e sua verdadeira intenção como legado, e a originalidade do seu Reino. Vale a pena refletir e mais do que isso, praticar como novo estilo de vida !; </span></span><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Boa leitura !..</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-463"></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Você sabia que foi apenas no ano 190 d.C. que a palavra grega ekklesia, que traduzimos como igreja, foi pela primeira vez utilizada para se referir a um lugar de reuniões dos cristãos? Sabia também que esse lugar de reuniões era uma casa, e não um templo, já que os templos cristãos surgiram apenas no século IV, após a conversão de Constantino? Você sabia que os cristãos não chamavam seus lugares de reuniões de templos até pelo menos o século V? Você sabia que o primeiro templo cristão começou a ser construído por Constantino, sob influência de sua mãe Helena, em 327 d.C., às custas de recursos públicos, e sua arquitetura seguia o modelo das basílicas, as sedes governamentais da Grécia e, posteriormente, de Roma, e dos templos pagãos da Síria? Você sabia que as basílicas cristãs foram construídas com uma plataforma elevada acima do nível da congregação e que no centro da plataforma figurava o altar, e à sua frente a cadeira do Bispo, que era chamada de cátedra? Você sabia que o termo ex cathedra significa “desde o trono”, numa alusão ao trono do juiz romano, e, por conseguinte, era o lugar mais privilegiado e honroso do templo? Você sabia que o Bispo pregava sentado, ex cathedra, numa posição em que o sol resplandecia em sua face enquanto ele falava à congregação, pois Constantino, mesmo após a sua conversão ao Cristianismo, jamais deixou de ser um adorador do deus sol? Você sabia que o atual modelo hierárquico do Cristianismo, que distingue clero e laicato, teve origem e ou foi profundamente afetado pela arquitetura original dos templos do período Constantino?</span></span></p>
<p>Você sabia que Jesus não fundou o Cristianismo, e que o que chamamos hoje de Cristianismo é uma construção religiosa humana, feita pelos seguidores de Jesus ao longo de mais de dois mil anos de história? Você sabia que o que chamamos hoje de Cristianismo está profundamente afetado por pelo menos três grandes eras: a era de Constantino, a era da Reforma Protestante e a era dos Avivamentos na Inglaterra e nos Estados Unidos? Você sabia que é praticamente impossível saber a distância que existe entre o que Jesus tinha em mente quando declarou que edificaria a sua ekklesia e o que temos hoje como Cristianismo Católico Romano, Protestante, Ortodoxo, Pentecostal, Neopentecostal e Pseudopentecostal?</p>
<p>Você sabia que os primeiros cristãos se preocuparam em relatar as intenções originais de Jesus com vistas a estender seu movimento até os confins da terra? Você sabia que este relato está registrado no Novo Testamento, mais precisamente nos Evangelhos e no livro de Atos dos Apóstolos? Você sabia que o terceiro evangelho, Evangelho Segundo Lucas, e o livro dos Atos deveriam formar no princípio uma só obra, que hoje chamaríamos de “História das origens cristãs”? Você sabia que os livros foram separados quando os cristãos desejaram possuir os quatro evangelhos num mesmo códice, e que isso aconteceu por volta de 150 d.C.? Você sabia que o título “Atos dos Apóstolos” surgiu nessa época, segundo costume da literatura helenística, que já possuía entre outros os “Atos de Anibal” e os “Atos de Alexandre”?</p>
<p>Nesse emaranhado de coisas que eu não sabia, três coisas eu sei. A primeira é que a crítica que o mundo secular faz ao Cristianismo institucional tem sérios fundamentos, ou como disse Tony Campolo: “Os inimigos estão parcialmente certos”. A segunda coisa que sei é que nesta Babel que vem se tornando o movimento evangélico brasileiro, está cada vez mais difícil identificar a etssência do Evangelho de Jesus Cristo, nosso Senhor. A terceira coisa que sei é que vale a pena perguntar aos primeiros cristãos o que eles entenderam a respeito de Jesus, sua mensagem, sua proposta de vida e suas intenções originais. Vale a pena voltar à Bíblia. Não há outra fonte segura de informação e formação espiritual, senão a Bíblia Sagrada, especialmente o Novo Testamento.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">por Ed René Kivitz.</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 14.4pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Alguns queridos enviaram-me este texto acima  de autoria do Ed René Kivitz, que é sempre pertinente nas observações e críticas que faz ao cristianismo atual, praticado por esta chamada “igreja evangélica brasileira”, que na maioria das vezes apenas reverbera o que já vem acontecendo nos EUA e outros lugares. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 14.4pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 14.4pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">( Se você leu o texto do Ed acima, entenderá também o meu texto a partir deste próximo parágrafo ). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Penso que estão me enviando este texto para me por a par que há esperança para os “cristãos evangélicos”, visto que há instituições cristãs evangélicas que estão informando corretamente seus auditórios.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">De fato, me alegro sempre que leio e ouço falar que há um desconforto em quem prega o evangelho neste mercado religioso. Desconforto por conta do abismo que existe entre o evangelho de mercado e o EVANGELHO DO REINO.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Diante das informações acima dadas nos tópicos  <strong><span style="font-weight: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">“VOCÊ SABIA?”</span></strong>  e no <strong><span style="font-weight: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">“TRÊS</span></strong> <strong><span style="font-weight: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">COISAS EU SEI”</span></strong>,<strong><span style="font-weight: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">  </span></strong>além do desconforto e encorajamento singelo de se voltar às Escrituras, especialmente ao Novo Testamento, não caberiam  propostas mais contundentes?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> de  propor uma desmobilização geral deste sistema religião cristão evangélico vigente, seja ele lá qual for?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso </span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;">de iniciar um esvaziamento de toda e qualquer influencia de quem quer que seja,  na leitura e interpretação das ESCRITURAS, isto é, devolver aos chamados leigos a responsabilidade de ler, avaliar, entender e aplicar as escrituras na vida?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> de os lideres, que descobrem o que está relatado neste texto, isto é, que NOS DISTANCIAMOS TANTO DAS ESCRITURAS que o que está aí não tem nada a ver com ela, sim,  fossem eles os precursores de uma  DESMOBILIZAÇÃO RADICAL deste sistema religioso cristão evangélico, iniciando um processo de desestruturação do sistema?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> de, para os que sabem tudo isto, estancar todos os processos de expansão de suas instituições religiosas, de modo que, pelo menos os que os ouvem, pudessem ser orientados a sair desta engrenagem demonizada que não tem mais nada a ver com a fé cristã?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso </span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;">de começar enxugar os orçamentos que normalmente são consumidos pela estrutura religiosa, e as demandas para manter a instituição religiosa em funcionamento?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> de se estimular os devotos a não contribuírem com a manutenção e preservação de qualquer estrutura ou sistema religioso?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso </span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;">de  iniciar uma jornada de oração, suplicando ao Eterno que as “instituições  religiosas“ quebrem?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> de desencadear campanhas para que deixem de contribuir com os “shows da fé” e este “circo gospel” que virou o “EVANGELHO” na televisão e rádios, de modo que seus “donos”  (os donos destes shows e circos) não tenham como pagar a fatura no fim do mês e sejam obrigados a tirar estes programas do ar?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> de desestimular todo e qualquer tipo de investimento em quinquilharias religiosas, sejam elas quais forem?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> de se estimular a diluição das “MONTANHAS DE SAL”  que se abrigam debaixo dos tetos frágeis dos templos religiosos,  de modo que desapareçam no chão da vida, onde de fato suas qualidades, embora, não sejam vistas, mas, seriam percebidas na sociedade, por conta dos sabores que produziriam?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> de desobrigar esse chamado povo de Deus quanto às suas obrigações com suas instituições religiosas, seja em presença e patrocínio?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> de insistir e levar as ultimas conseqüências o sacerdócio universal de cada seguidor de Jesus, liberando-o para viver segundo sua própria consciência cativa ao Senhor, o Pai das luzes?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso</span></strong><span style="color: black; font-family: Arial;"> de, em desejando esta desmobilização do sistema religioso, encorajar e inserir cada seguidor de Jesus em projetos e processos na vida&#8230;e não na estrutura religiosa?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Não é o caso???&#8230;</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Você incluiria alguma proposta contundente? Acrescente aqui.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Sabendo disto, é razoável pensar na possibilidade de <strong><span style="font-weight: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">NÃO FAZER PARTE DESTE SISTEMA RELIGIOSO?</span></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">De que modo?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Vamos abrir um fórum sério, responsável, radical sobre este assunto, mas, que saia do palco das reflexões e vá para o chão da vida.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Vamos encorajar a simplicidade. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Encontros pequenos. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Encontros informais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Vamos encorajar o engajamento radical na sociedade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O mundo precisa de seguidores de Jesus em todas as frentes, todos os dias, o dia todo em todos os lugares.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 16.2pt; line-height: 14.4pt; mso-margin-top-alt: auto;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">por Carlos Bregantim.</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"><br style="mso-special-character: line-break;" /><br style="mso-special-character: line-break;" /></span></p>
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		<title>O Inventário.</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 04:22:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[citações]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo]]></category>
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		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Inventário do presente: Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação sobre o sacrifício, e o tempo de minha partida chegara. Inventário do passado: O grande combate combati, a carreira terminei, a fé guardei.  Inventário do futuro: Para o futuro, há seguramente guardada para mim a coroa da justiça, a qual o Senhor, o justo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial">Inventário do presente:</span><span style="color: black; font-family: Arial"> <span>Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação sobre o sacrifício, e o tempo de minha partida chegara. <o:p></o:p></span></span><span style="color: black; font-family: Arial">Inventário do passado:</span><span style="color: black; font-family: Arial"> <span>O grande combate combati, a carreira terminei, a fé guardei. </span><o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; text-align: justify" class="ecmsobodytext"><span style="color: black; font-family: Arial">Inventário do futuro:</span><span style="color: black; font-family: Arial"> <span>Para o futuro, há seguramente guardada para mim a coroa da justiça, a qual o Senhor, o justo Juiz, guardará para mim naquele dia, e não somente a mim, mas para todos quantos têm amado seu aparecimento.</span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><span></span><o:p><span id="more-440"></span></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 16.2pt; text-align: justify" class="ecmsobodytext"><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Quatro anos se passaram para Nero desde o incêndio</span><span style="color: black; font-family: Arial">, estamos no verão, 6 de junho de 68 d.C., Nero com 31 anos de idade, perdeu o apoio dos guardas pretorianos, um corpo militar de elite formado para proteger o imperador e sua família. Declarado inimigo público número um pelo Senado, mas não pelos muito pobres e gregos, ele fugiu para uma propr<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de no campo, onde se matou com o auxílio de seu secretário. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">&#8220;<em>Qualis ariefix pereo!</em>&#8221; <span>Que artista estás (Roma) perdendo!</span> &#8211; foram registradas como suas últimas palavras.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Nero foi enterrado pela sua serva Ate e continuou a ser querido pelos muito pobres e pelos gregos. Por cerca de três vezes, estes acreditaram que ele havia reaparecido no Oriente, nascia a lenda de &#8220;Nero redivivo&#8221;.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Três anos se passaram para <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> desde o incêndio</span><span style="color: black; font-family: Arial">, estamos no outono de 67 d.C., <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> com 66 anos de idade, o segundo Interrogatório terminou com a sentença de morte. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Com certeza crucificado não seria, pois ele era cidadão romano e tinha assim o &#8220;privilégio&#8221; de ser decapitado sem torturas ou jogado às feras, ainda existia a remota possibilidade de ser esquecido em seu calabouço. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O relato de São Dionísio, o Corinto, é que certa manhã, o velho Apóstolo foi levado por um grupo de litores ao longo da Via Ostiense. Seguiram pela Porta Trigemina, passaram ao lado da Pirâmide de Céstio e também pelo terreno onde hoje se encontra a Basílica de São <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> (extramuros com o seu túmulo). A seguir os carrascos que o levavam, deixaram a estrada e entraram á direita pela pastagem até o local onde ele foi executado. Hoje naquele lugar, existe a Piazza Tre Fontane. Uma lenda romana conta que no momento da execução, se aproximou do Apóstolo uma cega, chamada Petronila, que lhe ofereceu um véu para vendar-lhe os olhos. (Numa antiga porta de bronze da Basílica de São Pedro, no Vaticano, observa-se um relevo que mostra São <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> devolvendo à cega Petronila, o véu que ela lhe havia oferecido. Quando a jovem colocou o véu sobre os seus olhos, recobrou milagrosamente a visão) No local da execução, a cabeça do Apóstolo tombou decepada por um vigoroso golpe de espada ou machado. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Foram registradas como suas últimas declarações: “<em>Ego gare de spendomai, kai o kairós tês analuséos mon ephésteken” </em><span>Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação sobre o sacrifício, e o tempo de minha partida chegara.</span><o:p></o:p></span><st1:personname w:st="on"><span style="color: black; font-family: Arial">Paulo</span></st1:personname><span style="color: black; font-family: Arial"> foi enterrado por alguém que registro algum citou, e continuou a ter frutos de seu trabalho a ponto de, 50 anos mais tarde, no reinado de Trajano, os que eram do Caminho (cristãos) eram tão numerosos na Ásia Menor que os templos pagãos quase que ficaram abandonados. E nos anos seguintes, o império pagão caiu. Cristo vivia nele, em <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname>&#8230;<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E QUANTO A VOCÊ? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Qual a história de sua vulnerabilidade? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Qual o seu INVENTÁRIO?</span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">INVENTÁRIO DO PRESENTE</span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quantos sacrifícios foram feitos em nome de Deus e que na verdade era só um derramar de vida no chão, uma divagação da realidade?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quantos sacrifícios foram feitos para pessoas e entidades em que o melhor de sua vida foi jogado ao chão, traindo a sua confiança e boa-fé, dores, frustrações, traições, abandono, desamparos?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quantas mortes existenciais e psicológicas? Quantos funerais de sonhos, planos e esperança?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quantas vezes você teve que ressuscitar forças, de escombros de total descrença e desilusão, para que pudesse continuar mais um passo?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quantos navios já zarparam com ciclos que você não queria que se encerrassem e que o tempo não era oportuno para você, uma luta contra a determinação do tempo para que acabasse? <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quanto vivemos só o tempo presente e desprezamos a eternidade que o envolve, revolve e o comporta?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">INVENTÁRIO DO PASSADO</span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O quanto a sua vida foi um freqüente combate contra a agonia,  a esperança tendo um colapso, a amargura sem o mínimo pudor invadindo o coração, coração como o próprio algoz do sentido do ser? <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O quanto você combateu com a preocupação e a ans<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de quanto a segurança e o futuro dos filhos e de seus queridos?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O quanto a sua carreira, sua maratona é cheia de obstáculos da alma que se revoltou e se meteu em abismos da depressão e falta de sentido e alegria de viver. Angústias tão difusas que não se consegue dar nome ou motivo?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O quanto a carreira foi interrompida pelo ódio e rancor, pelos outros e por você mesmo? <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O quanto a sua fé foi escondida por detrás  de remorsos, de vontade visceral de reviver, quando não se quer esquecer para não perder a única coisa que se tem ainda que seja a lembrança, mesmo que lembranças corrosivamente doloridas?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O quanto a sua fé teve que resgatar créditos para “<em>suportar a dor que chega, a traição que acomete, as que perdas vêm, a depressão que se instala, o tédio que toma conta, o sentimento de abandono e de rejeição chega, circunda, cobre a alma com a mortalha do desprezo?</em>” <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">INVENTÁRIO DO FUTURO</span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Olhe para além de todos os tempos e momento e veja a coroa da justiça!<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O Chão da Vida é aqui, e há um resgatar de esperança, de sonhos, uma releitura sobre o que é viver tendo os olhos na certeza de que as promessas se cumprirão em sua existência.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Há presente e passado, mas principalmente há futuro de coroas NELE, e o futuro chega a cada instante, exercite-se a crer! A certeza de que o tempo do Eterno, a ação do Eterno, as providências do Eterno, estão sobre você e sua casa.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Não há como negar a existência do presente e do passado, ainda que o passado seja algo que já foi vivido, muitas vezes dói tanto quanto um membro amputado, não há como negar a existência de tempos e momentos; mas principalmente, há de se considerar o futuro como a linha de chegada em que os nossos prêmios e coroas estão desde já reservados; e futuro, ah o futuro… chega a cada momento!<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Exercite-se a crer, lute, corra e mantenha a doce revolução do evangelho, a releitura de sua alma pelo Jesus que foi todo gente e é todo Deus, é todo conosco e todo em nós…<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Não sei se Roma perdeu um grande artista, mas nós ganhamos o grande e incondicional amor de DEUS, não por Nero, mas por Jesus, o Nazareno e Imperador dos Mundos!.<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; color: #0d0d0d; font-family: 'Segoe UI'"> </span><span style="font-size: 10pt; color: #444444; font-family: 'Segoe UI'"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span></p>
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		<title>Você quer &#8220;tomar&#8221; do diabo ?.</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 22:27:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A presunção do crente-cristão é perdoável. Afinal, veja o que contaram a ele: Disseram a ele que o mundo, o cosmo, tudo o que existe, começou a não muito mais que seis mil anos; e que o homem é, de fato, um ser criado no sétimo dia de uma semana comum, de sete dias, como a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial">A presunção do crente-cristão é perdoável. Afinal, veja o que contaram a ele:<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Disseram a ele que o mundo, o cosmo, tudo o que existe, começou a não muito mais que seis mil anos; e que o homem é, de fato, um ser criado no sétimo dia de uma semana comum, de sete dias, como a semana passada foi. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p> </o:p></span></p>
<p style="margin: auto 0cm" class="ecmsonormal"><span style="color: black; font-family: Arial"><span id="more-400"></span></span></p>
<p style="margin: auto 0cm" class="ecmsonormal"><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">E mais: </span><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Disseram ao crente que o homem veio para fazer companhia a Deus. Antes disso nem se pode imaginar o que era de Deus. O que também leva o crente a pensar que antes dele, até Deus estava no buraco do nada e no silencio relacional total.Sim! É assim, pois, até os anjos são vistos pelos crentes como servos poderosos de Deus, mas sem o inexplicável charme do homem. </span><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Porém, o máximo dessa grandeza do homem foi o fato de Deus mesmo ter se encarnado para salvar os homens que se tornarem crentes-cristãos. Ora, isto supostamente demonstra a preferência absoluta de Deus pelos humanos sobre toda a criação, no céu e na terra. </span><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E mais:</span><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Esse sentimento de importância e grandeza do homem, também vem da certeza que alguns possuem de que a decisão de Deus foi a de somente salvar quem se reunir para cantar hinos para Ele pelo menos uma vez por semana; e, também, para ouvir alguns conselhos do pastor, e dar dinheiro como prova de amor prático por Deus.</span><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Além de tudo&#8230;, também se diz ao crente que se ele não ajudar a contar a mesma história para outros, todo mundo está perdido; e que se ele disser para muita gente essa história, então, Deus dará ao homem uma mansão celestial e uma coroa com muitos diamantes ou pedras preciosas, podendo, inclusive, fazer com que tal pessoa seja mais íntima de Deus “publicamente” que os demais salvos, muitos deles de categoria de galardão inferior, sendo que quanto mais oficial seja a participação do homem, assim como a de um pastor, um bispo, um apóstolo &#8211; mais elevado o individuo será; primeiro na Terra mesmo, e, depois, também nos céus de muita glória de sucesso, tudo com muito ouro e pedras preciosas.</span><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Ou seja:</span><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O que se diz é que se o homem contar essa história para muita gente, cantar hinos, e dizimar, então ele ficará no lugar que um dia foi de Satanás, ou Diabo, ou Lúcifer; posto que também ao crente-cristão seja dito que a queda de Satanás o tirou de um ambiente de pedras preciosas, de gloria e de quase incomparável poder.</span><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Assim, o crente-cristão acaba desejando ser aquilo que um dia o diabo foi.</span><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E mais:</span><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Muitos começam aqui, desde já, a busca de tais glórias e poderes.</span><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Ora, o Evangelho diz muita coisa do que essa história diz,mas, apesar disso, não é de tal historinha que ele fala; mas sim, da possibilidade de o homem se tornar de fato homem, e, assim, tornar-se como Jesus, que, sendo Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; e, por causa disso, se humilhou, e assumiu a forma de servo, sendo reconhecido em um homem como os demais homens; e isso não por nenhum necessidade de Deus, mas apenas por eterna e desesperada carência humana. </span><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Entretanto, isto faz do homem apenas o homem, não um deus. Aliás, não há deus, nem deuses, pois, se há Deus, nenhum deus há&#8230; Quem crê em Deus se torna ateu para tudo o mais.</span><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">To<st1:personname w:st="on">davi</st1:personname>a, voltando ao que dizia, posso compreender aarrogância do crente-cristão que assim se torne por assim ter sido ensinado. Afinal, quem sinceramente assim sinta, ainda está longe de saber o que seja um homem e qual seja seu chamado na criação. Portanto, é apenas um crente, e não um homem andando em fé amor; pois, quem ama, naturalmente não se gloria de nada, sendo apenas grato pelo que é e pode ser se o buscar ser apenas como Jesus, o homem.</span><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Agora, pergunto:</span><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E se a glória do homem for a de ser servo de toda a criação, em amor, para sempre, cuidando de tudo o que ele destruiu?</span><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><strong><span style="font-weight: normal; color: black; font-family: Arial">Seria esse cenário um anti-clima para você?</span></strong><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><em><span style="color: black; font-family: Arial">Jesus disse que o galardão é ser Nele, no <st1:personname w:st="on">Pai</st1:personname>, e ter a Ele e o <st1:personname w:st="on">Pai</st1:personname> em nós, assim como é com Ele e o <st1:personname w:st="on">Pai</st1:personname>. </span></em><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Esta é a glória. Esta é a História do Significado. Este é o chamado. </span><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><em><span style="color: black; font-family: Arial">Ou será que na eternidade já não se terá que ter também o mesmo sentimento que houve <st1:personname ProductID="em Cristo Jesus" w:st="on">em Cristo Jesus</st1:personname>?</span></em><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Ou será que você crê que na eternidade o homem recebe consentimento para surtar como o diabo sem cair?</span><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Ora, se você assim sentia, desista disso, pois, isso é do diabo.</span><span style="color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Sirva a Deus apenas por nada!.<o:p></o:p></span><strong><span style="font-size: 14pt; color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span></strong><span style="font-size: 14pt; color: black; font-family: Verdana"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 14pt; color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span>  <span style="font-size: 14pt; color: black; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><strong><span style="font-size: 14pt; color: black; font-family: Arial">Caio <st1:personname w:st="on">Fábio</st1:personname>.</span></strong><strong><span style="font-size: 14pt; color: black; font-family: Arial"></span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: 14pt; color: black; font-family: Arial"></span></strong><strong><span style="font-size: 14pt; color: black; font-family: Arial"></span></strong><strong><span style="font-size: 14pt; color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span></strong><strong><span style="font-size: 14pt; color: black; font-family: Arial"><a href="http://www.caiofabio.com/">www.caiofabio.com</a><o:p></o:p></span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">&nbsp;</p>
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		<title>Aculturação indígena e Missões no Brasil.</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 16:59:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Avivamento]]></category>
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		<description><![CDATA[É a evangelização indígena, realizada por movimentos cristão-evangélicos, um dos fortes fatores para a aculturação do índio e conseqüente perda de sua identidade ? Esta pergunta me foi feita algumas vezes nos últimos anos, e demonstra por um lado a legítima preocupação com a preservação da identidade cultural indígena, e por outro a ausência de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial">É a evangelização indígena, realizada por movimentos cristão-<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">evangélicos, um dos fortes fatores para a aculturação do índio e <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">conseqüente perda de sua identidade ? <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Esta pergunta me foi feita algumas vezes nos últimos anos, e demonstra por <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">um lado a legítima preocupação com a preservação da identidade cultural <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">indígena, e por outro a ausência de maior informação quanto à raiz do <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">movimento missionário evangélico que, quanto à culturalidade, é <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">preservacionista. Pensemos um pouco sobre esta questão. </span><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><span id="more-399"></span></span><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">A aculturação é um processo de molde social imposto por uma soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">distinta, que pode ser objetiva (imposição aberta, colonialista) ou subjetiva<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">(imposição baseada na atração e conseqüente desvalorização do sistema<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">cultural materno em detrimento do apresentado) sendo que ambas são<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">igualmente danosas.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">No presente, entre os indígenas brasileiros, a aculturação ao universo &#8216;branco&#8217;<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">se dá por três pólos de atração: educação, saúde e comércio. No passado,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">especialmente, a catequese católica seria também um dos fortes pólos de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">atração. Indigenistas possuem iniciativas a fim de prover, desta forma,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">educação, saúde e subsistência aos indígenas sem que os mesmos saiam de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">seus territórios e, consequentemente, sejam envolvidos pela cultura não<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">indígena.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Portanto, a permanência ou não em sua homeland &#8211; território natal &#8211; é vital para<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">a preservação cultural. Tenho observado que as perdas culturais mais<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">profundas, e irrefreáveis, vêm acompanhadas da perda do território e<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">sucessiva troca por outro onde a expressão grupal possui diferentes códigos e,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">em geral, o estranho passa por um processo que vai da discriminação social<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">até a marginalização.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">A iniciativa missionária evangélica vem cercada por estes cuidados culturais<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">através da defesa do território. Através da análise lingüística e valorização da<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">cidadania indígena dentro da escala cultural nacional (inter-etnica) se promove<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">um menor esvaziamento do território natal indígena. A SIL, por exemplo, é<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">sem dúvida uma entidade colaboradora para a permanência indígena em seu<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">território natal através de seu esforço de não apenas grafar as línguas indígenas<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">mas facilitar a produção de material lingüístico local que venha a saciar a sede<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">do índio pelo registro, produção literária e transmissão de conhecimento em<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">um nível mais amplo. Por si, esta iniciativa já preserva a culturalidade indígena<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">nacional. Também as atividades sociais (médicas, de educação e subsistência)<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">quando desenvolvidas por entidades missionárias evangélicas são, via de regra,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">2<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">baseadas na própria língua/cultura/território indígena, sendo que as mesmas<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">se enraízam junto a etnias específicas, de forma menos móvel e mais<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">permanente, o que também contribui para a permanência territorial e<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">preservação da cultura.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Em segundo lugar, podemos ver a iniciativa missionária evangélica como<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">promotora da permanência territorial através da apresentação dos direitos<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">humanos universais ao povo indígena. Através do conhecimento dos direitos<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">humanos (do índio em relação ao índio e do índio em relação ao não índio)<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">percebemos positivas e fortes manifestações em defesa do próprio modo de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">pensar, viver e agir. Esta apresentação dos direitos humanos produz também<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">uma luta pela defesa do respeito às escolhas do índio, o que faz com que este<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">possa se manifestar livremente para dizer sim ou não a qualquer prática que<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">julgue relevante avaliar, seja indígena ou não indígena. A tendência<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">antropológica de engessar o índio à sua própria história não lhe dando a<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">permissão de revisar sua vida e costumes (bem como fazer escolhas que julgue<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">necessárias) como cessar o infanticídio, por exemplo, são questionáveis e, se<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">aplicadas ao Brasil escravagista do passado produziria uma soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de estática<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">em suas opções sociais e teríamos, hoje ainda, fazendas cheias de gente<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">escravizada e sem voz.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Tendo em mente este cenário podemos pensar no ponto de maior<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">controvérsia quando se trata da atuação missionária evangélica, que é a<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">exposição do evangelho ao índio. A controvérsia se enraíza no pressuposto<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">que a teologia e antropologia possuem em relação ao evangelho. Se por um<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">lado a antropologia clássica o vê como um elemento de literatura religiosa<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">especificamente cristã, e promotor de uma cultura cristã (no presente)<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">ocidentalizada; por outro lado os cristãos vêem o Evangelho como uma<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">palavra inspirada por Deus e transmitida aos homens, a todos os homens, de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">forma a-cultural e a-temporal, ou seja, que tem a capacidade de comunicar a<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">verdade de Deus a todos os homens em todas as culturas em todos os<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">tempos. São, desta forma, verdades universais. A forma de transmiti-lo, de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">maneira inteligível e com padrões culturais de compreensão, chama-se<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">contextualização.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Portanto, dentro do pressuposto cristão o evangelho não acultura o indígena,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">mas vem lhe trazer a verdade universal ainda por ele desconhecida, em sua<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">própria língua e cultura. Igrejas indígenas (cristãs evangélicas) autóctones<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">como os Wai-Wai são um bom exemplo de como o indígena convertido e<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">seguidor de Jesus continua sendo índio, com sua língua, sua cultura e sua<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">compreensão da vida. A conversão interior, porém, provoca efeitos visíveis na<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">interpretação da vida e escolhas diárias, e reside aí, creio eu, a raiz das maiores<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">controvérsias quanto à evangelização indígenas. Estas surgem quando o índio,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">convertido, passa a revisar a vida e evitar, por exemplo, a participação em ritos<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">e atos normalmente admissíveis e vividos em seu povo e cultura. Seria o caso,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">por exemplo, de um indígena que descobre o adultério da esposa e, ao<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">3<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">contrário da tradição histórica, resolve não matá-la mas sim perdoá-la. Seria o<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">outro que passa a amar seus inimigos (talvez patrões injustos, exploradores) ao<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">invés de roubá-los e amaldiçoá-los. Seria ainda a mãe que resolve manter sua<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">filhinha viva, ainda que enferma, em lugar de envenená-la como seria o<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">esperado na aldeia. Ou ainda o rapaz que não toma mais caxiri, o ancião que<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">passa a ver na pajelança elementos ruins para o sua vida, a criança que perde o<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">medo do espírito que produz o trovão e assim por diante. Estas mudanças de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">vida, que geram alterações posteriores na própria cosmovisão, são causadoras<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">de desconforto no mundo acadêmico não cristão.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Antes de prosseguirmos façamos, porém, uma diferença entre cultura e<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">história, pois quando se afirma que o indígena passa a não praticar certas<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">atividades culturais, o que se quer dizer é que este indígena escolheu não<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">praticar certas atividades históricas, visto que todas as atividades da vida<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">humana em uma certa soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de, incluindo suas escolhas, são atividades<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">culturais. Nenhuma cultura é estática. A isenção da participação em alguns<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">atos e cenários tradicionais não pode ser visto como uma aculturação, mas sim<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">como uma escolha (baseada na conversão) de postura de vida dentro do seu<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">universo local e com base em sua crença, ou fé. O rio Içana, por exemplo,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">cristão e evangélico, é conhecido como o rio onde &#8216;não se bebe&#8217;. Afirmar que<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">é &#8216;cultural&#8217; beber, como freqüentemente ouvimos, na verdade deveria ser<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">melhor referido como sendo ´histórico´ beber, seja o caxiri ou cachaça. O fato<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">de vários indígenas do Içana não beberem o caxiri ou a cachaça não pode ser<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">visto como um rompimento cultural ou aculturação, por um motivo: beber é<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">cultural da mesma forma que qualquer outra atividade praticada na soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">como pescar, caçar, casar, adulterar, trair, matar, brincar etc. O fato de uma<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">atividade social ser &#8216;cultural&#8217; sugere apenas que possui raízes de compreensão e<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">prática naquele grupo.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O Evangelho, assim, não acultura mas sim expõe valores que promovem, de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">fato, mudança dentro da própria cosmovisão e universo do povo sem lhe<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">retirar aquilo que (ele) julga essencial para viver e ser índio.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Nesta secular controvérsia sobre a presença missionária evangélica entre os<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">índios, a fim de tratarmos os indígenas como moralmente iguais, mesmo que<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">etnicamente distintos, precisaríamos predefinir menos suas escolhas e ouvi-los<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">mais. Outro dia, viajando pelo Alto Rio Negro, ouvi um indígena dizendo:<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Você pode me falar de Jesus ? Daríamos a qualquer um, neste Brasil, o direito<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">de ouvir do que deseja ouvir. Porque não o índio ?</span><span style="font-family: Arial"><o:p></o:p></span></p>
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		<title>Aspectos bíblicos da Graça comum.</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 16:51:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando Adão e Eva pecaram, tornaram-se réus da punição eterna e da separação de Deus (Gênesis 2:17). Do mesmo modo, hoje, quando os seres humanos pecam, eles se tornam sujeito à ira de Deus e à punição eterna: “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Isso significa que, uma vez que as pessoas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'"><span style="font-family: Arial">Quando Adão e Eva pecaram, tornaram-se réus da punição eterna e da separação de Deus (Gênesis 2:17). Do mesmo modo, hoje, quando os seres humanos pecam, eles se tornam sujeito à ira de Deus e à punição eterna: “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Isso significa que, uma vez que as pessoas pecam, a justiça de Deus requer somente uma coisa, que elas sejam eternamente separadas de Deus, alienadas da possibilidade de experimentar <em><span style="font-family: Arial">qualquer</span></em> bem da parte dEle, e que elas existam para sempre no inferno, recebendo eternamente apenas a Sua ira. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"><span id="more-398"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial">De fato, isso foi o que aconteceu aos anjos que pecaram e poderia ter acontecido exatamente conosco também: “Pois Deus não poupou aos anjos que pecaram, mas os lançou no inferno, prendendo-os em abismos tenebrosos a fim de serem reservados para o juízo” (2 Pedro 2:4).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Mas, de fato, Adão e Eva não morreram imediatamente (embora a sentença de morte <em><span style="font-family: Arial">começasse</span></em> a ser aplicada na vida deles no dia em que pecaram). A execução plena da sentença de morte foi retardada por muitos anos. Além disso, milhões de seus descendentes até o dia de hoje não morrem nem vão para o inferno tão logo pecam, mas continuam a viver por muitos anos, desfrutando bênçãos incontáveis nesta vida. Como pode ser isso? <em><span style="font-family: Arial">Como Deus pode continuar a conferir bênçãos a pecadores que merecem somente a morte</span></em> — não somente aos que finalmente serão salvos, mas também a milhões que nunca serão salvos, cujos pecados nunca serão perdoados?<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A respostas a essas perguntas é que Deus concede-lhes <em><span style="font-family: Arial">graça comum</span></em>. Podemos definir graça comum da seguinte maneira: <em><span style="font-family: Arial">Graça comum é a graça de Deus pela qual Ele dá às pessoas bênçãos inumeráveis que não são parte da salvação</span></em>. A palavra comum aqui significa algo que é dado a todos os homens e não é restrito aos crentes ou aos eleitos somente.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Diferentemente da graça comum, a graça de Deus que leva pessoas à salvação é muitas vezes chamada “graça salvadora”. Naturalmente, quando falamos a respeito da “graça comum” e da “graça salvadora”, não estamos sugerindo que há duas diferentes espécies de graça no próprio Deus, mas apenas estamos dizendo que a graça de Deus se manifesta no mundo de duas maneiras diferentes. A graça comum é diferente da graça salvadora quanto aos <em><span style="font-family: Arial">resultados</span></em> (ela não traz salvação), seus <em><span style="font-family: Arial">destinatários</span></em> (é dada aos crentes e descrentes igualmente) e sua <em><span style="font-family: Arial">fonte</span></em> (ela não flui diretamente da obra expiatória de Cristo, visto que a morte dEle não obtém nenhuma medida de perdão para os descrentes e, portanto, nem os crentes nem os descrentes fazem jus às suas bênçãos). Contudo, sobre o último ponto, deve ser dito que a graça comum flui <em><span style="font-family: Arial">indiretamente</span></em> da obra redentora de Cristo, porque o fato de Deus não julgar o mundo assim que o pecado entrou nele talvez seja apenas porque Ele planejou finalmente salvar alguns pecadores por meio da morte de Seu Filho.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
B. Exemplos de graça comum<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
Se olhamos para o mundo ao nosso redor e o contrastamos com o fogo do inferno que ele merece, podemos ver imediatamente a abundante evidência da graça comum de Deus em milhares de exemplos na vida diária. Podemos distinguir diversas categorias específicas nas quais essa graça comum pode ser vista.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="1. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">1. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera física.</span></em><span style="font-family: Arial"> Os descrentes continuam a viver neste mundo somente por causa da graça comum de Deus — cada vez que as pessoas respiram é pela graça, pois o salário do pecado é a morte, não a vida. Além disso, a terra não produz somente espinhos e ervas daninhas (Gênesis 3:18), nem permanece um deserto ressequido, mas a graça comum de Deus provê comida e material para roupa e abrigo, muitas vezes em grande abundância e diversidade. Jesus disse: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu <st1:personname w:st="on">Pai</st1:personname> que está nos céus. Porque <em><span style="font-family: Arial">Ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos</span></em>” (Mateus 5:44,45). Aqui Jesus apela para a abundante graça comum de Deus como encorajamento aos seus discípulos, para que eles também concedam amor e orem para que os descrentes sejam abençoados (cf. Lucas 6:35,36). Semelhantemente, <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> disse ao povo de Listra: “No passado [Deus] permitiu que todas as nações seguissem os seus próprios caminhos. Contudo. Deus não ficou sem testemunho: mostrou sua bondade, <em><span style="font-family: Arial">dando-lhes chuva do céu e colheitas no tempo certo, concedendo-lhes sustento com fartura e um coração cheio de alegria</span></em>” (Atos 14:16,17). <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O Antigo Testamento também fala da graça comum de Deus que vem aos descrentes tanto quanto aos crentes. Um exemplo específico é o de Potifar, o capitão da guarda do Egito que comprou José como escravo: “<em><span style="font-family: Arial">o Senhor abençoou a casa do egípcio </span></em>por causa de José. A bênção do Senhor estava sobre tudo o que Potifar possuía, tanto em casa como no campo” (Gênesis 39:5). Davi fala de modo muito mais geral a respeito das criaturas que o Senhor fez:<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">“O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas. [...] Os olhos de todos estão voltados para ti, e tu lhes dás o alimento no devido tempo. Abres a tua mão e satisfazes os desejos de todos os seres vivos” (Salmos 145:9,15,16).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Estes versículos são outro lembrete de que a bondade que é encontrada em toda a criação não acontece automaticamente — ela se deve à bondade de Deus e Sua compaixão.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="2. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">2. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera intelectual.</span></em><span style="font-family: Arial"> Satanás é “mentiroso e pai da mentira” e “não há verdade nele” (<st1:personname w:st="on">João</st1:personname> 8:44), porque lhe foi dado ter domínio sobre o mal e sobre a irracionalidade e comprometimento com a falsidade que acompanha o mal radical. Mas os seres humanos no mundo de hoje, mesmo os descrentes, não estão totalmente entregues à mentira, irracionalidade e ignorância. Todas as pessoas são capazes de ter um pouco de compreensão da verdade; de fato, algumas possuem grande inteligência e entendimento. Isso também deve ser visto como resultado da graça comum de Deus. <st1:personname w:st="on">João</st1:personname> fala de Jesus como “a verdadeira luz, que <em><span style="font-family: Arial">ilumina todos os homens</span></em>” (<st1:personname w:st="on">João</st1:personname> 1:9), pois, em seu papel como criador e sustentador do universo (não particularmente em seu papel como redentor), o Filho de Deus concede iluminação e entendimento que vêm a todas as pessoas no mundo.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A graça comum de Deus na esfera intelectual é vista no fato de que todas as pessoas têm certo conhecimento de Deus: “porque, <em><span style="font-family: Arial">tendo conhecido a Deus</span></em>, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças” (Romanos 1:21). Isso significa que há um senso da existência de Deus e muitas vezes a fome de conhecer Deus que Ele permite que permaneça no coração das pessoas, embora isso resulte muitas vezes em muitos religiões diferentes criadas pelos homens. Portanto, mesmo quando falando a pessoas que sustentavam religiões falsas, <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> pôde encontrar um ponto de contato com respeito ao conhecimento da existência de Deus, exatamente como fez quando falou aos filósofos atenienses: “Atenienses! Vejo que em todos os aspectos vocês são muito religiosos [...] o que vocês adoram, apesar de não conhecerem, eu lhes anuncio” (Atos 17:22,23).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A graça comum de Deus na esfera intelectual também resulta na capacidade de captar a verdade e distingui-la do erro e de experimentar crescimento em conhecimento que pode ser usado na investigação do universo e na tarefa de dominar a terra. Isso significa que <em><span style="font-family: Arial">toda ciência e tecnologia desenvolvida pelos não-cristãos é resultado da graça comum</span></em>, permitindo-lhes fazer descobertas e invenções incríveis, para desenvolver os recursos do planeta na criação de muitos bens materiais, para produção e distribuição desses recursos e para alcançar habilidades na obra produtiva. Em sentido prático, isso significa que, cada vez que entramos em uma mercearia, andamos em um automóvel ou entramos em uma casa, devemos lembrar que estamos experimentando os resultados da abundante graça comum de Deus derramada tão ricamente sobre toda a raça.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="3. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">3. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera moral.</span></em><span style="font-family: Arial"> Pela graça comum Deus também refreia as pessoas de serem tão más quanto poderiam. Novamente o reino demoníaco, totalmente dedicado ao mal e à destruição, proporciona um contraste claro com a soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de humana, na qual o mal é claramente refreado. Se as pessoas persistem dura e repetidamente em seguir o pecado durante o curso de sua vida, Deus finalmente as entregará ao maior de todos os pecados (cf. Salmos 81:12; Romanos 1:24,26,28), mas no caso da maioria dos seres humanos eles não caem nas profundezas às quais seus pecados normalmente os levariam, porque Deus intervém e coloca freio na sua conduta. Um refreamento muito eficaz é a força da consciência. <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> diz: “De fato, quando os gentios, que não têm a Lei, praticam naturalmente o que ela ordena, tornam-se lei para si mesmos, embora não possuam a Lei; pois mostram <em><span style="font-family: Arial">que as exigências da Lei estão gravadas em seu coração</span></em>. Disso <em><span style="font-family: Arial">dão testemunho também</span></em> a sua consciência e os pensamentos deles, ora acusando-os, ora defendendo-os” (Romanos 1:32). E em muitos outros casos, essa sensação interior da consciência leva os indivíduos a estabelecer leis e costumes na soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de que são, em termos da conduta exterior que eles aprovam ou proíbem, totalmente iguais às leis morais da Escritura. As pessoas muitas vezes estabelecem leis ou têm costumes que respeitam a santidade do casamento e da família, protegem a vida humana e proíbem o roubo e a falsidade no falar. Por causa disso, elas muitas vezes seguem caminhos moralmente retos e exteriormente andam conforme os padrões morais encontrados na Escritura. Embora a conduta moral delas não possa ganhar méritos com Deus, visto que a Escritura claramente diz que “diante de Deus ninguém é justificado pela Lei” (Gálatas 3:11) e “Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer” (Romanos 3:12), contudo, em algum sentido menor que ganhar a aprovação ou o mérito eterno de Deus, os descrentes realmente fazem “o bem”. Jesus sugere isso quando diz: “E que mérito terão, se fizerem o bem<em><span style="font-family: Arial"> àqueles que são bons para com vocês? Até os &#8216;pecadores&#8217; agem assim</span></em>” (Lucas 6:33).<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="4. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">4. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera da criatividade.</span></em><span style="font-family: Arial"> Deus distribuiu medidas significativas de capacidade em áreas artísticas e musicais, assim como em outras esferas nas quais a criatividade e a habilidade podem expressar-se, como praticar esportes, cozinhar, escrever, e assim por diante. Além disso, Deus nos dá a capacidade de apreciar a beleza em muitas áreas da vida. E nessa área, assim como na esfera física e intelectual, as bênçãos da graça comum são às vezes derramadas sobre os descrentes até mais abundantemente que sobre os crentes. To<st1:personname w:st="on">davi</st1:personname>a, em todos os casos, ela é resultado da graça de Deus.</p>
<p><em><span style="font-family: Arial">5. A esfera da soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de.</span></em> A graça de Deus também é evidente na existência de várias organizações e estruturas na raça humana. Vemos isso primeiramente na família humana, ressaltado pelo fato de que Adão e Eva permaneceram marido e mulher após a queda e então tiveram filhos, homens e mulheres (Gênesis 5:4). Os filhos de Adão e Eva casaram-se e formaram famílias para si mesmos (Gênesis 4:17,19,26). A família humana permanece ainda hoje, não simplesmente como instituição para os crentes, mas para todas as pessoas.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O governo humano é também resultado da graça comum. Ele foi instituído no princípio por Deus após o dilúvio (ver Gênesis 9:6) e, segundo Romanos 13 claramente afirma, foi estabelecido por Deus: “Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas”. Está claro que o governo é dom de Deus para a raça em geral, pois <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> diz que a autoridade “é serva de Deus para o seu bem” e que ela é “serva de Deus, agente de justiça para punir quem pratica o mal” (Romanos 13:4). Um dos principais meios que Deus usa para refrear o mal no mundo é o governo humano. As leis humanas, as forças policiais e os sistemas judiciais proporcionam poderosa repressão às más ações, e esses são freios necessários, pois há muito mal no mundo que é irracional e pode ser restringido somente pela força, já que ele não será impedido pela razão ou pela educação. Obviamente a pecaminosidade das pessoas pode também afetar os governos em si mesmos, de forma que o governo humano, igual a todas as outras bênçãos da graça comum que Deus dá, pode ser usado tanto para o propósito do bem como do mal.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial"><br />
<em><span style="font-family: Arial">6. A esfera religiosa.</span></em></span></em><span style="font-family: Arial"> Mesmo na esfera da religião humana, a graça comum de Deus traz algumas bênçãos para as pessoas incrédulas. Jesus nos diz: “Amem os seus inimigos e <em><span style="font-family: Arial">orem por aqueles que os perseguem</span></em>” (Mateus 5:44), e desde que não há qualquer restrição no contexto para que se ore simplesmente pela salvação deles e como a ordem de orar pelos que nos perseguem é combinada com a ordem de amá-los, parece razoável concluir que Deus pretende responder a nossas orações pelos que nos perseguem em muitas áreas de suas vidas. De fato, <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> especificamente ordena que oremos “pelos reis e por todos os que exercem autoridade” (1 Timóteo 2:2). Quando procuramos o bem dos descrentes, isso é coerente com a própria prática divina de conceder sol e chuva a “maus e bons” (Mateus 5:45) e também está de acordo com a prática de Jesus durante o Seu ministério terreno, quando Ele curou cada pessoa que lhe era trazida (Lucas 4:40). Não há indicação alguma de que ele tenha exigido que todos cressem nele ou concordassem que ele era o Messias antes de lhes conceder cura física.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Deus responde às orações dos descrentes? Embora Deus não tenha prometido responder às orações dos descrentes como prometeu responder às orações dos que vêm a Ele em nome de Jesus, e embora Ele não tenha obrigação de responder às orações dos descrentes, mesmo assim Deus pode por Sua graça comum ouvir e responder positivamente às orações deles, demonstrando dessa forma Sua misericórdia e bondade de outro modo ainda (cf. Salmos 145:9,15; Mateus 7:22; Lucas 6:35,36). Esse é provavelmente o sentido de 1 Timóteo 4:10, que diz que Deus é o “Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem”. Aqui “Salvador” não significa restritamente “quem perdoa pecados e dá vida eterna”, porque tais coisas não são dadas aos que não crêem. “Salvador” deve ter aqui um sentido mais geral — a saber, “quem resgata da miséria, quem liberta”. Em caso de pobreza e miséria, Deus muitas vezes ouve as orações dos descrentes e os livra graciosamente de seus problemas. Além disso, mesmo os descrentes muitas vezes possuem um senso de gratidão para com Deus pela bondade da criação, pela libertação em meio ao perigo e pelas bênçãos da família, do lar, das amizades e do país.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial"><br />
<em><span style="font-family: Arial">7. A graça comum não salva pessoas.</span></em></span></em><span style="font-family: Arial"> A despeito de tudo isso, devemos perceber que a graça comum é diferente da graça salvadora. A graça comum não muda o coração humano nem traz pessoas ao genuíno arrependimento ou à fé — ela não pode salvar e não salva pessoas (embora na esfera intelectual e moral ela possa preparar as pessoas para torná-las mais dispostas a aceitar o evangelho). A graça comum refreia o pecado, mas não muda a disposição fundamental de pecar nem purifica a natureza humana decaída.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Devemos também reconhecer que as ações que os descrentes realizam por causa da graça comum não merecem a aprovação ou o favor de Deus. Essas ações não procedem da fé (“tudo o que não provém da fé é pecado”, Romanos 14:23) nem são motivadas pelo amor a Deus (Mateus 22:37), e sim pelo amor ao ego sob uma ou outra forma. Portanto, embora possamos prontamente dizer que as obras dos descrentes que se conformam externamente às leis de Deus são “boas” em algum sentido, contudo elas não são boas em termos de merecer a aprovação de Deus nem de tornar Deus endividado para com o pecador em sentido algum.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Finalmente, devemos reconhecer que os descrentes muitas vezes recebem mais graça comum que os crentes — eles podem ser mais habilidosos, trabalhar com mais esforço, ser mais inteligentes, mais criativos ou ter mais dos benefícios materiais desta vida para desfrutar. Isso não indica de forma alguma que eles são mais favorecidos por Deus no sentido absoluto ou que eles vão ganhar qualquer coisa relativa à salvação eterna, mas significa somente que Deus distribui as bênçãos da graça comum de vários modos, muitas vezes concedendo bênçãos bastante significativas a descrentes. Em tudo isso, obviamente, eles devem tomar consciência da bondade de Deus (Ateus 14:17) e reconhecer que a vontade revelada de Deus é que essa “bondade de Deus” finalmente os conduza “ao arrependimento” (Romanos 2:4).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">C. Razões para a graça comum<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
Por que Deus concede graça comum a pessoas imerecedoras que nunca virão à salvação? Podemos sugerir ao menos quatro razões.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">1. Para redimir os que serão salvos.</span></em><span style="font-family: Arial"> Pedro diz que o dia do juízo e da execução final de punição está sendo retardado porque há ainda mais pessoas que serão salvas. “O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, ele é paciente com vocês, <em><span style="font-family: Arial">não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento</span></em>.” (2 Pedro 3:9,10). De fato, essa razão foi verdadeira desde o princípio da história humana, pois, se Deus quisesse salvar qualquer pessoa entre todos que compõem a humanidade pecaminosa, Ele não poderia destruir todos os pecadores imediatamente (nesse caso não sobraria ninguém da raça humana). Ao contrário, Ele resolveu permitir que seres humanos pecaminosos vivessem algum tempo de modo a ter uma oportunidade de arrependimento e também para que pudessem gerar filhos, capacitando gerações subseqüentes a viver, a ouvir o evangelho e se arrepender.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">2. Para demonstrar a bondade e a misericórdia de Deus.</span></em><span style="font-family: Arial"> A bondade e a misericórdia de Deus não são vistas somente na salvação dos crentes, mas também nas bênçãos que Deus dá aos pecadores que não as merecem. Quando Deus “é bondoso para com os ingratos e maus” (Lucas 6:35), essa bondade é revelada no universo, para a Sua glória. Davi diz: “O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas” (Salmos 145:9). Na história de Jesus conversando com o moço rico, lemos: “Jesus olhou para ele e o amou” (Marcos 10:21), embora o homem fosse um descrente que no mesmo instante afastou-se de Jesus porque possuía muitas riquezas. Berkhof diz que Deus “derrama incontáveis bênçãos sobre todos os homens e também indica claramente que elas são expressões de uma disposição favorável de Deus que, contudo, fica muito aquém da volição positiva exercida para lhes perdoar, suspender a sentença a eles imposta e assegurar-lhes a salvação”.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Não é injusto Deus retratar a execução da punição do pecado e dar temporariamente bênçãos aos seres humanos, porque a punição não é esquecida, mas apenas retardada. Retardando a punição, Deus mostra claramente que não tem prazer em executar o juízo final, mas, ao contrário, Ele se deleita na salvação de homens e mulheres. “Juro pela minha vida, palavra do Soberano, o SENHOR, que não tenho prazer na morte dos ímpios, antes tenho prazer em que eles se desviem dos seus caminhos e vivam” (Ezequiel 33:11). Deus “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:4). Em tudo isso o tempo de espera da punição dá uma evidência clara da misericórdia, bondade e amor de Deus.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">3. Para demonstrar a justiça de Deus.</span></em><span style="font-family: Arial"> Quando repetidamente Deus convida os pecadores a virem à fé e repetidamente eles recusam os Seus convites, a justiça de Deus em condená-los é vista muito mais claramente. <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> adverte que quem persiste na incredulidade está simplesmente acumulando a ira para si mesmo: “Contudo, por causa da teimosia e do seu coração obstinado, você está acumulando ira contra si mesmo, para o dia da ira de Deus, quando se revelará o seu justo julgamento” (Romanos 2:5). No dia do juízo todas as bocas serão silenciadas (Romanos 3:19), e ninguém será capaz de contrapor que Deus foi injusto.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">4. Para demonstrar a glória de Deus. </span></em><span style="font-family: Arial">Finalmente, a glória de Deus é mostrada de muitas formas pelas atividades dos seres humanos em todas as áreas nas quais a graça comum está <st1:personname ProductID="em operação. No" w:st="on">em operação. No</st1:personname> desenvolvimento e no exercício do domínio sobre a terra, homens e mulheres demonstram e refletem a sabedoria do seu Criador, comprovam as qualidades dadas por Deus, as virtudes morais e a autoridade sobre o universo, e coisas semelhantes. Embora todas essas atividades sejam contaminadas por motivos pecaminosos, elas apesar disso refletem a excelência de nosso Criador e, portanto, trazem a glória a Ele, não de forma plena e perfeita, mas ainda assim significativa.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
C. Nossa resposta à doutrina da graça comum<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
Pensando sobre as várias espécies de bondades vistas na vida dos descrentes por causa da graça comum que Deus dá abundantemente, devemos ter em mente três pontos.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">1. Graça comum não significa que quem a recebe será salvo. </span></em><span style="font-family: Arial">Mesmo uma porção excepcional de graça comum não significa que quem a recebe será salvo. Até as pessoas mais habilidosas, mas inteligentes, mais ricas e poderosas no mundo ainda carecem do evangelho de Jesus Cristo ou serão condenadas eternamente! Os nossos vizinhos mais bondosos e de moral mais elevada ainda carecem do evangelho de Jesus Cristo ou serão condenados eternamente! Exteriormente pode parecer que eles não têm necessidade algumas, mas a Escritura ainda diz que os descrentes são “inimigos de Deus” (Romanos 5:10; cf. Colossenses. 1:21; Tiago 4:4) e são “contra” Cristo (Mateus 12:30). Eles são “inimigos da cruz de Cristo” e “só pensam nas coisas terrenas” (Filipenses 3:18,19), sendo “por natureza merecedores da ira” (Efésios 2:3).<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">2. Devemos ser cuidados em não rejeitar as coisas boas que os descrentes fazem, considerando-as totalmente más. </span></em><span style="font-family: Arial">Pela graça comum os descrentes fazem algumas coisas boas, e devemos ver a mão de Deus nelas, sendo agradecidos por elas, como por exemplo nas amizades, em cada ato de bondade, no que elas trazem de bênçãos para outras pessoas. Tudo isso — embora o descrente não o saiba — procede em última análise de Deus, e Deus merece a glória por tudo.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="3. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">3. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> doutrina da graça comum deveria estimular nosso coração à gratidão muito maior a Deus. </span></em><span style="font-family: Arial">Quando descemos uma rua e vemos casas, jardins e famílias vivendo em segurança, ou quando negociamos no mercado e vemos os resultados abundantes do progresso tecnológico, ou quando andamos pelos bosques e vemos a beleza da natureza, ou quando somos protegidos pelas autoridades, ou quando somos educados no vasto conhecimento humano, devemos perceber não somente que Deus, em Sua soberania, é o responsável último por todas essas bênçãos, mas também que Deus as tem concedido aos descrentes, embora eles não tenham <em><span style="font-family: Arial">absolutamente</span></em> <em><span style="font-family: Arial">nenhum mérito</span></em> com relação a elas! Essas bênçãos no mundo não são apenas evidências do poder e sabedoria de Deus, mas a manifestação contínua da Sua <em><span style="font-family: Arial">graça</span></em> abundante. A percepção deste fato deveria fazer nosso coração se encher de gratidão a Deus em cada atividade de nossa vida.<o:p></o:p></span><a target="_blank" href="https://correio.grupoestado.com.br/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://webmail.caminhocristao.com"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span></a></p>
<p></span></p>
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		<title>&#8220;Armagedons Pessoais&#8221; &#8211; Clássico de Billy Graham.</title>
		<link>http://www.caminhocristao.com/2008/06/armagedons-pessoais-tratado-classico-de-billy-graham/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 16:55:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por que existe o sofrimento?   Por que há tanto mal no mundo?  Que posso fazer para diminuir a minha dor, e que futuro espera este mundo? Como irá me afetar pessoalmente? Que posso fazer enquanto esse futuro não chega? Nós não buscamos as tribulações deliberadamente na vida. Elas chegam. O sofrimento é um fato universal. Ninguém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Por que existe o sofrimento?  </span></span></p>
<p align="left"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Por que há tanto mal no mundo?  </span></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Que posso fazer para diminuir a minha dor, </span></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">e que futuro espera este mundo? </span></span></p>
<p align="left"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Como irá me afetar pessoalmente?</span></span></p>
<p align="left"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Que posso fazer enquanto esse futuro não chega?</span></span></p>
<p align="left"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p></o:p></span>Nós não buscamos as tribulações deliberadamente na vida. Elas chegam. O sofrimento é um fato universal. Ninguém pode escapar das suas garras. A chuva cai sobre o justo e o pecador. Todos enfrentamos armagedons pessoais. </span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p><span id="more-378"></span></o:p></span></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Algumas pessoas acreditam, erroneamente, que se tornar um cristão será um abrigo para as tempestades pessoais da vida. Uma história de muitos de nossos hinos religiosos rapidamente desfará tal mito. Um grande número de nossos hinos e canções espirituais favoritos foram compostos nas situações mais penosas da vida de seus autores&#8230;</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Charlotte Elliot escreveu <em>Assim como sou</em> quando era uma inválida desamparada, Frances Ridley Havergal, autora de <em>Tome a minha vida</em> e muitos outros hinos, tinha uma saúde péssima. Fanny Crosby era cega, no entanto, do seu sofrimento, nasceram lindas canções, como <em>A salvo nos braços de Jesus</em>. O hino <em>Deus age de uma maneira misteriosa</em> foi composto pelo poeta William Cowper numa hora de grande aflição mental. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Uma das partes mais lindas da Bíblia é o Livro dos Salmos. Por causa da ampla gama de estados de espírito e de experiências que ele representa, nós procuramos o <em>Livro dos Salmos</em> com muita freqüência. Podemos nos identificar com ele e achar consolo nele porque reflete a vida real, com suas alegrias e tristezas. Muitos dos Salmos foram escritos durante períodos de crises pessoais e nacionais. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O Salmo 137 expressa a dor e a agonia de um povo banido da sua terra natal: <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">&#8220;Junto aos rios de Babilônia, ali nos assentamos, nos pusemos a chorar, ao recordarmo-nos de Sião. Nos salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.&#8221; (Salmos 137:1,2) <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Depois de devastar a terra de Israel, o exército babilônio forçara os seus cativos a marcharem para uma terra estranha e um futuro aterrador. Deprimidos e abatidos, os hebreus abandonaram seus instrumentos musicais. Não sobrara canção alguma em seus corações. Este salmo reproduz com agudeza os sentimentos de um povo refugiado. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Muitos dos salmos refletem as crises pessoais enfrentadas por Davi, o maior rei de Israel. Nós o vemos como um homem de êxitos inacreditáveis – sua vitória juvenil sobre Golias, o gigante filisteu, a sua admirável ascensão de pastor a monarca, suas vitórias notáveis sobre os inimigos de Israel. Porém, Davi também foi um homem de tristezas insuportáveis. Acusado injustamente de traição, foi forçado a viver como fugitivo durante anos. Um de seus filhos morreu quando bebê, alguns eram moralmente corruptos, outros foram implacavelmente assassinados. A certa altura de seu reinado, a sua própria nação se voltou contra ele, quando outro de seus filhos tentou dar um golpe de Estado. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Deus chamou Davi de &#8220;um homem que (Me) agrada&#8221; (I Sam. 13:14). Embora fosse óbvio que Deus amava Davi, não o isentou do sofrimento. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Ninguém está isento do toque da tragédia: nem os cristãos nem os não-cristãos; nem os ricos nem os pobres; nem o líder nem o seguidor. Cruzando todas as barreiras raciais, sociais, políticas e econômicas, o sofrimento une toda a humanidade. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-weight: normal; font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-weight: normal; font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-weight: normal; font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p></o:p></span>  <span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><strong>A<span>  </span>Realidade<span>  </span>do<span>  </span>Sofrimento<o:p></o:p></strong></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p><strong> </strong></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p><strong> </strong></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p></o:p></span>  <span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">É difícil falar sobre o sofrimento ou escrever sobre ele, pois não é algo que possa ser adequadamente examinado fora da esfera da experiência. Ele não é abstrato nem é filosófico. É real e concreto. Deixa cicatrizes. Quando os ventos da adversidade passam, poucas vezes permanecemos os mesmos. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Só compreende o significado do sofrimento quem já passou por alguma crise. E, muitas vezes, é apenas em retrospecto que nos damos conta do propósito e do valor de nosso sofrimento. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Já notou que aqueles que causam o maior impacto sobre a sociedade são, em geral, aqueles que mais sofreram? <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O sofrimento na vida fortalece o caráter de uma pessoa, fazendo com que ela procure energias desconhecidas para superá-lo. As pessoas que passam pela vida sem serem marcadas pelo sofrimento ou tocadas pela dor tendem a ser superficiais nas suas perspectivas de vida. O sofrimento, por outro lado, tende a arar a superfície de nossas vidas para deixar à mostra as profundezas que oferecem uma força maior de propósito e realizações. Somente a terra profundamente arada pode dar uma colheita rica. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">A dor tem muitas faces. Pode-se sofrer física, mental, emocional, psicológica e espiritualmente. Nossas dificuldades raramente ficam confinadas a apenas uma dessas áreas; elas tendem a se sobrepor em experiências humanas. Os sofrimentos mais intensivos podem ser induzidos psicologicamente e freqüentemente levarem a complicações na esfera física. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Existem tantas feridas invisíveis quanto visíveis, e pode haver dificuldade <st1:personname ProductID="em diagnosticá-las. Sabemos" w:st="on">em diagnosticá-las. Sabemos</st1:personname> que a parte invisível do homem é muitas vezes a vítima da mais debilitante das dores. Em certas circunstâncias, um homem pode suportar uma dor física cruciante; e, no entanto, pode ser derrubado por uma palavra cruel. Quando ouvimos a história da tortura infligida a um prisioneiro de guerra, ficamos estupefatos com a sua coragem pessoal e a resistência do corpo humano. Porém, a vida desse mesmo homem pode ser devastada por uma única palavra ou ato perpetrado com perversidade. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">As Escrituras têm muito a dizer sobre o poder da língua para infligir crueldade. O salmista escreveu que as palavras amargas são como flechas mortais. Tiago escreveu: &#8220;Assim a língua também é um pequeno membro, mas se gaba de grandes coisas. Vede como um pouco de fogo abrasa um grande bosque! E a língua é um fogo, um mundo de iniqüidade colocado entre os nossos membros, a língua, que contamina o corpo todo e incendeia o curso da vida.&#8221; (Tiago 3:5, 6) <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O homem é capaz de grandes vitórias e é suscetível a grandes derrotas. O homem é a um só tempo forte e sensível. Como exclamou o salmista: &#8220;Graças te darei, pois sou assombrosa e maravilhosamente feito.&#8221; (Salmos 139:14) <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Precisamos tentar aplicar intensamente esta sensibilidade ao lidar com o sofrimento, em especial ao considerar os sofrimentos dos outros. Não podemos sentir a dor de outrem. Podemos ver a angústia no seu rosto e tentar empatizar com ela. Porém, não temos as suas terminações nervosas. Não podemos conhecer integralmente a magnitude da sua angústia. Jamais devemos minimizar o sofrimento de outrem. A Escritura manda: &#8220;Chora com os que choram.&#8221; (Romanos 12:15) <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Nossos sofrimentos físicos expressam uma grande verdade. Como escreveu convincentemente C.S. Lewis: &#8220;a dor&#8230; finca a bandeira da verdade dentro da fortaleza de uma alma rebelde&#8221;. A verdade é a seguinte: o corpo do homem é mortal, temporal. O homem precisa enxergar além de si mesmo para encontrar a imortalidade.<span>  </span><o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O sofrimento é um dos meios de Deus falar conosco. Por intermédio da dor, percebemos a necessidade que temos dEle. Quando estamos em crise, ouvimos as suas chamadas. Citando novamente C.S. Lewis: &#8220;Deus sussurra para nós em nossos prazeres, fala na nossa consciência, mas grita nas nossas dores. O sofrimento é o seu megafone para despertar um mundo surdo.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Se nosso sofrimento nos conduz a Deus, ele se tornou um amigo abençoado e precioso. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Somos gratos à medicina moderna pela descoberta da cura para tantas doenças e pelos enormes passos dados no controle de outras. Através de muita dedicação, fazem-se progressos diários na descoberta de novas maneiras de aliviar os sofrimentos físicos da humanidade. Muitas vidas foram salvas e agora estão sendo mantidas como resultado desses avanços científicos. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">E, no entanto, a dor ainda está conosco. Muitos de vocês conhecem a realidade do câncer, de derrames, infartos, defeitos congênitos, aleijões resultantes de desastres. Muitos de vocês estão acamados e padecendo dores atrozes há anos. Alguns de vocês estão chocados com a descoberta da moléstia terminal de um amigo ou parente. Talvez você próprio esteja enfrentando a perspectiva da morte. Deixe que eu lhe assegure que não precisa enfrentar sozinho essa situação. Deus quer consolá-lo e ajudá-lo. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Certos sofrimentos advêm como resultado natural da deterioração do corpo. Certas formas de sofrimento físico nos são infligidas por outras pessoas. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Por toda a história do cristianismo, os seguidores de Cristo vêm sofrendo perseguições. Num pais africano, um jovem diretor de escola cristão foi arrancado de seu gabinete e levado para a rua, onde seria fuzilado. Os moradores curiosos da cidade amontoavam-se de um lado da rua, os alunos da escola de outro. O jovem diretor perguntou aos seus captores se podiam lhe dar alguns minutos e, quando eles concordaram, ele cantou: &#8220;Da minha servidão, tristeza e noite, Jesus, saio eu; Jesus, saio eu.&#8221; Depois disso, foi morto. O sangue dos mártires é a semente da igreja. Enquanto os cristãos nos Estados Unidos professam a sua crença sem a ameaça de maus tratos físicos, milhares de seus irmãos em Cristo pelo mundo todo foram torturados e martirizados por confessar o nome de Cristo. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Pode chegar o dia em que os americanos tenham que enfrentar uma perseguição intensa por sua fé. Você está preparado para enfrentar o martírio? Jesus deu a Sua vida por você. Pode ser que você seja chamado a dar a sua por Ele. Deus tem muitas promessas preciosas para aqueles que sofrem por Cristo. Nós as examinaremos no decorrer deste livro. </span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><strong>Sofrimento<span>  </span>Mental</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">E.Stanley Jones nos conta a história de um pastor que estava preparando uma série de dez sermões sobre o tema &#8220;Como evitar um esgotamento nervoso&#8221;. Antes que o seu trabalho estivesse completo, ele mesmo teve um esgotamento. A pressão de tentar terminar o trabalho dentro do prazo foi demais para ele. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Todos nós experimentamos alguma forma de ansiedade mental durante nossas vidas. O espectro do sofrimento mental é amplo. Vai da preocupação de um jovem que vai conhecer uma pessoa apresentada por um amigo, até o esgotamento nervoso do executivo de uma grande firma. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Todos somos suscetíveis à depressão. Os cristãos não fogem à regra. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Elias</span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">, o dinâmico e dedicado profeta de Deus, defendeu valente e eficazmente a causa de Deus em confrontos aterradores com o paganismo. Elias subiu aos píncaros da fé ao resistir às continuadas ameaças do malvado rei Acabe e de sua perversa mulher, Jezabel (1 Reis 19). Porém, chegou a uma certa altura da vida em que quis desistir completamente. Até mesmo as tarefas mais simples da vida tornaram-se <em>grandes demais para serem suportadas</em>. &#8220;Já chega&#8221;, disse ele. &#8220;Agora, Senhor, tira-me a vida.&#8221; Ele estava assoberbado por uma combinação de exaustão e depressão. Deus não atendeu ao seu pedido, nem o repreendeu. Deus sabia que Elias sofria de exaustão e depressão e deu a ele aquilo de que precisava: sono e comida e a reafirmação de que não estava só. Deus enxergou a raiz do problema de Elias; ele esgotara as suas reservas físicas e mentais. Ele ultrapassara o seu ponto crítico. Alguém já disse: &#8220;Muitos problemas são resolvidos por uma boa noite de sono.&#8221; Porém, os problemas que ainda permanecem conosco quando acordamos necessitam do toque especial de Deus. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Uma outra figura importante na história do cristianismo sofreu de modo semelhante. No final de um ministério popular e florescente, <span>João Batista </span>foi aprisionado por Herodes Ântipas, governador da Galiléia. João, o homem do deserto com a sua amplidão e liberdade, e um pedaço de céu sem fim, estava preso numa masmorra escura e úmida. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Durante o tempo em que esteve preso, a fé de João foi abalada até seus alicerces. Este era o mesmo João que dissera: &#8220;Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo?&#8221; (João 1:29) O que o fizera questionar? <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Ele compreendera quando alguns de seus discípulos o abandonaram para seguir a Jesus. E então denunciara Herodes por estar vivendo com a mulher do irmão e foi preso. É Mateus quem nos diz: &#8220;Como João no cárcere tivesse ouvido falar das obras de Cristo, mandou pelos seus discípulos perguntar-lhe: És tu aquele que há de vir, ou é outro o que devemos esperar?&#8221; (Mateus 11:2,3) <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O que João ouvira contar? Que obras de Jesus? Ouvira contar que Ele comera com os publicamos e os pecadores? Que Ele tivera compaixão de uma mulher adúltera – o mesmo pecado de adultério que João denunciara e que o levara à prisão? Ou ouvira contar de Seus milagres? <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Jesus podia ter salvado João e não o salvou; nenhuma palavra de protesto se erguera contra a gesto de Herodes; a prisão que não se abria – inexplicado. Talvez fosse tudo isso combinado que fizera com que a fé de João fraquejasse. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">A resposta de Nosso Senhor ao profeta aflito é notável. Depois de tranqüilizar João quanto à sua identidade, Ele louvou tanto a João quanto ao seu ministério (Mateus 11:1-11). Vance Havner fez a seguinte observação sobre este episódio: &#8220;Enquanto João falava o pior sobre Jesus, Jesus falava o melhor sobre João.&#8221; <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">As pessoas deprimidas precisam de reafirmação e encorajamento. Jesus sabia disso e agia nesse sentido. Podemos aprender muito com o modo como Deus tratou Elias e como Jesus tratou João Batista. Eles podem servir como modelos para cuidarmos daqueles que sofrem de ansiedades mentais. As pessoas aflitas precisam de uma mão suave e prestativa e de palavras de encorajamento. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Os cristãos são particularmente suscetíveis à exaustão que leva à depressão. Com um sentido de dedicação a Deus que os inspira a trabalhar diligentemente para o Seu reino, eles com freqüência empreendem tarefas imensas e ignoram os sinais de advertência. Sem ninguém para ajudá-los e vendo que o serviço tem que ser feito, eles se excedem no trabalho e acabam nas garras da depressão. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Os que desempenham os papéis de liderança cristã precisam estar alertas para tais casos. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Cada um de nós tem o seu conjunto de capacidades e talentos único e dado por Deus – o seu potencial pessoal de realização. Nem todos trabalhamos à mesma velocidade ou atingimos as mesmas alturas. Deus não quer as pessoas competindo entre si. Ele quer que compitamos contra nós mesmos – para aprender a trabalhar dentro de nossas capacidades individuais. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Jesus narrou uma parábola em que ensinou que chegará o dia em que os feitos de cada cristão serão avaliados por Ele pessoalmente. Jesus explicou que não julgaria um homem pelo que ele faz em comparação com os outros, mas sim pelo que faz com as aptidões que Deus lhe deu. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Deus nos deu a todos capacidades e potenciais especiais e certas <em>limitações</em>. Que desenvolvamos as nossas capacidades e lutemos para trabalhar em direção a nossos potenciais. Mas que aprendamos onde fica o nosso ponto crítico. Às vezes é simplesmente uma questão de seguir em frente, parar para um descanso e depois continuar. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Uma máquina bem ajustada é que tem o seu melhor desempenho. Uma vida cristã bem ajustada e equilibrada é que será a mais produtiva para o reino de Deus.</span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><strong>Sofrimento<span>  </span>Emocional<span>  </span>e<span>  </span>Psíquico</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Todos sofremos desapontamentos na vida. Às vezes, o efeito sobre nós pode ser pequeno. Noutras vezes, nossas vidas podem ser devastadas. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">A <em>solidão</em>, por exemplo, pode ser tão intensa que o funcionamento adequado como homem ou mulher seja quase impossível. Pouco depois do falecimento do príncipe Alberto, a rainha Vitória confidenciou a seu grande amigo Dean Stanley que estava &#8220;sempre desejando consultar uma pessoa que não está aqui, lutando sozinha com uma sensação constante de desolação&#8221;. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Muitos de vocês estão sendo <em>rejeitados</em> e, por causa disso, estão sofrendo muito. Eis aí uma mágoa que causa grandes danos, pois nos afeta bem lá no fundo. Possivelmente, um namorado ou namorada o/a trocou por outra pessoa. Ou o seu casamento está se desmoronando por causa de terceiros. Ou quem sabe foi entrevistado para um emprego importante e não o conseguiu. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Vemos tanto sofrimento emocional e psicológico hoje em dia entre os nossos jovens. A principal causa de morte entre os estudantes universitários é o <em>suicídio</em>. A geração atual pode enfrentar pressões maiores do que qualquer outra geração dos tempos modernos. Academicamente, os estudantes competem desde o ginásio por posições de elite nas universidades. Uma das principais faculdades de medicina americana, para a qual só entram os alunos mais qualificados, tem uma vaga para cada quatrocentos candidatos. É preciso ser muito forte para suportar esse tipo de competição. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Muitos estudantes se preparam para um futuro em determinada carreira e se defrontam com um mercado de trabalho em declínio. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O custo da instrução está cada vez maior, forçando muitos estudantes a suportarem a responsabilidade de trabalhar enquanto ainda cursam a escola. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">De um modo geral, nas últimas décadas, a nossa sociedade vem desencorajando a juventude a procurar ajuda <st1:personname ProductID="em Deus. Sem Deus" w:st="on">em Deus. Sem Deus</st1:personname> como fonte de orientação e força, os jovens começaram a fugir através das drogas, o que criou novos e profundos problemas. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">As <em>inseguranças</em> podem ser perniciosas. Temos medos que nos atormentam e nos impedem de viver novas aventuras e realizar novos feitos. Muitas vezes hesitamos em ser agressivos em certas situações porque tememos o fracasso. Pode haver um serviço a ser feito, mas não nos sentimos adequados ou qualificados. Ou achamos que não podemos fazer um serviço tão bom quanto nosso antecessor. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Como você se sentiria tomando o lugar de Moisés, aquele homem milagroso que Deus escolheu para conduzir o povo hebreu na sua fuga do cativeiro egípcio? Aparentemente, Josué, o aprendiz bem treinado de Moisés que conduziria os israelitas à Terra Prometida, experimentou uma grande sensação de insegurança. Durante uma &#8220;conversa de estimulo&#8221; que teve com o novo líder, Deus teve que lhe dizer três vezes para não ter medo. E, na terceira vez, Deus explicou por que Josué poderia começar confiante as suas novas responsabilidades: <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">&#8220;Não to mandei eu? Sê corajoso. e forte: não te atemorizes, nem te espantes; <em>porque Jeová teu Deus estará contigo por ande quer que andares</em>.&#8221; (Josué 1:9 – o grifo é meu.) <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Deus prometeu a Sua presença. E onde Deus está, lá também encontramos a Sua paz e o Seu poder – um poder que nos permite sobrepujar o desalento e que nos guia através das derrotas na vida. Como veremos, Deus pode até mesmo usar nossos desapontamentos para trazer o bem para nossas vidas. Deus não pede que sejamos bem sucedidos, mas que sejamos obedientes. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Temos que nos lembrar de que <em>somos</em> vasos fracos, através dos quais Deus pode canalizar Seu poder para realizar Seus propósitos. Como costuma dizer um conferencista: &#8220;Deus, eu não posso, mas o Senhor pode, então, vamos em frente!&#8221; <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Os problemas emocionais e psicológicos podem resultar de coisas que surgem em nossas vidas. Mas também podemos ser prejudicados por aquelas coisas que não surgem em nossas vidas. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Algumas pessoas são emocionalmente incapacitadas por causa de uma ausência de amor em suas vidas – em especial na infância. Os que não receberam amor no começo da vida têm dificuldade em dar amor no decorrer da vida. Apesar disso, não importa o quão desordenadas e confusas possam ser as nossas vidas, Deus é capaz de nos dar a paz e Ele pode padronizar de novo nossas vidas.<o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><strong>Sofrimentos<span>  </span>Espirituais</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Nem toda a dor é destrutiva. Há um sentido no qual a dor age como um sistema de alerta, advertindo-nos de que se faz necessária uma assistência médica. Isso também se aplica ao plano espiritual. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Há vezes em que nos agoniamos por causa de pecados inconfessos em nossas vidas. Nossa culpa explode nos relacionamentos tensos, hábitos nervosos, noites insones. Nossas consciências ficam muito pesadas, até buscarmos a cura com o Grande Médico. &#8220;Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e para nos purificar de toda a injustiça.&#8221; (João 1:9) <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">A luta contra o pecado pode produzir uma forma de sofrimento. A Bíblia se refere a isso como uma batalha. Porém, não entramos indefesos na batalha. Deus nos equipa com a Sua &#8220;armadura completa&#8221; (Efésios 6:13). Jesus pode nos libertar do poder de Satanás e do pecado. Não somos obrigados a ceder às nossas tentações. Mas Deus espera que lutemos. Deus não promete livrar-nos da batalha, mas sim livrar-nos pela batalha. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Quando nos tornamos cristãos, ganhamos um amigo, o Senhor Jesus Cristo. Mas também ganhamos um inimigo – Satanás. Satanás tenta desviar-nos da trilha do progresso espiritual. E busca destruir aquilo que nos auxilia. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Mas precisamos nos lembrar do seguinte: Primeiro, <em>Satanás não é onipotente</em>. Não é um equivalente de Deus. Ele é um anjo caído, não um deus caído. Segundo, <em>nada pode surgir em nossas vidas sem o conhecimento e a permissão de Deus</em>. Na verdade, Satanás está sob a autoridade de Deus. Ele teve que receber a permissão de Deus para testar Jó. Terceiro, <em>Deus pode extrair o bem das provações e aflições</em> que Satanás tenta colocar no caminho dos cristãos. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O Evangelho registra um episódio na vida de Jesus, no qual Ele estava no meio de uma doutrinação na sinagoga. Inesperadamente, um homem possuído pelo demônio se pôs de pé e começou a berrar. Era Satanás tentando perturbar a sessão, pois não queria que o auditório aprendesse sobre o reino de Deus e as verdades da vida eterna. Imediatamente, Jesus expulsou o demônio, demonstrando, assim, a Sua completa autoridade sobre o mundo espiritual. O auditório, que já estava impressionado com a Sua doutrinação, estava agora duplamente impressionado com Seu poder (Marcos 1:21-27). O que Satanás tentou fazer para prejudicar Jesus, na verdade, o auxiliou. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Satanás deve ser a personalidade mais frustrada do universo! O seu exército de demônios é obrigado a obedecer a Jesus, e qualquer coisa que o demônio faça para deixar desanimado um cristão Deus pode utilizar para o beneficio do cristão. Às vezes, Ele permite que soframos para podermos crescer espiritualmente. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Na maioria das vezes, o sofrimento não pode ser exata ou totalmente entendido, exceto <st1:personname ProductID="em retrospecto. Só" w:st="on">em retrospecto. Só</st1:personname> quando o tempo tiver cessado e a eternidade começado, Jó compreenderá por que Deus permitiu que ele fosse testado como foi. Só então o papel desafiador e confortador que ele desempenhou ao longo dos séculos, em inúmeros milhares de vidas, será inteiramente conhecido. <o:p></o:p></span><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span></strong><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p></o:p></span></strong> <span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><strong>Deus<span>  </span>Quer<span>  </span>Ajudá-lo</strong></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Recentemente, a ciência inventou uma máquina notável, o explorador corporal, que pode detectar no corpo disfunções que escapam até dos raios X. Às vezes, temos feridas que são profundas e sensíveis demais para os outros enxergarem ou ajudarem. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Porém, quem, exceto o próprio Deus, pode explorar o meu eu invisível – meu coração, minha alma, meu espírito? Há feridas em nossas personalidades que são profundas e complicadas demais até para as técnicas modernas mais sofisticadas diagnosticarem ou solucionarem. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Somente o próprio Deus, que nos criou, pode nos compreender inteiramente. Como disse o salmista: &#8220;Jeová, tu me sondas e conheces; tu conheces o meu sentar e o meu levantar, de longe entendes o meu pensamento.&#8221; (Salmos 139:1,2) Somente Deus pode diagnosticar com precisão o nosso problema, e Ele nos mostrará como resolvê-lo. E quando não houver solução, Ele nos dará a graça de viver com o problema. Somente Deus pode responder à nossa pergunta: &#8220;Por quê?&#8221; E, se não houver resposta, dar-nos a Sua paz e a graça de viver com &#8220;o que não tem resposta.&#8221; <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Deus quer nos ajudar quando sofremos. Ele pode dar a Sua <em>presença</em> para o consolo, o Seu <em>poder</em> para a resistência ao sofrimento, o Seu <em>propósito</em> para podermos discernir a nossa situação. E Ele pode produzir dentro de nós qualidades valiosas, que reforçarão e moldarão nossas vidas. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Deus pode nos ajudar porque somente Ele sabe <em>por que</em> estamos sofrendo e <em>aonde </em>o sofrimento pode nos levar. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Ele também pode nos ajudar porque Ele sabe <em>o que</em> significa sofrer. Quando atravessamos épocas difíceis e nos voltamos para alguém em busca de conselho e conforto, procuramos quem possa entender – alguém que já tenha passado por uma situação semelhante e possa sintonizar com nossos sentimentos. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Deus pode nos entender porque sofreu na pessoa de Seu filho. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O Filho de Deus deixou os reinos dos céus, tornou-se homem e viveu 33 anos num mundo de sofrimento. Pregou para os sofredores. Enfrentou todo o tipo de problemas físicos, mentais, emocionais, psicológicos e espirituais – e demonstrou a Sua capacidade de lidar com cada um deles. O seu problema não é novo para o Senhor Jesus Cristo. Ele não fica nem surpreso nem desconcertado com ele. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Jesus não apenas viu os sofrimentos dos outros – Ele próprio sofreu. Experimentou as mesmas provações e tentações que você enfrenta. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Conheceu o sofrimento <em>físico</em>. Às vezes, sentia que seu sacerdócio era fisicamente exaustivo e precisava buscar um alívio. Quanto a conhecer a intensa dor física, suportou uma tortura cruel e uma morte dolorosa: flagelação e crucificação. Conheceu o sofrimento <em>mental, emocional e psicológico</em>. Muitas vezes, experimentou a <em>rejeição</em> pessoal. Seus irmãos zombavam dEle e de Seu ministério. Quando pregou na Sua cidade natal, as pessoas correram com Ele da aldeia e até tentaram matá-lo. Os líderes religiosos da Sua própria nação acabaram por planejar a Sua morte. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">E Jesus experimentou a <em>solidão</em>. Às vezes, até os Seus apóstolos O entendiam mal. Quem podia se relacionar integralmente numa amizade com alguém que era, a um só tempo, Deus e homem? Após um longo dia de trabalho exaustivo, Jesus não tinha esposa e família para quem Se voltar e encontrar consolo e encorajamento. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">E imaginem o trauma de deixar o ambiente do céu, onde era reconhecido e reverenciado como Filho de Deus por milhares de anjos, e vir para uma terra marcada por pecados onde foi recebido com desprezo e desdém. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Jesus conheceu o sofrimento <em>espiritual</em>. No começo de Seu ministério público, Satanás O tentou impiedosamente por quarenta dias. E Satanás sempre retornou, ao longo do sacerdócio de Jesus, para tentar derrotar o Filho de Deus e desviá-lo de Sua missão. Jesus o enfrentou e venceu a batalha. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">E Jesus experimentou um sofrimento espiritual mais intenso do que você ou eu jamais experimentaremos. Durante um certo tempo, enquanto estava na cruz, sentiu o horror da separação de Deus e gritou: &#8220;Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?&#8221; Para Jesus, esta foi a maior agonia de todas. Ser abandonado pelo Pai que O amava – ver o Pai dar as costas ao Filho –, este foi o sofrimento supremo, a penalidade máxima para o pecado. Você e eu, se tivermos recebido Cristo como Salvador, jamais teremos que nos separar de Deus, porque Jesus pagou a penalidade pelo pecado. É por isso que Paulo pode afirmar, com tanta confiança: <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">&#8220;Pois estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as cousas presentes, nem as futuras, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que é <st1:personname ProductID="em Cristo Jesus" w:st="on">em Cristo Jesus</st1:personname> nosso Senhor.&#8221; (Romanos 8:38,39). <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Nada jamais nos separará de Deus! Como Jesus, no Seu sofrimento, foi separado de Deus para o nosso bem, agora temos a <em>vida eterna</em> ao confiar nEle como Salvador. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">E assim o Filho de Deus pode relacionar-se conosco na hora do nosso sofrimento. Pode relacionar-se com a nossa dor – pode fazer algo por nós. Como expressa com tanta beleza o hino de Thomas Moore: <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Vinde, ó desconsoladas, onde quer que languesçais <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Vinde ao centro da misericórdia. ajoelhai-vos fervorosamente <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Trazei para cá vossos corações feridos, contai aqui a vossa angústia <o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">A terra não tem tristeza que o céu não possa curar</span></em><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">.</span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Deus quer nos ajudar. Você pode estar passando por dificuldades, nesse momento. Ou talvez a sua vida esteja atualmente isenta de tragédias. A despeito das circunstâncias momentâneas, é importante preparar-se para o sofrimento. O sofrimento raramente faz reservas antecipadas. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Este livro irá explorar as maneiras pelas quais você pode se preparar para os seus armagedons pessoais, pela compreensão das doutrinas bíblicas sobre o sofrimento. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Ora, se você é alguém que encara um relacionamento pessoal com Deus como um conceito novo, se desconhece a realidade do Deus vivo residindo dentro da sua vida, se jamais confessou seus pecados e recebeu Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador, eu quero, pessoalmente, convidá-lo a fazer isso agora. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Este é o primeiro passo para obter a ajuda de Deus. Ele quer curá-lo por dentro. Ele quer curar primeiro o seu problema mais profundo – o problema do pecado pessoal. <o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Confesse o seu pecado, receba Jesus como seu Salvador e então comece uma nova vida com ele. Você encontrará a paz de Deus no seu coração, a orientação dEle na sua vida e o conforto da presença dEle ao longo de seus sofrimentos – ao longo de seu Armagedom pessoal, seja qual for a forma que ele tome.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Dr. Billy Graham.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>As 95 Teses de Martinho Lutero.</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 16:14:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<description><![CDATA[ O Caminho Cristão apresenta na íntegra as 95 Teses afixadas por Martinho Lutero na Abadia de Westminster a 31 de outubro de 1517, fundamentalmente &#8220;Contra o Comércio das Indulgências&#8221;. “Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade, discutir-se-á em Wittemberg, sob a presidência do Rev. Martinho Lutero, o que segue. Aqueles que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p><span style="color: black; font-family: Arial">O Caminho Cristão apresenta na íntegra as 95 Teses afixadas por Martinho Lutero na Abadia de Westminster a 31 de outubro de 1517, fundamentalmente &#8220;Contra o Comércio das Indulgências&#8221;.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">“Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade, discutir-se-á em Wittemberg, sob a presidência do Rev. Martinho Lutero, o que segue. Aqueles que não puderem estar presentes para tratarem o assunto verbalmente conosco, o poderão fazer por escrito. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial">Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém”. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p><span id="more-377"></span></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"> </p>
<p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">1ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos&#8230; etc., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo e ininterrupto arrependimento. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">2ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo dos sacerdotes. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">3ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de mortificação da carne. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">4ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até à entrada para a vida eterna. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">5ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O papa não quer e não pode dispensar de outras penas além das que impôs ao seu alvitre ou nem acordo com os cânones, que são estatutos papais. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">6ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O papa não pode perdoar dívida, senão declarar e confirmar aquilo que já foi perdoado por Deus, ou então o faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida em absoluto deixaria de ser anulada ou perdoada. 7ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao ministro, seu substituto. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">8ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Cânones poenitentiales, que são as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas são impostos aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">9ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Eis por que o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluindo este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">10ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõe aos moribundos penitências canônicas ou para o purgatório a fim de ali serem cumpridas. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">11ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Este joio, que é o de transformar a penitência e satisfação, prevista pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado enquanto os bispos dormiam. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">12ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Outrora canônica poenae, ou seja, penitência e satisfação por pecados cometidos, eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">13ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">14ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Piedade ou amor imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte, necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menos o amor, tanto maior o temor. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">15ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Este temor e espanto em si tão só, sem nos referirmos a outras coisas, basta para causar o tormento e o horror do purgatório, pois se avizinham da angústia do desespero. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">16ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza. 17ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, também deve crescer e aumentar o amor. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">18ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas razões e nem pela Escritura, que as almas do purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">19ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Parece ainda não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem mais por ela, não obstante nós termos esta certeza. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">20ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Por isso o papa não quer dizer e nem compreender com as palavras “perdão plenário de todas as penas” o perdão de todo o tormento, mas tão só as penas por ele impostas. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">21ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Eis por que erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante indulgência do papa. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">22ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas do purgatório das que, segundo os cânones da igreja, deviam ter expiado e pago na presente vida. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">23ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muitos poucos. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">24ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Logo, a maioria do povo é ludibriado com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">25ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Exatamente o mesmo poder geral que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura d’almas o tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">26ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O papa faz muito bem em não conceder o perdão às almas em virtude do poder das chaves (coisa que não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">27ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">28ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Certo é que, no momento em que a moeda soa na caixa, vem lucro, e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">29ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que sucedeu com S. Severino e Pascoal. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">30ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Ninguém tem certeza da suficiência do arrependimento e pesar verdadeiros, muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">31ª Tese Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que verdadeiramente alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">32ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Irão para o diabo, juntamente com os seus mestres, aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">33ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Há que acautelar-se muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dádiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">34ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória, estipulada por homens. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">35ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">36ª Tese Tudo o cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados e sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">37ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">38ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Entretanto se não devem desprezar o perdão e a distribuição deste pelo papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão consiste numa declaração do perdão divino. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">39ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Ë extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e, ao contrário, o verdadeiro arrependimento e pesar. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">40ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo; mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para tanto. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">41ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal, para que o homem singelo não julgue erradamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">42ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgências de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">43ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos, proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta ao necessitado do que os que compram indulgência. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">44ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">É que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">45ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgência do papa, mas desafia a ira de Deus. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">46ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura, fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">47ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos ser a compra de indulgência livre e não ordenada. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">48ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos que se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">49ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o temor de Deus. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">50ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que se o papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgência, preferiria ver a basílica de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">51ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por um dever seu, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgência, vendendo, se necessário, a própria basílica de São Pedro. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">52ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Esperar ser salvo mediante breves de indulgência é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências e o próprio papa oferecessem sua alma como garantia. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">53ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a palavra de Deus nas demais igrejas. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">54ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Comete-se injustiça contra a palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da palavra do Senhor. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">55ª Tese A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a coisa menor, com um toque de sino, uma pompa, uma cerimônia, enquanto o evangelho, que é o essencial, importa ser anunciado mediante cem toques de sino, centenas de pompas e solenidades. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">56ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os tesouros da igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionados e nem suficientemente conhecidos na Igreja de Cristo. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">57ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">É evidente que não são bens temporais, porquanto muitos pregadores não os distribuem com facilidade, antes os ajuntam. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">58ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Também não são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto este sempre são suficientes, e, independente do papa, operam graça do homem interior e são a cruz, a morte e o inferno do homem exterior. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">59ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">São Lourenço chama aos pobres, os quais são membros da Igreja, tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época. 60ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, que lhe foram dadas pelo merecimento de Cristo. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">61ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Evidente é que, para o perdão das penas e para a absolvição em determinados casos, o poder do papa por si só basta. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">62ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo evangelho da glória e da graça de Deus. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">63ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">64ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Enquanto isso o tesouro das indulgências é notoriamente o mais apreciado, porque faz com que os últimos sejam os primeiros. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">65ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Por essa razão os tesouros evangélicos foram outrora as redes com que se apanhavam os ricos e abastados. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">66ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">67ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">As indulgências, apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça, decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">68ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Nem por isso semelhante indulgência é a mais ínfima graça, comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">69ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda reverência. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">70ª Tese Entretanto tem muito maior dever de conservar abertos os olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não apregoem os seus próprios sonhos. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">71ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">72ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">73ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">74ª Tese Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob pretexto de indulgências, prejudicam a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agirem. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">75ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Considerar a indulgência do papa tão poderosa, a ponto de absolver alguém dos pecados, mesmo que (coisa impossível de se expressar) tivesse deflorado a mãe de Deus, significa ser demente. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">76ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Bem ao contrário afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo pode anular o menor pecado venial no que diz respeito a culpa que representa. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">77ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Afirmar que nem mesmo São Pedro, se no momento fosse papa, poderia dispensar maior indulgência, constitui insulto contra São Pedro e o papa. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">78ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Dizemos, ao contrário, que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o evangelho, dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1 Corinto 12.6-9. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">79ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Alegar ter a cruz de indulgências, erguida e adornada com as armas do papa, tanto valor como a própria cruz de Cristo é blasfêmia. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">80ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas desta atitude. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">81ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a indulgência, torna difícil até homens doutos defenderem a honra e dignidade do papa contra a calúnia e as perguntas mordazes e astutas dos leigos. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">82ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Haja vista exemplo como este: Por que o papa não livra duma só vez todas as almas do purgatório, movido pela santíssima caridade e considerando a mais premente necessidade das mesmas, havendo santa razão para tanto, quando, em troca de vil dinheiro para a construção da basílica de São Pedro, livra inúmeras delas, logo por motivo bastante infundado? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">83ª Tese Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para esse fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou prebendas oferecidos em favor dos mortos, quando já não é justo continuar a rezar pelos que se acham remidos? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">84ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E: Que nova santidade de Deus e do papa é esta a consentir a um ímpio e inimigo resgate uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não livrar esta mesma alma piedosa e amada por Deus do seu tormento por amor espontâneo e sem paga? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">85ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E: Por que os cânones de penitência, isto é, os preceitos de penitência, que faz muito caducaram e morreram de fato pelo desuso, tornam a remir mediante dinheiro, pela concessão de indulgência, como se continuassem em vigor e bem vivos? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">86ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E: Por que o papa, cuja fortuna é maior do que a de qualquer Creso, não prefere construir a basílica de São Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de cristãos pobres? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">87ª Tese E: Que perdoa ou concede o papa pela sua indulgência àqueles que pelo arrependimento completo tem direito ao perdão ou indulgência plenária? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">88ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Afinal: Que benefício maior poderia receber a igreja se o papa, que atualmente o faz uma vez ao dia cem vezes ao dia concedesse aos fiéis este perdão a título gratuito? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">89ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Visto o papa visar mais a salvação das almas mediante a indulgência do que o dinheiro, por que razão revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, quando tem sempre as mesmas virtudes? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">90ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Desfazer estes argumentos muito sutis dos leigos, recorrendo apenas à força e não por razões sólidas apresentadas, significa expor a igreja e o papa ao escárnio dos inimigos e desgraçar os cristãos. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">91ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Se, portanto, a indulgência fosse apregoada no espírito e sentido do papa, estas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">92ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Fora, pois, com todos este pregadores que dizem à igreja de Cristo: Paz! Paz! Sem que haja paz! </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">93ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Abençoados, porém, sejam todos os pregadores que dizem à igreja de Cristo: Cruz! Cruz! Sem que haja cruz! </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">94ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Admoeste-se os cristãos a que se empenhem em seguir seu Cabeça, Cristo, através da cruz, da morte e do inferno; </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">95ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E desta maneira mais esperem entrar no reino dos céus por muitas aflições do que confiando em promessas de paz infundadas. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial">Cortesia.</span></p>
<p></o:p></span></p>
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		<title>Evangélicos com alma Católica.</title>
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		<pubDate>Wed, 14 May 2008 06:26:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os evangélicos no Brasil nunca conseguiram se livrar totalmente da influência do Catolicismo Romano. Por séculos, o Catolicismo formou a mentalidade brasileira, a sua maneira de ver o mundo (&#8220;cosmovisão&#8221;). O crescimento do número de evangélicos no Brasil é cada vez maior &#8211; segundo o IBGE (2008), somos 40 milhões &#8211; mas há várias evidências [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial">Os evangélicos no Brasil nunca conseguiram se livrar totalmente da influência do Catolicismo Romano. Por séculos, o Catolicismo formou a mentalidade brasileira, a sua maneira de ver o mundo (&#8220;cosmovisão&#8221;). O crescimento do número de evangélicos no Brasil é cada vez maior &#8211; segundo o IBGE (2008), somos 40 milhões &#8211; mas há várias evidências de que boa parte dos evangélicos não tem conseguido se livrar da herança católica.<span id="more-367"></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><br />
É um fato que a conversão verdadeira (arrependimento e fé) implica uma mudança espiritual e moral, mas não significa necessariamente uma mudança na maneira como a pessoa vê o mundo. Alguém pode ter sido regenerado pelo Espírito e ainda continuar, por um tempo, a enxergar as coisas com os pressupostos antigos. É o caso dos crentes de Corinto, por exemplo. Alguns deles haviam sido impuros, idólatras,adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões, avarentos, bêbados,maldizentes e roubadores. Todavia, haviam sido lavados, santificados e justificados &#8220;em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus&#8221; (1 Co 6.9-11), sem que isso significasse que uma mudança completa de mentalidade houvesse ocorrido com eles. Na primeira carta<br />
que lhes escreve, Paulo revela duas áreas em que eles continuavam a agir como pagãos: na maneira grega dicotômica de ver o mundo dividido em matéria e espírito (que dificultava a aceitação entre eles das relações sexuais no casamento e a ressurreição física dos mortos &#8211; capítulos 7 e 15) e o culto à personalidade mantido para com os filósofos gregos (que logo os levou a formar partidos na igreja em torno de Paulo, Pedro, Apolo e mesmo o próprio Cristo &#8211; capítulos <st1:metricconverter ProductID="1 a" w:st="on">1 a</st1:metricconverter> 4). Eles eram cristãos, mas com a alma grega pagã.</p>
<p>Da mesma forma, creio que grande parte dos evangélicos no Brasil tem a alma católica. Antes de passar às argumentações, preciso esclarecer um ponto. Todas as tendências que eu identifico entre os evangélicos como sendo herança católica, no fundo, antes de serem católicas, são realmente tendências da nossa natureza humana decaída, corrompida e manchada pelo pecado, que se manifestam em todos os lugares, em todos os sistemas e não somente no Catolicismo. Como disse o reformado R.Hooykas, famoso historiador da ciência, &#8220;no fundo, somos todos romanos&#8221; (Philosophia Liberta, 1957). Todavia, alguns sistemas são mais vulneráveis a essas tendências e as absorveram mais que outros,como penso que é o caso com o Catolicismo no Brasil. E que tendências são essas?</p>
<p>1) O gosto por bispos e apóstolos</p>
<p>Na Igreja Católica, o sistema papal impõe a autoridade de um único homem sobre todo o povo. A distinção entre clérigos (padres, bispos, cardeais e o papa) e leigos (o povo comum) coloca os sacerdotes católicos em um nível acima das pessoas normais, como se fossem revestidos de uma autoridade, um carisma, uma espiritualidade<br />
inacessível, que provoca a admiração e o espanto da gente comum,infundindo respeito e veneração. Há um gosto na alma brasileira por bispos, catedrais, pompas, rituais. Só assim consigo entender a aceitação generalizada por parte dos próprios evangélicos de bispos e apóstolos autonomeados, mesmo após Lutero ter rasgado a bula papal que o excomungava e queimá-la na fogueira. A doutrina reformada do sacerdócio universal dos crentes e a abolição da distinção entre clérigos e leigos ainda não permearam a cosmovisão dos evangélicos no Brasil, com poucas exceções.</p>
<p>2) A idéia de que pastores são mediadores entre Deus e os homens</p>
<p>No Catolicismo, a Igreja é mediadora entre Deus e os homens e transmite a graça divina mediante os sacramentos, as indulgências, as orações. Os sacerdotes católicos são vistos como aqueles através de quem essa graça é concedida, pois são eles que, com as suas palavras, transformam, na Missa, o pão e o vinho no corpo e no sangue de Cristo;que aplicam a água benta no batismo para remissão de pecados; que ouvem a confissão do povo e pronunciam o perdão de pecados. Essa mentalidade de mediação humana passou para os evangélicos, com poucas mudanças. Até nas igrejas chamadas históricas, os crentes brasileiros agem como se a oração do pastor fosse mais poderosa do que a deles e como se os pastores funcionassem como mediadores entre eles e os favores divinos. Esse ranço do Catolicismo vem sendo cada vez mais explorado por setores neopentecostais do evangelicalismo, a julgar por práticas já assimiladas como &#8220;a oração dos 318 homens de Deus&#8221;, &#8220;a prece poderosa do bispo tal&#8221;, &#8220;a oração da irmã fulana, que é profetisa&#8221;, etc.</p>
<p>3) O misticismo supersticioso no apego a objetos sagrados</p>
<p>O Catolicismo no Brasil, por sua vez influenciado pelas religiões afro-brasileiras, semeou misticismo e superstição durante séculos na alma brasileira: milagres de santos, uso de relíquias, aparições de Cristo e de Maria, objetos ungidos e santificados, água benta, entre outros. Hoje, há um crescimento espantoso, entre setores evangélicos,do uso de copo d&#8217;água, rosa ungida, sal grosso, pulseiras abençoadas,pentes santos do kit de beleza da rainha Ester, peças de roupa de entes queridos, oração no monte, no vale; óleos de oliveiras de Jerusalém, água do Jordão, sal do Vale do Sal, trombetas de Gideão (distribuídas em profusão), o cajado de Moisés&#8230; é infindável e sem limites a imaginação dos líderes e a credulidade do povo. Esse fenômeno só pode ser explicado, ao meu ver, por um gosto intrínseco pelo misticismo impresso na alma católica dos evangélicos.</p>
<p>4) A separação entre sagrado e profano</p>
<p>No centro do pensamento católico existe a distinção entre natureza e graça, idealizada e defendida por Tomás de Aquino, um dos mais importantes teólogos da Igreja Católica. Na prática, isso significou a aceitação de duas realidades coexistentes, antagônicas e freqüentemente irreconciliáveis: o sagrado, substanciado na Santa Igreja, e o profano, que é tudo o mais no mundo lá fora. Os brasileiros aprenderam durante séculos a não misturar as coisas: sagrado é aquilo que a gente vai fazer na Igreja: assistir Missa e se confessar. O profano &#8211; meu trabalho, meus estudos, as ciências &#8211; permanece intocado pelos pressupostos cristãos, separado de forma estanque. É a mesma atitude dos evangélicos. Falta-nos uma mentalidade que integre a fé às demais áreas da vida, conforme a visão bíblica de que tudo é sagrado. Por exemplo, na área da educação, temos por séculos deixado que a mentalidade humanista secularizada, permeada de pressupostos anticristãos, eduque os nossos filhos, do ensino fundamental até o superior, com algumas exceções. Em outros países, os evangélicos têm tido mais sucesso em manter instituições de ensino que, além de serem tão competentes como as outras, oferecem uma visão de mundo, de ciência, de tecnologia e da história oriunda de pressupostos cristãos. Numa cultura permeada pela idéia de que o sagrado e o profano, a religião e o mundo, são dois reinos distintos e freqüentemente antagônicos, não há como uma visão integral surgir e prevalecer, a não ser por uma profunda reforma de mentalidade entre os evangélicos.</p>
<p>5) Somente pecados sexuais são realmente graves</p>
<p>A distinção entre pecados mortais e veniais feita pelo catolicismo romano vem permeando a ética brasileira há séculos. Segundo essa distinção, pecados considerados mortais privam a alma da graça salvadora e a condenam ao inferno, enquanto que os veniais, como o nome já indica, são mais leves e merecem somente castigos temporais.A nossa cultura se encarregou de preencher as listas dos mortais e dos veniais. Dessa forma, enquanto se pode aceitar a &#8220;mentirinha&#8221;, o jeitinho, o tirar vantagem, a maledicência, etc., o adultério se tornou imperdoável. Lula foi reeleito cercado de acusações de corrupção. Mas, se tivesse ocorrido uma denúncia de escândalo sexual,tenho dúvidas de que teria sido reeleito ou de que teria sido reeleito por uma margem tão grande. Nas igrejas evangélicas &#8211; onde se sabe pela Bíblia que todo pecado é odioso e que quem guarda toda a lei de Deus e quebra um só mandamento é culpado de todos &#8211; é raro que alguém seja disciplinado, corrigido, admoestado, destituído ou despojado por pecados como mentira, preguiça, orgulho, vaidade, maledicência, entre outros. As disciplinas eclesiásticas acontecem via de regra por pecados de natureza sexual, como adultério, prostituição, fornicação,<br />
adição à pornografia, homossexualismo, etc., embora até mesmo esses estão sendo cada vez mais aceitáveis aos olhos evangélicos. Mais um resquício de catolicismo na alma dos evangélicos?</p>
<p>O que é mais surpreendente é que os evangélicos no Brasil estão entre os mais anticatólicos do mundo. Só para ilustrar (e sem entrar no mérito dessa polêmica), o Brasil é um dos países onde convertidos do catolicismo são rebatizados nas igrejas evangélicas. O anticatolicismo brasileiro, todavia, se concentrou apenas na questão das imagens e de Maria e em questões éticas como não fumar, não beber e não dançar. Não foi e não é profundo o suficiente para fazer uma crítica mais completa de outros pontos que, por anos, vêm moldando a mentalidade do brasileiro, como mencionei acima. Além de uma conversão dos ídolos e de Maria a Cristo, os brasileiros evangélicos precisam de conversão na mentalidade, na maneira de ver o mundo.</p>
<p>Temos de trazer cativo a Cristo todo pensamento, e não somente os nossos pecados. Nossa cosmovisão precisa também de conversão (2 Co 10.4-5). Quando vejo o retorno de grandes massas ditas evangélicas às práticas medievais católicas de usar no culto a Deus objetos ungidos e consagrados, procurando para si bispos e apóstolos, imersas em<br />
práticas supersticiosas, me pergunto se, ao final das contas, o neopentecostalismo brasileiro não é, na verdade, um filho da Igreja Católica medieval, uma forma de neocatolicismo tardio que surge e cresce em nosso país, onde até os evangélicos têm alma católica.<o:p></o:p></span></p>
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		<title>Convite Especial: Café Acadêmico.</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jan 2008 07:30:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Convidamos a você para o Café Acadêmico, próximo dia 16/02/2008 &#8211; sábado as 9:00hs da manhã, no auditório da Editora Vida, para uma reflexão cujo tema será: &#8220;A Música Cristã na História e na atualidade da Igreja Brasileira&#8221;, com a presença dos músicos e compositores Jorge Camargo e Stênio Marcius. Infomações pelo telefone; (11) 8818-7045 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Convidamos a você para o Café Acadêmico, próximo dia 16/02/2008 &#8211; sábado as 9:00hs da manhã, no auditório da Editora Vida, para uma reflexão cujo tema será: &#8220;A Música Cristã na História e na atualidade da Igreja Brasileira&#8221;, com a presença dos músicos e compositores Jorge Camargo e Stênio Marcius.</p>
<p>Infomações pelo telefone; (11) 8818-7045 ou no e-mail: <a href="mailto:jefferson.ramalho@editoravida.com.br">jefferson.ramalho@editoravida.com.br</a> até lá..</p>
<p><a rel="attachment wp-att-347" href="http://www.caminhocristao.com/?attachment_id=347" title="Convite Especial: Café Acadêmico."><img src="http://www.caminhocristao.com/wp-content/uploads/2008/01/convite.JPG" alt="Convite Especial: Café Acadêmico." /></a><a rel="attachment wp-att-346" href="http://www.caminhocristao.com/?attachment_id=346" title="Convite Especial: Café Acadêmico."></a><a rel="attachment wp-att-344" href="http://www.caminhocristao.com/?attachment_id=344" title="Convite Especial: Café Acadêmico."></a></p>
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		<title>Tratado: Emoção religiosa por Jonathan Edwards</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 02:14:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não há questão de maior importância para a humanidade, e que seja mais concernente a cada pessoa individual para ser bem resolvida, do que esta: Quais são as qualificações distintivas daqueles que estão em favor com Deus, e designadas às Suas eternas recompensas? Ou, o que vem ser a mesma coisa, &#160; Qual é a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial">Não </span><span style="color: black; font-family: Arial">há questão de maior importância para a humanidade, e que seja mais concernente a cada pessoa individual para ser bem resolvida, do que esta: <span>Quais são as qualificações distintivas daqueles que estão em favor com Deus, e designadas às Suas eternas recompensas? </span>Ou, o que vem ser a mesma coisa, </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial">Qual é a natureza da verdadeira religião? <span>E onde descansa as marcas distintivas daquela virtude e santidade que é aceitável aos olhos de Deus? </span>Mas, embora isto seja de tal importância, e apesar de termos clara e abundante luz na Palavra de Deus para nos dirigir neste assunto, todavia não há um ponto em que os Cristãos professos façam mais diferença um do outro. Seria sem fim calcular a variedade de opiniões, neste ponto, que divide o mundo Cristão; fazendo manifesta a verdade da declaração de nosso Salvador: “Estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”. <span id="more-342"></span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial"></span><span style="color: black; font-family: Arial"></span><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">A consideração destas coisas tem por muito tempo me engajado a atentar para esta matéria com a maior diligência e cuidado, e toda a exatidão de busca e investigação de que eu fui capaz. Este é um assunto sobre o qual minha mente tem sido peculiarmente solícita, desde a primeira vez que entrei no estudo da teologia. — Mas quanto ao <span>sucesso </span>de minhas investigações, isto deve ser deixado ao julgamento do leitor do tratado que se segue. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Sou consciente de que é difícil julgar imparcialmente o assunto deste discurso, no meio da poeira e fumaça da presente controvérsia, sobre as coisas desta natureza. Pois, assim como é muito difícil <span>escrever </span>imparcialmente, do mesmo modo é muito difícil <span>ler </span>imparcialmente. — Muitos provavelmente serão magoados, ao encontrar tanto do que pertence às afeições religiosas, aqui condenadas: e talvez indignações e desprezo serão excitados em outros, ao achar tanto justificado e aprovado. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">E pode ser que alguns estarão prontos para acusar-me de inconsistência comigo mesmo, em tanto aprovando algumas coisas, como condenando outras; como tenho encontrado, isto tem sido sempre objetado a mim por alguns, desde o princípio de nossas últimas controvérsias sobre religião. É uma coisa difícil ser um sincero e zeloso amigo do qual tem sido <span>bom </span>e glorioso nas últimas aparências extraordinárias, e regozijar muito nele; e ao mesmo tempo, ver a tendência má e perniciosa dos que tem sido maus, e ardentemente opor a isso. Mas, todavia, estou <span>humildemente, </span>mas <span>inteiramente </span>persuadido que nós nunca estaremos no caminho da verdade, um caminho aceitável a Deus, e tendendo ao avanço do reino de Cristo, até que façamos assim. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Há certamente algo muito misterioso nisto, esse tão bom e esse tão mau, devem ser misturado juntamente na <span>igreja de Deus</span>: como é uma coisa misteriosa, e que tem embaraçado e assombrado muitos bons Cristãos, que deva existir o que é tão divino e precioso, como a graça salvadora de Deus, residindo no mesmo coração, com tanta corrupção, hipocrisia, e iniqüidade, em <span>um santo <st1:personname productid="em particular. Contudo" w:st="on">em particular<span>. Contudo</span></st1:personname><span>, nenhum destes é mais misterioso do que real. E nenhum deles é uma coisa nova. Não é uma coisa nova, que tanta falsa religião deva prevalecer no tempo de grande reavivamento; e que, ao mesmo tempo, multidões de hipócritas devam brotar entre os verdadeiros santos. </span></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><span><span>Foi assim na grande reforma, e reavivamento da religião, no tempo de Josias; como aparece em Jeremias 3:10, e Jeremias 4:3,4, e também pela grande apostasia que houve na nação, tão logo após seu reinado. Assim foi com o grande derramamento do Espírito sobre os Judeus, nos dias de João Batista; como se mostra pela grande apostasia daquele povo, tão logo depois de tão geral despertamento, e os temporários confortos e alegrias de muitos; João 5:35: “E vós quisestes alegrar-vos por um pouco de tempo com a sua luz”. Assim foi naquelas grandes comoções entre a multidão, ocasionas pela pregação de Jesus Cristo. </span>Muitos são chamados, mas poucos escolhidos </span>; da multidão que foi excitada e afetada pela Sua pregação — e em um tempo ou outro pareciam poderosamente engajados, cheios de admiração por Cristo, e elevados com alegria — mas poucos eram verdadeiros discípulos, que agüentaram os abalos das provas, e perseveraram até o fim. Muitos eram semelhantes a terra <span>pedregosa </span>ou <span>espinhosa</span>; e porém poucos, comparativamente, eram semelhantes a <span>boa </span>terra. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Do monte inteiro que foi recolhido, grande parte era palha, que o vento mais tarde levou; e o monte de trigo que foi deixado, era comparativamente pequeno; assim como aparece abundantemente pela história do Novo Testamento. Assim foi no grande derramamento do Espírito que houve nos dias dos apóstolos; como se mostra por Mateus 24:10-13; Gálatas 3:1; e 4:11,15; Filipenses 2:21; e capítulo 3:18,19, e as duas epístolas aos Coríntios, e muitas outras partes do Novo Testamento. E assim foi na grande <span>reforma </span>do papismo — Parece claramente ter estado na igreja visível de Deus, nos tempos dos grandes reavivamentos, assim como as árvores frutíferas na primavera; há uma multidão de flores, que parecem legítimas e belas, e há uma aparência promissora de frutos novos: mas muitos delas são de curta duração; elas breve murcharão, e nunca chegarão a maturidade. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Não é, contudo, para ser suposto que será <span>sempre </span>assim. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Porque embora nunca haverá, neste mundo, uma inteira pureza, em cada um dos santos em particular, por uma perfeita libertação das misturas de corrupção, ou na igreja de Deus, sem qualquer mistura de hipócritas com santos — ou religião falsifica e falsas aparências de graça com verdadeira religião e real santidade — todavia é evidente, virá um tempo de pureza muito maior na igreja, do que tem havido nas erras passadas. Isto se mostra claramente por estes textos das Escrituras: Isaías 52:1; Ezequiel 44:6,7,9; Joel 3:17; Zacarias 14:21; Salmos 69:32,35,36; Isaías 35:8,10; capítulo 4:3,4; Ezequiel 20:38; Salmos 37:9,10,11,29. E uma grande razão disto será que naquele tempo, Deus dará uma luz muito maior para Seu povo, para distinguir entre a verdadeira religião e suas falsificações. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Malaquias 3:3: “E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata; e purificará os filhos de Levi, e os refinará como ouro e como prata; então ao SENHOR trarão oferta em justiça”. Com o versículo 18, que é a continuação da profecia dos mesmos tempos felizes: “Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve”. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">É pela mistura da falsificada religião com a verdadeira, não discernida e distinguida, que o diabo tem tido suas maiores vantagens contra a causa e o reino de Cristo. É por este meios, principalmente, que ele tem prevalecido contra todos os reavivamentos da religião, desde a fundação da igreja Cristã. Com isto, ele prejudicou a causa do Cristianismo, tanto na era apostólica como depois, tanto mais do que por todas as perseguições tanto de Judeus como de gentios. Os apóstolos, em todas suas epístolas, nos mostram muito mais concernente ao primeiro dano, do que o segundo. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Com isto, Satã prevaleceu contra o reforma, iniciada por Lutero, Zwínglio, etc., para colocar uma parada em seu progresso, e traze-la à desgraça, dez vezes mais do que por todas aquelas sanguinárias e cruéis perseguições da igreja de Roma. Com isto, principalmente, ele prevaleceu contra os reavivamentos da religião em nossa nação. Com isto ele prevaleceu contra a Nova Inglaterra, apagando o amor e saqueando a alegria de seus matrimônios, aproximadamente cem anos atrás. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">E penso que tive bastante oportunidades para ver claramente, que por isto o diabo tem prevalecido contra o último grande reavivamento da religião na Nova Inglaterra, tão feliz e prometedor em seu princípio. Aqui, mais evidentemente, tem sido a principal vantagem de Satã contra nós; por isto ele tem nos frustrado. É por estes meios que a filha de Sião nesta terra agora descansa no chão, em semelhantes lastimosas circunstâncias, com seus vestuários rasgados, sua face desfigurada, sua nudez exposta, seus membros quebrados, e encapelando no sangue de suas próprias feridas, e de maneira nenhuma capaz de levantar; e isto, tão rapidamente depois de sua última grande felicidade e esperança. Lamentações 1:17: “Estende Sião as suas mãos, não há quem a console; mandou o SENHOR acerca de Jacó que lhe fossem inimigos os que estão em redor dele; Jerusalém é entre eles como uma mulher imunda”. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Tenho visto o diabo prevalecer pelo mesmo caminho, contra dois grandes reavivamentos de religião neste país. — Satã continua com a humanidade assim como ele começou com eles. Ele prevaleceu contra nossos primeiros pais, e lhes arremessou para fora do paraíso, e subitamente trouxe toda sua felicidade e glória ao fim, aparentando ser um amigo de seu estado feliz, e fingindo avançar-lhes a um degrau mais alto. Assim, a mesma serpente perspicaz que enganou Eva através de sua astúcia, nos apartando da simplicidade que há em Cristo, tem subitamente nos privado daquele justo prospecto que tínhamos, há pouco tempo atrás, de uma espécie de estado paradisíaco da igreja de Deus na Nova Inglaterra. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Após a religião reviver na igreja de Deus, e os inimigos aparecer, as pessoas que são engajadas a defender sua causa são comumente mais expostas, onde elas estão sensíveis de perigo. Enquanto elas estão inteiramente atentas sobre a oposição que aparece <span>abertamente </span>diante deles, para fazer cabeça contra esta, e enquanto elas negligenciam cuidadosamente para olhar ao redor, o diabo vem atrás deles, e dá uma punhalada fatal não vista; e ele tem oportunidade para dar uma pancada mais interna, e machucar o profundo, porque ele ataca em seu descanso e não sendo obstruído por nenhuma guarda ou resistência. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E assim provavelmente sempre será na igreja, não importa quando a religião reviver consideravelmente, até que nós tenhamos aprendido bem a distinguir entre a verdadeira e a falsa religião, entre as emoções e experiências salvíficas e aquelas diversas impressões atraentes e aparências brilhantes, pelas quais elas são falsificadas; as conseqüências das quais, quando elas não são distinguidas, são freqüentemente indizivelmente terríveis. <span></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><span>Por estes meios </span>, o diabo gratifica a si mesmo, pois as multidões oferecem uma adoração falsa a Deus sob a ilusão de um culto aceitável, que é na realidade acima de todas as coisas abominável a Ele. <span>Por estes meios</span>, ele ludibriou grandes multidões sobre o estado de suas almas; fazendo-lhes pensar que eles são alguma coisa, quando eles não são nada; e assim eternamente lhes desfazendo; e não somente assim, mas estabelecendo muitos na forte confiança de sua eminente santidade, que, aos olhos de Deus, são alguns dos vis hipócritas. <span></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><span>Por este meios</span>, ele muitas vezes desanimou e feriu a religião nos corações dos santos, obscureceu e deformou-a pelas misturas corrompidas, fez com que suas emoções religiosas tristemente se degenerassem, e algumas vezes, por um considerável tempo, ser como o maná que produziu vermes e fedor; e terrivelmente enlaçou e confundiu as mentes de outros, trazendo-lhes à grandes dificuldades e tentações, e embaraçando-lhes em uma vastidão, dentre os quais eles não podiam de forma alguma se desembaraçar. <span></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><span>Por estes meios</span>, Satanás poderosamente encoraja os corações dos inimigos explícitos, fortalecendo suas mãos, enchendo-lhes com armas, e fortalecendo suas fortalezas; quando ao mesmo tempo, a religião e a igreja de Deus permanece exposta a eles, como uma cidade sem muralhas. <span></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><span>Por estes meios</span>, ele faz com que os homens ímpios pequem na ilusão de estarem servindo a Deus; e portanto, pecam sem restrições, sim, com ardente solicitude e zelo, e com todo sua força. <span></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><span>Por estes meios</span>, ele faz que até os amigos da religião, insensivelmente, façam o trabalho de seus inimigos, destruindo a religião em uma maneira mais eficaz do que os inimigos declarados podem fazer, na ilusão de o estarem fazendo progredir.</span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"> <span>Por estes meios</span>, o diabo dispersa o rebanho de Cristo, e colocá-os uns contra os outros com grande calor de espírito, sob uma noção de zelo por Deus; e a religião, gradualmente, degenera em vãs disputas. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Durante os conflitos, Satanás conduz ambas as partes para fora do caminho correto, dividindo cada um em grandes extremos, um na mão direita, e o outro na esquerda, conforme ele os encontra mais inclinados, ou mais facilmente movidos e oscilantes, até que o caminho correto no meio é quase completamente negligenciado. No meio desta confusão, o diabo tem grande oportunidade para avançar em seu próprio interesse, para fazê-lo forte de inumeráveis modos, de obter o governo de todas as coisas em suas próprias mãos, e operar sua própria vontade. E pelo que é visto das terríveis conseqüências desta falsificação, quando não distinguida da verdadeira religião, o povo de Deus em geral têm suas mentes perturbadas na religião, e não sabem onde colocar os seus pés, ou o que pensar, e muitos são trazidos à duvidar de o quer que seja na religião; e heresia, infidelidade, e ateísmo prevalece grandemente. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Conseqüentemente, é vital que nos esforcemos ao máximo para claramente discernir, e ter bem assentado e estabelecido, no que consiste a verdadeira religião. Até que isto seja feito, não podemos esperar que grandes avivamentos de religião tenham longa duração; até que isto seja feito, não podemos esperar muito proveito de todos nossos calorosos debates, em conversação e a partir da impressa, não sabendo claramente e distintivamente o que devemos contender. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Meu propósito é contribuir com o meu pouco, e usar o meu melhor (embora débil) esforçando-me para este fim, no subseqüente tratado: no qual deve ser notado que é um tanto diferente do propósito de que eu tinha anteriormente publicado, que foi para mostrar <span>As marcas distintivas da obra do Espírito de Deus</span>, incluindo tanto suas operações comuns e salvifícas. O que tenciono agora, é mostrar a natureza e sinais das <span>graciosas operações do Espírito de Deus</span>, pelas quais elas são distinguidas de todas as outras — sejam quais forem &#8211; que não são de uma natureza salvífica. Se eu for sucedido nesta minha intenção, em qualquer medida tolerável, espero que tenda a promover o interesse da religião. E se eu for sucedido em trazer alguma luz para este assunto ou não, e embora meus esforços possam ser reprovados, nestes tempos ardilosos e censuradores, espero na misericórdia da graça e justiça de Deus, para aceitação da sinceridade de meus esforços; e espero também pelo candor e orações dos verdadeiros seguidores do manso e benevolente Cordeiro de Deus. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial"></p>
<hr style="width: 150pt" align="left" size="2" width="200" /></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"><o:p> </o:p></span></p>
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		<title>Picaretas do Evangelho.</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jan 2008 05:57:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segundo o dicionário Aurélio, picareta é quem usa de expedientes ou mentiras para alcançar favores. Preocupado somente com seu bem-estar, o mesmo embusteiro, quando preciso, utiliza até suas habilidades e posição “honrosa” como instrumentos de manipulação. Não precisamos ir muito longe para encontrar tristes exemplares dessa espécie; eles estão picaretando por todo o canto: no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo o dicionário Aurélio, picareta é quem usa de expedientes ou mentiras para alcançar favores. Preocupado somente com seu bem-estar, o mesmo embusteiro, quando preciso, utiliza até suas habilidades e posição “honrosa” como instrumentos de manipulação.<span id="more-339"></span></p>
<p>Não precisamos ir muito longe para encontrar tristes exemplares dessa espécie; eles estão picaretando por todo o canto: no trabalho, na parentela, em vários escalões da sociedade, na política e, infelizmente, até no meio evangélico. São hipócritas religiosos, comportam-se como genéricos e não possuem a verdadeira essência do cristianismo, sendo por fora bela viola e, por dentro, pão bolorento, porque mesmo “tendo aparência de piedade, negam a sua eficácia” (2Tm 3.5).</p>
<p>Esses picaretas são os “Judas” do século XXl. Se dizem cristãos, religiosos, lideram o povo, mas não têm um pingo de caráter; são invejosos, traidores, infiéis à Palavra Sagrada, quebradores de princípios e covardes (2Tm 3.1-4).</p>
<p>Após seu batismo no rio Jordão, Jesus jejuou quarenta dias e logo em seguida recebeu visita capciosa do seu opositor e inimigo de Deus, o diabo, fazendo proposta indecente: “mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles e disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mt 4.8,9). Jesus não se vendeu nem aceitou suborno; sabia que não há glória sem conquista, mesmo que custasse sua vida na cruz.</p>
<p>Ao contrário de Jesus agem aqueles que procuram caminho fácil para alcançar seus objetivos: vendedores de prestígio, de influência e apoio eleitoreiro. Não precisamos de despachantes políticos que defendam interesses pessoais e escusos, mas que representem toda a sociedade. Provavelmente não sabem ou não se importam que todo aquele que se vende vale menos do que o preço recebido.</p>
<p>É hora de separar o joio do trigo e os picaretas que tentam se esconder no Evangelho. Cristianismo, disse um amigo meu, é busca, e não coisa pronta. Gente que se veste de santo, bate no peito que sua cartilha é a melhor, mas que critica sem misericórdia e pudor, muito menos ama o próximo ou perdoa os ofensores, nem pratica o bem. Talvez esses farão o mesmo que no passado fizeram com João Batista: cortaram-lhe o pescoço porque falou a verdade.</p>
<p>Normalmente esses são os que se escandalizam fácil e freqüentemente. Aos crentes fingidos e aos seus líderes “exemplares”, todos uma vergonha para o Evangelho: Jesus sentou à mesa com os pecadores, conversou com as prostitutas e as libertou, mas não compactuou com nenhuma patifaria pseudo-espiritual. “Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (Mt 7.20-23).</p>
<p>Acautelai-vos dos cães !, Deus nos guarde.</p>
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		<title>Os Pais da Igreja &#8211; Os Heróis da Fé.</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Nov 2007 04:53:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[estudos diversos]]></category>
		<category><![CDATA[igreja]]></category>
		<category><![CDATA[protestante]]></category>

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		<description><![CDATA[Pais da Igreja, é um resumo daquilo que realmente viveram em suas épocas. Que possamos tomar o exemplo de fé, amor pelas almas e ousadia destes homens; e saber que na época em que vivemos hoje, ainda podemos ser “Heróis da Fé”. Possamos através da graça de Deus, pagar o preço que nos é proposto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pais da Igreja, é um resumo daquilo que realmente viveram em suas épocas. Que possamos tomar o exemplo de fé, amor pelas almas e ousadia destes homens; e saber que na época em que vivemos hoje, ainda podemos ser “Heróis da Fé”. Possamos através da graça de Deus, pagar o preço que nos é proposto, a fim de manter a Igreja edificada, a defesa do Evangelho e a luta contra todo espírito que queira corromper as doutrinas da infalível Palavra de Deus.A partir do ano 95 d.C., os líderes ou bispos, começaram a ser chamados de “Pais da Igreja”, como uma forma carinhosa, por sua lealdade. O nome “Heróis da Fé” foi usado mais amplamente a partir do terceiro século para descrever os campeões ortodoxos da Igreja e os expoentes de sua fé. Os Pais da Igreja são classificados em quatro grupos:</p>
<p><span id="more-322"></span>Os Pais Apostólicos, Os Apologistas ou Ante-Nicenos, Os Polemistas ou Nicenos, Os Teólogos Científicos ou Pós-Nicenos. Os Pais Apostólicos são caracterizados pela edificação e fortalecimento dos crentes na fé; os Apologistas, pela sua defesa aos ataques contra o Cristianismo; os Polemistas, pela defesa contra heresias dentro da Igreja; e os Teólogos, pela aplicação da Teologia em áreas filosóficas e científicas. OS PAIS APOSTÓLICOS</p>
<p>Data: Primeiro Século (30 &#8211; 100). Objetivo: Exortar e edificar a Igreja. Preeminentes no Ocidente: Clemente de Roma. Preeminentes no Oriente: Inácio, Policarpo, Barnabé, Papias, Hermas e Didaquê. OS APOLOGISTAS Data: Segundo Século (120 &#8211; 220). Objetivo: Defender o Cristianismo. Preeminentes no Ocidente: Tertuliano. Preeminentes no Oriente: Justino, o Mártir, Taciano, Teófilo, Aristides e Atenágoras. OS POLEMISTAS Data: Terceiro Século (180 &#8211; 250). Objetivo: Lutar contra as falsas doutrinas. Preeminentes no Ocidente: Irineu, Tertuliano e Cipriano. Preeminentes no Oriente: Panteno, Clemente, Orígenes e Hipólito.OS TEÓLOGOS CIENTÍFICOS</p>
<p>Data: Quarto Século (325 &#8211; 460). Objetivo: Aplicar métodos científicos na interpretação bíblica. Preeminentes no Ocidente: Jerônimo, Ambrósio e Agostinho. Preeminentes no Oriente: Crisóstomo e Teodoro. Preeminentes no Alexandria: Atanásio, Basílio de Cesaréia e Cirilo. Os principais Pais da Igreja, Heróis da Fé PolicarpoNascido em uma família cristã por volta dos anos 70, na Ásia Menor (hoje Turquia), Policarpo dizia ser discípulo do Apóstolo João. Em sua juventude costumava se sentar aos pés do Apóstolo do amor. Também teve a oportunidade de conhecer Irineu, o mais importante erudito cristão do final do segundo século. Inácio de Antioquia, em seu trajeto para o martírio romano em 116, escreveu cartas para Policarpo e para a Igreja de Esmirna. Nos dias do Papa Aniceto, Policarpo visitou Roma, a fim de representar as igrejas da Ásia Menor que observavam a Páscoa no dia 14 do mês de Nisan. Apesar de não chegar a um acordo com o papa sobre este assunto, ambos mantiveram uma amizade. Ainda estando em Roma, Policarpo conheceu alguns hereges da seita dos Valencianos, e encontrou-se com Márcio, o qual Policarpo denominava de “primogênito de Satanás”.</p>
<p>A Carta de Policarpo</p>
<p>Apesar de escrever várias cartas, a única preservada até a data, foi a endereçada aos Filipenses no ano 110. Nesta carta, Policarpo enfatiza a fé em Cristo, e o desenvolvimento da mesma através do trabalho para Cristo na vida diária. Também faz alusão à carta do Apóstolo Paulo aos Filipenses e usa citações diretas e indiretas do Velho e Novo Testamento, atestando-os como canônicos. Na mesma carta, ele repete muitas informações recebidas dos apóstolos, especialmente de João. Por isto, ele é uma testemunha valiosa da vida e da obra da Igreja primitiva no segundo século.</p>
<p>Policarpo exorta os Filipenses a uma vida virtuosa, às boas obras e à firmeza, mesmo ao preço de morte, se necessária, uma vez que tinham sido salvos pela fé em Cristo. As 60 citações do Novo Testamento, das quais 34 são dos escritos de Paulo, evidenciam seu profundo conhecimento da Epístola do Apóstolo aos Filipenses e outras do mesmo Testamento. Ao contrário de Inácio, Policarpo não estava interessado em administração eclesiástica, mas antes em fortalecer a vida diária prática dos cristãos.</p>
<p>O Martírio de Policarpo</p>
<p>O martírio de Policarpo é descrito um ano depois de sua morte, em uma carta enviada pela Igreja de Esmirna à Igreja de Filomélio. Este registro é o mais antigo martirológio cristão existente. Diz a história que o procônsul romano, Antonino Pius, e as autoridades civis tentaram persuadí-lo a abandonar sua fé em sua avançada idade, a fim de alcançar sua liberdade. Ele entretanto, respondeu com autoridade: “Eu tenho servido Cristo por 86 anos e ele nunca me fez nada de mal. Como posso blasfemar contra meu Rei que me salvou? Eu sou um crente”!</p>
<p>No ano 156, em Esmirna, Policarpo é colocado na fogueira. Milagrosamente as chamas não o queimaram. Seus inimigos, então, o apunhalaram até a morte e depois queimaram o seu corpo numa estaca. Depois de tudo terminado, seus discípulos tomaram o restante de seus ossos e o colocaram em uma sepultura apropriada. Segundo a história, os judeus estavam tão ávidos pela morte de Policarpo quanto os pagãos, por causa de sua defesa contra as heresias. Irineu Bispo de Lyon e Polemista Anti-Gnóstico &#8211; Diferentemente dos Apologistas do segundo século que procuraram fazer uma explanação e uma justificação racional do Cristianismo para as autoridades, os Polemistas empenharam-se por responder ao desafio dos falsos ensinos dos heréticos, condenando veemente esses ensinos e seus mestres. Apesar da maioria dos Apologistas viverem no Oriente, os grandes Polemistas vieram do Ocidente, sendo Irineu um dos primeiros.Enquanto os do Oriente usavam uma teologia especulativa dando mais atenção aos problemas metafísicos, os do Ocidente preocupavam-se mais com os desvios administrativos da Igreja, empenhando-se em formular uma resposta para os problemas desta esfera. Os apologistas convertidos do paganismo, preocupavam-se com a ameaça à segurança da Igreja, especialmente com a perseguição. Os polemistas que tinham uma formação cultural cristã, preocupavam-se com a heresia e suas ameaças no seio da Igreja.Seu Crescimento e InfluênciaNascido em Esmirna, na Ásia Menor (Turquia), no ano 130, em uma família cristã, Irineu era grego e foi influenciado pela pregação de Policarpo, bispo de Esmirna.</p>
<p>Anos depois, Irineu mudou-se para Gália (atual sul da França), para a cidade de Lyon, onde foi um presbítero em substituição do bispo que havia sido martirizado em 177. Irineu também recebeu influência de Justino. Ele foi uma ponte entre a teologia grega e a latina, a qual iniciou com um de seus conteporâneos, Tertuliano. Enquanto Justino era primariamente um apologista, Irineu contribuiu na refutação contra heresias e exposição do Cristianismo Apostólico. Sua obra maior se desenvolveu no campo da literatura polêmica contra o gnosticismo.Os Ensinos Heréticos do Gnosticismo O gnosticismo, a maior das ameaças filosóficas, chegou ao máximo de sua influência ao redor do ano 150. Suas raízes estão fincadas nos tempos do Novo Testamento. Paulo parece ter enfrentado uma forma incipiente de gnosticismo em sua carta aos Colossenses. A tradição cristã associou a origem do gnosticismo com Simão, o mago, a quem Pedro teve que repreender duramente (At 8.9-24).Irineu tornou-se o mais expoente escritor e defensor das Escrituras contra as Heresias Gnósticas na sua era. A palavra gnosticismo é um termo moderno que cobre uma variedade de seitas do segundo século que propagavam alguns erros em comum. O Gnosticismo era radicalmente diferente e contrário ao Cristianismo Ortodóxo. Cada grupo tinha seus próprios escritos. Alguns desses ensinamentos falsos eram:Crença em um Deus supremo o qual era totalmente remoto deste mundo.Crença que o Deus supremo não tinha parte na criação, mas que este trabalho imperfeito foi realizado por uma deidade inferior à ele, identificando como o Deus do Velho Testamento.Crença que a matéria era má, por isso o Deus supremo sendo espiritual e bom, não poderia criá-la.Crença que entre o reino das trevas e o Deus supremo, existe uma hierarquia de seres divinos.Crença que o nosso corpo, sendo físico, é parte deste mundo, ele é mal; nossa alma é uma faísca divina que está presa ao corpo, ela é divina.Crença que a salvação é o escape da alma deste corpo para o reino celestial.Crença que para alcançar o Deus supremo é necessário que a alma ultrapasse o reino acima de nós, o qual é controlado pelas estrelas e pelos planetas.Crença que a salvação vinha pelo conhecimento; gnosis (conhecimento). A Grande Defesa do Teólogo Irineu</p>
<p>Em sua primeira obra, Adversus Haereses (Contra Heresias) escrita entre os anos 182 e 188, em Lyon, ele descreve a teologia da fé cristã em refutação aos ensinos heréticos gnósticos de Valentino e Marcion através das Escrituras. De muitos argumentos feitos por Irineu, três importantes podem ser ressaltadas:A diferença do sistema gnóstico. Ele descreve a natureza burlesca de muitas de suas crenças.Os ensinamentos que os gnósticos diziam ter recebido secretamente dos apóstolos, Irineu os desafiava argumentando que se os apóstolos tivessem um ensinamento especial a declarar, eles o teriam confiado às suas próprias igrejas, as quais fundaram. Ele mostrava como as igrejas estabelecidas pelos apóstolos, e seus dirigentes, os quais eram apontados pelos mesmos e seus sucessores, cresciam em todo o império, e permaneciam até a data, ensinando a mesma doutrina.Defesa do Novo Testamento como canônico, em vista que o gnosticismo não cria nele, e possuía outras escrituras. No tempo de Irineu, o Novo Testamento era aceito cerca de como temos agora: os Evangelhos, Atos, Cartas de Paulo e outras epístolas. A carta aos Hebreus, Apocalipse e algumas epístolas compuseram o Novo Testamento alguns anos na frente.</p>
<p>A sua obra é composta de cinco volumes é são assim caracterizadas:</p>
<p>Livro I: Esboço histórico da seita gnóstica, apresentada em conjunto com uma declaração da fé cristã. Este volume é a melhor fonte de informação sobre os ensinos dos gnósticos.Era uma polêmica filosófica contra Valentino, o líder da corrente romana do gnosticismo.</p>
<p>Livro II: Crítica filosófica sobre o Gnosticismo. Nele, Irineu insiste na unidade de Deus em oposição a idéia herética da existência de um demiurgo distinto de Deus.</p>
<p>Livro III: Crítica bíblica sobre o Gnosticismo. Ele mostra como o Gnosticismo é rejeitado pela Bíblia e pela tradição mais significativa. Neste livro, Irineu dá ênfase à unidade da Igreja através da sucessão apostólica de líderes desde Cristo e de uma regra de fé.Livro IV: Respostas ao Gnosticismo através das palavras de Cristo. Neste, Marcion, outro líder gnóstico, é condenado pela citação das palavras de Cristo que se opõem às suas propostas.Livro V: Vindicação da ressurreição contra os argumentos gnósticos, os quais, segundo as idéias deles, reunia o corpo material mau com o espírito. A Contribuição de Irineu à Igreja Foi necessário a habilidade intelectual, a força espiritual deste polemista e o desenvolvimento de uma regra de fé e um cânon da Bíblia pela Igreja para superar a ameaça desse movimento ao Cristianismo. Irineu através da sua defesa do Evangelho, foi o primeiro a declarar os quatro Evangelhos como canônicos, ensinar acerca do reino milenial de Cristo na terra, defender o episcopado (pastorado) e as tradições teológicas da verdadeira Igreja Ortodóxa. Ele também é chamado de “Pai dos Dógmas da Igreja”, por formular os princípios da teologia cristã e exposição do credo da Igreja.Não só Irineu, mas Polemistas como Tertuliano e Hipólito engajaram-se na controvérsia literária para refutar idéias gnósticas. Estes ensinos heréticos reapareceram, parcialmente, em doutrinas dos Paulicianos do século VII, dos Bogomilos dos séculos XI e XII, e dos Albingenses posteriores, no sul da França. Irineu em comparação com outros pais da igreja grega que lhe prescederam, era mais bíblico que filosófico. Ele foi o primeiro a escrever em sentido teológico para a Igreja. Segundo a história, ele foi martirizado em Lyon por volta do ano 200.JerônimoErudito das Escrituras e Tradutor da Bíblia para o Latim. Nascido por volta do ano 345 em Aquiléia (Veneza), extremo norte do Mar Adriático, na Itália, Jerônimo passou a maior parte da sua juventude em Roma estudando línguas e filosofia. Apesar da história não relatar pormenores de sua conversão, se sabe que se batizou quando tinha entre dezenove e vinte anos. Logo após, Jerônimo embarcou em uma peregrinação pelo Império que levou vinte anos.Sua viagem iniciou pela Gália, onde estudou Teologia por alguns anos, aperfeiçoou o grego e adotou a vida monástica. Voltando para Aquiléia esteve durante três anos trabalhando com o Bispo Valeriano. Em 375, Jerônimo partiu para Antioquia da Síria, onde aprendeu o hebraico e estudou intensivamente as Escrituras. Depois de dois anos foi ordenado a padre pelo Bispo Paulino. Partindo dalí, foi para Constantinopla, onde por dois anos foi discípulo de Gregório, grande mestre entre Gregório de Nicéia, Basílio de Cesaréia e outros eminentes Pais da Igreja. Sua PeregrinaçãoSua peregrinação terminou no ano 382, quando fez-se secretário de Dâmaso, bispo de Roma, que lhe sugeriu a possibilidade de fazer uma nova tradução da Bíblia. Com a morte de Dâmaso, Jerônimo partiu de Roma em direção à Palestina, no ano 386. Graças à generosidade de Paula, uma rica senhora romana a quem tinha ensinado hebraico, viveu num retiro monástico em Belém, por 35 anos.</p>
<p>Nestes anos, ele dedicou-se em escrever várias obras. A maior delas, foi a tradução da Bíblia para o Latim, conhecida como Vulgata. Jerônimo foi cuidadoso na busca de suas informações e procurou usar as versões mais antigas e manuscritos bíblicos já não existentes. Trabalhando sobre o princípio que o texto original da Bíblia estava livre de erros, ele começou um estudo profundo dos manuscritos juntamente com a Septuaginta, a fim de determinar, entre muitos outros, que texto poderia se considerar como original e verdadeiro. A Obra de Esmero Entre os anos 386 e 390, ele completou a tradução, bem como os comentários do Novo Testamento. Entre os anos 390 e 398, ele escreveu muitas obras e comentários que são usados até o dia de hoje; traduziu escritos de outros eruditos para o Latim; e atualizou a obra de Eusébio de Cesaréia, &#8220;História Eclesiástica&#8221;, gravando os eventos ocorridos na Igreja entre os anos 325 e 378.A partir do ano 398 até 405, Jerônimo terminou o seu grande projeto, a tradução completa em Latim do Antigo Testamento Hebraico. Esta versão da Bíblia tem sido amplamente usada pela Igreja Ocidental e tem sido, até recentemente, a única Bíblia oficial da Igreja Católica Romana desde o Concílio de Trento. Seu amor pela vida ascética fez dele um propagador do ascetismo, chegando no final de sua vida, entre os anos 405 e 420, ao extremo da abstinência da alimentação normal, do trabalho e do casamento. AgostinhoFilósofo e Teólogo de Hipona, Norte da África. Polemista capaz, pregador de talento, administrador episcopal competente, teólogo notável, ele criou uma filosofia cristã da história que continua válida até hoje em sua essência.Vivendo num tempo em que a velha civilização clássica parecia sucumbir diante dos bárbaros, Agostinho permaneceu em dois mundos, o clássico e o novo medieval. Nascido em 354, na casa de um oficial romano na cidade de Tagasta em Numidia, no norte da África, era filho de um pai pagão, Patrício, e de uma mãe crente, Mônica. Apesar de não serem ricos, era uma família respeitada. Sua mãe dedicou-se à sua formação e conversão à fé cristã. Com muito sacrifício, seus pais lhe ofereceram o melhor estudo romano. Seus primeiros anos de estudo foram feitos na escola local, onde aprendeu latim à força de muitos açoites. Logo, foi enviado para a escola próximo a Madaura, e em 375 à Cartago, para estudar retórica. Longe da família, Agostinho se apartou da fé ensinada por sua mãe, e entregou-se aos deleites do mundo e a imoralidade com seus amigos estudantes. Viveu ilegitimamente com uma concubina durante treze anos, a qual lhe concedeu um filho, Adeodato, em 372. O mesmo morreu cerca do ano 390. Na busca pela verdade, ele aceitou o ensino herético maniqueísta, o qual ensinava um dualismo radical: o poder absoluto do mal &#8212; o Deus do Antigo Testamento, e o poder absoluto do bem &#8212; o Deus do Novo Testamento. Nesta cegueira ele permaneceu nove anos sendo ouvinte, porém, não estando satisfeito, voltou à filosofia e aos ensinos do Neo-platonismo. Ensinou retórica em sua cidade natal e em Cartago, até quando foi para Milão, Itália, em 384. Em Roma, foi apontado pelo senador Símaco como professor de retórica em Milão, e depois para a casa imperial. Como parte de seu trabalho, ele deveria fazer oratórias públicas honrando o imperador Valenciano II.Sua Conversão No ano 386, quando passava várias crises em sua vida, Agostinho estava meditando num jardim sobre a sua situação espiritual, e ouviu uma voz próxima à porta que dizia: “Tome e Leia”. Agostinho abriu sua Bíblia em Romanos 13.13,14 e a leitura trouxe-lhe a luz que sua alma não conseguiu encontrar nem no maniqueísmo nem no neo-platonismo. Com sua conversão à Cristo, ele despediu sua concubina e abandonou sua profissão no Império. Sua mãe, que muito orara por sua conversão, morreu logo depois do seu batismo, realizado por Ambrósio na Páscoa de 387. Uma vez batizado, regressou um ano depois para Cartago, Norte da África, onde foi ordenado sacerdote em 391. Em Tagasta, ele supervisionou e instruiu um grupo de irmãos batizados chamados de “Servos de Deus”. Cinco anos depois, foi consagrado bispo de Hipona por pedido daquela congregação, onde permaneceu até sua morte. Daí até sua morte em 430, empenhou-se na administração episcopal, estudando e escrevendo.</p>
<p>Suas Obras Agostinho é apontado como o maior dos Pais da Igreja. Ele deixou mais de 100 livros, 500 sermões e 200 cartas. Suas obras mais importantes foram: Confissões, obra autobiográfica de sua vida antes e depois de sua conversão;Contra Acadêmicos, obra onde demonstra que o homem jamais pode alcançar a verdade completa através do estudo filosófico e que a certeza somente vem pela revelação na Bíblia;De Doctrina Christiana, obra exegética mais importante que escreveu, onde figuram as suas idéias sobre a hermenêutica ou a ciência da interpretação. Nela desenvolve o grande princípio da analogia da fé;De Trinitate, tratado teológico sobre a TrindadeDe Civitate Dei, obra apologética conhecida como Cidade de Deus. Com o saque de Roma por Alarico, rei dos bárbaros em agosto 28 de 410, os romanos creditaram este desastre ao fato de terem abandonado a velha religião clássica romana e adotado o cristianismo. Nesta obra, põe-se a responder esta acusação a pedido de seu amigo Marcelino.Agostinho escreveu também muitas obras polêmicas para defender a fé dos falsos ensinos e das heresias dos maniqueus, dos donatistas e, principalmente, dos pelagianos. Também escreveu obras práticas e pastorais, além de muitas cartas, que tratam de problemas práticos que um administrador eclesiástico enfrenta no decorrer dos anos do seu ministério. A formulação de uma interpretação cristã da história deve ser tida como uma das contribuições permanentes deixadas por este grande erudito cristão. Nem os historiadores gregos ou romanos foram capazes de compreender tão universalmente a história do homem. Agostinho exalta o poder espiritual sobre o temporal ao afirmar a soberania de Deus sobre a criação. Esta e outras inspiradoras obras mantiveram viva a Igreja através do negro meio-milênio anterior ao ano 1000. Agostinho é visto pelos protestantes como um precursor das idéias da Reforma com sua ênfase sobre a salvação do pecado original e atual através da graça de Deus, que é adquirida unicamente pela fé. Sua insistência na consideração dos sentido inteiro da Bíblia na interpretação de uma parte da Bíblia (Hermenêutica), é um princípio de valor duradouro para a Igreja.</p>
<p>Seus últimos meses Durante os últimos meses de vida, os vândulos tomaram a cidade fortificada de Hipona por mar e terra. Eles haviam destruído as cidades do Império Romano no Norte da África e as evidências do Cristianismo. A cidade estava cheia de pobres e refugiados, e a congregação de Agostinho não era uma excessão. No final de sua vida, ele foi submetido a uma enfermidade fatal, e com 75 anos ele pediu que ficasse só, a fim de se preparar para encontrar com o seu Deus. Um ano depois da morte de Agostinho em 430, os bárbaros queimaram toda a cidade, mas felizmente, a biblioteca de Agostinho foi salva, e seus escritos se perpetuam em nosso meio até a nossa era. John Wycliff Reformador e Tradutor da primeira Bíblia para o inglês.” Nascido na cidade de Yorkshire, Inglaterra, em 1329. Atendeu à Universidade de Oxford e terminou o doutorado de Teologia em 1372. Também foi um dos mestres da Universidade de Balliol. Por ser o mais eminente teólogo de seus dias, teve a oportunidade de ser o capelão do rei Ricardo II com acesso ao Parlamento, e de traduzir a Bíblia, junto com seus associados, do Latim para o Inglês.A Corrupção Papal na Inglaterra Equivocamente, muitas pessoas acham que a volta à Bíblia começou com Calvino e Lutero, os líderes da Reforma. Ao contrário, antes da Reforma houve tentativas de fazer parar o declínio do prestígio e do poder do papa através de reformas de várias espécies.</p>
<p>Os problemas representados por um papado corrupto e extravagante que morava na França e não em Roma, e pelo cisma que se seguiu à tentativa de levar de volta o papa para Roma, fomentaram o ímpeto que levou os reformadores, os concílios reformadores do século XIV e os humanistas bíblicos, a procurarem formas de produzir um reavivamento espiritual dentro da Igreja Católica Romana.Ao povo inglês desagradava enviar dinheiro para um papa em Avignon, que estava sob influência do inimigo da Inglaterra, o rei francês. Este sentimento nacionalista natural aumentou o ressentimento real e da classe média, por causa do dinheiro desviado do tesouro inglês e da administração do estado inglês através dos impostos papais. Naquela época, a Igreja Romana além de ser riquíssima, possuia um terço de toda a terra da Inglaterra e era isenta de todos os impostos. Os sete papas que regeram desde Avignon tinham a reputação de lobos ao invés de pastores de ovelhas, por causa de sua conduta, suas políticas e ganâncias pelo dinheiro e poder. Foi em meio a este clima de reação nacionalista contra o eclesiasticismo que Wycliff entrou em cena desafiando o papa.Os Intentos de uma ReformaAté 1378, Wycliff queria reformar a Igreja Romana através da eliminação dos clérigos imorais e pelo despojamento de sua propriedade que, segundo ele, era a fonte da corrupção. Em uma obra de 1376 intitulada “Of Civil Dominion” (Sobre o Senhorio Civil), Wycliff exigia uma base moral para a liderança eclesiástica. Deus concedia aos líderes o uso e a posse dos bens, mas não a propriedade, como um depósito a ser usado para a sua glória. A falha da parte dos eclesiásticos em cumprir suas próprias funções era uma razão suficiente para a autoridade civil tomar os seus bens. Vivendo na época da “Guerra dos Cem Anos” entre a Inglaterra e França, Wycliff começou sua reforma atacando a autoridade papal em 1378, e a se opor aos dogmas da Igreja Romana, afirmando que Cristo e a Bíblia eram a autoridade única para o crente . Por causa disso, ele tornou a Bíblia acessível ao povo comum em sua própria língua. Em 1380, terminou a tradução completa do Novo Testamento, e em 1382, seu cooperador Nicholas de Hereford, terminou o Velho Testamento.Os Ensinos de WycliffO papa Gregório XI o condenou, mas Wycliff foi protegido por várias famílias nobres do reinado, especialmente pelo Duque de Lancaster, John of Gaunt, filho de Eduardo III.</p>
<p>Também na mesma época, refutou a doutrina católica da transubstanciação, evidenciando que o padre não podia reter a salvação das pessoas por ter em suas mãos o “corpo e o sangue de Cristo” na comunhão. Ele condenou o dogma do purgatório, uso de relíquias, romarias, venda de indulgências e o ensino da infalibilidade papal. Todos os seus ensinos foram condenados em Londres, em 1382, e foi obrigado a se retirar para seu pastorado em Lutterworth.A partir de 1381 até sua morte, Wycliff dedicou-se ao estudo das Escrituras e a escrever algumas obras muito importantes que defendiam a veracidade da Palavra de Deus, além da tradução da Bíblia.</p>
<p>As obras mais proeminentes foram:</p>
<p>A Verdade das Sagradas Escrituras: escrita em 1378, na qual ele retrata a Bíblia como regra de fé e prática, pela qual a Igreja, as tradições, os concílios e inclusive o papa deveriam ser provados. Ele também escreveu que as Escrituras contêm tudo necessário para que o homem seja salvo, sem necessidade de tradições adicionais. Wycliff defendia que as Escrituras deveriam ser lidas por todos os homens e não somente pelo clérigo.</p>
<p>O Poder do Papa: Escrita em 1379, na qual ele descreve o papado como um ofício instituído pelo homem e não por Deus. Ele explica que o poder do papa não se extende ao governo secular, e que sua autoridade não é derivada do seu ofício, mas sim de seu caráter moral e cristão. Ele dizia que o papa que não seguia a Jesus Cristo, era o Anticristo.Apostasia: escrita em 1379, na qual ele condena a doutrina romana da transubstanciação.</p>
<p>Eucaristia: escrita em 1380, uma extensão da obra anterior, onde ele denuncia esta heresia em vários aspectos como: inovação recente, filosoficamente incoerente e contrária à Bíblia Sagrada. Ele condena a Tomás de Aquino e seu ensinamento que diz que o pão e o vinho se transformam no corpo e sangue de Cristo. Em seu livro, Wycliff descreve que o pão e o vinho mantém a sua forma, sendo um sacramento em memória do corpo e do sangue de Cristo. O Resultado do Trabalho de Wycliff O movimento reformador significou também um protesto e uma reação contra os tempos atribulados e contra uma igreja decadente e corrompida. Revoltas sociais e políticas eram comuns no século XIV. A Peste Negra em 1348 e 1349 dizimou pela morte cerca de um terço da população da Europa. A Revolta dos Camponeses em 1381, na Inglaterra, era uma evidência da insastifação social associada com as idéias de Wycliff. Para se certificar que o povo inglês não permaneceria nas trevas dos dogmas católicos, Wycliff fundou um grupo de pregadores leigos chamados Lolardos, os quais pregaram os seus ensinamentos por toda a Inglaterra, até que a Igreja Romana em 1401, por força da declaração “De Haeretico Comburendo” pelo Parlamento, introduziu a pena de morte como castigo para os tais pregadores. Entretanto, estes jamais foram aniquilados. Os Lolardos ajudaram a preparar o caminho, ainda que ocultamente, para a grande Reforma na Inglaterra. Os boêmios que estudavam na Universidade de Oxford, ao regressar à sua terra, trouxeram os ensinos de Wycliff, os quais influenciaram a vida de John Huss e a Reforma da Boêmia<br />
Sua Condenação Após a MorteAs habilidades de Wycliff influenciaram na preparação do caminho para a reforma na Inglaterra. Em 1384, ele morre de derrame. John Huss, influenciado pelos ensinos de Wycliff, foi tido como herege e queimado na estaca em 1415 pelo Concílio de Constança. Como não seria diferente, Wycliff depois de morto, também foi condenado como herege pelo mesmo Concílio, e 45 de seus ensinamentos foram tidos como heresias. Por causa disso, a Igreja Romana deu ordem para cavar sua sepultura, queimar os seus ossos, e lançar suas cinzas no rio Swift em 1428. John Wycliff foi o principal expoente de medidas reformadoras, e por isso é chamado de “Estrela d&#8217;Alva da Reforma”. John HussNascido em Hussinec, na Boêmia, hoje Tchecoslováquia, em 1373, de uma família pobre que vivia da agricultura. Ele recebeu boa educação elementar e cursou na Universidade de Praga (capital atual da República Tcheca), onde terminou seu mestrado em Filosofia no ano de 1396. Dois anos depois, Huss começou ensinar na Universidade, e em 1401, veio a ser o seu reitor. Em 1400, Huss foi separado como padre e foi-lhe entregue a responsabilidade da prestigiada Capela de Belém. Após o casamento do rei inglês, Ricardo II da Inglaterra com Ana, filha do imperador Carlos IV da Boêmia em 1382, os ensinamentos de Wycliff foram logo introduzidos no país. Estudando-os bem de perto, Huss começou não só a pregar, como também traduzir as obras de Wycliff na língua Tcheca.Pregador e Precursor da Reforma na BoêmiaEm 1403, Jan Huss se propôs a reformar a Igreja Romana na Boêmia, ensinando que o papado não tinha nenhuma autoridade de oferecer a remissão dos pecados através da venda de indulgências, como também questionou a legitimidade dos dois papas rivais Gregorio XII e AlexandreV. Por esta razão, em 1408, os incontentos padres e colegas da Universidade de Praga condenaram a Huss, e como resultado, foi proibido de exercer suas funções eclesiásticas em Praga. Um ano depois, ele recebe novas acusações de estar ensinando heresias; mas não para de pregar na Capela de Belém. Em 1411, Huss é excomungado de sua congregação, e todos os cultos, cerimônias de batizado e funeral foram anulados.Tal ato trouxe grande revolta nos cidadãos de Praga, os quais defenderam a Huss. O cúmulo da corrupção papal sucedeu em 1412, quando João XXIII lançou uma cruzada contra o Rei Ladislau de Nápoles, e ofereceu a remissão completa de pecados a todos os que participassem na guerra, ou a venda da indulgência para os que a suportassem. Ao ouvir tal notícia contrária a todos os preceitos bíblicos, Huss se levanta e ataca o papado de usar sanções espirituais e indulgências para fins pessoais e políticos. Em contra-ataque, Jan Huss foi excomungado de Roma e obrigado a deixar Praga.A Intimidação Se Inicia Durante o seu exílio, Huss teve a oportunidade de concluir uma de suas obras mais importantes, “De Ecclesia”. No ano de 1414, os líderes da Igreja Romana se reuniram para um Concílio em Constança (atualmente na Alemanha), e John Huss foi convocado a comparecer a fim de esclarecer seus ensinos controversiais com o da Igreja. O imperador Boêmio, Sigismund, prometeu salvo-conduto, mas, após um mês em Constança, os seguidores do Papa João XXIII o prenderam, e ele foi impelido pelo Concílio de se retratar. Huss permanceceu preso durante os sete meses de seu julgamento, e pouca oportunidade foi-lhe dada de se defender. Por não voltar atrás, Jan Huss foi condenado como hereje, despido e queimado na estaca fora da cidade no dia 6 de julho de 1415. Huss morreu cantando o hino em grego “Kyrie eleeson” (Senhor, tem misericórdia). O local de sua morte é marcado até hoje com uma pedra memorial. Como Wycliff, Huss lutou pela reforma da Igreja pagando o preço com sua vida. Os perseguidores destruíram o corpo, mas não os ensinos de Huss, que foi espalhado por toda a Europa por seus discípulos mais radicais, conhecidos como Taboritas. Estes rejeitaram tudo na fé e na prática da Igreja Romana que não se encontrasse na Bíblia. Destes discípulos surgiu a Igreja Moraviana, a qual tornou-se mais tarde numa das igrejas de mais visão missionária da História da Igreja. O resultado do trabalho de Huss e de tantos outros foi vista um século depois, na pessoa de Lutero. William TyndaleNascido em 1494, na parte oeste da Inglaterra, Tyndale graduou-se na Universidade de Oxford em 1515, onde estudou as Escrituras no Hebraico e no Grego. Quando tinha 30 anos, fez uma promessa que haveria de traduzir a Bíblia para o Inglês, a fim de que todo o povo, desde o camponês até a corte real, pudesse ler e compreender as Escituras em sua própria língua. A Igreja Católica proibia severamente qualquer pessoa leiga ler a Bíblia. Segundo o clero, o povo simples não podia compreender as Sagradas Letras, e tinha que ter a sua ajuda. A interpretação era feita segundo a sua conveniência, e esta para fins políticos e financeiros.O Reformador Inglês e Tradutor da Bíblia</p>
<p>Com este desejo em seu coração, Tyndale partiu para Londres em 1523, buscando um lugar que pudesse dar início ao seu projeto. Não sendo recebido pelo bispo de Londres, Humphrey Munmouth, um comerciante de tecido, lhe deu todo apoio necessário. Em 1524, Tyndale foi obrigado a deixar a Inglaterra e partir para Alemanha, para dar continuidade ao seu trabalho, em vista das grandes perseguições por parte da Igreja Católica. A proibição da leitura da Bíblia agravou-se de tal maneira, que até mesmo se uma criança recitasse a oração do “Pai Nosso” em inglês, toda sua família era condenada a ser queimada na estaca. Na Alemanha, ele se estabeleceu na cidade de Hamburgo, e provávelmente conheceu a Martinho Lutero, pois eram contemporâneos. Ambos traduziram o Novo Testamento baseado no Manuscrito Grego compilado por Erasmo em 1516. William Tyndale concluiu a tradução do Novo Testamento em 1525. Quinze mil cópias em seis edições foram impressas pela proteção de Thomas Cromwell, um vice-regente do rei Henrique VIII, e contra-bandiadas através de comerciantes para a Inglaterra, entre os anos de 1525 a 1530.</p>
<p>A Intimidação Começa.</p>
<p>As autoridades da Igreja Romana deram ordem para confiscar e queimar todas as cópias da tradução de Tyndale, porém eles não podiam parar o fluxo da entrada de Bíblias vindas da Alemanha para a Inglaterra. Até mesmo na Escócia, os mercadores escoceses estavam levando a Bíblia para o seu povo. O próprio William não podia regressar à Inglaterra, pois estava sendo buscado e tido como um &#8220;fora-da-lei&#8221;, a leitura de seus escritos e tradução haviam sido legalmente proibidos. Contudo, ele continuou suas revisões e correções até que sua edição final do Novo Testamento foi cumprida em 1535. Com esta conclusão, Tyndale iniciou a tradução do Velho Testamento, porém não viveu bastante a ponto de terminá-la. Ele traduziu o Pentateuco, o livro de Jonas e alguns livros históricos. Em Maio de 1535, Tyndale foi preso e levado a um castelo perto de Bruxelas onde ficou aprisionado por mais de um ano. Durante este tempo, um de seus companheiros, Miles Coverdale, concluiu a tradução do Velho Testamento, baseada na tradução de seu companheiro. Chegou o dia do julgamento de William Tyndale, ele foi condenado à morte por haver colocado as Escrituras na mão do povo inglês. No dia 6 de Outubro de 1536, ele foi estrangulado e logo após queimado na estaca em público. Porém, suas últimas palavras antes de morrer foram: “Senhor, abre os olhos do Rei da Inglaterra.”</p>
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		<title>Feitiçaria evangélica</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2007 14:20:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian Reichel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Feitiçaria evangélica O fenômeno evangélico no Brasil adquiriu uma caricatura dantesca. O Evangelho de Jesus Cristo ficou em segundo plano em nome de &#8220;uma nova visão&#8221; . Ser cristão evangélico no Brasil implica uma identidade difusa: 1) ser &#8220;crente&#8221; se resume basicamente à magia religiosa, exercitada em auditórios onde se promete cura e proteção, sucesso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Feitiçaria evangélica</p>
<p>O fenômeno evangélico no Brasil adquiriu uma caricatura dantesca.<br />
O Evangelho de Jesus Cristo ficou em segundo plano em nome de &#8220;uma nova visão&#8221; .<br />
Ser cristão evangélico no Brasil implica uma identidade difusa:</p>
<p><span id="more-225"></span>1) ser &#8220;crente&#8221; se resume basicamente à magia religiosa, exercitada em auditórios onde<br />
se promete cura e proteção, sucesso financeiro e soluções imediatas para problemas e conflitos;</p>
<p>2) O discipulado de Jesus foi substituído pela venda de soluções fáceis;</p>
<p>3) A vida comunitária foi substituída pela metodologia empresarial como recurso de expansão;</p>
<p>4) A celebração da fé foi substituída por rituais grotescos, numa mistura de superstição,<br />
feitiçaria gospel e macumba &#8220;ao contrário&#8221;;</p>
<p>5) Pastores foram substituídos por gurus, apóstolos e outros heróis, mais ocupados em comandar<br />
um grande exército que em conduzir pessoas à intimidade com Deus;</p>
<p>6) A Bíblia foi substituída por uma teologia popular, com discursos extraídos das falas dos<br />
líderes carismáticos, na qual o sentido original da bíblia é deturpado e diluído de boca em boca,<br />
até chegar ao último da fila como sal que para nada mais presta;</p>
<p>7) O engajamento no Reino de Deus foi substituído pela adesão ao &#8220;ministério do fulano&#8221;, às<br />
&#8220;cobertura do sicrano&#8221; e à &#8220;visão do beltrano&#8221;;</p>
<p>8) A cruz, como símbolo maior do cristianismo, foi substituída por bonés, adesivos e camisetas<br />
com estampas da comunidade A, ministério B e apóstolo C.</p>
<p>Enfim, parece mesmo que &#8220;outro evangelho&#8221; está sendo anunciado,<br />
e por ser outro deve ser anátema (maldito).</p>
<p><em>Pr. Ed René Kivitz (Igreja Batista de Água Branca)</em></p>
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		<item>
		<title>O Movimento Puritano e João Calvino</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Mar 2007 13:09:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian Reichel</dc:creator>
				<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[igreja]]></category>
		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Este ensaio tem por objetivo demonstrar que o movimento puritano inglês estava dando prosseguimento às ênfases teológicas e práticas do reformador João Calvino. Em tempos recentes, tem havido, em parte devido à influência neo-ortodoxa, uma tentativa de colocar os credos históricos reformados posteriores em oposição a Calvino, numa tentativa de desacreditá-los. Essa tentativa será brevemente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este ensaio tem por objetivo demonstrar que o movimento puritano inglês estava dando prosseguimento às ênfases teológicas e práticas do reformador João Calvino. Em tempos recentes, tem havido, em parte devido à influência neo-ortodoxa, uma tentativa de colocar os credos históricos reformados posteriores em oposição a Calvino, numa tentativa de desacreditá-los. Essa tentativa será brevemente examinada no presente artigo. O mesmo encerra com uma exposição da piedade reformada, pois ela permanece como um perene modelo de reforma e avivamento.</p>
<p><span id="more-185"></span>I. UM POUCO DE HISTÓRIA</p>
<p>A origem do puritanismo está ligada às confusões amorosas do rei Henrique VIII (1509-47)1 e à chegada do protestantismo continental à Inglaterra. O movimento puritano, em seus primórdios, foi claramente apoiado e influenciado por João Calvino (1509-1564),2 que a partir de 1548 passou a se corresponder com os principais líderes da reforma inglesa. Em 1534 é promulgado o Ato de Supremacia, tornando o rei o “cabeça supremo da Igreja da Inglaterra.” Com a anulação do seu casamento com Catarina de Aragão, sobrinha de Carlos V, o rei Henrique VIII e o Parlamento inglês separam a Igreja da Inglaterra de Roma, em 1536. Nesse ano, Miles Coverdale publicou a Bíblia completa em inglês. Os livros de Lutero circulavam livremente em Oxford e Cambridge. A princípio, Henrique VIII buscou favorecer a Reforma, mas depois, de 1539 a 1547, moveu uma perseguição aos protestantes. Em 1539, foram aprovados pelo Parlamento os Seis Artigos, que tornavam obrigatória a crença em doutrinas características da Igreja Católica Romana: a transubstanciação, a comunhão sob uma espécie, o celibato e a confissão auricular. Na teologia, a Igreja continuou fiel a Roma. O rei morreu doutrinariamente católico romano. A Reforma, então, teve início na Inglaterra pela autoridade do rei e do Parlamento.</p>
<p>Em 1547, Eduardo VI, um menino muito enfermo, tornou-se rei. A Reforma protestante avançou rapidamente na Inglaterra, pois o Duque de Somerset, o regente do trono, simpatizava-se com a fé reformada. Naquele mesmo ano, o Parlamento autorizou os leigos a tomarem o cálice da comunhão e repeliu os Seis Artigos. Em 1549, legalizou o casamento dos clérigos e determinou que os cultos não mais deveriam ser em latim, mas em inglês.3 Thomas Cranmer, o grande líder da Reforma na Inglaterra, publicou o Livro de Oração Comum, dando ao povo a sua primeira liturgia em inglês.4</p>
<p>Maria Tudor, católica romana, tornou-se rainha em 1553. Assessorada pelo Cardeal Reginald Pole, em 1554 ela restaurou a sua religião. Em 1555, intensificou a perseguição os protestantes. Trezentos deles foram martirizados, entre eles, o arcebispo de Cantuária, Thomas Cranmer, e os bispos Latimer e Ridley.5 Oitocentos protestantes fugiram para o continente, para cidades como Genebra e Frankfurt, onde absorveram os princípios doutrinários dos reformadores continentais.6</p>
<p>Em 1558, aos 25 anos, Elizabete I ascendeu ao trono e estabeleceu o “Acordo Elizabetano,” que era insuficientemente reformado para satisfazer àqueles que logo seriam conhecidos como “puritanos.” Em seguida, Elizabete promulgou o Ato de Uniformidade (1559), que autorizou o Livro de Oração Comum e restaurou o Ato de Supremacia.7 Em 1562 foram redigidos os Trinta e Nove Artigos da Religião, que são o padrão histórico da Igreja da Inglaterra, e a partir de janeiro de 1563 foram estabelecidos pelo Parlamento como a posição doutrinária da Igreja Anglicana (juntamente com o Livro de Oração Comum, que é católico, mas purgado de seus elementos supersticiosos). Como teste de ortodoxia, os estudantes de Oxford tinham que subscrever os Artigos, assim como todos os ministros e professores de religião. Em Cambridge, as leis não eram tão rígidas.</p>
<p>Em torno de 1567-68, uma antiga controvérsia sobre vestimentas atingiu seu auge na Igreja da Inglaterra. A questão imediata era se os pregadores tinham de usar os trajes clericais prescritos. Entretanto, essa controvérsia era apenas um símbolo da questão maior a respeito de cerimônia, ritual e liturgia na igreja, os “trapos do papado.” A controvérsia marcou uma crescente impaciência entre os puritanos8 com relação à situação de uma igreja “reformada pela metade.” Thomas Cartwright, professor da Universidade de Cambridge, perdeu sua posição por causa de suas pregações sobre os primeiros capítulos de Atos, nas quais argumentou a favor de um cristianismo simplificado e uma forma presbiteriana de governo eclesiástico. A primeira igreja presbiteriana foi a de Wandsworth, fundada em 1572.9 Um pouco antes disso, em 1570, Elizabete foi excomungada pelo Papa Pio V.</p>
<p>Elizabete morreu em 1603, sem deixar herdeiros. Ela indicou como seu sucessor Tiago I, filho de Maria Stuart, que já governava a Escócia. Quando o rei foi coroado, os puritanos, por causa da suposta formação presbiteriana do rei, inicialmente tiveram esperança de que sua situação melhorasse.</p>
<p>Para enfatizar sua esperança eles lhe apresentaram, quando de sua chegada em 1603, a Petição Milenar, assinada por cerca de mil ministros puritanos, em que pediam que a igreja anglicana fosse completamente “puritana” na liturgia e administração.10</p>
<p>Em 1604, encontram-se com o novo rei na conferência de Hampton Court para apresentar seus pedidos. O rei ameaçou “expulsá-los da terra, ou fazer pior,” tendo dito que o presbiterianismo “se harmonizava tanto com a monarquia como Deus com o diabo.”11 Em 1620, um grupo de puritanos congregacionais12 emigrou para a colônia de Plymouth, Massachusetts, a bordo do famoso Mayflower.13</p>
<p>Em 1625, Carlos I, opositor dos puritanos, foi coroado rei. Em 1628, William Laud tornou-se bispo de Londres (em 1633 foi nomeado Arcebispo de Cantuária) e empreendeu medidas severas para eliminar a dissidência da Igreja Anglicana. Ele buscou instituir práticas cerimoniais consideradas “papistas,” além de ignorar a justificação pela fé, por causa de suas ênfases arminianas, oprimindo violentamente os puritanos e forçando-os a emigrarem para a América. Em 1630, John Winthrop liderou o primeiro grande grupo de puritanos até a Baía de Massachusetts e em 1636 foi fundado o Harvard College.14 Laud tentou impor o anglicanismo na Escócia, só que isto degenerou num motim que serviu para aliar puritanos e escoceses calvinistas.15 Em 1638, os líderes escoceses reuniram-se numa “Solene Liga e Aliança,” e seus exércitos marcharam contra as tropas do rei, que fugiram. Em 1640, o Parlamento restringiu o poder do rei Carlos I. As emigrações para a Nova Inglaterra estacionaram consideravelmente.16 A Assembléia de Westminster,17 assim chamada por reunir-se na Abadia de Westminster, templo anglicano de Londres, foi convocada pelo Parlamento da Inglaterra em 1643 para deliberar a respeito do estabelecimento do governo e liturgia da igreja e “para defender a pureza da doutrina da Igreja Anglicana contra todas as falsas calúnias e difamações.” É considerada a mais notável assembléia protestante de todos os tempos, tanto pela distinção dos elementos que a constituíram, como pela obra que realizou e ainda pelas corporações eclesiásticas que receberam dela os padrões de fé e as influências salutares durante esses trezentos anos.18</p>
<p>A Assembléia era constituída de 121 clérigos e 30 membros do Parlamento.</p>
<p>Entre eles se encontravam homens de vasta e profunda erudição teológica, além de se distinguirem pelo seu ardor religioso e pelo seu caráter (&#8230;). Encontravam-se episcopais, entre os quais o arcebispo [James] Ussher, os erastianos, que entendiam com Erastus, de Heidelberg, que o Estado devia ser a sede final da autoridade eclesiástica, a cujo grupo pertencia o popular e erudito John Lighfoot, autor das célebres Horae Hebraicae e Talmudicae, os independentes (ou congregacionais), incluindo Thomas Goodwin, mais tarde capelão de Cromwell, [e] Philip Nye, regressados do exílio na Holanda, os presbiterianos [Edmund Calamy, Thomas Gataker, Edward Reynolds e Herbert Palmer] (&#8230;). O moderador nomeado pelo Parlamento foi o Dr. William Twisse [ele mesmo um presbiteriano], homem dos mais célebres de seus dias pela sua erudição teológica, coroado de honras na Universidade de Oxford e conhecido em toda a Europa pelos seus escritos.19</p>
<p>Havia também oito representantes da Escócia, entre eles, Samuel Rutherford, professor de teologia e deão do St. Mary’s College em St. Andrews, um dos mais populares pregadores daquele país. Estes eram altamente influentes, mas não tinham direito a voto. A Escócia era aliada do Parlamento por um tratado, a “Solene Liga e Aliança.”20</p>
<p>Apesar das diferenças nos conceitos de governo eclesiástico e nas relações da Igreja com o Estado, havia uma real unanimidade a favor de uma posição consistentemente calvinista, rejeitando como erros o arminianismo, o catolicismo romano e os sectários (diggers, fifth-monarquians, levellers, quakers). A Confissão de Fé de Westminster, completada em dezembro de 1646, é a última das confissões reformadas clássicas e decididamente a mais influente no mundo de fala inglesa e mesmo além dele. Richard Baxter, que não participou da Assembléia, a seu modo um gigante entre os puritanos, deu seu testemunho:</p>
<p>Os teólogos aí congregados eram homens de grande erudição, piedade, capacidade ministerial e fidelidade (&#8230;) e, segundo a informação de toda história a esse respeito e de outras fontes de evidência, o mundo cristão nunca teve, desde os dias apostólicos, um sínodo de teólogos mais excelente do que este e o Sínodo de Dort.</p>
<p>Embora tenha regido a Igreja da Inglaterra apenas por um breve período, a Confissão de Fé foi adotada de um modo geral por presbiterianos britânicos, escoceses e americanos, bem como por muitos grupos congregacionais e batistas.21</p>
<p>Em 1645, Laud foi executado e irrompeu uma guerra civil. Graças à habilidade militar de Oliver Cromwell, os “Ironsides” (a cavalaria puritana bem treinada e disciplinada), que constituíam o padrão do exército parlamentar (o New Model Army), derrotaram o exército do rei, na batalha de Naseby. A guerra civil terminou no ano seguinte e a forma episcopal de governo eclesiástico foi abolida da Igreja da Inglaterra. Em 1649, Carlos I foi executado e Oliver Cromwell, um congregacional, assumiu o papel principal no governo inglês, até sua morte em 1658. Como Lorde Protetor da Inglaterra, Cromwell, não satisfeito com o controle presbiteriano do Parlamento, o dissolveu, com o apoio do exército, de maioria congregacional.22 Ele era tolerante em assuntos de religião e ao morrer deixou um herdeiro fraco demais para substituí-lo.</p>
<p>Em 1660, Carlos II ascendeu ao trono, a monarquia foi restaurada na Inglaterra e a constituição política episcopal foi restabelecida na Igreja Anglicana. Através de um novo Ato de Uniformidade (o infame Código Clarendon), em 1662, o uso exclusivo de um Livro de Oração Comum revisado foi reforçado, enquanto mais de dois mil pastores puritanos foram demitidos ou destituídos de suas paróquias. Entre eles estavam Manton, Owen, Goodwin, Burgess, Baxter, Calamy, Poole, Caryl, Charnock, Gouge, John Howe, Vincent, Flavel e Philip Henry — o pai de Mathew Henry, o famoso comentarista da Bíblia. Quem não fosse anglicano não poderia colar grau nas Universidades de Oxford e Cambridge, e isto ocasionou a fundação de muitas academias não-conformistas.23 Tal fato marcou o fim do período puritano, iniciando-se então o “não-conformismo.”</p>
<p>O puritanismo não conseguiu substituir as estruturas de plausibilidade que o anglicanismo ofereceu à nação inglesa. As estruturas sociais anglicanas permaneceram, em tese, as mesmas do catolicismo romano, expurgado de suas superstições mais escandalosas. Apenas para uma pequena e influente minoria esta situação não era satisfatória, e esse grupo eram os puritanos. Eles perderam as grandes batalhas públicas que enfrentaram, mas legaram um testemunho que, com o não-conformismo, transformou a nação inglesa a longo prazo. Em todos esses eventos, o apoio de Calvino ao movimento de reforma da Igreja na Inglaterra não foi apenas circunstancial, através de escritos e cartas endereçadas à primeira geração de reformadores britânicos, mas também se verificou através de uma herança teológica de grande influência para as gerações puritanas subseqüentes (em suas diversas tradições: presbiteriana, congregacional e batista), estabelecendo, como veremos abaixo, um padrão de ortodoxia e piedade que atinge todas as esferas da vida.</p>
<p>II. DE NOVO, A NEO-ORTODOXIA</p>
<p>Há uma regra em metodologia da pesquisa que diz que “as conclusões não devem exceder as fontes.” Vincular o surgimento do pentecostalismo ao movimento puritano (ou a qualquer sistema teológico subjetivista) é ser vítima desse mal. As conclusões, então, não são deduzidas das fontes, mas lhes são impostas. Basta observar que nos países em que a fé reformada foi a religião oficial, o pentecostalismo não tem uma posição de destaque. Isto acontece na Escócia, no País de Gales e na Holanda, por exemplo.24 As raízes do movimento pentecostal se encontram, na verdade, no metodismo arminiano e em diversos movimentos de santidade surgidos nos Estados Unidos no século XIX. 25</p>
<p>É inegável que Karl Barth (1886-1968) foi grandemente responsável pelo renovado interesse nos reformadores, principalmente Lutero e Calvino, mas ele, assim como Emil Brunner (1889-1966), incorreram em outro erro, o de reinterpretarem os ensinos dos reformadores segundo seus próprios pressupostos, fazendo os reformadores dizerem mais do que eles ensinaram, distorcendo o seu pensamento, além de colocá-los em oposição aos seus herdeiros, os puritanos.26 Isto fica bem claro ao se estudar o texto de Barth, “A eleição de Deus em graça.”27 Mesmo usando os reformadores e confissões de fé da Reforma, as conclusões a que ele chegou são opostas à posição reformada como exposta nos Cânones do Sínodo de Dort, de 1618-19.28 Além deles, Jack Rogers (professor do Fuller Theological Seminary, nos Estados Unidos), no campo das Escrituras,29 e Thomas F. Torrance (professor de Dogmática na Universidade de Edimburgo até 1952), no campo da salvação,30 tentaram colocar a Confissão de Westminster contra Calvino. Entretanto, o testemunho de John Owen (1616-1683), o maior teólogo inglês, que representa a principal corrente puritana, opõe-se a essa reinterpretação. É digno de nota o que Packer diz dele:</p>
<p>Acerca de seu conteúdo, basta dizer que, quanto a seu método e substância, Owen nos faz lembrar freqüentemente Calvino, e também, por muitas vezes, as Confissões de Westminster e de Savóia (esta última, de fato, é apenas uma leve revisão da de Westminster, principalmente pelo próprio Owen), e por vezes seguidas as três coisas se confundem.31</p>
<p>Então, em vários pontos, aqueles que acriticamente aceitam essa posição têm cometido erros. Por exemplo, ao afirmar-se que os puritanos ressuscitaram o temor do diabo,32 firmando neles a gênese da cosmologia pentecostal, estão sendo ignorados dois pontos básicos: a fonte do mal, para os puritanos, era a tríade maligna (uma expressão de Lutero) — o mundo, a carne e o diabo (a caricatura maligna do Deus Triúno, Pai, Filho e Espírito Santo) —, e nessa arena eles travaram a sua guerra espiritual. Antes disto, os reformadores também lidaram com estes inimigos. Basta ler sobre as Anfechtungen de Lutero33 e a exposição de Calvino sobre Satanás em sua relação com a Providentia Dei.34 Em todos eles, veremos a exposição do que Gustaf Aulén (1879-1978) chamaria mais tarde de Christus Victor.</p>
<p>Uma outra acusação feita aos puritanos é que distorceram o ensinamento de Calvino quanto à certeza de salvação.35 Mas é preciso notar que, sobre como ter certeza da salvação, os puritanos lidaram com mais um ponto doutrinário que entrava em cena, a expiação limitada ou particular. Ao entender que o Evangelho não nos chama ao arrependimento e à fé baseados no alcance da expiação,36 os puritanos buscaram outro meio de ter a certeza da salvação. Então, eles demonstraram biblicamente que há uma distinção entre a “Fé Salvadora” e a “Certeza da Graça e da Salvação.” Isto está afirmado na Confissão de Westminster,37 em consonância com o que Paulo e Pedro afirmam, por exemplo, em Filipenses 2.12-13 e 2 Pedro 1.10. O Breve Catecismo afirma que a “justificação é um ato da livre graça de Deus, no qual ele perdoa todos os nossos pecados e nos aceita como justos diante de si, somente por causa da justiça de Cristo a nós imputada, e recebida pela fé,” e santificação é a “obra da livre graça de Deus, pela qual somos renovados em todo o nosso ser, segundo a imagem de Deus, habilitados a morrer cada vez mais para o pecado e a viver para a retidão.”38</p>
<p>Os puritanos, então, não fizeram uma confusão entre justificação e santificação como alguns podem querer impor a eles e como ficou acima demonstrado. Essa falsa compreensão poderia ser sanada com uma consulta à referida Confissão e aos escritos dos mesmos. Os ministros puritanos também fizeram uma clara distinção entre os diversos usos da Lei Moral (usus legis civilis, usus theologicus legis e usus didathicus legis), em suas controvérsias com os diversos grupos antinomistas de sua época.39 Mas toda confusa tentativa de vincular os puritanos com o pentecostalismo cai por terra ao estudarmos a relação entre a Palavra e o Espírito na teologia puritana.40 Eles trabalhavam com o seguinte silogismo: “Se há novas revelações, as Escrituras não são suficientes. Se as Escrituras são perfeitas, então não existe necessidade de novas revelações.” Eles se opuseram conscientemente aos católicos, com seu apego às tradições; aos socinianos, com sua racionalização barata; e aos quakers, com seu ensino sobre a “luz interior,” estes sim, precursores dos pentecostais e carismáticos. Os puritanos sabiam que só o Espírito Santo, ligado à Palavra, poderia salvar pecadores, e por isto foram pregadores expositivos, doutrinários e práticos, lidando com aquilo que eles chamavam de “casos de consciência.” Eles se opuseram àquilo que, em nosso tempo, foi chamado por Dietrich Bonhoeffer (1906-1945) de “graça barata,” porque esta não é a graça verdadeira — os puritanos não diminuíram as exigências do evangelho ao pecador! Além do mais, eles se opuseram ao semi-pelagianismo, e para confirmar isto basta ler os seus sermões evangelísticos.41 Eles não apenas seguiram Calvino em suas ênfases teológicas, mas aprofundaram sua compreensão evangelística.42 O sistema teológico dos puritanos, longe de ser centrado no homem, é centrado em Deus, o Senhor Deus dos Exércitos, que tem o seu trono no céu! Eles nos lembram que “o fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre!”</p>
<p>III. “É CORRETO QUE DEDIQUEMOS NOSSA VIDA À SUA GLÓRIA”</p>
<p>É assim que começa o Catecismo de Genebra, escrito por Calvino em 1541. Com essa compreensão, os puritanos — dentro da tradição reformada — lutaram para glorificar a Deus no trabalho, sexo e casamento, no tratamento com o dinheiro, na família, na pregação, na vida da igreja, no culto, na educação, na ação social e no estudo das Escrituras.43 Em tudo isto, eles viam a Deus na esfera comum: “A visão puritana de santidade do comum jazia em parte num extraordinário senso da presença de Deus.”44 Não há nada que esteja mais distante da realidade do que as modernas caricaturas dos puritanos. Eles detestavam o moralismo, eram alegres e livres, “novas criaturas.” Douglas Wilson diz, citando C.S. Lewis:</p>
<p>“Devemos imaginar estes puritanos como o extremo oposto daqueles que se dizem puritanos hoje; imaginemo-los jovens, intensamente fortes, intelectuais, progressistas e muito atuais. Eles não eram avessos a bebidas com álcool; mesmo à cerveja, mas os bispos eram a sua aversão.” Os puritanos fumavam (na época não sabiam dos efeitos danosos do fumo), bebiam (com moderação), caçavam, praticavam esportes, usavam roupas coloridas, faziam amor com suas esposas, tudo isto para a glória de Deus, o qual os colocou em posição de liberdade.45</p>
<p>O que quer que eles fossem, não eram soberbos, melancólicos ou severos. Nem mesmo seus inimigos os taxaram assim! Eles olharam a vida através da lente ampla da soberania de Deus sobre todas as áreas da vida, como nos diz Richard Baxter: “Não podes pensar nos vários lugares em que viveste e lembrar de que em cada um deles [ele] teve suas diversas misericórdias?” 46 Toda a vida é de Deus e sua piedade não era monástica, nem mística, nem pietista, mas, no bom sentido da palavra, “mundana.”47 Christopher Hill, professor da Universidade de Oxford, ele mesmo um marxista, afirma:</p>
<p>os homens comentaram amiúde o aparente paradoxo de um sistema baseado na predestinação e que suscita em seus adeptos uma ênfase sobre o esforço e a energia moral. Uma explicação para esse fato postula que, para o calvinista, a fé se revela por si mesma através das obras e que, portanto, o único modo pelo qual o indivíduo poderia ter certeza da própria salvação seria examinar cuidadosamente seu comportamento noite e dia, a fim de ver se ele, de fato, resultava em obras dignas de salvação (&#8230;). Os eleitos eram aqueles que se julgavam eleitos, pois possuíam uma fé interior que os fazia sentirem-se livres, quaisquer que fossem suas dificuldades externas.48</p>
<p>A doutrina da providência, assim como a da predestinação, não é a doutrina central da fé reformada,49 mas é um importante impulsor do cristão em sua relação com o mundo, com o mal e com o próprio Deus. O calvinismo então era mais do que um credo; era uma cosmovisão que abrangia todas as áreas da vida, tornando os puritanos ativos e corajosos instrumentos de transformação institucional. Hill, intensamente interessado no “elã revolucionário” que a doutrina da providência legou aos puritanos, afirmou:</p>
<p>Aqueles que mais prontamente aceitaram o calvinismo eram homens cujo modo de vida se caracterizava pela atividade. (&#8230;) amparados, então, por uma visão da vida que os ajudava nas necessidades cotidianas da existência econômica; conscientes daquele liame que os unia aos que compartilhavam de suas convicções; percebendo-se a si mesmos como uma aristocracia do espírito, contra quem os aristocratas desse mundo eram uma nulidade; fortalecidos pelas vitórias terrenas que esta moral ajudava a pôr em execução, como poderiam os puritanos deixar de acreditar que Deus estava com eles e eles com Deus? Ao adotarem essa crença, como poderiam deixar de lutar com todo seu empenho?50</p>
<p>Eles caminharam em estreita faixa de terra, equilibrando-se entre a soberania absoluta de Deus e a responsabilidade moral do homem, afirmando-as vigorosamente. Isso os fazia agir diante de qualquer dificuldade com esperança, buscando, de forma alegre, dar-se em auto-sacrifício, em obediência radical ao Senhor Deus.</p>
<p>IV. SUA VALIDADE PERMANENTE</p>
<p>“Em coisas essenciais, unidade; nas não-essenciais, liberdade; em todas as coisas, caridade.” Esta frase é atribuída alternadamente a Peter Meiderlin, Gregor Franke e Richard Baxter, respectivamente luterano, calvinista e anglicano.51 O senso de unidade e diversidade no corpo de Cristo pode ser bem apreciado nos estudos de grandes homens que honraram a Deus com seus pensamentos a respeito dele, sendo nossos companheiros na igreja universal do nosso Senhor. Não é difícil perceber diferenças significativas entre Agostinho,52 Lutero e Calvino; Owen, Baxter53 e Ames;54 Edwards e Whitefield (estes dois últimos travaram uma luta hilária sobre “comunicações imediatas do Espírito,” Edwards rejeitando-as e Whitefield apoiando-as!),55 mas podemos estudá-los com grande proveito, tendo-os como pais na fé, por uma razão vital: naquilo que era central ao Evangelho, eles estavam de acordo.56</p>
<p>Klass Runia, professor de Teologia Prática, emérito, da Universidade Teológica da Igrejas Reformadas, em Kampen, na Holanda, disse: “O Ocidente não precisa de avivamento, mas de reforma.”57 Não precisamos, entretanto, colocar ambos em oposição, pois reforma é a descoberta da Palavra de Deus, e avivamento é uma renovação da vida da igreja.58 Precisamos, então, dos dois juntos! Alguns tentam maldosamente caricaturizar o desejo de reforma e avivamento, impondo ao primeiro o significado de “moralidade” e ao segundo o de “experiência mística.” Isto lembra os ataques de Charles Chauncy ao avivamento começado com as pregações de Theodore Frelinghuysen, Gilbert Tennent e Jonathan Edwards na Nova Inglaterra.59 É interessante notar, como um alerta, que Chauncy e aqueles que o apoiavam, romperam com a fé reformada e começaram a promover o arminianismo, e finalmente o unitarismo. Não podemos separar a doutrina da piedade reformada e puritana! Foram suas compreensões doutrinárias que produziram tal testemunho! Os puritanos, então, nos ensinam a ter um sentimento de dependência do Espírito, pois eles conheciam sua própria incapacidade de salvar uma alma, a complexidade da conversão e sabiam que a pregação é o único meio de chamar os eleitos. Por isto, os puritanos eram homens de oração incessante, que lutavam com Deus e buscavam a santidade em toda a vida. Eram santos e teólogos e sabiam que seu trabalho não era vão no Senhor! Podemos discordar dos puritanos em alguns pontos, mas, em meio à grande crise que enfrentamos como igreja evangélica brasileira,60 em meio a cismas e heresias, a iniciativa de redescobri-los, e a seus escritos, é uma saudável lufada de ar nestes dias laodicenses (Ap 3.14-22), como forma de promover reforma e avivamento!</p>
<p>por Franklin Ferreira</p>
<p>____________________</p>
<p>* O autor é ministro da Convenção Batista Brasileira, Mestre em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, no Rio de Janeiro, onde também é professor de Eclesiologia e Hermenêutica.</p>
<p>1 Após um casamento fracassado com Catarina de Aragão, filha dos reis católicos de Espanha (da qual nasceu Maria Tudor), na ânsia de ter um filho homem, Henrique VIII veio a casar-se outras cinco vezes, deixando como herdeiros Eduardo VI (filho de Jane Seymour) e Elizabete I (filha de Ana Bolena). Ver Justo L. González, Uma História Ilustrada do Cristianismo — A Era dos Reformadores (São Paulo: Vida Nova, 1989), 121-128. Para um estudo detalhado sobre os casamentos de Henrique VIII, ver Antonia Fraser, As Seis Mulheres de Henrique VIII (Rio de Janeiro: Record, 1995).</p>
<p>2 Philip E. Hughes, “Calvino e a Igreja Anglicana,” em W. Stanford Reid, ed., Calvino e sua Influência no Mundo Ocidental (São Paulo: CEP, 1990), 209-242. Calvino também recomendou como professores, para apoiar a reforma inglesa, Peter Martyr Vermigli (para a Universidade de Oxford), Bernardino Ochino e Martin Bucer (para a Universidade de Cambridge). Entre 1556 e 1559, John Knox (1514?-1572) e vários outros reformadores ingleses estudaram com Calvino em Genebra, durante o reinado de Maria, a “Sanguinária.” Ver o capítulo “John Knox: Fundador do Puritanismo,” em D. M. Lloyd-Jones, Os Puritanos: Suas Origens e Sucessores (São Paulo: PES, 1993), 268-288. Ver também a “Dedicatória ao Nobilíssimo e Cristianíssimo Príncipe Eduardo, Duque de Somerset, Conde de Hertford, Protetor da Inglaterra e Irlanda”, em João Calvino, As Pastorais (São Paulo: Paracletos, 1998), 13-16. Para a correspondência entre Calvino e o rei Eduardo VI, o arcebispo Thomas Cranmer, o Duque de Somerset, William Cecil, John Knox e a igreja inglesa em Frankfurt, na Alemanha, ver Letters of John Calvin – Selected from the Bonnet.</p>
<p>3 E. E. Cairns, O Cristianismo Através dos Séculos (São Paulo: Vida Nova, 1990), 270.</p>
<p>4 González, A Era dos Reformadores, 128-130.</p>
<p>5 Latimer encorajou Ridley, na fogueira, com as seguintes palavras: “Fique confortado Mestre Ridley (&#8230;); nós veremos este dia lançar uma tal luz sobre a Inglaterra, pela graça de Deus, como nunca ocorrera antes” (Cairns, O Cristianismo Através dos Séculos, 271).</p>
<p>6 González, A Era dos Reformadores, 130-133. Destes, 233 foram membros da Igreja inglesa em Genebra, liderada por John Knox e Christopher Goodman. Ver R. T. Kendall, “A Modificação Puritana da Teologia de Calvino,” em W. Stanford Reid, ed., Calvino e Sua Influência no Mundo Ocidental, 246.</p>
<p>7 Ibid., 133-135. Esse Ato fez de Elizabeth “o único governante supremo deste reino,” título bem menos agressivo que o de Henrique VIII, “chefe supremo da igreja.” Ver Cairns, O Cristianismo Através dos Séculos, 271.</p>
<p>8 Segundo J. I. Packer, este termo foi aplicado extensivamente a pelo menos cinco grupos de pessoas — primeiro ao clero que tinha escrúpulos sobre certas cerimônias e frases de Livro de Orações; segundo, aos defensores do programa de reformas entre os presbiterianos, ventilado por Thomas Cartwright e pela admoestação do Parlamento, em 1572; terceiro, aos clérigos e leigos, não necessariamente não-conformistas, que praticavam a séria piedade calvinista; quarto, aos “calvinistas rígidos”, que aplaudiam o Sínodo de Dort e que foram alcunhados de puritanos doutrinários por outros anglicanos que não concordavam com eles; quinto, a certos grupos da nobreza que exibiam respeito público pela questões relacionadas a Deus, pelas leis da Inglaterra e pelos direitos dos súditos comuns. Ver J. I. Packer, Entre os Gigantes de Deus: Uma Visão Puritana da Vida Cristã (São José dos Campos: Fiel, 1996), 33.</p>
<p>9 Cairns, O Cristianismo Através dos Séculos, 274. O presbiterianismo teve uma forte influência no cenário inglês entre 1643 e 1648.</p>
<p>10 Ibid., 276-277.</p>
<p>11 Ibid., 277.</p>
<p>12 Em 1616, um grupo vindo da Holanda, sob a liderança de Henry Jacob fundou uma congregação de independentes (ou congregacionais) em Southwark, Londres. Em 1658, eles adotaram uma versão levemente modificada da Confissão de Westminster, a Declaração de Savoy (1658). Durante o período conhecido como Commonwealth, eles tornaram-se mais poderosos que os presbiterianos. (Ver Cairns, O Cristianismo Através dos Séculos, 274-275. Ver ainda o capítulo “Henry Jacob e a Primeira Igreja Congregacional” em Lloyd-Jones, Os Puritanos, 159-180.)</p>
<p>13 Justo L. González, Uma História Ilustrada do Cristianismo — A Era dos Dogmas e das Dúvidas (São Paulo: Vida Nova, 1990), 50-57.</p>
<p>14 No ano de 1633, foi fundada a primeira congregação batista em Londres, dirigida por John Spilsbury. Eles sustentavam o batismo de imersão só de adultos, autonomia da igreja local, separação entre Igreja e Estado e a teologia reformada, tendo saído da igreja congregacional de Henry Jacob. Eles ficaram conhecidos como batistas particulares. Outro grupo batista, surgido antes, em cerca de 1612, na Holanda, e que emigrara para a Inglaterra sob a liderança de Thomas Helwis, enfatizava a teologia arminiana e o batismo por aspersão, só de adultos, sendo conhecido como batistas gerais. (Ver Cairns, O Cristianismo Através dos Séculos, 275-276. Ver também Zaqueu Moreira de Oliveira, Liberdade e Exclusivismo: Ensaio sobre os Batistas Ingleses [Rio de Janeiro e Recife: Horizontal/STBNB, 1997], 25-120 e Martin D. Hewitt, Raízes da Tradição Batista [São Leopoldo: IEPG, 1993].)</p>
<p>15 Nesta época não havia bancos confortáveis nas catedrais, e as pessoas, para se sentarem, tinham de trazer um banquinho de três pernas que era utilizado para se tirar leite das vacas. Segundo a tradição, Jenny Geddes foi acusada de ter jogado seu banquinho na cabeça de um bispo anglicano, por sua audácia de “rezar missa em meu ouvido,” na St. Giles’ Church, em Edimburgo. (Ver Cairns, O Cristianismo Através dos Séculos, 277, e Douglas Kelly, “Puritanismo,” no Jornal Os Puritanos 2/7 [1994], 16.)</p>
<p>16 González, A Era dos Dogmas e das Dúvidas, 57-65.</p>
<p>17 J. M. Frame, “A Confissão de Fé de Westminster,” em Walter Elwell, ed., Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, vol. I (São Paulo: Vida Nova, 1988), 331-332.</p>
<p>18 Guilherme Kerr, A Assembléia de Westminster (São José dos Campos: Fiel, 1992), 5, 11.</p>
<p>19 Ibid., 13.</p>
<p>20 Para mais informações sobre a participação dos escoceses na Assembléia de Westminster, ver Iain H. Murray, “The Scots at the Westminster Assembly: With Special References to the Dispute on Church Government and its Aftermath,” The Banner of Truth 371-372 (1994), 6-40.</p>
<p>21 Philip Schaff, The Creeds of Christendom, vol. I (Nova York: Harper &amp; Brothers, 1931), 855-856. Ver também Fé para Hoje: Confissão de Fé Batista de 1689 (São José dos Campos: Fiel, 1991), 6. A Confissão de Fé Batista de 1689 foi impressa pela primeira vez em 1677. Depois, ela foi reimpressa em 1688, e no período de 3 a 11 de julho de 1689 representantes de cerca de cem congregações batistas da Inglaterra e País de Gales reuniram-se em Londres para endossá-la. Nos Estados Unidos, ela foi adotada pela Associação Batista reunida na Filadélfia em 25 de setembro de 1742, e passou a ser conhecida como a Confissão de Filadélfia. Ela baseou-se amplamente na Confissão de Westminster, de 1646, com ajustes inspirados na Declaração de Savoy, de 1658, para um sistema congregacional.</p>
<p>22 Justo L. González, A Era dos Dogmas e das Dúvidas, 65-77. Para as razões do declínio da influência presbiteriana, ver o capítulo “Perplexidades Puritanas: Algumas Lições de 1640-1662,” em Lloyd-Jones, Os Puritanos, 66-84. Ver ainda González, A Era dos Dogmas e das Dúvidas, 65-77.</p>
<p>23 Ibid., 77-80. Herroll Hulse, “O Significado do Termo Puritano,” em Jornal Os Puritanos 5/1 (1997), 13.</p>
<p>24 Recomendaria, sobre esse ponto, a leitura de Alberto Antoniazzi et al., Nem Anjos nem Demônios: Interpretações Sociológicas do Pentecostalismo (Petrópolis: Vozes, 1994), 67-159. Em meu entendimento, Paul Freston, conhecido sociólogo evangélico, prova este ponto em seu ensaio “Breve História do Pentecostalismo Brasileiro,” na referida obra.</p>
<p>25 A meu ver, isto não precisaria de demonstração, mas a obra acima citada e livros-texto de História da Igreja (por exemplo, O Cristianismo Através dos Séculos, de Cairns, e Uma História Ilustrada do Cristianismo, vols. 8-10, de González, ambos de Edições Vida Nova) provam este ponto.</p>
<p>26 Ver o capítulo “João Calvino” em D. M. Lloyd-Jones, Discernindo os Tempos (São Paulo: PES, 1994), 42-43. Ver também Bernard Ramm, “A Teologia de Schleiermacher a Barth e Bultmann”, em Stanley Gundry, ed., Teologia Contemporânea (São Paulo: Mundo Cristão, 1987), 36-40.</p>
<p>27 Karl Barth, “A Eleição de Deus em Graça”, em Walter Altmann, ed., Karl Barth — Dádiva e Louvor: Artigos Selecionados (São Leopoldo: Sinodal, 1986), 237-255. Para uma avaliação reformada das doutrinas bartianas de Escritura, predestinação e criação, ver A. Polman, Barth (Recife: Cruzada de Literatura Evangélica do Brasil, 1969). Ver também Cornelius van Til, Christianity and Barthianism (Filadélfia: Presbyterian and Reformed, 1962).</p>
<p>28 Os Cânones de Dort – Os Cinco Artigos de Fé sobre o Arminianismo (São Paulo: Cultura Cristã, s/d).</p>
<p>29 Ver a excelente resposta à posição de Rogers em John H. Gerstner, “A Doutrina da Igreja sobre a Inspiração Bíblica,” em James Montgomery Boice, ed., O Alicerce da Autoridade Bíblica (São Paulo: Vida Nova, 1989), 23-68.</p>
<p>30 Para a influência, algo mitigada, de T. F. Torrance, ver por exemplo R. T. Kendall, “A Modificação Puritana da Teologia de Calvino,” em Calvino e Sua Influência no Mundo Ocidental, 245-264.</p>
<p>31 Ver capítulo: “A Espiritualidade de John Owen”, em J. I. Packer, Entre os Gigantes de Deus, 209.</p>
<p>32 Para esta acusação, ver, por exemplo, o ensaio “A Obsessão das Bruxas na Europa dos Séculos XVI e XVII”, em H. R. Trevor-Roper, Religião, Reforma e Transformação Social (Lisboa: Editorial Presença e Martins Fontes, 1981), 73-146.</p>
<p>33 Timothy George, Teologia dos Reformadores (São Paulo: Vida Nova, 1993), 62-63. George descreve Anfechtung como “pavor, desespero, sensação de perdição, agressão e ansiedade. Lutero usou o termo para descrever os intensos conflitos espirituais que afligiam sua consciência em sua torturante busca do Deus misericordioso” (p. 62).</p>
<p>34 João Calvino, As Institutas ou Tratado da Religião Cristã, 1.16-18 (São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1985), 213-254.</p>
<p>35 Sobre esse ponto, ver o artigo de Paulo Anglada, “A Confissão de Fé é Realmente Calvinista?,” Fides Reformata 3/2 (Jul-Ago 1998), 5-24.</p>
<p>36 Ver a esse respeito J. I. Packer, Evangelização e Soberania de Deus (São Paulo: Vida Nova, 1990), 46-49.</p>
<p>37 Ver capítulos 14 (“Da Fé Salvadora”) e 18 (“Da Certeza da Graça e da Salvação”) de A Confissão de Fé (São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1991), 75-77, 93-97. Ver também Augustus Nicodemus Lopes, “Segurança da Salvação – Conceito Puritano” em Jornal Os Puritanos 4/2 (1996), 12-17 e 4/3 (1996), 29-33. A Confissão de Fé Batista de 1689 afirma os mesmos pontos. Ver Fé para Hoje: Confissão de Fé Batista de 1689, 31-32, 38-40.</p>
<p>38 “Breve Catecismo,” em A Confissão de Fé, 407-409.</p>
<p>39 Hans Ulrich Reifler, A Ética dos Dez Mandamentos (São Paulo: Vida Nova, 1992), 26-27. Ver também Ernest F. Kevan, The Grace of Law: A Study in Puritan Theology (Ligonier, Pensilvânia: Soli Deo Gloria, 1993).</p>
<p>40 Isto está no capítulo 1 (“Da Escritura Sagrada”) da Confissão de Westminster. Ver A Confissão de Fé, 3-12. Ver também Augustus Nicodemus Lopes, Calvino, o Teólogo do Espírito Santo: Seu Ensino sobre o Espírito Santo e a Palavra de Deus (São Paulo: PES, s/d) e Derek Thomas, A Visão Puritana das Escrituras (São Paulo: Os Puritanos, 1998).</p>
<p>41 Ver, por exemplo, Samuel Bolton, Nathaniel Vincent e Thomas Watson, Os Puritanos e a Conversão (São Paulo: PES, 1990), e Joseph Alleine, Um Guia Seguro para o Céu (São Paulo: PES, 1987). Ver também os seguintes capítulos: “O Conceito Puritano acerca da Pregação do Evangelho” e “O Evangelismo dos Puritanos”, em Packer, Entre os Gigantes de Deus, 177-192 e 313-333.</p>
<p>42 Para uma visão de Calvino como evangelista e seu trabalho pastoral em Genebra, ver Joel R. Beek, A Tocha dos Puritanos – Evangelização Bíblica (São Paulo: PES, 1996), 27-41. Ver ainda o artigo de Antônio Carlos Barro, “A Consciência Missionária de João Calvino,” Fides Reformata 3/1 (Jan-Jun 1998), 38-49.</p>
<p>43 Para uma excelente exposição deste parágrafo, ver Leland Ryken, Santos no Mundo: Os Puritanos como Eles Realmente Eram (São José dos Campos: Fiel, 1992).</p>
<p>44 Ibid., 217.</p>
<p>45 Douglas Wilson, “O Puritano Liberado,” Jornal Os Puritanos 5/1 (1997), 16. C. S. Lewis chama os primeiros puritanos de “jovens, vorazes, intelectuais progressistas, muito elegantes e atualizados,” e diz que “não havia animosidade entre puritanos e humanistas. Eles eram freqüentemente as mesmas pessoas, e quase sempre o mesmo tipo de pessoa: os jovens no Movimento, os impacientes progressistas exigindo uma ‘limpeza purificadora’” (Ryken, Santos no Mundo, 19, 177).</p>
<p>46 Ibid., 217.</p>
<p>47 Alguém afirmou: “A qualidade extra-mundana dos puritanos não era retraimento do mundo, mas um viver no mundo de acordo com padrões extra-mundanos” (Ibid., 278, n.23).</p>
<p>48 Christopher Hill, O Eleito de Deus: Oliver Cromwell e a Revolução Inglesa (São Paulo: Companhia das Letras, 1990), 196-197. Para o impacto das doutrinas reformadas da criação e providência no surgimento das ciências modernas ver J. Hooykaas, A Religião e o Desenvolvimento da Ciência Moderna (Brasília: Universidade de Brasília, 1988).</p>
<p>49 George, Teologia dos Reformadores, 213. É significativo ver que Calvino só dedicou 65 páginas a este assunto, tendo escrito 69 páginas sobre a oração, que é o capítulo precedente. Ver João Calvino, As Institutas ou Tratado da Religião Cristã, 3.20-24, 314-449. Isto em mais de 1500 páginas! A eleição, em vez de ser considerada juntamente com a providência de Deus, encerra sua consideração sobre a salvação, depois da fé, regeneração e justificação, como explicação de como e porque podemos chegar à fé, ensinando-nos a ver a salvação como o triunfo da livre graça de Deus e base de nosso louvor, segurança, humildade e serviço. Ver, sobre este ponto, R. C. Sproul, Eleitos de Deus (São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1998), 12-13: “É importante para nós vermos que a doutrina da predestinação não foi inventada por João Calvino. Não há nada na visão de Calvino sobre a predestinação que não tenha sido proposto anteriormente por Lutero, e por Agostinho antes dele (&#8230;). É digno de nota que, em seu famoso tratado sobre teologia, As Institutas da Religião Cristã, João Calvino escreveu escassamente sobre o assunto. Lutero escreveu mais sobre a predestinação do que Calvino.”</p>
<p>50 Hill, O Eleito de Deus, 198, 205.</p>
<p>51 Ruth Rouse e Stephen C. Neill, eds., A History of the Ecumenical Movement, 1517-1948 (Londres: SPCK, 1954), 82, 146. Citado por Páraic Réamon, “A Reformed Vision of Unity,” Reformed World 47/2 (1997), 91.</p>
<p>52 Em parte, a Reforma do século XVI é fruto das tensões existentes dentro do sistema teológico de Agostinho (354-430) entre sua soteriologia (sua doutrina da salvação) e sua eclesiologia (sua doutrina da igreja). Ver R. K. McGregor Wrigth, No Place for Sovereignty: What´s Wrong with Freewill Theism (Downers Grove, Illinois: IVP, 1996), 22-24. Ver também Colin Brown, Filosofia e Fé Cristã: Um Esboço Histórico desde a Idade Média até o Presente (São Paulo: Vida Nova, 1989), 13-15.</p>
<p>53 Ele expôs o que C.S. Lewis (1898-1963) chamaria de “cristianismo puro e simples.” Para uma avaliação judiciosa da teologia de Richard Baxter (1615-1691), ver o capítulo “A Doutrina da Justificação — Desenvolvimento e Declínio entre os Puritanos”, em Packer, Entre os Gigantes de Deus, 163-176.</p>
<p>54 William Ames (1576-1633), nascido na Inglaterra, foi professor na Universidade de Franeker, na Holanda, e conselheiro do presidente do Sínodo de Dort, Johannes Bogerman, sendo um dos fundadores do congregacionalismo entre os puritanos, exercendo profunda influência entre eles na Nova Inglaterra (ver William Ames, The Marrow of Theology [Grand Rapids: Baker Book House, 1997]). Esta obra, que ensina a “doutrina de viver para Deus” era usada como livro-texto de teologia pelos alunos dos Colégios de Harvard e Yale, ao tempo de sua fundação. Cotton Mather (1663-1728), de Boston, o chamou de “aquele doutor profundo, sublime, sutil, irrefutável — sim, aquele doutor angelical.”</p>
<p>55 Ver o capítulo “João Calvino e George Whitefield” em Lloyd-Jones, Os Puritanos, 130-131.</p>
<p>56 Como, num contexto diferente, Henri Strohl provou muito bem em sua obra O Pensamento da Reforma (São Paulo: ASTE, 1967). O mesmo ponto é enfatizado por R. C. Sproul, Como Viver e Agradar a Deus – Um Guia Prático para a Vida Cristã (São Paulo: Cultura Cristã, 1998), 203-207.</p>
<p>57 Para um interessante pano de fundo para esta declaração, ver D. M. Lloyd-Jones, Cartas 1919-1981 (São Paulo: PES, 1996), 241-246. Trata-se da correspondência de Lloyd-Jones com Klass Runia e John Schep, e sua tentativa de mediação num debate ocorrido na Igrejas Reformadas da Austrália, em 1969, sobre o significado da expressão “derramamento do Espírito” e suas implicações para uma teologia do avivamento. Sobre a posição de Lloyd-Jones ver Augustus Nicodemus Lopes, “Martyn Lloyd-Jones, John Stott e 1 Co 12.13: O Debate sobre o Batismo com o Espírito Santo”, Fides Reformata 1/1 (Jan-Jun 1996), 11-24.</p>
<p>58 Heber C. de Campos, “Crescimento da Igreja: Com Reforma ou com Reavivamento?,” Fides Reformata 1/1 (Jan-Jun 1996), 34-47.</p>
<p>59 W. A. Hoffecker, “Cisma da Nova Luz,” em Walter A. Elwell, ed., Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, I:286-287. Ver também Frans Leonard Schalkwijk, “Aprendendo da História dos Avivamentos,” Fides Reformata 2/2 (Jul-Dez 1997), 61-68.</p>
<p>60 Para a situação da igreja no Brasil, ver o excelente artigo de J. Scott Horrel e Ziel Machado, “Overview of Brazilian Theology”, Vox Scripturae 7/1 (1997), 85-111.</p>
<p>ENGLISH ABSTRACT</p>
<p>The purpose of this article is to demonstrate that the English Puritan movement was actually an expansion of Calvin’s theology and practice and not a deviation from them. There have been recently several attempts to set the historical Reformed confessions over against the teachings of the great reformer and thus to discredit them. These attempts are partially due to the influence of neo-orthodoxy. A brief evaluation of the validity of such claim is offered in this article. The author’s conclusion is that Reformed piety, as reflected in the historical confessions, stands as an abiding standard of reformation and revival.</p>
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		<title>Pastores e os seus Deveres</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Feb 2007 03:19:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">&#8220;<em>Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue</em>.&#8221;</p>
<p align="justify">At 20.28</p>
<p align="justify">.</p>
<p align="justify"><span id="more-213"></span>Nenhuma igreja poderá funcionar sem dirigentes para dela cuidar. Logo, conforme 14.23, a congregação local, cheia do Espírito, buscando a direção de Deus em oração e jejum, elegiam certos irmãos para o cargo de presbítero ou bispo de acordo com as qualificações espirituais estabelecidas pelo Espírito Santo em 1Tm 3.1-7; Tt 1.5-9. Na realidade é o Espírito que constitui o dirigente de igreja. O discurso de Paulo diante dos presbíteros de Éfeso (20.17-35) é um trecho básico quanto a princípios bíblicos sobre o exercício do ministério de pastor de uma igreja local.</p>
<p align="justify"><strong>Propagando a Fé</strong></p>
<p align="justify">1. Um dos deveres principais do dirigente é alimentar as ovelhas mediante o ensino da Palavra de Deus. Ele deve ter sempre em mente que o rebanho que lhe foi entregue é a congregação de Deus, que Ele comprou para si com o sangue precioso do seu Filho amado (cf. 20.28; 1Co 6.20; 1Pe 1.18,19; Ap 5.9).</p>
<p align="justify">2. Em 20.19-27, Paulo descreve de que maneira serviu como pastor da igreja de Éfeso; tornou patente toda a vontade de Deus, advertindo e ensinando fielmente os cristãos efésios (20.27). Daí, ele poder exclamar: &#8220;estou limpo do sangue de todos&#8221; (20.26; ver nota). Os pastores de nossos dias também devem instruir suas igrejas em todo o desígnio de Deus. Que &#8220;pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina&#8221; (2Tm 4.2) e nunca ministrar para agradar os ouvintes, dizendo apenas aquilo que estes desejam ouvir (2Tm 4.3).</p>
<p align="justify"><strong>Guardando a Fé</strong></p>
<p align="justify">Além de alimentar o rebanho de Deus, o verdadeiro pastor deve diligentemente resguardá-lo de seus inimigos. Paulo sabe que no futuro Satanás levantará falsos mestres dentro da própria igreja, e, também, falsários vindos de fora, infiltrar-se-ão e atingirão o rebanho com doutrinas antibíblicas, conceitos mundanos e idéias pagãs e humanistas. Os ensinos e a influência destes dois tipos de elementos arruinarão a fé bíblica do povo de Deus. Paulo os chama de &#8220;lobos cruéis&#8221;, indicando que são fortes, difíceis de subjugar, insaciáveis e perigosos (ver 20.29 nota; cf. Mt 10.16). Tais indivíduos desviarão as pessoas dos ensinos de Cristo e os atrairão a si mesmos e ao seu evangelho distorcido. O apelo veemente de Paulo (20.28-31) impõe uma solene obrigação sobre todos os obreiros da igreja, no sentido de defendê-la e opôr-se aos que distorcem a revelação original e fundamental da fé, segundo o NT.</p>
<p align="justify">1. A igreja verdadeira consiste somente daqueles que, pela graça de Deus e pela comunhão do Espírito Santo, são fiéis ao Senhor Jesus Cristo e à Palavra de Deus. Por isso, é de grande importância na preservação da pureza da igreja de Deus que os seus pastores mantenham a disciplina corretiva com amor (Ef 4.15), e reprovem com firmeza (2Tm 4.1-4; Tt 1.9-11) quem na igreja fale coisas perversas contrárias à Palavra de Deus e ao testemunho apostólico (20.30).</p>
<p align="justify">2. Líderes eclesiásticos, pastores de igrejas locais e dirigentes administrativos da obra devem lembrar-se de que o Senhor Jesus os têm como responsáveis pelo sangue de todos os que estão sob seus cuidados (20.26,27; cf. Ez 3.20,21). Se o dirigente deixar de ensinar e pôr em prática todo o conselho de Deus para a igreja (20.27), principalmente quanto à vigilância sobre o rebanho (20.28), não estará &#8220;limpo do sangue de todos&#8221; (20.26; Ez 34.1-10). Deus o terá por culpado do sangue dos que se perderem, por ter ele deixado de proteger o rebanho contra os falsificadores da Palavra (2Tm 1.14; Ap 2.2).</p>
<p align="justify">3. É altamente importante que os responsáveis pela direção da igreja mantenham a ordem quanto a assuntos teológicos doutrinários e morais na mesma. A pureza da doutrina bíblica e de vida cristã deve ser zelosamente mantida nas faculdades evangélicas, institutos bíblicos, seminários, editoras e demais segmentos administrativos da igreja (2Tm 1.13,14).</p>
<p align="justify">4. A questão principal aqui é nossa atitude para com as Escrituras divinamente inspiradas, que Paulo chama a &#8220;palavra da sua graça&#8221; (20.32). Falsos mestres, pastores e líderes tentarão enfraquecer a autoridade da Bíblia através de seus ensinos corrompidos e princípios antibíblicos. Ao rejeitarem a autoridade absoluta da Palavra de Deus, negam que a Bíblia é verdadeira e fidedigna em tudo que ela ensina (20.28-31; Gl 1.6; 1Tm 4.1; 2Tm 3.8). A bem da igreja de Deus, tais pessoas devem ser excluídas da comunhão (2Jo 9-11; ver Gl 1.9).</p>
<p>5. A igreja que perde o zelo ardente do Espírito Santo pela sua pureza (20.18-35), que se recusa a tomar posição firme em prol da verdade e que se omite em disciplinar os que minam a autoridade da Palavra de Deus, logo deixará de existir como igreja neotestamentária (12.5).</p>
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