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	<title>O Caminho Cristão &#187; jesus</title>
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	<description>"O cristianismo não é meramente um programa de conduta;é o poder de uma nova vida "</description>
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		<title>Ele está &#8220;as portas&#8221;, vamos em frente !.</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Apr 2011 20:21:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;..E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.&#8221; (Colossenses 2.15).Não erramos ao constatar que nossas tentações e provações, tanto no sentido físico como na área emocional se intensificam grandemente nos últimos tempos. E nem pode ser de outra forma, pois, com a aproximação da vinda do Senhor, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;..E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.&#8221; (Colossenses 2.15).Não erramos ao constatar que nossas tentações e provações, tanto no sentido físico como na área emocional se intensificam grandemente nos últimos tempos. E nem pode ser de outra forma, pois, com a aproximação da vinda do Senhor, as ondas da atmosfera celestial se movimentam em direção à terra. Assim &#8220;os principados e potestades&#8230; dominadores deste mundo tenebroso &#8230;as forças espirituais do mal nas regiões celestes&#8221; (Ef 6.12) têm cada vez menos espaço e são tomados de claustrofobia, se rebelam contra essa situação, porém continuam sendo os senhores do espaço físico aéreo. Esses movimentos no mundo invisível são percebidos especialmente pelos santos em Cristo. Agora urge mais do que nunca direcionar firme e constantemente nosso olhar cheio de fé para nosso Senhor Jesus. Como membros da Igreja de Jesus, estamos hoje muito próximos da nossa transformação e arrebatamento. Em vão, Satanás se opõe a isso, e por essa razão os verdadeiros filhos de Deus se encontram progressivamente em fortes tentações e provações. Mas seja confiante e resoluto, pois a eterna transformação da nossa personalidade espiritual está por acontecer quando Jesus vier! Continue firme! Pois assim diz o Senhor: &#8220;&#8230;aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.&#8221;</p>
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		<title>Jesus Cristo: A verdadeira razão da Páscoa.</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Apr 2011 05:39:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não negue a Jesus. Nessa páscoa, aproveite para fazer o que muitos não fizeram quando tiveram a oportunidade, na crucificação de Jesus. Não faça parte da mesma multidão que preferiu Barrabás, ao invés de nosso Mestre (João 18.40) Lembre-se de que tudo aquilo que não vem da fé, não edifica, e tudo o que não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não negue a Jesus.</p>
<p>Nessa páscoa, aproveite para fazer o que muitos não fizeram quando tiveram a oportunidade, na crucificação de Jesus. Não faça parte da mesma multidão que preferiu Barrabás, ao invés de nosso Mestre (João 18.40) Lembre-se de que tudo aquilo que não vem da fé, não edifica, e tudo o que não edifica destrói. O mundo diz que a páscoa é para se confraternizar, e presentearmos uns aos outros com chocolates e etc. mas não é isso que a Bíblia nos ensina&#8230;não é isso que Deus nos passa (pois a Bíblia é a pura palavra dele). A palavra Dele diz que na páscoa Jesus realizou a ceia, foi crucificado e ao terceiro dia ressuscitou, não é isso? Então QUALQUER palavra que vá contra isso, vai contra a palavra de nosso Pai, e se nós aceitamos o ganhar e receber chocolates  como verdade principal,ou seja, se por um momento deixamos isso ser superior ao que o nosso próprio Criador nos fez questão de deixar, é porque estamos indo contra a palavra de Deus, e ir contra, meu amado, é negar. Quantas vezes em nossas vidas deixamos Jesus em primeiro lugar? Não sei, porém te suplico uma coisa, em nome de nosso salvador, não deixe de lembrar o que Jesus Cristo fez por nós, não vire as costas para a sua palavra e por fim:</p>
<p>NÃO DEIXE AS VERDADES DO MUNDO SEREM MAIS FORTES DO QUE A VERDADE DE DEUS NA SUA VIDA, se não fez, comece a fazer nessa páscoa, e QUE DEUS TE ABENÇOE.</p>
<p>Texto de autoria de Silair Rosa Junior.</p>
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		<title>Anti-Cristo, quem ele é ?.</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Mar 2011 20:01:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agoramuitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora. Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agoramuitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora. Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós”.</p>
<p>1 JOÃO 2:18-19</p>
<p> <span id="more-1129"></span></p>
<p>Por séculos os cristãos têm especulado sobre a identidade do Anticristo. Candidatos prováveis têm incluído príncipes e papas, bem como potências e presidentes dos dias atuais. Ao invés de se unir ao jogo sensacionalista de alfinete-a-cauda-sobre-o-Anticristo, os cristãos precisam ir apenas às Escrituras para encontrar a resposta. Primeiro, o apóstolo João expôs a identidade do Anticristo quando ele escreveu: “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho. Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai” (1 João 2:22-23). Em sua segunda epístola, João dá uma advertência similar: “Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo” (2 João 7). Além do mais, João ensinou que todos os que negam a encarnação, o papel messiânico e a divindade de Jesus são exemplos de anticristo. Como tal, o termo <em>anticristo </em>não somente refere-se à apostasia de indivíduos, mas à apostasia de instituições e ideologias também. Nesse sentido, instituições tais como as seitas modernas e as religiões do mundo, além de ideologias como o evolucionismo e o comunismo, podem ser corretamente consideradas anticristos.</p>
<p>Finalmente, no livro de Apocalipse, João identifica tanto um indivíduo como uma instituição que representam a personificação final do mal – o anticristo arquétipo. Ele refere-se a esse anticristo arquétipo como uma besta que “engana os que habitam na terra” (Apocalipse 13:14). Utilizando a descrição apocalíptica de Daniel sobre os poderes mundiais do mal (Apocalipse 13; cf. Daniel 7-8), João descreve um imperador, da sua época,que arrogantemente coloca a si mesmo e ao seu império contra Deus (13:5-6), perseguindo violentamente os santos (13:7), e violando de maneira grosseira os mandamentos mediante várias e longas demonstrações repugnantes de depravação, inclusive demandando ser adorado como Senhor e Deus (13:8,15).</p>
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		<title>Intercessão pelo povo.</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Feb 2011 08:39:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nada faço senão por mim mesmo, nada faço por ninguém, o meu egoístico mundinho não me permite que pense nos outros senão em mim mesmo. Ainda assim clamo ao deus de israel a que nos abençoe a todos, a que abençoe com bençãos sem medida sobre tudo o que se move sobre o céu. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nada faço senão por mim mesmo, nada faço por ninguém, o meu egoístico mundinho não me permite que pense nos outros senão em mim mesmo. Ainda assim clamo ao deus de israel a que nos abençoe a todos, a que abençoe com bençãos sem medida sobre tudo o que se move sobre o céu. Não porque eu seja altruísta, senão porque não tenho nenhum outro caminho, a não ser o de seguir o que diz a santa palavra; e a santa palavra diz que devemos orar e interceder uns pelos outros: &#8220;E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração, e rogos, e jejum, e pano de saco, e cinza.&#8221; (Dn 9:3)</p>
<p><span id="more-1116"></span></p>
<p>Apesar de eu ver apenas o que é aparente, apesar de eu não saber absolutamente nada de justiça, de amor, de paz e de harmonia, ousei apresentar-me ante ti senhor</p>
<p>&#8220;E orei ao SENHOR, meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas o concerto e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; pecamos, e cometemos iniqüidade, e procedemos</p>
<p>impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos;</p>
<p>e não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, como também a todo o povo da terra.</p>
<p>A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, a confusão do</p>
<p>rosto, como se vê neste dia; aos homens de Judá, e aos moradores de Jerusalém, e a todo o Israel; aos de perto e aos de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa da sua prevaricação, com que prevaricaram contra ti.</p>
<p>Ó SENHOR, a nós pertence a confusão do rosto, aos nossos reis, aos nossos príncipes e a nossos pais, porque pecamos contra ti.</p>
<p>Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão; pois nos rebelamos contra ele e não</p>
<p>obedecemos à voz do SENHOR, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu pela mão de seus servos, os profetas.</p>
<p>Sim, todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se, para não obedecer à tua voz; por isso, a maldição, o juramento que está escrito na Lei de Moisés, servo de Deus, se derramou sobre</p>
<p>nós; porque pecamos contra ele.</p>
<p>E ele confirmou na sua palavra, que falou contra nós e contra os nossos juízes que nos julgavam, trazendo sobre nós um</p>
<p>grande mal; porquanto nunca debaixo de todo o céu aconteceu como em Jerusalém.</p>
<p>Como está escrito na Lei de Moisés, todo aquele mal nos sobreveio; apesar disso, não suplicamos à face do SENHOR, nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniqüidades e para nos aplicarmos à tua verdade.</p>
<p>Por isso, o SENHOR vigiou sobre o mal e o trouxe sobre nós; porque justo é o SENHOR, nosso Deus, em todas as suas obras, que fez, pois não obedecemos à sua voz. Na</p>
<p>verdade, ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão poderosa e ganhaste para ti nome, como se vê neste dia, pecamos; procedemos impiamente.</p>
<p>Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o</p>
<p>teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte; porquanto, por causa dos nossos pecados e por causa das iniqüidades de nossos pais, tornou-se Jerusalém e o teu povo um opróbrio para todos os que estão em redor de nós.</p>
<p>Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo e as suas súplicas e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do Senhor.</p>
<p>Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos e ouve; abre os teus olhos e</p>
<p>olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças,</p>
<p>mas em tuas muitas misericórdias.</p>
<p>Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor,</p>
<p>atende-nos e opera sem tardar; por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo se chamam pelo teu nome.&#8221; (Dn 9:4-19)</p>
<p>&#8220;Estando eu ainda falando, e orando, e confessando o meu pecado e o pecado do meu povo Israel, e lançando a minha súplica perante a face do SENHOR, meu Deus,</p>
<p>pelo monte santo do meu Deus,</p>
<p>estando eu, digo, ainda falando na oração, o</p>
<p>varão Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio voando rapidamente e tocou-me à hora do sacrifício da tarde.</p>
<p>E me instruiu, e falou comigo, e disse: Daniel, agora, saí para fazer-te entender o sentido.</p>
<p>No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; toma, pois, bem sentido na palavra e entende a visão.&#8221; (Dn 9:20-23)</p>
<p>&#8220;E disse o SENHOR: Conforme a tua palavra, lhe perdoei.&#8221; (Nm 14:20)</p>
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		<title>Afrontas no Calvário.</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Feb 2011 08:13:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ &#8221;Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.&#8221; (Sl 51:1)  Muitas afrontas sofreu o meu senhor no calvário, e a tudo enfrentou para que um dia eu pudesse ser mais gente, para que eu pudesse amar, para que eu pudesse perdoar, para que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td>
<table border="0" cellspacing="5" cellpadding="0" align="left">
<tbody>
<tr>
<td> &#8221;Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.&#8221; (Sl 51:1) </p>
<p>Muitas afrontas sofreu o meu senhor no calvário, e a tudo enfrentou para que um dia eu pudesse ser mais gente, para que eu pudesse amar, para que eu pudesse perdoar, para que eu pudesse servir.</p>
<p><span id="more-1112"></span></p>
<p>Ele mesmo, sendo Deus, deixou a</p>
<p>sua glória e veio ao mundo enfrentar a ira de seres como eu.</p>
<p>seres sem o</p>
<p>menor resquício de pudor, de amor, de vergonha na cara.</p>
<p>gente que como eu não</p>
<p>vale o feijão que come.</p>
<p>e mesmo assim suas promessas que já eram antigas,</p>
<p>foram cuidadosamente mantidas.</p>
<p>cuidadosamente cumpridas.</p>
<p>não por mérito</p>
<p>algum meu ou teu, não porque eu ou você sejamos lindos, ou mais honestos, ou</p>
<p>mais justos.</p>
<p>não, apenas pela eterna e infinita graça.</p>
<p>justamente a que</p>
<p>não reconhecemos, sim, porque conhecer nós a conhecemos, apenas não a</p>
<p>reconhecemos, porque somos egoístas, porque somos hipócritas e fariseus.</p>
<p>&#8220;Não me compraste por dinheiro cana aromática, nem com a gordura dos teus</p>
<p>sacrifícios me encheste, mas me deste trabalho com os teus pecados e me cansaste</p>
<p>com as tuas maldades.&#8221; (Is 43:24)</p>
<p>&#8220;Eu, eu mesmo, sou o que apaga as tuas transgressões por amor de mim e dos</p>
<p>teus pecados me não lembro.&#8221; (Is 43:25)</p>
<p>mas o senhor te viu.</p>
<p>ele viu você no meio da multidão, e de ti se</p>
<p>agradou.</p>
<p>ele viu você e toda a tua podridão e dela, prometeu não mais se</p>
<p>lembrar.</p>
<p>e dela prometeu que te ia livrar.</p>
<p>e para dela te livrar ele pagou</p>
<p>o preço.</p>
<p>preço alto, preço caro, preço de morte, preço de cruz.</p>
<p>preço de</p>
<p>angústia, de dor e de sofrimento.</p>
<p>mas foi preço pago uma única vez.</p>
<p>para</p>
<p>que ninguém,</p>
<p>ninguém mesmo, nunca mais ouse de ti cobrar qualquer coisa.</p>
<p>&#8220;Eu, eu mesmo, sou o que apaga as tuas transgressões por amor de mim e dos</p>
<p>teus pecados me não lembro.&#8221; (Is 43:25)</p>
<p>&#8220;Desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados, como a nuvem;</p>
<p>torna-te para mim, porque eu te remi.&#8221; (Is 44:22)</p>
<p>e ele te entrega a vida eterna em tuas mãos.</p>
<p>que ele conquistou</p>
<p>entregando-se nas mãos de ímpios.</p>
<p>para quebrar as cadeias da morte e do</p>
<p>inferno.</p>
<p>&#8220;O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os</p>
<p>pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração,</p>
<p>a apregoar liberdade</p>
<p>aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar</p>
<p>o ano aceitável do Senhor.&#8221; (Lc 4:18-19)</p>
<p>&#8220;E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu</p>
<p>espírito. E, havendo dito isso, expirou.&#8221; (Lc 23:46)</p>
<p>e isso mesmo ele espera de ti, que te entregues a ele, que te soltes nos</p>
<p>braços dele, para que ele te envie a evangelizar aos pobres, curar os</p>
<p>quebrantados do coração, apregoar a liberdade aos cativos, dar vista aos cegos,</p>
<p>por em liberdade os oprimidos e a anunciar o ano aceitável do senhor.</p>
<p>por</p>
<p>isso ele, o eterno deus todo poderoso me manda a ti, com a seguinte palavra:</p>
<p>&#8220;E falou o SENHOR a Moisés, dizendo:</p>
<p>Fala a Arão e a seus filhos, dizendo:</p>
<p>Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo-lhes:</p>
<p>O SENHOR te abençoe e te</p>
<p>guarde;</p>
<p>o SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia</p>
<p>de ti;</p>
<p>o SENHOR sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz.</p>
<p>Assim, porão o</p>
<p>meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei.&#8221; (Nm 6:22-27)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<item>
		<title>O Escolhido.</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Feb 2011 07:58:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Não me compraste por dinheiro cana aromática, nem com a gordura dos teus sacrifícios me encheste, mas me deste trabalho com os teus pecados e me cansaste com as tuas maldades.&#8221; (Is 43:24) Porque tuas maldades já superaram a de seus pais, a de seus irmãos, a de seus companheiros de festas e de aventuras. não vês [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Não me compraste por dinheiro cana aromática, nem com a gordura dos teus sacrifícios me encheste, mas me deste trabalho com os teus pecados e me cansaste com as tuas maldades.&#8221; (Is 43:24)</p>
<p><span id="more-1108"></span></p>
<p>Porque tuas maldades já superaram a de seus pais, a de seus irmãos, a de seus companheiros de festas e de aventuras.<br />
não vês mais longe, porque não te<br />
permites ver um palmo adiante do nariz.<br />
porque tua arrogância e teu egoísmo,<br />
já se tornaram propriedade privada.<br />
já quando te levantas, buscas pela<br />
arrogância nas diversas vestimentas: &#8220;ficarei bem neste terno? pergunta-se o macho&#8221;; &#8220;ficarei bem neste vestido? pergunta-se a fêmea&#8221; &#8211; &#8220;como devo cortar meu<br />
cabelo?&#8221; &#8220;isto fica bem em mim?&#8221;<br />
e assim se vai compondo a personagem<br />
arrogante e egoísta que irá à frente de batalha para derrotar, jamais para<br />
perder, somente para vencer.<br />
te foi dito que você é vencedor e em algum ponto<br />
te foi dito certo; só esqueceram de te dizer que és vencedor sim, em cristo que<br />
te fortalece.<br />
mas o senhor, de ti não esqueceu não.<br />
ele continua fiel,<br />
como sempre o foi e como sempre será.<br />
por isso é que me manda a ti para te<br />
dizer, não com minhas palavras, mas com as palavras dele:</p>
<p>&#8220;E será que a vara do homem que eu tiver escolhido florescerá; assim, farei<br />
cessar as murmurações dos filhos de Israel contra mim, com que murmuram contra<br />
vós.&#8221; (Nm 17:5)</p>
<p>&#8220;Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para<br />
que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em<br />
meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.&#8221; (Jo 15:16)</p>
<p>lembre-se que não é por tua misericórdia, ou pelo teu excesso de compaixão,<br />
ou pelas tuas inúmeras e misericordiosas esmolas com que adulas a muitos. porque<br />
a deus, tu não adulas, tu não o compras.<br />
ele não se vende, ele não se ilude,<br />
ele conhece o íntimo do íntimo.<br />
para ele não existem tapetes onde possamos<br />
esconder nossas vergonhas, ou gavetas com fundos falsos, ou cofres com segredos<br />
muito bem guardados.<br />
para ele, tudo está a descoberto, e não porque tu<br />
queiras, mas porque ele é onipotente, onipresente e onisciente.<br />
e lembre-se<br />
que ele te escolheu independente de quem você seja.<br />
não te julgues acima de<br />
qualquer outro, lembre que no passado uma jumenta mesmo foi usada por deus para<br />
falar com balaão.</p>
<p>&#8220;E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe e disse: Certamente, está perante<br />
o SENHOR o seu ungido.<br />
Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua<br />
aparência, nem para a altura da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o<br />
SENHOR não vê como vê o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos,<br />
porém o SENHOR olha para o coração.&#8221; (1 Sm 16:6-7)</p>
<p>mas de qualquer forma, não se assentarão à mesa, enquanto não chegar o<br />
escolhido do senhor.</p>
<p>&#8220;Então, chamou Jessé a Abinadabe e o fez passar diante de Samuel, o qual<br />
disse: Nem a este tem escolhido o SENHOR.<br />
Então, Jessé fez passar a Samá,<br />
porém disse: Tampouco a este tem escolhido o SENHOR.<br />
Assim, fez passar Jessé<br />
os seus sete filhos diante de Samuel; porém Samuel disse a Jessé: O SENHOR não<br />
tem escolhido estes.<br />
Disse mais Samuel a Jessé: Acabaram-se os jovens? E<br />
disse: Ainda falta o menor, e eis que apascenta as ovelhas. Disse, pois, Samuel<br />
a Jessé: Envia e manda-o chamar, porquanto não nos assentaremos em roda da mesa<br />
até que ele venha aqui.<br />
Então, mandou em busca dele e o trouxe (e era ruivo,<br />
e formoso de semblante, e de boa presença). E disse o SENHOR: Levanta-te e unge-o, porque este mesmo é.&#8221; (1 Sm 16:8-12)</p>
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		<title>Perdão Divino versus Vingança humana</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 23:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 1João 1.8,9. O Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou a orar em Mateus 6.12 assim: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.<br />
1João 1.8,9. O Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou a orar em Mateus 6.12 assim: perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores. Ou: perdoa as nossas ofensas como também nós perdoamos as pessoas que nos ofenderam. Isto significa que nós, mesmo justificados, somos devedores, ofensores e pecadores. Ainda que os justificados nunca poderão (jamais!) cair do estado de justificação, pecam. O nosso Deus Santo abomina o pecado, mas continua a perdoar os pecados daqueles que são justificados. E mais: ainda que um justificado não caia da sua justificação – porque nunca existiu um “desjustificado” na história -, ele poderá cair, com certeza, no desprazer do Pai. Como Deus é um Pai amoroso, naturalmente disciplina, corrige, instrui e consola. Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará. Esta passagem em Oséias 6:1 exemplifica bem como Deus trata o seu povo. Em outras palavras o povo de Israel estava dizendo: —Venham, voltemos todos para Deus, o SENHOR. Ele nos feriu, mas com certeza vai nos curar; ele nos castigou, mas certamente nos perdoará. Este é o amor paternal de Deus.</p>
<p><span id="more-1034"></span></p>
<p>A Confissão de Westminster, capítulo XI, seção V, Da Justificação, expõe: Deus continua a perdoar os pecados dos que são justificados. Embora eles nunca poderão decair do estado de justificação, poderão, contudo, incorrer no paternal desagrado de Deus e ficar privados da luz do seu rosto, até que se humilhem, confessem os seus pecados, peçam perdão e renovem a sua fé e o seu arrependimento. Ref. Mat. 6:12; I João 1:7, 9, e 2:1-2; Luc. 22:32; João 10:28; Sal. 89:31-33; e 32:5.</p>
<p>Por mais que venhamos a agir – e muitas vezes agimos – como ímpios, Deus não nos trata como um juiz cheio de ira, mas como um Pai. Todo aquele que é justificado é tratado como filho; há um pacto eterno inquebrável. É uma nova relação. Porém, quando Deus chama seus filhos rebeldes para uma conversa de “Pai para filhos”, sai de baixo que vem castigo paternal. Não se trata aqui de uma disciplina de um Pai tirano e carrasco, mas de um Pai amoroso que quer corrigir os erros dos Seus e restabelecer Sua graça.</p>
<p>Como não há filho pecador que não retorne arrependido ao Pai (tendo fé em Cristo). O Pai bondoso que está nos Céus, com o Seu olhar perdoador, sempre inclina os Seus a voltar-se para Ele, continuamente, depois de cada deslize, para encontrar perdão. Embora, Sua mão seja pesada, Ele nos diz: se violarem os meus preceitos e não guardarem os meus mandamentos, então, punirei com vara as suas transgressões e com açoites, a sua iniqüidade. Mas <strong>jamais retirarei dele a minha bondade</strong><strong>,</strong> nem desmentirei a minha fidelidade. Sl 89.31-33.</p>
<p>Se você se encontra como filho à beira da disciplina paternal, humilhe-se, confesse o seu pecado, abandone o erro, peça perdão e levante-se para um novo dia de fé e arrependimento. Deus nos perdoa continuamente, por isso nós O tememos.</p>
<p>A expressão “olho por olho, dente por dente”, tornou-se proverbial. Ela é conhecida pelo o nome de Lei de Talião. Poucos são aqueles que sabem que ela provém da Bíblia, mais especificamente do livro de Êxodo, capítulo 21, versículo 24. Esta passagem faz parte das leis sobre agressão, leis através das quais, sentenças, julgamentos, condenações e absolvições são prescritos em função da natureza ou gravidade do ato cometido. Mas leiamos juntos, se vocês desejarem, a passagem em questão: “Se homens brigarem, e ferirem mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém sem maior dano, aquele que feriu será obrigado a indenizar segundo o que lhe exigir o marido da mulher; e pagará como os juízes lhe determinarem. Mas, se houver dano grave, então, darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe”. Notemos, primeiramente, que a vítima que esta lei procura compensar é a mulher grávida e a criança, ou as crianças que ela carrega em seu ventre. A Bíblia, portanto, leva a sério a proteção das mulheres na sociedade, ao contrário do que comumente se alega. Não se pode impunemente ferir uma mulher grávida. A lei em questão prescreve a pena devida ao culpado, e fazendo assim ela também opera de maneira dissuasiva.</p>
<p>Se há ferimento, o culpado deve esperar receber o mesmo golpe infligido àquela mulher. Pode parecer, a priori, estranho que uma lei do Antigo Testamento contemple um caso como este, a saber, um golpe, talvez até involuntariamente, sobre uma mulher grávida, durante uma disputa violenta entre dois homens. Compreenderemos melhor a necessidade de tal lei, se levarmos em conta a possibilidade de a mulher querer se interpor entre os dois homens para os separar. Mas, vocês me perguntariam, se trata de uma vingança prescrita pela Bíblia e por Aquele que inspirou as palavras? De maneira nenhuma. No capítulo 19 do livro de Levítico, que segue o livro de Êxodo no Antigo Testamento, nós lemos nos versos 17 e 18: “Não aborrecerás teu irmão no teu íntimo; mas repreenderás o teu próximo e, por causa dele, não levarás sobre ti pecado. Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”. As leis do Antigo Testamento sobre golpes e ferimentos, ou mesmo assassinatos, foram instituídas para que a justiça seja feita, sem que a gravidade dos feitos seja encoberta ou diminuída, mas também sem que nenhum excesso de ódio ou de vingança substitua uma justiça equilibrada. Ninguém podia tomar um braço, ou mesmo a vida do culpado, se este tinha feito alguém perder um olho ou um dente. Um princípio de proporcionalidade ou de equivalência na sentença devia prevalecer sobre toda a emoção, todo o sentimento de ódio. Visava também impedir que qualquer rancor fosse mantido.</p>
<p>Neste aspecto, a lei e sua observância testemunhavam da presença de Deus no meio de seu povo. Foi ele que, tendo dado Sua Lei por Moisés, prescreveu a norma do que é justo e equânime, a fim de evitar todo excesso. Como dissemos, este princípio de proporcionalidade na sentença, era também suficientemente dissuasivo. Notem, igualmente, que no caso de uma indenização contra o autor do golpe sobre a mulher grávida, golpe este que teria provocado o parto prematuro sem danos maiores, o valor da indenização era proposto pelo marido da mulher; mas um terceiro partido independente, constituído por juízes, deveria intervir para avaliar se o valor da indenização era justo. De fato, em sua cólera ou sua emoção, talvez mesmo por cobiça de um ganho não esperado, o marido poderia reclamar uma soma elevada demais. Assim, o princípio de proporcionalidade procurava evitar tanto quanto uma punição desproporcional, como uma pena que esquecesse a vítima e se ocupasse antes de tudo de poupar o culpado do dano. Um outro exemplo muito explícito deste princípio nos é dado no livro de Deuteronômio, capítulo 19, versos 16 a 21. Esta passagem retoma o princípio de Talião tal como acabamos de ver no nosso primeiro exemplo: “Quando se levantar testemunha falsa contra alguém, para o acusar de algum transvio, então, os dois homens que tiverem a demanda se apresentarão perante o Senhor, diante dos sacerdotes e dos juízes que houver naqueles dias. Os juízes indagarão bem; se a testemunha for falsa e tiver testemunhado falsamente contra seu irmão, far-lhe-eis como cuidou fazer a seu irmão; e, assim, exterminarás o mal do meio de ti; para que os que ficarem o ouçam, e temam, e nunca mais tornem a fazer semelhante mal no meio de ti. Não o olharás com piedade: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé”.</p>
<p>Encontramos aqui, novamente, o princípio de proporcionalidade, aquele da pena merecida pelo culpado &#8211; pena não somente pronunciada, mas também aplicada -, o valor dissuasivo da pena e os efeitos positivos no conjunto da sociedade; o mal na sociedade é extirpado. Notamos também a insistência sobre a seriedade no inquérito a ser investigado pelos juízes em serviço.</p>
<p>Estes exemplos podem servir de norma para a sociedade de hoje? Podemos atribuir-lhes algum valor, num mundo que parece tão diferente daquele do Antigo Testamento? Nossa sensibilidade não se adapta mais a castigos corporais, ainda mais que vemos certas sociedades muçulmanas aplicar da maneira mais bárbara, amputações de mãos e de pés para punir pequenos furtos. Em alguns países do Islam, não é raro ver mulheres brutalmente lapidadas porque tiveram a infelicidade de mostrar acidentalmente um centímetro quadrado de sua pele. Aqui, não se busca a proteção da mulher, mas sua opressão sob as formas mais extremas. Mas, amigos ouvintes, voltando ao Antigo Testamento, um cristão que lê a Bíblia seriamente sabe que, definitivamente, ele não pode interpretar corretamente o Antigo Testamento, a menos que leve em conta a luz trazida pelo Novo Testamento e pela pessoa de Jesus Cristo, aquele que, segundo seu próprio testemunho, é “a luz do mundo” (João 9:5). Ora, lemos no evangelho segundo Mateus, (cap. 5 versos 38 a 41) que Jesus Cristo declara: “Ouvistes que foi dito: olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes”. Que novo princípio Jesus Cristo ensina aqui a seus discípulos? Alguém poderia pensar, a priori – Ele está rejeitando todo o ensino do Antigo Testamento? No entanto, tal não é o caso. Primeiro, porque Jesus põe ênfase sobre a atitude pessoal do que foi lesado, e não sobre o sistema judiciário em si e sua validade. A questão aqui é a reação pessoal manifestada pela pessoa lesada em relação à pessoa que provocou o mal. Contra aqueles que não veriam mais do que a aplicação estrita da pena prescrita, endurecendo-se em um legalismo estreito, Jesus ensina a mansidão, a recusa à vingança, o perdão das ofensas. De fato, ele revela um aspecto que, como vimos, é belo e está contido na Lei: a recusa à vingança, o amor ao próximo. Jesus revela este aspecto porque mesmo que ele fale tão claramente e com sua autoridade divina, a plenitude deste princípio está ainda velada aos homens pecadores.</p>
<p>De fato, a aplicação estrita do princípio de proporcionalidade segundo a lei mosaica, não significa em si mesma que se viva uma relação harmoniosa com o Deus da Graça. Este princípio de proporcionalidade está bem estabelecido por Deus, mas ele não implica absolutamente em uma pureza automática do coração e das intenções daqueles que o aplicam. Ora, importa aqui sublinhar que Jesus Cristo pode proferir as palavras que lemos no evangelho segundo Mateus, porque Ele é a manifestação da Graça divina por excelência, a expressão da magnanimidade de Deus que tem perdoado o pecador, e não tem levado em conta seus pecados. Segundo a Bíblia, de fato todo o homem ou toda a mulher se acha em estado de desobediência para com Deus, e por isso merece a morte. Para deixar bem claro este ensino fundamental da Bíblia, leiamos juntos uma passagem crucial na carta do apóstolo Paulo aos Romanos, capítulo 3, versos 23 a 26: “pois todos pecaram e estão privados da gloriosa presença de Deus, sendo justificados gratuitamente , por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar da sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, e para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus”. Note bem, esta magnanimidade de Deus manifestou-se principalmente no sacrifício de Jesus Cristo sobre a cruz, segundo o princípio de proporcionalidade da pena.</p>
<p>Relembre as palavras de Deuteronômio: “Vida por vida”. É unicamente porque Cristo dá sua vida por aqueles que Deus comprou, que estão isentos desta pena. Mas alguém pagou o resgate, alguém sofreu a pena, “vida por vida”: e este alguém é Deus mesmo, na pessoa de Seu Filho Jesus Cristo. Eis aqui a expressão mais perfeita da magnanimidade de Deus, da misericórdia divina. É por ser o portador dessa misericórdia divina em si mesmo, que Jesus Cristo detém a autoridade para falar como está registrado no evangelho segundo Mateus. Ele chama aqueles que querem ser seus discípulos a exercerem uma magnanimidade semelhante àquele que ele demonstrará ao longo de todo o seu ministério, e mais particularmente no momento da entrega total de Sua pessoa sobre a Cruz do Gólgota. Porque sobre a Cruz, Deus perdoou na pessoa de Jesus Cristo, aquele cujos inimigos dividiram sua túnica; aquele que antes não tinha respondido às injúrias, bofetadas, golpes; aquele que jamais desobedeceu à Lei que manda amar a Deus e seu próximo. Ele, portanto, cumpriu esta Lei em seus atos por toda a sua vida. Mas ao oferecer esta mesma vida sobre a Cruz, ele cumpriu a Lei de uma maneira suplementar: ela exigia a vida de cada pecador, e exprimia esta exigência requerendo os sacrifícios rituais de animais, símbolos da vida exigida em pagamento do pecado. Cristo pagou uma vez por todas o resgate exigido, não de maneira simbólica, mas de maneira real, total e definitiva. Podemos, então, compreender com a maior clareza as palavras de Jesus registradas pelo evangelista Mateus no mesmo capítulo 5 que lemos há pouco algumas frases:</p>
<p>“Não penseis que eu vim abolir a lei ou os profetas. Eu vim não para abolir, mas para cumprir”. Revelando assim seu amor por seu povo, Deus mostra a extensão de sua magnanimidade, e ensina a seus filhos comprados, a lhe imitarem. Ele lhes ensina a compreender uma dimensão que nenhum humano pôde perceber antes: amor e justiça, proporção na pena e perdão, misericórdia e castigo, são possíveis no plano divino sem se excluírem mutuamente. Eles encontraram sua expressão perfeita na pessoa e obra de Jesus Cristo.</p>
<p>Quando de nossa próxima transmissão, nós refletiremos juntos sobre as implicações para a sociedade e para nossa conduta pessoal do ensino de Jesus sobre a misericórdia e a justiça.</p>
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		<title>Arrependa-se ou pereça eternamente.</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 13:01:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estas foram as palavras do Filho encarnado de Deus. Elas nunca foram canceladas; e não serão, enquanto este mundo durar. O arrependimento é absoluto e necessário se é para o pecador fazer paz com Deus (Isaías 27:5), porque arrependimento é o lançar fora as armas da rebelião contra Ele. O arrependimento não salva, todavia nenhum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estas foram as palavras do Filho encarnado de Deus. Elas nunca foram canceladas; e não serão, enquanto este mundo durar. O arrependimento é absoluto e necessário se é para o pecador fazer paz com Deus (Isaías 27:5), porque arrependimento é o lançar fora as armas da rebelião contra Ele. O arrependimento não salva, todavia nenhum pecador jamais foi ou será salvo sem ele. Nada senão Cristo salva, mas um coração impenitente não pode recebê-LO.</p>
<p><span id="more-1011"></span></p>
<p>Um pecador não pode crê verdadeiramente até que ele se arrependa. Isto é claro a partir palavras de Cristo concernente o Seu precursor, &#8220;Pois João veio a vós no caminho da justiça, e não lhe deste crédito, mas os publicanos e as meretrizes lho deram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para crerdes nele&#8221; (Mateus 21:32). Isso é também evidente a partir de Sua chamada como trombeta em Marcos 1:15, &#8220;Arrependei-vos, e crede no evangelho&#8221;. Isto é o porque o apóstolo Paulo testificava &#8220;o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus&#8221; (Atos 20:21). Não faça confusão neste ponto querido leitor, Deus &#8220;ordena agora que todos os homens em todo lugar se arrependam&#8221; (Atos 17:30).</p>
<p>Em requerer arrependimento de nós, Deus está pressionando Suas justas reivindicações sobre nós. Ele é infinitamente digno de supremo amor e honra, e de universal obediência. Isto nós temos impiamente Lhe negado. Tanto um reconhecimento como uma correção disto é requerido de nós. Nossa desafeição por Ele e nossa rebelião contra Ele devem ser reconhecidas e exterminadas. Dessa forma, o arrependimento é uma compreensão profunda de quão terrivelmente tenho falhado, durante toda minha vida, em dar a Deus Seu justo lugar em meu coração e em meu andar diário.</p>
<p>A justiça da demanda de Deus por meu arrependimento é evidente se considerarmos a natureza hedionda do pecado. Pecado é uma renúncia dAquele que me fez. É Lhe recusar Seu direito de me governar. É a determinação de agradar a mim mesmo; assim, é uma rebelião contra o Altíssimo. O pecado é uma ilegalidade espiritual, e uma indiferença absoluta à autoridade de Deus. Ele está dizendo em meu coração: Eu não me importo com o que Deus requeira, eu vou seguir o meu próprio caminho; eu não me importo com o que Deus reivindique de mim, eu serei o senhor de mim mesmo. Leitor, você não percebe que é assim que você tem vivido?</p>
<p>O arrependimento verdadeiro origina-se a partir de uma compreensão no coração, operado neste pelo Espírito Santo, da excessiva malignidade do pecado, do terror de ignorar as reivindicações dAquele que me fez, de desafiar Sua autoridade. Ele é conseqüentemente um santo ódio e horror do pecado, uma profunda tristeza por ele, e o reconhecimento dele diante de Deus, e um completo abandono dele de coração. Até que isto tinha sido feito, Deus não nos perdoará. &#8220;O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia&#8221; (Provérbios 28:13).</p>
<p>No verdadeiro arrependimento o coração se volta para Deus e reconhece: Meu coração tem sido posto sobre um mundo vão, que não pode satisfazer as necessidades de minha alma; eu Te abandonei, a fonte de águas vivas, e me voltei para cisternas rotas que nada retêm: eu agora reconheço e lamento minha tolice. Ele ainda diz mais: eu tenho sido uma criatura desleal e rebelde, mas eu não mais serei assim. Eu agora desejo e determino com todo meu poder servir e obedecer a Ti como meu único Senhor. Eu me entrego a Ti como minha presente e eterna Porção.</p>
<p>Leitor, seja você um Cristão professante ou não, é arrepender ou perecer. Para cada um de nós, membro de igreja ou não, é voltar ou queimar; voltar da direção da obstinação e auto-satisfação; voltar para Deus com um coração quebrantado, procurar Sua misericórdia em Cristo; voltar com total propósito de coração de Lhe agradar e servir: ou ser atormentado dia e noite, para sempre e sempre, no Lago de Fogo. Qual deve ser sua porção? Oh, ajoelhe-se agora mesmo e implore a Deus que te dê o espírito de verdadeiro arrependimento.</p>
<p>&#8220;Sim, Deus, com a sua destra, o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e remissão de pecados&#8221; (Atos 5:31).</p>
<p>&#8220;Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar; mas a tristeza do mundo opera a morte&#8221;. (2 Coríntios 7:10).</p>
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		<title>A Graça da providência Divina</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 12:53:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A obra preservadora de Deus necessita ser diferenciada da obra da criação, ainda que sejam inseparáveis. A preservação é uma obra divina grande e grandiosa, não menor do que criar novas coisas do nada. A criação produz a existência; a preservação é persistência na existência. A providência é conhecida por todas as pessoas de alguma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A obra preservadora de Deus necessita ser diferenciada da obra da criação, ainda que sejam inseparáveis. A preservação é uma obra divina grande e grandiosa, não menor do que criar novas coisas do nada. A criação produz a existência; a preservação é persistência na existência. A providência é conhecida por todas as pessoas de alguma forma, ainda que não como o cuidado misericordioso e amoroso de um Pai Celestial. A providência não é meramente presciência, mas envolve a vontade ativa de Deus governando todas as coisas e inclui a preservação, a concorrência e o governo. A noção de concorrência foi desenvolvida para se prevenir do Panteísmo por um lado, e do Deísmo por outro. No primeiro, a providência coincide com o curso da natureza como uma necessidade cega; no último, a providência acontece por pura casualidade e Deus é removido do mundo. Dessa forma, se intenta exaltar a autonomia humana; para que a humanidade tenha liberdade, Deus deve estar ausente ou ficar sem poder. A soberania de Deus é vista como uma ameaça para a humanidade. Ainda que a doutrina da providência de Deus cubra de maneira lógica o alcance total de todos os decretos de Deus, estendendo-se a todos os tópicos cobertos na dogmática, é preferível limitar a discussão à relação de Deus com Sua criação e Suas criaturas. A providência inclui o cuidado de Deus através da causalidade secundária de ordem da lei criada, tal e como Ele o sustenta. Assim, pois, o milagre não é uma violação da lei natural, posto que Deus não está menos envolvido em manter a ordem ordinária do mundo natural criado. É o elevado respeito que o Cristianismo tem pela ordem natural da criação que alentou a ciência e a tornou possível. A postura Cristã para com a ordem da criação nunca é um fatalismo; a astrologia é superstição vergonhosa. A providência de Deus não anula as causas secundárias ou a responsabilidade humana. O governo aponta para a meta final da providência: a perfeição do governo majestoso do Rei. Ainda que seja correto em certas ocasiões falar em “permissão” divina, esta não deve ser interpretada de tal maneira que negue a soberania ativa de Deus sobre o pecado e o juízo. Ainda que sobrem enigmas para o entendimento humano da providência, esta doutrina oferece consolação e esperança ao crente. Deus é o Pai Todo-Poderoso: Ele é capaz, e está desejoso, de fazer com que todas as coisas cooperem para o nosso bem.</p>
<p><span id="more-1007"></span></p>
<p>Quando Deus completou a obra que tinha feito, Ele descansou no sétimo dia de toda Sua obra (Gênesis 2:2; Êxodo 20:11; 31:17). Desta maneira, a Escritura descreve a transação da obra da criação para obra da preservação. Como a Escritura também esclarece (Isaías 40:28), este descanso não foi ocasionado por fatiga, nem consistia em que Deus estava ali fazendo nada. O criar, para Deus, não é trabalho, e o preservar não é descanso. O “descanso” de Deus indica unicamente que Ele cessou de produzir novas classes de coisas (Eclesiastes 1:9,10); que a obra da criação, no sentido limitado e verdadeiro de produzir coisas do nada (<em>productio rerum ex nihilo</em>), havia terminado; e que Ele se deleitava em Sua obra completada com satisfação divina (Gênesis 1:31; Êxodo 31:17; Salmos 104:31). [1] A criação agora passa a ser preservação.</p>
<p>As duas coisas são tão fundamentalmente distintas que podem ser comparadas como labor e descanso. Ao mesmo tempo estão tão intimamente relacionadas e unidas uma a outra, que a própria preservação pode ser chamada “criação” (Salmos 104:30; 148:5; Isaías 45:7; Amós 4:13). A própria preservação, no final das contas, é também uma obra divina, não menor e nem menos gloriosa do que a criação. Deus não é um Deus ocioso (<em>deus otiosus</em>). Ele sempre trabalha (João 5:17) e o mundo não tem existência por si mesmo. Desde o momento que chegou a existir, tem existido somente em e através e para Deus (Neemias 9:6; Salmos 104:30; Atos 17:28; Romanos 11:36; Colossenses 1:15; Hebreus 1:3; Apocalipse 4:11). Ainda que distinto do Seu Ser, não tem uma existência independente; a independência equivale à não-existência. Todo o mundo com tudo o que há e ocorre nele, está sujeito ao governo divino. O verão e o inverno, o dia e a noite, os anos frutíferos e os não frutíferos, a luz e as trevas — tudo é Sua obra e tudo é formado por Ele (Gênesis 8:22; 9:14; Levítico 26:3ss; Deuteronômio 11:12ss; Jó 38; Salmo 8, 29, 65, 104, 107, 147; Jeremias 3:3; 5:24; Mateus 5:45, etc.). A Escritura nada conhece de criaturas independentes; isso seria uma incongruência. Deus cuida de todas as Suas criaturas: dos animais (Gênesis 1:30; 6:19; 7:2; 9:10; Jó 38:41; Salmos 36:7; 104:27; 147:9; Joel 1:20; Mateus 6:26, etc.) e particularmente dos seres humanos. Ele contempla todas elas (Jó 34:21; Salmos 33:13, 14; Provérbios 15:3); forma o coração de todas elas e observa todos os seus feitos (Salmos 33:15; Provérbios 5:21); todas elas são a obra de Suas mãos (Jó 34:19), o rico tanto quanto o pobre (Provérbios 22:2). Ele determina os limites de Sua habitação (Deuteronômio 32:8; Atos 17:26), inclina os corações de todos (Provérbios 21:1), dirige os passos de todos (Provérbios 5:21; 16:9; 19:21; Jeremias 10:23, etc.), e opera, segundo Sua vontade, com os exércitos do céu e os habitantes da terra (Daniel 4:35). Eles são em Sua mão como barro nas mãos do oleiro, e como uma serra na mão de quem a usa (Isaías 29:16; 45:9; Jeremias 18:5; Romanos 9:20, 21).</p>
<p>O governo providencial de Deus se estende mui particularmente sobre Seu povo. Toda a história dos patriarcas, de Israel, da Igreja, e de cada crente, é prova disto. O que outras pessoas explicam como sendo um mau contra elas, Deus o transforma em bem (Gênesis 50:20; nenhuma arma forjada contra eles prosperará (Isaías 54:17); até o cabelo de sua cabeça estão todos contados (Mateus 10:20); todas as coisas cooperam para o seu bem (Romanos 8:28). Assim, todas as coisas criadas existem pelo poder e debaixo do governo de Deus; nem a casualidade nem a sorte são conhecidas pelas Escrituras (Êxodo 21:13; Provérbios 16:33). É Deus quem faz com que todas as coisas operem segundo o conselho de Sua vontade (Efésios 1:11) e faz com que todas as coisas estejam ao serviço da revelação de Seus atributos, para a honra de Seu nome (Provérbios 16:4; Romanos 11:36). A Escritura resume tudo isto de maneira formosa ao falar repetidamente de Deus como um Rei que governa todas as coisas (Salmos 10:16; 24:7, 8; 29:10; 44:5; 47:7; 74:12; 115:3; Isaías 33:22, etc.). Deus é Rei: o Rei dos rei e Senhor dos senhores; um Rei que em Cristo é um Pai para Seus súditos e um Pai que é ao mesmo tempo um Rei sobre Seus filhos. Entre as criaturas, no mundo dos animais, os humanos e os anjos, tudo o que se encontra na forma de cuidado, amor e proteção de uns para com outros, é uma sombra leve da ordem providencial de Deus sobre todas as obras de Suas mãos. Seu poder absoluto e Seu perfeito amor, por conseguinte, são o verdadeiro objeto da fé na providência refletida na Sagrada Escritura.</p>
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		<title>O Amor</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 18:34:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13:13). “O fim do mandamento”, diz Paulo, “é o amor” (1 Timóteo 1:5). É uma graça que todos professam admirar. Ela parece ser uma coisa clara e prática que todo mundo pode entender. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13:13).<br />
“O fim do mandamento”, diz Paulo, “é o amor” (1 Timóteo 1:5). É uma graça que todos professam admirar. Ela parece ser uma coisa clara e prática que todo mundo pode entender. Não é um “daqueles pontos doutrinários molestos” sobre os quais os cristãos discordam. Milhares, supeito eu, não se envergonhariam de dizer que não sabem nada sobre justificação, regeneração, a obra de Cristo ou sobre o Espírito Santo. Porém, ninguém, creio eu, gostaria de dizer que não sabe nada sobre o amor! Até mesmo os homens que não possuem uma religião sempre se vangloriam de possuir “amor”. Umas poucas reflexões sobre o amor nos serão proveitosas. Há noções falsas sobre o amor que precisam ser dissipadas. Há enganos sobre ele que requerem retificações. Em minha admiração do amor, não me submeto a ninguém. Porém, atrevo-me a dizer que em muitas mentes, o tema parece estar completamente mal-compreendido.</p>
<p><span id="more-994"></span></p>
<p>I. Primeiro, deixe-me mostrar “o lugar que a Bíblia dá ao amor”.</p>
<p>II. Segundo, deixe-me mostrar “o que é realmente o amor da Bíblia”.</p>
<p>III. Terceiro, deixe-me mostrar, “de onde procede o verdadeiro amor”.</p>
<p>IV. E por último, deixe-me mostrar “o porque o amor é &#8216;a maior&#8217; das graças”.<br />
Eu peço a sincera atenção de meus leitores ao assunto. O desejo do meu coração e a minha oração a Deus, é que o crescimento do amor possa ser promovido neste mundo sobrecarregado de pecado. Em nenhum outro lugar a condição caída do homem se mostra tão forte como na escassez do amor cristão. Há pouca fé na terra, pouca esperança, pouco conhecimento das coisas divinas. Mas nada, depois de tudo, é tão escasso como o amor real.<br />
I. Primeiro, deixe-me mostrar “o lugar que a Bíblia dá ao amor”.</p>
<p>Começo com este ponto para estabelecer a imensa importância prática do meu assunto. Não me esqueço que há muitos cristãos nestes dias que quase recusam olhar para algo prático no Cristianismo. Eles não falam sobre nada, senão de duas ou três doutrinas favoritas. Quero recordar a meus leitores que a Bíblia contém conteúdo prático tanto quanto doutrinário, e que uma coisa para a qual ela atribui grande importância é o “amor”.</p>
<p>Voltemos nossa atenção para o Novo Testamento, e observemos o que nos é dito sobre o amor. Em todas as investigações religiosas, não há nada como deixar que a Escritura fale por si mesma. Não há melhor maneira de encontrar a verdade do que recorrer ao velho caminho de se voltar para os textos simples da Bíblia. Os textos foram as armas do nosso Senhor, tanto nas respostas a Satanás, como nas argumentações com os judeus. Os textos são os guias aos quais nunca devemos nos envergonhar de nos referir a eles, nos dias presentes — O que a Escritura diz? O que está escrito? Como você a lê?</p>
<p>Ouçamos o que Paulo diz aos coríntios: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria” (1 Coríntios 13:1-3).</p>
<p>Ouçamos o que Paulo diz aos colossenses: “E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição” (Colossenses 3:14).</p>
<p>Ouçamos o que Paulo diz a Timóteo: “Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1 Timóteo 1:5).</p>
<p>Ouçamos o que Pedro diz: “Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados” (1 Pedro 4:8).</p>
<p>Ouçamos o que nosso Senhor Jesus Cristo diz sobre este amor: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.”. Sobretudo, ouçamos o relato do nosso Senhor do juízo final, e observe a falta de amor que condenará milhões: “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber” (Mateus 25:41-42).</p>
<p>Ouçamos o que Paulo diz aos romanos: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei” (Romanos 13:8).</p>
<p>Ouçamos o que Paulo diz aos efésios: “E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” (Efésios 5:2).</p>
<p>Ouçamos o que João diz: “Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor ” (1 João 5:7-8).</p>
<p>Não farei comentário algum sobre estes textos. Penso que será melhor deixá-los diante dos meus leitores em sua eloqüente simplicidade, e deixá-los falar por si mesmos. Se alguém está disposto a pensar que o assunto deste artigo é insignificante, apenas pedirei a ele que olhe para estes textos, e pense novamente. Aquele que desce o “amor” do santo e alto lugar que ele ocupa na Bíblia, e o trata como um assunto de importância secundária, deve acertar as contas com a Palavra de Deus. Eu certamente não gastarei tempo argumentando com tal pessoa.</p>
<p>À minha mente, a evidência destes textos parece clara, simples e incontrovertível. Eles mostram a imensa importância do amor como uma das “coisas que acompanham a salvação”. Eles provam que é correto demandar a séria atenção de todos que se chamam cristãos, e que aqueles que desprezam o assunto estão apenas expondo sua própria ignorância das Escrituras.<br />
II. Segundo, deixe-me mostrar “o que é realmente o amor da Bíblia”.</p>
<p>Penso que é de grande importância ter visões claras sobre este ponto. É precisamente aqui que os enganos sobre o amor começam. Milhares de pessoas enganam a si mesmas com a idéia de que elas têm “amor”, e isto, devido a uma clara ignorância das Escrituras. O amor delas não é o amor descrito na Bíblia.</p>
<p>(a) <em>O amor da Bíblia não consiste em dar aos pobres. </em>É uma ilusão comum supor isto. Todavia, Paulo nos diz claramente que um homem pode “dar tudo o que ele possui aos pobres” (1 Coríntios 13:3), e não ter amor. Que um homem amoroso “lembrará dos pobres”, não pode haver dúvida (Gálatas 6:10). Que ele fará tudo o que ele pode para assisti-los, aliviá-los e diminuir as suas aflições, não nego nem por um momento. Tudo o que disse é que isto não é, por si só, “amor”. É fácil gastar uma fortuna ao distribuir dinheiro, sopa, pão, cobertores e roupas, e, todavia, estar totalmente destituído do amor da Bíblia.</p>
<p>(b) <em>O amor da Bíblia não consiste em nunca desaprovar a conduta dos demais</em>. Aqui, há outra ilusão muito comum! Milhares de pessoas se orgulham de nunca condenar os outros, ou dizer que eles estão errados, não importa o que eles possam fazer. Eles convertem o preceito de nosso Senhor, “Não julgueis”, numa escusa para não ter opinião desfavorável de ninguém. Eles pervertem Sua proibição de julgamentos precipitados e censuradores numa proibição de todo e qualquer julgamento. Seu próximo pode ser um bêbado, um mentiroso, um homem violento. Não importa! “Não é amor”, eles lhe dizem, “dizer que ele está errado”. Você deve crer que ele, no fundo, tem um bom coração! Esta idéia de amor é, infelizmente, muito comum. É cheia de prejuízo. Lançar um véu sobre o pecado, e recusar chamar as coisas pelos seus devidos nomes — falar de “corações bons”, quando as vidas são eloqüentemente más — é fechar os nossos olhos contra a impiedade, e escusar sua imoralidade — este não é o amor da Escritura.</p>
<p>(c) <em>O amor da Bíblia não consiste em nunca desaprovar as opiniões religiosas de outras pessoas</em>. Aqui há outra ilusão muito séria e crescente. Há muitos que se orgulham de nunca se pronunciar contra os outros, não importa quais visões eles possam sustentar. Seu próximo, por exemplo, pode ser um Católico Romano, ou um Mórmon. Mas o “amor” diz que você não tem o direito de pensar que ele está errado! Se ele é sincero, seria “falta de amor” pensar desfavoravelmente de sua condição espiritual. Que Deus me livre sempre de tal amor! Nesta avaliação, o Apóstolo estaria errado ao ir pregar aos gentios! Nesta avaliação, não há utilidade em missões! Nesta avaliação, seria melhor fecharmos nossas Bíblias e trancarmos nossas igrejas! Todo mundo está certo, e ninguém está errado! Todo mundo está indo para o céu, e ninguém está indo para o inferno!</p>
<p>Tal amor é uma caricatura monstruosa. Dizer que todos estão igualmente certos em suas opiniões, embora suas opiniões contradigam diretamente umas às outras — dizer que todos estão igualmente a caminho do céu, embora seus sentimentos doutrinários sejam tão opostos como o é o preto e o branco — este não é o amor da Escritura. Amor como este derrama desprezo sobre a Bíblia, e fala como se Deus não nos tivesse dado uma norma escrita da verdade. Amor como este confunde nossas noções de céu e enche-as com discordância e desarmonia. O amor verdadeiro não pensa que tudo mundo está certo em suas doutrinas. O amor verdadeiro clama — “Não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1 João 4:1). “Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis” (2 João 1:10).</p>
<p>Eu deixo o lado negativo da questão aqui. Eu o tratei com uma certa extensão, por causa dos dias nos quais vivemos e devido às noções estranhas que abundam. Voltemos agora para o lado positivo. Tendo mostrado o que o amor não é, deixe-me mostrar o que ele é.</p>
<p>Amor é aquele “amor” que Paulo coloca como primeiro entre aqueles frutos produzidos no coração de um crente. “O fruto do Espírito é amor” (Gálatas 5:22). Amar a Deus, tal como Adão amava antes da queda, é a sua primeira característica. Aquele que tem amor, deseja amar a Deus de coração, alma, mente e força. O amor pelos homens é a segunda característica. Aquele que tem amor, deseja amar seu próximo como a si mesmo. Esta é realmente aquela visão na qual a palavra “amor” na Escritura é mais especialmente considerada. Quando falo de um crente tendo “amor” em seu coração, quero dizer que ele tem amor tanto por Deus como pelos homens. Quando falo de um crente tendo “amor”, quero dizer mais particularmente que ele tem amor pelos homens.</p>
<p>O amor da Bíblia se evidenciará nas ações de um crente. Ele o faz pronto para fazer atos benévolos para com todos os que estão ao seu alcance — tanto a seus corpos como a suas almas. Ele não o deixará contente com palavras ternas e desejos bons. Ele o fará diligente em fazer tudo o que está ao seu poder para diminuir a aflição e aumentar a felicidade dos outros. Como seu Mestre, ele buscará mais o servir do que ser servido, e não esperará nada em retorno. Como o grande Apóstolo do mestre, “se gastará e será gasto” pelos outros, mesmo que eles lhe paguem com ódio, e não com amor. O verdadeiro amor não quer recompensas. Sua obra é sua recompensa.</p>
<p>O amor da Bíblia se evidenciará na prontidão de um crente para suportar o mal bem como para fazer o bem. Ele o faz paciente diante da provocação, perdoador quando injuriado, manso quando injustamente atacado e quieto quando caluniado. Ele o fará suportar, tolerar e perdoar muito mais; fará com que ele freqüentemente se humilhe e negue a si mesmo, tudo por causa da paz. Ele o fará controlar o seu temperamento e refrear sua língua. O verdadeiro amor não está sempre perguntando: “Quais sãos os meus direitos? Eu sou tratado como mereço?” mas, “Como posso promover melhor a paz? Como posso fazer aquilo que é mais edificante para os outros?”.</p>
<p>O amor da Bíblia se evidenciará no “espírito e comportamento geral” de um crente. Ele o fará mais terno, altruísta, de bom caráter, de bom temperamento e respeitoso para com os outros. Ele o fará gentil, amigável e cortês, em todas as relações diárias da vida privada, interessado no conforto dos outros, terno nos sentimentos para com os outros e mais ansioso em dar prazer do que receber. O amor verdadeiro nunca inveja os outros quando eles prosperam, nem se regozija nas calamidades dos outros quando eles estão em problemas. Em todo instante crerá, esperará e tentará ver boa intenção nas ações dos outros. E nas circunstâncias mais difíceis, o amor será cheio de piedade, misericórdia e compaixão.</p>
<p>Você gostaria de saber onde o verdadeiro padrão de amor, como este, pode ser achado? Temos que somente olhar para a vida de nosso Senhor Jesus Cristo, como descrita nos evangelhos, e o veremos perfeitamente exemplificado. O amor é irradiado em tudo o que Ele fez. Sua vida foi um incessante cuidar de fazer o bem. O amar é irradiado em toda Sua maneira de agir. Ele foi continuamente odiado, perseguido, caluniado e distorcido. Mas Ele suportou tudo pacientemente. Nenhuma palavra irada jamais saiu dos Seus lábios. Nenhum temperamento hostil jamais apareceu em Seu comportamento. “O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente”. O amor é irradiado em todo Seu espírito e comportamento. A lei da bondade sempre esteve em Seus lábios. Entre discípulos fracos e ignorantes, entre suplicantes enfermos e atribulados, entre recolhedores de impostos e pecadores, entre fariseus e saduceus, Ele sempre foi o mesmo — terno e paciente para com todos.</p>
<p>E, todavia, lembre-se, nosso bendito Mestre jamais bajulou os pecadores, nem foi conivente com o pecado. Ele nunca recuou de expor a iniqüidade em suas verdadeiras cores, ou de censurar aqueles que nela viviam. Ele nunca hesitou de denunciar a falsa doutrina, quem quer que a sustentasse, ou de exibir as práticas falsas em suas verdadeiras cores e o fim certo para o qual estas coisas tendem. Ele chamou as coisas pelos seus nomes certos. Ele falou tão livremente do inferno e do fogo que não se apaga, como do céu e do reino de glória. Ele deixou registrado uma prova eterna de que o amor perfeito não requer que aprovemos a vida ou opiniões de todos, e que é completamente possível condenar falsa doutrina e prática ímpia, e, todavia, estar cheio de amor ao mesmo tempo.</p>
<p>Meus queridos leitores, acabei de colocar diante de vocês a verdadeira natureza do amor da Escritura. Dei um relato pequeno e breve do que ele não é, e do que ele é. Eu não posso continuar sem sugerir dois pensamentos práticos que pesam na minha mente com grande força, e espero que possa pesar sobre outros.</p>
<p>Você tem ouvido de amor. Pense, por um momento, quão deploravelmente pouco amor há na terra! Quão clara é a ausência do verdadeiro amor entre os cristãos! Eu não falo dos gentios, falo agora dos cristãos. Que temperamentos irados, que paixões, que egoísmo, que línguas amargas são encontradas em famílias privadas! Quantas brigas, querelas, perversidade, malícia, vingança e inveja entre membros de uma igreja! Quanto zelo e contenções entre aqueles de variadas doutrinas! “Onde está o amor?”, podemos bem perguntar. “Onde está o amor? Onde está a mente de Cristo?” quando olhamos para o espírito que reina no mundo. Não nos surpreende que a causa de Cristo não prospere e o pecado abunde, quando os corações dos homens conhecem tão pouco o que é o amor! Certamente, podemos perguntar: “Quando o Filho do homem vier, achará amor na terra?”.</p>
<p>Pense mais uma coisa: que mundo feliz seria este se houvesse mais amor. É a falta de amor que causa a metade da miséria que há sobre a terra. Enfermidade, morte e pobreza não constituem mais do que a metade dos nossos sofrimentos. O resto vem dos temperados descontrolados, naturezas iracundas, conflitos, querelas, malícia, inveja, vingança, fraudes, violência, guerras e coisas semelhantes. Seria um grande passo para a multiplicação da felicidade da humanidade e diminuição dos seus sofrimentos, se todos os homens e mulheres fossem cheios do amor da Escritura.<br />
III. Terceiro, deixe-me mostrar, “de onde procede o verdadeiro amor”.</p>
<p>O amor, como o descrevi, certamente não é natural ao homem. Por natureza, somos todos mais ou menos egoístas, invejosos, irados, maldosos e cruéis. Temos que apenas observar as crianças, quando deixadas por si mesmas, para ver a prova disto. Deixe meninos e meninas crescerem sem treinamento e educação apropriada, e você não verá algum deles possuindo o amor cristão. Observe como alguns deles pensam primeiro em si mesmos, e em seu conforto e vantagem! Observe como outros são cheios de orgulho, paixão e temperamentos maldosos! Como podemos explicar isto? Há somente uma resposta. O coração natural não conhece nada do verdadeiro amor.</p>
<p>O amor da Bíblia nunca será encontrado, exceto num coração preparado pelo Espírito Santo. Ele é uma planta terna, e nunca crescerá, excerto num único tipo de solo. Você pode esperar encontrar uvas nos espinhos, ou figos nos abrolhos, tanto quanto esperar encontrar o amor num coração que não nasceu de novo.</p>
<p>O coração no qual o amor cresce é um coração mudado, renovado e transformado pelo Espírito Santo. A imagem e semelhança de Deus, que Adão perdeu na queda, foi restaurada a ele, não importa quão fraca e imperfeita a restauração possa ser. É “participar da natura divina” pela união com Cristo e pela filiação de Deus; e uma das primeiras características desta natureza é o amor.</p>
<p>Tal coração está profundamente convencido do pecado, odeia o mesmo, foge dele e luta contra ele dia-a-dia. E um dos principais elementos do pecado com o qual ele diariamente luta para sobrepujar, é o egoísmo e a falta de amor.</p>
<p>Tal coração está profundamente consciente de seu grande débito ao nosso Senhor Jesus Cristo. Ele sente continuamente que seu presente conforto, esperança e paz é devido Àquele que morreu por nós na cruz. Como ele pode expressar sua gratidão? O que ele pode oferecer ao seu Redentor? Se não puder fazer nada mais, ele aspirará ser como Ele, seguir os Seus passos, e, como Ele, ser cheio de amor. O fato que “Deus derramou Seu amor em nossos corações, pelo Espírito Santo” é a fonte óbvia do amor cristão. Amor produz amor.</p>
<p>Peço aos meus leitores atenção especial para este ponto. É de grande importância nos dias de hoje. Há muitos que professam admirar o amor, embora eles não tenham nenhum interesse pelo Cristianismo vital. Eles gostam de alguns dos frutos e resultados do evangelho, mas não da única raiz da qual estes frutos podem crescer, ou das doutrinas com as quais eles estão inseparavelmente relacionados.</p>
<p>Centenas que louvam o amor, odeiam ouvir da corrupção do homem, do sangue de Cristo e da obra interior do Espírito Santo. Muitos pais que desejariam que seus filhos crescessem sem egoísmo e com um bom temperamento, não ficariam muito satisfeitos se alguém apresentasse para os seus filhos a necessidade de conversão, arrependimento e fé.</p>
<p>Agora eu desejo protestar contra esta noção de que você pode ter os frutos do Cristianismo sem as raízes — que você pode produzir disposições cristãs sem ensinamento de doutrinas cristãs — que você pode ter amor que se gasta e sofre, sem ter graça no coração.</p>
<p>Eu admito, muito livremente, que de vez aparece alguém que parece ser muito amoroso e amável, sem ter qualquer religião doutrinária distintiva. Mas tais casos são raros e extraordinários, os quais, como exceção, somente provam a verdade da regra geral. E freqüentemente, muito freqüentemente, pode se temer em tais casos que o amor aparente é somente externo, que falha completamente na vida privada. Eu creio firmemente, como regra geral, que você não encontrará o amor como a Bíblia o descreve, exceto no solo de um coração totalmente saturado com a religião da Bíblia. A prática santa não florescerá sem a sã doutrina. O que Deus uniu, é inútil esperar que funcione separadamente.</p>
<p>A ilusão que estou tentando combater é grandemente espalhada pela vasta maioria de novelas, romances e contos de ficção. Quem não sabe que os heróis e heroínas destas obras são constantemente descritos como padrões de perfeição? Eles estão sempre fazendo a coisa certa, dizendo a coisa certa e demonstrando a disposição certa! Eles são sempre bondosos, amáveis, altruístas e perdoadores! E, todavia, você nunca ouve uma palavra sobre sua religião! Em resumo, julgando pela generalidade das obras de ficção, é possível ter uma excelente religião prática sem doutrina, os frutos do Espírito sem a graça do Espírito e a mente de Cristo sem a união com Cristo!</p>
<p>Aqui, em resumo, está o grande perigo das novelas, romances e obras de ficção mais lidas. O maior deles é dar uma falsa ou incorreta visão da natureza humana. Eles pintam os modelos de homens e mulheres como eles deveriam ser, e não como eles são na realidade. Os leitores de tais escritos têm suas mentes cheias de concepções erradas do que o mundo é. Suas noções de humanidade tornam-se visionárias e irreais. Eles estão constantemente procurando por homens e mulheres que eles nunca encontram, e esperando o que eles nunca acham.</p>
<p>Deixe-me suplicar aos meus leitores, uma vez mais, para extrair suas idéias sobre a natureza humana da Bíblia, e não de novelas. Tenho esclarecido em sua mente que não pode haver amor verdadeiro sem um coração renovado pela graça. Um certo grau de bondade, cortesia, amabilidade e boa natureza pode, indubitavelmente, ser visto em muitos que não possuem uma religião vital. Mas a planta gloriosa do amor bíblico, em toda sua plenitude e perfeição, nunca será encontrada sem a união com Cristo e a obra do Espírito Santo. Ensine isto às suas crianças, se você tiver. Enfatize isso nas escolas, se você estiver relacionado com alguma. Ressalte o amor. Não desista de exaltar a graça da bondade, do amor, da boa natureza, da generosidade e do bom temperamento. Mas nunca, nunca esqueça que há apenas uma escola na qual estas coisas podem ser totalmente aprendidas, e esta é a escola de Cristo. O verdadeiro amor vem de cima. O verdadeiro amor é fruto do Espírito. Aquele que deseja tê-lo, deve sentar-se aos pés de Cristo e aprender dEle.<br />
IV. E por último, deixe-me mostrar “o porque o amor é &#8216;a maior&#8217; das graças”.</p>
<p>As palavras de Paulo, sobre este assunto, são distintas e claras. Ele conclui seu maravilhoso capítulo da seguinte maneira: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13:13).</p>
<p>Esta expressão é muito notável. De todos os escritores do Novo Testamento, nenhum, certamente, exalta tanto a “fé” como Paulo. As epístolas aos romanos e aos gálatas abundam em sentenças mostrando sua vasta importância. Pela fé o pecadoe se apropria de Cristo e é salvo. Através da fé somos justificados, e temos paz com Deus. Todavia, aqui, o mesmo Paulo fala de algo que é maior do que a fé. Ele coloca diante de nós as três graças cristãs principais, e pronuncia o seguinte julgamento sobre elas: “o maior destes é o amor”. Tal sentença de tal escritor, demanda atenção especial. O que entendemos quando ouvimos que o amor é maior do que a fé e a esperança?</p>
<p>Não devemos supor, nem por um momento, que o amor pode expiar nossos pecados, ou estabelecer a paz com Deus. Nada pode fazer isto por nós, senão o sangue de Cristo; e nada pode nos dar um interesse no sangue de Cristo, senão a fé. É ignorância bíblica não saber isto. O ofício de justificar e unir a alma a Cristo pertence somente à fé. Nosso amor, e todas as nossas outras graças, são mais ou menos imperfeitas, e não poderiam suportar a severidade do julgamento de Deus. Quando tivermos feito tudo, seremos “servos inúteis” (Lucas 17:10).</p>
<p>Não devemos supor que o amor pode existir independentemente da fé. Paulo não pretendeu colocar uma graça em rivalidade com outra. Ele não quis dizer que um homem pode ter fé, outro esperança e outro amor, e que o melhor deste é o homem que tem amor. As três graças estão inseparavelmente unidas. Onde há fé, sempre haverá amor; e onde há amor, sempre haverá fé. Sol e luz, fogo e calor, gelo e frio, não estão mais intimamente unidos do que fé e amor.</p>
<p>As razões pelas quais o amor é a maior das três graças, parece-me claras e simples. Deixe-me mostrar quais são elas.</p>
<p>(a) <em>O amor é chamado de a maior das graças porque nele há “certa semelhança entre o crente e o seu Deus”</em>. Deus não precisa de fé. Ele não é dependente de ninguém. Não há ninguém superior a Ele em quem Ele deva confiar. Deus não precisa de esperança. Para Ele todas as coisas são certas, seja passado, presente ou porvir. Mas, “Deus é amor”; e quanto mais o Seu povo ama, mais parecidos com o seu Pai no céu eles serão.</p>
<p>(b) <em>Amor é também chamado de a maior das graças, pois “ele é mais útil aos outros”</em>. Fé e esperança, fora de qualquer dúvida, embora preciosas, têm referência especial com o benefício individual do próprio crente. A fé une a alma a Cristo, traz paz com Deus e abre o caminho para o céu. A esperança enche a alma com felizes expectações das coisas do porvir, e, no meio dos muitos desalentos das coisas que vemos, conforta com visões das coisas invisíveis. Mas o amor é preeminentemente a graça que torna um homem útil. É dele que brota as boas obras e a bondade. É a raiz de missões, escolas e hospitais. O amor fez com que os apóstolos gastassem e fossem gastos pelas almas. O amor levanta obreiros para Cristo e faz com que eles continuem trabalhando. O amor aquieta as querelas e põe fim aos conflitos, e neste sentido, “cobre uma multidão de pecados” (1 Pedro 4:8). O amor adorna o Cristianismo e recomenda-o ao mundo. Um homem pode ter fé real, e senti-la, e, todavia, sua fé pode ser invisível aos outros. Mas o amor de um homem não pode ser escondido.<br />
(c) <em>O amor, em último lugar, é a maior das graças porque ele é o único que “perdurará”</em>. De fato, ele nunca morrerá. A fé um dia será engolida pela visão, e a esperança pela certeza. O ofício delas será inútil na manhã da ressurreição, e como antigos almanaques, serão postas de lado. Mas o amor perdurará por todas as eras sem fim da eternidade. O céu será a morada do amor; os habitantes do céu estarão cheios de amor. Um sentimento comum estará no coração de todos, e este, será o amor.</p>
<p>Eu deixo esta parte do meu assunto aqui e passo à conclusão. Em cada um dos três pontos de comparação, eu apenas nomeei as diferenças entre o amor e as outras graças; isto poderia ter sido facilmente alargado. Mas o tempo e o espaço me impedem de fazê-lo. Se eu tiver dito o suficiente para guardar os homens dos enganos sobre o correto significado da “grandeza” do amor, estou contente. O amor, que isto seja sempre lembrado, não pode justificar e apagar os nossos pecados. Nem mesmo a fé pode fazer isto; somente Cristo. Mas o amor nos faz um pouco semelhantes a Deus. O amor é de uma utilidade poderosa para o mundo. O amor continuará existindo e florescendo quando a obra da fé estiver terminada. Certamente, nestes pontos de vista, o amor bem que merece a coroa.</p>
<p>(1) E agora, deixe-me fazer, a cada um em cujas mãos este artigo possa estar, uma simples pergunta. Deixe-me pressionar em suas consciências todo o assunto deste artigo. Você conhece algo da graça sobre a qual estive falando? Você tem amor?</p>
<p>A linguagem forte do Apóstolo Paulo deve certamente lhe convencer que a pergunta que te faço, não é uma que deve ser levemente posta de lado. A graça sem a qual este santo homem poderia dizer, “não sou nada”; a graça que o Senhor Jesus disse expressamente ser a grande marca de Seus discípulos; esta graça, digo, exige a mais séria consideração por parte de todos aqueles que se preocupam com a salvação de suas almas. Ela deveria lhe deixar pensando: “Como isso me afeta? Eu tenho amor?”.</p>
<p>Você talvez tenha algum conhecimento religioso. Você conhece a diferença entre a doutrina verdadeira e a falsa. Você pode, talvez, até citar textos e defender as opiniões que você sustenta. Mas, lembre-se que o conhecimento que é desprovido de resultados práticos na vida e no temperamento, é uma possessão inútil. As palavras do Apóstolo são bem claras: “Se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e não tivesse amor, nada seria” (1 Coríntios 13:2).</p>
<p>Você talvez pense que tem fé. Você pode confiar que é um dos eleitos de Deus e descansar nisso. Mas, certamente você se lembrará que há uma fé de demônio, que é absolutamente inútil, e que a fé dos eleitos de Deus é uma “fé que opera pelo amor” (Gálatas 5:6). Foi quando Paulo lembrou do amor dos tessalonicenses, bem como de sua fé e esperança, que ele disse “Sabemos, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus” (1 Tessalonicenses 1:4 — “<em>Sabemos que Ele vos escolheu</em>”, na versão do autor).</p>
<p>Olhe para a sua vida diária, tanto em casa como fora, e considere que lugar o amor da Escritura tem nela. Qual é o seu temperamento? Qual é a sua conduta com respeito aos membros da sua própria família? Qual é a sua maneira de falar, especialmente nas ocasiões de irritação e provocação? Onde está sua boa natureza, sua cortesia, sua paciência, sua mansidão, sua gentileza e sua tolerância? O que você sabe da mente dAquele que “andou fazendo o bem” — que amou a todos, embora especialmente os Seus discípulos — que retornou o mal com bem, e ódio com bondade, e que teve um coração grande o suficiente para simpatizar com todos?</p>
<p>O que você faria no céu, se chegasse lá sem amor? Que conforto você teria num lar onde o amor fosse uma lei, e o egoísmo e a natureza má fossem completamente impedidos? Sim! Eu receio que o céu não será um lugar para um homem sem amor e de mau-gênio! Observou o que um garoto disse um dia desses? “Se vovô for para o céu, espero que eu e o meu irmão não estejamos lá”. “Por que você diz isso?”, alguém perguntou. O garoto replicou: “Se ele nos ver lá, tenho certeza que ele dirá, como o faz agora, &#8216;O que estes garotos estão fazendo aqui? Tirem-nos do caminho&#8217;. Ele não gosta de nos ver na terra, e suponho que não gostará de nos ver no céu”.</p>
<p>Não dê descanso a você mesmo, até que conheças por experiência o verdadeiro amor cristão. Vá e aprenda dEle que é manso e humilde de coração, e peça que te ensine a amar. Peça ao Senhor Jesus para colocar Seu Espírito dentro de você, para tirar o velho coração, para lhe dar uma nova natureza, e fazê-lo conhecer algo de Sua mente. Clame a Ele, noite e dia, por graça, e não Lhe dê descanso até que você sinta algo daquilo que descrevi neste artigo. Serás verdadeiramente feliz quando puderes entender o que significa “andar em amor”.</p>
<p>(2) Mas, eu não esqueci que estou escrevendo a alguns que não são ignorantes do amor da Escritura, e que desejam sentir mais dele todos os anos. Aos tais darei duas simples palavras de exortação. Elas são estas: “Praticai e ensinai a graça do amor”.</p>
<p>Pratique o amor diligentemente. De todas aquelas graças acima, esta é uma das que mais crescem pelo exercício constante. Tente transportá-la, mais e mais, para cada pequeno detalhe da vida diária. Vigie vossa língua e o vosso temperamento, a cada momento e hora do dia — e especialmente no tratamento com as crianças e familiares próximos. Lembre-se do caráter da mulher excelente: “Abre a sua boca com sabedoria, e a lei da beneficência está na sua língua” (Provérbio s 31:26). Lembre das palavras de Paulo: “Todas as vossas coisas sejam feitas com amor” (1 Coríntios 16:14). O amor deve ser visto tanto nas coisas pequenas como nas grandes. Não se esqueçam, tampouco, das palavras de Pedro: “Tende ardente amor uns para com os outros”; não um amor que dificilmente é uma chama, mas um amor que queime e arda como o fogo, o qual todos ao nosso redor possam ver (1 Pedro 4:8). Pode custar dores e problemas guardar estas coisas em mente. Pode haver pouco encorajamento pelo exemplo dos outros. Mas, persevere. Amor como este traz a sua própria recompensa.</p>
<p>Finalmente, ensine os outros a amar. Sobretudo, ensine às crianças, se você tiver. Lembre-os constantemente que a bondade, bom caráter e boa disposição estão entre as primeiras características que Cristo requer das crianças. Se elas não podem entender muitas doutrinas, podem compreender o amor. A religião de uma criança é de pouca valia, se ela consiste somente em repetir textos e hinos. Apesar de seres úteis, eles são freqüentemente aprendidos sem pensamento, relembrados sem sentimento, recitados sem consideração do seu significado e esquecidos quando a infância se vai. Certamente, deixe que às crianças sejam ensinados textos e hinos; mas, não deixe que tal ensinamento seja tudo na religião deles. Ensine-os a controlar seus temperamentos, a serem bondosos para com os outros, a serem altruístas, de bom caráter, prestativos, pacientes, gentis e perdoadores. Diga-lhes para nunca esquecer do dia de sua morte, ainda que eles vivam tanto quanto Matusalém; diga-lhes que sem amor o Espírito Santo diz que “não somos nada”. Diga-lhes que, “sobre tudo isto, revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição” (Colossenses 3:14).</p>
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		<title>Vida prática e o ensino da Graça.</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 13:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por favor, leia Romanos 8.26-39; Gênesis 50.15-21 Em 1858, um jovem missionário presbiteriano talentoso chamado John G. Paton, navegou com sua esposa e seu pequeno filho para as ilhas New Hebrides no Pacífico Sul para começar um trabalho missionário entre os ilhéus. Após alguns meses de sua chegada, sua esposa e seu filho morreram, deixando-o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por favor, leia Romanos 8.26-39; Gênesis 50.15-21</p>
<p>Em 1858, um jovem missionário presbiteriano talentoso chamado John G. Paton, navegou com sua esposa e seu pequeno filho para as ilhas New Hebrides no Pacífico Sul para começar um trabalho missionário entre os ilhéus. Após alguns meses de sua chegada, sua esposa e seu filho morreram, deixando-o sozinho no trabalho. Em agosto de 1876, um jovem teólogo talentoso chamado Benjamin Breckinridge Warfield e sua esposa, estavam em lua-de-mel na Alemanha. Durante a visita aos pontos turísticos da região da Floresta Negra, eles foram pegos de surpresa por uma terrível tempestade, e algo aconteceu com sua esposa que nunca foi completamente explicado, submetendo-a a uma invalidez para o resto da vida.</p>
<p><span id="more-990"></span></p>
<p>Na década de 1950, a congregação da Igreja Presbiteriana Independente de Savana chamou um jovem pregador para tomar as rédeas de uma igreja muito dividida. Ele veio com sua esposa e seus cinco filhos, o mais novo tinha apenas três anos. Depois de um ano e meio, desenvolveu um tumor no cérebro, e após dois anos do início de seu trabalho em Savana, o Rev. Van Puffelen estava morto.</p>
<p>Como você explica estas coisas? Talvez um tanto frustrante. Como você explica as respostas destes indivíduos? John G. Paton permaneceu no campo e teve uma grande colheita, e mais tarde disse:</p>
<p>Eu construí um túmulo cercado com blocos de coral, e cobri o topo com lindos corais brancos, pequenos cascalhos quebrados; e aquele lugar se tornou para mim, meu mais sagrado e freqüentado santuário durante todos os meses e anos que se seguiram, enquanto eu trabalhava na salvação daqueles ilhéus selvagens, em meio a dificuldades, perigos e mortes. Quando esta ilha se voltar para o Senhor, e for ganha para Cristo, nos dias seguintes os homens encontrarão a memória daquele lugar ainda vívida – onde, com incessantes orações e lágrimas, eu reivindiquei aquela terra para Deus, na qual eu “enterrei minha morta” com fé e esperança.</p>
<p>Warfield cuidou de sua esposa durante os quarenta anos em que permaneceram juntos, humilde e submisso, sem lamúrias, sem pena de si mesmo, sem justificar a necessidade de auto-satisfação, cumprindo seus votos matrimoniais, cumprindo seu dever para com sua esposa.</p>
<p>A “Sra. Van” , como era conhecida em Savana, gentil e dócil por fora, forte como cravos por dentro, começou a lecionar no Externato Presbiteriano Independente e educou seus cinco filhos com um tremendo sacrifício próprio, e sem lamúrias.</p>
<p>Qual é a explicação em cada uma destas situações? A explicação é que cada um deles cria na soberania de Deus. Todos entenderam a justiça de Deus, sua misericórdia, seu governo absoluto, e cada um recebeu suas circunstâncias como de Sua mão para seu bem e se submeteram a elas.</p>
<p>Ainda, como você explica a adversidade? Como você lida com o sofrimento que está no mundo? Admita que leva tempo para que nossas emoções alcancem nossas mentes, que não há respostas “fáceis” , e que quando nós perguntamos “por que” , não devemos fazer de forma tão simplista ou como uma questão de fatalidade; porém temos uma explicação para o sofrimento, a única explicação para o sofrimento que opera e abre caminho para o conforto num mundo de dor.</p>
<p><strong><br />
O Problema do Prazer </strong></p>
<p>Do nosso ponto de vista, muito da discussão sobre o “problema da dor” e sofrimento tem começado do jeito errado. Como vimos em nossa consideração sobre predestinação, há uma tendência por começar com a suposição da inocência humana. A adversidade então, é vista como uma intromissão imparcial ou injusta na vida de quem não a merece. Isso está implícito em quase todas as discussões sobre o assunto. Portanto, nós freqüentemente questionamos: “Por que Deus tem permitido que isso aconteça a uma família tão pura (e não merecedora)?”.</p>
<p>O lugar bíblico para se começar qualquer consideração sobre o sofrimento, não é a inocência, mas a culpa. No começo da Bíblia está um relato do que é chamado a “Queda do Homem” . Ele está lá para lembrar-nos que vivemos em um mundo “caído” , um mundo em desordem e sob a maldição de Deus. A resposta de Deus ao pecado de Adão e os pecados de sua descendência é uma condenação. Deus prometeu a morte “no dia em que dela comeres” . Entretanto, num sentido final, a morte foi adiada. Enquanto isso, a vida consiste em múltiplos mini-julgamentos que nos visitam por causa do pecado de Adão e de nossos próprios pecados, como pré-estréias do julgamento final. Estes mini-julgamentos, porque são desprovidos da morte eterna do inferno, são, em efeito, graciosos estágios de execução.</p>
<p>O que estamos dizendo é que cada momento que um de nós vive do lado de cá do inferno é um problema. Como é que um Deus justo e verdadeiro pode tolerar o mal e deixá-lo continuar existindo? Como ele pode atrasar seu aviso de que “a alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18.4)? O problema não é a dor, mas o prazer. Uma justiça severa lançará cada um de nós no inferno. Qualquer coisa menor do que isso – enfermidade, injúria, miséria, fome, ou sofrimento profundo – é misericórdia.</p>
<p>Considere a resposta de Jesus à questão de seus discípulos sobre os infelizes galileus que haviam sido massacrados por Pilatos (Lc 13). Eles queriam saber se “estes galileus eram mais pecadores que os outros porque sofreram este destino” . Esta questão é antiga. Aqueles que sofrem, sofrem porque são mais pecadores que as outras pessoas? Podemos dizer que o sofrimento é diretamente proporcional ao pecado? A resposta popular é dizer “não” , e ela está correta. Podemos corretamente citar Jó como um exemplo de um homem que não sofreu por seu pecado pessoal. Jesus, de fato, diz: “Não eram, eu vo-lo afirmo…” Jesus concorda com a resposta popular ao dizer que estas pessoas não eram necessariamente mais merecedoras de sofrimento que outras. Elas não morreram porque eram mais pecadoras que o resto. Nós esperávamos que ele continuasse a falar sobre como o sofrimento é imerecido. Muitas vezes, nós diríamos, os inocentes sofrem neste mundo. Freqüentemente, nós dizemos, é o bom que é injuriado e ofendido. Mas, surpresa, isso não é o que ele diz afinal. Em vez de dizer que alguns são sofredores inocentes, ele diz que todos merecem sofrer deste modo. Ele avisa que “se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” . Em outras palavras, não é que eles sejam piores do que os outros, mas é o que cada pecador merece, e terá, a menos que se arrependa. Jesus não se concentra na tragédia que caiu sobre alguns, mas na graça pela qual a maioria é poupada.</p>
<p>Da mesma maneira, Jesus continuou a falar nos dezoito sobre quem a “torre de Siloé caiu e matou” . Ele pergunta: “(eles) eram mais culpados que os outros habitantes de Jerusalém?” Podemos deduzir, a partir da quantidade de sofrimento que as pessoas suportam, quem é justo e quem é pecador? Não, ele diz. Mas, novamente, isso significa que eles poderiam não ser merecedores? Não. Eles têm o que todos merecem, mas alguns são poupados.</p>
<p>Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis (Lc 13.5).</p>
<p>Assim, o problema do sofrimento, como Jesus o interpreta, não é afinal um problema de dor. A dor pode ser explicada facilmente. Vivemos em um mundo caído e sob julgamento. Todos os piqueniques da vida têm suas formigas. Em nossa lua-de-mel, Emily e eu fomos um dia à praia. Quando chegamos, começou a chover. Não sendo a teóloga da família, ela perguntou: “por que Deus fez isso conosco?” Minha resposta sensível foi: “por que não choveu outro dia? Por que ele permitiu que viéssemos aqui afinal?” Ela não estava para brincadeira. É claro, há sofrimento. O extraordinário não é que exista dor, mas que exista prazer. Uma vez que se entenda a doutrina da queda e da depravação do homem, o problema filosófico não está no explicar o porquê Deus permite o sofrimento, mas no porquê ele mostra graça e misericórdia. Qualquer dor e sofrimento menor que as chamas do fogo eterno no inferno, é um adiamento misericordioso de Deus. Eu posso entender porque sofremos. Eu não posso entender porque não sofremos mais.<br />
<strong>Soberania e Dor </strong></p>
<p>Em capítulos anteriores, vimos que a soberania de Deus se estende sobre cada molécula existente. Ele decretou e planejou “tudo quanto acontece” . Então, não pense por um só momento que sua dor está excluída. Quando eu estava no seminário, um jovem cristão muito promissor, um estudante talentoso da Cal Tech [2], com uma mente brilhante, estava se preparando para uma missão de campo com os Tradutores Wycliffe da Bíblia. Ele caiu, em uma viagem a pé e morreu tragicamente. Um teólogo evangélico mundialmente famoso disse em seu funeral: “Esta não era a vontade de Deus” . Em um funeral em Savana, poucos anos atrás, uma declaração similar foi feita no velório de uma jovem mãe que morreu repentinamente: “Deus não queria que isso acontecesse”. Esta posição também é tomada num livro muito popular, Why Bad Things Happen to Good People (Porque Coisas Ruins Acontecem a Pessoas Boas). O autor perdeu sua filha adolescente para a leucemia. Ele lutou tentando explicar como Deus poderia ter permitido que isso acontecesse. Note seu modo de pensar. Existem pessoas “boas” (leia “inocentes” ) que não merecem que coisas “más” aconteçam a elas. A resposta que ele deu foi que Deus é bom, mas não há nada que ele possa fazer acerca do sofrimento. Ele não pode interferir. Suas mãos estão atadas. Ele não é culpado. Ele não pode ser acusado. Podemos estar certos de que ele ainda nos ama, pois não foi ele quem fez estas coisas horríveis acontecerem conosco.</p>
<p>O que podemos dizer sobre isso? Em nosso conceito, esta explicação não oferece qualquer consolação e, de fato, é horripilante. Por quê? Considere o seguinte.</p>
<p>Primeiro, se existe um Deus, o que acontece deve ser sua vontade . Se acontece alguma coisa que não é de sua vontade, ele não é Deus, e nós temos um problema. Se existem moléculas perambulando por aí, fazendo o que não foi ordenado por Deus, então ele tem um concorrente igual a ele, portanto não é Deus como a Bíblia o descreve. Para Deus ser Deus, ele deve ser soberano. Para ele ser soberano em tudo, ele deve ser o soberano sobre tudo .</p>
<p>Deixe-me ver se consigo esclarecer o que eu quero dizer. Todos os que crêem em Deus, crêem que ele pode prever todas as coisas. Uma vez que você deixe de crer na presciência, você realmente deixa de crer em Deus. O que ele prevê, certamente acontecerá. Então quando Deus prevê algo e decide permitir que aconteça, ele o faz porque isso convém a seus propósitos. Isso serve a seus planos. A alternativa é dizer que ele prevê coisas e as permite até mesmo que elas não combinem com seus propósitos, o que é claramente ilógico e absurdo. Isso não significa que ele “gosta” do que prevê, ele só permite que aconteça porque encontra algo positivo e alguma razão nisto. O bom Deus permite acontecer o que acontece porque convém a seus propósitos; e seus propósitos são bons.</p>
<p>Às vezes as pessoas tentam evitar as implicações disto apelando para a previsão, dizendo que Deus meramente “prevê” todas as coisas, ele não as fará realmente. Mas conforme pudemos ver, esta distinção não se sustenta. O que um Deus onipotente prevê e permite, ele quer e ordena.</p>
<p>Segundo, ou os eventos têm um significado dado por Deus, ou não têm sentido algum . Na tentativa de manter Deus “fora da armadilha” , as pessoas acabam deixando suas tragédias sem sentido, transformando-as em algo realmente trágico. Você deve reconhecer que não pode haver dois caminhos. Ou Deus está nele, ou ele não está. Se ele não está, então é o diabo, o mal, a “sorte”, o destino, ou o acaso.</p>
<p>Quando eu era pastor dos jovens em Miami, nós presenciamos duas mortes trágicas de pais de adolescentes. Um foi o pai de minha esposa Emily, que sofreu um ataque do coração quando ela tinha apenas dezesseis anos. O outro foi do pai de uma garota de dezesseis anos também, mas as circunstâncias foram diferentes. Enquanto que o pai de Emily morreu de repente, este homem, o Dr. John Richardson, filho do Reverendo J.R. Richardson, morreu lentamente durante um período de quase dois anos. Os dias finais foram diferentes de qualquer coisa que eu já havia visto ou que veria. Ele morreu em casa, rodeado por sua família. Seus últimos momentos foram passados com sua filha mais nova aconchegada a ele de um lado, a outra filha nos seus pés, sua esposa ao seu outro lado, seus filhos sentados junto a sua cama. Esta foi a morte mais triste e mais doce que eu já presenciei. Algumas semanas depois, a filha mais nova veio a mim e perguntou: “Por que Deus permitiu isso?” Minha resposta foi gentilmente dizer: “Ah, ele permitiu, mas teve boas razões” , e continuei, “ e nós nos agarramos a isso porque a única alternativa é dizer que Deus não o permitiu, e não há razão e é apenas uma tragédia sem propósito” . O que você deve fazer agora? Confiar nele! Diga que ele não é o responsável e você perde a oportunidade de confiar nele.</p>
<p>“Deus é grande e Deus é bom”. Esta foi a primeira oração que eu aprendi. Ela também expressa o problema do sofrimento. Por que um Deus grande permite o mal quando ele poderia impedi-lo? Por que um Deus bom permite o mal quando o odeia? Negue qualquer lado da equação e você resolverá o problema do mal: Deus é bom, mas não é grande; ele gostaria de impedir o mal, mas ele é fraco. Deus é grande, mas não é bom; ele não quer impedir o mal porque ele se deleita nele.</p>
<p>Desde Agostinho, os cristãos têm dito que Deus permite o mal para um bem maior. O paradigma é encontrado na crucificação. Quando o homem realizou este grande mal, Deus produziu a partir dele o maior bem. Porém, a crucificação foi realizada pelo “determinado desígnio e presciência de Deus” (At 2.23). Deus estava nela; ele a tinha ordenado. Da mesma maneira, ele está em nosso sofrimento. Por ele estar no sofrimento, este tem um propósito, tem um sentido.<br />
<strong>Cristo e a Dor </strong></p>
<p>Finalmente, vamos às respostas encontradas em Romanos 8. A maravilha de nossa adoção e conseqüentemente glorificação, leva Paulo a falar do caminho para a glória que é o caminho do sofrimento. Ele diz que nós somos “ co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados ” (8.17). Novamente, ele une o sofrimento e a glória dizendo: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (8.18). Ele fala de nossos “gemidos” e os contrasta com “nossa adoção de filhos, a redenção do nosso corpo” (8.23). Ele estimula à necessidade de “esperança” e “perseverança” (8.24,25). Ele promete a ajuda do Espírito quando oramos “ com gemidos inexprimíveis” (v.26). Então vem a jóia da coroa das promessas bíblicas. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). Paulo regozija-se num Deus que está em todas as coisas, fazendo-as trabalhar para o bem daqueles que o amam. E precisamente no caso de que você pudesse parar e duvidar se você ama Deus o suficiente ou não, ele acrescenta: “daqueles que são chamados segundo o seu propósito” . Machen disse sobre estes versos:</p>
<p>… que pequeno conforto existiria nessas palavras se o versículo parasse ali – se nos tivesse sido dito simplesmente que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, e então seríamos levados a acender aquele amor de Deus em nossos corações frios e mortos. Mas, graças a Deus, o versículo não termina ali. O versículo não diz apenas, “ sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus ” . Não, ele diz: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Aí está, meus amigos, o verdadeiro motivo de todo o nosso conforto – não em nosso amor, nem em nossa fé, ou em qualquer coisa que está em nós, mas neste misterioso e eterno conselho de Deus do qual vem toda a fé, todo o amor, tudo o que temos, somos e podemos ser neste mundo e no mundo que está por vir.</p>
<p>Aqueles que amam a Deus são aqueles que foram chamados. Os chamados são aqueles que foram conhecidos de antemão (o que significa amados de antemão) e predestinados. A “corrente de ouro” está exposta no verso 30: “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.30). Àqueles nos quais Deus colocou seu amor – àqueles que foram chamados eficazmente a Cristo pelo evangelho, que foram justificados e glorificados (o tempo passado indica que Paulo até mesmo vê isso como um fato concluído) – é prometido que tudo tem um bom propósito para eles. O próprio Deus o garante.</p>
<p>Quando eu tinha três anos, meus pais distraidamente deixaram minha irmã e eu no carro da família depois que voltamos da Igreja num domingo. Nós brincávamos e eu soltei o freio de mão. O carro começou a rolar pela rampa da garagem. Nós nos apavoramos. Minha irmã pulou para fora do carro. Ela tinha cinco anos – podia fazer aquilo. Eu caí debaixo da roda dianteira, e nossa perua Plymouth ano 56 passou por cima das minhas costas, pescoço e cabeça.</p>
<p>Quando eu tinha quinze anos, eu estava praticando com o time de futebol do colégio, que incluía três futuras estrelas do futebol universitário, entre eles Vince Feragammo. Certa tarde, eu corri um “ reinício ” padrão, peguei a bola, contornei o campo, tentei evitar meu defensor; nesta tentativa de evitá-lo, subitamente senti uma dor aguda na minha coxa. Um barulho tão forte como o de um galho de árvore quebrando pôde ser ouvido em todo o campo enquanto eu caía, minha perna torceu debaixo de mim, meu fêmur estava caprichosamente quebrado.</p>
<p>Por quê? Eu não sei. Eu não tenho que saber. Tudo o que eu sei é que Deus estava nesse acontecimento, e o estava trabalhando para o bem.</p>
<p>Alguns de vocês já sofreram coisas muito piores que isso. Alguns de vocês perderam filhos e netos em acidentes e doenças. Outros foram assolados pela morte de seus maridos e esposas. Amigos, parentes, outros amados têm sofrido com circunstâncias trágicas. Você tem gritado. “Ah não, isso não – tudo menos isso! Senhor, por quê? Por que o Senhor fez isso?” Talvez você tenha cultivado amargura. Você tem estado ressentido com Deus desde então. Você está desiludido e confuso. Tenha isso por certo – em Cristo, embora o diabo, o mundo e os inimigos tenham planejado sua destruição, Deus estava trabalhando todas as coisas para o bem.</p>
<p>Considere a vida de José. Que adversidades ele sofreu! Pense em seu coração quebrado por causa da total rejeição por parte de seus irmãos, que estavam prontos para matá-lo de imediato. Pense na dor de ter sido vendido como escravo, sendo obrigado a deixar sua família, e não vê-la por décadas. Mesmo no Egito ele teve que lidar com a falsa acusação de tentativa de estupro, armada pela esposa de Potifar, o qual o lançou na cadeia. Ele tinha muitos motivos para a amargura. Pense em tudo o que Deus permitiu que acontecesse. Sua infância lhe foi tirada, foi tirado de sua terra natal e de sua família, bem como seu bom nome, por que ele não deveria amaldiçoar a Deus? Mas o que ele diz? Ele vê a mão soberana de Deus em tudo. Primeiro, ele diz a seus irmãos: “Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito” (Gn 45.8). E numa segunda ocasião ele diz: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida” (Gn 50.20). Leia de novo: “Deus o tornou em bem”, ele diz.</p>
<p>Algumas vezes, até mesmo muitas vezes, não saberemos que bem Deus estará trazendo da adversidade. Este não é o ponto crucial. O ponto crucial é saber que Deus é bom e que ele quer isso! Quando você perdeu seu amado, ele o quis. Quando você foi afligido por doenças, ele o quis. Quando você foi atingido por reversões financeiras, ele o quis. Ele promete transformar isso em bem. Agora você precisa confiar nele.</p>
<p>Crer na soberania de Deus tem algum impacto prático sobre a vida? Eu espero que você tenha começado a entender que estas doutrinas são vitais. Somente quando entendemos que Deus ordenou nosso sofrimento, podemos começar a entender o sentido dele. Somente então, estaremos certos de que ele tem um propósito. Quando as tragédias vierem, quando as adversidades atacarem, não seremos abalados. Sim, nós choraremos. Sim, nós sofreremos. Mas continuaremos andando confiantes, sabendo que Deus está no seu trono, que estamos em suas mãos, que nossas circunstâncias são seus feitos, e que ele trabalha este mal para o nosso bem.</p>
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		<title>Casamento fora do Senhor e suas consequencias.</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 21:45:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[1 Coríntios 7:39 ordena que se um cristão for se casar, deve fazê-lo “somente no Senhor”. Obviamente isso proíbe o casamento com incrédulos e, portanto, namorá-los, pois o propósito do namoro é verificar se é a vontade de Deus que você se case com aquela pessoa. O pecado de cristãos professos namorando e se casando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1 Coríntios 7:39 ordena que se um cristão for se casar, deve fazê-lo “somente no Senhor”. Obviamente isso proíbe o casamento com incrédulos e, portanto, namorá-los,<br />
pois o propósito do namoro é verificar se é a vontade de Deus que você se case com aquela pessoa. O pecado de cristãos professos namorando e se casando com incrédulos<br />
levou à apostasia da igreja existente antes do dilúvio e à destruição do mundo antigo pelo dilúvio (Gênesis 6:1-2)! Desobedecer ao mandamento de Deus casando-se (ou<br />
namorando) um não-cristão é uma das diversas maneiras pelas quais um(a) filho(a) de Deus coloca sobre seus ombros (o doloroso) jugo desigual: “Não vos ponhais em jugo<br />
desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14).</p>
<p><span id="more-972"></span></p>
<p><img title="Mais..." src="http://www.caminhocristao.com/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /></p>
<p>Dessa forma,<br />
diz a Confissão de Fé de Westminster: “A todos os que são capazes de dar um consentimento<br />
ajuizado, é lícito casar, mas é dever dos cristãos casar somente no Senhor, ou seja, com pessoas que</p>
<p>sejam temendes ao Senhor de toda a graca e que possuem o Espirito Santo da Promessa; portanto, os<br />
que professam a verdadeira religião reformada não devem casar-se com infiéis, papistas<br />
ou outros idólatras; nem os piedosos prender-se a jugo desigual por meio do casamento<br />
com os que são notoriamente ímpios em suas vidas, ou que mantêm heresias perniciosas”.<br />
Mas e se alguém for salvo após ter se casado, e Deus não tiver convertido a outra<br />
parte, seja esposo ou esposa; ou, o que dizer se um cristão se casar, pecando, com um<br />
incrédulo? Isso significa que eles deveriam se divorciar? Não! “Aos mais digo eu, não o<br />
Senhor: se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a<br />
abandone; e a mulher que tem marido incrédulo e este consente em viver com ela, não<br />
deixe o marido” (1 Coríntios 7:12-13).<br />
Os cristãos devem se casar apenas com outros cristãos piedosos e ortodoxos. Além<br />
do mais, se Paulo roga aos seus irmãos coríntios “pelo nome de Nosso Senhor Jesus<br />
Cristo” que eles falem a mesma coisa, e estejam perfeitamente unidos em uma só mente e<br />
parecer, a fim de que não houvesse divisões entre eles (1 Coríntios 1:10), quão muito mais<br />
isso não se aplica a dois crentes que estão considerando se tornarem uma só carne pelo<br />
matrimônio? Certamente, não deve haver divisões entre eles! Sem dúvida, eles devem<br />
falar a mesma coisa e ter a mesma disposição mental e o mesmo parecer!</p>
<p>Dois cristãos que estão contemplando o casamento devem ter a mesma disposição<br />
mental e o mesmo parecer sobre a natureza do próprio casamento (união de duas pessoas<br />
“até que a morte nos separe”), os papéis de cada um no casamento (maridos como líderes<br />
amorosos e esposas como auxiliadoras submissas, assim refletindo o relacionamento de<br />
Cristo para com a Igreja), e os propósitos do casamento (companheirismo íntimo e</p>
<p>auxílio mútuo, criar crianças santas, e evitar a fornicação). Eles devem, também, e</p>
<p>obviamente, ter a mesma disposição mental e o mesmo parecer no que diz respeito à<br />
doutrina bíblica, conforme ela está resumida nas confissões Reformadas.<br />
Mas há outra forma de considerar a unidade requerida para o casamento “somente<br />
no Senhor” (7:39). Somos ensinados por esse versículo que devemos nos casar apenas<br />
com outra pessoa que confesse e viva sob o senhorio de Jesus Cristo – seu governo e<br />
senhorio soberanos de todas as coisas.<br />
Cristo é Senhor da criação. Acaso seria casar “somente no Senhor” se unir a um<br />
“teísta evolucionista” ou um “criacionista progressivo? Tal pessoa nega o senhorio de<br />
Cristo, como aquele por meio de quem foram feitas todas as coisas nos céus e na terra<br />
num espaço de seis dias, porque ela se compromete com o evolucionismo. Cristo é o<br />
Senhor da história, como soberano governador de todas as coisas, mesmo do pecado e<br />
catástrofes e o anticristo, segundo o eterno decreto de Deus (Efésios 1:11). Acaso seu<br />
namorado ou namorada crê nisso? Cristo é o Senhor da redenção, morrendo na cruz para<br />
purgar os pecados de Seu povo (Mateus 1:21), Seu rebanho (João 10:15), Sua semente<br />
(Isaías 53:10) e Sua igreja (Efésios 5:25) – e não os pecados dos bodes (Mateus 25:33),<br />
nem os da descendência da serpente (Gênesis 3:15), nem da sinagoga de Satanás<br />
(Apocalipse 3:9). Cristo é o Senhor da eleição e da reprovação (Romanos 9), da<br />
regeneração (João 3:8; Tiago 1:18), do chamado, da justificação, da adoção e da<br />
glorificação (Romanos 8:30). Como pode alguém que recebeu a verdade da soberana<br />
graça ser “inteiramente unida, na mesma disposição mental e no mesmo parecer” (1<br />
Coríntios 1:10) com alguém que faz a salvação de Deus depender do “livre-arbítrio” do<br />
pecador? Cristo é o Senhor da igreja, como o seu único redentor, cabeça e rei. A sua<br />
vontade, nas Escrituras, deve determinar a doutrina da igreja, seus sacramentos,<br />
disciplina, adoração e governo, e não os sentimentos dos homens, a cultura moderna ou<br />
as tradições antigas. Cristo é o Senhor da aliança, estabelecendo-a não apenas com os<br />
crentes, mas também com a sua semente eleita (Romanos 9:6-13), e ordenando o batismo<br />
das crianças desses crentes (Gênesis 17:7; Atos 2:39; 16:14-15; Colossenses 2:11-12).<br />
Cristo é o Senhor também do todo de nossas vidas: corpo e alma; trabalho e<br />
descanso; família, lar, filhos e amizades, etc. Ele é nosso senhor e nós somos sua<br />
propriedade, de maneira que nossas habilidades, nosso tempo e possessões devem se<br />
colocar a seu serviço – no namoro e no casamento igualmente!<br />
Assim, os cristãos devem se casar (e namorar) crentes ortodoxos no temor de<br />
Jeová, buscando agradar a Cristo e em todo tempo submeter-se ao seu senhorio e honrá-<br />
lo. Tais casamentos glorificam a Deus, fortalecem a igreja e resultam em lares cristãos<br />
sólidos… e esposas felizes e contentes (Salmos 127-128)!</p>
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		<title>O conceito do Amor segundo Deus.</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 21:31:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Assim como Paulo tinha em mente uma fé que é específica2 – é “fé… em Cristo Jesus” – ele tinha em mente um amor que também é específico – é o “amor que têm por todos os santos”. Alguns comentaristas observam que nessa passagem fé caracteriza nosso relacionamento “vertical” com Deus, enquanto amor caracteriza nosso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assim como Paulo tinha em mente uma fé que é específica2 – é “fé… em Cristo Jesus” – ele tinha em mente um amor que também é específico – é o “amor<br />
que têm por todos os santos”. Alguns comentaristas observam que nessa passagem fé caracteriza nosso relacionamento “vertical” com Deus, enquanto amor caracteriza<br />
nosso relacionamento “horizontal” com outras pessoas. Isso é verdade na passagem em questão, mas seria um engano inferir a partir disso um amplo<br />
princípio que force rigidamente a distinção. O motivo é que, entre outras coisas, o amor deve caracterizar também nosso relacionamento vertical com Deus.<br />
Embora a fé seja algumas vezes associada com um sentimento de confiança, ela não deve ser identificada com o sentimento em si. Antes, fé é crença nas<br />
proposições divinamente reveladas e é em si mesma independente de sentimentos que podem oscilar. Sentir-se bem sobre uma proposição bíblica é diferente de crer<br />
nela. Da mesma forma, embora o amor seja algumas vezes acompanhado por certas emoções, o amor em si não é uma emoção. A idéia que o amor é uma emoção, ou<br />
está necessária e proporcionalmente associado com certas emoções, tem causado danos desastrosos ao desenvolvimento intelectual e ético de inúmeros crentes.</p>
<p><span id="more-968"></span></p>
<p>A Bíblia fala de amor como a disposição de pensar e agir para com outras<br />
pessoas (incluindo Deus) de acordo com os preceitos e leis divinas – isto é, tratá-las<br />
como Deus nos manda tratá-las. Esse amor não tem nenhuma conexão direta e<br />
necessária com alguma emoção, a qual, sem qualquer conotação negativa inerente,<br />
definimos como um tipo de distúrbio mental. Esse distúrbio pode ser positivo ou<br />
negativo, mas é um distúrbio.<br />
Como Paulo escreve em Romanos 13, “Todos [mandamentos] se resumem<br />
neste preceito: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. O amor não pratica o mal<br />
contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da Lei” (v. 9-10). Note que o<br />
amor é o cumprimento e não a substituição da lei. Não tratamos as pessoas com amor</p>
<p>ao invés de tratá-las de acordo com a lei. Antes, tratá-las com amor é tratá-las de<br />
acordo com a lei, ou mandamentos de Deus.<br />
Ele diz que os mandamentos, tais como “Não adulterarás” e “Não matarás”<br />
são resumidos no mandamento para amar. Um resumo não é diferente ou superior às<br />
coisas que ele expressa. Na realidade, para entender verdadeiramente os detalhes<br />
representados pelo resumo, devemos examinar as coisas que ele resume. Assim, o<br />
mandamento para amar não é diferente ou superior aos outros mandamentos –<br />
amor é definido por esses mandamentos em primeiro lugar.<br />
A Escritura define nosso amor para com Deus da mesma forma. Jesus diz<br />
aos seus discípulos em João 14:23, “Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra”<br />
– não que ele sentirá de certa forma ou terá certa emoção. Se ele ama, obedece.<br />
Então, ele diz: “O meu mandamento é este: Amem-se uns aos outros como eu os<br />
amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus<br />
amigos” (15-12-13). Não há nenhuma emoção aqui. O mandamento é amar, e esse<br />
amor significa ação heróica e sacrificial em benefício de outros.<br />
Muitas pessoas que se sentem totalmente perturbadas por dentro diante do<br />
mais leve sofrimento nos outros, nunca sacrificariam sequer o seu conforto pessoal<br />
para resgatá-las, para não dizer salvar a vida. Mas elas têm sido ensinadas – pela<br />
cultura, tradição, filosofias anti-cristãs, mas não pela Escritura – que isso representa<br />
compaixão. Eles gemem e choram por eles – isso não é amor? Embora possa<br />
permitir que se sintam muito compassivos e espirituais, isso não tem nada a ver<br />
com amor.<br />
Em seus momentos mais sóbrios, teólogos e comentaristas admitem que o<br />
amor bíblico tem a ver com pensar e agir de acordo com os mandamentos de Deus<br />
para com outras pessoas, e que tal amor não tem nada a ver com um tipo particular<br />
de distúrbio mental, ou emoção. A Escritura é clara sobre isso; não é algo difícil de<br />
reconhecer. Como um comentarista escreve: “A Bíblia fala do amor como uma<br />
ação e atitude, não apenas uma emoção… os cristãos não têm desculpa por não<br />
amar, pois o amor cristão é uma decisão de agir no melhor interesse dos outros”.<br />
Definir amor como uma emoção deixa alguém com uma desculpa, visto que<br />
nossos sentimentos podem oscilar. Além do mais, tal definição gera culpa<br />
desnecessária na pessoa que nem sempre sente o que pensa que deveria sentir para<br />
com as pessoas. E se amor é uma emoção, então que emoção exatamente? Isto é, o<br />
que se deve sentir? Mas de acordo com a Bíblia, se uma pessoa trata outras pessoas<br />
consistentemente de acordo com os mandamentos de Deus, a despeito de como se<br />
sente, então ela anda em amor. Por outro lado, a pessoa que não faz nada mais que<br />
desmoronar num descontrole emocional a qualquer sinal de sofrimento humano,<br />
não anda em amor. Ela é um aborrecimento sem amor, e poderia muito bem parar<br />
de fingir.</p>
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		<title>&#8220;O Evangelho&#8221;, e sua definição mais simples</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 17:42:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como muitos termos da Bíblia, a palavra EVANGELHO tem recebido várias definições contrárias ao seu significado original e apropriado. A palavra tem sua origem “em Cristo antes da fundação do mundo”. Isso estava contido na “promessa” que Deus fez antes da fundação do mundo (Tito 1:2). O  &#8221;evangelho”, as “boas novas” ou “novas de grande alegria” [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como muitos termos da Bíblia, a palavra EVANGELHO tem recebido várias definições contrárias ao seu significado original e apropriado. A palavra tem sua origem “em Cristo antes da fundação do mundo”. Isso estava contido na “promessa” que Deus fez antes da fundação do mundo (Tito 1:2). O  &#8221;evangelho”, as “boas novas” ou “novas de grande alegria” é o cumprimento declarado dessa promessa. Em Isaías 61:1-3 é encontrada a proclamação extraordinária feita pela Soma e Substância das novas de alegria, Jesus Cristo mesmo: “O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do SENHOR, para que ele seja glorificado”.</p>
<p><span id="more-957"></span></p>
<p> </p>
<p>O Redentor repetiu essa mesma proclamação de Si mesmo na sinagoga (Lucas 4:17-19).Embora essa declaração profética seja  freqüentemente citada, sua plena significação é raramente entendida. Nessa declaração extensa, está narrado – não o princípio do evangelho, nem uma parte do seu cumprimento – o grande total do que o Filho do Homem declarou sobre a cruz: “ESTÁ CONSUMADO!”.</p>
<p>A palavra grega “<em>evanggelion</em>” é traduzida como “evangelho” nas versões em português. Essa palavra, juntamente com suas outras traduções (“novas de alegria”, “boas novas” e “pregar o evangelho”) ocorre por volta de 108 vezes no Novo Testamento, nenhuma das quais significa algo menos que “redenção consumada” em Cristo. Em nenhum exemplo a palavra transmite algum pensamento de uma mera “oferta livre de graça”. Quando Jesus pôs-se em pé e clamou: “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba”, Ele não convidou o sedento, assim como não convidou a luz quando disse: “Haja luz!”. Em primeiro lugar, não há nenhuma alma sobre a Terra que tenha ou possa ter sede pelas águas vivas que fluem dele, até que Ele a desperte, e faça com que tenha sede; e quando sentir a sua sede, mesmo quando a língua secar, isso não pode aproximar mais a fonte viva, até que Jesus aplique, não o convite, mas a palavra: “Venha a mim”. Suas palavras são espírito e vida; e Suas ovelhas ouvem-no, e conhecem a Sua voz, e O seguem; pois elas não têm poder ou mesmo disposição para resistir à voz do seu Pastor. Em nenhum lugar nas Escrituras o chamado dos santos é denominado de convite. Ele chama Suas ovelhas pelo nome, e as conduz. Se apenas convidasse-as, elas teriam que correr, ou ficar para trás. Mas quando Ele chama, o morto ouve Sua voz, (não Seu convite), e aqueles que ouvem viverão. Como aliviaria a condição de uma pobre, perdida e desamparada alma, que sente sua pobreza, incapacidade e impotência, ler as palavras assim: “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos serão convidados a viver, e aqueles que aceitarem o convite viverão”?E quando convida Suas ovelhas, Ele vai adiante delas, desde que aceitem o convite. Isso está perfeitamente em linha com cada característica do Arminianismo de falar sobre convite do evangelho, pois o próprio termo implica a disposição e o poder de fazer na criatura. E não está em harmonia com a doutrina da experiência dos santos de Deus falar assim de Suas comunicações com as pessoas, pois insinua que Ele abriu mão do governo sobre elas; que o efeito e resultado de Suas comunicações dependeram da vontade delas, e não da Sua. Isso menospreza o caráter de Deus, bem como reflete sobre Sua sabedoria, poder e graça.</p>
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		<title>ABAIXO-ASSINADO: MOVIMENTO PELA REGENERAÇÃO DA IGREJA NA HISTÓRIA.</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 18:47:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
		<category><![CDATA[Caio Fábio]]></category>
		<category><![CDATA[jesus]]></category>
		<category><![CDATA[leitura recomendada]]></category>
		<category><![CDATA[manifesto]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos dias da Reforma Protestante, 95 foram as teses. Hoje a tese é uma só: Se tudo é Graça de Deus, então, não há barganhas a serem nem propostas e nem aceitas, jamais. Portanto, eis como segue:   1. Há um só Deus, que se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo; sendo, no entanto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos dias da Reforma Protestante, 95 foram as teses. Hoje a tese é uma só: Se tudo é Graça de Deus, então, não há barganhas a serem nem propostas e nem aceitas, jamais.<br />
Portanto, eis como segue:</p>
<p> </p>
<p><span id="more-952"></span></p>
<p>1. Há um só Deus, que se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo; sendo, no entanto, um só Deus; e tal realidade divina pode ser por nós apenas crida, mas jamais entendida. Ora, sem fé é impossível agradar a Deus!</p>
<p>2. Tudo e todos os que existem foram criados por Deus e para Deus; e Deus ama a todas as Suas criaturas e criações; posto que sendo amor a natureza de Deus, tudo o que Ele criou por amor o criou.</p>
<p>3. Deus é Amor; portanto, Deus é Graça; visto que somente no Amor há Graça; sendo também esta a razão de Deus haver feito o Sacrifício Eterno pela Sua criação e todas as Suas criaturas, antes mesmo de criar qualquer coisa; posto que o Cordeiro Eterno de Deus, que é também o Filho, entregou-se como Redenção e Remissão de pecados antes que qualquer coisa, ente, criatura ou dimensão tivessem sido criadas.</p>
<p>4. As transgressões que houve e há na criação, não demandaram de Deus um “improviso”, um remendo; posto que a Graça do amor de Deus revelado aos homens não seja um improviso, mas a consecução do amor que já se dispusera a tudo por amor à criação antes de haver mundo.</p>
<p>5. Deus é amor, é, portanto, Pessoa; pois não há amor sem pessoalidade. Por isto ao criar seres capazes da pessoalidade, Deus chamava a Sua criação a um vinculo de relacionalidade com Ele, em amor, verdade e graça.</p>
<p>6. Sendo Deus Eterno e Infinito, e o homem mortal e finito, não há meios de o homem ou qualquer criatura discernirem Quem Deus é a menos que Deus faça revelação de Si mesmo.</p>
<p>7. Portanto, tudo quanto de Deus possa ser sabido nos vem exclusivamente por revelação; seja a revelação Dele mediante a Natureza das coisas criadas, seja pela iluminação da consciência, seja pelas Escrituras que decorreram da fé de Abraão, seja pela ciência como apreensão da revelação livre que Deus faz de Si mesmo.</p>
<p>8. A Palavra de Deus, portanto, se manifesta de muitos modos; entretanto, uma só é a Palavra; e toda a sua revelação está manifesta em Jesus, que é o Verbo Eterno, a Palavra antes de qualquer Natureza, Consciência, Ciência ou Escritura; posto que somente em Jesus seja possível discernir Deus em Sua plenitude de revelação aos homens. Afinal, Jesus disse: “Quem me vê a mim, vê o Pai” [...] “Eu e o Pai somos Um”.</p>
<p>9. Sendo Deus Eterno e totalmente transcendente ao homem, tudo o que Dele nos venha é Graça; e sem Graça, favor divino em todas as coisas, nada pode ser por nós apreendido como bem eterno em razão de nossa incapacidade de discernir o Eterno e Infinito, especialmente quanto a aprender a Sua vontade.</p>
<p>10. Além disso, pela mesma razão, somente se pode manter relação com Deus mediante a fé, posto que a fé se abra para todas as coisas, visíveis e invisíveis; e mais: somente a fé não conhece impossível; portanto, somente pela fé se pode manter vinculo com Aquele está para além de toda compreensão.</p>
<p>11. Ora, sendo Jesus o Cordeiro Eterno de Deus que se manifestou na História, o fez no mesmo espírito da Graça Eterna, a mesma concedida à criação e às criaturas antes que houvesse mundo. Por isto Jesus não é o Deus dos cristãos, nem de qualquer grupo humano, nem o fundador do Cristianismo, nem o Deus dos crentes que assim se confessem apenas pela filiação a uma agremiação religiosa&#8230; Antes pelo contrário, Ele é a verdadeira Luz que vinda ao mundo ilumina a todos os homens; posto que Jesus tenha sido apresentado a nós como pertencendo a uma Ordem Sacerdotal Superior, não religiosa, não humana, e que é descrita como sendo a Ordem de Melquizedeque, na qual todos os seres humanos, sabendo ou não de tamanha Graça a eles disponível em Cristo, nela estão incluídos por uma decisão unilateral do amor de Deus; posto que Deus estivesse em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo.</p>
<p>12. Desse modo, tudo quanto concerne ao homem como necessidade, surge de Deus como solução do amor na Graça; a saber: arrependimento, fé, salvação, redenção, perdão, justificação, alegria, santificação e esperança eterna. Assim, não há nada que seja essencial ao homem que seja provisão do homem para o homem; pelo contrário, tudo provém de Deus.</p>
<p>13. Por esta razão o povo de Deus é o Povo da Graça; pois, quem quer que esteja em Deus só o está em razão de ter sido incluído gratuitamente em tão grande salvação.</p>
<p>14. Além disso, esse Povo de Deus é chamado a tornar-se seguidor de Deus nos passos de Jesus; e, por isto, só é Povo de Deus [e, portanto, Igreja], aquele que se entregar a Deus apenas crendo que no Cordeiro Eterno, Cristo Jesus, Tudo Está Consumado; não restando ao homem nada a fazer a fim de completar o que já estava Feito antes de haver mundo.</p>
<p>15. É porque o Evangelho é assim, e porque Jesus assim ensina, e, além disso, por ter sido apenas este o Fundamento Apostólico sobre o qual a revelação da Nova Aliança se deu, é que afirmamos com temor e santo temor que:</p>
<p>15.1. O que se fez nesses 1700 anos de História Cristã Romana, da qual a própria Reforma Protestante não deixou de ser herdeira, rompendo com muitas coisas, mas não com todas, tornando-se assim, de certa forma, apenas uma Re-forma, mas não uma Revolução de sentidos, conteúdos, e, sobretudo, de simplificação não de formas, mas de espírito — é ainda algo totalmente insatisfatório; posto que seja ainda um reformar, mas não uma ruptura de conteúdos, de dogmas, de doutrinas humanas, de lógicas mundanas, todas elas criadas pelo Pai do Cristianismo e seus auxiliares históricos: o Imperador Constantino.</p>
<p>15.2. Que o que provocou a Reforma nos dias dos Reformadores do Século XVI, tornou-se algo revivido com ênfases e disfarces de maldade ainda maior entre nós, hoje; posto que agora tudo seja feito com máscaras do “nome de Jesus”, porém, com modos que fazem as vendas de Indulgências que deram pavio ao fogo da Reforma, tornarem-se temas inocentes de presépio infantil.</p>
<p>15.3. Que as barganhas, as negociatas, as campanhas de exploração da credulidade do povo, o uso perverso da Bíblia, o espírito de troca e comercio, as maldições e ameaças pronunciadas “em nome de Jesus”, os novos apóstolos do dinheiro e da prosperidade, o desenfreado comercio da fé como produto, a utilização de todos as formas de manipulação e engano, as inegáveis manifestações de ações criminosas em nome da fé, o uso político da igreja e do nome de Jesus, e tudo quanto entre nós hoje se define como “igreja” e sua prática histórica, não mais é que um estelionato sem tamanho e medida, e que faz a Igreja Católica do Século XVI uma entidade de bruxos aprendizes daqueles que entre nós hoje são pastores, bispos, apóstolos e candidatos diabólicos à divindade.</p>
<p>15.4. Que não é mais possível usar termos como “evangélico”, que deveria significar “aquilo que carrega a qualidade do Evangelho”, nem termos como “Igreja”, que deveria apenas ser a assembléia dos crentes no Jesus dos Evangelhos — posto que “evangélico” tenha se tornado aquilo que no Evangelho é descrito como sendo anti-evangélico, e “Igreja” tenha se tornado aquilo que no Evangelho é apenas uma multidão perdida e sem pastor, tamanho é o descaminho dos seus guias e condutores do engano.</p>
<p>15.5. Que não é mais possível conviver passivamente com tamanho engano blásfemo, sob pena de nos tornarmos indesculpáveis diante de Deus, desta geração, e das que ainda virão.</p>
<p>15.6. Que hoje se ouve a Voz de Deus, dizendo como fez antes muitas vezes, e no futuro ainda voltará a dizer: “Sai do meio dela, óh povo meu!” Sim, pois “o Senhor conhece os que Lhe pertencem”; e deseja separar Seu Povo do convívio perverso não no “mundo”, mas, sobretudo, no “ambiente chamado ‘igreja’”; posto que, pela anuência silenciosa, estamos corroborando o engano para aqueles que não sabem discernir entre a mão direita e a esquerda.</p>
<p>15.7. Portanto, convidamos a todo aquele que ainda crê em Jesus segundo a pureza do Evangelho, que assuma hoje, e para sempre, uma total ruptura com tudo aquilo que se disfarça sob o nome de Jesus, mas que nada mais é do que manifestação do engano, até que chegue o Dia quando todo “Senhor, Senhor” que não teve correspondência de obediência ao Evangelho, de Jesus ouvirá o terrível “Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim todos vós que praticais a iniqüidade”.</p>
<p>15.8. Aqui, sem alarde, com total sinceridade no Evangelho, convidamos você a abraçar a busca da Regeneração; pois, o que a “igreja” precisa a fim de se tornar Igreja, segundo Jesus, é de Regeneração, de conversão, de arrependimento e de iluminação do Evangelho na Graça de Deus.</p>
<p>15.9. Portanto, não temos barganhas a fazer com tudo aquilo que, mesmo sendo anunciado “em nome de Jesus”, nada tenha de Jesus e do Evangelho; e assim fazemos porque temos certeza de que seremos cobrados por Deus se nos mantivermos alheios, silenciosos, perversamente educados no nosso assistir da mentira na sua prevalência histórica contra a verdade e a simplicidade do Evangelho.</p>
<p>15.10. Estas são as teses puras e simples deste momento/tempo de Busca de Regeneração de nós mesmos no Evangelho. Quem diz amém ao Evangelho de Jesus, esse não temerá viver todas as implicações dessa decisão proposta não como Reforma, mas como Regeneração.</p>
<p>Nele, que nos chama a servi-Lo hoje, nesta geração, pois a ela estamos endividados pelo conhecimento da Verdade em Jesus,</p>
<p><strong>Caio Fábio D’Araújo Filho<br />
E quem mais assinar antes ou depois de minha assinatura&#8230;<br />
21 de outubro de 2009<br />
Lago Norte<br />
Brasília<br />
DF</strong></p>
<p> </p>
<p> Link fonte do texto:</p>
<p> <a href="http://www.caiofabio.com/abaixoassinado/">http://www.caiofabio.com/abaixoassinado/</a></p>
<p>Assine se desejar em: <a href="http://www.caiofabio.com/abaixoassinado/assinar.asp">http://www.caiofabio.com/abaixoassinado/assinar.asp</a></p>
<p>Assinaturas até o momento:</p>
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		<title>O genuíno Novo Nascimento.</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 20:28:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não quero reformar nada! Não quero reformar ninguém! Apenas quero desconstruir minha religião e dar-me a oportunidade de começar novamente. Do zero! Quero aprender a orar porque suspeito que nunca aprendi em todos esses anos de eloquentes orações entonadas no conjunto de súplicas adornadas de lindos verbos. Tenho a ligeira impressão de que todas as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não quero reformar nada! Não quero reformar ninguém! Apenas quero desconstruir minha religião e dar-me a oportunidade de começar novamente. Do zero! Quero aprender a orar porque suspeito que nunca aprendi em todos esses anos de eloquentes orações entonadas no conjunto de súplicas adornadas de lindos verbos. Tenho a ligeira impressão de que todas as vezes em que falei em línguas na roda de oração para fazer notório o meu nível espiritual, não me valeram de edificação alguma. E que minhas devocionais carregadas de desânimo e obrigação para com a minha “consagração” no ministério de louvor não resultaram em nenhuma intimidade com Deus !</p>
<p><span id="more-949"></span></p>
<p>Quero desfazer de tudo que sei, ou que penso saber, e de tudo que não sei, e penso não saber, para aprender paulatinamente através de uma busca sincera, paciente, desobrigada, verdadeiramente motivada e autêntica, tudo quanto preciso, quanto quero e quanto me é essencial na jornada da fé. Quero despojar-me dos manuais religiosos, das doutrinas inquestionáveis, das tradições incoerentes e da estupidez e falácia da religião.</p>
<p>Quero duvidar de tudo e de todos, porque minha alma contorce pela verdade e tem sede de justiça. Quero abrir os meus olhos e enfrentar o ardor da luz cortante da revelação. Quero ficar cego por um tempo em virtude do impacto que a luz da verdade traz. Ficar cego para o enlatado evangélico, cego para o cauterizado cristianismo institucional. Quero ficar cego para as fórmulas instantâneas da fé, da sua comercialização e do abuso espiritual. Quero recobrar a visão aos poucos. Enxergar com sanidade a vida, as pessoas, a família, os amigos, o futuro, o presente e o passado. Quero aprender a enxergar tudo que enxergava errado. Usar minha visão pela primeira vez!</p>
<p>Quero me desviar dos caminhos da “i”greja que não segue o Caminho de Cristo. E andar na contra-mão desse sistema religioso elaborado sobre outro fundamento que não Jesus, a Rocha Viva. Quero tirar a capa que me identifica como “cristão” com o emblema da cruz para vestir-me de amor pelo próximo e por esse amor ser conhecido como discípulo de Cristo. E carregar não o emblema da cruz, antes, tomá-la dia após dia em meus ombros e renunciar à volúpia e morrer para o pecado.</p>
<p>Quero fugir dos grandes eventos de milagres e shows da fé, patrocinados por sórdida ganância e puro estrelismo. E me juntar aos homens de Deus presenteados com o dom da cura que trocam o palco pelo corredor dos hospitais. Que ao invés de pedirem que vão a eles, se disponhem a IR aos que necessitam.<br />
Cansei de viver sob maldição financeira! E, agora, não gasto meu dinheiro patrocinando esse sistema putréfulo de escravizar a fé dos pequeninos. Não quero participar de tal infâmia! Que o pouco que tenho sirva não ao luxo dos templos e de seus donos, mas, aos que realmente necessitam da minha fidelidade financeira resultante da confiança no Jeová Jiré. E não da ameaça pastoral de maldição da pobreza versus prosperidade.<br />
Quero ser livre para pecar! E da mesma maneira não pecar por entender que não me convém. Mas, se o desejo do pecado ronda a minha mente e não peco por causa da pressão de ter que me consagrar no ministério da “i”greja, que pobre que sou. Porque ainda não seria livre do pecado, mesmo não o praticando… Quero aprender a conduzir meu estilo de vida como resposta de gratidão à aceitação e perdão de Cristo, não como regras e proibições eclesiásticas que não tem efeito nenhum contra o pecado.</p>
<p>Estou desconstruindo a minha fé míope e doente para cultivá-la de forma autêntica, sincera, humana e verdadeira. Estou disposto a arriscar minhas crenças pelo conhecimento da verdade eterna, de modo, que mesmo vendo-a como em espelho, possa um dia conhecê-la completa assim como sou conhecido. Se para encontrar o Deus que está estampado no caráter de Cristo, me tornar necessário descrer do Deus pregado, e tornar-me ateu, que assim seja. E que possa, conhecê-Lo de forma pura, única, pessoal e intransferível.</p>
<p>Quero derrubar meus pilares espirituais porque não sei de onde vieram. Estavam lá no discurso e na retórica que pseudonimamente aceitei como sendo Jesus Cristo. Agora, nego a cartilha que reza, nego a teologia pronta que engoli e dou-me a oportunidade de aceitar, de fato, Cristo meu Senhor e Salvador, pura e simplesmente.<br />
Se fosse possível voltar ao ventre de minha mãe e carregar em meus genes a luz que agora vejo, para que ao nascer, soubesse desviar dos caminhos que para o homem parecem bons, poderia começar de novo sem incongruências e inverdades ludibriosas.<br />
Talvez, só agora tenha entendido o que significa  “nascer de novo”…</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Cruz que despreza o ego.</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 19:12:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Então, disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz, e siga-me” — (Mateus 16:24). Antes de desenvolver o tema deste verso, comentemos os seus termos. “Se alguém”: o dever imposto é para todos os que desejam se unir aos seguidores de Cristo e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Então, disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz, e siga-me” — (Mateus 16:24). Antes de desenvolver o tema deste verso, comentemos os seus termos. “Se alguém”: o dever imposto é para todos os que desejam se unir aos seguidores de Cristo e alistar sob a Sua bandeira. “Se alguém quer”: o grego é muito enfático, significando não somente o consentimento da vontade, mas o pleno propósito de coração, uma resolução determinada. “Vir após mim”: como um servo sujeito ao seu Mestre, um estudante ao seu Professor, um soldado ao seu Capitão. “Negue”: o grego significa “negar totalmente”. Negar a si mesmo: sua natureza pecaminosa e corrompida. “E tome”: não passivamente sofra ou suporte, mas assuma voluntariamente, adote ativamente. “Sua cruz”: que é desprezada pelo mundo, odiada pela carne, mas que é a marca distintiva de um cristão verdadeiro. “E siga-me”: viva como Cristo viveu — para a glória de Deus.</p>
<p><span id="more-918"></span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>O contexto imediato é mais solene e impressionante. O Senhor Jesus tinha acabado de anunciar aos Seus apóstolos, pela primeira vez, a aproximação de Sua morte de humilhação (v. 21). Pedro se assustou, e disse, “Tem compaixão de Ti, Senhor” (v. 22). Isto expressou a política da mente carnal. O caminho do mundo é a procura para si mesmo e a defesa de si mesmo. “Tenha compaixão de ti” é a soma de sua filosofia. Mas a doutrina de Cristo não é “salva a ti mesmo”, mas sacrifica a ti mesmo. Cristo discerniu no conselho de Pedro uma tentação de Satanás (v. 23), e imediatamente a rejeitou. Então, voltando-se para Pedro, disse: Não somente “deve” o Cristo subir à Jerusalém e morrer, mas todo aquele que desejar ser um seguidor dEle, deve tomar sua cruz (v. 24). O “deve” é tão imperativo num caso como no outro. Mediatoriamente, a cruz de Cristo permanece sozinha; mas experiencialmente, ela é compartilhada por todos que entram na vida.</p>
<p>O que é um “cristão”? Alguém que sustenta membresia em alguma igreja terrena? Não. Alguém que crê num credo ortodoxo? Não. Alguém que adota um certo modo de conduta? Não. O que, então, é um cristão? Ele é alguém que renunciou a si mesmo e recebeu a Cristo Jesus como Senhor (Colossenses 2:6). Ele é alguém que toma o jugo de Cristo sobre si e aprende dEle que é “manso e humilde de coração”. Ele é alguém que foi “chamado à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor” (1 Coríntios 1:9): comunhão em Sua obediência e sofrimento agora, em Sua recompensa e glória no futuro sem fim. Não há tal coisa como pertencer a Cristo e viver para agradar a si mesmo. Não cometa engano neste ponto, “E qualquer que não tomar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:27), disse Cristo. E novamente Ele declarou, “Mas aquele (ao invés de negar a si mesmo) que me negar diante dos homens (não “para” os homens: é conduta, o caminhar, que está aqui em vista), também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 10:33).</p>
<p>A vida cristã começa com um ato de auto-renúncia, e é continuada pela auto-mortificação (Romanos 8:13). A primeira pergunta de Saulo de Tarso, quando Cristo o apreendeu, foi, “Senhor, que queres que eu faça?”. A vida cristã é comparada com uma “corrida”, e o corredor é chamado para “deixar todo embaraço e o pecado que tão de perto nos assedia” (Hebreus 12:1), cujo “pecado” é o amor por si mesmo, o desejo e a determinação de ter o nosso “próprio caminho” (Isaías 53:6). O grande alvo, fim e tarefa posta diante do Cristão é seguir a Cristo — seguir o exemplo que Ele nos deixou (1 Pedro 2:21), e Ele “não agradou a si mesmo” (Romanos 15:3). E há dificuldades no caminho, obstáculos na estrada, dos quais o principal é o ego. Portanto, este deve ser “negado”. Este é o primeiro passo para se “seguir” a Cristo.</p>
<p>O que significa para um homem “negar a si mesmo” totalmente? Primeiro, isto significa a completa repudiação de sua própria bondade. Significa cessar de descansar sobre quaisquer obras nossas, para nos recomendar a Deus. Significa uma aceitação sem reservas do veredicto de Deus que “todas as nossas justiças [nossas melhores performances], são como trapo da imundícia” (Isaías 64:6). Foi neste ponto que Israel falhou: “Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus” (Romanos 10:3). Agora, contraste com a declaração de Paulo: “E seja achado nEle, não tendo justiça própria” (Filipenses 3:9).</p>
<p>Para um homem “negar a si mesmo” totalmente, deverá renunciar completamente sua própria sabedoria. Ninguém pode entrar no reino dos céus, a menos que tenha se tornado “como criança” (Mateus 18:3). “Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!” (Isaías 5:21). “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Romanos 1:22). Quando o Espírito Santo aplica o Evangelho em poder numa alma, é para “destruir os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo” (2 Coríntios 10:5). Um moto sábio para o todo cristão adotar é “não te estribes no teu próprio entendimento” (Provérbios 3:5).</p>
<p>Para um homem “negar a si mesmo” totalmente, deverá renunciar completamente sua própria força. É “não confiar na carne” (Filipenses 3:3). É o coração se curvando à declaração positiva de Cristo: “Sem mim, nada podeis fazer” (João 15:5). Este é o ponto no qual Pedro falhou: (Mateus 26:33). “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda” (Provérbios 16:18). Quão necessário é, então, que prestemos atenção à 1 Coríntios 10:12: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia”! O segredo da força espiritual reside em reconhecer nossa fraqueza pessoal: (veja Isaías 40:29; 2 Crônicas 12:9). Então, “fortifiquemo-nos na graça que há em Cristo Jesus” (2 Timóteo 2:1).</p>
<p>Para um homem “negar a si mesmo” totalmente, deverá renunciar completamente sua própria vontade. A linguagem do não-salvo é, “Não queremos que este Homem reine sobre nós” (Lucas 19:14). A atitude do cristão é, “Para mim, o viver é Cristo” (Filipenses 1:21) — honrá-Lo, agradá-Lo, servi-Lo. Renunciar sua própria vontade significa atender à exortação de Filipenses 2:5, “Que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”, o qual é definido nos versos que imediatamente seguem como de abnegação. É o reconhecimento prático de que “não sois de vós mesmos, porque fostes comprados por bom preço” (1 Coríntios 6:19,20). É dizer com Cristo, “Não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres” (Marcos 14:36).</p>
<p>Para um homem “negar a si mesmo” totalmente, deverá renunciar completamente suas luxúrias ou desejos carnais. “O ego do homem é um feixe de ídolos” (Thomas Manton, Puritano), e estes ídolos devem ser repudiados. Os não-cristãos são “amantes de si mesmos” (2 Timóteo 3:1); mas aquele que foi regenerado pelo Espírito diz com Jó, “Eis que sou vil” (40:4), “Eu me abomino” (42:6). Dos não-cristãos está escrito, “todos buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus” (Filipenses 2:21); mas dos santos de Deus está registrado,“eles não amaram a sua vida até à morte” (Apocalipse 12:11). A graça de Deus está “ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente” (Tito 2:12).</p>
<p>Esta negação do ego que Cristo requer de todos os Seus seguidores deve ser universal. Não há nenhuma reserva, nenhuma exceção feita: “Nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências” (Romanos 13:14). Deve ser constante, não ocasional: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lucas 9:23). Deve ser espontânea, não forçada, realizada com satisfação, não relutantemente: “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens” (Colossenses 3:23). Ó, quão impiamente o padrão que Deus colocou diante de nós tem sido rebaixado! Como isso condena a vida acomodada, agradável à carne e mundana de tantos que professam (mas, de maneira vã) que eles são “cristãos”!</p>
<p>“E tome a sua cruz”. Isto se refere não à cruz como um objeto de fé, mas como uma experiência na alma. Os benefícios legais do Calvário são recebidos através do crer, quando a culpa do pecado é cancelada, mas as virtudes experimentais da Cruz de Cristo são somente desfrutadas à medida que somos, de um modo prático, “conformados com a Sua morte” (Filipeneses 3:10). É somente à medida que realmente aplicamos a cruz às nossas vidas diárias, regulamos nossa conduta pelos seus princípios, que ela se torna eficaz sobre o poder do pecado que habita em nós. Não pode haver ressurreição onde não há morte, e não pode haver andar prático “em novidade de vida” até que “carreguemos no corpo o morrer do Senhor Jesus” (2 Coríntios 4:10). A “cruz” é o sinal, a evidência, do discipulado cristão. É sua “cruz”, e não o seu credo, que distingue um verdadeiro seguidor de Cristo do mundano religioso.</p>
<p>Agora, no Novo Testamento a “cruz” tem o significado de realidades definidas. Primeiro, ela expressa o ódio do mundo. O Filho de Deus veio aqui não para julgar, mas par salvar; não para punir, mas para redimir. Ele veio aqui “cheio de graça e verdade”. Ele sempre esteve à disposição dos outros: ministrando aos necessitados, alimentando os famintos, curando os enfermos, libertando os possessos pelo demônio, ressuscitando os mortos. Ele era cheio de compaixão: gentil como um cordeiro; inteiramente sem pecado. Ele trouxe com Ele felizes notícias de grande alegria. Ele procurou os perdidos, pregou aos pobres, todavia, não desdenhou dos ricos; Ele perdoou pecadores. E, como Ele foi recebido? Que tipo de recepção os homens Lhe deram? Eles O “desprezaram e rejeitaram” (Isaías 53:3). Ele declarou, “Eles Me odeiam sem uma causa” (João 15:25). Eles tiveram sede de Seu sangue. Nenhuma morte ordinária os apaziguaria. Eles demandaram que Ele deveria ser crucificado. A Cruz, então, foi a manifestação do ódio inveterado do mundo pelo Cristo de Deus.</p>
<p>O mundo não mudou, não mais do que o etíope pode mudar sua pele ou o leopardo suas manchas. O mundo e Cristo ainda estão em aberto antagonismo. Por conseguinte, está escrito: “Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tiago 4:4). É impossível andar com Cristo e comungar com Ele, até que tenhamos nos separado do mundo. Andar com Cristo necessariamente envolve compartilhar Sua humilhação: “Saiamos, pois, a Ele, fora do arraial, levando o seu vitupério” (Hebreus 13:13). Isto foi o que Moisés fez (veja Hebreus 11:24-26). Quanto mais próximo eu andar de Cristo, mais eu serei mal-entendido (1 João 3:2), ridicularizado (Jó 12:4) e detestado pelo mundo (João 15:19). Não cometa engano aqui: é extremamente impossível continuar com o mundo e ter comunhão com o Santo Cristo. Portanto, “tomar” minha “cruz” significa, que eu deliberadamente convido a inimizade do mundo através da minha recusa em ser “conformado” a ele (Romanos 12:2). Mas, o que importa o olhar carrancudo do mundo, se estou desfrutando os sorrisos do Salvador?</p>
<p>Tomar minha “cruz” significa uma vida voluntariamente rendida a Deus. Como o ato dos homens ímpios, a morte de Cristo foi um assassinato; mas como o ato do próprio Cristo, foi um sacrifício voluntário, oferecendo a Si mesmo a Deus. Foi também um ato de obediência a Deus. Em João 10:18 Ele disse, “Ninguém a [Sua vida] tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou”. E por que Ele o fez? Suas próximas palavras nos dizem: “Este mandato recebi de meu Pai”. A cruz foi a suprema demonstração da obediência de Cristo. Nesta Ele foi o nosso Exemplo. Uma vez mais citamos Filipenses 2:5: “Que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”. E nos versos seguintes nós vemos o Amado do Pai tomando a forma de um Servo, e tornando-Se “obediente até a morte, e morte de cruz”. Agora, a obediência de Cristo deve ser a obediência do cristão — voluntária, alegre, sem reservas, contínua. Se esta obediência envolve vergonha e sofrimento, acusação e perda, não devemos nos acovardar, mas por o nosso rosto “como um seixo” (Isaías 50:7). A cruz é mais do que o objeto da fé do cristão, ela é o sinal de discipulado, o princípio pelo qual sua vida deve ser regulada. A “cruz” significa rendição e dedicação a Deus: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1).</p>
<p>A “cruz” significa serviço vicário e sofrimento. Cristo deu a Sua vida pelos outros, e Seus seguidores são chamados a estarem dispostos para fazerem o mesmo: “Devemos dar nossa vida pelos irmãos” (1 João 3:16). Esta é a lógica inevitável do Calvário. Somos chamados para seguir o exemplo de Cristo, para a companhia de Seus sofrimentos, e para ser participantes em Seu serviço. Assim como Cristo “a si mesmo se esvaziou” (Filipenses 2:7), assim devemos fazer. Assim como Ele “veio para servir, e não para ser servido” (Mateus 20:28), assim devemos ser. Assim como Ele “não agradou a si mesmo” (Romanos 15:3), assim devemos fazer. Assim como Ele lembrou dos outros, assim devemos lembrar: “Lembrai-vos dos encarcerados, como se presos com eles; dos que sofrem maus tratos, como se, com efeito, vós mesmos em pessoa fôsseis os maltratados” (Hebreus 13:3).</p>
<p>“Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á” (Mateus 16:25). Palavras quase idênticas a estas são encontradas novamente em Mateus 10:39. Marcos 8:35, Lucas 9:24; 17:33, João 12:25. Certamente, tal repetição mostra a profunda importância de notar e prestar atenção a este dito de Cristo. Ele morreu para que nós pudéssemos viver (João 12:24), e assim devemos fazer (João 12:25). Como Paulo, devemos ser capazes de dizer “Em nada tenho a minha vida por preciosa” (Atos 20:24). A “vida” que é vivida para a gratificação do ego neste mundo, está “perdida” para eternidade; a vida que é sacrificada para os interesses próprios e rendida a Cristo, será “achada” novamente, e preservada durante toda a eternidade.</p>
<p>Um jovem universitário graduado, com prospectos brilhantes, respondeu ao chamado de Cristo para uma vida de serviço a Ele na Índia, entre a casta mais baixa dos nativos. Seus amigos exclamaram: “Que tragédia! Uma vida lançada fora!” Sim, “perdida”, até onde diz respeito a este mundo, mas “achada” novamente no mundo porvir !</p>
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		<title>Ódio e Perdão.</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 06:40:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A expressão “olho por olho, dente por dente”, amigos ouvintes, tornou-se proverbial. Ela é conhecida pelo o nome de Lei de Talião. Poucos são aqueles que sabem que ela provém da Bíblia, mais especificamente do livro de Êxodo, capítulo 21, versículo 24. Esta passagem faz parte das leis sobre agressão, leis através das quais, sentenças, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A expressão “olho por olho, dente por dente”, amigos ouvintes, tornou-se proverbial. Ela é conhecida pelo o nome de Lei de Talião. Poucos são aqueles que sabem que ela provém da Bíblia, mais especificamente do livro de Êxodo, capítulo 21, versículo 24. Esta passagem faz parte das leis sobre agressão, leis através das quais, sentenças, julgamentos, condenações e absolvições são prescritos em função da natureza ou gravidade do ato cometido. Mas leiamos juntos, se vocês desejarem, a passagem em questão: “Se homens brigarem, e ferirem mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém sem maior dano, aquele que feriu será obrigado a indenizar segundo o que lhe exigir o marido da mulher; e pagará como os juízes lhe determinarem. Mas, se houver dano grave, então, darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe”. Notemos, primeiramente, que a vítima que esta lei procura compensar é a mulher grávida e a criança, ou as crianças que ela carrega em seu ventre. A Bíblia, portanto, leva a sério a proteção das mulheres na sociedade, ao contrário do que comumente se alega. Não se pode impunemente ferir uma mulher grávida. A lei em questão prescreve a pena devida ao culpado, e fazendo assim ela também opera de maneira dissuasiva.</p>
<p><span id="more-903"></span></p>
<p> </p>
<p>Se há ferimento, o culpado deve esperar receber o mesmo golpe infligido àquela mulher. Pode parecer, a priori, estranho que uma lei do Antigo Testamento contemple um caso como este, a saber, um golpe, talvez até involuntariamente, sobre uma mulher grávida, durante uma disputa violenta entre dois homens. Compreenderemos melhor a necessidade de tal lei, se levarmos em conta a possibilidade de a mulher querer se interpor entre os dois homens para os separar. Mas, vocês me perguntariam, se trata de uma vingança prescrita pela Bíblia e por Aquele que inspirou as palavras? De maneira nenhuma. No capítulo 19 do livro de Levítico, que segue o livro de Êxodo no Antigo Testamento, nós lemos nos versos 17 e 18: “Não aborrecerás teu irmão no teu íntimo; mas repreenderás o teu próximo e, por causa dele, não levarás sobre ti pecado. Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”. As leis do Antigo Testamento sobre golpes e ferimentos, ou mesmo assassinatos, foram instituídas para que a justiça seja feita, sem que a gravidade dos feitos seja encoberta ou diminuída, mas também sem que nenhum excesso de ódio ou de vingança substitua uma justiça equilibrada. Ninguém podia tomar um braço, ou mesmo a vida do culpado, se este tinha feito alguém perder um olho ou um dente. Um princípio de proporcionalidade ou de equivalência na sentença devia prevalecer sobre toda a emoção, todo o sentimento de ódio. Visava também impedir que qualquer rancor fosse mantido.</p>
<p>Neste aspecto, a lei e sua observância testemunhavam da presença de Deus no meio de seu povo. Foi ele que, tendo dado Sua Lei por Moisés, prescreveu a norma do que é justo e equânime, a fim de evitar todo excesso. Como dissemos, este princípio de proporcionalidade na sentença, era também suficientemente dissuasivo. Notem, igualmente, que no caso de uma indenização contra o autor do golpe sobre a mulher grávida, golpe este que teria provocado o parto prematuro sem danos maiores, o valor da indenização era proposto pelo marido da mulher; mas um terceiro partido independente, constituído por juízes, deveria intervir para avaliar se o valor da indenização era justo. De fato, em sua cólera ou sua emoção, talvez mesmo por cobiça de um ganho não esperado, o marido poderia reclamar uma soma elevada demais. Assim, o princípio de proporcionalidade procurava evitar tanto quanto uma punição desproporcional, como uma pena que esquecesse a vítima e se ocupasse antes de tudo de poupar o culpado do dano. Um outro exemplo muito explícito deste princípio nos é dado no livro de Deuteronômio, capítulo 19, versos 16 a 21. Esta passagem retoma o princípio de Talião tal como acabamos de ver no nosso primeiro exemplo: “Quando se levantar testemunha falsa contra alguém, para o acusar de algum transvio, então, os dois homens que tiverem a demanda se apresentarão perante o Senhor, diante dos sacerdotes e dos juízes que houver naqueles dias. Os juízes indagarão bem; se a testemunha for falsa e tiver testemunhado falsamente contra seu irmão, far-lhe-eis como cuidou fazer a seu irmão; e, assim, exterminarás o mal do meio de ti; para que os que ficarem o ouçam, e temam, e nunca mais tornem a fazer semelhante mal no meio de ti. Não o olharás com piedade: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé”.</p>
<p>Encontramos aqui, novamente, o princípio de proporcionalidade, aquele da pena merecida pelo culpado &#8211; pena não somente pronunciada, mas também aplicada -, o valor dissuasivo da pena e os efeitos positivos no conjunto da sociedade; o mal na sociedade é extirpado. Notamos também a insistência sobre a seriedade no inquérito a ser investigado pelos juízes em serviço.</p>
<p>Estes exemplos podem servir de norma para a sociedade de hoje? Podemos atribuir-lhes algum valor, num mundo que parece tão diferente daquele do Antigo Testamento? Nossa sensibilidade não se adapta mais a castigos corporais, ainda mais que vemos certas sociedades muçulmanas aplicar da maneira mais bárbara, amputações de mãos e de pés para punir pequenos furtos. Em alguns países do Islam, não é raro ver mulheres brutalmente lapidadas porque tiveram a infelicidade de mostrar acidentalmente um centímetro quadrado de sua pele. Aqui, não se busca a proteção da mulher, mas sua opressão sob as formas mais extremas. Mas, amigos ouvintes, voltando ao Antigo Testamento, um cristão que lê a Bíblia seriamente sabe que, definitivamente, ele não pode interpretar corretamente o Antigo Testamento, a menos que leve em conta a luz trazida pelo Novo Testamento e pela pessoa de Jesus Cristo, aquele que, segundo seu próprio testemunho, é “a luz do mundo” (João 9:5). Ora, lemos no evangelho segundo Mateus, (cap. 5 versos 38 a 41) que Jesus Cristo declara: “Ouvistes que foi dito: olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes”. Que novo princípio Jesus Cristo ensina aqui a seus discípulos? Alguém poderia pensar, a priori – Ele está rejeitando todo o ensino do Antigo Testamento? No entanto, tal não é o caso. Primeiro, porque Jesus põe ênfase sobre a atitude pessoal do que foi lesado, e não sobre o sistema judiciário em si e sua validade. A questão aqui é a reação pessoal manifestada pela pessoa lesada em relação à pessoa que provocou o mal. Contra aqueles que não veriam mais do que a aplicação estrita da pena prescrita, endurecendo-se em um legalismo estreito, Jesus ensina a mansidão, a recusa à vingança, o perdão das ofensas. De fato, ele revela um aspecto que, como vimos, é belo e está contido na Lei: a recusa à vingança, o amor ao próximo. Jesus revela este aspecto porque mesmo que ele fale tão claramente e com sua autoridade divina, a plenitude deste princípio está ainda velada aos homens pecadores.</p>
<p>De fato, a aplicação estrita do princípio de proporcionalidade segundo a lei mosaica, não significa em si mesma que se viva uma relação harmoniosa com o Deus da Graça. Este princípio de proporcionalidade está bem estabelecido por Deus, mas ele não implica absolutamente em uma pureza automática do coração e das intenções daqueles que o aplicam. Ora, importa aqui sublinhar que Jesus Cristo pode proferir as palavras que lemos no evangelho segundo Mateus, porque Ele é a manifestação da Graça divina por excelência, a expressão da magnanimidade de Deus que tem perdoado o pecador, e não tem levado em conta seus pecados. Segundo a Bíblia, de fato todo o homem ou toda a mulher se acha em estado de desobediência para com Deus, e por isso merece a morte. Para deixar bem claro este ensino fundamental da Bíblia, leiamos juntos uma passagem crucial na carta do apóstolo Paulo aos Romanos, capítulo 3, versos 23 a 26: “pois todos pecaram e estão privados da gloriosa presença de Deus, sendo justificados gratuitamente , por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar da sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, e para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus”. Note bem, esta magnanimidade de Deus manifestou-se principalmente no sacrifício de Jesus Cristo sobre a cruz, segundo o princípio de proporcionalidade da pena.</p>
<p>Relembre as palavras de Deuteronômio: “Vida por vida”. É unicamente porque Cristo dá sua vida por aqueles que Deus comprou, que estão isentos desta pena. Mas alguém pagou o resgate, alguém sofreu a pena, “vida por vida”: e este alguém é Deus mesmo, na pessoa de Seu Filho Jesus Cristo. Eis aqui a expressão mais perfeita da magnanimidade de Deus, da misericórdia divina. É por ser o portador dessa misericórdia divina em si mesmo, que Jesus Cristo detém a autoridade para falar como está registrado no evangelho segundo Mateus. Ele chama aqueles que querem ser seus discípulos a exercerem uma magnanimidade semelhante àquele que ele demonstrará ao longo de todo o seu ministério, e mais particularmente no momento da entrega total de Sua pessoa sobre a Cruz do Gólgota. Porque sobre a Cruz, Deus perdoou na pessoa de Jesus Cristo, aquele cujos inimigos dividiram sua túnica; aquele que antes não tinha respondido às injúrias, bofetadas, golpes; aquele que jamais desobedeceu à Lei que manda amar a Deus e seu próximo. Ele, portanto, cumpriu esta Lei em seus atos por toda a sua vida. Mas ao oferecer esta mesma vida sobre a Cruz, ele cumpriu a Lei de uma maneira suplementar: ela exigia a vida de cada pecador, e exprimia esta exigência requerendo os sacrifícios rituais de animais, símbolos da vida exigida em pagamento do pecado. Cristo pagou uma vez por todas o resgate exigido, não de maneira simbólica, mas de maneira real, total e definitiva. Podemos, então, compreender com a maior clareza as palavras de Jesus registradas pelo evangelista Mateus no mesmo capítulo 5 que lemos há pouco algumas frases:</p>
<p>“Não penseis que eu vim abolir a lei ou os profetas. Eu vim não para abolir, mas para cumprir”. Revelando assim seu amor por seu povo, Deus mostra a extensão de sua magnanimidade, e ensina a seus filhos comprados, a lhe imitarem. Ele lhes ensina a compreender uma dimensão que nenhum humano pôde perceber antes: amor e justiça, proporção na pena e perdão, misericórdia e castigo, são possíveis no plano divino sem se excluírem mutuamente. Eles encontraram sua expressão perfeita na pessoa e obra de Jesus Cristo.</p>
<p>Quando de nossa próxima transmissão, nós refletiremos juntos sobre as implicações para a sociedade e para nossa conduta pessoal do ensino de Jesus sobre a misericórdia e a justiça.</p>
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		<title>Expiação perfeita.</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 06:32:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Nas polêmicas protestantes, este aspecto da obra expiatória de Cristo tem sido orientado contra o conceito romanista, de que a obra de satisfação realizada por Cristo não livra os fiéis da necessidade de fazer satisfação pelos pecados que eles têm praticado. Segundo a teologia romanista, todos os pecados do passado, no que respeita ao seu castigo temporal e eterno, são apagados no batismo, bem assim o castigo eterno dos pecados futuros dos fiéis. Mas, a respeito do castigo temporal dos pecados, depois do batismo, o fiel tem de fazer satisfação, ou nesta vida ou no purgatório. Em oposição a toda e qualquer noção de satisfação humana, os protestantes combatem corretamente, afirmando que a satisfação de Cristo é a única oferecida pelo pecado, e que esta é tão perfeita e final, que não deixa nenhuma obrigação penal por qualquer pecado do crente. É verdade que nesta vida os crentes são castigados por seus pecados, e que tal castigo é corretivo e santificador – “produz fruto pacífico aos que têm sido por ela [=disciplina] exercitados, fruto de justiça” (Hb 12.11). E este castigo é doloroso. Contudo, assemelhar este castigo com a satisfação pelo pecado é impingir não só <em>a perfeição </em>da obra de Cristo, mas também a <em>natureza </em>da satisfação de Cristo. “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). Não pode haver nenhum abrandamento na polêmica protestante contra esta perversão do evangelho de Cristo. Se permitirmos a entrada, mesmo que seja de uma noção mínima de satisfação humana, em nossa formulação de justificação ou santificação, então teremos poluído o rio cujas correntes alegram a cidade de Deus. E a mais grave perversão que ela impõe é que rouba do Redentor a glória da sua perfeita realização. Ele mesmo fez a purificação dos nossos pecados e assentou-se à direita da majestade nas alturas (Hb 1.3). Contudo, a situação na qual nos achamos com referência ao debate sobre o tema da expiação, requer de nós que consideremos outros meios pelos quais a doutrina da perfeição da expiação tem sido prejudicada, e é necessário que incluamos neste título outras características da obra consumada de Cristo.</p>
<p> </p>
<p><span id="more-899"></span></p>
<p> </p>
<p>1. <em>A</em><em> objetividade histórica. </em>Na expiação, algo foi realizado uma vez por todas, sem qualquer participação ou contribuição de nossa parte. Uma obra foi aperfeiçoada, a qual antecede a todo e qualquer reconhecimento ou resposta por parte daqueles que são os seus beneficiários. Qualquer redução deste fato no interesse do que se supõe ser uma interpretação mais ética, ou no interesse de interpretar a expiação segundo os termos dos efeitos éticos que se calculam produzir em nós, é eviscerar a verdade da expiação. A expiação é objetiva para nós, realizada independentemente de nós, e os efeitos subjetivos que se acumulam dela pressupõem a sua realização. Os efeitos subjetivos exercidos sobre o nosso entendimento e vontade podem seguir somente na medida em que reconhecermos, pela fé, o significado do fato objetivo.</p>
<p>Há ainda outra implicação de sua objetividade histórica, que precisa ser enfatizada. E o caráter estritamente histórico daquilo que foi realizado. A expiação não é supra-histórica nem contemporânea. É verdade que a pessoa que expiou em relação ao pecado está acima da história quanto à sua divindade e filiação eternas. Como tal, ele é eterno e transcende a todas as condições e circunstâncias do tempo. Ele é, com o Pai e com o Espírito, o Deus da história. É também verdade que, como o Filho encarnado, exaltado à mão direita de Deus, ele é, num sentido verdadeiro, contemporâneo. Ele vive para sempre e, como o vivente que esteve morto, ele está <em>vivo </em>outra vez e é a sempre-presente e a sempre-ativa incorporação da eficácia, virtude e poder que emanam da expiação. Mas a expiação foi efetuada na natureza humana e numa ocasião específica no passado, foi consumada no calendário dos eventos. Poderia alguma coisa apontar mais claramente para a verdade e a significação dela, do que a palavra do apóstolo: “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar <em>os </em>que estavam sob a lei”? (Gl 4.4,5). Independentemente da nossa interpretação de “a plenitude do tempo” como a medida plena do tempo designado por Deus, o período que tinha de seguir o curso antes que Deus enviasse o seu Filho ou como o tempo que <em>consume o </em>tempo e concede ao tempo a sua plena completação, devem os reconhecer a significação de tempo para a missão que é registrada em e designada pela encarnação do Filho de Deus. A encarnação ocorreu num ponto específico marcado pela chegada da plenitude do tempo; ela não ocorreu antes disso e, embora a encarnação seja um estado permanente, ela não <em>ocorreu outra vez. </em>A história, com os seus encontros determinados e períodos bem definidos, tem profundo significado no drama da realização divina. O condicionamento histórico e a localização dos eventos no tempo não podem ser erradicados nem a sua significação subestimada. E o que é verdadeiro quanto ao evento da encarnação é também verdadeiro quanto à redenção realizada. Ambas são localizadas historicamente e nenhuma das duas é supra-histórica ou contemporânea.</p>
<p>2. <em>A</em><em> fatalidade. </em>Nas polêmicas históricas, esta característica da expiação tem sido realçada em oposição à doutrina romanista do sacrifício da missa. Esta polêmica contra a blasfêmia romanista é tão necessária em nossos dias como o foi no período da Reforma. A expiação é uma obra consumada, nunca mais repetida; ela é irrepetível. Em nosso contexto moderno, contudo, é necessário insistir neste princípio, não apenas em oposição a Roma, mas também em oposição a um conceito prevalecente dentro dos círculos protestantes. Este conceito diz que o ato divino em levar o pecado não pode limitar-se ao evento histórico do sacrifício de Jesus; antes, deve ser considerado como eterno, assim como a obra da expiação, encarnada na paixão de Jesus Cristo, é eterna nos céus, na própria vida de Deus, “uma obra eterna de expiação, supra-temporal à semelhança da vida de Deus&#8230; continuando enquanto os pecados continuam a ser cometidos e existem pecadores a ser reconciliados. <a href="http://www.monergismo.com/textos/expiacao/expiacao_perfeicao_murray.htm#nota16#nota16">[16]</a></p>
<p>De fato, é sumamente necessário reconhecer a atividade contínua do sumo sacerdócio de Cristo no céu. É necessário lembrar que ele incorpora eternamente em si mesmo a eficácia que emanou deste sacrifício realizado aqui na terra, e que pela virtude desta eficácia ele exerce o seu ministério celestial como o grande Sumo Sacerdote de nossa confissão. É sobre este princípio que ele intercede em favor de seu povo. E é em razão desta compaixão, derivada de suas tentações terrenas, que ele pode ser tocado de sentimento pelas nossas enfermidades. Esta afirmação significa que a unidade do ofício sacerdotal de Cristo e a sua atividade devem ser plenamente apreciadas. Mas o fato de não devermos interromper a unidade de suas funções sacerdotais não significa que temos a liberdade para confundir as fases e ações distintas de seu ofício sacerdotal. Devemos fazer distinção entre a oferta do sacrifício e a subseqüente atividade do sumo sacerdote. O que o Novo Testamento enfatiza é a unidade definitiva e histórica do sacrifício que expiou a culpa e fez reconciliação com Deus (veja-se Hb 1.3; 9.12, 25-28). Deixar de apreciar a finalidade desta definição leva à incompreensão do verdadeiro sentido da expiação. Na formulação bíblica, a expiação não pode ser concebida à parte das condições sob as quais ela foi realizada. Pelo menos duas condições são indispensáveis, a saber, humilhação e obediência, e estas são condicionadas mutuamente uma pela outra. Seria uma contradição ao teor de toda a Escritura, transferir a expiação para uma esfera onde nos seria impossível acreditarmos que estas condições existem.</p>
<p>Além do mais, se pensarmos na fórmula: “expiação eterna no coração de Deus”, devemos, mais uma vez, fazer distinções. É verdade que a expiação fluiu e foi a provisão do amor eterno do coração de Deus. Contudo, conceber a expiação como eterna é confundir o eterno com o temporal. O testemunho da Escritura é inconfundível a respeito da significação que Deus dá à realização temporal. Ela se refere à expiação e o faz de forma definida e decisiva. A nossa definição de expiação deve-se derivar da expiação revelada pela Escritura. E a expiação da qual a Escritura fala é a obediência vicária, expiação, propiciação, reconciliação e redenção efetuadas pelo Senhor da glória quando ele, uma vez por todas, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas.</p>
<p><em>3. A</em><em> unicidade. </em>Horace Bushnell nos forneceu o que é, provavelmente, a mais eloqüente exposição e defesa do conceito de que o sacrifício de Cristo é a ilustração suprema e a vindicação do princípio de auto-sacrifício, o qual opera no coração de cada ser que é santo e amoroso, quando este é confrontado com o mal e o pecado. “O amor é um princípio essencialmente vicário em sua própria natureza, identificando o sujeito com outros, a fim de sofrer as adversidades e as suas dores e tomar sobre si mesmo o peso de seus males” <a href="http://www.monergismo.com/textos/expiacao/expiacao_perfeicao_murray.htm#nota17#nota17">[17]</a> “Há um Getsêmani oculto em todo amor” (ibid., pág. 47). “Quando sustentamos o conceito de sacrifício vicário, descobrirmos que ele pertence à natureza essencial de todas as virtudes santas. Somos também constrangidos a prosseguir e mostrar como ele pertence a todos os outros seres bons, tão verdadeiramente como o próprio Cristo na carne &#8211; corno o Pai eterno antes de Cristo, e a vinda posterior do Espírito Santo, e os anjos bons, tanto antes como depois, todos igualmente carregaram os problemas, lutaram nas dores de seus sentimentos vicários em favor dos homens; e então, finalmente, como a cristandade trouxe a lume, ao nascer dentro de nós o mesmo amor vicário que reina em todos os seres bons e glorificados do reino celestial; reunindo-nos de acordo com Cristo, o nosso Mestre, tendo aprendido a carregar a sua cruz e a estar com ele em sua paixão” (Ibid., pág. 53).</p>
<p>Distinguir a verdade do erro e elucidar as falsidades nestas citações nos levaria para muito além dos nossos limites. É verdade que o sacrifício de Cristo é a revelação suprema do amor de Deus. É verdade que a vida, sofrimento e morte de Cristo nos dão um exemplo supremo de virtude. É verdade que as aflições da Igreja preenchem o que resta das aflições de Cristo, e que através destas aflições dos crentes a obra expiatória de Cristo cumpre o seu propósito. Mas afirmar que temos parte naquilo que constituiu o sacrifício vicário de Cristo é algo completamente diferente. É indefensável e perverso impor sobre os termos <em>vicário e sacrifício </em>uma conotação diluída que reduza <em>o sacrifício vicário </em>de Cristo a uma denominação que o destitui do caráter único e distintivo que a ele é aplicado pela Escritura. De fato, Cristo nos deu um exemplo a fim de seguirmos os seus passos. Porém, nunca foi proposto que esta emulação de nossa parte fosse acrescentada à obra de expiação, propiciação, reconciliação e redenção, realizada por ele. Ao definirmos a expiação segundo os termos da Escritura, percebermos facilmente que ela foi feita exclusivamente por Cristo.</p>
<p>E não apenas isto. Por qual autoridade ou por qual raciocínio podemos inferir que o que é constitutivo de, ou é exemplificado no sacrifício vicário de Cristo é aquilo que se aplica a todo amor santo como ele contempla o mal e o pecado? É somente através de uma confusão fatal de categorias que tais inferências podem se tornar plausíveis. A representação bíblica é que o Filho encarnado de Deus, e somente ele, à exclusão do Pai e do Espírito na esfera do divino, à exclusão de anjos e homens na ordem criada, deu-se a si mesmo em sacrifício para redimir-nos para Deus por meio de seu sangue. Seja qual for o ângulo pelo qual contemplemos este sacrifício, descobrimos que a sua unicidade é tão inviolável como a unicidade de sua pessoa, de sua missão e de seu ofício. Quem é o Deus-homem senão unicamente ele? Quem derramou sangue tão vicário, senão unicamente ele? Quem é o grande sumo sacerdote para oferecer tal sacrifício, senão unicamente ele? Quem entrou uma vez por todas no Santo dos Santos, tendo obtido a redenção eterna, senão unicamente ele? Podemos citar com proveito as palavras de Hugh Martin. Elas são extraídas de sua magistral polêmica contra a posição teológica de F. W. Robertson de que o “ sacrifício vicário é a lei da vida”. Com referência a esta posição, Martin diz: “Um pronunciamento de um soberbo oráculo! Não é necessário dizer que refutamos com uma negação direta. O sacrifício vicário não somente não é a lei da vida, ele não é <em>lei </em>alguma. Ele é uma <em>transação </em>divina, incomparável e solitária &#8211; nunca se repetirá, jamais será equiparado e jamais será assemelhado. Foi o expediente da divina sabedoria, esplêndido e inesperado, que, em sua manifestação, as mentes dos anjos se inundaram do conhecimento de Deus! Foi o livre conselho do beneplácito da vontade de Deus. Foi a soberana determinação de sua graça e amor. Somos destituídos do soberano amor de Deus ante a noção de que o sacrifício vicário é a “lei da vida”. <a href="http://www.monergismo.com/textos/expiacao/expiacao_perfeicao_murray.htm#nota18#nota18">[18]</a></p>
<p>4. <em>A</em><em> eficácia intrínseca. </em>Nas polêmicas da teologia histórica, este aspecto da expiação tem sido realçado a fim de combater a doutrina remonstrante que ensina que Cristo fez algo que Deus graciosamente aceita no lugar da plena satisfação da justiça. A declaração da Confissão de Fé de Westminster é admiravelmente formulada em distinção à posição remonstrante. “O Senhor Jesus, pela sua perfeita obediência e pelo sacrifício de si mesmo, sacrifício que, pelo Eterno Espírito, ele ofereceu a Deus uma só vez, satisfez plenamente à justiça do Pai, e; para todos aqueles que o Pai lhe deu, adquiriu não só a reconciliação, como também urna herança perdurável no reino dos céus” (VIII, V).</p>
<p>É preciso ter em mente e formular corretamente a relação entre a graça de Deus e a obra expiatória de Cristo. Foi pela graça de Deus que Cristo foi dado por nós. Foi por sua própria graça que ele deu-se a si mesmo. Seria inteiramente errôneo imaginar que a obra de Cristo pudesse induzir o Pai a sentir-se constrangido a ser bondoso e gracioso. “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo” (Ef 2.4,5; cf. 1 Jo 4.9). A expiação é a provisão do amor e graça do Pai. Há, todavia, igual necessidade de lembrar que a obra realizada por Cristo foi em si mesma intrinsecamente adequada para satisfazer todas as necessidades criadas pelos nossos pecados e todas as exigências da santidade e justiça de Deus. Cristo pagou a dívida do pecado. Ele levou os nossos pecados e os purificou. Ele não fez um pagamento simbólico que Deus aceitasse como se fosse tudo. As nossas dívidas não foram canceladas; elas foram liquida das . Cristo adquiriu a redenção, e, portanto, a garantiu. Ele tomou sobre si e absorveu a medida total do juízo e condenação divinos contra o pecado. Ele operou a justiça que é a única base da completa justificação e o título para a vida eterna. Assim, a graça reina através da <em>justiça </em>para a vida eterna por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Rm 5.19,21). Ele expiou a culpa e “com uma única oferta aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hb 10.14). “E, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor (=a causa) da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5.9). Em uma palavra, Jesus cumpriu todas as exigências oriundas do nosso pecado e <em>adquiriu </em>todos os benefícios que conduzem à liberdade e são consumados na liberdade da glória dos filhos de Deus.</p>
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		<title>Feridas e curas da vida.</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 17:38:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Provérbios de Salomão nos convidam a “entender o nosso próprio caminho” (Pv 14.8) e “estar atentos para os nossos passos” (Pv 14.15). De fato, a maturidade provém da capacidade de compreender a nossa história e integrar as peças esparsas do quebra-cabeça que é a nossa existência para enxergar o quadro completo. As experiências marcantes da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Provérbios de Salomão nos convidam a “entender o nosso próprio caminho” (Pv 14.8) e “estar atentos para os nossos passos” (Pv 14.15). De fato, a maturidade provém da capacidade de compreender a nossa história e integrar as peças esparsas do quebra-cabeça que é a nossa existência para enxergar o quadro completo. As experiências marcantes da nossa vida precisam ser consideradas com reverência para encontrar o seu sentido mais profundo e aprender com elas. Tempo e atenção são necessários se queremos evitar a superficialidade. </span></span><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Fomos criados à imagem de Deus, que é Luz. Assim, quanto mais nos aproximamos dele numa atitude contemplativa, mais enxergamos a nossa própria realidade. O olhar amoroso de Deus nos permite superar o medo da rejeição e tirar as nossas máscaras para reconhecer tanto a nossa luz quanto a nossa sombra. Percebemos nossos limites, feridas, mecanismos de defesa e incoerências, mas também nossa aspiração por amor, alegria e paz, nossa capacidade criativa e relacional, nossa busca de sentido existencial.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span id="more-878"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Identificamos, perplexos, a coexistência simultânea e sistêmica de alegria e tristeza, prazer e dor, sofrimento e paz, amor e solidão. Perceber esta condição da nossa humanidade entra em choque com o desejo de nos apegar a um estado mental dominante e obsessivo como a busca da felicidade permanente. Nossa sociedade a define como a ausência de dor e, para isso, construímos um castelo forte onde estamos protegidos, mas também enclausurados. Poupar-nos do sofrimento acaba nos privando da alegria, pois estes dois sentimentos são parceiros inseparáveis nesta vida. Nossa cultura prega uma felicidade artificial mantida com pílulas que anestesiam a dor, camuflando a nossa inescapável condição de mortalidade e fragilidade. Solitários e carentes, buscamos compensar o nosso vazio interior mediante um consumismo compulsivo.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O desejo mais profundo de amar e ser amado requer a disposição de baixar as defesas e nos torna vulneráveis. Como diz uma música popular: “Quem quiser aprender a amar, vai ter que chorar, vai ter que sofrer&#8230;”. As feridas mais profundas e dolorosas não provêm de acidentes que nos aconteceram, mas do amor. O amor transforma nossa personalidade e nossa percepção. Ele nos arranca de um mundo unidimensional em preto e branco para nos transportar num universo de cores brilhantes e paisagens sempre renovadas. Quando o amor se retrai, sofremos a dor da perda. A alegria do encontro é proporcional à dor do desencontro.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Como diz o teólogo John Main, precisamos diferenciar feridas e machucados. Os machucados como o fracasso num teste, uma derrota financeira, uma expectativa frustrada, são sofrimentos provisórios e superáveis. As feridas nos marcam para sempre. Elas modificam nossa percepção íntima e o fundamento da nossa identidade. Uma ferida significa que nada será como antes. O tempo apaga os machucados, não cura as feridas. Somente a imersão no amor absoluto de Deus pode curá-las. É preciso mergulhar na morte de Cristo para experimentar a sua ressurreição. O significado das nossas feridas emerge quando as vivenciamos na sua relação com outros eventos e padrões da nossa vida.</span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-weight: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Conforme a maneira como lidamos com as nossas feridas, podemos nos tornar feridos que ferem ou feridos que curam</span></strong><span style="font-family: Arial;">. A Bíblia fala de dois tipos de tristeza: uma tristeza ”mundana” que leva à autocomiseração, nos faz assumir o papel de vítima e “produz morte”; uma tristeza na perspectiva de Deus que gera humildade, transformação e vida (2Co 7.10). Mergulhando na história da nossa vida, encontramos momentos dramáticos em que tivemos que fazer a escolha crucial de nos tornarmos amargurados por nossas feridas ou feridos que curam. O filme “Patch Adams: o amor é contagioso” fala de um homem que fez a escolha de ser um ferido que cura e quase desistiu quando uma nova ferida o empurrou na beira do precipício. Para o seu próprio bem e o bem das pessoas à sua volta, ele finalmente escolheu seguir o princípio bíblico de “vencer o mal com o bem”(Rm 12.21). Na maioria das vezes, optamos por uma solução intermediária mesclando sentimentos de mágoa e desejo de superar, passando alternativamente de vítima à protagonista.    </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Nossa experiência pessoal de feridos curados pelo amor incondicional de Deus é que nos permite aliviar o sofrimento de outros. Enquanto perseguirmos nossa felicidade como prioridade absoluta, iremos fazer isto às custas do bem estar do outro. Mas ao buscar minorar a dor do nosso próximo, encontraremos a plenitude de alegria para a qual fomos criados. Ao acolher a realidade com todas as suas facetas, não podemos deixar de perceber o próprio Deus. Cristo é a Verdade e a Vida. Por isso, ao optarmos pela verdade encontraremos a Cristo, assim como através das coisas bonitas podemos enxergar a própria beleza. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A cruz de Cristo proclama que a vida não se preserva negando a morte, mas acolhendo o ciclo de morte e renascimento. Por isso, somos chamados a “levar sempre no corpo o morrer de Jesus para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo” (2Co 4.10). Assim, em vez de fugir do sofrimento por meio de uma vida artificial, podemos superá-lo com o bálsamo do amor de Deus que transforma o mal em bem. Precisamos olhar para os retalhos espalhados da nossa vida na perspectiva de Cristo que venceu o mal e a morte. Assim podemos costurá-los para formar uma colcha que reflete a obra de arte única que é a nossa existência à luz do amor de Deus e na dependência do Espírito Santo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
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		<title>Salvação não se perde !.</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 17:44:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<description><![CDATA[Todos que passam por uma fase da aplicação da redenção, experimentarão também a fase seguinte. Por exemplo, todos a quem Deus predestinou, ele também intimará à salvação no devido tempo. Agora, Romanos 8:30 diz: “Aos que justificou, também glorificou”. Essa declaração necessariamente implica que todos os que experimentam a justificação também experimentarão a glorificação; ninguém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Todos que passam por uma fase da aplicação da redenção, experimentarão também a fase seguinte. Por exemplo, todos a quem Deus predestinou, ele também intimará à salvação no devido tempo. Agora, Romanos 8:30 diz: “Aos que <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">justificou</span></em>, também <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">glorificou</span></em>”. Essa declaração necessariamente implica que todos os que experimentam a justificação também experimentarão a glorificação; ninguém que é justificado falhará em ser glorificado. Visto que a glorificação se refere à consumação da obra salvadora de Deus no eleito, isso significa que uma vez que um indivíduo tenha sido justificado aos olhos de Deus, sua justiça legal nunca será perdida. Visto que todos aqueles que são justificados também serão glorificados, os verdadeiros cristãos nunca perderão sua salvação. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-857"></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Essa doutrina é frequentemente chamada de PERSEVERANÇA DOS SANTOS; e também de SEGURANÇA ETERNA em alguns círculos. Esses termos são acurados, visto que os crentes verdadeiros conscientemente perseveram na fé e os eleitos estão, de fato, eternamente seguros em sua salvação. Contudo, muitas passagens bíblicas tratando com esse tópico enfatizam que é Deus quem ativamente preserva o crente do princípio ao fim da sua salvação, que Jesus é “o <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">autor</span></em> e <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">consumador</span></em> da nossa fé” (Hebreus 12:2). Esse sendo o caso, PRESERVAÇÃO é um termo melhor. Ele reflete o fato de que, no final das contas, é Deus quem mantém a salvação dos cristãos, e não o crente em si. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Favorecer a perspectiva da preservação não nega que o crente deve deliberadamente se aperfeiçoar e conscientemente se esforçar para perseverar. É anti-bíblico dizer que, visto que é Deus em última análise quem nos guarda, portanto, não precisamos exercitar nenhum esforço consciente em nosso desenvolvimento espiritual. “Relaxe, e deixe Deus fazer tudo”, uma frase popular que provavelmente veio do movimento de Keswick, é anti-bíblica quando aplicada à santificação. Contudo, a palavra “preservação” nos ajuda a lembrar que é Deus quem concede e causa qualquer aperfeiçoamento e estabilidade em nosso crescimento em conhecimento e santidade, mesmo que estejamos dolorosamente conscientes dos esforços que temos exercido para o nosso desenvolvimento espiritual. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Há muitas passagens que bíblicas ensinam que Deus preserva aqueles a quem ele elegeu, regenerou e justificou:</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Farei com eles uma aliança permanente: Jamais deixarei de fazer o bem a eles, e farei com que me temam de coração, para que jamais se desviem de mim. (Jeremias 32:40)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Todo aquele que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei. Pois desci dos céus, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou. E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no último dia.. (João 6:37-39)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai. (João 10:28-29)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Romanos 8:38-39)</p>
<p>Ele os manterá firmes até o fim, de modo que vocês serão irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. (1 Coríntios 1:8)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ora, é Deus que faz que nós e vocês permaneçamos firmes em Cristo. Ele nos ungiu, nos selou como sua propriedade e pôs o seu Espírito em nossos corações como garantia do que está por vir. (2 Coríntios 1:21-22)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus. (Filipenses 1:6)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Que o próprio Deus da paz os santifique inteiramente. Que todo o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam preservados irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele que os chama é fiel, e fará isso. (1 Tessalonicenses 5:23-24)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Por essa causa também sofro, mas não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou bem certo de que ele é poderoso para guardar o que lhe confiei até aquele dia. (2 Timóteo 1:12)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O Senhor me livrará de toda obra maligna e me levará a salvo para o seu Reino celestial. A ele seja a glória para todo o sempre. Amém. (2 Timóteo 4:18)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Conforme a sua grande misericórdia, ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança que jamais poderá perecer, macular-se ou perder o seu valor. Herança guardada nos céus para vocês que, mediante a fé, são protegidos pelo poder de Deus até chegar a salvação prestes a ser revelada no último tempo. (1 Pedro 1:3-5)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos que foram chamados, amados por Deus Pai e guardados por Jesus Cristo. (Judas 1)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Àquele que é poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante da sua glória sem mácula e com grande alegria, ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém. (Judas 24-25)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">A doutrina da preservação não diz que qualquer um que fez uma profissão de fé em Cristo está então salvo e nunca se perderá, visto que sua profissão pode ser falsa. Antes, a doutrina ensina que os <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">verdadeiros</span></em> cristãos nunca se perderão. Eles nunca se apartarão permanentemente de Cristo, embora alguns deles possam até mesmo cair profundamente no pecado por um tempo. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Um verdadeiro cristão é alguém que deu assentimento verdadeiro ao evangelho, e cuja “fé sincera” (1 Timóteo 1:5) se torna evidente através de uma transformação contínua de pensamentos, conversação e comportamento em conformidade às demandas da Escritura. João diz que alguém que é regenerado “não pode continuar pecando” (1 João 3:9). Por outro lado, uma pessoa que produz uma profissão de Cristo com resultado de um falso assentimento ao evangelho pode permanecer “somente um pouco de tempo. Quando surge alguma tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo a abandona” (Mateus 13:21). </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Algumas vezes até os eleitos podem cair em sério pecado, mas tal queda nunca será permanente. Todavia, enquanto uma pessoa estiver vivendo um estilo de vida pecaminoso, não temos razão para crer em sua profissão de fé naquele momento, e, portanto, devemos pensar dele como um incrédulo. Jesus ensina que uma recusa obstinada para se arrepender é uma razão suficiente para a excomunhão: </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão. Mas se ele não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que ‘qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas. Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano. (Mateus 18:15-17)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Visto que ele é considerado um incrédulo, ele não pode ser um candidato para casamento por um cristão, ele não pode participar na comunhão, e ele não sustentar nenhuma responsabilidade ministerial. Ele pode ser realmente um verdadeiro cristão, mas não há nenhuma forma de estar certo disso enquanto ele permanecer no pecado. De fato, ele deveria ser considerado e tratado como um incrédulo, juntamente com todas as implicações de tal suposição. “Portanto, irmãos, empenhem-se ainda mais para consolidar o chamado e a eleição de vocês, pois se agirem dessa forma, jamais tropeçarão” (2 Pedro 1:10).</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Aqueles que caem e nunca se arrependem, nunca foram verdadeiramente salvos. João diz: “Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos” (1 João 2:19). Judas pareceu ter seguido Jesus por vários anos, mas Jesus diz: “Não fui eu que os escolhi, os Doze? Todavia, um de vocês é um diabo!” (João 6:70). O versículo 64 explica: “Jesus sabia desde o princípio quais deles não criam e quem o iria trair ”.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Assim, não é como se Judas tivesse verdadeira fé, e então caísse em pecado e perdesse a sua salvação; pelo contrário, ele nunca teve verdadeira fé de forma alguma. Jesus escolheu Judas sabendo que ele seria o traidor: “Enquanto estava com eles, eu os protegi e os guardei no nome que me deste. Nenhum deles se perdeu, a não ser aquele que estava destinado à perdição, para que se cumprisse a Escritura” (João 17:12). Esse versículo pressupõe a eleição divina, e explicitamente ensina as doutrinas da preservação e reprovação. Jesus guardou a salvo os onze, que estavam entre os eleitos, mas Judas se perdeu porque ele, antes e tudo, nunca tinha sido salvo; ele estava entre os reprovados, “preparados para destruição ”.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Por outro lado, aqueles entre os eleitos que parecem cair de sua fé, todavia, retém sua salvação, e eles retornarão a Cristo de acordo com o poder de Deus para preservá-los. Por exemplo, mesmo antes de Pedro negar a Cristo, foi-lhe dito: “Simão, Simão, Satanás pediu vocês para peneirá-los como trigo. Mas eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E quando você se converter, fortaleça os seus irmãos” (Lucas 22:31-32). É verdade que se a fé de alguém se perder realmente, então ele perdeu também sua salvação; contudo, é o próprio Deus quem impede que a fé dos seus eleitos desfaleça. E assim como Jesus orou por Pedro, ele está agora orando por todos os cristãos, de forma que não importa quais problemas espirituais eles pareçam estar experimentando, no final a fé deles não desfalecerá: </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles. (João 17:20)</p>
<p>Portanto, ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles. (Hebreus 7:25)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">Jesus não fez tal oração por Judas, mas ele orou somente pelos seus eleitos: “Eu rogo por eles. Não estou rogando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus” (João 17:9).</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Uma das objeções mais comuns a essa doutrina declara que, se é verdade que o crente não pode perder sua salvação, então isso constitui uma licença implícita para pecar. O cristão pode pecar o quanto ele quiser, e ainda permanecerá seguro em Cristo. Contudo, o verdadeiro cristão não deseja viver no pecado, embora ele possa ocasionalmente tropeçar. O verdadeiro crente detesta o pecado e ama a justiça. Alguém que peca sem restrição não é um cristão de forma alguma. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Há várias passagens bíblicas que ordenam os cristãos a buscarem a justiça e evitarem a impiedade. Algumas dessas passagens são tão fortes em expressão e contém advertências tão ameaçadoras, que algumas pessoas interpretam incorretamente essas passagens como dizendo que é possível para um verdadeiro crente perder sua salvação. Por exemplo, Hebreus 6:4-6 diz o seguinte: </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ora, para aqueles que uma vez foram iluminados, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, experimentaram a bondade da palavra de Deus e os poderes da era que há de vir, e caíram, é impossível que sejam reconduzidos ao arrependimento; pois para si mesmos estão crucificando de novo o Filho de Deus, sujeitando-o à desonra pública.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Primeiro, o que quer que essa passagem signifique, ela não diz que os eleitos renunciam de fato a sua fé. Vamos assumir que a passagem está de fato dizendo que se alguém cair da fé depois de alcançar certo estágio de desenvolvimento espiritual, ela de fato perderia sua salvação. Isso não desafia a doutrina da preservação – de fato, podemos concordar de todo coração com tal declaração. Contudo, nós já lemos vários versículos dizendo que isso nunca acontece, que o verdadeiro crente nunca renunciará sincera e permanentemente a Cristo, e a passagem acima não diz nada que contradiga isso. João diz que aqueles que se apartam da fé nunca estiveram verdadeiramente na fé. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Segundo, vários versículos adiante, o escritor declara explicitamente que o que essa passagem descreve não acontecerá aos seus leitores: “Amados, mesmo falando dessa forma, estamos convictos de coisas melhores em relação a vocês, coisas que acompanham a salvação” (Hebreus 6:9). Para parafrasear, ele está dizendo: “Embora estejamos falando dessa forma, estou certo de que quando diz respeito à salvação, isso não acontecerá com vocês”.</p>
<p>Terceiro, devemos lembrar que Deus usa vários meios pelos quais ele realiza os seus fins. Por exemplo, embora ele tenha determinado imutavelmente as identidades daqueles a quem ele salvaria, ele não salva essas pessoas sem meios. Antes, ele salva os eleitos por meio da pregação do evangelho, e por meio da fé em Cristo que ele coloca dentro deles. Deus usa vários meios para realizar os seus fins, e ele escolhe e controla tanto os meios como os fins. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Conseqüentemente, apenas porque dizemos que os eleitos perseverarão na fé, não significa que Deus não os advirta contra a apostasia. De fato, essas advertências escriturísticas sobre as conseqüências de renunciar a fé cristã são um dos meios pelos quais Deus previne seus eleitos de apostasia. Os réprobos ignorarão essas advertências, mas os eleitos prestarão atenção a elas (João 10:27), e assim, eles continuarão a operar a santificação deles “com temor e tremor” (Filipenses 2:12). Concernente às palavras de Deus, Salmo 19:11 diz: “Por elas o teu servo é advertido; há grande recompensa em obedecer-lhes”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"> </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Só Princípios Eternos e nada mais !.</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 17:38:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<description><![CDATA[Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes tem mais voz naquilo que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes tem mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que oferece, do que a Palavra de Deus. Os pastores negligenciam a supervisão do culto, que lhes compete, inclusive o conteúdo doutrinário da música. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-854"></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades sentidas dos consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça verdadeira, e o evangelho como a única proclamação da verdade salvadora. A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o desvelo e a disciplina da igreja. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades percebidas para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio das imagens sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura massificada. É só à luz da verdade de Deus que nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a provisão de Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensino, não a expressão de opinião ou de idéias da época. Não devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos tem dado. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual, é o teste da verdade. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 1: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Sola Scriptura </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação. </span></span></p>
<p><strong><span style="font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;"><br />
<em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">SOLO CHRISTUS</span></span></em></span></strong><strong><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">: A Erosão da Fé Centrada em Cristo </span></span></strong><span style="font-family: Arial;"></p>
<p><span style="font-size: small;">À medida que a fé evangélica se secularizou, seus interesses se confundiram com os da cultura. O resultado é uma perda de valores absolutos, um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 2: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Solus Christus </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">SOLA GRATIA</span></strong></em><strong><span style="font-family: Arial;">: A Erosão do Evangelho </span></strong></span><span style="font-family: Arial;"></p>
<p><span style="font-size: small;">A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da natureza humana decaída. Esta falsa confiança enche hoje o mundo evangélico – desde o evangelho da auto-estima até o evangelho da saúde e da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. Isso faz calar a doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de nossas igrejas. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A graça de Deus em Cristo não só é necessária como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 3: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Sola Gratia </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada. </span></span></p>
<p><strong><span style="font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;"><em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">SOLA FIDE</span></em><strong><span style="font-family: Arial;">: A Erosão do Artigo Primordial </span></strong></span></span></strong><span style="font-family: Arial;"></p>
<p><span style="font-size: small;">A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já permitimos que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério e o conteúdo de nossa pregação. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Muitas pessoas ligadas ao movimento do crescimento da igreja acreditam que um entendimento sociológico daqueles que vêm assistir aos cultos é tão importante para o êxito do evangelho como o é a verdade bíblica proclamada. Como resultado, as convicções teológicas freqüentemente desaparecem, divorciadas do trabalho do ministério. A orientação publicitária de marketing em muitas igrejas leva isso mais adiante, apegando a distinção entre a Palavra bíblica e o mundo, roubando da cruz de Cristo a sua ofensa e reduzindo a fé cristã aos princípios e métodos que oferecem sucesso às empresas seculares. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Embora possam crer na teologia da cruz, esses movimentos a verdade estão esvaziando-a de seu conteúdo. Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo em nosso lugar, pela qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou a sua justiça. Por ele Ter levado sobre si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na sua graça como aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. Não há base para nossa aceitação diante de Deus a não ser na obra salvífica de Cristo; a base não é nosso patriotismo, devoção à igreja, ou probidade moral. O evangelho declara o que Deus fez por nós em Cristo. Não é sobre o que nós podemos fazer para alcançar Deus. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 4: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Sola Fide </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima. </span></span></p>
<p><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">SOLI DEO GLORIA</span></span></strong></em><strong><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">: A Erosão do Culto Centrado </span><span style="font-size: small;">em Deus </span><span style="font-weight: normal;"></p>
<p><span style="font-size: small;">Onde</span></span><span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: small;"> quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da Bíblia, onde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. Nossos interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável. É essa perda que nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco para nós e têm um peso irrelevante sobre nós. </span></span></span></strong><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 5: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Soli Deo Gloria </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
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		<title>Parentes e amigos no Céu !.</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 18:36:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ora, que dizer daqueles que nos são mais chegados na terra? Continuarei tendo uma relação especial com a minha esposa no céu? Você continuará a tratar os seus progenitores como pai e mãe? Nossos amigos íntimos aqui serão nossos amigos íntimos lá? Está muito bem esperarmos encontrar dezenas de milhares. Mas nós não fomos criados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial;"></span><span style="font-family: Arial;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ora, que dizer daqueles que nos são mais chegados na terra?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Continuarei tendo uma relação especial com a minha esposa no céu? Você</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">continuará a tratar os seus progenitores como pai e mãe? Nossos amigos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">íntimos aqui serão nossos amigos íntimos lá? Está muito bem esperarmos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">encontrar dezenas de milhares. Mas nós não fomos criados de molde a ainda</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">querermos um círculo mais íntimo? Essas perguntas são naturais, porém não é</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">fácil respondê-las..</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Certamente vamos conhecer uns aos outros no céu&#8230;leia:..</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span id="more-848"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> O rei Davi esperava unir-se lá a seu pequeno filho falecido. “Eu irei a ela”, à criança, disse ele (2 Samuel 12:23). Paulo concita os cristãos que estavam de luto a que não se entristecessem “como os demais, que não têm esperança. Porque… aos que em Jesus dormem Deus tornará a trazer com ele” (1 Tessalonicenses 4:13,14).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A razão para não se entristecerem como os incrédulos é que a sua partida não</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">é permanente. Eles tornarão a encontrar-se. Não podemos conhecer no céu</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">menos que na terra, e, portanto, reconheceremos aqueles que eram nossos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">conhecidos aqui. Certamente isso é um consolo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Também nos é dito que muitos aspectos do casamento não serão próprios na glória, onde “nem casam nem são dados em casamento” (Mateus 22:30). Não haverá reprodução de seres, nem relações sexuais, nem gestantes. As crianças não vão requerer cuidado paterno. A relação entre Cristo e Sua Igreja será tão óbvia e perfeita que tornará desnecessária uma ilustração ou qualquer configuração humana.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Significaria, então, que o seu marido ou o meu melhor amigo não serão</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">para nós mais do que qualquer pessoa entre as multidões de remidos? Não</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">penso assim.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Todas as coisas boas serão melhores no céu do que na terra. Se Deus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">deu a você um cônjuge cristão, um pai ou filho ou irmão, ou amigo, você</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">pode estar certo de que, sejam quais forem os parâmetros das suas relações</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">futuras com eles, a amizade será mais chegada do que agora. Você os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">conhecerá mais intimamente, os amará mais intensamente, deleitar-se-á neles</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">mais plenamente. É impossível que percamos alguma coisa boa nesse lugar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">repleto de coisas boas. Podemos observar os cristãos que amamos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">especialmente e louvar a Deus por continuarmos a amá-los, e cada vez mais,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">para todo o sempre.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Richard Baxter toca num perfeito equilíbrio entre super e subvalorizar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">os nossos amigos: “Quando eu contemplo o semblante dos preciosos filhos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">de Deus, e confiantemente penso naquele dia, que reanimador pensamento</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">é!… Devemos ser cautelosos para que em nossos pensamentos não vejamos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">nos santos o que só há em Cristo, nem esperemos que grande parte do nosso</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">conforto esteja em desfrutar sua presença e companhia; somos muito</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">propensos a esse tipo de idolatria. Todavia, Aquele que nos manda amá-los</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">agora, vai nos deixar amá-los então, quando Ele próprio vai torná-los muito</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">mais amoráveis. Eu sei que Cristo é tudo em tudo; e que é a presença de Deus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">que faz com que o Céu seja Céu. Contudo, adoça muito os meus pensamentos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">sobre aquele lugar saber que lá existe essa multidão de amigos meus em</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;">Cristo, os mais queridos e os mais preciosos”. Espero de verdade querido leitor, que estejamos todos lá para a linda Eternidade povoada pelos remidos do Senhor, entregue-se de coração em oração ao sacrifício da Cruz do seu Filho Jesus Cristo que pode te dar esse ticket de entrada nos céus, amém e amém.</span><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Expiação perfeita e necessária.</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 17:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<description><![CDATA[Nas polêmicas protestantes, este aspecto da obra expiatória de Cristo tem sido orientado contra o conceito romanista, de que a obra de satisfação realizada por Cristo não livra os fiéis da necessidade de fazer satisfação pelos pecados que eles têm praticado. Segundo a teologia romanista, todos os pecados do passado, no que respeita ao seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Nas polêmicas protestantes, este aspecto da obra expiatória de Cristo tem sido orientado contra o conceito romanista, de que a obra de satisfação realizada por Cristo não livra os fiéis da necessidade de fazer satisfação pelos pecados que eles têm praticado. Segundo a teologia romanista, todos os pecados do passado, no que respeita ao seu castigo temporal e eterno, são apagados no batismo, bem assim o castigo eterno dos pecados futuros dos fiéis. Mas, a respeito do castigo temporal dos pecados, depois do batismo, o fiel tem de fazer satisfação, ou nesta vida ou no purgatório. Em oposição a toda e qualquer noção de satisfação humana, os protestantes combatem corretamente, afirmando que a satisfação de Cristo é a única oferecida pelo pecado, e que esta é tão perfeita e final, que não deixa nenhuma obrigação penal por qualquer pecado do crente. É verdade que nesta vida os crentes são castigados por seus pecados, e que tal castigo é corretivo e santificador – “produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça” (Hb 12.11). E este castigo é doloroso. Contudo, assemelhar este castigo com a satisfação pelo pecado é impingir não só <em><span style="font-family: Arial;">a perfeição </span></em>da obra de Cristo, mas também a <em><span style="font-family: Arial;">natureza </span></em>da satisfação de Cristo. “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). Não pode haver nenhum abrandamento na polêmica protestante contra esta perversão do evangelho de Cristo. Se permitirmos a entrada, mesmo que seja de uma noção mínima de satisfação humana, em nossa formulação de justificação ou santificação, então teremos poluído o rio cujas correntes alegram a cidade de Deus. E a mais grave perversão que ela impõe é que rouba do Redentor a glória da sua perfeita realização. Ele mesmo fez a purificação dos nossos pecados e assentou-se à direita da Majestade nas alturas (Hb 1.3). Contudo, a situação na qual nos achamos com referência ao debate sobre o tema da expiação, requer de nós que consideremos outros meios pelos quais a doutrina da perfeição da expiação tem sido prejudicada, e é necessário que incluamos neste título outras características da obra consumada de Cristo. vejamos: &#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-844"></span></span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">1. <em><span style="font-family: Arial;">A</span></em></span><em><span style="font-family: Arial;"> objetividade histórica. </span></em><span style="font-family: Arial;">Na expiação, algo foi realizado uma vez por todas, sem qualquer participação ou contribuição de nossa parte. Uma obra foi aperfeiçoada, a qual antecede a todo e qualquer reconhecimento ou resposta por parte daqueles que são os seus beneficiários. Qualquer redução deste fato no interesse do que se supõe ser uma interpretação mais ética, ou no interesse de interpretar a expiação segundo os termos dos efeitos éticos que se calculam produzir em nós, é eviscerar a verdade da expiação. A expiação é objetiva para nós, realizada independentemente de nós, e os efeitos subjetivos que se acumulam dela pressupõem a sua realização. Os efeitos subjetivos exercidos sobre o nosso entendimento e vontade podem seguir somente na medida em que reconhecermos, pela fé, o significado do fato objetivo. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Há ainda outra implicação de sua objetividade histórica, que precisa ser enfatizada. E o caráter estritamente histórico daquilo que foi realizado. A expiação não é supra-histórica nem contemporânea. É verdade que a pessoa que expiou em relação ao pecado está acima da história quanto à sua divindade e filiação eternas. Como tal, ele é eterno e transcende a todas as condições e circunstâncias do tempo. Ele é, com o Pai e com o Espírito, o Deus da história. É também verdade que, como o Filho encarnado, exaltado à mão direita de Deus, ele é, num sentido verdadeiro, contemporâneo. Ele vive para sempre e, como o vivente que esteve morto, ele está <em><span style="font-family: Arial;">vivo </span></em>outra vez e é a sempre-presente e a sempre-ativa incorporação da eficácia, virtude e poder que emanam da expiação. Mas a expiação foi efetuada na natureza humana e numa ocasião específica no passado, foi consumada no calendário dos eventos. Poderia alguma coisa apontar mais claramente para a verdade e a significação dela, do que a palavra do apóstolo: “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar <em><span style="font-family: Arial;">os </span></em>que estavam sob a lei”? (Gl 4.4,5). Independentemente da nossa interpretação de “a plenitude do tempo” como a medida plena do tempo designado por Deus, o período que tinha de seguir o curso antes que Deus enviasse o seu Filho ou como o tempo que <em><span style="font-family: Arial;">consume o </span></em>tempo e concede ao tempo a sua plena completação, devem os reconhecer a significação de tempo para a missão que é registrada em e designada pela encarnação do Filho de Deus. A encarnação ocorreu num ponto específico marcado pela chegada da plenitude do tempo; ela não ocorreu antes disso e, embora a encarnação seja um estado permanente, ela não <em><span style="font-family: Arial;">ocorreu outra vez. </span></em>A história, com os seus encontros determinados e períodos bem definidos, tem profundo significado no drama da realização divina. O condicionamento histórico e a localização dos eventos no tempo não podem ser erradicados nem a sua significação subestimada. E o que é verdadeiro quanto ao evento da encarnação é também verdadeiro quanto à redenção realizada. Ambas são localizadas historicamente e nenhuma das duas é supra-histórica ou contemporânea. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">2. <em><span style="font-family: Arial;">A</span></em></span><em><span style="font-family: Arial;"> fatalidade. </span></em><span style="font-family: Arial;">Nas polêmicas históricas, esta característica da expiação tem sido realçada em oposição à doutrina romanista do sacrifício da missa. Esta polêmica contra a blasfêmia romanista é tão necessária em nossos dias como o foi no período da Reforma. A expiação é uma obra consumada, nunca mais repetida; ela é irrepetível. Em nosso contexto moderno, contudo, é necessário insistir neste princípio, não apenas em oposição a Roma, mas também em oposição a um conceito prevalecente dentro dos círculos protestantes. Este conceito diz que o ato divino em levar o pecado não pode limitar-se ao evento histórico do sacrifício de Jesus; antes, deve ser considerado como eterno, assim como a obra da expiação, encarnada na paixão de Jesus Cristo, é eterna nos céus, na própria vida de Deus, “uma obra eterna de expiação, supra-temporal à semelhança da vida de Deus&#8230; continuando enquanto os pecados continuam a ser cometidos e existem pecadores a ser reconciliados. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">De fato, é sumamente necessário reconhecer a atividade contínua do sumo sacerdócio de Cristo no céu. É necessário lembrar que ele incorpora eternamente em si mesmo a eficácia que emanou deste sacrifício realizado aqui na terra, e que pela virtude desta eficácia ele exerce o seu ministério celestial como o grande Sumo Sacerdote de nossa confissão. É sobre este princípio que ele intercede em favor de seu povo. E é em razão desta compaixão, derivada de suas tentações terrenas, que ele pode ser tocado de sentimento pelas nossas enfermidades. Esta afirmação significa que a unidade do ofício sacerdotal de Cristo e a sua atividade devem ser plenamente apreciadas. Mas o fato de não devermos interromper a unidade de suas funções sacerdotais não significa que temos a liberdade para confundir as fases e ações distintas de seu ofício sacerdotal. Devemos fazer distinção entre a oferta do sacrifício e a subseqüente atividade do sumo sacerdote. O que o Novo Testamento enfatiza é a unidade definitiva e histórica do sacrifício que expiou a culpa e fez reconciliação com Deus (veja-se Hb 1.3; 9.12, 25-28). Deixar de apreciar a finalidade desta definição leva à incompreensão do verdadeiro sentido da expiação. Na formulação bíblica, a expiação não pode ser concebida à parte das condições sob as quais ela foi realizada. Pelo menos duas condições são indispensáveis, a saber, humilhação e obediência, e estas são condicionadas mutuamente uma pela outra. Seria uma contradição ao teor de toda a Escritura, transferir a expiação para uma esfera onde nos seria impossível acreditarmos que estas condições existem. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Além do mais, se pensarmos na fórmula: “expiação eterna no coração de Deus”, devemos, mais uma vez, fazer distinções. É verdade que a expiação fluiu e foi a provisão do amor eterno do coração de Deus. Contudo, conceber a expiação como eterna é confundir o eterno com o temporal. O testemunho da Escritura é inconfundível a respeito da significação que Deus dá à realização temporal. Ela se refere à expiação e o faz de forma definida e decisiva. A nossa definição de expiação deve-se derivar da expiação revelada pela Escritura. E a expiação da qual a Escritura fala é a obediência vicária, expiação, propiciação, reconciliação e redenção efetuadas pelo Senhor da glória quando ele, uma vez por todas, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><em><span style="font-family: Arial;">3. A</span></em><em><span style="font-family: Arial;"> unicidade. </span></em><span style="font-family: Arial;">Horace Bushnell nos forneceu o que é, provavelmente, a mais eloqüente exposição e defesa do conceito de que o sacrifício de Cristo é a ilustração suprema e a vindicação do princípio de auto-sacrifício, o qual opera no coração de cada ser que é santo e amoroso, quando este é confrontado com o mal e o pecado. “O amor é um princípio essencialmente vicário em sua própria natureza, identificando o sujeito com outros, a fim de sofrer as adversidades e as suas dores e tomar sobre si mesmo o peso de seus males”  “Há um Getsêmani oculto em todo amor” . “Quando sustentamos o conceito de sacrifício vicário, descobrirmos que ele pertence à natureza essencial de todas as virtudes santas. Somos também constrangidos a prosseguir e mostrar como ele pertence a todos os outros seres bons, tão verdadeiramente como o próprio Cristo na carne &#8211; corno o Pai eterno antes de Cristo, e a vinda posterior do Espírito Santo, e os anjos bons, tanto antes como depois, todos igualmente carregaram os problemas, lutaram nas dores de seus sentimentos vicários em favor dos homens; e então, finalmente, como a cristandade trouxe a lume, ao nascer dentro de nós o mesmo amor vicário que reina em todos os seres bons e glorificados do reino celestial; reunindo-nos de acordo com Cristo, o nosso Mestre, tendo aprendido a carregar a sua cruz e a estar com ele em sua paixão” .</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Distinguir a verdade do erro e elucidar as falsidades nestas citações nos levaria para muito além dos nossos limites. É verdade que o sacrifício de Cristo é a revelação suprema do amor de Deus. É verdade que a vida, sofrimento e morte de Cristo nos dão um exemplo supremo de virtude. É verdade que as aflições da Igreja preenchem o que resta das aflições de Cristo, e que através destas aflições dos crentes a obra expiatória de Cristo cumpre o seu propósito. Mas afirmar que temos parte naquilo que constituiu o sacrifício vicário de Cristo é algo completamente diferente. É indefensável e perverso impor sobre os termos <em><span style="font-family: Arial;">vicário e sacrifício </span></em>uma conotação diluída que reduza <em><span style="font-family: Arial;">o sacrifício vicário </span></em>de Cristo a uma denominação que o destitui do caráter único e distintivo que a ele é aplicado pela Escritura. De fato, Cristo nos deu um exemplo a fim de seguirmos os seus passos. Porém, nunca foi proposto que esta emulação de nossa parte fosse acrescentada à obra de expiação, propiciação, reconciliação e redenção, realizada por ele. Ao definirmos a expiação segundo os termos da Escritura, percebermos facilmente que ela foi feita exclusivamente por Cristo. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">E não apenas isto. Por qual autoridade ou por qual raciocínio podemos inferir que o que é constitutivo de, ou é exemplificado no sacrifício vicário de Cristo é aquilo que se aplica a todo amor santo como ele contempla o mal e o pecado? É somente através de uma confusão fatal de categorias que tais inferências podem se tornar plausíveis. A representação bíblica é que o Filho encarnado de Deus, e somente ele, à exclusão do Pai e do Espírito na esfera do divino, à exclusão de anjos e homens na ordem criada, deu-se a si mesmo em sacrifício para redimir-nos para Deus por meio de seu sangue. Seja qual for o ângulo pelo qual contemplemos este sacrifício, descobrimos que a sua unicidade é tão inviolável como a unicidade de sua pessoa, de sua missão e de seu ofício. Quem é o Deus-homem senão unicamente ele? Quem derramou sangue tão vicário, senão unicamente ele? Quem é o grande sumo sacerdote para oferecer tal sacrifício, senão unicamente ele? Quem entrou uma vez por todas no Santo dos Santos, tendo obtido a redenção eterna, senão unicamente ele? Podemos citar com proveito as palavras de Hugh Martin. Elas são extraídas de sua magistral polêmica contra a posição teológica de F. W. Robertson de que o “ sacrifício vicário é a lei da vida”. Com referência a esta posição, Martin diz: “Um pronunciamento de um soberbo oráculo! Não é necessário dizer que refutamos com uma negação direta. O sacrifício vicário não somente não é a lei da vida, ele não é <em><span style="font-family: Arial;">lei </span></em>alguma. Ele é uma <em><span style="font-family: Arial;">transação </span></em>divina, incomparável e solitária &#8211; nunca se repetirá, jamais será equiparado e jamais será assemelhado. Foi o expediente da divina sabedoria, esplêndido e inesperado, que, em sua manifestação, as mentes dos anjos se inundaram do conhecimento de Deus! Foi o livre conselho do beneplácito da vontade de Deus. Foi a soberana determinação de sua graça e amor. Somos destituídos do soberano amor de Deus ante a noção de que o sacrifício vicário é a “lei da vida”. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">4. <em><span style="font-family: Arial;">A</span></em></span><em><span style="font-family: Arial;"> eficácia intrínseca. </span></em><span style="font-family: Arial;">Nas polêmicas da teologia histórica, este aspecto da expiação tem sido realçado a fim de combater a doutrina remonstrante que ensina que Cristo fez algo que Deus graciosamente aceita no lugar da plena satisfação da justiça. A declaração da Confissão de Fé de Westminster é admiravelmente formulada em distinção à posição remonstrante. “O Senhor Jesus, pela sua perfeita obediência e pelo sacrifício de si mesmo, sacrifício que, pelo Eterno Espírito, ele ofereceu a Deus uma só vez, satisfez plenamente à justiça do Pai, e; para todos aqueles que o Pai lhe deu, adquiriu não só a reconciliação, como também urna herança perdurável no reino dos céus” . </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">É preciso ter em mente e formular corretamente a relação entre a graça de Deus e a obra expiatória de Cristo. Foi pela graça de Deus que Cristo foi dado por nós. Foi por sua própria graça que ele deu-se a si mesmo. Seria inteiramente errôneo imaginar que a obra de Cristo pudesse induzir o Pai a sentir-se constrangido a ser bondoso e gracioso. “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo” (Ef 2.4,5; cf. 1 Jo 4.9). A expiação é a provisão do amor e graça do Pai. Há, todavia, igual necessidade de lembrar que a obra realizada por Cristo foi em si mesma intrinsecamente adequada para satisfazer todas as necessidades criadas pelos nossos pecados e todas as exigências da santidade e justiça de Deus. Cristo pagou a dívida do pecado. Ele levou os nossos pecados e os purificou. Ele não fez um pagamento simbólico que Deus aceitasse como se fosse tudo. As nossas dívidas não foram canceladas; elas foram liquida das . Cristo adquiriu a redenção, e, portanto, a garantiu. Ele tomou sobre si e absorveu a medida total do juízo e condenação divinos contra o pecado. Ele operou a justiça que é a única base da completa justificação e o título para a vida eterna. Assim, a graça reina através da <em><span style="font-family: Arial;">justiça </span></em>para a vida eterna por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Rm 5.19,21). Ele expiou a culpa e “com uma única oferta aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hb 10.14). “E, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor (=a causa) da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5.9). Em uma palavra, Jesus cumpriu todas as exigências oriundas do nosso pecado e <em><span style="font-family: Arial;">adquiriu </span></em>todos os benefícios que conduzem à liberdade e são consumados na liberdade da glória dos filhos de Deus. </span></span></p>
<div><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">A realização da redenção preocupa-se com aquilo que é geralmente chamado expiação. Nenhum estudo da expiação pode ser devidamente desenvolvido sem reconhecer em primeiro lugar o livro e soberano amor de Deus. Esta perpectiva se encontra no texto mais conhecido da Bíblia: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Temos aqui uma revelação fundamental de Deus e, portanto, do pensamento humano. Além disso não podemos e nem devemos aventurar-nos ir. </span></span></span></div>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">Pelo fato de ser um fundamento do pensamento humano não exclui, contudo, outras caracterizações desse amor de Deus. A Escritura nos informa que esse amor de Deus, do qual a expiação emana, e da qual é a sua expressão, é um amor distinto. Ninguém gloriava-se nesse amor de Deus mais do que o apóstolo Paulo. “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8). “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Romanos 8:31,32). Contudo, é o mesmo apóstolo que nos delineia o eterno conselho de Deus que fornece o contexto para tal afirmação e que nos define a órbita dentro da qual tais pronunciamentos têm sentido e validade. Ele escreve: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8:29). E em outro lugar, ele se torna talvez ainda mais explícito quando diz: “Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Efésios 1:4,5). O amor de Deus, do qual a expiação se origina, não é indiscriminado; é um amor que elege e predestina. Deus foi servido em colocar o seu amor invencível e eterno sobre uma multidão inumerável, e é o propósito determinante deste amor que assegura a expiação.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">É necessário salientar este conceito de amor soberano. Verdadeiramente, Deus é amor. O amor não é algo à parte de Deus, não é algo que ele pode escolher ser ou não ser. Deus é necessariamente amor; o amor lhe é inerente e eterno. Da mesma forma em que Deus é espírito e luz, assim ele é amor. Porém, pertence à própria essência do amor eletivo o reconhecimento de que este amor necessariamente não deve culminar em redenção e adoção em favor de objetos que são totalmente indesejáveis e merecedores do inferno. Foi do livre e soberano beneplácito de sua vontade, um beneplácito que emana das profundezas da sua própria bondade, que ele elegeu um povo para ser herdeiro de Deus e co-herdeiro com Cristo. A razão reside inteiramente nele mesmo e procede das determinações que são peculiarmente suas: “Eu sou o que Sou”. A expiação não persuade e nem compele o amor de Deus. Pelo contrário, o amor de Deus é que compele à expiação, como o meio para cumprir o propósito determinante deste mesmo amor. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Devemos compreender, portanto, que o amor de Deus é uma premissa estabelecida, ou seja, este amor é a causa ou a fonte da expiação. Todavia, isto não resolve o problema quanto à <em><span style="font-family: Arial;">razão</span></em> ou <em><span style="font-family: Arial;">necessidade</span></em> da expiação. Qual é a <em><span style="font-family: Arial;">razão</span></em> por que o amor de Deus deve tomar um caminho na realização de seu fim e no cumprimento de seu propósito? Somos compelidos a indagar: Por que o sacrifício do Filho de Deus? Por que o sangue do Senhor da glória? Anselmo de Canterbury perguntou: “Sabendo que Deus é onipotente, qual foi a necessidade e qual foi a razão para tomar sobre si a humilhação ”. Por que Deus não podia realizar os propósitos de seu amor para a humanidade pela palavra de seu poder ou pelo decreto de sua vontade? Se declaramos que ele não podia, estamos impugnando o seu poder? Se declaramos que ele podia, porém não quis, estamos impugando a sua sabedoria? Tais indagações não são sutilezas escolásticas e nem vã curiosidade. Fugir delas é perder algo que é central na interpretação da obra redentora de Cristo e perder a visão de uma parte de sua glória essencial. Por que Deus se fez homem? E tendo-se tornado homem, por que morreu? E tendo morrido, por que morreu a morte maldita de cruz? Esta é a indagação sobre a <em><span style="font-family: Arial;">necessidade</span></em> da expiação. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Entre as respostas oferecidas para estas perguntas, duas são mais importantes. Elas são, antes de tudo, o conceito conhecido como necessidade hipotética, e, segundo, o conceito que podemos designar como o da necessidade conseqüente e absoluta. O primeiro foi defendido por homens eruditos, tais como Agostinho e Tomás de Aquino O segundo pode ser considerado como a posiçaõ clássica do protestantismo.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">O conceito conhecido como necessidade hipotética assevera que Deus podia perdoar o pecado e salvar os seus eleitos sem a expiação ou satisfação outros meios estavam disponíveis a Deus, a quem todas as coisas são possíveis. Porém, a forma de sacrifício vicário do Filho de Deus foi simplesmente o meio que Deus, em sua graça e sabedoria soberanas, escolheu, porque este é o meio pelo qual a graça é mais maravilhosamente revelada. Assim, embora Deus <em><span style="font-family: Arial;">pudesse</span></em> salvar sem uma expiação, todavia, de acordo com o seu decreto soberano, ele de fato não o fez. Sem derramamento de sangue, realmente não há remissão nem salvação. Contudo, não há nada inerente à natureza de Deus ou à natureza da remissão do pecado que faz o derramamento de sangue indispensável. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Chamamos ao outro conceito de necessidade conseqüente e absoluta. A palavra “conseqüente”, nesta designação, se refere ao fato de que a vontade de Deus ou o decreto para salvar alguém é de livre e soberana graça. A salvação de homens perdidos não foi uma necessidade absoluta, e, sim, a expressão do beneplácito de Deus. Os termos “necessidade absoluta”, porém, indicam que Deus, tendo elegido alguns para a vida eterna, segundo o seu livre beneplácito, se sentiu na obrigação de cumprir este propósito através do sacrifício de seu próprio Filho, uma obrigação que emanou das perfeições da sua própria natureza. Em uma palavra, embora não fosse in erentemente necessário que Deus salvasse, todavia, desde que a salvação foi propositada, era necessário assegurar esta salvação através de uma satisfação que pudesse ser realizada somente através de um sacrifício substitutivo e uma redenção adquirida por meio de sangue. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Pode parecer algo inutilmente especulativo e presunçoso forçar tal indagação e procurar determinar o que é inerentemente necessário para Deus. Além disso, pode surgir um texto como: “sem derramamento de sangue não há remissão”, que a revelação se limita a dizer que de fato não há remissão sem derramamento de sangue, e que iríamos além da autoridade da Escritura afirman­ do o que é de fato indispensável para Deus. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Mas não é presunçoso quando dizemos que certas coisas são inerentemente necessárias ou impossíveis para Deus. Pertence à nossa fé em Deus confessar que ele não pode mentir e que não pode negar-se a si mesmo. Os <em><span style="font-family: Arial;">não pode </span></em>divinos são a sua glória, e para nós deixar de admitir tais <em><span style="font-family: Arial;">impossíveis </span></em>seria negar a glória e a perfeição de Deus. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A realidade da questão é: a Escritura nos fornece evidências ou considerações pelas quais podemos concluir que esta é uma das coisas impossíveis ou necessárias para Deus; impossível que ele salve pecadores sem sacrifício vicário e inerentemente necessário, portanto a salvação, livre e soberanamente determinada, seria realizada somente pelo derramamento do sangue do Senhor da glória. As seguintes considerações bíblicas nos induzem a dar uma resposta afirmativa. Quando aduzimos estas considerações, deve­ mos lembrar que elas têm de ser vistas em coordenação e em seu efeito cumulativo. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">1. Existem passagens que criam uma forte conjectura em favor desta inferência. Por exemplo, em Hb 2.10,17 é afirmado que Deus, a fim de conduzir muitos filhos à glória, foi servido que o Comandante da salvação deles fosse aperfeiçoado pelos sofri mentos e que em todas as coisas se tornasse semelhante aos irmãos. A força de tais expressões é dificilmente satisfeita pela noção de que foi simplesmente consoante com a sabedoria e o amor de Deus realizar a salvação desta maneira. Os adeptos do conceito da necessidade hipotética não reconhecem estas dificuldades. Mas existe muito mais nesse texto. Ele ensina que as exigências do propósito da graça que os ditames divinos requeriam que a salvação fosse realizada somente através de um Líder supremo da salvação que seria aperfeiçoado através de sofrimentos, e foi necessário que este supremo Guia da salvação fosse feito em todas as coisas semelhante aos homens. Em outras palavras, somos conduzidos da idéia de consonância com o caráter divino à idéia dos direitos divinos que tornam in dis pensável que muitos filhos sejam conduzidos à glória desta maneira específica. Se este for o caso, então somos levados a concluir que as exigê ncias divinas são satisfeit as pelos sofrimentos do Chefe da salvação. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">2. Há passagens, como Jo 3.14-16, que de forma clara sugerem que a alternativa de oferecer o Filho unigênito de Deus e de ser ele levantado no madeiro maldito é a perdição eterna dos perdidos. O perigo eterno a que os perdidos estão expostos é remediado pela doação do Filho. Porém, dificilmente podemos escapar da idéia adicional de que não existe outra alternativa. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">3. Passagens tais como Hb 1.1-3; 2.9-18; 9.9-14,22-28 ensinam claramente que a eficácia da obra de Cristo é dependente da constituição única de sua pessoa. Este fato, por si mesmo, não estabelece o ponto em questão. Porém, considerações contextuais revelam outras implicações. A ênfase nestes textos tem por base a finalidade, a perfeição e a eficácia transcendentes do sacrifício de Cristo. Tal finalidade, perfeição e eficácia são necessárias por causa da gravidade do pecado, e o pecado tem de ser eficazmente removido para que a salvação seja realizada. Esta é a consideração que dá força à necessidade mencionada em Hb 9.23, ao efeito que, enquanto as figuras das coisas celestiais se purificassem com o sangue de cabritos e bezerros, as próprias coisas celestiais fossem purificadas com nenhum outro sangue senão o do Filho. Em outras palavras, existe uma necessidade que não pode ser expiada senão pelo sangue de Jesus. Mas o sangue de Jesus é o sangue que tem a indispensável virtude e eficácia somente naquele que é o Filho, a refulgência da glória do Pai e a expressa imagem da sua substância. Ele se tornou participante da carne e sangue, e assim ele foi qualificado por um único sacrifício a aperfeiçoar todos aqueles que são santificados. Certamente que não é uma inferência sem base concluir que a idéia aqui apresentada é que somente esta pessoa, oferecendo tal sacrifício, pôde resolver o problema do pecado, removendo-o e fazendo total purificação, garantiu que muitos filhos seriam trazidos à glória, tendo acesso à santíssima presença divina. É o mesmo que dizer que o derramamento do sangue de Jesus foi necessário para os fins propostos e assegurados. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Há também outras considerações que podem ser derivadas destas passagens, especialmente Hb 9.9-14, 22-28. São considerações que surgem do fato de que o próprio sacrifício de Cristo é o grande exemplo do qual os sacrifícios levíticos foram figuras. Às vezes pensamos nos sacrifícios levíticos como que fornecendo as figuras do sacrifício de Cristo. Esta forma de pensar não é incorreta &#8211; os sacrifícios levíticos nos fornecem os elementos em termos por meio dos quais podemos interpretar o sacrifício de Cristo, especialmente as categorias da expiação, propiciação e reconciliação. Porém esta linha de pensamento não é a característica de Hb 9. A idéia específica é que os sacrifícios levíticos foram figuras segundo o modelo celestial &#8211; foram “figuras das coisas que se acham nos céus” (Hb 9.23). Por isso, a necessidade de se oferecer sangue na economia levítica surgiu do fato de que o modelo, do qual elas eram figuras, foi uma oferenda de sangue, a oferenda do sangue transcendente pelo qual as coisas celestiais são purificadas. A necessidade de derramamento de sangue na ordenança levítica é simplesmente uma necessidade que surge da necessidade de derramamento de sangue na mais alta esfera celestial. Ora, a nossa pergunta é a seguinte: que espécie de necessidade é está que surgiu na esfera celestial? Foi meramente hipotética ou foi absoluta? As seguintes observações indicarão a resposta. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">a) A ênfase do contexto é que a eficácia transcendente do sacrifício de Cristo é requerida pelas exigências oriundas do pecado. E estas exigências não são hipotéticas &#8211; são absolutas. A lógica desta ênfase sobre a gravidade intrínseca do pecado e a necessidade de sua remoção não concordam com a idéia de uma necessidade hipotética &#8211; a realidade e a gravidade do pecado fazem com que uma expiação efetiva seja indispensável e, portanto, absolutamente necessária. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">b) A natureza exata da oferta sacerdotal de Cristo e a eficácia de seu sacrifício estão inseparavelmente ligadas com a constituição de sua pessoa. Se houvesse a necessidade de tal sacrifício a fim de remover o pecado, nenhum outro, senão Cristo, poderia oferecer tal sacrifício. E isso revela a necessidade que tal pessoa ofereça tal sacrifício. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">c) Nesta passagem, as coisas celestiais em conexão com as quais o sangue de Cristo foi derramado são denominadas <em><span style="font-family: Arial;">verdadeiras. O </span></em>contraste subentendido não é verdadeiro em oposição ao falso ou real, mas em oposição ao fictício. O celestial é contrastado com o terreno, o eternal com o temporário, o completo com o parcial, o final com o provisório, o permanente com aquilo que é efêmero. Quando consideramos o sacrifício de Cristo como uma oferta em conexão com as coisas correspondentes àquela caracte­ rização &#8211; celestial, eterno, completo, final, permanente &#8211; é impossível pensar que este sacrifício foi apenas hipoteticamente necessário na realização do desígnio de Deus em trazer muitos filhos à glória. Se o sacrifício de Cristo fosse apenas hipotetica­ mente necessário, então as coisas celestiais em conexão com o que é relevante e significante, seriam também apenas hipoteticamente necessárias. E esta é sem dúvida uma hipótese demasiadamente difícil. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A síntese da questão é que uma necessidade (Hb 9.23) para o derramamento do sangue de Cristo para a remissão dos pecados (vv.14, 22, 26) é aqui proposta, e é urna necessidade sem reserva ou qualificação. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">4. A</span><span style="font-family: Arial;"> salvação que a eleição da graça envolve em cada conceito da necessidade da expiação é a salvação do pecado para a santificação e comunhão com Deus. Mas se pensarmos na salvação assim concebida em termos que são compatíveis com a santidade e justiça de Deus, esta salvação deve incluir não apenas o perdão do pecado, mas também a justificação. E deve ser uma justificação que reconheça a nossa situação como culpados e condenados. Esta justificação implica a.necessidade de uma justiça que seja adequada à nossa situação. De fato a graça reina, mas uma graça reinante à parte da justiça não é apenas inverossímel, mas também inconcebível. Ora, que justiça é igual à justificação de pecadores? A única justiça concebível que satisfará as necessidades da nossa situação como pecadores e que satisfará as exigências de uma plena e irrevogável justificação é a justiça de Cristo. Esta afirmação implica a sua obediência e, portanto, a sua encarnação, morte e ressurreição. Em uma palavra, a necessidade da expiação é inerente. Uma salvação do pecado que é divorciada da justificação é uma impossibilidade, e a justificação de pecadores sem a justiça divina do Redentor é inconcebível. É difícil fugir da relevância da palavra de Paulo: “Porque se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente de lei”. (Gl 3.21). O que Paulo enfatiza é que, se a justificação fosse possível por qualquer outro método e não pela fé em Cristo, então esse método teria sido utilizado. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">5. A</span><span style="font-family: Arial;"> cruz de Cristo é a demonstração suprema do amor de Deus (Rm 5.8; 1 Jo 4.10). O caráter supremo da demonstração reside no extremo custo do sacrifício oferecido. É a respeito deste elevado custo que Paulo faz referência quando escreve: “Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou” (Rm 8.32). O custo do sacrifício nos persuade a respeito da grandeza do amor de Deus e garante a doação de todas as demais dádivas de forma gratuita. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Contudo, devemos perguntar: a cruz de Cristo seria a manifestação suprema do amor de Deus se não houvesse necessidade de tal custo? Não é verdade que a única inferência com base na qual a cruz de Cristo pode nos ser recomendada como a manifes­ tação suprema do amor de Deus, e que as exigências em questão requereram nada menos que o sacrifício do Filho de Deus? Com base nesta pressuposição, podemos entender a palavra do apóstolo João: “Nisto consiste o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou, e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1 Jo 4.10). Sem isto somos despidos dos elementos necessários para compreendermos o significado do Calvário e a maravilha de seu supremo amor insuperável para com os homens. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">6. Finalmente, há o argumento da justiça vindicatória de Deus. O pecado é o oposto de Deus; portanto, o Senhor tem de reagir contra ele com uma santa indignação. É o mesmo que dizer que o pecado tem de confrontar-se com o juízo divino (vejam-se Dt 27.26; Na 1.2; Hc 1.13; Rm 1.17; 3.21-26; Gl 3.10,13). É esta santidade inviolável da lei de Deus o ditame imutável da santidade e a exigência irrevogável da justiça que faz obrigatória a conclusão de que a salvação do pecado sem expiação e propiciação é inconcebível. Este é o princípio que explica o sacrifício do Senhor da glória, as agonias do Getsêmani e o seu abandono no madeiro maldito. É este o princípio que fundamenta a grande verdade de que Deus é justo e o justificados daquele que crê em Jesus. Na obra de Cristo, os ditames da santidade e as exigências da justiça foram plenamente vindicados. Deus o estabeleceu como a propiciação a fim de declarar a sua justiça. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Por estas razões somos levados a concluir que o tipo de necessidade que as considerações bíblicas propõem é aquele que pode ser compreendido como absoluto ou indispensável. Os proponentes da necessidade hipotética não reconhecem suficiente mente as exigências envolvidas na salvação do pecado para a vida eterna; eles não consideram convenientemente os aspectos teocêntricos da realização de Cristo. Se conservarmos em mente a gravi dade do pecado e as exigências oriundas da santidade de Deus que devem ser encaradas na execução da salvação, então a doutrina da necessidade indispensável faz que o Calvário seja inteligível e que a maravilha incompreensível tanto do Calvário como do propósito soberano do amor de Deus que o Calvário cumpriu sejam exalta­ dos. Na medida em que enfatizarmos as exigências inflexíveis da justiça e santidade, o amor de Deus e todas as suas providências se tornarão ainda mais maravilhosos. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
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<span style="font-family: Bookman Old Style;"><br />
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		<title>A Graça do &#8220;Tetelestai&#8221;: Está consumado !.</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 21:50:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Quando Jesus tomou o vinagre, disse: “Tetelestai” &#8211; Está consumado !. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito” - João 19:30. Quão terrivelmente estas benditas palavras de Cristo têm sido mal-entendidas, mal-apropriadas e mal-aplicadas! Quantos parecem pensar que, sobre a cruz, o Senhor realizou uma obra que torna desnecessário que os beneficiários dela viva vidas santas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“Quando Jesus tomou o vinagre, disse: “Tetelestai” &#8211; Está consumado !. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito” - João 19:30. Quão terrivelmente estas benditas palavras de Cristo têm sido mal-entendidas, mal-apropriadas e mal-aplicadas! Quantos parecem pensar que, sobre a cruz, o Senhor realizou uma obra que torna desnecessário que os beneficiários dela viva vidas santas sobre a terra. Muitos têm sido enganados com o pensamento de que, até onde diz respeito, o de se alcançar o céu, não importa como eles andem, desde que eles estejam “descansando sobre a obra consumada de Cristo”. Eles podem ser infrutíferos, desonestos, desobedientes, todavia, conquanto que eles repudiem toda justiça própria e tenham fé em Cristo, eles imaginam que estão “eternamente seguros”.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-834"></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ao redor de todos nós há pessoas que são mundanas, amantes do dinheiro, buscadores-do-prazer, quebradores do Dia do Senhor, mas que pensam que tudo está bem com elas, pois “aceitaram a Cristo como seu Salvador pessoal”. Em sua aspiração, conversação e recreação, não há praticamente nada que os diferencie daqueles que não fazem nenhuma profissão de fé. Nem em sua vida familiar ou social há algo, exceto pretensões vazias, para distingui-los dos outros. O temor de Deus não está sobre eles, os mandamentos de Deus não têm autoridade sobre eles, a santidade de Deus não os atrai, os vícios e praticas ainda encontram espaço na vida de muitos que confessam o nome de Cristo, mas estão longe de obedece-lo.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“Tetelestai”, uma expressão do Aramaico, conhecida também no Grego Koinê ( popular ) que quer dizer: “Está consumado”. Quão solene é perceber que estas palavras de Cristo devem ter sido usadas para tranqüilizar milhares com uma falsa paz. Todavia, tal é o caso. Nós temos tido contato próximo com pessoas que não têm nenhuma vida de oração privada, que são egoístas, cobiçosas, desonestas, mas que supõem que um Deus misericordioso fará vistas grossas para tais coisas, desde que eles tenham alguma vez colocado sua confiança no Senhor Jesus. Que horrível perversão da verdade! Que transformação da graça de Deus “em libertinagem”! (Judas 4). Sim, aqueles que agora vivem as vidas mais egoístas e agradáveis à carne, falam sobre sua fé no sangue do Cordeiro, e supõem que estão salvos. Como o diabo os tem enganado!</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“Está consumado”. Estas benditas palavras significam que Cristo satisfez de tal forma o requerimento da santidade de Deus, que mais nenhuma santidade tem qualquer reivindicação real e preeminente sobre nós? Deus não o permita pensarmos tal! Até mesmo para o redimido Deus diz: “Sede santos, assim como Eu sou Santo” (1 Pedro 1:6). Cristo “magnificou a lei e a fez honrosa” (Isaías 42:21), para que pudéssemos ficar sem lei? Ele “cumpriu toda justiça” (Mateus 3:15) para comprar para nós uma isenção de amar a Deus com todo o nosso coração e servi-lo com todas as nossas faculdades? Cristo morreu para assegurar uma divina indulgência, para que pudéssemos viver para agradar a nós mesmos? Muitos parecem pensar assim. Não, o Senhor Jesus deixou ao Seu povo um exemplo para que eles pudessem “seguir (não ignorar) os Seus passos”.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“Está consumado”. O que está “consumado”? A necessidade dos pecadores se arrependerem? Claro que não. A necessidade de se voltar dos ídolos para Deus? Claro que não. A necessidade de mortificar os meus membros que estão sobre a terra? Claro que não. A necessidade de ser santificado completamente, no espírito, alma e corpo? Claro que não. Cristo não morreu para fazer minha tristeza, meu ódio e o meu empenho contra o pecado desnecessários. Cristo não morreu para me absolver de todas as minhas responsabilidades diante de Deus. Cristo não morreu para que eu pudesse continuar retendo a amizade e comunhão do mundo. Quão extremamente estranho é que alguém possa pensar que Ele tenha feito isso. Entretanto, as ações de muitos mostram que esta é a sua idéia.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“Está consumado”. O que está “consumado”? Os tipos sacrificiais foram consumados, as profecias de Seus sofrimentos foram cumpridas, a obra dada a Ele pelo Pai foi perfeitamente realizada, um fundamento certo foi posto, no qual um Deus justo pode perdoar o mais vil transgressor da lei que jogou as armas de sua guerra contra Ele. Cristo já realizou tudo o que era necessário para que o Espírito Santo viesse e operasse nos corações do Seu povo; convencendo-lhes de sua rebelião, destruindo sua inimizade contra Deus, e produzindo neles um coração amoroso e obediente.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Querido leitor do site, não cometa enganos neste ponto. A “obra consumada de Cristo” não lhe beneficia em nada, se o seu coração nunca foi quebrantado através de uma consciência agonizante de sua pecaminosidade. A “obra consumada de Cristo” não lhe beneficia em nada, a menos que você tenha sido salvo do poder e da poluição do pecado (Mateus 1:21). Ela não lhe beneficia em nada, se você ainda ama o mundo (1 João 2:15). Ela não lhe beneficia em nada, a menos que você seja uma “nova criatura” nEle (2 Coríntios 5:17). Se você valoriza sua alma, examine as Escrituras para ver por si mesmo; não tome nenhuma palavra de homem no lugar disso.</span></span></p>
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		<title>Bloqueios existenciais para vir a Cristo.</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 03:48:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O homem natural é incapaz de &#8220;vir a Cristo&#8221;. Citemos João 6:44, &#8221; Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer.&#8221; A razão pela qual &#8220;duro é esse discurso&#8221;, até mesmo para milhares que professam ser cristãos, é que eles fracassam completamente em compreender o terrível estrago que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial">O homem natural é incapaz de &#8220;vir a Cristo&#8221;. Citemos <st1:personname w:st="on">João</st1:personname> 6:44, &#8221; Ninguém pode vir a mim se o <st1:personname w:st="on">Pai</st1:personname> que me enviou não o trouxer.&#8221; A razão pela qual &#8220;duro é esse discurso&#8221;, até mesmo para milhares que professam ser cristãos, é que eles fracassam completamente em compreender o terrível estrago que a queda provocou; e, o que é pior, eles mesmos não se dão conta da &#8220;chaga&#8221; que existe nos seus próprios corações (1 Rs. 8:38). Certamente se o Espírito já os tivesse despertado do sono da morte espiritual, e lhes dado ver alguma coisa do pavoroso estado em que estão por natureza, e feito sentir que suas &#8220;mentes carnais&#8221; são “inimizade contra Deus” (Rm. 8:7), então eles não mais discordariam dessa solene palavra de Cristo. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
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<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial">Aquele que está espiritualmente morto não pode ver nem sentir espiritualmente.</span><span style="font-family: Arial">Onde reside a total incapacidade do homem natural? Ela não está na falta das faculdades necessárias. Isso tem de ser bastante enfatizado, do contrário o homem caído deixaria de ser uma criatura responsável. Mesmo que os efeitos da queda tenham sido terríveis, eles não privaram o homem de nenhuma das faculdades que Deus originalmente lhe concedeu. É verdade que o pecado tirou do homem a capacidade de utilizar essas faculdades corretamente, ou seja, empregá-las para a glória do Criador. Entretanto, o homem caído possui ainda a mesma natureza, corpo, alma e espírito, que tinha antes da Queda. Nenhuma parte do ser do homem foi aniquilada, ainda que cada uma tenha sido contaminada e corrompida pelo pecado. De fato, o homem morreu espiritualmente, mas a morte não é a extinção do ser (aniquilação) — morte espiritual é a alienação de Deus (Ef. 4:18). Aquele que é espiritualmente morto está bem vivo e ativo no serviço de Satanás.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A incapacidade do homem caído (não regenerado) de vir a Cristo não reside em nenhum defeito físico ou mental. Ele tem o mesmo pé para levá-lo tanto a um local onde o Evangelho é pregado, como para caminhar até um bar. Ele possui os mesmos olhos que podem lhe servir para ler tanto as Escrituras Sagradas como os jornais. Ele tem os mesmos lábios e voz para clamar a Deus os quais usa agora em conversas fiadas e em canções ridículas. Assim, também, possui as mesmas faculdades mentais para ponderar sobre as coisas de Deus e sobre a eternidade, as quais ele utiliza tão diligentemente nos seus negócios. É por causa disso que o homem é &#8220;indesculpável&#8221;. É o mau uso das faculdades que o Criador lhe concedeu que aumenta a sua culpa. Que cada servo de Deus veja que essas coisas pesam constantemente sobre os seus ouvintes não convertidos.<o:p></o:p></span><strong><span style="font-family: 'Bookman Old Style'"><br />
</span></strong><strong><span style="font-family: Arial">1) A incapacidade do homem está na sua natureza corrompida.</span></strong><span style="font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Nós temos de ir bem mais a fundo se quisermos encontrar a fonte da incapacidade do homem. Devido à queda de Adão, e por causa do nosso próprio pecado, a nossa natureza se tornou tão corrompida e depravada que é impossível para qualquer homem &#8220;vir a Cristo&#8221;, amá-lO e serví-lO, estimá-lO mais que tudo neste mundo e submeter-se a Ele, até que o Espírito de Deus o regenere e implante nele uma nova natureza. A fonte amarga não pode jorrar água doce, nem a árvore má produzir bons frutos. Deixe-me tentar explicar isso melhor através de uma ilustração. É da natureza de um abutre alimentar-se de carniça; no entanto, ele tem os mesmos órgãos e membros que lhe permitiriam comer grãos, como fazem as galinhas, mas ele não possui nem a disposição nem o apetite para tal alimento. É da natureza da porca o chafurdar na lama; e apesar dela possuir pernas como a ovelha para levá-la à campina, lhe falta entretanto o desejo por pastos verdejantes. Assim acontece com o homem não-regenerado. Ele tem as mesmas faculdades físicas e mentais que o homem regenerado possui para empregar no serviço e nas coisas de Deus, mas não tem amor por elas.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">&#8220;Adão&#8230; gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem&#8221; (Gn. 5:3). Que terrível contraste há aqui com o que lemos dois versículos antes: &#8220;&#8230; Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez&#8221;. No intervalo entre esses dois versos, o homem caiu, e um pai caído pode gerar somente um filho caído, transmitindo-lhe a sua própria depravação. &#8220;Quem da imundícia poderá tirar coisa pura? (Jó 14:4). Por isso nós encontramos o salmista de Israel declarando, &#8220;Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe&#8221; (Sl. 51:5). No entanto, apesar de por natureza Davi ser um monte de iniquidade e pecado (como também somos nós), mas tarde a graça fez dele o homem segundo o coração de Deus. Desde que idade essa corrupção da natureza aparece nas crianças? &#8220;Até a criança se dá a conhecer pelas suas obras&#8221; (Pv. 20:11). A corrupção do seu coração logo se manifesta: orgulho, vontade própria, vaidade, mentira, aversão ao que é bom, são frutos amargos que cedo brotam no novo, mas corrupto, ramo.<o:p></o:p></span><strong><span style="font-family: 'Bookman Old Style'"><br />
</span></strong><strong><span style="font-family: Arial">2) A incapacidade do homem está na completa escuridão em que se encontra o seu intelecto.</span></strong><span style="font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="font-family: 'Bookman Old Style'"><o:p> </o:p></span><span style="font-family: Arial">Essa importante faculdade da alma foi destituída da sua glória original, e coberta de confusão. Tanto a mente como a consciência estão corrompidas: &#8220;Não há quem entenda&#8221;(Rm. 3:11). O apóstolo solenemente lembra os santos, &#8220;Pois outrora éreis trevas&#8221; (Ef. 5:8), não somente estavam &#8220;em trevas&#8221;, mas eram as própria &#8220;trevas&#8221;. O pecado fechou as janelas da alma e a escuridão se estende por todo o lugar: ela é a região das trevas e da sombra da morte, onde a luz é como a escuridão. Lá reina o príncipe das trevas, onde não se pratica nada além das obras das trevas. Nós nascemos espiritualmente cegos, e não podemos ter essa visão restaurada sem um milagre da graça. Esse é o seu caso quem quer que você seja, se ainda não nasceu de novo&#8221; (Thomas Boston, 1680). &#8220;São filhos sábios para o mal, e não sabem fazer o bem&#8221; (Jr. 4:22).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">&#8220;O pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar&#8221;(Rm. 8:7). Existe no homem não regenerado uma oposição e aversão pelas coisas espirituais. Deus revelou a Sua vontade aos pecadores no tocante ao caminho da salvação, contudo eles não trilharão esse caminho. Eles sabem que somente Cristo é capaz de salvá-los, no entanto eles recusam se separar das coisas que obstruem o seu caminho até a Ele. Eles ouvem que é o pecado que mata a alma, no entanto o afagam em seu peito. Eles não dão ouvidos às ameaças de Deus. Os homens acreditam que o fogo há de consumir-lhes, e estão em grande tormento para evitá-lo; contudo, mostram com suas ações que consideram as chamas eternas como se fossem um mero espantalho. O mandamento divino é &#8220;santo, justo e bom&#8221;, mas o homem o odeia, e só o observa enquanto a sua respeitabilidade é promovida entre os homens.<o:p></o:p></span><span style="font-family: 'Bookman Old Style'"><br />
</span><strong><span style="font-family: Arial">3) A incapacidade do homem está na corrupção dos seus sentimentos.</span></strong><span style="font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">“O homem, no estado em que se encontra, antes de receber a graça de Deus, ama tudo e qualquer coisa que não seja espiritual. Se você quiser uma prova disso, olhe ao seu redor. Não há necessidade de nenhum monumento à depravação dos sentimentos humanos. Olhe por toda parte. Não há uma rua, uma casa, e não somente isso, nenhum coração, que não possua uma triste evidência dessa terrível verdade. Por que no Dia do Senhor o homem não é encontrado congregando-se na casa de Deus? Por que não nos achamos mais freqüentemente lendo nossas Bíblias? O que acontece para a oração ser um dever quase que totalmente negligenciado? Por que Jesus Cristo é tão pouco amado? Por que até mesmo os seus seguidores professos são tão frios em seus sentimentos para com Ele? De onde procedem essas coisas? Seguramente, caros irmãos, nós não podemos creditá-las a outra fonte que não a corrupção e a perversão dos sentimentos. Nós amamos o que deveríamos odiar, e odiamos o que deveríamos amar. Não é outra coisa senão a natureza humana caída que nos faz amar esta vida mais do que a vida por vir. É um efeito da Queda o fato do homem amar o pecado mais que a justiça, e os caminhos do mundo mais que os caminhos de Deus”. (Sermão de C.H. Spurgeon em Jo. 6:44).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Os sentimentos do homem não regenerado são totalmente depravados e desordenados. &#8220;Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto&#8221; (Jr. 17:9). O Senhor Jesus afirmou solenemente que os sentimentos do homem caído (não regenerado) são a fonte de toda abominação: &#8220;Porque de dentro do coração do homem, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, a malícia, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura&#8221; (Mc. 7:21,22). Os sentimentos do homem natural estão miseravelmente deformados, ele é um monstro espiritual. O seu coração se encontra onde deveriam estar os seus pés, seguro ao chão; seus calcanhares estão levantados contra os Céus, para onde deveria estar posto o seu coração (At. 9:5). Sua face está voltada para o inferno; por isso Deus o chama para converter-se. Ele se alegra com o que deveria entristecê-lo, e se entristece com o que deveria alegrá-lo; se gloria com a vergonha, e se envergonha da sua glória; abomina o que deveria desejar, e deseja o que deveria abominar (Pv. 2:13-15) <o:p></o:p></span><span style="font-family: 'Bookman Old Style'"></p>
<p></span><span style="font-family: Arial"><o:p></o:p></span><strong><span style="font-family: Arial">4) Sua incapacidade está na total perversão da sua vontade.</span></strong><span style="font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">&#8220;O homem pode ser salvo se ele quiser&#8221;, diz o arminiano. Nós lhe respondemos, &#8220;Meu caro senhor, nós todos cremos nisso; mas essa é que é a dificuldade — <em><span style="font-family: Arial">se ele quiser</span></em>.&#8221; Nós afirmamos que nenhum homem deseja vir a Cristo por sua própria vontade; não, não somos nós que o dizemos, mas Cristo mesmo declara: &#8220;Contudo não quereis vir a mim para terdes vida&#8221; (Jo. 5:40); e enquanto esse &#8220;não quereis vir&#8221; estiver registrado nas Escrituras nós não podemos ser levados a crer em nenhuma doutrina do livre arbítrio. &#8220;É estranho como as pessoas, quando falam sobre livre arbítrio, falam de coisas das quais nada compreendem. Um diz &#8220;Ora, eu creio que o homem pode ser salvo ser ele quiser&#8221;. Mas essa não é toda a questão. O problema é: é o homem naturalmente disposto a se submeter aos termos do Evangelho de Cristo? Afirmamos, com autoridade bíblica, que a vontade humana é tão desesperadamente dada ao engano, tão depravada, e tão inclinada para tudo que é mau, e tão avessa a tudo aquilo que é bom, que sem a poderosa, sobrenatural e irresistível influência do Espírito Santo, nenhum homem nunca será constrangido a buscar a Cristo.&#8221; (C.H. Spurgeon).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">&#8220;Há uma corda de três pontas contra o céu e a santidade, que não é fácil de ser rompida; um homem cego, uma vontade pervertida, e um sentimento desordenado. A mente, inchada pela vaidade, diz que o homem não deve se humilhar; a vontade, inimiga da vontade de Deus, diz: ele <em><span style="font-family: Arial">não quer</span></em>; as emoções corrompidas levantando-se contra o Senhor, em defesa da vontade corrompida diz: ele não irá. Assim a pobre criatura permanece irredutível contra Deus, até o dia do Seu poder, quando é feito nova criatura&#8221; (Thomas Boston).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Pode ser que alguns leitores sejam inclinados a dizer: &#8220;ensinamentos como estes desencorajam pecadores e os levam ao desespero&#8221;. Nossa resposta é: Primeiro, eles estão de acordo com a Palavra de Deus! Segundo, esperamos que Ele se agrade em usar essas verdades para levar alguns a desesperarem-se de qualquer ajuda que possam encontrar neles mesmos. Terceiro, esse ensino manifesta a absoluta necessidade da obra do Espírito Santo nessas criaturas depravadas e espiritualmente impotentes, se algum dia vierem salvificamente a Cristo. Então, até que isso seja claramente entendido, o Seu auxílio nunca será realmente buscado.<o:p></o:p></span><o:p><font face="Times New Roman"> </font></o:p></p>
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		<title>Aspectos bíblicos da Graça comum.</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 16:51:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando Adão e Eva pecaram, tornaram-se réus da punição eterna e da separação de Deus (Gênesis 2:17). Do mesmo modo, hoje, quando os seres humanos pecam, eles se tornam sujeito à ira de Deus e à punição eterna: “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Isso significa que, uma vez que as pessoas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'"><span style="font-family: Arial">Quando Adão e Eva pecaram, tornaram-se réus da punição eterna e da separação de Deus (Gênesis 2:17). Do mesmo modo, hoje, quando os seres humanos pecam, eles se tornam sujeito à ira de Deus e à punição eterna: “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Isso significa que, uma vez que as pessoas pecam, a justiça de Deus requer somente uma coisa, que elas sejam eternamente separadas de Deus, alienadas da possibilidade de experimentar <em><span style="font-family: Arial">qualquer</span></em> bem da parte dEle, e que elas existam para sempre no inferno, recebendo eternamente apenas a Sua ira. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"><span id="more-398"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial">De fato, isso foi o que aconteceu aos anjos que pecaram e poderia ter acontecido exatamente conosco também: “Pois Deus não poupou aos anjos que pecaram, mas os lançou no inferno, prendendo-os em abismos tenebrosos a fim de serem reservados para o juízo” (2 Pedro 2:4).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Mas, de fato, Adão e Eva não morreram imediatamente (embora a sentença de morte <em><span style="font-family: Arial">começasse</span></em> a ser aplicada na vida deles no dia em que pecaram). A execução plena da sentença de morte foi retardada por muitos anos. Além disso, milhões de seus descendentes até o dia de hoje não morrem nem vão para o inferno tão logo pecam, mas continuam a viver por muitos anos, desfrutando bênçãos incontáveis nesta vida. Como pode ser isso? <em><span style="font-family: Arial">Como Deus pode continuar a conferir bênçãos a pecadores que merecem somente a morte</span></em> — não somente aos que finalmente serão salvos, mas também a milhões que nunca serão salvos, cujos pecados nunca serão perdoados?<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A respostas a essas perguntas é que Deus concede-lhes <em><span style="font-family: Arial">graça comum</span></em>. Podemos definir graça comum da seguinte maneira: <em><span style="font-family: Arial">Graça comum é a graça de Deus pela qual Ele dá às pessoas bênçãos inumeráveis que não são parte da salvação</span></em>. A palavra comum aqui significa algo que é dado a todos os homens e não é restrito aos crentes ou aos eleitos somente.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Diferentemente da graça comum, a graça de Deus que leva pessoas à salvação é muitas vezes chamada “graça salvadora”. Naturalmente, quando falamos a respeito da “graça comum” e da “graça salvadora”, não estamos sugerindo que há duas diferentes espécies de graça no próprio Deus, mas apenas estamos dizendo que a graça de Deus se manifesta no mundo de duas maneiras diferentes. A graça comum é diferente da graça salvadora quanto aos <em><span style="font-family: Arial">resultados</span></em> (ela não traz salvação), seus <em><span style="font-family: Arial">destinatários</span></em> (é dada aos crentes e descrentes igualmente) e sua <em><span style="font-family: Arial">fonte</span></em> (ela não flui diretamente da obra expiatória de Cristo, visto que a morte dEle não obtém nenhuma medida de perdão para os descrentes e, portanto, nem os crentes nem os descrentes fazem jus às suas bênçãos). Contudo, sobre o último ponto, deve ser dito que a graça comum flui <em><span style="font-family: Arial">indiretamente</span></em> da obra redentora de Cristo, porque o fato de Deus não julgar o mundo assim que o pecado entrou nele talvez seja apenas porque Ele planejou finalmente salvar alguns pecadores por meio da morte de Seu Filho.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
B. Exemplos de graça comum<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
Se olhamos para o mundo ao nosso redor e o contrastamos com o fogo do inferno que ele merece, podemos ver imediatamente a abundante evidência da graça comum de Deus em milhares de exemplos na vida diária. Podemos distinguir diversas categorias específicas nas quais essa graça comum pode ser vista.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="1. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">1. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera física.</span></em><span style="font-family: Arial"> Os descrentes continuam a viver neste mundo somente por causa da graça comum de Deus — cada vez que as pessoas respiram é pela graça, pois o salário do pecado é a morte, não a vida. Além disso, a terra não produz somente espinhos e ervas daninhas (Gênesis 3:18), nem permanece um deserto ressequido, mas a graça comum de Deus provê comida e material para roupa e abrigo, muitas vezes em grande abundância e diversidade. Jesus disse: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu <st1:personname w:st="on">Pai</st1:personname> que está nos céus. Porque <em><span style="font-family: Arial">Ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos</span></em>” (Mateus 5:44,45). Aqui Jesus apela para a abundante graça comum de Deus como encorajamento aos seus discípulos, para que eles também concedam amor e orem para que os descrentes sejam abençoados (cf. Lucas 6:35,36). Semelhantemente, <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> disse ao povo de Listra: “No passado [Deus] permitiu que todas as nações seguissem os seus próprios caminhos. Contudo. Deus não ficou sem testemunho: mostrou sua bondade, <em><span style="font-family: Arial">dando-lhes chuva do céu e colheitas no tempo certo, concedendo-lhes sustento com fartura e um coração cheio de alegria</span></em>” (Atos 14:16,17). <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O Antigo Testamento também fala da graça comum de Deus que vem aos descrentes tanto quanto aos crentes. Um exemplo específico é o de Potifar, o capitão da guarda do Egito que comprou José como escravo: “<em><span style="font-family: Arial">o Senhor abençoou a casa do egípcio </span></em>por causa de José. A bênção do Senhor estava sobre tudo o que Potifar possuía, tanto em casa como no campo” (Gênesis 39:5). Davi fala de modo muito mais geral a respeito das criaturas que o Senhor fez:<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">“O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas. [...] Os olhos de todos estão voltados para ti, e tu lhes dás o alimento no devido tempo. Abres a tua mão e satisfazes os desejos de todos os seres vivos” (Salmos 145:9,15,16).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Estes versículos são outro lembrete de que a bondade que é encontrada em toda a criação não acontece automaticamente — ela se deve à bondade de Deus e Sua compaixão.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="2. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">2. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera intelectual.</span></em><span style="font-family: Arial"> Satanás é “mentiroso e pai da mentira” e “não há verdade nele” (<st1:personname w:st="on">João</st1:personname> 8:44), porque lhe foi dado ter domínio sobre o mal e sobre a irracionalidade e comprometimento com a falsidade que acompanha o mal radical. Mas os seres humanos no mundo de hoje, mesmo os descrentes, não estão totalmente entregues à mentira, irracionalidade e ignorância. Todas as pessoas são capazes de ter um pouco de compreensão da verdade; de fato, algumas possuem grande inteligência e entendimento. Isso também deve ser visto como resultado da graça comum de Deus. <st1:personname w:st="on">João</st1:personname> fala de Jesus como “a verdadeira luz, que <em><span style="font-family: Arial">ilumina todos os homens</span></em>” (<st1:personname w:st="on">João</st1:personname> 1:9), pois, em seu papel como criador e sustentador do universo (não particularmente em seu papel como redentor), o Filho de Deus concede iluminação e entendimento que vêm a todas as pessoas no mundo.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A graça comum de Deus na esfera intelectual é vista no fato de que todas as pessoas têm certo conhecimento de Deus: “porque, <em><span style="font-family: Arial">tendo conhecido a Deus</span></em>, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças” (Romanos 1:21). Isso significa que há um senso da existência de Deus e muitas vezes a fome de conhecer Deus que Ele permite que permaneça no coração das pessoas, embora isso resulte muitas vezes em muitos religiões diferentes criadas pelos homens. Portanto, mesmo quando falando a pessoas que sustentavam religiões falsas, <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> pôde encontrar um ponto de contato com respeito ao conhecimento da existência de Deus, exatamente como fez quando falou aos filósofos atenienses: “Atenienses! Vejo que em todos os aspectos vocês são muito religiosos [...] o que vocês adoram, apesar de não conhecerem, eu lhes anuncio” (Atos 17:22,23).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A graça comum de Deus na esfera intelectual também resulta na capacidade de captar a verdade e distingui-la do erro e de experimentar crescimento em conhecimento que pode ser usado na investigação do universo e na tarefa de dominar a terra. Isso significa que <em><span style="font-family: Arial">toda ciência e tecnologia desenvolvida pelos não-cristãos é resultado da graça comum</span></em>, permitindo-lhes fazer descobertas e invenções incríveis, para desenvolver os recursos do planeta na criação de muitos bens materiais, para produção e distribuição desses recursos e para alcançar habilidades na obra produtiva. Em sentido prático, isso significa que, cada vez que entramos em uma mercearia, andamos em um automóvel ou entramos em uma casa, devemos lembrar que estamos experimentando os resultados da abundante graça comum de Deus derramada tão ricamente sobre toda a raça.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="3. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">3. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera moral.</span></em><span style="font-family: Arial"> Pela graça comum Deus também refreia as pessoas de serem tão más quanto poderiam. Novamente o reino demoníaco, totalmente dedicado ao mal e à destruição, proporciona um contraste claro com a soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de humana, na qual o mal é claramente refreado. Se as pessoas persistem dura e repetidamente em seguir o pecado durante o curso de sua vida, Deus finalmente as entregará ao maior de todos os pecados (cf. Salmos 81:12; Romanos 1:24,26,28), mas no caso da maioria dos seres humanos eles não caem nas profundezas às quais seus pecados normalmente os levariam, porque Deus intervém e coloca freio na sua conduta. Um refreamento muito eficaz é a força da consciência. <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> diz: “De fato, quando os gentios, que não têm a Lei, praticam naturalmente o que ela ordena, tornam-se lei para si mesmos, embora não possuam a Lei; pois mostram <em><span style="font-family: Arial">que as exigências da Lei estão gravadas em seu coração</span></em>. Disso <em><span style="font-family: Arial">dão testemunho também</span></em> a sua consciência e os pensamentos deles, ora acusando-os, ora defendendo-os” (Romanos 1:32). E em muitos outros casos, essa sensação interior da consciência leva os indivíduos a estabelecer leis e costumes na soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de que são, em termos da conduta exterior que eles aprovam ou proíbem, totalmente iguais às leis morais da Escritura. As pessoas muitas vezes estabelecem leis ou têm costumes que respeitam a santidade do casamento e da família, protegem a vida humana e proíbem o roubo e a falsidade no falar. Por causa disso, elas muitas vezes seguem caminhos moralmente retos e exteriormente andam conforme os padrões morais encontrados na Escritura. Embora a conduta moral delas não possa ganhar méritos com Deus, visto que a Escritura claramente diz que “diante de Deus ninguém é justificado pela Lei” (Gálatas 3:11) e “Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer” (Romanos 3:12), contudo, em algum sentido menor que ganhar a aprovação ou o mérito eterno de Deus, os descrentes realmente fazem “o bem”. Jesus sugere isso quando diz: “E que mérito terão, se fizerem o bem<em><span style="font-family: Arial"> àqueles que são bons para com vocês? Até os &#8216;pecadores&#8217; agem assim</span></em>” (Lucas 6:33).<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="4. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">4. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera da criatividade.</span></em><span style="font-family: Arial"> Deus distribuiu medidas significativas de capacidade em áreas artísticas e musicais, assim como em outras esferas nas quais a criatividade e a habilidade podem expressar-se, como praticar esportes, cozinhar, escrever, e assim por diante. Além disso, Deus nos dá a capacidade de apreciar a beleza em muitas áreas da vida. E nessa área, assim como na esfera física e intelectual, as bênçãos da graça comum são às vezes derramadas sobre os descrentes até mais abundantemente que sobre os crentes. To<st1:personname w:st="on">davi</st1:personname>a, em todos os casos, ela é resultado da graça de Deus.</p>
<p><em><span style="font-family: Arial">5. A esfera da soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de.</span></em> A graça de Deus também é evidente na existência de várias organizações e estruturas na raça humana. Vemos isso primeiramente na família humana, ressaltado pelo fato de que Adão e Eva permaneceram marido e mulher após a queda e então tiveram filhos, homens e mulheres (Gênesis 5:4). Os filhos de Adão e Eva casaram-se e formaram famílias para si mesmos (Gênesis 4:17,19,26). A família humana permanece ainda hoje, não simplesmente como instituição para os crentes, mas para todas as pessoas.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O governo humano é também resultado da graça comum. Ele foi instituído no princípio por Deus após o dilúvio (ver Gênesis 9:6) e, segundo Romanos 13 claramente afirma, foi estabelecido por Deus: “Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas”. Está claro que o governo é dom de Deus para a raça em geral, pois <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> diz que a autoridade “é serva de Deus para o seu bem” e que ela é “serva de Deus, agente de justiça para punir quem pratica o mal” (Romanos 13:4). Um dos principais meios que Deus usa para refrear o mal no mundo é o governo humano. As leis humanas, as forças policiais e os sistemas judiciais proporcionam poderosa repressão às más ações, e esses são freios necessários, pois há muito mal no mundo que é irracional e pode ser restringido somente pela força, já que ele não será impedido pela razão ou pela educação. Obviamente a pecaminosidade das pessoas pode também afetar os governos em si mesmos, de forma que o governo humano, igual a todas as outras bênçãos da graça comum que Deus dá, pode ser usado tanto para o propósito do bem como do mal.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial"><br />
<em><span style="font-family: Arial">6. A esfera religiosa.</span></em></span></em><span style="font-family: Arial"> Mesmo na esfera da religião humana, a graça comum de Deus traz algumas bênçãos para as pessoas incrédulas. Jesus nos diz: “Amem os seus inimigos e <em><span style="font-family: Arial">orem por aqueles que os perseguem</span></em>” (Mateus 5:44), e desde que não há qualquer restrição no contexto para que se ore simplesmente pela salvação deles e como a ordem de orar pelos que nos perseguem é combinada com a ordem de amá-los, parece razoável concluir que Deus pretende responder a nossas orações pelos que nos perseguem em muitas áreas de suas vidas. De fato, <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> especificamente ordena que oremos “pelos reis e por todos os que exercem autoridade” (1 Timóteo 2:2). Quando procuramos o bem dos descrentes, isso é coerente com a própria prática divina de conceder sol e chuva a “maus e bons” (Mateus 5:45) e também está de acordo com a prática de Jesus durante o Seu ministério terreno, quando Ele curou cada pessoa que lhe era trazida (Lucas 4:40). Não há indicação alguma de que ele tenha exigido que todos cressem nele ou concordassem que ele era o Messias antes de lhes conceder cura física.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Deus responde às orações dos descrentes? Embora Deus não tenha prometido responder às orações dos descrentes como prometeu responder às orações dos que vêm a Ele em nome de Jesus, e embora Ele não tenha obrigação de responder às orações dos descrentes, mesmo assim Deus pode por Sua graça comum ouvir e responder positivamente às orações deles, demonstrando dessa forma Sua misericórdia e bondade de outro modo ainda (cf. Salmos 145:9,15; Mateus 7:22; Lucas 6:35,36). Esse é provavelmente o sentido de 1 Timóteo 4:10, que diz que Deus é o “Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem”. Aqui “Salvador” não significa restritamente “quem perdoa pecados e dá vida eterna”, porque tais coisas não são dadas aos que não crêem. “Salvador” deve ter aqui um sentido mais geral — a saber, “quem resgata da miséria, quem liberta”. Em caso de pobreza e miséria, Deus muitas vezes ouve as orações dos descrentes e os livra graciosamente de seus problemas. Além disso, mesmo os descrentes muitas vezes possuem um senso de gratidão para com Deus pela bondade da criação, pela libertação em meio ao perigo e pelas bênçãos da família, do lar, das amizades e do país.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial"><br />
<em><span style="font-family: Arial">7. A graça comum não salva pessoas.</span></em></span></em><span style="font-family: Arial"> A despeito de tudo isso, devemos perceber que a graça comum é diferente da graça salvadora. A graça comum não muda o coração humano nem traz pessoas ao genuíno arrependimento ou à fé — ela não pode salvar e não salva pessoas (embora na esfera intelectual e moral ela possa preparar as pessoas para torná-las mais dispostas a aceitar o evangelho). A graça comum refreia o pecado, mas não muda a disposição fundamental de pecar nem purifica a natureza humana decaída.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Devemos também reconhecer que as ações que os descrentes realizam por causa da graça comum não merecem a aprovação ou o favor de Deus. Essas ações não procedem da fé (“tudo o que não provém da fé é pecado”, Romanos 14:23) nem são motivadas pelo amor a Deus (Mateus 22:37), e sim pelo amor ao ego sob uma ou outra forma. Portanto, embora possamos prontamente dizer que as obras dos descrentes que se conformam externamente às leis de Deus são “boas” em algum sentido, contudo elas não são boas em termos de merecer a aprovação de Deus nem de tornar Deus endividado para com o pecador em sentido algum.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Finalmente, devemos reconhecer que os descrentes muitas vezes recebem mais graça comum que os crentes — eles podem ser mais habilidosos, trabalhar com mais esforço, ser mais inteligentes, mais criativos ou ter mais dos benefícios materiais desta vida para desfrutar. Isso não indica de forma alguma que eles são mais favorecidos por Deus no sentido absoluto ou que eles vão ganhar qualquer coisa relativa à salvação eterna, mas significa somente que Deus distribui as bênçãos da graça comum de vários modos, muitas vezes concedendo bênçãos bastante significativas a descrentes. Em tudo isso, obviamente, eles devem tomar consciência da bondade de Deus (Ateus 14:17) e reconhecer que a vontade revelada de Deus é que essa “bondade de Deus” finalmente os conduza “ao arrependimento” (Romanos 2:4).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">C. Razões para a graça comum<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
Por que Deus concede graça comum a pessoas imerecedoras que nunca virão à salvação? Podemos sugerir ao menos quatro razões.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">1. Para redimir os que serão salvos.</span></em><span style="font-family: Arial"> Pedro diz que o dia do juízo e da execução final de punição está sendo retardado porque há ainda mais pessoas que serão salvas. “O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, ele é paciente com vocês, <em><span style="font-family: Arial">não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento</span></em>.” (2 Pedro 3:9,10). De fato, essa razão foi verdadeira desde o princípio da história humana, pois, se Deus quisesse salvar qualquer pessoa entre todos que compõem a humanidade pecaminosa, Ele não poderia destruir todos os pecadores imediatamente (nesse caso não sobraria ninguém da raça humana). Ao contrário, Ele resolveu permitir que seres humanos pecaminosos vivessem algum tempo de modo a ter uma oportunidade de arrependimento e também para que pudessem gerar filhos, capacitando gerações subseqüentes a viver, a ouvir o evangelho e se arrepender.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">2. Para demonstrar a bondade e a misericórdia de Deus.</span></em><span style="font-family: Arial"> A bondade e a misericórdia de Deus não são vistas somente na salvação dos crentes, mas também nas bênçãos que Deus dá aos pecadores que não as merecem. Quando Deus “é bondoso para com os ingratos e maus” (Lucas 6:35), essa bondade é revelada no universo, para a Sua glória. Davi diz: “O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas” (Salmos 145:9). Na história de Jesus conversando com o moço rico, lemos: “Jesus olhou para ele e o amou” (Marcos 10:21), embora o homem fosse um descrente que no mesmo instante afastou-se de Jesus porque possuía muitas riquezas. Berkhof diz que Deus “derrama incontáveis bênçãos sobre todos os homens e também indica claramente que elas são expressões de uma disposição favorável de Deus que, contudo, fica muito aquém da volição positiva exercida para lhes perdoar, suspender a sentença a eles imposta e assegurar-lhes a salvação”.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Não é injusto Deus retratar a execução da punição do pecado e dar temporariamente bênçãos aos seres humanos, porque a punição não é esquecida, mas apenas retardada. Retardando a punição, Deus mostra claramente que não tem prazer em executar o juízo final, mas, ao contrário, Ele se deleita na salvação de homens e mulheres. “Juro pela minha vida, palavra do Soberano, o SENHOR, que não tenho prazer na morte dos ímpios, antes tenho prazer em que eles se desviem dos seus caminhos e vivam” (Ezequiel 33:11). Deus “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:4). Em tudo isso o tempo de espera da punição dá uma evidência clara da misericórdia, bondade e amor de Deus.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">3. Para demonstrar a justiça de Deus.</span></em><span style="font-family: Arial"> Quando repetidamente Deus convida os pecadores a virem à fé e repetidamente eles recusam os Seus convites, a justiça de Deus em condená-los é vista muito mais claramente. <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> adverte que quem persiste na incredulidade está simplesmente acumulando a ira para si mesmo: “Contudo, por causa da teimosia e do seu coração obstinado, você está acumulando ira contra si mesmo, para o dia da ira de Deus, quando se revelará o seu justo julgamento” (Romanos 2:5). No dia do juízo todas as bocas serão silenciadas (Romanos 3:19), e ninguém será capaz de contrapor que Deus foi injusto.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">4. Para demonstrar a glória de Deus. </span></em><span style="font-family: Arial">Finalmente, a glória de Deus é mostrada de muitas formas pelas atividades dos seres humanos em todas as áreas nas quais a graça comum está <st1:personname ProductID="em operação. No" w:st="on">em operação. No</st1:personname> desenvolvimento e no exercício do domínio sobre a terra, homens e mulheres demonstram e refletem a sabedoria do seu Criador, comprovam as qualidades dadas por Deus, as virtudes morais e a autoridade sobre o universo, e coisas semelhantes. Embora todas essas atividades sejam contaminadas por motivos pecaminosos, elas apesar disso refletem a excelência de nosso Criador e, portanto, trazem a glória a Ele, não de forma plena e perfeita, mas ainda assim significativa.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
C. Nossa resposta à doutrina da graça comum<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
Pensando sobre as várias espécies de bondades vistas na vida dos descrentes por causa da graça comum que Deus dá abundantemente, devemos ter em mente três pontos.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">1. Graça comum não significa que quem a recebe será salvo. </span></em><span style="font-family: Arial">Mesmo uma porção excepcional de graça comum não significa que quem a recebe será salvo. Até as pessoas mais habilidosas, mas inteligentes, mais ricas e poderosas no mundo ainda carecem do evangelho de Jesus Cristo ou serão condenadas eternamente! Os nossos vizinhos mais bondosos e de moral mais elevada ainda carecem do evangelho de Jesus Cristo ou serão condenados eternamente! Exteriormente pode parecer que eles não têm necessidade algumas, mas a Escritura ainda diz que os descrentes são “inimigos de Deus” (Romanos 5:10; cf. Colossenses. 1:21; Tiago 4:4) e são “contra” Cristo (Mateus 12:30). Eles são “inimigos da cruz de Cristo” e “só pensam nas coisas terrenas” (Filipenses 3:18,19), sendo “por natureza merecedores da ira” (Efésios 2:3).<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">2. Devemos ser cuidados em não rejeitar as coisas boas que os descrentes fazem, considerando-as totalmente más. </span></em><span style="font-family: Arial">Pela graça comum os descrentes fazem algumas coisas boas, e devemos ver a mão de Deus nelas, sendo agradecidos por elas, como por exemplo nas amizades, em cada ato de bondade, no que elas trazem de bênçãos para outras pessoas. Tudo isso — embora o descrente não o saiba — procede em última análise de Deus, e Deus merece a glória por tudo.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="3. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">3. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> doutrina da graça comum deveria estimular nosso coração à gratidão muito maior a Deus. </span></em><span style="font-family: Arial">Quando descemos uma rua e vemos casas, jardins e famílias vivendo em segurança, ou quando negociamos no mercado e vemos os resultados abundantes do progresso tecnológico, ou quando andamos pelos bosques e vemos a beleza da natureza, ou quando somos protegidos pelas autoridades, ou quando somos educados no vasto conhecimento humano, devemos perceber não somente que Deus, em Sua soberania, é o responsável último por todas essas bênçãos, mas também que Deus as tem concedido aos descrentes, embora eles não tenham <em><span style="font-family: Arial">absolutamente</span></em> <em><span style="font-family: Arial">nenhum mérito</span></em> com relação a elas! Essas bênçãos no mundo não são apenas evidências do poder e sabedoria de Deus, mas a manifestação contínua da Sua <em><span style="font-family: Arial">graça</span></em> abundante. A percepção deste fato deveria fazer nosso coração se encher de gratidão a Deus em cada atividade de nossa vida.<o:p></o:p></span><a target="_blank" href="https://correio.grupoestado.com.br/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://webmail.caminhocristao.com"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span></a></p>
<p></span></p>
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		<title>O Caminho da Graça é o Caminho da Cruz !.</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 00:42:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É com muito prazer na alma que compartilho com todos que passarem por aqui, um texto precioso de um amigo especialíssimo ! &#8211; por Carlos Bregantim / mentor da &#8220;Estação do Caminho da Graça em São Paulo&#8221;.. Sim, não há outro caminho a fazer senão o CAMINHO DA CRUZ todos os dias e o dia todo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2">É com muito prazer na alma que compartilho com todos que passarem por aqui, um texto precioso de um amigo especialíssimo ! &#8211; por Carlos Bregantim / mentor da &#8220;Estação do Caminho da Graça em São Paulo&#8221;..<span id="more-396"></span></font></p>
<p><font size="2">Sim, não há outro caminho a fazer senão o CAMINHO DA CRUZ todos os dias e o dia todo. Penso que esta deveria ser a única competição entre os discípulos de Jesus de Nazaré, quem chega primeiro à Cruz, aos pés da Cruz, &#8220;DE ONDE JORRA RICA FONTE&#8221;, como dizia o poeta. Até porque é inevitável que corramos pra lá, pois, seja em pensamentos, palavras, gestos, atos e atitudes, enfim, sempre estamos cometendo algum delito. O Caminho da Cruz é o caminho do recomeço sempre. Ali eu oro, choro, reclamo, ouço, murmuro, espero, mas é dali que saio pra vida sem pesos, sem culpas, sem embaraços, esperançoso, já que ali na Cruz eu e tudo que existe neste universo fomos reconciliados com o Criador.  No Caminho da Cruz eu recobro a consciência plena e expando a minha mente de modo que passo a compreender o que fiz ou deixei de fazer e as conseqüências disto tudo. No Caminho da Cruz sou perdoado, resgatado, restaurado e reanimado a lidar inclusive com as conseqüências dos meus erros, dos meus desvios, das minhas mazelas pessoais, dos meus traumas, das minhas memórias estranhas. No Caminho da Cruz não sou nem melhor e nem pior que os outros. Sou mais um atingido pelo amor escandaloso da Cruz. Quando chego ali, me nivelo, me equilibro, me ponho no lugar que devo sempre estar, isto é, curvado, reverente, quieto, silencioso, pois, ali sou aspergido por gotas que mancham positivamente a minha vida. Manchas que são reconhecidas na eternidade. Mancha que é espetaculo para todos os seres viventes no universo. A mancha da Cruz, a mancha do sangue ali derramado. A mancha que me arrancou do império das trevas e me levou para o Reino do Filho do Seu Amor. Não são poucas as vezes que tenho que responder perguntas do tipo: &#8220;E AGORA, PRA ONDE VOU? O QUE FAÇO? . Bem, não tenho outra resposta, VOLTE PARA O CAMINHO DA CRUZ. Corra para os pés da Cruz. Aquiete-se lá. Chore lá. Grite lá, mas, é ali que eu e você devemos ir sempre. Somos como aqueles filhos que quando corrigidos pelos pais, agarram-se nas pernas do pai e mesmo recebendo a correção que doí, preferem ficar ali, grudados aos pés do pai, pois, sabem que são amados, sabem que aquela correção conquanto dolorida na hora é o que lhe dará segurança prá vida. Aos pés da Cruz eu e você dizemos ao Criador; &#8220;&#8230;PAI, CORRIJA-NOS, MAS, NÃO NOS LANCE FORA DA SUA PRESENÇA..&#8221;  O CAMINHO DA GRAÇA É O CAMINHO DA CRUZ.  Um desemboca no outro. Se misturam. Não é possível fazer um e não fazer o outro.  Não é uma questão de escolha, mas, de reconhecimento. OU A CRUZ VALEU PRA TUDO OU NÃO VALEU PRA NADA. Crendo assim, prefiro o Caminho da Cruz que é o Caminho da Graça, que é, o caminho feito pra dentro de si mesmo e pra dentro daquEle que ó o próprio Caminho. &#8221; EU SOU O CAMINHO&#8230;&#8221; disse o Nazareno. </font></p>
<p><font size="2"></p>
<p>Deus te guarde no Caminho da Cruz, este lugar seguro pra se estar e ficar. </font></p>
<p><font size="2">Carlos Bregantim.</font></p>
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		<title>Depressão !, como se livrar ?.</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2007 06:41:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O seu caso tem esperança; a sua depressão pode ser derrotada, não somente agora, mas para sempre. Quero lhe ensinar neste breve texto como sair da depressão e não cair mais nela. Se conseguir ler até o fim desse parágrafo vai ficar sabendo que centenas de outras pessoas, deprimidas do mesmo jeito que você, descobriram que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="3">O seu caso tem esperança; a sua depressão pode ser derrotada, não somente agora, mas para sempre. Quero lhe ensinar neste breve texto como sair da depressão e não cair mais nela. Se conseguir ler até o fim desse parágrafo vai ficar sabendo que centenas de outras pessoas, deprimidas do mesmo jeito que você, descobriram que isso é possível. <span id="more-247"></span></p>
<p>Se conseguir ler o texto até o fim vai ver que não vai ler nada complicado, que não leva muito tempo para chegar lá e que nunca deixa de funcionar. A razão por que afirmo essas coisas com tanta ênfase é que o jeito de derrotar a depressão que lhe descreverei não é meu, nem de nenhum outro homem, mas é o jeito Deus.</p>
<p>É por isso que há esperança. Há esperança porque você pelo menos já chegou à conclusão de que nenhum outro jeito funciona. Com o que concordo. Até este momento você não fez a coisa do jeito de Deus; você não acha que já está na hora de levar em conta o que Ele tem a dizer?</p>
<p>— Qual é a isca? Pergunta você.</p>
<p>Se para você <em><font size="3" face="Times-Italic">isca </font></em><font size="3">significa as condições para achar um jeito de sair de depressão, eu lhe direi que são três:</font></p>
<p></font><strong><font size="3" face="Times-Bold">1. <font size="3">Você tem que conhecer Deus pessoalmente antes de esperar que Ele lhe ajude.</font></p>
<p></font></strong><strong><font size="3" face="Times-Bold">2. <font size="3">O seu objetivo principal não pode ser jamais o alívio da depressão, mas o desejo de agradar a Deus fazendo aquilo que Ele diz.</font></p>
<p></font></strong><strong><font size="3" face="Times-Bold">3. </font></strong><font size="3">Você tem que fazer exatamente o que Ele diz, sem importar como você se sinta.</font><font size="3">São essas as condições. Se você achava que </font><em><font size="3" face="Times-Italic">isca </font></em><font size="3">significava que há outros fatores, só</font><font size="3">revelados mais tarde, que amenizarão as minhas afirmativas iniciais eu lhe asseguro, então, que não existem. A depressão pode ser derrotada pelas orientações de Deus e pelo poder que Ele concede pelo Seu Espírito para capacitar àqueles que O conhecem a seguirem à Sua Palavra.</p>
<p>Aí você responde, com reserva e cautela:</p>
<p>— Tudo bem. Fale-me sobre isso. Eu estou interessado, mas não vou atiçar a minha esperança tão cedo. Vou ouvir tudo o que você tem para dizer, mas não quero que as minhas esperanças comecem a se elevar somente para depois despencarem estilhaçadas ao meu redor em uma ou duas semanas. Isso dói demais. Elas já se levantaram antes somente para se destroçarem sempre e sempre.</p>
<p>Então vamos começar com uma dessas </font><em><font size="3" face="Times-Italic">iscas </font></em><font size="3">ou, como prefere chamá-las, condições: que é que você pretende ao ficar aí dizendo que eu tenho que </font><em><font size="3" face="Times-Italic">conhecer </font></em><font size="3">Deus? Não entendo isso muito bem.</font><font size="3">Acho bom que tenha feito essa pergunta logo no começo porque ela é básica. Todo o resto depende dela. Você nunca pode usar Deus como se Ele fosse uma máquina para produzir aquilo que você quer, nem pode fazer o que a Bíblia manda como se fosse uma técnica ou um truque para atingir seus objetivos. Embora Deus, nas Escrituras, invoque princípios e métodos que, de fato, transformam vidas, esses princípios, quando acionados por você, não entram mecanicamente em funcionamento sem a bênção de Deus. Para que isso ocorra você tem que não estar brigado com Deus.</p>
<p>— Acho que ainda não entendo.</p>
<p>Certo, então deixe que eu explico. Eu e você, como todo ser humano nascido no mundo, à exceção única de Jesus Cristo, nascemos pecadores. Nossos pais eram pecadores e só podiam gerar pecadores. Os seus filhos, à sua semelhança, também nascem pecadores. A Bíblia ensina que &#8220;</font><em><font size="3" face="Times-Italic">todos pecaram e carecem da glória de Deus</font></em><font size="3">&#8221; (Romanos 3.23). Quando Deus diz &#8220;todos&#8221;, isso é exatamente o que Ele quer dizer. A demonstração disso você vê em tudo aquilo que lhe cerca; você nunca encontrou ninguém perfeito. Mas é exatamente aí que está o problema, Deus é Deus Santo. Ele habita na perfeita justiça, mas, por sermos pecadores, não estamos qualificados para habitar com Ele e tornamo-nos Seus inimigos por não obedecermos aos Seus mandamentos. Ele disse: &#8220;</font><em><font size="3" face="Times-Italic">Não dirás falso testemunho</font></em><font size="3">&#8220;, mas nós mentimos; &#8220;</font><em><font size="3" face="Times-Italic">Não furtarás</font></em><font size="3">&#8220;, mas não há entre nós quem não tenha roubado, a começar pelos biscoitinhos da lata de biscoitos quando éramos somente crianças. Desobedecer significa também que nos colocamos em perigo, porque Deus não apenas é Deus Santo, mas é também o Justo Juiz das Suas criaturas. Ele decretou que devemos pagar pelos nossos pecados; mas é também misericordioso e providenciou o perdão dos pecados em Cristo. Quem não teve os pecados perdoados por Deus, não participará da glória eterna que Deus partilhará com os que chegaram a conhecê-lO. É disso que eu falo.</font><font size="3">— Mas, como se chega a conhecê-lO.</p>
<p>Pela fé em Seu Filho Jesus Cristo. É isso o que eu quero dizer. Por não podemos, por nós</p>
<p>mesmos, nos livrar dos nossos pecados Deus, em Sua misericórdia, providenciou o perdão enviando o Seu Filho para morrer em lugar de pecadores culpados, recebendo em lugar deles o castigo que mereciam por seus pecados. Quando reconhecem a situação do perigo que correm diante de Deus, se arrependem verdadeiramente da vida de rebelião quem vêm levando e dependem somente da morte de Jesus na cruz, Deus os livra (salva-os) do castigo eterno. Deus não os considera mais culpados por seus pecados e os aceita como amigos. De agora em diante Ele não será apenas o Juiz deles, mas também o seu amoroso Pai Celestial. Àqueles que vêm a conhecer a Deus assim, Deus cumpre e guarda as promessas que revelou na Bíblia. Promessas que só pertencem a eles e a mais ninguém.</p>
<p>Você pode descobrir mais sobre isso através da leitura das seguintes passagens da Bíblia:</p>
<p>Efésios 2.8, 9; João 3.16; Romanos 4.4, 5. Se você ainda não consegue compreender isso, consulte a pessoa que lhe entregou este folheto ou entre em contato com a instituição responsável pela veiculação deste artigo.</p>
<p>Mas vamos considerar que você tenha posto a sua fé em Cristo e já conhece a Deus como o Seu Salvador e Senhor e, apesar disso, continua atormentado pela depressão. Lembre-se de que eu disse que conhecê-lO era uma das condições para derrotar a depressão; eu não disse que bastava conhecê-lO para resolver o problema. Prossigamos, então, na análise da matéria.</p>
<p>Embora a depressão seja um problema terrivelmente esgotante e muito difundido tanto entre os crentes quanto entre os que não conhecem a Deus, não é um problema difícil de resolver o tanto quanto aparenta à primeira vista. O que você precisa reconhecer é que a depressão resulta de um defeito no autocontrole e na autodisciplina. Uma das atividades do Espírito Santo de Deus é produzir essa disciplina naqueles que, pela obediência fiel à Sua Palavra, buscam agradar a Deus fazendo aquilo que Ele diz e não o que acham que deveriam fazer (cf. Gálatas 5.23). Esse é o cerne da questão.</p>
<p>— Bem, a coisa ainda está um tanto obscura para mim. Se você quer que eu entre nessa, vai ter que detalhá-la com muito mais clareza.</p>
<p>Claro, eu só estava falando de modo genérico; antes de descer a pontos específicos queria que você soubesse dos fatos básicos, na medida em que prosseguimos. Vamos, então, tocar no ponto crucial da coisa, mostrando que donas de casa, sacerdotes e todos quantos devem definir e cumprir os seus próprios horários são especialmente vulneráveis à depressão. Raramente sofrem de depressão aqueles cujo trabalho diário seja rotineiro e cujos resultados foram planejados para que até ao meio-dia devam ter produzido uma quantidade X de trabalho e até às 17h um outro tanto de X. Isso é porque o trabalho deles não depende de auto-</font><font size="3">controle e de auto-</font><font size="3">disciplina. Os outros é que os disciplinam e controlam a sua produção. Por isso raramente deixam de conta do trabalho.</font><font size="3">Por outro lado, para quem precisa aprender a controlar e a disciplinar a si mesmo, numa época em que quase não se enfatiza a disciplina, muitas vezes tudo o que falta para se começar a cair em desespero e depressão é passar por um revés que o seduza a desviar o foco para o próprio revés levando-o a se esquecer das suas obrigações. Isso quebra a programação, faz com que deixe de cumprir as sua tarefas — que vão se amontoando — e aí, nesse ponto, já terá descido direto pela ladeira que leva à depressão. Misture numa mesma panela o revés (doença, decepção, a culpa de um pecado inconfesso, etc.), a incapacidade de lidar com o revés do jeito de Deus, a tendência de ir atrás dos entimentos em vez de correr atrás do prejuízo, e a disposição para se lamuriar em grupo (ou choramingar </font><em><font size="3" face="Times-Italic">funks </font></em><font size="3">tristes) e terá todos os ingredientes essenciais para preparar o pirão grosso de sabor podre da depressão.</font><font size="3">Deus nos construiu de um jeito que quando deixamos de cumprir corretamente as nossas</p>
<p>responsabilidades as nossas consciências disparam maus sentimentos. Se essas coisas não forem bloqueadas logo no seu começo ela nos levarão, ao fim e ao cabo, à depressão. Davi via a depressão como um sinal gracioso de Deus cuja intenção era conduzi-lo ao arrependimento e à mudança de atitude ou comportamento (depois de haver pecado ele disse: &#8220;<em><font size="3" face="Times-Italic">a tua mão pesava dia e noite sobre mim</font></em><font size="3">&#8221; – Salmos 32.4). A culpa subjacente à depressão decorre da incapacidade de lidar com o problema ou o revés do jeito de Deus; portanto, deixar de atender a esse aviso ou qualquer tentativa de silenciá-lo por tratamentos de choque, uso de antidepressivos, bebidas alcoólicas, etc., é só mais um fracasso que vem somar-se à culpa e aumentar a intensidade dos maus sentimentos que brotam dela. O resultado é que a depressão cresce ciclicamente cada vez mais.Um bom lugar para começarmos a considerar a solução de Deus para o fracasso fundamental que está por trás da depressão é levar a sério as palavras do apóstolo Paulo em II Coríntios 4.8: &#8220;</font></p>
<p></font><em><font size="3" face="Times-Italic">Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados</font></em><font size="3">&#8220;. Houve muitas vezes em que Paulo achou difícil enfrentar oposição e dificuldades; também houve circunstâncias em que não sabia que atitude tomar. Ele foi afligido e ficou perplexo, mas não deprimido. Nessas horas de provação, Deus o capacitou totalmente para lidar com cada uma dessas dificuldades sem cair em desespero. Paulo passou por revezes, mas não deixou que o impedissem de continuar no curso objetivo de uma ação que iria acontecer; não se desesperou nem desistiu dos trabalhos que sabia que Deus queria que fizesse; sentia-se para baixo, mas não esgotado. A pessoa deprimida é aquela que ao sentirse para baixo, também estanca.</font><font size="3">Agora, é vital que se compreenda a importante diferença que há entre ficar perplexo, desapontado, triste, fisicamente fraco, ou até mesmo sentir-se para baixo por causa da culpa, e ficar deprimido. Todos nós, à semelhança de Paulo, nos sentimos para baixo e todos nos entristecemos, às vezes; todos ficamos desencorajados, mas isso não é depressão. A depressão nos pega quando não conseguimos lidar com as tristezas, os desapontamentos, a perplexidade, a culpa ou a aflição física do jeito de Deus. Ela ocorre sempre que deixamos que os maus sentimentos ligados a esses problemas nos impeçam de cumprir os nossos deveres. Quando vamos atrás dos nossos sentimentos e deixamos de cumprir as nossas obrigações para com e Deus e para com os nossos semelhantes tornamo-nos culpados e isso faz a gente se sentir muito pior. Quando os sentimentos de culpa se somam aos maus sentimentos que já nos assolam isso faz a gente se sentir muito pior e por isso menos prováveis de realizarmos nosso trabalho. Se seguirmos os sentimentos crescentes de descontentamento — o que sempre é mais fácil de fazer — vamos desencadear mais desses sentimentos, </font><em><font size="3" face="Times-Italic">ad infinitum</font></em><font size="3">. Vê agora o que eu pretendia quando disse que a depressão é cíclica?</font><font size="3">— Sim, é realmente assim; ela só vai piorando cada vez mais.</p>
<p>Certo. Enquanto você continua a ir atrás dos seus sentimentos que lhe dizem que você &#8220;não consegue&#8221; fazer aquilo que você sabe que devia estar fazendo e não faz, ocorre que você se enfia cada vez mais no buraco da depressão, fazendo cada vez menos até que finalmente não faz mais nada senão ficar jogado no sofá, empanturrando-se de doces e assistindo TV. Isso lhe parece familiar?</p>
<p>— Demais. Mas o que se pode fazer? Descrever o problema é uma coisa, resolvê-lo é outra.</p>
<p>Concordo, mas é importante ver com clareza como funciona essa dinâmica para que se adote a solução acertada. Tenho observado que a depressão surge do fato de se tratar erradamente uma situação em que você se sente mal. Os maus sentimentos podem se originar do seu próprio pecado ou pelo fato de, depois de ficar prostrado com uma gripe por quatro dias, ter que voltar para o trabalho acumulado na sua ausência e que você acha que não vai dar conta por ser bem maior do que o normal e por você estar mais fraco do que sempre. Pode ser que tenha deixado de passar a roupa (— Olha só que monte de roupas!) ou de corrigir as provas empilhadas na mesa (— Nunca vou conseguir corrigir aquelas provas se não estiver mais disposto!). Sejam quais forem os aspectos específicos do problema, uma coisa predomina: em vez de fazer aquilo que sabe que tem de fazer, quando passa o controle aos sentimentos na esperança de que mais tarde tenha mais vontade de cumprir a obrigação temida, você já deu alguns passos largos no caminho infeliz da depressão; então, a chave para se proteger da depressão é a seguinte: não vá atrás dos seus sentimentos quando sabe que tem uma responsabilidade a cumprir. Em vez disso faça o que deve mesmo contra os sentimentos e quando o fizer, mesmo que no início seja mecanicamente, faça-o simplesmente porque quer agradar a Deus e porque sabe que Ele quer que você o faça, o seu sentimento muda com o tempo. Deus lhe dará a sensação de satisfação e realização e grande entusiasmo por aquilo que antes temia. Você não deve esperar pela vontade de fazer a coisa, pode ser que nunca venha a tê-la; nem deve tentar mudar os seus sentimentos diretamente, você não pode fazer isso. Faça aquilo que você sabe que Deus quer que você faça, TENDO OU NÃO VONTADE PARA ISSO, e com o tempo vai ocorrer, como efeito colateral, uma mudança de sentimentos. Esse é o segredo para fazer descer pelo ralo a maré da depressão quando ela começar a lhe afogar. Não há outro jeito.</p>
<p>— Você está dizendo que se eu fizer o que sei que Deus quer que eu faça, simplesmente para O agradar, quer eu tenha ou não vontade, então Ele vai abençoar isso e fortalecer-me e finalmente até mesmo modificar também os meus sentimentos?</p>
<p>É isso aí! Falando em termos simples, faça o seguinte:</p>
<p><strong><font size="3" face="Times-Bold">1. </font></strong><font size="3">Faça uma lista completa de todas aquelas coisas que você sabe que está negligenciando só porque não tem vontade de fazê-las; </font></p>
<p></font><strong><font size="3" face="Times-Bold">2.</font></strong><font size="3">Comece a fazê-las para agradar a Deus e àqueles que dependem de você (seu cônjuge, sua família, seu chefe, seu parceiro de pensão, etc.). </font></p>
<p><strong><font size="3" face="Times-Bold">3. </font></strong><font size="3">Continue a fazê-las a despeito de como se sentir e quando começar a ver a tarefa realizada vai passar a sentir uma mudança nos seus sentimentos. A maré foi virada. Dona de casa: vá em frente, limpe a casa, comece a preparar de novo as refeições, levante-se cedo para ver seu marido sair para trabalhar. Vendedor: saia do escritório, tire a lista de clientes da gaveta, pegue o telefone e comece a agendar suas reuniões de contato. Daí, caia na estrada e vá atrás deles até que estejam todos na sua carteira de clientes. O que tiver de ser feito, seja lá o que for e você sabe o que é, parta para ação — não espere até ter mais vontade para o fazer. Não o largue até à hora mais conveniente, o que tiver para fazer agora, faça. Não deixe mais uma hora passar.</font><font size="3">Assim, depois de ter empurrado para lá a depressão, pense no futuro. Você pode continuar livre da depressão no futuro exatamente do mesmo jeito que você saiu dela depois de ter resvalado no seu poço: faça aquilo que Deus quer que seja feito mesmo nos períodos desanimados da sua vida, QUER VOCÊ ESTEJA A FIM OU NÃO; e assegure-se de organizar a sua vida no futuro e de cumprir o planejado a despeito de como se sentir. Busque a ajuda de algum pastor ou profissional, se não souber como fazer um planejamento. Esse conselheiro também deve ter condições de monitorar por um tempo o modo como você está cumprindo o planejado até que se acostume a viver de acordo com ele. É um modo dessa pessoa lhe estimular &#8220;<em><font size="3" face="Times-Italic">ao amor e às boas obras</font></em><font size="3">&#8221; (Hebreus 10.24). O próprio Deus planeja e organiza-se; você, que foi criado à Sua imagem e semelhança, não pode abrir mão da organização que o planejamento dá. Se você organizar bem a sua vida não terá tempo para lamúrias em grupo, nem tempo para se pendurar a manhã toda no telefone com um velho amigo queixando-se durante o cafezinho do quanto as coisas estão ruins, quando deveria estar fazendo o serviço de casa. O cafezinho deve vir depois das tarefas domésticas, não em lugar delas.Bem, é isso. Agora você sabe o que fazer para sair de depressão e o que fazer para se manter fora dela. Deixe-me resumi-lo de novo com palavras um pouco diferentes:</p>
<p></font></p>
<p></font><strong><font size="3" face="Times-Bold">1. <font size="3">Confesse o pecado de deixar de assumir as suas responsabilidades e outros pecados quaisquer que tenha deixado de confessar;</font></p>
<p></font></strong><strong><font size="3" face="Times-Bold">2. <font size="3">Comece a fazer aquilo que Deus quer que você faça para O agradar, a despeito de estar ou não a fim de fazê-lo;</font></p>
<p></font></strong><strong><font size="3" face="Times-Bold">3. <font size="3">Trate biblicamente de qualquer pecado específico que tenha originalmente desencadeado o mau sentimento (que pode, contudo, não ter se originado no pecado);</font></p>
<p></font></strong><strong><font size="3" face="Times-Bold">4. <font size="3">Fuja dos festivais de lamúrias, de </font><em><font size="3" face="Times-Italic">funks </font></em><font size="3">deprimentes e grupos de murmuração. Organize seu trabalho e siga a sua agenda, não os seus sentimentos.</font></p>
<p></font></strong>Com essas breves considerações, &#8220;O Caminho Cristão&#8221;,  se coloca a sua interia disposição para maiores esclarecimentos sobre esse tema tão polêmico e controverso, especialmente a pessoas que fazem parte do Corpo de Cristo.</p>
<p>Escreva-nos: <a href="http://www.caminhocristao.com/?page_id=40">http://www.caminhocristao.com/?page_id=40</a></p>
<p>Deus te abençoe sempre !!!.</p>
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		<title>A Bíblia é Capaz de Muito Mais</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Feb 2007 18:51:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian Reichel</dc:creator>
				<category><![CDATA[bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[J. MacArthur]]></category>
		<category><![CDATA[jesus]]></category>

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		<description><![CDATA[John Mac Arthur escreve: &#8220;Não muito tempo atrás, um homem que eu nunca havia visto entrou em meu escritório e disse: &#8220;Preciso de ajuda&#8221;, disse ele. &#8220;Sinto-me estranho em vir até você, pois nem mesmo sou cristão! Sou judeu! Até algumas semanas atrás, nunca havia entrado numa igreja. Preciso de ajuda, por isso decidi falar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>John Mac Arthur escreve:</p>
<p>&#8220;<em>Não muito tempo atrás, um homem que eu nunca havia visto entrou em meu escritório e disse: &#8220;Preciso de ajuda&#8221;, disse ele. &#8220;Sinto-me estranho em vir até você, pois nem mesmo sou cristão! Sou judeu! Até algumas semanas atrás, nunca havia entrado numa igreja. Preciso de ajuda, por isso decidi falar com você.</em>&#8221;</p>
<p><span id="more-204"></span>Assegurei-lhe que faria o possível para ajudar. Convidei-o a assentar-se e expor o que o perturbava. A conversa foi mais ou menos  o seguinte:</p>
<p>&#8220;Sou duas vezes divorciado e agora vivo com uma mulher que é minha amante. Nem sequer gosto dela, mas não tenho coragem de deixá-la e voltar para minha segunda esposa&#8221;.</p>
<p>&#8220;Sou médico&#8221;, prosseguiu. &#8220;Pior ainda, vivo de fazer abortos! Mato bebês! No ano passado minha clínica faturou nove milhões de dólares só com abortos. Não faço apenas abortos legais, faço por qualquer outra razão. Ainda que uma mulher apareça lá sem motivo, eu arrumo um&#8221;.</p>
<p>&#8220;Há seis semanas, um domingo pela manhã, fui a uma igreja da Comunidade e desde então tenho ido toda semana. Na semana passada, você compartilhou sobre Ser entregue a Satanás. Se existe alguém sobre a terra que deve ser entregue a Satanás, esse alguém sou eu. Sei que estou condenado ao inferno por causa das coisas que fiz e, além disso, sou completamente desventurado e infeliz. Faço terapia constantemente, mas não tem me ajudado em nada. Não consigo suportar a culpa de tudo isso. Não sei o que fazer. Você pode me ajudar?&#8221;</p>
<p>&#8220;Não&#8221;, respondi, &#8220;não posso ajudá-lo&#8221;.</p>
<p>Surpreso, ele me olhou em nítido desespero. Deixei que o choque fizesse algum efeito.</p>
<p>&#8220;No entanto, deixe-me esclarecer que conheço Alguém que pode ajudá-lo &#8211; Jesus Cristo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Mas não sei quem Ele é&#8221;, disse ele em tristeza. &#8220;Durante toda a minha vida fui ensinado a não crer nEle&#8221;.</p>
<p>&#8220;Você gostaria de saber quem é Jesus Cristo?&#8221;</p>
<p>&#8220;Sim, gostaria se, de fato, Ele puder me ajudar&#8221;, replicou.</p>
<p>&#8220;Quero que faça o seguinte&#8221;.</p>
<p>Peguei a minha Bíblia que estava na escrivaninha e abri no Evangelho de João.</p>
<p>&#8220;Gostaria que levasse esse livro para casa. Leia essa parte chamada Evangelho de João. Quero que leia e releia, até que saiba quem é Jesus Cristo. E então me procure novamente&#8221;.<br />
No final da mesma semana, relatei o incidente a um pastor de outra igreja. Obtive dele a indagação: &#8220;Foi tudo o que você lhe deu? Só o Evangelho de João? Por que você não lhe deu algum material de suporte, algumas fitas, algumas perguntas para responder, alguma outra coisa &#8230; Só a Bíblia?&#8221;</p>
<p>&#8220;Não e preocupe&#8221;, respondi, &#8220;A Bíblia é como um leão. Não é necessário defendê-la. Abra a porta e deixe-a sair. Ela tomará conta de si mesma. Se ele estiver com o coração aberto, a Bíblia poderá fazer muito mais para alcançá-lo do que se eu lhe desse um monte de literatura ou qualquer outro tipo de material de estudo. O que poderia dar-lhe mais poderoso do que a própria Palavra de Deus?&#8221;</p>
<p>Na sexta-feira seguinte, recebi um telefonema. O médico queria me ver novamente. Marcamos um encontro, ao qual ele foi pontual. Entrou no meu escritório, passou por mim como se não tivesse me visto, sentou-se no sofá e colocou a Bíblia ao seu lado.</p>
<p>&#8220;Sei agora quem Ele é&#8221;, declarou.</p>
<p>&#8220;Sabe?&#8221;</p>
<p>&#8220;Sim, eu sei&#8221;, respondeu.</p>
<p>&#8220;Quem é Ele?&#8221;</p>
<p>&#8220;Vou lhe dizer uma coisa. Ele não é apenas um homem&#8221;.</p>
<p>&#8220;Verdade?&#8221;, questionei-o. &#8220;Quem é Ele?&#8221;</p>
<p>&#8220;Ele é Deus!&#8221;, disse firmemente.</p>
<p>&#8220;Como você, sendo judeu, pode declarar que Jesus Cristo é Deus?&#8221;, perguntei. &#8220;Como descobriu isso?&#8221;</p>
<p>&#8220;Está claro no Evangelho de João&#8221;.</p>
<p>&#8220;O que o convenceu disso?&#8221;</p>
<p>&#8220;Pelas palavras que Ele disse e as coisas que Ele fez! Ninguém poderia dizer ou fazer tais coisas se não fosse Deus&#8221;, declarou repetindo a tese do apóstolo João cabalmente.</p>
<p>Concordei entusiasmado, balançando a cabeça.</p>
<p>Ele prosseguiu, &#8220;Sabe o que mais Ele fez? Ressuscitou dos mortos. Eles O sepultaram e três dias depois, ressurgiu da morte! Isso prova que Ele é Deus, não prova? O próprio Deus veio ao mundo&#8221;.</p>
<p>Aquele homem havia sido conquistado. &#8220;Você sabe por que Ele veio?&#8221;, perguntei-lhe.</p>
<p>&#8220;Sim, Ele veio para morrer pelos meus pecados&#8221;.</p>
<p>&#8220;Como você sabe disso?&#8221;, questionei.</p>
<p>&#8220;Gostei tanto do Evangelho de João que li a Epístola aos Romanos também. Assim que eu colocar a minha vida em ordem, vou me tornar um cristão&#8221;.</p>
<p>&#8220;Esse não é o caminho certo&#8221;, ponderei. &#8220;Receba-O como seu Senhor e Salvador neste exato momento e deixe que Ele coloque sua vida em ordem&#8221;. Foi quando perguntei, &#8220;que implicações essa decisão tem para seu trabalho?&#8221;</p>
<p>&#8220;Passei a tarde escrevendo minha carta de demissão para a clínica de abortos. Assim que sair daqui, ligarei para minha segunda esposa e vou levá-la à igreja comigo&#8221;.</p>
<p>Asim ele disse e assim ele fez!</p>
<p>Por que alguém questionaria o poder das Escrituras em alcançar uma pessoa como ele? O fato é que nada do que eu viesse a dizer teria sido mais eficaz do que a verdade inspirada pelo Espírito na própria Bíblia. Ela o convenceu do seu pecado e o levou a reconhecer sua necessidade de Cristo&#8221;.</p>
<p>Extraído do livro &#8220;A Janela Mais Ampla&#8221; de DeVern Fromke <a href="http://www.tesouroaberto.com.br" target="_blank">www.tesouroaberto.com.br</a></p>
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