Mauro Pellegrini


Mauro Pellegrini22 jul 2011 10:51 pm

José “O QUE ACRESCENTA” é o nome de um importante personagem bíblico: José do Egito (entre outros com o mesmo nome na escritura), e um nome bastante comum no Brasil.
O nome é para o ser a sua mais forte evidência.

E o tal José na multiplicidade da vida:

Era o favorito de seu pai GN 37.3a

Recebendo inclusive uma túnica como presente dele GN 37.3b

Tendo sonhado que teria proeminência entre os seus GN 37: 5 -10

Foi rejeitado pelos seus irmãos GN 37.11

Foi jogado numa cova GN 37.24

Enviado para o Egito GN 39.1

Foi seduzido por uma mulher que ele não poderia possuir GN 39: 7 -19

Lançado no cárcere GN 39.20

Interpretou um sonho e foi feito governador GN 41: 39-41

Será que ele deixou de ser José?

Em GN 41.44 “E disse Faraó a José: Eu sou Faraó; porém sem a tua ordem ninguém levantará a mão ou o pé em toda a terra do Egito”.

Será que ele perdeu a sua identidade?

Ele recebe o nome egípcio de Zafenate Panéia GN 41.45a
Ele agora tem Azenate, uma mulher egípcia, filha de um sacerdote GN 41.45b
E ainda ganhou dela dois filhos no Egito GN 41.50

Com tudo isso acontecendo, será que ele viveu uma crise de identidade?
Será que ele se esqueceu da casa de seu pai?
Será que ele se esqueceu que era bisneto de Abraão?
Será que o seu nome era mesmo Zafenate Panéia?

Até que em GN 45.3a, quando do reencontro com os seus irmãos ele declara: “Eu sou José”

Marcado como tal, como José!

Identifica-se como José, pois nunca se esquece da casa de seu pai.
Mesmo em toda multiplicidade de experiências, em meio ao caldo da vida, peregrinando por uma terra estranha, mesmo sendo chamado por outro nome, mesmo assim, até a sua morte em terra egípcia (GN 50.26) não deixou de ser José.

E o Senhor não deixou de ser com José:

GN 39.2 “E o SENHOR estava com José”
GN 39.5 “O SENHOR abençoou a casa do egípcio por amor de José”
GN 39.21 “O SENHOR, porém, estava com José”
GN 39.23 “O SENHOR estava com ele, e tudo o que fazia o SENHOR prosperava”

Ele é conhecido como José do Egito, mas ele não era do Egito, ele era José (o mesmo de sempre) no Egito.Sem perder de vista a sua identidade como José – o filho da casa de seu pai, a sua conversão foi para multiplicidade do mundo.

É isso aí, Zé,
Amém, mano!


Continue Reading »

Mauro Pellegrini12 jul 2011 01:30 pm

Não existe uma igreja autenticamente brasileira, existem diversas “igrejas”, numa diversidade enorme de visões personalistas, cada uma delas pretendendo “Atender” (com boa ou má intenção) as demandas e carências do brasileiro.

Daí, o que existe de fato é:

Cristandade (a massa religiosa cristã em propagação)

Denominacionalismo (com vários estilos)

Institucionalismo (num padrão regulador)

Tradicionalismo (porque sempre foi assim e para eles sempre será)

Dogmatismo (impondo um dogma)

Ritualismo (impondo um modelo de culto)

Moralismo (impondo um comportamento)

Sectarismo (pedindo exclusividade)

Proselitismo (só para o nosso povinho)

E pode deixar que no futuro a gente inventa outros nomes…


Continue Reading »

Mauro Pellegrini11 jul 2011 11:29 pm

Existe uma questão chave quanto a nossa dificuldade humana com relação à espiritualidade, que é a seguinte:

O homem é possuidor de um espírito essencialmente eterno, mas está parcialmente impedido de reconhecer uma dimensão maior de eternidade, por conviver numa época sem estabilidade, onde tudo é instantâneo, descartável, provisório e sem permanentes. Refiro-me a cultura imediatista que está ao nosso alcance, aquela que se vale da casa pré-fabricada, da comida congelada, do bolo pré-cosido, do café solúvel e do leite em pó. É assim, que no tempo transitório, a vida vai pouco a pouco sendo engolida pela vaidade passageira, e a gente acaba esquecendo de acessar as verdades eternas.

Para piorar, muito embora, O Eterno seja amplamente demonstrado nas escrituras, os ignorantes da eternidade converteram o Evangelho Eterno num pacote qualquer, sintético e superficial. Um pacotinho, construído na temporalidade, que não leva em conta a eternidade, distraindo as pessoas com tudo aquilo que é provisório, e que por falta de significado consistente acaba gerando nelas um descontentamento constante.

Então vou aproveitar o espaço aqui, e registrar o expediente eterno do Senhor Deus Eterno:

Justiça Eterna – Salmo 119.142a: “A tua justiça, é uma justiça eterna”.

Alegria Eterna - Isaias 35.10: “E os resgatados do SENHOR voltarão; e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido”.

Salvação Eterna - Isaias 45.17: “Porém Israel é salvo pelo SENHOR, com salvação eterna; por isso não sereis envergonhados nem confundidos em toda a eternidade”.

Misericórdia Eterna - Isaias 54.8b: “Com misericórdia eterna me compadecerei de ti, diz o SENHOR, o teu Redentor”.

Amor Eterno Jeremias 31.3: “Há muito que o SENHOR me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí”.

Vida Eterna - João 10.28: “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão”.

Por fim, Eclesiastes 3.14a: “Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente”.

Quem poderá roubar de você aquilo que é Eterno?


Continue Reading »

Mauro Pellegrini05 jul 2011 10:46 am

É certo que todas as nossas ações dependem da categoria de pensamento que empregamos. Isso porque antes de qualquer ato, nasce uma finalidade, que tem diretamente como origem uma elaboração mental.

Assim chamo a atenção para qual lógica de raciocínio temos usado numa ação pelo Evangelho – descriminando duas formas de pensamento lógico:

1ª) A lógica de modelo – É considerada como universal (a versão única), porém a sua raiz vem da cultura ocidental/grega. Ela é caracterizada por uma fórmula bem definida, que se projeta como um objetivo concreto na realidade, e por fim impõe uma ação. Sendo que na sua execução, como se considera um modelo definitivamente concluído tende a resistir com perseverança a tudo e a todos, como sendo o que existe de mais certo, e daí, emprega o máximo de esforço para convencimento alheio.

2ª) A lógica de desenvolvimento – É uma forma de pensar oriental, que tem como raiz a cultura chinesa. Ela está baseada na transformação dinâmica da realidade, e nos ajustes às variáveis da vida, portanto, não estipula um objetivo cego, nem tão pouco, prende-se a regras, busca soluções definitivas ou estabelece metas. Antes disso, o pensar em desenvolvimento vai se desdobrando numa vivência que corre durante o processo, prestando atenção ao cenário como um todo, assim como as suas múltiplas possibilidades, além de estabelecer de forma empática uma composição com o semelhante sem tentar o convencimento do mesmo. Enfim, é uma forma ampla de encarar e redimensionar o mundo, priorizando a capacidade humana de tirar o máximo de proveito dele.

Logo penso que mesmo sendo a “lógica de modelo”, a forma de pensamento mais usual, não deve ser encarada como a única possibilidade, até porque penso eu, que o hoje numa sociedade globalizada, por conta de tanta informação, as possibilidades de modelo são inúmeras. De modo, que um “modelo fundamental” como esteio mínimo é bastante salutar, porém alerto para o fato, de que se nos fecharmos num único “modelo absoluto”, teremos com certeza o empobrecimento da nossa realidade e dos nossos relacionamentos.

 

Completando a minha crítica, e aqui contextualizando com relação ao Evangelho, vou exemplificar algumas situações que entendo existir uma tendência em relação à “lógica de modelo” em detrimento a “lógica de desenvolvimento”:

- O entendimento espiritual: É algo imutável para muita gente, muito embora, o Evangelho seja mesmo – aquilo que é definitivo, o nosso grau de consciência e aproximação com o Santíssimo é progressivo.

- A definição de teologia: Geralmente é definida de forma fundamental, como um suposto estudo fechado e científico sobre Deus. Porém existe uma outra abordagem teológica, um jeito de fazer teologia mais ligada a nossa fé (como gente) em relação a Deus, numa constante reflexão de como ela se desenvolve.

Nas palavras de Paulo em Filipenses 3:13-14: “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e  que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.”

- O campo missionário: É um fato que historicamente não foi atingido pela proclamação do Evangelho (em muitos seguimentos, continua não sendo), e sim pela cristianização – numa imposição de força e poder para consolidar a marca religiosa “cristianismo”. O que faz a gente lembrar de Zacarias 4.6b: ”Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos”.

- O envolvimento de missionários: Como um trabalho destinado apenas para alguém que faz parte de um clero fechado, para alguém que foi fabricado dentro do sistema religioso. Quando na verdade, dentro de uma comunidade, muitas vezes um “leigo”, está muito mais aberto a desenvolver uma ação pelo Evangelho, portanto é bom que estejamos prontos a abandonar da fixidez dos cargos, dando uma chance de posição de trabalho a ele, por 1ª Pedro 2.8: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”,

- A disciplina na igreja: Nasce daquele vício da igreja pelos “chamados morais”- “é necessário fazer tal coisa, tem que, deveria etc”. Até que a igreja estabelece uma vigilância bem estribada numa listinha de punições e suspensões eclesiásticas para cada tipo de suposta infração pecaminosa do membro. Numa ignorância total de Jeremias 31.34a: “E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao SENHOR; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR.” Porque ou o crente, de fato o é, ou ele nasceu de novo, ou não. Sendo a verdadeira disciplina aquela do auto-exame que pelo Espírito cada um espontaneamente se submete. E para algo mais extremo e público em termos de disciplina, fica apenas reservado a fim de conter alguém muito rebelde que esteja provocando uma rebelião contumaz no Corpo, nada mais do que isso.

- O modelo da mensagem: É cada vez mais padronizada, como linha de produção, via meio de comunicação em massa e tudo mais. Sendo que tudo depende de como cada pessoa é, se sente ou se encontra. Hoje a ordem é passar um sermão no povo: “para que Deus possa fazer”, o que na verdade condiciona e faz duvidar muito do poder de Deus. Logo eu entendo que a mensagem precisa seguir na linha de Filipenses 2.13: “Porque Deus é quem opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” ou de 1ª Pedro 5.10b: “Ele mesmo vos aperfeiçoar, confirmar, fortificar e fortalecer”. Tranqüilo assim, sem deixar de ser continuamente proclamada e AMÉM.

Fica aqui para gente refletir e ir ainda além.


Continue Reading »

Mauro Pellegrini04 jul 2011 10:45 pm

Reino, Poder e Glória, são três elementos exclusivos de Deus. Que o Altíssimo não confere de forma absoluta a nenhum homem, nem tão pouco, o próprio homem deve chamar para si.

 

Reino – É o Governo de Deus, e a sua melhor vontade; boa, perfeita e agradável. O que está diretamente ligado ao nosso bem-estar, dependendo do nosso reconhecimento e sintonia com Criador e Mantenedor Divino. O que normalmente não acontece, já que o homem é um ser invariavelmente perdido em seus processos, sistemas e formatações, um ser que tenta planejar e prever, mas que se confunde cada vez mais. O livro do Gênesis 10.10a, diz que logo no principio, o reino do homem foi Babel – uma confusão. E sempre que o homem tenta reinar, o resultado que se tem, é o terrorismo e a guerra. Isso porque o homem governa com seu próprio interesse e acaba por formar o seu grupo ou partido, que por sinal não importa qual seja; de centro, de esquerda ou de direita, o homem sempre estará lá. Há quem ainda pense que o homem é boa coisa, mas no A.T em Isaias 64.6a, ele é descrito como “imundo, e toda a sua justiça como trapo da imundícia” e no N.T em Romanos 3:10-18, “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus.

Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. A sua garganta um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; Cuja boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria; E não conheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos.”

 

O que pode sair de um governo assim?

 

Em Provérbios 8:14-16, entendemos por uma Divina Declaração: “Meu  é o conselho e a verdadeira sabedoria; eu sou o entendimento; minha é a fortaleza.

Por mim reinam os reis e os príncipes decretam justiça. Por mim governam príncipes e nobres; sim, todos os juízes da terra.”

 

E ainda em Provérbios 28.12, ficamos sabendo que: “Quando os justos triunfam, há grande alegria; mas quando os ímpios sobem, os homens se escondem.”, ou seja, quando os justos estão governando, o fazem, governados pelo Senhor Deus, assim tudo dá muito certo, mas quando são os ímpios querendo fazer, a coisa fica bem danada.”

 

Romanos 5.17b, promete: “Muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.”

 

 

Poder – É só Deus quem realmente o detém de forma absoluta. Já o homem apenas pensa ter algum poder nas mãos, e quanto mais pensa assim, mais se impõe por querer dominar, por fim, corrompe e é corrompido como ser. Conforme decreta Eclesiastes 8.9b: “Um homem tem domínio sobre outro homem, para sua desgraça.”

 

 

É uma questão da gente se colocar no nosso lugar e considerar Mateus 28.18:

“E chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É me dado todo o poder no céu e na terra.”

 

Só que Filipenses 2:5-10, dá um bom conselho para gente:De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, no teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra.”

 

E em Atos 8.20b, nós ainda somos lembrados de que o poder não é algo podemos comprar: “O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois você acha que o dom de Deus se alcançado com dinheiro.”

Em Efésios 3.20, temos a certeza que o poder vem por meio Dele, vem do Senhor:

“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera.”

 

Glória – É o reconhecimento que por fim prestamos tão somente ao Altíssimo. Outra coisa que o homem não pode ter, mas apesar disso, ele é extremante carente de reconhecimento e está sempre querendo chamar a atenção para sua importância humana.

Penso que o principal problema em relação ao avanço da fé, aquilo que nos impede de crer é justamente o nosso envolvimento com uma glória que não é nossa.

 

Tanto é, que João 5.44, chega a nos questionar:

“Como podeis vós crer, recebendo honra uns dos outros, e não buscando a honra que vem só de Deus?”

 

É aquela mesma glória que Lúcifer quis ter para ele… E os maiores problemas que enfrentamos atualmente nas igrejas com os neo-apóstolos & cia, estão sempre ligados a glória que ninguém quer perder… Tenho certeza que bastaria o entendimento real da verdade bíblica a respeito da glória, e muitos dos problemas eclesiásticos seriam evitados… Mas como tem um monte de gente mimada com necessidade de ser aplaudida no pódio da importância…

 

João 12.43, arremata:

“Porque amavam mais a glória dos homens do que a Glória de Deus.”

 

Então, o Apóstolo Paulo se levanta e diz: Eu tenho uma glória!

 

Onde você arrumou glória, Paulo?

 

“Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.” Gálatas 6.14

 

Paradoxalmente, a verdadeira Glória está na cruz, lá onde Ele, o Cristo foi vituperado, desprestigiado, envergonhado, ridicularizado, cuspido, crucificando e morto.

 

A paixão de Cristo é o nada no conceito dos homens, mas foi na cruz, que Pai o exaltou soberanamente e o elevou a posição de Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.

 

Enfim, fica aí, para gente, a mensagem mais louca e absurda do Evangelho, que é passar pela cruz, para deixar por lá, aquela grandeza que gente pensa ter, aquele nosso talento, aquela nossa importância, para deixar o nosso orgulho próprio e a nossa pior inveja.

 

Para então homologar Mateus 6.13b:

“Teu o Reino, o Poder, e a Glória, para sempre. Amém.”


Continue Reading »

Mauro Pellegrini and pérolas de sabedoria26 jun 2011 08:00 am

Quando o assunto é espiritualidade não se deixe levar pelo óbvio. Desconfie de tudo aquilo que é pautado em argumentos absolutamente concretos e racionais, mas que ainda assim se declara como sendo espiritual. Espiritualidade é um outro lance; tão íntimo, sobrenatural e misterioso, que fica até difícil de explicar o que é.

PELLEGRINI – Pellegrino / Peregrinus

“Sou peregrino na terra Salmo” 119.19a

Mauro Pellegrini25 jun 2011 03:19 pm

O ritual religioso é um dos elementos mais recorrentes nos dias de hoje, em seu sentido clássico; como sistema, método e pacto, formando um conjunto de gestos, palavras e formalidades, imbuído de um valor simbólico, cuja execução é prescrita por uma religião. Tal ritual religioso é executado por uma comunidade de pessoas religiosas em locais específicos, em intervalos regulares (como reuniões de culto) ou em situações específicas (como batismos, casamentos e funerais).

Penso que o real propósito de se realizar o ritual religioso é promover a tentativa humana de criar uma ocasião – um mito reparador. Entendo que o apego ao ritual religioso serve apenas como um calmante, entendo ainda que o ritual religioso não passa de uma psicoterapia breve. O ritual religioso é comum e limitado em si, não oferece harmonia possível, ele apenas funciona como uma maquiagem sem encontrar de fato uma justa posição Santíssima. Para mim o ritual religioso é um sagrado qualquer com disfarce de santo numa função de ruptura com o plano real (interpretado como profano). No velho condicionamento primitivo que nos leva a escolher o ritual como um recurso de feitiço – um portal mágico, que supostamente irá causar algum efeito entre o aqui e o além. O ritual religioso é simplesmente um elemento de magia (que no fundo não passa de elemento cultural) para tentar tirar do lugar o ser humano de onde ele está e sempre estará, não importando todo o esforço que possa ser feito por ele.

O que de fato percebemos no ritual religioso é puramente o vicio e o desejo em manter sempre o mesmo estado de concordância; numa obtenção da aceitação humana, num fortalecimento dos laços sociais, assim como numa satisfação das necessidades emocionais, estabelecendo por fim, papéis, obrigações e afiliações. Daí, toda a rede de interesses que se forma em torno de uma suposta verdade projetada e apresentada como tal no ritual, o que proporciona no fim das contas uma via de entorpecimento real da consciência, assim como uma conseqüente necessidade de reagir mais cedo ou mais tarde ou de ficar perpetuamente estagnado na prática meramente religiosa, isso é claro, dependendo da forma como tal pessoa lida com as regras delineadas por sua própria experiência e perspectiva.

E tem mais, hoje muito se aponta a instituição como ofensiva ao Evangelho, mas será mesmo honesto criticar a instituição enquanto somos viciados nas mesmas coisas e estamos pendurados no mesmo ritual religioso?

Posso afirmar que quanto mais ritual religioso, mais cultura religiosa e por fim, mais necessidade de institucionalização reguladora. Quem continuar curtindo sempre da mesma forma pequena o ritual religioso, mesmo que seja ele até nos mais leves formatos, não poderá nunca reclamar da institucionalização. Sinceramente, entendo que enquanto existir o mesmo cerimonial existirá a mesma institucionalização castradora do Evangelho e da vivência da genuína Espiritualidade Cristã.

Agora com isso não estou radicalizando o ritual em termos gerais, estou aqui apenas tratando contundentemente a respeito do ritual religioso, até por que entendo que diversas ações comuns, como um aperto de mão ou um alô pelo telefone são pequenos rituais do cotidiano. Portanto não sou radical a ponto de propor a inércia imobilizante do fim completo do ritual, já que realizo automaticamente uma série deles no dia a dia, mas em termos espirituais aprovo apenas o ritual mais profundo em si, a experiência do essencial e não do ritual, ou seja, creio que o Evangelho faz celebração invisível do mistério apenas no coração e rompe com a ritualística externa e barulhenta. Sim entendo que o ritual exibicionista repetitivo não leva a lugar nenhum e me agrada a depreciação e o declínio desse ritual religioso na sociedade contemporânea e que assim venha a nascer o espaço maior para consumação do ritual íntimo do Evangelho. A prioridade maior é o encontro com Deus – o verdadeiro ritual que permanece vivo é o Evangelho sustentado em constante transformação interna num movimento da Espiritualidade Viva, que cresce internamente nos desalojando das posições equivocadas, restaurando a Espiritualidade Essencial mais profunda que nos incentiva ao progresso do novo modo de pensar e agir. A justa posição para o homem – O Evangelho do Espírito para o espírito.

Enfim, amadurecidos pela Graça de Deus, acredito que podemos ir muito além do obstáculo ritual, buscando reordenar a vida ao ponto de viver sem as regras e as fronteiras religiosas que podem nos limitar em desejos e ambientes.

De uma vez por todas, lembrando:

“O reino de Deus não vem com aparência exterior” Lucas 17.20 b

AMÉM.

PELLEGRINI – Pellegrino / Peregrinus

“Sou peregrino na terra” Salmo 119.19a

Mauro Pellegrini06 jun 2011 06:45 pm

ORAR NÃO É O MUITO FALAR

É normal o excesso de articulação verbal na pós-modernidade, o falar demais é uma marca cultural do nosso tempo – a tentativa de argumento a todo custo, para fazer valer uma determinada opinião.

Porém lendo o Evangelho da Graça de Deussegundo o relato de Mateus 6: 6-7 , a gente descobre que o olhar de Deus para conosco NÃO vai depender das nossas muitas repetições ou do nosso muito falar, muito pelo contrário, o MISTÉRIO DA ORAÇÃO está na EXPERIÊNCIA DO SECRETO, do coração que ultrapassa as limitadas palavras, o que o texto chama de “entrar no aposento”, um verdadeiro mergulho de coração em intimidade com Deus, e aí sim, o Pai que está em secreto estará nos vendo.

ORAR É UM EXERCÍCIO DE COMUNHÃO

Ter intimidade com Deus, não quer dizer, que seremos indiferentes ao próximo, assim estar bem próximo e pessoal com o Altíssimo não exclui a nossa interação com o outro. Dois ou três reunidos em nome Dele, devem (como mandamento recíproco) cultivar uma vida de oração comunitária – entrando na dor e na alegria do irmão em Cristo, conforme: Tiago 5.16.

ORAR NÃO É APENAS MAIS UM INSTRUMENTO

A carta de Paulo aos Efésios 6: 10 – 17 é um texto bastante rico, que fala da armadura de Deus, mas ultimamente por ter sido muito pregado nas igrejas, também foi de certa forma muito vulgarizado pela “teologia de batalha espiritual” … penso que ele deve ser sempre ligado ao contexto do versículo 18 – onde a oração não é descrita como mais um item instrumental do paramento beligerante, e sim como todo o processo no qual nos envolvemos, a oração portanto, é toda a batalha (em todo tempo) e não só mais uma arma em nossas mãos.

ORAR É UMA OPORTUNIDADE DE INTERCESSÃO

Ainda em Efésios, no versículo 19, o apostolo Paulo, pede a oração da igreja como intercessão pelo seu ministério. Nisso, nota-se sua sabedoria, primeiro em admitir, mesmo sendo ministro, que carece de oração como qualquer um carece, e também por ensinar a comunidade cristã, que quando a mesma toma a causa evangelistica de um ministro para si, como se fora a sua própria causa, homologa João 14:12 – quando na reunião de todos os discípulos de Cristo no Corpo, somos juntos a sua expressão viva para “obras ainda maiores”.

AMÉM!

PELLEGRINI – Pellegrino / Peregrinus
“Sou peregrino na terra” Salmo 119.19a”

Mauro Pellegrini27 out 2009 06:54 am

Não sinta vergonha. Sentir vergonha só vai fazer você perder tempo e energia, ao invés disso, movimente-se em Cristo para reparar a causa da sua vergonha.

PELLEGRINI – Pellegrino / Peregrinus
“Sou peregrino na terra” Salmo 119.19a”

Mauro Pellegrini21 out 2009 06:24 am

A Marchinha de Carnaval ironiza:

“Mamãe eu quero, mamãe eu quero
Mamãe eu quero mamar!
Dá a chupeta, dá a chupeta, ai, dá a chupeta
Dá a chupeta pro bebê não chorar!”

O ser humano está constantemente diante do inusitado. Angustiado, ele tenta de alguma forma compensar a sua impotência diante da vida, retornando ao colinho da mamãe ou se ainda for possível retornando ao caloroso e confortável útero materno.

O autêntico religioso se presta a adorar o templo para compensar o seu eterno desamparo. O “ambiente templo” é deleite para todo viciado religioso. O fetiche do templo é fruto do profundo desejo regressivo do desesperado religioso em relação ao ambiente uterino da “grande mãe”. O templo religioso é o útero da mamãe – o insaciável religioso busca tão somente o contato originário com a figura materna.

2º Co 6.16 DESAFIA:

E que consenso tem o Templo de Deus com ídolos?
Pois nós somos o Templo do Deus Vivo,
como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei;
e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.

PELLEGRINI – Pellegrino / Peregrinus
“Sou peregrino na terra” Salmo 119.19a”

Mauro Pellegrini and reflexão07 out 2009 06:16 am

Existe por aí um verdadeiro show de milagres. Certamente, alguma coisa em termos de cura vem de fato acontecendo dentro do ambiente religioso…

Mas será mesmo que tudo isso se trata de MILAGRE?

Estabelecendo uma avaliação, reconhecemos o MILAGRE como sobrenatural, ou seja, segundo tais princípios gerais:

    • . É um fenômeno exógeno – a partir de uma ajuda externa.
      . É um fenômeno instantâneo – imediato
      . É um fenômeno sem limites – ex: um membro amputado poderá ser restaurado exatamente como era antes.
      . Não é circunstancial
  • Por outro lado, nos deparamos com o que podemos chamar de cura psíquica, ou seja, uma auto-cura, algo propriamente realizado por meio da pessoa humana:

    • . É um fenômeno endógeno – de dentro para fora (a própria mente impressionando o corpo).
      . É um fenômeno progressivo – desenvolvido pouco a pouco, conforme a pessoa toma consciência da necessidade de cura.
      . É um fenômeno dentro das possibilidades humanas – ex: um membro amputado NUNCA poderá ser restaurado exatamente como era antes.
      . É circunstancial – dependendo da preparação de um ambiente ou da sugestão de uma pessoa.
  • Honestamente, o que mais temos encontrado no ambiente religioso,

    MILAGRE ou cura psíquica?

    PELLEGRINI – Pellegrino / Peregrinus
    “Sou peregrino na terra” Salmo 119.19a”

    Mauro Pellegrini17 mai 2009 01:33 pm

    Numa época de silício, nervos e aflições, as discussões virtuais entre alguns pastores evangélicos pela Internet (via blog, site, e-mail ou similares) são cada vez mais constantes e estão cada vez mais ardendo de intensa paixão.

    Basta um comentário virtual sobre um deles, e lá vem o direito de resposta do suposto ofendido… lenga, lenga, lero, lero, Blá, blá, blá…

    Chega a ser curioso pensarmos, como alguns se sentem desconfortáveis, esses estão mesmo bastante perturbados no ambiente da rede mundial de computadores.

    Tá certo, eu entendo, cada um de nós possui o legítimo direito de se sentir incomodado com alguém atrás da gente, com digamos, “um bafo virtual em nossa nuca virtual” esperando apenas uma pequena oportunidade para nos criticar.

    É inconveniente, mas veja bem, tudo depende mesmo de como a gente vê e encara o que nos perturba, digo, qual é a causa interna da nossa desconfortável perturbação? Qual é o motivo de tão grande incômodo?

    Na verdade a cultura secular que está aí, que nós abraçamos, gera em nós uma grande necessidade de agressiva defesa, de dar uma boa resposta para manter a nossa imagem preservada.

    Quando se trata de opinião contrária muitos são os homens (até mesmo os de Deus) que mergulham bem fundo em suas únicas verdades,  atribuindo a si mesmos a divina sabedoria e o poder absoluto de não aceitarem nenhuma palavra diferente daquela por eles antes selada.

    É mesmo uma caça as bruxas sem propósito pela Internet, é fato incontestável, mas não é preciso ficar assim tão preocupado, pois obviamente que ninguém está aficionado em derrubar o que está a sua frente pela Internet ou fora dela. É apenas a relação humana, como sempre foi, é o agridoce do se relacionar.

    Agora alto lá, tem gente muito magoadinha, muito “dói, dói” com o que supostamente andam falando dela…

    Penso sinceramente que se não existir espaço para opinião contrária, o caminho se tornará cada vez mais cego e difícil, o que levará a um isolamento e cegueira ainda maior. A vida nos oferece de bandeja várias oportunidades de nos portarmos como cegos, é justamente nos pequenos momentos, até mesmo nesses momentos ordinários pela Internet que nossa cegueira se torna grande.

    Faz-se necessária uma franca e honesta reflexão nesse processo de dissolver as perturbações e desilusões, o que envolve dissolver o ego inflamado, e transcender o momento que perturba… Quero dizer que se você se sente perturbado com algo ou alguém pode muito bem significar que o centro do problema não está tão fora de você. De todas as cegueiras que o ser humano conhece, nenhuma pode ser maior do que a que promovemos a nós mesmos quando nos furtamos do outro.

    Portanto, na opinião contrária lembre-se muito bem que:

    “Na multidão de conselhos há segurança” Provérbios 11.14

    AMÉM!

    PELLEGRINI – Pellegrino / Peregrinus
    “Sou peregrino na terra” Salmo 119.19a”

    Mauro Pellegrini and reflexão27 mar 2009 10:21 am

    Uma instituição mesmo quando leve, não deixa de ser SÓLIDA – ou seja, zeladora da cultura (no caso em questão: religiosa) o que acaba por deixar disponível o mesmo caminho convencional, com outra aparência, com outro conjunto de idéias, com outros nomes, com menos ou mais ilusões, mas ainda o mesmo caminho convencional a ser percorrido.

    O Gracioso Evangelho é instituído de forma íntima – dentro de nós (sem visível aparência), logo entendo que enquanto existir o mesmo cerimonial existirá a mesma institucionalização.

    Como um movimento pode ser revolucionário em favor do Evangelho se ainda permanece pendurado no ritual?

    Sim, o mesmo ritual de sempre é reproduzido, com outra cara, mas ainda o mesmo ritual. O circo ainda é o mesmo de sempre, as pessoas ainda são culturalmente viciadas nos ritos. Acostumadas às mesmas formas de culto e reuniões, a irem a algum lugar – como único modo de congregar, a darem os seus discursos públicos e assim por diante.

    Eis a Matemática: quanto mais ritual religioso, mais cultura religiosa e por fim, mais necessidade de institucionalização reguladora. É um círculo vicioso!

    Que ninguém me venha dizer que qualquer invencionice leve pendurada na tradição do rito pode trazer A revolução do Evangelho.

    Eu entendo que é preciso pegar OUTRO libertário caminho NÃO convencional.

    O que para mim corresponde a uma vida simples em Cristo, sem rodeios, sem platéia, sem ritos – a não ser os íntimos, à margem da pujança da instituição religiosa (leve ou pesada).

    Quem for corajoso que experimente!

    AMÉM.

    PELLEGRINI – Pellegrino / Peregrinus
    “Sou peregrino na terra” Salmo 119.19a”

    Mauro Pellegrini and reflexão03 mar 2009 07:41 pm

    Uma EXTENSÃO EM MOBILIDADE do ministério de Jesus
    Evangelho da Graça de Deus em Cristo – segundo o relato de João 17.18
    Evangelho da Graça de Deus em Cristo – segundo o relato de Lucas 8.1

    Uma REFERÊNCIA em cada lugar
    Livro do Gênesis 2.8

    Para DENUNCIAR o prejuízo do pecado no universo
    Livro do Gênesis 3.17

    Sendo uma POSSIBILIDADE DE INTERRUPÇÃO da obra maligna, crendo no Reino do Senhor Jesus Cristo
    Evangelho da Graça de Deus em Cristo – segundo o relato de Mateus 6.13

    Com um OLHAR PURO enquanto indo percebendo e agindo
    Evangelho da Graça de Deus em Cristo – segundo o relato de Mateus 28.19

    ADOTANDO POR RESPONSABILIDADE um lugar ou um grupo de pessoas
    Atos do Espírito Santo através dos apóstolos 6: 1-6

    Para executar o RESGATE PLENO (Libertação e Restauração)
    Evangelho da Graça de Deus em Cristo – segundo o relato de Lucas 4.18

    Acreditando na possibilidade de COOPERAÇÃO da Santa Igreja Universal (local e extra local)
    Livro dos Salmos 133

    AMÉM!

    PELLEGRINI – Pellegrino / Peregrinus
    “Sou peregrino na terra” Salmo 119.19a”

    Mauro Pellegrini and reflexão03 mar 2009 12:47 pm

    O Brasil comemorou o carnaval e finalmente 2009 CHEGOU PARA TODOS OS BRASILEIROS,  sim porque é uma marca cultural no nosso país, todos sabem, embora possam não concordar, que “o ano só começa mesmo depois do carnaval”.

    Então,  FELIZ ANO NOVO!  FELIZ 2009!

    Opa, nem tão feliz assim… FELIZ CRISE NOVA!

    CRUZ CREDO!  FELIZ ANO NOVO SIM!

    Crise? A crise é um parasita que vive à custa alheia. Se alguém acreditar na crise terá a vida paralisada. Falar e curtir a crise, ver tudo de modo negativo, vai custar um ataque de paralisia. O que na prática equivale a pior angustia, a perder a paz. Não existe crise real, a não ser uma crise que brota e cria raiz na cabeça das pessoas.

    Aos poucos vamos descobrindo que o segredo da vida é o movimento, numa repetição constante onde o importante é recolocar-se, que de fato existe sempre um grande desafio pela frente, portanto, esteja preparado para tal desafio, para o movimento e não para crise.

    Vamos, movimente-se! O movimento renova os ângulos e as perspectivas, abrindo o caminho antes fechado por coisinhas pequenas, o movimento faz a gente ver o mundo de uma outra forma, desbloqueia e oxigena a nossa consciência.

    No hebraico o verbo liston é usado com sentido de bloquear o caminho – a mesma raiz da palavra Satã. A crise parasita, que paralisa o movimento, que deixa surdo e cego de consciência, que tira a paz é satânica.

    Como declara a HARPA CRISTÃ (Pentecostal) no Hino 185:

    Espírito de Paz afasta Satanás, E plena Graça traz aos corações.

    AMÉM.

    PELLEGRINI – Pellegrino / Peregrinus
    “Sou peregrino na terra” Salmo 119.19a”

    Mauro Pellegrini and teologia10 fev 2009 02:04 pm

    FOTO do Seminário Popular de Teologia - criado pelo Professor Mauro Pellegrini na zona leste de São Paulo (Itaquera).

    Curso de Teologia

    Veja que cara boa do povo brasileiro de periferia diante de Deus, tendo a oportunidade de estudar e criar novos valores que transformam o mundo!

    Quem desejar conhecer o trabalho, favor entrar em contato por e-mail: lu_hoss@hotmail.com (com Luciana)

    Mauro Pellegrini and vida cristã12 jan 2009 12:51 am

    Amanhecido o dia, logo no primeiro de 2009, fui tomado pela bendita fascinação que só Deus dá de presente, algo como “olhar para os lírios do campo” de Mateus 6.28 e me dei conta de que diante de mim, existia um ANO NOVO E INTEIRO pela frente.

    UAU! Um ano novo para me mover e criar novos espaços.

    Um novo tempo; tempo para reorganizar, tempo de fechar os ciclos e permitir que o passado permaneça em seu lugar, pois o futuro não vai permitir o encontro destrutivo do tormentoso esforço das guerras, mas vai dirigir toda a energia no sentido produtivo da vida.

    Um novo ano; bonito, aberto, onde limpo de coração posso experimentar tudo que é muito bom, perfeito e agradável.

    Pura fascinação, sem desanimo, num ano pelo prazer de se viver. Num ano para se superar, pois a vida é sempre belíssima e desafiadora.

    Gente boa de Deus,

    Recebemos a Graça!  E agora não há mais motivo para se esperar dos sistemas. Temos TUDO de Deus no novo ano, assim cada um, no ano novo, que resolva as suas coisas (crendo Nele) e trate de fabricar com capricho (crendo Nele) o seu próprio destino gracioso com Ele.

    O que desejo a todos, é uma celebração o ano todo, onde em cada coração, e em cada momento exista um efeito ruidoso e encantador – como de fogos artifício, onde toda hora, nas ações e reações, será possível fascinar-se com tudo.

    Afinal, lembremos todos os dias em 2009:

    “As misericórdias do SENHOR são novas a cada manhã” Lamentações 3.23

    Amém!

    PELLEGRINI – Pellegrino / Peregrinus
    “Sou peregrino na terra” Salmo 119.19a

    Mauro Pellegrini and reflexão and vida cristã15 set 2008 09:19 am

    O corno nos ruminantes (ex.: vacas e carneiros), são permanentes, não-ramificados, podem ser curvados, e preste muita atenção: ELES CRESCEM CONTINUAMENTE E NUNCA CAEM, já os chifres ou galhadas, que estão presentes em veados e cervos são ramificados e quando MADUROS CAEM após a estação reprodutiva.

    Penso no teólogo como alguém que está constantemente e honestamente “procurando entender” a pessoa e a obra de Deus. Se ele ontem “entendeu Deus” assim, quem sabe hoje, não entenda Deus da mesma forma… ele amadureceu e “perdeu o seu chifre teológico”… a vida é assim, as coisas mudam… é sempre uma tomada de consciência.

    Pois há sempre aquele que não muda a sua Teologia…que não perde o seu corno…eu chamo ele de: CORNO TEOLÓGICO !

    Pr.Mauro
    PELLEGRINI – Pellegrino / Peregrinus
    “Sou peregrino na terra” Salmo 119.19a

    Mauro Pellegrini and reflexão and vida cristã28 abr 2008 04:47 pm

    Alguém me fez uma pergunta sobre o DESPREZO.

    Dentro do que entendo, a minha resposta geral é:

    O Senhor é bom e tem satisfação em acalantar, Ele é descrito nas escrituras, por exemplo, como El Shaddai, o DEUS que é suficiente para suprir todas as necessidades dos seus. “Shaddai” no hebraico tem raiz na idéia/palavra peito e transmite justamente a idéia de acalantar. Ele nunca exclui, mesmo quando teve pedagogicamente que “desprezar”, por exemplo Caim, como errante em Gênesis 4, quando a presença amorosa de Deus, o seguiu e o protegeu.


    Continue Reading »

    Mauro Pellegrini and vida cristã28 fev 2008 12:24 pm

    Sou peregrino na terra” Salmo 119.19a

    Durante a nossa peregrinação tudo se resume em como a gente se posiciona diante da gente mesmo em Cristo. O mesmo Vento do Espírito favorece a muitas direções. Isto está claro e não é difícil percebermos as linhas paralelas que cruzam nossas vidas. Linhas estas que favorecem a grande via espiritual Nele.

    Como seria bom termos uma fórmula, uma metodologia de trajeto, um mapa, uma rota através da qual chegássemos à descoberta do melhor lugar. Desse jeito, segundo os nossos esforços, não é assim tão fácil!

    É, diante de tantas inconstâncias, pouca idéia, caminhamos em distintas direções. Caminhamos! Tão somente, caminhamos.

    Em verdade, toda busca gera um caminho. E um caminho é feito em busca de respostas, em infinitas direções… Dia a dia estamos fugindo de problemas, sobretudo, daqueles que nos provocaram algum tipo de dano. Tentando caminhar com nossas próprias pernas…

    Digo com segurança que O Evangelho de Cristo é a única garantia de superação para cada etapa da nossa peregrinação.

    Se Caminharmos Nele, com sinal espiritual de entendimento e rendição, plenamente interessados em nossa existência como um todo Nele, com certeza encontraremos a oportunidade da reparação, da resolução do que está por se organizar durante a peregrinação, veremos alguns ciclos sendo encerrados e a gloriosa possibilidade de chegada Nele; renovados e mais maduros.

    Amém!

    No Caminho,

    Pr.Mauro Pellegrini


    Continue Reading »

    Próxima Página »