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	<title>O Caminho Cristão &#187; reflexão</title>
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	<description>"O cristianismo não é meramente um programa de conduta;é o poder de uma nova vida "</description>
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		<title>Que importam as placas ?.</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 04:22:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que diremos, pois? Que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma! Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece. Porque diz a Escritura a Faraó: Para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que diremos, pois? Que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma! Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece. Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para em ti mostrar o meu poder e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. Logo, pois, compadece-se de quem quer e endurece a quem quer.&#8221; (Rm 9:14-18) o que importa é o divino e santo nome &#8220;yhwh&#8221; ser divulgado, como assim determina a sagrada escritura: &#8220;E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.&#8221; (Mc 16:15) queres dizer a deus como ele deve proceder para que a obra dele seja feita? ora, então te preocupas a que estejam surgindo outras e outras denominações? te preocupas que estejam surgindo dissidencias destas e daquelas? de qual a tua foi dissidente? ela representa algo importante para ti? se ela não houvesse surgido teria feito alguma diferença em tua vida? pelo visto, não prestou atenção a que se a tua igreja não houvesse surgido de algum ponto, ela não teria feito a diferença que fez em tua vida. sabe, contenha-se.</p>
<p><span id="more-1081"></span></p>
<p>&#8220;Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.&#8221; (Mt 22:29). Não estás sendo um cristão atento à santa palavra, primeiro porque queres basear o mundo de teu ponto de vista ótico e ético. não vês que o próprio Deus, aquele que é eterno, deu a ti e a tantos outros teus irmãos o livre-arbítrio?</p>
<p>e curiosamente ele te manda amar, indiscriminadamente amar.e manda amar principalmente aos teus inimigos. veja, nesses teus inimigos ele está colocando aqueles que não pensam exatamente como você, aqueles que pensam em linhas diametralmente opostas às tuas linhas de pensamento.</p>
<p>&#8220;Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem,&#8221; (Mt 5:44), nesses teus inimigos estão colocados os que te odeiam, os que te maldizem, os que te aborrecem, os que te maltratam.</p>
<p>que coisa curiosa, exatamente o que nos está faltando. sim, nos está faltando, porque ao me apresentar a ti, o senhor me mostra que esses pontos também estão falhos em mim. Dessa forma, te agradeço, por me fazer ver que estou sendo tão falho com o mando que deus me deu, o de amar aos meus semelhantes como a mim mesmo.</p>
<p>e falando mais, me diz o senhor: mal consegues dirigir teu próprio carro. mal consegues dirigir-se ao banheiro com segurança. ou ainda não percebeu que esses simples atos, como o de dirigir um carro, ou mesmo o de ir ao banheiro, o fazes pela infinita misericórdia do deus todo poderoso. talvez te equipares ao sena quando este ainda vivia e era um excelente piloto de corridas. mas não te esqueças que esse piloto, no auge, encontrou uma curva. uma curva que para a tarimba daquele profissional, &#8211; provavelmente ele não considerava aquela curva capaz de fazer com ele o que ela fez. &#8211; seria digamos assim um gesto banal, como o de levantar-se e dar uma chegadinha ao banheiro. e assim muitos outros momentos poderiam ser citados. idas ao banheiro em que um pé falseia e pronto, lá se foi o tempo daquele cujo pé falseou. uma corrida que notei em um dos jogos da copa, em que o jogador corria para alcançar a bola, e de repente ele sentiu a virilha, ou a perna, e pronto, ali ele ficou estatelado no gramado, à espera do socorro que viria em seguida. e ainda, inúmeros casos, de pessoas que se acham suficientes demais e não admitem que outros possam sequer estar sendo guiados pelo divino espírito santo de Deus. &#8220;E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque, depois de haver dito: Este é o concerto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos, acrescenta: E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades.</p>
<p>Ora, onde há remissão destes, não há mais oblação pelo pecado.&#8221;</p>
<p>(Hb 10:15-18) talvez aches que o senhor não é capaz de honrar àquilo que ele mesmo escreveu, ou talvez não ache que o que está escrito provenha do punho de Deus. &#8220;pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.&#8221; (Mc 16:18)  </p>
<p>&#8220;Eis que vos dou poder para pisar serpentes, e escorpiões, e toda a força doInimigo, e nada vos fará dano algum.&#8221; (Lc 10:19).</p>
<p>creia, e deixa deus agir, creia, e deixa deus guiar, não somente teus passos, como os passos daqueles a quem ele chamou, e que ele mesmo capacitou para a obra que ele próprio dirige. Não tires das mãos de Deus o que é de Deus.</p>
<p> &#8221;Disse-lhes, então: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de</p>
<p>Deus.&#8221; (Lc 20:25) deixa deus decidir quem presta e quem não presta, deixa deus escolher aos seus santos, não importando se estes tem bom comportamento ou não. lembra-te de paulo, que, não fosse a pronta intervenção do divino espírito santo, ele poderia ter sido morto pelos próprios cristãos. pois, os cristãos tinham motivo de sobra para não confiar em paulo&#8230; e os conterrâneos de paulo, também estavam já prontos a matar a paulo da mesma forma como o faziam com os cristãos.  </p>
<p>&#8220;Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhidopara levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel.&#8221; (At 9:15).</p>
<p> &#8221;Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas e nos debatesacerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs.&#8221; Tito 3:9 </p>
<p>&#8220;Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes.&#8221; (1 Co 1:27).  </p>
<p>&#8220;Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;&#8221; (1 Jo 4:2).</p>
<p> &#8221;Amados, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.&#8221; (1 Jo 4:7).  </p>
<p>&#8220;e vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.&#8221; (1 Jo 4:14).  </p>
<p>&#8220;Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.&#8221; (Jo 3:17).  </p>
<p>&#8220;E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seuFilho, que clama: Aba, Pai.&#8221; (Gl 4:6). </p>
<p>por isso louvo, honro e glorifico ao deus que é eterno, ao deus que é absoluto, ao deus que é soberano e portanto suficientemente forte, majestoso e sublime para realizar em qualquer tempo, tudo o que tem sonhado para nossas vidas.  Por isso louvo ao grande e maravilhoso &#8220;el-shadday&#8221; por tua vida, e clamo pela misericórdia sobre todos nós, porque não somos nada, mas a eterna graça nos basta e, na unção que me foi conferida na qualidade de pastor e profeta entre as nações, eu te abençoo em nome do pai &#8220;yahweh tsidkenu&#8221;, do filho &#8220;yehoshua ha maschiach&#8221; e do espírito santo &#8220;ruach ha kodesch&#8221;, amém!!!.</p>

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		<title>Sexualidade: Uma benção em crise !.</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 04:05:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A completa permissividade que vemos hoje é, certamente, conseqüência da Revolução Sexual iniciada da década de 1960. Os apelos sexuais da mídia geral levam muitas pessoas (principalmente adolescentes e jovens) a praticarem o sexo sem compromisso. Mas levam-nas também, inconscientemente, a sentirem nojo, aversão e culpa por essas práticas &#8211; e essa é uma estratégia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A completa permissividade que vemos hoje é, certamente, conseqüência da Revolução Sexual iniciada da década de 1960. Os apelos sexuais da mídia geral levam muitas pessoas (principalmente adolescentes e jovens) a praticarem o sexo sem compromisso. Mas levam-nas também, inconscientemente, a sentirem nojo, aversão e culpa por essas práticas &#8211; e essa é uma estratégia diabólica para ofuscar a beleza do sexo, uma das coisas mais santas e prazerosas que Deus criou.</p>
<p><span id="more-1078"></span></p>
<p>Os jovens evangélicos têm sobre si duplo peso: viver num contexto pós-moderno onde não há absolutos morais e os chavões mais populares (“Ah, o que é que tem?!” e “Isso não tem nada a ver!”) nasceram dos pensamentos acadêmicos relativizados e onde pais e líderes evangélicos não assumem a responsabilidade de desmistificar, des-satanizar e des-sujar a bênção do sexo.</p>
<p>Um dever bíblico e cívico que os pais e líderes têm é o de ensinar princípios morais aos adolescentes e jovens. Exigências podem ser feitas quando os direitos não são respeitados. Acredito que os jovens deveriam exigir dos pais e líderes maior atenção na área da sexualidade. Os pais, por outro lado, deveriam reconhecer humildemente seu erro de omissão e mudar de atitude. Ouvi uma frase, recentemente, que está reverberando em minha mente: “Não devemos ter vergonha de falar daquilo que Deus não envergonhou de criar.” (Clemente de Alexandria)</p>
<p>Os jovens estão escalando sozinhos montanhas íngremes e geladas sem conseguir conciliar os valores éticos bíblicos, a verdadeira ciência e o lixo da mídia. É essa mídia que ensina a excluir e rotular de quadrados todos aqueles que lutam para guardar os valores que conduzem à “boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.</p>
<p>Nos atendimentos do Movimento pela Sexualidade Sadia (MOSES) temos recebido muitos jovens (rapazes e moças) sinceros que envolveram-se no homossexualismo a partir de sugestões externas (como apelidos na infância e na adolescência, por exemplo) ou abuso sexual, quando eles não tinham com quem desabafar e tirar suas dúvidas, pois “falar sobre sexo é senvergonhice”. Alguns desses jovens derramam lágrimas de vergonha e culpa pela humilhação que sofreram porque não sabiam como se defender.</p>
<p>Contudo, uma coisa é interessante nas respostas: a certeza que a maioria tem de que sexo antes do casamento e homossexualismo não são os ideais de Deus para a humanidade &#8211; por isso as conseqüências estão aí com as mães solteiras sofrendo as juras de amor não cumpridas, as doenças sexualmente transmissíveis e o total desconhecimento de verdades que nos preservam física, espiritual e socialmente .</p>
<p>As campanhas que só ensinam a usar preservativo para o “sexo seguro” são superficiais e incentivam a prática do sexo sem amor e compromisso. Nesse contexto, muitas autoridades da área de saúde já reavaliaram sua posição sobre essas campanhas e, hoje, afirmam que o mais importante no que se refere às DSTs – principalmente a AIDS &#8211; é uma mudança de comportamento. À nossa sociedade promíscua e perversa não interessa divulgar essa verdade.</p>
<p>Outro ponto que desperta nossa atenção é o enfoque “espiritualizado” que a maioria dá para o homossexualismo, como se só ele fosse alvo das influências de satanás. Ora, a Bíblia diz em Romanos 11.32 que “Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos” e em 1 Coríntios 6.9 a 11 que adúlteros, mentirosos, idólatras, avarentos e bêbados são tão pecadores e alvos do diabo quanto os homossexuais. Acredito que os evangélicos deveriam ler mais livros cristãos sobre o assunto para ter uma visão de mais compaixão e menos preconceito com aqueles que sofrem com tendências homossexuais. O apóstolo Paulo nos mostra no último texto citado que, na igreja de Corinto, havia vários ex-homossexuais libertos pelo Sangue de Jesus e santificados pelo Espírito de Deus.</p>
<p>Outra coisa que observar é o ranço machista que também contaminou a igreja. Percebe-se claramente nas entrelinhas que a responsabilidade maior sobre a virgindade é da mulher. Ora, quando a Bíblia exige pureza, exige de homens também.</p>
<p>Graças a Deus, porém, que “se alguém está em Cristo, é nova criatura: as coisas antigas já passaram” (2 Co 5.17) O passado não pode mais escravizar nossa consciência e em Cristo todos temos possibilidade e motivação para mudar constantemente.</p>
<p>João Luiz Santolin (Coordenador do MOSES).<br />
Texto escrito para um periódico da CPAD.</p>
<p>Link fonte : <a href="http://www.sexocristao.com/ver-destaque.asp?id=163">http://www.sexocristao.com/ver-destaque.asp?id=163</a></p>

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		<title>Apologética e sua importância !.</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 20:22:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O termo deriva da palavra grega “apologeisthai”, que expressa a noção central da idéia de “defesa”. Em sua aplicação atual, entretanto, seu significado foi de alguma forma alterado, e nós afirmamos isso em uma comparação feita entre os termos apologética e “apologies” (desculpas ou justificação na língua inglesa) em contraste uma com a outra. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O termo deriva da palavra grega “apologeisthai”, que expressa a noção central da idéia de “defesa”. Em sua aplicação atual, entretanto, seu significado foi de alguma forma alterado, e nós afirmamos isso em uma comparação feita entre os termos apologética e “apologies” (desculpas ou justificação na língua inglesa) em contraste uma com a outra. A relação entre essas duas expressões não é de teoria e prática, nem também de gene e espécie. Pode-se dizer que apologética não é uma ciência formal na qual os princípios exemplificados e justificados são também investigados, como, por exemplo, os princípios de pregação são investigados pela homilética. Nem tampouco ela é meramente a soma de todas as defesas possíveis para a teologia, ou suas explicações cientificas assim como a dogmática é a ciência que explica os dogmas. Apologética é a defesa do Cristianismo em sua inteireza, sua essência, ou, de uma forma ou outra é a defesa de seus elementos de pressuposições contra seus usurpadores, atuais ou possíveis, de forma a se defender de algum ataque em particular; embora, obviamente, por melhor que sejam as defesas que alguém possa levantar com o intuito único de defender uma tese se tornam meras justificativas. Apologética toma para si, não um aspecto exclusivo de defesa, nem mesmo uma justificativa, mas o estabelecimento, diretamente falando, do Cristianismo, mas ao invés, é o conhecimento de Deus que o Cristianismo professa para incorporar e buscar tornar eficiente no mundo, o qual é o oficio da teologia explicar cientificamente. Pode até, obviamente, se ater em defesas e justificações quando isso se fizer necessário.</p>
<p><span id="more-1068"></span></p>
<p> Isso vai de encontro com pontos de vista opostos e requer o estabelecimento de seus próprios pontos de vista e conclusões. Defesas podem, entretanto, serem incorporadas à apologética, e formar porções auxiliares de sua estrutura, quando elas também fazem em qualquer outra área ou disciplina teológica. Ela é, mas freqüentemente, é inevitável que um ou outro elemento ou aspecto da apologética seja mais enfatizado ou cultivado, de acordo com a necessidade que aparece de tempos em tempos. No entanto, a apologética não deriva seu conteúdo, ou toma forma, ou empresta valores de algum tipo de oposição que prevaleça; mas preserva por todo tipo de circunstância seu caráter como qualquer outra ciência construtiva – como refutação de pontos de vista contrários se tornam de tempos em tempos um certo empecilho para a construção e o progresso. É pequena a defesa ou justificativa da essência da apologética que haveria a mesma razão por esta existência e a mesma necessidade de seu trabalho, não haveria oposição no mundo ou contradição para ser sobreposta. A apologética encontra seu fundamento, em outras palavras, não nos acidentes que acompanham os esforços da verdadeira religião de plantar, sustentar, e propagar a ela mesma nesse mundo; nem mesmo no mais PERVASIVO e no mais PORTENTOSO desses acidentes, o erro do pecado; mas nas necessidades fundamentais do espírito humano. Se for sua incumbência fazer o crente capaz de dar razão a sua própria fé, seria impossível para ele ser um crente sem a razão da fé que há nele mesmo, e é tarefa da apologética trazer essa razão claramente em sua consciência, e faz disso um plano válido. Ela é, em outras palavras, a função da apologética investigar, explicar, e estabelecer os fundamentos nos quais a teologia, a ciência, ou o conhecimento sistematizado de Deus é possível; e partindo do pressuposto que toda ciência que tem Deus como seu alvo deve repousar, se é uma ciência verdadeira que afirma estar colocada em um circulo de estudos realmente científicos. Ela necessariamente toma seu lugar, então, à frente do departamento de ciências teológicas e encontra sua tarefa no estabelecimento da validade desse conhecimento de Deus que forma o alvo de estudos desse departamento; que nós possamos proceder através dos demais departamentos nas áreas exegéticas, históricas, sistemáticas, e práticas, para explicar, apreciar, sistematizar e propagar ao mundo.<br />
<strong>II. O LUGAR ENTRE AS DISCIPLINAS TEOLÓGICAS</strong></p>
<p>Deve ser admitido que uma considerável confusão tem reinado com respeito à concepção e função da apologética e seu lugar entre as disciplinas teológicas. Quase todo escritor tem uma definição própria e descreve a função da disciplina de uma forma mais peculiar para ele mesmo; e lá está escassamente em um canto da enciclopédia teológica. Planck deu um lugar entre as disciplinas exegéticas; outros discutiam se sua essência era histórica; muitos queriam designá-la como sistemática ou teologia prática. Nosselt nega seu direito de existência; Palmer confessa sua falta de habilidade para classificar tal disciplina, Rabiger tirou formalmente de sua enciclopédia, mas a reintroduz com um nome diferente de “teoria da religião”, Tholuck propõe que deveria ser dividida em partes por diversos departamentos; e Cave de fato distribui o material da apologética por três departamentos diferentes. Muito dessa confusão se deve à persistente confusão entre apologética e apologia. Se apologética é a teoria de justificação, e sua função é ensinar a homens e mulheres como defender o Cristianismo, seu lugar é, obviamente, junto com homilética, catequese, e poimênica, no departamento de Teologia Pratica (ou teologia pastoral). Se for simplesmente, de forma eminente, a justificação do Cristianismo em um formato organizado sistematicamente num formato de justificativa para o Cristianismo com todos seus elementos e detalhes, contra toda oposição, ou em sua essência totalmente contra uma única oposição destrutiva, ela obviamente pressupõe um completo desenvolvimento do Cristianismo através das disciplinas exegéticas, históricas, e sistemáticas, e deve estabelecer ou como o ponto culminante do ensino da teologia sistemática, ou como área intelectualista da teologia prática, ou como uma disciplina independente colocada entre essas duas. Nesse caso pode ser artificialmente separada de uma teologia polêmica e outras disciplinas similares, se a análise for levada longe o suficiente, pode-se criar, como feito por F. Duilhe de Saint-Projet que distinguiu entre teologia apologética, controversa e polêmica, direta e respectivamente contra descrentes, hereges, e companheiros cristãos, e por A. Kuyper que distinguiu entre polêmica helenista e apologética que iria contra heterodoxia, paganismo, falsa filosofia. Não será estranho, então, mesmo separado dessa família de disciplinas, ou algumas delas, seria unida com elas novamente, ou com algumas disciplinas, para tomar um formato mais abrangente as quais podem criar uma enciclopédia. Isso é feito, por exemplo, por Kuyper que junta as teologias polêmicas helenistas e apologéticas para formar seu grupo de disciplinas denominadas “dogmatologia antitética”, e Patton que, depois de ter distribuído o material da apologética em duas disciplinas separadas como teologia racional e filosófica, na qual uma disciplina teísta foi colocada no início do sistema, e a apologética se une mais tarde com as disciplinas polemicas para constituir uma disciplina antitética, enquanto a teologia sistemática sucede as duas como parte de uma disciplina sintética.<br />
<strong>III. PONTOS DE VISTA DIVERGENTES </strong></p>
<p>Muito da diversidade em questão se deve também, entretanto, a vários pontos de vista sobre em que aspecto deve a apologética ser estabelecida, se deve ser considerada, por exemplo, a verdade da religião cristã, ou a validade do conhecimento de Deus a qual a teologia apresenta em um formato sistematizado. E ainda mais se deve por conceitos profundamente divergentes sobre a natureza do assunto em questão, sobre esta “teologia”, de que a apologética faz parte. Se nós pensarmos que apologética age tomando defesa ou justificação da “religião cristã”, esse é um ponto, se nós pensarmos que ela assume o formato com intenção de validar o conhecimento de Deus, o qual é sistematizado pela “teologia”, temos um ponto totalmente diferente. E mesmo se existir concordância em uma concepção mais recente, ainda permanecem divergências profundas as quais definem a “teologia” como ela realmente é, não devemos esperar um acordo sobre a natureza e a função de nenhuma dessas disciplinas. Se “teologia” é a ciência de fé ou de religião, é o assunto em questão que se torna subjetivo de experiências do coração humano, e a função da apologética é inquirir se essas experiências subjetivas têm algum objetivo válido. Obviamente, entretanto, ela segue uma elucidação sistemática sobre essas experiências subjetivas e constitui uma disciplina final da “teologia”. Similarmente, se a “teologia” é a ciência da religião cristã, ela investiga a questão histórica pura sobre em que aqueles que são chamados Cristãos realmente acreditam; e obviamente a função da apologética é seguir essa investigação com um inquérito sobre se os Cristãos são justificados por crer nessas coisas. Mas se a teologia é a ciência de Deus, ela lida não como uma massa de experiências subjetivas, não em uma seção da história dos pensamentos, mas com o corpo de fatos objetivos; e é absurdo dizer que esses fatos precisam ser assumidos e desenvolvidos até sua última conseqüência, antes que nós deixemos de perguntar se eles são realmente fatos. Então assim que se chega a um acordo que teologia é uma disciplina cientifica e tem seu alvo principal o conhecer a Deus, nós precisamos reconhecer que deve ser através do estabelecimento da realidade como fatos objetivos das informações nas quais sua tese está baseada. Alguém pode realmente chamar o departamento de teologia ao qual essa tarefa está comprometida com qualquer nome que lhe parecer apropriada: Ela pode ser chamada “teologia geral”, ou “teologia fundamental”, ou “teologia principal”, ou “teologia filosófica”, ou “teologia racional” ou qualquer outro dos inumeráveis nomes que têm sido usados pra descrevê-la. Apologética é o nome que mais naturalmente sugere a matéria em si, e é o nome o qual, com maior ou menor precisão do ponto de vista que trata da natureza e do compasso dessa disciplina, tem sido consagrado para esse propósito por um grande número de escritores como Schleiermacher, Twesten, Swetz, Ottiger, Knoll, Maissoneuve. Isso recomenda de forma poderosa uma indicação decisiva sobre a natureza dessa disciplina, enquanto se aplica igualmente a qualquer que seja o foco da teologia a qual subentende-se plantar em uma base segura. Se essa teologia não reconhece outro conhecimento de Deus, além daquele dado na constituição e curso da natureza, ou deriva sua informação da total revelação de Deus como documentada nas Escrituras, apologética se oferece com total prontidão para designar a disciplina pela qual a validade do conhecimento de Deus foi estabelecida. É necessário explicitar nada mais que naturalmente a teologia requer como sua base; quando a teologia a qual nos serve é, entretanto, a teologia completa da revelação cristã, ela guarda sua unidade e se mantém protegida da fatalidade da concepção dualística a qual coloca a teologia natural e a teologia revelada separadas em entidades diferentes, cada uma com sua própria pressuposição separada, requerendo um estabelecimento pelo qual a apologética seria dividida em duas disciplinas diversas, dando colocações bem diferentes dentro da enciclopédia teológica.</p>
<p><strong>IV. A VERDADEIRA FUNÇÃO DA APOLOGÉTICA</strong></p>
<p>Já foi tratada o quão extensa pode a apologética ser definida, de acordo com um costume muito preponderante como “a ciência que estabelece a verdade do Cristianismo como uma religião absoluta”. Apologética certamente estabelece a verdade sobre o Cristianismo como uma religião absoluta. Mas a questão de importância aqui é como isso é feito. Ela certamente não é da alçada da apologética tomar para si cada princípio do Cristianismo no desejo de buscar estabelecer sua verdade através de uma direta apelação à razão. Qualquer tentativa de fazer isso, não importa em qual base filosófica de trabalho ou de demonstração, começa, ou através de qual método deve-se seguir, isso nos transferiria de uma só vez para uma atmosfera e nos trairia em dispositivos deturpados do velho e vulgar racionalismo, o erro primário o qual foi questionado em uma demonstração diretamente racional da verdade a qual o Cristianismo ensina em troca. A função da apologética é estabelecer a verdade da Cristandade como a religião absoluta em sua íntegra, e seus detalhes de forma indireta. Isso serve para afirmarmos que, nós não devemos começar desenvolvendo o Cristianismo em pequenos detalhes, e somente depois que esta tarefa for terminada, deveremos perguntar se existe alguma verdade em tudo isso. Nós devemos começar estabelecendo a verdade do cristianismo por inteiro, e somente então explicar em detalhes, cada qual, se devidamente explicado tem sua verdade garantida em seu devido lugar como detalhe em uma entidade já estabelecida em sua inteireza. Apesar de sermos esclarecidos sobre o que é provavelmente a questão mais complicada a qual tem irritado durante toda a história da disciplina. Ao estabelecer a verdade do Cristianismo, tem sido permanentemente perguntado, devemos lidar com todos os detalhes, ou meramente com a essência do Cristianismo? A verdadeira resposta é nenhum dos dois. Apologética não pressupõe nem o desenvolvimento do Cristianismo em detalhes, ou a extração de sua essência. Os detalhes do Cristianismo estão todos contidos no próprio Cristianismo: O mínimo retirado do Cristianismo é somente o Cristianismo em si. O que a Apologética toma para si estabelecer é somente o Cristianismo puro, incluindo todos seus “detalhes” e envolvendo toda sua “essência”, em sua inexplicável e incompreensível inteireza, como a religião absoluta. Ela tem como objetivo de solidificar as fundações nas quais o “Templo” da teologia é construído e pela qual toda estrutura da teologia é determinada. É o departamento da teologia que estabelece os princípios constitutivos e regulamentares da teologia como ciência, e em estabelecendo isso serão estabelecidos todos os detalhes, os quais derivam deles pela secessão de departamentos, em suas vastas explicações e sistematizações. Mesmo isso sendo estabelecido como um todo e o todo sendo estabelecido na massa, então deve se dizer, e não em detalhes, mas ainda em sua forma completa e não em um elemento separado.</p>
<p><strong>V. DIVISÃO DA APOLOGÉTICA</strong></p>
<p>Sendo o assunto principal da apologética definido, sua distribuição em partes se torna basicamente um assunto óbvio. Tendo definido a Apologética como a prova da verdade da religião cristã, muitos escritores naturalmente confinam isso àquilo que é comumente conhecido de forma mais informal como “teologia fundamental”, igualmente natural é confinar isso aos primeiros princípios da religião em geral. Outros mais justos combinam os dois conceitos e então obtêm ao menos duas divisões principais. Como Hermann Schultz prova “o direito do conceito religioso do mundo, contra as tendências de negar a religião, e o direito do Cristianismo como uma manifestação absolutamente perfeita, estando contra os oponentes da sua significância permanente”. Ele então divide em duas grandes seções com uma terceira interposta entre eles: O primeiro “A defesa do conceito religioso do mundo”, o último, “A defesa do Cristianismo” e entre esses dois foi colocado “A filosofia da religião, religião em sua manifestação histórica”. De forma menos satisfatória, porque com uma firmeza menor sobre sua idéia de disciplina, Henry B. Smith, encarando a apologética como “Dogmática Histórico-Filosófica”, foi em defesa “da unidade de conteúdo e substância da fé Cristã”, dividindo o material para o mesmo efeito o qual ele chamou de apologética fundamental, histórica, e filosófica. A primeira assume o papel de demonstrar o ser e a natureza de Deus; o segundo, a divina origem e autoridade do Cristianismo, e a terceira, de alguma forma defeituosa forma uma conclusão para tão importante argumento, a superioridade do Cristianismo frente a todos os outros sistemas religiosos. De forma bem similar, Francis R. Beattie dividiu em: (1) Apologética Fundamental, ou Filosófica, que trata sobre o problema de Deus e a religião, (2) Apologética Cristã, ou Histórica, a qual trata do problema da revelação e das Escrituras, e (3) Apologética Aplicada, ou Prática, que lida com a eficiência prática do Cristianismo no mundo. A verdade fundamental desses esquemas está na percepção de que o assunto principal da apologética envolve os dois grandes fatos sobre Deus e o Cristianismo. Existem algumas falhas na unidade desses conceitos, entretanto, sobressaindo aparentemente de um ponto deficiente sobre a peculiaridade da apologética como um departamento da ciência da teologia, e uma inabilidade conseqüente de permitir isso como também determinar seu próprio conteúdo e a ordem natural de suas partes e divisões.</p>
<p><strong>VI. O CONCEITO DA TEOLOGIA COMO UMA CIÊNCIA </strong></p>
<p>Se a teologia é uma ciência, existe envolvido neste fato, como também em todas as outras ciências, pelo menos três pontos: A realidade do assunto em questão, à capacidade da mente humana receber em si mesma e racionalizar para refletir o assunto em questão e a existência de uma comunicação entre o assunto em questão e a mente de forma a receber e compreender o assunto. Não poderia haver psicologia onde não houvesse uma mente para ser investigada, uma mente para investigar, e uma autoconsciência por meio dos quais a mente como um objeto, pode ser trazida debaixo da inspeção da mente como sujeito.</p>
<p>Não haveria astronomia se não houvesse corpos celestiais para serem investigados, nem uma mente capaz de compreender as leis da existência e dos movimentos celestes, ou não houvesse formas de observar sua estrutura e movimento. Da mesma forma, não pode haver teologia, concebida de acordo com seu próprio nome, como a ciência de Deus, a menos que haja Deus para formar o assunto alvo, uma capacidade na mente humana para compreender a Deus, e algum tipo de comunicação na qual Deus se faz conhecido aos homens. Essa teologia, como a ciência de Deus, pode existir, então, deve começar por estabelecer a existência de Deus, a capacidade humana de conhecê-Lo, e um acesso de conhecimento sobre Deus. Em outras palavras, a principal idéia da teologia como ciência de Deus nos da esses três tópicos incríveis os quais precisam ser tratados em seu departamento fundamental, no qual as fundações para toda estrutura está firmado em Deus, religião, revelação. Com esses três fatos estabelecidos, uma teologia como ciência de Deus se torna possível, com ela então, uma apologética se torna completa. Mas isso, somente firmado nesses três pontos, todas as pressuposições da ciência de Deus, construídas em nossa teologia podem ser estabelecidas, por exemplo, prover para que todas as fontes e significados sobre o conhecimento de Deus sejam extinguidos. Nenhuma ciência pode arbitrariamente limitar a informação concernente a sua esfera a qual ela atende. Na pressa de deixar de ser a ciência que professa ser, ela precisa extinguir os meios de informação abertos a ela, e reduzir a um sistema unitário todo o corpo de conhecimento em sua esfera. Nenhuma ciência pode representar a si mesmo como a astronomia, por exemplo, a qual se confina arbitrariamente a informação de que concernem os corpos celestiais vistos somente a olho nu, o que descarta, sem dúvida, a ajuda de algo como um espectroscópio. Na presença do Cristianismo no mundo que clama por uma revelação presente de Deus que se adapte às condições e necessidades dos pecadores, e documentado nas Escrituras, teologia não pode tomar um passo sequer até que se examine esse desejo, e se o desejo for substancial, esta substanciação deve formar uma parte do departamento fundamental da teologia na qual estão firmados os fundamentos para toda sistematização do conhecimento de Deus. Nesse caso, dois novos tópicos são adicionados ao assunto principal na qual a apologética precisa lidar construtivamente, Cristianismo e a Bíblia. Isso está firmado na verdadeira natureza da apologética como departamento fundamental da teologia, concebido como a ciência de Deus, isso deveria encontrar sua tarefa no estabelecimento da existência de Deus, quem é capaz de ser conhecido pelo homem, pois Ele se fez conhecido, não somente através da natureza, mas nas revelações de sua graça para com os pecadores, documentada nas Sagradas Escrituras. Quando a apologética tem colocado esses fatos grandiosos em nossas mãos, Deus, religião, revelação, Cristianismo, a Bíblia, e não até esse fato ocorrer, nós estaremos preparados para explicar o conhecimento de Deus como este foi trazido a nós, traçando a historia de seus feitos no mundo, sistematizando e propagando isso ao mundo.<br />
<strong>VI. AS CINCO SUBDIVISÕES DA APOLOGÉTICA </strong></p>
<p>As subdivisões primarias da apologética são cinco, a não ser por conveniência no tratamento se preferir condensar uma delas com outra que tiver maior proximidade de conceitos. (1) A primeira, a qual pode talvez ser chamada apologética filosófica, toma sobre si o estabelecimento do ser de Deus, como um espírito pessoal, o criador, preservador e governador de todas as coisas. A ela pertence o grande problema do teísmo, envolvido em discussões sobre as teorias antiteistas. (2) O segundo, o qual pode talvez ser chamado de apologética psicológica, que toma para si o estabelecimento da natureza religiosa do homem e a validade de seu senso religioso. Ele envolve a discussão parecida com a psicologia, filosofia e a pneumatologia da religião, e inclui então aquilo que é chamado de “religião comparativa” ou de “história das religiões”. (3) Sobre o terceiro ponto está a responsabilidade de estabelecer a realidade do fator sobrenatural na história, com a determinação envolvida da real relação com a qual Deus se apresenta a Seu mundo, e o método de Seu governo sobre Suas criaturas racionais e especialmente o modo de se fazer conhecido a seu povo. Isso lança sobre o estabelecimento do fato da revelação com a condição de todo o conhecimento de Deus, quem como um Espírito Pessoal pode ser conhecido somente à medida em que Ele se expressa a nós, para que a teologia defira de todas as outras ciências no fato de que seu objeto de estudos não está à disposição do sujeito, e sim o processo é inverso. (4) O quarto ponto, o qual pode ser chamado de apologética histórica, a qual toma para si o estabelecimento da origem divina do Cristianismo como a religião da revelação no significado especial dessa palavra. Ele discute todos os tópicos que naturalmente caem sobre os pontos de vista popular sobre “as evidencias do Cristianismo”. (5) O quinto ponto, que pode ser chamado de apologética bibliológica, está encarregado de estabelecer a veracidade das Escrituras Sagradas como a documentação da revelação de Deus para a redenção dos pecadores. Ele está engajado especialmente com tópicos tais como a divina origem das Escrituras, os métodos da divina operação em sua organização, seu lugar na série de atos redentivos de Deus, e o processo da sua revelação, a natureza, modo e efeito da inspiração.<br />
<strong>VII. O VALOR DA APOLOGÉTICA </strong></p>
<p>A estimativa que é colocada sobre a apologética por estudiosos naturalmente varia com o conceito que está relacionado com sua natureza e função. No despertar do subjetivismo introduzido por Schleiermacher, tornou-se muito comum falar de um tipo de apologética assim como já foi descrito acima, sem nenhum tipo de desdém. É uma herança diabólica, nós ouvimos dizer, do antigo supranaturalismus vulgaris, o qual “se firmou não nas Escrituras, mas acima das escrituras, e imaginando que poderia fazê-lo, com conceitos formais, desenvolveu um ‘fundamento para a divina autoridade do cristianismo’(Heubner), e então ofereceu provas para a divina origem do Cristianismo, a necessidade da revelação e a credibilidade das Escrituras” (Lemme). Reconhecer que nós podemos tomar nossa posição nas Escrituras somente depois de termos as Escrituras, autenticadas como tal, firmar nossa posição, é, nos parece, um desgaste prejudicial. A experiência subjetiva de fé é concebida para ser o fator final, e a única apologética legitimada, somente a auto justificação da fé em si. Pois a fé nos parece, depois de Kant, não pode mais ser vista com um algo que compõe nossa razão e não pode ser colocado em nenhuma fundamentação racional, mas é um assunto concernente ao coração, e se manifesta de forma mais efetiva quando não há razão alguma senão nela mesma (Brinetiere). Se repetição tivesse alguma força de prova, teria sido estabelecida há muito tempo atrás que fé, religião, teologia, estão fundamentadas por completo fora do domínio da razão, prova e demonstração.<br />
Ela é, entretanto, do ponto de vista do racionalismo e misticismo que o valor da apologética é muito desprezado. Quando preconceitos racionalistas penetrarem, ali, obviamente, a validade das provas apologéticas foi de uma forma ou outra questionados.</p>
<p>Quando um sentimento místico já se infiltrou, então a validade da apologética pode ser de uma forma ou de outra questionada com certa ênfase. No momento atual, a tendência racionalista é mais ativa, talvez, na forma apresentada por Albrecht Rtischl. Na sua forma ela ataca a apologética direto em sua raiz, pela distinção de que se ergue entre o conhecimento teórico e o conhecimento religioso. O conhecimento religioso não é o conhecimento do fato, mas a percepção da utilidade, e então, uma religião positiva, enquanto possa talvez estar historicamente condicionada, não tem uma base teórica, e está de acordo não com o objeto de prova racional. Em um paralelismo significante com o fato acima, a tendência mística é manifestada nos nossos dias de forma bem distinta em uma inclinação bem diversificada para colocar de lado a apologética em favor do “testemunho do Espírito”. As convicções do Cristão, nós aprendemos, não são produto da razão direcionada ao intelecto, mas a criação imediata do Espírito Santo em seu coração. Então, é algo íntimo. Nós podemos nos sair muito bem sem essas “razões”, se de fato elas não são realmente nocivas, porque a tendência é de substituir um racionalismo árido por uma fé viva. Parece-nos que foi esquecido aquele pensamento que a fé é um ato moral e uma dádiva de Deus, ainda é uma convicção formal passando por crença, e que todas as formas de convicção devem se firmar na evidência como seu fundamento. “Aquele que crê”, diz Tomás de Aquino, em palavras que se transformaram comuns como uma suposição básica, “não creria a não ser que ele visse que aquilo em que ele crê é digno de confiança”. Apesar da fé ser uma dádiva de Deus, isso não implica que a fé dada a nós por Deus é uma fé irracional, isso é, uma fé sem um fundamento cognitivo na razão. Nós cremos em Cristo porque é algo racional crer NEle, nem mesmo que se fosse irracional. Obviamente mero reconhecimento racional não torna alguém um cristão, mas isso não é porque a fé não é resultado de evidencia, mas porque uma alma morta não pode responder à evidência. A ação do Espírito Santo nos dando fé não está separada das evidências, mas vem junto com as evidencias, e em primeira instancia consiste em preparar a alma para aceitar as evidências.<br />
<strong>VIII. A RELAÇÃO DA APOLOGÉTICA COM A FÉ CRISTÃ </strong></p>
<p>Não devemos discutir se pela ação da apologética é que homens e mulheres tornam-se cristãos, mas que a apologética supre o Cristão com uma base sistematicamente organizada na qual a fé do crente pode descansar. Tudo o que a apologética nos explica no formato de prova sistematizada está implícito em todo ato de fé do crente. Toda vez que um pecador aceita a Jesus Cristo como seu Salvador, está implícita nesse ato uma condição de vida que demonstra que existe um Deus, que é conhecido por homens e mulheres, pois se fez conhecido ao ser humano pela sua revelação nas Escrituras e pela redenção em Jesus Cristo, assim como nos afirmam as Escrituras Sagradas. Não é necessário para esse ato de fé que todos os fundamentos dessa convicção sejam demonstrados em sua total consciência e dados de forma a concordar explicitamente com seu entendimento, mesmo sendo necessário que para sua fé esse fundamento seja suficiente para sua convicção ser ativamente presente e trabalhando em seu espírito. Mas é necessário para a defesa de sua fé raciocinar em um formato de julgamento cientifico, para que os fundamentos nos quais ele descansa sejam explicados e estabelecidos. A teologia como uma ciência, apesar dela incluir tão importante disciplina, uma exposição de como esse conhecimento de Deus, com o qual ela trabalha objetivamente pode de melhor forma se tornar possessão subjetiva do homem, não é um instrumento de propaganda, o que ela se propõe a fazer é o desenvolver sistematizadamente o conhecimento de Deus como objeto de contemplação racional. E como ela tem desenvolvido como conhecimento, ele deve obviamente estar existindo pelo estabelecimento seu direito tal como necessário. Se ele não o fizer, o todo de seu trabalho estará como suspenso no ar, e a teologia apresentaria uma aberração entre todas as ciências que buscam um lugar entre uma série de sistemas de conhecimento para uma elaboração de pura dedução.</p>
<p><strong>IX. OS PRIMEIROS ESTUDOS APOLOGÉTICOS </strong></p>
<p>Compreendendo que a apologética supre a necessidade insistente do espírito humano, que o mundo tem, obviamente, nunca estando sem a apologética.</p>
<p>Sempre quando o ser humano tem pensado totalmente sobre Deus e a ordem sobrenatural, lá tem estado presente em suas mentes uma variedade de mais ou menos razões sólidas por crer em sua realidade. A retirada do núcleo dessas razões em um corpo de provas sistematicamente organizado esperou então uma cultura mais avançada. Ma o advento da apologética não esperou o advento do Cristianismo, nem existem traços desse departamento de pensamento compreensível somente nas regiões acesas por uma revelação especial. O sistema filosófico de antiguidades, especialmente aqueles que derivam de Platão, estão longe de estarem vazios de elementos apologéticos, e quando em seus estágios mais avançados de seu desenvolvimento, filosofia clássica se torna peculiarmente religiosa, expressando material apologético que se torna quase predominante. Com a vinda do Cristianismo ao mundo, entretanto, à medida que os elementos da teologia foram se tornando mais ricos, então os esforços para substanciá-los se tornaram mais férteis nos elementos apologéticos. Nós não devemos confundir a apologética do inicio da era Cristã com a apologética formal. Como os sermões daqueles dias, eles contribuíam para a apologética sem ser apologética. O material apologético desenvolvido por aquilo que nós podemos chamar de os mais filosóficos dos apologistas (Aristides, Atenagoras, Teófilo, Tertuliano) já foi considerável, ele era grandemente suplementado pelos trabalhos teológicos de seus sucessores. Em um primeiro instante o Cristianismo mergulhou em um ambiente politeísta e tomou para si o conflito com sistemas de pensamento firmados em filosofias panteístas ou dualistas, requereu-se o estabelecimento de seu ponto de vista monoteísta, e indo contra a amargura dos Judeus e as zombarias dos gentios, para evidenciar sua origem divina como ação da graça ao homem pecador. Junto com Tertuliano os grandes “alexandrinos”, Clemente e Orígenes, estão os depósitos mais ricos do pensamento apologético do primeiro século. Os maiores dos apologistas da era patrística foram, entretanto, Eusébio de Cesárea e Agostinho. O primeiro foi o mais aprendido e o segundo o mais profundo dos defensores do Cristianismo entre os Pais da igreja. Em Agostinho, em particular, não meramente em seu livro “Cidade de Deus” mas em seus escritos controversos, acumulando uma vasta massa de material apologético o qual está distante de ter perdido seu significado.<br />
<strong>X. A APOLOGÉTICA ATUAL </strong></p>
<p>Não foi, entretanto, até a era escolástica que a apologética atingiu seus direitos como uma ciência construtiva. Todas as atividades teológicas da Idade Média foram até então antecessoras da apologética, para que seu esforço primário fosse a justificação pela fé para a compreensão. Não era somente rica em apologistas (Abelardo, Raimundo, Martini), mas todo teólogo era de alguma forma um apologeta. Anselmo no seu início, Aquino em seu auge, são tipos de uma série completa, tipos nos quais todas as suas excelências são somadas. A Renascença com seu ressurgimento do paganismo, naturalmente destaca uma série de novos apologétas (Savanarola, Marsílio, Ludovico), mas a Reforma forçou polemicas nesse fundo e colocou a apologética longe de tudo, apesar, obviamente, dos grandes teólogos da reforma terem trazido ricas contribuições que se acumularam ao material apologético. Quando, no fim do século dezessete, o ateísmo começou se espalhar entre as pessoas e o indiferentismo rasgando o naturalismo entre os lideres e pensadores, a correnteza do pensamento apologético mais uma vez começou a jorrar, tornando-se uma grande enchente à medida que a descrença prevalecente se intensificou e se espalhou. Com seu precursor em Filipe de Mornay (1581), Hugo Grocio (1627) tornando-se apologistas como os pioneiros dessa época da história, enquanto em sua porção média foi humilhada por pensadores como Pascal e a analogia apologética dessa época culminou com a “Grande Analogia” de Butler e a poderosa argumentação de Paley. À medida que o assalto contra o Cristianismo mudou suas bases para o deísmo inglês da primeira metade do século dezoito pelo racionalismo alemão da segunda metade desse mesmo século, o idealismo que dominou a primeira metade do século dezenove, e a tendência do materialismo de sua segunda metade, período após período foi marcado na história da apologética, e os elementos particulares da apologética que foram especialmente cultivados e adaptados de acordo com a mudança do pensamento. Mas nenhuma época foi marcada na história da apologética, até que, liderados pela tentativa de Schleiermacher de traçar o organismo dos departamentos de teologia, K.H. Sack resumiu para tornar cientificamente organizada “Apologética Cristã” (Hamburgo, 1829). Desde então, uma série de sistemas científicos de apologética tem jorrado das editoras. Eles diferem um do outro em quase todo conceito possível, de seus conceitos a sua natureza, tarefa, alvo, colocação nas enciclopédias científicas e teológicas, em seus métodos de lidar com seu material, em sua concepção de Cristianismo, religião e Deus, como também sobre a natureza sobre a evidencia na qual a crença deve descansar. Mas elas concordam em um ponto fundamental, que a apologética foi concebida por todos como um departamento especial da ciência teológica, capaz de o retirar e demandando um tratamento separado. Nesse sentido a apologética tomou finalmente, nos últimos dois terços do século dezenove, sua forma verdadeira e de direito.</p>

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		<title>Programa Fiscais da Natureza.</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 19:13:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<title>Nada por obras, Tudo pela Graça !.</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 18:31:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com cavalos? Se tão-somente numa terra de paz estás confiado, que farás na enchente do Jordão? Porque até os teus irmãos e a casa de teu pai, eles próprios se hão deslealmente contigo; eles mesmos clamam após ti em altas vozes. Não te fies neles ainda que te digam coisas boas.&#8221; (Jr 12:5-6),<br />
assim diz o Senhor Deus de Israel&#8230; aquele que é forte, aquele que é único,<br />
aquele que é poderoso e que nada nem ninguém consegue ou ousa fazer-lhe<br />
sombra. diz o deus eterno e maravilhoso: segue em frente, filho meu, segue em frente e confia somente em mim, confia em mim porque eu sou o que te sustenta, o que te levanta, o que te eleva e que coloca teus inimigos sob teus pés. Não  te glories, porque bem sabes que não há mérito algum de tua parte.</p>
<p><span id="more-1055"></span></p>
<p>&#8220;Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas.<br />
Mas o que se gloriar glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR, que faço beneficiência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR.<br />
Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que visitarei a todo circuncidado<br />
com o incircunciso. Ao Egito, e a Judá, e a Edom, e aos filhos de Amom, e a<br />
Moabe, e a todos os que cortam os cantos do seu cabelo, que habitam no deserto; porque todas as nações são incircuncisas, e toda a casa de Israel é incircuncisa de coração.&#8221; (Jr 9:23-26)<br />
bem sabes que isso faço, apenas para a glória e a honra de meu sagrado e<br />
santo nome. não por obras para que ninguém se glorie, porque não haverá<br />
frente a mim, ser humano qualquer que se vanglorie por obras, porque vossas obras para mim são como trapos de imundícia.<br />
&#8220;Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; e todos nós caímos como a folha, e as nossas culpas, como um vento, nos arrebatam.&#8221; (Is 64:6), aquilo que pensas como sendo justiça, ou mesmo, como sendo injustiça, não passa de uma nesga do ponto de vista dos mais egoístas. Porque jamais conseguirão vocês, com a limitação que lhes é peculiar, ver um palmo adiante de seus próprios narizes. não vêem vocês que a cada vacina criada, que a cada<br />
avanço dado, rumo aos seus malfadados &#8220;sucessos&#8221;, retrocedendo estão na<br />
caminhada rumo à salvação. não porque eu seja contrário ao conhecimento ou à sabedoria, não, muito pelo contrário.<br />
&#8220;Jesus, porém, respondendo,disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.&#8221; (Mt 22:29).<br />
&#8220;Escutai, e inclinai os ouvidos, e não vos ensoberbeçais; porque o SENHOR<br />
falou. Dai glória ao SENHOR, vosso Deus, antes que venha a escuridão e antes que tropecem vossos pés nos montes tenebrosos; antes que, esperando vós luz, ele a mude em sombra de morte e a reduza à escuridão.<br />
E, se isso não ouvirdes, a minha alma chorará em lugares ocultos, por causa da vossa soberba; e amargamente chorarão os meus olhos e se desfarão em lágrimas, porquanto o rebanho do SENHOR foi levado cativo.&#8221; (Jr 13:15-17)<br />
quando tudo foi criado, tudo foi deixado para que tua vida fosse boa na<br />
terra. animais, vegetais e minerais, tudo criado para silenciosamente<br />
frutificar, cumprindo o &#8220;crescei e multiplicai&#8221; e, nessa escala, um dar proteção e continuidade ao outro. Mas, que fizeste? ou, que fazes?<br />
na pior das hipóteses, quando cruzas os braços, deixas que, estabanadamente, teus irmãos corrompam e destruam tudo em volta, numa corrida desenfreada, cujo único objetivo é negar o meu santo e sagrado nome. Como se estivessem a dizer:<br />
&#8220;que Deus é este que permite o câncer?&#8221; &#8220;pois bem, já que ele permite o câncer, mostrarei ao mundo o quanto sou maravilhoso, pois descobrirei<br />
a cura para o câncer.&#8221; hipócrita, não está atento ao que tu mesmo já<br />
criaste? não percebes o quanto aumentas o lôdo e a lama, as doenças e as<br />
maldades à tua volta, apenas porque te julgas o máximo?<br />
não percebes o quanto aumentas isso tudo amparado por tua ganância, por tua soberba, por tua jactância? olhas para os lados meneando a cabeça ao ver atrocidades, ao ver crianças famintas dormindo ao relento, ao ver mulheres desesperadas matando seus filhos, ao ver pais abandonando lares; mas não olhas para teu próprio rabo e mesmo que olhasse não verias o quanto ele está sujo. Não vês que não aprendeste sequer a limpar o próprio rabo? pois bem, te posso afirmar que longe estás cada vez mais de conseguir o passe para a entrada na bela Jerusalém. E não porque eu não te queira ver entrando belo e formoso. quero sim, mas você não poderá entrar pura e tão simplesmente porque você não consegue aquietar teu ego, que ousa a todo instante te engrandecer aos teus olhos. é, meu filho, enquanto isso, aqui estou aguardando apenas que olhes para a cruz.<br />
Aguardando apenas que não te glories em ser forte, inteligente, grande,<br />
poderoso, rico, ou mesmo em alguns poucos casos, bondoso para com teu<br />
semelhante.<br />
&#8220;Jurou o SENHOR pela glória de Jacó: Eu não me esquecerei de todas as suas obras para sempre!&#8221; (Am 8:7)<br />
&#8220;Não vem das obras, para que ninguém se glorie.&#8221; (Ef 2:9),<br />
lembra-te de que em relação a tudo isso já te falei, e fartamente falei, pela<br />
santa palavra que te dei para que seja luz para teus pés, como também pela boca dos profetas que cuidadosamente coloquei à tua volta.<br />
mas que fizeste? em não raros casos, utilizaste a palavra que te entreguei para enriquecimento próprio; o que te interessava, muito bem, já ia sendo larga e fartamente utilizado, e o que não ia de encontro aos teus interesses, apenas foi sendo deturpado de forma a que servisse aos teus interesses.<br />
defraudaste o que deixei dito em proveito próprio.<br />
tiraste da viúva, e ao órfão deixaste sem comida.<br />
conseguiste chegar em casa com os vidros de seus carros bem fechados<br />
e após o lanchinho, dormiste em uma cama quentinha, enquanto muito próximo a ti, alguém não tinha ou não teria onde dormir.<br />
mas nem isso te abala mais, porque afinal de contas estás acima do bem e do mal. Já tens a quem culpar, se não podes culpar ao país, culparás ao governo, se nem um nem outro, então irás baixando, culpando ao governador, prefeito, delegado, síndico, padeiro, até chegar ao lixeiro, ou a qualquer um, menos a você, porque tu és intocável e único perfeito na natureza. Não te esqueças que assim mesmo foi a revolta de satanás, e por isso de príncipe de luz chegou a príncipe das trevas. &#8220;Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte. Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.&#8221; (Is 14:12-14). Assim, filho meu, não te iludas com as glórias deste mundo, pois não passarão despercebidas as tuas obras e ainda que por elas não venhas a ser salvo, pelas mesmas poderás ser condenado, e lembre-se que caberá a mim o salvar-te.<br />
&#8220;Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos<br />
livrará do forno de fogo ardente e da tua mão, ó rei. E, se não, fica<br />
sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste.&#8221; (Dn 3:17-18)<br />
assim diz o que é santo e poderoso para cumprir tudo o que escrito<br />
está. assim diz o que é maravilhoso eterno, sempre fiel e justo para cumprir<br />
tudo o que escrito está, porque tudo já desde sempre programado está.<br />
e somente um nome é que foi determinado em cima nos céus e embaixo na terra, pelo qual importa que sejamos salvos.<br />
Portanto para cumprimento da eterna fonte de justiça, louvado seja o doce, gracioso e maravilhoso nome de nosso senhor e salvador jesus cristo de nazaré&#8230; amém e amém!!!</p>

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		<title>Pérolas de sabedoria</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 23:19:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[pérolas de sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Em nosso passado, não cabe absolutamente nada !, sejam nossas mais intensas nostalgias de recordações e lembranças dolorosas ou vitoriosas. No entanto, num singelo presente, tudo que planejamos, investimos e realizamos com a sabedoria do Alto, cabem e transbordam de Graça o nosso amanhã. Isso sim, se resume na simplicidade de ser !, e nos levam a estarmos sempre presentes no dia que se chama &#8220;hoje&#8221;, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em nosso passado, não cabe absolutamente nada !, sejam nossas mais intensas nostalgias de recordações e lembranças dolorosas ou vitoriosas. No entanto, num singelo presente, tudo que planejamos, investimos e realizamos com a sabedoria do Alto, cabem e transbordam de Graça o nosso amanhã. Isso sim, se resume na simplicidade de ser !, e nos levam a estarmos sempre presentes no dia que se chama &#8220;hoje&#8221;, plenos pra sonharmos cada vez mais, realizando futuros !</p>
<p>paráfrase por Caio Fabio.</p>

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		<title>Perdão Divino versus Vingança humana</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 23:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[citações]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
		<category><![CDATA[jesus]]></category>
		<category><![CDATA[leitura recomendada]]></category>
		<category><![CDATA[manifesto]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[salvação]]></category>
		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 1João 1.8,9. O Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou a orar em Mateus 6.12 assim: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.<br />
1João 1.8,9. O Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou a orar em Mateus 6.12 assim: perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores. Ou: perdoa as nossas ofensas como também nós perdoamos as pessoas que nos ofenderam. Isto significa que nós, mesmo justificados, somos devedores, ofensores e pecadores. Ainda que os justificados nunca poderão (jamais!) cair do estado de justificação, pecam. O nosso Deus Santo abomina o pecado, mas continua a perdoar os pecados daqueles que são justificados. E mais: ainda que um justificado não caia da sua justificação – porque nunca existiu um “desjustificado” na história -, ele poderá cair, com certeza, no desprazer do Pai. Como Deus é um Pai amoroso, naturalmente disciplina, corrige, instrui e consola. Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará. Esta passagem em Oséias 6:1 exemplifica bem como Deus trata o seu povo. Em outras palavras o povo de Israel estava dizendo: —Venham, voltemos todos para Deus, o SENHOR. Ele nos feriu, mas com certeza vai nos curar; ele nos castigou, mas certamente nos perdoará. Este é o amor paternal de Deus.</p>
<p><span id="more-1034"></span></p>
<p>A Confissão de Westminster, capítulo XI, seção V, Da Justificação, expõe: Deus continua a perdoar os pecados dos que são justificados. Embora eles nunca poderão decair do estado de justificação, poderão, contudo, incorrer no paternal desagrado de Deus e ficar privados da luz do seu rosto, até que se humilhem, confessem os seus pecados, peçam perdão e renovem a sua fé e o seu arrependimento. Ref. Mat. 6:12; I João 1:7, 9, e 2:1-2; Luc. 22:32; João 10:28; Sal. 89:31-33; e 32:5.</p>
<p>Por mais que venhamos a agir – e muitas vezes agimos – como ímpios, Deus não nos trata como um juiz cheio de ira, mas como um Pai. Todo aquele que é justificado é tratado como filho; há um pacto eterno inquebrável. É uma nova relação. Porém, quando Deus chama seus filhos rebeldes para uma conversa de “Pai para filhos”, sai de baixo que vem castigo paternal. Não se trata aqui de uma disciplina de um Pai tirano e carrasco, mas de um Pai amoroso que quer corrigir os erros dos Seus e restabelecer Sua graça.</p>
<p>Como não há filho pecador que não retorne arrependido ao Pai (tendo fé em Cristo). O Pai bondoso que está nos Céus, com o Seu olhar perdoador, sempre inclina os Seus a voltar-se para Ele, continuamente, depois de cada deslize, para encontrar perdão. Embora, Sua mão seja pesada, Ele nos diz: se violarem os meus preceitos e não guardarem os meus mandamentos, então, punirei com vara as suas transgressões e com açoites, a sua iniqüidade. Mas <strong>jamais retirarei dele a minha bondade</strong><strong>,</strong> nem desmentirei a minha fidelidade. Sl 89.31-33.</p>
<p>Se você se encontra como filho à beira da disciplina paternal, humilhe-se, confesse o seu pecado, abandone o erro, peça perdão e levante-se para um novo dia de fé e arrependimento. Deus nos perdoa continuamente, por isso nós O tememos.</p>
<p>A expressão “olho por olho, dente por dente”, tornou-se proverbial. Ela é conhecida pelo o nome de Lei de Talião. Poucos são aqueles que sabem que ela provém da Bíblia, mais especificamente do livro de Êxodo, capítulo 21, versículo 24. Esta passagem faz parte das leis sobre agressão, leis através das quais, sentenças, julgamentos, condenações e absolvições são prescritos em função da natureza ou gravidade do ato cometido. Mas leiamos juntos, se vocês desejarem, a passagem em questão: “Se homens brigarem, e ferirem mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém sem maior dano, aquele que feriu será obrigado a indenizar segundo o que lhe exigir o marido da mulher; e pagará como os juízes lhe determinarem. Mas, se houver dano grave, então, darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe”. Notemos, primeiramente, que a vítima que esta lei procura compensar é a mulher grávida e a criança, ou as crianças que ela carrega em seu ventre. A Bíblia, portanto, leva a sério a proteção das mulheres na sociedade, ao contrário do que comumente se alega. Não se pode impunemente ferir uma mulher grávida. A lei em questão prescreve a pena devida ao culpado, e fazendo assim ela também opera de maneira dissuasiva.</p>
<p>Se há ferimento, o culpado deve esperar receber o mesmo golpe infligido àquela mulher. Pode parecer, a priori, estranho que uma lei do Antigo Testamento contemple um caso como este, a saber, um golpe, talvez até involuntariamente, sobre uma mulher grávida, durante uma disputa violenta entre dois homens. Compreenderemos melhor a necessidade de tal lei, se levarmos em conta a possibilidade de a mulher querer se interpor entre os dois homens para os separar. Mas, vocês me perguntariam, se trata de uma vingança prescrita pela Bíblia e por Aquele que inspirou as palavras? De maneira nenhuma. No capítulo 19 do livro de Levítico, que segue o livro de Êxodo no Antigo Testamento, nós lemos nos versos 17 e 18: “Não aborrecerás teu irmão no teu íntimo; mas repreenderás o teu próximo e, por causa dele, não levarás sobre ti pecado. Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”. As leis do Antigo Testamento sobre golpes e ferimentos, ou mesmo assassinatos, foram instituídas para que a justiça seja feita, sem que a gravidade dos feitos seja encoberta ou diminuída, mas também sem que nenhum excesso de ódio ou de vingança substitua uma justiça equilibrada. Ninguém podia tomar um braço, ou mesmo a vida do culpado, se este tinha feito alguém perder um olho ou um dente. Um princípio de proporcionalidade ou de equivalência na sentença devia prevalecer sobre toda a emoção, todo o sentimento de ódio. Visava também impedir que qualquer rancor fosse mantido.</p>
<p>Neste aspecto, a lei e sua observância testemunhavam da presença de Deus no meio de seu povo. Foi ele que, tendo dado Sua Lei por Moisés, prescreveu a norma do que é justo e equânime, a fim de evitar todo excesso. Como dissemos, este princípio de proporcionalidade na sentença, era também suficientemente dissuasivo. Notem, igualmente, que no caso de uma indenização contra o autor do golpe sobre a mulher grávida, golpe este que teria provocado o parto prematuro sem danos maiores, o valor da indenização era proposto pelo marido da mulher; mas um terceiro partido independente, constituído por juízes, deveria intervir para avaliar se o valor da indenização era justo. De fato, em sua cólera ou sua emoção, talvez mesmo por cobiça de um ganho não esperado, o marido poderia reclamar uma soma elevada demais. Assim, o princípio de proporcionalidade procurava evitar tanto quanto uma punição desproporcional, como uma pena que esquecesse a vítima e se ocupasse antes de tudo de poupar o culpado do dano. Um outro exemplo muito explícito deste princípio nos é dado no livro de Deuteronômio, capítulo 19, versos 16 a 21. Esta passagem retoma o princípio de Talião tal como acabamos de ver no nosso primeiro exemplo: “Quando se levantar testemunha falsa contra alguém, para o acusar de algum transvio, então, os dois homens que tiverem a demanda se apresentarão perante o Senhor, diante dos sacerdotes e dos juízes que houver naqueles dias. Os juízes indagarão bem; se a testemunha for falsa e tiver testemunhado falsamente contra seu irmão, far-lhe-eis como cuidou fazer a seu irmão; e, assim, exterminarás o mal do meio de ti; para que os que ficarem o ouçam, e temam, e nunca mais tornem a fazer semelhante mal no meio de ti. Não o olharás com piedade: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé”.</p>
<p>Encontramos aqui, novamente, o princípio de proporcionalidade, aquele da pena merecida pelo culpado &#8211; pena não somente pronunciada, mas também aplicada -, o valor dissuasivo da pena e os efeitos positivos no conjunto da sociedade; o mal na sociedade é extirpado. Notamos também a insistência sobre a seriedade no inquérito a ser investigado pelos juízes em serviço.</p>
<p>Estes exemplos podem servir de norma para a sociedade de hoje? Podemos atribuir-lhes algum valor, num mundo que parece tão diferente daquele do Antigo Testamento? Nossa sensibilidade não se adapta mais a castigos corporais, ainda mais que vemos certas sociedades muçulmanas aplicar da maneira mais bárbara, amputações de mãos e de pés para punir pequenos furtos. Em alguns países do Islam, não é raro ver mulheres brutalmente lapidadas porque tiveram a infelicidade de mostrar acidentalmente um centímetro quadrado de sua pele. Aqui, não se busca a proteção da mulher, mas sua opressão sob as formas mais extremas. Mas, amigos ouvintes, voltando ao Antigo Testamento, um cristão que lê a Bíblia seriamente sabe que, definitivamente, ele não pode interpretar corretamente o Antigo Testamento, a menos que leve em conta a luz trazida pelo Novo Testamento e pela pessoa de Jesus Cristo, aquele que, segundo seu próprio testemunho, é “a luz do mundo” (João 9:5). Ora, lemos no evangelho segundo Mateus, (cap. 5 versos 38 a 41) que Jesus Cristo declara: “Ouvistes que foi dito: olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes”. Que novo princípio Jesus Cristo ensina aqui a seus discípulos? Alguém poderia pensar, a priori – Ele está rejeitando todo o ensino do Antigo Testamento? No entanto, tal não é o caso. Primeiro, porque Jesus põe ênfase sobre a atitude pessoal do que foi lesado, e não sobre o sistema judiciário em si e sua validade. A questão aqui é a reação pessoal manifestada pela pessoa lesada em relação à pessoa que provocou o mal. Contra aqueles que não veriam mais do que a aplicação estrita da pena prescrita, endurecendo-se em um legalismo estreito, Jesus ensina a mansidão, a recusa à vingança, o perdão das ofensas. De fato, ele revela um aspecto que, como vimos, é belo e está contido na Lei: a recusa à vingança, o amor ao próximo. Jesus revela este aspecto porque mesmo que ele fale tão claramente e com sua autoridade divina, a plenitude deste princípio está ainda velada aos homens pecadores.</p>
<p>De fato, a aplicação estrita do princípio de proporcionalidade segundo a lei mosaica, não significa em si mesma que se viva uma relação harmoniosa com o Deus da Graça. Este princípio de proporcionalidade está bem estabelecido por Deus, mas ele não implica absolutamente em uma pureza automática do coração e das intenções daqueles que o aplicam. Ora, importa aqui sublinhar que Jesus Cristo pode proferir as palavras que lemos no evangelho segundo Mateus, porque Ele é a manifestação da Graça divina por excelência, a expressão da magnanimidade de Deus que tem perdoado o pecador, e não tem levado em conta seus pecados. Segundo a Bíblia, de fato todo o homem ou toda a mulher se acha em estado de desobediência para com Deus, e por isso merece a morte. Para deixar bem claro este ensino fundamental da Bíblia, leiamos juntos uma passagem crucial na carta do apóstolo Paulo aos Romanos, capítulo 3, versos 23 a 26: “pois todos pecaram e estão privados da gloriosa presença de Deus, sendo justificados gratuitamente , por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar da sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, e para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus”. Note bem, esta magnanimidade de Deus manifestou-se principalmente no sacrifício de Jesus Cristo sobre a cruz, segundo o princípio de proporcionalidade da pena.</p>
<p>Relembre as palavras de Deuteronômio: “Vida por vida”. É unicamente porque Cristo dá sua vida por aqueles que Deus comprou, que estão isentos desta pena. Mas alguém pagou o resgate, alguém sofreu a pena, “vida por vida”: e este alguém é Deus mesmo, na pessoa de Seu Filho Jesus Cristo. Eis aqui a expressão mais perfeita da magnanimidade de Deus, da misericórdia divina. É por ser o portador dessa misericórdia divina em si mesmo, que Jesus Cristo detém a autoridade para falar como está registrado no evangelho segundo Mateus. Ele chama aqueles que querem ser seus discípulos a exercerem uma magnanimidade semelhante àquele que ele demonstrará ao longo de todo o seu ministério, e mais particularmente no momento da entrega total de Sua pessoa sobre a Cruz do Gólgota. Porque sobre a Cruz, Deus perdoou na pessoa de Jesus Cristo, aquele cujos inimigos dividiram sua túnica; aquele que antes não tinha respondido às injúrias, bofetadas, golpes; aquele que jamais desobedeceu à Lei que manda amar a Deus e seu próximo. Ele, portanto, cumpriu esta Lei em seus atos por toda a sua vida. Mas ao oferecer esta mesma vida sobre a Cruz, ele cumpriu a Lei de uma maneira suplementar: ela exigia a vida de cada pecador, e exprimia esta exigência requerendo os sacrifícios rituais de animais, símbolos da vida exigida em pagamento do pecado. Cristo pagou uma vez por todas o resgate exigido, não de maneira simbólica, mas de maneira real, total e definitiva. Podemos, então, compreender com a maior clareza as palavras de Jesus registradas pelo evangelista Mateus no mesmo capítulo 5 que lemos há pouco algumas frases:</p>
<p>“Não penseis que eu vim abolir a lei ou os profetas. Eu vim não para abolir, mas para cumprir”. Revelando assim seu amor por seu povo, Deus mostra a extensão de sua magnanimidade, e ensina a seus filhos comprados, a lhe imitarem. Ele lhes ensina a compreender uma dimensão que nenhum humano pôde perceber antes: amor e justiça, proporção na pena e perdão, misericórdia e castigo, são possíveis no plano divino sem se excluírem mutuamente. Eles encontraram sua expressão perfeita na pessoa e obra de Jesus Cristo.</p>
<p>Quando de nossa próxima transmissão, nós refletiremos juntos sobre as implicações para a sociedade e para nossa conduta pessoal do ensino de Jesus sobre a misericórdia e a justiça.</p>

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		<title>Leituras Culturais &#8211; por Ed René Kivitz</title>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 01:32:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As culturas devem ser lidas nas linhas e entrelinhas. As linhas falam da coisa em si. As entrelinhas falam do espírito da coisa. As entrelinhas podem distorcer e até mesmo destruir o que está dito nas linhas. Com a cultura cristã não é diferente. Veja o exemplo da assinatura da Igreja Universal do Reino de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As culturas devem ser lidas nas linhas e entrelinhas. As linhas falam da coisa em si. As entrelinhas falam do espírito da coisa. As entrelinhas podem distorcer e até mesmo destruir o que está dito nas linhas.</p>
<p><span id="more-1026"></span></p>
<p>Com a cultura cristã não é diferente. Veja o exemplo da assinatura da Igreja Universal do Reino de Deus, a saber, Jesus Cristo é o Senhor. De acordo com o Novo Testamento, isso significa que devemos viver como escravos dos propósitos de Jesus Cristo: ele manda e a gente obedece, ele propõe e a gente executa, ele dirige e a gente segue, pois afinal de contas, Ele é o Senhor. Mas na cultura da IURD, as entrelinhas dessa afirmação fazem com que ela signifique que Jesus pode realizar todos os seus desejos, afinal de contas Ele é o Senhor. A relação fica invertida: você clama e ele responde, você reivindica e ele atende, você pede com fé e ele lhe dá o que foi pedido, você participa da corrente de oração e se submete aos 318 pastores e Jesus faz a sua vida próspera e confortável, pois Jesus Cristo é o Senhor e você é “filho do rei”, de modo que não há qualquer motivo para que você continue nessa vida miserável, daí a segunda convocação da IURD: “para de sofrer”. Percebe como as linhas dizem uma coisa e as entrelinhas dizem outra?</p>
<p>O movimento evangélico é mestre em fazer confusão e promover distorção do Evangelho em virtude desse jogo de linhas e entrelinhas. Um exemplo disso é a mensagem VAI DAR TUDO CERTO, que recebi essa semana.</p>
<p>SALMO 22<br />
VAI DAR TUDO CERTO</p>
<p>DEUS me pediu que te dissesse que tudo irá bem contigo a partir de agora.<br />
Você tem sido destinado para ser uma pessoa vitoriosa e conseguirá todos teus objetivos.<br />
Nos dias que restam deste ano se dissiparão todas as tuas agonias e chegará à vitória.<br />
Esta manhã bati na porta do céu e DEUS me perguntou&#8230;<br />
&#8216;Filho, que posso fazer por você ?&#8217;<br />
Respondi:<br />
&#8216;Pai, por favor, protege e bendiz a pessoa que está lendo esta mensagem&#8217;.<br />
DEUS sorriu e confirmou: &#8216;Petição concedida&#8217;.<br />
Leia em voz baixa&#8230;<br />
&#8216;Senhor Jesus :<br />
Perdoa meus pecados.<br />
Amo-te muito, te necessito sempre, estás no mais profundo de meu coração, cobre com tua luz preciosa a minha família, minha casa, meu lugar, meu emprego, minhas finanças, meus sonhos, meus projetos e a meus amigos&#8217;.<br />
Passe esta oração a 5 pessoas, no mínimo.<br />
Receberás um milagre amanhã.<br />
Não o ignore.</p>
<p>Deus tem visto suas Lutas.<br />
Deus diz que elas estão chegando ao fim.<br />
Uma benção está vindo em sua direção.<br />
Se você crê em Deus, por favor envie esta mensagem para 20 amigos.<br />
Se acredita em Deus envia esta mensagem a 20 pessoas,<br />
se rejeitar lembre Jesus disse:<br />
“se me negas entre os homens, te negarei diante do pai” Dentro de 4 minutos te dirão uma notícia boa</p>
<p>Deixo de lado a crítica gramatical e o péssimo uso da lingua portuguesa. Dedico minha atenção ao conteúdo da mensagem que, travestida de cristã, é absolutamente anti-cristã: mentirosa, fantasiosa, desprovida de qualquer sentido bíblico, desalinhada com o todo do ensino e experiência de Jesus, seus apóstolos, e seus primeiros seguidores, totalmente alinhada com os dircursos baratos da auto-ajuda e da enganação religiosa, enfim, uma versão barata e piedosinha da superstição sincrética do espiritualismo popular.</p>
<p>A afirmação “vai dar tudo certo”, lida de acordo com as linhas do Novo Testamento, significaria, por exemplo, que os propósitos de Deus prevalecerão, a marcha da igreja de Jesus Cristo contra os poderes do mal será vitoriosa, a vontade de Deus será um dia feita na terra como o céu. Mas também significaria que os seguidores de Jesus seriam sempre ovelhas em meio aos lobos [Mateus 10.16], odiados pelo sistema sócio-político-econômico anti reino de Deus, ameaçados de morte, rejeitados, caluniados, e perseguidos por causa do nome de Jesus [Mateus 5.10-12], e passariam por muito sofrimento e tribulação antes de receberam a vitória plena no reino eterno de Deus [Atos 14.22]. Isto é, antes de dar tudo certo, daria tudo errado.</p>
<p>A convicação de que “em Cristo somos mais que vencedores” [Romanos 8.37], e que “em Cristo Deus sempre nos conduz em triunfo” [2Coríntios 2.14], é também acompanhada de uma profunda compreensão a respeito dos custos de se colocar ao lado de Deus e do reino de Deus, em oposição à injustiça e aos agentes promotores e mantenedores da morte no mundo.</p>
<p>Porque me parece que Deus nos colocou a nós, os apóstolos, em último lugar, como condenados à morte. Viemos a ser um espetáculo para o mundo, tanto diante de anjos como de homens. Nós somos loucos por causa de Cristo, mas vocês são sensatos em Cristo! Nós somos fracos, mas vocês são fortes! Vocês são respeitados, mas nós somos desprezados! Até agora estamos passando fome, sede e necessidade de roupas, estamos sendo tratados brutalmente, não temos residência certa e trabalhamos arduamente com nossas próprias mãos. Quando somos amaldiçoados, abençoamos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, respondemos amavelmente. Até agora nos tornamos a escória da terra, o lixo do mundo.<br />
[1Coríntios 4.9-13]<br />
Fica, portanto, muito evidente que quando os cristãos do Novo Testamento diziam que “vai dar tudo certo” estavam afirmando coisas completamente diferentes dessas afirmadas na mensagem que recebi pela internet, que diz:</p>
<p>Tudo irá bem contigo a partir de agora.</p>
<p>Você tem sido destinado para ser uma pessoa vitoriosa e conseguirá todos teus objetivos.</p>
<p>Nos dias que restam deste ano se dissiparão todas as tuas agonias e chegará à vitória.</p>
<p>Cobre com tua luz preciosa a minha família, minha casa, meu lugar, meu emprego, minhas finanças, meus sonhos, meus projetos e a meus amigos&#8217;.</p>
<p>Receberás um milagre amanhã.</p>
<p>Uma benção está vindo em sua direção.</p>
<p>Dentro de 4 minutos te dirão uma notícia boa.</p>
<p>Meu amigo, minha amiga, não é verdade que “tudo irá bem contigo a partir de agora”, e também não é verdade que “você tem sido destinado para ser uma pessoa vitoriosa e conseguirá todos teus objetivos”. Não se iluda, pois não é verdade que “nos dias que restam deste ano se dissiparão todas as tuas agonias e chegará à vitória”. Preste atenção: o compromisso cristão não suplica que Deus cubra com sua luz “minha família, minha casa, meu lugar, meu emprego, minhas finanças, meus sonhos, meus projetos e a meus amigos”. Na verdade, o compromisso cristão exige que você deixe de viver para seus sonhos, seus planos e seus projetos e passe a viver para Deus, pois, como ensina a Bíblia, “o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou“ [2Coríntios 5.14,15], e justamente por isso é que quem deseja seguir a Jesus deve lmebrar o que Jesus disse:</p>
<p>&#8220;Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, a encontrará. Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma?” [Mateus 16.24-26]</p>
<p>Também não é verdade que “receberás um milagre amanhã” e que “dentro de quatro minutos te dirão uma notícia boa”.</p>
<p>Pelo amor de Deus, jogue fora esse evangelho açucarado, que promete o que Deus jamais prometeu, e gera falsas esperanças nas pessoas. Respeite o sofrimento e a dor das milhares de pessoas que, apesar de sua fé, e talvez justamente por causa de sua fé, passam fome, não têm mínimas condições de sobrevivência, sofrem as consequências de tragédias pessoais e fatalidades naturais, são vítimas de um sistema mundano cruel, que as condena à escravidão e a uma vida sem futuro. Lembre dos cristãos que vivem na África, na Índia, na América Latina, e nos rincões miseráveis do Brasil. Seja solidário com as minorias: os negros escravizados, as mulheres violentadas, as crianças abusadas, as populações indígenas dizimadas, os refugiados de guerra, os perseguidos políticos, os desaparecidos. Respeite a grandeza dos cristãos perseguidos e mortos sob a tirania do fundamentalismo islâmico e dos regimes políticos ateístas. Pense um pouco se essa mensagem “vai dar tudo certo, todos os seus sonhos se realizarão, você vai receber um milagre amanhã” faz algum sentido na ala infantil do Hospital do Câncer, no campo de refugiados (mutilados) de Angola, ou nos casebres secos do sertão brasileiro.</p>
<p>Construa sua fé sobre um alicerce mais sólido. Por exemplo, o Salmo 22, aviltado com essa mensagenzinha “vai dar tudo certo”. Aliás, é bom lembrar que Bíblia não é um livro que pode ser manuseado por qualquer pessoa, de qualquer jeito. Da mesma maneira que não é qualquer pessoa que pode dar palpite a respeito do direito, de medicina, da engenharia, ou do marketing, também a teologia exige um mínimo de preparo, senão, muito preparo mesmo. Digo isso porque talvez o autor dessa mensagenzinha não saiba que o Salmo 22 é um dos Salmos messiânicos, que profetiza o sofrimento e o fracasso do Messias, que foi (1) abandonado por Deus e pelos homens [Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste? Por que estás tão longe de salvar-me, tão longe dos meus gritos de angústia? Meu Deus! Eu clamo de dia, mas não respondes; de noite, e não recebo alívio! Não fiques distante de mim, pois a angústia está perto e não há ninguém que me socorra], (2) rejeitado [Mas eu sou verme, e não homem, motivo de zombaria e objeto de desprezo do povo], (3) insultado [Caçoam de mim todos os que me vêem; balançando a cabeça, lançam insultos contra mim], (4) dilacerado pela dor que lhe foi brutalmente imposta [Como água me derramei, e todos os meus ossos estão desconjuntados. Meu coração se tornou como cera; derreteu-se no meu íntimo. Meu vigor secou-se como um caco de barro, e a minha língua gruda no céu da boca; deixaste-me no pó, à beira da morte. Cães me rodearam! Um bando de homens maus me cercou! Perfuraram minhas mãos e meus pés], e por fim (5) cuspido na cara e crucificado como impostor.</p>
<p>Para esse Messias não deu nada certo. Ele não recebeu uma boa notícia quatro minutos após sua agonia no Getsêmani, e também não recebeu um milagre no dia seguinte. No dia seguinte foi crucificado.</p>
<p>Mas esse Messias, apresentado pelo profeta como “homem de dores, que sabe o que é padecer” [Isaías 53], “Deus exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai” [Filipenses 2.9-11]. Isso sim é dar tudo certo.<br />
Provavelmente alguém vai dizer que é isso o que a mensagenzinha da internet quis dizer. Mas não foi. Nas linhas, pode ter sido. Mas no contexto da religiosidade popular e da subcultura evangélica, a mensagenzinha sugeriu que “os seus sonhos e os seus projetos” darão certo, e que você pode esperar para amanhã aquela resposta milagrosa de Deus para resolver seus problemas e dificuldades particulares, e que em quatro minutos você vai receber uma notícia boa, muito provavelmente trazendo a você uma benção na forma de conforto e prosperidade.</p>
<p>Em síntese, a mensagenzinha pode ser interessante, pode trazer uma esperança e um conforto para quem está lutando contra um sofrimento ou uma dificuldade medonha, e pode até mesmo trazer um alívio do tipo “eu sei que não é bem assim, mas é bom pensar que é, ou acreditar que pode ser”. Mas definitivamente essa mensagenzinha não tem nada a ver com o Evangelho de Jesus Cristo.</p>

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		<title>A.W.Tozer &#8211; Breve Consideração Bibliográfica</title>
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		<pubDate>Thu, 20 May 2010 00:40:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[A. W. Tozer]]></category>
		<category><![CDATA[citações]]></category>
		<category><![CDATA[leitura recomendada]]></category>
		<category><![CDATA[manifesto]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[ Aiden Wilson Tozer nasceu em 21 de abril de 1897 em La Jose na Pensilvania, EUA, e foi para o Senhor em 12 de maio de 1963 aos 66 anos de idade. Foi um pastor na Aliança Cristã e Missionária de 1919 a 1963 e editor da publicação Alliance weekly (Aliança semanal) agora conhecido como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Aiden Wilson Tozer nasceu em 21 de abril de 1897 em La Jose na Pensilvania, EUA, e foi para o Senhor em 12 de maio de 1963 aos 66 anos de idade. Foi um pastor na Aliança Cristã e Missionária de 1919 a 1963 e editor da publicação Alliance weekly (Aliança semanal) agora conhecido como Alliance life (Vida de Aliança) de 1950 a 1963. Durante sua vida, Tozer escreveu muitos livros e artigos, esses publicados enquanto esteve vivo. Não freqüentou seminário, mas adquiriu grande conhecimento bíblico. Suas pregações causavam forte impacto nas pessoas. Os mais de 40 livros escritos lhe renderam dois doutorados honorários.</p>
<p><span id="more-1022"></span></p>
<p>Os livros de A. W. Tozer não são apenas livros, mas ensinamentos práticos e sérios para quem quer viver uma vida cristã séria e parecida com Jesus. As mensagens de Tozer não falam sobre como conseguir bênçãos e prosperidade, mas sobre viver impactado pela Bíblia e a vida de Cristo.</p>
<p>Tozer ganhou uma reputação lendária como uma voz profética e ele continua sendo um autor best-seller quase 50 anos depois de sua morte. Suas palavras desafiam os leitores a um relacionamento profundo e de adoração a Deus em reverência e adoração. Poucos autores tem demonstrado um impacto tão profundo como Tozer e seus livros.</p>
<p>Algumas frases célebres de Tozer:</p>
<p>“O cristianismo de hoje não transforma as pessoas. Pelo contrário, está sendo transformado por elas. Não está elevando o nível moral da sociedade; está  descendo ao nível da própria sociedade, congratulando-se com o fato de que conseguiu uma vitória, porque a sociedade está sorrindo enquanto o cristianismo aceita a sua própria rendição!”.</p>
<p>“Existe uma maldição antiga que permanece conosco até hoje – a disposição da sociedade humana de ser completamente absorvida por um mundo sem Deus.”</p>
<p>“se o barro não se entregar totalmente, o oleiro nada pode fazer”.</p>
<p>“para orar com eficiência, precisamos querer o que Deus quer – isso e somente isso é orar conforme a vontade de Deus”.</p>
<p>“é muito improvável que Deus use uma pessoa que nunca sofreu profundamente uma dor”.</p>
<p>“A oração em seu momento mais santo é o entrar na presença de Deus, num momento de bendita união, de uma forma que faz com que os milagres pareçam enfadonhos e as respostas extraordinárias às orações algo muito menos admirável por comparação”.</p>
<p>“Por sermos espiritualmente preguiçosos, tendemos a gravitar na direção mais fácil a fim de esclarecer nossas questões religiosas, tanto para nós mesmos como para outros; assim sendo, a fórmula “Aceite Cristo” tornou-se uma panacéia de aplicação universal, e acredito que tem sido fatal para muitos”.</p>
<p>“O que vem à nossa mente quando pensamos em Deus é o que existe de mais importante a nosso respeito”.</p>
<p>“Há no cosmos, vivo e que respira, algo misterioso, maravilhoso e tremendo, acima da compreensão de todas as mentes. O crente não alega entender tudo. Ele cai de joelhos e sussurra: Deus!”</p>
<p>“Enquanto a liderança espiritual não voltar a ser ocupada por homens que preferem a obscuridade, continuaremos a presenciar uma constante deterioração da qualidade do cristianismo popular, e possivelmente chegaremos ao ponto em que o Espírito Santo, entristecido, se retirará, como a glória de Deus se apartou do templo”.</p>
<p>“Adoração é a jóia perdida da Igreja Evangélica”.</p>
<p>“Deus prefere adoradores a trabalhadores; de fato, os únicos trabalhadores aceitáveis são aqueles que aprenderam a arte da Adoração”.</p>
<p>“A vida em que o Espírito habita não é uma edição de luxo do cristianismo que deve ser desfrutada por determinados cristãos extraordinários e privilegiados que, por acaso, são melhores e mais sensíveis do que o restante. Ao contrário, é o estado normal para todo o homem e mulher remido em todo o mundo”.</p>
<p>“Deus não se curvou à nossa pressa nervosa, nem adotou os métodos de nossa era imediatista. O homem que deseja conhecer a Deus precisa dedicar-lhe tempo. Muito tempo”.</p>
<p>“Encontrar-se com o Senhor, e mesmo assim continuar a buscá-lo, é o paradoxo da alma que ama a Deus”.</p>
<p>“Estar crucificado implica em três coisas: Primeiro, o crucificado tem os olhos sempre voltados para uma só direção; segundo, ele não pode voltar atrás; terceiro, ele não tem mais planos próprios”.</p>
<p>“Nunca ouça um homem que não ouve a Deus”.</p>
<p>“O homem que está crucificado tem os olhos voltados para uma só direção… Ele não pode olhar para trás. O homem crucificado está olhando apenas uma direção, que é a direção de Deus, de Cristo e do Espírito Santo …. O homem na cruz não tem mais planos para si … Mas alguém fez planos para eles, e quando eles o pregaram naquela cruz, todos os seus planos desapareceram. Quando você se dispõe a morrer na cruz, você diz adeus – você não vai voltar!”</p>
<p>“O primeiro sinal da decadência de uma igreja é o abandono do alto conceito de Deus”</p>
<p>“Por causa do que tenho pregado não sou bem recebido em quase nenhuma igreja na América do Norte”.</p>
<p>“Se as insondáveis riquezas de Cristo não merecem que por elas soframos, é bom saber disso agora e parar de brincar de religião”.</p>
<p>“Se enxergo corretamente, a cruz do evangelicalismo popular não é a mesma cruz que a do Novo Testamento”.</p>
<p>“Um cristão verdadeiro é uma pessoa estranha em todos os sentidos. Ele sente um amor supremo por alguém que ele nunca viu; conversa familiarmente todos os dias com alguém que não pode ver; espera ir para o céu pelos méritos de outro; esvazia-se para que possa estar cheio; admite estar errado para que possa ser declarado certo; desce para que possa ir para o alto; é mais forte quando ele é mais fraco; é mais rico quando é mais pobre; mais feliz quando se sente o pior. Ele morre para que possa viver; renuncia para que possa ter; doa para que possa manter; vê o invisível, ouve o inaudível e conhece o que excede todo o entendimento”.</p>
<p>“Um cristianismo sem poder não faz nenhuma diferença fundamental na vida de um homem. A água pode mudar de líquido para vapor, de vapor para neve e de novo para líquido, e continua fundamentalmente sendo a mesma coisa. Assim, o cristianismo sem poder faz no homem diversas mudanças superficiais, porém, deixando-o exatamente igual ao que era antes”.</p>

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		<title>Pérolas de sabedoria.</title>
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		<pubDate>Tue, 18 May 2010 05:32:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[pérolas de sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando o &#8220;eu&#8221; não é negado, ele é necessariamente adorado. Osmar Ludovico.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando o &#8220;eu&#8221; não é negado, ele é necessariamente adorado.</p>
<p>Osmar Ludovico.</p>

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		<title>A Graça de se repartir e a benção do suprimento &#8211; por Carlos Bregantim.</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 21:28:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[citações]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[leitura recomendada]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Paulo, o apóstolo, em resposta à generosidade dos irmãos Filipenses, expressa sua gratidão com uma palavra das mais graciosas que se lê no texto do Novo Testamento:      &#8220;O MEU DEUS, SUPRIRÁ TODAS AS NECESSIDADES DE VOCÊS DE ACORDO COM AS SUAS GLORIOSAS RIQUEZAS EM CRISTO JESUS&#8221; Filipenses 4.19 . Lendo mais uma vez, lenta e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo, o apóstolo, em resposta à generosidade dos irmãos Filipenses, expressa sua gratidão com uma palavra das mais graciosas que se lê no texto do Novo Testamento: </p>
<p><strong> <span id="more-1017"></span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>&#8220;O MEU DEUS, SUPRIRÁ TODAS AS NECESSIDADES DE VOCÊS DE ACORDO COM AS SUAS GLORIOSAS RIQUEZAS EM CRISTO JESUS&#8221; Filipenses 4.19</strong> .</p>
<p>Lendo mais uma vez, lenta e calmamente a carta deliciosa de Paulo aos queridos filipenses, a carta da alegria, a carta da gratidão, descanso nesta promessa que o apóstolo profere a favor de todos os que se repartem generosamente. Sim, é no contexto da generosidade que Paulo acalma e gera esperança nos corações dos doadores. </p>
<p>Sim, irmãos que sem nenhum tipo de barganha, se repartiram com Paulo, provendo-lhe o suficiente para aquele tempo. </p>
<p>Repetem o mesmo gesto dos irmãos macedónios  de II Corintios 8.4, que entendiam que se repartirem com os irmãos em Jerusalém era uma graça a ser conquistada.</p>
<p>Para mim, os textos mais estimulantes e que me encorajam a doar, a me repartir são estes que junto ao da multiplicação dos peixes e pães. Lucas 9.10-17. </p>
<p>É assim que o suprimento acontece entre os que amam ao Senhor e se repartem com o outro, o próximo, os necessitados. </p>
<p>Entendo que só podem se apropriar desta promessa de suprimento que Paulo profere a favor dos irmãos filipenses, os que se lançam neste ambiente da generosidade.  </p>
<p>Gente que antes de quererem tudo pra si, repartem o que tem com o outro. Gente que tem olhos pra ver os que estão a sua volta e não encolhem suas mãos. Gente que sem qualquer barganha suprem a mesa de muitos com sua generosidade.</p>
<p>Gente que trabalha duro, mas, faz do fruto do seu trabalho instrumento de bênçãos nas vidas de muitos. Gente que, as vezes, não tem o suficiente pra si, mas, seus corações são tão agradecidos que mesmo assim, doam-se, repartem-se. </p>
<p>Conheço gente assim. Gente que passou a vida toda trabalhando para poder se repartir com os que servem ao Senhor em frentes as mais variadas. </p>
<p>Gente como Febe, mantenedora de Paulo que tinha seu próprio negocio e que parte dos seus recursos adquiridos eram para que o Evangelho chegasse alem das fronteiras. </p>
<p>Gente como Aquila e Priscila que eram fabricantes de tendas e eram parceiros de Paulo, tanto para abrigá-lo, quanto para permitir-lhe buscar seu próprio sustento trabalhando com eles. É para esta gente. É pra este tipo de contexto. É pra os que assim procedem que há esta promessa de suprimento, sobretudo, suprimento nas riquezas que há em Cristo Jesus. Há esta garantia de segurança pra alem da materialidade, da efemeridade.</p>
<p>É óbvio, uma promessa que garante riquezas eternas, não excluí os cuidados terrenos, pois, um Deus que se propõe cuidar de nós por toda eternidade, claro, é Deus pra cuidar de nós aqui. </p>
<p>O que desejo com esta palavra é encorajar você a visitar este ambiente da GRAÇA DE SE REPARTIR. </p>
<p>Desejo estimular você a frequentar este ambiente da generosidade. Digo isto porque visitando e frequentando este ambiente, você é automaticamente remetido para o ambiente da generosidade do Eterno sobre sua vida. </p>
<p>Vai aqui uma orientação.  </p>
<p>Reparta-se com o que, e quem você conhece de preferência.</p>
<p>Informe-se sobre as pessoas com as quais você reparte seus recursos. </p>
<p>Busque se repartir com os que de alguma forma de fato estão contribuindo para que as pessoas sejam melhores. Melhores seres humanos. Melhores umas as outras. </p>
<p>Contribua com pessoas que podem ser auditoradas com facilidade, isto é, da pra saber onde elas estão aplicando os recursos que recebem. </p>
<p>Contribua com quem esta cuidando de gente e gasta o mínimo em estrutura. </p>
<p>Contribua com gente que não esteja a serviço de suas instituições gananciosas que os torna gananciosos também ou vive-versa. </p>
<p>Não deixe os de sua casa passarem necessidades se você tem como ajudar. </p>
<p>Pais, cuidem de seus filhos.  </p>
<p>Filhos, cuidem de seus pais. </p>
<p>Cuidem dos de sua família.  </p>
<p>Observe na sua vizinhança e, havendo necessitados, cuide deles. </p>
<p>Se você faz parte de alguma comunidade que busca cuidar um do outro, contribua com ela. </p>
<p>Valorize os que vão aos hospitais, cadeias, velórios, pois, estes é que te visitarão na hora da dor. </p>
<p>É isto, reparta-se com consciência, liberalidade, generosidade e responsabilidade. </p>
<p>Nunca, nada faltará aos que se doam, se repartem, e se deixam levar pela generosidade. </p>
<p>Obrigado por voce que tem agido assim comigo, isto é, com generosidade, pois, minha mesa e a de muitos tem sido suprido com o que voce tem repartido comigo. </p>
<p>A voce repito as palavras de Paulo, o apóstolo:</p>
<p> <strong>&#8220;O MEU DEUS, SUPRIRÁ TODAS AS NECESSIDADES DE VOCÊS DE ACORDO COM AS SUAS GLORIOSAS RIQUEZAS EM CRISTO JESUS&#8221; Filipenses 4.19</strong> </p>
<p>Graça, paz &amp; bem a voce e a sua casa e todos os seus queridos. </p>
<p>Bjo carinhoso. </p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Carlos Bregantim.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong><br />
 <br />
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		<title>Arrependa-se ou pereça eternamente.</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 13:01:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estas foram as palavras do Filho encarnado de Deus. Elas nunca foram canceladas; e não serão, enquanto este mundo durar. O arrependimento é absoluto e necessário se é para o pecador fazer paz com Deus (Isaías 27:5), porque arrependimento é o lançar fora as armas da rebelião contra Ele. O arrependimento não salva, todavia nenhum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estas foram as palavras do Filho encarnado de Deus. Elas nunca foram canceladas; e não serão, enquanto este mundo durar. O arrependimento é absoluto e necessário se é para o pecador fazer paz com Deus (Isaías 27:5), porque arrependimento é o lançar fora as armas da rebelião contra Ele. O arrependimento não salva, todavia nenhum pecador jamais foi ou será salvo sem ele. Nada senão Cristo salva, mas um coração impenitente não pode recebê-LO.</p>
<p><span id="more-1011"></span></p>
<p>Um pecador não pode crê verdadeiramente até que ele se arrependa. Isto é claro a partir palavras de Cristo concernente o Seu precursor, &#8220;Pois João veio a vós no caminho da justiça, e não lhe deste crédito, mas os publicanos e as meretrizes lho deram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para crerdes nele&#8221; (Mateus 21:32). Isso é também evidente a partir de Sua chamada como trombeta em Marcos 1:15, &#8220;Arrependei-vos, e crede no evangelho&#8221;. Isto é o porque o apóstolo Paulo testificava &#8220;o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus&#8221; (Atos 20:21). Não faça confusão neste ponto querido leitor, Deus &#8220;ordena agora que todos os homens em todo lugar se arrependam&#8221; (Atos 17:30).</p>
<p>Em requerer arrependimento de nós, Deus está pressionando Suas justas reivindicações sobre nós. Ele é infinitamente digno de supremo amor e honra, e de universal obediência. Isto nós temos impiamente Lhe negado. Tanto um reconhecimento como uma correção disto é requerido de nós. Nossa desafeição por Ele e nossa rebelião contra Ele devem ser reconhecidas e exterminadas. Dessa forma, o arrependimento é uma compreensão profunda de quão terrivelmente tenho falhado, durante toda minha vida, em dar a Deus Seu justo lugar em meu coração e em meu andar diário.</p>
<p>A justiça da demanda de Deus por meu arrependimento é evidente se considerarmos a natureza hedionda do pecado. Pecado é uma renúncia dAquele que me fez. É Lhe recusar Seu direito de me governar. É a determinação de agradar a mim mesmo; assim, é uma rebelião contra o Altíssimo. O pecado é uma ilegalidade espiritual, e uma indiferença absoluta à autoridade de Deus. Ele está dizendo em meu coração: Eu não me importo com o que Deus requeira, eu vou seguir o meu próprio caminho; eu não me importo com o que Deus reivindique de mim, eu serei o senhor de mim mesmo. Leitor, você não percebe que é assim que você tem vivido?</p>
<p>O arrependimento verdadeiro origina-se a partir de uma compreensão no coração, operado neste pelo Espírito Santo, da excessiva malignidade do pecado, do terror de ignorar as reivindicações dAquele que me fez, de desafiar Sua autoridade. Ele é conseqüentemente um santo ódio e horror do pecado, uma profunda tristeza por ele, e o reconhecimento dele diante de Deus, e um completo abandono dele de coração. Até que isto tinha sido feito, Deus não nos perdoará. &#8220;O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia&#8221; (Provérbios 28:13).</p>
<p>No verdadeiro arrependimento o coração se volta para Deus e reconhece: Meu coração tem sido posto sobre um mundo vão, que não pode satisfazer as necessidades de minha alma; eu Te abandonei, a fonte de águas vivas, e me voltei para cisternas rotas que nada retêm: eu agora reconheço e lamento minha tolice. Ele ainda diz mais: eu tenho sido uma criatura desleal e rebelde, mas eu não mais serei assim. Eu agora desejo e determino com todo meu poder servir e obedecer a Ti como meu único Senhor. Eu me entrego a Ti como minha presente e eterna Porção.</p>
<p>Leitor, seja você um Cristão professante ou não, é arrepender ou perecer. Para cada um de nós, membro de igreja ou não, é voltar ou queimar; voltar da direção da obstinação e auto-satisfação; voltar para Deus com um coração quebrantado, procurar Sua misericórdia em Cristo; voltar com total propósito de coração de Lhe agradar e servir: ou ser atormentado dia e noite, para sempre e sempre, no Lago de Fogo. Qual deve ser sua porção? Oh, ajoelhe-se agora mesmo e implore a Deus que te dê o espírito de verdadeiro arrependimento.</p>
<p>&#8220;Sim, Deus, com a sua destra, o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e remissão de pecados&#8221; (Atos 5:31).</p>
<p>&#8220;Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar; mas a tristeza do mundo opera a morte&#8221;. (2 Coríntios 7:10).</p>

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		<title>A Graça da providência Divina</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 12:53:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A obra preservadora de Deus necessita ser diferenciada da obra da criação, ainda que sejam inseparáveis. A preservação é uma obra divina grande e grandiosa, não menor do que criar novas coisas do nada. A criação produz a existência; a preservação é persistência na existência. A providência é conhecida por todas as pessoas de alguma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A obra preservadora de Deus necessita ser diferenciada da obra da criação, ainda que sejam inseparáveis. A preservação é uma obra divina grande e grandiosa, não menor do que criar novas coisas do nada. A criação produz a existência; a preservação é persistência na existência. A providência é conhecida por todas as pessoas de alguma forma, ainda que não como o cuidado misericordioso e amoroso de um Pai Celestial. A providência não é meramente presciência, mas envolve a vontade ativa de Deus governando todas as coisas e inclui a preservação, a concorrência e o governo. A noção de concorrência foi desenvolvida para se prevenir do Panteísmo por um lado, e do Deísmo por outro. No primeiro, a providência coincide com o curso da natureza como uma necessidade cega; no último, a providência acontece por pura casualidade e Deus é removido do mundo. Dessa forma, se intenta exaltar a autonomia humana; para que a humanidade tenha liberdade, Deus deve estar ausente ou ficar sem poder. A soberania de Deus é vista como uma ameaça para a humanidade. Ainda que a doutrina da providência de Deus cubra de maneira lógica o alcance total de todos os decretos de Deus, estendendo-se a todos os tópicos cobertos na dogmática, é preferível limitar a discussão à relação de Deus com Sua criação e Suas criaturas. A providência inclui o cuidado de Deus através da causalidade secundária de ordem da lei criada, tal e como Ele o sustenta. Assim, pois, o milagre não é uma violação da lei natural, posto que Deus não está menos envolvido em manter a ordem ordinária do mundo natural criado. É o elevado respeito que o Cristianismo tem pela ordem natural da criação que alentou a ciência e a tornou possível. A postura Cristã para com a ordem da criação nunca é um fatalismo; a astrologia é superstição vergonhosa. A providência de Deus não anula as causas secundárias ou a responsabilidade humana. O governo aponta para a meta final da providência: a perfeição do governo majestoso do Rei. Ainda que seja correto em certas ocasiões falar em “permissão” divina, esta não deve ser interpretada de tal maneira que negue a soberania ativa de Deus sobre o pecado e o juízo. Ainda que sobrem enigmas para o entendimento humano da providência, esta doutrina oferece consolação e esperança ao crente. Deus é o Pai Todo-Poderoso: Ele é capaz, e está desejoso, de fazer com que todas as coisas cooperem para o nosso bem.</p>
<p><span id="more-1007"></span></p>
<p>Quando Deus completou a obra que tinha feito, Ele descansou no sétimo dia de toda Sua obra (Gênesis 2:2; Êxodo 20:11; 31:17). Desta maneira, a Escritura descreve a transação da obra da criação para obra da preservação. Como a Escritura também esclarece (Isaías 40:28), este descanso não foi ocasionado por fatiga, nem consistia em que Deus estava ali fazendo nada. O criar, para Deus, não é trabalho, e o preservar não é descanso. O “descanso” de Deus indica unicamente que Ele cessou de produzir novas classes de coisas (Eclesiastes 1:9,10); que a obra da criação, no sentido limitado e verdadeiro de produzir coisas do nada (<em>productio rerum ex nihilo</em>), havia terminado; e que Ele se deleitava em Sua obra completada com satisfação divina (Gênesis 1:31; Êxodo 31:17; Salmos 104:31). [1] A criação agora passa a ser preservação.</p>
<p>As duas coisas são tão fundamentalmente distintas que podem ser comparadas como labor e descanso. Ao mesmo tempo estão tão intimamente relacionadas e unidas uma a outra, que a própria preservação pode ser chamada “criação” (Salmos 104:30; 148:5; Isaías 45:7; Amós 4:13). A própria preservação, no final das contas, é também uma obra divina, não menor e nem menos gloriosa do que a criação. Deus não é um Deus ocioso (<em>deus otiosus</em>). Ele sempre trabalha (João 5:17) e o mundo não tem existência por si mesmo. Desde o momento que chegou a existir, tem existido somente em e através e para Deus (Neemias 9:6; Salmos 104:30; Atos 17:28; Romanos 11:36; Colossenses 1:15; Hebreus 1:3; Apocalipse 4:11). Ainda que distinto do Seu Ser, não tem uma existência independente; a independência equivale à não-existência. Todo o mundo com tudo o que há e ocorre nele, está sujeito ao governo divino. O verão e o inverno, o dia e a noite, os anos frutíferos e os não frutíferos, a luz e as trevas — tudo é Sua obra e tudo é formado por Ele (Gênesis 8:22; 9:14; Levítico 26:3ss; Deuteronômio 11:12ss; Jó 38; Salmo 8, 29, 65, 104, 107, 147; Jeremias 3:3; 5:24; Mateus 5:45, etc.). A Escritura nada conhece de criaturas independentes; isso seria uma incongruência. Deus cuida de todas as Suas criaturas: dos animais (Gênesis 1:30; 6:19; 7:2; 9:10; Jó 38:41; Salmos 36:7; 104:27; 147:9; Joel 1:20; Mateus 6:26, etc.) e particularmente dos seres humanos. Ele contempla todas elas (Jó 34:21; Salmos 33:13, 14; Provérbios 15:3); forma o coração de todas elas e observa todos os seus feitos (Salmos 33:15; Provérbios 5:21); todas elas são a obra de Suas mãos (Jó 34:19), o rico tanto quanto o pobre (Provérbios 22:2). Ele determina os limites de Sua habitação (Deuteronômio 32:8; Atos 17:26), inclina os corações de todos (Provérbios 21:1), dirige os passos de todos (Provérbios 5:21; 16:9; 19:21; Jeremias 10:23, etc.), e opera, segundo Sua vontade, com os exércitos do céu e os habitantes da terra (Daniel 4:35). Eles são em Sua mão como barro nas mãos do oleiro, e como uma serra na mão de quem a usa (Isaías 29:16; 45:9; Jeremias 18:5; Romanos 9:20, 21).</p>
<p>O governo providencial de Deus se estende mui particularmente sobre Seu povo. Toda a história dos patriarcas, de Israel, da Igreja, e de cada crente, é prova disto. O que outras pessoas explicam como sendo um mau contra elas, Deus o transforma em bem (Gênesis 50:20; nenhuma arma forjada contra eles prosperará (Isaías 54:17); até o cabelo de sua cabeça estão todos contados (Mateus 10:20); todas as coisas cooperam para o seu bem (Romanos 8:28). Assim, todas as coisas criadas existem pelo poder e debaixo do governo de Deus; nem a casualidade nem a sorte são conhecidas pelas Escrituras (Êxodo 21:13; Provérbios 16:33). É Deus quem faz com que todas as coisas operem segundo o conselho de Sua vontade (Efésios 1:11) e faz com que todas as coisas estejam ao serviço da revelação de Seus atributos, para a honra de Seu nome (Provérbios 16:4; Romanos 11:36). A Escritura resume tudo isto de maneira formosa ao falar repetidamente de Deus como um Rei que governa todas as coisas (Salmos 10:16; 24:7, 8; 29:10; 44:5; 47:7; 74:12; 115:3; Isaías 33:22, etc.). Deus é Rei: o Rei dos rei e Senhor dos senhores; um Rei que em Cristo é um Pai para Seus súditos e um Pai que é ao mesmo tempo um Rei sobre Seus filhos. Entre as criaturas, no mundo dos animais, os humanos e os anjos, tudo o que se encontra na forma de cuidado, amor e proteção de uns para com outros, é uma sombra leve da ordem providencial de Deus sobre todas as obras de Suas mãos. Seu poder absoluto e Seu perfeito amor, por conseguinte, são o verdadeiro objeto da fé na providência refletida na Sagrada Escritura.</p>

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		<title>Nota de Falecimento</title>
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		<pubDate>Wed, 05 May 2010 11:46:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Registro aqui, minha consternação, homenagens e muitas saudades a um dos homens que mais me encorajaram durante toda minha vida na caminhada cristã. Agradeço imensamente ao Senhor por anos de amizade, aprendizado, conselhos, dedicação e companhia. Pr. Sidnei Rodrigues Barbosa, meu irmão, nos encontraremos na presença do Eterno !. (1962 &#8211; 2010) &#8220;Preciosa é aos olhos do Senhor a morte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Registro aqui, minha consternação, homenagens e muitas saudades a um dos homens que mais me encorajaram durante toda minha vida na caminhada cristã. Agradeço imensamente ao Senhor por anos de amizade, aprendizado, conselhos, dedicação e companhia. Pr. Sidnei Rodrigues Barbosa, meu irmão, nos encontraremos na presença do Eterno !.</p>
<p>(1962 &#8211; 2010)</p>
<p>&#8220;Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos Seus santos&#8221; &#8211; Salmos 116:15.</p>
<p>por Claudio E. Fonseca.</p>
<p><a href="http://www.caminhocristao.com/wp-content/uploads/2010/05/87F87FY.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-997" title="87F87FY" src="http://www.caminhocristao.com/wp-content/uploads/2010/05/87F87FY-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></p>

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		<title>O Amor</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 18:34:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13:13). “O fim do mandamento”, diz Paulo, “é o amor” (1 Timóteo 1:5). É uma graça que todos professam admirar. Ela parece ser uma coisa clara e prática que todo mundo pode entender. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13:13).<br />
“O fim do mandamento”, diz Paulo, “é o amor” (1 Timóteo 1:5). É uma graça que todos professam admirar. Ela parece ser uma coisa clara e prática que todo mundo pode entender. Não é um “daqueles pontos doutrinários molestos” sobre os quais os cristãos discordam. Milhares, supeito eu, não se envergonhariam de dizer que não sabem nada sobre justificação, regeneração, a obra de Cristo ou sobre o Espírito Santo. Porém, ninguém, creio eu, gostaria de dizer que não sabe nada sobre o amor! Até mesmo os homens que não possuem uma religião sempre se vangloriam de possuir “amor”. Umas poucas reflexões sobre o amor nos serão proveitosas. Há noções falsas sobre o amor que precisam ser dissipadas. Há enganos sobre ele que requerem retificações. Em minha admiração do amor, não me submeto a ninguém. Porém, atrevo-me a dizer que em muitas mentes, o tema parece estar completamente mal-compreendido.</p>
<p><span id="more-994"></span></p>
<p>I. Primeiro, deixe-me mostrar “o lugar que a Bíblia dá ao amor”.</p>
<p>II. Segundo, deixe-me mostrar “o que é realmente o amor da Bíblia”.</p>
<p>III. Terceiro, deixe-me mostrar, “de onde procede o verdadeiro amor”.</p>
<p>IV. E por último, deixe-me mostrar “o porque o amor é &#8216;a maior&#8217; das graças”.<br />
Eu peço a sincera atenção de meus leitores ao assunto. O desejo do meu coração e a minha oração a Deus, é que o crescimento do amor possa ser promovido neste mundo sobrecarregado de pecado. Em nenhum outro lugar a condição caída do homem se mostra tão forte como na escassez do amor cristão. Há pouca fé na terra, pouca esperança, pouco conhecimento das coisas divinas. Mas nada, depois de tudo, é tão escasso como o amor real.<br />
I. Primeiro, deixe-me mostrar “o lugar que a Bíblia dá ao amor”.</p>
<p>Começo com este ponto para estabelecer a imensa importância prática do meu assunto. Não me esqueço que há muitos cristãos nestes dias que quase recusam olhar para algo prático no Cristianismo. Eles não falam sobre nada, senão de duas ou três doutrinas favoritas. Quero recordar a meus leitores que a Bíblia contém conteúdo prático tanto quanto doutrinário, e que uma coisa para a qual ela atribui grande importância é o “amor”.</p>
<p>Voltemos nossa atenção para o Novo Testamento, e observemos o que nos é dito sobre o amor. Em todas as investigações religiosas, não há nada como deixar que a Escritura fale por si mesma. Não há melhor maneira de encontrar a verdade do que recorrer ao velho caminho de se voltar para os textos simples da Bíblia. Os textos foram as armas do nosso Senhor, tanto nas respostas a Satanás, como nas argumentações com os judeus. Os textos são os guias aos quais nunca devemos nos envergonhar de nos referir a eles, nos dias presentes — O que a Escritura diz? O que está escrito? Como você a lê?</p>
<p>Ouçamos o que Paulo diz aos coríntios: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria” (1 Coríntios 13:1-3).</p>
<p>Ouçamos o que Paulo diz aos colossenses: “E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição” (Colossenses 3:14).</p>
<p>Ouçamos o que Paulo diz a Timóteo: “Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1 Timóteo 1:5).</p>
<p>Ouçamos o que Pedro diz: “Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados” (1 Pedro 4:8).</p>
<p>Ouçamos o que nosso Senhor Jesus Cristo diz sobre este amor: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.”. Sobretudo, ouçamos o relato do nosso Senhor do juízo final, e observe a falta de amor que condenará milhões: “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber” (Mateus 25:41-42).</p>
<p>Ouçamos o que Paulo diz aos romanos: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei” (Romanos 13:8).</p>
<p>Ouçamos o que Paulo diz aos efésios: “E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” (Efésios 5:2).</p>
<p>Ouçamos o que João diz: “Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor ” (1 João 5:7-8).</p>
<p>Não farei comentário algum sobre estes textos. Penso que será melhor deixá-los diante dos meus leitores em sua eloqüente simplicidade, e deixá-los falar por si mesmos. Se alguém está disposto a pensar que o assunto deste artigo é insignificante, apenas pedirei a ele que olhe para estes textos, e pense novamente. Aquele que desce o “amor” do santo e alto lugar que ele ocupa na Bíblia, e o trata como um assunto de importância secundária, deve acertar as contas com a Palavra de Deus. Eu certamente não gastarei tempo argumentando com tal pessoa.</p>
<p>À minha mente, a evidência destes textos parece clara, simples e incontrovertível. Eles mostram a imensa importância do amor como uma das “coisas que acompanham a salvação”. Eles provam que é correto demandar a séria atenção de todos que se chamam cristãos, e que aqueles que desprezam o assunto estão apenas expondo sua própria ignorância das Escrituras.<br />
II. Segundo, deixe-me mostrar “o que é realmente o amor da Bíblia”.</p>
<p>Penso que é de grande importância ter visões claras sobre este ponto. É precisamente aqui que os enganos sobre o amor começam. Milhares de pessoas enganam a si mesmas com a idéia de que elas têm “amor”, e isto, devido a uma clara ignorância das Escrituras. O amor delas não é o amor descrito na Bíblia.</p>
<p>(a) <em>O amor da Bíblia não consiste em dar aos pobres. </em>É uma ilusão comum supor isto. Todavia, Paulo nos diz claramente que um homem pode “dar tudo o que ele possui aos pobres” (1 Coríntios 13:3), e não ter amor. Que um homem amoroso “lembrará dos pobres”, não pode haver dúvida (Gálatas 6:10). Que ele fará tudo o que ele pode para assisti-los, aliviá-los e diminuir as suas aflições, não nego nem por um momento. Tudo o que disse é que isto não é, por si só, “amor”. É fácil gastar uma fortuna ao distribuir dinheiro, sopa, pão, cobertores e roupas, e, todavia, estar totalmente destituído do amor da Bíblia.</p>
<p>(b) <em>O amor da Bíblia não consiste em nunca desaprovar a conduta dos demais</em>. Aqui, há outra ilusão muito comum! Milhares de pessoas se orgulham de nunca condenar os outros, ou dizer que eles estão errados, não importa o que eles possam fazer. Eles convertem o preceito de nosso Senhor, “Não julgueis”, numa escusa para não ter opinião desfavorável de ninguém. Eles pervertem Sua proibição de julgamentos precipitados e censuradores numa proibição de todo e qualquer julgamento. Seu próximo pode ser um bêbado, um mentiroso, um homem violento. Não importa! “Não é amor”, eles lhe dizem, “dizer que ele está errado”. Você deve crer que ele, no fundo, tem um bom coração! Esta idéia de amor é, infelizmente, muito comum. É cheia de prejuízo. Lançar um véu sobre o pecado, e recusar chamar as coisas pelos seus devidos nomes — falar de “corações bons”, quando as vidas são eloqüentemente más — é fechar os nossos olhos contra a impiedade, e escusar sua imoralidade — este não é o amor da Escritura.</p>
<p>(c) <em>O amor da Bíblia não consiste em nunca desaprovar as opiniões religiosas de outras pessoas</em>. Aqui há outra ilusão muito séria e crescente. Há muitos que se orgulham de nunca se pronunciar contra os outros, não importa quais visões eles possam sustentar. Seu próximo, por exemplo, pode ser um Católico Romano, ou um Mórmon. Mas o “amor” diz que você não tem o direito de pensar que ele está errado! Se ele é sincero, seria “falta de amor” pensar desfavoravelmente de sua condição espiritual. Que Deus me livre sempre de tal amor! Nesta avaliação, o Apóstolo estaria errado ao ir pregar aos gentios! Nesta avaliação, não há utilidade em missões! Nesta avaliação, seria melhor fecharmos nossas Bíblias e trancarmos nossas igrejas! Todo mundo está certo, e ninguém está errado! Todo mundo está indo para o céu, e ninguém está indo para o inferno!</p>
<p>Tal amor é uma caricatura monstruosa. Dizer que todos estão igualmente certos em suas opiniões, embora suas opiniões contradigam diretamente umas às outras — dizer que todos estão igualmente a caminho do céu, embora seus sentimentos doutrinários sejam tão opostos como o é o preto e o branco — este não é o amor da Escritura. Amor como este derrama desprezo sobre a Bíblia, e fala como se Deus não nos tivesse dado uma norma escrita da verdade. Amor como este confunde nossas noções de céu e enche-as com discordância e desarmonia. O amor verdadeiro não pensa que tudo mundo está certo em suas doutrinas. O amor verdadeiro clama — “Não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1 João 4:1). “Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis” (2 João 1:10).</p>
<p>Eu deixo o lado negativo da questão aqui. Eu o tratei com uma certa extensão, por causa dos dias nos quais vivemos e devido às noções estranhas que abundam. Voltemos agora para o lado positivo. Tendo mostrado o que o amor não é, deixe-me mostrar o que ele é.</p>
<p>Amor é aquele “amor” que Paulo coloca como primeiro entre aqueles frutos produzidos no coração de um crente. “O fruto do Espírito é amor” (Gálatas 5:22). Amar a Deus, tal como Adão amava antes da queda, é a sua primeira característica. Aquele que tem amor, deseja amar a Deus de coração, alma, mente e força. O amor pelos homens é a segunda característica. Aquele que tem amor, deseja amar seu próximo como a si mesmo. Esta é realmente aquela visão na qual a palavra “amor” na Escritura é mais especialmente considerada. Quando falo de um crente tendo “amor” em seu coração, quero dizer que ele tem amor tanto por Deus como pelos homens. Quando falo de um crente tendo “amor”, quero dizer mais particularmente que ele tem amor pelos homens.</p>
<p>O amor da Bíblia se evidenciará nas ações de um crente. Ele o faz pronto para fazer atos benévolos para com todos os que estão ao seu alcance — tanto a seus corpos como a suas almas. Ele não o deixará contente com palavras ternas e desejos bons. Ele o fará diligente em fazer tudo o que está ao seu poder para diminuir a aflição e aumentar a felicidade dos outros. Como seu Mestre, ele buscará mais o servir do que ser servido, e não esperará nada em retorno. Como o grande Apóstolo do mestre, “se gastará e será gasto” pelos outros, mesmo que eles lhe paguem com ódio, e não com amor. O verdadeiro amor não quer recompensas. Sua obra é sua recompensa.</p>
<p>O amor da Bíblia se evidenciará na prontidão de um crente para suportar o mal bem como para fazer o bem. Ele o faz paciente diante da provocação, perdoador quando injuriado, manso quando injustamente atacado e quieto quando caluniado. Ele o fará suportar, tolerar e perdoar muito mais; fará com que ele freqüentemente se humilhe e negue a si mesmo, tudo por causa da paz. Ele o fará controlar o seu temperamento e refrear sua língua. O verdadeiro amor não está sempre perguntando: “Quais sãos os meus direitos? Eu sou tratado como mereço?” mas, “Como posso promover melhor a paz? Como posso fazer aquilo que é mais edificante para os outros?”.</p>
<p>O amor da Bíblia se evidenciará no “espírito e comportamento geral” de um crente. Ele o fará mais terno, altruísta, de bom caráter, de bom temperamento e respeitoso para com os outros. Ele o fará gentil, amigável e cortês, em todas as relações diárias da vida privada, interessado no conforto dos outros, terno nos sentimentos para com os outros e mais ansioso em dar prazer do que receber. O amor verdadeiro nunca inveja os outros quando eles prosperam, nem se regozija nas calamidades dos outros quando eles estão em problemas. Em todo instante crerá, esperará e tentará ver boa intenção nas ações dos outros. E nas circunstâncias mais difíceis, o amor será cheio de piedade, misericórdia e compaixão.</p>
<p>Você gostaria de saber onde o verdadeiro padrão de amor, como este, pode ser achado? Temos que somente olhar para a vida de nosso Senhor Jesus Cristo, como descrita nos evangelhos, e o veremos perfeitamente exemplificado. O amor é irradiado em tudo o que Ele fez. Sua vida foi um incessante cuidar de fazer o bem. O amar é irradiado em toda Sua maneira de agir. Ele foi continuamente odiado, perseguido, caluniado e distorcido. Mas Ele suportou tudo pacientemente. Nenhuma palavra irada jamais saiu dos Seus lábios. Nenhum temperamento hostil jamais apareceu em Seu comportamento. “O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente”. O amor é irradiado em todo Seu espírito e comportamento. A lei da bondade sempre esteve em Seus lábios. Entre discípulos fracos e ignorantes, entre suplicantes enfermos e atribulados, entre recolhedores de impostos e pecadores, entre fariseus e saduceus, Ele sempre foi o mesmo — terno e paciente para com todos.</p>
<p>E, todavia, lembre-se, nosso bendito Mestre jamais bajulou os pecadores, nem foi conivente com o pecado. Ele nunca recuou de expor a iniqüidade em suas verdadeiras cores, ou de censurar aqueles que nela viviam. Ele nunca hesitou de denunciar a falsa doutrina, quem quer que a sustentasse, ou de exibir as práticas falsas em suas verdadeiras cores e o fim certo para o qual estas coisas tendem. Ele chamou as coisas pelos seus nomes certos. Ele falou tão livremente do inferno e do fogo que não se apaga, como do céu e do reino de glória. Ele deixou registrado uma prova eterna de que o amor perfeito não requer que aprovemos a vida ou opiniões de todos, e que é completamente possível condenar falsa doutrina e prática ímpia, e, todavia, estar cheio de amor ao mesmo tempo.</p>
<p>Meus queridos leitores, acabei de colocar diante de vocês a verdadeira natureza do amor da Escritura. Dei um relato pequeno e breve do que ele não é, e do que ele é. Eu não posso continuar sem sugerir dois pensamentos práticos que pesam na minha mente com grande força, e espero que possa pesar sobre outros.</p>
<p>Você tem ouvido de amor. Pense, por um momento, quão deploravelmente pouco amor há na terra! Quão clara é a ausência do verdadeiro amor entre os cristãos! Eu não falo dos gentios, falo agora dos cristãos. Que temperamentos irados, que paixões, que egoísmo, que línguas amargas são encontradas em famílias privadas! Quantas brigas, querelas, perversidade, malícia, vingança e inveja entre membros de uma igreja! Quanto zelo e contenções entre aqueles de variadas doutrinas! “Onde está o amor?”, podemos bem perguntar. “Onde está o amor? Onde está a mente de Cristo?” quando olhamos para o espírito que reina no mundo. Não nos surpreende que a causa de Cristo não prospere e o pecado abunde, quando os corações dos homens conhecem tão pouco o que é o amor! Certamente, podemos perguntar: “Quando o Filho do homem vier, achará amor na terra?”.</p>
<p>Pense mais uma coisa: que mundo feliz seria este se houvesse mais amor. É a falta de amor que causa a metade da miséria que há sobre a terra. Enfermidade, morte e pobreza não constituem mais do que a metade dos nossos sofrimentos. O resto vem dos temperados descontrolados, naturezas iracundas, conflitos, querelas, malícia, inveja, vingança, fraudes, violência, guerras e coisas semelhantes. Seria um grande passo para a multiplicação da felicidade da humanidade e diminuição dos seus sofrimentos, se todos os homens e mulheres fossem cheios do amor da Escritura.<br />
III. Terceiro, deixe-me mostrar, “de onde procede o verdadeiro amor”.</p>
<p>O amor, como o descrevi, certamente não é natural ao homem. Por natureza, somos todos mais ou menos egoístas, invejosos, irados, maldosos e cruéis. Temos que apenas observar as crianças, quando deixadas por si mesmas, para ver a prova disto. Deixe meninos e meninas crescerem sem treinamento e educação apropriada, e você não verá algum deles possuindo o amor cristão. Observe como alguns deles pensam primeiro em si mesmos, e em seu conforto e vantagem! Observe como outros são cheios de orgulho, paixão e temperamentos maldosos! Como podemos explicar isto? Há somente uma resposta. O coração natural não conhece nada do verdadeiro amor.</p>
<p>O amor da Bíblia nunca será encontrado, exceto num coração preparado pelo Espírito Santo. Ele é uma planta terna, e nunca crescerá, excerto num único tipo de solo. Você pode esperar encontrar uvas nos espinhos, ou figos nos abrolhos, tanto quanto esperar encontrar o amor num coração que não nasceu de novo.</p>
<p>O coração no qual o amor cresce é um coração mudado, renovado e transformado pelo Espírito Santo. A imagem e semelhança de Deus, que Adão perdeu na queda, foi restaurada a ele, não importa quão fraca e imperfeita a restauração possa ser. É “participar da natura divina” pela união com Cristo e pela filiação de Deus; e uma das primeiras características desta natureza é o amor.</p>
<p>Tal coração está profundamente convencido do pecado, odeia o mesmo, foge dele e luta contra ele dia-a-dia. E um dos principais elementos do pecado com o qual ele diariamente luta para sobrepujar, é o egoísmo e a falta de amor.</p>
<p>Tal coração está profundamente consciente de seu grande débito ao nosso Senhor Jesus Cristo. Ele sente continuamente que seu presente conforto, esperança e paz é devido Àquele que morreu por nós na cruz. Como ele pode expressar sua gratidão? O que ele pode oferecer ao seu Redentor? Se não puder fazer nada mais, ele aspirará ser como Ele, seguir os Seus passos, e, como Ele, ser cheio de amor. O fato que “Deus derramou Seu amor em nossos corações, pelo Espírito Santo” é a fonte óbvia do amor cristão. Amor produz amor.</p>
<p>Peço aos meus leitores atenção especial para este ponto. É de grande importância nos dias de hoje. Há muitos que professam admirar o amor, embora eles não tenham nenhum interesse pelo Cristianismo vital. Eles gostam de alguns dos frutos e resultados do evangelho, mas não da única raiz da qual estes frutos podem crescer, ou das doutrinas com as quais eles estão inseparavelmente relacionados.</p>
<p>Centenas que louvam o amor, odeiam ouvir da corrupção do homem, do sangue de Cristo e da obra interior do Espírito Santo. Muitos pais que desejariam que seus filhos crescessem sem egoísmo e com um bom temperamento, não ficariam muito satisfeitos se alguém apresentasse para os seus filhos a necessidade de conversão, arrependimento e fé.</p>
<p>Agora eu desejo protestar contra esta noção de que você pode ter os frutos do Cristianismo sem as raízes — que você pode produzir disposições cristãs sem ensinamento de doutrinas cristãs — que você pode ter amor que se gasta e sofre, sem ter graça no coração.</p>
<p>Eu admito, muito livremente, que de vez aparece alguém que parece ser muito amoroso e amável, sem ter qualquer religião doutrinária distintiva. Mas tais casos são raros e extraordinários, os quais, como exceção, somente provam a verdade da regra geral. E freqüentemente, muito freqüentemente, pode se temer em tais casos que o amor aparente é somente externo, que falha completamente na vida privada. Eu creio firmemente, como regra geral, que você não encontrará o amor como a Bíblia o descreve, exceto no solo de um coração totalmente saturado com a religião da Bíblia. A prática santa não florescerá sem a sã doutrina. O que Deus uniu, é inútil esperar que funcione separadamente.</p>
<p>A ilusão que estou tentando combater é grandemente espalhada pela vasta maioria de novelas, romances e contos de ficção. Quem não sabe que os heróis e heroínas destas obras são constantemente descritos como padrões de perfeição? Eles estão sempre fazendo a coisa certa, dizendo a coisa certa e demonstrando a disposição certa! Eles são sempre bondosos, amáveis, altruístas e perdoadores! E, todavia, você nunca ouve uma palavra sobre sua religião! Em resumo, julgando pela generalidade das obras de ficção, é possível ter uma excelente religião prática sem doutrina, os frutos do Espírito sem a graça do Espírito e a mente de Cristo sem a união com Cristo!</p>
<p>Aqui, em resumo, está o grande perigo das novelas, romances e obras de ficção mais lidas. O maior deles é dar uma falsa ou incorreta visão da natureza humana. Eles pintam os modelos de homens e mulheres como eles deveriam ser, e não como eles são na realidade. Os leitores de tais escritos têm suas mentes cheias de concepções erradas do que o mundo é. Suas noções de humanidade tornam-se visionárias e irreais. Eles estão constantemente procurando por homens e mulheres que eles nunca encontram, e esperando o que eles nunca acham.</p>
<p>Deixe-me suplicar aos meus leitores, uma vez mais, para extrair suas idéias sobre a natureza humana da Bíblia, e não de novelas. Tenho esclarecido em sua mente que não pode haver amor verdadeiro sem um coração renovado pela graça. Um certo grau de bondade, cortesia, amabilidade e boa natureza pode, indubitavelmente, ser visto em muitos que não possuem uma religião vital. Mas a planta gloriosa do amor bíblico, em toda sua plenitude e perfeição, nunca será encontrada sem a união com Cristo e a obra do Espírito Santo. Ensine isto às suas crianças, se você tiver. Enfatize isso nas escolas, se você estiver relacionado com alguma. Ressalte o amor. Não desista de exaltar a graça da bondade, do amor, da boa natureza, da generosidade e do bom temperamento. Mas nunca, nunca esqueça que há apenas uma escola na qual estas coisas podem ser totalmente aprendidas, e esta é a escola de Cristo. O verdadeiro amor vem de cima. O verdadeiro amor é fruto do Espírito. Aquele que deseja tê-lo, deve sentar-se aos pés de Cristo e aprender dEle.<br />
IV. E por último, deixe-me mostrar “o porque o amor é &#8216;a maior&#8217; das graças”.</p>
<p>As palavras de Paulo, sobre este assunto, são distintas e claras. Ele conclui seu maravilhoso capítulo da seguinte maneira: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13:13).</p>
<p>Esta expressão é muito notável. De todos os escritores do Novo Testamento, nenhum, certamente, exalta tanto a “fé” como Paulo. As epístolas aos romanos e aos gálatas abundam em sentenças mostrando sua vasta importância. Pela fé o pecadoe se apropria de Cristo e é salvo. Através da fé somos justificados, e temos paz com Deus. Todavia, aqui, o mesmo Paulo fala de algo que é maior do que a fé. Ele coloca diante de nós as três graças cristãs principais, e pronuncia o seguinte julgamento sobre elas: “o maior destes é o amor”. Tal sentença de tal escritor, demanda atenção especial. O que entendemos quando ouvimos que o amor é maior do que a fé e a esperança?</p>
<p>Não devemos supor, nem por um momento, que o amor pode expiar nossos pecados, ou estabelecer a paz com Deus. Nada pode fazer isto por nós, senão o sangue de Cristo; e nada pode nos dar um interesse no sangue de Cristo, senão a fé. É ignorância bíblica não saber isto. O ofício de justificar e unir a alma a Cristo pertence somente à fé. Nosso amor, e todas as nossas outras graças, são mais ou menos imperfeitas, e não poderiam suportar a severidade do julgamento de Deus. Quando tivermos feito tudo, seremos “servos inúteis” (Lucas 17:10).</p>
<p>Não devemos supor que o amor pode existir independentemente da fé. Paulo não pretendeu colocar uma graça em rivalidade com outra. Ele não quis dizer que um homem pode ter fé, outro esperança e outro amor, e que o melhor deste é o homem que tem amor. As três graças estão inseparavelmente unidas. Onde há fé, sempre haverá amor; e onde há amor, sempre haverá fé. Sol e luz, fogo e calor, gelo e frio, não estão mais intimamente unidos do que fé e amor.</p>
<p>As razões pelas quais o amor é a maior das três graças, parece-me claras e simples. Deixe-me mostrar quais são elas.</p>
<p>(a) <em>O amor é chamado de a maior das graças porque nele há “certa semelhança entre o crente e o seu Deus”</em>. Deus não precisa de fé. Ele não é dependente de ninguém. Não há ninguém superior a Ele em quem Ele deva confiar. Deus não precisa de esperança. Para Ele todas as coisas são certas, seja passado, presente ou porvir. Mas, “Deus é amor”; e quanto mais o Seu povo ama, mais parecidos com o seu Pai no céu eles serão.</p>
<p>(b) <em>Amor é também chamado de a maior das graças, pois “ele é mais útil aos outros”</em>. Fé e esperança, fora de qualquer dúvida, embora preciosas, têm referência especial com o benefício individual do próprio crente. A fé une a alma a Cristo, traz paz com Deus e abre o caminho para o céu. A esperança enche a alma com felizes expectações das coisas do porvir, e, no meio dos muitos desalentos das coisas que vemos, conforta com visões das coisas invisíveis. Mas o amor é preeminentemente a graça que torna um homem útil. É dele que brota as boas obras e a bondade. É a raiz de missões, escolas e hospitais. O amor fez com que os apóstolos gastassem e fossem gastos pelas almas. O amor levanta obreiros para Cristo e faz com que eles continuem trabalhando. O amor aquieta as querelas e põe fim aos conflitos, e neste sentido, “cobre uma multidão de pecados” (1 Pedro 4:8). O amor adorna o Cristianismo e recomenda-o ao mundo. Um homem pode ter fé real, e senti-la, e, todavia, sua fé pode ser invisível aos outros. Mas o amor de um homem não pode ser escondido.<br />
(c) <em>O amor, em último lugar, é a maior das graças porque ele é o único que “perdurará”</em>. De fato, ele nunca morrerá. A fé um dia será engolida pela visão, e a esperança pela certeza. O ofício delas será inútil na manhã da ressurreição, e como antigos almanaques, serão postas de lado. Mas o amor perdurará por todas as eras sem fim da eternidade. O céu será a morada do amor; os habitantes do céu estarão cheios de amor. Um sentimento comum estará no coração de todos, e este, será o amor.</p>
<p>Eu deixo esta parte do meu assunto aqui e passo à conclusão. Em cada um dos três pontos de comparação, eu apenas nomeei as diferenças entre o amor e as outras graças; isto poderia ter sido facilmente alargado. Mas o tempo e o espaço me impedem de fazê-lo. Se eu tiver dito o suficiente para guardar os homens dos enganos sobre o correto significado da “grandeza” do amor, estou contente. O amor, que isto seja sempre lembrado, não pode justificar e apagar os nossos pecados. Nem mesmo a fé pode fazer isto; somente Cristo. Mas o amor nos faz um pouco semelhantes a Deus. O amor é de uma utilidade poderosa para o mundo. O amor continuará existindo e florescendo quando a obra da fé estiver terminada. Certamente, nestes pontos de vista, o amor bem que merece a coroa.</p>
<p>(1) E agora, deixe-me fazer, a cada um em cujas mãos este artigo possa estar, uma simples pergunta. Deixe-me pressionar em suas consciências todo o assunto deste artigo. Você conhece algo da graça sobre a qual estive falando? Você tem amor?</p>
<p>A linguagem forte do Apóstolo Paulo deve certamente lhe convencer que a pergunta que te faço, não é uma que deve ser levemente posta de lado. A graça sem a qual este santo homem poderia dizer, “não sou nada”; a graça que o Senhor Jesus disse expressamente ser a grande marca de Seus discípulos; esta graça, digo, exige a mais séria consideração por parte de todos aqueles que se preocupam com a salvação de suas almas. Ela deveria lhe deixar pensando: “Como isso me afeta? Eu tenho amor?”.</p>
<p>Você talvez tenha algum conhecimento religioso. Você conhece a diferença entre a doutrina verdadeira e a falsa. Você pode, talvez, até citar textos e defender as opiniões que você sustenta. Mas, lembre-se que o conhecimento que é desprovido de resultados práticos na vida e no temperamento, é uma possessão inútil. As palavras do Apóstolo são bem claras: “Se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e não tivesse amor, nada seria” (1 Coríntios 13:2).</p>
<p>Você talvez pense que tem fé. Você pode confiar que é um dos eleitos de Deus e descansar nisso. Mas, certamente você se lembrará que há uma fé de demônio, que é absolutamente inútil, e que a fé dos eleitos de Deus é uma “fé que opera pelo amor” (Gálatas 5:6). Foi quando Paulo lembrou do amor dos tessalonicenses, bem como de sua fé e esperança, que ele disse “Sabemos, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus” (1 Tessalonicenses 1:4 — “<em>Sabemos que Ele vos escolheu</em>”, na versão do autor).</p>
<p>Olhe para a sua vida diária, tanto em casa como fora, e considere que lugar o amor da Escritura tem nela. Qual é o seu temperamento? Qual é a sua conduta com respeito aos membros da sua própria família? Qual é a sua maneira de falar, especialmente nas ocasiões de irritação e provocação? Onde está sua boa natureza, sua cortesia, sua paciência, sua mansidão, sua gentileza e sua tolerância? O que você sabe da mente dAquele que “andou fazendo o bem” — que amou a todos, embora especialmente os Seus discípulos — que retornou o mal com bem, e ódio com bondade, e que teve um coração grande o suficiente para simpatizar com todos?</p>
<p>O que você faria no céu, se chegasse lá sem amor? Que conforto você teria num lar onde o amor fosse uma lei, e o egoísmo e a natureza má fossem completamente impedidos? Sim! Eu receio que o céu não será um lugar para um homem sem amor e de mau-gênio! Observou o que um garoto disse um dia desses? “Se vovô for para o céu, espero que eu e o meu irmão não estejamos lá”. “Por que você diz isso?”, alguém perguntou. O garoto replicou: “Se ele nos ver lá, tenho certeza que ele dirá, como o faz agora, &#8216;O que estes garotos estão fazendo aqui? Tirem-nos do caminho&#8217;. Ele não gosta de nos ver na terra, e suponho que não gostará de nos ver no céu”.</p>
<p>Não dê descanso a você mesmo, até que conheças por experiência o verdadeiro amor cristão. Vá e aprenda dEle que é manso e humilde de coração, e peça que te ensine a amar. Peça ao Senhor Jesus para colocar Seu Espírito dentro de você, para tirar o velho coração, para lhe dar uma nova natureza, e fazê-lo conhecer algo de Sua mente. Clame a Ele, noite e dia, por graça, e não Lhe dê descanso até que você sinta algo daquilo que descrevi neste artigo. Serás verdadeiramente feliz quando puderes entender o que significa “andar em amor”.</p>
<p>(2) Mas, eu não esqueci que estou escrevendo a alguns que não são ignorantes do amor da Escritura, e que desejam sentir mais dele todos os anos. Aos tais darei duas simples palavras de exortação. Elas são estas: “Praticai e ensinai a graça do amor”.</p>
<p>Pratique o amor diligentemente. De todas aquelas graças acima, esta é uma das que mais crescem pelo exercício constante. Tente transportá-la, mais e mais, para cada pequeno detalhe da vida diária. Vigie vossa língua e o vosso temperamento, a cada momento e hora do dia — e especialmente no tratamento com as crianças e familiares próximos. Lembre-se do caráter da mulher excelente: “Abre a sua boca com sabedoria, e a lei da beneficência está na sua língua” (Provérbio s 31:26). Lembre das palavras de Paulo: “Todas as vossas coisas sejam feitas com amor” (1 Coríntios 16:14). O amor deve ser visto tanto nas coisas pequenas como nas grandes. Não se esqueçam, tampouco, das palavras de Pedro: “Tende ardente amor uns para com os outros”; não um amor que dificilmente é uma chama, mas um amor que queime e arda como o fogo, o qual todos ao nosso redor possam ver (1 Pedro 4:8). Pode custar dores e problemas guardar estas coisas em mente. Pode haver pouco encorajamento pelo exemplo dos outros. Mas, persevere. Amor como este traz a sua própria recompensa.</p>
<p>Finalmente, ensine os outros a amar. Sobretudo, ensine às crianças, se você tiver. Lembre-os constantemente que a bondade, bom caráter e boa disposição estão entre as primeiras características que Cristo requer das crianças. Se elas não podem entender muitas doutrinas, podem compreender o amor. A religião de uma criança é de pouca valia, se ela consiste somente em repetir textos e hinos. Apesar de seres úteis, eles são freqüentemente aprendidos sem pensamento, relembrados sem sentimento, recitados sem consideração do seu significado e esquecidos quando a infância se vai. Certamente, deixe que às crianças sejam ensinados textos e hinos; mas, não deixe que tal ensinamento seja tudo na religião deles. Ensine-os a controlar seus temperamentos, a serem bondosos para com os outros, a serem altruístas, de bom caráter, prestativos, pacientes, gentis e perdoadores. Diga-lhes para nunca esquecer do dia de sua morte, ainda que eles vivam tanto quanto Matusalém; diga-lhes que sem amor o Espírito Santo diz que “não somos nada”. Diga-lhes que, “sobre tudo isto, revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição” (Colossenses 3:14).</p>

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		<title>Vida prática e o ensino da Graça.</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 13:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Por favor, leia Romanos 8.26-39; Gênesis 50.15-21</p>
<p>Em 1858, um jovem missionário presbiteriano talentoso chamado John G. Paton, navegou com sua esposa e seu pequeno filho para as ilhas New Hebrides no Pacífico Sul para começar um trabalho missionário entre os ilhéus. Após alguns meses de sua chegada, sua esposa e seu filho morreram, deixando-o sozinho no trabalho. Em agosto de 1876, um jovem teólogo talentoso chamado Benjamin Breckinridge Warfield e sua esposa, estavam em lua-de-mel na Alemanha. Durante a visita aos pontos turísticos da região da Floresta Negra, eles foram pegos de surpresa por uma terrível tempestade, e algo aconteceu com sua esposa que nunca foi completamente explicado, submetendo-a a uma invalidez para o resto da vida.</p>
<p><span id="more-990"></span></p>
<p>Na década de 1950, a congregação da Igreja Presbiteriana Independente de Savana chamou um jovem pregador para tomar as rédeas de uma igreja muito dividida. Ele veio com sua esposa e seus cinco filhos, o mais novo tinha apenas três anos. Depois de um ano e meio, desenvolveu um tumor no cérebro, e após dois anos do início de seu trabalho em Savana, o Rev. Van Puffelen estava morto.</p>
<p>Como você explica estas coisas? Talvez um tanto frustrante. Como você explica as respostas destes indivíduos? John G. Paton permaneceu no campo e teve uma grande colheita, e mais tarde disse:</p>
<p>Eu construí um túmulo cercado com blocos de coral, e cobri o topo com lindos corais brancos, pequenos cascalhos quebrados; e aquele lugar se tornou para mim, meu mais sagrado e freqüentado santuário durante todos os meses e anos que se seguiram, enquanto eu trabalhava na salvação daqueles ilhéus selvagens, em meio a dificuldades, perigos e mortes. Quando esta ilha se voltar para o Senhor, e for ganha para Cristo, nos dias seguintes os homens encontrarão a memória daquele lugar ainda vívida – onde, com incessantes orações e lágrimas, eu reivindiquei aquela terra para Deus, na qual eu “enterrei minha morta” com fé e esperança.</p>
<p>Warfield cuidou de sua esposa durante os quarenta anos em que permaneceram juntos, humilde e submisso, sem lamúrias, sem pena de si mesmo, sem justificar a necessidade de auto-satisfação, cumprindo seus votos matrimoniais, cumprindo seu dever para com sua esposa.</p>
<p>A “Sra. Van” , como era conhecida em Savana, gentil e dócil por fora, forte como cravos por dentro, começou a lecionar no Externato Presbiteriano Independente e educou seus cinco filhos com um tremendo sacrifício próprio, e sem lamúrias.</p>
<p>Qual é a explicação em cada uma destas situações? A explicação é que cada um deles cria na soberania de Deus. Todos entenderam a justiça de Deus, sua misericórdia, seu governo absoluto, e cada um recebeu suas circunstâncias como de Sua mão para seu bem e se submeteram a elas.</p>
<p>Ainda, como você explica a adversidade? Como você lida com o sofrimento que está no mundo? Admita que leva tempo para que nossas emoções alcancem nossas mentes, que não há respostas “fáceis” , e que quando nós perguntamos “por que” , não devemos fazer de forma tão simplista ou como uma questão de fatalidade; porém temos uma explicação para o sofrimento, a única explicação para o sofrimento que opera e abre caminho para o conforto num mundo de dor.</p>
<p><strong><br />
O Problema do Prazer </strong></p>
<p>Do nosso ponto de vista, muito da discussão sobre o “problema da dor” e sofrimento tem começado do jeito errado. Como vimos em nossa consideração sobre predestinação, há uma tendência por começar com a suposição da inocência humana. A adversidade então, é vista como uma intromissão imparcial ou injusta na vida de quem não a merece. Isso está implícito em quase todas as discussões sobre o assunto. Portanto, nós freqüentemente questionamos: “Por que Deus tem permitido que isso aconteça a uma família tão pura (e não merecedora)?”.</p>
<p>O lugar bíblico para se começar qualquer consideração sobre o sofrimento, não é a inocência, mas a culpa. No começo da Bíblia está um relato do que é chamado a “Queda do Homem” . Ele está lá para lembrar-nos que vivemos em um mundo “caído” , um mundo em desordem e sob a maldição de Deus. A resposta de Deus ao pecado de Adão e os pecados de sua descendência é uma condenação. Deus prometeu a morte “no dia em que dela comeres” . Entretanto, num sentido final, a morte foi adiada. Enquanto isso, a vida consiste em múltiplos mini-julgamentos que nos visitam por causa do pecado de Adão e de nossos próprios pecados, como pré-estréias do julgamento final. Estes mini-julgamentos, porque são desprovidos da morte eterna do inferno, são, em efeito, graciosos estágios de execução.</p>
<p>O que estamos dizendo é que cada momento que um de nós vive do lado de cá do inferno é um problema. Como é que um Deus justo e verdadeiro pode tolerar o mal e deixá-lo continuar existindo? Como ele pode atrasar seu aviso de que “a alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18.4)? O problema não é a dor, mas o prazer. Uma justiça severa lançará cada um de nós no inferno. Qualquer coisa menor do que isso – enfermidade, injúria, miséria, fome, ou sofrimento profundo – é misericórdia.</p>
<p>Considere a resposta de Jesus à questão de seus discípulos sobre os infelizes galileus que haviam sido massacrados por Pilatos (Lc 13). Eles queriam saber se “estes galileus eram mais pecadores que os outros porque sofreram este destino” . Esta questão é antiga. Aqueles que sofrem, sofrem porque são mais pecadores que as outras pessoas? Podemos dizer que o sofrimento é diretamente proporcional ao pecado? A resposta popular é dizer “não” , e ela está correta. Podemos corretamente citar Jó como um exemplo de um homem que não sofreu por seu pecado pessoal. Jesus, de fato, diz: “Não eram, eu vo-lo afirmo…” Jesus concorda com a resposta popular ao dizer que estas pessoas não eram necessariamente mais merecedoras de sofrimento que outras. Elas não morreram porque eram mais pecadoras que o resto. Nós esperávamos que ele continuasse a falar sobre como o sofrimento é imerecido. Muitas vezes, nós diríamos, os inocentes sofrem neste mundo. Freqüentemente, nós dizemos, é o bom que é injuriado e ofendido. Mas, surpresa, isso não é o que ele diz afinal. Em vez de dizer que alguns são sofredores inocentes, ele diz que todos merecem sofrer deste modo. Ele avisa que “se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” . Em outras palavras, não é que eles sejam piores do que os outros, mas é o que cada pecador merece, e terá, a menos que se arrependa. Jesus não se concentra na tragédia que caiu sobre alguns, mas na graça pela qual a maioria é poupada.</p>
<p>Da mesma maneira, Jesus continuou a falar nos dezoito sobre quem a “torre de Siloé caiu e matou” . Ele pergunta: “(eles) eram mais culpados que os outros habitantes de Jerusalém?” Podemos deduzir, a partir da quantidade de sofrimento que as pessoas suportam, quem é justo e quem é pecador? Não, ele diz. Mas, novamente, isso significa que eles poderiam não ser merecedores? Não. Eles têm o que todos merecem, mas alguns são poupados.</p>
<p>Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis (Lc 13.5).</p>
<p>Assim, o problema do sofrimento, como Jesus o interpreta, não é afinal um problema de dor. A dor pode ser explicada facilmente. Vivemos em um mundo caído e sob julgamento. Todos os piqueniques da vida têm suas formigas. Em nossa lua-de-mel, Emily e eu fomos um dia à praia. Quando chegamos, começou a chover. Não sendo a teóloga da família, ela perguntou: “por que Deus fez isso conosco?” Minha resposta sensível foi: “por que não choveu outro dia? Por que ele permitiu que viéssemos aqui afinal?” Ela não estava para brincadeira. É claro, há sofrimento. O extraordinário não é que exista dor, mas que exista prazer. Uma vez que se entenda a doutrina da queda e da depravação do homem, o problema filosófico não está no explicar o porquê Deus permite o sofrimento, mas no porquê ele mostra graça e misericórdia. Qualquer dor e sofrimento menor que as chamas do fogo eterno no inferno, é um adiamento misericordioso de Deus. Eu posso entender porque sofremos. Eu não posso entender porque não sofremos mais.<br />
<strong>Soberania e Dor </strong></p>
<p>Em capítulos anteriores, vimos que a soberania de Deus se estende sobre cada molécula existente. Ele decretou e planejou “tudo quanto acontece” . Então, não pense por um só momento que sua dor está excluída. Quando eu estava no seminário, um jovem cristão muito promissor, um estudante talentoso da Cal Tech [2], com uma mente brilhante, estava se preparando para uma missão de campo com os Tradutores Wycliffe da Bíblia. Ele caiu, em uma viagem a pé e morreu tragicamente. Um teólogo evangélico mundialmente famoso disse em seu funeral: “Esta não era a vontade de Deus” . Em um funeral em Savana, poucos anos atrás, uma declaração similar foi feita no velório de uma jovem mãe que morreu repentinamente: “Deus não queria que isso acontecesse”. Esta posição também é tomada num livro muito popular, Why Bad Things Happen to Good People (Porque Coisas Ruins Acontecem a Pessoas Boas). O autor perdeu sua filha adolescente para a leucemia. Ele lutou tentando explicar como Deus poderia ter permitido que isso acontecesse. Note seu modo de pensar. Existem pessoas “boas” (leia “inocentes” ) que não merecem que coisas “más” aconteçam a elas. A resposta que ele deu foi que Deus é bom, mas não há nada que ele possa fazer acerca do sofrimento. Ele não pode interferir. Suas mãos estão atadas. Ele não é culpado. Ele não pode ser acusado. Podemos estar certos de que ele ainda nos ama, pois não foi ele quem fez estas coisas horríveis acontecerem conosco.</p>
<p>O que podemos dizer sobre isso? Em nosso conceito, esta explicação não oferece qualquer consolação e, de fato, é horripilante. Por quê? Considere o seguinte.</p>
<p>Primeiro, se existe um Deus, o que acontece deve ser sua vontade . Se acontece alguma coisa que não é de sua vontade, ele não é Deus, e nós temos um problema. Se existem moléculas perambulando por aí, fazendo o que não foi ordenado por Deus, então ele tem um concorrente igual a ele, portanto não é Deus como a Bíblia o descreve. Para Deus ser Deus, ele deve ser soberano. Para ele ser soberano em tudo, ele deve ser o soberano sobre tudo .</p>
<p>Deixe-me ver se consigo esclarecer o que eu quero dizer. Todos os que crêem em Deus, crêem que ele pode prever todas as coisas. Uma vez que você deixe de crer na presciência, você realmente deixa de crer em Deus. O que ele prevê, certamente acontecerá. Então quando Deus prevê algo e decide permitir que aconteça, ele o faz porque isso convém a seus propósitos. Isso serve a seus planos. A alternativa é dizer que ele prevê coisas e as permite até mesmo que elas não combinem com seus propósitos, o que é claramente ilógico e absurdo. Isso não significa que ele “gosta” do que prevê, ele só permite que aconteça porque encontra algo positivo e alguma razão nisto. O bom Deus permite acontecer o que acontece porque convém a seus propósitos; e seus propósitos são bons.</p>
<p>Às vezes as pessoas tentam evitar as implicações disto apelando para a previsão, dizendo que Deus meramente “prevê” todas as coisas, ele não as fará realmente. Mas conforme pudemos ver, esta distinção não se sustenta. O que um Deus onipotente prevê e permite, ele quer e ordena.</p>
<p>Segundo, ou os eventos têm um significado dado por Deus, ou não têm sentido algum . Na tentativa de manter Deus “fora da armadilha” , as pessoas acabam deixando suas tragédias sem sentido, transformando-as em algo realmente trágico. Você deve reconhecer que não pode haver dois caminhos. Ou Deus está nele, ou ele não está. Se ele não está, então é o diabo, o mal, a “sorte”, o destino, ou o acaso.</p>
<p>Quando eu era pastor dos jovens em Miami, nós presenciamos duas mortes trágicas de pais de adolescentes. Um foi o pai de minha esposa Emily, que sofreu um ataque do coração quando ela tinha apenas dezesseis anos. O outro foi do pai de uma garota de dezesseis anos também, mas as circunstâncias foram diferentes. Enquanto que o pai de Emily morreu de repente, este homem, o Dr. John Richardson, filho do Reverendo J.R. Richardson, morreu lentamente durante um período de quase dois anos. Os dias finais foram diferentes de qualquer coisa que eu já havia visto ou que veria. Ele morreu em casa, rodeado por sua família. Seus últimos momentos foram passados com sua filha mais nova aconchegada a ele de um lado, a outra filha nos seus pés, sua esposa ao seu outro lado, seus filhos sentados junto a sua cama. Esta foi a morte mais triste e mais doce que eu já presenciei. Algumas semanas depois, a filha mais nova veio a mim e perguntou: “Por que Deus permitiu isso?” Minha resposta foi gentilmente dizer: “Ah, ele permitiu, mas teve boas razões” , e continuei, “ e nós nos agarramos a isso porque a única alternativa é dizer que Deus não o permitiu, e não há razão e é apenas uma tragédia sem propósito” . O que você deve fazer agora? Confiar nele! Diga que ele não é o responsável e você perde a oportunidade de confiar nele.</p>
<p>“Deus é grande e Deus é bom”. Esta foi a primeira oração que eu aprendi. Ela também expressa o problema do sofrimento. Por que um Deus grande permite o mal quando ele poderia impedi-lo? Por que um Deus bom permite o mal quando o odeia? Negue qualquer lado da equação e você resolverá o problema do mal: Deus é bom, mas não é grande; ele gostaria de impedir o mal, mas ele é fraco. Deus é grande, mas não é bom; ele não quer impedir o mal porque ele se deleita nele.</p>
<p>Desde Agostinho, os cristãos têm dito que Deus permite o mal para um bem maior. O paradigma é encontrado na crucificação. Quando o homem realizou este grande mal, Deus produziu a partir dele o maior bem. Porém, a crucificação foi realizada pelo “determinado desígnio e presciência de Deus” (At 2.23). Deus estava nela; ele a tinha ordenado. Da mesma maneira, ele está em nosso sofrimento. Por ele estar no sofrimento, este tem um propósito, tem um sentido.<br />
<strong>Cristo e a Dor </strong></p>
<p>Finalmente, vamos às respostas encontradas em Romanos 8. A maravilha de nossa adoção e conseqüentemente glorificação, leva Paulo a falar do caminho para a glória que é o caminho do sofrimento. Ele diz que nós somos “ co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados ” (8.17). Novamente, ele une o sofrimento e a glória dizendo: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (8.18). Ele fala de nossos “gemidos” e os contrasta com “nossa adoção de filhos, a redenção do nosso corpo” (8.23). Ele estimula à necessidade de “esperança” e “perseverança” (8.24,25). Ele promete a ajuda do Espírito quando oramos “ com gemidos inexprimíveis” (v.26). Então vem a jóia da coroa das promessas bíblicas. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). Paulo regozija-se num Deus que está em todas as coisas, fazendo-as trabalhar para o bem daqueles que o amam. E precisamente no caso de que você pudesse parar e duvidar se você ama Deus o suficiente ou não, ele acrescenta: “daqueles que são chamados segundo o seu propósito” . Machen disse sobre estes versos:</p>
<p>… que pequeno conforto existiria nessas palavras se o versículo parasse ali – se nos tivesse sido dito simplesmente que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, e então seríamos levados a acender aquele amor de Deus em nossos corações frios e mortos. Mas, graças a Deus, o versículo não termina ali. O versículo não diz apenas, “ sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus ” . Não, ele diz: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Aí está, meus amigos, o verdadeiro motivo de todo o nosso conforto – não em nosso amor, nem em nossa fé, ou em qualquer coisa que está em nós, mas neste misterioso e eterno conselho de Deus do qual vem toda a fé, todo o amor, tudo o que temos, somos e podemos ser neste mundo e no mundo que está por vir.</p>
<p>Aqueles que amam a Deus são aqueles que foram chamados. Os chamados são aqueles que foram conhecidos de antemão (o que significa amados de antemão) e predestinados. A “corrente de ouro” está exposta no verso 30: “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.30). Àqueles nos quais Deus colocou seu amor – àqueles que foram chamados eficazmente a Cristo pelo evangelho, que foram justificados e glorificados (o tempo passado indica que Paulo até mesmo vê isso como um fato concluído) – é prometido que tudo tem um bom propósito para eles. O próprio Deus o garante.</p>
<p>Quando eu tinha três anos, meus pais distraidamente deixaram minha irmã e eu no carro da família depois que voltamos da Igreja num domingo. Nós brincávamos e eu soltei o freio de mão. O carro começou a rolar pela rampa da garagem. Nós nos apavoramos. Minha irmã pulou para fora do carro. Ela tinha cinco anos – podia fazer aquilo. Eu caí debaixo da roda dianteira, e nossa perua Plymouth ano 56 passou por cima das minhas costas, pescoço e cabeça.</p>
<p>Quando eu tinha quinze anos, eu estava praticando com o time de futebol do colégio, que incluía três futuras estrelas do futebol universitário, entre eles Vince Feragammo. Certa tarde, eu corri um “ reinício ” padrão, peguei a bola, contornei o campo, tentei evitar meu defensor; nesta tentativa de evitá-lo, subitamente senti uma dor aguda na minha coxa. Um barulho tão forte como o de um galho de árvore quebrando pôde ser ouvido em todo o campo enquanto eu caía, minha perna torceu debaixo de mim, meu fêmur estava caprichosamente quebrado.</p>
<p>Por quê? Eu não sei. Eu não tenho que saber. Tudo o que eu sei é que Deus estava nesse acontecimento, e o estava trabalhando para o bem.</p>
<p>Alguns de vocês já sofreram coisas muito piores que isso. Alguns de vocês perderam filhos e netos em acidentes e doenças. Outros foram assolados pela morte de seus maridos e esposas. Amigos, parentes, outros amados têm sofrido com circunstâncias trágicas. Você tem gritado. “Ah não, isso não – tudo menos isso! Senhor, por quê? Por que o Senhor fez isso?” Talvez você tenha cultivado amargura. Você tem estado ressentido com Deus desde então. Você está desiludido e confuso. Tenha isso por certo – em Cristo, embora o diabo, o mundo e os inimigos tenham planejado sua destruição, Deus estava trabalhando todas as coisas para o bem.</p>
<p>Considere a vida de José. Que adversidades ele sofreu! Pense em seu coração quebrado por causa da total rejeição por parte de seus irmãos, que estavam prontos para matá-lo de imediato. Pense na dor de ter sido vendido como escravo, sendo obrigado a deixar sua família, e não vê-la por décadas. Mesmo no Egito ele teve que lidar com a falsa acusação de tentativa de estupro, armada pela esposa de Potifar, o qual o lançou na cadeia. Ele tinha muitos motivos para a amargura. Pense em tudo o que Deus permitiu que acontecesse. Sua infância lhe foi tirada, foi tirado de sua terra natal e de sua família, bem como seu bom nome, por que ele não deveria amaldiçoar a Deus? Mas o que ele diz? Ele vê a mão soberana de Deus em tudo. Primeiro, ele diz a seus irmãos: “Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito” (Gn 45.8). E numa segunda ocasião ele diz: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida” (Gn 50.20). Leia de novo: “Deus o tornou em bem”, ele diz.</p>
<p>Algumas vezes, até mesmo muitas vezes, não saberemos que bem Deus estará trazendo da adversidade. Este não é o ponto crucial. O ponto crucial é saber que Deus é bom e que ele quer isso! Quando você perdeu seu amado, ele o quis. Quando você foi afligido por doenças, ele o quis. Quando você foi atingido por reversões financeiras, ele o quis. Ele promete transformar isso em bem. Agora você precisa confiar nele.</p>
<p>Crer na soberania de Deus tem algum impacto prático sobre a vida? Eu espero que você tenha começado a entender que estas doutrinas são vitais. Somente quando entendemos que Deus ordenou nosso sofrimento, podemos começar a entender o sentido dele. Somente então, estaremos certos de que ele tem um propósito. Quando as tragédias vierem, quando as adversidades atacarem, não seremos abalados. Sim, nós choraremos. Sim, nós sofreremos. Mas continuaremos andando confiantes, sabendo que Deus está no seu trono, que estamos em suas mãos, que nossas circunstâncias são seus feitos, e que ele trabalha este mal para o nosso bem.</p>

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		<title>Integralmente Hipócrita.</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 13:04:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O interior de um hipócrita nunca corresponde ao seu exterior. O interior de um hipócrita é uma coisa, e seu exterior é outra coisa; um hipócrita é exteriormente limpo mas interiormente impuro. Hipócritas são como os frascos dos farmacêuticos, tendo por fora o título de algum excelente remédio mas por dentro algum veneno mortal. Eles são como os templos egípcios, que são belos por fora mas dentro deles nada se encontra além de serpentes e crocodilos, e outras criaturas venenosas.Hipócritas laboram mais em prol de um bom nome do que de um bom coração; uma boa repercussão dos seus feitos do que uma boa consciência; eles são como violinistas, mais cuidadosos em afinar seus instrumentos do que em vigiar suas almas. Hipócritas são como prata porém escurecem; eles possuem uma aparente santificação externa mas interiormente são cheios de malícia, mundanismo, orgulho, inveja, etc. São como almofadas de sofá, feitas de veludo e ricamente bordadas mas cujo interior é cheio de feno. Um hipócrita pode oferecer sacrifício com Caim, correr com Jezabel, se humilhar com Acabe, chorar com as lágrimas de Esaú, beijar Cristo com Judas, seguir a Cristo com Demas, e aparentar compromisso com Simão Mago; e ainda com tudo isto seu interior é tão mau quanto qualquer um deles. Um hipócrita é um Jacó por fora e um Esaú por dentro; um Davi por fora e um Saul por dentro; um Pedro por fora e um Judas por dentro; um santo por fora e um Satanás por dentro; um anjo por fora e um demônio por dentro. Um hipócrita é um Judeu exteriormente mas um ateu, um pagão, um infiel interiormente. Li sobre certas estátuas, assemelhando-se a Júpiter e Netuno, que por fora eram cobertas com ouro e pérola mas por dentro não tinham outra coisa senão aranhas e teias de aranha; a comparação perfeita com os hipócritas. Aquele monge acertou quando disse: “Mostrar ser um monge de forma externa foi fácil mas ser, de fato, um monge, interiormente, foi difícil.” Mostrar ser um cristão de forma externa é fácil mas ser, de fato, um cristão, interiormente, é muito difícil. O interior de um hipócrita nunca reflete ou corresponde ao seu interior; seu interior é perverso, e seu exterior é piedoso. Mas que todos os hipócritas saibam: fingir santidade é duplamente iníquo, e ao fim terão de responder por isto.</p>

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		<title>A correção em boa medida !.</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Apr 2010 20:09:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“A vara e a repreensão dão sabedoria; mas a criança entregue a si mesmaenvergonha a sua mãe”. Provérbios 29:15. O Deus vivo considera muito seriamente os votos de batismo que ospais fazem e a responsabilidade que ele dá a todos os pais quando lhes dá filhos. Disciplina é a ordem do governo de Deus, uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“A vara e a repreensão dão sabedoria; mas a criança entregue a si mesmaenvergonha a sua mãe”. Provérbios 29:15. O Deus vivo considera muito seriamente os votos de batismo que ospais fazem e a responsabilidade que ele dá a todos os pais quando lhes dá filhos. Disciplina é a ordem do governo de Deus, uma ordem dada a nós porque ele sabe que somos pecadores – aliás, que somos concebidos e nascemos em pecado. Hoje, a maldade da sociedade na qual vivemos te permeado também a igreja. E não nos deixou ilesos.</p>
<p><span id="more-982"></span></p>
<p>O Senhor tem confiado a nós como membros das Igrejas Protestantes Reformadas a mais bonita verdade, aquela do pacto. Deus nos leva à sua própria vida de comunhão e amor, e faz com que sua própria vida pactual vibre através de nós, o seu povo. E ele tem nos direcionado claramente como devemos nos portar como povo do seu pacto no meio das nossas famílias. Mas há um esforço incessante por parte de Satanás para destruir nossas famílias. E há um esforço incessante para destruir a verdade do pacto de uma forma muito prática no que diz respeito à vida familiar, e a instrução e disciplina das nossas crianças. Em obediência a Deus, nós, pais nas Igrejas Protestantes Reformadas, apresentamos nossos filhos a Deus para a administração do batismo infantil como um sinal e selo daquele pacto eterno de graça.No culto de adoração onde o batismo é administrado, os pais fazem votos diante de Deus em resposta às seguintes perguntas da nossa Forma de Batismo. “Primeiro. Você reconhece que, embora nossos filhos sejam concebidos e nascidos em pecado, e, portanto, sujeitos a todas as misérias, sim, à própria condenação, todavia foram santificados em Cristo, e, portanto, como membros da sua Igreja, devem ser batizados?</p>
<p>“Segundo. Você reconhece a doutrina que está contida no Antigo e Novo testamento, e nos artigos da fé cristã, e a qual é ensinada aqui nessa Igreja Cristã, como sendo a verdadeira e perfeita doutrina da salvação?“Terceiro. Você promete e pretende ver essas crianças, quando chegarem à idade da ponderação [independente de você ser pai ou testemunha], instruídas e educadas na doutrina supramencionada, e ajudar  ou fazer com que sejam instruídas nela, o máximo que puder?Para muitos de nós, no mundo das Igrejas Reformadas, tem havido centenas de vezes em que temos ouvido esses votos da Forma de Batismo respondidos com um simples, “SIM”. Mas quantas vezes temos verdadeiramente meditado sobre o significado e importância de tais votos? Por exemplo, reconhecemos que nossas crianças são pecadoras, santas somente em Cristo. Confessamos nossa crença que a doutrina ensinada nessa Igreja Cristã é a verdadeira e perfeita (ou mais corretamente dizendo, a “completa”) doutrina da salvação. Prometemos e reconhecemos nossa intenção de instruir nossas crianças e de criá-las nessa completa doutrina da salvação. Porém, entendemos que essa doutrina não é simplesmente um conhecimento das várias verdades fundamentais das Escrituras, mas que também envolve muito mais? Fazemos idéia que a doutrina contida no Antigo e Novo Testamento é também tudo aquilo que Deus nos ensina concernente à forma da vida cristã, familiar e como devemos disciplinar nossos filhos? Sim, geralmente contrário aos métodos de criação de filhos proclamados por psicólogos e “experts” deste mundo, Deus mesmo nos dá claras instruções na disciplina infantil. Não queremos dizer com isso que sejam instruções fáceis de seguir. Tampouco queremos dizer que concordaremos com tais métodos de disciplina, até onde diz respeito nossas mentes pecaminosas. Mas quando o próprio Deus dá instruções, você e eu devemos não somente ouvir, mas obedecer.O livro de Provérbios é cheio de ricas instruções, também referentes à criação dos filhos do pacto. Todavia, creio que qualquer ministro que compreende a importância da pregação centralizada em Cristo lhe dirá que é muito difícil pregar a partir do livro de Provérbios. Não há muitos sermões pregados a partir deste livro, certamente nenhuma série de sermões. Não que os Provérbios sejam difíceis de entender. É que eles são muitas vezes dolorosamente claros. Mas quando pregando a partir de Provérbios, não é difícil cair no erro de fazer de Provérbios um monte de homílias morais que se aplicam a todos os homens. É fácil negligenciar os Provérbios como parte daquela imagem do Deus da nossa salvação na face de Jesus Cristo. Portanto, à medida que considerarmos as palavras de Provérbios 29:15, insto que você atente ao chamado que temos aqui com respeito ao treinamento dos nossos filhos – não porque digo isso como um pai que pensa saber tudo, mas porque o único e sábio Deus diz: “A vara e a correção trazem sabedoria”. E é exatamente quando compreendemos isso como algo muito mais importante que a instrução na psicologia infantil, como a instrução autoritária que Deus nos dá para criarmos os nossos filhos em Cristo, que vemos a importância em atentarmos a essa palavra. Portanto, chamo a sua atenção para: A Disciplina da Vara e a Correção</p>
<p>Nós consideramos este tema abaixo de três títulos:</p>
<p>I. Disciplina Necessária</p>
<p>II. Disciplina Dupla</p>
<p>III. Disciplina Recompensadora</p>
<p>I. A disciplina necessária da qual o texto fala é a de treinamento da</p>
<p>criança.</p>
<p>E, mais particularmente, quando lembramos que as Escrituras são endereçadas à Igreja de Deus, e aqui especificamente aos pais do pacto, então vemos que o escritor refere-se aos filhos do pacto. É verdade que esse provérbio expressa uma máxima geral que pode ser aplicada a todos os filhos dos homens: A vara e a correção são meios apropriados de disciplina para toda criança, a fim de ajudá-las a se portarem melhor na sociedade (se é desta forma que você quer interpretar “sabedoria”); mas uma criança indisciplinada e sem limites traz vergonha para a sua mãe. Isso é verdade como regra geral para todos os homens. Mas se fazemos desse texto uma regra geral, um provérbio para todos, então falhamos em ver a beleza do evangelho aqui, e deixamos de ver sua aplicação específica à família do pacto e à criação dos nossos filhos. Pois devemos nos lembrar que, na Escritura, Cristo é o primeiro significado da palavra “sabedoria”. Quando temos isso em mente, então reconhecemos que esse texto dá instrução referente à criança que foi estabelecida por Deus dentro da esfera do pacto e, portanto, para pais que são membros da igreja de Cristo.</p>
<p>Quem é essa criança do pacto de quem o autor fala? De acordo com o Salmo 127:3: “Os filhos são herança do SENHOR”. Isso significa que nossos filhos nos são dados pelo Senhor Jeová. Filhos do pacto são possessão de Deus. Não são nossos, para fazermos com eles o que quisermos. Ele nos apontou como tutores das crianças que confiou aos nossos cuidados. E é necessário que lembremos que estamos lidando não com nossas próprias crianças, mas com as crianças de Deus. Essa é uma verdade que foi compreendida entre os israelitas.</p>
<p>Especialmente em Israel, entre o povo de Deus, havia um tremendo interesse nas crianças. Isso aconteceu sem dúvida por causa da doutrina do pacto e a promessa que Deus havia dado aos patriarcas, de estabelecer seu pacto com os crentes e a sua semente, como um pacto eterno. Embora entendessem a história de Jacó e Esaú, e a verdade que a linha da eleição ereprovação percorre toda a esfera exterior do pacto; embora entendessem que não poderiam presumir a salvação de seus filhos, os israelitas, contudo, viam as suas crianças como filhos do pacto, filhos que Deus tinha lhes dado para criar dentro da esfera do seu reino e lei. E, portanto, a vida dos filhos de Deus, de uma forma extensa, girava em torno das suas crianças. Isso se torna evidente se você pegar uma boa concordância bíblica e estudar as palavras que são traduzidas como “crianças” no Antigo Testamento.Existem umas nove palavras hebraicas diferentes para “criança”, cada uma descrevendo esse filho do pacto do ponto de vista de vários estágios do seu desenvolvimento e maturidade. Mas devemos lembrar que na fundação de todos esses fatos concernentes aos vários estágios de desenvolvimento infantil, repousa a verdade que nossas crianças nascem mortas em delitos e pecados, e são justas somente em Cristo Jesus nosso Senhor. Disciplina é uma parte necessária da vida de uma criança. Estas crianças, a quem damos nosso afeto e a quem amamos tanto, são pecadoras, dignas do inferno eterno desde o momento em que foram concebidas. E mesmo como crianças regeneradas, elas têm um velho homem assim como eu e você temos, lutando dentro delas. Se não se tornar cego pela preciosidade delas, você pode vê-las, já na infância, projetando aquela miserável natureza pecaminosa.</p>
<p>E na maioria das vezes, o pecado que as nossas crianças projetam é</p>
<p>aquele pecado particular ou um número de pecados que aborrecem nossa</p>
<p>natureza como pais. Devemos confessar isso para as nossas crianças</p>
<p>também e ensiná-las: Nós vemos o nosso pecado em vocês, meus filhos. E,</p>
<p>garotos e garotas, porque vocês têm a mesma natureza pecaminosa que nós,</p>
<p>vocês também precisam aprender a verdade em Jesus. Vocês devem se</p>
<p>despir do velho homem, e se revestir da vida de Jesus. Também devem se</p>
<p>entristecer, e excessivamente, por terem pecado contra Deus. E vocês</p>
<p>devem aprender também que a verdadeira alegria e felicidade em nossa vida</p>
<p>está somente em Deus, através de Jesus Cristo. Pois, à medida que enxergar</p>
<p>isso, mais grato você será que Deus tenha salvado um pecador como você.</p>
<p>E mais desejo terá de querer guardar os mandamentos de Deus e viver para</p>
<p>ele.</p>
<p>Para este fim, Deus ordenou que haveria um relacionamento de</p>
<p>autoridade que os pais exerceriam sobre os filhos que Deus lhes deu. Isto é</p>
<p>necessário por causa da natureza da criança. Quando você pensa no quinto</p>
<p>mandamento, por exemplo, vê que é perfeitamente apropriado ao caráter da</p>
<p>criança. Por esse motivo, é incrivelmente tolo falar sobre os direitos da</p>
<p>criança. O próprio Deus conhece a vida e desenvolvimento da criança. Ele</p>
<p>ordenou não somente a forma de desenvolvimento físico, mas também a</p>
<p>forma de desenvolvimento espiritual. Ele vê que crianças são pecadoras, as</p>
<p>quais, se deixadas à si mesmas, trarão vergonha não somente a ele, mas à sua</p>
<p>Igreja e mesmo àquele a quem a criança é mais próxima – sua própria mãe.</p>
<p>Este é o ponto da última parte do texto diante de nós.</p>
<p>A criança que é indisciplinada, aquela que não é criada com a vara e a</p>
<p>correção, e que é deixada a si mesma na adolescência, traz vergonha à sua</p>
<p>mãe. Não se pode conceber uma ilustração mais clara de miséria e ruina.</p>
<p>Com que frequência você não vê uma mãe achando engraçado o</p>
<p>temperamento maldoso da sua criança? Talvez você mesmo já o tenha feito.</p>
<p>A natureza miserável de um filho ou filha é dissimulada como incidental, de</p>
<p>forma que a mãe dirá a si mesma: “O temperamento mal passará, à medida</p>
<p>que ele crescer e for capaz de argumentar mais com ele. O tempo se</p>
<p>encarregará disso”. Deus nos ensina aqui que o tempo por si mesmo não</p>
<p>conserta nada! O tempo apenas fortalece e traz maturidade àquela natureza</p>
<p>perversa! Esse é um fato certo.</p>
<p>Você e eu não podemos projetar o futuro das nossas crianças. Não</p>
<p>podemos saber o que futuro reserva para eles no que concerne à saúde ou</p>
<p>doença, altura ou força, talentos ou posições. Mas de uma coisa podemos</p>
<p>estar absolutamente certos, de acordo com a Palavra de Deus – essa criança,</p>
<p>sem o governo e disciplina ordenado por Deus, irá correr sob o impulso</p>
<p>impetuoso e perverso de sua própria vontade e, deixada a si mesma, trará</p>
<p>vergonha à medida que corre para a destruição. A disciplina sã de orientação</p>
<p>celestial é a bênção do nosso Pai. A sua mais terrível maldição é entregarnos</p>
<p>aos nossos próprios caminhos, para andarmos em nossos conselhos,</p>
<p>como lemos no Salmo 81:12. A criança deixada a si mesma mostrará em</p>
<p>toda a sua vida o ódio por Deus e pelo seu próximo, algo que permeia toda</p>
<p>a sua natureza.</p>
<p>Eu não posso enfatizar excessivamente a necessidade de exercer a</p>
<p>disciplina cristã sobre as nossas crianças, para a salvação delas e para que</p>
<p>seja refletida a glória de Deus.</p>
<p>O que as pessoas vêem quando olham para os seus e os meus filhos?</p>
<p>Se as pessoas podem olhar para os lares dos crentes das Igrejas Protestantes</p>
<p>Reformadas e ver neles uma estrutura de ordem e um respeito à autoridade,</p>
<p>que honre a Deus, e que sobressai em contraste ao pensamento</p>
<p>antropocêntrico que tem permeado o mundo e a igreja de hoje, esse será um</p>
<p>dos mais poderosos testemunhos à verdade na qual alegamos crer. A</p>
<p>comunhão pactual de Deus é refletida em nossa vida familiar?</p>
<p>A disciplina amável, porém autoritária, de Cristo é vista em vocês</p>
<p>como pais, enquanto exercitam a disciplina em seus filhos? Sem ela, sem</p>
<p>obediência aos preceitos de Deus na criação de seus filhos, todo o seu</p>
<p>chamado “amor” às Escrituras e à verdade de Deus será visto por todos</p>
<p>aqueles a sua volta como demasiada hipocrisia.</p>
<p>A maneira na qual nossas crianças são treinadas a se conduzir no</p>
<p>culto de adoração, na escola, na vizinhança, e em casa, deve refletir a</p>
<p>verdade que está revelada na Bíblia.</p>
<p>Se levamos nossas crianças à igreja, só para dar-lhes brinquedos para</p>
<p>brincar, se não os ensinamos a sentarem e permanecerem quietos num culto</p>
<p>de adoração, ouvindo e se dobrando diante da autoridade de Cristo,</p>
<p>zombamos do próprio Deus.</p>
<p>Através de tal ação, ensinamos às nossas crianças que igreja não é</p>
<p>realmente importante, e que a Palavra pregada é algo que devemos apenas</p>
<p>sentar e tolerar.</p>
<p>Se os nossos vizinhos olham para os nossos lares e não vêem nenhum</p>
<p>grau de piedade maior da que eles têm em seus lares ímpios, eles dirão que a</p>
<p>nossa religião é um lixo, que o nosso Cristo não significa nada, e que as</p>
<p>verdades que proclamamos não têm suporte prático na maneira como</p>
<p>vivemos e ensinamos nossas crianças a viver.</p>
<p>Nós temos a responsabilidade de organizar os nossos lares de acordo</p>
<p>com a Palavra de Deus, para que carreguem um testemunho positivo da</p>
<p>verdade do pacto de Deus, como vivemos em sua amável comunhão como</p>
<p>aqueles redimidos por Cristo e que o amam.</p>
<p>E, eu poderia adicionar a que responsabilidade é colocada sobre nós</p>
<p>não somente como pais individuais, mas como igreja. Todos nós somos</p>
<p>responsáveis em ajudar e encorajar amavelmente uns aos outros na</p>
<p>disciplina de nossos filhos. Digo isso estando completamente consciente do</p>
<p>fato que essa é freqüentemente uma área na qual não temos liberdade de</p>
<p>falar. J. C. Ryle, um pregador e escritor do século 19 na Igreja da Inglaterra,</p>
<p>observou em seu livro O Cenáculo:</p>
<p>Como ministro, não posso deixar de ressaltar que dificilmente</p>
<p>há algum assunto sobre o qual as pessoas são tão obstinadas</p>
<p>como aqueles sobre os seus filhos. Tenho ficado às vezes</p>
<p>completamente assombrado com a negligência de pais cristãos</p>
<p>sensíveis em concordar que seus filhos estejam em falta, ou</p>
<p>mereçam repreensão. Não são poucas pessoas a quem eu</p>
<p>preferiria muito mais conversar sobre os próprios pecados</p>
<p>delas, do que falar que seus filhos fizeram algo errado.</p>
<p>Essa atitude vista no século 19 não é diferente hoje; talvez seja pior.</p>
<p>Que Deus nos livre, pais, de tal atitude.</p>
<p>Suas crianças, assim como as minhas, precisam de disciplina de</p>
<p>acordo com a instrução do nosso Pai celeste. Salomão escreveu em</p>
<p>Provérbios 19:18, e eu cito literalmente: “Castiga o teu filho, pois há</p>
<p>esperança; e não deixes que tua alma se exalte até o matar”. Este</p>
<p>último é o que você faz se rejeita castigar seus filhos de acordo com a</p>
<p>vontade de Deus. Tão necessária é a disciplina dos nossos filhos, que ela é</p>
<p>literalmente uma questão de vida ou morte, tudo dentro do soberano</p>
<p>conselho e vontade de Deus. Quando nossos filhos erram, devem ver em</p>
<p>nós a ira de Deus contra o pecado, para que possam ver também o perdão</p>
<p>em Cristo Jesus.</p>
<p>II. A Vara e a Correção é a Disciplina Dupla que Nós Somos</p>
<p>Chamados Para Aplicar Nos Nossos Filhos.</p>
<p>Ao contrário dos conhecidos ensinamentos do dr. Benjamin Spock, e</p>
<p>os de muitos que têm rejeitado a Palavra de Deus, a vara é um instrumento</p>
<p>necessário na disciplina dos nossos filhos. Isso é tão importante que Deus</p>
<p>nos fala em Provérbios 13:24: “O que não faz uso da vara odeia seu filho,</p>
<p>mas o que o ama, desde cedo o castiga”.</p>
<p>Não é fácil usar a vara de disciplina.</p>
<p>O mundo tem corrompido tanto o conceito de “amor”, que o nosso</p>
<p>coração enganoso diria prontamente que é amor deixar uma criança fazer o</p>
<p>que ela quiser, assim como falar o que desejar.</p>
<p>E eu gostaria que as mães notassem que a mãe é especificamente</p>
<p>mencionada neste texto. Porque o chamado do pai é o de prover para a sua</p>
<p>família, o chamado à disciplina inicial cai primeiramente sobre vocês mães</p>
<p>que estão em casa. Esta é uma das razões pelas quais você é especificamente</p>
<p>mencionada. Mas eu diria que há outra razão em conexão com esse</p>
<p>chamado para usar a vara e a correção. Se o caráter mais forte do pai</p>
<p>geralmente o induz a “provocar seus filhos à ira”, contra o que Paulo fala</p>
<p>em Colossenses 3:21, a natureza mais gentil e geralmente mais carinhosa da</p>
<p>mãe não inclina em direção ao mal oposto? Vocês mães tentariam corrigir</p>
<p>seus filhos com umas poucas palavras duras, ou com um suave “Se você se</p>
<p>aquietar agora mesmo, vai ganhar um pedaço de doce”?</p>
<p>As Escrituras, contudo, ensinam algo bem diferente. Ai de vós pais</p>
<p>que rejeitam atender à Palavra de Deus na disciplina dos seus filhos! Pois</p>
<p>Deus nos manda amar, e não odiar. “O que não faz uso da vara odeia seu</p>
<p>filho”. O amor exige correção com a vara e repreensão! Se amamos nossas</p>
<p>crianças, Deus diz que devemos fazer uso da disciplina e correção.</p>
<p>A vara é um instrumento genérico que pode tomar várias formas</p>
<p>diferentes. Era um instrumento que era usado como a haste da lança. Às</p>
<p>vezes denotava um cetro, a marca de autoridade usada por aquele que</p>
<p>governava. Mas a vara também era usada para administrar disciplina</p>
<p>corretiva e física. Para nós pode significar uma varinha, um cinto ou uma</p>
<p>régua dura. Mas seja qual for este instrumento, ele é um meio de retornar</p>
<p>uma criança desobediente à direção correta.</p>
<p>Devemos também notar nesta relação, que usar corretamente a vara</p>
<p>nas nossas crianças requer amor. Muito frequentemente, onde disciplina</p>
<p>física é exercida, não é feita com amor, para com Deus, nem para com a</p>
<p>criança. Nós que devemos administrar tal disciplina às nossas crianças do</p>
<p>pacto, devemos fazê-lo sob a autoridade de Deus e com a sua maneira e</p>
<p>atitude. Esta atitude é revelada em Hebreus 12:6-8: “Porque o Senhor</p>
<p>corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a</p>
<p>correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não</p>
<p>corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes,</p>
<p>sois então bastardos, e não filhos”. Deus não nos espanca brutalmente em</p>
<p>sua correção. Ele nos ama.</p>
<p>Há uma razão também nesta relação de Deus prescrever o uso da</p>
<p>vara. Leva somente um pouco de tempo e esforço para pegar o cinto. E para</p>
<p>refletir a atitude de amor de Deus através da nossa carne reacionária e</p>
<p>impaciente, é preciso que nos acalmemos e pensemos sobre o que estamos</p>
<p>fazendo. Dar tapas na cabeça do seu filho, bater nele de mão cerrada, açoitar</p>
<p>ou bater nele com qualquer objeto próximo, ou algo semelhante, é nada</p>
<p>senão abuso das crianças a quem Deus confiou aos seus cuidados. E se esse</p>
<p>tem sido o seu método ímpio de punir suas crianças do pacto, você deve</p>
<p>arrepender-se diante de Deus e diante dos seus filhos ainda hoje!</p>
<p>Deus nos instrui a usar a vara em amor.</p>
<p>O castigo da vara, usada em amor, é um castigo imposto com rapidez</p>
<p>e misericórdia. Embora nossos filhos possam questionar isso, não há castigo</p>
<p>mais misericordiosamente imposto do que a vara. É o método de Deus, que</p>
<p>termina rapidamente, sem necessidade de olhar com desprezo para a criança</p>
<p>corrigida por horas e mesmo dias. A vara não é uma punição que mantém a</p>
<p>criança na “casa de cachorro” do pai ou mãe. Além disso, o chamado de</p>
<p>Deus para o uso da vara leva em consideração a saúde física da criança.</p>
<p>Deus criou uma parte específica do corpo capaz de receber o impácto da</p>
<p>vara sem ferir. É evidente que Deus não criou todas as partes do corpo para</p>
<p>receber o golpe da vara. Quando nós, pais, fazemos uso da vara em amor,</p>
<p>fazemos então não para machucar. Isto significa que não é para golpearmos</p>
<p>nossas crianças nas costas, onde podemos causar lesões na coluna ou nos</p>
<p>rins; nem no estômago, cabeça ou mãos; mas na carne do bumbum onde, se</p>
<p>a vara for usada devidamente, poderá ser sentida intensamente.</p>
<p>E se você perguntar o que fazer com os filhos mais velhos, o texto</p>
<p>fala a respeito deles também. Podemos concordar que a vara é boa para</p>
<p>crianças mais novas. Mas como devemos disciplinar nossos adolescents?</p>
<p>Bem, você pode ficar surpreso em ouvir que os adolescentes não devem ser</p>
<p>excluídos do uso da vara quando necessário. É impressionante no texto, que</p>
<p>Salomão implicitamente solicita o uso da vara e correção até que a criança se</p>
<p>torne um adulto. O termo “criança” refere-se – como está claro no termo</p>
<p>hebraico usado – a uma criança que atingiu a idade de independência, que</p>
<p>está pronta para sair de casa e se casar.</p>
<p>Você descobrirá, quando administrar a disciplina ao seu filho da</p>
<p>forma como Deus ordena e educá-lo a receber mais e mais responsabilidade</p>
<p>e se tornar mais e mais dependente de Deus, que a vara não será</p>
<p>frequentemente necessária com o seu adolescente. À medida que a criança</p>
<p>do pacto amadurece no caminho da disciplina amorosa, sob o uso diligente</p>
<p>da vara e correção enquanto criança, aprende a experimentar alegria e paz no</p>
<p>lar. Ele cresce no conhecimento e compreensão da Palavra de Deus, do</p>
<p>evangelho da salvação em Jesus Cristo. Ele percebe que a obediência à Deus</p>
<p>é o caminho da felicidade. E a vara é menos freqüentemente necessária</p>
<p>como um meio de instrução. Porém, ainda é um meio.</p>
<p>Mas juntamente com a vara deve ser usada a correção.</p>
<p>“A vara e a correção”. Quando a vara é usada, Deus ordenou que a</p>
<p>disciplina seja dupla. A disciplina cristã apropriada não é ditadura, governada</p>
<p>pelo poder com a vara somente. Separar esses dois é pedir que a correção</p>
<p>de Deus caia sobre a sua cabeça. Eli corrigiu, mas poupou a vara; e ele teve</p>
<p>que sofrer o tormento de ouvir que seus filhos foram mortos pela ira de</p>
<p>Deus, e a arca do Senhor foi tomada pelos filisteus. Outros, contrário à</p>
<p>Palavra de Deus, usam somente a vara. Agora, muitas vezes a questão da</p>
<p>disciplina pode ser lidada com a correção apenas. A indicação de Provérbios</p>
<p>17:10 é, se a correção levar à tristeza de arrependimento, então deixe a vara</p>
<p>de lado. Se não, use a vara e não deixe sua alma privar-se pelo choro da</p>
<p>criança. Mas nunca use a vara sem correção.</p>
<p>Correção é instrução verbal na piedade.</p>
<p>A criança deve não somente ser afastada do caminho que conduz ao</p>
<p>inferno, mas precisa ver o erro desse caminho diante de Deus e deve ser</p>
<p>instruída na justiça. Nossas crianças devem ser ensinadas a avaliar suas ações</p>
<p>específicas à luz das Escrituras. Elas devem ser ensinadas a dobrarem-se</p>
<p>diante da autoridade de Deus. Precisam ser ensinadas porque as coisas que</p>
<p>fizeram foram erradas aos olhos de Deus. A disciplina bíblica requer</p>
<p>palavras. Quanto você pensa que aproveitaria da minha pregação, se tudo</p>
<p>que eu fizesse fosse ficar de pé no púlpito semana após semana acenando</p>
<p>com os meus braços e contorcendo a minha face, mas nunca dizendo uma</p>
<p>palavra? A mensagem do evangelho não pode ser comunicada por meros</p>
<p>gestos ou por bater com a mão no púlpito. Nem pode a instrução na</p>
<p>disciplina cristã ser comunicada se toda a nossa disciplina resume-se a uma</p>
<p>dolorosa mímica com uma vara. A ira de Deus foi exercida em nossa</p>
<p>direção, para que ouvíssemos aquelas preciosas palavras: “Eu amo você em</p>
<p>Cristo Jesus”. E mesmo agora, quando experimentamos a correção de Deus,</p>
<p>é para nos conduzir no caminho em direção ao céu.</p>
<p>Quando entendemos essa preciosa verdade, então devemos expressar</p>
<p>nosso amor para com as nossas crianças especialmente quando somos</p>
<p>chamados a utilizar a vara. Devemos repreendê-los, expressando nosso</p>
<p>amor por eles. Devemos assegurá-los que a vara não é utilizada com ódio,</p>
<p>mas com um coração pesado que ama aquela criança em Cristo. Que coisa</p>
<p>terrível é quando pais que professam ser cristãos espancam seus filhos, mas</p>
<p>deixam de corrigi-los e apontá-los ao amor de Cristo. Quão totalmente</p>
<p>perverso é para um pai bater em uma criança somente para deixá-lo como</p>
<p>um cachorro, para lamber suas feridas. Não é de se admirar que quando tais</p>
<p>crianças correm para seus quartos, batem a porta, e murmuram chorando:</p>
<p>“Eu te odeio”. Tal atitude expressa por um pai que usa a vara, mas nunca</p>
<p>corrige em amor, não tem semelhança, qualquer que seja ela, com a attitude</p>
<p>que Deus expressa corrigindo suas crianças espirituais. Deus exige a vara e a</p>
<p>correção.</p>
<p>E não podemos esquecer que a oração faz parte da correção, a qual</p>
<p>traz pais e filhos para mais perto de Deus. A necessidade de oração na</p>
<p>disciplina e instrução das nossas crianças não pode ser enfatizada</p>
<p>demasiadamente. Por um lado, nós pais devemos repetidamente nos</p>
<p>aproximar de Deus buscando perdão pelas nossas faltas em exercitar a</p>
<p>disciplina da forma como ele nos ordenou. Precisamos fazer isto hoje e</p>
<p>todos os dias. Precisamos orar por graça para obedecer a sua Palavra e nos</p>
<p>prostrar diante da sua sábia instrução. Precisamos orar por muita sabedoria</p>
<p>ao lidarmos com nossas crianças do pacto. Pois sabemos que se Deus fosse</p>
<p>nos retribuir de acordo com as nossas iniquidades, cada uma das nossas</p>
<p>crianças andaria no caminho para o inferno. E precisamos orar pelas nossas</p>
<p>crianças. Devemos fazer isso não só de uma forma geral, mas</p>
<p>especificamente, mencionando cada uma por nome e orando por</p>
<p>necessidades específicas de cada criança e trazendo diante de Deus o</p>
<p>problema específico que enfrentamos com aquela criança. Não raramente,</p>
<p>tenho ouvido o testemunho de um filho de Deus, falando do seu pai cristão</p>
<p>cuja disciplina estava bem distante do padrão bíblico. Mas uma coisa que o</p>
<p>pai fazia, na presença dos seus filhos, era cair de joelhos para implorar o</p>
<p>perdão de Deus para si e a sua misericórdia para com seus filhos. Tal oração</p>
<p>deixa na mente e na alma da criança uma impressão que nunca a deixará. Na</p>
<p>oração também devemos refletir o amor de Cristo para conosco. Ele ora</p>
<p>sem cessar, servindo como o nosso fiel e constante Intercessor pelo seu</p>
<p>Santo Espírito.</p>
<p>Em todas as coisas o Senhor Deus nos chama para refleti-lo, inclusive</p>
<p>no exercício da disciplina de uma criança do pacto. E ele nos diz em</p>
<p>Provérbios 3:11-12: “Filho meu, não rejeites a correção do SENHOR</p>
<p>(não rejeite o seu uso da vara sobre você), nem te enojes da sua</p>
<p>repreensão (correção). Porque o SENHOR repreende (corrige) aquele</p>
<p>a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem”.</p>
<p>III. A Vara e a Correção Dão Sabedoria – e Isto é Disciplina</p>
<p>Recompensada.</p>
<p>Deus ordenou que no caminho da disciplina cristã apropriada, ele</p>
<p>revelará a sabedoria de Deus na face do nosso Senhor Jesus Cristo.</p>
<p>A vara de correção, utilizada com repreensão, afugentará a estultícia</p>
<p>da criança do pacto de Deus. Tal é a promessa de Deus (Provérbios 22:15).</p>
<p>Isso não quer dizer que você e eu, pelas nossas ações, fazemos que nossos</p>
<p>filhos se tornem filhos de Deus. Se você examina a sua disciplina à luz do</p>
<p>que tem ouvido das Escrituras, sabe que isto está longe de ser verdade.</p>
<p>Tudo o que temos feito é dar-lhes uma natureza corrupta. Nem quer dizer</p>
<p>que Deus é nosso devedor – que se criamos os nossos filhos na disciplina da</p>
<p>vara e correção, como ele ordenou, Deus estará na obrigação de salvar os</p>
<p>nossos filhos. Mas, de acordo com o seu eterno e soberano beneplácito, ele</p>
<p>determinou que este é o caminho no qual devemos conduzir nossos</p>
<p>pequeninos eleitos a Jesus.</p>
<p>Não há maior bênção para as nossas crianças, como filhos de Deus,</p>
<p>do que ter pais piedosos que obedecem esta Palavra de Deus, que usam a</p>
<p>vara e a correção quando Deus exige.</p>
<p>Tal é o reflexo do amor de Deus em Cristo Jesus por nós. Este amor</p>
<p>de Deus está fundamentado na entrega do seu próprio Filho para a nossa</p>
<p>adoção. Nosso Pai fez mais do que mostrar seu amor na cruz. Ele também</p>
<p>constantemente nos assegura desse amor guiando-nos no caminho da</p>
<p>justiça. Ele nos assegura do seu amor, não somente nos castigando, mas</p>
<p>falando conosco na pregação do evangelho. Como pais, também precisamos</p>
<p>experimentar esse amor. Precisamos estar preparados para confessar nossos</p>
<p>pecados uns aos outros dentro das nossas famílias, e assim demonstrar na</p>
<p>família nossa crença que a confissão e o perdão de pecados é a única forma</p>
<p>de salvação. Assim, que amemos uns aos outros por causa de Deus.</p>

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		<title>Davi Silva Confissões – Ministério Casa de Davi.</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 20:20:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não é nossa intenção denegrir, difamar ou denunciar nada que já não esteja declarado pelo próprio autor dessa carta aberta. Nossa intenção, é apenas divulgarmos tal fato sem acréscimos. Por um lado é lamentável tais descobertas e afirmações que estiveram escondidas por varios anos, mas, por outro lado, alegra-nos o coração saber que existem ainda pessoas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é nossa intenção denegrir, difamar ou denunciar nada que já não esteja declarado pelo próprio autor dessa carta aberta. Nossa intenção, é apenas divulgarmos tal fato sem acréscimos. Por um lado é lamentável tais descobertas e afirmações que estiveram escondidas por varios anos, mas, por outro lado, alegra-nos o coração saber que existem ainda pessoas que andam no Caminho dispostas a reconhecerem suas faltas e com isso se redimirem publicamente.</p>
<p>&#8220;..O que encobre transgressão jamais prosperará, mas aquele que confessa, alcançará misericórdia !&#8221;.</p>
<p><span id="more-977"></span></p>
<p>Desde agosto de 1999 tenho ministrado junto com Mike Shea pela nação brasileira e em outras nações também. Durante esses anos tenho compartilhado vários testemunhos, a começar com minha cura da Síndrome de Down, passando por sonhos, visões e arrebatamentos, e diversas experiências sobrenaturais. Pois bem, em quase todos esses testemunhos eu acrescentei mentiras. Alguns deles são totalmente mentirosos. Inclusive um deles, eu roubei de um irmão em Cristo que teve a experiência que conto como sendo minha. Outros testemunhos são meus e em parte verdadeiros.  </p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Menti para minha família, meu ministério, a igreja do Senhor e outros na sociedade que ainda não conhecem a Jesus</span>. Estou escrevendo este texto e também fazendo um vídeo, porque eu contava esses testemunhos desde 1999, tanto em solo brasileiro, como em viagens para os Estado Unidos, Nova Zelândia, Austrália, Argentina, Paraguay e Uruguay. Eu contava em nossos seminários, em clínicas pastorais, conferências proféticas e apostólicas que reuniam pessoas do mundo inteiro. Esses testemunhos foram gravados em CDs e DVDs, <span style="text-decoration: underline;">comprados</span> e espalhados para lugares onde só Deus sabe. Pessoas ouviram os meus testemunhos <span style="text-decoration: underline;">e não sabendo que continham mentiras</span>, escreveram em blogs, revistas, e livros. Deram entrevistas, como eu também tenho dado, em rádio e televisão, repassando verdades e, infelizmente, as mentiras contidas em meus testemunhos. Estou profundamente arrependido. Tremendamente envergonhado. Triste ao extremo pelos meus atos. Eu escolhi mentir, enganar. Eu escolhi decepcionar. Como disse o Mike, eu também tenho pregado essa mensagem de arrependimento pelas nações.</p>
<p>Estou fazendo esta confissão dessa forma porque é coerente com o que tenho pregado, e estou procurando agir com verdade, arrependimento e confissão na medida do meu pecado. Se alguém mentir para uma pessoa, é necessário pedir perdão a Deus e à pessoa para qual se mentiu, e além disso, desmentir a mentira. Pois eu menti para centenas de milhares de pessoas espalhadas pelo mundo, e por isso torno pública minha confissão.</p>
<p> Nesses 10 anos, eu tive momentos para me arrepender quando as conseqüências não teriam sido tão graves. Na verdade, <span style="text-decoration: underline;">eu lido com esse pecado de mentira desde minha infância</span>. Por isso eu sei que, o passo que dou hoje é necessário para que haja a verdadeira conversão e transformação na minha vida. Tanto agora, como na infância, fui flagrado nesse pecado, mas até hoje não havia produzido frutos de um arrependimento digno. Eu continuo no ministério Casa de Davi. Vou permanecer em Londrina, sem ministrar, durante o restante deste ano de 2010.</p>
<p> Preciso passar por um processo de restauração. Preciso reconstruir o que destruí com as mentiras e preciso de transformação nessa área da minha vida antes de voltar a ministrar. Peço perdão a você, para quem menti e envolvi na minha mentira. Peço que o Senhor Jesus purifique a Igreja da minha injustiça.</p>
<p>Me preocupo com o “escândalo” que eu tenho trazido para o corpo de Cristo. Entendo que mais cedo ou mais tarde tudo isso viria à luz, pois a palavra de Deus afirma que todo oculto e escondido será revelado. Peço que façam distinção entre a minha pessoa, meu pecado, e os princípios que o ministério Casa de Davi tem pregado e ensinado. Todas as mensagens que o ministério Casa de Davi tem ministrado nos seminários pelo Brasil e outros países permanecem intactas. A minha mentira não abala a integridade das <span style="text-decoration: underline;">palavras e mensagens proféticas do ministério</span>. Peço que não percam as <span style="text-decoration: underline;">experiências sobrenaturais</span>, pois minhas mentiras não anulam a realidade do sobrenatural de Deus. Peço sua orações, enquanto eu oro para que o Senhor <span style="text-decoration: underline;">cure a igreja</span> das feridas causadas por mim e pelas minhas mentiras. Estou no início do processo de minha <span style="text-decoration: underline;">restauração</span>. O primeiro passo é pedir perdão para você, pois menti para ti. Ainda estou apurando todos os testemunhos que contei. Peço sua paciência enquanto eu apuro toda a verdade durante esse período. Nos próximos meses escreverei um documento onde serão relatadas as verdades e mentiras dos testemunhos que tenho contado.</p>
<p>Conto com o amor, a graça e misericórdia do Senhor, de minha família, de meus irmãos em Cristo e amigos. Conto também com suas orações. Sei que minha confissão é muito decepcionante para todos. Como me arrependo! </p>
<p>Sinto gratidão em meu coração por poder contar com o amor e perdão da minha mãe, meus irmãos, minha esposa e meus filhos e de todos meus irmãos no ministério Casa de Davi, para os quais eu já me confessei.</p>
<p>Quero expressar aqui que sinto gratidão e alegria de ter a liderança do Mike, que de forma graciosa, com muito amor e cheio de sabedoria tem me acompanhado e ajudado nesse difícil processo de confissão, cura e restauração. Mais uma vez, perdoe-me pelas mentiras e as decepções que causei na tua vida e no Corpo de Cristo.</p>
<p>Eu os amo.                     </p>
<p>Espero poder voltar e ministrar novamente, totalmente restaurado e transformado pelo mesmo poder que ressuscitou Jesus dentre os mortos.</p>
<p> Nota minha: Não sei o que motivou Davi Silva depois de 11 anos para tal confissão,  &#8220;mas o que sei é que: quem se arrepende por mentir em nome de Deus, <span style="text-decoration: underline;">e cai em si</span>, cai ao contrário, é uma queda pra cima e eleva o ser&#8221;.</p>
<p>Se no meio religioso alguns tomassem o exemplo de Davi Silva, teria uma fila kilométrica para tais confissões&#8230;Que Deus ajude a todos os sinceros terem um encontro com a simplicidade da Vida. Acredito, que Jesus pode estar dizendo pra ele e para nós hoje: &#8220;- Meu filho, hoje entrou salvação nesta sua Casa&#8221;.</p>
<p>E que assim seja&#8230;</p>
<p>Vídeos que fundamentam o Texto,  se trata da própria confissão de Davi Silva em vídeo; segue links: </p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=H7eABiWDyXE" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=H7eABiWDyXE</a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=P76PoIINRjg&amp;feature=related" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=P76PoIINRjg&amp;feature=related</a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=NpLxfq_nRrc&amp;feature=player_embedded" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=NpLxfq_nRrc&amp;feature=player_embedded</a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;">http://www.youtube.com/watch?v=179mYqhJak8&amp;feature=player_embedded</span></p>

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		<title>Os frutos de um verdadeiro Amor.</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 01:21:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[estudos diversos]]></category>
		<category><![CDATA[leitura recomendada]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
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		<description><![CDATA[Jonathan Edwards era um cristão estratosférico, mas ele era preeminentemente um pastor e a principal de todas as suas preocupações para sua congregação era enfatizar para eles que o amor era a maior de todas as coisas. Todas as virtudes dignas tinham sido reunidas no amor cristão. A heresia do coração é uma força tão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Jonathan Edwards era  um cristão estratosférico, mas ele era preeminentemente um pastor e a  principal de todas as suas preocupações para sua congregação era  enfatizar para eles que o amor era a maior de todas as coisas. Todas as  virtudes dignas tinham sido reunidas no amor cristão. A heresia do  coração é uma força tão destrutiva na igreja quanto a heresia da mente.  Com esta convicção Edwards pregou seus 13 sermões sobre “Amor e seus  frutos” (Banner of Truth Press). Todos os dons espirituais, os  permanentes e os temporários, não podem compensar um “jota” da abstenção  do amor no coração. A fé trabalha pelo amor. O Senhor diz para sua  igreja em Efésios: “Você  deixou o amor que tinha no princípio”. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;"><span id="more-975"></span><br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;"> Edwards começa  nos dizendo que o amor é o espírito cristão correto. Em Lucas 9  descobrimos que os Samaritanos rejeitaram a Jesus e seus discípulos  queriam destruí-los com fogo. Jesus lhes disse que eles careciam do  espírito que caracterizava a disposição cristã e a natureza do reino de  Deus. O amor é a coisa principal. O amor é a luz e a glória ao redor do  trono sobre o qual Deus está assentado. As pessoas fazem essa dedução de  nós, quando elas visitam nossas igrejas? À medida que elas sentam em  nossas igrejas e ouvem nossos ministros, por acaso elas pensam: “Que  espírito de amor marca a vida dessa congregação!”?</span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Edwards continua  dizendo que o amor testa nossas experiências. Os cristãos não se alegram  neles mesmos, mas em Deus que é sua alegria excedente. A presença do  amor em nossos corações testa nossas experiências. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">O amor mostra o  objetivo do espírito cristão – quão agradável e amável e bem comedido é –  docemente moderado e amável. Agostinho nos diz que o que primeiramente  penetrou em sua lembrança quando ele olhou para trás foi aquela bondade  para com ele do pregador Ambrósio. A bondade tem penetrado e convencido  mais pecadores que o conhecimento e a eloqüência. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">O amor mostra o  prazer da vida cristã – quão doce ela é. É fácil queixar-se e criticar  quem ajuda. Quando uma crítica constante sobre um ministro chega até ele  com algum outro murmúrio, ele responde “nunca tinha surpreendido você  que eu poderia ouvir suas lamentações antes e diferentemente se viessem  de uma vida que fosse mais auxiliadora e encorajadora?” Quando o amor de  Deus é presente em nossas almas então o Espírito de Cristo cria o amor. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">A abstenção do  amor promove contendas. Pouco se duvida de que a fé reformada diga  respeito ao espírito cristão quanto qualquer um dos cinco pontos. Não  podemos ser humildes suficientemente para nos angustiarmos sobre nossas  divisões e rupturas. Nós somos freqüentemente arrogantes sobre nossas  dissensões. A abstenção do amor provoca muitas destas dissensões. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">A vigilância e  guarda devem se sobrepor a todo amargor e qualquer coisa que impeça o  amor dos homens. Um cristão invejoso, malicioso, frio e de coração duro é  a maior de todas as contradições. É como “brilho da escuridão”, ou  “mentira verdadeira.” Um cristão desamável não é um cristão  completamente. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Não é incrível que  o cristianismo requeira de nós amar nossos inimigos. No sermão do monte  Jesus fala daqueles que amam os que os amam. Não! “Amem seus inimigos”,  ele os exorta, pois o amor é o cerne do cristianismo. Nós somos  obrigados a fazer o bem para cada pessoa. Nós somos o reflexo do amor de  nosso Pai no céu. Nosso salvador morreu por seus inimigos e  experimentou o abandono de Deus por causa deles. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Nós estamos  procurando cada vez mais o amor. Se seu coração está cheio de amor, ele  encontrará passagem. Todas as suas atividades são feitas por amor a Deus  e aos homens? Somos simplesmente sinos a tocar e címbalos ressonantes  (1Co 13) sem amor. Eu poderia mover montanhas pela fé, e ainda estar sem  amor. Então uma montanha movida pelo homem é nada. Eu realmente  acredito nisso? O que uma igreja deve escolher quando confrontado, o  poder que move montanhas ou o amor? Se eu não tenho amor então não tenho  nada. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Então sem este  amor, ou objetivo, ou a partida de nossas almas para Deus, toda a  reforma e avivamento no mundo é como nada. Quão rapidamente todos os  despertamentos na história correram para como estavam antes. Com sete  anos do Grande Despertamento Jonathan Edwards foi demitido por sua  congregação. Isto não é incomum. Em todas as nossas defesas precisamos  marcar nos corações de nossa própria gente que tudo que não resulta de  amor palpável para Deus é indigno. Nós exibimos tão pequeno amor por que  o sentimos em pequena quantidade. O amor dará a saída, diz Edwards. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Toda vez que Deus  concede uma pequena benção, os homens lhe atribuirão maior importância ,  o que sempre é uma decepção, pois o que nossos pais viram é que nós  estamos crescendo na graça de nosso Senhor Jesus, e todo o resto está  vazio. Quando vemos ruínas de igrejas vazias ou edifícios que abrigaram  igrejas utilizados para outros fins, costumamos dizer, “afundou-se no  naufrágio do liberalismo”, mas não devíamos estar dizendo, “há ausência  de amor?”. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Creio que minha  grande necessidade como cristão é compreender a revelação básica de  Deus. Falhas surgem por que não entendemos o básico. Se, por exemplo,  vocês não entendem o significado bíblico da Justificação, então suas  vidas devem ser preservadas de tanta insensatez que surge através das  igrejas evangélicas. Amor é o sumo e substância do Cristianismo. Nós  sabemos e acreditamos nisto, mesmo que seja um pouco nós conhecemos a  graça e poder do amor em nossas vidas. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Quando Cristo  estava dirigindo-se à igreja de Éfeso no livro do Apocalipse ele também  estava falando com as igrejas de todas as eras. Éfeso era uma igreja  espiritual estabelecida sobre o ministério de Paulo e Timóteo, uma  congregação que tinha conhecido grandes bênçãos. “Conheço as tuas obras,  tanto seu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar  homens maus,” diz o Senhor “Tens perseverança, e suportaste provas por  causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer.” Então a igreja  trabalhou duro para Deus. Éfeso seria a voz da igreja reformada de hoje.  Todavia, diz o Senhor a eles, “tenho, porém, contra ti que abandonaste o  teu primeiro amor.” Não era suficiente acreditar nas coisas certas.  Paulo os tinha avisado que algumas pessoas iriam se levantar dentre  eles, distorcendo a verdade e levá-los para maus caminhos. Pureza de  doutrina não é o grande fim em si mesmo, mas sim amor de um coração puro  e fé sincera. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Em 1 Coríntios 13  Paulo exulta no amor cristão. A igreja do NT viveu unicamente ao tempo  dos dons miraculosos. Eles sabiam que embora Paulo dissesse que falava a  língua de homens e anjos, a influência natural do Espírito de Deus  trabalhando o amor no coração era mais importante para o apóstolo do que  todos os dons espirituais. Salvação é prometida para aqueles que têm as  graças do Espírito, não os dons. Os grandes privilégios que Deus  concedeu ao apóstolo Paulo ou à virgem Maria são como nada se comparados  com o privilegio de ter Cristo em seus corações e uma disposição para  amar. Há vezes em que as pessoas dizem algumas coisas sobre nosso  ministério público como – “grande desempenho!” – mas sem amor no coração  este desempenho não é nada. Os homens também podem manifestar grandes  sofrimentos por suas convicções religiosas, mas sem amor no coração  aqueles homens não são nada. </span><br />
<span style="font-family: Bookman Old Style;"><strong>Deduções</strong></span></p>
<div>
<ol>
<li><span style="font-family: Bookman Old Style;">Não é a realização de  trabalhos externos que não possuam neles mesmos nada digno sob a  perspectiva divina. O Senhor não tem necessidade de nada. Mas o Senhor é  o amante de nossas almas, e ama contemplando-nos por amor.<br />
</span></li>
<li><span style="font-family: Bookman Old Style;">Nós podemos nos exaltar e  pensar de nós mesmos como melhores que outros em um bando de questões.  Mas é absurdo acreditar que qualquer coisa possa maquiar a ausência do  amor. Nós simplesmente criamos outro problema.<br />
</span></li>
<li><span style="font-family: Bookman Old Style;">Se nós temos uma grande  aparência de respeito, isto será hipocrisia na ausência do amor. Todas  as pregações de Edwards sobre o amor procuram nossos corações. Um copo  de água gelada em nome do amor é mais digno na perspectiva divina do que  um reino dado sem amor. Edwards não enfatiza a sinceridade como bem  supremo. “Todos estes anos eu lhe tenho servido,” disse o irmão do filho  pródigo a seu pai. Mas onde estava e integridade e a pureza? A  verdadeira porção que o amor tinha em nossa sinceridade será  reconhecida. </span></li>
</ol>
</div>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Então como é absolutamente necessário  deixar o amor ser a maior coisa que você deva almejar, penso que não  descansaremos com qualquer evidência do amor. Terminaremos onde  começamos, em Apocalipse 2, onde o Senhor tem uma coisa contra nós, que  deixamos o primeiro amor. Eu temo que tenhamos perdido o foco em algumas  coisas – se a igreja de Éfeso perdeu o foco então certamente nós também  podemos perdê-lo. Porque amor é a regra que governa nossas ações, e  Deus não aprovará nada que careça de amor, não importando quão grande  pareça a fé ou os dons para os homens.</p>
<p>Foi dito sobre Richard Sibbes que o céu estava nele antes de ele  estar no céu. O que foi dito sobre ele pode igualmente ser dito sobre  Jonathan Edwards. Seu contexto natural era declarar as excelências do  amor de Deus em Jesus Cristo. Edwards não tinha nenhum prazer na morte  de pecadores, mas sim em sua conversão. O ar natural que ele respirava  era o generoso amor de Deus em Jesus Cristo. O clímax de sua exposição  em 1 Coríntios 13 está em estado eterno em um mundo de amor, e Edwards  produz uma correta doutrina do texto com aplicação e uso. O céu é um  mundo de amor, ele diz. O que Edwards procurou nos dizer é que se este é  o eterno estado estabelecido da igreja, para estar em um mundo de amor,  então que outra coisa deve ser desejada para agora? </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Nossas igrejas  estão nos preparando o suficientemente para este mundo de amor? Quanto  mais repletos estivermos das coisas do alto estivermos, mais úteis somos  na terra. Nós podemos não falar com as línguas dos homens e dos anjos e  não ter grandes dons, mas se nós exibimos a igualdade familiar Deus  pode nos usar para Sua glória. A causa e fonte do amor no céu é Jesus  Cristo. O Espírito é o Espírito do amor divino e por sua influência todo  santo amor é derramado grandemente em nossos corações. Cada membro da  Trindade contribui para este amor no céu. Seu amor para com o próximo  transborda para todos os habitantes do céu, e então todos no céu são  amáveis. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">A última  trajetória da regeneração é consumir-nos na glória do amor divino, em  absoluta conformidade com a imagem de Deus. O mundo deve saber que Deus  enviou seu Filho para que nós nos amássemos. Pode existir um cristão  professo, digno de fé, se não há amor? Como nós podemos olhar para  nossas próprias congregações? Este amor está em seus corações? O amor  lhes dará um poder evangelístico. Você ama e então você continua, e você  serve, e voe fala. O amor não nos faz auto-indulgentes, sendo  insinceros com os irmãos, mas ao contrário, o amor o envia para o mundo.  Este amor fundamentará sua vida pelos irmãos. No céu não haverá nenhuma  inveja, nenhuma malícia ou egoísmo. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Quando estamos  lendo o último sermão de Jonathan Edwards, voltamos às palavras de Paulo  em Filipenses 2 e o chamado para que a mente que estava no Servo Rei  encarnado também esteja em nós. A mente de Cristo determina e submete e  torna em nada o que nós podemos ter. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Edwards não está  simplesmente estimulando nosso apetite para o céu. Ele está dizendo que  se este é o nosso alvo – se o céu é tal qual o mundo que descrevemos –  então a discórdia em uma igreja obscurece nosso testemunho para nosso  glorioso destino. Isto é um desafio para todos nós. Como julgaremos a  nós mesmo como cristãos? Devemos deplorar o sectarismo e o divisionismo.  Não fomos salvos por acreditar em grandes doutrinas por acreditar em um  Salvador , Seu sangue e justiça. É natural para um lobo aflige um  cordeiro, mas quando um cordeiro aflige outro cordeiro, então isso é uma  coisa monstruosa. Nós tratamos os filhos de Deus como seus filhos de  verdade, e os irmãos e irmãs de Cristo como seus verdadeiros irmãos e  irmãs. As marcas fundamentais são características do evangelho. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">O Ego não  mortificado é o grande obstáculo para a benção das igrejas de Deus. O  Espírito Santo traz a santa graça do amor, e mortifica o que é  pecaminoso em nós. O Espírito nos ajuda a mortificar o pecado. Ele não  vem e diz que está vindo para fazer tudo por nós, mas antes Ele diz  “vamos fazê-lo juntos.” </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Edwards também  aplicou esta verdade para não-crentes com exortações e avisos solenes.  Edwards conclui com duas aplicações:</span></p>
<div>
<ol>
<li><span style="font-family: Bookman Old Style;">Se o céu é tal qual um mundo  de amor como tem sido descrito então nós que somos mínimos em amor somos  o mínimo do céu e estamos distante dele.<br />
</span></li>
<li><span style="font-family: Bookman Old Style;">Deixe a reflexão do céu  excitar-nos para procurá-lo:</span></li>
</ol>
</div>
<blockquote><p><span style="font-family: Bookman Old Style;">a]  Não deixe  seu coração se deteriorar depois que as coisas da terra como seu bem  principal;</span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">b</span><span style="font-family: Bookman Old Style;">] Você deve falar com a divindade e as coisas  celestiais e o Deus que lá habita;</span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">c</span><span style="font-family: Bookman Old Style;">]  Esteja contente em passar por dificuldades  como você tem passado;</span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">d] Em todo o seu  caminho deixe seus olhos fixados em Jesus. Isto é a vida cristã;</span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">e]</span><span style="font-family: Bookman Old Style;"> Se você estiver no caminho do mundo do amor,  olhe para sua vida como uma vida de amor , que você tem em união com  Cristo aquele Espírito por Ele manifestado. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Avivamentos são  também seguidos por declínio espiritual. Em poucos anos Edwards foi  esquecido. A graça do Senhor estava nele, ele testemunhou sobre ela de  um modo memorável. O amor é a maior coisa, a principal das virtudes  cristãs. Nós sabemos que passamos da morte para a vida quando amamos  nossos irmãos. Que Deus possa dizer de nós, “Veja como eles se amam”. </span></p>

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		<title>Casamento fora do Senhor e suas consequencias.</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 21:45:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[jesus]]></category>
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		<description><![CDATA[1 Coríntios 7:39 ordena que se um cristão for se casar, deve fazê-lo “somente no Senhor”. Obviamente isso proíbe o casamento com incrédulos e, portanto, namorá-los, pois o propósito do namoro é verificar se é a vontade de Deus que você se case com aquela pessoa. O pecado de cristãos professos namorando e se casando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1 Coríntios 7:39 ordena que se um cristão for se casar, deve fazê-lo “somente no Senhor”. Obviamente isso proíbe o casamento com incrédulos e, portanto, namorá-los,<br />
pois o propósito do namoro é verificar se é a vontade de Deus que você se case com aquela pessoa. O pecado de cristãos professos namorando e se casando com incrédulos<br />
levou à apostasia da igreja existente antes do dilúvio e à destruição do mundo antigo pelo dilúvio (Gênesis 6:1-2)! Desobedecer ao mandamento de Deus casando-se (ou<br />
namorando) um não-cristão é uma das diversas maneiras pelas quais um(a) filho(a) de Deus coloca sobre seus ombros (o doloroso) jugo desigual: “Não vos ponhais em jugo<br />
desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14).</p>
<p><span id="more-972"></span></p>
<p><img title="Mais..." src="http://www.caminhocristao.com/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /></p>
<p>Dessa forma,<br />
diz a Confissão de Fé de Westminster: “A todos os que são capazes de dar um consentimento<br />
ajuizado, é lícito casar, mas é dever dos cristãos casar somente no Senhor, ou seja, com pessoas que</p>
<p>sejam temendes ao Senhor de toda a graca e que possuem o Espirito Santo da Promessa; portanto, os<br />
que professam a verdadeira religião reformada não devem casar-se com infiéis, papistas<br />
ou outros idólatras; nem os piedosos prender-se a jugo desigual por meio do casamento<br />
com os que são notoriamente ímpios em suas vidas, ou que mantêm heresias perniciosas”.<br />
Mas e se alguém for salvo após ter se casado, e Deus não tiver convertido a outra<br />
parte, seja esposo ou esposa; ou, o que dizer se um cristão se casar, pecando, com um<br />
incrédulo? Isso significa que eles deveriam se divorciar? Não! “Aos mais digo eu, não o<br />
Senhor: se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a<br />
abandone; e a mulher que tem marido incrédulo e este consente em viver com ela, não<br />
deixe o marido” (1 Coríntios 7:12-13).<br />
Os cristãos devem se casar apenas com outros cristãos piedosos e ortodoxos. Além<br />
do mais, se Paulo roga aos seus irmãos coríntios “pelo nome de Nosso Senhor Jesus<br />
Cristo” que eles falem a mesma coisa, e estejam perfeitamente unidos em uma só mente e<br />
parecer, a fim de que não houvesse divisões entre eles (1 Coríntios 1:10), quão muito mais<br />
isso não se aplica a dois crentes que estão considerando se tornarem uma só carne pelo<br />
matrimônio? Certamente, não deve haver divisões entre eles! Sem dúvida, eles devem<br />
falar a mesma coisa e ter a mesma disposição mental e o mesmo parecer!</p>
<p>Dois cristãos que estão contemplando o casamento devem ter a mesma disposição<br />
mental e o mesmo parecer sobre a natureza do próprio casamento (união de duas pessoas<br />
“até que a morte nos separe”), os papéis de cada um no casamento (maridos como líderes<br />
amorosos e esposas como auxiliadoras submissas, assim refletindo o relacionamento de<br />
Cristo para com a Igreja), e os propósitos do casamento (companheirismo íntimo e</p>
<p>auxílio mútuo, criar crianças santas, e evitar a fornicação). Eles devem, também, e</p>
<p>obviamente, ter a mesma disposição mental e o mesmo parecer no que diz respeito à<br />
doutrina bíblica, conforme ela está resumida nas confissões Reformadas.<br />
Mas há outra forma de considerar a unidade requerida para o casamento “somente<br />
no Senhor” (7:39). Somos ensinados por esse versículo que devemos nos casar apenas<br />
com outra pessoa que confesse e viva sob o senhorio de Jesus Cristo – seu governo e<br />
senhorio soberanos de todas as coisas.<br />
Cristo é Senhor da criação. Acaso seria casar “somente no Senhor” se unir a um<br />
“teísta evolucionista” ou um “criacionista progressivo? Tal pessoa nega o senhorio de<br />
Cristo, como aquele por meio de quem foram feitas todas as coisas nos céus e na terra<br />
num espaço de seis dias, porque ela se compromete com o evolucionismo. Cristo é o<br />
Senhor da história, como soberano governador de todas as coisas, mesmo do pecado e<br />
catástrofes e o anticristo, segundo o eterno decreto de Deus (Efésios 1:11). Acaso seu<br />
namorado ou namorada crê nisso? Cristo é o Senhor da redenção, morrendo na cruz para<br />
purgar os pecados de Seu povo (Mateus 1:21), Seu rebanho (João 10:15), Sua semente<br />
(Isaías 53:10) e Sua igreja (Efésios 5:25) – e não os pecados dos bodes (Mateus 25:33),<br />
nem os da descendência da serpente (Gênesis 3:15), nem da sinagoga de Satanás<br />
(Apocalipse 3:9). Cristo é o Senhor da eleição e da reprovação (Romanos 9), da<br />
regeneração (João 3:8; Tiago 1:18), do chamado, da justificação, da adoção e da<br />
glorificação (Romanos 8:30). Como pode alguém que recebeu a verdade da soberana<br />
graça ser “inteiramente unida, na mesma disposição mental e no mesmo parecer” (1<br />
Coríntios 1:10) com alguém que faz a salvação de Deus depender do “livre-arbítrio” do<br />
pecador? Cristo é o Senhor da igreja, como o seu único redentor, cabeça e rei. A sua<br />
vontade, nas Escrituras, deve determinar a doutrina da igreja, seus sacramentos,<br />
disciplina, adoração e governo, e não os sentimentos dos homens, a cultura moderna ou<br />
as tradições antigas. Cristo é o Senhor da aliança, estabelecendo-a não apenas com os<br />
crentes, mas também com a sua semente eleita (Romanos 9:6-13), e ordenando o batismo<br />
das crianças desses crentes (Gênesis 17:7; Atos 2:39; 16:14-15; Colossenses 2:11-12).<br />
Cristo é o Senhor também do todo de nossas vidas: corpo e alma; trabalho e<br />
descanso; família, lar, filhos e amizades, etc. Ele é nosso senhor e nós somos sua<br />
propriedade, de maneira que nossas habilidades, nosso tempo e possessões devem se<br />
colocar a seu serviço – no namoro e no casamento igualmente!<br />
Assim, os cristãos devem se casar (e namorar) crentes ortodoxos no temor de<br />
Jeová, buscando agradar a Cristo e em todo tempo submeter-se ao seu senhorio e honrá-<br />
lo. Tais casamentos glorificam a Deus, fortalecem a igreja e resultam em lares cristãos<br />
sólidos… e esposas felizes e contentes (Salmos 127-128)!</p>

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		<title>O conceito do Amor segundo Deus.</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 21:31:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Assim como Paulo tinha em mente uma fé que é específica2 – é “fé… em Cristo Jesus” – ele tinha em mente um amor que também é específico – é o “amor que têm por todos os santos”. Alguns comentaristas observam que nessa passagem fé caracteriza nosso relacionamento “vertical” com Deus, enquanto amor caracteriza nosso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assim como Paulo tinha em mente uma fé que é específica2 – é “fé… em Cristo Jesus” – ele tinha em mente um amor que também é específico – é o “amor<br />
que têm por todos os santos”. Alguns comentaristas observam que nessa passagem fé caracteriza nosso relacionamento “vertical” com Deus, enquanto amor caracteriza<br />
nosso relacionamento “horizontal” com outras pessoas. Isso é verdade na passagem em questão, mas seria um engano inferir a partir disso um amplo<br />
princípio que force rigidamente a distinção. O motivo é que, entre outras coisas, o amor deve caracterizar também nosso relacionamento vertical com Deus.<br />
Embora a fé seja algumas vezes associada com um sentimento de confiança, ela não deve ser identificada com o sentimento em si. Antes, fé é crença nas<br />
proposições divinamente reveladas e é em si mesma independente de sentimentos que podem oscilar. Sentir-se bem sobre uma proposição bíblica é diferente de crer<br />
nela. Da mesma forma, embora o amor seja algumas vezes acompanhado por certas emoções, o amor em si não é uma emoção. A idéia que o amor é uma emoção, ou<br />
está necessária e proporcionalmente associado com certas emoções, tem causado danos desastrosos ao desenvolvimento intelectual e ético de inúmeros crentes.</p>
<p><span id="more-968"></span></p>
<p>A Bíblia fala de amor como a disposição de pensar e agir para com outras<br />
pessoas (incluindo Deus) de acordo com os preceitos e leis divinas – isto é, tratá-las<br />
como Deus nos manda tratá-las. Esse amor não tem nenhuma conexão direta e<br />
necessária com alguma emoção, a qual, sem qualquer conotação negativa inerente,<br />
definimos como um tipo de distúrbio mental. Esse distúrbio pode ser positivo ou<br />
negativo, mas é um distúrbio.<br />
Como Paulo escreve em Romanos 13, “Todos [mandamentos] se resumem<br />
neste preceito: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. O amor não pratica o mal<br />
contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da Lei” (v. 9-10). Note que o<br />
amor é o cumprimento e não a substituição da lei. Não tratamos as pessoas com amor</p>
<p>ao invés de tratá-las de acordo com a lei. Antes, tratá-las com amor é tratá-las de<br />
acordo com a lei, ou mandamentos de Deus.<br />
Ele diz que os mandamentos, tais como “Não adulterarás” e “Não matarás”<br />
são resumidos no mandamento para amar. Um resumo não é diferente ou superior às<br />
coisas que ele expressa. Na realidade, para entender verdadeiramente os detalhes<br />
representados pelo resumo, devemos examinar as coisas que ele resume. Assim, o<br />
mandamento para amar não é diferente ou superior aos outros mandamentos –<br />
amor é definido por esses mandamentos em primeiro lugar.<br />
A Escritura define nosso amor para com Deus da mesma forma. Jesus diz<br />
aos seus discípulos em João 14:23, “Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra”<br />
– não que ele sentirá de certa forma ou terá certa emoção. Se ele ama, obedece.<br />
Então, ele diz: “O meu mandamento é este: Amem-se uns aos outros como eu os<br />
amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus<br />
amigos” (15-12-13). Não há nenhuma emoção aqui. O mandamento é amar, e esse<br />
amor significa ação heróica e sacrificial em benefício de outros.<br />
Muitas pessoas que se sentem totalmente perturbadas por dentro diante do<br />
mais leve sofrimento nos outros, nunca sacrificariam sequer o seu conforto pessoal<br />
para resgatá-las, para não dizer salvar a vida. Mas elas têm sido ensinadas – pela<br />
cultura, tradição, filosofias anti-cristãs, mas não pela Escritura – que isso representa<br />
compaixão. Eles gemem e choram por eles – isso não é amor? Embora possa<br />
permitir que se sintam muito compassivos e espirituais, isso não tem nada a ver<br />
com amor.<br />
Em seus momentos mais sóbrios, teólogos e comentaristas admitem que o<br />
amor bíblico tem a ver com pensar e agir de acordo com os mandamentos de Deus<br />
para com outras pessoas, e que tal amor não tem nada a ver com um tipo particular<br />
de distúrbio mental, ou emoção. A Escritura é clara sobre isso; não é algo difícil de<br />
reconhecer. Como um comentarista escreve: “A Bíblia fala do amor como uma<br />
ação e atitude, não apenas uma emoção… os cristãos não têm desculpa por não<br />
amar, pois o amor cristão é uma decisão de agir no melhor interesse dos outros”.<br />
Definir amor como uma emoção deixa alguém com uma desculpa, visto que<br />
nossos sentimentos podem oscilar. Além do mais, tal definição gera culpa<br />
desnecessária na pessoa que nem sempre sente o que pensa que deveria sentir para<br />
com as pessoas. E se amor é uma emoção, então que emoção exatamente? Isto é, o<br />
que se deve sentir? Mas de acordo com a Bíblia, se uma pessoa trata outras pessoas<br />
consistentemente de acordo com os mandamentos de Deus, a despeito de como se<br />
sente, então ela anda em amor. Por outro lado, a pessoa que não faz nada mais que<br />
desmoronar num descontrole emocional a qualquer sinal de sofrimento humano,<br />
não anda em amor. Ela é um aborrecimento sem amor, e poderia muito bem parar<br />
de fingir.</p>

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		<title>Onde estas? &#8211; A Pergunta que Deus nos faz !.</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 21:03:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[citações]]></category>
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		<category><![CDATA[leitura recomendada]]></category>
		<category><![CDATA[manifesto]]></category>
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		<description><![CDATA[A pergunta que está diante de teus olhos, foi a primeira que Deus fez ao homem depois da queda. É a pergunta que Ele fez a Adão no dia em que comeu do fruto proibido e se converteu em um pecador.Adão e sua esposa trataram em vão de se esconder entre as árvores do jardim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Bookman Old Style;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">A pergunta que está diante de teus olhos, foi a primeira que Deus fez ao homem depois da queda. É a pergunta que Ele fez a Adão no dia em que comeu do fruto proibido e se converteu em um pecador.Adão e sua esposa trataram em vão de se esconder entre as árvores do jardim do Édem. Foi em vão que tentaram escapar dos olhos de Deus. Ouviram a voz do Senhor andando na viração do dia: “E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim”. Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e perguntou-lhe: “Onde estás?” (Gn3:8-9) Quão terrível deve ter sido para Adão este momento. Certamente Deus nos faz e nos fara sempre esta pergunta nos confrontando: Onde estas ?, De que modo estas ?, Que veredas escolhestes pra tuda vida e pusestes meu Nome em tuas escolhas ?.</span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;"><span id="more-959"></span><br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Amigo, já passaram muitos anos desde que esta pergunta foi feita pela primeira vez. Há milhões de filhos de Adão que tem estado sobre a terra, cada um com uma alma que ou foi salva ou se perdeu. Mas não há qualquer pergunta, que já tenha sido feita, mais solene do que esta: Onde estás? Onde estás diante dos olhos de Deus? Vem agora, e com atenção, para que eu te diga umas poucas coisas te darão luz sobre esta questão. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Não sei se és um homem de igreja ou um séptico, se és sábio ou tolo; rico ou pobre, velho ou jovem, pois nada disso interessa. Pois tu tens uma alma imortal que necessita ser salva. Já que tens de apresentar-te diante do trono do juízo de Deus, e que necessitas estar preparado para isto. Pois sem Jesus e sua cruz certamente serás condenado. Somente a Bíblia contém tais assuntos solenes sobre os habitantes da terra e desejo que todo homem, mulher ou criança os conheça. Creio em cada uma das palavras da Bíblia, e por isso pergunto a cada leitor: Onde tu está diante de Deus? </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">1. Em primeiro lugar, conforme declaram as Escrituras, há muitas pessoas pelas quais, ao pensar nelas, eu temo. Leitor, és tu uma delas? </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Tais pessoas, se é que as palavras da Bíblia tem algum valor, são aquelas que não foram convertidas, não nasceram de novo. Tais pessoas não estão justificadas, Não estão santificadas. Não possuem o Espírito. Não possuem fé, nem graça. Seus pecados não são perdoados. Seus corações não foram transformados. Necessitam de piedade, justiça e santidade. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Algumas destas pessoas, não pensam em suas almas mais do que a de um animal que morre. Não há nada que mostre que pensam em suas vidas mais do que um cavalo ou uma mula, que não possuem entendimento. Seu tesouro está todo, evidentemente, neste mundo. Suas boas novas se acham deste lado do túmulo. Sua atenção está voltada para as coisas que perecem. Comida, bebida, vestes, dinheiro, casas e propriedades, negócios, prazer e política, casar-se, alegrar-se e festejar, estas são as coisas que ocupam o seu coração. Vivem como se a Bíblia não existisse. Caminham como se a ressurreição e o juízo eterno não fossem reais. E quanto a graça, a conversão, a justificação e a santidade, estas são coisas que não o preocupam, se não é que as depreciam e desprezam. Tais pessoas irão morrer. Serão julgadas. E, contudo, se acham mais endurecidos que o próprio diabo, pois parecem não crer nem temer. Oh!, em que estado se encontra sua alma que é imortal! Quão freqüente é este caso! </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Algumas pessoas falam que são religiosas, mas depois de tudo sua religião não é mais do que uma forma externa. Professam ser cristãos. Vão a um lugar de culto aos domingos. Porém, isto é tudo. Onde se encontra a religião do Novo Testamento em suas vidas? Em parte alguma! O pecado não é considerado por eles como o seu pior inimigo, nem o Senhor Jesus como seu melhor amigo. A vontade de Deus não é a regra para sua vida , tampouco a salvação é algo indispensável a sua existência. Um espírito de sono domina o seu coração e se acham satisfeitos e contentes. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Deus lhes fala constantemente, por meio de suas misericórdias, suas aflições e aos domingos por meio dos sermões, mas não escutam o chamado de Jesus à porta de seus corações e, por isso, não o abrem para Ele. Se lhes fala da morte e da eternidade, não lhes interessa. Se lhes adverte contra o amor ao mundo, constantemente se lançam a ele sem pesar. Ouvem falar que Cristo veio ao mundo para morrer pelos pecadores, mas isto não os comove. Parece que só há lugar em seus corações para prazeres e coisas vãs, mas não para Deus. Que condição se encontram tais pessoas! Porém, isto é muito comum! </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, solenemente eu quero perguntar a tua consciência, diante de Deus, se tu és uma destas pessoas? Há milhares delas em nosso país, dito, cristão. És uma delas? Se o és, tenho medo e temo por ti, fico alarmado grandemente. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">O que eu temo? Temo que se continuares nesta condição, desprezando a Cristo, continuareis em pecado até que o endurecimento te deixe indiferente ao perdão. Temo que sejas levado a um sono fatal do qual não mais serás despertado. Temo que este coração endurecido só poderá ser quebrado ao som da trombeta de Deus e o teu sono despertado pela voz do arcanjo. Temo que este teu apego ao mundo só poderá ser rompido pela morte. Temo que vivas sem Cristo, morras sem perdão, ressuscites sem esperança, para receber um juízo sem misericórdia, que te lançarás na condenação. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, tenho de te advertir para que fujas da ira que virá, assim como Deus advertiu a Ló. Te rogo que recordes de que tudo o que a Bíblia diz é verdadeiro e há de se cumprir; que o fim deste teu caminho presente, é miséria e aflição; que sem santidade ninguém poderá ver a Deus; que os homens maus irão para o inferno; e que todas as pessoas que se desviam de Deus terão de prestar contas de seus atos; e que pecadores, sem Cristo, não poderão resistir a Sua vista, porque Ele é santo e é fogo consumidor. Desejo que consideres seriamente nestas coisas. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Conheço bem os pensamentos que satanás tem posto em teu coração quando lês estas palavras. As desculpas que irás dar. Tu dirás: &#8220;A religião é boa, mas o homem tem que viver&#8221;. Respondo: &#8220;Sim, é verdade, mas também é certo que haverás de morrer&#8221;. Podes dizer-me: &#8220;O homem tem que trabalhar para ganhar o seu pão; não tenho tempo para mais nada; Não se pode morrer de fome&#8221;. Sim, não quero que ninguém morra de fome, mas também não desejo que morras condenado. Ou ainda dirás: &#8220;O homem tem que se ocupar com seus negócios, primeiro&#8221;. Eu te digo: &#8220;Sim, mas o negócio mais importante para o homem é a sua alma e as coisas referentes a sua eternidade&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, te rogo com amor, aparta-te de teus pecados, arrepende-te e converte-te. Te rogo que mudes o curso de tua vida, que alteres teu caminho, reconsideres quanto a religião, que corrijas o descuido de tua alma, e que passes a ser um novo homem. Te ofereço, por Jesus Cristo, o perdão de teus pecados passados – gratuitamente – um perdão para o presente e para todo o sempre. Te digo em nome do Mestre, que se te voltares para o Senhor Jesus Cristo, este perdão será teu. Oh! Não recuses esta exortação! Não ouviste que Cristo morreu por ti, que derramou seu sangue por ti e que sofreu na cruz por ti? Como podes ficar indiferente? Não ameis a este mundo, que perece, mais do que amas a vida eterna. Decide-te. Deixa o caminho largo que conduz a perdição. Levanta-te e escapa para salvar a tua alma enquanto tens tempo. Arrepende-te, crê e serás salvo. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, temo pelo teu estado presente. O desejo do meu coração e a minha oração é que Deus te ensine a temer por ti mesmo. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">A pergunta que está diante de teus olhos, foi a primeira que Deus fez ao homem depois da queda. É a pergunta que Ele fez a Adão no dia em que comeu do fruto proibido e se converteu em um pecador. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Adão e sua esposa trataram em vão de se esconder entre as árvores do jardim do Édem. Foi em vão que tentaram escapar dos olhos de Deus. Ouviram a voz do Senhor andando na viração do dia: &#8220;E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e perguntou-lhe: Onde estás?&#8221;(Gn3:8-9) Quão terrível deve ter sido para Adão este momento! </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, onde tu está diante de Deus? </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">2. Em segundo lugar, há muitas pessoas sobre quem a Bíblia me ensina que eu deveria ter dúvidas. Leitor, és tu uma delas? </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">A) Há muitos a quem devo chamar &#8220;quase cristãos&#8221;, porque não conheço outra expressão na Bíblia que descreva exatamente o seu estado. Existe neles muitas coisas corretas, boas e dignas de louvor a vista de Deus. Suas vidas são moralmente corretas. Se encontram livres de pecados grosseiros e evidentes. Possuem hábitos decentes e apropriados. São diligentes no uso dos meios de graça. Parecem amar a pregação do evangelho. Não se ofendem ao ouvir falar de Jesus, mesmo que se pregue a verdade a seu respeito. Não recusam as companhias religiosas. Estão de acordo quando lhes falam de sua alma e com tudo o que lhes dizem. E tudo isto é bom. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Contudo não há movimento em seu coração, pelo menos que possa descobrir sem o uso de um microscópio. Temos a impressão de que está parado. Semana após semana, os anos se passam e sempre estão no mesmo lugar. Aprovam os sermões, mas não lhes serve para melhorar. Sempre regulares e constantes, fazendo uso dos meios de graça, a mesma conversação sobre religião, porém, nada mais que isto. Não há progresso em seu cristianismo. Não há vida, nem coração nem autenticidade neles. Suas almas estão estagnadas. Estão longe de estar bem. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, és tu um destes? Há milhares deles em nossas igrejas. É este o estado de tua alma a vista de Deus? Responde com franqueza. Caso sejas um destes, tua condição não é satisfatória. Como o apóstolo disse aos gálatas, digo eu também: &#8220;Receio de vós outros&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Como poderia ser diferente? Existem dois campos oposto neste mundo, o de Cristo e o do diabo; e não se vê nitidamente a qual deles pertences. Não posso dizer que és descuidado quanto a religião, mas não posso te considerar decidido por Cristo. Te apartas dos ímpios, no entanto, não posso te ver entre os filhos de Deus. Tens alguma luz, mas é o conhecimento que salva? Possuis algum sentimento, mas é graça? Não és um &#8220;descrente&#8221; mas pertences a Deus? É possível que sejas &#8220;povo de Deus&#8221;, no entanto, vives tão perto da fronteira que é difícil discernir a que nação pertences. Pode ser que não estejas espiritualmente morto mas és como uma árvore no inverno. E assim vives sem dar evidências satisfatórias. Não posso deixar de duvidar de teu estado e se há dúvida é porque há razão para isto. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Não posso ver o recôndito do teu coração. Quem sabe haja algum pecado predileto que não queres renunciar. Esta é uma enfermidade que impede o teu crescimento e o de muitos cristãos. Quem sabe temes aos homens, temes a teus companheiros. Isto é uma prisão para muitas almas. Ou talvez sejas descuidado quanto a oração em secreto ou com a comunhão com Deus; esta é uma razão porque muitas pessoas são fracas e enfermas de espírito. Mas qualquer que seja a razão, te advirto que em todos os teus afetos deves ter cuidado com o que fazes. Teu estado não é satisfatório nem seguro. Como os gibeonitas vais com o povo de Israel, e como eles não possuis herança, consolação ou recompensa. Oh! Desperta e atenta para o perigo que corres! Esforça-te por entrar. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, tens de renunciar o andar coxeando entre duas opiniões se queres desfrutar de uma real evidência de salvação. Tem que haver uma mudança em ti. Tens que dar um passo adiante. Não se pode estar parado no verdadeiro cristianismo. Se a obra de Deus não vai adiante no coração do homem, é a obra do diabo que prospera nele; e se o homem se encontra sempre no mesmo ponto, quanto a religião, é mais provável que não haja verdadeira religião. Não basta vestir a armadura externa, temos de lutar as batalhas de Cristo. Não basta deixar de fazer o que é mal; é necessário que se aprenda a fazer o bem. Não basta não causar dano; é necessário trabalhar para fazer o bem. Óh! Cuida para não seres achado como um servo inútil, e como tal sejas tratado. Lembra-te que quem não está com Cristo é contra Ele. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, te rogo que não descanses até que tenhas descoberto se há graça em teu coração ou não. Os desejos, os bons sentimento, as convicções, tudo isto tem a sua importância, porém, não podem te salvar. É bom ver os brotos em uma árvore, porém, é muito melhor ver os seus frutos. Os simples ouvintes da palavra ao lado do caminho não deitam raízes. Os que crescem em terreno pedregoso escutam com alegria, mas a Palavra não penetra. Os que se acham entre os espinhos dão logo fruto, mas a palavra é afogada por este mundo. Nenhum deles é salvo. Temes diante da Palavra? O mesmo fez Felix, mas não foi salvo. Tu gostas de ouvir bons sermões e de fazer boas obras? O mesmo se passava com Herodes , porém não foi salvo. Lembra-te da mulher de Ló, Balaão e Judas Iscariotes. Todos eles tinham pontos bons. Porém não foram salvos. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, uma vez mais chamo a tua atenção sobre o que fazes. Se não procuras dar um passo adiante, como posso deixar de duvidar do estado de tua alma? </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">B) Há, porém, outros sobre quem tenho dúvidas e que estão em pior situação que os &#8220;quase cristãos&#8221;. São os que uma vez professaram sua fé mas que voltaram a trás. Os quais voltaram ao mundo. Parece que voltaram para trás do ponto que haviam estado antes de conhecerem a religião. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, é este o estado de tua alma? Se é assim, sabe com certeza que tua situação é terrivelmente insatisfatória. Não importa muito qual foi a tua experiência anterior. Serve muito pouco que já fostes contado entre os verdadeiro cristãos. Tudo não passou de um erro ou de uma ilusão. É a tua condição presente que deves considerar e esta é terrivelmente duvidosa. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Creio que houve um tempo em que os verdadeiros cristãos se regozijavam em ti. Parecia que amavas o Senhor Jesus sinceramente e estavas disposto a deixar o caminho largo e seguir o Evangelho. A Palavra de Deus te parecia preciosa; a voz do pastor, agradável; a congregação do povo de Deus, o melhor lugar. Nunca faltavas as reuniões. Sempre tinhas a Bíblia nas tuas mãos. Não havia dia que não oravas. Teu zelo era fervente. Andaste bem por um tempo. Porém, Óh! Leitor, onde te encontras agora? Voltaste para o mundo. Tu te detiveste e olhaste para trás. Estás novamente a praticar as obras do velho homem. Tens abandonado o teu primeiro amor. Tua bondade era como nuvem matutina e como orvalho tem se desvanecido. Tuas convicções estão secando, trocam as cores pelas folhas secas do outono, que logo caem e desaparecem. A pregação em que outrora te deleitavas, agora te enfadam e cansam. Os livros que lias com avidez, já não te causam prazer. O progresso do Evangelho de Cristo já não te interessa. Já não buscas a companhia dos filhos de Deus. Te sentes tímido diante dos santos, impaciente se te admoestam, inseguro em teu humor, descuidado em teus pecados e sem apreensão a te misturar com o mundo. Em outro tempo não eras assim. É possível que conserves alguma forma religiosa, mas a piedade vital está se esfriando rapidamente. Agora és fraco e morno, logo estarás frio e morto, mais do antes. Estás ofendendo o Espírito que logo te deixará. Tentas o diabo, que logo te dominará; teu coração está disposto para ele. Óh! Leitor, reforça os laços que, ainda, te mantém unido a Deus antes que se enfraqueçam e rompam. Como é possível que eu deixe de duvidar de tua alma? </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Não posso te deixar sem antes tentar fazer algo por ti. Sofro por te ver tão infeliz. É inútil que o negues: é o teu estado desde que voltaste a trás. És infeliz em tua casa e fora dela, só ou acompanhado, quando estás deitado e quando te levantas. Podes ter riquezas, honras, amor, amigos; mas o espinho segue encravado. Há fome de consolação em ti, desejas paz interior. Está enfermo e teu coração, descontente com todos e especialmente contigo mesmo. És um pássaro fora do seu ninho: nunca se encontra bem em parte alguma. Conservas demasiada religião para não gozar do mundo e muito pouca para te alegrar em Deus. Temes </span><span style="font-family: Bookman Old Style;">morrer e temes viver. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, a pesar de teres voltado a trás, há esperança para ti. Não há enfermidade de alma que o Evangelho não possa curar. É um remédio que pode ferir o teu orgulho, mas é um remédio seguro. Este remédio é uma fonte aberta para lavar todos os pecados, a misericórdia gratuita de Deus em Cristo Jesus. Vem e te lava nesta fonte sem demora e Jesus Cristo te fará são. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Toma tua Bíblia e vê como Davi viveu em pecado durante um tempo e, contudo, quando se arrependeu e se voltou para Deus, encontrou misericórdia para si. Olha para Pedro e vê como ele negou o mestre três vezes e com juramento, contudo, quando se arrependeu e chorou amargamente e se humilhou, encontrou misericórdia para si. Ouve as consoladoras palavras de nosso Senhor e Salvador: &#8220;Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei&#8221;, &#8220;Ora, tu te prostituíste com muitos amantes; mas, ainda assim, torna para mim, diz o SENHOR.&#8221;, &#8220;ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.&#8221; E &#8220;Voltai, ó filhos rebeldes, eu curarei as vossas rebeliões. Eis-nos aqui, vimos ter contigo; porque tu és o SENHOR, nosso Deus.&#8221; (Mateus 11:28; Jeremias 3:1; Isaías 1:18; Jeremias 3:22.) </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, roga a Deus para que estas palavras não te cheguem em vão. Porém , lembra-te, até que voltes de tua apostasia tenho de ter dúvidas sobre tua alma. </span></p>

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		<title>&#8220;O Evangelho&#8221;, e sua definição mais simples</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 17:42:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como muitos termos da Bíblia, a palavra EVANGELHO tem recebido várias definições contrárias ao seu significado original e apropriado. A palavra tem sua origem “em Cristo antes da fundação do mundo”. Isso estava contido na “promessa” que Deus fez antes da fundação do mundo (Tito 1:2). O  &#8221;evangelho”, as “boas novas” ou “novas de grande alegria” [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como muitos termos da Bíblia, a palavra EVANGELHO tem recebido várias definições contrárias ao seu significado original e apropriado. A palavra tem sua origem “em Cristo antes da fundação do mundo”. Isso estava contido na “promessa” que Deus fez antes da fundação do mundo (Tito 1:2). O  &#8221;evangelho”, as “boas novas” ou “novas de grande alegria” é o cumprimento declarado dessa promessa. Em Isaías 61:1-3 é encontrada a proclamação extraordinária feita pela Soma e Substância das novas de alegria, Jesus Cristo mesmo: “O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do SENHOR, para que ele seja glorificado”.</p>
<p><span id="more-957"></span></p>
<p> </p>
<p>O Redentor repetiu essa mesma proclamação de Si mesmo na sinagoga (Lucas 4:17-19).Embora essa declaração profética seja  freqüentemente citada, sua plena significação é raramente entendida. Nessa declaração extensa, está narrado – não o princípio do evangelho, nem uma parte do seu cumprimento – o grande total do que o Filho do Homem declarou sobre a cruz: “ESTÁ CONSUMADO!”.</p>
<p>A palavra grega “<em>evanggelion</em>” é traduzida como “evangelho” nas versões em português. Essa palavra, juntamente com suas outras traduções (“novas de alegria”, “boas novas” e “pregar o evangelho”) ocorre por volta de 108 vezes no Novo Testamento, nenhuma das quais significa algo menos que “redenção consumada” em Cristo. Em nenhum exemplo a palavra transmite algum pensamento de uma mera “oferta livre de graça”. Quando Jesus pôs-se em pé e clamou: “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba”, Ele não convidou o sedento, assim como não convidou a luz quando disse: “Haja luz!”. Em primeiro lugar, não há nenhuma alma sobre a Terra que tenha ou possa ter sede pelas águas vivas que fluem dele, até que Ele a desperte, e faça com que tenha sede; e quando sentir a sua sede, mesmo quando a língua secar, isso não pode aproximar mais a fonte viva, até que Jesus aplique, não o convite, mas a palavra: “Venha a mim”. Suas palavras são espírito e vida; e Suas ovelhas ouvem-no, e conhecem a Sua voz, e O seguem; pois elas não têm poder ou mesmo disposição para resistir à voz do seu Pastor. Em nenhum lugar nas Escrituras o chamado dos santos é denominado de convite. Ele chama Suas ovelhas pelo nome, e as conduz. Se apenas convidasse-as, elas teriam que correr, ou ficar para trás. Mas quando Ele chama, o morto ouve Sua voz, (não Seu convite), e aqueles que ouvem viverão. Como aliviaria a condição de uma pobre, perdida e desamparada alma, que sente sua pobreza, incapacidade e impotência, ler as palavras assim: “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos serão convidados a viver, e aqueles que aceitarem o convite viverão”?E quando convida Suas ovelhas, Ele vai adiante delas, desde que aceitem o convite. Isso está perfeitamente em linha com cada característica do Arminianismo de falar sobre convite do evangelho, pois o próprio termo implica a disposição e o poder de fazer na criatura. E não está em harmonia com a doutrina da experiência dos santos de Deus falar assim de Suas comunicações com as pessoas, pois insinua que Ele abriu mão do governo sobre elas; que o efeito e resultado de Suas comunicações dependeram da vontade delas, e não da Sua. Isso menospreza o caráter de Deus, bem como reflete sobre Sua sabedoria, poder e graça.</p>

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		<title>O genuíno Novo Nascimento.</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 20:28:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não quero reformar nada! Não quero reformar ninguém! Apenas quero desconstruir minha religião e dar-me a oportunidade de começar novamente. Do zero! Quero aprender a orar porque suspeito que nunca aprendi em todos esses anos de eloquentes orações entonadas no conjunto de súplicas adornadas de lindos verbos. Tenho a ligeira impressão de que todas as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não quero reformar nada! Não quero reformar ninguém! Apenas quero desconstruir minha religião e dar-me a oportunidade de começar novamente. Do zero! Quero aprender a orar porque suspeito que nunca aprendi em todos esses anos de eloquentes orações entonadas no conjunto de súplicas adornadas de lindos verbos. Tenho a ligeira impressão de que todas as vezes em que falei em línguas na roda de oração para fazer notório o meu nível espiritual, não me valeram de edificação alguma. E que minhas devocionais carregadas de desânimo e obrigação para com a minha “consagração” no ministério de louvor não resultaram em nenhuma intimidade com Deus !</p>
<p><span id="more-949"></span></p>
<p>Quero desfazer de tudo que sei, ou que penso saber, e de tudo que não sei, e penso não saber, para aprender paulatinamente através de uma busca sincera, paciente, desobrigada, verdadeiramente motivada e autêntica, tudo quanto preciso, quanto quero e quanto me é essencial na jornada da fé. Quero despojar-me dos manuais religiosos, das doutrinas inquestionáveis, das tradições incoerentes e da estupidez e falácia da religião.</p>
<p>Quero duvidar de tudo e de todos, porque minha alma contorce pela verdade e tem sede de justiça. Quero abrir os meus olhos e enfrentar o ardor da luz cortante da revelação. Quero ficar cego por um tempo em virtude do impacto que a luz da verdade traz. Ficar cego para o enlatado evangélico, cego para o cauterizado cristianismo institucional. Quero ficar cego para as fórmulas instantâneas da fé, da sua comercialização e do abuso espiritual. Quero recobrar a visão aos poucos. Enxergar com sanidade a vida, as pessoas, a família, os amigos, o futuro, o presente e o passado. Quero aprender a enxergar tudo que enxergava errado. Usar minha visão pela primeira vez!</p>
<p>Quero me desviar dos caminhos da “i”greja que não segue o Caminho de Cristo. E andar na contra-mão desse sistema religioso elaborado sobre outro fundamento que não Jesus, a Rocha Viva. Quero tirar a capa que me identifica como “cristão” com o emblema da cruz para vestir-me de amor pelo próximo e por esse amor ser conhecido como discípulo de Cristo. E carregar não o emblema da cruz, antes, tomá-la dia após dia em meus ombros e renunciar à volúpia e morrer para o pecado.</p>
<p>Quero fugir dos grandes eventos de milagres e shows da fé, patrocinados por sórdida ganância e puro estrelismo. E me juntar aos homens de Deus presenteados com o dom da cura que trocam o palco pelo corredor dos hospitais. Que ao invés de pedirem que vão a eles, se disponhem a IR aos que necessitam.<br />
Cansei de viver sob maldição financeira! E, agora, não gasto meu dinheiro patrocinando esse sistema putréfulo de escravizar a fé dos pequeninos. Não quero participar de tal infâmia! Que o pouco que tenho sirva não ao luxo dos templos e de seus donos, mas, aos que realmente necessitam da minha fidelidade financeira resultante da confiança no Jeová Jiré. E não da ameaça pastoral de maldição da pobreza versus prosperidade.<br />
Quero ser livre para pecar! E da mesma maneira não pecar por entender que não me convém. Mas, se o desejo do pecado ronda a minha mente e não peco por causa da pressão de ter que me consagrar no ministério da “i”greja, que pobre que sou. Porque ainda não seria livre do pecado, mesmo não o praticando… Quero aprender a conduzir meu estilo de vida como resposta de gratidão à aceitação e perdão de Cristo, não como regras e proibições eclesiásticas que não tem efeito nenhum contra o pecado.</p>
<p>Estou desconstruindo a minha fé míope e doente para cultivá-la de forma autêntica, sincera, humana e verdadeira. Estou disposto a arriscar minhas crenças pelo conhecimento da verdade eterna, de modo, que mesmo vendo-a como em espelho, possa um dia conhecê-la completa assim como sou conhecido. Se para encontrar o Deus que está estampado no caráter de Cristo, me tornar necessário descrer do Deus pregado, e tornar-me ateu, que assim seja. E que possa, conhecê-Lo de forma pura, única, pessoal e intransferível.</p>
<p>Quero derrubar meus pilares espirituais porque não sei de onde vieram. Estavam lá no discurso e na retórica que pseudonimamente aceitei como sendo Jesus Cristo. Agora, nego a cartilha que reza, nego a teologia pronta que engoli e dou-me a oportunidade de aceitar, de fato, Cristo meu Senhor e Salvador, pura e simplesmente.<br />
Se fosse possível voltar ao ventre de minha mãe e carregar em meus genes a luz que agora vejo, para que ao nascer, soubesse desviar dos caminhos que para o homem parecem bons, poderia começar de novo sem incongruências e inverdades ludibriosas.<br />
Talvez, só agora tenha entendido o que significa  “nascer de novo”…</p>

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		<title>Pérolas de sabedoria.</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 23:15:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em se tratando da simplicidade inocente, também nos lembremos da ausência e diluição dela na vida cristã, pois a infância é medida pelos sons, aromas e cenas, antes de surgir a hora sombria da razão e do crescimento.  C.S. Lewis – Teólogo e Romancista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em se tratando da simplicidade inocente, também nos lembremos da ausência e diluição dela na vida cristã, pois a infância é medida pelos sons, aromas e cenas, antes de surgir a hora sombria da razão e do crescimento. </p>
<p>C.S. Lewis – Teólogo e Romancista.</p>

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		<title>A Cultura e o Cristão.</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 23:24:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por vezes os hinos me confundem. Eu me lembro bem, quando garoto, de ficar confuso com dois hinos populares que me pareciam totalmente contraditórios. O primeiro era “Aqui não é meu lar, um viajante sou”, e o outro era “O mundo é do meu Pai”. Se o mundo é do meu Pai, eu pensava, porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por vezes os hinos me confundem. Eu me lembro bem, quando garoto, de ficar confuso com dois hinos populares que me pareciam totalmente contraditórios. O primeiro era “Aqui não é meu lar, um viajante sou”, e o outro era “O mundo é do meu Pai”. <em>Se o mundo é do meu Pai, eu pensava, porque estou apenas passando por ele como viajante?  </em>Mas os hinos não eram a única coisa a confundir no negócio de relacionar-me como cristão no mundo. Esperava-se dos cristãos que justificassem tudo nas suas vidas pela sua utilidade espiritual ou evangelística. No máximo, a educação, atividades, vocações ou buscas “seculares” eram um mal necessário &#8212; para se ganhar a vida, para ter com que dar o dízimo e dar para missões. Na pior das hipóteses, distraíam da vida cristã. Agiam como a canção da Sirene seduzindo <em>mundaninhos </em>insuspeitos aos recifes da incredulidade e do afastamento de Deus. Assim, os que queriam ser empresários procuravam empregos em organizações e agências cristãs. Se descobríssemos um pequeno Rembrandt num jovem artista da igreja, nós o colocávamos como responsável pelo quadro de avisos e (se ele fosse realmente bom) deixávamos que pintasse o batistério. Esperava-se dos nossos cientistas que promulgassem a causa do criacionismo &#8212; mesmo que a cosmologia ou as ciências biológicas e antropológicas não fossem suas especialidades. Dos músicos esperava-se que entrassem (ou formassem) na banda de louvor ou fizesse uma turnê pelas igrejas do país &#8212; o tamanho da igreja, claro, dependia do grau de talento do artista. Através dos anos, temos criado os nossos próprios guetos de artistas, super estrelas e apresentadores, com versões cristãs de tudo que há no mundo.</p>
<p><span id="more-944"></span></p>
<p> </p>
<p>Essas experiências, porém, não se limitam ao nosso tempo e lugar. A Renascença, e de modo especial, os tempos da Reforma foram reações ao modo medieval de encarar a vida. Para a igreja medieval, filosofia, arte, música e ciência se confundiram tanto com a religião que não dava para distinguir uma da outra. A filosofia não era, na realidade, filosofia, A Renascença demonstrou como a interpretação da igreja medieval de Aristóteles e Platão (os favoritos) era diferente dos escritos daqueles filósofos. Se alguém quisesse ser artista, mais uma vez procurava-se a igreja para um emprego, como a arte era ferramenta da pregação ou do ensino da vida e dos tempos de Jesus e seus apóstolos. E os sofrimentos de Copérnico e Galileu nos lembram do perigo de dizer mais do que a Bíblia diz sobre teorias científicas específicas.</p>
<p>A Reforma libertou homens e mulheres cristãos para seguir com dignidade e respeito os seus chamados divinos no mundo, sem ter que justificar a utilidade desses chamados à igreja ou ao empreendimento missionário. A vocação era dom da criação. Até mesmo os não cristãos, como quem carrega a imagem de Deus, possuíam este chamado divino. Crente e incrédulo eram igualmente responsáveis por desenvolver seu trabalho com excelência &#8212; um reconhecendo a Deus como autor e alvo dessa excelência, e o outro servindo a Deus com seus talentos apesar de sua recusa em reconhecê-lo como doador e alvo de tudo. Em contraposição à visão monástica do mundo, a Reforma promulgava uma teologia que abarca o mundo, um dos fatores principais no desenvolvimento da ciência, da Era Dourada” da arte holandesa e da literatura inglesa e escocesa, a libertação da igreja da política, a difusão universal da leitura e da escola pública, e o grito por liberdades civis em contraposição ao fundo da tirania vigente.</p>
<p>É claro, não existe movimento perfeito &#8212; há envolvida em todos gente demais parecida conosco! A Reforma não é exceção, com sua parcela de erros e os disparates de homens e mulheres pecadores. Contudo, os temas bíblicos por ela recuperados trouxeram de volta ao povo de Deus um senso de pertencer a este mundo durante o tempo que Deus nos deu, mas pertencer <em>dentro de </em>, e não como <em>parte do </em>mundo.</p>
<p><strong>A pressão de justificar a arte, ciência e a diversão em termos do seu valor espiritual ou sua utilidade evangelística acaba prejudicando tanto o dom da criação quanto o dom do Evangelho, desvalorizando o primeiro e distorcendo, no processo, o segundo</strong><strong>.</strong> Por exemplo, “música cristã” é freqüentemente uma desculpa para artistas inferiores conseguir vencer numa sub cultura cristã que imita o brilho e <em>glamour </em>do entretenimento secular, inclusive suas próprias cerimônias de premiação e seu ambiente de super estrelato. Pode ser que essa não seja a intenção por parte de muitos artistas que querem contribuir ao cenário da música cristã contemporânea, mas a indústria acaba produzindo, na maioria, imitações nada criativas, repetitivas, superficiais da música popular. Produzir música em conformidade com os gostos anestesiados duma cultura consumista já é ruim; <em>imitar </em>a arte comercializada é desperdiçar os talentos, a não ser que se esteja escrevendo para o rádio e a televisão. Trivializa tanto a arte quanto a religião. Não quero com isso condenar todos os artistas cristãos, pois há muitos musical e liricamente sofisticados o bastante que integram uma compreensão séria da mensagem bíblica com um estilo musical criativo. Também não quero que sejamos “esnobes” musicais que confundem seu gosto particular com a Palavra revelada de Deus. Afinal de contas, freqüentemente “a verdade está escrita nas paredes do metrô”, o equivalente arquitetônico da música popular. É esta uma das razões pelas quais eu aprecio a música popular de vez em quando, em parte porque é agradável e traz lembranças de tempos passados. Mas é uma forma inferior, dirigida comercialmente (noutras palavras, financeiramente) que se rebela contra os padrões mais altos da expressão artística.</p>
<p>Essas pressões, porém, para se criar versões distintamente “cristãs” de tudo no mundo (ou seja, na criação), pressupõem que exista algo essencialmente errado com a criação &#8212; e essa é uma pressuposição teológica que tem influência muito maior na formação das atitudes evangélicas em todas essas esferas do que geralmente se admite. Examinaremos essa posição básica nos próximos capítulos.</p>
<p>Permita-me dizer de início que este livro não é uma análise sofisticada da base teológica de uma visão cristã do mundo ou da natureza das artes, ciências, filosofia e assim por diante. É para o leitor geral, especialmente para aqueles crentes que lutam com uma sub cultura que abafa ao invés de encorajar seus impulsos e suas ambições divinamente dotadas. Nesse sentido, é um livro pastoral. É oferecido com esperança de que os teólogos aprendam mais sobre outras disciplinas e que cristãos nessas outras disciplinas se ancorem mais firmemente sobre a teologia bíblica antes de tentar “integrar” sua fé e vida. Mas não obstante a posição do leitor em relação a esses tópicos &#8212; seja ele um esteta de muita cultura ou uma mãe cristã que quer saber se sua filha pode cursar com segurança uma universidade secular &#8212; haverá poucos desafios às idéias prevalecentes no mundo evangélico e aqui e ali algo em que pensar um pouco mais.</p>
<p>Para iniciar, quero definir alguns termos, Primeiro, estarei usando o termo “cultura” no seu senso mais amplo, referindo-me tanto à cultura popular (esportes, política, ensino público, música popular e diversões, etc. e a alta cultura ( horticultura, academicismo, música clássica, ópera, literatura, ciências, etc.). Uma definição útil e abrangente de “cultura” para nossa discussão pode ser “a atividade humana que intenciona o uso, prazer e enriquecimento da sociedade”. Segundo, por “igreja” estou dizendo a igreja institucional, &#8212; “onde a Palavra de Deus é pregada e os sacramentos são administrados corretamente”, como diziam os reformadores. Quando, por exemplo, se diz que a igreja não deve confundir sua missão com as esferas da política, arte, ciência, etc., não se está sugerindo que os cristãos como indivíduos devessem abandonar esses campos (muito pelo contrário), mas que a <em>igreja como instituição </em>deve observar a sua missão divinamente ordenada. Essa igreja institucional deve ser entendida como expressão visível do corpo universal de Cristo através de todos os séculos e em todo lugar. A igreja institucional recebeu a comissão única de pregar a Palavra e fazer discípulos, Meu emprego da palavra “igreja”, portanto, não é apenas uma referência ao corpo coletivo de cristãos individuais, mas ao organismo vivo fundado por Cristo, ao qual foi confiado o seu próprio ministério pessoal.</p>

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		<title>Aniquilacionismo Evangélico por John Stott</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 21:50:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[John Stott]]></category>
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		<description><![CDATA[O Caminho Cristão traz uma reconsideração do Aniquilacionismo Evangélico: Uma Análise do Pensamento de John Stott sobre a Não-Existência do Inferno. O evangelicalismo é definido de várias maneiras por diversos tipos de pessoas. Eu o defino como a religião dos crentes da Bíblia Trinitariana que se gloriam na cruz de Cristo como a única fonte de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Caminho Cristão traz uma reconsideração do Aniquilacionismo Evangélico: Uma Análise do Pensamento de John Stott sobre a Não-Existência do Inferno. O evangelicalismo é definido de várias maneiras por diversos tipos de pessoas. Eu o defino como a religião dos crentes da Bíblia Trinitariana que se gloriam na cruz de Cristo como a única fonte de paz com Deus e buscam compartilhar a sua fé com os outros; e eu noto que o evangelicalismo ocidental (para não irmos mais adiante), como o liberalismo protestante, o catolicismo romano de toda espécie, e o ortodoxismo oriental, tem um padrão propriamente seu. Dentre os fatores que formaram esse padrão durante os últimos cinqüenta anos incluem-se o ensinamento dogmático, devocional, apologético e ativista ministrado nas igrejas evangélicas e em movimentos paraeclesiásticos; a literatura (livros, jornais, revistas) produzida pelos evangélicos; a sensação de uma fidelidade superior à Bíblia, seu Deus e seu Cristo, que as instituições evangélicas cultivam; uma sensação de estar sendo ameaçado pelos enormes batalhões do protestantismo liberal, catolicismo romano e instituições seculares, que os leva a vociferar quando esses fundamentos ideológicos são discutidos; a obstinação por um evangelismo atuante; e o costume de transformar estudiosos e líderes em gurus, de onde surge um sentimento de ultraje e traição se percebem que eles estão andando fora da linha. Dentro da distintiva identidade corporativa do evangelicalismo introduziram-se uma consciência de privilégio e vocação, uma mentalidade envolvente e persistente, a discussão de temas irrelevantes, uma certa violência verbal e uma tendência de atingir nossos próprios feridos.</p>
<p> </p>
<p><span id="more-939"></span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>Ainda não está claro se o recente restabelecimento da confiança e o crescimento de uma vida intelectual [1] do movimento estão ou não amadurecendo esse padrão ainda verde; entretanto, sem dúvida alguma, os fatores citados acima se tornaram evidentes enquanto os evangélicos discutiam o aniquilacionismo entre si nos últimos dez anos.</p>
<p>Idéias aniquilacionistas têm sido debatidas entre os evangélicos por mais de um século [2], mas nunca se tornaram parte da corrente principal da fé evangélica [3], nem sequer foram largamente discutidas no meio evangélico até recentemente. Em 1987, Clark Pinnock escreveu um artigo bombástico de duas páginas entitulado “O Fogo, e Nada Mais” [4], mas que, apesar de amplamente lido, não provocou maiores discussões do que uma exposição de quinhentas páginas sobre o assunto: “O Fogo que Consome” (1982), publicada por Edward William Fudge [5], talentoso leigo das Igrejas de Cristo. Entretanto, em 1988, surgiram dois curtos trabalhos de defesa, ambos de veteranos evangélicos anglicanos: oito páginas de John Stott em “Essentials” [6], e dez do falecido Philip Edgecumb Hughes em “A Verdadeira Imagem” [7], que puseram o gato no meio dos pombos.</p>
<p>Em uma conferência de 350 líderes em Deerfiield, Illinois, no ano de 1989, eu li um documento pomposamente entitulado “Evangélicos e o Caminho da Salvação: Novos Desafios ao Evangelho: Universalismo e a Justificação pela Fé” [8]. No documento eu ofereci uma linha de pensamento contrária à posição desses dois respeitáveis amigos [9]. A reação foi tal que a conferência se dividiu ao meio sobre a questão da aniquilação. O relatório da <em>Christianity Today</em> (periódico evangélico) dizia:</p>
<p>“Surgiram fortes desentendimentos sobre a posição do aniquilacionismo, doutrina que afirma que as almas não salvas deixarão de existir após a morte&#8230; a conferência foi quase que dividida ao meio ao tratar do assunto em suas declarações, e nenhuma renúncia a essa posição foi incluída na resenha final da conferência”. [10]</p>
<p>Depois disso, a pedido de John White, então presidente da Associação Nacional de Evangélicos, o falecido John Gerstner escreveu uma resposta a Stott, Hughes e Fudge sob o título “Arrependei-vos ou Perecereis” (1990) [11]; e em 1992 os documentos apresentados na quarta Conferência sobre Dogmas Cristãos de Edinburgo foram publicados com o título “Universalismo e a Doutrina do Inferno” [12], juntamente com “O Argumento a Favor da Imortalidade Condicional”, de John W. Wenham e “O Argumento Contra o Condicionalismo: Uma Resposta a Edward William Fudge”, de Kendall S. Harmon.</p>
<p>E isso não foi tudo. Livros reafirmando a realidade e eternidade do inferno começaram a aparecer: “Questões Cruciais Sobre o inferno” (1991) [13], de Ajith Fernando; “Um Deus Irado?” (1991) [14], de Eryl Davies; “O Outro Lado das Boas Novas” (1992) [15], por Larry Dixon; “Quatro Opiniões sobre o Inferno” (1992) [16], por William Crocket, John Walvoord, Zachary Hayes e Clark Pinnock; “A Estrada Para o Inferno” (1992) [17], de David Pawson; “O Que Aconteceu Com o Inferno?” (1993) [18], de John Blanchard; “A Batalha Pelo Inferno: Uma Visão Geral e Avaliação do Crescimento do Interesse Evangélico pela Doutrina da Aniquilação” (1995) [19], por David George Moore; “O Inferno Em Julgamento: O Argumento a Favor do Castigo Eterno” (1995) [20], de Robert A. Peterson. Todos estes contestando mais ou menos elaboradamente o aniquilacionismo. Continuava assim a discussão.</p>
<p>O que está em questão aqui? A questão é essencialmente exegética, embora com implicações pastorais e teológicas. E se resume a se, quando Jesus disse que aqueles banidos no julgamento final “irão para o castigo eterno” (Mt 25:46), Ele tinha em vista um estado de tormento que não terá fim, ou um irrevogável fim da existência consciente; em outras palavras (pois assim é colocada a questão), um castigo que é eterno em sua extensão ou no seu efeito. A corrente principal da cristandade sempre afirmou o primeiro, e continua a fazê-lo; evangélicos aniquilacionistas, juntos com muitos Testemunhas de Jeová, Adventistas do Sétimo Dia e liberais — na realidade quase todos os que não são universalistas — defendem o último. Entretanto desse ponto em diante os evangélicos aniquilacionistas se dispersam e não há unanimidade [21].</p>
<p>Alguns têm asseverado que o aniquilamento ocorrerá imediatamente após a sentença de Jesus no Juízo Final, após um período de tormento no estado intermediário; outros têm pensado que cada pessoa banida da presença de Jesus passará por algum tormento, proporcional em intensidade e extensão ao que cada um merece, até que venha o momento da aniquilação. Alguns baseiam o seu aniquilacionismo em uma antropologia adaptada. Eles argumentam que uma existência eterna não é natural; e que, pelo contrário, desde que nós somos seres pessoais (almas) que vivem por meio de corpos, a separação entre a alma e o corpo extinguirá a consciência. Então, depois da nossa separação inicial (a primeira morte) não há um estado intermediário, apenas uma inconsciência que continuará até a ressurreição, e depois dos descrentes ressuscitados serem banidos da presença de Cristo, as suas consciências finalmente cessarão (segunda morte) quando, e porque, os seus corpos ressurretos deixarão de existir. Entretanto, alguns que raciocinam desta forma, na verdade, afirmam que há um estado intermediário consciente, com alegria para os santos e sofrimento para os ímpios, como sempre foi o consenso geral da Igreja. Todos que adotam essa antropologia denominam a sua posição de imortalidade condicional, expressão cunhada para mostrar que a existência após a morte que as religiões imaginam e que a maioria, se não todas, deseja, é uma dádiva que Deus concede somente aos crentes, enquanto que Ele, cedo ou tarde, simplesmente extingue o resto de nossa raça. A existência eterna está, portanto, condicionada à fé em Jesus Cristo, e a aniquilação é a alternativa para os demais [22].</p>
<p>Historicamente, essas são opiniões do século passado. O século dezenove foi uma era de audaciosos desafios a suposições antigas, sonhos audaciosos de fazer as coisas melhores, e empreendimentos audaciosos, tanto intelectuais como tecnológicos, para realizá-los. O ensinamento cristão histórico sobre o inferno era posto em questão à luz da convicção utilitariana e progressista de que a retribuição em si, sem qualquer perspectiva de alguma coisa ou alguém ser melhorado por ela, não é justificativa suficiente para a punição, desconsiderando o castigo eterno. Partindo desse ponto de vista a idéia de que o ato de Deus manter alguém em permanente tormento após a morte era indigno dEle e, portanto, a posição tradicional sobre o castigo eterno deve ser abandonada, devendo-se encontrar outra maneira de explicar os textos que parecem ensiná-la. Revisionistas da Bíblia desenvolveram duas maneiras de fazer isso, ambas essencialmente especulativas, à maneira de Orígenes, que usava a filosofia da época para estabelecer uma estrutura da forma de interpretação dos textos e para preencher as lacunas nos seus ensinamentos. O primeiro método era o universalismo, que diz que todos os seres humanos estarão por fim no céu, e especula em como, através de dolorosas experiências, os que morrem na incredulidade conseguirão isso. A segunda maneira é o aniquilacionismo, o qual afirma que os que estarão no céu serão por fim todos os humanos, e especula sobre quando os incrédulos serão aniquilados. Os argumentos utilizados pelos aniquilacionistas de hoje são essencialmente os mesmos dos seus predecessores do século passado.</p>
<p>Duas advertências pastorais e teológicas devem preceder nossas considerações a esses argumentos.</p>
<p><strong>1) </strong>Opiniões sobre o inferno não devem ser discutidas fora das linhas do Evangelho. Por quê? Porque é somente em conexão com o Evangelho que Jesus e os autores do Novo Testamento falam do inferno, e a maneira bíblica de lidar com temas bíblicos é levar-se em consideração tanto as suas conexões bíblicas, quanto a sua substância bíblica. Como diz Peter Toon:</p>
<p>“&#8230; a pregação e o ensino de Jesus com relação ao Geena, trevas e condenação estavam relacionados com a Sua proclamação e exposição do reino de Deus, salvação e vida eterna; eles nunca são expostos como assuntos independentes para reflexão e estudo. Renomados teólogos [23] têm muito enfatizado este último ponto. &#8230; o inferno é parte integrante do Evangelho e portanto não pode ser deixado de fora &#8230; . Advertir as pessoas para que evitem o inferno significa que ele é uma realidade, ou pode vir a ser uma realidade. Portanto, é inevitável que tentemos oferecer uma descrição do inferno pelo menos em termos de poena damni (dor pela perda da alegria) e possivelmente de poena sensus (dor dos sentidos, ou seja, através dos sentidos) mas &#8230; sempre reconhecemos que falamos figuradamente”. [24]</p>
<p>A idéia cristã do inferno não é um conceito isolado de sofrimento apenas por sofrimento (a divina “selvageria”, “sadismo”, “crueldade” e “vingança” do qual os aniquilacionistas acusam os crentes que declaram o inferno eterno) [25]; mas uma noção biblicamente formada por três misérias equivalentes, que são: a exclusão da presença e comunhão graciosa de Deus, em castigo e com destruição sobre aqueles que, ao negarem as misericórdias de Deus, já rejeitaram o Pai e o Filho nos seus corações. A justiça do juízo final de Deus, o qual Jesus administrará, de acordo com o Evangelho, está em duas coisas: primeiro, o fato de que o que as pessoas recebem não é apenas o que elas merecem, mas o que elas na verdade escolheram — isto é, existir para sempre sem Deus e conseqüentemente sem nenhum dos bens que Ele concede; segundo, o fato de que a sentença é proporcional ao conhecimento da Palavra, obra e vontade de Deus, que foram desconsideradas (Cf. Lc. 12:42-48; Rm1:18-20, 32, 2:4,12-15). De acordo com o Evangelho, o inferno não é uma selvageria imoral, mas uma retribuição moral, e discussões sobre a sua extensão para os seus habitantes devem ocorrer dentro desse quadro.</p>
<p><strong>2)</strong> Opiniões sobre o inferno não deveriam ser determinadas por considerações do bem-estar. Diz John Wenham: “Acautelai-vos da imensa atração natural por qualquer saída que os livre da idéia de pecado e sofrimento sem fim. A tentação de torcer o que deveriam ser declarações completamente rígidas das Escrituras é intensa. É a situação ideal para uma racionalização inconsciente” [26].</p>
<p>Diz John Stott:</p>
<p>“<em>Eu acho o conceito de tormento consciente eterno emocionalmente intolerável e não compreendo como as pessoas conseguem conviver com isso sem cauterizar seus sentimentos ou esfacelá-los com a tensão. Mas as nossas emoções são um guia instável, não confiável para nos conduzir à verdade e não devem ser exaltadas ao lugar de suprema autoridade em determiná-la &#8230; minha pergunta deve ser </em>—<em> e é </em>—<em> não o que me diz o meu coração, mas, o que diz a Palavra de Deus?</em>” [27].</p>
<p>Ambos adotaram o aniquilacionismo, no que estão errados, mas eles o admitem por uma justa razão — não porque é uma idéia que se ajustou confortavelmente às suas convicções, apesar de tê-lo feito, mas porque eles pensaram tê-lo encontrado na Bíblia. Qualquer que seja nossa posição sobre a questão, nós também devemos ser guiados pelas Escrituras e nada mais.</p>
<p><strong>1) </strong>O primeiro argumento é a necessidade de explicar “castigo eterno” de Mateus 25:46, que está diretamente relacionado com “vida eterna”, sem que traga necessariamente a implicação de eternidade. Admitindo-se que, como é corretamente defendido, “eterno” (<em>aionios</em>) no Novo Testamento significa “que pertence à era porvir” em vez de expressar qualquer noção diretamente cronológica, os escritores do Novo Testamento são unânimes em concluir que o tempo porvir será eterno. Então o problema dos aniquilacionistas permanece no mesmo lugar que estava. A afirmação de que, na era por vir, a vida é alguma coisa contínua, enquanto que o castigo é algo com um final, torna a questão evasiva. Basil Atkinson, “um excêntrico bacharel acadêmico”, de acordo com Wenham [28], mas um filologista profissional, e mentor de Wenham e Stott nessa matéria, escreveu:</p>
<p>“Quando o adjetivo <em>aionios</em> significando “eterno” é usado no grego juntamente com substantivos de ação, ele se refere ao resultado da ação, não ao processo. Assim a expressão “castigo eterno” é comparável a “redenção eterna” e a “salvação eterna”, todas expressões bíblicas &#8230; os que se perdem não passarão eternamente por um processo de castigo mas serão punidos uma vez por todas com resultados eternos”. [29]</p>
<p>Embora essa declaração seja constantemente feita por aniquilacionistas, que de outra maneira não poderiam erigir sua posição, ela carece de apoio gramatical e em qualquer caso torna a questão evasiva quando assume que o castigo é um evento momentâneo ao invés de contínuo. Embora, porventura, não seja absolutamente impossível, o raciocínio parece artificial, evasivo, e, em uma avaliação final, desamparado.</p>
<p><strong>2) </strong>O segundo argumento é que, uma vez que a idéia de imortalidade intrínseca da alma (isto é, do indivíduo consciente) deixa de ser considerada como uma intromissão platônica na exegese do segundo século, parecerá que o único significado natural de morte, destruição, fogo e trevas no Novo Testamento como indicadores do destino dos ímpios é de que tais pessoas deixam de existir. Mas tal afirmação quando submetida à prova mostra estar errada. Para os evangélicos, a analogia das Escrituras, isto é, o axioma da sua coerência e consistência intrínsecas e sua capacidade de elucidar ela mesma os seus ensinos, é uma regra para toda interpretação, e, embora haja textos que, tomando-os isoladamente, podem conter implicações aniquilacionistas, há outros que de forma alguma podem se encaixar nesse esquema. Mas nenhuma teoria que se propõe a explicar o significado da Bíblia e não abrange todas as Suas principais declarações pode ser verdadeira.</p>
<p>Judas 6 e Mateus 8:12; 22:13, 25:30 mostram que as trevas significam um estado de privação e aflição, mas não de destruição no sentido de deixar de existir. Somente aqueles que existem podem chorar e ranger seus dentes, como é dito dos que serão lançados nas trevas.</p>
<p>Em nenhuma parte a morte significa extinção; morte física é a partida para outra forma de existência chamada sheol ou hades, e morte metafórica é uma existência sem Deus e Sua graça; nada na terminologia bíblica garante a idéia, encontrada em Guillebaud [30] e outros, de que “a segunda morte” de Apocalipse 21:11, 20:14, 21:8 significa ou refere-se à extinção da existência.</p>
<p>Lucas 16:22-24 nos mostra, como também uma grande quantidade de linguagem apocalíptica extra-bíblica, que fogo significa uma existência continuamente em tormento, e as arrepiantes palavras de Apocalipse 14:10, 19:20, 20:10 e de Mateus 13:42,50 confirmam isso.</p>
<p>Em 2 Tessalonicenses 1:9 Paulo explica, ou amplia, o significado de “sofrerão penalidade de eterna (<em>aionios</em>) destruição” adicionando “banidos da face do Senhor” — expressão que, por denotar exclusão, joga por terra a idéia de que “destruição” significa extinção. Somente aqueles que existem podem ser excluídos. Tem sido freqüentemente demonstrado que no grego o significado natural das palavras relacionadas a destruição (substantivo, olethros; verbo, apollumi) é arruinar, de forma que o foi destruído fica, a partir de então, inutilizado, ao invés de propriamente aniquilado, de maneira que passa a não mais existir de forma alguma.</p>
<p>Os aniquilacionistas se defendem com especial argumentação. Às vezes, eles argumentam que tais textos que falam de um tormento contínuo fazem referência somente a uma experiência temporária para os que se perdem antes de deixarem de existir, mas isso é tornar a questão evasiva através de uma exegese especulativa e renunciar a sua declaração original de que o Novo Testamento, quando fala de perdição eterna, sugere naturalmente a extinção. Peterson cita John Stott, no que ele chama de “o melhor argumento aniquilacionista” [31]. O trecho a seguir faz comentários às palavras “A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos” de Apocalipse 14:11.</p>
<p>O próprio fogo é chamado “eterno” e “inextinguível”, mas seria muito estranho se o que fosse ali atirado provasse ser indestrutível. A nossa expectativa deveria ser o oposto: o que for ali atirado deve ser consumido eternamente, não atormentado eternamente. Por isso existe a fumaça (evidência de que o fogo fez o seu trabalho) que “sobe pelos séculos dos séculos”.</p>
<p>“Pelo contrário”, contra-argumenta Peterson, “nossa expectativa seria de que a fumaça se extinguiria uma vez que o fogo já tivesse terminado o seu serviço &#8230;”. O restante do verso confirma nossa interpretação: “e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem” [32]. Para isso parece não haver resposta.</p>
<p>Portanto, o argumento lingüístico fracassa em todos os seus pontos. Dizer que alguns textos, tomados isoladamente, poderiam significar a aniquilação, não prova absolutamente nada quando outros evidentemente não o fazem.</p>
<p><strong>3) </strong>O terceiro argumento é o de que o fato de Deus aplicar eternamente um castigo aos perdidos seria algo injusto e desproporcional. Stott escreve: “eu questiono se o &#8216;tormento eterno e consciente&#8217; é compatível com a revelação bíblica de justiça divina, a menos que talvez (como tem sido argumentado) a impenitência dos ímpios também perdure ao longo da eternidade” [33]. A incerteza expressa pelo “talvez” de Stott é estranha, por isso não há nenhuma razão para se pensar que a ressurreição dos ímpios mudará o seu caráter, e sim toda a razão para se supor que a sua rebeldia e impenitência continuarão enquanto eles existirem, tornando o eterno exílio da comunhão de Deus plenamente apropriado; mas, deixando isso a parte, é evidente que o argumento, se fosse válido, provaria coisas demais e terminaria solapando a própria causa aniquilacionista.</p>
<p>Mas se, como sugere o argumento, é desnecessariamente cruel para Deus manter os que se perdem existindo para serem atormentados, porque a Sua justiça no caso não requer isso, como os aniquilacionistas podem justificar, em termos da justiça de Deus, o fato dEle os fazer passar por qualquer tipo de tormento após a morte. Por que a justiça, que desse ponto de vista requer a aniquilação de qualquer forma, não se satisfaz com uma aniquilação no momento da morte? Os aniquilacionistas bíblicos, que não podem escapar da expectativa bíblica da ressurreição final de crentes e incrédulos para o julgamento, também admitem que haverá alguma dor imposta após o julgamento e antes da extinção; mas se a justiça de Deus não requer nada além da aniquilação, e portanto não requer essa dor, ela se torna uma crueldade desnecessária, sendo Deus assim, conseqüentemente, acusado de cometer a mesma falta da qual os aniquilacionistas ansiosamente querem provar que Ele é inocente e também condenam a corrente principal do pensamento cristão por sua inferência. Enquanto que, se a justiça de Deus realmente não requer nenhuma punição em adição à aniquilação, e a contínua hostilidade, rebeldia e impenitência dos ímpios para com Deus permanece uma realidade após suas mortes, não haverá momento algum em que seja possível tanto para Deus como para o homem dizer que castigo suficiente já foi aplicado, que já não merecem mais do que já receberam, e qualquer punição a mais além disso seria injusta. Dessa forma o argumento retorna aos seus proponentes como um bumerangue, impelindo-os de volta e deixando-os sem poder escapar das garras do seu dilema. Basil Atkinson foi mais sábio e declarou: “eu tenho evitado &#8230; qualquer argumento sobre o estado final dos ímpios baseado no caráter de Deus, o que eu consideraria uma irreverência tentar avaliá-lo” [34]. Sem dúvida ele anteviu as dificuldades a que tal argumento conduz.</p>
<p><strong>4) </strong>O quarto argumento é o de que a alegria dos santos no céu seria arruinada pelo fato de saberem que alguns continuam debaixo de merecida punição. Mas não se pode dizer isso de Deus, como se a manifestação da Sua santidade na punição doesse mais a Ele do que aos ofensores; e desde que no céu os cristãos serão semelhantes a Deus, amando o que Ele ama e se regozijando em toda manifestação Sua, incluindo a manifestação da Sua justiça (na qual os santos, pelas Escrituras, na verdade já se alegram neste mundo), não há razão para imaginar que a sua alegria eterna será prejudicada dessa forma [35].</p>
<p>É desagradável contestar honrados colegas evangélicos através de uma matéria impressa, alguns dos quais são bons amigos e outros (eu falo particularmente de Atkinson, Wenham e Hughes) agora já se encontram com Cristo. Portanto, paro por aqui. Meu propósito era apenas reconsiderar o debate e avaliar a força dos argumentos utilizados, e isso eu fiz. Eu não estou certo se concordo com Peter Toon quando diz que “discussão sobre se o inferno significa castigo eterno ou aniquilação após o juízo &#8230; é tanto perda de tempo como uma tentativa de saber daquilo que não podemos saber” [36], mas eu estou convencido de que ele está certo em dizer que o inferno “faz parte do Evangelho” e que “advertir as pessoas para que evitem o inferno significa que ele é uma realidade” [37]. Todo aquele que se decide por advertir as pessoas para que evitem o inferno pode andar em comunhão no seu ministério e legitimamente reivindicar ser um evangélico. Quando John Stott argumenta que “a aniquilação final do ímpio deveria ser aceita como uma alternativa legítima e biblicamente fundamentada para o eterno e consciente tormento” [38], ele pede demais, pois os fundamentos bíblicos dessa posição, quando examinados, provam, como vimos, que são inadequados. Seria errado porém, se essas diferenças de opinião quanto ao assunto levassem ao rompimento da comunhão. Entretanto seria uma boa coisa se elas fossem resolvidas.</p>

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		<title>Pérolas de sabedoria.</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 02:25:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Não há sofrimento na Terra que o Céu não possa curar.  Ricardo Gondim Rodrigues]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não há sofrimento na Terra que o Céu não possa curar. </p>
<p>Ricardo Gondim Rodrigues</p>

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		<title>A Soberania do Eterno e a vida terrena.</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 02:23:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Este artigo é minha resposta a um cristão que me escreveu sobre algumaslutas que ele tem experimentado em associação com sua crença na doutrina da soberania divina. A natureza precisa do seu problema se tornará evidente assim que você começar a leitura, de forma que não gastarei tempo para resumir ou explicá-la aqui. Começarei apresentando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este artigo é minha resposta a um cristão que me escreveu sobre algumaslutas que ele tem experimentado em associação com sua crença na doutrina da soberania divina. A natureza precisa do seu problema se tornará evidente assim que você começar a leitura, de forma que não gastarei tempo para resumir ou explicá-la aqui. Começarei apresentando uma versão alterada do que ele me escreveu. As mudanças incluem o seguinte:</p>
<p><span id="more-933"></span></p>
<p> </p>
<p>1. Reuni parágrafos de três mensagens numa única. Somente</p>
<p>oito sentenças foram tomadas da primeira e terceira, e anexei</p>
<p>ao começo e fim da segunda mensagem.</p>
<p>2. Excluí várias pequenas seções. Essas consistem de</p>
<p>comentários e detalhes que não afetam o significado e a ênfase</p>
<p>da sua mensagem, e minha réplica não refere a elas</p>
<p>diretamente.</p>
<p>3. Mudei a informação pessoal inclusa nas mensagens</p>
<p>originais, tais como os nomes dessa pessoa e de sua esposa.</p>
<p>Isso foi feito para proteger a privacidade deles. Visto que as</p>
<p>lutas espirituais dessa pessoa e os eventos de sua vida não são</p>
<p>únicos, parece desnecessário alterar outros aspectos de sua</p>
<p>mensagem.</p>
<p>Outra informação relevante é que essa pessoa já tinha recebido conselho</p>
<p>competente de um pastor sobre essa questão, mas ele diria em cada ponto:</p>
<p>“Sim, mas Deus determina todas as coisas”; “Se Deus quiser, então eu farei</p>
<p>isso que devo fazer”; ou “Se Deus quiser, então Ele mudará isso em minha</p>
<p>vida, mas por que Ele não faz então?” É com esse tipo de mentalidade que</p>
<p>ele me escreveu.</p>
<p>Vincent,</p>
<p>Preciso falar com alguém que entenderá o que estou passando</p>
<p>atualmente. Resumindo, eu estou sobrepujado pela realidade da</p>
<p>soberania de Deus. Agora, deixe-me tentar explicar o que quero dizer.</p>
<p>Em primeiro lugar, eu abraço completamente a verdade que Deus é</p>
<p>soberano sobre todas as coisas, em todo lugar, e em todos os tempos.</p>
<p>Ele controla os pensamentos dos homens, as ações dos homens, e</p>
<p>cada evento que acontece nesse mundo, desde antes do tempo ser</p>
<p>como o conhecemos hoje. Ele é tudo em todos. Isso, como uma</p>
<p>realidade teológica, é algo que não tenho problema de reconhecer e</p>
<p>abraçar como verdade.</p>
<p>Minha esposa não pode ter filhos. Digo isso sabendo que Deus é</p>
<p>soberano sobre o ventre. Assim, se Ele ordenou que Jill tenha filhos,</p>
<p>então ela terá. Mas a partir de uma perspectiva médica, a realidade é</p>
<p>que ela não pode ter filhos. Ela tem o mais forte dos desejos de ter</p>
<p>uma grande família. Ela chora à noite. Eu fico acordado à noite,</p>
<p>segurando minha esposa à medida que ela chora com o fato de não</p>
<p>poder ter filhos. E ali, começo a considerar o número incontável de</p>
<p>pequenas meninas, adolescentes e mulheres que abortam, jogam seus</p>
<p>filhos na lata de lixo, ou simplesmente negligenciam seus filhos e</p>
<p>penso… como pode ser isso?</p>
<p>Ora, alguém dirá: “Jack, Deus faz com que todas as coisas contribuam</p>
<p>juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são</p>
<p>chamados segundo o seu propósito”. Eu posso reconhecer isso como</p>
<p>uma realidade teológica. Mas isso não lhe ajuda quando você sente</p>
<p>sua esposa tremendo de tristeza e dor. Alguém dirá: “Jack, você</p>
<p>precisa apenas confiar no Senhor e ser obediente a Ele, a despeito da</p>
<p>emoção”. Posso concordar com isso também. Mas ainda não é algo</p>
<p>que ajuda a aliviar a frustração intensa, a dor e a tristeza. E no final do</p>
<p>dia, penso comigo: “Deus é soberano. Ele poderia fazer Jill ter filhos.</p>
<p>Tudo isso poderia terminar”.</p>
<p>Em adição a isso, não posso escapar de padrões de pecado em minha</p>
<p>vida. Irmão, eu sei que para Deus todas as coisas são possíveis. E</p>
<p>também sei que somos exortados nas Escrituras para fugir do pecado</p>
<p>e nos apegarmos aos preceitos do nosso Senhor. E, todavia, me</p>
<p>encontro voltando aos velhos padrões do pecado de vez em quando na</p>
<p>minha vida. Assim, eu luto por liberdade. Eu digo a alguém seja lá o</p>
<p>que estiver acontecendo, isto é, pensando sobre o meu passado,</p>
<p>lidando com a cobiça dos meus olhos, e assim por diante. Eu tenho</p>
<p>alguém a quem presto conta. Coloco esforço extra para meditar sobre</p>
<p>as coisas do Senhor. E, todavia, a batalha interna nunca se acalma.</p>
<p>Parece ser algo diário. Uma vez mais penso comigo: “Deus é</p>
<p>soberano – total e completamente. Por que Ele não remove essa</p>
<p>fraqueza patética de mim de uma vez por todas!!!”</p>
<p>Sim, positivamente estou em Cristo, e Cristo está em mim. Fui lavado</p>
<p>e purificado pelo sangue do Cordeiro imaculado. E posso também</p>
<p>reconhecer que mesmo a pré-ordenação da minha pecaminosidade</p>
<p>glorifica a Deus em Seu grande plano. Mas Vincent, eu detesto</p>
<p>absolutamente o pecado em minha vida. Eu não quero mais pecar na</p>
<p>minha vida. Assim, a realidade de que Deus poderia fazer, mas não o</p>
<p>faz, é dura para eu lidar com ela.</p>
<p>Uma terceira coisa que pragueja meus pensamentos é a Igreja. Corta o</p>
<p>meu coração ver as coisas que vejo dentro do Corpo. Leio nas</p>
<p>Escrituras o que o Corpo deve ser, como deve agir, e qual é a vontade</p>
<p>do Senhor para a Sua preciosa Noiva. Todavia, olho ao meu redor,</p>
<p>vejo as coisas que assisto na televisão, e dou uma olhada nas centenas</p>
<p>de livros nas prateleiras de livrarias cristãs e penso: “Pai, por quê?” E</p>
<p>assim, novamente, me encontro perguntando o motivo de tudo isso ter</p>
<p>sido ordenado (não permitido) acontecer.</p>
<p>Não me considero tão grande que Deus me deveria uma resposta. Ele</p>
<p>não me deve nada. Não penso ser tão sábio a ponto de assumir que</p>
<p>deveria ter uma resposta. Honestamente, eu não assumo ou penso</p>
<p>nada. Só me encontro num péssimo lugar, por causa da contínua</p>
<p>montanha russa que passa. Ela é cruel.</p>
<p>Irmão, estou cansado. Estou muitíssimo cansado. Eu não tenho mais</p>
<p>desejo de orar. Penso: por que fazer isso? Sim, posso estar orando</p>
<p>concorrentemente com a vontade de Deus, mas no grande esquema</p>
<p>das coisas, o que isso realmente importa? Minha oração muda alguma</p>
<p>coisa? Não posso crer nisso. O que Deus ordenou COM CERTEZA</p>
<p>acontecerá, a despeito de eu orar ou não. E se eu não orar, não é o fato</p>
<p>da falta de oração ter sido ordenada? Se eu orar, ela não foi ordenada?</p>
<p>Concordo também que minha necessidade imediata é a capacidade de</p>
<p>simplesmente aplicar a verdade, e não apenas ter um conhecimento</p>
<p>dela. A ironia disso é que a capacidade de simplesmente aplicar a</p>
<p>verdade está sob o controle da soberania do nosso Senhor. Assim, se</p>
<p>Ele quiser, então Ele fará isso.</p>
<p>Jack</p>
<p>Jack,</p>
<p>Como mencionei, visto que sua dificuldade requer não somente informar você</p>
<p>das doutrinas corretas, mas levá-lo a crer e aplicá-las corretamente, minha</p>
<p>prescrição usual seria exigir um programa de longas sessões de</p>
<p>aconselhamento para avaliação espiritual e preparação radical da mente para se</p>
<p>conformar aos ensinos bíblicos.</p>
<p>Contudo, visto que isso não é possível nesse momento, uma resposta escrita</p>
<p>terá que ser suficiente. Dito isso, dada a sua condição, uma resposta muito</p>
<p>breve poderia ser apenas um pouco melhor do que nada. Portanto, embora</p>
<p>pretendesse fornecer uma resposta simples a princípio, decidi então que um</p>
<p>artigo extenso é necessário.</p>
<p><strong>Introdução</strong></p>
<p>Devo começar com uma explicação da minha abordagem. Isso ajudará você a</p>
<p>entender minhas preocupações e motivos à medida que escrevo minha</p>
<p>resposta para você. Essa seção é indispensável, visto que lhe preparará para</p>
<p>entender e talvez mesmo aceitar o que lhe direi no corpo da minha resposta.</p>
<p>Assim, por favor, dê-lhe a mesma atenção que dará ao restante do artigo. De</p>
<p>fato, se você tiver ouvidos para ouvir, essa seção introdutória será suficiente</p>
<p>para libertar você, mas eu lhe darei mais.</p>
<p>Embora eu não possa concordar com o seu pensamento, inicialmente resolvi</p>
<p>construir uma resposta tão caracterizada com gentileza que você seria movido</p>
<p>à verdade pela demonstração de compaixão. Contudo, por causa do seu</p>
<p>padrão atual de pensamento, logo percebi que qualquer coisa diferente de uma</p>
<p>confrontação direta, apenas se depararia com mais da mesma reação: “Sim,</p>
<p>você está certo, e eu farei isso se Deus me levar a fazê-lo”, “Sim, concordo, e</p>
<p>agora está com Deus modelar-me dessa forma”, e declarações similares.</p>
<p>Porque você alega estar familiarizado com alguns dos meus escritos sobre o</p>
<p>assunto da soberania divina, não posso assumir que uma resposta gentil faria</p>
<p>alguma diferença, especialmente visto parecer que outros já tentaram fazer</p>
<p>isso. Nossa correspondência então será uma perda de tempo e esforço, e mais</p>
<p>importante, reforçaria seu desespero e frustração, bem como sua</p>
<p>incredulidade e rebelião.</p>
<p>À medida que ponderei sobre o assunto, o Senhor eliminou minha</p>
<p>determinação de conter uma demonstração completa do seu erro por causa de</p>
<p>consolo e amabilidade; em vez disso, “sua palavra estava no meu coração</p>
<p>como fogo ardente, encerrada nos meus ossos; e estou fatigado de sofrer, e</p>
<p>não posso mais agüentar” (Jeremias 20:9, KJV). Ele é contra os falsos profetas</p>
<p>que enganam as pessoas, que proclamam “paz” a alguém que os alimenta, e</p>
<p>iniciam guerra contra alguém que não faz isso. A Escritura diz concernente a</p>
<p>eles: “Todos eles cobrirão os seus lábios, porque não haverá resposta de</p>
<p>Deus” – eles não têm a resposta que você procura. “Mas eu estou cheio do</p>
<p>poder do Espírito do SENHOR, e de juízo e de força, para anunciar a Jacó a</p>
<p>sua transgressão e a Israel o seu pecado” (Miquéias 3:5-8).</p>
<p>A Escritura nos instruí a “falar a verdade em amor” (Efésios 4:15). Sob a</p>
<p>tutela de Satanás, muitos cristãos têm reduzido esse amor para significar o uso</p>
<p>de palavras não-ríspidas, faladas num tom efeminado, embora em sua</p>
<p>hipocrisia eles ataquem qualquer um que pense que amor significa algo</p>
<p>diferente. O versículo está nos mandando falar a verdade às pessoas porque</p>
<p>amamo-las, e não que deveríamos fazê-lo de uma maneira tão débil, que</p>
<p>poderíamos não dizer nada também. Na verdade, ao ajudar as pessoas a se</p>
<p>tornarem “sãos na fé”, algumas vezes devemos “repreendê-las severamente”</p>
<p>(Tito 1:13). A falsa interpretação de Efésios 4:15 tornaria inaceitável praticar</p>
<p>Tito 1:13 em qualquer ocasião – faria a Bíblia se contradizer. Assim, a própria</p>
<p>inerrância bíblica é comprometida quando os cristãos adotam a idéia mundana</p>
<p>de amor, e sustenta-a como uma definição não-negociável mediante exegese.</p>
<p>“Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto” (Provérbios 27:5).</p>
<p>O amor é ousado para falar a verdade em repreensão aberta pelo benefício de</p>
<p>alguém que precisa de correção. Cada vez que falo dessa forma com uma</p>
<p>pessoa, eu arrisco perder seu respeito e apoio, mas farei isso por amá-lo. “No</p>
<p>amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor” (1 João 4:18),</p>
<p>de forma que se eu evitar corrigir alguém por temer o que ele pensará de mim,</p>
<p>então meu amor para com ele é imperfeito. Mas se meu amor para com essa</p>
<p>pessoa é puro e forte, então falarei a correção que ele precisa, a despeito da</p>
<p>possibilidade que sua percepção de mim possa mudar para pior quando ele</p>
<p>ouvir tal correção.</p>
<p>Podemos tomar uma analogia de Provérbios 13:24, que diz: “O que não faz</p>
<p>uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga”. O amor</p>
<p>requer até mesmo o uso de violência física quando diz respeito à paternidade.</p>
<p>Se nos envergonhamos de Deus, ele se envergonhará de nós (Marcos 8:38).</p>
<p>Assim, não façamos alguma distinção artificial entre disciplina e violência</p>
<p>nesse contexto. É disciplina pelo uso de violência controlada contra o corpo.</p>
<p>Deus diz que se você recusa fazer isso, então é evidência que você odeia seu</p>
<p>filho.</p>
<p>Da mesma forma, aqueles que reduzem amor a algo relacionado com cortesia</p>
<p>social, de fato odeiam aqueles que alegam amar e ajudar. A definição deles</p>
<p>permite que substituam amor por mera delicadeza, de forma que podem</p>
<p>sentir-se como bons e compassivos sem possuir a genuína virtude espiritual, e</p>
<p>sem arriscar perder recurso, respeito e reputação que vem com o exercício do</p>
<p>amor auto-sacrificial. Essas pessoas amam apenas a si mesmas. A sua falsa</p>
<p>definição de amor produz uma fachada que encobre seu ódio contra Deus e as</p>
<p>outras pessoas. Esse método desviado gera uma confusão que lhes permite</p>
<p>viver em ódio, mas orgulhar-se de amor.</p>
<p>Eu nunca lutei com os problemas com os quais você batalha. Até eu</p>
<p>testemunhá-lo em cristãos, nunca me ocorreu que alguém tomaria a atitude</p>
<p>com Deus que você atualmente sustenta. Eu sabia mais mesmo antes de me</p>
<p>converter. E agradeço a Deus que Ele nunca permitiu que eu O blasfemasse,</p>
<p>quer em pensamento ou palavra, e quer por afirmação ou implicação, da</p>
<p>forma como você O blasfema agora.</p>
<p>Contudo, simplesmente porque eu nunca experimentei sua condição mental</p>
<p>oprimida não significa que sou incapaz de ajudá-lo. De fato, estou numa</p>
<p>posição muito boa para lhe entregar a resposta de Deus. Você pode achar</p>
<p>muito do que digo duro, ofensivo e insultante. Direi que você está errado em</p>
<p>sua atitude, que você está equivocado em seu entendimento. Mas isso seriam</p>
<p>boas novas para você, visto que se seu problema é devido ao seu erro, então</p>
<p>há algo que você pode fazer sobre isso. E dado que há uma solução na palavra</p>
<p>de Deus para todo erro espiritual, o fato que você está em erro é uma base</p>
<p>para esperança. Se você já fosse perfeito em tudo, então não haveria nada que</p>
<p>eu pudesse lhe dizer. Assim, minha palavra de repreensão e correção não</p>
<p>deveria incitar à ira ou desespero em você, mas expectativa de mudança</p>
<p>positiva.</p>
<p>A compaixão humana é enganosa e impotente. Quando colocamos isso como</p>
<p>o padrão de julgamento, até mesmo Deus parecerá carecer de simpatia. As</p>
<p>pessoas gritam: “O amor de Deus! O amor de Deus!”, e resistem minha</p>
<p>mensagem porque eu recuso submeter-me à idéia humanista de amor deles,</p>
<p>uma definição que eles impuseram sobre a fé cristã. Mas é Deus quem diz a</p>
<p>Jeremias: “Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás</p>
<p>competir com os cavalos? Se tão-somente numa terra de paz estás confiado,</p>
<p>como farás na enchente do Jordão?” (Jeremias 12:5). Esse profeta estava</p>
<p>passando por provas e enfrentando perigos que eram bem mais sérios do que</p>
<p>os seus, mas essa foi a resposta de Deus para ele: “Se você não pode agüentar</p>
<p>nem mesmo isso, o que acontecerá quando tornar-se pior?” Onde está a</p>
<p>compaixão? Se o Senhor tem alguma compaixão, certamente ela não é do tipo</p>
<p>humanista.</p>
<p>Da mesma forma, Jesus esperava que seus discípulos confiassem em Deus</p>
<p>mesmo em face da tempestade que ameaçava a vida deles, de forma que</p>
<p>quando eles estavam temerosos, Ele repreende-os, dizendo: “Onde está a</p>
<p>vossa fé?” (Lucas 8:25). Onde está a simpatia? Onde está a gentileza? Mas</p>
<p>Jesus não parece nada com o pregador efeminado que muitos crentes</p>
<p>proclamam. Eles adoram um ídolo criado por eles, uma prole de um</p>
<p>casamento entre o pensamento bíblico e pagão. Sem dúvida eu não me</p>
<p>submeterei a tal coisa, mas a condenarei com confiança e autoridade, no nome</p>
<p>e espírito de Cristo, com toda sua energia, que tão poderosamente opera em</p>
<p>mim (Colossenses 1:29). Cristãos contemporâneos desaprovam isso porque</p>
<p>eles têm sido ensinados pelas tradições de homens, não pelas doutrinas de</p>
<p>Deus. Eles não O conhecem, e julgam Seus métodos e Seus servos pelos</p>
<p>padrões perversos deste mundo.</p>
<p>Mesmo que eu parasse aqui, já teria respondido todos os pontos que você</p>
<p>levantou. Isto é, Jeremias 12:5 e Lucas 8:25 deveria ser mais que suficientes, e</p>
<p>muitas pessoas não receberiam mais do que isso da parte do Senhor. De fato,</p>
<p>isso seria suficiente para satisfazer algumas pessoas, aquelas que se submetem</p>
<p>e respondem mesmo à menor revelação do céu como seu mais precioso</p>
<p>tesouro. Esses são aqueles que não dizem: “Por que Deus não faz isso dessa</p>
<p>forma? Por que tenho que agüentar isso? Por que ele causa isso ou aquilo? Eu</p>
<p>sei que Ele pode mudar isso se quiser, mas por que não o faz?” Tudo isso</p>
<p>procede do espírito de incredulidade e rebelião.</p>
<p>Talvez você me diria: “Mas você não entende o que estou passando”. Bem!</p>
<p>Você não entende o que Jeremias estava passando também, e seus problemas</p>
<p>eram bem piores que os seus. Todavia, Deus o censurou, e chamou-o a uma</p>
<p>fé mais forte. E você não está enfrentando, como os discípulos, uma forte</p>
<p>tempestade que ameace tirar a sua vida em poucos minutos. Todavia, Jesus</p>
<p>repreendeu-lhes por sua falta de fé. Assim, advinha qual é a atitude de Deus</p>
<p>para com você nesse exato momento?</p>
<p>Em todo o caso, eu não preciso entender o que você está passando, pois Jesus</p>
<p>entende: “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecerse</p>
<p>das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas</p>
<p>sem pecado” (Hb. 4:15). Você é alguém que terá que viver com as</p>
<p>conseqüências de fazer mais escusas. Estou feliz e satisfeito no Senhor, e</p>
<p>posso mostrar-lhe como alcançar a mesma coisa, se você ouvir. Ao invés de</p>
<p>fazer escusas e apresentar resistência, é melhor orar para que os ouvidos</p>
<p>ouçam, e aceitar a verdade que existe no que estou para lhe trazer agora.</p>
<p>Eu admito carecer de uma perspectiva completa de sua situação. Estou ciente</p>
<p>da minha falta de informação. Mas não sou ignorante da palavra de Deus, e</p>
<p>não sou ignorante do que você me disse, embora eu assuma que você me disse</p>
<p>apenas um pouco sobre o que está na sua mente e o que está acontecendo em</p>
<p>sua vida. Assim, se você crer em mim, sou menos julgador de você do que</p>
<p>pareço ser, mas estou respondendo ao que você disse, da forma como você</p>
<p>disse, e as implicações dessas duas coisas. E assim como Paulo escreve, “eu</p>
<p>vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz:</p>
<p>Jesus é anátema” (1 Coríntios 12:3), aquele que está falando pelo Espírito</p>
<p>Santo não ousará falar ou implicar alguma das coisas que você disse.</p>
<p>Conseqüentemente, alguém que está falando pelo Espírito de Deus nunca</p>
<p>pode aceitá-las.</p>
<p>Há alguém que lhe julga, mas não sou eu. Assim, mesmo que pareça que eu</p>
<p>tenha entendido você erroneamente no que segue, mesmo se você insistir que</p>
<p>não é tão mau quanto eu faço você parecer, não existe nenhuma necessidade</p>
<p>de se defender para mim. Estou certo que estou essencialmente correto em</p>
<p>minha avaliação, visto que é necessário certo tipo de mentalidade pecaminosa</p>
<p>para abrigar alguns dos pensamentos que você me revelou. Não é o fato de</p>
<p>suas faltas serem únicas, mas simplesmente porque elas são comuns não as</p>
<p>torna menos perversas. É alarmante que mais que uns poucos crentes</p>
<p>professos pensam como você, e isso resulta na rejeição deles da doutrina</p>
<p>bíblica da soberania divina, ou como em seu caso, em tornar a doutrina num</p>
<p>fardo insuportável e uma base para blasfêmia uma vez que alegam ter</p>
<p>aceitado-a.</p>
<p>Eu abordarei os efeitos de seu modo atual de pensamento, e apontarei as</p>
<p>suposições por detrás dessas coisas que você disse, bem como suas</p>
<p>implicações. Você pode negar que pretendeu essas suposições e implicações,</p>
<p>mas não pode negar seus efeitos, visto que foi você quem as compartilhou</p>
<p>comigo, e não pode negar as suposições e implicações associadas com elas se</p>
<p>a relação lógica for demonstrada. Você poderia não estar ciente de todas as</p>
<p>suas intenções, mas uma vez que seus efeitos tornaram-se óbvios, talvez você</p>
<p>será movido a examinar e admiti-las.</p>
<p>Creio que estou correto, caso contrário não estaria dizendo o que lhe digo. E</p>
<p>eu devo descrever a situação tão severamente quanto a percebi; de outra</p>
<p>forma, não estaria lhe dizendo o que estou realmente pensando, e não estaria</p>
<p>lhe oferecendo a ajuda que você pediu. Em todo o caso, quer você considere</p>
<p>minha avaliação correta ou incorreta, no final você é aquele que tem que viver</p>
<p>com as conseqüências de aceitar ou rejeitar o que digo.</p>
<p>Procedendo ao conteúdo do que você me disse, uma característica comum</p>
<p>notável às questões que você levantou é que eu já as respondi em meus</p>
<p>escritos. Nossas interações anteriores deram-me a impressão que você leu e</p>
<p>concordou com grande parte deles, se não tudo. Mas se você os aceitou, você</p>
<p>nunca teria levantado essas questões comigo, ou pelo menos não da forma na</p>
<p>qual você as declarou. Assim, as possibilidades são que você não leu de fato</p>
<p>muito das minhas obras (de forma que nunca leu as respostas), que você</p>
<p>esqueceu o que leu (de forma que tudo o que você precisa fazer é revisá-las),</p>
<p>que você nunca as aceitou (embora não tenha dado nenhuma indicação</p>
<p>quanto a discordar comigo e sua razão para a discórdia), e/ou que você falhou</p>
<p>em aplicá-las quando diz respeito a sua própria vida e pensamento (e é</p>
<p>estranho e desapontador que não haja nenhuma indicação que você tenha</p>
<p>aplicado minhas obras aos seus problemas em alguma extensão).</p>
<p>Quanto ao que lhe perturba, uma grande parte disso é nada mais que uma</p>
<p>variação do assim chamado problema do mal. Em sua expressão usual, essa</p>
<p>objeção contra o Cristianismo foi respondida há muito tempo por mim e no</p>
<p>mínimo umas poucas outras. Eu a abordei em meu artigo: “O Problema do</p>
<p>Mal”. Entre outras coisas, tenho mostrado que a objeção em si é tão</p>
<p>incoerente que ela é refutada mesmo antes de terminarmos de ler a mesma.</p>
<p>Como um argumento contra a fé cristã, “Se Deus existe, então por que o</p>
<p>mal?” não pode ser expresso duma forma que possa ser logicamente</p>
<p>entendido.</p>
<p>Seu problema não é idêntico ao argumento ateísta, mas certas facetas dele são</p>
<p>as mesmas. Assim, se você revisar a resposta a ele, verá que todas as suas</p>
<p>questões não fazem sentido. Em algum ponto uma premissa arbitrária é</p>
<p>introduzida, ou uma suposição é mantida sem reconhecimento ou justificação.</p>
<p>Como se dá com o problema, assim também com a solução. Se o problema</p>
<p>geral é que seu pensamento não faz sentido, então a solução geral é que você</p>
<p>deveria parar de pensar dessa forma. A solução é parar o seu pensamento</p>
<p>irracional, ao invés de lhe dar uma resposta que satisfaria tal pensamento.</p>
<p>O mesmo é verdade com respeito ao entendimento e aplicação da soberania</p>
<p>de Deus. A partir das nossas interações anteriores, sei que você concorda que</p>
<p>apelos à liberdade humana, ao mistério, a contradições aparentes, ou ao</p>
<p>compatibilismo são todos errôneos e enganosos. Essas são respostas falsas às</p>
<p>questões que você levantou. Todavia, se você tiver lido e aceito minhas</p>
<p>exposições sobre o assunto, nunca teria dito as coisas que disse. O problema</p>
<p>não é com Deus, mas o conflito e confusão ocorrem porque você sustenta</p>
<p>algumas suposições centrais e segue padrões de pensamento que são</p>
<p>antibíblicos e irracionais.</p>
<p>Além de ter abordado o problema amplo do mal, eu dei também respostas</p>
<p>específicas a cada um dos itens que você mencionou. Espalhadas em todos os</p>
<p>meus escritos estão respostas aos seus problemas com a soberania e a relação</p>
<p>que a doutrina tem com questões específicas na vida. Primeiro, minhas</p>
<p>exposições sobre a soberania divina são mais que suficientes para abordar a</p>
<p>condição de sua esposa, incluindo seu dever como marido. Você pode estar</p>
<p>certo que a resposta de um marido amoroso – um que ama verdadeiramente a</p>
<p>Deus e ama sua esposa – não é dizer que a Deus que Ele pode mudar, mas</p>
<p>não muda. Meu livro <em>Cura Bíblica </em>é um suplemento às exposições sobre</p>
<p>soberania divina, aplicando-a às enfermidades humanas. Então, em vários</p>
<p>lugares eu abordei a razão para o decreto divino para a existência de falsas</p>
<p>doutrinas e práticas na igreja, e para falsas religiões e seitas. E eu abordei o</p>
<p>tópico de novo recentemente em meu artigo “A Igreja Invencível”. Quanto à</p>
<p>importância da oração considerando o fato da soberania divina, falei sobre</p>
<p>isso em meu livro <em>Oração e Revelação</em>, bem como em vários outros lugares. Você</p>
<p>deveria ler essas obras de novo, bem como outros escritos que dão atenção</p>
<p>especial à soberania divina, tais como meu <em>Comentário sobre Efésios </em>e <em>O Autor do</em></p>
<p><em>Pecado</em>.</p>
<p>No que segue evitarei dizer-lhe: “Você já deveria saber isso. Você já deveria</p>
<p>saber isso”. Eu direi isso aqui, e então não repetirei com muita freqüência. De</p>
<p>fato, se viesse prestando atenção, então todas as suas questões deveriam ter</p>
<p>sido respondidas há tempos, e você estaria ajudando outros, ao invés de você</p>
<p>mesmo precisar de ajuda. Há um lugar para dizer: “Eu não tenho a resposta,</p>
<p>mas orarei com você”. Mas não vou fazer isso, pois eu tenho a resposta – toda</p>
<p>ela. Você poderia responder como você disse sobre um versículo da Escritura:</p>
<p>“Eu posso reconhecer isso como uma realidade teológica. Mas isso não lhe</p>
<p>ajuda quando você sente sua esposa tremendo de tristeza e dor”. Eu não sou</p>
<p>enganado por essa conversa piedosa, e a responderei num instante. Por ora</p>
<p>observemos também que a resposta poderá não lhe “ajudar”, não somente</p>
<p>porque você tenha o que considera compaixão para com sua esposa, mas</p>
<p>também falhará em “ajudar” se você tiver um coração perverso e incrédulo,</p>
<p>recusando combinar a palavra de Deus com a fé (Hebreus 4:2).</p>
<p>Assim, você pode não gostar da resposta que estou para lhe dar. Essa</p>
<p>introdução sozinha poderia ser mais do que você pode tomar. Mas é minha</p>
<p>responsabilidade apresentar a resposta, não fazer com que você goste dela. E</p>
<p>eu tenho a resposta. Eu a tenho bem aqui. Eu lhe libertarei se você escutar.</p>
<p>Você pode aceitá-la e viver uma vida alegre e produtiva em Deus, ou rejeitá-la</p>
<p>e perecer em sua incredulidade e desespero. Você poderia dizer: “Eu ouvirei se</p>
<p>isso for a vontade de Deus, pois ele pré-ordena todas as coisas”. Eu respondi</p>
<p>mesmo essa escusa ímpia – em si mesma a declaração é verdadeira, mas você a</p>
<p>diz duma forma e num contexto que ela é usada como uma escusa para</p>
<p>impiedade e rebelião.</p>
<p>Embora eu fale dessa forma, desejo que você saiba que me importo com</p>
<p>você. Estou do seu lado, não contra você. Mas o fato que estou do seu lado</p>
<p>significa que devo dar-lhe a palavra de Deus sobre o assunto, e não o que faz</p>
<p>você se sentir melhor à custa da verdade e honra de Deus. Eu poderia</p>
<p>despedir-lhe com umas poucas sentenças, ou remeter-lhe aos meus escritos, e</p>
<p>teria lhe dado uma resposta verdadeira. Mas não fiz isso, de forma que a</p>
<p>extensão dessa resposta é em si um testemunho ao fato que me importo com</p>
<p>você. Todavia, ela poderia ser ainda maior, visto que existem muitas coisas que</p>
<p>eu posso dizer, mas não posso dizer-lhe tudo, de forma que devo ser seletivo.</p>
<p>A partir da minha perspectiva – isto é, comparado a tudo o que posso dizer</p>
<p>sobre cada item – tocarei rapidamente cada ponto antes de proceder para o</p>
<p>próximo. Assim, insto que você pense sobre essas coisas, e o Senhor</p>
<p>sobrepujará a deficiência e lhe dará entendimento (2 Timóteo 2:7).</p>
<p>Concluo essa introdução com uma advertência. Eu lhe darei a resposta de</p>
<p>Deus no que segue. Enquanto o que eu disser proceder da revelação de Deus</p>
<p>e concordar com ela, sua resposta a ela é também sua resposta para com o</p>
<p>próprio Deus. E isso significa que você não pode permanecer não afetado por</p>
<p>ela. Se você endurecer seu coração e recusar aceitar a resposta, sua condição</p>
<p>tornar-se-á bem pior. No mínimo exporá a impiedade que já está em seu</p>
<p>coração, de forma que você não poderá mais fingir. E se você permanecer em</p>
<p>sua atual rebelião, isso será muito mais deliberado do que antes. Como 2</p>
<p>Pedro 2:21 diz: “Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da</p>
<p>justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes</p>
<p>fora dado”.</p>
<p>Num nível pessoal, minha resposta poderia destruir nosso relacionamento.</p>
<p>Poderia ser que eu me tornaria seu inimigo ao dizer-lhe a verdade (Gálatas</p>
<p>4:16). Contudo, minha principal preocupação é com a honra de Deus. Sua</p>
<p>atitude e pensamento desonram a Deus, de forma que é necessário minha</p>
<p>resposta incluir um forte elemento de repreensão e correção. É com muita</p>
<p>compaixão para com você que escrevo o que segue, mas escrevo com muito</p>
<p>mais zelo pela honra de Deus, para que Seu nome e Sua doutrina não sejam</p>
<p>blasfemados ou tornados objetos de zombaria e desdém. Assim, com isso em</p>
<p>mente, não tenho medo de lhe ofender. Você não pode fazer nada para me</p>
<p>magoar, nada que importe. E esse é o seu problema, a sua vida. Eu sei que</p>
<p>arrisco perder seu respeito, apoio e amizade, mas essas coisas são</p>
<p>completamente desprezíveis para mim quando comparadas à satisfação de</p>
<p>Deus e a vindicação do Seu nome.</p>
<p><strong>A Enfermidade Humana e a Soberania Divina</strong></p>
<p>Sobre a condição de sua esposa, você escreveu: “Minha esposa não pode ter</p>
<p>filhos. Digo isso sabendo que Deus é soberano sobre o ventre. Assim, se Ele</p>
<p>ordenou que Jill tenha filhos, então ela terá”. Isso é correto até certo ponto,</p>
<p>ou quando tomado isoladamente. Mas a última parte do parágrafo sugere que</p>
<p>existe uma falsa atitude por detrás dele. Lidaremos com isso diretamente daqui</p>
<p>há pouco, mas visto que não posso assumir que sua atitude por detrás dessa</p>
<p>primeira parte é correta, devo mencionar umas poucas coisas.</p>
<p>Primeiro, a Bíblia prescreve essa reação, essa atitude? Você declarou a verdade</p>
<p>metafísica por detrás da situação, mas você também a tomou como a sua</p>
<p>postura para com a situação como um cristão. Existem preceitos bíblicos</p>
<p>dizendo-lhe como reagir de alguma outra forma?</p>
<p>Você tomou o decreto de Deus – não o decreto em si, visto que ele não é</p>
<p>conhecido, mas o princípio que as coisas ocorrem pelo decreto de Deus –</p>
<p>como a base e o conteúdo de sua reação. Mas a Bíblia diz: “As coisas</p>
<p>encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus, porém as reveladas nos</p>
<p>pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as</p>
<p>palavras desta lei” (Deuteronômio 29:29). Deus revelou Sua lei para que você</p>
<p>a siga, mas sua atitude para com a situação apela ao Seu decreto divino. Você</p>
<p>aplica o princípio da soberania divina a cada item que você mencionou para</p>
<p>mim, mas o exposto acima apenas começa a mostrar que o seu entendimento</p>
<p>da doutrina é defeituoso e antibíblico. Você não pode confiar na sua aplicação</p>
<p>de tal entendimento. Ou você recusa aplicá-lo corretamente – e eu oferecerei</p>
<p>algumas possíveis razões para isso – ou você não sabe como em primeiro</p>
<p>lugar, embora eu tenha ensinado isso inúmeras vezes.</p>
<p>Um dos muitos preceitos que se aplicam a essa situação é a oração persistente</p>
<p>(Lucas 18:1-8). Jesus diz: “E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que</p>
<p>clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? Digo-vos que</p>
<p>depressa lhes fará justiça. Quando porém vier o Filho do homem, porventura</p>
<p>achará fé na terra?” (v. 7-8). A questão não é a justiça de Deus, como a última</p>
<p>parte do seu parágrafo alega indiretamente, mas se você tem fé (ou, como</p>
<p>implicado no versículo 7, se você é um dos seus escolhidos). E de acordo com</p>
<p>a passagem, se você tem fé, você persistiria em oração. Você tem sido</p>
<p>persistente na oração? Aparentemente não, ou não falaria dessa forma sobre a</p>
<p>situação.</p>
<p>Como você tem orado por sua esposa? Se você vem dizendo a Deus o que</p>
<p>você me disse, então o melhor presente que Ele poderia lhe dar é uma forte</p>
<p>repreensão – bem parecida com a qual estou lhe dando agora. Deus responde</p>
<p>oração por cura. Como Gênesis 25:21 diz: “E Isaque orou insistentemente ao</p>
<p>SENHOR por sua mulher, porquanto era estéril; e o SENHOR ouviu as suas</p>
<p>orações, e Rebeca sua mulher concebeu”. Aparentemente, sua alma é tão</p>
<p>estéril quanto o ventre da sua esposa.</p>
<p>Você continua: “Eu fico acordado à noite, segurando minha esposa à medida</p>
<p>que ela chora com o fato de não poder ter filhos. E ali, começo a considerar o</p>
<p>número incontável de pequenas meninas, adolescentes e mulheres que</p>
<p>abortam, jogam seus filhos na lata de lixo, ou simplesmente negligenciam seus</p>
<p>filhos e penso… como pode ser isso?”</p>
<p>Espere um minuto, você se apresenta como alguém que faz uma aplicação</p>
<p>generalizada da soberania de Deus sobre todas as coisas, mas aqui você faz</p>
<p>uma comparação entre você e essas outras pessoas baseada nos preceitos de</p>
<p>Deus. Você julga corretamente o seu comportamento como pecaminoso, mas</p>
<p>você pode fazer isso apenas usando os preceitos de Deus como o ponto de</p>
<p>referência para o seu pensamento. E você julga a sua intenção como nãopecaminosa,</p>
<p>se não até mesmo nobre, mas novamente, você pode fazer isso</p>
<p>apenas usando os preceitos de Deus como o ponto de referência.</p>
<p>Então você lamenta: “como pode ser isso?” Visto que a comparação é</p>
<p>baseada nos princípios morais de Deus, e visto que por esse ponto de</p>
<p>referência essas pessoas são moralmente inferiores a você, e visto que você</p>
<p>afirma que alguém ter ou não filhos é algo baseado na soberania de Deus, isso</p>
<p>necessariamente significa que sua frustração é baseada em sua crença que você</p>
<p><em>merece </em>um tratamento melhor da parte de Deus do que aquele que você está</p>
<p>recebendo. Você pensa que Deus dá soberanamente aos pecadores o que Ele</p>
<p>deveria lhe dar. Você O questiona sobre a base que você é melhor do que</p>
<p>essas outras pessoas.</p>
<p>Isso cheira a farisaísmo. Você é como o irmão mais velho na história do Filho</p>
<p>Pródigo. Ele diz: “Mas ele se indignou, e não queria entrar. E saindo o pai,</p>
<p>instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos</p>
<p>anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito</p>
<p>para alegrar-me com os meus amigos; vindo, porém, este teu filho, que</p>
<p>desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado”</p>
<p>(Lucas 15:28-30).</p>
<p>A história não corresponde exatamente à sua situação, mas seria se esses</p>
<p>pecadores sobre os quais você fala se arrependessem e viessem a Cristo. E</p>
<p>aqueles que fizerem isso provavelmente terão uma atitude melhor do que a sua</p>
<p>sobre a vida e sobre Deus. Aparentemente, quer essas outras pessoas se</p>
<p>arrependam ou não, você soa como o irmão metido a santo: “Olhe! Eu desejo</p>
<p>filhos e pretendo criá-los bem, mas você recusa me conceder mais. Mas esses</p>
<p>pecadores dissipam a capacidades dele de ter filhos, até mesmo abandonando<strong>Monergismo.</strong></p>
<p><strong>com – </strong><strong> </strong></p>
<p>os e matando-os, todavia, você os abençoa com fertilidade! Como pode ser</p>
<p>isso?”</p>
<p>Quando mencionei que você deveria aplicar a verdade, você replicou: “A</p>
<p>ironia disso é que a capacidade de simplesmente aplicar a verdade está sob o</p>
<p>controle da soberania do nosso Senhor. Assim, se Ele quiser, então Ele fará</p>
<p>isso”. Mas você não disse isso sobre esses pecadores, disse? Ei, você disse?</p>
<p>Você os julga apelando ao preceito de Deus, mas se escusa apelando ao</p>
<p>decreto de Deus. Percebe isso? Você é um hipócrita. Ora, se você julgasse-os</p>
<p>também pelo decreto de Deus, então sua comparação estaria destruída, e não</p>
<p>mais poderia perguntar: “Como pode ser isso?” E se você se julgasse também</p>
<p>pelos preceitos de Deus, como julga esses pecadores, então não mais poderia</p>
<p>se escusar de obedecer a esses preceitos apelando à soberania de Deus.</p>
<p>Você se queixa que outros têm o que você não tem, mas você é grato pelo que</p>
<p>já tem? Se é, não há nenhuma indicação disso no que você me disse. Com tal</p>
<p>atitude perversa, o que você faria se tivesse filhos? Passaria sua atitude cheia</p>
<p>de ressentimento e justiça própria para eles? Seria completamente irracional</p>
<p>perguntar se essas crianças estão numa melhor situação mortas, como aquelas</p>
<p>dos pecadores que você mencionou, do que criadas por alguém como você?</p>
<p>Mas eu pouparei você nesse ponto.</p>
<p>Do que não lhe pouparei, por outro lado, é a questão de se você tem sido um</p>
<p>bom marido ou não, visto que já tem uma esposa. Você ao menos ama sua</p>
<p>esposa? Sem dúvida pensa que sim, mas esse amor resulta em rebelião,</p>
<p>ressentimento e discórdia contra Deus? Ou esse amor resulta num chamado</p>
<p>zeloso para que sua esposa siga os ensinamentos de Deus? Esse amor</p>
<p>compele você a encher sua esposa de fé, amor e esperança? Esse amor</p>
<p>compele você a afirmar a bondade de Deus para a sua esposa? Ou você tem</p>
<p>dito a ela o que me disse, e enchido o coração dela com a mesma hipocrisia e</p>
<p>justiça própria? Você a defende contra Deus, ou defende Deus diante dela? Se</p>
<p>o último, você faz isso sinceramente? Se sim, então por que sequer precisa</p>
<p>conversar comigo, a não ser que não queria dizer o que disse?</p>
<p>Deixando de lado por ora a possibilidade de cura mediante a oração, e se</p>
<p>Deus tiver algo diferente ou melhor para você e sua esposa? E se isso for</p>
<p>apenas uma questão de tempo? E se Ele quiser que você abandone o desejo</p>
<p>de ter seus próprios filhos biológicos, de forma que possa adotar aqueles que</p>
<p>têm sido abandonados, ou que de outra forma teriam sido assassinados, ou</p>
<p>criados como pecadores e criminosos? E se Ele quiser que você seja parte da</p>
<p>solução para esses pecadores sobre os quais você tem se queixado? E se Ele</p>
<p>quiser que você desista de ter filhos, para que possa gastar mais tempo no</p>
<p>ministério, e gerar filhos espirituais? Ou a justiça da situação é mensurada</p>
<p>somente pelo que você e sua esposa desejam?</p>
<p>Você não pode passar nesse simples teste de fé? E o que dizer sobre a sua</p>
<p>atitude para com o próprio teste? Você o valoriza ou despreza? Jó diz: “Porém</p>
<p>ele sabe o meu caminho; provando-me ele, sairei como o ouro” (Jó 23:10).</p>
<p>Você quer isso, ou quer filhos? Você quer isso para a sua esposa, ou quer</p>
<p>apenas que ela fique agradada e tranqüila? Então, Tiago nos diz: “Meus</p>
<p>irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações; sabendo que a</p>
<p>prova da vossa fé opera a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra</p>
<p>perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma”</p>
<p>(Tiago 1:2-4). Você quer uma fé que é genuína e testada? Você quer</p>
<p>perseverança? Você quer maturidade espiritual e plenitude em Deus? Ou quer</p>
<p>que Deus simplesmente entregue o que você deseja, de forma que possa ser</p>
<p>feliz sem passar por testes e provações? Sim, você alega crer na soberania</p>
<p>absoluta de Deus. Seu problema que é você discorda como ele usa essa</p>
<p>soberania. Mas isso não faz de você melhor que Satanás (Tiago 2:19). Você</p>
<p>alega perceber a soberania divina como uma realidade, mas suas queixas</p>
<p>mostram que você não gosta dela. Você quer ter as coisas do seu jeito.</p>
<p>Acorde! Escute! Humilhe-se e preste atenção, e terá a sua resposta. Aqui está a</p>
<p>palavra de Deus para você (Salmo 73, ênfase adicionada).</p>
<p>Verdadeiramente bom é Deus para com Israel,</p>
<p>para com os limpos de coração.</p>
<p><strong>Quanto a mim, os meus pés quase que se desviaram;</strong></p>
<p><strong>pouco faltou para que escorregassem os meus passos.</strong></p>
<p><strong>Pois eu tinha inveja dos néscios,</strong></p>
<p><strong>quando via a prosperidade dos ímpios.</strong></p>
<p>Porque não há apertos na sua morte,</p>
<p>mas firme está a sua força.</p>
<p>Não se acham em trabalhos como outros homens,</p>
<p>nem são afligidos como outros homens.</p>
<p>Por isso a soberba os cerca como um colar;</p>
<p>vestem-se de violência como de adorno.</p>
<p>Os olhos deles estão inchados de gordura;</p>
<p>eles têm mais do que o coração podia desejar.</p>
<p>São corrompidos e tratam maliciosamente de opressão;</p>
<p>falam arrogantemente.</p>
<p>Põem as suas bocas contra os céus,</p>
<p>e as suas línguas andam pela terra.</p>
<p>Por isso o povo dele volta aqui,</p>
<p>e águas de copo cheio se lhes espremem.</p>
<p>E eles dizem: Como o sabe Deus?</p>
<p>Há conhecimento no Altíssimo?</p>
<p>Eis que estes são ímpios,</p>
<p>e prosperam no mundo; aumentam em riquezas.</p>
<p>Na verdade que em vão tenho purificado o meu coração;</p>
<p>e lavei as minhas mãos na inocência.</p>
<p>Pois todo o dia tenho sido afligido,</p>
<p>e castigado cada manhã.</p>
<p>Se eu dissesse: Falarei assim;</p>
<p>eis que ofenderia a geração de teus filhos.</p>
<p><strong>Quando pensava em entender isto,</strong></p>
<p><strong>foi para mim muito doloroso;</strong></p>
<p><strong>Até que entrei no santuário de Deus;</strong></p>
<p><strong>então entendi eu o fim deles.</strong></p>
<p><strong>Certamente tu os puseste em lugares escorregadios;</strong></p>
<p><strong>tu os lanças em destruição.</strong></p>
<p>Como caem na desolação, quase num momento!</p>
<p>Ficam totalmente consumidos de terrores.</p>
<p>Como um sonho, quando se acorda,</p>
<p>assim, ó Senhor, quando acordares,</p>
<p>desprezarás a aparência deles.</p>
<p><strong>Assim o meu coração se azedou,</strong></p>
<p><strong>e sinto picadas nos meus rins.</strong></p>
<p><strong>Assim me embruteci, e nada sabia;</strong></p>
<p><strong>fiquei como um animal perante ti.</strong></p>
<p>Todavia estou de contínuo contigo;</p>
<p>tu me sustentaste pela minha mão direita.</p>
<p>Guiar-me-ás com o teu conselho,</p>
<p>e depois me receberás na glória.</p>
<p><strong>Quem tenho eu no céu senão a ti?</strong></p>
<p><strong>e na terra não há quem eu deseje além de ti.</strong></p>
<p><strong>A minha carne e o meu coração desfalecem;</strong></p>
<p><strong>mas Deus é a fortaleza do meu coração,</strong></p>
<p><strong>e a minha porção para sempre.</strong></p>
<p><strong>Pois eis que os que se alongam de ti, perecerão;</strong></p>
<p><strong>tu tens destruído todos aqueles que se desviam de ti.</strong></p>
<p><strong>Mas para mim, bom é aproximar-me de Deus;</strong></p>
<p><strong>pus a minha confiança no Senhor DEUS,</strong></p>
<p><strong>para anunciar todas as tuas obras.</strong></p>
<p>Você está escorregando por causa da prosperidade do ímpio (v. 2), mas a</p>
<p>verdade e que Deus colocou-os em lugares escorregadios, de forma que serão</p>
<p>destruídos (v. 18-19). Quando você fica triste e amargurado por como Deus</p>
<p>exerce Sua soberania (v. 21), então você está sendo irracional e ignorante,</p>
<p>como um animal bruto (v. 22). Em primeiro lugar, a questão é se você está</p>
<p>entre os ímpios. Você pode dizer: “Quem tenho eu no céu senão a ti? e na</p>
<p>terra não há quem eu deseje além de ti” (v. 25)? Se você está longe de Deus e</p>
<p>sendo infiel para com ele, você será destruído (v. 27), mas se Deus é a força do</p>
<p>seu coração (v. 26), então você dirá: “Eu tenho feito do SENHOR Soberano o</p>
<p>meu refúgio” – não como você diz agora, “se ele quiser, então fará”. Essa é a</p>
<p>sua palavra a alguém que está em sua situação, alguém que está oprimido por</p>
<p>pensamentos com respeito à prosperidade do ímpio. Como você responderia?</p>
<p>Você a aceitaria sem fazer escusas?</p>
<p>Então, você escreveu: “Ora, alguém dirá: ‘Jack, Deus faz com que todas as</p>
<p>coisas contribuam juntamente para o bem daqueles que amam a Deus,</p>
<p>daqueles que são chamados segundo o seu propósito’. Eu posso reconhecer</p>
<p>isso como uma realidade teológica. Mas isso não ajuda quando você sente sua</p>
<p>esposa tremendo de tristeza e dor”. Por quê? Por que não ajuda? Como você</p>
<p>deveria saber, não é simplesmente “qualquer um” que diz isso, mas Paulo</p>
<p>escreveu tal afirmação pela inspiração infalível de Deus.</p>
<p>Se nos voltarmos para Romanos 8 a fim de observar o contexto, não existe</p>
<p>nenhuma razão para que o versículo não devesse ajudar. Antes do versículo</p>
<p>em questão, Paulo diz: “Porque para mim tenho por certo que as aflições</p>
<p>deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de</p>
<p>ser revelada” (v. 18). Ele está falando sobre as nossas “aflições deste tempo</p>
<p>presente”. O versículo 28 nos dá a declaração sob discussão: “E sabemos que</p>
<p>todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a</p>
<p>Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Então ele diz:</p>
<p>“Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (v. 31), e aplica isso em face de</p>
<p>tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada, morte, vida,</p>
<p>anjos, demônios, o presente, o futuro, principados, potestades, altura,</p>
<p>profundidade e “qualquer coisa em toda a criação” (v. 35, 38-39). E você tem</p>
<p>o rancor de “reconhecer isso”, mas tal fato “não ajuda[r]”. Paulo aplica isso a</p>
<p>alguns problemas bem “presente[s]” (v. 18) como perseguição, fome, nudez,</p>
<p>perigo ou mesmo a espada (v. 35). Mas em face de sua esposa tremendo, “isso</p>
<p>não ajuda”. Esse deve ser algum tremor muito forte”</p>
<p>Você é um mentiroso (Romanos 3:4). Você não “reconhe[ce] isso como uma</p>
<p>realidade teológica” de verdade. O que você provavelmente reconhece é que</p>
<p>você <em>deveria ter </em>“reconhe[cido] isso como uma realidade teológica”. A outra</p>
<p>possibilidade é pior – é que você não ama a Deus, e que não foi chamado</p>
<p>segundo o seu propósito. Se você é um incrédulo, um não-cristão, então sem</p>
<p>dúvida o versículo 28 não lhe ajuda. Mas isso é entre você e Deus. Você alega</p>
<p>ser um cristão, e até agora eu o tratei como tal. Portanto, no contexto dessa</p>
<p>discussão, não há razão pela qual o versículo 28 não deveria lhe ajudar. O que</p>
<p>você diz aqui é blasfêmia contra a palavra de Deus, e é pura imundície.</p>
<p>Jesus diz: “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e,</p>
<p>mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegraivos,</p>
<p>porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os</p>
<p>profetas que foram antes de vós” (Mateus 5:11-12). Agora imagine algum</p>
<p>idiota que diz: “Eu reconheço isso como uma realidade teológica, mas isso</p>
<p>não ajuda quando as pessoas lhe insultam de verdade, lhe perseguem e dizem</p>
<p>falsamente todo o mal contra você”. Bem, por que Jesus disse isso então?</p>
<p>Deveria ajudar, pois esse foi o motivo de ter dito. Ele diz que em face de</p>
<p>insulto, perseguição e calúnia, deveríamos “exultar e alegrar-nos” – temos que</p>
<p><em>fazer isso</em>, exultar e alegrar-nos de verdade, não apenas dizer que cremos isso,</p>
<p>mas não é de nenhuma ajuda. E ao invés de fazer escusas, os apóstolos</p>
<p>fizeram isso: “Retiraram-se, pois, da presença do conselho, regozijando-se de</p>
<p>terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus” (Atos</p>
<p>5:41).</p>
<p>Paulo escreve: “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para</p>
<p>que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21). Agora imagine</p>
<p>algum idiota que diga: “Eu reconheço isso como uma realidade teológica, mas</p>
<p>isso não ajuda quando você fez algo errado e se sente culpado por isso”. Mas</p>
<p>isso deveria ajudar, pois é diretamente aplicável ao pecado e culpa. Se não</p>
<p>ajuda alguém, então ele não a reconheceu de fato como uma realidade</p>
<p>teológica, ou algum tipo de realidade. Similarmente, 1 João 1:9: “Se</p>
<p>confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os</p>
<p>pecados, e nos purificar de toda a injustiça”. É um mentiroso aquele que diz</p>
<p>crer nisso, mas não é de ajuda.</p>
<p>Quando Paulo implorou que o Senhor removesse dele um espinho em sua</p>
<p>carne, um mensageiro de Satanás, o Senhor respondeu: “A minha graça te</p>
<p>basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12:7-9).</p>
<p>Agora imagine se Paulo tivesse replicado ao Senhor: “Eu reconheço isso</p>
<p>como uma realidade teológica, mas não ajuda quando o espinho está ferindo o</p>
<p>meu lado”. Ele seria um idiota. Soaria como você. Mas diferente de você, ele</p>
<p>cria verdadeira nisso e agia conforme tal crença: “De boa vontade, pois, me</p>
<p>gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.</p>
<p>Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas</p>
<p>perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco</p>
<p>então sou forte” (v. 9-10).</p>
<p>Considere José. Ele foi traído por seus próprios irmãos e vendido a uma terra</p>
<p>estrangeira. Então ele foi falsamente acusado de um crime vergonhoso e</p>
<p>lançado numa prisão. Agora imagine se ele tivesse dito: “Eu reconheço que</p>
<p>meu sonho sobre minha ascensão ao poder como uma realidade profética,</p>
<p>mas isso não ajuda quando você está apodrecendo numa prisão sem saída”. Se</p>
<p>essa tivesse sido a sua atitude, então em que sentido ele reconheceu seu sonho</p>
<p>como algum tipo de realidade? Ele teria visto-o como uma irrealidade. Mas ele</p>
<p>foi fiel e manteve-se numa atitude correta, e o Senhor o abençoou onde ele</p>
<p>estava. E todas as coisas de fato contribuíram para o seu bem. A traição dos</p>
<p>seus irmãos levou-o ao longe onde ele subiria ao poder. E a falsa acusação</p>
<p>contra ele, que a lançou na prisão, colocou-o no exato lugar onde ele precisava</p>
<p>estar para ganhar a atenção de Faraó. Cada tragédia foi um atalho para o</p>
<p>sucesso e o destino.</p>
<p>Ah, mas seu problema é tão grande que isso não lhe ajuda. Patético! O que</p>
<p>acontece? Você tem enganado a si mesmo: “E sede cumpridores da palavra, e</p>
<p>não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos” (Tiago 1:22).</p>
<p>Você é um mentiroso, e tem aceito sua própria mentira.</p>
<p>Eu preciso realmente lidar com essa outra coisa que você disse? “Alguém dirá:</p>
<p>‘Jack, você precisa apenas confiar no Senhor e ser obediente a Ele, a despeito</p>
<p>da emoção’. Posso concordar com isso também. Mas ainda não é algo que</p>
<p>ajuda a aliviar a frustração intensa, a dor e a tristeza. E no final do dia, penso</p>
<p>comigo: ‘Deus é soberano. Ele poderia fazer Jill ter filhos. Tudo isso poderia</p>
<p>parar&#8217;”. Irreverente. Ridículo. Não, você não concorda com isso. Você não crê</p>
<p>que deveria confiar no Senhor e ser-lhe obediente – ou talvez creia que <em>deveria</em>,</p>
<p>como até mesmo os demônios, mas, como os demônios, não crê e obedece-o</p>
<p>de fato; de outra forma, isso de fato aliviaria a frustração, dor e tristeza.</p>
<p>Você tem a atitude: “Deus pode terminar esse sofrimento, mas não o faz”.</p>
<p>Em outras palavras: “Deus pode me obedecer. Deus pode se curvar diante de</p>
<p>mim e fazer toda a minha vontade, mas não o faz”. E isso lhe frustra,</p>
<p>causando-lhe tristeza e dor. Você pode reconhecer como uma “realidade</p>
<p>teológica” que ele é Deus, e que ele é soberano, mas você não gosta disso.</p>
<p>Você não aprova o que ele faz como Deus. Você pensa que ele está retendo</p>
<p>coisas boas de você, mas Jesus diz: “Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas</p>
<p>coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens</p>
<p>aos que lhe pedirem?” (Mateus 7:11). A única forma disso poder ser uma</p>
<p>“realidade teológica” que “não ajuda” é se ele não for o seu Pai de forma</p>
<p>alguma. Não há nenhuma palavra de gratidão no que você me disse sobre a</p>
<p>sua situação. É tudo sobre como Deus tem lhe prejudicado. Comparando-se</p>
<p>com a sua blasfêmia, a esterilidade da sua esposa é o menor dos seus</p>
<p>problemas.</p>
<p><strong>A Depravação Humana e a Soberania Divina</strong></p>
<p>Então você começa a falar sobre a batalha com o pecado em sua vida, e como</p>
<p>quando considerada em relação à soberania de Deus sobre o assunto, isso leva</p>
<p>à frustração. Você escreveu:</p>
<p>Não posso escapar de padrões de pecado em minha vida.</p>
<p>Irmão, eu sei que para Deus todas as coisas são possíveis. E</p>
<p>também sei que somos exortados nas Escrituras para fugir do</p>
<p>pecado e nos apegarmos aos preceitos do nosso Senhor. E,</p>
<p>todavia, me encontro voltando aos velhos padrões do pecado</p>
<p>de vez em quando na minha vida. Assim, eu luto por</p>
<p>liberdade. Eu digo a alguém seja lá o que estiver acontecendo,</p>
<p>isto é, pensando sobre o meu passado, lidando com a cobiça</p>
<p>dos meus olhos, e assim por diante. Eu tenho alguém para me</p>
<p>manter responsável. Coloco esforço extra para meditar sobre</p>
<p>as coisas do Senhor. E, todavia, a batalha interna nunca se</p>
<p>acalma. Parece ser algo diário. Uma vez mais penso comigo:</p>
<p>“Deus é soberano – total e completamente. Por que Ele não</p>
<p>remove essa fraqueza patética de mim de uma vez por</p>
<p>todas!!!”</p>
<p>Sim, positivamente estou em Cristo, e Cristo está em mim. Foi</p>
<p>lavado e purificado pelo sangue do Cordeiro imaculado. E</p>
<p>posso também reconhecer que mesmo a pré-ordenação da</p>
<p>minha pecaminosidade glorifica a Deus em Seu grande plano.</p>
<p>Mas Vincent, eu detesto absolutamente o pecado em minha</p>
<p>vida. Eu não quero mais pecar na minha vida. Assim, a</p>
<p>realidade de que Deus poderia fazer, mas não faz, é dura para</p>
<p>eu lidar com ela.</p>
<p>A “dificuldade” com isso é que é muito fácil para eu responder. Devo seguir</p>
<p>um esboço lógico que organize minha resposta por assunto, ou devo abordar</p>
<p>o que você diz aqui com um esboço cronológico que organiza os princípios e</p>
<p>exemplos como eles ocorreM por toda a história da salvação? Os dois</p>
<p>arranjamentos poderiam produzir um livro expositivo enorme, visto que há</p>
<p>muito sobre isso na Escritura. Tenho que me restringir a uns poucos pontos</p>
<p>apenas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>O que é impressionante no que você escreveu é que parece que você não tem</p>
<p>nenhum entendimento da soberania de Deus, além do fato que ele controla</p>
<p>todas as coisas. Parece que você nem mesmo gosta da doutrina – ela torna a</p>
<p>sua vida miserável. Mas você ainda continua para falsificar uma aplicação</p>
<p>abrangente dela – eu não disse “fazer”, mas falsificar”,1 pois sua aplicação é</p>
<p>arbitrária, e não abrangente, como demonstrado na hipocrisia com a qual você</p>
<p>julga alguns pecadores que podem ter filhos. Uma coisa que você precisa fazer</p>
<p>é encarar seu orgulho e reconhecer que o seu entendimento dessa doutrina é</p>
<p>de fato inferior, parcial e distorcido.</p>
<p>Você menciona que há um “grande plano”, e que mesmo os seus pecados e</p>
<p>falhas devem ser uma parte dele. Mas em vez de integrar isso em sua aplicação</p>
<p>da soberania divina para gerar uma perspectiva completa sobre o assunto,</p>
<p>você tem apenas sua agenda minúscula em mente: “Assim, a realidade de que</p>
<p>Deus poderia fazer, mas não faz, é dura para eu lidar com ela”. O que</p>
<p>aconteceu com a “realidade” do “grande plano”? Você não tem o direito de</p>
<p>sustentar ou ignorar um aspecto essencial de uma doutrina bíblica</p>
<p>simplesmente porque isso é conveniente para você num momento, ou porque</p>
<p>você queira construir um argumento.</p>
<p>Isso é especialmente relevante porque você gosta de perguntar “por quê?”.</p>
<p>Isso tem algo a ver com o “grande plano”? Mas você não deu nenhuma</p>
<p>oportunidade. “Por quê?” parece ser a sua resposta consistente à soberania</p>
<p>divina, e o seu uso dela é enganoso, talvez sem intenção. Entendemos que</p>
<p>“por quê?” pode ser um advérbio moralmente neutro numa proposição que</p>
<p>requeira informação ou explicação. Mas ela pode ser usada também para</p>
<p>indicar desaprovação e impaciência para com uma certa situação. Algumas</p>
<p>vezes as duas coisas podem ser tencionadas, e julgando pelo contexto de cada</p>
<p>seção que você escreveu, é esse o sentido no qual você usa a palavra. Não é</p>
<p>apenas uma solicitação de informação, mas um sinal de sua insatisfação com</p>
<p>as decisões e operações de Deus.</p>
<p>Isso é claro a partir das várias formas nas quais você continua dizendo: “Deus</p>
<p>poderia fazer isso que eu quero, mas não faz”. O fato que o seu “por quê?”</p>
<p>indica não somente curiosidade, mas também forte desaprovação e rebelião é</p>
<p>consistente com a forma de você tender a ignorar as soluções e explicações</p>
<p>oferecidas a você. Assim, Romanos 8:28 é ignorado porque “não ajuda” e o</p>
<p>“grande plano” dele não sobrevive por muito tempo em seu pensamento,</p>
<p>aparentemente porque ele não é o <em>seu </em>grande plano. Você não quer que Deus</p>
<p>simplesmente lhe informe sobre o que ele faz – de fato, é questionável você</p>
<p>1 No original: “make” but “fake”. (N. do T.)</p>
<p>estar muito interessado nisso – mas você quer que Deus lhe obedeça no que</p>
<p>ele faz.</p>
<p>O que foi dito acima é suficiente para mostrar que você não está pensando</p>
<p>corretamente sobre tudo isso, e que o seu “por quê?” para com Deus é</p>
<p>pecaminoso e irracional. Mas ainda assim, olharemos para o que a Bíblia diz</p>
<p>sobre o assunto, como ela responde à questão direta e repetidamente:</p>
<p>Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a</p>
<p>coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste</p>
<p>assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da</p>
<p>mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?</p>
<p>E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a</p>
<p>conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos</p>
<p>da ira, preparados para a perdição; para que também desse a</p>
<p>conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia,</p>
<p>que para glória já dantes preparou, os quais somos nós, a</p>
<p>quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também</p>
<p>dentre os gentios? (Romanos 9:20-24)</p>
<p>A pergunta que Paulo diz que não deveríamos fazer é precisamente a que você</p>
<p>está formulando: “Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que</p>
<p>me fizeste assim?” Se você é um réprobo, então a questão é simples. Essa</p>
<p>passagem diz que Deus faz alguém como você, para que alguém como eu</p>
<p>possa aprender sobre sua ira, poder e paciência – que ele toleraria alguém</p>
<p>como você por um longo tempo – e em contraste, sobre sua riqueza e</p>
<p>misericórdia para comigo. Assim, se você for um réprobo, isso seria uma</p>
<p>conclusão satisfatória à minha resposta.</p>
<p>Contudo, estamos trabalhando sobre a suposição que você é um cristão.</p>
<p>Mesmo assim, a passagem é relevante. Observe que Deus se revela ao eleito</p>
<p>não somente através dos objetos de ira, a quem preparou para a destruição,</p>
<p>mas aqueles que são salvos são objetos de sua <em>misericórdia </em>– eles mesmos eram</p>
<p>pecadores, mas Deus decidiu soberanamente mostrar-lhes misericórdia:</p>
<p>“Logo, pois, compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer”</p>
<p>(Romanos 9:18).</p>
<p>Podemos tomar a história de Sansão como um exemplo de como o pecado</p>
<p>pode se encaixar no “grande plano” de Deus. Assumirei que você conhece a</p>
<p>Bíblia o suficiente para lembrar que Sansão cometeu um engano após outro,</p>
<p>pecando contra alguns dos preceitos morais universais de Deus, bem como</p>
<p>contra o voto que deveria guardar diante de Deus. Seus pecados culminaram</p>
<p>em sua captura e humilhação, que levou à celebração que atraiu os príncipes</p>
<p>dos filisteus (Juízes 16:23). E em seus últimos momentos, Sansão demonstrou</p>
<p>uma fé na misericórdia de Deus que é raramente testemunhada na maioria dos</p>
<p>cristãos – ele orou pela restauração de sua força, para que pudesse destruir os</p>
<p>filisteus. Mas contrário ao que alguns têm sido conduzidos a crer, Sansão não</p>
<p>falhou em realizar o que Deus tinha chamado-o a fazer, pois a Escritura diz:</p>
<p>“foram mais os mortos que matou na sua morte do que os que matara em sua</p>
<p>vida” (16:30). Por sua fé, ele foi honrado juntamente como Abel, Enoque,</p>
<p>Noé, Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Davi e Samuel (Hebreus 11:32).</p>
<p>Eu aprendi isso, e até escrevi um livro pequeno sobre ele. Essa grande lição</p>
<p>com respeito à misericórdia de Deus é apenas um aspecto minúsculo da</p>
<p>revelação total concernente a como Ele poderia fazer bom uso do pecado em</p>
<p>Seu “grande plano”. Mas como a sua rebelião cega a sua mente para essa</p>
<p>revelação preciosa!</p>
<p>E o que dizer do profeta Jonas? Ele pecou ao desobedecer a instrução de</p>
<p>Deus para pregar a Nínive (Jonas 1:3), mas Deus enviou um grande peixe para</p>
<p>tragá-lo, de forma que permaneceu ali por três dias e três noites (1:17). Desse</p>
<p>grande peixe veio uma revelação e então uma oração que se tornou parte da</p>
<p>Escritura (2:2-9, ênfase adicionada).</p>
<p>Na minha angústia clamei ao SENHOR,</p>
<p>e ele me respondeu;</p>
<p>do ventre do inferno gritei,</p>
<p>e tu ouviste a minha voz.</p>
<p>Porque tu me lançaste no profundo,</p>
<p>no coração dos mares,</p>
<p>e a corrente das águas me cercou;</p>
<p>todas as tuas ondas e as tuas vagas</p>
<p>têm passado por cima de mim.</p>
<p><strong>E eu disse: Lançado estou</strong></p>
<p><strong>de diante dos teus olhos;</strong></p>
<p><strong>todavia tornarei a ver o teu santo templo.</strong></p>
<p>As águas me cercaram até à alma,</p>
<p>o abismo me rodeou,</p>
<p>e as algas se enrolaram na minha cabeça.</p>
<p>Eu desci até aos fundamentos dos montes;</p>
<p>a terra me encerrou para sempre com os seus ferrolhos;</p>
<p><strong>mas tu fizeste subir a minha vida da perdição,</strong></p>
<p><strong>ó SENHOR meu Deus.</strong></p>
<p><strong>Quando desfalecia em mim a minha alma,</strong></p>
<p><strong>lembrei-me do SENHOR;</strong></p>
<p><strong>e entrou a ti a minha oração,</strong></p>
<p><strong>no teu santo templo</strong></p>
<p><strong>os que observam as falsas vaidades</strong></p>
<p><strong>deixam a sua misericórdia.</strong></p>
<p><strong>Mas eu te oferecerei sacrifício</strong></p>
<p><strong>com a voz do agradecimento;</strong></p>
<p><strong>o que votei pagarei.</strong></p>
<p><strong>Do SENHOR vem a salvação.</strong></p>
<p>Que revelação da graça! Ler a passagem quase me leva às lágrimas, e teria feito</p>
<p>isso, se não tivesse me contido para poder continuar escrevendo. E mais tarde</p>
<p>o Senhor Jesus até mesmo citou esse incidente como um sinal correspondente</p>
<p>à sua própria morte e ressurreição (Mateus 12:3-40). Em contraste, tudo o que</p>
<p>você pode pensar sobre isso é: “Deus poderia fazer isso por mim, mas não</p>
<p>faz”. Essas são apenas duas ilustrações na Escritura que “onde o pecado</p>
<p>abundou, superabundou a graça; para que, assim como o pecado reinou na</p>
<p>morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo</p>
<p>nosso Senhor” (Romanos 5:20-21).</p>
<p>Se um pensamento ou ação é pecaminoso ou não, é algo determinado pelo</p>
<p>fato dele transgredir ou não os preceitos de Deus, de forma que mesmo se os</p>
<p>decretos de Deus produzam um efeito bom a partir de algo mal, não torna o</p>
<p>mal em bem. Assim, eu não digo que esses pecados não são de fato errados</p>
<p>ou perversos simplesmente porque Deus usa até mesmo os pecados dos</p>
<p>homens para glorificar a si mesmo e cumprir o Seu propósito. De fato, se eles</p>
<p>não são maus ou se já não são mais maus uma vez empregados para o bem,</p>
<p>então isso destrói o próprio ponto que devemos aprender. Pois se a lição</p>
<p>consiste de uma revelação da ira de Deus contra os pecadores e a misericórdia</p>
<p>de Deus para com os crentes, então o pecado deve permanecer pecado; de</p>
<p>outra forma não seria uma demonstração de ira, e não seria uma</p>
<p>demonstração de misericórdia.</p>
<p>Assim, não aceitamos o mal simplesmente porque Deus faz um bom uso dele.</p>
<p>Antes, porque Ele faz bom uso dele, aprendemos algo sobre Sua ira, Sua</p>
<p>misericórdia, e o “grande plano” que você tanto despreza. Em seu caso, a luta</p>
<p>contra aqueles pecados que você observa manifesta os maiores pecados que</p>
<p>você então falha em observar ou recusa reconhecer, tais como ressentimento,</p>
<p>rebelião e blasfêmia. Você alega detestar o pecado em você. Bom! Arrependase,</p>
<p>destrua essas atitudes perversas, e seja grato pela graça de Deus.</p>
<p>Assim, eu lhe disse o “por quê?”, mas não é realmente o “por quê?” que você</p>
<p>deseja, é? Se você não pode me fazer de tolo, muito menos pode fazer a Deus.</p>
<p>Não é a explicação de Deus que você quer – se for, eu já lhe dei o suficiente,</p>
<p>embora pudesse dizer muito mais – mas é a Sua submissão que você requer.</p>
<p>Você diz: “Ele poderia fazer, mas não faz. Por quê?” Responda-me isso: <em>Por</em></p>
<p><em>que </em>Ele deveria agir da sua maneira? Produza uma resposta e justificação para</p>
<p>isso. Se não pode dizer o porquê Ele deveria fazer isso da sua forma, então</p>
<p>qual é base de sua contestação? Mas se você pode levantar-se com uma razão</p>
<p>e defendê-la contra Ele, então lhe diga sobre isso, e talvez admita que Ele</p>
<p>cometeu um engano com você e se submeterá à sua demanda. Quanto a mim,</p>
<p>eu louvarei Seus decretos e seguirei Seus preceitos, pois sua misericórdia dura</p>
<p>para sempre.</p>
<p>Quanto ao aspecto prático de como combater o pecado, há vários livros sobre</p>
<p>o assunto que você poderia adquirir e estudar. Você pode ler um pouco de</p>
<p>John Owen, J. C. Ryle, ou autores mais recentes como Jerry Bridges, Joel</p>
<p>Beeke, e Jay Adams. Meu livro <em>Comentário sobre Filipenses </em>contém uma</p>
<p>exposição básica sobre o ensino de Paulo com respeito ao despir do velho</p>
<p>homem e o revestir-se do novo homem. Você também mencionou a luta que</p>
<p>tem com o legalismo, e esses livros abordarão isso também. Mas eu insistiria</p>
<p>que por ora, sua principal queixa não é contra o seu pecado, mas contra o</p>
<p>Senhor. Talvez isso não seja óbvio para você, pois não gosta de pensar sobre</p>
<p>você mesmo dessa forma.</p>
<p>Eu também lhe lembraria das palavras de Jesus, que diz: “Tomai sobre vós o</p>
<p>meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e</p>
<p>encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o</p>
<p>meu fardo é leve” (Mateus 11:29-30). Se a sua alma não encontra descanso, e</p>
<p>sua fé é difícil e pesada, não é o Seu jugo que você está carregando, e não é o</p>
<p>Seu ensino que você aprendeu. Estou longe de ser perfeito, mas não vivo sob</p>
<p>escravidão e opressão, pois o reino de Deus é uma questão de “justiça, e paz,</p>
<p>e alegria no Espírito Santo”, e “quem nisto serve a Cristo agradável é a Deus e</p>
<p>aceito aos homens” (Romanos 14:17-18).</p>
<p>Incluirei nessa seção sua próxima queixa, que concerne às deficiências e</p>
<p>perversidades que você percebe na igreja:</p>
<p>Uma terceira coisa que pragueja meus pensamentos é a Igreja.</p>
<p>Corta o meu coração ver as coisas que vejo dentro do Corpo.</p>
<p>Leio nas Escrituras o que o Corpo deve ser, como deve agir, e</p>
<p>qual é a vontade do Senhor para a Sua preciosa Noiva.</p>
<p>Todavia, olho ao meu redor, vejo as coisas que assisto na</p>
<p>televisão, e dou uma olhada nas centenas de livros nas</p>
<p>prateleiras de livrarias cristãs e penso: “Pai, por quê?” E assim,</p>
<p>novamente, me encontro perguntando o motivo de tudo isso</p>
<p>ter sido ordenado (não permitido) acontecer.</p>
<p>Eu sugeriria que dada a sua triste condição, você não está na posição de julgar</p>
<p>o restante da igreja, e a verdade é que pessoas como você são parte do</p>
<p>problema. Por que a igreja está em tal condição? É parcialmente porque você</p>
<p>está nela. Como a sua atitude ressentida para com a soberania de Deus é</p>
<p>melhor que as doutrinas heréticas e práticas tolas que você despreza nos</p>
<p>outros?</p>
<p>Observe que seu “Pai, por quê?” implica desaprovação. Você pensa que Deus</p>
<p>arranjaria as coisas de um jeito, mas Ele não faz da forma que parece melhor a</p>
<p>você. Novamente, pergunto: <em>por que </em>Ele deveria agir do seu jeito? Se você não</p>
<p>tem nenhuma idéia definitiva quanto a como as coisas deveriam ser diferentes,</p>
<p>e se você não tem nenhuma razão definitiva quanto a por que as coisas</p>
<p>deveriam ser como as concebe e deseja, então não existe nenhuma base para</p>
<p>desafiar ou questionar a Deus sobre a questão. O seu “por quê?” seria uma</p>
<p>explosão aleatória de rebelião e insatisfação que não tem base racional, e assim</p>
<p>não requer nenhuma resposta racional. Como você pensa exatamente que Ele</p>
<p>deveria usar Sua soberania nessa situação, e por que você pensa assim?</p>
<p>Formule sua resposta e tente justificá-la. Então traga tal resposta a Deus em</p>
<p>oração e veja se Ele aceitará sua correção.</p>
<p>Contudo, se é compreensão que você deseja, embora eu duvide que seja esse o</p>
<p>seu verdadeiro desejo, então mesmo isso foi explicado – de fato, não somente</p>
<p>por mim, mas por muitos outros. Falsas doutrinas e religiões, quer dentro ou</p>
<p>fora da igreja, alarmam o verdadeiro povo de Deus, os desperta do seu</p>
<p>descanso e complacência espiritual, incita-os a buscar santidade, e compele-os</p>
<p>a definir as doutrinas bíblicas e refinar suas formulações teológicas. Outra</p>
<p>razão que eu ensinei, mas não tem sido mencionada pelos outros, é que as</p>
<p>falsas doutrinas e falsas religiões produzem apostasia naqueles que estão na</p>
<p>igreja, mas que não são verdadeiros crentes, e assim livram-na do fardo que</p>
<p>eles impõem sobre a comunidade cristã. Minha declaração mais recente disso</p>
<p>aparece no artigo “A Igreja Invencível”.</p>
<p>O apóstolo João nos dá outro ensino aplicável quando declara: “Filhinhos,</p>
<p>sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que</p>
<p>o que está no mundo” (1 João 4:4). O contexto da passagem refere-se aos</p>
<p>falsos profetas e ao espírito do anticristo que propaga falsas doutrinas. Em</p>
<p>face das falsas doutrinas e religiões, penso como o apóstolo me ensina – eu</p>
<p>sou de Deus, e tenho vencido-as, porque maior é o que está em mim do que o</p>
<p>que está no mundo. Compare isso ao seu patético “Pai, por quê?” Se você está</p>
<p>realmente tão preocupado com a igreja (eu duvido disso), certamente não está</p>
<p>ajudando muito com sua atitude má.</p>
<p>Então, os versículos 5 e 6 declaram de uma forma diferente o que eu disse</p>
<p>acima sobre como as falsas doutrinas e religiões servem para distinguir entre</p>
<p>os crentes verdadeiros e falsos: “Eles vêm do mundo. Por isso, o que falam</p>
<p>procede do mundo, e o mundo os ouve. Nós viemos de Deus, e todo aquele</p>
<p>que conhece a Deus nos ouve; mas quem não vem de Deus não nos ouve.</p>
<p>Dessa forma reconhecemos o Espírito da verdade e o espírito do erro”. Você</p>
<p>tem se queixado sobre a soberania de Deus na forma como ela se relaciona</p>
<p>com vários aspectos da vida, mas isso é como se você não tivesse nenhum</p>
<p>conhecimento ou entendimento de todas essas passagens que tenho lhe</p>
<p>apresentado. Você lê a Bíblia? Ao menos tem uma? Essas passagens não são</p>
<p>difíceis de entender. Elas lhe dizem abertamente o que você precisa saber em</p>
<p>palavras claras e sentenças diretas.</p>
<p><strong>A Espiritualidade Humana e a Soberania Divina</strong></p>
<p>Essa é a terceira e última seção no corpo da minha resposta, e após isso farei</p>
<p>uma conclusão. O tópico aqui é a soberania divina em relação à oração. Você</p>
<p>escreveu:</p>
<p>Irmão, estou cansado. Estou muitíssimo cansado. Eu não</p>
<p>tenho mais desejo de orar. Penso: por que fazer isso? Sim,</p>
<p>posso estar orando concorrentemente com a vontade de</p>
<p>Deus, mas no grande esquema das coisas, o que isso realmente</p>
<p>importa? Minha oração muda alguma coisa? Não posso crer</p>
<p>nisso. O que Deus ordenou COM CERTEZA acontecerá [a</p>
<p>despeito de eu orar ou não. E se eu não orar, não é o fato da</p>
<p>falta de oração ter sido ordenada? Se eu orar, ela não foi</p>
<p>ordenada?</p>
<p>Como mencionei na introdução, falei sobre isso em meu livro <em>Oração e</em></p>
<p><em>Revelação</em>. Há pelo menos dois capítulos relevantes no livro intitulados “Oração</p>
<p>e Soberania” e “Oração e Onisciência”. Embora considere o que escrevi</p>
<p>nesses e outros livros mais que suficiente, aqui suplementarei esses outros</p>
<p>materiais escrevendo uma resposta específica ao que você declarou acima.</p>
<p>Para parafrasear, para você o fato que Deus pré-ordenou todas as coisas por</p>
<p>sua soberania absoluta remove qualquer sentido de propósito ou significado</p>
<p>na oração. Mas se esse problema existe quando diz respeito à soberania ou</p>
<p>pré-ordenação divina, então se aplica com igual força à presciência divina.</p>
<p>Embora aplique-se duma maneira diferente ou a partir de um ângulo</p>
<p>diferente, o efeito é o mesmo.</p>
<p>A soberania ou pré-ordenação divina é inteiramente ativa – Deus decide o que</p>
<p>acontecerá e então faz com que aconteça, de forma que cada evento seja</p>
<p>determinado de antemão. Por causa do contraste – isto é, para tornar a</p>
<p>ilustração possível – suponhamos que a presciência divina é inteiramente</p>
<p>passiva, de forma que Deus decide e não causa nada, mas que ele apenas sabe</p>
<p>de antemão o que suas criaturas decidirão e farão. Esse é um uso antibíblico</p>
<p>do conceito da presciência, mas assumamos o mesmo por um momento.</p>
<p>Se essa presciência divina é tão exaustiva quanto a pré-ordenação divina, então</p>
<p>mesmo que inteiramente passiva, ela ainda significará que cada evento é</p>
<p>determinado de antemão. Deus saberá com certeza de antemão o que um</p>
<p>homem decidirá e fará, e visto que esse conhecimento é perfeito e infalível,</p>
<p>então embora Deus não seja aquele que produz o efeito, o mesmo será tão</p>
<p>certo como se ele tivesse decidido de antemão produzir esse efeito.</p>
<p>Portanto, se a pré-ordenação divina neutraliza todo sentido de propósito e</p>
<p>significado na oração, então mesmo uma presciência divina passiva faria o</p>
<p>mesmo. Isso significa que enquanto você afirmar a presciência e onisciência</p>
<p>divina, você terá o mesmo problema, mesmo que não afirme a doutrina da</p>
<p>soberania ou pré-ordenação divina.</p>
<p>A suposição necessária por detrás da sua atitude é que a menos que suas</p>
<p>orações não sejam pré-ordenadas e a menos que essas orações não-préordenadas</p>
<p>tenham o poder de afetar as circunstâncias (ou afetar a Deus, de</p>
<p>forma que ele mudaria as circunstâncias), então a oração é um exercício inútil.</p>
<p>Para dizer isso de outra forma, você pensa que a oração não tem sentido, a</p>
<p>menos que você possua liberdade soberana (de forma que a decisão de orar</p>
<p>não tenha sido pré-ordenada por Deus), e a menos que você possua uma</p>
<p>eficácia metafísica (de forma que possa mudar as circunstâncias diretamente</p>
<p>por suas orações) ou pelo menos uma eficácia espiritual com Deus (de forma</p>
<p>que possa persuadir Deus a mudar as circunstâncias). Sem dúvida, tanto essa</p>
<p>liberdade como eficácia requereria que o resultado em questão não tivesse sido</p>
<p>imutavelmente pré-ordenado ou infalivelmente pré-conhecido.</p>
<p>Em outras palavras, a suposição por trás da sua atitude requer pelo menos um</p>
<p>Deus que é tão fraco quanto aquele do teísmo aberto, para preservar o</p>
<p>significado das suas orações. Esse Deus não é todo-poderoso e todoconhecedor,</p>
<p>mas suas limitações deixam muitas coisas “abertas”, por assim</p>
<p>dizer, para que sejam determinadas por ou pelo menos em conjunção com as</p>
<p>atividades de suas criaturas. Sua suposição requer pelo menos isso, e de fato</p>
<p>essa é a razão pela qual muitas pessoas são atraídas a essa heresia.</p>
<p>Contudo, embora seu problema reduza em severidade sob o teísmo aberto, ele</p>
<p>não desaparece. Esse Deus ainda será uma pessoa muito mais forte e sábia</p>
<p>que você, e em tempos de sofrimento e insatisfação ainda será possível pensar</p>
<p>que ele poderia lhe ajudar, mas não o fará. Ele ainda poderá decidir se</p>
<p>responderá ou não as suas orações, e de fato ainda poderá ajudá-lo à parte das</p>
<p>suas orações. Ele ainda conhecerá seus problemas e circunstâncias, e ainda</p>
<p>poderá fazer uma previsão melhor do seu futuro do que você ou alguém</p>
<p>poderia fazer. Assim, mesmo com o teísmo aberto, não há nada que impeça</p>
<p>de você dizer a mesma coisa, ou algo muito similar, que a oração não parece</p>
<p>ser algo muito significativo de fazer.</p>
<p>Você poderia reduzir mentalmente a severidade da falta de significado</p>
<p>comprometendo os atributos divinos de poder e sabedoria, mas não pode</p>
<p>fazê-la desaparecer. A questão ainda permanecerá enquanto existir algum tipo</p>
<p>de Deus. Portanto, sua atitude é consistente apenas com o ateísmo. Enquanto</p>
<p>Deus existir, você nunca será feliz, nunca verá propósito em seu esforço, e</p>
<p>nunca achará a oração significativa. Sua queixa não é contra a soberania de</p>
<p>Deus, mas contra a existência de Deus.</p>
<p>Em adição à pré-ordenação divina, você declara que suas orações não podem</p>
<p>mudar nada, e essa é outra razão para uma falta de motivação para orar. A</p>
<p>oração não muda as coisas, e se a oração não muda as coisas, então você não</p>
<p>acha ser significativo orar. Mas, em primeiro lugar, quem lhe disse que se</p>
<p>espera que a oração mude algo? E de onde você extraiu a idéia que a</p>
<p>significância da oração deveria depender dela mudar ou não as coisas?</p>
<p>Se a Bíblia diz que a oração muda as coisas, mas você descobre que não o faz,</p>
<p>então isso significa que a Bíblia está errada, e não tem sentido orar. Mas se a</p>
<p>Bíblia está errada, então você tem um problema bem maior que a falta de</p>
<p>motivação na oração. Em todo o caso, para que essa linha de pensamento seja</p>
<p>sustentada, você deve encontrar primeiro os lugares onde a Bíblia ensina que a</p>
<p>oração muda as coisas no sentido requerido pelo contexto dessa discussão.</p>
<p>Por exemplo, a Bíblia diz: “Não têm, porque não pedem [a Deus]” (Tiago 4:2)</p>
<p>e “a oração de um justo é poderosa e eficaz” (Tiago 5:16), mas esses</p>
<p>versículos não contradizem um Deus que inspira soberanamente a oração e</p>
<p>então a responde soberanamente. Assim, a Bíblia ensina que a oração <em>como tal</em></p>
<p>muda as coisas? Se nesse ponto você pensa que a verdade sobre a oração</p>
<p>contradiz o ensino da Bíblia sobre ela, então você deve mostrar que a Bíblia de</p>
<p>fato ensina que a oração <em>como tal </em>muda as coisas, e então refutar o ensino</p>
<p>bíblico.</p>
<p>Em todo o caso, você parece concordar que a Bíblia de fato não ensina que a</p>
<p>oração <em>como tal </em>muda as coisas. Mas se a própria Bíblia não diz que a oração</p>
<p>muda as coisas, e você também chegou à mesma conclusão, de forma que o</p>
<p>ensino que a oração muda as coisas é antibíblico, então como o</p>
<p>reconhecimento que uma idéia antibíblica sobre a oração é de fato errônea</p>
<p>torna a idéia bíblica menos significativa? O que uma coisa tem a ver com a</p>
<p>outra?</p>
<p>Se a Bíblia ensina a verdade sobre a oração em primeiro lugar, e não ensina a</p>
<p>idéia falsa, então como o fato que o ensino falso é deveras falso anula o ensino</p>
<p>verdadeiro sobre a oração? Você nunca declarou o que a Bíblia realmente</p>
<p>ensina sobre a oração e então mostra como <em>esse </em>ensino não é útil ou</p>
<p>significativo. Você descobriu que a perspectiva antibíblica para com a oração é</p>
<p>falsa. Bom! Mas o que isso tem a ver com a oração cristã, ou o ensino bíblico</p>
<p>sobre a oração? Seu pensamento é arbitrário e irracional.</p>
<p>Sua suposição é que, se você não pode fazer uma diferença por sua própria</p>
<p>liberdade e poder, então não tem sentido seguir os preceitos de Deus. Se o</p>
<p>resultado de alguma forma não depende de você, à parte da decisão soberana</p>
<p>de Deus, então você não tem nenhuma motivação para orar. O mandamento</p>
<p>de Deus não lhe comove. Ele não faz diferença para você. Mas se a oração</p>
<p>não tem sentido porque tanto a atividade como o resultado foram préordenados,</p>
<p>então sua preocupação por sua esposa também não tem sentido,</p>
<p>visto que também foi pré-ordenada. Seu amor por sua esposa é vazio e falso.</p>
<p>Assim, sobre o que é a sua queixa então? Por que você ainda está tão aflito</p>
<p>por ela? Por que você está me incomodando? O seu uso da doutrina é</p>
<p>aleatório e estúpido.</p>
<p>Ao invés de achar o propósito e conquista final sem sentido por conhecer e</p>
<p>obedecer aos preceitos de Deus (Eclesiastes 12:13-14), a própria idéia de Deus</p>
<p>é o que lhe rouba todo o propósito e significado. Você vê a implicação</p>
<p>terrível, mas inevitável? A solução pela qual você está procurando é o ateísmo.</p>
<p>Deus tem sido absoluta e exaustivamente soberano, quer você sabia isso ou</p>
<p>não. A doutrina da soberania divina é apenas um aspecto maior de um</p>
<p>entendimento e definição apropriados de Deus. E como tal, ela tem um efeito</p>
<p>divisor e distinguidor. Isto é, enquanto “Deus” for apenas uma palavra, ou</p>
<p>simplesmente um conceito que se refere a uma grande pessoa, muitos podem</p>
<p>achar um denominador comum com ele. Mas quanto mais a idéia for definida,</p>
<p>e quanto mais se tornar específica, os homens devem começar a tomar partido</p>
<p>a favor ou contra tal idéia. Dessa forma, a sã doutrina revela a natureza</p>
<p>verdadeira do coração, a verdadeira identidade e destino de cada pessoa.</p>
<p>Como Hebreus 4:12-13 diz: “Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais</p>
<p>afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir</p>
<p>alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do</p>
<p>coração. Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está</p>
<p>descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar</p>
<p>contas”. O mesmo evangelho convence alguns e endurece a outros. A mesma</p>
<p>doutrina gera reverência em alguns, mas desacato em outros, “Sim, Senhor”</p>
<p>em alguns, mas “Por que, Senhor?” em outros. Ela revela toda mentira, e</p>
<p>destrói todo pretexto.</p>
<p>Eu tenho lidado com algumas pessoas que a princípio pareciam amar ao</p>
<p>Senhor, e ser zelosos pela fé e persistentes na oração. Mas uma vez que os</p>
<p>introduzi à doutrina da soberania divina, eles perderem todo interesse pelo</p>
<p>estilo de vida cristão e caíram da fé. Não há nada de errado com a doutrina, e</p>
<p>não há nada de errado em como eu a ensino. Mas como todas as doutrinas</p>
<p>bíblicas, essa doutrina da soberania divina penetra, julga e expõe a condição</p>
<p>real do coração. A fé deles era falsa desde o começo, mas pensavam poder</p>
<p>obter algum benefício da parte de Deus. Uma vez que aprenderam que suas</p>
<p>orações e esforços não ocupavam o papel determinativo, e que eles não</p>
<p>podiam manipular a situação na forma como desejavam, as máscaras caíram e</p>
<p>abandonaram a fé que uma vez professaram.</p>
<p>.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Você escreveu: “Eu sou sobrepujado pela realidade da soberania de Deus”.</p>
<p>Isso é uma mentira. Você é sobrepujado por sua própria incredulidade e</p>
<p>rebelião, sobrepujado com sua insatisfação para com como Ele usa Sua</p>
<p>soberania. Quando Deus apareceu a Jó e o confrontou com Seu poder</p>
<p>soberano, Jó disse: “Por isso menosprezo a mim mesmo e me arrependo no</p>
<p>pó e na cinza” (42:6). Mas isso não é o que você faz – você apenas continua se</p>
<p>queixando e perguntando “por quê?”.</p>
<p>Você escreveu: “Não me considero tão grande que Deus me deveria uma</p>
<p>resposta. Ele não me deve nada”. Isso também é uma mentira. É claro a partir</p>
<p>do que você escreveu que você pensa que Ele lhe deve, mas está preocupado</p>
<p>porque sabe que <em>Ele </em>não pensa que lhe deve algo. Se Deus não lhe deve uma</p>
<p>resposta, então por que você simplesmente não cala a boca? Por que não fica</p>
<p>quieto e se sujeita a Ele? Mas você continua se queixando e perguntando “por</p>
<p>quê?”.</p>
<p>Você escreve: “Honestamente, eu não assumo ou penso nada”. Essa é outra</p>
<p>mentira. Se você não assume ou pensa nada, então não haveria nenhuma luta e</p>
<p>nenhum conflito em sua mente. Você não perguntaria “por quê?” em face dos</p>
<p>decretos soberanos de Deus. O fato é que seu pensamento está cheio de suas</p>
<p>suposições sobre como as coisas deveriam ser, e o “por quê?” aparece</p>
<p>somente porque em cada exemplo Deus faz algo diferente do que você</p>
<p>assume ou pensa que deveria ser feito.</p>
<p>Você conclui cada tópico que apresentou com um “por quê?” contra os</p>
<p>decretos soberanos de Deus. Você afirma Sua soberania, mas discorda sobre</p>
<p>como Ele a usa. O “por quê?” implica que quando Deus faz algo diferente do</p>
<p>que você assume que Ele deveria fazer, você sempre considera sua própria</p>
<p>expectativa superior ao que Deus realmente produziu. Em outras palavras,</p>
<p>você afirma a soberania de Deus, mas quer ser o soberano. Você reconhece</p>
<p>que Ele é Deus, mas não pensa que Ele deveria ou mereça ser. E o fato dele</p>
<p>ser mais poderoso lhe preocupa, de forma que você não pode fazer nada</p>
<p>sobre isso. É fútil negar tal conclusão, visto que nas páginas anteriores</p>
<p>demonstrei que essa é a implicação das coisas que você disse.</p>
<p>Então, quando você é confrontado com os preceitos e mandamentos de Deus,</p>
<p>pelos quais você deve ordenar sua vida e pelos quais você é considerado</p>
<p>responsável, você respondeu: “A ironia disso é que a capacidade de</p>
<p>simplesmente aplicar a verdade está sob o controle da soberania do nosso</p>
<p>Senhor. Assim, se Ele quiser, então Ele fará isso”. Você faz isso com cada</p>
<p>tópico que levantou e com cada tópico que foi levantado para você. Você</p>
<p>gosta de esfregar a soberania de Deus em Sua face em protesto de como Ele</p>
<p>tem usado a mesma, e como Ele tem tratado você.</p>
<p>Contudo, eu tirei agora isso de você, e não mais podes fazer isso. Você não</p>
<p>mais pode apelar à soberania divina continuamente, em cada passo, e na</p>
<p>conclusão de cada tópico, para odiar os decretos do Senhor, ignorar os</p>
<p>argumentos dos seus servos, e adiar a obediência aos mandamentos divinos.</p>
<p>Isso é porque eu já demonstrei que o seu entendimento da soberania divina é</p>
<p>quase inteiramente defeituoso. Você falha em aplicá-la correta e</p>
<p>consistentemente, de forma que não está qualificado para fazer um apelo</p>
<p>autoritativo a ela.</p>
<p>A Escritura não ensina a soberania divina da forma como você a afirma, e não</p>
<p>aplica a doutrina da forma que você apela a ela. Portanto, quando você</p>
<p>continua afirmando a idéia da soberania divina a cada passo, isso não tem</p>
<p>nada a ver com a aplicação de uma doutrina bíblica. Você está apenas</p>
<p>impondo seu próprio entendimento falso da doutrina sobre a conversa ou</p>
<p>situação. Sem dúvida, você ainda pode pronunciar as palavras e esconder-se</p>
<p>por detrás dessa escusa, mas de agora em diante, a cada vez que fizer isso,</p>
<p>estará aumentando sua condenação: “Pois por suas palavras vocês serão</p>
<p>absolvidos, e por suas palavras serão condenados” (Mateus 12:37)</p>
<p>A Bíblia diz: “Aproximem-se de Deus, e ele se aproximará de vocês!</p>
<p>Pecadores, limpem as mãos, e vocês, que têm a mente dividida, purifiquem o</p>
<p>coração” (Tiago 4:8). Ela diz: “Numa grande casa há vasos não apenas de</p>
<p>ouro e prata, mas também de madeira e barro; alguns para fins honrosos,</p>
<p>outros para fins desonrosos. Se alguém se purificar dessas coisas, será vaso</p>
<p>para honra, santificado, útil para o Senhor e preparado para toda boa obra” (2</p>
<p>Timóteo 2:20-21). E: “Assim respondeu o SENHOR: ‘Se você se arrepender,</p>
<p>eu o restaurarei para que possa me servir, se você disser palavras de valor, e</p>
<p>não indignas, será o meu porta-voz” (Jeremias 15:19).</p>
<p>Jesus diz: “Mas vocês não crêem, porque não são minhas ovelhas. As minhas</p>
<p>ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (João 10:26-</p>
<p>27). Eu lhe dei a palavra de Deus, e através dela o verdadeiro Pastor falou</p>
<p>contigo. Você quer falar de soberania divina? Bom! Você disse: “Se Ele quiser,</p>
<p>então fará”. Correto, se você estiver entre as Suas ovelhas, então ouvirá Sua</p>
<p>voz e O seguirá. Mas se você endurecer o seu coração e rejeitar o que eu lhe</p>
<p>apresentei – se você recusar seguir a voz do Pastor – então todos nós</p>
<p>saberemos o que você é, ou antes, o que não é. E essa será a sua resposta final.</p>

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