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	<title>O Caminho Cristão &#187; salvação</title>
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		<title>Perdão Divino versus Vingança humana</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 23:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 1João 1.8,9. O Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou a orar em Mateus 6.12 assim: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.<br />
1João 1.8,9. O Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou a orar em Mateus 6.12 assim: perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores. Ou: perdoa as nossas ofensas como também nós perdoamos as pessoas que nos ofenderam. Isto significa que nós, mesmo justificados, somos devedores, ofensores e pecadores. Ainda que os justificados nunca poderão (jamais!) cair do estado de justificação, pecam. O nosso Deus Santo abomina o pecado, mas continua a perdoar os pecados daqueles que são justificados. E mais: ainda que um justificado não caia da sua justificação – porque nunca existiu um “desjustificado” na história -, ele poderá cair, com certeza, no desprazer do Pai. Como Deus é um Pai amoroso, naturalmente disciplina, corrige, instrui e consola. Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará. Esta passagem em Oséias 6:1 exemplifica bem como Deus trata o seu povo. Em outras palavras o povo de Israel estava dizendo: —Venham, voltemos todos para Deus, o SENHOR. Ele nos feriu, mas com certeza vai nos curar; ele nos castigou, mas certamente nos perdoará. Este é o amor paternal de Deus.</p>
<p><span id="more-1034"></span></p>
<p>A Confissão de Westminster, capítulo XI, seção V, Da Justificação, expõe: Deus continua a perdoar os pecados dos que são justificados. Embora eles nunca poderão decair do estado de justificação, poderão, contudo, incorrer no paternal desagrado de Deus e ficar privados da luz do seu rosto, até que se humilhem, confessem os seus pecados, peçam perdão e renovem a sua fé e o seu arrependimento. Ref. Mat. 6:12; I João 1:7, 9, e 2:1-2; Luc. 22:32; João 10:28; Sal. 89:31-33; e 32:5.</p>
<p>Por mais que venhamos a agir – e muitas vezes agimos – como ímpios, Deus não nos trata como um juiz cheio de ira, mas como um Pai. Todo aquele que é justificado é tratado como filho; há um pacto eterno inquebrável. É uma nova relação. Porém, quando Deus chama seus filhos rebeldes para uma conversa de “Pai para filhos”, sai de baixo que vem castigo paternal. Não se trata aqui de uma disciplina de um Pai tirano e carrasco, mas de um Pai amoroso que quer corrigir os erros dos Seus e restabelecer Sua graça.</p>
<p>Como não há filho pecador que não retorne arrependido ao Pai (tendo fé em Cristo). O Pai bondoso que está nos Céus, com o Seu olhar perdoador, sempre inclina os Seus a voltar-se para Ele, continuamente, depois de cada deslize, para encontrar perdão. Embora, Sua mão seja pesada, Ele nos diz: se violarem os meus preceitos e não guardarem os meus mandamentos, então, punirei com vara as suas transgressões e com açoites, a sua iniqüidade. Mas <strong>jamais retirarei dele a minha bondade</strong><strong>,</strong> nem desmentirei a minha fidelidade. Sl 89.31-33.</p>
<p>Se você se encontra como filho à beira da disciplina paternal, humilhe-se, confesse o seu pecado, abandone o erro, peça perdão e levante-se para um novo dia de fé e arrependimento. Deus nos perdoa continuamente, por isso nós O tememos.</p>
<p>A expressão “olho por olho, dente por dente”, tornou-se proverbial. Ela é conhecida pelo o nome de Lei de Talião. Poucos são aqueles que sabem que ela provém da Bíblia, mais especificamente do livro de Êxodo, capítulo 21, versículo 24. Esta passagem faz parte das leis sobre agressão, leis através das quais, sentenças, julgamentos, condenações e absolvições são prescritos em função da natureza ou gravidade do ato cometido. Mas leiamos juntos, se vocês desejarem, a passagem em questão: “Se homens brigarem, e ferirem mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém sem maior dano, aquele que feriu será obrigado a indenizar segundo o que lhe exigir o marido da mulher; e pagará como os juízes lhe determinarem. Mas, se houver dano grave, então, darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe”. Notemos, primeiramente, que a vítima que esta lei procura compensar é a mulher grávida e a criança, ou as crianças que ela carrega em seu ventre. A Bíblia, portanto, leva a sério a proteção das mulheres na sociedade, ao contrário do que comumente se alega. Não se pode impunemente ferir uma mulher grávida. A lei em questão prescreve a pena devida ao culpado, e fazendo assim ela também opera de maneira dissuasiva.</p>
<p>Se há ferimento, o culpado deve esperar receber o mesmo golpe infligido àquela mulher. Pode parecer, a priori, estranho que uma lei do Antigo Testamento contemple um caso como este, a saber, um golpe, talvez até involuntariamente, sobre uma mulher grávida, durante uma disputa violenta entre dois homens. Compreenderemos melhor a necessidade de tal lei, se levarmos em conta a possibilidade de a mulher querer se interpor entre os dois homens para os separar. Mas, vocês me perguntariam, se trata de uma vingança prescrita pela Bíblia e por Aquele que inspirou as palavras? De maneira nenhuma. No capítulo 19 do livro de Levítico, que segue o livro de Êxodo no Antigo Testamento, nós lemos nos versos 17 e 18: “Não aborrecerás teu irmão no teu íntimo; mas repreenderás o teu próximo e, por causa dele, não levarás sobre ti pecado. Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”. As leis do Antigo Testamento sobre golpes e ferimentos, ou mesmo assassinatos, foram instituídas para que a justiça seja feita, sem que a gravidade dos feitos seja encoberta ou diminuída, mas também sem que nenhum excesso de ódio ou de vingança substitua uma justiça equilibrada. Ninguém podia tomar um braço, ou mesmo a vida do culpado, se este tinha feito alguém perder um olho ou um dente. Um princípio de proporcionalidade ou de equivalência na sentença devia prevalecer sobre toda a emoção, todo o sentimento de ódio. Visava também impedir que qualquer rancor fosse mantido.</p>
<p>Neste aspecto, a lei e sua observância testemunhavam da presença de Deus no meio de seu povo. Foi ele que, tendo dado Sua Lei por Moisés, prescreveu a norma do que é justo e equânime, a fim de evitar todo excesso. Como dissemos, este princípio de proporcionalidade na sentença, era também suficientemente dissuasivo. Notem, igualmente, que no caso de uma indenização contra o autor do golpe sobre a mulher grávida, golpe este que teria provocado o parto prematuro sem danos maiores, o valor da indenização era proposto pelo marido da mulher; mas um terceiro partido independente, constituído por juízes, deveria intervir para avaliar se o valor da indenização era justo. De fato, em sua cólera ou sua emoção, talvez mesmo por cobiça de um ganho não esperado, o marido poderia reclamar uma soma elevada demais. Assim, o princípio de proporcionalidade procurava evitar tanto quanto uma punição desproporcional, como uma pena que esquecesse a vítima e se ocupasse antes de tudo de poupar o culpado do dano. Um outro exemplo muito explícito deste princípio nos é dado no livro de Deuteronômio, capítulo 19, versos 16 a 21. Esta passagem retoma o princípio de Talião tal como acabamos de ver no nosso primeiro exemplo: “Quando se levantar testemunha falsa contra alguém, para o acusar de algum transvio, então, os dois homens que tiverem a demanda se apresentarão perante o Senhor, diante dos sacerdotes e dos juízes que houver naqueles dias. Os juízes indagarão bem; se a testemunha for falsa e tiver testemunhado falsamente contra seu irmão, far-lhe-eis como cuidou fazer a seu irmão; e, assim, exterminarás o mal do meio de ti; para que os que ficarem o ouçam, e temam, e nunca mais tornem a fazer semelhante mal no meio de ti. Não o olharás com piedade: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé”.</p>
<p>Encontramos aqui, novamente, o princípio de proporcionalidade, aquele da pena merecida pelo culpado &#8211; pena não somente pronunciada, mas também aplicada -, o valor dissuasivo da pena e os efeitos positivos no conjunto da sociedade; o mal na sociedade é extirpado. Notamos também a insistência sobre a seriedade no inquérito a ser investigado pelos juízes em serviço.</p>
<p>Estes exemplos podem servir de norma para a sociedade de hoje? Podemos atribuir-lhes algum valor, num mundo que parece tão diferente daquele do Antigo Testamento? Nossa sensibilidade não se adapta mais a castigos corporais, ainda mais que vemos certas sociedades muçulmanas aplicar da maneira mais bárbara, amputações de mãos e de pés para punir pequenos furtos. Em alguns países do Islam, não é raro ver mulheres brutalmente lapidadas porque tiveram a infelicidade de mostrar acidentalmente um centímetro quadrado de sua pele. Aqui, não se busca a proteção da mulher, mas sua opressão sob as formas mais extremas. Mas, amigos ouvintes, voltando ao Antigo Testamento, um cristão que lê a Bíblia seriamente sabe que, definitivamente, ele não pode interpretar corretamente o Antigo Testamento, a menos que leve em conta a luz trazida pelo Novo Testamento e pela pessoa de Jesus Cristo, aquele que, segundo seu próprio testemunho, é “a luz do mundo” (João 9:5). Ora, lemos no evangelho segundo Mateus, (cap. 5 versos 38 a 41) que Jesus Cristo declara: “Ouvistes que foi dito: olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes”. Que novo princípio Jesus Cristo ensina aqui a seus discípulos? Alguém poderia pensar, a priori – Ele está rejeitando todo o ensino do Antigo Testamento? No entanto, tal não é o caso. Primeiro, porque Jesus põe ênfase sobre a atitude pessoal do que foi lesado, e não sobre o sistema judiciário em si e sua validade. A questão aqui é a reação pessoal manifestada pela pessoa lesada em relação à pessoa que provocou o mal. Contra aqueles que não veriam mais do que a aplicação estrita da pena prescrita, endurecendo-se em um legalismo estreito, Jesus ensina a mansidão, a recusa à vingança, o perdão das ofensas. De fato, ele revela um aspecto que, como vimos, é belo e está contido na Lei: a recusa à vingança, o amor ao próximo. Jesus revela este aspecto porque mesmo que ele fale tão claramente e com sua autoridade divina, a plenitude deste princípio está ainda velada aos homens pecadores.</p>
<p>De fato, a aplicação estrita do princípio de proporcionalidade segundo a lei mosaica, não significa em si mesma que se viva uma relação harmoniosa com o Deus da Graça. Este princípio de proporcionalidade está bem estabelecido por Deus, mas ele não implica absolutamente em uma pureza automática do coração e das intenções daqueles que o aplicam. Ora, importa aqui sublinhar que Jesus Cristo pode proferir as palavras que lemos no evangelho segundo Mateus, porque Ele é a manifestação da Graça divina por excelência, a expressão da magnanimidade de Deus que tem perdoado o pecador, e não tem levado em conta seus pecados. Segundo a Bíblia, de fato todo o homem ou toda a mulher se acha em estado de desobediência para com Deus, e por isso merece a morte. Para deixar bem claro este ensino fundamental da Bíblia, leiamos juntos uma passagem crucial na carta do apóstolo Paulo aos Romanos, capítulo 3, versos 23 a 26: “pois todos pecaram e estão privados da gloriosa presença de Deus, sendo justificados gratuitamente , por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar da sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, e para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus”. Note bem, esta magnanimidade de Deus manifestou-se principalmente no sacrifício de Jesus Cristo sobre a cruz, segundo o princípio de proporcionalidade da pena.</p>
<p>Relembre as palavras de Deuteronômio: “Vida por vida”. É unicamente porque Cristo dá sua vida por aqueles que Deus comprou, que estão isentos desta pena. Mas alguém pagou o resgate, alguém sofreu a pena, “vida por vida”: e este alguém é Deus mesmo, na pessoa de Seu Filho Jesus Cristo. Eis aqui a expressão mais perfeita da magnanimidade de Deus, da misericórdia divina. É por ser o portador dessa misericórdia divina em si mesmo, que Jesus Cristo detém a autoridade para falar como está registrado no evangelho segundo Mateus. Ele chama aqueles que querem ser seus discípulos a exercerem uma magnanimidade semelhante àquele que ele demonstrará ao longo de todo o seu ministério, e mais particularmente no momento da entrega total de Sua pessoa sobre a Cruz do Gólgota. Porque sobre a Cruz, Deus perdoou na pessoa de Jesus Cristo, aquele cujos inimigos dividiram sua túnica; aquele que antes não tinha respondido às injúrias, bofetadas, golpes; aquele que jamais desobedeceu à Lei que manda amar a Deus e seu próximo. Ele, portanto, cumpriu esta Lei em seus atos por toda a sua vida. Mas ao oferecer esta mesma vida sobre a Cruz, ele cumpriu a Lei de uma maneira suplementar: ela exigia a vida de cada pecador, e exprimia esta exigência requerendo os sacrifícios rituais de animais, símbolos da vida exigida em pagamento do pecado. Cristo pagou uma vez por todas o resgate exigido, não de maneira simbólica, mas de maneira real, total e definitiva. Podemos, então, compreender com a maior clareza as palavras de Jesus registradas pelo evangelista Mateus no mesmo capítulo 5 que lemos há pouco algumas frases:</p>
<p>“Não penseis que eu vim abolir a lei ou os profetas. Eu vim não para abolir, mas para cumprir”. Revelando assim seu amor por seu povo, Deus mostra a extensão de sua magnanimidade, e ensina a seus filhos comprados, a lhe imitarem. Ele lhes ensina a compreender uma dimensão que nenhum humano pôde perceber antes: amor e justiça, proporção na pena e perdão, misericórdia e castigo, são possíveis no plano divino sem se excluírem mutuamente. Eles encontraram sua expressão perfeita na pessoa e obra de Jesus Cristo.</p>
<p>Quando de nossa próxima transmissão, nós refletiremos juntos sobre as implicações para a sociedade e para nossa conduta pessoal do ensino de Jesus sobre a misericórdia e a justiça.</p>
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		<title>Arrependa-se ou pereça eternamente.</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 13:01:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estas foram as palavras do Filho encarnado de Deus. Elas nunca foram canceladas; e não serão, enquanto este mundo durar. O arrependimento é absoluto e necessário se é para o pecador fazer paz com Deus (Isaías 27:5), porque arrependimento é o lançar fora as armas da rebelião contra Ele. O arrependimento não salva, todavia nenhum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estas foram as palavras do Filho encarnado de Deus. Elas nunca foram canceladas; e não serão, enquanto este mundo durar. O arrependimento é absoluto e necessário se é para o pecador fazer paz com Deus (Isaías 27:5), porque arrependimento é o lançar fora as armas da rebelião contra Ele. O arrependimento não salva, todavia nenhum pecador jamais foi ou será salvo sem ele. Nada senão Cristo salva, mas um coração impenitente não pode recebê-LO.</p>
<p><span id="more-1011"></span></p>
<p>Um pecador não pode crê verdadeiramente até que ele se arrependa. Isto é claro a partir palavras de Cristo concernente o Seu precursor, &#8220;Pois João veio a vós no caminho da justiça, e não lhe deste crédito, mas os publicanos e as meretrizes lho deram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para crerdes nele&#8221; (Mateus 21:32). Isso é também evidente a partir de Sua chamada como trombeta em Marcos 1:15, &#8220;Arrependei-vos, e crede no evangelho&#8221;. Isto é o porque o apóstolo Paulo testificava &#8220;o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus&#8221; (Atos 20:21). Não faça confusão neste ponto querido leitor, Deus &#8220;ordena agora que todos os homens em todo lugar se arrependam&#8221; (Atos 17:30).</p>
<p>Em requerer arrependimento de nós, Deus está pressionando Suas justas reivindicações sobre nós. Ele é infinitamente digno de supremo amor e honra, e de universal obediência. Isto nós temos impiamente Lhe negado. Tanto um reconhecimento como uma correção disto é requerido de nós. Nossa desafeição por Ele e nossa rebelião contra Ele devem ser reconhecidas e exterminadas. Dessa forma, o arrependimento é uma compreensão profunda de quão terrivelmente tenho falhado, durante toda minha vida, em dar a Deus Seu justo lugar em meu coração e em meu andar diário.</p>
<p>A justiça da demanda de Deus por meu arrependimento é evidente se considerarmos a natureza hedionda do pecado. Pecado é uma renúncia dAquele que me fez. É Lhe recusar Seu direito de me governar. É a determinação de agradar a mim mesmo; assim, é uma rebelião contra o Altíssimo. O pecado é uma ilegalidade espiritual, e uma indiferença absoluta à autoridade de Deus. Ele está dizendo em meu coração: Eu não me importo com o que Deus requeira, eu vou seguir o meu próprio caminho; eu não me importo com o que Deus reivindique de mim, eu serei o senhor de mim mesmo. Leitor, você não percebe que é assim que você tem vivido?</p>
<p>O arrependimento verdadeiro origina-se a partir de uma compreensão no coração, operado neste pelo Espírito Santo, da excessiva malignidade do pecado, do terror de ignorar as reivindicações dAquele que me fez, de desafiar Sua autoridade. Ele é conseqüentemente um santo ódio e horror do pecado, uma profunda tristeza por ele, e o reconhecimento dele diante de Deus, e um completo abandono dele de coração. Até que isto tinha sido feito, Deus não nos perdoará. &#8220;O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia&#8221; (Provérbios 28:13).</p>
<p>No verdadeiro arrependimento o coração se volta para Deus e reconhece: Meu coração tem sido posto sobre um mundo vão, que não pode satisfazer as necessidades de minha alma; eu Te abandonei, a fonte de águas vivas, e me voltei para cisternas rotas que nada retêm: eu agora reconheço e lamento minha tolice. Ele ainda diz mais: eu tenho sido uma criatura desleal e rebelde, mas eu não mais serei assim. Eu agora desejo e determino com todo meu poder servir e obedecer a Ti como meu único Senhor. Eu me entrego a Ti como minha presente e eterna Porção.</p>
<p>Leitor, seja você um Cristão professante ou não, é arrepender ou perecer. Para cada um de nós, membro de igreja ou não, é voltar ou queimar; voltar da direção da obstinação e auto-satisfação; voltar para Deus com um coração quebrantado, procurar Sua misericórdia em Cristo; voltar com total propósito de coração de Lhe agradar e servir: ou ser atormentado dia e noite, para sempre e sempre, no Lago de Fogo. Qual deve ser sua porção? Oh, ajoelhe-se agora mesmo e implore a Deus que te dê o espírito de verdadeiro arrependimento.</p>
<p>&#8220;Sim, Deus, com a sua destra, o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e remissão de pecados&#8221; (Atos 5:31).</p>
<p>&#8220;Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar; mas a tristeza do mundo opera a morte&#8221;. (2 Coríntios 7:10).</p>
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		<title>A Graça da providência Divina</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 12:53:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A obra preservadora de Deus necessita ser diferenciada da obra da criação, ainda que sejam inseparáveis. A preservação é uma obra divina grande e grandiosa, não menor do que criar novas coisas do nada. A criação produz a existência; a preservação é persistência na existência. A providência é conhecida por todas as pessoas de alguma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A obra preservadora de Deus necessita ser diferenciada da obra da criação, ainda que sejam inseparáveis. A preservação é uma obra divina grande e grandiosa, não menor do que criar novas coisas do nada. A criação produz a existência; a preservação é persistência na existência. A providência é conhecida por todas as pessoas de alguma forma, ainda que não como o cuidado misericordioso e amoroso de um Pai Celestial. A providência não é meramente presciência, mas envolve a vontade ativa de Deus governando todas as coisas e inclui a preservação, a concorrência e o governo. A noção de concorrência foi desenvolvida para se prevenir do Panteísmo por um lado, e do Deísmo por outro. No primeiro, a providência coincide com o curso da natureza como uma necessidade cega; no último, a providência acontece por pura casualidade e Deus é removido do mundo. Dessa forma, se intenta exaltar a autonomia humana; para que a humanidade tenha liberdade, Deus deve estar ausente ou ficar sem poder. A soberania de Deus é vista como uma ameaça para a humanidade. Ainda que a doutrina da providência de Deus cubra de maneira lógica o alcance total de todos os decretos de Deus, estendendo-se a todos os tópicos cobertos na dogmática, é preferível limitar a discussão à relação de Deus com Sua criação e Suas criaturas. A providência inclui o cuidado de Deus através da causalidade secundária de ordem da lei criada, tal e como Ele o sustenta. Assim, pois, o milagre não é uma violação da lei natural, posto que Deus não está menos envolvido em manter a ordem ordinária do mundo natural criado. É o elevado respeito que o Cristianismo tem pela ordem natural da criação que alentou a ciência e a tornou possível. A postura Cristã para com a ordem da criação nunca é um fatalismo; a astrologia é superstição vergonhosa. A providência de Deus não anula as causas secundárias ou a responsabilidade humana. O governo aponta para a meta final da providência: a perfeição do governo majestoso do Rei. Ainda que seja correto em certas ocasiões falar em “permissão” divina, esta não deve ser interpretada de tal maneira que negue a soberania ativa de Deus sobre o pecado e o juízo. Ainda que sobrem enigmas para o entendimento humano da providência, esta doutrina oferece consolação e esperança ao crente. Deus é o Pai Todo-Poderoso: Ele é capaz, e está desejoso, de fazer com que todas as coisas cooperem para o nosso bem.</p>
<p><span id="more-1007"></span></p>
<p>Quando Deus completou a obra que tinha feito, Ele descansou no sétimo dia de toda Sua obra (Gênesis 2:2; Êxodo 20:11; 31:17). Desta maneira, a Escritura descreve a transação da obra da criação para obra da preservação. Como a Escritura também esclarece (Isaías 40:28), este descanso não foi ocasionado por fatiga, nem consistia em que Deus estava ali fazendo nada. O criar, para Deus, não é trabalho, e o preservar não é descanso. O “descanso” de Deus indica unicamente que Ele cessou de produzir novas classes de coisas (Eclesiastes 1:9,10); que a obra da criação, no sentido limitado e verdadeiro de produzir coisas do nada (<em>productio rerum ex nihilo</em>), havia terminado; e que Ele se deleitava em Sua obra completada com satisfação divina (Gênesis 1:31; Êxodo 31:17; Salmos 104:31). [1] A criação agora passa a ser preservação.</p>
<p>As duas coisas são tão fundamentalmente distintas que podem ser comparadas como labor e descanso. Ao mesmo tempo estão tão intimamente relacionadas e unidas uma a outra, que a própria preservação pode ser chamada “criação” (Salmos 104:30; 148:5; Isaías 45:7; Amós 4:13). A própria preservação, no final das contas, é também uma obra divina, não menor e nem menos gloriosa do que a criação. Deus não é um Deus ocioso (<em>deus otiosus</em>). Ele sempre trabalha (João 5:17) e o mundo não tem existência por si mesmo. Desde o momento que chegou a existir, tem existido somente em e através e para Deus (Neemias 9:6; Salmos 104:30; Atos 17:28; Romanos 11:36; Colossenses 1:15; Hebreus 1:3; Apocalipse 4:11). Ainda que distinto do Seu Ser, não tem uma existência independente; a independência equivale à não-existência. Todo o mundo com tudo o que há e ocorre nele, está sujeito ao governo divino. O verão e o inverno, o dia e a noite, os anos frutíferos e os não frutíferos, a luz e as trevas — tudo é Sua obra e tudo é formado por Ele (Gênesis 8:22; 9:14; Levítico 26:3ss; Deuteronômio 11:12ss; Jó 38; Salmo 8, 29, 65, 104, 107, 147; Jeremias 3:3; 5:24; Mateus 5:45, etc.). A Escritura nada conhece de criaturas independentes; isso seria uma incongruência. Deus cuida de todas as Suas criaturas: dos animais (Gênesis 1:30; 6:19; 7:2; 9:10; Jó 38:41; Salmos 36:7; 104:27; 147:9; Joel 1:20; Mateus 6:26, etc.) e particularmente dos seres humanos. Ele contempla todas elas (Jó 34:21; Salmos 33:13, 14; Provérbios 15:3); forma o coração de todas elas e observa todos os seus feitos (Salmos 33:15; Provérbios 5:21); todas elas são a obra de Suas mãos (Jó 34:19), o rico tanto quanto o pobre (Provérbios 22:2). Ele determina os limites de Sua habitação (Deuteronômio 32:8; Atos 17:26), inclina os corações de todos (Provérbios 21:1), dirige os passos de todos (Provérbios 5:21; 16:9; 19:21; Jeremias 10:23, etc.), e opera, segundo Sua vontade, com os exércitos do céu e os habitantes da terra (Daniel 4:35). Eles são em Sua mão como barro nas mãos do oleiro, e como uma serra na mão de quem a usa (Isaías 29:16; 45:9; Jeremias 18:5; Romanos 9:20, 21).</p>
<p>O governo providencial de Deus se estende mui particularmente sobre Seu povo. Toda a história dos patriarcas, de Israel, da Igreja, e de cada crente, é prova disto. O que outras pessoas explicam como sendo um mau contra elas, Deus o transforma em bem (Gênesis 50:20; nenhuma arma forjada contra eles prosperará (Isaías 54:17); até o cabelo de sua cabeça estão todos contados (Mateus 10:20); todas as coisas cooperam para o seu bem (Romanos 8:28). Assim, todas as coisas criadas existem pelo poder e debaixo do governo de Deus; nem a casualidade nem a sorte são conhecidas pelas Escrituras (Êxodo 21:13; Provérbios 16:33). É Deus quem faz com que todas as coisas operem segundo o conselho de Sua vontade (Efésios 1:11) e faz com que todas as coisas estejam ao serviço da revelação de Seus atributos, para a honra de Seu nome (Provérbios 16:4; Romanos 11:36). A Escritura resume tudo isto de maneira formosa ao falar repetidamente de Deus como um Rei que governa todas as coisas (Salmos 10:16; 24:7, 8; 29:10; 44:5; 47:7; 74:12; 115:3; Isaías 33:22, etc.). Deus é Rei: o Rei dos rei e Senhor dos senhores; um Rei que em Cristo é um Pai para Seus súditos e um Pai que é ao mesmo tempo um Rei sobre Seus filhos. Entre as criaturas, no mundo dos animais, os humanos e os anjos, tudo o que se encontra na forma de cuidado, amor e proteção de uns para com outros, é uma sombra leve da ordem providencial de Deus sobre todas as obras de Suas mãos. Seu poder absoluto e Seu perfeito amor, por conseguinte, são o verdadeiro objeto da fé na providência refletida na Sagrada Escritura.</p>
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		<title>Vida prática e o ensino da Graça.</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 13:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por favor, leia Romanos 8.26-39; Gênesis 50.15-21 Em 1858, um jovem missionário presbiteriano talentoso chamado John G. Paton, navegou com sua esposa e seu pequeno filho para as ilhas New Hebrides no Pacífico Sul para começar um trabalho missionário entre os ilhéus. Após alguns meses de sua chegada, sua esposa e seu filho morreram, deixando-o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por favor, leia Romanos 8.26-39; Gênesis 50.15-21</p>
<p>Em 1858, um jovem missionário presbiteriano talentoso chamado John G. Paton, navegou com sua esposa e seu pequeno filho para as ilhas New Hebrides no Pacífico Sul para começar um trabalho missionário entre os ilhéus. Após alguns meses de sua chegada, sua esposa e seu filho morreram, deixando-o sozinho no trabalho. Em agosto de 1876, um jovem teólogo talentoso chamado Benjamin Breckinridge Warfield e sua esposa, estavam em lua-de-mel na Alemanha. Durante a visita aos pontos turísticos da região da Floresta Negra, eles foram pegos de surpresa por uma terrível tempestade, e algo aconteceu com sua esposa que nunca foi completamente explicado, submetendo-a a uma invalidez para o resto da vida.</p>
<p><span id="more-990"></span></p>
<p>Na década de 1950, a congregação da Igreja Presbiteriana Independente de Savana chamou um jovem pregador para tomar as rédeas de uma igreja muito dividida. Ele veio com sua esposa e seus cinco filhos, o mais novo tinha apenas três anos. Depois de um ano e meio, desenvolveu um tumor no cérebro, e após dois anos do início de seu trabalho em Savana, o Rev. Van Puffelen estava morto.</p>
<p>Como você explica estas coisas? Talvez um tanto frustrante. Como você explica as respostas destes indivíduos? John G. Paton permaneceu no campo e teve uma grande colheita, e mais tarde disse:</p>
<p>Eu construí um túmulo cercado com blocos de coral, e cobri o topo com lindos corais brancos, pequenos cascalhos quebrados; e aquele lugar se tornou para mim, meu mais sagrado e freqüentado santuário durante todos os meses e anos que se seguiram, enquanto eu trabalhava na salvação daqueles ilhéus selvagens, em meio a dificuldades, perigos e mortes. Quando esta ilha se voltar para o Senhor, e for ganha para Cristo, nos dias seguintes os homens encontrarão a memória daquele lugar ainda vívida – onde, com incessantes orações e lágrimas, eu reivindiquei aquela terra para Deus, na qual eu “enterrei minha morta” com fé e esperança.</p>
<p>Warfield cuidou de sua esposa durante os quarenta anos em que permaneceram juntos, humilde e submisso, sem lamúrias, sem pena de si mesmo, sem justificar a necessidade de auto-satisfação, cumprindo seus votos matrimoniais, cumprindo seu dever para com sua esposa.</p>
<p>A “Sra. Van” , como era conhecida em Savana, gentil e dócil por fora, forte como cravos por dentro, começou a lecionar no Externato Presbiteriano Independente e educou seus cinco filhos com um tremendo sacrifício próprio, e sem lamúrias.</p>
<p>Qual é a explicação em cada uma destas situações? A explicação é que cada um deles cria na soberania de Deus. Todos entenderam a justiça de Deus, sua misericórdia, seu governo absoluto, e cada um recebeu suas circunstâncias como de Sua mão para seu bem e se submeteram a elas.</p>
<p>Ainda, como você explica a adversidade? Como você lida com o sofrimento que está no mundo? Admita que leva tempo para que nossas emoções alcancem nossas mentes, que não há respostas “fáceis” , e que quando nós perguntamos “por que” , não devemos fazer de forma tão simplista ou como uma questão de fatalidade; porém temos uma explicação para o sofrimento, a única explicação para o sofrimento que opera e abre caminho para o conforto num mundo de dor.</p>
<p><strong><br />
O Problema do Prazer </strong></p>
<p>Do nosso ponto de vista, muito da discussão sobre o “problema da dor” e sofrimento tem começado do jeito errado. Como vimos em nossa consideração sobre predestinação, há uma tendência por começar com a suposição da inocência humana. A adversidade então, é vista como uma intromissão imparcial ou injusta na vida de quem não a merece. Isso está implícito em quase todas as discussões sobre o assunto. Portanto, nós freqüentemente questionamos: “Por que Deus tem permitido que isso aconteça a uma família tão pura (e não merecedora)?”.</p>
<p>O lugar bíblico para se começar qualquer consideração sobre o sofrimento, não é a inocência, mas a culpa. No começo da Bíblia está um relato do que é chamado a “Queda do Homem” . Ele está lá para lembrar-nos que vivemos em um mundo “caído” , um mundo em desordem e sob a maldição de Deus. A resposta de Deus ao pecado de Adão e os pecados de sua descendência é uma condenação. Deus prometeu a morte “no dia em que dela comeres” . Entretanto, num sentido final, a morte foi adiada. Enquanto isso, a vida consiste em múltiplos mini-julgamentos que nos visitam por causa do pecado de Adão e de nossos próprios pecados, como pré-estréias do julgamento final. Estes mini-julgamentos, porque são desprovidos da morte eterna do inferno, são, em efeito, graciosos estágios de execução.</p>
<p>O que estamos dizendo é que cada momento que um de nós vive do lado de cá do inferno é um problema. Como é que um Deus justo e verdadeiro pode tolerar o mal e deixá-lo continuar existindo? Como ele pode atrasar seu aviso de que “a alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18.4)? O problema não é a dor, mas o prazer. Uma justiça severa lançará cada um de nós no inferno. Qualquer coisa menor do que isso – enfermidade, injúria, miséria, fome, ou sofrimento profundo – é misericórdia.</p>
<p>Considere a resposta de Jesus à questão de seus discípulos sobre os infelizes galileus que haviam sido massacrados por Pilatos (Lc 13). Eles queriam saber se “estes galileus eram mais pecadores que os outros porque sofreram este destino” . Esta questão é antiga. Aqueles que sofrem, sofrem porque são mais pecadores que as outras pessoas? Podemos dizer que o sofrimento é diretamente proporcional ao pecado? A resposta popular é dizer “não” , e ela está correta. Podemos corretamente citar Jó como um exemplo de um homem que não sofreu por seu pecado pessoal. Jesus, de fato, diz: “Não eram, eu vo-lo afirmo…” Jesus concorda com a resposta popular ao dizer que estas pessoas não eram necessariamente mais merecedoras de sofrimento que outras. Elas não morreram porque eram mais pecadoras que o resto. Nós esperávamos que ele continuasse a falar sobre como o sofrimento é imerecido. Muitas vezes, nós diríamos, os inocentes sofrem neste mundo. Freqüentemente, nós dizemos, é o bom que é injuriado e ofendido. Mas, surpresa, isso não é o que ele diz afinal. Em vez de dizer que alguns são sofredores inocentes, ele diz que todos merecem sofrer deste modo. Ele avisa que “se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” . Em outras palavras, não é que eles sejam piores do que os outros, mas é o que cada pecador merece, e terá, a menos que se arrependa. Jesus não se concentra na tragédia que caiu sobre alguns, mas na graça pela qual a maioria é poupada.</p>
<p>Da mesma maneira, Jesus continuou a falar nos dezoito sobre quem a “torre de Siloé caiu e matou” . Ele pergunta: “(eles) eram mais culpados que os outros habitantes de Jerusalém?” Podemos deduzir, a partir da quantidade de sofrimento que as pessoas suportam, quem é justo e quem é pecador? Não, ele diz. Mas, novamente, isso significa que eles poderiam não ser merecedores? Não. Eles têm o que todos merecem, mas alguns são poupados.</p>
<p>Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis (Lc 13.5).</p>
<p>Assim, o problema do sofrimento, como Jesus o interpreta, não é afinal um problema de dor. A dor pode ser explicada facilmente. Vivemos em um mundo caído e sob julgamento. Todos os piqueniques da vida têm suas formigas. Em nossa lua-de-mel, Emily e eu fomos um dia à praia. Quando chegamos, começou a chover. Não sendo a teóloga da família, ela perguntou: “por que Deus fez isso conosco?” Minha resposta sensível foi: “por que não choveu outro dia? Por que ele permitiu que viéssemos aqui afinal?” Ela não estava para brincadeira. É claro, há sofrimento. O extraordinário não é que exista dor, mas que exista prazer. Uma vez que se entenda a doutrina da queda e da depravação do homem, o problema filosófico não está no explicar o porquê Deus permite o sofrimento, mas no porquê ele mostra graça e misericórdia. Qualquer dor e sofrimento menor que as chamas do fogo eterno no inferno, é um adiamento misericordioso de Deus. Eu posso entender porque sofremos. Eu não posso entender porque não sofremos mais.<br />
<strong>Soberania e Dor </strong></p>
<p>Em capítulos anteriores, vimos que a soberania de Deus se estende sobre cada molécula existente. Ele decretou e planejou “tudo quanto acontece” . Então, não pense por um só momento que sua dor está excluída. Quando eu estava no seminário, um jovem cristão muito promissor, um estudante talentoso da Cal Tech [2], com uma mente brilhante, estava se preparando para uma missão de campo com os Tradutores Wycliffe da Bíblia. Ele caiu, em uma viagem a pé e morreu tragicamente. Um teólogo evangélico mundialmente famoso disse em seu funeral: “Esta não era a vontade de Deus” . Em um funeral em Savana, poucos anos atrás, uma declaração similar foi feita no velório de uma jovem mãe que morreu repentinamente: “Deus não queria que isso acontecesse”. Esta posição também é tomada num livro muito popular, Why Bad Things Happen to Good People (Porque Coisas Ruins Acontecem a Pessoas Boas). O autor perdeu sua filha adolescente para a leucemia. Ele lutou tentando explicar como Deus poderia ter permitido que isso acontecesse. Note seu modo de pensar. Existem pessoas “boas” (leia “inocentes” ) que não merecem que coisas “más” aconteçam a elas. A resposta que ele deu foi que Deus é bom, mas não há nada que ele possa fazer acerca do sofrimento. Ele não pode interferir. Suas mãos estão atadas. Ele não é culpado. Ele não pode ser acusado. Podemos estar certos de que ele ainda nos ama, pois não foi ele quem fez estas coisas horríveis acontecerem conosco.</p>
<p>O que podemos dizer sobre isso? Em nosso conceito, esta explicação não oferece qualquer consolação e, de fato, é horripilante. Por quê? Considere o seguinte.</p>
<p>Primeiro, se existe um Deus, o que acontece deve ser sua vontade . Se acontece alguma coisa que não é de sua vontade, ele não é Deus, e nós temos um problema. Se existem moléculas perambulando por aí, fazendo o que não foi ordenado por Deus, então ele tem um concorrente igual a ele, portanto não é Deus como a Bíblia o descreve. Para Deus ser Deus, ele deve ser soberano. Para ele ser soberano em tudo, ele deve ser o soberano sobre tudo .</p>
<p>Deixe-me ver se consigo esclarecer o que eu quero dizer. Todos os que crêem em Deus, crêem que ele pode prever todas as coisas. Uma vez que você deixe de crer na presciência, você realmente deixa de crer em Deus. O que ele prevê, certamente acontecerá. Então quando Deus prevê algo e decide permitir que aconteça, ele o faz porque isso convém a seus propósitos. Isso serve a seus planos. A alternativa é dizer que ele prevê coisas e as permite até mesmo que elas não combinem com seus propósitos, o que é claramente ilógico e absurdo. Isso não significa que ele “gosta” do que prevê, ele só permite que aconteça porque encontra algo positivo e alguma razão nisto. O bom Deus permite acontecer o que acontece porque convém a seus propósitos; e seus propósitos são bons.</p>
<p>Às vezes as pessoas tentam evitar as implicações disto apelando para a previsão, dizendo que Deus meramente “prevê” todas as coisas, ele não as fará realmente. Mas conforme pudemos ver, esta distinção não se sustenta. O que um Deus onipotente prevê e permite, ele quer e ordena.</p>
<p>Segundo, ou os eventos têm um significado dado por Deus, ou não têm sentido algum . Na tentativa de manter Deus “fora da armadilha” , as pessoas acabam deixando suas tragédias sem sentido, transformando-as em algo realmente trágico. Você deve reconhecer que não pode haver dois caminhos. Ou Deus está nele, ou ele não está. Se ele não está, então é o diabo, o mal, a “sorte”, o destino, ou o acaso.</p>
<p>Quando eu era pastor dos jovens em Miami, nós presenciamos duas mortes trágicas de pais de adolescentes. Um foi o pai de minha esposa Emily, que sofreu um ataque do coração quando ela tinha apenas dezesseis anos. O outro foi do pai de uma garota de dezesseis anos também, mas as circunstâncias foram diferentes. Enquanto que o pai de Emily morreu de repente, este homem, o Dr. John Richardson, filho do Reverendo J.R. Richardson, morreu lentamente durante um período de quase dois anos. Os dias finais foram diferentes de qualquer coisa que eu já havia visto ou que veria. Ele morreu em casa, rodeado por sua família. Seus últimos momentos foram passados com sua filha mais nova aconchegada a ele de um lado, a outra filha nos seus pés, sua esposa ao seu outro lado, seus filhos sentados junto a sua cama. Esta foi a morte mais triste e mais doce que eu já presenciei. Algumas semanas depois, a filha mais nova veio a mim e perguntou: “Por que Deus permitiu isso?” Minha resposta foi gentilmente dizer: “Ah, ele permitiu, mas teve boas razões” , e continuei, “ e nós nos agarramos a isso porque a única alternativa é dizer que Deus não o permitiu, e não há razão e é apenas uma tragédia sem propósito” . O que você deve fazer agora? Confiar nele! Diga que ele não é o responsável e você perde a oportunidade de confiar nele.</p>
<p>“Deus é grande e Deus é bom”. Esta foi a primeira oração que eu aprendi. Ela também expressa o problema do sofrimento. Por que um Deus grande permite o mal quando ele poderia impedi-lo? Por que um Deus bom permite o mal quando o odeia? Negue qualquer lado da equação e você resolverá o problema do mal: Deus é bom, mas não é grande; ele gostaria de impedir o mal, mas ele é fraco. Deus é grande, mas não é bom; ele não quer impedir o mal porque ele se deleita nele.</p>
<p>Desde Agostinho, os cristãos têm dito que Deus permite o mal para um bem maior. O paradigma é encontrado na crucificação. Quando o homem realizou este grande mal, Deus produziu a partir dele o maior bem. Porém, a crucificação foi realizada pelo “determinado desígnio e presciência de Deus” (At 2.23). Deus estava nela; ele a tinha ordenado. Da mesma maneira, ele está em nosso sofrimento. Por ele estar no sofrimento, este tem um propósito, tem um sentido.<br />
<strong>Cristo e a Dor </strong></p>
<p>Finalmente, vamos às respostas encontradas em Romanos 8. A maravilha de nossa adoção e conseqüentemente glorificação, leva Paulo a falar do caminho para a glória que é o caminho do sofrimento. Ele diz que nós somos “ co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados ” (8.17). Novamente, ele une o sofrimento e a glória dizendo: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (8.18). Ele fala de nossos “gemidos” e os contrasta com “nossa adoção de filhos, a redenção do nosso corpo” (8.23). Ele estimula à necessidade de “esperança” e “perseverança” (8.24,25). Ele promete a ajuda do Espírito quando oramos “ com gemidos inexprimíveis” (v.26). Então vem a jóia da coroa das promessas bíblicas. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). Paulo regozija-se num Deus que está em todas as coisas, fazendo-as trabalhar para o bem daqueles que o amam. E precisamente no caso de que você pudesse parar e duvidar se você ama Deus o suficiente ou não, ele acrescenta: “daqueles que são chamados segundo o seu propósito” . Machen disse sobre estes versos:</p>
<p>… que pequeno conforto existiria nessas palavras se o versículo parasse ali – se nos tivesse sido dito simplesmente que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, e então seríamos levados a acender aquele amor de Deus em nossos corações frios e mortos. Mas, graças a Deus, o versículo não termina ali. O versículo não diz apenas, “ sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus ” . Não, ele diz: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Aí está, meus amigos, o verdadeiro motivo de todo o nosso conforto – não em nosso amor, nem em nossa fé, ou em qualquer coisa que está em nós, mas neste misterioso e eterno conselho de Deus do qual vem toda a fé, todo o amor, tudo o que temos, somos e podemos ser neste mundo e no mundo que está por vir.</p>
<p>Aqueles que amam a Deus são aqueles que foram chamados. Os chamados são aqueles que foram conhecidos de antemão (o que significa amados de antemão) e predestinados. A “corrente de ouro” está exposta no verso 30: “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.30). Àqueles nos quais Deus colocou seu amor – àqueles que foram chamados eficazmente a Cristo pelo evangelho, que foram justificados e glorificados (o tempo passado indica que Paulo até mesmo vê isso como um fato concluído) – é prometido que tudo tem um bom propósito para eles. O próprio Deus o garante.</p>
<p>Quando eu tinha três anos, meus pais distraidamente deixaram minha irmã e eu no carro da família depois que voltamos da Igreja num domingo. Nós brincávamos e eu soltei o freio de mão. O carro começou a rolar pela rampa da garagem. Nós nos apavoramos. Minha irmã pulou para fora do carro. Ela tinha cinco anos – podia fazer aquilo. Eu caí debaixo da roda dianteira, e nossa perua Plymouth ano 56 passou por cima das minhas costas, pescoço e cabeça.</p>
<p>Quando eu tinha quinze anos, eu estava praticando com o time de futebol do colégio, que incluía três futuras estrelas do futebol universitário, entre eles Vince Feragammo. Certa tarde, eu corri um “ reinício ” padrão, peguei a bola, contornei o campo, tentei evitar meu defensor; nesta tentativa de evitá-lo, subitamente senti uma dor aguda na minha coxa. Um barulho tão forte como o de um galho de árvore quebrando pôde ser ouvido em todo o campo enquanto eu caía, minha perna torceu debaixo de mim, meu fêmur estava caprichosamente quebrado.</p>
<p>Por quê? Eu não sei. Eu não tenho que saber. Tudo o que eu sei é que Deus estava nesse acontecimento, e o estava trabalhando para o bem.</p>
<p>Alguns de vocês já sofreram coisas muito piores que isso. Alguns de vocês perderam filhos e netos em acidentes e doenças. Outros foram assolados pela morte de seus maridos e esposas. Amigos, parentes, outros amados têm sofrido com circunstâncias trágicas. Você tem gritado. “Ah não, isso não – tudo menos isso! Senhor, por quê? Por que o Senhor fez isso?” Talvez você tenha cultivado amargura. Você tem estado ressentido com Deus desde então. Você está desiludido e confuso. Tenha isso por certo – em Cristo, embora o diabo, o mundo e os inimigos tenham planejado sua destruição, Deus estava trabalhando todas as coisas para o bem.</p>
<p>Considere a vida de José. Que adversidades ele sofreu! Pense em seu coração quebrado por causa da total rejeição por parte de seus irmãos, que estavam prontos para matá-lo de imediato. Pense na dor de ter sido vendido como escravo, sendo obrigado a deixar sua família, e não vê-la por décadas. Mesmo no Egito ele teve que lidar com a falsa acusação de tentativa de estupro, armada pela esposa de Potifar, o qual o lançou na cadeia. Ele tinha muitos motivos para a amargura. Pense em tudo o que Deus permitiu que acontecesse. Sua infância lhe foi tirada, foi tirado de sua terra natal e de sua família, bem como seu bom nome, por que ele não deveria amaldiçoar a Deus? Mas o que ele diz? Ele vê a mão soberana de Deus em tudo. Primeiro, ele diz a seus irmãos: “Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito” (Gn 45.8). E numa segunda ocasião ele diz: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida” (Gn 50.20). Leia de novo: “Deus o tornou em bem”, ele diz.</p>
<p>Algumas vezes, até mesmo muitas vezes, não saberemos que bem Deus estará trazendo da adversidade. Este não é o ponto crucial. O ponto crucial é saber que Deus é bom e que ele quer isso! Quando você perdeu seu amado, ele o quis. Quando você foi afligido por doenças, ele o quis. Quando você foi atingido por reversões financeiras, ele o quis. Ele promete transformar isso em bem. Agora você precisa confiar nele.</p>
<p>Crer na soberania de Deus tem algum impacto prático sobre a vida? Eu espero que você tenha começado a entender que estas doutrinas são vitais. Somente quando entendemos que Deus ordenou nosso sofrimento, podemos começar a entender o sentido dele. Somente então, estaremos certos de que ele tem um propósito. Quando as tragédias vierem, quando as adversidades atacarem, não seremos abalados. Sim, nós choraremos. Sim, nós sofreremos. Mas continuaremos andando confiantes, sabendo que Deus está no seu trono, que estamos em suas mãos, que nossas circunstâncias são seus feitos, e que ele trabalha este mal para o nosso bem.</p>
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		<title>Onde estas? &#8211; A Pergunta que Deus nos faz !.</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 21:03:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A pergunta que está diante de teus olhos, foi a primeira que Deus fez ao homem depois da queda. É a pergunta que Ele fez a Adão no dia em que comeu do fruto proibido e se converteu em um pecador.Adão e sua esposa trataram em vão de se esconder entre as árvores do jardim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Bookman Old Style;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">A pergunta que está diante de teus olhos, foi a primeira que Deus fez ao homem depois da queda. É a pergunta que Ele fez a Adão no dia em que comeu do fruto proibido e se converteu em um pecador.Adão e sua esposa trataram em vão de se esconder entre as árvores do jardim do Édem. Foi em vão que tentaram escapar dos olhos de Deus. Ouviram a voz do Senhor andando na viração do dia: “E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim”. Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e perguntou-lhe: “Onde estás?” (Gn3:8-9) Quão terrível deve ter sido para Adão este momento. Certamente Deus nos faz e nos fara sempre esta pergunta nos confrontando: Onde estas ?, De que modo estas ?, Que veredas escolhestes pra tuda vida e pusestes meu Nome em tuas escolhas ?.</span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;"><span id="more-959"></span><br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Amigo, já passaram muitos anos desde que esta pergunta foi feita pela primeira vez. Há milhões de filhos de Adão que tem estado sobre a terra, cada um com uma alma que ou foi salva ou se perdeu. Mas não há qualquer pergunta, que já tenha sido feita, mais solene do que esta: Onde estás? Onde estás diante dos olhos de Deus? Vem agora, e com atenção, para que eu te diga umas poucas coisas te darão luz sobre esta questão. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Não sei se és um homem de igreja ou um séptico, se és sábio ou tolo; rico ou pobre, velho ou jovem, pois nada disso interessa. Pois tu tens uma alma imortal que necessita ser salva. Já que tens de apresentar-te diante do trono do juízo de Deus, e que necessitas estar preparado para isto. Pois sem Jesus e sua cruz certamente serás condenado. Somente a Bíblia contém tais assuntos solenes sobre os habitantes da terra e desejo que todo homem, mulher ou criança os conheça. Creio em cada uma das palavras da Bíblia, e por isso pergunto a cada leitor: Onde tu está diante de Deus? </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">1. Em primeiro lugar, conforme declaram as Escrituras, há muitas pessoas pelas quais, ao pensar nelas, eu temo. Leitor, és tu uma delas? </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Tais pessoas, se é que as palavras da Bíblia tem algum valor, são aquelas que não foram convertidas, não nasceram de novo. Tais pessoas não estão justificadas, Não estão santificadas. Não possuem o Espírito. Não possuem fé, nem graça. Seus pecados não são perdoados. Seus corações não foram transformados. Necessitam de piedade, justiça e santidade. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Algumas destas pessoas, não pensam em suas almas mais do que a de um animal que morre. Não há nada que mostre que pensam em suas vidas mais do que um cavalo ou uma mula, que não possuem entendimento. Seu tesouro está todo, evidentemente, neste mundo. Suas boas novas se acham deste lado do túmulo. Sua atenção está voltada para as coisas que perecem. Comida, bebida, vestes, dinheiro, casas e propriedades, negócios, prazer e política, casar-se, alegrar-se e festejar, estas são as coisas que ocupam o seu coração. Vivem como se a Bíblia não existisse. Caminham como se a ressurreição e o juízo eterno não fossem reais. E quanto a graça, a conversão, a justificação e a santidade, estas são coisas que não o preocupam, se não é que as depreciam e desprezam. Tais pessoas irão morrer. Serão julgadas. E, contudo, se acham mais endurecidos que o próprio diabo, pois parecem não crer nem temer. Oh!, em que estado se encontra sua alma que é imortal! Quão freqüente é este caso! </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Algumas pessoas falam que são religiosas, mas depois de tudo sua religião não é mais do que uma forma externa. Professam ser cristãos. Vão a um lugar de culto aos domingos. Porém, isto é tudo. Onde se encontra a religião do Novo Testamento em suas vidas? Em parte alguma! O pecado não é considerado por eles como o seu pior inimigo, nem o Senhor Jesus como seu melhor amigo. A vontade de Deus não é a regra para sua vida , tampouco a salvação é algo indispensável a sua existência. Um espírito de sono domina o seu coração e se acham satisfeitos e contentes. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Deus lhes fala constantemente, por meio de suas misericórdias, suas aflições e aos domingos por meio dos sermões, mas não escutam o chamado de Jesus à porta de seus corações e, por isso, não o abrem para Ele. Se lhes fala da morte e da eternidade, não lhes interessa. Se lhes adverte contra o amor ao mundo, constantemente se lançam a ele sem pesar. Ouvem falar que Cristo veio ao mundo para morrer pelos pecadores, mas isto não os comove. Parece que só há lugar em seus corações para prazeres e coisas vãs, mas não para Deus. Que condição se encontram tais pessoas! Porém, isto é muito comum! </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, solenemente eu quero perguntar a tua consciência, diante de Deus, se tu és uma destas pessoas? Há milhares delas em nosso país, dito, cristão. És uma delas? Se o és, tenho medo e temo por ti, fico alarmado grandemente. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">O que eu temo? Temo que se continuares nesta condição, desprezando a Cristo, continuareis em pecado até que o endurecimento te deixe indiferente ao perdão. Temo que sejas levado a um sono fatal do qual não mais serás despertado. Temo que este coração endurecido só poderá ser quebrado ao som da trombeta de Deus e o teu sono despertado pela voz do arcanjo. Temo que este teu apego ao mundo só poderá ser rompido pela morte. Temo que vivas sem Cristo, morras sem perdão, ressuscites sem esperança, para receber um juízo sem misericórdia, que te lançarás na condenação. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, tenho de te advertir para que fujas da ira que virá, assim como Deus advertiu a Ló. Te rogo que recordes de que tudo o que a Bíblia diz é verdadeiro e há de se cumprir; que o fim deste teu caminho presente, é miséria e aflição; que sem santidade ninguém poderá ver a Deus; que os homens maus irão para o inferno; e que todas as pessoas que se desviam de Deus terão de prestar contas de seus atos; e que pecadores, sem Cristo, não poderão resistir a Sua vista, porque Ele é santo e é fogo consumidor. Desejo que consideres seriamente nestas coisas. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Conheço bem os pensamentos que satanás tem posto em teu coração quando lês estas palavras. As desculpas que irás dar. Tu dirás: &#8220;A religião é boa, mas o homem tem que viver&#8221;. Respondo: &#8220;Sim, é verdade, mas também é certo que haverás de morrer&#8221;. Podes dizer-me: &#8220;O homem tem que trabalhar para ganhar o seu pão; não tenho tempo para mais nada; Não se pode morrer de fome&#8221;. Sim, não quero que ninguém morra de fome, mas também não desejo que morras condenado. Ou ainda dirás: &#8220;O homem tem que se ocupar com seus negócios, primeiro&#8221;. Eu te digo: &#8220;Sim, mas o negócio mais importante para o homem é a sua alma e as coisas referentes a sua eternidade&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, te rogo com amor, aparta-te de teus pecados, arrepende-te e converte-te. Te rogo que mudes o curso de tua vida, que alteres teu caminho, reconsideres quanto a religião, que corrijas o descuido de tua alma, e que passes a ser um novo homem. Te ofereço, por Jesus Cristo, o perdão de teus pecados passados – gratuitamente – um perdão para o presente e para todo o sempre. Te digo em nome do Mestre, que se te voltares para o Senhor Jesus Cristo, este perdão será teu. Oh! Não recuses esta exortação! Não ouviste que Cristo morreu por ti, que derramou seu sangue por ti e que sofreu na cruz por ti? Como podes ficar indiferente? Não ameis a este mundo, que perece, mais do que amas a vida eterna. Decide-te. Deixa o caminho largo que conduz a perdição. Levanta-te e escapa para salvar a tua alma enquanto tens tempo. Arrepende-te, crê e serás salvo. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, temo pelo teu estado presente. O desejo do meu coração e a minha oração é que Deus te ensine a temer por ti mesmo. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">A pergunta que está diante de teus olhos, foi a primeira que Deus fez ao homem depois da queda. É a pergunta que Ele fez a Adão no dia em que comeu do fruto proibido e se converteu em um pecador. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Adão e sua esposa trataram em vão de se esconder entre as árvores do jardim do Édem. Foi em vão que tentaram escapar dos olhos de Deus. Ouviram a voz do Senhor andando na viração do dia: &#8220;E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e perguntou-lhe: Onde estás?&#8221;(Gn3:8-9) Quão terrível deve ter sido para Adão este momento! </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, onde tu está diante de Deus? </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">2. Em segundo lugar, há muitas pessoas sobre quem a Bíblia me ensina que eu deveria ter dúvidas. Leitor, és tu uma delas? </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">A) Há muitos a quem devo chamar &#8220;quase cristãos&#8221;, porque não conheço outra expressão na Bíblia que descreva exatamente o seu estado. Existe neles muitas coisas corretas, boas e dignas de louvor a vista de Deus. Suas vidas são moralmente corretas. Se encontram livres de pecados grosseiros e evidentes. Possuem hábitos decentes e apropriados. São diligentes no uso dos meios de graça. Parecem amar a pregação do evangelho. Não se ofendem ao ouvir falar de Jesus, mesmo que se pregue a verdade a seu respeito. Não recusam as companhias religiosas. Estão de acordo quando lhes falam de sua alma e com tudo o que lhes dizem. E tudo isto é bom. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Contudo não há movimento em seu coração, pelo menos que possa descobrir sem o uso de um microscópio. Temos a impressão de que está parado. Semana após semana, os anos se passam e sempre estão no mesmo lugar. Aprovam os sermões, mas não lhes serve para melhorar. Sempre regulares e constantes, fazendo uso dos meios de graça, a mesma conversação sobre religião, porém, nada mais que isto. Não há progresso em seu cristianismo. Não há vida, nem coração nem autenticidade neles. Suas almas estão estagnadas. Estão longe de estar bem. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, és tu um destes? Há milhares deles em nossas igrejas. É este o estado de tua alma a vista de Deus? Responde com franqueza. Caso sejas um destes, tua condição não é satisfatória. Como o apóstolo disse aos gálatas, digo eu também: &#8220;Receio de vós outros&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Como poderia ser diferente? Existem dois campos oposto neste mundo, o de Cristo e o do diabo; e não se vê nitidamente a qual deles pertences. Não posso dizer que és descuidado quanto a religião, mas não posso te considerar decidido por Cristo. Te apartas dos ímpios, no entanto, não posso te ver entre os filhos de Deus. Tens alguma luz, mas é o conhecimento que salva? Possuis algum sentimento, mas é graça? Não és um &#8220;descrente&#8221; mas pertences a Deus? É possível que sejas &#8220;povo de Deus&#8221;, no entanto, vives tão perto da fronteira que é difícil discernir a que nação pertences. Pode ser que não estejas espiritualmente morto mas és como uma árvore no inverno. E assim vives sem dar evidências satisfatórias. Não posso deixar de duvidar de teu estado e se há dúvida é porque há razão para isto. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Não posso ver o recôndito do teu coração. Quem sabe haja algum pecado predileto que não queres renunciar. Esta é uma enfermidade que impede o teu crescimento e o de muitos cristãos. Quem sabe temes aos homens, temes a teus companheiros. Isto é uma prisão para muitas almas. Ou talvez sejas descuidado quanto a oração em secreto ou com a comunhão com Deus; esta é uma razão porque muitas pessoas são fracas e enfermas de espírito. Mas qualquer que seja a razão, te advirto que em todos os teus afetos deves ter cuidado com o que fazes. Teu estado não é satisfatório nem seguro. Como os gibeonitas vais com o povo de Israel, e como eles não possuis herança, consolação ou recompensa. Oh! Desperta e atenta para o perigo que corres! Esforça-te por entrar. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, tens de renunciar o andar coxeando entre duas opiniões se queres desfrutar de uma real evidência de salvação. Tem que haver uma mudança em ti. Tens que dar um passo adiante. Não se pode estar parado no verdadeiro cristianismo. Se a obra de Deus não vai adiante no coração do homem, é a obra do diabo que prospera nele; e se o homem se encontra sempre no mesmo ponto, quanto a religião, é mais provável que não haja verdadeira religião. Não basta vestir a armadura externa, temos de lutar as batalhas de Cristo. Não basta deixar de fazer o que é mal; é necessário que se aprenda a fazer o bem. Não basta não causar dano; é necessário trabalhar para fazer o bem. Óh! Cuida para não seres achado como um servo inútil, e como tal sejas tratado. Lembra-te que quem não está com Cristo é contra Ele. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, te rogo que não descanses até que tenhas descoberto se há graça em teu coração ou não. Os desejos, os bons sentimento, as convicções, tudo isto tem a sua importância, porém, não podem te salvar. É bom ver os brotos em uma árvore, porém, é muito melhor ver os seus frutos. Os simples ouvintes da palavra ao lado do caminho não deitam raízes. Os que crescem em terreno pedregoso escutam com alegria, mas a Palavra não penetra. Os que se acham entre os espinhos dão logo fruto, mas a palavra é afogada por este mundo. Nenhum deles é salvo. Temes diante da Palavra? O mesmo fez Felix, mas não foi salvo. Tu gostas de ouvir bons sermões e de fazer boas obras? O mesmo se passava com Herodes , porém não foi salvo. Lembra-te da mulher de Ló, Balaão e Judas Iscariotes. Todos eles tinham pontos bons. Porém não foram salvos. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, uma vez mais chamo a tua atenção sobre o que fazes. Se não procuras dar um passo adiante, como posso deixar de duvidar do estado de tua alma? </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">B) Há, porém, outros sobre quem tenho dúvidas e que estão em pior situação que os &#8220;quase cristãos&#8221;. São os que uma vez professaram sua fé mas que voltaram a trás. Os quais voltaram ao mundo. Parece que voltaram para trás do ponto que haviam estado antes de conhecerem a religião. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, é este o estado de tua alma? Se é assim, sabe com certeza que tua situação é terrivelmente insatisfatória. Não importa muito qual foi a tua experiência anterior. Serve muito pouco que já fostes contado entre os verdadeiro cristãos. Tudo não passou de um erro ou de uma ilusão. É a tua condição presente que deves considerar e esta é terrivelmente duvidosa. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Creio que houve um tempo em que os verdadeiros cristãos se regozijavam em ti. Parecia que amavas o Senhor Jesus sinceramente e estavas disposto a deixar o caminho largo e seguir o Evangelho. A Palavra de Deus te parecia preciosa; a voz do pastor, agradável; a congregação do povo de Deus, o melhor lugar. Nunca faltavas as reuniões. Sempre tinhas a Bíblia nas tuas mãos. Não havia dia que não oravas. Teu zelo era fervente. Andaste bem por um tempo. Porém, Óh! Leitor, onde te encontras agora? Voltaste para o mundo. Tu te detiveste e olhaste para trás. Estás novamente a praticar as obras do velho homem. Tens abandonado o teu primeiro amor. Tua bondade era como nuvem matutina e como orvalho tem se desvanecido. Tuas convicções estão secando, trocam as cores pelas folhas secas do outono, que logo caem e desaparecem. A pregação em que outrora te deleitavas, agora te enfadam e cansam. Os livros que lias com avidez, já não te causam prazer. O progresso do Evangelho de Cristo já não te interessa. Já não buscas a companhia dos filhos de Deus. Te sentes tímido diante dos santos, impaciente se te admoestam, inseguro em teu humor, descuidado em teus pecados e sem apreensão a te misturar com o mundo. Em outro tempo não eras assim. É possível que conserves alguma forma religiosa, mas a piedade vital está se esfriando rapidamente. Agora és fraco e morno, logo estarás frio e morto, mais do antes. Estás ofendendo o Espírito que logo te deixará. Tentas o diabo, que logo te dominará; teu coração está disposto para ele. Óh! Leitor, reforça os laços que, ainda, te mantém unido a Deus antes que se enfraqueçam e rompam. Como é possível que eu deixe de duvidar de tua alma? </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Não posso te deixar sem antes tentar fazer algo por ti. Sofro por te ver tão infeliz. É inútil que o negues: é o teu estado desde que voltaste a trás. És infeliz em tua casa e fora dela, só ou acompanhado, quando estás deitado e quando te levantas. Podes ter riquezas, honras, amor, amigos; mas o espinho segue encravado. Há fome de consolação em ti, desejas paz interior. Está enfermo e teu coração, descontente com todos e especialmente contigo mesmo. És um pássaro fora do seu ninho: nunca se encontra bem em parte alguma. Conservas demasiada religião para não gozar do mundo e muito pouca para te alegrar em Deus. Temes </span><span style="font-family: Bookman Old Style;">morrer e temes viver. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, a pesar de teres voltado a trás, há esperança para ti. Não há enfermidade de alma que o Evangelho não possa curar. É um remédio que pode ferir o teu orgulho, mas é um remédio seguro. Este remédio é uma fonte aberta para lavar todos os pecados, a misericórdia gratuita de Deus em Cristo Jesus. Vem e te lava nesta fonte sem demora e Jesus Cristo te fará são. </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Toma tua Bíblia e vê como Davi viveu em pecado durante um tempo e, contudo, quando se arrependeu e se voltou para Deus, encontrou misericórdia para si. Olha para Pedro e vê como ele negou o mestre três vezes e com juramento, contudo, quando se arrependeu e chorou amargamente e se humilhou, encontrou misericórdia para si. Ouve as consoladoras palavras de nosso Senhor e Salvador: &#8220;Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei&#8221;, &#8220;Ora, tu te prostituíste com muitos amantes; mas, ainda assim, torna para mim, diz o SENHOR.&#8221;, &#8220;ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.&#8221; E &#8220;Voltai, ó filhos rebeldes, eu curarei as vossas rebeliões. Eis-nos aqui, vimos ter contigo; porque tu és o SENHOR, nosso Deus.&#8221; (Mateus 11:28; Jeremias 3:1; Isaías 1:18; Jeremias 3:22.) </span></p>
<p><span style="font-family: Bookman Old Style;">Leitor, roga a Deus para que estas palavras não te cheguem em vão. Porém , lembra-te, até que voltes de tua apostasia tenho de ter dúvidas sobre tua alma. </span></p>
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		<title>&#8220;O Evangelho&#8221;, e sua definição mais simples</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 17:42:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Como muitos termos da Bíblia, a palavra EVANGELHO tem recebido várias definições contrárias ao seu significado original e apropriado. A palavra tem sua origem “em Cristo antes da fundação do mundo”. Isso estava contido na “promessa” que Deus fez antes da fundação do mundo (Tito 1:2). O  &#8221;evangelho”, as “boas novas” ou “novas de grande alegria” é o cumprimento declarado dessa promessa. Em Isaías 61:1-3 é encontrada a proclamação extraordinária feita pela Soma e Substância das novas de alegria, Jesus Cristo mesmo: “O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do SENHOR, para que ele seja glorificado”.</p>
<p><span id="more-957"></span></p>
<p> </p>
<p>O Redentor repetiu essa mesma proclamação de Si mesmo na sinagoga (Lucas 4:17-19).Embora essa declaração profética seja  freqüentemente citada, sua plena significação é raramente entendida. Nessa declaração extensa, está narrado – não o princípio do evangelho, nem uma parte do seu cumprimento – o grande total do que o Filho do Homem declarou sobre a cruz: “ESTÁ CONSUMADO!”.</p>
<p>A palavra grega “<em>evanggelion</em>” é traduzida como “evangelho” nas versões em português. Essa palavra, juntamente com suas outras traduções (“novas de alegria”, “boas novas” e “pregar o evangelho”) ocorre por volta de 108 vezes no Novo Testamento, nenhuma das quais significa algo menos que “redenção consumada” em Cristo. Em nenhum exemplo a palavra transmite algum pensamento de uma mera “oferta livre de graça”. Quando Jesus pôs-se em pé e clamou: “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba”, Ele não convidou o sedento, assim como não convidou a luz quando disse: “Haja luz!”. Em primeiro lugar, não há nenhuma alma sobre a Terra que tenha ou possa ter sede pelas águas vivas que fluem dele, até que Ele a desperte, e faça com que tenha sede; e quando sentir a sua sede, mesmo quando a língua secar, isso não pode aproximar mais a fonte viva, até que Jesus aplique, não o convite, mas a palavra: “Venha a mim”. Suas palavras são espírito e vida; e Suas ovelhas ouvem-no, e conhecem a Sua voz, e O seguem; pois elas não têm poder ou mesmo disposição para resistir à voz do seu Pastor. Em nenhum lugar nas Escrituras o chamado dos santos é denominado de convite. Ele chama Suas ovelhas pelo nome, e as conduz. Se apenas convidasse-as, elas teriam que correr, ou ficar para trás. Mas quando Ele chama, o morto ouve Sua voz, (não Seu convite), e aqueles que ouvem viverão. Como aliviaria a condição de uma pobre, perdida e desamparada alma, que sente sua pobreza, incapacidade e impotência, ler as palavras assim: “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos serão convidados a viver, e aqueles que aceitarem o convite viverão”?E quando convida Suas ovelhas, Ele vai adiante delas, desde que aceitem o convite. Isso está perfeitamente em linha com cada característica do Arminianismo de falar sobre convite do evangelho, pois o próprio termo implica a disposição e o poder de fazer na criatura. E não está em harmonia com a doutrina da experiência dos santos de Deus falar assim de Suas comunicações com as pessoas, pois insinua que Ele abriu mão do governo sobre elas; que o efeito e resultado de Suas comunicações dependeram da vontade delas, e não da Sua. Isso menospreza o caráter de Deus, bem como reflete sobre Sua sabedoria, poder e graça.</p>
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		<title>O genuíno Novo Nascimento.</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 20:28:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Não quero reformar nada! Não quero reformar ninguém! Apenas quero desconstruir minha religião e dar-me a oportunidade de começar novamente. Do zero! Quero aprender a orar porque suspeito que nunca aprendi em todos esses anos de eloquentes orações entonadas no conjunto de súplicas adornadas de lindos verbos. Tenho a ligeira impressão de que todas as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não quero reformar nada! Não quero reformar ninguém! Apenas quero desconstruir minha religião e dar-me a oportunidade de começar novamente. Do zero! Quero aprender a orar porque suspeito que nunca aprendi em todos esses anos de eloquentes orações entonadas no conjunto de súplicas adornadas de lindos verbos. Tenho a ligeira impressão de que todas as vezes em que falei em línguas na roda de oração para fazer notório o meu nível espiritual, não me valeram de edificação alguma. E que minhas devocionais carregadas de desânimo e obrigação para com a minha “consagração” no ministério de louvor não resultaram em nenhuma intimidade com Deus !</p>
<p><span id="more-949"></span></p>
<p>Quero desfazer de tudo que sei, ou que penso saber, e de tudo que não sei, e penso não saber, para aprender paulatinamente através de uma busca sincera, paciente, desobrigada, verdadeiramente motivada e autêntica, tudo quanto preciso, quanto quero e quanto me é essencial na jornada da fé. Quero despojar-me dos manuais religiosos, das doutrinas inquestionáveis, das tradições incoerentes e da estupidez e falácia da religião.</p>
<p>Quero duvidar de tudo e de todos, porque minha alma contorce pela verdade e tem sede de justiça. Quero abrir os meus olhos e enfrentar o ardor da luz cortante da revelação. Quero ficar cego por um tempo em virtude do impacto que a luz da verdade traz. Ficar cego para o enlatado evangélico, cego para o cauterizado cristianismo institucional. Quero ficar cego para as fórmulas instantâneas da fé, da sua comercialização e do abuso espiritual. Quero recobrar a visão aos poucos. Enxergar com sanidade a vida, as pessoas, a família, os amigos, o futuro, o presente e o passado. Quero aprender a enxergar tudo que enxergava errado. Usar minha visão pela primeira vez!</p>
<p>Quero me desviar dos caminhos da “i”greja que não segue o Caminho de Cristo. E andar na contra-mão desse sistema religioso elaborado sobre outro fundamento que não Jesus, a Rocha Viva. Quero tirar a capa que me identifica como “cristão” com o emblema da cruz para vestir-me de amor pelo próximo e por esse amor ser conhecido como discípulo de Cristo. E carregar não o emblema da cruz, antes, tomá-la dia após dia em meus ombros e renunciar à volúpia e morrer para o pecado.</p>
<p>Quero fugir dos grandes eventos de milagres e shows da fé, patrocinados por sórdida ganância e puro estrelismo. E me juntar aos homens de Deus presenteados com o dom da cura que trocam o palco pelo corredor dos hospitais. Que ao invés de pedirem que vão a eles, se disponhem a IR aos que necessitam.<br />
Cansei de viver sob maldição financeira! E, agora, não gasto meu dinheiro patrocinando esse sistema putréfulo de escravizar a fé dos pequeninos. Não quero participar de tal infâmia! Que o pouco que tenho sirva não ao luxo dos templos e de seus donos, mas, aos que realmente necessitam da minha fidelidade financeira resultante da confiança no Jeová Jiré. E não da ameaça pastoral de maldição da pobreza versus prosperidade.<br />
Quero ser livre para pecar! E da mesma maneira não pecar por entender que não me convém. Mas, se o desejo do pecado ronda a minha mente e não peco por causa da pressão de ter que me consagrar no ministério da “i”greja, que pobre que sou. Porque ainda não seria livre do pecado, mesmo não o praticando… Quero aprender a conduzir meu estilo de vida como resposta de gratidão à aceitação e perdão de Cristo, não como regras e proibições eclesiásticas que não tem efeito nenhum contra o pecado.</p>
<p>Estou desconstruindo a minha fé míope e doente para cultivá-la de forma autêntica, sincera, humana e verdadeira. Estou disposto a arriscar minhas crenças pelo conhecimento da verdade eterna, de modo, que mesmo vendo-a como em espelho, possa um dia conhecê-la completa assim como sou conhecido. Se para encontrar o Deus que está estampado no caráter de Cristo, me tornar necessário descrer do Deus pregado, e tornar-me ateu, que assim seja. E que possa, conhecê-Lo de forma pura, única, pessoal e intransferível.</p>
<p>Quero derrubar meus pilares espirituais porque não sei de onde vieram. Estavam lá no discurso e na retórica que pseudonimamente aceitei como sendo Jesus Cristo. Agora, nego a cartilha que reza, nego a teologia pronta que engoli e dou-me a oportunidade de aceitar, de fato, Cristo meu Senhor e Salvador, pura e simplesmente.<br />
Se fosse possível voltar ao ventre de minha mãe e carregar em meus genes a luz que agora vejo, para que ao nascer, soubesse desviar dos caminhos que para o homem parecem bons, poderia começar de novo sem incongruências e inverdades ludibriosas.<br />
Talvez, só agora tenha entendido o que significa  “nascer de novo”…</p>
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		<title>A Cruz que despreza o ego.</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 19:12:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Então, disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz, e siga-me” — (Mateus 16:24). Antes de desenvolver o tema deste verso, comentemos os seus termos. “Se alguém”: o dever imposto é para todos os que desejam se unir aos seguidores de Cristo e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Então, disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz, e siga-me” — (Mateus 16:24). Antes de desenvolver o tema deste verso, comentemos os seus termos. “Se alguém”: o dever imposto é para todos os que desejam se unir aos seguidores de Cristo e alistar sob a Sua bandeira. “Se alguém quer”: o grego é muito enfático, significando não somente o consentimento da vontade, mas o pleno propósito de coração, uma resolução determinada. “Vir após mim”: como um servo sujeito ao seu Mestre, um estudante ao seu Professor, um soldado ao seu Capitão. “Negue”: o grego significa “negar totalmente”. Negar a si mesmo: sua natureza pecaminosa e corrompida. “E tome”: não passivamente sofra ou suporte, mas assuma voluntariamente, adote ativamente. “Sua cruz”: que é desprezada pelo mundo, odiada pela carne, mas que é a marca distintiva de um cristão verdadeiro. “E siga-me”: viva como Cristo viveu — para a glória de Deus.</p>
<p><span id="more-918"></span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>O contexto imediato é mais solene e impressionante. O Senhor Jesus tinha acabado de anunciar aos Seus apóstolos, pela primeira vez, a aproximação de Sua morte de humilhação (v. 21). Pedro se assustou, e disse, “Tem compaixão de Ti, Senhor” (v. 22). Isto expressou a política da mente carnal. O caminho do mundo é a procura para si mesmo e a defesa de si mesmo. “Tenha compaixão de ti” é a soma de sua filosofia. Mas a doutrina de Cristo não é “salva a ti mesmo”, mas sacrifica a ti mesmo. Cristo discerniu no conselho de Pedro uma tentação de Satanás (v. 23), e imediatamente a rejeitou. Então, voltando-se para Pedro, disse: Não somente “deve” o Cristo subir à Jerusalém e morrer, mas todo aquele que desejar ser um seguidor dEle, deve tomar sua cruz (v. 24). O “deve” é tão imperativo num caso como no outro. Mediatoriamente, a cruz de Cristo permanece sozinha; mas experiencialmente, ela é compartilhada por todos que entram na vida.</p>
<p>O que é um “cristão”? Alguém que sustenta membresia em alguma igreja terrena? Não. Alguém que crê num credo ortodoxo? Não. Alguém que adota um certo modo de conduta? Não. O que, então, é um cristão? Ele é alguém que renunciou a si mesmo e recebeu a Cristo Jesus como Senhor (Colossenses 2:6). Ele é alguém que toma o jugo de Cristo sobre si e aprende dEle que é “manso e humilde de coração”. Ele é alguém que foi “chamado à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor” (1 Coríntios 1:9): comunhão em Sua obediência e sofrimento agora, em Sua recompensa e glória no futuro sem fim. Não há tal coisa como pertencer a Cristo e viver para agradar a si mesmo. Não cometa engano neste ponto, “E qualquer que não tomar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:27), disse Cristo. E novamente Ele declarou, “Mas aquele (ao invés de negar a si mesmo) que me negar diante dos homens (não “para” os homens: é conduta, o caminhar, que está aqui em vista), também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 10:33).</p>
<p>A vida cristã começa com um ato de auto-renúncia, e é continuada pela auto-mortificação (Romanos 8:13). A primeira pergunta de Saulo de Tarso, quando Cristo o apreendeu, foi, “Senhor, que queres que eu faça?”. A vida cristã é comparada com uma “corrida”, e o corredor é chamado para “deixar todo embaraço e o pecado que tão de perto nos assedia” (Hebreus 12:1), cujo “pecado” é o amor por si mesmo, o desejo e a determinação de ter o nosso “próprio caminho” (Isaías 53:6). O grande alvo, fim e tarefa posta diante do Cristão é seguir a Cristo — seguir o exemplo que Ele nos deixou (1 Pedro 2:21), e Ele “não agradou a si mesmo” (Romanos 15:3). E há dificuldades no caminho, obstáculos na estrada, dos quais o principal é o ego. Portanto, este deve ser “negado”. Este é o primeiro passo para se “seguir” a Cristo.</p>
<p>O que significa para um homem “negar a si mesmo” totalmente? Primeiro, isto significa a completa repudiação de sua própria bondade. Significa cessar de descansar sobre quaisquer obras nossas, para nos recomendar a Deus. Significa uma aceitação sem reservas do veredicto de Deus que “todas as nossas justiças [nossas melhores performances], são como trapo da imundícia” (Isaías 64:6). Foi neste ponto que Israel falhou: “Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus” (Romanos 10:3). Agora, contraste com a declaração de Paulo: “E seja achado nEle, não tendo justiça própria” (Filipenses 3:9).</p>
<p>Para um homem “negar a si mesmo” totalmente, deverá renunciar completamente sua própria sabedoria. Ninguém pode entrar no reino dos céus, a menos que tenha se tornado “como criança” (Mateus 18:3). “Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!” (Isaías 5:21). “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Romanos 1:22). Quando o Espírito Santo aplica o Evangelho em poder numa alma, é para “destruir os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo” (2 Coríntios 10:5). Um moto sábio para o todo cristão adotar é “não te estribes no teu próprio entendimento” (Provérbios 3:5).</p>
<p>Para um homem “negar a si mesmo” totalmente, deverá renunciar completamente sua própria força. É “não confiar na carne” (Filipenses 3:3). É o coração se curvando à declaração positiva de Cristo: “Sem mim, nada podeis fazer” (João 15:5). Este é o ponto no qual Pedro falhou: (Mateus 26:33). “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda” (Provérbios 16:18). Quão necessário é, então, que prestemos atenção à 1 Coríntios 10:12: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia”! O segredo da força espiritual reside em reconhecer nossa fraqueza pessoal: (veja Isaías 40:29; 2 Crônicas 12:9). Então, “fortifiquemo-nos na graça que há em Cristo Jesus” (2 Timóteo 2:1).</p>
<p>Para um homem “negar a si mesmo” totalmente, deverá renunciar completamente sua própria vontade. A linguagem do não-salvo é, “Não queremos que este Homem reine sobre nós” (Lucas 19:14). A atitude do cristão é, “Para mim, o viver é Cristo” (Filipenses 1:21) — honrá-Lo, agradá-Lo, servi-Lo. Renunciar sua própria vontade significa atender à exortação de Filipenses 2:5, “Que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”, o qual é definido nos versos que imediatamente seguem como de abnegação. É o reconhecimento prático de que “não sois de vós mesmos, porque fostes comprados por bom preço” (1 Coríntios 6:19,20). É dizer com Cristo, “Não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres” (Marcos 14:36).</p>
<p>Para um homem “negar a si mesmo” totalmente, deverá renunciar completamente suas luxúrias ou desejos carnais. “O ego do homem é um feixe de ídolos” (Thomas Manton, Puritano), e estes ídolos devem ser repudiados. Os não-cristãos são “amantes de si mesmos” (2 Timóteo 3:1); mas aquele que foi regenerado pelo Espírito diz com Jó, “Eis que sou vil” (40:4), “Eu me abomino” (42:6). Dos não-cristãos está escrito, “todos buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus” (Filipenses 2:21); mas dos santos de Deus está registrado,“eles não amaram a sua vida até à morte” (Apocalipse 12:11). A graça de Deus está “ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente” (Tito 2:12).</p>
<p>Esta negação do ego que Cristo requer de todos os Seus seguidores deve ser universal. Não há nenhuma reserva, nenhuma exceção feita: “Nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências” (Romanos 13:14). Deve ser constante, não ocasional: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lucas 9:23). Deve ser espontânea, não forçada, realizada com satisfação, não relutantemente: “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens” (Colossenses 3:23). Ó, quão impiamente o padrão que Deus colocou diante de nós tem sido rebaixado! Como isso condena a vida acomodada, agradável à carne e mundana de tantos que professam (mas, de maneira vã) que eles são “cristãos”!</p>
<p>“E tome a sua cruz”. Isto se refere não à cruz como um objeto de fé, mas como uma experiência na alma. Os benefícios legais do Calvário são recebidos através do crer, quando a culpa do pecado é cancelada, mas as virtudes experimentais da Cruz de Cristo são somente desfrutadas à medida que somos, de um modo prático, “conformados com a Sua morte” (Filipeneses 3:10). É somente à medida que realmente aplicamos a cruz às nossas vidas diárias, regulamos nossa conduta pelos seus princípios, que ela se torna eficaz sobre o poder do pecado que habita em nós. Não pode haver ressurreição onde não há morte, e não pode haver andar prático “em novidade de vida” até que “carreguemos no corpo o morrer do Senhor Jesus” (2 Coríntios 4:10). A “cruz” é o sinal, a evidência, do discipulado cristão. É sua “cruz”, e não o seu credo, que distingue um verdadeiro seguidor de Cristo do mundano religioso.</p>
<p>Agora, no Novo Testamento a “cruz” tem o significado de realidades definidas. Primeiro, ela expressa o ódio do mundo. O Filho de Deus veio aqui não para julgar, mas par salvar; não para punir, mas para redimir. Ele veio aqui “cheio de graça e verdade”. Ele sempre esteve à disposição dos outros: ministrando aos necessitados, alimentando os famintos, curando os enfermos, libertando os possessos pelo demônio, ressuscitando os mortos. Ele era cheio de compaixão: gentil como um cordeiro; inteiramente sem pecado. Ele trouxe com Ele felizes notícias de grande alegria. Ele procurou os perdidos, pregou aos pobres, todavia, não desdenhou dos ricos; Ele perdoou pecadores. E, como Ele foi recebido? Que tipo de recepção os homens Lhe deram? Eles O “desprezaram e rejeitaram” (Isaías 53:3). Ele declarou, “Eles Me odeiam sem uma causa” (João 15:25). Eles tiveram sede de Seu sangue. Nenhuma morte ordinária os apaziguaria. Eles demandaram que Ele deveria ser crucificado. A Cruz, então, foi a manifestação do ódio inveterado do mundo pelo Cristo de Deus.</p>
<p>O mundo não mudou, não mais do que o etíope pode mudar sua pele ou o leopardo suas manchas. O mundo e Cristo ainda estão em aberto antagonismo. Por conseguinte, está escrito: “Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tiago 4:4). É impossível andar com Cristo e comungar com Ele, até que tenhamos nos separado do mundo. Andar com Cristo necessariamente envolve compartilhar Sua humilhação: “Saiamos, pois, a Ele, fora do arraial, levando o seu vitupério” (Hebreus 13:13). Isto foi o que Moisés fez (veja Hebreus 11:24-26). Quanto mais próximo eu andar de Cristo, mais eu serei mal-entendido (1 João 3:2), ridicularizado (Jó 12:4) e detestado pelo mundo (João 15:19). Não cometa engano aqui: é extremamente impossível continuar com o mundo e ter comunhão com o Santo Cristo. Portanto, “tomar” minha “cruz” significa, que eu deliberadamente convido a inimizade do mundo através da minha recusa em ser “conformado” a ele (Romanos 12:2). Mas, o que importa o olhar carrancudo do mundo, se estou desfrutando os sorrisos do Salvador?</p>
<p>Tomar minha “cruz” significa uma vida voluntariamente rendida a Deus. Como o ato dos homens ímpios, a morte de Cristo foi um assassinato; mas como o ato do próprio Cristo, foi um sacrifício voluntário, oferecendo a Si mesmo a Deus. Foi também um ato de obediência a Deus. Em João 10:18 Ele disse, “Ninguém a [Sua vida] tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou”. E por que Ele o fez? Suas próximas palavras nos dizem: “Este mandato recebi de meu Pai”. A cruz foi a suprema demonstração da obediência de Cristo. Nesta Ele foi o nosso Exemplo. Uma vez mais citamos Filipenses 2:5: “Que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”. E nos versos seguintes nós vemos o Amado do Pai tomando a forma de um Servo, e tornando-Se “obediente até a morte, e morte de cruz”. Agora, a obediência de Cristo deve ser a obediência do cristão — voluntária, alegre, sem reservas, contínua. Se esta obediência envolve vergonha e sofrimento, acusação e perda, não devemos nos acovardar, mas por o nosso rosto “como um seixo” (Isaías 50:7). A cruz é mais do que o objeto da fé do cristão, ela é o sinal de discipulado, o princípio pelo qual sua vida deve ser regulada. A “cruz” significa rendição e dedicação a Deus: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1).</p>
<p>A “cruz” significa serviço vicário e sofrimento. Cristo deu a Sua vida pelos outros, e Seus seguidores são chamados a estarem dispostos para fazerem o mesmo: “Devemos dar nossa vida pelos irmãos” (1 João 3:16). Esta é a lógica inevitável do Calvário. Somos chamados para seguir o exemplo de Cristo, para a companhia de Seus sofrimentos, e para ser participantes em Seu serviço. Assim como Cristo “a si mesmo se esvaziou” (Filipenses 2:7), assim devemos fazer. Assim como Ele “veio para servir, e não para ser servido” (Mateus 20:28), assim devemos ser. Assim como Ele “não agradou a si mesmo” (Romanos 15:3), assim devemos fazer. Assim como Ele lembrou dos outros, assim devemos lembrar: “Lembrai-vos dos encarcerados, como se presos com eles; dos que sofrem maus tratos, como se, com efeito, vós mesmos em pessoa fôsseis os maltratados” (Hebreus 13:3).</p>
<p>“Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á” (Mateus 16:25). Palavras quase idênticas a estas são encontradas novamente em Mateus 10:39. Marcos 8:35, Lucas 9:24; 17:33, João 12:25. Certamente, tal repetição mostra a profunda importância de notar e prestar atenção a este dito de Cristo. Ele morreu para que nós pudéssemos viver (João 12:24), e assim devemos fazer (João 12:25). Como Paulo, devemos ser capazes de dizer “Em nada tenho a minha vida por preciosa” (Atos 20:24). A “vida” que é vivida para a gratificação do ego neste mundo, está “perdida” para eternidade; a vida que é sacrificada para os interesses próprios e rendida a Cristo, será “achada” novamente, e preservada durante toda a eternidade.</p>
<p>Um jovem universitário graduado, com prospectos brilhantes, respondeu ao chamado de Cristo para uma vida de serviço a Ele na Índia, entre a casta mais baixa dos nativos. Seus amigos exclamaram: “Que tragédia! Uma vida lançada fora!” Sim, “perdida”, até onde diz respeito a este mundo, mas “achada” novamente no mundo porvir !</p>
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		<title>Salvação não se perde !.</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 17:44:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<description><![CDATA[Todos que passam por uma fase da aplicação da redenção, experimentarão também a fase seguinte. Por exemplo, todos a quem Deus predestinou, ele também intimará à salvação no devido tempo. Agora, Romanos 8:30 diz: “Aos que justificou, também glorificou”. Essa declaração necessariamente implica que todos os que experimentam a justificação também experimentarão a glorificação; ninguém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Todos que passam por uma fase da aplicação da redenção, experimentarão também a fase seguinte. Por exemplo, todos a quem Deus predestinou, ele também intimará à salvação no devido tempo. Agora, Romanos 8:30 diz: “Aos que <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">justificou</span></em>, também <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">glorificou</span></em>”. Essa declaração necessariamente implica que todos os que experimentam a justificação também experimentarão a glorificação; ninguém que é justificado falhará em ser glorificado. Visto que a glorificação se refere à consumação da obra salvadora de Deus no eleito, isso significa que uma vez que um indivíduo tenha sido justificado aos olhos de Deus, sua justiça legal nunca será perdida. Visto que todos aqueles que são justificados também serão glorificados, os verdadeiros cristãos nunca perderão sua salvação. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-857"></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Essa doutrina é frequentemente chamada de PERSEVERANÇA DOS SANTOS; e também de SEGURANÇA ETERNA em alguns círculos. Esses termos são acurados, visto que os crentes verdadeiros conscientemente perseveram na fé e os eleitos estão, de fato, eternamente seguros em sua salvação. Contudo, muitas passagens bíblicas tratando com esse tópico enfatizam que é Deus quem ativamente preserva o crente do princípio ao fim da sua salvação, que Jesus é “o <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">autor</span></em> e <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">consumador</span></em> da nossa fé” (Hebreus 12:2). Esse sendo o caso, PRESERVAÇÃO é um termo melhor. Ele reflete o fato de que, no final das contas, é Deus quem mantém a salvação dos cristãos, e não o crente em si. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Favorecer a perspectiva da preservação não nega que o crente deve deliberadamente se aperfeiçoar e conscientemente se esforçar para perseverar. É anti-bíblico dizer que, visto que é Deus em última análise quem nos guarda, portanto, não precisamos exercitar nenhum esforço consciente em nosso desenvolvimento espiritual. “Relaxe, e deixe Deus fazer tudo”, uma frase popular que provavelmente veio do movimento de Keswick, é anti-bíblica quando aplicada à santificação. Contudo, a palavra “preservação” nos ajuda a lembrar que é Deus quem concede e causa qualquer aperfeiçoamento e estabilidade em nosso crescimento em conhecimento e santidade, mesmo que estejamos dolorosamente conscientes dos esforços que temos exercido para o nosso desenvolvimento espiritual. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Há muitas passagens que bíblicas ensinam que Deus preserva aqueles a quem ele elegeu, regenerou e justificou:</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Farei com eles uma aliança permanente: Jamais deixarei de fazer o bem a eles, e farei com que me temam de coração, para que jamais se desviem de mim. (Jeremias 32:40)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Todo aquele que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei. Pois desci dos céus, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou. E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no último dia.. (João 6:37-39)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai. (João 10:28-29)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Romanos 8:38-39)</p>
<p>Ele os manterá firmes até o fim, de modo que vocês serão irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. (1 Coríntios 1:8)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ora, é Deus que faz que nós e vocês permaneçamos firmes em Cristo. Ele nos ungiu, nos selou como sua propriedade e pôs o seu Espírito em nossos corações como garantia do que está por vir. (2 Coríntios 1:21-22)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus. (Filipenses 1:6)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Que o próprio Deus da paz os santifique inteiramente. Que todo o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam preservados irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele que os chama é fiel, e fará isso. (1 Tessalonicenses 5:23-24)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Por essa causa também sofro, mas não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou bem certo de que ele é poderoso para guardar o que lhe confiei até aquele dia. (2 Timóteo 1:12)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O Senhor me livrará de toda obra maligna e me levará a salvo para o seu Reino celestial. A ele seja a glória para todo o sempre. Amém. (2 Timóteo 4:18)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Conforme a sua grande misericórdia, ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança que jamais poderá perecer, macular-se ou perder o seu valor. Herança guardada nos céus para vocês que, mediante a fé, são protegidos pelo poder de Deus até chegar a salvação prestes a ser revelada no último tempo. (1 Pedro 1:3-5)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos que foram chamados, amados por Deus Pai e guardados por Jesus Cristo. (Judas 1)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Àquele que é poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante da sua glória sem mácula e com grande alegria, ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém. (Judas 24-25)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">A doutrina da preservação não diz que qualquer um que fez uma profissão de fé em Cristo está então salvo e nunca se perderá, visto que sua profissão pode ser falsa. Antes, a doutrina ensina que os <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">verdadeiros</span></em> cristãos nunca se perderão. Eles nunca se apartarão permanentemente de Cristo, embora alguns deles possam até mesmo cair profundamente no pecado por um tempo. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Um verdadeiro cristão é alguém que deu assentimento verdadeiro ao evangelho, e cuja “fé sincera” (1 Timóteo 1:5) se torna evidente através de uma transformação contínua de pensamentos, conversação e comportamento em conformidade às demandas da Escritura. João diz que alguém que é regenerado “não pode continuar pecando” (1 João 3:9). Por outro lado, uma pessoa que produz uma profissão de Cristo com resultado de um falso assentimento ao evangelho pode permanecer “somente um pouco de tempo. Quando surge alguma tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo a abandona” (Mateus 13:21). </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Algumas vezes até os eleitos podem cair em sério pecado, mas tal queda nunca será permanente. Todavia, enquanto uma pessoa estiver vivendo um estilo de vida pecaminoso, não temos razão para crer em sua profissão de fé naquele momento, e, portanto, devemos pensar dele como um incrédulo. Jesus ensina que uma recusa obstinada para se arrepender é uma razão suficiente para a excomunhão: </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão. Mas se ele não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que ‘qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas. Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano. (Mateus 18:15-17)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Visto que ele é considerado um incrédulo, ele não pode ser um candidato para casamento por um cristão, ele não pode participar na comunhão, e ele não sustentar nenhuma responsabilidade ministerial. Ele pode ser realmente um verdadeiro cristão, mas não há nenhuma forma de estar certo disso enquanto ele permanecer no pecado. De fato, ele deveria ser considerado e tratado como um incrédulo, juntamente com todas as implicações de tal suposição. “Portanto, irmãos, empenhem-se ainda mais para consolidar o chamado e a eleição de vocês, pois se agirem dessa forma, jamais tropeçarão” (2 Pedro 1:10).</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Aqueles que caem e nunca se arrependem, nunca foram verdadeiramente salvos. João diz: “Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos” (1 João 2:19). Judas pareceu ter seguido Jesus por vários anos, mas Jesus diz: “Não fui eu que os escolhi, os Doze? Todavia, um de vocês é um diabo!” (João 6:70). O versículo 64 explica: “Jesus sabia desde o princípio quais deles não criam e quem o iria trair ”.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Assim, não é como se Judas tivesse verdadeira fé, e então caísse em pecado e perdesse a sua salvação; pelo contrário, ele nunca teve verdadeira fé de forma alguma. Jesus escolheu Judas sabendo que ele seria o traidor: “Enquanto estava com eles, eu os protegi e os guardei no nome que me deste. Nenhum deles se perdeu, a não ser aquele que estava destinado à perdição, para que se cumprisse a Escritura” (João 17:12). Esse versículo pressupõe a eleição divina, e explicitamente ensina as doutrinas da preservação e reprovação. Jesus guardou a salvo os onze, que estavam entre os eleitos, mas Judas se perdeu porque ele, antes e tudo, nunca tinha sido salvo; ele estava entre os reprovados, “preparados para destruição ”.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Por outro lado, aqueles entre os eleitos que parecem cair de sua fé, todavia, retém sua salvação, e eles retornarão a Cristo de acordo com o poder de Deus para preservá-los. Por exemplo, mesmo antes de Pedro negar a Cristo, foi-lhe dito: “Simão, Simão, Satanás pediu vocês para peneirá-los como trigo. Mas eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E quando você se converter, fortaleça os seus irmãos” (Lucas 22:31-32). É verdade que se a fé de alguém se perder realmente, então ele perdeu também sua salvação; contudo, é o próprio Deus quem impede que a fé dos seus eleitos desfaleça. E assim como Jesus orou por Pedro, ele está agora orando por todos os cristãos, de forma que não importa quais problemas espirituais eles pareçam estar experimentando, no final a fé deles não desfalecerá: </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles. (João 17:20)</p>
<p>Portanto, ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles. (Hebreus 7:25)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">Jesus não fez tal oração por Judas, mas ele orou somente pelos seus eleitos: “Eu rogo por eles. Não estou rogando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus” (João 17:9).</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Uma das objeções mais comuns a essa doutrina declara que, se é verdade que o crente não pode perder sua salvação, então isso constitui uma licença implícita para pecar. O cristão pode pecar o quanto ele quiser, e ainda permanecerá seguro em Cristo. Contudo, o verdadeiro cristão não deseja viver no pecado, embora ele possa ocasionalmente tropeçar. O verdadeiro crente detesta o pecado e ama a justiça. Alguém que peca sem restrição não é um cristão de forma alguma. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Há várias passagens bíblicas que ordenam os cristãos a buscarem a justiça e evitarem a impiedade. Algumas dessas passagens são tão fortes em expressão e contém advertências tão ameaçadoras, que algumas pessoas interpretam incorretamente essas passagens como dizendo que é possível para um verdadeiro crente perder sua salvação. Por exemplo, Hebreus 6:4-6 diz o seguinte: </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ora, para aqueles que uma vez foram iluminados, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, experimentaram a bondade da palavra de Deus e os poderes da era que há de vir, e caíram, é impossível que sejam reconduzidos ao arrependimento; pois para si mesmos estão crucificando de novo o Filho de Deus, sujeitando-o à desonra pública.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Primeiro, o que quer que essa passagem signifique, ela não diz que os eleitos renunciam de fato a sua fé. Vamos assumir que a passagem está de fato dizendo que se alguém cair da fé depois de alcançar certo estágio de desenvolvimento espiritual, ela de fato perderia sua salvação. Isso não desafia a doutrina da preservação – de fato, podemos concordar de todo coração com tal declaração. Contudo, nós já lemos vários versículos dizendo que isso nunca acontece, que o verdadeiro crente nunca renunciará sincera e permanentemente a Cristo, e a passagem acima não diz nada que contradiga isso. João diz que aqueles que se apartam da fé nunca estiveram verdadeiramente na fé. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Segundo, vários versículos adiante, o escritor declara explicitamente que o que essa passagem descreve não acontecerá aos seus leitores: “Amados, mesmo falando dessa forma, estamos convictos de coisas melhores em relação a vocês, coisas que acompanham a salvação” (Hebreus 6:9). Para parafrasear, ele está dizendo: “Embora estejamos falando dessa forma, estou certo de que quando diz respeito à salvação, isso não acontecerá com vocês”.</p>
<p>Terceiro, devemos lembrar que Deus usa vários meios pelos quais ele realiza os seus fins. Por exemplo, embora ele tenha determinado imutavelmente as identidades daqueles a quem ele salvaria, ele não salva essas pessoas sem meios. Antes, ele salva os eleitos por meio da pregação do evangelho, e por meio da fé em Cristo que ele coloca dentro deles. Deus usa vários meios para realizar os seus fins, e ele escolhe e controla tanto os meios como os fins. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Conseqüentemente, apenas porque dizemos que os eleitos perseverarão na fé, não significa que Deus não os advirta contra a apostasia. De fato, essas advertências escriturísticas sobre as conseqüências de renunciar a fé cristã são um dos meios pelos quais Deus previne seus eleitos de apostasia. Os réprobos ignorarão essas advertências, mas os eleitos prestarão atenção a elas (João 10:27), e assim, eles continuarão a operar a santificação deles “com temor e tremor” (Filipenses 2:12). Concernente às palavras de Deus, Salmo 19:11 diz: “Por elas o teu servo é advertido; há grande recompensa em obedecer-lhes”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"> </span></p>
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		<title>Só Princípios Eternos e nada mais !.</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 17:38:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes tem mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que oferece, do que a Palavra de Deus. Os pastores negligenciam a supervisão do culto, que lhes compete, inclusive o conteúdo doutrinário da música. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-854"></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades sentidas dos consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça verdadeira, e o evangelho como a única proclamação da verdade salvadora. A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o desvelo e a disciplina da igreja. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades percebidas para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio das imagens sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura massificada. É só à luz da verdade de Deus que nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a provisão de Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensino, não a expressão de opinião ou de idéias da época. Não devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos tem dado. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual, é o teste da verdade. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 1: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Sola Scriptura </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação. </span></span></p>
<p><strong><span style="font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;"><br />
<em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">SOLO CHRISTUS</span></span></em></span></strong><strong><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">: A Erosão da Fé Centrada em Cristo </span></span></strong><span style="font-family: Arial;"></p>
<p><span style="font-size: small;">À medida que a fé evangélica se secularizou, seus interesses se confundiram com os da cultura. O resultado é uma perda de valores absolutos, um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 2: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Solus Christus </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">SOLA GRATIA</span></strong></em><strong><span style="font-family: Arial;">: A Erosão do Evangelho </span></strong></span><span style="font-family: Arial;"></p>
<p><span style="font-size: small;">A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da natureza humana decaída. Esta falsa confiança enche hoje o mundo evangélico – desde o evangelho da auto-estima até o evangelho da saúde e da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. Isso faz calar a doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de nossas igrejas. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A graça de Deus em Cristo não só é necessária como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 3: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Sola Gratia </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada. </span></span></p>
<p><strong><span style="font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;"><em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">SOLA FIDE</span></em><strong><span style="font-family: Arial;">: A Erosão do Artigo Primordial </span></strong></span></span></strong><span style="font-family: Arial;"></p>
<p><span style="font-size: small;">A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já permitimos que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério e o conteúdo de nossa pregação. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Muitas pessoas ligadas ao movimento do crescimento da igreja acreditam que um entendimento sociológico daqueles que vêm assistir aos cultos é tão importante para o êxito do evangelho como o é a verdade bíblica proclamada. Como resultado, as convicções teológicas freqüentemente desaparecem, divorciadas do trabalho do ministério. A orientação publicitária de marketing em muitas igrejas leva isso mais adiante, apegando a distinção entre a Palavra bíblica e o mundo, roubando da cruz de Cristo a sua ofensa e reduzindo a fé cristã aos princípios e métodos que oferecem sucesso às empresas seculares. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Embora possam crer na teologia da cruz, esses movimentos a verdade estão esvaziando-a de seu conteúdo. Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo em nosso lugar, pela qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou a sua justiça. Por ele Ter levado sobre si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na sua graça como aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. Não há base para nossa aceitação diante de Deus a não ser na obra salvífica de Cristo; a base não é nosso patriotismo, devoção à igreja, ou probidade moral. O evangelho declara o que Deus fez por nós em Cristo. Não é sobre o que nós podemos fazer para alcançar Deus. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 4: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Sola Fide </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima. </span></span></p>
<p><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">SOLI DEO GLORIA</span></span></strong></em><strong><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">: A Erosão do Culto Centrado </span><span style="font-size: small;">em Deus </span><span style="font-weight: normal;"></p>
<p><span style="font-size: small;">Onde</span></span><span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: small;"> quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da Bíblia, onde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. Nossos interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável. É essa perda que nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco para nós e têm um peso irrelevante sobre nós. </span></span></span></strong><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 5: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Soli Deo Gloria </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
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		<title>Parentes e amigos no Céu !.</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 18:36:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ora, que dizer daqueles que nos são mais chegados na terra? Continuarei tendo uma relação especial com a minha esposa no céu? Você continuará a tratar os seus progenitores como pai e mãe? Nossos amigos íntimos aqui serão nossos amigos íntimos lá? Está muito bem esperarmos encontrar dezenas de milhares. Mas nós não fomos criados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial;"></span><span style="font-family: Arial;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ora, que dizer daqueles que nos são mais chegados na terra?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Continuarei tendo uma relação especial com a minha esposa no céu? Você</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">continuará a tratar os seus progenitores como pai e mãe? Nossos amigos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">íntimos aqui serão nossos amigos íntimos lá? Está muito bem esperarmos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">encontrar dezenas de milhares. Mas nós não fomos criados de molde a ainda</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">querermos um círculo mais íntimo? Essas perguntas são naturais, porém não é</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">fácil respondê-las..</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Certamente vamos conhecer uns aos outros no céu&#8230;leia:..</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span id="more-848"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> O rei Davi esperava unir-se lá a seu pequeno filho falecido. “Eu irei a ela”, à criança, disse ele (2 Samuel 12:23). Paulo concita os cristãos que estavam de luto a que não se entristecessem “como os demais, que não têm esperança. Porque… aos que em Jesus dormem Deus tornará a trazer com ele” (1 Tessalonicenses 4:13,14).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A razão para não se entristecerem como os incrédulos é que a sua partida não</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">é permanente. Eles tornarão a encontrar-se. Não podemos conhecer no céu</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">menos que na terra, e, portanto, reconheceremos aqueles que eram nossos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">conhecidos aqui. Certamente isso é um consolo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Também nos é dito que muitos aspectos do casamento não serão próprios na glória, onde “nem casam nem são dados em casamento” (Mateus 22:30). Não haverá reprodução de seres, nem relações sexuais, nem gestantes. As crianças não vão requerer cuidado paterno. A relação entre Cristo e Sua Igreja será tão óbvia e perfeita que tornará desnecessária uma ilustração ou qualquer configuração humana.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Significaria, então, que o seu marido ou o meu melhor amigo não serão</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">para nós mais do que qualquer pessoa entre as multidões de remidos? Não</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">penso assim.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Todas as coisas boas serão melhores no céu do que na terra. Se Deus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">deu a você um cônjuge cristão, um pai ou filho ou irmão, ou amigo, você</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">pode estar certo de que, sejam quais forem os parâmetros das suas relações</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">futuras com eles, a amizade será mais chegada do que agora. Você os</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">conhecerá mais intimamente, os amará mais intensamente, deleitar-se-á neles</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">mais plenamente. É impossível que percamos alguma coisa boa nesse lugar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">repleto de coisas boas. Podemos observar os cristãos que amamos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">especialmente e louvar a Deus por continuarmos a amá-los, e cada vez mais,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">para todo o sempre.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Richard Baxter toca num perfeito equilíbrio entre super e subvalorizar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">os nossos amigos: “Quando eu contemplo o semblante dos preciosos filhos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">de Deus, e confiantemente penso naquele dia, que reanimador pensamento</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">é!… Devemos ser cautelosos para que em nossos pensamentos não vejamos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">nos santos o que só há em Cristo, nem esperemos que grande parte do nosso</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">conforto esteja em desfrutar sua presença e companhia; somos muito</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">propensos a esse tipo de idolatria. Todavia, Aquele que nos manda amá-los</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">agora, vai nos deixar amá-los então, quando Ele próprio vai torná-los muito</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">mais amoráveis. Eu sei que Cristo é tudo em tudo; e que é a presença de Deus</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">que faz com que o Céu seja Céu. Contudo, adoça muito os meus pensamentos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">sobre aquele lugar saber que lá existe essa multidão de amigos meus em</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Arial;">Cristo, os mais queridos e os mais preciosos”. Espero de verdade querido leitor, que estejamos todos lá para a linda Eternidade povoada pelos remidos do Senhor, entregue-se de coração em oração ao sacrifício da Cruz do seu Filho Jesus Cristo que pode te dar esse ticket de entrada nos céus, amém e amém.</span><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Expiação perfeita e necessária.</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 17:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
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		<description><![CDATA[Nas polêmicas protestantes, este aspecto da obra expiatória de Cristo tem sido orientado contra o conceito romanista, de que a obra de satisfação realizada por Cristo não livra os fiéis da necessidade de fazer satisfação pelos pecados que eles têm praticado. Segundo a teologia romanista, todos os pecados do passado, no que respeita ao seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Nas polêmicas protestantes, este aspecto da obra expiatória de Cristo tem sido orientado contra o conceito romanista, de que a obra de satisfação realizada por Cristo não livra os fiéis da necessidade de fazer satisfação pelos pecados que eles têm praticado. Segundo a teologia romanista, todos os pecados do passado, no que respeita ao seu castigo temporal e eterno, são apagados no batismo, bem assim o castigo eterno dos pecados futuros dos fiéis. Mas, a respeito do castigo temporal dos pecados, depois do batismo, o fiel tem de fazer satisfação, ou nesta vida ou no purgatório. Em oposição a toda e qualquer noção de satisfação humana, os protestantes combatem corretamente, afirmando que a satisfação de Cristo é a única oferecida pelo pecado, e que esta é tão perfeita e final, que não deixa nenhuma obrigação penal por qualquer pecado do crente. É verdade que nesta vida os crentes são castigados por seus pecados, e que tal castigo é corretivo e santificador – “produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça” (Hb 12.11). E este castigo é doloroso. Contudo, assemelhar este castigo com a satisfação pelo pecado é impingir não só <em><span style="font-family: Arial;">a perfeição </span></em>da obra de Cristo, mas também a <em><span style="font-family: Arial;">natureza </span></em>da satisfação de Cristo. “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). Não pode haver nenhum abrandamento na polêmica protestante contra esta perversão do evangelho de Cristo. Se permitirmos a entrada, mesmo que seja de uma noção mínima de satisfação humana, em nossa formulação de justificação ou santificação, então teremos poluído o rio cujas correntes alegram a cidade de Deus. E a mais grave perversão que ela impõe é que rouba do Redentor a glória da sua perfeita realização. Ele mesmo fez a purificação dos nossos pecados e assentou-se à direita da Majestade nas alturas (Hb 1.3). Contudo, a situação na qual nos achamos com referência ao debate sobre o tema da expiação, requer de nós que consideremos outros meios pelos quais a doutrina da perfeição da expiação tem sido prejudicada, e é necessário que incluamos neste título outras características da obra consumada de Cristo. vejamos: &#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-844"></span></span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">1. <em><span style="font-family: Arial;">A</span></em></span><em><span style="font-family: Arial;"> objetividade histórica. </span></em><span style="font-family: Arial;">Na expiação, algo foi realizado uma vez por todas, sem qualquer participação ou contribuição de nossa parte. Uma obra foi aperfeiçoada, a qual antecede a todo e qualquer reconhecimento ou resposta por parte daqueles que são os seus beneficiários. Qualquer redução deste fato no interesse do que se supõe ser uma interpretação mais ética, ou no interesse de interpretar a expiação segundo os termos dos efeitos éticos que se calculam produzir em nós, é eviscerar a verdade da expiação. A expiação é objetiva para nós, realizada independentemente de nós, e os efeitos subjetivos que se acumulam dela pressupõem a sua realização. Os efeitos subjetivos exercidos sobre o nosso entendimento e vontade podem seguir somente na medida em que reconhecermos, pela fé, o significado do fato objetivo. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Há ainda outra implicação de sua objetividade histórica, que precisa ser enfatizada. E o caráter estritamente histórico daquilo que foi realizado. A expiação não é supra-histórica nem contemporânea. É verdade que a pessoa que expiou em relação ao pecado está acima da história quanto à sua divindade e filiação eternas. Como tal, ele é eterno e transcende a todas as condições e circunstâncias do tempo. Ele é, com o Pai e com o Espírito, o Deus da história. É também verdade que, como o Filho encarnado, exaltado à mão direita de Deus, ele é, num sentido verdadeiro, contemporâneo. Ele vive para sempre e, como o vivente que esteve morto, ele está <em><span style="font-family: Arial;">vivo </span></em>outra vez e é a sempre-presente e a sempre-ativa incorporação da eficácia, virtude e poder que emanam da expiação. Mas a expiação foi efetuada na natureza humana e numa ocasião específica no passado, foi consumada no calendário dos eventos. Poderia alguma coisa apontar mais claramente para a verdade e a significação dela, do que a palavra do apóstolo: “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar <em><span style="font-family: Arial;">os </span></em>que estavam sob a lei”? (Gl 4.4,5). Independentemente da nossa interpretação de “a plenitude do tempo” como a medida plena do tempo designado por Deus, o período que tinha de seguir o curso antes que Deus enviasse o seu Filho ou como o tempo que <em><span style="font-family: Arial;">consume o </span></em>tempo e concede ao tempo a sua plena completação, devem os reconhecer a significação de tempo para a missão que é registrada em e designada pela encarnação do Filho de Deus. A encarnação ocorreu num ponto específico marcado pela chegada da plenitude do tempo; ela não ocorreu antes disso e, embora a encarnação seja um estado permanente, ela não <em><span style="font-family: Arial;">ocorreu outra vez. </span></em>A história, com os seus encontros determinados e períodos bem definidos, tem profundo significado no drama da realização divina. O condicionamento histórico e a localização dos eventos no tempo não podem ser erradicados nem a sua significação subestimada. E o que é verdadeiro quanto ao evento da encarnação é também verdadeiro quanto à redenção realizada. Ambas são localizadas historicamente e nenhuma das duas é supra-histórica ou contemporânea. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">2. <em><span style="font-family: Arial;">A</span></em></span><em><span style="font-family: Arial;"> fatalidade. </span></em><span style="font-family: Arial;">Nas polêmicas históricas, esta característica da expiação tem sido realçada em oposição à doutrina romanista do sacrifício da missa. Esta polêmica contra a blasfêmia romanista é tão necessária em nossos dias como o foi no período da Reforma. A expiação é uma obra consumada, nunca mais repetida; ela é irrepetível. Em nosso contexto moderno, contudo, é necessário insistir neste princípio, não apenas em oposição a Roma, mas também em oposição a um conceito prevalecente dentro dos círculos protestantes. Este conceito diz que o ato divino em levar o pecado não pode limitar-se ao evento histórico do sacrifício de Jesus; antes, deve ser considerado como eterno, assim como a obra da expiação, encarnada na paixão de Jesus Cristo, é eterna nos céus, na própria vida de Deus, “uma obra eterna de expiação, supra-temporal à semelhança da vida de Deus&#8230; continuando enquanto os pecados continuam a ser cometidos e existem pecadores a ser reconciliados. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">De fato, é sumamente necessário reconhecer a atividade contínua do sumo sacerdócio de Cristo no céu. É necessário lembrar que ele incorpora eternamente em si mesmo a eficácia que emanou deste sacrifício realizado aqui na terra, e que pela virtude desta eficácia ele exerce o seu ministério celestial como o grande Sumo Sacerdote de nossa confissão. É sobre este princípio que ele intercede em favor de seu povo. E é em razão desta compaixão, derivada de suas tentações terrenas, que ele pode ser tocado de sentimento pelas nossas enfermidades. Esta afirmação significa que a unidade do ofício sacerdotal de Cristo e a sua atividade devem ser plenamente apreciadas. Mas o fato de não devermos interromper a unidade de suas funções sacerdotais não significa que temos a liberdade para confundir as fases e ações distintas de seu ofício sacerdotal. Devemos fazer distinção entre a oferta do sacrifício e a subseqüente atividade do sumo sacerdote. O que o Novo Testamento enfatiza é a unidade definitiva e histórica do sacrifício que expiou a culpa e fez reconciliação com Deus (veja-se Hb 1.3; 9.12, 25-28). Deixar de apreciar a finalidade desta definição leva à incompreensão do verdadeiro sentido da expiação. Na formulação bíblica, a expiação não pode ser concebida à parte das condições sob as quais ela foi realizada. Pelo menos duas condições são indispensáveis, a saber, humilhação e obediência, e estas são condicionadas mutuamente uma pela outra. Seria uma contradição ao teor de toda a Escritura, transferir a expiação para uma esfera onde nos seria impossível acreditarmos que estas condições existem. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Além do mais, se pensarmos na fórmula: “expiação eterna no coração de Deus”, devemos, mais uma vez, fazer distinções. É verdade que a expiação fluiu e foi a provisão do amor eterno do coração de Deus. Contudo, conceber a expiação como eterna é confundir o eterno com o temporal. O testemunho da Escritura é inconfundível a respeito da significação que Deus dá à realização temporal. Ela se refere à expiação e o faz de forma definida e decisiva. A nossa definição de expiação deve-se derivar da expiação revelada pela Escritura. E a expiação da qual a Escritura fala é a obediência vicária, expiação, propiciação, reconciliação e redenção efetuadas pelo Senhor da glória quando ele, uma vez por todas, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><em><span style="font-family: Arial;">3. A</span></em><em><span style="font-family: Arial;"> unicidade. </span></em><span style="font-family: Arial;">Horace Bushnell nos forneceu o que é, provavelmente, a mais eloqüente exposição e defesa do conceito de que o sacrifício de Cristo é a ilustração suprema e a vindicação do princípio de auto-sacrifício, o qual opera no coração de cada ser que é santo e amoroso, quando este é confrontado com o mal e o pecado. “O amor é um princípio essencialmente vicário em sua própria natureza, identificando o sujeito com outros, a fim de sofrer as adversidades e as suas dores e tomar sobre si mesmo o peso de seus males”  “Há um Getsêmani oculto em todo amor” . “Quando sustentamos o conceito de sacrifício vicário, descobrirmos que ele pertence à natureza essencial de todas as virtudes santas. Somos também constrangidos a prosseguir e mostrar como ele pertence a todos os outros seres bons, tão verdadeiramente como o próprio Cristo na carne &#8211; corno o Pai eterno antes de Cristo, e a vinda posterior do Espírito Santo, e os anjos bons, tanto antes como depois, todos igualmente carregaram os problemas, lutaram nas dores de seus sentimentos vicários em favor dos homens; e então, finalmente, como a cristandade trouxe a lume, ao nascer dentro de nós o mesmo amor vicário que reina em todos os seres bons e glorificados do reino celestial; reunindo-nos de acordo com Cristo, o nosso Mestre, tendo aprendido a carregar a sua cruz e a estar com ele em sua paixão” .</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Distinguir a verdade do erro e elucidar as falsidades nestas citações nos levaria para muito além dos nossos limites. É verdade que o sacrifício de Cristo é a revelação suprema do amor de Deus. É verdade que a vida, sofrimento e morte de Cristo nos dão um exemplo supremo de virtude. É verdade que as aflições da Igreja preenchem o que resta das aflições de Cristo, e que através destas aflições dos crentes a obra expiatória de Cristo cumpre o seu propósito. Mas afirmar que temos parte naquilo que constituiu o sacrifício vicário de Cristo é algo completamente diferente. É indefensável e perverso impor sobre os termos <em><span style="font-family: Arial;">vicário e sacrifício </span></em>uma conotação diluída que reduza <em><span style="font-family: Arial;">o sacrifício vicário </span></em>de Cristo a uma denominação que o destitui do caráter único e distintivo que a ele é aplicado pela Escritura. De fato, Cristo nos deu um exemplo a fim de seguirmos os seus passos. Porém, nunca foi proposto que esta emulação de nossa parte fosse acrescentada à obra de expiação, propiciação, reconciliação e redenção, realizada por ele. Ao definirmos a expiação segundo os termos da Escritura, percebermos facilmente que ela foi feita exclusivamente por Cristo. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">E não apenas isto. Por qual autoridade ou por qual raciocínio podemos inferir que o que é constitutivo de, ou é exemplificado no sacrifício vicário de Cristo é aquilo que se aplica a todo amor santo como ele contempla o mal e o pecado? É somente através de uma confusão fatal de categorias que tais inferências podem se tornar plausíveis. A representação bíblica é que o Filho encarnado de Deus, e somente ele, à exclusão do Pai e do Espírito na esfera do divino, à exclusão de anjos e homens na ordem criada, deu-se a si mesmo em sacrifício para redimir-nos para Deus por meio de seu sangue. Seja qual for o ângulo pelo qual contemplemos este sacrifício, descobrimos que a sua unicidade é tão inviolável como a unicidade de sua pessoa, de sua missão e de seu ofício. Quem é o Deus-homem senão unicamente ele? Quem derramou sangue tão vicário, senão unicamente ele? Quem é o grande sumo sacerdote para oferecer tal sacrifício, senão unicamente ele? Quem entrou uma vez por todas no Santo dos Santos, tendo obtido a redenção eterna, senão unicamente ele? Podemos citar com proveito as palavras de Hugh Martin. Elas são extraídas de sua magistral polêmica contra a posição teológica de F. W. Robertson de que o “ sacrifício vicário é a lei da vida”. Com referência a esta posição, Martin diz: “Um pronunciamento de um soberbo oráculo! Não é necessário dizer que refutamos com uma negação direta. O sacrifício vicário não somente não é a lei da vida, ele não é <em><span style="font-family: Arial;">lei </span></em>alguma. Ele é uma <em><span style="font-family: Arial;">transação </span></em>divina, incomparável e solitária &#8211; nunca se repetirá, jamais será equiparado e jamais será assemelhado. Foi o expediente da divina sabedoria, esplêndido e inesperado, que, em sua manifestação, as mentes dos anjos se inundaram do conhecimento de Deus! Foi o livre conselho do beneplácito da vontade de Deus. Foi a soberana determinação de sua graça e amor. Somos destituídos do soberano amor de Deus ante a noção de que o sacrifício vicário é a “lei da vida”. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">4. <em><span style="font-family: Arial;">A</span></em></span><em><span style="font-family: Arial;"> eficácia intrínseca. </span></em><span style="font-family: Arial;">Nas polêmicas da teologia histórica, este aspecto da expiação tem sido realçado a fim de combater a doutrina remonstrante que ensina que Cristo fez algo que Deus graciosamente aceita no lugar da plena satisfação da justiça. A declaração da Confissão de Fé de Westminster é admiravelmente formulada em distinção à posição remonstrante. “O Senhor Jesus, pela sua perfeita obediência e pelo sacrifício de si mesmo, sacrifício que, pelo Eterno Espírito, ele ofereceu a Deus uma só vez, satisfez plenamente à justiça do Pai, e; para todos aqueles que o Pai lhe deu, adquiriu não só a reconciliação, como também urna herança perdurável no reino dos céus” . </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">É preciso ter em mente e formular corretamente a relação entre a graça de Deus e a obra expiatória de Cristo. Foi pela graça de Deus que Cristo foi dado por nós. Foi por sua própria graça que ele deu-se a si mesmo. Seria inteiramente errôneo imaginar que a obra de Cristo pudesse induzir o Pai a sentir-se constrangido a ser bondoso e gracioso. “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo” (Ef 2.4,5; cf. 1 Jo 4.9). A expiação é a provisão do amor e graça do Pai. Há, todavia, igual necessidade de lembrar que a obra realizada por Cristo foi em si mesma intrinsecamente adequada para satisfazer todas as necessidades criadas pelos nossos pecados e todas as exigências da santidade e justiça de Deus. Cristo pagou a dívida do pecado. Ele levou os nossos pecados e os purificou. Ele não fez um pagamento simbólico que Deus aceitasse como se fosse tudo. As nossas dívidas não foram canceladas; elas foram liquida das . Cristo adquiriu a redenção, e, portanto, a garantiu. Ele tomou sobre si e absorveu a medida total do juízo e condenação divinos contra o pecado. Ele operou a justiça que é a única base da completa justificação e o título para a vida eterna. Assim, a graça reina através da <em><span style="font-family: Arial;">justiça </span></em>para a vida eterna por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Rm 5.19,21). Ele expiou a culpa e “com uma única oferta aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hb 10.14). “E, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor (=a causa) da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5.9). Em uma palavra, Jesus cumpriu todas as exigências oriundas do nosso pecado e <em><span style="font-family: Arial;">adquiriu </span></em>todos os benefícios que conduzem à liberdade e são consumados na liberdade da glória dos filhos de Deus. </span></span></p>
<div><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">A realização da redenção preocupa-se com aquilo que é geralmente chamado expiação. Nenhum estudo da expiação pode ser devidamente desenvolvido sem reconhecer em primeiro lugar o livro e soberano amor de Deus. Esta perpectiva se encontra no texto mais conhecido da Bíblia: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Temos aqui uma revelação fundamental de Deus e, portanto, do pensamento humano. Além disso não podemos e nem devemos aventurar-nos ir. </span></span></span></div>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">Pelo fato de ser um fundamento do pensamento humano não exclui, contudo, outras caracterizações desse amor de Deus. A Escritura nos informa que esse amor de Deus, do qual a expiação emana, e da qual é a sua expressão, é um amor distinto. Ninguém gloriava-se nesse amor de Deus mais do que o apóstolo Paulo. “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8). “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Romanos 8:31,32). Contudo, é o mesmo apóstolo que nos delineia o eterno conselho de Deus que fornece o contexto para tal afirmação e que nos define a órbita dentro da qual tais pronunciamentos têm sentido e validade. Ele escreve: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8:29). E em outro lugar, ele se torna talvez ainda mais explícito quando diz: “Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Efésios 1:4,5). O amor de Deus, do qual a expiação se origina, não é indiscriminado; é um amor que elege e predestina. Deus foi servido em colocar o seu amor invencível e eterno sobre uma multidão inumerável, e é o propósito determinante deste amor que assegura a expiação.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">É necessário salientar este conceito de amor soberano. Verdadeiramente, Deus é amor. O amor não é algo à parte de Deus, não é algo que ele pode escolher ser ou não ser. Deus é necessariamente amor; o amor lhe é inerente e eterno. Da mesma forma em que Deus é espírito e luz, assim ele é amor. Porém, pertence à própria essência do amor eletivo o reconhecimento de que este amor necessariamente não deve culminar em redenção e adoção em favor de objetos que são totalmente indesejáveis e merecedores do inferno. Foi do livre e soberano beneplácito de sua vontade, um beneplácito que emana das profundezas da sua própria bondade, que ele elegeu um povo para ser herdeiro de Deus e co-herdeiro com Cristo. A razão reside inteiramente nele mesmo e procede das determinações que são peculiarmente suas: “Eu sou o que Sou”. A expiação não persuade e nem compele o amor de Deus. Pelo contrário, o amor de Deus é que compele à expiação, como o meio para cumprir o propósito determinante deste mesmo amor. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Devemos compreender, portanto, que o amor de Deus é uma premissa estabelecida, ou seja, este amor é a causa ou a fonte da expiação. Todavia, isto não resolve o problema quanto à <em><span style="font-family: Arial;">razão</span></em> ou <em><span style="font-family: Arial;">necessidade</span></em> da expiação. Qual é a <em><span style="font-family: Arial;">razão</span></em> por que o amor de Deus deve tomar um caminho na realização de seu fim e no cumprimento de seu propósito? Somos compelidos a indagar: Por que o sacrifício do Filho de Deus? Por que o sangue do Senhor da glória? Anselmo de Canterbury perguntou: “Sabendo que Deus é onipotente, qual foi a necessidade e qual foi a razão para tomar sobre si a humilhação ”. Por que Deus não podia realizar os propósitos de seu amor para a humanidade pela palavra de seu poder ou pelo decreto de sua vontade? Se declaramos que ele não podia, estamos impugnando o seu poder? Se declaramos que ele podia, porém não quis, estamos impugando a sua sabedoria? Tais indagações não são sutilezas escolásticas e nem vã curiosidade. Fugir delas é perder algo que é central na interpretação da obra redentora de Cristo e perder a visão de uma parte de sua glória essencial. Por que Deus se fez homem? E tendo-se tornado homem, por que morreu? E tendo morrido, por que morreu a morte maldita de cruz? Esta é a indagação sobre a <em><span style="font-family: Arial;">necessidade</span></em> da expiação. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Entre as respostas oferecidas para estas perguntas, duas são mais importantes. Elas são, antes de tudo, o conceito conhecido como necessidade hipotética, e, segundo, o conceito que podemos designar como o da necessidade conseqüente e absoluta. O primeiro foi defendido por homens eruditos, tais como Agostinho e Tomás de Aquino O segundo pode ser considerado como a posiçaõ clássica do protestantismo.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">O conceito conhecido como necessidade hipotética assevera que Deus podia perdoar o pecado e salvar os seus eleitos sem a expiação ou satisfação outros meios estavam disponíveis a Deus, a quem todas as coisas são possíveis. Porém, a forma de sacrifício vicário do Filho de Deus foi simplesmente o meio que Deus, em sua graça e sabedoria soberanas, escolheu, porque este é o meio pelo qual a graça é mais maravilhosamente revelada. Assim, embora Deus <em><span style="font-family: Arial;">pudesse</span></em> salvar sem uma expiação, todavia, de acordo com o seu decreto soberano, ele de fato não o fez. Sem derramamento de sangue, realmente não há remissão nem salvação. Contudo, não há nada inerente à natureza de Deus ou à natureza da remissão do pecado que faz o derramamento de sangue indispensável. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Chamamos ao outro conceito de necessidade conseqüente e absoluta. A palavra “conseqüente”, nesta designação, se refere ao fato de que a vontade de Deus ou o decreto para salvar alguém é de livre e soberana graça. A salvação de homens perdidos não foi uma necessidade absoluta, e, sim, a expressão do beneplácito de Deus. Os termos “necessidade absoluta”, porém, indicam que Deus, tendo elegido alguns para a vida eterna, segundo o seu livre beneplácito, se sentiu na obrigação de cumprir este propósito através do sacrifício de seu próprio Filho, uma obrigação que emanou das perfeições da sua própria natureza. Em uma palavra, embora não fosse in erentemente necessário que Deus salvasse, todavia, desde que a salvação foi propositada, era necessário assegurar esta salvação através de uma satisfação que pudesse ser realizada somente através de um sacrifício substitutivo e uma redenção adquirida por meio de sangue. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Pode parecer algo inutilmente especulativo e presunçoso forçar tal indagação e procurar determinar o que é inerentemente necessário para Deus. Além disso, pode surgir um texto como: “sem derramamento de sangue não há remissão”, que a revelação se limita a dizer que de fato não há remissão sem derramamento de sangue, e que iríamos além da autoridade da Escritura afirman­ do o que é de fato indispensável para Deus. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Mas não é presunçoso quando dizemos que certas coisas são inerentemente necessárias ou impossíveis para Deus. Pertence à nossa fé em Deus confessar que ele não pode mentir e que não pode negar-se a si mesmo. Os <em><span style="font-family: Arial;">não pode </span></em>divinos são a sua glória, e para nós deixar de admitir tais <em><span style="font-family: Arial;">impossíveis </span></em>seria negar a glória e a perfeição de Deus. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A realidade da questão é: a Escritura nos fornece evidências ou considerações pelas quais podemos concluir que esta é uma das coisas impossíveis ou necessárias para Deus; impossível que ele salve pecadores sem sacrifício vicário e inerentemente necessário, portanto a salvação, livre e soberanamente determinada, seria realizada somente pelo derramamento do sangue do Senhor da glória. As seguintes considerações bíblicas nos induzem a dar uma resposta afirmativa. Quando aduzimos estas considerações, deve­ mos lembrar que elas têm de ser vistas em coordenação e em seu efeito cumulativo. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">1. Existem passagens que criam uma forte conjectura em favor desta inferência. Por exemplo, em Hb 2.10,17 é afirmado que Deus, a fim de conduzir muitos filhos à glória, foi servido que o Comandante da salvação deles fosse aperfeiçoado pelos sofri mentos e que em todas as coisas se tornasse semelhante aos irmãos. A força de tais expressões é dificilmente satisfeita pela noção de que foi simplesmente consoante com a sabedoria e o amor de Deus realizar a salvação desta maneira. Os adeptos do conceito da necessidade hipotética não reconhecem estas dificuldades. Mas existe muito mais nesse texto. Ele ensina que as exigências do propósito da graça que os ditames divinos requeriam que a salvação fosse realizada somente através de um Líder supremo da salvação que seria aperfeiçoado através de sofrimentos, e foi necessário que este supremo Guia da salvação fosse feito em todas as coisas semelhante aos homens. Em outras palavras, somos conduzidos da idéia de consonância com o caráter divino à idéia dos direitos divinos que tornam in dis pensável que muitos filhos sejam conduzidos à glória desta maneira específica. Se este for o caso, então somos levados a concluir que as exigê ncias divinas são satisfeit as pelos sofrimentos do Chefe da salvação. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">2. Há passagens, como Jo 3.14-16, que de forma clara sugerem que a alternativa de oferecer o Filho unigênito de Deus e de ser ele levantado no madeiro maldito é a perdição eterna dos perdidos. O perigo eterno a que os perdidos estão expostos é remediado pela doação do Filho. Porém, dificilmente podemos escapar da idéia adicional de que não existe outra alternativa. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">3. Passagens tais como Hb 1.1-3; 2.9-18; 9.9-14,22-28 ensinam claramente que a eficácia da obra de Cristo é dependente da constituição única de sua pessoa. Este fato, por si mesmo, não estabelece o ponto em questão. Porém, considerações contextuais revelam outras implicações. A ênfase nestes textos tem por base a finalidade, a perfeição e a eficácia transcendentes do sacrifício de Cristo. Tal finalidade, perfeição e eficácia são necessárias por causa da gravidade do pecado, e o pecado tem de ser eficazmente removido para que a salvação seja realizada. Esta é a consideração que dá força à necessidade mencionada em Hb 9.23, ao efeito que, enquanto as figuras das coisas celestiais se purificassem com o sangue de cabritos e bezerros, as próprias coisas celestiais fossem purificadas com nenhum outro sangue senão o do Filho. Em outras palavras, existe uma necessidade que não pode ser expiada senão pelo sangue de Jesus. Mas o sangue de Jesus é o sangue que tem a indispensável virtude e eficácia somente naquele que é o Filho, a refulgência da glória do Pai e a expressa imagem da sua substância. Ele se tornou participante da carne e sangue, e assim ele foi qualificado por um único sacrifício a aperfeiçoar todos aqueles que são santificados. Certamente que não é uma inferência sem base concluir que a idéia aqui apresentada é que somente esta pessoa, oferecendo tal sacrifício, pôde resolver o problema do pecado, removendo-o e fazendo total purificação, garantiu que muitos filhos seriam trazidos à glória, tendo acesso à santíssima presença divina. É o mesmo que dizer que o derramamento do sangue de Jesus foi necessário para os fins propostos e assegurados. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Há também outras considerações que podem ser derivadas destas passagens, especialmente Hb 9.9-14, 22-28. São considerações que surgem do fato de que o próprio sacrifício de Cristo é o grande exemplo do qual os sacrifícios levíticos foram figuras. Às vezes pensamos nos sacrifícios levíticos como que fornecendo as figuras do sacrifício de Cristo. Esta forma de pensar não é incorreta &#8211; os sacrifícios levíticos nos fornecem os elementos em termos por meio dos quais podemos interpretar o sacrifício de Cristo, especialmente as categorias da expiação, propiciação e reconciliação. Porém esta linha de pensamento não é a característica de Hb 9. A idéia específica é que os sacrifícios levíticos foram figuras segundo o modelo celestial &#8211; foram “figuras das coisas que se acham nos céus” (Hb 9.23). Por isso, a necessidade de se oferecer sangue na economia levítica surgiu do fato de que o modelo, do qual elas eram figuras, foi uma oferenda de sangue, a oferenda do sangue transcendente pelo qual as coisas celestiais são purificadas. A necessidade de derramamento de sangue na ordenança levítica é simplesmente uma necessidade que surge da necessidade de derramamento de sangue na mais alta esfera celestial. Ora, a nossa pergunta é a seguinte: que espécie de necessidade é está que surgiu na esfera celestial? Foi meramente hipotética ou foi absoluta? As seguintes observações indicarão a resposta. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">a) A ênfase do contexto é que a eficácia transcendente do sacrifício de Cristo é requerida pelas exigências oriundas do pecado. E estas exigências não são hipotéticas &#8211; são absolutas. A lógica desta ênfase sobre a gravidade intrínseca do pecado e a necessidade de sua remoção não concordam com a idéia de uma necessidade hipotética &#8211; a realidade e a gravidade do pecado fazem com que uma expiação efetiva seja indispensável e, portanto, absolutamente necessária. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">b) A natureza exata da oferta sacerdotal de Cristo e a eficácia de seu sacrifício estão inseparavelmente ligadas com a constituição de sua pessoa. Se houvesse a necessidade de tal sacrifício a fim de remover o pecado, nenhum outro, senão Cristo, poderia oferecer tal sacrifício. E isso revela a necessidade que tal pessoa ofereça tal sacrifício. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">c) Nesta passagem, as coisas celestiais em conexão com as quais o sangue de Cristo foi derramado são denominadas <em><span style="font-family: Arial;">verdadeiras. O </span></em>contraste subentendido não é verdadeiro em oposição ao falso ou real, mas em oposição ao fictício. O celestial é contrastado com o terreno, o eternal com o temporário, o completo com o parcial, o final com o provisório, o permanente com aquilo que é efêmero. Quando consideramos o sacrifício de Cristo como uma oferta em conexão com as coisas correspondentes àquela caracte­ rização &#8211; celestial, eterno, completo, final, permanente &#8211; é impossível pensar que este sacrifício foi apenas hipoteticamente necessário na realização do desígnio de Deus em trazer muitos filhos à glória. Se o sacrifício de Cristo fosse apenas hipotetica­ mente necessário, então as coisas celestiais em conexão com o que é relevante e significante, seriam também apenas hipoteticamente necessárias. E esta é sem dúvida uma hipótese demasiadamente difícil. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A síntese da questão é que uma necessidade (Hb 9.23) para o derramamento do sangue de Cristo para a remissão dos pecados (vv.14, 22, 26) é aqui proposta, e é urna necessidade sem reserva ou qualificação. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">4. A</span><span style="font-family: Arial;"> salvação que a eleição da graça envolve em cada conceito da necessidade da expiação é a salvação do pecado para a santificação e comunhão com Deus. Mas se pensarmos na salvação assim concebida em termos que são compatíveis com a santidade e justiça de Deus, esta salvação deve incluir não apenas o perdão do pecado, mas também a justificação. E deve ser uma justificação que reconheça a nossa situação como culpados e condenados. Esta justificação implica a.necessidade de uma justiça que seja adequada à nossa situação. De fato a graça reina, mas uma graça reinante à parte da justiça não é apenas inverossímel, mas também inconcebível. Ora, que justiça é igual à justificação de pecadores? A única justiça concebível que satisfará as necessidades da nossa situação como pecadores e que satisfará as exigências de uma plena e irrevogável justificação é a justiça de Cristo. Esta afirmação implica a sua obediência e, portanto, a sua encarnação, morte e ressurreição. Em uma palavra, a necessidade da expiação é inerente. Uma salvação do pecado que é divorciada da justificação é uma impossibilidade, e a justificação de pecadores sem a justiça divina do Redentor é inconcebível. É difícil fugir da relevância da palavra de Paulo: “Porque se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente de lei”. (Gl 3.21). O que Paulo enfatiza é que, se a justificação fosse possível por qualquer outro método e não pela fé em Cristo, então esse método teria sido utilizado. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">5. A</span><span style="font-family: Arial;"> cruz de Cristo é a demonstração suprema do amor de Deus (Rm 5.8; 1 Jo 4.10). O caráter supremo da demonstração reside no extremo custo do sacrifício oferecido. É a respeito deste elevado custo que Paulo faz referência quando escreve: “Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou” (Rm 8.32). O custo do sacrifício nos persuade a respeito da grandeza do amor de Deus e garante a doação de todas as demais dádivas de forma gratuita. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Contudo, devemos perguntar: a cruz de Cristo seria a manifestação suprema do amor de Deus se não houvesse necessidade de tal custo? Não é verdade que a única inferência com base na qual a cruz de Cristo pode nos ser recomendada como a manifes­ tação suprema do amor de Deus, e que as exigências em questão requereram nada menos que o sacrifício do Filho de Deus? Com base nesta pressuposição, podemos entender a palavra do apóstolo João: “Nisto consiste o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou, e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1 Jo 4.10). Sem isto somos despidos dos elementos necessários para compreendermos o significado do Calvário e a maravilha de seu supremo amor insuperável para com os homens. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">6. Finalmente, há o argumento da justiça vindicatória de Deus. O pecado é o oposto de Deus; portanto, o Senhor tem de reagir contra ele com uma santa indignação. É o mesmo que dizer que o pecado tem de confrontar-se com o juízo divino (vejam-se Dt 27.26; Na 1.2; Hc 1.13; Rm 1.17; 3.21-26; Gl 3.10,13). É esta santidade inviolável da lei de Deus o ditame imutável da santidade e a exigência irrevogável da justiça que faz obrigatória a conclusão de que a salvação do pecado sem expiação e propiciação é inconcebível. Este é o princípio que explica o sacrifício do Senhor da glória, as agonias do Getsêmani e o seu abandono no madeiro maldito. É este o princípio que fundamenta a grande verdade de que Deus é justo e o justificados daquele que crê em Jesus. Na obra de Cristo, os ditames da santidade e as exigências da justiça foram plenamente vindicados. Deus o estabeleceu como a propiciação a fim de declarar a sua justiça. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Por estas razões somos levados a concluir que o tipo de necessidade que as considerações bíblicas propõem é aquele que pode ser compreendido como absoluto ou indispensável. Os proponentes da necessidade hipotética não reconhecem suficiente mente as exigências envolvidas na salvação do pecado para a vida eterna; eles não consideram convenientemente os aspectos teocêntricos da realização de Cristo. Se conservarmos em mente a gravi dade do pecado e as exigências oriundas da santidade de Deus que devem ser encaradas na execução da salvação, então a doutrina da necessidade indispensável faz que o Calvário seja inteligível e que a maravilha incompreensível tanto do Calvário como do propósito soberano do amor de Deus que o Calvário cumpriu sejam exalta­ dos. Na medida em que enfatizarmos as exigências inflexíveis da justiça e santidade, o amor de Deus e todas as suas providências se tornarão ainda mais maravilhosos. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"> </span></p>
<div><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></div>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </p>
<p></span></span></span> </p>
<p></span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><br />
<span style="font-family: Bookman Old Style;"><br />
</span></span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Graça do &#8220;Tetelestai&#8221;: Está consumado !.</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 21:50:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Quando Jesus tomou o vinagre, disse: “Tetelestai” &#8211; Está consumado !. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito” - João 19:30. Quão terrivelmente estas benditas palavras de Cristo têm sido mal-entendidas, mal-apropriadas e mal-aplicadas! Quantos parecem pensar que, sobre a cruz, o Senhor realizou uma obra que torna desnecessário que os beneficiários dela viva vidas santas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“Quando Jesus tomou o vinagre, disse: “Tetelestai” &#8211; Está consumado !. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito” - João 19:30. Quão terrivelmente estas benditas palavras de Cristo têm sido mal-entendidas, mal-apropriadas e mal-aplicadas! Quantos parecem pensar que, sobre a cruz, o Senhor realizou uma obra que torna desnecessário que os beneficiários dela viva vidas santas sobre a terra. Muitos têm sido enganados com o pensamento de que, até onde diz respeito, o de se alcançar o céu, não importa como eles andem, desde que eles estejam “descansando sobre a obra consumada de Cristo”. Eles podem ser infrutíferos, desonestos, desobedientes, todavia, conquanto que eles repudiem toda justiça própria e tenham fé em Cristo, eles imaginam que estão “eternamente seguros”.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-834"></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ao redor de todos nós há pessoas que são mundanas, amantes do dinheiro, buscadores-do-prazer, quebradores do Dia do Senhor, mas que pensam que tudo está bem com elas, pois “aceitaram a Cristo como seu Salvador pessoal”. Em sua aspiração, conversação e recreação, não há praticamente nada que os diferencie daqueles que não fazem nenhuma profissão de fé. Nem em sua vida familiar ou social há algo, exceto pretensões vazias, para distingui-los dos outros. O temor de Deus não está sobre eles, os mandamentos de Deus não têm autoridade sobre eles, a santidade de Deus não os atrai, os vícios e praticas ainda encontram espaço na vida de muitos que confessam o nome de Cristo, mas estão longe de obedece-lo.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“Tetelestai”, uma expressão do Aramaico, conhecida também no Grego Koinê ( popular ) que quer dizer: “Está consumado”. Quão solene é perceber que estas palavras de Cristo devem ter sido usadas para tranqüilizar milhares com uma falsa paz. Todavia, tal é o caso. Nós temos tido contato próximo com pessoas que não têm nenhuma vida de oração privada, que são egoístas, cobiçosas, desonestas, mas que supõem que um Deus misericordioso fará vistas grossas para tais coisas, desde que eles tenham alguma vez colocado sua confiança no Senhor Jesus. Que horrível perversão da verdade! Que transformação da graça de Deus “em libertinagem”! (Judas 4). Sim, aqueles que agora vivem as vidas mais egoístas e agradáveis à carne, falam sobre sua fé no sangue do Cordeiro, e supõem que estão salvos. Como o diabo os tem enganado!</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“Está consumado”. Estas benditas palavras significam que Cristo satisfez de tal forma o requerimento da santidade de Deus, que mais nenhuma santidade tem qualquer reivindicação real e preeminente sobre nós? Deus não o permita pensarmos tal! Até mesmo para o redimido Deus diz: “Sede santos, assim como Eu sou Santo” (1 Pedro 1:6). Cristo “magnificou a lei e a fez honrosa” (Isaías 42:21), para que pudéssemos ficar sem lei? Ele “cumpriu toda justiça” (Mateus 3:15) para comprar para nós uma isenção de amar a Deus com todo o nosso coração e servi-lo com todas as nossas faculdades? Cristo morreu para assegurar uma divina indulgência, para que pudéssemos viver para agradar a nós mesmos? Muitos parecem pensar assim. Não, o Senhor Jesus deixou ao Seu povo um exemplo para que eles pudessem “seguir (não ignorar) os Seus passos”.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“Está consumado”. O que está “consumado”? A necessidade dos pecadores se arrependerem? Claro que não. A necessidade de se voltar dos ídolos para Deus? Claro que não. A necessidade de mortificar os meus membros que estão sobre a terra? Claro que não. A necessidade de ser santificado completamente, no espírito, alma e corpo? Claro que não. Cristo não morreu para fazer minha tristeza, meu ódio e o meu empenho contra o pecado desnecessários. Cristo não morreu para me absolver de todas as minhas responsabilidades diante de Deus. Cristo não morreu para que eu pudesse continuar retendo a amizade e comunhão do mundo. Quão extremamente estranho é que alguém possa pensar que Ele tenha feito isso. Entretanto, as ações de muitos mostram que esta é a sua idéia.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“Está consumado”. O que está “consumado”? Os tipos sacrificiais foram consumados, as profecias de Seus sofrimentos foram cumpridas, a obra dada a Ele pelo Pai foi perfeitamente realizada, um fundamento certo foi posto, no qual um Deus justo pode perdoar o mais vil transgressor da lei que jogou as armas de sua guerra contra Ele. Cristo já realizou tudo o que era necessário para que o Espírito Santo viesse e operasse nos corações do Seu povo; convencendo-lhes de sua rebelião, destruindo sua inimizade contra Deus, e produzindo neles um coração amoroso e obediente.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Querido leitor do site, não cometa enganos neste ponto. A “obra consumada de Cristo” não lhe beneficia em nada, se o seu coração nunca foi quebrantado através de uma consciência agonizante de sua pecaminosidade. A “obra consumada de Cristo” não lhe beneficia em nada, a menos que você tenha sido salvo do poder e da poluição do pecado (Mateus 1:21). Ela não lhe beneficia em nada, se você ainda ama o mundo (1 João 2:15). Ela não lhe beneficia em nada, a menos que você seja uma “nova criatura” nEle (2 Coríntios 5:17). Se você valoriza sua alma, examine as Escrituras para ver por si mesmo; não tome nenhuma palavra de homem no lugar disso.</span></span></p>
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		<title>Transplante, o dom da vida !.</title>
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		<pubDate>Sun, 03 May 2009 03:48:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Assistam aos domingos no Programa Fantástico da TV Globo a série &#8220;Transplante. o dom da vida&#8221;, apresentado pelo Dr. Dráuzio Varella. Doe órgãos, doe sangue, doe vida !. Divulguem !.   Fonte :  ttp://especiais.fantastico.globo.com/transplante/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assistam aos domingos no Programa Fantástico da TV Globo a série &#8220;Transplante. o dom da vida&#8221;, apresentado pelo Dr. Dráuzio Varella. Doe órgãos, doe sangue, doe vida !. Divulguem !. <a href="http://www.caminhocristao.com/wp-content/uploads/2009/05/copia-de-drauzio-varella3.png"><img class="alignleft size-full wp-image-711" title="copia-de-drauzio-varella3" src="http://www.caminhocristao.com/wp-content/uploads/2009/05/copia-de-drauzio-varella3.png" alt="copia-de-drauzio-varella3" width="450" height="112" /></a></p>
<p>  Fonte :  <a href="http://especiais.fantastico.globo.com/transplante/">ttp://especiais.fantastico.globo.com/transplante/</a></p>
<p><a href="http://www.caminhocristao.com/wp-content/uploads/2009/05/copia-de-drauzio-varella2.png"></a></p>
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		<title>Bloqueios existenciais para vir a Cristo.</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 03:48:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O homem natural é incapaz de &#8220;vir a Cristo&#8221;. Citemos João 6:44, &#8221; Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer.&#8221; A razão pela qual &#8220;duro é esse discurso&#8221;, até mesmo para milhares que professam ser cristãos, é que eles fracassam completamente em compreender o terrível estrago que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial">O homem natural é incapaz de &#8220;vir a Cristo&#8221;. Citemos <st1:personname w:st="on">João</st1:personname> 6:44, &#8221; Ninguém pode vir a mim se o <st1:personname w:st="on">Pai</st1:personname> que me enviou não o trouxer.&#8221; A razão pela qual &#8220;duro é esse discurso&#8221;, até mesmo para milhares que professam ser cristãos, é que eles fracassam completamente em compreender o terrível estrago que a queda provocou; e, o que é pior, eles mesmos não se dão conta da &#8220;chaga&#8221; que existe nos seus próprios corações (1 Rs. 8:38). Certamente se o Espírito já os tivesse despertado do sono da morte espiritual, e lhes dado ver alguma coisa do pavoroso estado em que estão por natureza, e feito sentir que suas &#8220;mentes carnais&#8221; são “inimizade contra Deus” (Rm. 8:7), então eles não mais discordariam dessa solene palavra de Cristo. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"><span id="more-437"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial">Aquele que está espiritualmente morto não pode ver nem sentir espiritualmente.</span><span style="font-family: Arial">Onde reside a total incapacidade do homem natural? Ela não está na falta das faculdades necessárias. Isso tem de ser bastante enfatizado, do contrário o homem caído deixaria de ser uma criatura responsável. Mesmo que os efeitos da queda tenham sido terríveis, eles não privaram o homem de nenhuma das faculdades que Deus originalmente lhe concedeu. É verdade que o pecado tirou do homem a capacidade de utilizar essas faculdades corretamente, ou seja, empregá-las para a glória do Criador. Entretanto, o homem caído possui ainda a mesma natureza, corpo, alma e espírito, que tinha antes da Queda. Nenhuma parte do ser do homem foi aniquilada, ainda que cada uma tenha sido contaminada e corrompida pelo pecado. De fato, o homem morreu espiritualmente, mas a morte não é a extinção do ser (aniquilação) — morte espiritual é a alienação de Deus (Ef. 4:18). Aquele que é espiritualmente morto está bem vivo e ativo no serviço de Satanás.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A incapacidade do homem caído (não regenerado) de vir a Cristo não reside em nenhum defeito físico ou mental. Ele tem o mesmo pé para levá-lo tanto a um local onde o Evangelho é pregado, como para caminhar até um bar. Ele possui os mesmos olhos que podem lhe servir para ler tanto as Escrituras Sagradas como os jornais. Ele tem os mesmos lábios e voz para clamar a Deus os quais usa agora em conversas fiadas e em canções ridículas. Assim, também, possui as mesmas faculdades mentais para ponderar sobre as coisas de Deus e sobre a eternidade, as quais ele utiliza tão diligentemente nos seus negócios. É por causa disso que o homem é &#8220;indesculpável&#8221;. É o mau uso das faculdades que o Criador lhe concedeu que aumenta a sua culpa. Que cada servo de Deus veja que essas coisas pesam constantemente sobre os seus ouvintes não convertidos.<o:p></o:p></span><strong><span style="font-family: 'Bookman Old Style'"><br />
</span></strong><strong><span style="font-family: Arial">1) A incapacidade do homem está na sua natureza corrompida.</span></strong><span style="font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Nós temos de ir bem mais a fundo se quisermos encontrar a fonte da incapacidade do homem. Devido à queda de Adão, e por causa do nosso próprio pecado, a nossa natureza se tornou tão corrompida e depravada que é impossível para qualquer homem &#8220;vir a Cristo&#8221;, amá-lO e serví-lO, estimá-lO mais que tudo neste mundo e submeter-se a Ele, até que o Espírito de Deus o regenere e implante nele uma nova natureza. A fonte amarga não pode jorrar água doce, nem a árvore má produzir bons frutos. Deixe-me tentar explicar isso melhor através de uma ilustração. É da natureza de um abutre alimentar-se de carniça; no entanto, ele tem os mesmos órgãos e membros que lhe permitiriam comer grãos, como fazem as galinhas, mas ele não possui nem a disposição nem o apetite para tal alimento. É da natureza da porca o chafurdar na lama; e apesar dela possuir pernas como a ovelha para levá-la à campina, lhe falta entretanto o desejo por pastos verdejantes. Assim acontece com o homem não-regenerado. Ele tem as mesmas faculdades físicas e mentais que o homem regenerado possui para empregar no serviço e nas coisas de Deus, mas não tem amor por elas.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">&#8220;Adão&#8230; gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem&#8221; (Gn. 5:3). Que terrível contraste há aqui com o que lemos dois versículos antes: &#8220;&#8230; Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez&#8221;. No intervalo entre esses dois versos, o homem caiu, e um pai caído pode gerar somente um filho caído, transmitindo-lhe a sua própria depravação. &#8220;Quem da imundícia poderá tirar coisa pura? (Jó 14:4). Por isso nós encontramos o salmista de Israel declarando, &#8220;Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe&#8221; (Sl. 51:5). No entanto, apesar de por natureza Davi ser um monte de iniquidade e pecado (como também somos nós), mas tarde a graça fez dele o homem segundo o coração de Deus. Desde que idade essa corrupção da natureza aparece nas crianças? &#8220;Até a criança se dá a conhecer pelas suas obras&#8221; (Pv. 20:11). A corrupção do seu coração logo se manifesta: orgulho, vontade própria, vaidade, mentira, aversão ao que é bom, são frutos amargos que cedo brotam no novo, mas corrupto, ramo.<o:p></o:p></span><strong><span style="font-family: 'Bookman Old Style'"><br />
</span></strong><strong><span style="font-family: Arial">2) A incapacidade do homem está na completa escuridão em que se encontra o seu intelecto.</span></strong><span style="font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="font-family: 'Bookman Old Style'"><o:p> </o:p></span><span style="font-family: Arial">Essa importante faculdade da alma foi destituída da sua glória original, e coberta de confusão. Tanto a mente como a consciência estão corrompidas: &#8220;Não há quem entenda&#8221;(Rm. 3:11). O apóstolo solenemente lembra os santos, &#8220;Pois outrora éreis trevas&#8221; (Ef. 5:8), não somente estavam &#8220;em trevas&#8221;, mas eram as própria &#8220;trevas&#8221;. O pecado fechou as janelas da alma e a escuridão se estende por todo o lugar: ela é a região das trevas e da sombra da morte, onde a luz é como a escuridão. Lá reina o príncipe das trevas, onde não se pratica nada além das obras das trevas. Nós nascemos espiritualmente cegos, e não podemos ter essa visão restaurada sem um milagre da graça. Esse é o seu caso quem quer que você seja, se ainda não nasceu de novo&#8221; (Thomas Boston, 1680). &#8220;São filhos sábios para o mal, e não sabem fazer o bem&#8221; (Jr. 4:22).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">&#8220;O pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar&#8221;(Rm. 8:7). Existe no homem não regenerado uma oposição e aversão pelas coisas espirituais. Deus revelou a Sua vontade aos pecadores no tocante ao caminho da salvação, contudo eles não trilharão esse caminho. Eles sabem que somente Cristo é capaz de salvá-los, no entanto eles recusam se separar das coisas que obstruem o seu caminho até a Ele. Eles ouvem que é o pecado que mata a alma, no entanto o afagam em seu peito. Eles não dão ouvidos às ameaças de Deus. Os homens acreditam que o fogo há de consumir-lhes, e estão em grande tormento para evitá-lo; contudo, mostram com suas ações que consideram as chamas eternas como se fossem um mero espantalho. O mandamento divino é &#8220;santo, justo e bom&#8221;, mas o homem o odeia, e só o observa enquanto a sua respeitabilidade é promovida entre os homens.<o:p></o:p></span><span style="font-family: 'Bookman Old Style'"><br />
</span><strong><span style="font-family: Arial">3) A incapacidade do homem está na corrupção dos seus sentimentos.</span></strong><span style="font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">“O homem, no estado em que se encontra, antes de receber a graça de Deus, ama tudo e qualquer coisa que não seja espiritual. Se você quiser uma prova disso, olhe ao seu redor. Não há necessidade de nenhum monumento à depravação dos sentimentos humanos. Olhe por toda parte. Não há uma rua, uma casa, e não somente isso, nenhum coração, que não possua uma triste evidência dessa terrível verdade. Por que no Dia do Senhor o homem não é encontrado congregando-se na casa de Deus? Por que não nos achamos mais freqüentemente lendo nossas Bíblias? O que acontece para a oração ser um dever quase que totalmente negligenciado? Por que Jesus Cristo é tão pouco amado? Por que até mesmo os seus seguidores professos são tão frios em seus sentimentos para com Ele? De onde procedem essas coisas? Seguramente, caros irmãos, nós não podemos creditá-las a outra fonte que não a corrupção e a perversão dos sentimentos. Nós amamos o que deveríamos odiar, e odiamos o que deveríamos amar. Não é outra coisa senão a natureza humana caída que nos faz amar esta vida mais do que a vida por vir. É um efeito da Queda o fato do homem amar o pecado mais que a justiça, e os caminhos do mundo mais que os caminhos de Deus”. (Sermão de C.H. Spurgeon em Jo. 6:44).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Os sentimentos do homem não regenerado são totalmente depravados e desordenados. &#8220;Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto&#8221; (Jr. 17:9). O Senhor Jesus afirmou solenemente que os sentimentos do homem caído (não regenerado) são a fonte de toda abominação: &#8220;Porque de dentro do coração do homem, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, a malícia, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura&#8221; (Mc. 7:21,22). Os sentimentos do homem natural estão miseravelmente deformados, ele é um monstro espiritual. O seu coração se encontra onde deveriam estar os seus pés, seguro ao chão; seus calcanhares estão levantados contra os Céus, para onde deveria estar posto o seu coração (At. 9:5). Sua face está voltada para o inferno; por isso Deus o chama para converter-se. Ele se alegra com o que deveria entristecê-lo, e se entristece com o que deveria alegrá-lo; se gloria com a vergonha, e se envergonha da sua glória; abomina o que deveria desejar, e deseja o que deveria abominar (Pv. 2:13-15) <o:p></o:p></span><span style="font-family: 'Bookman Old Style'"></p>
<p></span><span style="font-family: Arial"><o:p></o:p></span><strong><span style="font-family: Arial">4) Sua incapacidade está na total perversão da sua vontade.</span></strong><span style="font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">&#8220;O homem pode ser salvo se ele quiser&#8221;, diz o arminiano. Nós lhe respondemos, &#8220;Meu caro senhor, nós todos cremos nisso; mas essa é que é a dificuldade — <em><span style="font-family: Arial">se ele quiser</span></em>.&#8221; Nós afirmamos que nenhum homem deseja vir a Cristo por sua própria vontade; não, não somos nós que o dizemos, mas Cristo mesmo declara: &#8220;Contudo não quereis vir a mim para terdes vida&#8221; (Jo. 5:40); e enquanto esse &#8220;não quereis vir&#8221; estiver registrado nas Escrituras nós não podemos ser levados a crer em nenhuma doutrina do livre arbítrio. &#8220;É estranho como as pessoas, quando falam sobre livre arbítrio, falam de coisas das quais nada compreendem. Um diz &#8220;Ora, eu creio que o homem pode ser salvo ser ele quiser&#8221;. Mas essa não é toda a questão. O problema é: é o homem naturalmente disposto a se submeter aos termos do Evangelho de Cristo? Afirmamos, com autoridade bíblica, que a vontade humana é tão desesperadamente dada ao engano, tão depravada, e tão inclinada para tudo que é mau, e tão avessa a tudo aquilo que é bom, que sem a poderosa, sobrenatural e irresistível influência do Espírito Santo, nenhum homem nunca será constrangido a buscar a Cristo.&#8221; (C.H. Spurgeon).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">&#8220;Há uma corda de três pontas contra o céu e a santidade, que não é fácil de ser rompida; um homem cego, uma vontade pervertida, e um sentimento desordenado. A mente, inchada pela vaidade, diz que o homem não deve se humilhar; a vontade, inimiga da vontade de Deus, diz: ele <em><span style="font-family: Arial">não quer</span></em>; as emoções corrompidas levantando-se contra o Senhor, em defesa da vontade corrompida diz: ele não irá. Assim a pobre criatura permanece irredutível contra Deus, até o dia do Seu poder, quando é feito nova criatura&#8221; (Thomas Boston).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Pode ser que alguns leitores sejam inclinados a dizer: &#8220;ensinamentos como estes desencorajam pecadores e os levam ao desespero&#8221;. Nossa resposta é: Primeiro, eles estão de acordo com a Palavra de Deus! Segundo, esperamos que Ele se agrade em usar essas verdades para levar alguns a desesperarem-se de qualquer ajuda que possam encontrar neles mesmos. Terceiro, esse ensino manifesta a absoluta necessidade da obra do Espírito Santo nessas criaturas depravadas e espiritualmente impotentes, se algum dia vierem salvificamente a Cristo. Então, até que isso seja claramente entendido, o Seu auxílio nunca será realmente buscado.<o:p></o:p></span><o:p><font face="Times New Roman"> </font></o:p></p>
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		<title>A Velha ou a Nova Cruz: o que nos interessa?.</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 22:39:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sem fazer-se anunciar e quase despercebida uma nova cruz introduziu-se nos círculos evangélicos dos tempos modernos. Ela se parece com a velha cruz, mas é diferente; as semelhanças são superficiais; as diferenças, fundamentais.Uma nova filosofia brotou desta nova cruz com respeito à vida cristã, e desta nova filosofia surgiu uma nova técnica evangélica, um novo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial">Sem fazer-se anunciar e quase despercebida uma nova cruz introduziu-se nos círculos evangélicos dos tempos modernos. Ela se parece com a velha cruz, mas é diferente; as semelhanças são superficiais; as diferenças, fundamentais.</span><span style="font-family: Arial">Uma nova filosofia brotou desta nova cruz com respeito à vida cristã, e desta nova filosofia surgiu uma nova técnica evangélica, um novo tipo de reunião e uma nova espécie de pregação. Este novo evangelismo emprega a mesma linguagem que o velho, mas o seu conteúdo não é o mesmo e sua ênfase difere da anterior.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"><o:p><span id="more-431"></span></o:p></span><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial">A velha cruz não fazia aliança com o mundo. Para a carne orgulhosa de Adão ela significava o fim da jornada, executando a sentença imposta pela lei do Sinai. A nova cruz não se opõe à raça humana; pelo contrário, é sua amiga íntima e, se compreendermos bem, considera-a uma fonte de divertimento e gozo inocente. Ela deixa Adão viver sem qualquer interferência. Sua motivação na vida não se modifica; ela continua vivendo para seu próprio prazer, só que agora se deleita em entoar coros e a assistir filmes religiosos em lugar de cantar canções obcenas e tomar bebidas fortes. A ênfase continua sendo o prazer, embora a diversão se situe agora num plano moral mais elevado, caso não o seja intelectualmente.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A nova cruz encoraja uma abordagem evangelística nova e por completo diferente. O evangelista não exige a renúncia da velha vida antes que a nova possa ser recebida. Ele não prega contrastes mas semelhanças. Busca a chave para o interesse do público, mostranto que o cristianismo não faz exigências desagradáveis; mas, pelo contário, oferece a mesma coisa que o mundo, somente num plano superior. O que quer que o mundo pecador esteja idolizando no momento é mostrado como sendo exatamente aquilo que o evangelho oferece, sendo que o produto religioso é melhor.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A nova cruz não mata o pecador, mas dá-lhe nova direção. Ela o faz engrenar em um modo de vida mais limpo e agradável, resguardando o seu respeito próprio. Para o arrogante ela diz: &#8220;Venha e mostre-se arrogante a favor de Cristo&#8221;; e declara ao egoísta: &#8220;Venha e vanglorie-se no Senhor&#8221;. Para o que busca emoções, chama: &#8220;Venha e goze da emoção da fraternidade cristã&#8221;. A mensagem de Cristo é manipulada na direção da moda corrente a fim de torná-la aceitável ao público.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A filosofia por trás disso pode ser sincera, mas na sua sinceridade não impede qe seja falsa. É falsa por ser cega, interpretando erradamente todo o significado da cruz.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A velha cruz é um símbolo da morte. Ela representa o fim repentino e violento de um ser humano. O homem, na época romana, que tomou a sua cruz e seguiu pela estrada já se despedira de seus amigos. Ele não mais voltaria. estava indo para seu fim. A cruz não fazia acordos, não modificava nem poupava nada; ela acabava completamente com o homem, de uma vez por todas. Não tentava manter bons termos com sua vítima. Golpeava-a cruel e duramente e quando terminava seu trabalho o homem já não existia.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A raça de Adão está sob sentença de morte. Não existe comutação de pena nem fuga. Deus não pode aprovar qualquer dos frutos do pecado, por mais inocentes ou belos que pareçam aos olhos humanos. Deus resgata o indivíduo, liquidando-o e depois ressucitando-o em novidade de vida.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O evangelismo que traça paralelos amigáveis entre os caminhos de Deus e os do homem é falso em relação à bíblia e cruel para a alma de seus ouvintes. A fé manifestada por Cristo não tem paralelo humano, ela divide o mundo. Ao nos aproximarmos de Cristo não elevamos nossa vida a um plano mais alto; mas a deixamos na cruz. A semente de trigo deve cair no solo e morrer.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Nós, os que pregamos o evangelho, não devemos julgar-nos agentes ou relações públicas enviados para estabelecer boa vontade entre Cristo e o mundo. Não devemos imaginar que fomos comissionados para tornar Cristo aceitável aos homens de negócio, à imprensa, ao mundo dos esportes ou à educação moderna. Não somos diplomatas mas profetas, e nossa mensagem não é um acordo mas um ultimato.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Deus oferece vida, embora não se trate de um aperfeiçoamento da velha vida. A vida por Ele oferecida é um resultado da morte. Ela permanece sempre do outro lado da cruz. Quem quiser possuí-la deve passar pelo castigo. É preciso que repudie a si mesmo e concorde com a justa sentença de Deus contra ele.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O que isto significa para o indivíduo, o homem condenado quer encontrar vida <st1:personname ProductID="em Cristo Jesus" w:st="on">em Cristo Jesus</st1:personname>? Como esta teologia pode ser traduzida em termos de vida? É muito simples, ele deve arrepender-se e crer. Deve esquecer-se de seus pecados e depois esquecer-se de si mesmo. Ele não deve encobrir nada, defender nada, nem perdoar nada. Não deve procurar fazer acordos com Deus, mas inclinar a cabeça diante do golpe do desagrado severo de Deus e reconhecer que merece a morte.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Feito isto, ele deve contemplar com sincera confiança o salvador ressurreto e receber dEle vida, novo nascimento, purificação e poder. A cruz que terminou a vida terrena de Jesus põe agora um fim no pecador; e o poder que levantou Cristo dentre os mortos agora o levanta para uma nova vida com Cristo.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Para quem quer que deseje fazer objeções a este conceito ou considerá-lo apenas como um aspecto estreito e particular da verdade, quero afirmar que Deus colocou o seu selo de aprovação sobre esta mensagem desde os dias de <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> até hoje. Quer declarado ou não nessas exatas palavras, este foi o conteúdo de toda pregação que trouxe vida e poder ao mundo através dos séculos. Os místicos, os reformadores, os revivalistas, colocaram aí a sua ênfase, e sinais, prodígios e poderosas operações do Espírito Santo deram testemunho da operação divina.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Ousaremos nós, os herdeiros de tal legado de poder, manipular a verdade? Ousaremos nós com nossos lápis grossos apagar as linhas do desenho ou alterar o padrão que nos foi mostrado no Monte? Que Deus não permita! Vamos pregar a velha cruz e conhecermos o velho poder. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">  <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><o:p> </o:p></span></p>
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		<title>A Volta do Noivo e o desinteresse da Noiva.</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 01:22:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Caio Fábio]]></category>
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		<description><![CDATA[Nos anos 70 havia no ar a certeza de que a volta de Jesus estava próxima. A Guerra Fria criara um clima apocalíptico e os profetas americanos, vendedores de livros evangélicos, escreveram uma batelada de best-sellers que foram consumidos em todo o mundo cristão, de tal modo que a igreja trazia uma certa ebulição acerca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background: white; margin: 0cm 12pt 6pt 13.8pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial">Nos anos 70 havia no ar a certeza de que a volta de Jesus estava próxima. A Guerra Fria criara um clima apocalíptico e os profetas americanos, vendedores de livros evangélicos, escreveram uma batelada de <em>best-sellers</em> que foram consumidos em todo o mundo cristão, de tal modo que a igreja trazia uma certa ebulição acerca do tema. </span><span style="color: black; font-family: Arial">Infantil era a especulação que os tais livros faziam, sempre tentando associar a volta de Jesus à posição política e caos econômico pós guerra entre os <span> </span>americanos. Se Jesus voltasse conforme aqueles livros, traria uma bandeira americana na cinta e um manto com a bandeira de Israel nos ombros.<span id="more-402"></span></span></p>
<p style="background: white; margin: 0cm 12pt 6pt 13.8pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Até mesmo as “heresias” da época envolviam a questão, fossem os adventistas apocalípiticos de um lado ou, do lado oposto, os liberais, que não criam em nenhuma volta corpórea de Jesus à Terra.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Então veio a Teologia da Prosperidade e matou completamente a esperança na volta do Senhor.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">É claro. Quem, que pense que o reino de Deus é deste mundo, que creia que pode começar a reinar econômica e politicamente ainda nesta vida sendo ajudado de um modo especial por Deus, e que deseje que todos os Seus filhos sejam mais ricos e fortes que os demais homens, haverá de desejar ardentemente a volta do Senhor?<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Até porque, mesmo que inconscientemente, algo diz, mesmo ao mais alienado deles, que não é assim que as coisas são para Deus!<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Então, eles não gostariam de se encontrar com o Senhor “agora”, pois sabem que não seria boa a conta que lhe prestariam.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">A “igreja” está completamente desinteressada na volta do Senhor — afinal, ainda há tanto a conquistar para a “igreja” neste mundo!<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Ao contrário dela, o mundo parece estar vendo e sentindo que algo vai acontecer.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Não falo de uma catástrofe, mas da história como catástrofe.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">A maioria das pessoas minimamente sensatas já percebeu que a humanidade é o Apocalipse.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">A História é o Apocalipse.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E nas circunstâncias atuais, com todas as desordens de natureza ecológica que estão acontecendo no Planeta, a própria sensatez diz que estamos criando um apocalipse.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Todo mundo pensava antes que Deus enviaria as pragas e que o Apocalipse era obra da malvadeza dos anjos, derramando taças, tocando trombetas evocativas de desgraças ou gritando “Ais” de agonia sobre a humanidade.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Hoje já se sabe que não é assim.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os homens é que estão fazendo cada uma daquelas coisas, e alterando a natureza de tal modo que o Apocalipse é natural.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os anjos do Apocalipse estão apenas nos dizendo com antecedência aquilo que nós mesmos faremos à humanidade e ao planeta Terra.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os ecologistas param a viagem aqui. Na melhor das hipóteses, eles partem para o protesto.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os cristãos deveriam lutar com todas as forças contra essa alteração na essência das coisas, pois assim os poderes dos céus serão abalados&#8230; contra os homens.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">A luta cristã tem que ser verdadeira e esperançosa. Pois se ganharmos a parada, ganha a vida, e os homens aprendem. Se não ganharmos a parada, ganharemos, to<st1:personname w:st="on">davi</st1:personname>a, a via das vias, pois os céus se abrirão com estrepitoso estrondo, e todos verão o Filho do Homem sobre as nuvens dos céus.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">É por isso que em Mateus 24 Jesus conta como o mundo vai acabar. E no capítulo seguinte Ele diz que a gente tem que atacar com telhado, pão, copo d&#8217;água, cobertor, abrigo, amizade, solidar<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de e amor, a fim de que o mundo não acabe.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Essa é a tensão sadia.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Afinal, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos; quer pois vivamos ou morramos, nós somos do Senhor!<o:p></o:p></span></p>
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		<title>Aculturação indígena e Missões no Brasil.</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 16:59:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[É a evangelização indígena, realizada por movimentos cristão-evangélicos, um dos fortes fatores para a aculturação do índio e conseqüente perda de sua identidade ? Esta pergunta me foi feita algumas vezes nos últimos anos, e demonstra por um lado a legítima preocupação com a preservação da identidade cultural indígena, e por outro a ausência de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial">É a evangelização indígena, realizada por movimentos cristão-<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">evangélicos, um dos fortes fatores para a aculturação do índio e <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">conseqüente perda de sua identidade ? <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Esta pergunta me foi feita algumas vezes nos últimos anos, e demonstra por <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">um lado a legítima preocupação com a preservação da identidade cultural <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">indígena, e por outro a ausência de maior informação quanto à raiz do <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">movimento missionário evangélico que, quanto à culturalidade, é <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">preservacionista. Pensemos um pouco sobre esta questão. </span><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><span id="more-399"></span></span><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">A aculturação é um processo de molde social imposto por uma soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">distinta, que pode ser objetiva (imposição aberta, colonialista) ou subjetiva<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">(imposição baseada na atração e conseqüente desvalorização do sistema<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">cultural materno em detrimento do apresentado) sendo que ambas são<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">igualmente danosas.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">No presente, entre os indígenas brasileiros, a aculturação ao universo &#8216;branco&#8217;<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">se dá por três pólos de atração: educação, saúde e comércio. No passado,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">especialmente, a catequese católica seria também um dos fortes pólos de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">atração. Indigenistas possuem iniciativas a fim de prover, desta forma,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">educação, saúde e subsistência aos indígenas sem que os mesmos saiam de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">seus territórios e, consequentemente, sejam envolvidos pela cultura não<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">indígena.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Portanto, a permanência ou não em sua homeland &#8211; território natal &#8211; é vital para<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">a preservação cultural. Tenho observado que as perdas culturais mais<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">profundas, e irrefreáveis, vêm acompanhadas da perda do território e<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">sucessiva troca por outro onde a expressão grupal possui diferentes códigos e,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">em geral, o estranho passa por um processo que vai da discriminação social<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">até a marginalização.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">A iniciativa missionária evangélica vem cercada por estes cuidados culturais<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">através da defesa do território. Através da análise lingüística e valorização da<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">cidadania indígena dentro da escala cultural nacional (inter-etnica) se promove<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">um menor esvaziamento do território natal indígena. A SIL, por exemplo, é<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">sem dúvida uma entidade colaboradora para a permanência indígena em seu<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">território natal através de seu esforço de não apenas grafar as línguas indígenas<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">mas facilitar a produção de material lingüístico local que venha a saciar a sede<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">do índio pelo registro, produção literária e transmissão de conhecimento em<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">um nível mais amplo. Por si, esta iniciativa já preserva a culturalidade indígena<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">nacional. Também as atividades sociais (médicas, de educação e subsistência)<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">quando desenvolvidas por entidades missionárias evangélicas são, via de regra,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">2<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">baseadas na própria língua/cultura/território indígena, sendo que as mesmas<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">se enraízam junto a etnias específicas, de forma menos móvel e mais<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">permanente, o que também contribui para a permanência territorial e<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">preservação da cultura.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Em segundo lugar, podemos ver a iniciativa missionária evangélica como<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">promotora da permanência territorial através da apresentação dos direitos<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">humanos universais ao povo indígena. Através do conhecimento dos direitos<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">humanos (do índio em relação ao índio e do índio em relação ao não índio)<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">percebemos positivas e fortes manifestações em defesa do próprio modo de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">pensar, viver e agir. Esta apresentação dos direitos humanos produz também<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">uma luta pela defesa do respeito às escolhas do índio, o que faz com que este<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">possa se manifestar livremente para dizer sim ou não a qualquer prática que<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">julgue relevante avaliar, seja indígena ou não indígena. A tendência<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">antropológica de engessar o índio à sua própria história não lhe dando a<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">permissão de revisar sua vida e costumes (bem como fazer escolhas que julgue<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">necessárias) como cessar o infanticídio, por exemplo, são questionáveis e, se<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">aplicadas ao Brasil escravagista do passado produziria uma soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de estática<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">em suas opções sociais e teríamos, hoje ainda, fazendas cheias de gente<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">escravizada e sem voz.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Tendo em mente este cenário podemos pensar no ponto de maior<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">controvérsia quando se trata da atuação missionária evangélica, que é a<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">exposição do evangelho ao índio. A controvérsia se enraíza no pressuposto<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">que a teologia e antropologia possuem em relação ao evangelho. Se por um<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">lado a antropologia clássica o vê como um elemento de literatura religiosa<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">especificamente cristã, e promotor de uma cultura cristã (no presente)<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">ocidentalizada; por outro lado os cristãos vêem o Evangelho como uma<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">palavra inspirada por Deus e transmitida aos homens, a todos os homens, de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">forma a-cultural e a-temporal, ou seja, que tem a capacidade de comunicar a<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">verdade de Deus a todos os homens em todas as culturas em todos os<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">tempos. São, desta forma, verdades universais. A forma de transmiti-lo, de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">maneira inteligível e com padrões culturais de compreensão, chama-se<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">contextualização.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Portanto, dentro do pressuposto cristão o evangelho não acultura o indígena,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">mas vem lhe trazer a verdade universal ainda por ele desconhecida, em sua<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">própria língua e cultura. Igrejas indígenas (cristãs evangélicas) autóctones<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">como os Wai-Wai são um bom exemplo de como o indígena convertido e<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">seguidor de Jesus continua sendo índio, com sua língua, sua cultura e sua<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">compreensão da vida. A conversão interior, porém, provoca efeitos visíveis na<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">interpretação da vida e escolhas diárias, e reside aí, creio eu, a raiz das maiores<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">controvérsias quanto à evangelização indígenas. Estas surgem quando o índio,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">convertido, passa a revisar a vida e evitar, por exemplo, a participação em ritos<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">e atos normalmente admissíveis e vividos em seu povo e cultura. Seria o caso,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">por exemplo, de um indígena que descobre o adultério da esposa e, ao<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">3<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">contrário da tradição histórica, resolve não matá-la mas sim perdoá-la. Seria o<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">outro que passa a amar seus inimigos (talvez patrões injustos, exploradores) ao<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">invés de roubá-los e amaldiçoá-los. Seria ainda a mãe que resolve manter sua<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">filhinha viva, ainda que enferma, em lugar de envenená-la como seria o<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">esperado na aldeia. Ou ainda o rapaz que não toma mais caxiri, o ancião que<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">passa a ver na pajelança elementos ruins para o sua vida, a criança que perde o<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">medo do espírito que produz o trovão e assim por diante. Estas mudanças de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">vida, que geram alterações posteriores na própria cosmovisão, são causadoras<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">de desconforto no mundo acadêmico não cristão.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Antes de prosseguirmos façamos, porém, uma diferença entre cultura e<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">história, pois quando se afirma que o indígena passa a não praticar certas<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">atividades culturais, o que se quer dizer é que este indígena escolheu não<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">praticar certas atividades históricas, visto que todas as atividades da vida<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">humana em uma certa soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de, incluindo suas escolhas, são atividades<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">culturais. Nenhuma cultura é estática. A isenção da participação em alguns<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">atos e cenários tradicionais não pode ser visto como uma aculturação, mas sim<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">como uma escolha (baseada na conversão) de postura de vida dentro do seu<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">universo local e com base em sua crença, ou fé. O rio Içana, por exemplo,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">cristão e evangélico, é conhecido como o rio onde &#8216;não se bebe&#8217;. Afirmar que<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">é &#8216;cultural&#8217; beber, como freqüentemente ouvimos, na verdade deveria ser<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">melhor referido como sendo ´histórico´ beber, seja o caxiri ou cachaça. O fato<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">de vários indígenas do Içana não beberem o caxiri ou a cachaça não pode ser<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">visto como um rompimento cultural ou aculturação, por um motivo: beber é<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">cultural da mesma forma que qualquer outra atividade praticada na soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">como pescar, caçar, casar, adulterar, trair, matar, brincar etc. O fato de uma<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">atividade social ser &#8216;cultural&#8217; sugere apenas que possui raízes de compreensão e<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">prática naquele grupo.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O Evangelho, assim, não acultura mas sim expõe valores que promovem, de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">fato, mudança dentro da própria cosmovisão e universo do povo sem lhe<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">retirar aquilo que (ele) julga essencial para viver e ser índio.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Nesta secular controvérsia sobre a presença missionária evangélica entre os<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">índios, a fim de tratarmos os indígenas como moralmente iguais, mesmo que<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">etnicamente distintos, precisaríamos predefinir menos suas escolhas e ouvi-los<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">mais. Outro dia, viajando pelo Alto Rio Negro, ouvi um indígena dizendo:<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Você pode me falar de Jesus ? Daríamos a qualquer um, neste Brasil, o direito<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">de ouvir do que deseja ouvir. Porque não o índio ?</span><span style="font-family: Arial"><o:p></o:p></span></p>
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		<title>Aspectos bíblicos da Graça comum.</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 16:51:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando Adão e Eva pecaram, tornaram-se réus da punição eterna e da separação de Deus (Gênesis 2:17). Do mesmo modo, hoje, quando os seres humanos pecam, eles se tornam sujeito à ira de Deus e à punição eterna: “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Isso significa que, uma vez que as pessoas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'"><span style="font-family: Arial">Quando Adão e Eva pecaram, tornaram-se réus da punição eterna e da separação de Deus (Gênesis 2:17). Do mesmo modo, hoje, quando os seres humanos pecam, eles se tornam sujeito à ira de Deus e à punição eterna: “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Isso significa que, uma vez que as pessoas pecam, a justiça de Deus requer somente uma coisa, que elas sejam eternamente separadas de Deus, alienadas da possibilidade de experimentar <em><span style="font-family: Arial">qualquer</span></em> bem da parte dEle, e que elas existam para sempre no inferno, recebendo eternamente apenas a Sua ira. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"><span id="more-398"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial">De fato, isso foi o que aconteceu aos anjos que pecaram e poderia ter acontecido exatamente conosco também: “Pois Deus não poupou aos anjos que pecaram, mas os lançou no inferno, prendendo-os em abismos tenebrosos a fim de serem reservados para o juízo” (2 Pedro 2:4).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Mas, de fato, Adão e Eva não morreram imediatamente (embora a sentença de morte <em><span style="font-family: Arial">começasse</span></em> a ser aplicada na vida deles no dia em que pecaram). A execução plena da sentença de morte foi retardada por muitos anos. Além disso, milhões de seus descendentes até o dia de hoje não morrem nem vão para o inferno tão logo pecam, mas continuam a viver por muitos anos, desfrutando bênçãos incontáveis nesta vida. Como pode ser isso? <em><span style="font-family: Arial">Como Deus pode continuar a conferir bênçãos a pecadores que merecem somente a morte</span></em> — não somente aos que finalmente serão salvos, mas também a milhões que nunca serão salvos, cujos pecados nunca serão perdoados?<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A respostas a essas perguntas é que Deus concede-lhes <em><span style="font-family: Arial">graça comum</span></em>. Podemos definir graça comum da seguinte maneira: <em><span style="font-family: Arial">Graça comum é a graça de Deus pela qual Ele dá às pessoas bênçãos inumeráveis que não são parte da salvação</span></em>. A palavra comum aqui significa algo que é dado a todos os homens e não é restrito aos crentes ou aos eleitos somente.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Diferentemente da graça comum, a graça de Deus que leva pessoas à salvação é muitas vezes chamada “graça salvadora”. Naturalmente, quando falamos a respeito da “graça comum” e da “graça salvadora”, não estamos sugerindo que há duas diferentes espécies de graça no próprio Deus, mas apenas estamos dizendo que a graça de Deus se manifesta no mundo de duas maneiras diferentes. A graça comum é diferente da graça salvadora quanto aos <em><span style="font-family: Arial">resultados</span></em> (ela não traz salvação), seus <em><span style="font-family: Arial">destinatários</span></em> (é dada aos crentes e descrentes igualmente) e sua <em><span style="font-family: Arial">fonte</span></em> (ela não flui diretamente da obra expiatória de Cristo, visto que a morte dEle não obtém nenhuma medida de perdão para os descrentes e, portanto, nem os crentes nem os descrentes fazem jus às suas bênçãos). Contudo, sobre o último ponto, deve ser dito que a graça comum flui <em><span style="font-family: Arial">indiretamente</span></em> da obra redentora de Cristo, porque o fato de Deus não julgar o mundo assim que o pecado entrou nele talvez seja apenas porque Ele planejou finalmente salvar alguns pecadores por meio da morte de Seu Filho.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
B. Exemplos de graça comum<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
Se olhamos para o mundo ao nosso redor e o contrastamos com o fogo do inferno que ele merece, podemos ver imediatamente a abundante evidência da graça comum de Deus em milhares de exemplos na vida diária. Podemos distinguir diversas categorias específicas nas quais essa graça comum pode ser vista.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="1. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">1. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera física.</span></em><span style="font-family: Arial"> Os descrentes continuam a viver neste mundo somente por causa da graça comum de Deus — cada vez que as pessoas respiram é pela graça, pois o salário do pecado é a morte, não a vida. Além disso, a terra não produz somente espinhos e ervas daninhas (Gênesis 3:18), nem permanece um deserto ressequido, mas a graça comum de Deus provê comida e material para roupa e abrigo, muitas vezes em grande abundância e diversidade. Jesus disse: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu <st1:personname w:st="on">Pai</st1:personname> que está nos céus. Porque <em><span style="font-family: Arial">Ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos</span></em>” (Mateus 5:44,45). Aqui Jesus apela para a abundante graça comum de Deus como encorajamento aos seus discípulos, para que eles também concedam amor e orem para que os descrentes sejam abençoados (cf. Lucas 6:35,36). Semelhantemente, <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> disse ao povo de Listra: “No passado [Deus] permitiu que todas as nações seguissem os seus próprios caminhos. Contudo. Deus não ficou sem testemunho: mostrou sua bondade, <em><span style="font-family: Arial">dando-lhes chuva do céu e colheitas no tempo certo, concedendo-lhes sustento com fartura e um coração cheio de alegria</span></em>” (Atos 14:16,17). <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O Antigo Testamento também fala da graça comum de Deus que vem aos descrentes tanto quanto aos crentes. Um exemplo específico é o de Potifar, o capitão da guarda do Egito que comprou José como escravo: “<em><span style="font-family: Arial">o Senhor abençoou a casa do egípcio </span></em>por causa de José. A bênção do Senhor estava sobre tudo o que Potifar possuía, tanto em casa como no campo” (Gênesis 39:5). Davi fala de modo muito mais geral a respeito das criaturas que o Senhor fez:<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">“O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas. [...] Os olhos de todos estão voltados para ti, e tu lhes dás o alimento no devido tempo. Abres a tua mão e satisfazes os desejos de todos os seres vivos” (Salmos 145:9,15,16).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Estes versículos são outro lembrete de que a bondade que é encontrada em toda a criação não acontece automaticamente — ela se deve à bondade de Deus e Sua compaixão.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="2. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">2. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera intelectual.</span></em><span style="font-family: Arial"> Satanás é “mentiroso e pai da mentira” e “não há verdade nele” (<st1:personname w:st="on">João</st1:personname> 8:44), porque lhe foi dado ter domínio sobre o mal e sobre a irracionalidade e comprometimento com a falsidade que acompanha o mal radical. Mas os seres humanos no mundo de hoje, mesmo os descrentes, não estão totalmente entregues à mentira, irracionalidade e ignorância. Todas as pessoas são capazes de ter um pouco de compreensão da verdade; de fato, algumas possuem grande inteligência e entendimento. Isso também deve ser visto como resultado da graça comum de Deus. <st1:personname w:st="on">João</st1:personname> fala de Jesus como “a verdadeira luz, que <em><span style="font-family: Arial">ilumina todos os homens</span></em>” (<st1:personname w:st="on">João</st1:personname> 1:9), pois, em seu papel como criador e sustentador do universo (não particularmente em seu papel como redentor), o Filho de Deus concede iluminação e entendimento que vêm a todas as pessoas no mundo.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A graça comum de Deus na esfera intelectual é vista no fato de que todas as pessoas têm certo conhecimento de Deus: “porque, <em><span style="font-family: Arial">tendo conhecido a Deus</span></em>, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças” (Romanos 1:21). Isso significa que há um senso da existência de Deus e muitas vezes a fome de conhecer Deus que Ele permite que permaneça no coração das pessoas, embora isso resulte muitas vezes em muitos religiões diferentes criadas pelos homens. Portanto, mesmo quando falando a pessoas que sustentavam religiões falsas, <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> pôde encontrar um ponto de contato com respeito ao conhecimento da existência de Deus, exatamente como fez quando falou aos filósofos atenienses: “Atenienses! Vejo que em todos os aspectos vocês são muito religiosos [...] o que vocês adoram, apesar de não conhecerem, eu lhes anuncio” (Atos 17:22,23).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A graça comum de Deus na esfera intelectual também resulta na capacidade de captar a verdade e distingui-la do erro e de experimentar crescimento em conhecimento que pode ser usado na investigação do universo e na tarefa de dominar a terra. Isso significa que <em><span style="font-family: Arial">toda ciência e tecnologia desenvolvida pelos não-cristãos é resultado da graça comum</span></em>, permitindo-lhes fazer descobertas e invenções incríveis, para desenvolver os recursos do planeta na criação de muitos bens materiais, para produção e distribuição desses recursos e para alcançar habilidades na obra produtiva. Em sentido prático, isso significa que, cada vez que entramos em uma mercearia, andamos em um automóvel ou entramos em uma casa, devemos lembrar que estamos experimentando os resultados da abundante graça comum de Deus derramada tão ricamente sobre toda a raça.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="3. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">3. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera moral.</span></em><span style="font-family: Arial"> Pela graça comum Deus também refreia as pessoas de serem tão más quanto poderiam. Novamente o reino demoníaco, totalmente dedicado ao mal e à destruição, proporciona um contraste claro com a soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de humana, na qual o mal é claramente refreado. Se as pessoas persistem dura e repetidamente em seguir o pecado durante o curso de sua vida, Deus finalmente as entregará ao maior de todos os pecados (cf. Salmos 81:12; Romanos 1:24,26,28), mas no caso da maioria dos seres humanos eles não caem nas profundezas às quais seus pecados normalmente os levariam, porque Deus intervém e coloca freio na sua conduta. Um refreamento muito eficaz é a força da consciência. <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> diz: “De fato, quando os gentios, que não têm a Lei, praticam naturalmente o que ela ordena, tornam-se lei para si mesmos, embora não possuam a Lei; pois mostram <em><span style="font-family: Arial">que as exigências da Lei estão gravadas em seu coração</span></em>. Disso <em><span style="font-family: Arial">dão testemunho também</span></em> a sua consciência e os pensamentos deles, ora acusando-os, ora defendendo-os” (Romanos 1:32). E em muitos outros casos, essa sensação interior da consciência leva os indivíduos a estabelecer leis e costumes na soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de que são, em termos da conduta exterior que eles aprovam ou proíbem, totalmente iguais às leis morais da Escritura. As pessoas muitas vezes estabelecem leis ou têm costumes que respeitam a santidade do casamento e da família, protegem a vida humana e proíbem o roubo e a falsidade no falar. Por causa disso, elas muitas vezes seguem caminhos moralmente retos e exteriormente andam conforme os padrões morais encontrados na Escritura. Embora a conduta moral delas não possa ganhar méritos com Deus, visto que a Escritura claramente diz que “diante de Deus ninguém é justificado pela Lei” (Gálatas 3:11) e “Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer” (Romanos 3:12), contudo, em algum sentido menor que ganhar a aprovação ou o mérito eterno de Deus, os descrentes realmente fazem “o bem”. Jesus sugere isso quando diz: “E que mérito terão, se fizerem o bem<em><span style="font-family: Arial"> àqueles que são bons para com vocês? Até os &#8216;pecadores&#8217; agem assim</span></em>” (Lucas 6:33).<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="4. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">4. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera da criatividade.</span></em><span style="font-family: Arial"> Deus distribuiu medidas significativas de capacidade em áreas artísticas e musicais, assim como em outras esferas nas quais a criatividade e a habilidade podem expressar-se, como praticar esportes, cozinhar, escrever, e assim por diante. Além disso, Deus nos dá a capacidade de apreciar a beleza em muitas áreas da vida. E nessa área, assim como na esfera física e intelectual, as bênçãos da graça comum são às vezes derramadas sobre os descrentes até mais abundantemente que sobre os crentes. To<st1:personname w:st="on">davi</st1:personname>a, em todos os casos, ela é resultado da graça de Deus.</p>
<p><em><span style="font-family: Arial">5. A esfera da soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de.</span></em> A graça de Deus também é evidente na existência de várias organizações e estruturas na raça humana. Vemos isso primeiramente na família humana, ressaltado pelo fato de que Adão e Eva permaneceram marido e mulher após a queda e então tiveram filhos, homens e mulheres (Gênesis 5:4). Os filhos de Adão e Eva casaram-se e formaram famílias para si mesmos (Gênesis 4:17,19,26). A família humana permanece ainda hoje, não simplesmente como instituição para os crentes, mas para todas as pessoas.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O governo humano é também resultado da graça comum. Ele foi instituído no princípio por Deus após o dilúvio (ver Gênesis 9:6) e, segundo Romanos 13 claramente afirma, foi estabelecido por Deus: “Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas”. Está claro que o governo é dom de Deus para a raça em geral, pois <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> diz que a autoridade “é serva de Deus para o seu bem” e que ela é “serva de Deus, agente de justiça para punir quem pratica o mal” (Romanos 13:4). Um dos principais meios que Deus usa para refrear o mal no mundo é o governo humano. As leis humanas, as forças policiais e os sistemas judiciais proporcionam poderosa repressão às más ações, e esses são freios necessários, pois há muito mal no mundo que é irracional e pode ser restringido somente pela força, já que ele não será impedido pela razão ou pela educação. Obviamente a pecaminosidade das pessoas pode também afetar os governos em si mesmos, de forma que o governo humano, igual a todas as outras bênçãos da graça comum que Deus dá, pode ser usado tanto para o propósito do bem como do mal.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial"><br />
<em><span style="font-family: Arial">6. A esfera religiosa.</span></em></span></em><span style="font-family: Arial"> Mesmo na esfera da religião humana, a graça comum de Deus traz algumas bênçãos para as pessoas incrédulas. Jesus nos diz: “Amem os seus inimigos e <em><span style="font-family: Arial">orem por aqueles que os perseguem</span></em>” (Mateus 5:44), e desde que não há qualquer restrição no contexto para que se ore simplesmente pela salvação deles e como a ordem de orar pelos que nos perseguem é combinada com a ordem de amá-los, parece razoável concluir que Deus pretende responder a nossas orações pelos que nos perseguem em muitas áreas de suas vidas. De fato, <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> especificamente ordena que oremos “pelos reis e por todos os que exercem autoridade” (1 Timóteo 2:2). Quando procuramos o bem dos descrentes, isso é coerente com a própria prática divina de conceder sol e chuva a “maus e bons” (Mateus 5:45) e também está de acordo com a prática de Jesus durante o Seu ministério terreno, quando Ele curou cada pessoa que lhe era trazida (Lucas 4:40). Não há indicação alguma de que ele tenha exigido que todos cressem nele ou concordassem que ele era o Messias antes de lhes conceder cura física.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Deus responde às orações dos descrentes? Embora Deus não tenha prometido responder às orações dos descrentes como prometeu responder às orações dos que vêm a Ele em nome de Jesus, e embora Ele não tenha obrigação de responder às orações dos descrentes, mesmo assim Deus pode por Sua graça comum ouvir e responder positivamente às orações deles, demonstrando dessa forma Sua misericórdia e bondade de outro modo ainda (cf. Salmos 145:9,15; Mateus 7:22; Lucas 6:35,36). Esse é provavelmente o sentido de 1 Timóteo 4:10, que diz que Deus é o “Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem”. Aqui “Salvador” não significa restritamente “quem perdoa pecados e dá vida eterna”, porque tais coisas não são dadas aos que não crêem. “Salvador” deve ter aqui um sentido mais geral — a saber, “quem resgata da miséria, quem liberta”. Em caso de pobreza e miséria, Deus muitas vezes ouve as orações dos descrentes e os livra graciosamente de seus problemas. Além disso, mesmo os descrentes muitas vezes possuem um senso de gratidão para com Deus pela bondade da criação, pela libertação em meio ao perigo e pelas bênçãos da família, do lar, das amizades e do país.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial"><br />
<em><span style="font-family: Arial">7. A graça comum não salva pessoas.</span></em></span></em><span style="font-family: Arial"> A despeito de tudo isso, devemos perceber que a graça comum é diferente da graça salvadora. A graça comum não muda o coração humano nem traz pessoas ao genuíno arrependimento ou à fé — ela não pode salvar e não salva pessoas (embora na esfera intelectual e moral ela possa preparar as pessoas para torná-las mais dispostas a aceitar o evangelho). A graça comum refreia o pecado, mas não muda a disposição fundamental de pecar nem purifica a natureza humana decaída.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Devemos também reconhecer que as ações que os descrentes realizam por causa da graça comum não merecem a aprovação ou o favor de Deus. Essas ações não procedem da fé (“tudo o que não provém da fé é pecado”, Romanos 14:23) nem são motivadas pelo amor a Deus (Mateus 22:37), e sim pelo amor ao ego sob uma ou outra forma. Portanto, embora possamos prontamente dizer que as obras dos descrentes que se conformam externamente às leis de Deus são “boas” em algum sentido, contudo elas não são boas em termos de merecer a aprovação de Deus nem de tornar Deus endividado para com o pecador em sentido algum.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Finalmente, devemos reconhecer que os descrentes muitas vezes recebem mais graça comum que os crentes — eles podem ser mais habilidosos, trabalhar com mais esforço, ser mais inteligentes, mais criativos ou ter mais dos benefícios materiais desta vida para desfrutar. Isso não indica de forma alguma que eles são mais favorecidos por Deus no sentido absoluto ou que eles vão ganhar qualquer coisa relativa à salvação eterna, mas significa somente que Deus distribui as bênçãos da graça comum de vários modos, muitas vezes concedendo bênçãos bastante significativas a descrentes. Em tudo isso, obviamente, eles devem tomar consciência da bondade de Deus (Ateus 14:17) e reconhecer que a vontade revelada de Deus é que essa “bondade de Deus” finalmente os conduza “ao arrependimento” (Romanos 2:4).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">C. Razões para a graça comum<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
Por que Deus concede graça comum a pessoas imerecedoras que nunca virão à salvação? Podemos sugerir ao menos quatro razões.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">1. Para redimir os que serão salvos.</span></em><span style="font-family: Arial"> Pedro diz que o dia do juízo e da execução final de punição está sendo retardado porque há ainda mais pessoas que serão salvas. “O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, ele é paciente com vocês, <em><span style="font-family: Arial">não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento</span></em>.” (2 Pedro 3:9,10). De fato, essa razão foi verdadeira desde o princípio da história humana, pois, se Deus quisesse salvar qualquer pessoa entre todos que compõem a humanidade pecaminosa, Ele não poderia destruir todos os pecadores imediatamente (nesse caso não sobraria ninguém da raça humana). Ao contrário, Ele resolveu permitir que seres humanos pecaminosos vivessem algum tempo de modo a ter uma oportunidade de arrependimento e também para que pudessem gerar filhos, capacitando gerações subseqüentes a viver, a ouvir o evangelho e se arrepender.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">2. Para demonstrar a bondade e a misericórdia de Deus.</span></em><span style="font-family: Arial"> A bondade e a misericórdia de Deus não são vistas somente na salvação dos crentes, mas também nas bênçãos que Deus dá aos pecadores que não as merecem. Quando Deus “é bondoso para com os ingratos e maus” (Lucas 6:35), essa bondade é revelada no universo, para a Sua glória. Davi diz: “O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas” (Salmos 145:9). Na história de Jesus conversando com o moço rico, lemos: “Jesus olhou para ele e o amou” (Marcos 10:21), embora o homem fosse um descrente que no mesmo instante afastou-se de Jesus porque possuía muitas riquezas. Berkhof diz que Deus “derrama incontáveis bênçãos sobre todos os homens e também indica claramente que elas são expressões de uma disposição favorável de Deus que, contudo, fica muito aquém da volição positiva exercida para lhes perdoar, suspender a sentença a eles imposta e assegurar-lhes a salvação”.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Não é injusto Deus retratar a execução da punição do pecado e dar temporariamente bênçãos aos seres humanos, porque a punição não é esquecida, mas apenas retardada. Retardando a punição, Deus mostra claramente que não tem prazer em executar o juízo final, mas, ao contrário, Ele se deleita na salvação de homens e mulheres. “Juro pela minha vida, palavra do Soberano, o SENHOR, que não tenho prazer na morte dos ímpios, antes tenho prazer em que eles se desviem dos seus caminhos e vivam” (Ezequiel 33:11). Deus “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:4). Em tudo isso o tempo de espera da punição dá uma evidência clara da misericórdia, bondade e amor de Deus.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">3. Para demonstrar a justiça de Deus.</span></em><span style="font-family: Arial"> Quando repetidamente Deus convida os pecadores a virem à fé e repetidamente eles recusam os Seus convites, a justiça de Deus em condená-los é vista muito mais claramente. <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> adverte que quem persiste na incredulidade está simplesmente acumulando a ira para si mesmo: “Contudo, por causa da teimosia e do seu coração obstinado, você está acumulando ira contra si mesmo, para o dia da ira de Deus, quando se revelará o seu justo julgamento” (Romanos 2:5). No dia do juízo todas as bocas serão silenciadas (Romanos 3:19), e ninguém será capaz de contrapor que Deus foi injusto.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">4. Para demonstrar a glória de Deus. </span></em><span style="font-family: Arial">Finalmente, a glória de Deus é mostrada de muitas formas pelas atividades dos seres humanos em todas as áreas nas quais a graça comum está <st1:personname ProductID="em operação. No" w:st="on">em operação. No</st1:personname> desenvolvimento e no exercício do domínio sobre a terra, homens e mulheres demonstram e refletem a sabedoria do seu Criador, comprovam as qualidades dadas por Deus, as virtudes morais e a autoridade sobre o universo, e coisas semelhantes. Embora todas essas atividades sejam contaminadas por motivos pecaminosos, elas apesar disso refletem a excelência de nosso Criador e, portanto, trazem a glória a Ele, não de forma plena e perfeita, mas ainda assim significativa.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
C. Nossa resposta à doutrina da graça comum<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
Pensando sobre as várias espécies de bondades vistas na vida dos descrentes por causa da graça comum que Deus dá abundantemente, devemos ter em mente três pontos.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">1. Graça comum não significa que quem a recebe será salvo. </span></em><span style="font-family: Arial">Mesmo uma porção excepcional de graça comum não significa que quem a recebe será salvo. Até as pessoas mais habilidosas, mas inteligentes, mais ricas e poderosas no mundo ainda carecem do evangelho de Jesus Cristo ou serão condenadas eternamente! Os nossos vizinhos mais bondosos e de moral mais elevada ainda carecem do evangelho de Jesus Cristo ou serão condenados eternamente! Exteriormente pode parecer que eles não têm necessidade algumas, mas a Escritura ainda diz que os descrentes são “inimigos de Deus” (Romanos 5:10; cf. Colossenses. 1:21; Tiago 4:4) e são “contra” Cristo (Mateus 12:30). Eles são “inimigos da cruz de Cristo” e “só pensam nas coisas terrenas” (Filipenses 3:18,19), sendo “por natureza merecedores da ira” (Efésios 2:3).<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">2. Devemos ser cuidados em não rejeitar as coisas boas que os descrentes fazem, considerando-as totalmente más. </span></em><span style="font-family: Arial">Pela graça comum os descrentes fazem algumas coisas boas, e devemos ver a mão de Deus nelas, sendo agradecidos por elas, como por exemplo nas amizades, em cada ato de bondade, no que elas trazem de bênçãos para outras pessoas. Tudo isso — embora o descrente não o saiba — procede em última análise de Deus, e Deus merece a glória por tudo.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="3. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">3. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> doutrina da graça comum deveria estimular nosso coração à gratidão muito maior a Deus. </span></em><span style="font-family: Arial">Quando descemos uma rua e vemos casas, jardins e famílias vivendo em segurança, ou quando negociamos no mercado e vemos os resultados abundantes do progresso tecnológico, ou quando andamos pelos bosques e vemos a beleza da natureza, ou quando somos protegidos pelas autoridades, ou quando somos educados no vasto conhecimento humano, devemos perceber não somente que Deus, em Sua soberania, é o responsável último por todas essas bênçãos, mas também que Deus as tem concedido aos descrentes, embora eles não tenham <em><span style="font-family: Arial">absolutamente</span></em> <em><span style="font-family: Arial">nenhum mérito</span></em> com relação a elas! Essas bênçãos no mundo não são apenas evidências do poder e sabedoria de Deus, mas a manifestação contínua da Sua <em><span style="font-family: Arial">graça</span></em> abundante. A percepção deste fato deveria fazer nosso coração se encher de gratidão a Deus em cada atividade de nossa vida.<o:p></o:p></span><a target="_blank" href="https://correio.grupoestado.com.br/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://webmail.caminhocristao.com"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span></a></p>
<p></span></p>
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		<title>O Caminho da Graça é o Caminho da Cruz !.</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 00:42:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É com muito prazer na alma que compartilho com todos que passarem por aqui, um texto precioso de um amigo especialíssimo ! &#8211; por Carlos Bregantim / mentor da &#8220;Estação do Caminho da Graça em São Paulo&#8221;.. Sim, não há outro caminho a fazer senão o CAMINHO DA CRUZ todos os dias e o dia todo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2">É com muito prazer na alma que compartilho com todos que passarem por aqui, um texto precioso de um amigo especialíssimo ! &#8211; por Carlos Bregantim / mentor da &#8220;Estação do Caminho da Graça em São Paulo&#8221;..<span id="more-396"></span></font></p>
<p><font size="2">Sim, não há outro caminho a fazer senão o CAMINHO DA CRUZ todos os dias e o dia todo. Penso que esta deveria ser a única competição entre os discípulos de Jesus de Nazaré, quem chega primeiro à Cruz, aos pés da Cruz, &#8220;DE ONDE JORRA RICA FONTE&#8221;, como dizia o poeta. Até porque é inevitável que corramos pra lá, pois, seja em pensamentos, palavras, gestos, atos e atitudes, enfim, sempre estamos cometendo algum delito. O Caminho da Cruz é o caminho do recomeço sempre. Ali eu oro, choro, reclamo, ouço, murmuro, espero, mas é dali que saio pra vida sem pesos, sem culpas, sem embaraços, esperançoso, já que ali na Cruz eu e tudo que existe neste universo fomos reconciliados com o Criador.  No Caminho da Cruz eu recobro a consciência plena e expando a minha mente de modo que passo a compreender o que fiz ou deixei de fazer e as conseqüências disto tudo. No Caminho da Cruz sou perdoado, resgatado, restaurado e reanimado a lidar inclusive com as conseqüências dos meus erros, dos meus desvios, das minhas mazelas pessoais, dos meus traumas, das minhas memórias estranhas. No Caminho da Cruz não sou nem melhor e nem pior que os outros. Sou mais um atingido pelo amor escandaloso da Cruz. Quando chego ali, me nivelo, me equilibro, me ponho no lugar que devo sempre estar, isto é, curvado, reverente, quieto, silencioso, pois, ali sou aspergido por gotas que mancham positivamente a minha vida. Manchas que são reconhecidas na eternidade. Mancha que é espetaculo para todos os seres viventes no universo. A mancha da Cruz, a mancha do sangue ali derramado. A mancha que me arrancou do império das trevas e me levou para o Reino do Filho do Seu Amor. Não são poucas as vezes que tenho que responder perguntas do tipo: &#8220;E AGORA, PRA ONDE VOU? O QUE FAÇO? . Bem, não tenho outra resposta, VOLTE PARA O CAMINHO DA CRUZ. Corra para os pés da Cruz. Aquiete-se lá. Chore lá. Grite lá, mas, é ali que eu e você devemos ir sempre. Somos como aqueles filhos que quando corrigidos pelos pais, agarram-se nas pernas do pai e mesmo recebendo a correção que doí, preferem ficar ali, grudados aos pés do pai, pois, sabem que são amados, sabem que aquela correção conquanto dolorida na hora é o que lhe dará segurança prá vida. Aos pés da Cruz eu e você dizemos ao Criador; &#8220;&#8230;PAI, CORRIJA-NOS, MAS, NÃO NOS LANCE FORA DA SUA PRESENÇA..&#8221;  O CAMINHO DA GRAÇA É O CAMINHO DA CRUZ.  Um desemboca no outro. Se misturam. Não é possível fazer um e não fazer o outro.  Não é uma questão de escolha, mas, de reconhecimento. OU A CRUZ VALEU PRA TUDO OU NÃO VALEU PRA NADA. Crendo assim, prefiro o Caminho da Cruz que é o Caminho da Graça, que é, o caminho feito pra dentro de si mesmo e pra dentro daquEle que ó o próprio Caminho. &#8221; EU SOU O CAMINHO&#8230;&#8221; disse o Nazareno. </font></p>
<p><font size="2"></p>
<p>Deus te guarde no Caminho da Cruz, este lugar seguro pra se estar e ficar. </font></p>
<p><font size="2">Carlos Bregantim.</font></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Armínio versus Calvino, eterno duelo sem Graça !.</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 04:36:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Caminho Cristão traz aqui uma breve exposição entre dois pensamentos acerca da Teologia Sistemática clássica, especialmente no que tange a Soteriologia, ou seja, a Teologia da Salvação e também sobre o Fatalismo e a Prédestinação Absoluta e a Relativa, quais dessas teses estaria certa a ponto de conduzir o homem a Eternidade, ou a um duelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2" face="Arial">O Caminho Cristão traz aqui uma breve exposição entre dois pensamentos acerca da Teologia Sistemática clássica, especialmente no que tange a Soteriologia, ou seja, a Teologia da Salvação e também sobre o Fatalismo e a Prédestinação Absoluta e a Relativa, quais dessas teses estaria certa a ponto de conduzir o homem a Eternidade, ou a um duelo de pontos de vista sem Graça !?..boa leitura !..<span id="more-395"></span></font></p>
<p><font size="2" face="Arial">O termo Calvinismo é dado ao sistema teológico da Reforma protestante, exposto e defendido por João Calvino (1509-1564). Seu sistema de interpretação bíblica pode ser resumido em cinco pontos, conhecidos como &#8220;os 5 pontos do Calvinismo&#8221; (TULIP em inglês):</font></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>1 &#8211; (Depravação total)</strong> &#8211; Todos os homens nascem totalmente depravados, incapazes de se salvar ou de escolher o bem em questões espirituais;</font></small></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>2  &#8211; (Eleição incondicional)</strong> &#8211; Deus escolheu dentre todos os seres humanos decaídos um grande número de pecadores por graça pura, sem levar em conta qualquer mérito, obra ou fé prevista neles;</font></small></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>3 &#8211; (Expiação limitada)</strong> &#8211; Jesus Cristo morreu na cruz para pagar o preço do resgate somente dos eleitos;</font></small></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>4 &#8211; (Graça Irresistível)</strong> &#8211; A Graça de Deus é irresistível para os eleitos, isto é, o Espírito Santo acaba convencendo e infundindo a fé salvadora neles;</font></small></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>5 &#8211; (Perseverança dos Santos)</strong> &#8211; Todos os eleitos vão perseverar na fé até o fim e chegar ao céu. Nenhum perderá a salvação.</font></small></p>
<p><small><font face="Arial">O Arminianismo é o sistema de Teologia formulado por Jacobus Arminius (1560-1609), teólogo da Igreja holandesa, que resolveu refutar o sistema de Calvino.</font></small></p>
<p><small><font face="Arial">Armínio apresentou seu sistema em 5 pontos:</font></small></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>1 &#8211; Capacidade humana, Livre-arbítrio </strong>- Todos os homens embora sejam<br />
pecadores, ainda são livres para aceitar ou recusar a salvação que Deus<br />
oferece;</font></small></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>2 &#8211; Eleição condicional </strong>- Deus elegeu os homens que ele previu que teriam fé<br />
em Cristo;</font></small></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>3 &#8211; Expiação ilimitada</strong> &#8211; Cristo morreu por todos os homens e não somente<br />
pelos eleitos;</font></small></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>4 &#8211; Graça resistível</strong> &#8211; Os homens podem resistir à Graça de Deus para não<br />
serem salvos;</font></small></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>5 &#8211; Decair da Graça</strong> &#8211; Homens salvos podem perder a salvação caso não<br />
perseverem na fé até o fim.</font></small></p>
<p><font face="Arial"><small>O sistema teológico de Armínio foi derrotado no Sínodo de Dort em 1619 na Holanda, por ser considerado anti-bíblico.</small><br />
<small>Por incrível que possa parecer, hoje o Arminianismo é o sistema teológico adotado pela maior parte das igrejas evangélicas. As seitas e o Catolicismo Romano também rejeitam o Calvinismo.</small></font></p>
<p><font face="Arial"><small></small></font></p>
<p><font face="Arial"><small></small></font></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>Abaixo, uma tabela comparativa entre os dois sistemas teológicos:</strong></font></small></p>
<table border="1" width="460" style="width: 460px; height: 2729px">
<tr>
<td colSpan="3" bgColor="#800000">
<p align="center"><font color="#ffffff" face="Arial"><strong>ARMINIANISMO X CALVINISMO </strong></font></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td bgColor="#800000" align="center"><font color="#ffffff" face="Arial"><strong>Categoria</strong></font></td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font color="#ffffff" face="Arial"><strong>Arminianismo</strong></font></td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font color="#ffffff" face="Arial"><strong>Calvinismo</strong></font></td>
</tr>
<tr>
<td> </td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font size="2" color="#ffffff" face="Arial"><small><strong>1. Livre-Arbítrio ou Capacidade Humana</strong></small></font></td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font size="2" color="#ffffff" face="Arial"><small><strong>1. Incapacidade Total<br />
ou Depravação Total</strong></small></font></td>
</tr>
<tr>
<td><strong><font face="Arial">Depravação Total</font></strong></td>
<td vAlign="top"><font face="Arial"><font size="2"><small>Embora a queda de Adão tenha afetado seriamente a natureza humana, as pessoas não ficaram num estado de total incapacidade espiritual. Todo pecador pode arrepender-se e crer, por livre-arbítrio, cujo uso determinará seu destino eterno. O pecador precisa da ajuda do Espírito, e só é regenerado depois de crer, porque o exercíco da fé é a participação humana no novo nascimento.</small><br />
<strong><small>(Is 55:7; Mt 25:41-46; Mc 9:47-48; Rm 14:10-12; 2Co 5:10)</small></strong></font></font></td>
<td vAlign="top"><small><font face="Arial"><font size="2">O homem natural não pode sequer apreciar as coisas de Deus. Menos ainda salvar-se. Ele é cego, surdo, mudo, impotente, leproso espiritual, morto em seu pecado, insensível à graça comum. Se Deus não tomar a iniciativa, infundindo-lhe a fé salvadora, e fazendo-o ressuscitar espiritualmente, o homem natural continuará morto eternamente. <strong>(Sl 51:5; Jr 13:23; Rm 3:10-12; 7:18; 1Co 2:14; Ef 1:3-12; Cl 2:11-13)</strong></font></font></small></td>
</tr>
<tr>
<td> </td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font size="2" color="#ffffff" face="Arial"><small><strong>2. Eleição Condicional</strong></small></font></td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font size="2" color="#ffffff" face="Arial"><small><strong>2. Eleição Incondicional</strong></small></font></td>
</tr>
<tr>
<td><strong><font face="Arial">Eleição Incondicional</font></strong></td>
<td vAlign="top"><font face="Arial"><font size="2"><small>Deus escolheu as pessoas para a salvação, antes da fundação do mundo, baseado em Sua presciência. Ele previu quem aceitaria livremente a salvação e predestinou os salvos. A salvação ocorre quando o pecador escolhe a Cristo; não é Deus quem escolhe o pecador. O pecador deve exercer sua própria fé, para crer em Cristo e ser salvo. Os que se perdem, perdem-se por livre escolha: não quiseram crer em Cristo, rejeitaram a graça auxiliadora de Deus.</small><br />
<strong><small>(Dt 30:19; Jo 5:40; 8:24; Ef 1:5-6, 12; 2:10; Tg 1:14; 1Pe 1:2; Ap 3:20; 22:17) </small></strong></font></font></td>
<td vAlign="top"><small><font face="Arial"><font size="2">Deus elegeu alguns para a salvação em Cristo, reprovando os demais. Aos eleitos Deus manifesta a Sua misericórdia e aos reprovados a Sua justiça. Deus não tem a obrigação de salvar ninguém, nem homens nem anjos decaídos. Resolveu soberanamente salvar alguns homens (reprovando todos os demais) e torná-los filhos adotivos quando eram filhos das trevas. Teve misericórdia de algumas criaturas, e deixou as demais (inclusive os demônios) entregues às suas próprias paixões pecaminosas. A salvação é efetuada totalmente por Deus. A fé, como a salvação, é dom de Deus ao homem, não do homem a Deus. <strong>(Ml 1:2-3; Jo 6:65; 13:18; 15:6; 17:9; At 13:48; Rm 8:29, 30-33; 9:16; 11:5-7; Ef 1:4-5; 2:8-10; 2Ts 2:13; 1Pe 2:8-9; Jd 1:4)</strong></font></font></small></td>
</tr>
<tr>
<td> </td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font size="2" color="#ffffff" face="Arial"><small><strong>3. Redenção Universal ou Expiação Geral</strong></small></font></td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font size="2" color="#ffffff" face="Arial"><small><strong>3. Redenção Particular ou Expiação Limitada</strong></small></font></td>
</tr>
<tr>
<td><font face="Arial"><strong>Expiação Limitada</strong></font></td>
<td vAlign="top"><small><font face="Arial"><font size="2">O sacrifício de Cristo torna possível a toda e qualquer pessoa salvar-se pela fé, mas não assegura a salvação de ninguém. Só os que crêem nEle, e todos os que crêem, serão salvos.<br />
<strong>(Jo 3:16; 12:32; 17:21; 1Jo 2:2; 1Co 15:22; 1Tm 2:3-4; Hb 2:9; 2Pe 3:9; 1Jo 2:2)</strong></font></font></small></td>
<td vAlign="top"><small><font face="Arial"><font size="2">Segundo Agostinho, a graça de Deus é &#8220;suficiente para todos, eficiente para os eleitos&#8221;. Cristo foi sacrificado para redimir Seu povo, não para tentar redimi-lo. Ele abriu a porta da salvação para todos, porém, só os eleitos querem entrar, e efetivamente entram.<br />
<strong>(Jo 17:6,9,10; At 20:28; Ef 5:15; Tt 3:5)</strong></font></font></small></td>
</tr>
<tr>
<td> </td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font size="2" color="#ffffff" face="Arial"><small><strong>4. Pode-se Efetivamente Resistir ao Espírito Santo</strong></small></font></td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font size="2" color="#ffffff" face="Arial"><small><strong>4. A Vocação Eficaz do Espírito<br />
ou Graça Irresistível</strong></small></font></td>
</tr>
<tr>
<td><font face="Arial"><strong>Graça Irresistível</strong></font></td>
<td vAlign="top"><font face="Arial"><font size="2"><small>Deus faz tudo o que pode para salvar os pecadores. Estes, porém, sendo livres, podem resistir aos apelos da graça. Se o pecador não reagir positivamente, o Espírito não pode conceder vida. Portanto, a graça de Deus não é infalível nem irresistível. O homem pode frustrar a vontade de Deus para sua salvação.</small><br />
<strong><small>(Lc 18:23; 19:41-42; Ef 4:30; 1Ts 5:19)</small></strong></font></font></td>
<td vAlign="top"><font face="Arial"><font size="2"><small>Embora os homens possam resistir à graça de Deus, ela é, todavia, infalível: acaba convencendo o pecador de seu estado depravado, convertendo-o, dando-lhe nova vida, e santificando-o. O Espírito Santo realiza isto sem coação. É como um rapaz apaixonado que ganha o amor de sua eleita e ela acaba casando-se com ele, livremente. Deus age e o crente reage, livremente. Quem se perde tem consciência de que está livremente rejeitando a salvação. Alguns escarnecem de Deus, outros se enfurecem, outros adiam a decisão, outros demonstram total indiferença para as coisas sagradas. Todos, porém, agem livremente.</small><br />
<strong><small>(Jr 3:3; 5:24; 24:7; Ez 11:19; 20; 36:26-27; 1Co 4:7; 2Co 5:17; Ef 1:19-20; Cl 2:13; Hb 12:2)</small></strong></font></font></td>
</tr>
<tr>
<td> </td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font size="2" color="#ffffff" face="Arial"><small><strong>5. Decair da Graça</strong></small></font></td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font size="2" color="#ffffff" face="Arial"><small><strong>5. Perseverança dos Santos</strong></small></font></td>
</tr>
<tr>
<td><font face="Arial"><strong>Perseverança dos Santos</strong></font></td>
<td vAlign="top"><font face="Arial"><font size="2"><small>Embora o pecador tenha exercido fé, crido em Cristo e nascido de novo para crescer na santificação, ele poderá cair da graça. Só quem perseverar até o fim é que será salvo.</small><br />
<strong><small>(Lc 21:36; Gl 5:4; Hb 6:6; 10:26-27; 2Pe 2:20-22)</small></strong></font></font></td>
<td vAlign="top"><font face="Arial"><font size="2"><small>Alguns preferem dizer &#8220;perseverança do Salvador&#8221;. Nada há no homem que o habilite a perseverar na obediência e fidelidade ao Senhor. O Espírito é quem persevera pacientemente, exercendo misericórdia e disciplina, na condução do crente. Quando ímpio, estava morto em pecado, e ressuscitou: Cristo lhe aplicou Seu sangue remidor, e a graça salvífica de Deus infundiu-lhe fé em para crer em Cristo e obedecer a Deus. Se todo o processo de salvação é obra de Deus, o homem não pode perdê-la! Segundo a Bíblia, é impossível que o crente regenerado venha a perder sua salvação. Poderá até pecar e morrer fisicamente (1Co 5:1-5). Os apóstatas nunca nasceram de novo, jamais se converteram.</small><br />
<strong><small>(Is 54:10; Jo 6:51; Rm 5:8-10; 8:28-32, 34-39; 11:29; Fp 1:6; 2Ts 3:3; Hb 7:25)</small></strong></font></font></td>
</tr>
<tr>
<td> </td>
<td vAlign="top"><strong><small><font size="2" face="Arial">Rejeitado pelo Sínodo de Dort</font></small></strong><small><font size="2" face="Arial">Este foi o sistema de pensamento contido na &#8220;Remonstrância&#8221; (embora originalmente os cinco pontos não estivessem dispostos nessa ordem). Esse sistema foi apresentado pelo arminianos à Igreja na Holanda em 1610, mas foi rejeitado pelo Sínodo de Dort em 1619 sob a justificativa de que era anti-bíblico.</font></small></td>
<td vAlign="top"><strong><small><font size="2" face="Arial">Reafirmado pelo Sínodo de Dort</font></small></strong><small><font size="2" face="Arial">Este sistema de teologia foi reafirmado pelo Sínodo de Dort em 1619 como sendo a doutrina da salvação contida nas Escrituras Sagradas. Naquela ocasião, o sistema foi formulado em &#8220;cinco pontos&#8221; (em resposta aos cinco pontos apresentados pelos arminianos) e desde então tem sido conhecido como &#8220;os cinco pontos do calvinismo&#8221;.</font></small></td>
</tr>
</table>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Armagedons Pessoais&#8221; &#8211; Clássico de Billy Graham.</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 16:55:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Avivamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Por que existe o sofrimento?   Por que há tanto mal no mundo?  Que posso fazer para diminuir a minha dor, e que futuro espera este mundo? Como irá me afetar pessoalmente? Que posso fazer enquanto esse futuro não chega? Nós não buscamos as tribulações deliberadamente na vida. Elas chegam. O sofrimento é um fato universal. Ninguém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Por que existe o sofrimento?  </span></span></p>
<p align="left"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Por que há tanto mal no mundo?  </span></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Que posso fazer para diminuir a minha dor, </span></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">e que futuro espera este mundo? </span></span></p>
<p align="left"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Como irá me afetar pessoalmente?</span></span></p>
<p align="left"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Que posso fazer enquanto esse futuro não chega?</span></span></p>
<p align="left"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p></o:p></span>Nós não buscamos as tribulações deliberadamente na vida. Elas chegam. O sofrimento é um fato universal. Ninguém pode escapar das suas garras. A chuva cai sobre o justo e o pecador. Todos enfrentamos armagedons pessoais. </span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p><span id="more-378"></span></o:p></span></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Algumas pessoas acreditam, erroneamente, que se tornar um cristão será um abrigo para as tempestades pessoais da vida. Uma história de muitos de nossos hinos religiosos rapidamente desfará tal mito. Um grande número de nossos hinos e canções espirituais favoritos foram compostos nas situações mais penosas da vida de seus autores&#8230;</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Charlotte Elliot escreveu <em>Assim como sou</em> quando era uma inválida desamparada, Frances Ridley Havergal, autora de <em>Tome a minha vida</em> e muitos outros hinos, tinha uma saúde péssima. Fanny Crosby era cega, no entanto, do seu sofrimento, nasceram lindas canções, como <em>A salvo nos braços de Jesus</em>. O hino <em>Deus age de uma maneira misteriosa</em> foi composto pelo poeta William Cowper numa hora de grande aflição mental. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Uma das partes mais lindas da Bíblia é o Livro dos Salmos. Por causa da ampla gama de estados de espírito e de experiências que ele representa, nós procuramos o <em>Livro dos Salmos</em> com muita freqüência. Podemos nos identificar com ele e achar consolo nele porque reflete a vida real, com suas alegrias e tristezas. Muitos dos Salmos foram escritos durante períodos de crises pessoais e nacionais. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O Salmo 137 expressa a dor e a agonia de um povo banido da sua terra natal: <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">&#8220;Junto aos rios de Babilônia, ali nos assentamos, nos pusemos a chorar, ao recordarmo-nos de Sião. Nos salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.&#8221; (Salmos 137:1,2) <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Depois de devastar a terra de Israel, o exército babilônio forçara os seus cativos a marcharem para uma terra estranha e um futuro aterrador. Deprimidos e abatidos, os hebreus abandonaram seus instrumentos musicais. Não sobrara canção alguma em seus corações. Este salmo reproduz com agudeza os sentimentos de um povo refugiado. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Muitos dos salmos refletem as crises pessoais enfrentadas por Davi, o maior rei de Israel. Nós o vemos como um homem de êxitos inacreditáveis – sua vitória juvenil sobre Golias, o gigante filisteu, a sua admirável ascensão de pastor a monarca, suas vitórias notáveis sobre os inimigos de Israel. Porém, Davi também foi um homem de tristezas insuportáveis. Acusado injustamente de traição, foi forçado a viver como fugitivo durante anos. Um de seus filhos morreu quando bebê, alguns eram moralmente corruptos, outros foram implacavelmente assassinados. A certa altura de seu reinado, a sua própria nação se voltou contra ele, quando outro de seus filhos tentou dar um golpe de Estado. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Deus chamou Davi de &#8220;um homem que (Me) agrada&#8221; (I Sam. 13:14). Embora fosse óbvio que Deus amava Davi, não o isentou do sofrimento. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Ninguém está isento do toque da tragédia: nem os cristãos nem os não-cristãos; nem os ricos nem os pobres; nem o líder nem o seguidor. Cruzando todas as barreiras raciais, sociais, políticas e econômicas, o sofrimento une toda a humanidade. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-weight: normal; font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-weight: normal; font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-weight: normal; font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p></o:p></span>  <span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><strong>A<span>  </span>Realidade<span>  </span>do<span>  </span>Sofrimento<o:p></o:p></strong></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p><strong> </strong></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p><strong> </strong></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p></o:p></span>  <span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">É difícil falar sobre o sofrimento ou escrever sobre ele, pois não é algo que possa ser adequadamente examinado fora da esfera da experiência. Ele não é abstrato nem é filosófico. É real e concreto. Deixa cicatrizes. Quando os ventos da adversidade passam, poucas vezes permanecemos os mesmos. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Só compreende o significado do sofrimento quem já passou por alguma crise. E, muitas vezes, é apenas em retrospecto que nos damos conta do propósito e do valor de nosso sofrimento. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Já notou que aqueles que causam o maior impacto sobre a sociedade são, em geral, aqueles que mais sofreram? <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O sofrimento na vida fortalece o caráter de uma pessoa, fazendo com que ela procure energias desconhecidas para superá-lo. As pessoas que passam pela vida sem serem marcadas pelo sofrimento ou tocadas pela dor tendem a ser superficiais nas suas perspectivas de vida. O sofrimento, por outro lado, tende a arar a superfície de nossas vidas para deixar à mostra as profundezas que oferecem uma força maior de propósito e realizações. Somente a terra profundamente arada pode dar uma colheita rica. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">A dor tem muitas faces. Pode-se sofrer física, mental, emocional, psicológica e espiritualmente. Nossas dificuldades raramente ficam confinadas a apenas uma dessas áreas; elas tendem a se sobrepor em experiências humanas. Os sofrimentos mais intensivos podem ser induzidos psicologicamente e freqüentemente levarem a complicações na esfera física. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Existem tantas feridas invisíveis quanto visíveis, e pode haver dificuldade <st1:personname ProductID="em diagnosticá-las. Sabemos" w:st="on">em diagnosticá-las. Sabemos</st1:personname> que a parte invisível do homem é muitas vezes a vítima da mais debilitante das dores. Em certas circunstâncias, um homem pode suportar uma dor física cruciante; e, no entanto, pode ser derrubado por uma palavra cruel. Quando ouvimos a história da tortura infligida a um prisioneiro de guerra, ficamos estupefatos com a sua coragem pessoal e a resistência do corpo humano. Porém, a vida desse mesmo homem pode ser devastada por uma única palavra ou ato perpetrado com perversidade. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">As Escrituras têm muito a dizer sobre o poder da língua para infligir crueldade. O salmista escreveu que as palavras amargas são como flechas mortais. Tiago escreveu: &#8220;Assim a língua também é um pequeno membro, mas se gaba de grandes coisas. Vede como um pouco de fogo abrasa um grande bosque! E a língua é um fogo, um mundo de iniqüidade colocado entre os nossos membros, a língua, que contamina o corpo todo e incendeia o curso da vida.&#8221; (Tiago 3:5, 6) <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O homem é capaz de grandes vitórias e é suscetível a grandes derrotas. O homem é a um só tempo forte e sensível. Como exclamou o salmista: &#8220;Graças te darei, pois sou assombrosa e maravilhosamente feito.&#8221; (Salmos 139:14) <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Precisamos tentar aplicar intensamente esta sensibilidade ao lidar com o sofrimento, em especial ao considerar os sofrimentos dos outros. Não podemos sentir a dor de outrem. Podemos ver a angústia no seu rosto e tentar empatizar com ela. Porém, não temos as suas terminações nervosas. Não podemos conhecer integralmente a magnitude da sua angústia. Jamais devemos minimizar o sofrimento de outrem. A Escritura manda: &#8220;Chora com os que choram.&#8221; (Romanos 12:15) <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Nossos sofrimentos físicos expressam uma grande verdade. Como escreveu convincentemente C.S. Lewis: &#8220;a dor&#8230; finca a bandeira da verdade dentro da fortaleza de uma alma rebelde&#8221;. A verdade é a seguinte: o corpo do homem é mortal, temporal. O homem precisa enxergar além de si mesmo para encontrar a imortalidade.<span>  </span><o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O sofrimento é um dos meios de Deus falar conosco. Por intermédio da dor, percebemos a necessidade que temos dEle. Quando estamos em crise, ouvimos as suas chamadas. Citando novamente C.S. Lewis: &#8220;Deus sussurra para nós em nossos prazeres, fala na nossa consciência, mas grita nas nossas dores. O sofrimento é o seu megafone para despertar um mundo surdo.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Se nosso sofrimento nos conduz a Deus, ele se tornou um amigo abençoado e precioso. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Somos gratos à medicina moderna pela descoberta da cura para tantas doenças e pelos enormes passos dados no controle de outras. Através de muita dedicação, fazem-se progressos diários na descoberta de novas maneiras de aliviar os sofrimentos físicos da humanidade. Muitas vidas foram salvas e agora estão sendo mantidas como resultado desses avanços científicos. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">E, no entanto, a dor ainda está conosco. Muitos de vocês conhecem a realidade do câncer, de derrames, infartos, defeitos congênitos, aleijões resultantes de desastres. Muitos de vocês estão acamados e padecendo dores atrozes há anos. Alguns de vocês estão chocados com a descoberta da moléstia terminal de um amigo ou parente. Talvez você próprio esteja enfrentando a perspectiva da morte. Deixe que eu lhe assegure que não precisa enfrentar sozinho essa situação. Deus quer consolá-lo e ajudá-lo. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Certos sofrimentos advêm como resultado natural da deterioração do corpo. Certas formas de sofrimento físico nos são infligidas por outras pessoas. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Por toda a história do cristianismo, os seguidores de Cristo vêm sofrendo perseguições. Num pais africano, um jovem diretor de escola cristão foi arrancado de seu gabinete e levado para a rua, onde seria fuzilado. Os moradores curiosos da cidade amontoavam-se de um lado da rua, os alunos da escola de outro. O jovem diretor perguntou aos seus captores se podiam lhe dar alguns minutos e, quando eles concordaram, ele cantou: &#8220;Da minha servidão, tristeza e noite, Jesus, saio eu; Jesus, saio eu.&#8221; Depois disso, foi morto. O sangue dos mártires é a semente da igreja. Enquanto os cristãos nos Estados Unidos professam a sua crença sem a ameaça de maus tratos físicos, milhares de seus irmãos em Cristo pelo mundo todo foram torturados e martirizados por confessar o nome de Cristo. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Pode chegar o dia em que os americanos tenham que enfrentar uma perseguição intensa por sua fé. Você está preparado para enfrentar o martírio? Jesus deu a Sua vida por você. Pode ser que você seja chamado a dar a sua por Ele. Deus tem muitas promessas preciosas para aqueles que sofrem por Cristo. Nós as examinaremos no decorrer deste livro. </span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><strong>Sofrimento<span>  </span>Mental</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">E.Stanley Jones nos conta a história de um pastor que estava preparando uma série de dez sermões sobre o tema &#8220;Como evitar um esgotamento nervoso&#8221;. Antes que o seu trabalho estivesse completo, ele mesmo teve um esgotamento. A pressão de tentar terminar o trabalho dentro do prazo foi demais para ele. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Todos nós experimentamos alguma forma de ansiedade mental durante nossas vidas. O espectro do sofrimento mental é amplo. Vai da preocupação de um jovem que vai conhecer uma pessoa apresentada por um amigo, até o esgotamento nervoso do executivo de uma grande firma. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Todos somos suscetíveis à depressão. Os cristãos não fogem à regra. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Elias</span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">, o dinâmico e dedicado profeta de Deus, defendeu valente e eficazmente a causa de Deus em confrontos aterradores com o paganismo. Elias subiu aos píncaros da fé ao resistir às continuadas ameaças do malvado rei Acabe e de sua perversa mulher, Jezabel (1 Reis 19). Porém, chegou a uma certa altura da vida em que quis desistir completamente. Até mesmo as tarefas mais simples da vida tornaram-se <em>grandes demais para serem suportadas</em>. &#8220;Já chega&#8221;, disse ele. &#8220;Agora, Senhor, tira-me a vida.&#8221; Ele estava assoberbado por uma combinação de exaustão e depressão. Deus não atendeu ao seu pedido, nem o repreendeu. Deus sabia que Elias sofria de exaustão e depressão e deu a ele aquilo de que precisava: sono e comida e a reafirmação de que não estava só. Deus enxergou a raiz do problema de Elias; ele esgotara as suas reservas físicas e mentais. Ele ultrapassara o seu ponto crítico. Alguém já disse: &#8220;Muitos problemas são resolvidos por uma boa noite de sono.&#8221; Porém, os problemas que ainda permanecem conosco quando acordamos necessitam do toque especial de Deus. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Uma outra figura importante na história do cristianismo sofreu de modo semelhante. No final de um ministério popular e florescente, <span>João Batista </span>foi aprisionado por Herodes Ântipas, governador da Galiléia. João, o homem do deserto com a sua amplidão e liberdade, e um pedaço de céu sem fim, estava preso numa masmorra escura e úmida. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Durante o tempo em que esteve preso, a fé de João foi abalada até seus alicerces. Este era o mesmo João que dissera: &#8220;Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo?&#8221; (João 1:29) O que o fizera questionar? <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Ele compreendera quando alguns de seus discípulos o abandonaram para seguir a Jesus. E então denunciara Herodes por estar vivendo com a mulher do irmão e foi preso. É Mateus quem nos diz: &#8220;Como João no cárcere tivesse ouvido falar das obras de Cristo, mandou pelos seus discípulos perguntar-lhe: És tu aquele que há de vir, ou é outro o que devemos esperar?&#8221; (Mateus 11:2,3) <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O que João ouvira contar? Que obras de Jesus? Ouvira contar que Ele comera com os publicamos e os pecadores? Que Ele tivera compaixão de uma mulher adúltera – o mesmo pecado de adultério que João denunciara e que o levara à prisão? Ou ouvira contar de Seus milagres? <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Jesus podia ter salvado João e não o salvou; nenhuma palavra de protesto se erguera contra a gesto de Herodes; a prisão que não se abria – inexplicado. Talvez fosse tudo isso combinado que fizera com que a fé de João fraquejasse. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">A resposta de Nosso Senhor ao profeta aflito é notável. Depois de tranqüilizar João quanto à sua identidade, Ele louvou tanto a João quanto ao seu ministério (Mateus 11:1-11). Vance Havner fez a seguinte observação sobre este episódio: &#8220;Enquanto João falava o pior sobre Jesus, Jesus falava o melhor sobre João.&#8221; <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">As pessoas deprimidas precisam de reafirmação e encorajamento. Jesus sabia disso e agia nesse sentido. Podemos aprender muito com o modo como Deus tratou Elias e como Jesus tratou João Batista. Eles podem servir como modelos para cuidarmos daqueles que sofrem de ansiedades mentais. As pessoas aflitas precisam de uma mão suave e prestativa e de palavras de encorajamento. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Os cristãos são particularmente suscetíveis à exaustão que leva à depressão. Com um sentido de dedicação a Deus que os inspira a trabalhar diligentemente para o Seu reino, eles com freqüência empreendem tarefas imensas e ignoram os sinais de advertência. Sem ninguém para ajudá-los e vendo que o serviço tem que ser feito, eles se excedem no trabalho e acabam nas garras da depressão. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Os que desempenham os papéis de liderança cristã precisam estar alertas para tais casos. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Cada um de nós tem o seu conjunto de capacidades e talentos único e dado por Deus – o seu potencial pessoal de realização. Nem todos trabalhamos à mesma velocidade ou atingimos as mesmas alturas. Deus não quer as pessoas competindo entre si. Ele quer que compitamos contra nós mesmos – para aprender a trabalhar dentro de nossas capacidades individuais. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Jesus narrou uma parábola em que ensinou que chegará o dia em que os feitos de cada cristão serão avaliados por Ele pessoalmente. Jesus explicou que não julgaria um homem pelo que ele faz em comparação com os outros, mas sim pelo que faz com as aptidões que Deus lhe deu. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Deus nos deu a todos capacidades e potenciais especiais e certas <em>limitações</em>. Que desenvolvamos as nossas capacidades e lutemos para trabalhar em direção a nossos potenciais. Mas que aprendamos onde fica o nosso ponto crítico. Às vezes é simplesmente uma questão de seguir em frente, parar para um descanso e depois continuar. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Uma máquina bem ajustada é que tem o seu melhor desempenho. Uma vida cristã bem ajustada e equilibrada é que será a mais produtiva para o reino de Deus.</span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><strong>Sofrimento<span>  </span>Emocional<span>  </span>e<span>  </span>Psíquico</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Todos sofremos desapontamentos na vida. Às vezes, o efeito sobre nós pode ser pequeno. Noutras vezes, nossas vidas podem ser devastadas. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">A <em>solidão</em>, por exemplo, pode ser tão intensa que o funcionamento adequado como homem ou mulher seja quase impossível. Pouco depois do falecimento do príncipe Alberto, a rainha Vitória confidenciou a seu grande amigo Dean Stanley que estava &#8220;sempre desejando consultar uma pessoa que não está aqui, lutando sozinha com uma sensação constante de desolação&#8221;. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Muitos de vocês estão sendo <em>rejeitados</em> e, por causa disso, estão sofrendo muito. Eis aí uma mágoa que causa grandes danos, pois nos afeta bem lá no fundo. Possivelmente, um namorado ou namorada o/a trocou por outra pessoa. Ou o seu casamento está se desmoronando por causa de terceiros. Ou quem sabe foi entrevistado para um emprego importante e não o conseguiu. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Vemos tanto sofrimento emocional e psicológico hoje em dia entre os nossos jovens. A principal causa de morte entre os estudantes universitários é o <em>suicídio</em>. A geração atual pode enfrentar pressões maiores do que qualquer outra geração dos tempos modernos. Academicamente, os estudantes competem desde o ginásio por posições de elite nas universidades. Uma das principais faculdades de medicina americana, para a qual só entram os alunos mais qualificados, tem uma vaga para cada quatrocentos candidatos. É preciso ser muito forte para suportar esse tipo de competição. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Muitos estudantes se preparam para um futuro em determinada carreira e se defrontam com um mercado de trabalho em declínio. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O custo da instrução está cada vez maior, forçando muitos estudantes a suportarem a responsabilidade de trabalhar enquanto ainda cursam a escola. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">De um modo geral, nas últimas décadas, a nossa sociedade vem desencorajando a juventude a procurar ajuda <st1:personname ProductID="em Deus. Sem Deus" w:st="on">em Deus. Sem Deus</st1:personname> como fonte de orientação e força, os jovens começaram a fugir através das drogas, o que criou novos e profundos problemas. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">As <em>inseguranças</em> podem ser perniciosas. Temos medos que nos atormentam e nos impedem de viver novas aventuras e realizar novos feitos. Muitas vezes hesitamos em ser agressivos em certas situações porque tememos o fracasso. Pode haver um serviço a ser feito, mas não nos sentimos adequados ou qualificados. Ou achamos que não podemos fazer um serviço tão bom quanto nosso antecessor. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Como você se sentiria tomando o lugar de Moisés, aquele homem milagroso que Deus escolheu para conduzir o povo hebreu na sua fuga do cativeiro egípcio? Aparentemente, Josué, o aprendiz bem treinado de Moisés que conduziria os israelitas à Terra Prometida, experimentou uma grande sensação de insegurança. Durante uma &#8220;conversa de estimulo&#8221; que teve com o novo líder, Deus teve que lhe dizer três vezes para não ter medo. E, na terceira vez, Deus explicou por que Josué poderia começar confiante as suas novas responsabilidades: <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">&#8220;Não to mandei eu? Sê corajoso. e forte: não te atemorizes, nem te espantes; <em>porque Jeová teu Deus estará contigo por ande quer que andares</em>.&#8221; (Josué 1:9 – o grifo é meu.) <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Deus prometeu a Sua presença. E onde Deus está, lá também encontramos a Sua paz e o Seu poder – um poder que nos permite sobrepujar o desalento e que nos guia através das derrotas na vida. Como veremos, Deus pode até mesmo usar nossos desapontamentos para trazer o bem para nossas vidas. Deus não pede que sejamos bem sucedidos, mas que sejamos obedientes. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Temos que nos lembrar de que <em>somos</em> vasos fracos, através dos quais Deus pode canalizar Seu poder para realizar Seus propósitos. Como costuma dizer um conferencista: &#8220;Deus, eu não posso, mas o Senhor pode, então, vamos em frente!&#8221; <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Os problemas emocionais e psicológicos podem resultar de coisas que surgem em nossas vidas. Mas também podemos ser prejudicados por aquelas coisas que não surgem em nossas vidas. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Algumas pessoas são emocionalmente incapacitadas por causa de uma ausência de amor em suas vidas – em especial na infância. Os que não receberam amor no começo da vida têm dificuldade em dar amor no decorrer da vida. Apesar disso, não importa o quão desordenadas e confusas possam ser as nossas vidas, Deus é capaz de nos dar a paz e Ele pode padronizar de novo nossas vidas.<o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><strong>Sofrimentos<span>  </span>Espirituais</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Nem toda a dor é destrutiva. Há um sentido no qual a dor age como um sistema de alerta, advertindo-nos de que se faz necessária uma assistência médica. Isso também se aplica ao plano espiritual. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Há vezes em que nos agoniamos por causa de pecados inconfessos em nossas vidas. Nossa culpa explode nos relacionamentos tensos, hábitos nervosos, noites insones. Nossas consciências ficam muito pesadas, até buscarmos a cura com o Grande Médico. &#8220;Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e para nos purificar de toda a injustiça.&#8221; (João 1:9) <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">A luta contra o pecado pode produzir uma forma de sofrimento. A Bíblia se refere a isso como uma batalha. Porém, não entramos indefesos na batalha. Deus nos equipa com a Sua &#8220;armadura completa&#8221; (Efésios 6:13). Jesus pode nos libertar do poder de Satanás e do pecado. Não somos obrigados a ceder às nossas tentações. Mas Deus espera que lutemos. Deus não promete livrar-nos da batalha, mas sim livrar-nos pela batalha. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Quando nos tornamos cristãos, ganhamos um amigo, o Senhor Jesus Cristo. Mas também ganhamos um inimigo – Satanás. Satanás tenta desviar-nos da trilha do progresso espiritual. E busca destruir aquilo que nos auxilia. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Mas precisamos nos lembrar do seguinte: Primeiro, <em>Satanás não é onipotente</em>. Não é um equivalente de Deus. Ele é um anjo caído, não um deus caído. Segundo, <em>nada pode surgir em nossas vidas sem o conhecimento e a permissão de Deus</em>. Na verdade, Satanás está sob a autoridade de Deus. Ele teve que receber a permissão de Deus para testar Jó. Terceiro, <em>Deus pode extrair o bem das provações e aflições</em> que Satanás tenta colocar no caminho dos cristãos. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O Evangelho registra um episódio na vida de Jesus, no qual Ele estava no meio de uma doutrinação na sinagoga. Inesperadamente, um homem possuído pelo demônio se pôs de pé e começou a berrar. Era Satanás tentando perturbar a sessão, pois não queria que o auditório aprendesse sobre o reino de Deus e as verdades da vida eterna. Imediatamente, Jesus expulsou o demônio, demonstrando, assim, a Sua completa autoridade sobre o mundo espiritual. O auditório, que já estava impressionado com a Sua doutrinação, estava agora duplamente impressionado com Seu poder (Marcos 1:21-27). O que Satanás tentou fazer para prejudicar Jesus, na verdade, o auxiliou. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Satanás deve ser a personalidade mais frustrada do universo! O seu exército de demônios é obrigado a obedecer a Jesus, e qualquer coisa que o demônio faça para deixar desanimado um cristão Deus pode utilizar para o beneficio do cristão. Às vezes, Ele permite que soframos para podermos crescer espiritualmente. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Na maioria das vezes, o sofrimento não pode ser exata ou totalmente entendido, exceto <st1:personname ProductID="em retrospecto. Só" w:st="on">em retrospecto. Só</st1:personname> quando o tempo tiver cessado e a eternidade começado, Jó compreenderá por que Deus permitiu que ele fosse testado como foi. Só então o papel desafiador e confortador que ele desempenhou ao longo dos séculos, em inúmeros milhares de vidas, será inteiramente conhecido. <o:p></o:p></span><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span></strong><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p></o:p></span></strong> <span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><strong>Deus<span>  </span>Quer<span>  </span>Ajudá-lo</strong></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Recentemente, a ciência inventou uma máquina notável, o explorador corporal, que pode detectar no corpo disfunções que escapam até dos raios X. Às vezes, temos feridas que são profundas e sensíveis demais para os outros enxergarem ou ajudarem. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Porém, quem, exceto o próprio Deus, pode explorar o meu eu invisível – meu coração, minha alma, meu espírito? Há feridas em nossas personalidades que são profundas e complicadas demais até para as técnicas modernas mais sofisticadas diagnosticarem ou solucionarem. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Somente o próprio Deus, que nos criou, pode nos compreender inteiramente. Como disse o salmista: &#8220;Jeová, tu me sondas e conheces; tu conheces o meu sentar e o meu levantar, de longe entendes o meu pensamento.&#8221; (Salmos 139:1,2) Somente Deus pode diagnosticar com precisão o nosso problema, e Ele nos mostrará como resolvê-lo. E quando não houver solução, Ele nos dará a graça de viver com o problema. Somente Deus pode responder à nossa pergunta: &#8220;Por quê?&#8221; E, se não houver resposta, dar-nos a Sua paz e a graça de viver com &#8220;o que não tem resposta.&#8221; <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Deus quer nos ajudar quando sofremos. Ele pode dar a Sua <em>presença</em> para o consolo, o Seu <em>poder</em> para a resistência ao sofrimento, o Seu <em>propósito</em> para podermos discernir a nossa situação. E Ele pode produzir dentro de nós qualidades valiosas, que reforçarão e moldarão nossas vidas. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Deus pode nos ajudar porque somente Ele sabe <em>por que</em> estamos sofrendo e <em>aonde </em>o sofrimento pode nos levar. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Ele também pode nos ajudar porque Ele sabe <em>o que</em> significa sofrer. Quando atravessamos épocas difíceis e nos voltamos para alguém em busca de conselho e conforto, procuramos quem possa entender – alguém que já tenha passado por uma situação semelhante e possa sintonizar com nossos sentimentos. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Deus pode nos entender porque sofreu na pessoa de Seu filho. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">O Filho de Deus deixou os reinos dos céus, tornou-se homem e viveu 33 anos num mundo de sofrimento. Pregou para os sofredores. Enfrentou todo o tipo de problemas físicos, mentais, emocionais, psicológicos e espirituais – e demonstrou a Sua capacidade de lidar com cada um deles. O seu problema não é novo para o Senhor Jesus Cristo. Ele não fica nem surpreso nem desconcertado com ele. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Jesus não apenas viu os sofrimentos dos outros – Ele próprio sofreu. Experimentou as mesmas provações e tentações que você enfrenta. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Conheceu o sofrimento <em>físico</em>. Às vezes, sentia que seu sacerdócio era fisicamente exaustivo e precisava buscar um alívio. Quanto a conhecer a intensa dor física, suportou uma tortura cruel e uma morte dolorosa: flagelação e crucificação. Conheceu o sofrimento <em>mental, emocional e psicológico</em>. Muitas vezes, experimentou a <em>rejeição</em> pessoal. Seus irmãos zombavam dEle e de Seu ministério. Quando pregou na Sua cidade natal, as pessoas correram com Ele da aldeia e até tentaram matá-lo. Os líderes religiosos da Sua própria nação acabaram por planejar a Sua morte. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">E Jesus experimentou a <em>solidão</em>. Às vezes, até os Seus apóstolos O entendiam mal. Quem podia se relacionar integralmente numa amizade com alguém que era, a um só tempo, Deus e homem? Após um longo dia de trabalho exaustivo, Jesus não tinha esposa e família para quem Se voltar e encontrar consolo e encorajamento. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">E imaginem o trauma de deixar o ambiente do céu, onde era reconhecido e reverenciado como Filho de Deus por milhares de anjos, e vir para uma terra marcada por pecados onde foi recebido com desprezo e desdém. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Jesus conheceu o sofrimento <em>espiritual</em>. No começo de Seu ministério público, Satanás O tentou impiedosamente por quarenta dias. E Satanás sempre retornou, ao longo do sacerdócio de Jesus, para tentar derrotar o Filho de Deus e desviá-lo de Sua missão. Jesus o enfrentou e venceu a batalha. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">E Jesus experimentou um sofrimento espiritual mais intenso do que você ou eu jamais experimentaremos. Durante um certo tempo, enquanto estava na cruz, sentiu o horror da separação de Deus e gritou: &#8220;Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?&#8221; Para Jesus, esta foi a maior agonia de todas. Ser abandonado pelo Pai que O amava – ver o Pai dar as costas ao Filho –, este foi o sofrimento supremo, a penalidade máxima para o pecado. Você e eu, se tivermos recebido Cristo como Salvador, jamais teremos que nos separar de Deus, porque Jesus pagou a penalidade pelo pecado. É por isso que Paulo pode afirmar, com tanta confiança: <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">&#8220;Pois estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as cousas presentes, nem as futuras, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que é <st1:personname ProductID="em Cristo Jesus" w:st="on">em Cristo Jesus</st1:personname> nosso Senhor.&#8221; (Romanos 8:38,39). <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Nada jamais nos separará de Deus! Como Jesus, no Seu sofrimento, foi separado de Deus para o nosso bem, agora temos a <em>vida eterna</em> ao confiar nEle como Salvador. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">E assim o Filho de Deus pode relacionar-se conosco na hora do nosso sofrimento. Pode relacionar-se com a nossa dor – pode fazer algo por nós. Como expressa com tanta beleza o hino de Thomas Moore: <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Vinde, ó desconsoladas, onde quer que languesçais <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Vinde ao centro da misericórdia. ajoelhai-vos fervorosamente <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Trazei para cá vossos corações feridos, contai aqui a vossa angústia <o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">A terra não tem tristeza que o céu não possa curar</span></em><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">.</span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Deus quer nos ajudar. Você pode estar passando por dificuldades, nesse momento. Ou talvez a sua vida esteja atualmente isenta de tragédias. A despeito das circunstâncias momentâneas, é importante preparar-se para o sofrimento. O sofrimento raramente faz reservas antecipadas. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Este livro irá explorar as maneiras pelas quais você pode se preparar para os seus armagedons pessoais, pela compreensão das doutrinas bíblicas sobre o sofrimento. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Ora, se você é alguém que encara um relacionamento pessoal com Deus como um conceito novo, se desconhece a realidade do Deus vivo residindo dentro da sua vida, se jamais confessou seus pecados e recebeu Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador, eu quero, pessoalmente, convidá-lo a fazer isso agora. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Este é o primeiro passo para obter a ajuda de Deus. Ele quer curá-lo por dentro. Ele quer curar primeiro o seu problema mais profundo – o problema do pecado pessoal. <o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Confesse o seu pecado, receba Jesus como seu Salvador e então comece uma nova vida com ele. Você encontrará a paz de Deus no seu coração, a orientação dEle na sua vida e o conforto da presença dEle ao longo de seus sofrimentos – ao longo de seu Armagedom pessoal, seja qual for a forma que ele tome.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">Dr. Billy Graham.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial"></span></p>
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		<title>Decretos da Graça</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Feb 2008 03:49:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
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		<category><![CDATA[salvação]]></category>
		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[O Caminho Cristão traz definições daquilo que entendemos por Graça no cotidiano de um discípulo de Cristo, parece paradoxal a tentativa de se &#8220;decretar&#8221; sobre favores que não merecemos, mas esse entendimento é para fixação na mente de todo aquele que Nele crer em rumo a essa salvação dispensada sem preço e agraciadora, que livra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial"><o:p>O Caminho Cristão traz definições daquilo que entendemos por Graça no cotidiano de um discípulo de Cristo, parece paradoxal a tentativa de se &#8220;decretar&#8221; sobre favores que não merecemos, mas esse entendimento é para fixação na mente de todo aquele que Nele crer em rumo a essa salvação dispensada sem preço e agraciadora, que livra de todo decreto da religião humana e sem Graça.<span id="more-350"></span></o:p></span><span style="font-family: Arial"><o:p> </o:p></span></p>
<p style="margin: auto 0cm" class="ecmsonormal"><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Artigo 1 &#8211; Fica decretado que agora não há mais nenhuma condenação para quem está em Jesus, pois, o Espírito da Vida em Cristo, livra o homem de toda culpa para sempre. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Artigo 2 &#8211; Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive os Sábados e Domingos, carregam consigo o amanhecer do Dia Chamado Hoje, por isso qualquer homem terá sempre mais valor que as obrigações de qualquer religião. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Artigo 3 &#8211; Fica decretado que a partir deste momento haverá videiras, e que seus vinhos podem ser bebidos; olivais, e que com seus azeites todos podem ser ungidos; mangueiras e mangas de todos os tipos, e que com elas todo homem pode se lambuzar. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Parágrafo do Momento: Todas as flores serão de esperança; pois que todas as cores, inclusive o preto, serão cores de esperança ante o olhar de quem souber apreciar. Nenhuma cor simbolizará mais o bem ou o mal, mas apenas seu próprio tom, pois, o que daí passar estará sempre no olhar de quem vê. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Artigo 4 &#8211; Fica decretado que o homem não julgará mais o homem, e que cada um respeitará seu próximo como o Rio Negro respeita suas diferenças com o Solimões, visto que com ele se encontra para correrem juntos o mesmo curso até o encontro com o Mar. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Parágrafo que nada pára: O homem dará liberdade ao homem assim como a águia dá liberdade para seu filhote voar. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Artigo 5 &#8211; Fica decretado que os homens estão livres e que nunca mais nenhum homem será diferente de outro homem por causa de qualquer Causa. Todas as mordaças serão transformadas em ataduras para que sejam curadas as feridas provocadas pela tirania do silencio. A alegria do homem será o prazer de ser quem é para Aquele que o fez, e para todo aquele que encontre em seu caminhar. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Artigo 6 &#8211; Fica ordenado, por mais tempo que o tempo possa medir, que todos os povos da Terra serão um só povo, e que todos trarão as oferendas da Gratidão para a Praça da Nova Jerusalém. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Artigo 7 – Pelas virtudes da Cruz fica estabelecido que mesmo o mais injusto dos homens que se arrependa de seus maus caminhos, terá acesso à Arvore da Vida, por suas folhas será curado, e dela se alimentará por toda a eternidade. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Artigo 8 – Está decretado que pela força da Ressurreição nunca mais nenhum homem apresentará a Deus a culpa de outro homem, rogando com ódio as bênçãos da maldição. Pois todo escrito de dívidas que havia contra o homem foi rasgado, e assustados para sempre ficaram os acusadores da maldade. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Parágrafo único: Cada um aprenderá a cuidar em paz de seu próprio coração. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Artigo 9 – Fica permanentemente esclarecido, com a Luz do Sol da Justiça, que somente Deus sabe o que se passa na alma de um homem. Portanto, cada consciência saiba de si mesma diante de Deus, pois para sempre todas as coisas são lícitas, e a sabedoria será sempre saber o que convém. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Artigo 10 – Fica avisado ao mundo que os únicos trajes que vestem bem o homem diante de Deus não são feitos com pano, mas com Sangue; e que os que se vestem com as Roupas do Sangue estão cobertos mesmo quando andam nus. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Parágrafo certo: A única nudez que será castigada será a da presunção daquele que se pensa por si mesmo vestido. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Artigo 11 &#8211; Fica para sempre discernido como verdade que nada é belo sem amor, e que o olhar de quem não ama jamais enxergará qualquer beleza em nenhum lugar, nem mesmo no Paraíso ou no fundo do Mar. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Artigo 12 – Está permanentemente decretado o convívio entre todos os seres, por isso, nada é feio, nem mesmo fazer amizades com gorilas ou chamar de minha amiga a sucuri dos igapós. Até a “comigo ninguém pode” está liberta para ser somente a bela planta que é. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Parágrafo da vida: Uma única coisa está para sempre proibida: tentar ser quem não se é. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Artigo 13 &#8211; Fica ordenado que nunca mais se oferecerá nenhuma Graça em troca de nada, e que o dinheiro perderá qualquer importância nos cultos do homem. Os gasofilácios se transformarão em baús de boas recordações; e todo dinheiro em circulação será passado com tanta leveza e bondade que a mão esquerda não ficará sabendo o que a direita fez com ele. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Artigo 14 – Fica estabelecido que todo aquele que mentir em nome de Deus vomitará suas próprias mentiras, e delas se alimentará como o camelo, até que decida apenas glorificar a Deus com a verdade do coração. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Artigo 15 – Nunca mais ninguém usará a frase “Deus pensa”, pois, de uma vez e para sempre, está estabelecido que o homem não sabe o que Deus pensa. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Artigo 16- Estabelecido está que a Palavra de Deus não pode ser nem comprada e nem vendida, pois cada um aprenderá que a Palavra é livre como o Vento e poderosa como o Mar. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Artigo 17 – Permite-se para sempre que onde quer que dois ou três invoquem o Nome em harmonia, nesse lugar nasça uma Catedral, mesmo que esteja coberta pelas folhas de um bananal. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Artigo 18 &#8211; Fica proibido o uso do Nome de Jesus por qualquer homem que o faça para exercer poder sobre seu próximo; e que melhor que a insinceridade é o silencio. Daqui para frente nenhum homem dirá “o Senhor me falou para dizer isto a ti”, pois, Deus mesmo falará à consciência de cada um. Todos os homens e mulheres que crêem serão iguais, e ninguém jamais demandará do próximo submissão, mas apenas reconhecerá o seu direito de livremente ser e amar. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Artigo 19 – Fica permitido o delírio dos profetas e todas as utopias estão agora instituídas como a mais pura realidade. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: auto 0cm" class="ecmsonormal"><span style="color: black; font-family: Arial">Artigo 20 &#8211; Amém!.</span></p>
<p style="margin: auto 0cm" class="ecmsonormal"><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: auto 0cm" class="ecmsonormal"><span style="color: black; font-family: Arial">Caio Fábio.</span></p>
<p style="margin: auto 0cm" class="ecmsonormal"><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: auto 0cm" class="ecmsonormal"><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><o:p><font face="Times New Roman"> </font></o:p></p>
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		<title>Clamor a um Avivamento genuíno e pessoal.</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 02:24:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Caminho Cristão traz um texto excelente pelo teólogo Richard Baxter, confira.. Eu não sei o que os outros pensam, mas da minha parte, me envergonho de minha ignorância, e me admiro de mim mesmo, porque não tenho tratado as almas dos outros e da minha como almas que esperam o grande dia do Senhor; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Caminho Cristão traz um texto excelente pelo teólogo Richard Baxter, confira..<span id="more-343"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial">Eu não sei o que os outros pensam, mas da minha parte, me envergonho de minha ignorância, e me admiro de mim mesmo, porque não tenho tratado as almas dos outros e da minha como almas que esperam o grande dia do Senhor; e porque tenho espaço para quase qualquer outros pensamentos e palavras; e porque tais assuntos assombrosos não tomam completamente minha mente. Admiro-me de como posso pregar sobre isto desapaixonadamente e descuidadamente; e como posso deixar os homens sozinhos em seus pecados; e como não vou atrás deles, rogando-lhes, pelo amor do Senhor, que se arrependam, não importa a forma que recebam a mensagem, e qual seja a pena e dor que custem a mim.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Muito poucas vezes saio do púlpito sem que minha consciência me golpeie por não ter sido mais fervoroso e sério. Ela não me acusa tanto pela falta de ornamentos e elegância, nem por deixar passar uma palavra errada; mas me pergunta “Como você pode falar de vida e da morte com um coração assim? Como pode pregar sobre o céu e o inferno de uma forma tão relaxada e descuidada? Crê no que disse? Leva a sério ou embroma? Como pode dizer às pessoas que o pecado é algo assim, e que tanta miséria está sobre elas e diante delas, e não ser mais afetado com isto? Você não deveria chorar sobre pessoas assim, e não deveriam tuas lágrimas interromper suas palavras? Você não deveria clamar em alta voz, e mostrar a eles suas transgressões, e implorar a eles e rogá-los como uma questão de vida e morte?<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">E, por mim mesmo, como estou envergonhado do meu coração descuidado e torpe, e do meu modo de vida inútil e lento, assim como, o Senhor sabe, estou envergonhado de cada sermão que tenho pregado; quando penso sobre o que estou falando, e quem me enviou, e que a condenação e salvação dos homens é completamente relacionada nEle, estou preste a tremer por temor de que Deus me julgará como um mau administrador de Suas verdades e das almas dos homens, e imagino que no meu melhor sermão eu seja culpado pelo sangue deles. Penso que não devemos falar qualquer palavra aos homens, em assuntos de tamanhas conseqüências, sem lágrimas ou com a maior seriedade que possamos alcançar; já que somos tão culpados do pecado que reprovamos, deveria ser dessa forma.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Verdadeiramente, este é o tinir da consciência que soa em meus ouvidos, e apesar disso, minha alma sonolenta não quer ser despertada. Oh! Que coisa é um coração endurecido e insensível. Oh, Senhor, salva-nos da praga da infidelidade e da dureza de coração de nós mesmos! Como poderíamos ser instrumentos aptos para salvar os outros do erro? Oh, faz em nossas almas aquilo que Tu nos usaria para fazer nas almas dos outros.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial">Que possamos nos consumir do verdadeiro significado de avivamento em Deus e pelo Espírito da Graça em Cristo.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-family: Arial"><o:p> </o:p></span></p>
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		<title>Jesus Cristo pagou tudo ! Aleluia !</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jan 2008 03:10:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[salvação]]></category>
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		<description><![CDATA[Isaías 53 &#8220;Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR? Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Isaías 53</p>
<p>&#8220;Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR? Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.</p>
<p><span id="more-338"></span><br />
Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos.</p>
<p>Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si. Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu&#8221;.</p>
<p>livro do profeta Isaías foi escrito aproximadamente 800 anos antes da vinda de Cristo. Este livro contém muitas profecias minuciosamente descritas sobre a vida e ministério de Jesus Cristo. É incrível como Isaías fala de maneira tão detalhada sobre o ministério de Jesus.Isaías, um dos maiores profetas do Antigo Testamento, anunciou as suas mensagens ao povo do Reino de Judá e aos moradores da cidade de Jerusalém entre 742 e 687 antes de Cristo. Os temas principais das mensagens do profeta são o poder do Deus de Israel sobre todas as coisas e a sua santidade perfeita. Este capítulo é um dos mais belos de toda a Bíblia. Nele encontramos descritos os sofrimentos de Cristo, bem como o alto preço pago pelos nossos pecados.Quero mostrar, baseado na profecia de Isaías no capítulo 53, que Cristo pagou um alto preço por nós, que não fomos comprados por ouro, prata ou pedras preciosas, mas com o precioso sangue de Cristo.Cristo Pagou O Preço FísicoNos versos 2 e 3, Isaías escreve que Cristo pagou o preço físico. Por causa dos nossos pecados o corpo físico de Cristo foi atingido. O Filho de Deus sofreu na Sua própria pele as conseqüências dos nossos pecados. Ele carregava em seu próprio corpo o preço das nossas iniqüidades. Isaías relata pelo menos cinco aspectos físicos que Cristo levou em seu corpo por nossa causa.Em primeiro lugar, o profeta Isaías nos diz que Cristo não tinha aparência: &#8220;&#8230;não tinha aparência&#8230;&#8221; (v.2). Nós evangélicos gostamos de cantar um antigo hino do extinto grupo Embaixadores de Sião, muito conhecido no meio cristão, que de fato é muito bonito: &#8220;Sempre que eu leio a história de Cristo eu fico a pensar com grande emoção no privilégio que muitos tiveram de ver o Seu rosto, sentir Sua mão. Eu também queria a mesma alegria de tê-lo bem perto, bem juntinho a mim, e olhar nos seus olhos serenos e meigos e como eu seria tão feliz assim. Queria saber como era o seu rosto, embora eu o sinta que era mui lindo, me inspirava fé e também confiança e dava a todos um gozo infindo&#8230;&#8221; Na verdade a letra desta música é comovente, porém traz uma frase que certamente o profeta Isaías não escreveria. Na verdade, o rosto de Cristo não era bonito. Diz o profeta que Cristo não tinha aparência, não tinha parecer, não tinha aspecto, o seu porte físico certamente não chamava a tenção de ninguém. Em segundo lugar, Isaías diz que Cristo não tinha formosura: &#8220;&#8230;nem formosura&#8230;&#8221; (v.2). Nada no aspecto físico de Cristo agradava aos olhos. Ele não era formoso, não tinha aparência agradável, não era belo, bonito, aprazível. Na sociedade de hoje, onde o corpo está ganhando cada vez mais atenção da mídia, onde aquele culto ao corpo há muito anos já predominava na antiga Grécia, Cristo não tem muito espaço porque não tem muito a mostrar que faça brilhar os olhos carnais dos homens. Ele não tinha beleza. Em terceiro lugar, o profeta Isaías chega a afirmar que absolutamente nada em seu físico nos agradava. &#8220;&#8230;olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse&#8230;&#8221; (v.2). O Messias não teria nenhuma grandeza terrestre, nem mesmo atrativos físicos. Deus sempre contempla mais o caráter, santidade e obediência da pessoa mais que a sua condição social ou beleza física. Deus falou através do profeta Samuel que o homem vê apenas a aparência, porém o Senhor olha para o coração. É com o coração que Deus trata. É para o coração, e só para Ele, que Deus dirige a Sua atenção. A quarta declaração da profecia de Isaías referente ao alto preço físico que o Messias pagou por causa dos nossos pecados é que ele era um homem de dores: &#8220;&#8230;homem de dores&#8230;&#8221; (v.3). A missão de Jesus envolveu muita dor, sofrimento, desagrado e pesar. A dor para Ele não era algo extraordinário e fora do comum. Pelo contrário, a dor lhe era comum, companheira, amiga íntima. Dor física, dor espiritual, dor emocional&#8230; Quando lhe cravaram os pregos nas mãos, quando lhe enfiaram aquela afiada coroa de espinhos na cabeça, quando os seus pés foram furados, quando as suas costas sangraram com os açoites&#8230; ele sentiu dor física. Quando chorou pela cidade de Jerusalém: &#8220;Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados&#8230;&#8221;, quando chorou na morte de Lázaro após ter ouvido as declarações incrédulas de Marta e Maria: &#8220;&#8230;se tu estiveras aqui meu irmão não teria morrido&#8230;&#8221;, &#8220;eu sei que ele há de ressuscitar na ressurreição do último dia&#8230;&#8221;, e novamente &#8220;&#8230;se tu estiveras aqui meu irmão não teria morrido&#8230;&#8221;, quando disse da multidão &#8220;&#8230;são como ovelhas que não têm pastor&#8230;&#8221;, Ele sentiu dor espiritual. Mas ele também sentiu dor no coração. Quando entrava na cidade de Naim e viu uma pobre viúva que chorava inconsolavelmente a morte de seu único filho. Diz o texto sagrado que Jesus vendo-a, se compadeceu dela e lhe disse: Não chores! O coração de Jesus era um coração sensível às dores dos outros, sensível às necessidades, sensível à aflição, à angústia, ao sofrimento, à perda. Jesus levou tudo isso na cruz do calvário quando entregou-se por eu e você! A quinta declaração do profeta Isaías a respeito do Messias é conhecida nesta pequena frase: &#8220;sabe o que é padecer&#8221;(v.3). Jesus tinha experiência com o sofrimento. Ele sofreu na carne a fome, a sede, as noites em claro, subjugando o seu corpo, não tinha onde morar, onde repousar, onde descansar da fadiga do dia a dia, do assédio da multidão, não gozava da companhia de esposa, filhos, pai ou mãe. A experiência de Jesus com o sofrimento foi tremenda!Cristo Pagou O Preço SocialMas Ele não só pagou o preço físico, o preço na sua própria carne pelos nossos pecados. Ele também pagou o preço social. O profeta Isaías escreve três coisas a este respeito. A primeira conseqüência social que Cristo sofreu por causa dos nossos pecados foi o desprezo. &#8220;Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens&#8230;&#8221; Creio que este foi uma das mais fortes dores que Jesus sofreu: o desprezo. O apóstolo João escreve que Jesus &#8220;veio para os que eram seus e os que eram seus não o receberam&#8221; (João 1.11). A profecia de Malaquias também descreve o que Deus estava sentido por parte do seu povo: desprezo. &#8220;O filho honra o pai, e o servo ao seu Senhor. Se eu sou pai, onde está a minha honra? E se eu sou Senhor, onde está o respeito para comigo?&#8221; (Ml 1.6) Não há maior dor do que ser desprezado pelos seus, pelos de sua casa, pelos seus amigos, pelos seus próprios irmãos. Lembro-me de quando era pré-adolescente e quando íamos ao campo de futebol com os outros meninos para jogar bola. Sempre era o primeiro a chegar mas sempre ficava fora do time! Aquilo me deixava triste, fazia-me sentir desprezado. Jesus Cristo foi rejeitado e desprezado e ainda hoje continua sendo rejeitado e desprezado por milhões de pessoas que decidem não serví-lo, não honrá-lo, não amá-lo! A segunda declaração de Isaías é que Jesus foi rejeitado. &#8220;Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular&#8221;. (Atos 4:11). Jesus era a pedra rejeitada pelos construtores! Mas esta pedra rejeitada veio a ser a mais importante de todas as pedras, a mais sublime de todas, a maior de todas as outras! A terceira e última declaração do profeta é descrita nas seguintes palavras: &#8220;&#8230;e dele não fizemos caso&#8221; (v.3). A BLH diz: &#8220;Era como alguém que não queremos ver; nós nem mesmo olhávamos para ele e o desprezávamos&#8221;. Jesus foi um homem com o qual muitos não se importavam.Cristo Pagou O Preço EspiritualO profeta Isaías diz que Cristo também pagou um preço espiritual pelos nossos pecados. Ele foi traspassado (ferido) pelas nossas transgressões (v.5). Traspassar significa &#8220;passar além de&#8221;; &#8220;atravessar&#8221;; &#8220;penetrar&#8221;; &#8220;furar de lado a lado&#8221;; &#8220;causar desfalecimento&#8221;; &#8220;fazer desmaiar&#8221;. O que Isaías quer dizer com isso? A referência não é apenas aos pregos que furaram o corpo de Cristo na cruz, mas é também e principalmente a referência ao pecado que traspassou Cristo. Jesus não morreu por causa dos pregos ou do sofrimento físico. Quando foi furado pelo soldado, diz o relato bíblico que saiu sangue e água do seu corpo: evidência de um ataque cardíaco. Quando Jesus foi tirado da cruz já estava morto, por isso não foi preciso que se quebrassem os seus ossos. Quem causou a morte de Cristo não foi a cruz mas os nossos pecados! Ele foi moído pelas nossas iniqüidades (v5). Ele foi triturado, esmagado, dilacerado espiritualmente por causa de nós. Foi Cristo moído por nós! O castigo que nos traz a paz estava sobre ele (v.5). Para que Cristo conquistasse a nossa salvação, para que Ele nos reconciliasse com Deus, para que nós pudéssemos ter paz com Deus, Ele precisou pagar por isso. A lei estabelecia castigo eterno a todo aquele que cometesse pecado. E Jesus sofreu o castigo e nos concedeu a paz. O apóstolo Paulo escreve em 2 Coríntios 5:21: &#8220;Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus&#8221;. Pelas suas pisaduras fomos sarados (v.5). Pelas feridas de Cristo nós fomos curados. Pelas suas chagas, pelas suas doenças, pelas sua dores nós fomos sarados.Cristo Pagou O Preço De MorteO último preço que Cristo pagou pelos nossos pecados foi a morte. A palavra morte na Bíblia quer dizer &#8220;separação&#8221;. Na cruz, Deus separou-se de Cristo. A maior dor espiritual de Cristo foi quando ele gritou: &#8220;Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste&#8221;? Ele foi condenado à morte. Rm 6.23, diz: &#8220;O salário do pecado é a morte&#8221;. Cristo não morreu porque Pilatos o condenou à morte. Cristo não morreu porque os soldados o crucificaram. Cristo morreu porque estava escrito. Ele morreu para cumprir a vontade de Deus. Era necessário que Ele morresse para que nós tivéssemos vida. A morte era o alvo final da vida de Jesus. Porque foi na sua morte que Ele pagou o preço de todos os nossos pecados, foi na sua morte que Ele conquistou a salvação eterna para todos os que crêem nele. Ele foi esquecido no seu julgamento e morte (todos os seus discípulos o abandonaram). Não só Pedro o negou três vezes, mas todos os seus discípulos o abandonaram. O deixaram só. Com isto cumpriu-se outra profecia: &#8220;Ferirei o pastor e as ovelhas serão dispersas&#8221;. Era necessário que Ele sofresse só. Ele foi esquecido na sepultura (foram visitá-lo 3 dias depois da sua morte).Cristo Conquistou A Nossa VitóriaJesus Cristo pagou o preço físico, social, espiritual e o preço da morte para que tivéssemos vida. E é Olhando para Ele que somos salvos. Isaías 45:22 , diz: &#8220;Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra; porque eu sou Deus, e não há outro&#8221;. É olhando para Jesus que todos os nossos pecados são perdoados. É olhando para Jesus que podemos olhar para dentro de nós e dizer: &#8220;Estou livre da condenação eterna!&#8221; Olhando para Ele somos libertos. Libertos do pecado, libertos dos desejos que lutam contra nós, libertos do medo, libertos da depressão, libertos da angústia, libertos das dores da alma, verdadeiramente libertos! &#8220;Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão (Gálatas 5:1 RA). Olhando para Ele podemos acreditar no futuro. Podemos olhar o amanhã com mais confiança, com mais firmeza, com mais certeza, com plena e absoluta certeza de que amanhã seremos mais felizes que hoje, amanhã seremos mais abençoados que hoje, amanhã venceremos mais que hoje. Cristo conquistou o nosso amanhã! Jesus pagou o preço físico: livrou-nos da morte. Jesus pagou o preço social: livrou-nos da rejeição e do desprezo. Jesus pagou o preço Espiritual: garantiu a nossa salvação. Jesus pagou o preço de morte: nos deu vida. Jesus conquistou a nossa vitória: podemos ser seres humanos plenamente realizados e felizes.</p>
<p>Louvado seja o bendito nome de Jesus!</p>
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		<title>A Segurança Eterna</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jul 2007 09:20:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando eu escrevia sobre Romanos 8.28 no estudo anterior, disse que para muitos cristãos, este verso é uma das afirmações mais confortantes em toda a Palavra de Deus. A razão é óbvia. Ele nos diz que &#8220;todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu escrevia sobre Romanos 8.28 no estudo anterior, disse que para muitos cristãos, este verso é uma das afirmações mais confortantes em toda a Palavra de Deus. A razão é óbvia. Ele nos diz que &#8220;todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito&#8221;. Isto é, Deus tem um grande e bom propósito para todos os cristãos e Ele está trabalhando em todas as muitas circunstâncias detalhadas de suas vidas a fim de alcançá-lo&#8230;. <span id="more-298"></span></p>
<p>Maravilhoso como este verso é, os versos que seguem são ainda mais maravilhosos, por dizerem como Deus cumprirá o seu propósito e nos lembrar que é o próprio Deus quem o cumpre. O último lembrete é a base para o que comumente é conhecido como &#8220;segurança eterna&#8221; ou &#8220;a perseverança dos santos&#8221;.</p>
<p>Algum tempo atrás, eu soube de uma história divertida, mas aparentemente real. Em 1966, o santo e místico hindu Rao anunciou que ele caminharia sobre a água. Isto atraiu bastante atenção, e no dia marcado para o evento, uma imensa multidão se reuniu ao redor de um grande tanque em Bombaim, Índia, onde tudo iria ocorrer. O iluminado, cheio de devoção, preparou-se para o milagre e então caminhou em direção à beira do tanque. Um silêncio solene desceu sobre os observadores reunidos. Rao olhou rapidamente para o céu, andou em direção à água, e então imediatamente afundou dentro do tanque. Resmungando, completamente molhado, e furioso, ele emergiu da piscina e voltou-se raivosamente para a multidão embaraçada. &#8220;Um de vocês&#8221;, ele disse, &#8220;é um incrédulo&#8221;.</p>
<p>Felizmente, nossa salvação não é algo assim, porque se fosse, nunca aconteceria. Em assuntos espirituais, somos todos incrédulos. Nós somos fracos na fé. Mas nós somos ensinados nestes grandes versículos de Romanos que a salvação não depende de nossa fé, embora ela seja necessária, mas dos propósitos de Deus.</p>
<p>E é da mesma forma a respeito do amor. O apóstolo já disse que em todas as coisas Deus trabalha para o bem daqueles que O amam. Mas temendo que, de alguma forma, imaginemos que a força do nosso amor é o fator determinante na salvação, Paulo nos lembra que nosso lugar neste ótimo fluxo de eventos não é baseado em nosso amor por Deus, mas no fato de que Ele tem fixado Seu amor sobre nós.</p>
<p>De que formas Deus nos amou?</p>
<p>Deixe-me mostrar os modos.</p>
<p>Estes versos nos introduzem a cinco grandes doutrinas: (1) Conhecimento de antemão, (2) predestinação, (3) Chamado eficaz, (4) Justificação, e (5) Glorificação. Estas cinco doutrinas são tão fortemente conectadas que têm sido chamadas correta e acuradamente como &#8220;um corrente dourada de cinco elos&#8221;. Cada elo é forjado no céu. Isto é, cada um descreve algo que Deus faz e e não abre mão de fazê-lo. É por isto que John R. W. Stott as chama de &#8220;cinco irrefutáveis afirmações&#8221; [1]. As duas primeiras têm relação com o eterno conselho de Deus ou determinações passadas. As duas últimas estão concentradas naquilo que Deus fez, está fazendo ou fará conosco. O termo do meio (chamados) conecta o primeiro e o último par.</p>
<p>Estas doutrinas seguirão de eternidade para eternidade. Como resultado, não existe maior expressão da maravilhosa atividade salvadora de Deus em toda a Bíblia.</p>
<p>Pré-Conhecimento Divino</p>
<p>O mais importante destes cinco termos é o primeiro, mas surpreendentemente (ou não tão surpreendente, uma vez que nossos caminhos não são os caminhos de Deus, nem Seus pensamentos nossos pensamentos), é o mais mal-entendido. É composto de duas palavras separadas: &#8220;pré&#8221;, que significa &#8220;de antemão&#8221;, e &#8220;conhecimento&#8221; [2]. Isto tem tomado o significado de que, já que Deus conhece todas as coisas, Deus conhece de antemão aqueles que crerão nEle e aqueles que não crerão, e como resultado disto, Ele predestinou para a salvação aqueles a quem Ele previu que crerão nEle. Em outras palavras, o que Deus conhece de antemão ou prevê é a fé das pessoas</p>
<p>Presciência é uma idéia tão importante que nós estaremos voltando nela em nosso próximo estudo e examinaremos cuidadosamente o sentido em que ela é usada na Bíblia. Porém, aqui, podemos ver algo como uma explanação, mas nunca fará justiça a esta passagem.</p>
<p>Em primeiro lugar, o versículo não diz que Deus conheceu de antemão especificamente o que suas criaturas fariam. Não está falando sobre ações humanas, portanto. Pelo contrário, está falando inteiramente de Deus e do que Deus faz. Cada um destes cinco termos seguem esta forma: Deus conheceu de antemão, Deus predestinou, Deus chamou, Deus justificou, Deus glorificou. Mais ainda, o assunto da presciência divina não são as ações de certas pessoas mas as próprias pessoas. Neste sentido, pode apenas significar que Deus fixou uma atenção especial sobre estes ou os amou de forma salvífica.</p>
<p>Este é o modo em que o termo freqüentemente é usado no Antigo Testamento. Amós 3.2, por exemplo. A Versão King James [3] traduz literalmente as palavras de Deus aqui, usando o verbo &#8220;conhecer&#8221; (Hebreu yada) – &#8220;De todas as famílias da terra só a vós vos tenho conhecido; portanto eu vos punirei por todas as vossas iniqüidades&#8221;. Mas a idéia da eleição neste contexto é tão óbvia que a NVI realça o sentido do texto ao traduzir &#8220;Escolhi apenas vocês de todas as nações da Terra&#8230;&#8221;</p>
<p>E há outro problema. Se o palavreado significa que Deus conheceu de antemão o que as pessoas farão em resposta a Ele ou à pregação do Evangelho, e então determina seus destinos baseado nisto, o que, digam-me, Deus poderia ver ou pré-conhecer a não ser uma determinada oposição, da parte de todos os homens? Se os corações dos homens e mulheres são tão depravados quanto Paulo ensinou que eles são – se é verdade que &#8221; ’Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus’&#8221; (Romanos 3.10-11) – como haveria alguma chance de Deus prever em algum coração humano algo a não ser descrença?</p>
<p>John Murray apresenta isto de uma forma complementar mas levemente diferente: &#8220;Mesmo se fosse garantido que ‘conhecer de antemão’ significa a presciência da fé, a doutrina bíblica da eleição não é necessarimente eliminada ou refutada. Pois é certamente verdade que Deus prevê a fé; Ele prevê tudo que virá a acontecer. A questão então simplesmente seria: em que ponto origina-se esta fé, que Deus prevê? E a única resposta bíblica é que a fé que Deus prevê é a fé que Ele mesmo cria (cf. João 3.3-8; 6.44,45,65; Efésios 2.8; Filipenses 1.29; 2 Pedro 1.2). Assim, Sua eterna presciência da fé é precondicionada por Seu decreto de gerar esta fé naqueles a quem Ele previu como crentes&#8221; [4].</p>
<p>Pré-conhecimento significa que a salvação tem sua origem na mente ou eternos conselhos de Deus, não no homem. Isto coloca nossa atenção no amor seletivo de Deus, de forma que algumas pessoas são eleitas para ser conformes à imagem de Jesus Cristo, que é aquilo que Paulo já havia dito.</p>
<p>Presciência e Predestinação</p>
<p>A objeção principal a este entedimento de presciência é que, se está correto, então presciência e predestinação (o termo que segue) significam a mesma coisa e Paulo, portanto, seria redundante. Mas os termos não são sinônimos. Predestinação nos leva a um passo adiante.</p>
<p>Como presciência, predestinação é composta de duas palavras separadas: &#8220;pré&#8221;, significando de antemão, e &#8220;destino&#8221; ou &#8220;destinação&#8221;. Isto significa determinar o destino de uma pessoa de antemão, e este é o sentido em que se difere da presciência. Como já vimos, conhecer de antemão signifca fixar o amor sobre alguém ou a eleger. Isto &#8220;não nos informa qual o destino para onde os escolhidos serão levados&#8221; [5]. Isto é o que a predestinação supre. Ela nos conta que, tendo firmado seu amor seletivo sobre nós, a seguir Deus nos designa para sermos &#8220;conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos&#8221;. Ele faz isto, como os próximos termos apresentam, ao chamar, justificar e glorificar estes que escolheu.</p>
<p>D. Martyn Lloyd Jones nos mostra que a palavra grega que é traduzida como &#8220;predestinou&#8221; tem em seu radical a palavra para &#8220;horizonte&#8221; (grego, proorizo). O horizonte é uma linha divisória, demarcando e separando o que nós podemos ver daquilo que não podemos ver. Tudo além do horizonte está em uma categoria; tudo antes do horizonte está em outra. Lloyd Jones sugere, portanto, que o significado da palavra é que Deus, tendo conhecido de antemão certas pessoas, as tira da categoria alienada e as coloca dentro do círculo de Seus propósitos salvíficos. &#8220;Em outras palavras&#8221;, ele diz, &#8220;Ele marcou um destino particular para eles&#8221; [6].</p>
<p>Este destino é se tornar como Jesus Cristo.</p>
<p>Dois tipos de Chamado</p>
<p>O próximo passo nesta corrente de cinco elos é o que os téologos chamam de chamado eficaz. É importante usar o adjetivo eficaz neste ponto, porque há dois tipos de chamados referidos na Bíblia, e é fácil se confundir quanto a eles.</p>
<p>Um tipo de chamado é externo, geral e universal. É um convite aberto a todas as pessoas a se arrependerem de seus pecados, voltarem-se ao Senhor Jesus Cristo, e serem salvas. É isto que Jesus disse quando falou &#8220;Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei&#8221; (Mateus 11.28). Ou também, quando ele diz &#8220;Se alguém tem sede, venha a mim, e beba&#8221; (João 7.37). O problema com este tipo de chamado é que, por sua própria conta, nenhum homem ou mulher jamais responderá positivamente. Eles ouvem o chamado, mas dão as costas, preferindo seus próprios caminhos a Deus. É por isto que Jesus também diz que &#8220;Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer&#8221; (João 6.44).</p>
<p>O outro tipo de chamado é interno, específico e efetivo. Isto é, não somente faz o convite, como também providencia a habilidade ou desejo de responder positivamente. É a atração de Deus para Si mesmo ou o trazer à vida espiritual aquele que sem este chamado continuaria morto e distante dEle.</p>
<p>Não há maior ilustração disto que o chamado de Jesus para Lázaro, irmão de Maria e Marta, que havia morrido quatro dias antes. Lázaro em seu túmulo é um retrato de todo ser humano em seu estado natural – morto de corpo e alma, amarrado com faixas, deitado em uma tumba, selada por uma grande pedra. Vamos chamá-lo de volta: &#8220;Lázaro, Lázaro. Vem para fora, Lázaro. Nós queremos você de volta. Nós sentimos sua falta. Se você apenas se levantasse pra fora dessa tumba e voltasse para nós, você verá que nós estamos todos ansiosos por ter você de volta. Ninguém aqui irá pôr qualquer empecilho no seu caminho&#8221;.</p>
<p>O quê? Lázaro não virá? Ele não quer estar conosco?</p>
<p>O problema é que Lázaro não tem a capacidade de voltar. O chamado é dado, mas ele não pode vir.</p>
<p>Ah, mas deixe Jesus tomar lugar diante do túmulo. Deixe Jesus dizer &#8220;Lázaro, vem para fora&#8221;, e a história é bastante diferente. As palavras são as mesmas, mas agora o chamado não é um mero convite. É um chamado eficaz. O mesmo Deus que originalmente chamou a criação do nada está agora chamando a vida da morte, e Seu chamado é ouvido. Lázaro, mesmo que estivesse morto há quatro dias, ouve Jesus e obedece à voz do Mestre.</p>
<p>É assim que Deus chama aqueles que ele conheceu de antemão e predestinou à salvação.</p>
<p>Chamado e Justificação</p>
<p>O próximo passo na grande corrente divina de atos salvíficos é a justificação. Já discutimos muito sobre justificação no volume 1 desta série, então não precisamos discutí-la em detalhes aqui. Resumidamente é um ato judicial pelo qual Deus declara pessoas pecadoras como justas diante dEle, não baseado em seus próprios méritos, por eles terem feito algo, mas com base naquilo que Cristo fez por eles, por morrer em seus lugares na cruz. Jesus carregou seus castigos, tomando sobre si a punição pelos pecados dessas pessoas. Tendo sido punidos estes pecados, Deus então imputa a perfeita justiça de Jesus Cristo na conta deles.</p>
<p>O que precisa ser discutido aqui é a relação do chamado eficaz com a justificação. Ou, colocando na forma de uma questão: Por que Paulo coloca o chamado neste lugar da corrente? Por que chamado vem entre conhecimento e predestinação de um lado, e justificação e glorificação no outro?</p>
<p>Existem duas razões.</p>
<p>Primeiro, o chamado é o ponto em que as coisas determinadas de antemão na mente e conselho de Deus entram no tempo. Nós falamos de &#8220;pré&#8221; conhecimento e &#8220;pré&#8221; destinação. Mas estas duas referências ao tempo só têm significado para nós. Estritamente falando, isto não é um instante de tempo em Deus. Porque o fim é o começo e o começo é o fim, &#8220;antemão&#8221; e &#8220;pré&#8221; nada significam para Ele. Deus simplesmente &#8220;conhece&#8221; e &#8220;determina&#8221;, e isto eternamente. Mas o que Ele já decretou na eternidade torna-se real no tempo, e o chamado é o ponto em que Seu conhecimento eterno de alguns e Sua predestinação daqueles à salvação encontram o que chamaríamos de manifestação concreta. Somos criaturas no tempo. Então é pelo chamado específico de Deus à fé, no tempo, que nós somos salvos.</p>
<p>Segundo, justificação, que vem logo após o chamado na lista de ações divinas, está sempre conectada com fé ou crença, e é por meio do chamado divino ao indivíduo que a fé é imputada na pessoa. O chamado de Deus cria ou estimula a fé. Ou, como nós poderíamos portanto dizer mais acuradamente, é o chamado de Deus que traz para fora a vida espiritual, da qual a fé é o a primeira evidência real ou prova.</p>
<p>Romanos 8.29-30 não contém uma lista completa dos passos na experiência de salvação de alguém, somente cinco dos mais importantes passos tomados por Deus em benefício dos cristãos. Se o texto incluísse todos os passos, o que os teólogos chamam de ordo salutis, teria de listar estes: pré-conhecimento, predestinação, chamado, regeneração, fé, arrependimento, justificação, adoção, santificação, perseverança e glorificação [7]. A lista completa apresenta o assunto. Depois da predestinação, o passo imediato é nosso chamado, de onde vem a fé que leva à justificação.</p>
<p>A Bíblia nunca diz que nós somos salvos por causa da nossa fé. Isto faria da fé algo bom em nós que, de alguma forma, contribuiria com o processo. Mas é dito que nós somos salvos por meio ou através da fé, significando que Deus deve criá-la em nós antes que nós possamos ser justificados.</p>
<p>Glorificou (Tempo Passado)</p>
<p>Glorificação também é algo que estudamos antes, e agora voltamos ao assunto novamente antes que completemos estes estudos de Romanos 8. Significa ser feito como Jesus Cristo, que é o que Paulo disse antes. Mas aqui há algo que devemos notar. Quando Paulo menciona glorificação, ele se refere a isto no passado (&#8220;glorificou&#8221;) ao invés do futuro (&#8220;glorificará&#8221;) ou num futuro passivo (&#8220;serão glorificados&#8221;), algo que talvez esperássemos que ele deveria fazer.</p>
<p>Por que isto? A única possível e também óbvia razão é que ele está pensando no passo final de nossa salvação como sendo tão certa que é possível referir-se a ela como se já houvesse acontecido. E, é claro, ele faz isto deliberadamente para nos assegurar que é exatamente o que acontecerá. Lembra o que ele diz em sua carta aos cristãos em Filipos? Ele escreve &#8220;Fazendo sempre com alegria oração por vós&#8230; tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo&#8221; (Filipenses 1.4,6). Este é um atalho para o que estamos descobrindo em Romanos. Deus começou a &#8220;boa obra&#8221; por conhecer de antemão, predestinar, chamar e justificar. E porque Ele nunca volta atrás naquilo que Ele disse, ou muda Sua mente, nós podemos saber que Ele aperfeiçoará a boa obra até o dia em que nós seremos como Jesus Cristo, sendo glorificados.</p>
<p>Tudo de Deus</p>
<p>Tenho uma conclusão simples, lembrar você novamente que todas estas coisas foram feitas por Deus. São os pontos importantes, os pontos que realmente importam. Sem eles, nenhum de nós seria salvo. Ou se fôssemos &#8220;salvos&#8221; nenhum de nós continuaria nesta salvação.</p>
<p>Nós temos de acreditar. É claro, nós temos. Paulo já falou da natureza e necessidade da fé nos capítulos 3 e 4 de Romanos. Mas mesmo nossa fé é de Deus ou, como nós provavelmente diríamos melhor, é resultado de Seu trabalho em nós. Em Efésios Paulo diz &#8220;porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie&#8221; (Efésios 2.8-9). Quando somos salvos, primeiramente pensamos naturalmente que temos uma grande participação nisto, talvez por causa de ensinamentos errôneos ou superficiais, mas muito comumente apenas porque sabemos mais sobre nossos próprios pensamentos e sentimentos do que conhecemos de Deus. Mas, há quanto mais tempo alguém é cristão, mais ele se distancia de qualquer sentimento de que somos responsáveis por nossa salvação ou mesmo alguma parte dela, e mais próximos chegamos à conclusão de que é tudo de Deus.</p>
<p>É algo bom que seja de Deus, também! Porque fosse cumprido por nós, nós poderíamos simplesmente descumprí-la e não há dúvida que o faríamos. Se Deus é o autor, a salvação é algo que é feita sabiamente, bem e eternamente.</p>
<p>Robert Haldane, um dos grandes comentarista de Romanos, provê este resumo.</p>
<p>Ao rever esta passagem, devemos observar que em tudo que é dito, o homem não atua em nenhuma parte, mas é passivo, e tudo é feito por Deus. O homem é eleito, predestinado, chamado, justificado e glorificado por Deus. O Apóstolo estava aqui concluindo tudo o que ele havia dito antes ao enumerar tópicos de consolação aos crentes, e está agora pronto para apresentar que Deus é &#8220;por nós&#8221;, ou em favor de Seu povo. Poderia alguma coisa, então, ser mais consoladora àqueles que amam a Deus, que desta maneira serem assegurados de que a grande preocupação quanto a sua salvação não é deixada aos seus cuidados? Deus cuida até mesmo da promessa deles. Deus, tomando tudo sobre Ele mesmo. Ele se fez responsável por eles. Não há lugar, então, para risco ou mudança. Ele fará perfeito aquilo que concernia a eles [8].</p>
<p>Anos atrás, Harry A. Ironside, um grande mestre da Bíblia, contou uma história sobre um velho cristão a quem pediram que desse seu testemunho. Ele contou como Deus o procurou e encontrou, como Deus o amou, chamou, salvou, libertou, purificou e curou – um grande testemunho da graça, poder e glória de Deus. Mas depois do encontro um irmão provavelmente legalista o chamou num canto e criticou seu testemunho, como certamente alguns de nós faríamos. Ele disse &#8220;eu apreciei tudo o que você contou sobre o que Deus fez por você. Mas você não mencionou a sua parte nisto. Salvação é na verdade participação nossa e participação de Deus. Você deveria ter mencionado algo sobre a sua parte&#8221;.</p>
<p>&#8220;Ah, claro&#8221;, o velho cristão respondeu. &#8220;Peço desculpas por isso. Me perdoe. Eu realmente deveria ter dito alguma coisa sobre a minha parte. Minha participação foi fugir e a participação de Deus foi correr atrás de mim até que pudesse me pegar&#8221; [9].</p>
<p>Todos nós fugimos. Mas Deus colocou Seu amor em nós, nos prdestinou a tornar-nos como Jesus Cristo, nos chamou à fé e arrependimento, nos justificou e, sim, até mesmo nos glorificou, tão certo de que Seu plano será completo. Que apenas Ele seja louvado!</p>
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		<title>A Cruz.</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2007 06:23:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[estudos diversos]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[salvação]]></category>

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		<description><![CDATA[O que você pensa acerca da cruz de Cristo? Talvez você considere esta questão como algo de pouca importância; não obstante, dela depende intensamente o bem-estar eterno de sua alma. Há mil e oitocentos anos atrás aproximadamente, houve um homem que disse gloriar-se na cruz de Cristo. Foi alguém que revirou o mundo de cabeça para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Arial"><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">O que você pensa acerca da cruz de Cristo?</span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial"> Talvez você considere esta questão como algo de pouca importância; não obstante, dela depende intensamente o bem-estar eterno de sua alma. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">Há mil e oitocentos anos atrás aproximadamente, houve um homem que disse gloriar-se na cruz de Cristo. Foi alguém que revirou o mundo de cabeça para baixo pelas doutrinas que pregava. De todos os homens que já viveram neste mundo, foi ele quem mais contribuiu para o estabelecimento do Cristianismo. E mesmo assim, foi este homem quem disse aos Gálatas: </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">“Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”, Epístola de Paulo Aos Gálatas 6.14.<span id="more-246"></span></span></span></p>
<p><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Arial"><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial"></span></span></p>
<p><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Arial"><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">A</span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial"> “<span>cruz de Cristo</span>” deve ser um assunto verdadeiramente importante para que um apóstolo inspirado fale de tal forma sobre ela. Deixe-me tentar demonstrá-lo o verdadeiro significado desta expressão. Uma vez reconhecendo o que significa a cruz de Cristo, com a ajuda de Deus você se tornará capaz de perceber a importância dela para a sua alma. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">A palavra <span>cruz</span>, na Bíblia, algumas vezes faz referência à <span>cruz de madeira</span> na qual o Senhor Jesus foi cravado e posto para morrer, no Calvário. Isto é precisamente o que São Paulo tinha em sua mente quando falou aos Filipenses que Cristo “foi obediente até a morte, e morte de <span>cruz</span>” (Fp 2.8). Contudo, esta não era a cruz na qual São Paulo se gloriava. Ele esquivar-se-ia com horror da idéia de gloriar-se em um mero <span>pedaço de madeira</span>. Eu não tenho quaisquer dúvidas de que ele denunciaria a adoração católica romana do crucifixo como profana, blasfema e idolátrica. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">A <span>cruz</span>, em outras vezes, é atinente às <span>aflições e provações</span> que os crentes atravessam pela causa da religião que professam, quando seguem a Cristo fielmente. Este é o sentido no qual nosso Senhor usa a palavra, quando diz: “Aquele que não toma a sua cruz, e segue-me, não é digno de mim” (Mt 10.38). Este também é o sentido no qual Paulo usa a palavra quando escreve aos Gálatas. Ele conhecia bem esta cruz. Deveras, ele a carregava pacientemente; no entanto, também não é sobre isto que ele está falando aqui. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">Mas a palavra <span>cruz </span>também se refere, em alguns outros lugares da Escritura,<span> à doutrina de que Cristo morreu pelos pecadores sobre a cruz</span>, &#8211; a expiação que Ele fez pelos pecadores, por Seus sofrimentos em favor deles sobre a cruz – o completo e perfeito sacrifício pelo pecado que Jesus ofereceu quando deu Seu próprio corpo para ser crucificado. Em suma, este termo, “<span>a cruz</span>”, aponta para Cristo crucificado, o único Salvador. Este é o significado no qual Paulo usa a expressão, quando fala aos coríntios: “A pregação da cruz é loucura para os que perecem” (1 Co 1.18). E este também é o significado do que ele escreveu aos Gálatas: “Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”. Ele está dizendo simplesmente isto: “Eu não me glorio em nada mais, exceto em Cristo crucificado, como a salvação de minha alma”. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">Leitor, <span>Jesus Cristo crucificado</span> era a alegria e o deleite, o conforto e a paz, a esperança e a confiança, a fundação e o lugar de descanso, a arca e o refúgio, o alimento e o remédio da alma de Paulo. Ele não considerava que teria de executar algo por si mesmo ou padecer por si mesmo. Ele não era mediado por sua própria bondade e nem por sua própria retidão. Ele amava pensar naquilo que <span>Cristo</span> havia feito, e naquilo que <span>Cristo</span> havia sofrido &#8211; a morte de <span>Cristo</span>, a justiça de <span>Cristo</span>, a expiação de <span>Cristo</span>, o sangue de <span>Cristo</span>, a obra finalizada de <span>Cristo</span>. Nisto, sim, ele se gloriava. Este era o sol de sua alma. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">Este era o assunto que sobre o qual ele <span>amava pregar</span>. O apóstolo Paulo foi um homem que percorreu a terra proclamando aos pecadores que o Filho de Deus havia derramado o sangue de Seu próprio coração para salvar-lhes. Ele caminhou por todos os lugares neste mundo falando às pessoas que Jesus Cristo as amava, a ponto de morrer pelos seus pecados sobre a cruz. Observe como ele diz aos coríntios: “Eu vos entreguei o que primeiro recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados” (1 Co 15.3); “eu me determinei a não saber de qualquer coisa entre vós, a não ser Jesus Cristo, e este crucificado” (1 Co 2.2). Ele – um blasfemo, fariseu perseguidor – havia sido lavado no sangue de Cristo; de tal modo a não poder deixar de sustentar sua paz sobre este sangue. Por isso ele nunca se cansava de falar da história da cruz. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">Este foi o tema sobre o qual ele amava alongar-se quando escrevia aos crentes. É maravilhoso observar como suas epístolas geralmente são repletas dos sofrimentos e da morte de Cristo &#8211; como elas discorrem sobre &#8220;pensamentos que inspiram e palavras que ardem&#8221; sobre o amor e o poder das agonias de Cristo. Seu coração parece cheio deste assunto: ele discorre sobre isto constantemente e retoma o tema continuamente. É o fio de ouro que perpassa todo seu ensino doutrinário, e todas as exortações práticas. Ele parece pensar que mesmo para o cristão mais maduro nunca é demais ouvir sobre a cruz. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">Foi sobre isto que ele viveu toda sua vida, desde o tempo de sua conversão. Ele diz aos gálatas: “A vida que agora eu vivo na carne, vivo-a pela fé no Filho de Deus, o qual me amou, e a si mesmo se deu por mim” (Gl 2.20). O que o faz tão forte para o labor? O que o faz tão disposto para a obra? O que o faz tão incansável em esforçar-se para salvar alguns? O que o faz tão perseverante e paciente? Eu vou dizê-lo, qual o segredo disto tudo. Ele sempre <span>se alimentava pela fé do corpo de Cristo e do sangue de Cristo</span>. Jesus Cristo foi a comida e a bebida de sua alma. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">E leitor, você pode estar convicto de que Paulo estava correto. Confiar nela, isto é, na cruz de Cristo, &#8211; a morte de Cristo sobre a cruz para fazer a expiação pelos pecadores – é a verdade central ao longo de toda a Bíblia. Esta é a verdade que encontramos logo ao abrirmos no livro do Gênesis. A <span>semente da mulher </span>que esmagaria a cabeça da serpente &#8211; isto não é outra coisa senão uma profecia de Cristo crucificado. Deveras, esta é a verdade que brilha, por trás do véu, em toda a lei de Moisés e na história dos judeus. Os <span>sacrifícios diários</span>, o <span>cordeiro pascal</span>, o <span>contínuo derramamento de sangue </span>no tabernáculo e no templo &#8211; tudo isto são sombras do Cristo crucificado. E esta é a verdade que também vemos ser honrada na visão do céu, antes do fechamento do livro das Revelações: “Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto”(Ap 5.6). De fato, mesmo em meio à glória celestial nós encontramos uma visão de <span>Cristo crucificado. Tire a cruz de Cristo, e a Bíblia será um livro obscuro</span>. Ela seria como os hieróglifos egípcios, sem a chave que interpreta o seu significado – curiosa e maravilhosa, mas sem qualquer serventia real. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">Leitor, observe bem o que eu lhe digo. Você pode conhecer uma boa porção da Bíblia. Pode conhecer os contornos das histórias nela contidas, e até a data dos eventos que a Bíblia descreve, assim como alguém pode conhecer a história da Inglaterra. Você pode conhecer os nomes dos homens e mulheres nela mencionados, assim como um homem conhece César, Alexandre o Grande, ou Napoleão. Você pode conhecer vários preceitos da Bíblia, e os admirar, assim como um homem admira Platão, Aristóteles, ou Sêneca. Mas se você ainda não descobriu que Cristo crucificado é o fundamento de cada livro, você tem lido a Bíblia até agora de modo muito pouco proveitoso. Sua religião é um céu sem um sol, um arco sem um fecho, um compasso sem uma agulha, um relógio sem molas ou valores, um candeeiro sem óleo. Ela não o confortará. Ela não livrará a sua alma do inferno. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">Leitor, observe mais uma vez o que eu lhe digo. Você pode conhecer bastante acerca de Cristo, tendo alguma espécie de conhecimento intelectual. Você pode conhecer bem quem Ele foi, e onde Ele nasceu, e o que Ele fez. Você pode conhecer Seus milagres, Suas falas, Suas profecias, e Suas ordenanças. Você pode saber como Ele viveu, como Ele sofreu, e como Ele morreu. Contudo, pode-se conhecer o poder da cruz de Cristo <span>experimentando-o</span>; deveras &#8211; a menos que você saiba e reconheça que aquele sangue derramado sobre a cruz lavou seus próprios pecados particulares, e a menos que você esteja disposto a confessar que sua salvação depende inteiramente da obra que Cristo realizou sobre a cruz -, se não for esse o seu caso, Cristo não lhe será em nada proveitoso. Sim, o mero conhecimento do nome de Cristo jamais o salvará. Você deve conhecer a Sua cruz e o Seu sangue, ou então acabará morrendo em seus próprios pecados. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">Leitor, enquanto você viver, <span>tome cuidado com uma religião na qual não se ouve muito da cruz</span>. Você vive em tempos nos quais a cautela, lamentavelmente, é necessária. Cuidado, eu repito, com uma religião sem a cruz. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">Há centenas de lugares de adoração nestes dias, nos quais se encontram quase todas as coisas, exceto a cruz. Há carvalhos gravados, e pedras esculpidas; há vidros coloridos, e pinturas esplêndidas; há serviços solenes, e uma constante série de ordenanças; <span>mas a cruz real de Cristo não há</span>. Jesus crucificado não é proclamado no púlpito. O Cordeiro de Deus não é exaltado, e a salvação mediante a fé n’Ele não é livremente proclamada. E, por conseguinte, todos estes lugares estão</span></span><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Arial"><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial"></p>
<personname ProductID="em erro. Leitor" w:st="on"></personname>em erro. Leitor, acautele-se de tais lugares de adoração. Eles não são <span>apostólicos</span>. Eles não haveriam de satisfazer a São Paulo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">Há milhares de livros religiosos publicados hodiernamente, nos quais se acham quase todas as coisas, exceto a cruz. Eles são plenos de direcionamentos sobre os sacramentos, e louvores da Igreja; eles abundam em exortações para uma vida santa, e em regras para a consecução da perfeição; eles apresentam fartura de fontes e cruzes, tanto interna quanto externamente; <span>mas a cruz real de Cristo é deixada de fora</span>. O Salvador e Seu amor agonizante tampouco são mencionados, ou o são de um modo anti-escriturístico. E, por conseguinte, todos estes livros são piores do que imprestáveis. Eles são<span> não apostólicos</span>. Eles jamais satisfariam a São Paulo. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">Leitor, São Paulo não se gloriava em nada mais, a não ser <span>na cruz</span>. Esforce-se para também ser assim. Coloque<span> Jesus crucificado</span> sempre diante dos olhos de sua alma. Não ouça qualquer ensino que interponha algo entre você e Ele. Não caia no antigo erro dos gálatas. Não pense que alguém nestes dias seja melhor guia do que os apóstolos. Não se envergonhe das antigas veredas, nas quais percorreram homens que foram inspirados pelo Espírito Santo. Não deixe que a conversa vazia de homens que proferem grandes palavras dilatadas sobre a catolicidade, e a igreja, e o ministério, perturbem a sua paz, e o façam despreender-se da cruz. As igrejas, os ministros e os sacramentos são todos importantes a seu próprio modo, mas eles não são <span>Cristo crucificado</span>. Não dê a glória de Cristo a nenhum outro. “Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor”. </span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">Leitor, pus tais pensamentos diante de sua mente. <span>O que você pensa agora sobre a cruz de Cristo</span>? Eu não posso dizer; mas não posso desejar a você algo melhor do que isto – que você possa ser capaz de dizer com o apóstolo Paulo, antes de você morrer ou apresentar-se ao Senhor, “Longe esteja de mim gloriar-me, <span>senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo</span>”. </span></span></p>
<p><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Arial"><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: Arial">Amém. </span><font size="3" face="Times New Roman"> </font> </span><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Arial"></p>
<p style="margin: 5pt 0cm; text-align: justify" class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p></span></p>
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		<title>Crentes perdem sua Salvação em Cristo?</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jan 2007 03:13:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Satanás jamais deixará o crente descansar. Está em atividade, sem cessar, (Jó 1:7; 2:2), acusando os irmãos dia e noite perante Deus (Apocalipse 12:10), procurando faze-los tropeçar ou tentando perturbá-los. Desde o principio, seus meios para realizar esta obra de destruição são os mesmos. Ainda hoje, com o propósito de fazer vacilar a fé, semeia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Satanás jamais deixará o crente descansar. Está em atividade, sem cessar, (Jó 1:7; 2:2), acusando os irmãos dia e noite perante Deus (Apocalipse 12:10), procurando faze-los tropeçar ou tentando perturbá-los. Desde o principio, seus meios para realizar esta obra de destruição são os mesmos. Ainda hoje, com o propósito de fazer vacilar a fé, semeia a dúvida nos corações, sempre colocando a mesma questão: &#8220;É assim que Deus disse?&#8221; (Génesis 3:1).</p>
<p>. <span id="more-161"></span></p>
<p>O fato de que alguns sejam perturbados sobre um tema tão claro e frequentemente tão exposto como o da justificação pela fé, é prova cabal de que o inimigo continua repetindo seus ataques. Da mesma forma que o fez no momento de tentar o Senhor Jesus no deserto (Mateus 4:6; Lucas 4:10), ele o faz, empregando a Palavra; por exemplo, Tiago 2:24: &#8220;Verificais que uma pessoa é justificada por obras, e não por fé somente.&#8221; E Satanás acrescenta: &#8220;Vê como sua conduta deixa muito a desejar!</p>
<p>Onde estão as suas obras? Você tem fé, mas isso não é suficiente, pois a Palavra diz que não se é justificado somente pela fé.&#8221;</p>
<p>Apresentam-se também outras passagens cujo sentido é falsificado e que, por isso, mantêm a dúvida nessa alma angustiada. Assim Romanos 11:22: &#8220;Você também será cortado&#8221;, ou Filipenses 2:12: &#8220;desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor.&#8221; Também é utilizado Hebreus 6:46 para fazer crer que o redimido por Cristo pode muito bem perder sua salvação, e para tirar toda a esperança de restauração daqueles que caíram em pecado. Com efeito, esta passagem diz: &#8220;É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tomaram participantes do Espírito Santo, e ainda provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que de novo estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus, e expondo-o à ignomínia (zombaria)&#8221;. A pessoa perturbada mantém-se assim em contínua inquietação com respeito a sua salvação, tendo sempre temor de que não realize obras suficientes para obtê-la ou para perdê-la.</p>
<p>Faremos duas observações: E perigoso isolar um texto bíblico de seu contexto e, por outro lado, a Revelação consistiu um todo. Sobre a Palavra, diz ela mesma: &#8220;Os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente justos.&#8221; (Salmos 19:9).</p>
<p>Esta expressão &#8220;igualmente&#8221; mostra-nos bem que o sentido de uma passagem deve ser buscada de acordo com as demais verdades conhecidas do livro Santo. Estes dois princípios devem guiar-nos sempre quando examinamos uma porção das Escrituras.</p>
<p><strong>Justificados perante Deus pela fé</strong></p>
<p>A propósito da justificação, eis que o Apóstolo Paulo escreve aos romanos: &#8220;Mas ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica ao ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça&#8221; (Romanos 4:5), enquanto que o ensinamento de Apóstolo Tiago é este: &#8220;Verificais que uma pessoa é justificada por obras, e não por fé somente&#8221; (Tiago 2:24). Isolados de seu contexto, estas duas passagens parecem contraditórias e esta aparente contradição é motivo de confusão para muitos.</p>
<p>É necessário compreender que nestas duas porções da Palavra tratam-se dois temas muito diferentes. Na epístola aos Romanos, trata-se da justificação perante Deus e na epístola de Tiago da justificação perante os homens. Deus lê no meu coração; Ele pode discernir a realidade de minha fé sem que para isso sejam necessárias as obras. Ao contrário, aqueles que me rodeiam somente podem me julgar através de minha vida prática: &#8220;Eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras&#8221; (Tiago 2:18).</p>
<p>Um mesmo exemplo &#8211; o de Abraão &#8211; foi escolhido nas duas passagens citadas, o que é notável. Romanos 4 alude à cena de Génesis 15: &#8220;Olha para os céus e conta as estrelas&#8230; Assim será a tua posteridade.&#8221; Isso é o que Deus disse.</p>
<p>É suficiente crer para ser justificado: &#8220;E creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça.&#8221; Este versículo mencionado em Romanos 4:3 é citado igualmente em Tiago 2:23, mas precedido por estas palavras. &#8220;E se cumpriu a Escritura que diz&#8230;&#8221;. Quando foi cumprida esta Escritura? Quando Abraão ofereceu seu filho Isaque sobre o altar (v. 21). A cena de Génesis 15, durante a qual foi pronunciada a expressão cumprida em Génesis 22, é bastante anterior. Isaque não havia nascido ainda. A fé, pois, precede as obras, as quais são somente a consequência e o testemunho daquela perante o mundo. Em Génesis 22 havia testemunhas (&#8220;dois dos seus servos&#8221;) embora não tenham ido ao local do sacrifício.</p>
<p>Qual é o resultado em cada uma dessas circunstâncias? Génesis 15: Abraão creu em Deus. E isso lhe for &#8220;imputado para justiça&#8221;, é justificado perante Deus por sua fé. Não é questão de obras: &#8220;ao que não trabalha, porém crê&#8230;&#8221; (Romanos 4:5). Génesis 22: suas obras manifestam sua fé. Aqui não se diz que isso lhe foi lhe foi imputado como justiça; aqui são dirigidas duas mensagens diferentes: &#8220;Mas do céu lhe bradou o Anjo do Senhor&#8230;&#8221; (v. 11), &#8220;Então do céu bradou pela segunda vez o Anjo do Senhor a Abraão&#8221; (v. 15). Quais são essas duas mensagens? A primeira: &#8220;Agora sei que temes a Deus&#8230;&#8221; (v. 12). A segunda: &#8220;porquanto fizeste isso&#8230; deveras te abençoarei&#8221; (vs. 16L18).</p>
<p>Torna-se, pois, muito claro, que somos justificados perante Deus pela fé. As obras que somos exortados a fazer nada acrescentam a uma salvação perfeita, a qual está fundamentada sobre o principio da fé somente. Elas manifestam esta fé aos olhos dos que nos rodeiam e mostram que vivemos no temor de Deus. (Génesis 22:12; elas não nos levam á salvação, mas à bênção no caminho &#8211; cap. 22:16-18). Veja-se ainda, além dessas passagens, Efésios 2:8-10; Tito 3:5-8; Gálatas 2:16.</p>
<p>Acrescentemos o que nos diz em outra parte a epístola aos Romanos a respeito da justificação. É Deus quem justifica (8:30,33), Deus e não o homem. Por que o faz? Porque é um Deus de graça: &#8220;sendo justificados gratuitamente por sua graça (3:24). Mas, como um Deus justo e santo pode justificar culpados? Por causa da obra executada na cruz: o sangue de Cristo foi vertido e somos &#8220;justificados pelo Seu sangue (5:9). Basta crer isso &#8211; &#8220;justificados, pois pela fé&#8221; (5:1) &#8211; para ter paz com Deus.</p>
<p><strong>Juntos com Cristo para sempre</strong></p>
<p>O verdadeiro alcance de Romanos 11 perde-se de vista quando o aplicamos à salvação da alma. Outras passagens da Palavra (por exemplo, a epístola aos Efésios) nos ensinam que os redimidos por Cristo são vivificados e ressuscitados juntamente com Ele, que estão sentados com Ele nos lugares celestiais, que a Igreja é um só corpo com Ele. Como, pois, poderia ser rejeitado aquele que é&#8221;um&#8221; com Cristo no céu? Em Romanos 11, trata-se da terra e não do céu. A imagem escolhida pelo apóstolo &#8211; uma árvore &#8211; mostra isso muito bem. Esta oliveira não representa a Igreja, mas a nação judaica; a outra oliveira, a selvagem, as nações. Escreve o apóstolo: &#8220;Dirijo-me a vós outros, que sois gentios&#8221; (v. 13). O Evangelho foi anunciado às nações, mas se elas não perseveram no temor de Deus, serão cortadas (v. 22), da mesma maneira que foram os ramos da boa oliveira, isto é, Israel. Poderia haver no corpo de Cristo membros que fossem arrancados dele para dar lugar a outros? Há nesse corpo alguma diferença entre judeus e gentios? Não diz o apóstolo Pedro aos judeus, falando dos crentes dentre as nações: &#8220;não estabeleceu distinção alguma entre nós e eles ? (Actos 15:9), e, não escreve o apóstolo Paulo aos Efésios: &#8220;Porque Ele é a nossa paz, o qual de ambos (os povos) fez um&#8230; para criar, em Si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um (só) corpo&#8221;? (2:14-16).</p>
<p>Não há, pois, nenhuma dúvida de que no capítulo 11 da epístola aos Romanos não se trata do Corpo de Cristo, mas dos judeus e das nações, responsáveis pelo testemunho de Deus na terra. Servir-se desta porção das Escrituras para afirmar que o crente que não anda fielmente pode perder sua salvação estaria em contradição com todo o restante dos ensinamentos da Palavra a esse respeito.</p>
<p><strong>A Salvação da alma foi definitivamente alcançada</strong></p>
<p>A explicação de Filipenses 2:12 também é dada frequentemente. Mas o apóstolo não tem em vista a justificação quando escreve: &#8220;Desenvolvei a vossa salvação com temor e temor.&#8221;</p>
<p>Na epístola que envia aos filipenses, apresenta a salvação como a meta a alcançar: a libertação ao final da carreira. Como possuímos a salvação sobre o princípio da fé &#8211; não foi exactamente em Filipos onde ele respondeu à pergunta do carcereiro: &#8220;Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo, tu e tua casa&#8221;? (Actos 16:30-32) &#8211; somos exortados a trabalhar tendo em vista a libertação final. E um trabalho incessante, um combate contra Satanás que quer fazer-nos cair no caminho. Sem dúvida, se tivéssemos que nos defender nesse combate unicamente com nossas próprias forças e recursos, quem de nós poderia alcançar a meta? Mas &#8220;Deus é quem efectua em vós tanto o querer como realizar, segundo a Sua boa vontade&#8221; (Filipenses 2:13). Assim, podemos esperar com inteira confiança &#8220;a adopção, a redenção de nosso corpo&#8221; (Romanos 8:23-24). A salvação de nossas almas já foi alcançada; é a salvação de nossos corpos a que esperamos.</p>
<p><strong>Uma fé viva e não uma simples profissão de fé</strong></p>
<p>O primeiro versículo da epístola aos Hebreus mostra claramente que ela foi enviada a crentes judeus. Deus havia falado aos pais pelos profetas; quando &#8220;falou pelo Filho&#8221;, seu povo rejeitou-o e crucificou-o. Entretanto, fizeram-no por ignorância (Actos 3:17). Então é-lhes anunciado o Evangelho e pregado o arrependimento. Mas se, depois de ouvir, depois de adentrar a profissão de fé cristã, rejeitam a Cristo e voltam ao judaísmo, Deus não tem outro meio de salvação para oferecer-lhes. Isso é o que dirá o apóstolo Pedro depois de pronunciar as palavras que acabamos de mencionar (Actos 4:12). A passagem considerada de Hebreus 6:4-5 aplica-se, pois, a judeus que tiveram por algum tempo a aparência de profissão de fé cristã, mas sem ter realmente a vida de Deus. A &#8220;boa palavra de Deus&#8221; que ouviram, que apreciaram, iluminou-os; é o mesmo caso de muitos que apenas professam a fé (os que pretendem ser crentes e não o são) na actualidade. Chegaram a ser &#8220;participantes do Espírito Santo&#8221;. Observemos bem que aqui não é utilizada a expressão de Efésios 1:13&#8243; Tendo crido nele, fostes selados com o Espírito Santo.&#8221; Não se trata do selo do Espírito Santo, o qual Deus põe sobre seus filhos como uma marca de propriedade: é questão de pessoas que se encontraram no cristianismo, mas que jamais fizeram parte do único &#8220;corpo&#8221; (Efésios 1:23;4:4).</p>
<p>Nada nestes versículos, pois, permite dizer que um filho de Deus possa perder sua salvação e que é impossível que seja conduzido novamente ao arrependimento se caiu. Um crente que cai não perde sua salvação, mas o gozo de sua comunhão com o Senhor. São duas coisas muito diferentes (Levítico 21:21-23).</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Sem dúvida, estamos em tempo de relaxamento. Em muitos sentidos, é útil considerar com atenção nossa responsabilidade. &#8220;Já é hora de vos despertardes do sono&#8221;(Romanos 13:11-14), e esta exortação dirige-se também a nós: &#8220;Lembra-te, pois de onde caíste, arrepende-te, e volta à prática das primeiras obras&#8221; (Apocalipse 2:5).</p>
<p>Temos necessidade de considerar seriamente nossa caminhada individual e colectiva, respondendo ao convite que nos foi feito: &#8220;Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los, e voltemos para o Senhor&#8221; (Lamentações de Jeremias 3:40). Talvez pudéssemos duvidar se realmente é salvo &#8211; somente Deus lê em nossos corações &#8211; aquele que disser: &#8220;Sou salvo, não importa se eu andar fielmente ou não!&#8221; Aquele que crê se transforma em alguém que ama, porque o amor de Deus é derramado em seu coração, e este amor é manifestado guardando Sua Palavra (João 14:21-23). Dessa forma, temos que mostrar nossa fé por obras.</p>
<p>Mas, se nossa salvação dependesse de nossos caminhos, quem ousaria pretender ser salvo? Querer despertar a consciência dos santos adormecidos, mostrando-lhes que sua salvação pode ser questionada, porque sua caminhada não é o que deveria ser, teria como único resultado pertubá-los em vez de despertá-los. Nossa vida está unida à de nosso amado Salvador: &#8220;Porque eu vivo, vós também vivereis&#8221; (João 14:19). De Suas ovelhas, às quais deu a vida eterna, Ele pode dizer: &#8220;jamais perecerão, e ninguém as arrebatará de minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai&#8221;. (10:28-29). Esta salvação, que descansa sobre a obra perfeita de Cristo cumprida na cruz e que recebemos pela fé, não nos pode ser tirada. Esta certeza é nossa felicidade e nossa paz.</p>
<p>Que nenhum filho de Deus duvide de sua salvação. Esta descansa sobre o que Cristo fez e não sobre o que nós fazemos. Mas cada um deles manifeste sua fé por meio de suas obras, para ouvir esta promessa: &#8220;Agora sei que temes a Deus&#8230; deveras te abençoarei&#8221; (Génesis 22:12,17). Poderá gozar então de uma comunhão feliz com o Pai e com o Filho: &#8220;Viremos para ele e faremos nele morada.&#8221; (João 14:23). Também sentirá toda a felicidade que resulta da obediência: &#8220;Se guardardes meus mandamentos, permanecereis no meu amor&#8230; Tenho vos dito estas cousas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo&#8221; (João 15:10, 11).</p>
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		<title>Aquele que tem o Filho tem a Vida</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Nov 2006 09:27:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian Reichel</dc:creator>
				<category><![CDATA[jesus]]></category>
		<category><![CDATA[salvação]]></category>

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		<description><![CDATA[A escolha que confrontou Adão. Deus plantou grande número de árvores no Jardim do Éden, mas &#8220;no meio do jardim&#8221;, isto é, em um lugar de especial proeminência &#8211; plantou duas árvores: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. . Pense em um homem adulto, digamos, com 30 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A escolha que confrontou Adão.</p>
<p>Deus plantou grande número de árvores no Jardim do Éden, mas &#8220;no meio do jardim&#8221;, isto é, em um lugar de especial proeminência &#8211; plantou duas árvores: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal.</p>
<p>.</p>
<p><span id="more-109"></span>Pense em um homem adulto, digamos, com 30 anos de idade, que não tenha senso do certo e do errado, nenhum poder para diferenciar os dois. Você não diria que o desenvolvimento desse homem estaria incompleto? Bem, Adão era exatamente assim. E Deus o colocou no jardim, dizendo: &#8220;Ora, o jardim está cheio de árvores, cheio de frutos, e podes comer livremente do fruto de todas as árvores. Mas, no meio do jardim, há uma árvore chamada a árvore do conhecimento do bem e do mal; não deves comer dela porque, no dia em que o fizeres, certamente morrerás. Mas, lembra-te, o nome da outra árvore, no meio do jardim, é árvore da Vida&#8221;.</p>
<p>Qual é, pois, o significado dessas duas árvores? Adão, por assim dizer, foi criado moralmente neutro &#8211; nem pecador, nem santo, mas inocente -, e Deus colocou essas duas árvores no jardim para que ele pudesse pôr em prática a faculdade do livre arbítrio de que era dotado. Podia escolher a árvore da vida ou escolher a árvore do conhecimento do bem e do mal.<br />
Ora, o conhecimento do bem e do mal, embora a Adão tivesse sido proibido, não é mau em si mesmo. Sem ele, Adão está limitado e não pode, por si mesmo, decidir em questões de ordem moral. O julgamento do que é certo e bom não lhe pertence, e sim a Deus; e, para Adão, a única maneira de agir diante de qualquer questão seria apresentá-la a Deus Jeová. Assim, há no jardim uma vida que depende totalmente de Deus. Essas duas árvores representam, portanto, dois princípios profundos.</p>
<p>Simbolizam dois planos de vida: o divino e o humano. A árvore da vida é o próprio Deus, porque Deus é vida. Ele é a mais elevada expressão da vida, bem como a fonte e o alvo da vida. E o fruto, o que representa? É nosso Senhor, Jesus Cristo. Não podemos comer a árvore, mas podemos comer seu fruto. Ninguém é capaz de receber Deus como Deus, mas podemos receber o Senhor Jesus Cristo. O fruto é a parte comestível, a parte da árvore que se pode receber. Podemos assim dizer, com a devida reverência, que o Senhor Jesus Cristo é realmente Deus em forma receptível &#8211; Deus, em Cristo, pode ser recebido por nós.<br />
Se Adão tomasse da árvore da vida, participaria da vida de Deus e, assim, se tornaria um &#8220;filho&#8221; de Deus, no sentido de ter em si mesmo a vida derivada de Deus. Teríamos, então, a vida de Deus em união com o homem &#8211; uma raça de homens tendo em si a vida de Deus e vivendo em constante dependência de Deus para a manifestação dessa vida. Se, por outro lado, Adão se voltasse na direção contrária e tomasse do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, desenvolveria, então, sua própria humanidade de forma natural e separadamente de Deus.</p>
<p>Como um ser auto-suficiente, ele possuiria em si mesmo o poder para formar julgamento independente, mas não teria nenhuma vida da parte de Deus.<br />
Portanto, essas eram as alternativas que estavam diante dele. Escolhendo o caminho do Espírito, o caminho da obediência, poderia tornar-se um &#8220;filho&#8221; de Deus, dependendo de Deus para sua vida, mas, seguindo o curso natural, ele poderia, por assim dizer, dar o toque final em si mesmo, tornando-se um ser autodependente, julgando e agindo independentemente de Deus.</p>
<p>A história da humanidade é o resultado da escolha feita por Adão.</p>
<p>A escolha de Adão, a razão da cruz</p>
<p>Adão escolheu a árvore do conhecimento do bem e do mal, tomando assim uma posição de independência. Ficou sendo o que até hoje é o homem (aos seus próprios olhos): homem &#8220;plenamente desenvolvido&#8221; que pode comandar o conhecimento, decidir por si mesmo, prosseguir ou deter-se. Desde então, tinha &#8220;entendimento&#8221; (Gn 3:6). Mas a conseqüência para ele foi morte em vez de vida, porque a escolha que fez envolvia cumplicidade com Satanás e o colocou sob juízo de Deus. Foi por isso que, daí em diante, o acesso à árvore da vida teve de lhe ser proibido.<br />
Dois planos de vida foram colocados perante Adão: o da vida divina, em dependência de Deus, e o da vida humana, com os seus recursos &#8220;independentes&#8221;. Foi pecaminosa a escolha que Adão fez, porque assim tornou-se aliado de Satanás para frustrar o eterno propósito de Deus. Ele fez isso ao escolher desenvolver sua própria humanidade &#8211; tornar-se, talvez, um homem muito refinado e até mesmo, segundo o seu padrão, um homem &#8220;perfeito&#8221; &#8211; independente de Deus. No entanto, o resultado foi morte, porque ele não tinha em si mesmo a vida divina imprescindível para realizar em si o propósito de Deus. Mas Adão escolheu ser &#8220;independente&#8221;, um agente do inimigo. Assim, em Adão, todos nos tornamos pecadores, dominados por Satanás, sujeitos à lei do pecado e da morte e merecendo a ira de Deus.<br />
Vemos, assim, a razão divina da morte e da ressurreição do Senhor Jesus. Vemos, também, a razão divina da verdadeira consagração &#8211; para nos considerarmos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus, e para nos apresentarmos a Deus como vivos dentre os mortos. Todos devemos ir à cruz, porque o que está em nós, por natureza, é a vida do eu, sujeita à lei do pecado. Adão escolheu uma vida própria em vez da vida divina; assim, Deus teve de juntar e eliminar tudo que estava em Adão. Nosso &#8220;velho homem&#8221; foi crucificado. Deus incluiu-nos todos em Cristo e crucificou-O, como último Adão, aniquilando assim tudo o que pertence a Adão.<br />
Depois, Cristo ressuscitou em uma nova forma, ainda com um corpo, mas &#8220;no Espírito&#8221; e não mais &#8220;na carne&#8221;. O último Adão, porém, é espírito vivificante (1 Co 15:45). O Senhor Jesus agora tem um corpo ressurreto, espiritual, glorioso e, desde que não está mais na carne, pode agora ser recebido por todos. &#8220;Quem de mim de alimenta, por mim viverá&#8221;, disse Jesus (Jo 6:57). Os judeus sentiram repugnância diante da idéia de comer Sua carne e beber Seu sangue, mas evidentemente não O poderiam receber porque literalmente Ele ainda estava na carne. Agora que</p>
<p>Ele está no Espírito, cada um de nós pode recebê-Lo, e é por meio de participarmos da Sua vida ressurreta que somos constituídos filhos de Deus. &#8220;A todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus (&#8230;) os quais nasceram (&#8230;) de Deus&#8221; (Jo 1:12,13).<br />
Deus não está empenhado em reformar nossa vida. Seu alvo não consiste em aperfeiçoar essa vida porque a nossa vida situa-se em um plano totalmente errado. Nesse plano, Ele não pode conduzir o homem à glória. Ele precisa ter um novo homem, nascido de Deus, nascido de novo.</p>
<p>A regeneração e a justificação caminham juntas.</p>
<p>Aquele que tem o Filho tem a vida</p>
<p>Há vários planos de vida. A vida humana situa-se entre a vida dos animais inferiores e a vida de</p>
<p>Deus. Não podemos transpor o golfo que nos separa do plano superior ou do plano inferior, e a separação que há entre nossa vida e a de Deus é infinitamente superior à que existe entre a nossa vida e a dos animais.<br />
Certa vez, na China, visitei um líder Cristão que estava de cama, doente, e quem, por causa da sua história chamarei de sr. Wong, ainda que esse não seja seu verdadeiro nome. Ele é um homem muito culto, um PhD., e alguém que era estimado em toda a China por seus altos princípios morais, e por muito tempo esteve engajado no serviço cristão. Mas ele não cria na necessidade de regeneração. Ele apenas proclamava aos homens um evangelho social de amor e boas obras.<br />
Quando visitei o sr Wong, seu cachorrinho estava ao lado de sua cama, e, após ter falado com ele das coisas de Deus e da natureza de Seu trabalho em nós, apontei para o cachorrinho e perguntei qual era o seu nome. Ele me disse que seu nome era Fido. &#8220;Fido é o seu primeiro nome ou o seu sobrenome&#8221;? perguntei (utilizando os termos chineses para &#8220;primeiro nome&#8221; e &#8220;sobrenome&#8221;). &#8220;Oh, esse é apenas o seu nome&#8221;, respondeu ele. &#8220;Você quer dizer que é apenas o seu primeiro nome? Posso chamá-lo Fido Wong&#8221;? prossegui. &#8220;Certamente que não&#8221;!, veio a resposta enfática. &#8220;Mas ele vive com a sua família&#8221;, retruquei. &#8220;Por que você não o chama de Fido Wong&#8221;? Então, apontando para suas duas filhas, perguntei: &#8220;Suas filhas não se chamam srta Wong&#8221;? &#8220;Sim&#8221;! &#8220;Bem, então, por que não posso chamar seu cachorro de Mestre Wong&#8221;? O doutor riu e eu prossegui: &#8220;Você entende onde quero chegar? Suas filhas nasceram na sua família e têm seu nome porque você comunicou vida a elas. Seu cachorro pode ser bem inteligente, bem comportado e, no geral, um cachorro notável. Mas a questão não é: ele é um cachorro mau ou bom?, mas simplesmente: ele é um cachorro? Ele não precisa ser mau para ser desqualificado de ser um membro de sua família. Ele apenas precisa ser um cachorro. O mesmo princípio aplica-se ao seu relacionamento com Deus. A questão não é se você é homem bom, mau ou mais ou menos, mas simplesmente: É você um homem? Se sua vida está em um plano inferior ao da vida de Deus, então você não pode pertencer à família divina. Durante toda a sua vida, seu objetivo ao pregar tem sido transformar homens maus em homens bons. Mas homens em si mesmos, quer sejam maus ou bons, não podem ter qualquer relacionamento vital com Deus. Nossa única esperança como homens é receber o Filho de Deus e, quando o fazemos, Sua vida em nós nos constituirá filhos de Deus. O doutor viu a verdade e, naquele dia, tornou-se um membro da família de Deus ao receber o Filho de Deus no coração.<br />
O que hoje possuímos em Cristo é mais do que Adão perdeu. Adão era apenas um homem desenvolvido. Permaneceu naquele plano e nunca possuiu a vida de Deus. Mas nós, que recebemos o Filho de Deus, recebemos não só o perdão dos pecados, mas também recebemos a vida divina que estava representada no Jardim pela árvore da vida. Pelo novo nascimento, possuímos o que Adão perdera, pois recebemos uma vida que ele nunca teve.</p>
<p>Extraído do livro &#8220;A Vida Cristã Normal&#8221; de Watchmam Nee da Edições Tesouro Aberto <a target="_blank" href="http://www.caminhocristao.com/www.tesouroaberto.com.br">www.tesouroaberto.com.br</a></p>
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		<title>Caro, porém gratuito!</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Oct 2006 05:07:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Esmola grande até cego desconfia&#8221;. Ditado que fala da raridade em alguém receber gratuitamente algo de grande valor. Esmola pequena, todo mundo dá. Une o útil ao agradável: alivia a consciência e não faz falta. Mas quando está envolvido um valor que pesa no bolso, a coisa muda de figura. Interesses entram em jogo. &#8220;Posso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;Esmola grande até cego desconfia&#8221;. </em></p>
<p>Ditado que fala da raridade em alguém receber gratuitamente algo de grande valor.</p>
<p>Esmola pequena, todo mundo dá. Une o útil ao agradável: alivia a consciência e não faz falta.<br />
Mas quando está envolvido um valor que pesa no bolso, a coisa muda de figura.</p>
<p>Interesses entram em jogo. &#8220;Posso dar, sim; Mas o que vou receber em contrapartida?&#8221;</p>
<p><span id="more-8"></span></p>
<p>Em princípio, ninguém dá nada de valor a ninguém. Lavoisier poderia até ser parodiado em seu famoso princípio:<br />
&#8220;Nesta vida, nada se dá, nada se recebe, tudo se negocia”. As grandes doações geralmente têm em vista o abatimento no imposto de renda, a lucrativa amizade dos poderosos e outras intenções, excluindo-se, é claro, os propalados gestos humanitários.</p>
<p>Mas, tudo bem. Cada um faz com o seu dinheiro o que bem entender. Alguns estão acostumados a usá-lo até para comprar a &#8220;dignidade&#8221; e o respeito da sociedade. Pois é, tem muita coisa à venda por aí&#8230;</p>
<p>E é com essa mentalidade formada, que muitos partem para a mais ousada das empreitadas: comprar a própria salvação.</p>
<p>Não sabem ao certo o que esse<br />
salvação significa ou a razão da sua necessidade. Mas, isso não é problema. Infelizmente a vida é muito corrida, não há tempo suficiente para um exame mais profundo sobre o assunto, tempo é dinheiro, o importante é não vacilar e investir nessa área, garantindo logo um lugar no céu (&#8220;Se é que esse lugar existe&#8221;, como devem pensar uns). E pronto. Assunto resolvido, Afinal de contas, quem paga pode exigir, tem direito. Ainda mais quando o pagamento é adiantado! Ironia? Não, meu amigo. Esta é a situação de milhões de pessoas que, talvez até inconscientemente, tratam a salvação como um mero produto de consumo. Chocante? Concordo.</p>
<p>Mas é a realidade. E é aí onde entram as esmolas e as doações de caridade. Certa vez eu assistí o assessor de um rico empresário chamar a sua secretária e mandá-la destinar mensalmente, por ordem do chefe, uma soma altíssima para uma entidade filantrópica, Quando a moça saiu, ele comentou comigo sobre o patrão: &#8220;Ele faz horrores nos negócios e agora pensa que vai comprar a entrada no céu, dando dinheiro para os pobres!&#8221;  Não tenho nada contra esmolas e doações. Ao contrário. A Bíblia recomenda que se ajude os mais necessitados.</p>
<p>Os orfanatos, casas de misericórdia e asilos são instituições de alto valor humano-social e merecem ser ajudados. O problema é o propósito que leva a pessoa a doar. Se fosse a pura e simples compaixão pelo próximo, tudo bem.</p>
<p>Mas, na maioria das vezes, o motivo é egocêntrico. E a doação tem a finalidade de beneficiar a si próprio. Ou aliviando a consciência carregada, ou dando uma sensação de conquista, por ter feito mais uma boa ação que, somada a outras, lhe dará direito a uma absolvição final. Infeliz propósito. Jamais será alcançado.</p>
<p>Essa idéia de ganhar a salvação através de boas obras, de merecimento próprio, é contrária à Bíblia: Basta citar o seguinte: &#8220;Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie&#8221; (Ef. 2.8.-9). Além de afirmar textualmente que a salvação não vem pelas obras, esse trecho ainda diz porque: para que ninguém se glorie! Ninguém vai chegar no céu mostrando orgulhosamente um recibo de boas obras. O homem quer conquistar e dominar tudo. E até que tem conseguido grandes coisas. Mas existe algo que nenhum homem na face da terra terá o prazer de afirmar: &#8220;eu comprei à minha própria salvação&#8221;.</p>
<p>A salvação foi adquirida exclusivamente por uma Pessoa, o Senhor Jesus Cristo. E não com dinheiro vil, mas com o Seu próprio sangue, de valor infinito e incalculável. Para gozar essa salvação basta ter fé, crer, aceitar para si o sacrifício de Cristo. Ora, tudo isso é de Graça e pela Graça! Não adianta querer desembolsar nada. Todos os bens deste mundo, seja dinheiro, ouro, imóveis, títulos, ações, fazenda, gado, tudo junto, não conseguiria comprar a vida eterna de uma só pessoa.</p>
<p>Imagine um pai presentear o filho com uma bicicleta cara, último modelo, e assistir o menino puxando do bolso uma moeda de cinco centavos e dizer: &#8220;Pronto, papai, aqui está o pagamento&#8221;. Patético. Por parte do garoto, uma mistura de ingratidão, ingenuidade e orgulho; e por parte do pai, certamente muita tristeza.</p>
<p>Da próxima vez que você for dar uma pequena esmola, ou uma grande doação, apenas agradeça a Deus pela oportunidade de ser útil a alguém. Mas nunca pense que aquilo vai ajudar a pagar uma salvação que o Senhor Jesus já pagou. E que, para ser sua, basta somente você recebê-la com arrependimento, humildade e uma profunda gratidão no coração.</p>
<p>Receba essa Graça de Jesus Cristo agora mesmo em seu coração, e por mais que seja intrigante esse oferecimento de sangue inocente, é um favor estendido de graça em prol de sua vida, aliviando sua alma de todo peso do dia-a-dia e do pecado que cega a nós humanos, levando-o a ter certeza de que após a sua morte aqui, abriremos os olhos na presença desse Deus tão amoroso. Faça com suas palavras uma sincera oração, invocando a pessoa do Senhor Jesus, convidando-o a ser dono e salvador absoluto da sua vida daqui por diante, e por toda a Eternidade que Ele nos concedeu com sua morte na cruz.</p>
<p>Que Deus o abençoe hoje e Sempre, Amém !!!.</p>
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