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	<title>O Caminho Cristão &#187; teologia</title>
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	<description>"O cristianismo não é meramente um programa de conduta;é o poder de uma nova vida "</description>
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		<title>A.W.Tozer &#8211; Breve Consideração Bibliográfica</title>
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		<pubDate>Thu, 20 May 2010 00:40:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[A. W. Tozer]]></category>
		<category><![CDATA[citações]]></category>
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		<description><![CDATA[ Aiden Wilson Tozer nasceu em 21 de abril de 1897 em La Jose na Pensilvania, EUA, e foi para o Senhor em 12 de maio de 1963 aos 66 anos de idade. Foi um pastor na Aliança Cristã e Missionária de 1919 a 1963 e editor da publicação Alliance weekly (Aliança semanal) agora conhecido como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Aiden Wilson Tozer nasceu em 21 de abril de 1897 em La Jose na Pensilvania, EUA, e foi para o Senhor em 12 de maio de 1963 aos 66 anos de idade. Foi um pastor na Aliança Cristã e Missionária de 1919 a 1963 e editor da publicação Alliance weekly (Aliança semanal) agora conhecido como Alliance life (Vida de Aliança) de 1950 a 1963. Durante sua vida, Tozer escreveu muitos livros e artigos, esses publicados enquanto esteve vivo. Não freqüentou seminário, mas adquiriu grande conhecimento bíblico. Suas pregações causavam forte impacto nas pessoas. Os mais de 40 livros escritos lhe renderam dois doutorados honorários.</p>
<p><span id="more-1022"></span></p>
<p>Os livros de A. W. Tozer não são apenas livros, mas ensinamentos práticos e sérios para quem quer viver uma vida cristã séria e parecida com Jesus. As mensagens de Tozer não falam sobre como conseguir bênçãos e prosperidade, mas sobre viver impactado pela Bíblia e a vida de Cristo.</p>
<p>Tozer ganhou uma reputação lendária como uma voz profética e ele continua sendo um autor best-seller quase 50 anos depois de sua morte. Suas palavras desafiam os leitores a um relacionamento profundo e de adoração a Deus em reverência e adoração. Poucos autores tem demonstrado um impacto tão profundo como Tozer e seus livros.</p>
<p>Algumas frases célebres de Tozer:</p>
<p>“O cristianismo de hoje não transforma as pessoas. Pelo contrário, está sendo transformado por elas. Não está elevando o nível moral da sociedade; está  descendo ao nível da própria sociedade, congratulando-se com o fato de que conseguiu uma vitória, porque a sociedade está sorrindo enquanto o cristianismo aceita a sua própria rendição!”.</p>
<p>“Existe uma maldição antiga que permanece conosco até hoje – a disposição da sociedade humana de ser completamente absorvida por um mundo sem Deus.”</p>
<p>“se o barro não se entregar totalmente, o oleiro nada pode fazer”.</p>
<p>“para orar com eficiência, precisamos querer o que Deus quer – isso e somente isso é orar conforme a vontade de Deus”.</p>
<p>“é muito improvável que Deus use uma pessoa que nunca sofreu profundamente uma dor”.</p>
<p>“A oração em seu momento mais santo é o entrar na presença de Deus, num momento de bendita união, de uma forma que faz com que os milagres pareçam enfadonhos e as respostas extraordinárias às orações algo muito menos admirável por comparação”.</p>
<p>“Por sermos espiritualmente preguiçosos, tendemos a gravitar na direção mais fácil a fim de esclarecer nossas questões religiosas, tanto para nós mesmos como para outros; assim sendo, a fórmula “Aceite Cristo” tornou-se uma panacéia de aplicação universal, e acredito que tem sido fatal para muitos”.</p>
<p>“O que vem à nossa mente quando pensamos em Deus é o que existe de mais importante a nosso respeito”.</p>
<p>“Há no cosmos, vivo e que respira, algo misterioso, maravilhoso e tremendo, acima da compreensão de todas as mentes. O crente não alega entender tudo. Ele cai de joelhos e sussurra: Deus!”</p>
<p>“Enquanto a liderança espiritual não voltar a ser ocupada por homens que preferem a obscuridade, continuaremos a presenciar uma constante deterioração da qualidade do cristianismo popular, e possivelmente chegaremos ao ponto em que o Espírito Santo, entristecido, se retirará, como a glória de Deus se apartou do templo”.</p>
<p>“Adoração é a jóia perdida da Igreja Evangélica”.</p>
<p>“Deus prefere adoradores a trabalhadores; de fato, os únicos trabalhadores aceitáveis são aqueles que aprenderam a arte da Adoração”.</p>
<p>“A vida em que o Espírito habita não é uma edição de luxo do cristianismo que deve ser desfrutada por determinados cristãos extraordinários e privilegiados que, por acaso, são melhores e mais sensíveis do que o restante. Ao contrário, é o estado normal para todo o homem e mulher remido em todo o mundo”.</p>
<p>“Deus não se curvou à nossa pressa nervosa, nem adotou os métodos de nossa era imediatista. O homem que deseja conhecer a Deus precisa dedicar-lhe tempo. Muito tempo”.</p>
<p>“Encontrar-se com o Senhor, e mesmo assim continuar a buscá-lo, é o paradoxo da alma que ama a Deus”.</p>
<p>“Estar crucificado implica em três coisas: Primeiro, o crucificado tem os olhos sempre voltados para uma só direção; segundo, ele não pode voltar atrás; terceiro, ele não tem mais planos próprios”.</p>
<p>“Nunca ouça um homem que não ouve a Deus”.</p>
<p>“O homem que está crucificado tem os olhos voltados para uma só direção… Ele não pode olhar para trás. O homem crucificado está olhando apenas uma direção, que é a direção de Deus, de Cristo e do Espírito Santo …. O homem na cruz não tem mais planos para si … Mas alguém fez planos para eles, e quando eles o pregaram naquela cruz, todos os seus planos desapareceram. Quando você se dispõe a morrer na cruz, você diz adeus – você não vai voltar!”</p>
<p>“O primeiro sinal da decadência de uma igreja é o abandono do alto conceito de Deus”</p>
<p>“Por causa do que tenho pregado não sou bem recebido em quase nenhuma igreja na América do Norte”.</p>
<p>“Se as insondáveis riquezas de Cristo não merecem que por elas soframos, é bom saber disso agora e parar de brincar de religião”.</p>
<p>“Se enxergo corretamente, a cruz do evangelicalismo popular não é a mesma cruz que a do Novo Testamento”.</p>
<p>“Um cristão verdadeiro é uma pessoa estranha em todos os sentidos. Ele sente um amor supremo por alguém que ele nunca viu; conversa familiarmente todos os dias com alguém que não pode ver; espera ir para o céu pelos méritos de outro; esvazia-se para que possa estar cheio; admite estar errado para que possa ser declarado certo; desce para que possa ir para o alto; é mais forte quando ele é mais fraco; é mais rico quando é mais pobre; mais feliz quando se sente o pior. Ele morre para que possa viver; renuncia para que possa ter; doa para que possa manter; vê o invisível, ouve o inaudível e conhece o que excede todo o entendimento”.</p>
<p>“Um cristianismo sem poder não faz nenhuma diferença fundamental na vida de um homem. A água pode mudar de líquido para vapor, de vapor para neve e de novo para líquido, e continua fundamentalmente sendo a mesma coisa. Assim, o cristianismo sem poder faz no homem diversas mudanças superficiais, porém, deixando-o exatamente igual ao que era antes”.</p>
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		<title>Vida prática e o ensino da Graça.</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 13:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[citações]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
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		<category><![CDATA[leitura recomendada]]></category>
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		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[salvação]]></category>
		<category><![CDATA[teologia]]></category>
		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Por favor, leia Romanos 8.26-39; Gênesis 50.15-21 Em 1858, um jovem missionário presbiteriano talentoso chamado John G. Paton, navegou com sua esposa e seu pequeno filho para as ilhas New Hebrides no Pacífico Sul para começar um trabalho missionário entre os ilhéus. Após alguns meses de sua chegada, sua esposa e seu filho morreram, deixando-o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por favor, leia Romanos 8.26-39; Gênesis 50.15-21</p>
<p>Em 1858, um jovem missionário presbiteriano talentoso chamado John G. Paton, navegou com sua esposa e seu pequeno filho para as ilhas New Hebrides no Pacífico Sul para começar um trabalho missionário entre os ilhéus. Após alguns meses de sua chegada, sua esposa e seu filho morreram, deixando-o sozinho no trabalho. Em agosto de 1876, um jovem teólogo talentoso chamado Benjamin Breckinridge Warfield e sua esposa, estavam em lua-de-mel na Alemanha. Durante a visita aos pontos turísticos da região da Floresta Negra, eles foram pegos de surpresa por uma terrível tempestade, e algo aconteceu com sua esposa que nunca foi completamente explicado, submetendo-a a uma invalidez para o resto da vida.</p>
<p><span id="more-990"></span></p>
<p>Na década de 1950, a congregação da Igreja Presbiteriana Independente de Savana chamou um jovem pregador para tomar as rédeas de uma igreja muito dividida. Ele veio com sua esposa e seus cinco filhos, o mais novo tinha apenas três anos. Depois de um ano e meio, desenvolveu um tumor no cérebro, e após dois anos do início de seu trabalho em Savana, o Rev. Van Puffelen estava morto.</p>
<p>Como você explica estas coisas? Talvez um tanto frustrante. Como você explica as respostas destes indivíduos? John G. Paton permaneceu no campo e teve uma grande colheita, e mais tarde disse:</p>
<p>Eu construí um túmulo cercado com blocos de coral, e cobri o topo com lindos corais brancos, pequenos cascalhos quebrados; e aquele lugar se tornou para mim, meu mais sagrado e freqüentado santuário durante todos os meses e anos que se seguiram, enquanto eu trabalhava na salvação daqueles ilhéus selvagens, em meio a dificuldades, perigos e mortes. Quando esta ilha se voltar para o Senhor, e for ganha para Cristo, nos dias seguintes os homens encontrarão a memória daquele lugar ainda vívida – onde, com incessantes orações e lágrimas, eu reivindiquei aquela terra para Deus, na qual eu “enterrei minha morta” com fé e esperança.</p>
<p>Warfield cuidou de sua esposa durante os quarenta anos em que permaneceram juntos, humilde e submisso, sem lamúrias, sem pena de si mesmo, sem justificar a necessidade de auto-satisfação, cumprindo seus votos matrimoniais, cumprindo seu dever para com sua esposa.</p>
<p>A “Sra. Van” , como era conhecida em Savana, gentil e dócil por fora, forte como cravos por dentro, começou a lecionar no Externato Presbiteriano Independente e educou seus cinco filhos com um tremendo sacrifício próprio, e sem lamúrias.</p>
<p>Qual é a explicação em cada uma destas situações? A explicação é que cada um deles cria na soberania de Deus. Todos entenderam a justiça de Deus, sua misericórdia, seu governo absoluto, e cada um recebeu suas circunstâncias como de Sua mão para seu bem e se submeteram a elas.</p>
<p>Ainda, como você explica a adversidade? Como você lida com o sofrimento que está no mundo? Admita que leva tempo para que nossas emoções alcancem nossas mentes, que não há respostas “fáceis” , e que quando nós perguntamos “por que” , não devemos fazer de forma tão simplista ou como uma questão de fatalidade; porém temos uma explicação para o sofrimento, a única explicação para o sofrimento que opera e abre caminho para o conforto num mundo de dor.</p>
<p><strong><br />
O Problema do Prazer </strong></p>
<p>Do nosso ponto de vista, muito da discussão sobre o “problema da dor” e sofrimento tem começado do jeito errado. Como vimos em nossa consideração sobre predestinação, há uma tendência por começar com a suposição da inocência humana. A adversidade então, é vista como uma intromissão imparcial ou injusta na vida de quem não a merece. Isso está implícito em quase todas as discussões sobre o assunto. Portanto, nós freqüentemente questionamos: “Por que Deus tem permitido que isso aconteça a uma família tão pura (e não merecedora)?”.</p>
<p>O lugar bíblico para se começar qualquer consideração sobre o sofrimento, não é a inocência, mas a culpa. No começo da Bíblia está um relato do que é chamado a “Queda do Homem” . Ele está lá para lembrar-nos que vivemos em um mundo “caído” , um mundo em desordem e sob a maldição de Deus. A resposta de Deus ao pecado de Adão e os pecados de sua descendência é uma condenação. Deus prometeu a morte “no dia em que dela comeres” . Entretanto, num sentido final, a morte foi adiada. Enquanto isso, a vida consiste em múltiplos mini-julgamentos que nos visitam por causa do pecado de Adão e de nossos próprios pecados, como pré-estréias do julgamento final. Estes mini-julgamentos, porque são desprovidos da morte eterna do inferno, são, em efeito, graciosos estágios de execução.</p>
<p>O que estamos dizendo é que cada momento que um de nós vive do lado de cá do inferno é um problema. Como é que um Deus justo e verdadeiro pode tolerar o mal e deixá-lo continuar existindo? Como ele pode atrasar seu aviso de que “a alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18.4)? O problema não é a dor, mas o prazer. Uma justiça severa lançará cada um de nós no inferno. Qualquer coisa menor do que isso – enfermidade, injúria, miséria, fome, ou sofrimento profundo – é misericórdia.</p>
<p>Considere a resposta de Jesus à questão de seus discípulos sobre os infelizes galileus que haviam sido massacrados por Pilatos (Lc 13). Eles queriam saber se “estes galileus eram mais pecadores que os outros porque sofreram este destino” . Esta questão é antiga. Aqueles que sofrem, sofrem porque são mais pecadores que as outras pessoas? Podemos dizer que o sofrimento é diretamente proporcional ao pecado? A resposta popular é dizer “não” , e ela está correta. Podemos corretamente citar Jó como um exemplo de um homem que não sofreu por seu pecado pessoal. Jesus, de fato, diz: “Não eram, eu vo-lo afirmo…” Jesus concorda com a resposta popular ao dizer que estas pessoas não eram necessariamente mais merecedoras de sofrimento que outras. Elas não morreram porque eram mais pecadoras que o resto. Nós esperávamos que ele continuasse a falar sobre como o sofrimento é imerecido. Muitas vezes, nós diríamos, os inocentes sofrem neste mundo. Freqüentemente, nós dizemos, é o bom que é injuriado e ofendido. Mas, surpresa, isso não é o que ele diz afinal. Em vez de dizer que alguns são sofredores inocentes, ele diz que todos merecem sofrer deste modo. Ele avisa que “se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” . Em outras palavras, não é que eles sejam piores do que os outros, mas é o que cada pecador merece, e terá, a menos que se arrependa. Jesus não se concentra na tragédia que caiu sobre alguns, mas na graça pela qual a maioria é poupada.</p>
<p>Da mesma maneira, Jesus continuou a falar nos dezoito sobre quem a “torre de Siloé caiu e matou” . Ele pergunta: “(eles) eram mais culpados que os outros habitantes de Jerusalém?” Podemos deduzir, a partir da quantidade de sofrimento que as pessoas suportam, quem é justo e quem é pecador? Não, ele diz. Mas, novamente, isso significa que eles poderiam não ser merecedores? Não. Eles têm o que todos merecem, mas alguns são poupados.</p>
<p>Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis (Lc 13.5).</p>
<p>Assim, o problema do sofrimento, como Jesus o interpreta, não é afinal um problema de dor. A dor pode ser explicada facilmente. Vivemos em um mundo caído e sob julgamento. Todos os piqueniques da vida têm suas formigas. Em nossa lua-de-mel, Emily e eu fomos um dia à praia. Quando chegamos, começou a chover. Não sendo a teóloga da família, ela perguntou: “por que Deus fez isso conosco?” Minha resposta sensível foi: “por que não choveu outro dia? Por que ele permitiu que viéssemos aqui afinal?” Ela não estava para brincadeira. É claro, há sofrimento. O extraordinário não é que exista dor, mas que exista prazer. Uma vez que se entenda a doutrina da queda e da depravação do homem, o problema filosófico não está no explicar o porquê Deus permite o sofrimento, mas no porquê ele mostra graça e misericórdia. Qualquer dor e sofrimento menor que as chamas do fogo eterno no inferno, é um adiamento misericordioso de Deus. Eu posso entender porque sofremos. Eu não posso entender porque não sofremos mais.<br />
<strong>Soberania e Dor </strong></p>
<p>Em capítulos anteriores, vimos que a soberania de Deus se estende sobre cada molécula existente. Ele decretou e planejou “tudo quanto acontece” . Então, não pense por um só momento que sua dor está excluída. Quando eu estava no seminário, um jovem cristão muito promissor, um estudante talentoso da Cal Tech [2], com uma mente brilhante, estava se preparando para uma missão de campo com os Tradutores Wycliffe da Bíblia. Ele caiu, em uma viagem a pé e morreu tragicamente. Um teólogo evangélico mundialmente famoso disse em seu funeral: “Esta não era a vontade de Deus” . Em um funeral em Savana, poucos anos atrás, uma declaração similar foi feita no velório de uma jovem mãe que morreu repentinamente: “Deus não queria que isso acontecesse”. Esta posição também é tomada num livro muito popular, Why Bad Things Happen to Good People (Porque Coisas Ruins Acontecem a Pessoas Boas). O autor perdeu sua filha adolescente para a leucemia. Ele lutou tentando explicar como Deus poderia ter permitido que isso acontecesse. Note seu modo de pensar. Existem pessoas “boas” (leia “inocentes” ) que não merecem que coisas “más” aconteçam a elas. A resposta que ele deu foi que Deus é bom, mas não há nada que ele possa fazer acerca do sofrimento. Ele não pode interferir. Suas mãos estão atadas. Ele não é culpado. Ele não pode ser acusado. Podemos estar certos de que ele ainda nos ama, pois não foi ele quem fez estas coisas horríveis acontecerem conosco.</p>
<p>O que podemos dizer sobre isso? Em nosso conceito, esta explicação não oferece qualquer consolação e, de fato, é horripilante. Por quê? Considere o seguinte.</p>
<p>Primeiro, se existe um Deus, o que acontece deve ser sua vontade . Se acontece alguma coisa que não é de sua vontade, ele não é Deus, e nós temos um problema. Se existem moléculas perambulando por aí, fazendo o que não foi ordenado por Deus, então ele tem um concorrente igual a ele, portanto não é Deus como a Bíblia o descreve. Para Deus ser Deus, ele deve ser soberano. Para ele ser soberano em tudo, ele deve ser o soberano sobre tudo .</p>
<p>Deixe-me ver se consigo esclarecer o que eu quero dizer. Todos os que crêem em Deus, crêem que ele pode prever todas as coisas. Uma vez que você deixe de crer na presciência, você realmente deixa de crer em Deus. O que ele prevê, certamente acontecerá. Então quando Deus prevê algo e decide permitir que aconteça, ele o faz porque isso convém a seus propósitos. Isso serve a seus planos. A alternativa é dizer que ele prevê coisas e as permite até mesmo que elas não combinem com seus propósitos, o que é claramente ilógico e absurdo. Isso não significa que ele “gosta” do que prevê, ele só permite que aconteça porque encontra algo positivo e alguma razão nisto. O bom Deus permite acontecer o que acontece porque convém a seus propósitos; e seus propósitos são bons.</p>
<p>Às vezes as pessoas tentam evitar as implicações disto apelando para a previsão, dizendo que Deus meramente “prevê” todas as coisas, ele não as fará realmente. Mas conforme pudemos ver, esta distinção não se sustenta. O que um Deus onipotente prevê e permite, ele quer e ordena.</p>
<p>Segundo, ou os eventos têm um significado dado por Deus, ou não têm sentido algum . Na tentativa de manter Deus “fora da armadilha” , as pessoas acabam deixando suas tragédias sem sentido, transformando-as em algo realmente trágico. Você deve reconhecer que não pode haver dois caminhos. Ou Deus está nele, ou ele não está. Se ele não está, então é o diabo, o mal, a “sorte”, o destino, ou o acaso.</p>
<p>Quando eu era pastor dos jovens em Miami, nós presenciamos duas mortes trágicas de pais de adolescentes. Um foi o pai de minha esposa Emily, que sofreu um ataque do coração quando ela tinha apenas dezesseis anos. O outro foi do pai de uma garota de dezesseis anos também, mas as circunstâncias foram diferentes. Enquanto que o pai de Emily morreu de repente, este homem, o Dr. John Richardson, filho do Reverendo J.R. Richardson, morreu lentamente durante um período de quase dois anos. Os dias finais foram diferentes de qualquer coisa que eu já havia visto ou que veria. Ele morreu em casa, rodeado por sua família. Seus últimos momentos foram passados com sua filha mais nova aconchegada a ele de um lado, a outra filha nos seus pés, sua esposa ao seu outro lado, seus filhos sentados junto a sua cama. Esta foi a morte mais triste e mais doce que eu já presenciei. Algumas semanas depois, a filha mais nova veio a mim e perguntou: “Por que Deus permitiu isso?” Minha resposta foi gentilmente dizer: “Ah, ele permitiu, mas teve boas razões” , e continuei, “ e nós nos agarramos a isso porque a única alternativa é dizer que Deus não o permitiu, e não há razão e é apenas uma tragédia sem propósito” . O que você deve fazer agora? Confiar nele! Diga que ele não é o responsável e você perde a oportunidade de confiar nele.</p>
<p>“Deus é grande e Deus é bom”. Esta foi a primeira oração que eu aprendi. Ela também expressa o problema do sofrimento. Por que um Deus grande permite o mal quando ele poderia impedi-lo? Por que um Deus bom permite o mal quando o odeia? Negue qualquer lado da equação e você resolverá o problema do mal: Deus é bom, mas não é grande; ele gostaria de impedir o mal, mas ele é fraco. Deus é grande, mas não é bom; ele não quer impedir o mal porque ele se deleita nele.</p>
<p>Desde Agostinho, os cristãos têm dito que Deus permite o mal para um bem maior. O paradigma é encontrado na crucificação. Quando o homem realizou este grande mal, Deus produziu a partir dele o maior bem. Porém, a crucificação foi realizada pelo “determinado desígnio e presciência de Deus” (At 2.23). Deus estava nela; ele a tinha ordenado. Da mesma maneira, ele está em nosso sofrimento. Por ele estar no sofrimento, este tem um propósito, tem um sentido.<br />
<strong>Cristo e a Dor </strong></p>
<p>Finalmente, vamos às respostas encontradas em Romanos 8. A maravilha de nossa adoção e conseqüentemente glorificação, leva Paulo a falar do caminho para a glória que é o caminho do sofrimento. Ele diz que nós somos “ co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados ” (8.17). Novamente, ele une o sofrimento e a glória dizendo: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (8.18). Ele fala de nossos “gemidos” e os contrasta com “nossa adoção de filhos, a redenção do nosso corpo” (8.23). Ele estimula à necessidade de “esperança” e “perseverança” (8.24,25). Ele promete a ajuda do Espírito quando oramos “ com gemidos inexprimíveis” (v.26). Então vem a jóia da coroa das promessas bíblicas. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). Paulo regozija-se num Deus que está em todas as coisas, fazendo-as trabalhar para o bem daqueles que o amam. E precisamente no caso de que você pudesse parar e duvidar se você ama Deus o suficiente ou não, ele acrescenta: “daqueles que são chamados segundo o seu propósito” . Machen disse sobre estes versos:</p>
<p>… que pequeno conforto existiria nessas palavras se o versículo parasse ali – se nos tivesse sido dito simplesmente que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, e então seríamos levados a acender aquele amor de Deus em nossos corações frios e mortos. Mas, graças a Deus, o versículo não termina ali. O versículo não diz apenas, “ sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus ” . Não, ele diz: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Aí está, meus amigos, o verdadeiro motivo de todo o nosso conforto – não em nosso amor, nem em nossa fé, ou em qualquer coisa que está em nós, mas neste misterioso e eterno conselho de Deus do qual vem toda a fé, todo o amor, tudo o que temos, somos e podemos ser neste mundo e no mundo que está por vir.</p>
<p>Aqueles que amam a Deus são aqueles que foram chamados. Os chamados são aqueles que foram conhecidos de antemão (o que significa amados de antemão) e predestinados. A “corrente de ouro” está exposta no verso 30: “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.30). Àqueles nos quais Deus colocou seu amor – àqueles que foram chamados eficazmente a Cristo pelo evangelho, que foram justificados e glorificados (o tempo passado indica que Paulo até mesmo vê isso como um fato concluído) – é prometido que tudo tem um bom propósito para eles. O próprio Deus o garante.</p>
<p>Quando eu tinha três anos, meus pais distraidamente deixaram minha irmã e eu no carro da família depois que voltamos da Igreja num domingo. Nós brincávamos e eu soltei o freio de mão. O carro começou a rolar pela rampa da garagem. Nós nos apavoramos. Minha irmã pulou para fora do carro. Ela tinha cinco anos – podia fazer aquilo. Eu caí debaixo da roda dianteira, e nossa perua Plymouth ano 56 passou por cima das minhas costas, pescoço e cabeça.</p>
<p>Quando eu tinha quinze anos, eu estava praticando com o time de futebol do colégio, que incluía três futuras estrelas do futebol universitário, entre eles Vince Feragammo. Certa tarde, eu corri um “ reinício ” padrão, peguei a bola, contornei o campo, tentei evitar meu defensor; nesta tentativa de evitá-lo, subitamente senti uma dor aguda na minha coxa. Um barulho tão forte como o de um galho de árvore quebrando pôde ser ouvido em todo o campo enquanto eu caía, minha perna torceu debaixo de mim, meu fêmur estava caprichosamente quebrado.</p>
<p>Por quê? Eu não sei. Eu não tenho que saber. Tudo o que eu sei é que Deus estava nesse acontecimento, e o estava trabalhando para o bem.</p>
<p>Alguns de vocês já sofreram coisas muito piores que isso. Alguns de vocês perderam filhos e netos em acidentes e doenças. Outros foram assolados pela morte de seus maridos e esposas. Amigos, parentes, outros amados têm sofrido com circunstâncias trágicas. Você tem gritado. “Ah não, isso não – tudo menos isso! Senhor, por quê? Por que o Senhor fez isso?” Talvez você tenha cultivado amargura. Você tem estado ressentido com Deus desde então. Você está desiludido e confuso. Tenha isso por certo – em Cristo, embora o diabo, o mundo e os inimigos tenham planejado sua destruição, Deus estava trabalhando todas as coisas para o bem.</p>
<p>Considere a vida de José. Que adversidades ele sofreu! Pense em seu coração quebrado por causa da total rejeição por parte de seus irmãos, que estavam prontos para matá-lo de imediato. Pense na dor de ter sido vendido como escravo, sendo obrigado a deixar sua família, e não vê-la por décadas. Mesmo no Egito ele teve que lidar com a falsa acusação de tentativa de estupro, armada pela esposa de Potifar, o qual o lançou na cadeia. Ele tinha muitos motivos para a amargura. Pense em tudo o que Deus permitiu que acontecesse. Sua infância lhe foi tirada, foi tirado de sua terra natal e de sua família, bem como seu bom nome, por que ele não deveria amaldiçoar a Deus? Mas o que ele diz? Ele vê a mão soberana de Deus em tudo. Primeiro, ele diz a seus irmãos: “Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito” (Gn 45.8). E numa segunda ocasião ele diz: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida” (Gn 50.20). Leia de novo: “Deus o tornou em bem”, ele diz.</p>
<p>Algumas vezes, até mesmo muitas vezes, não saberemos que bem Deus estará trazendo da adversidade. Este não é o ponto crucial. O ponto crucial é saber que Deus é bom e que ele quer isso! Quando você perdeu seu amado, ele o quis. Quando você foi afligido por doenças, ele o quis. Quando você foi atingido por reversões financeiras, ele o quis. Ele promete transformar isso em bem. Agora você precisa confiar nele.</p>
<p>Crer na soberania de Deus tem algum impacto prático sobre a vida? Eu espero que você tenha começado a entender que estas doutrinas são vitais. Somente quando entendemos que Deus ordenou nosso sofrimento, podemos começar a entender o sentido dele. Somente então, estaremos certos de que ele tem um propósito. Quando as tragédias vierem, quando as adversidades atacarem, não seremos abalados. Sim, nós choraremos. Sim, nós sofreremos. Mas continuaremos andando confiantes, sabendo que Deus está no seu trono, que estamos em suas mãos, que nossas circunstâncias são seus feitos, e que ele trabalha este mal para o nosso bem.</p>
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		<title>Aniquilacionismo Evangélico por John Stott</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 21:50:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
		<category><![CDATA[John Stott]]></category>
		<category><![CDATA[leitura recomendada]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[teologia]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>O Caminho Cristão traz uma reconsideração do Aniquilacionismo Evangélico: Uma Análise do Pensamento de John Stott sobre a Não-Existência do Inferno. O evangelicalismo é definido de várias maneiras por diversos tipos de pessoas. Eu o defino como a religião dos crentes da Bíblia Trinitariana que se gloriam na cruz de Cristo como a única fonte de paz com Deus e buscam compartilhar a sua fé com os outros; e eu noto que o evangelicalismo ocidental (para não irmos mais adiante), como o liberalismo protestante, o catolicismo romano de toda espécie, e o ortodoxismo oriental, tem um padrão propriamente seu. Dentre os fatores que formaram esse padrão durante os últimos cinqüenta anos incluem-se o ensinamento dogmático, devocional, apologético e ativista ministrado nas igrejas evangélicas e em movimentos paraeclesiásticos; a literatura (livros, jornais, revistas) produzida pelos evangélicos; a sensação de uma fidelidade superior à Bíblia, seu Deus e seu Cristo, que as instituições evangélicas cultivam; uma sensação de estar sendo ameaçado pelos enormes batalhões do protestantismo liberal, catolicismo romano e instituições seculares, que os leva a vociferar quando esses fundamentos ideológicos são discutidos; a obstinação por um evangelismo atuante; e o costume de transformar estudiosos e líderes em gurus, de onde surge um sentimento de ultraje e traição se percebem que eles estão andando fora da linha. Dentro da distintiva identidade corporativa do evangelicalismo introduziram-se uma consciência de privilégio e vocação, uma mentalidade envolvente e persistente, a discussão de temas irrelevantes, uma certa violência verbal e uma tendência de atingir nossos próprios feridos.</p>
<p> </p>
<p><span id="more-939"></span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>Ainda não está claro se o recente restabelecimento da confiança e o crescimento de uma vida intelectual [1] do movimento estão ou não amadurecendo esse padrão ainda verde; entretanto, sem dúvida alguma, os fatores citados acima se tornaram evidentes enquanto os evangélicos discutiam o aniquilacionismo entre si nos últimos dez anos.</p>
<p>Idéias aniquilacionistas têm sido debatidas entre os evangélicos por mais de um século [2], mas nunca se tornaram parte da corrente principal da fé evangélica [3], nem sequer foram largamente discutidas no meio evangélico até recentemente. Em 1987, Clark Pinnock escreveu um artigo bombástico de duas páginas entitulado “O Fogo, e Nada Mais” [4], mas que, apesar de amplamente lido, não provocou maiores discussões do que uma exposição de quinhentas páginas sobre o assunto: “O Fogo que Consome” (1982), publicada por Edward William Fudge [5], talentoso leigo das Igrejas de Cristo. Entretanto, em 1988, surgiram dois curtos trabalhos de defesa, ambos de veteranos evangélicos anglicanos: oito páginas de John Stott em “Essentials” [6], e dez do falecido Philip Edgecumb Hughes em “A Verdadeira Imagem” [7], que puseram o gato no meio dos pombos.</p>
<p>Em uma conferência de 350 líderes em Deerfiield, Illinois, no ano de 1989, eu li um documento pomposamente entitulado “Evangélicos e o Caminho da Salvação: Novos Desafios ao Evangelho: Universalismo e a Justificação pela Fé” [8]. No documento eu ofereci uma linha de pensamento contrária à posição desses dois respeitáveis amigos [9]. A reação foi tal que a conferência se dividiu ao meio sobre a questão da aniquilação. O relatório da <em>Christianity Today</em> (periódico evangélico) dizia:</p>
<p>“Surgiram fortes desentendimentos sobre a posição do aniquilacionismo, doutrina que afirma que as almas não salvas deixarão de existir após a morte&#8230; a conferência foi quase que dividida ao meio ao tratar do assunto em suas declarações, e nenhuma renúncia a essa posição foi incluída na resenha final da conferência”. [10]</p>
<p>Depois disso, a pedido de John White, então presidente da Associação Nacional de Evangélicos, o falecido John Gerstner escreveu uma resposta a Stott, Hughes e Fudge sob o título “Arrependei-vos ou Perecereis” (1990) [11]; e em 1992 os documentos apresentados na quarta Conferência sobre Dogmas Cristãos de Edinburgo foram publicados com o título “Universalismo e a Doutrina do Inferno” [12], juntamente com “O Argumento a Favor da Imortalidade Condicional”, de John W. Wenham e “O Argumento Contra o Condicionalismo: Uma Resposta a Edward William Fudge”, de Kendall S. Harmon.</p>
<p>E isso não foi tudo. Livros reafirmando a realidade e eternidade do inferno começaram a aparecer: “Questões Cruciais Sobre o inferno” (1991) [13], de Ajith Fernando; “Um Deus Irado?” (1991) [14], de Eryl Davies; “O Outro Lado das Boas Novas” (1992) [15], por Larry Dixon; “Quatro Opiniões sobre o Inferno” (1992) [16], por William Crocket, John Walvoord, Zachary Hayes e Clark Pinnock; “A Estrada Para o Inferno” (1992) [17], de David Pawson; “O Que Aconteceu Com o Inferno?” (1993) [18], de John Blanchard; “A Batalha Pelo Inferno: Uma Visão Geral e Avaliação do Crescimento do Interesse Evangélico pela Doutrina da Aniquilação” (1995) [19], por David George Moore; “O Inferno Em Julgamento: O Argumento a Favor do Castigo Eterno” (1995) [20], de Robert A. Peterson. Todos estes contestando mais ou menos elaboradamente o aniquilacionismo. Continuava assim a discussão.</p>
<p>O que está em questão aqui? A questão é essencialmente exegética, embora com implicações pastorais e teológicas. E se resume a se, quando Jesus disse que aqueles banidos no julgamento final “irão para o castigo eterno” (Mt 25:46), Ele tinha em vista um estado de tormento que não terá fim, ou um irrevogável fim da existência consciente; em outras palavras (pois assim é colocada a questão), um castigo que é eterno em sua extensão ou no seu efeito. A corrente principal da cristandade sempre afirmou o primeiro, e continua a fazê-lo; evangélicos aniquilacionistas, juntos com muitos Testemunhas de Jeová, Adventistas do Sétimo Dia e liberais — na realidade quase todos os que não são universalistas — defendem o último. Entretanto desse ponto em diante os evangélicos aniquilacionistas se dispersam e não há unanimidade [21].</p>
<p>Alguns têm asseverado que o aniquilamento ocorrerá imediatamente após a sentença de Jesus no Juízo Final, após um período de tormento no estado intermediário; outros têm pensado que cada pessoa banida da presença de Jesus passará por algum tormento, proporcional em intensidade e extensão ao que cada um merece, até que venha o momento da aniquilação. Alguns baseiam o seu aniquilacionismo em uma antropologia adaptada. Eles argumentam que uma existência eterna não é natural; e que, pelo contrário, desde que nós somos seres pessoais (almas) que vivem por meio de corpos, a separação entre a alma e o corpo extinguirá a consciência. Então, depois da nossa separação inicial (a primeira morte) não há um estado intermediário, apenas uma inconsciência que continuará até a ressurreição, e depois dos descrentes ressuscitados serem banidos da presença de Cristo, as suas consciências finalmente cessarão (segunda morte) quando, e porque, os seus corpos ressurretos deixarão de existir. Entretanto, alguns que raciocinam desta forma, na verdade, afirmam que há um estado intermediário consciente, com alegria para os santos e sofrimento para os ímpios, como sempre foi o consenso geral da Igreja. Todos que adotam essa antropologia denominam a sua posição de imortalidade condicional, expressão cunhada para mostrar que a existência após a morte que as religiões imaginam e que a maioria, se não todas, deseja, é uma dádiva que Deus concede somente aos crentes, enquanto que Ele, cedo ou tarde, simplesmente extingue o resto de nossa raça. A existência eterna está, portanto, condicionada à fé em Jesus Cristo, e a aniquilação é a alternativa para os demais [22].</p>
<p>Historicamente, essas são opiniões do século passado. O século dezenove foi uma era de audaciosos desafios a suposições antigas, sonhos audaciosos de fazer as coisas melhores, e empreendimentos audaciosos, tanto intelectuais como tecnológicos, para realizá-los. O ensinamento cristão histórico sobre o inferno era posto em questão à luz da convicção utilitariana e progressista de que a retribuição em si, sem qualquer perspectiva de alguma coisa ou alguém ser melhorado por ela, não é justificativa suficiente para a punição, desconsiderando o castigo eterno. Partindo desse ponto de vista a idéia de que o ato de Deus manter alguém em permanente tormento após a morte era indigno dEle e, portanto, a posição tradicional sobre o castigo eterno deve ser abandonada, devendo-se encontrar outra maneira de explicar os textos que parecem ensiná-la. Revisionistas da Bíblia desenvolveram duas maneiras de fazer isso, ambas essencialmente especulativas, à maneira de Orígenes, que usava a filosofia da época para estabelecer uma estrutura da forma de interpretação dos textos e para preencher as lacunas nos seus ensinamentos. O primeiro método era o universalismo, que diz que todos os seres humanos estarão por fim no céu, e especula em como, através de dolorosas experiências, os que morrem na incredulidade conseguirão isso. A segunda maneira é o aniquilacionismo, o qual afirma que os que estarão no céu serão por fim todos os humanos, e especula sobre quando os incrédulos serão aniquilados. Os argumentos utilizados pelos aniquilacionistas de hoje são essencialmente os mesmos dos seus predecessores do século passado.</p>
<p>Duas advertências pastorais e teológicas devem preceder nossas considerações a esses argumentos.</p>
<p><strong>1) </strong>Opiniões sobre o inferno não devem ser discutidas fora das linhas do Evangelho. Por quê? Porque é somente em conexão com o Evangelho que Jesus e os autores do Novo Testamento falam do inferno, e a maneira bíblica de lidar com temas bíblicos é levar-se em consideração tanto as suas conexões bíblicas, quanto a sua substância bíblica. Como diz Peter Toon:</p>
<p>“&#8230; a pregação e o ensino de Jesus com relação ao Geena, trevas e condenação estavam relacionados com a Sua proclamação e exposição do reino de Deus, salvação e vida eterna; eles nunca são expostos como assuntos independentes para reflexão e estudo. Renomados teólogos [23] têm muito enfatizado este último ponto. &#8230; o inferno é parte integrante do Evangelho e portanto não pode ser deixado de fora &#8230; . Advertir as pessoas para que evitem o inferno significa que ele é uma realidade, ou pode vir a ser uma realidade. Portanto, é inevitável que tentemos oferecer uma descrição do inferno pelo menos em termos de poena damni (dor pela perda da alegria) e possivelmente de poena sensus (dor dos sentidos, ou seja, através dos sentidos) mas &#8230; sempre reconhecemos que falamos figuradamente”. [24]</p>
<p>A idéia cristã do inferno não é um conceito isolado de sofrimento apenas por sofrimento (a divina “selvageria”, “sadismo”, “crueldade” e “vingança” do qual os aniquilacionistas acusam os crentes que declaram o inferno eterno) [25]; mas uma noção biblicamente formada por três misérias equivalentes, que são: a exclusão da presença e comunhão graciosa de Deus, em castigo e com destruição sobre aqueles que, ao negarem as misericórdias de Deus, já rejeitaram o Pai e o Filho nos seus corações. A justiça do juízo final de Deus, o qual Jesus administrará, de acordo com o Evangelho, está em duas coisas: primeiro, o fato de que o que as pessoas recebem não é apenas o que elas merecem, mas o que elas na verdade escolheram — isto é, existir para sempre sem Deus e conseqüentemente sem nenhum dos bens que Ele concede; segundo, o fato de que a sentença é proporcional ao conhecimento da Palavra, obra e vontade de Deus, que foram desconsideradas (Cf. Lc. 12:42-48; Rm1:18-20, 32, 2:4,12-15). De acordo com o Evangelho, o inferno não é uma selvageria imoral, mas uma retribuição moral, e discussões sobre a sua extensão para os seus habitantes devem ocorrer dentro desse quadro.</p>
<p><strong>2)</strong> Opiniões sobre o inferno não deveriam ser determinadas por considerações do bem-estar. Diz John Wenham: “Acautelai-vos da imensa atração natural por qualquer saída que os livre da idéia de pecado e sofrimento sem fim. A tentação de torcer o que deveriam ser declarações completamente rígidas das Escrituras é intensa. É a situação ideal para uma racionalização inconsciente” [26].</p>
<p>Diz John Stott:</p>
<p>“<em>Eu acho o conceito de tormento consciente eterno emocionalmente intolerável e não compreendo como as pessoas conseguem conviver com isso sem cauterizar seus sentimentos ou esfacelá-los com a tensão. Mas as nossas emoções são um guia instável, não confiável para nos conduzir à verdade e não devem ser exaltadas ao lugar de suprema autoridade em determiná-la &#8230; minha pergunta deve ser </em>—<em> e é </em>—<em> não o que me diz o meu coração, mas, o que diz a Palavra de Deus?</em>” [27].</p>
<p>Ambos adotaram o aniquilacionismo, no que estão errados, mas eles o admitem por uma justa razão — não porque é uma idéia que se ajustou confortavelmente às suas convicções, apesar de tê-lo feito, mas porque eles pensaram tê-lo encontrado na Bíblia. Qualquer que seja nossa posição sobre a questão, nós também devemos ser guiados pelas Escrituras e nada mais.</p>
<p><strong>1) </strong>O primeiro argumento é a necessidade de explicar “castigo eterno” de Mateus 25:46, que está diretamente relacionado com “vida eterna”, sem que traga necessariamente a implicação de eternidade. Admitindo-se que, como é corretamente defendido, “eterno” (<em>aionios</em>) no Novo Testamento significa “que pertence à era porvir” em vez de expressar qualquer noção diretamente cronológica, os escritores do Novo Testamento são unânimes em concluir que o tempo porvir será eterno. Então o problema dos aniquilacionistas permanece no mesmo lugar que estava. A afirmação de que, na era por vir, a vida é alguma coisa contínua, enquanto que o castigo é algo com um final, torna a questão evasiva. Basil Atkinson, “um excêntrico bacharel acadêmico”, de acordo com Wenham [28], mas um filologista profissional, e mentor de Wenham e Stott nessa matéria, escreveu:</p>
<p>“Quando o adjetivo <em>aionios</em> significando “eterno” é usado no grego juntamente com substantivos de ação, ele se refere ao resultado da ação, não ao processo. Assim a expressão “castigo eterno” é comparável a “redenção eterna” e a “salvação eterna”, todas expressões bíblicas &#8230; os que se perdem não passarão eternamente por um processo de castigo mas serão punidos uma vez por todas com resultados eternos”. [29]</p>
<p>Embora essa declaração seja constantemente feita por aniquilacionistas, que de outra maneira não poderiam erigir sua posição, ela carece de apoio gramatical e em qualquer caso torna a questão evasiva quando assume que o castigo é um evento momentâneo ao invés de contínuo. Embora, porventura, não seja absolutamente impossível, o raciocínio parece artificial, evasivo, e, em uma avaliação final, desamparado.</p>
<p><strong>2) </strong>O segundo argumento é que, uma vez que a idéia de imortalidade intrínseca da alma (isto é, do indivíduo consciente) deixa de ser considerada como uma intromissão platônica na exegese do segundo século, parecerá que o único significado natural de morte, destruição, fogo e trevas no Novo Testamento como indicadores do destino dos ímpios é de que tais pessoas deixam de existir. Mas tal afirmação quando submetida à prova mostra estar errada. Para os evangélicos, a analogia das Escrituras, isto é, o axioma da sua coerência e consistência intrínsecas e sua capacidade de elucidar ela mesma os seus ensinos, é uma regra para toda interpretação, e, embora haja textos que, tomando-os isoladamente, podem conter implicações aniquilacionistas, há outros que de forma alguma podem se encaixar nesse esquema. Mas nenhuma teoria que se propõe a explicar o significado da Bíblia e não abrange todas as Suas principais declarações pode ser verdadeira.</p>
<p>Judas 6 e Mateus 8:12; 22:13, 25:30 mostram que as trevas significam um estado de privação e aflição, mas não de destruição no sentido de deixar de existir. Somente aqueles que existem podem chorar e ranger seus dentes, como é dito dos que serão lançados nas trevas.</p>
<p>Em nenhuma parte a morte significa extinção; morte física é a partida para outra forma de existência chamada sheol ou hades, e morte metafórica é uma existência sem Deus e Sua graça; nada na terminologia bíblica garante a idéia, encontrada em Guillebaud [30] e outros, de que “a segunda morte” de Apocalipse 21:11, 20:14, 21:8 significa ou refere-se à extinção da existência.</p>
<p>Lucas 16:22-24 nos mostra, como também uma grande quantidade de linguagem apocalíptica extra-bíblica, que fogo significa uma existência continuamente em tormento, e as arrepiantes palavras de Apocalipse 14:10, 19:20, 20:10 e de Mateus 13:42,50 confirmam isso.</p>
<p>Em 2 Tessalonicenses 1:9 Paulo explica, ou amplia, o significado de “sofrerão penalidade de eterna (<em>aionios</em>) destruição” adicionando “banidos da face do Senhor” — expressão que, por denotar exclusão, joga por terra a idéia de que “destruição” significa extinção. Somente aqueles que existem podem ser excluídos. Tem sido freqüentemente demonstrado que no grego o significado natural das palavras relacionadas a destruição (substantivo, olethros; verbo, apollumi) é arruinar, de forma que o foi destruído fica, a partir de então, inutilizado, ao invés de propriamente aniquilado, de maneira que passa a não mais existir de forma alguma.</p>
<p>Os aniquilacionistas se defendem com especial argumentação. Às vezes, eles argumentam que tais textos que falam de um tormento contínuo fazem referência somente a uma experiência temporária para os que se perdem antes de deixarem de existir, mas isso é tornar a questão evasiva através de uma exegese especulativa e renunciar a sua declaração original de que o Novo Testamento, quando fala de perdição eterna, sugere naturalmente a extinção. Peterson cita John Stott, no que ele chama de “o melhor argumento aniquilacionista” [31]. O trecho a seguir faz comentários às palavras “A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos” de Apocalipse 14:11.</p>
<p>O próprio fogo é chamado “eterno” e “inextinguível”, mas seria muito estranho se o que fosse ali atirado provasse ser indestrutível. A nossa expectativa deveria ser o oposto: o que for ali atirado deve ser consumido eternamente, não atormentado eternamente. Por isso existe a fumaça (evidência de que o fogo fez o seu trabalho) que “sobe pelos séculos dos séculos”.</p>
<p>“Pelo contrário”, contra-argumenta Peterson, “nossa expectativa seria de que a fumaça se extinguiria uma vez que o fogo já tivesse terminado o seu serviço &#8230;”. O restante do verso confirma nossa interpretação: “e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem” [32]. Para isso parece não haver resposta.</p>
<p>Portanto, o argumento lingüístico fracassa em todos os seus pontos. Dizer que alguns textos, tomados isoladamente, poderiam significar a aniquilação, não prova absolutamente nada quando outros evidentemente não o fazem.</p>
<p><strong>3) </strong>O terceiro argumento é o de que o fato de Deus aplicar eternamente um castigo aos perdidos seria algo injusto e desproporcional. Stott escreve: “eu questiono se o &#8216;tormento eterno e consciente&#8217; é compatível com a revelação bíblica de justiça divina, a menos que talvez (como tem sido argumentado) a impenitência dos ímpios também perdure ao longo da eternidade” [33]. A incerteza expressa pelo “talvez” de Stott é estranha, por isso não há nenhuma razão para se pensar que a ressurreição dos ímpios mudará o seu caráter, e sim toda a razão para se supor que a sua rebeldia e impenitência continuarão enquanto eles existirem, tornando o eterno exílio da comunhão de Deus plenamente apropriado; mas, deixando isso a parte, é evidente que o argumento, se fosse válido, provaria coisas demais e terminaria solapando a própria causa aniquilacionista.</p>
<p>Mas se, como sugere o argumento, é desnecessariamente cruel para Deus manter os que se perdem existindo para serem atormentados, porque a Sua justiça no caso não requer isso, como os aniquilacionistas podem justificar, em termos da justiça de Deus, o fato dEle os fazer passar por qualquer tipo de tormento após a morte. Por que a justiça, que desse ponto de vista requer a aniquilação de qualquer forma, não se satisfaz com uma aniquilação no momento da morte? Os aniquilacionistas bíblicos, que não podem escapar da expectativa bíblica da ressurreição final de crentes e incrédulos para o julgamento, também admitem que haverá alguma dor imposta após o julgamento e antes da extinção; mas se a justiça de Deus não requer nada além da aniquilação, e portanto não requer essa dor, ela se torna uma crueldade desnecessária, sendo Deus assim, conseqüentemente, acusado de cometer a mesma falta da qual os aniquilacionistas ansiosamente querem provar que Ele é inocente e também condenam a corrente principal do pensamento cristão por sua inferência. Enquanto que, se a justiça de Deus realmente não requer nenhuma punição em adição à aniquilação, e a contínua hostilidade, rebeldia e impenitência dos ímpios para com Deus permanece uma realidade após suas mortes, não haverá momento algum em que seja possível tanto para Deus como para o homem dizer que castigo suficiente já foi aplicado, que já não merecem mais do que já receberam, e qualquer punição a mais além disso seria injusta. Dessa forma o argumento retorna aos seus proponentes como um bumerangue, impelindo-os de volta e deixando-os sem poder escapar das garras do seu dilema. Basil Atkinson foi mais sábio e declarou: “eu tenho evitado &#8230; qualquer argumento sobre o estado final dos ímpios baseado no caráter de Deus, o que eu consideraria uma irreverência tentar avaliá-lo” [34]. Sem dúvida ele anteviu as dificuldades a que tal argumento conduz.</p>
<p><strong>4) </strong>O quarto argumento é o de que a alegria dos santos no céu seria arruinada pelo fato de saberem que alguns continuam debaixo de merecida punição. Mas não se pode dizer isso de Deus, como se a manifestação da Sua santidade na punição doesse mais a Ele do que aos ofensores; e desde que no céu os cristãos serão semelhantes a Deus, amando o que Ele ama e se regozijando em toda manifestação Sua, incluindo a manifestação da Sua justiça (na qual os santos, pelas Escrituras, na verdade já se alegram neste mundo), não há razão para imaginar que a sua alegria eterna será prejudicada dessa forma [35].</p>
<p>É desagradável contestar honrados colegas evangélicos através de uma matéria impressa, alguns dos quais são bons amigos e outros (eu falo particularmente de Atkinson, Wenham e Hughes) agora já se encontram com Cristo. Portanto, paro por aqui. Meu propósito era apenas reconsiderar o debate e avaliar a força dos argumentos utilizados, e isso eu fiz. Eu não estou certo se concordo com Peter Toon quando diz que “discussão sobre se o inferno significa castigo eterno ou aniquilação após o juízo &#8230; é tanto perda de tempo como uma tentativa de saber daquilo que não podemos saber” [36], mas eu estou convencido de que ele está certo em dizer que o inferno “faz parte do Evangelho” e que “advertir as pessoas para que evitem o inferno significa que ele é uma realidade” [37]. Todo aquele que se decide por advertir as pessoas para que evitem o inferno pode andar em comunhão no seu ministério e legitimamente reivindicar ser um evangélico. Quando John Stott argumenta que “a aniquilação final do ímpio deveria ser aceita como uma alternativa legítima e biblicamente fundamentada para o eterno e consciente tormento” [38], ele pede demais, pois os fundamentos bíblicos dessa posição, quando examinados, provam, como vimos, que são inadequados. Seria errado porém, se essas diferenças de opinião quanto ao assunto levassem ao rompimento da comunhão. Entretanto seria uma boa coisa se elas fossem resolvidas.</p>
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		<title>Heresia: breve definição.</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 06:54:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”. Colossenses 2.8. Para a maioria das pessoas os termos: seita, heresia, apologética etc, é de difícil elucidação e trazem, na maioria das vezes, confusões e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”. Colossenses 2.8. Para a maioria das pessoas os termos: seita, heresia, apologética etc, é de difícil elucidação e trazem, na maioria das vezes, confusões e discrepâncias. Talvez por falta de informação e formação teológica, muitos líderes estão ministrando heresias destruidoras no seio da igreja cristã. Isso é deveras preocupante. Termos como: conversão, arrependimento, regeneração, justificação, propiciação, dentre outros, estão sendo substituídos por: decretar, maldição, reivindicar, apossar-se, tomar posse da bênção etc..</p>
<p><span id="more-906"></span></p>
<p> </p>
<p>Urge a necessidade de, mais do que nunca, o líder estar de acordo com 1Tm 3.2 que diz: <em>“é necessário, pois, que o bispo seja&#8230; apto para ensinar”. </em>Mas a aptidão ao ensino só vem com esmero estudo das Escrituras Sagradas, o que muitos não querem. Preferem copiar a moda vigente. A “Teologia do Momento” é muito mais atraente e fácil. Traz satisfação ao ego, massageia a nossa alma narcisista. O evangelho do aplauso é mais vistoso do que o evangelho da cruz. Dá mais status.</p>
<p>Amados, devemos lembrar-nos do que diz o apóstolo Paulo: <em>“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas. </em><strong>Tu </strong><em>, porém, </em><strong>sê sóbrio em tudo </strong><em>, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério”. 2Tm 4.3-5 </em>(grifo nosso)</p>
<p>Enquanto muitos estão embriagando-se com os sistemas hodiernos de uma eclesiologia doente, somos advertidos para sermos sóbrios no meio dos bêbados-hereges. Paulo diz-nos que para cumprirmos o nosso ministério não é preciso tomar um porre de pseudodoutrinas. Basta sermos fieis aquele que nos chamou.</p>
<p>Mas, afinal, o que significa as palavras seita e heresia? Ambas derivam da palavra grega “ <em>háiresis” </em>, que significa escolha, partido tomado, corrente de pensamento, divisão, escola etc. A palavra heresia é adaptação de <em>“háiresis” </em>. Quando passada para o latim, <em>“háiresis” </em>virou <em>“secta” </em>. Foi do latim que veio a palavra seita. Originalmente, a palavra não tinha sentido pejorativo. Quando o Cristianismo foi chamado de seita (At 24.5), não foi em sentido depreciativo. Os líderes judaicos viam os cristãos como mais um grupo, uma facção dentro do judaísmo. Com o tempo, <em>“háiresis” </em>também assumiu conotação negativa, como em 1Co 11.19; Gl 5.20; 1Pe 1.1-2.</p>
<p>Em termos teológicos, podemos dizer que seita refere-se a um grupo de pessoas e que heresia indica as doutrinas antibíblicas defendidas pelo grupo. Baseando-se nessa explicação, podemos dizer que um cristão imaturo pode estar ensinando alguma heresia, sem, contudo, fazer parte de uma seita.</p>
<p>Vejamos ainda algumas definições de apologistas famosos:</p>
<p>1ª <em>“um grupo de indivíduos reunidos em torno de uma interpretação errônea da Bíblia, feita por uma ou mais pessoas”. </em>Dr. Walter Martin.</p>
<p>2ª <em>“é uma perversão, uma distorção do Cristianismo bíblico e/ou a rejeição dos ensinos históricos da Igreja Cristã”. </em>Josh McDoweell e Don Stewart.</p>
<p>3ª <em>“Qualquer religião tida por heterodoxa ou mesmo espúria”. </em>J. K. Van Baalen.</p>
<p>A palavra doutrina vem do latim <em>“doctrina”</em>, que significa ensino. Referindo-se a qualquer tipo de ensino ou a algum ensino específico. Algumas pessoas confundem doutrina com a questão de usos e costumes. Alguns falam: <em>“a minha igreja tem doutrina”. </em>Quando, possivelmente, lá existam na realidade muitas heresias. O verdadeiro ensino bíblico e teológico é que constitui a verdadeira doutrina.</p>
<p><strong>Apologia significa defesa. </strong>Algumas pessoas fazem apologia às drogas, ao crime etc, mas dentro da heresiologia, apologia significa fazer uma defesa da fé cristã ortodoxa. Defender a igreja contra ensinos de demônios e de homens cujo deus é o ventre. É defender a fé que <em>“de uma vez por todas foi entregue aos santos”. </em>(Jd 3). O trabalho do apologista é difícil e, muitas vezes, incompreendido até mesmo dentro de sua denominação.</p>
<p>Quando o apóstolo Pedro nos pede para <em>“&#8230;estar sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós” </em>(1Pe 3.15); a palavra <em>“responder”, </em>é apologia. Ou seja, Pedro nos diz que devemos estar preparados para fazer uma defesa segura de nossa fé. Como alguém que está sendo acusado em um júri. Será que todos nós, líderes, ovelhas e pastores, temos esta condição de sermos apologistas da fé cristã? Ou estamos descendo de ladeira abaixo rumo às falácias de homens incautos e arrogantes, que “não sabem o que dizem sem as coisas sobre as quais fazem ousadas asseverações?” Pois são pessoas que “resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé”. 2Tm 3.8b.</p>
<p>Que Deus nos dê a Sua graça, e nos ajude. Parafraseando Lutero: que a nossa mente esteja cativa à palavra de Deus.</p>
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		<title>Salvação não se perde !.</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 17:44:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos que passam por uma fase da aplicação da redenção, experimentarão também a fase seguinte. Por exemplo, todos a quem Deus predestinou, ele também intimará à salvação no devido tempo. Agora, Romanos 8:30 diz: “Aos que justificou, também glorificou”. Essa declaração necessariamente implica que todos os que experimentam a justificação também experimentarão a glorificação; ninguém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Todos que passam por uma fase da aplicação da redenção, experimentarão também a fase seguinte. Por exemplo, todos a quem Deus predestinou, ele também intimará à salvação no devido tempo. Agora, Romanos 8:30 diz: “Aos que <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">justificou</span></em>, também <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">glorificou</span></em>”. Essa declaração necessariamente implica que todos os que experimentam a justificação também experimentarão a glorificação; ninguém que é justificado falhará em ser glorificado. Visto que a glorificação se refere à consumação da obra salvadora de Deus no eleito, isso significa que uma vez que um indivíduo tenha sido justificado aos olhos de Deus, sua justiça legal nunca será perdida. Visto que todos aqueles que são justificados também serão glorificados, os verdadeiros cristãos nunca perderão sua salvação. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-857"></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Essa doutrina é frequentemente chamada de PERSEVERANÇA DOS SANTOS; e também de SEGURANÇA ETERNA em alguns círculos. Esses termos são acurados, visto que os crentes verdadeiros conscientemente perseveram na fé e os eleitos estão, de fato, eternamente seguros em sua salvação. Contudo, muitas passagens bíblicas tratando com esse tópico enfatizam que é Deus quem ativamente preserva o crente do princípio ao fim da sua salvação, que Jesus é “o <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">autor</span></em> e <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">consumador</span></em> da nossa fé” (Hebreus 12:2). Esse sendo o caso, PRESERVAÇÃO é um termo melhor. Ele reflete o fato de que, no final das contas, é Deus quem mantém a salvação dos cristãos, e não o crente em si. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Favorecer a perspectiva da preservação não nega que o crente deve deliberadamente se aperfeiçoar e conscientemente se esforçar para perseverar. É anti-bíblico dizer que, visto que é Deus em última análise quem nos guarda, portanto, não precisamos exercitar nenhum esforço consciente em nosso desenvolvimento espiritual. “Relaxe, e deixe Deus fazer tudo”, uma frase popular que provavelmente veio do movimento de Keswick, é anti-bíblica quando aplicada à santificação. Contudo, a palavra “preservação” nos ajuda a lembrar que é Deus quem concede e causa qualquer aperfeiçoamento e estabilidade em nosso crescimento em conhecimento e santidade, mesmo que estejamos dolorosamente conscientes dos esforços que temos exercido para o nosso desenvolvimento espiritual. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Há muitas passagens que bíblicas ensinam que Deus preserva aqueles a quem ele elegeu, regenerou e justificou:</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Farei com eles uma aliança permanente: Jamais deixarei de fazer o bem a eles, e farei com que me temam de coração, para que jamais se desviem de mim. (Jeremias 32:40)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Todo aquele que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei. Pois desci dos céus, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou. E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no último dia.. (João 6:37-39)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai. (João 10:28-29)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Romanos 8:38-39)</p>
<p>Ele os manterá firmes até o fim, de modo que vocês serão irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. (1 Coríntios 1:8)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ora, é Deus que faz que nós e vocês permaneçamos firmes em Cristo. Ele nos ungiu, nos selou como sua propriedade e pôs o seu Espírito em nossos corações como garantia do que está por vir. (2 Coríntios 1:21-22)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus. (Filipenses 1:6)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Que o próprio Deus da paz os santifique inteiramente. Que todo o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam preservados irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele que os chama é fiel, e fará isso. (1 Tessalonicenses 5:23-24)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Por essa causa também sofro, mas não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou bem certo de que ele é poderoso para guardar o que lhe confiei até aquele dia. (2 Timóteo 1:12)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O Senhor me livrará de toda obra maligna e me levará a salvo para o seu Reino celestial. A ele seja a glória para todo o sempre. Amém. (2 Timóteo 4:18)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Conforme a sua grande misericórdia, ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança que jamais poderá perecer, macular-se ou perder o seu valor. Herança guardada nos céus para vocês que, mediante a fé, são protegidos pelo poder de Deus até chegar a salvação prestes a ser revelada no último tempo. (1 Pedro 1:3-5)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos que foram chamados, amados por Deus Pai e guardados por Jesus Cristo. (Judas 1)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Àquele que é poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante da sua glória sem mácula e com grande alegria, ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém. (Judas 24-25)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">A doutrina da preservação não diz que qualquer um que fez uma profissão de fé em Cristo está então salvo e nunca se perderá, visto que sua profissão pode ser falsa. Antes, a doutrina ensina que os <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">verdadeiros</span></em> cristãos nunca se perderão. Eles nunca se apartarão permanentemente de Cristo, embora alguns deles possam até mesmo cair profundamente no pecado por um tempo. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Um verdadeiro cristão é alguém que deu assentimento verdadeiro ao evangelho, e cuja “fé sincera” (1 Timóteo 1:5) se torna evidente através de uma transformação contínua de pensamentos, conversação e comportamento em conformidade às demandas da Escritura. João diz que alguém que é regenerado “não pode continuar pecando” (1 João 3:9). Por outro lado, uma pessoa que produz uma profissão de Cristo com resultado de um falso assentimento ao evangelho pode permanecer “somente um pouco de tempo. Quando surge alguma tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo a abandona” (Mateus 13:21). </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Algumas vezes até os eleitos podem cair em sério pecado, mas tal queda nunca será permanente. Todavia, enquanto uma pessoa estiver vivendo um estilo de vida pecaminoso, não temos razão para crer em sua profissão de fé naquele momento, e, portanto, devemos pensar dele como um incrédulo. Jesus ensina que uma recusa obstinada para se arrepender é uma razão suficiente para a excomunhão: </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão. Mas se ele não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que ‘qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas. Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano. (Mateus 18:15-17)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Visto que ele é considerado um incrédulo, ele não pode ser um candidato para casamento por um cristão, ele não pode participar na comunhão, e ele não sustentar nenhuma responsabilidade ministerial. Ele pode ser realmente um verdadeiro cristão, mas não há nenhuma forma de estar certo disso enquanto ele permanecer no pecado. De fato, ele deveria ser considerado e tratado como um incrédulo, juntamente com todas as implicações de tal suposição. “Portanto, irmãos, empenhem-se ainda mais para consolidar o chamado e a eleição de vocês, pois se agirem dessa forma, jamais tropeçarão” (2 Pedro 1:10).</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Aqueles que caem e nunca se arrependem, nunca foram verdadeiramente salvos. João diz: “Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos” (1 João 2:19). Judas pareceu ter seguido Jesus por vários anos, mas Jesus diz: “Não fui eu que os escolhi, os Doze? Todavia, um de vocês é um diabo!” (João 6:70). O versículo 64 explica: “Jesus sabia desde o princípio quais deles não criam e quem o iria trair ”.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Assim, não é como se Judas tivesse verdadeira fé, e então caísse em pecado e perdesse a sua salvação; pelo contrário, ele nunca teve verdadeira fé de forma alguma. Jesus escolheu Judas sabendo que ele seria o traidor: “Enquanto estava com eles, eu os protegi e os guardei no nome que me deste. Nenhum deles se perdeu, a não ser aquele que estava destinado à perdição, para que se cumprisse a Escritura” (João 17:12). Esse versículo pressupõe a eleição divina, e explicitamente ensina as doutrinas da preservação e reprovação. Jesus guardou a salvo os onze, que estavam entre os eleitos, mas Judas se perdeu porque ele, antes e tudo, nunca tinha sido salvo; ele estava entre os reprovados, “preparados para destruição ”.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Por outro lado, aqueles entre os eleitos que parecem cair de sua fé, todavia, retém sua salvação, e eles retornarão a Cristo de acordo com o poder de Deus para preservá-los. Por exemplo, mesmo antes de Pedro negar a Cristo, foi-lhe dito: “Simão, Simão, Satanás pediu vocês para peneirá-los como trigo. Mas eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E quando você se converter, fortaleça os seus irmãos” (Lucas 22:31-32). É verdade que se a fé de alguém se perder realmente, então ele perdeu também sua salvação; contudo, é o próprio Deus quem impede que a fé dos seus eleitos desfaleça. E assim como Jesus orou por Pedro, ele está agora orando por todos os cristãos, de forma que não importa quais problemas espirituais eles pareçam estar experimentando, no final a fé deles não desfalecerá: </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles. (João 17:20)</p>
<p>Portanto, ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles. (Hebreus 7:25)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;">Jesus não fez tal oração por Judas, mas ele orou somente pelos seus eleitos: “Eu rogo por eles. Não estou rogando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus” (João 17:9).</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Uma das objeções mais comuns a essa doutrina declara que, se é verdade que o crente não pode perder sua salvação, então isso constitui uma licença implícita para pecar. O cristão pode pecar o quanto ele quiser, e ainda permanecerá seguro em Cristo. Contudo, o verdadeiro cristão não deseja viver no pecado, embora ele possa ocasionalmente tropeçar. O verdadeiro crente detesta o pecado e ama a justiça. Alguém que peca sem restrição não é um cristão de forma alguma. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Há várias passagens bíblicas que ordenam os cristãos a buscarem a justiça e evitarem a impiedade. Algumas dessas passagens são tão fortes em expressão e contém advertências tão ameaçadoras, que algumas pessoas interpretam incorretamente essas passagens como dizendo que é possível para um verdadeiro crente perder sua salvação. Por exemplo, Hebreus 6:4-6 diz o seguinte: </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ora, para aqueles que uma vez foram iluminados, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, experimentaram a bondade da palavra de Deus e os poderes da era que há de vir, e caíram, é impossível que sejam reconduzidos ao arrependimento; pois para si mesmos estão crucificando de novo o Filho de Deus, sujeitando-o à desonra pública.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Primeiro, o que quer que essa passagem signifique, ela não diz que os eleitos renunciam de fato a sua fé. Vamos assumir que a passagem está de fato dizendo que se alguém cair da fé depois de alcançar certo estágio de desenvolvimento espiritual, ela de fato perderia sua salvação. Isso não desafia a doutrina da preservação – de fato, podemos concordar de todo coração com tal declaração. Contudo, nós já lemos vários versículos dizendo que isso nunca acontece, que o verdadeiro crente nunca renunciará sincera e permanentemente a Cristo, e a passagem acima não diz nada que contradiga isso. João diz que aqueles que se apartam da fé nunca estiveram verdadeiramente na fé. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Segundo, vários versículos adiante, o escritor declara explicitamente que o que essa passagem descreve não acontecerá aos seus leitores: “Amados, mesmo falando dessa forma, estamos convictos de coisas melhores em relação a vocês, coisas que acompanham a salvação” (Hebreus 6:9). Para parafrasear, ele está dizendo: “Embora estejamos falando dessa forma, estou certo de que quando diz respeito à salvação, isso não acontecerá com vocês”.</p>
<p>Terceiro, devemos lembrar que Deus usa vários meios pelos quais ele realiza os seus fins. Por exemplo, embora ele tenha determinado imutavelmente as identidades daqueles a quem ele salvaria, ele não salva essas pessoas sem meios. Antes, ele salva os eleitos por meio da pregação do evangelho, e por meio da fé em Cristo que ele coloca dentro deles. Deus usa vários meios para realizar os seus fins, e ele escolhe e controla tanto os meios como os fins. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Conseqüentemente, apenas porque dizemos que os eleitos perseverarão na fé, não significa que Deus não os advirta contra a apostasia. De fato, essas advertências escriturísticas sobre as conseqüências de renunciar a fé cristã são um dos meios pelos quais Deus previne seus eleitos de apostasia. Os réprobos ignorarão essas advertências, mas os eleitos prestarão atenção a elas (João 10:27), e assim, eles continuarão a operar a santificação deles “com temor e tremor” (Filipenses 2:12). Concernente às palavras de Deus, Salmo 19:11 diz: “Por elas o teu servo é advertido; há grande recompensa em obedecer-lhes”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"> </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Só Princípios Eternos e nada mais !.</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 17:38:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes tem mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que oferece, do que a Palavra de Deus. Os pastores negligenciam a supervisão do culto, que lhes compete, inclusive o conteúdo doutrinário da música. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-854"></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades sentidas dos consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça verdadeira, e o evangelho como a única proclamação da verdade salvadora. A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o desvelo e a disciplina da igreja. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades percebidas para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio das imagens sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura massificada. É só à luz da verdade de Deus que nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a provisão de Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensino, não a expressão de opinião ou de idéias da época. Não devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos tem dado. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual, é o teste da verdade. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 1: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Sola Scriptura </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação. </span></span></p>
<p><strong><span style="font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;"><br />
<em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">SOLO CHRISTUS</span></span></em></span></strong><strong><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">: A Erosão da Fé Centrada em Cristo </span></span></strong><span style="font-family: Arial;"></p>
<p><span style="font-size: small;">À medida que a fé evangélica se secularizou, seus interesses se confundiram com os da cultura. O resultado é uma perda de valores absolutos, um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 2: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Solus Christus </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">SOLA GRATIA</span></strong></em><strong><span style="font-family: Arial;">: A Erosão do Evangelho </span></strong></span><span style="font-family: Arial;"></p>
<p><span style="font-size: small;">A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da natureza humana decaída. Esta falsa confiança enche hoje o mundo evangélico – desde o evangelho da auto-estima até o evangelho da saúde e da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. Isso faz calar a doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de nossas igrejas. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A graça de Deus em Cristo não só é necessária como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 3: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Sola Gratia </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada. </span></span></p>
<p><strong><span style="font-family: Arial;"><br />
<span style="font-size: small;"><em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">SOLA FIDE</span></em><strong><span style="font-family: Arial;">: A Erosão do Artigo Primordial </span></strong></span></span></strong><span style="font-family: Arial;"></p>
<p><span style="font-size: small;">A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já permitimos que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério e o conteúdo de nossa pregação. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Muitas pessoas ligadas ao movimento do crescimento da igreja acreditam que um entendimento sociológico daqueles que vêm assistir aos cultos é tão importante para o êxito do evangelho como o é a verdade bíblica proclamada. Como resultado, as convicções teológicas freqüentemente desaparecem, divorciadas do trabalho do ministério. A orientação publicitária de marketing em muitas igrejas leva isso mais adiante, apegando a distinção entre a Palavra bíblica e o mundo, roubando da cruz de Cristo a sua ofensa e reduzindo a fé cristã aos princípios e métodos que oferecem sucesso às empresas seculares. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Embora possam crer na teologia da cruz, esses movimentos a verdade estão esvaziando-a de seu conteúdo. Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo em nosso lugar, pela qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou a sua justiça. Por ele Ter levado sobre si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na sua graça como aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. Não há base para nossa aceitação diante de Deus a não ser na obra salvífica de Cristo; a base não é nosso patriotismo, devoção à igreja, ou probidade moral. O evangelho declara o que Deus fez por nós em Cristo. Não é sobre o que nós podemos fazer para alcançar Deus. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 4: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Sola Fide </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima. </span></span></p>
<p><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small;">SOLI DEO GLORIA</span></span></strong></em><strong><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">: A Erosão do Culto Centrado </span><span style="font-size: small;">em Deus </span><span style="font-weight: normal;"></p>
<p><span style="font-size: small;">Onde</span></span><span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: small;"> quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da Bíblia, onde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. Nossos interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável. É essa perda que nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco para nós e têm um peso irrelevante sobre nós. </span></span></span></strong><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Tese 5: </span></strong><em><strong><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Soli Deo Gloria </span></strong></em><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
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		<title>Vida e Teologia.</title>
		<link>http://www.caminhocristao.com/2009/06/vida-e-teologia/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 00:55:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[A teologia trata do conhecimento de Deus, e a única fonte fidedigna da teologia verdadeira é a revelação que Deus tem dado de si mesmo. A Criação já traz em si mesma uma revelação geral de Deus. Romanos 1.20 declara que são indesculpáveis os homens que não vêem os atributos invisíveis de Deus, Seu eterno [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A teologia trata do conhecimento de Deus, e a única fonte fidedigna da teologia verdadeira é a revelação que Deus tem dado de si mesmo. </span></span><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A Criação já traz em si mesma uma revelação geral de Deus. Romanos 1.20 declara que são indesculpáveis os homens que não vêem os atributos invisíveis de Deus, Seu eterno poder e Sua natureza divina. Sabemos que tudo que existe no Universo, o sol, a lua, as estrelas, a Terra, as plantas e animais, assim como as pessoas, são evidência do poder e inteligência de Deus. A teoria da evolução, além de não ser capaz de explicar a origem de nada, tem grandes dificuldades em mostrar como um micróbio pode desenvolver complexidade e crescer para se tornar um peixe ou um mamífero. Entre os incontáveis fósseis já encontrados, ainda não foram encontrados os &#8220;elos perdidos&#8221;. O fato é que nos mais avançados laboratórios do mundo nunca foi possível criar uma célula viva sem a utilização de outra célula viva. </span></span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-808"></span></span></span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Uma vez que abandonamos a explicação evolucionista – que não reponde às perguntas mais difíceis – a única opção que nos resta é a conclusão teológica. Se optarmos pela explicação da teologia natural – isto é, que Deus é o criador pessoal, inteligente e todo-poderoso –, estamos no caminho certo. Ele é a fonte da lei gravada nos corações de todos na qual se baseiam os conceitos de justiça e moralidade. Sem a revelação natural, patente na Criação, os homens não teriam culpabilidade. A sua ignorância seria desculpável. Paulo declara, porém, que não glorificar o Criador nem lhe render graças são crimes contra Deus, passíveis de condenação. Os homens que não agradecem a Deus pela vida e por tudo aquilo que os beneficia passarão pelo justo juízo de Deus. </span></span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Reconhecemos, no entanto, que a revelação pela natureza não é clara ou completa o suficiente para salvar aqueles que nunca tiveram acesso à revelação especial de Deus. A Bíblia inspirada por Deus é essa revelação especial capaz de apresentar tudo o que é necessário para ser salvo. Prova disso são as palavras de Jesus: &#8220;Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas que testificam de mim&#8221; (João 5.39). </span></span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Com a inspiração do Espírito Santo, profetas e apóstolos escreveram justamente o que Deus queria comunicar (2 Pedro 1.21). Paulo ainda ensina que &#8220;toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça&#8221; (2 Timóteo 3.16). A palavra &#8220;inspirada&#8221; quer dizer &#8220;comunicada por Deus&#8221;. Sabemos que a Bíblia não foi ditada, pois seus autores utilizaram estilos próprios de escrita. O conteúdo, no entanto, veio de Deus e foi controlado por Ele para evitar qualquer contaminação de erro nos escritos originais. Jesus disse que &#8220;a Escritura não pode falhar&#8221; (João 10.35), indicando que não admitia nenhum erro no texto sagrado. </span></span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">No entanto, saber o que a Bíblia ensina sobre Deus não é a mesma coisa que conhecê-lo. Ainda que o conhecimento de Deus se baseie nas verdades reveladas nas Escrituras, o encontro que produz a vida eterna depende de um contato pessoal com o Criador. Pela fé, crendo naquilo que a Bíblia afirma sobre sua pessoa e no que Jesus Cristo, Seu Filho, fez por nós na cruz e na ressurreição, é possível ter contato vital e pessoal com Deus. Por meio da oração de fé e de um coração ouvinte, essa comunhão inicialmente tênue e precária torna-se forte e constante na busca contínua de Sua presença. A comunhão com outros cristãos, por outro lado, é muito importante para gozar esta vida espiritual. Amizade e lealdade surgem na comunhão entre as pessoas – o mesmo ocorre na comunhão entre Deus e Seus filhos. </span></span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Quem se aprofunda no estudo da teologia deve ter uma compreensão mais acurada deste relacionamento que Jesus chamou de &#8220;vida abundante&#8221;. Esta é a vida que vale a pena ser vivida na Terra e no além.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
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		<title>Dízimo: A galinha dos ovos de ouro da igreja. / E-book.</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 23:11:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[citações]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[doutrinas]]></category>
		<category><![CDATA[estudos diversos]]></category>
		<category><![CDATA[finanças]]></category>
		<category><![CDATA[heresias]]></category>
		<category><![CDATA[manifesto]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[teologia]]></category>
		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[O Caminho Cristão traz com exclusividade esta obra completa e totalmente autorizada pelo autor, boa leitura:      Sei que por muito menos, muita gente foi queimada na fogueira da inquisição. O que  aqui está não é polêmico, porém é esclarecedor.  É uma ferida aberta e exposta pelo próprio Cristo, ao expulsar aqueles que faziam comércio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O Caminho Cristão traz com exclusividade esta obra completa e totalmente autorizada pelo autor, boa leitura: </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;">  </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Sei que por muito menos, muita gente foi queimada na fogueira da inquisição. O que<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>aqui está não é polêmico, porém é esclarecedor. </span></span><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> É uma ferida aberta e exposta pelo próprio Cristo, ao expulsar aqueles que faziam comércio na “casa de Deus” É um assunto que os líderes religiosos de vários segmentos evitam tratar, pois expõe o tanto de seguidores de Judas que permearam sorrateiramente no meio Cristão, com o pretexto de praticar o amor e a caridade, mas que na realidade só estão de olho na bolsa das ofertas.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-730"></span></span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">       </span></span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">   </span>Como missionário, professor de escolas bíblicas e membro de concílio de organizações eclesiásticas, fundador e coordenador do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Expresso da Salvação</em>, uma entidade sem fins lucrativos que atua nas regiões mais pobres e carentes do Brasil, conhecedor tanto das Escrituras Sagradas como das entranhas do meio religioso, resolvi desmascarar o “Zorro” que habita neste meio, com estereótipo de paladino da justiça, mas que na realidade só luta a favor de interesses políticos, poder e dinheiro, para firmar esta grande mentira que é praticada por várias instituições religiosas, o chamado “santo dízimo”.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 0.95pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">   </span><span style="mso-spacerun: yes;">      </span>Como a questão financeira tem sido o calcanhar de Aquiles da Igreja, as flechas por mim lançadas não têm por finalidade ferir ou destruir qualquer instituição que seja, porém fortalecer as <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">verdadeiras</strong> formas de manifestação do Cristianismo. </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 0.95pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">          </span>Por isso todo o texto apresentado aqui é fundamentado somente na Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, pois é através da Palavra, quando usada como arma de manobra, que pessoas mal intencionadas têm estabelecido seus “reinos” aqui na terra, afirmando ser o “Reino de Deus”.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Alguém já disse que a Bíblia é a mãe de todas as heresias. Esta é uma das maiores mentiras da humanidade, pois a única coisa que dela nasce é a verdade. Prova disto é este texto por ela parido, que nasceu de um embrião gerado pelo senso, primeiro de justiça, depois de defesa da verdade.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-size: small;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: Arial;">&#8220;Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade&#8221; </span></em><span style="font-family: Arial;">(II Coríntios 13:8).</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">E que jamais possamos ouvir novamente: Jesus é o caminho, a igreja o pedágio.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: right; tab-stops: 86.1pt;" align="right"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Alexandre Barbado</span></span></strong></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">SUMÁRIO</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">INTRODUÇÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">CAIM E ABEL</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">ABRAÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">JACÓ</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">DÍZIMO NA LEI MOSAICA</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">OFERTAS<span style="text-transform: uppercase;"> para o tabernáculo</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="text-transform: uppercase; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">o dízimo para os levitas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="text-transform: uppercase; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">o dízimo para o festival</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="text-transform: uppercase; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">o dízimo para os pobres</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="text-transform: uppercase; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">ofertas para o templo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="text-transform: uppercase; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">ofertas após o cativeiro</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="text-transform: uppercase; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">nova aliança</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="text-transform: uppercase; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">joão batista</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">JESUS</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">ANANIAS E SAFIRA</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O APÓSTOLO PAULO E AS OFERTAS</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O PROPÓSITO DAS NOSSAS OFERTAS</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">QUE LEI É APLICADA HOJE?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">IRMÃO JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">BIBLIOGRAFIA</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">SOBRE O AUTOR</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>INTRODUÇÃO</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Há um ditado antigo que diz: <em style="mso-bidi-font-style: normal;">uma mentira contada várias vezes acaba se tornando verdade</em>. Imagine uma mentira contada por tanta gente, principalmente por líderes religiosos, e por quase vinte séculos.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Sofri por algum tempo por achar que estava sozinho com este pensamento. Nunca concordei com a forma como ofertas na igreja são<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> tiradas (este sim é um termo apropriado)</strong> das pessoas e como estas ofertas são <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">gastas</strong> (analise por conta própria como o dinheiro arrecadado em sua igreja é utilizado). Mas logo percebi que existe um grupo <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">“remanescente”</strong> que não se dobrou a este <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Baal</em>, o <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">dinheiro</strong>, que persiste em permanecer no meio cristão. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Não bastasse o saque feito no meio do povo de Deus – pior, realizado no nome do próprio Deus ­– ainda há “pastores” que mais parecem piratas, ávidos por riquezas alheias, não medindo esforços para transformar a casa de Deus em um <em style="mso-bidi-font-style: normal;">shopping center</em>, onde se possa adquirir qualquer bênção com o valor de uma oferta. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Deus é transformado em um gerente de banco, que paga os melhores juros na única instituição financeira “igreja” e que devolve o dinheiro aplicado até cem vezes mais. Sem dizer na quantidade enorme de badulaques e amuletos usados e vendidos para não deixar nenhum chumaço de lã nas ovelhas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Sei que muita gente vai concordar com o que está escrito aqui, mas sei que haverá muita gente ofendida, principalmente os que vivem ou sobrevivem à custa das ovelhas. Peço que ajam como<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;">bereanos*</em><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>e analisem, à luz das Escrituras Sagradas, se o que será exposto não é a mais pura verdade. Quem sabe assim aqueles que amarem realmente a verdade ­não ficarão livres deste fardo e libertarão outros? </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Conhecereis a verdade<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>e a<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>verdade<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>vos libertará”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (João 8:32).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: right;" align="right"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O autor.</span></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>____________________________________________________</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">*<em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="text-decoration: underline;">Bereanos</span></em>: grupo de fiéis da Bereia, que segundo Atos 17 receberam o Evangelho com avidez e examinavam as Escrituras todos os dias para fundamentarem sua fé e se certificarem da verdade. </span></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>CAIM E ABEL</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Vamos começar do princípio e analisar as ofertas de Caim e Abel. Muitos ensinam que Caim foi rejeitado porque sua oferta não era adequada ou não era tão boa quanto a oferta de Abel, mas preste atenção no texto:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Mas para <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Caim</strong> e para a sua oferta não atentou o Senhor. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Gênesis 4:5).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O problema não era a oferta de Caim, mas ele próprio, que era mau. Deus o orienta para que seja aceito:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E o Senhor disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">bem fizeres</strong>, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar”</span></em><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Gênesis 4:6-7).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Por isso Jesus nos manda, primeiro, acertar nosso coração para que, depois, a nossa oferta seja aceita.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Mateus 5:23-24).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Quanta gente acha que, por entregar uma oferta ou dízimo, está quitando uma dívida com o Senhor? A realidade é bem diferente, pois a única dívida que Deus cobra de nós é o perdão.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Mateus 6:14-15).<em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Preste atenção, pois isto é importante: não seremos condenados pela <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">nossa dívida</strong>, pois ela já foi paga na cruz do calvário.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Colossenses 2:14).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Seremos condenados pela <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">dívida do outro</strong>, a quem não perdoamos.</span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>ABRAÃO</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Outra passagem amplamente usada para defender o dízimo está em Gênesis, capítulo 14, na qual Abraão dá o dízimo a Melquisedeque.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">É importante, porém, observar que:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">1 – Abraão deu o dízimo <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente</strong>, não por imposição, norma religiosa ou qualquer outro tipo de voto ou promessa. Melquisedeque não pediu nem solicitou nada a Abraão, que entregou a oferta de bom grado (verso 20).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">2 – Abraão entregou o dízimo <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">após a vitória</strong>, não antes. O processo é totalmente inverso àquele que ensinam certos pastores, segundo o qual a entrega do dízimo é que garante a vitória (verso 17).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">3 – Abraão não entregou o dízimo daquilo que era dele, mas dos despojos da guerra (verso 20).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">4 – Abraão devolveu os outros noventa por cento aos seus verdadeiros donos (versos 21-24). Não como o dízimo ensinado hoje nas igrejas, em que você entrega dez por cento e fica com os noventa por cento restante.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">5 – Em mais nenhum lugar na Bíblia vemos Abraão entregando o dízimo novamente, então quem pode afirmar que esta era uma prática constante?</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Outro argumento utilizado por aqueles que defendem o dízimo, alegando que ele é válido, é o de que ele foi instituído antes da Lei Mosaica. No entanto, lembre-se, a circuncisão também foi instituída antes da Lei, e ninguém ensina isto nas igrejas!</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Esta é a história de um homem, Abraão, que ama e crê em um Deus ao qual dá ofertas voluntárias. Sem imposição, sem coação, sem ameaças de maldição e sem superstições.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Depois destas coisas veio a palavra do Senhor a Abraão numa visão, dizendo: Não temas, Abraão, Eu sou teu escudo; o teu galardão será muito grande”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Gênesis 15:1).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt;"><em><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></em></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>JACÓ</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt; tab-stops: 423.0pt;"><span style="font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Gênesis 28:20-22:<span style="background: yellow; mso-highlight: yellow;"> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir; e eu em paz tornar à casa de meu pai</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, o Senhor me será por Deus; e esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus;<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo</strong>.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Jacó, na passagem acima, está fazendo um voto em resposta a uma visitação que recebeu de Deus, em sonho. Neste sonho, Jacó viu uma escada alcançando o céu, com anjos subindo e descendo por ela. Deus estava em pé, acima da escada, e disse a Jacó:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Eu sou o Senhor Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência; e a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra; e eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Gênesis 28:<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">13-15</span>).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Em resposta, Jacó fez o voto de que daria um dízimo a Deus se Ele guardasse Sua promessa. Novamente, em semelhança ao exemplo de Abraão, este dízimo foi <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntário</strong>. Se Jacó de fato começou a dizimar depois que Deus cumpriu a promessa, a Bíblia não o registra.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">1 – Outra vez chamo a atenção para o fato de que <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">primeiro</strong> foi Deus quem fez a promessa (sem pedir nada) e só depois Jacó fez o voto de dizimar (verso 20). </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">2 – <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Não havia o dízimo presumido, como ensinam certas igrejas, em que você entrega a quantia que gostaria de ganhar. </strong>Que absurdo!</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Preste atenção: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Gênesis 28:22).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Estes dois são os <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="mso-bidi-font-style: italic;">únicos</span> exemplos</strong> de dízimo ­encontrados no Velho Testamento antes da Lei ser dada: os de Abraão e Jacó. Ambos são exemplos de algo <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntário</strong>, e nenhum deles foi pedido por Deus. Em nenhum dos personagens vemos o dízimo como uma prática habitual, constante. Abraão deu o dízimo – retirado dos despojos de uma vitória militar – uma única vez em sua vida a um sacerdote de Deus. Se as evidências para obrigar crentes sob o Novo Pacto a dizimarem se apóiam apenas nestas duas passagens de Gênesis, parece-me que se trata de um fundamento muitíssimo inseguro!</span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>DÍZIMO NA LEI MOSAICA</strong></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O que ensina a Bíblia sobre o dízimo sob a Lei Mosaica? Nesta seção examinaremos todas as passagens significantes que descrevam o dízimo sob a Lei, nas Escrituras.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Levítico 27:30-33: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor; santas são ao Senhor</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. Porém, se alguém das suas dízimas resgatar alguma coisa, acrescentará a sua quinta parte sobre ela. No tocante a todas as dízimas do gado e do rebanho, tudo o que passar debaixo da vara, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">o dízimo será santo ao Senhor</strong>. Não se investigará entre o bom e o mau, nem o trocará; mas, se de alguma maneira o trocar, tanto um como o outro será santo; não serão resgatados.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Note que, na passagem acima, o dízimo é descrito como parte do produto da terra, da semente do campo, do fruto das árvores, do gado e do rebanho. O dízimo não era <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">dinheiro</strong>. Em local algum das Escrituras você encontrará uma passagem que diga que oferecer o dízimo era dar dinheiro a Deus. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Ademais, o dízimo era provavelmente dado em uma base anual. A cada ano, as pessoas levavam aos sacerdotes a décima parte de sua colheita e do aumento da manada e do rebanho<a name="_ftnref5">.</a> Podemos imediatamente ver que a contribuição semanal ou mensal de dez por cento de nossa renda monetária difere muito da prática do dízimo que encontramos na Bíblia.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Alguns podem alegar que naquele tempo não havia dinheiro ou moeda de troca e que, por isso, pagava-se o dízimo em animais e produtos do campo. Mas, vejamos: algumas taxas para o templo só eram aceitas em forma de dinheiro (Êxodo 30:14-16 e Êxodo 38:24-31). O dinheiro também era utilizado para comprar sepulturas (Gênesis 23:15-16), bois para sacrifícios (II Samuel 24:24) e imóveis (Jeremias 32:9-11), para pagar tributos vassalos (II Reis 23:33-35), pagar salários (II Reis 22:4-7) e fazer câmbios (Marcos 11:15-17). O próprio Jesus foi vendido por dinheiro.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O dinheiro já existia desde os tempos de Abraão. Salário, comércio, negócios, sempre existiram. Nos tempos antigos havia variadas profissões e ocupações, assim como hoje. Se o dízimo tivesse sido estabelecido sob a forma de dinheiro, ninguém teria dificuldade de adorar a Deus. No entanto, não foi o que Ele quis. Dízimo, na Bíblia, é sinônimo de <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">alimento</strong>.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Israel era uma teocracia e os sacerdotes levitas atuavam como um governo civil. O dízimo Levítico (Levítico 27:30-33) era uma espécie de imposto de renda; tratava-se de um segundo dízimo anual requerido por Deus para suprir uma festa nacional (Deuteronômio 14:22-29). Taxas menores também foram impostas ao povo pela lei (Levítico 19:9-10; Êxodo 23:10-11) e, assim, a doação total requerida dos israelitas não era dez por cento, mas mais do que vinte por cento. Todo esse dinheiro era usado para colocar a nação em funcionamento.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Doações à parte eram puramente <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntárias</strong> (Êxodo 25:2 e I Crônicas 29:9). Cada pessoa dava conforme o que estava em seu coração; nenhuma percentagem ou quantia era especificada.</span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>OFERTAS PARA O TABERNÁCULO </strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Êxodo 25:1-8:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Então falou o Senhor a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, que me tragam uma <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">oferta alçada</strong>; de todo o homem cujo coração se mover <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente</strong>, dele tomareis a minha oferta alçada. E esta é a oferta alçada que recebereis deles: ouro, e prata, e cobre, e azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pelos de cabras, e peles de carneiros tintas de vermelho, e peles de texugos, e madeira de acácia, azeite para a luz, especiarias para o óleo da unção, e especiarias para o incenso, pedras de ônix, e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral. E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Êxodo 35:21:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: Arial;">“E veio todo o homem, a quem o seu coração moveu, e todo aquele cujo espírito <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente</strong> o excitou, e trouxeram a <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">oferta alçada</strong> ao Senhor <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">para a obra da tenda da congregação, e para todo o seu serviço, e para as vestes santas</strong>.”</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Havia também uma oferta alçada para os sacerdotes:</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Êxodo 29:26-27:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E tomarás o peito do carneiro das consagrações, que é de Arão, e com movimento oferecerás perante o Senhor; e isto será a tua porção. E santificarás o peito da oferta de movimento e o ombro da <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">oferta alçada</strong>, que foi movido e alçado do carneiro das consagrações, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">que for de Arão e de seus filhos.”</strong></span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Oferta alçada</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> era uma oferta <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">específica</strong> para algo <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">específico</strong>, no caso das passagens acima, para a construção do tabernáculo. Toda oferta recolhida para o tabernáculo e seu serviço era específica, havia uma direção clara e objetiva, e o mais importante, uma orientação dada pelo próprio Deus.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Êxodo 25:1:</span><span style="font-family: Arial;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Então</strong> falou o <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Senhor</strong> a Moisés, dizendo.”</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 360.75pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Êxodo 36:4-7:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E vieram todos os sábios, que faziam toda a obra do santuário, cada um da obra que fazia, e falaram a Moisés, dizendo:<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> O povo traz muito mais do que basta </strong>para o serviço da obra que o Senhor ordenou se fizesse. Então mandou Moisés que proclamassem por todo o arraial, dizendo: Nenhum homem, nem mulher, faça mais obra alguma para a oferta alçada do santuário. <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Assim o povo foi proibido de trazer mais</strong>, porque tinham material bastante para toda a obra que havia de fazer-se,<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> e ainda sobejava.”</strong></span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Quem dera os cristãos de hoje também tivessem a liberalidade que tinham aqueles que serviam o Senhor no passado, não haveria necessidade de tantos apelos, e até ameaças, em nome de Deus.</span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>O DÍZIMO PARA OS LEVITAS</strong></span></p>
<p class="Default" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt;"><span style="color: windowtext; font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Números 18:21-24:<span style="mso-spacerun: yes;">   </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério que executam, o ministério da tenda da congregação</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. E nunca mais os filhos de Israel se chegarão à tenda da congregação, para que não levem sobre si o pecado e morram. Mas os levitas executarão o ministério da tenda da congregação, e eles levarão sobre si a sua iniquidade; pelas vossas gerações estatuto perpétuo será;<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> e no meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão, porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao Senhor em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas</strong>; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Note neste texto que o dízimo foi planejado para ser o sustento dos levitas. Uma vez que eles não tinham nenhuma herança (terra para atividade agropastoril) na Terra Prometida como as outras tribos, Deus fez provisão para o sustento deles através do dízimo das outras famílias de Israel. De fato, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">em Números 18:31</strong>, é dito: “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">E o comereis em todo o lugar, vós e as vossas famílias, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">porque vosso galardão é pelo vosso ministério</strong> na tenda da congregação</em>.”</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O dízimo foi o pagamento / recompensa que Deus supriu para os levitas, pelos seus serviços sacerdotais. Isso é similar ao salário recebido pelos funcionários do governo hoje no país, pago por meio de impostos e taxas direcionados ao trabalhador comum.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">A primeira coisa a observar neste texto, tão utilizado pelos teólogos dizimistas atuais, é que o dízimo, destinado a sustentar os levitas, era dado ao Senhor como <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">oferta alçada</strong>. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Daí alguns afirmarem que o destino do dízimo era exclusivamente sustentar o clero.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">No entanto, nem todos os levitas eram sacerdotes. Alguns eram: <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">professores</strong> (Deuteronômio 24:8 e 33:10 / II Crônicas 35:3 / Neemias 8:7), <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">juízes</strong> (Deuteronômio 17:8-9 e 21:5 / I Crônicas 23:4 / II Crônicas 19:8), <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">trabalhadores da saúde</strong> (Levítico 13:2 e 14:2 / Lucas 17:14), <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">cantores</strong>,<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> músicos</strong> (I Crônicas 25:1-31 / II Crônicas 5:12 e 34:12), <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">escritores</strong>,<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> bibliotecários</strong> (I Crônicas 2:55 / II Crônicas 34:13), <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">arquitetos </strong>e<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> construtores</strong> (II Crônicas 34:8-13).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aqueles defensores de que o dízimo deve ser destinado apenas ao sustento dos pastores, os “levitas modernos”, deveriam incluir em sua lista outros trabalhadores da igreja: músicos, cantores, zeladores, construtores, professores, diáconos, presbíteros, anciãos, etc.</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O dízimo hoje não tem nenhuma correlação com o dízimo bíblico. Não temos templo, sacerdotes e levitas. Não vivemos em uma sociedade teocrática. A lei cerimonial acabou. Não existe mais a Casa do Tesouro, depósito central para aquela quantidade enorme de alimentos e animais.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"><br style="page-break-before: always;" /></span></strong></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>O Dízimo para o Festival</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Arial;"><span style="text-decoration: none;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Deuteronômio 14:22-27:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo. <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">E, perante o Senhor teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas;</strong> para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus todos os dias. <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">E quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar</strong> que escolher o Senhor teu Deus para ali pôr o seu nome, quando o Senhor teu Deus te tiver abençoado; <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o Senhor teu Deus; e aquele dinheiro darás por tudo o que deseja a tua alma,</strong> por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o Senhor teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa; <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Porém não desampararás o levita que está dentro das tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo.”</strong></span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Números, capítulo 18, verso 21, diz que Deus havia dado todo o dízimo em Israel como herança aos levitas. Se todo o dízimo havia sido dado aos levitas, que dízimo é este, do qual fala o texto, usado para prover as festas e festivais religiosos de Israel? </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">A resposta é: um segundo dízimo. O primeiro era usado para o sustento dos levitas e o segundo para prover os festivais religiosos, tanto que chegou a ser referido como o<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"> dízimo para o festival</em></strong>. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O povo de Israel devia usar este dízimo para comer na presença do Senhor, em Jerusalém ­– local que Ele escolheu para estabelecer seu nome. Se fosse demasiadamente incômodo para as pessoas de longe trazerem seu dízimo, seria permitido a elas que o vendessem  e trouxessem o dinheiro (apurado) até Jerusalém, onde poderiam comprar o necessário para os festivais*. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Deus expressamente encoraja cada pessoa a gastar o dinheiro em <em style="mso-bidi-font-style: normal;">tudo o que deseja a sua alma</em>, incluindo bebida forte! O propósito era que o povo de Israel  pudesse  aprender a temer o Senhor e a regozijar-se ante Ele. Note que temer ao Senhor e regozijar-se ante Ele não são sentimentos mutuamente exclusivos, mas, complementares; deveriam  acompanhar um ao outro! </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O <em style="mso-bidi-font-style: normal;">dízimo para o festival</em>  tornou possível ao povo de Israel ter toda a comida e bebida necessária para que se pudesse usufruir gozosamente das festas religiosas e adorar o Senhor.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">______________________________________________________________________</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">* Para pessoas de regiões muitos distantes, levar animais para sacrifícios até Jerusalém era um trabalho muito árduo e dispendioso. Por isso, elas os vendiam e traziam o dinheiro para comprar o necessário para o culto no templo, que acabou se transformando em um grande centro de negócios, onde se comercializava de tudo e havia cambistas que trocavam o dinheiro dos visitantes por uma moeda local. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Será que isso é diferente hoje, enquanto os recursos de igrejas menores ou “filiais” são enviados às “igrejas mães”, “sedes” ou aos “vaticaninhos” particulares (onde o culto a Deus também se transformou em um grande negócio)? </span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(Mateus 21:12)</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>O Dízimo para os Pobres</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Arial;"><span style="text-decoration: none;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Deuteronômio 14:28-29: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas. Então virá o levita (pois nem parte nem herança têm contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem.”</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aqui somos ensinados a respeito de um terceiro dízimo, coletado a cada terceiro ano. Os comentaristas bíblicos dividem-se quanto à ideia de que esse seria realmente um terceiro dízimo, em separado. Para alguns, ele seria apenas o segundo dízimo usado de modo diferente, no terceiro ano. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O historiador judeu Josephus apoia o ponto de vista de um terceiro dízimo, em separado. Outros antigos comentaristas judeus têm escrito em apoio à concepção de que o segundo tipo de dízimo, a cada três anos, era coletado e usado com outro fim. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">É impossível determinar com absoluta certeza quem está certo. De qualquer modo, o povo judeu tinha sido ordenado a dar pelo menos vinte por cento (dez por cento mais dez por cento) das suas colheitas e rebanhos. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Este dízimo particular bem poderia ser chamado o <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;">dízimo para os pobres</em></strong>. Não era recolhido em Jerusalém, mas nas aldeias. As pessoas de cada aldeia deveriam trazer uma décima parte de suas colheitas e rebanhos e juntar tudo, para prover os pobres, incluindo estrangeiros, órfãos e viúvas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Em muitos aspectos, o dízimo exigido pela Lei é similar à taxação que o  governo impõe sobre nós hoje. Israel era governado por uma teocracia. Sob ela, o povo era responsável por prover os trabalhadores do governo (sacerdotes e levitas em geral), os dias santificados (festas de alegria ao Senhor), e os pobres (estrangeiros, viúvas e órfãos).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Alguns teólogos afirmam que o dízimo poderia ter três aplicações distintas:</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">• poderia ser comido pelo dizimista;</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">• deveria socorrer órfãos, viúvas e necessitados;</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">• deveria sustentar os levitas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Outros afirmam que havia três tipos de dízimo, divididos assim:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; background: lime; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-highlight: lime;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;">     </span>- No primeiro ano 10% para os sacerdotes + 10% para serem consumidos pelos dizimistas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;">        </span>- No segundo ano 10% para os sacerdotes + 10% para serem consumidos pelos dizimistas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;">        </span>- No terceiro 10% para os sacerdotes + 10% para serem consumidos pelos dizimistas + 10% para os necessitados. (O dízimo destinado aos órfãos e viúvas era trienal). </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;">           </span>Tomando o dízimo pago a cada três anos e dividindo-o por três, chegaremos a 3,33% anuais. Desta forma em termos ANUAIS um israelita daria 10% + 10% + 3,33% = 23,33%. 23,33 de dízimo por ano!</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Mas em um ponto as diferentes opiniões convergem: o dízimo era para a dispensação da Lei <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">e o âmago da questão, tanto na Antiga quanto na Nova Aliança, era sustentar os menos favorecidos.</strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Isaías 1:11-17:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o Senhor? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; nem me agrado de sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios?</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembleias; não posso suportar iniquidade, nem mesmo a reunião solene.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Por isso, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas.”</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Tiago 1:27:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, e guardar-se da corrupção do mundo.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Depois voltaremos a discorrer sobre a Nova Aliança, agora, contudo, continuaremos a peregrinação pelo Velho Testamento.</span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>OFERTAS PARA O TEMPLO</strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Davi recolheu ofertas enquanto reinava para que seu filho Salomão, que o sucederia no trono de Israel, construísse o templo. Preste atenção nesta passagem maravilhosa:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">I Crônicas 29:1-20:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Disse mais o rei Davi a toda a congregação: Salomão, meu filho, a quem só Deus escolheu, é ainda moço e tenro, e esta obra é grande; porque não é o palácio para homem, mas para o Senhor Deus.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Eu, pois, com todas as minhas forças já tenho preparado para a casa de meu Deus ouro para as obras de ouro, e prata para as de prata, e cobre para as de cobre, ferro para as de ferro e madeira para as de madeira, pedras de ônix, e as de engaste, e pedras ornamentais, e pedras de diversas cores, e toda a sorte de pedras preciosas, e pedras de mármore em abundância.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E ainda, porque tenho afeto à casa de meu Deus, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">o ouro e prata particular que tenho eu dou</strong> para a casa do meu Deus, afora tudo quanto tenho preparado para a casa do santuário: três mil talentos de ouro de Ofir; e sete mil talentos de prata purificada, para cobrir as paredes das casas. Ouro para os objetos de ouro, e prata para os de prata; e para toda a obra de mão dos artífices<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">. Quem, pois, está disposto a encher a sua mão, para oferecer hoje voluntariamente ao Senhor</strong>?</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Então os chefes dos pais, e os príncipes das tribos de Israel, e os capitães de mil e de cem, até os chefes da obra do rei,<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> voluntariamente</strong> contribuíram.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E deram para o serviço da casa de Deus cinco mil talentos de ouro, e dez mil dracmas, e dez mil talentos de prata, e dezoito mil talentos de cobre, e cem mil talentos de ferro.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E os que possuíam pedras preciosas, deram-nas para o tesouro da casa do Senhor, a cargo de Jeiel, o gersonita.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E o povo se alegrou porque contribuíram <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente</strong>; porque, com coração perfeito, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente</strong> deram ao Senhor; e também o rei Davi se alegrou com grande alegria.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Por isso Davi louvou ao Senhor na presença de toda a congregação; e disse Davi: Bendito és tu, Senhor Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Tua é, Senhor, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, Senhor, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Agora, pois, ó Deus nosso, graças te damos, e louvamos o nome da tua glória. Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos oferecer <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente</strong> coisas semelhantes?<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos.</strong></span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Porque somos estrangeiros diante de ti, e peregrinos como todos os nossos pais; como a sombra são os nossos dias sobre a terra, e sem ti não há esperança.<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"></strong></span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Senhor, nosso Deus, toda esta abundância, que preparamos para te edificar uma casa ao teu santo nome, vem da tua mão, e é toda tua</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E bem sei eu, Deus meu, que tu provas os corações, e que da sinceridade te agradas; eu também na sinceridade de meu coração <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente</strong> dei todas estas coisas; e agora vi com alegria que o teu povo, que se acha aqui, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">voluntariamente </strong>te deu.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Senhor Deus de Abraão, Isaque, e Israel, nossos pais, conserva isto para sempre no intento dos pensamentos do coração de teu povo; e encaminha o seu coração para ti.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E a Salomão, meu filho, dá um coração perfeito, para guardar os teus mandamentos, os teus testemunhos, e os teus estatutos; e para fazer tudo, e para edificar este palácio que tenho preparado.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Então disse Davi a toda a congregação: Agora louvai ao Senhor vosso Deus. Então toda a congregação louvou ao Senhor Deus de seus pais, e inclinaram-se, e prostraram-se perante o Senhor, e o rei.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">II Coríntios 9:7:</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.”</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Novamente afirmo: Quem dera os cristãos de hoje também tivessem a liberalidade daqueles que serviam ao Senhor no passado! Não haveria necessidade de tantos apelos, e até ameaças, em nome de Deus.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Muitos tinham mais discernimento da graça, mesmo vivendo no tempo da aliança da Lei, do que aqueles que vivem hoje, na aliança da graça.</span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>OFERTAS APÓS O CATIVEIRO</strong></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Com o passar do tempo, os dízimos foram tomando destino exclusivo para os levitas. No segundo templo, após o cativeiro, já se observa uma institucionalização acentuada das ofertas, conforme narrado em Neemias, capítulo <span style="mso-bidi-font-style: italic;">10, versos 38 e 39, e capítulo 13, versos 10 a 12<em>.</em></span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Após o cativeiro, Neemias faz algumas modificações na regulamentação da Lei de Moisés. Provavelmente motivado pela situação financeira caótica do pós-exílio, ele reduz o valor da taxa do templo de meio siclo (<span style="mso-bidi-font-style: italic;">Êxodo 30:12-16)<em> </em></span>para um terço de siclo (<span style="mso-bidi-font-style: italic;">Neemias 10:32-33)</span> e implementa novas regras.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Deve-se levar em conta que Neemias era um restaurador. Reconstrutor de uma sociedade cuja religião funcionava sobre pilares cerimoniais. Algumas de suas ações foram: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">• reduzir a taxa do templo (Neemias 10:32-33);</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">• organizar para que os dízimos fossem trazidos ao templo, Casa do Tesouro, para sustentar os levitas (Neemias 10:37); </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">• regulamentar o sustento dos sacerdotes levitas que viveriam na capital, uma vez que noventa por cento da população passava a morar em outras cidades, fora de Jerusalém.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Nenhum sistema de pagamento de dízimo em dinheiro, no entanto, foi instituído pelo reformador (<span style="mso-bidi-font-style: italic;">Neemias 10:35)</span>. Os judeus continuariam levando seus dízimos em forma de alimentos, frutos de suas colheitas. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Neemias 12:44</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Também no mesmo dia se nomearam homens sobre as câmaras dos tesouros, das ofertas alçadas, das primícias, dos dízimos, para ajuntarem nelas, dos campos, das cidades, as partes da lei para os sacerdotes e para os levitas</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">; porque Judá estava alegre por causa dos sacerdotes e dos levitas que assistiam ali.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Note que o texto diz que os dízimos eram exigências da Lei</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Estes dízimos não eram voluntários como os das vidas de Abraão e Jacó. Similarmente, lemos em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Hebreus, capítulo 7, verso 5:</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm<strong> ordem</strong>,<strong> </strong>segundo a lei, de tomar o dízimo do povo</span>, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Indiscutivelmente, o dízimo nunca foi voluntário sob a Lei de Moisés</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. Note aqui que, nos dias de Neemias, homens eram indicados para juntarem as ofertas e os dízimos em câmaras designadas para aquele propósito particular. Essas câmaras depois se tornaram conhecidas como Casas do Tesouro. Essa informação será importante quando olharmos para o próximo texto.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Malaquias 3:8-12: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Roubará o homem a Deus? <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Todavia vós me roubais</strong>, e dizeis: Em que te roubamos<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">? Nos dízimos e nas ofertas.</strong> Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto</strong>, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Examinemos essa passagem verso a verso, para que dela possamos extrair importantes verdades.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Verso 8</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Este verso nos diz que quando um homem retém seus dízimos ele está <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="mso-bidi-font-style: italic;">roubando</span></strong>, na realidade, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">a <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Deus</span></strong>. Isto porque ele está retendo algo que não lhe pertence e que antes é propriedade de Deus. Sob o Velho Pacto, o dízimo era mandatário, portanto retê-lo era se tornar um ladrão. Note também que Deus diz que o povo estava roubando-O em <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">dízimos,</strong> no<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>plural. Esses dízimos referem-se aos diferentes dízimos requeridos do povo de Deus ­– o dízimo para o levita, o dízimo para as festas ao Senhor e o dízimo para os pobres. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Adicionalmente, observe que Deus está condenando também o reter das ofertas. Essas, sem dúvida, referem-se às ofertas especificadas em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Levítico, capítulo 1, verso 5</span>, tais como: a oferta queimada (holocausto), a oferta dos manjares, a oferta de paz, a oferta pelos pecados e a oferta pelas culpas. Todas eram constituídas de sacrifícios de animais. O suprimento de comida e mantimento para os levitas era provido, em grande parte, por meio destes sacrifícios. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Uma importante pergunta emerge neste ponto. Por que reconhecemos que o sacrifício de animais não é coisa para o Novo Pacto, mas dizemos que o dízimo o é? Se estivéssemos sob a obrigação de pagar dízimos hoje, então, certamente, ainda estaríamos obrigados a oferecer sacrifícios de animais. Deus amarrou um ao outro (os dízimos e os sacrifícios), e disse que o povo estava roubando-O por reter a ambos. Não podemos decidir “pegar e escolher” qual dos dois ofereceremos a Deus hoje. Ou estamos sob a obrigação de oferecer ambos, tanto dízimos como ofertas de animais, ou ambos foram abolidos pela ab-rogação da Lei Mosaica.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Verso <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">9</span> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aqui vemos que o povo de Israel, por estar retendo os dízimos e ofertas, consequentemente estava amaldiçoado. Note que o verso não diz: “C<em>om maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda a <strong>humanidade”</strong>.</em> Ao contrário, fala: “<em>Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta <strong>nação”</strong>. </em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Se dizimar fosse um mandamento moral e eterno para todos os povos de todos os tempos, então todos estes estariam sob maldição. Mas no texto é dito somente que <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">a nação de Israel</strong> estava sob a maldição. Em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Deuteronômio 28</span>, diz que se Israel, sob a Lei Judaica, desobedecesse aos mandamentos de Deus, então a nação seria amaldiçoada. Note os seguintes textos: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Maldito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e as crias das tuas vacas, e das tuas ovelhas. (&#8230;) E os teus céus, que estão sobre a cabeça, serão de bronze; e a terra que está debaixo de ti, será de ferro. O Senhor dará por chuva sobre a tua terra, pó e poeira; dos céus descerá sobre ti, até que pereças. (&#8230;) Lançarás muita semente ao campo; porém colherás pouco, porque o gafanhoto a consumirá. Plantarás vinhas, e cultivarás; porém não beberás vinho, nem colherás as uvas; porque o bicho as colherá. Em todos os termos terás oliveiras; porém não te ungirás com azeite; porque a azeitona cairá da tua oliveira. (&#8230;) <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">E</strong> <strong>todas estas maldições virão sobre ti, e te perseguirão, e te alcançarão, até que sejas destruído; porquanto não ouviste à voz do Senhor teu Deus, para que sejas destruído; porquanto não ouviste à voz do Senhor teu Deus, para guardares os seus mandamentos, e os seus estatutos, que te tem ordenado”</strong></span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Deuteronômio 28:18, 23-24, 38-40, 45</span>). </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Nestes versos, Deus adverte que se o Seu povo desobedecesse a Seus mandamentos e estatutos, as ceifas falhariam, as chuvas não viriam, as colheitas seriam pequenas, a locusta (tipo de grilo ou gafanhoto) consumiria a comida e o fruto das árvores falharia.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Verso 10</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Nesta passagem, Deus fala da Casa do Tesouro. Com base em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Neemias, capítulo 12, verso 44</span>, sabemos que esse termo refere-se às câmaras no templo, postas à parte e designadas para guardar os dízimos dados pelo povo para o sustento dos sacerdotes (e aos demais levitas). </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Não há nenhuma evidência de que devamos associar estas Casas do Tesouro  aos prédios das igrejas para os quais os crentes do Novo Pacto levam seu dinheiro. Ademais, a razão pela qual Israel levava todos os dízimos para a Casa do Tesouro era para que houvesse bastante alimento na Casa de Deus. O propósito era que os levitas tivessem comida. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Nesta passagem também é dito que se o povo fosse fiel em trazer dízimos à Casa do Tesouro, Deus abriria as janelas do céu e derramaria para eles uma bênção até que transbordasse. Isto sem dúvidas refere-se à promessa de Deus de trazer abundantes chuvas para produzir a bênção de uma transbordante ceifa.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="text-decoration: none;"> </span></span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Verso 11</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Neste verso, Deus promete que se Israel trouxer os dízimo<strong>s</strong> e as oferta<strong>s</strong>, Ele repreenderá o devorador para que esse não destrua o fruto da terra. Sem dúvida, o “devorador” é uma referência às locustas que virão sobre os campos de Israel se o povo falhar em trazer o dízimo (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Deuteronômio 28:38</span>).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Verso 12</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Neste verso, Deus graciosamente promete que, se Israel for obediente no dar os seus dízimo<strong>s</strong> e oferta<strong>s</strong>, todas as nações a chamarão de abençoada. É interessante notar que Deus não apenas advertiu Israel de que seria amaldiçoada se desobedecesse a Lei Mosaica, mas também prometeu que ela seria abençoada se a obedecesse. Observe estes textos: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E<span style="mso-bidi-font-style: italic;"> será que, <strong>se ouvires a voz do Senhor teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno,</strong> o Senhor teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra. E <strong>todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão</strong>, quando ouvires a voz do Senhor teu Deus.</span></span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (&#8230;) <em>Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e o fruto dos teus animais; e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas.</em> (&#8230;) <em>O Senhor mandará que a bênção esteja contigo nos teus celeiros, e em tudo o que puseres a tua mão; e te abençoará na terra que te der o Senhor teu Deus.</em> (&#8230;) <em>E o Senhor te dará abundância de bens no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais, e no fruto do teu solo, sobre a terra que o Senhor jurou a teus pais te dar. O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado”</em> (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Deuteronômio 28:1-2, 4, 8, 11-12</span>). </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aqui, Deus promete abençoar Israel materialmente se a nação fosse obediente. A promessa inclui abundantes colheitas, copiosas chuvas, e grandes aumentos nas manadas e rebanhos.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Portanto, estou convicto de que as bênçãos e maldições escritas em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Malaquias 3:8-12</span> referem-se às bênçãos materiais que Deus prometeu a <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Israel</span> se ela obedecesse Seus mandamentos e estatutos. Dar o dízimo foi um destes mandamentos.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O que podemos concluir, então, sobre o dízimo sob a Lei Mosaica? Com segurança, podemos pensar que o dízimo não tinha nada a ver com dar <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="mso-bidi-font-style: italic;">dinheiro</span></strong> regularmente, numa base semanal ou <span style="mso-bidi-font-style: italic;">mensal</span>, mas, ao contrário, tinha relação com adorar a Deus conforme ordenado no tempo do Velho Pacto. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O mandamento do dízimo, tal como os mandamentos para não comer camarão, nem ostras ou animais impuros, tornou-se obsoleto e foi colocado de lado pela inauguração do Novo Pacto, na morte de Cristo. O dízimo foi o sistema de impostos e taxas ordenado por Deus sob o sistema teocrático do Velho Testamento.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Se alguém deseja dar o dízimo realmente (literalmente) de acordo com as Escrituras, teria que fazer o seguinte:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">1 – Deixar seu trabalho e comprar uma terra, de modo que possa criar gado, plantar e colher (grãos, verduras e frutas).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">2 – Encontrar algum descendente de Levi para sustentar, e esse a um descendente do levita Arão, que seja sacerdote no templo, em Jerusalém.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">3 – Usar suas colheitas para observar festas religiosas do Velho Testamento – Páscoa, Pães Asmos, Pentecostes, Tabernáculos – quando, como e onde Deus ordenou, literalmente.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">4 – Começar a dar pelo menos vinte por cento de todas as suas colheitas e rebanhos a Deus.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">5 – Por fim, esperar que, com toda certeza, Deus amaldiçoe sua nação (em oposição ao próprio crente) com grande insuficiência material se ela for infiel, ou a abençoe com grande abundância material se for fiel.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Penso que todos devam concluir que isto é completamente absurdo. Reconhecemos que Cristo aboliu o sacerdócio levítico, os sacrifícios de animais e as festas religiosas do Velho Testamento. Bem, se isto é verdade, por que estamos tentando  manter o dízimo, que foi parte e parcela de todas essas ordenanças do Velho Testamento?</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aqueles que defendem a entrega do dízimo em Malaquias 3:10 deveriam, então, transformar as igrejas em celeiros para saciar a fome dos necessitados.</span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>NOVA ALIANÇA</strong></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Devemos lembrar que houve um hiato de 400 anos – alguns afirmam 430 anos, o mesmo período que os israelitas ficaram como escravos dos egípcios – entre o profeta Malaquias, da Velha Aliança, e o surgimento do profeta João Batista, preparador da Nova Aliança.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>JOÃO BATISTA</strong></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 35.45pt;"><span style="font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Se para Malaquias o dízimo era de suma importância, para João Batista o dízimo era irrisório perto da realidade daquilo que Deus faria por meio de Cristo Jesus.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Caio Fábio afirma que o dízimo é um excelente ponto de partida, mas um péssimo ponto de chegada.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Lucas 3:2-18:<span style="mso-spacerun: yes;">  </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, veio no deserto a palavra de Deus a João, filho de Zacarias. E percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados; segundo o que está escrito no livro das palavras do profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor; endireitai as suas veredas. Todo o vale se encherá, e se abaixará todo o monte e outeiro; e o que é tortuoso se endireitará, e os caminhos escabrosos se aplanarão; e toda a carne verá a salvação de Deus.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Dizia, pois, João à multidão que saía para ser batizada por ele: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai; porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão. E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não dá bom fruto, corta-se e lança-se no fogo.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E a multidão o interrogava, dizendo: Que faremos, pois?</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E, respondendo ele, disse-lhes: <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira</strong>.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E chegaram também uns publicanos, para serem batizados, e disseram-lhe: Mestre, que devemos fazer?</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E ele lhes disse<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">: Não peçais mais do que o que vos está ordenado</strong>.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós que faremos? E ele lhes disse: A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E, estando o povo em expectação, e pensando todos de João, em seus corações, se porventura seria o Cristo, respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Ele tem a pá na sua mão; e limpará a sua eira, e ajuntará o trigo no seu celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E assim, admoestando-os, muitas outras coisas também anunciava ao povo.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Apenas uma observação a respeito de João Batista: pense bem que tipo de pregador era este. Não usava roupas de grife, não comia nos melhores restaurantes, não morava nas melhores casas, não pregava nos melhores lugares, não anunciava para agradar seus espectadores e, ainda, dizia-se indigno. Mesmo assim Cristo o chamou de o maior homem nascido de mulher. Quanta diferença dos pregadores de hoje em dia, que até se autoproclamam doutores em divindade!</span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>JESUS</strong></span></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt 0cm;"><span style="font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Cristo não colocou <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">vinho novo</strong> (graça) em <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">odres velhos</strong> (Lei), </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">como está<em style="mso-bidi-font-style: normal;"> <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></em>escrito em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Marcos 2:22</span>.<em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Jesus cita o dízimo apenas duas vezes e o faz para expor a hipocrisia dos fariseus.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ai de vós, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">escribas e fariseus, hipócritas</strong>! Pois que dizimais a <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">hortelã, o endro e o cominho</strong> e desprezais o mais importante da lei, o <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">juízo, a misericórdia e a fé</strong>; deveis, porém, fazer estas coisas, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">e não omitir aquelas”</strong> </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Mateus 23:23)<em style="mso-bidi-font-style: normal;">.</em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Essa passagem em Mateus é repetida de forma similar em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Lucas, capítulo<strong> </strong>11, verso 42</span>. Em ambos os casos, é importante notar que o dízimo tinha a ver com ervas que serviam de condimentos e eram cultivadas no quintal (o produto do campo), não com dinheiro.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Na Bíblia Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH), assim está escrito:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês dão a Deus a décima parte até mesmo da hortelã, da erva-doce e do cominho, mas não obedecem aos mandamentos mais importantes da lei, que são o de <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">serem justos com os outros</strong>, o de <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">serem bondosos</strong> e o de <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">serem honestos</strong>. <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Mas são justamente estas coisas que vocês devem fazer</strong>,<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>sem deixar de lado as outras.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Àqueles que querem legitimar o dízimo usando estas passagens, com o argumento que Jesus disse: “<em><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">deveis, porém, fazer estas coisas,</span> e não omitir aquelas”, </em><span style="mso-bidi-font-style: italic;">q</span>uero lembrar que:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">1 – Jesus estava se dirigindo aos fariseus,<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong>judeus legalistas que viviam na <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">dispensação</strong> <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">da Lei.</strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">2 – Do mesmo modo Jesus dirigia-se aos judeus curados por Ele (</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Mateus 8:2-4; Marcos 1:40-45; Lucas 5:12-16; Lucas 17:11-14).<em></em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">3 ­– Jesus, ainda em vida, estava também debaixo da Lei (Mateus 5:17).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">4 – <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">A dispensação da graça</strong> só teve validade após o sacrifício de Cristo na cruz do calvário (capítulo 9 de Hebreus: que obra maravilhosa!).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">5 – “<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;">Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” </em>(I Pedro 2:9).</strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Outra passagem se encontra em <strong>Lucas 18:12: “</strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;">Jejuo duas vezes na semana, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">e dou os dízimos de tudo quanto possuo</strong>.”</em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Jesus, nesta passagem, está ensinando a parábola acerca do fariseu e do cobrador de impostos. Cristo põe estas palavras na boca do <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="mso-bidi-font-style: italic;">fariseu, que via a si mesmo como justo</span></strong>: “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">dou os dízimos de tudo quanto possuo”</em>. Cristo está enfatizando que o homem confia em suas obras para ser aceitável por Deus, todavia, a despeito do melhor que faça, não é justificado aos olhos de Deus.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Infelizmente esta tem sido a doutrina não somente pregada, mas ensinada em muitos círculos religiosos: <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">toda sorte de bênçãos</strong> em nossas vidas são advindas da nossa fidelidade em dizimar e ofertar. Como se o dízimo fosse uma vacina contra todos os males, como enfermidades, falências, problemas matrimoniais, etc.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Cristo foi na direção inversa a esta percorrida por muitas igrejas “atuais”. Vejamos:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” </span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Mateus 6:24).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus” </span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Mateus 19:23).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; e ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; e direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Lucas 12:16-21).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele; e desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Lucas 16:19-25).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus. Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E disse ele: Todas essas coisas tenho observado desde a minha mocidade.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E quando Jesus ouviu isto, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; vem, e segue-me.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Mas, ouvindo ele isto, ficou muito triste, porque era muito rico.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">” (Lucas 18:18-24).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Jesus afirmou salvação apenas na casa de Zaqueu, quando esse converteu também o bolso:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E eis que havia ali um homem chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E, correndo adiante, subiu a um sicômoro para o ver; porque havia de passar por ali.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E, apressando-se, desceu, e recebeu-o alegremente.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E, vendo todos isto, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado.</span></em></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">” (Lucas 19:1-9).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração” </span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Lucas 4:18).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Mateus 6:19-21).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ai de vós, os ricos! Porque tendes a vossa consolação”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Lucas 6:24).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (I Timóteo 6:9).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">São essas as verdades ensinadas pela igreja de Cristo? Ou temos visto outro Evangelho sendo anunciado? Pois me parece que transformaram Deus em um tipo de gênio da lâmpada, disposto a realizar todas as nossas vontades, dependendo do tanto que estamos dispostos a “investir”, “ofertar” ou “dar de dízimo”. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Não se esqueçam que Jesus foi trocado por dinheiro</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. Judas, ao perceber que o reino de Cristo não consistia em poder material, procurou um meio de obter lucro por conhecê-lo. Será que muitos não agem assim hoje, dizendo que conhecem a Deus para obter benefícios? </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">A estes que pensam que conhecem a Deus, quão duro será ouvir da própria boca d’Ele:<em style="mso-bidi-font-style: normal;"> “E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”</em> (Mateus 7:23).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Naquilo que Jesus venceu o diabo ao ser tentado, é justamente no que a “igreja” sucumbiu . Pois só anunciam um “Deus” de provisão, que está disposto a transformar todas nossas montanhas em pães. Se acham detentoras dos poderes celestiais, ordenam, determinam, declaram e não somente mandam nos anjos, como mandam no próprio Deus. E só se preocupam em expandir “seus” reinos aqui na terra. (Mateus 4:1-11)</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E naquilo também que Jesus se levantou contra, que era o que os religiosos estavam fazendo na casa de Deus: “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">E, entrando no templo, começou a expulsar todos os que nele vendiam e compravam”</em> (Lucas 19:45).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Trata-se daquilo em que transformaram a igreja hoje. Há de tudo dentro dos templos: lanchonetes, livrarias, locadoras e até discotecas; sem dizer da infinidade de amuletos vendidos. Seria de fazer Lutero, se fosse vivo, corar de vergonha.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aliás, acho que este foi um dos grandes erros de Lutero: em vez de ter feito uma Reforma, deveria ter feito uma implosão e começado tudo de novo.<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> (Talvez seja porque não havia dinamite naquela época).</strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Qual a diferença entre Tetzeu (célebre clérigo católico cobrador de indulgências da época da Reforma) e os vendilhões dos templos modernos, onde se cobra por tudo, de pregações a testemunhos, e em que, quanto mais famoso o palestrante ou espetacular o testemunho, mais alto é o cachê?</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Já ouvi, da própria boca de um representante de uma editora de livros evangélicos, que a grande maioria das publicações é feita apenas para encher livrarias e bolsos de “notórios” escritores, e que quanto mais atrativo for o título ou inovadora a proposta, mais vendáveis serão. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Há livros que ensinam a emagrecer pela oração e que prometem de tudo, até tentam explicar quem seria o “pai” de Deus. Sem dizer dos que contém “fórmulas mágicas” para solucionar qualquer problema. E os mais absurdos são aqueles com sermões prontos, para toda e qualquer ocasião, ou os que mostram como encher os templos (ou seria os bolsos?) daqueles que se dizem interessados na casa do Senhor.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Só existe um caminho, uma verdade e uma razão na vida:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Pois eu vos digo que está aqui quem é maior (Jesus) do que o templo”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Mateus 12:6).</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">ANANIAS E SAFIRA</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Muitos alegam que Ananias e Safira foram mortos por Deus porque não entregaram o valor integral da sua oferta. Na verdade, a lição ensinada ali era contra a hipocrisia – pois não adianta entregar o exterior, sem antes entregar totalmente o interior.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Atos dos apóstolos 5:1-5:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Mas um certo homem chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade, e <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">reteve parte do preço,</strong> sabendo-o também sua mulher; e, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">levando uma parte</strong>, a depositou aos pés dos apóstolos.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">mentisses</strong> ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Não mentiste aos homens, mas a Deus</strong>.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.”<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Percebam um grande contraste entre a oferta de Ananias e Safira e a da viúva pobre:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Vindo, porém uma viúva pobre depositou ali duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante. E, Jesus, chamando seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta viúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes. Porque todos eles ofertaram do que lhe sobrava; ela, porém, da sua pobreza <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento”</strong></span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Marcos 12:41-44).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Este é outro absurdo praticado pelas igrejas de hoje. Em vez de jogar redes sobre todos os tipos de peixes, é jogada a salva, um recipiente onde se recolhem as ofertas, parecido com um coador de café <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">(acho que é ali que coam mosquitos e engolem camelos)</strong>, com o intuito, não de fisgar o peixe, mas de rapinar seus pertences.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Depois de tentar por muito tempo, convenci um grande amigo a ir a uma reunião comigo, onde um pregador famoso estaria ministrando. Nem bem havia começado o encontro, resolveram tirar ofertas. Quando passaram a salva ao meu amigo, ele me olhou e disse: “Mal entrei neste clube e estão me cobrando entrada, imagine quanto vai me custar ser sócio?” Não preciso nem dizer que ele nunca mais colocou o pé dentro de uma igreja.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Oferta é um ato espiritual, que Deus só requer daqueles que têm uma aliança com Ele</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">S<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">em fé é impossível agradar-Lhe; <em style="mso-bidi-font-style: normal;">“porque <strong>é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe,</strong> e que é galardoador dos que o buscam”</em> (Hebreus 11:6).</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E todos os que criam</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"> estavam juntos, e tinham tudo em comum<span style="mso-bidi-font-weight: normal;">. E</span><span style="mso-bidi-font-weight: normal;"> vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister”</span></span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Atos dos Apóstolos 2:44-45).<em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente</span></em><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Mas o que é espiritual discerne bem tudo</strong>, e ele de ninguém é discernido” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(I Coríntios 2:14-15).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Porque a administração deste serviço não só supre as necessidades dos santos, mas também é abundante em muitas graças, que se dá a Deus.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão, que <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">confessais quanto ao evangelho de Cristo</strong>, e pela liberalidade de vossos dons para com eles, e para com todos” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(II Coríntios 9:12-13).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">***</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Não vou discorrer sobre o Velho Testamento, onde ofertas só eram requeridas do povo de Deus, pois seria necessário mais um capítulo apenas para este assunto. Como meu interesse é permanecer no solo da graça, sigamos adiante.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Para que, no caso de eu tardar, saibas como se deve proceder na casa de Deus, a qual é a igreja do Deus vivo, coluna e esteio da verdade</span></em></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">” (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">I Timóteo 3:15</span>).</span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>O APóSTOLO PAULO e AS OFERTAS</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">I Coríntios 16:1-2</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia. <strong>No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade</strong><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">,</span> para que não se façam as coletas quando eu chegar.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">No texto acima, o apóstolo Paulo dá direções à igreja de Corinto: é em proporção a quanto cada um tem prosperado que se deve dar na coleta para os santos em Jerusalém, os quais estavam em grande pobreza e passando por enormes aflições. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Embora não exista menção ao fato dos santos em Corinto darem um dízimo (ou qualquer outra percentagem imposta), eles são instruídos a darem proporcionalmente à sua prosperidade. O foco é simples: aqueles com mais dinheiro deem mais, aqueles com menos dinheiro, podem dar menos. Nada mais claro nem mais simples.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Atos dos Apóstolos 11:29</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E os discípulos <strong>determinaram mandar, cada um conforme o que pudesse</strong><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">,<strong> socorro</strong></span> aos irmãos que habitavam na Judeia.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Foi proporcionalmente aos seus meios que os irmãos em Antioquia ofertaram aos irmãos que sofriam na Judeia. Em outras palavras, deram de acordo com suas capacidades. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">II Coríntios 9:7:</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.”</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aqui, Paulo orienta para que seja dado aquilo que foi proposto em cada coração. Note que o apóstolo não diz quanto dar, nem impõe uma percentagem fixa como padrão. Ele simplesmente diz que, decidida a quantia, deve-se ir em frente e efetivar o ofertar. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Muitas vezes, no instante em que vemos uma necessidade, determinamo-nos a dar certa quantia, mas depois, quando o tempo de dar nos alcança, somos tentados a voltar atrás (ou ficar aquém). <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Paulo ensina que devemos ser fiéis em fazer o bem segundo o que já tínhamos proposto em nosso coração. </strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">É importante notar igualmente que o apóstolo Paulo deixa o valor a critério dos coríntios. Não devemos permitir que outras pessoas nos manipulem ou nos intimidem, psicologicamente ou de qualquer outra forma, levando-nos a ofertar por um sentimento de culpa ou pressão. Não pode haver nenhuma compulsão externa em nosso dar; o valor tem que vir de nossa própria decisão.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Os textos do Novo Testamento nos ensinam que Deus deixa por nossa conta a decisão sobre o valor das contribuições. Sim, devemos ofertar em proporção aos nossos meios e a como Deus nos têm prosperado, mas, ao final, somos livres para dar aquilo que temos desejo. Quão libertador isto é! Principalmente quando consideramos as táticas manipuladoras que muitas igrejas usam para arrancar dinheiro de seus fiéis.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>O PROPÓSITO DAS NOSSAS OFERTAS</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><strong><span style="font-size: small;"> </span></strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Devemos usar nosso dinheiro para satisfazer que tipos de necessidade? O Novo Testamento nos dá alguma luz sobre este importante assunto? </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">As Escrituras são muito claras nesta área. O Novo Testamento ensina que há três propósitos para o nosso ofertar:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">1. Satisfazer as necessidades dos santos</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Este tema é como um fio que permeia toda a Escritura. Consideremos alguns textos:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E todos os que criam <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">estavam juntos</span></span></em></strong><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, e <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">tinham tudo em comum<span style="mso-bidi-font-weight: normal;">. E</span><span style="mso-bidi-font-weight: normal;"> vendiam suas propriedades e bens, e </span>repartiam com todos</span>, segundo cada um havia de mister” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">(</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Atos dos Apóstolos 2:44-45)</span><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O espírito de amor e generosidade era tão grande na igreja primitiva, que os crentes, de livre vontade e  alegremente, abriram mão de suas próprias propriedades e possessões, para ministrarem às necessidades dos outros santos. Eles chegaram mesmo ao ponto de vender suas terras e casas para tomarem conta um do outro (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Atos dos Apóstolos 4:34</span>).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">“Quem</span></em><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, pois, tiver bens do mundo, e, <strong>vendo o seu irmão </strong><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus?”</span> </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">(</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">I João 3:17).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>“E <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. </span>Então, enquanto temos tempo<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">, <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">façamos bem a todos</span>, mas <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">principalmente aos domésticos da fé”</span></strong> </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">(</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Gálatas 6:9-10).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Embora o “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">façamos o bem”</em> não seja claramente definido, seguramente incluiria o ofertar para satisfazer as necessidades dos domésticos da fé.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Em adição a estes textos, lemos também em <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Mateus, capítulo 25, versos 31 a 40</span>, que, quando Cristo voltar, separará as ovelhas dos bodes. As ovelhas são descritas como aqueles que alimentaram Cristo quando ele estava faminto, deram-lhe de beber quando estava sedento, vestiram-no quando estava nu. Quando as ovelhas replicam: “<em>Senhor, quando (&#8230;) e te demos de comer?  (&#8230;) e te demos de beber?(&#8230;) e te hospedamos?(&#8230;) e te vestimos?(&#8230;) e fomos ver-te?”</em> Cristo responde: “<em>Em verdade vos digo que quando o fizestes a um <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">d<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">estes meus pequeninos irmãos</span></strong>, a mim o fizestes”.</em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Jesus, então, nos diz claramente que, quando usamos nosso dinheiro para vestir e alimentar os irmãos de Cristo – que, de acordo com <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Mateus<strong>, </strong>capítulo 12, verso 50</span> é “<em>qualquer que fizer a vontade de meu Pai </em><span style="mso-bidi-font-style: italic;">(Deus)<em> que está nos céus” –</em></span> estamos ministrando a Ele.<em></em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Ademais, <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">I Timóteo, capítulo 5, verso 16,</span> dá instruções sobre como a igreja deve sustentar viúvas desvalidas. Ainda mais, temos visto, nos textos já citados, as muitas exortações do apóstolo Paulo para ofertar aos santos pobres em Jerusalém. Portanto, é bastante claro que uma das prioridades do ofertar no Novo Testamento é satisfazer as necessidades dos santos.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">2. Satisfazer as necessidades dos obreiros cristãos</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Além de usar o dinheiro para satisfazer as necessidades dos nossos irmãos e irmãs em Cristo, as Escrituras também nos levam a utilizá-lo para sustentar os que trabalham na obra do Senhor. Consideremos as seguintes passagens:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra,</span></em></strong><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"> principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina</span></em><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">; porque diz a Escritura: <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Não ligarás a boca ao boi que debulha</span>. E: d<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">igno é o obreiro do seu salário</span>” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">(</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">I Timóteo 5:17-18</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">).<em></em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Neste texto, honra significa mais do que estima e respeito, pois, no verso 3 do mesmo capítulo, Paulo ordena a Timóteo: “<em>Honra as viúvas que verdadeiramente são viúvas.”</em> Honrar estas viúvas é provê-las (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">verso 8</span>) e assisti-las (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">verso 16</span>).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Quando menciona honrar os anciãos que trabalham duramente na pregação e ensino da Palavra, imediatamente depois de falar que é preciso honrar as viúvas, Paulo tem a mesma coisa em mente: prover e assistir aos anciãos financeiramente, de modo que possam dedicar-se ao trabalho na Palavra. </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Um ancião que ensina é como um boi a que se deve permitir comer enquanto está debulhando. Em outras palavras, enquanto está trabalhando com todo esforço. Ele também é como um operário, digno de seu salário. A uniforme prática apostólica do Novo Testamento foi a de apontar anciãos para superintenderem as igrejas que os apóstolos plantavam. Paulo simplesmente está dirigindo as igrejas a proverem e assistirem financeiramente estes anciãos, de modo que possam dar seu tempo à tarefa de ministrarem ao rebanho.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">I Coríntios 9:6-14:</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Ou só eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar? Quem jamais milita à sua própria custa? Quem planta a vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta o gado e não se alimenta do leite do gado? Digo eu isto segundo os homens? Ou não diz a lei também o mesmo? Porque na lei de Moisés está escrito: <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Não atarás a boca ao boi que trilha o grão. Porventura tem Deus cuidado dos bois? Ou não o diz certamente por nós? Certamente que por nós está escrito</span>; porque <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">o que lavra deve lavrar com esperança e o que debulha deve debulhar com esperança de ser participante. Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais? Se outros participam deste poder sobre vós, por que não, e mais justamente, nós?</span> Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo. Não sabeis vós que <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">os que administram o que é sagrado comem do que é do templo?</span> E que <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">os que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar</span>? <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Assim o<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">rdenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho</span>.”</strong></span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Nesta passagem Paulo clama o direito dos apóstolos de se absterem de trabalhos seculares e de receberem o sustento material daqueles a quem serviam. De fato, Paulo assevera que o Senhor mandou àqueles que proclamam o evangelho que obtenham seu viver também do evangelho.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Filipenses 4:15-18:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E<span style="mso-bidi-font-style: italic;"> bem sabeis também, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente; porque também uma e outra vez me mandastes o necessário a Tessalônica. Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta. Mas bastante tenho recebido, e tenho abundância. <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus.”</span></span></span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Neste texto o apóstolo declara expressamente que a dádiva enviada pelos filipenses, um fragrante aroma, foi um sacrifício aceitável agradável a Deus. O próprio Deus nos tem dado sua aprovação para usarmos nosso dinheiro para sustento de fiéis obreiros cristãos. Portanto, é importante que o povo de Deus utilize seus recursos financeiros para sustentar quer sejam anciãos de uma igreja local, evangelistas itinerantes ou missionários.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">3. Satisfazer as necessidades dos pobres</span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Em adição ao uso do dinheiro para satisfazer às necessidades dos santos e obreiros cristãos, as Escrituras também nos mandam utilizá-lo na satisfação das necessidades dos pobres. Considere os seguintes textos:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“V<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">endei o que tendes, e dai esmolas</span></span></em></strong><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói. Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração”</span></em><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">(</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Lucas 12:33-34</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">para que <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">tenha o que repartir com o que tiver necessidade”</span></strong><span style="mso-bidi-font-weight: bold;"> </span></span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic; mso-bidi-font-weight: bold;">(</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">Efésios 4:28)</span><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aqui a pessoa que sofre a necessidade não é identificada como crente, mas presumivelmente pode ser qualquer um padecendo de privação.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações</span></em></strong><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">, e</span></em><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> guardar-se da corrupção do mundo</span></em><strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">” </span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;">(Tiago 1:27)</span><em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Visitar órfãos e viúvas deve ser mais que uma ocasião social. Está implícita, na declaração, a ideia de que ajudá-los requer ofertar sacrificialmente.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Como vimos, podemos sumarizar o ensino do Novo Testamento sobre o propósito do ofertar para:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">1. satisfazer as necessidades dos santos;</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">2. satisfazer as necessidades dos obreiros cristãos;</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">3. satisfazer as necessidades dos pobres.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Note a similaridade do dízimo da Antiga Aliança com a oferta da Nova Aliança:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;">
<table class="MsoNormalTable" style="border-collapse: collapse; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-yfti-tbllook: 1184; mso-padding-alt: 0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-border-insideh: .5pt solid black; mso-border-insidev: .5pt solid black;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr style="mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes;">
<td style="padding-right: 5.4pt; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; width: 213.25pt; padding-top: 0cm; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; border: black 1pt solid;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">ANTIGA ALIANÇA</span></strong></p>
</td>
<td style="border-right: black 1pt solid; padding-right: 5.4pt; border-top: black 1pt solid; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; border-left: #d4d0c8; width: 213.3pt; padding-top: 0cm; border-bottom: black 1pt solid; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-border-left-alt: solid black .5pt;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">NOVA ALIANÇA</span></strong></p>
</td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow: 1;">
<td style="border-right: black 1pt solid; padding-right: 5.4pt; border-top: #d4d0c8; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; border-left: black 1pt solid; width: 213.25pt; padding-top: 0cm; border-bottom: black 1pt solid; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-border-top-alt: solid black .5pt;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O dízimo podia ser comido </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">pelo dizimista.</span></p>
</td>
<td style="border-right: black 1pt solid; padding-right: 5.4pt; border-top: #d4d0c8; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; border-left: #d4d0c8; width: 213.3pt; padding-top: 0cm; border-bottom: black 1pt solid; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-border-left-alt: solid black .5pt; mso-border-top-alt: solid black .5pt;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">A oferta é destinada a satisfazer </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">as necessidades dos santos<span style="mso-spacerun: yes;">                                             </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span><span style="mso-spacerun: yes;">              </span></span></p>
</td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow: 2;">
<td style="border-right: black 1pt solid; padding-right: 5.4pt; border-top: #d4d0c8; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; border-left: black 1pt solid; width: 213.25pt; padding-top: 0cm; border-bottom: black 1pt solid; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-border-top-alt: solid black .5pt;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O dízimo deveria sustentar os levitas.</span></p>
</td>
<td style="border-right: black 1pt solid; padding-right: 5.4pt; border-top: #d4d0c8; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; border-left: #d4d0c8; width: 213.3pt; padding-top: 0cm; border-bottom: black 1pt solid; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-border-left-alt: solid black .5pt; mso-border-top-alt: solid black .5pt;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">A oferta deve satisfazer </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">as necessidades dos obreiros cristãos.</span></p>
</td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow: 3; mso-yfti-lastrow: yes;">
<td style="border-right: black 1pt solid; padding-right: 5.4pt; border-top: #d4d0c8; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; border-left: black 1pt solid; width: 213.25pt; padding-top: 0cm; border-bottom: black 1pt solid; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-border-top-alt: solid black .5pt;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">O dízimo deveria socorrer órfãos, </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">viúvas e necessitados.</span></p>
</td>
<td style="border-right: black 1pt solid; padding-right: 5.4pt; border-top: #d4d0c8; padding-left: 5.4pt; padding-bottom: 0cm; border-left: #d4d0c8; width: 213.3pt; padding-top: 0cm; border-bottom: black 1pt solid; background-color: transparent; mso-border-alt: solid black .5pt; mso-border-left-alt: solid black .5pt; mso-border-top-alt: solid black .5pt;" width="284" valign="top">
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">A oferta deve satisfazer </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">as necessidades dos pobres.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt 0cm;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 60pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt; text-indent: 60pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">JÁ QUE FALAMOS DE UMA NOVA ALIANÇA</span></span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 5pt 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">VAMOS AO TEXTO QUE POR SI SÓ NOS EXPLICA TUDO:</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Hebreus, capítulo 7, recapitula a experiência de Abraão dando o dízimo a Melquisedeque. O dízimo é apresentado como Lei a partir do verso 5, dentro do sistema levítico:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E os que dentre os <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">filhos de Levi</strong> recebem o sacerdócio têm ordem, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">segundo a lei</strong>, de tomar os dízimos do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que estes também tenham saído dos lombos de Abraão”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Hebreus 7:5).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">A lei citada é a Lei de Moisés, que obrigava o israelita a levar os dízimos para os levitas. Segundo esta Lei, os levitas tinham o direito de tomar os dízimos do povo de Israel. Isso era Lei! Lei completamente vinculada ao ministério sacerdotal dos levitas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Os versos 6-10 do mesmo capítulo falam sobre o fato de Levi, por meio de Abraão, seu bisavô, ter pago o dízimo a Melquisedeque. Isso mostra a superioridade da ordem de Melquisedeque sobre a levítica.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">A Lei que já tinha sido citada no verso 5 é mencionada uma segunda vez no verso 11, novamente dentro de um contexto levítico:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“De sorte que, se a perfeição fosse pelo <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">sacerdócio levítico</strong> (pois sob este o povo recebeu a <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">lei</strong>), que necessidade havia ainda de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão?” (Hebreus 7:11).</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Perceba que em nenhum momento das várias vezes em que o capítulo menciona Abraão dando dízimo para Melquisedeque é dito ou sugerido que Abraão o fez por força de lei. A lei para o dízimo aparece apenas no contexto levítico.<em></em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O verso 12 é o ponto de ruptura:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei”</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Hebreus 7:11-12).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Esta é a terceira vez que a palavra <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">lei</strong> aparece neste capítulo. O verso claramente refere-se às leis do sacerdócio levítico, o que obviamente inclui a lei do dízimo citada nos versos 5 e 11. Estas leis são mudadas no momento em que Cristo morre, ressuscita e torna-se sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Este é o momento de ruptura do antigo modelo. Cai o sacerdócio levítico com todas as suas leis e surge um novo modelo encabeçado por Cristo e descrito entre os versos 13-17</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. Quando lemos que o sistema sacerdotal levítico caiu e, como consequência, suas leis também, conclui-se que a lei de que este capítulo fala trata do dízimo.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O tema principal de Hebreus 7 é a supremacia do novo modelo sacerdotal. A abolição da lei que obrigava a entrega do dízimo aos levitas é apenas citada para ilustrar a falência do antigo modelo sacerdotal. A palavra dízimo é citada sete vezes nos primeiros 9 versos do capítulo. Isso mostra quão forte foi o argumento do dízimo na defesa da tese principal. Fica claro que, quando o modelo levítico é superado, as leis atreladas a ele também sucumbem.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Se alguns ainda duvidam da anulação desta lei, basta continuar a leitura do capítulo.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Pois, com efeito, o <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">mandamento anterior é ab-rogado </strong>por causa da sua fraqueza e inutilidade (pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou), e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual nos aproximamos de Deus” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Hebreus 7:18-19).<em></em></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>Que lei é aplicada hoje?</strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Hoje em dia, não vivemos sob a Lei de Moisés. Jesus a aboliu por sua morte</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Efésios 2:14-15). Estamos mortos a essa Lei para que possamos estar vivos para Cristo (Romanos 7:4-7). A Lei gravada nas pedras, no Monte Sinai, extinguiu-se e a Nova Aliança permanece (II Coríntios 3:6-11). </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">A Lei funcionou como um tutor para trazer o povo a Cristo, mas não estamos mais sob suas regras (Gálatas 3:22-25). Aqueles que desejam estar sob a Lei abandonam a liberdade em Cristo e retornam à escravidão (Gálatas 4:21-31), decaem da graça e separam-se de Jesus (Gálatas 5:1-6). </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Não temos o direito de retornar à guarda do sábado, à circuncisão, aos sacrifícios de animais, às regras especiais sobre roupas, à pena de morte para os filhos rebeldes, ao dízimo e a qualquer outro mandamento da Lei de Moisés.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Vivemos sob a autoridade de Cristo. Ele é o mediador desta Nova Aliança</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Hebreus 9:15). Seremos julgados por Suas palavras (João 12:48-50) e temos a responsabilidade de obedecer a tudo o que Jesus ordena (Mateus 28:18-20).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Esta, porém, não é uma boa notícia aos avarentos</span></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">. Primeiro, porque temos que nos dar totalmente a Cristo, que se entregou totalmente por nós (Efésios 5:2). Segundo, porque os avarentos não entrarão nos céus (I Coríntios 6:10).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Àqueles que defendem que Cristo ordenou o dízimo em Mateus 23:23 e Lucas 11:42, peço que prestem atenção a esta<span style="color: #ff6600;"> </span>passagem:<span style="mso-spacerun: yes;">   </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus”</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Mateus 5:20).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Lembrando também aos soberbos:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">avareza</strong>, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">soberba</strong>, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Marcos 7:21-23).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>“Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">soberba</strong> da vida, não é do Pai, mas do mundo” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>(I João 2:16).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O que está aqui escrito nesta obra não parte somente de meus pensamentos; garimpei as “minas” citadas na Bibliografia com muito esmero até achar pepitas preciosas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Sei que existe muita gente sincera que por força da tradição religiosa ou por falta de um conhecimento mais profundo das Sagradas Escrituras, tem estado presa ou tem prendido outras em ensinamentos errôneos.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Sei também que há muita gente mal intencionada, sobre as quais Paulo advertiu Timóteo:<span style="mso-bidi-font-weight: bold;"> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">é</strong></span></em><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> <em style="mso-bidi-font-style: normal;">soberbo</em></span></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, c<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">ontendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, <strong>cuidando que a piedade seja fonte de lucro</strong>; aparta-te dos tais”</span></span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"> (I Timóteo 6:3-5).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Pedro também advertiu-nos:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">avareza farão de vós negócio c</strong>om palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(2 Pedro 2:1-3).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E o próprio Deus adverte aqueles que em Sua igreja buscam apenas riquezas temporais:</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Como dizes: rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Apocalipse 3:17-18).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Espero que o explanado aqui tenha sido, no mínimo, colírio para seus olhos e, na melhor das hipóteses, uma cirurgia de catarata. Tive que ser enfadonho no excesso de textos e argumentos por que sei que existem advogados especialistas em achar brechas na lei, para invalidá-la. Como sei também que hoje existem especialistas em encontrar brechas na graça, a fim de anulá-la.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo.</span></em></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">seja anátema</strong>. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">seja anátema” </strong><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Gálatas 1:6-9).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Não sou teólogo, sou apenas um servo que ama e defende a Bíblia como regra de fé. Jamais quis saber além do que convém, e estou também disposto a aprender. Não sou o dono da verdade. Cristo o é.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Aprendi com um querido professor, que hoje está na glória: <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;">Sempre navegue no meio do rio, pois nas beiradas estão as galhadas</em>. </strong>Que possamos achar equilíbrio, pois sem ele tudo desmorona.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(Efésios 2:20-21).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Apresentei este estudo a um dos líderes de uma das maiores denominações do país, que disse concordar com tudo. Ele não faria nada, no entanto, para não mexer com a tradição da igreja.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas”</span></em></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Marcos 7:13).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">tradição </strong>recebestes dos vossos pais”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (I Pedro 1:18).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Como disse, não sou teólogo, mas um mineirinho contador de causos com o atrevimento de mexer na cumbuca da teologia. Por isso, finalizo a obra com o “causo” a seguir.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">IRMÃO JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(uma fábula verdadeira)</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: #ff6600; font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;">     </span><span style="mso-tab-count: 1;">       </span></span></strong><span style="font-family: Arial;">Era uma vez em uma terra não muito distante, uma pobre viúva e seu único filho. Um dia ela o chamou e disse-lhe: “João, acabou o dinheiro e a comida. Vá até à cidade e venda nossa vaquinha, pois é o único bem que nos resta. Não temos mais nada para sacrificar, só um<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>milagre pode nos ajudar agora. Já fiz de tudo: tomei banho com água do rio Jordão e com sabonete de extrato de arruda, plantei uma roseira ungida, andei pelo corredor de sal grosso, recebi a oração dos ‘318 duendes’ (ou seriam doentes), fiz quebra de maldição pensando em não quebrar financeiramente, fiz cura interior para poder ‘perdoar Deus’ e paguei todas as prestações do meu carnê de contribuição ‘Colunas na Casa de Deus’, e nada adiantou!”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">      </span><span style="mso-tab-count: 1;">      </span>Então João pegou a vaquinha e foi sacrificar sua última esperança. Foi quando encontrou pelo caminho um senhor que tinha a aparência como de um anjo, e que lhe fez a seguinte proposta: “Tenho aqui três feijões mágicos chamados: Pai, Filho e Espírito Santo. Com eles você terá a resposta para tudo aquilo que você precisa (não para tudo aquilo que você deseja). Estes feijões te darão: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança, domínio próprio e acima de tudo perdão e salvação.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">      </span><span style="mso-tab-count: 1;">      </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Ele voltou saltitante de tanta alegria, pois tinha certeza de que havia encontrado a pérola de grande valor, havia encontrado um tesouro escondido. Não esperava a hora de contar estas boas novas para sua mãe e para todos que encontrasse pelo caminho.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Mas quando chegou em casa, para sua surpresa a notícia trouxe mais tristeza do que satisfação. Sua mãe queria uma resposta para esta vida, não para uma vida posterior, já que as pessoas só acreditam no milagre quando vêem o santo, e só querem resolver seus problemas, não os dos outros.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ela ficou furiosa e gritou com seu filho: “Como vou viver como uma Rainha? Como vou viver como filha do Rei? Como vou viver segundo as ‘profecias’ que recebi da irmã Maricotinha? Como? Com um filho burro como este que tenho!!!”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">      </span><span style="mso-tab-count: 1;">      </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Como castigo ela o trancou dentro do quarto e o obrigou a assistir a todos estes programas “evangélicos” de testemunhos que passam na televisão, e jogou fora os três feijões pela janela.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">       </span><span style="mso-tab-count: 1;">     </span>Mas aquelas sementes caíram em boa terra, que cresceram e se fizeram árvores, e em seus ramos se aninharam as aves do céu.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">       </span><span style="mso-tab-count: 1;">     </span>Deus dá aos seus enquanto dormem, e João dormia tranquilo, pois sabia que aquelas sementes ele havia conseguido não com sacrifício, mas com FÉ.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">       </span><span style="mso-tab-count: 1;">     </span>Quando acordou ele viu uma enorme árvore, que fazia sombra aos cansados e produzia frutas para alimentar os famintos. Ele a chamou de GRAÇA, mas quanto mais ele olhava, mais ele se espantava: como pode ser a GRAÇA tão grande, tão enorme?, pensava.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">      </span><span style="mso-tab-count: 1;">      </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>João tentou medir a GRAÇA e começou uma árdua tarefa, escalando, subindo, pois ele não sabia que a GRAÇA só pode ser medida de cima para baixo, não de baixo para cima, já que suas raízes não nascem na terra, porém no Céu.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">      </span><span style="mso-tab-count: 1;">      </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Mas algo interessante acontecia: quanto mais ele se esforçava, menos a jornada rendia. E quanto mais ele descansava, mais a jornada rendia. Ele resolveu então se deitar em suas folhas e deixar que seus ramos o levassem ao seu destino.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">    </span><span style="mso-tab-count: 1;">        </span>Quando chegou ao topo, João ficou maravilhado com tantas coisas belas que encontrou lá: gente de todas as raças, cores e crenças cantavam alegremente, livres de todos os jugos, dores e preocupações de lá debaixo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">As ruas eram de ouro, o mar de cristal, os muros de jaspe e os portões de pérolas. E o sol de JUSTIÇA.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">     </span><span style="mso-tab-count: 1;">       </span>Mas ele observou ao longe algo que destoava daquele lugar, um CASTELO. <span style="mso-tab-count: 1;">        </span>De repente se aproximou dele uma linda mulher (poderia ser uma ANJA, mas ANJO não tem sexo!) e se apresentou: “Meu nome é AMOR.” E lhe perguntou: “O que aflige seu coração, João?”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">     </span><span style="mso-tab-count: 1;">       </span>“O que é aquele castelo e quem mora lá?”, ele perguntou, intrigado por pensar que havia pessoas ricas e abastadas ou de outra classe social naquele lugar.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">    </span><span style="mso-tab-count: 1;">        </span>“Não se preocupe, aquilo que você vê é só o JOIO, plantado pelo inimigo. Aquele castelo se chama IGREJA e quem mora lá é um gigante malvado da tribo dos Apostozeus conhecido como APÓSTOLO. Ele pensa que é grande, mas é o menos importante aqui. Ele pensa que manda, mas se esqueceu que quem manda aqui é aquele que serve.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">    </span><span style="mso-tab-count: 1;">        </span>Curioso como só ele, João resolveu então fazer uma visita para tirar suas dúvidas. A caminhada foi muito difícil, pois teve que caminhar toda estrada da RELIGIÃO, percorrer o abismo dos RITUAIS e atravessar as pontes dos DOGMAS e das DOUTRINAS.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">   </span><span style="mso-tab-count: 1;">         </span>Quando chegou, percebeu um grande letreiro de néon na porta de entrada, carros importados na garagem e uma enorme livraria, onde se encontravam livros que explicavam até quem foi o pai de Deus. E mais de mil e uma fórmulas de como ser bem sucedido lá embaixo. Mas o que mais chamou sua atenção foi uma enorme torre de um canal de televisão sobre o telhado do castelo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">João entrou e ficou de espreita, quando observou o gigante vindo elegantemente vestido num colossal terno Armani. Ele sentou-se em sua enorme poltrona, que mais parecia um trono, e chamou seus súditos (ou membrezia, ou como queiram chamar) e pediu (aliás, ordenou): “Tragam a galinha que bota ovos de ouro e a harpa que canta!”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-tab-count: 1;">          </span>Trouxeram a gaiola e a harpa e colocaram em cima da mesa (ou seria altar). João observou que o nome que estava na gaiola na qual a galinha estava presa era DIZÍMO, e o nome que estava entalhado na harpa cantante era UNÇÃO LEVÍTICA.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-tab-count: 1;">          </span>O gigante gritava então à galinha: “Bote um ovo de ouro agora, senão eu te amaldiçoo!” E a galinha temerosa botava um ovo. Cada vez que ele gritava, ela botava um ovo maior ainda.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span><span style="mso-tab-count: 1;">           </span>Ele gritava então à harpa: “Cante um canto ‘profético’ senão eu te amaldiçoo!” E a harpa punha-se a cantar sem parar, às vezes repetidamente a mesma canção, até o gigante entrar em transe.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-tab-count: 1;">          </span>João se compadeceu daquela situação e pensou: “Vou esperar, e quando o gigante cochilar, vou pegar a galinha dos ovos de ouro chamada DIZÍMO e a harpa chamada UNÇÃO LEVITÍCA e vou dar no pé.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">   </span><span style="mso-tab-count: 1;">         </span>O gigante estava exausto, pois havia acabado de participar de uma MARCHA PROFÉTICA por todo seu território. Pegou logo no sono. Como aquele ditado “a ocasião é que faz o ladrão” se aplicava a todos ali, João pegou a galinha e a harpa e saiu em disparada. Mas ao correr a galinha cacarejou e a harpa soltou um som.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O gigante despertou e gritou: “Quem roubou minhas fontes de renda?!” Ele viu João correndo e quis correr atrás, mas como estava com a pança cheia depois de ter comido demais na CEIA DOS OFICIAIS, não conseguiu correr e alcançá-lo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">   </span><span style="mso-tab-count: 1;">         </span>João desceu rapidamente daquela enorme árvore, e gritou para sua mãe: “Traga logo o machado afiado o qual eu chamo de VERDADE!” E cortou o tronco da árvore chamada GRAÇA. Mas cortou só o suficiente para que depois ela brotasse, crescesse e florescesse novamente.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O gigante despencou lá de cima, do lugar onde “ele” construíra, e espatifou-se como Judas lá embaixo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">João ficou tão feliz por ter escapado de tamanha tribulação, que libertou a galinha que botava ovos de ouro chamada DIZIMO. Antes mudou seu nome para COMPAIXÃO, mas ela não quis ir embora, e ficou botando ovos para quem era agora seu verdadeiro dono. À harpa chamada UNÇÃO LEVITÍCA, ele permitiu que cantasse somente aquilo que estivesse em seu coração, e também mudou seu nome para ADORAÇÃO.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-tab-count: 1;">          </span>Em gratidão por ter livrado aquele lugar do gigante (mais malandro do que malvado) os habitantes lhe permitiram que batizasse também aquela cidade. João então a chamou de LIBERDADE.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Fiz-me acaso vosso inimigo, dizendo a verdade?</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">” (Gálatas 4:16).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>Bibliografia</strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Allan</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Dennis. <strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-weight: normal; font-family: Arial;">Tragam Seus Dízimos e Recebam as Bênçãos de Deus: É Esta, Hoje em Dia, a Vontade de Deus?</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"> </em>www.solascriptura-tt.org/VidaDosCrentes/ComRiquezas</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span class="CharChar3"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Almeida</span></span><span class="CharChar3"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Rômulo de. </span></span><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Origem e Fim do Dízimo</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.<strong> </strong><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">www.geocities.com</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Anderson</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Brian. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">O Dízimo do Velho Testamento x O Dadivar do Novo Testamento. http://teophilo.info/</em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span class="CharChar3"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Carrancho</span></span><span class="CharChar3"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Júlio. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">A M</em></span></span><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">entira Chamada Santo Dízimo</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">.<span class="CharChar3"> Tradução: Mary Schultze, 2003.</span> <span class="url">www.<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">adventistas.com</span></span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Carrancho</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Júlio. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Está Você Roubando a Deus?</em> Tradução: Mary Schultze, 2003. <span class="url">www.<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">adventistas.com</span></span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span class="CharChar3"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Fabio</span></span><span class="CharChar3"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">,</span></span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> <span class="CharChar3">Caio.</span> <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Uma Graça que Poucos Desejam.www.caiofabio.com</em></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">MacArthur Jr</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">., John F. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Deus Requer que Eu Dê o Dízimo de Tudo Quanto Ganho? </em><span class="url">www.<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">monergismo.com</span>/</span></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Nascimento</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Paulo Gomes do. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Abraão: Dizimista Modelo?</em> <cite><span style="font-family: Arial;">www.adventistas-bereanos.com.br</span></cite></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Nascimento</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Paulo Gomes do. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Dízimo que Não é Dízimo! Pode?</em> <cite><span style="font-family: Arial;">www.adventistas-bereanos.com.br</span></cite></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase; line-height: 150%; font-family: Arial;">Viana</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">, Luciana Rodrigues de A. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Dízimo: Contribuição da Lei ou da Graça?</em> <cite><span style="font-family: Arial;">www.estudos-biblicos.com</span></cite></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong>SOBRE O AUTOR</strong></span></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span><strong>Alexandre C. Freitas Barbado</strong> foi missionário no Peru, Amazonas, Nordeste e Belo Horizonte. É fundador e coordenador do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Expresso da Salvação</em>, entidade criada para atender aos excluídos da nação, e resolveu escrever este texto por não se conformar com o disparate na questão do uso do dinheiro pelas igrejas ­– enquanto se constroem impérios faraônicos com o que é arrecadado em nome do Senhor Jesus, milhões de pessoas passam fome no país.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">De acordo com ele, investem-se milhões na construção de Torres de Babel, estruturas que serão deixadas para serem queimadas no fogo do juízo, e quase nada nos valores eternos, que são vidas. Em lugar algum das Sagradas Escrituras Deus nos manda construir igrejas, porém, nos ordena procurar os perdidos. Ele próprio foi exemplo, deixando Sua glória, para buscar os perdidos.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">E os homens só buscam a “glória”.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">O desejo do autor é de que cada um veja bem sobre que tipo de alicerce está sua construção.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um” </span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">(I Coríntios 3:12-13).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Lembrando que, quando os discípulos quiseram chamar a atenção de Jesus sobre a beleza e a grandeza dos templos, Ele respondeu: “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">Não ficará pedra sobre pedra que não será derrubada”</em> (Marcos 13:1-2). O que mais chamava a atenção de Jesus Cristo era a fé. Não esqueçamos jamais que a única coisa que levaremos para o céu são vidas.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Se você quiser mesmo gastar seus rendimentos, uma excelente dica: </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Compra a verdade, e não a vendas; e também a sabedoria, a instrução e o entendimento”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Provérbios 23:23).</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">Mas lembre-se, até isto já foi pago, na cruz do calvário, pelo precioso sangue de Jesus Cristo.</span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;">“Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai”</span></em><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial;"> (Mateus 10:8).</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: right; tab-stops: 86.1pt;" align="right"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Alexandre Barbado.</span></span></strong></p>
<p class="Ttulo1" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;">  </span></span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt; margin: 0cm 0cm 0pt 0.9pt; tab-stops: 86.1pt;"> </p>
<p class="Texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="line-height: 150%; font-family: Arial; font-size: 12pt;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"><br style="page-break-before: always; mso-special-character: line-break;" /></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
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		<title>Apologia da pregação Bíblica &#8211; John Stott.</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 01:17:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bíblia]]></category>
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		<category><![CDATA[estudos diversos]]></category>
		<category><![CDATA[John Stott]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[teologia]]></category>
		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Pretendo fornecer uma definição de exposição bíblica e apresentar uma defesa dela. Parece-me que essas duas tarefas pertencem uma à outra pelo fato de que a defesa da exposição bíblica deve ser achada em sua definição. Aqui, então, está a definição: Expor as Escrituras é esclarecer o texto inspirado com tal fidelidade e sensibilidade que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Pretendo fornecer uma definição de exposição bíblica e apresentar uma defesa dela. Parece-me que essas duas tarefas pertencem uma à outra pelo fato de que a defesa da exposição bíblica deve ser achada em sua definição. Aqui, então, está a definição: <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Expor as Escrituras é esclarecer o texto inspirado com tal fidelidade e sensibilidade que a voz de Deus seja ouvida e seu povo lhe obedeça</span></em>. </span></span><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Agora me permita extrair as implicações dessa definição de tal modo que apresente uma defesa da exposição bíblica. A definição contém seis implicações: duas convicções a respeito do texto bíblico, duas obrigações para expô-lo e duas expectativas como consequência.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-720"></span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Duas convicções a respeito do texto bíblico </span></strong><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(1) <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Ele é um texto inspirado</span></em>. Expor as Escrituras é esclarecer o texto inspirado. <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Revelação </span></em>e <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">inspiração </span></em>andam juntas. <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Revelação </span></em>descreve a iniciativa que Deus tomou de desvelar-se e, assim, mostrar-se, já que, sem essa revelação, ele permaneceria o Deus desconhecido. <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Inspiração </span></em>descreve o processo pelo qual ele fez isso, isto é, falando aos profetas e aos apóstolos bíblicos e por meio deles, e sussurrando sua Palavra de sua boca de tal forma que ela também saísse da boca deles. Caso contrário, seus pensamentos teriam sido inatingíveis para nós.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A terceira palavra é <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">providência</span></em>, isto é, a amável provisão pela qual Deus providenciou para que as palavras que ele disse fossem escritas de forma a constituírem o que chamamos de Escrituras e, desse modo, as preservou ao longo dos séculos de forma a serem acessíveis a todas as pessoas em todos os lugares e em todos os tempos. As Escrituras, portanto, são a palavra de Deus escrita. É sua auto-revelação de forma falada e escrita. As Escrituras são o produto da revelação, inspiração e providência de Deus.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Essa primeira convicção é indispensável para pregadores. Se Deus não tivesse falado, nós não nos atreveríamos a falar, porque não teríamos nada a expressar exceto nossas triviais especulações. Mas já que Deus falou, nós também precisamos falar, comunicando a outros o que ele nos comunicou nas Escrituras. De fato, nós nos recusamos a ser silenciados. Como Amós o coloca: “O leão rugiu, quem não temerá? O SENHOR, o Soberano, falou, quem não profetizará?”, isto é, passe adiante a Palavra que ele disse. Similarmente, Paulo, ecoando o Salmo 116.10, escreveu: “Nós também cremos e, por isso, falamos” (2Co 4.13). Isto é, acreditamos no que Deus disse e é por isso que também falamos.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Tenho pena do pregador que chega ao púlpito sem Bíblia em suas mãos ou com uma Bíblia que é mais trapos e farrapos do que a Palavra do Deus vivo. Ele não pode expor as Escrituras porque não tem Escrituras para expor. Ele não pode falar porque não tem nada a dizer, ao menos nada importante. Ah, mas dirigir-se ao púlpito com a confiança de que Deus falou, que ele fez com que o que disse fosse escrito, e que temos esse texto inspirado em nossas mãos, aí sim nossa cabeça começa a girar, e nosso coração a bater, e nosso sangue a correr, e nossos olhos a brilhar com a glória absoluta de ter a palavra de Deus em nossas mãos e lábios.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Essa é a primeira convicção, e a segunda é esta:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(2) <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">O texto inspirado é, até certo ponto, um texto fechado</span></em>. Essa é a implicação da minha definição. Expor as Escrituras é esclarecer o texto inspirado. Assim, ele precisa estar parcialmente fechado se for para ser esclarecido. E eu penso que imediatamente vejo seus “pêlos protestantes” eriçados com indignação. O que você quer dizer? Por acaso é que as Escrituras estão parcialmente fechadas? As Escrituras não são um livro completamente aberto? Você não acredita no que os reformadores do século XVI ensinaram a respeito da clareza das Escrituras, que elas são transparentes? Não pode até mesmo o simples e o inculto ler a Bíblia por si mesmo? Não é o Espírito Santo o nosso mestre dado por Deus? E, com a Palavra de Deus e o Espírito de Deus, não devemos dizer que não precisamos do magistério eclesiástico para nos instruir?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Eu posso responder com um ressonante sim a todas essas questões, mas o que você diz de maneira correta precisa ser classificado. A insistência dos reformadores na clareza das Escrituras se referia à sua mensagem central &#8211; seu evangelho de salvação pela fé em Jesus Cristo somente. Isso é claro como o dia nas Escrituras. Mas os reformadores não sustentavam que tudo nas Escrituras estava claro. Como eles poderiam fazer isso, quando Pedro disse que existiam algumas coisas nas cartas de Paulo que nem ele conseguia entender (2Pe 3.16)? Se um apóstolo nem sempre entendia outro apóstolo, dificilmente seríamos modestos se disséssemos que nós entendemos.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A verdade é que precisamos uns dos outros na interpretação das Escrituras. A igreja é corretamente chamada de comunidade hermenêutica, uma comunhão de crentes em que a Palavra de Deus é exposta e interpretada. De modo particular, precisamos de pastores e professores para expô-la, para esclarecê-la de modo que a possamos entender. É por isso que o Jesus Cristo que ascendeu, de acordo com Efésios 4.11, ainda está dando pastores e mestres à sua igreja.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Você se lembra o que o eunuco etíope disse na carruagem quando Felipe lhe perguntou se ele havia entendido o que estava lendo em Isaías 53? Ele disse: “Ora, é claro que posso. Você não acredita na clareza das Escrituras?”. Não, ele não disse isso. Ele disse o seguinte: “Como posso entender se alguém não me explicar?” (At 8.31).</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">E Calvino, em seu maravilhoso comentário desse trecho em Atos, escreve a respeito da humildade do etíope, dizendo que ele gostaria que houvesse mais homens e mulheres humildes em seus dias. Ele contrasta essa humildade com aqueles que descreveu como arrogantes e confiantes em suas próprias aptidões para entender. Calvino escreveu:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">É por isso que a leitura das Escrituras dá resultado com tão poucas pessoas hoje em dia porque mal se acha um em cem que alegremente se submete ao ensino. Ora, se qualquer um de nós for ensinável, os anjos descerão do céu para nos ensinar. Não precisamos de anjos. Nós deveríamos usar todos os auxílios que o Senhor coloca diante de nós para o entendimento das Escrituras e, em particular, pregadores e mestres.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Mas se Deus nos deu as Escrituras, ele também nos deu mestres para expô-las. E aqueles de nós que foram chamados para pregar precisam se lembrar disso. Como Timóteo, devemos nos devotar à leitura pública das Escrituras e à pregação e ensino (1Tm 4.13). Devemos tanto ler as Escrituras para a congregação como extrair toda nossa instrução e exortação doutrinais delas.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Aqui, portanto, está o exemplo bíblico de que Deus nos deu nas Escrituras um texto que é tanto inspirado, tendo origem ou autoridade divinas, quanto, até certo ponto, é fechado ou é difícil de entender. Portanto, em adição a nos ter dado o texto, ele nos deu professores para esclarecer o texto, explicá-lo e aplicá-lo à vida das pessoas hoje.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Duas obrigações na exposição do texto</span></strong><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Posto que o texto inspirado precisa ser exposto, como isso deve ser feito? Antes que eu tente responder a essa pergunta, permita-me dirigir-nos a uma das principais razões pelas quais o texto bíblico é, até certo ponto, fechado e difícil de entender. Isso diz respeito ao abismo cultural que se abre de forma muito ampla e profunda entre os dois mundos &#8211; o mundo antigo em que Deus falou sua Palavra e o mundo moderno em que nós a ouvimos. Quando lemos a Bíblia, retrocedemos dois milênios além da revolução do microprocessador, além da revolução eletrônica, além da revolução industrial, retrocedemos e voltamos a um mundo que há muito tempo cessou de existir. Assim, mesmo quando lemos a Bíblia em uma versão moderna, ela parece esquisita, ela soa arcaica, ela parece obsoleta e parece antiquada. Nós somos tentados a perguntar, como muitas pessoas fazem: <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">O que esse antigo Livro tem a me dizer?</span></em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Não se ressinta do abismo cultural entre o mundo antigo em que Deus falou e o mundo moderno em que nós vivemos. Não se ressinta disso porque isso nos causa problemas. É umas das glórias da revelação que, quando Deus decidiu falar a seres humanos, ele não falou em sua própria linguagem, porque se Deus tem uma linguagem própria e nos tivesse falado por meio dela, nós certamente nunca a teríamos entendido. Em vez disso, ele condescendeu em falar em nossas linguagens, particularmente no hebraico clássico e no grego comum. E, ao falar as linguagens do povo, ele espelhou as próprias culturas deles, as culturas do antigo Oriente Próximo e do mundo greco-romano e do judaísmo palestino. É esse fato do condicionamento cultural das Escrituras, da conseqüente tensão entre o mundo antigo e o mundo moderno que determina a tarefa da exposição bíblica e coloca sobre nós nossas duas obrigações.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(1) <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">A primeira obrigação é fidelidade ao texto bíblico</span></em>. Você e eu precisamos aceitar a disciplina de nos colocar dentro da situação dos autores bíblicos &#8211; sua história, geografia, cultura e linguagem. Se negarmos essa tarefa ou se a realizarmos de um modo relaxado ou indiferente, isso será indesculpável. Isso expressa desprezo pela maneira que Deus escolheu para falar ao mundo. Lembre-se, estamos lidando com o texto inspirado por Deus. Dizemos que acreditamos nisso, mas nosso uso das Escrituras nem sempre é compatível com o que dizemos ser nossa visão das Escrituras. Com que cuidado diligente, meticuloso e consciente deveríamos estudar por nós mesmos e esclarecer a outros as exatas palavras do Deus vivo! Assim, o erro mais grosseiro que podemos cometer é impor nossos pensamentos de século XXI às mentes dos autores bíblicos, para manipular o que eles disseram a fim de adaptar isso ao que gostaríamos que eles tivessem dito e, depois, reivindicar a defesa deles às nossas idéias.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Calvino acertou novamente quando, em seu prefácio ao comentário da carta aos romanos, escreveu uma bela frase: “É a primeira tarefa de um intérprete deixar seu autor dizer o que ele diz em vez de lhe atribuir o que nós pensamos que ele deve dizer”. É aí que começamos. Charles Simeon disse: “Meu empenho é tirar das Escrituras o que está ali e não acreditar no que eu penso que possa estar lá”.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Isso, então, é nossa primeira responsabilidade &#8211; fidelidade à antiga palavra das Escrituras.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(2) <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">A segunda obrigação é sensibilidade para com o mundo moderno</span></em>. Embora Deus tenha falado ao mundo antigo em suas próprias línguas e culturas, ele pretendeu que sua Palavra fosse para todas as pessoas em todas as culturas, incluindo a nós no começo do século XXI em que nos chamou para viver. Portanto, o expositor bíblico é mais do que um exegeta. O exegeta explica o significado original do texto. O expositor vai adiante e aplica isso ao mundo moderno. Precisamos nos esforçar para entender o mundo em que Deus nos chamou para viver, pois ele está mudando rapidamente. Precisamos sentir sua dor, sua desorientação e seu desespero. Tudo isso é parte de nossa sensibilidade cristã na compaixão pelo mundo moderno.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Aqui, portanto, está nossa obrigação dupla como expositores bíblicos: esclarecer o texto inspirado das Escrituras tanto com <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">fidelidade </span></em>ao mundo antigo quanto com <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">sensibilidade </span></em>para com o mundo moderno. Nós não devemos nem falsificar a Palavra a fim de obter uma pretensa relevância nem devemos ignorar o mundo moderno a fim de obter uma pretensa fidelidade. É a combinação de fidelidade com sensibilidade que cria o expositor autêntico.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Mas porque esse processo é difícil, ele também é raro. A falha característica dos evangélicos é serem bíblicos, mas não contemporâneos. A falha característica dos liberais é serem contemporâneos, mas não bíblicos. Poucos de nós sequer<br />
começam a se importar com ser ambas as coisas simultaneamente.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">À medida que estudamos o texto, precisamos nos fazer duas perguntas na ordem certa. A primeira é: O que ele significou? Ou, se você preferir: O que ele significa?, porque ele significa o que significou. Como alguém disse: “Um texto significa o que seu autor quis dizer”.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Assim, o que ele significou quando ele o escreveu? Então fazemos a segunda pergunta: O que ele diz? Qual é sua mensagem hoje no mundo contemporâneo? Se agarramos seu significado sem irmos à sua mensagem, o que ele diz a nós hoje, nós nos entregamos ao estudo de antiguidades que não está relacionado ao presente ou ao mundo real em que fomos chamados para ministrar. Se, entretanto, começamos com a mensagem contemporânea sem nos ter dado à disciplina de perguntar: “O que isso significou originariamente?”, então nos entregamos ao existencialismo &#8211; sem relação com o passado, sem relação com a revelação que Deus deu em Cristo e pelas testemunhas bíblicas de Cristo. Precisamos fazer ambas as perguntas e precisamos fazê-las na ordem correta.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Arial;">Duas expectativas como conseqüência</span></strong><span style="font-family: Arial;"></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Se estamos convencidos de que o texto bíblico é inspirado, ainda que fechado ou precisando ser aberto até certo ponto, e se aceitamos nossa obrigação de abrir o texto de um modo que é tanto fiel quanto sensível, o que podemos esperar que aconteça?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(1) <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">Podemos esperar ouvir a voz do próprio Deus</span></em>. Nós acreditamos que Deus <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">falou </span></em>por meio dos autores bíblicos, mas também precisamos acreditar que Deus <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">fala </span></em>por meio do que ele falou.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Essa era a convicção dos apóstolos em relação ao Antigo Testamento. Eles inserem suas citações do Antigo Testamento com uma ou outra de duas fórmulas: ou “Está escrito”, ou: “A Palavra diz”. Paulo até mesmo poderia fazer a pergunta: “O que as Escrituras dizem?”. Nós poderíamos responder a ele: “Paulo, sem essa. O que você, por acaso, poderia estar pensando a respeito de <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">O que as Escrituras dizem? </span></em>As Escrituras são um livro antigo. Livros antigos não falam. Como você pode perguntar: “O que as Escrituras dizem?”. Mas as Escrituras falam. Deus fala por meio do que ele falou. O Espírito Santo diz: “Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o seu coração” (veja Hb 3.7). A palavra de Deus é viva e poderosa, e Deus fala por meio dela com uma voz viva (4.12).</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Agora, uma expectativa destas &#8211; a de que à medida que lemos e expomos as Escrituras Deus falará com uma voz viva &#8211; está em uma situação ruim hoje em dia. Como alguém disse: “Nós inventamos uma maneira de ler a Palavra de Deus da qual nenhuma palavra de Deus jamais surge”. Quando o momento para o sermão chega, as pessoas fecham seus olhos, apertam as mãos com uma fina mostra de piedade e reclinam-se para sua dose costumeira. E o pregador as encoraja com sua voz e maneira solenes.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Quão absoluta e radicalmente diferente é quando tanto o pregador como as pessoas esperam que o Deus vivo fale. As pessoas trazem sua Bíblia à igreja. Quando a abrem, sentam na beirada de sua cadeira e esperam que Deus fale. Elas esperam, famintas, uma palavra de Deus. O pregador se prepara de tal forma que espera que Deus fale. Ele ora antes do culto e no púlpito para que Deus faça isso. Ele lê e expõe o texto com grande seriedade de propósito. E, quando termina, ora novamente. Em meio a essa grande tranqüilidade e solenidade, quando sua mensagem acaba, todos sabem que Deus está presente e confronta seu povo consigo mesmo.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Essa é a primeira expectativa, e a segunda é esta.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">(2) <em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">O povo de Deus lhe obedecerá</span></em>. A Palavra de Deus exige uma resposta de obediência. Nós não devemos ser ouvintes esquecidos, mas obedientes. Nossa vida e saúde espirituais dependem disso. Por todo o Antigo Testamento, ouvimos a terrível lamentação de Deus: “Oh! Como gostaria que vocês ouvissem a minha voz”. Deus ainda está dizendo isso hoje. Ele continuou mandando seus profetas a seu povo, mas eles continuaram zombando de seus mensageiros, desprezaram suas palavras e ridicularizaram seus profetas, até que a ira de Javé foi despertada contra o seu povo e não havia remédio. O epitáfio gravado no túmulo de Israel era: “Eles se recusaram a ouvir”.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Temo que a situação seja a mesma nos dias de hoje. O dr. Lloyd-Jones escreveu em seu grande livro P<em><span style="font-style: normal; font-family: Arial; mso-bidi-font-style: italic;">regação e Pregadores</span></em> que as eras decadentes da história da igreja foram aquelas em que a pregação decaiu. É verdade. Não apenas a pregação da Palavra, mas também o ouvir da Palavra decaiu. A pobreza espiritual de muitas igrejas por todo o mundo hoje é devida, mais do qualquer outra coisa, ou à falta de disposição em ouvir ou à incapacidade para ouvir a Palavra de Deus. Se indivíduos vivem pela Palavra de Deus, assim fazem as congregações. E uma congregação não pode amadurecer sem um ministério bíblico fiel e compreensivo e sem escutar a Palavra por si mesma.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Como devemos reagir? A reação à palavra de Deus depende do conteúdo da Palavra que foi falada.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">· Se Deus fala a nós a respeito de si mesmo, nós respondemos nos humilhando perante ele em adoração.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">· Se Deus fala a respeito de nós &#8211; nossa desobediência, leviandade e culpa &#8211; então respondemos em penitência e confissão.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">· Se ele fala a nós a respeito de Jesus Cristo e a glória de sua pessoa e obra, nós respondemos em fé, agarrando-nos a esse Salvador.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">· Se ele fala a respeito de suas promessas, nós nos determinamos a herdá-las.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">· Se ele fala a respeito de seus mandamentos, nós nos determinamos a obedecer-lhes.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">· Se ele fala a nós a respeito do mundo exterior e suas colossais necessidades materiais e espirituais, então respondemos quando surge dentro de nós sua compaixão para levar o evangelho por todo o mundo, para alimentar os famintos e cuidar dos pobres.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">· Se ele fala a nós a respeito do futuro, a respeito da vinda de Cristo e da glória que se seguirá, então nossa esperança está acesa e decidimos ser santos e estar ocupados até que ele venha.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O pregador que se aprofundou no texto, que o isolou e desenvolveu seu tema principal, e que ficou profundamente agitado ele mesmo pelo texto que estudou, baterá o martelo em sua conclusão. O pregador concederá às pessoas uma chance de reagir a ele, frequentemente em oração silenciosa à medida que cada um é conduzido pelo Espírito Santo a uma obediência apropriada.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">É um enorme privilégio ser um expositor bíblico &#8211; estar no púlpito com a Palavra de Deus em nossas mãos, o Espírito em nosso coração e o povo de Deus perante nossos olhos aguardando esperançosamente a voz de Deus para ser ouvida e obedecida.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">John Stott.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
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		<title>A esquecida teologia feminina.</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 05:39:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[citações]]></category>
		<category><![CDATA[estudos diversos]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<description><![CDATA[Você já prestou atenção ao fato de que sempre falamos da situação do “homem”, que Deus tem um plano para o “homem”, que o “homem” tem se direcionado para aqui ou ali, que a história do “homem” no mundo é isso ou aquilo etc? Da mesma maneira, quando falamos de Deus, o tratamos sempre como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Você já prestou atenção ao fato de que sempre falamos da situação do “homem”, que Deus tem um plano para o “homem”, que o “homem” tem se direcionado para aqui ou ali, que a história do “homem” no mundo é isso ou aquilo etc? Da mesma maneira, quando falamos de Deus, o tratamos sempre como a figura parental do Pai, e nunca como Mãe. </span><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">É fato que a linguagem bíblica está permeada pela linguagem masculina, e isso se manifesta nas igrejas, ao reproduzirmos essa linguagem sem nenhum cuidado ou precaução nos sermões, louvores e estudos bíblicos. Deus é sempre “Ele”, “Senhor”, “Rei”, “Principe”, “Homem de guerra”, “Pai da Eternidade”. Neste sentido, a linguagem feminina nunca é usada, e a mulher não existe enquanto gênero teológico-literário-lingüístico. A mulher está sempre subentendida, incluída como mensagem secundária, adicionada, escondida, incluída em menções nunca feitas..</span></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;"><span id="more-599"></span> </span></span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"> </p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Os exemplos bíblicos das mulheres são sempre secundários ou negativos, sem força, usados como precaução na estruturação da fé cristã: Eva, Hagar, Tamar, Jezabel, Maria, a mulher adúltera etc. Nem sequer prestamos atenção às imagens femininas para Deus na Bíblia. Somente para citar dois exemplos: a palavra em hebraico no Antigo Testamento para Espírito é feminina; e Jesus queria que Deus fosse uma galinha para acolher seu povo. </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Ao longo da história da Teologia, por exemplo, a encarnação de Cristo como homem nunca foi entendida como um <em><span style="font-family: Arial;">acidente </span></em>de gênero ou necessidade de seu tempo, mas como uma necessidade ontológica, isto é, uma necessidade absoluta, que via Deus como um ser necessariamente masculino. 1 Ao pensarmos assim, e ao afirmarmos a encarnação de Cristo como uma necessidade masculina, acabamos por negar a universalidade da ação cristológica e sua redenção. </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Raymond Brown, um conhecido estudioso do Novo Testamento, disse o seguinte: “Os termos <em><span style="font-family: Arial;">Pai</span></em><em><span style="font-family: Arial;"> </span></em>e <em><span style="font-family: Arial;">Filho </span></em>parecem não traduzir completamente para algumas mulheres (e também alguns homens) a extensão do entendimento de Deus. A Teologia clássica insiste corretamente em definir Deus como <em><span style="font-family: Arial;">Pai</span></em><em><span style="font-family: Arial;"> </span></em>e <em><span style="font-family: Arial;">Filho </span></em>como termos não sexistas, mas eles têm que concordar com o fato no qual, em função da extensão da experiência humana, esses termos acabam sendo vistos como exclusivamente masculinos.” 2 </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Para além da preocupação do politicamente correto, é preciso saber que a linguagem cria mundos, imagens, estruturas, ênfases e forças que criam valores, hábitos, visão de mundo, comportamento e, conseqüentemente, formas de se entender e apreender a fé e a vida. Além do mais, a linguagem também pode nos fazer idólatras. Sempre que tratamos Deus somente como figura masculina, o fixamos numa estrutura totalitária que denuncia uma idolatria que deveríamos rejeitar. Em nossos antropomorfismos (jeitos humanos de se falar de alguma coisa), se concordamos que Deus não tem sexo, mas usamos somente o sexo masculino para descrever Deus, acabamos negando a Deus a possibilidade de ser mulher, ou de não ser homem. </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Permita-me fazer uma proposta: sem negar a validade e a beleza de se chamar Deus de Pai, proponho que façamos um boicote temporário ao uso de Deus como Pai, Senhor e Homem. Que tal começarmos a orar a Deus como “Mãe nossa, que está nos céus”? Isso pode nos ajudar em nosso relacionamento com Deus, pois, para muitos, a figura paterna compromete uma relação mais próxima com Deus em virtude de histórias pessoais carregadas de dor e dificuldades com a figura paterna. </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Como imaginar Deus em formas femininas? Será que é possível? Será que ficaremos assustados e temeremos perder o temor e o respeito a Deus, e mesmo nossa fé, se a chamarmos de Mãe? Ao iniciarmos uma linguagem inclusiva, veremos que Deus não é nem masculino, nem feminino, mas ambos! </span></p>
<p class="style31" style="margin: auto 0cm;"><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial;">Por que fazer isso? Para exercitarmos a imaginação junto com nossa fé; para sermos inclusivos; para fazermos das mulheres não submissas, mas parceiras. Nossa fé se ampliará muito mais com a presença feminina de Deus. Se tivermos olhos para ver, talvez conseguiremos viver essa fé como algo mais carinhoso e menos bruto; mais bondoso e menos virulento; mais acolhedor e, conseqüentemente, menos julgador. </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Ao fazermos isso, moveremos o terreno não só de nossa fé e de nossas igrejas, mas também os alicerces culturais de nossa sociedade. E poderemos servir de exemplo, de anúncio profético e de expansão da linguagem da fé para que futuras gerações sejam iluminadas por uma nova forma de lidar com a linguagem e com o Evangelho. Criaremos novas e belas imagens de Deus, de Jesus e do mundo, e fomentaremos sonhos de justiça que alimentem novas referências que sejam mais inclusivas para a nossa sociedade, engajadas na luta por uma vida mais ampla, e assim mais fiéis ao Evangelho abundante e não discriminador de Jesus Cristo. </span></p>
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		<title>Discernindo vulnerabilidades no Corpo.</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 01:42:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[citações]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
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		<description><![CDATA[A condição humana é uma condição de vulnerabilidade, a despeito de qualquer camada social ou credo religioso que professem. Durante toda a nossa existência, mesmo sem consciência desta realidade, somos expostos independente de nossa vontade ou escolha, a uma série de situações, experiências, vivências e condições de maior ou menor risco, com variados danos e ameaças [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A condição humana é uma condição de vulnerabilidade, a despeito de qualquer camada social ou credo religioso que professem. Durante toda a nossa existência, mesmo sem consciência desta realidade, somos expostos independente de nossa vontade ou escolha, a uma série de situações, experiências, vivências e condições de maior ou menor risco, com variados danos e ameaças à nossa vida e ao nosso bem estar. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span id="more-584"></span></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Contudo esta condição de vulnerabilidade não é homogênea e igualmente distribuída entre os diferentes indivíduos e grupos sociais. Cada um de nós e os diversos grupos sociais vivem condições e graus de vulnerabilidade aos diferentes danos e ameaças, extremamente distintos e possuem recursos desiguais para se protegerem destes problemas. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Sendo a vulnerabilidade uma suscetibilidade ao dano, e um &#8220;estar em risco&#8221; de diferentes tipos de ameaça à vida e à saúde, podemos dizer que não se pode estar vulnerável sem estar ameaçado, mesmo que esta ameaça não seja consciente nem evidente. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A vida moderna e o cotidiano de uma metrópole e/ou megalópole expõem cada um dos grupos sociais a diferentes tipos de riscos e ameaças tanto físicas e biológicas como ambientais, sociais e desta forma, trabalhar com os diferentes problemas que enfrentam os seres humanos é trabalhar com os diversos fatores e condições que condicionam, determinam, influenciam, acirram, aumentam ou diminuem as variadas vulnerabilidades individuais e coletivas. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O campo da saúde mental nos mostra que a vulnerabilidade reflete a forma possível do individuo se adaptar e estruturar sua identidade, dentro de um determinado jogo de forças e dentro de um especifico e complexo sistema de relações e normas sociais. Ou seja, revela a síntese que ele consegue fazer (o mapa interno que ele consegue construir) para se situar no mundo. Ex: enxerga a esquizofrenia ou algumas vivências neuróticas como uma forma de adaptação, de significação e de proteção contra um sofrimento e uma ameaça considerados maiores. É uma forma de manter seu mundo e identidade pessoal, ainda que com prejuízo para sí mesmo. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ao enfatizar os aspectos processuais e relacionais da vulnerabilidade apontamos para algumas de suas características essenciais: 1) seu dinamismo ( a vulnerabilidade não é estável e nem uma característica essencial do individuo – ninguém é vulnerável, mas está vulnerável), opõe-se assim aos conceitos monolíticos de grupos que são vulneráveis; 2) sua não dualidade : não é &#8220;sou ou não sou&#8221;, &#8220;tenho ou não tenho&#8221;, mas é algo que posso ter em algumas áreas e dimensões e não ter em outras; 3) aonde ela existe, existe em gradações diferentes. Por isso cada pessoa vive um complexo e dinâmico padrão de vulnerabilidade em cada momento de sua vida. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Também é sempre importante lembrar, que o individuo apesar de estar sujeito a vários constrangimentos sociais não é totalmente determinado por eles e sempre existe um espaço de negociação, articulação, de transformação e alteração de contextos. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Qual é a utilidade de sabermos destas coisas e de que forma nós cristãos evangélicos podemos utilizar este conceito para alguma coisa? Ou seja, porque estamos ouvindo tudo isso? </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Primeiramente porque este conceito pode ser uma valiosa ferramenta de análise para enxergarmos as vulnerabilidades existentes nos contextos de vida das populações com que decidimos trabalhar (de forma a não propormos soluções simplistas e pré-estabelecidas e não contextualizadas e negociadas com as populações); bem como a vulnerabilidade que a própria estrutura da Igreja impõe a várias vivências do cotidiano de seus fiéis e a vulnerabilidade dos evangélicos ou de uma determinada comunidade à diferentes questões e riscos reais, mas muitas vezes não percebidos ou negados pela própria postura da Igreja. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Para que as propostas e programas sugeridos pelas comunidades evangélicas em resposta a diferences questões e problemas emergentes deixem de ser pontuais, tímidas, desarticuladas, simplistas, e muitas vezes equivocadas, alienadas, e controversas; é necessário uma aproximação mais critica e mais abrangente em torno destas questões. Entre tais questões, está a reflexão sobre os fatores que influenciam a vivência de uma sexualidade cada vez mais precoce, muitas vezes inconseqüente e de maior risco para gravidez ou DST/AIDS etc..; uma compreensão para a quantidade de casamentos desestruturados e fracassados; uma maior visibilidade para as inúmeras situações de violência, abuso, e isolamento que vários indivíduos vivem nas suas vidas; a compreensão do risco de envolvimento com drogas. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">É cada vez mais reconhecida a relevância de se conhecer e se utilizar o conceito de vulnerabilidade tal como tem sido proposto e empregado no campo da Aids, dos desastres naturais, dos estudos sobre crimes raciais e preconceitos. Trata-se, como vimos na primeira parte deste artigo, de uma valiosa ferramenta para análise, conhecimento e diagnóstico da realidade, como também de ferramenta para planejamento de ações e intervenção. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Um exemplo. Dentro das ações e políticas desenvolvidas em doenças sexualmente transmissíveis (DST) e Aids, o conceito de vulnerabilidade passou a ser incorporado como uma resposta crítica aos limites, inadequações, imprecisões e problemas criados tanto pelo conceito de grupo de risco (que associava o risco da infecção pelo HIV ao simples fato de pertencer ou não a determinado grupo atingido: homossexual, hemofílico etc.) como pelo conceito de comportamento de risco (que apesar de universalizar a possibilidade de risco, enxergava-o como fruto apenas dos comportamentos individuais inseguros e inadequados, ou seja, fruto da vontade e escolha individual, sem discernir as diferentes forças que determinavam e influenciavam estes comportamentos). </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Assim, percebeu-se que a evolução dos casos de Aids ao redor do mundo não estava somente associada a fatores de ordem individual e físico- biológica, mas também a fatores de ordem política, social, econômica e cultural, e muito ligada a exclusão social. Sendo assim, os diferentes estudiosos, pesquisadores, técnicos e gestores dos programas de Aids se apropriaram do conceito de vulnerabilidade originário do campo dos direitos humanos para fornecer mais elementos para a análise de como as pessoas estavam se infectando e obter uma visão mais abrangente e mais ampla das diferentes forças e influências que interagiam entre si de forma aumentar a vulnerabilidade de grupos específicos. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Além do panorama epidemiológico indicar que a Aids não atingia os diversos grupos sociais de uma forma similar e que a vulnerabilidade de uma pessoa à epidemia estava relacionada à inúmeros aspectos que iam além de seu comportamento individual (dependendo de sua condição e lugar social e de cultura grupal), percebeu-se que não só o aumento da pobreza deixava as pessoas mais vulneráveis à infecção pelo HIV / AIDS e outras DST’s (devido às péssimas condições de vida, à falta de direitos sociais garantidos, à falta de acesso à informação, à exposição à violência, à falta de acesso à serviços, a insumos e a tratamento de qualidade, entre outros&#8230;); como o aumento da prevalência do HIV / AIDS nas diferentes regiões, também aumentava a pobreza. Esta sinergia entre AIDS, pobreza, falta de direitos sociais, e precário contexto de vida (chamada de &#8220;sinergia das pragas&#8221;); tem sido foco de extensa apreensão, pois em várias regiões do mundo esta epidemia tem destruído e demolido décadas de desenvolvimento econômico e social. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Com esta visão mais abrangente, avança-se assim, para além de uma análise simplista que apenas culpabiliza o individuo e os grupos de serem prevaricadores da fé, imorais e pecadores, sem entender as características e contornos de suas escolhas, possibilitando àqueles que querem trabalhar com os diferentes grupos, a possibilidade de melhor conhecer as peculiaridades e contornos de suas realidades. </span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">É claro que a responsabilidade individual não se extingue desta análise, mas fica contextualizada e pode ajudar o próprio individuo, a fazer uma reflexão crítica sobre sua própria condição, mobilizando recursos que não enxerga e atuando sobre forças e influências que a princípio tais pessoas não percebem. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
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		<title>Teologia Marginal tem seu lugar na periferia</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 16:04:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Pellegrini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[FOTO do Seminário Popular de Teologia - criado pelo Professor Mauro Pellegrini na zona leste de São Paulo (Itaquera). Veja que cara boa do povo brasileiro de periferia diante de Deus, tendo a oportunidade de estudar e criar novos valores que transformam o mundo! Quem desejar conhecer o trabalho, favor entrar em contato por e-mail: lu_hoss@hotmail.com (com Luciana)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>FOTO </strong>do Seminário Popular de Teologia - criado pelo Professor Mauro Pellegrini na zona leste de São Paulo (Itaquera).<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong><img class="alignnone size-medium wp-image-469" title="Curso de Teologia" src="http://www.caminhocristao.com/wp-content/uploads/2009/02/mailgooglecom-300x225.jpg" alt="Curso de Teologia" width="300" height="225" /></strong></p>
<p><strong> Veja que cara boa do povo brasileiro de periferia diante de Deus, tendo a oportunidade de estudar e criar novos valores que transformam o mundo!</strong><br />
<strong></strong><br />
<strong></strong><strong> </strong>Quem desejar conhecer o trabalho, favor entrar em contato por e-mail:<strong> </strong><a href="mailto:lu_hoss@hotmail.com" target="_blank"><strong>lu_hoss@hotmail.com</strong></a> (com Luciana)<br />
<strong></strong></p>
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		<title>Dicotomia ou Tricotomia Humana ?.</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 03:08:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
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		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Watchmann Nee]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O Caminho Cristão&#8221; traz um assunto bastante controverso, porém elucidativo dentro de uma modalidade das ciências humanas: Antropologia &#8211; Tricotomia ou Dicotomia ?. Esta abordagem tem como convicção uma teoria do pai moderno dessa tese defendida por um teólogo chinês do início do século passado, Watchmann Nee. Um dos aspectos mais importantes da visão cristã do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial">&#8220;O Caminho Cristão&#8221; traz um assunto bastante controverso, porém elucidativo dentro de uma modalidade das ciências humanas: Antropologia &#8211; Tricotomia ou Dicotomia ?. Esta abordagem tem como convicção uma teoria do pai moderno dessa tese defendida por um teólogo chinês do início do século passado, Watchmann Nee.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial">Um dos aspectos mais importantes da visão cristã do homem é a de que devemos vê-lo em sua unidade, como uma pessoa total. Os seres humanos têm sido imaginados como consistindo de partes separadas e, algumas vezes, de partes distintas, que são, dessa forma, abstraídas da totalidade. Assim, nos círculos cristãos, tem sido crido do homem como consistindo tanto de “corpo” e “alma” como de “corpo”, “alma” e “espírito”. Tanto os cientistas seculares como os teólogos cristãos, contudo, estão reconhecendo gradativamente que tal entendimento dos seres humanos está errado, e que o homem deve ser visto como uma unidade. Visto que nossa preocupação é com a doutrina cristã do homem, devemos dar uma nova olhada para o ensino bíblico a respeito dos seres humanos, para ver se de fato isto é assim; bom estudo !..</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial"><span id="more-434"></span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial"><span>       </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial"><span></span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial"><span></span></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">O que devemos observar primeiro de tudo é que a Bíblia não descreve o homem cientificamente; na verdade, <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">o julgamento (dos teólogos) é que a Bíblia não nos dá nenhum ensino científico a respeito do homem, nenhuma “antropologia” que deveria ou poderia estar em competição com uma investigação científica do homem nos vários aspectos de sua existência ou com a antropologia filosófica. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Além disso, a Bíblia não usa uma linguagem científica exata. Ela usa termos como alma, espírito e coração mais ou menos indistintamente. Isto é por causa<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">das partes do corpo que são tidas, não primariamente do ponto de vista de suas diferenças ou de suas inter-relações com outras partes, mas como significando ou enfatizando os diferentes aspectos do homem total em relação a Deus. Do ponto de vista da psicologia analítica e da fisiologia, o uso do Antigo Testamento é caótico: ele é o pesadelo do anatomista quando qualquer parte pode ser entendida como sendo a totalidade. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Portanto, não é impossível construir uma psicologia bíblica exata e científica. Alguns têm tentado fazer isso. Um dos mais notáveis nessa tarefa é Franz Delitzsch, cujo livro System of Biblical Psychology foi originalmente publicado em 1855. Mas mesmo Delitzsch teve que admitir que “a Escritura não é um livro escolástico [or didática] de ciência” e que “é verdade que em assuntos psicológicos, assim tão pouco quanto em assuntos éticos ou dogmáticos, a Escritura abrange (ou contém) qualquer sistema proposto na linguagem das escolas”. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><span>          </span>Em 1920, o teólogo holandês Herman Bavinck escreveu um livro entitulado Biblical and Religious Psychology (Psicologia Bíblica e Religiosa). Semelhantemente a Delitzsch, ele admitiu que <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">[a Bíblia] não nos fornece uma psicologia popular ou científica mais do que ela nos proporciona uma narrativa [schets] da história, geografia, astronomia ou agricultura&#8230;Mesmo se alguém desejasse tentar, seria impossível retirar da Bíblia uma psicologia que pudesse satisfazer as nossas necessidades. Porque não somente seria impossível ter uma narrativa completa de todos os vários dados, mas também as palavras que a Bíblia usa, tais como espírito, alma, coração e mente, foram emprestadas da linguagem popular dos judeus daqueles dias, ordinariamente possuindo um conteúdo diferente daquele que associamos com esses termos, e nem sempre usados no mesmo sentido. As Escrituras nunca usam conceitos abstratos e filosóficos, mas sempre falam a rica linguagem do dia a dia. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Embora não derivemos uma antropologia ou psicologia científica exata da Bíblia, podemos aprender da Escritura muitas verdades importantes a respeito do homem. Na verdade, isso é o que tentamos fazer nos capítulos anteriores deste livro. Deveríamos nos lembrar novamente que a coisa mais importante que a Bíblia diz a respeito do homem é que ele está inescapavelmente relacionado a Deus. Berkouwer coloca este assunto da seguinte maneira: “Podemos dizer sem medo de contradição que a coisa mais notável no retrato bíblico do homem repousa nisto: que nunca chama a atenção para o homem em si mesmo, mas exige a nossa atenção mais plena para o homem em sua relação com Deus.” Podemos acrescentar que a Bíblia também dirige nossa atenção para o homem à medida em que ele se relaciona com os outros seres humanos e com a criação. Em outras palavras, as Escrituras não estão primariamente interessadas nas “partes” constituintes do homem ou na sua estrutura psicológica, mas nos relacionamentos que ele mantém.<o:p></o:p></span><span style="text-transform: uppercase; color: black; font-family: Arial"><br />
Tricotomia ou Dicotomia?</span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Vez por outra, entretanto, tem sido sugerido que o homem deveria ser entendido como consistindo de certas “partes” especificamente distintas. Um desses entendimentos é usualmente conhecido como tricotomia — a idéia que, segundo a Bíblia, o homem consiste de corpo, alma e espírito. Um dos proponentes mais antigos da tricotomia, como vimos, é Irineu, que ensinava que enquanto os incrédulos possuiam somente almas e corpos, os crentes adquiriam espíritos adicionais, que eram criados pelo Espírito Santo. Um outro teólogo que usualmente está associado com a tricotomia é Apolinário de Laodicéa, que viveu de <st1:metricconverter ProductID="310 a" w:st="on">310 a</st1:metricconverter> aproximadamente 390 AD. A maioria dos intérpretes atribuem a ele a idéia de que o homem consiste de corpo, alma e espírito ou mente (pneuma ou nous), e que o Logos ou a natureza divina de Cristo tomou o lugar do espírito humano na natureza humana que Cristo assumiu. Berkouwer, contudo, assinala que Apolinário desenvolveu primeiro a sua cristologia errônea em um contexto de dicotomia. Mas J. N. D. Kelly diz que é uma questão de importância secundária se Apolinário era um dicotomista ou tricotomista. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">A tricotomia foi ensinada no século XIX por Franz Delitzsch, J. B. Heard, J. T. Beck, e G. F. Oehler. Mais recentemente tem sido defendido por escritores como Watchman Nee, Charles R. Solomon (que afirma que através do seu corpo, o homem relaciona-se com o ambiente, através de sua alma com os outros, e do seu espírito com Deus), e Bill Gothard. É interessante observar que a tricotomia é também defendida na antiga e na nova Scofield Reference Bible. A despeito deste apoio, devemos rejeitar a visão tricotomista da natureza humana.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Primeiro, ela deve ser rejeitada porque ela parece fazer violência à unidade do homem. A palavra em si mesma sugere que o homem pode ser separado em três “partes”: a palavra tricotomia é formada de duas palavras gregas, tricha, “tríplice” e temnein, “cortar. Alguns tricotomistas, incluindo Irineu, até sugeriram que certas pessoas tinham os seus espíritos cortados, enquanto que outras não.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Segundo, devemos rejeitá-la porque ela freqüentemente pressupõe uma antítese irreconciliável entre espírito e corpo. Realmente, a tricotomia originada na filosofia grega, particularmente na concepção de Platão, que possuia também um entendimento tríplice da natureza humana. Herman Bavinck levanta uma discussão útil deste assunto no seu livro Biblical Psychology. Ele assinala que em Platão e em outros filósofos gregos havia uma aguçada antítese entre as coisas visíveis e as invisíveis. O mundo como substância material não foi criado por Deus, diziam os gregos, mas sempre esteve contra ele. Um poder intermediário se fazia necessário para que pudesse haver ligação entre o mundo e Deus, e, assim, haver harmonia entre eles — este era o mundo da alma. A idéia do homem, encontrada no pensamento grego, pensa Bavinck, é semelhante: o homem é um ser racional que possui razão (nous), mas ele é também um ser material que tem um corpo. Entre esses dois deve haver uma terceira realidade que age como mediador: a alma, que é capaz de dirigir o corpo em nome da razão. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">A Bíblia, contudo, não ensina qualquer tipo de distinção aguda entre espírito (ou mente) e corpo. Segundo as Escrituras, a matéria não é má porque foi criada por Deus. A Bíblia nunca denigre o corpo humano como uma fonte necessária do mal, mas o descreve como um aspecto da boa criação de Deus, que deve ser usado no serviço de Deus. Para os gregos o corpo era considerado “uma sepultura para a alma” (soma sema) que o homem alegremente abandonava na morte, mas esta idéia é totalmente estranha às Escrituras.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Devemos rejeitar também a tricotomia porque ela faz uma aguda distinção entre o espírito e a alma que não encontra suporte algum nas Escrituras. Podemos ver isto mais claramente quando observamos que as palavras hebraica e grega traduzidas como alma e espírito são freqüentemente usadas indistintamente nas Escrituras.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">1. O homem é descrito na Bíblia tanto como alguém que é corpo e alma como alguém que é corpo e espírito: “Não temais aqueles que matam o corpo mas não podem matar a alma” (Mt 10.28); “Também a mulher, tanto a viúva como a virgem, cuida das coisas do Senhor, de como agradar ao Senhor, assim no corpo como no espírito” (1 Co 7.34); “Como o corpo sem o espírito está morto, assim a fé sem as obras é morta” (Tg 2.25).<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="2. A" w:st="on"><span style="color: black; font-family: Arial">2. A</span></st1:metricconverter><span style="color: black; font-family: Arial"> dor é atribuída tanto à alma como ao espírito: “Levantou-se Ana e, com amargura de espírito, orou ao Senhor, e chorou abundantemente”<span>  </span>(1 Sm 1.10); “Porque o Senhor te chamou como a mulher desamparada e de espírito abatido; como a mulher da mocidade, que fora repudiada, diz o teu Deus” (Is 54.6); “Agora está angustiada a minha alma” (Jo 12.27); “Ditas estas cousas, angustiou-se Jesus em espírito” (Jo 13.21); “Enquanto <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava, em face da idolatria dominante na cidade” (At 17.16); “(Porque este justo [Ló], pelo que via e ouvia quando habitava entre eles, atormentava a sua alma justa, cada dia, por causa das obras iníquas daqueles)” (1 Pe 2.8).<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">3. O louvor e o amor a Deus são atribuídos tanto a alma como ao espírito: “A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador” (lc 1.46-47); “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força” (Mc 12.30).<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="4. A" w:st="on"><span style="color: black; font-family: Arial">4. A</span></st1:metricconverter><span style="color: black; font-family: Arial"> salvação é associada tanto à alma como ao espírito:<span>  </span>“Acolhei com mansidão a palavra implantada em vós, a qual é poderosa para salvar as vossas almas” (Tg 1.21); “&#8230;entregue a Satanás, para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo, no dia do Senhor” (1 Co 5.5).<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">5. O morrer é descritivo tanto como uma partida da alma como do espírito: “Ao sair-lhe a alma (porque morreu), deu-lhe o nome de Benoni” (Gn 35.18); “E estendendo-se três vezes sobre o menino, clamou ao Senhor, e disse: Ó Senhor meu Deus, que faças a alma deste menino tornar a entrar nele” (1 Rs 17.21); “Não temais os que matam o corpo e não podem matar alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mt 10.28); “Nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Sl 31.5); “E Jesus clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito” (Mt 27.50); “Voltou-lhe o espírito, ela imediatamente se levantou”(Lc 8.55); “Então Jesus clamou em alta voz: <st1:personname w:st="on">Pai</st1:personname>, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” (Lc 23.46); “E apedrejavam a Estevão que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito!” (At 7.59).<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">6. Aqueles que já haviam morrido eram algumas vezes chamados tanto de almas e outras vezes de espíritos: Mt 10.28, citado acima; “Quando ele abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam” (Ap 6.9); “e a Deus, o juíz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados “ (Hb 12.23); “Pois também Cristo morreu&#8230;para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado em espírito, no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão, os quais noutro tempo foram desobedientes quando a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé” (1 Pe 3.18-20).<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os tricotomistas freqüentemente apelam para duas passagens do Novo Testamento: Hb 4.12 e 1 Ts 5.23, para dar suporte ao seu conceito, mas nenhuma dessas passagens prova o ponto deles.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Hebreus 4.12 diz o seguinte:<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Estas palavras descrevem o poder penetrante da palavra de Deus. O autor de Hebreus não pretende dizer que a palavra de Deus causa uma divisão entre uma “parte” da natureza humana chamada alma e outra “parte” chamada espírito, assim como não pretende dizer que a palavra causa uma divisão entre as juntas do corpo e a medula encontrada nos ossos. A linguagem é figurativa. A cláusula seguinte aponta para o intento do autor: ele deseja dizer que a palavra de Deus discerne “os pensamentos e atitudes (ou intenções) do coração”. A palavra de Deus (seja ela entendida como a Escritura ou como Jesus Cristo) penetra nos recônditos mais interiores de nosso ser, trazendo à luz os motivos secretos de nossas ações. Esta passagem, na verdade, está em paralelo com um texto de <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname>: “[o Senhor] não somente trará à plena luz as cousas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações” (1 Co 4.5). Não há, portanto, nenhuma razão para se entender Hebreus 4.12 como ensinando uma distinção psicológica entre alma e espírito como sendo duas partes constituintes do homem.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">A outra passagem é 1 Tessalonicenses 5.23, onde se lê:<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O mesmo Deus da paz voz santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nossos Senhor Jesus Cristo.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deveríamos observar primeiro que esta passagem não é uma afirmação doutrinária, mas uma oração. <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> ora para que seus leitores tessalonicenses possam ser santificados e completamente preservados ou guardados por Deus até que Cristo volte novamente. A totalidade da santificação, pela qual <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> ora, é expressa no texto por duas palavras gregas. A primeira, holoteleis, é derivada de holos, significando a totalidade, e telos, significando a finalidade ou o alvo; a palavra significa “a totalidade de modo que se alcance o alvo”. A Segunda palavra, holokleron, derivada de holos e kleros, porção ou parte, significa “completa em todas as suas partes”. É interessante observar que na segunda metade da passagem, ambos o adjetivos holokeron e o verbo teretheie (“possam ser guardados ou preservados”) estão no singular, indicando que a ênfase do texto está sobre a totalidade da pessoa. Quando <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> ora pelos tessalonicenses para que o espírito, alma e corpo possam ser guardados, ele não está tentando separar o homem em três partes, mais do que Jesus pretendeu fazer em quatro partes quando disse: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força (Lc 10.27). Esta passagem, portanto, também não proporciona qualquer base para a visão tricotômica da constituição do homem. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">A outra idéia usualmente sustentada a respeito da constituição do homem é a chamada dicotomia — a idéia de que o homem consiste de corpo e alma. Esta visão tem sido mais largamente sustentada do que a tricotomia. Nossa rejeição de tricotomia significa que devemos optar pela dicotomia? Um número de teólogos afirma esta crença. Louis Berkhof, por exemplo, crê que “a representação dominante da natureza do homem na Escritura é claramente dicotômica”. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">É minha convicção, contudo, que nós deveríamos rejeitar tanto a dicotomia como a tricotomia. Como cristãos deveríamos certamente repudiar a dicotomia no sentido em que os antigos gregos a ensinaram. Platão, por exemplo, formulou a idéia de que o corpo e a alma devem ser tidos como duas substâncias distintas: a alma pensante, que é divina, e o corpo. Visto que o corpo é composto de substância inferior chamada matéria, ele é de um valor inferior à da alma. Na morte simplesmente o corpo se desintegra, mas a alma racional (ou nous) retorna “aos ceús”, se o seu curso de ação foi justo e honrado, e continua a existir para sempre. A alma é considerada uma substância superior, inerentemente indestrutível, enquanto que o corpo é inferior à alma, mortal, e condenado à destruição total. Não há no pensamento grego, portanto, lugar algum para a ressurreição do corpo. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Mas mesmo à parte do entendimento grego da dicotomia, que é claramente contrário à Escritura, devemos rejeitar o termo dicotomia como tal, visto que ele não é uma descrição exata da visão bíblica do homem. A palavra em si mesma é objetável. Ela vem de duas raízes gregas: diche, significando “dupla” ou “em duas”; e temnein, significando “cortar”. Ela, portanto, sugere que a pessoa humana pode ser cortada em duas “partes”. Mas o homem nesta presente vida não pode ser separado dessa maneira. Como veremos, a Bíblia descreve a pessoa humana como uma totalidade, um todo, um ser unitário.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O melhor modo de determinar a visão bíblica do homem como uma pessoa total é examinar os termos usados para descrever os vários aspectos do homem. Antes de fazer isso, contudo, duas observações devem ser feitas: Como foi dito, a preocupação primária da Bíblia não é a constituição psicológica ou antropológica do homem mas a sua capacidade inescapável de relacionar-se com Deus; e devemos sempre Ter em mente que J. A. T. <st1:personname w:st="on">Robinson</st1:personname> diz a respeito do uso que o Antigo Testamento faz destes termos: “Qualquer parte pode ser tomada pelo todo”, e o que G. E. Ladd afirma a respeito do uso que o Novo Testamento faz dessas palavras: “A recente erudição tem reconhecido que termos como corpo, alma e espírito não são diferentes, faculdades separadas do homem mas diferentes modos de ver a totalidade do homem.” <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Com isto em mente, nós trataremos primeiro das palavras do Antigo Testamento e, então com as encontradas no Novo Testamento.<o:p></o:p></span><span style="text-transform: uppercase; color: black; font-family: Arial"><br />
As Palavras do Antigo Testamento</span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><span>          </span>Começamos com a palavra hebraica nephesh, mais comumente traduzida como “alma”. O léxico Hebraico de Brown, Driver e Briggs dá dez significados para essa palavra, da qual os mais importantes para o nosso propósito são: “o ser mais interior do homem”, “o ser vivo” (usado a respeito de homens e animais), “o homem em si mesmo” (freqüentemente usado como um pronome pessoal: eu mesmo, ele mesmo, etc.; neste sentido pode significar o homem como um todo), “o lugar dos apetites”, “o assento das emoções”. A palavra pode, algumas vezes, se referir a uma pessoa falecida, com ou sem meth (“morta”). É algumas vezes dito que a nephesh morre. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><span>          </span>Está claro, portanto, que a palavra nephesh pode significar a pessoa total. Edmond Jacob diz o seguinte: “Nephesh é o termo usual para a natureza total do homem, para o que ele é e não apenas pelo que tem&#8230; Por isso a melhor tradução em muitos casos é ‘pessoa’”. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">A palavra hebraica seguinte é ruach, usualmente traduzida como “espírito”. O significado da raíz desta palavra é “ar em movimento”; ela é freqüentemente usada para descrever o vento. Brown-Driver-Briggs listam nove significados, incluindo os seguintes: “espírito”, “animação”, “disposição”, “espírito de vida e ser que respira morando na carne de homens e animais” (somente um exemplo deste último: Ec 3.21), “assento das emoções”, “órgão de atos mentais”, “órgão da vontade”. Ruach, portanto, sobrepõe-se em significado a nephesh. W. D. Stacey diz:<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quando a referência é feita ao homem em sua relação com Deus, ruach é o termo mais provável para ser usado&#8230;, mas quando referência é feita ao homem em relação a outros homens, ou o homem vivendo a vida comum dos homens, então nephesh é mais provável, se um termo psíquico é exigido. Em ambos os casos a totalidade do homem está envolvida. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Portanto, não deve ser pensado de ruach como um aspecto separado do homem, mas como a pessoa total vista de determinada perspectiva. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Olhamos a seguir para as palavras do Antigo Testamento usualmente traduzidas como “coração”: lebh e lebhabh. Brown-Driver-Briggs dá dez significados para estas duas palavras, incluindo os seguintes: “o homem mais interior ou alma”, “mente”, “resoluções da vontade”, “consciência”, “caráter moral”, “o homem em si mesmo”, “o lugar dos apetites”, “o assento das emoções”, “o assento da coragem”. F. H. Von Meyenfeldt, em seu estudo final da palavra, conclui que lebh ou lebhabh usualmente representa a pessoa total e tem uma significação predominantemente religiosa. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">A palavra coração não somente é usada no Antigo Testamento para descrever o assento do pensamento, do sentimento e da vontade; é também a sede do pecado (Gn 6.5; Sl 95.8, 10; Jr 17.9), a sede da renovação espiritual (Dt 30.6; Sl 51.10; Jr 31.33; Ez 36.26), e o lugar da fé (Sl 28.7; 112.7; Pv 3.5).<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Mais do que qualquer outro termo do Antigo Testamento, a palavra coração significa o homem no mais profundo centro de sua existência, e como ele é no mais profundo do seu ser. Herman Dooyeweerd, o filósofo holandês, entendeu o coração na Escritura como sendo “a raiz religiosa da existência total do homem”. A filosofia que ele desenvolveu enfatiza que o coração é o centro e a fonte de toda a atividade religiosa, filosófica e moral do homem. Ray <st1:personname w:st="on">Anderson</st1:personname> chama o coração de “o centro do eu subjetivo”. Ele é “a unidade do corpo e da alma na verdadeira ordem deles — ele é a pessoa”. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Todos esses três termos examinados do Antigo Testamento, portanto, descrevem o homem em sua unidade e totalidade, embora olhando-o de aspectos ligeiramente diferentes. H. Wheeler <st1:personname w:st="on">Robinson</st1:personname> comenta: “Não é possível fazer uma diferenciação exata das províncias cobertas pelo ‘coração’, nephesh e ruach, pela simples razão de que tal diferenciação exata nunca foi feita.” <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">A próxima palavra é basar, usualmente traduzida como “carne”. Brown-Driver-Briggs lista seis significados, incluindo os seguintes: “”carne” (para o corpo), “parentesco de sangue”, “homem contra Deus como fraco e errante”, “raça humana”. N. P. Bratsiotis diz que basar é mais freqüentemente usado no Antigo Testamento para “o aspecto externo e carnal da natureza humana”. Ele continua a dizer que quando basar é distinto do aspecto externo do homem e nephesh é entendido como sendo o aspecto interno, mesmo assim nunca devemos pensar destas palavras como descrevendo um dualismo de alma e corpo no sentido platônico.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Ao contrário, basar e nephesh devem ser entendidos como aspectos diferentes da existência do homem como uma entidade dual. É precisamente esta totalidade antropológica enfática que é determinante para a natureza dual do ser humano. Ela exclui qualquer noção de uma dicotomia entre basar e nephesh&#8230;como irreconciliavelmente opostos uma a outra, e revela o relacionamento psico-somático mútuo entre elas. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">A palavra basar é freqüentemente usada para descrever o homem em sua fraqueza. H. W. Wolff observa que freqüentemente basar descreve a vida humana como débil e fraca, dando como exemplo deste uso Jeremias 17.5 – “Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço”. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Basar pode algumas vezes denotar a pessoa total, não apenas o aspecto físico. Mas ela pode também ser juntada com nephesh em maneiras que referem ao homem total. Clarence B. Bass, comentando as palavras do Antigo Testamento para “corpo”, afirma:<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Corpo e alma são usados quase que indistintamente, sendo que a alma indica o homem como um ser vivo, e corpo (carne) denota-o como uma criatura corporalmente visível&#8230;Esta unidade de corpo e alma [tem] conduzido alguns escritores a concluir que o Antigo Testamento carece de uma idéia do corpo físico como uma entidade discreta&#8230;Mais propriamente, contudo, o Antigo Testamento vê o corpo e a alma como coordenadas que se interpenetram em funções para formar um todo simples. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Basar, portanto, também é freqüentemente usado no Antigo Testamento para denotar a pessoa total, embora com ênfase no lado exterior.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Assim, o mundo do pensamento do Antigo Testamento exclui totalmente qualquer espécie de dicotomia ou dualismo que pinte o homem como feito de duas substâncias distintas. Como H. Wheeler <st1:personname w:st="on">Robinson</st1:personname> diz, “a ênfase final deve cair sobre o fato de que os quatro termos [nephesh, ruach, lebh e basar]&#8230;simplesmente apresentam aspectos diferentes da unidade da personalidade.” <o:p></o:p></span><span style="text-transform: uppercase; color: black; font-family: Arial"><br />
As Palavras do Novo Testamento</span><span style="color: black; font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="text-transform: uppercase; color: black; font-family: Arial"><span>          </span>A </span><span style="color: black; font-family: Arial">primeira palavra do Novo Testamento que examinaremos é psyche, a palavra grega equivalente a nephesh, usualmente traduzida como “alma”. O léxico do Novo Testamento Grego de Arndt-Gingrich lista um número de significados para esta palavra, alguns dos quais são: “princípio de vida”, “vida terreal”, “assento da vida mais interior do homem” (incluindo sentimentos e emoções), “a sede e o centro da vida que transcende o que é terreno”, “aquilo que possui vida: uma criatura viva” (plural, pessoas). <span> </span><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><span>          </span>Eduard Schweizer afirma que psyche é usado freqüentemente nos Evangelhos para descrever o homem total, para representar a verdadeira vida em distinção da<span>  </span>vida puramente física, e para referir-se à existência dada por Deus que sobrevive à morte. Schweizer diz que <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> usa psyche quando se refere à vida natural e à vida verdadeira; ele freqüentemente usa a palavra para descrever a pessoa. No Livro do Apocalipse psyche pode ser usada para denotar a vida após a morte (como em 6.9). Está claro, portanto, que psyche, como nephesh, freqüentemente significa a pessoa total.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Agora nos voltamos para a palavra pneuma, o equivalente do Novo Testamento a ruach, que quando se refere ao homem é mais usualmente traduzida como “espírito”. O léxico de Arndt-Gingrich dá oito significados, incluindo os seguintes: “o espírito como parte da personalidade humana”, “o ego de uma pessoa”, “uma disposição ou estado de mente”. Schweizer diz que <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> usa pneuma para as funções físicas do homem, que ele é freqüentemente um paralelo de psyche, e que pode denotar o homem como um todo, com ênfase mais forte sobre o seu psíquico do que sobre a sua natureza física. <o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial">George Ladd, numa discussão da psicologia paulina, diz-nos que no pensamento de <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> o homem serve a Deus com o espírito e experimenta a renovação no espírito. <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> algumas vezes contrasta o pneuma com o corpo como a dimensão mais interior em contraste com lado exterior do homem (2 Co 7.1; Rm 8.10). Pneuma pode descrever a auto-consciência do homem( 1 Co 2.11). W. D. Stacey argumenta que <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> não vê o pneuma como algo que somente o regenerado tem: “Todos os homens têm pneuma desde o nascimento, mas o pneuma cristão, na comunhão com o Espírito de Deus, assume um novo caráter e uma nova dignidade” (Rm 8.10).</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Que Deus te enriqueça com seu conhecimento hoje e sempre !.<o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span> <span style="font-family: Arial"><o:p> </o:p></span></p>
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		<title>A Eternidade e o Tempo.</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 22:33:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um recente artigo de jornal relata um reconhecimento entre muitos doutores de um fenômeno de quase-morte. O relato era que muitas pessoas falam sobre o fenômeno por causa da publicidade com respeito à investigação da quase-morte. De acordo com o artigo, as experiências de quase-morte têm se tornado comuns e não são mais consideradas fictícias. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial">Um recente artigo de jornal relata um reconhecimento entre muitos doutores de um fenômeno de quase-morte. O relato era que muitas pessoas falam sobre o fenômeno por causa da publicidade com respeito à investigação da quase-morte. De acordo com o artigo, as experiências de quase-morte têm se tornado comuns e não são mais consideradas fictícias. A pesquisa que foi feita revelou uma var<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de de experiências quase-morte. Aqueles que reivindicam ter as experiências dão vários testemunhos: </span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"><span id="more-430"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial">(1) Eles têm um senso de paz e anestesia. (2) Eles experimentam uma visão panorâmica de suas vidas. (3) Eles sentem a presença de parentes mortos ou espíritos. (4) Eles se sentem como que passando por algum tipo de passagem ou túnel. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">As várias conclusões derivadas desta pesquisa são interessantes. Um doutor, que pediu anonimato, diz que sua experiência fora do corpo enquanto passava por uma cirurgia, alterou seu ceticismo sobre uma vida após morte. Ele diz que sempre creu em Deus, mas sua experiência lhe fez perceber que realmente há algo além desta vida aqui. Alguns supõem que suas vidas mudaram para melhor pelas suas experiências de quase-morte, mas outros dizem que suas experiências causaram desordens. Alguns se tornaram afobados, e outros insatisfeitos com seus trabalhos e casamentos. Há alguns que se tornaram tão enamorados com suas experiências de quase-morte, que eles não querem mais seguir com os negócios da vida. Pelo contrário, eles desejam esta maravilhosa morte. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Uma pergunta levantada foi se as experiências de quase-morte abrem os olhos para o céu, ou se elas são meramente o desatar do cérebro à medida que a morte se aproxima. O artigo declara que uma década de investigação tem descartado algumas teorias e produzido algumas outras: (1) A endorphins, uma substância como a morfina, liberada pelo cérebro durante um trauma, pode dar paz e anestesiar. (2) Ataques do lóbulo temporal, que algumas vezes fazem com que o cérebro repita experiências da vida, podem resultar em visões panorâmicas da vida de alguém. (3) Observações fora do corpo podem ser evidência de que a mente e o cérebro podem existir separadamente. (4) Anoxia, a falta de oxigênio no cérebro, pode produzir a sensação de uma flutuação fora do corpo. A rapidez do sangue à medida que a pessoa volta à consciência pode resultar nas luzes brilhantes testemunhadas por alguns. (5) As memórias subconscientes da experiência do nascimento podem ser a causa da sensação de movimento através de uma passagem ou túnel. (6) As imagens do céu da quase-morte podem ser a mente invocando figuras baseadas em prévias instruções religiosas. (7) As experiências de quase-morte não são a morte em si mesma, e elas não podem ser interpretadas como visões de pessoas que voltaram dos mortos. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">As experiências de quase-morte de milhões deveriam promover interesse no estudo do tempo e da eternidade. As experiências subjetivas de pessoas no tempo nunca devem ser aceitas como válidas em relação às realidades eternas. Os cristãos devem se acautelar de uma filosofia humanista que faz das experiências humanas a norma para julgar a realidade. A filosofia humana nega que a Escritura forneça a norma para fé ou prática. Além do mais, ela enfatiza a liberdade humana não para meramente escolher corretamente, mas para criar um mundo subjetivamente significante. Então, a antropologia substitui a teologia. Conclusivamente, com aqueles que abraçam esta filosofia, as opiniões humanistas ofuscam e substituem os fatos objetivos da Sagrada Escritura. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O tempo é valioso porque ele não tem somente um princípio, mas um fim. Portanto, há um futuro, um presente e um passado. A única parte do tempo que realmente existe é o presente. O passado se foi, e o futuro ainda não chegou. Falhar em redimir o tempo, isto é, “o agora”, é perdê-lo: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, redimindo o tempo, porquanto os dias são maus” (Efésios 5:15,16). A palavra grega para “redimir” é o particípio médio presente de <em><span style="font-family: Arial">exagoradzo</span></em>, que significa pagar pela renúncia de um direito, redimir ou libertar. Na voz média ele significa segurar para si mesmo ou salvar de perda. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O correto modo de falar do tempo não é passado, presente e futuro, mas futuro, presente e passado. O tempo não é um movimento à partir do passado, mas à partir do futuro. O tempo que é passado está perdido para sempre. Ele não pode ser redimido. Visto que o futuro ainda não chegou, alguém pode fazer o máximo que ele puder, e ele ainda não existirá. O tempo é um ponto e tem uma localização. Uma expressão comum é “naquele ponto no tempo”. A localização do tempo é o presente. Portanto, os cristãos devem continuamente tirar o máximo proveito do “agora”. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O tempo começou com a criação. Três coisas básicas para o universo criado são: espaço, matéria e tempo. O espaço consiste de três dimensões –– comprimento, largura e altura. Estas são as três dimensões básicas que nos são familiares. A matéria consiste de energia, moção e fenômeno. O tempo consiste de futuro, presente e passado. Este universo foi criado por Deus para Sua glória (Gênesis 1:1; <st1:personname w:st="on">João</st1:personname> 1:3; Colossenses 1:16). A essência de Deus não pode ser compreendida, mas Sua existência não pode ser negada (veja Romanos 1:19,20; Apocalipse 4:11). O propósito de Deus na criação está sendo presentemente completado. “Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém” (Romanos 11:36). Por favor, observe que o verso não diz “das”, “por” ou “para” as pessoas. Todas as coisas estão se movendo para a sua consumação para que “ Deus possa ser tudo em todos” (1 Coríntios 15:28). O princípio da criação, portanto, inclui o princípio do tempo. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O tempo tem uma importante relação com o homem. Ele fala do período de sua vida, porque há um tempo para nascer e um tempo para morrer (Eclesiastes 3:1,2). A brevidade da vida e a certeza da morte são geralmente entendidas. “O homem, nascido da mulher, é de bem poucos dias e cheio de inquietação [NASB: de vida curta e cheia de tumultos]. Nasce como a flor, e murcha; foge também como a sombra, e não permanece&#8230;.Visto que os seus dias estão determinados, contigo está o número dos seus meses; tu lhe puseste limites, e ele não poderá passar além deles” (Jó 14:1,2,5). O homem está constantemente sujeito aos objetos que deveriam fazer com que ele refletisse sobre a sua saída do tempo. Contudo, a depravação da natureza humana está tão fascinada com os prazeres do tempo que ele raramente reflete sobre a eternidade. A vida humana é lisonjeira em seu princípio. Ela começa como uma flor, mas se torna tumultuada em sua continuação. A vida é incessante em seu curso. Ela escapa como uma sombra e se move gentil e silenciosamente. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Uma distinção deve ser feita entre o tempo apontado por Deus e o tempo esperado pelo homem. O período de vida não pode ser estendido além do tempo determinado por Deus. Jó falou de seus dias como sendo determinados (Jó 14:5). Davi disse: “Faze-me conhecer, ó Senhor, o meu fim, e qual a medida dos meus dias, para que eu saiba quão frágil sou” (“quanto tempo eu tenho aqui” –– nota de margem na KJV; “quão transitório eu sou” –– NASB) (Salmos 39:4). Não há contradição entre estes versos e aqueles que parecem ensinar que o homem pode alongar os seus dias: “ &#8230;por que morrerias antes do teu tempo?” (“não em teu tempo” –– nota de margem na KJV) (Eclesiastes 7:17). “ A duração da nossa vida é de setenta anos; e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, a medida deles é canseira e enfado; pois passa rapidamente, e nós voamos” (Salmos 90:10). “&#8230;homens de sangue e de traição não viverão metade dos seus dias; mas eu em ti confiarei” (Salmos 55:23). O verdadeiro prolongamento da vida é viver enquanto vivemos. Isto significa não gastar tempo, mas usar cada dia para fins dignos. Qual é o significado das passagens das Escrituras que falam de prolongar a vida de alguém? Deus prometeu aos judeus, se eles fossem obedientes, que suas vidas seriam prolongadas na terra de Canaã e que eles não seriam presos em cativeiros (Deuteronômio 4:40; 5:16,33; 22:7). Quando <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> citou Deuteronômio 4:40 em Efésios 6:3, ele omitiu as palavras conclusivas, “na terra que o Senhor teu Deus te dá”, e fez dela uma promessa não confinada a um povo ou terra. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Os dias do homem não podem ser prolongados além do decreto de Deus, e nem todos os filhos obedientes vivem vidas longas. Todavia, isto não é inconsistente com a regra geral de que filhos obedientes são prósperos e felizes, e que a diligência faz com que os homens sejam abastados: “O preguiçoso deseja, e coisa nenhuma alcança; mas o desejo do diligente será satisfeito” (Provérbios 13:4). A preguiça é o credo do preguiçoso. Ociosidade é um pecado contra a ordem de Deus. Seja a vida temporal de alguém longa ou curta, uma pessoa diligente vive uma vida longa num tempo curto. Por outro lado, o preguiçoso vive uma vida curta num tempo longo. “O temor do Senhor aumenta [prolonga] os dias [nota de margem na KJV –– adiciona dias]; mas os anos dos ímpios serão abreviados” (Provérbios 10:27). O temor do Senhor leva a uma vida virtuosa, porque os cristãos temem Aquele que eles amam. De modo oposto, os ímpios temem Aquele que eles odeiam. Por conseguinte, “não viverão metade dos seus dias&#8230;” (Salmos 55:23). Conclusivamente, os ímpios viverão somente metade dos seus dias esperados, não dos seus dias determinados por Deus. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O tempo tem sido definido como “a consideração da duração, a medida dela, arrumada por certos períodos e marcada por certas medidas”. O rio do tempo aumenta em valor à medida que o cristão se apressa no oceano da eternidade. O tempo é a essência de tudo no universo físico. Portanto, este universo é um universo de tempo. Visto que o tempo presentemente coexiste com a eternidade, o homem tem dificuldade em diferenciá-los entre si. Sendo uma criatura do tempo, o homem quer colocar o tempo na eternidade falando de “eterno passado” e “eterno futuro”. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Tudo é eterno na eternidade. A eternidade não é uma extensão do tempo. Não há passado ou futuro na eternidade. Alguns dizem que há tempo na eternidade porque um evento sucederá outro. Uma pessoa deve entender que o que os estudantes da bíblia querem dizer por “antes” e “depois” com referência aos decretos de Deus não é que um é antes do outro na ordem de tempo, porque todos eles são desde a eternidade. Contudo, ela deve formar uma idéia de um decreto antes de outro na medida <st1:personname ProductID="em que Deus" w:st="on">em que Deus</st1:personname> decreta uma coisa como resultado de outro decreto. Por conseguinte, um decreto torna-se o fundamento de outro decreto. Por exemplo, o decreto de Deus de manifestar Sua glória deve ser considerado antes da criação e da queda do homem. A criação foi o meio de manifestar Sua glória. Portanto, o decreto de Deus de manifestar Sua glória precede –– em ordem –– o decreto de criar. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Há ordem, mas não tempo, na eternidade. A ordem não necessita de tempo. Ela significa arranjo, classificação ou coordenação de pessoas ou coisas por seqüência ou grau; mas tempo significa as relações sucessivas que qualquer evento tem com outro como futuro, presente ou passado. Por conseguinte, a sucessividade que é caracterizada por seqüências regulares de partes –– futuro, presente e passado –– traria duração finita para a eternidade, o que é impossível. Há ordem na eleição eterna. Visto que nossa eleição é em Cristo (Efésios 1:4), a eleição de Cristo para ser o nosso Salvador precede a nossa eleição nEle (Isaías 42:1; Lucas 23:35; 1 Pedro 2:4). Além do mais, os atos de Deus no tempo são os atos da vontade de Deus decretada antes do tempo. Os decretos eternos de Deus devem ser entendidos na mente de Deus na mesma ordem em que eles são executados no tempo. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O tempo é uma presença transitória em contraste com a eternidade que é uma presença permanente. Visto que o tempo presentemente coexiste com a eternidade, o homem, que é uma criatura do tempo, tem dificuldade <st1:personname ProductID="em diferenciá-los. Os" w:st="on">em diferenciá-los. Os</st1:personname> puritanos falavam da eternidade como uma “eterna duração”. Duração, contudo, pode ser medida; mas a eternidade é imensurável. O dicionário defina “duração” como continuação no tempo ou o comprimento de tempo durante o qual algo continua ou existe. A eternidade não pode ser explicada pelo uso de um termo que fala “do comprimento de tempo”. Ela não pode ser medida por um termo mensurável. Se a eternidade fosse composta do que os puritanos chamavam de “a extensão da duração”, ela seria composta de uma sucessão sem fim de unidades mensuráveis de tempo. Assim, a eternidade estaria gradualmente acabando no tempo. Contudo, a eternidade não pode ser nem diminuída, nem alongada. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O conceito de Martinho Lutero de eternidade era “a coisa completa ao mesmo tempo”. Agostinho tinha mostrado que não podia existir cem anos presentes. Sua ilustração era que se o primeiro daqueles anos está acontecendo agora, ele é presente, mas os noventa e nove anos futuros ainda não existem. Ele concluiu que se o segundo ano está acontecendo, o primeiro se foi, o outro é presente, e o resto são futuros; portanto, não pode haver cem anos presentes. Quando alguém considera a veracidade desta declaração, ele pode substituir por mês, dia, hora, minuto e segundo, e a conclusão é que o presente não tem comprimento de forma alguma. Além do mais, alguém não pode falar de passado ou futuro como tendo alguma realidade. Somente o presente tem realidade, e a eternidade pode ser expressa como “o imensurável presente”. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Quando Deus fala de Sua eternidade, Ele diz, “EU SOU” (Êxodo 3:14). Se ele tivesse dito, “EU ERA”, o significado seria que Ele foi e agora já não é mais. Além do mais, se Ele tivesse dito, “EU SEREI”, o significado seria que Ele ainda não é o que Ele será. Einstein brigou com o problema de que não pode haver uma medida de tempo, porque ele não fica parado o suficiente para que se possa medi-lo. Por conseguinte, a conclusão é que a eternidade não é tempo, como um arco-íris, desaparecendo na eternidade em ambos os lados. A eternidade não corre à partir do passado, ou uma certa quantia já teria sido gasta. Portanto, a eternidade é o permanente e imensurável presente. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Há uma diferença entre a sucessão de eventos no tempo e a intensidade de experiência na eternidade. A intensidade da experiência substituirá a extensidade quando o tempo cessar de existir. A palavra “extensidade” significa a qualidade de se ter extensão. Psicologicamente, ela é a atitude ou sensação pela qual a extensão espacial (pertencente ao espaço que também envolve tempo) é percebida. A palavra “intensidade” refere-se à qualidade ou condição de ser intenso. A qualidade essencial da eternidade é intensidade e não extensidade. Por exemplo, pensar no comprimento como a essência da vida eterna é supor que a realidade dela pode ser medida por até quando ela dura. Nós somos tão conscientes de nossa mortalidade que tendemos a enfatizar o aspecto quantitativo de nossa vida em Cristo, com sua garantia de vitória sobre a morte. Contudo, o aspecto quantitativo de nossa vida em Cristo é imensamente insignificante. Tal vida não é projetada pela eloqüência persuasiva que produz um mero assentimento mental para um período de tempo (veja <st1:personname w:st="on">João</st1:personname> 10). <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A diferença entre extensidade e intensidade pode ser ilustrada mostrando-se a diferença entre vida na prisão e punição capital. A intensidade da punição capital excede a extensidade da vida na prisão. A vida na prisão é mensurável, mas a punição capital é imensurável. Aplique esta mesma distinção à morte de Jesus Cristo. A extensidade de Seu sofrimento humano sobre a cruz durou três horas, mas a intensidade do sofrimento da Pessoa infinita compensou pela eternidade do castigo que Ele suportou. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O homem sempre está buscando um entendimento melhor da eternidade e uma maneira mais concisa de expressar sua crença em tal assunto infinito. Vários modos de ilustrar a eternidade têm sido sugeridos, mas muitos deles são extremamente inadequados. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Há alguns que dizem que a duração da existência Divina é desde a eternidade, de acordo com o nosso modo finito de entender a eternidade. Eles declaram que a duração Divina deve ser considerada como completamente permanente e o “agora” sempre presente, e que ela é impossível de ser divida em partes, assim como o é a própria existência Divina. Eles concluem que, como o presente “EU SOU” da existência divina enche, ao mesmo tempo, os céus e a terra, o presente “agora” da Divina duração compreende, ao mesmo tempo, todo o tempo e eternidade. A duração, contudo, é mensurável. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Alguns têm procurado ilustrar a eternidade com um círculo porque sua circunferência permanece imutável. Alguém pode andar ao redor do círculo de maneira interminável, porque não há fim. Mas, o que dizer sobre a repetição do círculo mensurável? <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Há outros que dizem que a eternidade e o tempo não são duas linhas, das quais a menor corre paralelamente por um instante com a outra, que se estende infinitamente. Mas a eternidade é o centro imutável cujos raios abrangem o contorno completo do tempo. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Alguns crêem que a eternidade é infinita em sua relação com o tempo. Eles dizem que o passado, presente e futuro são “um eterno agora” para Deus. Não há sucessão lógica ou cronológica nos pensamentos de Deus. O tempo é uma duração mensurável de sucessões. Uma duração sem sucessão ainda seria duração, embora agora fosse imensurável. Por conseguinte, a eternidade é a duração sem princípio, a existência sem limites ou dimensão, o presente sem o passado ou futuro, a infância sem a juventude ou velhice, e o hoje sem o ontem ou o amanhã. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A eternidade e o tempo diferem. O tempo é uma duração mensurável, mas a eternidade não é uma duração que é imensurável. Um estudo do significado bíblico de eternidade revelará que duração nunca deve ser usada em sua descrição. Quando alguém estuda o assunto da vida eterna, ele aprende que o termo é usado qualitativamente e não quantitativamente. O termo “eterno” carrega mais a idéia de intensidade ou profundidade do que de extensidade de comprimento. A melhor forma de declarar isto é que o tempo é a presença transitória e a eternidade é a presença permanente. O adjetivo “transitório” significa não-contínuo, não-duradouro, não-permanente ou não-eterno. Por outro lado, o adjetivo “permanente” significa continuar sem mudança ou fim. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A eternidade não pode ser confundida com o tempo, embora ambos coexistam presentemente. O tempo tem tanto princípio como fim. Mas a eternidade não tem nenhum dos dois. O tempo se move do futuro, através do presente para o passado, mas a eternidade é constante. Quando o futuro depósito de tempo tiver passado através do presente, nada será deixado para correr através do “agora”. O tempo do tempo terá esgotado. Assim, nada será deixado senão a eterna constância. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Como a eternidade de Deus deve ser vista à partir da perspectiva de qualidade (altura e profundidade) e não de quantidade (duração que é imensurável), a vida dada por Deus aos eleitos deve ser vista à partir da mesma perspectiva. Embora os eleitos de Deus sejam criaturas do tempo, eles possuem ou possuirão vida em corpos mortais. Cristo disse, “&#8230;Eu vim para que possam ter vida, e para que a possam ter mais abundantemente” (<st1:personname w:st="on">João</st1:personname> 10:10). Dizer que a nova vida começa com o novo nascimento pode parecer uma observação banal. Mas é pior do que superficialidade. É uma meia-verdade. Esta vida vem de Deus, e é eterna. Estritamente de um ponto de vista humano, esta vida se estende tanto para o passado (2 Timóteo 1:9) como para o futuro (<st1:personname w:st="on">João</st1:personname> 6:51). Os eleitos a quem foram dados a graça em Cristo antes do mundo começar, viverão para sempre. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O propósito eterno de Deus não pode ser considerado como uma pré-ordenação sem vida. As idéias deístas podem se levantar somente de uma concentração má equilibrada e não saudável sobre o aspecto da visão do homem da eternidade. O eterno decreto de Deus deve ser considerado como vivo e relevante tanto hoje e amanhã como o foi ontem, porque Deus habita a eternidade. Se Deus não fosse eterno, não haveria um pacto da graça eterno (Hebreus 13:20,21). Este pacto é unilateral. Somente o Deus eterno o fez e o mantém. Se a eternidade de Deus pudesse ser medida, Ele não seria imenso, imutável e perfeito (2 Pedro 3:8). <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A vida eterna obtida pela graça é a maior de todas &#8211; qualitativamente e quantitativamente. A qualidade desta vida lhe dá quantidade. Embora o crente esteja neste mundo do tempo, pela graça ele não é deste mundo do tempo. Sua riqueza não é uma duração inexaurível, mas a vida eterna, que é sem fim. Quando o cristão passa do tempo para eternidade, a extensidade de sua experiência é substituída pela intensidade. <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">  <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="font-family: Arial">  <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><o:p> </o:p></span></p>
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		<title>Jejum e Oração &#8211; Determinismo responsável.</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 22:14:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[A menos que alguém tenha estado recentemente desgostoso com abundância de discussão sobre esse tópico algumas vezes estéril, um pensador religioso, quase que invariavelmente, será levado a um argumento inflamado. Isso é melhor do que denominar a questão de estéril, pois tal atitude é agnóstica, e estar desgostoso é meramente estar exausto. Todo cristão precisa enfrentar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial">A menos que alguém tenha estado recentemente desgostoso </span><span style="color: black; font-family: Arial">com </span><span style="color: black; font-family: Arial">abundância de discussão sobre esse tópico algumas vezes estéril, </span><span style="color: black; font-family: Arial">um pensador </span><span style="color: black; font-family: Arial">religioso, quase que invariavelmente, será levado a um argumento inflamado. </span><span style="color: black; font-family: Arial">Isso é melhor do que denominar a questão de estéril, pois tal atitude é </span><span style="color: black; font-family: Arial">agnóstica, e estar desgostoso é meramente estar exausto. Todo cristão precisa </span><span style="color: black; font-family: Arial">enfrentar esse problema com sinceridade, e especialmente deve fazê-lo o </span><span style="color: black; font-family: Arial">calvinista, visto crer que muito do desrespeito ao Cristianismo é devido ao </span><span style="color: black; font-family: Arial">pensamento insensato de católicos e arminianos.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p><span id="more-428"></span> </o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">Por medo que alguém possa esperar muito desse escrito com </span><span style="color: black; font-family: Arial">um título tão amplo, é estritamente necessário estabelecer o escopo desse </span><span style="color: black; font-family: Arial">artigo. Primeiramente, ele não é uma discussão sobre a liberdade da vontade </span><span style="color: black; font-family: Arial">tal como é encontrado na tão bem conhecida obra de Jonathan Edwards. Os </span><span style="color: black; font-family: Arial">argumentos daquele grande homem abrangem muitos detalhes que, não </span><span style="color: black; font-family: Arial">obstante importantes e interessantes, podem ser omitidos da presente matéria.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Naturalmente há algumas coincidências, mas o direcionamento da<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">investigação é diferente. A investigação de inúmeras complexidades corre o </span><span style="color: black; font-family: Arial">risco de perder todo o senso de proporção, de ficar emaranhado num labirinto </span><span style="color: black; font-family: Arial">incompreensível, e assim requerer uma mente excepcional como foi a de </span><span style="color: black; font-family: Arial">Edwards. A direção da investigação aqui, pelo contrário, ficará distante das </span><span style="color: black; font-family: Arial">complexidades e tenderá a esboços bem gerais, devendo dessa forma correr o </span><span style="color: black; font-family: Arial">risco de ser superficial. Todavia, parece valer à pena correr o risco. Agora<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">definiremos exatamente o escopo da matéria. Recentemente, em livros e </span><span style="color: black; font-family: Arial">revistas de valores intelectuais diversificados tem aparecido, em defesa do </span><span style="color: black; font-family: Arial">cristianismo histórico como oposto aos desvios modernos, ataques à </span><span style="color: black; font-family: Arial">“psicologia mecanicista”, ao “determinismo em todas as suas formas”, e </span><span style="color: black; font-family: Arial">outras frases de significado similar. Este escritor teme que, não importa </span><span style="color: black; font-family: Arial">quantos pontos cardinais da ortodoxia alguém possa sustentar, nem sempre é </span><span style="color: black; font-family: Arial">claro quais teorias filosóficas são ou não consistentes com tal ortodoxia.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Alguém poderia pensar que apenas uma revista superficial poderia condenar </span><span style="color: black; font-family: Arial">indiscriminadamente todas as formas de determinismo; poderia haver mais </span><span style="color: black; font-family: Arial">justificativas para um ataque à psicologia mecanicista. O objetivo desse artigo </span><span style="color: black; font-family: Arial">é, portanto, mostrar que o determinismo é consistente com a </span><span style="color: black; font-family: Arial">responsabilidade, e que na verdade a responsabilidade requer o determinismo.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os argumentos de ambos os lados são claramente bem conhecidos.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Eles carecem tanto de originalidade que desencorajam novas tentativas, </span><span style="color: black; font-family: Arial">incluindo esta aqui. A posição determinista é expressa, tão bem como em </span><span style="color: black; font-family: Arial">nenhum outro lugar, no artigo de George Stuart Fullerton, intitulado </span><span style="color: black; font-family: Arial">“Liberdade e Livre-Arbítrio”. Seu objetivo foi mostrar que sobre as bases do </span><span style="color: black; font-family: Arial">indeterminismo, a conduta moral em geral, na medida em que é livre ou </span><span style="color: black; font-family: Arial">indeterminada, perderia todo o valor ético. O indeterminista mantém que </span><span style="color: black; font-family: Arial">certas ações não são explicadas adequadamente, <em>i.e.</em>, determinadas por causas<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">precedentes. Então, se a benevolência, por exemplo, é uma ação livre, ela não </span><span style="color: black; font-family: Arial">é determinada por uma personalidade benevolente, mas ocorre </span><span style="color: black; font-family: Arial">incessantemente. Se a vontade fosse absolutamente livre, então o </span><span style="color: black; font-family: Arial">conhecimento do caráter respeitável de alguém no passado não traria </span><span style="color: black; font-family: Arial">esperança nem consolo. Comumente consideramos um fator determinante, e </span><span style="color: black; font-family: Arial">um homem moral não é imoral, exceto por algum outro fator determinante.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Mas o livre-arbítrio permite ao homem tornar-se um criminoso sem qualquer </span><span style="color: black; font-family: Arial">motivo. A ilustração de Fullerton foi a do pequeno Tommy que roubou a </span><span style="color: black; font-family: Arial">geléia de sua mãe. A punição não prevenirá a recorrência da invasão à </span><span style="color: black; font-family: Arial">despensa, nem uma persuasão mais gentil. Estas não podem ter algum poder </span><span style="color: black; font-family: Arial">determinante sobre ações livres. Mas na teoria determinista, punição, </span><span style="color: black; font-family: Arial">persuasão e elogios são todos justificados. “Parece, então, que a mãe do </span><span style="color: black; font-family: Arial">Tommy, e suas tias e todos os seus pastores e mestres espirituais têm por anos<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">se aproximado de Tommy sobre uma base estritamente determinista.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Consideram que vale à pena conversar, e conversar bastante. Eles têm feito </span><span style="color: black; font-family: Arial">tudo o que os pedagogos fazem – têm ajustado os meios aos fins e têm </span><span style="color: black; font-family: Arial">procurado por resultados, não tendo qualquer consideração à liberdade.”<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Por outro lado, se não há responsabilidade para o partidário do livrearbítrio, </span><span style="color: black; font-family: Arial">há alguma para o determinista? Este artigo objetiva harmonizar </span><span style="color: black; font-family: Arial">determinismo e responsabilidade sobre a base do cristianismo calvinista. E se </span><span style="color: black; font-family: Arial">isso não foi feito antes é porque os calvinistas de hoje são apenas seguidores </span><span style="color: black; font-family: Arial">indiferentes do príncipe dos teólogos, <st1:personname w:st="on">João</st1:personname> Calvino.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Se precisamos deixar de lado muitos dos detalhes nas discussões sobre </span><span style="color: black; font-family: Arial">o livre-arbítrio, é ainda mais necessário evitar que embarquemos no assunto </span><span style="color: black; font-family: Arial">geral do teísmo. Apesar de ser a fundação necessária da visão a ser explanada, </span><span style="color: black; font-family: Arial">ninguém poderia racionalmente esperar que isso fosse tratado aqui, mesmo </span><span style="color: black; font-family: Arial">que de forma abreviada. Poderíamos ter a permissão de sugerir, entretanto, </span><span style="color: black; font-family: Arial">que uma razão, mesmo que apenas confirmatória, para assumir a existência de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deus é precisamente o mundo mais unificado que resulta da aplicação do </span><span style="color: black; font-family: Arial">conceito de soberania a problemas tais como esses.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Para retornar a discussão ao título do artigo e para fazer a posição<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">presente mais inteligível, mesmo que por contraste, uma passagem de um </span><span style="color: black; font-family: Arial">autor antigo relativa à soberania e onipotência serve admiravelmente bem.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Platão, no segundo livro da <em>República, </em>diz: “Deus, por ser bom, não pode ser a </span><span style="color: black; font-family: Arial">causa de todas as coisas. Ao contrário, ele é o autor apenas de uma pequena </span><span style="color: black; font-family: Arial">parte dos negócios humanos; da maior parte ele não é o autor. Porque nossas </span><span style="color: black; font-family: Arial">coisas más de longe superam as nossas boas coisas: e as boas coisas devem ser </span><span style="color: black; font-family: Arial">creditadas a ninguém mais que a Deus, enquanto devemos buscar em outro<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">lugar, e não nele, as causas das coisas más.” E como Platão nega aqui a </span><span style="color: black; font-family: Arial">onipotência de Deus, nega que Ele é a causa primeira de tudo, assim como </span><span style="color: black; font-family: Arial">Aristóteles nega sua onisciência.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Agora seria bom voltar da antigüidade para algumas literaturas<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">contemporâneas, não porque as mais recentes sejam melhores ou mais </span><span style="color: black; font-family: Arial">originais que as antigas, mas porque essas têm defensores vivos daquilo que </span><span style="color: black; font-family: Arial">atacamos.<o:p></o:p></span><em><span style="color: black; font-family: Arial">The Mind of St. Paul </span></em><span style="color: black; font-family: Arial">[A Mente de S. <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname>], do Dr. Arthur Holmes,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">provê um parágrafo típico. Essa obra é parcialmente uma descrição da </span><span style="color: black; font-family: Arial">natureza emocional de <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname>, e parcialmente uma crítica de várias explicações </span><span style="color: black; font-family: Arial">psicológicas da conversão de <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname>. Teorias do subconsciente e inconsciente e </span><span style="color: black; font-family: Arial">teorias de múltiplas personalidades ocupam uma boa porção dos capítulos.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Enquanto o livro como um todo não se ocupa do presente assunto, o Dr.</span><span style="color: black; font-family: Arial">Holmes sente que deve mencionar brevemente liberdade e responsabilidade.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O parágrafo apresenta uma visão bem familiar:<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">“O sistema de moralidade de S. <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> evita muitas armadilhas dos<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">sistemas de ética feitos pelo homem, mas isso não elimina um dos<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">grandes problemas envolvidos em toda moralidade e religião. Esse<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">é o problema da liberdade, o poder do homem escolher qualquer<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">coisa, seja qual for. Uma liberdade tal tem sido negada por<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">teólogos da predestinação e cientistas mecanicistas. Ambos<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">argumentam que a aparência de liberdade que o homem tem é<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">ilusória. Nenhuma teoria é baseada sobre fatos observados, mas<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">deduzidas de teorias prévias – a primeira, da absoluta soberania de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">um Deus onipotente, a segunda vem do suposto poder da ciência<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">indutiva para predizer a ocorrência de eventos futuros. Por outro<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">lado, o senso comum da humanidade, voltado à preservação da<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">responsabilidade moral dos homens, tem sempre favorecido, no<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">mínimo, uma liberdade para escolher entre o bem e o mal por<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">parte do homem. S. <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> foi até aqui e não mais que isso. Ele<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">nunca mudou sua posição, nesse ponto, da doutrina dos fariseus<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">(Rm 9:14-18, 23). Ele parece bastante claro ao insistir sobre a<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">soberania de Deus e Sua perfeita liberdade para moldar os<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">homens do modo que Ele assim queira. Todavia, ao mesmo<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">tempo, os homens aparecem livres para escolherem tanto os fins<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">como os meios, e o evangelista exorta homens e mulheres a agir<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">assim, sem qualquer alusão a uma incapacidade deles fazerem tais<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">escolhas. Provavelmente ele teria, com indignação, negado as<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">doutrinas modernas de determinismo e necessidade física.”<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Antes de citarmos um segundo contemporâneo, é bom notar e<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">enfatizar que a razão – e alguém já encontrou alguma outra razão realmente </span><span style="color: black; font-family: Arial">básica? – para introduzir o conceito de liberdade, seja na sua forma mais </span><span style="color: black; font-family: Arial">extrema de poder de escolha contrária ou em alguma forma mais modificada, </span><span style="color: black; font-family: Arial">é para manter o homem responsável. Pudesse ser mostrado que a </span><span style="color: black; font-family: Arial">responsabilidade do homem não necessariamente depende da liberdade, a </span><span style="color: black; font-family: Arial">teologia estaria livre de um problema irritante. Poderíamos imaginar os </span><span style="color: black; font-family: Arial">gemidos que não podem ser exprimidos, se as gerações de jovens teólogos </span><span style="color: black; font-family: Arial">fossem reunidas diante de nós para descrever as torturas que suportaram ao<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">tentar reconciliar a onisciência de Deus com o livre-arbítrio? As igrejas<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Presbiterianas e Reformadas não crêem no livre-arbítrio. Elas substituem o </span><span style="color: black; font-family: Arial">conceito por livre-agência, significando que o homem é um agente moral livre </span><span style="color: black; font-family: Arial">quando age em conformidade à sua própria natureza. Mesmo assim, alguns </span><span style="color: black; font-family: Arial">têm declarado que a reconciliação da livre-agência do homem com a soberania </span><span style="color: black; font-family: Arial">de Deus é um mistério inescrutável. Na verdade, o mistério é – reconhecendo </span><span style="color: black; font-family: Arial">que Deus é a causa última da natureza do homem – como a solução calvinista<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">pode ter sido por tanto tempo negligenciada.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Mas antes de tornarmos a solução explícita, permito uma palavra final<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">da parte dos oponentes. A senhorita Harkness, professora de Filosofia no </span><span style="color: black; font-family: Arial">Elmira College, no livor <em>Conflict in Religious Thought </em>[Conflitos no Pensamento<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Religioso]<em>, </em>oferece o seguinte:<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">“Por toda a história da filosofia e teologia, pessoas têm disputado<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">sobre a questão do livre-arbítrio. Em geral, filosofias idealísticas<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">têm afirmado que o espírito humano deve ser em algum sentido<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">livre, enquanto filosofias materialistas têm negado essa liberdade.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">A teologia tem tenazmente aderido à crença de que o homem é<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">um ‘agente moral livre’ enquanto, ao mesmo tempo,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">freqüentemente afirma uma doutrina da predestinação que,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">tomada em seu sentido real, limitaria rigidamente os atos do<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">homem. O problema, apesar de complexo, é muito fundamental<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">para ser evitado.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">“Temos visto que a possibilidade da ação moral ou imoral<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">depende do poder de escolha. Se todos os atos de alguém são<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">fixos e predeterminados (seja por estrutura do mundo material<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">ou pela vontade de Deus), de tal forma que seja impossível agir<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">diferente de como alguém age, é óbvio que a liberdade<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">desaparece. Com o poder da escolha voluntária, a<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">responsabilidade moral se vai. Alguém não pode<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">conscientemente escolher ser bom, nem escolher buscar a Deus,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">a menos que tenha o poder de não escolher fazer tal coisa.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Nenhuma qualidade moral está ligada à minha falha em roubar<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">um milhão de dólares que está fora do meu alcance, mas roubar<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">torna-se uma questão moral para mim, quando tenho que decidir<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">se conto ou não ao atendente da loja que ele me deu o troco<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">muito além do devido. Do mesmo modo, se eu sou “préordenado”<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">a ser salvo ou condenado ao inferno, não há muita<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">utilidade em fazer algo sobre meu destino. Se não tenho<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">liberdade, não sou responsável por meus atos.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">“Determinismo teológico, ou predestinação, é uma doutrina<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">cardinal do maometismo. Islamismo significa ‘submissão’ (à<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">vontade de Alá) e mulçumano é ‘aquele que se submete’ – aos<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">decretos fatalistas de uma deidade arbitrária. A teologia cristã, em<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">suas formas mais primitivas, considerava Deus como igualmente<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">dogmático (apesar de mais ético) em Seus decretos. Através da<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">influência de ilustres teólogos cristãos, notavelmente <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname>,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Agostinho e Calvino, a doutrina da predestinação tem<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">influenciado profundamente o pensamento cristão. Enquanto a<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">onipotência de Deus tem sido assim enfatizada, a liberdade de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deus tem sido exaltada à custa da do homem, e os atos mais<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">desumanos têm sido tratados superficialmente como oriundos da<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">vontade de Deus. Mas felizmente a doutrina da predestinação<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">está desaparecendo, pelo menos em suas aplicações aos males<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">que são obviamente evitáveis.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">“Alguns ainda mantém que quando uma vítima de tifóide morre<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">por falta de um saneamento adequado, isso aconteceu porque era<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">‘prá ser’. Há uma boa quantidade de conforto ilógico em tal<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">visão. Mas não muitos, mesmo entre os calvinistas mais<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">rigorosos, diria agora que se um homem se embriaga e atira em<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">sua família, era a vontade de Deus que ele assim deveria fazer!”<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Embora forçados a sorrir um pouco à medida que autores permitem<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">que suas animosidades dêem origem a circunlóquios depreciativos, em vez de </span><span style="color: black; font-family: Arial">argumento apropriado, alguém deve confessar ficar um pouco irritado pela </span><span style="color: black; font-family: Arial">insinuação. Se a predestinação absoluta está felizmente sendo esquecida ou </span><span style="color: black; font-family: Arial">não, é algo completamente irrelevante. A presente questão é: a predestinação e </span><span style="color: black; font-family: Arial">o determinismo podem ser reconciliados e formar a base das distinções </span><span style="color: black; font-family: Arial">morais e responsabilidade humana? A senhorita Harkness pensa que não.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Primeiramente, ela afirma que uma ação moral requer escolha e escolha </span><span style="color: black; font-family: Arial">requer habilidade de fazer o contrário. Essa é a primeira coisa a ser negada.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Escolha é aquele ato mental, aquela volição deliberada – eu não pretendo uma </span><span style="color: black; font-family: Arial">definição ampla – que inicia uma ação humana. A habilidade de ter escolhido </span><span style="color: black; font-family: Arial">outra coisa é uma consideração irrelevante e não tem lugar na definição. Ela </span><span style="color: black; font-family: Arial">ainda é uma volição deliberada, mesmo que não pudesse ter sido diferente. É </span><span style="color: black; font-family: Arial">verdade que nem sempre estamos conscientes da nossa limitação. Aqueles que<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">apelam à própria percepção de liberdade e consideram que tal apelo fecha a </span><span style="color: black; font-family: Arial">questão, usam a escolha entre uma torta de cereja ou maçã como ilustrações.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Se ilustrações são necessárias, podemos nos referir aos sentimentos de Lutero:<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">“Aqui eu permaneço, então ajuda-me Deus, pois não posso fazer outra coisa.”<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quanto mais importante a decisão, menor poder de escolha contrária<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">sentimos. E arrisco-me a supor que a experiência de Lutero é bem comum </span><span style="color: black; font-family: Arial">com pessoas sóbrias e responsáveis.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Mas não há nada no ditado de Kant, “se devo, eu posso”? Como<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">declarado por Kant e os católicos, isso leva imediatamente à salvação pelas </span><span style="color: black; font-family: Arial">obras. O motivo que estimulou esse princípio incorreto pode, entretanto, ser </span><span style="color: black; font-family: Arial">melhor declarado e então salvar a verdade que ele contém. Se todos devemos, </span><span style="color: black; font-family: Arial">pelo menos alguém pode. Se todos devemos ser honestos, então alguns </span><span style="color: black; font-family: Arial">podem e são. Se todos devemos perfeitamente satisfazer a justiça divina, no </span><span style="color: black; font-family: Arial">mínimo Alguém o fez. De qualquer modo precisamos lembrar que a escolha </span><span style="color: black; font-family: Arial">deve ser definida como uma função psicológica, distinta do desejo ou </span><span style="color: black; font-family: Arial">julgamento, por exemplo, e em nenhum lugar na definição pode ser </span><span style="color: black; font-family: Arial">encontrado um lugar para o poder de ter escolhido diferentemente.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Do mesmo modo, a senhorita Harkness declara: “Se eu sou préordenado </span><span style="color: black; font-family: Arial">para ser salvo ou condenado ao inferno, não há muita utilidade em </span><span style="color: black; font-family: Arial">fazer algo sobre meu destino.” É estranho que ninguém senão um novato </span><span style="color: black; font-family: Arial">deveria usar esse assim chamado “argumento preguiçoso”, após os estóicos há </span><span style="color: black; font-family: Arial">muito tempo mostraram sua falácia. É útil fazer algo precisamente porque é o m</span><span style="color: black; font-family: Arial">eio de fazer outra coisa. A idéia maometana ou fatalista que o fim está </span><span style="color: black; font-family: Arial">fixado, independentemente dos meios, é apenas uma caricatura do calvinismo, </span><span style="color: black; font-family: Arial">usada maliciosamente algumas vezes. O fim está pré-ordenado a ser alcançado </span><span style="color: black; font-family: Arial">por meio dos meios, e o valor dos meios é obter-se o fim. De qualquer modo, </span><span style="color: black; font-family: Arial">ela ilustra bem que o motivo para afirmar a liberdade do homem é a </span><span style="color: black; font-family: Arial">responsabilidade.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Após relegar o determinismo teológico à obscuridade passada, a<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">senhorita Harkness descarta o determinismo mecânico ou científico numa </span><span style="color: black; font-family: Arial">nota de rodapé sobre teoria quântica. Isso foi mencionado aqui apenas para </span><span style="color: black; font-family: Arial">sinalizar que o determinismo calvinista pode ser mecânico ou não. A </span><span style="color: black; font-family: Arial">racionalidade do ideal mecânico está fora do presente propósito. O </span><span style="color: black; font-family: Arial">determinismo teológico não requer nem exclui isso. Tudo o que alguém </span><span style="color: black; font-family: Arial">precisa manter é que todo evento é determinado para ocorrer como ocorre e </span><span style="color: black; font-family: Arial">não poderia ser de outro modo. Deus pré-ordenou tudo o que acontece.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">A última autora citada aparenta, numa página anterior, ter se desviado<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">do ponto principal. Discutindo a questão “Deus é limitado?”, ela conclui que </span><span style="color: black; font-family: Arial">a onipotência não é inconsistente com a liberdade. Deus pode livremente </span><span style="color: black; font-family: Arial">limitar a Si mesmo e onipotentemente criar pessoas dotadas com o livre arbítrio.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Isso ignora um fator essencial, ou seja, a onisciência de Deus. Se Deus </span><span style="color: black; font-family: Arial">sabe o que irá acontecer, o que Ele sabe irá acontecer e nada mais. Os </span><span style="color: black; font-family: Arial">calvinistas crêem que Deus sabe o que acontecerá porque Ele ordenou tudo.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Mas deixando isso de lado, o pré-conhecimento indica que o futuro é definido.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E se não é Deus quem tornou o futuro definido, devemos retornar ao<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">dualismo de Platão. Mas ignoremos isso; se há um Deus onisciente, o futuro é </span><span style="color: black; font-family: Arial">certo. A professora do Elmira College ignorou o fator decisivo.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Agora, então, se todo evento é certo, pode o homem ser responsável<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">por ações que ele não poderia ter escapado de praticar? Ou o determinismo </span><span style="color: black; font-family: Arial">faz dos homens bons e “pequenos autômatos piedosos”, como a senhorita </span><span style="color: black; font-family: Arial">Harkness diz? Tudo o que é requerido para definir <em>escolha </em>ou <em>volição </em>é aquela </span><span style="color: black; font-family: Arial">combinação necessária e suficiente de fatores que a distinguem de outras </span><span style="color: black; font-family: Arial">funções psicológicas. A declaração de Charles Hodge (<em>op. cit., </em>285), então, será<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">vista como sendo uma inferência inválida, porque uma vontade inevitável é </span><span style="color: black; font-family: Arial">tão vontade quanto uma evitável. De novo, negligenciando observar aquilo </span><span style="color: black; font-family: Arial">que toma o lugar do argumento racional, alguém pode corretamente replicar </span><span style="color: black; font-family: Arial">que tudo depende do que é entendido por autômato, ou mais precisamente, o </span><span style="color: black; font-family: Arial">que significa <em>responsabilidade</em>.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Parece estranho que obras de teologia geralmente não façam nenhuma </span><span style="color: black; font-family: Arial">tentativa energética de definir <em>responsabilidade. </em>Mas se isso é de tamanha </span><span style="color: black; font-family: Arial">importância, alguém não deveria se omitir de torná-la tão precisa quanto </span><span style="color: black; font-family: Arial">possível. Todavia, essa tentativa está notoriamente ausente entre os </span><span style="color: black; font-family: Arial">deterministas e igualmente entre os partidários do livre-arbítrio. Nem todas as </span><span style="color: black; font-family: Arial">declarações verdadeiras são definições. O teorema de Pitágoras especifica uma<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">verdade quanto a um triângulo retângulo, mas não é a definição de um.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Algums vezes Charles Hodge faz certas declarações sobre responsabilidade, </span><span style="color: black; font-family: Arial">mas não está claro se ele as pretendia como definições ou simplesmente como </span><span style="color: black; font-family: Arial">declarações verdadeiras. Por exemplo: “Nós somos responsáveis por nossos </span><span style="color: black; font-family: Arial">sentimentos, porque eles, em sua própria natureza, são certos ou errados.” No<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">próximo parágrafo ele faz da natureza humana a base da responsabilidade. O </span><span style="color: black; font-family: Arial">que se segue parece mais com uma definição: “Onde quer que a razão e o </span><span style="color: black; font-family: Arial">poder da auto-determinação ou espontaneidade são combinados em um </span><span style="color: black; font-family: Arial">agente, ele é livre e responsável por seus atos externos e suas volições.”<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Definição não é uma tarefa fácil, e uma incorreta pode nos enganar<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">assustadoramente. O cuidado daquele que não admitiria que dois mais dois é </span><span style="color: black; font-family: Arial">igual a quatro, até que ele soubesse como a admissão seria usada, é nada </span><span style="color: black; font-family: Arial">menos que uma breve exemplificação. Todavia, aqueles que criticam a posição </span><span style="color: black; font-family: Arial">a ser oferecida, no máximo, dizem que a concepção de responsabilidade </span><span style="color: black; font-family: Arial">envolvida é incompleta ou restrita. Talvez eles estejam certos; tudo o que é </span><span style="color: black; font-family: Arial">necessário é que as características mencionadas sejam elementos essenciais da<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">definição. Chamemos um homem <em>responsável</em>, então, quando ele pode ser </span><span style="color: black; font-family: Arial">justamente recompensado ou punido por suas obras. Isto é, o homem deve </span><span style="color: black; font-family: Arial">prestar contas a alguém, a Deus, porque responsabilidade implica numa </span><span style="color: black; font-family: Arial">autoridade superior que pune ou recompensa. Agora, visto que na teologia a </span><span style="color: black; font-family: Arial">dificuldade da questão está na punição eterna para alguns pecadores, podemos </span><span style="color: black; font-family: Arial">omitir outros elementos na definição e enfatizar que ao chamarmos o homem<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">de responsável, queremos dizer que ele pode ser justamente punido por Deus.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Essa verdade, que é uma definição, é a chave para a explicação do motivo pelo </span><span style="color: black; font-family: Arial">qual o homem é responsável pelo ato que Deus o determinou fazer.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Várias pessoas, com o cuidado provindo da experiência, têm<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">questionado nesse ponto, que apesar de não verem a armadilha, eles poderiam </span><span style="color: black; font-family: Arial">sempre escapar das desagradáveis conclusões calvinistas apegando-se ao </span><span style="color: black; font-family: Arial">advérbio salvador “justamente”1. Isso, sem dúvida, é apenas o que é desejado.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Pois, ou o advérbio é um escape do calvinismo, ou a própria essência do </span><span style="color: black; font-family: Arial">calvinismo depende do significado de justiça. Pois não podemos continuar </span><span style="color: black; font-family: Arial">pelos ecos da <em>República </em>de Platão, até que tenhamos apreendido a própria </span><span style="color: black; font-family: Arial">Justiça.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Isso leva a uma ilustração nos escritos de Leibniz, Descartes e Calvino.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Leibniz sustentava que esse era o melhor de todos os mundos possíveis, </span><span style="color: black; font-family: Arial">provocando assim a observação de que ele teria sido um pessimista. Ele havia </span><span style="color: black; font-family: Arial">dito que Deus poderia ter escolhido qualquer um entre o número de mundos </span><span style="color: black; font-family: Arial">possíveis, cada um quase bom, mas o importante foi que Deus escolheu o </span><span style="color: black; font-family: Arial">melhor deles. Ele nega expressamente que este mundo é o melhor porque </span><span style="color: black; font-family: Arial">Deus o escolheu. Esta última proposição, o mundo é bom porque Deus o </span><span style="color: black; font-family: Arial">escolheu, era a opinião de Descartes.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Nesse ponto devemos nos referir e questionar Jonathan Edwards.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Embora tente evitar colocar Deus debaixo de mandamentos, ele ainda parece </span><span style="color: black; font-family: Arial">implicar o dualismo platônico ao representar Deus como influenciado por </span><span style="color: black; font-family: Arial">estímulos. Depois, quando chega ao nosso presente ponto, ele chama a </span><span style="color: black; font-family: Arial">questão que dividiu Descartes e Leibniz de absurdo e sem sentido.<o:p></o:p></span><st1:personname w:st="on"><span style="color: black; font-family: Arial">João</span></st1:personname><span style="color: black; font-family: Arial"> Calvino não era da mesma opinião. Ele antecipou a posição de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Descartes, e <st1:personname ProductID="em As Institutas" w:st="on">em <em>As Institutas</em></st1:personname><em> </em>deu a chave para a solução:<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">“Primeiro eles exigem que se explique com que propósito Deus<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">se enfurece contra as suas criaturas que não lhe fizeram nenhuma<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">ofensa. Porque, pôr a perder e arruinar a quem bem lhe parece é<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">coisa mais própria da crueldade de um tirano que da sentença<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">justa dada por um juiz. Assim lhes parece que os homens têm<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">bom motivo para queixar-se de Deus, se por seu puro querer,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">sem o próprio mérito deles, foram predestinados à morte eterna.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Se tais cogitações subirem alguma vez ao entendimento dos<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">crentes, eles estarão suficientemente armados para as repelir,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">bastando que considerem que tremenda temeridade é sequer<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">inquirir as causas da vontades de Deus. Pois a vontade de Deus é<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">(com todo o direito) a causa de todas as coisas que se fazem.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Porque, se ela tivesse alguma causa, esta necessariamente a<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">precederia, e seria como se estivesse atada a ela, o que não é lícito<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">nem imaginar. Porque a vontade de Deus é de tal modo a regra<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">suprema e soberana da justiça que tudo o que Deus quer,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">necessariamente o tem como justo, simplesmente porque o quer.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Por isso, se for feita a pergunta: por que Deus agiu assim? Devese<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">responder: porque ele o quis. Se ainda se perguntar: por que<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">ele o quis? É querer conhecer uma coisa maior e mais alta que a<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">vontade de Deus; o que não se pode encontrar.”2 </span><span style="color: black; font-family: Arial">Deus é Soberano; o que quer que Ele faça é justo, por essa mesma </span><span style="color: black; font-family: Arial">razão, porque Ele o fez. Se Ele pune o homem, o homem é punido </span><span style="color: black; font-family: Arial">justamente, e assim, o homem é responsável. Isso responde à forma de </span><span style="color: black; font-family: Arial">argumento que se segue: O que Deus faz é justo, a punição eterna não é justa, </span><span style="color: black; font-family: Arial">portanto Deus não pune. Se o objetor quer dizer que ele recebeu uma<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">revelação especial de que não existe punição eterna, não poderemos tratar </span><span style="color: black; font-family: Arial">com ele nesse ponto. Se, contudo, ele não estiver reivindicando uma revelação </span><span style="color: black; font-family: Arial">especial da história futura, mas apenas um princípio filosófico pelo qual </span><span style="color: black; font-family: Arial">pretende mostrar que a condenação eterna é injusta, a distinção entre nossas </span><span style="color: black; font-family: Arial">posições torna-se imediatamente óbvia. Calvino tinha rejeitado essa visão do </span><span style="color: black; font-family: Arial">universo faz uma lei, quer de justiça ou de evolução, no lugar do legislador </span><span style="color: black; font-family: Arial">supremo. Tal visão é o dualismo platônico que põe um Mundo das Idéias </span><span style="color: black; font-family: Arial">superior ao Artífice. Deus em tal sistema é finito ou limitado, confinado a<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">seguir ou obedecer ao modelo. Mas aqueles que proclamam a Soberania de </span><span style="color: black; font-family: Arial">Deus determinam o que é a justiça observando o que Deus realmente faz. O </span><span style="color: black; font-family: Arial">que Deus fizer é justo. O que Ele manda os homens fazerem, ou não, é </span><span style="color: black; font-family: Arial">similarmente justo ou injusto.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Esse montante é suficiente para a nossa solução. Admito que resta dizer </span><span style="color: black; font-family: Arial">muitas outras coisas. A necessidade dos meios ou causas secundárias, </span><span style="color: black; font-family: Arial">imediatas, poderia ser mencionada; o pecado como base judicial da punição </span><span style="color: black; font-family: Arial">divina, porque Deus determinou que assim fosse, poderia ser mencionado; </span><span style="color: black; font-family: Arial">apêndices e réplicas adicionais poderiam ser agregados. Apenas uma precisa </span><span style="color: black; font-family: Arial">ser examinada. A visão aqui proposta faz de Deus o Autor do pecado? O </span><span style="color: black; font-family: Arial">motivo pelo qual os teólogos eruditos que formularam tão uniformemente </span><span style="color: black; font-family: Arial">vários credos permitiram tal expressão metafórica obscurecer a questão é um<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">enigma. Essa visão, certamente, faz de Deus a Primeira e Última Causa de </span><span style="color: black; font-family: Arial">todas as coisas. Mas uma breve reflexão sobre a definição de responsabilidade </span><span style="color: black; font-family: Arial">e sua implicação em uma autoridade superior mostra que Deus não é </span><span style="color: black; font-family: Arial">responsável pelo pecado.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Segue-se disso que o determinismo é consistente com a<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">responsabilidade, e que o conceito de liberdade que foi introduzido apenas </span><span style="color: black; font-family: Arial">para garantir a responsabilidade não tem utilidade. É claro que o homem ainda </span><span style="color: black; font-family: Arial">é um “agente-livre”, pois isso simplesmente significa, como Hodge diz, que o </span><span style="color: black; font-family: Arial">homem tem o poder de tomar uma decisão. Assim, é difícil entender a razão </span><span style="color: black; font-family: Arial">pela qual tanto esforço deva ser gasto na tentativa de fazer o poder de decisão </span><span style="color: black; font-family: Arial">consistente com a inevitabilidade da decisão. Se há algum mistério sobre isso,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">como diz o <em>Breve Catecismo, </em>é algo da escolha própria do teólogo. Pois Deus </span><span style="color: black; font-family: Arial">tanto dá o poder como determina o modo que ele deve ser usado. Deus é </span><span style="color: black; font-family: Arial">Soberano.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Parece-me que um grande número de objeções à doutrinas cristãs<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">específicas, objeções à expiação propiciatória ou encarnação, surgem de uma </span><span style="color: black; font-family: Arial">visão não-cristã sobre a natureza de Deus. Os modernistas objetam ao </span><span style="color: black; font-family: Arial">sacrifício vicário porque eles não pensam que Deus é aquele tipo de pessoa. O </span><span style="color: black; font-family: Arial">deus deles não é o Deus dos primeiros cristãos. E minha sincera convicção é </span><span style="color: black; font-family: Arial">que, se haveremos de manter a <em>Satisfação, </em>se vamos promulgar um cristianismo </span><span style="color: black; font-family: Arial">consistente, devemos, entre outras coisas, rejeitar e combater o semiarminianismo<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">prevalecente nas supostas igrejas calvinistas, e retornar à<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">predestinação, à perseverança dos santos, ao nono capítulo de Romanos, e ao </span><span style="color: black; font-family: Arial">melhor intérprete de <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname>, <st1:personname w:st="on">João</st1:personname> Calvino.<o:p></o:p></span></p>
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		<title>Aculturação indígena e Missões no Brasil.</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 16:59:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Avivamento]]></category>
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		<description><![CDATA[É a evangelização indígena, realizada por movimentos cristão-evangélicos, um dos fortes fatores para a aculturação do índio e conseqüente perda de sua identidade ? Esta pergunta me foi feita algumas vezes nos últimos anos, e demonstra por um lado a legítima preocupação com a preservação da identidade cultural indígena, e por outro a ausência de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial">É a evangelização indígena, realizada por movimentos cristão-<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">evangélicos, um dos fortes fatores para a aculturação do índio e <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">conseqüente perda de sua identidade ? <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Esta pergunta me foi feita algumas vezes nos últimos anos, e demonstra por <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">um lado a legítima preocupação com a preservação da identidade cultural <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">indígena, e por outro a ausência de maior informação quanto à raiz do <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">movimento missionário evangélico que, quanto à culturalidade, é <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">preservacionista. Pensemos um pouco sobre esta questão. </span><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><span id="more-399"></span></span><span style="color: black; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial">A aculturação é um processo de molde social imposto por uma soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">distinta, que pode ser objetiva (imposição aberta, colonialista) ou subjetiva<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">(imposição baseada na atração e conseqüente desvalorização do sistema<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">cultural materno em detrimento do apresentado) sendo que ambas são<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">igualmente danosas.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">No presente, entre os indígenas brasileiros, a aculturação ao universo &#8216;branco&#8217;<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">se dá por três pólos de atração: educação, saúde e comércio. No passado,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">especialmente, a catequese católica seria também um dos fortes pólos de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">atração. Indigenistas possuem iniciativas a fim de prover, desta forma,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">educação, saúde e subsistência aos indígenas sem que os mesmos saiam de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">seus territórios e, consequentemente, sejam envolvidos pela cultura não<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">indígena.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Portanto, a permanência ou não em sua homeland &#8211; território natal &#8211; é vital para<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">a preservação cultural. Tenho observado que as perdas culturais mais<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">profundas, e irrefreáveis, vêm acompanhadas da perda do território e<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">sucessiva troca por outro onde a expressão grupal possui diferentes códigos e,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">em geral, o estranho passa por um processo que vai da discriminação social<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">até a marginalização.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">A iniciativa missionária evangélica vem cercada por estes cuidados culturais<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">através da defesa do território. Através da análise lingüística e valorização da<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">cidadania indígena dentro da escala cultural nacional (inter-etnica) se promove<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">um menor esvaziamento do território natal indígena. A SIL, por exemplo, é<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">sem dúvida uma entidade colaboradora para a permanência indígena em seu<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">território natal através de seu esforço de não apenas grafar as línguas indígenas<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">mas facilitar a produção de material lingüístico local que venha a saciar a sede<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">do índio pelo registro, produção literária e transmissão de conhecimento em<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">um nível mais amplo. Por si, esta iniciativa já preserva a culturalidade indígena<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">nacional. Também as atividades sociais (médicas, de educação e subsistência)<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">quando desenvolvidas por entidades missionárias evangélicas são, via de regra,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">2<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">baseadas na própria língua/cultura/território indígena, sendo que as mesmas<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">se enraízam junto a etnias específicas, de forma menos móvel e mais<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">permanente, o que também contribui para a permanência territorial e<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">preservação da cultura.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Em segundo lugar, podemos ver a iniciativa missionária evangélica como<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">promotora da permanência territorial através da apresentação dos direitos<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">humanos universais ao povo indígena. Através do conhecimento dos direitos<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">humanos (do índio em relação ao índio e do índio em relação ao não índio)<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">percebemos positivas e fortes manifestações em defesa do próprio modo de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">pensar, viver e agir. Esta apresentação dos direitos humanos produz também<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">uma luta pela defesa do respeito às escolhas do índio, o que faz com que este<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">possa se manifestar livremente para dizer sim ou não a qualquer prática que<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">julgue relevante avaliar, seja indígena ou não indígena. A tendência<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">antropológica de engessar o índio à sua própria história não lhe dando a<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">permissão de revisar sua vida e costumes (bem como fazer escolhas que julgue<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">necessárias) como cessar o infanticídio, por exemplo, são questionáveis e, se<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">aplicadas ao Brasil escravagista do passado produziria uma soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de estática<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">em suas opções sociais e teríamos, hoje ainda, fazendas cheias de gente<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">escravizada e sem voz.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Tendo em mente este cenário podemos pensar no ponto de maior<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">controvérsia quando se trata da atuação missionária evangélica, que é a<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">exposição do evangelho ao índio. A controvérsia se enraíza no pressuposto<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">que a teologia e antropologia possuem em relação ao evangelho. Se por um<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">lado a antropologia clássica o vê como um elemento de literatura religiosa<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">especificamente cristã, e promotor de uma cultura cristã (no presente)<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">ocidentalizada; por outro lado os cristãos vêem o Evangelho como uma<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">palavra inspirada por Deus e transmitida aos homens, a todos os homens, de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">forma a-cultural e a-temporal, ou seja, que tem a capacidade de comunicar a<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">verdade de Deus a todos os homens em todas as culturas em todos os<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">tempos. São, desta forma, verdades universais. A forma de transmiti-lo, de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">maneira inteligível e com padrões culturais de compreensão, chama-se<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">contextualização.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Portanto, dentro do pressuposto cristão o evangelho não acultura o indígena,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">mas vem lhe trazer a verdade universal ainda por ele desconhecida, em sua<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">própria língua e cultura. Igrejas indígenas (cristãs evangélicas) autóctones<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">como os Wai-Wai são um bom exemplo de como o indígena convertido e<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">seguidor de Jesus continua sendo índio, com sua língua, sua cultura e sua<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">compreensão da vida. A conversão interior, porém, provoca efeitos visíveis na<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">interpretação da vida e escolhas diárias, e reside aí, creio eu, a raiz das maiores<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">controvérsias quanto à evangelização indígenas. Estas surgem quando o índio,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">convertido, passa a revisar a vida e evitar, por exemplo, a participação em ritos<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">e atos normalmente admissíveis e vividos em seu povo e cultura. Seria o caso,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">por exemplo, de um indígena que descobre o adultério da esposa e, ao<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">3<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">contrário da tradição histórica, resolve não matá-la mas sim perdoá-la. Seria o<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">outro que passa a amar seus inimigos (talvez patrões injustos, exploradores) ao<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">invés de roubá-los e amaldiçoá-los. Seria ainda a mãe que resolve manter sua<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">filhinha viva, ainda que enferma, em lugar de envenená-la como seria o<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">esperado na aldeia. Ou ainda o rapaz que não toma mais caxiri, o ancião que<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">passa a ver na pajelança elementos ruins para o sua vida, a criança que perde o<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">medo do espírito que produz o trovão e assim por diante. Estas mudanças de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">vida, que geram alterações posteriores na própria cosmovisão, são causadoras<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">de desconforto no mundo acadêmico não cristão.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Antes de prosseguirmos façamos, porém, uma diferença entre cultura e<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">história, pois quando se afirma que o indígena passa a não praticar certas<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">atividades culturais, o que se quer dizer é que este indígena escolheu não<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">praticar certas atividades históricas, visto que todas as atividades da vida<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">humana em uma certa soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de, incluindo suas escolhas, são atividades<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">culturais. Nenhuma cultura é estática. A isenção da participação em alguns<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">atos e cenários tradicionais não pode ser visto como uma aculturação, mas sim<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">como uma escolha (baseada na conversão) de postura de vida dentro do seu<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">universo local e com base em sua crença, ou fé. O rio Içana, por exemplo,<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">cristão e evangélico, é conhecido como o rio onde &#8216;não se bebe&#8217;. Afirmar que<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">é &#8216;cultural&#8217; beber, como freqüentemente ouvimos, na verdade deveria ser<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">melhor referido como sendo ´histórico´ beber, seja o caxiri ou cachaça. O fato<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">de vários indígenas do Içana não beberem o caxiri ou a cachaça não pode ser<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">visto como um rompimento cultural ou aculturação, por um motivo: beber é<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">cultural da mesma forma que qualquer outra atividade praticada na soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">como pescar, caçar, casar, adulterar, trair, matar, brincar etc. O fato de uma<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">atividade social ser &#8216;cultural&#8217; sugere apenas que possui raízes de compreensão e<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">prática naquele grupo.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O Evangelho, assim, não acultura mas sim expõe valores que promovem, de<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">fato, mudança dentro da própria cosmovisão e universo do povo sem lhe<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">retirar aquilo que (ele) julga essencial para viver e ser índio.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Nesta secular controvérsia sobre a presença missionária evangélica entre os<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">índios, a fim de tratarmos os indígenas como moralmente iguais, mesmo que<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">etnicamente distintos, precisaríamos predefinir menos suas escolhas e ouvi-los<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">mais. Outro dia, viajando pelo Alto Rio Negro, ouvi um indígena dizendo:<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Você pode me falar de Jesus ? Daríamos a qualquer um, neste Brasil, o direito<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">de ouvir do que deseja ouvir. Porque não o índio ?</span><span style="font-family: Arial"><o:p></o:p></span></p>
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		<title>Aspectos bíblicos da Graça comum.</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 16:51:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando Adão e Eva pecaram, tornaram-se réus da punição eterna e da separação de Deus (Gênesis 2:17). Do mesmo modo, hoje, quando os seres humanos pecam, eles se tornam sujeito à ira de Deus e à punição eterna: “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Isso significa que, uma vez que as pessoas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'"><span style="font-family: Arial">Quando Adão e Eva pecaram, tornaram-se réus da punição eterna e da separação de Deus (Gênesis 2:17). Do mesmo modo, hoje, quando os seres humanos pecam, eles se tornam sujeito à ira de Deus e à punição eterna: “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Isso significa que, uma vez que as pessoas pecam, a justiça de Deus requer somente uma coisa, que elas sejam eternamente separadas de Deus, alienadas da possibilidade de experimentar <em><span style="font-family: Arial">qualquer</span></em> bem da parte dEle, e que elas existam para sempre no inferno, recebendo eternamente apenas a Sua ira. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"><span id="more-398"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-family: Arial">De fato, isso foi o que aconteceu aos anjos que pecaram e poderia ter acontecido exatamente conosco também: “Pois Deus não poupou aos anjos que pecaram, mas os lançou no inferno, prendendo-os em abismos tenebrosos a fim de serem reservados para o juízo” (2 Pedro 2:4).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Mas, de fato, Adão e Eva não morreram imediatamente (embora a sentença de morte <em><span style="font-family: Arial">começasse</span></em> a ser aplicada na vida deles no dia em que pecaram). A execução plena da sentença de morte foi retardada por muitos anos. Além disso, milhões de seus descendentes até o dia de hoje não morrem nem vão para o inferno tão logo pecam, mas continuam a viver por muitos anos, desfrutando bênçãos incontáveis nesta vida. Como pode ser isso? <em><span style="font-family: Arial">Como Deus pode continuar a conferir bênçãos a pecadores que merecem somente a morte</span></em> — não somente aos que finalmente serão salvos, mas também a milhões que nunca serão salvos, cujos pecados nunca serão perdoados?<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A respostas a essas perguntas é que Deus concede-lhes <em><span style="font-family: Arial">graça comum</span></em>. Podemos definir graça comum da seguinte maneira: <em><span style="font-family: Arial">Graça comum é a graça de Deus pela qual Ele dá às pessoas bênçãos inumeráveis que não são parte da salvação</span></em>. A palavra comum aqui significa algo que é dado a todos os homens e não é restrito aos crentes ou aos eleitos somente.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Diferentemente da graça comum, a graça de Deus que leva pessoas à salvação é muitas vezes chamada “graça salvadora”. Naturalmente, quando falamos a respeito da “graça comum” e da “graça salvadora”, não estamos sugerindo que há duas diferentes espécies de graça no próprio Deus, mas apenas estamos dizendo que a graça de Deus se manifesta no mundo de duas maneiras diferentes. A graça comum é diferente da graça salvadora quanto aos <em><span style="font-family: Arial">resultados</span></em> (ela não traz salvação), seus <em><span style="font-family: Arial">destinatários</span></em> (é dada aos crentes e descrentes igualmente) e sua <em><span style="font-family: Arial">fonte</span></em> (ela não flui diretamente da obra expiatória de Cristo, visto que a morte dEle não obtém nenhuma medida de perdão para os descrentes e, portanto, nem os crentes nem os descrentes fazem jus às suas bênçãos). Contudo, sobre o último ponto, deve ser dito que a graça comum flui <em><span style="font-family: Arial">indiretamente</span></em> da obra redentora de Cristo, porque o fato de Deus não julgar o mundo assim que o pecado entrou nele talvez seja apenas porque Ele planejou finalmente salvar alguns pecadores por meio da morte de Seu Filho.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
B. Exemplos de graça comum<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
Se olhamos para o mundo ao nosso redor e o contrastamos com o fogo do inferno que ele merece, podemos ver imediatamente a abundante evidência da graça comum de Deus em milhares de exemplos na vida diária. Podemos distinguir diversas categorias específicas nas quais essa graça comum pode ser vista.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="1. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">1. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera física.</span></em><span style="font-family: Arial"> Os descrentes continuam a viver neste mundo somente por causa da graça comum de Deus — cada vez que as pessoas respiram é pela graça, pois o salário do pecado é a morte, não a vida. Além disso, a terra não produz somente espinhos e ervas daninhas (Gênesis 3:18), nem permanece um deserto ressequido, mas a graça comum de Deus provê comida e material para roupa e abrigo, muitas vezes em grande abundância e diversidade. Jesus disse: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu <st1:personname w:st="on">Pai</st1:personname> que está nos céus. Porque <em><span style="font-family: Arial">Ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos</span></em>” (Mateus 5:44,45). Aqui Jesus apela para a abundante graça comum de Deus como encorajamento aos seus discípulos, para que eles também concedam amor e orem para que os descrentes sejam abençoados (cf. Lucas 6:35,36). Semelhantemente, <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> disse ao povo de Listra: “No passado [Deus] permitiu que todas as nações seguissem os seus próprios caminhos. Contudo. Deus não ficou sem testemunho: mostrou sua bondade, <em><span style="font-family: Arial">dando-lhes chuva do céu e colheitas no tempo certo, concedendo-lhes sustento com fartura e um coração cheio de alegria</span></em>” (Atos 14:16,17). <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O Antigo Testamento também fala da graça comum de Deus que vem aos descrentes tanto quanto aos crentes. Um exemplo específico é o de Potifar, o capitão da guarda do Egito que comprou José como escravo: “<em><span style="font-family: Arial">o Senhor abençoou a casa do egípcio </span></em>por causa de José. A bênção do Senhor estava sobre tudo o que Potifar possuía, tanto em casa como no campo” (Gênesis 39:5). Davi fala de modo muito mais geral a respeito das criaturas que o Senhor fez:<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">“O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas. [...] Os olhos de todos estão voltados para ti, e tu lhes dás o alimento no devido tempo. Abres a tua mão e satisfazes os desejos de todos os seres vivos” (Salmos 145:9,15,16).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Estes versículos são outro lembrete de que a bondade que é encontrada em toda a criação não acontece automaticamente — ela se deve à bondade de Deus e Sua compaixão.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="2. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">2. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera intelectual.</span></em><span style="font-family: Arial"> Satanás é “mentiroso e pai da mentira” e “não há verdade nele” (<st1:personname w:st="on">João</st1:personname> 8:44), porque lhe foi dado ter domínio sobre o mal e sobre a irracionalidade e comprometimento com a falsidade que acompanha o mal radical. Mas os seres humanos no mundo de hoje, mesmo os descrentes, não estão totalmente entregues à mentira, irracionalidade e ignorância. Todas as pessoas são capazes de ter um pouco de compreensão da verdade; de fato, algumas possuem grande inteligência e entendimento. Isso também deve ser visto como resultado da graça comum de Deus. <st1:personname w:st="on">João</st1:personname> fala de Jesus como “a verdadeira luz, que <em><span style="font-family: Arial">ilumina todos os homens</span></em>” (<st1:personname w:st="on">João</st1:personname> 1:9), pois, em seu papel como criador e sustentador do universo (não particularmente em seu papel como redentor), o Filho de Deus concede iluminação e entendimento que vêm a todas as pessoas no mundo.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A graça comum de Deus na esfera intelectual é vista no fato de que todas as pessoas têm certo conhecimento de Deus: “porque, <em><span style="font-family: Arial">tendo conhecido a Deus</span></em>, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças” (Romanos 1:21). Isso significa que há um senso da existência de Deus e muitas vezes a fome de conhecer Deus que Ele permite que permaneça no coração das pessoas, embora isso resulte muitas vezes em muitos religiões diferentes criadas pelos homens. Portanto, mesmo quando falando a pessoas que sustentavam religiões falsas, <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> pôde encontrar um ponto de contato com respeito ao conhecimento da existência de Deus, exatamente como fez quando falou aos filósofos atenienses: “Atenienses! Vejo que em todos os aspectos vocês são muito religiosos [...] o que vocês adoram, apesar de não conhecerem, eu lhes anuncio” (Atos 17:22,23).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">A graça comum de Deus na esfera intelectual também resulta na capacidade de captar a verdade e distingui-la do erro e de experimentar crescimento em conhecimento que pode ser usado na investigação do universo e na tarefa de dominar a terra. Isso significa que <em><span style="font-family: Arial">toda ciência e tecnologia desenvolvida pelos não-cristãos é resultado da graça comum</span></em>, permitindo-lhes fazer descobertas e invenções incríveis, para desenvolver os recursos do planeta na criação de muitos bens materiais, para produção e distribuição desses recursos e para alcançar habilidades na obra produtiva. Em sentido prático, isso significa que, cada vez que entramos em uma mercearia, andamos em um automóvel ou entramos em uma casa, devemos lembrar que estamos experimentando os resultados da abundante graça comum de Deus derramada tão ricamente sobre toda a raça.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="3. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">3. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera moral.</span></em><span style="font-family: Arial"> Pela graça comum Deus também refreia as pessoas de serem tão más quanto poderiam. Novamente o reino demoníaco, totalmente dedicado ao mal e à destruição, proporciona um contraste claro com a soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de humana, na qual o mal é claramente refreado. Se as pessoas persistem dura e repetidamente em seguir o pecado durante o curso de sua vida, Deus finalmente as entregará ao maior de todos os pecados (cf. Salmos 81:12; Romanos 1:24,26,28), mas no caso da maioria dos seres humanos eles não caem nas profundezas às quais seus pecados normalmente os levariam, porque Deus intervém e coloca freio na sua conduta. Um refreamento muito eficaz é a força da consciência. <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> diz: “De fato, quando os gentios, que não têm a Lei, praticam naturalmente o que ela ordena, tornam-se lei para si mesmos, embora não possuam a Lei; pois mostram <em><span style="font-family: Arial">que as exigências da Lei estão gravadas em seu coração</span></em>. Disso <em><span style="font-family: Arial">dão testemunho também</span></em> a sua consciência e os pensamentos deles, ora acusando-os, ora defendendo-os” (Romanos 1:32). E em muitos outros casos, essa sensação interior da consciência leva os indivíduos a estabelecer leis e costumes na soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de que são, em termos da conduta exterior que eles aprovam ou proíbem, totalmente iguais às leis morais da Escritura. As pessoas muitas vezes estabelecem leis ou têm costumes que respeitam a santidade do casamento e da família, protegem a vida humana e proíbem o roubo e a falsidade no falar. Por causa disso, elas muitas vezes seguem caminhos moralmente retos e exteriormente andam conforme os padrões morais encontrados na Escritura. Embora a conduta moral delas não possa ganhar méritos com Deus, visto que a Escritura claramente diz que “diante de Deus ninguém é justificado pela Lei” (Gálatas 3:11) e “Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer” (Romanos 3:12), contudo, em algum sentido menor que ganhar a aprovação ou o mérito eterno de Deus, os descrentes realmente fazem “o bem”. Jesus sugere isso quando diz: “E que mérito terão, se fizerem o bem<em><span style="font-family: Arial"> àqueles que são bons para com vocês? Até os &#8216;pecadores&#8217; agem assim</span></em>” (Lucas 6:33).<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="4. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">4. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> esfera da criatividade.</span></em><span style="font-family: Arial"> Deus distribuiu medidas significativas de capacidade em áreas artísticas e musicais, assim como em outras esferas nas quais a criatividade e a habilidade podem expressar-se, como praticar esportes, cozinhar, escrever, e assim por diante. Além disso, Deus nos dá a capacidade de apreciar a beleza em muitas áreas da vida. E nessa área, assim como na esfera física e intelectual, as bênçãos da graça comum são às vezes derramadas sobre os descrentes até mais abundantemente que sobre os crentes. To<st1:personname w:st="on">davi</st1:personname>a, em todos os casos, ela é resultado da graça de Deus.</p>
<p><em><span style="font-family: Arial">5. A esfera da soc<st1:personname w:st="on">ieda</st1:personname>de.</span></em> A graça de Deus também é evidente na existência de várias organizações e estruturas na raça humana. Vemos isso primeiramente na família humana, ressaltado pelo fato de que Adão e Eva permaneceram marido e mulher após a queda e então tiveram filhos, homens e mulheres (Gênesis 5:4). Os filhos de Adão e Eva casaram-se e formaram famílias para si mesmos (Gênesis 4:17,19,26). A família humana permanece ainda hoje, não simplesmente como instituição para os crentes, mas para todas as pessoas.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">O governo humano é também resultado da graça comum. Ele foi instituído no princípio por Deus após o dilúvio (ver Gênesis 9:6) e, segundo Romanos 13 claramente afirma, foi estabelecido por Deus: “Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas”. Está claro que o governo é dom de Deus para a raça em geral, pois <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> diz que a autoridade “é serva de Deus para o seu bem” e que ela é “serva de Deus, agente de justiça para punir quem pratica o mal” (Romanos 13:4). Um dos principais meios que Deus usa para refrear o mal no mundo é o governo humano. As leis humanas, as forças policiais e os sistemas judiciais proporcionam poderosa repressão às más ações, e esses são freios necessários, pois há muito mal no mundo que é irracional e pode ser restringido somente pela força, já que ele não será impedido pela razão ou pela educação. Obviamente a pecaminosidade das pessoas pode também afetar os governos em si mesmos, de forma que o governo humano, igual a todas as outras bênçãos da graça comum que Deus dá, pode ser usado tanto para o propósito do bem como do mal.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial"><br />
<em><span style="font-family: Arial">6. A esfera religiosa.</span></em></span></em><span style="font-family: Arial"> Mesmo na esfera da religião humana, a graça comum de Deus traz algumas bênçãos para as pessoas incrédulas. Jesus nos diz: “Amem os seus inimigos e <em><span style="font-family: Arial">orem por aqueles que os perseguem</span></em>” (Mateus 5:44), e desde que não há qualquer restrição no contexto para que se ore simplesmente pela salvação deles e como a ordem de orar pelos que nos perseguem é combinada com a ordem de amá-los, parece razoável concluir que Deus pretende responder a nossas orações pelos que nos perseguem em muitas áreas de suas vidas. De fato, <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> especificamente ordena que oremos “pelos reis e por todos os que exercem autoridade” (1 Timóteo 2:2). Quando procuramos o bem dos descrentes, isso é coerente com a própria prática divina de conceder sol e chuva a “maus e bons” (Mateus 5:45) e também está de acordo com a prática de Jesus durante o Seu ministério terreno, quando Ele curou cada pessoa que lhe era trazida (Lucas 4:40). Não há indicação alguma de que ele tenha exigido que todos cressem nele ou concordassem que ele era o Messias antes de lhes conceder cura física.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Deus responde às orações dos descrentes? Embora Deus não tenha prometido responder às orações dos descrentes como prometeu responder às orações dos que vêm a Ele em nome de Jesus, e embora Ele não tenha obrigação de responder às orações dos descrentes, mesmo assim Deus pode por Sua graça comum ouvir e responder positivamente às orações deles, demonstrando dessa forma Sua misericórdia e bondade de outro modo ainda (cf. Salmos 145:9,15; Mateus 7:22; Lucas 6:35,36). Esse é provavelmente o sentido de 1 Timóteo 4:10, que diz que Deus é o “Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem”. Aqui “Salvador” não significa restritamente “quem perdoa pecados e dá vida eterna”, porque tais coisas não são dadas aos que não crêem. “Salvador” deve ter aqui um sentido mais geral — a saber, “quem resgata da miséria, quem liberta”. Em caso de pobreza e miséria, Deus muitas vezes ouve as orações dos descrentes e os livra graciosamente de seus problemas. Além disso, mesmo os descrentes muitas vezes possuem um senso de gratidão para com Deus pela bondade da criação, pela libertação em meio ao perigo e pelas bênçãos da família, do lar, das amizades e do país.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial"><br />
<em><span style="font-family: Arial">7. A graça comum não salva pessoas.</span></em></span></em><span style="font-family: Arial"> A despeito de tudo isso, devemos perceber que a graça comum é diferente da graça salvadora. A graça comum não muda o coração humano nem traz pessoas ao genuíno arrependimento ou à fé — ela não pode salvar e não salva pessoas (embora na esfera intelectual e moral ela possa preparar as pessoas para torná-las mais dispostas a aceitar o evangelho). A graça comum refreia o pecado, mas não muda a disposição fundamental de pecar nem purifica a natureza humana decaída.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Devemos também reconhecer que as ações que os descrentes realizam por causa da graça comum não merecem a aprovação ou o favor de Deus. Essas ações não procedem da fé (“tudo o que não provém da fé é pecado”, Romanos 14:23) nem são motivadas pelo amor a Deus (Mateus 22:37), e sim pelo amor ao ego sob uma ou outra forma. Portanto, embora possamos prontamente dizer que as obras dos descrentes que se conformam externamente às leis de Deus são “boas” em algum sentido, contudo elas não são boas em termos de merecer a aprovação de Deus nem de tornar Deus endividado para com o pecador em sentido algum.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Finalmente, devemos reconhecer que os descrentes muitas vezes recebem mais graça comum que os crentes — eles podem ser mais habilidosos, trabalhar com mais esforço, ser mais inteligentes, mais criativos ou ter mais dos benefícios materiais desta vida para desfrutar. Isso não indica de forma alguma que eles são mais favorecidos por Deus no sentido absoluto ou que eles vão ganhar qualquer coisa relativa à salvação eterna, mas significa somente que Deus distribui as bênçãos da graça comum de vários modos, muitas vezes concedendo bênçãos bastante significativas a descrentes. Em tudo isso, obviamente, eles devem tomar consciência da bondade de Deus (Ateus 14:17) e reconhecer que a vontade revelada de Deus é que essa “bondade de Deus” finalmente os conduza “ao arrependimento” (Romanos 2:4).<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"> <o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">C. Razões para a graça comum<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
Por que Deus concede graça comum a pessoas imerecedoras que nunca virão à salvação? Podemos sugerir ao menos quatro razões.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">1. Para redimir os que serão salvos.</span></em><span style="font-family: Arial"> Pedro diz que o dia do juízo e da execução final de punição está sendo retardado porque há ainda mais pessoas que serão salvas. “O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, ele é paciente com vocês, <em><span style="font-family: Arial">não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento</span></em>.” (2 Pedro 3:9,10). De fato, essa razão foi verdadeira desde o princípio da história humana, pois, se Deus quisesse salvar qualquer pessoa entre todos que compõem a humanidade pecaminosa, Ele não poderia destruir todos os pecadores imediatamente (nesse caso não sobraria ninguém da raça humana). Ao contrário, Ele resolveu permitir que seres humanos pecaminosos vivessem algum tempo de modo a ter uma oportunidade de arrependimento e também para que pudessem gerar filhos, capacitando gerações subseqüentes a viver, a ouvir o evangelho e se arrepender.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">2. Para demonstrar a bondade e a misericórdia de Deus.</span></em><span style="font-family: Arial"> A bondade e a misericórdia de Deus não são vistas somente na salvação dos crentes, mas também nas bênçãos que Deus dá aos pecadores que não as merecem. Quando Deus “é bondoso para com os ingratos e maus” (Lucas 6:35), essa bondade é revelada no universo, para a Sua glória. Davi diz: “O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas” (Salmos 145:9). Na história de Jesus conversando com o moço rico, lemos: “Jesus olhou para ele e o amou” (Marcos 10:21), embora o homem fosse um descrente que no mesmo instante afastou-se de Jesus porque possuía muitas riquezas. Berkhof diz que Deus “derrama incontáveis bênçãos sobre todos os homens e também indica claramente que elas são expressões de uma disposição favorável de Deus que, contudo, fica muito aquém da volição positiva exercida para lhes perdoar, suspender a sentença a eles imposta e assegurar-lhes a salvação”.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial">Não é injusto Deus retratar a execução da punição do pecado e dar temporariamente bênçãos aos seres humanos, porque a punição não é esquecida, mas apenas retardada. Retardando a punição, Deus mostra claramente que não tem prazer em executar o juízo final, mas, ao contrário, Ele se deleita na salvação de homens e mulheres. “Juro pela minha vida, palavra do Soberano, o SENHOR, que não tenho prazer na morte dos ímpios, antes tenho prazer em que eles se desviem dos seus caminhos e vivam” (Ezequiel 33:11). Deus “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:4). Em tudo isso o tempo de espera da punição dá uma evidência clara da misericórdia, bondade e amor de Deus.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">3. Para demonstrar a justiça de Deus.</span></em><span style="font-family: Arial"> Quando repetidamente Deus convida os pecadores a virem à fé e repetidamente eles recusam os Seus convites, a justiça de Deus em condená-los é vista muito mais claramente. <st1:personname w:st="on">Paulo</st1:personname> adverte que quem persiste na incredulidade está simplesmente acumulando a ira para si mesmo: “Contudo, por causa da teimosia e do seu coração obstinado, você está acumulando ira contra si mesmo, para o dia da ira de Deus, quando se revelará o seu justo julgamento” (Romanos 2:5). No dia do juízo todas as bocas serão silenciadas (Romanos 3:19), e ninguém será capaz de contrapor que Deus foi injusto.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">4. Para demonstrar a glória de Deus. </span></em><span style="font-family: Arial">Finalmente, a glória de Deus é mostrada de muitas formas pelas atividades dos seres humanos em todas as áreas nas quais a graça comum está <st1:personname ProductID="em operação. No" w:st="on">em operação. No</st1:personname> desenvolvimento e no exercício do domínio sobre a terra, homens e mulheres demonstram e refletem a sabedoria do seu Criador, comprovam as qualidades dadas por Deus, as virtudes morais e a autoridade sobre o universo, e coisas semelhantes. Embora todas essas atividades sejam contaminadas por motivos pecaminosos, elas apesar disso refletem a excelência de nosso Criador e, portanto, trazem a glória a Ele, não de forma plena e perfeita, mas ainda assim significativa.<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
C. Nossa resposta à doutrina da graça comum<o:p></o:p></span><span style="font-family: Arial"><br />
Pensando sobre as várias espécies de bondades vistas na vida dos descrentes por causa da graça comum que Deus dá abundantemente, devemos ter em mente três pontos.<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">1. Graça comum não significa que quem a recebe será salvo. </span></em><span style="font-family: Arial">Mesmo uma porção excepcional de graça comum não significa que quem a recebe será salvo. Até as pessoas mais habilidosas, mas inteligentes, mais ricas e poderosas no mundo ainda carecem do evangelho de Jesus Cristo ou serão condenadas eternamente! Os nossos vizinhos mais bondosos e de moral mais elevada ainda carecem do evangelho de Jesus Cristo ou serão condenados eternamente! Exteriormente pode parecer que eles não têm necessidade algumas, mas a Escritura ainda diz que os descrentes são “inimigos de Deus” (Romanos 5:10; cf. Colossenses. 1:21; Tiago 4:4) e são “contra” Cristo (Mateus 12:30). Eles são “inimigos da cruz de Cristo” e “só pensam nas coisas terrenas” (Filipenses 3:18,19), sendo “por natureza merecedores da ira” (Efésios 2:3).<o:p></o:p></span><em><span style="font-family: Arial">2. Devemos ser cuidados em não rejeitar as coisas boas que os descrentes fazem, considerando-as totalmente más. </span></em><span style="font-family: Arial">Pela graça comum os descrentes fazem algumas coisas boas, e devemos ver a mão de Deus nelas, sendo agradecidos por elas, como por exemplo nas amizades, em cada ato de bondade, no que elas trazem de bênçãos para outras pessoas. Tudo isso — embora o descrente não o saiba — procede em última análise de Deus, e Deus merece a glória por tudo.<o:p></o:p></span><st1:metricconverter ProductID="3. A" w:st="on"><em><span style="font-family: Arial">3. A</span></em></st1:metricconverter><em><span style="font-family: Arial"> doutrina da graça comum deveria estimular nosso coração à gratidão muito maior a Deus. </span></em><span style="font-family: Arial">Quando descemos uma rua e vemos casas, jardins e famílias vivendo em segurança, ou quando negociamos no mercado e vemos os resultados abundantes do progresso tecnológico, ou quando andamos pelos bosques e vemos a beleza da natureza, ou quando somos protegidos pelas autoridades, ou quando somos educados no vasto conhecimento humano, devemos perceber não somente que Deus, em Sua soberania, é o responsável último por todas essas bênçãos, mas também que Deus as tem concedido aos descrentes, embora eles não tenham <em><span style="font-family: Arial">absolutamente</span></em> <em><span style="font-family: Arial">nenhum mérito</span></em> com relação a elas! Essas bênçãos no mundo não são apenas evidências do poder e sabedoria de Deus, mas a manifestação contínua da Sua <em><span style="font-family: Arial">graça</span></em> abundante. A percepção deste fato deveria fazer nosso coração se encher de gratidão a Deus em cada atividade de nossa vida.<o:p></o:p></span><a target="_blank" href="https://correio.grupoestado.com.br/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://webmail.caminhocristao.com"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span></a></p>
<p></span></p>
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		<title>Armínio versus Calvino, eterno duelo sem Graça !.</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 04:36:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Caminho Cristão traz aqui uma breve exposição entre dois pensamentos acerca da Teologia Sistemática clássica, especialmente no que tange a Soteriologia, ou seja, a Teologia da Salvação e também sobre o Fatalismo e a Prédestinação Absoluta e a Relativa, quais dessas teses estaria certa a ponto de conduzir o homem a Eternidade, ou a um duelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2" face="Arial">O Caminho Cristão traz aqui uma breve exposição entre dois pensamentos acerca da Teologia Sistemática clássica, especialmente no que tange a Soteriologia, ou seja, a Teologia da Salvação e também sobre o Fatalismo e a Prédestinação Absoluta e a Relativa, quais dessas teses estaria certa a ponto de conduzir o homem a Eternidade, ou a um duelo de pontos de vista sem Graça !?..boa leitura !..<span id="more-395"></span></font></p>
<p><font size="2" face="Arial">O termo Calvinismo é dado ao sistema teológico da Reforma protestante, exposto e defendido por João Calvino (1509-1564). Seu sistema de interpretação bíblica pode ser resumido em cinco pontos, conhecidos como &#8220;os 5 pontos do Calvinismo&#8221; (TULIP em inglês):</font></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>1 &#8211; (Depravação total)</strong> &#8211; Todos os homens nascem totalmente depravados, incapazes de se salvar ou de escolher o bem em questões espirituais;</font></small></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>2  &#8211; (Eleição incondicional)</strong> &#8211; Deus escolheu dentre todos os seres humanos decaídos um grande número de pecadores por graça pura, sem levar em conta qualquer mérito, obra ou fé prevista neles;</font></small></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>3 &#8211; (Expiação limitada)</strong> &#8211; Jesus Cristo morreu na cruz para pagar o preço do resgate somente dos eleitos;</font></small></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>4 &#8211; (Graça Irresistível)</strong> &#8211; A Graça de Deus é irresistível para os eleitos, isto é, o Espírito Santo acaba convencendo e infundindo a fé salvadora neles;</font></small></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>5 &#8211; (Perseverança dos Santos)</strong> &#8211; Todos os eleitos vão perseverar na fé até o fim e chegar ao céu. Nenhum perderá a salvação.</font></small></p>
<p><small><font face="Arial">O Arminianismo é o sistema de Teologia formulado por Jacobus Arminius (1560-1609), teólogo da Igreja holandesa, que resolveu refutar o sistema de Calvino.</font></small></p>
<p><small><font face="Arial">Armínio apresentou seu sistema em 5 pontos:</font></small></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>1 &#8211; Capacidade humana, Livre-arbítrio </strong>- Todos os homens embora sejam<br />
pecadores, ainda são livres para aceitar ou recusar a salvação que Deus<br />
oferece;</font></small></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>2 &#8211; Eleição condicional </strong>- Deus elegeu os homens que ele previu que teriam fé<br />
em Cristo;</font></small></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>3 &#8211; Expiação ilimitada</strong> &#8211; Cristo morreu por todos os homens e não somente<br />
pelos eleitos;</font></small></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>4 &#8211; Graça resistível</strong> &#8211; Os homens podem resistir à Graça de Deus para não<br />
serem salvos;</font></small></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>5 &#8211; Decair da Graça</strong> &#8211; Homens salvos podem perder a salvação caso não<br />
perseverem na fé até o fim.</font></small></p>
<p><font face="Arial"><small>O sistema teológico de Armínio foi derrotado no Sínodo de Dort em 1619 na Holanda, por ser considerado anti-bíblico.</small><br />
<small>Por incrível que possa parecer, hoje o Arminianismo é o sistema teológico adotado pela maior parte das igrejas evangélicas. As seitas e o Catolicismo Romano também rejeitam o Calvinismo.</small></font></p>
<p><font face="Arial"><small></small></font></p>
<p><font face="Arial"><small></small></font></p>
<p><small><font face="Arial"><strong>Abaixo, uma tabela comparativa entre os dois sistemas teológicos:</strong></font></small></p>
<table border="1" width="460" style="width: 460px; height: 2729px">
<tr>
<td colSpan="3" bgColor="#800000">
<p align="center"><font color="#ffffff" face="Arial"><strong>ARMINIANISMO X CALVINISMO </strong></font></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td bgColor="#800000" align="center"><font color="#ffffff" face="Arial"><strong>Categoria</strong></font></td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font color="#ffffff" face="Arial"><strong>Arminianismo</strong></font></td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font color="#ffffff" face="Arial"><strong>Calvinismo</strong></font></td>
</tr>
<tr>
<td> </td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font size="2" color="#ffffff" face="Arial"><small><strong>1. Livre-Arbítrio ou Capacidade Humana</strong></small></font></td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font size="2" color="#ffffff" face="Arial"><small><strong>1. Incapacidade Total<br />
ou Depravação Total</strong></small></font></td>
</tr>
<tr>
<td><strong><font face="Arial">Depravação Total</font></strong></td>
<td vAlign="top"><font face="Arial"><font size="2"><small>Embora a queda de Adão tenha afetado seriamente a natureza humana, as pessoas não ficaram num estado de total incapacidade espiritual. Todo pecador pode arrepender-se e crer, por livre-arbítrio, cujo uso determinará seu destino eterno. O pecador precisa da ajuda do Espírito, e só é regenerado depois de crer, porque o exercíco da fé é a participação humana no novo nascimento.</small><br />
<strong><small>(Is 55:7; Mt 25:41-46; Mc 9:47-48; Rm 14:10-12; 2Co 5:10)</small></strong></font></font></td>
<td vAlign="top"><small><font face="Arial"><font size="2">O homem natural não pode sequer apreciar as coisas de Deus. Menos ainda salvar-se. Ele é cego, surdo, mudo, impotente, leproso espiritual, morto em seu pecado, insensível à graça comum. Se Deus não tomar a iniciativa, infundindo-lhe a fé salvadora, e fazendo-o ressuscitar espiritualmente, o homem natural continuará morto eternamente. <strong>(Sl 51:5; Jr 13:23; Rm 3:10-12; 7:18; 1Co 2:14; Ef 1:3-12; Cl 2:11-13)</strong></font></font></small></td>
</tr>
<tr>
<td> </td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font size="2" color="#ffffff" face="Arial"><small><strong>2. Eleição Condicional</strong></small></font></td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font size="2" color="#ffffff" face="Arial"><small><strong>2. Eleição Incondicional</strong></small></font></td>
</tr>
<tr>
<td><strong><font face="Arial">Eleição Incondicional</font></strong></td>
<td vAlign="top"><font face="Arial"><font size="2"><small>Deus escolheu as pessoas para a salvação, antes da fundação do mundo, baseado em Sua presciência. Ele previu quem aceitaria livremente a salvação e predestinou os salvos. A salvação ocorre quando o pecador escolhe a Cristo; não é Deus quem escolhe o pecador. O pecador deve exercer sua própria fé, para crer em Cristo e ser salvo. Os que se perdem, perdem-se por livre escolha: não quiseram crer em Cristo, rejeitaram a graça auxiliadora de Deus.</small><br />
<strong><small>(Dt 30:19; Jo 5:40; 8:24; Ef 1:5-6, 12; 2:10; Tg 1:14; 1Pe 1:2; Ap 3:20; 22:17) </small></strong></font></font></td>
<td vAlign="top"><small><font face="Arial"><font size="2">Deus elegeu alguns para a salvação em Cristo, reprovando os demais. Aos eleitos Deus manifesta a Sua misericórdia e aos reprovados a Sua justiça. Deus não tem a obrigação de salvar ninguém, nem homens nem anjos decaídos. Resolveu soberanamente salvar alguns homens (reprovando todos os demais) e torná-los filhos adotivos quando eram filhos das trevas. Teve misericórdia de algumas criaturas, e deixou as demais (inclusive os demônios) entregues às suas próprias paixões pecaminosas. A salvação é efetuada totalmente por Deus. A fé, como a salvação, é dom de Deus ao homem, não do homem a Deus. <strong>(Ml 1:2-3; Jo 6:65; 13:18; 15:6; 17:9; At 13:48; Rm 8:29, 30-33; 9:16; 11:5-7; Ef 1:4-5; 2:8-10; 2Ts 2:13; 1Pe 2:8-9; Jd 1:4)</strong></font></font></small></td>
</tr>
<tr>
<td> </td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font size="2" color="#ffffff" face="Arial"><small><strong>3. Redenção Universal ou Expiação Geral</strong></small></font></td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font size="2" color="#ffffff" face="Arial"><small><strong>3. Redenção Particular ou Expiação Limitada</strong></small></font></td>
</tr>
<tr>
<td><font face="Arial"><strong>Expiação Limitada</strong></font></td>
<td vAlign="top"><small><font face="Arial"><font size="2">O sacrifício de Cristo torna possível a toda e qualquer pessoa salvar-se pela fé, mas não assegura a salvação de ninguém. Só os que crêem nEle, e todos os que crêem, serão salvos.<br />
<strong>(Jo 3:16; 12:32; 17:21; 1Jo 2:2; 1Co 15:22; 1Tm 2:3-4; Hb 2:9; 2Pe 3:9; 1Jo 2:2)</strong></font></font></small></td>
<td vAlign="top"><small><font face="Arial"><font size="2">Segundo Agostinho, a graça de Deus é &#8220;suficiente para todos, eficiente para os eleitos&#8221;. Cristo foi sacrificado para redimir Seu povo, não para tentar redimi-lo. Ele abriu a porta da salvação para todos, porém, só os eleitos querem entrar, e efetivamente entram.<br />
<strong>(Jo 17:6,9,10; At 20:28; Ef 5:15; Tt 3:5)</strong></font></font></small></td>
</tr>
<tr>
<td> </td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font size="2" color="#ffffff" face="Arial"><small><strong>4. Pode-se Efetivamente Resistir ao Espírito Santo</strong></small></font></td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font size="2" color="#ffffff" face="Arial"><small><strong>4. A Vocação Eficaz do Espírito<br />
ou Graça Irresistível</strong></small></font></td>
</tr>
<tr>
<td><font face="Arial"><strong>Graça Irresistível</strong></font></td>
<td vAlign="top"><font face="Arial"><font size="2"><small>Deus faz tudo o que pode para salvar os pecadores. Estes, porém, sendo livres, podem resistir aos apelos da graça. Se o pecador não reagir positivamente, o Espírito não pode conceder vida. Portanto, a graça de Deus não é infalível nem irresistível. O homem pode frustrar a vontade de Deus para sua salvação.</small><br />
<strong><small>(Lc 18:23; 19:41-42; Ef 4:30; 1Ts 5:19)</small></strong></font></font></td>
<td vAlign="top"><font face="Arial"><font size="2"><small>Embora os homens possam resistir à graça de Deus, ela é, todavia, infalível: acaba convencendo o pecador de seu estado depravado, convertendo-o, dando-lhe nova vida, e santificando-o. O Espírito Santo realiza isto sem coação. É como um rapaz apaixonado que ganha o amor de sua eleita e ela acaba casando-se com ele, livremente. Deus age e o crente reage, livremente. Quem se perde tem consciência de que está livremente rejeitando a salvação. Alguns escarnecem de Deus, outros se enfurecem, outros adiam a decisão, outros demonstram total indiferença para as coisas sagradas. Todos, porém, agem livremente.</small><br />
<strong><small>(Jr 3:3; 5:24; 24:7; Ez 11:19; 20; 36:26-27; 1Co 4:7; 2Co 5:17; Ef 1:19-20; Cl 2:13; Hb 12:2)</small></strong></font></font></td>
</tr>
<tr>
<td> </td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font size="2" color="#ffffff" face="Arial"><small><strong>5. Decair da Graça</strong></small></font></td>
<td bgColor="#800000" align="center"><font size="2" color="#ffffff" face="Arial"><small><strong>5. Perseverança dos Santos</strong></small></font></td>
</tr>
<tr>
<td><font face="Arial"><strong>Perseverança dos Santos</strong></font></td>
<td vAlign="top"><font face="Arial"><font size="2"><small>Embora o pecador tenha exercido fé, crido em Cristo e nascido de novo para crescer na santificação, ele poderá cair da graça. Só quem perseverar até o fim é que será salvo.</small><br />
<strong><small>(Lc 21:36; Gl 5:4; Hb 6:6; 10:26-27; 2Pe 2:20-22)</small></strong></font></font></td>
<td vAlign="top"><font face="Arial"><font size="2"><small>Alguns preferem dizer &#8220;perseverança do Salvador&#8221;. Nada há no homem que o habilite a perseverar na obediência e fidelidade ao Senhor. O Espírito é quem persevera pacientemente, exercendo misericórdia e disciplina, na condução do crente. Quando ímpio, estava morto em pecado, e ressuscitou: Cristo lhe aplicou Seu sangue remidor, e a graça salvífica de Deus infundiu-lhe fé em para crer em Cristo e obedecer a Deus. Se todo o processo de salvação é obra de Deus, o homem não pode perdê-la! Segundo a Bíblia, é impossível que o crente regenerado venha a perder sua salvação. Poderá até pecar e morrer fisicamente (1Co 5:1-5). Os apóstatas nunca nasceram de novo, jamais se converteram.</small><br />
<strong><small>(Is 54:10; Jo 6:51; Rm 5:8-10; 8:28-32, 34-39; 11:29; Fp 1:6; 2Ts 3:3; Hb 7:25)</small></strong></font></font></td>
</tr>
<tr>
<td> </td>
<td vAlign="top"><strong><small><font size="2" face="Arial">Rejeitado pelo Sínodo de Dort</font></small></strong><small><font size="2" face="Arial">Este foi o sistema de pensamento contido na &#8220;Remonstrância&#8221; (embora originalmente os cinco pontos não estivessem dispostos nessa ordem). Esse sistema foi apresentado pelo arminianos à Igreja na Holanda em 1610, mas foi rejeitado pelo Sínodo de Dort em 1619 sob a justificativa de que era anti-bíblico.</font></small></td>
<td vAlign="top"><strong><small><font size="2" face="Arial">Reafirmado pelo Sínodo de Dort</font></small></strong><small><font size="2" face="Arial">Este sistema de teologia foi reafirmado pelo Sínodo de Dort em 1619 como sendo a doutrina da salvação contida nas Escrituras Sagradas. Naquela ocasião, o sistema foi formulado em &#8220;cinco pontos&#8221; (em resposta aos cinco pontos apresentados pelos arminianos) e desde então tem sido conhecido como &#8220;os cinco pontos do calvinismo&#8221;.</font></small></td>
</tr>
</table>
]]></content:encoded>
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		<title>As 95 Teses de Martinho Lutero.</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 16:14:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
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		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
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		<description><![CDATA[ O Caminho Cristão apresenta na íntegra as 95 Teses afixadas por Martinho Lutero na Abadia de Westminster a 31 de outubro de 1517, fundamentalmente &#8220;Contra o Comércio das Indulgências&#8221;. “Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade, discutir-se-á em Wittemberg, sob a presidência do Rev. Martinho Lutero, o que segue. Aqueles que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p><span style="color: black; font-family: Arial">O Caminho Cristão apresenta na íntegra as 95 Teses afixadas por Martinho Lutero na Abadia de Westminster a 31 de outubro de 1517, fundamentalmente &#8220;Contra o Comércio das Indulgências&#8221;.<o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">“Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade, discutir-se-á em Wittemberg, sob a presidência do Rev. Martinho Lutero, o que segue. Aqueles que não puderem estar presentes para tratarem o assunto verbalmente conosco, o poderão fazer por escrito. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial">Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém”. </span></p>
<p><span style="color: black; font-family: Arial"></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p><span id="more-377"></span></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"> </p>
<p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p> </o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">1ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos&#8230; etc., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo e ininterrupto arrependimento. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">2ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo dos sacerdotes. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">3ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de mortificação da carne. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">4ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até à entrada para a vida eterna. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">5ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O papa não quer e não pode dispensar de outras penas além das que impôs ao seu alvitre ou nem acordo com os cânones, que são estatutos papais. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">6ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O papa não pode perdoar dívida, senão declarar e confirmar aquilo que já foi perdoado por Deus, ou então o faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida em absoluto deixaria de ser anulada ou perdoada. 7ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao ministro, seu substituto. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">8ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Cânones poenitentiales, que são as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas são impostos aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">9ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Eis por que o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluindo este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">10ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõe aos moribundos penitências canônicas ou para o purgatório a fim de ali serem cumpridas. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">11ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Este joio, que é o de transformar a penitência e satisfação, prevista pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado enquanto os bispos dormiam. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">12ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Outrora canônica poenae, ou seja, penitência e satisfação por pecados cometidos, eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">13ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">14ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Piedade ou amor imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte, necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menos o amor, tanto maior o temor. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">15ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Este temor e espanto em si tão só, sem nos referirmos a outras coisas, basta para causar o tormento e o horror do purgatório, pois se avizinham da angústia do desespero. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">16ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza. 17ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, também deve crescer e aumentar o amor. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">18ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas razões e nem pela Escritura, que as almas do purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">19ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Parece ainda não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem mais por ela, não obstante nós termos esta certeza. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">20ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Por isso o papa não quer dizer e nem compreender com as palavras “perdão plenário de todas as penas” o perdão de todo o tormento, mas tão só as penas por ele impostas. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">21ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Eis por que erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante indulgência do papa. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">22ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas do purgatório das que, segundo os cânones da igreja, deviam ter expiado e pago na presente vida. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">23ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muitos poucos. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">24ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Logo, a maioria do povo é ludibriado com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">25ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Exatamente o mesmo poder geral que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura d’almas o tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">26ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O papa faz muito bem em não conceder o perdão às almas em virtude do poder das chaves (coisa que não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">27ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">28ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Certo é que, no momento em que a moeda soa na caixa, vem lucro, e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">29ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que sucedeu com S. Severino e Pascoal. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">30ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Ninguém tem certeza da suficiência do arrependimento e pesar verdadeiros, muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">31ª Tese Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que verdadeiramente alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">32ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Irão para o diabo, juntamente com os seus mestres, aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">33ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Há que acautelar-se muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dádiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">34ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória, estipulada por homens. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">35ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">36ª Tese Tudo o cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados e sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">37ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">38ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Entretanto se não devem desprezar o perdão e a distribuição deste pelo papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão consiste numa declaração do perdão divino. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">39ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Ë extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e, ao contrário, o verdadeiro arrependimento e pesar. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">40ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo; mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para tanto. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">41ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal, para que o homem singelo não julgue erradamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">42ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgências de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">43ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos, proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta ao necessitado do que os que compram indulgência. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">44ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">É que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">45ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgência do papa, mas desafia a ira de Deus. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">46ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura, fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">47ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos ser a compra de indulgência livre e não ordenada. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">48ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos que se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">49ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o temor de Deus. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">50ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que se o papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgência, preferiria ver a basílica de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">51ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por um dever seu, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgência, vendendo, se necessário, a própria basílica de São Pedro. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">52ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Esperar ser salvo mediante breves de indulgência é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências e o próprio papa oferecessem sua alma como garantia. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">53ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a palavra de Deus nas demais igrejas. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">54ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Comete-se injustiça contra a palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da palavra do Senhor. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">55ª Tese A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a coisa menor, com um toque de sino, uma pompa, uma cerimônia, enquanto o evangelho, que é o essencial, importa ser anunciado mediante cem toques de sino, centenas de pompas e solenidades. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">56ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os tesouros da igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionados e nem suficientemente conhecidos na Igreja de Cristo. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">57ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">É evidente que não são bens temporais, porquanto muitos pregadores não os distribuem com facilidade, antes os ajuntam. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">58ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Também não são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto este sempre são suficientes, e, independente do papa, operam graça do homem interior e são a cruz, a morte e o inferno do homem exterior. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">59ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">São Lourenço chama aos pobres, os quais são membros da Igreja, tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época. 60ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, que lhe foram dadas pelo merecimento de Cristo. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">61ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Evidente é que, para o perdão das penas e para a absolvição em determinados casos, o poder do papa por si só basta. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">62ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo evangelho da glória e da graça de Deus. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">63ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">64ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Enquanto isso o tesouro das indulgências é notoriamente o mais apreciado, porque faz com que os últimos sejam os primeiros. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">65ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Por essa razão os tesouros evangélicos foram outrora as redes com que se apanhavam os ricos e abastados. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">66ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">67ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">As indulgências, apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça, decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">68ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Nem por isso semelhante indulgência é a mais ínfima graça, comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">69ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda reverência. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">70ª Tese Entretanto tem muito maior dever de conservar abertos os olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não apregoem os seus próprios sonhos. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">71ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">72ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">73ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">74ª Tese Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob pretexto de indulgências, prejudicam a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agirem. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">75ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Considerar a indulgência do papa tão poderosa, a ponto de absolver alguém dos pecados, mesmo que (coisa impossível de se expressar) tivesse deflorado a mãe de Deus, significa ser demente. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">76ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Bem ao contrário afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo pode anular o menor pecado venial no que diz respeito a culpa que representa. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">77ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Afirmar que nem mesmo São Pedro, se no momento fosse papa, poderia dispensar maior indulgência, constitui insulto contra São Pedro e o papa. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">78ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Dizemos, ao contrário, que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o evangelho, dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1 Corinto 12.6-9. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">79ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Alegar ter a cruz de indulgências, erguida e adornada com as armas do papa, tanto valor como a própria cruz de Cristo é blasfêmia. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">80ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas desta atitude. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">81ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a indulgência, torna difícil até homens doutos defenderem a honra e dignidade do papa contra a calúnia e as perguntas mordazes e astutas dos leigos. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">82ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Haja vista exemplo como este: Por que o papa não livra duma só vez todas as almas do purgatório, movido pela santíssima caridade e considerando a mais premente necessidade das mesmas, havendo santa razão para tanto, quando, em troca de vil dinheiro para a construção da basílica de São Pedro, livra inúmeras delas, logo por motivo bastante infundado? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">83ª Tese Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para esse fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou prebendas oferecidos em favor dos mortos, quando já não é justo continuar a rezar pelos que se acham remidos? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">84ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E: Que nova santidade de Deus e do papa é esta a consentir a um ímpio e inimigo resgate uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não livrar esta mesma alma piedosa e amada por Deus do seu tormento por amor espontâneo e sem paga? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">85ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E: Por que os cânones de penitência, isto é, os preceitos de penitência, que faz muito caducaram e morreram de fato pelo desuso, tornam a remir mediante dinheiro, pela concessão de indulgência, como se continuassem em vigor e bem vivos? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">86ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E: Por que o papa, cuja fortuna é maior do que a de qualquer Creso, não prefere construir a basílica de São Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de cristãos pobres? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">87ª Tese E: Que perdoa ou concede o papa pela sua indulgência àqueles que pelo arrependimento completo tem direito ao perdão ou indulgência plenária? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">88ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Afinal: Que benefício maior poderia receber a igreja se o papa, que atualmente o faz uma vez ao dia cem vezes ao dia concedesse aos fiéis este perdão a título gratuito? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">89ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Visto o papa visar mais a salvação das almas mediante a indulgência do que o dinheiro, por que razão revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, quando tem sempre as mesmas virtudes? </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">90ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Desfazer estes argumentos muito sutis dos leigos, recorrendo apenas à força e não por razões sólidas apresentadas, significa expor a igreja e o papa ao escárnio dos inimigos e desgraçar os cristãos. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">91ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Se, portanto, a indulgência fosse apregoada no espírito e sentido do papa, estas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido. <o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">92ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Fora, pois, com todos este pregadores que dizem à igreja de Cristo: Paz! Paz! Sem que haja paz! </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">93ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Abençoados, porém, sejam todos os pregadores que dizem à igreja de Cristo: Cruz! Cruz! Sem que haja cruz! </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">94ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">Admoeste-se os cristãos a que se empenhem em seguir seu Cabeça, Cristo, através da cruz, da morte e do inferno; </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">95ª Tese </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="color: black; font-family: Arial">E desta maneira mais esperem entrar no reino dos céus por muitas aflições do que confiando em promessas de paz infundadas. </span><span style="color: black; font-family: Arial"><o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="color: black; font-family: Arial">Cortesia.</span></p>
<p></o:p></span></p>
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		<title>A Clonagem humana.</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jan 2008 06:09:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[escatologia]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;O Caminho Cristão&#8221; traz um assunto extremamente controvertido e polêmico acerca da clonagem em seres humanos, sabemos que a ciência se multiplica em grande escala e em contraposição a isso, Deus é o Pai dos espíritos e criador de toda a vida !.., boa leitura: Agora estamos diante de um novo desafio. A questão da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O Caminho Cristão&#8221; traz um assunto extremamente controvertido e polêmico acerca da clonagem em seres humanos, sabemos que a ciência se multiplica em grande escala e em contraposição a isso, Deus é o Pai dos espíritos e criador de toda a vida !.., boa leitura:<span id="more-341"></span><br />
Agora estamos diante de um novo desafio. A questão da clonagem exige de nos cristãos uma manifestação, por isso convidamos o professor Cristiano P. Neto da ABPC (pós -graduado em Ciências pela Universidade de Londres, professor universitário, como por exemplo, a Universidade Federal de Viçosa – MG) que já colaborou com Defesa da Fé na edição de dezembro ultimo quando falamos sobre evolucionismo , para abrir este debate e esperamos que haja reação por parte de você leitor . Por estar apenas começando a discussão não é nossa intenção aqui esgotarmos o tema e nem mesmo fecharmos uma opinião radicalizando para a “direita” ou para a “esquerda”.</p>
<p>Mas sentimos a necessidade de trazermos problema à superfície iniciando uma reflexão, a fim de oferecermos uma resposta coerente dentro da ética cristã e do compromisso com Deus. Com a palavra o professor Cristiano P. Neto. (Jamierson Oliveira – Diretor Editorial.)</p>
<p>Os clones eram, ate recentemente, apenas ilustres personagens dos contos de ficção cientifica. Quase sempre a idéia era a de um exercito de seres humanos, todos iguais, prontos para conduzir ao poder aquele que os havia clonado.</p>
<p>Hoje, os clones são uma realidade cientifica e, mais do que isso, um debate que começa a envolver toda a sociedade, discutindo valores éticos, morais, filosóficos e religiosos por trás destas novas possibilidades laboratoriais.</p>
<p>Introdução</p>
<p>Surpreso, e com certo temor. Assim o mundo recebeu a noticia de que cientistas havia clonado uma ovelha adulta, dando origem a um animal geneticamente idêntico, mas tão novinho quanto qualquer recém-nascido. Foi, então, aberto o debate em torno dessa questão, principalmente sobre a possibilidade de clonagem de seres humanos. Depois descobrimos que estávamos um tanto quanto atrasados. Essas experiências já haviam sido realizadas há algum tempo em vários animais, e não eram absolutamente novidade nos círculos científicos. Teria havido já alguma experiência com seres humanos? A imprensa noticiou que sim e citou o trabalho de dois cientistas do Centro Medico da Universidade George Washington, Robert Stilmann e Jerry Hall, em outubro de 1993. Essa experiência, entretanto, quando muito deveria ter sido rotulada como pseudoclonagem, já que tudo que eles haviam feito fora gerar gêmeos idênticos artificiais a partir de embriões humanos. Vamos explicar melhor.</p>
<p>Em alguns casos, ao iniciar seu desenvolvimento o óvulo fertilizado dividi-se , dando origem a dois ou mais embriões . Este é o processo natural da formação de gêmeos idênticos. Hall e Stilmamnn romperam a capa protetora de um óvulo fertilizado já em processo de divisão e industrializaram capas protetoras para as células, tornando-as, cada uma, um novo embrião.</p>
<p>A verdadeira experiência de clonagem, entretanto, consiste em se obter em ser vivo (clone) exatamente igual, do ponto de vista genético, ao ser do qual ele foi clonado. Isto foi feito pala primeira vez com sapos em 1952. Cientistas tomaram a célula de um animal adulto, removeram o seu núcleo e o implantaram em um ovo fertilizado que tivera seu núcleo removido. Apesar de serem bem sucedidos em alguns casos, o fato é que apenas um em cada mil implantes teve êxito .</p>
<p>Recentemente, a experiência foi repetida com ovelhas, mas desta vez foi utilizado um óvulo não fertilizado. Dolly, a ovelha – clone que virou capa de revista em varias partes do mundo, ficou famosa. Entretanto, os resultados negativos obtidos durante todo o processo jamais foram divulgados m toda a sua extensão. Em alguns casos os implantes não funcionaram; em outros geraram animais defeituosos, indicando que esta longe o dia em que poderemos realizar um clone humano sem o risco de todas essas adversidades. Apesar disso, o debate em torno das questões éticas foi deflagrado.</p>
<p>O potencial humano</p>
<p>Dizem que o ser humano faz uso de apenas 5% de sua capacidade. Não tenho a menor idéia de como isso foi medido, se é que foi algum dia. Muito provavelmente, esta é apenas uma expressão a nos comunicar que a capacidade de um ser humano se assemelha a de um iceberg, sendo a porção de que costumamos valer equivalente a parte não submersa. Em outras palavras, a quase totalidade da nossa capacidade permanece na forma potencial, ainda por garantir sua existência n o mundo real.</p>
<p>Se isto é verdade, e os avanços da ciência nos últimos já mostram que sim, tudo que fizemos ate agora da &#8211; nos uma pálida percepção de que ainda podemos fazer. Muitas das questões com que hoje nos defrontamos chegam ate a perder o significado diante daquelas com que nos veremos em um futuro ate muito próximo. É obvio, porem, que nada disso nos exime da responsabilidade e do dever de discutir essas questões que, por certo, tocam as fibras mais profundas dos conceitos éticos, morais, filosóficos e religiosos de toda pessoa educada.</p>
<p>O homem tem características que o distinguem completamente dos demais animais. Estes vivem apenas segundo os ditames de seus próprios instintos, incapazes de realizações que ultrapassem esses limites ou se verem envolvidos em questões éticas, por exemplo. Os seres humanos, por outro lado, tem se mostrados capazes de ultrapassar todas as barreiras, e de vencer toda a sorte de dificuldades que surgem a sua frente. Hoje, nossa experiência aponta, de modo inequívoco, para o fato de que, a intervalos sempre mais curtos de tempo, nós mesmos nos mostraremos surpresos diante de nossas próprias realizações.</p>
<p>Assim, a questão se devemos ou não ir tão longe quanto já fomos tem de ser confrontada com a realidade do nosso potencial. Teríamos nós sido feitos por Deus com um potencial imenso, mas, para nos mantermos dentro dos limites razoáveis do certo e do errado, confinados ao uso de míseros 5% desse potencial?</p>
<p>Responder de modo afirmativo é, obviamente, também afirmar que ao criar o homem, Deus teria desperdiçado recursos, atraindo para si mesmo um problema incontornável, porque a humanidade certamente vai trilhar todos os caminhos que puder.</p>
<p>Há quem aborde esta questão com argumento bíblico e, para sustentar a tese de que não devemos ir tão longe, cita a experiência da torre de Babel. Basta, porem, um mínimo de reflexão a este respeito para perceber que este assunto é destituído de sentido.</p>
<p>Não sabemos qual era a altura dessas torres, mas devia ser menor do que gigantescos edifícios que hoje construímos sem varias partes do mundo. Mesmo, porem, que você não concorde com esta afirmação, e julgue que a torre de Babel era mais alta do que e torre da Sears, localizada em Chicago, e que é o edifício mais alto do mundo, o homem de hoje já realizou façanhas muito maiores, singrando o espaço sideral e pisando em território lunar.</p>
<p>A verdade é que o episodio da torre de Babel encontrou o seu final por causa das intenções dos que a estavam construindo. O versículo 4 do capitulo 11 de Gênesis nos mostra que eles pretendiam construir uma torre tão alta que o seu topo chegasse aos céus, tornando &#8211; os celebres e imunes a qualquer adversidade. Em outras palavras, pretensão, arrogância, desejo de chegar aos céus por meios que independessem da vontade de Deus; estas eram as reais motivações daquela gente. Isto, porem, Deus não poderia admitir, nem mesmo em termos de planejamento, já que o projeto em si era completamente inexeqüível e contrariava o pressuposto cristão indiscutível de que s’o Cristo se apresenta como a porta de entrada para essa dimensão maior.</p>
<p>Só isto explica o fato de já termos ido muito mais longe e Deus não nos ter impedido. Temos construído edifícios muito mais altos do que a torre de Babel, mas nossa motivação é apenas a de resolver alguns problemas de acomodação de grupos e segmentos da sociedade. Pisamos em solo lunar e, muito breve possivelmente estaremos em outros mundos, mas o que nos leva a este tipo de realização é o desejo de conhecer mais o universo que nos abriga. A conclusão a que chegamos, portanto, não poderia ser outra: podemos e devemos fazer uso de cada centímetro cúbico da capacidade que Deus nos deu, indo ate onde pudermos nessa caminhada, rompendo barreiras em direção aos nossos próprios limites, que hoje se mostram alem dos horizontes que podemos divisar. Penar de forma diferente seria desrespeitar o nosso Criador, que nos fez com a mente inquisitiva que temos e com o desejo de ir sempre mais longe do que já fomos.</p>
<p>Clones: certo ou errado?</p>
<p>Mais uma vez, a experiência da torre da Babel pode ser de grande valia na analise desta questão. Ela nos mostra que uma realização não é, necessariamente, boa ou má. Nenhuma realização pode ser submetida a julgamento divorciada de suas causas e das circunstancias que a cercam. Do mesmo modo, a questão relativa aos clones, se são certos ou errados, não pode ser analisada sem que expliquemos as razoes para esse tipo de experiência.</p>
<p>Esclarecendo um pouco mais, vamos considerar, por exemplo, um casal que não pode mais ter o privilegio da maternidade, com um filho que subitamente se vê acometido de meningite, prestes a morrer , sem que a medicina possa fazer qualquer coisa a respeito para preservar essa vida . Nada, é obvio, ira superar a dor dessa perda, mas a clonagem poderia amenizar esse sofrimento. Colhida uma célula dessa criança, seria devolvida a essa mãe, primeiro a oportunidade de abrigar, dentro de si, uma nova vida. Após nove meses, ela seria novamente mãe de uma criança que, em todos os aspectos, seria filha do casal, e muito parecida com aquela que se fora.</p>
<p>Talvez alguém mais radical no nosso meio pudesse argumentar dizendo que, se Deus permitiu que a primeira criança se fosse era exatamente isso que Ele tinha em mente. Nesse caso, poderíamos usar o mesmo tipo de argumento e dizer que se Ele permitiu que a segunda criança entrasse em cena, era exatamente isso que Ele havia planejado. Não creio, portanto, que esta seja a rota que devamos seguir porque assim acabamos substituindo a realidade mais objetiva pelo que imaginamos ser real.</p>
<p>Parece-nos que não há nada de errado com a experiência que descrevemos acima, exceto pelo fato que ela ainda não se constituiu em uma possibilidade real. Consideremos, agora, que não haja nada de errado com o casal e com seu filho, e que eles resolveram fazer uma clonagem da criança para ter, nesse clone, um banco de órgão, caso se filho venha a precisar de um transplante. Nenhum outro banco de órgão seria mais conveniente porque nesse haveria uma total compatibilidade entre doador e receptor; mas, a experiência em si, nós a repudiamos como monstruosa, e moralmente errada.</p>
<p>Fazer experiência com o urânio é certo ou errado? Bem, depende da nossa motivação. Se planejamos a construção de uma bomba atômica, visando a guerra , muitos considerarão errado . Mas se o objetivo da experiência é o controle das radiações, a fim de que possamos ser utilizadas no tratamento de certas doenças que tanto afligem a humanidade, é obvio que esta será considerada uma boa causa. De igual modo, para que possamos estar em condições de julgar o ato de clonar um ser humano, e decidir se isto é certo ou errado, precisamos saber com intenção esse tipo de experiência estará sendo levado a efeito. De qualquer forma, as poucas experiências feitas nessa direção já se mostraram úteis, conduzindo-nos a um novo patamar no que diz respeito ao conhecimento relacionado à herança genética, permitindo-nos vislumbrar, em futuro próximo, o fim de doenças e males hereditários. Há, entretanto, outros pontos que transcedem esse básico, e que também precisam ser considerados. Recentemente, a imprensa deflagrou um debate em torno do fato de que um laboratório estava cogitando sobre a possibilidade de descartar embriões humanos não utilizados em suas experiências. Eles haviam sido produzidos para resolver os problemas de casais estéreis, mas, prevendo-se o insucesso de algumas das tentativas, foram produzidos maior numero do que o necessário, e alguns acabaram sobrando.</p>
<p>A sociedade se divide em dois grupos em relação a essa questão. Há os que consideram o ser humano somente a partir do seu nascimento. Para esses, descartar os embriões não envolve qualquer questão ética, moral ou religiosa. Outros, porem, entendem que o ser humano já é uma realidade a partir de sua concepção.</p>
<p>Nesse caso, seria uma atrocidade inominável descartar os embriões como se nunca houvessem existido. Essas pessoas certamente mantêm o ponto de vista de que uma experiência capaz de deixar esse tipo de resíduo não deveria jamais ser conduzida. A única forma de se resolver esse problema seria a produção de um embrião de cada vez, o que talvez possa ser possível no futuro, tanto no caso da fertilização in vitro, quanto no caso dos clones. Todos esses detalhes nos mostram que esta não é uma questão de solução fácil. Há muitos pontos obscuros a esse respeito e que ainda precisam primeiro ser detectados para que uma opinião mais abrangente acerca dos clones possa finalmente ser elaborada.</p>
<p>O clone visto por dentro</p>
<p>Sabemos que o clone carrega consigo o mesmo material genético do ser que o originou, isto é, do qual ele foi clonado. Mas, e quanto as suas características psicológicas, suas preferências, suas habilidades? Que podemos dizer acerca da questão espiritual?</p>
<p>Estes são pontos importantes, que certamente nos permitirão uma reflexão mais acurada sobre os clones. Antes, porém, vejamos mais alguns aspectos interessantes acerca da reprodução no mundo animal.</p>
<p>Sabemos que, da forma tradicional, um novo ser é concebido quando um espermatozóide encontra um óvulo e o fertiliza. Nesse momento, fundem-se os elementos presentes em cada uma dessas partes, dando origem ao material genético do ser que esta sendo concebido. Assim, parte de suas características tem origem paterna, e parte materna.</p>
<p>Na espécie humana, por exemplo, gêmeos (Nota 1) idênticos são gerados quando o óvulo fertilizado, em suas subseqüentes divisões fraciona-se, dando origem a dois organismos distintos. Oriundos do mesmo material genético, eles guardam entre si semelhanças muito significativas, mas não totais. Gêmeos idênticos, por exemplo, possuem impressões digitais distintas.</p>
<p>Já com os clones (Nota 2), situação é inteiramente diferente. O material genético vem de um único doador e o óvulo em que ele é implantado, que teve seu núcleo removido, funciona somente como meio adequado para que todo o conjunto se desenvolva em direção ao novo ser. Nesse caso, clone e doador são de fato geneticamente idênticos. Isto, entretanto, não significa que eles sejam replicas exatas um do outro. Isto pode não acontecer nem mesmo no que diz respeito a aparência `a aparência física . Fatores externos sempre podem interferir no desenvolvimento, introduzindo diferenças que denominadas de circunstancias. Do ponto de vista psicólogos e comportametal, a situação não é muito diferente. Todos somos frutos das experiências vividas e não há qualquer razão para que os clones venham a se constituir uma exceção.</p>
<p>Assim, caem por terra os sonhos que alguns ainda acalentam de poder clonar um cientista famoso e obter uma pessoa capaz de dar, no mesmo nível, continuidade ao trabalho que vinha sendo conduzido. Ou então, de formar um time de futebol a partir de clones de um jogador famoso. Nada disso seria possível, pelo menos não por essa via.</p>
<p>Algumas perguntas talvez fiquem sem resposta ate que os clones se tornem uma realidade mais palpável, se é que algum dia chegaremos a esse ponto. Uma das características mais extraordinárias dos seres vivos é o fato de que cada um deles é único em sua espécie, individualizando por suas características.Os clones, entretanto, caminham em sentido contrario. Teriam, um clone e seu doador, as mesmas impressões digitais? Se essa pergunta tiver resposta afirmativa, estaremos diante do principio de um caos que logo se estabelecia por toda a sociedade, mantidas as regras que hoje a governam.</p>
<p>Por outro lado, algumas perguntas encontrariam respostas nessas experiências. A transmissão de características se constitui em um assunto polemico quando extrapolamos essas idéias alem dos limites físicos. Creio que através dos clones se poderia verificar que talentos, habilidades e inteligência não são transmitidos através do material genético.</p>
<p>É significativo o fato de que, durante anos, as Escrituras Sagradas foram questionadas em função de dois de seus episódios, reputados como falsos. Um deles é o da formação da mulher a partir do primeiro homem criado por Deus; o outro, o do nascimento virginal de Jesus. O argumento era sempre o de que só através do nascimento se pode obter um ser humano, e que isto necessariamente envolve o relacionamento sexual entre um homem e uma mulher. Não estamos, de modo algum, afirmando que uma clonagem teve lugar em ambos os casos, pelo menos não nos moldes da experiência com que agora nos defrontamos. Os clones, entretanto, vieram nos mostrar que o argumento era falso . O efeito pratico disto é que este argumento não mais se constitui em uma ameaçam`a credibilidade da Bíblia .</p>
<p>Não há, também, qualquer indicação, bíblica ou cientifica, de que espermatozóide e óvulo carreguem, dentro de si, partes incompletas de espírito que também se fundem no momento da concepção para formar o espírito do novo ser. Não! A presença do espírito em cada ser humano, no momento de sua concepção, não é responsabilidade humana. Essa é a parte de só a Deus compete e com a qual não temos de nos preocupar . Assim, ainda não será desata vez que poderemos trazer a vida zumbis, na forma de corpos que andam, desprovidos de espírito, se é que alguém tem interesse nisso.</p>
<p>Conclusão</p>
<p>Este tema é demasiadamente importante para ser tratado a sombra de idéias preconcebida ou de falsos conceitos. Mente aberta e uma compreensão acurada dos fatos são elementos indispensáveis para que se proceda a uma analise dos clones com a devida isenção. A inseminação artificial e a fertilização in vitro nos mostram que as relações sexuais não as necessárias para a concepção de um novo ser. Os clones vieram nos mostrar que espermatozóides e óvulo, meros coadjuvantes no processo de reprodução humana, porque o astro é o bebe que vai nascer, são também dispensáveis, pelo menos com as funções que antes desempenhavam. Na verdade, o material genético utilizado foi, em algum tempo e lugar do passado, gerado a partir de um encontro entre um espermatozóide e um óvulo. Alem disso, o processo de clonagem faz uso de um óvulo, introduzindo ai a figura de uma “mãe hospedeira”.</p>
<p>Assim, vemos que o processo de clonagem difere da concepção natural em vários aspectos, envolvendo pelo menos uma pessoa que, necessariamente, não possui qualquer vinculo genético com o clone. Por outro lado, tecnicamente, um clone e seu doador são “irmãos idênticos”, de uma forma que, por meios naturais, seria absolutamente impossível.</p>
<p>Quais as perspectivas, então? Vamos institucionalizar essas novas técnicas? É obvio que não. Isto seria destituído de qualquer sentido pratico. Alem disso, Deus planejou o relacionamento entre um homem e uma mulher, e a conseqüente formação de uma família, para que os filhos pudessem encontrar um ambiente propicio não só para o seu desenvolvimento físico, mas também para promover sua saúde psicológica, emocional e espiritual, preparando-se para a vida adulta.</p>
<p>Caso clones humanos venham a se tornar uma realidade, certamente vamos ter problemas nessas áreas. Concebidos por essa via indireta, como se sentiram os clones sendo praticamente filhos de ninguém? Quais seriam as repercussões do ponto de vista psicológico? Que outras diferenças apresentariam em relação ao demais seres humanos? Seriam eles discriminados pelo restante da população? Estas são perguntas ainda sem resposta, mas que devem ser objeto de reflexão na discussão sobre a validade de se progredir com tais experiências, viabilizando-as também para a nossa espécie.</p>
<p>O que dizem as Escrituras?</p>
<p>Podemos e devemos analisar os grandes temas do momento de todos os ângulos possíveis: éticos morais, filosóficos etc. Como cristãos, porem, entendemos que toda e qualquer conclusão deve estar de acordo com o que dizem as Escrituras , que consideramos o manual que o Criador nos legou para que soubéssemos como nos comportar e como operar o mundo em que vivemos .</p>
<p>a-) Será que fomos longe demais ?</p>
<p>Há quem pense que sim, mas o que as Escrituras dizem é que Deus deu domínio total sobre Sua criação. Encontramos essa declaração no primeiro capitulo de Gênesis, versículo 26: “Domine ele sobre os peixes do mar , sobre as aves dos céus , sobre os animais domésticos , sobre toda a terra, e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra . ” Em ponto algum das Escrituras encontramos fronteiras ou limites impondo qualquer sorte de ressurreição a esse domínio , exceto no que podemos derivar das palavras de Jesus : “ Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração e de todo o teu entendimento , e ai teu próximo como a ti mesmo ” ( Lc 10.27 ) .</p>
<p>É ridículo afirmarmos que os cientistas estão “brincando de Deus” . Tudo que eles de fato desejam é adquirir um conhecimento mais pleno da natureza que possa ser revertido em benefícios para nós mesmos. A torre de Babel não foi impedida por causa de sua meta que era chegar aos céus. Isso, nós sabemos muito bem, era um objetivo que não poderia ser alcançado. Hoje já construímos edifícios muito mais altos e já fomos muito mais longe do que jamais poderiam ter ido as pessoas daquele tempo, e Deus não obstruiu nosso caminho. O ponto nevrálgico daquela historia foi o fato de que os homens daquele tempo desejavam chegar a Deus por uma via alternativa, e isso Ele não poderia permitir, nem mesmo em intenção, “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual se deu a sim mesmo em resgate por todos&#8230;” (1Tm 2.5-6).</p>
<p>Na verdade, aquilo que denominamos de técnicas de clonagem são técnicas de manipulação do material genético dos seres vivos, e a clonagem, propriamente dita, apenas uma de suas aplicações. Já estamos colhendo alguns dividendos do uso dessas técnicas do uso dessas técnicas, no melhoramento de plantas e animais, na possibilidade de socorro a espécies ameaçadas de extinção e, talvez o maior triunfo de todos, o fim já anunciado de algumas desordens genéticas que há mito afligem a humanidade. Tudo isso é muito bom e devemos agradecer a Deus por todas essas conquistas, porque “tudo isso vem de Deus”&#8230; ( Tg1.17 , versão Linguagem de linguagem ) . O problema é que o conhecimento que temos da natureza é uma via de mão dupla, e pode tanto ser usada para o bem, quanto para o mal. Precisamos, então, estar atentos para essa incongruência que nos acompanha como humanidade, desde que nos afastamos do propósito para o qual o Senhor nos criou.</p>
<p>b-) E a questão do espírito ?</p>
<p>Outro ponto muito discutido é se clones humanos terão ou não espírito e/ ou alma. Para examinar essa questão do ponto de visto bíblico, temos de recorrer aos capítulos iniciais da Escritura, onde encontramos os detalhes referentes a criação do gênero humano : “ Formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, E soprou-lhes nas narinas o fôlego de vida , o homem tornou-se alma vivente” (Gn 2.7). O passo seguinte foi a ordem para que nos reproduzíssemos , obviamente através de relações sexuais entre homens e mulheres . Hoje, porem, sabemos que, de um ponto de vista puramente reprodutivo, o papel das relações sexuais é o de proporcionar condições para que o óvulo e espermatozóides se encontrem e assim ocorra a concepção de um novo ser.</p>
<p>Esse conhecimento nos possibilitou, há algumas décadas, a experiência de fertilização in vitro, uma novidade que trouxe novo alento a mulheres que experimentavam dificuldades para engravidar. Nesses casos, o encontro entre espermatozóide e óvulo se realiza em um tubo de ensaio e o embrião que ali se forma é depois implantado no útero d mulher para que ocorra o restante do processo de gestação. Quando isso começou a ser feito, alguns segmentos da sociedade pretenderam discutir a questão espiritual, mas hoje vemos que as pessoas geradas através desse tipo de procedimento são tão humanas quanto as outras geradas por um cesso natural.</p>
<p>Quando observamos as técnicas de clonagem, vemos que elas são apenas um avanço nessa direção. O material genético, extraído do ser que será clonado, teve sua origem no encontro entre um espermatozóide e um óvulo, de modo que não estamos, de um ponto de vista básico, fazendo nada realmente novo. Assim a expectativa em relação a clonagem de seres humanos , se isto algum dia se tornar realidade , é a de que teremos seres tão humanos quanto todos nós que hoje expressamos nossas preocupações a esse respeito . Em outras palavras, o que estamos dizendo é que, não importa que atalhos tomemos no sentido de viabilizar a reprodução entre seres vivos (homens, animais ou plantas) o resultado será sempre aquele que o Criador programou desde o inicio, quando as espécies foram por Ele criadas .</p>
<p>c-) Um ponto especialmente critico</p>
<p>Como dissemos antes, há algumas questões que deveriam ser consideradas antes que nos aventuremos a uma clonagem se seres humanos. Wilmut, que clonou a ovelha Dolly, fez 277 tentativas ate obter sucesso, gerando uma ovelha geneticamente idêntica à portadora do DNA utilizado em seus experimentos. Para nós, cristãos, que consideramos a vida estabelecida desde a sua concepção, este fato é um problema, a menos que se contorne o tipo de dificuldade que Wilmut encontrou e ser possa fazer exatamente um único experimento bem-sucedido para cada ser humano clonado.</p>
<p>Problema semelhante, entretanto encontramos também na fertilização in vitro, onde vários óvulos são submetidos a uma solução com espermatozóides, e assim temos a formação simultânea de vários embriões, sendo apenas um utilizado para a continuidade do processo. Esta é um ponto critico que o segmento evangélico já deveria ter discutido. Curiosamente, não temos observado qualquer debate a esse respeito ou orientação pastoral para que nossas mulheres não se submetam a procedimentos que incluem a eliminação de embriões formados e não utilizados .</p>
<p>A julgar pelo modo como a ciência e a sociedade de hoje tem caminhado sem levar em consideração o que dizem as Escrituras, é quase certo que breve teremos de substituir nossas preocupações esse respeito pela administração dos problemas decorrentes da aplicação dessas técnicas em seres humanos. Um fórum por excelência para a discussão de temas relacionados com o Criador e Sua criação é o da ABPC – Associação Brasileira de Pesquisa da Criação que representa o ministério criacionista no Brasil. Solicite informações, escrevendo para: ABPC – Caixa Postal 3115 – Agencia Zerayd de Menezes – Belo Horizonte, MG._ CEP 30140-970 e receba material de divulgação do ministério e um boleto do Institute for Creation Research, para conhecer o trabalho que esta sendo realizado nos Estados Unidos. Alternativamente, você pode nos visitar na Internet, em: http://www.impacto.org/abcp ou entrar em contato conosco enviando-nos um e-mail para nosso endereço eletrônico : abcp@pobox.com.</p>
<p><em><br />
Notas:</em><em>1. Oriundos do mesmo material genético, gêmeos idênticos guardam semelhantes muito significativas entre si, mas não totais.</p>
<p>2. Clones oriundos da mesma fonte serão idênticos do ponto de vista genético.</p>
<p></em></p>
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		<title>Unção com Óleo &#8211; reflexão Bíblica e Histórica</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Nov 2007 04:35:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[apologética]]></category>
		<category><![CDATA[estudos diversos]]></category>
		<category><![CDATA[teologia]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>O Caminho Cristão traz aqui um assunto controverso e difícil. E, cabe aqui uma análise teológica sobre as práticas da Igreja quanto a este assunto, levando em conta primeiro e especialmente o que nos informam as Escrituras Sagradas, depois olhando para a história da Igreja, de modo a que possamos ver de que forma este assunto foi tratado no decorrer do tempo, de modo a que possamos avaliar com maior propriedade o que hoje é praticado, e com conhecimento de causa, possamos estabelecer o que deve ser feito quanto à esta importante questão.</p>
<p><span id="more-323"></span>A unção nas Escrituras Sagradas</p>
<p>Em vários locais das Escrituras Sagradas encontramos o ato de ungir. Não há como ignorá-lo. Mas, é importante notarmos que invariavelmente o ato de ungir, quando se referindo à área espiritual, sempre teve o objetivo de separar e consagrar.Há também outros usos para a unção, os quais iremos analisar mais à frente em nosso estudo.Um importante detalhe que pode ser observado nas Escrituras Sagradas é que em momento algum, nenhuma mulher foi ungida para uma tarefa na área espiritual. Não há nenhuma referência a mulheres sendo ungidas seja para o serviço sacerdotal ou para reinar.<br />
Unção de Objetos</p>
<p>Muitos objetos foram separados para serem utilizados no tabernáculo, e como o próprio tabernáculo, eram também ungidos de modo a consagrá-los ao Senhor. A ritualística da unção era usada para se separar e consagrar estes objetos ao uso no culto a Deus.&#8221;E disto farás o azeite da santa unção, o perfume composto segundo a obra do perfumista: este será o azeite da santa unção. (26) E com ele ungirás a tenda da congregação, e a arca do testemunho, (27) E a mesa com todos os seus utensílios, e o candelabro com os seus utensílios, e o altar do incenso. (28) E o altar do holocausto com todos os seus utensílios, e a pia com a sua base. (29) Assim santificarás estas coisas, para que sejam santíssimas; tudo o que tocar nelas será santo.&#8221; (Êxodo 30:25-29 ACF)&#8221;Também cada dia prepararás um novilho por sacrifício pelo pecado para as expiações, e purificarás o altar, fazendo expiação sobre ele; e o ungirás para santificá-lo. (37) Sete dias farás expiação pelo altar, e o santificarás; e o altar será santíssimo; tudo o que tocar o altar será santo.&#8221; (Êxodo 29:36-37 ACF)O claro entendimento dos textos acima é que os objetos ungidos se tornavam santos, ou santificados, e também santificadores, pois, tudo o que neles tocasse se tornaria também santo.Hoje temos vários objetos separados para uso específico, durante os cultos a Deus em nossas Igrejas, como púlpitos, mesas, cadeiras, genuflexórios, cálices para a ceia, etc., contudo, não os ungimos para torná-los santos, ou santificadores. Isto se deve à teologia do Novo Testamento, que afirma categoricamente que desde a vinda do Senhor Jesus Cristo, santos são aqueles que são salvos através da redenção pelo Seu sangue derramado na cruz, e pela Sua ressurreição dos mortos:&#8221;Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? (17) Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.&#8221; (I Coríntios 3:16-17 ACF)&#8221;Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? (20) Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.&#8221; (I Coríntios 6:19-20 ACF)O Templo de adoração passou a ser o coração do salvo, não mais um local de tijolos e pedras. O véu do antigo Templo se rasgou no momento em que Jesus Cristo cumpriu sua missão na cruz:&#8221;E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras;&#8221; (Mateus 27:51 ACF)Neste momento se estabeleceu uma Nova Aliança: Através de Jesus Cristo passamos a ter acesso direto ao Pai, sem a necessidade de qualquer outra intermediação, sem a necessidade de qualquer sacrifício físico, sem a necessidade de quaisquer obras humanas:&#8221;Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. (19) Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus; (20) Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; (21) No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. (22) No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.&#8221; (Efésios 2:18-22 ACF)Nenhuma carne é justificada pelas obras da lei. Não cabe, portanto, qualquer ação humana, como a unção de objetos de modo a nos tornarmos santos ou santificados:&#8221;Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada.&#8221; (Gálatas 2:16 ACF)Partindo deste princípio, claramente estabelecido pelas Escrituras Sagradas, qualquer objeto que tenha sido feito &#8220;santo&#8221; através de um processo de unção, ou através de qualquer outro meio ou ação humana, passa a ser objeto de idolatria, e abominação ao Senhor, pois, vilipendia o sacrifício de Jesus Cristo. Sacrifício este feito, de uma vez por todas, na cruz. Ato completo e perfeito na Sua ressurreição, não restando qualquer outra obra a ser feita, não necessitando de qualquer ação adicional.Deste modo, atribuir-se poder a qualquer objeto inanimado, a qualquer produto ou alimento, é ato de misticismo, sendo deliberado desrespeito para com a divindade do Senhor Jesus, ao qual foi dado todo o poder no céu e na terra:&#8221;E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.&#8221; (Mateus 28:18 ACF)Tudo o que desejamos ou precisamos, devemos levar diretamente a Deus, em oração:&#8221;Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.&#8221; (Filipenses 4:6 ACF)Pedindo sempre em nome de Jesus Cristo, e nunca utilizando fetichismos ou superstições, nada de águas, ou óleos &#8220;santos&#8221; ou mágicos, ou pedras, ou madeiras, ou qualquer outra coisa criada. Nada deve ser colocado como meio de obtenção de graça, pois o nosso único meio de graça é o Senhor Jesus Cristo:&#8221;Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.&#8221; (João 15:16 ACF)<br />
Unção de Pessoas</p>
<p>A unção de pessoas era feita, quando com propósitos espirituais, com o objetivo de separar-se esta pessoa para uma tarefa específica, seja enquanto rei, sacerdote ou profeta. É importante também notar que todas estas tarefas eram realizadas em conjunto com o objetivo de guiar o povo de Deus tanto espiritualmente quanto secularmente. Também é importante ver que estas tarefas foram todas assumidas por Jesus Cristo, o ungido de Deus. Assim, Cristo é Sacerdote, Profeta e Rei.Já no Novo Testamento esta ação, a unção de pessoas, foi substituída pela imposição de mãos, a qual outorga autoridade para ministrar, educar e servir, como até hoje é feito na ordenação de pastores e diáconos. Há que se entender, entretanto, que este processo não tem exatamente a mesma significação da unção com óleo de outrora, não há qualquer santificação sendo conferida através deste ato, pois, a santificação ocorre no momento da conversão quando o salvo é selado pelo Espírito de Deus, e não há também qualquer transferência de poder, pois, todo o poder está nas mãos de Jesus Cristo (Mateus 28:18), mas, este ato indica com firmeza que aquele que está sendo ordenado, é reconhecido pela Igreja como tendo sido separado por Deus para esta obra.<br />
Unção de Reis</p>
<p>Os reis eram ungidos como libertadores para o povo de Israel e para governar sobre o povo como seu pastor:&#8221;Amanhã a estas horas te enviarei um homem da terra de Benjamim, o qual ungirás por capitão sobre o meu povo de Israel, e ele livrará o meu povo da mão dos filisteus; porque tenho olhado para o meu povo; porque o seu clamor chegou a mim.&#8221; (I Samuel 9:16 ACF)<br />
Unção de Sacerdotes</p>
<p>Deus instruiu Moisés a ungir sacerdotes, de modo a consagrá-los e reconhecê-los como pessoas separadas para servir a Deus através do sacerdócio. Os sacerdotes julgavam sobre as diferenças entre as pessoas do povo, faziam expiação, santificavam o povo perante Deus, ouviam confissões de pecados, faziam sacrifícios de ação de graças e supervisionava os trabalhos no tabernáculo, entre outras tarefas.&#8221;E vestirás a Arão as vestes santas, e o ungirás, e o santificarás, para que me administre o sacerdócio. (14) Também farás chegar a seus filhos, e lhes vestirás as túnicas, (15) E os ungirás como ungiste a seu pai, para que me administrem o sacerdócio, e a sua unção lhes será por sacerdócio perpétuo nas suas gerações.&#8221; (Êxodo 40:13-15 ACF)<br />
Unção de profetas</p>
<p>O ofício profético era estabelecido pelo ato da unção:&#8221;O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; (2) A apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; (3) A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do SENHOR, para que ele seja glorificado.&#8221; (Isaías 61:1-3 ACF)Não há uma descrição clara nas Sagradas Escrituras sobre como, ou qual, seria o ritual para a unção de profetas, mas, este fato está razoavelmente estabelecido através do texto de Isaías acima citado.<br />
Produtos utilizados<br />
Azeite</p>
<p>O azeite de oliva simboliza uma vida útil e vibrante, sendo símbolo de regozijo, saúde e de qualificações de uma pessoa para o serviço do Senhor:&#8221;Porém tu exaltarás o meu poder, como o do boi selvagem. Serei ungido com óleo fresco.&#8221; (Salmo 92:10 ACF)<br />
Ungüento</p>
<p>Gordura misturada com perfumes especiais que lhe davam características muito desejáveis.Era utilizado para ungir os pés dos hóspedes, simbolizando a alegria pela chegada daquele hóspede, e desejando-lhe boas vindas:&#8221;E Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com ungüento, e lhe tinha enxugado os pés com os seus cabelos, cujo irmão Lázaro estava enfermo.&#8221; (João 11:2 ACF)Também como era utilizado no cuidado pessoal com o corpo, pois, é um excelente hidratante:&#8221;Naqueles dias eu, Daniel, estive triste por três semanas. (3) Alimento desejável não comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com ungüento, até que se cumpriram as três semanas.&#8221; (Daniel 10:2-3 ACF)&#8221;Lava-te, pois, e unge-te, e veste os teus vestidos, e desce à eira; porém não te dês a conhecer ao homem, até que tenha acabado de comer e beber.&#8221; (Rute 3:3 ACF)<br />
Óleos curativos</p>
<p>O óleo tem poderes curativos, permitindo amolecer feridas e purificá-las. O óleo quando misturado a certas ervas, pode proporcionar medicamentos poderosos para vários males. Não é de surpreender que os médicos em Israel tivessem desde tempos antigos conhecimento destas ervas e da forma de utilizá-las no processo curativo de doentes.&#8221;Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres não espremidas, nem ligadas, nem amolecidas com óleo.&#8221; (Isaías 1:6 ACF)&#8221;E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele;&#8221; (Lucas 10:34 ACF)<br />
Ungüento fúnebre</p>
<p>Este ungüento era utilizado na preparação do corpo para o sepultamento, como parte de um processo de embalsamamento:&#8221;Ora, derramando ela este ungüento sobre o meu corpo, fê-lo preparando-me para o meu sepultamento.&#8221; (Mateus 26:12 ACF)&#8221;E as mulheres, que tinham vindo com ele da Galiléia, seguiram também e viram o sepulcro, e como foi posto o seu corpo. (56) E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento.&#8221; (Lucas 23:55-56 ACF)<br />
Modos de aplicação<br />
Na cabeça</p>
<p>O derramamento de óleo sobre a cabeça de um homem indicava que este homem havia sido separado para uma determinada tarefa a serviço do Senhor.&#8221;Então tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça, e beijou-o, e disse: Porventura não te ungiu o SENHOR por capitão sobre a sua herança?&#8221; (I Samuel 10:1 ACF)&#8221;Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.&#8221; (Salmo 23:5 ACF)&#8221;Em todo o tempo sejam alvas as tuas roupas, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça.&#8221; (Eclesiastes 9:8 ACF)Também era usado sobre a cabeça com efeitos cosméticos:&#8221;Em todo o tempo sejam alvas as tuas roupas, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça.&#8221; (Eclesiastes 9:8 ACF)<br />
No rosto</p>
<p>A unção do óleo no rosto tinha como objetivo a hidratação, e a proteção contra as forças da natureza:&#8221;E o vinho que alegra o coração do homem, e o azeite que faz reluzir o seu rosto, e o pão que fortalece o coração do homem.&#8221; (Salmo 104:15 ACF)<br />
Nos pés</p>
<p>Como já foi dito, este ato estava normalmente relacionado com uma recepção digna e alegre de um hóspede bem-vindo:&#8221;E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o ungüento.&#8221; (Lucas 7:38 ACF)<br />
Sobre as feridas</p>
<p>Neste caso o óleo é utilizado como medicamento, sendo que através de suas propriedades curativas próprias, ou em combinação com ervas ou outros produtos era deitado sobre as feridas. Há muitos relatos deste tipo de procedimento na literatura talmúdica1, e alguns na própria Bíblia Sagrada, os quais já foram anteriormente citados.&#8221;Volta, e dize a Ezequias, capitão do meu povo: Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis que eu te sararei; ao terceiro dia subirás à casa do SENHOR. (6) E acrescentarei aos teus dias quinze anos, e das mãos do rei da Assíria te livrarei, a ti e a esta cidade; e ampararei esta cidade por amor de mim, e por amor de Davi, meu servo. (7) Disse mais Isaías: Tomai uma pasta de figos. E a tomaram, e a puseram sobre a chaga; e ele sarou.&#8221; (II Reis 20:5-7 ACF)<br />
Uso atual</p>
<p>Como vimos, fica, em nossos dias, descartado o uso da unção com óleo para objetos, de modo a torná-los sagrados ou santificados, já que nada mais pode ser considerado objeto sagrado, uma vez que o templo de Deus na Nova Aliança é o corpo daquele que teve seu coração transformado pelo sangue do Cordeiro de Deus.Também não há mais qualquer necessidade de unção para sacerdotes, reis ou profetas. Ocorrendo no caso daqueles que se dispõem a servir como oficiais da Igreja, o ato da imposição de mãos, figura substituta da unção, mas, com significação distinta.</p>
<p>Resta então apenas um tipo de unção a ser analisado em termos de uso nos dias atuais: a unção de enfermos com fins medicamentosos. Não restou nenhum tipo de unção, com finalidades espirituais, a ser utilizada pelos crentes em Jesus Cristo após o estabelecimento da Nova Aliança.</p>
<p>Análise Histórica</p>
<p>É interessante que venhamos a analisar a prática da Igreja, desde os seus primórdios até os dias atuais, para que possamos formar também nosso pensamento através do testemunho daqueles que no decorrer do tempo estudaram e buscaram o conhecimento bíblico, bem como daqueles que deturpando o verdadeiro significado dos ensinos bíblicos torcem seu entendimento de acordo com suas conveniências momentâneas.<br />
Os pais apostólicos</p>
<p>Não há praticamente nenhuma referência à unção com óleo de enfermos, entre os escritos de Tiago (± 46-49 d.C), e de Hipólito de Roma (± 200 d.C.). Isto provavelmente se deve ao fato de estarem os Cristãos deste período lutando com tantas e tão variadas formas de heresias, como o gnosticismo, o arianismo, o sebastianismo, o monarquismo, os judaizantes, entre outros tantos, que não deve ter havido tempo para dedicarem-se a este assunto em seus escritos.<br />
Justino de Roma (± 140 d.C.)</p>
<p>Há contudo a exceção de Justino de Roma, que por volta de 140 d.C. defendia a posição de que todo e qualquer tipo de unção praticada ou ministrada no Velho Testamento aponta para Cristo. E que assim em Cristo todas as unções cessaram, conforme podemos ver pelo trecho de seu trabalho a seguir:&#8221;Tendo Jacó derramado óleo no mesmo lugar, o próprio Deus que lhe aparecera dá testemunho de Ter sido para ele que ungiu ali a pedra. Também já demonstramos, com várias passagens das Escrituras, que Cristo é chamado simbolicamente &#8220;pedra&#8221; e que também a ele se refere toda unção, seja de azeite, seja de mirra ou qualquer outro composto de bálsamo, pois assim diz a palavra: &#8220;Por isso, o teu Deus te ungiu, o teu Deus, com óleo de alegria, de preferência aos teus companheiros&#8221;. É assim que dele participaram os reis e ungidos, todos os que são chamados reis e ungidos, da mesma maneira como ele próprio recebeu de seu Pai o fato de ser Rei, Cristo, Sacerdote.&#8221;<br />
Hipólito de Roma (± 200 d.C.)</p>
<p>A mais importante obra teológica de Hipólito de Roma é intitulada a &#8220;Tradição Apostólica&#8221;. É um dos mais antigos documentos com instrução litúrgica que podemos encontrar, tendo sido usado como base, pela igreja católica romana, para consubstanciar sua herética doutrina sacramental da &#8220;extrema-unção&#8221; e é também a base utilizada pelos neopentecostais para confirmar que a Igreja Cristã pós-apostólica era praticante da &#8220;unção de enfermos&#8221;. Vamos ao texto de Hipólito:Se alguém oferecer azeite, consagre-o como se consagrou o pão e o vinho, não com as mesmas palavras, mas com o mesmo Espírito. Dê graças, dizendo: &#8220;Assim como por este óleo santificado ungiste reis, sacerdotes e profetas, concede também, ó Deus, a santidade àqueles que com ele são ungidos e aos que o recebem, proporcionando consolo aos que o experimentam e saúde aos que dele necessitam.&#8221;Por estas palavras podemos claramente entender que este ensinamento está muito distante da verdade bíblica. Não há nenhuma instrução na Palavra de Deus no sentido de se consagrar pão e vinho. A Bíblia inclusive não trata o líquido da ceia do Senhor como sendo vinho. Há uma única referência, feita pelo Senhor Jesus registrada em Mateus, referindo-se ao conteúdo do cálice como &#8220;fruto da vide&#8221;, ou seja &#8220;uva&#8221;, ou seu suco:&#8221;E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai.&#8221; (Mateus 26:29 ACF)E em nenhum momento há qualquer ritual de consagração. Há sim oração em ação de graças a ser proferida durante o cerimonial da ceia do Senhor, conforme instruções encontradas em Mateus 26:26-30 e em I Coríntios 11:23-30.Se não se consagra o pão e o vinho, também não se consagra azeite. Se não se consagra azeite toda a teologia e toda a instrução litúrgica derivada desta linha de raciocínio é biblicamente inválida e deve ser considerada espúria e anátema.Aprofundando-nos no estudo dos ensinos de Hipólito de Roma podemos encontrar vários tipos de óleos, como o óleo consagrado, o óleo de exorcismo, o óleo de ações de graças, o óleo santo ou santificado, entre outros, como o queijo da caridade e a azeitona consagrada. (Será que as semelhanças com a IURD são meras coincidências?) Assim, quaisquer ensinos provenientes desta fonte, ou de qualquer outra que nela se baseie devem ser considerados espúrios e anátemas.<br />
Orígenes (± 210 d.C.)</p>
<p>Orígenes, apesar de todas as suas tendências alegoristas e metafóricas, de suas heresias e descalabros, ao tratar da questão da unção com óleo, afirma, corretamente, que alguns Cristãos (neste caso Celso) teriam querido curar suas feridas através da ação divina, mas manter sua alma inflamada em seus vícios e pecados, rejeitando os remédios espirituais dessa mesma palavra, a confissão de pecados e o perdão. Querendo usar o azeite, o vinho e outros emolientes, e demais ajudas médicas que aliviam a enfermidade, como alívio para sua alma corrompida, ou ainda usar de supostos poderes mágico-espirituais conferidos aos medicamentos na cura das feridas, sem se apresentarem diante de Deus, para a cura da alma.Hoje em dia a medicina nos apresenta vários novos recursos curativos, além do azeite e do vinho, aos quais podemos recorrer, contudo não podemos em momento algum, nos esquecer da dependência de Deus, através de uma vida de oração.Este é o ensinamento de Orígenes: que muitos querem ser curados, querem ser aliviados, mas não querem deixar seus pecados. Portanto, na teologia de Orígenes não existe espaço para uma unção de enfermos com fins curativos mágicos. O azeite e outros emolientes são importantes do ponto de vista medicamentoso, mas sempre associados à dependência de Deus pela oração, e se for para a Sua glória, Deus restabelecerá o enfermo.<br />
Idade Média</p>
<p>Durante a Idade Média houve grande luta entre o poder secular e o poder da Igreja, trazendo como conseqüência direta uma deturpação ainda mais exacerbada da já caquética e corrompida teologia da igreja de Roma. As interpretações das Escrituras visavam apenas dar respaldo a um misticismo mágico-religioso que dominava as ações da igreja de Roma, e lhe conferia poder sobre as massas ignorantes e crédulas, além de controle sobre seus governantes, rendendo à igreja de Roma grandes frutos financeiros e políticos. Neste período há muito pouca discussão sobre a unção com óleo, pois esta já se havia instituído em sacramento, o sacramento da extrema-unção, para limpar de pecado aquele que estava à beira da morte.<br />
Cesário de Arles (± 503~504)</p>
<p>Ele faz várias referências à unção de enfermos nos seus sermões. No sermão 13 ele escreve: &#8220;Toda vez que sobrevier uma doença, o que a sofre receba o corpo e o sangue de Cristo; peça humildemente e com fé ao sacerdote a unção com o óleo bento a fim de que se cumpra nele o que está escrito&#8221;. No Sermão 184, suplica às mães que não levem seus filhos aos &#8220;medicamentos diabólicos&#8221;, argumentando: &#8220;Quanto mais justo e razoável seria recorrer à igreja, receber o corpo e o sangue de Cristo, ungir com fé, seja o próprio corpo ou o dos seus, com o óleo bento.&#8221; Aqui vemos já uma completa deturpação do significado da ceia do Senhor, pois é esta um memorial, não conferindo qualquer tipo de bênção, graça ou cura. Pois, não há qualquer suporte nas Sagradas Escrituras para que assim pensemos. E assim da mesma forma também não há um &#8220;óleo bento pelos sacerdotes&#8221;. Pois, primeiramente, não há na Nova Aliança a figura do sacerdote, não há mais a necessidade de intermediação entre o povo e seu Deus. Cada um que tenha em si o selo da salvação, tem acesso direto ao Pai através de Jesus Cristo, nosso Mediador e Advogado para com o Deus. Não há também, como já vimos, sob a Nova Aliança, nenhum objeto ou material consagrado ou santificado, tornando, deste modo, a existência de um &#8220;óleo bento&#8221; simplesmente impossível. E se não há bênção nem na ceia, nem no óleo, não há razão para uma unção de enfermos, exceto quando ocorrer com caráter puramente medicamentoso, sem qualquer conotação mística ou espiritual. Quanto à afirmação no sermão 184, não há qualquer fundamento ou razão para afirmar que medicamentos sejam &#8220;diabólicos&#8221;, ou de qualquer outra forma &#8220;impuros&#8221; ou &#8220;malévolos&#8221;. Há contudo, clara proibição bíblica, quanto a se buscar o auxílio de curandeiros e feiticeiros, mas, em nenhum ponto encontramos recomendação contra a busca por médicos ou por medicamentos em caso de doenças. Ao contrário, quando a mulher que sofria com fluxo de sangue procurou por Jesus, é-nos informado que ela já havia procurado por médicos, pratica esta que não foi recriminada por Jesus, apesar de no caso desta mulher não ter sido de eficácia. (Marcos 5:25-34)<br />
Beda (± 720 d.C.)</p>
<p>Segundo o disposto através da teologia de Beda, podemos ver o andamento da deturpação do significado da unção de enfermos, conforme segue:</p>
<p>1. Naquela época se pensava que a virtude da Unção estava no óleo consagrado pelo bispo, o óleo bento;<br />
2. A Unção de Enfermos pertencia à categoria dos sacramentos permanentes, assim como a ceia do Senhor e o batismo;<br />
3. A igreja de Roma cria que assim como na ceia do Senhor é o próprio ministro, o sacerdote, quem consagra o pão, e como também é o sacerdote quem batiza, é este mesmo quem também consagra o óleo para a unção de enfermos, e estes elementos depois de consagrados pelo ministro são repassados aos presbíteros para ministrá-los. Assim, toda a força da bênção do óleo está no pastor, isto é, no sacerdote;<br />
4. Assim como o pão consagrado para a ceia do Senhor já tem em si a força do sacramento, também o óleo bento consagrado pelo bispo tem a mesma força e o mesmo poder.</p>
<p>Bonifácio (± 900 d.C.)</p>
<p>A partir da reforma carolíngia, a administração do óleo consagrado, ou bento, ficou reservada exclusivamente aos sacerdotes (bispos e presbíteros). Segundo os Statuta Bonifacii, do começo do século IX, os sacerdotes devem, em suas viagens, levar sempre consigo a eucaristia e o &#8220;santo óleo&#8221;; e lhes é proibido sob pena de deposição confiar aos leigos o &#8220;santo óleo&#8221;.Neste ponto muda a igreja de Roma sua concepção do sacramento:</p>
<p>1. De unção de enfermos passou a ser unção de moribundos (extrema-unção);<br />
2. Da consagração do óleo passou a ser a administração da unção;<br />
3. De sacramento com efeitos corporais passou a ser sacramento com efeitos espirituais;<br />
4. De sacramento autônomo passou a estar unido à penitência;<br />
5. A teologia escolástica do século XIII já herdara uma situação de fato: o ministro da unção é o sacerdote, o mesmo da penitência.</p>
<p>Deste panorama, tem-se o que hoje é entendido por unção dos enfermos. Uma ação de transferência de poder do sacerdote para o óleo e deste para o enfermo, &#8220;trazendo a cura&#8221;.Nada mais que uma ação de misticismo e feitiçaria, completamente destacada do contexto e do entendimento bíblicos, ação esta criada por séries de heresias e deturpações históricas, tanto no que se refere ao papel da igreja, quando no que se refere ao papel do ministro da igreja, o seu pastor.<br />
Os reformadores protestantes</p>
<p>No decorrer da Idade Média, a igreja católica separou esse rito da unção de enfermos e o elevou à categoria de sacramento da extrema-unção, mediante o qual, segundo ensinavam seus teólogos, deveria ser ministrado aos fiéis da igreja que estavam moribundos, ou seja, à espera da morte. Houve consenso entre os reformadores protestantes que assim apresentada, a unção com óleo, era uma falsa interpretação de Tiago 5:14 e de Marcos 6:13. Segundo Lutero, em sua exposição do texto de Tiago 5:14, o uso da unção com óleo, já cessou:&#8221;Por isso sou de opinião que essa unção é a mesma da qual se escreve, em Mc 6:13, a respeito dos apóstolos: &#8216;E ungiam muitos enfermos com óleo, e os curavam.&#8217; Trata-se, pois, de um certo rito da Igreja primitiva, pelo qual faziam milagres entre os enfermos. Já desapareceu há muito.&#8221;Calvino de igual modo não aceita a contemporaneidade da prática da unção de enfermos, assegurando que esta prática já cessou na igreja, como também, todas as virtudes e os demais milagres que foram operados pelas mãos dos apóstolos, a razão é que este dom (unção de enfermos) era temporal.Calvino e Lutero são unânimes em afirmar que o azeite era um ungüento utilizado na Igreja Primitiva com fins medicamentosos que associados à oração dos presbíteros, teria muito efeito.Porque os reformadores não faziam unção de enfermos?</p>
<p>1. Por que o princípio gerador da cura em Tg 5:14 é a fé do doente e as orações dos líderes da igreja;<br />
2. Por que longe de sustentar a extrema-unção ou o crisma (confirmação), a passagem de Tiago 5:14 trata de presbíteros (e não de sacerdotes) orando pela cura do enfermo; O azeite é então um óleo medicinal, e não um preparado mágico para a morte.<br />
3. Por que a unção Veterotestamentária apontava para o Messias, o Ungido de Deus, cumprindo em Cristo a unção final de sacerdote, profeta e rei;<br />
4. Por que no processo evolutivo da revelação de Deus, o óleo da unção aponta para o ministério do Espírito Santo, Aquele que unge, isto é, separa, capacita, credencia o cristão a fazer a obra de Deus. Os que são ungidos com o Espírito Santo não necessitam de nenhum outro tipo de unção;</p>
<p>Analisando o pensamento de Calvino sobre a unção dos enfermos, especialmente em sua exposição do verso em Tiago 5:14, podemos entender o seguinte:</p>
<p>1. Para Calvino esta prática já cessou na Igreja;<br />
2. A unção aponta para a obra e os dons do Espírito Santo; e se nós vivemos hoje no desenvolvimento ministerial do Espírito Santo, com certeza, não há qualquer sentido na prática da unção de Enfermos ou qualquer outro tipo de unção;<br />
3. A unção não tem o efeito das virtudes espirituais apostólicas;<br />
4. A unção não é canal de bênçãos para o crente; canal de bênção é a doutrina Bíblica, as orações (intercessão dos Santos) e a comunhão;<br />
5. A unção não é privativa do pastor da igreja;<br />
6. A unção não tem qualquer efeito de sacramento;<br />
7. A unção não perdoa pecados;<br />
8. A unção não é sinal de cura;<br />
9. A unção não tem poderes mágico-religiosos;</p>
<p>Considerações atuais sobre a unção com óleo</p>
<p>Como conseqüência da situação pela qual vem passando o povo brasileiro, devido às conjunturas políticas, sociais e econômicas, muitos têm encontrado grande dificuldade de acesso à medicina pública, ou nela não têm confiança, recorrendo a uma medicina popular, principalmente através de curandeiros, benzedeiras, e/ou concepções mágico-religiosas. Alguns líderes carismáticos são muitas vezes solicitados a realizar curas divinas através de rituais, e afirmam estar em contato com o Espírito Santo, com anjos, demônios e com o espírito da própria enfermidade. E através de seus &#8220;poderes&#8221;, tentam realizar a &#8220;cura&#8221;, e quando esta não vem, alistam variadas razões, entre elas, e principalmente, o fato de o enfermo, ou seus familiares, terem falta de fé.Assim, todo o procedimento de unção assumiu um papel fundamental dentro do simbolismo religioso que se formou nestes dias, sendo este procedimento utilizado para combater doenças tanto do corpo quanto da alma. E só obtêm a &#8220;graça&#8221; aqueles que são ungidos com óleo consagrado; para estes haverá saúde, emprego, riqueza, e a cura de diversas moléstias e males demoníacos.Logo tudo passa a ser ungido, a rosa, o barbante, o sal, as fotos, as roupas, a água, o manto, a madeira, e finalmente a própria pessoa é ungida, e caso esteja possuída por demônios estes se manifestam e podem então ser expulsos, através do óleo do exorcismo e da &#8220;oração forte&#8221;.<br />
Saindo da confusão</p>
<p>Como pudemos perceber perfeitamente através da exposição da história deste procedimento vale aqui de modo especial o que nos é dito pelo texto do salmo 42: &#8220;Um abismo chama outro abismo&#8230;&#8221;.E é desta confusão teológica que precisamos sair. E a única forma de fazê-lo é através de uma análise exegética da palavra de Deus, à luz de todo o ensino apresentado pela própria palavra de Deus, conforme já vimos anteriormente neste estudo. Vamos seguir então analisando o verso que é usado por base de toda esta &#8220;teologia&#8221;.Mas, tenhamos em mente tudo o que já estudamos, e em especial a conclusão a que chegamos através da análise sincera e dedicada da palavra de Deus:&#8221;Resta então apenas um tipo de unção a ser analisado em termos de uso nos dias atuais: a unção de enfermos com fins medicamentosos. Não restou nenhum tipo de unção, com finalidades espirituais, a ser utilizada pelos crentes em Jesus Cristo após o estabelecimento da Nova Aliança.&#8221;<br />
Exposição de Tiago 5:14</p>
<p>Analisemos o texto em si, dentro do seu contexto:&#8221;Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores. (14) Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; (15) E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. (16) Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.&#8221; (Tiago 5:13-16 ACF &#8211; destaque acrescentado)É fundamental entendermos que o texto nos fala de oração. Tiago está tratando, por praticamente toda a sua carta, deste tema. Não podemos entender que ele tenha criado um novo ritual místico-mágico, ou que tenha sido criada uma nova teologia, o que invalidaria esta carta como texto bíblico.Como exemplo, analisemos o que houve recentemente em uma pequena cidade americana próxima de Los Angeles: &#8211; Lá ocorreu uma enorme tragédia, quando um pai, jogou fora a insulina que seu pequeno filho diabético necessitava tomar, após pedir ao pastor que realizasse em seu filho a &#8220;unção com óleo&#8221; e a &#8220;oração forte de poder&#8221;. Como resultado desta ação irresponsável, seu filhinho morreu.Devemos entender que nem todos os crentes que ficam doentes, recebem cura! Muitas vezes Deus os quer assim, doentes mesmo, de modo que testemunhem de Sua graça mesmo em meio ao sofrimento, ou então para que seja aprendida alguma lição que Deus queira ensinar. O fato é que se todos os crentes recebessem cura, nenhum morreria, pois, a cada doença se seguiria a cura divina! E a história testemunha que não é assim.Bom, com isto em mente sigamos analisando o texto. A palavra &#8220;ungir&#8221; em português significa:</p>
<p>1. untar(-se) ou friccionar(-se) com óleo, ungüento ou qualquer substância gorda; fomentar<br />
2. untar ou friccionar com perfumes ou substâncias aromáticas<br />
3. investir de autoridade por meio de unção ou sagração; sagrar</p>
<p>Em grego os dois primeiros sentidos apresentados da palavra &#8220;ungir&#8221; são entendidos da palavra &#8220;aleifw&#8221; (aleipho). Já o terceiro sentido, é entendido pela palavra &#8220;xriw&#8221; (chrio) da qual se deriva a palavra &#8220;xristov&#8221; (christos), cristo, de onde temos a designação de Jesus como &#8220;O Ungido de Deus&#8221;, &#8220;O Cristo&#8221;.Neste sentido, a primeira (aleipho) é uma palavra que denota uma ação corriqueira e desprovida de qualquer conotação religiosa ou espiritual. Enquanto a segunda (chrio) indica uma ação espiritual, uma consagração divina. E neste verso encontramos a palavra [aleipho] e não a palavra [chrio]!Considerando, portanto, o significado da palavra e do texto em seu contexto, entendemos que somente o que pode operar qualquer cura é o poder do Senhor, muitas vezes em resposta à oração de um justo. O uso do azeite neste texto se refere então à sua aplicação com vistas a uma ação medicamentosa. Dando-nos instrução que não devemos, como fez aquele infeliz pai americano, deixar de aplicar o medicamento pelo fato de estarmos em oração pela cura, mas, inversamente, devemos aplicar o medicamento e orar confiantemente ao Senhor, clamando pela cura, tanto física, quanto espiritual, em caso de haver pecado envolvido. E o Senhor dentro dos Seus propósitos, irá agir. O poder é do Senhor, e não de uma mandinga qualquer ou de qualquer objeto que supostamente tenha quaisquer poderes curativos.<br />
Conclusão</p>
<p>Diante de tudo o que foi exposto, podemos então afirmar:</p>
<p>1. A unção de enfermos não é um sacramento, já que não há nenhum sacramento, pois para tal exigir-se-ia um sacerdote para intermediar sua aplicação. E na Nova Aliança, cada crente em Jesus Cristo tem acesso direto ao Pai através Dele, sendo portanto, seu próprio sacerdote, dispensando qualquer tipo de intermediação humana. Além deste fato, não há como se complementar a obra do Senhor Jesus Cristo, ou tomar-se qualquer ação que resulte em graça. A obra de Cristo é completa e perfeita, e a obtenção de graça se dá através do poder do Senhor mediante oração e fé.<br />
2. Os pais da Igreja não praticaram a unção com fins espirituais na Igreja, entendendo que esta ação não deveria ocorrer no cerne da Nova Aliança.<br />
3. A instituição da unção dos enfermos durante a Idade Média, (que veio posteriormente a se tornar a extrema-unção católica, e que após o concílio Vaticano II voltou a ser, para os católicos romanos, a unção de enfermos) foi obra de &#8220;cristãos&#8221; que não tinham uma teologia séria, embasada na Palavra de Deus, mas, ao contrário, desejavam apenas mais um meio de controle sobre as massas.<br />
4. Conforme pudemos ver da exposição de Tiago 5:14, o óleo não tem em si nenhum poder curativo sobrenatural, além de seu próprio poder como medicamento. O verdadeiro poder está no Senhor, e pode vir a ser derramado sobre o enfermo, em atendimento às orações de verdadeiros crentes no Senhor Jesus Cristo, aqueles que foram justificados pelo Seu sangue.<br />
5. O azeite em Tiago 5:14, não é expressão do Espírito Santo, nem de Sua ação, pois, este fato viria de encontro a todas as doutrinas apostólicas. A unção que se relaciona com o Espírito Santo é obtida na conversão, quando o crente é Nele batizado e selado para o dia da redenção.<br />
6. Qualquer pensamento quanto a um valor semimágico da unção com óleo, fere os princípios do Novo Testamento, especialmente no que diz respeito ao objeto da fé, que não pode em nenhuma hipótese ser algo material sob pena de idolatria e paganismo:</p>
<p>&#8220;E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.&#8221; (Mateus 28:18)Em nada devemos por a nossa fé, a não ser naquele que verdadeiramente nos pode salvar!</p>
<p>7. No processo evolutivo da revelação de Deus, o óleo da unção apontava para o vindouro ministério do Espírito Santo, que é Aquele que unge, ou seja, Aquele que separa, capacita, credencia o Cristão a fazer a obra de Deus. Os que são ungidos com o Espírito Santo não necessitam de nenhum outro tipo de unção espiritual, em nenhum outro momento de suas vidas!</p>
<p>E que Deus nos abençoe e nos permita permanecer sendo fiéis à Sua palavra e à Sua vontade em cada momento de nossas vidas, deixando e abandonando tudo quanto não provém de Deus! Amém!</p>
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		<title>Angelologia Bíblica.</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Oct 2007 03:09:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[angeologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Ao nosso redor há um mundo espiritual poderoso, populoso e de recursos superiores ao nosso mundo visível. Bons e Maus espíritos passam em nosso meio, de um lugar para o outro, com grande rapidez e movimentos imperceptíveis. Alguns desses espíritos se interessam pelo nosso bem estar, outros porém, estão empenhados em fazer-nos o mal. Muitas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao nosso redor há um mundo espiritual poderoso, populoso e de recursos superiores ao nosso mundo visível. Bons e Maus espíritos passam em nosso meio, de um lugar para o outro, com grande rapidez e movimentos imperceptíveis. Alguns desses espíritos se interessam pelo nosso bem estar, outros porém, estão empenhados em fazer-nos o mal. Muitas pessoas questionam se existem realmente tais espíritos ou seres, quem são, onde se encontram e o que fazem.A palavra de Deus é a única fonte de informação que merece confiança, e que possui respostas para estas perguntas. Ela deixa claro que há outra classe de seres superiores ao homem. Esses seres habitam nos céus e formam os exércitos celestiais, a inumerável companhia dos servos invisíveis de Deus. Esses são os anjos de Deus, os quais estão sujeitos ao governo divino, e o importante papel que têm desempenhado na história da humanidade torna-os merecedores de referência especial. Existem também aqueles, pertencentes a mesma classe de seres, que anteriormente foram servos de Deus mas que agora se encontram em atitude de rebelião contra seu governo.A doutrina dos anjos segue logicamente a doutrina de Deus, pois os anjos são fundamentalmente os ministros da providência de Deus. Essa doutrina permite-nos conhecer a origem, existência, natureza, queda, classificação, obra e destino dos anjos.</p>
<p><span id="more-317"></span></p>
<p>A origem dos anjos</p>
<p>A época de sua criação não é indicada com precisão em parte alguma, mas é provável que tenha se dado juntamente com a criação dos céus (Gn 1:1 ). Pode ser que tenham sido criados por Deus imediatamente após a criação dos céus e antes da criação da terra, pois de acordo com Jó 38:4-7, rejubilavam todos os filhos de Deus quando Ele lançava os fundamentos da terra. Que os anjos não existem desde a eternidade é mostrado pelos versículos que falam de sua criação ( Ne 9:6 , Sl 148:2,5; Cl 1:16 ). Embora não seja citado número definido na Bíblia, acredita-se que a quantidade de anjos é muito grande ( Dn 7:10; Mt 26:53; Hb 12:22 ).<br />
A natureza dos anjos</p>
<p>3.1- São seres espirituais e incorpóreos. Os anjos são descritos espíritos, porque diferentes dos homens, eles não estão limitados às condições naturais e físicas. Aparecem e desaparecem, e movimenta-se com uma rapidez imperceptível sem usar meios naturais. Apesar de serem espíritos, têm o poder de assumir a forma de corpos humanos a fim de tornar visível sua presença aos sentidos do homem (Gn 19:1-3). Que os anjos são incorpóreos está claro em Ef 6.12, onde Paulo diz que &#8220;a nossa luta não é contra a carne nem sangue, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes&#8221;. Outras referências: Sl 104:4; Hb 1:7,14; At 19:12; Lc 7:21; 8:2; 11:26; Mt 8:16; 12.45. Não têm carne nem ossos e são invisíveis ( Cl 1:16).3.2- São um exército e não uma raça.As Escrituras ensinam que o casamento não é da ordem ou do plano de Deus para os anjos (Mt 22:30; Lc 20:34 -36 ), portanto não se caracteriza uma raça. No Velho Testamento por cinco vezes os anjos são chamados de &#8220;filhos de Deus&#8221; ( Gn 6:2,4; Jó 1:6; 2:1; 38:7 ) mas nunca lemos a respeito dos &#8220;filhos dos anjos&#8221;. Os anjos sempre são descritos como varões, porém na realidade não tem sexo, não propagam sua espécie ( Lc 20:34-35 ).Várias passagens das Escrituras indicam que há um número muito grande de anjos (Dn 7:10; Mt 26:53; Sl 68:17; Lc 2:13; Hb 12:22 ), e são repetidamente mencionados como exércitos do céus ou de Deus. No Getsêmani, Jesus disse a um discípulo que queria defendê-los dos que vieram prendê-lo: &#8220;Acaso pensas que não posso rogar ao meu pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos&#8221;? ( Mt 26:53 ). Portanto, seu criador e mestre é descrito como &#8220;Senhor dos Exércitos&#8221;. É evidente que eles são criaturas e portanto limitados e finitos. Apesar de terem mais livre relação com o espaço e o tempo do que o homem, não podem estar em dois ou mais lugares simultaneamente.3.3- São seres racionais morais e imortais.Aos anjos são atribuídas características pessoais; são inteligentes dotados de vontade e atividade. O fato de que são seres inteligentes parece inferir-se imediatamente do fato de que são espíritos (2 Sm 14:20; Mt 24:36 , Ef 3:10; 1 Pe 1:12; 2 Pe 2:11). Embora não sejam oniscientes, são superiores ao homens em conhecimento (Mt 24:36) e por ter natureza moral estão sob obrigação moral; são recompensados pela obediência e punidos pela desobediência. A Bíblia fala dos anjos que permanecerem leais como &#8220;santos anjos&#8221; ( Mt 25:31; Mc 8:38; Lc 9:26; At 10:22; Ap 14:10) e retrata os que caíram como mentirosos e pecadores (Jo 8:44; 1 Jo 3:8-10).A imortalidade dos anjos está ligada ao sentido de que os anjos bons não estão sujeitos a morte (Lc 20:35-36), além de serem dotados de poder formando o exército de Deus, uma hoste de heróis poderosos, sempre prontos para fazer o que o Senhor mandar ( Sl 103:20; Cl 1:16; Ef. 1:21; 3:10; Hb 1:14) enquanto que os anjos maus formam o exército de Satanás empenhados em destruir a obra do Senhor (Lc 11:21; 2 Ts 2:9; 1 Pe 5:8 ).Ilustrações do poder de um anjo são encontradas na libertação dos apóstolos da prisão ( At 5:19; 12:7) e no rolar da pedra de mais de 4 toneladas que fechou o túmulo de Cristo (Mt 28:2 )4. A classificação dos anjos 4.1- Anjos bons e anjos mausHá pouca informação sobre o estado original dos anjos. Porém no dia de sua obra criadora Deus viu tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Pressupõe-se que todos os anjos tiveram um boa condição original (Jo 8:44; 2 Pe 2:4; Jd 6). Os anjos bons são chamados &#8220;anjos eleitos&#8221; (1 Tm 5:21) e evidentemente receberam graça suficiente para habilitá-los a manter sua posição de perseverança, pela qual foram confirmados em sua condição e agora são incapazes de pecar . São chamados também de &#8220;santos anjos ou anjos de luz&#8221; (2Co 11:14). Sempre contemplam a face Deus (Lc 9:26), e tem vida imortal ( Lc 20:36 ). Sua atividade mais elevada é a adoração a Deus ( Ne 9:6; Fp 2:9-11; Hb 1:6; Jó 38:7; Is 6:3; Sl 103:20; 148:2 Ap 5:11).4.2- Quatro tipos de anjos bons:1. Anjos: Tanto no grego quanto no hebraico a palavra &#8220;anjo&#8221; significa &#8220;mensageiro&#8221;. São exércitos como seres alados (Dn 9:21; Ap 14:6) para nos favorecer. Desde a entrada do pecado no mundo, eles são enviados para dar assistência aos herdeiros da salvação (Hb 1:14). Eles se regozijam com a conversão de um pecador (Lc 15:10), exercem vigilância protetora sobre os crentes (Sl 34:7; 91:11), protegem os pequeninos (Mt 18:10), estão presentes na igreja (1 Tm 5:21) recebem aprendizagem das multiformes riquezas da graça de Deus (Ef 3:10; 1 Pe 1:12) e encaminham os crentes ao seio de Abraão (Lc 16:22,23). A idéia de que alguns deles servem de anjos da guarda de crentes individuais não tem apoio nas Escrituras. A declaração de Mt 18:10 é geral demais, embora pareça indicar que há um grupo de anjos particularmente encarregado de cuidar das criancinhas. At 12:15 tampouco o prova, pois esta passagem mostra apenas que, naquele período primitivo havia alguns, mesmo entre discípulos, que acreditavam em anjos guardiães.Embora os anjos não constituam um organismo, evidentemente são organizados de algum modo. Isto ocorre do fato de que ao lado do nome geral &#8220;anjo&#8221;, a Bíblia emprega certos nomes específicos para indicar classe de anjos. O termo grego &#8220;angelos&#8221; (anjos = mensageiros ) também e freqüentemente aplicado a homens (Mt 11:10; Mc 1:2; Lc 7:24; 9:52; Gl 4:14). Não há nas Escrituras um nome geral, especificamente distintivo, para todos os seres espirituais. Eles são chamados filhos de Deus, (Jó 1:6; 2:1) espíritos (Hb 1:14), santos (Sl 89:5,7; Zc 14:5; Dn 8:13 ), vigilantes (Dn 4:13,17). Contudo, há nomes específicos que indicam diferentes classes de anjos. 2. Querubins: São responsáveis pela guarda da entrada do paraíso (Gn 3:24), observam o propiciatório (Ex 25:18,20; Sl 80:1; 99:1; Is 37:16; Hb 9:5) e constituem a carruagem de que Deus se serve para descer à terra (2 Sm 22:11; Sl 18:10). Como demonstração do seu poder de majestade, em Ez 1º e Ap 4º são representados simbolicamente como seres vivos em várias formas. Mais do que outras criaturas, eles foram destinados a revelar o poder, a majestade e a glória de Deus, e a defender a santidade de Deus no jardim do Éden, no tabernáculo, no templo e na descida de Deus à terra.3. Serafins: Mencionados somente em Is 6:2,6, constituem uma classe de anjos muito próxima dos querubins. São representados simbolicamente em forma humana com seis asas cobrindo o rosto, os pés e duas prontas para execução das ordens do Senhor. Permanecem servidores em torno do trono do Deus poderoso, cantam louvores a Ele e são considerados os nobres entre os anjos.4. Arcanjos: O termo arcanjo só ocorre duas vezes nas escrituras (1 Ts 4:16; Jd 9), mas há outras referências para ao menos um arcanjo, Miguel. Ele é o único a ser chamado de arcanjo e aparece comandando seus próprios anjos (Ap 12.7) e como príncipe do povo de Israel (Dn 10:13,21; 12.1). A maneira pela qual Gabriel é mencionado também indica que ele é de uma classe muito elevada. Ele está diante da presença de Deus (Lc 1:19) e a ele são confiadas as mensagens de mais elevada importância com relações ao reino de Deus (Dn 8:16; 9:21).Obs.:<br />
Principados, potestades, tronos e domínios: A Bíblia menciona certas classes de anjos que ocupam lugares de autoridades no mundo angélico, como principados e potestades (Ef 3:10; Cl 2:10), tronos (Cl 1:16), domínios (Ef 1:21; Cl 1:16 ) e poderes (Ef 1:21 , 1 Pe 3:22). Estes nomes não indicam espécies de anjos, mas diferenças de classe ou de dignidade entre eles. Embora em Ef 1:21 a referencia parece incluir tanto anjos bons quanto os maus, nas outras passagens essa terminologia se refere definitivamente apenas aos anjos maus (Rm 8:38; Ef 6:12; Cl 2:15). 4.3- Anjos Maus Os anjos foram criados perfeitos e sem pecado, e como o homem dotado de livre escolha. Sob a direção de Satanás, muitos pecaram e foram lançados fora do céu (2 Pe 2:4; Jd 6). O pecado, no qual eles e seu chefe caíram foi o orgulho. Alguns tem pensado que a ocasião de rebelião dos anjos foi a revelação da futura encarnação do Filho de Deus e a obrigação deles o adorarem. Segundo as Escrituras, os anjos maus passam o tempo no inferno (2 Pe 2:4) e no mundo, especialmente nos ares que nos rodeiam. (Jo 12:31; 14:30; 2 Co 4:4; Ap 12:4,7-9). Enganando os homens por meio do pecado, exercem grande poder sobre eles (2 Co 4:3,4; Ef 2:2; 6:11,12); este poder está aniquilado para aqueles que são fieis a Cristo, pela redenção que ele consumou (Ap 5:9; 7:13,14). Os anjos não são contemplados no plano da redenção (1 Pe 1:12), mas no inferno foi preparado o eterno castigo dos anjos maus (Mt 25:41).Os anjos maus são empregados na execução dos propósitos de Satanás, que são opostos aos propósitos de Deus, e estão envolvidos nos obstáculos e danos contra a vida espiritual e o bem estar do povo de Deus.<br />
A queda dos anjos</p>
<p>5.1- O fato da sua quedaTudo nos leva a crer que os anjos foram criados em estado de perfeição. No capitulo 1º de Gênesis, lemos sete vezes que o que Deus havia feito era bom. No ultimo versículo deste capitulo lemos &#8220;Viu Deus tudo o quanto fizera, e eis que era muito bom&#8221;. Isso certamente inclui a perfeição dos anjos em santidade quando originalmente criados. Algumas pessoas acham que Ez 28:15 se refere a Satanás. Se for assim, ele é definitivamente mostrado como tendo sido criado perfeito. Mas diversas passagens mostram alguns dos anjos como maus (Sl 78:49; Mt 25:41; Ap 9:11; Ap 12:7-9). Isto se deve ao fato de terem deixado seu próprio principado e habitação apropriada (Jd 6) e pecado (2 Pe 2:4). Não há duvida que Satanás tenha sido o chefe da apostasia. Is 14:12 e Ez 28:15-17 parece lamentar a sua queda.5.2- A época de sua quedaNas Escrituras não há referência de quando ocorreu a queda dos anjos, mas deixa claro que se deu antes da queda do homem, já que Satanás entrou no jardim na forma de serpente e induziu Eva a pecar (Gn 3).5.3- A causa de sua queda.De acordo com as Escrituras o universo e a criatura eram originalmente perfeitos. A criatura tinha originalmente a capacidade de pecar ou não. Ela foi colocada na posição de poder fazer qualquer uma das duas coisas sem ser obrigada a optar por uma delas. Em outras palavras, sua vontade era autônoma.Portanto, conclui-se que a queda dos anjos se deu devido a sua revolta deliberada e autodeterminada contra Deus. Grande prosperidade e beleza parecem ser apontadas como possíveis causas. Em Ez 28:11-19, o rei de Tiro parece simbolizar Satanás e diz-se que ele caiu devido a essas coisas.Ambição desmedida e o desejo de ser mais que Deus parecem ser outra causa. O rei da Babilônia é acusado de ter essa ambição, ele também parece simbolizar Satanás (Is 14.13-14). Em qualquer um dos casos o egoísmo, descontentamento com aquilo que tinha e o desejo de ter tudo o que os outros tinham, foi a causa da queda de Satanás e de outros anjos que o seguiram.5.4- O resultado de sua queda1. Todos eles perderam a sua santidade original e se tornaram corruptos em natureza e conduta (Mt 10:1; Ef 6:11-12; Ap 12:9); 2. Alguns deles foram lançados no inferno e estão acorrentados até o dia do julgamento (2 Pe 2:4); 3. Alguns deles permanecem em liberdade e trabalham em definida oposição à obra dos anjos bons (Ap 12:7-9; Dn 10:12,13,20,21; Jd 9); 4. Pode também ter havido um efeito sobre a criação original. A terra foi amaldiçoada ao pecado de Adão (Gn 3:17-19) e a criação está gemendo por causa da queda (Rm 8:19-22). Não é improvável, portanto, que o pecado dos anjos tenha tido algo a ver com a ruína da criação original no capítulo 1º de Gênesis; 5. Eles serão, no futuro, atirados para a terra (Ap 12:8-9), e após seu julgamento (1 Co 6:3), no lago de fogo e enxofre (Mt 25:41; 2 Pe 2:4; Jd 6).<br />
Os demônios</p>
<p>As Escrituras não descrevem a origem dos demônios. Essa questão parece ser parte do mistério que rodeia a origem do mal. Porém, as Escrituras dão claro testemunho da sua existência real e de sua posição (Mt 12:26-28). Nos Evangelhos aparecem os espíritos maus desprovidos de corpos, que entram nas pessoas, das quais se diz que têm demônios. Os efeitos desta possessão se evidenciam por loucura, epilepsia e outras enfermidades, associadas principalmente com o sistema mental e nervoso (Mt 9:33; 12:22; Mc 5:4,5). O indivíduo sob a influência de um demônio não é senhor de si mesmo; o espírito fala através de seus lábios ou emudece à sua vontade; leva-o aonde quer e geralmente o usa como instrumento, revestindo-o às vezes de uma força sobrenatural.Quando examinam as Escrituras, algumas pessoas ficam em dúvida se os demônios devem ser classificados juntamente com os anjos ou não; mas não há dúvida de que na Bíblia, há ensino positivo concernente a cada um dos dois grupos.Ainda que alguns falem em &#8220;diabos&#8221;, como se houvesse muitos de sua espécie, tal expressão é incorreta. Há muitos &#8220;demônios&#8221;, mas existe um único &#8220;diabo&#8221;. Diabo é a transliteração do vocábulo grego &#8220;diabolos&#8221;, nome que significa &#8220;acusador&#8221; e é aplicado nas Escrituras exclusivamente a Satanás. &#8220;Demônio&#8221; é a transliteração de &#8220;daimon&#8221; ou &#8220;daimonion&#8221;.6.1- A natureza dos demônios1. São seres inteligentes (Mt 8:29,31; 1 Tm 4:1-3; 1 Jo 4:1 e Tg 2:19), possuem características de ações pessoais o que demonstra que possuem personalidade (Mc 1:24; Mc 5:6,7; Mc 8:16; Lc 8:18-31); 2. São seres espirituais (Lc 9:38,39,42; Hb 1:13,14; Hb 2:16; Mt 8:16; Lc 10:17,20); 3. São reputados idênticos aos espíritos imundos, no Novo Testamento; 4. São seres numerosos (Mc 5:9) de tal modo que tornam Satanás praticamente ubíquo por meio desses seus representantes; 5. São seres vis e perversos &#8211; baixos em conduta (Lc 9:39; Mc 1:27; 1 Tm 4:1; Mt 4:3); 6. São servis e obsequiosos (Mt 12:24-27). São seres de baixa ordem moral, degenerados em sua condição, ignóbeis em suas ações, e sujeitos a Satanás. 6.2- As atividades dos demônios1. Apossam-se dos corpos dos seres humanos e dos irracionais (Mc 5:8, 11-13); 2. Afligem aos homens mental e fisicamente (Mt 12:22; Mc 5:4,5); 3. Produzem impureza moral (Mc 5:2; Ef 2:2);<br />
Satanás</p>
<p>7.1- Sua origemAlguns afirmam que Satanás não existe, mas observando-se o mal que existe no mundo, é lógico que se pergunte: &#8220;Quem continua a fazer a obra de Satanás durante a sua ausência, se é que ele não existe?&#8221;Satanás aparece nas Escrituras como reconhecido chefe dos anjos decaídos. Ele era originalmente um dos poderosos príncipes do mundo angélico, e veio a ser o líder dos que se revoltaram contra Deus e caíram. De acordo com as Escrituras, Satanás era originalmente Lúcifer (&#8220;o que leva a luz&#8221;), o mais glorioso dos anjos. Mas ele orgulhosamente aspirou a ser &#8220;como o Altíssimo&#8221; e caiu &#8220;na condenação (Ez 28:12,19; Is 14:12-15). O nome &#8220;Satanás&#8221; revela-o como &#8220;o adversário&#8221;, não do homem em primeiro lugar, mas de Deus. Ele investe contra Adão como a coroa da produção de Deus, forja a destruição, razão pela qual é chamado Apolion (destruidor), Ap 9:11, e ataca Jesus, quando Este empreende a obra de restauração. Depois da entrada do pecado no mundo ele se tornou &#8220;diabolos&#8221; (acusador), acusando continuamente o povo de Deus, Ap 12:10. Ele é apresentado nas Escrituras como o originador do pecado (Gn 3:1,4; Jo 8:44; 2 Co 11:3; 1 Jo 3:8; Ap 12:9; 20:2,10) e aparece como reconhecido chefe dos que caíram (Mt 25:41; 9:34; Ef 2:2). Ele continua sendo o líder das hostes angélicas que arrastou consigo em sua queda, e as emprega numa desesperada resistência a Cristo ao seu reino. É também chamado &#8220;príncipe deste mundo&#8221; (Jo 12:31; 14:30; 16:11) e até mesmo &#8220;deus deste século&#8221; (2 Co 4:4). Não significa que ele detém o controle do mundo, pois Deus é quem o detém, e Ele deu toda autoridade a Cristo, mas o sentido é que Satanás tem sob controle este mundo mau, o mundo naquilo em que está separado de Deus (Ef 2:2). Ele é mais que humano, mas não é divino; tem poder, mas não é onipotente; exerce influência em grande escala, mas restrita (Mt 12:29; Ap 20:2), e está destinado a ser lançado no abismo (Ap 20:10).7.2- Seu caráter:· Presunçoso (Mt 4:4,5); · Orgulhoso (1 Tm 3:6; Ez 28:17); · Poderoso (Ef 2:2); · Maligno (Jó 2:4); · Astuto (Gn 3:1; 2 Co 11:3); · Enganador (Ef 6:11); · Feroz e cruel (1 Pe 5:8). 7.3- Suas atividades:1. A natureza das atividades: · Perturbar a obra de Deus (1 Ts 2:18); · Opor-se ao Evangelho (Mt 13:19; 2 Co 4:4); · Dominar, cegar, enganar e laçar os ímpios (Lc 22:3; 2 Co 4:4; Ap 20:7,8; 1 Tm 3:7); · Afligir e tentar os santos de Deus (1 Ts 3:5). 2. O motivo de suas atividades: Ele odeia até a natureza humana com a qual se revestiu o Filho de Deus. Intenta destruir a igreja porque ele sabe que uma vez perdendo o sal da terra o seu sabor, o homem torna-se vítima nas suas mãos inescrupulosas.3. Suas atividades são restritas: Ao mesmo tempo que reconhecemos que Satanás é forte, devemos ter cuidado de não exagerar o seu poder. Para aqueles que crêem em Cristo, ele já é um inimigo derrotado (Jo 12:31), e é forte somente para aqueles que cedem à tentação. Apesar de rugir furiosamente ele é covarde (Tg 4:7). Não pode tentar (Mt 4:1), afligir (1 Ts 3:5), matar (Jó 2:6), nem tocar no crente sem a permissão de Deus.7.4- Sua atuaçãoNão limita sua operações aos ímpios e depravados. Muitas vezes age nos círculos mais elevados como &#8220;um anjo de luz&#8221; (2 Co 11:14). Deveras, até assiste às reuniões religiosas, o que é indicado pela sua presença no ajuntamento dos anjos (Jó 1:6), e pelo uso dos termos &#8220;doutrina de demônios&#8221; (1 Tm 4:1) e &#8220;a sinagoga de Satanás&#8221; (Ap 2:9). Freqüentemente seus agentes se fazem passar como &#8220;ministros de justiça&#8221; (2 Co 11:15).7.5- Sua derrota:Deus decretou sua derrota (Gn 3:14,15). No princípio foi expulso do céu; durante a grande tribulação será lançado da esfera celeste à terra (Ap 12:7-9); durante o milênio será aprisionado no abismo (Ap 20:1-3), e depois de mil anos será lançado no lago de fogo (Ap 20:10). Dessa maneira a Palavra de Deus nos assegura a derrota final do mal.</p>
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		<title>Mondex &#8211; O fim do dinheiro vivo &#8211; 666.</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Oct 2007 02:42:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Apocalipse 13:16-18 &#8220;E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte, para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apocalipse 13:16-18</p>
<p>&#8220;E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte, para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.</p>
<p><span id="more-315"></span><br />
&#8220;O Brasil deve estrear em breve uma munição tecnológica na guerra contra os seqüestradores: um microchip que será implantado na pele da pessoa. De acordo com notícia publicada pela revista Veja, a peça miniaturizada, feita de plástico e pouco maior que um grão de arroz, emite sinais ininterruptos que podem ser captados pela polícia e levá-la até onde está a vítima. O empresário Antônio de Cunha Lima, 46 anos, será o primeiro brasileiro a receber o implante. É ele quem está trazendo a novidade para o Brasil.&#8221;<br />
Obs.: Os textos infra-relacionados, são de alguns anos atrás, por isso algumas previsões e datas podem não bater, pois como disse, foram previsões. Mas vale meditar sobre as Escrituras Sagradas.</p>
<p>Depois de anos de planejamento, pesquisa, e desenvolvimento as instituições financeiras do mundo estão anunciando e antecipando a SOCIEDADE GLOBAL SEM DINHEIRO.</p>
<p>A habilidade para administrar todas as maneiras de troca monetária está sendo substituída agora por uma tecnologia de microchip ou dinheiro eletrônico. A MONDEX é a companhia que provê este sistema sem dinheiro e já tem privilegiado mais de 20 principais nações do mundo. Este sistema foi criado em 1993 por banqueiros de Londres o Tim Jones e Graham Higgins de NATWEST/COUTTS, o banco pessoal da Família Real da Inglaterra. O sistema está baseado em tecnologia do CARTÃO INTELIGENTE que emprega microchips escondido em um cartão de plástico, que armazena dinheiro vivo eletrônico, identificação do seu portador, e outras informações. Todos os sistemas de transação estão sendo feitos com segurança adotando protocolos FIXOS (Transação Eletrônica Segura) e exibirá o SET MARK [SET MARCA] MON-DEX &#8211; É UMA combinação das palavras MONETÁRIO &amp; DEXTER. A Edição da Enciclopédia de Dicionário de Webster define esta formula como:</p>
<p>1)MONDEX<br />
MOM = monetário &#8211; pertencendo a dinheiro.<br />
DEX = DEXTER &#8211; pertencendo ou localizado à mão direita.</p>
<p>2)SET-MARK<br />
SET = É o deus egípcio do mal ou Satanás.<br />
MARK = É a MARCA da Besta 666 que vem junto com o microchip, que pode vir em forma de cartões de crédito, onde se pode usar um dispositivo no seu interior microchip (com os dados de Transferência Eletrônica Pessoal). Esta carteira é classificada segundo o tamanho de cálculos que lhe permite administrar a moeda corrente pessoal com a troca com outros proprietários do cartão. Os cartões também trabalham com a VISTA de NORTEL/BELL 360 telefones, telefones públicos do MILÊNIO, Bancos 24 horas, seu PC, a INTERNET, e negócios on-lines e instituições já estão preparados para o governo do anticristo.</p>
<p>Este sistema sem dinheiro foi testado extensivamente na cidade de Guelph, em Ontario, no Canadá, no REINO UNIDO e E.U.A. Todos os bancos canadenses se inscreveram no MONDEX e estarão promovendo isto agora no Brasil. Os Planos era para que este sistema de controle global pudesse ser difundido antes de 1998. O CIBC (Banco internacional canadense do Comércio) montou uma filial sem dinheiro que é modelo até mesmo dentro de NORTEL em Brampton, Ontario. Mais de 250 corporações em 20 países estão envolvidos trazendo MONDEX para o mundo e muitas nações já foram privilegiadas para usar o sistema; entre elas:</p>
<p>REINO UNIDO, Canadá, E.U.A., Austrália, Nova Zelândia, Israel, Hong Kong, China, Indonésia, Macau, Malásia, Filipinas, Cingapura, Tailândia, Índia, Taiwan, Sri Lanka, Costa Rica, Guatemala, Nicarágua, Panamá, Honduras, El Salvador e agora Brasil&#8230; É esperado que a União européia adote o sistema de MONDEX como a moeda corrente como saída unificada entre eles.</p>
<p>Estão sendo usados outros sistemas de SMARTCARD em favor do MONDEX, especialmente desde que o MASTER CARD comprou uma participação de 51% apostando na companhia. NATWEST ainda manterá dirigindo o sistema desenvolvendo a sua implementação. &#8220;Esta é a fase final, que se está tornando uma realidade global, Robin O&#8217;Kelly disse: &#8220;nada pode parar o sistema MONDEX agora e será um controle de caráter global&#8221;. Eventualmente a idéia de levar um cartão ficará logo obsoleto, porque as pessoas descobrirão que terão uma limitação de segurança, sendo suscetível ao dano, perda e roubo do cartão. A solução final será ter um biochip simplesmente colocado dentro do corpo humano como eles fazem agora com o implante de biochip de rastreamento de animais (GPS SISTEM).</p>
<p>NFOPET é umas das várias companhias que provêem uma seringa que realiza o implante indolor do bio-chip injetando na pele do animal. O biochip pode ser lido por um escâner e o código identifica o seu dono expondo o código em um computador. O sistema pode localizar mais de 1 bilhão de animais por satélites ou por torres da telefonia celular.</p>
<p>A MOTOROLA é que está produzindo o microchips para o MONDEX SMARTCARD que desenvolveu vários implantes em humanos usando o bio-chips. O chip BT952000 foi criado por Dr. Carl Sanders que foi orientado em 17 reuniões da NOVA ORDEM MUNDIAL para que se pudesse ser desenvolvido um dispositivo para uso global para identificação de humanos para o propósito do comércio econômico global. O bio-chip mede 7mm de comprimento e 0.75mm em largura, mais ou menos o tamanho de um grão de arroz. Contém um transponder e uma bateria de lithium recarregável. A bateria é carregada por um circuito de thermo-par que produz voltagem de flutuações com a temperatura do corpo. Eles gastaram mais de 1.5 milhões de dólares nos estudos para saber o melhor local para colocar este biochip no corpo humano. Eles só acharam dois lugares satisfatórios e eficientes &#8211; a TESTA, de baixo do couro cabeludo, e a parte de trás da mão, especificamente a MÃO DIREITA!<br />
&#8220;E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte.&#8221; (Apocalipse.13:16)(ler Apocalipse 13:14 a 16).<br />
Dr. Sanders estava contra o uso da bateria de lithium porque era de conhecimento que se o invólucro do microchip quebrasse, causaria uma FERVURA DOLOROSA que causaria muita agonia ao hospedeiro.<br />
&#8220;Então foi o primeiro e derramou a sua taça sobre a terra; e apareceu uma chaga ruim e maligna nos homens que tinham o sinal da besta e que adoravam a sua imagem.&#8221; (Apocalipse.16:2).<br />
Depois que Dr. Sanders deixou o projeto, ele foi apresentado aos escritos proféticos da Bíblia relativo à &#8220;marca da besta &#8221; Ele se converteu então à fé Cristã e agora administra seminários neste tópico. Ele desenvolveu uma patente médica, vigilância, e equipamento de segurança para o FBI, CIA, IRS, IBM, GE, Honeywell, e Teledyne. Ele também recebeu o prêmio do Presidente dos EUA e Governador por desígno de excelência.</p>
<p>O nome de indústria para o cartão inteligente avançado desenvolvido por GEMPLUS e o DOD norte-americano (Departamento de Defesa) é o MARC (Multi-tecnologia Automatizou Cartão de Leitor).</p>
<p>O nome do código para o seu desenvolvimento era &#8220;TESSERA&#8221;. A tessera era a insígnia romana de propriedade, colocado nos escravos que se estes movessem resultaria em ser um escravo marcado com ferro quente. Em novembro de 1996 foi feito um acordo pelo qual GEMPLUS iria suprir os smartcards para o implementação global do MONDEX.</p>
<p>Com Tecnologias da AT&amp;T e a Lucent Tecnologies e sua divisão de telecomunicação empresarial AVAYA Communication. LUCENT [que no dicionário em inglês significa BRILHANTE &#8211; ALVA &#8211; LUZENTE &#8211; ou estrela da Alva &#8211; (Isaías 14:12).<br />
Esta empresa chamada de LUCENT TECNOLOGIES já está no Brasil, segundo grande Informe Publicitário Especial que saiu na revista EXAME Número 12 de 16 de junho de 99 nas páginas 122 a 136 &#8211; A Lucent é uma fábrica de 25.000 metros quadrados (em área total de 212.000 metros quadrados) com investimentos da ordem superior de 500 milhões de dólares &#8211; cuja tecnologia permitirá aos provedores de serviços para internet e de telecomunicações dimensionar e montar complexos sistemas móveis, softwares, sistemas de rastreamento, energia e cabeamento de fibras óticas, serviços para administradoras de cartões de crédito &#8211; entre elas: Provedor de Serviços Globais &#8211; Soluções de Comunicação Empresarial &#8211; Sistemas de Rede de Dados &#8211; Microeletrônica com implantação até o início do ano 2000.).</p>
<p>Esta empresa comprou a franquia da MONDEX E.U.A. O logotipo deles é o símbolo da Serpente Solar ou DRAGÃO VERMELHO que é o próprio Satanás. LUCENT é composta de duas palavras (LUC + ENT) que significa &#8220;LUCIFER+EMPREENDIMENTOS&#8221; ( em inglês = LUCIFER + ENTERPRISES). Eles parecem ser bastante impetulantes nomeando os produtos deles como STYX (um rio no Inferno), JANUS (2 rostos de um deus) e INFERNO promovendo uma citação do &#8221; O Inferno &#8221; uma história sobre LUCIFER nas entranhas do inferno. Como &#8221; anel de fogo &#8221; que é o Panteão antigo. Esta companhia escolheu instalar alguns dos seus novos escritórios em Nova York a Quinta Avenida em Manhattan n.666 deliberadamente. Um das realizações mais orgulhosas deles é TTS (Text To Speech) em que o hardware fala com a qualidade da voz humana com imagem humana animada.</p>
<p>Isto só tende a lembrar o que as escrituras dizem:<br />
&#8220;Foi-lhe concedido também dar fôlego à imagem da besta, para que a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.&#8221; (Apocalipse 13:15).<br />
Considerando que não é prático colocar um microchip em todo produto, que é sempre comprado e vendido com um Código de Barras, que faz este trabalho muito bem. O que a maioria das pessoas não percebe é que esta também é a &#8221; marca da besta&#8221; colocada sobre os produtos que nós compramos, usamos e dispomos todos os dias! Todo Código de Barras contém os números 666. Você achará um das duas versões da marca. O mais comum tem 10 números divididos em duas partes. E outros terão 6 números. Em ambas versões há 3 barras grossas identificadas. Essas barras são 6, 6, e 6. Estes são chamados de barras de guarda , eles mandam um sinal para o escâner no começo, dividindo a barra, e parando a leitura.<br />
&#8220;Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis. (Apocalipse. 13:18).&#8221;<br />
PROJETO LUCID &#8211; O projeto usará até satélites espiões, como os usados na guerra do golfo e também outros aparatos eletrônicos, que serão usados para o policiamento de um estado global totalitário, que foi idealizado para monitorar todos os homens, mulheres, e crianças, que usarão o biochip implantados e programados por um software BIOMÉTRICO UNIVERSAL, contendo o MARC ou MONDEX. O projeto deste sistema foi projetado por Jean–Paul Creusat, M.D. e UN-INEOA que representante das (Nações Unidas, na Associação de Oficiais de Execução Narcótica Internacional). Um artigo apareceu em &#8220;NARC OFICIAL&#8221;, revista que descreveu o sistema parecendo ser relacionado com um PROGRAMA DE SEGURANÇA GLOBAL. O autor Texe Marrs escreveu um livro inteiro do PROJETO LÚCID.</p>
<p>Nele ele conta a recusa para descobrir a sigla do projeto que o leva a acreditar que LUC-ID pode representar a IDENTIFICAÇÃO DE LUCIFER. Muitos proponentes da NOVA ORDEM GLOBAL são oculistas, maçônicos,( illuminati ) ou anticristãos e eles parecem levar a delícia com as suas expressões ocultistas. Com LÚCID a autoridade de execução de lei global poderá localizar qualquer um dos seus movimentos, transações financeiras globais. Já existe um computador em Bruxelas cujo nome é a BESTA, que já tem todos os nomes de pessoas de diversos países, fornecidos pelos próprios governos. No Brasil, o congresso aprovou uma carteira de identidade que substituirá todos os documentos em um único só, depois do ano 2000.</p>
<p>Simon Davies de PRIVACIDADE INTERNACIONAL anonimamente investigou o MONDEX INTERNACIONAL e achou que eles estavam monitorando todas as transações financeiras internacionais e fazendo tentativas que quebrarão as leis do comércio e as bolsas de valores de diversos países.</p>
<p>Muitos se não a maioria dos 17 financiadores do MONDEX é baseado no distrito bancário de Londres pertencente ao CLUBE DOS ISLES, uma CASA DE WINDSOR cartel bancário que tem um cabo de asfixiar as principais das economias GLOBAIS. Com reuniões reservadas e alianças estratégicas entre as poderosas instituições MAÇÔNICAS que influenciam as políticas mundiais, finanças, recursos, e até mesmo as políticas e estrutura das NAÇÕES UNIDAS.</p>
<p>A meta deles é uma NOVA ORDEM MUNDIAL baseado em um governo global, uma religião global, e uma economia eletrônica global, onde Haverá um HOMEM FORTE que é a BESTA falada por João no Apocalipse e o número do seu nome tem 666 . Ele é o SENHOR DOS ISLES, uma figura mundial para muitos adoradores, ele também é um homem de intriga e com o seu poder influência mágica, submeterá as nações de maneira brutal. Ele e a sua família foram os primeiros a receberem o implante da marca de um biochip que publicamente foi teledifundido ao redor do mundo pela CNN em março de 1996. Mas porque o mundo inteiro está dormindo, desiludido, e inconsciente que o deus deste mundo continua trabalhando a todo o vapor. Há ainda centenas de companhias e as pessoas envolvidas com a implementação da ECONOMIA SEM DINHEIRO GLOBAL mas o que se apresentou aqui são alguns dos jogadores principais. Isto deveria lhe dar uma introdução breve de como é que a marca da besta está sendo implementada.</p>
<p>Eu também incluirei aqui algumas explicações do simbolismo MONDEX. O logotipo da MONDEX contém 3 anéis inter-unidos, um símbolo que só se acha na ocultista orden MAÇÔNICAS. O seu significado geral especialmente considera três deuses ou uma trindade dos Pagãos do Templo do Egito antigo, e de rituais de Enoc o Mágico da Ordem Hermética do Amanhecer Dourado. Isto é Isis, Osiris, Horus, mas conhecido originalmente na Bíblia como Ashtoreth, Nimrod, Tammuz / Baal.</p>
<p>A trindade Pagã deles, são TRÊS DEUSES, manifestados de um só modo, considerando que o nosso Deus é UM SÓ DEUS em três pessoas. Estes símbolos também é usado pela Grande Loja Principal da Inglaterra e era também usada pela Ordem de Companheiros Estranhos fundado por NERO em 55 D.C. &#8221; Originalmente era um símbolo de prisão, escravidão e derrota. &#8211; A corrente dourada (em latin áurea de catena ) foi pensado na antigüidade como unindo céu e terra &#8221; (como a torre de Babel na Babilônia) &#8221; Isto é que diz Homero (poéta épico da Grécia Antiga , autor da Ilíada e da Odisséia) cuja corrente dourada é um deus, de acordo com o poeta, que ordena a suspensão da terra para o céu. No simbolismo da Maçonaria, a &#8220;corrente fraternal&#8221; é o laço entre irmãos pedreiros entendendo as bordas internacionais que envolvem o globo. O novo iniciante, quando ele &#8221; ver a luz, &#8221; ver os irmãos &#8221; que se levantam pela corrente universal &#8220;. Nesta conexão, a corrente simbólica aparece freqüentemente nos nomes das lojas &#8211; Os anéis unidos da corrente significam uma unidade poderosa e duradoura &#8211; Dicionário de Simbolismo &#8211; o Hans de Biedermann.pg. 63-64 &#8221; Na Maçonaria como em todas as Religiões, todos os Mistérios escondem seus segredos de tudo aos menos Peritos e Sábios, ou o Eleito, e usam falsas explicações e má interpretação de seus símbolos para enganar a esses que só merecem ser enganados. (pg 104,105)</p>
<p>Outro símbolo utilizado por MONDEX é a Borboleta e o Fênix (este último o pássaro do cartão VISA). Estes símbolos tem numerosos significados místicos, mas o mais proeminente é o de capturar a alma humana para o inferno. A palavra grega para borboleta para alma é &#8220;psique &#8220;. Pode você receber a &#8221; marca da besta &#8221; com uma transação com o Diabo, e causar a perda de sua alma, no lago de fogo? A Bíblia diz no livro de apocalipse que SIM, veja o verso abaixo:<br />
&#8220;Seguiu-os ainda um terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na fronte, ou na mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se acha preparado sem mistura, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, nem aquele que recebe o sinal do seu nome.&#8221; (Apocalipse. 14:9-11).</p>
<p>SE VOCÊ NÃO QUER PARTICIPAR DE UMA SOCIEDADE DE DINHEIRO ELETRÔNICO, ENTÃO: O QUE FARÁ?</p>
<p>Primeiro , você se achará depressa em dificuldade financeiras com suas opções de pagamento. Você também pagará pesadas taxas por usar cheques até que sejam eliminados os cheques. Você será pressionado e será coagido para ter todos seus pagamentos de conta e salários administrado automaticamente e eletronicamente. Seu Banco em sua casa no seu PC será o necessário e através do telefone e os caixas e suas filiais de banco sejam substituído por Banco 24 horas. Grandes somas de dinheiro vivo serão próximo do impossível de se obter. Dinheiro vivo será cancelado e o smartcard ficarão obrigatórios. Você achará então que você não pode pagar suas contas ou pode comprar mantimentos. Ouro trocando por moedas de prata serão ilegais sem um fornecedor licenciado. Os Grandes Bancos farão fusões com um Banco Central. O Que deveríamos fazer então?</p>
<p>O Messias Jesus Cristo nos disse que tivéssemos esperança e não entrássemos em desespero, porque Ele estaria vindo logo e destruirá este sistema anticristão e a todos aqueles que tiverem o biochip implantado nos seus corpos, e estes sofrerão chagas malignas na sua segunda vinda a terra (Apocalipse 14:9 a 11). Ele nos disse que ocupássemos até a sua vinda. Ele nos deu uma Grande Comissão especial até os fins dos tempos, a pregação do Evangelho em todas as nações. Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o Senhor pôs sobre os seus serviçais, para a tempo dar-lhes o sustento?<br />
&#8220;Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar assim fazendo.&#8221; (Mt 24:45-46).<br />
FAÇA UM COMPROMISSO HOJE.</p>
<p>Por favor faça um compromisso hoje, de que você nunca irá aceitar o sistema de compra e venda, baseado em troca digital e que você nunca submeterá à implantação do biochip em você, nem que adorará a besta ou o falso profeta, que é a trindade do próprio Satanás.</p>
<p>Jesus diz em Lucas12:4-5: &#8220;Digo-vos, amigos meus: Não temais os que matam o corpo, e depois disso nada mais podem fazer. Mas eu vos mostrarei a quem é que deveis temer; temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno; sim, digo, a esse temei&#8221;.<br />
Já os desastres naturais estão aumentando em vários lugares e as pessoas serão pegas desprevenidas. Pode haver um homem fazer crises, para apressar as necessidade de uma união mundial e vender os nossos direitos da privacidade, liberdades, propriedades para uma denominada &#8221; paz e segurança &#8220;. Fuja, não somente para salvar a sua pessoa, mas a sua família também. Guarde comida por três anos e meio ou 42 meses&#8221; (Apocalipse 11:2,3 &#8211; Apocalipse 13:5), retirando o ar dos recipientes usando um chumasco de algodão embebidos de álcool protegido pôr papel alumínio, coloque fogo neste chumasco para que o ar seja consumido no seu interior e sele o recipiente, isto fará com que o arroz e feijão dure por pelo menos três anos.</p>
<p>DESAMPARADO &#8211; Você acha que não tem saída ou é esperançoso? Nosso Salvador quer que nós superemos esta opressão e perseguição a nossa frente, de forma que você possa receber uma coroa de grande glória. A &#8221; elite &#8221; planejou muito bem com antecedência estes eventos e eles estão levando a cabo o programa de trabalho deles agora, para criar uma NOVA ORDEM MUNDIAL depois do ano 2000. Eles estão produzindo atualmente um bilhão de biochips MONDEX por ano e eles já estiveram em produção durante pelo menos um ano. As Chances são que quando você estiver lendo isto, seu banco já assinou com o MONDEX e estará promovendo-o brevemente, não importa onde no mundo você vive. Eles descobriram que se o chip estivesse no cartão, haveria alguns problemas sérios. O chip podia ser cortado e informações seriam mudadas ou falsificadas. Os valores podem ser alterados, pode ser quebrado, roubado ou perdido. O cartão deverá sair fora de uso dentro de alguns anos (1 a 2 anos ou mais um pouco) .</p>
<p>Enfim o dinheiro vivo não será mais seguro para o comércio em geral. Há uma só solução para este problema que e seguido pela Motorola, é o implante do biochip na mão direita ou na testa, onde não poderá ser tirado depois de feito o implante, visto que se for tirado cirurgicamente, o invólucro se quebrará e o indivíduo será contaminado pelo lithium, contido dentro da micro bateria, e logo o sistema de posicionamento global detectará esta retirada e colocará a polícia em alerta. Ainda, o MONDEX quer dizer&#8230; &#8221; dinheiro na mão direita. &#8221; Aqui é um local excelente que está expondo MONDEX em outra visão: home page INTERNACIONAL, leia os boletins de imprensa clicando nos links abaixo:</p>
<p>http://www.Lucent.com.br/</p>
<p>CLIQUE NOS LINKS ABAIXO PARA SABER DETALHES SOBRE O GRUPO QUE PRETENDE GOVERNAR ESTE PLANETA COM AS ORDENS DE LUCIFER.</p>
<p>VEJA QUEM ESTÁ POR TRÁS DOS ILLUMINATI IMPLANTER</p>
<p>Nos seguintes links:</p>
<p>http://mercury.spaceports.com/~persewen/photo_various2.htm</p>
<p>Apoc.16:14 &#8220;Pois são espíritos de demônios, que operam sinais; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso.&#8221;<br />
&#8220;O Fim do Dinheiro&#8221; e &#8220;Chip Implantado&#8221;, alguns links de cada país:</p>
<p>Indonésia</p>
<p>www.geocities.com/Vienna/Strasse/7244/article.htm</p>
<p>França</p>
<p>www.respublica.fr/frenchkiss/fr/la_bete.html</p>
<p>Itália</p>
<p>http://www.apocalypsesoon.org/i-xfile-1.html</p>
<p>Alemanha</p>
<p>http://bboxbbs.ch/home/mischu/UFOs/ufo&#8217;s4.htm</p>
<p>Noruega</p>
<p>http://home.sol.no/~harnhalv/noah.htm</p>
<p>Zambia</p>
<p>http://www.lafamilia.org/armagedon/marca.htm</p>
<p>U.S.A.</p>
<p>http://www.666soon.com/markof.htm</p>
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		<title>A Disciplina na Igreja !!! &#8211; parte 1.</title>
		<link>http://www.caminhocristao.com/2007/07/a-disciplina-na-igreja-parte-1/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Jul 2007 08:19:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[teologia]]></category>
		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Disciplina eclesiástica é um termo em risco de extinção no atual vocabulário cristão. Desde que os princípios do pós-modernismo encontraram lugar no seio da igreja, qualquer conceito que ameace o individualismo e a liberdade de escolha quanto ao estilo de vida, comportamento, etc., é logo taxado de arcaico, passé. A dicotomia prática de muitos cristãos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Disciplina eclesiástica é um termo em risco de extinção no atual vocabulário cristão. Desde que os princípios do pós-modernismo encontraram lugar no seio da igreja, qualquer conceito que ameace o individualismo e a liberdade de escolha quanto ao estilo de vida, comportamento, etc., é logo taxado de arcaico, passé. A dicotomia prática de muitos cristãos gera a ilusão de que a igreja não tem nada a ver com o procedimento &#8220;secular&#8221; de seus membros. Nessa &#8220;nova era&#8221; antropocêntrica, a igreja é vista como uma organização altamente dependente do indivíduo, e que precisa conservá-lo ao custo de várias exceções. O medo da impopularidade leva muitos líderes à cumplicidade e pecados são justificados em nome de uma atitude mais &#8220;humana&#8221;. Por outro lado, o que dizer daqueles que, em nome do zelo pela disciplina, cometeram injustiças e causaram mais males que bens?. Em todo esse contexto, a disciplina tem uma vida curta e a tolerância consagra-se como a virtude da moda. Porém, o que acontece com uma igreja sem disciplina?..<span id="more-292"></span></font></p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">O termo &#8220;disciplina,&#8221; em geral, é empregado em vários sentidos. Podemos usá-lo para referir-nos a uma área de ensino, ao exercício da ordem, ao exercício da piedade(5) ou a medidas corretivas no seio da igreja. O objetivo deste artigo é delinear alguns fatores da importância da disciplina eclesiástica entre os membros do corpo de Cristo. O autor está plenamente consciente de que um artigo como este não coloca um ponto final no diálogo sobre o assunto. Porém, o que motiva esta reflexão é a esperança de que a mesma seja útil para elucidar a muitos quanto ao aspecto bíblico-teológico da disciplina.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><br />
<strong><font size="4">I. Errando o alvo</font></strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">A igreja cristã tem sido acusada de ser o único exército que atira nos seus feridos.(6) O grau de verdade dessa acusação é, muitas vezes, devido a mal-entendidos com relação à disciplina eclesiástica. Tais mal-entendidos estão presentes em pelo menos dois grupos: 1) os que aplicam a disciplina, e 2) os que sofrem a aplicação da mesma. Como cada caso deve ser analisado individualmente, só nos cabe aqui listar os mal-entendidos mais comuns em relação à disciplina eclesiástica.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong><em><br />
A. Disciplina e Despotismo</em></strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Com a subida ao poder do Partido Nacional na África do Sul, em 1948, a segregação foi legalizada em nome da disciplina. Como resultado, foi sancionado o aprisionamento de negros sem nenhum julgamento formal.(7) Isso não foi disciplina, mas despotismo.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">A história da Igreja Medieval apresenta uma vasta galeria de ilustrações da confusão entre o uso da disciplina e o exercício do despotismo.(8) Seria isto apenas um fenômeno do passado? Infelizmente basta familiarizar-se com os círculos eclesiásticos para se descobrir que o espírito medieval ainda está vivo e ativo na mente e atitude de alguns líderes modernos. Há aqueles que, como resultado da ganância pelo poder, seguem o caminho de Balaão e amam a injustiça (2 Pe 2.13,15). Estes estarão sempre prontos a &#8220;disciplinar&#8221; por motivos interesseiros (Jd 16). Não se deve esquecer, porém, que a culpa de Edom consistiu no fato de que &#8220;perseguiu o seu irmão à espada, e baniu toda a misericórdia; e a sua ira não cessou de despedaçar, e reteve a sua indignação para sempre&#8221; (Amós 1.11). </font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong><em><br />
B. Disciplina e Discriminação</em></strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">A confusa identificação entre disciplina e discriminação pode ser vista sob dois aspectos: 1) no abandono do disciplinado por parte da igreja, e 2) na recusa do disciplinado em receber a disciplina. Para se evitar o primeiro erro é imprescindível que a família cristã não desista de um dos seus membros que caiu. Paulo exorta a igreja para que manifeste perdão, conforto e reafirmação de amor para com o arrependido, para que &#8220;o mesmo não seja consumido por excessiva tristeza&#8221; (2 Co 2.7-8). Outra razão para esta exortação é para que &#8220;Satanás não alcance vantagem&#8221; sobre a igreja, criando amargura, discórdia e dissensão (v. 11). </font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Há sempre a possibilidade de que o disciplinado não se submeta à disciplina, e acuse a igreja de discriminação. Tal atitude apenas manifesta ignorância e estupidez (Pv 12.1 &#8211; tradução literal). Segundo as Escrituras, é o pecado e a determinação em segui-lo que gera discriminação, e não a disciplina (1 Co 5.5 e 1 Tm 1.20).</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong><em><br />
C. Disciplina e Arbitrariedade</em></strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">&#8220;Com que direito fizeram isso?&#8221; Tal é a pergunta que constantemente se ouve em casos de disciplina. Essa pergunta revela um mal-entendido comum entre disciplina e arbitrariedade. Ou seja, é como se aqueles que aplicam a disciplina não tivessem nenhum direito de fazer tal coisa debaixo do sol. &#8220;Aliás,&#8221; alguns argumentariam, &#8220;não somos todos pecadores?&#8221;</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Primeiramente, é preciso lembrar que toda atitude pecaminosa precisa ser corrigida, mas há algumas que requerem correção pública. Por exemplo, em Mateus 18.16-17 o evangelista fala daqueles que se recusam a abandonar o pecado mesmo diante de uma amorosa exortação pessoal. Na sua Primeira Carta aos Coríntios 5.1-13, Paulo descreve as pessoas cujas práticas trazem escândalo à igreja, e na Primeira Carta a Timóteo 1.20, na Segunda Carta a Timóteo 2.17-18 e na Segunda Carta de João 9–11 são mencionados os que dissimulam ensinos contrários ao Evangelho. Por outro lado, na Carta aos Romanos 16.17 o apóstolo recomenda disciplina aos que causam divisões na igreja e, ao escrever a Segunda Carta aos Tessalonicenses 3.6-10 ele prescreve disciplina eclesiástica para aqueles que se deleitam na preguiça. Há um princípio claro: &#8220;Os pecados que foram explicitamente disciplinados no Novo Testamento eram conhecidos publicamente e externamente evidentes, e muitos deles haviam continuado por um período de tempo.&#8221;(9) </font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Com relação à autoridade, é importante lembrar que a autoridade na disciplina nunca vem daquele que a aplica, mas daquele que a ordenou, ou seja, o Cabeça e Senhor da Igreja (Ef 1.22-23). Além do mais, a pergunta a ser feita dever ser: &#8220;Com que direito um membro da Igreja do Cordeiro profana o sangue da aliança e ultraja o Espírito da graça?&#8221; (Hb 10.29). Também, &#8220;Que direito temos nós de tomar o corpo de Cristo e fazê-lo um com a prostituição?&#8221; (1 Co 6.15). Nenhum direito nos é dado, mas sim a responsabilidade de amar o pecador e vigiar para que também não caiamos (1 Co 10.12).</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Concluindo, somente a ignorância, equívocos, ou dureza de coração poderiam levar alguém a deturpar os princípios bíblicos sobre a disciplina eclesiástica e justificar sua ausência entre os membros do corpo de Cristo.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><br />
<strong><font size="4">II. O Ensino Bíblico</font></strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><em><strong>A. A Necessidade da Disciplina</strong></em></font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Aquele que ordena a disciplina na igreja é o mesmo que estabelece o padrão a ser seguido no exercício da mesma. Esse padrão consiste primeiramente em amor paternal (Hb 12.4-13). É certo que o mundo vê a disciplina como expressão de ira e hostilidade, mas as Escrituras mostram que a disciplina de Deus é um exercício do seu amor por seus filhos. Amor e disciplina possuem conexão vital (Ap 3.19). Além do mais, disciplina envolve relacionamento familiar (Hb. 12.7-9), e quando os cristãos recebem disciplina divina, o Pai celestial está apenas tratando-os como seus filhos. Deus não disciplina bastardos, ou seja, filhos ilegítimos (v. 8). O padrão de disciplina divina revela também maravilhosos benefícios. A disciplina que vem do Senhor &#8220;é para o nosso bem (v. 10).&#8221; Ainda que seja inicialmente doloroso receber disciplina, a mesma produz paz e retidão (v. 11). O v. 13 ensina que o propósito de Deus em disciplinar não é o de incapacitar permanentemente o pecador, mas antes de restaurá-lo à saúde espiritual.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">O termo hebraico <font face="Shebrew">rasUm</font> é usado no Antigo Testamento como sinônimo de &#8220;instruir&#8221; (Pv 1.3, 8), &#8220;corrigir&#8221; (Pv 22.15 e 23.13) ou &#8220;castigar&#8221; (Is 53.5). No Novo Testamento, o grego <font face="Sgreek">paidei/a</font> possui sentido semelhante e é freqüentemente usado na analogia entre a disciplina dos filhos por seus pais e a correção que vem do Senhor (ver Hb 12.1-10 e Ap 3.19). Nesse sentido, disciplina e sabedoria estão intimamente ligadas nas Escrituras (Sl 50.17; Pv 1.1-2 e 15.32). A correção é fonte de esperança para os que a aplicam e vida para aqueles que a recebem corretamente (Pv 19.18 e 4.13). A correta disciplina deve ser sempre aplicada com amor e não com ira (Pv 13.24). </font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Segundo as Escrituras, a disciplina na igreja está fundamentada não apenas no exercício do bom senso, mas principalmente nos imperativos do Senhor. O mandato bíblico referente à disciplina é encontrado especialmente no ensino de Jesus (Mt 18.15-17) e nos escritos de Paulo (1 Co 5.1-13). Também, há clara referência bíblica de que a igreja que negligencia o exercício desse mandato compromete não apenas sua eficiência espiritual mas sua própria existência. A igreja sem disciplina é uma igreja sem pureza (Ef 5.25-27) e sem poder (Js 7.11-12a). A igreja de Tiatira foi repreendida devido à sua flexibilidade moral (Ap 2.20-24).</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong><em><br />
B. Os Passos da Disciplina</em></strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Biblicamente, a disciplina na igreja tem um triplo objetivo: 1) restabelecer o pecador (Mt 18.15; 1 Co 5.5 e Gl 6.1); 2) manter a pureza da igreja (1 Co 5.6-8) e 3) dissuadir outros (1 Tm 5.20). É este triplo propósito que aponta para os passos a serem seguidos em uma aplicação correta da disciplina eclesiástica. Esses passos são especialmente mencionados em Mateus 18.15-17.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong>1. Abordagem individual</strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">O v. 15 (Se teu irmão pecar vai argui-lo entre ti e ele só&#8230;) ensina que a confrontação é um tarefa cristã. Uma das melhores coisas a se fazer por um irmão em pecado é confrontá-lo em amor (Pv 27.5-6). Mas é sempre arriscado confrontar alguém, pois nunca se pode prever a reação do mesmo. Jesus, todavia, dirige nossa atenção para a alegre possibilidade de que tal irmão nos ouça. Além do mais, o termo grego <font face="Sgreek">e)/legcon</font> (&#8220;arguir, instruir, confrontar,&#8221; v. 15) também pode ser traduzido como &#8220;trazer à luz, expor.&#8221;(10) É significativo o fato de que esse é o mesmo termo usado em João 16.8 para descrever o ministério do Espírito em relação àqueles que estão no mundo, em convencê-los (confrontá-los) &#8220;do pecado, da justiça, e do juízo.&#8221; Assim, antes de confrontar um irmão, podemos sempre clamar por socorro Àquele cujo ministério de confrontação é sempre eficaz.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong><br />
2. Admoestação privada</strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">No caso de o ofensor não atender à confrontação individual, Jesus ordena que haja admoestação privada (v. 16). Nesse caso, um número maior de pessoas é envolvido. A princípio, pode parecer que o objetivo desse passo é intimidar o ofensor. Uma atenção maior, porém, leva-nos a entender que o propósito do mesmo pode ser o de conscientizar o ofensor quanto aos prejuízos de sua atitude para com a comunidade do corpo de Cristo. Em outras palavras, nosso pecado traz conseqüências pessoais e coletivas. Além do mais, Jesus afirma que as outras pessoas envolvidas nesse processo serão testemunhas. Isto é uma referência à prática vetero-testamentária de não se condenar alguém com base apenas em uma opinião pessoal (ver Nm 35.30, Dt 17.6 e 19.15). Com isto, a objetividade do caso é preservada, o que diminui as chances de injustiça, e o ofensor é beneficiado.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><br />
<strong>3. Pronunciamento público (v. 17)</strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Tal proceder nunca é violação de segredos, pois o ofensor deliberadamente recusou os caminhos prévios do arrependimento. Diante de tal pronunciamento cada membro do corpo de Cristo deve orar pelo pecador, evitar comentários desnecessários (2 Ts 3.14-15) e vigiar a si próprio (1 Co 10.12). Tal oficialização pública da disciplina traz implicações temporárias em relação aos sacramentos (1 Co 11.27).(11) </font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><br />
<strong>4. Exclusão pública</strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">O último recurso da disciplina é o da excomunhão (do latim ex, &#8220;fora,&#8221; e communicare, &#8220;comunicar&#8221;), na qual o ofensor é privado de todos os benefícios da comunhão. Nesse caso, o ofensor é tido como gentio (a quem não era permitido entrar nos átrios sagrados do templo do Senhor) e publicano (que eram considerados traidores e apóstatas: Lc 19.2-10). Com estes não há mais comunhão cristã, pois deliberadamente recusam os princípios da vida cristã (1 Co 5.11). Se o seu pecado é heresia, ou seja, o desvio doutrinário das verdades fundamentais ensinadas nas Escrituras, eles não devem nem mesmo ser recebidos em casa (2 Jo 10-11).</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">É claro que cada um desses passos envolve dor, tempo, amor e transparência. Nenhum deles é agradável e eles só prosseguem diante de dureza de coração do ofensor, ou seja, a recusa ao arrependimento. Há porém o conforto de saber que a presença e o poder de Jesus são reais mesmo no contexto desse processo (Mt 18.19-20). Assim, a disciplina eclesiástica &#8220;não é uma atividade a ser realizada facilmente, mas algo a ser conduzido na presença do Senhor.&#8221;(12)</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><br />
<strong><font size="4">III. Implicações teológicas</font></strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Sem a intenção de limitar, mas tão somente de elucidar, oferecemos três tópicos teológicos que estão vitalmente ligados ao processo da disciplina eclesiástica.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><br />
<strong><em>A. Disciplina e a Adoração Cristã</em></strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">A verdadeira adoração &#8220;é a mais nobre atividade de que o homem, pela graça de Deus, é capaz.&#8221;(13) A exclusiva adoração a Deus é um mandato divino (Mt 4.10 e Ap 19.10), é uma marca da fé salvadora (Fp 3.3), e deve seguir os princípios revelados por Deus em sua Palavra.(14) Um princípio essencial da adoração cristã é o zelo pela santidade do nome do Senhor (Ex 20.7 e Mt 6.9). A negligência do povo de Deus quanto aos mandamentos do Senhor motiva os incrédulos a blasfemar o nome de Deus (Rm 2.24). Assim, o zelo pela santidade do nome de Deus implica diretamente no exercício da disciplina eclesiástica. Uma igreja adoradora e ao mesmo tempo tolerante para com o pecado no seu seio é uma contradição de termos e recebe a repreensão do Senhor (Ap 2.18-29).</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><br />
<em><strong>B. Disciplina e as Marcas da Igreja</strong></em></font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">A Reforma Protestante do século XVI considerou importantíssima para a teologia cristã a seguinte questão: Como distinguir entre a igreja verdadeira e a falsa? Em outras palavras, quais são as marcas da verdadeira igreja cristã? Para o reformador João Calvino, tais marcas consistem da proclamação da Palavra, da administração dos sacramentos e do exercício da disciplina eclesiástica. Segundo ele, &#8220;aqueles que pensam que a igreja pode sobreviver por longo tempo sem disciplina estão enganados; a menos que pensemos que podemos omitir um recurso que o Senhor considerou necessário para nós.&#8221;(15) Nesse sentido, &#8220;a disciplina eclesiástica é tão necessária quanto os ligamentos do corpo humano, ou como a disciplina em família.&#8221;(16)</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Sendo que Cristo deseja sua igreja &#8220;sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito&#8221; (Ef 5.27), a disciplina eclesiástica é altamente relevante, pois é um meio instituído por Deus para manter pura a sua igreja. O servo de Deus sempre deve almejar a pureza da noiva do Cordeiro (2 Co 11.1-3), mesmo diante da possibilidade da sua contaminação pelo mundo.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong><em><br />
C. Disciplina e Evangelismo</em></strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">A disciplina evidencia o amor cristão pelo pecador, ainda que esse pecador seja um dos membros da igreja. Esse amor pelo pecador cristão também reflete o amor da mesma pelo pecador incrédulo. A disciplina eclesiástica ressalta a seriedade do pecado. Sem a visão dessa seriedade, a igreja não é corretamente motivada a buscar a redenção do pecador. Há uma relação entre disciplina eclesiástica e evangelismo.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Uma igreja sem disciplina torna-se um impecilho para o avanço do evangelho. Essa relação vital entre evangelismo e disciplina é clara à luz de 1 Co 5.12-13. O evangelismo é dirigido aos que estão fora dos portões da igreja e que estão escravizados pelo pecado. A disciplina é dirigida àqueles que estão dentro dos portões da igreja e que estão se sujeitando ao domínio do pecado. Assim, ambos (evangelismo e disciplina) almejam a liberdade do pecador e a concretização do triunfo histórico da graça sobre o pecado na vida do mesmo (Rm. 6.1-23). Uma igreja sem disciplina proclama uma liberdade desconhecida, ou rejeitada, pelos seus próprios membros. Como diz Barnes, &#8220;há pouca vantagem em uma greja que tenta vencer o mundo se ela já tem se rendido ao mundo.&#8221;(17) </font></p>
<p align="justify"><font size="4" face="Book Antiqua"><strong>Conclusão</strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Laney adverte para o fato de que &#8220;a disciplina é como um medicamento muito forte: pode trazer a cura ou causar maior dano.&#8221;(18) Nenhum profissional médico, porém, se recusa a aplicar um medicamento que pode curar o seu paciente apenas porque o mesmo é forte. Também, nenhum doente faz opção pela morte ou pela continuidade da doença se a vida e a cura podem estar tão próximas.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Uma séria reflexão bíblica sobre a disciplina eclesiástica evidencia dois princípios básicos. Primeiro, que a disciplina na igreja não é uma opção, mas sim uma ordenança e, conseqüentemente, uma bênção divina (Hb 12.5-7). Segundo, que a disciplina requer profundo amor por parte da igreja que a aplica e semelhante humildade e quebrantamento por parte daquele que é disciplinado (2 Co 2.5-11).</font></p>
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		<title>A Disciplina na Igreja !!! &#8211; parte 2.</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jul 2007 08:16:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[teologia]]></category>
		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossas igrejas estão sempre tendo problemas relacionados à disciplina de membros. Se a igreja é fiel e bíblica ao disciplinar, há a necessidade de que todos os membros compreendam as bases bíblicas para tanto; se a igreja é falha, é necessário que todos se conscientizem das razões dadas pelas Escrituras para a aplicação da disciplina [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Nossas igrejas estão sempre tendo problemas relacionados à disciplina de membros. Se a igreja é fiel e bíblica ao disciplinar, há a necessidade de que todos os membros compreendam as bases bíblicas para tanto; se a igreja é falha, é necessário que todos se conscientizem das razões dadas pelas Escrituras para a aplicação da disciplina e dos perigos e conseqüências de negligenciá-la. Esse é, portanto, um tema sempre relevante. Não se trata de um caminho opcional para a administração da igreja, mas de uma trilha necessária, que deve ser entendida, acatada, apoiada e aplicada, para que tenhamos saúde espiritual em nosso meio.<span id="more-291"></span></font></p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">O exercício da disciplina na igreja é algo tão importante que o reformador João Calvino a considerou, ao lado da proclamação da Palavra e da administração dos sacramentos, uma das marcas que distinguem a igreja verdadeira da falsa. Ou seja, na igreja falsa não somente está ausente a pregação das inspiradas Escrituras e os sacramentos são antibíblicos, ou incorretamente administrados, mas ela é negligente, também, na preservação de sua pureza moral e doutrinária. A igreja, às vezes, não segue os passos e objetivos de disciplina eclesiástica delineados na Palavra de Deus. Quando negligencia essa área, passa a abrir mão da identidade peculiar dos seus membros, perante o mundo. O resultado é que a autoridade na pregação e o testemunho do Evangelho ficam prejudicados.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Não queremos desenvolver um espírito de censura gratuita, no qual enxerguemos sempre o argueiro no olho do irmão antes da trave que está no nosso. Mas precisamos despertar um senso de comportamento bíblico que faça justiça ao nome de Cristo e que não envergonhe o Evangelho. Isso começa com o cuidado sobre a nossa própria vida e deve se estender pela nossa igreja local.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">A disciplina, exercida com amor, pelas razões especificadas na Bíblia e com os objetivos que ela prescreve, deve ser exercida na esfera pessoal e apoiada e compreendida quando já estiver na esfera do Conselho da Igreja, ou de outras autoridades superiores.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Queremos examinar alguns textos bíblicos que se relacionam com a disciplina na igreja. Alguns outros tratam igualmente desse assunto, mas os que apresentaremos são fundamentais à nossa compreensão. Com o seu exame, oramos para que sejamos despertados ao apreço da pureza tanto do indivíduo como da igreja visível.</font></p>
<p align="justify"><font size="4" face="Book Antiqua"><br />
<strong>1. O perigo da falta de disciplina </strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Paulo, escrevendo à igreja da Corinto (1 Co 5.1-13), alerta para os perigosque sobrevêm quando se é negligente na aplicação da disciplina. Nesse trecho lemos:</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Geralmente, se ouve que há entre vós imoralidade e imoralidade tal, como nem mesmo entre os gentios, isto é, haver quem se atreva a possuir a mulher de seu próprio pai.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">E, contudo, andais vós ensoberbecidos e não chegastes a lamentar, para que fosse tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou? Eu, na verdade, ainda que ausente em pessoa, mas presente em espírito, já sentenciei, como se estivesse presente, que o autor de tal infâmia seja, em nome do Senhor Jesus, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de Jesus, nosso Senhor,entregue a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor Jesus.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda? Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Por isso, celebremos a festa não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia, e sim com os asmos da sinceridade e da verdade. Já em carta vos escrevi que não vos associásseis com os impuros; refiro-me, com isto, não propriamente aos impuros deste mundo, ou aos avarentos, ou roubadores, ou idólatras; pois, neste caso, teríeis de sair do mundo.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Pois com que direito haveria eu de julgar os de fora? Não julgais vós os de dentro? Os de fora, porém, Deus os julgará. Expulsai, pois, de entre vós o malfeitor.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Notem, no trecho, os seguintes pontos que o Espírito Santo fez registrar para a nossa instrução:</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong>a. O pecado na igreja entra em choque com o seu caráter santo, mas ele ocorre. </strong>Não é negando a realidade de sua existência que resolvemos o problema. No versículo 1, ele diz: &#8220;<font color="#ff0000">&#8230;há entre vós imoralidade e imoralidade tal, como nem mesmo entre os gentios&#8230;</font>&#8220;. Ou seja, o que estava ocorrendo naquela igreja chocaria até os descrentes, mesmo com sua visão dissoluta.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong>b. Muitos pecados atingem um estágio público e notório.</strong> Esse mesmo versículo 1 começa com as palavras: &#8220;<font color="#ff0000">Geralmente, se ouve que há entre vós&#8230;</font>&#8220;. A questão não era privada, de mais fácil resolução e aconselhamento, mas já se espalhara, chegando até ao conhecimento de Paulo, que se encontrava distante.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong>c. Acomodação e orgulho. </strong>A falta de ação revelava acomodação da consciência individual e coletiva ao pecado, em forma de rebeldia e soberba. No versículo 2, Paulo se espanta que aqueles irmãos &#8220;<font color="#ff0000">&#8230; não chegaram a lamentar</font>&#8221; toda aquela demonstração de vida em pecado. Paulo diz ainda que eles se achavam &#8220;ensoberbecidos&#8221;, ou seja, se orgulhavam da postura tomada em vez de estarem conscientes do mal que era causado ao testemunho do Evangelho. Ainda sobre a ausência de disciplina naquela igreja Paulo diz: &#8220;<font color="#ff0000">&#8230; não é boa a vossa jactância&#8230;</font>&#8221; (v.6). Eles nada haviam feito, portanto, para &#8220;<font color="#ff0000">&#8230; tirar do meio</font>&#8221; o que havia praticado aquilo que o próprio Paulo chama &#8220;ultraje&#8221; e &#8220;infâmia&#8221; (v.3). Quando a disciplina não é exercida, nossas consciências vão sendo cauterizadas e conformamo-nos ao modo de comportamento do mundo e, também, deixamos de nos chocar, de identificar o contraste com a forma de vida prescrita para o servo de Deus. Paulo ensina que a ação correta era a exclusão daquele membro (v. 5) – ele deveria ser &#8220;<font color="#ff0000">entregue a Satanás</font>&#8220;, ou ser considerado como descrente, pois o seu modo de vida não testemunhava uma conversão verdadeira. Estaria, portanto, sob o domínio de Satanás. Essa constatação não era para ser feita individualmente, mas corporativamente, pela autoridade e no poder de Cristo. No versículo 4 ele escreve: &#8220;<font color="#ff0000">&#8230;em nome do Senhor Jesus, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de Jesus, nosso Senhor&#8230;</font>&#8220;.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong>d. O perigo especificado. </strong>Paulo diz (vs. 6 e 7): &#8220;<font color="#ff0000">&#8230;Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda? Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento.</font>&#8221; A igreja era para ser &#8220;massa sem fermento&#8221; – pura. A admissão de um pouco de fermento, apenas, atingiria toda a massa. Ou seja, deixar que o comportamento incompatível com a fé cristã permaneça no seio da igreja, sem disciplina, significa pôr em risco a saúde espiritual de toda a comunidade.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong>e. As marcas da Igreja. </strong>Paulo ensina (v. 8) que a igreja deve ser conhecida pela &#8220;<font color="#ff0000">&#8230;sinceridade e verdade&#8230;</font>&#8221; e não pelo &#8220;<font color="#ff0000">&#8230;fermento da maldade e da malícia</font>&#8220;.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong>f. O esclarecimento quanto à associação.</strong> Paulo reconhece que o mundo é constituído de impuros. Ele diz que não está ensinando que a igreja deva se isolar do mundo. Existindo no mundo ela terá contato com &#8220;<font color="#ff0000">&#8230;avarentos, ou roubadores, ou idólatras&#8230;</font>&#8221; (v.10). Mas ele reforça que não deve haver &#8220;<font color="#ff0000">associação com impuros</font>&#8221; (v.9) e explica quem são esses a quem ele chama de impuros, no versículo 11 – é aquele que &#8220;<font color="#ff0000">&#8230;dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador&#8230;</font>&#8220;. Ou seja, é aquele que professa a fé cristã, mas tem comportamento imoral (&#8220;impuro&#8221;); ou tem afeição descabida pelas suas próprias posses materiais (&#8220;avarento&#8221;); ou o que distorce a religião verdadeira por sua prática ou ensinamentos ( &#8220;idólatra&#8221;); ou o que tem o hábito de caluniar ou de espalhar boatos (&#8220;maldizente&#8221;); ou o que está sob o domínio de substâncias que impedem o comportamento racional (&#8220;beberrão&#8221;) – nas quais estão a bebida alcoólica e, certamente, as drogas –, em vez de sob o controle do Espírito Santo; e, finalmente, o que demonstra ganância e não respeita a propriedade alheia (&#8220;roubador&#8221;).</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong>g. A rigidez da disciplina –</strong> A necessidade era a de se exercitar &#8220;julgamento interno&#8221; (v.12) contra o &#8220;malfeitor&#8221;, expulsando-o do seio da igreja (v. 13). Esse julgamento deveria ser evidente a todos e deveria ser sentido pelo disciplinado; isto é, ele deveria sentir que a comunhão fraterna havia sido atingida pelo seu pecado: &#8220;<font color="#ff0000">com esse tal, nem ainda comais</font>&#8220;. Muitas vezes membros, com boas intenções, confundem o desejo legítimo de restauração do disciplinado com um apoio prejudicial ao mesmo. Não se limitam a indicar que estão em oração, mas colocam &#8220;panos quentes&#8221; na ação do Conselho. Muitas vezes os disciplinados são alvo de um aconchego e atenção após a disciplina que não somente minam a autoridade da igreja, mas são prejudiciais ao próprio disciplinado, que deixa de sentir os efeitos danosos da falta de comunhão que o seu pecado causou. A advertência de Paulo é dura, mas devemos orar a Deus por sabedoria para saber como aplicar essa exortação com respeito a membros disciplinados por pecados graves nas nossas igrejas, de tal forma que eles sintam que algo mudou e que a comunhão procedente do Espírito é restaurada mediante o arrependimento sincero e o testemunho verdadeiro de uma conversão real.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong>h. O objetivo final –</strong> Não podemos esquecer o objetivo final de Paulo com a disciplina, especificado no versículo 5: &#8220;<font color="#ff0000">&#8230;a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor Jesus.</font>&#8221; O objetivo era a salvação daquela alma disciplinada. Essa deve ser também a nossa visão: consciência da necessidade da disciplina, percepção dos perigos da sua falta de aplicação, apoio à sua aplicação correta no caso de comportamento anticristão contumaz, oração e desejo de arrependimento pelo disciplinado.</font></p>
<p align="justify"><font size="4" face="Book Antiqua"><strong><br />
2. A autodisciplina e o ensino de Jesus sobre os passos da disciplina na igreja </strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Jesus Cristo, em Mateus 18.15-22, nos deu, de uma forma bem detalhada e inteligível, os passos necessários para o exercício da disciplina corporativa (na igreja). Entretanto, antes que o pecado se concretize em ações contra alguém e antes que atinja um caráter público, a Palavra de Deus nos dá admoestações sobre o exercício da autodisciplina. A palavra grega traduzida como temperança ou autocontrole (<em>egkratea</em> – um dos aspectos do fruto do Espírito, em Gl 5.23) significa, apropriadamente, a disciplina exercida pela própria pessoa, quer pelo estabelecimento de limites próprios, que não devem ser ultrapassados, quer na avaliação dos próprios pensamentos e atitudes que, se concretizados, prejudicariam alguém e desagradariam a Deus. O livro de Provérbios nos fala sobre a importância de controlar nosso próprio espírito (16.32), nossa língua (17.27 – &#8220;reter as palavras&#8221;) e nossa ira (19.11 – &#8220;tardio em irar-se&#8221; na Versão Corrigida). Certamente o exercício coerente da autodisciplina, na vida dos membros da igreja, reduz a necessidade da disciplina eclesiástica.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">O texto de Mateus 18.15-22, diz o seguinte:</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Os passos ensinados pelo nosso Senhor Jesus Cristo, para aplicação em nossa vida comunitária, como membros da igreja visível, são esses:</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong>Passo 1 – Contato individual, pessoa a pessoa.</strong> Em Mt 18.15, lemos: &#8220;<font color="#ff0000">Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão</font>&#8220;. Não devemos esperar que a parte ofensora venha pedir perdão, quando pecar contra nós. Jesus nos ensina que nós, quando ofendidos, devemos tomar a iniciativa para ter uma conversa discreta e individual com o nosso ofensor. Essa admoestação, em si só, já é importante para o nosso crescimento em santificação. Abordar o ofensor vai contra o nosso orgulho, mas é uma atitude típica da humildade que Cristo requer de nós, como cristãos. Cristo não oferece garantias de que teremos sucesso, mas se o ofensor der ouvidos à nossa admoestação individual, ganharemos o irmão, no sentido em que o impediremos de cometer pecados mais sérios contra outros, bem como construiremos um relacionamento mais sólido, em Cristo, com aquele irmão ou irmã.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong>Passo 2 – Contato com dois ou três.</strong> O versículo 16 aprofunda o contato e o envolvimento corporativo no processo de disciplina. Ele deve ocorrer se o contato individual for infrutífero, se o irmão ou irmã não der ouvidos à abordagem prescrita anteriormente. O v. 16 diz: &#8220;<font color="#ff0000">Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça</font>&#8220;. Quando é a hora certa de passar do passo 1 ao passo 2? Devemos pedir a Deus discernimento e sabedoria para ver quando não há mais progresso no contato individual e está caracterizado que a parte ofensora não &#8220;quer ouvir&#8221;. Nesse caso, a abordagem deve ser exercida com mais uma ou duas pessoas, como &#8220;testemunhas&#8221;. Serão testemunhas do problema ocorrido, ou testemunhas do contato que está sendo realizado? Creio que não são testemunhas do problema, pois se o fossem a questão já seria pública e não limitada às duas pessoas, como indica o v. 15. São pessoas que deverão testemunhar e participar do encaminhamento do processo de disciplina, da exortação, do aconselhamento, objetivando que o faltoso &#8220;ouça&#8221;. Não são testemunhas silentes. O verso fala do &#8220;depoimento&#8221; delas.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong>Passo 3 – Contato com a Igreja. </strong>O versículo 17 apresenta uma mudança enorme no encaminhamento da questão. O faltoso recusou a admoestação individual e a conjunta de dois ou três membros. Jesus, então, determina: &#8220;<font color="#ff0000">&#8230; se ele não os atender, dize-o à igreja&#8230;</font>&#8220;. O &#8220;dizer à igreja&#8221;, em uma estrutura presbiteriana, equivale a relatar ao Conselho. Em uma estrutura congregacional, relatar à Assembléia. Em qualquer situação, o relato, agora, deve ser feito pelo primeiro irmão ou irmã e pela outra ou outras testemunhas, envolvidas no Passo 2. A continuidade da frase, neste mesmo versículo, mostra que o propósito de &#8220;dizer à igreja&#8221; continua sendo o da admoestação. Não é só uma questão de veicular notícias, mas a de visar a exortação do ofensor, que agora será feita &#8220;pela igreja&#8221;, ou pelos representantes constituídos e eleitos por ela. Infelizmente, muitos pecados públicos e já amplamente divulgados no seio da comunidade só são tratados a partir deste estágio. Muitas vezes aqueles mais próximos ao faltoso deixaram de aplicar os passos 1 e 2, ao primeiro sinal da ofensa. A igreja é, então, surpreendida com o pecado realizado, divulgado e comentado, restando aos oficiais apenas tomar o processo a partir deste passo. Humanamente falando, quem sabe pecados maiores não teriam sido evitados se a abordagem individual, prescrita por Jesus, tivesse sido realizada.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong>Passo 4 –</strong> <strong>Exclusão.</strong> No final do versículo 17 Jesus diz &#8220;<font color="#ff0000">&#8230;se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano</font>&#8220;. A recusa no atendimento às admoestações, a atitude de arrogância e desafio às autoridades, retratada em 2 Pe 2.10-11 e Judas 7-8, devem levar o faltoso à exclusão da igreja visível. Ele (ou ela) deve ser considerado como um descrente (&#8220;gentio&#8221;) e deve ser cortado da comunhão pessoal da mesma forma como os coletores de impostos (&#8220;publicanos&#8221;) eram desprezados pelos judeus. Somente evidências de arrependimento e conversão real poderão restaurar essa comunhão cortada pela disciplina. Com essa exclusão vão-se também os privilégios de membro, como a participação na Santa Ceia, e os demais. Jesus demonstra a necessidade de respaldar essa drástica atitude na sua própria autoridade e na do Pai. Isso ele faz nos vs. 18-19, mostrando o seu acompanhamento e o do Pai, nas questões da igreja que envolvem a preservação de sua pureza. Ele fecha essas instruções com a promessa de sua presença na congregação do povo de Deus (v. 20). Essas são palavras de grande encorajamento para que a igreja não negligencie a aplicação do processo de disciplina em todos esses passos.</font></p>
<p align="justify"><font size="4" face="Book Antiqua"><strong><br />
3. Outros textos e pontos importantes sobre a disciplina na igreja. </strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Necessitamos abordar outros pontos adicionais sobre a disciplina na igreja. Os textos seguintes mostram que a disciplina não se restringe apenas ao comportamento imoral ou que deva ser exercida somente contra aqueles que se desviam da prática correta da sexualidade:</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><br />
<strong>a. A disciplina deve ser aplicada contra os que causam dissensão e divisão.</strong> Paulo, em Tito 2.15-3.11, diz o seguinte:</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Dize estas coisas; exorta e repreende também com toda a autoridade. Ninguém te despreze.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Lembra-lhes que se sujeitem aos que governam, às autoridades; sejam obedientes, estejam prontos para toda boa obra, não difamem a ninguém; nem sejam altercadores, mas cordatos, dando provas de toda cortesia, para com todos os homens.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Fiel é esta palavra, e quero que, no tocante a estas coisas, faças afirmação, confiadamente, para que os que têm crido em Deus sejam solícitos na prática de boas obras. Estas coisas são excelentes e proveitosas aos homens. </font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Evita discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei; porque não têm utilidade e são fúteis. Evita o homem faccioso, depois de admoestá-lo primeira e segunda vez, pois sabes que tal pessoa está pervertida, e vive pecando, e por si mesma está condenada. </font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Paulo está exortando a Tito para que exerça sua autoridade, como líder da igreja, ensinando, exortando e repreendendo os membros da igreja para que não sejam difamadores e briguentos. Antes, devem ser obedientes, cordatos, corteses, não somente para com os crentes mas para com os descrentes também. Ele lembra a Tito e a nós que características condenáveis já fizeram parte da personalidade e do modo de vida de muitos de nós, antes da salvação, mas pela graça e misericórdia de Deus fomos regenerados pelo Espírito Santo e transformados para as boas obras. Devemos, portanto, evitar discussões fúteis e sobre assuntos secundários que não levam a lugar algum. A pessoa facciosa, que quer causar divisão, deve ser admoestada uma e duas vezes, mas depois disso deve ser evitada, ou seja, excluída, por recusar as advertências e por preferir viver em pecado.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong><br />
b. Os que ensinam doutrinas falsas, bem como os que as praticam, devem ser disciplinados. </strong>Novamente, Paulo, em Ro 16.17-20, ensina que a igreja deve afastar os que causam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina por ele ensinada. O texto diz:</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos. </font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Pois a vossa obediência é conhecida por todos; por isso, me alegro a vosso respeito; e quero que sejais sábios para o bem e símplices para o mal.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">E o Deus da paz, em breve, esmagará debaixo dos vossos pés a Satanás. A graça de nosso Senhor Jesus seja convosco.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Paulo especifica o perigo existente nas palavras daqueles que procuram os seus próprios interesses, mas falam suavemente, com palavras de elogio, enganando o coração dos incautos.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">No livro de Apocalipse, 2.12-16, João registra as palavras de Cristo, advertindo a Igreja de Pérgamo, e a todas as nossas igrejas (2.17), contra aqueles que procuram incitar o povo de Deus a práticas contraditórias à fé cristã. Ali lemos:</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Ao anjo da igreja em Pérgamo escreve: Estas coisas diz aquele que tem a espada afiada de dois gumes:</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás, e que conservas o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha testemunha, meu fiel, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Tenho, todavia, contra ti algumas coisas, pois que tens aí os que sustentam a doutrina de Balaão, o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Outrossim, também tu tens os que da mesma forma sustentam a doutrina dos nicolaítas.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Portanto, arrepende-te; e, se não, venho a ti sem demora e contra eles pelejarei com a espada da minha boca.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">A menção à <strong>doutrina </strong>de <em>Balaão</em>, no v. 14, identifica o ensinamento dos que possuem motivos pessoais, rasteiros, aqueles que, mesmo com linguajar que aparenta honrar a Deus, não estão preocupados com a santificação da igreja, mas se empenham em destruir as linhas demarcatórias de comportamento que identificam o povo de Deus e os distinguem do mundo (&#8220;comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição&#8221;). A doutrina dos nicolaítas é igualmente condenada (v. 15). Essa é também uma referência aos que advogavam uma vida dissoluta e imoral no seio da igreja. Na carta anterior (à igreja de Éfeso), as <strong>obras</strong> dos nicolaítas foram condenadas. Agora a menção é contra a sua <strong>doutrina</strong>. Notem que a condenação e a chamada ao arrependimento vêm para <strong>toda </strong>a igreja (vv. 14 e 16), por não exercer a disciplina e por conservar tais pessoas em seu meio.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong><br />
c. A disciplina deve ser exercida com precaução e deve ser divulgada.</strong> Em 1 Tm 5.19-22, temos o ensinamento de que as denúncias devem ser substanciadas, não aceitas levianamente:</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Não aceites denúncia contra presbítero, senão exclusivamente sob o depoimento de duas ou três testemunhas.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Conjuro-te, perante Deus, e Cristo Jesus, e os anjos eleitos, que guardes estes conselhos, sem prevenção, nada fazendo com parcialidade.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">A ninguém imponhas precipitadamente as mãos. Não te tornes cúmplice de pecados de outrem. Conserva-te a ti mesmo puro.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Cautela é prescrita especificamente para as denúncias contra os oficiais (v. 19 – &#8220;<font color="#ff0000">duas ou três testemunhas</font>&#8220;), mas o princípio de que deve haver substância e provas, nas denúncias, é genérico. O outro ensino deste trecho é que a disciplina dos que &#8220;<font color="#ff0000">vivem no pecado</font>&#8221; (v. 20) se exerça &#8220;<font color="#ff0000">na presença de todos</font>&#8220;. Isso significa que ela não deve ser alvo de uma resolução velada. Paulo dá uma razão para isso – &#8220;<font color="#ff0000">para que também os demais temam</font>&#8220;. A disciplina tem essa característica didática de proclamar e provocar o temor do Senhor, livrando membros do pecado para uma vida em santidade e conformidade com a pureza de Cristo.<br />
</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua"><strong>d. O objetivo final da disciplina é o arrependimento do disciplinado.</strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Dois textos nos falam a esse respeito. O primeiro é 2 Ts 3.6-15:</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Nós vos ordenamos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que ande desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebestes;</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">pois vós mesmos estais cientes do modo por que vos convém imitar-nos, visto que nunca nos portamos desordenadamente entre vós, nem jamais comemos pão à custa de outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim de não sermos pesados a nenhum de vós; não porque não tivéssemos esse direito, mas por termos em vista oferecer-vos exemplo em nós mesmos, para nos imitardes.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma. Pois, de fato, estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia. A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seu próprio pão.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem. Caso alguém não preste obediência à nossa palavra dada por esta epístola, notai-o; nem vos associeis com ele, para que fique envergonhado. Todavia, não o considereis por inimigo, mas adverti-o como irmão.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Paulo enfatiza a necessidade do afastamento de &#8220;<font color="#ff0000">qualquer irmão que ande desordenadamente</font>&#8220;, contrário aos ensinamentos que recebeu (v. 6). O exemplo dado por Paulo é para aqueles que se acomodam no ócio, tornam-se um peso para os outros e passam a ocupar o tempo &#8220;<font color="#ff0000">intrometendo-se na vida alheia</font>&#8221; (v.11). Esses, e aqueles que &#8220;<font color="#ff0000">não prestarem obediência</font>&#8221; à palavra dada por Paulo, na sua carta, devem ser disciplinados (v. 14). Paulo indica que não deve haver &#8220;<em>associação</em>&#8221; com o faltoso e dá uma razão para tal: &#8220;<font color="#ff0000">para que fique envergonhado</font>&#8220;, ou seja, para que se conscientize de sua falha e, sob humilhação perante a disciplina exercida pela igreja, se arrependa. Esse texto é encerrado com as seguintes palavras de cautela (v. 15): &#8220;<font color="#ff0000">Todavia, não o considereis por inimigo, mas adverti-o como irmão</font>&#8220;.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">O segundo texto é 2 Tm 2.22-26:</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor. E repele as questões insensatas e absurdas, pois sabes que só engendram contendas.</font></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000" face="Book Antiqua">Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente, disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Nesse texto Paulo volta a reforçar que o cristão deve caracterizar-se por seguir &#8220;a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor&#8221; (v. 22). Nesse sentido as &#8220;questões insensatas e absurdas&#8221; devem ser não somente evitadas como repelidas, quando introduzidas no seio da igreja (v. 23), pois só geram contendas. <strong>Contenda não deve fazer parte da postura do servo de Deus</strong>. Este deve ser brando e capaz de ensinar com paciência (v. 24). A disciplina deve ser exercida em mansidão (v. 25), com o objetivo de que Deus conceda aos disciplinados &#8220;não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade&#8221; (v. 26).</font></p>
<p align="justify"><font size="4" face="Book Antiqua"><strong><br />
Conclusão</strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Vivemos em uma era sem restrições e sem limites. Por isso, talvez, a questão da disciplina na igreja seja tão incompreendida e até negligenciada. Muitos questionam a legitimidade da sua aplicação – &#8220;<em>com que direito?</em>&#8221; Outros se revoltam quando a recebem. É preciso que saibamos que o direito e a autoridade da disciplina procedem do Senhor da igreja, que a comanda. É preciso que nossos olhos sejam abertos para que verifiquemos que a rejeição da disciplina é um grande mal. A recusa de sua aceitação ou a revolta por ela significam agir contra o objetivo maior, que é o reconhecimento do pecado, o arrependimento sincero e a restauração à plena comunhão da igreja visível.</font></p>
<p align="justify"><font face="Book Antiqua">Examinamos textos bíblicos que falam claramente sobre a necessidade de preservarmos nossa vida em sintonia com as diretrizes de Deus, em santificação e pureza, contribuindo para a edificação do corpo de Cristo. Esses mesmos textos especificam a necessidade da disciplina, que vai desde a autodisciplina, continuando com a admoestação individual e chegando até a exclusão, se necessário. O testemunho da igreja demanda fidelidade às diretrizes bíblicas, nesse sentido. Num mundo sem regras, Deus, em sua misericórdia, coloca a sua igreja como baluarte para que os seus padrões sejam reforçados e seguidos. Supliquemos a Deus que nos preserve em pureza, na plena comunhão de sua igreja e que compreendamos e defendamos o exercício da disciplina, quando necessária.</font></p>
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		<title>O Ser Humano e sua liberdade.</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jul 2007 08:12:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Deus dotou a vontade do homem de tal liberdade, que ele nem é forçado para o bem ou para o mal, nem a isso é determinado por qualquer necessidade absoluta da sua natureza” Quando estudamos a doutrina do Homem, torna-se inevitável enfrentarmos a questão da liberdade. Os teólogos reformados, os chamados calvinistas, têm sido criticados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font face="Bookman Old Style"><em>&#8220;Deus dotou a vontade do homem de tal liberdade, que ele nem é forçado para o bem ou para o mal, nem a isso é determinado por qualquer necessidade absoluta da sua natureza</em>” <span id="more-290"></span></font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Quando estudamos a doutrina do Homem, torna-se inevitável enfrentarmos a questão da liberdade. Os teólogos reformados, os chamados calvinistas, têm sido criticados como alguém que não crê que o homem seja livre. Isto não é verdade, e os membros da IPO que têm acompanhados os últimos estudos, já perceberam isso. Nós cremos que o homem tem liberdade sim, mas a questão que precisamos definir muito bem é: O que é ser livre? O que entendemos por liberdade? </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Muita confusão já tem sido criada em torno do termo “livre”, e isto porque ele pode ser visto em vários sentidos. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">A maioria dos nossos irmão na fé diz acreditar no “Livre Arbítrio” Contudo, a maioria não tem a menor idéia do que isto significa. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">A vontade, faculdade que todo homem tem, tem sido exaltada como a fantástica capacidade que a alma tem para discutir sobre coisas, fatos da vida. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Mas as pessoas estão dizendo que o arbítrio (vontade) é livre, precisamos perguntar: De que a vontade é livre? De que ela é capaz? </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Para provar que arbítrio (vontade) não é livre lanço mão de 2 proposições:<br />
</font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style"><br />
<font size="4">1. O Mito da Liberdade Circunstancial: </font></font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">A vontade pode ser livre para planejar, mas não para executar. Quando se diz que a vontade é livre, obviamente não quer dizer que ela determina o curso da nossa vida. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Não escolhemos doença. pobreza ou dor; Não escolhemos nossa condição social, nossa cor, ou nossa inteligência. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Ninguém pode negar que o homem tem vontade, e que esta faculdade de escolher o que dizer, fazer, pensar, etc. &#8230; tem nos frustrado bastante. Pensando em nossa liberdade circunstancial, podemos projetar um curso de ação, mas não podemos realizar o intento. Em outras palavras, nossa vontade tem a capacidade de tomar uma decisão, mas não o poder de realizar seu propósito. ( PV 16:9; Jr 10:23; Lc 12:18-21) </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Sim. O homem pode escolher e planejar o que tiver vontade. Mas a sua vontade não é livre para realizar nada contrário à vontade de Deus. </font></p>
<p align="justify"><font size="4" face="Bookman Old Style">2. O Mito da Liberdade Ética: </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Diz-se que a vontade do homem é livre para decidir entre o bem e o mal. Mas é livre do que? É livre para escolher o que? </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">A vontade do homem é a sua capacidade de escolher entre alternativas. A sua vontade, de fato, decide qual a sua ação entre um certo número de opções. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Nenhum homem é compelido a agir contrário à sua vontade, nem forçado a dizer aquilo que não quer. Sua decisões não são formadas por uma força externa, mas por forças internas. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">A vontade toma decisões, e estas decisões tomadas não estão livres de influências. O homem escolhe com base nos sentimentos, gostos, entendimentos, anseios, etc. Em outras palavras, a vontade não é livre do homem mesmo. Suas escolhas são feitas pelo seu próprio caráter. Sua vontade não é independente de sua natureza. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">A vontade é inclinada àquilo que você sente, ama, deseja e conhece. Você sempre escolhe com base em sua disposição; de acordo com a condição do seu coração. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">A Bíblia diz que nossa vontade não é livre, ao contrário, ela é escrava do coração &#8211; ( Gn 6:5; Rm 3:12; Jr 13:23 ). </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">A capacidade de escolha do coração do homem é livre para escolher qualquer coisa que o coração ditar; assim, não existe qualquer possibilidade de um homem escolher agradar a Deus sem que haja a prévia operação da Graça Divina. Note o texto bíblico: <em>&#8220;Nós O amamos porque Ele nos amou primeiro </em>&#8221; I Jo 4:19 </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Se carne fresca e salada de tomate fossem colocadas diante de uma leão faminto, ele escolheria a carne. É a natureza que dita sua escolha (Jr. 13:23) </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Por isto não existe livre arbítrio. O arbítrio humano, assim como toda a natureza humana, é inclinado só e continuamente para o mal. (Jr 13:23). </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Não existe livre arbítrio a menos que Deus mude o coração e crie um novo coração em submissão e verdade, o homem não pode decidir por Jesus para Ter a vida a vida eterna. (Jo 3:7; Ez 11:19; 36:26; Atos 16:14). </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">A vontade não é livre. Pelo contrário, ela é escrava, escrava do coração pervertido; escrava da natureza (Jr. 17:9; 12:2; Mc 7:6,21). </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Foi a vontade de escolher o fruto proibido que nos atirou na miséria. Só a vontade de Deus tem realmente liberdade, e se quiser pode dar vida. (Jo 1:12-13) </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style"><strong><br />
A ORIGEM DA VERDADEIRA LIBERDADE<br />
</strong><em>(posse non peccare) </em></font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style"><strong>Definição </strong>: Liberdade é a capacidade de fazer o que é agradável a Deus. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Quando Adão e Eva foram criados, tinham a capacidade de escolher como a verdadeira liberdade. Nas palavras de Agostinho, nossos primeiros pais eram <strong>&#8220;capazes de não pecar&#8221; </strong><em>(posse non peccare). </em>Eles poderiam permanecer no estado de tentação que a serpente lhes impôs. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style"><strong>Adão tinha o Livre arbítrio, tinha a capacidade de fazer a escolha certa. </strong>Possuía a verdadeira liberdade. <em>Contudo, ainda não era a liberdade perfeita; era verdadeira, porém não perfeita. Pois havia a possibilidade da queda </em>. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Note as palavras da Confissão de Fé de Westminster, Capítulo IX, seção 2: </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">“O homem, em seu estado de inocência, tinha a liberdade e o poder de querer e fazer aquilo que é bom e agradável a Deus, mas <em>mudavelmente </em>, de sorte que pudesse decair dessa liberdade e poder”. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style"><br />
<strong>A VERDADEIRA LIBERDADE É PERDIDA<br />
</strong>(<em>non posse non peccare) </em></font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Quando nossos primeiros pais ( Adão e Eva ) caíram em pecado, perderam aquela Liberdade que o Criador lhes havia dado. <strong>Perdeu não a capacidade de escolher, mas a verdadeira liberdade, ou seja, perdeu a capacidade de escolher aquilo que agrada a Deus. </strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Novamente fazemos menção do pensamento de Agostinho. Diz ele: podemos dizer que antes da queda, o homem era <strong>&#8220;capaz de não pecar&#8221;. </strong>Após a queda é <strong>&#8220;não ser capaz de não pecar </strong>&#8221; ( <em>non posse non peccare) </em></font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">As Escrituras ensinam de maneira muito clara que a humanidade decaída perdeu a sua verdadeira liberdade. (João 8:34; Romanos 6:6,17-20 ) </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style"><strong><br />
A VERDADEIRA LIBERDADE É RESTAURADA<br />
</strong><em>(posse non peccare) </em></font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">No processo de redenção, o homem decaído começa a restaurar sua liberdade perdida na queda. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Agostinho chamou o estado do homem regenerado de <em>&#8220;posse non peccare&#8221; </em>- posso não pecar, porque a redenção significa libertação da &#8220;escravidão vontade&#8221;. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Vamos dar um olhada em algumas passagens das Escrituras que mostram que a liberdade para fazer a vontade de Deus, é restaurada na regeneração, operada pelo Espírito Santo em nós. (Jo 8:34-36; Gl 5:1,12,13; II Co 3:17-18; Rm 6:4-6; 14-18; 22) </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">A verdadeira liberdade não é licença para pecar ; não significa fazer o que bem quiser. Segundo o apóstolo Pedro (I Pe 2:16), quem tem liberdade, usa-a para servir a Deus. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">O exercício de nossa liberdade envolve nossa responsabilidade neste processo que chamamos de santificação. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style"><strong><br />
A VERDADEIRA LIBERDADE APERFEIÇOADA<br />
</strong>(non posse peccare). </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Em nosso processo de santificação, que é a verdadeira liberdade no processo de redenção, ainda podemos pecar, mas no estado glorificado, na vida por vir, nossa liberdade será aperfeiçoada. Então, como disse Agostinho; estaremos no estado “não posso pecar” (non posse peccare). </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Quando estivermos com nossos corpos glorificados, já não seremos mais impedidos em obedecer a Deus com a perfeição que Ele deseja. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Cf. I Co 15:42-43 ; Ap 21:4 </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Esta glorificação não será apenas na alma, mas também no físico. A Imago Dei, (Imagem de Deus) antes ofuscada por causa do pecado de Adão, chegará a sua perfeição por ocasião da Segunda Vinda de Cristo, quando então, seremos ressuscitados e habitaremos para sempre com o Senhor (cf. I Tes. 4:13-18). </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style"><strong><br />
O estado final dos Santos Glorificados </strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Na nossa glorificação, seremos restaurados novamente á perfeita imagem de Deus. Em nosso estado glorificado, vamos poder refletir Deus em sua plenitude. Reporto-me ao Dr. Van Groningen, que afirmou que Deus ao nos criar á sua imagem e semelhança nos deu três mandatos que delineiam os deveres pactuais de Deus com o homem: São eles: os mandatos Espiritual, o Social e o Cultural. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">A glorificação (a imagem aperfeiçoada) implica em que : </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style"><strong><br />
A. O Homem passará a ter um relacionamento perfeito com Deus. ( Mandato espiritual </strong>) </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">De acordo com as Escrituras, os remidos na glória vão poder desfrutar da comunhão plena com Deus; vão Ter uma visão de Deus na face de Cristo (Ap. 22:4); vão desfrutar da completa isenção do pecado; vão adorar plenamente o Deus verdadeiro (Ap. 19:6,7). Prestarão um genuíno serviço ao Rei das nações (Ap. 22:3). Tudo isso tinha sido perdido na Queda. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style"><strong><br />
B. O homem passará a Ter um relacionamento perfeito com o próximo (Mandato Social) </strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">No estado glorificado, ou seja, com a Imagem de Deus aperfeiçoada, os santos não mais vão se relacionar egoísticamente, não haverá ressentimentos, mentiras, odio ou manipulações. Amor e comunhão é o que marcará definitivamente o relacionamento entre todos os irmãos. As diferenças desaparecerão. Todos os membros desta Família estarão agora e para todo o sempre na Casa do Pai. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style"><strong><br />
C. O homem passará a Ter um relacionamento perfeito com o cosmos. (Mandato Cultural ). </strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Paulo em Romanos 8:21 nos diz que “<em>a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção. </em>..”. Não apenas o ser humano será redimido, mas também toda a criação. Não apenas o homem espera por um novo começo, mas também a criação o espera de forma expectante (Ef 8:19). A glória por vir também receberá uma criação redimida da corrupção do tempo presente. Em Isaías, Deus já prometeu criar novos céus e uma nova terra (vv. 22 e 23) para o seu povo se regozijar. </font></p>
<p align="justify"><font face="Bookman Old Style">Se com a Queda, o homem perdeu o domínio sobre a criação, agora no estado de glória, ele vai exercer o domínio, o governo sobre a natureza. Vai herdar a terra. Não mais vai destruí-la como antes. Pelo contrário, o homem vai cumprir o mandato e governar sobre toda a terra, (Gênesis 1:27,28) agora redimida do cativeiro da corrupção. </font></p>
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		<title>A Mulher de Deus, e seu lugar na Igreja de Cristo.</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jun 2007 05:26:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[doutrinas]]></category>
		<category><![CDATA[teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta é a posição do nosso Site com relação a esse tema tão discutido e polêmico..  Os tempos mudaram. Sim.                    Mas, para os tempos que mudam, temos a Palavra que não muda – a Palavra que está eternamente fixa no céu; que tem arrostado tanto os ataques violentos de inimigos como o abuso de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 6pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt"><strong>Esta é a posição do nosso Site com relação a esse tema tão discutido e polêmico..</strong></span><span style="font-size: 12pt"> </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">Os tempos mudaram. Sim. </span><span style="font-size: 12pt">      </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">            </span></em><span style="font-size: 12pt">Mas, para os tempos que mudam, temos a Palavra que não muda – a Palavra que está eternamente fixa no céu; que tem arrostado tanto os ataques violentos de inimigos como o abuso de amigos.<span id="more-276"></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Meros costumes podem mudar sem dano ou perda, mas a conduta divinamente ordenada deve ser segura inviolável por aqueles cujos corações regidos pelo temor de Deus. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            “A autoridade da Escritura quer dizer tudo para os batistas. É por isto só que eles justificam sua tenacidade quanto ao modo de batismo. Cedam a doutrina da autoridade absoluta e do caráter inerrante das Escrituras e os batistas podem permitir qualquer mudança na política eclesiástica que a sabedoria humana pareça justificar.” </span><span style="font-size: 12pt" lang="EN-US">(A. H. Strong). </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt" lang="EN-US">            </span><span style="font-size: 12pt">“O que chamam o “Movimento da Mulher” é a conspiração mais insidiosa e maliciosa  jamais cozida contra a inspiração da Bíblia.” </span><span style="font-size: 12pt" lang="EN-US">(W. P. Harvey, Feminism. </span><span style="font-size: 12pt">J. W. Porter, pág. 118). </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Para dizer o mínimo, não é batístico torcer a Bíblia para justificação de qualquer prática. Nossa glória tem sido que temos torcido nossa conduta, quando preciso, em conformidade com o Novo Testamento. Sempre temos estado dispostos a encarar a Bíblia com rosto e coração descoberto para obedecermos ao seu ensino claro. Assim façamos aqui” (A. T. Robertson, Feminismo, J. W. Porter, pág. 110). Retenhamos esta citação mesmo quando estamos bem cônscios de que o escritor mudou mais tarde sua posição sobre o feminismo e pugnou por achar justificação para a idéia popular. Considerem nossos leitores a derradeira atitude do Professor Robertson à luz desta citação. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Ao falarmos do logar da mulher na igreja, referimo-nos ao seu logar no serviço de Deus como membros da igreja; logo, nossa discussão terá que ver com mais do que a conduta das mulheres nas reuniões públicas da igreja.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Nosso assunto implica uma verdade que precisa de ênfase. Essa verdade é que há um logar para as mulheres na igreja. Algumas vezes nossa oposição às usurpações inescrituristicas pelas mulheres parece criar a impressão que a mulher não tem logar na igreja, o que está longe de ser verdade. Ela tem um logar muito importante, e negligenciado – negligenciado porque tantas vezes ela tem estado muitíssimo mais preocupada em tentar tomar o logar do homem do que ocupar sua própria esfera divinamente dada. A glória da mulher achar-se-á na sua própria esfera. Seu vexame ocorre quando ela sai dessa esfera. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Notemos primeiro:  </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">I. COISAS QUE AS MULHERES ESTÃO VEDADAS DE FAZER</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">1. ELAS ESTÃO PROIBIDAS DE ENSINAR</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">            “Não permito que a mulher ensine” (1 Tim. 2:12).</span></em><span style="font-size: 12pt">O infinito “ensinar” está sem objeto e a passagem significa simplesmente que as mulheres não são para ocupar o ofício de mestre na igreja. Elas podem ensinar em particular e sem programa, mas não pública  oficialmente. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">2. ELAS ESTÃO PROIBIDAS DE DIRIGIR ORAÇÃO PÚBLICA</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">            “Desejo, portanto, que os homens orem em todo logar.” </span></em><em><span style="font-size: 12pt" lang="EN-US">(V. R. 1 Tim. 2:8)</span></em></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt" lang="EN-US">            </span></em><span style="font-size: 12pt">A palavra grega para “homens” é a palavra (aner) que distingue homens de mulheres e crianças e não a palavra genérica (anthropos). O artigo está também presente antes de homens, e isso, de si mesmo, serviria para distinguir homens de mulheres. Daí, todavia, como Fausset observa, a ênfase não está sobre “os homens” senão sobre o assunto de orar; contudo, permanece o fato que a passagem distingue os homens das mulheres e restringe a oração em todo logar de cultos públicos aos homens. Às mulheres os apóstolos deu outras instruções (v. 9). Está isto de acordo com todo comentador ou erudito de nota. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">3. ELAS ESTÃO PROIBIDAS DE AGIR EM QUALQUER CAPACIDADE QUE ENVOLVA O EXERCÍCIO DE AUTORIDADE SOBRE HOMENS</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Paulo, após falar de não permitir que uma mulher ensine, ajunta: <em>“Nem ter domínio sobre um homem” (1 Tim. 2:12) </em>(</span><a name="_ftnref2" href="http://www.obreiroaprovado.com/estudos/tpaul_s/doutrinabiblica/cap36.html#_ftn2"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 12pt; font-family: Symbol">*</span></span></a><span style="font-size: 12pt">).  Uma mulher mandona é tanto uma monstruosidade como um homem efeminado. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">4. ELAS ESTÃO PROIBIDAS MESMO DE FALAR NA IGREJA</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText2">            “Como em todas as igrejas dos santos, guardarem as mulheres silêncio nas igrejas: porque não lhes é permitido falar; mas estejam em sujeição, como também diz a Lei. E, se quiserem aprender qualquer coisa, perguntem em casa aos seus maridos: porque é uma vergonha que uma  mulher fale na igreja .” (1 Cor. 14:34,35). A referência aqui é a assembléia pública e não ao templo da igreja.</p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">5. ELAS NÃO SÃO PARA APARECER NOS CULTOS COM CABEÇAS DESCOBERTAS</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Vide 1 Cor. 11:3-10. É perfeitamente evidente que isto se refere ao culto público. Pode dizer-se que tanto quanto às mulheres se proíbe profetizar, isto não se aplica quando mulheres guardam seus logares. Mas também se menciona orar; e, ainda que mulheres não são para dirigir oração pública, contudo elas deveriam orar em silêncio e assim participar do culto. Esta passagem de nenhum modo insinua que se uma mulher tem cabelo comprido, isto é toda coberta que ela carece. Paulo simplesmente afirma que o fato de ser natural às mulheres terem cabelo comprido é só uma indicação da necessidade de uma coberta adicional (Nota do Trad.: Não concordamos com Professor Simmons em que uma mulher precise de véu adicional alem do seu cabelo comprido. Se uma mulher deseja usar de um outro véu, não fazemos objeção, mas sentimos, à luz da Escritura, em 1 Cor. 11:15, que “Para seu cabelo se dá por véu”, que, se uma mulher tiver cabelo comprido, isto satisfaz o mandamento que “Uma mulher deve ter um véu na sua cabeça.” ). Esta coberta é para ser usada no culto público como um sinal da sujeição da mulher ao seu marido, ou aos homens em geral se a mulher não for casada. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">6. ELAS NÃO SÃO PARA APARECER EM TRAJE IMODESTO OU ESPAVENTOSO.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Vide 1 Tim. 2:9,10. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">II. RAZÕES DESTAS PROIBIÇÕES</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Paulo dá duas razões destas proibições: </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">1. PRIORIDADE DE ADÃO NA CRIAÇÃO</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Vide 1 Tim. 3:13. A prioridade de Adão na criação indica sua chefia da raça. Ensino público por parte da mulher ou seu exercício de qualquer autoridade sobre homem discrepa dessa chefia. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">2. A</span><span style="font-size: 12pt"> DECEPÇÃO DA MULHER NA QUEDA.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Vide 1 Tim. 2:14. A mulher foi enganada pela serpente a pensar que o comer do fruto proibido traria benefício em vez de banimento. O homem participou do fruto, mas não foi enganado. Ele sabia quais seriam as conseqüências e, provavelmente, participou do fruto porque preferiu ser expulso com sua esposa a separar-se dela. A decepção da mulher na queda mostra a suscetibilidade da mulher para o malogro. Isto não é por causa de qualquer inferioridade geral das mulheres a homens: é por causa de uma diferença de temperamento e natureza. A natureza da mulher ajusta-se para o lar e para a criação de filhos. Para este  fim ela tem um temperamento muito delicado e uma natureza fortemente emocional. Assim ela é caracteristicamente manejada mais facilmente que um homem. Sua natureza a dispõe para  chegar a conclusões pela intuição antes que por cândida consideração. Todos estes fatos desajustam a mulher para a liderança pública ou para o ensino. Se já houve ainda mulher pregadora que tenha pregado a verdade, mesmo sobre outras coisas do que o logar das mulheres, nós nunca o soubemos. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">III. ARGUMENTOS RESPONDIDOS CONTRA ESTAS PROIBIÇÕES</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Muitos argumentos são trazidos por aqueles que escapariam e alijariam o significado evidente das passagens já citadas. Notemos os mais salientes deles. Argüisse: </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">1. HOUVE MULHERES NA BÍBLIA QUE FIZERAM AS COISAS QUE DISSEMOS SEREM VEDADAS ÀS MULHERES FAZER. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Citam-se os seguintes casos: </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"> (1). Débora</span></em></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">            </span></em><span style="font-size: 12pt">Vide Juízes 4:5. Ao passo que Débora fez seu juizado no seu próprio lar (Juizes 4:5), contudo é verdade que o seu logar de liderança era incoerente com as proibições do Novo Testamento. Mas isso de nenhum modo alija estas proibições. Não devemos presumir que tudo quanto foi feito mesmo pelos caracteres relevantes da Bíblia foi segundo a vontade de Deus. E certamente não devemos por de lado os claros mandamentos de Deus porque alguns se conduziram incoerentemente com esses mandamentos. Ademais, o que Deus permitiu na dispensação do  Velho Testamento não é paradigma pelo qual se determine Sua vontade para a dispensação do Novo Testamento. Ele permitiu a poligamia, então a regulou prescrevendo por meio de Moisés a necessidade de um divórcio escrito; mas, finalmente, em o Novo Testamento, houve um retorno ao significado e ao espírito do casamento qual permite o divórcio só por fornicação (Mat. 19:3-9). </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Assim é com referência ao logar das mulheres. Reverte o Novo Testamento à ordem original, a despeito do que Deus permitiu na dispensação do Velho Testamento. E as proibições notadas aplicam-se à igreja. Certamente, então, nada permitido fora da igreja pode anulá-las. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"> (2). Ana</span></em></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">            </span></em><span style="font-size: 12pt">Vide Lucas 2:36-38. Não há prova que Ana fez um discurso e daí não há prova que ela violou 1 Tim. 2:12. Ela não estava na igreja e daí não violou 1 Cor. 14:34. É evidente que ela apenas falou sem programa aos que ela viu em redor do templo. Isto não é violação da Escritura, como veremos mais claramente depois. Ademais, são os mandamentos de Deus e não a conduta de Ana, ou a de quaisquer outras pessoas, que revelam a vontade de Deus. A conduta de Ana não pode ser tomada por critério mais do que a de Débora, ou outros caracteres falíveis. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"> (3). As mulheres que ajudaram a Jesus e a Paulo</span></em></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">            </span></em><span style="font-size: 12pt">Vide Lucas 8:2,3; Rom. 16:1,2; Fil. 4:3. A senhora M. B. Woodwoeth – Etter diz: “Paulo trabalhou com as mulheres no Evangelho mais do que qualquer dos apóstolos; Priscila e Febe viajaram com Paulo pregando e edificando as igrejas” (Atos 18:2-18-26; Rom. 16). </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            “Ele e Febe tinham estado sustentando reavivamento juntos; agora ela é chamada à cidade de Roma; Paulo não pode ir com ela, mas ele está muito cuidadoso de sua reputação e ela é tratada com respeito; ele escreve uma carta de recomendação: “Eu vos recomendo Febe, nossa irmã, que é uma serva da igreja (que significa um ministro da igreja) em Cencréia, que a recebais no Senhor como convém a santos e que a ajudeis em qualquer negócio em que ela precise de vós, porque ela tem sido uma socorredora de muitos e de mim também.” </span><span style="font-size: 12pt" lang="EN-US">(Rom. 16:1). (Signs and Wonders, pág. 211). </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt" lang="EN-US">            </span><span style="font-size: 12pt">Isto é um belo exemplo de aumentar e de deslumbrante caricatura da Escritura pelos que invocam o exemplo das mulheres supra mencionadas como um argumento contra as proibições que Paulo pronunciou contra mulheres. Não há a mais leve alusão a qualquer dessas mulheres terem pregado ou feito qualquer coisa mais inconsistente com as proibições de Paulo. No caso das mulheres associadas a Cristo está plenamente afirmado que elas “O serviam com a sua fazenda.” Febe e as outras mulheres, provavelmente, que laboraram com Paulo, fizeram o mesmo a Paulo. Algumas delas podem ter feito trabalho pessoal também. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"> (4). As mulheres que foram enviadas do túmulo de Jesus com uma mensagem para os apóstolos</p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">            </span></em><span style="font-size: 12pt">Mat. 28:1-10; Marc. 16:1-11; Luc. 24:1-9; João 20:1-18. Estas mulheres foram enviadas num recado ocasional; não foram comissionadas a fazer um discurso. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"> (5). As mulheres da igreja em Jerusalém no Pentecostes.</p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">            </span></em><span style="font-size: 12pt">Atos 2. Nenhuma mulher discursou no dia de Pentecostes, tanto quanto o arquivo alcança. Pedro foi o único que fez um discurso público naquele dia. Qualquer fala feita pelas mulheres que eram membros da igreja e se encheram do Espírito foi quando passaram rodeando entre o povo, o mesmo testemunho espontâneo que Ana deu. O Espírito nunca levou mulheres a violarem Suas próprias proibições faladas por meio de Paulo, porquanto Ele não se contradiz a si mesmo. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"> (6). A mulher samaritana.</p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3">            <span style="font-style: normal">João 4:16. A única coisa que Jesus mandou esta mulher fazer foi ir chamar seu marido. O que mais fez foi por sua própria vontade e sem autoridade divina necessária. Todavia não há indicação que ela fez mais do que falar à vontade aqueles que ela encontrou. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"> (7). As filhas de Filipe</p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3">            <span style="font-style: normal">Vide Atos 21:9. Não há lembranças de as filhas de Filipe alguma vez terem violado a letra ou o espírito das proibições que temos notado. Assim o oponente nada tem em que basear o seu argumento. O fato que foram profetisas de nenhum modo prova que discursaram publicamente ou que nalgum tempo usurparam autoridade sobre o homem. De fato, enquanto Paulo estava na casa de Filipe, Deus mandou um profeta pelo caminho todo de Jerusalém entregar-lhe uma mensagem. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"> (8). Profetisas nos últimos dias</p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3">            <span style="font-style: normal">Vide Atos 2:18. O fato de as filhas de Filipe terem sido profetisas e nunca, contudo, dirigirem um discurso público ou usurpado autoridade sobre homens mostra que esta passagem não precisa ser tomada como indicando qualquer coisa nas mulheres mais do que seu testemunho privado. O ônus da prova está sobre o oponente e ele nada tem a oferecer como prova. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"> (9). Priscila e Áquila</p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3">            <span style="font-style: normal">Vide Atos 18:26. Priscila fez o que aqui está indicado no recesso do seu próprio lar e em conjunto com seu marido. A Bíblia nada diz contra o testemunho privado de mulheres. Elas podem mostrar aos perdidos o caminho da salvação, ou podem testemunhar a verdade privadamente mesmo a homens. E por certo, quando a esposa faz isto em conjunto com seu  marido, ela não está se arredando do seu logar escrituristico. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"> (10). As mulheres profetisas em Corinto.</p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3">            <span style="font-style: normal">Vide 1 Cor. 11:5,16. As mulheres em Corinto estavam cometendo duas ofensas. Não só estavam falando na igreja, mas o estavam fazendo com a cabeça descoberta. Paulo, no capítulo referido há pouco, corrigiu a última. No capítulo décimo quarto ele corrige a primeira. Para uma semelhante aproximação à participação das festas idolátricas, vide 1 Cor. 8:10 e 10:14-21. Na primeira passagem Paulo simplesmente diz que os santos em Corinto eram para ser cuidadosos sob pena de, participando de festividades idolátricas, ofenderem aqueles que não podiam ver que um ídolo nada era. Mas na última passagem condena comer das festas idolátricas como uma coisa totalmente fora de logar para o cristão. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">2. QUE GAL. 3:28 PROVA QUE NÃO HÁ DISTINÇÃO ENTRE A ESFERA DE HOMENS E A DE MULHERES</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">            Exibe muito pobre juízo dos advogados da fala pública das mulheres perante audiências mistas invocar Paulo contra si mesmo. Se a passagem sob consideração ensina completa igualdade e identidade de esfera sexual, então também ensina igualdade racial, e o casamento misto das raças brancas e pretas está justificado. A passagem ensina nada mais que todos estão igualmente salvos e que todos tem o mesmo parentesco gracioso com Cristo. “Raça e sexo tem seus respectivos dons a serem dedicados e usados. O trabalho e a vocação dos sexos continuam diferentes, conquanto em Cristo não há nem macho nem fêmea.” </span><span style="font-style: normal" lang="EN-US">(Ministry of Women). </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">3. QUE A PROIBIÇÃO DE PAULO EM 1 COR. 14:34 FOI APENAS CONTRA PROSA OCIOSA.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">            Esta noção é inteiramente sem fundamento. A palavra grega “falar” é comum a qualquer espécie de fala. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">4. QUE ESTA PROIBIÇÃO VEDOU FAZER PERGUNTAS EM PÚBLICO QUE CAUSARIAM DISSENSÃO</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">            Mas a proibição de as mulheres fazerem perguntas é só secundária à proibição contra qualquer falar na igreja.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">5. QUE ESTA PROIBIÇÃO SÓ SE REFERE ÀS REUNIÕES DE NEGÓCIO NA IGREJA.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">            Não foi uma reunião de negócios que Paulo estava escrevendo senão uma reunião semelhante à que nós chamaríamos “reunião de testemunho.” </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">6. QUE, DESDE QUE SE DIZ À MULHER PARA PERGUNTAR A SEU MARIDO EM CASA SOBRE ASSUNTOS QUE ELA NÃO ENTENDE, ISTO SE APLICA SÓ AS MULHERES CASADAS</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">            Seria de fato esquisito Paulo proibir à mulher casada falar enquanto o consentisse à solteira faze-lo, desde que as casadas são comumente mais velhas e mais judiciosas que as solteiras. Nesta passagem Paulo dá suas instruções para cobrir circunstancias normais, não sentindo ser necessário prover para exceções. Uma mulher solteira pode facilmente achar algum homem a quem ela pode perguntar a respeito de coisas que ela não entende. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">7. QUE AS INSTRUÇÕES DE PAULO AOS CORINTIOS APLICARAM-SE SOMENTE À IGREJA DE CORINTO.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">            Mas Paulo disse (R. V.): “Como em todas as igrejas dos santos, guardem vossas mulheres em silêncio nas igrejas” (1 Cor. 14:34). Parece que foi só em Corinto que as mulheres estavam saindo do seu logar. Na passagem supra Paulo instruiu a igreja em Corinto a manter a mesma ordem quanto às mulheres no culto público que era mantida em todas as outras igrejas. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">8. QUE AS PROIBIÇÕES CONTRA MULHERES NO CULTO PÚBLICO APLICAVAM-SE SOMENTE À ERA APOSTÓLICA.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">            Oponentes dizem que era concepção comum então que as mulheres que apareciam em público sem véu e exerciam qualquer função pública eram de caráter baixo; que foi por essa razão que o apóstolo mandou mulheres estarem quietas e usarem véus. Assim as proibições se tomam à mesma luz com a exortação de Paulo para se absterem de comer carne oferecida a ídolos; isto é, para evitar ofender a outros. Ou, como diz A. T. Robertson: “Muitos cristãos modernos sentem que havia condições especiais em Éfeso como em Corinto que reclamavam regularizações estritas das mulheres que agora não se aplicam sempre.” </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">            Mas tais noções estão claramente desaprovadas pelo fato que Paulo dá seu mandamento para o silêncio de mulheres como um mandamento do Senhor. Ele não diz que isto em referência à abstinência de carne oferecida a ídolos. Então Paulo fundamenta a proibição contra o ensino de mulheres sobre a prioridade do homem na criação e a decepção da mulher na queda. Assim ele mostra que esta proibição esta fundada na própria natureza das coisas e portanto é permanente.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">IV. COISAS QUE MULHERES DEVERIAM FAZER</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">            Havendo reparado o que às mulheres se proíbe fazerem, veremos agora o que elas podem e deveriam fazer. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">1. ELAS DEVERIAM FREQUENTAR O CULTO PÚBLICO</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">            É isto o dever de todo o povo salvo. As mulheres deveriam atender ao culto público para aprenderem e receberem tais bênçãos espirituais que venham do culto. A alma de toda a pessoa salva carece da influencia curativa, purificadora e elevante do culto público. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">2. ELAS DEVERIAM PARTICIPAR DO CULTO PELA ORAÇÃO SILÊNCIOSA E POR ASSOCIAREM-SE, SE POSSIVEL, NO CANTO CONGREGACIONAL</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">            Estes também são deveres gerais, tanto como privilégios. Alguns diriam que, se a mulher não se permite falar na igreja, então também cantar. Mas devemos interpretar Paulo pelas intenções manifestas no contexto. Ele não estava discutindo o cântico, mas falar. E quando o cântico envolve a fala: contudo, tecnicamente, cantar não é falar.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">3. ELAS DEVERIAM DAR DOS SEUS MEIOS</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">            Isto, como culto, oração silenciosa, cântico congregacional, é dever e privilégio gerais e pertence tanto a mulheres como a homens. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">4. ELAS SÃO PARA RECONHECEREM O LAR COMO SUA PRINCIPAL ESFÉRA DE ATIVIDADE</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">            Tito 2:5. É aqui que a mulher deve achar seu trabalho principal, não só em cuidar de sua própria família, mas em hospedar a outros. (1 Tim. 5:9,10). É aqui e aqui só que ela pode ganhar a recompensa de profeta por hospedar profetas (Mat. 10:41). </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">5. AS MULHERES MAIS VELHAS SÃO MANDADAS QUE ENSINEM AS MAIS MOÇAS</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText3"><span style="font-style: normal">            Tito 2:3-5. Elas são especialmente incumbidas de ensinar as jovens deveres caseiros práticos, mas esta Escritura não limita o seu ensino a isto: elas são para ser “mestras de boas coisas” (v. 3) e a razão  do seu ensino, “que a Palavra de Deus não seja blasfemada”, abre um campo considerável de instrução. Nada achamos na Escritura contra o ensino de mulheres e crianças só por mulheres em qualquer tempo e em qualquer logar. A Escritura não diz que o seu ensino é para ser feito somente no lar, nem diz que elas devem ensinar só uma cada vez. Ensinar privadamente não quer dizer, necessariamente, ensinar só uma cada vez. Vide Lucas 10:23. </span></p>
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		<title>O estado atual dos mortos.</title>
		<link>http://www.caminhocristao.com/2007/06/o-estado-atual-dos-mortos-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Jun 2007 05:17:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[estudos]]></category>
		<category><![CDATA[teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[    Que os homens não entram no estado final quando morrem bastante evidentes é para que se requeira provar minuciosa. As ressurreições, que ainda são futuras, provam um estado intermediário para os mortos atuais. A coisa com que estamos especialmente preocupados é a natureza do estado intermediário, matéria esta para a qual nos dirigimos agora. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>    Que os homens não entram no estado final quando morrem bastante evidentes é para que se requeira provar minuciosa. As ressurreições, que ainda são futuras, provam um estado intermediário para os mortos atuais. A coisa com que estamos especialmente preocupados é a natureza do estado intermediário, matéria esta para a qual nos dirigimos agora. <span id="more-275"></span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Os adventistas do sétimo dia, russelitas e alguns outros ensinam o que é conhecido comumente por “sono dalma”.  Mas a substância real deste falso ensino é que dos mortos não é inexistente entre a morte e a ressurreição. Isto é logicamente verdadeiro desta teoria e é assim admitido pelos adventistas, pelo menos. É logicamente verdadeiro, porque um espírito dormente (se tal fosse possível)  seria um espírito inexistente. A idéia de o espírito estar vivo e estar incônscio quando livre do corpo é o limite do absurdo. É que este ensino vale pela inexistência do espírito mostrado está nas seguintes palavras de “Signs of the Times”, uma revista dos adventistas do sétimo dia (edição de 15 de dezembro de 1931): “Seguramente nenhuma expressão mais vigorosa podia ser possivelmente usada para mostrar a completa cessação da existência do que esta, &#8211; Na morte “eu não serei” (Comentário de Jó 7:21, por Carlyle B. Haines, um dos seus escritores notáveis)”. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">I. OS MORTOS NÃO SÃO INEXISTENTES</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Contra esta teoria afirmamos e nos comprometemos provar pelas Escrituras que o espírito do homem não cessa de existir na morte. Pelo termo “espírito” queremos dizer a natureza imaterial do homem no seu parentesco mais elevado. Empregamos o termo “espírito” de preferência ao termo “alma” porque cremos que espírito melhor expressa a parte imaterial do homem em distinção da vida corporal. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            “A parte imaterial do homem encarada como uma vida individual e cônscia, capaz de possuir e animar um organismo físico é chamada <em>psuche</em> (alma); como um agente racional e moral, suscetível de influência e moradia divinas, esta mesma parte imaterial chama-se <em>pneuma </em>(espírito)” (A. H. Strong). O espírito é a natureza imaterial do homem olhando na direção de Deus. “O espírito é a parte mais elevada, mais profunda e nobre do homem. Por ele está o homem ajustado para compreender coisas eternas e é, em suma, a casa que residem à fé e a Palavra de Deus. A &#8230; alma é este espírito, segundo a natureza, mas com tudo outra espécie de atividade, nomeadamente, nisto, que ela anima o corpo e opera por meio dele” (Lutero). “A alma é o espírito modificado pela união com o corpo” (Hovey). </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Algumas vezes as palavras para espírito, tanto no hebreu como no grego, denotam vento ou fôlego, mas que nem sempre são assim está evidenciado em Mat. 26:41; Lucas 23:46; Atos 7:59; 1 Cor. 2:11; 5:5; 7:34; 14:14 e 1 Tess. 5:23. Estudem os interessados estas passagens e substituam espírito por fôlego e vejam que sorte de sentido se forma. Então sabemos que espírito pode significar mais que fôlego, porque “Deus é espírito” (João 4:24). </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">1. A</span><span style="font-size: 12pt"> MORTE FÍSICA NÃO ACARRETA A INEXISTÊNCIA DO ESPÍRITO DO HOMEM, PORQUE O ESPÍRITO NÃO ESTÁ SUJEITO À MORTE FÍSICA.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Temos a prova disto em Mat. 10:28. Se o homem não pode matar o espírito, então a morte física não tem poder para dar cabo da existência do espírito. O homem pode matar qualquer coisa que esteja sujeita à morte física. Na morte física o corpo cessa de funcionar e começa a desintegrar-se, o homem cessa de ser uma “alma vivente” no sentido distinto do vocábulo “alma”.  Ma o espírito não pode ser mata do e dele nunca se fala como cessar na morte. Em vez achamos Jesus, ao morrer, entregando o Seu espírito nas mãos de Deus e Estevão entregando o seu espírito nas mãos de Jesus (Lucas 23:46; Atos 7:59). A morte física é meramente a separação do espírito do corpo. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">2. A</span><span style="font-size: 12pt"> REPRESENTAÇÃO DA MORTE COMO UM SONO NÃO ENSINA QUE O ESPÍRITO DORME E QUE É, PORTANTO, INEXISTENTE.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            O sono é puramente um fenômeno físico. A  morte é sono só por analogia, não atualmente. E a analogia está na aparência do corpo, não no estado quer do corpo quer do espírito. No sono o espírito ainda está unido com o corpo e, portanto, condicionado por ele. Mas, na morte, como todos são forçados a admitir, espírito e corpo estão separados e o espírito separado do corpo não está mais condicionado pelo corpo. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Estevão dormiu (Atos 7:59), mas o seu espírito não cessou de existir, porque Estevão o encomendou nas mãos de Jesus e um espírito inexistente não podia ser encomendado nas mãos de ninguém. Paulo descreveu a morte como um sono (1 Cor. 15:6; 1 Tess. 4:14), mas não ensinou a inexistência dos mortos. Paulo considerou a morte, não como uma cessação da existência, mas como uma partida para estar com Cristo (Fil. 1:23). Estando ausente do corpo, Paulo quis dizer, não inexistente, mas presente com o Senhor (2 Cor. 5:6). Aquilo que é inexistente não pode estar presente em logar algum ou com pessoa alguma. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">3. A</span><span style="font-size: 12pt"> REFERÊNCIA AOS ÍMPIOS  MORTOS COMO “ESPÍRITO EM PRISÃO” MOSTRA QUE OS MORTOS NÃO SÃO INEXISTENTES (1 PED. 3:20).</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Um espírito inexistente é uma não entidade e uma não entidade não pode estar em qualquer logar, porque ser é existir. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">4. MOISÉS NÃO CESSOU DE EXISTIR QUANDO ELE MORREU, PORQUE SÉCULOS DEPOIS ELE APARECEU COM Cristo NO MONTE DA TRABSFIGURAÇÃO (MAT. 17:3)</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Dirão alguns que Moisés foi ressuscitado imediatamente depois do enterro? Se sim, por eles está esperando uma refutação em 1 Cor. 15:20. Sendo Cristo as primícias dos mortos proíbe a teoria de Moisés ter sido ressuscitado logo depois do seu enterro. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">5. OS HABITANTES DE SODOMA E GOMORRA NÃO CESSARAM DE EXISTIR QUANDO MORRERAM (JUDAS 7). </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Judas os descreve nos tempos do Novo Testamento como “sofrendo a vingança do fogo eterno”.  A palavra sofrendo nesta passagem é um particípio presente, que expressa ação durativa progressiva. E que isto não é um presente histórico está mostrado pelo tempo presente do verbo “são postos.” </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">6. O RICO E O LÁZARO NÃO CESSARAM DE EXISTIR QUANDO MORRERAM (LUCAS 16:19-31).</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Isto não é uma parábola, mas pouco importa que fosse. O Filho de Deus não recorreu a desvirtuamentos mesmo em parábolas. Todas as Suas parábolas são verdadeiras a fatos. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">7. CRISTO E O LADRÃO PENITENTE NÃO CESSARAM DE EXISTIR QUANDO MORRERAM.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Cristo não estava dependendo do corpo para a vida, porque Ele viveu antes que tivesse um corpo (João 1:1, 2, 14). E, na cruz, Cristo asseverou que Ele e o ladrão estariam naquele dia juntos no paraíso. Espírito inexistente não podiam estar em logar algum, muito menos juntos. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">8. OS ESPÍRITOS QUE JÃO VIU DEBAIXO DO ALTAR NÃO TINHAM CESSADO DE EXISTIR (APOC. 6:9).</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">9. A</span><span style="font-size: 12pt"> RESSURREIÇÃO PROVA QUE OS MORTOS AGORA NÃO ESTÃO INEXISTENTES.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Se fosse inexistente, então seria necessário haver uma recriação em vez de uma ressurreição. E isto destruiria totalmente a base de recompensas, porque os que surgissem da sepultura seriam indivíduos diferentes daqueles que trabalham obras aqui neste mundo. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">10. O FATO DE OS MORTOS BEM AVENTURADOS NÃO TEREM ATINGIDO O SEU MAIS ALTO ESTADO DE BEATITUDE, E DEVEM AINDA PASSAR PELA RESSURREIÇÃO, NÃO PROVA QUE ELES SEJAM AGORA INEXISTENTES.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            “Aquela bem aventurada esperança” (Tito 2:13; 1 João 3:2,3) é a união do espírito com o corpo glorificado. Somente isto trará  a satisfação completa da aspiração do crente (Sal. 17:15). Mas Deus escolheu adiar a realização desta esperança até um tempo por vir. E enquanto o estado desencarnado não é o ideal, todavia é melhor do que continuar na carne (Fil. 1:23); e os eu estão neste estado estão presentes com o Senhor (2 Cor. 5:8). </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">11. O FATO QUE OS ÍMPIOS FALECIDOS AINDA ESTÃO PARA SER JULGADOS E LANÇADOS NO LAGO DE FOGO NÃO PROVA QUE ELES AGORA SEJAM INEXISTENTES.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Aprouve a Deus confirmar os espíritos dos ímpios falecidos em prisão (Isa. 24:22; 1 Ped. 3:19), finalmente trazê-los e destiná-los juntos ao lago de fogo (Apoc. 20:11-15); mas que os ímpios falecidos já estão em tormento cônscio de fogo mostramo-lo previamente (Lucas 16:19-31; Judas 7). A miséria final dos ímpios, como a felicidade dos justos, espera a ressurreição do corpo, em cujo tempo os ímpios serão lançados, tanto corpo como alma, no inferno (Mat. 10:28). </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText2"><span style="font-size: 12pt">12. O FATO DE A VIDA ETERNA SER RECEBIDA PELA FÉ NÃO PROVA QUE OS QUE A NÃO POSSUEM NÃO TEM EXISTÊNCIA ETERNA.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            A vida eterna nas escrituras quer dizer mais do que existência eterna. Está em contraste com morte espiritual (João 5:24; Efe. 2:1; Col. 2:13; 1 João 3:14). A morte espiritual é escravidão íntima num estado de pecado e separação de Deus, no qual alguém está privado de vida espiritual divina, conquanto possua vida do espírito humano. A vida eterna é liberdade e comunhão com Deus . “A morte espiritual faz alguém sujeito à segunda morte, a qual é uma continuação da morte espiritual numa outra existência sem tempo” (E. G. Robinson). E vida eterna é isenção da segunda morte. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">13. A</span><span style="font-size: 12pt"> REPRESENTAÇÃO DA IMORTALIDADE COMO ALGO A SER ALCANÇADO NÃO PROVA QUE OS QUE NÃO A ALCANÇARAM NÃO TEM EXISTÊNCIA ETERNA</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            Rom. 2:7 e 1 Cor. 15:53 tem referência ao corpo. O corpo se descreve como sendo mortal, mas o espírito nunca. Revestir-se de imortalidade no sentido da Escritura supra é receber um corpo imortal e, portanto, passar aquele estado no qual não podemos mais ser afetado pela morte. Este se revestir de imortalidade é a junção de um corpo imortal com um espírito imortal. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">14. A</span><span style="font-size: 12pt"> IMPUTAÇÃO DE IMORTALIDADE SÓ A DEUS (1 TIM. 6:16) NÃO QUER DIZER QUE OUTROS NÃO POSSUEM EXISTENCIA ETERNA.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            A passagem acima quer dizer que só Deus é totalmente imortal em todas as partes do Seu Ser e não afetado pela morte, que só Ele possui imortalidade inderivada e independente. Ao passo que o homem é imortal quanto a uma só parte de sua natureza, sua imortalidade, tanto do espírito como do corpo, deriva-se de Deus. O caso de Elias é uma resposta suficiente ao argumento de “dormentes dalma” sobre esta passagem. Elias cessou de existir em qualquer tempo? Se não, ele tinha existência imortal. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">15. OS ENUNCIADOS DE JESUS EM JOÃO 3:13 E 13:33 NÃO ENSINAM QUE OS JUSTOS FALECIDOS SÃO INEXISTÊNTES.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt">            A escritura deve ser interpretada à luz da Escritura. Portanto, a primeira passagem supra não pode ser tomada com absoluta literalidade. Porque em 2 Reis 2:2,11 assevera-se duas vezes que Elias foi recebido no céu. O sentido da afirmação de Cristo aqui, então, não pode ser mais do que ter Jesus só ascendido ao céu e voltado para revelar os mistérios a Ele comunicados lá. A segunda passagem é explicada pelo verso 36. Cristo quis dizer, meramente, que, entrementes, aqueles a quem Ele estava falando não podiam seguir; não que eles nunca O seguiriam, porque nesse caso eles nunca podiam ir ao céu. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">16. O ENUNCIADO DE PEDRO EM ATOS 2:34 NÃO QUER DIZER QUE DAVI ERA INEXISTÊNTE.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            Este enunciado sobre Davi está elucidado pelo de Cristo a Maria Madalena a respeito de Si mesmo (João 20:17). Cristo disse: “Ainda não subi a meu Pai”.  Mas o espírito de Cristo ascendera ao Pai (Lucas 23:43,46; Apoc. 2:7; 22:1,2). O significado então do enunciado de Pedro a respeito de Davi e o Cristo sobre Si mesmo é que eles não tinham ascendido em corpo. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">17. AS ESCRITURAS DO VELHO TESTAMENTO NÃO PROVAM A INEXISTÊNCIA DOS MORTOS.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            A Escritura deve ser explicado pela Escritura. As revelações  incompletas e indistintas do Velho Testamento devem ser explicadas pelas revelações mais amplas e mais claras do Novo Testamento. E à luz destas últimas algumas afirmações no Velho Testamento concernentes ao estado dos mortos podem ser tomadas somente como a linguagem de aparência. Escritores do Velho Testamento, não tendo uma revelação clara concernente ao estado dos mortos, muitas vezes falaram dos mortos do ponto de vista desta vida. É neste sentido que devemos entender passagens tais como Jó 3:11-19; 7:21,22; Sal. 6:5; 88:11,12; 115:17; Ecles. 3:19,20; 9:10; Isa. 38:18. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">II. OS JUSTOS FALECIDOS ESTÃO COM O SENHOR</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            Já aludimos ao estado tanto dos justos como dos ímpios falecidos. Mas, por causa da clareza, restabelecemos o ensino da Escritura sobre este assunto. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            Os justos falecidos estão com o Senhor. Isto está provado pelas seguintes passagens: </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            “Enquanto estamos no corpo ausente do Senhor&#8230; porém temos confiança e desejamos muito deixar este corpo e habitar com o Senhor” (2 Cor. 5:6-8). Assim, para os justos, estar ausente do corpo, isto é, estar naquele estado ocasionado pela morte é estar na presença do Senhor. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            “Estou apertado entre os dois, desejando partir e estar com Cristo” (Fil. 1:23). Paulo não podia decidir se ele preferia permanecer na carne, isto é, continuar a viver aqui  na terra, ou morrer para estar com Cristo. Assim, para os justos, uma partida desta vida é uma entrada à presença de Cristo. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            O ladrão arrependido moribundo ouviu de Jesus: “Hoje estarás comigo no paraíso”.  O paraíso é o terceiro céu dos judeus, o logar do trono de Deus (2 Cor. 12:2,4). Mais prova disto encontra-se no fato de a árvore da vida estar no paraíso (Apoc. 2:7), e perto do trono de Deus (Apoc. 22:1,2). </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            Pode ser, como crêem alguns, que, até a morte de Cristo, os justos não foram à presença de Deus senão a um logar intermediário de felicidade. Conquanto isso possa ser, as passagens supra mostram que os justos agora vão imediatamente à presença do Senhor através da morte. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">III. OS FALECIDOS ÍMPIOS ESTÃO EM TORMENTO CÔNSCIO E ARDENTE</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            Está isto mostrado na história do rico e Lázaro (Lucas 16:19-31). Respondem alguns que isto é somente uma parábola. Mas não há, sequer, um indício que o seja. E o fato se estar nomeado o nome de uma pessoa envolvida é incoerente com todas as outras parábolas. Mas suponde que é uma parábola, Cristo torceu fatos nas Suas parábolas? Que propósito podia Ele ter tido em assim fazer? Uma caricatura de fatos na passagem em foco não ensina um erro? Os que buscam fugir a isto com fundamento que é uma parábola mostram o desespero de sua teoria com uma semelhante miserável escapatória. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            Este fato também está patente, como já o frisamos, nas palavras de Judas no verso 7 de sua epístola a respeito dos habitantes de Sodoma e Gomorra. Ele os descreve como “sofrendo (tempo presente) a vingança do fogo eterno”.  </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            O lugar onde os ímpios estão confinados é chamado uma prisão (1 Ped. 3:19). São criminosos condenados esperando na prisão até ao tempo de serem colocados na eterna penitenciária de Deus, o lago de fogo (Apoc. 20:15). Isto é para ter logar no juízo do grande trono branco, tempo em que tanto o corpo como as almas dos ímpios serão lançados no fogo (Mat. 10:28). </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">IV. NENHUMA PROVAÇÃO DEPOIS DA MORTE</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            A noção que há provação depois da morte toma duas formas. Contém-se a primeira em: </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">1. O ENSINO CATÓLICO SOBRE O PURGATÓRIO.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            “A Igreja Católica ensina a existência do Purgatório, onde aqueles que morrem com leves pecados nas suas almas, ou que não satisfazem a punição temporal devida aos seus pecados estão detidos até que se purifiquem suficientemente para entrar no céu” (<em>O que a Bíblia protestante  ensina sobre a Igreja Católica, </em>Patterson). </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            As passagens dadas para substanciarem este ensino são: Mat. 5:26; 12:32; 1 Cor. 3:13-15; Apoc. 21:27; 1 Ped. 3:19. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            Antes de abreviadamente cometer estas passagens, oportuno é observar a justificação e salvação totalmente de graça por meio da fé em Cristo. Vimos que Deus não cobra pecados ao crente (Rom. 4:8; 8:33). O crente foi eternamente quitado de todo pecado. Mais ainda, Heb. 9:27 implica claramente que não é possível nenhuma mudança entre a morte e o juízo. Estas passagens, para não mencionar muitas outras, mostram que o Purgatório é uma invenção humana. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            Quanto às passagens empregadas para substanciarem a doutrina do Purgatório: Mat. 5:26 é para ser manifestamente considerada como se referindo à prisão romana. Mat. 12:32 faz simplesmente “uma declaração forte e expandida” que a blasfêmia contra o Espírito Santo não será jamais perdoada. Achar aqui a insinuação em que alguns pecados possam ser perdoados no porvir é fundar uma doutrina de longo alcance sobre uma inferência incerta. Semelhante doutrina, se verdadeira, acharia certamente afirmação mais clara do que a que esta passagem proporciona. Em 1 Cor. 3:13-15 temos apenas uma forte alusão ao teste das obras humanas nos dias de Cristo. Não há aqui nenhuma purificação ou purgamento, como os católicos supõem ocorrer no Purgatório, mas somente um desejo de obras inaceitáveis. Apoc. 21:27 declara somente que os ímpios não podem entrar em a Nova Jerusalém. O espírito e o corpo glorificado do crente não tem pecado. O espírito se purifica de todo pecado na regeneração. A última passagem (1 Ped. 3:19) será estudada no próximo título. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            A segunda forma desta noção de provação depois da morte jaz principalmente em: </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">2. A</span><span style="font-size: 12pt"> CRENÇA QUE CRISTO PREGOU AOS ÍMPIOS FALECIDOS.</span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            Baseia-se a crença em 1 Ped. 3:19,20. Esta forma da noção de provação depois da morte é diferente do ensino católico do purgatório, em que ela inclui somente incrédulos, ao passo que o ensino católico inclui somente <em>crentes</em>, como tendo provação. Segundo esta forma da doutrina de provação depois da morte, os incrédulos terão a oportunidade de se arrependerem e serem salvos depois da morte. Isto está discutido em extenso em <em>What Happens After</em><em> Death!(O Que Acontece Depois da Morte!) </em>por William Striker, publicado pela Sociedade de Tratados Americana. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            Deve ser admitido que as traduções comuns de 1 Ped. 3:19,20, emprestam encorajamento a esta crença; mas, mesmo nisso, estranho é que Jesus tivesse pregado somente aos que foram desobedientes durante os dias de Noé, ou que, se a todos foi pregado, apenas oito almas fossem mencionadas. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            E  não pode insistir-se sobre o verbo “foi” como indicando que Jesus veio em contato pessoal com os espíritos em prisão. “Grande peso se tem dado a esta palavra em sustento da idéia que Cristo foi em prisão a prisão dos perdidos; mas a palavra não implica necessariamente locomoção pessoal” (N. M. Williams, Comment. <em>In loco</em>). Acham-se em Gen. 11:5-7 e Efe. 2:17 casos de uma palavra igual em que não se indica locomoção pessoal. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            Mas, ainda mais, não é em absoluto necessário traduzir o verso 20 como nas traduções comuns. A idéia de desobediência nesta passagem expressa-se em grego por um particípio aoristo sem o artigo, <em>apiethesasi</em>; e, enquanto é verdade que o particípio sem o artigo pode ser traduzido <em>atributivamente, </em>isto é, como livremente equivalente a uma <em>clausula relativa, </em>contudo, isto é a exceção mais que a regra. A regra é que o particípio sem o artigo é empregado <em>predicativamente</em>, exigindo uma <em>clausula temporal </em>para a sua tradução. Segundo a regra, então, a primeira clausula do v. 20 devera ser traduzida <em>“quando primeiramente foram desobedientes”,  </em>indicando que a pregação ocorreu (pelo espírito de Cristo operando por Noé) no tempo da desobediência e não dois mil anos depois. </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            Pode ser perguntado porque a versão do Rei Tiago, a Revista e as versões da União Bíblia, todas traduzem esta construção com uma clausula relativa. Respondemos que isto, evidentemente, é por causa da influência da Vulgata e a parcialidade teológica da cristandade que tem favorecido a noção de provação depois da morte. Mas o Novo Testamento está em toda parte oposto à idéia de provação depois da morte, sem a qual esta suposta pregação aos ímpios falecidos foi inútil. Tal probação não é precisa para vindicar a justiça de Deus, porque mesmo os pagãos sem o evangelho estão “sem desculpa” (Rom. 1:20). </span></p>
<p style="margin-bottom: 6pt" class="MsoBodyText"><span style="font-size: 12pt">            1 Pedro 4:6 , que é outra passagem empregada para ensinar a provação depois da morte, significa que o Evangelho foi pregado aos mortos enquanto estiveram vivos. </span></p>
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		<title>Cura Divina.</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2007 14:09:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
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		<category><![CDATA[teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Mt 8.16,17 “E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele, com a sua palavra, expulsou deles os espíritos e curou a todos os que estavam enfermos, para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças.” A Provisão Redentora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">Mt 8.16,17 “E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele, com a sua palavra, expulsou deles os espíritos e curou a todos os que estavam enfermos, para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças.”<span id="more-238"></span></span></p>
<p style="margin: 5pt 0cm; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial"></span></p>
<p><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">A Provisão Redentora de Deus</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">1. O problema das enfermidades e das doenças está fortemente vinculado ao problema do pecado e da morte, i.e., às conseqüências da queda. Enquanto a ciência médica considera as causas das enfermidades e das doenças em termos psicológicos ou psicossomáticos, a Bíblia apresenta as causas espirituais como sendo o problema subjacente ou fundamental desses males. Essas causas são de dois tipos: (a) O pecado, que afetou a constituição física e espiritual do homem (Jo 5.5,14), e (b) Satanás (At 10.38; cf.Mc 9.17, 20.25; Lc 13.11; At 19.11,12).</span><metricconverter ProductID="2. A" w:st="on"><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">2. A</span></metricconverter><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial"> provisão de Deus através da redenção é tão abrangente quanto às conseqüências da queda. Para o pecado, Deus provê o perdão; para a morte, Deus provê a vida eterna, e a vida ressurreta; e para a enfermidade, Deus provê a cura (cf. Sl 103.1-5; Lc 4.18; 5.17-26; Tg 5.14,15). Daí, durante a sua vida terrestre, Jesus ter tido um tríplice ministério: ensinar a Palavra de Deus, pregar o arrependimento (o problema do pecado) e as bênçãos do reino de Deus (a vida) e curar todo tipo de moléstia, doença e enfermidade entre o povo (4.23,24).</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">A Revelação da Vontade de Deus sobre a Cura</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">A vontade de Deus no tocante à cura divina é revelada de quatro maneiras principais nas Escrituras.</span><metricconverter ProductID="1. A" w:st="on"><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">1. A</span></metricconverter><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial"> declaração do próprio Deus. Em Êx 15.26 Deus prometeu saúde e cura ao seu povo, se este permanecesse fiel ao seu concerto e aos seus mandamentos. Sua declaração abrange dois aspectos: (a) “Nenhuma das enfermidades porei sobre ti [como julgamento], que pus sobre o Egito”; e (b) “Eu sou o SENHOR, que te sara [como Redentor]”. Deus continuou sendo o Médico dos médicos do seu povo, no decurso do AT, sempre que os seus sinceramente se dedicavam a buscar a sua face e obedecer à sua Palavra (cf. 2Rs 20.5; Sl 103.3).</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">2. O ministério de Jesus. Jesus, como o Filho encarnado de Deus, era a exata manifestação da natureza e do caráter de Deus (Hb 1.3; cf. Cl 1.15; 2.9). Jesus, no seu ministério terreno (4.23,24; 8.14-16; 9.35; 15.28; Mc 1.32-34,40,41; Lc 4.40; At 10.38), revelava a vontade de Deus na prática (Jo 6.38; 14.10), e demonstrou que está no coração, na natureza e no propósito de Deus curar todos os que estão enfermos e oprimidos pelo diabo.</span><metricconverter ProductID="3. A" w:st="on"><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">3. A</span></metricconverter><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial"> provisão da expiação de Cristo. (Is 53.4,5; Mt 8.16,17; 1Pe 2.24). A morte expiatória de Cristo foi um ato perfeito e suficiente para a redenção do ser humano total — espírito, alma e corpo. Assim como o pecado e a enfermidade são os gigantes gêmeos, destinados por Satanás para destruir o ser humano, assim também o perdão e a cura divina vêm juntos como bênçãos irmanadas, destinadas por Deus para nos redimir e nos dar saúde (cf. Sl 103.3; Tg 5.14-16). O crente deve prosseguir com humildade e fé e apropriar-se da plena provisão da expiação de Cristo, inclusive a cura do corpo.</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">4. O ministério contínuo da igreja. Jesus comissionou seus doze discípulos para curar os enfermos, como parte da sua proclamação do reino de Deus (Lc 9.1,2,6). Posteriormente, Ele comissionou setenta discípulos para fazerem a mesma coisa (Lc 10.1, 8,9, 19). Depois do dia de Pentecoste o ministério de cura divina que Jesus iniciara teve prosseguimento através da igreja primitiva como parte da sua pregação do evangelho (At 3.1-10; 4.30; 5.16; 8.7; 9.34; 14.8-10; 19.11,12; cf. Mc 16.18; 1Co 12.9,28,30; Tg 5.14-16). O NT registra três maneiras como o poder de Deus e a fé se manifestam através da igreja para curar: (a) a imposição de mãos (Mc 16.15-18; At 9.17); (b) a confissão de pecados conhecidos, seguida da unção do enfermo com óleo pelos presbíteros (Tg 5.14-16); e (c) os dons espirituais de curar concedidos à igreja (1Co 12.9). Note que são os presbíteros da igreja que devem cuidar desta “oração da fé”.</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">Impedimento à Cura</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">Às vezes há, na própria pessoa, impedimentos à cura divina, como: (1) pecado não confessado (Tg 5.16); (2) opressão ou domínio demoníaco (Lc 13.11-13); (3) medo ou ansiedade aguda (Pv 3.5-8; Fp 4.6,7); (4) insucessos no passado que debilitam a fé hoje (Mc 5.26; Jo 5.5-7); (5) o povo (Mc 10.48); (6) ensino antibíblico (Mc 3.1-5; 7.13); (7) negligência dos presbíteros no que concerne à oração da fé (Mc 11.22-24; Tg 5.14-16); (8) descuido da igreja em buscar e receber os dons de operação de milagres e de curas, segundo a provisão divina (At 4.29,30; 6.8; 8.5,6; 1Co 12.9,10,29-31; Hb 2.3,4); (9) incredulidade (Mc 6.3-6; 9.19, 23,24); e (10) irreverência com as coisas santas do Senhor (1Co 11.29,30). Casos há em que não está esclarecida a razão da persistência da doença física em crentes dedicados (Gl 4.13,14; 1Tm 5.23; 2Tm 4.20). Noutros casos, Deus resolve levar seus amados santos ao céu, durante uma enfermidade (cf. 2Rs 13.14,20).</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">O que devemos fazer quando em busca da Cura Divina</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">O que deve fazer o crente quando ora pela cura divina para si?</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">1. Ter a certeza de que está em plena comunhão com Deus e com o próximo (Mt 6.33; 1Co 11.27-30; Tg 5.16; ver Jo 15.7).</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">2. Buscar a presença de Jesus na sua vida, pois é Ele quem comunica ao coração do crente a necessária fé para a cura (Rm 12.3; 1Co 12.9; Fp 2.13; ver Mt 17.20).</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">3. Encher sua mente e coração da Palavra de Deus (Jo 15.7; Rm 10.17).</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">4. Se a cura não ocorre, continuar e permanecer nEle (Jo 15.1-7), examinando ao mesmo tempo sua vida, para ver que mudanças Deus quer efetuar na sua pessoa.</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">5. Pedir as orações dos presbíteros da igreja, bem como dos familiares e amigos (Tg 5.14-16).</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">6. Assistir a cultos em que há alguém com um autêntico e aprovado ministério de cura divina (cf. At 5.15,16; 8.5-7).</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">7. Ficar na expectativa de um milagre, i. e., confiar no poder de Cristo (7.8; 19.26).</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">8. Regozijar-se caso a cura ocorra na hora, e ao mesmo tempo manter-se alegre, se ela não ocorrer de imediato (Fp 4.4,11-13).</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">9. Saber que a demora de Deus em atender as orações não é uma recusa dEle às nossas petições. Às vezes, Deus tem em ente um propósito maior, que ao cumprir-se, resulta em sua maior glória (cf. Jo 9.13; 11.4, 14,15,45; 2Co 12.7-10) e em bem para nós (Rm 8.28).</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial">10. Reconhecer que, tratando-se de um crente dedicado, Deus nunca o abandonará, nem o esquecerá. Ele nos ama tanto que nos tem gravado na palma das suas mãos (Is 49.15,16).</p>
<p>A Bíblia reconhece o uso apropriado dos recursos médicos (9.12; Lc 10.34; Cl 4.14).</span></p>
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		<title>Galardões Celestiais</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Feb 2007 16:44:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[estudos diversos]]></category>
		<category><![CDATA[teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Para amplificar esse princípio, acredito que seja útil olhar para o que a Bíblia tem a dizer sobre a obtenção de galardões. Nosso maravilhoso e gracioso Pai não somente nos salva e nos dá a vida eterna, mas também reserva para nós galardões celestiais com base no nosso serviço fiel. . Encontramos esse princípio ensinado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para amplificar esse princípio, acredito que seja útil olhar para o que a Bíblia tem a dizer sobre a obtenção de galardões. Nosso maravilhoso e gracioso Pai não somente nos salva e nos dá a vida eterna, mas também reserva para nós galardões celestiais com base no nosso serviço fiel.</p>
<p>. <span id="more-200"></span></p>
<p>Encontramos esse princípio ensinado pelo apóstolo Paulo nas seguintes passagens:<br />
&#8220;Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.&#8221; [1 Coríntios 3:10-15]<br />
&#8220;Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.&#8221; [2 Coríntios 5:10]<br />
Esse princípio de recompensas, declarado de forma clara e inequívoca, diz que Jesus Cristo irá julgar os seus. Se Ele determinar que nossas &#8220;obras&#8221; individuais &#8211; aquilo que fizemos por Ele &#8211; são ouro, prata e predras preciosas em caráter, receberemos galardões eternos com base no nosso mérito relativo. Entretanto, se nossas obras forem consideradas madeira, feno e palha, e forem consumidas pelo fogo do Seu teste, sofreremos perda. Portanto, à luz disso, permita que eu faça uma pergunta: 1 Coríntios 3:15, citado anteriormente termina com a palavra &#8220;perda&#8221;? Não, o verso diz, &#8220;esse&#8221; (o indivíduo testado e que sofre a perda do galardão) será salvo &#8211; todavia como pelo fogo&#8221;.<br />
A possibilidade de perda permanece um perigo claro e presente no que se refere aos crentes. Permitir que um pecado &#8220;pequeno&#8221; continue sem ser confessado após o Espírito Santo ter nos despertado para o arrependimento &#8211; é testar a paciência de Deus. Somente Ele sabe onde a linha proverbial na areia está traçada e, se a cruzarmos &#8211; o galardão potencial ficará em risco. Então, se persistirmos e nosso coração se tornar tão endurecido à sua punição que nos recusamos a dar ouvidos, a morte prematura pode ser o remédio final! Aqui está o que o apóstolo João disse sobre esse aspecto em particular da correição:<br />
&#8220;Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore. Toda a iniqüidade é pecado, e há pecado que não é para morte.&#8221; [1 João 5:16-17; ênfase acrescentada]<br />
Assim, qualquer filho da graça que obstinadamente insistir em continuar com comportamento pecaminoso corre o risco de ter sua vida ceifada. A salvação do indivíduo não será perdida, mas parece razoável concluir que tal ação drástica resultará na perda de quaisquer galardões que poderiam ter sido concedidos &#8211; embora, dentro do meu conhecimento, as Escrituras não tratem desse aspecto particular do assunto.<br />
Portanto, é óbvio que precisamos manter um temor saudável do nosso Pai Celestial e nos aproximarmos dele com muito maior respeito e reverência do que prestamos aos nossos pais terrenos. Os castigos que eles nos infligiam podem ter sido severos às vezes [Hebreus 12:9-10], mas retirar a vida física (não a vida eterna que temos em Cristo) é um passo que Deus pode dar se obstinadamente recusarmos o arrependimento. Portanto, mantenha esse princípio em mente enquanto prosseguimos.<br />
Como mencionamos no artigo anterior, existem várias passagens das Escrituras no Novo Testamento que continuam a ser interpretadas como se ensinassem o crente pode perder a salvação. Mas apresento para sua consideração que a aplicação objetivada é para aqueles que podem estar em risco de perderem seus galardões, não a salvação. Uma dessas passagens encontra-se em 2 Pedro:<br />
&#8220;Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza.&#8221; [2 Pedro 3:17]<br />
Nos versos 3 e 4 desse capítulo, Pedro nos adverte sobre os escarnecedores e aqueles que causam intranqüilidade. Em seguida, no verso 16, menciona as coisas que o apóstolo Paulo tinha escrito e que eram difíceis de compreender &#8211; que os instáveis e indoutos estavam distorcendo para sua própria destruição. Finalmente, no verso 17, a advertência é feita para prevenir os cristãos de ouvirem a essas pessoas e terminarem caindo de sua firmeza de posição. Dar ouvidos a &#8220;espíritos enganadores&#8221; e seguir o erro deles pode levar os cristãos a se afastarem da fé, como vemos na seguinte passagem em 1 Timóteo:<br />
&#8220;Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência.&#8221; [1 Timóteo 4:1-2]<br />
Acredito de todo meu coração que estamos vivendo nesses últimos tempos citados no verso 1, e muitos dos filhos amados de Deus estão se desviando de sua posição de firmeza na fé ao seguirem apóstatas possessos por demônios que se apresentam como pregadores. Será se isso significa que eles irão para o inferno ao morrerem? Não!!! Mas isso significa que o Diabo está obtendo uma vitória sobre eles, pois Deus, o Pai, está sendo ferido por esse fracasso de seus filhos. Pessoal, o Diabo é um inimigo derrotado, mas ainda tem a permissão de contristar Deus fazendo desviar alguns dos eleitos por quem Cristo morreu. O Pai Celestial já proveu para eles toda a armadura espiritual necessária [Efésios 6:11-18] &#8211; mas alguns deixam de usá-la adequadamente e sofrerão a perda dos galardões diante do Tribunal de Cristo [2 Coríntios 5:10, citado anteriormente]<br />
Outro verso malcompreendido encontra-se também em 2 Pedro:<br />
&#8220;Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis.&#8221; [2 Pedro 1:10]<br />
Espera-se que todos os fiéis cristãos &#8220;cresçam na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo&#8221; [2 Pedro 3:18], para que fortaleçamos e solidifiquemos nossa posição Nele &#8211; nosso chamado, nossa eleição &#8211; de tal forma que os espíritos enganadores não possam nos enganar com falsas doutrinas. Os cristãos maduros que aprenderam e sabem manejar bem a palavra da verdade [2 Timóteo 2:15] podem identificar uma falsificação &#8211; pois elas invariavelmente se desviam da verdade das Escrituras fazendo acréscimos ou remoções delas. A Palavra de Deus é nosso recurso principal no discernimento espiritual &#8211; sendo apoiada pelo reforço da presença do Espírito Santo em nós. Uma das realidades que mais fazem partir o coração hoje é que alguns cristãos estão dando ouvidos ao &#8220;espírito&#8221; (observe que usei a inicial minúscula), em vez de colocar a prioridade apropriada sobre aquilo que Deus já disse.<br />
&#8220;Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.&#8221; [Mateus 24:13]<br />
&#8220;- Ah! Veja, eu disse a você que temos de &#8216;perseverar até o fim&#8217; para sermos salvos.&#8221; Errado de novo! O capítulo 24 de Mateus &#8211; do verso 4 em diante &#8211; é profético e trata dos judeus durante o Período da Tribulação. Quando o Senhor falou essas palavras aos seus discípulos judeus, a igreja ainda era um mistério divino e não se tornaria realidade até o Pentecostes &#8211; cinqüenta dias após a Páscoa judaica &#8211; o dia em que o Senhor foi crucificado e enterrado. Todo o ministério terreal do Senhor envolveu a mensagem, &#8220;Arrependei-vos, pois o reino dos céus está perto&#8221;. Qual é o ponto? Simplesmente que Ele estava pessoalmente na Terra e oferecendo o reino a Israel. Então, no verso 14 (logo após a afirmação de &#8220;perseverar até o fim&#8221;, acima), o texto diz claramente:<br />
&#8220;E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.&#8221; [Mateus 24:14]<br />
Que &#8220;este evangelho&#8221; refere-se ao &#8220;evangelho do reino&#8221; e não ao &#8220;evangelho da graça&#8221; que está sendo pregado atualmente a todo o mundo &#8211; é prova positiva que a passagem refere-se ao Período da Tribulação quando o evangelho do Reino será proclamado porque mais uma vez o reino terreal do Senhor estará verdadeiramente &#8220;perto&#8221; &#8211; sua presença pessoal será iminente. Os 144.000 servos de Deus escolhidos de Israel [Apocalipse 7:1-8] pregarão as boas novas do reino a todas as nações na Terra, e uma grande multidão, a qual ninguém pode contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas &#8230;&#8221; [verso 9], será salva durante a Grande Tribulação [verso 14 - a última metade do Período da Tribulação].<br />
Portanto, a afirmação sobre a salvação daqueles que perserverarem até o fim está se referindo ao remanescente dos eleitos (tanto judeus quanto gentios) que chegarem vivos ao fim do Período da Tribulação!<br />
Finalmente, a passagem mais difícil, que tem preocupado tantos há vários séculos:<br />
&#8220;Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério.&#8221; [Hebreus 6:4-6]<br />
Ao longo do tempo, várias visões têm sido propostas sobre a quem essa passagem referencia, mas uma coisa é afirmada muito claramente &#8211; aqueles que recaíram não podem ser renovados para o arrependimento. Sendo esse o caso, o que o arrependimento significa? Basicamente, a palavra grega metanoia significa &#8220;ter outra mente&#8221; &#8211; parar de ir na direção errada e começar a ir na direção certa, espiritualmente falando. Assim, a coisa que precisamos compreender é que enquanto o verdadeiro arrependimento acompanha a salvação, ele mesmo não é a salvação.<br />
Em seguida, devemos observar que o termo &#8220;recair&#8221; no verso 6 é a tradução do palavra grega parapipto &#8211; a respeito da qual W. E. Wine diz em seu Expository Dictionary of New Testament Words: &#8220;&#8230; significa uma recaída (da adesão às realidades e fatos da fé)&#8230;&#8221; Portanto, se essa passagem está na verdade falando de um crente genuíno que recaiu da aderência às realidades e fatos da fé, será devido ao engano por um falso espírito &#8211; a operação de demônios e/ou indivíduos que são apóstatas e disfarçados de crentes para o propósito do engano. A parte mais triste é, se o desvio progride além do ponto em que Deus ainda concede o arrependimento, ele torna-se irreversível &#8211; a ovelha acabará sendo devorada pelo lobo, por assim dizer, e perderá totalmente sua eficácia para Cristo. A perda de galardão por cair presa em tal enganação após ser repetidamente advertido pela Palavra de Deus para se acautelar dos lobos vestidos em pele de cordeiro deve ser um conceito compreensível para todos nós. Mas uma vez que a salvação é verdadeiramente uma realidade na nossa vida, perdê-la por ter cometido algum pecado seria totalmente contrário a muitos e muitos versos das Escrituras &#8211; a preponderância dos quais, na verdade &#8211; diz exatamente o contrário. Todos os nossos pecados, 100% deles &#8211; passados, presentes e futuros &#8211; foram perdoados em Cristo Jesus.</p>
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